comerciominho_21041877_629.xml
- conteúdo
-
5:
ANNO
1877
FOLHA
COMMERCIAL
RELIGIOSA
E
NOTICIOSA
NUMERO
629
Assigna-see
vende-se
no
escriptorio
do
editor
e
proprietário
Joti
Maria
Dias
da
Costa,
rua Nova
n.’
3
E,
para
onde
deve
sct
dirigida toda a correspondência
franca
de porte.
=As
assi-
gnaluras
são
pagas
adiantadas
;
assim
como
as
corresponden-
«í*8
de
Interesse
particular.
Folha
avulso
10
rs.
ÁS
TERÇAS, QUINTAS
E
SABBADOS.
SI
d®
ABKlli
Lêmos
na «Unitá
Cattolica»
de
30
de
março qne
o numero
de
suicídios
vae
crescendo
immensamente
na
Italia;
e
os
roubos,
especialmente
dos estabelecimentos
de
piedade
e
de
caridade,
da
mesma
ma
neira.
Ainda
ha
poucos dias um
secreta
rio
de
primeira
classe
do
ministério
do
Interior,
commissario
extraordinário
das
obras
pias
de
Casale, cuja
administração
fóra
tirada
ao
clero
para
ser
confiada
a
irmãos
nos
Ires
pontinhos,
suicidou-se,
depois
de
haver
roubado
bastantes
milha
res
de
lyras.
A «Gazzette
di
Torino»
la
menta-se.
fazendo
aliás
grandes
elogios
ao
cavalier,
arvocalo, segretario
del
ministé
rio,
ladrão sacrílego,
e
suicida
por acres-
cimo
!
«Em
Casale
dentro
de
poucas
semanas
duas
obras
pias
bastante
ricas
e
que
es
palhavam
grandes
beneficios
entre
os
po
bres
foram
completamente
arruinadas;
os
thesoureiros e
empregados
que
fizeram ou
permittiram
o
roubo,
pouco
menos
que
absolvidos...
Um
dos
empregados
matou
a
facadas
um
de seus
superiores; depois
fez-se
justiça
por
suas
próprias
mãos,
cor
tando
as
goelas.
Um outro
accusado
mor
reu
mysteriosa
e
repentinamente
no
dia
em
que
devia
responder
a
seus
juises.
Uma
testimunha
suicida-se
no proprio
momento
em
que
é
chamada
a
depôr;
e
finalmente
uma
outra testimunha
fez
saltar
o
cerebro
com
um
tiro de
revolwer
pou
cos
momentos depois de
sua
deposição
no
tribunal»!!!
(Palavras
textuaes
da
«Unit,á>)
Os
commentarios
aos
leitores.
A
’
ReJlneção <Io
oApostoIox».
Londres,
24
de
Março,
1877.
[Conclusão]
Para
isto se
déram
instrucções
á
quadra
Ingleza
no
Mediterrâneo,
qne
se
mettesse
de
permeio
entre
a
d
’
El
Rei
de
Nápoles
e
a
de Cavour
(chrismada
de
GaribaldiJ,
para
que
este
ultimo
podesse
es-
desembarcar
a
salvo,
na Sicilia,
primei
ro,
com
os
seus
flibusteiros,
e
passar
de- ;
pois
ao
continente
Italiano,
ao
mesmo
tempo
incólume
e protegido.
Para
isso é que
este
mesmo
Senhor
Elliol
hoje
Embaixador
Britânico
em
Cons
tantinopla,
então
Ministro
Inglez em
Ná
poles,
não
só
foi
logo
a
bordo
da
frota
ilibusteira
visitar
Garibaldi
e
os
inimigos
do
Soberano
e
Governo
junto
de
quem
elle EHiot
estava
acreditado,
mas
não
acom
panhou,
como devia,
esse Soberano
para
Gaeta;
e
consentiu
que
os
marinheiros
Inglezes
fossem
depois
servir
a
artilharia
Ilibusteira,
etc., etc.
Ninguém
se illuda
com
apparencias
e
mentiras:
a
revolução
Italiana;
a
occupa-
ção
de Roma;
o
estabelecimento
do
cele
bre
«Templo»
maçónico
na
Cidade
do
Pa
pa;
a
animação
em
todo
sentido
da
revo
lução
ilibusteira;
tudo
é
obra maçonico-
protestante
mascarada.
O
Ministro Inglez
em
Roma,
Lord
A.
Paget,
é
verdadeira
mente
um
Proconsul
Ing
’
ez
e
prolector
da
revolução
anti-calholica;
para
a
qual,
com
disfarçada
períidia
maçónica,
e
car-
bonaria,
o
Napolão
Pequeno,
consentiu
e
contribuiu;
não
sendo
o
mesmo
Napoleão,
nos
últimos
annos, antes
mesmo
da
guerra
que
o
derribou
do
throno
de
França,
mais
que
um instrumento
e
agen
te
da
maçonaria
e
da
Inglaterra Protestante
ao
mesmo tempo.
O
tirar
de
Roma
a
guarnição
Franceza
com
pretexto
da
guerra,
foi
tudo
plano
combinado
para
satisfação
da
maçonaria
e
do
Anglicanismo
ao
mesmo
tempo.
Este
ultimo não disfarçou
seu
interesse,
seu
empenho,
em
que
o Papa fosse
deixado á
mercê
dos
Flibusteiros
e
Garibaldinos;
pois
os
papeis
Inglezes,
á
excepção
dos
Ca
tholicos,
todos
se regozijaram,
e applau-
diram,
com
ver
o
Pontífice
e
a
Igreja
deixados
á
mercê
de
Victor
Manoel,
Ga
ribaldi
e Companhia.
A
Flibusteirada
Ita
liana
continuou
ainda
por
algum
tempo
guardando-se
de confessar
a
connivencia
napoleonica
com
o
Garibaldismo,
Cavou-
rismo,
Viclor-manoelismo;
isto
em
quanto
não
viu
bem decidido o
abatimento
da
França,
tendo
sempre
medo
delia;
até
que
o
Duque
de
Cazes
e
collegas
mandáram
36
FOLHETIM
DÍL
J.
M.
DE
MACEDO.
ROMANCE
BRAZILEIRO
VOLUME
II
XIX
No alpendre.
dia-
—
Rodrigues,
aquella
mulher
é
o
bo
em
pessoa.
—
E
muito
desgraçada,
João.
—
Por
culpa
d
’
ella :
tu
,
foste
sempre
mais
piedoso
do
que
eu.
—
Não, tu é
que
te
finges
mao.
—
Está bem
:
e
então
não
conseguiste
saber
o
motivo
d
’essa viagem
?
—O
nosso
pequeno
teimou
era
occul-
tal-o.
—Mas
por
fim
cedeu
e
ficou.
—
Sim;
porém
custou-me
muito: foi-
me
preciso
locar-lhe
na corda
mais
sono
ra
de
seu
coração.
—
Ah! já
sei;
fallaste-lhe
em sua
mãe.
—
E’
verdade.
—
Pobre
rapaz!...
e
como
vae
elle
de
amores?
P
reços
:
Braga,
anno
1^600
rs.-^Semestre
850
rs.^ProcsR-
cias,
anno
2<$>000
rs
e
sendo
duas
3&600
rs.■
—
Semestre
í$0R0
rs.^Braztl,
anno
3&600
rs.'“Semestre
1&900
rs.
moeda
forte,
ou
8&000
reis
e
4&500 reis
moeda
fraca.
—Anmmcios
por
linha
20
rs.,
repetição
10
rs.
Para
os
assignantes
20
»/0
d
’a’oatimento.
finalmente
retirar
de
Civita
Vechia
a
fra
gata-protesto
(como
eu
a
chamarei).
De
pois disto,
começaram
então
a
votar
en
cómios.
'monumentos
agradecidos, e
re
conhecimento,
ao
homem
de
Sedan,
como
quem
linha
com
elles cooperado
para
«li
bertar
a
Italia»,
do
legitimo
Soberano,
e
en(regal-a
á
Maçonaria
e
á
Revolu
ção.
O Santo
Padre
conhece melhor
que
ninguém
a
verdade
do que
nos
preceden
tes
periódicos
deixo
exprimido;
e por
isso
na
Sua
ultima
Allocução ao
Sacro
Colle-
gio falou com aquella energia
e
clareza;
chamando
bem
as
cousas
por
seus
nomes
sem
rodeios
nem
contemplações.
E como
ce
n
’
esl
que
la
verilé
qui
blesse.
logo
a
cousa
fez
uma
grande
sensação,
porque
as
asserções
de
Sua
Santidade
eram
innega-
veis;
assim
como
ninguém
havia
que
não
visse
claramente
onde
se
dirigiam
as
no
vas propostas
e
tentações
do
Governo
ma
çónico
Italiano.
