comerciominho_20111877_715.xml
- conteúdo
-
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« » r-*r>
FOUIIA
REEIíJIOSA KZ
XOT1CIOSV.
c
EDITOR
E
PROPRIETÁRIO
JOSÉ
MARIA
DIAS DA
COSTA,
RUA
NOVA
N.°
3
E.
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
5.° ANNO
Braga,
12
mezes
..............................
l$600
»
6
•»
..........................
850
Correspondências
partic.
cada
linha
40
Annuncios
cada
linha
....................
20
Repetição.................................... 10
PUBLICA-SE
ÁS
TERÇAS,
QUINTAS
E
SABBADOS.
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
Províncias,
12
mezes............
2&000
»
6
»
............
1&050
»
sendo
duas
assignaturas
3&600
Brazil,
12
mezes,
moeda forte.
.
3&600
Folha
avulso..................
qp
N.»
715
KSaCíOJURS»
BRAGA
TíiHÇi-FEIRl «O
»E
novexkhko
»K
ÍS77
Não
são precisos olhos
de
aguia
para
ver
as
tristíssimas
consequências
que
re
sultam
da
publicidade
da
narração de
cer
tos
crimes,
e
nomeadamente
dos
casos
de
suicídio,
que
tão
frequentes teem
sido
nestes
últimos
tempos.
Não
o
quer
porém
entender
assim
a
nossa
imprensa
liberal,
que
não
só
faz
galla
de
archivar
taes
factos,
mas
que
procura
dar-lhes
o
colorido
<l’uma
narra
tiva
fascinante
e
prestigiosa.
Isto
seria
soberanamente
odioso,
se
não
fóra
criminosissimo.
Muitos
médicos
notáveis
são
concor
des
em
aílirmar
que
o suicídio
se propa
ga
ou
póde
propagar
por
imitação.
Tal
doutrina
é
confirmada
pleuamenle
pelos
factos.
Sendo
pois
isto
uma
verdade,
de
quão
numerosos
crimes
não
é
ré
a
imprensa,
que
divulga,—
ao que
parece
gostosíssima!!!
—
taes
casos
dando-lhes,
em
a
narração,
uns
taes ou
quaes tons
de
simpalhia
?
!
Ainda
ha
poucos
dias
o
«Diário
de
Noticias»,
que
é
o
primeiro
paladino
d
’
essa
cruzada
abominável,
horrorosa, precedia
uma
bonita
narração
d’
um
caso
de
suicí
dio
com
as
seguintes
palavras,
a
que
já
se
referiu
um
nosso
collega
lisbonense:
...
«vem
por
tai
arte
encadeadas
em
cer
tas
épocas
do
anno
as
tentativas
de
morte
voluntária,
que
parecem confirmar
a cren
ça
de
ser o
suicídio
uma monomania,
que
se
propaga
por
imitação».
E
depois
sae-
se
com
um
caso
a
imitar
!!!
Que
infamia!
Nós
já não
nos admiramos
que
tal
se
dê
nos
orgãos confessos do
liberalismo;
o
que
estranhamos
é
que certas
folhas
que
se
dizem
catholicas
(ou
acalholicadasj
le
vem
o...
seu
nenhum
escrupulo—
é
a ex
pressão mais
branda
—
a ponto
de
seguirem
o
mesmo sistema !
Pedimos
por
caridade
a
todos
os
nos
sos
collegas
que
se
abstenham
absoluta
mente
de noticiar
os
casos
de
suicídio;
e
assim
todos
concorreremos
para
que
tão
monstruosos
crimes
cessem,
ou
pelo
me
nos
diminuam
prodigiosamente.
e
sem. o
auxilio
de
livros,
sahisse
aquelle
trabalho
um
pouco
informe;
sendo
porém
áquelle
defeito sobeja
compensação
o
es
pirito
de
piedade,
de
devoção
e
de
sacri-
licio
diflundido
por suas
paginas.
O
illus-
tre
Bianchini,
procurando
conservar
quan
to
possível
esse espirito,
reduziu
a melhor
fórma
a
matéria,
restringindo-a
onde
era
mais
prolixa e coordenando
a
onde
estava
algum
tanto
desordenada».
Tanto
o
traductor,
como
o
critico,
aliás
competentíssimos, renderam
d
’
esl
’ar-
te
o
devido
preito
a
uma
das
obras
mys-
ticas mais
apreciáveis
d'entre
as
que
se
lern
escripto
em
lingua
porlugueza,
pelo
que
nos
congratulamos
com
todos
os
que
ainda
prézam
a
gloria
e
o
bom
nome
d
’esla nossa tão
illuslre,
quanto
infeliz
patria.
E
não
levantaremos
mão
do
assumpto
sem
dizermos
que já
não
é esta
a
pri
meira
versão,
que
dos
Trabalhos
de
Jesus
se
faz em
italiano,
pois já
em
Roma
se
imprimiu
outra,
feita
por
Ludovico
Grigna-
ni,
em
1644.
—
Ha
ainda
outra
em caste
lhano,
impressa
em
1624, e
outra
lati
na.
E
não
ha
muitos
annos que
vimos
annunciada,
se
bem
nos
recordamoos,
no
Boletim
bibliográfico
da
Casa
Moré, do
Porto,
ainda
outra
traducção
em
francez
da mesma
obra,
modernamente
feita.
Já
se
vê
que
a obra
de
um
írade,
do
tempo
do
obscurantismo,
tem
tido,
a
des-
reito
d
’
isso,
uma honra,
a
que
em
vão
aspiram
os
aprimorados
productos
da
scien
cia
moderna portugueza,
que
ninguém
lê
lá
por fóra,
e
muito
menos se
pensa
em
os
traduzir
nas
linguas
exlranhas.
s
■
—
-------
Quanto
é
sombrio
o
quadro
dos mã
es,
e
das
misérias
que
pezam
sobre
a
misera
humanidade!
Aquelle santo
philo-
sofo arabe, aquelle
justo,
escolhido
por
Jeus
para
modelo
da
paciência,
com
que
devemos
soffrer,
resolvido
a
fazer
o
esbo
ço
dos males,
que
nos
cercam,
pegou
na
penna
inspirada,
e
entre
muitas
outras
coisas,
escreveu
estas
ponderosas
senten
ças,
cuja
sabedoria
tem
sido respeitada pe
los homens notáveis de
todos
os
tempos,
sem
exceptuar
os mimosos
da
fortuna,
que
não
poucas
vezes
pagam
o
tributo
ás
dores,
e
ás
desgraças:
«O
homem,
nas
cido
da
mulher,
tem
um
certo praso
de
vida,
e
respira
cercado
de
misérias
desde
o
berço
até ao
tumulo:
germina
como
a
flôr,
reduz-se
a
pó
como
ella,
foge
como
a
sombra, nunca
acha
estado
permanente;
os
seus
dias
são
breves;
o
numero
dos
seus
mezes
é um
segredo
fechado
na
Men
te
de
Deus,
que
lhe marcou
limites
que
não
póde
ultrapassar:
as
mais
bellas cogi
tações, que
me encantavam a fantasia,
dissiparam-se. O
sepulcro!
..
sim...
o
se
pulcro!..
eis aqui a
minha
umca
espe
rança»!
Job
é
a
figura,
o
symbolo
vivo,
o
re
presentante
da
humanidade,
que geme de
baixo
do
tropel
dos
males,
que
a
cer
cam.
As
queixas,
que
saltem
dos
seus
la
bios,
sahem
de todas as
boccas,
porque
não
ha
quem
não
esteja
condemnado
a
colher
raras
llôres
no
meio
dos
abundan
tes
espinhos
da
vida.
O
quadro
d
’
elles,
delineado
pelos
pincéis
do
filho
de
Synach.
não
é
menos vivo, nem
menos
carrega
do
de sombras!
«Ah!
nós
somos
como
as
folhas
das
arvores,
umas
caidas.
.outras
seccas,
outras
renascidas
na primavera:
passa
uma
geração,
e
vem
outra
subsli-
tuil-a para seguir o
mesmo
destino,
e
pas
sar
como
ella
passou!
»
Mas
que
é
isto? Por
quem
foi
a
dôr
creada?
Quem
abriu
a fonte,
d
’
onde
reben
tam
as lagrimas?
Quem cobriu
a
terra,
mo
Um
livro
mystico
português.
No
ultimo
fascículo,
que
acabamos
de
receber,
da
«Civiltá
Catholica»
deparamos
com
uma
noticia
bibliographica,
que
com
summo
gosto
vamos
transmittir
aos
nos
sos
leitores,
porisso que
n’
ella
se
traia
de
um
escripto
porluguez,
cujo
mérito
é
hoje
realçado
pelo
apreço,
qne
lhe
estão
dando
os
estrangeiros.
Diz
assim
a
noticia,
a
que
nos
refe
rimos:
«Fr.
Thomé
de
Jesus.
—
O
livro
dos
Trabalhos
de
Jesus,
composto
na
lingua
porlugueza
pelo Augusliniano
Fr.
Thomé
de
Jesus,
reformado,
abreviado
e
traslada
do
á
nossa lingua
(italiana)
por
Antonio
Bianchini.
Roma,
typ.
de
Bernardo
Mo-
rini,
1877.
Em
8.°,
de
pag.
212.
