comerciominho_17071877_663.xml
- conteúdo
-
cosimerciajl
,
RKDIGIOSA
e
noticiosa
.
EDITOR E PROPRIETÁRIO JOSÉ MARIA DIAS DA COSTA, RUA NOVA N.°
3 E.
5.°
ANNO
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
Braga,
12
mezes
..............................
1&600
»
6
»
..........................
850
Correspondências
partic.
cada
linha
40
Annuncios
cada
linha
....................
20
Repetição
....................................
io
PUBLICA-SE
ÁS
TERÇAS,
QlIATAS
E SABBADOS.
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
Províncias,
12
mezes
..........................
2&000
»
6
»
..........................
1£>050
»
sendo
duas
assignaturas
3§600
Brazil,
12
mezes,
moeda
forte.
.
3&600
Folha
avulso...............................
10
__
_
N.° 663
BBAGA-TERÇA-FEIKA »« »E
JULHO I»E 18»?
A
*
Redacçno
«8o dCoíiuisereio do
Ntinhoo.
Londres, 6
de
Julho,
1877.
Ahi
vai
mais
essa
carta
ao
Apostolo,
que
tem
bastante
interesse,
como
se
verá,
e
que,
por
sua natureza,
nada
perde
em
ir
um
pouco
mais
tarde,
em
razão
da
au-
zencia
que teve
do
logar
do
meu
Amigo
que
me
faz
estas
copias.
A peregrinação
a
Roma,
e
recepção
por Sua
Santidade,
de
uma
tal
Represen
tação
da
Imprensa
Catholica,
não
é
das
manifestações
menos
importantes
que
por
esta
singular
occasião tiveram logar.
E
’
divertido
vèr
aqui
como
o
Protes
lantismo
lucla
e
barafusta
contra
os
pro
gressos que
o
Catholicismo
directo
por
um
lado,
e
o
que
chamarei
indirecto
por
outro
vam
fazendo
e desenvolvendo
todos
os
dias.
Agora
tem
estado
os
Bispos
e
Arcebispos
Protestantes
discutindo
e
pro
curando
meios
de
obstar
ao
habito
que
vai
crescendo
todos os
dias entre
os
Ri-
lualistas
(ou
semi-Catholicos),
de
recorre
rem
á
confissão
a
seus
clérigos
da
parcia
lidade;
e
estes
de
confessarem
e
absol
verem
os
seus
penitentes.
Os
Bispos de
liberam
e
gritam
contra
isso;
mas
o
caso
é,
que
o não
pódem
impedir;
e
que
a
pratica
vae
augmenlando,
apesar
de todas
as
declamações
dos
anli-Ritualistas
;
ape
sar
até
das
declamações
do
Times
contra
a
cousa.
a
.
n. SARAIVA.
SUMMARIO.
I.
—Consonância
do
Correspondente
do
Times
em
Paris
com
seu
Collega
em
Ber
lim,
no
juiso
e
receios a
respeito
da
mu
dança
de Gabinete
em
França.
II. —Importantes
apreciações
do
Times
sobre o
acto
do
Presidente
Francez
em
mudar
de
Ministério
—
Mutuo
receio
Pro
videncial
da
Germania
e
França,
que
pa-
ralysa muito
a influencia
e
acção das
duas
nações,
ou
antes
Governos, em relação
á
questão Russo-Turca.
UI»
—
A
maçonaria
de
Munich
toman
do
as
dores
por
Guilherme
e
Bismark
de
Berlim,
em
consequência
da
comparação
pouco
lisongeira
que
o
Papa
fez
do
Rei
da
Prussia
com o dos
Hunos.
IV.
—
Peregrinação da
Imprensa catho
lica
periódica
e
jornalística,
ao Pontífice,
e
offerta
a
S.
Santidade
de amostras do
trabalho
ineritorio
d
’esses propngnadores
da
verdade.
V.
—Manifestação
constante
aqui
contra
a ultima
mudança
de
Ministério
em
Fran
ça
—Tudo
por
aversão
ao Catholicismo,
e
pela
opinião,
que
a
Monarquia
o
protege
ria
e
favoreceria.
I.
—
Para
mim,
que
—
com
áquelle
im
becil
de
Bossuet
—
olho
para
toda
a
histo
ria
do
Mundo
como uma
immensa
Epo-
pea,
cujo
principio,
meio
e
fim,
éo
Chris-
tianismo
—
disfarçado
primeiro
e
coberto
com
varias
figuras
e allegorías,
antes
que
apparecesse
e
se
mostrasse
o
Grande Pro
tagonista
ou Sagrado
Heroe
do
poema
;
tudo,
todos
interesses
que
a
essa
grande
Acção
se
não
referem,
sam
de
quilate
comparativamente
menor,
ou
secundário.
Em
vista
do
que,
as
cousas-e noti
cias
que
possuem
maior
valor,
nos
acon
tecimentos
e
procedimentos
que
se
vam
Passando,
sam
as
que, por
qualquer
mo
do
entendo
terem
relação,
mais
ou
rae-
^°s
importante,
cora
a
grande
Epopea
ou
Acção
de
que
fallei.
E
’
debaixo
de
tal
ponto
de
vista
que
não
quero
deixar
de
ir
notando
cousilas
que no
meu
conceito,
se
relacionam
com
os
incidentes
ou
episodios
do
grande
Poe
ma illudido;
e
tal
consideração
é
que
me
induz
a
continuar
ainda
resp>gando,
mes
mo de
datas
um
pouco atrazadas
(visto
que não
ha tempo
de
tudo
fazer de uma
vez),
cousitas
que
podem
servir
na
apre
ciação
dos
acontecimentos
que
se
vam
seguindo
e desenvolvendo;
por
exem
plo
:
—
No
dia
24
do passado,
escrevia
o
Cor
respondente
Parisiense
do
Times
(e tanto
o
dito
o
sujeito
como
o
jornal
sam
aucto-
ridades
importantes em
tudo
o
que
pode
contrariar
o
Catholicismo):
—«A
estada
em Berlim
do Principe
Bismark» (que se
dizia tinha
vindo como casualmente
do
campo,
onde
estava,
á Capital
Prussiana)
«Poderá
prolongar-se
até
o
fim
da
sema
na.
A
Norlh
German
Gazelte»
(papel
bis-
markino)
«diz
que,
não
obstante
o
não
ser
a
sua
visita
causada
por
questão pen
dente,
a presença
do
Principe,
é
cousa
muito
feliz
n
’
eslé
momento,
e
deve
con
tribuir a
uma
concordância
sobre
a
aiti-
de
da
Allemanha
em
relação
a
certas
ma
térias
importantes.
—
Outro
papel de
Ber
lim
nega
o
boato
de
que
o
Barão
Ren
dei,
Embaixador
Allemão em
Roma,
li
nha
deixado
o
seu
ponto
»
II.
—
Muda-se
um ministério
em
Fran
ça,
e
por
motivos
de política
interior;
e
começam
jornaes,
correspondentes,
e
até
Ministros
estrangeiros, a
preoccupar-sc
grandemenie
das
consequências
de
tal
mu
dança,
como
se
fosse
a
elles;
e
não
á
França
mesmo,
que
a
cousa
importasse!
Já
que tanta
importância
o
Times
e
seus
conespondentes,
com
toda
a
pedrei-
rada
e
liberanga
por
esse mundo
fóra,
se
importa
tanto com o
acto
do
Presidente
Francez,
analysemos
um
pouco
as
refle
xões
do
Trovejador,
feitas
logo
mui
de
principio
sobre
o
caso.
Diz
elle
:
«A carta
do
Marechal
Mac-Mahon
fez
uma
grande
mudança
por fóra
como
em
França mesmo,
e
não
pode
ommittir-se
até
nos
cálculos
da
política
Ingleza.
An
tes
que
elle
a
escrevesse,
nada podia
ser
mais
notável
que o sentimento
de
se
gurança
que
a
conducta da
França
tinha
novamente
tendido
a
espalhar
pela
Eu
ropa».
?E
donde
vinha, pergunto
eu
esse
«sen
timento
de
segurança» que
tanto
deleitava
a
Europa do Times,
isto
é,
a
Europa
Ma
çónica
Protestante
e
liberanga?
Vinha
de
estar
á testa
do
Governo
em
França um
livre-pensador,
com
as
mesmas
ideias,
vis
tas,
e
interesses
anti-catholicos
do
Times
e
seus
devotos
por
toda
a
parle,
mas es
pecialmente
de
toda
a
familia
Bismarkina
e
Garibaldnia
e
maçónica.
«Tinha
ella
(a
França)
parecido
haver
posto
de
parte
o
desejo
inquieto
de
ter
nma
parte
influente
na
decisão
de
toda
a
disputa
estrangeira.»
—
E
a
nação
que
o
Grande
Frederico
Prussiano
entendia
dever
dar
a
lei
á
Europa,
devia
agora,
por
graça
do
Snr.
Julio
Simão,
e
para
não
perturbar
osono
de
Berlim
ou
do Quirinal
aladroado,
abdicar,
esse
direito que
a
Providencia
lhe
deu,
e
a
historia
lhe
confirmou
!
—Mas,
vejamos
cousa
ainda
mais
bonita:
—
«Os
seus Despachos»
(da
França)
«não
mostravam
vestígio
da
tempera
dictatori-
ca
que
fez
do Segundo Império
o
princi
pal
perturbador
da
paz
Continental.»