Aqui
o
Times, o
representante,
a
al
ma
do
Liberalismo
anti-calholico,
sentiu,
doeu-se
de
veras
daquelias
verdades
enun
ciadas
pelo
Pontífice;
com
o
fim
de
frus
trar-lhes
o
eífeito
no
espirito
do
commum
dos
seus
leitores,
que
elle
sabe
lhe
ado-
ptam
os
juizos
e conclusões
como
oráculos
infalliveis;
affectou
que
a
Allocução
Ponti
ficia
não
era
mais
que
uma
querimonia
de
velho,
sem
sustancii
ou
peso,
uma
enfiada
de
logares
communs
e
repetição
de
queixas
sem
fundamento
e
já
sédiças.
O
artificio
porem,
tão
pérfido quanto
mi
serável,
de
que
principalmente
se serviu,
foi
o de
aproveitar um
discurso
gente
de
um
Collegio
Protestante,
Deão
de
Westmioster
(Stanley),
casado,
fashionavel,
eloquente,
excêntrico,
semi-
christão,
semipoeta,
que
divagou
sobre
tu
do
quanto
ha
por
tres
columnas
inteiras
do
mesmo
Times,
em
seu
typo
miudo
e
linhas
cerradas;
e
no
fim
de
cuja
leitura
i
(a
que
me
condenei
como
penitencia,
por
ser
Quaresma)
fica
a
gente
em
jejum,
sem
saber
para
que
aquillo sirva.
Encon-
i
tra-se,
todavia,
lá
no
meio da
parolice,
,
um
annuncio,
de
certo
aperfeiçoamento
do
christianismo,
que
esqueceu
ao
seu
Auctor,
e
que
hade
vir,
não
sei
como,
o
entendo,
até
lodo
ardor,
pai-
—Olha,
João,
eu não
hontem
á meia
noite
era
xão
e
esperança.
—
E
hoje
?
—
Não
quer
ouvir
o
Orfã.
—
E esta!...
—
A
mulher
de
mantilha
dobrou
muito
á
sua
vontade
áquelle coração.
—Quando
eu
digo
que
eila é
o
diabo!
—
Infeliz
I
treme
diante
do
mundo
;
Sa
lustiano
é
um
espectro
que
a
assombra
;
obedece-lhe
como
a
um
senhor.
—
Cedo
eu
a
livrarei
d
’
esse
fantasma.
—
Como ?
João
ficou
olhando
por
algum
tempo
para
Rodrigues,
e
depois
disse
:
—
Está
bem...
era
um segredo
que
eu
queria
guardar para
mim
só
;
mas
vou di-
zer-t
’
o.
Rodrigues
escutou
curioso.
—
Tens um
bello visinho
alli
defronte,
disse
João.
—
Sim,
é
o
celebre Jacob...
áquelle
nosso
escrivão
do
processo
—
Pois
sabe
que
é
muito
meu
amigo.
a
mão
nome
da
Bella
feito
á
por
um
lá
quando
vier;
e
então
é
que
elle
chris-
lianismo
hade
ficar
umas
pascuas —
que
até
o
Salvador
se
hade
envergonhar
de
Lhe
ter
esquecido
áquelle
arrebique na
Sua
obra
I
Pois,
é
uma
extravagancia
assim
que
o
grande
Times
põe
em
mui
vantajosa
comparação
com
um
documento
cheio
de
verdade,
de
moderação,
como
é
a Allocução
do
Santo
Padre
!
No
fim
da
ultima
columna
do
Times
de
hontem
(2
de
Abril),
na pagina
8.
a
,
que
pouca
gente
lê,
e
em seu
typo
o
mais
miudinho
(em
que põe
só
cousas
de
encher,
e
como
para
inculcar
que
não
vale
aquillo a
pena
de
ler-se),
vem
uma
I noticia
essás
extensa,
de
um
discurso
do
nosso
Cardeal
Arcebispo,
na
sua
Pro-Ca-
thedral.
ante-hontem,
Domingo
de Pas-
choa.
Eu
que,
ha
muito
já,
conheço
es
tas
manhas
do
senhor
Times,
quando
o
leio
tenho o
cuidado,
ordinariamente, de
passar
os
olhos por
todas
as
paginas,
me
nos as
dos
Annuncios,
a
ver
se por
al
gum
canto,
ou fundo de
columna,
se
en
contra
qualquer
insignificância
assim des-
presivel,
de
que
se
possa comludo
tirar
algum
proveito.
Julguem
pois
os
leitores
do
Apostolo,
da
bagatela
que
o oráculo
do
Liberalismo
universal,
e
protector
do
Ita
liano, deixou, não no
tinteiro,
mas
onde
julgou
que
pouca
gente
o
passaria
pelos
olhos.
Eis
aqui
o
texto,
tal
qual,
de to
do
o
artigo,
em
sua
letra
microsco-
pia:
—
«
O Cardeal
Manning
sob
a
Allocucão
Papal.
—
Annunciou-se hontem
pela
ma-
,
nhã,
na
Pro-Cathedral,
em
Kensington,
i
que
no
Domingo
de
Paschoela,
se
leria
ali
a
Allocução
Papal,
e
se
daria
a
bênção
. pelas intenções
de
Suantidade
P.o
IX.
«O
Cardeal
Manning,
no
decurso
de
i
um sermão,
sobre
o
texto,
Eu
sou
a re-
■
surreição
e
a
vida,
—
disse:
—
O
que
dos
i
indivíduos é
verdade
o
é
também
da
Igre-
■
ja de
Christo
na
terra.
Ha na
mesma
Igreja
uma
vida
contra
a
qual
as
portas
■
do
Inferno
não
podem
prevalecer;
ha
nella uma
divina
liberdade
que
jámais
po-
i
de
limitar-se,
e
um
poder
que,
ainda
que
i
temporariamente seja
embaraçado
e
iin-
,
pedido,
tem
prevalecer
a
final.
—
E
a
razão?
—
Um dia
consegui
ficar
de
ouvil
os, e
apanhei-lhes
o
escrivão
é
duas
vezes infame.
—
Como?...
explica-te.
—
Infame,
porque
recebeu
ra
queimar
um
processo,
e
por
isso
per
deu
o
oflicio;
e
infame
outra
vez,
porque
o
processo
não
está
queimado.
em
posição
segredo.
O
dinheiro
pa-
«Era
um
dia
um
mancebo,
qu
’
ardenle,
«Pobre
vida
esquecido
vivia;
«E
uma
virgem......
nosso
escrivão
do
processo
—
Teu
amigo?...
e
tu
apertas
de
similhanle
homem?
—
Aperto.
—
João!
—Nada
de
reprehensões,
escuta
:
obser-
que
o
tal
Jacob
ia
de
vez
em
quan-
ler com
Salustiano
:
ficavam a
sós
por
vei
do
algum
tempo,
e
depois
o
escrivão
retira
va-se
muito alegresinho,
e
o
outro
ficava
por
algumas
horas
dé
mau
humor.
O velho
Rodrigues
sorriu-se.
—De’
que
te
ris?...
perguntou
João.
—
E
’
que
este
canto
me
está
chaman
do. A
Bella Orfã
tem
que
me
confiar.
—
Pois
vae ;
adeus.
—
Não,
espera;
póde
ser que conve
nha
que
saibas
o
que
ella
tem
para
me
dizer.
João
ficou
outra vez no quarto
de
Ro
drigues.
Uma
hora
depois
voltou
o velho
guar
da-portão.
—
Que
novidades
ha?
perguntou
João.
—
O
caso
vae-se
complicando.
—
Então
que
temos?
—
A
tal
mulhersinha
de
mantilha
obte
ve do
nosso pequeno
uma
carta
para
Ce
lina.
—
Bravo!
provavelmente
o
rapaz
des
manchou-se
lodo
em
juramentos
de
amor.
—Ao contrario,
declara
á
nossa
Bella
Orfã
que
a
não
ama,
e que não quer
•1
l
.1
•
1
—E esta!... que
dizes
a
isto?
—
Fiquei
com
a
cara
á
banda,
Jcão!
—
Que
disseste
á pobre
menina?
—Que
desconfiasse
e
que
esperasse.
—
Realmenle
foi
boa
resposta.
—Agora
vamos
sair,
João.
—
Para
onde ?
—Tu
para
casa
de
Jacob,
e
eu
para
o
Purgatono-trigueiro.
processo
não
está
queimado.
—E
então?...
—
Elle
o
guarda.
—
Oh
!
mas
isso
é
o diabo.
—Pelo
contrario,
eu
julgo
que
é ex-
cellenle.
Já
te
disse
que
lenho estreita
amisade
com
Jacob.