Segue-se
um pequeno
juizo
critico
so
bre
esta
obra,
nos
termos seguintes:
«O
P. Fr.
Thomé
de
Jesus,
religioso
Augusliano
do
século
XVI,
compoz
esta
obrmlia
no
meio
dos
trabalhos
de
um
du
ríssimo captiveiro
entre
os
barbarescos,
tornado
ainda
mais
accerbo
pelos
crude
líssimos
tratos,
a
que
o
subjeilavam
quo-
lidianamente,
para a levarem
a
renegar
a sua
fé.
O
fim,
que
elle
se
propoz,
foi
confortar
o
proprio
espirito,
e
o dos
seus
companheiros
de desventura,
com
a
con
templação
dos
suffrimenlos
de
Jesus.
Não
é
para
admirar
que
em
taes
condições,
rada
do
nosso
viver,
de espinhos,
e
de
abrolhos?
Quem
diremos
que
foi
o
auctor
dos
males
que
pezam
sobre
o
genero
hu
mano?
Seria
Deus?...
Mas não
somos
nós
seus
filhos,
e
obra
das
suas
mãos?
Não
foi
Elle
quem
architectou
o
corpo
do
Pro-
toplasta
de
que
descendemos?
Não
foi
El
le,
quem
infundiu
no
d’elle,
e
quem
in
funde
nos
de
todos
os homens
o
espirito
que
nos
anima?
Não
foi
Elle
o que disse
ao
tronco
da
raça
humana,
depois
de pôr
a
seu
lado uma
companheira
digna da
sua
grandeza
acrescei, multiplicae, e
en
chei a
terra?!»
Não
foi
Elle,
quem
nos col-
locou
tíesta
habitação
de
dôres,
e
de tra
balhos, aonde
se
passa
a
nossa
vida?
Aon
de
está
pois
a
sua
paternidade? aonde
a
paixão
pelas
suas creaturas?
Aonde o
amor
ás suas obras?...
Silencio!...
Lamentemo-nos
de
não
ha
ver
philosofos
sem
que haja
solistas.
O
solista
é
o
herege,
e
o
scismatico
da
phi-
losofia.
Cheio
de
orgulho,
como
o scis
matico,
e
o herege
da
religião,
preferin
do uin tenue
raio
de
luz
ao
foco
de
to
das as
luzes,
tem
opposlo
em todos
os
tempos
a
razão
humana
á
razão
divina!
Que
monstruosidades
não
tem
produzido,
e
está
produzindo essa
lemeraria.
e
insen
sata
preferencia?!
Que êrros sobre a ori
gem
do
mal?!
A
doutrina
dos génios, ar
tistas,
e
governadores
do
mundo,
uns
bons,
e
outros
maus;
a
llieoria
absurda
do
dua
lismo, ou
dos
dois princípios, seguida
pelos
Manicheos; a fatalidade,
necessidade,
e
concatenação
das
cousas;
a
imperfeição
es
sencial
da
matéria
eterna...
eis
ahi
outras
tantas
soluções
dadas
pelos
sofistas
ao
pro
blema,
que
tem
sido,
é,
e
será
sempre
o
escolho
inseparável
da
razão humana.
Os
antigos
foram
tanto
mais
crimi
nosos,
quanto
mais
facil
lhes
era
a
ver
dade.
A
antiguidade
philosoíica
náo
igno
rou
a
origem
do
mal,
senão
pelo
abuso
das
suas
investigações
sobre
uma maté
ria,
em
que
a
razão
humana
dará
no
abysmo
marchando
só.
Se
a
voz
constan
te
das
tradicções não
fôra
despresada, a
verdade ter-se-ia
conservado,
como
outras
muitas
atlestadas
pelo
teslimunho
univer
sal
do
genero humano.
Para
nós
chrislàos
a
questão
sobre
a
origem
do
mal está
plenamente
decidida.
Deus
é
Pae,
é
bom,
é
Creador
benefico, e
não
podia
ser
o
au
ctor
do
mal: lodo
o
mal,
tanto
phisico,
como
moral,
vem
do
peccado:
vem
uni
camente
do
homem;
existe
principalmenle
n
’elle
e
para
elle:
pertence-lhe;
é
obra
sua,
é
logo justo
que
soffra.
Na
somma
total
das
misérias
da
vida,
todas
oriundas
do
peccado,
não
avulta
pouco
a
parcella
das
enfermidades,
a
que
vivemos sujeitos.
Ha
enfermidades
de
to
das as
especies,
e
em tão
grande
nume
ro,
que
a
experiencia, ao
estudo
aturado
de
seis
mil
annos
ainda
não
conseguiu
apresentar
a natureza,
e
o
numero
d
’
el-
les! Ha enfermidades
populares,
enfermi
dades
contagiosas,
que
de
tempos
a
tem
pos
assolam
as
cidades,
as
províncias,
e
os
reinos!
Ha
enfermidades de
climas,
de
estações,
de
profissões, de estados,
e
de
fa
mílias:
o
corpo
do
homem
é
viclima
de
qualquer
d
’
e
les;
elle
geme
debaixo
do
pe-
zo
da
dôr,
o
seu
espirito
abale-se suc-
cumbido aos
golpes da
adversidade,
e
o
seu
coração
segue
o
destino
de
um,
e
ou
tro.
A
espada
é
longa,
e
a
cadeia
dos
ma
les
é
formada
quasi de
elíos
infinitos
.
egual será
o
maior
dMles
considerados pe
lo
lado
do
sentimento?!
Ah!
o
maior de
lodos
é
soffrer
sem
consolação.
De
lodos
os
estados
da
vida
nenhum
ha,
nem
póde
haver
effectivamente mais
pavoroso.
E
seremos
nós condemnados
a
soffrer
d
’esia
maneira?
Não
haverá
uma
gota
d
orvalho,
que
refresque
o
ardor
d«
mal
do
sem-ventura,
que
padece?!
Os
recursos
offerecidos
pela
philosofia
do
mundo
ás
victimas
da
dôr
são
insuffi-
cientes.
a
philosofia
não
lern
balsamo.
não
tem
palavras
de
esperança,
não
tem mo
tivos
que
inspirem
resignação,
que
domi
nem
o
padecimento,
ou
que
o
façam
es
quecer
ao
menos por
momentos:
filha
da
terra,
não
se
eleva
acima
d
’
ella,
e
os
males,
que
não
apoquentam,
nascidos
da
rebelião
do
bomem
contra
o
ceu,
só
po
dem
ser
curados ou
modificados
por
inter
venção
do mesmo
ceu.
Pois
que
ha
de
dizer-se
dos
recursos
da
philosofia
incrédula
dos
modernos
phi
losofos?
Que
ha
de
dizer-se
desses
sábios,
que
querem
substituir
os
remedios
divinos
da
alma,
por textos
de
methafisica?
Pois
já
alguém
viu
algum
coração
consolado
pela
razão pura?
ou
agonias
alliviadas
pelo absoluto?
Que
apprehensões,
ou
que
desesperações
adormeceu
já
a
ideia? Es
tes
novos
doutores
roubaram
á<
pobreza,
e
á
dor
o
seu
unico
refugio,
a
sua
unicà
esperança:
destruíram
convicções,
anniqui-
laram
as
ingénuas
doutrinas
da
infancia
e da
fé
heredilaria,
e
poseram
no
logar
d
dias
o syslema
da
duvida,
e da nea
a-
ção!!
°
A
religião
do
Christo!
A
religião
d
’A-
quelle
que
ama
mais
o
homem,
do
que
amou o
seu
Unigénito, querendo
que
mor
resse
peio
mesmo
homem.
A religião!
Eis
a
verdadeira consoladora
para
a
des
cendência
do creado no paraizo.
Ella
o consola
com
as
doutrinas,
que
ensina,
com
as
crenças,
que
lhe propõe,
com
os mysterios,
que
lhe revelia, com
os
modelos
de
paciência,
que
lhe
apresenta,
com
as
esperanças,
que
lhe
dá,
com
a
longa
resenha
dos
afflictos,
que tem
al-
liviado: as suas
consolações tem
o
pre-
vilegm
de
serem
applicaveis
a
todas
as
situações
da
vida,
a
todas
as
affecções
da
alma,
e a
tòdas
as
variedades
da
grande
familia
das dôres. A religião
é
a
nossa
companheira
fiel,
é
a
engenhosa,
a
infa
tigável
amiga
do
infeliz:
não
ha
aíllicção
do
espirito, agonia
do
coração, padeci
mento do
corpo,
a que
não
saiba
appli-
car
remedio.
Quem
inspira
essas
generosas e
deli
cadas
dedicações,
que
tanto
brilham
nas
paginas
douradas da
caridade?!
Quem
prepara
os
capitaes
para
tantos
estabele
cimentos
de
piedade,
para
hospitaes,
e
casas
de
misericórdia
?
Quem
leva
ás
es
condidas
o pão
a
casa
da pobre
familia
desolada
pelos
estragos
da
fome
?
Qoetn
conserva
o
cenobita
no
monte
de
S
Ber
nardo,
no
meio
das neves
dos
Alpes
para
acudir aos
passageiros,
que transitam
por
aquelles
desertos
gelados?
Quem
recebe
com
doçura,
generosidade,
e
alegria
o
iriipio,
que
a
ultrajou
e
cobriu
de sarcas
mos,
quanlo
atormentado
pelas agonias
da
incredulidade,
lhe
pede soccorro.
mise
ricórdia,
perdão,
e
a
paz
da
consciência
?
Oh
religião,
filha
do
coração de
Deus
!
Quão
pouco
te
conhecem
os
que te
des
prezam
!!
