comerciominho_20021877_605.xml
- conteúdo
-
Assigna-see
vende-se
no
escriptorio
do
editor
K
proprietário
Joti
Maria
Dias
da
Costa, rua
Nova
n.
’
3
E,
para
onde
deve
dirigida
toda
a
correspondência franca deporte.
A.s
assi-
gnaturas
são
pagas
adiantadas
;
assim
como
as
corresponden-
ciss
de
Interesse
particular.
Folha avulso
10
rs.
AS
TERÇAS,
QUINTAS
E
SABBADOS.
•-
P
reços
:
Draga,
anno
1^600
rs.^Semestre
850
rs.==»?rot'w
cias,
anno
2&000
rs
e
sendo
duas
3&600
rs.
—
Semestre
1^050
rs.==
Brazil,
anno 3&600
rs.
—
Semestre
1&900
rs. moeda
forte,
ou
8^000
reis
e
4-2
*500
reis moeda
fraca.-=Annuncios
por
linha
20
rs.,
repetição
10
rs.
Para
os
assignantes
20
d
’
abatimento.
braga
—
teisça
-
feir
< sa
»
e
fevereiro
Em
um
artigo
rubricado
pelo
snr.
padre
Antonio
da
Rocha Reis,
e
publicado
em
o
n.°
1330
da
«Palavra»
lêmos o seguinte:
«A
Egreja
Catholica
é
infallivel no
seu
magistério.......
A
infallibilidade
pontifícia
foi
sempre
um
ponto
doutrinal
da
Egreja;
mas
só
foi
detinido
como
dogma
de
fé
pelo
Concilio
do
Vaticano,
na Const.
—
Pas
tor
jElernus
—
e
n
’
ella
ficou
bem
aclarado
o
âmbito
e
esfera
sobre
os
quaes
pódern
versar
as
resoluções
pontifícias,
que
de
vem
ter
a
uncção
da infallibilidade,
e
são
—
definir
ex calhedra,
isto
é
—como
Doutor
e
Pastor
da
Egreja
universal,
e
sobre
pon
tos
de
fé
e
moral. Por
conseguinte,
logo
que
as
-decições
pontifícias
rolem sobre
outros
eixos,
que
não sejam
os
dous
in
dicados
fé
e
moral
—
são
exlranhas
e
alheias
ao
Doutor
e
Pastor
da
mesma
Egreja,
e
porisso
ficam
privadas
«lo
brilhante diade
ma
da
infallibilidade.
Ora
as
formas
po
liticas
dos
Estados
não
são
pontos
de
dogma
nem
de
moral,
e
portanto
o
Pas
tor
da
Egreja
de
Jesus
é
incompetente
para
as
julgar, definir,
reprovar
ou
appro-
var,
\
visto
que
estão
fóra
da
sua
alça
da.
etc.»
Temos
n
’
esles
periodos,
que
acabamos
de
transcrever,
a
mesmíssima
doutrina,
que
proclama
a
escola
calholica-liberal,
e
con
tra
a
qual
se
teem
insurgido,
para
a
com
bater,
os
mais
denodados
campeões
da
cau
sa
catholica
pura. Não
nos
seria
diíficil
provar esta
nossa
asserção,
que
aliás
não
parecerá
estranha
aos
que
tiverem
lido
as
excellentes
revistas religiosas, taes
co
mo
a
«Civillà Catholica»,
e
outras.
Não
cremos
que
o
reverendo
sacerdo
te,
auctor
do
artigo
alludido,
pertença
ao
numero
d’
aquelles,
a
quem
o
ultimo
fas
cículo
da
«Civillà» se refere
nos
seguin
tes
lermos
:
«Todos
estes costumam
com
prehender
se
na
denominação
generica
de
catholicos-liberaes,
que
parece
sutlicienle-
mente
própria,
porque
os
caracteriza
em
um
ponto,
que é
commum
a
todas
as
suas
varias
gradações
e
escolas,
e
que
vem
a
ser—
a
desobediência
ao
Papa.»
—
Não.
Nós
estamos
longe
de ter
em tão
mau
conceito
o snr. padre Reis;
e
só
podemos
attribuir
a
pouca
reflexão
da
sua
parte
o
que
elle escreveu
no
periodo
aci
ma
transcripto,
e
que estabelece
entre
sua
senhoria e
os
catholicos-liberaes, tão
repe
lidas
vezes
condetnnados
pelo
Soberano
Pontífice,
uma
certa
communidade
de ideias
e
de
princípios,
que
a serem
consciente-
rneute
professados,
lhe
dariam
lambem
largo
quinhão
nas
condemnações
do
Santo
Padre.
Sem
o
intuito
pois
de
fazer
polemi
ca,
e
só
com
o
fim
de
esclarecer
ao
snr.
padre Reis,
e
a
mais
alguém
que
porven
tura
pense
a este
respeito como
sua
se
nhoria,
chamamos
a
sua attenção
para
as
seguintes
linhas, que
acabamos
de
lèr
na
supracitada
«Civiltà
Catholica», cuja
com
petência
não
será
por
certo
regeitada
pe
lo
illustrado sacerdote,
a
quem
nos
diri
gimos
:
'
«Ha
ahi
outros
que
alfectam
um
es
crupuloso
desejo
de
manter
a
obrigação
de
obediência
ao
Papa
dentro
dos
mais
pre
cisos
icrmos.
em
que
foi
posta
pelo
Con
cilio
Vaticano.
Estes
taes
ensinam
á
boc-
ca
cheia
que
o
Pontilice, como
Mestre,
não
tem
o
direito
de
ser obedecido
dos
catholicos, senão
sómenle
ácerca
da dou
trina
da
fé
e
dos
costumes;
e
que
as
malerias
políticas,
sendo
alheias
as
seu
ministério,
ficam livres
a
cada
um,
e
in
dependentes
do
Papa
e
da
Egreja.
In
cauda venenum. O
toxico
do
sofisma
es
tá
na amphibologia
da
consequência. En-
ttjo
as
malerias políticas são
alheias
do
magistério
do
Papa?
Devagar.
Todas
não;
algumas
sim.
Aquellas,
que
não
teem
connexão
com
a
fé
e
com
a
moral,
é
verdade;
aquellas,
que se
ligam
com a
fé
e
com
a
moral,
ou
que
com
estas
teem
alguma
relação,
é
falso.
D
’
onde se segue
que
é
falsissima
a
aflirmação,
assim
em
termos genericos,
de
que
taes
malerias
se
jam
per
si
independentes
do
juiso
da
Egreja
e do
seu
Chefe
»
«Porventura
não
é
o
Pontífice
mestre
mesmo
das
doutrinas
respeitantes
ás
re
lações
da
sociedade
civil
com
a
ecclesias
tica?
Porventura
não julga
elle,
em
vir
tude
do
seu
oílicio,
os
principios
moraes,
com
que
necessariamente
deve conformar-
se
a
política?
Porventura
não
lhe
perten
ce
indicar
os
êrros
e
reprovar
a iniquida
de,
que
pela política
são
por
vezes
in
culcados por ouro
tino
de
verdade
e
de
justiça?
E
se
os
catholicos
querem
ser
e
parecer
catholicos,
porque
motivo
regei-
larão
o
dever
de submetter-se,
também
n
’
esta
matéria,
ao
Papa,
e
de
acceilar-lhe
as
decisões?»
«Este
artificio
diaíectico, que
tem
por
fim
subirahir
theologicamente
ao magis
tério
do
Papa
uma
quantidade
de
matérias
importantíssimas
ao
bem-estar
do
Christia-
nismo,
é
por
demais
commum
aos
calho-
licos-hberaes,
que,
com
vistas
interessei
ras
ou
ambiciosas,
tendem
sempre
a
se
parar
o
mais
possível (salvas
sempre
cer
tas
conveniências)
o
Estado
da
Egreja,
e
a
moral
da
política.
E
que
seja
este
o
vicio
capital
do
seu sistema
muitas
vezes
o ha feito
conhecer
e
lamentado
o
S.
Pa
dre
Pio
IX;
como
ainda
ultimamente
o
fazia
no
seu Breve
de'
18
de
setembro
de
1876
ao
Bispo dé
Trez-Rios,
no Cana
dá,
onde
se lia
em termos expressos:
«—Devemos
louvar
o
zêlo
com
que
vos
haveis
exforçado
por
precaver
o
mesmo
povo
contra
os pérfidos
embustes
do
libe
ralismo
chamado
catholico,
tanto
mais pe
rigosos,
quanto que
sol»
uma
exterior
ap-
parencia
de
piedade,
induzem
em
êrro
a
muiios
homens
honestos
;
e
que,
affastan-
do-se
da
sam
doutrina,
especialmente
nas
questões
que, á
primeira
vista, parecem
mais
concernentes
ao poder
civil
do
que
ao
ecclesiastico,
enfraquecem
a
fé,
rom-»
pem
a unidade,
dividem
as
forças
calho-
licas,
e
fornecem
um
adjutorio
eflicacissi-
mo
aos
inimigos
da
Egreja,
os
quaes
ensi
nam
os
mesmos
erros,
se
bèm que
com
maior
amplitude
e
imprudência
;
e
condu
zem
inexoravelmente
os
espíritos
a
com
partilhar
os
seus
perversos
desígnios».