—
E
que
pretendes
fazer?
—
Ir
morar
com
elle.
—
E
esperas conseguir isso?
—
Com
dinheiro
tudo
se
consegue
d’a-
quelle
homem
: vou
alugar-lhe
um
quarto
em
sua
própria casa.
—
E
depois ?
—
Depois os
papeis
estão
lá,
e
hão
de
ser
meus,
custe
o que
custar.
—
Fallar-lhe-has
n
’
isso?
t
_
__
___
,
_
—
Deus
me
defenda:
Salustiano
deve
illudil-a
por
mais
tempo,
lel-os
pago
bem,
para
que
elle
m
’os qui-
zesse
ceder
!
—Olha,
João,
se
te
vaes
metler
em
alguma...
—
Deixa
o
caso
por
minha
conta
;
mas
que
é isto
?...
Ouviu-se
uma
voz
terna
e
melancólica,
que
começava
a
cantar
o
romance
do
Sonho
da
Virgem.
Mas
está
ligado
pelo
sentimento
de
sua
própria
dignidade, e
pelo
sobre-natural
oíficio
que
exerce;
e
sabe
que
seria
pro
funda
degradação
moral
pôr seus pés
fora
do
limiar
do
Palaeio
onde
vive, em
quan
to
outro
Soberano
pertende
governar
na
cidade
que
a
Providencia
Divina
lhe
deu
a
elle
Pontífice».
Depois
de
descrever
as
leis
oppressi-
vas
sob
quesollre
o
clero
em Roma,
con-
clue
o
Cardeal
Manning
da
maneira
se
guinte:
—
«Não
desejo
ser
propheta
do
mal.
Por
doze
mezes
temos
estado
ameaçados
de
guerra
no
Oriente.
Só
Deos
sabe
neste
mo
mento
se
o
fogo
tem
de
levantar
chatnm
a
ou
apagar-se.
Cada
nação
na
Europa
se
está
armando
a
tal
ponto,
que
tem
de
fazer
ou
guerra ou
banca-rola. Pio
IX,
como
Vigário
de Nosso
Senhor,
nunca
dará
o
signal da
guerra;
mas
qualquer
guerra
que
se
ateie,
involverá
ioda
a
Eu
ropa,
nade
involver
a Italia
e
Roma,
e
chegará
então a
solução,
mas
não
efifei-
luada
por
nós.
Mofadores
podem
escar
necer;
mas
Deos
faz
erguer
as
nuvens
da
tormenta.
«O
mundo
acha-se,
neste
momento,
sob
o
dominio
da
revolução;
que
principiou
em
1789,
tornando
rebentar
novamente
em 1793,
1830,
e
1848,
eslendendo-se
enião
á
Italia,
e
continuando
por
longo
periodo,
lindando, segundo os
homens
pensavam,
em
1870,
quando julgaram
en
terrada
a
questão
de
Roma,
bem
quê,
como
o
nosso
Santo
Padre
lhes
disse, não
fazia
senão
principiar.
«Está
o
mundo
neste
momento
sob
a
influencia
da
revolução.
De
um
lado,
acham-
se
as
forças
da anarchia
[
acaso todas
unidas
no
desejo
que
Roma
continue
co
mo
está
? De
outro
lado,
encontra-se o
Mundo
Christão
e
Catlio'ico,
e
os
pode
res
de
ordem
que
acreditam
em
Deos.
Esses
dois armamentos
estam orde
nan-
do-se
e
aproximando-se
mais
um do
ou
tro.
E’
inevitável
a
collisão
n
’
um
dia
ou
n
’ouiro.
Tudo
o
que
eu peço
de coração,
é,
que
quando
chegue
esse dia, não tenha
a
Inglaterra
que
soffrer».
Eis
ahi
como o
Times
guiza
’
ou
ex-
tracta
o
discurso
do Cardeal;
e
se
verá
bem. mesmo
só
deste exlracto, a boa
ra
zão
que
linha
o
papel
para
esconder
o
assumpto
quanto
possivel, sem
que
po-
dessern
accuzal
o
de passar
tudo
em
si
lencio.
A.
R. SARAIVA.
«Já
percebereis
o
de
que
vou
falar.
Estimaria falar-vos
de
outras cousas,
mas
o
dever
me
obriga
a
falar
desta,
porque
os
homens
deste
mundo
têm
estado
es
crevendo
e dizendo,
nestes
últimos
dias,
que
parece
ir
a
reviver
a
questão
Roma
na,
e
que.
se
os pensamentos
da
gente
não
estivessem
obviamenie
occnpados
no
Oriente,
ique seria
se
a
Questão
Romana
viesse
a
reviver?
^E
que
seria
se
a
gente
ao
mesmo tempo
tivesse que
occu-
par
se
das duas ?
«Verdade
é,
com
effeilo,
que
o Vigá
rio de Jesus
Christo
foi
sepultado
no
Va
ticano, deposto
de
sua
Soberania, encer
rado,
por
assim
dizer,
em
um
tumulo.
Contavam
pouco
com que
elle
tivesse
o
poder
de
resuscitar,
e
pouco
lêram
a
his
toria
dos
últimos
1800
annos;
de
outra
sorte,
houveram
sabido
o
que
havia
de
«ucceder.
«E
’
a
lei
da
Igreja
de
Christo,
a
lei,
sobre tudo,
da Cabeça
da
Igreja, ser
amor
talhada
e
ser
enterrada
de
tempos
a
tem
pos;
mas
é
também
lei
da
Igreja
e de
sua
cabeça
o
ergu>r-se
ou
resuscitar
de
novo.
«A
questão
Romana
(continúa
o
Cor
respondente)
é
esta;
—
Deu
Christo
á
Sua
Igreja,
e
á
Cabeça
delia,
em
tudo
o
per
tencente
ao Seu Reino,
independencia
absoluta
de todo
poder
civil
e
tempo
ral.
«Desde o anno
800
até
1870
tiveram
os
Pontífices
uma
verdadeira
e
própria
Realeza
e Soberania
em Roma;
tão
verdadeira,
tão
sua,
mais
antiga,
mais
sagrada,
do
que
a
Soberania
a
que
nós
todos
nos
curvamos
com
todas
as
libras
de
nossos
corações,
e
todos
os
impulsos
de
nossas
vontades
—
a soberania
de nossa
muito
augusta
Rainha».
Descreveu
o
Cardeal
então
como
se
ti
nha
tomado
posse
de
Boina,
ainda
que
se
tinha
deixado
ao
Papa
o
uso
do
Va
ticano,
e
o
convidavam
a
passar
livremen
te
pelas ruas.
«Ora
supponhamos (disse),
que
um
Po
der
conquistador
qualquer
se
estabelecia
no
palaeio
de
S.
James;
que
permittia
o
uso
dos palacios de Windsor
e
de Bu-
chingham
á
nossa graciosa
Soberana;
que
dizia
a
todo
mundo,
que
a
Rainha
d
’ín-
glaterra
eslava
livre
e
que
podia
realmen
te
sahir
e
passar
como d
’
antes
pelas
ruas
de Londres,
pelos parkes,
pelos
suburbios
—
isto
é
consagrar
pela presença
de
Sua
Mageslade,
a
soberania
d
’
aqnelles que
se
tinham
apossado
da
sua
d
’
Ella
Gosta
riam
disso
os
Inglezes?
Não,
e
Pio
IX,
sabia
muito bem
os
deveres
do Vigário
de
Jesus
Christo.
Disse:
Não
quero
ver
a
cousa,
nunca
meus
olhos
a
sanccciona-
rám,
beide
viver
e
morrer
dentro
do
limiar
do
meu
Palaeio?
«E
ha
Inglezes,
com
tudo,
que
escre
vem
todos
os
dias,
não
serem isto
senão
queixas
de um
velho que
acha
por
bem
dizer-se preso!
Ha duas especies
de
pri
são-a
prisão
pelos ferros,
e
a prisão
de
profunda
degradação
moral.
Pio
IX,
é
verdade
que
não
está
preso
em ferros.
Barcellos
19 d’abriE.
Dou-lhe
a
agradavel
noticia
de
que
o
Arcypreslado
de
Barcellos
já tem
quem
o
represente
na
próxima
peregrinação
a
Roma. Mil bênçãos
sobre
o
digno
Arcy-
preste
pela
acliviuade
que
desenvolveu
para
esta
decisão.
O
mui
louvável
pensamento
de
Sua
Exc.a
Revd.
ma
o
Senhor
Arcebispo
Primaz
de recommendar
aos
snrs. Arcyprestes
para que
nos
seus
julgados
abrissem
uma
subscripção
para
a
romaria
ou peregrina
ção
a Roma,
e
alli
os
seus Arcypresta-
dos
fossem
representados
foi
geralmente
bem acceite,
e
os
Parochos
d
’aqui
tem
corrido
a
inscrever-se
com
aquellas
quan
tias
que
os
limitados
rendimentos
dos
seus
Benelicios
lhes
permittem.
