comerciominho_20011877_593.xml
- conteúdo
-
Assigna-see
vende-se
no
escriptorio do
editor
e
proprietário
Josi
Maria
Dias
da
Costa,
rua
Nova n.
*
3
E,
para
onde
deve
«er
dirigida
toda
a
correspondência franca
de
porte.
=
As
assi-
gnaturas
são
pagas
adiantadas
;
assim
como
as
correspondên
cias
de
Interesse
particular.
Folha
avulso
10
rs.
PUBU1C .A.-S BS
ÁS
TERÇAS,
QUINTAS E
SABBADOS.
P
reços
:
Draga,
anno
1JJ600
rs.-=Semestre 850
rs.«=Proem-
cias,
anno
2&000
rs
e
sendo
duas 3&600
rs.
—Semestre
Í&050
rs.=flrazrí,
anno 3^600
rs.=Semestre
1&900
rs.
moeda
forte
ou
8&000
reis
e
4&500
reis
moeda fraca.—
Annuncios
por
linha
20
rs.,
repetição
10
rs. Para
os
assignantes
20
’
/0
d
’
abatimento.
HS&ACIA
—S4BBAHO 80 DE
J1XEIRO
A
proposta <!o xVIinigtro <Ja Fazen
da,
relativa »<» Banco de
Por
tugal.
Mais de
uma
vez
tem
procurado
a
pai-
são
partidaria
desvirtuar
a
pureza
das
nos
sas
intenções,
acoimando-nos
de
parciali
dade
a
favor
d
’
este
ou
d
’aquelle
grupo
li
beral.
Não
nos
magoam
essas
apreciações
injustas,
porque
é
natural,
e
sempre
as
sim
aconteceu,
que
as
opiniões
imparciaes
só
agradem
áquelles,
a
quem favorecem,
sendo
aggredidas
ecalumniadas
pelo
campo
opposlo
com
lanto
maior vigor, quanta
é
a
força,
que lhes
provém
da
sua
origem
menos
suspeita.
Ainda
ha
pouco
um
nosso
collega
jul
gava-nos
exlremamente
indulgentes
para
com
o
partido regenerador,
e
mal pensa
va
de
certo
o jornal, a que nos
referi
mos,
que
em
breve
tempo
appareceria
en
sejo
de
mostrar
mais
uma vez
que
os
nos
sos
protestos
de
imparcialidade
não
eram
declamação
vã,
como
lamas frases
cam-
panudas,
com
que
por ahi
nos
atordoam
os
ouvidos.
Algumas
vezes nos
tem
parecido
acer
tadas as
medidas
do
actual
ministro
da
fazenda,
e
nem
os
seus
adversários
lhe
tlontestam
a
competência
para
o
cargo,
que
desempenha. A
nossa imparcialidade
mandava-nos
então
app!audil-o.
Hoje,
era
presença
da
sua
proposta
ácerca
do
Ban
co de
Poriugal,
é
nosso
dever dizer
ao
ministro
que
seguiu caminho
errado,
e
ao
Parlamento, que
não
dè
a
sua
approvação
áquella
proposta,
que
em
nosso
entender
é
altamente
perniciosa
ao paiz.
Aos
nossos
leitores
devemos
o
esclare
cimento d
’este
importantíssimo
assumpto,
e é o
que
procuraremos
fazer,
segundo
as
nossas
forças
o
permittirem.
Como
o titulo do
nosso jornal
indica,
não
podemos ser
indifferentes
ás
questões
commerciaes,
e sobretudo
a
esta
cuja
so
lução
póde
prejudicar
tantos
interesses
li-
gitimos.
Segundo
a
proposta
do
snr.
Antonio
de
Serpa
é
concedido
ao Banco
de
Poriu-
gal
o
monopolio
da emissão
de
notas
em
todo
o
paiz,
e
elevado
o
seu
fundo
a
16
mil
contos
em
series
de
2
mil.
O
banco
estabelecerá
agencias
em
todas
as
terras
importantes
do
reino,
e
ficará
obrigado
a
descontar
a 5
por
0|Q,
salvo
quando
o
go
verno
lhe
permittir
que
eleve
aquella
laxa,
sendo
enlão
metade
dos lucros do
augmen-
to
para
o
mesmo
governo.
Eis em
resu
mo a
ideia
fundamental
da
proposta.
A
primeira
consideração,
que
logo sal
ta
á
vista
dos
menos
entendidos,
é
ser
péssima
a
occasião escolhida
para
intro
duzir
no
paiz
o
monopolio da
emissão.
Ainda
mesmo,
que
d
’esse
monopolio
re
sultem
vantagens
em
lhese,
(o que
é
con
testado
entre
os
mais
dislinctos
economis
tas)
como
poderá
suppor-se
proveitoso
n
’
este
momento,
em
que
os
outros bancos
se
acham
mal
feridos
pela
campanha,
que
tiveram
de
sustentar durame o
ulti
mo
semestre?
Todos
os
nossos
estabele
cimentos bancarios
estão
dando provas da
mais
louvável
prudência,
todos
á custa
de esforço
e
de
actividade
procuram
sarar
as
feridas
recebidas,
e
vós,
poderes pú
blicos, escolheis
este
ensejo,
para
lhes
descarregar
profundo
golpe,
apresentando-
lhes
de
frente
um competidor
poderoso,
armado
por
vós
com
os
maiores
privi
légios
?!
Estão
os
mesmos
estabelecimentos
ban
carios
embaraçados
com
grande
quantidade
de
papel
em
caução,
e
vós,
ministro
da
fazenda,
promovereis
a
creação
de
mais
papel,
que
será
procurado
por
causa
dos
privilégios
inherenles,
mas
que
virá
des
viar
os
compradores do
papel,
que
já
está
creado,
e
que
espera
collocação,
pejando
as
gavetas
dos
bancos
existentes?
Mas
enlão
é
mais simples
decretar
a
confiscação
em
beneficio
do
Banco
de
Por
tugal, dos
haveres
de
tantas
famílias,
confiados
aos
outros estabelecimentos
de
credito,
que
até
hoje
tem
prosperado,
e
melhor,
á
sombra
da
legislação
em
vigor
no
norte
do
paiz,
do
que
o
Banco
de
Portugal
cheio
de
privilégios,
mas
sem
pre
dependente das
nefastas
influencias
políticas.
Outras
considerações
se
nos
apresen
tam
contra
a
proposta do
ministro.
A
historia bancaria
do
nosso
paiz
mostra-
nos,
que são
em
geral
os
bancos
peque
nos
os
que
dão
melhor resultado;
são
elles
os
mais
infatigáveis,
os
que
soflrem
maiores
prejuizos
no
meio
do
labyrintho
das
transacções,
e
os
mais
vigiados
pelos
seus
accionistas.
Ao
passo
que
os
estabeleci
mentos
privi
egiados,
como
o
.Banco
lly-
polhccario
e
o de
Portugal,
filhos
do
monopolio,
leem
uma
vida
por
vezes atra
palhada,
os
nossos
bancos
do norte
do
paiz,
creados
á
sombra
da liberdade,
teem
gosado
de
grande credito,
e
mesmo
nas
occasiões
criticas
o
conceito,
que
mere
cem
ao publico,
não
é
inferior
ao
de
que
gozam
os
estabelecimentos
privilegiados.
Confirma
esta
asserção
a
cotação
de
suas
acçôes
em
annos
consecutivos,
e
os
bons
dividendos
que
tem
pago
aos
seus
accio-
nistas.
A
larga experiencia de b<slantes
annos
está
clamando,
de
harmonia
cora
a
opinião
da
maior paite
dos
economistas,
que
a
liberdade
bancaria
é,
nos
seus
re
sultados,
bem
superior
aos
benelicios
do
monopolio.
Era
artigos subsequentes
provaremos-
quanto
esta
coisa
repugnante
e
desacredis
tada,
chamada
monopolio,
tem
sido pre
judicial
ao
nosso
paiz
em
todas as
sua-
manifestações,
e
como
pelo
contrario
no,
temos
achado
bem,
todas
as
vezes, que
pelos
nossos esforços
temos
feito baquea
essas
odiosas
leis
de
excepção.
Em
seguida
mostraremos
que
é
illu-
sorio
o beneficio
do
desconto laxado
pelo
governo,
bem
como
destruiremos
as ou
tras
razões,
que
o snr.
ministro
apresenta
no relatorio
em
favor
da
sua
proposta
Stefutação
do niaeaqueirismo.
No
fascículo
dos
Eludes
Religieuses,
Philosophiques,
etc.,
de
setembro,
con-
cluiram-se
os
magníficos
artigos:
Les
re
sultais
des
recherches préhisloriques d’après
les
travaux
des
Congrès
et
sociélés
savantes,
pelo
insigne
professor de
sciencias
natu-
raes,
o
revd.
0
padre
A.
Haté,
da
Com
panhia
de
Jesus.
Neste
ultimo artigo,
que
temos
diante
de nós,
e
que
sentimos
não
poder
agora
traduzir,
por
ser
bastairte
longo,
prova-se,
entre
outras
coisas,
que
sciencia
prehislorica, no
sentido
hostil
ao
Chrisiiauismo
em
que
vulgarmente
se to
ma
(o
sentido
macaqueiro),
é
coisa
que
não
existe
e
que
nunca
existiu,
sendo
tudo
o
que
se
tem
dito ou escripto
a
tal
respeito
queslion
ae
rnot.
O
sabio
auclor
condue
assim
o seu
prolundo
trabalho,
que
reeommendamos
a
todos
os
que
amam
a
religião,
não
só
mente,
mas
a
verdadeira
sciencia:
«O
prehislorico
chega
pois á
nossa era
(a
chnsiã),
e
não
seria
dillicil encon-
tral-o
ainda
mais
recente,—
quasi
no.-so
contemporâneo.
