comerciominho_19041877_628.xml
- conteúdo
-
Ãssigna-see
vende-se
no
escriptorio do
editou
e
proprietário
.fosi
Maria
Dias
da
Costa,
rua
Nova
n.’
3E,
para-
onde
deve
*»r
dirigida
toda
a
corresnondencia franca
de porle.=As
assi-
g&mras
são óagas
adiantadas
;
assim como
as corresponden-
de interesse
particular.
Folha
avulso
10
rs.
SP»
<JjmL.HCJ3k.-SS
ES
AS TERÇAS,
QUINTAS
E
SABBADOS.
P
reços
:
Draga,
anno
1^600
rs.^Semestre 850
rs.^Proci?;-
cias,
anno
2&000
rs
e
sendo
duas
3$,600
rs.
—
Semestre 1&050
rs.=»Z?r<mf,
anno
3$600 rs.^Semestre
1$9(W
rs.
moeda
forte,
ou
8$000
reis
e
4/500
reis moeda
fraca.
—Annnncios
por
linha
20
rs.,
repetição
10
rs. Para
os
assignantes
20
d
’
abatimento.
E5s«S<a3!3SB8^WEaHmBíai«®ÍSS^ÈaK83JK3aSKffl^^
Brave
do Santo Paclrs Pio IX
«Urbi et Orbi» concedendo in
dulgência
plenaria
a
todos os
fieis
christãos no dia
3 de ju
nho,
quinquagésimo
anniver
sario da
sua
Sagração Epis
copal.
PIO PAPA
IX
A todos
os
fieis
christãos
que
as
pre
sentes
Letras virem
saule
e
bênção
apos
tólica.
Por
quanto
a
Associação
da
mo
cidade
catholica,
além
de
outros
muitíssi
mos
e
insignes
actos
de
piedade,
que
para
com
o
Pae
Commum
dos
catholicos
continuamenteestá
praticando
com
a
maior
parle
dos
lieis
christãos,
concordes
e
uni
dos nas mesmas
aspirações,
com
o
fim
de
testinaunhar
a
sua
grande
dedicação
á
Nossa
Pessoa,
e
de
render
a
Deus
gra
ças,
porque
pela
sua Providencia e
di
vino
amparo JNos
fez
chegar, robustos
d
’espirito
e
de
corpo,
a esta
edade
em
que
estamos
apesar
de
gravemente
atlribulados
pela
adversidade, resolveu
solemnisar
o
quinquagésimo
anniversario da Nossa
Di
gnidade
Episcopal
no
dia
3
do futuro mez
de
junho,
se
a
Deus
assim
approuver,
e
deseja que
esta solemnidade
seja para
bem
e
felicidade
do povo
christão
; por
isso
Nós
que,
movidos
pela
caridade
cbristã,
procuramos
o augmento
da
religião
e
a
sal
vação
das
almas,
mediante
os
celestiaes
lhesouros
da Egreja,
querendo
annuir
ás
piedosas
supplicas da
referida
Associação,
pela
misericórdia
de
Deus
Todo
Poderoso,
e
confiai
do
na auctoridade
dos
seus
Bem-
aventurados
Apostolos
S.
Pedro
e
S. Pau
lo,
a
lodos
c
a
cada
um
dos
fieis
christãos
de
um e
outro sexo,
que
n
’
este
anno
em
o
dia
3
de
junho,
assistindo
em
qualquer
egreja
ou
oralorio ao
sacrosanto sacrifí
cio
da
missa
verdadeiramente
arrependi
dos
e
confessados,
e fortalecidos
com
a
sagrada
communhão,
dirigirem
a
Deus
de
votas
preces pela
conversão
dos
peccado-
res,
pela
propagação
da
fé
catholica,
e
paz
e
triumpho
da
Egreja
Romana,
Con
cedemos
misericordiosamente no
Senhor
plenaria
indulgência
e
remissão
de
todos
os
seus
peccados,
que
poderão applicar
também em
sulfragio
das
almas
dos
fieis
christãos
que
na
graça
de
Deus
se
fi
naram.
Queremos
porém
que
aos
tran-
sumptos
ou
exemplares
ainda
impressos
das
presentes
Lettras,
assignadas
por al
gum notário
publico,
e munidos
do
sello
de pessoa
constituída
em
dignidade
ec-
clesiaslica, se
preste inteiramente
a
mes
ma
fé
que se
prestaria
a
estas
mesmas
presentes,
se
fossem
apresentadas
ou
mos
tradas.
Dado
em
Roma
jiinto
de
S.
Pedro,
sob
o
annel
do Pescador
aos
27
dias
do
mez
de
fevereiro
de
1877,
anno
trigési
mo
primeiro
do
Nosso
Pontificado.
Pelo
snr. Cardeal
Asquini,
—
D.
Jacobini
substituto.
Logar
gg
do Sello.
Curia
Archiepiscopal
de
Bolonha,
no
dia
8
de
Março de
1877.
Concorda
com
o
original.
A.
Conego
Ma
nara,
Chanceller
Archiepiscopal.
S.y.Aí2A—
ÇUflIÍTA-FEtta.U 19 <ie
ABR1IL
A
’
SSedneção «2® «rossímereje» cHo
Londres,
S
de Abril,
1877.
Ahi
mando
a
parle
que
pôde
copiar-
se,
da minha
correspondência
para
o
Apostolo, que vae por
esta
mala mesmo
para
o Rio.
Mando-a para
ahi,
fóra
do
costume, ao
mesmo
tempo
com
a
que
vae
para
o
Brazil,
porque
isso
nada
póde
prejudicar
ao
Apostolo; e com
demorar-se,
perderia
para o
Commercio
do
Minho,
e
para
o
nosso
publico,
boa parte
do
inte
resse.
Recommendo
principalmente
atten
ção.
ao
discurso
do
nosso
Cardeal pro
nunciado
faz
hoje
oito
dias.
A.
R. SARAIVA.
A’ ÍEedfacçSí» do aApostolo*.
Londres,
24
de
Março,
1877.
SUMMARIO.
I
—Entrega
do
Chapeo
de
Cardeal
ao
Arcebispo
de
Leão,
pelo
Marechal
Mac-
Mahon.
Excellenles
discursos
apropriados,
de
um
e
de
outro,
por
tal occasião.—
II.
—Sentida
morte
de
Monsignor
Nardi.
—
III.
—
A
guerra
da
Revolução,
ou
da
Ma
çonaria
e
do
Protestantismo
contra a
Igreja.
—
Azedume
Protestante
e
Maçonico,
por
causa
da
ultima
Allocução
do
Papa»
—
Importante
discurso do
Cardeal
Man-
ning
sobre
o
assumpto.
I.
—
Certo
trabalho
jurídico,
liontem
mesmo
urgenlemenle
nec?-sario,
impediu
me
de
estender
a
minha
carta
muito
mais,
como o
leria
fedo
sem
aqueile inciden
te;
e
não
teria
deixado
de encontrar
o
exlracto
que agora
vou
copiar
da
correspondência
regujar
de
Paris
para
o
Times.
A
não
ser
que o
Apostolo
mes
mo,
ou
algum
seu
devoto,
lá
tenha
tra
duzido
e
feito inserir
a
parle
da
mesma
correspondência
que
vou
copiar, seria
las
tima não se
lhe
fazer
no
mesmo
Aposto
lo
a
justiça
que
merece;
eis
aqui
o
ex-
tracto:
—
«Paris,
22
de
Março,
á
noite.—Mon
signor
Caverot,
Arcebispo
de
Lyão,
rece
beu
hoje
do
Marechal,
no
Elsyseu,
o
bar
rete
cardinalício,
em sua elevação
ao
Sa
cro
Collegio;
e
por tal
occasião dirigiu
ao
Presidente
da
Republica
um
discur
so
cujas
principaes
passagens
aqui
ajun
to:—
Participar
até
certo ponto
no
governo
da
Igreja
Universal,
entrar
nos
Concelhos
do
Pontífice
que
o
governa,
defender
os
sagrados
direitos
d’
aquelía
augusta
Cabe
ça,
participar,
quando
Deos
o
tenha
cha
mado
a Si,
na
escolha
do
seu
Sucessor,
manter,
em
fim,
tantas
e
tão
altas
pre-
rogativas,
pela segurança
de
sua doutrina,
pela
firmeza
do seu
caracter,
e
pela in
fluencia
de
sua
virtude
—
tal
é
o
muito
im
perfeito
esboço,
das
obrigações
de
um
membro
do
Sacro
Collegio.
Ora,
se
em
tempos
em
que
a Igreja
gozou
de
profunda
paz
estas obrigações
eram
sempre
motivo
de
temor
para
ho
mens
de
fé
e consciência,
tiram
agora
das
circunstancias
presentes
importância
qual,
antes,
nunca
tivéram
talvez;
e
po
bre
de mim
se
me
não
sentisse
cornmo-
vido
até
o
fundo
d
’
alma
!
Vós,
Senhor
Marechal,
melhor
que
ninguém,
sois
com
petente
juiz
em
matéria
de
heroísmo
no
cumprimento
do
dever.
Sinto-me,
por
tan
to, grandemente
honrado
com
receber
de
vossas
mãos
aquella
purpura
que
me
ad
verte
da
extensão
de
meus
proprios
de
veres,
usque
ad
e/fusionem
sanguinis.
