comerciominho_20091877_690.xml
- conteúdo
-
ÍEFOSLfMMA
KOSIMEIICBALI,,
RÍEI
j
IGIOSJL E MOTICIOSJL.
EDITOR
E
PROPRIETÁRIO
JOSÉ
MARIA
DIAS
DA
COSTA,
RUA
NOVA N.°
3
E.
5.° ANNO
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
Rraga,
12
mezes
..............................
l$600
»
6
»
..........................
Correspondências
partic.
cada
linha
Annuncios
cada
linha
....................
Repetição....................................
850
40
20
10
PUBLICA-SE
ÃS
TERÇAS, QUINTAS E SABBADOS.
PREÇO DA
ASSIGNATURA
2&000
1&050
3&600
3&600
10
Províncias,
12
mezes
.....................
»
6
»
.....................
»
sendo
duas
assignaturas
Rrazil, 12
mezes,
moeda
forte.
.
Folha
avulso
...............................
N.° 690
BKAKA-yriXTA
FÍ.JRI
»E
SETERIIBO
ME
A
’
Ke<ât»eção
<Aa aConimereio
do
KEinliOB.
Londres,
4
de
Setembro, 1877.
SUMMARIO.
II. —
Pr»ssia
parecendo
inclinada
á
Rús
sia
na
Questão
actual;
mas
contida
em
respeito
pelos receios da
França.
III.
—O
qne
seja
Clericalismo
e
Ultra-
monlanismo
—
significando
nada
mais
que
synonimas
de
Catholicismo,
e
denuncian
do,
nos
qne usam
semelhantes
appelações,
cobardia
e
hypocrisia.
IV.
—
Noticias, ao que parece, exage
radas
de
victorias
Turcas;
expectação
de
combates
e
conllicto
muito
grave
breve
mente,
entre
os
belligerantes.
iConclusãoJ
II.
—
O
judicioso Correspondente
de
Berlim
dizia hontem
ao
Times,
citando
a
Nord
Deutsche
Zeitung
(papel
Ministerial
Prussiano),
que corria
o
rumor
de
have
rem sido
mal
recebidas
em
Berlim
as
re
presentações
do
Governo
Turco
feitas
ás
Potências
a
respeito das
allegadas
atroci
dades
Russas
na
Bulgaria.
Isto
parece
significar,
que
a
Prussia
está
verdadeiramente
sympathisando
com
a
Rússia
na
guerra
e
questão
actuaes.
Fe-
lizmente
que
o
receio
de
que
a França
podesse
tomar
a
desforra
das
humilhações
em
que a lançou
o Napoleão
Pequeno,
inhibe
actualmente
a
Bismark de
se
apre
sentar como
arbítrio
ou
Dictador
Euro-
peo.
Para
nós
Calholicos
é conveniente es
ta
circurnslancia;
pois
sem
isso,
Bismark
se
apresentaria,
sem
duvida,
como
arbitra
dor
Europeo, e
animaria
mais
e
mais
o
buzzurro
Monle-Citorio
a
hostilizar
a
Igre
ja
e
o
Pontífice.
Para
mim,
é
visivel
n
’
estas disposi
ções
o Dedo
da
Providencia
Divina,
que,
quando
quer, põe
freio
a
Bismarks,
e
pa-
ralysa
seus exercites,
na
occasião
em
que
mais
desejariam
fazer acto
de
arbitradores
da
Europa.
III.
—
Vivemos
em
um
tempo
de
im
postura
e
de mentira,
e
não
menos
de
superficialidade;
e
disso
abusam
os
mal
intencionados,
e
sobre tudo
os
inimigos
da
Religião
e
da
Igreja, para
as
desacre
ditarem
ambas
quanto
podem
ludibriando
elles
assim
as
suas
proprias
victimas,
de
gente
ignorante
e
superficial,
que
não
faz
caso
da
significação
das
palavras,
e
fala
sem
saber
o que
diz,
e
approva
ou
desapprova
sem
saber
o que lhe di
zem.
E
’
cousa
ridiculissima
o
que
se
obser
va
n
’
este
particular,
por
exemplo:
—
Um
escrevinhador
qualquer
imagina,
que
pon
do
um
nome
fóra
do
commum
a
uma
classe
de
gente,
e isto
em
ar
de que
o
palavrório
significa
alguma
cousa
mui
feia;
os
papalvos
qoe
logo
léem
ou
escutam
o
termo,
concebem qoe
exprime
cousa
pre
judicial;
e
começam
a
repetil-o
a
torto e
a
direito,
sem
saberem
o
que
dizem;
al-
tribuindo
sentido
e
significado
que
a
cou
sa nunca
têve,
e
que,
além
d'isso,
elles
mesmos
mal
comprehendem.
Não
se
me
daria
de
apontar
uma
boa
somma,
era que, de
cada
vinte,
ou
mes
mo
trinta,
dos
que
declamam altamenle
contra
o
Clericalismo,
o
Ultramontanismo,
o
Jesuitismo,
não
ha
4,
não ha
2,
que
soubessem
dizer
ou
definir
que bichos,
que
monstros,
eram
esses
que
tanto
lhes
movem
o
horror
e
as
iras!
Sam-me
suggendas
as
precedentes
con
siderações,
pelo
seguinte extracto,
que
copio
da
correspondência
de
Paris
ao
Ti
mes
de
hontem
lambem;
e
demonstra
até
que
ponto
de
servilismo
abjecto
á
sophis-
ticaria
do
tempo
se
acham
reduzidos
os
Ministros
até
de uma
das
maiores
nações
da
Europa;
uma
que
se
crê
arnda,
na
opinião
de
muita
gente,
estar
á
testa
da
civilisação
Europea
—a
França.
Diz
o
Cor
respondente
mencionado,
em data
de Pa
ris,
21,
á
noite:
—
«M.
Fourtou,
Ministro
do
Interior,
que
acaba
de
chegar
a
Paris,
fez
um
discur
so
em
Neuvez,
na Dordogne, ao
collocar
a primeira pedra
’
de
uma
ponte.
Um
pa
pel
local,
que
exalta
o discurso,
diz, que
o
Ministro
insistiu principaimente
na
in
justiça
das
accusações
de
Clericalismo
di
rigidas
ao
Governo.
Os ministros, disse
elle, não
sam
clencaes;
mas desejam
que
a
religião
seja
respeitada.
Desejavam,
dis
se,
que
os
Clérigos
fossem
supremos
na
Igreja,
mas
não
se
meltessem
nos negó
cios
do Estado.
«O
Univers
pede
a publicação
do dis
curso
para ver
se tal era
realmenle
o teor
d
’elle,
e
menciona
que
o
Papa
recente
mente
censurou
a
pusillanimidade
e
do
bre
cara
da
gente
que
se diz
Catholica
mas
não
Clerical.
«E
’
uma
contradicção».
exclamou
o Pontífice,
«um absurdo».
Equi
vale
a
dizer:
Sou homem,
e
não
sou ho
mem;
pois Clericalismo
significa
nem
mais
nem
menos,
a
Religião
Catholica».
Sua
Santidade
não
fazia
n
’
isto
senão
dizer
a
pura
verdade;
todos
esses arlifi
ficios
e
disfarces,
essas
mascaras que
a
Pedreirada
e
a
Liberanguice
inventam,
pa
ra
enganar
o
povo
dos
papalvos, não
sam
mais
que
duas cousas,
vilíssimas,
e
tor
píssimas
—
mentira
e
cobardia: mentira,
porque
em
toda
sua
conducta
e
palavras
desmentem
sua afíirmada
religiosidade;
co
bardia,
porque
se
não
atrevem
a
apresen
tar
sem
mascara
a
verdadeira
cara.
IV.
—
Temos
tido
aqui
ultimamente
uma
alluvião
de victorias
Turcas sobre
os
Russos
por
toda
a
parte,
de
sorte
que,
a
ser
isso
tudo
verdade ao
pé da
lellra,
os
exercitos
Moscovitas
estariam quasi
ani
quilados, e
em
vesperas
de
lerem
seus
res
tos de retirarem-se,
fugindo,
ou
ser de
lodo
exterminados.
O
sentimento
de
hostilidade
contra
a
Rússia, que
ao principio
da
guerra
apenas
existia,
lera-se ultimamente
desenvolvido
muitíssimo,
(desde
que
se
temeu
que
a
Capital Otlomana
podesse
correr
perigo
de
ser
occupada),
de
modo
mui
rápido
e
ge
ral.
E
além
do
perigo
que
se
temeu
por
Constantinopla,
desde
a
primeira passa
gem
do
Balkan por
uma divisão
Russa,
cresce
até
o
interesse
anti-Russo
agora,
por
saber-se
haver
muitos
oíliciaes
In-
glezes,
que
actualmente
dirigem
e
acon
selham
as
operações Turcas,
de maneira
mais
ou
menos
ostensiva, tanto
em terra
como
no
mar.
Não
é
facil,
no
meio
de
relações
tão
encontradas,
e
na
abundancia
de
commu
nicações
vindas
de
tantas
e diversas
pes
soas
(pois
em
guerra
nenhuma
até
agora
se
despachou
de
toda
a
parte
tal
enxame
de
correspondentes
das
folhas
e
nolicia-
dores)
exlrahir
noções
exactas
do verda
deiro
estado
de
cousas entre
os bellige
rantes.
Creio,
todavia,
não
padecer
duvida,
que
os
Russos
tera
ultimamente
soffrido
repulsas
e
perdas
e
desvantagens de
con
sideração;
posto
que
não
até
a
extensão
aqui
acreditada
pela maioria
do pu
blico.
O
que
me
parece
certo
é,
que
uma
nação
como Rússia
não
vae
facilmente
abandonar
a partida, sem tentar
algum
grande
esforço
para
reparar
o
seu
presti
gio,
que
na
verdade
ha
cousa
de
2
ou
3
semanas
tem
declinado
muito,
ao
menos
aqui;
e
para
sahir de
seu
eclipse
parcial,
como
a
lua
acaba
agora
mesmo,
2
boras
da
madrugada
do
dia
de
S.