O
prehislorico
de Nova
Zelatidia,
o
prehislorico
ife
Australia,
o
40 FOLHETIM
HR.
J.
11.
HE
MACEDO.
to
ajaja
T)
ROMANCE
BRAZILEIRO
VOLUME
I
XX
Uma mulher que mente.
Enilim,
com
esforço
indisivel
tomou
a
mão
de
Cândido,
apertou-a
entre
as
suas,
«
disse
:
—
Este
mundo...
este
mundo,
senhor,
é
um inferno!. .
—
Para
os
infelizes,
senhora.
—
Oh!
e onde
estão
os
seus
bemaven-
turados?...
ninguém
julgue
da
paz
do
co
ração
pelo socego,
e
prazer
do
semblan
te:
quasi
sempre
quando
a
alma
chora
lagrimas
de sangue,
os
lábios
se sorriem,
e
os
olhos
brilham
!
..
—
Eu
comprehendo,
que
ás
vezes
suc-
cede
assim.
—
Este
mundo,
snr.
Cândido,
é
um
ti
•
ranno, um
despula
inexorável,
que lodo
ornado de prejuisos
e
de
quimeras,
impõe-
nos
o
dever
de
respeitar
seus
prejuisos,
e
de
adorar
suas
quimeras
!
e
ai
d’
aquelle
que
resiste!...
—
E
’
verdade...
é
verdade.
—
Os
homens
curvam-se
a
ideias falsas
e
indignas
d
’
elles,
e
as
desenvolvem por
que
emfim força
é
ser
escravo
do
mundo!
—Não,
isso
não
minha
senhora
:
o
mun
do
não
pensa,
são
os
homens,
que
per
vertidos
e
desmoralisados
concebem
essas
—
Eu
o
sinto,
minha
senhora.
—As
’
vezes
ter
uma
mulher,
para
res
peitar
essas
indignas
chimeras,
de
quebrar
uma
corda
sonora de
seu
coração!.
.
ás
vezes
ir
parecer
má,
sendo benigna... di
zer
uma
mentira, lendo
n
’
alma
a
verdade;
é
muito...
é
horrível
!
—
Mas
não
é tanto
assim, minha
senho
ra;
a
mulher
deve
curvar-se
diante
do
juizo
dos
homens
só
e
unicamente
até
o
ponto
d’onde
póde
começar
a
ser
offen-
dido
o juízo
de
Deus.
— Pobres
mulheres!
ás
vezes o
dito
de uma
creança
é
de
sobra
para
perdel-a
na
opmião
do.
publico,
e
depois
o
discur
so
de
um sábio
não
basta
para
purificar
seu
noine
d’essa
nodoa imaginaria
!... po
bres
mulheres,
que
precisam
pesar
suas
palavras
de
cada
vez
que
faliam,
ler cui
dado
com
seus
olhos de cada
vez
que
olham.
.
porque
fazem de suas
palavras
e
de
seus
olhos provas
de
êrro,
e
até
ás
vezes de
crime!
—
Afeia
de
mais
a
posição
do
seu sexo
na
sociedaie,
minha
senhora.
—
Não,
isso
é assim; eu,
e
todas, o
temos
experimentado
;
ha occasiões,
em
que um
homem,
que
nos
é
indifferente
ou
só
estimado,
como
amigo,
que
nos
respeita,
que
só por
amisade
pura
e
sem
interesse
frequenta
a
nossa casa, põe,
ape-
zar
d
’isso.
em
duvida
a
innocencia
de
nos
sas
affeições,
e.
sem
o
pensar,
abre
ca
minho
á
mordacidade,
e
presta
uma
victi-
ma
á
calumnia
!
Cândido
não
respondeu
:
ficou
olhando
para
Marianna
como
querendo
apanhar-
lhe algum
pensamento
occullo, que
aca
basse
de
ressumbrar
em
suas
ultimas
pa
lavras.
Depois
de
hesitar
também
por
algum
tempo,
a
viuva
continuou
com
voz
muito
commovida.
—O
senhor
mesmo
não
tem
escapado
á
maledicência.
ideias:
o
mundo
não
lera
culpa de
ser
assim,
os
homens
o
vesiem
com
essas
roupas.
— E
o
remedio
?...
—O
remedio,
é
instruir,
e moralisar
o
povo.
—
E
emquanto
elle
não
se
inslrue,
nem
se
moralisa?...
—
Deve-se
bradar
com forçs
contra
aquelies,
a
quem
compele
moralisal-o
e
inslruil-o.
—
Sim,
mas
o
primeiro
que
se
erguer
contra
um
prejuiso, que
reina,
'erá
vi-
ctima,
e
ganhará
em
vez
de
palma de
vi-
ctoria,
a
coròa
do
martírio.
—
Embora:
Socrates
morreu,
porém
suas
ideias
vingaram.
—
E
quem
quereria ser
Socrates?...
—
Oh
mmha senhora,
perdoe-me;
mas
julgo
melhor
fazer
de
outro
modo
a
per
gunta.
—
Como
?...
—
Quem
poderia
ser
Socrates?...
—
Puis
acceilo
: quem poderia
sel-o?...
-
—Um
bom
governo.
A
viuva
pensou
alguns
instantes;
a
conversação
ia
tomando
caminho contrario
ao
que
ella
queria
levar:
tinalmente
co
meçou
de
novo
:
—
E
emquanto
a
revolução
moral
não
se
faz, emquanto
a
sociedade
não refórma
os
seus cosluiues,
o
que
hão
de
fazer
os
homens,
o
que
farão
principalmente
esses
entes
fracos,
as
mulheres,
que desde que
nascem até
que
morrem
precisam
sempre
de
um
apoio
na
vida,
o
que
hão
de
fazer,
senão
curvar-se
a
esses
êrros,
a
esses
pre
juisos
?...
—
Uma
grande
mulher
responde
por
mim,
senhora
;
M.nie
de
Slael,
penso
que
foi
ella;
escreveu
em
um
livro
«Os ho
mens devem
arrostar
a
opinião
publica,
e
as mulheres
curvar-se
a
ella.»
Eu
digo
o
mesmo
dos
prejuízos,
de
que
falia.
—
Oh
!
mas
é
horrível
I
—
Eu?
exclamou
Cândido
estremecendo.
—
E
’ verdade.
—
E
como?... e
porque?...
—
Eu
lh
’
o
vou
dizer...
custa-me
muilo
fazel-o
;
porque
talvez
o
snr.
se
ju
gue
offendido
;
mas
eu
cumpro
o
meu
dever...
o
meu
desgraçado
destino
de
mulher.
—
Falle
sem receio,
minha senhora.
Marianna
hesitando
sempre,
e
sempre
commovida,
começou, p<bre escrava,
a
cumprir
as
ordens
de
seu
senhor.
—
Sabe,
que
mortos
os
paes
de Celi-
ua,
foi
o
meu,
como
avó
d
’ella nomeado
seu
tutor,
t
ile
e
eu
recebemos
a
sagrada
missão
de
veiar
por
ella.
e
de
fazer
lm'o
por
lornal-a
feliz?...
—Sei,
minha
-enhora,
respondeu
Cân
dido,
que
de
novo
estremecêra
ouvindo
pronunciar
u
nome
da
Bella
Orla.
— Pois então, tornou Marianna,
com-
prehende
a
immensa
responsabilidade,
que
pesa
sobre
nós?...
comprehende,
qim so
bre
meu
pae,
e sobre
mim
recatiirá
a
ul-
pa
de
qualquer
falta,
que
por
minha
so
brinha
fôr
praticada,
ou
da
calumnia.
que
corara
ella
ousarem
lançar?
.
—
Comprehendo,
disse
o
mancebo
re
cordando
se das
lagrimas
do
velho
Ana-
cleto.
—Agora
escute:
esse
povo
insano,
que
não
vive,
senão
quando
murmura,
essa
gente
indigna,
que
quando não
acha
uma
acção de
que
murmurar,
inven.ta-a
para
com
ella alimentar-se;
esse
povo, essa
gente
quando
vê
um
mancebo
solteiro
per
guntando
a
casa
em que
existe
uma se
nhora.
que
não
é
casada,
não
pergunta
o
motivo
de
suas
visitas,
não
indaga
a
ori
gem das
relações
que
existem,
brada,
in
sulta,
calumnia!
—
Que
quer
dizer,
minha
senhora?...
—
Quer
dizer,
que
desde
as
primeiras
visitas,
que
do
senhor recebemos,
graças,
eu me
ufano
de
o
declarar a todos,
gra
ças
a
nossos
reiterados
convites,
minha
;r.imwsaa
WK
*
prehislorico
do
Madagascar,
estão ainda
Dem
proximos
de
nós
(1). A
eschola
pre-
histórica
entrará
n’
uin bom caminho
quan
do
empregar
termos
que
possam
dar
uma
justa
ideia
dos
factos
e
das
descobertas;
porque
a
questão
prehistorica
está
sendo
verdadeiramente
uma questão
de
palavra.
«Temos concluído. Diziam-nos: «A
sciencia
prehistorica declara
que
os
6,000
annos
das
tradicções
hebraicas são
perfei-
tamente
coisa
de
rir»;
que
«são
uma
mentira».
Accrescentava-se:
«A
sciencia
prehistorica
ailirma
que
é
necessário
re
nunciar ao
sonho
seductor
de
um
edenis-
mo
primitivo,
do'
paraíso
terrestre
biblico».
Respondemos:
Como
podia
dizer laes
coi
sas
a
sciencia
prehistorica
se
elle nem
sequer
existe? (2)
Ha,
é
verdade,
uma
eschola
prehistorica:
nós
a
conhecemos;
sabemos
quaes
são as
suas
tendências,
qual
é seu
fim.
Mas
está
separada
do
hm que
quer
allingir,
por
mais de
um
abismo
(2).
