comerciominho_20101877_703.xml
- conteúdo
-
EDITOR
E
PROPRIETÁRIO JOSÉ
MARIA DIAS
DA
COSTA,
RUA
NOVA
N.°
3
E.
5.°
ANNO
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
Braga,
12 mezes
..............................
1&600
»
6
»..........................
850
Correspondências
partic.
cada linha
40
Annuncios
cada
linha....................
20
Repetição.................................... 10
PUBLICA-SE
ÁS
TERÇAS. QUINTAS
E
SABBADOS.
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
Províncias,
12
mezes.............
!â000
»
6
»............
1&050
»
sendo
duas
assignaturas
3&600
Brazil,
12 mezes,
moeda forte.
.
3&600
Folha
avulso...................
10
N.° 703
17
DE OUTUBRO DE 1877
Acha-se effectuado
o
casamento
do
SENHOR
DOM
MIGUEL
DE
BRAGANÇA.
0
telegrapho
acaba
de
commu-
nicar-nos
que
este
fausto
aconteci
mento
se
realisára
a
17
d
’
este
mez
d’
outubro,
no
castello de
Rezenberg,
lançando
a
bênção
aos
Esposados
o
ex.
n
‘
° Bispo
de
Ratisbonne,
e
a
que
assistiram
alguns
cavalheiros
portu
guezes.
E
’,
pois,
aquelle
um
dia
de
gala
para
a
nação
portugueza.
E
’
uma
dacta
que,
como
portuguezes
e
co
mo
legilimistas,
hemos de
saudar
com
o
coração em
alvoroço
e
o
es
pirito
altaneiro
de
confiança
no
fu
turo.
Este
consorcio auspicioso
é mais
um
penhor
seguro
que
nos dôa
a
Providencia,
em
testemunho
de
que
vela
por
esta
velha
e
arruinada,
inas
ainda
valiosa,
nação.
Assim
o
cremos. Assim
o
devemos
crer.
O
enlace
regio
que
se
verifica
em condições
normaes
de
poderio,
fortuna,
e
formosura, é celebrado
com
estrondosas
manifestações
de
regosijo,
sempre
justificadas pelas
garantias
que aífiança no
porvir
tão
notável
acontecimento, mas
princi
palmente
pela
influição
que
exerce
nos
dependentes
cortesãos,
nas
tur
mas
d
’
erapregados,
nas
multidões
curiosas, no
exercito,
na
magistra
tura,
no
mundo
offleial,
emfim, on
de
a
bajulação
é
officio, o
ouropel
é
isca,
a
illusão
é
elemento,
e
o
provento
é
o
laço
mais
forte
e mais
duradouro.
Mas
quando
as
condições
do
con
sorcio
são
inteiramente
oppostas,
quando
qualquer
dos
nubentes,
em
bora
senhor legal de um throno,
não enverga o manto
roçagante,
não
cinge
a
corôa,
não empunha
o
sce-
ptro,
tudo
symbolòs
da realeza
e
do
poderio
que
Ihé
pertença,
ah!
que
a
maravilha
é
grande
e
extraordiná
ria se
vemos
as
multidões
popula
res
extaticas,
enthusiasmadas,
arfan
do
de
alacridade
e
satisfação
perante
a
só noticia
da
realisação
do
con
sorcio!
E
este
é
o
sentimento
que
enche,
no
minuto
corrente,
o
cora
ção
que
bate
em
peito
de
portuguez,
verdadeiro
amante
da
sua
patria.
Não
avistamos
as
turbas
apinhan
do-se
pressurosas
na
passagem
de
augusto
cortejo
que
as
deslumbre
com
o
brilho
de
suas
insígnias;
mas
vemos com
os
olhos
d
’
alma
um
po
vo
immenso
congratulando-se
e
re
velando
em
significativos
colloquios
a
indisivel
e
sincera
alegria
que
lhe
povôa
os
seios
d’
alma.
E
’ que
o
povo,
angustiado
pelas
desventuras
que
de
ha
tanto
o
11a-
gellam,
prevê,
em seu
admiravel
instincto,
que
não
fenecerá
a
espe
rança
unica
da salvação
do
reino,
do
termo
de
seus
infortúnios,
da
chegada de
uma
epoca
de
prosperi
dade
social,
de
levantamento
d
’
este
Portugal,
ora
miserando e
despresti
giado,
para
outro
Portugal
redivivo,
poderoso, transformado, e
verdadei
ramente livre e
prospero.
E
essa
esperança
unicamente es
tá...
—
porque o
não
diremos
em
alta
e
franca
voz?...—
está
no
Senhor
Dom
Miguel
de
Bragança, symbolo
e
encarnação
dos
únicos
princípios
que podem
ser
eíficazes
para
a
tran
sformação
regeneradora
de
que
ha
mister Portugal.
Todo
o
portuguez
que
reflecte
e
medita
sobre
o
estado
actual das
cousas
publicas,
assim
o
reconhece,
assim
o confessa, assim
o
discorre,
assim
o
proclama.
D
ELLE
tudo
se
espera,
e
por
ELLE
todos
estremecem.
A
nação
que
o
vê
ao
longe,
nas
terras
do
exilio,
magôa-se
com
as
suas
ma
goas,
e
alegra-se
com
as
suas
ale
grias.
Sabe
que
é
por
ELLE
cor
respondida com
idênticos
e
não
me
nos
vehementés
sentimentos.
Con
sideram
communs
a
prospera e
ad
versa
fortuna,
como
é
dever
entre
o povo
e
o
rei.
Exultemos, pois, celebrando
o
seu
matrimonio. Exultemos saudan
do
a
augusta
Princeza
que
vem
com
partilhar as
tristezas
do
exilio
ao
Homem
novo,
que
ha
de
renovar
Portugal.
Exultemos
congratulan
do-nos
com
a
Excelsa
Mãe que
sou
be
procurar
e
achar
tão
digna
Es
posa
para
seu Filho.
Bem
sabemos
que
estas
nossas
saudações
são mescladas
do
”
gosto
amargo
da
saudade
—
delicioso
pun
gir
de
acerbo
espinho
—',
mas abstra-
íiimos
de
tudo
quanto
nos recorde
magoas,
para
sómente
levantarmos
um
immenso
parabém, acompanha
do
do
maior
testemunho
de
amor
A
’
QUELLE
que
o
cultiva
constante
mente
para
a
terra
que anda sem
pre
casada
ao
amanhecer
e
anoite
cer
de
seu
coração.
E
’
esse
o
nosso
dever,
e
esse
é
o
impulso
dc
nosso
coração
também.
Para
as
terras
da
Germania
alon
gamos
as
vistas,
e
exclamamos:
«a
nossa
esperança,
cada
dia,
cada
se
mana,
cada
mez,
cada
anno,
a
nos
sa
esperança
está
lá»!
Esta
espe
rança
desfaz
as
formosas
perspecti-
vas
aos
hodiernos
potentados?
Des
concerta
o
positivismo
dos
que
ti
raram
os
numeros
felizes
da
loteria
do
presente?
Os
phenomenos
histó
ricos
são
independentes
da
vontade
humana.
A
Providencia
os
delinêa;
a Providencia
os effectúa. Não
está
na
mão
dos
dominadores
contem
porâneos
endireitar
ou
encurvar,
a
seu
sabor
e
talante,
a
trajectoria
da sociedade,
quando
ella
se
inspira
nas
indicações
e ensinuamentos
de
Deus.
E
o
Bei
proscripto
hade
ser
o
agente necessário
de
uma
evolução
que
está
no
pensamento
de
todos.
ELLE
será
o
heroe,
a
fórma
con
creta
d
’
auuelle
pensamento,
a
espa
da
do
destino
social
meneada
com
pulso
de
tino,
d<*
sabedoria, de amor,
de
prudência,
de
magna
confiança.
Terá
de
prolongar-se
muito
esta
tareia
tão
almejada?
.........................
A
doirar-lhe
as
urzes
e
os
espi
nhos
de
sua
tr
balhada
peregrinação
concedeu-lhe
agora
a
Providencia
uma
companheira
rica
de
formosu
ra,
rica
de
virtudes,
rica
de
senti
mentos, rica
de
penetração
e
de
amor.
D. Izabel
Maria
Maximilia-
na
será
o
oásis
do
rei proscripto
no
seu
longo
caminhar
para
a
terra
da
promissão.
Será
o
seu
conforto,
o
seu
archanjo
consolador
a
rasgar-
lhe a cintura
azul
de
mil
outeiros
que
ao
longe escondem o
horisonte
da
patria;
e com
toda
a sua
bel-
leza,
com
todo
o
seu
encantamento,
com
toda
a
femenidade
da
Esposa
ardente
e
amorosa,
hade
tanger
hym-
nos
de
amor
fitando
os
olhos no
céo,
no
Esposo
e na patria.
