comerciominho_18091877_689.xml
- conteúdo
-
SETOSLfSSAA
SOÍMÍÍIOSA 13
^O'F.ÊCgOSA.
EDITOR
E
PROPRIETÁRIO
JOSÉ
MARIA
DIAS DA
COSTA,
RUA
NOVA N.°
3
E.
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
5.° ANNO
Braga,
12
mezes
..............................
1&600
»
6 »
..........................
850
Correspondências
partic.
cada
linha
40
Ânnuncios
cada
linha....................
20
Repetição....................................
10
PUBLICA-SE
ÁS
TERÇAS, ftlOTAS E SABBÀDOS.
Províncias,
12
mezes.........................
2$000
»
6
n
....
.
1&050
»
.sendo
duas
assignaturas
3§600
Brazil,
12
mezes,
moeda
forte.
.
3&600
Folha
avulso...............................
10
N.° 689
BRAGA
—TERÇA-FEISSA
ts
DE
SBIBUBRO
BE
4
9
9?
cias
de sua
conducta
para
com
a
Polo
nia.
i
Isto,
combinado
com
o
que
eu já men
cionei
ha
pouco
tempo,
da
resposta
do
Cardeal
Franchi
a
Lord
Derbigh,
a
res
peito
do
comportamento
do
Governo
e
Autoridades
Ottomanas
para
comnosco
e
para
com
a
Igreja;
annuncia-me
(conje-
cluralmente
o digo)
futura
attenção
mui
grande,
e
prenhe
de
consequências
muito
importantes,
para
a
Egreja
que
devem
re
sultar
do
conflicto
actual no
Levante.
(Continúa)
A.
R. SARAIVA.
---------- ---------------------------------------
A
’
«Palavra»
IV
Tendo terminado
a
nossa resposta,
of-
íerecemos
agora á
«Palavra»
os docu
mentos
que
seguem.
E’
o
primeiro
um
artigo
do
«Monde»,
tão
legitiraista
como
o
poderia
escrever
a
«Nação».
Ora
oiça:
M.
DE
MONTI
O
Conde Eduarde
de Monli de
Rêzê
deixou
o
serviço
do
Lei seu
senhor
pelo
respeito
eterno.
Era
mais
que
uma
bella
intelligencia,
era
um nobre
coração.
Só
a
morte
pôde
pôr
termo
á
sua
inalterável
fideddade ao
chefe
da
Casa
de
Bourbon
e
á
sua
inalte
rável
dedicação
á palia.
Para
muitos,
para os
que
só
dão
gloria
ao
successo,
nada
restará
de M. de
Monli,
por
lhe
não ter
sido
dado
vêr
o
triunfo
da
causa
a
que
votara
toda
sua
existên
cia,
todas
as
aspirações
de
uma alma,
apaixonada
da justiça,
e
do
direito do
progresso
real, do
respeito
dos passados...
Grande será
o seu
erro.
(Depois
de o
dizer elo
da
.cadêa
que
une o
passado
ao
porvir,
cidadão
na
le
vantada
accepção
da
palavra,
exemplo
sa
lutar
em
epocha
de
rebaixamento
e
de
profunda
desmoralisação,
o
escriptor
re
corda
Frohsdorfl,
onde
tal
passamento
será
viva
amargura,
não
restando
já
dos
in
cessantes
serviços
do
antigo
servidor
ao
Senhor
Conde de
Chambord
senão
prantear
o
seu
velho
companheiro
e
continua):
Entre
as
homenagnes,
que
o
patriotis
mo
e
a
Religião
não deixarão de
prestar
ao
fallecido
Conde,
um
ha, qne
ousamos
esperar,
desejaríamos,
que
o
iilustre
suc-
cessor
de
Santo
Hilário
aproveitasse
uma
tal
occasião, para
fazer
ouvir
á
França
uma
d
’
essas
lições,
em
que
elle sabe
alliar
ás
vistas
mais
elevadas
da
doutrina
christã
os
preceitos
de
uma
polilica
hupiana,
jun-
lamenie
firme,
previdente
e
conciliante.
O
assumpto seria digno
de
sua
eloquên
cia.
—
«Le
Monde».
A
este
convite
do
«Monde, seja acaso,
ou
proposito,
respondeu
logo
o
iilustre
Bispo
de
Poitiers
com
o
seguinte:
Discurso
do snr.
Bispo
de
Poitiers
nos
salões
de
sua
residência,
aos
concurrenles
ás
exequias
do
Conde
de
Monli.
«Agradeço-vos,
senhores,
e
vos
louvo
por
virdes
em
tão
grande numero
asso-
ciar-vos
ao
luto,
que
por
mais
de
uma
razão
é
mais,
que
um luto
ordinário.
Sem
duvida
na
pessoa
do
Conde
Eduarde
Monli
de
Rèzê, vindes
honrar
hoje
as
virtudes
do
homem,
do chefe
de família,
do
leal
gentil
homem,
do
solido
christão,
do
ci
dadão
generoso,
do
forte
e
franco
Bre
tão...
19 DE SETEMBRO
Completa
ámanhã 24 annos
o
Senhor D. Miguel
c£e Bragan
ça.
E’ para nós
sempre motivo
de ardente jubilo este dia, nun
ca
jámais esquecido pelos ver
dadeiros legitimistas portugue
zes.
Embora
as
salvas,
e
os repi
ques
das
torres não
sejam offi-
cialmente encarregadas de nol-o
assignalar;—
mais
poderosa é a
voz do coração, que se alvoroça;
mais insinuantes
as affirmações
dulcíssimas
da esperança,
que
não
morre.
E’ porisso
que neste dia, ou
de perante o throno do Altíssi
mo,
ou
do remanso do lar do
mestico, sobem ao céo
hymnos
de
graças pela conservação do
Augusto Proscripto, e pela
di
latação da sua existência pre
ciosa.
A
’
ÍSeíSaeção
«Cotnaiereio
do
fflinEkO».
Londres, 4
de
Setembro,
'1877.
Ahi vai
a minha
ultima
carta
para
o
Apostolo,
e
cujas
noticias
e
apreciações
quanto
á
guerra
no
Oriente,
continuam,
póde
simplesmente
dizer-se,
as
mesmas;
não
querendo,
como
eu
não
quero,
entrar
em
detalhes,
ou
copia
das
immensas
e
multiplicadas
relações
de
que
as folhas
Inglezas
estárn
cheias
cada
dia.
Os
Ingle-
zes
porem,
que
olham
quasi
a
dita
guer
ra
como
sua
(porque
a
consideram
como
protectora
de
seus
immensos
e
vitaes
in
teresses
Indianos),
não
se.cansam.de
va
dear
por
essas
vastas
torrentes
de
escri
tura
impressa,
em
suas
vastas
folhas
diá
rias.
Para
o
grande
e maior
interesse
(o
religioso
e
moial)
que
eu
tomo
na
ques
tão,
basta-me ir
notando
os
resultados
que
entendo
poderão
vir
mais
ou
menos
a
affectar
esse
interesse.
A.
R.
SARAIVA.
SUMMARIO.
I.
—
Considerações
sobre
a
provável
in
fluencia
da
lucta
actual
no
Oriente,
favo
ravel
á
Igreja
Catholica.
Opinião
do
Santo
Padre
na
matéria.
II.
—
Prussia
parecendo inclinada
á
Rús
sia
na
Questão
actual;
mas
contida
em
respeito
pelos receios
da
França.
RI.
—
O
que
seja
Clericalismo
e
Ultra-
^nonlanismo
—
significando
nada
mais
que
synonimas
de
Catholicismo,
e
denuncian
do,
nos
que
usam
semelhantes
appelações,
cobardia
e
hypocrisia.
IV.—
Noticias,
ao
que parece,
exage
radas
de
victorias Turcas; expectação de
combates
e
conflicto
muito
grave
breve
mente,
entre
os
belligerantes.
I.
—
Ainda
que
não
professo
nem em-
prehendo
occupar-me senão
mui
ligeira
mente
da grande
questão
e
guerra
Orien
tal,
devo, todavia, dizer
alguma
cousa
de
seus
aspectos
correntes
;
por
isso
que,
afi
nal
de
contas,
esta
lucta pode—e no
meu
conceito,
hade—
vir
a
produzir
effeitos
con
sideravelmente
transcendentes
aos
interes
ses
Catholicos,
ou da Igreja.
Em
confirmação
d
’
esta
minha
ideia
e
convicção,
um
cavalheiro
Inglez
Catho
lico
que
encontrei sahindo
da
Capella
Fran-
ceza,
esta
manhã,
veio
a
mim,
e
me
per
guntou
£o
que
eu pensava
da
posição
actual
das
cousas
no
Oriente,
e
em
que
julgava
eu
viria
a
dar
aquella
questão?
