comerciominho_18081877_676.xml
- conteúdo
-
EDITOR
E
PROPRIETÁRIO JOSÉ
MARIA
DIAS DA COSTA, RUA
NOVA N.°
3
E.
aKTyww
wsp
5.° ANNO
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
Braga,
12 mezes
..............................
l$600
»
6
»
.
.....................
'
850
Correspondências
partic.
cada
linha
40
Annuncios
cada
linha
....................
20
Repetição
.........
10
PUBLICA-SE
ÁS
TERÇAS,
QUINTAS
E
SABBADOS.
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
2&000
1&050
3&600
Províncias,
12
mezes
.....................
»
6
»
.....................
»
sendo
duas
assignaturas
.
Brazil,
12
mezes,
moeda
forte.
.
3&600
Folha
avulso
................................
10
N.°
676
10
SK4.S.1-
18
ME
AOOSTO
DE
189
9
dever
submelter-me
absolulamente
á
von
tade
d
’
aquelle
a
quem
foram
dadas
as
chaves
do
reino
dos
céos,
e
que
é
o
in
terprete
da
vontade
de
Deus
sobre
a
terra.
Assim,
sem
outra
razão,
senão
a
da
obediência
rigorosamenle
devida
ao
Pontí
fice
de todas
as
Egrejas,
aceitei
o
encar
go
que
me
foi
confiado,
se
bem
que
não
acho
em
mim,
quando
me
considero, al
guma
das
virtudes
que
devem
estar
reu
nidas,
segundo
o
Apostolo,
no
Pastor
das
almas;
entreguei-me,
não
obstante,
com-
plelamente
a
esta
divina
bondade,
descan-
ço
nella,
e
(irmemente
espero
que
Aquelle
que
tem
poder
de
tirar o pobre
do
pó
e de
levantar
das
pedras
os
filhos
de
Abrahão,
se dignará,
pelas
minhas
preces,
conceder-me
esses
soccorros
por
meio
dos
quaes,
tomando
do
fundo
da
alma
a
fôrma
do
rebanho,
me
mostre
um
obreiro
sem
nota, tratando
com
rectidão
a
palavra
da
verdade.
E’
na
força,
não
medíocre,
que
me
dá
esta
esperança,
que
irei
até
vós
e
me
apresentarei
entre
vós
para
conhecer
o
meu
rebanho,
e, ao
exemplo
do
Bom
Pastor,
alimentar
as
minhas
ovelhas,
di-
rigil-as,
e
dar
até
por
ellas
a
minha
vida;
porque
não
tenho
em
mais
do
que
eu a
minha,
desde
que
eu
cumpra
meu
dever
e
o
ministério
da palavra
que recebi
do
Senhor
Jesus.
E
se
alguma
das
ovelhas
que
me
estão confiadas
(não
permuta
Deus esta desgraça)!
deixando
temeraria-
menle
este
redil,
se
affastar
para
o
campo,
expozer
se
á
ser
devorada
pelas
féras,
não
terei
receio
de
procural-a logo
até
que
a
encontre, e
depois
de
encontral-a pôi-a-
hei
com
muito
prazer
ás
costas
e
trans-
portal-a-hei
ao
redil; pois,
nada
póde
ser
mais
agradavel
do
que encontrar
a
ovelha
perdida.
Mas
se
eu devo
por
ser
collocado
nesta
cadeira,
illustrada
por tantos
homens
cheios
de
todas
as virtudes,
e
muitos
dos
quaes
foram
inscriplos
no
numero
dos
santos,
por
um
lado
gemer
não
podendo
ser
a
elles
comparados,
não
é para mim,
por
outro
lado, pequeno motivo
de
ale
gria
*èr
que
o
povo
chrislão
confiado
á
minha
guarda,
imitando
os
exemplos
de
seus predecessores
e
docil
aos
seus en
sinos,
permaneceu
constante
na
fé
e
rico
em
boas
obras.
Effeclivamenle,
desde
a
origem
da
Egreja,
repellindo
as
trévas
dus erros
e
abjurando
todas
as
supersti
ções
pagãs,
recebestes
a
luz
da
fé
e
fos
tes
instruídos
nos
preceitos
da
lei christã
por
8.
Bricio,
que o
proprio
Príncipe
dos
Apostolos
creára
vosso
Arcebispo.
Depois
delle
os
pastores
que
o
succederam,
tão
notáveis
por sua
doutrina
como
por
Sua
Santidade,
empregaram
todos
os
seus
cui
dados
em
cultivar
sempre
a
melhor
esta
vinha
já
tão
bem
e
tão
felizmenle
planta
da.
Convém lembrar,
neste
numero,
S.
Sabinõ,
que
recebeu
a
eorôa
do
marlyrio,
S.
Marcial
e
muitos
outros,
e
íinalmenle
Mallèo Barberini,
depois
Papa
com
o nome
de Urbano
VIII,
de cujos
grandes
be
nefícios
vos
recordais
com reconheci
mento.
Quanto
á vós,
dignos
em
tudo
da
so
licitude
de
lodos
estes
pastores,
conser
vastes
o deposito
da
fé
que
havíeis
rece
bido,
sempre
inteiro
e
inviolável,
no
meio
das agitações
civis
e
religiosas.
Isto
não
só
nos
tempos idos,
mas
principalmente
hoje,
quando
Leão
Xll
se
applica
com
tanto
cuidado
em
prover
esta
terra,
que
é
sua
palria,
de tudo
quanto
póde
favo
recer
a
educação da mocidade
dos
dous
sexos,
vossos
proprios
interesses e
vossa
salvação.
Como
pois
me
não
seria
permitlido
au
Damos
em
seguida
publicidade
a
um
documento
historico
de grande
valor,
e
mui
pouco
conhecido.
E
’ a
Carta Pastoral que, apos ser
pre-
conisado
arcebispo
de
Spoleto,
Pio
IX
dirigiu
ao
clero
e
povo
da
sua diocese.
Publicando-a,
o
excellenle
diário
ca-
tholicodo
Rio
de
Janeiro,
o«Apostolo>,
diz
que
este
documento
revela
os
dotes
su
blimes
de
que
era
dotado
aquelle
que
mais
tarde
devia
cingir a
thiara
e
patenteia os
thesouros
de
bondade
que se
encerram
no
seu paternal
coração.
Eis
a referida
pastoral:
Cart»
Pastoral
ao
clero
e
ao
povo
da
diocese de
Spoleto.
João
Maria
dos
Condes
Mastai
Ferrelli
Patrício de
Sinigaglia
e
d’
Ancona,
pela
graça
de
Deus e
da
Santa
Sé
Apostóli
ca
Arcebispo
de
Spoleto,
Prelado
domes
tico
de
Sua
Santidade
o
Papa
João
Xll
e assistente
ao
Tkrono
Pontifício.
Aos nossos
Veneráveis Irmãos
e
aos
nos
sos
caríssimos
Filhos
em
Jesus
Chrislo,
o
Cabido
dos Conegos,
os
curas
o
clero
secular
e regular,
os
grandes
e
o
povo
de nossa
diocese.
Paz
e
Saude
no
Senhor.
Talvez
que
para
vós,
Veneráveis
Ir
mãos,
e
mui
caros
Filhos
em
Nosso Se
nhor, mas
certissimamente
para
Nós,
nada
foi
tão
pouco
desejado
e
esperado,
do
que
a
nossa
promoção
ao governo
da Egreja
de Spoleto.
Quando
recebi
o
boldrié
da
milícia
ecclesiastica,
me
tinha
proposto
unicamente
a
ser
o
ultimo
e
o
mais pe
queno
na
casa
de
meu
Pai,
para
me
ap-
plicar
com
mais
liberdade
e com mais
utilidade,
na medida
de
minhas
forças,
não
só á
minha
salvação,
como
á
do
pro-
ximo.