Na
patria
de
Affonso
Henriques,
que
é
agora
a
sua
patria;
na
terra
que
oflêrece
á
contemplação
do
mundo
a
sua
passada
historia,
como
nação
que
foi
poderosa,
que
a
si
mesmo
se
produziu,
se
criou,
se
ali
mentou,
se
educou
e
fortaleceu,
que
se
fez
gigante
entre
as
demais
na
ções suas
irmãs,
que
com
o
oiro
de
lei
de
sua
religião, de
suas
ve
lhas liberdades, de
sua
bem
cuida
da
civilisação antiga,
responde
elo
quente
e
com
a
pompa de
su.as
grandezas
reaes,
aos
ouropéis
e
ôcas
vaidades,
e
estrondosos
nadas
da
actualidade!
Senhora
! Sois
agora
portugueza.
■
Esta
vossa
qualidade
obriga-nos.i
Sois
a
Esposa
augusta
do
rei
pro
scripto.
Este vosso
estado
attrahe-
nos. Sois
portanto
a
rainha
proscri-
pta,
cujos
encantos
nos
seduzem,
cuja
fama
nos
exalta,
cujo
nome
fica
gravado
indelevelmente
no
co
ração
dos
portuguezes,
que
se
cur
vam
e
dobram
o
joelho
para,
fer
vorosos,
ardentes
e
cnthusiasmados,
BEIJAR-VOS
RESPEITOSAMENTE
A
MÃO,
A
DE
VOSSO
augusto
Esposo,
e
a
de
todos
os
membros
da
vossa
nova
familia.
Do
Almanach
de
Gotha,
insuspeito
para
os
liberaes,—que até
negam
o
titulo de
Infante
de
Portugal
ao
Senhor
D.
Miguei-
vamos
fazer alguus
extraclos.
Na
I
parte
Genealogia
dos
Soberanos
reinantes
da
Europa,
sob
a
designação
de
P
ortugal
,
lè-se
a
paginas
73:
—
Príncipe
D
Miguel
Maria
Carlos
Egy-
dio
Constantino
Gabriel
Raphael
Gonzaga
Francisco
de
Assis
Januario
de
Bragança,
nasceu
em
Heubach
na Baviera
em
19
de
setembro
de
1853.
Filho
e
herdeiro
de
D.
Miguel Maria
do
Patrocínio
João
Carlos
Francisco
de
Assis
Xavier
de
Paula
Pedro
d
’Alcantara
Antonio
Raphael
Gabriel
Joaquim
José
Gonzaga
Evaristo,
que
nasceu
a
26
d
’ou-
tubro
de 1802
e
falleceu
a
14
de
novem
bro de
1866.
Foi
regente
de
Portugal
desde
26
de fevereiro
até
30
de junho
de
1828,
dia
em
que se declarou
rei
em
conformidade
do
acto
dos tres
estados
do
reino
reunidos
em
côrtes
na
cidade
de
Lisboa:
embarcou
em
Sines,
no l.°
de
junho
de
1834,
em
virtude
da
convenção
d'Evora
Monte a
26 de
maio
do mesmo
anno,
e
por
elle
ractificada
a
29.
Casou
em
24
de
setembro
de 1854
no
castello
de
Bronnbach
no Gran-ducado
de
Bade
com
a princeza
D.
Sophia
Amélia
Adelaide
Luiza
Joanna
Leopoldina,
que
nasceu
a
30
d
’
abril
de
1831,
filha
do
fallecido
Constantino
Jozeph,
príncipe
hereditário
de
Loewenstein-Worthein-Rochefort
e
Ro-
zeuberg,
etc.
Neto
paterno
em
linha re-
cta
masculina
do imperador
e
rei
de
Por
tugal
D.
João
VI
Maria
José
Luiz,
falle-
cido
a
10
de
março
de
1826,
e da
im
peratriz
rainha
D.
Carlota
Joaquina, filha
de
Carlos
IV
rei
d
’
Hespanha,
fallecida
a
7
de janeiro
de
1830
Do
mesmo almanach
na
11
parte
da
Geanologia
das
famílias
de
príncipes,
mas
não
reinantes,
com
a
designação
daquelles
que,
não
obstante
a
reunião
dos
seus
es
tados
ao
império
da
Allemanba
pelo
Acto
da Dieta
Germanica,
conservam
e
lhes
é
reconhecido
o
direito
de
usar
do
titulo
de
Alteza
Real,
e Alteza
Sereníssima,
estra
damos
de
pag.
250:
Thurn
e Taxis,
Torre e
Taxis,
linha
primogénita
especial.
Alteza
Sereníssima.
Religião
Catholica
Romana.
Residência
Ra-
tisbonne.
Princeza
D.
Izabel
Maria
Maximiliana
nasceu
a 28
de
março
de
1860.
Filha
segunda
do
príncipe
Maximiliano
Ant.mio
Lamoral,
que
nasceu
a
28
de
setembro
de
1831
e
falleceu
a
24 de
ju
nho
de
1867,
e
neta
do
príncipe
Maxi
miliano
Carlos,
nascido
a 3
de
novembro
de
1902,
príncipe
de
Thurn
e Taxis,
prín
cipe
de
Buchau
e
Krolors-Zyn,
conde-
prme.
de
Triedberg-Scheer,
conde
de
Vai-
ie-Sassina,
de
Marchthal,
de Neresbeim,
cons.
do
império,
hereditário
austríaco,
meu
bro
hered.
da Gamara
dos
Senhores
na
Prussia, ete
,
e
da
princeza
D.
Caro-
lina
Theresa
Helena,
duquesa
na
Baviera,
nascida a 4
d
’
abrd
de
1834;
e neta
dè
Maximiliano
II Joseph
rei
da Baviera,
que
nasceu
a
28
de
novembro
deéí81
1
e
’
fal
leceu
a
10
de
março
de
1864.
Sobrinha
do
actual
rei
da
Baviera
Luiz
II
Othon
Frederico
Guilherme;
da
impe
ratriz
d’
Austria
D.
Izabel Eugenia,
e
da
rainha
das Duas
Secilias D.
Maria
Sophia
Ameha,
e
Otl.cn
Fiederico Luiz,
rei
da
Grécia,
e oulr<=.-,
archi-duques
etc.
Sobre
a
antiguidade
e
nobresa
da
fa
mília
de
Taxis
extraclamos
dos
dicciona-
rios
de
Biographia
de
Dezobry
e
Bachalef.
e
da
Conter
salíon,
edição de”
1858,
a
se
guinte
esenha:
A
família
de
Taxis,
ou
de
Torre e
Taxis
(Thurn
and Taxis) tem
sua
séde
na
pequena
villa
de
Tru.nhofen
do
circulo
Jaxt
do reino
de
Wurtemberg;
é
origina
ria
do
paiz
Milanez
Veneziano.
Martinho
1
senhor
de
Valseima,
que
na
Cruzada
acompanhara
a Corrado
I
e
que em
1147
morrera
prisioneiro
dos
Serracenos, é
con-
sidcrudo
com.,
tronco
d'esta familia.
Lemoral
I,
o
mais
novo
dos
filhos
de
Guido
o
Rico,
morto em
1312
e
succes-
sor
de
Martinho 1
da Torre,
nome
que
tinha
a
sua casa,
em
1313
estabeleceu-
se
em
Pergamo,
e
tomou
o
apellido
de
Tarro de
um
monte,
propriedade
sua,
assim
chamado,
transformado
mais tarde
no
de
Tassis,
ou
Taxis.
Rogero
I
de
Torre
e
Taxis,
seu
neto,
passou
para
Allemanha
e fundou
ahi
a
riqueza e celebridade
da sua
caea,
esta
belecendo
uma
posta
de
cavallos
no
Ty-
rol,
a
qual
se
foi
pouco
a
pouco
esten
dendo,
em virtude
de
privilégios
especiaes,
a
todos
os
estados,
que
formavam
então
o
império
da Allemanha em 1490
Frede
rico
111
fez
Cavalleiro
o
herdeiro
da
casa
da
Torre
e
Taxis.
Eugênio
Francisco
de
Torre
Taxis
obteve
de
Leopoldo
I
o
ti
tulo
de
Principe
do iinperio:
e Fernando
da
Torre
e Taxis
em
1744
conseguiu
em
feudo
soberano
imperial
a direcção
geral
hereditária
das
postas
com
assento
e
voto
deliberativo
na
Dieta
do
império.
Na
qualidade
de
commissario
principal
imperial
junto
da
Dieta
que
tinha a
séde
em
Ratisbonne,
o
Principe
de
Torre
e
Taxis
ahi
residiu
até
á
dissolução
do
im
pério.
Depois
d
’
>
sta
lhe
foram
dadas
lar
gas
indemnisações
territoriaes
em
com
pensação
dos
privilégios,
que
a
revolução
lhe
fazia perder.
Os
domínios da
casa
da
Torre
e
Ta
xis, dispersos
em
diversas
parles
da
Al
lemanha,
rendem
hoje
annualmente
mais
de
810:000
florins
austríacos,
ou
cerca
de
360:000^000
reis.
O
chefe
d
’esta
fa
mília e casa
da
Torre
e
Taxis no
começo
do século
aclual
era
Maximiliano Carlos,
que
nasceu
em
3
de
novembro
de
1802,
avô
da
princeza,
como
acima
se
diz.
BSUC-A-S4BBAHO BE
OUTUBHO
DE
Não
noa
iiHuilanaos.