Elle,
bem
qne
Catholico, e‘
bom
Ca
tholico,
e
militar,
ao
mesmo
tempo,
de
grão
superior,
olhava
o negocio,
pode
di
zer-se,
por
tres
lados:
o militar,
o
políti
co
Inglez,
o
Catholico. Eu,
pela
minha
parte, interessava-me
muito
pouco
nos
dois primeiros, mas
profundamente
no
ul
limo;
e por
motivo
muito
simples,
qual
é,
tocar
o
negocio,
debaixo
desse aspe
cto,
ao
mundo
Catholico,
por
ahi
a to
da
a
Christandadej
e
por esta
a
todo
o
Mundo
presente
e
futuro;
pois sabemos
de
certo
que
para
este
todo
inteiro
veio
o
Salvador
á
Terra.
Nos
interesses
políticos
tem a
princi
pal
parte,
além
da
Turquia,
a
Inglaterra
e
a
Rússia;
pelo
receio
que
a primeira
tem
de
que
a
outra
possa vir inlromel-
ter-se
com seus
predomínios
no
Oriente.
Vem
depois,
em segunda
linha,
Áustria,
França,
Italia,
Allemanha.
Quanto
ao
interesse
maior
e
mais tran
scendente,
o
do
Christianismo
Catholico.
toca
elle
verdadeiramente
a
lodo
o
Gene
ro-humano,
presente
e futuro;
pois
sabe
mos que todo
o
presente
não
é
mais
que
um
episodio
na
grande
epopéa
do
Mundo,
que
tem
de
ser
lodo
Christão
algurn dia,
quando assim
o
queira
Quem
o creou.
Debaixo
d
’estes pontos
de
vista,
creio
que
o
Christianismo verdadeiro
ou
Catho
lico hade
vir
a
lucrar
consideravelmente
com
a
formidável
contenda presente.
De
seu
lado,
a
Turquia,
sustentada
e
apoiada,
como
evidentemente
o é
hoje,
por sympalhias Christãs
—
principalmente
d
’
aqui—não
importa
que
o
motor
d
’
essas
sympalhias
seja
de
natureza
mais
munda
na
que
espiritual,
hade,
necessariamente,
perder
muito da
aversão
nacional
antiga
contra
o
Christianismo;
hade
ficar exis
tindo
muito
maior
intercommuuícação
e
conveniência
entre
Chnslãos
e
Musulma-
nos;
que
hade ir
aplanando
muitas
das
antigas
aversões
e
repugnâncias
entre
os
seguidores
das
duas
crenças
Christã
e
Ma-
homentana.
E
n
’
isto
hade, como
sempre,
vir
a verdade
a
ficar
por fim
vencedora.
Por
outro lado, a
Rússia,
empenhan
do-se
em
lucta
de
tal
seriedade,
hade
vir
a
necessitar
do apoio e
auxilio de
todas
suas
populações;
e
por isso hade
ter
que
afrouxar
em
seu
rude
tratamento
da
Polo-
nia
Catholica—e
Deus
sabe
que
conse
quências mais
ainda
poderám
assim
resul
tar
para
a mesma
Polonia
da
tremenda
Questão
Oriental
que
se
peleja.
O
amigo
que encontrei
esta manhã,
disse-me
—
não
tive
tempo de pergumar-
Ihe
pela autoridade
da
noticia
—que
Sua
Santidade
linha recentemente
dito,
em
conversação:
—
«Que
a
Rússia estava sof-
frendo,
e
mais
ia
soflrer,
as
consequên
«Mas,
senhores,
ainda
um
outro
mo
tivo vos
reune
em
roda
d
’este
feretro.
Ha
uma
casa
que
tem
atravessado
os
sé
culos;
chama-se
a
Casa
de França:
casa,
dizia
Bossuet,
que
unica
no universo
e
desde
o
principio
do
mundo
se
vê,
ha
700 annos,
sempre
coroada
e sempre
rei
nante».
Casa,
dizia ainda o
mesmo
Pre
lado
«qne,
depois
de
tantos
séculos se
vê
ella
só,
ainda
em
toda
sua
força
e
flo
rescência e
sempre
de
posse
do reino o
mais
iilustre, que
tenha
havido
scb
o
sol,
ante
Deus
e
os
homens».
«Desde
quando
Bossuet, pronunciava
esta
grande
palavra,
as
revoluções,
que
seus
olhos
de
aguia
previam,
foram
rea-
iisadas; não
é
nem
logar,
nem
hora
para
julgar
a
sua
obra.
A
historia
dirá
se
os
revezes
da
Casa de
França
foram
o
ponto
de
partida
das grandezas
e prosperidades
da
França.
«Seja como
fôr;
quaesquer
que
sejam
os
destinos
reservados
ao
paiz,
os
mesmos
adversários
da
causa monarchica
só
prestam
respeito
á
alta
personalidade
do
príncipe,
que,
ha
quasi
meio
século
de
exilio,
tão
nobremente
representa
a
antiga raça,
cuja
é
herdeiro
e
chefe».
(O
sabio
e
eloquente
Prelado depois
de
discursar
sobre
o
texto
biblico
—
E
aquelle
que
é
guarda
de
seu
senhor,
será
glorificado
—
e
commemorado
a
vida
de
dedicação
do leal
servidor,
refere
se to-
cantemenle
ás
lagrimas,
que vão
pelo
exilio,
e
a
proposito
continua):
«Possamos
nós
levar
alguma
consola
ção
ao
tecto
do
exilio,
sendo
interprete
de
todos
os
sentimentos
aqui
suscitados
e
dos
testimunhos que se
desejaria
apresen
tar».
(E
alludindo
á
santa
do
dia,
accres-
centou,
que
o lamentado
acontecimento
succedora)
«...
no
dia
mesmo
da
festa
de
nossa
real
Padroeira
a
Santa
Rainha Radegonda,
que,
como
que
havendo
recebido o
seu
ultimo
suspiro,
não
deixaria
de lhe
vir
a
encontro,
a
dizer-lhe:
coragem,
servo
bom
e
fiel
da
nossa
Casa,
que
é sempre
a
casa
de
França;
depois
de
teres servido
toda
a
vida
o
teu
senhor
da
terra,
entra
na
gloria
do
teu
Senhor
do
Céo.
Euge, serve
bonne
et
fidelis,
intra
in
gaudium
Domini
tuo.
Assim
seja».
Assim
faliam
os
Bispos
em
França,
não
temendo
em
paiz,
tão cheio
de perigos,
intimar
ardidamente
as
verdades
sociaes,
que
póJem,
só
ellas,
salvar
a
França,
N
’
outra
parte
teme-se
mais otf$ider
os
poderes
da
terra,
e seria
mesmo
absurdo
pensar, que
lá
se
posse dizer
alguma
coisa
similhante.
Altente-se
no
entretanto,
o
que
vale
para uma das
primeiras
illus-
trações
do
clero
francez
a maxima
—
Re
ligião
sem
polilica.
E
’
natural; o estudo
e
terríveis
experiencias esclareceram
os
caminhos;
cá
ainda vamos
pelos
d
’essas
experiencias.
Protecção
dos
Bispos
da
Catalunha
contra
o
projeclo
de
lei
de
instrucção
publica,
apresentada
ás
córtes
hespanholas
.
Os
Prelados, arcebispo
de
Terr
agona
etc.,
havendo sido
chocados
pelos
phra-
ses
da
lei
de
instrução publica, consi
gnadas
no
projeclo,
lido
no Congresso,
a
27
de
dezembro
ultimo,
pelo
Ministro
das
Obras
Publicas,
não
pódem
deix«r
de
expôr
respeilosamente
a
pena
profunda
e
indisivel
surpresa
causadas por
tal
docu
mento,
vendo
quanto
elle
se
devia
do
es
pirito
da
Egreja
........
«Os
exponentes,
por
virtude
do
dever
pastoral
pedem
á
Gamara
dos
deputados
a
rejeição
do
prvjecto;
porque
essa
vae
ferir
a
liberdade
e
independencia
da
Egre
ja,
attenta
contra
a
auctoridade
paterna,
invadindo
a
sua
esphera
de
acção
na so
ciedade
domestica,
impede
a
liberdade
individual,
de chegar
ao
conhecimento
da
verdade
e
desvia o
elemento
catholico
á
proporção
que
suppõe
os
escolares
mais
desenvolvidos.
«Pondo
de parle
o
vago
e
nebuloso
das
distinctas
qualificações
e
elementos
constituitivos
do
ensino,
descobre-se no
projecto
uma tendencia eminentemente ra-
cionalista,
ou
pelo
menos
anti-calholica,
cujo íim é
separar
a
sciencia
da
Religião,
estabelecer
o
divorcio
entre
a
razão
hu
mana
e
a
Fé,
e
pela lógica
inflexível
dos
factos
este
separatismo
deve conduzir a
resultados
mais funestos,
á
separação
da
Egreja
e
do
Estado,
e
á
completa
inde
pendência
do
homem
em face
da soberania
de
Deus
(Apontando
depois
a
intervenção
de
crescente
do
elemento
religioso
no ensi
no,
á proporção
que
este
vae
subindo)
sendo
aquelle
essencial
no
primário, Oc
cidental
no
intermédio
e
de
nenhum
modo
necessário
no
superior,
o projecto
revela
evidentemente
um
espirito
heterodoxo...
parece
modelado
segundo
os planos
de
certa
escola
racionalista
dos
nossos
tem
pos».