O
Arcypreste tinha
tenção,
logo
que
fechasse
a subscripção,
que
promoveu
por
meio
de
cartas,
enviar
a
quantia junta
a
Sua
Exc.
a Revd.
raa o
Senhor
Arcebispo
juntamente com
os
nomes
d
’
alguns
Eccle-
siasticos
para
que
Sua Exc.
a
dentre
elles
es
colhesse
o
que
havia
de
na
peregrinação
representar
o
Arcyprestado,
e
d’aquella
quantia
ser
subsidiado,
sendo
o restante
olferecido
para
o
dinheiro
de
S.
Pedro.
Porém
como
ultimameme
soubesse
que
havia
um
Ecclesiaslico
que
á
sua
custa
faria
a
peregrinação,
combinou
hoje
com
alguns
Parochos e outros
Ecclesiaslicos
das
aldeias
que o dinheiro
que
pedia
para
o
subsidio
fosse
oflerecido
a
Sua Santi
dade,
e
fosse
pois
nomeado
o snr.
Padre
Silverio José
da
Rosa
para
representar
este
Arcyprestado
na
peregrinação.
Deus
louvado,
já
d’
aqui,
também,
das
margens
do
Cávado
podem
dizer:=A
RO
MA
I
A
Roma,
sim,
acompanhemos
em
espirito
o
nosso
collega
Padre
Silverio
José
da
Rosa, e prostrados
aos
pés
do
Vene
rando
Vigário
de
Jesus
Christo,
do
Gran
de e
Immortal
Pio
IX,
oflereçamos-Lhe
os
nossos
corações
acompanhados
dos
protes
tos
de
sincera
aífeição,
respeito e leal
dade.
Viva
Pio
IX
!
R.
d
’
A.
CORRES PO.V»ENCIA
Pateada.
—
Com
mágoa
vamos
coují
,
gnar
algumas linhas
á
paleada que
promoveu
contra
a
actriz
Maria
da
em
a
noite
de
18
no
theatro
de
S.
raldo
Todo
o
mundo
sabe,
que
o
bilhete
d,
admissão
ao
theatro
confere
ao
possuído,
o
direito
de
demonstrar
o
seu
agrado,
j.
desagrado,
relativamente
á
peça
que
representa,
ou
ao
desempenho
da
mesiDj
Mas
a pateada
promovida
em
a
noite
quarta-feira,
foi contra
a
peça
?
foi
con.
Ira
o
desempenho
d’
ella?
Nem
uma,
neij
outra
coisa.
A
causal
de
similhanle
des.
tempero
foi—
dizernol-o
com
repugnan^
—
o
não
se
haver
uma
joven
actriz
pre$.
tado
a«s
galanteios
d
’alguem,
e
a
cerin
exigências,
que
nem
com
todos
os eufe.
mismos
possíveis
aqui
poderíamos
indi,
car.
Os
auctores
d’
esta
demonstração
jj,
decente
e
immoralissima,
assim
coij
(
aquelies
que
assaliaram
para
o
mesmo fim
devem
estar
bem
satisfeitos
com
a
suj
obra
!
Sentimos ver
envolvidas
n
’
este
negotii
pessoas
condecoradas
e
filhos
de
cavalhei
ros
de
quem
fomos amigos
e
a
quem
res
peitamos.
Foi
tão
incrível
o
excesso
d
’alguns
pa,
teantes,
que
chegaram
a
descalçar
os
bi-
les
para
com
ambos
os tacões
d
’estes
ator
mentar
os
ouvidos
dos
espectadores
vi.
sinhos,
parte
dos
quaes"
se
viu na
uée.
cessidade
de
se
refugiar
nos
camarotes,
que
o
emprezario
se
promptificou
a
ceder-
lhes
!
Isto
é
indigníssimo'.
Felizmente,
para
honra da
plateia
4
nosso
theatro,
os
snrs.
pateanles
levarai
um
cheque
monumental.
Grande
parte
dos
espectadores
das
cadeiras
e
dos
camarola
rompeu
em
estrepitosas
plamas,
não
hl-
iando
nos
da
plateia
geral,
que
se
levau
taram
como
um
só
indivíduo,
deixani
suplantados
os
pobres
descontentes.
Não
podemos
deixar
de
louvar
a
clas
ses
escolástica
e
artística, as
quaes
ifesii
occas
ão
se
portaram
brios,
mente:
—
dandi
a
democracia
uma
lição
de
moralidade
I
aristocracia.
A
esta
diremos
que,
se
qui.
ser
conservar
um
tal
ou
qual
prestigii
que
dos
seus
maiores
herdou,
não
de»
rebaixar
se
tanto,
tanto,
como
o
acabai
fazer
com
a
magra
pateada
de
que
falia-
mos.
Annivei-sat-ío.
—
Celebrou-se
hg
tem,
no
R.
templo
da
Misericórdia,'ia
missa
de
requiem
commemorando
o
falle-
cimento
do
major
reformado
Anlonioi
Simas
Machado.
Assistiram ao
aolo
a
viuva
e filhos,t
muitos
dos
mais
qualificados
amigos
di
finado,
—
entre elles
a
maioria
da
olfici»
lidade.
Assistiram
lambem os
directores
di
Asylo
do
D.
Pedro
V
e
as
asyladas
di
mesmo.
Gostamos
de
ver
o
modo
como-é
liou,
rada a
memória
d
’
um
homem,
que
eir.
to
da
a
sua
existência terrena
soube
tornar-
se
de
todos
bemquisto.
No
centro
do
templo
erguia-se
ui
-
Vamos.
Os
dois
velhos
separaram-se
á
porta
do
alpendre.
João
entrou
na
casa
de Jacob,
e
Rodrigues
foi
conversar
com
a
velha
Irias.
O
coração
de Jacob.
Eslava
correndo
a
segundo noite depois
d
’aquelle
dia,
em
que
João
tinha
sido
lan
çado
fóra
da
casa
de
Salustiano.
Eram
cerca
de
dez
horas.
Na
acanhada
saleta
de
jantar
da casi
nha,
que ficava
fronteira ao
Ceo-côr-de-
rosa
estavam
tres
personagens ceando ale
gremente,
sentadas
ao
redor
de
uma pe
quena
rneza
,
eram
Jacob,
Helena
e
João.
O
antigo
agente
da
casa
de
Salustiano
tinha
calculado
bem com
o
genio
interes
seiro
do
ex-escrivão;
logo
que
se
sepa
rou
de
Rodrigues
apresentou-se
na
casa
de
Jacob
com
a
bolsa
na
mão,
e
foi
im-
mediatamenle
recebido
e inslallado
no
me
lhor
quarto
da
casa.
Logo
na
primeira
noite
João olfereceu
a
seus
hospedes
uma
excellente
cea : Ja
cob
era
amigo
do
bom vinho,
e Helena,
ou
por
condescendência,
ou
porque
quer
que
fosse,
gostava
de
tudo
de
que
seu
ma
rido
gostava:
portanto
comeu-se
e
bebeu-
se
até alta noite.
Na
que se estava seguindo
repetiu-se
a
mesma scena.
No
entretanto
conversavam.
—
Mas
como
ia
fazendo
notar,
disse
João, parece
que
o
desuno
foi
quem de
cidiu
que nos ajuntássemos;
eu
fui
um
dos
que
cooperei
para sua desgraça,
e
por
tanto
era
justo
que
viesse
ajudai-o
a
sof-
frel-a
.
—
Não nos
lembremos
d
’
isso,
disse
He
lena.
—
Sim,
afloguemos
os
pezares
com
vi
nho.
—
Vá
feito!
exclamou
Jacob;
á
saude
da
boa
amisade.
E
apenas
esvasiados
os
copos, João
os
encheu
de
novo,
porém com
vinho diffe-
rente.
—
Esta
mistura
de
vinhos
é
que
hon-
tem
me
fez
mal, observou
Helena.
—Ora,
saude... um
dia
não
é
todos
os
dias...
—
Apoiado!
bradou
Jacob.
—
Comamos
um
pouco
d’
este
bôlo
inglez
para
fazer
lastro.
—
Vamos
a
elle,
que
está excellente!
—
Eu
já
pedi
a
uma
comadre
minha
a
receita
dos
bolos
inglezes
;
mas
a
maldi
ta
egoista deu-me uma
como
a
cara
d
’ella.
—
Perdemos
uma
duzia
de
ovos,
meu
caro
snr. João.
