comerciominho_18011877_592.xml
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5/ ANNO 1877
FOLHA
COMMERCIAL
RELIGIOSA E NOTICIOSA
NUMERO 592
Assigna-see
vende-se no
escriptorio
do
editor
e
proprietário
Joré
Maria
Dias
da
Costa,
rua
Nova
n.
*
3
E,
para
onde
deve
ser
dirigida
todas
correspondência
franca
de
porte.=
As
assi-
gnaturas
são
pagas
adiantadas;
assim
como
as
correspondên
cias
de
interesse
particular.
Folha
avulso 10 rs.
ÁS TERÇAS, QUINTAS
E
SABBADOS.
P
reços
:
Braga,
annoljpOO
rs.-=Semestre 850 rs.«-Protu«-
i
cias,
anno
2&000
rs
e
sendo
duas
3&600
rs.
—
Semestre
ífiObt)
rs.=#raní,
anno
3^600
rs.=Semestre
1&900
rs.
moeda forte,
I
ou
8$000
reis
e
4&500
reis
moeda
fraca.-=>Annuncios
por
linha
j
20
rs.,
repetição
10
rs.
Para
os
assignantes
20
â
/
8
d
’
abatiraento.
I
________
;
____________
BHA6A
—ÇUISTA-FEIKA
2
8 BE
JAVF.IRO
A
’
«Palavra»
Depois de
tres
dias
de
eclipse
total,
a
a
Palavra»
tornou-se-nos
finalmente
vi
sível
no
seu
n.°
correspondente
a
segun
da-feira,
que
ainda
assim
recebemos
de
pois
de impresso
o
n
0
antecedente
do
«Commercio
do
Minho».
E
’
porisso
que
só
hoje nos
dirigimos
á
folha
portuense,
que
persiste
na
teimo
sia
de
exigir
de nós
a
reproducção
dos
seus
artigos, na questão
travada
entre
ella
e.
o
nosso
collega
do «Direito».
As
dimensões
do
nosso
jornal,
e
a
circuin-
stancia
de
não
ser
diaria
a
sua publica
ção, impossibilita-nos
em
certo
modo
de
satisfazer
plenamente
ao
collega
da
«Pa
lavra»,
como
desejávamos;
porisso
pro-
nietternos
satisfazel-o
quando
podermos.
Hoje
vamos
limitar-nos
a
fazer
á «Pa
lavra»
algumas
observações
destacadas,
que
nos
desperta
a
leitura
dos
seus
últi
mos
escriptos
respeitantes
á questão
re
ferida.
Em
o
n.°
1332,
o
collega
depois
de
transcrever
os
períodos
que
ha
dias
lhe
dirigimos,
ajunta:
«Se
queria
evitar
pela
sua
parte
uma
questão
totalmenle esteril,
com
a
qual
nada
teríamos a
ganhar,
nem d’um,
nem
d’
outro
lado,
não
se
viera
metler
n
’
ella.
que
ninguém
cá
o
chamou.
Agora
tenha
paciência,
vá transcrevendo
e
fazendo
os
commentarios
que
bem
lhe
parecer;
no
campo
contradictorio
se
apura
a
verdade;
e
nós
temos sêde
de verdade
e de
justi
ça,
que
tão
arrastada
anda
por
este
n?un
do.
«Demais,
desejamos
saber
como
se
pro
paga
o
ensino
religioso
com
a
palavra
e
com
o exemplo,
pois
que
é
este
o
nosso
único
fim.
Já
vè que
a
questão
não
é
tão
inútil
como
se
lhe
figura».
Pondo
de
parte
o
modo risivelinente
desdenhoso
com
que
se
sae
o
diário
por
tuense,
continuámos a dizer e
a susten
tar
que
é totalmente
esteril
a
questão,
para
que
nos
provoca. Também,
como
o
collega,
nós
lemos
sêde
de verdade;
mas
sêde
que
não
procura
a
saciedade
nas
agoas
turvas das
questiúnculas
palavrosas,
palavrosas,
e nada
mais.
A
sêde
de
verdade
que
nós
temos,
não
se
apaga
com
fazer
estilo,
e com
os soccorros
da
dialética
pueril,
que
abandonamos
nos bancos
es-
cholares
Em
quanto
aos
commentarios,
póde
o
collega
estar
certo
de que
não
sabemos
faltar
ao
promettido.
Deseja
o
collega
saber
como
se
pro
paga o
ensino religioso
com
a
palavra
e
com
o
exemplo,
e
diz que
é
este
o
seu
único
fim. Não
comprehendemos
bem
o
alcance
d’
estes
desejos,
nem
sabemos
se
nos
termos do collega
está,
ou
não,
envol
vida
alguma
allusão.
Todo
o
mundo
conhece
que
o ensino
religioso
se
propaga com a palavra
e
com
o
exemplo;
porém
as
questões
de lana
caprina,
as
deturpações
dos factos,
as
fa
sificações
e
os sofismas,
nunca
foram
e
jámais
serão
aproveitados
como
auxiliar
do ensino
religioso.
E
’
isto
o
que nos
dieta a
consciência
e
a
rasão.
Diz
mais
a
«Palavra»:
«Este
ao
menos
tem
a
franqueza de
confessar
que
entrou
na
questão
por
moti
vos políticos.
«Antes
assim,
se
tivessem
logo
colloca-
do a
questão
n
’
esse
campo,
nós
de
certo
lh’
a
não
levantaríamos».
Parece-nos
a
nós
que
não exorbitamos
do
nosso
direito,
nem
cumprimos
senão
um
dever, defendendo
um correligionário
politico
e
benemerito
collega
religioso,
cujas
crenças
políticas
foram
remoqueadas,
e cujos
serviços
indiscutíveis
por
elle
prestados
á
religião
foram estranhamenle
menospresados.
Nós,
e
comnosco
a
«Nação»
e
o
«Di
reito»,
somos
jornaes
miguefistas,
e
o
mais
que
a
«Palavra»
quizer;
é
certo po
rém
que
tal circumstancia
não
impede
que
tenhamos
sempre
defendido
e
apos
tolado
os
princípios
catholicos.
Se o
col
lega
poder
provar-nos
o
contrario, muito
nos
maravilhará
e
confundirá,
—
o
que
lhe
agradeceremos.
Frisa
aqui
perfeitameme
a transcripção
dos
dois periodos
seguintes,
que
aprovei
tamos
da «Palavra»,
n.°
1333:
«O
Demonio
da
política
tudo
tem
de
sunido,
tudo
transtornado!
«E
nem
vemos
rffeio
de
que
isto
ter
mine tão
depressa,
visto
que
os
proprios
jornaes
que se dizem
religiosos, são
os
primeiros
a unir,
a
pôr
d
’
acordo
n
’
um
con-
nubio
impio
e
blasfemo,
a
religião
com
a
política, como
se, da
maneira
que
ahi
a
vemos
considerar,
fossem
duas
entidades
ou
elementos
homogéneos,
duas
virtudes
que
se
protegessem
e
fortalecessem
uma
á
outra,
ousando
asseverar
que
a religião
carece
do
auxilio
e
da
protecção
da polí
tica:
Para
que?»
Não
sabemos
se
foi
intenção
do
arti
culista
assetiar
com
estas
palavras
todos
os
jornaes
legitimistas,
dos
quaes
é
ulti
mo
o
«Commercio
do
Minho».
Na
hipothese,
pois,
de
que
o
projectil
fosse
impellido
também
para
nós,
exigi
mos
da
«Palavra»
que
nos
diga
quando
e
como nos servimos
da
religião
para
fins
políticos;
—
que
nem
outra é
a
accusação
que
resahe
dos
periodos
transcriplos. Ha
nos mesmos
uma
allusão
a
um assérto
do
«Direito»,
mas feita
com
palpaveí
má-fé,
que
não
depõe
muito a favor
da
sisudez
do
articulista.
Já
o
«Direito»
lhe fez
a
observação
respecliva,
mas
o
articulista
insiste
na
adulteração;
e
elle que
assim
procede,
é
que lá
sabe
porque.
Lêmos
ainda
no
referido
n.°:
«Recebemos
uma
carta
muito
lisongei-
ra
para
o
nosso
jornal,
cuja
publicação
nos
pedem,
mas
a
que não
podemos
ac-
ceder,
porque
já
declaramos que
colloca-
dos
apenas
no
campo
da defeza,
não
que
remos
exceder
os
limites d’
ella.
Não
nos
será
muito dillicil sustentar
a
dignidade
do
jornal;
a
esta
questão,
que não
pro
vocamos,
ser-lhe-á
util, porque
ficará de
finido de uma
vez
se
é
jornal puramente
religioso, ou
se
tem
política
encapota
da.
«O
nosso
estimável
correspondente
irá
vendo
o
seguimento
da
questão;
creia
que
a intervenção
da
«Nação» e
do
«Com-
mercio
do
Minho»
não
nos
intimida».