—
Isto
é bonitissimo
da
parte
do
papel que,
depois
de
ler,
por
annos,
arrastado
na
lama
o
Napoleão
Pequeno,
se
tornou
seu
apologista
e
sycophante,
desque
elle
foi
ajudar o
Piemonte
a
revolucionar
a
Ita-
lia,
roubar
a Áustria,
a
despojar
os
Prín
cipes
e
Governos
legítimos
Italianos;
desque
deixou de
proposito,
aniquilar
a
Confede
ração
Germanica,
abater
o
império
Aus
tríaco,
e
finalmente
de
desapossar
o
Papa
do
mais
antigo
Throno,
Corôa,
e
Sobe
rania, existentes
não
só
na
Europa
mas
no
mundo
inteiro !
A.
R. SARAIVA.
(Continua)
-----
—
-----
A
perejjrinaçã;> poi-tuyiteza a
Uoiiin.
11
A PARTIDA
O
dia
14
de
maio
amanheceu
doce
e
sereno,
como
um
dos
mais
bellos
dias
de
primavera.
Braga,
a
religiosa
e laboriosa
primaz
das
Hespanhas, começava
a
levantar-se
para
o
trabalho,
meio fatigada
ainda
peta
enlhusiasmo
com
que
na
vespera
havia
celebrado
duas
grandes
festas,
a de
S.
Luiz
Gonzaga
e
anniversario
natalício
de
Pio
IX.
Os
peregrinos,
que
de
todo
o arcebis
pado
alli haviam confluído,
para
recebe
rem
a
bênção
do
seu Prelado,
principia
vam
a
reunir-se
no
atrio
do
paço archie-
piscopal.
Pelas
8
horas
da
manhã,
estando
já
a
lindíssima
capella
cheia
de fieis,
entrou
S.
Exc.
a
Rev.
“
la,
que,
depois
de
sentar-
se
no
faldislorio,
e
resar
em
côro
as
ora
ções
do
costume, se
paramentou
para
a
celebração
da missa.
Não
queria
o
venerando
Prelado,
como
bom e
sollicito
Pastor que
é,
deixar
sair
para
tão
longa
jornada
uma
parle
de
seus
filhos,
sem
que primeiro
os
fortalecesse
com o
Pão
dos
fortes.
A
tão
santos
desejos
correspondeu
a
melhor
boa
vontade
dos
peregrinos.
Todos
sem
excepção
se acercaram
da
sagrada
Meza.
E
o
santo
e
virtuoso
Prelado
bem
po
dia
lêr
nas
lagrimas,
que
espontaneamente
corriam
pelas
faces
de
seus
filhos,
o
re
conhecimento
com
que
lhe
pagavam tão
alto
beneficio.
A seena
mais
tocante porém
a
que
temos
assistido, e
que
nunca
se
apagará
de
nosso
espirito,
eslava
reservada
para
quando
S.
Exc.
a
Rev.
ma
depois de
ter
abraçado
um
por
um
lodos
os peregrinos,
se
dispunha a dar-lhes
o
adeus
de
des
pedida
!
S.
Exc.
a
quiz
fallar,
mas
não pôde.
Os soluços
cortavam-lhe
a
voz,
e
no
meio
de
uma
commoção
violenta,
que
passou
rapida
a
todos
os
corações,
apenas
pôde
dizer-nos,
banhado
em
lagrimas,
—
que
fossemos
e
contássemos
o
que
vira
mos
;
e
que
disséssemos
a Pio
IX,
que
em
Portugal
havia
ainda
quem
Lhe
votasse
affeição e
amor.
a
,
bim,
Exc.
1110
e
Rev.'
110
Senhor
1 nós
o
dissemos
bem
alto
em
toda
a
parte
por
onde
passamos,
pois
é
justo
se
saiba
lá
fóra,
que
a
Primaz
das
Hespanhas, a
unica
Egreja
de
Portugal
de
que
se
falia no
estrangeiro,
se
nunca
desmereceu
de
suas
gloriosas
tradições,
tem
hoje á sua
frente
um
Prelado,
que
sabe
e quer
sustenlal-a
n
’aquella altura,
a
que
a
elevaram
os Bar-
tholomeus,
os
Marlinhos
e
os Brandões
!
O
efleito que
essas poucas
palavras,
assim
pronunciadas,
causaram
no
animo
de todos,
que
o
dignn
quantos o sentiram,
que
nós
não
nos
atrevemos
a
descrevel-o.
Dão-se
ás
vezes
momentos,
tão
solem-
nes na
vida,
que
o
homem
não
póde
nunca
olvidar.
Será
este
um
d
’
esses
momentos
de
que
conservarei
eterna
e
grata
recordação
pela
suavidade
e
doçura,
que
me
inspirou.
Ainda
depois
d
’este
acto.
tão
bello,
tão
edificante,
o
venerando
Prelado
con
vidando-nos
a
entrarmos n
’uma
das
salas
do
seu palacio,
fez
um
uhimo
esforço
para
nos
fallar,
mais
foi-lhe impossível.
As
lagrimas
de novo
lhe
embargaram
a
voz,
não conseguindo
mais
que
despe
dir-se
de
todos,
com a
bênção que
in-
dividualmenle
nos
deu.
Algumas
lioras
depois
éramos
já
na
estação
do
caminho
de
ferro.
Os
bons
bracarenses
não
quizerám
per
der
ainda
esta occasião
de
nos
testimu-
nharein
suas
simpathias.
A
gare estava
cheia
de pessoas
de
to
das
as
classes,
sexos
e
condições.
A li
nao
havia
lagrimas,
mas
enlhu-
siasmo.
A
alegria
e
a
esperança
dominavam a
saudade.
Roma
e
Pio
IX
faziam
o grande
pen
samento que
inflamam
tantos
corações
generosos.
Nada
mais occorria
n
’
aquelles
momen
tos.
Era
a
idéa
lixa
dos
que
partiam,
e
o
sentimento
predominante
dos
que ficavam.
E
n
’
este
sentido
quantas
recommen-
dações,
quantos
pedidos...
até
que
o
silvo
da
locomotiva
annunciando
a
lodos
que
íam
principiar
a
conlar-se as seis
centas
legoas
de
separação,
veio
sullocar
tantos
desejos
que
ainda esperavam
manifestar
se.
Partimos.
E
então
os
ienços
substituíam
as
pa
lavras,
até
que
a
força
prodigiosa
do
va
por
nos
roubou
á
vista
compatriotas,
pa
rentes
e
amigos.
M.
MARI
MIO.
A SUA EXC.a REV.ma
O SENHOR
ARCEBISPO DE BRAGA,
PíUMAZ
MS HESPANHAS-
D.
João
Chrysoslomo
dlmorim
Pessoa.
Que
sons
festivos,
que
clamor
confuso
De
vozes
mil, que
álém
pregoam
lêdas
Com
respeito
e
enlhusiasmo
áquelle
nome.
Que
echôa
no
tugurio do
indigente,
No
palacio
do
nobre,
do
abastado,
Na
cidade,
no
campo,
pelos
montes,
Pelo
desvão
dos
valles! Esse
nome
Sempre
de esp
’
rança ao
naufrago,
que
o
si
gue,
Qual
taboa
salvadora,
entre
os negrumes
De
procella
minaz,
que
abre
os
abysmos?
E
’
o
bem-vindo,
que
de
Deus
em
nome
Chega,
e
do
sanctuario
as
portas
abre;
Unge
o
barro
fraquíssimo,
e
o
transforma
Em
marmoreo colosso,
que
cimenta
A
obra
de
Deus,
que
sobre-vive
aos
séculos,
E
alonga
o existir
ao mar sem praias,
[Sem
fundo,
da
pasmosa
eternidade!...
Chovem-lhe
sem
cessar
da dextra as
ben-
,
çãos,
Dtande
chove
também
oculto
o
óbolo.
Déstro
cultivador
póda
os
sarmentos
Que
á
vide
parabólica
do
Evangelho,
Adherem
firmes,
e
depois são
tampadas
Postas
no
monte a
alumiar
o
mundo,
Ou
mirilico
sal,
que
espanca
os
males.
E
a
grei,
que
espera
ha
sec
’
ios
a
visita
Do
seu
Pastor,
vê
assomar-lhe
ao
rorlico
Do
templo
todo
fausto,
aromas,
flores
O
Pastor
venerando,
o Pae.
o
medico
O
enviado
de
Deus,
que
principia
Por
firmal-a
na
fé
com o
oleo saneio.
Alumiando-lhe
a
alma
á
luz
da
(
o
J
m
Da
cathequese
luminosa,
altíssima.
De
entre
os
mais
dignos
o
u.
digno
par
cho
Alça
da
Redempção
o
augusto
labaro,
Que
á
multidão
txtatica
annuncia,
Que
é
entre
nós
o
máximo prototypo,
O
modello
do
bom,
do justo,
e
sancto
Das
Hespanhas
Primaz,
successor
digno
Do
que
em
Trento
não
quiz
fosse
segundo
Aquelle
que
de
jus
era
o
primeiro.
E
’
bello, é
grande
o
despontar de um
astro
Que
é
todo
luz,
remedio,
alvo
reflexo
Das
candidas
angélicas essencias.
.Juncam-lhe
o solio
variegadas
flores,
Que
a mãos
cheias
a
ingénua
juventude
Lhe
desfolha
a
sorrir
de
intenso
jubilo.
No
decrepilo
a
fronte
desenruga-se.
A luz inunda
do
descrido o
limbo.
A
lodos
o
prazer
dá
um
só
gesto;
E
pelo
coração irmãos
são
todos.
