comerciominho_19061877_652.xml
- conteúdo
-
5.
’
ANNO
1877
FOLHA
COMMERCiAL
RELIGIOSA
E
NOTICIOSA
NUMERO
£52
Assigna-see
vende-se
no
escripcorio
d©
snma
e
prof
3
íxtario
ioti
Maria
B>ias
da
Gosta,
nsa
Nova
a.
’
3E,
para
onde
deve
asr
dirigida toda a cc-rerespo
adeacia
fraaaca
de
porte.
=
As
assi
naturas
são
pigas
adiant
idas
;
assim
-coros as
correvponden-
sus de
interesse
particular.
Folha
awdso
10
rs.
UBSuICA-S
AS
TERÇAS,
QUINTAS
E
SABBADOS.
Pasços
: Braga,
anno
1^600
rs.
—Semestre
850 rs.-=»Promn
cias,
anno
2&000
rs
e
sendo
duas
3&600
rs.—
Semestre
1^050
rs.=Bra3i/,
anno
3$600
rs.-=»Semestre
1&900
rs. moeda
forte,
ou
8&000
reis
e 4^500
reis
moeda fraca.—Àniiuncios
por
íinhà.
2(1
rs.,
repetição
lOrs. Para
os
íssignantes20
°j
6
d
’
abatiment(?.
BEACA-TlERÇ
A £3 ®E
JUAIÍO
RejjrestM»
dots íieregrine».
Tem
regre&sàdo
a.
aaaioria
dos
3'
*
0
‘
pe
regrinos
que
(Teste
ciaaíinho
do
oecideifte
foram
a
Roma
(felicitarão
Santo
Padre pe
lo
seu
quinq«agesinno
anniversario epis
copal.
Pelas
afiirmativas
d
’
«queiles
cem
quem
temos
fatiado,
e
petas
correspondências
que
respeclivamente
temos
lido,
ite-dos
são
concordes
em
asseverar o
bom
traotamento
e
«acatamento
ató
que
receberam
no es
trangeiro,
quer
dos
empregados
dos ca
minhos
de
ferro, quer
dos
tiscaes -d
’
alfan-
dega.
—
tanto
®a
rHespanka,
como
aa Fran
ça,
llalia
e
Allemanha
As
suas
bagagens
focam respeitadas,
«e
quasi
em
toda
a
parte
os
empregados
se
limitavam
a
.perguntar,
com
a maior
urbanidade,
aos
romeiros-se
estes
levavam
fumo,
ou
qualquer
objecto
de
valor
pelo
qual
devessem
pagar direitos,—
con&entan-
do-se
com
a siiqples
aílirmativa
ou
nega
tiva
que
d'elies
recebiam,
para
não
mais
os
incommodarem.
Estava,
porem,
reservcda
ao
eosso
Portugal
a
triste
gloria
de
se
apresentar
em
desgraçada
«opposição
com este
pro
cedimento
que
vincos
referindo. Alguns
empregados
íiscaes
e d
’
estações
de
vias
ferreas
não
doiraram
perder
o
ensejo
fa
vorável
para
aíTirmarem
a
sua
falta
de
edu
cação,
e
o
seu odio
á
Religião
do
Estado
cobrindo
de
desprese
e vaias
.repugnantes
os
seus
compatriotas
que
voltavam
á
pa-
tria
I
Quando
os
peregrinos
chegaram
a
Ei
vas,
cheios
de
saudades
dos
seus
lares
de
que
ha
uns
trinta
dias
estavam
ausen
tes,
nem
ao
menos
puderam
aproveitar
os
20
minatos
da
demora
alli
para
tomar
um
pão
e
beber
agua
da
patria;
porque
essa
demora
lhes
foi
roubada
no
exame
da
ba
gagem,
q.ue
foi
mexida
e
remexida em
todas
as
direcçêes,
e
na
disputa
ácêrca
dos
direitos
que
devia
pagar
um
padre
pelo
facto
de traser
na
mala
um
par
de
calças
novas
e
uma
facha.
Uns
rosários,
pequenas
medalhas
e
outros
objectos
de
devoção,
que
ao
lodo
não
teriam
cus
tado
quantia
superior
a
2$000
reis,
fo
ram
avaliadas
em
12^009
reis, lendo o
do
no
de
pagar
uns
700
reis
de
direitos: os
outros
peregrinos
lambem
pelo mesmo
mo
tivo
tiveram de pagar
maiores
ou
menores
quantias.
Não
queremos
agora
entrar
na
ques
tão;:—se
no
muito
adiantado
e
civilisado
Portugal
está
bem
definida
a
tabella
dos
direitos
ácêrca
dos
objectos
de devoção e
outros
d
’
insigKÍficante valor
que
de
pere
grinação
a
Roma
se
trasem,
não
para
ne
gociar
mas
para
distribuir
á
familia
e
ami
gos
de
quem
os
traz. O que podemos
af-
tirmar
é
que
nas alfandegas
da
llalia.
França
e
Hspauha
não
se
exigem
direitos
alguns.
Quem
escreve
estas
linhas
pode
disel-o
por conhecimento
proprio.
Aconteceu
nos
o mesmo
em diversos
estados
da
Alle
manha.;
apenas
etn
uma
alfândega,
ainda
em
orgamsação
em
território
tomado
aos
.francezes, se
suscitou
duvida,
se
devería
mos
ou
<ião
pagar
direitos.
Dirigimos
nos
eatão
ao chefe
da
mesma,
e
apresentan
do-lhe
o
«osso
passaporte
dissemos-lhe
que
vínhamos
de
Roma
d
’onde
trasiamos
aquel-
les
objectos
para
a patria,
para
nosso
uso
particular.
Foi
isto
o
bastante
para
que
elle
mandasse
fechar
as
nossas malas
e
despedirmos
com
toda
a
delicadesa.
Em
Portugal,
porem,
que
é
um
paiz.
muito
cioso
da sua
alevanladissima
civili-
sação,
olham-se
as
coisas por
um
outro
prisma.
Vamos
agora
fazer
uma
ligeira
pergun
ta
ao
snr.
chefe
da
alfandega
d
’
Elvas
so
bre
um
ponto,
que
desejamos
esclarecido
•para
uoeeo
governo e
para
governo
dos
outros.
Em
todas
as
alfandegas
da
Euro
pa
observa-se o
seguinte:
um
passageiro
pode
levar
comsigo
qualquer
objecto,
que
para
seu
uso,
quer
como
amostra,
quando
não duplicado:—
é
o
que,
ha
annos,
vi
mos
decidir-se
no
Porto
a
respeito
d
’
um
vestido
de
seda
que
uma
senhora
trasia
do
estrangeiro,
ainda
novo e
por
concluir.
Esta
decisão
serviu
lambem
para
muitos
outros
casos
idênticos,
entre
os
quaes
alguns se
deram
comnosco,
e
pelo
que
fomos
alliviados
dos direitos
que
nos
que
riam
impor.
Visto
o
exposto,
qual a
rasão
porque
o
snr.
chefe
da
alfandega d’Elvas
exigia
direitos
pelo
facto d’ura
indivíduo
trazer
umas
calças
e
uma
facha,
objectos
que
muito bem
sabia
não
serem
para
nego
ciar
?
Não
queremos
decidir
sobre
as inten
ções
de
ninguém;
mas parece
evidente
que
n
’
esle
procedimento houve
alguma
coisa
mais
do
que
mero
zèlo pelos
inleres-
ses.da
fazenda.
Alem
d
’
isso
o
modo
brusco
porque
fo
ram
tractados
os
peregrinos,
não abona
muito
a
boa educação
de
pessoa
alguma.
A
reliyiãu cattiolicu
eiu faee
das
seitas dissidentes e
dos syste-
naas philosopliieos modernos.
A
questão
do
catholicismo,
ou me
lhor
ainda,
da
Egreja
catholica
romana,
é
nada menos
do
que
a
questão
da ver
dade,
da
grande,
da
séria,
da
importante
verdade,
ii’este
mundo
e
n
’este século
em
que
tantas
vezes
a
banalidade,
apparen-
lando
graves
ademanes,
usurpa
o
logar
das
cousas
sérias.
Para
todo
o
homem
feito
para
pensar,
a
perspecliva
actual
da
Egreja
posta
em
paralello
com
as
doutrinas
humanas,
re
presenta
a
formidável
demanda
travada
nada
mais
e
nada
menos
do que
entre
os
eternos
direitos
da
razão,
da
consciên
cia,
do
senso
commum,
da
humanidade
e
da
historia,
e
as
aberrações
sempre
crescentes
d
’
uma
philosophia
degradante
que
acubou por enthronisar
o
absurdo,
e
fez
da
negação absoluta
a
lei
da
scicncia
e
da
verdade.
Em
quanto
o racionalismo não tinha
tirado
a
sua
derradeira
conclusão,
e
ma
nifestado
a
sua
suprema
tendencia,
em
quanto
deixou assente
ou
pelo
menos
sus
pensa
alguma
verdade
religiosa,
quer
por
que
ainda
então
não despira a
timidez
da
mfancta,
quer
porque
a
prudência
do
seu
plano
sinistro
assim lh
’o
aconselhasse
nos
inicios
da sua tentativa
infernal,
arremeda
va
assaz
habilmente
a
linguagem da
fé,
quando
lhe
era
preciso,
passava
inofensivo
ao
longo
de
certas
balisas
sem
pretender
abalal-as,
antes
parecendo
veneral-as,
co
mo
Rousseau preconisando
a divindade de
Ghrislo.
e
os
semi-sabios,
e
os
ingénuos
deixavam-se
embair
de
barato.
Parecia-lhes
seguro o
edifício,
porque
algumas
pedras
ainda
restavam
de
pé
embora
o
alvião
as
fosse
progressivamente
derruindo.
Tudo
isso
acabou.