—
Deixe
estar,
snr.*
Helena,
que
eu
lhe
hei
de
trazer
a verdadeira
receita
dos
bô-
los
inglezes.
—Oh
! snr.
João, não
faz
ideia
do gos
to
que me dará.
—
Snr.
Jacob,
lá
vae
á saude da
sua
boa
senhora!...
—
A
’
razão
da mesma !
Jacob
e
Helena,
pouco
habituados
a
beber
vinhos
de
diversas
qualidades,
co
meçavam
a
demonstrar
uma
alegria
e
vi
vacidade
muito significativa.
—
Que vinho delicioso!
disse
o ex-es
crivão.
—
Tem
vinte
e
cinco
annos
de
sepul
tado.
— Ah...
eu logo
vi...
—
Mais
um
copo.
Os
dois
não
se
fizeram
rogar.
—A
proposito,
disse
João;
hontem o
snr.
Jacob
começou
a
contar-me
uma
his
toria
que
infelizmente
não
poude concluir.
—
Qual
?
—
A
historia
de
uma
grande
trovoada
domestica
:
uma
briga
entre
marido
e
mu
lher,
a
consequente
separação
dos
sujeiti-
nhos,
e
depois
a sua
rescente
concilia
ção...
que
diabo!
eu
fiquei
espantado
de
o
ouvir
contar
as
cousas,
como
se
as
ti
vesse
testimunhado,
e
ainda
mais me
es
pantei
quando
me
disse
que tinha docu
mentos
d
’isso
no
seu
coração.
—Ah
!... ah !...
ah
!...
Helena
soltou
também
a
sua
risada.
—Elle
não
entende
o que
é
o
meu
coração
!
...
—
E
’
verdade...
confesso
que
não
posso
adivinhar
similhante
charada.
— E
’
segredo
de familia,
e
portanto...
—
Basta...
já
não
quero
saber.
Vá
um
copo
de
vinho
aos
segredos
de
familia!
—
Vá
!
João,
que desde
a
noite
anterior
con
cebia
as
melhores
esperanças
de
realisar
o
plano, que
trouxera
na
mente
quando
vie
ra
morar
em casa de
Jacob,
deixou
pas
sar
cerca
de
um quarto
de
hora,
duraolt
o
qual
fez
com que o ex-escrivão
e
sw
mulher
esvasiassem
ainda
mais
dois
cá
lices
de
vinho,
e
depois
disse
:
—
Mas,
tornando,
como
lá
se
diz,
í
vacca
fria;
devo
notar que
não são
mui
to
concordes
em
um
ponto
da
tal
histo
ria.
—
Em
qual?
—O
snr.
Jacob
diz
que o
casal brigo-
do
e
separado
reconciliou-se
em
conse
quência
de
uma
carta
muito
cheia
de
la*
murias
e
de
tolices,
escripta
por
unid’
el-
•les.
—
E’ certo
!
—
Foi
tal
qual.
—
Sim; mas
hontem
o
snr.
Jacobsus-
tentou
que
a
carta
esta*va
assignada
peli
mulher,
e
a
snr.
a
D.
Helena
jurou
q
”
era
do
proprio
punho
do
marido.
—
E
’
da
mulher.
—
E
’
do
marido.
—
Então
em
que
ficamos?
—
Não faltava
mais
nada!...
uma®
11
'
lher
abaixar
a
cabeça
a
um
homem!--
—
Pois
digo-lhe
que
a carta
é
da
®°'
lher
!
exclamou Jacob,
dando
na
meza
«
a
forte
murro.
—
E
’
mentira,
snr.
João!
O velho
soltou
uma
gargalhada
®
slfi
pitosa.
(ConlinW
SubBeripçião para a ofTerta a» S!á.
Patíre, Pio
2X.
Transporte
70$250
III.
12,08
e
ex.
11108
snrs.
Anonymo
V
l$000
Gaspar
Pereira
Pinto
de
Mello
Abreu
e
Lima
4$500
D.
Melbilde
de
Jesus
Gonçalves
Salgado
4$300
D.
Julia
Vieira
d
’Araujo
500
D.
Narciza
Emilia
da
Costa
Pereira
1
$
!i00
José
Antonio
Coelho
de
Mire
2$000
Rev.°
fr.
Carlos
José
de
Magalhães
2$2o0
Somma
86$000
Na
relação
do
n.
8
passado
foi
por
equivoco
2$250 em
logar
de 2$300
que
deu
o snr.
Manoel
Marques
da Silva
Pe
reira.
Senhora da
SJaíalha.—
Tem
áma-
nhã
logar
a
festa e
romaria
de
N. Se
nhora
da
Batalha,
que
se
venera na
ca-
pella
do
monte
de
S.
Gregorio.
modesto
catafalco, onde se via o
retrato
do
fallecido,
circumdado
de
lomes.
Theatro.—
Foi
na
quarta-feira
a sce-
na
a
magica
A
filha
do
ar.
Correu
muito
regular
o desempenho
por parte
de
quasi
todos
os
actores.
Os
coros,
porém
são
jncorregiveis.
Hoje
representa-se
o
excellente
drama
Os
incendiarias,
e
amanhã
volta
a Fdha
do
ar,
e
a
chistosa
comedia O
lio Tor-
qualo.
Cumo de leitus’».—
Os
snrs. Fran
cisco
Xavier
A.
d'Oliveira
e
Antonio
J.
G.
da
Costa
vão
abrir,
no
primeiro
de
maio, um
curso
de leitura
pelo
melhodo
de João
de
Deus,
inquestionavelmente
o
preferível
a
quantos
teem
apparecido.
Os
dois
professores são
moços
intelli-
gentes
e
honestos;
porisso
muito
recom-
mendamos aos
paes
de
íarailia
a
aula
referida.
Eatada.
—
Partiu
hontem
d
’esta cidade
para
a
do
Porto
o ex.
mo
commendador
Joaquim
Possidonio Narcizo
da
Silva,
ar-
cbitecto
da
Casa Real,
e
fundador
do
museu
do
Carmo,
em
Lisboa,
com
a
real
associação
dos
architectos e
archeologos
portuguezes.
Veio
visitar
as
ruinas
da
Citania em
Briteiros,
por não
ter recebido
a
tempo
o
telegramma
do
adiamento da
conferen
cia
archeolegica
prefixada
para
o
dia
8
do
correntfe.
Acompanhou-o d’
esta
cidade
adi
o
snr.
dr.
Pereira
Caídas,
um dos
nossos
mais
distinctos
archeologos.
Veio
esperal-os ás
Caídas
da
Taipas
o
explorador
benemerito
d
’
aquellas
ruinas,
o
exc.'n°
dr.
Martins
Sarmento.
O
dia
esteve
rasoavel, e lodos
tres
percorreram
o
monte,
d’
alto
a
baixo,
examinando
minuciosamente
os
objectos
guardados nas casas
refeitas,
entre
os
quaes
avulta
a
famigerada
Pedra
formosa.
que
não
é uma das
menores
interroga
ções
que
a todos os
momentos
está
fa
zendo
aos
archeologos
aquella
esphinge
da
Citania
de
Briteiros,
O
snr..
Silva
declarou-se
aqui
penho
rado
sobremodo do
cavalheirismo
do
snr.
Sarmento,
e
maravilhado
da
summa
in
strucçào
d’aquelle
filho
honrador
de
Gui
marães.
Para
o
snr.
Silva
é
lambem
a
hypo-
these
do
celticismo,
como
para
os
snrs.
Luciano
Cordeiro
e
Gabriel
Pereira,
a
que
se
coaduna
melhor
com
o
que
deixam
entrever
aquellas
relíquias
do
passado.
Crueldade
m
«Sse
legi&lação de
fazetida e o rigor dos seiss
execu
tores.—
Pelo
supremo
tribunal
adminis
trativo
foi
publicada
no
«Diário
do
Gover
no»
de
5
do
corrente,
uma
decisão
de
recurso,
em matéria
de
contribuição
pre
dial,
que
consideramos
iniqua.
A
imprensa
quasi
despresa estes assumptos
que
nos
parecem
graves, porque são
de alto
inte
resse
do
povo, e esse
desprezo
concorre
decerto
para
que se
pratiquem
muitas
in
justiças.
Em
Portugal poucos
se impor
tam
com
a
dôr
alheia.
O
que
unicamente
nos
mortifica
é
a
fortuna
do
nosso
simi-
Ihante.
A
questão
que
o
recurso
resolveu
foi
a
seguinte:
Lm
contribuinte
tinha
um prédio
ar
rendado
desde
annos
por
100^000
reis.
Xão
elevara
a
renda,
mas
a
contribuição
passou
a
ser-lhe
lançada
na razão
de
reis
220^000
de
rendimento,
por
falsa infor
mação.