—
«Estas
auctorisadissimas
palavras
do
Summo
Pontífice veem
também
desmasca
rar
a
futilidade
de
um
outro
artificio mais
ignóbil,
a
que
os
mesmos
adversários
re
correm
;
e
que consiste
em
desacreditar
o
dever
da
obediência
dos
•
catholicos
ao
Papa, vituperando
aquelles
que
o
susten
tam,
como
se
estes o exaggerassem, lhe
falsificassem
as
condições,
e d
’
est
’arle
per
vertessem
a san
doutrina
da
Egreja.»
«Sim
:
Nós
os
esci
iptores
dos
jornaes
catholicos
mais
devotados ao
Papa,
e
aos
Bispos,
e
mais empenhados
em
defender,
debaixo
da
sua
vigilância
e
consoante
as
nossas
forças,
a
integridade
e
a
pureza
ida
fé,
nós
lemos
corrompido
o
dogma
da
12 FOLHETIM
—
Eu
não:
eu
hei
de
completar
o
meu
destino:
fui
arrojado
ao mundo
com
des
prezo...
quando
abri
os
olhos, abri-os
en
tre
os
estranhos...
não
conheço
os
meus
;
eu
sou—
só
—
:
comprehenda
bem
esta pa
lavra, snr.
Anacleto;
é
uma palavra, um
nome
de
duas
lettras que
revela
toda
a
minha
historia,
o
meu
passado,
o
meu
pre
sente,
e o
meu
futuro:
—só!
—
completa
rei a
minha
sina:
farei
a
viagem
do
mun
do
sem
um companheiro
do meu
san
gue
—
só!...
sempre
só!...—
E
como
se
essa
palavra
tivesse
real
mente
a
significação
que
lhe
elle
dava,
como
se
ella fosse
a
sua
divisa.
Cândido
ainda
uma
vez repetiu
com
voz
sonora
e
profundamente
melancólica
:
—
Só
!
—
sempre
só
!
—
Mosirou-se Anacleto
impaciente
;
e,
de
pois
de
cossar
a
cabeça
por vezes, tornou:
—
Não
lemos
feito
nada,
meu
caro
vim aqui
saber
a
rasão
porque
deixou
de
ir
á
minha
casa
de
um
modo
tão
singu
lar,
e já
temo
beiu
retirar-me sem
levar
explicação
alguma.
—
Porventura não
tenho eu dito
bas
tante?
esse
aclo
é
filho
de uma
excen
tricidade
minha.
—E
no
entanto
o
que
pensarão
de
nós ambos
os
nossos
amigos?...
—
Os nossos
amigos
pódern
pensar o
que quizerem
a
meu respeito: para
mim
é
isso
indiíferente.
—
E
para
mun?...
—
O
snr.
lhes dirá
que
eu
sou
um
lou
co,
que
me
condemno
a
um
interno
que
eu
mesmo
tenho
ereado
para
atormentar-
me
:
o
snr. lhes
d«rá
se quizer:
«aquel
le
moço
tem
uma
cabeça
desarranjada.,
deixa a
nossa
sociedade
agradavel...
obse-
quiadora
e
feliz pela
solidão
e
pelo
isola
mento:
elle
quer
estar
só...
sempre
só.»
—
E
se
eu
lhe
rogasse
que
de
novo
frequentasse
a
minha
casa?...
tomasse
par
te
nos
nossos
prazeres?...
fosse
de no
vo
um
de nossos
mais
constantes
com
panheiros
dos
serões?...
1HI.
,1.
U.
IlE
MACEDO.
0S
BOIS
âffiOlM
ROMANCE
BRAZILEIRO
VOLUME
II
V
Só.
Cândido
tinha-se
exaltado
tanto
que
Anaclelo
deixou-a
socegar
para
continuar
a conversação
que
havia
encetado.
—
Tem
ainda
muito
fogo,
snr.
Cândi
do,
disse
o
velho
;
é
muito
moço,
e
sua
imaginação
avulta
os seus pezares: res-
peilo-os
porque
são
de
nobre
origem;
mas
tenho
o
direito
dos
annos
para dizer-lhe
que
peccara
por
excessivos.
—Embora...
—
Procurar
ser
feliz é
ao
mesmo
tem
po
um
direito
e um
dever
do
homem.
—Quando
ha esperança.
—
E
quem
a
não
tem?...
quando
foi
que
ella
nos
abandonou?...
eis-me
aqui
velho
e
cansado...
eis-me
aqui á
borda
do
tumulo
com
os
olhos fitos
em
Deus,
e
uma
esperança
no
coração.
O
mancebo
olhou
para
o
velho.
—
Sim
1
não
se
admire:
uma
grande
esperança,
e
depois
d
’
esta
virão
ainda
ou
tras
:
uma grande esperança
a
de
vêr
fe
'
liz
minha (ilha.
— Sua
filha
!!!
repetiu
Cândido.
—
E
então
não
é uma
nobre
espe
rança?
—
Bem
doce!!!
—
E
quem
lhe
diz
que
não
lerá
ainda
uma
igual?...
vi
Duas amigas.
Era
na
tarde
«lo
domingo.
Anacleto
e Marianna,
obrigados
a
ir
fazer
uma
visita
de
etiqueta,
tinham
aca
bado
de
sair
para
voltar
antes
de
duas
horas.
.
Celina
e
Mariquinhas
subiram
ao
se
gundo
andar,
e
entraram
no
quarto
da
primeira.
Sentaram
se
defronte
uma da
outra,
junto
da peqoeoa
meza
sobre
a qual
es-
crevèra
a
Bella
Orfã
no dia
antecedente.
Estavam
ambas
as
moças
vestidas
de
branco,
e eram
ambas
muito bonitas; Ce
lina
porém
mostrava-se
meio
perturbada
e
confusa;
apoiou
o
cotovello
na meza,
descançou
o
rosto
na
face
palmar
da
mão,
e
fechou
um
pouco
os
olhos
como
se
quizesse
dormir
Era
Mariquinhas
tres
annos mais
ve-
ha
que
a
Bella
Orfã,
linha dezenove
an
nos; mas
dera
lhe
a
natureza
com
um
gemo
alegre
e
brincador,
com
uma
ten
dência
para
faceirice
de
agradar,
tanto
talento,
tanta
viveza
e
tão
tino
instinclo
para
viver
no
mundo
e
conhecel-o
que
jouco
mais
de
quatro
annos
de
vida
de
assembleias,
de
thealros
e de
reuniões
tinham
sido
de
sobra
para
ella
dissecar
a
sociedade
e
suílicienlemenle aprecial-a
no
que
na
sociedade
ha de
relativo
a
uma
moça
bonita
e solteira.
Mariquinhas
linha mesmo orgulho
do
que
ella
chamava—
sua
experiencia:
dis
cernia
com
summa
habilidade
â
simples
delicadeza
do galanteio o
galanteio
da
paixão
que
se
improvisa
e
a
paixão
que
se
improvisa
do
verdadeiro
amor.
Com
sua
experiencia
pois
ella
adivinhá-
ra
que
Celina
eslava
já
pagando
o
seu
tributo
de
coração;
e
vindo
n
’essa
tarde
ouvil-a
confidencialmente,
não
quiz
espe
rar
que
sua amiga
começasse
a fallar.
’
ÇContiuúaJ
—
Eu
teria
o
immenso
pezar
de
não
poder
servil-o;
respondeu
com
tristeza
iu-
disivel o
moço.
—
Paciência,
disse
Anacleto:
resta-me
ao
menos
a
convicção
de
que
nunca
o
oílendi voluntariamente,
e
que
fiz
tudo
o
que
estava
de minha parte
para
provar-
lhe
a
estima
em
que
o
tenho.
O
velho
ergueu-se
pezaroso
e
quasi
re-
sentido.
Cândido
apertou-lhe
a
mão
com
ardor
e disse:
—Não
me
desestime
por
isto...
creia
que
o
que
faço
é
o
que
devo
fazer... creia
que
o que eu
disse
é
o
que
eu
devia
só
mente
dizer...
e
o
snr.,
que
é um dos
pou
cos
homens,
cuja
mão
me tem sido
offe
recida com
lealdade
e
franqueza,
sinta
por
mim antes
piedade
do
que ressentimento.
—Serei
o
mesmo
sempre
;
respondeu
o velho
dispondo
se
para
sair.
—
Uma
palavra
ainda.
—O
que?...
perguntou
Anaclelo.
—
E’
um
novo
obséquio
que
lhe
quero
pedir.
Provavelmente
minha
ausência
lein
admirado
também
a
sua familia.
—
Sem
duvida.
—
En
lhe
rogo
que
em
meu
nome
lhe
offereça
minhas
desculpas,
e
em
particu
lar
á
senhora
sua
filha:
quizera
que
ella
tivesse
conhecimento
da
obsequiosa
visita
que
recebi;
do
que
se
passou
entre
nós,
e
do
que
emfim
julguei
dever responder,
explicando
o
meu
procedimento.
O velho
olhou
para
Cândido
como
des
confiando
do
moliço
d’esla
ultima
recom-
mendação.
—
E a
ella,
e
a
todos,
senhor,
que
possam
mostrar-se curiosos
das
causas
de
minha
irrevogável
resolução,
poucas
pa
lavras
bastam para
explical-a
e
para
arre
dar da
sua
pessoa e de
sua
familia
a
me
nor
suspeita
de
uma
oílensa
ainda
invo
luntária
ieila
a
mim : é de
sobra
dizer
:
«elle completa
a
sua sina
—só...
sempre
só.
