comerciominho_18101877_702.xml
- conteúdo
-
fomí
ac
^
ommeiicí
ai
,
s
rexigiosa
noticiosa
.
EDITOR
E
PROPRIETÁRIO
JOSÉ
MARIA
DIAS DA COSTA, RUA
NOVA N.°
3
E.
5.° ANNO
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
Braga,
12
mezes.
.....
1&600
»
6
»..........................
850
Correspondências
partic.
cada
linha
40
Annuncios
cada
linha....................
20
Repetição....................................
10
PUBLICA-SE
ÁS
TERÇAS.
QUINTAS
E
SABBADOS.
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
Províncias,
12
mezes
.........................
2$000
»
6
»
.........................
1^050
»
sendo
duas
assignaturas
3§600
Brazil,
12
mezes,
moeda
forte.
.
3$600
Folha
avulso
...............................
10
N.° 702
U.im
«g DE
OUTUBRO
DE
ISO»
Qui
confilebitur
me
corum
hominibus,
eliam
et ego con-
filebor
eum
coram Palre meo,
qui
esl
in
ccelis.
Os tempos correm
contrários
para os
que adoram
a
Deus
em
espirito,
e
ver
dade:
as
crenças
religiosas
não
são
tra
tadas,
geralmente,
com
o
respeito,
que
merecem:
a
impiedade
faz
de
dia
para
dia
importantes conquistas
zombando,
vai
dosa,
e
desvanecida
dos severos clamores
da
fé: o amor
desordenado do
mundo,
e
das suas
fementidas
glorias,
vae
fazendo
e
já
tem
leito
extinguir
em
muitas
almas
as
doces
esperanças
do
céo:
a Barca
de
Pedro
navega em
mar
agitado
pelos
ven
tos
indomáveis
da
tempestade:
é
delicada,
e perigosa a
posição
dos verdadeiros
fi
lhos
da,
Egreja!...
Que
deveremos
nós,
filhos
d’
ella,
lazer
nesta
situação?
Facil é
de
resolver
este
problema
!
Resolvem-no
as
divinas
palavras
do
nosso
thema
saquelle,
que
confessar
a
Jesus
Chnslo
deanle
dos
homens,
será
por
Elle
confessado
deanle do Pae
celeste».
Mas
co
mo
se lará
esta
confissão?!
Será
bastante,
como
crêem
os
lutheranos,
a
crença
con
vertida,
ou
demonstrada
por palavras,
e
por
actos
de
uma bondade
negativa, co
mo
a
das pedras das
ruas,
que
não fa
zem
mal
a
pessoa alguma,
e
apenas
ser
vem
#
de tropeço
aos
que
caminham
por
junto
d
’ellas
com
os
olhos
fechados,
e
sem
guia
?!
Não.
Não
é
assim
que
Jesus
Christo
quer
que
o
confessem,
porque
se
assim
o
fizéssemos,
não
faríamos melhor
papel,
do
que
os
discípulos
de
Pitagoras na sua
chave
das
conclusões iquia
ipse
dixit»!
Não:
não
é
assim:
a
confissão
exigida
pelo
Mestre
divina
hade
necessária,
e
essen-
cialmenle
ser
acompanhada
da
crença
na
sua
doutrina,
e
das
obras,
que ella
nos
ensina,
e
recommenda
texemplnm
enim
dedi
vobis,
ul
sicut el
ego
feci,
ila
el
vós
facialis»,
ultimo conselho que
Elle
deu
aos
Discípulos
na
vespera do
dia
em
que
deixou
o
mundo,
pondo
fim
á
sua
missão
de
o
resgatar.
Confissão
viva
por
convic
ção intima
e
profunda,
manifestada
por
obras,
e
á
custa
de
todos
os
sacrifícios.
Tal
íoi
a
dos
martyres,
e
a
dos
santos,
e
tal
é
a
dos
verdadeiros
christãos
espa
lhados
por
todo
o
mundo.
Estamos vendo que muitos,
e
muitos
homens
confessam
a
Christo
como
Filho
de
Deus, e
regenerador
do
genero huma
no:
que
vão
á
missa,
e
ás
festas
religio
sas,
que
promovem
as
funcções
do
culto;
que
soccorrem
os
pobres;
mas
ainda
não
vimos
um
só
d
’
entre
tantos,
que
tenha
feito
um
milagre,
que é
coisa
facílima
aquelle,
que o
confessa
como Elle quer
ser
confessado,
porque
Elle
mesmo
disse
nque,
o
que
pedir qualquer coisa a
Seu
Pae
em
Seu
nome,
hade
oblei-a»;
e
d
’
aqui
se
vê
que para
alcançar
um
milagre,
não
é
necessário ser
como
S.
Vicente
Ferrei
ra,
nem
como
Santo
Anlonio
de
Lisboa.
Quem
isto
escreve
já
viu
com seus olhos
um
peccador
aíHicto
por
uma
grande
ca
tástrofe,
que
neuhuma
sciencia,
e
poder
humano
podiam
remover,
levantar
as
mãos
para
o
céo,
pedir
soccorro
a
Deus
em
um
grilo
d
’angustia, e
conseguir
instantanea
mente
o
que
pedia;
e
o
que
pedia
não
eslava
na
ordem
da
natureza
1
E
também
já
viu
tornar
á vida
outro
peccador
dado
.
por morto
pelos
assistentes,
no
fim
de
uma curta,
mas
perigosa
enfermidade da
ordem
d
’
aquellas
para
que
a
sciencia
me
dica
ainda
não
descobriu
remedio
eflicaz
<
seguro,
que
de
repente
tornou
á
vida,
e
livre
da
moléstia,
e
que
perguntado
pelo
que
lhe
unha
acontecido
respondeu:
<appareceu-me
N.
Senhora,
e
acordou-
mea!
!
I
Ambos
estes
peccadores,
que
são um
só,
e
o
mesmo
homem, favorecido
em
duas
occasiões
differentes,
tinham
fé
tirme
e
segura,
particular devoção para
com
a Santíssima
Virgem,
e
respeito ao
Santo
Nome
de
Deus.
Ora,
se
um
peccador,
que
crê
em
Deus, obtém
nas
horas
atribuladas
da
vida
taes
benefícios,
que
razão
poderá
a impie
dade
do
tempo
presente
allegar
para
sus
tentar
a
sua
descrença,
e
o
seu
compor
tamento,
deshonroso
ao
indivíduo,
deshon-
roso
á
sociedade,
e
iusultador
da Mages-
lade
Divina, que
tem
direito
ás adorações,
e
ao culto
de
todas
as
suas
creaturas?!
E
que
desculpa poderemos
nós,
christãos
no
sangue,
na
alma,
e
no
coração,
alle
gar
perante Deus, e perante
os
homens
do nosso
mutismo,
vendo
as
feras,
que
nos
assaltam;
da
nossa
frouxidão
em
de
fender
o
nosso
mais
rico
palriíiionio
de
vida
temporal,
e de vida eterna,
contra
os
que
atacam
os
nossos direitos;
e
da
nossa
criminosa
complacência
para com
os
que
negam
por
^palavras e obras,
o
Nome
de
Deus, o
Poder
de
Deus,
a vc
dade
da
palavia
de
Deus,
a
Providencia,
a
Bondade,
e
a
Sciencia
de
Deus?!!
Não
trazem
os
lutheranos
por
lodo
o
mundo
emmissarios
a vender
bíblias
fal
sas,
a ensinar,
e
a
praticar
as
suas
dou
trinas;
a
edificar
lemplos, e
a
recrutar
prosélitos, dispendendo
milhões, soflrendo
incommodos
de
toda
a
especie
nas
via
gens,
arrostando
com
toda
a
casta de
pe
rigos,
e
de
trabalhos;
e
seremos
nós,
christãos
de puro
sangue,
menos
zelosos
em
confessar
Aquelle,
que
nos
promelte
uma eternidade
de
imperturbável
bemaven-
turança;
Aquelle,
que
morreu
pregado
em
uma
Cruz
para nos
dar
vida,
e
abrir as
portas
do
céo
?
!
O
que
é
que
nos
prende,
e
nos
em
baraça?
Será
o
temor
de
sermos
escar
necidos,
de
sermos
olhados como
visioná
rios,
como
inimigos
dos
que não pensam
como
nós
pensamos?
Que
valem o
escarneo,
e
a
zombaria
dos
zoilos e dos
que
não
sabem
o
que
dizem,
nem
o
que
fazem,
nem
o
que
hão
de
fazer,
contra
o
christào,
contra
o
blosofo,
e
contra o
bom
pensador?
Que
nos
importa
a
rtós,
christãos, e
homens
de
caridade,
com
que
nos
apodem
de
vi
sionários,
de
retrógrados,
de
reaccionarios,
os
que não
podem
dar
o
que não
tem?
Que
medo
é esse,
e
que
receio
de
sermos
mal olhados,
e
até
despresados
e
aborre
cidos
pelos
que
não
pensam
como
nós
?
E
não
lemos
nós
armas
iguaes,
mas
de
mais
rija
tempera,
para o
combate,
e
p»ra a
Victoría?