Só tarde
é
que o
contribuinte
soube
d
este
facto, e
para
que
elle
se
remediasse
usou do
recurso
extraordiná
rio
porque
já
não
podia usar
do
ordiná
rio.
O
contribuinte provou
completamente
a
verdade
da
sua allegação,
como
se vê
do
proprio
accordão,
e
o
êrro
do
lança
mento
foi
reconhecido.
A
consequência
devia
ser
a
reparação
da
injustiça.
Pois
não
succedeu
assim.
O
supremo
tribunal
administrativo
decidiu
que
o
êrro preva
lecesse
contra
a verdade
provada
e
in
contestada,
e
para esta
negregada
decisão,
a qual
importa
uma extorsão violenta
ao
contribuinte,
fundou-se
o
tribunal
em
que
o
contribuinte
linha
motivo,
pelo
facto
de
possuir
uma
propriedade,
para
ir
exami
nar
a
matriz
e
reclamar
contra
o êrro
no
praso
ordinário.
Como
não
foi
ficou
a
mentira
valendo
tudo
e
a
verdade
nada
1
Summum
jus,
sunima
injuria.
Nunca
houve
evasiva
mais
repugnan
te
!
O
Estado
deve
ser
a
entidade
mais
honrada
que se
possa presumir;
não pre
cisa
de
se
locupletar
com
aquilío
que
lhe
nao
pertence. Os
tribunaes
administrati
vos
são
essencialmente
juizes
de
equidade
e
de
moderação.
Desde
que
a
verdade
é
reconhecida
é por ella
que
as
questões
devem
ser
resolvidas. «Nada
ha
que não
deva
ceder
á
verdade,
logo que
esta se
manifesta».
Escreveu-se
isto
nos
estatutos
da
Universidade
de Coimbra,
e
devia
es
crever-se
em
muitas leis para que
tão
salutar
principio
de
direito
nunca
esque
cesse.
As
contribuições
publicas
defendem-se
unicamente
peias
necessidades
impreteri-
veis
dos Estados.
O
aggraval-as
por uma
innocente ou simples
falta
de
tal
ou
qual
solemnidade
que
o
contribuinte devesse
praticar,
chama-se
tyrannia.
Se,
porém,
ha
lei
a
cuja
sombra
se
possam
praticar
taes
barbaridades,
revogue-se
essa lei
com
o
que lucrará
a
sociedade
e
nada
perderá
o
Estado.
Insurgimo-nos
sempre
contra
todas
as
violências
e
a
que
vimos
de
re
ferir
é uma
das
maiores
que
lemos visto
!
—
(«Correspondência
de
Portugal»).
SSàstOi-ia
giapuiar «los
í’
apM.—
Está publicado
o
fascículo
n.°
2
da
His
toria
popular dos
Papas,
escripta
por
J.
Cbanlrel
e
vertida
da
ultima
edição
por
Antonio
José
de
Carvalho.
Esta
obra,
editada
pelo snr.
Teixeira
de
Freitas,
é muito importante,
como
já
dissemos.
Os
serviços
que
o
editor está
prestan
do
á
Religião,
merecem
bem
para
este
o
concurso
de
todos
os
catholicos,
o
qual
por
certo
lhe
não
fadaá.
Uezeseiai ei-earaças
queimadas
víim
.
—
As
folhas
norueguezas
dão
os
seguintes
pormenores
acerca
de
uma
ter
rível
catástrofe
que
teve
lugar
ha
dias
na
áldeia noruegueza
de
Ellmgso, proxi-
mo
de
Aatesundo.
O
mestre-eschola
ha
via
convocado
os
rapazes da
localidde
pa
ra
um
exame;
dispoz
para
esse
íim
o
se
gundo
andar
de uma
casa
por
acabar,
e
como
a
escada
não
estava
ain
ia
construí
da,
foi
collocada
uma
de mão
junto
d
’
uma
janella
para
dar
accesso
para
o
inte
rior.
Achavam-se
reunidas umas
20
crean-
ças
e
o
exame
estava
quasi
determinado
quando
o
mestre-eschola
viu
que
nuvens
espessas
de
fumo
penetravam
na
sala
se
guidas,
pouco
depois, de grandes
chammas
que
não
tardaram
a
envolver
o prédio
n
’
om
circulo
de
fogo.
O
mestre
precipita-se para
a
janella
e
vê
com
terror
que
a
escada
desap-
parecera
e
que
toda a
retirada
estava cor
tada.
Agarrando
com
energia
um
grupo
de
rapazes
que
queria arrancar
ao
perigo,
lança-os
pela
janella,
mas
cego,
sulTocado
e ferido
torna-se
lhe
impossível
fazer
ou
tro
tanto
ás demais
creanças
e
precipita-
se
elle
proprio
pela
janella,
quebrando
uma
perna
na
quéda.
Todos
os
homens
da
aldeia
tinham
ido
para
a
pesca,
as
mulheres
estavam
nos
campos,
e tornai
do
se
por
este
modo
im
possível
qualquer
soccorro, os
desgraçados
pequenos
ticam
abandonados
á
sua
horrí
vel
sorte.
Só quatro
d
’
elles
poderam
escapar,
mais
ou
menos
queimados
e
moribundos,
e
atinai,
tendo
abatido
o
soalho, os
deze-
seis
restantes
morreram no meio
do
im-
menso
brazido.
A
causa
do
fogo
é
des
conhecida:
a
auctoridade
procedia
a
ave
riguações.
Quesíão do Oriente.—
Os
últimos
telegrammas
relativos a
questão
do
Orien
te,
são
os
que
seguem:
Paris,
17—
Neiikoff,
encarregado
dos
negocios
da
Rússia,
em
Constantinopla,
recebeu
ordem
sómente
de
se
preparar
para
partir. Aguarda-se
a
chegada
de
Layard.
O
czar
demorar-se-ha
em
Kicher-
neíf,
e
sómente
então
decidirá
acerca
da
mancha
das
tropas.
Os
delegados
monte-
negrinos
partirpm
hontem
de Constantino
pla.
O manifesto
da Rússia
é
esperado
no
íim
d
’
esta
semana.
O
general
Ignalieff
acompanha
o
Imperador
a
Kichernelf.
Paris,
18—A
declaração
de
guerra
da
Rússia
á
Turquia é
esperada ámanhà.
Aclualmente não
existe
negociação
al
guma
diplomática.
Ha
esperanças
que
a
guerra
seja
localisada.
E
’
falso
o despacho
do
«Times»
dizen
do
que
tinham
sido
chamados
os
allemães
residentes
em Londres,
afim
de
se
unirem
aos
seus
regimentos.
Londres.
17.
—
Na
camara
dos
deputa
dos,
Bourke
declarou
que a
neutralidade
da
Romania
não
está
garantida
com
ne
nhum
tratado,
pois
é
considerada
como
fazendo parte
da Turquia.
O
«Slandart»
diz
que não
será
con
sentida
guerra
de
conquista.
E’
falso
o
boato de haverem
os
turcos
passado
o
Da
núbio.
Roma
17.
-
Mallograri
declarou
na ca
mara
dos
deputados
que
responderá
se
gunda-feira
á interpellação
dos
negocios
da
neutralidade
da Romania.
Bucharest,
17.
—
Deram-se
ordens para
a
mobilisação
immediata do exercito,
para
aclivar
os
preparativos
militares.
Potência
alguma
aconselhou
a
Romania
que
oppo-
sesse
resistência
á
Rússia.
Constantinopla
18.—E’
provável
que
a
embaixada
da
Rússia
receba
na
segunda-
feira
instrucções
relativas
ao
rompimento
das
relações
com
a Turquia.
S.
Pelersburgo
18.—
A
cópia
da
nota
da
circular
do
governo
russo aos
repre
sentantes
estrangeiros
partirá
na
próxima
semana.
Berlim
18
—A
«Correspondência
Pro
vincial»
convida
as
potências
a
empregar
esforços
afim
de
localisar a
guerra.
Constantinopla 18.—
Layard
é esperado
ámanhã.
Corre
o
boato
de que
houve
um com
bale
nos
arredores
de
Nikesik
entre
os
turcos
e
montenegrinos.
Continua
sendo grande a
anciedade.
Justo pedido.—
Rogamos
aos
snrs
assignantes
a
quem
temos
dirigido
cartas
particulares,
a
fineza
de
que
nos
respon
dam
no
mais
curto
espaço
de
tempo,
a
fim de
sabermos
a
resolução
que
a tal
respeito
devamos
tomar.
WBWWMSBMireM
——
MMBSMCBB
irTrM ilTMCHg»
IWngB
—
LJHaMaa
—
SECÇÃO
DE COfflWmDOS
A«»AÍ>ECIÍIEMT®.