O
racionalismo
atirou
a mascara,
disse
a
ultima
palavra,
escreveu
francamenle o
absurdo
onde antes
puzera
reticências
e
ostentando
a
altitude cynicamenle
lioltil
do
aibeu,
collocou-se
em
face
do
catholi
cismo,
e
disse-lhe
com
mais
desgarro
que
Voltaire,
que
só
o dizia
aos
amigos
—
es
maguemos
o infame
—
neguemos todas
as
verdades
que
ultrapassam
o campo
raso
da matéria.
Hoje,
pois,
o
partido
da
aflirmacão,
que
gera
e
fecunda,
está perfeitamente
de
limitado
;
nada
mais
fácil
do que
encon-
tral-o
ou
do que
conhecel-o.
Pela
mesma
razao,
nada mais
facil
do
que
conhecer
o partido
da
negação,
que
destroe
e
as-
solla.
Resumem-se
n’
esta
disjunctiva
; ou
a
Egreja,
ou
o
philosophistno,
compre-
hendeudo n
elle
as
seitas
dissidentes,
e os
sysiemas
phiiosophicos
modernos.
O
principio
exposto
póde
exprimir-se
sob
a
seguinte
fórmula: a
unica
socie-
FOLHETIM
0S
ÚLTIMOS M0MBT0S
D
UM
CONDEMNADO
PELO
R.
P.
e
Marchai
MisKsessarío
apostolieo
TRADUZIDO
DA
19.
a
EDIÇÃO
POR
J.
B.
da
S.
R.
[Continuação]
VIES
Aproximamo-nos
da
grade,
e
ahi lhe
ex-
puz
lodos
os dogmas
catholicos
d
’
uma ma
neira
curta
e
precisa,
pedindo-lhe
para
ca
da
um
a
sua
profissão
de
fé.
Elle
foi mui
to
docil.
Depois
d
’
isto
expliquei-lhe
em
que
sen
tido
devia
tomar
estas
tres palavras:
«li
berdade,
igualdade,
fraternidade»,
e mos
trei-lhe
quanto
havia
d
’
anti
social
nos prin
cípios
de
que
se
tinha
imbuido.
N
’esle
ponto
tornou
se
mais
diílicil a minha
ta
refa,
mas
emíim,
com
a graça
de
Deus,
consegui
fazer
d’
elle,
senão
um legitimisla
d
’
oulros
tempos,
ao
menos
um
republica-
n
°
muito
moderado.
Perguntou-me
senão,
estabeleceria
uma
constituição
republicana
na
Oceania.
Res
pondi-lhe
que se
os
selvagens
fossem
to
dos
santos, ou
pelo menos homens muito
■^rtuosos,
poderia
dar-lhes
uma
similtiante
constituição;
mas
que
homens
egoístas
e
corrompidos
não
eram
dignos
d
’
esta liber
dade,
cujo
nome
era
tão
doce
e
o abuso
tão
facil.
—
Tendes
toda
a
razão:
é
uma des
graça
que
haja
no
mundo
tanto canalha
:
não
havia
necessidade
de
tantos
verme
lhos, azues
e
pardos.
Tanto
bom
senso
me
fazia
rir,
se
a
a cireumstancia
fosse
menos
solemne
;
mas
tratei
logo
de
lhe
inspirar
o
horror
de
seu
crime.
Quando
acabei,
(dez
horas
e
meia),
to
mei
a
sobrepeliz,
da
qual
me
linha munido
em caso
de
successo.
Assentei-me
na
ca-
deira
aproximando-me
d
’elle
e
lhe
disse;
«Vamos,
meu
amigo,
alguma
coragem
!
Rogo-vos
vos
ponhaes
de
joelhos
;
pratica
reis
um açto
de
humildade
mas
que
não
terá
nada
de
deshonroso.
Se
eu
fosse apenas
um
rei,
comprehenderia
a
vossa
repugnân
cia
;
mas
agora faço
as
vezes
de
Nosso
Senhor
Jesus
Ghrislo,
que tanto
amaes,
e
não ha
por
certo
deshonra
alguma
em
vos
ajoelhardes
diante
de
Ghrislo!...»
Ainda não
linha
acabado
e
já
elle
re
gava
com
suas lagrimas
os
meus
joelhos.
«Vamos!
meu
amigo,
começae,
se
as
sim o
quereis.»
Entrei
a
recitar o
Confileor,
pedindo-
ihe
o
repetisse
depois
de
mim:
respon
deu-me
:
«Mas,
meu
padre,
se
principiasse
anles
pelo
Credo?»
—
E
’
uma boa inspiração;
dizei
o
Credo.
E
elle recilou-o
sem
se
enganar
em
uma
syllaba.
Mas,
coisa
admiravel
1
quan
do
chegou
a
estas palavras: «Eu
creio
na
Sanla
Egreja»,
voltou
alraz
para
ajun
tar-lhe
estas
outras
palavras
:
Catholica,
Apostólica,
Romana.»
Acabada
a
confissão,
lagrimas de
com-
pumção
inundaram
de
novo
a minha
ba
tina...
As dores
de
cabeça,
linham-me
desap-
parecido Eu
acabava
de
inaugurar
o
meu
ministério
no centro
d
’
uma prisão,
ás
on
ze
da
noute,
pela
conversão d’
um
protes
tante
socialista,
que,
seis
horas
depois,
tinha
de
deixar
este
mundo.
Meu
coração
eslava
em
um
festim
d
’
alegria
santa:
mi
nha
alma
nadava
em
um
oceano
de
inef-
favel
felicidade.
Depois
d
’este
primeiro
passo,
pregun-
tei ao
neophyto
se não
linha
repugnân
cia
em
se
deixar
baptisar
de
novo.
Res
pondeu-me
:
—
Meu
padre,
tornae-me branco
como
a
vossa
sobrepeliz!...
Baptisei-o.
E
’
impossível
dizer
a
alegria
que
inun
dou minha alma,
quando,
levantando
com
a
minha
mão
os
longos
cabellos
negros
que
caiam
sobre
a
fronte,
lhe
lancei
com
a
outra
sobre
a
cabeça
a
agua
regenera
dora!...
Cumprido
este
grande
acto,
lhe
disse:
«Agora,
meu muito caro
Julio,
eslaes
branco
como
a
neve,
e
espero
que
as por
tas
do
ceo
vos
serão
abertas.
—
De
vagar,
meu
padre, é
preciso
ser
santo
para
ir
direito
para
o
ceo,
e
eu sou
um
miserável
!...
—
Tende
confiança,
nada
é
impossível
á
graça
de
Deus.
O baplismo
acaba
de
res
tituir
á
vossa
alma toda
a sua alvura,
ainda
que
fosse
tão
negra
como
a
minha
batina.
Resta-nos agora
agradecer
a
Nosso
Se
nhor.»
Elle
poz-se
a
orar
em
silencio.
«Deixo-vos
um
instante,
meu
querido
amigo;
em
poucos
.minutos
aqui
estarei.
—Sahis?
Peço-vos
tenhaes
a
bondade
de
me trazer
uma
Biblia
em
francez.
—Tudo o que
quizerdes.»
IX
Em
pouco
tempo
voltei para
junto
do
meu
muito amado
converso.
Trouxe-lhe
a
Biblia
que
me linha pedido,
e
que
abriu
logo
no
livro de Job
Como
se
dispunha
a
lêr,
sahi
de
novo
para
voltar meia
hora
depois
A’
minha
chegada,
achei-o
de
joelhos
lendo
a
Paixão
de
Nosso
Senhor.
Logo
poz
o
livro
sobre
a
sua
cama,
e
disse
ao
guarda
:
«Trazei
me,
eu
vos
rogo,
uma
garrafa
de
vinho;
o
meu
padre
tem-se
cansado
muito
esta
noute
junto
d
’um miserável
como eu
; elle
tem
necessidade
de
beber
um
copo.»
Eu
respondi
a
isto
.
«Não estou
fatigado,
meu
caro,
porque
a
alegria não
fatiga
;
mas
como
é
vossa
vontade,
beberei
de
boa
mente
um
copo
comvosco.
Como
o
guarda
trouxesse
mais
:
«Basta
um,
lhe
disse
eu,
é
suíliciente
um
copo
para
ambos:
será
o copo da
fraternida
de!...»
O
prezo apertou-me
a
mão,
e depois
perguntou-me
senão
queria
assucarar
o
vi
nho.
Eu respondi: «a
fraternidade não
pre
cisa
ser
adoçada', ella é
doce
de
si
mesma.»
Bebemos
cada
um
nosso
copo;
a
oeca-
sião
não
era
para
menos,
pois
que
o
meu
caro
Julio
ia
partir
para tão
longe!!!...»
I
(Continúa)
dade
em
que
se
conserva
inconcussa
toda
a
verdade
principalmente
religiosa
é
no
ca-
tholicismo
;
fora d
’elle
Iodas
as
verdades
permanecem
á
mercê
da
volubilidade
da
razão fallaz,
e
o
erro
campea
altivo
e
sem
pêas.
Todo
aquelle que
sahiu
da
Egreja,
desprendeu-se
da
amarra
que
o
fixava
ao
porto,
largou
a
corda
salvadora,
que
o
impedia
de
mergulhar
e
sumir-se
na
vo
ragem,
perdeu
o
equilíbrio
que
o
susten
tava
entre
a orgulhosa
independencia
da
razão,
e
os
desvairamentos
da
liberdade,
sacudiu
a
cadêa
divina, em
que
as
ver
dades
reciprocamente
se
entre-seguram,
e
rebolou
miseravelmente
no
terrível
plano
inclinado, em que
quasi
é
impossível
pa
rar,
e
em
que
as
negações
chamam
as
negações
por
uma
lógica
satanica
mas
ri
gorosa.
A
auctoridade
e o racionalismo
são
os
dous
pólos em
que aclualmente
gyra
a
sociedade.
A
auctoridade
desce
de
Deus,
atravez
dos
lábios
da
Egreja, para
illumi-
nar
e
deiíicar
o
homem,
o
racionalismo
parte
do homem para
negar a
Deus,
aca
bando
por
negara
própria
razão,
e
apear
a
dignidade humana
á
ignóbil idade
di
es-
phera
animal.