—»
querem
os
apostolos
do
erro,
para
sup-
plantar
o
que
elles
chamão
a
tyrannia
re
ligiosa;
tyrannia
qtie
a todos
respeita,
a
todos
ama,
que
|até
soffre
tudo o
que
é
possivel
sofirer-se,
quê
offerece
a
face
esquerda
a
quem
a
esbofeteia
na
direita,
e
que ora
por
aquelles
que
a
odeião
e
per
seguem
!....
IV
Condemnação
da
doutrina,
e
providen
cias.
E
intima-se
um
Bispo
Catholico
para
apostatar
d’
esta
Religião
de
amor
para
a
do
odio,
—da
Religião
da
paz
para
a
da
guerra,
da Religião
da verdade
para a
da
mentira
e
da
aharchia
!....
—
Para
abando
nar
o
vasto
rebanho,
que
pelo
Espirito
Santo
lhe
foi
confiado,
aos
apostolos
do
erro
e
da
loucura.
Para se
desautorar
cobar
demente
da
sua
missão
e
dignidade!
Não: —isso
não
!
Mil
vezes
—
não.
Somos
Nós,
ainda sem
merecimentos,
o
orgão
da
Egreja
Catholica n’esta
Dio
cese.
e
como
tal,
em
seu
nome
protes
tamos
solemnemente
perante
Deus
nosso
Senhor, perante
Vós
todos,
caríssimos
Ir
mãos
e Filhos
—
que
não
recuaremos
um
passo
da
nossa posição, ainda na
presen
ça dos
maiores
inimigos,
e
que
por
isso
tivéssemos
de
dar
a vida. Confiamos
achar-
Nos
cercado
de
vós
em
espirito
n
’
esle
momento
soleinne,
conformes
lodos
com
o nosso sentimento
e
doutrina;
pois Nos
reconheceis
como
legitimo
Bispo
e
Pas
tor,
que
não
somos
capaz
de
vos
indu
zir a erro, ou
para
o
mal,
mas
unica
mente pelos
verdadeiros caminhos
da
ver
dade
e
da
salvação
eterna
como
vosso
mestre
e
pai
espiritual,
que
de vossas
almas
tem
de
dar
contra ao
tremendo
Juiz
dos
vivos
e dos
mortos.
N
’
esta
qualidade
pois,
invocadas as lu
zes
do
Divmo
Espirito,
Declaramos
a
dou
trina
do
mencionado
folheto
—
-
«errónea,
«calumniosa,
e
injuriosa
á
Egreja
Catho-
«lica;
—
heretica,
ímpia,
e
subversiva
da
«ordem
social».
E
porque
Nos
consta
que,
alem
d
’
este
escripto,
outros
se
espálhão
em
esta
nos
sa
Diocese,
já
importados
de
fóra,
em
que
se
publicão
erros
contra
a
fé
catholica;
Declaramos
o
seguinte:
Sendo
a
fé
o fundamento
da
nossa
San-
•a
Religião,
e
tal
que
sem
ella,
é
im
possível agradar
a
Deus (1),
segundo
d>z
o
Apostolo;
e
sendo
a Egreja
Catholica
o
unico juiz
competente
para
declarar
o
verdadeiro
sentido
das sagradas
Escriplu-
ras
(2);
lodo
aquelle
se
atlreve
a
contra
riar
com
pertinácia
o que ensina
a
mes
ma
Santa
Egreja
torna-se
herege,
e
por
sua própria
vontade
e
sentença
se
separa
da
mesma
Egreja, incorrendo
em
excom
niuuhão
latae
senlentice,
reservada
de
modo
especial ao Summo
Pontífice.
Incorrem
em culpa
grave
e
na
mesma
pena
os que
prestarem
assenso á
heresia,
os
receptadores,
fautores,
defensores,
e
pro
pagadores
d’
ella,
quaesquer que sejão
Não
podemos
deixar
de
vos
admoes
tar,
caros
Irmãos
e
Filhos
no
Senhor,
com
todo
o empenho
de
nosso
sagrado
ministério
—
que
não
trateis
com mdiffe-
rença
tão
importante
negocio,
pois
que
d
’elle
depende
a
honra
e
gloria
de
Deus
nosso
Senhor,
a conservação
da
nossa
Santa
Religião,
a
febcidade
publica,
e
a
vossa
própria
felicidade
nesta
vida
e
na
futura.
Oução
lodos
o
que
predisse
o
Apos
tolo
S.
Paulo
a
Timotheo
(4), e
que
pa
rece
começar
a
verificar-se:
— «Saberás
que
«nos
últimos
dias
virão
tempos
perigo-
«zps.
Apparecerão
homens
egotstas,
ava
rentos,
altivos,
soberbos,
blasfemos,
de-
«sobedientes
a
seus pais,
ingratos,
mal-
«vados;
sem
affeiçoes,
amigos
da
guerra,
«calumniadores;
inconvenientes,
cruéis,
«sem
bondade,
traidores, insolentes,
orgu-
«Ihosos;
preferindo
os
deleites
a Deus,
«pretendendo
inculcar
religião,
mas
re-
«pellindo
a
sua
virtude.
Foje
d
’
estes
«taes».
O
mesmo
vos
recommendamos Nós:
Fugi de
taes
pessoas;
pois
que
está
es
cripto
(5):
«Na
companhia
dos
santos se
iras
santo,
e
na
dos
máos
te
perverterás.
«Porque
assim
como
a
boa
arvore
não
>pode
dar
máos
fructos,
a
má
não
os
«pode
pruduzir
bons
(6);
e
se
um cego
(1)
Hebr.
XI
6.
(2)
Trid.
Ses.
4.
a
Deus.
sacr.
libr.
(3)
Const.
Apos.
Sedis,
de
12
de
Out.
1869.
(4)
2.
a
III
1
a 5.
Ps.
XVII.
27.
(6)
Math.
VII.
18.
infallibilidade
pontifícia,
porque
temos af-
firmado
e
aífirmamos
que
o
Vigário
de
Je
sus
Christo
deve ser
obedecido,
não
só
quando
deíine
dogmas,
mas
mesmo
quan
do
de
outra maneira faz
conhecer
a ca
tholica
doutrina;
e
porque
lemos
affirma-
do
e
aífirmamos
que
são
também
objectos
do
seu
supremo
e
infallivel
magistério to
das
as
matérias
políticas,
que
teem
re
lação
com
a
fé
e
com
os
costumes. Por
isso
somos
accusados
de
querermos
do
minar
a
regra
de
fé.
no
intuito
de
obscu-
reoel-a,
corrompel-a
e
despedaçal-a.
Mas
o
que
nós
aífirmamos
será
capricho nos
so,
ou
será
antes o
ensino
certo
de
lo
dos
os
theologos,
antes
e
depois da
de
finição
do Concilio
do Valicapo?
E
se
isto
é
asssim,
quem
poderá
repr-hender
nos?
E
a
accusação
de
corruptores
da
fé (cá
em
Portugal
chamam-nos
mais
catholicos
clc
que
o
papa!)
não
se resolverá
em
uma
calumnia
que
deshonra
sómente
a
quem a
dá,
e
não
a
quem
a
recebe?»
Até
aqui
a
nossa,
transcripção
da
«Ci-
vihà
Catholica».
Agora
só
mais
duas pa
lavras,
e
terminaremos
p
>r hoje.
O
liberalismo
catholico
tem,
como
obser
va
o
citado
jornal,
varias
gradações
ou
escolas,
algumas
das
quaes
andam
quasi
confundidas
com
o
verdadeiro
catholicismo.
A
detestável
seita
possue
toda
a astúcia
da infernal
serpente,
de quem
é
filha
—
vos
ex
palre
diabulo
estis.
Vêmos-lhe
as
lúbricas espiraes pcculias
por
entre
mui
tas
flôres
de
boa
e
excellenle
doutrina,
em
mais
de
um
escripto
contemporâneo.
E’
sobretudo
no
campo
das.theorias
políticas
que
o
reptil
immundo
se
esconde
para
seduzir
os
incautos;
e
por isso
se
em
penham
os stjus
arautos
em
sustentar
que
a
religião
não
tem
nada
com
a
política.
Desenganem-se
pois
os
que
assim
pen
sam
de
boa
fé
ou
illudidos,
de
que
estão
n
’
um
grande
êrro,
que
os
colloca
no
cam
po
dos
mais
perigosos
inimigos
da
Egre
ja, mais
perigosos
ainda
do
que
os
qué
são
aberta
e
francamente
impios
e
anli-
catholicos.
Pela
nossa parte
havemos
de desmas
carar
o
êrro onde
quer
que elle
se
nos
antolhe,
claro ou
occulto,
nú
ou
coberto
com
as
véstes
do
zêío
religioso.
d
.
m
.
s.
Errata.
—
No
n.°
601,
na
I
a
pagi
na,
l.
a
coluinna,
linha
13,
onde
se lê
«demonstr.
ções»,
deve
lèr-se
denomina
ções.
B>.
«St
*
»®»
M»r<a Pereira d’
AmarnI
e ã®i«»ae»aíel, áSíMpu (f.iiigra tio
Hrroi«mi>,
«te.
III
Outros
erros
lefutados.
[Continuação;
Alguns
catholicos
ha
infelizmente
n
’es-
ta
nossa
Diocese,
venhão
el
es
e
digão
—
que
insulto, que
desallenção, ou
má
von
tade
sentiram
já da parte
do
.Catholicis
mo?....