Damos-lhe
os
parabéns,
sentindo
muito
que
a
tal
carta
não
apparece
com
a
com
petente assignatura, afim
de
sabermos
se
ella
pertence,
como
é
de
crer
que
per
tença.
a
um
d.°,
ou
a
um 2.°
catholico
puro
de
Portugal.
A
nossa
intervenção,
collega,
não cau
sa
medo
a
ninguém;
conhecemos
a nossa
humildade,
e
com
ella
nos
contentamos;
é
ao
seu
reducto
que
iremos
dissipar
o
susto,
quando
qualquer Atlante ameace
esmagar-nos
com
as
esferas.
Emquanlo
á «Nação»
podêmos
asse
verar
á
«Palavra»
que
aquelle
jornal
fará
pelo
«Direito»
aquillo
que nós
fizemos,
e
faremos,
isto
é
defendel-o-ha
sempre
que
elle
fôr atacado
por
qualquer
jornal,
ain
da
mesmo
quando
este
não
tenha
política.
Agora
vamos
fazer
mais
uma
transcri
pção
do
n.°
1332
da «Palav/a».
Leiam:
«Agora
temos
uma
fineza
das suas,
ap-
plicando
ao
Saldanha,
aos
seus
amigos e
collegas
a
pequena
dissertação
que
ha
dias
fizemos
sobre
as
misérias humanas,
que não
podia
nem
devia ser
tomada
co
mo
allusão,
visto
que
fallámos
em
geral.
«Fehzmente
que
não
somos
amigo
nem
collega
do
Saldanha
e
por
tanto
deixamos
passar
a
allusão
para
que
vá a quem com
pete.
«Segue
depois:
«NÃO
pomos os
princí
pios
catholicos
acima
dos
políticos,
não
confundimos
a
religião
com
a
política.»
ISso
é
realmenle muito louvável, mas.
.
.
os
factos
faliam
mais
alto
do
que
as
pa
lavras
Porque
se
o
«Direito»
tomou
co
mo
insulto
e provocação
o
elogio
feito
a
um inimigo,
prova
que
foi
induzido
n
’
es-
FOLHETIM
ills.
J.
li.
DE
MACEDO.
OS
B0K
ÍBM1ÍS
ROMANCE
BRAZILEIRO
VOLUME
I
XIX
Um pae que chora.
[Continuarão]
—
Oh
meu
Deus!...
meu
Deus [...ex
clamou
chorando
ainda
com
mais força
o
infeliz
velho.
Cândido
tinha
estado
muito
tempo
em
pé
diante
de Anacleto,
não
querendo
em-
iim
perturbar
aquella
dôr
immensa,
em
que
o
via
engolfado
;
ia
retirar-se,
quan
do
ao
ruido
de
suas
pisadas
na terra,
o
velho
ergueu
a
cabeça.
—
Quem é?...
perguntou
enchugando
apressadameme
as
lagrimas.
—Sou
eu, snr.
Anacleto, respondeu
Cândido
;
minha
curiosidade trouxe-me
n
’
este
momento
ao
jardim
; retirava-me
po
rém
já
para
não
incommodal
o.
—Incoramodar-me?...
então
eu...1
O
mancebo
ficou
em silencio.
—
Chorava?...
exclamou
Anacleto
so
luçando
de
novo.
—
E
’
verdade.
Esliveram
ambos
por
algum tempo
sem
dizer palavra: o
velho
chorando, e Cândi
do
tristemente
observando-o.
—
Sim,
disse
finalmente aquelle:
te
nho
chorado...
muito :
minha
cabeça
ar
de...
uma
dôr despedaçadora
parece
que
rer
rebentar
as fracas
paredes
d
’este
ve
lho
craneo...
o
que
eu
soffro
é
isso...
é
uma
dôr...
eu
estou
doente
—
Oh
!
então
porque
não
se
apressa
a
medicar-se?...
eu
vou
chamar
a
senhora
sua filha
..
sobretudo
este
ar
da
noute,
o sereno póde fazer-lhe
m«l...
—Não...
não
quero...
eu exijo,
que
não
chame
ninguém...
nem
mesmo
minha
filha:
este
ar
da
noute
me
faz bem...
eu
estou
melhor,
muito melhor:
isto
vae
pas
sar
de todo.
Basta
que
eu
descance...
vá
dansar, preciso
ficar só.
Cândido
ia retirar-se.
—
Escute,
tornou
o
velho;
promelte-
me
não dizer
a
pessoa
alguma,
que
eu
estava
incommodado ?...
prometle-me ?.
..
veja
que
eu o
exijo.
—
Pois
bem,
senhor,
nada direi.
—Sobretudo,
meu
filho,
não
diga
a
pessoa
alguma,
que
me
viu
chorando
aqui.
Cândido
retirou
se.
O velho, sacudindo
tristemente
a
ca
beça, disse.
—
Moço, se
não
comprehendestes
a
minha
dôr,
haveis
de comprehendel-à
um
dia:
—
és
filho;
serás
pae.
—
XX
Uma
mulher que mente.
Quando,
de volta
do jardim,
Cândido
entrou
na
sala,
Marianna
e
Henrique
con
Instiano
ia
dirigindo-se
ao primeiro,
ten
do
porém
os
olhos
fitos
na
filha
de
Ana
cleto,
que,
mal
podendo conter
um
mo
vimento
de terro
,
foi
direita
ao
logar
on
de
estava
Cândido.
Salustianno
voltou
immediatamente
á
sua
primeira
posição.
Marianna
fallou
a
Cândido:
sua voz
parecia
commovida.
—
Quer
fazer-me
o
obséquio
de
dar-
me
o
braço ?
—
Oh
I
com summo
prazer.
Um
homem
pobre
agradece
com
tanto
reconhecimecto
qualquer
pequenina
prova
de
consideração!...
—
Para
onde
quer
que
a
acompanhe,
minha
senhora?...
prefere passeiar nas
sa
las, ou
ir ao
jardim?...
—
VaTnos ao
jardim.
Cândido
observou,
que
o
braço
de
Ma
rianna tremia.
Quando
chegaram
ao
jardim,
a
viuva
e
o mancebo
entraram
no
caramanchão,
e
ella
sentando-se
no
banco
de
relva
disse
:
—Sente-se ao
pé
de
mim.
.
converse
mos.
Cândido
sentou-se
curioso:
Marianna
hesitava.
Aquella
mulher,
de
caracter
tão
for
te,
ia cumprir
as
ordens
de um
homem,
que não
era
seu
pae,
nem
seu marido,
nem
seu
irmão
:
agora
fraca
e humilde,
desempenhava
o
papel
de
escrava
obede
cendo
ao
aceno
de
seu
senhor.
Esteve
em
silencio
por algum
tempo
a
devorar
seu
calix
de
amargura
alli,
n
’
a-
quelle
banco
de torturas,
onde
pouco
an
tes
seu
pae
havia
tanto
chorado
por
causa
d
’
ella.
versavam
com
fogo,
e
defronte
d’
elles
Salustiano
estava
em
pé
e
de
braços
cru
zados,
como
quem
espera por
alguma
cousa.
Cândido
não
acreditára
nas
palavras
de
Anacleto; comprehendêra,
que as
lagri
mas
do
velho
exprimiam
antes
um gran
de solTrimento
moral,
do que
uma
dôr
íisica;
porisso
mesmo
respeitava
o
segre
do
d’
aqueile
padecer
;
mas
observava cu
rioso,
o
que
se
passava
então
no
Ceo-
côr
de-rosa.
Estava-se
ahi
tecendo
uma
d
’essas
in
trigas
de
salão...
era
uma
mina
que
se
abria;
qual
deveria
ser
a victima?...
Moço
e
inexperiente,
Cândido
nada
poude concluir
de
suas
observações: a
as
sembleia
toda
se
mostrava,
como
desde
o
começo
da
noute, alegre
e
festiva;
Ma
rianna
sorria-se
meigamente
para
Henri
que;
Celina
eslava
bella
e
contente,
mes
mo
mais
contente
do
que
ordinariamente
parecia.
No meio
de
tanto prazer,
como
achar
a
origem
de
uma grande
tristeza?...
O
velho
Anacleio
chegou
pouco
depois,
e
Cândido
ficou
ainda
admirado
ao
vêl o
prasenleiro
dirigir-se
a todos,
gracejando
com as
senhoras,
e
animando
a
sociedade
já
um
pouco
faligada.
Na
alma
de
Cândido
appareceu
este
pensamento:
«Quem
sabe,
se
alguns
dos
que
se
estão
aqui
rindo
alegremente,
não
terão
ido chorar,
ás
occulias,
como
o
ve
lho Anacleio?»
Pela
primeira
vez em sua
vida
elle
sentiu,
que nas
sociedades,
o
rosto
se
mascára
com
sorrisos...
com
olhares...
e
com palavras.