E
’ esta
a verdade
expressa
sem
rebuço,
em
todo
o
rigor
da
observação
fria
e
im
parcial, á face
do
espectacnlo
por
demais
patente
do
século
XIX.
Nem
todas
as
theorias
humanas,
com-
tudo,
estão
a
egual oistancia
do
catholi-
cismo,
nem
todas
as
doutrinas dissidentes
attingem
o
mesmo
grau
de
aberração
da
verdade,
se
bem
qye
todas
conduzam
ou
possam
conduzir
ao
nihilismo
religioso,
morai,
e
por
uma
consequência
mais cer
ta
do
que
se
pensa,
até
ao proprio
nihi-
lismo
scienlifico.
Um
rápido
olhar
para
as
differentes
seitas,
e
systemas
philosophicos
do
dia.
D
’
onde
nasceu
o
scisma grego,
que
occupa
o
primeiro
degrau
da escada
des
cendente
do
erro?
De
um
acto
de
revolta,
de
uma
razão,
ou
antes,
de
uma
pseudo-
razão
sophistica,
quebrando
o
élo
da
au
ctoridade.
Mas
o
que
o scisma
tornou
os
povos
em
que
domina,
dil-o
a
historia
preterila,
e
ainda
melhor
a
historia
viva
do
presente.
Na
Egreja
grega
scismatica
apagaram-se
esses
famosos
luminares, que
retuigiram
nos
primeiros
séculos
do
cliris-
lianismo,
como
outros
tantos
oráculos
da
tradição,
e em
que se
cotsubstanciára
o
genio
da
Egreja
oriental,
hoje
extincto.
A
voz
de Athanazio,
de
Cbrysostomo,
e
de
Nazianzeno
expiróu
nos lábios
envene
nados
de
Phocion. A
superstição lavrou
por
entre
a
crença
christã,
tanto
nos
scismalicos gregos
como
russos. O
alto
e
o
baixo
clero
d
’estas
duas nações,
segundo
o
testimunho da
celebre
escriptora
Mada-
me
Swetchine
convertida
do
scisma
á
Egreja calholica,
conserva
como
petrifica
da
uma
fé
sem
convicção
nem
zelo,
que
apenas
se
traduz
peio
ceremonial
de uma
i.
thurgia
mechanica
e
venal.
De
resto,
é
sabido
que
a
ignorância
do clero scisma-
tico
corre
parelhas
eotn
a
sua
profunda
immoralidade.
Nenhum
progresso
religioso
na
seita
phociana,
nenhum
fóco
de
vida
intima exteriorando-se
e expandindo-se
em
novas conquistas
religiosas
ou
em
desen
volvimentos
ascendentes
para
a perfectibi-
lidade
christã,
nem
mesmo
civil.
Morte
inconsciente.
O
protestantismo,
que
occupa
o
segun
do
degrau da
escada,
já
não
protesta
con
tra
nenhum
dogma
em
especial,
porque
chegou
emlim,
de
livre
em
livre
exame,
a supprimil-os
a
lodos
em
geral.
Bifurcando-se
n
’
um
numero
de
seitas
cada
vez mais
multiplicadas,
verdadeiro
Protheu
da
fabula,
que
ora
se
chama
lulheranismo,
ora
anglicanismo,
ora
calvi-
nismo, ora
presbyterianismo,
mormonismo,
puseismo,
etc.
,
o protestantismo
é
a
re
ligião
do
sim
e
do
não,
do
vae-vem
per
petuo
das
opiniões
religiosas
entrechocan
do-se
e
fracassando-se
umas
ás
outras,
demonstrando
á
razão
de
lodo
o homem
sensato,
que
se
aquelle
«varia,
logo
er
ra»,
como
rigorosamente
conclue
Bossuet.
Ao
protestantismo
só
póde
hoje
caber
o
nome
de
lheismo,
e
nada
mais
;
mas
do
lheismo
ao
alheismo
ha
só um passo,
dista
apenas
o
prefixo
de
um
—
a
—,
e
d
’
esl
’
arte
á
força
de
negar,
o
protestantis
mo
virá
finalmente
a
negar-se
a
si
mesmo,
ou
aterrado
da
sua
consumpção
progressiva,
lançar-se-ha
nos
braços
do
cathohcismo
para
recobrar
a
plena
saude
da
fé.
Assim,
o dogma
da
divindade
de
Christo
é
a
pedra
angular
dareligião
christã,
e
metade
dos
ministros
protestantes
mal
se
atrevem
na
hora
presente
a affirmar
com
Zurst
que Jesus Christo
foi
um
homem
em
tudo
superior
aos
outros
homens,
mas
sem
pronunciar
a
sua
consubstancialidade
divina,
outra parte
d
’
elles
nega
com Ano-
tolio
Coquerel
a
inspiração
de
muitos
dos
livros
sagrados,
ou
reduz
o
dogma,
com
Agenor
de
Gasparin,
ao
rez das
opiniões
humanas, na
discussão
das
quaes
deve
presidir
a
inaxima liberdade.
Deplorável,
mas
forçoso
corollario
de
uma theoria
religiosa,
que
inscreve no
frontão do
seu
templo,
como
principio
fun
damental,
o
direito
absoluto
da
razão
in
dividual
em
interpretar o
mais
obscuro
dos
livros, e
em
construir
por elle
e
só
por
elle
a
sua
própria
crença,
conforme o
entender
!
A
instabilidade
perpetua
do
raciocínio
havia,
por
tanto,
de
gerar
a
scisão
até
ao
infinito,
nos
domínios
da
crença.
Não
é
essa
a nota
distinctiva
da
ver
dade;
a
verdade
é uma,
não
múltipla
sobre
o
mesmo
objecto, collige,
não
divide,
con
verge,
não
diverge,
é
centro,
não
raiz,
organismo,
não
decomposição,
ordem,
não
cabos.
A
Egreja
Catholica Romana
tem
sem
pre
dito
uma só
palavra, aílirmado
e
pro
clamado um
só
Credo;
o
protestantismo,
depois
de
renhidos
tentames
por
muitas
vezes
reiterados,
ainda
não
conseguiu
for
mular
um
canon
de doutrina.
Quando
quer
affectar possuil-o,
toma-
nos
o
nosso
emprestado, e
insculpe-o
nos
seus
templos,
expungindo-lhe
o
artigo
—
Egreja
Catholica
—
,
mas
o
desmentido que
a
nossa
profissão
de
fé
lhes
dá
é
formal
demais;
e
dá-se
pressa
de
tornar
a
sup-
primil-a,
respeitando
as susceplibilidades
da
razão
soberana
protestante,
no
veredicto
infallivel
e intimo das
suas
crenças...
Voltaremos
breve
ao
mesmo
assumpto.
Resta-nos
fazer ainda
a analyse synoptica
dos
systemas
anti-chrislãos
soi-disanl
phi
losophicos.
Padre
Senna
Freitas.
1’ DSedacçAo tio «Coiumereio do
mtinlio».
Londres,
5
de
Junho,
1877.
Envio
a
copia
da
minha
ultima
carta
ao
Apostolo,
contendo
a
continuação
das
noticias
das
recepções
pelo. Santo
Padre
dos
Peregrinos
de
vários
paizes,
que
cor
reram
a
lestimunhar
ao Chefe
da
Chris-
tandade
sua
veneração,
seu
interesse
con
stante
pelo
Vigário
de
Christo;
e
offere-
cendo-lhe,
ao
mesmo tempo,
com
que
supprir ao
necessário,
não
só
para sua
subsistência, mas
ainda
para
as
despezas
consideráveis
que
tem
de
fazer
como
Chefe
da
Igreja.
Intento
continuar
a
relação,
copiada
assim
de
fonte
a
mais
insuspeita;
por
ser
um
facto
hisíorico
do
maior al
cance;
que até
hade
modificar
muitíssimo
a
política
dos
Gabinetes
Europeos.
A.
R. SARAIVA.
SUMMARIO.
.
I.
—
Sympathia
Ingleza
pelos
Turcos,
c
fundamento
delia.
II.
—
Proveitos
commerciaes
dos
Esta-
dos-Unidos,
derivados
da luta
actual
no
Oriente
III.
—
Apresentação
a
Sua
Santidade,
e
grande
approvação
e bênção
pelo
Pontífi
ce
dos planos do
grande
Cenobio
Benidi-
ctino
de
Forte-Augusto,
na
Escossia.
IV.
—
Deputação
de
operários
Francezes
recebida
pelo
Papa.
—
Outra
da
Nobreza
Romana,
de
congratulação
pelo quinqua
gésimo
anniversario
do
seu episcopado.
—
<)s
Peregrinos Belgas
em
Roma,
a
23
de
Maio.—Deputação
Belga.
—
Dia
determinado
para
a
recepção da
de
Irlanda.
—
Valiosos
presentes
de
cidadãos dos
Estados-Uni-
dos.
V.
—D.
Carlos
mandado
sahir
de
Fran
ça,
a requisição
do
Governo
de
Madrid.
—
Laço
talvez
armado
de combinação
en
tre
a
Prussia,
a
Italia
ladroa,
e
a
Hispanha
liberanga.
I.
—
As
seguinte?
particulares,
que
me
parecem
de
interesse
no
momento
em
que
tão
graves acontecimentos e
circunstancias
estam,
já
agitando,
já
ameaçando
o
mundo
social,
e
o inundo
Gatholico
especialmente
—
pois
contra
este
é
que verdadeiramente
se
dirigem
os
mais
peregrinos
movimen
tos
e
agitações
Ettropeas;
não
pude
pon-
deral-os
ou
relatal-os
na minha
larga
cor
respondência
ante-hontem expedida.
Vou,
pois
desde
já
supplemental
a
com
os factos
de
interesse
que
não
podéram
entrar
na
carta
precedente,
e
acrecentar
os
mais
que
forem
transpirando
Ficando
bera
entendido,
que
a
minha
escolha
de
noticias
e
observações
depende
principal
mente
da
minha
idéia
quanto
á
influen
cia,
mais
ou
menos directa,
que
as
cou
sas
possam
ter no
interesse da
Igreja
e
mundo
Catholicos.