Em
seu
festivo
transito repetem
Em
lêdo
sobresallo
ao
longe
os
echos
Pasmados
da montanha
o
riso
estridulo
Das
garridas,
e
as
broncas,
fundas
notas
Dos
sinos
do
imponente
campanario.
Mil
serpentes de
fogo
ás
nuvens
voam,
E
um
fragor
cavernoso
atroa
os
ares.
De
povo
um
mar immenso,
irrequieto
Murmura,
estua,
ondeia,
avulta,
eslende-se
Da
estrada
ao
longo,
ao
largo
das
campinas.,
Flue,
reflue,
atropela-se,
referve.
Parte
assudado, anciado
occorre á via ;
Purte
o
acompanha
já
;
todos
o
aclamam,
O
bem-dizem,
e
as
orlas
do
caminho
Lhe
emparedam
;
em
lerra humildes
pro
stram se
lhe,
E
a
bênção
paternal
firmes
aguardam.
O’
dia
!
sem
igual,
se tu
podéras
Pedir
de
Vianna ao
sol,
que
não baixasse
A
descançar
n
’esse
cochim
de
sombras.
Que
a noite
lhe prepara!
!... Exulta, exulta
feiticeira do
Lima, ó
meiga
Vianna,
Que
em
breve
o teu Pastor
volta
a
abra-
çar-le
;
Assim
o
promelleu,
ha
de
cumpril-o.
Julho
de
77.
B.
Wernéch.
i.iwí»o«,
14 ile jullto de 1997.
(Do
nusso
correspumienlei.
Um incommodo
grave
de saude
fez
que
eu
suspendesse as
minhas
correspon
dências.
Este
jornal
e
os
seus
leitores
nada
com
isso
perderam,
visto
como
a
sua
illustradissima
coPaboração supre
elli-
cazmente
aquella
falta,
em
cousa
alguma
sensível,
a
não
ser
porque
deixe
de
so-
bresahir
no meio
d’um
trigo
grado
e
lim
po
o
joio de
minhas
desalinhadas
cartas.
Dada,
pois,
esta
satisfação
á benevolên
cia
da
direcção
d’
este
jornal
e
seus
lei
tores,
e
contando
também
com
a
conti
nuação
d
’
esta, prosigo
na
minha
missão,
honrosa
por
a
cabida
que
me
dão
no
meio
de
tão
selecta
pleiade
de
escripto-
res,
e
ardua
pelas
diíliculdades
de
minha
deficiência
e
de falta
de
assumpto
digno
de
maior
menção.
Começo
por
patentear
o
meu
vivo
sentimento
e
pesar,
em
que
por
certo
me
acompanham
muitos
de
nossos
leitores,
pela
perda que
o partido
iegilimista
e
catholico
acaba
de
soffrer
com
a
prema
tura
morte do
ex.
mo
snr.
dr.
Miguel
do
Amaral
Pedroso.
Este
soldado
fiel
da
causa
tres
vezes
sarna
da
legitimidade,
deixou
nas
fileiras
em
que
militou
honrado
e
valoroso,
uma
lacuna
sensível,
que
o
partido
juslamente
lamenta.
Fiel
ás
tradicções
de
uma fami
lia
honrada
e
illustre,
passou
inco'ume
sobre
os
vicios
da educação
litteraria da
Universidade-revolucionaria,
e
illeso
nos
princípios
santos
que
bebeu com
o
leite;
poz
desde
os
bancos
escolares
até
quasi
á
hora
de
seu
passamento, ao
serviço
da
santa
causa
do
catholicismo
e
da
legiti
midade,
o
seu
talento
robusto,
a sua
vasta
intelligencia.
Razão
de
sobra
temos
pus
para
lamentar
a
sua
perda,
e
como
re
frigerio
á dôr
que
ella
nos
causa,
e prin
cipalmente
a
sua
veneranda
familia,
bus
quemos
na
Misericórdia
Divina pela
ora
ção
—
o
descanço
eterno
a
sua
alma,
como
prémio
a
suas
virtudes.
—
Estamos
em
plena
campanha
elei
toral.
Os
torpíssimos
expedientes
da ve
niaga
e
da
mais
ignóbil
tratkancia estão
debatendo
se
em
disputa
pelas
cadeiras
do
município
que
afinal
leem
de
ser
oc-
cupadas
só
por
cinco
mezes,
visio
como
no
fim
d’elles
ha
que se
proceder
á
elei
ção
para
a
sessão ordinaria.
E
’
de
todos sabido
o
procedimento
da
camara
dissolvida,
cuja
maioria
se
com
punha
da
gêma
revolucionaria. Pois
ape
sar
de
quantas
tropelias
e
irregularidades
commetteu
o
tal
senado
a
ponto
que o
governo
o
dissolveu por
indecente
e
má
figura,
e
sobretudo
como
um
foco
de
auarchia
e
desordem;
tem
o
desplante
e
descaro
de se
propor
para
reeleição:
es
tamos n
’
um
paiz
e
n
’
uma
epocha
de
tanta
desmoralisação
e
aviltamento,
que ainda
apparece
uma
turba
multa de
influentes
e
galopins
açulados
por
uma
imprensa
não
menos
indecorosa,
a
disputarem
o
passo
a
quem melhor
deve occupar as
cadei
ras
<lo
município
de
onde
se
varreu
a
estatua
de
Paschino
que
agora
querem
a
todo o
transe
reerguer
ao
pedestal.
Resta
ver
o
que
sahe d
’esta
lucta que
tem
che
gado
ao
extremo,
que
o
«Diário Illustrado»
de
hoje
apresenta; extremo
que
demonstra
á
evidencia
os
vicios
da
nefasta
vida po
lítica
liberanga.
O
partido
Iegilimista,
que
deve
na
maior
parte
d’
estes
casos
ser
es
tranho
a
luctas
que
o
desdouram,
na
pre
sente
tem
que
entrar,
e
deve,
correndo
só
com
os
seus
votos
a
favor da
lista
que
se
opponha á
dos
taes enterra-cães
da
reeleição.
—
Vi
aqui
na folha oflicial
a
correspon
dência
do nosso
minstro
do
Rio
de
Ja
neiro,
a
que
se
refere
o
«Commercio»
de
12
do
corrente,
reproduzindo
do
«Conitn-
bricense».
Um tão
vastíssimo
sudário
de
misérias
devèra incutir
no
animo
dos
nossos
compatriotas
das
provincias
do
norte
o
horror
que
os
resignasse
ao
ex-
pedieire-mania
da
emigração.
Estes
bons
governos,
que
veem
o
mais
temivel
papão
na
mulher
que
se
inclina
a
ser
irmã
da
caridade,
tolera com
alvar
e
criminoso
descaro
a
vil traficancia
que
aquelle
func-
cionario
aponta.
Quer-me
parecer
que
na
volta
do pa
quete
iria
mordaça
para
o
honrado
func-
cionario.
Aquellas
verdades não
convém
que
se
digam;
porque
revelam
o
estado
verdadeiro
e
nu
a
que
isto
tudo
converge;
estado
mais
iníimo e
aviltante
do
qne
aquelle
em
que jazem
os
povos
onde
não
chega
o
mais
tenue
raio de
civilisação.
Eu lembrava-me
que
era
bom,
como
sahida
adequada
a
este
sobresallo
de âni
mos que causou
a
correspondência
d
’aquelle
funccionario,—
fazel-o
substituir
ahi
por
algum
visconde
matula
—
que
visse
com
bons
olhos
a
emigração
das
raparigas
para
os
prostíbulos
brazileiros; e
perseguisse
a
primeira
irmã
da
caridade
que
encontrasse.
Até
á
semana.
iM.
G1ZETILHA
Procissão.
—
Saiu
ante-hontem
da
egreja
de
S.
Victor
a
procissão
de
N. Se
nhora
das
Angustias.
O
préstito
era
formada
pela
irmandade
da
Santíssima
Trindade
do
Populo,
irman
dades
e
confrarias
da
casa,
e
collegiaes
de
S.
Caetano.
No
centro,
e
precedendo
o
andor
onde
era
condusida
a
bella
imagem
de N. Se
nhora,
ia
um numeroso
côro
de
virgens,
e ao
longo
das
alas
grande
numero
d
’
an-
ginhos
muito
bem vestidos.
la
na
frente
uma
banda
de musica, e
no couce
uma
guarda
d
’honra
com a
banda
regimental.
s.
UrtR-çal.—
Effectuou-se
ante-hon-
lem,
na
capella
de Guadalupe,
a
festa
do
glorioso
S
Marçal.
Foi
S.
Marçal
muito
chegado
em
pa
rentesco
ao apostolo
S.
Pedro;
e por
man
dado de
Christo
foi baptisado,
e
mandado
a
França
a
prégar
a
fé.
Chegado
á cidade
de
Limoges,
foi
pre
zo e
mallractado: mas
foi
tal a tormenta
de
raios
e
trovões, então desencadeada
nos
ares,
que
o
povo
se
proslrára
em signal
d
’
humildade,
tomando
o
santo
bispo
por
advogado
contra
os
incêndios.
Os
que
os
raios
tinham produzido nas
casas
e
nos
campos,
n
’
essa
occasião
da
tormenta,
cessaram
n
’
esse
momento
como
por
encanto
sobrenatural.
O passamento
de S.
Marçal,
deixando
este
mundo
para
gosar
no do
empyreo
a
^licidade
eterna,
teve
logar
aos
30
de
junho,
como
se
narra
na
obra
monumen
tal
«Acla
Sanctorum».