Não
tinha sido
outro
o
meu
pen
samento, quando
fui
nomeado
Conego
da
insigne
Basílica
da
Santa
Virgem
Mãi
de
Deus,
in
via
lata,
senão
emprehender
instruir
com os
elementos
da
religião, di
rigir
os
pequenos,
os pobres
e
principal
mente
os orphãos.
Logo
depois
animado
pelas
exhortações
do
Eminentíssimo prín
cipe
Annibal
Cardeal
de
Genga,
então
Vigário do
Soberano
Poniiiice
na
cidade
de
Roma,
hoje
Papa com
o
nome
de
Leão
XII, não
hesitei
a
emprehender
uma
gran
de
e
dillicil
viagem,
e
percorrer
de
novo
terras
que
me
não eram
desconhecidas,
unicamente
para
d
’
ahi
por
diante
ganhar
para
Jesus
Chrislo
lodos
aquelles
que
eu
podesse.
Em
minha
volta
reassumindo
as
funcções
de Conego,
e
quando empregava
todos
os
meus
cuidados
na
educação
dos
meninos
pobres,
por
uma
singular
benevo
lencia
do
mesmo
Soberano Pontífice
fui
nomeado
superior
do
Hospício
Aposiolico
de
S.
Miguel,
na
margem
do
Tibre,
onde
são recolhidos e
sustentados
os
pobres,
os
meninos
e
os
velhos.
Nada
me foi
mais aprazível
e
agradavel
do
que
esta
funcção,
que abria
um
campo
ião
vasto
á
/caridade
christã.
Mas
no
momento
em
que
apreciava o prazer
e
quasi
nas
deli
cias
que
me
causava
a
abundancia
desta
paz,
o
mesmo
Soberano
Poniiiice
Leão
Xll
me
communicou
inesperadamente
que
me
havia
nomeado
Arcebispo
de
Spolelo.
Admirado,
confesso-o,
espantado,
mas
não
abatido,
escusei-me
com
a insuiliciencia
de
minhas
forças
em
todas
as
cousas,
e
não
desprezei
esforço
algum
para
alcan
çar,
se
fosse
possivel,
que renunciassem
a
tal
projcclo.
Vendo
porém
qne
tudo era
inútil, calei-me,
humilhei-me
e entendi
gurar
que
o
cargo
pastoral
me
ha
de
serl
mais
leve
e
mais
suave?
Tenho
toda
a
confiança
de
que
me
será
muito facil
poder-vos
manter
no
de
ver, de tal
fórma,
que
a
vara me
seja
inútil,
e
que
será
bastante,
segundo
o
aviso
do
Apostolo, advertir, conjurar,
re-
prehender
com
bondade
e
paciência;
de
veres
de
doçura e
mansidão
os
mais apro
priados
á
minha
natureza, e
que
eu
cumpri
rei da
melhor
vontade.
Devo
agora
exprimir
de
um
modo es
pecial
meus
sentimentos
paternaes
para
cada
classe
dos
meus
diocesanos
e
me
dirijo
primeiro
a vós,
veneráveis
Conegos
da
egreja
calhedral.
Sois
vós
o
senado
do
Bispo
e
seus
conselheiros; sois
vós
as
grandes
luminárias
collocadas
no
templo
do
Senhor;
sois
vós
que
levantais
vossas
mãos
no
sanctuario e
bemdizeis
o
Senhor
nos
psalmos,
nos
hymnos
e nos
cânticos
espirituaes.
Compete-vos
pois,
em
razão
de
vossa
doutrina
e
de
vossa
prudência,
assistir-me
com
vossos
conselhos
e
com
vossos
auxílios
nos
trabalhos
de
meu
cargo
pastoral;
a
vós compele resplande
cer
com
o
brilho
de
vossas
virtudes,
para
animação
dos
outros
no
serviço
de
Deus;
a
vós finalmente
compele
ser
vigilantes
entre
as
guardas
do
Senhor,
amando
sobre
tudo
a
belleza
da
casa
de
Deus,
evitando
cuidadosamente
as
dissenções,
que
não
produzem
bem
algum
e
são
origem
de
muitos males.
(Continua)
Como
ae
entende
u
liberdade
?
Vivemos n’uma epoca em
que
todo
o
mundo,
ao
mesmo
tempo
que
faz
gala
d
’
uma
liberdade
que não conhece,
sendo
escravo
de
caprichos
de personalidades
e
de
suas
próprias
paixões,
se
envergonha
de que o
denominem
religioso.
Dos
abusos
d
um
homem,
do
procedi
mento
indigno
d
’
algum
desgraçado
sacer
dote,
tiram
motivo
para
os
ataques,
met-
lendo
a
lodos
na
mesma
linha
de
conta,
sem
fazerem
as
excepções
devidas; por
que
em
todas
as
classes
da
sociedade
existem forçosamente
bons
e
maus.
Toda
a
instituição
ou
sociedade
hu
mana
composta
de
lidios de
Adão,
ha
de
dar
o
mesmo
resultado.
Não
ha
comrnu-
nidade
religiosa
que
não
tenha no
seio
algum
membro
apodrecido,
e
em
todas
hào
apparecido
defeitos,
que
em
nada
desconceituam
o instituto,
chamado
só
a
dar
varões,
santos
e
virtuosos
se
seguem
ao
pé
da
letra
as
constituições
e
regras
de
seus
gloriosos
fundadores.
O
odio
á
religião
faz que.se
julgue
com
tanta
crueldade
e
injustiça o sacer
dócio,
chegando
a
tal
grau
a perversidade
de
certos
corações,
quq^se
crèem
aucto-
risados
para
tratar
deslaçadamenle
qual
quer
clérigo,
insultando-o,
ou
enchendo-o
de opprobios em
plena
praça,
e
isto
só
pelo
facto
de
este vestir
uma
sotaina
e
pertencer
ao
clero calholico.
E
qual
a razão
d
’
este
procedimento?
Que especie
de
liberdade
e
essa que
auctorisa
o desrespeito e o insulto
ao
sacerdócio,
só
porque
muitos
ignorantes
crêein
incompatível
a
liberdade
com
a re
ligião?
Ponhamos
um
exemplo
afim
de ineituir
sermos
comprehendidos.
Porque
um
advogado é
infame
e
la
drão,
a mfamia
d
’
um
indivíduo
ha de
manchar
toda
a
classe?
Será
isto
suíii-
cienle motivo
para
insultar
lodos
os
advo
gados,
e
chamar-lhes
infames
e
ladrões
?
°
Porque
um
medico
mala
um enfermo,
supprimiremos
tonos
os
médicos
como
inúteis
á
sociedade?
Porque
uma
mulher
deshonra
o
thala-
mo
nupcial,
e
uífende
a
sua
honra
e
a
de
seu
esposo,
devemos
odiar
todas
as
mulheres, e
fazel-as
participantes
da
falta
d
’
uma
ou
d
’outra,
que
nada
é
em
com
paração
da
totalidade das
mulheres
l
Já
vêdes
que julgar
por
este
modo
re
velaria
extrema
ignorância,
o
cúmulo
da
injustiça,
e
o
excesso
da
barbaria.
Pois applicae-o agora ao sacerdócio
catholico.
Não
queremos
negar
que
n
’
elle
tenha
havido
seres
infames,
tirannos,
vi
ciosos
e
criminosos; porém
sereis
capazes
de
nos
indicar
uma classe
qualquer
da
sociedade,
onde se não
dê
o
mesmo?
Porque
um
sacerdote
falta
a
seus
de
veres,
atraiçoa
a
sua
causa
e
a
sua
con
sciência,
é rancoroso,
vingativo,
inte
resseiro,
falso e intrigante,
qualificaremos
igualmente
assim
todos
os
sacefdoles?
E
’
claro
que
se
não
póde
proceder
assim.
E
são
porventura
tão
maus,
tão
cruéis,
tão
tirannos
e tão
odiosos
todos
os
sa
cerdotes
que
mereçam
ser
tractados
por
um
modo
tão
indigno e
insolito,
faltando-
se
até
aos
deveres da
delicadeza
e
da
decencia
?
Interrogae
a
vossa
consciência,
e
ella
vos
responderá.