José
de
Freitas
Amorim
Barbosa.
-----
-«..otaso»
-----------------
liuitm
iS
de
novembro
de
ÍS
7
7
(Do
nosso correspondente).
Quizera,
caro
leitor, d
’
esta
pequena
correspondência
fazer
um
album
de no
vidades,
descrever
o
estado
dos
larajaes,
e
fallar
da
bella
e
lucrativa
colheita
de
seus
fructos;
mas,
o
tempo
chuvoso
e
o
estado
péssimo
em
que
se
acham as
es
tradas
me
piohibem
de
o
fazer.
Para se
poder
sair,
a
pé
enxuto,
do
largo
da
Feira
Nova
para
os
lados
doma
res só
a cavallo
se
póde
fazer,
porque
se
tem
de
atravessar
um
immundo
charco
a
que deu causa a
estrada
nova.
E
’
vergonhoso
ver
o
alrazo
em qlie
se
acha
um pequeno
lanço
de
estrada
prin
cipiado
ha
mais
d
’um anno,
e
saber-se
que
uma
parte
do
cascalho
ainda
está
in-
íaclo
na
pedreira
!!
!
O
snr.
engenheiro
descança em
quanto
o
empreiteiro
dorme
(!);
e
nós que
te
mos
direito
a uma
estrada
transitável,
porque
pagamos
para
ella e
para
as
ca
turrices
de
puf,
imos
soffrendo
e
ca'cando
lamas
em
quanto
o
snr.
Peixoto
passeia
por
bonitas
e
bem
calçadas
ruas.
Mas,
nós
esperamos
vel-o aqui
mais
a
miudo,
e
então
s.
s.a
saberá
quanto
nos
custa
atravessar
tanta
lámicia,
descer
e
subir
tanto
barranco!!
—Tomou
posse
do
cargo
de
adminis
trador,
no
dia
12
d’
este,
em
Amares,
o
snr.
Amorim, sympathico e brioso
moço.
Desejamos-lhe prospera
chegada.
N
’
elle,
tem
aqui
o
ex.
rao
governador
civil
uma
pessoa
de
sua confiança
para
bem
o
informar
com
respeito
á
estrada-
lesma,
que
caminha
ha
mais de
dois an
nos
entre
Carrazedo
e
Feira
Nova, cuja
distancia
será
de dois
kilomelros
!
!
Pedimos
a
s.
exc.a
o
obséquio
de
olhar
para
tanta
aclividade
do
snr.
engenheiro,
e
fazel-o
vir
aqui
para
desencantar
esta
moura
e
mesmo
porque
os
empreiteiros
estão
á
espera
do snr.
Peixoto
para
po
derem continuar
com
suas
obras.
Por
emquanto ficamos
por
aqui,
e
de
pois....
Até
breve.
A
peregrinação portugueza
a
l&oma.
XVII
RUÍNAS
E
’
por
certo
bem natural,
que
o
leitor
exija
de
mim
o
que
eu
não posso
dizer-
lhe.
Descrever
minuciosamenle
a
cidade,
que
Deus constituiu senhora do
mundo
pelas
armas,
para
depois
a
fazer
rainha
dos
espíritos,
pela
verdade,
é
um
trabalho
longo,
e
que
debalde
pretenderia
concretar
em
pequeno
espaço.
Eu
seria
porem esquivo
se
me
fur
tasse
a
satisfazer,
quanto
em
mim
coube,
essa
justa
anciedade,
esse
santo
empenho
com
que
são
procuradas noticias
da
gran
de
capital,
que
governa,
mais
que
os
vinte
e
sele
milhões
de
italianos,
duzentos
mi
lhões
de
catholicos.
Roma,
porém,
não
offerece unicamente
o
interesse
da
aucloridade.
O
seu
passado
está
por
tal
forma
ligado
ao
presente,
que
mal
podem
destacar-se.
Estudar
o
primeiro
é
preparar-se
para
conhecer
bem
o
segundo.
Mergulhemo-nos pois na
profundidade
dos
tempos,
como o
barco
na
immensida-
de
dos
mares,
e
procuremos n’
esses
sepul-
chros
de
tanta
grandeza
o primeiro
élo
d
’
esla
cadeia
mysleriosa
que
nos
liga
á
cidade
dos Papas.
A
Roma
antiga,
porém,
como
*ainda
a
moderna,
offerecenos
duas
perspeclivas
;
uma
que
se
descobria
das
“
alturas
do
Capilolio,
outra
que,
para
mostrar-se
em
toda a
sua
magestade,
precisava
occultar-
se
nos
subterrâneos.
Eram
duas cidades n
’
um
só
espaço,
bem
distinctas
entre
si,
e
até
separadas
uma
da
outra, mas
que ambas
podem ser obser
vadas
n
’
um
ponto
dado
—
o
Coliseo.
Vejamos
pois esta
grande
relíquia
do
tempo.
Penetremos
n
’
esse
memorável
'recinto
onde
o
sangue
dos
martyres
fecundou
por
tanto
tempo
a
planta
viçosa
do
Chrislia-
nismo.
XV1I1
O COLISEO
A
primeira
impressão que senti
ao
ver
essa
mole
immensa
que
se
elevava
ante
mim como
uma
perfilada
montanha,
foi
a
do
assombro
;
e
ao contemplar
aquellas
gigantescas
paredes,
que
parecem
estar
provocando
o
céo,
occurreu-me
súbito
á
lembrança
este verso que traduzimos
em
nossa
escola
de latim
:
—
Omnis C
cesáreo
cedat labor Amphi-
theatro.
—
De
feito
só
o
genio
romano,
com
os
immensos
recursos
de
que
dispunha o
povo
rei,
era
capaz
de
uma
obra
com
proporções
tão
descommunaes.
Com
parte
da
primeira
fachada
em
ruinas,
ainda
deixa ver
as
suas
formosas
dimensões.
Formavam-n
’o
quatro
corpos
que se
sobrepunham
uns
aos
outros,
e
eram
uni
formemente
variados
na
sua
construc-
ção.
Cada
um
d’
estes
corpos
separados
en
tre
si
por uma
cornija,
tinha
oitenta
ar
cos,
que
no
primeiro
pavimento
eram ou
tras
tantas
portas.
Ladeavam
cada
um
dos
arcos
duas
meias
columnas,
que
no
primeiro
andar
eram
da
ordem
dorica,
no
segundo
jónica,
e
no
terceiro
corinthia.
Sobreposta
a
este
havia
ainda
uma
es-
pecie
de galeria,
aberta
em
rasgadas
ja-
nellas,
que
formando
o
quarto
corpo,
era
por
assim
dizer
a
coroa
de
todo
este
ad
mirável
edifício.
Da
ornamentação
interior
já nada
existe.
As estatuas,
os
trapheos
e monoiitos
que
por
certo
enfeitavam
o
monstro
não
deixaram
vestígios.
Destinadas
a
guardar
as
feras
estavam
as
jaulas
na
parte
mais baixa e
juntas
ao
circo.
As
portas,
sanitaria,
por
onde
entravam
os
combatentes,
e
mortuaria
pela
qual
eram
tirados
os
mortos
fronleiravam-se
uma
á outra.
Tal
mostra,
ainda
hoje, ter
sido o
Ain-
phitheatro
Romano,
tão
celebre
na
historia
dos
tres
primeiros
séculos da
Egreja
Ca
lholica,
e
cujas
paredes,
na
parte
em
que
estão
conservadas,
medem
ainda
cerca
de
cincoenta
metros
de
altura.
Parece
que
eram
por
estos sitios
os
jardins
e
lagos
neronianos.
Ao
menos d
’
este ultimo
existem
ves
tígios
n
’
um grande
cano
d
’
agua
que,
meio
arruinado,
ainda
faz depositos
dentro
do
Coiiseo.
Umas escavações
a
que
se
procedeu
junto
de
uma
egreja
que
fica
próxima,
feriram
este
aqueducto
subterrâneo,
do
que
resultou
inundar-se
completamente
o
templo.
Com
muito
trabalho
obteve-se
livrar
a
egreja
da
inundação,
mas não
assim
as
catacumbas
que
já
eram
descobertas,
e
nas
quaes,
apesar
dos esforços
empregados,
ainda
hoje
se
não
póde
penetrar.
Fronteira
ao lago
deveria
estar
uma
estatua
collossal
do
tyranno
que
incendiou
Roma.
Vespasiano,
que
depois
de
Nero
se
as
sentou
no
throno, por
odio
á
familia
do
seu
antecessor,
mandou
lhe
demolir
o
pa-
lacio,
despedaçar
a
estatua,
tomando
de
pois
por
corrupção
da
palavra
o nome
de
Coliseo,
ainda
para
recordar
o
grande
collosso
que
era
n
’
aquelle
local.
Trabalharam
n
’
esta
obra immensa
os
judeus
que Tito
aprisionou
em Jerusalem,
e
que
assim
penaram o
crime
do deicidio
praticado
pela
sua
nação.
E
agora
que
já
conhecemos
a
grande
ruina,
penetremos
no seu
interior.
M.
MARINHO.
ctoridades
competentes
ficando-lhes
egual-
mente
prohibido
o
ingresso
no
Seminá
rio,
e
de
tudo
e
de todos
se
vae participar
ás
respectivas
famílias.
E
para
que
nenhum
d
’
elles possa
al-
legar ignorância
mandei
aífixar
o
presente
edital.
Seminário,
16
de
novembro
de 1877.