Que
desgraça!
Viver
a
Egreja
em
paz com
todo
Mundo,
sendo
respei
tada
e
acatada
pelos
estranhos;
para
ser
insultada
e vilipendiada
pelos seus
proprios
filhos!....
Que
vergonha!....
Que desgra
ça!....
Tempus
plangendi....
A
Egreja
ora
por
todos
os
que
estão
fóra
do
seu
grémio,
pelos
sysmalieos,
hereges,
pagãos,
e
pelos
seus
proprios
inimigos,
seguindo
o
exemplo
do
seu
Di
vino
Esposo.
E
é
accusada
de
tvrannica
e
inimiga da
liberdade
!
E
que
fazem
seus
inimigos?... Leia-
se
esse
folheto,
objeclo
d’esla
analyse,
e
ver-se-ha
que
os
meios
porque se
nos
pretende
roubar
esta
Divina
Religião
de
amor
são
lodos
violentos,
rancorosos,
ty-
rannicos:
<
Oxalá
que
o
Povo
se
erga
ma-
gestoso
e solemne
para
demolir
a
Basti
lha
da
reacção.
como
em
i789>
se
diz
alli,
isto
é
—
invoca-se
contra
os
Catholi
cos
a
maior
violência,
tyrannia
e
massa
cre
que
tem
visto
talvez
o
Mundo!
«Que-
«remos
fulminar
os
abutres,
que
conspi-
«rão
contra
a
liberdade.
Queremos
guer-
«ra».
«Guerra
a
essas
víboras,
que
a
so-
«ciedade
aquece
em
seu seio.
Esmagae-
«mo-l
’
as», se
diz
n
’outras partes. N’ou-
tras
se
fazem
aos
Padres
as mais
horrí
veis
ameaças.
E
tudo
em
nome
da liber
dade!..
.
E
n
’
um livro
que
se
diz
«ser
um
protesto
de
adhesão
a
liberdade
!,..»
Que horrível liberdade!...
Ura
eis-aqui
a
liberdade
que
se
pro
clama;
—a
liberdade
do
odio,
a
liberdade
da
guerra,
da
perseguição.
E
’
esta
a
que
«dirige
outro
cego,
ambos
caiem
no
pre-
«cipicio
(7)».
E
vós,
sobretudo ó
pais
da
família,
afastai
vossos
filhos
das
más companhias,
d
’essas escholas
de
devassidão
e
impiedade,
onde
se
ensina
a
desprezar
todo
o
prin-
cio
d’
aulhoridade,
a
escarnecer
das
cou
sas
mais
santas,
a
familiarisar-se
com
lo
dos os
crimes
e
pecados,
a
preferir
os
prazeres
do Mundo
á
eternidade,
a
viver
como
se
não
existisse
Deus
! Arrancai
das
mãos de vossos filhos
esses
escriptos
ob
scenos,
que
corrompem
o
coração,
esses
romances
perigosos,
que
incendeião
as
paixões
e
ensinão
a
praticar
o crime;
—
esses
impressos
irreligiosos,
hereticos
e
impios,
por todos
os
modos
facilitados
e
inculcados,
que
calumnião
a
Santa
Egreja
Catholica,
e
teem
por
fim
arran
car
os
princípios
religiosos
do
coração
das
pessoas
innocenles.
Grande responsabili
dade
vos
cabe, ó
pais
e
mães
de
famí
lia,
se
assim
o
não
fizerdes; e
sereis
a
primeira
victima
do
vosso
desleixo,
sof-
fren
lo
as
amargas
consequências
que
d
’
el-
le
naturalmente
se
seguem,
e
que
já
co-
meção
a
sentir-se.
E
porque
Nos
não
é possivel
lêr
e
refutar
todos
os
escriptos
contra
a
fé
ê
costumes,
que
em
esta
nossa
Diocese pos-
são
circular,
ou
n
’
ella
sejão impressos,
ou
de fora
importados,
nem tenhamos
animo
para
os
lêr;
para
que
do
nosso
silencio
se
não
possa
concluir
que
toleramos
taes
erros,
ou
com elles
pactuamos;
os
damos
por
esta
Nossa
Pastoral
por
condemnados;
e os
nossos
amados
Diocesanos
seguirão
as
seguintes
regras
para
d
’elles
se
livra
rem
e
os
não
fivorecerem
directa
ou
in
directamenle:
1. a
Todo
o
escripto
em
que
se
negar,
escarnecer,
ou
pozer
em
duvida
algum
dogma
da nossa
Santa
Religião,
mencio
nado
no
Symbolo
dos
Apostolos
ou
Cre
do,
ou oos
Artigos
da
fé,
é
heretico, e
por
tanto
não
se
pode conservar;
mas
se
deve inutilisar,
ou
entregar
ao
revd.0
pa
rodio,
ou
ao muito
revd.0
ouvidor
res-
peclivo,
para
nol’
o
enviar,
sob
pena
d
’
ex-
communhão reservada
especialmente
ao
Summo
Pontífice
(8).
2.
a
O
mesmo
dizemos
das
Biblias
mutiladas
e
adulteradas,
espalhadas
pela
Sociedade
bíblica,
como
explicamos
em
a
nossa
Provisão
de 22
de Junho
do
cor
rente
anno.
3.
a
Todo
o
escripto
em
que
se
ne
gar,
escarnecer,
ou
pozer
em
duvida
os
direitos
do primado
do
Pontífice
Romano,
reconhecidos
e
definidos
pela
Egreja,
a
inerrancia
da
mesma
Egreja,
e
a
santida
de
da
sua
doutrina,
é
.igualmente
hereti
co,
e
não
se
pode
conservar,
sem que
se
incorra
nas
penas
mencionadas.
4.
a
Todo
o
que
negar,
escarnecer
ou
pozer
em
duvida
os
princípios
da
moral
Christã, contidos
nos
Mandamentos
da
Lei
de
Deus,
e
da
Egreja,
e
desenvolvidos
na
Theologia
moral
é
igualmeme
impio,
e
antisocial,
e
deve
do
mesmo
modo evitar-
se
e
inutilisar-se.
{Continua)
{7)
Luc.
VI.
39.
(8)
Const. Apost.
Sed.
COKKES3’OAE>E!VCEA
Snr.
José
Maria
Dias
da
Costa,
editor
do
«Commercio
do
Minhon.
Sob
a
epigraphe de
Acção
louvável,
publicou
v. no
n.°
603,
de
la
do
cor
rente,
do
seu
jornal,
uma
noticia
de
que
peço,
a
bem
da
verdade,
prompta
recti-
iicaçào.
Foi
eílectivamente nomeado
pela
Camara
a
que
tenho
a
honra
de
presidir,
o
snr.
Gaspar
Leite d
’
Azevedo
para inspe-
ctor
interino
ou
commandante
da
compa
nhia
d
’incendios,
mediante
a
condição
de
ficarem
periencen
lo
os
seus
vencimentos
ao commandante
efleclivo,
o snr.
Lima,
apartado
por doença
das
obrigações
do
seu
cargo.
F.oi
esta
condição
acceite
de
bom
grado
e
immediatamente
pelo
snr.
Gaspar
Leite,
e
d
’ella
deu conhecimento
na
resposta
do
olficio
em
que
se
lhe
com-
municava
a sua nomeação.
Incluo
a
copia
d
’esses
officios,
e
peço
a
publicação
d
’elles,
juntamente
com
esta
carta.
De
v.
etc.
Braga
16
de
Fevereiro
de 1877.
.
Visconde
de
Pindella.
COPIA.=Municipalidade
de
Braga.
N.°
207.
—
111.
niJ
Snr.—
Communico a
V.
S.
a
para
sua
intelligencia,
e
para
todos
os
effeitos
que
lhe
são
proprios,
que
a
Ca-
mara
por
seu accordão
de
9
do corrente
o
nomeou
Inspector,
ou
Commandante
in.
terino
da
companhia
d
’incendios,
com
a
condição
de
que
a
gratificação
votada
para
este
serviço
fica
pertencendo
ao ultima-
mente
nomeado;
servindo-se
V.
S.
a
accu.
sar-me a
recepção,
e
declarar-me
se
ac-
ceita
a
nomeação,
e
condição
com
que
ella
foi
feita.
—
Deus
Guarde
a
V.
S.
a
—
Braga
10
de Fevereiro
de 1877.—III.
m<
*
Snr.
Gaspar
Leite
d
’
Azevedo.
—O Presi
dente,
Visconde
de
Pindella.
COPIA
do
oílicio
accusando
a
rece
pção:
—
Ex.
mo
Snr.
—
Em
resposta
ao
officio
de
V.
Exc.a
com
data de
10
do
corrente
mez, tenho
a
declarar
que
acceilo
debaixo
de todas as
condições,
a
nomeação
inte
rina
de
Inspector dos
incêndios,
que
a
Ex.ma
Camara
se
dignou
conferir-me.
—
Deus
Guarde
a
V.
Exc.a—
Braga
16
de
Fevereiro
de
1877.—111
'
no
e
Ex.
‘
no
Snr.
Presidente
da
Camara
de
Braga.—
Gaspar
Leite
d'Azevedo.
Iiaug|»ei!
*
enne.
—
Expõe-se
hoje
no
convento
da
Penha,
e
quinta-feira
na
pa-
rochial
egreja
de S.
João do
Souto.
Carta.