De
pois
de
haver
tão
generosamente
derrama
do
o vosso
sangue
para
defeza
da
Patr
a,
tendes
direito
de
a
onselhar-me
não
pou
par
o
meo,
se
jimais
a
gloria
e
o
ser
viço de
Deos.
os
direitos
de Sua
amea
çada
Igreja,
a
salvação
do
meu
povo, e
acrecenlarei,
a honra
e
os interesses
da
nossa
querida
França,
o
viessem
a
re
querer.
Eslam
engnados,
sim, aquelles
que
atiram
o
insuflo
<>
mais
desmerecido
ao
clero
Catholico, allegando
que profunda
devoção
aos
interesses
da Religião
fatal
mente
prejudicam
no
espirito
da
gente a
dedicação
ao
seu
paiz Não ha
imputação
mais
falsa.
Longe
de
uma
cousa
excluir
a
outra,
estas
duas
sagradas
affeições mis
turam-se, pu-ificam-se
e
fortalecem-se
mu-
tuamente.
j
Quantos
nomes
illustres
nos
annaes
da
igreja registrados
se
acham
por
emi
nentes
serviços
que
lhe-
prestáram, e
ao
mesmo
tempo
eslam
inscritos
na historia
da
sua
patria
por
terem-a
ardentemente
ainado
e
fielmenle
servido,
e
terem
acres
centado
joyas
novas
á
sua
coroa
de
glo
ria
!
laes
sam
ainda
boje,
ousa
lamente
o
digo,
taes
serám
sempre os
sentimentos
d’aquelle
Episcopado
verdadeiramente
na
cional
que
fez
a
França,
como
diz
o
his
toriador
Gibbou,
da
mesma
sorte
que as
abelhas construem
a sua
colmea,
e
d
’a-
quelie
clero
sem
pretenções
e
desinteres
sado
no
mais alto
grão,
que
secundará
o
mesmo
Episcopado
em
sua
patriótica
tarefa.
iQual
é
o Liberanga
capaz
de/
com
35
FOLHETIM
Dil.
J.
51.
DE MACEDO.
B8IS
ROMANCE BRAZILEIRO
VOLUME
II
XVBKI
Historia dos dous
velhos.
O
velho proseguiu
:
—
Sim...
honra
a
nós;
nós
fomos
co
mo
os nossos:
Leandro, João
e
Rodri
gues
eram
um
só
homem,
e
Emilia,
dez
annos
mais
moça
do
que
nós
e
seis do
que
Leandro,
era
a
menina
dos
olhos
de
todos
tres,
era
o
brilhante,
que
se
prepa
rava
para
a corôa
de alguém
que fosse
digno
de
ajuntar-se
comnosco.
Emilia
era
bella,
pura, ingénua
como
um anjo
com
seus
olhos
prelos,
suas
faces
pallidas,
e
seu
corpinho
debil...
pobre
Emilia
!...
O
velho
enxugou
com
a
face
dorsal
da
mão
direita duas
grossas
lagrimas,
que
estavam
pendendo
de
suas
palpebras.
De
pois
continuou
:
-
Leandro
apaixonou-se
de
uma
joven
senhora,
tão linda
como
vaidosa, tão
rica
como
pouco
nobre:
tarde
conhecemos
es
ses
defeitos;
aliás
o
nosso
amigo
não te
ria
sido
esposo
de
Malhilde.
—
Falia
de
minha
mãe,
senhor!
disse
Salustiano
erguendo
a
cabeça.
—
Bem o
sei,
tornou
o
velho
prose-
guindo
:
depois
de
casar
se Leandro,
pe
diu-nos
que
consentíssemos
que
Emiliq
fosse
morar com sua mulher:
nossa
irmã
linha
então
dezeseis
annos.
Consentimos.
Passaram
os
primeiros
mezes
sem
que
na
da
suspeitássemos,
sem
que
coisa
alguma
pudéssemos
receiar.
Cêdo porém
começou
Leandro
a
experimentar os
excessos
e
ef-
feitos
da vaidade
de
sua
mulher: sua
ca
sa
se
tornou
em
um
inferno;
sua
vida
foi
um
martírio
constante.
O
unico
leni
tivo,
que
achava
para
minorar
seus
sof-
frimentos
o nosso
pobre
amigo,
era
vir
depositar
suas
magoas
em
nossos
cora
ções,
e
ir choral-as
ao pé de minha
irmã.
O velho
respirou
e
depois
disse ainda
:
—
Tua
mãe,
mancebo,
aborreceu
os
amigos
de
teu
pae:
ciumenta
e
louca
viu
uma
rival
em
minha
irmã,
e inspirada
pelo
demonio,
esquecida
de
tudo
quanto
é
nobre
e
generoso,
concebeu
um
pensa
mento
infame
!...
—
Senhor
!
—
Na
manhã
de
um
domingo,
depois
do
sacrifício
da
missa,
que
se
celebrava
na
capella
da
fazenda
de
Leandro,
e
es
tando
a
casa
cheia,
diante
de
tneu irmão
e
de
mim,
mesmo
á
vista
de
seu
mari-
Ido, ella enxotou
de
sua
casa
a
minha
tr-
mã, cobrindo-a
de
impropérios
e
de
mal
dições,
dizendo
contra
ella
calumnias
que
a nodoavam
!
Oh
!
sim,
mancebo,
a
lingua
de lua
mãe
deshonrou
a
minha
irmã!
dis
se que
uma
virgem
era
uma
mulher
im
pura
!... disse
que
seu marido
a
despre
zava por
minha
irmã... disse
tudo...
tu
do...
disse
tanto
que
Emilia
saiu
desmaia
da
nos
meus
braços.
Salustiano
não
pronunciou uma
só
pa
lavra
em
defeza
de
sua
mãe.
O
velho
con
tinuou
:
—
Levamos
a
pobre
moça
desmaiada
como
eslava
para
nossa
casa:
mancebo!
quando
minha
irmã tornou
a
si
eslava
doida.
Infeliz!
vagava
horas
inteiras e
sem
cessar,
interrompendo-se apenas
para le
vantar
a
voz
bradando
—
é
falso!...
—
e
va
gava
de
novo,
corria,
ajoelhava-se,
erguia
as
mãos
ao
ceo, e
bradava
—
é
falso
1
—
lan
çava-se
em
nossos
braços,
chorava,
solu^
çava,
e por
entre seus soluços
deixa’
/
escapar
o
seu
grito
de
innocencia
—
é
sol
—
Ah
mancebo!
mancebo
!... um/nez
inteiro
se
passou
d
’esse
modo,
e
fim
d’
esse
mez ella
expirou em
nossos/Lraços
murmurando
ainda
a
triste
fras/-é
fal
so!...
—
Mancebo!
mancebo
!
queãi
fez
en
louquecer,
quem
fez
morrer
n/ssa
irmã?..
Salustiano
não
respondeu
nada.
—Foi
lua
mãe.
Pois
bei»: a Providen
cia
tomou
o
cuidado
de ringar-nos:
Ma-
thildp
não
gosou o
doce prazer
de
beijar
seu
filho.
Mancebo,
tu custaste
a
vida
de
tua
mãe:
ella
morreu
alguns
momentos
depois de
te
haver
dado
á
luz.
—
Infeliz!
balbuciou
Sahis/íno.
—
E
em
nossos coraçõís,
prosegl
o
velho,
a
santa
e
imm/ulada
ami/
e
de cem annos
teve
fi/ça
bastante/
,a
fazer
com
que
João
e
Xodrigues
car/J
®*
sem
ao
coilo
o
filho/*
assassina
de
‘
,n1
'
lia.
Sim! porque
o/iilho
de
Mat/e
®
era
também
de Le/dro.
Mas
ó
nos/
am
*"
go
tinha recebid/
terríveis
goIpesA
,ern"
brança
de
Emi/
0
atormentava?
morte
de sua
mulhe/
que
apesar
de/do
elle
amára
extr/*osamente,
veio
ógmenlar
seus
pezai/s
í
lembrou-se
da
Arte sem
pre
chei/oo ruido,
de
festa/e
de
pra
zeres,
e/ooifim
resolveu-se
a/oixar
a vi-
da
d<y^
a
™fo.
Vendemos
qr/nto
possuia-
mos/e
viemos
estabelecer/s
aqui.
Man-
ce
i/,
o
resto
de
nossa
vid/
tu
sabes.,
é
u
/a
hislotia
de
vinte
e
cinco
annos
de
lidados
gastos
comtigo,
pois
que
tinhas
apenas
um
.anno quandi/deixaste
os
cam
pos
onde
nasceste.
Diz/ pois,
não
te
lem
bras
nunca
do
amor
com
que
te
trata
vam
os
dois
amigos Me
teu
pae?...
—
Senhor...
—
Eras
um
menino
indócil...
passaste
a ser
um
moço
extravagante e
altivo:
di
ze
pois,
manceba
;
já
te
esqueceste
de
uma
nodoa...
a deshonra
te
ia
manchar,
e
de
que
fomos nós
os
que
te
arrancamos,
te
salvamos
da
infamia?!!
—
Basta!
exclamou
Salustiano
córando.