Não
lemos
visto,
e
não
estamos
ven
do
esses
zombeteiros,
e
homens
de mau
olhado,
sempre
a
jogar as
unhadas
uns
com
os
outros,
dissolvendo
côrtes,
e
fa
zendo
novas
côrtes,
cada
bando
a
seu
gosto;
matando
ministérios,
e
creando
mi
nistérios
para dar
folga
aos
pares
da con
tradança;
dizendo
mal
uns
dos
outros, na
tribuna,
na
imprensa,
e
nas
sinagogas
po
líticas;
fazendo, e
desfazendo
leis, segun
do
os
interesses,
e
vistas
da
fracção
do
minante?
E
apesar das
differenças
da
musica,
e
dos
bailes
dos
córos
liberda-
deiros,
não
encaminham
elles
todas
as
suas
diligencias,
cada
qual
por seu
turno,
e
por
suas evoluções
parciaes,
mas
dentro
do
plano
da
campanha,
em que estão
mettidos,
para
um
fim?
E
póde
duvidar-
se,
pelo
que
vemos
praticar
ha
43
an
nos,
pelo
que se tem publicado pela im
prensa,
em
librèlosy
em
romances,
em
fo
lhetins,
e
jgrnaes,
de
que
esse
fim
é
ma-
lerialisar
os
homens,
e
destruir
as
crenças
religiosas
para
terem
a
indulgência publi
ca,
para
levarem
pelo
cabresto,
como
se
levam
as
bestas
para o
mercado,
os
sim
ples,
os
ignorantes,
e
as
turbas,
que
cor
rem
para
ver
os
ursos
em
exposição;
e
para
se
livrarem
da
censura
dos
censo
res,
da critica
dos
críticos,
e
das
im
portunações,
e
rebates
dos
que crêem,
confessam
a
Deus,
sem
temor,
com
a
cara
descoberta,
em campo
raso,
e
ma
nejando
as
armas
brandas,
mas
indeslru-
cliveis,
do
Christianismo
?
!
1
Pois,
se
elles
não
dão o exemplo,
por
que não
hemos
nós
de
aproveilal-o,
vol
tando
contra
elles
as
armas
que
empre
gam
contra
nós,
invertendo-lhe
o
plano
por
evoluções
iguaes,
e
confrontando
os
resultados
das duas
escolas
contrarias,
para
os
convencer
plenameute,
trazendo-os
para
o
campo
da
verdade,
da
justiça, da
ȋ,
e
da
indestructivel
política,
e para
felicidade
dos
povos
da
terra?-!
Discute-se
tudo;
discursa-se
sobre
to
das
as
matérias,
e
assumptos
públicos,
e
particulares,
e
domesticas;
sobre
artes,
e invenções,
sobre
hábitos,
e
sobre
mo-
das;
e
não
discutiremos nós,
christãos
de
sangue
christào,
de
dia,
e
de
noite,
de
palavra,
e
por
escripto,
nas
praças,
nas
ruas, e
nos
passeios,
sobre
a justiça,
e
bondade
da
nossa
causa?
Meteremos
a
nossa
causa
nas mãos
de procuradores
inhaveis,
e
venaes,
e
deixal-a-emos
cor
rer
á
tona d
’
agua
?!
Animo,
christãos!
Olhae para a
para-
bola
dos
talentos;
ponhamol-os
a
ganho
para
fazermos
a
vontade
d
’
Aquelle,
que
nol-a
confiou,
e
merecermos participar
do
banquete
regio,
que
Elle
nos
promelte
para
o
dia
das
contas.
Não
o
enterre
aquelle,
que
tem
só
um,
porque
ainda
que
ganhe
pouco com elle, alcançará
o
mesmo
prémio
n
’aquelle dia
!
!
Animo,
christãos! Ha
dezenove
sécu
los
que
a
nossa
causa
é
combatida
por
inimigos
mais
poderosos,
do
que
os
actuaes,
e
ainda
não
houve juiz, nem
sentença
que
a
annullasse,
e
tem
sido
n’
esses
combales, que
ella
lera
cada
vez
ganho
novas
forças!!
Temos
armas, em
que
nunca
dá a
ferrugem;
temos
mestres
que
nos
ensinam
a
manejal-as;
temos
um
General invulnerável,
conhecedor
de
iodas
as
manobras,
e
exlraiegia
dos
inimigos;
e
cada
um
de
nós
tem
um
escudo
me
lhor
do
que
o
de
Achiles,
para
aparar
os
golpes,
e
para
fazel-os refluir
sobre
quem
os
dispara. A
hicla
está
empenhada
para
vencermos, ou
sermos
vencidos:
ven
cedores,
faremos
a
felicidade
do
mundo:
vencidos,
caliiremos
no
capliveiro
sem
fim.
Que perderemos nós’ A vida7
A
vida
não
é
nossa, e
sim
d
’
Aquelle
que
nol
a
deu.
Esse
morreu
por
nós, e
não
deve
remos
nós
morrer
por
Elle
em
defeza
do
Seu
Nome,
e
da
Sua
Obra,
enlregando-
Ihe
d
’esl
’
arte
aquillo,
que
nos
deu
por
um
certo
e
determinado
tempo?
As
nos
sas
vidas
nas
mãos
de
Deus!
Em
que
melhores
podem
cair
?
!
Animo,
christãos!
Que
é
que
vos pren
de,
e
vos
embaraça?
Confiaes
nas
pro
messas
dos
inimigos
de
Deus?
Acreditaes
nas suas
palavras,
e
nas
suas
doutrinas,
nos
seus
sofismas,
e
nas
suas
velhacadas?
Esquecestes-vos
do
que elles
prometleram
em
quanto
se
não
empoleiraram,
e
se
seguraram
no
poleiro;
e
do
que
teem
feito,
e
estão
fazendo?
Lambeis
o
mel
nas
bordas
dos
vasos
de Tasso;
e
não
sabeis
que
são amargosos
por
dentro,
e
que por
elles
estaes
bebendo,
e
conti
nuareis
a
beber,
a
morte?!
Não
continueis,
não
continuemos
no
indifferentismo
religioso, nem
sigamos o
exemplo
do
servo,
que
enterrou
o
talen-
lo:
não
sejamos
christãos
comnosco
só,
e
das
portas
para
dentro;
sejamol-o
para
todo
o
mundo,
e
deanle
de
todos
os
ho
mens
liguemos-nos,
unamos
nos
em
corpo
e
alma
para
debellar
o
materialismo,
e
para estabelecermos
uma
sociedade
de
ir
mãos
como fazem
os
judeus,
e
os
pedrei
ros,
que não
são
caplivos,
e
para
resti
tuir
ao mundo
a
verdadeira
liberdade,
e
igualdade,
que
nas
cartas
são
duas
pala-
vronas
sem
miôlo.
José
de
Freitas
Amorim
Barbosa.
O
conselheiro
barão
de Mendonça,
es
tabeleceu banca
d
’
advogado
em
Lisboa
na
rua
dos
Capelistas
n."
82
—2.°
andar.
Folgamos
de saber
que
o
antigo
pre
sidente
da
camara
municipal
de Lisboa,
e
que
tão
brilhantemente
nos
representou
em
Londres
por occasião do banquete
e
festas
a que
o
Lord
Mayor
d
’aqueila
hu-
tropole
convidou
os
representantes
das
principaes
municipalidades
da
Europa
e
da
America,
se
dedicou
novamente
&
advocacia.
Filho
do
dr.
Francisco Ignacio
Fer
reira
de Mendonça, antigo
magistrado,
e
um
dos
mais
dislinctos
advogados
da
ca
pital,
o
barão
de
Mendonça
pela
pratica
que tem
dos
negocios,
conhecimento es
pecial
que possue
de
vários
idiomas,
e
as
muitas
e
importantes
relações
que
tem
adquirido
nas
suas
repetidas viagens
a
Hespanha, França,
Inglaterra e
outros
paizes
da
Europa,
ao Bio
de
Janeiro,
e
outras
cidades
do
Brazil e
da
America
do
Sul,
possue
por
todas
estas
circum-
slancias
habilitações
e
relações,
que
o
collocam
em
posição
especialíssima
paia
patrocinar e
promover
o
bom
resultado
de
qualquer
assumpto ou pendencia
demro
e
fóra
do paiz.
Entendemos portanto
prestar um
bom
serviço
aos
nossos
amigos
e
ao
publico
em
geral,
recommendando-lhe
o
escripto-
rio
do
conselheiro
barão
de
Mendonça.
UZETILSÀ
Visiti»
«le
8.
exe.a
revd
,
nla
—
Por
1
hora da tarde
do dia
13
saiu
d
’esla
cidade,
para visitar,
como noticiamos, o
R.
Sancluario
de
N.
Senhora
do
Porto
d
’
Ave,
s.
exc.
a revd.
ma
o snr.
arcebispo
Primaz.
No
seu
trajecto
demorou-se
alguns
minutos
no
Pilar
e Povoa de Lanhozo,
onde
recebeu
enthusiaslicas
manifestações
de
filial
amor
e
dedicação
do
clero,
ca
mara,
auctoridades judiciaes,
administra
tivas,
etc.,
e
do
povo,
não
só
d
’aquelle
arcypreslado
como
de
innumero
que de
longes
terras
alli
aílluíra
para
prestar
as
suas
homenagens
ao
egregio
Prelado.