—
Damos
n’
outro
logar
publici
dade
á
carta
que,
a
respeito
d
’
uma
no
ticia
menos
exacta
aqui
publicada,
nos
enviou
o
ex.
‘
n
°
snr. visconde <íe
Pindella,
presidente
da
camara
municipal.
Agradecendo
a
atlençâo
d
’
aquelle
dis-
lincto
cavalheiro,
diremos
—
que
se
ás
ve
zes somos
inexactos
em
noticias
referen
tes
a
assumptos
camararios,
é
porque
nos
é
vedado
conhecer
do que
se
passa
nas
sessões
respectivas;
em
virtude
de
não
podermos
pagar
a
um
empregado
que
a
ellas assista,
já
que
nenhuns
esclarecimen
tos se
nos
facultam.
Já dissemos
algumas
palavras
a
este
respeito;
porém
não
adiantámos
nada.
EeiicítAção.
—
A
camara
municipal
foi
anle-hontem
incorporada
felicitar
s.
ex.
a
revd.
ina
o
snr.
arcebispo
Primaz.
Innundadoi.—
A- convite dos
snrs.
arcebispo,
governador
civil
e
presidente
da
camara ha hoje uma
reunião
no
Paço
Archiepiscopal,
a
qual
lem
por
objeclo
instituir commissões
para
obterem
dona
tivos
para
os
innuudados.
SJsaiv»rBo
lilustrndo.
—
Recebemos,
e
muito
agradecemos,
o
n.°
6
do
Universo
Illustrado,
formosa
publicação
lisbonense.
As
estampas
representam
«O
visconde
F.
de
Lesseps» e
«Uma
pastagem
no
valle
de
Meyring».
Oiceionnrio
fi® «
|i as 11»
r
.
—
Está
pu
blicado
o
fascicu
o
n.°
43
do
Diccionano
Popular,
dirigido
pelo
snr.
Pinheiro
Cha
gas,
e
collaborado
por
muitos
dos
nossos
mais
conhecidos
escnptores.
£>iecia»iit«r><» «le
«eoijrnphii»
Uni
versal.
—
Continua
regulamente
a
pu
blicação
deste diccionano
importantíssi
mo,
edilorado
pela
empreza
Horas
Ro
manlicas.
Os
fascículos
n.
os
16
e
17 que lemos
sobre
a
nossa
meza
de
trabalho,
conteem
as
paginas
257
a
288,
e
correm
das
let
tras
a
\E até
B
a
H.
Já
o
dissemos,
—
e
cremos
ter
dito
ri
gorosamente
a
verdade
—
que
o
Dicciona
no
de
Geographia
Universal,
é,
neste
ge-
nero,
o
trabalho
mais completo
que
até
hoje
se
tem
publicado.
Honra
aos
seus benemeritos editores.
Saví»
«» pique.—
Lê-se
na
«Cofres-
pondencia da Figueira»;
A
’
s
1
I
horas
da
manhã
du ultimo
do
mingo
entraram
a barra
duas
lanchas,
que
haviam
chegado
na noite
arilecedente
a
Btiarcos,
conduzindo
doze
homens,
toda
a
tripulação
da
barca
hespanhola
«Laubu-
ru»,
matriculada
em
Bilbau,
procedente
da
Corunha,
com
carga
de carvão
e
ferro
destinada
a
Barcelona.
O
navio
fóra
a pique
no
dia
9
com
agua
aberta,
a
distancia
de
um
grau
desta
costa,
em consequência
de
ler
abalroado
nesse
mesmo
dia
com
o
casco
de
um
na
vio
submergido,
por
cima
do
qual
passou.
Curta de um
estudamte u tseu
*pae.
—
A
«Democracia»
publica
a
seguinte:
Meu pae.
—
Escrevo
esta
carta
hoje,
segunda,
que
hei
de
entregar
ao portador
ámanhã,
terça,
para
vossa
mercê
a
rece
ber
na
quarta,
e
me
mandar
dinheiro
na
quinta; porque se
não
receber na
sexta,
parto
no
sabbado,
e
estou em
sua
casa
no
domingo.
Seu
filho.
F.
tro
Daire,
diocese
de
Lamego;
Irada,
Nos
sa
Senhora,
concelho
de
Borba,
diocese
d
’Evora; Valdigem,
S.
Martinho,
concelho
de
Lamego, diocese
da
Lamego.
jlecrutasnento.—
Na
ultima
sessão
do
supremo
tribunal
administrativo
foram
lidos
decretos
que
denegam
provimento
aos
seguintes
recursos,
interpostos
con
tra
o
recrutamento,
para
o
serviço do
exercito,
com
referencia
ao
anno
de
1876,
no
tocante
a
este
districlo
de
Braga:
João,
filho
de
Francisco
Martins,
da
freguezia
de S.
Lourenço
de
Selho;
An
tonio,
filho
de
Francisco
Thomaz
da Cos
ta,
da
freguezia
de
Barreiros;
Antonio.
filho
de
José
Narciso
de
Araújo,
da
fre
guezia
de
Ferreiros;
Antonio
Joaquim,
fi
lho
de Antoma
Thereza
de
Almeida,
da
freguezia
de
Lago;
Manoel,
filho
de José
Antonio
Fernandes, freguezia
de
S.
Paio
de
Saramil;
Manoel,
filho
de
Maria Fer
reira, da
freguezia
de
Arnozo
(Santa
Eu
lalia);
Francisco,
filho
de Joaquim
José
Pereira,
da freguezia
de
Calendari.o (S.
Julião);
Joaquim,
filho
de
José
da
Silva,
da
freguezia
de Joanne; José,
filho
de
Miguel
Cerqueira
da
Nobrega,
da
fregue
zia
de
Pedorne;
Joaquim,
filho
de
Anna
Carneiro de
Oliveira,
da
freguezia
de
Re
quião;
Firmino
filho
de
Manoel Gonçalves
e
Joaquina
Carneiro.
da
freguezia
de
Gui-
ihofrei;
Antonio, filho
de
José
Queiroz
dos
Santos
e
Maria
de
Sá,
da
freguezia
de
Aldreu; José,
filho
de
Manoel
Gonçal
ves
da
Rocha,
da
mesma
freguezia;
An
tonio,
filho
de Joaquim
José
da
Fonseca
e
Joanna
Martins,
da
freguezia
de
Bar
queiros;
João,
filho de
José
Pereira
Re-
melhe
e
Maria
Pinheiro,
de
Campo
(Sal
vador);
Francisco
filho
de
Antonio
Perei
ra
de
Sousa,
da
mesma
freguezia;
Anto
nio, filho
de
João Dias
de
Azevedo, da
freguezia
de
Fragoso;
Antonio,
filho
de
Anna
Maria
Ferreira,
da
freguezia
de Pe
reira, João,
filho de
Joaquina
Roza
de
Macêdo
da
freguezia
de
Remelhe;
José,
fi
lho de Miguel Antonio
Martins,
da fregue
zia
de
Silveiros; Antonio,
filho
de
Narci
so
Barboza
Pereira,
da
freguezia
da
Var-
zea; José,
filho de
Manoel
Gomes
de
Mi
randa,
da
freguezia
de
Carreira;
Justino,
filho
de
Antonio
José
de
Macedo,
da fre
guezia
de Gallegos,
(Santa
Maria);
Joaquim,
filho
de
Roza Martins
da
Costa,
da
fregue
zia
de
Palme.
Obteve
provimento
e
ficou
isempto
do
serviço
militar,
por
lhe aproveitar
as
dis
posições
da
lei,
o
seguinte:
Joaquim
Xavier da
Costa,
filho
de
Joa
quim
Dias
da
Costa,
freguezia
de Vargea
Cova.
A
isaipreiasa, como a
eiitensie-
moH.
— hl Estandarte
calholico,
do
Chile,
entre
outras
verdades
constantes
de
seu
programma,
escreveu
as
seguintes:
■ Dm
diário
é
essencialmente
uma
ar
ma
de
guerra,
e
a
mais
poderosa
das
armas
nos
tempos
que
atravessamos.
Os
bons
livros
são,
sem
duvida,
utilissimos,
porém
estão
mui
longe
de
satisfazer
as
necessidades
da presente geraçãô; e não
podem
salisfazel-as,
porque
não
estão
ao
alcance
de todos,
porque
carecem
de
in
teresses
da
actualidade,
e
porque
é
mui
limitado o
numero
dos
homens
que
se
de
dicam
a
buscar
n
’
elies
um
alimento
são e
nutritivo
para
sua
inlelligencia.
«Não;
seria
vão
empenho
o
querer
pôr
um
dique
á
inundação
da
impiedade,
só-
menle
com
os
trabalhos
fundamentaes
ácerca
das
verdades,
que
os inimigos da
religião
costumam
negar.
O plano
de
campanha
adoptado
pelos
nossos
adver
sários,
e
em
tudo
conforme
com
as ten
dências
da
época,
consiste
principalmente
na
p
‘
resteza
e
velocidade do
ataque;
mui
tiplicar
as
accusações;
formular
aqui
uma
duvida
e
alli
uma
audaz
negação;
desa
creditar
tal
pratica
e ridicularisar
o que
não
podem
negar;
estar
sempre
em
toda
a
parte
sem
intrincheirar
se
em
nenhuma;
variar
de
syslema,
variar
de
princípios,
variar
de
nome
para
aproveitar-se, quaes
piratas
da
inlelligencia,
sem
escrupulo
al
gum,
de
todas
as circumstancias
e
de
todos
os
acontecimentos;
tal
é
a
guerra
que
hoje
se
faz
á
verdade.