Parece,
que
alguns
catholicos,
por
certo
que na
melhor
boa fé.
nutrem
esperan
ças
na
guerra
do
Oriente,
se
os resulta
dos
d
’
esta
forem
favoráveis
á Rússia.
Não
nos
illudamos.
A
Rússia
é
bem conhecida
pelos
seus
antecedentes,
para
que
nos seja
licito
es
perar
d
’
ella
alguma
coisa
em
favor
da
Egreja
Calholica.
Não
está
porventura
fallando
bem alto
a
infeliz
Polonia?
Quantas
victimas,
quantos
martyres
não
tem
alli
feito
o
cesarismo
scismalico?
E
para
que
tanto
despotismo?
para
que
tanta
perseguição? Porventura
para
agora
vir
proteger
os
catholicos,
que
lhe
tem
exprobrado
seus
crimes?
Se
é
verdade
que
o
fim
tinico
do
czar
é
libertar
as
consciências
christãs
do
jugo
mahometano;
porque
não
começa
a
sua
obra
restituindo
á
infeliz
Polonia
a
liberdade
religiosa
que
lhe
usurpou?
Não
nos
iliudamos,
repetimos ainda.
A
Rússia
é
hoje,
mais
que
nunca,
o
instrumento
da
Revolução.
Sob
enganosas
apparencias, occulta
ella
o
odio que
vota
ao
calholicismo.
E é odio
de
religião
e
de
raça,
que
nada
poupa,
quando
tenta
realisar
seus
fins.
Que
motivos ha
portanto
para
que
d
’
ella
possa
esperar-se
alguma
coisa
de
bom
?
A
sua
historia
não
os
fornece.
E
se
do
passado viermos
ao
presente,
os
factos
são
bem
de
geilo
a deixar-nos
antever
o
que
succederia,
se
porventura
a
ambição
russa
conseguisse
realisar
seus
intentos.
Não
vêem
como
se
estreitam
as
suas
allianças
ctjpi
as
nações
mais
hostis
ao
calholicismo?
As
suas
amisades
com
a Prussia,
que
obrigaram
o imperador
Guilherme
a
der
ramar
lagrimas
pelos
desastres da
que
lhe
é
visinha,
não
serão
um
indicio
claro
do
animo
com que
a
Rússia
faz
a
guerra?
Deixemos-nos
de
illusões, que
nos
po
dem
ser
funestas.
As
sympalhias
do
despola
moseovila
só
podem
ser
polos
que
lhe favoreçam
os
planos,
que
por
cerlo
não
são
inspi
rados
pelo
Evangelho.
Lembremos-nos,
que antes da
guerra
franco-prussian i,
também
houve
quem
se
enganasse
com
as
esperanças,
que o
ma
nhoso
Bismark
fez
conceber
aos
catholicos.
E
o
resultado
qual
foi?
Aprendamos,
pois,
no
passado,
se
não
queremos
de novo
cair
no
laço.
Catholicos
primeiro
que tudo,
não
po
demos
dar
nossas
sympalhias
a
quem
faz
do
calholicismo
o
objecto
de
suas
perse
guições.
Visita de
St.
Ex.*
Bevna.1
ao
San-
etuario
de N.
Senhora
do
Porto
d
’
Ave.
Acerca
d’
esta
visita
recebemos
a
se
guinte
carta:
Ao
chegar ao
principio
do concelho
da
Povoa
de
Lanhoso,
esperavam
a
S.
Ex.a
Revm.
a
todas
as atithoridades
d
’aquelle
concelho,
deputado
do
circulo,
o exm.°
Guilherme
d’
Abreu,
arcypreste,
adminis
trador do
concelho
de
Vieira,
vários ec-
clesiasticos,
e
grande
numero
de
cava
lheiros,
assim
como
uma
banda
de
musi
ca,—
indo
depois
todos acompanhar
a
S.
Ex.
a
até ao Sanctuario,
compondo
um
prés
tito
de vinte
e
tantas
carruagens.
No
Pilar,
que
^e
achava
embandeirado, o
on
de
esperavam
mais
alguns
parochos
e ou
tros clérigos,
apeou
S.
Ex.
a
e
depois
de
abençoar
seguiu
para
a
villa
da
Povoa,
que
se achava
adornada
com
galhardetes
e
bandeiras,
e
d
’ahi
para
o Sanctuario.
A
’
entrada
do
arruamento,
que
esta
va
lodo
embandeirado,
elevava-se
um
arco
triunfal
formado
em
quatro
columnas
do-
ricas,
sobre
as
quaes
descançava
uma
cor
nija
encimada
pelas
armas
do
Prelado,
co
roadas
com
o
chapéu
archiepiscopal. Na
volta
ou
bocca
do
arco
lia-se o dístico:
-
Ecce
Sacerdos
Magna
<. Ecc.
c.
44. Nas
extremidades
da
cornija
estavam
levantados
dois
escudos
coroados,
sendo o
da
parte
direita
—
de
Roma
e
o
da
esquerda—de
Braga.
Nos
dados do
remate
lia
se
em
duas
almofadas:
—7.5
d
’
oulubro
de
1877.
O
topo
era
coroado
com
as
armas
portugue-
zas,
entrelaçadas
com
as
bandeiras
por
tugueza
e romana.
Ao
lado
d’
este
arco
erguia-se
um rico
pavilhão,
onde
S. Ex.
a
Revm,
a
foi
rece
bido.
Este
pavilhão
era
sustentado
por
qua
tro
columnas,
e
uma
cornija
goslosamen-
te
adornada, tendo
no
centro
as
armas
do
Prelado,
e
aos
lados
dois
escudos co
roados
com
coroas
de
louro,
nos
quaes
se
lia
o
seguinte
—
D.
João
Carysoslomo
de
Amorim
Pessoa,
Arcebispo
de
Braga,
Pri
maz
das
Hespanhas.
A
cupula,
de
lórma
piramidal,
acabava
em
obelisco
A
cadeira
de S.
Ex.
a
Revm.
a
era
ricamenle
estofada
de
damasco
amarello,
e
o
eslrado
forra
do
d’
uma
alcatifa
verde matisada
de
llô-
res.
Tanto
este
pavilhão
como
lambem
o
arco
foram
riscado» e
construídos
pelo
revd.
0
Manuel
Luiz
Ferreira
Monteiro,
pa
rodio
de
Santa
Eufemia
de
Prasins,
coad
juvado
pelo
revd.0 Bento
José
da
Cruz
Barros;
e
as pinturas,
armas
e
escudos
dos
mesmos
obra
do
hahil
artista
Vicente
José da Silva,
d
’esla
cidade.
Do
pavilhão,
junto
ao
qual
esperava o
revd.
0
parocho de
Thaide
paramentado
de
capa d
’
asperges,
seguiu
S.
Ex.
a Revoa.?
debaixo do palio,
a
cujas
varas
pegavam
os
camaristas
da
Povoa,
para
o
templo
do sanctuario,
onde
foi esperado pelo
revd.
0
Bento
José
da Cruz Barros,
no
impedimento
do
capellão. Cantado,
com
acompanhamento
de
instrumental,
o
Ecce
Sacerdos
Magnus
etc.
S.
Ex.
a
Revm.
a
,
assim
corno
toda
a
comitiva,
se dirigiu
pa
ra
a
residência do
capellão
do
sanctuario,
onde,
lendo
mandado
entrar
as
authori-
dades e
cavalheiros
presentes,
lhes
dirigiu
uma
breve
allocução,
agradecendo
as
de
monstrações
affectuosas
que
lhe
haviam
dado.
As
janellas
da
residência
achavam-se
embandeiradas
e
guarnecidas
de
colxas
de
damasco,
e
as
salas, tanto
da
recepção,
como
da
dormida, adornadas
rica
mente
com
tapetes
e cortinados.
Os jantares, a
que
abaixo alludimos,
foram
dados
pelo
revd.
0
capellão,
e
sem
pre
servidos
com
muita
profusão,
espe-
cialmente o
do
dia 14, por
ser
este o
anniversario
natalício
de
S. Ex.a
Revm.a
Tanto á
chegada,
como
durante
a
es
tada
do
snr.
Arcebispo,
queimou-se
mui
to
fogo
e
salvas
de
morteiros,
sendo
uma parte
d
’
elle
a
expensas
do
revd.0
Manuel
Luiz Ferreira
Monteiro.
No
dia
14
foi
o
venerando
Prelado
di
zer
missa
ao
Sanctuario.
Pelas
11
horas
principiou
a
administrar
o
Chrisma, assistindo o
exm.°
Deão, dr,,
Egidio,
padre João
Rebello,
e
outros
ec-
clesiasticos,
prolongando-se
este
acto
até
ás
3
horas
da
tarde.
A
s
3 e meia
começou
o
jantar,
a
que
as
sistiram,
entre
outros
cavalheiros,
ossnrs.:
Deão,
padre
João
Rebello, juiz
de
Direi
to,
e
delegado
da
Povoa,
presidente
da
ca-
mara,
dr.
Egidio,
administrador
do
con
celho,
director
das
Obras publicas,
e
seu
filho,
capitão
Henrique
Freire,
abbade
de
Oliveira,
etc.