Bartholomeu,
de
mostrar
de
novo
sua
face
brilhante,
que
ha
cousa
de
duas horas
linha
sido,
creio
que
de
todo eclipsada.
Digo
creio
que
de
todo,
porque,
indo
então
olhar
para
ella
um
instante,
só
se
via
no
céo
uma
lumi
nosa
mancha
pequeníssima,
e
fazendo
já
quasi escuro
cerrado,
bem
que
seja
boje
mesmo
o
pleni-lunio.
Não
tardaremos,
creio,
a receber
noti
cias
de
alguns
sanguinolentos combales
entre
os
Orienlaes
belligerantes,
na tre
menda
lucta.
A.
R. SARAIVA
A
peregrinado portuguezi* a
Uoma.
X
O
SOBRE-NATURAL
Vamos
interpolar
em a
nossa
descripção
alguns
capítulos,
que
talvez
pareçam
des
tacados
do
assumpto.
Não
o
serão.
Quando
junto
do
magesloso
crucifixo,
que,
elevando-se aos
ares,
no
cimo
de
uma
das
montanhas
mais altas, perlo
da
basí
lica,
está
alli
como
sentmella
áquelle
pie
doso
logar,
eu
contemplava
abvsmado
o
conjuncto
de
maravilhas,
que
apenas con
segui
mencionar,
e
olhava
atlonito
para
o
formigar
constante
de
peregrinos,
que,
lá
no
fundo
perconiam
o
caminho
da
gruta,
occurreu-me
naturalmenie o
pensamento
de
interrogar
a
causa
de
movimento tão
estranho.
Tal
é
a
origem
dos
paragraphos
que
vão
iêr-se.
Não intentamos
convencer
os
descren
tes
e
nem
ao
menos
chamal-os a
um
mo
mento
de reflexão,
não; que
para
tanto
lá
está
Mr.
Lasserre
com o
seu
livro
ir
refutável, apesar
do
solemne
desafio
di-
FOLHETIM
HISTORIA
DA
LAGRIMA
(N
’
um
álbum
de
familia)
Não
a
lia
mais
vasta,
mais
varia,
nem
mais
sublime.
Desde
que
a
lagrima
do
primeiro
homem
cahiu
sobre
o
solo vir
gem
do
Eden,
até
que
a
derradeira
gotta
de
pranto,
trasbordando
dos
lábios
mudos
do
coração,
fôr
recolhida
pelo
genio
da
dôr
no
calix
de
todos
os
soffrimenlos;
que
immensa
historia,
que
eloquente
epo
peia
não
encerra
a
lagrima
!...—Cada
uma
d
’ellas
é
a
synthese
e
o
transumplo
d
’
uma
serie
indefinida
de
sentimentos;
cada
uma
d’ellas
tem
o
seu
genesis
lugubre,
ou
•festival, silencioso,
ou
tumulluario;
chro-
nica
tão
multíplice
e
diversa como a
causa
que
a produziu,
que
em
si
resume
as
voluptuosidades
inebriantes
do
paraizo,
e
os
excruciantes
dilaceramenlos
do
abys-
mo!—
a
primeira
lagrima,
que
deriva
dos
«lhos do homem,
é
a
da
innocencia.
São
perolas
da aurora,
tépido
orvalho
do
cre
púsculo
da
vida;
sorrisos que
choram,
ou
prantos
que
riem; formam-se
sem gros
sas
nuvens,
correm sem
dôr,
estancam
sem
custo.
Desperdiça-as
o
coração de
masiado
esponjoso
da
infancia, porque
lhes
não
sabe
ainda o
valor.
São
tão
puras
e
diaphanas
como
a
baga
de
rócio
que
aljoíra
a
corolla
do
lyrio
solitário.
Chora
o
lyrio a
ausência
do
astro
matu
tino,
e
ella,
a
criança,
a
ílôrsinha
huma-
ma,
chora saudades
do
seio
de
Deus,
que
se
vê
obrigada
a trocar
pelos
marlyrios
d’
este mundo, onde
já
se
lhe
feriram
os
pes
logo
ao
dar
os primeiros
passos.—
A
segunda lagrima
é
a
do
amor.
Umas
ve
zes ardente
como
uma
entranhada
paixão,
outras
amarga
como
o
apartamento,
outras
envenenada
como
o
ciume,
por
vezes
fria
como
a
desillusão;
quem
poderá
colligir
todas as
fôrmas
da
sua
linguagem
com
plexa,
lodos
os matizes
d’
esse
iris
mys-
terioso?...
A
lagrima
do
amor
tem
lodos
os
sabores,
desde
o
suavíssimo
gosto
de
uma
pura gotta
d
’arnbrosia,
que
lhe
dá
a
posse
e
o
goso
do
objeclo
estremecido,
até
ao
travo
repulsivo
do
absinlho,
que
lhe
communica
a
dôr
vehemente,
a
esqui
vança
inesperada,
e
aquelle
inferno
da
ausência
!
Golfa
ás
vezes
dos
olhos,
como
sangue
abundante
de
golpe
profundo,
e
a
lagrima
é
sangue que brota
do
iinprobo
amor:
requeima
e
consome,
qual lava
de
vulcão,
e
a
lagrima
é
lava
encandecente,
ariemessada
lá
de dentro
pela
explosão
do
ciume.
O
’
lagiima do
amor!...
que
condensas
em
ti
metade
da
historia
da
humanidade,
que
conténs
na
tua
exigua
esphera
uni
inundo
inteiro
!...
Ha
em
ti
um
genio
irrecusável,
quando te
não
vaes
perder
e
sumir
no
tremedal
das paixões
ignóbeis;
quando
te
elevas
até
ao
ideal,
e
deslisas
serena sobre
o
rosto illuminado
do
Danle,
contemplando
em
visão
sublime
a
imagem
pura
da
sua Beatriz;
mas
quan
tas
vezes
não
és
vã
e
louca,
ó
lagrima
abrasada
do
amor!...—
A
terceira
é
a
do
jubilo.
Também
de
prazer
se
chora,
tam
bém
o
pranto
sorri.
A
expressão
dr mais
dilaceranle
magoa
identifica-se
no
homein
com
a
expressão da
mais
expansiva e de
liciosa
alegria;
os
affectos
extremos
tocam-
se
nas
suas
manifestações.
Ha momentos
em
que
o
jubilo
se
remonta
até
ao
exla-
Ísis,
e em
que
toda
a
vitalidade
da
alma
se
suspende,
e
logo
depois
se
esvae
n’
uma
lagrima
de
ventura;
por isso
o
prazer
mala
como o
soffrimento.
Mas
esses
mo
mentos
são
raros
e
ephemeros.
Só
de tar
de
em
tarde
os
cherubins
sacodem
sobre
nós
suas
lúcidas azas,
sempre
mergulha
das na
essencia
do
supremo
Bein.
São
lagrimas
que
não
brotam de
nascente,
como
brotam
as
que
os
nossos
males
dis-
lillam...
seccam
de
prompto,
qual
nuvem
ligeira
que
passa,
e que
por
accidente
deixou
escapar
lenue
orvalho
sobre
um
solo
arido
e
caliginoso.—
Ha ainda
uma
quarta lagrima,
que
ora
dimana
esquiva
e
resignada
sobre
a maxilla descórada,
ora
se
despenha
caulal,
férvida,
impe
tuosa sobre a
face
entumecida;
é
a
da
saudade!...
Gomo
definir e
historiar
lodo
o
teu myslerio
d
’
amor,
a lua
muda
e
pathelica
expressão,
e
essa
anliihese
de
aífectos,
que
em
li se
fundem
e
se har-
monisam.
ó
pranto melancohco
da
sauda
de?...
E’
s
mais
sublime
que
todos
os
primores
plásticos
de
Raphael,
de
Ticia-
no, ou
de
Vandick;
tens
a
suave
e
di
vina
tristeza
das
Virgens
da
antiga
Es
cócia;
és
mais
bella
que
um
cauto
inspi
rado
de
Ossian,
repetido
pelos
eceos
da
gruta
harmoniosa
de
Fingal.
—
Mas
poique
gido
a
toda
a
incredulidade
por
Mr.
euillot,
e
dos
dezoito
contos
de
reis
fferecidos
em
prémio
á
primeira
refuta-
ão
que
appareça.
Cumpro
tão
sómente
uma
promessa.
E
seria
omisso, se fallando
de Lourdes, eu
me
não
detivesse
um momento
ante
as
grandes
considerações
que por
força des
perta
n'alma
o aspecto
deslumbrante de
tão
grandes
coisas.
Ver
Lourdes
é
apenas
admirar
um
effeito.
Estudar
esse
efieito
nas causas
que
o
produziram,
é dever
de
todo
o
homem
que
pensa.
Não
tolera
a
leviandade
do
século
este
trabalho
do
espirito
?
tanto
peior
para
os
que
marcham
atrelados
ao
carro
da sua
loucura.
Com
o
gozo
dos sentidos,
pode,
se
qui-
zerem, satisfazer-se
a
matéria.
O
espirito
porém
ascende
mais
alto;
e
por
mais
que
se
exforcem
por deter-lhe
os
voos,
não
ha
que
impedir-lhe
o
ir
alem
dos
astros.
Altrae-o
o
sobre-natural,
como
os
cor
pos
attraem
os corpos;
e
só
no
seio
de
Deus,
é
que
repoisa
alegre
de
suas
fa
digas.
E
que
é
o
sobre-natural?
E
’
a
razão
de tudo
quanto
vemos,
o
principio
unico
que
nos
fecunda
e
ali
menta.