«Quein
quizesse
deíendel-a
com
livros,
faria
o
mesmo
que
o
caçador,
que
se
em
penhasse
em
matar andorinhas
voando,
apontando
contra
elles
um canhão
de
gros
so
calibre.
«O
periodico
é
arma
adequada; somos
nós
simples
guerrilheiros,
os que
have
mos
de combater a
inimigos
que,
como
os antigos
Parlhos,
não
sabem
disparar
suas
frechas
senão quando
fogem. E
pa
ra
derrotal-os
não
teremos
de
fazer
uso
das
pesadas
armas
da
idade
média,
senão
da
ligeira
armadura
que
nos
permitia
dar-
lhes
sempre
caça,
cortar-lhes
a
retirada.
iift
Ha
tia
Rússia 542 conventos,
sendo 145
para
mulheres.
O
numero
dos
monges
é
de
4:678 e
o
das
religiosas
3:061
Nos
di
versos
conventos
calcula-se
qne
estejam
recolhidas
12:000
pessoas.
A
fortuna
dos
conventos
é
collossal..
Botai
t'a
lua.—
Os
jornaes
de
Berlim
annunciam
para
o
dia 27
deste
mez,
um
eclipse total
da
lua.
O
occaso
do
sol
terá
logar,
nesse
dia,
ás
5
h.
e
34; a
lua
cheia
apparecerá
ao
éste,
ás
a
h.
21,
sobre
um
horisonte
claro.
A ver
dadeira
obscuridade
começará
ás
6
h.
23.
Emfim,
ás
7
h.
20
desapparecerá
o
ultimo
raio
luminoso
e,
neste
momento,
a
obscuridade
será
completa;
o fenomeno
durará
mais d
’
hora
e
meia.
A
’
s
8 h.
57, a
parte
da
lua
que
tiver
apparecido
a principio coberta, receberá
uma
luz
deslumbrante
do
sol
e
começará
a brilhar.
Então, a obscuridade
detraz da
qual
desapparecia
a
lua,
ir-se-ha
pouco a
pouco,
e,
ás
9
h.
54,
a ultima
nuvem
desapparecerá
e
o
plenilúnio
reapparecerá
em
todo
o
seu esplendor.
8
“
íkr«
na
vietimaM «fias iannia-
ções.
—
Lê se
no
«Direito»:
A
commissão
nomeada
pela
carnara
municipal
de
Bouças
com
o
fim
de
soli
citar donativos
na
freguezia
de
Leça da
Palmeira
para
as
viclimas
das
inundações,
enviou
ao
thesoureiro
da
commissão
cen
tral,
o
snr.
Joaquim
Pinto da Fonseca,
2015010
réis,
quantia
a
que montou a
subscripção
n
’
aquella
freguezia.
A
subscripção promovida
entre
a
oífi-
cialidade
da 3.a
divisão
militar produziu
a
quantia
total
de 564$37õ
réis
para
a
qual
contribuíram
os
differentes
corpos
e
secções
da
mesma
divisão
com
as
seguin
tes
quantias:
Quartel
general
da
3.
3
divisão
15&180
réis.
Sub-divisão
militar
de
Chaves
e
Bra
gança,
4$00ti
réis.
Governo
da praça
de
Valença,
115870
réis.
3.
a brigada
de
infanteria
de
instrucção
e
manobra
55000
réis
Inspecção
do
material de
guerra
na ci
dade
do
Porto,
45105
réis.
Conselho
de
guerra
permanente
da
3.
a
divisão,
145005
réis.
Fiscaes
da administração
militar, 35600
réis.
Hospital militar
permanente
do Porto,
6-5700
réis.
Major de
cavalieria
nas
obras
publicas,
2$000
réis.
Fortaleza da
serra
do
Pilar,
2$200
réis.
Fortaleza
da Insura
e Caminha,
25-50
réis.
Castello
da
Foz,
1<55OO
réis.
Castello
de
Mathosinhos,
15500
réis.
Castello
de
Villa
do
Conde,
15500
réis
Castello
de
Vianna,
2500;)
réis.
Regimento
de cavalieria
6,
275570
réis.
Regimento
de
cavalieria
7,
195310
réis.
Batalhão
de
caçadores
3,
255690
réis.
Batalhão
de
caçadores
7,
2453U0
réis.
Batalhão
de
caçadores
9,
305600
réis.
Regimento
de
infanteria
3,
2758
0
réis.
Regimento
de
infanteria
6,
3l5o60
réis.
Regimento
de
infanteria
8,
745795
réis.
Regimento
de
infanteria 10,
325960
réis.
Regimento
de
infanteria
13,
315'830
réis.
Regimento
de
infanteria
18,
325235
reis.
Reformados
no
Porto,
765015
réis.
Reformados
em
Valença, 135400
réis.
Reformados
em Chaves,
215400
réis.
Reformados
em
Bragança, 75350
réis.
Estas quantias
foram
enviadas
pelo
snr.
general
José
de
Vasconcellos
Correia
á
commissão
de soccorros.
Kotieia»
«5e
«•■w.-Ro
14.
— O
Papa
-recebeu
hoje
o
imperador
e a
impe
ratriz
do
Brazil. O
imperador
disse
que
se
julgava
ditoso
por
ver Sua Santidade
e
especialmente
depois
dos
últimos
acon
tecimentos
succedidos
no
Brazil.
Espera
que
o
Papa
de
accordo
com
o
governo
brazileiro
ajudará
a
vencer
to
das as
diíliculdades surgidas
entre
o
cle
ro
e
o
Estado.
O
Papa
respondeu que
es
pera
poder
restabelecer
no
Brazil
a
har
monia
religiosa,
que
foi
sempre a
gloria
do
império
brazileiro.
Negocios
eeclesiastieos.
—
O
«Dia-
rio
do
Governo»,
n."
36, de 16,
do
cor
rente,
publica:
Aviso
declarando
aberto
concurso
pa
ra
o
provimento das
seguintes
egrejas:
Monteiras,
Espirito
Santo,
concelho
de
Castro
Daire,
diocese
de Lamego:
S.
Joa
nino,
S.
João
Baptista,
concelho
de Cas
obrigai-os,
emfim,
a
um
combate
de
corpo
a
corpo
que, constantemente
procura
evi
tar».
Eis
aqui
exactamente
como deve
ser
a
imprensa
catholica
na
actualidade,
diz
a
«Nação».
José Maria Pereira, roga aos
seus
amigos
o
favor de assis
tirem
a um
«Laudate» que por
alma de
sua
innocente filha Jo-
zefa,
terá logar hoje ás
4 horas
da tarde
na
capella do Senhor
das
Anciãs,
na rua
da
Boa-
Vista.
-s.
è.l;
ri fé
iií i;;' '.
aâ HSàMH .!‘ááas
U
sOa
dí
caMMmoos
Lêrnos
neste
mesmo
jornal
um
com-
municado,
que
louvava
o
zelo
empregado
pelo
cantoneiro
n.°
6 da
estrada
de
villa
Nova
de
Famalicão
a Guimarães,
durante
a
quadra
tempestuosa,
que
tanto
nos
fez
soffrer.
E
’
realmenle
um empregado
que
justifica
todo
o
louvor
com
o seu
exem
plar
procedimento.
Em
janeiro,
querendo
reparar
os
es
tragos
causados
pelas
chuvas
no
seu
can
tão,
fez
conduzir
para
alii
doze
cairos
de
cascalho,
com
que
por
suas
próprias
mãos
reconstruiu
o
leito
da
estrada.
Con
fessa
elle
que
fez
isto para
cumprir
as
ordens
do
seu
fiscal,
homem
que
sabe
cumprir
com
os
seus
deveres,
d
’
um
modo
digno
de
louvor.
E’
certo
que
o
referido
cantoneiro
nunca
se
poupou
a
trabalhos
nem a
sa
crifícios
para
conservar
o
seu
cantão
em
oplimo
estado.
E’
além d’isso
dotado
de
bons
sentimentos, e
comprova-o não que
rendo
para
si os
parabéns
que
lhe
foram
dados,
incumbindo-me
de
mandal-os,
pela
mesma
via,
ao
seu
fiscal,
por
julgar
que
é a
este,
e
não
áquelle,
que
pertencem.
(113)
•
*
*
Ãoomonos
João
José
Barbosa
d
’
Araujo Rei, seus
irmãos
e
mais família,
na
impossibilidade
de
o
fazerem
d
’outra
fôrma, servem-se
d
’
este
meio,
para
agradecerem
a
todas
as
pessoas
de suas
relações e
amisade,
tan
to
seculares
como
ecciesiaslicos,
os
re-
levanles
serviços
e
mais
obséquios,
que
lhes prestaram
por
occasião da
infeusta
morte
de
seu
sempre
chorado
pae,
An
tonio
José
Barbosa
d’
Araujo
Rei,
cujo
passamedto
teve
logar
no dia
16
do cor
rente; e
agra
tecendo
muito
especialmente
ao
digno
abbade
da
freguezia,
não
esque
cem
igualmente
de
agradecerem
a
todas
as
corporações
de
que o
fallecido
era ir
mão,
por
se
lerem
dignado
prestar-lhe a
ultima homenagem,
acom;>anhando-o
da me
lhor
vontade
á
sua
ultima
morada
no
cemilerio
publico;
a
todos
protestam
sua
gratidão
indelevel.