E
é
pela
relação
que
a
luta
actual
no
Oriente
necessariamente
tem
com
a
grande
questão
religiosa, que
falo
do que á
mesma
lula
pertence
ou
toca.
A
caricatura
principal
que
appareceu
esta
semana
no
Fun,
pequena
folha
se
manal
gracijadora
e
satírica,
como
o
titulo
indica;
resume
em
muito
breve
expressão
a
política
Ingleza
constante nas questões
do
Oriente,
hoje
e
ha
muito.
Está
John
Buli
(a
figura
um
tanto obe
sa
e
bochechuda
porque
o
povo
Inglez
é
representado
nas
caricaturas)
vestido de
guarda
de
policia
(como
os
homens que
aqui
fazem
esse serviço),
observando
uma
bulha
na
rua
entre
os
Turcos e
uns
Rus
sos,
onde
os
primeiros
vara
tendo
o
peior
da
briga;
e onde,
por
tanto
o
policia
se.
prepara
a
intervir
para accominodar
a
desordem.
Faz
no
entanto,
comsigo mes
mo
esta
reflexão:
—
«O
Turco
merece
bem
a leza,
por
sua conducta
e feitos;
mas
é
preciso
ajudal-o,
porque
nos
gmrda
as
entradas
da
nossa
propriedade».
E
’
este o
sentido
(pois não
tenho
ávisla
o
papel),
e
o
que
melhor
exprime
a
cousa
é
o
ti
tulo
da caricatura, que
diz:
—«Desordem
á
porta
da
Casa da
índia-,
representando
a
bulha
como
se fôsse
á
porta
do
edifício
aqui,
ou
repartição, onde
se
tratara
prin-
cipalmente
os
negocios
á
India
relativos.
Ridentem
dicere
verum
quid
vetai
? o
papel satírico
exprime
nada menos
que
um
facto
de
immensa
importância historia
no
mundo;
qual
é
a
conservação
na
Euro
pa,
na
Asia
(e também
na
África
-o
Egy-
pto,
etc.),
do
Poder
anti-christão por
ex-
cellencia,
o
Mahoinelano;
assim
de
que
menos
periguem
os
interesses
nialeriaes
da Inglaterra,
ou
seu
Império
Indiano,
e
seu
predomínio
Europeo.
A
magnitude
deste
interesse
Inglez,
é
que
principalmenle
produz
a gravidade
da
luta
actual;
e
desgraçadamente
é
ligado
esse
interesse
político
e
material
com
ou
tro
em
si
mais daninho, que
é
o
do
Pro
testantismo,
subserviente
e
satelile
da
polí
tica;
em
vez
de
ser
ella
regulador,
como
a Religião
devia
ser,
e como
o Calholi-
cismo
pertende
ser
e
deve ser—
e
como
foi
em
melhores
tempos.
II.
—
Quem,
segundo
as noticias,
vai
fa
zendo
já
negocio
considerável
com
a
guer
ra
actual
sara
os
Estados-Unidos
da
Ame
rica do
Norte;
como
pode
ver-se
destas
informações,
vindas
de
Philadelphia
em
data
de
20
deste
mez:
—
«Na
sexta-feira
ánoite
outro
grande
vapor
sahiu
carregado
de
armamentos
parai
a
Turquia,
partindo
de
Longe
Island
com
direcção a
Constantinopla.
«Uma
barca com carga
de
material
de guerra
partiu
a
semana
passada
para
o
Báltico,
e
Ires
carregamentos
de
sor
timentos
militares
principalmente
cartuxos
de polvora,
foram
igualmente
ha pouco
embarcados
para
a Rússia,
partindo
de
Ne-
cohaven;
restando
ainda
a
mandar
10,000
barricas
de polvora,
á
conta
de
um
con
trato
por
prehencher
ainda.
De
Nova,
york
está-se
enviando
para
a
Rússia
um
largo
numero
de
pistolas,
mandadas
em
vapores
por Inglaterra
e
pela
Belgicã ten
do-se
já expedido
200,000.
«Tem-se
feito
indagações
para saber
qual poderá
ser
o
custo
de
2,500,000
car
tuxos
para
o
Kedive
do
Egypto.
«Estam
sahindo
dos
portos
da
Ame
rica
do
Norte
largas
quantidades
de fari
nha,
mantimentos
e
carne fresca
para
os
portos
da
Europa.
Partiram
de
Nova
york
no
Sabbado,
cinco
vapores
carregados,
e
resta
ainda
grande
quantidade
de frete».
De
tudo
isto
se pode
facilmente
conje
ctuar
a
magnitude da
tempestade que
se
prepara.
III.
—
Maio
26
—
Na
minha
oppinião,
de
todas
as
circunstancias
tão
extraordiná
rias
—
e
Providenciaes,
sem djivida,
como
sam
todos
os
acontecimentos
neste mundo
(os
quaes
Deos
Todo
Poderoso
ordena ou
permitte, segundo
os
fins
de
Sua
Suppre-
ma
Subedoria
e
Justiça)
—
que
se
estam
dando
no
mundo
aclualmente, poucas,
se
alguma,
tem
o
alcance
e
a
importância
que
possuem
os
progressos
do
Gatholicis-
mo
na
Inglaterra,
e
na
Escossia
—
e
tam
bém
nas
colonias Inglezas.
N
”uma de
rainhas correspondências,
dei ha tempos,
noticia
. ao
Aposlolo,
da
aequisição
pelos
Benedictinos,
do
antigo
Forte-Augusto,
em
Invernesshire,
e
da so-
lemne
inauguração
do
edifício
para
um
grande
cenobio
daquella
Ordem,
com
es
colas,
bibliotbecas,
noviciados,
etc.,
se
gundo
o
estilo
e
antigo
costume
daquella
celebra
congregação,
a quem
tanto
deveu»
as
letras,
a historia,
as
sciencias,
e
a
Re-
ligião.
Eis
aqui
o
que
de
Roma
escreve
ao
TVnwvoseu
notável
Correspondente,
res-
pectivo
ainda
ao
celebre
estabelecimento
referido
dos
Filhos
de S.
Bento:
—
«Roma,
1D
de
Maio.
—
Esta
manhã
inspeccionou
o
Papa
os
planos
do
formo
so
Mosteiro
Benedictino
e
Collegio que
se
está
erigindo
no
Forte-Augusto,
em
Inver-
nessihire.
Depois
de
os
examinar
com
muito
interesse,
e
exprimir
sua
grande
approvação,
lançou
Sua
Santidade
sua
Bên
ção
Apostólica
a
todos
os que tinham
cooperado para
aquella
empresa;
e
expri
miu
a
esperança
de que
os
fieis
não
ha
viam descançar até
que
o risco
estivesse
completamente
executado
na
obra.
«Depois
da
inspecção
dos
planos,
Je-
ronimo
Vaugham,
da
Ordem
de
S.
Bento,
o
principal
promotor
do
mesmo
estabele
cimento,
juntamente
com
outros
monges
Inglezes,
apresentaram,
em
audiência
par
ticular
a
Sua
Santidade,
tima
adresse,
e
offerta
de umas
lib.
200.
em
nome
da
sua
confraternidade
na
Inglaterra».
Eis ahi
fi
lelissima
traducção
do
que
ao
Times
escreve
o seu
Agente
confiden
cial
e
bem
pago.
Que
dirá
disto
e
a
isto
a
Liberangada
Brasileira,
e
Portugueza
principalmente; que parece
(mui
ridicula
mente)
aílectada
de terrível
mongi-phobia!
De
certo,
devem declarar,
que
esta
pobre
Inglaterra
está
perdida; caibrada
como
se
encontra de
Jesuítas,
e
de
toda
a
casta
de
Fradaria
(e mais ainda
de
Freiraria.
em
clausura
e
fora
delia;
pois
se
encontram
vários,
e
diversos
institutos,
a
cada
passo,
duas a
duas,
pelas ruas desta
monstruosa
Capital
—
e
até
capitaneando batalhões
de
Meninas
cuja
instrucção
e
educação
lhes
é confiada
imprudentemente
pelos
pais
e
mãis
da tal
raparigada)
proh
dolor!
«No dia
21»
(é
do
mesmo
Correspon
dente),
«deu
audiência
o Papa
a
vários
bandos
menores
de
peregrinos, e
entre
os
quaes
a
uma
deputação
das
Juntas
dire-
ctora
dos Clubs
de
Operários
Catholicos
de
França,
presidida
pelo
Marquez
de
Wil-
lermont,
que
leu
uma
adresse,
e
apresen
tou
um
considerável
obolo,
trazendo va
rias
bonitas oriílammas para
serem
bemzi-
das
pelo
Ponliiice.
«De
manhã
recebeu
o
Papa
uma
De
putação
da
Nobreza
Romana,
vindo
con
gratular
Sua
Santidade
pelo
quinquagésimo
anniversario
de
seu
episcopado».
A
22
escreve
o
mesmo
Corresponden
te
(e
não
podemos
ler
melhor
informante
por
insuspeito
de
favor
para
com
as
cou
sas
Catholicas):—-«Hoje
deu
o
Papa
au
diência
aos
peregrinos
de
Marselha
e
aos
de
Limoges,
respeclivamente
conduzidos
por
seus
Vigarios-Geraes
Em
adição
a
largas
quantias
de dinheiro
olferecidas
por
cada
um
delles,
o
primeiro
offereceu
a
Sua Santidade
um
esplendido
throno,
e
o
segundo
dois
magníficos
vasos de
por
celana de
Limoges,
e
um
tapete
de
altar
dos
leares
de Aubusson.
(Contínua)
A.
R.
SARAIVA.
Kiisbffia,
19
tle jiiiiii» «le
139 9.
(Do nosso correspondente).
Começo
por
felicitar
o paiz
por
termos
mais
um
empreslimo.