Henrique
e Marianna
separáram-se
:
Sa-
fallar
da degeneração física
da
actual
mo
cidade.
Onde
estão
os
mancebos
robustos,
fortes para as
armas,
para
a
agricultura,
para
a
industria,
e
para
lodo
o
trabalho?
Onde
se acham as
mulheres
bem consti
tuídas,
que possam
transmiltir
a
saude
e
o
necessário
desenvolvimento
íisico
a seus
filhos
?
Que
a
raça
latina
tem
degenerado
é
uma
verdade
demonstrada.
A
par,
portanto,
da
educação
moral,
carece-se
de
tratar
da
educação fisica.
Uma
deve andar estreitamente
ligada
com
a
outra.
As
mães tratam
em
regra
apenas
de
fazer
de
suas
filhas
uma especie
de
bone-
cas,
cheias
de
toda
a
alTeclaçào do
luxo,
da
presumpção e da
arte
de agradar.
Fi
cam
de parte
as
qualidades
mais indis
pensáveis
e
uteis
a
uma
senhora.
D’
essa
péssima
direcção provém
no
futuro,
quan
do
casadas,
o
desgosto
pelo
matrimonio,
e a lendencia
para
a
separação
e
divorcio.
Dos
filhos
é
escusado
fallar.
Todos
sabem
como
em
geral
se
trata
da
sua
educação;
das
liberdades
que
se lhe
to
leram
e até
approvam.
Quando
muito
são
mandados
para
qualquer
collegio, são
menos
para
se
tratar
do
seu
ensino,
do
que
pa
ra
os
paes
se
verem
livres
d
’elles.
Por
isso
nunca
será
de
mais
tudo
o
que
se
disser
para
mq^trar
aos
cônjuges
os
graves
deveres
que
tein
a
cumprir,
e
a rigorosa
obrigação
que lhes
impende
de
dar
esmerada
educação
a
seus
filhos.
Que
graude
responsabilidade
pesa
so
bre
os
paes,
a quem é
indifferente
a
mar
cha
que
seguem
seus
filhos;
e
que
mes
mo
não
tremem
de
os
ajudar a
corrom
per
com
os
seus
maus exemplos
1
Se todos
pensassem
sériamente
nisto
não viria
tanto
mal
á
sociedade.
Deixemos
agora
fallar
o
esclarecido
escriptor,
que
tão
delicadamenle
nos
pede
entrada
em
nossa casa.
J
oaquim
M
artins
de
C
arvalho
.
Snr.
Joaquim
Martins
de Garvalho.
Quinta
d
’
Anta,
3
de
janeiro
de 1877.
Pois
sem
embargo
de
nossas
divergên
cias
em
política,
nos
encontramos
e
da-
°?°s amigavelmente as
mãos
em
outros
pontos fundamentaes
de toda
sociedade —
a
religião
e a
moral;
permitta
que,
sendo
eu
agora
quasi
seu
visinho
de
ao pé de
porta,
me
assente
no
limiar
da sua
casa
—
O
«Conimbricense»—
a
conversar
com
v.
sobre
áquelles
graves
pontos,
e
em
bene
ficio porventura
da
nossa
terra,
á
qual
ambos
nós,
cada
um
na
sua
medida e se
gundo
sua
opinião
lealmente
professada,
temos
sempre
pago
a
divida
do
nosso
fer
voroso
amor e
da
nossa desinteressada
de
dicação
Com
rasão
se
tem
v.
assustado,
e
ou
tros
homens
e
jornaes sisudos
do
nosso
paiz,
vendo
a
espantosa
alluvião
de
divor
cios, que ahi
nos
tem
trazido
a
corrente
impetuosa
da
irreligião e
da
imraoralidade,
sob
a
sombra
proteclora
do
Codigo
Ci
vil.
De
França,
donde
nos
vem
tudo,
don
de
tudo acceilamos
e
copiamos
sem
refle
xão
nem
critério,
de
França,
nos
tem
vindo
lambem
o
cantagio
d
’
essa
peste
das
famílias.
E
podemos
ainda
dar
graças
a
Deus
por
não
ser.
por
ora,
entre,
nós,
tão extenso
e
profundo
o
mal
como
n’
a-
quelle
desventurado reino.
Por
não
ser
ainda
tão
extenso
e
profundo
o
mal
?
I
Quem
sabe
?
1.
.
.
Em
França,
a
eslatislica
é uma
coisa
seria,
que
merece
a
solicitude
escrupulo
sa
do
governo,
e
os
ministros
occupam-
se
nos seus
relatórios
de
vários
quadros
estatísticos
comparativos,
que
são
como
o
espelho
onde
a
nação
se
póde
mirar,
e
que
habilitam
os
publicistas,
para
as
sentarem
com
segurança o
seu
juizo.
O que
acho
de
França,
a
tal
respei
to,
é
assombroso;
e
é
provável
que,
assim
como
de
perto
a
seguimos
nos
princípios,
de perto
a
tenhamos
lambem
seguido
nas
consequências.
Alli,
o
ministro das
justiças
dirigiu,
ha
pouco,
ao
chefe
do
estado
um
relato-
rio
sobre
a
administração
da justiça
civil
e commercial,
durante
o
anno
de
1874,
no
qual
os
processos
de
divercio intenta
dos,
sóinente
n
’aquelle
anno, ascendem
a
8:194, e os
que
foram
effectivamenle
jul
gados pelos
tribunaes,
a
2:884!
!
Que imaginação,
por
mais
ousada,
po
derá
sondar
o
abysmo
de
desgraças,
de
misérias,
de males
de
todo o
genero,
que
abriram
n
’
aquelle
povo
dois
mil
oitocentos
e
oitenta
e
quatro
divorcios
?
/
sa
fraqueza
pela
cegueira
política,
e
não
pelo
sentimento
religioso,
porque
este
man
da
que
amemos
aos
nossos
inimigos
e
que
façamos
bem
áquelles
que
nos
fazem
mal,
esta
é
a
doutrina
evangélica,
que
é
de
preceito e
não de
conselho.
Se o nosso
con-
tradictor
é
ecclesiastico
não póde
ignorar
isto».
Chamamos
a attenção
das
pessoas
im-
parciaes
para o
que
segue.
No
«Direito
*
,
n.°
3,
de
9
do
corren
te,
na
col. 2.a
da
pagina 2.a
lemos:
«NÓS
pomos
os princípios
catholicos
acima
dos
políticos,
não
confundimos
a
religião
com
a
política.
No entanto
note-
se
o
que
Pio
IX
diz
no
Breve
que, em
18
de
setembro
de 1876, dirigiu
ao
Bis
po
dos
Tres-Bios,
no
Canadá
etc.»:
Na
«Palavra»,
porém,
lè-se
em
logar
do
pronome
nós,
o
adverbio
não
!
!
!
1
Estavamos inclinados
a
acreditar
que
isto
seria
apenas
um
lapso
typografico,
embora muito
grave; porisso
suspendemos
o
nosso
juizo,
esperando
anciosamente
o
n.°
seguinte,
onde
deveria
apparecer
a
in
dispensabilíssima
rectificação.
Logo
que
nos
veio
á
mão
o
desejado
n.°
1333, lemol
o
e
relemol-o
da primei
ra
á
ultima
linha;
mas
qual
rectificação,
nem
qual
historia ?
!...
E
’
certo
que aqoellas
reticências
pos
postas
á
conjunção
mas, já
nos
tinham
causado
mui
desagradavel
impressão.
Não
quisemos
porém
augmental-a,
e
espera
mos...
baldadamente,
como
se vê.
Com
elfeito,
parece
incrível
que
isto
se
dê
n
’
um
jornal,
que se
diz
religioso
puro
!..
No
período
transcripto
arvora-se
o ar
ticulista
em padre-mestre,
condemna
a
cegueira política,
e
invoca
cs
preceitos
religiosos,
e
nesse
mesmo
periodo
viola
o
oitavo
preceito
do
Decálogo.
E
viola-o,
não
por
ignorância,
mas de
má-fé,
porque
os sábios
da
«Palavra»
bem
conhecem
o
alcance da
troca
dos dois
termos.
.
A
inversão,
a
falsificação
e
o
sofisma,
são
armas,
que
não
honram muito
quem
d
’
ellas se
serve.
E
é
d’
este
modo
que se
procura
matar
a
sêde
de
verdade
e
de
justiça
?
!...
Vamos
terminar,
por
hoje,
pois
não
queremos
escrever
todas
as
considerações
que
este
facto
nos
suggere.
—-------- ni!wn
»e
—•
Lêmos
no «Conimbricense»:
O
snr.
João
de
Lemos
Seixas
Castello
Branco
dirigiu-nos
da sua
quinta
de
An-
ta,
freguezia
do
Maiorca,
a
carta
que
abaixo publicamos.