Sentimos
não
poder
dar
publicidade
hoje,—
em
razão
de
estar
a entrar esta
fo
lha
na
machina—a um
ccmmunicado
que
nos
remelleram,
e
no
qual
se
faz
men
ção circumslanciada d’estes
factos.
O
preclaro
visitante
chegou
ao
referi
do
Sancluario
por
4 horas
da tarde, sen
do
alli
recebido esplendidamente.
No
dia
14,
celebrada a
missa,
princi
piou
a
administrar o
Cbrisma
a
umas
cinco
mil
pessoas,
—
acto
que
concluiu no
dia
seguinte,
regressando
ao
Paço
Archie-
piscopal
ás 7
horas
da
noite
d’
esse
dia.
Aviso
para
eoneurso.—
.Nos
dias
24
e
25
do
corrente
tem
de
proceder-se
ao
concurso
por
provas publicas
p.ra
pro
vimento
das
egrejas
de
Santa Eulalia
de
Villar
de
Mouros
—
S.
João Baplista de
Gatão—e
Santa
Maria
de
Gemeos,
em
-conformidade
do
edital
affixado
na
Camara
Ecclesiaslica
com
data
de 15.
Btegresso.
—
No comboio-correio
das
11
h.
e
30
m.
da
manhã
de hontem
re
gressou
a
esta
cidade,
vindo
de
Lisboa,
o
ex.
ino
marquez
de
Vallada,
governador
civil
d
’
este
districto.
Na
gare
esperavam
a
s.
exc.a
os em
pregados
do
governo civil, e
vários
cava
lheiros.
Themiro
IHystieo.
—A
impressão
da
segunda
edicção
d
’esta
importante obri-
nha,
organisada
pelo
revd.0
João Manoel
de
Souza
Teixeira, está
quasi
concluída
Esta
segunda
edicção
é
feita
pela
Li
vraria
Catholica,
d’esta
cidade.
Fonte
de
Aíeoy.
—A
fonte
assim
denominada,
proximo
á
cidade
d
’
aquelle
nome,
(Hespanha)
offerece
uma
singulari
dade:
—a
de
uma
intermittencia
que
dura
14
annos.
Durante
14
annos
successiva-
inente
corre
a
agoa
em
abundancia;
che
gado
este
período
sécca
inteiramente,
e
só
d
’ahi
a outros
14
annos
torna
a
correr
como
d
’
antes.
E
’ fenorneno
conhecido
por todos
os
habitantes
d
’
aquelle
logar,
e
de
vários
viajantes.
snr.
íSiMpo d*Angra.—
Saudando
o
regresso
d
’
este
venerando
Prelado,
e
nosso
respeitabilíssimo
amigo, o
«Catholico»,
que se
publica
na cidade
d’
Angra do
He
roísmo,
publicou
o
seguinte
artigo:
Levanta
alegre
tua
fronte
até
aqui
entristecida, diocese
d
’
Angra
!
Solta
teus
cânticos
de
jubilo!
Em
fervorosas
acções de
graças
ma
nifesta
a
tua
alegria,
e
o
leu
reconheci
mento
!
A
lua
alegria
—
porque
cessaram
as
saudades,
que
te
opprimiam,
e
acabou
a
ausência
que
te
afíltgiaI
Já
tens
no
meio
de
ti
o
Pastor des
velado,
o
Guia
sabio e
zeloso,
o Pae
be-
nefico,
que
o
Espirito
Santo
te
enviára
para
te
reger,
dirir
e governar no
caminho
da
salvação!
O
teu
reconhecimento
—porque
o
Se
nhor
ouviu
tuas
preces,
escutou
os
ge-
«midos
da
tua
saudade,
e
permittiu
que
regressasse,
como
o
havia
dito,
o
leu
Ve
nerando
Bispo
!
Sim: o
Exc.mo
e
Revd.
ln0
snr.
D.
João
Maria
Pereira d’
Amaral
e
Pimenlel
acaba
de
chegar,
entre
os
mais
festivaes
teste
munhos
de respeito
e
amor,
ao
meio
de
seus
diocesanos,
depois d’
uma
ausência
de
seis
mezes
!
Exulta
pois,
Diocese
d’
Angra!
Annuncia
a
teus
numerosos
filhos
tão
suspirada nova,
e
dize-lhes:
Regressou
ao
meio
de
nós
o
aposto-
lico
Bispo,
que,
apesar
de
levar
d’
aqui
o
seu
coração
sensível,
e
bom, repassado
dos
mais
agudos
espinhos, jámais
deixou
escapar
de
seus
lábios
uma
palavra
aspera
e
d
’
impaciencia
e
só
teve
lagrimas
de ca
ridade
e
amor
para
retribuir
aífrontas
im-
merecidas
!
Regressou ao
meio
de
seus
numerosos
filhos
o
Pae extremoso
e
incansável,
a
quem
alguns
d
’elles
imprudente e
gratui-
tamenle
oflenderam.
—
Oh!
mas
quando
parecia
que
o
magoado
Pae
ia vergar
ao
grande
pezo
da
cruz episcopal,
eis que
vê
em
volta
de
si
os
seus cooperadores
—
os
seus
parochos,
que
partilhando
immedia-
tamente
a
dôr,
que dilacerava
o
coração
bondoso
do Seu Prelado, o
encheram de
conlórlo,
protestando,
do
modo
mais
so-
lemne,
a
fidelidade
de
seus
sentimentos,
e
inabalavel
resolução
de
lhe
prestar
uma
defesa
tão
energica,
que
se
provou
do
modo
o
mais
insuspeito
e
incontestável,
pela
rapi.la
adherencia
de
todo
o
clero,
e
de
todas
as
classes
e
corporações; e
em
geral
de lodos os diocesanos, e
não
só
destes
mas
ainda
do
clero,
e
pessoas
mais
qualificadas
e
importantes
de
varias
Dio
ceses
do
Reino !
I
!
Regressou
ao
meio
do
seu
rebanho
o
Pastor
querido,
que,
ao
sahir
d
’
aqui,
em
14
d
Abril
ultimo,
foi
coberto
de
bênçãos,
despedido
com lagrimas,
e com
as
mais
solemnes
demonstrações de respeito
e ve
neração
!
Regressou
em
fim
o
sabio
e piedoso
Bispo
para continuar
incansável
os tra
balhos
de
sua elevada missão
sempre
be
névolo,
independente
e
curioso
!
Dissiparam
se
portanto
essas
nuvens
de
duvida,
que
preocupavam
os verdadeiros
calholicos
açorianos,
receando
não
lornal-o
a vèr
empunhar
o báculo
pastoral
da
Egreja
Angrense.
E
como
podia
deixar
de
ser
assim?
Sua
Exc.
a
Revd.
1
'13
não devia,
mesmo
não
queria,
desprender-se
dos
laços,
que
a
ella
o
ligaram. Ainda
antes
d
’
entrar,
pela
vez
primeira
no
bispado,
nos
escre-
vêra
para
dizer
estas
memoráveis palavras:
—
«Iremos,
pois, caríssimos irmãos,
se
«o Senhor
o
permitlir,
por
não
resistir
«aos
Decretos da Providencia
Divina,
para
«consagrármos
o
resto
de
nossas
forças
«e
da
nossa vida
ao
serviço
da
santa
Egreja
«Angrense,
e
disposto
não
só
a
ficarmos
•
entre
vós, mas
a
darmos
a
vida
pelas
«ovelhas
que
nos
são
confiadas,
se
assim
«aprouver
á justiça
divina
para
a
salvação
«das
suas
almas»
Eis
pois cumpre
fielmente
esta
promes
sa.
Os
graves
incommodos
de
saude,
de
que
S.
Exc
’
Revd.'
tem
sido
victima,
não
o
impediram
de
a
cumprir,
e
eil
o
nova
mente
no
meio
de
nós!
No
seu coração magnanimo vem a paz
em
que
sempre
quiz
viver
com os
seus
numerosos
lilhos
!
Oh!
Permitia
o
Senhor
que
se
extin
gam
de
vêz,
todos
os caprichos, todas
as
falsidades;
e
se acabein
para
sempre
essas
injustas
e ousadas
censuras,
levantadas
pela
ingratidão
d’
uns,
e
pela
imprudência
d
’oulros
!
Quando
lam
alto
se
está
a
proclamar
civilisação.
e se
insta,
ao
menos
com
pa
lavras,
pela
fralernisaçáo
de
todos,
como
será
verdadeira
aquella,
e
como
se
rea-
lisará
esta,
perturbando-se
as consciências,
e lançando-se a
duvida,
o
despeito
e
a
desunião
entre todos?!...
Oh
!
Estendamos
todos
uns
aos
outros
os braços
d
’
irmãos
e
amigos,
esquecendo
para sempre nossos
ressentimentos
1
Dêem
lodos
os
calholicos
um exemplo
assombroso
d
’
união
em
tempos
tão
cala
mitosos,
como
os
nossos
!