—
Ningubm
nos
ouve aqui,
tornou
o
velho ; podemos
fallar
sem
receio
:
para
alimentar
teus
vicios
ousaste
furtar
uma
tirma...
teu
nome
foi escripto
no
rol
dos
verdade,
dizer
o mesmo
que
este
Cardeal
assim profere
com
toda
ella,
arespeito
do
Episcopado
e
clero Francez,
e
applical-o
ao
patrioteirismo
liberangueiro,
tão
vá
cuo,
pela
maior
parte,
e
salvas
pouquís
simas
excepções, como
uma
bexiga
cbea
de
vento?
Continha
o Correspondente
do
Times:
—
«Monsignor
Caverot
exprimiu
então
sua
gratidão
ao
Papa
e
ao
Marechal,
que
tinha,
não
diria
inspirado,
mas
concorri-
dou á
escolha
que
Sua
Santidade
lizera,
em
elevar
um
indivíduo tão
obscuro
e
prelado
qu >1 elle
era,
ao
lustre
da
antiga
Igreja
de
Syão».
O
Marechal
disse
em
resposta:
-
Quan
do pedi
ao Siimmo
Pontífice
que
Se
di
gnasse
elevar-vos
á eminente
dignidade
cuja
insígnia
acabo de
entregar-vos, de
sejei
meramente
invocar
os
augustos fa
vores
de
Sua
Santidade
sobre
o
represen
tante
do
antigo
e
illustre
clero
de Syão;
julguei
ao
mesmo
tempo,
que
o
Santo
Pa
dre
estimaria
renumerar
aquellas virtudes
Christãs
que
tão justamente
haveis
deli
neado,
e
de
que
vós
mesmo
haveis
por
trinta
annos,
dado
exemplo
no
Episcopa
do;
e
sabia
lambem,
que,
investido
com
a
purpma
Romana,
continuaríeis
a
man-
'
ter
com a
mesma
firmeza
a
sagrada
cau
sa
da
Religião,
sem
jamais
descuidar
os
<
interesses
'da
Patria.
1
Eis
ahi;
compare-se
esta
linguagem
e
i
sentimentos,
tanto
do
novo
Cardeal
Ar-
cebispo,
como
do
Marechal
ticano,
com tudo
o
que
lhe
pertence.
Nin
guém
se
illuda
com
as protestações
e ne
gações
da
tal
quadrilha:
o
seu
fim, o
seu
grande
objecto,
é
roubar
a
Igreja,
aba-
tel-a,
e elevar
o
Protestantismo
á
digni
dade
de
representante
verdadeiro
da
chris-
tandade. E
quando
digo
«o
Protestantis
mo»,
entenda-se, que
não
é
o
Protestan
tismo
qualquer,
e
geral; não,
senhores,
é
o Protestantismo Anglicano,
é
um
Pro
testantismo
que
chamarei
político,
no
sen
tido,
de
que
tem
por
objecto
fazer
o
Mun
do
todo
Protestante ■ Anglicano,
como
nós
o
chamamos
e
desejáramos
fazer
Catholico
Romano.
A
macaquice,
ou pertenção
a
ella,
tem-se
deixado
ver
ás
ciaras,
na
especie
de Concilio
Anglicano
que,
ha
annos,
aqui
se juutou,
no
interesse
que
se
de
nominou
e.
denomina,
Pananglican,
que
é
o
mesmo
que
Anglicano-universal.
Tudo
isto
não
é
mais
que um
arremedo
do
ca
lholicismo,
com o
fim
de
imitar,
e
ao
mesmo
tempo
destruir,
este, e
substiluil-o
pela
tal
panacea
Ingleza.
Para
esse
fim
é
que
se
fjzéram
aqui,
em
seu
tempo,
em
préstimos
clandestinos e semi-clandestinos
(isto
sam
factos)
para
ajudar
Mazzini e
Garibaidi;
e
que
o
Ministro
Ingiez
em
Turim
por
tantos annos
apoiou
e
dirigiu
e
animou,
em
nome
deste
Governo e
na
ção
as
perfídias
de
Cavour
e
Compa
nhia.
(Cont:
‘iúa)
cebispo,
como
do
Marechal
Presidente,
com
o
palavrório
vazio
da
Liberangada
em
seus
palratorios,
e
julgue
se
onde
é.
das
duas
cousas,
que
se
encontra
mais ver
dade,
sustancia
e
sensatez; se
nestas
cor
datas,
evidentes,
incontestáveis
expres
sões,
ou
nas
bexigas
cheas
de
vento,
pa
lavrório
esiirado
e
chocho
(ampullas
et
serquipedalia
uerbaj da
liberangada
im
postora,
e tão
cheia
de vaidade
quasi
sempre,
como
de
incapacidade
—
salvo
para
o
mal.
II.
—
Já,
provavelmente, ahi
terá
che
gado
a
noticia
do
fallecimenlo,
muito
inesperado de
Monsignor
Nardi,
que o
Correspondente
do Times em
Roma
lhe
communica,
em data de
20
do
corrente,
fallecera
essa
manhã
de paralysia
do
co
ração.
E
’
uma
perda
mui sensível,
pois
era homem
de mui
habil,
bom
escritor,
bom
orador,
falando
varias linguas,
etc.
Mais de
uma
vez
aqui
tinha
vindo
para
negocies
e missões
eeclesiasticas,
prégan-
do
até
em Ingiez,
etc.
Respondia
vigoro
samente
na
imprensa
aos
ataques
feitos
á
Igreja.
E’
perda
sensível.
III.
—A
canalha
maçonico-Protestante
por
quem
foi
arranjada
e elfeituada
a
usurpação
de
Roma,
e
o
Rei-ladrão
ins-
taliado
no
Quírinal
—tudo
acintemente
fei
to para
insultar
e
abater
a Igreja
(pois
que,
mesmo
por
confissão
e
opinião
até
’e
Gallenga,
Florença,
e
não
Roma,
é
te
devia
ser
a capital
da Itaiia
politi-
—tratava
de
fazer
nova
lei
para
mais
nais
embaraçar
a
acção
do
clero
ca-
*o,
e
ir
encaminhando
as
cousas
a
se
a.
'ar,
anno
mais
anno
menos,
do
Va-
A. R.
SARAIVA.
e
quem
te
valeu
então?...
i
um
escrivão
sem honra,
a
queimar
o
processo?...
homem
cuja
firma
tinhas
--------- -----------------------------------------------------------
A
respeito
da
questão
do
Oriente,
acha
mos
digno
de
ser
lido
pelos
nossos
leito
res,
o
que
escreve
o
nosso
collega
do
«Jornal
da Noite»
no
seguinte
artigo:
«Receia-se
que
se
toldem
os ares
na
Europa,
e
que
em breve
principie
a
guer
ra entre a
Rússia
e a
Turquia.
Em
quaesquer
outras cifcumstancias
seria
menos
para
temer o
conflicto,
porem
estando
ainda
incompleta a
orgamsação
da
Allemanha
e
da
Itaiia
modernas,
achan
do-se
a
França na
situação
provisória
e
diflicil a que
se
obrigou
por
sete
annos,
sendo
tão
melindrosa
para
os
interesses
e
poder
do
império
austro-húngaro
a
ques
tão
do
Oriente,
não
se
podendo
julgar
inteiramente
consolidados
os
destinos
da
Hespanha,
faltando
á
Inglaterra
o
podero
so
alliado
que
combateu
ao
seu
lado
em
Balaclava e
e<n
Sebastopol,
e
parecendo
apontar
na
successão-
próxima
dos
tempos
a
eleição
de
novo
pontífice,
a guerra
pó
de
ser desastrosissima
para
os
diversos
es
tados
do
continente
europeu.
Não
cabe a
Portugal
enviar
protocolos
a Constantinopla, nem
dar
conselhos
pa
cíficos
em
S.
Petersburg.
Não
irão
ao
Bosphoro os
navios de
guerra-portuguezes,
nem
serão
chamadas as
nossas tropas
a
occuparern
as
províncias
christãs
da Tur
quia.
Entretanto
as nações
pequenas são
como
a
maior parte
dos
membros
do
par
lamento.
a
qual
a
assiste
á
queda
e
sub
stituição
dos
gabinetes
sem
lhes conhecer
bem
as
causas,
e
que
todavia
supporta
as
consequências
dos
successos
como
se
os
tivera
planeado e
dirigido.
Não
fize
mos
a
guerra,
nem a
paz, mas
não
pu-
deremos
esquivar-nos
aos
eíleitos
de
uma
ou
de
outra,
que
podem ser
temero
sos.
Importa
pois
que
os
poderes públicos
estudem
cnidadosamente
a
situação
da
Eu
ropa,
e
as contingências
que
nos
podem
ser
mais ou
menos nocivas.
Convém
que
não
adormeçam
na enganosa confiança de
estarmos longe
do
theatro
da
guerra,
e
de
não
podermos
prejudicar
ou melhorar
os
interesses
dos belligerantes. Acautelar
o
paiz
contra
todas as
eventualidades
é
en
cargo
de
quem
governa.
Teem
direito
de
exigir
essa zelosa
e
activa
vigilância
os
governados, mas
tam
bém
lhes incumbe
o
dever
de
facilitarem
ao
governo
os
meios de
bem
servir
a
pa
tria,
e
de
se
unirem
todos
em
torno
d'el-
le
nas conjuncturas
perigosas.