Não
é
um
mylho da
phanlasia, ou o
producto
ephemero
de
um
systema
phi-
losophico;
mas
sim
uma
realidade,
um
facto,
que,
pennetrando
na
ordem
natural
dos
seres
creados,
se
desenvolve
na his
toria
d
’elles.
Não
o
póde
abranger
a nossa
limitada
comprehensão,
porque
elle
é superior
ao
alcance
da natureza humana,
e
comtndo
nós
o
vemos
constantemente
na
sua
exis
tência
própria.
Atheus
se
os ha,
são
esses
cegos
vo
luntários,
para
os
quaes
a
vida deve
ser
um
permanente
flagello,
um
ininterrom-
pido
supplicio,
um
inferno,
porque
o
in
ferno,
na
opinião
de
Dante
é
o
logar
d
’on-
de
a
esperança
foi
banida
para sempre.
Assim,
pois,
se
existe
um
Deus
crea-
dor,
e
tal
que
sem
Elle
o
mundo
seria
apenas
um
enigma
indecifrável,
—
quem
pó
de
prival-o
da
sua
soberania
sobre
as
crea-
turas
que
lhe devem
o
ser?
Quem
se
atreverá
impedir-lhe
a
sua
intervenção
na ordem
actual
das
cousas,
quando e
como
aprouver á
sua
infinita
sabe
doria
e
bondade?
A
creação
é
obra
exclusiva
do
amor
e
não
de
um
capricho.
Deus
creando o
universo,
destmou-lhe
logo
um
fim.
Em
harmonia
com
esse
fim
diclou as
leis
que
o
regem
; mas
não
se
privou,
nerir
podia, do
direito
que
lhe
assiste
de
inter
vir
rfesse
regímen
manifestando
de
um
modo
inteiramente
novo
o
seu
poder
e
providencia.
Não,
o
potente fiat
da
creação
’
não
es
gotou
a
actividade
divina.
Deus
pode
repetil-o
cem
mil
vezes
ain
da,
ou
tantas
quantas
o
determinar
a
sua
vontade
soberana, sem que
por
isso
dimi
nua
em
cousa
alguma
a
sua
acção
crea-
dora.
E
’
este o
testemunho
que
nos
legaram
na
sua
passagem
todos
os
povos
da
terra.
E
louco,
bem
louco
seria o
que
imagi
nasse
poder
destruir
esse
testemunho
com
um
simples—não
comprehendo.
O
homem
consegue
dominar
algumas
vezes
a
matéria,
estudando
suas
leis
e
obrigando-as
a
convergir
todas
para
o
fim
que
deseja
obter.
Deus,
porém,
não
carece
d
’
este
pro
cesso
que
amesquinharia
a
sua
immensi-
dade.
E eis
aqui
porque
os
seus
actos
fo
gem
ao
alcance
do
saber
humano,
mos
trando
assim
que Elle
é
Deus.
O
facto em
si
marca
o termo
á
cu
riosidade
humana.
Se
eu o
vejo,
se
elle
é
tangível,
ser-
me-ha
licito
negal-o,
só
por
que
não
comprehendo
o
seu
modo
de
ser?
Será
porvfenlura
Deus obrigado a
mani
festar-nos
os
seus
meios
d
’acção,
para
que
abramos
as
portas
a
essa
fria
e
incom
parável
abstraeção,
em
que
o
moderno
ra-
cionalismo
pretende
encerral-o?
Póde
o
homem
compor
e decompor
os
corpos,dar
movimento
e direcção
á
ele-
ctricidade,
restituir
ao enfermo
os
elemen
tos
necessários
á
vida,
fazer fallar o
bron
ze,
o
mármore,
e
não
hade
poder
Deus
outro
tanto,
embora
o
tenha
feito,
mas
só
porque
se
não
digna
mostrar-nos
o
processo
de
que
se
serviu?
E
’
mais
que
absurdo.
A
esphera
da
actividade
humana
pare
ce não
ter
limites.
O
ar,
o
vapor,
a
terra,
os
mares,
tudo
é
sob
o
seu
dominio.
E
só
o
Auctor
de todas
estas
coisas
não
hade
ter
n’
ellas
a
mais
pequena
in
fluencia ?
A
palavra
—
impossível
—
com
relação
ao
homem,
diz-se
por
ahi,
que
deve ser
riscada
nos
diccionarios
;
muito
bem;
mas
que
rerão
porventura
restabelecel-a
com
rela
ção
a
Deus
?
Donde
procede
essa
imaginaria
supe
rioridade
que
o
ente
limitado
pretende
arrogar-se
sobre
o Ser absoluto
e
eterno?
Deus não
se
despojou
da
sua omnipo
tência,
nem
a
sua
acção
ficou
reslricta
nos
acanhados
limites
do
tempo
e
do
es
paço.
Superior
ás
leis
que
diclou
á na
tureza,
e
para
cujo
fatalismo
querem
re-
metler-nqs,
está
a
sua
vontade
suprema,
que
governa
o
mundo,
e
que
se
mani
festa,
quando
lhe
apraz,
por actos
decisi
vos,
mas
incomprehensiveis
e
mysteriosos,
a
que chamamos—
milagres.
Sôa mala palavra? e porque?
porque
nao
podem alcançar
a
evidencia
intrínseca
do
lacto
que
eila
revela?
Que mal
avisada
anda
ás
vezes
a razão
humana
I
Não
se
lembram,
que
para
se
poder
alfirmar
com
segurança,
o que
uma
coisa
náo
é,
torna-se
indispensável
estar
habili
tado
para
mostrar primeiro o
que
ella é.
Vêem
o
milagre;
mas
por
isso
que
o
não
compreheudem,
ncgam-n
’o
; pois
é
mesmo
por
o
não
compretiendermos, que
nós
o
aílirmamos.
E a
lógica
e
o
bom
senso estão
da
nossa
parle.
M.
MARIXHO.
....
..
-.
4
--------
A
«Nação»
tem
publicado mais
inte
ressantíssimas
correspondências,
que
lhe
são
enviadas
do
thealro da
guerra
do
Oriente,
das
quaes
damos
a
seguinte,
que,
não
obstante
ser
de
data
um
tanto atra-
zada,
será
lida
com
interesse:
Nikopoli,
22
de
agosto
de
1877.
Snr.
Direclor
da
«Nação».
Estimadíssimo
amigo.
Não
tenho
ulti-
mamenle
sido
muito regular
nas minhas
correspondências;
porém,
se
v. nos
visse
percorrendo
posições
e
avançadas,
toman
do
parte
em
activos
reconhecimentos,
e
assistindo á segunda
e
encarniçada
bata
lha
de
Plewna,
de
certo
me
desculparia.
E
com
mais
rasão
me
desculparia
ainda,
se
depois
nos
tivesse
visto
atravessar
se
tenta
e
oito
verls
em
um
dia, para
ir
conferenciar
ao
quartel
general,
ao
quar
tel
imperial,
aos diversos corpos
russos
e
ultimamente
ás
posições
que occupam
ha poucos
dias
as
forças
roumanas.
Es
cuso
dizer-lhe
que
me
é
summamente
honroso
viajar
na augusta
companhia
do
egregio
D.
Carlos VII;
porém
acredite,
meu
amigo,
que
é
lambem,
meu
amigo,
que
além
de
ser
algumas
vezes
náo
pouco
ar
riscado,
é
de
ordinário
d
’uma
incrível
fa
diga.
E
para
prova
dir-lhe-hei
que
dos
ma
gníficos
cavallos
que
trouxemos,
alguns
d
’
elles
de
grande
valor,
já
perdemos
dois,
e
os
outros
creio que,
no fim
da
nossa
expedição,
ficarão
em
estado
que,
se os
não
quizessemos conservar, como
lem
brança
não
encontrariamos
quem os
qui-
zesse.
Esta
campanha
do Oriente
é
muito
differente,
pelo
terreno
em qne
se
opera,
da
que
fez
El-Rei
D.
Carlos
no
Norte da
Hespanha.
Alli estavamos
em
um paiz rico
e que
se
surria;
'ão
sublime
pela
sua na
tureza,
como
pelo
espirito
dos
seus
ha
bitantes;
poucas
vezes
se
acampava,
as
tropas
estavam
quasi
sempre em
acanto
namentos,
nunca
faltava uma
boa
ração,
e,
se
não
havia
soldo,
a
alegria
do
sol
dado
e
a
bondade
do
paiz
suppriam
essa
falta.
Refiro
á
epoca
de
completa
orga-
nisação.
Por
emquanto
as
operações
estão pa
ralisadas
por
este
lado;
apenas
em
alguns
pontos
a
voz
do
canhão
nos
recorda
que
lia
russos
em
frente
de
turcos.
Ambos
os exercitos chamaram
reforços,
e
estes
chegam
pouco
a
pouco, segundo
o
per-
mittem
os
meios
de
transporte.
Esperamos
que
quando
as
operações
de
novo
come
cem
se
terá
em
vista
que existem-turcos,
que
a
fazenda,
e
diplomacia
não permit-
tem
prolongar indefinidamente
as
coisas,
e que
então
se
marchará,
com
segu
rança,
porém
directamente
ao
fim
pro
posto.
Alguns
chefes
intelligentes,
porém
não
mui
costumados
ás
coisas
da
guerra,
leem
fallado a
respeito
d
’ella com
o
Senhor
D.
Carlos, que
sei
lhes
tem
dado
com
franqueza
militar
a sua
opinião
pessoal,
e
se
a
tivessem
seguido,
posso
alfirmar
a
V.
que
não
se
teria
dado, nas condições
desvantajosas,
em
que
os
russos a
em-
prehenderam,
a
segunda
batalha
de
Plewna.
Os
dias
de
socego,
ou
para
melhor
di
zer
de
preparativos,
são*
os
que
mais
fa
tigam
e
os
peiores
para
quem
tem
que
dirigir
uma
campanha,
e
para
aquelle
que,
como
mero observador,
tem
que
estudal-a.