No
dia
seguinte, depois
de
ouvir mis
sa
celebrada
pelo
snr.
padre
João
Rebel
lo,
continuou
a
administrar
o Chrisma até
ás
3
horas
da
tarde,
calculando-se
o
nu
mero
de
pessoas que
receberam
aquelle
santo Sacramento,
em
5:000.
Terminadas
as ceremonias
do
estylo,
S.
Ex.
a
Reviu.*, a
pedido
<lo
snr.
Bernar-
dino
José
da
Cruz,
primo
do
capellão,
foi
vêr
a
sachrislia,
ha
pouco
reformada a
expensas
d
’
aquelle
snr., e
da
qual
mostrou
gostar
muito.
Depois
do
jantar,
o
snr.
Arcebispo
en
tregou
ao
revd.0
capellão
uma
avultada
esmola
para
as
obras
do
Sanctuario.
Ao
subir
para
o
carro,
de
regresso
a
esta cidade,
foram
levantados
vivas
a S.
Ex.
a
pelo snr. dr.
Figueiredo,
d’
Aroso.
os
quaes
foram
correspondidos
por
lodo
o
povo,
com
o
maior
enlhusiasmo.
Quando
a
comitiva
passou no
logar do
Horto
do
Pilar estavam
ahi
todas
as
autho-
ridades
da Povoa,
que
foram
alli
despe-
dir-se do augusto visitante,
algumas
das
quaes
o
acompanharam,
assim
como
alguns
parochos,
até
ao
Carvalho.
*
N’aquelle
logar
foram levantadas vivas
a
S.
Ex.
a
Revrn.*
pelo
snr.
Fonseca,
ad
ministrador
do concelho
da
Povoa de
La
nhoso,
e
que
foram
enthusiasticamente
correspondidos
GAZITILIA
<
’
íPaiavrai,
—
Com
relação
a
umas
sandices
publicadas
na
«Palavra»,
de
18
do
corrente,
firmadas
pelo
snr. Manuel
Augusto
de
Mendonça,
e
que
dizem
res
peito
á
redacção
do
nosso
jornal, escreve
remos
algumas
linhas
no
proximo
n.°
A
«Palavra»
está
desempenhando
um
brilhantíssimo
papel...
Apoiado!-
O
jornal «Uniià
Calholi
ca»,
de
Turim,
propoz
n
’
um
seu
artigo que
seja
apresentada
ao
Santo
Padre
uma
pe
tição afim
de
que Sua
Santidade
se
digne
designar
um
proteclor
celeste
para
o
jor
nalismo
calholico,
e
que
seja
o
novo
dou
tor
da
Egreja,
S.
Francisco de
Salles, es
se
proteetor,
como
S. Luiz
Gonzaga
foi
nomeado
proteclor
da
mocidade
estudiosa
pelo
Papa
Benedicto
XIII.
A
«Voce
delia
Verità»,'jornal
que
se
publica
em
Roma,
annue
da melhor
von
tade
a
tão
piedosa
proposta,
que
parece
tão
salutar
como
opportuna.
O jornalismo
calholico
porluguez
por
certo
que
se
unirá
a
essa
phalange
de
campeões,
que
por
lodo
o
mundo
pelejam
os
combates
do
Senhor.
Praza
a
Deus que
este
reclamo seja
ouvido
e
atlendido
pelo
jornalismo
calho
lico
portuguez.
Muda
■«?
—
Segundo
nos
informam,
a
catbequese
popular,
que,
a
expensas
da
Associação
Calholica,
tem
havido
todos os
domingos
na
egreja
do
Collegio
das
Ursuli-
nas,
será
d
’aqui
em
diante
na
real
capel-
la
do
Hospital de S
Marcos.
A
ser
verdade
este
boato,
a escolha
do
templo foi
excellente; porque
a capella
do
Hospital
é
muito
própria
para
essas
pra
ticas
ao
povo: é mais
central,
mais
com
moda,
agasalhada,
e,
além
d
’
isso,
livre;
porque
alli
não
ha exercício
algum,
ou
festividades,
que
vão.
frequentemente,
in
terromper
estas
instrucções
religiosas;
o
que não
acontece
já
na
egreja
do
Collegio
onde ha
os
exercícios
do
coração
de
Je
sus,
Nossa
Senhora da
Boa
Morte,
etc.
A
capella
do
Hospital
é
um
d’
esses
tèmplos
magníficos,
vedado
na
maior
par
te
do
dia á contemplação
dos
fieis,
e que
caosava
pena
vêl
o
assim
abandonado!
D
’
oravante
já
não
será
o
sacrifício Divino
ali
o
unico
exercício
religioso,
porque,
almas
generosas,
e
corações
bondosos,
concedem,
auxiliam
e
promovem
devoções que
serão
mui
agradaveis
a Deus.
Oxalá
vejamos
realisado
este
boato,
e
assim ficará completa
uma
obra
desde
ha
muito
desejada,
e
até
já
por
nós lem
brada.
Será
digno
de
grande
louvor
não
só
quem
promover
esta
mudança, mas
tam
bém
quem
facilitar
e
conceder
a licença
para
que
se realise.
tlovitnenta
do
■ISospital
de
S.
Síareos.
—
Doentes
existentes
em
7
de
outubro:
74
homens
e 75
mulheres.
Entraram
durante
a
semana
finda:
16
homens
e
14
mulheres.
Sahiram:
12
homens
e
13
mulheres.
Fallecerarn:
2
homens
e
4
mulheres.
Ficaram
em
tratamento
em
13
de
outu
bro:
76 homens
e
72
mulheres.
O
snr.
bispo
d'Angra.
—
Como
prometlemos,
continuamos
a
transcrever
as
narrações
da
brilhante
recepção
que
o
snr.
bispo
d
’
Angra
teve
no
seu
regresso
á
sua diocese. A
seguinte narração é
do
«Progresso»,
periodico
liberal,
e
portanto
insuspeito,
que
sáe
na
Ilha
Terceira:
«Chegou
hontem
ao nosso
porto
o
pa
quete
«Luso»
trazendo
a
seu
bordo
o
exc.mo
e
revd
m°
bispo
dos
Açores D.
João
Maria
Pereira
do
Amaral
e Pimentel.
Foi,
por
isso,
um
dia festivo
para
os
povos
d
’
esta
ilha.
A
recepção
que
se
fez
ao
venerando
Prelado,
foi
brilhantíssima, e
altamente
si
gnificativa
dos
sentimentos
religiosos
dos
lerceirenses.
Apraz-nos
noticiar
este
facto, e
dar
á
descripção
delle
o
primeiro
logar
n
’
esta
folha
porquanto
nos
parece
importantíssi
mo
em
suas
causas
e
necessárias
conse
quências.
As
causas
principaes
foram
indubitavel
mente
o
fervor com
que
os
lerceirenses
professam
os
princípios
santos
do
ebristia-
nismo, e
a
veneração
em
que
leem
sem
pre
os ungidos
do
Senhor,
a
quem
foi
dada
a
missão
de evangelisar
o
povo, e reger
a
congregação
dos
fieis.
Da
pratica
d
’
aquelles
principies subli
mes
depende
essencialmente
a civilisação
e o
progresso
da humanidade,
e
do
res
peitoso
affeclo,
e voluntária
obediência,
ao
chefe
d
’
uma
egreja
depende egualmen-
te
a
ordem
que
alli
deve sempre
reinar,
e
sem
a
qual
é
impossível
a
perfeita
ob
servância
dos preceitos
e
dos
conselhos,
evangélicos.
Queremos
o progresso e
a
civisação,
querendo
se
pratiquem as
doutrinas
do
crucificado,
e
que
se respeitem
e
amem
os
que,
segundo
essas
doutrinas,
são
espi-
rilualmenle nossos
pais.
A
própria
natureza dispoz
que
nos
co
rações
dos
filhos
vigorasse
sempre,
em
lodos
os
tempos
e
circumstancias, o amor
e veneração
aos
pais.
Seria
pois
um
rèu
de
lesa-natoreza
aquelle que.
dizendo-se
christão, deixasse
de
prestar
affecto
e
res
peito
ao
seu
Prelado.
As
consequências
necessárias
do
facto,
que
noticiamos,
são
de
grave
traosceden-
cia:
Fica
demonstrado
mais
uma
vez
que
os
Prelados
açorianos
não
poderão
receiar
que
a semente
da
doutrina
evangélica,
espalhada
por
elles,
vá
cahir
em
pedregaes,
e
que
as
bôas
disposições
d
’
esles
povos
não deixarão
nunca
de
ajtidal-os a
supe
rar
as
difliculdades,
que
encontrarem
em
seu caminho.
E
fica
lambem
demonstrado
que
os
açorianos
são
chrislãos,
catholicos,
e
em
vão
se
pretenderá que
deixem
de
o
ser.
A
descripção do
mencionado
facto
se
rá
agora
feita em
poucas
linhas.
Poucas,
porque
o
tempo
nos
escaceia,
e porque
em
aclos
de
tal
natureza
o
que
ha,
so
bretudo,
grandioso,
a
Imiravel
é o
sen
timento
que
lhes
deu
causa;
e
esse,
po
demos
nós
experimental-o
profundamente,
mas enconiramos
a maior
difliculdade
em
exprimil-o
com precisão
e
proficiên
cia.