Trabalhêmos para
a
prosperidade
do
paiz,
por meio
da
propagação d
’idèas
ver
dadeiramente
civilisadoras, promovendo
a
paz,
a
harmonia,
e
o
respeito
e
obediên
cia
áquelles,
que
a
Egreja
e
o Estado
col-
locaram
no
meio
de nós
para
manter
nossos
direitos
e cumprir
a
lei,
que
é
o
que
se
chama
governar
!
Tratemos da
causa
publica,
que
nada
aproveita
com
a
calumma,
com
a
aífronta
e
com
o
vitupério!
Saudemos,
pois,
o
regresso
do
nosso
Venerando
Bispo,
sob
a
inspiração
d
’esles
sentimebtos—
e
será
verdadeira
e
sincera
a
nossa
alegria.
Eleições
na
França.—
As
partici
pações
lelegraphicas
de Paris,
referentes
ao
resultado das
eleições,
que
acabam
de
verificar-se,—
e a
certeza
dos
quaes
só
passados
alguns dias
se poderá
conhecer
—
são
concordes
em
que
tanto
a
opposição
como
o
governo
viram
frustradas
as
suas
esperanças,
em
razão
do
deminuto
numero
de
eleitores
que
concorreram
á
urna.
Os
resultados
do
escrutínio
conhecidos
até
agora são
em
numero
de
300. Obti
veram
a
maioria
196
republicanos
dos
quaes
150
pertencentes
á
camara
di-sol-
vida
e
99
conservadores,
64
dos
quaes
faziam
parte
da
antiga
minoria.
Houve
4
empates.
Os
republicanos
téem
perdido
em
27
dislrictos
e
os
conservadores
em
13.
Decazes foi
derrotado
no
districto
de
Libourne
(Gironde)
pefo
republicano
La-
lamme,
um
dos
363.
mas
foi
eleito
peio
districto
de
Pugot-Theniers.
O
ministro
do
interior
Fourton
foi
reeleito
por
4:000
votos
de
maioria
em
Rebeirac
(Dardogne)
contra
Leonce
Claverie.
O
barão
Haus-
sman,
candidato
por
Ajaccio (Córsega)
contra
o
príncipe
Jeronymo
Napoleão
um
dos
363
da
camara dissolvida
lambem foi
eleito.
Já
se
conhecem
150
resultados.
Sabe-se
que 13
dos
363
foram venci
dos
pelos
conservadores,
e dos
158
con
servadores
da
camara dissolvida ha
já
co
nhecimento
de
5
que
foram derrotados
pelos
candiuatos
republicanos.
Calcula-se
que
a
camara
dos
deputados
compôr-se-ha
aproximadamente
de
320
re
publicanos
e
210
conservadores.
O
governo
sabe
que dos
candidatos
ofliciaes
são
elei
tos
195.
Ha
11
empates, 10
dos
quaes
os
conservadores
julgam ser-lhes
favoravel.
Falta ainda conhecer
o resultado
de
12
eleições.
No departamento
do
Sena,
que
com-
prehende
25
deputados,
sendo 20
de
Pa
ris,
foram
eleitos todos
os
deputados re
publicanos
com
excepção
de
um,
no
8.°
districto
de
Paris, onde
o
antigo
prefeito
de
Saint-Quenlin,
Analole
de
la
Forge,
foi
vencido
pelo
vice
almirante
Touchard,
orleanisla,
candidato
olTicial.
lliuHtre
viditwnte.
—
Esteve
aqui,
vindo
do
Porto,
o
snr.
conselheiro
Manoel
Bento
da
Rocha
Peixoto,
deputado pelo
districto
de
Vianna de
passagem
para a sua
casa
da
Barca.
Contribuição
predial.
—
Está
an-
nunciado
o
dia
2
do proximo mez
de
no
vembro
a
abertura do
cofre
na
recebe
doria
do concelho
para o
pagamento
da
contribuição predial, renda
de
casas,
e
decima
de
juros
d
’
este anno.
Audieneiaigernei.-
Ainda não
está
designado
o
dia
para
as
audiências
geraes
d'esle
semestre,
que
hão
de
principiar
n
’
este
mez.
Reerutnmento
militnr.—
Por
des
pachos
do supremo
tribunal
admnistrati-
vo,
publicados
na
folha
official
de
sabfja-
do,
fôrana
resolvidos,
entre
outros,
os
seguintes
recursos,
pela
fórma
abaixo
de
clarada:
Ficaram
isentos:
Districto
de
Braga
—
Concelho
de
Gui
marães
—
Antonio,
filho
de
João
Gonçal
ves
e
Joaquina Ferreira,
da
freguesia de
Leitões.
Ficaram sujeitos:
Districto
de
Braga
—Concelho
de
Villa
Nova
de
Famalicão—
-Antonio.
filho
de Rosa
Ribeiro,
viuva, da
freguesia
de
Mogege;
Antonio
da
Silva, filho
de Severino Luiz
e Marianna
Alves
da
Silva,
da
freguesia
de Ruivães; Domingos,
filho
de
Manoel
de
Moraes,
da
freguesia
de
S
Cosme
do
Valle.
Concelho
de
Vieira
—
Manoel,
filho
de
Joaquina
Carolina
de
Azevedo
Vieira,
da
freguesia
de
Canlelãles;
Joaquim
Bernar-
dino,
filho
de
Antonio
José da Rocha,
da
freguesia
de
Parada;
Bento
Maria
Gonçalves
Fraga,
filho
de
Francisco
Gon
çalves
Fraga, da
freguesia
de
Ruivães;
Domingos
José
da
Motta, filho
de
José
Joaquim
Vieira
da
Motta,
da
freguesia
de
Taboaços.
Notteiwa
de
Koma.
—
D
’
uma
carta
de
Roma,
de
3
do
corrente,
para
um
jornal
francez,
transcreve
a
«Palavra»
o
se
guinte:
A
saudade
do
Papa é
perfeita.
Será
verdade
que
o
seu
novo
medico,
modificando
o
regimen
seguido
até
ago
ra,
obteve
um augmento
de forças
e
uma
especie
de rejuvenecimento
no
Pontífice
amado?
Uizem-n’o
Mas
será
melhor
crêr
que
a
Providencia
é
o melhor
medico
de
Pio
IX
e
é
Ella
que
dispõe
as
cousas
de
pro-
posito
para confundir os
cálculos
dos
ini
migos
da
Egrej».
Dominus
conservei
eum.
Quereis
saber d’utn
caso
que
mostra
como
este
homem
de
Deus que
tem,
por
assim
dizer,
sobre
os
hombos
o
peso
do
mundo,
lambem
se
compraz
com
cousas
pe
quenas
e se
occupa
dos
humildes?
Esta
manhã,
passando
n
’
uma
das ruas
que
vae
desembocar
no
Corso,
Unha
com
prado
em
casa
d
’
um
pobre
entalhador
al
guns
Agnus
Dei
encaixilhados
e
um
relicá
rio
antigo.
O
entalhador,
chamado
Slop-
poloni,
trouxe-me
a
casa
os
referidos
obje-
ctos
e
disse-me
que
tinha
um
filho de 22
annos
d
’
edade, chamado
Augusto,
que
é
pintor,
discípulo
de
Podesli;
estudou
quatro
annos
na academia
de
S.
Lucas e
obteve
o
primeiro
prémio.
—E
’
o
unico
que
lenho,
disse
elle,
é
o
meu
coração,
il
mio
cuore,
la
mia
spe-
ranza.
Tem
bons
sentimentos e
é
piedoso
e
inltlligeme;
mas
agora
já
se
não
póde
viver
com
isto.
Não
linha
podido pagar
o
meu
aluguer,
o
senhorio
ia
pôr-me
fóra
da
minha
loja,
quando
o
Eminentís
simo
cardeal francez
de
Falloure,
que pro
tege
os
artistas
christãos,
veiu
em
nosso
auxilio.
Fez
uma
encommenda
ao meu íilbo
e
fallou
d’
elle
ao
Santo Padre.
Augusto
foi
chamado ao
Vaticano;
foi
e
levou
um
quadro.
Pio
IX
elogiou
a
pintura
e
animou
o
artista,
dizendo-lhe
palavras
consolado
ras.
Depois melteu-lhe na
mão uma
quantia
redonda
em
moedas
d
’ouro:
—
Va
jiglio mio,
coraggio,
lavora
e
Dio
te
benedica.
(Vae,
meu
filho
coragem,
tra
balha
e
Deus
te
abençoe).
Eis,
pois,
este
homem
de
Deus,
o
Vi
gário
de
Chnslo,
entretendo-se
com
o
fi
lho
d
’um
pobre
entalhador,
alliviando
uma
miséria
discreta
e
abençoando
o
joven
artista.
Se
soubessem
como
os
romanos
po
bres
são conhecidos
e
soccorridos
por
Pio
IX!
No
Quirinal
apoderaram-se
de sete
Es
tados
florescentes:
a
Lombardia,
Veneza,
Toscana,
os
ducados
de
Parma,
Modena,
as
duas
Sicilias
e
Roma;
teem
palacios,
terras,
as
receitas
de
todos estes
estados;
ha
uma
lista
civil
enormíssima...
E
que
dizem
os
pobres
?