E
’
expediente
á
priori
dos
governos
que
sobem.
O
ministério
Fontes
também
levantou 38
mil
contos:
o
déficit,
afluctuan-
te,
—
são a
capa d’
estes
recursos
ao
cre
dito,
e
por
fim
o
déficit
—
a fluctuanle
e
os
compadres
medram
cada
vez
mais.
Imos
bem.
Os arautos
prégavam
ha
pouco
que
o
paiz
abundava em
prosperidade;—go
vernava
Fontes.
Cahiu
este
ou
melhor
—•
desceu
sem
atinarmos
bem
a
rasão;
—
ve-
mol-a
agora;
era
para
subir
outro gover
no
que
viesse
augmentar
as
taes
prospe
ridades
com mais tantos
milhões... de
empréstimo
Aqui
cabe
dar
um
estridente—
viva
á
liberdade
1
—
Agora
então
os
arautos
enca
recem
as
vantagens
da
operação.
—
Está
explicada
a
rasão do
ser
e
exis
tência
do
pimpão.
O
governo
de
Portu
gal
faz constar
aos
paizes
estrangeiros
(deve
incluir-se
a
republica
de
Handorra
e
o principado
do
Monaco)
que as
aguas
e
os
portos
de
Portugal são
completamen
te neulraes
em
face
da
guerra
do
Orien
te,
e
assim
ficam
*
ao abrigo de
qualquer
invasão
dos
belligerantes,
e
sugeitos
por
tanto
ás leis
inlernacionaes
que
regulam
os
deveres
e
direitos
dos
neutros.
Parabéns
ao
pimpão,
atraz
de
cuja
couraça
se
acocora
a
grutesca
fanfarrice
liberanga
do
governo
portuguez, e exulte
o
animo
agiota
dos
Baring
Brothers—que
os
seus
milhões
estão
garantidos
e
segu
ros.
—
Casualmente
vi
aqui
dois
numeros
do
immundo
papel
que
no
Porto
se
pu
blica
com
o
titulo
de «Serrotes. Espanta
ver
como
n
’um paiz
catholico
e que
se
diz
civifisado se
tolera
aquillo.
Para
punir
tão
audaz e
requintada
mal
dade
e
perversão
de
inslinctos
como
os
que
revelam o
auctor
ou
auctores
de
tão
repelente
publicação,
não
vemos pena
ade
quada.
Os
miseráveis
que
assim querem
con
spurcar
o
que
ha de
mais
sagrado
e
res
peitável,
teem de
engolir
as
calumnias,
a
nogenla
e immunda
baba
que
expellein
e
que
felizmente
não
passa
além
do
ester-
quilinio
onde
pairam
as
suas
individuali
dades
peçonhentas
e
mais
que
diabólicas.
Deus
se
amercie d
’
elles
e
os
rapte
ao
espirito
das
trevas
e
ao
tremedal onde
refossilam.
—
Regressaram
de
Roma
o
revd.
0
pa
dre
João
Pinto
da
Gama
e
os
snrs.
José
Franco
de
Souza
e
Antonio
Joaquim
Fer
raz.
—
Tem
felizmente
experimentado
al
guns
allivios
o
nosso
amigo
e
distincto
escriplor
dr.
Miguel
Pedroso
Felicitamol-o
e
a
seus
exc.‘“08
irmãos,
bem
como ao
partido
catholico
de
que
é
membro
e es
clarecido
propugnador.
—
Os governos
no
proposito
vandalico
de fazer
apagar
os
vestígios
da
gloria
e
piedade
d'este
povo, é
sabido
que
tem
posto
em
alinoeda
muitos dos
templos
con
sagrados
á
Divindade.
Agora
vendeu-se
a
antiga
e
histórica
egreja
de
Santa Iria
de
Thomar
Poz-se
em
praça
no
dia
9
do
corrente,
e
fui
arrematada
pelo
snr.
José
Maria
Nepumoceno,
d
’esta cidade,
o
qual
nos
dizem que
vae
restaurar
e
conservar
aquelle
templo.
Se
assim
é,
cabem
áquelle
cavalheiro
os maiores
elogios,
e
por
certo
a
Providencia
Re
premiará
tão
relevante
serviço.
J/.
GAZETILHA
Anniversario pontifical.—
Quin
ta-feira
é
o dia
anniversario
do
pontifi
cado de
SS.
Palre
Pio
IX. Não
deve
passar
desapercebido
para os
catholicos
este
solemnissimo
dia,
porque
estes fes
tejos
de
anno
para
anno
se
tornam
mais
necessários
attenta
a
grande
mercê
feita
por
Deus
á
sua
Egreja
na
longevidade
quasi miraculosa
de
Pió IX.
A
Associação
Catholica
tenciona,
se
gundo
nos
consta,
e
seguindo
o
costume
dos
annos
anteriores,
mandar
celebrar
urna
missa
solemne
na
egreja
do
Populo
e
Te-
Deum,
no
fim, com
o
SS.
exposto.
Vinita
de 8. exe.a rev«l.ma
a Pon
te
<lo
Liana e Vianna.—
Como
noti
ciamos, o
snr.
Arcebispo
Primaz
partiu
na
manhã
do
dia
16
em
visita
a Ponte
do
Lima
e Vianna.
Na
estrada d’
esta
cidade
a
Ponte
do
Lima
foi
s.
exc.
a
esperado
pelas
authori-
dades
e
numerosimo
concurso
de
povo,
que
com
musicas
e
foguetes
saudaram a
chegada
do
nosso
preclaro
Prelado.
Ao
entrar
s. exc.
’
revd.
ma
na
villa,
os
accordes
das
filarmónicas
e
o
estoirar
dos
foguetes,
e outras
demonstrações
de
re-
gosijo,
annunciaram
a
sua
chegada.
Das janellas,
que
se
achavam
adornadas
com
damascos, eram
lançadas innumeras
flores
sobre
o
inclito
visitante
e
comi
tiva.
O
presidente
da
camara proferiu
uma
eloquente
allocução.
Depois
do
acto
do
Chrisma,
adminis
trado
a
1:300
pessoas,
seguiu-se
um
ma
gnifico jantar offerecido a
s.
exc.
a
revd.‘
na
pelas
authoridades,
e
o
qual
correu no
meio
do
maior
enthusiasmo
e
jubilo,
le
vantando-se repetidos
toasts,
e'c.
Ao
jan
tar
assistiram alem
das
authoridades,
vá
rios
cavalheiros
dos
mais
qualificados,
en
tre
os
quaeso
exc.‘no
snr.
Antonio
Pereira,
de
Berliandos,
etc.
Ao
partir
d
’aquella
villa para
Vianna,
o
snr.
arcebispo
foi
acompanhado até
La-
nheses
por
treze
carros.
No
caminho
en
controu
a
exc.
‘l!a condessa
de
Bertiandos,
que
o
esperava.
S.
exc
a revd.
ini
ao
avis-
tal-a
apeiou-se
para
retribuir
os
compri
mentos d’
aquella
illustre dama.
Em
Lanheses esperavam o
nobre
Pre
ndo
o snr. governador
civil,
a
camara,
alguns
vogaes da
Junta
Geral
de
distri-
Çto
e
tudo
quanto
Vianna tem
de
mais
illustre,
que
em
23
carros
o
acompanha
ram
á cidade,
onde
a
recepção
foi
o
mais
imponente
possível.
De
Lanhezes
até
Vianna muitas
me
ninas
ricamente
vestidas,
e
collocadas
a
distancia
lançavam
flores sobre
s.
exc.
a
De espaço
a
espaço
subiam
ao ar
giran
dolas
de
foguetes
cujo
estalar
se
misturava
com o
som
das
musicas.
A
’
entrada
de
Vianna
achava-se ag-
glomerado
innumero
povo,
muitos
eccle-
siasticos
e
irmandades. Queimou-se
muito
fogo
ao
chegar
o
Prelado, e
as
bandas
de
musica
receberam-no
harmoniosamente.
Das janellas,
também adornadas
com
damascos,
caía
uma
chuva
de
flores.
A
ala
esquerda
do
3
d
’
infanleria
estava
for
mada,
e
acompanhou a
comitiva
até á
egreja
matriz
desfilando
depois
na passa
gem
do
Prelado:
foi
mandada para
a
casa
onde
s.
exc.
’
foi
hospedar-se
uma
guar
da
d
’honra, que
o
snr.
arcebispo dis
pensou.
A
’
noite illuminaram-se
quasi
todas
as
casas
da
cidade,
e
as
musicas
percor
reram
as
ruas.
A
egreja
matriz
achava-se
ricamente
decorada.
No
domingo
houve
Pontifical.
D’
este acto,
assim como
do
que
oc-
correr durante
esta
visita
de s.
exc.
a
revd.,na
,
daremos
noticia
circuinstanciada.
Festejos de S. João da Ponte.
—
No
dia
23,
de
manhã,
ao
meio
dia
e
á
noite duas bandas
de
musica
percorre
rão
as
ruas
da cidade.
A
’ noite
haverá
uma vislosissima illuminação
na
fronteira
<io
templo,
avenidas
e
jardim,
e
queimar-
se-ha
muito
fogo,
tocando
até
altas
ho
ras
da
noite
duas
bandas
de
musica.
No
dia 24 haverá
missa
cantada
e
sermão.
De
tarde
tocará
no
jardim
uma
banda
marcial.
O íâiiiíijo do Povo».—
No seu
n.°
39
dingiu-se-nos
o
«Amigo do
Povo»,
mas
com
tanta
amabilidade
e
carinho
—
realmenle
para
estranhar
—
que
não
pode
mos deixar
de
lhe
responder.
Não
replicámos
ás reflexões
do
«Ami
go
do
Povo»,
porque
todas
essas
reflexões
fechavam
pelo
appendiculo
—
«Continuar-se-
ha no
seguinte
n.°».