Ha
lambem
uma questão
pre
historica.
de
que
se
falia
por
toda
a
parle
e
aproposito
de
tudo:
faz-se
d
’ella uma
grande
questão.
Mas
é
uma
questão
de
palavra
(2):
pedi
uma
definição,
e
todo
o
encanto
se
desvanece.
■«A
revelação
e
a
sciencia
são duas
irmãs:
tem
o mesmo
pae, —
nosso
Pae
que
está
no
céo.
Mensageiras
do
Deus
de
paz,
eiias
vivem
em
paz,
e
dão
a
paz
aos
ho
mens
de
boa
vontade.
A
sciencia
amiga
da
revelação,
eis
a
verdadeira
sciencia:
este
carecteristico
nunca
engana. Toda a
sciencia
inimiga
da
revelação
é
illusão
e
mentira».
Farpislas,
correspondentes,
insliluleiros,
Micos,
Nasicas,
e
hilti
quanli,
tenham-n
’
o
assim
entendido
!
Qui
habenl
atires
audiendi
audianl
!
(1)
Alli
está-se
na
edade
de
pedra
po
lida.
etc.... (N.
do
Trad.)
(2)
Prova-se
até
á
evidencia
ha
serie
destes
artigos,
os quaes
fazemos
votos
e
espera
res
que
appareçam
dentro
em
pou
co em
volume.
(Id.)
----
—
---
Conclusão
da
carta
do
snr.
João
de
Lemos
ao
«Conimbricense
*
.
Quando
a
fé
diminue
ou
se
extingue,
as
nações
degeneram;
por que
a
virtude
cívica,
e
os cidadãos
crentes,
e
d
’
olhos
fitos
na
immortalidade,
são
simples,
la
boriosos,
valentes,
sábios,
morigerados
e
dedicados á
patria.
da,
ha
muitos
annos,
do
alio
da tri
buna
hispanhola,
demonstrava
e
proclama
va
estas
verdades
a
voz
eloquentíssimo
Em
1817
a
Confederação
Germanica
e
a
França
tinham
quasi
egual
numero
de
habitantes,
cerca
de
30
milhões;
50
annos
depois,
a
Confederação
tinha
ganho
sobre
a
França
dez
milhões
de
almas.
Em
1817,
a
Prussia
só
contava
dez
milhões
e
meio de
habitantes:
em
<865
tinha
já
perto
de
vinte
milhões; e,
depois
das
an-
nexações,
anda
approximadamente
por
trin
ta
milhões.
A
extensão
de
território do
império
d
’Allemanha
apenas
tem
mais
que
a
Fran
ça
10:000
kilometros
quadrados,
e
o
solo
francez,
como
mais
fértil
sustentaria
mais
facilmente
uma população
mais
densa;
e
comtudo
a
Allemanha
já
em
1871
tinha
41
milhões
d’almas;
depois
d
’
esta
épocha,
lendo
crescido
a
sua população
425
mil
almas
por
anno, conta
agora
cerca
de
43
milhões.
Se
continuar
n
’este
augmento,
o
império
germânico
terá,
em
15
annos,
49
milhões
de habitantes,
e,
ao
mesmo
tempo,
a
França
só terá
então
39
mi
lhões.
Na
Allemanha
actua',
está
verificado
que
ha 1.600:000
nascimentos
por
anno;
e
em
França,
960:000,
o que quer
dizer
que.
em
20
annos,
a
Allemanha
lerá
500:000
recrutas
e
a
França
300.000.
Como
é
cruel
a
eloquência d
’
esles
alga
rismos!
D’
onde
procede
esta
crescente
debilidade?
Da
rebellião
contra
a lei
divi
na;
da
voluntária esteilidade
dos
casamen
tos;
da
corrupção
geral;
n
’
uma
palavra,
de
esquecimento
e
desprezo
da
lei chris
tã.
Faltam-me
dados
estatísticos
para
me
referir
ao nosso
paiz;
mas
como temos
se
guido
a
França
nas
ideias,
creio
que
não
andaremos
lambem
longe
d
’
ella,
propor-
cionahnente,
ifesles
factos
contristadores.
Importa,
pois,
que
os
povos
como
os
indivíduos,
que
se
têm
apartado
do
viver
christão,
damlo
assim
causa
itinegavel
aos
horríveis
males,
que
afíligem
as
famílias
e
a
sociedade,
se
apressem
a
voltar
suas
vistas
para o
Céu,
como
unico
remedio,
assustados,
ao
menos,
deante
do
teme
roso
futuro,
que
seus
desvarios
têm
pre
parado,
e
que
lhes
apparece no
horisonte
como
voragem
sinistra.
Lide
v.,
lidemos lodos,
na profícua
empreza
de
clamar
pela
religião
como
an
cora
segura,
n
’
esle
naufragio,
que
ameaça
o
mundo,
que
seremos,
por
isso,
um
dia
abençoados
por
Deus
e
pela
posteridade.
de
Donaso
Corlèz
(marquez
de
Valdega-
maz).
A
religião
é
incontestavelmente
o fun
damento
e
a
vida
de
todas
as virtudes,
e
de todas
as
prosperidades
mesmo
d
’este
mundo.
Todos
os
dias
vemos
confirmadas
as
sabidas
e profundas
palavras
de
Montesquieu
a
este
respeito.
Chose
admirabl-. ! (dizia
elle).
La
re-
ligion
chrélienne,
puis
ne semble
avoir
d
’ob-
jecl
que
la félicilé
de
1’
aulre
vie,
fait
en
core
notre
bonheur
dans
celle-ci.
E
as
consequências d’
esta
descrença
geral
são
numerosas
e
gravíssimas.
A
’
proporção
que
a ordem
christã
de-
sapparece, o numero
dos
crimes,
dos
sui
cídios,
dos
divorcies,
ou
das
separações
elevou-se
cada
anno.
O
progresso,
é
só
progresso
do
mal.
O
relalorio
do
ministro
das
justiças
em
França,
a
que
já
me referi,
ainda,
na
estatística
das separações, consigna
outro
lacto
de
grande
importância,
que
eu
altribuo
á
mesma
origem.
A
esterilidade
dos
casamentos.
Em
2:884
casamentos,
1:081
não
pro
duziram
filhos;
e
a
união, em
558, tinha
durado
de
um a
cinco
annos;
em
774,
de
cinco
a dez annos;
em
985,
de
dez
a vinte
annos;
e
em
517, durou
a
união
mais
de
vinte
annos.
Entretanto,
os
economistas, que
se
lèm
occupado
das
causas
do
decrescimento
de
população
em
França,
accusam,
como
ain
da
não
ha
muito, o
jornal
«Rapei»,
os
contos,
e M.
de
Lavergne,
as
guerras;
mas
não
vêem nem
querem
ver
a
esteri
lidade
dos
casamentos.
Note-se
porém,
que
se
não casa hoje
menos que
n’
outro
tempo,
antes
mais;
o
que
o
casamento
produz
hoje, é
menos
filhos.
Mas
porque
é
isto
?
Pela mesma
rasão
porque
ha
mais
crimes,
mais
suicídios
e
mais divórcios.
Porque
o
mal
social
é
muito
grande;
porque
o
progresso
é progresso
de
más
doutrinas
e
perda
de
bons
costumes.
O
que
vae
por
França,
vae
entre
nós,
guardadas as
proporções.
Por
qualquer
lado que
se
considere
a
sociedade,
só
se
observa
uma
espantosa
desordem
moral.
Tanto
de
casa
como
da rua sabem
hoje
com
frequência
vicios e
crimes
inau
ditos.
Aonde
tem
levado
já,
e
aonde
levará
ainda
a
França,
e
as
nações, que
a
imi
tam, este
profundo
enfraquecimento
de
for
ças
moraes
e fysicas ’
!
tejamos,
pelas
estatísticas
em
relação
á
França.
J.
DE LEMOS.
6AZITILHA
S.
Vicente.
—
Na
próxima
segunda-
feira
festeja-se o
Marlyr
S.
Vicente,
ha
vendo
missa
a
instrumental,
e
de
tarde
sermão,
Te-Deum
e
procissão
em
volta
do
templo.
E’
orador
o
snr.
padre
João
An
tonio
Velloso,
ecclesiastico
sobejamente
conhecido
pela
sua
illustração
e
talento.
Amanhã
de
tarde
cantar-se-hão
véspe
ras
a
instrumental.
The»tr<».
—A
companhia
do theatro
das
Variedades,
do Porto,
da
qual
é
em-
prezario
o
snr.
Alves Rente,
deu já
dois
especlactilos
em
o
nosso
theatro
A
Filha
do
Ar,
peça
fantastica
do
snr.
A.
d
’
01iveira, foi
a
escolhida
para
o debute
da
companhia,
que
teve logar
na
quarta-feira,
e
dada
cm
segunda
re
presentação
ante-hontem.
Começaremos por
dizer,—
cm
homena
gem ao
bom senso é
á
illustração
dos
bracarenses
—
que,
se
da
parte
dos espe
ctadores
houve
demonstrações
de
agrado,
essas
não
foram
decerto
provocadas
pelo
merecimento
da
produção
exhibida.
A
Filha
do
Ar
será
para todo o mundo
uma
peça
excellente;
pela
nossa
parte
con-
sideramol-a
como
coisa
soberanamente
de
testável, ainda
para amadores
de
medío
cre
illustração.
Falíamos
desta
producção considerada
quanto
ao
seu
merecimento
litterario:
ou
tro
tanto
não podèmos dizer
da
musica,
original
do
snr.
Alves
Rente,
que
é
for
mosíssima.
Inlelizinente,
por
parte
da
or-
chestra,
teve
quasi sempre
uma execução
temivel.
Diremos
agora
duas
palavras
a
respeito
do
desempenho.