(I
16)
KfWKTW
/
a
?
a
■'A
i v O
ViV»
ÉDITOS
DE 30 DIAS.
Pelo
juizo
de
direito
d’
esta
cidade
e
comarca
de Braga, e cartorio
do
escrivão
ajudante
do
5.°
ofíicio,
Gonçalves,
correm
éditos
de 30
dias
a
contar
do
dia
10
do
corrente
mez
de
fevereiro,
a
citar
e
cha
mar
lodos
os credores
incertos
e
legatá
rios,
desconhecidos
ou
domiciliados
fôra
da
comarca,
que
tenham
algum
direito
ao
casal
dos
fallecidos
bacharel
Antonio
Viei
ra d
’
Araujo,
e
mulher,
D.
Bernarda
Be-
nedicla Ferreira
d'Araujo.
moradores
que
foram
ao
campo
de
D.
Luiz
I,
d
’
esta
ci
dade,
para
assistirem
querendo
aos
lermos
de inventario
a que
se
procede
por
fal-
lecimento
dos
ditos
inventariados,
na
fôr
ma que ordena o
artigo
2048
do
Codigo
Civil.
(118)
J. B. Pereira
da
Silva.
Quem achasse
um
relogio
e
cadeia
de
senhora,
que
se
perdeu
no
domingo
de
tarde,
1
1
de
fevereiro,
desde
a
rua
de
S.
Gonçalo
até
Infias, e
querendo
entregal-o
o póde
fazer na
casa
de
Infias,
onde
re
ceberá
alviçaras.
(106)
vapor
habsbitrsi
Os
abaixo
assignados,
passageiros
do
vapor
«Habsburg»,
em
extremo
penhora
dos
do tratamento que
tiveram
durante
a sua
viagem,
veem
dar
um
publico
tes-
timunho
de
reconhecimento
ao
snr.
K.
von
Ernesler,
distinclo
commandante do
referido vapor.
Igualmente
muito lhes
apraz
declarar
que
o
serviço
e
boa
ordem
no
«Habsburg»
foram
inteiramente
satisfactorios.
M. de
Carvalho
e
Vasconcellos,
minis
tro
de
Portugal
no
Rio
de
Janeiro.
M.
P
de
Sousa
Dantas,
deputado
elei
to
pela
Bahia.
P.
Leão
Velloso,
deputado
eleito
pela
Bahia.
M.
Moura
e
Albuquerque,
deputado
eleito
pela
Bahia.
Gabriel
Martins Fernandes,
negociante
no
Rio
de
Janeiro.
E.
Mobi.
W.
Gilbert.
R.
Schmidt.
Rio
de
Janeiro,
25
de
dezembro
de
1876.
Este
vapor é
o
que
deve
seguir
para
os
portos
do
Brazil
em 5
de
março.
Tem
por
repelidas
vezes
feito
a
viagem
á
Ba
hia
em
12
a
13
dias.
Os
passageiros
da
primeira classe
po
dem
escolher
os
camarotes
pelo
plano
do
vapor
patente
na
agencia.
Agentes
no
Porto,
Rawea
*
fc
C.°,
rua
de S.
Francisco
n.®
4,
2.°
andar;
e
em
Braga
K8
ící
»»-«S
í
*
XlalEieíro Dias,
Largo
do
Barão
de S.
Martinho,
n.°
27.
(105)
BANCO
DA
COVILHÃ.
A
Direcção d
’este Banco
faz
publico
que,
no
dia
15
do
corrente
mez
princi
pia
o
pagamento do dividendo
relativo
ao
2.
®
semestre
de
1876
na
razão
de 25500
reis
por
acção.
Covilhã,
no edifício do
Banco.
Porto,
Caixa
Filial.
Lisboa,
Custodio e
Silva.
Braga,
João
Manuel da
Silva
Guima
rães.
Coimbra,
Francisco
José
Vieira
Braga.
Covilhã,
8
de
fevereiro
de
1877.
Os
Directores
A.
Baptista
A.
Leitão.
J.
d'Amorim
Vaz
de
Carvalho.
(102)
Antonio
Gracia,
de
Villa
Verde,
parti
cipa
ao
respeitável
publico
que
0 seu
car
ro
que
d’
esta
cidade
sae
ás
2
horas
da
tarde,
principia
no dia
17
do
corrente,
a
sair
de
Braga
ás
3
horas
da
tarde,
e
chega
ao
Pico ás
5 horas.
O
seu
escriplorio
é
na
esquina
dos
Chãos de
baixo,
na
loja
de
funileiro,
n.®
1, em casa
do
snr.
Manuel
de
Barros.
Villa
Verde
14 de fevereiro
de
1877.
(100)
Antonio
Gracia.
ALUGA-SE
N
’
um
dos
locaes
mais
pitorescos
’
e
saudaveis d’
esla
cidade,
acha-se
para
alugar
uma
casa
até
ao
pro-
ximo
S.
Miguel
;
e
bem
assim, se
vende
por
preço
mui
commodo
a
mobilia
e
piano
existente
na mesma
e
completamente
nova,
para
melhores esclarecimentos queiram-se
dirigir
á
Praça
do
Barão
de
S.
Martinho»
casa
Almeida
&
Pereira.
(24)
OBELISCOS.
liEMSTA
HliMl.
BlUCiRENSE
POR
DIAS
FREITAS.
Sairá
no
primeiro
de
cada mez
um
■volume no lormato
das
publicações
d
’esle
genero,
contendo
64
paginas.
Como unico
reclamo,
diremos
que es
tas
revistas
serão
escriplas
em portu-
guez,
—
idioma,
quasi
tão
conhecido
de
mui
tos
dos
nossos
lilteratos...
d
’
aldeia,
como
3S
linguas
polynesicas.
O
importe
da
assignatura
—
120
reis
—
será
pago
no
acto
da
entrega.
Correspondência
dirigida
a
Dias
Frei
tas,
Braga.
VENDE-SE
O
espaçoso
e elegante
palacete
do
cam
po
de
S.
Thiago,
com
seus
jardins,
—
quin-
laes,
pomares,
e
quinta
anexae
todas
asmais
pertenças;
para
informações
em
casa
de
Francisco
Martins
da
Silva
Araújo,
Cruz
de
Pedra
n.°
7.
(98)
DINHEIRO
A
JURO
A Meza
da Irmandade
de
S.
Vicente
da
cidade
de
Braga,
faz
constar
que
tem
dinheiro
para
mutuar
a
juro
de
5
por
°|
0
livres, sobre
hypotheca.
(4481;
'
m
*
Linimento
BOYER-MICHEL
para caval
los,
fazendo
as vezes de fogo
e não deixando
vestígios
do seu emprego
M
ichel
,
pharmv-
ceutico
em
Aix (na Provença) França. —
Preço
1,000
reis.—Em
Liíbiaosor
Barrei...
I.oreto.
»
° 2« -
39/25)
FLUIOE IATIF
o
E
JONES
Por
suas propriedades beneficas,
goza este pro-
ducto de
alta
e merecida reputação. Suaviza e ama
cia
a
pelle, allivia
as irritações causadas pelas mu
danças de
clima, pelos banhos do mar, impressões
desagradáveis
do
vento ou do calor, etc, etc.
Uma
simples applicaçõo faz desapparecer as ra
chaduras
das
m3os e dos beiços. Preço 650 reis.
PARA
OS
CUIDADOS
00
TOUCADOR
É
muito
digno de ser recommandado ó
Sabão
latif,
que
possue
todas as propriedades suavizan-
tes
doFluide,e um aroma deIicadissimo.Preço500r•.
23,
Boulevart des Capucines, Paris,
De
Fronte
da entrada do
Grand-notel.
Fabricante de
Escovas Inglesas Perfumeria, Loja
de
papel,
Objetos
de Fantasia, Estojos diversos,
Cutelaria, Artigos
de
Luxo, Luvas, etc.
Deposito
em Lisboa, snr. Barreto, Lorêto n.°
28—30
(26
*)
ESCOLA
AM EB.iC.ANA
Consultorio
a
toda
a
hora,
tanto
de
dia
como
de
noile
Bua
do
Campo
(antiga
Porta
de S.
Francisco)
n.°
22.
(43)
XKnaaofaMrnmBaacaamarxzan
*
aBMa>KC3te^aaaB=cmaoaM
miiwu
BRAGA,
TYPOGRAPHIA
LUSITANA
—
18'6.
.GULLEG1U
INGLEZ
DO
Sagrado Coração de .Víin-ia Virgem
liKiitaeuladi»
D.
Margarida Heu-
essy,
desejando
an-
nuir
aos
pedidos
que
as
famílias
e
clero
mais
dedicados
á
causa
de
uma
verdadei
ra
e
completa
educação,
tanto
de
Braga
como
das
localidade
adjacentes,
ha cin
co
annos
se
leem
dignado
faz?-r-lhe,
resol
veu
abrir
uma casa
de
educação
para
meninas
internas,
s»mi
internas
e
exter
nas
sob
a
direcção
de
sua
irmã
Miss.
The-
resa
Heunessy.
tendo
obtido
para levantar
o
seu
esjabelecirnenlo,
a
bella
casa
da
rua
de
S. Miguel-o-Anjo, onde morou
o
ex.
ni
°
snr.
Juiz de
Direito,
o
qual
já
fuucciuua
desde
o
dia
2
de
Fevereiro.