E’
obrigação
de
patriotismo.
Póde
não
haver
guerra.
E’
também
possível
que
principie
e
termine
sem
al
terar
a
nossa
exislencia
pacifica.
Mas
se
ria
immensa
a responsabilidade
de
quem
por
negligencia
ou
cega
confiança
deixas
se
indefesos
os
interesses
da
nação.
Conhece
bem
as
questões europeas
o
snr.
marquez d
’
Avilla
e de
Bolama.
tem
as
melhores
relações
com
os
principaes
homens
de
Estado
da
Europa,
é
dotado
de
muita
prudência
e
de
saber
apurado
em
largo trato
dos
negocios
públicos,
e
possue
hoje a confiança
geral.
Estas
qua
lidades,
raras
vezes
reunidas,
podem
ser
actualmente
mui
uteis a
Portugal.
E
temos
esperança
de que
o
serão».
8sibaerãpçwo
jiiviru n oíTerSti ao
SS.
Padre,
IX,
Transporte
413230
Ill.
mos
e
ex.
moí
snrs.
Francisco
Jacome
de Souza
Pe
reira
Vasconcellos
43300
D.
Francisca
Machado
43300
Revd.
u
Custodio
de
Jesus
Vieira
Lopes
4-3300
Manoel
Marques
da
Silva
Pereira
23230
Revd.
0
Superior
do
Collegio
do
Espirito
Santo
23230
Revd.
0
Francisco Martins
Farinha
23230
João
Fernandes
Valença
2$000
Revd.
0
Manoel
Martins
d
’
Aguiar
13300
D.
Mana
do
Coração
de
Jesus
Gomes
Briteiros
l$000
Revd.0
Antonio
de
Santa
Cicilia
Bacellar
13000
Somma
703230
SS.
Mosto
«So Senhor.—
Os
devo
tos
do SS.
Rosto
do
Senhor,
que se
ve
nera
no
seu
oralorio
á
entrada
da
rua
do
Forno,
fazem a
sua
festividade
no dia
29
do
corrente
abril
pela
fórma
sew
Por
10
e
meia
horas
da
manhã
no
templo da
Misericórdia
missa
C
J
a
instrumental
da capella
dos
snrs
vas,
exposição
do
SS.
lodo
o
dia
’
*
tarde
sermão
prégado
pelo
revd.
0
Luiz
Gomes
da
Silva, findo
o qual
se-ha o
byrnno
Te-Deum.
Em
seguijj
rá
conduzida
procissionalmente
aquei;,
1
neranda
Elligie
para
o
seu
oralorio
Na
vespera,
28,
serão
vistosa^,
illuminadas
as ruas
de N.
Senhora
Leite
e
do
Forno,
e
Rocio
de Traz-d^
tendo
logar
neste
ultimo
um
leilão
de
J
das,
cujo
produclo
é
destinado
a
cii
»
as
despezas
da
referida
festividade,
K
em
quanto
durar
o
leilão a banda,de
sica
«Philarmonica
Bracarenses.
Porttagal
atstssjo e
Está
distribuído
o
fascículo
IR.
0
^
diccionario,
devido
á
penna
indefe^
1
snr.
Pinho
Leal.
Continua
ainda
a
noticia
sobre
o
p,
Senihor
aos
prezas.
—
Como
ciamos, foi no
domingo
levado
o
S
ei
aos
prezos, aclo
que
se
eflectuou cj.
máximo
esplendor
e
imponência.
O Sagrado
Vialico
saiu
da Cathe|
acompanliando-0
a
confraria
do
SS.
legiaes
de S.
Pedro
e
S
Caetano,
a
s
ridades judiciaes e
administrativas, t
cionarios
e
muitas
pessoas gradas
para
esse
fim
haviam
recebido
com
Depois
do
pallio
ia
uma
guarda
ra,
precedida
(la
banda
regimental.
A
communhão
foi
ministrada
peloj
abbade
de
S.
João
do
Souto.
A
cadeia
estava
adornada
com |
deiras
e
damascos,
e
as escadas
<l
a
.
ma
com
festões
de
murta
e
flores.
De
tarde,
o
snr.
Faria
Ribeiro
|
receu
aos
prezos um abundante
servido
pelos
snrs.
juiz
de direito,)
gado, Faria
Ribeiro, dr. Penha
Fort;
e
outros.
Defronte
da cadeia
tocava
banda
de musica.
Kova
bibtioihecn.—
Os
conlig
editores
Mattos
Moreira
óc
C.a
,
de
boa,
vão
encetar
a Bibliolheca
Re(il
onde
publicarão
as
obras
mais
alai
sobre matéria religiosa
Inaugurará
esla bibliotlieca
o
cxcel
livro
de
Villefranche=Pw IX
—
Sun
sua
historia
e
seu
século.
A
versão!
faciada pelo snr.
Camillo
Castello
Ur
A
cerca
do
livro
diz
este
em
nei
criptor:
«Merece distinctissima nota
esti
porlenlosamente
bem
pensada
e
eso
pela
qual
a
casa
editora
Mattos Moreiril
vaevprincipiar
a
seriejda
sua
Bibliothti
ligiosa.
Deve
considerar-so
este
livri
só
uma
esmerada
e
exactissima
biogn
de
Sua
Santidade
Pio
IX;
mas
aindi
compendio
da
historia
europeia
nos.
mos trinta annos, em
todos os
li
contingentes
com
os
Estados
Ponlií:
(jue
importa o
mesmo dizer—
comi
vilisação
pelo
christianismo
etc.»
iVIelhortantestto
«le |iraia«,-
tá-se
organisando
no
Porto
uma
coi
nina
para
a
conslrucção
de
barracasj
'S.„
iprot
estou
U
ao
'
iuuiciu
cuja
ui
ma
minas
lembra-
le’
mancebo,
que
fo-
>ão
e
Rt
■
,dri
g
ues
?
porque teu
que
o
íilh
0
'
n,l'ên0 soffresse
cida...
lem
bra
'
le
^
ue fotnos
endemos
a t
nald
'Ç
ao
d
ue
d
°s
pae
austero
ia
cair-sobre
0
no
cê
pensamento,
e
que
cuidas
realisar,
mer-
d
’
essa
carta,
é
uma
infamia.
—Senhor!
—Mas
ainda
é
tempo
de voltar
atraz;
olbos
da
amisade
dos
cem
annos ain-
te
olham
com
piedade:
em
nome
de
•enhor
!...
seguimos
o
teu
k
veio
arrebatar-nos
ias
palavras,
que
que
já m’
as
ou
filho,
ouve
e
obeo
como se
fosse a
mi
nerdão
;
e
o
nos-
te
di-
•
viste
'ece
m
iinosv
ni
cor.
ique
se
pr
quem
PaS
c
imitado?...
mos
nós,
Jv
pae
queria
»
a
pena
mert
nós,
que susp
lábios
de
um
filho pervertido
—Senhorl
r
—-Sim...
con.
quando
a
morte
so
amigo, as
ulúu
rigiu
foram
essas,
hoje:
«ouve,
men
a
João
e
Rodrigues,
que
obedecesses.»
.
£’
preciso
cenclr
,ir
»
swuhor
!
_
.Morto
leu
pae,
1
-
—
-
chamou-me
longe
d'esta
car.a:
norém
ficou
velando
por
->•
I
------------
—
mo pagaste
ao
amigo
dê
t
eu
pae
os
ex
tremos,
que
gastou
comtigo
?...
dlizo.
__
Respeitei-o,
disse
Salustiaao,
respei-
V
ie-o
até hontem.
—
E
hoje?
—
Hoje
o ofiendido
fui
eu...
.
\
—
E
qual
oflensa?...
pre'.ender
meu
ir
mão
arrancar
de
teu
çoder
u
m
papel,
te
não
pertence?,.,
que
direito
tens
<nbre
aquella
carta?...
que
uso
queres
fa-
S
d
’
ella?..-
mancebo,
0
amigo
de
teu
pae
vem
dizer-te,
que
isso que
tens
uma nobre
missão
:
meu
irmão
Mancebo,
co-
os
da
leu
pae
João
le perdoa
;
em
nome
de
teu
pae
eu
te venho
chamar
para
o
caminho
honra. Mancebo,
dá-me
a
carta
da
li
de
Anaclelo.
—
Oh
!...
eu
tinha
adivinhado
o
moti-
da
sua
visita,
snr.
Rodrigues.
—
E
então
!...
—
E’
impossível
conseguir
de mim
o
que
pretende
:
reconheço
os
serviços
que
lhe
devo;
respeitosos
velhos
amigos
de
meu
pae
;
mas
não
posso abandonar
as
sim
a
unica
esperança...
—A esperança,
de
que?...
—
De
alcançar
a
posse da
mulher
que
•oro.
—
Não
a
alcançarás
nunca.
-E
essa
carta,
senhor?!!
__
Essa
carta
fará
a desgraça
de
uma
mulher,
e
mais
na?
a
-
z
.
—Ma. s
essa
mulblr
r
lerá
meios
de fa
zer-me
esp
“
—
Não,
.
levante
entre
bo
da
lha
vo
ac
'oso
de
Celina.
não;
porque
haverá quem
se
a
virgem
pura, e
o mance-
pervertido..