Foi
gerahnente
bom,
estremando-se
Carlota
Velloso
(Rainha
dos Ares),
Maria
da
Luz
(Zéfiro),
Abel
(Boreas)
e
Samuel
(Leandro).
Carlota
Velloso
é
amda
e
sempre
a
actriz
distincta,
que tantas
vezes
foi
vi-
cloriada
em
o
nosso
theatro
E
’
'certo
que
o talento
não
envelhece nunca,
e
que
não
raro
elle
se
aloira
mais quando
o
gear
da
senectude
nos
vae
grisalhando
os
ca-
belíos.
Abel
é
o actor
intelligente
e
conscien
cioso,
que
já d
‘ha
muito
estamos
afeitos
a
applaudir.
Se
algum
reparo
houvéssemos
de
fazer
ao modo porque
se
houve
nos
espeeíaculos
de
que
vimos
fallando,
seria
—
que
nos
parèce'demasia
o contingente
arranjado
de
casa,
embora
àcccrtavel,
por
vezes.
Maria da
Luz
pisa
o
palco
perfe
la
mente,
possue bella
inlelligencia, e
tem
príncipalmenle
uma
voz
bem timbrada e
sobrinha
e
o
senhor
teem
sido
victimas
da
aieivosia.
—
E
’
possivel?!'
—
Ousam
dizer
que
Celina
e
o
snr.
se
amam
e
se
correspondem,
e
que
meu
pae
e
eu
protegemos
esse
amor...
—
Mas
é
uma infame
calumnia
!...
ex
clamou
Cândido.
—
E
que
importa
ao
mundo
que
mur
mura,
que
o
snr.
e
nós
todos jure
mos
que
isso
é
falso?...
que a
sua
presença
n’
esta
casa
é
devida
sómente
a
nossas
repelidas
instigações?...
que
o
seu
comportamento
aqui
é
nobre,
é
leal,
é
di
gno
de um
homem
de
educação
?...
o
mun
do
continua
a
murmurar,
como
de
fa
cto
tem
continuado...
vae de
bocca em
bocca
passando
a
calumnia
e
os
últimos
que
a
escutam,
já
a
recebem
como
ver
dade.
—
Ah senhora !...
—
Ousam dizer
até...
Marianna
hesitou
córando
de
si
mes
ma,
porque
era
uma
horrível
mentira,
o
que
ia
avançar;
Cândido
pensou,
que
el
la
corava
de
vergonha
d
’
isso
que
ousavam
dizer,
e
fallou a
custo.
—
Diga
tudo,
minha
senhora,
nada se
'teve
esconder
aquelle,
que
vae
ser
con-
demnado.
—
Ousam dizer,
que
o
snr.
se
gaba
de
merecer
o
amor
de Celina
a
seus
proprios
amigos...
—
Gabar-me
a
meus
amigos?...
eu
sou
pobre,
minha
senhora,
muito
pobre
para
ter
amigos. Essa
accusação
é
tão
miserá
vel,
que
eu
me
rebaixaria
se
a
comba
tesse.
—
Hoje
mesmo,
e
dentro
de nossa pró
pria
casa
a
calumnia
achou
pasto
para
ali
mentar-se
:
ainda
ha
pouco
quando
o
se
nhor
cantava
houve
quem
visse
muito
fo
go
nos
seus
olhos,
e
uma
declaração
de
^uor
no seu
canto.
No
fim
d
’
elle
as
arni
cas
de
minha
sobrinha
foram
cercal
a,
zombar d
’
ella,
e dar-lhe
ironicos
parabéns
pela
sua
futura
felicidade.
Cândido
sentia-se
possuído
de
deses
pero
e
de vergonha;
auciado faltava
a
seus
pulmões
ar
para
respirar
;
enxugava
com o
lenço suor
copioso,
que
em
vagas
lhe
descia pelo
rosto:
seu
coração estava
comprimido
por
um
pezo
enorme:
arque
java.
A viuva
proseguiu.
—
Minha
infeliz
sobrinha
correu para
mim
desolada,
e
escondida
commigo
no
fundo
de
meu
quarto
chorou
tanto
e
tanto,
que
me
fez
dó,
e
me
obrigou
a
um
pas
so,
que
me
causa
realmente
muita
aíllic-
ção.
Ella
chorou,
senhora
’
...
perguntou
Cândido torcendo
as
mãos
com
violência.
—
Oh! sim!
mas
ella
tinha
razão;
perdoe-lhe
pois
:
ella
pesou
as
consequên
cias
d
’
esses
boatos, e
teve
medo.
—
E
leve medo
!...
balbuciou
automa
ticamente
o mancebo.
—
Porque senhor, se
esses boatos
não
forem
desmentidos
de
algutn
modo
muito
positivo,
qual
será
o
resultado
d
’
elles?...
uma
barreira se
levantará diante
do
fu
turo
da
pobre
menina;
nenhum
homem
de
bem
quererá
pretender
a
mão,
a
posse
da namorada
de
um
outro,
e ou
ella se
casará
com algum
que
não
tenha
senti
mentos
elevados...
ou
ficará eternamente
solteira...
o que
é
na
verdade
uma
des
graça,
ou emlim casar-se-ha
com
o
se
nhor...
—
Ou etnfim...
balbuciou
outra
vez Cân
dido.
—
Oh
!
mas
eu
tenho
bastante
conhe
cimento
da
generosidade
de
sua alma
pa
ra acreditar,
que
tudo
isto
lhe.
é
tão
do
loroso, como
a
ella
;
eu
vejo,
que
o
snr.
não
se
achando
com
forças,
não
podendo
fazer
a
ventura
de
Celina...
A
viuva
hesitou outra vez.
—
Não
podendo...
repeliu
surdamenle
o
mancebo.
A
viuva
respirou,
animou-se e
prose-
guiu.
—
Porque
o
senhor
é
pobre... não tem
bastante
para
si...
e
Celina está
habitua
da
a
commodos
e prazeres,
que
em
sua
companhia não
poderia
gozar;
porque
em
íim
o
snr.
não
a
poderia
fazer
feliz.
.
é
pobre...
e...
—
Sou
pobre...
disse
o
mancebo
com
voz
sombria e
sacudindo
a
cabeça
; é
is
so
mesmo;
eu
sou pobre...
—
E
quando
mesmo
os
snrs. se
amas
sem
realmente,
e
o
amor
operando
um
milagre,
que
não
seria
o
primeiro,
fizes
se
com
que
Celrna
se
julgasse
feliz
parti
lhando as privações da
sua
pobreza;
essa
felicidade
duraria
dois
ou
trez
mezes,
tal
vez
mesmo
um
anno; mas
passada
a
for
ça
da
paixão...
a
realidade
chegaria
por
sua
vez,
Celina
choraria
seus
antigos
pra
zeres,
que
o
marido
lhe
não
poderia
dar
em
sua pobreza.
—
A
pobreza.
—
E o
snr.
lambem
se
havia
de
arre
pender
de
havel-a
despo-ado;
porque
tal
vez
que
um
homem
rico
e
feliz,
um
ho
mem
que óccupassè
na
sociedade
uma
posição,
que se
visse...
—
Que
se
visse
!.,.
—A
quizesse
por
mulher;
e então
é
consequente,
e
eu
creio
que
o
snr.
pen
sará
commigo,
que
uma
mulher
no
seio
da
riqueza,
gosando
os
regalos,
que ella
facilita,
brilhando
pela posição
de
seu
ma
rido,
é
mii
vezes mais
feliz,
é
sem
com
paração
mais
ditosa,
do
que
nos
braços
de
um
pobre,
que'
não teria
para
dar-lhe
senão
lagrimas.de
amor
no
principio...
e
no
fim
impertinências
e
dissabores
de
in-
diflerença...
—
Tem
razão.
—Oh
!
não
sou
eu,
que
a
tenho,
é
minha
sobrinha,
que a
tem
;
minha
sobri
nha,
que
o
estima
;
mas
que
não
póde
dei
xar
de
chorar
a
sua
fama
assim
ultrajada
por
seu
respeito...
bein
que
o
snr.
não
tenha
para
isso
cooperado.
A
viuva
calou-se.
..
Cândido
não
podia
dizer
palavra
;
ambos
porém
soffriam
mui
to
;
o
mancebo
tragava
fel de
amargura,
de vergonha,
e
de desespero, e
Marianna
sentia-se
devorada
por
violentos
remorsos.
Mas
era escrava:
tinha obedecido
a seu
senhor.
Estavam
já
em
silencio ha
alguns
minu
tos
quando
se ouviu
o
toque
da
meia
noite.
Marianna
ergue-se
e
disse:
—
Ah!
meu
Deus!
que
tempo
estamos
fóra
da
sala...
hão
de
ter
reparado
em
minha
ausência...
voltemos,
snr.
Cândido.
O
mancebo
que
se
linha
deixado
ficar
sentado no banco
de
relva,
respondeu com
voz
sombria:
4
—
Não
:
eu
lico.
A
viuva
retirou-se
a
passos
vagarosos
e
com
a
cabeça baixa
;
desapparecen
ío pe
la portinha,
que
deitava para
o jardim,
ella
encostou-se
á
parede
do
corredor
e
desa
tou
a
chorar.
Quando
Marianna
acabava
de
sair
do
jardim,
surgiu dentre
alguns
arbustos
um
homem alto,
e
cuja cabeça
alvejava
de tão
branca
que era
Chegou-se
ao
caramanchão,
e
dirigin
do-se
ao
mancebo,
disse
:
—
Snr.
Cândido
:
o
snr.
é
moço
e
bom
está
na
quadra
feliz
do
amor, da
esperan
ça
e
das
crenças
puras.
Ame,
espere,
e,
sobretudo,
creia.
Deus
não
abandona
quem
n’
elle
confia.
E
visivelmente
commovjdo
to
nou
a
desapparecer
na
sombra
dos
arbustos.
FIM
DO
I
VOLUME.
habitava no logar
do
Areal,
freguezia
de
S.