Se
nos
despojarmos
d’esse
espirito
de
animosidade,
d
’
essa
prevenção
infundada,
d
’esse
odio
que
existe
a
tudo
o
que
seja
inberenle
a
Religião, seremos
mais
justos
e
consequentes
com
os
princípios
da
ver
dadeira
liberdade
que
nos
ensina
a
res
peitar
os
direitos
de
todos
os
cidadãos,
para
que
respectivamente
lambem sejamos
respeitados.
A
missão
do
sacerdócio
catholico
no
mundo
é
benefica,
grande
e
gloriosa.
Quem
nos
deu
a
civilisação,
cultivou
as-
sciencias
e
as
artes,
deu
impulso
á
agricultura
e verificou
uma
transformação
completa
no
mundo?
Quem
prehou
em
todos
os
tempos
com
os
tirannos
e oppressores
dos
povos;
quem
destruiu
o
poder
dos
barbaros
con
quistadores;
quem
suavisou
as
leis,
e
ensinou
os
verdadeiros
princípios
da li
berdade
bem
comprehendiua
do
solido
pro
gresso, da
igualdade
ante
as
leis
divinas,
e
da
fraternidade
que
faz
amar
lodos
os
homens ?
Indagae,
que
vereis
que
foi
o
sacer
dócio
calholico.
Nos
grandes
inventos,
nos
movimen
tos
scientiiicos,
políticos,
sociaes
e
reli
giosos, ahi
encontrareis
sempre
o
sacer
dócio
calholico.
Procurae
a
origem
das
bibliothecas
e
das universidades,
as escolas e
os
pala-
cios;
os
templos
e
os
hospilaes,
as
casas
d
’
asylo
e
d
’exposlos,
e
em
todas
achareis
ainda
como auctor o
sacerdócio
calholico.
Qne
de
sacrifícios
immensos,
de
sa
cerdotes
verdadeiramenle
evangélicos,
se
não
leem
oílerecido
em
holocausto
pelo
bem geral
da sociedade?
Comparae
o
bem
e
o
mal
do
sacerdó
cio
calholico;
pesae
n
’
uma balça um e
outro;
exjmioae
depois
as
causas
do
mal,
e
vereis
que
se
é
verdade que
ha
abusos,
d
’
elles não
tem
a
culpa
—
nem a religião,
nem
o
clero..
De
tudo
o
que se
abusa
provém
o
mal,
por
melhor
que seja
o
objeclo
de
que
se
abusa. Permilti-nos
que
sejamos
tão
rudimentares
em
expor
as
nossas
rasões,
e
ainda
que
11
’
ellas
descubraes
vulgarida
de,
tende
a
paciência
de
nos ouvir,
0
que
nào
vos
ficará
pesado
quando
vejaes
para
onde
vamos, e
aonde
remornaremos
de-
*
pois.
O
que
ha
melhor
do que
0
alimento
que dá
ao homem
a conservação,
0
vigor,
e
a
saude?
Pois
bem;
abusae
d
’
esse
alimento,
e
vereis
as
consequências;
comei
todo
o
que
encontrardes,
e se o
fiserdes
em
excesso
tereis
a
morte;
entregai-vos
á
glo-
toneria.
e uma
indisgeslão
vos
levará ao
sepulcro,
ou vos
toruareis
inúteis
para
o
trabalho.
Se
beberdes
o
necessário,
achar-vos-
heis
bem;
se
vos
excederdes,
sereis
vi-
ctima
da
embriaguez,
perdereis o
senso
commum,
e
sereis
a
irrisão
de
todo
o
mundo.
Ha nada melhor
do que
o descanço
do
somno,
em
que
o
homem
refaz
as
suas
forças?
Pois
abusae
d
’elle;
dormi
todo
o
dia,
e
o somno vos
tornará
aborrecidos,
en
fermiços
e
estúpidos,
ceirando-vos
a
intel
ligencia.
O
abuso
é
um
mal.
Se
vós
vos
quei-
xaes
<J
’
alguns
sacerdotes,
que
abusam
do
seu
caracter
e do
seu
prestigio,
assim
como
da
religião;
—
não
deverão
outros
queixarem-se
de
que vós
abusaes também
da
liberdade
com
prejuiso dos
vossos
concidadãos,
e
vos
converteis
em
injus
tos
e
tirannos
esquecendo
os
vossos
de
veres
?
(Conltnúa')
GAZETILHA
Festa
da
IniniHculada
Coneeiçsio
no
monte
Sasneiro,
suburbios
de
Braga.
A
commissão
da
obra
do
Monumento
da Virgem
Immaculada
na
sua
Conceição,
cujo
Myslerio
foi
definido
como
Dogma
de
Fé
em 8
de
Dezembro de
1854; de
sejando
despertar
no
coração
de
todos
os
fieis
os
mais
vivos
sentimentos
de
devo
ção
e
piedade
para
com
a
Sandíssima
Virgem,
têm
a
honra
de
annunciar
que
no
dia 26,
ultimo
domingo
do
corrente
Agosto
tem
de
celebrar-se
solemnemente
a
festa
da
Immaculada
Conceição
do
monte
Sameiro.
O nosso
SS.
Padre
Pio
IX,
o
Grande,
dignou-se
abrir
em
favor
da
obra
do Mo
numento
o
Thesouro
da
Egreja;
e,
além
d
’
oulras
graças,
concedeu Indulgência
ple
nária
a
todos
os
fieis
que
bem
confessa
dos
e
commungados,
visitarem devota
mente,
desde
as primeiras
vesperas
de
sabbado
até
o
pôr do
sol do
ultimo
do
mingo
d
’
Agosto,
o Templo
do
Real
San-
ctuario
do
Bom
Jesus
do
Monte
e
a
Sa
grada Imagem
de Maria
SS.
no
Monte
Sa
meiro,
orando
segundo as
intenções
de
signadas
por
Sua
Santidade.
Para
facilitar
aos
fiei
a
consecução
d
’
esta preciosa graça
se
fará no
mesmo
Templo
pelas 7
horas
e
meia
da manhã
do
domingo
uma
visita
publica
e
solem
ne,
e
logo
seguirá
uma
procissão
de
pre
ces,
ou
clamor,
para
o
Monumento,
onde
se
fará
a
visita
e
se
cantarão
as Ladai
nhas
Lauretanas,
terminando
com
o
ser
mão.
Depois
das
10
horas
e
meia
se
cantará na Egreja
do
Bom
Jesus
uma
missa
solemne
com
exposição
do
Sanctis-
simo
Sacramento.
Exereieios
espiritíiaea.
—
Come
çam
no
dia
27
no
convento
de Tibães
os
exercícios
espirituaes
para
o
clero.
Convenientemente
auctorisados
para
es
te
fim
os
direclores
admittem
todos
os
ecclesiaslicos
que desejarem tomar
parle
nos
mesmos
exercícios,
prevenindo
com
sufliciente
anlicipação
o encarregado dos
trabalhos
e
expediente
o
snr.
padre
Joa
quim
Fernandes
Lopes,
de
S.
Paio
de
Merelim.
A
secca
no
Ceará.
—
Da
cidade
da
Fortaleza
(Brazil)
foi-nos
enviada
a
se
guinte
carta:
Snr.
redaclor
do nCommercio
do
Minho».
Já
não
é
desconhecida a
v.
a
misérri
ma
crise
por
que
está passando
a
nossa
desditosa
província
do
Ceará,
ílagellada
pela
secca.
Centenares
e
milhares
de pobres
infe
lizes
tem passado alternativamente
por
todos
os
rigores
da
miséria,
e
alguns ha
que
já
succumbiram
á
fome!
Para
adoçar
soffrimenlos
tão
atrozes
e
remediar,
quanto fôr
possivel
á
dolorosa
calamidade,
o
Partido
Catholico
d’
esla
Ca
pital
em
sessão
magna
de
20
de
junho
nos
elegeu
em
commissão
para
implorar
de
v.
a
caridade
de abrir pelo
seu
presti
gioso
jornal
uma
subscripção
em favor
de
nossos
desgraçados
irmãos.