Não
sabemos o que
farão
os
turcos;
porém
o
seu
caracter
apalhico,
que
todavia
não
exclue
o
valor,
é
um
grande
contra
para
que
se
aproveitem
das
circumstancias.
A
occupação
de
uma
parle
da
Europa,
por
espaço
de
séculos,
não
tirou
absolutamen
te
nada
aos
turcos
do
seu
caracter
asiá
tico.
Hoje
estamos
entre
os
roumanos;
es
tão
desejosos
de medir
as
suas
forças
com
os turcos,
pois
que
até
agora
não
teein
soffrido
mais
que
o
effeito
da
sua
arn-
Iheria.
O
caracter
roumano é
mui
diffe
rente do
russo,
do
servio,
grego
e
do
turco,
jacla-se de
ser
um
povo
latino,
des
cendente
de
umas
legiões
romanas,
re
crutados
nas
províncias
beticas.
A
orga-
nisação
do
seu
exercito
é boa, e
só po
deria
ser
um estorvo em
suas
operações
a
influencia
política,
nem
sempre bené
fica,
effeito
do
systema
constitucional
que
os
rege.
Conta-nos
hontem
um personagem rou
mano
que
na
guerra
de
29
contra
os tur
cos,
encontrando-se
uma
divisão
russa
em
más condições,
os
seus
chefes
deram
o
fatal
grito
Salve-se
quem
poder!
Estavam
com
os
russos 2:000
pándures
(voluntá
rios
roumanos)
e
como
a
voz
se
deu
em
russo,
e
precisamente
aquellas
palavras
em
russo
correspondem
em
roumano
esta
phrase:
Ao
povo, os
roumanos atacaram
o
povo
occupado
pelos
turcos,
e
com
tal
valor
que
a
derrota
se
converteu
em
vi-
ctoria.
D
’aqui
deduzia
o personagem
rou
mano
consequências
mui
favoráveis
ao
exercito
do seu
paiz.
Os
acontecimentos
nos
darão
a
medida
do
que
vale o
dis
ciplinado
e
bem organisado
soldado rou
mano.
E já
que
acima
fallei
em
povo
latino,
e
uma
vez
que
disponho de
alguns
mo
mentos,
de
papel
e
de
tinta, não julgo
fora
de interesse
consignar
aqui
algumas
idéas
que,
sob
a
lona
suffocante
de
uma
barraca
de campanha,
formula
vagarosa
mente
a
imaginação
do
homem
can-
çado.
O
estudo
da
guerra
é
inquestionavel
mente
uma
grande
coisa;
porém
formada
in
pectore
uma
ideia,
vista
a
marcha das
operações,
o
pensamento tem
tempo
de
sobejo
para
divagar
por
outras
regiões,
principalmente
lendo
se
anteriormente
vi
sitado to
fas
as
nações
da
Europa,
o
Norte
e parte
do Meio
dia
da
America.
Collo-
cado n’
esta
altura,
em que
se
dominam
mais
horisonles do que o
vulgo,
vè-se
claramente
debuxado
o
mappa
das
raças,
para
o
qual
indubitavelmente
marcha
mos.
Então
o
patriotismo,
o amor
á
nossa
raça,
ás
nossas
instituições
e á
nossa
Re
ligião nos
faz
conceber
planos,
allianças
e
confederações
em
que,
dando
a
vida
ao
município,
á
província,
, á nação,
se
im
ponha
a
unidade
política
da
raça.
Sem
ameaçar
ninguém,
tem
esta
que se
fazer
respeitar
de
todos.
A
raça latina,
tão
provada
pela
revo
lução
e
pela
ligeireza
do
seu caracter;
intelligente
mais
que
nenhuma
outra,
com
um
pé
em
um
e
outro mundo, é
a
mais
própria,
se
não esquece a
sua
missão,
para
firmar
o equilíbrio
das
raças, e
es
tabelecer
quanto
possível
o reinado
de
uma paz
estável.
O
partido
legitimista
hespanhól,
cha
mado
retrogado
pela
imprensa
liberal,
por
varias
vezes
tem
exposto
á
meditação
dos
homens pensadores,
bem
fundados
es-
criptos
sobre
este
mesmo,
pensamento.
Vários
actos
políticos d
’El-Rei
D. Car
los
VII
mostram
clarainenle
aonde
vae a
perspicácia
de
quem,
inspirando
se nos
ver-
travas
tão
acremente, ao
inundares-me
os
lábios?
Responde.
«A ausência
é
irmã
da
morte;
o
seu
travo não
póde
deixar
de
ser
semelhante».
E .porque te
acho eu
n’
esse
amargor
intolerável
um
gosto
ame
níssimo,
que
me
transporta?
«E
’
porque
a
saudade
arremeda
a
presença,
é o
cor-
rectivo
da
distancia
encontrado
pela
afféi-
ção
vehemente,
o
balsamo
consolador, que
sahe,
para
cural-a. da
mesma
ferida
que
verte o
pus
da
soledade».
—
Algumas li
nhas
negras.
Historiemos
a
largos
traços
a
lagrima
funerea, a
lagrima
desoladora
e
impiedosa,
a
lagrimada
morte!
Parece
ter
sido
creada sobretudo
para
symbohsar
e
carpir
o
passamento.
E’
a
nota plan
gente
da
harpa
dos
aflectos,
é a
nenia
da
natureza,
eloquente
em
seu
tocante
laconismo.
.
Encerra
ás
vezes uma
virtude
corrosiva,
que
devora
a
existência;
não
rescalda,
gela,
petrifica! Semelha
a
gotta
crystallina
e
fria que ressumbra dos
in
terstícios
do
penhasco,
debruçado
sobre
o
mar,
ou que
deriva
do alto
da
crypta
subterrânea,
para
solidificar-se
em
esta
lactite.
Que
é o
homem,
ifessas
horas
de
indefinível
espasmo,
senão
um
rochedo
inerte’
e
a
lagrima
senão
a
estalactite
petrificada
pelo
frio
gélido
da
morte,
que
irrompe
dos
olhos sobre
o
cadaver
ainda
morno
do
ente
idolatrado,
ou
sobre
a
leiva
recalcada
da
sua
sepultura?—
Assim
estava
de pé
aos
pés
da cruz,
hirta,
ter-
riíicada,
immovel,
qual
estatua
de
granito,
a
divina Mãe
do Redemplor,
com
o
olhar
ennublado,
fixo
no
corpo
inanimado
do
Filho;
deixando
cahir
a
flux
pelo
rosto
a
lagrima
mais
triste,
mais justa,
e
mais
santa
quejámais
distillou
uma
cruel
dôr;
a
que
pranteou
a
morte
de
um
Homem-
Deus.
—
Negro é
o
oceano
n
’essas
alturas
que não
é
dado
á
sonda medir, negro
é
o
céo
na
hora
terrível
e
sinistra
da
tem
pestade,
negro
o
abysmo
por
onde
nunca
até
hoje
penetrou
um
raio
de
luz,
mas...
ainda
mais
negra
é
a
lagrima
do
passa
mento!...
Quem
nunca
lhe
provara
o
travo!
—
Se
pretenderamos
narrar
a
histo
ria
completa
da
lagrima,
descreveríamos
ainda
a
da
vingança,
a
do
despeito, a
da
cólera,
a
de
piedade,
a
do
enternecimento,
a
da gratidão.
De
intenção
o
omittimos,
porque
já
longas
vão
estas
linhas
que
temos
deitado
ao
papel,
sob
o
influxo
de
uma
elevada estima. A
ultima lagrima
é
a
do
arrependimento,
quasi sempre
serô
dia,
porém
de
subido preço:
a
mais
gra
ve,
e
a
mais
peregrina
entre
as
suas
ir
mãs.
O
chão
memorável
da
Judéa
não
bebeu
de lodo o pranto
sentidissimo de
David,
de Ezequias, de
S.
Pedro,
e
da
Magdalena, que
n
’
elle
souberam diluir
passadas
maculas.
A
historia
eternisou-o
em
seus
annaes,
a
eslhetica
ainda
hoje
o elernisa
sobre
a
tela
e
sobre
o
már
more.
As
lagrimas da
celebre
peccadora
do Evangelho, acrisoladas
por
uma
intima
contricção,
e
ungidas
pelo
amor
nascente
e
sobrehumano,
essas
lagrimas que
lhe
foram
baptismo
de redempção,
e
iman
das
complacências
de
Jesus,
leem
sido sauda
das com
religioso
culto
pelas
gerações
de
dezenove
séculos,
e
serão
eternamente
o
emblema,
a
consagração
da humana
fra
gilidade,
purificando-se
aos
pés
da
cruz,
nas
mysticas
aguas
de
um
arrependimento
christão.
D’enlre
todas
essas
goltas
d
’
al-
ma,
que
hemos
descripto,
duas
ha
que
os
anjos
da
humanidade recolhem
em
suas
phialas
de
ouro, porque valem mais
que
o
universo
ante
Aquelle
para
quem
nada
valem
os
nossos
magníficos
..
nadas;
são
a
da
innocencia
e a
do
arrependimento.
Ao
passo que
todas
as
lagrimas
tendem
pelo seu
proprio
peso
para
a terra,
que
é o
seu centro,
tendem
estas
para
o
seu
centro
superior,
que
é
Deus.
Parece
que
cahem
e
se
embebem
no
solo;
e
vão
ao
contrario
perder-se
no
seio
do infinito,
onde
vive,
como
em
seu
fóco,
tudo
quan
to
contém
em
si
um
ideal
eterno
de
ver
dade.—Oh
!
quanto
não vales,
quanto
não
pesas,
quanto
não
dizes,
quanto
não
pó-
des,
prodigiosa
lagrima do
arrependimen
to!...