No
Vaticano
foram
despojados,
vivem
d
’
esmolas
e
dão
esmolas;
não ha
festins,
nem
luxo,
nem
caçadas
e
provê
se
ás
ne
cessidades
da
Egreja
universal...
Com
tudo
isto,
no
Quirinal
só
sonham
no
conclave,
e
no
Vaticano
espera-se
°
triunfo.
Onde
ha
justiça^
ha
tranquillidade.
Komeafito.
—
Foi nomeado
governa
dor
civil
de
Horta
o snr.
visconde
de
Cas
tilho.
Cardenl
SSittria
Sforzi».
—
Diz
O
«Monde»
de
11 do
corrente:
Os
funeraes
do
cardeal
Riario Sforza,
arcebispo
de
Nápoles,
eífectuaram-se
terça-feira
passada
com
toda
a
solemni-
dade:
A
missa
foi celebrada pelo
revd
0
co
nego
de Gennara
e
o
discurso
fúnebre
pronunciado
pelo
revd.0
conego
d
’
Amelio.
Viu-se
n
’
esta
triste
ceremonia,
na
qual
toda
a
cidade
de
Nápoles
tomou
parte,
os
reverendos
arcebispos
de
Sarrente,
de
Arcerenza,
de
Palrai
e d
’Edesse
in
parli-
bus.
Os
revereudos
bispos
de Ruvo, de
A
velino,
d
’Anversa,
de
Castellaneta,
d
’
Acer-
ra,
de
Pouzzoles,
de
Termoli,
de
Lacedo-
nia,
d’Amorium
e
de Teia
in
parlibus,
e
os
revd.
1”
""
abbades de
Monte
Vergine
e
de
Piedigrotta,
bem
como
os
revd.°
8
co-
negos
iegulares
de
I
etran,
o syndico de
Nápoles,
o
prefeito,
o
questor
e
todo
o
cabido
e
deputações
de
quatro ordens
po
bres.
Foi
um
verdadeiro
triunfo
para
o
cortejo
fúnebre
que
percorreu
as
ruas
de
Nápoles.
O
corpo
foi
collocado
provisoriamente
debaixo
do
arco
da direita em
Saint-Janvier,
e
d
’
alli transportado ao cemiterio
de
Sainle-
Marie-del
Pianto.
Congresso
eath«»lieo
—
Diz
o
«Mon
de»
de
12
do
corrente
o
seguinte:
Bergame
10
d
’qutubro.
Esta
manhã
Mgr.
Speranza,
bispo de
Bergame,
abriu
n
’
esta
cidade
o
congresso
catholico.
A
reunião
leve
logar
n
’
uma
das
sallas
do
seminário.
A
assembleia
ouviu
a leitura
d
’
um
Breve
do
Santo
Padre,
no
qual
recommenda
aos
membros
do
congresso
a
união
e
o
zelo
para
os
interesses
religiliosos,
duas
condições
indispensáveis
para
trabalhar,
ef-
ficazmenle
para
o
bem
da
Egreja,
Sua
San
tidade
declarou
em
seguida
que
os
con
gressos
calholicos
frequentes
e
activos
são
mais
que
nunca
necessários.
Depois
d’
esta
cornmunicação,
o
presidente
barao
d
’
Ondes-
Riggio,
pronunciou
um discurso
que
foi
muito
applaudido
por
400
pessoas
que
for
mavam
a
assembleia.
O
congresso
foi
dividido
em
cinco sec
ções:
A
primeira
occupa-se
de
Obras
reli
giosas
e
Associações
calholicas;
a
segunda
de
Obras de
caridade;
a
terçeira
de
Edu
cação
e
Inslrucção;
a quarta
da
Imprensa,
e a quinta,
da
Arte
christà.
IKorrivel
catástrofe.—
Um
jornal
hespanhol
dá
os
seguintes
pormenores
da
catástrofe
occorrida
na aldeia de
Rioja
(Almeria)
no
dia
4:
A
’s
11
horas
da
ma
nhã
sentiram
os
habitantes
um
ruido ex-
tranho
que
ninguém
sabia
explicar,
até
que
vários
moradores
sahiram
á rua
e
vi
ram
que
a
cousa
era
um
desprendimento
de
terras
do
cerro
do
Cemiterio,
no
bairro
do
Morlero, onde
existiam
varias
cabanas
habitadas
por
famílias
infelizes.
Este
des
prendimento,
effeito
talvez
dos
temporaes,
arrastou
crescido numero
de
rochedos
e
penhascos
de
grande
tamanho,
alguns
de
sele
metros
de
comprido
por
qiiatro
de
alto.
Em
sua
veloz queda arrasavam
quanto
havia
na
sua
passagem
ficando
envoltos
em
suas
ruinas
seis
d
’
aquelles
miseráveis
ca
sebres
e
morrendo
duas mulheres
e
dois
meninos.
Outra
mulher,
mãe
de
tres
fi
lhos,
salvou-se
milagrosamente
com
elles
depois
de sete
horas
de
sepultado
entre
os
escombros.
Outra
mulher
ficou
grave
mente
ferida.
®
astaâsís
1
relogio
do mundo.
—
Existe
na
casi
do
Parlamento
inglez
em
Wesleminster.
O
seu mostrador
mede
de
diâmetro
22
pés.
Em
cada minuto o
pon
teiro
percorre
quasi
cinco
palmos.
A
corda
do
relogio
dura
oito
dias e
meio,
mas
só
dá
horas
sele
dias
e
meio.
A
pendula
tem
15
pez de
comprimento,
e
as
rodas
são
de
metal;
o
badalo
letn
oito
pés
de
comprimento
e
nove
de
dia-
metro,
e
pesa
19
toneladas.
Este
relogio
dá
quartos
de
hora,
que
servem
para
os
tachygraphos
regularem
as
horas
dos seus
trabalhos.
De
quarto
em
quarto
de
hora
cada
um
deixa
o
logar
a
outro,
emquanto
aquelle
vae
decifrar o
que
stenographom
Xaufrayiu.
—
Nos
princípios
do
cor
rente mez
foi
a
pique
no
rio
Volga,
na
Rússia, um
vapor
que
conduzia
399
pas
sageiros, morrendo
afogadas
180
pes
soas.
Deu
causa
a este
sinistro o
estado
de embriaguez
em
que se
achava
o pi
loto.
Einlia
ferrea
!»y<lrau!iea.—
Al-
guns
pormenores sobre o
camihko
de
ferro
de
propulsão
hydraulica
de
que
falíamos
honlern
nas «Varias noticias», como
de
vendo
figurar
na
Exposição de
Pariz
desde
o
caes
de
Billy (ponte
d
’Iena)
até
á porta
do
Palacio,
na
praça
do
Trocadero:
Esta
linha
ferrea
foi concedida
aos
snrs.
Victor
Borie
e
Mounci",
que
por
cada
passagem
não poderão
exigir
mais
de
50
cêntimos ou um
tostão.
Formará
um
plano
inclinado,
bastante
obliquo,
e
os
wagons subil-o-hão
sem
ro
das
nem «locomotiva».
O
trem
resvalará
sobre
agua,
e
será
por
ella
compellido
assim
na
subida
como
na
descida.
Guerra
do Oriente.
—
Os últimos
'telegrammas
relativos
á
guerra
do
Oriente,
são
os
que
seguem:
Paris,
13
—
Ainda não
chegou
a Bel
grado
a
nota
da
Turquia
pedindo explica
ções
ao
governo
servio.
Foi desmentido
o
despacho
de
Bucharest
annunciando
a
en
trada
do
1:900
húngaros
na Roumania.
Londres
13
—
0
<Daily-News»
publica
um
telegramma
de
Bucharest,
annuncian
do
que
o general
Tolleben
emiltiu a
opi
nião
de obrigar
o
exercito
turco
que
de
fende
Plewna
a
render-se
pela
fome,
visto
serem
pouco
consideráveis
as
provisões
que
possue.
Fazem-se
importantes
prepa
rativos
em
Chutnla.
Assegura-se
que o
polaco Plater
condusiu
para
Constantinopla
quatro
milhões
de francos,
para
formar
um
legião
de
voluntários
polacos.
A
’
s
nltnns
«aritativns.
—
Indicamos
ás
almas
caritativas
uma
pobre mulher
que
se
acha
a braços
com
a
miséria
ex
trema.
Habita na
congosta
de
Portas,
n
0
5
Appelo
á caridade.
—
A
entrevada
Maria Anlonia
Ferreira,
viuva do
Antonio
dos
Granginhos, e
que
ha
tempos
saiu
do
Hospital
com
moléstia
incurável, tem agora
os
seus
padecimentos
mais
aggravados,
achando-se
sem
meios
de
subsistência
pa
ra
poder
tratar-se
no
pouco
tempo
que
lhe
resta
de
vida.
Imploramos,
pois, a
caridade das
almas
piedosas,
para
que
se
lembrem da
infeliz
com uma
esmola.
A
sua
residência
é
na
rua
do
Alcaide,
n.°
17, n'um
quarto
á
porta
da
rua.
SAÚDE A TODOS
sem
medicina,
pur
gantes,
nem despezas,
com
o
uso da
delicio
sa
farinha
de
saúde,
KEVALESClÉaE
DL
BARRY
de
Londres.