(Os
Prelados
declaram
que
o
projecto,
apezar
de
ordenar
um
certo
respeito
ap-
parente,
deixa
a
porta
aberta
ao
ensino
de
todas as doutrinas
mais
deleterias
e,
fazendo
do
ministro
um
dictador
do
ensino,
lesa
os direitos
dos
Bispos).
(Esta
parte
da protestação
dos
Prela
dos
hespanboes
é
muito
notável
pela
pro
fundidade
das
idéas
e
energia das
revin
dicações
dos
direitos
da
Egreja.
Notemos
os
seguintes
trechos).'
«...
por
grande
que
seja a
auctoridade
do governo,
sendo
que
elle
mesmo
não
é senão
uma
auctoridade
secular,
sujeita
á Egreja,
falta-lhe
direito
para
definir
a
doutrina
catholica,
apreciar
o
que
é
er-
roneo,
julgar
se
sim
cu
não
lhe
foi
guardado
o
respeito
devido».
«Nem
o
governo,
nem
nenhuma
col-
lectividade
secular,
por
mais
elevada
e
por
mais
auctorisada que
seja
não
póde
atlri-
tuir-se
o
direito
(de
recusar
as
decisões
dos
Bispos sobre
o
caracter
moral
e
re
ligioso
do
ensino)
nem
traçar
a
orbita
das
attribuições
da
Egreja
em
matéria
de
ensino;
pois que
a
Egreja,
assistida do
Espirito
Santo,
não
póde
errar,
e
só
ella
portanto
deve
determinar
o
ponto,
aonde
chegam
as
suas
attribuições
e
as
do
po
der civil.
Assim
longe
de
snbmelter
os
seus
actos á
decisão
dos
governantes,
sob
o
ponto
de vista
doutrinal,
ella
os
adverte
e
os
corrige,
quando
invadem
o
domínio
a
essa pertencente
por
direito
divino».
(Os
Prelados
passam
depois
a
revindi-
car
o
direito
dos
paes de
familia,
a
de
terminar
a
educação
de
seus
filhos,
di
reito
sempre respeitado
pela
Egreja,
quando
cobria
o
solo
europeu
de
escholas
e
Uni
versidades. O
projecto
invade
esse
direito;
perturba
a
paz
social,
que
não
é
senão a
tranquillidade
na
ordem.
Concluem
os
Prelados
reclamando
a exclusão
explicita
da
ingerência
governativa
nos
seminários
e nas escholas
das
congrepações
religiosas
e
pedindo
á
camara
a rejeição
do
projecto
qual
está.
Agora
diremos
á «
Palavra» que
se
es
peram
por
cá
eguaes
documentos.
EDITAI».
D.
Manoel
Martins
Alves
Novaes,
Reitor
do
Seminário
Conciliar
de
S. Pedro,
etc.
Faço
saber,
que
Sua Exc.
a Rev.
ma
o
Snr.
Arcebispo
Primaz,
determina
o
se
guinte
:
1°—
As
matriculas
de
todas
as disci
plinas,
que
.
se
ensinam
n’
este
seminário
para
o
futuro
anno
lectivo
de
1877 a
1878
terão
logar
nos
dias 1,
2,
e
3
do
próxi
mo
futuro
mez
de
outubro,
para
o
que
todos
os
alumnos
me
deverão
requerer
até
ao
dia
30
do
corrente
mez
de
setem
bro.
2. °—No
dia
l.°
de outubro lerão
logar
as
matriculas
do
l.°
anno
do
curso
trien-
nal,
e
as
de
Porluguez,
Latim
e
Francez,
no
dia
2;
—
as
do
2.°
anno,
e
as
de
Philosophia,
e Geometria;
e
no dia 3—
as
do
3.°
anno,
e
as
de
Geographia
e
Rhe-
torica.
3. °
—
Os
alumnos,
que
pertenderem
ma
tricular-se
no
l.°
anno
do
curso
triennal,
deverão
documentar
seus
requerimentos
com
certidão
de.
approvação nos
exames
reis;
aos 2
de
Melgaço
84$000
reis;
a
1
de
Valença
35$000
reis,
aos
91
de
Vian
na 436$185
reis;
e
aos 20
de
Villa
Nova
da
Cerveira
1:505^897
reis.
®
enpítõo
Boyton.
—
Refere
a
«ln-
dépendance
belge»:
Na
semana
passada,
agglomerava-se
depois
do meio dia
e
nas
duas
margens
do
canal
de Wallebrock
um
poviléu
con
siderável
de
espectadores, para
assistirem
ás
experiencias
do
capitão Boyton.
O famoso
«amphibio»
entrou
na
agua
e
não
sahiu
senão ás 6 horas; quanto
aos
seus
exercícios,
divertiram
immenso
a
multidão.
Boyton
está
no
liquido
elemento
como
em
terra
firme:
caça,
pesca,
prepara
a
sua
comida,
come,
fuma,
deita
pequenos
fogos
de
artificio,
quando
uma
longa ma
nutenção
na
agua
lhe
desafia
o
prazer
de
algumas
diversões
ruidosas;
construe
jan
gadas,
escreve,
toca flauta,
lê
o
seu
jor
nal
e
acode
aos
afogados,
entrelaçando
assim
o
ulil no
agradavel
N
’
esse
dia,
quem
representava
de
afo
gado
era
um
rapaz
dos
seus
doze
annos,
que
fendeu
na
agua
umas
grandes
vol
tas,
commodamente
sentado
no
abdómen
de
Boyton,
que
servia
de
embarcação.
O
excêntrico
personagem
pescou
d’ahi
a
instantes
um
peixe,
e
frigiu-o
n’
uma
especie
de
sertã
que
poisou
em
cima da
jangada;
o
molho
foi
a
agua circumvisi-
nha,
mas quando
os
espectadores
espera
vam
que
elle
o
manducasse,
viram
arre-
messal-o ao
canal
com
frigideira
e
tudo.
Presente
ao
Papa.—
Um jornal de
Paris
aliirma
que
o conde
Gabriel
de
Saint
Aymon
presenteou
ultimamenle Pio
IX
com um serviço
completo
de
altar, todo
de
oiro
macisso,
incrustado
de
pedras
preciosas.
Com
esta
offerenda enviou
o
conde
uma
carta,
em
que exprimia
a
Sua
San
tidade
o
seu
vehernente
desejo
de
que
não
passasse
aquelle
serviço
a
terceiras
mãos.
O
Papa
acceitou-o
com
essas
condições,
mas
se
a rainha
Victoria
se
converter
ao
catholicismo
ser-lhe-ha
permittido
offer-
lar-lh
’
o.
Fruetos
d
’
aarn
tenapornJ.
—
Os
prejuízos
e
desgraças
causados
pelos
tem-
poraes
occorridos
no
Chili
em
6
de
agos
to,
são
enormes.
Muitos
bairros
de
Valpa-
raizo
e Santiago foram
innundados,
fi
cando
na
primeira
cidade
mais
de
200
fa
mílias
sem
lar
e
sem
recursos
para
viver.
Em
Santiago
os
estragos
foram
maiores.
Mais
de
1:000
famílias
da
classe indi
gente
estão
em
abandono
e
apenas
pro
tegidas
pela
caridade publica.
Todos
os
lelegraphos
e
vias
ferreas
acham-se inter
rompidos.
A
maior
parte
das
pontes
da
linha
do
sul
foram arrastadas
pela
cor
rente.
No
porto da
Constituição
as
perdas
ascendem
a
1:000:000^000
réis.
Pereceram
afogadas
nos
rios
200
pessoas.
Guerra
<lt>
ííríente.
—
Os últimos
telegrammas
relativos
á
guerra
do
Oriente,
são
os
que
seguem:
Paris
13—
Um
despacho
russo,
datado
de
12,
diz
que depois
de violento
canho-
nèio os
russos
tomaram
de
assalto,
no
dia
11,
tres
reduclos
turcos,
um
dos
quaes
em Grovitz,
que
é
considerado
como
a
principal
defeza
de
Plewna.
As
perdas
dos
russos,
no
dia
11,
passaram
de
5
000
fe
ridos,
não
sendo
por
emquanto
conhecido
o
numero
dos
mortos.
Hontem
continuou
o
canhoneio
em
toda
a
linha.
Constantinopla
13
—
Nenhuma
noticia
re
lativa
a
Osman
Pachá
é
exacla.
Bucharest
13
—
No
combate
de
10,
os
russos e
roumanicos
tomaram
5
canhões
e 2
bandeiras.
No
dia
11
não
houve
ne
nhum
outro
assalto
a
Plewna.
Continua
o
canhoneio.
Londres
14
—
O «Times»
publica
um
telegramma
de
Plewna
datado
de
12,
con
tando
a
tomada
de
2
reductos, disendo
que
o
ataque das
outras
posições
não
se
poderá
agora
faser senão
por
meio
de
sapa
e
trincheiras,
porque
foram
já
empregadas
as
ultimas reservas.
Czarnowitch
14
—
Assegura-se
que o
exercito
de
Czarnowitch,
reconcenlrou-se
no alto do
Janlra,
depois
de
vários
com
bales
mortíferos.