Faltaria
a
,um dos
mais
sagrados
de
veres,
se
não
viesse,
pela
imprensa,
tornar
bem
pública
a
minha
gratidão
vivíssima
ao
professorado,
á
oííicialidade,
á
classe
académica,
á
classe commerciai
e
á
classe
artística
d
’esta cidade,
que
m
recita
de
quarta-feira,
18
do
corrente,
me
deram
as
mais inequivocas
demonstrações
de
consideração e sympathia.
Jámais
se
apagarão
de minha
alma
as
reminescencias
d’
essas
demonstrações, que
perpetuam
um
dos
lances
mais
docemente
inolvidáveis
da
minha
vida.
Braga,
20
de
abril
de
1877.
Maria
da
Luz
Vellozo.
THEATRO
DE
S.
GERALDO
Companhia
dns Variedades
Sabbado, 21
de
abril
A
segunda
representação
do
drama
em
7
quadros
©s
ineendiarios.
Domingo,
22
A
magica
A
fiiha do ar
A
comedia
O
tio Torqunto.
Principia
ás
8 1
/í.
OWNOIOS
O
gerente
do
Deposito
de
Tabacos
da
Casa
Havaneza
de
Lisboa,
declara,
para
os
devidos effeitos,
que
desde
hoje
em
dian
te
deixa
de
ser
caixeiro
do
mesmo
esta
belecimento
Antonio
Maria
da
Silva
Ra
mos,
e
previne
que
nada
tratem
com
o
mesmo,
pois
por
nada
se
responsabilisa.
(218)
A junta dos repartidores do con
celho de Braga, etc.
Faz
saber
que
a
matriz
da
contribui
ção
industrial
do
anno
de
1876 se
acha
patente
na
repartição de fazenda
d
’
este
concelho
para
quem
a
quizer
examinar
durante
o
praso
de
cinco
dias
a
contar de
25
a
30
do
corrente
mez, das
9
horas
da manhã ás
tres
da
tarde,
dentro
do
qual
os
contribuintes
pódem
reclamar
na
con
formidade
do
artigo
196
do
regulamento
de
28 dagosto
de
1872:
1.
°
Sobre êrro
na
passagem
da
colle-
cta
para
a
matriz;
2.
°
Sobre
êrro
de
calculo
no
imposto
de
viação
;
3.
°
Sobre
qualquer
annullação
a
que
tenham
direito,
por
não
terem
exercido
a
sua
industria
ou
profissão
em um,
dois
ou
tres
trimestres
do
mesmo
anno.
Para
que
chegue
ao
conhecimento
de
todos
se pas
sou
o
presente
e
outros
para serem
affi-
xados nos
logares
do
costume.
Braga
17
d
’
abril
de
1877.
O
Presidente
da
Junta,
(210)
José
Joaquim
d
’
Araújo
Correia.
A
Sociedade
do
tiro
dos
pombos
de
Lisboa
compra
pombos
em
partidas
não
inferiores
a
50,
pelo
preço
de
140
reis
cada
um,
pagos
no
«acto
da entrega
em
qualquer
estação
dos
caminhos
de
ferro
do
Norte
e
Léste
e
de
Suéste.
Os
vende
dores
pódem,
para
mais
esclarecimentos,
dirigir-se
aos
chefes
ou
ao
secretario
da
sociedade,
Luiz
Sequeira Oliva, epingar-
deiro
Leuberton,
rua
Aurea
n.°
76,
Lis
boa.
(217)
Xarope peitoral de Rei
Empregado
com os
melhores
resultados
nas
moléstias
pulmonares,
tosses
antigas
e
modernas,
bronchites
agudas
e chroni-
cas,
broncorrhea,
catarrho
pulmonar,
seja
qual
fôr
o
seu
estado,
pneumonia,
pleu-
risia,
tisica,
catarrho
suífocante.
angina
nervosa,
tosse
asthmatica,
escarros
de
san
gue,
etc., etc. Os
effeitos
d
’
este
verda
deiro
especifico
são
seguros
e
rápidos,
e
é
considerado
na
opinião
publica
o
melhor
medicamento
para
taes
padecimentos.
A*
venda
em
todas
as
pharmacias
e
drogarias.
Deposito
principal
em Braga,
na
pharma-
cia
dos
snrs. Pipa
&
lamão,
assim
como,
Xarope
d
’
oslras e
flôr
da mocidade
pelo
mesmo
auctor;
e
deposito
geral
na
Phar
macia
Lisbonense, largo
do Corpo
Santo,
29
e
30,
Lisboa.
(215)
Los
Higos
del
Monte
25
reis
La
Flôr
del
Chiado
»
»
La
Barcarola
»
»
La
Flôr
de
Creta
Legitima
30
»
La
Sophia
40
»
La
Romana
»
»
Cigarros
de
8,
Fidelidade.
Chegaram
á
Tabacaria
Wraearense.
(219)
Muita
attenção
Joaquim
José
«Se
Bnrrns,
mora
dor
no largo dos
Penedos,
d
’
esta
cidade,
annuncia
aos seus
amigos
conhecidos
e
freguezes
que.
além
dos
cairos que
já
tinha
mandou
fazer
mais
um
bonito
caleche
que
arma
em
diversas
fôrmas
assim
como
também
uma bonitã
parelha
que
alluga
por
preços
muito commodos,
tanto
para a
ci
dade
como
para
fóra
d
’
ella.
Braga
15
d’
abril
de 1877.
(210)
Joaquim
José
de
Barros.
PREVENÇÃO
Ha
dias
que
se
extraviou
urna
letra
em
branco,
de
sello
de
200
reis,
com
as
assignaturas
de
Gaspar
Pereira
Pinto
de
Mello
e
Miguel
Alpoim
da
Silva Mene
zes.
Quem
a
achasse
e
a
queira
entregar
aos
mesmos
se
lhe
ficará
agradecido,
do
contrario se
previne
o publico
que
se
pro
testa
desde
já
de
qualquer mau
uso
que
da
mesma
se
queira
fazer.
Braga,
19
d
’abril de
1877.
(214)
Francisca
Rosa
Leite de
Castro
da fre
guezia
da
Torre,
logar
de
Medello,
faz
pu
blico
para tod<>s os
effeitos,
que desde
esta
data
se
assignará
Francisca
Rosa
de
Sousa.
Freguezia
de
Santa
Maria
da
Torre,
14
de
abril
de
1877.
(208)
Francisca Rasa
de
Sousa.
17-RUA
DE
S.
VICENTE-17
BR/'GA
■
raws
t msrnto
»H3J -^aoo .HBSS- SJEIMAhW^lESS
MACHINAS
LEGITIMAS
DA
Os
únicos
fabricantes
de machinas para
coser, com casas
estabelecidas em
Portugal
para
fornecer
directamente
ao
publico
e
as
que
obtiveram maiores
prémios
na
exposição
universal
de
Philadelphia
!
!
GRANÍJES FACILIDADES DE PAGAMENTOS ! 1
Para adquirir as melhores machinas conhecidas
UM
ANNO
DE
PRASO
Sem
augmento
algum nos preços, ou <lez por cento de abatimento
por
pronipto pagamento
KtfSINO
GKATIS KH
CASA
»® COWPKAOGK
PEÇAM CATALOGOS
ILLUSTRAUOS
Com
listas
de
preços e as condiçõos de vendas a prasos
o
DA
COMPANHIA
FABRIL SINGER
£7,
RUA DE
S. VICENTE,
*7
BRAGA
ou
ÀA
Sl .A SPCCLBSAL
3»£5£5
— RUA.
BOHTO
CASA
PAIU ARRENDAR
Alluga-se
até
ao proximo
S.
Mi-
guel
uma
morada
de casas,
sita
na
rua
d
0
Anjo
n.°
24.
Trata-se na
livraria,
em
frente
da
mesma casa,
e
no
escriptorio d’esta
redacção.
Venda
de quinta
Quemquizer comprar
a
quinta
da Gran
ja
sita no
principio
da
freguezia
de
S.
Pedro
d’
Este, ao
pé de
Tenôes,
e
da
ca-
pella
de
Nossa
Senhora
dos Prazeres,
íalle
com
o
caseiro
da mesma
quinta,
Antonio
Ribeiro.
(209)
JIETHJBO
ME E3ÍS1XO
DE
JOÃO DE DEUS
Isto
parece
que
prova
que
os
iniciado
res
não
promettem
de
mais.
Escrever
e
contar
ensina-se
ao mes
mo
tempo.
A
’
s
8
horas
da
tarde
ensinam-se
adul
tos.
Os preços
são
rasoaveis
e
menores
que
os
dos
collegios
de
melhor nome.
Os
professores
que
regem
a
cadeira
são—
Francisco
X.