X
Apenas
o
paquete
fundeou na
Bahia,
muitos
snrs.
ecclesiasticos,
e
vários
cava
lheiros
d
’esta
cidade,
foram a
bordo,
a
cumprimentar o
venerando
Prelado.
A
’
uma
hora
da
tarde, dirigiu-se
ao
paquete
o revd.
1
”
0
Cabido
n
’
um
escaler
da
alfandega
ricamenle adornado,
no
qual
veio
para
terra
s.
exc.
a
revd.ma
passando
por
entre
duas
alas
de barcos
todos em-
pavesados.
Na
extremidade
do
caes
eslava
a
phi-
larmonica
Popular
Àgrense, a
qual
tocou
o
hymno
do
snr.
bispo
até
que chegou
ao
pateo
da alfandèga. onde
uma
força
de
caçadores
10
lhe
apresentou
armas,
to
cando
n
’
essa
occasião a banda regimental
do
mesmo
corpo.
Entrou
o
venerando
Prelado
na egreja
da
Misericórdia
a
fazer
oração
ao
SS.
Sa
cramento,
e
á
saida
recebeu
novamente
a
continência
da
tropa,
que estava
formada
no
Largo
5
de março. Seguiu-
logo
em
direcção
á
cathedral
pelas
ruas
Direita
e
da
Sé.
Na
cathedral
cantou-se
o
Te-Deum,
estando
o
Sacramento
exposto.
Em
se
guida
dirigiu-se
s. exc.
a revd.
raa
ao
paço
episcopal,
em
cuja capella,
vistosamente
adornada,
se
cantou
a
ladainha
de
Nossa
Senhora.
A
concorrência
de povo, da
cidade
e
das freguesias
ruraes,
eia
numerossima,
e
com
bastante
difliculdade
conseguiu
o
venerando
Prelado caminhar
por entre
a
multidão que
se
apinhava
no
caes,
e
nas
ruas
do
transito.
Raras
vezes
se
tem
visto
tantos
milhares
de
pessoas
reunidas
n
’
a-
quellas
ruas.
Concorreram
também
todas
as
auctori-
dades,
e
a
exc.”13
carnara
municipal.
Ao
I
—
T-1
lado
de
s.
exc.
a
revd.
ma
ia
o
exc.
mo
conde
da
Praia
da
Victoria e
o
snr. governador
civil
d
’
este
districto.
Nas
ruas
do
transito,
juncadas
de
ver
dura e
de
flores,
erguiam-se
magestosos
arcos
primorosamente
adornados,
e
toca
vam
seis
bandas de
musica
collocadas em
diversos
pontos.
Os foguetes
e
roqueiras,
em
terra
e
no
mar,
estalavam incessan
temente.
Notava-se
em
s. exc.
a
revd.
ma
grande
abatimento
de
forças
phisicas.
Deus
queira
que
o
ameno
clima
d’
esta
ilha
possa
con
correr
para que
recupere
inteiramente
a
sua
preciosa
sande».
regrenso
á
Patria. —
Refere
0
«Petit Marseillais»;’
Hontem
(12)
chegou
a
Marselha
pelo
vapor
«Severin»,
que
vinha
de
Génes,
o
snr.
Carlos
Lebrun,
de
42
annos
de
idade
e
natural
de
Strashurgo.
Não
ha
muito
que
este
snr.
foi
viclima
de
um
aconteci
mento
que
passamos
a expôr:
Em
1870,
Lebrun
era
logar-tenente
do
8
de
artilheria.
Aprisionado
ao
mesmo
tempo que
todos
os
seus
camaradas,
na
guerra
franco
prussiana,
foi
conduzido
á
Prussia,
onde
permaneceu
durante
a
per-
mahencia
da
guerra
No
seu
regresso
do
captiveiro,
achando-se
n
’
um café de
Slras-
burgo,
travou
se
de
rasões
com
um
mi
litar
allemão,
e
afinal
esbofeteou-o.
Segunda
vez
aprisionado,
compareceu
nos
tribunaes alletnães e
condemnaram
n
’
o
a
dez
annos
de
reclusão.
Foi maudado
para
a
AUemanha,
e
lá
cumpria
a
sua
pena,
quando
agora
logrou
evadir-se.
Sem
dinheiro
e
quasi
que
sem
vestuário
atravessou
assim
toda a
Áustria
e
seguidamente
o
norte da
Italia,
até
que
emfim
chegou a
Génes,
onde
foi
apresentar-se
no
cônsul
francez
que
desde
logo
o
repatriou.
Eleições
na
França.
—
Paris
16
—
São conhecidos
os
resultados
completos
das
eleições, incluindo
a Córsega
e
a
Ar-
gelica.
Republicanos
.314,
conservadores
201,
empates 14,
total
529.
Faltam
as
colonias
que
elegem
9
deputados.
Domingo
28
realisam-se
as
eleições do
desempate
Julga-se
que
os
conservadores
perderam
17
dos
seus
antigos
158 e
que
os
republi
canos
trazem
á camara
297
dos
antigos
363.
Paris
reassumiu
a
physionomia
ordiná
ria;
existe
apenas
certa
animação.
O
resultado
das
eleições
é
muito
com-
mentado.
Os
fundos
francezes
téem
subido
45
cêntimos
desde domingo.
Ilnia cidade
soterrada.
—
Do
«C.
do
Porto»;
,
Desenvolve-se
e
augmenta
agora entre
nós
o amor
pela
archeologia
e
as
explo
rações
que
se
estão
fazendo
em
divesos
pontos
do
paiz
altestam
que
afinal
se
vae
conhecendo
a utilidade
d’
eslas
investiga
ções
scientificas,
das
quaes
provirá
incon
testavelmente
o conhecimento
da
historia
remota
do
velho
Portugal
e
da
qual
apenas
existem
documentos
escriptos
tão
deficientes
como
incertos,
e esses apenas
com
relação
a
uma
certa
epocha.
O
distincto archeologo
o
snr.
Eslacio
da Veiga,
commissionado pelo
governo
para
proceder
a
investigações
e
exhuma-
ções
em
Faro,
acaba
de descobrir
em
Estoy,
a duas
léguas
de
distancia
d
’
aquella
cidade,
as ruinas de
urna
povoação
romana,
que
se
presume
com
muito
fundamento
ser
a
antiga
Ossonoba.
A
’
cerca
d
’
esle
descobrimento
scientiíico
temos
presente
uma
carta,
da
qual
vamos
exlraciar
alguns
períodos
interes
santes:
«Havia
nas
proximidades
d
’
aquella
al
deia
(Estoy)
um
hemic.yclo
romano,
isto
é,
templo,
já
quasi
todo derruído
e
dizia
a
historia
que
por
aquelles
sitios
existira
outr
’ora
a
velha
Ossonoba,
cidade
romana.
«Joáo Baplista
Lopes,
na
«Ghorographia
do
Algarve»,
falia em
um
esluarium
(rio
sêcco),
que
passava
á
beira
da
cidade
e
d
’
oude
—
diz
elle
—
viera á
aldeia
morderna
o
nome
de Estoy.
«Ha
duas
ou
tres
semanas
chegou
aqui
um archeologo, Estacio
da
Veiga,
genro
do
finado conde
de
Lucolte,
e
commissio
nado pelo governo
para investigações
e
exhumações
locaes.
Metteu
ao
trabalho 200
homens
e
em
pouco
tempo
exhumou
parte
da
cidade.
«Appareceu
primeiro
um
campo
mor
tuário,
onde
as
ossadas
se
conservam
m-
taclas,
mas muito
frágeis
pelo tempo de
corrido.
Vêem-se
esqueletos
completos
e
junto
d
’
esles
diversos
adornos,
como
bra
celetes,
anneis,
etc.
«Isto
é
curiossimo;
e
patenteia
a
gran
deza
da
necropole.
Depois
seguiu-se
a
ex-
humação
de
umas
thermas
com
os
seus
lepidarium
e
impluvium
revestidos
de
mosaicos
representando
peixes e
molluscos
de
curiosissimo
e
miudo trabalho,
sobre
tudo
pelos cambiantes
que
apresenta a
graduação
da
côr
das
pedras que
compoem
as
figuras.
Ha piscinas
de
mosaico,
que
parecem
construídas
recentemente, pelo
estado
de conservação
e
limpeza
em
que
se
acham.
Existem
também
vasos,
joias,
moedas,
etc.,
em
fim
tudo
o
que
podia
compôr
uma
excellenle
collecção.
As
co-
lumnas
de mármore
encontradas
e quasi
todas
de
ordem
corinthia
téem
capiteis
perfeitamente
trabalhados
e
os
tijolos
sem
numero
que
aqui
téem
todos a
marca do
fabricante.
A grande
e
variada
collecção
de
mármores
(só
eu
tenho
em
casa 17
variedades
cada
qual
a
melhor),
a
perfei
ção
do
trabalho
do
mosaico
a
extensão
exhumada,
o
cemiterio,
etc.,
tudo
dá
ideia
não só
da
grandeza
como
também
da
riqueza
da
cidade.