São
más
as
noticias
de Tchispka; a
guarda
imperial
não
poderá
chegar
antes
do
l.° de
outubro,
porque
os
comboios
e
caminho
de
ferro
são
insuflicientes
para
transportar
tantas
tropas.
Constantinopla
14
—
Segundo
um
tele
gramma publicado, de Mouklar-Pachá,
os
russos,
receiando
ser
atacados
por
grandes
forças,
evacuaram
Ardahan.
Paris
14—Diz
um
despacho
official
rus
so,
datado
de
12,
que
em 6.°
ataque
os
turcos
reconquistaram
as
posições
que
ti
nham
perdido
no
dia
11.
do
curso
completo
de
Portuguez,
Francez,
Latim,
Philosophia,
Geometria
e
Geogra
phia
;
no
2
°
anno
com
certidão
de appro-
vaçãq nas
disciplinas
do
1.°;
e
no 3.°
—
com
certidão
das
disciplinas
do
2
c;
e
os
que
pretenderem
matricular-se
nas disci
plinas
de
instrucção
secundaria, deverão
juntar
certidão
de
instrucção
primaria,
exame
feito
em
qualquer
lyceu,
ou
outra
que
o
supponha,
devendo
além
d
’
isto
to
dos
os
ordinandos
junctar
altestado
do
seu
revd.
0 Parocho
em
conformidade
com
a
Portaria
de
Sua
Exc.
a
Revd.ma
de 3I
de
maio de
1875
4.
°—
Cada
um dos
alumnos,
que
se
matricular
nas disciplinas
preparatórias
—
pagará
de
matricula
em cada aula
2$f)00
reis;
os
que
se
matricularem
no
curso
superior pagarão
1$o00
reis
de
abertura,
e
igual
quantia
de
encerramento,
e
os
do
1.°
anno
pagarão
mais
l$000
reis
pela
matricula
de
canto-chão.
5.
°
—
Todas
as
aulas
se
abrirão no dia
8
do
dito
mez
de
outubro,
distribuídas
conforme
o
horário,
que
convenientemente
será publicado.
Braga,
Seminário
Archiepiscopal,
23
de
julho
de
1877.
D.
Manoel
Martins
Alves
Novaes.
GiZETUEl
Alexandire
EEea-cjiitaí&ss.
Pouco
depois
de
ter
entrado
na
ma-
china
o n.°
antecedente
d
’
este
jornal,
—
onde
noticiávamos
achar-se
gravemente
enfermo
o
snr.
Alexandre
Herculano,
—o
grande
escriptor
exhalava
o
ultimo
alento,
na
sua
quinta
de
Valle
de
Lobos.
Não
obstante as
nossas
crenças
serem
absolutamente
oppostas ás
do
illustre
fi
nado,
que
lega
á
posteridade
um
nome
immorredoiro;
nunca
deixámos
de
venerar
n
’
aquelle
vulto
grandioso
a
maior e
mais
legitima
gloria
da
iitteratura nacional
nos
tempos
modernos.
Se
lamentamos
do
mais
íntimo
d
’
alma
que
aquelle
talento
immenso
e
inigualá
vel
tivesse
sido
tão
fatalmente
posto ao
serviço
d’
uma
causa
ruim; não se
dirá
jámais
que
no
momento
em
que
a nação
pranteia
sobre
o
tumulo d
’
um
dos
seus
filhos
mais
illustres
e
honradreos;
no
mo
mento
em
que
todos
lamentam
o
perdi-
mento
d
’aquelle
génio
extraordinário;
não
se
dirá,
repetimol-o, que
nós
pudemos
ficar
indifferentes
perante esse
lucto
ver
dadeiramente
nacional
Que
Deus pela
sua
infinita
misericór
dia
se
amerciasse
da alma
do
nobre
fina
do,
e a
tenha
entre
os
resplendores
da
luz
perpetua.
Doutor
d*
Egreja.
—
Por
decreto
da
Sé
Aposlolica de
19
de
julho
do
cor
rente anno,
foi
concedido
a
S.
Francisco
de Sales
o
titulo
de
Doutor
da
Egreja
Universal, e
nos
calendários
d
’
esta diocese
já
se
fará
menção d’
este
decreto,
que
teve
por
fundamento
a
supplica
que fize
ram ao
Santo
Padre
Pio
IX
os
prelados
do
mundo
Catholico
reunidos
em
Roma
por
occasião
do
Concilio
dó
Vaticano,
como
consta
do
mesmo
decreto.
Lueto
ofílcíal.
—
Tendo
fallecido
s.
m
a
rainha
Maria
de
Baviera,
viuva
do
rei
da Saxonia Frederico
Augusto II,
o
chefe
do
Estado
resolveu
tomar
lucto
por
vinte
dias
a
contar
de
15 do
actual
mez,
sendo
os primeiros
dez
de lucto
rigoroso.
Publicações.
—
Tem-se
recebido
nes
ta
redacção
varias
publicações,
das quaes
nada
dissemos
mais
cedo
em
rasão
da
enfermidade
que
tem
soífrido
o
nosso
col-
lega
encarregado
d
’esta
secção.
Exoneração.
—
O
snr.
dr.
iManoel
de
Brito
Furtado
de
Mendonça,
commissario
do
corpo
de
policia
civil
d
’esta
cidade,
pediu
a
sua
exoneração.
Corre
que
será
nomeado
para
aquelle
cargo
o
snr.
dr.
Barata.
Subsidio
nos
ipundadoa.
—
Já
foi
distribuído
o
subsidio
que
coube
a
cada
um
dos
indivíduos,
que
mais
soffreram
com
as
inundações
do
anno
findo
no
districto
de
Vianna do Castello. A
quan
tia
distribuída
foi
de
5.255$132
reis,
sen
do
552$375
reis
producto
da subscripção
promovida
no
districto
e
4:072$757
reis
enviada
pela commissão
de
Lisboa.
A
dis
tribuição
foi
feita
proporcionalmente,
e
coube
aos 88
requerentes
do
concelho
de
Caminha
a
quantia
de
2:904$60í)
reis;
aos 34 do
concelho
de Coura
289$150
A
«Gaseta
de
de
Colonia»
publica
um
telegramma
de
Bucharest,
disendo
que
os
turcos
occuparam
Biela.
Reerutumento militar.
—
Por
des
pachos
do
Suppremo Tribunal
Administra
tivo,
publicados
na
folha
official
de quinta-
feira,
foram
julgados
os
seguintes
recursos
relativos
ao
serviço
do exercito:
Ficaram
sujeitos:
Districls de Braga
—
Concelho de
Terras
do
Bouro
—
Francisco,
íilho
de
Antonio
Luiz
Velho de
Abreu,
da freguesia de
Chamoim;
Antonio,
filho
de
Maria
Rosa
Gonçalves
e
Domingos
Dias,
da
mesma
freguesia.
Concelho
da
Povoa
de Lanhoso
—
Luiz,
filho
de Manoel Joaquim Vieira, da freguesia
de Travassos.
Concelho
de
Terras
do
Bouro
—
Cláudio,
filho
de
Manoel
Joaquim
Pereira
do
Lago,
da
freguesia
da
Balança;
Domingos
Antu
nes,
filho
de
João
Antunes,
da
freguesia
do
Campo;
Francisco
filho
de
Maria
Rosa
Lourenço,
da
freguesia
de Cibões;
Anto
nio,
filho
de
Custodia
Aflonso.
viuva,
da
freguesia
de Gondoriz;
José,
filho
de An
tonio
Martins,
da freguesia do Souto;
Eraygdio,
filho
de Custodia
Gonçalves
da
Sdva,
da
freguesia
de
Villar.
Concelho de
Vieira
—
Domingos
Poly-
carpo
Barroso,
filho
de
Bento Barroso,
da
freguesia
dos
Anjos;
Casimiro,
filho
de
Joaquina
Rosa
Pereira
de
Castro,
da
fre
guesia
de Cautellães;
Manoel,
filho
de
João
Baptista
Barbosa, da mesma
freguesia;
Antonio
Machado,
filho
de
Maria Alves,
viuva,
da
freguesia
de
Guilhofrei; Custo
dio,
filho
de
Paschoal
Antonio
Ferreira,
da
freguesia
de
Louredo;
José
Cláudio da
Costa,
filho
de
Florinda
Rosa
Dias
Perei
ra,
da
freguesia de Parada;
Manoel,
filho
de
Feliciano
Mendes,
da
freguesia de
Ros-
sas;
Manoel,
filho
de
Manoel José
Dias,
da
freguesia
de
Ruivães;
José,
filho
de
Manoel
José
Martins,
da
freguesia
de Sal-
lamonde.
Concelho
de
Villa
Nova
de
Famalicão
—
Luiz,
filho
de
Manoel
José
Ferreira, da
freguesia
de Aves
(S. Miguel);
Antonio,
filho
de
Maria
Josela
da
Costa
e
de
An
tonio
Joaquim
Ribeiro,
da freguesia
de
Legoa;
Antonio,
filho
de
Maria
Rita
e
de
Roberto
José
de
Oliveira, da mesma
fre
guesia;
Ayres,
filho
de
Manoel
da
Silva
Botica,
da freguesia
de
Landim.