A
festividade
constou
do
seguinte:
Houve
de
manhã
missa
solemne
a
in
strumental,
exposição,
que
continuou
de
tarde,
e
sermão,
prégado
pelo distinctis-
simo
orador,
o
exc.
“
,u
snr.
conego
dr.
Figueiredo.
Assistiram
a
esta
festividade, alem
das
companhias
de
bombeiros
voluntários,
e
raunicipaes,
d
’
esta
cidade;
os
voluntários,
municipaes
e
auxiliares
dos
voluntários,
do
Porto;
municipaes
de
Villa
Nova
de
Gaya,
e
voluntários
de Guimarães,
—
perfazendo
ao
todo,
numero
excedente
a
duzentos.
Para
Guadelupe
seguiram
todos
for
mados,
da
casa
da
camara,
levando
na
frente a
banda
de
musica «
Philarmonica»
tocando
o
himno
dos
bombeiros
munici
paes
d
’
esta cidade.
Depois
de terminada
a
festividade
de
manhã,
dirigiram-se para o
Bom
Jesus do
Monte,
onde
tiveram
um esplendido
lunch,
que
correu
no
meio
da
maior
animação,
oflerecido
por
uma
commissão
dos bombei
ros
voluntários.
Em
a noite
de
domingo
houve um
vistoso
arraial,
tocando
durante
ele
uma
banda
de
musica
e
queimando-se
muito
fogo.
Um faclo escandolosiseiseio.—
Quando
a
procissão
de
N.
Senhora das
Angustias
passava
na
alameda
do
campo
de
Sanl
’Anna,
deu-se
um
facto
escanda-
losissimo,
que
não podemos
deixar
em
silencio.
O
snr.
A.
J.
Fernandes
Lage
persua-
diu-se,
pelos
modos,
que
uma
procissão
é
uma
entrudada,
que
a
lei
é
uma
entru
dada,
e que
tudo,
excepto
elle,
não
passa
de entrudada.
Foi
porisso,
ao
que
parece,
que
aquelle
snr. julgou
opportunidade
a
passagem
d
’aq
*uella
procissão
para
atfirmar
d
’
um modo
inconcusso:
—
ou
a
sua
anor
malidade
d
’
elle,
ou
a
sua
má
creação,
ou
a
sua
irreligiosidade.
Seja
como
fôr,
o
certo
é
que
aijuelle
indivíduo
se
apresen
tou a
ver
a
procissão
com
todo
o
des
plante,
de
chapéu
na
cabeça,
o qual
nem
mesmo tirava quando
ia
a
passar
o
palio
debaixo
do
qual
era
levado
o Santíssimo.
Sendo
então
convidado
a
que se
des
cobrisse,
respondeu
desabridamente
que
eslava
muito
á
sua
vontade,
e
que
por
isso
não
tirava
o
chapéu.
Começando
a
lavrar
grande
agitação
nos
circumstantes
por este
arrojo,
interveio
uma
força,
da
que
compunha
a
guarda
d
’honra.
a
qual
o
premeu.
Depois
de
prezo,
e
na
occa
sião em
que
era
conduzido
para
a
cadeia,
resistiu violentamenle,
chegando
a
mal
tractar o alferes
que
a
commandava
e os
soldados
que
a
compunham.
Este
facto
causou
grande
indignação
em
toda
a
cidade.
Veremos
agora
como
as
auctoridades
nos
convencerão
de
que o
anjo
bom
do
snr.
Lage
prolongou
muito
o
somno da
sesta
de
domingo,
15,
esquecendo-se
com-
nletamente
d
’
aquelle
seu
tutelado.
tiomha.
—
Chegou
no sabbado
á es
tação
do
caminho
de
ferro
d
’
esta
cidade
uma
bomba
dhncendios
destinada
á
com
panhia
de
bombeiros voluntários d
’esla
cidade.
Hontem
de
tarde
foi
conduzida
para
a
respectiva
estação,
acompanhada
por
um
piquete
de
bombeiros.
«A evolução
litlec-aria».
—
Com
este
titulo
começou
a publicar-se
em
Lisboa
um jornal
lilterario.
E’
muito curioso.
Para
especimen
vamos
transcrever
do
mesmo
um
bocadinho
de
prosa
(?9
),
ou
verso
(???) que
se lê
a
paginas
7.
Eil-o:
«Na
primavera
desabrocham
as
flores,
a
alma suspira
idyllios,
e
o coração
des-
fallece
d
’
amores.
Rosas
entre
a
relva
da
campina,
nos
tojaes
da floresta rosas
também;
vestem-
se
os
silvados
de flores,
até
a
urze do
bosque
se
cobre
de gala,
qual
meiga zagaia
em
dia
de
festa.
Cravos
e
violetas
nos
recôncavos
de
valle, lyrios
e gerânios
nos
píncaros
da
serra;
orvalho
de
rosas
em
manhã
de
abril,
purpura
de pétalas
em
toda
a
terra.
A
acelga
do
regato,
o musgo
da
ro
cha
tudo desabrocha,
tudo surri amor.
O
prado
é
um
bouquet,
o
monte
é
um
jardim;
até
o
cardo
esconde
os espinhos
entre
as
flôres, e
só
ha
dores,
só
ha
es
pinhos
para
mim
!
Pomares
floridos,
vergeis perfumados,
como
é
doce
a
brisa
que
se
respira
alli.
Vida
do
campo,
como
tem
encantos;
co
mo
scismo
entre
as
rosas
na
rosa
que
eu
perdi
..........
Paíques
verdejantes,
vestidos de pur
pura,
que
lindo
m:
liz,
que
os
parques
têem.
Labyrinlho
sublime, de
brilhantes
corol-
las,
lindas
como
as
rolas
que
se
beijam
além.
Alecrim
do
monte,
olaia
em
flôr,
não
vés
que
a
dôr
meu
peito
estala? Escon
des,
acaso,
entre
a
rama
viçosa, a linda
rosa,
meu tropheu
de
gala.
Canta
o
nauta,
trovas sentidas, lagri
mas
colhidas,
no
alto
mar.
Rangem
os
remos,
gemem
as
aguas,
como
gemem
as
magnas no
peito,
que
amar.
Velho
marujo,
veterano
dos
mares!
se
tens
pezares,
escuta
o
meu
pranto.
Diz-me
em
que
plaga,
se
esconde,
ditosa,
a
linda
rosa,
que
eu amo
tanto.
E
amo
tanto
a
minha
Esther».
.
.
Abençoado
o
ventre
que
comligo
acar
retou,
ó
litteralo
das
dúzias!
Tbera4r<».—
Consta-nos
que
a
compa
nhia
do
Gymnasio
dá
amanhã
no
theatro
de
S.
Geraldo
a
1.
a
recita
d’
assignalura
com
o
drama o
Paralylico
no
qual
toma
parte
o
grande
actor
Antonio
Pedro.
Obito
—Falleceu
ante-hontem
o snr.
Pedro
Victor
Arantes
(FAzevedo,
filho
do
snr.
Azevedo,
da
rua
de
Santo
André.
Contava
apenas
21
annos,
e
gosava
de
geraes
simpathias,
ao que
lhe
dava
jus
o
seu
comportamento
exemplar
e
nunca
il-
libado,
e
o seu
fino traclo.
Deus
tenha
a
sua
alma
na
Bemaven-
turança.
OíTcrtn
a
Pio IX.—
No dia
5
do
corrente
a
priuceza
Massimo
apresentou
ao
Santo
Padre
20:000
liras
em
oiro
of-
ferecidas
pelos
snrs.
conde
e
condessa
de
Chambonl.
Cnininuiiíeado.
—
Temos
em
nosso
poder
um
communicado
do snr.
Antonio
José
de
Barros,
digníssimo
professor
oflicial
em
S.
João
das
Caídas
de
Visella.
em
resposta
a
um outro
publicado
no
«Im
parcial»
de
Guimarães,
pelo
professor de
Villarinho.
Dar-lhe-bemos
publicidade
logo
que
o
espaço
nol-o
permitia.
©begaíSra
dns
peregrina
*
.
—
Acer
ca da
chegada
dos
peregrinos
a
Braga,
tianscrevemos
da
insuspeita
«Correspon
dência
de
Porlngal»
as
seguintes
linhas:
Teem
chegado
a
Braga
muitos
dos
pe
regrinos
que
d
’
aquella
cidade
foram
em
romaria
ao
Vaticano
Veem
Cheios de
con
tentamento,
como
é
natural.
Todos
dão
testimunho
de
não haverem
sido
incom-
modados
nas
alfaldegas
estrangeiras
por
causa
das
bagagens,
mas,
em
compensa
ção, na
volta
ao
seu paiz, á
entrada
em
Portugal,
tiveram de
sotfrer
as
pesquisas
contra
as
quaes
toda
a
gente
sensata
pro
testa.
Pr«»f®ssora5lo
gerimario.—
Escre
vem-nos
de
Villa
Verde, em
13
do
cor
rente
:
Os
brados
da
desventurada
classe
do
professorado
primário,
ainda
que
até
hoje
desattendidos
pelos
poderes
públicos, nào
pódem
deixar
de
repelirem-se, porque,
de
dia
para
dia
se
aggrava
mais
a
trisle
si
tuação
da
mesma.
Toda
a
imprensa do
paiz,
sem
distin
ção
de
côies
políticas,
tem
advogado
a
sua
justíssima causa,
mas vãmente; por
que até
hoje
nada
tem apparecido
que
tenda
a
melhorar
um
ramo
do
serviço
pu
blico
a que
tanto
se
ligam
os
interesses
do
Estado
e da
sociedade;
antes,
pelo
contrario,
está totalmente descurado.