D.
Manoel
Martins
Alves
Novaes.
Santa
.VI
a
ria
Hagclalena.
—
Foi
hontem
conduzida
procissionalmente
para
a capella
da
Ponte,
para
d
’ahi
ser
levada
para
a
sua
capella
no
monte
da Falperra,
a
devotíssima Imagem
de Santa
Maria
Magdalena,
que tem
estado
á
veneração
publica
no
templo
da
Misericórdia.
Folheto.
—
Recebemos
um folheto
in
titulado
Desumo
do discurso
proferido
em
sessão
solemne da
distribuição
dos
prémios
concedidos pelo
jury
da
Exposição
da
Phi-
ladelphia,
aos
exposilorès
do
dislricto
de
Vianna
do Castello,
—
por
Antonio
Duarte
Marques Barreiros,
Juiz
de
Direito
de l.
a
instancia,
governador
civil de Vianna,
etc.
Agradecidos
do
coração
Almtinakg.
—
Recebemos
dois
alma-
naks,
intitulados:
um
O
grande
Seringa-
dor,
o
outro
almanak
de
S.
Cypriano.
Vendem-se
no Porto,
em casa do snr. Cruz
Coutmho.
Coneerto.
—
Dão
ámanhã,
no
salão
do
thealro
de
S.
Geraldo, um
concerto
vocal
e
instrumental o
snr.
João
Maria
Chaves,
e
sua
exc.
ma
esposa
D. Maria
Eugenia
Chaves
Tomam
parte
no
mesmo
os
mais
distinctos
artistas
d
’esta cidade.
Principiará
ás
7
1/2 horas.
O
seu
programa
é:
Ouverture
por
quartetto—
Carnaval
de
Venesa,
em
flauta
—
Phantasia
sobre
mo
tivos
da
opera
«Favorita»
—
Romanza
de
salão
=
canto
com-
acompanhamento
de
violino,
violoncello
e
piano
—Intervallo
por
quartetto
—
Grande
tercello
de
violino,
flauta e
piano
—
Potpourri
sobre
motivos
de
diversas
operas
—
Variações
em
piano
—
Intervallo
por
quartetto
—
Aria
do
baixo
da
opera
Roberto
= canto
—
Phantasia
ca
pricho
em
flauta—grande
valsa de
concerto
em
flauta.
Slieeionario
Popular.
—
Recebemos
o
ultimo fascículo
publicado
do
Diccionario
Popular,
de
que
é director
o
snr.
Pinheiro
Chagas.
Agradecemos.
mais um.
—
Recebemos
os
3
primei
ros
n.
es d
’
um
novo
jornal
que
começou
a
sair
em
Lisboa.
Intilula-se «Diário
de Portugal», e não
segue
partido
determinado.
Longui-sima
vida,
e
prosperidades.
Annivergario
jornalístico.
—
En
trou no
anno
31.®
da sua
publicação o
nosso
distinclo
collega
«Conimbricense».
Damos
lhe
parabéns.
Audieneiat
gerae*.
—
Foram
julga
dos
os
indivíduos
seguintes,
nos
dias
de
signados:
Dia
16 de
novembro.
Ambrosio
An-
ttmio
Chaves,
solteiro, sombreireiro
da
villa
de
Chaves,
accusado
do
crime
de
furto
—
Condemnado
a
4
annos
de
prisão,
ou
2
de
prisão
cellular.
—Joaquina
Alves,
casada,
da
Travessa
da
Viellinha
d’
esta
cidade,
accusada
do crime
de
seducção
de
menor.
—
Condemnada
a
8
dias
de
prisão,
e
custas
do
processo.
Dia
17.
—
Manoel
Peixoto, solteiro,
e
outros,
da freguesia
de Palmeira,
accusa
dos
do
crime
de ferimentos.—
Absolvidos.
Exéquias
celebrada*
pelo
eter
no
deseanço
do
Senhor
I>.
Mi
guel.
—
Escreve
o
«Correio
da
Tarde»,
de
15:
Tiveram
hoje
logar
na
egreja
dos
An
jos as
exequias,
que
todos
os
annos
em
egual
dia, depois
da
infausta
morte
do
SENHOR
DOM
MIGUEI
,
a
redacção
d
’este
jornal
faz
celebrar
pelo
eterno
descanço da
alma
do
mesmo
Augusto
Senhor.
O
Clero estava
perfeitamente
represen
tado
em
um
numeroso
côro.
A
concur-
rencia
de
seculares não
foi
inferior
á dos
outros
annos.
Vimos
alli
as
exc.
mas snr.
3
’
:
Condessa
da
Redinha.
D.
Maria Anna Machado
Castello
Branco,
I).
Maria
Amalia
Pereira
da
Cunha,
D.
Anna
Pereira
da
Cunha,
D.
Maria
Amalia
d’
Almada
da Cunha,
Condessa de S.
Vicente
e
sua
Filha,
D.
Joanna
Monteiro
Teixeira
Duarte,
D.
Ma
ria
Eufemia
Semedo
e
sua
lia,
D.
Irmina
Teixeira Duarte, Condessa
de
Castro
Ma-
rim
e suas
Filhas,
D.
Maria
Benedicta
de
Vilhena,
D.
Maria
Amalia
de
Locio,
D.
Atina
Amalia
Botelho
de
Vasconcel-
los, D. Maria
Adelaide
Gallo, Viscondessa
de
Azuraza,
D.
Maria
Francisca
de
Vi
GÁZETILHÃ
Edital.
—
Em
consequência
de
ter
sido,
involuntariamente,
ommittido
um dos
indivíduos
riscados
do
curso
do
Seminário
Conciliar
de
S.
Pedro,
por causa das
as
soadas
ao
digníssimo
professor
do
mesmo,
o
Revd.
mo
snr.
padre
Maia,
reproduzimos
hoje
o
edital respeclivo:
EDITAL
D.
Manoel
Martins
Alves
Novaes,
Deão
da
Sé
Primaz,
e
Heitor
do Seminário
de
S.
Pe
dro
etc.
Faço
saber
que
em
virtude
da
resolu
ção
do
conselho
escholar
d
’
este
Seminá
rio,
fundado
no
inquérito,
a
que se
pro
cedeu
sobre
factos
de
insolência
e
descon
sideração para
com
o
Professor
Maya, pra
ticados
nu
dia
9
e
10
do
corrente, são
riscados,
de
todas
as aulas
em que
se
acham
matriculados,
os
alumnos
seguin
tes:
Luiz
Manoel
d
’Amaral,
por
dois
annos,
e
Francisco
Gomes
d
’
Abreu
Machado,
Antonio
Joaquim
Monteiro
e
Bernardino
da
Costa
Leite,
por
um
anno;
ficando
advertidos
do
que durante
este
tempo
nenhum
po
derá entrar
n
’
este
Seminário,
nem
fazer
n
’
elle exame
algum,
bem
como
dos
alum
nos
Manoel
José
Coelho
e
Francisco Tei
xeira
de Souza
Lobo
se
dá parte
ás
au-
lhena,
D.
Maria
Leonor de
Vilhena.
D.
Maria
Amalia
de
Carvalho
e
sua
Filha,
D.
Marianna
da
Conceição
da
Silva
Cam
pos,
D.
Marianna
d’
Assumpção
da
Silva
Campos,
Viscondessa
de
Manique,
D.
Ma
ria
do
Carmo
Torcato,
D.
Maria
Carlota
de Cabedo
Almada
e
Lencastre,
D.
Maria
Helena
de
Noronha, D.
Maria
Victoria
d
’
Almada,
D.
Mana
Francisca
d
’Almada,
D.
Maria
Felismina
Gallo,
e
muitas
ou
tras,
cujos
nomes
sentimos
não
nos
re
cordar.
Dos
homens
lembramo-nos
ter visto
os
snrs.:
Conde
da Redinha,
Antonio
Pe
reira
da
Cunha,
Conde
de
S.
Vicente,
Manuel
da
Cunha
e
Lorena.
Sebastião
Pe
reira
da Cunha,
Carlos
Zeferino
Pinto
Coelho,
José
Caldeira
Castello
Branco
e
Vasconcellos,
Èlyziario
de
Mello
Dias,
Ja-
cintho
de
Sequeira
Freire,
José
Caldeira
de
Ordaz
Valladares,
Francisco
José
de
Paiva
e
Andrada,
José
Correia
de
Sá,
Manuel
de
Azevedo
Coutinho,
José
Maria
de
Moraes, José
de
Sá
Lima
de
Moraes,
Dr.
Ricardo
Teixeira
Duarte, Dr.
Joaquim
Theotonio
Teixeira
Duarte, D. Jorge
Eu
gênio
de
Locio,
Estanislau
Moreno,
An
tonio
Ludgero
Alves
Mendes,
Francisco
Xavier
Gomes
da
Silva,
Cantito.
D.
An
tonio
Manuel
de
Vilhena,
João
Nepomu-
ceno
de Figueiredo,
D.
Sancho
Manuel
de
Vilhena,
Mendo
d
’Ornellas Cisneiros,
Antonio
Mathias
Garcez
de
Moncada,
8.
de
Lobo,
Lucas
da
Silva
Coutinho
Car
doso
Castello,
Francisco
Pacheco
d
’
Albu-
querque,
Francisco
Antonio
da
Costa,
Stokler,
Diocese
Falcão
Aranha,
D.