Ficaram
isentos:
Districto de
Braga—
Concelho
de Es-
pozende—
Francisco,
filho
de
Manoel
Mar
tins Domingues,
da
freguesia
das
Mari
nhas.
Concelho
de
Villa
Nova
de Famalicão
—
Antonio,
filho
de
José
Gom.es
da
Silva
Anta,
da
freguesia
de Cavallões; José,
filho
de
Antonio
Cardoso
Júnior,
da
freguesia
de
Lemenhe.
''
Testamento
político
«3e
J®.
Thiers.—
M.
Thiers
deixou
um
testamen
to
político,
onde se
lê
a
seguinte
pas
sagem:
«Invoco
Deus
frequentemente,
esse
Deus em
que
tenho
a
felicidade
de acre
ditar,
esse
Deus
que
loucos
e
ignorantes
negam,
mas
era
quem
o
homem
lúcido
encontra
a
sua consolação,
a
sua
espe
rança
..
Defendi
convicto
a
religião
christã
como
preciosa
no
mais
alto
grau
á
gran
deza
da França,
á
liberdade
bem
enten
dida
e
a toda
a
sociedade
que,
sem
o ca
tholicismo,
cahiria
em
ura
horrível
cahos.
Os loucos
prejuízos
não
me
causara
me
do,
e
jámais
recearei
feril-os
por
causa
de
tão
nobres
e
tão
grandes interesses...
O
materialismo
é
uma
loucura
ao
mesmo
tempo
que
um perigo.
Quanto
a
mim
sou
espiritualista
apaixonado,
e
se
tivesse
mais
tempo
e
mais
forças
quereria
con
fundir
o
materialismo
em
nome
da sciencia
e
do bom
senso»
!
Prestidigitação.—
No
dia
1 do
cor
rente
sahia
o
snr. de
G. do Circo
de
Pa
ris,
em
companhia
de
sua
esposa
e
de
seus
filhos
quando
súbito
o
compelira
um
sujeito
que se
desfez
em
mil
satisfações,
aretextando
que fôra
impulsionado
pela
multidão.
Passado
instantes
e
a chegarem
ao
pas
seio,
novo
encontrão
e novas
satisfações
do
mesmo
indivíduo.
O
snr.
de G
,
como
suspeitasse
uma
tentativa
sobre
o
seu
porte-monnaie,
metteu
a
mão
no
bolso
e
reconheceu
com
certo
praser
que
lá
estava
o
dinheiro
no
mesmo
sitio.
Ao
longo do
passeio,
communicou
a
sua
ella
as
suspeitas
que
sentira,
e
mos
trando-lhe
o
porte-monnaie,
addicinou:
— Effectivamente,
o
negocio
não
era
mau...
sempre
são
25
luizes...
—
Luizes
!
exclamou
um
dos
pequenos,
que
via brilhar
as
peças
através
das
ma
lhas:
as
moedas
parecem
de
prata...
Seu
pae
reparou
no
interior
do
porle-
nwnnaie,
e
achou
ratificada
a
observação
da
creança,
em
vinte
rodellas
de
aço,
que
lá
estavam,
substituindo
os
luizes.
O
ratoneiro
operara
tudo
aquillo
em
menos
tempo
do
que
levamos
a
dizel-o.
níuo
será a
justiça
de
»eus?
—
No
Equador
o
conílicto
religioso
to
mava
proporções
grandiosas.
O
governo
desterrára
o
vigário
capitular
de
Quito,
que
governava
a
archidiocese
depois
do
envenenamento
do
arcebispo.
O
vigário,
ao
partir,
lançara
o
interdiclo sobre
a
cidade,
mandando
fechar
todas
as
egre-
jas.
Coincidiu
com
isto
uma
horrível eru
pção
do
Colopaxi.
O
terrível
vulcão
prin
cipiou
por
arrojar
ciaza
e
logo
torrentes
de
fogo
e
lava
era
todas
as
direcções.
Em
seguida
vomitou
agua
em
tão
estu
penda
quantidade,
que
todos
os
rios
pró
ximos transbordaram,
convertendo
em
mar
os
terrenos
adjacentes, na
extensão
de
muitas ieguas.
A
catastrophe
foi
tão
repentina,
que
se
calculam
em
mais
de
mil
as
pessoas
que
pereceram
envolvidas
na lava,
ou
co
lhidas
pelas
aguas.
Conlavatn^se
por mi
lhares
também
as cabeças
de gado
per
dido,
sendo
incalculáveis
os
estragos cau
sados na
propriedade,
alem
da
fome
que
ameaçava
sobrevir,
perdidos todos
os
campos.
Na
manhã
de
26,
em
que foi preso
e
desterrado
o
vigário capitular,
cahiu
sobre
Quito
uma
chuva
de
terra,
que
escureceu
toda
a
atmosphera.
O
povo,
at-
tribuindo
este
fenomeno
a castigos
de
Deus,
levantou-se
em
armas,
e
foi
no
meio
das
trévas,
que
não
deixavam
vèr
nada,
que
se travou
um espantoso combate
entre
ede
e a
tropa,
que sahiu
dos
quar
téis.
Durou
a
carnificina até
ao
dia
se
guinte,
em
que
os
.
batalhões,
finalmente
vencedores,
se
prepararam para
espingar-
dear
os
cabeças
de
motim.
A|»peio
á caridade.—A
entrevada
'Maria
Antonia
Ferreira,
viuva
do
Antonio
dos
Granginhos, e que
ha tempos saiu
do
Hospital
com
moléstia
incurável,
tem
agora
os
seus
padecimentos
tnais
aggravados,
achando-se
sem
meios
de
subsistência
pa
ra
poder
tratar-se
no pouco
tempo
que
lhe
resta
de
vida.
Imploramos,
pois,
a
caridade
das almas
piedosas,
para
que
se
lembrem
da
infeliz
com uma esmola.
A
sua residência
é
na rua
do Alcaide,
n.°
17,
n’
um
quarto
á
porta
da rua.
SARAIVA
E
CASTILHO
L
ondres
,
1877
O
snr.
A.
R.
Saraiva
acaba
de
publicar,
em
Londres,
um
Segundo Volume
do
escripto
intitulado
Saraiva
e
Castilho
que appareceu
era
1862.
Esta li.
Parte,
porém,
é
A
propo-
sito
(não
de
Ovidio,
mas)
de
Muita
Cousa
—
contendo
variedade
de assumptos,
tanto
em
prosa
como
em verso
;
do que
se
poderá
jul
gar
pelo
seguinte,
que
do
mesmo
II.
volume
faz
o
—
INDEX
Pag.
Circunstancias
Preliminares
....................
iii
Origem
da renovação de
minha
corres-
respondencia
e
relações
activas
com
A.
F.
de
Castilho;
e
causa
directa
de
eu
vir
a
escrever
os seguintes
poeme-
tes
....................................................
xxi
Primeira
carta
escripta
de
Londres
por
A.
R.
Saraiva, a
A.
F.
de
Castilho
(13
dc
Dezembro,
1842)
xxiv
Testemunhos
de
amizade,
apreço
e
sau
dade,
á
memória
de A.
F.
de
Casti
lho,
ao chegar-me
a
noticia
da
sua
morte
xxxii
Carta
muito
notável
de
A.
F.
de
Cas
tilho,
mostrando-se mui
desenganado
das
illusões
da
Revolução
em
Portu
gal
xxxv
Resposta
provisória
de
A.
R.
Saraiva
á
carta
precedente (em
11
de
Janeiro,
1871)
xliii
Segunda,
dita
(6
de
Junho,
1871)
xlv
0 NATAL, NA MINHA TERRA,
Poe-
mete
1
Sobre
os Quadros
Hisloricos
de
Casti
lho
;
Carta
a
seu
Irmão
Augusto
Fre
derico
de
Castilho
(30
de
Setembro,
(1838)
29
Carta
a
Alexandre Magno,
de
Castilho,
respondendo
á
que
me
dirigiu
por
parte
dos
Redactores
da
Revista
Uni
versal
Lisbonense
33
Carta-monstro
a
A.
F.
de
Castilho,
se
gundo
seu
pedido
(26
de
Maio,
1844)
39
Notas diversas
á
Carta-monstro
91
Notas
á
nota
6.*.
na
Carta-monstro
116
Parodia
aos
versos
de
Bulhão
Pato
in
titulados
«Renan
e
os
sábios
da Aca
demia»
119
Farça
curiosa
de
um
Castilho
126
Alexandre
Castilho,
e
o
Soneto
Malhe-
matico
129
O
SAN-JOÃO,
NA
MINHA
TERRA
131
Commentario,
ou
Notas
ao
dito
Poemete
159
Palacios
para
as
Abelhas
202
Dois
Artigos da
Revista Universal, il-
lustrativos
e
analogos
ao
San-João
da
Minha
Terra
208
Caso verdadeiro
de visão
ou
phantasma
220
A
SEMANA-SANTA,
NA
MINHA
TER
RA
221
A
respeito
do
Tratado
de
Commercio
entre
Portugal
e
a
Inglaterra
279
«O
seu
a
seu
dono»
—Hymno
em
hon
ra
e
louvor
de
Petrus-incunctis
283
Santo-Antonio
de
Lisboa,
na
Allemanha,
e
na
ítalia
292
O
Tumulo
do
nosso
Santo-Antonio
em
Padua
301
Algumas
Cartas minhas
ao
Apostolo,
so
bre
as
occurrencias
do tempo
307
Minha
primeira
contribuição
para
um
Alvo
333
O
ENTRUDO,
NA
MINHA
TERRA
33o
Os
Liberangas—
Dialogo
de
Moquenco
e
Pacovio
368
Infatuação
Portugueza e
Brazileira
—es
tudo
suicídio
nacional
371
Verdades
como
punhos,
e
que
quasi
ninguém
vê,
ou
quer
vêr
378
Advertências
philologicas
383
dem
comer
a
qualquer
hora, vendem-se
em
caixas
a 800
e
l$400
reis.