’
—
E
quem c'
usara?
-
—
Eu.
—
Bem
<mr
vodrigues,
veremos.
—
E
a'carta,
^
lfeliz
—
Nunca,
—
Mas
quando
a
vingança
do
oífefldido
vier
cair
sobre
lua
cabeça?...
—
Nada
receio.
—
Pensa
bem,
mancebo:
d
’
aqui
a
uma
hora
nada
mais
poderá
salvar-te...
pensa.
—
Estou
decidido,
senhor.
—
Então toda
a
esperança
de
concilia
ção
está
perdida
?
—Toda.
—E
as
consequências?..,
—
Embora.
—
Fiz quanto pude,
disse
o
velho
com
voz
lugubre:
agora
nada
mais
ha que
es
perar.
Salustiano sorriu-se.
Rodrigues ergueu
o
braço direito
como
apontando
para
o ceo,
e
saiu
dizendo:
—
Justiça
será
feita!
XIX
—
Nada.
—
Não
te
havia
eu
prevenido
de
seriam
inúteis
todos
os leus
esforços!
—
Paciência;
mas
fiz
o
que
devii
-
—
E
agora ainda
quererás
suspei
—
Não:
convém
que
aquelle moço;
abatido.
—
Bem:
tomo
isso
á minha
conta.
Ficaram
os
dois
velhos
pensando
gum
tempo,
e
depois
João
perguntou:
—
E
a
respeito
do
outro,
que
nos
des
ha
?...
—
Hontem
á
noite
fez
elle
vinte
e
No
alpendre.
Logo
que
Rodrigues
saiu,
João
entrou
para
o
quarto
d
’
esle, cerrou
a
porta
e es
perou
a
volta
de
seu
irmão
meditando
so
bre
os
meios
de
realisar um
projecto,
que
desde
muitos
dias,
e então
mais
que
nun
ca, o
occupava.
Chegou
Rodrigues,
e
adivinhando
onde
se
recolhêra
o
irmão,
abriu
a
porta
e
entrou.
O
velho
guarda-portão estava triste e
abatido.
—
Então?...
perguntou
João.
annos.
—
Eu
o sei.
—
A
’
meia
noite
bateu
á
porta
Purgatorio-trigueiro
uma
mulher de
«
tilha
que
o
foi
procurar.
—
E
essa
mulher...
—
Era
Marianna.
—O
que
queria
d
’
elle?
—
Não sei
bem;
mas
parece
quC
seguiu
muito,
porque ao
romper
do
de
hoje
cheguei
ao
Purgatorio-trig"
muito
a
tempo...
—A
tempo
de
que?
—
De desmanchar
um projecto
de
gem
a
mais
estravagante
do
mundo,
dido
ia
partir.
—
Para
onde?
—
Elle
mesmo
não o
sabia dizer.
(Cootí’
''
taleis
de
madeira
e
zinco,
próprias
para
banhos,
nas
praias
da
Foz
do
Douro,
Leça,
Mathosinhos e
Povoa
do
Varzim.
E’
seu
fundador
o
snr.
José
Antonio
Pereira
Maya.
a
quem
por
portaria
de
21
«Fabril
de
1876,
foi concedido,
para
aquel
le
fim,
o
aproveitamento
das referidas
praias.
E
’
na
verdade
um
melhoramento da
mais
alta
importância, que
por
certo
será
bem
recebido
por todo
o
paiz.
Acçãw
louvável.—
Do
cofre
de
be-
neficencia
foram
mandados
distribuir
pelo
snr.
conde
de
Margaride
ao
deixar
o
go
verno
civil
d
’
este
districto
2405000
reis
pelos estabelecimentos
seguintes:
Em
Braga
Ao
Conservalorio
da
Tamanca
40-5000
40^000
Ao
Asylo
de S. José
A’
s
Ursulinas
205000
Ao
Collegio
da
Regeneração
Ein
Guimarães
205000
Ao
Asylo
dTnfancia
4050'10
Ao
Asylo
de
Mendicidade
Em Barcellos
405000
Ao
Asylo
dos
Entrevados
Em
Villa
Nova
de
Fa-
malicão
205000
Ao
Hospital
da
Misericórdia
205000
Som
ma
2405000
Jornal
dnH
Oassias.
Recebemos
o
n
0
124
do Jornal das
Damas, unico
jornal
qoe
em
Portugal se
publica
dedi
cado
ás
senhoras.
Traz
a descripção
das
ultimas
mudas
e
é
acompanhado
de
dois
figurinos
gravados
e
illummados
em
Pa
ris.
Feassaítiesaia».
—
Das
obras
de Cer-
vantes:
A
mulher sábia
edifica
uma
casa:
a
insensata
destroe-a.
A
ingratidão
é
filha
da soberba.
Sê
pae
das
virtudes
e
padrasto
dos
vicios.
Tanto
é
de
valentes
corações
ter
soffri-
rnenlo
na desgraça,
como
alegria
nas
pro
speridades.
O interesse
é
um
habil
comediante que
sabe
representar
todos
os
papeis; ató
o
desprendimento.
Não
basta
conhecer a virtude,
é
ne
cessário
atnal-a;
mas
ainda não
basta
amal-a,
é
necessário
pratical-a.
A
ignorância é
um
sendeiro
que
faz
tropeçar
a
cada
passo
a
quem
o
monta,
e
metle
a
ridículo
a
quem
o
conduz.
A
experiencia
é
uma
lanterna
de furta-
figo, sua
luz
não
serve
quando
mais
se
não
ao
que
a
leva.
O
meihor
conselho
é
o da experien
cia,
mas
recebemol-o demasiado
tarde.
A
razão
necessita
da
experiencia;
mas
esta
nada
vale
sem
a
razão.
Muitos julgam
ter
experiencia
só
por
que
são
velho,.
«Jue primavera!
—
Estamos
atraves
sando
uma
quadra
das
mais invernosas
que
temos
soífrido
1
Chuva
diluviana,
ven
to
fortíssimo,
frio
cortante,
impetuoso
e
insoflrivel.
Eis
os
mimos
que
nos está
offerecendo
a
primavera
de
1877.
Que
desmentido
aos
necrologistas,
e
aos
poetas... d
’agua doce;
e que marty-
rio
para
os
miseros
mortaes!
SSswíísriis
(JniverHal <la Egreja.
—
Recebemos
o
fascículo
n.°
4 da
Historia
Universal
da
Egreja,
peio dr. João Alzog,
vertida
por José
Antonio
de
Freitas.
E
’
edicção
da
Bibliotheca
Calholica,
estabelecida
em
Lisboa,
na
rua
Formosa
n.°
17.
Eailecteneircto.—
Na
madrugada
de
anle-honlem
falleceu
nesta
cidade
o
ex.
mo
commendador
Antonio
Ignacio
Marques,
que
foi
oíficial
maior
do
governo
civil
d
’
este
districto. Succumbiu,
ao
fim
de
prolongados
padecimentos,
seis
dias de
pois
da
morte
de sua
esposa.
O
finado
era um
dos
maiores
proprie
tários
da
cidade.
leve
hontem
pomposos
oíficios
no
tem
plo dos
Congregados,
—
o
qual
se
achava
ricamenle
decorado
e
com
profusão
de
luzes,
antes
de
ser
o
seu
cadaver con
duzido
para
o cemitério,
com grande
acom
panhamento
dos
amigos
dos
filhos
e
gen
ros
do
íinado,
aos
quaes
enviamos
cum
primentos
de
pezames.
Outro
-Falleceu
também ante-hon-
tem
a
ex.
ma
snr.a
D.
Maria
Rufina
Si
mões
Villaça.
Dias
ames
do
seu
passamento
tinha
recebido
a especial
graça
da Bênção
te
no
dia
18
para
Kichenefr.
Confirma-se
que
a
embaixada
russa
recebeu
ordem
pa
ra
partir
de Constantinopla.
Os
turcos
construem
pontes
em
Kalafat.
Layard
em
barcou
hontem
em
Brindisi.
Assevera-se
que
a
Roumania impedirá
essa
passagem
ás
tropas russas.
Constantinopla
16
—
Os
generaes
turcos
estão
pirtindo
para
o
corpo
do
exercito.
Assegura-se
que
a
Porta oífereceu
ao
ge
neral
húngaro
Klapha o
commando
em
chefe
do
exercito.
Buchavret.—
Stareano
foi
nomeado
mi
nistro
da
guerra.
O
novo
ministério é
fa
vorável á Rússia.
O
agente
russo
infor
mou
o
governo
roumano
da
passagem
das
tropas
russas
pelo
principado;
o
governo
em
uma
nota-circnlar
declara que se
es
força
por
manter
a
neutralidade
da
Rou
mania.
Londres
16. —
Lord
Derby, responden
do
a
lord
Granville
na
camara
dos
lords,
disse
que
a
Inglaterra
assignou
o
proto
colo
com
o
unico
fim
de
desarmamento;
não
cumprido
elle,
o
protocolo
tornar
se-
ha
nullo;
nas circumstancias
actuaes jul
ga
necessário
alistamentos e
fazer
previ
sões sobre
o
futuro. Na
camara
dos
de
putados,
Bourk
annunciou
a
recente
assi-
gnatura
em
Madrid
pelos
plenipotenciários
da
Allemanha,
Inglaterra
e
Hespanha,
do
tractado
relativo
a
Joló.