Mar-
linho
de
Souza
Coutinho, D. João
de
Souza
Coutinho,
João
Sanches
Pereira de
Gus-
mã,
Carlos
Jorge,
João
José
da
Silva,
Aragão,
Francisco
Manuel
Faria
e
Mello.
J.
M.
Valente,
Gaspar
Borges
João
Coe
lho Dias,
Martinho
da
Silva
Guimarães,
Gama,
P.
Antonio
da
Silva,
Paiva
Solto-
Maior, Carlos
Quarlin,
Ernesto
Esclarati
Quadrio,
Abreus
de
Venda Seca,
José
Ve
ríssimo,
Manuel
José Correia
da Silva e
muitos
outros
—
O
snr.
Antonio
Pedro
de
Souza
e
Vasconcellos
e
sua
esposa
a exc
m3
snr.a
D.
Maria
José
de
Sequeira
e
Vasconcel
los,
pedem-nos
para
declararmos
que,
por incommodo de
saude
não
vieram
as
sistir
ás
exequias
por alma
do
Senhor
D.
Miguel.
—
O
snr.
Pedro
Quarlin,
pede-nos
para
fazermos
egual
declaração.
—
Do
snr. Alfredo
Quartin,
recebemos.,
uma
carta
dizendo-nos
que
por
não
po
der
vir
hoje
a
Lisboa,
deixou,
com
muita
pena,
de
comparecer na
egreja
dos
Anjos.
—
0
revd.°
padre
José
Guimarães
ce
lebrou
hoje,
na
igreja
da
Sé,
Missa por
alma
do
Senhor D.
Miguel.
—O
revd.°
padre
João
d
’
Almeida
Coe
lho.
lambem
disse
hoje
Missa
por
alma
do
Senhor
D.
Miguel.
—
Na
egreja
de Santo
Antonio
da
Sé,
o
snr.
Carlos Jorge
e
sua familia
man
daram
celebrar
hoje
Missa
por
alma
do
mesmo
Augusto
Senhor.
Naufrugios.
—
A
«Aurora
do
Lima»,
do
dia
14,
dá
os
seguintes
pormenores dos
dous
naufrágios
que tiveram logar
um
des
tes
dias
no porto
de
Vianna:
O
temporal
da
noite
de
11
para
12
deixou
de si
tristes
recordações
no
nosso
porto.
O
vapor
hespanhol
«Ybarra
1.°»,
pro-
cedenie de
Cadiz por
Lisboa,
para
Vigo
e
Corunha, pertencente
a uma
companhia
biscainha,
pela
1
hora
da
noite
de
segunda-
feira,
depois de
ter
balido
nas
pedras dos
Cavallos
de
Fão,
encalhou ao
sul
da
barra
d
’
esta
cidade.
Felizmenle
pela manhã
poderam
ser
salvos
todos
os
passageiros
e
a
tripula
ção.
O vapor
julga-se
perdido,
bem
como
parte
da
carga
que
se
compunha
de
sal
e
outros
genetos.
Logo
que
houve
conhecimento
d
’
este
naulragio
compareceram
no
local
os
di
gnos
director
da
alfandega,
vice-consol
hes
panhol,
e
empregados
íiscaes,
adoptando-
se
iodas
as
providencias
que
o
caso
recla
mava.
N
’
aquelle
mesmo
dia,
pelas 3
horas
da
tarde,
houve
outro
naufragio,
mais
lamen
tável
ainda,
porque
custou a
vida
a
toda a
tripulação.
Por
aquella
hora
avistou-se,
demandan
do
a barra,
um
palhabote,
com
signal
ledindo
soccorro. Apezar
da
furia
do mar
na
barra,
investiu
com
esta,
mas
com
tanta infelicidade que,
batendo
no
penedo
do
Ladrão,
sossobroo
immediatamente,
le
vando comsigo
toda
a
tripulação
!
No
fim
da
tarde
já
começaram
a
appa
recer
na
praia
alguns
dos
objectos
do
na
_
vio,
e,
pelo
signal que
foi
arrojado
pelo
mar,
pôde
conhecer-se,
apezar
de serem
d
’
elle visíveis
só
algumas
letras,
ser
talvez
o
Conde
Cavour.
A
tripulação,
que
se suppõe
ser
com
posta
de
8
ou 10
pessoas,
morreu
toda
!!
Como
dissemos,
o
mar
durante
a noite
de
domingo
e
na segunda-feira estava
muito
agitado,
havendo temporal
desfeito
na
barra,
que
tornou
impossível
prestar
qualquer
soccorro áquelles
desgraçados.
Guernt
do
Oriente.
—
Os
últimos
telegramtnas
relativos
á
guerra
do
Oriente,
são
os
que
seguem:
Celtigne
15—
Os
montenegrinos
bom
bardearam Antivri.
lambem
se
apoderaram
de
vários
depositos
de
viveres.
Constantinopla
15
—
Nenhumas
noticias
de
Plewna.
O
exercito
de
Soíia,
comman-
dado
por
Mehemet, partirá
brevemente
em
soccorro
de
Osman.
O
agente
servio
não
recebeu
nenhu
ma
commissão
do
governo
ácerca das
dis
posições
da
Servia
ou
rompimento
de
re
lações.
Bucharest
15
—
Os
russos enviaram
um
parlamentario
a
Osman-Pachá
o
qual
ainda
não
respondeu.
Estão
esgotados todos
os
meios
de
defesa.
Constantinopla
15
—
Os
russos
atacaram
hontem
as
fortificações
de Erzeroum mas
loram
repellidos
depois
de
grande
com
bate.
Bucharest
16
—
Hontem
foram repellidos
3
ataques
turcos
contra
Skobeleff.
Tem
havido
frequentes
escaramuças
entre
os
bachi-buzouks
e tropas
ser
vias.
Constantinopla
16—
Foi
repellido
no
dia
13
um
novo
ataque
dos
russos
contra Er
zeroum.
B
ker-Pachá
operou
a
suajuncção
com
Mehemet-Ali.
Foi
repellido
o
ataque
da
cavallaria
russa
contra
Berkowaz.
Vienna
16
—
«O
Tagblalt»,
annoncia
que
Gourko
realisou
a
sua
juncção
com
o
corpo do
exercito
servio
no
commando
de
Harvatowitch.
Bagusa
10
—
Os
montenegrinos
tomaram
quasi
todos
os
fortes
em
volta
da
cidade
de
Antivaria.
pessoas
caritativa®.—
Na
rua
Direita,
da
freguezia
de
S.
Pedro
de
Ma-
ximinos.
n.°
18,
existe
uma
entrevadinha,
de
16
annos de
idade,
e
filha
de
paes
exlremamente pobres,
que
continuamente
soífre
dores
tão
acervas,
que
só
as
almas
bemfazejas
lhe
podem
dar
algum
allivio,
soccorrendo
a
com
uma
esmola
pelo
divino
amor
de Deus.
A
’s
almas
caridosas. —
Recommen-
damos ás
almas
caridosas
uma
infeliz
viuva,
moradora
na
rua
de
S.
Bernabé,
n.°
13, (sotãoj.
Tendo
80
annos d
’
edade,
e
porisso
sem
poder
applicar-se
a
qualquer
trabalho,
lucta
com a
miséria extrema.
Ap|»eio
á caridade.
—
A
entrevada
Maria
Antonia
Ferreira,
viuva
do
Antonio
dos
Granginhos,
e
que
ha tempos saiu
do
Hospital
com
moléstia
incurável,
tem
agora
os
seus
padecimentos
mais
aggravados,
achando-se
sem meios
de
subsistência
pa
ra
poder
tratar-se
no
pouco
tempo
que
lhe
resta
de
vida.
Imploramos,
pois,
a
caridade
das
almas
piedosas,
para
que
se
lembrem
da
infeliz
com
uma
esmola.
A
sua
residência
é
na
rua
do
Alcaide,
n.°
17,
n
’
um
quarto
á
porta
da rua.
SÍÍB3
A TODOS
sem
medicina,
pur-1
gantes,
nem.despezas,
com
ouso
da
delicio
sa
farinha
de
saúde,
KW-M
i
ESCIÈ
.4B
Dlj
iiAKRY de
Londres.
841-
«ssstois
«Uimmriavei BiacecsBe
1
Combatendo
as iodegestões (dispepsias)
gastrica,
gaslralgia,
flegma
,
arrotos,
amargôr
na
bocca,
pituitas,
nauseas,
vó
mitos,
irritação
intestinal,
bexigas,
diarrea,
disenteria,
collicas,
tosse,
asthma,
falta
de
respiração,
oppressão,
congestões,
mal dos
nervos,
diabethes,
debilidade,
todas
as
des
ordens
no
peito,
na
garganta,
do
ahto,
dos
broncbites,
da
bexiga,
do
fígado,
dos rins,
dos
intestinos,
da mucosa,
do cerebro e
do
sangue,
85:000
curas
entre as
quaes
con-
tam-se
a
do
duque
de
Pluskow
das
ex.
mas
snr.as
marqueza
de
Bréhan,
duqueza de
Casllestuart,
dos
exm.
os snrs.
Lord Sluart
de
Decies, par
d
’Ingl
iterra,
o
doutor
e
professor
Wurzer,
etc.
etc.
N.°
49.842:
M.
rae
Marie
Jurie
Joly,
de
cincoenta
annos
de
constipação,
indiges
tão, nervoso,
insomnias,
asthma,
tosse,
Gatos,
espasmos e
nauseas.
—N.°
46:270:
M.