Para
esclarecimentos
podem
derigir-se
a
Braga
a
snr."
D.
Maria Erigida
Bersane
Perry,
Campo da
Feira,
ao
Rev.u
.João
Re-
bello
Cardozo
de Menezes, ao
Rév.°Joào
Pe
dro
Ferreira
Airoza,
e
a José
Maria
Dias
da
Costa.
Rua
N.ova.
(17)
ARTE
DE TACHYGRAPHIA
O
conhecimento
d
’esta
ane,
quasi
des
conheci
la
entre
nós.
é
de
tal
importân
cia,
que nao
ha
indivíduo,
qualquer
que
seja a sua
profissão,
que
nào
tenho
sen
tido
uma
vez
e
sua
falta,
e a
necessida
de
de
a
saber
O
auctor
pondo
de
parle
considera
ções
lheoricas,
que
alongariam
o
compen
dio
em
prejuízo
da
clareza
necessária, tra
tou
de
consubstanciar
de
maneira clara
e
concisa
todos
os
preceitos
da
arie
e
con
stituir
assim
um
methodo
facil-
e
breve
pelo
qual
com
meuiana
applicação
qual
quer
indivíduo
em
muito
pouco
tempo
es
teja
apto
para
escrever
tào
depressa
co
mo
se
falia.
O
compendio
apresenta
ireze
estampas
que
leem
por
fim
elucidar
o
texto
e
guiar
o
principiante
ajudando-o
a
traçar
conve-
nienlemente
as
lellras
e
signaes
tachygra-
phicos.
Vende
se
em
Braga, rua
Nova,
n.
c
3
e
no Porto:
preço
3"<'
rs.
CIRUR6IÃO
OBNTISTA
approyado
pela
escola
medico
-
cirurgi
-
CA
DO PORTO
Largo
do
Barão
de
S.
Martinho
n.°
5
BR
a
GA.
Faz
tudo
quanto
diz
respeito
á
sua
arte
e
continúa
operando
grátis,
pobres
e
soldados.
36
—
)
MUITA
ATTENÇÃO
Síejwsíto
iie
bí»«
*
oit«
*
s
<!?
Vnlongo
I
—
LARGO
DA
LAPA
—
1
Estes
biscoitos
são muito recommenda-
veis
tanto
pela
qualidade
das
farinhas,
per
feição
porque
são
feitas,
como
pelo
seu
baixo
preço
em
relação
a
qualidades.
Preços
porque
são
vendidos:
Biscoito
valonguense,
kilogramma 280
Tosta
doce
))
280
Biscoito
macarrão
>
280
Bola.cha
doce
280
Biscoito
Brazileiro
300
Dito
imperial
D
330
Bolachinha
de
araruta
J>
340
Tosta
azeda
(63)
D
190
•
FILIAL
Dâ CAIXA
ECONÓMICA
PEVHOHISTA
Sociedade anónima de
responsabilidada
li
mitada
Capital
................ áOOliHlíMOOO
ROA
NOVA
DE SOUSA,
N.°
9
(Também
com
entrada
pela
rua
do
Campo)
BRAGA.
Empresta
dinheiro
sobre
ouro,
prata,
joias,
papeis
de
credito,
cereaes,
roupas,
moveis,
ferramentas,
e
sobie
todo
e
qual
quer
objecto
do
valor
não
inferior
a
íOU
réis.
Recebe pequenas
quantias
em
deposito
a
praso
ou
á
ordem
abonando
juros
aos
depositantes.
A
caixa
está
aberta
todos
os dias
des
de
as
9
hora
da
manhã
até
ás
7
da noite,
e
nos dias
santificados estará
aberta
só
até
ao
meio
dia.
O
gerente
—
A.
G.
Ferreirinha.
í
V;
b
R
x
%
gal
(UA
DE
S.
MARCOS,
N.
õ
Vende
papeis
pinta
dos
para
guarnecer
saltas,
lindíssimos
gostos,
a
prin
cipiar.em
80
reis
a peça.
Vende
olio, tintas e
vernizes
para
pinturas
de
||
casas, tudo
de
boa
quali-
&
dade.e
preços
muito
resu-
rnidos.
T
Vende cimento
roma
no
para
vedar
aguas,
ges
so
para
estuques
de
ca
sas,
tudo
de
primeira
qua-
a
INJECÇÃO
HYGIENIC1
BAESAMICO
PROPHITAT1Ç»
Esta
injecção
é
a unica
e
efiicaz
que
cura
em
seis
ou
oito
dias
toda a
qualida
de de
purgações
tanto
antigas
como
mo
dernas,
ainda
as
mais
rebeldes.
Vende-se
em
Braga
na
pharmacia Alvim,
á
Porta
Nova.
Em
Coimbra,
pharmacia
Barata
Di-
niz,
rua
de
S. Bartholomeu.
Deposito
principal
no
Porto
na
phar
macia
Madureira,
rua
do
Triunfo
n
0
142,
proximo
ao
Palacio
de
Cryslal.
■
Preço
de
cada
frasco—
400 rs.
(4449)
JBEWGIOS
A
l^õOO
REIS!
Qual
será o estabelecimento que
não
hade
ter um
relogio por
i^SOO
reis?
Vendem-se
na
Praça
d
’Alegria
em
casa
de
Manoel
Ignacio
da
Silva
Braga,
regul
lando
PEKEE1TAMENTE.
A
Sociedade
do
tiro
dos
Pombos
de
Lisboa,
compra
pombos,
em
partidas
não
inferiores a
50,
pelo
preço
de
140
reis
cada
um
pagos
no
acto
da
entrega,
em
qualquer
estação
dos
caminhos
de
terro
do
Norte
a
Leste
e
de Sueste. Os
ven
dedores podem,
para
mais
esclarecimen
tos, dirigir-se
aos
chefes
da estação
ou
ao
secretario
da
Sociedade,
Luiz
de
Se
queira
Oliva,
e
espingardeiro
Lurberton,
rua
Aurea,
n.°
76,
Lisboa.
(30)
Antonio
Manoel
Ayres
de Oliveira,
rua
dos
Chãos,
emprestou
ha
mezes
uma opa
de
seda
vermelha, ignorando
a
quem.
Pede
á
pessoa que
a
tiver,
o favor
de lh’a man
dar
entregar.
(H4)
IGNACIO TORRES
Vendeu
na
loteria
o
numero
8633,
com
N.llS
14527,
8400,
com
108-3000
rs. cada
de
10
de
Fevereiro,
1:330^)0
rs.
6482,
8247.
4343
um.
(120)
ATTENÇÃO
CHAPELARIA BRACARENSE
de
Rua
do
Souto
n.°
44.
Acaba
de
receber
um
variado
sortimen
to
de chapeos
de
seda
e
feltro,
dos
mais
modernos,
directamente
da
casa
dos
snrs.
Maia
e
Silva,
Filho
&
Gonçalves,
assim
co
mo
de todas
as
melhores
fabricas
do
paiz.
Participa
que
tem
em
sua
casa
um
grande
sortimento
de chapeos
da nova
fabrica
de
Henrique
ft
’
Felgueiras,
os
quaes
vende
pelo
pieço
da
fabrica,
por
ser
o
unico
consummidor.
Os
preços são
mais
baratos
do
que
em
qualquer
outro
estabelecimento, tanto
por
junto
como
a
retalho.
(i
12)
banco Nacional Ultramarino. :
O
dividendo
complementar
de
3
°|„
ou
Rs.
2$700
por
acção,
relativo
ao segundo
semestre
de
1876,
começa a ser pago
na
Thesouraria do
Banco,
e
nas
suas
agen
cias
do
Porto, Braga
e
Vianna,
segunda
feira
19
do
corrente
das 11
horas
da
ma
nhã
ás 2
da
tarde
e
continúa
todos
os
dias
não
sanctitiados.
Lisboa,
16
de Fevereiro
de
1877.
O vice-governador
do Banco Nacional
Ultramarino.
(117)
A.
T.
Pacheco.
O
conselho
administrativo
do
regimen
to
de
infanteria
8,
faz
publico,
que
no
dia
8
do proximo
mez
de
março, por II
horas
da
manhã
e
na
salla
das
sessões
do
mesmo
conselho,
hade
proceder
á
arrema
tação
em hasta
publica,
das
obras
de
repa
ração
e
melhoramentos
no hospital
do mes
mo
corpo,
cujas
obras
constam
de
pedrei
ro,
carpinteiro
e
caiador.
As
condições
para
a
referida
arremata
ção,
estarão
patentes no
mesmo
conselho,
onde
podem
ser
examinadas
lodos
os
dias
não sanctificados.
desde
as
10
horas
da
manhã
até
ás
2
da
tarde.
Qcarlel
em
Braga
20
de
Fevereiro de
1877.
O
secretario
do
conselho,
Bernardo
Ozorio,
(121)
Alferes
d
’
infanteria
8.
Venda
de
casa
Vende-se
a casa
da
rua
do
An
jo
n.°
11
;
para
tractar na mes
ma,
desde
o
meio
dia
até
ás
2
horas
da
tarde.
(64)
VENDA
DE
CASAS
Vende-se
4
moradas de
casas
com
quintal
e
agua,
sitas
na
rua
de
D.
Pedro V, sendo
n.#
76,
77,
83
e
86. Tracta-se
no
largo
dos
Penedos,
n.°
1.
(6a)
Parte de Comércio do Minho (O)