O
que
vales?
o
supremo
perdão
que
rehabilila.
O
que
pesas?
o céo
que
prendes
a
ti.
O
que
dizes?
falias
mais
alto,
és
um
hymno
que eccoa
mais
de-
liciosamente nas
regiões
do
invisível
que
o
arrojado
lyrismo
do
Poeta-Rei,
passan
do
atravez
das
cordas
da
sua
harpa
int-
mortal.
O
que pódes?
ah!
e que poder
não
é o teu,
se
convertes
em
ouro
puro
as
fezes de
um coração
triturado pelas
garras do
remorso; se dás
a
transparên
cia
do
cryslal, o
alvor
immaculado
da
neve,
e
a
pureza
cerúlea
do
firmamentô
a
uma
consciência
denegrida
pelo
crime
’
•••
Padre
Senna
Freitas.
dadeiros
princípios
catholicos
e nos
do
direito,
quer
adeantar-se
á
sua
própria
epoca,
tratando
de
evitar
males
que se
presentem
ao longe,
e
de dirigir
uma
ideia,
que póde
ser
proveitosa,
dirigida,
mas
que
será
funesta
se
se
deixa
trans
bordar.
Posteriormente,
as
viagens
d
’
El-Rei
D.
Carlos,
os
estudos
por
elle
feitos
em
dif
ferentes
zonas,
a amisade
que
tem
estrei
tado
com
altos
personagens
e
com
inlelli-
gentes
filhos
do
povo,
em
um
e outro
lado
do
Oceano, podem
ser
fecundos
para
as
nações
da
raça
latina,
quando Carlos
VII
de facto
occupe
o
throno.
Os
seus actuaes
estudos
militares po
dem
também
ser-lhe
uteis,
quando
a
re
volução,
com
insensata
soberba,
o
obrigue
a
desembainhar
outra
vez
a espada,
com
que
nunca
o
prazer
lhe
armou
a
mão,
mas a
voz
da
consciência
e
do
patriotis
mo,
quando
a
revolução
fechava
lodo
ou
tro,
-que não
fóra
o
caminho
das
armas,
não
só
aos
defensores
do
direito
heredi
tário mas a todos
os
catholicos
e
a
todos
os homens
que não
queiram
ver
alropel-
lada
a
sociedade
nas
suas
mais
santas
instituições:
na
Religião,
na
famiiia
e
na
propriedade.
Mas
que tem
que
ver
tudo
isto,
me
perguntará
V,
com
a
guerra
do Oriente?
E
eu
lhe
respoderei:
deitanto
a
cabeça
fóra
da
porta
da
minha
lenda,
vejo
ao
longe
os minaretes,
as
meias
luas
e
os
turbantes
da
mourisma. Ao
meu
lado
cam
peiam
os cossacos,
mais
além
vejo
acudir
uns
voluntários
christãos
búlgaros, a
quem
se
vão
distribuir
armas. Permilta-me
agora
V.
que
lambem
eu
lhe
faça
uma
pergun
ta:
Não
vè
V.
alguma coisa
em
tudo
isto
’
E
não
vê
V.
a
necessidade
de
pensar
e
de
se
preparar?
Pois
é o
que
faz
agora
o pensamento
precursor
de
todos
os
gran
des
acontecimentos.
Ajudem-nos
VV., aju
dem
-nos
lodos
os
homens
de
boa
fé,
e
de
coração
recto,
e
creiam
que n’
este
mundo,
ainda
bastante
mau,
não
estão
os
bons
em
minoria.
Tem-lhes
faltado
mui
tas
vezes
a
iniciativa;
tem-lhes
faltado
a
consciência
do
qtie
podem:
tratemos
agora
de
que
o
que
nos faltou
no
passado,
nos
não
falte
no
futuro.
Como já
disse,
chegam
reforços
da
Rússia
á
Bulgaria,
chega
o
exercito
rou-
mano,
a
4.
a
divisão
do 2.°
corpo
do
qual,
está
d
’
este
lado,
passará
decididamente
o -Danúbio
e
entrará
em
operações
com
os
russos.
Pelo
que
respeita aos
lurcos,
reanimaram-se
com
as
inesperadas
vanta
gens
de Plewna,
e
é de crer
qtie
pelo
centro
ataquem
com
vigorosa
olfensiva,
fa
zendo
supremos
esforços
para
arrojar
dos
Balkans
os
invasores.
A
campanha
está
pois
em
um novo
periodo
de
calor
e
de
grandes
sacrifícios,
e
os primeiros
combates
serão
porfiados
por uma
e
outra
parte.
Os
russos
estão
mui
desejosos
de
pelejar, e
ávidos
de
desforra
e
de
gloria,
e
consideram
o
facto
de
Plewna
como
um erro,
mas
sem
con
sequências.
Comludo
os
erros
sempre
as
teem,
quando
produzem
um
revez,
ainda
que
seja
parcial
principalmente
quando
se
mette
por
meio
d
’
elles
a
polilica,
como
acontece
na
questão
orientai.
Porém
es
sas consequências,
taes
como
foram,
po
dem
subsanar
se
de
prompto,
contando
com os
elementos da
Rússia,
se
taes ele
mentos
se empregam
simultaneamente
e
com
regular
direcção.
Confirma-se
novamente
a
próxima
en
trada
em
campanha
da Grécia e
da
Ser
via.
E
’
coisa
resolvida, a
não
occorrerem
casos
extraordinários
em
sentido
contra
rio. Também
me
consta
que
a
Áustria
não
só
não
porá
impedimento,
mas que
está
decidida
a
favor da
Rússia
de
um
modo
especialíssimo.
Veremos
quem
será
a
victima
d’
estas
harmonias
políticas.
N'esta
semana
ficará,
tinalmente, es
tabelecida
a
ponte
sobre
o Danúbio,
em
Carabia
(uns
vinte
e
seis
kilomelros
de
Nikopoli,
ria
acima).
N
’
este
ponto
está
o sympathico
Gran-Duque
Alexis,
chefe
da
marinha,
e
por
aqui
e
em
Carabia
é
esperado
o Príncipe
Carlos.
Por este mo
tivo,
e
aproveitando
a
tregoa,
viemos
aqui
para
os
cumprimentar.
O
correspondente.
Iiisboa,
18
«le
setembro
de
189
9.
(Do
nosso
correspondente.)
Quando
o
braço
omnipotente
fere,
der
ruba,
e
faz
do homem
um
cadaver, o
catholico
não
indaga
nem
analisa
as
pro
cedências
do
finado,
—
ora,
e implora
a
misericórdia
Divina
para
a
sua alma.
Este
entendemos
ser
o
primeiro
dever
do
chris
tão, dever
de
humildade
e caridade,
que,
se
agrada,
como cremos,
aos
olhos
de
Deus,
não
implica
também
cotn
o outro
dever
que
nem
menos
deve
agradar
aos
olhos
de Deus
e
dos
homens,—o
de
res
peito
e
veneração
ao
verdadeiro
talento
se
elle
morou no
que
falleceu.
Estamos
em
frente
de
um
cadaver de
onde ha
pouco se
aliou
um
espirito
es
clarecido,
um
entendimento
de
indubitável
robustez,—
não
se
falle
do
homem
de
pai
xões
e
preconceitos
mais
ou
menos
op-
postos
áquelles que
entendemos
melhores,
falle-se
do
homem
de
saber
profundíssi
mo,
do
primeiro
escriplor
nacional
con
temporâneo,
d
’
uraa
gloria
da patria, de
ALEXANDRE
1IERCULAN0
emfim, e
neste
nome
se
encerra
e
circumscreve
a
apologia
do
sabio
eminente!
A
imprensa
liberal,
nestes
dias
de lucto
para a
litteratura
patria,
tem
posto
em
relevo
as virtudes
do eximio
escriptor,
baralhando
as
do talento
com
as
qne
cha
ma
taes,
—as
da
política
militante.
Nós
só
apreciamos
e
acatamos
aquel-
las,
e
nem
estas
eram
ullimamente
para
menção
no
snr.
Alexandre Herculano, se
não
pelo retrahimenio
evidente.
O
seu
superior
e
amadurecido
espirito
tinha de
ha
muito
attingido
o
que
vai
essa
poli
lica,
e,
pensador
austero,
caracter inte-
gerrimo,
afaslou-se
d
’
el!a
fulminando
por
mais
de
uma
vez
com
o
estigma
de
seu
genío
altivo
e
independente.
Renunciava
ás
honrarias
com
que no
seu
isolamento
voluntário
lhe
iam
acenar,
e assim
firma
va exuberantemente
o
seu
proposito
de
abstenção
para
não
dizermos
repugnância
e
pesar
por
isso
para que
elle,
ainda
jo-
ven,
prestou
cooperação
e
de
que
mais
tarde
verberou
os
êrros
em
muitos
de
seus
famosos
escriptos.
Acompanhando
pois
a
imprensa
e
o
paiz
no sentimento
pungente
a que
dá
logar
uma perda
tão sensível
para
a lit
teratura
patria,
nós
o
ultimo
dos
com
petentes
para
avaliar
o
primeiro
talento
contemporâneo,
prestamos
aqui
humilde
mas
sincero
e
fervente
preito
e
homena
gem
á
memória
do
iilustre
sabio
finado.
—Continúa
acalmaria
política
correndo
parelhas
com
a
que
nestes
últimos
dias
tem
aquí
apresentado a
temperatura.
O
facto
de
mais
saliência
e
que já
deve
ser
conhecido de
nossos
leitores
é
a
sabida
do
snr.
Carlos
Bento
do
minis
tério
por
motivos
que
por
diversos
que
o
talanle
apaixonado
dos
jornaes
liberaes
apre
senta,
não é dado
nós,
profanos
em
taes
embrulhadas,
profundar.