Boberls, d’
uma constipação
pulmonar,
com
tosse,
vomitos,
constipação
e surdez
de
25
annos.
—
N.°
46:210:
O
doutor
em
medicina
Martin,
d
’
uma
gaslralgia
e
irrita
ção
de
estomago,
que
o
faziam
vomitar
15
a
18
vezes
por
dia, durante
oito
annos.
—
N.°
46.218:
o coronel
Walson,
de
got-
ta,
nevralgia
e
constipação
obstinada.—
N.°
18:744:
o
doutor
em
medicina
Shorland,
duma
hydropisia
e
constipação.
—
N.°
49:522:
M.
Baldwin,
completa
prostação,
paralysia
da
bexiga
e
dos
membros, em
consequência
de
excessos
da
mocidade.
E
’
seis
vezes
mais
nutritiva
do
que
a car
ne,
sem
esquentar,
economisa cincoenta
vezes
o seu
preço
em
remedios.—
Preços
lixos
da
venda
por miúdo em
toda
a
pe
nínsula
:
Em
caixas
de
folha
de
lata,
de
kilo,
500
; de
kilo
800
rs
;
de una
kilo,
1$400
re
s
;
de
2
*/,
kilos,
3$200
reis;
de
6
ki-
los,
6$4Õ0;
e
de
12
kilos,
12$000
rs.
Os
biscoitos
da
Revalesciére
que
se po
dem
comer
a
qualquer
hora,
vendem-se
em caixas
a
800
e
l$400
reis.
O
melhor
chocolate
para
a
saúde
é
a
Revaleseière
choeolatad»
;
ella
res-
titue
o
appettite,
digestão,
somno, energia
e
carnes
duras
ás pessoas,
e
ás
creanças
as
mais
fracas,
e
sustenta
dez vezes
mais
que
a
carne,
e
que
o chocolate
ordinário,
sem
esquentar.
Em
pó
e em
paus,
em
caixas
de folha
de
ata
de
12
chavenas,
500
reis
;
de
24 cháve
nas,
800 reis; de
48
chavenas,
1$400
;
de
120
chavenas,
3^200
reis,
ou
25
reis
cada
chavena.
25SJ
BARRY
C.a
UI.MITED. -
'lace
Vendõme,
26,
Paris.
77
Regent-
Streel,
Londres.
Valverde,
1,
Madrid.
Os
pharmaceuticos,
droguistas,
mer-
cieiros,
etc., das
províncias
devem
diri
gir
os
seus
pedidos
ao
deposito Central;
snr.
Serzedello
&
C.a Largo
do Corpo
Santo
16,
Uisb»»,
(por
grosso
e miudo)
;
Azevedo
Filhos,
praça de
D. Pedro,
31,
32; Barrai
&
Irmãos,
rua
Aurea,
12
—
Po?
s®,
J.
de
Sousa
Ferreira &
Irmão,
rua
da
lanharia,
77.
DEPOSITOS
ENTRE
DOURO
E
MI-
NH0.=
Aveiro,
F.
E.
da
Luz
e
Costa,
pharin.
—
Rarcellos,
Antonio
João de
Sousa
Ramos,
pharm.,
Largo
da
Ponte.
—
Braga,
Domingos
J.
V.
Machado,
drog.,
praça
Municipal,
17
—
Antonio
A.
Pereira
Maia,
Pharm., rua dos
Chãos
31
—
Pipa
&
rmào,
rua
do
Souto.—
Vianna do
Cas-
teBI®, Aflonso
drog.,
rua
da
Picota;
J.
A.
de
Barros,
drog.,
Rua
grande,
140.
—
Cluimarães,
A.
J.
Pereira
Martins,
pharm.
—
Antonio
d
’
Araujo
Carvalho,
Cam
po
da
Feira,
1;
José,
J.
da
bilva,
drog.,
lua
da Bainha,
29 e 33. —
Feeaaflel,
Miranda,
pharm.—
Porto,
M.
J.
de Sou
sa
Ferreira
&
Irmão,
Rua
da
Banha
ria, 77;
J.
R,
de
Sequeira, pharm.,
Casa
Vermelha;
E.
J.
Pinto,
pharm.,
Largo
dos
Loyos,
36;
Viuva
Desirè
Rahir,
Rua
de
Cedofeila,
160;
Fontes &
C.
a
,
drogs..
Pra
ça
de
D.
Pedro,
105
a
108;
Antonio
J.
Salgado,
Pharmacia Central,
Rua
de
San
to Anionio,
225
a
227.
—
Fonte
d®
M-
A.
J.
Rodrigues
Barbosa,
pharm.
—
Povoa
<So Varzim,
P.
Machado
de
Oliveira,
pharma.—
Valença do
Minho,
Francisco
José
de
Sousa,
pharm.
—
Villa
d;?
Conde,
A.
L.
Maia
Torres,
pharm-
THÉATRO
DE
S.
GERALDO
Espectaculo
de
gala,
em commemora-
ção
ao
dia 1.°
de
Dezembro
de 1640.
Em
beneficio,
o
drama
em
2
actos
e
3
quadros
OPPRESSÃO
E
LIBERDADE.
A
comedia
do
snr. Pinheiro
Chagas,
em
1
acto
QUEM
DESDENHA.
N.
B.
Os
bilhetes
achar-se-hão
á venda
na
casinha
do
theatro
desde
o
dia
20
do
corrente
em
diante.
Joaquim
Alves
Malheus,
tributa
o
seu
cordeal
reconhecimento
a
todos
os
cava
lheiros
e
amigos,
que
lhe
dispensaram
a
honra
e
o
favor
de
suas
visitas
durante
a
sua
ultima
doença.
Pede
desculpa de
o
não
fazer pessoalmente.
(616)
O
abaixo
assignado,
summamente
pe
nhorado
para
com
todas
as
pessoas
de
sua
amisade
e
relações,
que
lhe
presta
ram
serviços,
e
o
cumprimentaram
por
occasião
do passamento
de
sua
sempre
chorada
mãe,
Anna
Maria
da
Mot-
ta,
a
todos
agradece
por esta
fórma,
na
impossibilidade
de
o
fazer
pessoalmente,
todas
as
provas
de reconhecimento;
bem
assim
agradece
especialmente
aos
seus
dignos
coílegas ecclesiasticos,
que
se
di
gnaram celebrar
missa
e concorrer
ao
officio
fúnebre
que
por
alma
da mesma
teve
logar
na
capella de
Nossa
Senhora
a
Branca.
A
lodos
protesta
sua
indelevel
grati
dão.
Braga
15
de
novembro
de
1877.
Padre
Ambrozio Fernandes
d’
Araújo,
(610)
SOLICITADOR
ANTONIO
LOPES DA GAMA
Escriptorio
Taipas,
n.°
5
—
Porto.
Encarrega-se
de
cobrança
de fóros e
outros
direitos
dominicaes,
rendas
de
ca
sas,
juros, dividendos,
e
de
liquidações
de
heranças
no
império
do
Brazd,
de
solicitar
quaesquer
pendências
nos
tribunaes
civis,
commerciaes,
militares,
e
nas
repartições
ecclesiasticas
e
administrativas.
(613)
Companhia
Edificadora
e Indus
trial
Bracarense
Sociedade
anónima,
responsabili
dade
limitada.
São
convidados
os
snrs. accionistas
d’
esta
companhia
a
fazer a
16.a
e
17.a
entradas
de
suas acções
desde
o
dia 22
a
27
do
corrente
das
9
horas
da
manhã
ás
2
da
tarde
no
escriptorio
da
Compa
nhia,
rua
da
Cruz
de Pedra
n.°
s
6
a
12.
Braga
12
de
Novembro de
1877.
Os
Directores
Francisco
da
Silva Araújo.
(611)
Francisco
Baplisla
da
Silva.
TÍBBÀS
VENDEM-SE
EM
ADAUFE
um
campo
denominado
Tapado,
sito
no
logar
do
Ou-
leiral,
e
uma
leira
denominada
de Sapos.
Um
campo
denominado
Charnecas,
sito
em
Fontellas.
Um
prado denominado
de
Fontella,
junto
do
Ribeiro.
Todas
estas
propriedades
pagam
lôro
de
quarenta
reis.
Um
campo
denominado Maceiras,
silo
no
mesmo
logar
e
junto
ao
Prado
e Char
necas;
é
propriedade
livre
de
todos
os
encargos,
e
que
fórma
uma
quinta.
Uma
quinta
denominada
Bouças
de
S.
João,
com
boa
casa
de
moradia e
para
caseiro,
e
acomuiodações
para
gado.
Duas leiras,
sendo
uma dentro
da mes
ma
quinta,
com
fôro
de trinta reis
á Fa
zenda
Nacional,
e
cincoenta
reis
cada
uma
das
leiras
ao cabido
de
Guimarães.
Para
tractar-se
ou
para
quaesquer
in
formações,
com seu
dono
na
mesma
quinta.
(612)
I||
H
il ;
is
t
i
H
V
CIRURGIÃO
REMTIS^A
DA
Escola
Americana
Consultorio
a toda
a
hora, tanto
de
dia
como
de
noite. Rua
do
Campo
(antiga
Porta
de
S.
Francisco)
n.°
22.
(582)
BIBEIB9
CIRURGIÃO
«EVTISTA
APPROVADO
PELA ESCOLA MEDICO-CIRURGI-
CA
DO PORTO
Rua
de
S.
Marcos
n.°
19.
BR
a
GA.