A
imprensa
que*
tem
prestado
tantos
e tão
valiosos
serviços
á
causa
da
huma
nidade
póde
também
prestar
este,
o pri
meiro
de certo
e
o
mais
importante
de
todos.
A
’
fructa
mal
sasonada,
que
se
im
pinge
impunemente no
nosso
mercado,
accresce
agora
um
verdadeiro
flagello.
E
’
o
bacalhau
tolalmente
podre
que
se
vende
por essas
lojas,
—
abuso,
crime que
está
pedindo
immediatas
providencias.
N
’
outras
terras,
tidas
em conta
de
me
nos civilisadas,
já
as
aulhoridades
tem
a
este
respeito
cumprido o
seu
dever;
mas
na terceira
cidade
do
reino
tolera-se
tudo
I
Pedimos, porem, muito
respeilosamente
que
nos
altendam,
—
e que
providen-
ceiem
sem
perda
de
tempo,
como
o
caso
exige.
Atravez
d
’Africa.
—
Distribuiu-se
o
fascículo n.°
2
d
’
esta
interessantíssima
obra
de
Cameron,
oplimamente
tradusida
pelo snr.
Francisco
de
Lencastre.
Esta
publicação
formará, como
já
dis
semos,
dois
volumes,
com
152
gravuras
e um mappa
da
África com
o
itinerário
do
viajante.
A
correspondência
deve
ser
dirigida
ao
traductor, Largo
de
S.
Martinho,
10,
2.”
andar,
Lisboa.
Kliccionario
de
Geographia
Uni
versal.
—
Recebemos
os
fascículos 29
e
30
d’
este
magnifico
diccionario.
Corre
de
paginas
449
a 480.
E
’
occioso
o recommendar
ainda
esta
publicação,
depois
do que
a
cérca
d
’
ella
leem
dicto
nacionaes e
estrangeiros.
Basta
diser-se
que
ê
inexcedivel
em
minuciosidade
e
exactidão.
A
correspondência
deve
ser
dirigida
á
Administração
da
Empresa
Horas
Român
ticas,
—
rua
da
Atalaya,
42, 1.®
Mulher
desappareeida.
—
Na ter
ça-feira
passada
desappareceu
de
sua casa,
na
freguesia
de
Sequeira,
Anna Marques,
de 28
a
29
annos, mulher
de
Antonio
Gonçalves
da
Silva,
jornaleiro.
Não
obstante
as
diligencias
que se
tem
feito, ainda
não
foi possivel
saber
do
seu
destino
Pede-se
ás aulhoridades
e
aos
paro-
chos,
que
pelos
meios
ao
seu
alcance
chegera
a ter
conhecimento
do
logar
onde
existe
aquella
mulher,
que
o communiquem
ao
referido
Antonio
Gonçalves
da
Silva
Conselho
de
districto.—
Entre
as
resoluções
tomadas
em
sessão
d’ante-hon-
tem
pelo
conselho
de
districto,
menciona
remos
as
seguintes:
Foi
de
parecer
que
estavam
nos
ler
mos de ser
approvados
os
orçamentos
das
seguintes corporações
relativos
ao
anno
de
1877-78:
No
concelho
de
Barcellos,
da
SS.
Trin
dade,
da
freguesia
de
Lijó;
N.
Senhora
da Ponte,
de Barcellinhos.-No
concelho
d
’
Espozende,
das Almas,
das
freguesias
d
’Apulia, Forjães, Gunezes
e
Fão.
—
No
concelho
de
Guimarães,
das Almas,
da
freguesia
de
Fermentões;
N. Senhora
do
Rosário,
da
freguezia
de
S.
Pedro de
Azurara.
—
No
concelho
de
Braga,
do Bom
Jesus
do
Monte,
da freguesia de
Tenões,
e
S.
Braz,
da
freguesia
de
S.
Pedro
de
Merelim.
Foi
de
parecer
que
estava
nos casos
de
ser
atlendida
a
representação
da
ca
mara
de
Barcellos
pedindo authorisação
para
a
creação d
’
um
logar
de
facultativo,
com
o ordenado
de
200$000
reis.
Casumento.
—
Dizem-nos
que o snr.
Eduardo
Leite
de
Magalhães,
do
Porto,
pedira
em casamento
a
exc.
ma snr.
a
D.
Angélica
Rosa
Raio,
d
’esta
cidade.
Pesea.—
Dizem de
Caminha
que
este
anno
foram
pescadas
no
rio
Minho
30.288
sáveis,
146
salmões
e
76
lampreias,
pro-
dusindo
cérca
de
12:000^000
reis.
Almanak
brazileiro.
—
Um dos
il-
lustradissimos
redactores
do
«Apóstolo»,
do Rio de
Janeiro,
o snr.
dr.
Antonio
Manoel
do
Reis
brindou-nos
com
um
ex
emplar
do
seu
Almanak
Brazileiro
para
1878.
Destinado
a
propagar
os
bons
princí
pios religiosos
e
sociaes, é
este
livro
o
mais proveitoso
que
no
seu
genero
conhe
cemos.
Todos
os
artigos,
que
constituem
a
parte
litleraria
d
’
este
almanak,
são
esco
lhidos
com
alevantado
critério,
e
realisatn
o
duplo fim
do auctor
—o
ulil e
o
agra-
davel.
Entre
a infinidade
de
almanaks
que
annualmenle
inundam
o
nosso
paiz,
leem
maior
extração
o
de
Lembranças
e
o
das
Senhoras.
Aquelleé
realmente
digno
de
ser
lido;
o
último
terá
muito
merecimento
para
quem
gostar de
aguarelas
litterarias,
ou
de
torrões
de
assucar
embrulhados
em
costaneira
rendilhada.
Na
nossa
opinião
diríamos
com o
grande
Vieira:
é
livro
que
uma vez lido
não
tem
mais
que
ler.
O
Almanak
do
snr.
dr.
Antonio
Ma
E
nesta
firme
confiança
nos
dirigindo
a
v.
e
aos
seus
benemeritos
patrícios,
hypothecamos
desde
já
a
nossa
gratidão
pelo bom
desempenho
que
v.
ha
de
dar
á
philanlropica commissão
de
que
se
vae
encarregar
a
nosso
pedido, e
nos
confes
samos
ser
em
verdade
De
v.
etc
Fortaleza
12
de
julho
de
1877.
O
presidente,
José
Nicolan
Affonseca
Maia.
O
secretario, José Joaquim
Telia
Marrocos.
Padre
João
Augusto
da
Frota.
Padre
dr. Ananias
C.
Amaral.
Bacharel formado, Thiofilo
Rufino
B.
Me
nezes.
Na
redacção
do
nCommercio do
Minho»
fica
aberta
uma
subscripção
para
soccorrer
os infelizes
habitantes
do
Ceará,
a
braços
com
o
horroroso
flagello
da
fome.
Estamos
certos
que
as
almas
caridosas
não desattenderão o
nosso
appello;
porisso
lhes
pedimos
que
nos enviem
quaesquer
esmollas
em auxilio
d’
aquelles
nossos
des
venturados
irmãos,
as
quaes
serão
remetli-
das
á
commissão organisada
para
esse
fim
na
cidade
da
Fortaleza.
Festa
«ias
liòres
no
Botn
Je
sus do Monte.
—
Terá logar
ámanhã
esta
explendida festa,
havendo
arraial
e fogo
d
’
artificio
hoje á
noite.
Ha corridas
extraordinárias,
e
no
fim
do
logo carros
para
a
cidade
Preço
dos
carros
depois
do
fogo,
200
reis
cada
passageiro.
Maia
festividades.
—
Festeja-se
tam
bém
ámanhã.
na
paroclnal
egreja
de
S.
Thiago
da
Cividade,
a
Imagem
de Sanl
’
-
Anna,
havendo
de
manhã
missa
solemne
a
instrumental,
Exposição
do
SS.,
e
de
tarde
sermão.