O
que é
indubitável
é que
sáia
Paulo
ou
entre
Martinho,
o
paiz
contempla
es
tas
cjigas
jogas
como se nada
fosse
com
elle, deixando
aos
esfaimados
governantes
e
aspirantes
a
sêi-o,
a
missão
de
se
en
galfinharem
e
refilarem
no
encalço
das
pastas
e
das
postas.
Neste empenho
ferve
a
descomponenda
desbragada
em
alguns
jornaes
defensores
da
situação
transada
e principalmente
con
tra
o
actual ministro
das
obras
publicas,
sugeito
que
tem
sido o
alvo
das
objur-
gatorias
e
mofas mais insolentes
que
nes
tes
últimos
tempos
se
tem
visto
na
im
prensa.
Se
o pobre
ministro
encarasse
a
sério
o
que se
lhe
tem
dito
a
proposito
de
dá
cá
aquella palha,
era
caso
para
o
já ter
mos
visto
azul,
e
ir depor
a
pasta;
mas
isso
não
faz
elle
porque
de
pasta
por
fim
e
de
barriga
é
toda
a questão.
Realmente
edifica a
contemplação
de
tanta
immora-
lidade
!
Vamos bem.
M.
COSVJLTE.
lar
no
anno
lectivo
que
vae começar,
en
viem
os
nomes,
filiações
e
moradas
á
casa
da
Associação,
para
serem
alista
dos.
Abriu-se-ha
a
eschola
no
dia
i.°
de
outubro.
Folhetim.
—0
bellissimo
trecho
que
hoje
publicamos
em
folhetim,
pertence
ao
livro
Escriptos
catholicos
d’
honlem,
cujo
recente
apparecimento
ha dias
noticiamos.
Este
excellente
livro está á
venda
na
casa
do
benemerito
editor
Teixeira
de
Freitas,
rua
de S.
Damaso,
Guimarães.
Ponjiii*
mães corre i»
inatrue-
çsío!—
Refere
um
collega:
Na
estação
telegraphica
de
Leiria
deu-
se
ha
dias
um
facto, por
onde
se
póde
avaliar o
estado
dos
nossos
professores
de
instrucção
primaria.
Dirigiu
se
um
pedagogo
ao empregado
da estação,
e
disse:
—
Quero
transmiltir
para
Coimbra.
—
Diga
o
que
deseja,
que
eu
escre
verei.
0
pedagogo
dictou;
o
empregado
escre
veu e
depois
transmiltiu.
Já
a
noticia estava
em
Coimbra,
quan
do
o
mestre
escola,
cora
os
olhos
fitos
no apparelho,
exclamou
quasi desvai
rada:
—
0
’
diabo, ó
diabo, espere
lá!
—
Já lá
vae,
meu
amigo.
Com
mil
deraonios!
Era
preciso
que
fosse
a
minha
lettra,
era
preciso
que fosse
a
minha
lettra!!
Referiu-nos
este
caso
pessoa
fidedi
gna.
Cuerra
de
©ciente.
—
Os
últimos
telegrammas relativos á guerra
do
Oriente,
são
os
que
seguem:
Ragusa
15—
Os
montenegrinos estão
bombardeando
Bilik
Paris
15
—Segundo
aflirmam
despachos
de
origem russa,
na
ultima
acção
que
houve,
no
dia
12,
os
russos
tiveram 6:000
homens
feridos
Suppõe-se
que
os
russos
serão
obrigados
a
evacuar
Thipka.
Paris
15
—Os
russos
conservam
ainda
o
reducto
de Grivitza,
que
está
sendo
for
temente canhoneado
pelos
turcos.
Bucharest
16
—Os
turcos
atacaram
hon
tem
os
reductos
de Grivitz,
mas
foram
re
pellidos.
As perdas
dos
russos nos
últimos
combates
andam
por
12:000
homens.
Constantinopla
17
—
Um
telegramma
oílicial
datado de Tchipka
17
annuncia
qne
Suleyman-Pachá
se
apoderou
da
posição
fortificada russa
Nicolau
e
da
passagem
de
Tchipka.
Ragusa
17
—
Bilik
rendeu-se
á
descri-
pção
aos
montenegrinos.
Bucharest
17—
Os turcos
atacam
os
últimos
intrincheiramentos
russos
de Tchi
pka.
Os
russos estabelecem
baterias
e
mor
teiros
contra
Plewna.
O
general
Toilibeft
prepara
o
plano de
acampamentos
de
inverno
na
margem
do
Danúbio.
FaSEenciasi
em
tíew^Tark.
—Du
rante
o
mez
de julho
houve
trinta
e
duas
fallencias
em
Nova
York.
O
passivo
total
ascendeu
a
2.071381
dollars.
Houve
além
d
’isso
varias
suspensões
de
pagamento,
perda
de
bens
por insol
vência,
cujo
passivo
foi
de
430:000,
que
constituem
um
total
de
obrigações
por
pagar,
na
importância
de
1.520:000
dol
lars
em
numeros
redondos.
Representam
um
augmento
de
20:000
sobre
o
mez
antecedente,
em
que
se
deu
egual
numero
de
quebras.
®
telephone.—
Acaba de
se
fazer
em
Inglaterra
uma
nova
applicação,
tal
vez
a
primeira
applicação
industrial, do
telephone.
Até hoje não
fóra
possível
trans-
mittir
a
vez
humana
do
fundo
das
gale
rias á
abertura
dos
poços
de
minas
de
grande
profundida,
e
os
signaes
com
o
auxilio
das
cordas eram apenas
um
fraco
recurso.
Na
segunda-feira
ultima
o
doutor
Foster,
inspector
de
minas,
procedeu,
nas
bulharias
de
Saint-Austell,
a
muitas
expe
riencias
que
deram
os
melhores
resultados.
O
telephone,
ligado
a
um fio
de
cobre
coberto
de
guita-percha
foi
descido
a
um
poço
Eliza,
e,
ao
cabo
d’um
quarto
d
’
hora,
palavras
pronunciadas
no
fundo
da
mitra
ouviratn-se
muito distinctamenle
no
orifício
do
poço. Perguntas
e
respostas
foram
em
seguida
trocadas, sendo
o
instrumento
col-
locado cada
vez
n
’
um
ponto
differente
e
manejado
por mineiros
que
nunca
únham
trabalhado
com
elle.
Horrivell dritaiu».
—
Uma
lolha
hes-
pola
conta
o seguinte caso
succedido
em
Jerez:
Parece
que
no
dia
13
pela
manhã
se
achava
num
pateo
de
sua
casa
o
padre
Blandon,
sacerdote
tão
conhecido
como
apreciado
entre
nós,
e
dirigindo-se a
elle
A
redacção
do
«Jornal
do
Minho»
convida
os
seus
dignos
collegas
e
todos
os
amigos
e
admiradores
do
eminente
his
toriador
Alexandre
Herculano,
ha
pouco
fallecido,
para
assistirem a
uma missa
de
requiem que
por
sua
alma
se
resará
no
dia
2o,
pelas 9
horas
da
manhã,
no
tua-
gestoso
templo
dos
Congregados
—No
domin
go,
23,
haverá
pratica
do director
espiri
tual
na
casa
da
Associação,
ás
7
da
tarde.
Catechese
popular
na
egreja
das
Ursu-
linas.
—
Os snrs.
Associados que trouxerem
filhos
na
eschola,
ou
os
queiram
matricu
um
visinho,
increpou-o
por
um
motivo
fú
til
e
sem
provocação
de
nenhum
genero.
Respondeu-lhe
na melhor
fórma
o
padre,
e
a
replica
que
teve foi
receber
duas
pu
nhaladas
que
o
furioso visinho lhe
deu
com urna
navalha
que o
padre Blandon
pôde
arrancar-lhe,
e
em
seguida
o
assas
sino largou
a
correr,
precipitando
se
n
’um
poço
da
casa,
onde
o
tiraram
cadaver,
com
o
craneo
esmagado.
O
prade Blandon
foi
iramediatamente
assistido recebendo
os
Sacramentos.
Diz-se
que
o
assassino
e
suicida
tinha
rasgos
de
louco
e
que
em
sua
famiiia
havia
alguns
dementes. O
horrível
drama
de que
foi
heroe
parece
corroborar
tas
noticias
e
antecedentes.
O
estado
do
padre
inspira
sérios
cuida
dos.
Oes^stre
n
’
uin
eaminho
<ls fer
ro.—
Em
29
do
passado,
no caminho
de
ferro
do
Chicago
and Rock
Island
Rail-
road,
ás 2
horas
e
30
minutos
da
ma
nhã,
succedeu
uma grande
desgraça.
A
3
milhas
a
oeste
d
’
Altona,
perto
de
Foux-
miile-Creek,
desabou
uma
ponte
no
mo
mento
da
passagem
do
trem.
Morreram
18
pessoas
e
ficaram
muitas
feridas
mais
ou
menos
gravemente.
Plewna
—Eis
alguns
detalhes
sobre
Plewna,
que
os russos
bombardeiam
ha
alguns
dias:
Plewna
contem
cerca
de
17:000
almas,
constando
de
19
mesquitas,
2
egrejas,
1:600
casas
habitadas
por
mu-
sulmanos
e
1:400
por christãos. E’
atra
vessada
por
uma
corrente
d
’
agua,
o Tu-
sevica,
no
qual
se lança o
Grivicá.
Muito
menos interessante
a visitar que
Gabrowa,
Plewna
nem
tem
industria
nem
commer
cio.
O
unico
edifício
notável
é
o
hospital
civil,
creação
de
Midhat-Pachá,
foi construí
do pelo
modelo
dos
suais bellos
estabele
cimentos
d
’este genenero.
Gramie eatnstrophe.
—
Occorreu
haverá
15
dias
uma
grande
calaslrophe
no
rio
Volga— Rússia.