Faz
tudo
quanto
diz
respeito
á
sua
arte
e
continúa
operando
grátis,
pobres
e
soldados.
(580)
í
g
GOUPON
PRIMA
<
AIMMACULADA
conceição
=
í
g
Exemplares.
*
)
<u
União
Parisiense
de
Bella®
Arte®
-4
á
CS-
Laj
BOULEVARD DELA
MADELEINE,
17,
“
(
™
PAR1Z
g
’
O
ro
Representante
em
Madrid
S.
h*
Olivar,
O
—
9.°
®
Real
Sanetuario
do
Ifosn
Jesus
do
Monte.
No
dia
21
do
corrente
mez,
pela
uma
hora
da
tarde,
e
na
Secretaria
do
Real
Sanetuario do
Bom Jesus
do
Monte,
sita
no
largo
de
Saneio
Agostinho,
d
’
esta
ci
dade,
ha^de
arremalar-se
em
basta
pu
blica.
perante a
respecliva
commissão
ad-
ministracliva,
e
conslrucção
de
um
muro
de
supposlo
no
local
do
mesmo
Sanctua-
rio.
As
condicções
de arrematação
estão
patentes,
lodos
os
dias,
em
casa
do
vo
gal da commissão o
snr
João Augusto
da
Cunha,
morador
ao
largo
do Barão
de
S.
Martinho.
Braga
12 de
Novembro
de
1877.
O
Presidente da
Commissão
administrativa
José
Maria
Rodrigues
de
Carvalho.
FÍLÍAL Dâ
CAIXA
EC®Y«'MICA
PENHORISTA.
Sociedade
anónima
de
responsabilidada
li
mitada
Capital..................
500:000^000
RUA
NOVA
DE
SOUSA,
N.°
9
(Também
com entrada
pela r»a
do
Campo)
BRAGA.
Empresta
dinheiro
sobre
ouro,
prata,
joias,
papeis
de
credito,
cereaes,
roupas,
moveis,
ferramentas,
e
sobse
todo
e
qual
quer
objecto
do
valor
não
inferior
a
100
réis.
Recebe-se
dinheiro
em
deposito a
pra-
so
ou
á
ordem
abonando juros
conven
cionáveis.
A
caixa
está aberta
todos
os
dias
des
de as
9
hora
da manhã
até
ás
7
da
noite,
e nos
dias
santificados
estará
abc:ta
só
até
ao
meio
dia.
O
gerente—
A.
G.
Ferreirin'»
MTÍA
TOSSiâe
Os
RrhuçniJoa
mytilicoM,
de na
tureza
balsamica,
calmante, peitoral e
ex-
pectorante,
são
o
melhor
dos
remedios até
hoje
conhecidos
nas
doenças
tossicolosas.
Caixa
200
reis.—
Meia
caixa
100
reis.
Unico
deposito:
PHARMACIA
CEN
TRAL,
rua
de
Santo
Antonio,
227,
no
Porto.
Em
Braga:
PHARMACIA DOS
OR-
PHÃOS,
praça
Municipal.
(455)
SAEA
E
Ql illfO.
Precisa-se
alugar
em
casa de familia
muito
capaz
uma
saleta
e
quarto,
de
centes,
e
que
se
encarreguem da
comida
para
duas
pessoas
do
commercio.
A
quem
convier,
deixe
carta no
escriptorio
d'este
jornal
a
J.
S. para
se
procurar.
(590)
t
eçõez
e
juminissos-iiia
de
btvneost
e
eonipautiins
Compram-se
e
vende-se
na
rua
Nova
de
Sousa n.°
9.
(510)
Precisa-se
de
um
homem
para
assen
tar praça
por
um
recruta.
Para
traclar
na
rua
do
Alcaide
n.°
11
(608)
•.
■■>'.^gMMwgm^^
w -. - &
^^^íÊEêSSKíSSSíSi^âESS^JS^Ã’.
■><*;2^-5??^!S?3SS5SSKSSKESBSEHfiS!SS^W^Í'3:^^5GíiaWivv:'?!S3SiàO^’
ENXERTOS
João
da
Costa
Palmeira
tem
para
ven
der
em
sua
quinta
em
Santa
Eulalia
de
Tenões.
enxertos
de macieira,
pereira,
damasqueiro,
ameixoeira,
pecegueiros
de
Amarante, ameixoeira
do
Canadá,
nespe
reiras,
larangeiras,
nogueiras,
vides,
tudo
boas
qualidades;
bem
como
salgueiros
com
raiz,
e
estacas
de
choupo.
Trata-se
na
rua
de
D.
Gualdim
n.°
2.
_______________________
(572)
MUITA
ATTE^ÇÂO
Deposito
de biscoitos
de
Valongo
1
—
LARGO
DA
LAPA —
1
Estes
biscoitos
são
muito
recotnmenda-
veis
tanto pela
qualidade
das farinhas,
per
feição
porque
são
feitas,
como
pelo
seu
baixo preço
em
relação
a
qualidades.
Preços
porque
são
vendidos
:
Biscoito
valonguense, kilogramma 280
Tosta
doce
»
280
Biscoito
macarrão
>
280
Bolacha
doce
>
280
Biscoito
Brazileiro
»
300
Dito
imperial
»
330
Bolachinha
de
araruta
»
340
Tosta
azeda
»
(581)
190
DO
ALTO
DOURO
D4
CASA
DE
VIJLUA
POUCA
RUA
DO
SOUTO
N.°
15-Braga.
N
’
este armazém
se
encontram
a
retalho
as
seguintes
qualidades de vinhos
enga
rrafados
:
Vinho
tinto
de
meza.
(sem
garrafa)
150
>
D
»
>
.
190
>
Lagrima....................................
200
»
Branco
de
meza........................
210
» tinto
de
meza fino.
.
.
.
270
>
de
prova secca. ....
300
« Malvasia
de
2.a
.........................
360
>
»
velho
...............................
400
»
Malvasia,
Bastardo
e
Moscatel
a
50C
t
Roncão
....................................
700
»
Alvaralhão....................................
560
»
Velho
de
1854
....
600
»
a
retalho
parx
meza
50
e
80,
o
quartilho
tinto,
e
branco
120.
Responde-se
e
garante-se
a
pureza
boa qualidade
de
lodos
estes
vinhos,
po
dendo
todo
e
qualquer
consumidor
man-
dal-o experimentar
por
meio
de qualquer
processo
cbymico.
(-H-4')
BB1
Acaba de
sair
á
luz
a
nova
desde
tanto
tempo
anhelada edição
do
Breviário
Romano
e Lusitano,
de que
é
editora
a
Imprensa
Nacional de
Lisboa
Mais
de
meio
século
decorrido
depois
da
ultima edição
portugueza,
a multiplicidade
de
novas
rezas
n
’
este
intervallo
publicadas,
varias
outras
determinações
de
Roma,
e mesmo
alguns
melhoramentos
altinentes
á
maior
commodidade
do
Clero, altamente
reclamavam
uma nova
edição,
que
cabalmente
satisfizesse
a todas
estas
condições.
E
a
todas,
parece-nos
satisfazer
a que
nos
comprazemos
de
annunciar.
O exc.
mo
snr.
Conse
lheiro
Administrador
Geral d
’
aquelle
estabelecimento póde
gloriar-se
de
nada
ter
omittido,
melhor,
de
tudo
haver
emprehendido
para que
a
presente
edição
em
cousa
alguma
desmentisse
o
alto
conceito
da
Typographia
editora,
tanto em ordem
aos
trabalhos
typographicos,
e
demais
annexos,
quanto
em
relação
ás
disposições
cano-
nicas,
a
cojo
dominio
pertence
exclusivamente
a
direcção
organica d
’esta
e
de
simi-
Ihantes
publicações,
propriamente
ecclesiaslicas
ou
religiosas.
O
referido
exc.mo
snr.
Conselheiro
Administrador Geral, guiado
pelos
sãos
e
rectos princípios
da
justiça
(em
que consiste
o
verdadeiro
progresso),
que
dá
a
cada
um
o
que
é seu. antes
do
começo
da
impressão
do
Breviário,
solicitou,
e
obteve
do
Eminentíssimo
snr. Cardeal Patriarcha
D.
Manuel,
a
indispensável
licença
por
escripto,
nomeando
ao
mesmo
tempo
um
ecclesiaslico
de
sua
confiança
para
em
seu
nome
vjgiar
pela
canonicidade,
integridade
e
correcçào
d
’esta
nova
edição;
e
auxi
liado
pela
decidida
dedicação,
empenho
e
vontade
de
ferro
do designado
ecclesiaslico,
vencedor
tenaz
de
não
poucas
e
graves
diíficuldes,
póde ufanar-se
de publicar
uma
edição
modelada por
outra
saida
dos
prelos
do insigne
Typographo
Romano
Salviucci,
em
cuja ultima
pagina
se
lê:
concordai
cum ortginali
existenli penes
Congregalion
em
Sacvorum
Rituum.
In
fidem A.
J.
G.
Fatali
S.
R.
C.
secret.,
e
além
d’isso
enriquecida
e
augmentada
com varias
declarações, e
algumas
addições
emanadas
da
mesma S.
C.
posteriores á
dita edição
de Salviucci:
e de
mais
a
mais cotejada
em
tudo o
que
é
Escriplural
com
a Biblia
correcla
por
Sixto
V,
e
pnblicada
sob
o
Pontificado
de
Clemente
VIII,
pela
Typographia
Valicana
em
1592.
escolhida
ex
pressamente
pelo já
mencionado
snr. Cardeal
Patriarcha
D.