Ora
como
nos
não
sobra
o
tempo
para
entreter
cavaco
esti
rado,
estiradissimo,
com o Adónis
do
«Ami
go do
Povo»,
aguardavamos
a
conclusão
das
reflexões
do
amigo
para
d
’
uma
só
vez
respondermos,
—o
que
faremos
quando
tenhamos vagar
e
pachorra
para
isso.
Quanto
aos
esclarecimentos
que
nos
pede,
diremos:
Nem
do
Adónis,
nem de
nenhum
dos
seus
amigos
e
admiradores recebemos 3
rs.
para
enviar
ao
S. Padre
Pio IX;
po-
risso
nenhum
direito
lhe
reconhecemos
para
nos
fazer
a
pergunta
que
nos
faz
tão
anchamente.
No
entanto
saiba
o
Ado-
nis-espião que
a
quantia
destinada
a
S.
Santidade
não
caiu
na mão
de
nenhum
garibaldino,
e
que
ella
chegou
a
Roma
sã
e
salva
e teve
o
seu destino.
Espere
o
Adónis
pela
publjcação
das
contas
geraes da
Commissáo
central
de
Lisboa,
—
a
quem
devia
dirigir-e
não
a nós,
—
e
saberá
a
quintia
entregue,
pertencen
te
a
este
arcebispado.
Sempre
o
Adónis
é
d’
uma
impaciên
cia á
prova
de
bomba...
A’
terceira
parte
da
sua
local
vão
es
tas
palavras:
Nada lemos
com
os actos
do
snr.
padre
Velloso;
nem
temos
direito
a
exigir conta
d
’
elles,
e
muito
especial
mente
a
responder
em
nome
d
’
aquelle
cavalheiro
a qualquer
Adoms,
por
mais
embellecado
que
seja.
Emquanto
ao
que se
entende
exclusi
vamente comnosco,
fique o
Adónis
saben
do
que
não lhe damos
satisfações
pelos
actos
da
nossa
vida
particular,
nem
pelas
nossas
palavras:
se
o
mister
d
’espião
vil
e
delator
infame
lhe
serve
ás mil
mara
vilhas continue,
snr.
Adónis,
continue,
e
passe
por
lá muito
bem.
Festividade
etsa
Tibiíes.—
Realisou-
se
no
domingo
passado
uma
festa
magni
fica,
na
egreja de
Tibàes,
aos
SS.
Cora
ções
de
Jesus
e
Maria.
A
’
cerca d
’
esla
festividade,
que
foi
feita
com
todo
o
brilhantismo,
diremos
circum-
stanciadamente
no
proximo
n.°
—
o
que
não
fasemos
hoje
por
falta
d
’espaço.
Oesmentido.—
Tem
circulado
o
boa
to
de
que
o
exc.
‘
no
snr.
marquez
de
Val-
lada
não voltará
a
governar
este
districto.
Estamos
auclorisados
a
declarar
que
é
falso:
pois
s. exc.
a
apenas
se
demora
em Lisboa
o
tempo
necessário para
re-
gularisar
negocios
concernentes
ao
dis
tricto
que
dignamente
administra,
e
ou
tros
meramente
familiares.
Folgamos
em
poder
asseverar
o
que
levamos
dicto.
Falieeiia«ent».
—
Depois
de
prolon-
gadissimos
solírimentos,
que
durante
an
nos
a
entrevára
no
leito,
succumbiu
a
uma
cachexia, sabbado
ás
2
horas
da
tarde,
a
snr.a D.
Rosa
Esteves
da
Silva,
virtuosa
esposa
do
nosso amigo
o
snr.
Custodio
José
Rodrigues
Bahia,
membro
do
Senado
Municipal
d’
esta
cidade.
Os
porfiados cuidados
do
esposo
e os
multiplicados
soccorros
da
arte
nem
lhe
diminuíram
os padecimentos,
nem
lhe
afas
taram
para
mais
longe
a
morte.
A
re
signação
com
que
sempre
supportára
os
rigores
da
doença,
a
caridade
que
exer
cera
durante
a
vida,
além
d
’
outras
vir
tudes que,
como
esposa christã,
lhe
ador
naram
o
coração,
devem
ser
de
grande
lenitivo
para
o fundo
golpe
que
ferira
o
nosso
respeitável
e
presado
amigo.
Ao
sentimento
de
pezar,
tributado
por
tantos
e
tão
illustrados
amigos
do
esposo
da
finada,
ajuntamos
o
nosso
como
sincero
testimunho
rendido
ás
excellenles
quali
dades
do
snr.
Bahia.
Os
nossos pezames
a
elle,
a
seu
mano
e
a
toda
a
familia.
Ineendio.—
Por
2
horas
da madru
gada
de
sabbado
pegou
fogo
na
loja
do
snr.
José
Joaquim
Lamego,
funileiro
no
campo
de
D.
Luiz I,
casa
n.°
7.
O
incêndio
foi
extinclo
de
prompto;
ainda
assim
foram
um
tanto
crescidos
os
prejuízos.
Compareceram
no
local as
companhias
de
bombeiros voluntários,
e
municipaes.
Justo
pedido.—
Em
28
de
fevereiro
fez
a
Junta
de
Parochia
de
S.
João das
Caídas
de
Visella,
em appenso ao
pro
cesso
da
louvação
dos
bens
da
Egreja,
a
representação
seguinte:
Senhor.
—Diz
a
Junta
de
parochia da
freguezia de S.
João
das
Caídas, que
de
entre
as
íreguezias
ruraes
d
’
este conce
lho é esta
a
que
nestes
últimos
annos
maior
desenvolvimento tem
tomado
a sua
população,
devido
ás condições excepcio-
naes
em
que
a
collocou a
riqueza
de
suas
agoas
mineraes, e como consequência
a
creação
de um
estabelecimento
importante
de
banhos,
ao
qual
em
duas
epochas
do
anno
concorre
um
grande
numero de
fa
milias
de
lodo
o
reino,
e
fóra
d’
elle.
Assim
é
que
a
egreja da
sua
fregue
zia
outr
’
ora
fóra
suíficiente
para
compor
tar
o
numero
de
seus
parochianos
nos
actos
a
que
tinham
de
assistir,
hoje
é
em
extremo
limitada,
e
nem
preenche,
nem
está
á
altura
da
população
numérica
que
a frequenta.
A
Junta,
pois,
tendo
em
vista
as
cir-
cumstancias
acima
apontadas,
e
propondo-
se
promover
a
sua
reedificação,
e
alarga
mento,
para
o
que
tenciona
crear
receita,
que
amortise
o
empréstimo,
que
tem
a
levantar,
mediante
a
previa
auctorisação
do
Conselho de
Districto;
Tendo conhecimento,
que
se
procedeu
á
descripção,
e avaliação
do
passal
da
sua
freguezia,
de
cujos
terrenos
fazem
parle
a
casa
do
caseiro,
e
campo
do po
mar
do Poço,
que
á
mesma
egreja
ficam
contíguos:
requer
que
mediante
uma
justa
avaliação
uma
parle
dos mesmos
lhe
se
jam
cedidos, e
como
taes
isemptos
da
desamorlisação; a
cuja
praça
não
póde
concorrer
com
vantagem,
por
isso
que
as
condições
excepcionaes
de
estima,
que
na
localidade o
valor da
propriedade
tem
altingido,
lhe
tornam
diflicil, se
não
im
possível,
o
tim
justo
a
que
se
propõem.
A
Junta,
Senhor,
juntando
á
sua
sup-
plica
a
respectiva
planta
em nome dos
povos
que
representa
implora,
e
Pede
a
Vossa
Magestade
lhe
defira
por
justiça
como
re
quer.
O
abbade
presidente
—
Antonio
José
Felix
Gomes.
Membros
—
Joaquim
de
Freitas
Ribeiro
de
Faria.
Antonio
Alves da
Cunha Caídas.
iriellaurns.
—
O
snr.
José
Joaquim
Pereira
Maia,
mui
digno
empregado
da
Repartição
de
Obras
Publicas,
de
quem
ha
dias noticiamos
achar-se
gravemente
doente,
podemos
hoje
asseverar
que,
ape
sar
do seu
estado
de
saude
ser
ainda
mui
lo
melindioso, se
acha
comtudo
livre
de
perigo.
Guerra
«lo Oriente.—
Os
últimos
telegrammas
relativos
á
guerra
do
Oriente,
são
os
que
seguem:
Bucharest
14
—O
czar,
que
era espera
do em
Braila,
não
pôde
ir.
Vienna
14
—
0
jornal
«Tagblalf»
insere
um
lelegramma
de
Belgrado,
dizendo
que
o
conselho
de
ministros
decidiu
enviar
a
nota
ao
príncipe
Gortschakoff,
participan
do-lhe
que
a
Servia
não
poderá
conservar
a
neutralidade
senão
com a
promessa de
receber
indemnisação
da
anaexação
do
lerritorio
e
a
cessação da
sua
dependencia
da
Turquia.
S.
Petersburgo
13
—
Téem
sido
levados
até
debaixo
dos
fogos de Kars
os
reco-
cimentos
operados pelo
exercito
russo.
0
gran-duque
Miguel
fez
pessoalmente
o
reconhecimento
da posição.
Mouktar-Pachá
recebeu
de
Trebisonda
reforço
de
20
batalhões.
O
general
Terhoukasson
occupou
Mis-
chkert
e
Zeide
Ralé.
Vários
telegrammas
particulares,
pu
blicados
pelos
periódicos,
annunciam
que
os
russos
construem as
primeiras
baterias
da
margem
direita
do
Danúbio
em
frente
de
Braila.
Constantinopla
13
—
Os
russos
continuara
levantando
entrincheiramentos
na
ilha
Slo-
can
entre
Boutschouk
e Guirgevo com
intenção
evidente
de tentarem
alli a
pas
sagem
do
Danúbio.
Kars
continúi
resis
tindo
aos
ataques
dos
russos.
SECÇÃO
DE
COMMUIICADOà
Snr.
redaclor,
Como
d’esta cidade,
immensamente
hos
pitaleira, respirando pelos
seus
habitantes
delicadeza
e
bondade,
não
deixará
o seu
jornal
de
publicar
a
carta
que
por
cópia
envio;
se
aitender
ás
attenções, que
a
mi
nha
vida de escriptor
e
jornalista
mere
cem.