Nos
mezes
de
agosto
e
setembro,
as
aguas
do
Volga
vêem-se
constaotemente
cobertas
de
embarcações
a vapor que
transportaram
á
feira
de
Nijni-Novgorod,
ou
então
as
suas
casas,
de
regresso,
as
pessoas
que
lá
vão
e
de
lá
vêem.
Ora,
n
’
es:as
condições,
a
navegação
torna-se
extremamente
arriscada,
pois
demais a
mais
no
Volga
abundam
ilhotas
e
escolhos
em quasi todo
o
seu curso.
O
«Crondstadt
Vestuik»
refere
que
nos
princípios
do
corrente,
pelas
dez horas
da
noite,
o
steamer
«Kormeeletz»,
que
se
dirigia
a
Astrakan,
abalroou
violentamente
com
o vapor
«Boris»
qtie,
replecto
de
passageiros,
fendia
o
Volga
em direcção
á
feira
de
Nijni-Novgorod. O
«Boris»
foi
iramediatamente
a
pique.
Segundo corre,
o
piloto
ia fortemente
avinhado,
e
foi
assim
a
causa
do
sinistro.
Das
300
a
400
pessoas
do
«Boris»,
180
morreram
afogadas;
quanto
ás
outras,
fo
ram
recolhidas pelo
«Kormeeletz#
e
n
’
um
rebocador
que
subia
o
Volga
no
momento
em
que se
deu
o
embale.
Á
jsesea
«hs
garilinKa
em
Psr-
êtagaí.—
E’
muito
curiosa
a
seguinte
nar
ração
d
’um
dia
de
pesca da
sardinha
na
praia
de
Espinho,
que
se
lê
na Chronica
das
praias do
«D.
da
Manhã»:
A
povoação aqui (Espinho),
vive
exclu-
sivamenle
na
pesca
da
sardinha,
que
con
stituo
uma
verdadeira
riqueza, riqueza
que
seria
maior
ainda
se
entre
a
Granja
e
o
Espinho
se
construísse
uma
jetée
que
désse
aqui
um
abrigo
aos
barcos
de
pesca
e
os:
habilitasse
a
sairem
sempre ao
mar.
Assim
só
se
pesca
sardinha
quando
o
oceano
está
por isso.
O sistema
seguido
é
ainda
o
sistema
condenmavel
e
condemnado
das
redes
de
arrastar.
D
’
antes
as
redes
eram puxadas
para terra
pelo
povo,
hoje
empregam-se
juntas de
bois, 23
ou
30
para
cada
rede,
ganhando 500
reis
e
mais
cada
uma.
O
espectaculo é
pittoresco.
Vè-se
o
areia!
vasfssimo
semeiado
de
juntas
de
bois,
guiadas
por
estas
elegantes
e
desempen-
nadas
varinas,
com
o
seu gracioso trajo,
o
seu
chapeo airoso
posto
garridamente
na
cabeça,
o
lenço
caido,
o
corpete
bem
justo
na
cintura
bem
quebrada.
Depois,
quando
a
rede começa
a
surgir
do
mar,
não
se
imagina o
temporal
de
gritos
que
se
levanta.
Homens,
mulheres
e
creanças
tudo
ajuda
a
puxar,
e
grilam
com
as
vo
zes
roucas
aos
bois,
ás
varinas
para
que
acceierem
o
passo,
afim
de
que
o
peixe
não
fuja. Quem
vê
pela primeira
vez
es
te
espectaculo,
imagina
que
succedeu
al
guma
desgraça, que
cairam
homens ao
mar,
que
morreu
pelo
menos
metade
da
população do
Espinho,
taes
são
as
im
precações,
os
berros,
a
agitação
de
todo
aquelle
povo.
Mas,
quando
emfim
a rede
chega á
çraia,
com
as
suas
myriades
de
sardinhas
prateadas,
que,
pulando
e
batendo
nas
ma
lhas
da
rede,
produzem um
tintinar
si-
milhante
ao
da
chuva
a
bater
nas
lages,
o
espectaculo
torna-se
curiosissimo.
Mu
lheres,
creanças. homens
saltam
na
rede
e
tudo
furta.
Começa
então
uma
lucta
formidável.
.
de vozes,
de
gestos.
As
mu
lheres
insultam-se e
a
disputa
que
se
trava
entre
ellas
é
curiosa
a mais
não
poder
ser,
não
pelo
que
dizem, que
mal
se
entende,
mas
pela
abundancia de
ges
tos;
uma,
similhante
perfeilamente
a
uma
furia,
de olhos
scinlillantes,
longos
cabel-
los
desgrenhados,
voz
rouca, bracejava,
tirava
o
chapeo,
lançava-o
ao
ar,
apa
nhava-o,
lorcia-se
desconjuntava-se,
gri
tava,
em
pé
n
’
um
morro
de
areia,
sol
tando
ao
vento
como
que
as
longas
im
precações
furiosas
de
uma
heroina
de
tra
gédia
grega
;
um homem
nú
da
cintura
para
cima,
negro
como
um
beduino,
de
pau
na
mão,
similhante
a
um
demonio
de
magica,
percorria
os
grupos
em
carreiras
desordenadas,
soltando
pragas
ininlelligi-
veis,
as mulheres enterravam as
mãos
na
areia, batiam
as
palmas, não
diziam
uma
palavra
que
a
não
illuslrassem
com
o
ges
to,
virando
se
para
diante,
para
traz,
dan
do
pulos,
ajoelhando,
levantando
se,
lou
cas,
furiosas,
enrouquecidas
Ao
longe,
os
bois
pacíficos
retiravam-se guiados
pelas
varinas,
cujo
vulto
esculptural
se dese
nhava
na
nebrina da noite
incipiente,
e
o
mar
enrolava
e
desenrolava,
tranquillo
e
indifferente.
as
suas
ondas
placidas,
fran
jadas
de branca
espuma.
O
tumulto
emtim
termina, sem
dar
logar a
nenhuma
lucta
corporal E
’
o
que
parece
incrível.
A violência
da
disputa
parece
que
de
ve
produzir uma
scena
de carniíicina,
pois
não
se
troca
nem
um
murro. Altribuo
isto
ao
facto
salutar
de
não
haver
policia no
Espinho.
Se
houvesse
guarda
municipal,
morriam
vinte
pessoas
por
dia.
Então
começa
outra
scena
curiosa.
Ouve
se
de
todas
as
parles
o
grito:
Quem
quer
esculchar
?
quem
quer
ganhar
di-
nhéro?
«Escutchar»
supponho
que
signi
fica
sescorcbar»
porque
se
trata
de
tirar
á sardinha
a
cabeça
e
as
tripas.
As
mes
mas
mulheres
que
acabaram
de
roibar,
como
ellas
dizem,
vem
escarchar
sardinha,
•a razão
de 40
reis,
por milheiro,
com
a
ma-
xima
lealdade.
Formam-se
grupos
na praia,
a
sardinha
prateada
scintilha
em
montes
dispersos,
e
o
trabalho
faz-se
no
meio
de uma
algazarra confusa,
resto
da
dis
puta
anterior.
Então
levanta-se
outro
grilo:
Quem
quer
matckuar?
Esta
palavra
é
que
eu
não
sei
traduzir.
Sei apenas
que
se
trata
de
vender
em
hasta
publica
os
montes
de
resíduos
das
sardinhas
para
estrume
das
terras.
Os
lavradores
aproximam-se
dos
pregoeiros,
e
lá
vão
disputando
entre si
a
golpes
de
10
reis
o precioso
adubo.
O
roubo
da
sardinha
é
uma
tradição
que
se
não
perde.
Roubam-se
aos
milha
res.
Uma rede
d
’
aquellas,
que,
ao
sair
do
mar
póde
valer
os
seus
200^000
reis,
quando
vae preparar-se
já
leva
um
des
falque
pelo menos
dos
seus
50$000 rs.
Os
roubados
e
os
roubadores
gritam,
ber
ram,
injuriam-se
com
a
voz
rouquíssima,
as
palavras
prolongadas
como
um
éco
da
beiramir,
os
largos
gestos abundantes,
e
depos
fica tudo
em
santa paz,
até
que
venha
outra
rede,
dando
logar
exacta-
mente ás
mesmas
scenas.
(
A
varina verdadeira, não
a
varina
de
agea
de rosas
das
theatros
e
dos
livros,
merece
ser
estudada
pelo
pintor
e
pelo
dramaturgo. E
’
um
lypo
ainda
primitivo
que
exprime
as
suas
paixões
na
lingua
gem
colorida
das
populações
selvagens.
Scenas como
esta
que
presenciei
é
que
são
as
scenas verdadeiras
da
nossa
vida
popular.
NECROLOGIA
«Oh
mors
quarn
amara
est
memória
lua
!»
Verde
em
annos,
pois apenas
conta
va
21,
edade
inspiradora
de convenientes
diversões,
apoz
quinze
dias passados
na
Povoa
do
Varzim,
aqui
accommettido
por
um
accesso
febril
proveniente
d
’
uma
gra
víssima
constipação,
Manuel Plácido,
bai
xou
ao
tumulo,
deixando
a
todos
sauda
des
indeleveis.
Alma
bondosa,
coração
sensível
reple
to
dos
mais
nobres sentimentos,
caritati
vo
para com
os
indigentes,
simpathico,
affavel, benevolo
para
todos,
Manuel Plá
cido
subiu
boje
á
mansão
celestial
onde
serão
galardoadas
sitas
egrejas
virtudes.
Ir-se-hão
esvaecendo
por
esta
firme
con
vicção
as
lagrimas
dos
am.gos
e
os
pran
tos
da
familia.
Falíece-me
saúde
e coragem para pes
soalmente
dar
os
sentidos
pezames
á
il
lustre
familia
do
finado,
á
qual
cordeal-
mente
sou
affeiçoado.
Landim,
I7
de
outubro.
Anlonio
Maria
Teixeira
de
Mello.