O
illuslrado
relactor
dos
antigos
pe
riódicos
de
Coimbra,
o
«Chrislianismo»,
o
«Trovador»
e
a
«Revista
Académica»;
o
mimoso
cantor d
’esta
Coimbra,
terra
de
encanto,
não
podia
deixar
de
ler
fran
ca
entrada
nesta
casa
do
«Conimbricense»,
sobreiudo
quando
se traia
de assumptos
do
mais
alto
interesse
para
a
sociedade.
Os
campos
políticos
em
que
militamos
são
diversos;
mas
em
pontos
de
morali
dade
não
ha,
nem
póde
haver
entre
nós
divergências.
Que
os
laços
da
familia
se
afrouxam
cada
vez
mais.
lemol-o
aqui
proclamado
bem alto
repetidas
vezes.
E
a
essa
rela
xação
se
segue
como
consequência imme-
diala
a
falta de
educação
dos
filhos;
e por
fim
o
augmento
da
criminalidade.
São
inúteis,
e
podem
até
ser
prejudi-
ciaes
as
reformas,
que
não tiverem por
base
a
moral.
O
divorcio está sendo um
cancro
so
cial
dos
mais
graves.
A
esse
respeito
diz
verdades
incontestáveis-
o snr.
João
de
Lemos.
Contrahe-se
o
casamento
por
especu
lação
pecuniária,
ou
por afleição
momen
tânea;
e
com
a
mesma leviandade
com
que
se
fez
um
contracto,
que
tão
pensa
do
devia
ser,
com
a
mesma
se
dissolve.
A’
falta
de
princípios
religiosos,
que
deviam
estreitar
os
laços
do
matrimonio,
acresce
a facilidade
com
que a
lei
per-
miite
os
divorcios,
que
vão tomando
pro
porções
assustadoras.
Este
objeclo
é
mais
sério
e
importante
do
que
geralmente
se
julga.
A
familia
é
a
sociedade
em
miniatura;
pelo
que
da
desmoralisação d'aquella
pro
virá fatalmente
a
desmoralisação
d
’
esla.
Se
os
alicerces
da sociedade
forem
edi
ficados
sobre
areia
movediça,
será
debal
de
que
a
quererão
amparar.
Esta
matéria
é muito
vasta.
O
snr.
João
de Lemos
occupa-se
mais particu-
larmente
do
divorcio,
e
da diminuição
dos
nascimentos.
Ha,
porém,
um
ponto,
que
nào
póde
lambem
deixar
de chamar
a
al-
tenção dos
homens
pensadores.
Queremos
I
Com
effeito.
2:884
casas,
em
que
ma
rido
e
mulher
não
hesitaram
diante
<1o
ruido
de
um
processo
para
se
pôr
termo
á
sua
vida em
commutn; 2:884
famílias,
que
ficaram sem
filhos,
estes
serão
di
vididos
entre
o
pae e
a
mãe!
!.
. .
E
ha
quem
chame
a
isto
civilisação
e
progreso
!
Se,
n
’
este
capitulo,
quizermos
ver
o
verdadeiro
progresso
e
verdadeira
civilisa
ção, lemos
de
olhar
para
traz
Ha
cincoenta
annos,
os
processos
de
separação
intentados,
em
França,
entre
cônjuges,
não
chegavam
a
400;
dez
an
nos depois
só
elevavam
a 600;
e
passa
dos
vinte
e
cinco
annos
já
subiam
a
1:500.
Entre áquelles
dois pontos
extremos
tinham
passado
duas
revoluções; um ensi
no
sem
crenças;
a
liberdade
illimitada
de
imprensa:
a
licença
abominável
dos
thea-
tros;
e
mais
que tudo
as doutrinas
e
pra
ticas
irreligiosas.
A
familia
foi
acompa
nhando
o
estado,
ambos
enfermos
do
mal
revolucionário.
Perturbações
publicas
na
praça;
discórdias
domesticas
nas
habita
çõos.
E
cada anno
os
algarismos são
mais
assustadores
!
E o mesmo
acontece
nos
crimes,
como
attesta
egnalmente
a
inexo
rável
estatística
!
Donde
vem
este
mal?
Como
acontece
isto
n’
uma
épocha
tão
gabada polos
seus
meios
de illustração
e
moralisação?
Progresso
de sciencias;
diífusão
de
lu
zes;
escholas
aos
centos;
lheatros
aos
mi-
hares;
jornaes
aos
milhões;
livros;
muitos livros; o
pensamento
manifestado
por
todos
os
modos;
a
rasão
desenvolvi
da
e posta em
acção
por todas
as
fôr
mas;
e todas estas maravilhas
inúteis
pa
ra
os
costumes!!!
Porque
é
isto
?
Paru
mim e
para
muitos
homens,
que
respeito;
e
em
cujo
numero
me
compra
zo
e
honro
de
contar
a
v.,
a
razão
d
’
is-
to
não
está
senão
na
falta
de
base.
Não
é
a
civilisação,
que
é
má;
não
são
as
peras
do tempo
de
Adão
que eram
muito
grandes; mas
falta
a
estas
o
sol
que
as amadurecia, e
áquella o
espirito
que
a
fecundava.
Desde
a
antiguidade
até
agora
sempre
a
historia
attestou
que
quando
a
repres
são
interior
baixa
no
thermometro
dos
povos,
a
repressão exterior
se
vê
forçada
a
elevar-se,
pelo
augmento
excessivo
dos
crimes
e males
públicos
de
todo
gene
ro.
J.
de
L
emos
.
(Contmúa)
GAZETILHA
Aova
toja lífiirtutiiula.—
N
’
esta
ca
sa,
pertencente
ao
snr.
Lourenço
Marques
d
’
Almeida,
—
Porto,
rua das
Flores,
n.°
112
a 114
venderam-se
na
loteria
de
10
de janeiro,
os
seguintes
numeros,
que
fo
ram
premiados:
Com
600
pezetas,
ou
108$000
reis
-, os
seguintes
:
861, 866,
1934,
2083,
2386,
3547,
4853,
5312,
6086,
7401,7410,7684, 12916,
12917,13124,
13201, 13905,13906,13145,
15648,13683,
16038,
16541,17011.
E
com
400
pezetas,
ou
72^000
reis
os
seguintes :
1846,
2029,
2086,
2112,
2676,
3597,
4471,
4480
4740,6082, 6604,
7807,
12057,
12979,
13127,
13583,13649,
15684,
16284,
17019,
17669.
Os
dois
seguintes
sorteios
se
extrairão
em
20
e
30
do
corrente.
Kectiflcação.—
A
noticia
que
demos
a
respeito
do
testamento
com
que
falle-
ceu
a
exm.
a
D.
Francisca
Julia
Perestrel-
lo
de
Araújo
lemos
a
fazer
as
seguintes
rectificações
:
Pov
disposição
ultima,
feita
a
19
de
setembro
de
1876,
pela
fallecida,
se
vê
deixar
por
principal
e
universal
herdeiro
a
seu
sobrinho
Francisco
Perestrello
de
Alarcão.
Nomeou
1.°
testamenteiro
ao snr.
Ja-
cinlho
de Magalhães
d
Araujo
Queiroz,
d
’
esta
cidade,
a
quem legou
a
quantia
de
600^000
reis,
ficando
a
administrar a
casa até
á
maior edade
do
herdeiro.
Deixou
também
a
suas
duas
sobrinhas
vários
bens,
joias
e
dinheiros,
para
igual
mente
ser
administrado
pelo
mencionado
testamenteiro, até
que
as
mesmas
comple
tem
23
annos.
Ao
asylo
de
Ponte
do Li
ma
deixa
100$000
reis,
assim
como
vá
rios
legados
a
pessoas
da sua
amizade,
e
creados.
Furaeão.
—
Em
S.
Vicente
de
la
Barquera, Hispanha,
no
dia
31
do passa
do,
pelas cinco
horas
e meia
da tarde,
levantou-se
um
vento tão forte
do
S. O.
que
foi
augmentando
até
tomar as
proporções
d
’
um
verdadeiro
furacão.
A
’s
sete
e
meia
da
noite
o
vento que
soprava
com
extre
ma
violência
derribou
um
paredão
que
desgraçadamente cahiu
sobre
uma
casa
iin-
mediata,
que
desabou,
coUiendo
debuxo
de suas
ruinas
dez
pessoas
que
a habi
tavam
e
das
quaes
succumbiram
instan
taneamente
um
velho
de
90
annos,
que
n
’
essa
occasião
ceava
com
um
netinho
de
3
annos,
victimas
também
do
sinistro,
e
uma rapariga casada,
de
26
annos,
a
qual foi
extraida
dos
escombros
n
’um
es
tado
impossível
de
descrever;
sua mãe,
que se
acha
bastante grave
foi
providen
cialmente
salva
d’
entre
a multidão de
objectos,
que
cairam
em
cima d
’
ella.
A
aldeia
acha-se
coberta
de
telha
;
vários
edifícios
soffreram
bastante.
A
vio
lência
do vento durou
cinco horas.