Victor.
Tem
boje
olficios
no
templo
da
Misericórdia,
aos
quaes
assistirão
os
asylados
de
S.
José,
a cujo estabeleci
mento
a
finada
deixou,
como
esmolla,
um
foro
annual
de
24
razas
de
pão
milhão,
que
lhe
pagava Maria
Antonia,
da
fre
guezia
de Crespos.
DeterminafSo.
—
Deter
minou-se
que
nas
linhas
ferreas
do
Minho e
Douro,
e
do
sul
e
sueste
sejam
observadas,
como
nas
linhas
ferreas
do
norte
e
e
leste,
as
regras
adoptadas
pelo
ministério
da
guerra
para
o
transporte
de
famílias e
bagagens
dos
olliciaes
do exercito
e
das
praças
de
prel,
licenciadas
ou
despedidas do
serviço.
Um
feito repiibliqueiro.—
E
’
sa
bido como
em
França
os
Irmãos
das
Es-
cholas
Christãs
teem
sabido
elevar
a
in-
strucção primaria
ao
mais alto
grau
de
perfeição
e
desenvolvimento.
Os
seus
escholares
teem
constantemen
te
batido os de
todas
as
outras
escholas
seculares.
Em
prémio,
liberal
e
repnbliqueiro
da
gemma, o
conselho
municipal de
Paris,
diminuiu
o
subsidio
municipal
aos
me
lhores
dos
mestres,
em 5:4003000
reis;
emquanto
que
por
outro
lado
votava
igual
somma
em
soccorro
dos
deportados!
Por
um
lado
espoliam-se
os
educado
res
de
Paris
e
por
outro
premeiam-se
os
seus
incendiarios
I
Achamos
bom
e
tudo
serve
para de
monstrar
o
que
vale e o
que quer
o
re
publicanismo
!
0
peior
é
que
elle
vae
indo
e
engor
dando
pela
imbecilidade
dos
monarchicos
de
contrabando,
que
estão
hoje
geralmete
dirigindo
as
nações.
Um rareebimpo protestante e as
coMveir-iswesi.
—
Visitando
Dover,
disse
em outubro
proximo
passado
o
dr
Tait,
arcebispo-protestante
de
Contorberia:
«0
numero
das conversões
á
comu
nhão
calholica,
que
tem
tido
logar
duran
te
minha
vida,
excede
o
de
qualquer
ou
tro periodo
da
historia
da
egreja
Angli
cana,
excepto
talvez
durante
o
reinado
dos Sluarls,
quando,
corno
sabemos,
as
cousas chegaram
ao
seu
apogêo,
e ten-
lou-se
positivamenle
romanisar
toda
a
egreja
de
Inglaterra».
Muito
bem
! Graças
a
Deus!
V2.QWÍaaseutJos-naSjssieo
«Se
ris.
—Em
1875,
a
somma
dos
jornaes de
Paris
elevava-se
a
uns
754,
e
nos
de
1876
já
estava
em
831L
N
’
aquella
cidade
appareccm annualmen
te
uns.
1Q0
a
lç8
periotiços
novos,
po
rém
a
maior
parte
falta-lhes
o
-fôlego
em
menos
de
um
inez.
Nos
dons
«'timos an
nos-
,
por
exemplo,
surgiram
16'1
jornaes
que
d
ahi
a
p-meo
foram
enterrados.
Em
1876. segun
o
a «Liberlé»—onde
colhemos
esta
curiosa
eslatist
ea—
nasce
ram
dos
fecundos
prelos de
Paris
15
gran
des
jornaes
políticos.
■
As
folhas
que
seguidamente
augmonta-
ram
em
numero
com
maior
proporção,
sao
as
de
bellas
artes,
que
se
elevam
hoje
a
15.
Os
jornaes
de
geografia
quadruplica
ram:
no
começo
de
1875
eram
apenas
dous;
presentemente
contam-se oito.
Ha
85 jornaes
que
tractam
exclusiva
mente
de
questões financeiras, 54 illtis-
trados, que
são de
variada
natureza
e
for
mato,
49
religiosos,
66
de
jurisprudência,
74
de
leitura
recreativa,
t>3
seientifiços,
52
de l.ilteralura
e
filosofia, 3
de
fotogra
fia,
9
de
arcfileclura,
4 de archeoiogra,
8
de
musica, 7
de
theatro.
68
de
modas,
77
de
lechnologia,
74
de
medicina
e far-
macii,
22
d
’
arte
militar,
31
de
agricultu
ra,
16 de
sciencia
hippica,
e
17
de vá
rios
assumptos
E’
preciso
notarmos que n’estas
som-
mas
não
vai
incluído
o
numero
das
re
vistas,
que
se
eleva
a
1
4.
KJiBtrict®
devastado
inver-
nia.
—No
distrielo
de
Faro os
concelhos
mais
prejudicados foram: Castromarim,
onde
o
treshordamento
violento da
ribeira
de
Odeleite
destruiu
as
sementeiras
e mui
to
arvoredo
dos
terrenos
marginaes,
sendo
os
prejuisos
calculados
em
3
contos
de
reis;
e
Alcoutim,
onde
todas
as
fasendas
marginaes
do
Guadiana,
na
extensão
de
20
kilometros. solfreram
prejuisos
n<>
va
lor
de 60
contos
de
reis.
N
”esla vilia
ha
prédios
destruídos
no valor
de
12
contos
de
reis. Ha terras que
d
’
ames
eram
po
voadas
de
arvoredos,
e
que
ficam
redu-
sidas
a
profundos
areaes.
Mais
de
1:000
proprietários soífreram
graves
prejuisos.
Alegocio» eceleoinatieoH.—
0
<
Dia-
rio
do
Governo»,
n.°
II,
de
16
do
cor
rente
publica:
Portaria declarando
aberto
concurso
para
provas
publicas,
perante
os
respecli-
lindíssima.
A
ella
se
deve
atribuir
notá
vel
concurso
para
o
bom
exilo
que
a
Filha
do
Ar
tem
obtido.
Samuel
é
um
artista
de
merecimento,
e
mostrou-se digno
dos applausos.com
que
a
plateia
o
coroou.
De
proposilo
deixamos
para o
fim
duas
palavras
a
respeito
da
actriz
Tho-
mazia
Velloso,
que
desempenhou
o
papel
de
Azulina.
princeza
dos
Ares.
Somos
fracos
decifradores
de
horosco-
pos;
parece-nos,
porém, entrever
nesta
adoravel
’
creança
uma
futura
gloria
da
scena
portugueza.
Filha d
’
uma
actriz
que
soube
conquis
tar
um
dos primeiros
logares
entre
as
mais
dislinctas
actrizes
contemporâneas;
creada
—
digamol-o assim
—
no
theatro; do
tada
de
intelligencia
invejável,
e
de
não
menos
invejáveis dotes
físicos;
I
homazia
Velloso,
se persistir
na
carreira
que
en
ceta,
hade
ter
um
futuro
brilhantíssimo.
0
papel
que
a novel actriz
desempe
nhou na
Filha
do
Ar,
fel-o
quasi
d
’
im-
proviso,
em
substituição
da
actriz
M.
da
Conceição,
que
adoeceu
nas
«esperas
do
espectaculo;
attenla
esta
circumstancia
houve-se
muito bem.
Os
córos
pareceram-nos
bastante
irre
gulares.
0
senario
é
vistoso.
A
concorrência
ás
duas
recitas
foi
real
mente
extraordinária.
Hoje,
sobe á scena o
drama
em
4
actos Gaspar,
o
serralheiro,
e
ámanhã,
volta
em ultima
representação,
a
pedido,
a filha
do
Ar.
Feirn. —
E’ hoje
a
feira
que
annual-
mente
se
costuma
fazer
em
igual
dia
na
freguezia
de
Prado,
a
uns
6
kilometros
da
cidade.
Uemtbtintento.—
Na
madrugada
d'an-
te-hontem
abateu
grande
porção
da
casa
n.°
7
da
rua da
Boa-Vista.
Universo
lllwãitrMdo.
—
Recebemos
os
dois
primeiros
n.
os
do
Universo Illus-
Irado,
que
começou
a
publicar-se
em
Lis
boa.
E
’
adornado
de
formosas
estampas,
e
contem
artigos
litterarios
de muito
me
recimento.
CoasceSiiu
«ie
Penedono.—
Commu-
nicam-nos
da vilia
de
Penedono
que a
commissão
do
recenseamento
n
’aquelle
conselho,
se
compoe
dos
seguintes
indiví
duos,
eleitos
por
unanimidade
no
dia
11:
Manoel
d’
Assumpçáo
dAlmeida
Poén-
-ça
—
João
d
’
Alegria
Rodrigues—
Manoel
An
tonio
Corrouho
—
José de
Santa
Anna
Cou-
tinho
—
João
Pereira
—
Manoel Maria de
G"iivê>
—
José
Joaquim
Cabral
Substitutos:
Joaquim
Antonio
da
Costa
—
Manoel
d
’
Assumpçào
Almeida—Julio
Ce-
zar
Augusto
—
Manoel
Maria
do Amaral —
Francisco
Antonio
de
Sobral —
Antonrn
Ma
noel
Ferreira
— João
Aptotonio
d
’Almei-
da.
iPnrtida.
—
Partiu
hontem para
o
Por
to,
no
comboio
da
1
hora
e 40
minutos
da
tarde,
o
ex.""’
snr
dr.
Ayres
Frederi
co
de
Castro
Solla,
ex-jniz
de direito
nesta
comarca.
Durante
a
sua
permanência
nesta
ci
dade,
s.
ex.
8
gosou
sempre
da
mais
alta
consideração,
como
cavalheiro respeitabi
líssimo.
e
como magistrado
integerrimo.