O
melhor
chocolate
para
a
saúde
é
a
Revalescière ehoeolataaSa
y
ella
res-
titue
o
appettite,
digestão,
somno,
energia
e
carnes
duras
ás
pessoas,
e
ás
creanças
as mais fracas,
e
sustenta
dez
vezes
mais
que
a
carne,
e
que
o
chocolate
ordinário,
sem
esquentar.
Em
pó
e
em paus,
em
caixas
de
folha de
lata
de
12
chavenas,
500
reis; de
24
chave
nas,
800
reis
;
de
48
chavenas,
l$400
;
de
120
chavenas,
3^200
reis,
ou
25
reis
cada
chavena.
»<J
BAHIU
’
C.
1
I,5.VIÍTES>.
—
Place
Vendònae,
26,
Paris. 77 Regent-
Street, Londres.
Valverde,
1,
Madrid.
Os
pharmaceuticos,
droguistas,
mer-
cieiros,
etc.,
das
províncias
devem
diri
gir
os seus pedidos
ao deposito Central;
snr.
Serzedello
&
C.
a
Largo
do
Corpo
Santo
16,
Lisboa,
(por
grosso
e
miudo)
;
Azevedo Filhos, praça
de D.
Pedro,
31,
32;
Barrai
&
Irmãos,
rua
Aurea,
12
—
£•»«•-
to,
J.
de
Sousa
Ferreira
&
Irmão,
rua
da
Banharia,
77.
DEPOSITOS
ENTRE
DOURO
E
MI-
NH0.==
Aveiro,
F.
E.
da
Luz e
Costa,
pharm.
—
Bareeiiot,
Antonio
João de
Sousa
Ramos,
pharm.,
Largo
da
Ponte.
—
Briigit.
Domingos
J.
V.
Machado,
drog.,
praça
Municipal,
17
—
Antonio A.
Pereira
Maia,
Pharm.,
rua
dos
Chãos
31
—
Pipa
&
Irmão,
rua
do
Souto.—
Viarsxxa
da
Ca»-
tello,
Aflonso
drog.,
rua
da
Picota;
J.
A.
de
Barros,
dreg.,
Rua grande,
140.
—Osaismmg-iS®»,
A
.1.
Pereira
Martins,
pharm.
—
Antonio
d
’
Araujo
Carvalho,
Cam
po
da
Feira,
1;
José,
J.
da
silva,
drog.,
Rua
da
Bainha, 29 e 33.
—
Parasílei,
Miranda,
pharm.
—
Porto.
M.
J.
de
Sou
sa
Ferreira
&
Irmão,
Rua
da
Banha
ria,
77;
J.
R,
de
Sequeira, pharm.,
Casa
Vermelha;
E. J.
Pinto,
pharm.,
Largo
dos
uoyos,
36; Viuva
Desirè
Rahir,
Rua
de
Ceuofeita,
160;
Fontes
&
C.
a,
drogs.,
Pra
ça
de D. Pedro,
105
a
108;
Antonio
J.
Salgado,
Pharmacia
Central,
Rua
de
San
to
Antonio,
225 a
227.
—
Ponte
do
S/i-
m»,
A.
J.
Rodrigues
Barbosa,
pharm.
Povoa d® Varzim,
P.
Machado
de
iveira,
pharma.
—
Vaíença do
ninho,
?
rancisco
José
de Sousa,
pharm.—
TilSa
<5®
Conde,
A.
L.
Maia
Torres,
pharm.
ÂSBMÊGIigESTOS
Achar-se-ha
o
Volume
em
Casa
dos
Snrs:
Berlrand, e
Livraria Calholica,
Lisboa.
—
Melchiades,
Coimbra.
—
Chardron,
Porto e
Bra
ga.
—
V.
e
Aillaud
et
Ci.°,
Paris.
—
Dupan,
Madrid.
—
D.
Nutt,
Londres.
—
J.
Rozes,
Bru-
xellas.
Far-se-ha por
que
também se
encontre
no
Brazil,
e
nas
Possessões
Portuguezas.
Em
Londres,
brox.
1$.
6d.
; encad. 5
í
.
6d.
Em
Portugal,
»
800
rs;
»
1000
rs.
N.
B.
— Restam
ainda
da
I.
P
arte
alguns
exemplares,
que
o
Auctor
tinha
esquecido
nos
armazéns
dos
Impressores,
e
que
poderám
for
necer-se a
quein
os
peça
ou
encommende.
SAV3E
A
TODOS
sem
medicina,
pur
gantes,
nem
despezas,
com o
uso da
delicio
sa
farinha
de
saúde,
DU
BARRY
de
Londres.
3<S>
anno»
d
’invariavel
sxieeeaso
6
Combatendo as
indigestões
(dispe
psia)
gasliica,
ga>tralgia,
ílegma,
arrotos,
amargor
na
bocca,
pituitas, nauseas,
vó
mitos, irritações iutestinaes,
diarréa,
di
senteria,
cólicas,
tosse,
asthma,
bexigas,
falta
de respiração,
oppressào,
congestões,
mal dos
nervos,
diabethes,
debilidade,
todas
as desordens
no
peito,
na
gargan
ta,
do
alito,
dos
bronchios, da bexiga,
do
ligado,
dos
rios,
dos intestinos,
da
mucosa,
do
cerebro
e
do
sangue.
85:00
curas,
comprehendendo
n
’
ellas
as
da
duqueza
de
Castlestuart,
do
duque
de Pluskow,
da
marqueza
de
Brehan,
de
Lord
Stuart, par
d
Inglaterra,
do
doutor
e
professor Wur-
zer,
etc., etc.
Cura
n.°
65:811.
—Mr.
A.
Bruneliére,
cura,
de
uma
dispepsia de
oito
annos,
e
depois
dos
médicos
lhe
darem só
pou
cos
mezes
de
vida.
Cura
n.°
62:476.—
Sainte-Romaine-des-
Iles
(Saône-et-Loire.
—
Senhor.
—
Bemdito
seja
Deus!
A
Revalescière
du
Barry
poz
fitn
aos
tueus
18
annos
de
soffrimentos
do
eslomago
e
dos
nervos, de fraquezas
e
de
suores
nocturoos.
—
J.
C
omparet
,
cura.
Certificado
n.°
69:719.
—
H
ydropsia
,
retenção
.—Tres
d
’
estes
casos
foram
ra
dicalmente
curados.
Para
as
tosses
adqui
ridas
por
um
resfriamento,
produz
a
sus
pensão repentinamente; para
as
retenções
de
ourina
e
doenças
de
estomago, pro
duz
o melhor
etleilo
e
dissipa
a
melan
colia.
—
L
a
NGEVIN, cura.
Cura
nF
48:816.
—Certificado
do
ce
lebre
doutor
Redolpho
Wurzer.
Bonn,
19
de
janeiro
de
1855.
—A
filevaleseière
substituiu
admiravelmente
toda
a
medici
na
ern
muitas
doenças,
sobretudo
nas dia-
belhes,
constipações
obstinadas
e
habituaes,
assim como
nas
diarréas
nas
aflecções dos
rins
e
da
bexiga,
nas
contracções
e
nas
hemorrhoidas,
assim
como
nas
doenças
pulmonares
e
dos
bronchios,
nas
tosses
e
na
tísica.
—
Doutor
R
ed
.
W
urzer
,
Membro
de
varias
sociedades scientiíicas.
E
’seis
vezes
mais
nutritiva
do
que
a
car
ne,
seta
esquentar,
economisa
cincoenta
vezes
o seu
preço
em
remedios.—
Preços
fixos
da
venda
por
miudo
em
toda
a
pe
nínsula
:
Em
caixas
de folha
de
lata,
de
lllj>
kilo,
500
; de
kilo
800
rs
;
de um
kilo, l$400
reis;
de
2
i
/
i
kilos,
3^200
reis;
de
6
ki-
los, 6$400;
e
de
12
kilos,
12^000
rs.
Os
biscoitos
da
Revalescière
que
se
po
Os abaixo
assignados,
não
lhes
sendo
jossivel
agradecer
-pessoalmente
a todas
as
pessoas
que
se
dignaram
visital-os
por
occasião
do
fallecimenlo
de
sua
presada
mãe
e
cunhada,
Felicidade
Roza
Dias da
Costa
Machado, veem
fazel-o
por
este
meio,
irotestando
a
lodos
o
seu
eterno
reco
nhecimento.