Horrores «lo temporal.—
Não
ha
memória
de
uma
tempestade
como
a
que
tem
reinado-
nas
costas
da
Inglaterra
e
da
Irlanda,
ao
passo que o derrelimento
da
neve
e
as
continuas
chuvas
tornam for
midáveis
os
cursos
de
agua,
que
princi
palmente
se
precipitam
sobre
as
terras
do
littóral.
Em
Cliftouville,
as vagas ultrapassaram
a
altura
do
quarto
andar
das
casas,
e
em
Eastbourne arrasaram
no
dique da
praia
mais
de
cento
e
cincoenta
melros
do
seu
commento.
Apesar
d’isso, onde os
estragos
fo
ram
sobretudo
consideráveis,
foi
em
Dou-
vres.
O
dique
do
Almiranlado,
que
se
com
punha
de
rochedos
enormes,
—
foi
uma
vez
um
dique.
O
primeiro
dos
rochedos
cahiu
outro
dia
ás
dez
horas
da
manhã,
e
os outros,
em
seguida.
O
palacio
de
lord
Warden
foi
submer
so,
e
ficou
inteiramente
inundada
a
esta
ção
dos
caminhos
de
ferro
do
S.
E.
Ainda
se
não
ponde
calcular
o
valor
dos
prejuízos;
porém
suppõe-se
que só
os
de Douvres
vão
alem
de
5'1.(JOí) li
bras
!
IVSovimeiito
postal nos
prinei-
paes
paizes
dn
Furopn.—
O
Econo~
misle
français
publicou
no
seu
numero
de
6
de
janeiro
as
seguintes
curiosas
infor
mações ácerca
do
movimento postal nos
principaes
paizes
da
Europa:
«Em
relação
ao
numero
de
correspon
dências
por
habitante,
a
França
occupa
o
nono
logar entre os
paizes
da
Europa.
O
primeiro logar
pertence á Gran-Breta-
nha,
cujo
movimento
postal
é
de
34
car
tas
e meia
por
cabeça.
Seguem-se
a
Suis-
sa
(27,3
por
habitante),
a
Allemanha
(15,3),
os
Paizes-Baixos
(14.6),
o
Luxem-
bourg
(14,2)
a
Bélgica
(13,0)
a
Dinamar
ca
(11,7),
a Áustria
cisleithana
(10,6),
a
França 10.2),
a
Noruega (5,6).
a
Sué
cia
(3,5),
a
Hespanha
(4,8),
a
Italia
(4.5),
a
Hungria
(4,4):
os
outros
paizes não
me
recem
ser
mencionados,
a
não
ser
a
Rús
sia,
que
apparece
apenas
com
0,8
de
carta
por
habitante.»
A
ExpoMífilo de 1899.—
Acaba
de
ser
decidido
o
systema da
ornamentação
da
fachada
das
secções
extrangeiras, que
dirá
para
os
jardins
da
Exposição
univer
sal
francesa
de
1878.
A
fachada
será
de
650
melros
de
comprimento,
e
quanto
á
forma,
cada
uma
das
secções
aflectará
o
estylo
archictetonico
do especimen,
que
em
seu
paiz
houver
de
mais
caracteris-
lico.
O
projecto,
que
foi
confiado
ao
snr.
Bénard
e
será
depois
subinetlido
ás
di
versas
nações,
parece
que
não
soflfrerá
modificação
notável.
Segundo
o
«Rappel»,
eis-aqui
a pilloresca
physionomia
das
con-
slrucções
que
deverão
seguir-se
ao
lon
go
de uma
rua
verdadeiramente
cosmopo
lita
Logo
depois
de
escola
militar,
ver-se-ha
successtvamenie:
A
frontaria
do
c«slello
de
Heidelberg
(Allemanha);
—
o campanario
de
Louvain;
uma
velha
casa
de
Malines
e
uma
escola
(Bélgica);—
-uma
torre
d»s
fortificações
de
Hoord-Holland
(Hollanda);
—
um
chalel
(Suissa);—
uma
vivenda
campestre
(Dina-
marka);—
a
torre
da
habitação
de Gusta
vo
Wasa
(Suécia e Noruega);
as
casas
da
Gralla,
em
Barceloqa
(Hespanha);
—
uma
casa portuguesa;
—
o
domicilio
de
Pericles
(Grécia); uma
fachada
do
palacio
do
Bos-
foro (Turquia);
—
uma
casa
de
Mouchara-
bieh
(Egypto);—
um
minarete
(Tunis);
—
uma
torre
de porcelma
e
a
casa
do
em
baixador
inglez
em
Yokochama
(Japão);
—
a
vilia
de
Bourbelou
em
Tiensin
(Chi
na);—o
zimborio
dourado
do palacio
de
Téhéran
(Pérsia);
—uma
casa
de
Sião;
—
uma
casa
da
camara
lyrolesa;
um
domici-
lio
de
Insbruck;
—
uma
casa de campo;
uma
choupana
húngara
(Áustria);—
a
fron-
taria
do
palacio de S.
Marcos
em
Vene-
sa
(Italia);—
uma
estalagem
moscovita,
com
o
seu
campanario dourado
(Rússia);
—
uma
casa
desarmavel
(Estados-Unido);
—uma
cu
bata
adornada
de
(dumas,
nas
margens
do
Oreno
que
Brasil);—
a Irontaria
do
pa
lacio
dos
Sete,
em
Lahore
(India);
—
a
fa
chada
lateral
de
Westminster
(Inglater
ra).
Haverá
vinte
e
cinco
pequenas
torres,
cujos
degraus
proporcionarão
accesso
pa
ra
uma
varanda interior do
comprimento
do ediíicio
das
secções
extrangeiras,
d
’
on-
de
os
espectadores poderão desfruclar
as
galerias
de
cada
uma
cTellas.
Um
flilnlgn
No
consistorio
de
18 de
dezembro
foi
proclamado
Bispo
de
Grovaz
(no
Brazil)
o ex.
,no
D.
Antonio
Maria
Corrêa
de Sá
e
Benevides,
Pres-
bytero
da
Diocese
do
Rio
de
Janeiro,
vice-reitor
e
professor
de
História-Natu
ral
no
Collegio-lmperial
de
D.
Pedro II.
Aquelles
appelhdos são
bem
conheci
dos
em
Portugal,
pois
que
são
os
mes
mos
da
casa
d
’Asseca,
cujo
descendente
é o
ex."
10
Prelado
por
ser
Iilho
de um
irmão
do fallecido
ex.""
’
visconde
desse
ca
Antonio
Maria, ministro que
foi do
go
verno
do
snr.
D.
Miguel em
Londres,
sen
do assim primo
co-irmão
do
ex.
mo
snr.
José
Corrêa
de
Sá
e
primo
em
segundo
grau
dos
representantes
das
casas de
Abrant.es, Lavradio
e
Asseca.
Esta
noticia
serve
só
para
notar
o
fa
cto
de
ver
um
fidalgo
de boa
raça,
en
trado
no clero
e
elevado ao
episcopado.
A
velha
aristocracia
em
vez
de
seguir
as
velhas
tradicções,
tem
se
pelo
geral
en
tregado
a
ociosidade
e
quando
segue
al
guma carreira
pouco
prima
e
se
avantaja.
E
’
um
traço
de
sua evidente
decadência.
A Egreja
foi por
ella quasi
completamen
te
abandonada,
desde
que
as
riquezas
d
’
ella
se
tornaram
em roupa
de.
.
.
libe
raes.
As
novas
gerações
não
são
educa
das
no
amor
da
Egreja,
e
por tanto
não
apparecem vocações
!
Assim
também
a
de
cadência
é
espantosa, e
breve
passará
es
sa
classe
para
os
annaes
da
Historia, on
de
só
é
conhecida.
Evidente
effeito
da
obra
de 34,
á
qual
comtudo
muitos
dessa
clas
se
adheriram
logo e outros
se
tem
pas
sado
por
impulsos
da
barriga
ou
da
vai
dade.
Honra
aos
firmes,
aos
heroicos
repre
sentantes
da
velha
verdadeira
aristocra
cia
I.
.
.
—
(«C.
da
T.»)
Leitt
«ia
China.
—
As
leis
da
China
não
permittem
que
as
mulheres
tenham
dote,
e
seus
paes
podem
vendel-as
como
vis animaes.
Também
as
podem
malar,
mas
nunca
dotal-as.
Só
os
homens
herdam,
e
se
n
’
uma
familia
ha
só
mulheres,
passam
os
bens
ao
parente
mais
proximo
na linha
mas
culina,
salvo
se
a
familia
adopta
um Iilho
varão, ainda
que
seja
de
remoto
paren
tesco.
Incêndio
na
Inglaterra. —
Um
violento
incêndio
acaba
de destruir
em
Bollonle-Moors
uma
das
principaes
levan-
derias
da
cidade. As
perdas
são avliadas
em
1
milhão
e
meio
de
francos.