30
annos
d’
invariavei
Huceesno
4
Combatendo as
indigestões
(dispe
psia)
gastrica,
gastralgias,
llegmas,
arro
tos,
ventos,
flatos, amargor
na
bocca,
pi-
tuitas,
nauseas,
vomilos,
irritação
intesti
nal,
bexigas,
diarréa, desenteria,
cólicas,
tosse,
asthrna.
falta
de
respiração,
opressão,
congestões,
mal
dos
nervos,
diabelhes,
de
bilidades,
todas
as
desordens
no
peito,
na
garganta,
do
alilo,
dos
bronchios,
da
be
xiga,
do
(igado, dos
rins,
dos
intestinos,
da
mucosa,
do
cerebro
e do
sangue.
85:000
curas, entre
as
quaes
contam-se
a
do
du
que
de
Pluskow
e
da
exm.a snr.
a
mar
queza de
Brehan,
da
sor.* duqueza de
Cas-
tlesloard,
do
Lord
Stuard
de
Decies,
par
dToglaterra,
do doutor
e
professor
Wur-
zer,
etc.,
etc.
Curam.
0
48:614.
—
A
snr.
a
marqueza
de
Brehan,
de
sete
anties
de
doença
do
ligada,
desioruago,
em
ma
gte
cimento,
pal
pitações
nervo-.as
em>todo
o
corpo,
agita
ção
nervosa
e
tristeza
mortal.
Cura
n.°
62:986,
—
M'
e
.Uartio,
de
sup-
pressão
da
menstruação
e
dança
de
São
Guido,
declarada
incurável,
perfeilamente
curada
pela
Mevuleseière.
Cura
h
.°
65:112.
—
E.
Payard, de
gas
tralgia
e
vomito».
Não
podia
suster-se
de
pé,
nem
dormir,
tendo
sempre a
cavida
de
do
estomago
intutpe.cida.
Cura
n.° 62:845.—
M.
Boillet,
cura,
de
36
annos
do aslbma
com
sufíocações
du
rante
a noite.
Cura n.°
70:421.
—
M
A.
Spadaro,
de
tuna
constipação
obstinada
de
nove
annos.
Era
terrível,
e
distinctos
médicos
tinham
declarado
que
não havia
meio
de
cu-
ral-a.
E
’
seis
vezes
mais nutritiva
do
que
a
car
ne,
sem
esquentar,
economisa
cincoenla
vezes
o
seu
preço
em
remedios.—
Preços
fixos
da
venda
por
miudo
em
toda
a
pe
nínsula
:
Era
caixas
de
folha
de
lata,
de
*/
4
kilo.
500 ; de1
/,,
kilo
800
rs ; de
um
kilo,
10400
fe
s;
de
2
l
/t kilos,
30200
reis; de
6
ki-
los, 60400;
ede
12
kilos,
120000
rs.
Os
biscoitos da
Revalesciére
que
se
po
dem
comer
a
qualquer
hora,
vendem-se
em
caixas
a 800
e 10400
reis.
O
melhor
chocolate
para
a
saúde
é
a
Revaleseière
elioeolatada
j
ella
res-
titue
o
appeitite,
digestão,
sotnoo,
energia
e carnes
duras ás
pessoas,
e
ás creanças
as mais fracas,
e
sustenta
dez vezes tnaii
que a
carne,
e
que
o
chocolate
ordinário
sem
esquentar.
Em
pó
e
etn paus,
em
caixas
de
folha
df
lata
de 12
chavenas,
500
reis
;
de
24
cháve
nas,
800
reis;
de
48
chavenas,
10400
;
de
120
chavenas, 30200
reis,
ou
25
reis
cadf
chavena.
»U
BARRT
<*
C.a
MMITED.—
Place
Vendòme,
26,
Paris.
77
Regent-
Street,
Londres.
Valverde, 1,
Madrid.
Os
pharmaceuticos,
droguistas,
mer-
cieiros,
etc., das
províncias
devem
diri
gir
os
seus
pedidos
ao
deposito
Central;
snr.
Serzedello
&
C.
a
Largo
do
Corpc
Santo
16,
ILisfcon,
(por
grosso
e
miudo):
Azevedo Filhos,
praça
de
D.
Pedro.
31,
32,
Barrai
&
Irmãos, rua
Aurea,
12
—
Por
te,
J.
de Sousa
Ferreira &
Irmão,
rua
da
Banharia,
77.
DEPOSITOS
ENTRE
DOURO
E
MI
NHO.
=-.<veir<i,
F.
E.
da
Luz e Costa
pharm.—
Bnreelloo,
Antonio
João
de
Sousa
Ramos,
pharm..
Largo
da
Ponte.—
Braga,
Domingos J. V.
Machado,
drog.,
praça
Municipal,
17
—
Antonio
A.
Per-ira
Maia,
Pharm.,
rua
dos
Chãos
31
—
Pipa
&
Irmão,
rua
do
Souto.—
Vianna do
<Dug-
4eBl®,
Aflonso
drog.,
rua
da
Picota;
J.
A.
de
Barros,
drog.,
Rua
grande,
140.
—
GuimarSes,
A.
J.
Pereira
Martins,
pharm.
—
Antonio
d
’
Araujo
Carvalho,
Cam
po
da
Feira,
1;
José, J.
da
silva,
drog..
Rua da Rainha,
29 e
33.
—
KenaRel,
Miranda,
pharm.—
Porto,
M.
J.
de
Sou
sa
Ferreira &
Irmão,
Rua
da
Banha
ria,
77;
J.
R.
de
Sequeira,
pharm., Casa
Vermelha;
E.
J.
Pinto, pharm.,
Largo
dos
Loyos, 36;
Viuva Desirè
Rahir,
Rua
de
Cedofeila,
160;
Fontes
&
C.
a, drogs..
Pra
ça
de
D.
Pedro,
105
a
108;
Antonio
J.
Salgado, Pharmacia
Central,
Rua
de
San
to Antonio,
225 a
227.—
Pont®
do
I
jí
-
ma,
A. J.
Rodrigues
Barbosa,
pharm.
—Povoa do
Varzim,
P.
Machado
de
Oliveira,
pharma.
—
Valença
do
Tíinlio,
Francisco
José
de
Sousa, pharm.
—
Villa
ds
Conde,
A.
L. Maia
Torres,
pharm.
Ã&RADECIMEITOS
Antonio
Pinto
de
Mendanha Arriscado,
e
sua
esposa Maria
José da Natividade
Falcão
Velho
da
Fonseca
Bourbon, agra
decem
penhoradissimos e por este
meio
na
impossibilidade
de o
fazerem
pessoal
mente,
a
todas
as
pessoas
que
os
cumpri
mentaram
pelo
fallecimento
de
sua
extre
mosa
mãe
e
sogra
D.
Anna
Ricardina
de
Mendanha
Arriscado.
(554)
Não
nos
sendo
possível
agradecer
pes
soalmente,
como
desejáramos,
a
todos que
nos
penhoraram
com
os
seus
serviços
e
obséquios
por
occasião
da
fatal
morte
de
Joaquim
Bernardino
Pereira
d
’
Almeida
Cou-
linho,
nosso saudoso
marido,
irmão,
cu
nhado,
e
primo;
especialisando os
exc.
n
‘
os
José
Freire d
’
Andrade
e
Miguel
Freire
d’
Andrade, que
tão
humanamente se hou
veram
por
occasião do
insulto
apoplético
que levou
o
finado
á
mansão
dos
justos,
—
por
este
meio
lhes
tributamos
nossos
agradecimentos,
e
consignamos
nossa
gra
tidão
indelevel.
Anna
Joaquina
de
Jesus
Almeida.
Umbelina
Erminda
Candida
Pereira
d
’Al
meida
Coulinho.
Maria
do
Livramento Pereira
d
’Almeida
Coulinho
Garcia.
Rita
de
Jesus
Gomes
d
’Almeida.
Maria
da
Purificação.
U
conego
Antonio
Francisco
Pereira
d
’
Al
meida
Coulinho.
Francisco
Joaquim
Garcia.
Padre
Manoel
Joaquim
de
Miranda.
I
i
ECCIOVAWEMT®.
No
largo
de
S.
Mignel-o-Anjo,
7,
lec-
ciona-se
Francez,
Rhetorica,
e Philoso-
phia,
—habilitando-se
para
exame
em
to
das
estas
disciplinas.
Hospício
e Collegio
de
Santa Mar
garida,
Rua
do Anjon.0
32
BRAGA.
Este
Collegio, dirigido pelas
Irmãs
Hospitaleiras
acha-se
aberto desde o
dia
l.°
de
Outubro,
e
admilte
meninas
in
ternas,
semi-intemas
e
externas.
Alem
d’
outras
condições
do
programma. os
preços
no
mesmo
estabelecidos,
são
os
seguintes:
Internas
7:200
reis
mensaes
Semi-internas
3:600
reis
Externas,
diíferenles
preços,
segundo
a
classe
em
que
aprendem.