Braga
1
1
de
Setembro
de
1,877.
Gaspar
Dias
da
Costa
Machado.
Maria
da
Purificação
Machado.
Maria Angelina
Machado.
(492)
Z/-..Z.
-
'Ã.
_
.í.
CREADO
Quem
precisar de
um
creado
hispanhol,
com
boas
habilitações
para
casa
particu
lar,
edade
18
annos,
dá-se
garantia
á
sua
couducta.
Quem
precisar
dirija-se
á rua
de
S.
Vicente,
n.° 69.
(500)
A
quem
convier,
póde
dirigir-se
ao
dr.
Manuel
José
d
’
Oliveira
Guimarães,
abba
de
de
S.
Pedro
de Maximinos, Braga,
que
dará as
explicações precisas.
(499)
A
junta
dos
repartidores da
Contribuição
industrial
do
Concelho
de
Braga,
etc.
Faz
saber
que
tendo
feito
a
repartição
dos
contingentes
designados
nas
listas
dos
grémios,
que
se
não reuniram
no
praso
legal,
bem
como
d
’aquelles
que
por se
rem
em
numero
inferior
a
sete
não
com
pareceram
perante o
escrivão
de
fazenda,
pelo
presente
convida
os
contribuintes
a
examinarem
na
repartiçãe
da
fazenda
d
’
es-
te
concelho
as
colleetas
que
lhe
foram
lançadas,
e
a
reclamarem
perante
a mes
ma
junta
o
que tiverem
a bem
de
seus
interesses,
isto
no
praso
de
cinco
dias
a
contar
do
dia 17
do
corrente
em dian
te.
Para
constar
se
passou
o
presente
e
outros
para
serem
afFixados
nos
logares
do
costume.
Braga,
salla
das
sessões
da
junta,
15
de
setembro
de
1877.
O
Presidente
(498)
João
de
Paiva
Faria
Leite
Brandão.
LRIRRIA
CIHRDRON.
Institutiones
quas
Aloysius
Vincentius
Cassiltus, correxit
et
adoptavet
D.
Joan-
nes
Chrysostomus
de
Amorim
Pessoa.
Secunda
hac editione.
3
volumes,
4.°
grande.
.
.
I$709
(494)
AMWUÍOS
fiMA
BE ODHTi
Vende-se
a quinta
do
Bar
rai,
sita
no
loçar
do
mesmo
nome,
na freguezia
de
Semelhe,
a limitar
com
a
de
S.
Jerony-
mo
de
Real,
junto
a
Braga,
com
todas as
suas
pertenças,
juntas
ou
separadas,
e
os
bens
das
Pêgas, na
freguezia
de
S.
Je-
ronymo,
a
limitar com
aquellfes.
Os
bens
e
montados
a
limitar
em
parte
com
os da
quinta
de
Real.
Para
tractar,
rua
dos
Capellistas
dU
C
—
Braga.
(495)
Vinho
verde
o
mais
superior.
Manoel de
Souza
Lobo,
rua
dos
Chãos,
acaba
de
receber
os
vinhos
da
snr.
a
D.
Francisca
da
casa
de
Valbom,
de
Basto,
que
foram
premiados
na exposição
da
Philadelphia.
Estes
vinhos
são
vendidos
nos
proprios
cascos
da casa
de Valbom.
O
annunciante
nunca
vendeu
no
seu
estabelecimento
se não
vinhos
verdes
de
primeira
qualidade.
A
elle!
a
elle!
amantes, porque o
que
é
bom
foge.
(496)
VENDA
DE
QUINTA.
Na
freguezia
de S. Mamede d’
Éste,
vende-se
uma
quinta
no
valor
de
cinco
contos
de
reis.
Quem a
quizer comprar,
póde
tractar
do
seu
ajuste
com
o snr.
Manoel
da
Silva
Rocha,
morador
na antiga
casa
do
Hos
pício
Municipal,
d
’
esla
cidade.
(497)
Venda
de
quinta
Vende-se
uma
toda
murada,
com
boas
aouças
de
matto
adjuntas,
quasi
toda
al-
lodiai,
a
5
kilometros
de
Braga
e
a
2
í|2
da
estação do caminho
de
ferro
de
8.
Bento,
com
boa
casa
para
senhorio,
e
ora-
torio
de
dizer
Missa, com
casa
de
casei
ro,
cortes
de
gado,
casa
de eira,
lagar,
e
adega:
tem
uma
mina de
bastante
agoa,
um
lago
d
’
onde se
lira
agoa
com
engenho
de
ferro,
poço
com
bomba
do
mesmo
me
tal
para
uso
domestico,
uma
bica
d
’
agua
encanada,
com
grande
tanque
proximo
das
casas,
fructas
de
diversas
qualidades
e
o
vinho
é
rico;
lem
mattos
para
dobrado
terreno
e
bons
pinhaes,
com
proporções
para
na mesma
se
montar
qualquer
es
tabelecimento,
e
podendo
o
comprador
fi
car
com
parte
do
dinheiro
em
seu
poder.
Os
StebuçadoH
my
t
ilieos,
de
na
tureza
balsamica,
calmante,
peitoral
e
ex-
pectorante,
são o melhor
dos
remedios
atA
hoje
conhecidos
nas
doenças
tossicolosas.
Caixa
200 reis.—Meia
caixa
100
reis.
Unico
deposito:
PHARMACIA
CEN
TRAL,
rua
de
Santo
Antonio, 227,
nu
Porto.
Em
Braga:
PHARMACIA
DOS
OR-
PHÃOS,
praça
Municipal.
(451)
VES»A
E>E CASAS
Uma
na
rua
do
Charqueiro de
1
andar
e
quintal,
n.°
4.
D
uas
t
erreaS5
n.os
7
e
g,
com
quintal,
na
dita
rua.
Duas
nas
escadas
de
Guadelupe,
com
quintal,
n.
os 16
e
17.
de
um
gosto agradavel, adoptados com grande exito ha mais de 20 annos pelos
melhores médicos de Paris; curão os deflussos, gripe, tosse, dores de garganta,
catarrho pulmonar, irritações
do peito, vias
urinarias e da bexiga. Paris,
BLAYN, Pharmacien
à Paris, 7, rue du Marché Saint-Honoré. Preços 540 «
810
reis.
Pasta 260 reis, Em Lisboa : Barreto, e em todas Pharmacias. etc.
Uma na
rua
das
Aguas,
feita
de
novo.
Quem
as
perlender
trata-se
com
a
Ge
rência
do
Banco
do
Minho.
(263)
Linimento
B0YER-MICHEL
para
cavab-
los, fazendo as vezes de fogo
e não deixando
vestígios
do
seu
emprego
M
ichel
, pharm-v-
ceutico
em Aíx (na
Provença) Franca —
Preço 1,000
reis. —Em 7
*
Lisboa
o snr
Barrete, Loreto, n 0 28 —30/25)
RAPAZ
PARA
NEGOCIO
Precisa-se
de
um
com
3
annos
de
pra
tica
em
negocio
de
ferragens,
e
que
não
tenha
menos de
14
a
16 annos.
Carta
ao
escriptorio
d
’
este
jornal
com
as
ineciaes R. F.
S.
(433)
S
Aluga-se
a
casa n.°
7,
na
pra
ça
d
’Alegria,
construída
de novo
e
com
elegancia, esta
casa
tem
uma
boa
loja
para
qualquer
negocio,
e
pode-se
alugar junta
ou
em
separado,
quem
a
pretender
falle
com
seu
dono
na
rua
Nova
de
Sousa n.°
56.
(474)
CIRURGIÃO
DE.VTISTA
APPROVADO
PELA ESCOLA MEDICO-CIRURGI-
CA
DO PORTO
Rua
de S.
Marcos
n.°
19.
braga
.
Faz
tudo
quanto
diz respeito
á
sua
arte
e
contintía
operando
grátis, pobres
e
soldados.
(580
;
ESCOLZL
AMERICANA.
Consultorio
a
toda
a
hora,
tanto
de
dia
como
de
noite. Rua
do
Campo
(antiga
Porta
de
S. Francisco)
n.°
22.
(582)
MIA II Ai Wi
Esta
companhia acaba
de
fazer
uma
importantíssima
re-
ducção
de
preços
nas
passagens
de
primeira
e
segunda meza.
DISCURSO
do
deputado
frniacez
eatholieo
O CONDE ALBERTO DE MUN
Pronunciado
bso
encerramento
da
aaseiisljkin
geral
dos
menbrog
da
obra doa
círculos
catliolicos
de
operários
TRADUZIDO
PELO
PADRE SKSIA
FREITAS
Dedicado
ás
Associações
Catholicas do
Porto
e Braga.
Vende-se
ifesta
redacção
por
60
rs.
IMITAÇÃO
DE
CHRISTO
EÍIÇiO
AUCTORISADA
PELO
Ex.
mo
e
rev.
m
°
ar.
EHgpo
do
Porto
Está
concluída
a
impressão
d
’
esta im
portante
obra.