Foram
á
gare
despedir-se.
de
s. ex
a
muitos
dos
seus
amigos,
que
os
tem
aqui
em subido
numero.
3-i»ta<9e
liktnnçal.—
Pedimos
á
ex.
111:1
camara,
que mande continuar a
calceta
ria
da
rua
da
Sé,
até
á
capella
de
S.
Miguel
o-Anjo,
para
acabar
com
o
lamei
ro
insuportável,
que, ha
tanto
tempo,
embaraça
o transito
11
’aquelle
ponto
bas
lante
frequentado.
No
caso
de
não
poder
ser
deferido
o
nosso
pedido,
requeremos
pelo
menos
umas
poldras,
como se
faz
nos
caminhos
das
aldeias.
iHkvnco
Alercitmil. —
Recebemos
o
Relatório
deste
Banco, que
tem
de ser
apresentado,
e
discutido
no
dia
21.
Por
elle
se
vê
que
o
liquido
dos
ga
nhos
e
perdas
é
de
19:871^411
reis.
A
proposta
para
a
divisão
é
a
seguin
te:
Dividendo
do segundo
semestre
de
1876,
2
1|2 Qp).
ou
i$259
reis
por
ac-
ção.
Para
amortisação
de contas de
despeza,
487^1.18(1
reis.
Fica
um
saldo
de
2:7973322 reis
para
lucros
e
perdas
do anno
seguinte.
«Sanes» Comercial
de
—
0
Relalorio
e
contas
deste
Banco,
concer
nentes
ao
(indo anno
de
1876,
acha-se
na
thesouraria
do
mesmo,
onde
os
snrs.
accionistas,
que não
o
tenham
recebido,
o
podem
requesilar.
Ohito, e «lei
*
».
—
Acaba
de
fallecer
Quiteria
Maria
da Silva
Vaz,
viuva,
que
vos
prelados, para
o
provimento
das
se
guintes
egrejas
parochiaes:
Na
diocese
de
Bragança,
S.
Vicente
de
Alvites,
concelho
de
Mirandela
e
Nossa
Senhora
de Assumpção,
em
Valle
Bemfeito,
concelho
de
Macedo
de Cavalleiros.
Na
diocese do
Algarve,
Santo
Antonio
do
Ameixial,
concelho de
Loulé.
Na
diocese
de
Vizeu,
S.
João
Baplis-
ta,
de
Beios,.concelho
do
Carregai
e
Nos
sa
Senhora
da
Natividade,
de
Calde,
con
celho de
Vizeu.
Na
diocese
do
Porto,
S.
Miguel
de
Bustello,
concelho
de
Penafiel.
Na
diocese
de
Lamego,
S.
Cypriano,
concelho
de Rezende.
Na
diocese
de
Braga,
S.
Paio,
de
Eira
Vedra,
concelho
de
Vieira;
S.
Cosme
de
Pedame
e
S.
João
Baptista
de
Porlella,
de
Monsão;
Nossa
Senhora
dos
Remedios,
do
Samão,
concelho
de
Cabeceiras
de
Bastos;
S.
Pedro,
de
Sub-Portella,
concelho
de
Vianna
do Castello.
Na
diocese
de
Pinhel,
Nossa
Senhora
d
’Assumpção
de
Lamegal
e
Menino
Jesus,
de
Pereiro,
concelho
de Pinhel
e
Santa
Catharina
de Robelosa,
concelho
de
Sa-
bugal.
Protligios <le
vegetação.—
Muitos
jornaes
teem
falado
d
’
estes
prodígios
em
diversas
localidades.
Nós
temos
aqui,
diz
o
«Journal
de
Vire»,
a
nossa parle
da
primavera;
um jardineiro
possue
uma
ce-
reijeira
coberta
da
flores.
O
mesmo
jornal refere
que
uma
pes
soa
da cidade possue n
’
este
momento
dois
saltões
vivíssimos,
que
alimenta
ha trez
semanas, pela
raridade
do
facto.
iVSicroMeopica «ta
grande força.
—
Um
periodico
francez
diz
que se
inven
tou
ha
pouco
um
microscopico
de
tão
ex
traordinária força
que
permilte vêr os
globulos
do
sangue
de
8
centímetros
de
diâmetro. Está
destinado
a
importantes
descobrimentos
no
terreno
da
sciencia.
Etniía.
—
O
excellenle
periodico
L
’
Os-
servalore
ílomano,
resumindo
ha pouco
tempo
os
actos
de
perseguição
levados
a
eífeito
pelo ministério
Deprelis-Nicotera
desde
18 de
Março,
em
que
subio
ao po
der,
recorda:
Uma
circular
dirigida a
alentar
os
sa
cerdotes
schismaticos
de
Nápoles.
Outra
circular para
favorecer
com
soc
corros
materiaes e
dinheiro
aos
schismati
cos
de
Mantua.
Uma terceira
circular
contra
as
obras
cias.
Urna
quarta
circular sobre
os
dotes
a
jovens
pobres,
que altera essencialmente
o
espirito
da
fundação
d
’
estas obras
de
beneíiceneta.
Uma
quinta
para
abolir
os legados
para
missas
unidas
ás
obras
pias.
Uma sexta
contra
as
procissões
reli
giosas.
Uma
sétima
e
oitava
contra
as
associa
ções
religiosas.
Algumas
outras disposições,
em
parle
já
conhecidas
de
nossos
leitores,
houvera
podi
io
accreseeiitar
ainda
o
periodico
ro
mano,
que, como
as citadas,
se
propõe
a
escravisar
pouco a pouco
a
Egreja,
ao
mesmo
tempo
que
a
dar
alento
á
impie
dade,
com
o
fim
diabólico
de
eleval-a
ao
império
do
mundo.
Este
é
o
fim
da
politica
regalista,
na
Italia
e
em
outras
nações.
—
(«C.
da
T.s)
Víorte d®
Conde d®
Uavour
(j<»rss»5):
—
Da
casa
do
Conde
de
Cavour
nada
restava,
lendo
fallecido
os
dois
ir
mãos
e
todos
os
seus
filhos.
Nào
dizemos
bem;
restava
um
jornal
em
Turim
com
o
seu
nome.
Este
jornal
ia
arrastando
uma
vida
bastante atribulada,
valendo-lhe ape
nas
os
annuncios
judiciários; mas
ultima-
inente
morreu
lambem
o
jornal;
e
dos
«Gávoures»,
em
1876, desappareceu
toda
a
memória.
Terrível
justiça
<te
Deus!
E»oeui»otivn«i-r®li
*
nij»»g<».
—
■
Acaba
de
effecluar-se
um melhoramento
impor
tantíssimo
ms
linhas ferreas da
França.
D
’
aqui
a
um anno, a viagem
de Paris
a
Marselha,
que
presentemenie
leva
ainda
umas
dezeseis
horas,
nào
levará
mais que
doze.
Esta
grande
velocidade
será
devida ás
novas
locomotivas,
que
se
construem
actualmente
nas
oílicinas
de
Paris
e
Oul-
lins.
Estas
machinas
são
muito
mais
altas
que as
outras,
e
as
rodas
motoras
tem
acima
de
dois
metros
de
diâmetro.
Algumas
companhias
inglezas
que
lêem
feito
uso d’
ellas,
participam
que
são
in
contestavelmente
superiores
ás
outras,
mesmo no
tocante á
segurança
e
soli
dez.
Foi
por meio
d
’este
syslema
de loco
moção
que se
organisaram
ultimamenle
nos
Estados-Unidos
as
famosas
locomoti-
vas-relampagos.
O
designativo
está-lhes
a
caracter,
vis
to
que
transpõem
a
media
de
100
a
120
kilometros
por hora,
emquanto
os
com
boios
de
França,
o
mais
que
transpõem
não
passa
de 70
kilometros.
São
sessenta
as
locomotivas
que
presen
temenie se
construem
nas
mencionadas
oíficinas.
O
periodo
da
construcção
será
pelo
menos
de
um anno. De
sorte
que
véem
a
concluir-se
em
1878,
epocha
da Exposição
universal
franceza.
P0rtHyuez«g
fnlleeídosi.
—
No
Ri»
de
Janeiro
falleceram
os
seguintes
de
la
a
23
do
passado.
Josenha
Ornellas
Drutnond,
58 annos.
viuva;
Manoel
Pereira
Peixoto,
42
a.
sol
teiro;
José
Tavares
de
Almeida.
36
u.
c.;
João
José
de
Souza.
32
a.
c
;
Manoel
Domingues
Guerra,
56
a.
c.;
Marcellmo,
40
a.
presumíveis;
José
Ferreira
Dia,
74
a.
c.;
Manoel
Soares
Ferreira,
18
a.
s.;
Boaventura
Pereira
da
Silva,
27
a.
s.;
Domingos Velloso, 35
a.
s.; Maria
José
de
Souza,
55
a.
v.;
Manoel
da Silva
Lessa,
32
a.
c
;
Antonio
Pereira
Cortez,
57
a.
c.; Antonio
Manoel
da
Costa
Lima,
59
a.
c.;
Luiza
Izabel
de
Moraes,
56
a.
c.;
Ermelinda
Joaquina,
30
a.
s.,
Anto
nio
Francisco
Pereira, 38
a.
s.;
Carlota
Coelho
da
Sdva
Paixão,
19
a.
c.;
Pedro
Luiz
de
Araújo,
60
a.
v.;
Francisco
Fi-
lippe
de Castrõ,
28
a.
c.; Joaquim
Ana
cleto
Guimarães,
80
a.
s.;
José
Soares
Teixeira,
31
a.
s.;
João
Luiz
do Amaral,
38
a.
s.;
José
Maria
Ribeiro
de
Oliveira,
62
a.
c.;
José
Rodrigues
da
Silva,
50
a.
s.;
Manoel
Coelh
>
Lourenço, 50
a.
s.;
Luiz
Venancio
da
Rocha
Vianna,
52
a.
c.;
José
Maria
Pereira das
Neves,
60
a. s.;
José
Monteiro
da
Costa
Guimarães, 14
a.;
Maria
Izabel
da
Gloria
Miranda
62
a.
c.;
Francisca
Candida-
Guimarães,
20
a.
c.;
Antonio
Maria
Dias
Lage,
30
a.
s
;
Maria
do
Amparo.