Externas gratuitas,
não
excedendo
o
numero
de
15
a
vinte,
e
que
mostrem
por
documento
do
Revd.® Parodio,
que
são
pobres.
Para
mais
esclarecimentos
dirigir-se
á
Superiora
do
mesmo
Collegio.
Associação Commercial
de
Benifi-
cencia
em
Braga.
Previnem-se os
socios
d
’
esla
Associa
ção
de que
o
facultativo
da
mesma é
o
Ill.
in#
Snr. Dr.
Antonio José
Vieira
da
Cruz.
Braga
16 d’
Outubro
de
1877.
O
Secretario
(555) José
Maria
Gomes
Bello.
NOVO
HORÁRIO
Dias
&
Irmão,
de
Barcellos,
annun-
ciam
ao
publico que
mudam
a
sua
car
reira que
.desta
cidade
sae
ás
4
horas
da
tarde,
ficando
a
sair
desde
o
dia
19
do
corrente
inclusivé
ás 3
horas da tar
de, chegando
a
Barcellos
ás
5
e
meia
ho
ras,
e
de
Barcellos
para
esta
cidade
con-
tinúa
a
sair
á
mesma
hora.
Os
bilhetes
acham-se
á
venda
no
seu
antigo
escriplorio
na
rua
Nova
de
Souza
n.°
2,
e
os
preços
são
os
mesmos
já
annunciados.
Braga
17
de
Outubro
de
1877.
O gerente
(556) Antonio Joaquim
Loureiro.
TRENS DE
ALUGUEL
DE
Joaipiim
José de
Barro»
48—
Rua
do
Carvalhal
—
49
BRAGA
Mudou
para
a
rua
e n.°
acima designa
do
o
estabelecimento
de
trens
de
aluguel
que
tinha
no
largo dos
Penedos,
onde
espera
a coadjuvação
dos
seus
amigos,
fre-
guezes
e
do
publico
em
geral,
que
serão
servidos
cora
a
maior
pontualidade.
Preços
commodos.
(547)
TABA
o
AKIA
PORTUENSE
úrimh
:
deposito
detaragou
DE
Antonio Martins
da Silva Mattos
50,
Ptua
do
Carvalhal,
50
BRAGA
Mudou
para
a rua
e
n.°
acima
designa
do
o
seu
deposito
de
Tabacos que tinha
na
esquina
do
Carmo,
onde continua a
ter
bons
tabacos
das
muito
acreditadas
fabricas
Xabregas,
Santa
Apolonia, Leal
dade,
Boã-Fé,
Utilidade Portuense, Miguel
Augusto,
Nacional,
etc.;
onde
espera
a
coadjuvação
dos
seus
amigos
e
freguezes,
e
do
publico em
geral,
dando
Grande»
com
»
omissões
aos
estan-
queirós
(519)
RUA.
MOVA,
V.°
5
Ha
para
vender tim tranqueiro
e
uma
sacada
de
pedra
do
monte
das
Caídas.
Trata-se
na
mesma
rua
e
n.°
(543)
Asylo
de D. Pedro
V.
Em
conformidade
com o
disposto
no
artigo
16 do estatuto
são
convidados
to
dos
os
snrs.
associados
e
bemfeitores
a
reunirem-se
no
dia
21 do
corrente,
pt-las
11
horas
da
manhã,
na
sala das
sessões
do
mesmo asylo,
para
se
proceder
á
no
va
eleição.
Braga,
secretaria
do
asylo
em
15
de
outubro
de 1877.
O
secretario
(551)
P.
e
Luiz
Gomes
da
Silva.
A
Commissão
administradora
da
Santa
Casa
da
Misericórdia,
d
’esta
cidade,
ac-
ceita
propostas
etn
carta
fechada
até
ás
4
horas
da
tarde
do
dia
26
do
corrente,
pa
ra
o
fornecimento
de
cada
kilogratnma
de
carne
de
boi
e
de
vitella
necessária
para
os
doentes
do
Hospital
de S.
Marcos,
sob
as
condições
que
se acham
presentes
na
secretaria
do
mesmo
Hospital.
Braga
15 d
’
outubro
de
1877.
O
secretario
(553) João
Manuel
Corrêa.
COLLEGIO INGLEZ
DO
Sagrado
CoraçSo
de TIaria,
Virgem
Immaeulada
RUA
DE
S.
MÍGUEL-O-ANJO
Abrem-se
as
aulas
no
dia
1
do
pro-
ximo
outubro.
Este
collegio
continua
a
funccionar»
segundo
as
condições
do
respectivo
pro
gramma,
que
se
enviará
a
quem
deseje
ter
esclarecimentos
d’
esta
casa de
educa
ção
para
meninas.
Braga
21
de
setembro
de
1877.
A
Directora
Miss
Thereza Hennessy.
(508)
WIIIWI
Da
rua
de
Santo
Antonio
das
Traves
sas,
mudou-se para
a
nova
rua
do
Couto
d
’Arvoredo
o
restaurante
que
n
’
aquella
existia.
O
proprietário
do
mesmo
convida
o
publico
e
os seus
amigos
e
freguezes,
a
que
continuem
dispensando-lhe seus
fa
vores,
pois
que,
a
casa
se
acha
montada
nas
melhores
condições
e
com todo
;O
aceio. O
serviço
é feito
com todo o
esme
ro
e
perfeição,
e
por
preços
muito
com
modos.
(531)
VINDA DE QUINTA
Vende-se
a
quinta
do
Bar
rai,
sita
no
logar
do
mesmo
nome,
na
freguezia
de
Semelhe,
a limitar
com
a
de
S.
Jerony-
mo
de
Real,
junto
a
Braga,
com
todas
as
suas
pertenças,
juntas
ou
separadas, e
os
bens
das
Pêgas,
na
freguezia
de
S. Je-
ronymo,
a
limitar com
aquelles.
Os
bens
e
montados
a
limitar
em parte
com
os
da
quinta de
Real.
Para
tractai,
rua
dos
Capellistas
2UC
—
Braga.
(495)
J, II.
Mil
ClRURGlAo
BESTISTA
DA
Escola
Americana
Consullorio
a
toda
a
hora,
tanto
de
dia
como
de noite
Rua do
Campo
(antiga
Porta
de
S.
Francisco)
n.°
22.
(582)
PEIXDTD,
BRAGA
JH
C.
a
Rua
do
Carvalhal
n.°
3
Nova
casa
commercial
de
fazendas
bran
cas
nacionaes
e
estrangeiras, que
vender
por preços inteiramente baratos.
(548)
FRANCISCO
JOSÉ
DE
PAIVA
Kua
de
Santo
Antonio
dan
Traves*
nan,
n.°
19.
Participa
a todos
os
mestres
e
ama
dores de
musica,
que
acaba
de
receber
um
bom
sortimento
de
instrumentos
músicos,
tanto
de
metal
como
de
madeira, (e har
mónicos)
assim
como
um
sortido
de
cor
das
de todas
as
qualidades,
para
todos
os
instrumentos,
e
recebeu
muitos
accesso-
rios
pertencentes
á
mesma
arte. Tem
mu
sicas
impressas
para
piano,
piano
e
canto,
e
diversos
instrumentos, o
que
tudo
ven
de
por
preços
comirodos.
IV.
B.
Também
ne
enearrega de
eneommendas
n
’ente
genero.
52
MTO
TOSSES,
Os
Bebiiçndon
mytilieon,
de
na
tureza
balsamica,
calmante,
peitoral
e
ex-
pectoranie,
são
o melhor
dos
remedios
até
hoje
conhecidos
nas
doenças
tossicolosas.
Caixa
200
reis.
—
Meia
caixa
100
reis.
Unico
deposito:
PHARMACIA
CEN
TRAL,
rua
de Santo Antonio, 227,
no
Porto.
Em
Braga:
PHARMACIA
DOS
OR-
PHÃOS,
praça
Municipal.
(455)
FILIAL DA CAIXA
ECOSOiniCA
PEVIIORÍSTA
Sociedade
anónima
de
responsabilidada
li
mitada
Capital
...................
SOOiOOO^OOO
RUA
NOVA
DE
SOUSA,
N.° 9
(Também
com
entrada
pela
rua
do
Campo)
BRAGA.
Empresta
dinheiro
sobre
ouro,
prata,
joias,
papeis
de
credito, cereaes,
roupas,
moveis,
ferramentas,
e
sobre todo
e
qual
quer
objecto
do
valor
não
inferior
a
100
réis.
Recebe-se
dinheiro
em
deposito
a
pra-
so
ou
á
ordem
abonando
juros
conven
cionáveis.
A
caixa está
aberta
todos
os dias des
de
as
9
hora
da manhã
até
ás
7
da noite,
e
nos dias
santificados estará
aberta
só
até
ao meio
dia.
O
gerente
— A.
G.
Ferreirinni.
CTR<1R<S1Ã<»
ÍÍEATlS
f
A
APPROVADO
PELA ESCOLA MEDICO-CIRURG1-
CA
DO PORTO
Rua
de S.
Marcos
n.°
Í9.
BRAGA.
Faz
tudo
quanto
diz
respeito á
sua
arte
e
continua
operando grátis,
pobres e
«oldados.