«Além
da
variedade de
mármores
de
que
acima
fallei,
possuo
mais:
quatro
amostras
de
mosaicos
(fragmentos
com
fi
guras
pequenas,
mas
completas);
um
fé
mur,
um
osso
illiaco
e
uma
queixada
com
dous
dentes;
moedas
de
cobre,
fragmentos
de
vasos
de
barro e
de vido,
dous
tijolos
com
as
marcas
do
fabricante,
amostras
de
cimento,
manilhas
de
encanamento,
pedaços
de
ferro
e
cobre
e
diversos
de
calques
de
monumentos
com
inscripções,
entre
esses
um de
uma
crença,
em
que
se
lêem
as
palavras
VLDI-VI-AN
lil-M-
VI-D-XIH,
que
traduzido
diz: «UIdi
viveu
tres
annos,
seis
mezes e
treze dias».
«Este
monumento
é
de
mármore
branco
e
tem 2
1/2
palmos
de
alto
sobre
1
1/3
de
largo.
«Os mármores
são excellentes. Ha dous,
por
exemplo,
um
preto
com
manchas
verdes
e
outro
vermelho
telha
com
nodoas
esbranquiçadas,
que
são
novos
para
mim.
(1).
«Exhumaram-se
também
lagares
para
azeite,
mós de trigo
compostas
de
duas
grandes
pedras,
idênticas ás
que
Fiorelli
encontrou
em
Pompeia.
As
cinzas dos
fornos
ainda
existem.
O
snr.
Estacio
da
Veiga
attribue
a
um
terremoto
a
destrui
ção
da cidade, por
isso
que
os
destroços
e columnas
estão
todos
por
terra
e
sempre
na
mesma
direcção,
do poente para
o
nascente».
Pela
descripção
feita,
vê-se
a
impor
tância
das ruinas
que
o
snr.
Estacio
da
Veiga
está
explorando.
Felizmenle
déram
ellas
em boas
mãos,
que
as
devem pre
servar da
cubiça
e
da
destruição
de
es
tranhos
Não
abundam
ainda
entre
nós
a«
pre
ciosidades
d
’este
genero
para
que se
dei
xem
ao
abandono,
e
sem
querermos
de
modo algum
dar
conselhos a quem
melhor
do
que
nós
sabe
o valor
do thesouro
que encontrou
e
o
modo
de
o
aproveitar,
aventaremos
comludo
que
seria
de
alta
conveniência
não só
concluir
todo
o
de-
saterro
d
’
essas
ruinas,
como
colleccionar
em
um
muzeu,
que
poderia
ser,
por
exem
plo creado
em
Faro,
tolos
os
objectos
soltos
encontrados,
conservando-se
no
me
lhor
estado
em
que
se
descobriram e no
proprio local,
não só os
edifícios
e
mo
numentos, como os
pavimentos
de
mo
saico
O
espaço
occupado
pelas
ruinas
seria
também
conveniente
que
se
vedasse
por
meio
de
um
muro
ou
estacada
e
até
se
isso
fosse
possível, se
estabelecesse
um
pequeno direito
de
entrada
n
’ellas,
aos
vi
sitantes
como
se
faz por
exemplo
em
Pom
peia.
D
’
ahi
resultaria crear-se
uma
receita,
que
comquanto
não
muito elevada,
podia
comtudo
ser applicada pelo
município
á
conservação e
exploração
d
’essas
ruinas,
auxiliando
d’
este
modo
o governo,
que
não
deve
regatear
os
meios
de
se
levarem
a
effeito
estas
investigações
de
alta
impor
tância
scientifica
e
histórica.
Bom
documento
tem
elle
já
dado de
si,
auxiliando
com
algumas
verbas,
ainda
que
pequenas,
estas
explorações
e man
dando
delegados
seus
proceder
aos
traba
lhos
necessários,
e
oxalá
que o interesse
pelas
nossas
antiguidades
nunca
enfraqueça
tanto
i»
’éste como em
outros
quasquer
governos
que
lhe
succedam.
(1)
São
incontestavelmente
exemplares
de
excellentes porphidos.
O author
d
’esta
noticia
possue especimens
de
mármores
idênticos,
extrahidos
de
mosaicos das
Ter-
mas
de
Caracalla,
em
Roma,
e
do
palacio
de
Tiberio,
na
ilha
de
Capri.
São
au-
thenticas
estas
amostras
que
devemos
á
amisade
de
quem
as
exlrahiu
nos
pró
prios
locaes,
o
snr.
Soares
dos
Reis.
Guerra
do
Oriente.
—
Os
últimos
telegramnias
relativos
á
guerra do
Oriente;
são
os
que
seguem:
Londres
16
—
Dizem
despachos
dos
periódicos
que
melhorou
o
tempo
na Bul-
garia.
Os
russos
estão
fortemente
intrinchei-
rados
ao
longo
do
rio
Jantra.
O
general
Zimmeroian
partiu
para
Dtibrousdch.
Hobart-Pachá
recebeu
ordem
para
com
a
esquadra
turca
forçar
as
boccas do
Da
núbio.
Foi
licenciado
o
exercito
montenegrino
para
se
dedicar
aos
trabalhos
da
agricul
tura.
Os
russos
bombardearam
Sulina
na
em
bocadura
do
Danúbio,
durante
3
dias.
As
baterias
turcas, em
consequência
do
pou
co
alcance
não
allingiram
as
posições
russas
Foi
despedaçada ao
pretender
entrar
no
Danúbio,
por
um
torpedo,
uma ca
nhoneira
turca;
morreram
17
marinhei
ros.
O
«Times»
publica
um despacho
de
Ber
lim
com
data
de
15, dizendo
que
o
gabi
nete
inglez
sondou
a
Auslua,
relativa-mente
á
occasião mais
favoravel para
a
media
ção.
Londres
17—
Lord
Mannrs,
n
’
um
ban
quete
em
Ipsivich
disse
que
o
governo
aproveitará
a
primeira
occasião
favoravel
para
intervir
com o
fim
de pôr termo á
guerra.
Bucharesl
16
—
Recomeçaram
as
hostili
dades
no
desfiladeiro
de
Schipka.
Karajal
16—0
exercito
de
Ghazi-Mouk-
htar-Pachá
foi cortado pelo
exercito
russo.
A
esquerda
turca
foi
repellida
sobre Kars
ea
direita
ficou
toda
prisioneira
e
com
ella
7
pachás
e
32
canhões.
S.
Petersburgo
17
—
Um
despacho
of-
ficial
de
Tiflis, datado
de
16,
annuncia
uma
granda
derrota
soffrida
por
Moukhlar-
Pachá
a
quem
foram
coitadas
as
commu-
nicações
com
a
praça
de
Kars.
ConslauXinopla
17—Um
despacho
rece
bido
de
Moukhlar-Pachá
annuncia
que
se
travou
uma
grande
batalha,
nos
arredores
de
Aladjadagh:
os
russos
começavam
a
recuar
quando
foi
expedido
este
despa
cho.
Paris
18
—
O
«Jornal
dos
Debates»
pu
blica
um
despacho,
dizendo
que
o
gran-
duque
Nicolau,
commandante
em
chefe
do
exercito
na
Bulgaria foi
atacado
de
uma
enfermidade
que
o
impede
de
montar
a
cavallo.
Segundo
diz
o
«Daily-News»,
são enor
mes
as
diííiculdades
de
transporte
para
a
Bulgaria
muitos habitantes
e inúmeros
sol
dados
padecem
de
febres
typhoides
e
de-
syntheria.
Foi
Deus
servido
chamar
á
sua
Divina
Prezença
a
alma de
Maria
Clolilde
d
’
Araujo
Braga
Seu
Pae,
manas
e
cunhado,
e
sua
tia Anna Emilia
de
Jesus
Vieira,
pedem
ás
pessoas de
suas
relações
o
especial
obséquio
de
no sabbado
20 do
corrente
pelas
10
horas
da
manhã
assistirem
ao
ofiicio
de
corpo
presente
na
Egreja
dos
Congregados.
Biaga
13-10-77.
(558)
ASlÂBECMfflTOS
wsamraKMiiBaMB
Anna
Emilia
da Purificação
agradece
do
fundo d’
alma
a
todas
as pessoas e
especialraente
ás
virtuosas
irmãs
da
ca
ridade
do
hospital
de
Santa
Cruz
o
‘
s
mui
tos
favores
e
altas
finezas
que recebeu
por
occasião
da
enfermidade
e
fallecimento
de
seu
presado
e
nunca esquecido
marido
Anlonio
José
Ferreira
d
’
Araujo.
A
estas
provas
de reconhecida estima
para
com o
chorado
finado,
será
sempre
grata
a
desditosa
viuva, que
julga
um
impossível o
esquecer
tantos
e
tantos be
nefícios,
que
se
hoje
honram
a
memória
do
morto,
também
nunca
em
tempo
al
gum
por
aquella
poderão
ser
olvidados.
Anlonio
Pinto
de
Mendanha
Arriscado,
e
sua
esposa
Maria
José
da
Natividade
Falcão
Velho
da
Fonseca
Bourbon,
agra
decem
penhoradissiraos
e
por
este
meio
na
impossibilidade
de
o
fazerem
pessoal
mente, a
totlas
as
pessoas
que
os
cumpri
mentaram
pelo
fallecimento
de
sua extre
mosa
mãe
e
sogra
D.