Incluso envio
dois
exemplares
da
minha
ultima
producção
lideraria,
que
of-
fereço
a
essa
illustrada
rcdacção.
De
v.
obscuro
collega,
Francisco
Augiisto
Galvão
Moraes Sarmento.
Snr.
Jcão
Carlos.
Braga,
18—6
—
77.
Não
devo
retardar
os
meus
parabéns
a
v.
ex.
a
, pelo
feliz
consorcio
de
sua
exm.
’
filha,
com o exm.0
snr.
Marcolino,
2.
“
sargento,
ou
ex-sargento
do
3
de
caval-
laria.
Tem
v.
ex.
a
percebido
por
factos
as
immensas virtudes
de
sua
exm.
3
filha,
e
o
nascimento,
fortuna,
e
educação
—
socia
e
civil
—
de
seu
novo
genro.
Repito
os
parabéns
a
v.
ex.
a
Elle,
como
eu,
genro
é
nobre
e
eu
plebeu,
é bem comportado e
eu
bêbado
*
é
instruído
e
eu analphabeto.
E,
finalmente,
permitta-me
v.
ex.
a
que
lhe faça
esta
pergunta:
—
E
não
aproveita
rão
as
influencias
políticas
d
’
essa
populo
sa villa.
a
seu
novo
genro
para
os car
gos
públicos?
Não
se
desgoste
v.
ex.
a—
Mas
as influencias
hão-de
cheirar
as
botas
a
seu
illustre
e
illustrado
genro.
Releia
v.
ex.a
, se
ainda
a
conserva,
a
carta
que
em
Campo Maior
dirigi
a
v.
ex.
a
sobre
os
virtuosos
consorcios.
Receian-
do
que
esta
não
lhe
chegue
ás
mãos, a
publico por
cópia
n
’
um
jornal
d
’esta
ci
dade.
De
v.
ex.
a
Certo
creado
e
sempre
admirador,
F.
A.
G.
Moraes
Sarmento.
A6KÀDECIMEMT0S
Os
abaixo assignados,
não
podendo,agra
decer
pessoalmenle
a
todos
os
exm.09
snrs.
e
exm.as
snr.
as
que
lhes
fizeram
a
honra
de
os
cumprimentar,
por occasião
do
falleci-
mento
de sua
presada
mãe,
sogra
e
lia,
Maria
das
Neves
da
Silva
Monteiro,
apro
veitam
este
meio
para lhes lestimunhar
a
sua
gratidão e
reconhecimento.
Braga
13
de
junho
de
1877.
Sebastião
Maria
Antunes
da
Silva
Monteiro
Maria
do
Nascimento de
Sousa
Rebello
Joaquim
Albino
da
Cruz
Guimarães.
A
commissão
da
distribuição
de subsí
dios,
alfaias
e
paramentos
concedidos pela
Exm.
a
Junta
Geral
da
Bulia
da
Cruzada,
e
creaila
pela
Portaria
de
S.
Exm.’
Revm.
*
1
cora
data
de II
do
corrente,
deliberou se
fizesse
publico
que todos
os veslimentei-
iSSSWS^
tos
,
livreiros,
entalhadores,
ourives
e
pi-
cheleiros, que
desejarem
fornecer
os
obje-
ctos
da
sua
arte,
façam constar
por carta
fechada
ao
secretario
da
commissão
o
pre
ço
de
cada
um.
Estes objeclos
são:
Capa
de
Asperges
de damasco
liso
com galões
e
franja
de
retroz
amarello,
casula
de
de-
inasco
liso
com galões
de
retroz,
dalma-
tica
idem
idem,
véo
de
hombros
idem
idem,
estola
parochial,
manipulo,
frontal
de
tamanho
regular
de
damasco
liso
com
galões
de retroz,
pallio
de
damasco
com
galões
e
franja
de
retroz,
umbella,
para
mento
de
seda
a
fingir
ouro,
dito
de
se
da
matizada,
dito
de
velludilho
preto,
alba,
cordão,
amicto,
sacras
com
caixilho liso,
missal
romano,
ritual
de
Paulo
V, pyxide
de
tamanho
regular
de
pau
dourado,
ban-
queta lisa
de seis
castiçaes
e
crucifixo,
estante
para
o
missal,
calix
liso
com
pé
de
latão
e
copa
de
prata
dourada,
patena,
douradura
de
um
calix, custodia
de ta
manho
regular
de
latão
prateado
e
luneta
dourada,
pyxide
de latão dourado,
cruz
procissional
de
latão
lisa,
caldeira de
ta
manho
regular
para
agua
benta, um par
de
galhetas
com
pratinho,
thuribulo,
na
veta.
Nos
paramentos
deve-se
expressar
o
preço
em
cada
uma
das
côres—
branca,
ver
melha,
verde,
rôxa
e
preta.
Braga,
14
de
junho
de 1877.
O
secretario,
(326)
P.e
Fr.
Francisco
da
Visitação.
A
quem
convier
Vende-se
na
rua
de
S.
Bernabé,
n.°
18,
uma
commoda
de pinho
com
quatro
gavetões
e
quatro
gavetas,
e
também
se
vende
uma
balança
decimal
de
força
de
200 kilos,
e
outra
romana
de
força
de
15;
uma
cama
de
castanho
ainda
nova
que ser
ve para
casados.
(328;
Vendem-se
duas
moradas
da
casas
ijii
M
sitas
uma
na
rua
de
S.
Víctor
desi-
gna
di
com o n.° 1
e
1
A, e
ou
tra
na
rua
do
Anjo,
designada
com
o
n.°
11
e
11
A.
Para
tratar
procure-se
o
snr.
Bento
Gonçalves
Fernandes
morador
na
rua
de
S. Sebastião,
na
casa
n.°
25.
(324)
DECLARAÇÃO
Luiz
Máximo
d’
Araujo
Tinoco,
Reitor
da
freguezia de
S.
Paio
de Pousada, da
comarca
de
Braga,
em
resposta
ao
an-
nuncio
do
«Commercio
do
Minho», n.°
■650,
de
Bernardina
Lopes
de
Faria,
au-
ctorisada
por
seu marido
Manuel
José
Gon
çalves,
da
freguezia
de
Nogueira,
da
dita
comarca,
declara
que todos
os
bens
que
possue
de
Francisco
Lopes
de
Faria,
pae
da
annunciante,
os
arrematou
em
hasta
publica,
em
execução promovida
contra
o
mesmo
Francisco
Lopes de
Faria
Porisso
faz
publico que,
lodos
os
con
tractos
que
fizer
a
respeito
de taes
bens
são
valiosos,
e
mesmo
porque,
tendo
o
executado
feito uma
doação,
com
anteda
ta,
de
lodos
os seus
bens
a
seu
filho
An
tonio
Lopes
de
Faria, então
no
Brasil,
nas
notas
do
tabellião
Ramalho,
do
iulgado
de
Vieira, foi
essa
escriptura
julgada
falsa,
por
sentença
do
Juiz
de
Direito
da
co-
x
marca
da Povoa
de
Lanhoso,
lendo
por
essa
occasião,
para
se
evadir
á
punição
da
justiça
de
fugir
para
o dito
Império
do Bra
sil,
o
dito
pae
da
annunciante.
S.
Paio
de Pousada,
17
de
junho
de
1877.
O
Reitor,
(325)
Luiz
Máximo
d'Araújo
Tinoco.
Banco
Commercial de Braga
Sociedade anonyma
de responsa
bilidade limitada
São
convidados
os
snrs.
accionistas
do
Banco
Commercial
de
Braga para
se
reu
nirem
em
assem!
leia
geral
no
dia
11
de
julho
proximo,
pelas
11
horas
da
manhã,
afim
de procederem á
eleição
do
Vice-pre-
sidente
da
meza,
por ter
resignado
este
cargo
o
que
ultimamente
foi
eleito em
as
sembleia
geral
de
10
de janeiro
d
’
este
an
no
;
e
para
deliberarem
ao
mesmo
tempo
se
convém
que
a Direcção
do
banco
en
tre
em
concordata
com
aquelles de
seus
devedores,
cujas
circumstancias
lhes não
permittem
solver
integralmente
os
seus
dé
bitos.
Braga
41
de junho
de
1877.
O
Presidente
da
meza
de
assembleia
geral,
Francisco
de
Campos
d
’
Azevedo Soares.
«et
Na Caixa
Penhorista, rua Nova
Começa boje e con/inua todos
os domingos, terça-feiras é sancti-
fleados.
Consta
o
leilão
de
todos
os
objeclos
abandonados
por
falia de pagamento
de
juros
:
Uma
porção
de
mantas,
cobertores
e
cobertas
d
’
algodão
de
diversos
feitios, côres
e
tamanhos;
lençoes
de
panno cru
e
linho;
toalhas
e
muita
roupa
branca
e
de
côr
no
vas
e usadas,
tanto
d
’
homem
como de
senhora;
machinas
de costura;
binoculos
de
theatro
e
de
vêr
ao
longe
; rewolvers
pequenos
e grandes
;
relogios
novos
e usa
dos
d
’
oiro
e
prata;
objeclos.
d
’oiro
e
pra
ta
; córtes
de fazendas em
peça
;
peças
de
panno
cru
e
linho;
guardasoes;
bengalas;
dois
pianos
bons para ensino;
e muitos
outros
objeclos.
Tudo
será
entregue
de
pois
de
dois lanços.
Convidam-se
as
pessoas que
tenham
penhores
com
juros
em
divida
de
2
me-
zes
a que
os
venham
pagar, porque
pas
sados os
3
mezes
serão
vendidos, confór-
me
declaram
os bilhetes
que
se
lhes
en
tregam na
occasião
em
que
empenham
qualquer
objecto.
O
Gerente,
A.
G.
Ferreirinha.