Manuel,
de
saudosa
memória.
E
’
portanto
uma
edição
pura
e
absolutamente Romana,
expurgada
de
não
poucas
rubricas
bastardas,
e
addicionadas
ás Romanas. Também
os
Códices
das
Dioceses
do
Reino
e
Domínios
foram notavelmente
melhorados,
achando-se na
presente
edição
enriquecidos de
varias
rezas,
antífonas,
hymnos
e
orações
pioprias,
que
ha
mais
de
oitenta
annos
lhes
haviam
sido
concedidos,
e
só
n
’
esta
edição
apparecem
pela
vez
primeira!!! desapparecendo
d’
ella outrosim
um espúrio
—
si
desil
—
que
por tantos
annos, por
vinte
lustros
!
!
!
não
só as
manchára,
mas
lambem
fôra
um
eloquente
protesto
contra
a
imperdoável
incúria
e
indisculpavel
preguiça
dos
editores
e
revisores
das anteriores
edições,
e
não
sei
de
mais
quem
...
Consta nos
igualmente,
que
todas
as
recommendações
e
determinações
dos
exc.
mílí
’
e
revd.
m
'
s
Prelados
foram pontualmente
cumpridas,
e
se,
por
lerem
(algumas)
che
gado
fóra
de tempo,
se
não
consideraram
nos seus proprios
logares,
lá
se
acharão
em
appendices,
ou
em
outros
pontos,
para,
quando
for
tempo,
serem
mais
conve-
nientemente
colladas.
E
n’este
logar
occorre
nos
recommendar
a
lodo
o
respeitável
Clero que
não
perca
de vista
os
respectivos
índices
das
Dioceses, aonde
verão indigitadas as
suas
provisórias
ccllocações.
Em
conclusão,
podemos asseverar,
pois
que
examinámos
minuciosamente
os
quatro
grossos
volumes
de
que
se
compõe
o
Br-viario
Romano,
em que a
presente
edição
reune
as
condições necessárias
para
se
dizer
e
ser
estrictamente
canónica:
foi
iniciada
por
auctoridade
do
Prelado
Ordinário;
foi
modelada
por
uma
edição
Romana
approvada
pelo
Juiz
competente,
a S.
C.
dos
Ritos;
nada lhe
falta relali
vamente ao
serviço
chorai
do
Clero
Portuguez;
é
ftnaímente
a
approvada,
e
au-
ctorisada
a
sua publicação
pelo
actual
Eminentíssimo
e
revd.
,no
snr.
Cardeal
Pa
triarcha
em
data
de
30
de
janeiro
do
anno
corrente.
Emquanlo
á
sua
correcção,
quer
debaixo
do
aspecto
lilurgico,
quer
do
grammatical,
cremos
que
lambem
pcuco
deixará
a
desfjar.
Finalmente,
para
destruir
alguma
duvida
que
possa
suscitar-se
relalivamente
ás
orações
de
S. Marçal, Bispo
e
Confessor,
e
da
Santa
Iria
Virg.
Mart.
em
alguma
ou
algumas
Dioceses,
devemos
dizer,
que,
segundo
nos
inforainaram.
as
orações
inserias no
Breviário
estão
approvadas
pela
S.
C.
dos
Ritos
em
9
de
dezembro
de
1875.
Lisboa,
1876.
Vende-se
em
Lisboa
na Imprensa
Nacional,
em
casa
dos
seus commissarios
e
nas livrarias
do
costume.
Preço,
em
papel,
7$200
réis
fortes.
Em
Braga
no
com-
missario
da
Imprensa
Nacional
Eugênio
Chardron.
(615)
BREVE
COMPENDIO
DE
ORAÇÕES
E DEVOÇÕES
ADOPTADAS
PELOS MISSIONÁRIOS
QUARTA EDIÇÃO
Novamente
correcta
e
muito augmentada
com
novas
orações
e
devoções
indul-
genciadas,
e
concedidas
posterior-
mente
á
ultima
Raccolta.
Com approvação
de 8.
Exc.
&
o
8nr.
D.
João
Chrysostomo
de
Amorim
Pessoa,
Arcebispo
Primaz.
Vende-se
em
Braga,
na
rua
Nova
n.°
3
E.
e
nas
principaes
livrarias;
e
no
Porto
na Livraria
Catholiea.
Praça
de
D.
Pedro,
e
na
Portuense
de Manuel
Maiheiro. rua
do
Almada.
Preço
em
brochura.
.
.
. 160
reis
»
encadernado
....
240
»
O
bacharel
Constantino
Ferreira
de
Al
meida
abriu
o
seu
escriptorio
de
advocacia
no
Campo
de
Santa
Anna
n.°
28,
lado
de
cima.
DISCURSO
do
deputado franeez
entholiro
O CONDE ALBERTO DE MUN
Pronunciado
no
enerrranieutQ
da
aunenibiein
geral dou
membrou
da
ohra
dos
eirculos
eatlaolicos
de operarso»
TRADUZIDO
PELO
i*
A
D
HE
SKXJÍA
ffKEITAS
Dedicado
ás
Associações Catholicas
do
Porto
e
Braga.
Vende-se
n’
esta
redacção
por 60
rs.
a
Aluga-se
a
casa n.°
7,
na
praça
d’Alegria,
construída
de
novo
e
com
elegancia.
Esta
casa
tem
uma
boa
loja
para
qualquer
negocio,
e
póde-
se
alugar
junta ou
em
separado.
Quem
a
pretender
falle
com
seu
dono
na
rua
No
va
de
Sousa
n.°
56.
(474)
RUI
XOV.t, sr.°
s
Ha
para
vender
um
tranqueiro
e
uma
sacada
de
pedra
do
monte
das
Caídas.
Trata
se
na
mesma
rua
e
n.°
(543)
I
moii
ía
!
1RUA
DE S.
MARCOS,
N.õ.f
H
Vende
papeis
pinta-
dos
para
guarnecer
sallas,
lindíssimos
gostos,
a
prin-
&
eipiar
em
80
reis
a
peça.
-A
Vende
olio,
tintas
e
jg
vernizes
para
pinturas
de
casas,
tudo
de
boa
quali-
S
dade.e
preços
muito
resu-
g
midos.
B
Vende
cimento
roma
no
para
vedar
aguas,
ges
so
para
estuques
de
ca
sas,
tudo
de primeira qua
lidade.
...
- ------
LIVRARIA
D EEGEVDl
CIIARDRON
BRAGA
Ultimas
publicações
(OBRAS
COMPLETAS)
PADRE
RIVAUX
Hisloria
Ecclesiastica,
desde
o
seu
co
meço
até
1876,
traduzida
da
6.
a
edição,
por
Francisco
Luiz
de
Sea-
bra,
3. vol
...................................
3$000
PADRE
SCHOUPPE
Curso
de
Religião,
ou
verdade
e
bel
leza
da
religião
christão,
traduc-
ção
do padre
Mesquita
Pimentel
1
vol..................................................... 1$20O
BALMES
0 Protestantismo
comparado
com
o
Catholicismo
nas
suas
relações
com
a
civilisação
europea,
4
vol. 2$400
PADRE
MACH
Maná
do
Sacerdote,
1
vol.
br.
590
cart..............................................
$600
Ancora
de
Salvação, 1
vol.
br.
5<>0
cart
...................................................
$600.
D.
MARIA
DO
PILAR
A
Lei
de
Deus, collecção
de
lendas
baseadas
nos
preceitos
do
Decálo
go,
1
vol........................................ $500
DR.
LUIZ
MARIA DA SILVA
RAMOS
Sermão
sobre
a
Divindade
de
Nosso
Se
nhor
Jesus
Chrislo,
recitado
na
Sé
Ca*
thedral
de
Coimbra.
Preço
..................
200
rs
LIVRARIA BORDALO
Travessa
<la
Vietoria
n.°
49,
l.°
andar, Uisboa
N
’
este
estabelecimento
ha
um
variado
sortimento
de
differentes
obras,
Roman
ces, Historias,
Comedias,
Dramas,
Scenas
Cómicas
e
Almanachs
para 1878,
e
faz-se
abatimento
para
negocio, e
remettem-se
os
calalogos
grátis,
e
qualquer das obras
abaixo
mencionadas
são
remettidas
francas
de
porte
aquem
enviar
o seu
importe
em
estampilhas.
MANUAL
DAS DAMAS, tratado
do
fa
zer
flores
artiíiciaes
ornado
de
e-lampas
500.
MANUAL DO
COSINHE1RO,
modo
de preparar; as
melhores
iguarias
da cosi-
nha
portugueza
e
franceza,
arte
de
co
peiro
e
pasteleiro
240,
MANUAL
DO
PRESTIDIGITADOR,
livro
de sortes
di
vertidas
tanto
de
mãos
como
de
cartas
e
physica
recreativa,
ornado
de
80 estam
pas
500.
MANUAL
DO
CONSERVEIRO E
CONFEITEIRO,
modo
de
fazer
bollos
pas
teis.
doces,
gelados,
240,
MANUAL DE
DANSA,
arte
de
aprender
a
dansar
sem
mestre
120,
MANUAL
DAS
SINAS,
ex
plicação
das
sinas
e
sonhos
120.
BRAGA, TYPOGRAPHIA
LUSITANA—1877.
Parte de Comércio do Minho (O)