O
deputado
Jen-
kins
proporá
áinanhã uma resolução
con
cernente
ás atrocidades
praticadas na
Bos-
nia
e
Herzegovina.
Forfs
militar da Turquia.—A
força militar
da
Turquia
ao
começar
o
armistício,
segundo menciona
o
«New
Presse»,
de
Vienna,
era
o
seguinte:
501
batalhões
de
infanleria.
183
esquadrões
de
cavaliaria.
666
peças
de
campanha.
A
infanleria
estava
distribuída
da
se
guinte
fôrma:
Stamboul,
16
batalhões:
Thessalia,
15;
Balkan,
12;
Vaile
do Moravia, 91;
Temok,
30; Gaior,
37;
Bosnia
30;
Herzegovina,
60;
Albania,
52;
nas
ilhas,
15;
Tripoli,
í;
Erzerum,
48;
Syria;
12; Bagdad, 20;
Arabia, 22;
ao
longo
da
Danúbio,
24;
no
interior,
13.
A
força de
cada
batalhão
varia
de
300
a
850
homens.
Os
batalhões
de
mais
força
eram
os
de
Osman
Pachá;
os
de
menor
força
os
de
Dervisch Pachá,
metade
dos
quaes
não
excediam
a
300
homens.
Os
esquadrões
de cavaliaria
compu
nham-se
de
100
homens cada um.
Tomando
em
media
o
numero
de
600
homens
por
batalhão
podem
calcular-se
as
forma
turcas
em:
300:000
homens
de infanleria.
18:000
de cavaliaria.
666 boccas
de
fogo.
Justo
pedido.—
Rogamos
aos
snrs.
assignantes
a
quem
temos
dirigido
cartas
particulares,
a
fineza
de
que
nos
respon
dam
no
mais
curto
espaço de
tempo,
a
fim de
sabermos
a
resolução
que
a
tal
respeito devamos tomar.
Apostólica
de
S.
Santidade,—
pedida
e
obti
da
pelo telegrafo.
Era
joven
ainda,
e dotada
de
verda
deira
caridade;
do
que
são
testimunho
as
disposições do
seu testamento,
no
qual o
tgpço
—
pois
que
o
linha
ainda
viva
a
mãe
_
é
applicado
para
obras
pias
e
de
bene-
ficencia.
Publical-o-hemos
logo
que
d
’
elle
obtenhamos
copia.
Teve
enterro
decente
e
suflragios
no
templo
do
Carmo,
onde
hontem
esteve
o
seu
cadaver
depositado.
A’
mãe
e tios da
finada
os
nossos
pê
sames.
Uiceionario
de
geogruphia SJsii-
vea-sísi.
—
Publicou-se
a
caderneta n.oS
21
e
22
do
Diccionario
de geographia
uni
versal,
editado
pela
empreza
Horas
Ro
mânticas,
de
Lisboa.
E
’
obra
monumental.
TeMmneiito.
—
O
testamento
com
que
falleceu,
no
dia
25
do
passado,
em
S.
João
de
Rey
o snr. Antonio Manoel
da
Costa
Rocha,
como
já
noticiamos,
é
o
seguinte:
Inslitue
por
seu
herdeiro
ao
seu
ir
mão Bernardino de
Senna
Costa
Rocha,
ficando
usufructuario dos
bens
que
o
fi
nado
possuia
nas
freguezias
de
S.
João
de
Rey
e
Verim,
os
quaes
por
morte
d
’a-
quelle
passarão
a sua
segunda
sobrinha
Maria
José,
filha
de seu
sobrinho José
Miguel
Pereira:
nomeia
testamenteiros
—
l.°
Custo
lio
Manoel
da
Rocha,
2.°
Custodio
Antonio
d
’Araujo,
3.°
Antonio
José d
’AI-
tneida
e
Cunha,
a
cada
um
dos
quaes
deixa
lOOfiOOO
reis:
deixa 70
contos
no-
minaes d
’inscripções
d’
asssentamenlo,
me
tade
ao Hospital
de
S; Marcos, e
metade
ao
seu compadre
Antonio
Teixeira
Viao-
na,
da
cidade
de
Lisboa
(e
não ao
snr.
Pinto
Leite
do
Porto,
como
por
equivoco
dissemos);
a
seu
compadre
Joaquim
José
Simões, residente n
’
esta
cidade, 60
ac-
ções
do
Banco
do
Brazil,
do
Rio de Ja
neiro;
.para
o
Senhor
Bom Jesus
do
Mon
te,
1005000
reis;
para
N.
Senhora
da
Abbadia,
1005000
reis;
aos pobres
da sua
ireguezia
de S.
João
de
Rey
um
conto
de
reis,
e
egual
quantia
para
o
Santíssimo
da
mesma;
meio
almude
d
’
azeile
annual
mente
para
a
lampada
de
N.
Senhora
das
Dores
d
’
aquella
freguezia,
e
outro
pa
ra
a
de
Santo
Antonio
que se
venera
no
logar
de
Requeixo
da
mesma:
a
seu
sobrinho,
305000
reis,
e
á
mulher
e íi-
hos
d
’
este, 1005000
reis
a cada
um; a
sua
prima
de
Verim do
logar
de
Cerol,
1005090
reis,
e
a
outra da
mesma
fre
guezia
50^000
reis;
a
sua
creada uma
pensão
vitalícia
de
20
alqueires
de milho,
4
de
cen
teio,
2
de
feijão,
meia
pipa
de
vinho
e
meio
almude
d’azeite.
do
Oriente.—
Os
últimos
telegrammas
relativos
a
questão
do
Orien
te,
são
os
que
seguem:
Pariz
14 —
Não melhorou a situação.
Crê-se
que
a Áustria
iniciou
uma
tenta
tiva
pacifica,
mas
cujo
bom
resultado
é
muito
incerto.
Os
turcos
não tomarão
a
iniciativa
nas
hostilidades
contra
o
Mon-
tenegro.
Berlim
14
—Um
periodico
allemão,
con
siderando
imminente
o
desbembramento
da
Turquia,
convida
a Áustria
a
tomar
parle
na
divisão
dos
despojos.
Londres
14
—
0
marquez
de
Hartington
retirou
a
sua
moção
hostil ao
governo.
O
«Times»
insere um
lelegramma
de
Athe-
nas,
dizendo
que
são
críticos
os
negó
cios
da
iíha
de
Creta.
Teme-se
a occu-
pação
da
ilha
pela
Inglaterra.
Layard,
em
caminho
para
Constantinopla,
leve
em
Pariz
uma
longa
entrevista
com
Decazes.
Os
delegados
montenegrinos
receberam
or
dem
de
partir
de Constantinopla
na
se
gunda-feira,
16
do
corrente.
Pariz
15—Diz
um
telegramma
que
os
armamentos do Monlenegro
estão muito
completos,
tendo
munições
em
abundân
cia.
Despachos
de
Nova-York
dizem
que
o
serviço
meteorologico
do
«Herald»
an-
nuncia
grandes
tempestades
nas costas
de
Inglaterra,
França
e
Hespanha
em
21
e
22
do
corrente.
S.
Pelersburgo
14
—A
imprensa
russa
diz
que
é
chegado
o
momento
de
dar
exe
cução
ás
palavras
pronunciadaspelo
impe
rador
em
Moscow,
pois que
é
muito
tar
de
para
negociar
a
paz.
Vienna
14—
A
«Nova
Imprensa»
diz
que
os
turcos
começaram
hoje
a
lançar
uma
ponte
sobre
o
Danúbio,
perlo
de
Ka-
lafat.
Bucharest
14
—
Está
reunido
um
grande
conselho.
Constantinopla
14—Abdul-Kerim-Pachá
partiu
para
Choumia,
a
fim
de
assumir
o
commando
do
exercício
do
Danúbio.
O en
carregado
de
negocios
da
Rússia ainda
não
recebeu
ordem
para partir.
Pariz
16.
—O
imperador
da
Rússia
par
SECÇÃO
Dfi COMMUNICADOS
Visell», 17
«Fabril
de
1S77.
AO
SNR.
«VERITAS» DO
«IMPARCIAL».
Pelo
meu
demorado silencio
parece-me
que
ha de
ler
notado o desprezo
com
que
lenho
olhado as
suas
correspon
iencias
a
meu respeito,
no
«Imparcial»
de Guima
rães.
Se
ha quem
tomou
a
resolução
da
mi
nha
defeza
no
«Commercio
do
Minho»,
ignoro
quem
seja,
e
desejava
muito
conhe-
cel-o
para
lhe
testimunhar
a
minha
gra
tidão
e
dar-lhe
um
aperto
de
mão.
No
entanto
vou também
hoje
sair
a
campo
para
lhe
dizer
algumas
palavras,
sob
a
condição seguinte
:
Se
é
pessoa
cavalheiia,
se
possue
aquel
les
sentimentos
que
não dispensa
lodo
o
homem
de
bem,
deponha
a
mascara
e es
tampe
na
imprensa
o
seu
verdadeiro
no
me,
para
eu
saber
a
quem
me
dirijo.