Não parece
acreditável que vencendo
um
professor
d
’ensino primário
o
mesqui
nho
ordenado
de
8á330
rs.
mensaes
dei
xem
estes
de lhe
ser
pagos
em
tempo
com
petente ;
porém
nào
é
assim.
Vejamos:
—
até
ao dia 7 do
corrente
ainda não
tinham
chegado
ao
concelho
de
Villa
Verde
as
ordens
de
pagamento
do
mez
de
maio,
e
só
depois
de
10
de
ju
nho
é
que appareceram
as
do
d
’abril.
Quando virão
as
de junho?
Quando
os
zelosissimos
empregados
repectivos
não
tiverem
mais
em
que
occupar-se,
e já
te
nham
encebado
as
cartas
com
que
jogam
a
bisca...
Os
professores
primários,
na
maxima
parte,
impellidos
pela
necessidade,
man
dam
procurar
os
seus
vencimentos
logo
em
seguida
ao
dia
30
do
mez
posterior
Aquelle
que
vão
receber;
mas
antes
de
lá
os
encontrarem,
é
necessário
ir
ou
mandar
innumeraveis
vezes!!
Quem
paga
aos
portadores?
O
grosso
ordenado
do
professor,
que
na
verdade
pó
Je e deve
chegar
para
tudo.
Isto
não
póde
continuar
assim,
sem
manifesto
prejuiso
publico
e
particular;
porisso,
em
nome
da justiça
e
boa
or
dem,
pedimos
ás
auctoridades
a
quem
com
petir se
dignem
pôr côbro
a
similhante
irregularidade,
que
nada póde desculpar.
iVegocios
ecclesãasticos.
—
O
«Dia-
rio»
de
14
publica
os
seguintes
despa
chos
:
Apresentado
José
Martins
do
Pinho,
parocho
collado
na
egreja
de
S. João
Ba-
plista
da
Silva
Escura,
diocese
de
Vizeu.
na
egreja
de
S.
Mamede
das Talhadas,
diocese
de
Aveiro.
Declarado
sem
effeito
a
requerimento
do interessado o
decreto
de
1
de
agosto,
e carta
regia
de
27
de
setembro
de
1855,
pelos
quaes
fôra
apresentado na
egreja de
S.
Mamede
de
Arcozello,
diocese primaz
de
Braga,
o
presbytero
Antonio
de
Sá
Faria.
línvo vulcão.—
Os jornaes
fmlande-
zes
annunciam
que
uma
grande
quanti
dade
de
fumo
sahe
d
’
uma
montanha
si-
não
faltavam
n
’
esta
as
duas
orlas
de
co
lumnas,
festões
flôres
e
bandeiras.
A
praça
do Commercio
apresentava
este
anno um
novo
enfeite.
A
’
entrada
erguiam-se
duas
grandes
columnas
de
base
quadrangular
terminando
em
cóne,
d’
on-
de
sahia
uma
haste
para
uma grande
ban
deira.
Do
meio
e
na parte
superior
de
cada
columna
sahia
um candieiro de
tres
lu
mes.
Outras
duas
columnas
em
tudo
eguaes
a
estas
estavão
ao
fim
da
praça.
Seguiam-se
depois
duas
fileiras
de
co-
lumnatas,
ligadas
por
arcos
e
encimadas
por
bandeiras
de vivas côres
e
com as-armas
dos
reis
de
Portugal.
O
passeio
central
da
praça,
apresenta
va
um
gosto
novo
e de bonito
effeito.
Parecia
urna grande
nave
formada por
treze
arcos
de
cada
lado,
ligados
uns
aos outros
e
de
cujo
centro
pendia um
candieiro de
gaz
com
dois
bicos. A gran
de
profusão
de lumes,
bandeiras,
flamulas
e
galhardetes completavam
a harmonia
d’
esle
local.
No
largo do
Pocinho
erguia-se
um obe
lisco,
terminando superiormente
por
uma
grande
estrella
de
gaz.
Na
rua
de
Tingerodilhas
parecia,
que
se
entrava
n’
um
logar
privilegiado.
Julga
mo-nos
n
’
um
d
’
aquelles
sitios
encantados,
com que
em
creança
nos
embriagavam
a
imaginação.
E’
impossível,
a quem
não
visse,
descrever
a
belleza
d’
esta
rua.
Mi
lhares
de
flôres,
lumes,
cores
vistosas
e
delidas, damascos
vestindo
as
paredes,
bandeiras
atravessando
aquelle
pequeno es
paço,
e um
elegante
arco
levantado
no
centro
da
rua
e
formado
por
quatro
colum
nas
que
se
juntavam
superiormente
por
quatro
braços
era
forma
de—
SS,
—d
’
onde
nascia
um
quadro
com
a
imagem da
Rai
nha
Santa, tal
era
o
agradavel
conjuncto
d’
esta
rua.
A
imagem
da
santa
foi
recebida,
ao
entrar
no templo
de
Santa
Cruz,
debaixo
do
pallio, e
ahi foi cantado um
solemne
Te-Deum
a grande
vocal
e
instrumental.
—
(
O
ConimbricenseJ.
Fnlleeimento.—
No
dia
2
do
corren
te
deu
a alma
a
Deus, na
villa
d
’
Amares,
o
snr.
Manoel
Vicente
d
’
Andrade,
cunhado
do
nosso
amigo, o
revd 0 Rodrigo
Augusto
de
Pinho,
digníssimo
caoellão-mor
d
’
aquella
villa.
O
finado
deixa
viuva
uma
excellente
senhora,
e
Ires
filhinhos
orfãos.
A
’
quelle
nosso
presado
amigo e
a
toda
a
familia
anojada enviamos
comprimentos de
pezames.
Aos
leitores
pedimos
fervorosas
orações
para
sufragar
a
alma
do
finado.
Achado.—
Diz
o
«Commercio
do
Por
to»
que
na
loja
das Flores
onde
o
snr.
José
Ignacio Ferreira
Roriz
teve
estabe
lecido
o seu
deposito
de
sabão
foram
en
contrados
por
dois carpinteiros
que
alli
trabalhavam,
vários
titulos
de credito.
Os
lilulos
encontrados
foram
40
acções
do
Banco
do
Porto,
5
ditas
do
Banco In
dustrial,
20
ditas
do
mesmo
banco em
4
lilulos,
10
titulos de acções
do
Banco
Na
cional
Ultramarino
com
o
desembolso
de
250000,
1
promissória
de
réis
2600000
e
1
obrigação
de
6000000
réis.
Á
prophecia de I.eS»Biiss.—
Lêmos
no
«Direito»:
Uma
antiga chronica
allemã diz:
No
anno
da
graça
de 1180,
o
snr.
marquez
Olhon,
primeiro
<l
’
este
nome,
acabou
o
mosteiro
primiceiro
de
Lehnin,
ordinis
cisleicienlium, situado
a duas
lé
guas
de
Brandebourgo,
principiado
pelo
defunto
seu
pae
Alberlus
Ursus.
O
snr.
marquez
Olhon
fez
d’
elle
dom
gracioso
aos
monges
da
Zauche,
comprehendendo
n
’
esta
doação
a
aldea de
Thurow,
proveniente
de
confeitos
do
baptismo
de
seu
padrinho
Primislaum,
rei dos
Vandalos.
Seilecentos
annos
depois,
menos «dons
lustros»,
no
dia
18
de
janeiro
de
1871,
dia da proclamação
da
dignidade
imperial,
o
rei
da
Prussia
assignou
uma
ordem
de
gabinete,
mandando
que
a
egreja
de
Lehnin
fosse
levantada
de
suas
ruinas.
Domingo
ultimo, leve
lugar
a
inaugu
ração
solemne,
na
presença
do
principe
real
da
Prussia,
de
sna mulher
e d’
uma
numerosa
comitiva
da
côrte.
E
’
em
Lehnin
que
a
legenda
da Dama
Branca
teve
sua
origem,
e
foi
alli
que
o
padre
Hermann
escreveu,
em
1,300
a
prophecia
conhecida
pelo
nome
de
Prophe-
cia
de
Lehnin.
Segundo esta
prophecia,
a
heresia
devia
principiar
no
tempo
de Joa
quim
II,
o que teve
lugar,
e
durar
até
a
undécima
geração,
que
é a
geração
actual.
Sob
esta
geração
deverão, segundo a
prophecia,
cumpnr-se
actos
de
que
sempre
tuada
perto
do
rio
Tana,
e
que
a
neve
derrete
em toda
a
visinhança.
Ninguém
notara
até
ao
presente
que
esta
montanha
fosse
vulcanica; mas
altribuiu-se
muitas
vezes o continuo
movimento
d
’ascensão
das
costas
do
golfo
de
Bolhnia
a
forças
vulcânicas,
e
é
possível
que estas
forças
procurem
finalmenle
uma
shida.
Miais
eonslemnações.—M.
Gregorio
ret
]aclor
em
chefe
do
jornal
de
Mans,
«Le
Avenira
foi
condemnado
a
um mez
de
prizão,
3600000
réis
de mulia
e
1980000
reis
de
percas
e
damnos
por
ter
ultrajado
o
ministro
da fazenda.