E
’
orador
o
revd."
dr.
Constantino
Ferreira
d
’
Almeida.
A
festividade
é feita a
expensas
dal
guns
devotos
da
freguezia.
—
Em
Guadelupe
ha a
festa
de
N.
Se
nhora
da
Piedade.
s.
Miguel.—
D
’
uma
carta
que
um
cavalheiro
d
’
esta
ilha
nos
escreve
transcre
vemos
o
seguinte:
«Isto
por
aqui
tem
melhorado
um pou
co.
O
trigo
que eslava
a
l$150
acha-se
a
840
reis:
a
batata,
que
se
vendia
por
1^500
os
15
kilos,
está
agora
a
400
e
480.
Conserva
ainda
o
preço
de
720
reis
o
milho,—
preço
que
conservará
por
al
gum
tempo
em
quanto não
o
houver
no
vo:—
o
que estamos
comendo
é
velho, vin
do
de
Lisboa,
e
mais
proprio
para
irra-
cionaes.
No
dia
4
do corrente
chegou
o pa
quete
«Luzo»,
trazendo
a
bórdo
o conde
de
Silvã,
o
snr.
Francisco
de
Mello
Ma
noel
da
Camara,
que tinha
saido d
’
este
aorto,—
no
dia
7 de
julho
ultimo
com
destino
a
Lisboa,
—
em
uma
chalupinha
que
apenas
media 6
metros
de
compri
mento.
Logo
que
foi
avistado
o
paquete,
oram
alguns
barcos
esperar
s.
exc.a
e
unlamente
uma
banda
de musica,
que
tocou
um
hymno
expressamente
composto
para
esperar
o
intrépido
navegador.
Ao
desembarque
queimaram-se
muitos
foguetes,
e
houve
grande
enthusiasmo.
A
recepção
foi
digna
de
s.
exc.
a
».
.Xovena.
—
Começa
ámanhã
a
novena
de Santo
Agostinho,
no
templo
do Populo.
Fallecimento
—
Depois
das
11
horas
da noite
de quarta-feira
falleceu,
quasi
repentinamente,
o
snr.
Manoel
José d’
01i-
veira,
alfaiate
da Casa
Beal,
o
primeiro
artista
na
sua
especialidade,
em
Braga,
com
loja
de
alfaiate,
e
estabelecimento
de
pannos
no campo
de
SanCAnna.
O
seu
çadaver
foi
ante-honlem
á
noite
conduzido para
o
templo
de
Santa
Cruz,
onde honlem houve oíficios fúnebres antes
de
ser
dado
á sepultura
no
cemiterio
pu
blico.
O
finado,
que
deixa
numerosa
familia,
contava
52
auuos,
e
era
geralmente
es
timado
com
excellente artista
e
optimo
cavalheiro.
EI
Eco
de America.—
Recebemos
pelo
paquete
alguns
n.
Os
d
’este
bello jor
nal,
que
se
publica
em
Buenos-Ayres,
e
que,
com
os interesses
da
America,
ad
voga valentemente
os
bons
princípios
reli
giosos
e
sociaes.
^Felicitamos
o
collega,
cuja
visita
apre
ciamos
devidamenle,
e
aceitamos
com
sum-
ma honra
o
oíferecimento
da
troca.
E
’
d
’este
jornal
o
artigo
que
com
o
titulo
«Como
se entende
a
liberdade» hoje
principiamos
a pôr em
vulgar.
Bacalhau
em
putrefiteção.
—
Pe
dimos
ás
aulhoridades
que
empreguem
al
gum zêlo
a
favor
da
saude
dos
miseros
mortaes
bracarenses.
noel
dos
Reis
excede,
a
nosso
ver,
o
pri
meiro,
e
não
pode
descer
a
comparar-se
ao
segundo.
Ignoramos se
elle
está
á
venda
nas
nossas
livrarias:
no
entretanto recommen-
damol-o
com
um
livro
excellente.
Resta-nos
agradecer
ao snr. dr.
Reis
a
delicadesa
do
oíferecimento.
CManento
de
Senhor 3.
Mi
guel
de
Bragnuça.
—
Segundo
escreve
um
correspondente
de
Lisboa o
casamento
do
Senhor
D.
Miguel
de
Bragança
com
a
princeza
D.
Maria
Izabel de Thurn
e
Taxis
realisar-se-ha no
dia
15
de outubro
pro
ximo,
em
Ratisbonna.
Csneurao.
—
Está
aberto
o
concurso
para
o
provimento
das
seguintes
egrejas
parochiaes:
Bravães (Salvador),
concelho
da
Ponte
da Barca,
diocese
de Braga.
Cadafaz
(Nossa
Senhora
das Neves),
concelho
de
Goes,
diocese
de Coimbra.
Cuide
(S.
Mamede),
concelho
de
Villa
Verde,
diocese
de
Braga.
Ferreira
a
Nova
(Santa
Eulalia)
concelho
de
Figueira
da Foz.
Lisboa
(S.
João
da Praça), bairro
orie-
tal,
diocese
de
Lisboa.
Pussos
(Santo
Estevão),
concelho
de
Alvaiazere,
diocese
de Coimbra.
Ruivos
(Santa
Eulalia),
concelho
da
Ponte
da
Barca.
diocese
de
Braga.
Naufrágio.
—
Um
despacho
de
Pana
má,
em
2,
noticia
que
naufragou
em
15
de julho
70
milhas ao sul
de
Valparaiso,
o
vapor
«Elena».
Cré-se
que
morreram
100 pessoas
entre
tripulação
e
passagei
ros.
Guerra
do
Oriente.—
Os
últimos
telegrammas
relativos
á
guerra
do
Oriente,
são
os
que
seguem:
Londres
15
—
O «Daily-News»
diz
que
a
Allemanha
dirigiu
á
Porta
mui
sérias
re
presentações
ácerca
do
massacre
dos chris
lãos,
intimando-lhe
a absoluta
necessidade
de
manter o
seu
exercito
em
rigorosa
disciplina.
Suleyman-Pachá
occupou
um
desfiladeiro
dos
Balkans.
Os
russos
forti
ficam
Tchipka.
Osman
acerca-se de Tir-
nova.
Tem
havido
algumas
escaramuças
desfavoráveis
aos russos.
Londres
14
—
Foi encerrado
o parla
mento.
O discurso
real
de
encerramento
diz
que
a
Inglaterra
empregará
os
maio
res
esforços
quando
se
apresente
occasião
favoravel
para
o
restabelecimento
da paz
sob
condições compatíveis
com
a
honra
dos belligeranles,
segurança
geral
e
bem
estar
das
outras
nações.
E
acrescenta:
se,
durante
a lucta,
forem atacados ou
postos
em
perigo os
direitos
do
meu
império,
contarei
confiadamente
com a
vossa
ajuda
para
os
revindicar
e
mantel-os
Londres
16
—
O
«Times»
insere
um
te-
legramma
de Berlim
annunciando
que
se
tem
procedido
a
varias
prisões
na
Salicia
por
causa
dos
alistamentos
de
polacos
para
o
serviço
da
Turquia.
O
centro
do
exercito
russo
na
Asia
começou
a
oflensiva.
A
Servia
fórma
batalhões
para a guerra.
Vienna
16
—
Suleyman-Pachá
avança
em
direcção
de
Jejana.
Osman-Pachá
marcha
sobre
Gabrova.
Invernos
pagtados,
—
O
inverno
de
1876 —1877
causou
admiração
a
muita
gente, pela
ausência
quasi
completa
do
frio,
e
também
por
vários
phenomenos
que
foram
observados.
Comtudo
se
lan
çarmos um rápido
volver de
olhos
para
a
historia
meteorologica,
vemos
em differen-
les
épocas
eguaes
phenomenos
que
talvez
tenham
algum
interesse
em
serem
recor
dados.
No
anno
de
1172
o
inverno
foi
tão
ameno
que
as
arvores
estavam
explendi-
das
de
folhagem
nos
primeiros dias
de
fe
vereiro,
cantando
os
passaros alegremente
em
seus
ninhos.