Sabe-se
que
Bolton,
cuja
população
passa
hoje
de 70:000
habitantes,
é
situa
da
no
condado
de
Lencastre,
a
18
kilo-
inelros
de
Manchester.
Produz
fuslões,
musselinas
e
tecidos
que
gosam
de
grande
reputação.
Os
principaes
aperfeiçoamentos
levados
ás
machinas
que
necessita
a
industria
al
godoeira
tiveram origem
em
Bolton,
onde
se
contam
aclualmente
mais
de
vinte
fa
bricas
ou
lavanderias
movidas
pelo va
por. *
31
BASIC» MESCASIU »E BBACA
SOCIEDADE ANONYMA DE
RESPONSABILIDA
DE
LIMITADA
Resumo
do
aclivo
e
passivo
d’
este Eanco
em
31
de
dezembro
de 1876.
Activo
Caixa...................................
31:0525794
Letras
descontadas,
toma
das
e
a
receber
.
.
.
170:6875279
Letras
em
liquidação
.
.
1:3465930
Empréstimos
sob
penhores
197:0075825
Créditos
com
caução
.
.
121:1115980
Operações
a
longo
iprazo,
com
hypotheca
.
.
.
17:4805091
Devedores no
paiz.
.
,
14:1905.892
Agencias no Reino
e
Ilhas
—
em
metal
....
14:1575851
Em
letras ....
15:8325273
Agencias
no
estrangeira
.
4:8445613
Transferencia «le
fundos
.
Acções
«ie
conta
própria
.
Valores
ílucluantes.
.
.
Effeitos
depositados .
.
Despezas
d
’
instaIlação .
.
Moveis
e
utensílios.
•
.
1:118^325
84:0005000
58:562^090
22:4005000
4:8845089
1:5375810
760:2145873
I*asi«ivo
Capital
Fundo
de
reserva
.
.
.
.
600:0005000
9195127
Dividendos
por
pagar.
Agencias
no
Reino
.
.
.
Credores
no
paiz
Credores
d
’
effeitos
deposita
dos
.........................
Depositos
a
praso
.
.
»
á
ordem.
Leiras
por
pagar
.
Transferencia
de
fundos
.
Lucros
e
perdas.
.
.
.
.
1:0025000
3065828
3640
5474
22:4005000
99:6795276
10:7195450
6675452
1:0085845
19:8715411
760:2145873
Braga
30
de
Dezembro de
1876.
Os Directores,
José
Antonio Rebello
da
Silva.
José
da
Cosia
Palm
ara.
AsamciMOTos
MmaasiMHmagai
Estevão
Correia de
Moraes
Amaral,
Jo
sé
Correia
de Moraes
Amaral,
sua
cunha
da
Emilia,
e
sobrinha
Maria
Ernestina,
agradecem
do
fundo
d
’aima,
pedindo
des
culpa
de
o não
poderem
fazer
pessoal
mente,
a
todas
as
exm.as
snr.
3S
e
snrs.
que se
dignaram
obsequiai
os durante
a
penosa
enfermidade
de
seu
bom
irmão,
cunhado
e
thio
o
Conselheiro
e
Desem
bargador
da
Relação aposentado
Barlho-
lomeu Correia
de
Moraes
Amaral;
outro
sim
signiiícam,
por este
meio,
o
seu
eterno
reconhecimento
aos
illm.
os
e
exm."s
snrs.
que
lhes concederam
a
subidíssima
honra
de
no
dia
11
do
corrente
assistir
na
egreja
da
Misericórdia
ao funeral
do
mesmo
seu sempre
chorado
e nunca es
quecido irmão,
cunhado
e
thio,
não
es
quecendo
os
reverendos snrs. ecclesiasti-
cos
que
gratuitamente
assistiram
ao
cilicio
de
corpo
presente.
Como ha de
ser
sempre respeitada
a
memória
do
saudoso
finado,
relembradas
e
nunca
esquecidas
serão
também
as
fine
zas
com
que
n
’
esle
doloroso
trance
tão
delicadaraenle
foram
obsequiados
os
an-
nunciantes.
/
(39)
H1MO
»O .TÍSAíIO
Em
cumprimento
do
artigo
35
dos
es
tatutos são
convidados
os
snrs.
accionis-
tas
do
Banco do Minho,
para
compare
cerem
na
reunião d’
Assembleia
geral
or
dinária,
que
deve
ter
logar
ás 11
horas
da
manha
do dia
20
do
corrente
mez,
no
novo
edifício
do
referido
Banco.
Braga
15
de janeiro
de
1877.
O
Presidente
d’Assembleia
geral,
(41)
José
Maria
Rodrigues
de
Carvalho.
PRADO D’URJÃES
Quem pretender tomar
d
’
arrendamen-
to
o
prado
d
’
Urjães,
pertencente
á
casa
de
Sinde,
e
que
consta
de
lavradio,
vi-
donho,
e
arvores
de
fructo,
póde
dirigir-
se
n
’
esta
cidade
á
rua
de
S.
Geraldo,
n.°
17.
(45)
VENDA
D&
BENS
Vende
se
os
bens
que
pertenceram
ao
finado
abbade
da Correlhã,
da
comarca
de
Ponte
do
Lima,
os
quaes
constam
:
d'um
pomar,
com
latada
e
tanque,
e
uma
leira
annexa, e
o
campo
de
praso;
a
propriedade
denomina
la
a
Cachada
;
os
quaes
leem excellente
vidonho,
fructas
e
agoa
:
constam também
d
’
uma casa
meio-
construída
n
’
um
bello
local
e
uma
porção
de
terreno
cultivado,
junto
á
mesma.
Quem
os
pretenda
dirija-se
a
João da
Cunha
Nogueira,
Ponte
do
Lima.
(38)
Companhia Geral
Bracarense
São convidados
os
snrs.
accionistas d
’
es-
ta companhia
a
reunirem-se
era
assembleia
geral,
no
escriptorio
da mesma,
no
dia
24
do corrente,
pelas
11
horas
da
manhã,
para
os
effeitos
dos
artigos
12
e
14
dos
estatutos.
Braga
15
de
janeiro
de
1877.
O
Presidente,
(46)
Francisco
de
Campos
d’
Azevedo
Soares.
BANCO BE
GUIMARÃES
Tendo
a
assembleia
geral
dos
accionis
tas
do
Banco de
Guimarães
de
11
do
cor
rente
fixado
para
a
segunda
rennião
or
dinária
o
dia
22
para os
effeitos
do
artigo
42
dos
estatutos,
convida
os
snrs. ac
cionistas
a
comparecer
no referido
dia
pelas
10
horas
da manhã
na
casa
do
Banco.
Os
snrs.
accionistas que
pertenderem
o
relaiorio
da gerencia com
o
parecer
do
conselho
fiscal podem
procural
o
em
Gui
marães
na thesouraria
do
Banco,
e
no
Porto
e
em Braga nas respectivas
agen
cias.
Banco
de
Guimarães 15 de
janeiro
de
1877.
O
Presidente
da
Meza d
’assembleia geral,
(45)
Barão
de
Pombeiro.
AKBEMATAÇAO
Pelo
juiso de direito
d
’esta
cidade
de
Braga
e
Cariorio
de
Ribeiro,
no
dia
21
do
corrente
pehs
10 horas da
manhã
á
porta
do tribunal
no
largo
de
Santo
Agos
tinho, se
tem
d’arrematar
os
moveis
se
guintes:
U
na
caixa grande
de castanho,
um banco
velho
de pinho, e uma
meza
ve
lha
de
pinho.
A
presente
arrematação é
por
força
de
execução
que
a
F.
N.
move
a
Joaquim
Gandarella
e
outros
d
’
esta
cidade.
(48)
ALV1ÇARAS
Dão-se
a
quem
entregar um annel
de
pedra
azul,
que
foi
perdido
no
baile
dos
recreios
populares
na
cerca
dos Congre
gados.
Recebe-se
em casa do
snr.
Alexan
dre,
barbeiro,
rua
do Souto. (47)
BANCO
ALLIANÇA
Dividendo
do
2.
a
semestre
de
1876.
No
dia
19
do
corrente
principiará
a pa
gar-se
na
thesouraria
do
Banco
do
Minho
o
dividendo do
2.°
semestre
de
1876 a
razão
de
2
0(0
ou
15200
reis
por
acção,
desde
as
10
horas
da
manhã
até á
1
da
tarde.
Braga
17
de
janeiro
de
1877.
(49)
WÍBOS
A
Sociedade
do tiro
dos Pombos
de
Lisboa,
compra
pombos,
em
partidas
não
inferiores a 50,
pelo
preço de
140
reis
cada
um
pagos
no acto
da
entrega,
em
qualquer
estação
dos
caminhos
de
ferro
de
Norte
a
Leste
e
de Sueste.