(580
~ MUITA ATTEhÇÀO
Deposito
de
biscoitos
de
Valossgo
1
—
LARGO DA
LAPA
—
1
Estes
biscoitos
são
muito
recommenda-
•veis
tanto
pela
qualidade
das
farinhas,
per
feição
porque
são feitas,
como
pelo
seu
baixo
preço
em
relação
a
qualidades.
Preços
porque
são
vendidos
:
Biscoito
valonguense,
kilogramma
280
Tosta
doce
»
280
Biscoito
macarrão
>
280
Bolacha
doce
»
280
Biscoito
Brazileiro
>
300
Dito
imperial
>
330
Bolachinha
de
araruta
»
340
Tosta
azeda
»
190
(581)
Aluga-se
a
casa
n.°
7,
na
praça
[gÈ
d
’Alegria,
construída
de
novo
e
Jã
com elegancia.
Esta
casa
tem
uma
boa
loja
para
qualquer
negocio,
e
póde-
se
alugar
junta
ou
em
separado.
Quem
a
pretender
falle
com
seu
dono na
rua
No
va
de
Sousa
n.°
56.
(474)
XAROPE
de
BLAYN
de um
gosto agradavel, adoptados com grande exito ha
mais de 20 annos pelos
melhores
médicos de Paris-,
curão os deflussos, gripe, tosse, dores de garganta,
catarrho
pulmonar, irritações do peito, vias
urinarias e da bexiga. Paris,
BLAYN,
Pharmacien
à Paris, 7, rue du Marché Saint-Honoré. Preços 540 *
810 reis.
Pasta 260 reis,
Em Lisboa : Barreto, e em todas Pharmacias. etc.
INJECTION
BROU
Hygientea
mraUlral y prewrvaUvs;
abaalutammrt»
a unicaqa® eura sem lhe juntar mais nada.Vende-
se
nas principaes pharmacias do mundo. Exigir a
instruoçio
do use. (341
aAos de exito.) Paril, casa do
inv-
p* Magmta, ISS. Usbsa,
S’ Barreto Loreto 28 1 30.
DE
TABACOS
FABRICA
DE
TABACOS
EM
SANTA
APOLONJA
UNICA PREMIADA
NA
EXPOSIÇÃO
UNIVERSAL
DE
PH!
LA
DELPHI
A
A
Direcção
d
’
esta
companhia
lembra
novamente
aos
seus
compradores
e
ao
pu
blico
em
geral,
a
conveniência
de
examinarem
com
a
maior
attenção
os
rotulos
dos
tabacos
que
comprarem,
a
lim de
que
não se
illudam
recebendo como
tabacos
de
Santa
Apolonia, outros
de
qualidades
inferiores,
devido
isto á
constante imitação que
outras
fabricas
do
paiz
tem
feito
da
nossa
marca,
rotulos,
envolucros
e empapelos.
A
direcção
faz
lambem
publico que
em
virtude da
perfeição do
seu
fabrico,
aro
ma,
e boa qualidade dos
tabacos
que
emprega,
foi
esta fabrica
a
unica
ullimamenle
premiada
com
a
grande
medalha
de honra na
exposição
universal
de
Philadelphia.
(544)
COMPANHIA
LLOYD
DE BREMEN
DE PAQUETES
a
vapor
SALIER
em 5
de
Outubro
KRON PRINZ
em
15
Paquete»
»
salair
de
I.isbore
TRASSBURG
em 5 de Outubro
Para
Subia,
Rio
de
levando
Santos,
Rio
Grande, Paranaguá,
Santa
Calharina,
Porto
Alegre,
com
transbordo
Rio
de
Janeiro e
acceitanio
passageiro*-
para
as
principaes
cidades
do
interior
como
8.
Paulo,
Campinos,
Campos,
etc.
pelo
preço
das
passagens
para
o
Rio de
Janeiro
IVIontevideu e 8u«nna-Ayreg
passageiros de
3.a
classe
(tara
no
Esta
companhia
de
paquetes,
uma
das
primeiras
na
carreira
do
Brazil,
aioda
que
pouco
conhecida
pelo pouco
tempo
que
tem
de
existência,
fez
grande
redução
nos preços
das
suas
passagens,
sendo
a
de 3.a classe para o
Rio
de
Ja
neiro
com
transporte do
caminho
de
ferro
até
Lisboa
365000
reis.
Todos
os
mais
esclarecimentos,
dão-se
na
rua
do
Souto
n.°
56
no
agente
da
companhia.
/584J
Carvalho
S.
a
Linimento
BOYER-MICHEL
para caval-
los. tazendo
as vezes
de fogo e não deixando
vestígios
do
seu emprego M
ichel
.
pharm
i-
ceutico em
Aix
(na
Provenca) Franca -
Preço 1,000
reis. —Em
Lisboa
o
snr
Barreto, Loreto, n
0
28—
3O.f25)
mudwça
Domingos
Antonio
Gonçalves
Braga,
es-
pingardeiro,
morador
que
foi
na
rua
dos
Biscainhos,
faz
publico
aos
seus amigos
e
freguezes
que
mudou
o
seu
estabeleci
mento
para
a
entrada
da
rua
da
Cruz
de
Pedra,
n.°
53.
(541)
MOBIL LA
Quem
pretender comprar
um
sofá,
2
mezas e 12
cadeiras,
tudo
em
bom
uso,
vende-se
na rua
de S.
Gonçalo
n.°
6,
podenddo
tratar-se
do
seu
ajuste
todos
os
dias desde
as
10
horas
da
manhã
até
ás
3
da
tarde.
(550)
JOSE’ DA SIL VA
FUXDAO
Cuin
lojt*
de
fato
feito
43
—Largo
do
Rarão
de S.
Martinho
—
i3
Participa
aos
seus
amigos
e fre
guezes,
tanto d
esta cidade
como
das
províncias
que
tem
um bonito
e
vaiiado
sortimento
de
fato fei
to,
casimiras
para
fato
muito
baratas,
cortes
de
calça
a
1$500,
2$000
e
25500
reis;
tudo
fazendas
modernas.
Guarda
pós de
casimira
e
de
alpa-
ques
inglezes,
roupa
branca,
assim
como
camisas
de
600
reis
para
cima,
ceroulas
de
400
reis
até
800,
de
panuo
familiar,
e
rneotes,
bonets de
gorgurão
de
seda
e
de
casimira
de
todas as
qualidades,
de
500
rs.
até
800
;
mantas de
seda
de
lo
dos
os
feitios.
Encarrega-se
de
fazer
qualquer
obra
que
lhe
seja
encommendada,
e
prompti-
fica-se
a
íicar
com
ella
quando
não
fique
á
vontade
do
freguez.
(583)
Aluga-se
uma
boa
casa
de
um
andar,
construída
de
novo,
com
bastantes
commodos,
com
quintal
e
poço,
na
rua
da
Ponte
n.°
58,
Para
vêr
se
ç
tratar,
no
n.°
58
C.
(542)
g
Vende
papeis
pinta-
f
dos
para
guarnecer sailas,
j
$
lindíssimos
gostos,
a
prin-
®
cipiar
em
80
reis
a
peça.
£
i
—
t
4$ Vende
oiio,
tintas
e
j
vernizes
para
pinturas
de
J
casas,
tudo
de
boa
qnali-
J.dade.e
preços
muito
resu-
j
B
midos.
f
$
Vende
cimento
roma
no
para
vedar
aguas,
ges
so
para
estuques
de ca-
2'
sas, tudo
de
primeira
qua-
I
iidade.
£
Ó
FLUIDE
IATIF
de
JONES
Por
auas propriedades benefietu, goza este pro-
ducto
de alta e merecida reputaçSo. Suaeixa e
ama
cia
a
pelle, allivia as irritações causadas pelas mu-
danças
d»
clima, pelos banhos do mar, imprass&es
desagradareis
do
vento ou
do calor, etc, etc.
Uma
simples appiicaçSo faz desapparecer as
ra
chaduras das
maos e dos beiços. Preço 650 reis.
PARA
OS CUIDADOS 00
TOUCADOR
É
muito
digno de ser recommandado ó Sabã®
latif, que possue
todas as propriedades suavizan-
tes
doFluide.eumar
oma delicadíssimo.PreçoõOOi".
23, Boulevart
des Capucines, Paris.
De Fronte da entrada do Grand-notel.
Fabricante
de Escovas Inglesas Perfumeria, Loja
de
papel.
Objetos
de Fantasia, Estojos diversos,
Cutelaria,
Artigos de Luxo, Luvas, etc.
Deposito
em
Lisboa,
snr.
Barreto,
Lorèlo
n.°
28—
30
(26
*)
DIÇESÕ
»A
L1XGUA
IRAVCiZ»
’
Um
professor
com
longa
pratica
de
en
sino,
oflerece
o seu
préstimo para
leccio-
nar
gramroaticalmente
em
sua
casa
e
ca
sas
particulares
elementos
da
língua
fran-
ceza
comprehendendo
lêr,
escrever, tra
duzir
e
fallar
a
dita lingua.
A
quem convier
póde
dirigir-se
á
rua
de
D.
Gualdim,
casa
n.°
8.
(27°)
Parte de Comércio do Minho (O)