Em
1280,
não
se
sentiu o
inverno;
sendo
tão
doce
a
temperatura, que no
dia
de
Natal,
>as
donzellas
da
cidade
de
Colonia,
tiveram
violetas
e
centauras para
as
suas
corôas.
Em
1412
as
arvores
floriam
em
mar
ço.
N'esse mesmo
mez,
houve
serejas
maduras
e
as
uvas
appareceram
em
prin
cípios
do
mez de junho.
Em
1572
as
arvores
vestiram-se
em
janeiro,
os
passaros
procuravam
fazer seus
ninhos,
como
em
1172.
Em
1585
repetiu-se
o
mesmo
facto
lendo a accrescentar,
que
o
trigo
já
tinha
espigas
pela
Paschoa.
Em
1607,
1617
e
1650 não
houve
em
França
gelo nem neves. Em
fim
em
1662,
mesmo
no
norte
da
Allemanha,
as
arvo
res
floriam
em
fevereiro.
Podem-se
citar
também
como
ameníssimos
os
invernos
de
1807
e de
1846.
Veremos
que
tal
será
o
proximo
in-
verno,
escreve
a
«Revolução
de
Setem
bro».
Objeotos
que
figuraram
na ex
posição
«Io Vatieano
na
seeção
brasileira.
—
Lêmos
no
«Apostolo»,
do
Rio
de
Janeiro:
1
rica
custodia
de
bronze
dourado
de
rico
lavor.
1
Casula
carmesim
bordada
a
fino
ouro.
4
Grandes
quadros
de
rica
moldura
representando
as
vistas
da
cidade
do
Rio
de
Janeiro.
1
Album
ricamente
encadernado,
con
tendo
34
vistas
dos
princípios
monumentos
do
Rio
de
Janeiro,
e seus aprazíveis
ar
rabaldes.
1
Caixinha
contendo
um rosário
de
contas
de
ouro,
completo.
1
Dita contendo
um terço
de
contas
de
ouro.
1
Dita
contendo
uma
espeie
de
quarte-
zita
aurifeira.
1
Dita contendo
uma caneta
de folhas
de
prata,
uma
espalda
de madrepérola e
prata,
e
um
sinete
de
prata.
1
Caixinha
contendo
moedas
de
ouro,
prata,
cobre
e
nikel
que
actualmente
giram
no
commercio
do Brazil.
1
Caixinha
contendo
um
broche
e
brin
cos
de
preciosos
inseclos
guarnecidos
de
ouro.
1
Quadro
ccm
uma
linda colleção
de
borboletas.
1
Dito
contendo
rica
palma
de
ílôres
de
pennas
naturaes.
1
Almofada
de
velludo
encarnado
borda
do
a
fino
ouro.
1
Atlas
do
Império
do Brazil
do
sena
dor
Cândido
Mendes.
8
Ricos trabalhos
de agulha
em
linho
e
cambraia
oíferecidos
por
uma
farnilia
de
vota.
1
Rico
trabalho
do
mesmo genero
tra
zido
de
Paraguay.
1
Boceta
de
ouro
circumdada
de
tinas
pérolas.
Vários
objectos
de
madeira
violela
do
Brazil.
1
Volume
do
periódico
intitulado a
Ca
ridade.
1
Dito
das
Orações
fúnebres
do
Conego
Fonseca
Lima.
A
b
arvores
cie
Paríx.
—
As
primei
ras
arvores
plantadas
na
ruas
e
praças
de
Pariz
foram-no
por
de
F.
Miron,
admi
nistrador
das
obras
publicas
no reinado
de
Henrique
IV;
Miron
começou
fazendo
plantar
uma
extensão
de
6,000
pés,
e
pagando
de
seu
bolso
um
terço
da
des-
peza.
Actualmente
Pariz
possue plantadas
nos
Boulevards
exteriores
11,411
arvores,
nos
Boulevards interiors
91,137,
nos
cáes
4,706,
nas
avenidas
6,872,
nas
praças
3,659,
nas
ruas
1,864,
nos
Campos
Ely-
seos
9,533,
na
Explanadas
dos
Inválidos
2,040,
ao
redor
dos
matadouros
1,510,
junto
dos
Celeiros
994,
nos
Ceinilerios
3,826,
nos
jardins
das
escolas
publicas
1,130.
O
h
PapiiH
de vida
mais
longa.
—
A
proposilo
da idade
do
actual
Pontífi
ce
Pio IX que
no
dia
13
de
Maio,
com
pletou
85
annos,
tendo
nascido
em
1792,
diz
o «Tablet»
que vinte
Pontífices
attin-
giram
ou
passaram
a
idade
actual
de
Pio
IX.
Entre
aquelles que
passaram
a idade
de
86,
acham-se
Gregorio
IX, que
em
1241 morreu com
quasi
100
annos
de
idade,
depois
de
um
reinado
de
14
an
nos,
e
João
XXII,
que
morreu
em
1334,
com
a
idade
de
90
annos,
tendo
reinado
18.
Celestino
II,
lambem
chegou
a viver
92
annos.
E’
costume
lembrar
a
cada
Pontífice
na
occasião
de sua eleição,
que não al-
lingirá
aos
25
annos
de
Pedro—
Non
vi-
debis
annos
Pelri
—
e
na
verdade
entre
os
259
Papas
que
têm
reinado
sómente
8
têm
tido
pontificados
além
de
20
annos.
E
’
notável
que
os
Papas
que
tem
reina-
lo
por
mais
tempo
antes
de
Pio
IX,
são:
Dio
VI,
e Pio VII,
o
primeiro
24
annos,
e
o
segundo 23.
Nova
macliina de
guerra.—
Aca
ta
de
se
inventar
uma
nova
metralhado
ra,
a
qual já
foi
apresentada
á
inspecção
do
ministério
da
guerra
em
Londres.
Tem
40
canos
de
carabina
em
um
unico
cy-
lindro;
pódem
todos
ser
carregados,
dis
parados
e
limpos
simultaneamente, e
func
ionar
com
tanta rapidez
que
fazem 800
tiros por
minuto.
0s
inventores
calcularam,
que,
se
um
exercito
de
10:000
homens
estivesse
mu
nido
de
1:666
d
’
estas machinas,
poderiam
■azer
I
332
300
ijros
p
Or
minuto,
emquanto
l
Ue
loo
m
j]
homens
armados
com
cara
binas
não fariam
mais
de
que
1.200:000.
.
m
,°do
10.000
homens
armados
com
•bb6
d
’
aquellas
machinas
equivaleriam
a
100
mil
munidos,
cada
um,
com uma
carabina.
A
metralhadora
está
montada
sobre
rodas,
e
a
sua
coberta
d
’
aço
é
á
prova
de
tiro
do fusil.
No
caso
de
retirada
poderá
fazer
800 tiros
por
minuto,
sem
interrom
per
a
sua
marcha.
Pensamentos
eatholieos.
—
Conti
nuamos
a publicar
os pensamentos calholicos
do
virtuoso
cura
d
’Ars.
XV
—
O
sacerdote não
poderá
compre-
hender
a grandeza
do
seu
oílicio
senão
quando
chegar
ao
ceu.
Se
a
comprehen-
desse
cá na terra de
certo
morreria,
não
de
temor,
mas
de
amor.
XVI
—
Se
eu
encontrasse
um sacerdote
e
um amigo,
saudaria
0
sacerdote
antes
do
amigo.
Este
ultimo
é 0
amigo
de
Deus, mas
0
sacerdote
é
0
seu
represen
tante.
XVII—
O
sacerdócio
é
0
amor
do
cora
ção
de
Jesus.
Quando
olhardes
para
um
sacerdote,
pensae
em
Nosso
Senhor
Jesus
Christo.
XVIII
—
O
peccado
é
0
algoz
do
bom
Deus,
e
0
assassínio
da
alma.