—O
«Echo
la
Sarthe»,
foi
condemna
do pelo
mesmo
facto,
a
15
dias
de
pri
zão
e 1800000
réis
de multa
e
990000
de
percas
damnos
—
Luiz Napoleon
Garnier
foi
condemna
do
em 90:000
de
multa
pela
publicação
d
’
um
jornal
cujo
titulo
só
constitue
um
at-
tenlado
contra
a moral
publica.
—O
tribunal d
’
Avallon
(França)
con-
demnou
o
jornal
o
«Yonne»,
por
ter
ca-
lutnniado
a
Irmã
de
Saint
Leon,
mestra,
em
9)00000
por
percas
e
damnos,
na
publicação
da
sentença
em
vinte
jor
naes
—O
tribunal
civil
do
Sena
condemnou
odirector
gerente
do
«Figaro»
em
900000
réis
por percas
e
damnos causados
a
M.
Héritier.
Visita.—
O
snr.
conde
e
condessa
de
Chambord
foram
visitar
no
dia
3
do
cor
rente
ao
caslello
de
Reichenau,
o
archidu-
que
Carlos
Luiz
e
archiduqueza
Maria
The-
reza,
filha
do
fallecido
Senhor D.
Miguel
f.°
e
da
senhora
duqueza
de
Bragança
D.
Adelaide
Sophia.
No mesmo
dia chegou
alli
a
Snr.
a
pincesa
de
Isembourg,
ar-
chiduqueza
d
’
Áustria
—Toscana,
cunhada
do
augusto
principe
de
Lowenstein.
Sentença
d
’um juiz
ordinário
em injuria verbal. —
«Vistos estes
au-
«tos,
as testemunhas do
Auctor
probam
«que
o
réu
íez
injuria
áo
Auctor
quando
«este
ia
regar
as
suas
batatas;
e
as
tes-
«lemunhas
do
réu
lambem
probam
a
sua
«defesa
e
este
não
fez
injuria
e
não
ho-
«
veria
dizer
taés
palabras;
Por
tanto
e
o
«mais
dos
auctos
o
A.
probou
a
sua
acção
«e
o
R.
a
sua
defesa,
não
sei
quem
«mente
se
as
testemunhas
do
A.
se
as
<do
R.
Condeno
a
ambos nas custas
ao
«meio troceisem
melhores
testemunhas
(se-
«gtie
a
datta
e
a
assignatura)».
KailihH
Santo.—
Na
quinta-feira,
pe
las
Senhoras
da
tarde,
uma
salva
de
tiros
e
girandolas
de
foguetes
annunciavam
á
cidade
de
Coimbra, que
as
portas
do
real
mosteiro
de
Santa
Clara
se
acabavam
de
abrir
para
dar
passagem
á
sua
Padroeira,
a
santa
esposa
do
rei-lavrador.
As
florinhas
silvestres
exhalavam
aro
mas
delicados,
e
o
Mondego
linha deixa
do
o
manto
escuro
de suas
aguas
para
ornar-se
de
tios
de
prata
!
Era
o
preito
de
homenagem
prestado
pela
natureza
ás
virtudes
da santa
Isabel
de Aragão.
Abriam
o préstito
quatro
batedores de
cavallaria.
Seguia-se
o guião
com
a
ir
mandade
da
santa.
Quasi
no
fim
ia
o
an
dor
com
a
imagem;
debaixo
e
após
do
qual
muitos
tieis cumpriam
as
promessas
de
que
os
milagres da
santa
se tinham
tornados
crédores.
Fechava
o préstito a
philarmonica
Boa-
União,
seguida
por
uma
força
de infanle-
ria
sob
o
cominando
de
um
subalterno,
e
terminando
por
trinta soldados de
ca
vallaria.
A
’
entrada da
rua
do
Sargento-Mór
levantava-se
um
arco,
terminado
por
um
quadro,
em
que
se
representava
Santa
Isabel,
com
o
regaço
cheio
de
rosas
e
dando
esmola
a
um pobre.
Uma
íileira
de
columnas.
encimadas
por
estrellas
de
gaz
e
ligando-se
aquellas
por
festões
de
mur
ta
com llores,
completavam
o
ornato
da
rua,
terminando por
um bonito
pavilhão
de
fórma
rectangular, destinado
para
os
pobres,
que
em
presença
da
Santa
tinham
de receber
o
obulo
da
caridade.
Para
egual
fim,
e
a
poucos
passos
de
distancia,
no
Adro
de
Cima,
levantava-se
um
elegante
pavilhão,
de
fórma
octogo
nal,
luxosamente
ornado
e
de
cujo
centro
pendia
um
rico
lustre
de crystal.
Oito pórti
cos,
d
’
onde
pendia
egual
numero
de
can-
dieiros
de
gaz,
com
globos
de vidro
de
lindas
côres,
e
cujas
columnas
eram
em
parle
vestidas
por
delicadas
flôres
naluraes,
formavam
as
oito faces
do
pavilhão.
A
cupula
superior
era
exleriormente
orlada
pelas
armas
porluguezas e
pelos
de
Santa
Isabel.
Este
pavilhão
em
riqueza
e brilho
excedia muitíssimo
aos
dos
annos
antece
dentes.
Assim
como
na
rua
do
Sargento-Mór,
se
tem
fallado
na
Allemanha
com
um
in
teresse
mui
vivo
e
que
se
augmentou
des
de
que
a
undécima
geração
do
Hohenzol-
lern
subiu
ao
throno.
Ora,
como
no
anno
do
grande
acto,
ou
acontecimento,
as
paredes
da egreja
de
Lehnin
deviam
ser
levantadas
de
suas
ruinas,
o imperador
Guilherme
parece
que
rer
desafiar
as
pessoas
supersticiosas,
man
dando
reconstruir a
egreja
do
mosteiro.
Eis-aqui
uma
traducção
livre
do
ultimo
versículo
da prophecia:
Será
da
sna
raça
O ultimo
sob
’
rano;
Lehnin
resurge?
eis se
ergue
Novo
império romano.
O
pastor
triumphanle
A
heresia
esmaga,
E
do
redil
expulso
O
lobo
longe
vaga.
Guerm do Oriente.—
Os
últimos
telegrammas
relativos
á
guerra
do
Oriente,
são
os
que seguem:
Belgrado
12
—-Foi
decretada
a
prolon-
gação
do estado
de
sitio
n’esta
cidade.
S.
Petersburgo
12
—
A
guarnição
russa
de
Bayaryde que
estava
bloqueada
ha 23
dias
pelos
turcos
foi
soccorrida
pelo
ge
neral
Tergukassofif
que
bateu
os
sitiantes,
fazendo
100
prisioneiros
e
livrou
es
sitia
dos.
A
Roumania conservar-se-ha
na defen
siva.
Londres
12
—
O
«Times»
diz
que
a
Áustria
tendo
obtido
a
certeza de um
tra
tado
entre
a
Rússia
e
a
Roumania
aulho-
risou
o
ministro
das
finanças
da
Hungria
a preparar
fundos
para mobilisar
Lan-
dwor.
O
«Dayli
News»
desmente o
boato
da
demissão
de
lord
Beasconfield.
Não
está
confirmada
a
morte
de
Redif-
Pachá,
ministro
turco.
Os
navios
turcos
bombardearam Eu-
patoria;
elfectuaram
reconhecimentos
até á
entrada
da
ponte
de Sebastopol.
A
canhoneira
Candour
munida
de
apa
relhos
para
evitar
a
acção
dos
torpedos
irá
ao
Danúbio
proteger
os
interesses
in-
glezes.
O
«Morning
Post»
jtPga
que o
parla
mento
inglez
prorogará
as
suas
sessões até
ao
dia
10.
Erzeroum,
12
—
Os rusos
estão
quasi
a
evacuar
totalmente a
Armenia.
A
praça
Bayasid
vae capitular
pela
falta de vive
res.
Ragusa,
12
—
Abdul-Kerin-Pachá
rece
beu
de
Constantinopla
ordens
peremptórias
para
marcha
p
ao
encontro
dos
russos;
em
consequência d’
esta
intimação
as
forças
tur
cas
teem
se
concentrado
em Bazgirad
e
Schoumla
Rsheidjuna.
Londres
14
—
O
despacho
oíficial
de
Bucharest
desmente
o boato
de
estas
con
cluída
a
convenção
militar
da
Servia
,e
Roumania.
O
«Moanidg
Post»
insere
um
telegrara
ma
de
Vienna
desmentindo
o
boato
da
próxima
entrevista
dos
imperadores
da
Allemanha
e
Áustria.
Bucharest
1
1
—O
exercito
russo
do
Caucaso
tem
recebido
grandes
reforços
para
invadir
novamente
a Armenia.
Os
russos
investiram
Rousbchouk pre
parando
em
Florestra
um
acampamento
de
80:000
homens.
Vienna 13—
Assegura-se
que
na
bata
lha
travada
ha
2
dias
nos
arredores
de
Pleiona
os turcos
obtiveram
vantagens.
Passou quinta-feira
á
vista
de
Consfou
a
esquadra
conduzido
o
exercito turco
que
operava
contra
o
Monlenegro.
Os
montenegrinos
recomeçaram
as
hos
tilidades.
/I
Camara Municipal d’esta. ci
dade
e concelho
Faz
saber, que
é
devido
o imposto
de
30
rs.
por
cada
carro
puxado
por
qual
quer
motor
conduzindo
generos
e mer
cadorias
que
entrar
a cidade,
sendo
o li
mite
da mesma
aquelle
em
que
se
achar
collocado o
respectivo
distico
ou
signal
de
barreira
;
bem
como
que são
obrigados
a
uma
taxa
diaria
de
30
rs.,
todos
os
car
ros
que pernoitarem
na
cidade
para
con
tinuarem
a trabalhar
no
dia,
ou
dias
se
guintes;
e
finalmenle
que
se
acha
illimi-
nada
a
cxcepção
de
que
trata
o
paragra-
pho
unico
do
artigo
84
do
Codigo
de pos"
turas.