Se
o
não
fizer
continuará
a
dar
occasião
do
publico
quaiifical-o
de
calumniador,
e
to
dos
acreditarem
que
v.
s.*
tem
receio
de
que
lhe
apontem
graves
faltas;
pois
quem
occulta
o seu
nome
para
ludibriar
adver
sários
demonstra
que
não
tem
a
con
sciência
livre
para
fallar
ou
escrever
com
franqueza.
Assim
o
espera
O
professor=Antonio
José de
Barros.
Muita
attenção
JToaguím J-ssé «!® Barros, mora
dor
no
largo
dos
Penedos,
d
’
esta cidade,
annuncia
aos
seus amigos
conhecidos
e
freguezes que,
além
dos
carros
que
já
tinha
mandou
fazer
mais
um
bonito
caleche
que
arma
em
diversas
fôrmas
assim
como
também
uma
bonita
parelha
que
alluga
por
preços
muito commodos,
tanto
para
a
ci
dade
como
para
fóra d
’
ella.
Braga
15 d
’
abril
de
1877.
(210)
Joaquim
José
de
Barros.
MET3ÍOBO
Í8E ESBilSO
DE
JOÂO
DE
DEUS
Por
este
melhodo,
o
mais
excellente
de
lodos
os
methodos conhecidos,
basta
di
zer
que ensina
a lêr
em
3
mezes.
vae-se
abrir
um
curso
de leitura
no
primeiro
de
maio,
na
esquina
da
Conega,
em
fren
te
ao
largo
de
Santo
Agostinho.
Os
iniciadores
pe lem a
coadjuvação
das
famílias
e
esperam
merecer-lhe
a confian
ça
sua;
pois
prometlem
empregar
todos
os
esforços para
que
o
adiantamento
dos
meninos
corresponda
aos
desejos
de
seus
paes,
e
este
bem,
o
seu
adiantamento
no
mais
curto
espaço
de
tempo, esperam
con-
segui'-o
com o uso
d
’aquelle
methodo,
que,
como
a
imprensa
o affirma,
tem
produ
zido
os
mais
brilhantes
resultados,
de que
é
testimunha
a
cidade
do
Porto,
onde a
larga
experiencia,
e
foi alli
que
elle
pri
meiro
se
ensaiou,
tem
demonstrado
os
invejáveis
effeitos que
elle
promelte.
Para
justificar
a
excellencia
d
’este
me
thodo, basta
declarar
que
a
camara
da
Covilhã resolveu
abrir
um
curso
normal,
onde
os
professores
primários aprendam
aquelle
melhodo,
e
por
iniciativa do
pre
sidente
da
camara
de
Grandola,
foi
man
dado para
Lisboa
um
adulto
analphabeto
para
ser
leccionado
por
este
mesmo
me
thodo.
Isto
parece
que
prova
que
os
iniciado
res
não
prometlem
de
mais.
Escrever
e
contar
ensina-se
ao mes
mo
tempo.
A
’
s
8-
horas
da
tarde
ensinam-se
adul
tos.
Os
preços
são
rasoaveis
t
e
menores
que
os
dos
collegios
de
melhor nome.
Os
professores
que
regem
a
cadeira
são
—
Francisco
X.
A.
de
Oliveira,
profes
sor
da
aula
da
Associação
Cilho
ica,
e
An
tonio
J.
G. Costa,
que
tem
o
curso
do
Lyceu.
(213)
■■
n'-r-uMwatimasgrygwaag».-n-oa-rr-,
-■:
T-.-.Maa
■■
—
PREVENÇÃO
Ha
dias
que
se
extraviou
uma
letra
em
branco,
de
scllo
de
200
reis,
com
as
assignaturas
de
Gaspar
Pereira
Pinto de
Mello
e
Miguel
Alpoim
da
Silva
Mene
zes.
Quem
a
achasse
e
a
queira
entregar
aos
mesmos se
lhe
ficará
agradecido, da
contrario
se
previne
o
publico
que
se
pro
testa
desde
já
de
qualquer
mau
uso
que
da
mesma
se queira fazer.
Braga,
19
d
’
abril
de
1877.
(214)
Francisca
Rosa
Leite
de
Castro
da
fre
guezia
da
Torre,
logar
de
Medello,
faz
pu
blico
para
todos
os
effeitos,
que
desde
esta
data
se assignará
Francisca
Rosa
de
Sousa
Freguezia
de Santa
Maria
da Torre,
14
de
abril
de
1877.
(208)
Francisca
Rasa
de
Sousa.
CIRVRfllÃO
BEHITISTA
APPROVADO
PELA
ESCOLA MEDICO-CIRURGI-
CA
DO
PORTO
Largo do Barão
de S. Marlinho
n.°
5
BR
AGA
.
Faz
tudo
quanto
diz
respeito
á
sua
arte
e
continúa
operando
grátis,
pobres
e
soldados.
(186)
CC5S
LIVRARIA
D
’
E«IO
CILimON
BRAGA
Uítits»s»B publicações
(OBRAS COMPLETAS)
PADRE
RIVAUX
Historia
Ecclesiaslica, desde
o
seu
co
meço
até 1876,
traduzida da
6.
a
edição,
por
Francisco
Luiz
de
Sea-
bra, 3.
vol
...................................
3$000
PADRE
SCHOUPPE
Curso
de
Religião,
ou
verdade
e
bel-
leza
da
religião
chrislão,
traduc-
ção
do
padre
Mesquita
Pimentel
1
vol
.....................................................
1$200
BALMES
O
Protestantismo
comparado com
o
Catholicismo
nas
suas
relações
com
a
civilisação
europea,
4
vol.
2$400
PADRE MACH
Maná
do
Sacerdote,
1
vol.
br.
500
cart
...................................................
$600
Ancora
de
Salvação,
I
vol.
br.
50Õ
cart..............................................
$600
D.
MARIA
DO
PILAR
A
Lei
de
Deus,
collecção
de
lendas
baseadas
nos
preceitos
do
Decálo
go,
1
vol
.
.
.............................
$500
DR.
LUIZ MARIA DA
SILVA
RAMOS
Sermão
sobre
a
Divindade de
Nosso
Se
nhor
Jesus
Christo,
recitado
na
Sé
Ca-
thedral
de
Coimbra.
Preço..................
200
rs.
(MPANHIA
COIFICA
PORTUENSE
S®cicda«2e sssseizysna
«S©
respoiiga-
bilidade
ffifwiêatSi*
CAPITAL
200:000$000
Como
continuam
os
detractores d’
esta
Companhia,
torna-se
necessário
publicar
novamente
em
lodos
os
jornaes
do
paiz,
o
emprazamento
que
em
tempos fizemos,
e
ao qual
até
h<je
não
responderam,
que
é
do
theor seguinte:
8ão ou mio coluanniadores ?
Emprazam-se
alguns
cerieiros d'esta
ci
dade
que
se
tem
occupado com
os
nego
cios
da
Companhia
Gerifica
Portuense a
virem
no
praso
de tres
dias
declarar
pe
la
imprensa
que
a cera
vendida
com
a
marca
da
Companhia
é falsiíicadà.
E se
o
não
fizerem ficarão
havidos
como infames
calumniadores.
Porto
25
de
julho
de
1875.
Os
directores da
Companhia
Cerifica
Portuense,
(204)
João
Bernardinó
de
Moraes
Manuel
Vieira
Borges.
O
primeiro
livro
da infancia
ou
A
B ©
PARA
MENINOS
E
ADULTOS
1>OR
Brito
AruaJaa
3.
a
edição
Com
approvação
do
Governo
Este
livrinho
que
subslilue
com vanta
gem
as
antigas
cartas do
A
B
C,
ampla
mente
divulgado
em
nossas
escolas
pri
marias,
mui
util
pelo
seu
systema
para
o
ensino
das
creancinhas,
e
bem
concei
tuado
pelos
professores,
conta
já
tres
edi
ções de alguns
milhares
de
exemplares
e
acha
se
a venda
em
todas
as
livrarias do
reino.
Preço. ...
30
rs.
Editor
J.
H.
Verde
—6,
rua
do
Duque
de
Bragança, 8, LISBOA.
BAISC®
CO1HIHERCIAL »E BRAGA
Sociedade
anonyma
de
responsabilidade
limitada
Este
Banco
faz
as
seguintes
opera
ções
:
Sacca
sobre diversas
praças
do
reino
e
estrangeiro
aonde o
Banco
tenha
agen
cias.
Faz
transferencia
de
fundos.
Compra
lettras
de
cambio.
COMP.rNHIA
LLOYD
BE
Ml»
NÕIl!)i.iEETSCHEÚ
LLOYu
HOHENZOLLERN
de
3100
ton.
SALIER.
. .
.de
3100
ton.
HABSBURG
.
.de 3100 ton.
IIOIIENSTAUFEN
de
3160
ton.
Cori-eira
mensal
Para
Pernambuco,
Bahia,
Rio
de
Janeiro,
Montevideu
e
Buenos-Ayre*
Os
paquetes
que
a
Companhia
está
empregando na
carreira
do
Brazil
são
todos
de
grande
lotação,
tendo
logares
para
170
passageiros
de
primeira
ciasse
e
750
de
terceira.