60
a.
v.
—Em
Pernambuco
falleceram
de
17
a 25
de
dezembro João
José
Pereira
41
a.
c.;
Joaquim
Alves
Martins,
66
a.
s.
THEATRO
0E S.
OEBALOO.
SABBAD0,
20.
—O
drama
em
4 actos,
íiRwjsar,
o
nermllteiro.
DOMINGO,
21.
—
Ultima
representação
da
Fiiiii» cl®
Ar.
âmBOTHTGS
fstevão
Correia
de
Moraes Amarai,
J >-
sé
Correta
de
Moraes
Amaral,
sua
cunha
da
Emitia,
e
sobrinha
Maria
Ernesiiuí,
agradecem
do
fundo
d
’alma, pedindo
de
—
Culpa
de.
o
nào
poderem
fazer
pessoaí-
meute,
a
todas
as
exm.as
snr.
as
e
snrs.
que
se
dignaram
obsequiai
os
durante
1
penosa
enfermidade
de
seu
bom
irmão,
confiado
e
thio o
Conselheiro
e
Desem
bargador
da
Relação
apostjnlado
Baitbo-
lomen
Correia
de
Moraes
Amaral;
ouiio
sim
signi
içam,
por
este
meio,
o
u
eterno
reconhecimento
aos
illm
"
s
eexm.
s
snrs.
que
lhes
concederam
a
subidíssima
honra
de no
dia
11
do
corrente
ass
stir
na
egreja
da
Misericórdia
ao funeral
do
mesmo
seu sem?re
chorado
e.
nunca
es
quecido
irmão,
cunhado
e
thio.
não
es
quecendo
os
reverendos
snrs.
ecees
so
cos
que gratuitamente assistiram ao
«dlieio
de
corpo
presente.
Como
ha
de
ser
sempre respeitada
a
memória
do
saudoso
finado,
relembradas
e
nunca
esquecidas
serão
também
as
fine
zas com
que
n
’
esle
doloroso
trance
tão
delicadamenle
foram
obsequiados
os
an-
nunciantes.
(39)
ím
O
sxôs
Arrematação de bens
Pelo
juiso
de
direito
da
cidade
e
co
marca
de
Braga, e
cartorio
do
escrivã®
Antonio
Carlos
tl’
Araujo
Moita,
por
força
de
execução
hypolhecaria
em
que foi
exe-
quente
«
fallecido
José
Fernandes
Dias,
negociante
da
mesma cidade,
hoje
seus
herdeiros
habilitados
D.
Maria
Rita
da
S
1-
va
Dias,
viuva
d
’
aquelle
fallecido,
e
seus
filhos
e
genro,
todos
da
referida
cidade,
e
executados José
Maria
Themoteo,
e nm-
Iher
Justina Rosa, e
Justina
Maria, s<#
*
teira,
moradores
na
freguezia
d’
Argeris,
concelho
de
Valle
Passos,
voltam
de
no
vamente
á
praça
para
serem arrematados
e
entregarem-se
a
quem
por
eiles
maior
preço
oíferecer,
visto
não
ter
apparecido
lançador
algum
no
dia
10
de
dezembro
findo,
nem
se
ter
effeçtuado
no
dia
8,
que
equivocadamenle
se
annunciou,
se
faz
de
novo,
já
com
o
abatimento da quinta
parte,
todos
os
bens
de
raiz
de que
se
compõe
a
casa
e
casal
dos
referidos
exe
cutados
e
que
eram pertencentes
a
seus
fallecidos
paes
e
sogros Themoteo
José,
e
mulher, cujos
bens
são
situados
na
dita
freguezia
de
Argeris,
e
da
de S.
Thiago
da
mesma
comarca
de
Valle
Passos:
da
sobredita
execução
consta,
assim
como
dos
respeclivos
editaes
que
se
acham
aílixa
dos
na
porta
do
Tribunal
da
mesma
ci
dade,
e na
da
casa
dos
executados,
seus
nomes,
situações,
confrontações
e
valores.
Porisso quem
os
pertender
póde
compa
recer
no
dia
28
do
corrente
no
Tribunal
da
mesma cidade,
que
é
sito
no
largo
de
Santo
Agostinho,
d
’
onde
deve
ter
lo-
gar
pelas
10
horas
a
mesma arrematação,
e
entregarem-se
os
referidos bens, a
quem
por
eiles
maior
preço oíferecer.
N.
R.
Declara-se
que
no
annuncio
pu
blicado
com
o
n.®
36,
houve
omissão
da
palavra—Já
—
o
que
se
declara.
Braga
12
de
Janeiro
de
1877.
(36)
Maria
fíila da
Silva
Dias.
BASCO UA
COVILHÃ
Sociedade anónima
de
responsabiledade
limitada.
São
convidados
todos
os
snrs.
accio
nistas
d
’
este
Banco,
a
reunirem-se
no
dia
28
do corrente por
4
horas
da tarde,
no
edifício
onde
está
installado
o mesmo
Ban
co
n
’esta
cidade,
a
fim
de
se
cumprirem
as
disposições
do
j
1.®
do
artigo
18
dos
estatutos,
e
para
a
eleição
dos
cargos
de
Presidente
da
assembleia
geral
e
de
dois
vogaes substitutos
do
conselho
íiscal,
que
falleceram.
Covilhã,
5
de
janeiro
de 1877.
O
secretario
da
assembleia
geral,
Francisco
Rodrigues
Antunes
Castanhinha.
(51)
No
estabelecimento
de
Adelino
José
Viei
ra
venderam-se
os
n.
os
seguintes,
premia
dos
na
loleria de
10 do
corrente:
14608
e
19483,
com
54(1^000
reis
ca
da
um; 7401, 7410,
9637
e
2658,
com
72^000
reis
cada
um.
(52)
LINHA
QUINZENAL
DE
PAQUETES
A
VAPOR
Para
S.
Vicente, Pernambuco, Bahia, Rio de Janeiro,"]
Montevideo e Buenos-Ayres
Acceitando
também
passageiros
de
3.
3
classe
para SANTOS
e RIO
GRANDE
DO
SUL
com
trasbordo
no
Rio
de
Janeiro
PAQUETES
A
SAIR
DE
LISBOA
MONDEGO.
.
ELBE
.
.
.
.
28
de
Janeiro
.
13
de
Fevereiro
TAGUS
.
.
.
.
GUADIANA
.
.
.
13
de
Março
.
28
de
Março
MINHO
. . .
.
28
de Fevereiro
NEVA ....
.
13 de
Abril
PREÇOS
GOMMODOS
Cada paquete d’eeta eoni|ianhia
leva
a
bordo
criados e caminheiro»
portuyueze»
para
commodidade
dos
passageiros
de
toitas
aw
elaasrs.
Sendo
as
passagens
pagas
na
Agencia
Central
no Porto
ou
em
qualquer
Agencia
provincial,
a
conducçào
para
Lisboa é
por
conta
da
L
>mpc.nhia.
A
hordo os passageiros teen» grátis cama, roupa de cama,
eo-
mida
feita
por coainheiros portuguez.es, vinlio duas
vezes por dia,
assisteneia
medica, serviço de
criados e outras despezas.
A
EXPERIENCIA de
mais
de um
quarto
de
século
tem
feito
com
que
os
paquetes
d’
esta
companhia
(a
mais
antiga na
carreira
do
Brazil)
sejam
conhecidos
pela
regularidade, velocidade
e
segurança
excepcional;
além
d’
isso
pela
limpesa, boa
ordem,
bom
tratamento
e
accomodações
a
bordo,
e"
pelos melhoramentos
mais
modernos
tanto
para a
bygiene
como
para
a
commodidade
dos
passageiros.
1STÓ
É
COMPROVADO
pela
grande concorrência
que
teem
de
passageiros
e
pelos
agrade
cimentos
de
ma
»
de
mil
e
cem passageiros
d
’entre
eiles
feitos
por
esçripla
como
consta de
docu
mentos
archivados
em
varias
agencias.
SÃO
ESTES
OS
PAQUETES
preferidos
pelo
Governo
Inglez para
a
conducçào
das
suas
malas
do
correio, e
por
este
serviço
recebe
a companhia
um
importante
subsidio.
TIVERAM ESTES
PAQUETES
a
honra
de
conduzir
Suas
Magestades
o Imperador
c Impe
ratriz
do
Brazil,
como
também
S.
A. o
Infante
D.
Augusto.
TODAS
AS
INFORMAÇÕES
e
bilhetes
de
passagem
podem
ser
obtidos
no
PORTO
na
AGENCIA CENTRAL,
rna
dos
Inglezes,
23,
do
agente
GUILHERME
C.
TAIT;
e
nas
provín
cias
nas
agencias
e correspondências
estabelecidas
em
todas
as
principaes cidades e
vtllas.
Agente
em Braga
o
snr.
João
Manoel
da
Silva
Guimarães,
rua
do Souto.
BANCO DE
GUIMARÃES
Tendo
a
assembleia geral
dos
accionis
tas
do
Banco de
Guimarães
de
11 do
cor
rente.
fixado para a
segunda
reunião
or
dinaria o
dia
22
para
os
effeitos
do
artigo
42
dos
estatutos,
convida
os
snrs.
ac
cionistas
a
comparecer
no
referido <lia
pelas
10
horas da
manhã
na
casa
da
Banco.