(MH
i
' 8
AO
PUIfLICO
Cnrreira
diaria
para
a
Povaa
do
Varzim
a
preços
redtizidog
José
Antonio
Duarte
Pregueiro, mora
dor
no
largo
da
Praça,
d
’esta
cidade,
faz
publico que,
os
carros
que
saiam
para a
Povoa
ás 5
e
8
horas
da
manhã, d
’
ora
em
diante
sairão
só
ás
6.
Os
preços
são:
dentro,
500
reis
e
fóra
400
reis.
Os
es-
criptorios são
os
mesmos,
tanto
na
Povoa
como
em
Braga.
Braga
19
de
setembro
de
1877.
(501)
José
Anlonio
Duarte
Pregueiro.
muoawça
José
Joaquim
Coelho
dos
Santos,
ne
gociante
de
pannos,
na
rua Nova
n.°
40,
muda
para
o
largo
do
Paço
n.°
9,
d
’
esta
cidade.
(502)
Venda
de
quinta
Vende-se
uma
toda
murada,
cora
boas
bouças
de
malto
adjuntas,
quasi
toda
al-
lodial,
a
5
kilometros
de
Braga
e
a 2
1|2
da
estação
do
caminho
de
ferro
de
á.
Bento,
com
boa
casa
para senhorio,
e
ora-
torio
de
dizer
Missa,
com
casa
de casei
ro,
cortes de
gado,
casa
de
eira,
lagar,
e
adega
:
tem
uma
mina
de
bastante
agoa,
um
lago
d
’
onde se
lira
agoa
com
engenho
de
ferro,
poço
com
bomba
do
mesmo
me
tal
para
uso
domestico,
uma
bica
d
’agua
encanada,
com
grande
tanque proximo
das
casas,
fructas
de
diversas qualidades
e
o
vinho
é rico;
tem maltos
para
dobrado
terreno
e
bons
pinhaes,
com
proporções
para
na
mesma
se
montar qualquer
es
tabelecimento,
e
podendo
o
comprador
fi
car
com
parle
do dinheiro
em seu
poder.
A
quem
convier,
póde
dirigir-se
ao dr.
Manuel José
d
’
Oliveira
Guimarães,
abba-
de
de
S.
Pedro
de
Maximinos,
Braga,
que
dará
as
explicações
precisas.
(499)
TODA BE QDIITA
Vende-se
a
quinta
do
Bar
rai,
sita
no
logar
do
mesmo
nome,
na
freguezia
de
Se.nelhe,
a
limitar
com
a
de
S.
Jerony
mo
de
Real, junto
a
Braga,
com
todas
as suas
pei
tenças,
juntas
ou
separadas,
e
os
bens
das
Pêgas,
na
freguezia
de
S.
Je
ronymo,
a
limitar com
aquelles.
Us
bens
e
montados
a
limitar
em parte
com
os
da
quinta
de
Real.
Para
tractar,
rua dos
Capellistas
^0
C-
Braga.
(495)
Vinho
verde
o
mais
superior.
Manoel
de
Souza
Lobo,
rua
dos
Chãos,
acaba
de
receber
os vinhos da
snr.a D.
Francisca da
casa
de
Valbom, de
Basto,
que
foram
premiados
na
exposição
da
Philadelphia. Estes vinhos
são
vendidos
nos proprios
cascos
da
casa
de
Valbom.
O
annunciante
nunca
vendeu
no seu
estabelecimento
se
não
vinhos
verdes de
primeira
qualidade.
A
elle!
a
elle!
amantes,
porque
o
que
é
bom
fogo.
(496)
THEOfLOCtIJS
ÍHX-.7Í
ATJC.B
Institutiones
quas Aloysius Vincentius
Cassiltus,
correxit
et
adoptavel
D.
Joan-
nes
Chrysoslonius de Amorim
Pessoa.
Secunda
hac
editione.
3
volumes.
4.°
grande.
.
.
l$700
(494)
VENDA
BE
QUINTA.
Na
freguezia
de
S.
Mamede
d’
Éste,
vende-se
uma
quinta
no
valor
de
cinco
contos
de
reis.
Quem
a
quizer
comprar,
póde
tractar
do
seu
ajuste
com o snr. Manoel
da
Silva
Rocha,
morador
na antiga
casa
do
Hos
pício
Municipal, d
’
esta
cidade.
(497)
f
OSSíSe
Os
KebiiçaiSon
mytilieos,
de
na
tureza
balsamica,
calmante, peitoral
e
ex-
pectorante,
são o melhor dos
remedios até
hoje
conhecidos
nas doenças
tossicolosas.
Caixa
200 reis.—Meia
caixa
100
reis.
Unico
deposito:
PHARMACIA
CEN
TRAL,
rua
de
Santo
Anlonio,
227,
no
Porto.
Em
Braga:
PHARMACIA DOS
OR-
PHÃOS, praça
Municipal.
(451)
VEJV2SA
I>K
CASAS
Uma
na
rua
do
Charqueiro
de
1
jijiiL
andar
e
quintal,
n.°
4.
p
uas
t
erreaSi
n.
os
7
e
8,
com
quintal,
na
dita
rua.
Duas
nas
escadas
de
Guadelupe,
com
quintal,
n.
os
16
e
17.
Uma na
rua
das
Aguas,
feita
de
novo.
Quem
as pertender trata
se
com
a
Ge
rência
do
Banco
do
Minho. (263)
Aluga-se
a
casa
n.°
7.
f
na
pra
BÊiS
D
’
Alegria,
construída
de novo
SisO
e com
elegancia,
esta
casa
tem
uma
boa
loja
para
qualquer
negocio,
e
pode-se
alugar
junta
ou
em
separado,
quem
a
pretender
falle
com
seu
dono
na
rua
Nova
de
Sousa
n.°
56.
(474)
PADRE
SENNA
FREITAS
em m»
iriiiwi
Preço
....
50®
reis
A
’
venda
na
Livraria
Catholica
Portuen
se,
praça
de
D.
Pedro, 131.
CREADO
Quem
precisar
de
um
creado
hispanhol,
com
boas
habilitações
para
casa
particu
lar,
edade
18
annos.
dá-se
garantia
á
sua
couducta.
Quem
precisar
dirija-se
á
rua
de
S.
Vicente, n.° 69.
(500)
CIRVTR6Iî
DEXTISTA
APPROVADO
PELA
ESCOLA MEDICO-CIRURGi-
CA DO PORTO
Rua
de
S. Marcos
n.° i9.
BRAGA.
Faz
tudo
quanto
diz
respeito
á
soa
arte
e
conlinúa
operando
grátis,
pobres
e
soldados.
(580
t
FILIAL DA CAIXA
PE.VHORISrA
Sociedade
anónima
de
responsabilidada
li
mitada
Capital
...................
5UOs®®O^OOO
RUA
NOVA
DE
SOUSA,
N.°
9
(Também
com
entrada
pela rua
do
Campo).
BRAGA.
Empresta dinheiro
sobre
ouro,
prata,
joias,
papeis
de
credito,
cereaes,
roupas,
moveis,
ferramentas,
e
sobie
todo
e
qual
quer
objecto
do
valor
não ioferior
a
106
réis.
Recebe
pequenas
quantias
em
deposito
a
praso
ou
á
ordem
abonando
juros
aos
depositantes.
A
caixa
está
aberta
todos
os dias
des
de
as
9
hora
da
manhã
até
ás
7
da
noite,
e
nos
dias
santificados
estará
aberta
só
até
ao
meio
dia.
O
gerente
—
-A.
G.
Ferreirinai.
ARRENDA-SE
Uma
morada
de casas
de
dous
andares,
com
quintal
e
poço
e
construída
de novo,
na
rua
de
S.
Geraldo n.°
18.
Trata-se na
mesma.
(482)
ALUGA-SE
a
casa
apalaçada
con-
j;:i&
slruida
de
novo,
com quintal e
dSáS.
poço,
na
rua da
Ponte
n.°
58
C.
Para
tracta
”
no
n.°
acima.
(448)
DISCURSO
do
deputado
franeo
eatliolico
O CONDE ALBERTO DE MUN
Pronuneiado no
eneerramento
da
assembleia
geral
dos
menbros
da
obra
dos
cireulos
eatholieos
de
operários
TRADUZIDO
PELO
PADKE
SES6SA
FREITAS
Dedicado
ás
Associações
Catholicas
do
Porto
e
Braga.
Vende-se
n
’
esla
redacção
por
60
rs.
IMÍTÂÇiO
DE
LIlhlSTO
EDIÇÃO
AUCTORISADA
PELO
Ex.mo
e
rev.
m
°
sr.
SSispo
do F«rt«
Está
concluída a
impressão
d
’esta
im
portante
obra.
Um
volume,
encadernado
500
reis
Pela
correio
520
»
O importe,
tendo
de
ser
remeltido
pelo
correio,
deve
vir
em vale
para as
sim
evitar descaminhos,
aliás
frequentes.
Esta
edição
contém
as orações
pre
paratórias
que
o
sacerdote
deve
recitar
antes
da celebração
da
missa
e
ás
quaes
estão
addiclas
muitas
indulgências,
con
cedidas
pelos
Papas,
Leão
X
e
Pio
IX.
Vende-se
unicamente
na redacção
-da
«Palavra».
___ _
Vendem-se
doas
moradas
de
casas
sitas
uma
na
rua
de
D.
Pedro
V
desi-
...Aiiàs.
gnada
com
o n.°
1
e
1
A, e ou
tra
na
rua
do
Anjo, designada
com
o
n.
11
e
11
A.
Para
tratar
procure-se o
snr.
Bento
Gonçalves
Fernandes
morador
na
rua
de S.
Sebastião,
na
casa
n.°
25.
(324)
BRAGA, TYPOGRAPRIA LUSITANA--18"
7.
Parte de Comércio do Minho (O)