São
d© gramle veSoeitladte,
e
o
serviço
faz-se
com toda
a
regularidade,
pelo
que tem
uma
boa
e
bem merecida
reputação..
Os
preços
das
passagens
são
muito
rasoaveis,
como
se
[óde
verificar
pela
tabei-
!a
que
se
acha
patente
nas
agencias.
ag
immgtw
pagas no Porto ou sub-ageneias «ia prn-
víBaeia,
o tranqrorte do
passageiro a
Saishoa peio eaminho de
ferro
è por couta «Sm ©onipanltia.
Estes
paqii-tes
são
notáveis
pelos
seus
modernos
aperfeiçoamentos
e
explendidas
accommodaçôes
para
passageiros
de
todas
as classes.
Aos
passageiros
de
terceira
classe
é
fornecido
grátis
pela
Companhia,
cama,
cobertor,
uteócilios
de
mesa,
e além
de
ser
a
comida
á
pertugueza
leem
vinho
duas
vezes por
dia Os creados
e cosinheiros
são
portnguezes.
A
bordo
de
cada
paquete
ha
um
medico
que
é
obrigado
a prestar
seus
serviços
gratoitameule aos
snrs.
passageiros,
assirç como
são
fornecidos
todos
os
medicamen
tos
necessários.
Qoaesquer
informações
ou
bilhetes
de
passagens
podem
obter-se
dos
agentes
Kawea
rua
de
S. Francisco
n.° 4.
Porto
—
e em
Braga
Ricardo
Mi
lheiro
Dias,
no
largo
do
B>rão
de
S. Martinho
n.°
27.
(202)
1NJECÇÁ0
HYGIE5KA ■
BALSAMIC®
PBOPHÍT 1TIC9
Esta
injecção
é
a
unica
e
efficaz
que
cura
em seis
ou
oito
dias
toda
a
qualida
de
de
purgações
tanto
antigas
como
mo
dernas,
ainda as
mais
rebeldes.
Vende-se
em
Braga'
na
pharmacia
Alvim,
á
Porta
Nova. Em
Coimbra, pharmacia Barata
Di-
niz,
rua
de
8.
Bartholomeu.
Deposito principal
no
Porto
na
phar
macia
Madureira,
rua
do
Triunfo
n
0 142,
proximo
aò
Palacio
de
Crystal.
Preço
de
cada
trasco
—
400
rs.
(4449)
CASA
PARA ARRENDAR
Alluga-se
até
ao
proximo
S. Mi-
guel
uma
morada
de
casas,
sita
na
rua
(
j0
A
nj0 n.°
24.
Trata-se na
livraria,
em
frente
da
mesma
casa,
e
no
escriptorio
d
’
esta
redacção.
ARTE DE
TAGHYGRAPHIA
Vende-se
em
Braga,
rua
Nova,
n.°
3,
e
no
Porto
:
preço
300
rs.
»
Vende
papeis
pinta-
3
dos
para guarnecer
sal!as,
lindíssimos
gostos, a
prin-
||
cipiar
em
80
reis
a peça.
Vende
olio,
tintas
e
jR
vernizes
para
pinturas
de
W
#
casas,
tudo de
boa
qtiali-
dadè.e
preços
muito
resu-
#
|
tnidos.
'
|
-
-------
Ê
||
Vende cimento
rorna-
S
no
para
vedar
aguas, ges- h
so
para
estuques
de
ca-
sas,
tudo
de
primeira
qua-
Í
r
liclade.
|
Flliâl DÀ CAIXA
ECOAOMICA
POHORISTA
Sociedade
anónima
de
responsabilidada
li
mitada
€;>.
pitai.................50®i®®0$OO©
RUA
NOVA
DE
SOUSA,
N.°
9
(Também
com
entrada
peia rna
do
Campo)
BRAGA.
Empresta
dinheiro
sobre
ouro,
prata,
joias,
papeis
de
credito,
cereaes,
roupas,
moveis,
ferramentas,
e
sobie
todo
e
qual
quer
objecto
do
valor não inferior
a
100
réis.
Recebe
pequenas
quantias
em deposito
a
praso
ou á
ordem
abonando
juros
aos
depositantes.
A
caixa
está
aberta
todos
os
dias
des
de
as
9
hora
da
manhã
até
ás
7
da
noite,
e
nos
dias
santificados
estará aberta
só
até
ao
meio
dia.
O gerente
—
A.
G.
Ferreirinha.
Venda
de quinta
Quemquizer
comprar
a
quinta
da
Gran
ja
sita
no
principio
da
freguezia
de
S.
Pedro
d
’
Este,
ao
pé de Tenões,
e da
ca-
pella
de
Nossa
Senhora
dos
Prazeres,
falle
com
o
caseiro
da
mesma
quinta,
Antonio
Ribeiro.
(209)
LIVRARIA
D
’
EUGENIO
CHARDRON
A
MISTBRI
X EC
CI
j
85:
SIA
TI
CA
PELO
Padre
58
ív
«
mx
Depois
de
concluída
custará
3$600
rs.
Ainda
se
póde
assignar
até
ao
fim
d
’es.
te
mez
pelo
preço
primitivo,
recebendo
em
brinde
o
retrato
gravado
em aço
DE
SUA
SANTIDADE
O
PAPA
PIO
IX.
Esta obra
que
cotnprehende
a
historia
geral
da
egreja
desde
o
seu
começo até
1876,
custa
apenas
3$000
reis
aos
snrs.
assigantes
e
ficará
concuida
no fim
d\s-
te
mez.
E
’
uma
obra
indispensável
ao
clero
e
utilíssima a
lodos
os
bons
christãos.
-----------------------------------------------------
-
—
.
I
Bombeiros volumtarios
Com
auctorisação
do
snr.
commandan-
te,
declara
se
:
cada
pessoa
que,
em
occa
sião
de
incêndio,
acarretar
cantaros
de
agua
para
a
bomba
dos
voluntários,
re-
ceberá
10
reis por
cada
um.
(207)
COLLRGK» »S5 "f. S. MA
CBS-
CKEÇî
Rua
da
Esperança,
n.°
224,
Lisboa
Director
geral
—
J.
L.
Carreira
de
Mello
Director
gerente
—
J
Baplisla
Ferreira
Este
collegio,
que
tantos
créditos
tcai
merecido,
e
conservado,
continúa
com
ia.
cessantes
melhor
mentos
na
sua
adminis
tração
econoimca
e
escolar.
O
edifício,
que
é
proprio,
foi
conven
to,
e
não
tem
na
capital outro igual,
ap-
plicado
ao
ensino
particular.
Na
sua
res
tauração,
e
nova
applicação,
lemos
gasto
avultadas
sommas.
1
I
A
regencia
dos
estudos,
está
a
cargj
de
um
professor
allemão,
auctorisado
pe
lo bom
serviço
nos
collegios
estrangeiros.
Os
professores
estão
na
altura
do
cre
dito
do
estabelecimento;
sérios,
instruí
dos
e
dedicados.
Não
só
os
preparatórios
para os estu
dos
superios;
mas
um
curso
completo
de
commercio
e
linguas,
tem
cs
altirnnos n
’
es-
te
estabelecimento.
S
O
ensino
pratico
das sciencias
nat»
raes,
é
auxiliado
com
gabinetes
de
phy
,
sica
e
chirnica
muito desenvolvidos,
e
com
,
excellente
museu
de historia
natural.
As
aulas
de
geographia,
mathematica
e
desenho,
devidamente
montadas.
A
gymnaslica
compltta.
E
íinalmente,
o
collegio
possue
todos
|
os
estabelecimentos
parciaes
auxiliares
do
ensino,
que
devem
fazer
parte
integrante
d’
um estabelecimento
d
’esla
ordem.
Os
estatutos
indicam
todo
o
seu
desen
volvimento.
Os
alumnos
leem
quartos
separados.
Só
se
recebem
até
um
numero
certo.
(
Tratamento
excellente.
i
O
Director
proprietário,
(
(4
í-jr)
Joaquim
Lopes
Carreira
de
Mello.
.
MUITA
A'i'TEi\ÇÃ() :
BejtosiSo
<Ie
fbãseoites de
Valongo
1
—
LARGO DA
LAPA
—1
Estes
biscoitos
são muito
recommenda-
veis
tanto pela
qualidade das
farinhas,
per
feição
porque
são
feitas,
como
pelo
seu
baixo
preço
em
relação
a
qualidades.
Preços porque são
vendidos:
»
»
a
Biscoito
valonguense, kilogramma
Tosta
doce
Biscoito
macarrão
Bolacha
doce
Biscoito
Brazileiro
Dito
imperial
Bolach.inha
de
araruta
Tosta
azeda
(211)
280
280
280 •
280
300
330
340
190
VENDA
DE
CASAS
ftin
nTIf
li
flt
Vende-se 4
moradas
de
w-'aS
com
quintal
e
agua, sitas
rua
D.
Pedro V, sendo
n.
76,
77,
85
e
86. Tracta-se
no
largo
M
Penedos,
n.°
1.
(6o)
‘
VENDA
DE CASA
Vende-se
as
casas,
sitas
no
L
ar
’
g° de 8.
Lazaro n.°
13. Trata
-5
j
oao
Evangelista
de
Sousa
lo*
res
e
Almeida.
Parte de Comércio do Minho (O)