Os snrs.
accionistas que
pertenderern
o
relaiorio
da
gerencia
com o
parecer
do
conselho
íiscal
podem
procurai
o
èm
Gui
marães
na
thesouraria
do
Banco,
e
na
Porto
e
em
Braga
nas
respectivas
agen
cias.
Banco
de Guimarães
15
de
janeiro
de
1877.
0
Presidente
da Meza
d
’assembleia geral,
(45)
Barão
de Pombeiro.
Para os
engenheiros,
pharmaceulicos,
médicos,
dentistas,
professores
e
outras
pessoas
que desejarem
obter
o
diploma de
doutor
ou
de
bacharel
de
uma
universida
de
estrangeira.
Dirigir
carta
registada
a
Medicus,
13, praça
do
Rei,
Jersey.
(In
glaterra.)
■
(31
-H-)
VENDA
DE
BENS
Vende-se
os
bens
que
pertenceram ao
finado
abbade
da
Correlhã,
da
comarca
de Ponte
do
Lima,
os
quaes
constam
:
d
’
um
pomar,
com
latada
e
tanque,
e
uma
leira
annexa,
e
o
campo
de
praso;
a
propriedade
denominada
a
Cachada;
os
quaes
leem
excellente
vidonho,
fructas
e
agoa
:
constam
também
d
’
uma
casa
meio-
construída n
’
um
bello
local
e
uma
porção
de
terreno cultivado,
junto
á
mesma.
Quem
os
pretenda
dirija-se
a
João
da
Cunha
Nogueira,
Ponte
do Lima. (38)
AI
TENÇÃO
Vende-se a
grande
e
mimosa
quinta
do
convento
em
Pombeiro,
que foi
do
falle
cido
Antonio
Pereira
Leite
Guimarães
;
é
de
natureza
alludiai,
toda
fechada
pela cir
culação
de
um
muro;
é
de grande
rendi
mento
em
pão,
vinho,
íructas
etc.,
aguas
em
grande
quantidade.
Fica
distante
da
cidade
de
Guimarães
uma
legoa.
Para
tra
tar,
na
referida
cidade,
rua
das
Oliveiras
n
0
52.
com
o
snr.
João Marinho
da
Cu
nha
ou
em
Santo
Estevão
de
Regados
com
o
herdeiro
José
Joaquim
Lobo,
e
procu
rador
o
snr.
Manoel
Pinto
Durães. (53)
ALCATRÃO
BARBERON
Unico que
contém
todos os
princípios balsâmicos e aromáticos de Alcatrão de Noruega.
No»
fortes
calores
e
nas mudanças
de estação, impede que a agua se corrompa: é uma bebida hygio-
nioa e preservadora
de moléstias epidemicas. — Dóse :
uma colherzinha n’um copo d agua
accrescentada a
bebida ordinaria. — Preço 400 reis.
ALCATRÃO
RECONSTITUINTE
BARBERON.
Com chlorhydrophosphato
de
caL
Consumpção,
moléstias
áo peito, tisica,
anemia, dyspepsia, rachitismo, moléstia
*
do
*
ossos, das
mulheres e das crianças. — Preço :
500 reis.
ELIXIR
FERRUGINOSO
BARBERON.
com chlorhydrophosphato
de ferro. — R®?on-
stitue
o
sangue sem causar o eslomago. Muito sgradavel, digestivo e
tonico.—Preço : 800 r*.
FOGO
BARBERON
PARA.
OS
CAVALLOS.
s«jsut«. o ferro candente
asm
destruir
o
pello.
Êxito
infallivel e facil applicação. —
Preço :
950 reis.
Depositas
:
BARBERON & C'«, en Châtillon-sur-Loire (Loiret), França. Em
Lisboa,
o
snr.
Barreto,
i.
do
Lorêlo.
n.”
2N—
3"
<23
-)-y
BAJÍCO
ÍSO MIVHO
Em
cumprimento
do
artigo 35
dos
es
tatutos
são
convidados
os
snrs.
accionis
tas
do
Banco do
Minho,
para
compare
cerem na reunião d’
Assembleia
geral
or
dinária, que
deve
ter
logar
ás
1
1
horas
da
manha
do
dia 20
do
corrente mez,
no
novo
edifício
do
referido Banco.
Braga
15
de
janeiro
de
1877.
0
Presidente
d’
Assembleia
geral,
(41)
José
Maria
Rodrigues
de Carvalho.
Companhia Geral Bracarense
São
convidados
os
snrs.
accionistas
d
’es-
ta
companhia
a reunirem-se em assembleia
geral,
no
escriptorio
da
mesma,
no
dia
26
do
corrente,
pelas 11
horas
da
manhã,
para
os
effeitos
dos
artigos
12
e
14
dos
estatutos.
Braga
15
de janeiro
de
1877.
O
Presidente,
(46)
Francisco
de
Campos
d
’
Azevedo
Soares.
Farmaoia
de
HOGG, 2, rue de Gastiglione, Paris
{Unico proprietário).
Dl
HIGADOS
FRESCOSg
Dl
BACALAO
de
K
Í
Prescripto
por todos os médicos e empregado com o mayor succeso
contra :
#s enfermidades «lo peito, aíleiçâes escrofu
losas,
tosses
clironicas, rheuinatismos,
magreza
crianças, das impigemes,
Huxos brancos, debilidade geral, etc.,etc.
Agradavel
e facil de tomar.—Desconfiar das falsificações.
Exigir-se-ha
a
marca da Fabrica
juntó que encobro
a
capsulo
de cada frasco de feitio triangular, e a firma
HOGG e
Cia, que devera achar-se sobre o rotulo.
Deposilos
nas
principaes Pharmacias
e em
Lisboa,
nas
casas
rtia
do Loreto,
28
e
30.
A
zevedo
e Filhos, B
arral
e
I
rmão
;
em
Porto,
nas
ecasas
de A
lbano
A
bílio
A
ndbade
, S
ouza
F
erreira
e I
bmao
, J
osé
P
into
;
em
Coimbra,
Salvador
F
krraz
.
______________ ____
OLEO
HOGG
de B
abbeto
,
PMO
Quem
pretender
tomar
d'ai renda
meti
to
o
prado
d’
Urjãcs,
p<d
ten
ente
á
nsa
de
Sinde,
e
que consta
de
lavrad
o, vi-
donho,
e
arvores
de
fructo,
póde
dirigir-
se
n
’esta
cidade
á
rua
de
S.
Geraldo,
n.°
17.
-44.)
'
ALV1ÇARA>
Dão-se
a
quem
entregar
um
aunei
de
pedra
azul,
que foi
perdido
no
baile
dos
recreios
populares
na cerca dos
Congre
gados.
Recebe-se
em
casa
do snr.
Alexan
dre,
barbeiro,
rua
do
Souto.
(47;
BANCO
ALLIANÇA
Dividendo do
2.°
semestre
de
187G.
N<>
dia
19
do
corrente
principiará
a
pa-
gar-se
na
thesouraria
do
Banco
do
Minho
o
dividendo
do 2.°
semestre
de
1876
a
razão
de
2
<q0
ou
I52(K>
reis
por
acl;ão,
desde
as
10
horas
da manhã
até
á
1
da
tarde.
Braga
17
de
janeiro
de 1877.
(49)
P(
ILVt <
BOM
E GRAÚDO
Vende-se
aos
costaes
no
largo
do
Ba
rão
de
S Marlinho u.
“
27.
(15)
A Sociedade do tiro
dos
Pombos de
Lisboa,
compra
pombos,
em
partidas
não
inferiores
a
50,
pelo preço de
140
reis
cada
um
pagos
no
acto
da
entrega,
em
qualquer
estação
dos
caminhos
de
ferro
de
N<>rte
a
Leste
e
de
Sueste.
Os
ven
dedores
podem, para
mais
esclarecimen
tos,
dirigir-se aos
chefes
de estação
ou
ao secretario
da
Sociedade.
Luiz
de
Se
queira
Oliva, e
espingardeiro
Lurberton,
rua
Aurea,
n.° 76.
Lisboa.
(50)
I
luga
-
se
N
’
uin
dos
locaes mais
pitorescos
U?
e
saudaveis
d’esta
cidade,
acha-se
p
ara
a
[ugar um
^
casa
até ao
pro-
ximo
S.
iMiguel
;
e
bem
assim,
se
vende
por
preço
mui
commodo
a
mobília
e piano
existente
na
mesma e
completamente
nova,
para
melhores
esclarecimentos
queiram-se
dirigir
á
Praça
do
Barão
de
S.
Marlinho,
casa Almeida
Pereira.
(24)
Vende-se,
uma
casa
com
bom
qumlal
e
poço,
no
campo
Novo
n
.o
9,
(lado
do
norte).
Vende-se
lambem
a
quinta
do
Ribeiro,
na
freguezia
de S.
Pedro
de
Escudeiros,
Veiga
de
Penso.
Trata-se
com
o
snr.
Simão
d
’
Araujo
Esmeris,
Esciiv.<o
de
Direito,
na
rua
dos
chãos
de
Baixo.
(32)
DEPOSITO DE TABACOS
DA
Casa Havaneza de
Lisboa
27
—
Largo
do
Barão
de
S.
Marlinho—
27
BRAGA
N
’
este
deposito,
que
acaba
de
ser
aber
to
ao publico, encontram-se
tabacos
de
todas
as fabricas estrangeiras
e nacionaes,
bem
como
boquilhas
de ambar,
espuma
do
mar
e
caulchoue,
cachimbos
de
gesso
e
de
raiz,
cigarreiras
e
charuteiras
de
couro
da
Rússia,
lumes
de
cera
de
pro
cedência
ingleza
e
muitos outros
objectos
d’
alta
novidade e
elegancia.
Este
deposito
nos
fornecimentos por
grosso
offerece
o
mais
vantajoso
desconto.
(20)
BRAGA,
TYP0GRAPBIA
LUSITANA
—1876.
Parte de Comércio do Minho (O)