Os
ven
dedores
podem, para
mais
escurecimen
tos,
dirigir-se
aos
chefes
de
estação
ou
ao
secretario
da
Sociedade,
Luiz
de
Se
queira
Oliva,
e
espingardeiro
Lurberton,
rua
Áurea, n.°
76,
Lisboa.
(50)
ALUGA-SE
N
’
um
dos
locaes
mais
pitorescos
e
saudaveis
d’
esta
cidade,
acha-se
para
alugar
uma
casa
até
ao
pro
ximo
S.
Miguel ;
e
bem
assim,
se
vende
por
preço
mui
commodo
a
mobília
e
piano
existente
na
mesma
e
completamente
nova,
para
melhores
esclarecimentos
queiram-se
dirigir
á
Praça
do
Barão
de S.
Martinho,
casa Almeida
&
Pereira.
(24)
Vende-se,
uma
casa
com
bom
quintal
e
poço,
no
campo
Novo
■^
*
2^
n.o
9, (lado
do
norte).
Vende-se
também
a
quinta
do
Ribeiro,
na
freguezia
de
S.
Pedro
de
Escudeiros,
Veiga
de
Penso.
Trata-se
com
o
snr.
Simão
d
’
Araujo
Esmeris,
Esciiváo
de
Direito,
na
rua
dos
chãos
de
Baixo.
(32)
Arrematação
de bens
Pelo
juiso de
direito
da
cidade e
co
marca
de
Braga,
e
cariorio
do
escrivão
Antonio
Carlos
d
’
Araujo
Moita, por
força
de
execução
hypothecaria
em
que foi
éxe-
quente o
fallecido
José
Fernandes
Dias,
negociante
da
mesma
cidade,
hoje
seus
herdeiros
habilitados
D.
Maria Rita
da
Sil
va
Dias,
viuva
d
’aquelle
fallecido,
e
seus
filhos
e genro,
todos
da
referida
cidade,
e
executados
José
Maria
Themoteo,
e mu
lher
Justina
Rosa,
e
Justina
Maria,
sol
teira,
moradores
na
freguezia
d
’
Argeris.
concelho
de
Valle
Passos,
voltam
de
no
vamente
á
praça
para
serem
arrematados
e
entregarem
se
a
quem
por
eiles
maior
preço
oíferecer, visto não ler
apparecido
lançador
algum no
dia
10
de
dezembro
(indo,
nem
se
ler
effectuado
no dia
8,
que
equivocadarnente
se
annunciou,
se
faz
de
novo
com
o
abatimento
da
quinta
parte,
lodos
os
bens
de
raiz
de
que
se
compõe
a
casa
e casal
dos
referidos
exe
cutados
e
que eram
pertencentes
a
seus
fallecidos paes
e
sogros Themoteo
José,
e
mulher,
cujos
bens
são
situados
na dita
freguezia
de
Argeris,
e
da de
S.
Thiago
da
mesma comarca
de
Valle
Passos:
da
sobredita
execução
consta, assim
como
dos
respectivos
editaes
que
se acham
affixa-
dos
na
porta
do
Tribunal
da
mesma
ci
dade,
e
na
da
casa
dos
executados, seus
nomes, situações,
confrontações
e
valores-
Porisso
quem
os
pertender
póde
compa
recer
no
dia
28
do
corrente
no
Tribunal
da
mesma cidade,
que
é
sito
no
largo
de
Santo
Agostinho, d’
onde
deve
ter
lo
gar
pelas
10
horas
a
mesma arrematação,
e
entregarem-se
os
referidos
bens,
a quem
por
eiles maior
preço
oíferecer.
Braga
12 de
Janeiro
de
1877.
(36)
Maria
Rita
da
Silva
Dias.
NOVO
HORÁRIO.
José Antonio
Monteiro,
Marques,
e
Cerqueira,
levam
ao
conhecimento
do
pu
blico
que
os
carros
que desta
cidade
sahe
para Ponte
do
Lima
e
Vianna
ás
9
horas
da manhã
principia
a
sahir
no
dia
14
do
corrente
ás
8
horas
da
manhã,
e
chega
a
Vianna
ás 4
horas
da
tarde.
Braga
12
de Janeiro de
1877.
O gerente,
Francisco
Pereira
Leite e
Castro.
(28)
FOLH1N
H
AN D E A LGIB EI RA.
ou
nlmnnak
eeelegiastieo e
eivil, para
o
Arcebispado de Bragn,
Consideravelmente
augmenlado, com
no
tas
e
certeza
das
abstinências
e
festivi
dades.
Preço
..................................
40
rs.
Vendem-se
em
BRAGA,
rua
Nova n.°
3
—
defronte
da
Misericórdia,
em casa
d->
snr.
Bernardino
J.
da Cruz—
rua
do
Suii-
to.
em
casa
dos
snrs.
Rocha
e
Germano.
GUIMARÃES,
em casa dos
snrs.
F.
Mar
tins
da
C.
Guimarães,
largo
da
Misericór
dia,
e
livraria
de
Teixeira
de
Freitas,
a
S.
Damaso.
ARCOS,
BARCELLOS,
CHA.
VES,
VIANNA
eVILLl
REAL, nas
loja
*
costumadas.
DEPOSITO
DE
TAB
àg
O
o
DA
Caca
Havaneza d«
Uisboa
27—
Largo
do
Barão
de
S.
Marlinho
—27
BRAGA
N
’
este
deposito,
que
acaba
de
ser
aber
to
ao
publico,
encontram-se tabacos
de
todas as fabricas
estrangeiras
e
nacionaes,
bem
como
boquilhas
de
ambar,
espuma
do
mar
e
cautchoue,
cachimbos
de
gesso
e de
raiz,
cigarreiras
e charuteiras
de
couro
da
Rússia,
lumes
de
cera
de
pro
cedência ingleza
e
muitos
outros
objectos
d
’
alta
novidade
e elegancia.
Este deposito
nos
fornecimentos
por
grosso
offerece
o
mais
vantajoso
desconto.
(20)
DINHEIRO A
JURO
A
Meza
da
Irmandade
de
S.
Vicente
da
cidade
de
Braga,
faz
constar
que
tem
dinheiro
para
mutuar
a
juro
de 5
por
0
|
a
,
livres,
sobre
hypotheca.
(4481)
Banco
Commercial
de
Braga
No
dia
2o
do
corrente
ás 11
horas
da
manhã
na
casa
do
mesmo
Banco,
tem
de
se
reunir
a
assembleia
geral
dos
snrs
accionistas
d
’esle
Banco
para
a
discussão
do
relalorio
da
Direcção e
parecer
do
Conselho
Fiscal,
apresentados
na
sessão
de
10
do
corrente,
em
conformidade
com
o
que
alli
foi
resolvido
em
virtude
do
ar
tigo 33
dos
estatutos.
Braga
11
de janeiro de
1877.
0
secretario,
Antonio
Luiz da
Costa
Pereira
de
Vil/iena.
DS
R
’JA
DA ESPERANÇA Fl.° 224
MSBOA
director
geral
J.
L.
Carreira
de
Mello
director
gerente
J.
Btplisla
Porreira
a
Braga
a
snr.
a
D.
Maria
Brigida
Bersane
Perry,
Campo
da Feira-,
ao
Rev.°
João
Re-
betloCardozodeMehez.es
,
a>»
Rev.°João
Pe
dro
Ferreira
Airoza,
e
a
José
Maria
Dias
da
Costa,
Rua
Nova,
(17)
«nrr-vllLS,
*
,,.,-
—
—
-
nu
m,
bui
.
u.
»
»u
L
■M.»MnM»i|
'«HT«urinnrr
—«
titutl
-—nrr~
PHOTOSRAPHÍAS
Banco Mercantil de Braga
Sociedade nnonyma de
responan-
hilidade
limitada.
Por
ordem
do
exm.°
Presidente
da
as
sembleia
geral
são convidados
os
snrs.
ac
cionistas
a
reunirem-se
na
casa
do Banco,
no
dia
24
do
corrente,
pelas
12
horas
da
manhã,
afim de
traclarem
de
assumptos
concernentes
ao
disposto
no
artigo
23
dos
Estatutos.
Braga
e
Banco
Mercantil,
15
de
janeiro
de
1877.
0
Secretario,
Domingos
Moreira
Guimarães.
Este
collegio,
que
tantos
créditos tem
merecido
e
conservado,
continúa
com
incessantes melhoramentos na
sua administração
economica
e
escolar.
O
edilicio,
que
é
proprio,
foi convento,
e
não
tem na
capital outro
igual
appli-
cado
ao
ensino
particular.
Na
sua
restauração
e
nova applicação lemos
gasto
avul
tadas
sommas.
A
regencia
dos
estudos
está
a
cargo
d
’
um professor allemão,
auctorisado
pe
lo
bom
serviço nos
collegios
estrangeiros.
Os
professores
hão
de
estar
sempre
na
altura
do
credito
do
estabelecimento,
sérios,
instruídos
e
dedicados.