Anna
Ricardina de
Mendanha
Arriscado.
(554)
Não
nos
sendo
possível
agradecer
pes
soalmente,
como
desejáramos,
a todos que
nos penhoraram
com
os
seus
serviços
e
obséquios
por
occasião
da fatal
morte
de
Joaquim
Bernardino
Pereira
d
’Aimeida
Cou-
tinho,
nosso
saudoso
marido,
irmão,
cu
nhado,
e
primo;
especíalisando
os
exc.
mus
José
Freire
d’
Andrade
e
Miguel
Freire
d’
Andrade, que
tão
humanamente
se
hou
veram
por
occasião
do
insulto
apoplético
que
levou
o
finado
á
mansão
dos
justos»
—por este
meio
lhes
tributamos
nossos
agradecimentos, e
consignamos
nossa gra
tidão
indelevel.
Anna
Joaquina de
Jesus
Almeida.
Umbelina
Erminda
Candida
Pereira
d'Al
meida
Coulinho.
Maria
do Livramento
Pereira
d'Almeida
Coulinho
Garcia.
Rila
de
Jesus
Gomes
d
’
Almeida.
Maria
da
Purificação.
O
coneqo
Antonio
Francisco
Pereira
d'Al
meida
Coulinho.
Francisco
Joaquim
Garcia.
Padre
Manoel
Joaquim de Miranda.
ÀNNUNCIGS
Pelo
juizo
de
direito
da
comarca
de
Braga, se publicaram
éditos de
trinta
dias,
citando
a
Francisco
José
de
Campos»
casado,
negociante,
morador
na casa
nu
mero
quarenta
e
tres
da praça
de Car
los
Alberto,
da
cidade
do
Porto,
agora
ausente
em parte
incerta,
para
no
praso
de
dez
dias
posteriores
ao
praso
dos
édi
tos,
que começará
a
correr depois
do
segundo
annuncio
na
folha
oílicial,
e em
outra
folha
da
cidade
de Braga,
pagar
á
Fazenda
Nacional
a
quantia
de
sessenta
e
quatro
mil
e trinta
e
cinco
reis,
pro
veniente
de
multa,
addiccionaes
e
sello
do
recibo,
«proveniente
de
multa, ad
licionaes
e
sello
do
recibo»
em
que
foi
condeinna-
do
no
processo
de embargos
de
terceiro
que
contendeu
com
João
Alves
da
Moita,
da
mesma
cidade
de Braga, na
qualidade
de
lulor
dos
ausentes
Narcisa
e
Francis
co.
Braga 17
de
Outubro
de
1877.
O
Escrivão
do
5.°
Ofiicio
Anlonio
José
Gonçalves.
Verifiquei.
(559)
Sampaio.
CERTIDÃO
Casimiro Justino
Amado,
escrivão
aju
dante
do
tribunal do
commercio
de
pri
meira
instancia
n
’es(a
cidade
de
Braga,
e
seu
districto,
no
impedimento
do
respe-
ctivo,
José
Firmino
da
Costa
Freitas,,
por
Sua
Magestade
Fidelíssima
que
Deus guarde
etc.
Certifico
que
no processo
de
falleneia
de
Joaquim José
Gonçalves
Loureiro,
ne
gociante
que
foi
n
’
esta
cidade,
proferiu
o
tribunal
a seguinte
sentença.
O
tribunal
commercial d
’
este
distri
cto,
visto
o
requerimento
de Antonio
José
Antunes
Reis
e
José
Luiz
d
’
Almeida, ne
gociante
d’
esta
cidade, e visto
os
docu
mentos
por
elles
juntos,
pelos quaes
se
prova
que
Joaquim
José
Gonçalves Lou
reiro, negociante
d
’
esta
praça,
cessara
seus
pagamentos,
declara
o
mesmo
argui
lo em
estado
de
quebra
desde
o
primeiro
de
Outubro
corrente,
conforme
o disposto
nos
artigos
mil
cento
e
vinte
e tres,
mil
cento
e
vinte e
seis, e
mil
cento
e
trinta,
e
mil
cento
e
trinta
e
um do
codigo
com-
mercial.
Nomeia
para
juiz
commissario
o
jurado
commercial
José
Ferreira
de
Ma
galhães
e
para
curador
fiscal
provisorio-o
negociante
João
Fernandes
Vallença,
cre
dor
presumido
do
mesmo
fallido,
o
qual
será
intimado
para
prestar
juramento e
entrar
no
exercício
das
funcções
do
cargo
para que
foi
nomeado,
e
ordena
que
sem
perda
de
tempo
se
ponham
os
sellos
em
conformidade
com
o
disposto
(dos
digo)
nos
artigos
mil
cento
cincoenta
e
cinco
e
mil
cento
cincoenta
e
oito,
e
fazendo-se
as
diligencias
ordenadas
na
lei,
devendo
atixar-se
esta
sentença
por
certidão, e
publica-l
’
a
nos
termos
da
lei
e
do
estylo.
Braga
em
sessão do
tribunal
commercial
de
12
de
Outubro
de
1877. O
jaiz
sub-
stituto
servindo de presidente,
Jeronymo
<la
Cunha
Pimenlel,
José
Ferreira
de
Ma
galhães,
Antonio
Joaquim
Loureiro,
José
Antonio
da Silva
Lomar, Francisco
José
Vieira
de
Carvalho. Está
conforme
o
ori
ginal.
Braga
12
de
Outubro
de
1877.
O escrivão
ajudante
do
tribunal
coramer-
cial.
(557)
Casimira
Justino
Amado.
!
.
..._ ____
_
....
Hospício
e
Collegio
de
Santa Mar
garida,
Bua do Anjo n.°
32
BRAGA.
Este
Collegio,
dirigido
pelas
Irmãs
Hospitaleiras
acha-se
aberto
desde
o dia
l.°
de
Outubro,
e
admilte
meninas
in
ternas,
semi-internas
e
externas.
Alem
d
’
outras
condições
do
programma,
os
preços
no
mesmo
estabelecidos,
são
os
seguintes:
Internas
7:200
reis
mensaes
Semi-internas
3:600
reis
Externas,
differentes
preços,
segundo
a
classe
em
que
aprendem.
Externas gratuitas,
não
excedendo o
numero
de
15
a
vinte,
e
que
mostrem
por
documento
do Revd.®
Parocho, que
são
pobres.
Para
mais
esclarecimentos
dirigir-se
á
Superiora
do mesmo
Collegio.
Associação Commerctal de Benili
cencia em Braga.
Previnem-se
os
socios
d’
esta
Associa
rão
de que
o
facultativo
da
mesma
é
o
lll.in
®
Snr.
Dr.
Antonio
José
Vieira
da
Cruz.
Braga
16
d
’
Outubro
de
1877.
O
Secretario
(555)
José
Maria
Gomes
Bello.
DE
TABACO*
.
.
-
.
FABBICA
DE
TABACOS Eli SANTA
APOLONIA
UNICA
PREMIADA
NA
EXPOSIÇÃO
UNIVERSAL
DE
PHILADELPIHA
A
Direcção
d’
esta
companhia
lembra
novamente
aos
seus
compradores
e
ao pu
blico
em
geral,
a
conveniência
de
examinarem
com
a
maior
attenção
os
rotulos
dos
tabacos
que comprarem,
a
fim
de que
não
se
illudam recebendo como
tabacos
de
Santa
Apolonia,
outros
de
qualidades
inferiores,
devido
isto
á
constante
imitação
que
outras fabricas
do
paiz
tem
feU<
’ da
nossa marca
rotulos,
envolucros
e
empapelos.
A
direcção
faz
também
publico
que
em
virtude
da
perfeição
do
seu fabrico,
aro
ma,
e
boa qualidade
dos
tabacos
que
emprega, foi
esta
fabrica
a
unica
nltirnamente
premiada
com
a
grande
medalha
de
honra
na
exposição
universal
de
Philadelphia.
(544)
TRENS
DE
ALUGUEL
DE
«leoquint
José «le Barro»
48—
Rua
do
Carvalhal
—
49
BRAGA
Mudou
para
a
rua
e
n.°
acima
designa
do
o
estabelecimento
de trens
de
aluguel
que
tinha
no
largo
dos
Penedos,
onde
espera
a
coadjuvação
dos
seus
amigos, fre
guezes
e
do
publico
em
geral,
que
serão
servidos
com
a maior
pontualidade.
Preços
commodos.
(547)
COLLEGIO INGLEZ
DO
Asylo
de
D.
Bedro
V.
Em
conformidade
com o
disposto
no
artigo 16
do estatuto
são
convidados
to
dos
os
snrs.
associados
e bemfeitores
a
reunirem-se
no
dia 21 do
corrente,
pelas
11
horas
da
manhã,
na
sala
das
sessões
do
mesmo
asylo,
para
se
proceder á
no
na
eleição.
Braga, secretaria
do
asylo
em
15
de
outubro
de
1877.
O
secretario
(551)
P.
e
Luiz
Gomes
da
Silva.