E
para
que
ninguém
possa
allegar
ignorância,
e
para
evitar
abusos,
do
de
vedor
do
imposto,
se
mandou
assim pu
blicar
por
bando
e
pregão
e
pela
im
prensa.
Braga
11 de
julho
de
1877.
Eu A. M.
Alves
Costa,
Escrivão
da
Ca
mara
o
subscrevi.
O
Vereador
servindo
de Presidente,
(380)
Fernando
Castiço.
Ao
pé
do
arco
das
capellas
do
Bom
Jesus,
onde
param
os
americanos,
ven
de-se: cerveja,
gasoza
e
magnifico vinho
verde.
(378)
Banco do Alemtejo
Sociedade
anonyma
de
reapun»»-
biiidade iimitade
CAPITAL
Rs.
1.200:0000000
A
direcção
annuncia
que
do
dia
20
d»
corrente
em diante, e
nas
localidades
abai
xo
designadas,
se
acha
aberto
o
paga
mento
de
10250
rs.
por
acção, por
con
ta do
dividendo
do
corrente anno.
Previoenem-se
os
snrs.
accionistas
que
ainda
não
satisfizeram
todas
as
entradas
d’
acções, que
não
podem
receber
a refe
rida
quota
de
divivendo
emquanto
as não
liberarem.
Evora,
sede
do
Banco.
Lisboa,
agencia,
rua
Augusta,
n.°27.
Coimbra, Banco
Commercial
de
Coim
bra.
Porto,
agencia,
Largo
de
S.
Domingos
n.°
39.
Braga,
Banco
do
Minho.
Evora
13
de
julho
de
1877.
Pelo Banco
do
Alemtejo,
Os
Directores,
João
Lopes
Marçal
(381)
Eduardo d'Oliveira
Soares.
Citação
judicial
Pelo
juiso
de
direito
d
’
esta comarca
de
Braga,
se
publicaram
éditos
de
trinta
dias
citando
os
credores
e
legatários
des
conhecidos,
bem como
o
coherdeiro
Au-
tonio
Joaquim
Ferreira
Felix,
ausente
no
império
do
Brasil,
para
todos
assistirem
querendo,
aos lermos
do
inventario
de me
nores
por fallecimento
de Estevão
Ferrei
ra
Felix,
morador
que
foi
na
freguezia
de
Santa
Anna
de Vemieiro
da
mesma
comarca;
sendo
que,
o
praso
dos
éditos
começará
a
correr depois
do
segundo
an-
nuncio
que
sobre
este
mesmo
objecto
se
publicar.
Braga
13
de
julho
de
1877.
O
Escrivão
do
5.° oflicio,
An/onio
José
Gonçalves.
A.
Carneiro
Sampaio.
(379
Pelo
juiso
de
direito
d
’esta
comarca
de
Braga,
e cartorio
do
escrivão
Antonio
Jo
sé
Gonçalves,
no
dia
vinte
e
dois
de
ju
lho
proximo
seguinte
pelas
dez
horas
da
manhã,
á
porta
do
tribunal da
jusiiça,
(Fes
ta
mesma
comarca,
situado
no
Ligo de
Santo
Agostinho d
’esta
cidade
de
Braga,
se
ha
de
proceder
em hasta
publica
á
ar
rematação
dos bens seguintes
o
foro cer
to
e
sabido,
com
o
direclo
dominio,
de
cento
e
cincoenta
reis,
que
paga
José
Fernandes
e
mulher,
do
logar
de
Sá,
fre
guezia de
S. Paio
de
Pousada,
da
mes
ma
comarca,
imposto
na
bouça
chamada
do
Paiva,
avaliado
como o
direclo dominio,
na
quantia
de oito
mil
tresentos
e
setenta
reis
;
propriedade
denominada
da
Boa
Vis
ta, sita
no
logar
da Venda
Crava,
da
dita
freguezia,
que
se
compõe de
casas
sobra
dadas
e
lerreas com
varanda,
lojas,
cor
tes,
adega, terreiro,
coberto,
eira,
cam
po,
pomar
e
nora,
tudo
circuitado em
volta
por
muro,
avaliada
no
liquido
valor
de
um
conto
duzentos
setenta
e
tres
mil
quinhentos reis;
campo
do
Olival,
silo
no
logar
de
S.
Miguil-o-Anjo,
denominado
d
’
este
nome
silo
na
freguezia
de
Crespos,
avaliado
no
liquido
valor
de
tresentos
qua
renta
quatro
mil
reis;
bouça
denominada
a
Tomada
do
Sobreiro
Grande,
sito
na
freguezia
de
S,
Paio
de
Pousada,
no li-
tjuido
valor
de quarenta
e
seis mil
reis
;
uma
sorte
de
matlo
chamada
dos
Casta
nheiros,
da
dita
freguezia
de
S
Paio
de
Pousada,
avaliada
no
liguido
valor
de
quin
ze
mil
reis; o
íôro
certo
e
sabido
de
ses
senta
rs.
em.
dinheiro
que
paga annual-
meute
Antonio
José
Ferreira
Quintas
e mu
lher
da dita freguezia
de
S.
Paio
de
Pou
sada,
avaliado
no
liquido
valor, com
o
res-
peclivo
dominio
directo,
na quantia
de
■cinco
mil
cento
e
sessenta
reis,
penhora
das
na
execução
que
a
gerencia
do
Ban
co
do
Minho,
d’esta
mesma
cidade
de
Bra
ga,
promove
contra
José Pereira
da
Silva
Braga,
hoje
fallecido,
e
mulher
D.
Custo
dia
da
Luz
Teixeira.
d
’esta
dita
cidade.
E
são
citados
todos
os credores
incertos
dos
ditos
executados,
em
conformidade
do pa-
ragrafo
primeiro
do
artigo
oitocentos
qua
renta
e quatro
do
codigo
do
processo.
Para
constar
se
fez
o
presente annuncio,
que
vae
rubricado
pelo dr.
Antonio
Ro
berto
d
’
Arat»jo
Queiroz
juiz
primeiro
sub
stituto
do
de
Direito
da
dita
comarca.
Braga
30
de
junho
de
1877.
O escrivão
do
5.°
officio,
Antonio José Gonçalves.
Verifiquei
a
exactidão.
{377)
Queiroz.
Vendem-se
duas
moradas
de casas
s'
las
uma
na
rua
de
D.
Pedro
V
desi-
g
na(
]
a C(,m
0
n.°
1
e
1
A,
e
ou
tra
na
rua
do
Anjo, designada com
o
n.°
11
e
11
A.
Para
tratar
procure-se o
snr.
Bento
Gohçalves
Fernandes
morador
na
rua
de
S.
Sebastião,
na
casa
n.°
25.
(324)
BASCO MERCANTIL DE BHAGA
SOCIEDADE
ANONYMA DE
RESPONSABILIDA
DE
LIMITADA
A
direcção
d
’este
Banco
annuncia
que
o
dividendo
do
1.°
semestre
do
corrente
anno
é
de
2
1/2
0/0 ou
1$250
rs.
por
acção,
e
que
está
em
pagamento
na
the-
souraria
do Banco
e
na agencia
do
Por
to,
praça
de
D.
Pedro
n.°
22,
todos os
dias
uteis das 10
ás
2
horas
da
tarde a
principiar
em
16 do
corrente.
Braga
13
de julho
de
1877.
Pelo
Banco
Mercantil
de
Braga,
os
Directores,
João da
Costa
Palmeira
José
Joaquim
Lopes
Cardoso.
l
’!iEVi:VÇÃO
O
abaixo
assignado
previne,
para
não
haver
ignorância,
que ninguém
compre
nem
arrende
ao snr. Ignacio José Fernandes
Braga,
e
mulher,
da
cidade do
Porto,
a
casa sita
na rua
de
D.
Pedro
V,
n.°
19,
<l
’
esta
cidade
;
porque
se
acha
esta mes
ma
em
questão
perante
o
tribunal
judi
cial
;
e
para melhor
satisfação
do
publico
se
declara que
a
questão
corre
pelo car
tório
do
escrivão
João
Marcos
d
’
Araujo
Ribeiro,
e
é
habitada
pelo abaixo
assigna
do
;
apesar
da
casa
ter
escripios,
nada
será
valido.
Outrosim protesta
contra
qualquer
pa
pelucho
ou
annuncio
que
appareça
con
tra
a
sua
probidade ; não
se
queixando
senão
da
mesmo
snr.
Ignacio.
Braga 6
de
julho
de
1877.
Antonio
José
Cerqueira
da
Silva
Braga.
(361)-.
BANCO
VO
MINHO
Dividendo do
i.°
semestre
de
1877
A
Gerencia
do
Banco
do
Minho
an
nuncia
que
o
dividendo
do
l.°
semestre
do corrente
anno
é
de
3
0|0
ou
3$000
rs.
por
acção,
e
que
piincipiará
a
pagar-se
no
dia
11 do
corrente,
continuando
em
todas
as
segundas,
quartas e
sextas
feiras,
des
de
as
10
horas
da
manhã
até á
1 hora
da
larde.