A.
de
Oliveira,
profes
sor
da
aula
da
Associação
Catholica,
e An
tonio
J.
G.
Costa,
que
tem
o
curso
do
Lyceu.
(213)
Por
este
methodo,
o
mais
excellente
de
lodos
os
methodos
conhecidos,
basta di
zer
que
ensina
a
lêr
em
3
mezes,
vae-se
abrir
um
curso
de
leitura
no
primeiro
de
maio,
na
esquina
da
Conega,
em fren
te
ao
largo
de
Santo
Agostinho.
Os
iniciadores
pedem
a
coadjuvaçào
das
familias
e
esperam
merecer-lhe
a
confian
ça
sua
;
pois promeltem
empregar
todos
os
esforços
para
que
o adiantamento
dos
meninos
corresponda
aos
desejos
de
seus
paes,
e
este
bem,
o
seu
adiantamento
no
mais
curto
espaço
de
tempo,
esperam
con-
seguil-o
com
o
uso d
’
aquelle
methodo, que,
como
a
imprensa o aflirma,
tem
produ
zido
os
mais brilhantes
resultados,
de
que
é testimunha
a
cidade
do
Porto,
onde
a
larga
experiencia,
e
foi
alii
que
elle pri
meiro
se
ensaiou,
tem
demonstrado
os
invejáveis
effeilos
que
elle
promette.
Para
justificar
a
excellencia d
’esle me
thodo,
basta
declarar
que
a
camara
da
Covilhã
resolveu
abrir
um
curso
normal,
onde
os professores
primários
aprendam
aquelle
methodo,
e
por
iniciativa
do
pre
sidente
da
camara
de
Grandola,
foi
man
dado
para
Lisboa
um
adúlto
analphabeto
para
ser
leccionado por este
mesmo
me
thodo.
LINHA
QUINZENAL
DE
PAQUETES
A
VAPOR
Para
S. Vicente, Pernambuco, Bahia, Rio de Janeiro,
Montevideo
e Èuenos-Ayres
Acceitando
também passageiros
de
3.
3
classe
para SANTOS e
RIO GRANDE DO
SUL
com
trasbordo
no
Rio
de
Janeiro
PAQUETES
A
LISBOA
MONDEGO.
ELBE
.
.
MINHO
.
.
.
28
de
Ahril
.
13
de
Maio
.
28
de
Maio
TAGUS.....................
13
de
Junho
GUADIANA
...
29
de
Junho
NEV
a
.....................
13
de
Julho
PREÇOS COMMODOS
Cada
pncyuele
<8
’«sía
eossípwiaSsi:»
leva a
bordo
criados e cosinlieii*og
portuguezes para
commodidade
dos
passageiros
de
todc»s
as
classes.
Sendo as
passagens
pagas
na
Agencia Central
no Porto ou
cm
qualquer
Agencia
proiincial,
a
conducção
para
Lisboa
é
por conta
da
Companhia.
A
bardo e»s passageiros teem grátis cama, roupa de cama, co.
mlda
feita
por eosinheiros portuguezes, vinho
d«a« vezes por dia,
assistência
medieis, serviço de criados e outras despezas.
A
EXPERIENCIA
de
mais
de
um
quarto
de
século tem
feito
com
que
os
paquetes
d
’esta
companhia
(a
mais
antiga
na
carreira
do
Brazil) sejam
conhecidos
pela
regularidade,
velocidade
e
segurança
excepcional;
além
d’isso pela limpesa,
boa
ordem,
bom
tratamento e
accomodações
a bordo,
e pelos
melhoramentos
mais
modernos
tanto
para a
hygiene como
para a
commodidade
dos
passageiros.
ISTO
É
COMPROVADO
pela
grande
concorrência
que
teem
de passageiros
e pelos
agrade
cimentos
de
mais
de
mil
e
cem passageiros
d
’
entre
elles feitos por escripta como
consta
de
docu
mentos
archivados
em
varias
agencias.
SÃO
ESTES
OS
PAQUETES
preferidos
pelo
Governo
Inglez para a
conducção
das
suas
malas
do
correio, e
por
este serviço recebe a
companhia um
importante
subsidio.
TIVERAM
ESTES
PAQUETES
a
honra
de
conduzir
Suas
Magestades
o
Imperador
e
Impe-
ratriz
do
Brazil,
como
também
S.
A.
o Infante
D.
Augusto.
TODAS
AS
INFORMAÇÕES
e
bilhetes
de
passagem
podem
ser
obtidos
no
PORTO
na
AGENCIA
CENTRAL,
rna
dos Inglezes,
23,
do
agente
GUILHERME
C.
TAIT
;
e
nas
provín
cias
nas
agencias
e
correspondências
estabelecidas
em
todas
as
principaes
cidades
e villas.
Agente
em
Braga
o
snr.
João
Manoel
da
Silva
Guimarães,
rua do Souto.
XAROPE
de
BLAYN
de
um
gosto agradavel, adoptados com grande exito ha mais de 20 annos pelos
melhores
médicos de Paris; curào os deflussos, gripe, tosse, dores de garganta,
catarrho
pulmonar,
irritações do peito, vias urinarias e da bexiga. Paris,
BLAYN,
Pharmacien
à
Paris, 7, rue du
Marché
Saint-Honoré. Preços
540 «
810
reis.
Pasta 260 reis.
Em Lisboa :
Barreto, e em todas Pharmacias. etc.
INJECTION
BROU
Cl W USS GIA O » ®
A
T K S
T A
APPROVADO
PELA
ESCOLA MEDIGO-CIRURGI-
GA
DO PORTO
Largo
do
Barão
de
S.
Marlinho
n.°
5
BR
a
GA.
Faz
tudo quanto
diz
respeito
á
t
sna
arte
e
continua operando
grátis.
pobres
e
soldados.
‘
(188
Hygienlu
InfalIÍTel ypreui-ratíra; absolutament» .1.
a
unicaqae oura sem lhe jantar mais nada.Vende- • •
se
nu
principaes
pharmacias do
mundo. Exigir a i
instruccAo
do
m».
(30
aslos de ea:ito.)P»ris, casa de ,
iny
”
B^iíagenta,4S3.
Uhsa, S
r Barreto Loreto 28 «30.
x
INJBGÇÃG miOTCi
BAESAMMC®
PKMPH1TATIC0
Esta
injecção
é
a
unica
e
efficaz que
cura
em seis ou
oito
dias
toda
a
qualida
de de purgações tanto
antigas
como
mo
dernas,
ainda
as
mais rebeldes. Vende-se
em
Braga
na
pharmacia
Alvim,
á
Porta
Nova.
Em
Coimbra,
pharmacia
Barata
Di-
niz,
rua
de
S.
Bartholomeu.
Deposito
principal
no
Porto
na
Phar
macia Madureira,
rua
do
Triunfo
n
9
142,
proximo
ao
Palacio
de
Crystal.
Preço
de
cada
írasco—
400
rs.
(4449)
E
C ® W < S MIC A P E X M &> fô B 8 T .<
Sociedade
anónima
de
responsubilidada
li
mitada
Capital.................
5O56íf
1í>fJW$OOO
RUA NOVA DE
SOUSA,
N.°
9
(Também
com
entrada pela
ma
do
Campo
BRAGA.
Empresta
dinheiro
sobre
ouro,
prata,
joias, papeis
de
credito,
cereaes.
roupas,
moveis,
ferramentas,
e
sob<e
iodo
e
qual
quer
ftbjecto
do
valor
não
inferior
a
100
réis.
Recebe
pequenas
quantias
em
deposito
a
praso
ou
á ordem abonando
juros
aos
depositanies.
A
caixa está
aberta
todos
os
dias
des
de
as
9
hora da mtisliã
até
ás
7
da
noite,
e
nos
dias
santificados
e-latá
aberta
só
até
ao
meio
dia.
>
O gerente—
A. G.
Ferreirinha.
VENDA
DE
CASAS
Vende-se
4
moradas
de
casas
com q»>»ntal
e
agua,
sitas
na
«aHaM
rua
de D.
Pedro V, sendo n.(
76,
77.
83
e
86.
Tracta-se no
largo
dos
Penedos,
n.°
1.
(65)
VENDA
DE CASA
Vende-se
as
casas,
sitas
no Lar-
;
}
g°
de
S.
Lazaro
n.°
13.
Trata-se
com
João
Evangelista
de
Sousa
Tor
res
e
Almeida.
ARTE DE
TACHYG-RAPHIA
Vende-se
em
Braga,
rua
Nova,
n.
c
e
no
Porto
:
preço
300
rs.
BRAGA, TYPOGRAPKIA
LUSITANA—18'7
Parte de Comércio do Minho (O)