Um
volume,
encadernado
500
reis
Pela
correio
520
»
O
importe,
tendo
de
ser
remettido
pelo
correio,
deve
vir
em
vale
para
as
sim
evitar
descaminhos,
aliás frequentes.
Esta edição contém
as orações
pre
paratórias
que
o
sacerdote
deve
recitar
antes
da
celebração
da
missa e
ás
quaes
estão
addictas
muitas
indulgências,
con
cedidas
pelos
Papas,
Leão
X
e
Pio
IX.
Vende-se
unicamente
na
redacção da
«Palavra».
IN JECTION
BROU
Hygienit» tnndlivel ypreumtiTa; absolutamenU
a unieaqaa eur*
sem lhe
juntar mais nada. Vende-
se
nas principae* pharmacias do mundo. Exigir
a
mstrucélo do
use.
(54
afio* de eaáto.JParií,
casa
do
inv«
Magenta, Ht.
UskM, S' Barreto
Loreto
28«30.
PADRE
SENNA
FREITAS
í<
7 77 n 4 Cl
X'ç V1
EX
i
Duas
moradas
de
casas
quasi
concluídas
na
sua
conslrucção,
sendo
: uma
na
rua
da
Sé
entre
os
n.
os
15
a
18
—
outra
na
rua
de
Santo
Antonio
das
Travessas
en
tre
os
n.
os
16
a
18, e
com
frente para
a
nova rua
(antigo
Couto
do
Arvoredo).
Podem
ser
vistas
a
qualquer
hora,
pa
ra tratar
de
seu
ajuste,
com
seu
proprie
tário
João
da
Costa Palmeira.
(434)
COMPANHIA
CARRIS
DE
FERRO DE
BRAGA
Sociedade
íinotiynta
de
reBgBOBBgabi-
lidade
Einaitada
São
convidados
os
snrs
accionistas
d
’
esta
companhia
a
reunirem-se
no dia
6
do
proximo
mez
de
Outubro
pelas
12
horas
da
manhã
na
casa do
campo
de
Santa
Anna,
n,°
7
em Braga,
alim
de
se
darcumprimentoao
indicado
nas
cartas
con
vocatórias
de
1
do corrente
mez
de
Se
tembro.
Braga 2
de
Setembro
de 1877.
O
presidente
da
Assembleia
Geral
(471/
Antonio Lopes
de
Figueiredo.
Vendem-se
doas
moradas
de
casas
sitas
uma
na
rua
de
D
Pedro
V desi-
gnada
c<»m
o
n.°
1 e
1
A,
e
ou
tra
na
rua
do
Anjo,
designada
com o n.°
11
e
11
A.
Para
tratar procure-se
o
snr.
Bento
Gonçalves
Fernandes
morador
na
rua
de
S.
Sebastião,
na
casa
n.°
25.
(324)
F1LIÃL
Dft CAIXA
ECONOMICA
PENHORI.STA
Sociedade
anónima
de
responsabilidada
li
mitada
Capital
..................
500:000^000
RUA
NOVA
DE SOUSA,
N.°
9
(Também
com
entrada
pela
rna
do
Campo)
BRAGA.
Empresta
dinheiro
sobre curo,
prata,
oias,
papeis
de
credito, cereaes, roupas,
moveis,
ferramentas,
e
sobie
todo
e qual
quer
objecto
do
valor
não
inferior
a
100
réis.
Recebe
pequenas
quantias
em
deposito
a
praso
ou
á
ordem
abonando
juros
aos
deposilames.
A
caixa
está aberta
todos
os
dias
des
de
as
9
hora
da
manhã
até
ás
7
da
noite,
e
nos dias santificados
e.-lará aberta só
até
ao
meio dia.
0
gerente
—
A. G. Ferreirinaa.
MUITA
ATTENÇÂU
EJejj®Híto
de
bãMccitas
d!®
Vaiomgo
1
—
LARGO DA
LAPA
—1
Estes
biscoitos
são
muito
recotnmenda-
veis
tanto
pela
qualidade
das
farinhas,
per
feição
porque
são
feitas, como
pelo
seu
baixo
preço em
relação
a
qualidades.
Preços
porque
são vendidos
:
Biscoito valonguense,
kilogramma 280
Tosta
doce
»
280
Biscoito
macarrão
p
280
Bolacha
doce
D
280
Biscoito
Brazileiro
D
300
Dito
imperial
D
330
Bolachinba
de
araruta
»
340
Tosta
azeda
(581)
D
190
ARRENDA-SE
Uma morada de
casas
de dotis
andares,
com
quintal
e
poço
e
construída
de
novo,
na
rua
de S.
Geraldo
n.°
18.
Trata-se
na
mesma.
(482)
•■-i--.vw.-j
®
cã
-
2
">=
. rs
£
® OÍ
® 3
S ê-i
£5 c»
*5
DO
ALTO
DOUEO
»A
CASA
EJE
VIEEA
POUCA
RUA
DO
SOUTO
N.°
15-Braga.
N
’
este
armazém
se
encontram a
retalho
as
seguintes
qualidades
de
vinhos
enga
rrafados
:
Vinho tinto
de
meza.
(sem
garrafa)
150
» »
»
•
190
Lagrima
..............................
200
Branco
de
meza.
.
.
.
210
tinto
de
meza
fino.
270
de
prova
secca.
.
.
„
300
d
Malvasia
de
2.
a
.
.
.
•
360
D
»
velho
.........................
400
Malvasia,
Bastardo
e
Moscatel a
500
Roncão
..............................
700
Alvaralhão..............................
560
Velho
de
1854
a
600
a
retalho
p&rx
meza
50
e
80, o
quartilho
tinto,
e
branco 120.
Responde-se
e
garante-se a
pureza
e
boa qualidade
de
todos estes
vinhos,
por
detido
todo e
qualquer
consumidor man
dai-o
experimentar
por
meio
de
qualque-
processo
chymico.
(44-41)
Aos
paes
de
familia.
Um
indivíduo,
com
bastante
pratica
de
ensino
nos
principaes
collegios
d
’
esta
ci
dade,
offerece-se
para
leccionar
em
casas
particulares
Instrucção
Primaria
pelo
me-
thodo
de
João
de
Deus.
Podem
dirigir-se
á
rua
de
Santo
An
dré,
n.°
4.
(493)
Corographia
de
Carvalho
Vende-se
no
escriptorio
da
administra
ção
d
’
este
jornal
e
na
rua Nova
11.
0
5.
Preço,
3
volumes.
....
l$500.
KW
(ViWÍM
011.11
E»
Preço
....
500
reis
A
’
venda
na
Livraria
Catholica Purtuen-.
se,
praça
de
D.
Pedro,
131.
OS
ÚLTIMOS MOMENTOS
DW COHDEmrtADO
PELO
R.
P.° MARCHAL
MISSIONAUIO
APOSTOLICO
Traduzido
«ia
19.a
edição
POR
João
Baplisla
da
Silva
Ramos.
Vende-se em
Braga
nas
livrarias
Ca-
tholica
e
Germano, rua
do
Souto.
Preço
....
40
rs.
tRUA
DE
S. MARCOS,
N.õO
||
Vende
papeis
pinta-
|
dos
para
guarnecer sallas,
|
lindíssimos
gostos,
a
prin-
|
H
cipiar
em 80
reis
a
peça, g
Vende
olio,
tintas
e
vernizes
para
pinturas
de
casas,
tudo
de
boa
quali-
.dade.e
preços
muito resu
midos.
■=-
Vende
cimento
roma
no
pura
vedar
aguas,
ges
so
para
estuques
de ca
sas,
tudo
de
primeira
qua
lidade,.
JOSE
’
DA
SILVA
FUNDÃO
C©a:i
loja
«le
fato
feito
68,
Campo
de
Sant
’
Anna
(lado
de
baixo/,
68
t
Participa
aos seus
amigos
e
fre-
guezes, tanto
d
esta
cidade
como
das
províncias
que
tem um
bonito
e
variado
sortimento
de
fato fei
to, casimiras
para
fato
muito
baratas,
cortes
de
calça a
l$500,
2-$000
e
2-3500
reis;
tudo
fazendas
modernas.
Guarda
pós
de
casimiia
e de
alpa-
ques
inglezes,
roupa
branca,
assim como
camisas
de
600
reis
para cima,
ceroulas
de
400
reis
até
800,
de
panno
familiar,
e
meotes,
bonets
de
gorgurão
de
seda
e
de
casimira
de
todas as
qualidades,
de
'500
rs.
até
800
;
manias
de
seda
de to
dos
os
feitios.
Encarrega-se
de
fazer
qualquer obra
que
lhe
seja
encommendada,
e prompO*
fica-se
a
ficar
com
ella
quando
não
fique
á
vontade
do
freguez.
(583)
ALUGA-SE a
casa
apalaçada
con-
L
struida
de
novo, com
quintal
e
AX
í
-
ã
A
p
Oç
Oi
na rua
(ja
Ponte
n.°
38
C.
Para
tractar
no
n.° acima. (448)
BRAGA,
TYPOGRAPHIA LUSITANA--
1877.
Parte de Comércio do Minho (O)