XIX
—
Quando
nos
confessamos,
esta
mos
demasiadamente
preoccupados
com a
vergonha
que
experimentamos. Eis
por
que
nos
accusamos
a
vapor.
Dizem
que
muitos
se
confessam,
mas poucos se con-
veiltem. Ah!
meus
filhos!
Receio
que
as
sim
seja,
porque
pouco
se
confessam
com
verdadeiras lagrimas
de
arrependi
mento.
XX
—
Bom
seria se
os
peccadores
quan
do
estivessem
para
peccar,
pudessem
como
S.
Pedro
encontrar
0
Senhor
que
lhes
dissesse.
«Vou para onde
ides,
afim
de
ahi
ser
de
novo
crucificado».
Isto
talvez
os fizesse
recuar.
XXL
—
Não
ha neccessidade
de provar
a
existência
do
inferno.
Nosso Salvador
nos
falia
n
’
elle
quando
refere
a historia
do mau
ricaço
que
exclama:
—Lazaro !
La
zaro!
Sabemos
que
ha
um
inferno,
mas
vivemos
como
se
tal
cousa
não
existisse;
e
vendemos
as
nossas
almas
por
umas
miseráveis
moedas.
XXII
—
Ha
infelizes
que
offendem 0 bem
Deus
a
cada
instante;
seus
corações
são
formigueiros
de
peccados
e
uma
massa
de
podridão.
XXIII
—
Se os
peccadores
pensassem
na
eternidade—
n
’
esse
terrível
—
para
sem
pre! seriam
convertidos
immediatamente.
Caim
está
no
inferno
ha
perto
de
seis
mil
annos,
e
apenas
está
entrando
agora.
XXIV
—
O
orgulho
é 0
maldito
peccado
que expelliu
os
anjos
do
Paraizo
e
os
precipitou
no
inferno.
Esse peccado
come
çou
com
0
mundo.
XXV—
Não
podemos
comprehender
a
bondade
de
Deus
em
instituir este
grande
sacramento da PenitenciS.
Se tivéssemos
de
pedir-lhe
um
favor,
de
certo
nunca
leríamos
pedido
um
semelhante.
Mas
elle
prévio
a
nossa fragilidade e
inconstância,
e
0
seu
amor
para
comnosco
fez
com
que
nos
désse
aquillo
que
jámais
teríamos
ousado
pedir.
XXVI
—
Vêde
uma
casa que
tem
estado
ha
muito
tempo suja
e
desprezada.
E
’
inútil
varrel-a
sómente;
ficará sempre
um
máo
cheiro.
Assim
é
com
a
alma
depois
da
Confissão;
para
se purificar necessita
lavar-
se
nas
[aguas
da conlricção.
XXVII
—Ha
dous
modos
de
soffrer
—
com
amor
e
sem
amor...
Dizeis
que
é
duro
e
diflicil
?
Não;
0
soffrer
é
facil,
consolador
e
doce;
é
a própria
felicidade,
emfim.
Cumpre,
porem,
que
amemos
em
quanto
soffremos,
e
sofframos
emquanto
amamos.
SECÇÃO
DE
COMMUIICADOS
Snr.
José
Maria
Dias
da
Cosia.
Editor
e
proprietário
do
«Commer
cio
do
Minhot.
Braga
17
de
Agosto
de
1877.
Tendo
ultimamente
sabido
que
fôra
publicada
no
seu
muito lido jornal a carta
que
0
ex.
in
°
snr.
dr.
Domingos
Moreira
Guimarães
me
dirigiu,
rogo
a
v.
0
favor
de
iguahnente dar publicidade
á
resposta
que
enviei
ao
mesmo
snr.
Não
fiz
mais
cedo
a
v.
este
pedido,
porque,
em virtude
da minha ausência,
só
hoje
tive
conhecimento
d
’
aquella
pu
blicação.
De
v.
etc.
João
Antonio
da
Silva
Pereira.
Ex.mo
snr.
dr.
Domingos
Moreira
Guimarães.
Braga
9
de
Agosto
de
1877.
Em
resposta
á
carta
de
v.
exc.
a
de
8
d
’
este
mez,
cumpre-ine
declarar
a
v.
exc.a que
a
redacção
do
«Jornal
do Mi
nho»
está
confiada
a
pessoas,
que não
costumam
declinar
a
responsabilidade
dos
seus
escriptos
e
que
tem
a
faculdade
de
apreciar,
como
em
suas
consciências
en
tendem,
os
actos
da vida
publica.
Eu
nenhuma
intervenção
tenho
nos
escriptos
d
’este
jornal,
de que
apenas
sou
proprietário e
administrador.
E
’
pois
á
redacção
a
quem
v. exc.
a
deve
dirigir-se,
e
estou
certo
de
que
não
lhe
recusarão
resposta.
Sou
com
toda a
consideração
de
V.
exc.a
am.°
e
afft.0
João
Antonio
da
Silva
Pereira.
SAÚDE
A
TODOS
AEMDECffiENTOS
sem
medicina,
pur
gantes,
nem
despezas,
com
0
uso da
delicio
sa
farinha
de
saúde,
HEWAbESQIE&E
DU
BARRY
de
Londres.
30
onnoit
d
’
invas*iavel
aiaeeesso
1
Combatendo
as
indegestões
(dispepsias)
gastrica,
gaslralgia,
flegma,
arrotos,
amargôr
na
bocca,
piluitas, nauseas,
vó
mitos,
irritação
intestinal,
bexigas,
diarrea,
disenteria,
collicas,
tosse,
asthrna,
falta
de
respiração,
oppressão,
congestões,
mal
dos
nervos,
diabethes,
debilidade,
todas
as
des
ordens
no peito,
na
garganta,
do
alito,
dos
broncbites, da
bexiga, do
figado,
dos
rins,
dos
intestinos,
da
mucosa,
do
cerebro
e
do
sangue,
85:000 curas
entre
as
quaes
con
tam-se
a
do
duque
de
Pluskow
das
ex.
mas
snr.as
marqueza
de
Bréhan,
duqueza de
Castlestuart,
dos
exm.
os
snrs.
Lord
Stuart
de
Decies,
par
d
’
Inglaterra,
o; doutor
e
professor
Wurzer, etc.
etc.
N.°
49.842;
M.
me
Marie
Jurie
Joly,
de
cincoenta
annos
de
constipação,
indiges
tão,
nervoso,
insomnias,
asthnia,
tosse,
flatos, espasmos
e
nauseas,
—
N'.°
46:270:
M.
Roberts,
d
’
utna
constipação
pulmonar,
com
tosse,
vomitos,
constipação
e
surdez
de
23
annos.
—
N.°
46:210:
O
doutor
em
medicina
Martin,
d
’
uma
gastralgia
e
irrita
ção de
estomago,
que
0
faziam
vomitar
15
a
18
vezes
por
dia,
durante
oito
annos.
—
N.° 46.218:
0
coronel
Watson,
de got-
ta,
nevralgia
e
constipação
obstinada.
—N.°
18:744:
0
doutor
em medicina
Shorland,
d
’uma
hydropisia
e
constipação.
—
N.°
49:522: M.
Baldwin,
completa
prostação,
paralysia
da
bexiga
e
dos
membros,
em
consequência
de
excessos
da
mocidade.
E
’
seis
vezes
mais nutritiva
do que
a
car
ne,
sem
esquentar, economisa
cincoenta
vezes
0
seu
preço
em
remedios.—
Preçcs
fixos
da
venda
por
miudo
em
toda
a
pe
nínsula
:
Em
caixas
de
folha
de
lata,
de
*/
4
kilo,
300
; de kilo
800
rs
;
de
um
kilo, l$40Ó
reis;
de
2
1
/
i
kilos,
3$200
reis;
de
6
ki-
los,
6$400;
e
de
12
kilos,
12$000
rs.
Os
biscoitos
da
Revalesciére
que
se
po
dem
comer
a qualquer
hora,
vendem-se
em caixas
a
800
e l$400
reis.