A
Commissão
administradora
da
Santa
Casa
da
Misericórdia,
d
’
esta
cidade,
ac-
ceita
propostas
em
carta fechada
até
ás
4
horas
da
tarde
do
dia
26
do
corrente,
pa
ra
o
fornecimento
de
cada kilogramma
de
carne
de
boi
e
de
vitella
necessária
para
os
doentes
do
Hospital
de
S.
Marcos,
sob
as
condições
que
se
acham
presentes
na
secretaria
do
mesmo
Hospital.
Braga
15
d
’
outubro
de
1877.
O
secretario
(553)
João
Manuel
Corrêa.
TA
BABARIA
1
'URTUtíNsíf
«B
iiABE
DEPGSiTO
®3Í
TAB.UBs
DE
Antonio
Martins
da
Silva
Mattos
£0,
Rua
do
Carvalhal,
50
BK
AG
A
Mudou
para
a
rua
e
n.®
acima
designa
do
o
seu
deposito
de
Tabacos
que
linha
na
esquina
do Carmo,
onde
continua a
ter
bons
tabacos
das
muito acreditadas
fabricas
Xabregas,
bania Apolonia,
Leal
dade,
Boa-Fé,
Utilidade
Portuense,
Miguel
Aqguslo,
Nacional,
etc.;
onde
especa
a
-coadjuvação
dos
seus
amigos
e
freguezes,
x;
do
publico
em
geral,
dando
CírsantSes
eemnin
iswíie»
aos
estan-
queirós
(349)
CARTA REAL)
i Em 13
í
liU mi ÍW1BL1
(INCORPORADA
POR
Sagrado Coração
de
iYIaria,
Virgem
Iiumaeulada
RUA
DE
S. MIGUEL-O-ANJO
Abrem-se as
aulas
no
dia
1
do
pro
ximo
outubro.
Este
collegio
continúa a
funccionar,
segundo
as
condições
do
respectivo
pro
gramma,
que
se
enviará
a
quem
deseje
ter
esclarecimentos
d
’esla
casa
de
educa
ção
para
meninas.
Braga
21
de
setembro
de
1877.
A
Directora
Miss
Thereza
Hennessu.
(598}
LINHA
QUINZENAL
DE PAQUETES
A VAPOR
Para
S. Vicente, Pernambuco, Bahia, Rio de Janeiro,
Montevideo
e Buenos-AyreS
Aceeitando
também
passaqeiros
dr
3.
a
classe,
com
trasbordo
no
Rio
de
Janeiro
para
SANTOS,
PARANAGUÁ,
SANTA
CATARINA,
RIO
GRANDE
DO
SUL
PORTO
ALEGRE.
CAMPINAS,
S. PAULO,
CANPOS,
VICTORIA,
MACEIÓ,
e
outros
pontos
do
litoral
e
interior
do
Rrazd,
ao
sul
de
Pernambuco
fr-SÍSX»
M9ÍS.TÍW
FKEÇO
8»
’
<5i>
nu>
l»F
JA.VEIHO
PAQUETES
A S
JR
d
E
LISBOA
MONDEGO.
.
.
28
de
Outubro
TAGUS
.
.
ELBE
.
.
.
.
13
de
Novembro
GUADIANA
MINHO
.
.
.
.
28
de Novembro
NEVA
.
.
PREÇOS
COMMODOS
13
2S
13
de
de
de
Dezembro
Dezembro
Janeiro
C
k
«1
h
paquete
«5’
esta
companhia
leva
a
bordo
erindos
e
eosinheiroa
í
portugueses
commodidade
dos
passageiros
de
todas
s»
eiasses.
Sendo
as
passagens
pagas
na
Agencia
Central
no
Porto
ou
em qualquer Agencia
!
provincial,
a
onducção
paru.
Lisboa
è
por
conta
da
C
>mpanhia.
I
Os passageiros
com
trasbordo
no
Rio
de
Janeiro,
teem sustento
e
hospedaria
gratuita
durante
a
demora precisa
para
obter trasbordo.
I
A
bordo
os
pawssageia-.teem
grátis
eama,
roupa de ©ama,
eo-
mlda
feita
por
eo»i«»?veir«»
portvgaezes,
vinho
deae
veses
por
«ha,
assisteineisv
metliea,
isesviç-ss
«iie eriítdos
e
outras despezns.
A
EXPERJENCíA
de
mais
de
um
quarto
de
século
tem
feito
com que
os
paquetes
d
’
esta
s
companhia
(a
mais
antiga
na
carreira
do
Brazil) sejam
conhecidos
pela
regularidade,
velocidade
.j e
segurança
excepcionai;
além
d
’isso
pela
limpesa,
boa
ordem,
bom
tratamento
e
accomodações
I
a
bordo, e pelos melhoramentos
mais
modernos
tanto
para
a
hygiene
como
para
a
commodidade
■
dos
passageiros.
ISTO
É
COMPROVADO
pela
grande
concorrência
que teem
de
passageiros
e
pelos innu-
meros
agradecimentos
que
ha
archivados
em
varias
agencias.
SÃO
ESTES
OS
PAQUETES
preferidos
pelo
Governo
Inglez
para
a
conducção das
suas
malas
do
correio, e
por
este
serviço
recebe
a
companhia
um
importante
subsidio.
f
TIVERAM ESTES
PAQUETES
a
honra
de
conduzir
Suas
Magestades
o
Imperador
e Impe-
hatriz
do
Brazil,
como
também
S.
A.
o
Infante D. Augusto.
I
TODAS
AS
INFO
MAÇÕES
e bilhetes
de
passagem
podem
ser
obtidos
no
PORTO
na
AGENCIA
CENTRAL,
rua
dos
Ingleses,
23,
do
agente
GUILHERME
C.
TAIT;
e
nas
provín
cias
nas
agencias
e Correspondências
estabelecidas
e
todas as
principaes
cidades
e villas.
Agente
em
Braga
o
snr.
João
Manoel
da
Silva
Guimarães,
rua
do
Souto.
i
EOUSiTÁS
JA
SIGA
mendado pelos
melhores médicos; tendo um sabor escellente, agradavel ao paladar. Paris, BLAYN,
7,
r.
du Marché-S‘-Honoré. Preços 540
0 810 reis.
Em
Lisboa,
b..trelo, Loretu 2o;
nu Purlo Ferreira
8ç
Irmão, Banharia,
77.
(38)
Aluga-se
a
casa
n.° 7,
na praça
d
’
Alegria,
construída
de
novo
e
com
elegancia.
Esta
casa
tem
uma
boa
loja
para
qualquer
negocio,
e
póde-
se alugar junta
ou
em
separado.
Quem
a
pretender
falle
com seu
dono
na
rua
No-
jva
de
Sousa
n.°
56.
(474)
JLE
C
CI« aí A
M E J8 T O.
No
largo
de
S.
Miguel o-Anjo, 7,
lec-
ciona-se
Francez,
Rhetorica,
e Philoso-
phia,
—
habilitando-se
para
exame
em to
das
estas disciplinas.
-
A!nga-se
uma
boa casa
de
um
andar,
construída
de
novo,
com
bastantes
commodos,
com
quintal
e
poço,
na
rua
da
Ponte
n.°
58.
Para
vêr-se
e
tratar,
no n.°
58
C.
(542)
VENDA
DE QUINTA
Vende-se
a
quinta do
Bar
rai,
sita
no
logar
do
mesmo
nome, na
freguezia
de
Semelhe,
a
limitar
com
a
de
S.
Jerony
mo
de
Real,
junto
a
Braga,
com
todas
as
suas
pertenças,
juntas
ou
separadas,
e
os
bens das
Pêgas, na
freguezia
de
S.
Je
ronymo,
a
limitar
com
aquelles.
Os
bens
e
montados
a
limitar
em
parte
com
os da
quinta de
Real.
Para
tractar,
rua
dos
Capellistas
20
C
—
Braga.
(495)
_____
£
_____________________ _
MOBILiA
Quem
pretender
comprar
um
sofá,
2
mezas
e
12
cadeiras,
tudo
em
bom
uso,
vende-se
na
rua
de S. Gouçalo
n.°
6,
podenddo
tralar-se
do seu
ajuste
todos
os
dias
desde as
10
horas
da manhã
até
ás
3
da
tarde.
(550)
CIRURGIÃO
REKTISTA
DA
Escola
Americana
Consultorio
a
toda
a
hora,
tanto
de
dia como
de
noite
Rua
do
Campo
(antiga
Porta
de
S.
Francisco)
n.°
22.
(382)
MUITA ATTEBiÇÁO
Deposito
«Se
biscoitos
«í©
Waloiago
1
—
LARGO
DA
LAPA
—
1
Estes
biscoitos
são
muito
recotnmenda-
veis
tanto
pela
qualidade das
farinhas,
per
feição
porque
são
feitas,
como
pelo
seu
baixo preço em
relação
a
qualidades.
Preços
porque
são vendidos:
Biscoito
valonguense,
kilogramma
280
Tosta
doce
»
280
Biscoito
macarrão
>
280
Bolacha
doce
»
280
Biscoito
Brazileiro
»
300
Dito
imperial
»
330
Bolachinha
de araruta
»
340
Tosta
azeda
»
190
(581)
BRAGA, TYP0G1UPHIA
LUSITANA—1877.
Parte de Comércio do Minho (O)