Não
só
os
preparatórios
para os
estudos
superiores
mas
um
curso
completo
de
commercio
e
linguas
tem
os alumnos
n
’este
estabelecimento.
0
ensino
pratico
das
sciencias
naturaes, é
auxiliado
com gabinete
de
physica
e
chimica,
muito
desenvolvidos, e
com
excellente
museu
de
historia natural.
As
aulas
de
geographia,
malhematicas
e
desenho
devidamente
montadas.
A
gytnnaslra
completa.
E
tialmente,
o
collegio
possue
tod<>s
os
estabelecimentos
parciaes
auxiliares
do
ensino
que
deve fazer
parte
integrante
d
’
um
estabelecimento
d
’esta
ordem.
Os
alumnos
tem
quarto
separado.
Os
Estatutos
indicam
todo
o
seu
desenvolvimento.
0
Director
proprietário
Na
rua
do
Souto n.°
6, vendem
se
os
retratos
do
Ex.
,n
°
Snr. D.
João, Arce
bispo
de Braga.
No
Porto,
rua
de
Santo
Antonio n.“
200.
(26>
João
<la
Costa
Palmeira,
tem para
ven
der,
na
sua quinta
em
Santa
Eulalia
de
Tenões,
salgueiros
de
raiz,
estacas
de
choupo,
vides,
nogueiras,
enchertos
de
pe-
cegueiro
de
Amaranle,
damasqueiros,
pe
reiras,
ameixieiras,
e
macieiras,
tudo
de
boas
qualidades.
(27)
Vende-se uma
morada
de
casas,
sitas
na
rua
de S. Barnabé
n.°
10.
Trata-se
na
rua
de
S.
Vicente,
na
loja
de Domingos
José
Gomes.
(29)
Empreza
da «Borboleta»
No
escriptorio
da redacção
da
«Bor
boleta»
compram-se os
n.
os
2,
3,
5
e
9
do
1.°
volume d
’
aquelle
semanario
0
escriptorio
é
no
Largo
da
Senhora
Branca, n.® 36.
Linimento BOYER-MICHEL para caval
los,
fazendo as
vezes de
fogo e
não deixando
vestígios do seu emprego M
ichbl
, phàrma-
ceutico
em
Aix
(na Provença) França.
—
Preço
1,000
reis.—Em
Li.
bua
o snr Barreto, Loreto,
n “28—30.
é25.)
(32°)
Joaquim
Lopes
Carreira
de
Mello.
ESTABELECIMENTO DE LOTERkiS
AFIANÇADA
NO GOVESNO CIVÍL DO POMO
Para
os engenheiros,
pharmaceuticos,
médicos,
dentistas,
professores
e
outras
pessoas que
desejarem obter
o
diploma
de
doutor
ou
de
bacharel
de
uma
universida
de
estrangeira.
Dirigir
carta
registada
a
Medicus,
13,
praça
do
Rei,
Jersey.
(In
glaterra.)
(31 -H-)
VENDE-SE
Poi
preço
favoravel
3
cavallos,
sendo
1
hispanhol,
alazão,
e
2
inglezes,
castanhos,
que trabalham
de
sellim
e
trem.
São
de
toda
a
confian
ça
e
por
isso
se
dão a
contento.
Também
se
vende
um phaeton, em
excellente
uso,
com
todos
os
arranjos
pa
ra
armar
de
diversas
fôrmas,
e bem
assim
arreios
para
1
e
2
cavallos.
Dirigir
a
José
Fornelios,
na
villa
de
Mesãoírio.
(4452;
DE
PORTO.
POLVO
BOM E GRAÚDO
Vende-se
aos
costaes
no
largo
do Ba
rão
de
S. Martinho
n,°
27.
(15)
N’este
estabelecimento
satisfaz-se com
pontualidade
todas
e
quaesquer
encom-
mendas
que sejam
feitas,
de
bilhetes
ou
fraeções
para
quaesquer
loterias,
vindo
acompanhadas
do
respectivo
importe
em
valles ou
estampilhas
do
correio.
Remelte-se
no
fim
das
extraeções
as respectivas
listas
dos
prémios;
e
fornece-se
fazenda
para
revender
nas
províncias,
pioporcionando-se vantajosas
commissões.
Além
dos
bilhetes
inteiros,
m>
ios,
qhartos,
oitavos e
décimos,
ha um
variadís
simo
sortido
de
vigésimos,
quadragésimos,
cautelas
de
l$20(>,
6<>0.
500,
300,
250.
130,
100
e
40
réis;
e
bem
assim
:
dezenas
de
cautelas
de
40),
l$0<>0. 35000. (>$000
e
I2$OOO;
e
colleeções
especiaes
de 50
numeros
diíTer
ntes,
de
2$000,
5$000,
15$.)00 e
305000
rs.
Areeilnm-se «lemlc já eneommentlas pira a Grande í.otrria que
na
forma
dos mais
«leve extrair».- «a<»
prnximo futuro mez <ie
BBezentbro e
eiijo etipital -ios prémios que se «tistritonem é de dois mil
eento
e tlois euutos e
quatr» eentos mil réis!!!
(4277)
DOENÇAS
DAS MMEMS
TRATAMENTO
(sem
necessidade
de
npoiso
nem
regímen) por
Mad.
Lachapelle,
professora
parteira,
das
enfermidades
das mulheres,
inllammações,
ulceras,
consequên
cias
do
parlo,
desarranjo
dos
orgãos,
causas
frequentes
e
ás vezes
ignoradas
da
es
terilidade,
languidez,
palpitações,
debilidade,
doenças
nervosas,
enfraquecimento
e
muitas
enfermidades
reputadas
incuráveis—
Os meios
de
cura
que emprega
Mad.
La
chapelle,
simples
e
infalliveis,
sao
o
resultado
de
assíduos
estudos
e
observações
pra
ticas.
Cônsul ações
das 3 ás
5
—
Rue
Moulhebor, 27.
perto
Tolherias,
Paris. (40:|:)
INJECÇÃO
HYGIENICA
niLSiTiice
pbdphitatico
MOLÉSTIAS
DA
BEXIGA IgSs
mendado
pelos melhores médicos;
tendo
um sabor escellente. agradavel ao
paladar. Paris, BLAYN,
7,
r.du
Marché-St-Honoré.
Preços 540 e 810 reis. Em
....o,,.,,
....... /
x.;
«
e..,
’,
berrei..
Xç
Innào, Banharia, 77.
(38,)
INJECTION BROU
Hygienie
*
Infallivel y preservativa; absolutamenta
a
unica qve cura sem Ine
juntar mais nada.Vende- 7;
se
nas principaes
pharmacias do
mundo. Exigir a
1
I
instrucçdo
do uso. tS9
afio» da extto.JPlris, casa do .,
\iay«B^Mag«nta,(iS.
LHM,S
r
BuretoLoreto28«30.
b
Esta
injecção
é a
unicà
e
efíicaz
que
cura
em
seis
ou
oito
dias
toda
a qualida
de
de
purgações
tanto
antigas
como
mo
dernas,
ainda
as
mais
rebeldes.
Vende-se
em
Braga
na
pharmacia
Alvim,
á
Porta
Nova. Em Coimbra,
pharmacia
Barata
Di-
niz,
rua
de
S.
Bartholomeu.
Deposito principal
no
Porto
na
phar
macia
Madureira,
rua
do
Triunfo
n
0
142,
proximo
ao
Palacio
de
Crystal.
Preço
de
cada
frasco
—400
rs.
(4449)
CuLLEGlO
INbLEZ
DO
Sagrado
Coração de Iffaria Virgessi
In. inaeuladn
D.
Margarida
Heutiessy» desejando
an-
nuir
aos
pedidos
que as
famílias
e
clero
mais dedicados á
causa
de
uma
verdadei
ra e
completa
educação,
tanto
de
Braga
como
das localidades
adjacentes,
ha
cin
co
annos
se
leem
dignado
fazer-lhe, resol
veu
abrir
uma
casa
de
educação
para
meninas
internas,
semi
internas
e
exter
nas
sob
a
direcção
de
sua
irmã
Miss.
The-
resa
lleunessy,
tendo obtido
para levantar
o seu
estabelecimento,
a
belia
casa da rua
de
S. Miguel-o-Anjo.
jjnde
morou o
ex,
m
!
)
snr.
Juiz,
de D rei
lo,
o
qual
principiará
a
funeciunar no
dia
2
de
Fevereiro.
Para
esclarecimentos podem
derigir-se
Lecciona-se
o
curso
da
lingm france-
za
na
rua
do
Anjo n.°
II,
desde
as
6
ho
ras
da
tarde
até
ás 7, pela
quantia
de
800
reis
mensaes,
pagos
adiantados.
(4412)
BRAGA,
TYPOGRÁPHIÀ
LUSITA.NA
—
1876.
Parte de Comércio do Minho (O)