O
melhor
chocolate
para
a
saúde
é
a
Revaleseière
ehoeolatnda
$
ella
res-
tilue
0
appettite,
digestão,
somno,
energia
e
carnes
duras
ás
pessoas,
e
ás
creanças
as
mais
fracas,
e
sustenta
dez
vezes
mais
que
a
carne,
e
que
0
chocolate
ordinário,
sem
esquentar.
Em
pó e em
paus,
em
caixas
de
folha
de
lata de
12
chavenas,
500
reis
;
de
24
cháve
nas,
800
reis;
de
48
chavenas, l$400
;
dt
120
chavenas,
3$200
reis,
ou
25 reis
cada
chavena.
»U
B
AKR1
<&
®.
a
LIMITED.
-
Place
Vendòme, 26,
Paris. 77
Regenl-
Street,
Londres. Valverde,
1,
Madrid.
Os
pharmaceuticos,
droguistas,
mer-
cieiros,
etc., das
províncias
devem
diri
gir
os
seus
pedidos
ao
deposito
Central
;
snr.
Serzedello
&
C.a Largo
do
Corpo
Santo
16,
Lisboa,
(por
grosso
e
miudo)
;
Azevedo
Filhos,
praça
de
D.
Pedro,
31,
32; Barrai
&
Irmãos,
rua
Aurea,
12—
Por
to,
J. de Sousa
Ferreira &
Irmão,
rua da
Banharia, 77.
DEPOSITOS
ENTRE DOURO
E
MI-
NH0.=Aveiro, F.
E.
da
Luz
e
Costa,
pharm.
—
SJarcellos,
Antonio
João
de
Sousa
Ramos,
pharm.,
Largo
da
Ponte.
—
Braga,
Domingos
J.
V.
Machado,
drog.,
praça
Municipal,
17
—
Antonio
A.
Pereira
Maia,
Pharm.,
rua
dos
Chãos
31
— Pipa
&
Irmão,
rua
do
Souto.
—
Vi«nna
do
<?»»-
tello,
Aflonso
drog.,
rua
da Picota;
J.
A. de
Barros,
drog.,
Rua
grande.
140.
—
GuimarAes.
A
J.
Pereira
Martins,
pharm.—
Antonio
d
’
Araujo
Carvalho,
Cam
po
da
Feira,
1; José,
J.
da Silva,
drog..
Rua
da Bainha,
29
e
33.
—
1’
enaflel,
Miranda,
pharm.
—
Porto,
M.
J.
de
Sou
sa Ferreira
& hmão.
Rua
da
Banha
ria,
77;
J.
R,
de
Sequeira,
pharm.,
Casa
Vermelha;
E.
J.
Pinto, pharm.,
Largo
dos
Loyos,
36;
Viuva
Desirè
Rahir,
Rua
de
Cedofeita, 160;
Fontes
&
C.
a
,
drogs.,
Pra
ça
de
D.
Pedro,
105
a
108;
Antonio
J.
Salgado,
Pharmacia
Central, Rua
de
San
to
Antonio,
225
a
227.—
Ponte
do
SA-
n»».
A.
J.
Rodrigues
Barbosa,
pharm.
—
Pote»
do
Vnrzían,
P.
Machado
de
Oliveira,
pharma.—Vaiençu
do
Jlinlio,
Francisco
José
de
Sousa,
pharm.
—
Villa
d©
Conde,
a
.
L.
Maia
Torres,
pharm.
Antonio
dos
Santos
d
’Azevedo
Magalhães-
em
extremo
penhorado
para
com
os
snrs.
bombeiros
voluntários,
municipaes
e mais
pessoas,
que tomaram parte activa
na
ex-
tincção
do incêndio,
que
devorou
todo
o
convento
de
Rendufe,
soffrendo
privações
e
arriscando
a
própria
vida,
bem
como
para
com
todas
as
pessoas,
que
0 cum
primentaram
por
occasião do
sinistro,
veni
por
este
meio,
na
impossibilidade
de
o
fazer
pessoalmente,
agradecer
tão
grandes;
finezas,
que
lhe
ficam
gravadas
n
’alma
como
dividas
insolúveis
e
que
0
forçam
aos
protestos
de
sua
extrema
e
eterna
gratidão.
(436)
ANNUNOIOS
NOVO
HORÁRIO
Joaquim
José
de
Barros,
do
largo
dos
Penedos,
em Braga,
faz
publico
que
o
carro
que
tem
em
carreira
entre
esta ci
dade
e
0
logar
de
Carrazedo,
da
comarca
de Amares,
fica
saindo
de
hoje
em
diante
de
Braga
ás 3
horas
da
tarde,
e de
Car
razedo
ás
5
da
manhã.
(442)
(
OTIPmHA CARRIS DE
FFílRO
DE
HKAKA.
Serviço
d
’
exploração.
A
principiar
no
dia
16
do corrente,
ficam supprimidas
as
carreiras
das
4
ho
ras
da
manhã
e das
8
e
30
da
noite.
(443)
Terá
logar
no
dia
19 do corrente
pe-
as 10
horas
da
manhã,
no
thealro
de
S.
Geraldo,
a
rifa da
junta
de
touros,
que
oram
offertados
a
Santa
Maria
Magdale-
na,
do alto
da Falperra.
Todos
os
interessados
são
por
esta
forma
avisados
para
comparecerem
no
lu
gar
e
hora indicada, munidos
dos
seus
bi
lhetes,
afim
de
assistirem a
este
acto.
Previne-se
que
0
prémio
só será
en
tregue
ao portador
do
bilheie
premiado.
(444)
As
juntas
dos
repartidores
do
concelho
de
Braga,
etc.
Fazem
faber
que
se
acham
concluídos
0
mappa
de
repartição
da
contribuição
pre
dial
e os
lançamentos
da
decima
de
juros
do
corrente
anno;
por
isso
pelo
presente
edital
se
faz
publico,
que
um
e
outros
deverão
estar
em
reclamação,
0
primeiro
por espaço
de 5 dias
e
os segundos por
15
dias,
cujos
prazos
ambos
hão
de
prin
cipiar
no
dia
20
do corrente,
dentro
dos
quaes
os
contribuintes
podem
reclamar.
Quanto
ao
primeiro
podem versar: 1.®
sobre
erro
de
calculo
na
fixação
da
verba,
de
contribuição
predial
e addiccionaes;
Q_
CX
.-C5
«K&
í^^sn
MÀLA
KEAL
1MGLEZA
S.
Vicen
te,
Pernambuco,
Bahia,
Rio
de
Jane
iro,
Montevideo
e
Buenos-A
yres
Aceitando
lambem
pass
agei
ros
de
3.
a
class
e
pelo
mesmo
pre
ço
que
para
o
Rio
de
Janeir
o
para
SAN
TOS,
PARANAGUÁ
’
,
SANTA
CATHARINA,
RIO
GRANDE
DO
SUL,
PORT
O
ALE
GRE,
CAM
-
P1NAS,
S.
PAULO,
CAMPOS,
V1CTOR1A,
MACEIÓ
’
e
outros
pontos
do
lillor
al
e
interior
do
Brazil,
ao
sul
de
Pernambuco,
com
trasbordo
no
Rio
de
Janeir
o
e
inclui
ndo
hosped
aria
e
sus
tento
gratuit
o
dura
nte
a
demora
prec
isa
para
obter
trasbor
do.
Este
paquete
da
,Companhia
Ma
la
Real
Bng
lez
a
sah
irá
de
Lis
boa
ÈilNli
O
em
a.
Para
mais
esc
larec
imentos
diri
jam-s
e
á
Agencia
Centra
l
no
Por
to,
rua
dos
Inglez
es,
23
—
o
agente
Guilher
me
C.
Tait,
e
nas
proví
ncias
ás
agencias
e
cor
res
pondê
ncias
nas
princ
ipaes
cidad
es
e
villas
.
Agente
em
Braga
o
snr.
João
Manoe
l
da
Silva
Guima
rãe
s,
Rua
do
Souto.
Parte de Comércio do Minho (O)