Os
snrs.
accionistas
do
Porto
pódem
recebel-o na
Caixa
Filial
do
mesmo
Banco, e
os
de
Lisboa
na
sua agencia
Banco
Lisboa
e
Açôres.
Braga
10
de
julho
de
1877.
Pelo
Banco
do
Minho,
Os
Gerentes,
Francisco
Casimira
da
Cruz
Teixeira
Manuel
Luiz
Ferreira
Braga.
(375)
PAPIÍS
«E ARRENDAMENTO,
inPBESSOS.
Vendem-se
na
Tabacaria
Bracarense.
(357)
RUA
DA
ESPERANÇA, N." 224
X-»
m
O S O
A
director
GERAL=J.
L.
Carreira
de
Mello
director
gerente
=</ Raplisla
Ferreira.
Este
coilegio, que
tantos
créditos
tem
merecido,
e
conservado,
continúa
com in
cessantes
melhor mentos
na
sua
administração
economica
e
escolar.
O
edilicio,
que
é
proprio.
foi
convento,
e
não
tem
na
capital
outro
igual,
ap-
plicado ao ensino
particular.
Na
sua
restauração,
e
nova
applicação, lemos
gasto
avultadas
sommas.
A
regencia
dos estudos,
está
a
cargo de
um
professor
allemão,
auclorisado
pe
lo
bom
serviço
nos
collegios estrangeiros.
Os
professores
estão
na
altura
do
credito
do
estabelecimento; sérios,
instruí
dos
e dedicados.
Não
só
os
preparatórios
para
os
estudos
superios;
mas
utn
curso
completo
de
commercio
e
linguas, tem
os
alumnos
n
’este
estabelecimento.
O
ensino
pratico
das
sciencias
naturaes,
é
auxiliado
com gabinetes
de phy-
sica
e
chimica
muito
desenvolvidos,
e
com
excellente
museu
de
historia
natural.
As
aulas
de
geograpbia,
malhematica
e
desenho,
devidamente
montadas.
A
gymnastica
completa.
E
hnalmente,
o
coilegio
possue
todos
os
estabelecimentos parciaes
auxiliares
do
ensino,
que
devem
fazer parte
integrante
d
’
um
estabelecimento d’esta
ordem.
Os
estatutos
indicam
todo
o
seu
desenvolvimento.
Os
alumnos
teem
quartos
separados.
Só
se
recebem
até
um
numero
certo.
Tratamento
excellente.
O
Director
proprietário,
(44-H-)
Joaquim
Lopes
Carreira
de
Mello.
COMPANHIA
LLOYD
de
bremen
NORDDEUTSCHER
Ll.OYu
H0HENZ0LLERN
de
3100
ton-
SALIER.
.
.
.de
3100
ton.
HABSBURG . .de 3100
ton.
HOHENSTAUFEN
de
3100
ton.
Carreira
mensal
Para
Pernambuco, Bahia, Rio de
Janeiro,
Montevideu
e
Ruenos-Ayres
Os
paquetes
que
a
Companhia
está
empregando na
carreira
do
Brazil
são
lodos
grande lotação, tendo
logares
para 170
passageiros
de
primeira
classe
e
750
de
de
lerceira.
São
de
grande velocidade,
e
o
serviço
faz-se
com toda
a
regularidade,
pelo
que
tem
uma boa
e
bem merecida reputação.
Os preços
das
passagens
são
muilo
rasoaveis,
coroo
se
póde
verificar
pela tabel-
la
que
se
acha
patente
nas
agencias.
Sendo
aa passagens
pagas no Porto ou nas aub-ageneiaa da pro
vineia, o
transporte do
passageiro a Lisboa pelo eaminho de ferro
è por conta da Companhia.
Estes
paquetes
são
notáveis
pelos
seus
modernos
aperfeiçoamentos
e
explendidas
accommodaçôes para
passageiros
de
todas
as
classes.
Aos
passageiros
de
terceira
classe
é
fornecido
grátis
peia
Companhia,
cama,
cobertor,
utencilios
de
mesa,
e
além
de
ser
a
comida
á
portugueza
teem
vinho
duas
vezes
por
dia.
Os
creados
e cosinbeiros
são
portugnezes.
A
bordo
de
cada
paquete
ha
um
medico
que
é
obrigado
a
prestar
seus
serviços
gratuitamente
aos snrs.
passageiros,
assim
como
são
fornecidos
lodos
os
medicamen
tes
necessários.
Qoaesquer
informações
ou
bilhetes
de
passagens
podem
obter-se
dos
agentes
Hawea
«fc C.
a
,
rua
de
S.
Francisco
n.°
4.
Porto—
e
em
Braga
Ricardo Ma-
heiro
Dias,
no
largo
do B.rão
de
S.
Marlinho
n.°
27.
(202)
DEILARAÇÃD
Antonio
Joaquim
Ferreira
da Costa,
regedor
da
freguezia
de
8.
José
de
S.
La-
zaro,
d
’esla
cidade,
faz
publico
por
esta
fórma
que,
em
virtude
dos
seus
muitos
af-
fazeres
e
não
lhe
sendo possível
continuar
com
o
encargo
que
exerce
ha
tres
annos
incompletos,
no
dia
10
do
corrente pediu
a
sua
exoneração
de
tal cargo,
que
até
á
supradita
data
exerce.
(3G7)
A Junta
de
Parochia
de
S.
Cláudio
de
Curvos,
concelho
d
’
Espozende,
tendo
de
collocar
dous
altares
novos
na
sua
Egre
ja,
vende os velhos.
Quem
os
pertender
póde
dirigir-se á
mesma.
(338)
CAbA
HA
RA
ALUGAR
Precisa-ee
alugar
uma
casa
com
quin
tal
e
agua
para pouca familia.
Quem ti
ver
queira
fallar
na
rua
das
Aguas
n.°
86.
(350)
Preeisa-se de uni caseiro
para
uma
quinta, 5
kilomeiros distante
d
’
esta
cidade,
que
tenha
de
seis
pessoas
gran
des
para
cima;
ou
então,
dous
caseiros
de
quatro
pessoas
cada
um,
para
então
divi
dir
a
quinta
ao
meio.
Quem
estiver
nes
tas
circumstancias
falle
com
Antonio
Joa
quim
Loureiro,
Rua
Nova,
n.°
2.
(300)
■••««■■•KUVcwBaxwiujiM,-
r-~T~i
rr*
———
■ — —
»irm
i
—
iw— i
ALL
TGA-SE
Uma
boa
casa
de
dois
andares
e
boas
lojas,
sita
na
rua
das
Aguas
n.
cs
101
a
101 B.
Trala-se
na
rua
de
S.
Vicente
n.®
56.
(354)
MUITA
ATTEhÇÁO
Deposito de biscoitos de Valongo
1
— LARGO
DA
LAPA
— 1
Estes
biscoitos
são
muito
recommenda-
veis
tanto
peia
qualidade
dae
farinhas,
per
feição
porque
são
feitas,
como
pelo
seu
baixo
preço em
relação a
qualidades.
Preços
porque
são
vendidos:
Biscoito
valonguense, kilogramma
Tosta
doce
Biscoito
macarrão
Bolacha
doce
Biscoito
Brazileiro
Dito
imperial
Bolachinha
de
araruta
Tosta
azeda
280
280
280
280
300
330
340
190
»
»
»
»
de
1
com
com
VENÍ1A
UE
CASAS
Uma
na
rua
do Charqueiro
andar
e
quintal,
n.°
4.
Duas
terreas,
n.
os
7
e
8,
quintal,
na
dita
rua.
Duas
nas
escadas
de
Guadelupe,
quintal, n.
os
16
e
17.
Uma
na
rua
das
Aguas,
feita
de
novo.
Quem
as pertender
trata-se
com
a
Ge
rencia
do
Banco
do
Minho.
(263)
CADEIAS
DE
S.
PEDRO
(Cbegndivs
de
ISonit»
pelos pere
grinos)
Vendem-se
nos
Arcos
na
pharmacia
de
José
Maria
Gomes
Ferreira.
0S
ÚLTIMOS
MOMENTOS
DuM C0HDEW00
PELO
R.
P.e
MARCHAL
MISSIONÁRIO
APOSTOLICO
Traduzido
da
19.
a
edição
POR
João
Raplisla
da
Silva
Ramos.
Vende-se em
Braga
nas livrarias
Ca
tholica
e
Germano,
rua
do
Souto.
Preço
....
40
rs.
URIRGIû
DEMiSTl
APPROVADO
PELA
ESCOLA MEDICO-CIRURG1-
CA DO
PORTO
Largo do
Rarão
de
S.
Marlinho
n.°
5
BR
a
GA.
Faz tudo
quanto diz respeito
á
sua
arte
e continúa
operando
grátis, pobres
e-
soldados.
ílíifi
ESCOLA
AMERICANA
Consultorio
a
toda
a
hora,
tanto
de
dia
como
de
noite.
Rua
do
Campo
(antiga
Porta
de
S.
Francisco)
n.°
22.
(343)
Casa para
alugar
Aluga-se
a
casa
n.° 88,
da
rua
da
Boa
Vista,
tem
comodidades
para
duas
fami-
lias,
para
tractar na
casa
n.°
85,
da
mes
ma
rua.
(352)
Corographia
de
Carvalho
Vende-se
no
escriptorio
da
administra
ção
d
’
este
jornal
e
na
rua.Nova
n.°
5.
Preço,
3
volumes.
....
l$500.
BRAGA,
TYPOGRAPHIA
LUSITANA—1877.
Parte de Comércio do Minho (O)