Pelo
Juiz
Commissario
da
massa
fallida
de
Sebastião
Ramos
Barros Pereira, nego
ciante
que foi
n
’
esta
cidade,
foi
marca
do
o dia
20
do
corrente
mez,
pelas
10
horas
da
manhã
para
a
reunião
de
todos
os
credores da
referida
massa,
no
tribunal
judicial
d
’
esta
mesma,
a
fim
de
se
delibe
rar
sobre
o
disposto
no artigo
1261
do
Cod,
Com.
Braga 14
de junho
de
1877.
Os
administradores,
Antonio
Manuel
Ayr
s
d’
Oliveira
(327)
Bernardo
José
Fernandes
Carneiro.
ATTEXÇÃO
Couto
&
Santa
Marinha, de
Guimarães,
fazem
publico
que
as
diligencias
para
Fafe,
Lameira,
Gandarella
e
Arco,
principiam
no
dia
20
de
junho,
a
sair
de
Guimarães
ás
5
horas
da
manhã,
chegando
ao
Arco
ás
11.
Os
snrs.
passageiros
que
tenham
de
vir
de
Braga para
seguir
para
Basto,
devem
sair
de
Braga
ás
2
horas
da
tarde
para
seguirem
no
dia
seguinte
ás
5
horas
da
manhã.
Escriplorio
em
Braga,
no
snr.
José An
tonio
Marques
e
no
snr. Ribeiro
Braga
—
em
Guimarães,
no
snr.
Mello,
Campo
do
Toural.
Guimarães
13 de
junho de
1877.
(322)
Couto
y
Santa
Marinha.
Carreira diaria
Manuel
Rodrigues
Santa
Marinha &
C.
a
Antonio
do Couto,
da
cidade
de Gui
marães,
fazem
publico
que
abriram as
suas
carreiras
diarias
em
direitura
de
Braga
ás
Cardas
de
Visella
e
vice-versa,
a
sair
de
Braga
ás
5
horas
da
manhã
e
duas
da
tarde.
Os
bilhetes
em
Braga,
vendem-se na
casa
do
antigo
e
muilo
bem conhecido
Ribeiro Braga.
Braga
9
de
junho de
1877.
(319)
Pelos
annunciantes=7Meiro
Braga.
VE.M»A
DE CASAS
Uma na rua
do
Charqueiro
de
1
jij-W
andar
e
quintal,
n.°
4.
Duas
terreas,
n.
os
7
e
8,
com
quintal,
na dita
rua.
Duas
nas
escadas
de
Guadelupe,
com
quintal,
n.
os
16
e
17.
Uma
na
rua
das Aguas,
feita
de
novo.
Quem
as
perlender trata
se
com
a
Ge
rência
do Banco
do
Minho.
(263)
Companhia
Commercid e Viní
cola
da
Buirrada.
S&eictJad"
nnoitynia «Se
respossaa-
bilidttde
limitada
Capital
R.
s
5:000:MW)00
l.a Serie
»
500:006^000
São prevenidos
os
snrs.
accionistas
para entrarem
com
a
10.
a
prestação
de
10
0
/°
ou
5-3000
rs.
por
aeção,
desde
o
!
.u
até
14
do
proximo
mez
de Julho.
Feito
o
integral
pagamento
com
a
10.a
entrada,
podendo
desde
logo receber
as
acções
diíinilivas.
Os pagamentos
effectuam-se
na
séde
da
Companhia,
na Mealhada,
e
nos
seus
escriplorios,
Lisboa, rua da
Esperança
;
Porto,
rua
de
D.
Maria
II,
n.°
40.
O
presidente
da
direcção,
(297)
Joaquim
Lopes
Carreira
de
Mello.
PKIVEXÇÂO
Bernardina
Lopes
de
Faria,
da
fregue
zia
de
Nogueira,
concelho
de
Braga, com-
petenlemente auctorisada
por
seu
marido,
Manuel
José
Gonçalves,
intenta
provar
em
juiso
que
tem
direito
aos
bens
que
seu
pae
Francisco
Lopes
de
Faria,
possuia
nas
freguezias
de S.
Payo
de
Pouzada,
e
S.
Salvador
de
Dornellas.
Porisso,
e para que ninguém
possa
allegar
ignorância, faz
publico que
é
nullo
todo
e
qualquer
contracto
que
sobre
os
mesmos
bens,
porventura,
se
faça
com
o
Reverendo
Reitor
de
S.
Paio,
que
acltial-
mente
os
está
possuindo.
(318)
Preeisn-se de um eaeeiro
para
uma
quinta,
5
kilomelros
distante
d
’
esta
cidade, que
tenha
de
seis pessoas
gran
des
para
cima;
ou
então,
dons
caseiros
de
quatro
pessoas
cada
um.
para
então
divi
dir
a
quinta
ao
meio.
Quem
estiver n’
es-
tas
circumstancias
falle com
Antonio
Joa
quim
Loureiro,
Rua Nova,
n.°
2.
(300)
Falleucia de Domingos José
Alves
Braga,
negociante que foi na
rua
dos Chãos, d’esta cidade.
No
dia
20
do
corrente
pelas
10
horas
da
manhã,
no tribunal
judicial
silo
no
largo
de
Santo
Agostinho,
lerá
logar
a
reunião
de
todos
os
credores,
respeitante
á
mesma
massa
fallida,
como
foi
designa
do
pelo
snr. Juiz
Commissario
por
seu
des
pacho
de
12
do
corrente,
reunião
que é
para
o
fim de se
proceder
á
verificação
dos
créditos,
e mais
eífeitos
legaes
orde
nados
no
C<>d.
Com.;
e
porisso
devem
com
parecer, por
si,
ou
bastante
procurador,
munidos
dos
respeclivos documentos
com
provativos,
na
certeza
de
que não
poderá
representar
mais
do
que
um
só
credor.
E
para os
eífeitos
legaes
se
taz
o pre
sente
annuncio.
Braga, 14
de
junho
de 1877.
Pelo
Curador Fiscal
da
massa
fallida,
(324)
João
Ferreira
Torres.
O
LIVRO DE
S.
CYPEUAxNÕ
”
Com
uma
gravura
representando
um
grande
milagre
feito pelo
mesmo
Santo.
Remelte-se
pelo
correio
a
quem enviar
600
rs.
em
estampilhas;
carta
a
A.
M.
Fonseca.—
Bomjardim,
585,
Porto.
(321)
SUBSTITUIÇÃO
DE RECRUTA
Pertende-se
um homem
competente
mente
habilitado
para
substituir
um
recru
ta.
O
que
se
achar n’essas condições,
falle
na
esquina
da
rua
de
S.
Marcos, casa
de
José
Antonio
Marques.
(323)
/
"raticante de pharmacia
Offerece-se
um com
5
annos
de
prati
ca
na
província,
que
desejando
seguir
a
sua
carreira, pertende
vir para
esta
cida
de
para
seguir
com
os
seus estudos. A
pharmacia
que
o pertenda
póde
dirigir-se
a
Bento
Marinho Pereira
Maciel,
pharma
cia Pereira
Pinto,
Ponte
do
Lima.
(295)
Aluga-se
desde
já,
a uma familia
de
cente,
com
cotnmodos
para
8
pessoas, o
2.
°
andar
da
casa reconstruída
de
novo
na
rua
de
D. Pedro
V,
n.°
27.
Do
dito
andar gosa-se
o
que
ha
de
mais bello
e
pittoresco
em
volta
de
Braga.
Tem
entra
da
independente
do
resto
do
edifício,
e
agoa de
bica.
A
tratar
a
toda
a
hora
na
dita
casa.
(306)
A
Meza
da
Santa
Casa
da
Misericórdia
d
’esta
cidade,
administradora
do
Hospital
de
S-
Marcos,
faz
sciente,
que
no
dia
26
do
corrente
celebrar-se-hão
solemnes
exé
quias
na
egreja do
dito
Haspital,
por
al
ma
do
Bemfeitor
do
mesmo,
Antonio
Ma
nuel
da Costa
Rocha,
fallecido
na
fregue
zia
de
S.
João
de
Bei,
do
concelho
da
Po
voa
de
Lanhoso;
convida
portanto todos
os
arn
gos
e parentes
do
finado
a
assisti
rem
a
este
religioso
acto.
Braga 19
de
junho
de 1877.
O
Escrivão
da
Meza,
(330
Conego
Manuel Antonio
da
Coda.
Alugam-se
as
seguintes
moradas
de
casas,
parte
promptas
e
parte
para
o
pro
ximo
S.
Miguel :
Uma
morada
na rua da Sé,
entre
n.°
15
e
18.
Uma
dita
na
rua
de
Santo
Antonio
das
Traveças,
entre
n.°
15
e
17,
com
frente
para
a
nova
rua
que
sae
para
as
Carva
lheiras,
designado
por
Couto
do
Arvoredo.
Uma
dita
contígua
entre
n.°
16
e
18,
lambem
com
frente
para
a mesma
Rua
Nova,
antigo
Couto
do
Arvoredo.
Uma
dita
na
Rua
Nova
do
mesmo
Couto
do Arvoredo;
a
construcção
a
fina-
lisar.
Pódem
ser
vistas
a
qualquer
hora,
e
trata-se
com
João
da Costa
Palmeira.
(329)
MUITA
ATTENÇÂO
Deposito
de biscoitos de Valongo
1
—
LARGO DA
LAPA —
1
Estes
biscoitos
são
muito
recommenda-
veis
tanto
pela
qualidade
das
farinhas,
per
feição
porque
são
feitas,
como
pelo
seu
baixo
preço
em
relação
a
qualidades.
Preços
porque
são
vendidos
:
Biscoito
valonguense,
kilogramma 280
Tosta
doce
»
280
Biscoito
macarrão
280
Bolacha
doce
D
280
Biscoito
Brazileiro
300
Dito
imperial
330
Bolachinha
de
araruta
»
340
Tosta
azeda
D
190
(211)
BRAGA, TYPOGRAPHIA LUSITANA—
1877.
Parte de Comércio do Minho (O)
