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- conteúdo
-
FOI.1IA COMMimCIAJL,, RKE.IG>OSA.
IS
WOTICIOS^.
EDITOR
E
PROPRIETÁRIO JOSÉ
MARIA
DIAS DA COSTA,
RUA
NOVA
N.°
3
E.
J*rt J- <r
taaea
wgjgag-
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
5.° ANNO
Draga,
12 mezes
..............................
1&600
»
6
»
..........................
850
Correspondências
parlic.
cada
linha
40
Annuncios
cada
linha
....................
20
Repetição....................................
10
PUBLICA-SE
ÁS
TERÇAS, QUINTAS
E
SABBADOS.
Províncias,
12
mezes
.............
2&000
»
6
»............
1&030
»
sendo
duas
assignaturas
3&600
Brazil,
12
mezes,
moeda forte.
.
3&600
Folha avulso
...................
qp
N.»
714
Í3^*SW^WíFJ'^r5ií:?.^n^Íãinft-:«?»SieGÊfiBSBaE®ãsM
BlUtii
-NSBíl.ilí»
19
DE
KOVEiUBllU
DE
1399
A
City
de
Eisboa.
A
City
iisbonense
está
no
centro da
freguezia
de
S.
Julião,
e
ainda
se
estende
um
pouco
pela da
Conceição,
S. Nicolau,
e
Magdalena.
A
freguezia
de
S Julião,
lendo
dentro da
sua
aria
tanta
riqueza,
é
das
mais
pobres
em
rendimento para
o
seu
parocho.
Não lhe
rende
mais
de
trezentos
mil
reis,
o
que
é
uma verda
deira
pcbreza
para
um
parocho
de
Lisboa,
onde
ha
freguezias
como
a de
Santos,
Santa
Izabel,
Santa
Engracia
e
outras
que
rendem
de
dois
a
tres
contos
de
reis.
Queixava-se
um
antigo
prior
de
S.
Julião,
que
a
sua
freguezia
não
rendia
para
elle
poder
viver
decentemente,
por
que
estava
quasi
exclusivamente
povoada
de
judeos muito
rabinos,
de
mouros
muito
espertos,
de
protestantes,
e
de
maus
ca
tholicos, que não
iam
á
sua
egreja.
E
queixa-se
o actual
prior
que
hoje
ainda
rende menos,
e
que
elle
soffre
a
sêde
de
Tantalo;
porque a
freguezia
não
rende
para
pagar
á
companhia
das
agoas
escravas,
a
agoa que
foi
livre.
Queixa-se
mais que
lendo
o lhesouro,
credito
publico
e
caixa
de
deposito, ban
cos,
banquinhos
e
caixinhas
dentro
da
sua
jurisdição,
tem
cada
vez
mais neces
sidade
de meios,
porque a
judiaria,
a
mouraria,
o protestantismo e
os
catholi
cos
relaxados
continuam
a
dominar n’
a-
quelle
recinto.
Pobre
padre,
que
não
conhece esta
sociedade corrupta
da
qual
o
deus
é
o
dinheiro,
e
os
bancos
os
seus
templos,
e
que não
ha
crenças,
que
os
judeus
despresam
a
Moyses, os
mouros
a
Mafo-
ma,
e
os
protestantes
e
falsos
catholicos
a
Cbristo.
Os
bancos
são
os
pagodes
d
’
este
pa
ganismo
argentario,
d
’esta
falsa
civilisação,
com
que
nos atordoam
os
ouvidos
todos
os
dias
os
pregadores d
’
esla
idade
aurea
da
devassidão
e
do
escarneo.
O
snr.
dr.
Arthur
da
Silveira
não ti
nha
reparado
n
’esta
particularidade
quan
do
tem
tratado
da
rua
dos
Capellistas,
vulgarmente
chamada,
e que
foi
rua
Nova
antes
do
terramoto,
e
rua
Nova
d
’
EI-Rei
depois.
A
ironia
dos
tempos
obscuros
do
con
de
de
fhomar,
desappareceram;
o
pinhal
d
’
Azambuja foi
expropriado
em
beneficio
dos
banqueiros nobres,
que
sacudiram
d
’
alli
os
tnaltezes
de
má
morte.
Mas
a
prosapia
não
correspondeu
ao
que
se
esperava,
a
City
da
aristocracia
monelaria
aferrolhou o
dinheiro,
como
fazem
os
mouros
e
judeus
ao mais
leve
rumor
nas
suas
mourarias
e
judiarias,
e
metleu-se
em
caixa,
porque
o tacão
pos
sante
do
snr.
Manoel
Gomes
da
Silva
bateu
tão
rijo,
que
os
nobres
argentarios
espavoridos
se
foram
fazer
fortes, nas
suas
casas
fortes.
O
susto,
como era
de
esperar,
tam
bém
atacou
os mouros
encantados e
ju
deus
timoratos,
que
nas
tripeças
e
caixi
nhas das trazeiras
da
City
esperavam
es
capar,
e
foi
elle
por
tal
fórma
que
a
pró
pria
natureza
os
ia
abandonando.
Dão
d
’
estes
resultados
os
sustos
inexpe-
rados;
desmaios perigosos
de
que não
es
tá
livre
o gallego
boçal ou
o
petisco
ja
nota,
ainda
que
seja
das maiores
notabi
lidades
da City,
porque
o
dinheiro
não
livra d
’
esles
accidentes
e
encalhes
da
na
tureza.
E’
porisso
que
nós
não
queremos
ser
argentarios,
nem
director
de
bancos,
por
maiores
pernas
que elles
tenham,
e
pre
ferimos
o
socego
do
espirito
que
dá
a
pobreza
franciscana.
Conla-se
que
um
pobre
homem
foi
nomeado
porteiro
d’
um
banco,
e
que
ao
tomar
conta
do
logar lhe recommendaram
cautela
com
os
ladrões;
porém
no
fim
de
poucos
dias
pensativo
e
triste
pediu
escusa
do
logar,
porque eslava
sempre
com
inê-
do
de
entrarem
ladrões,
porque,
dizia
elle,
por
mais
que
olhava
não
os
podia
conhecer
pela
cara.
O
bom
homem
ainda
se
persuadia que
os
ladrões
teem
cara de gente,
cõmo
se
os
que
vão
á
forca,
onde a
ha,
dessem
o
salto com
a
cara
á mostra,
ou
os
que
vão
para o
degredo
não
levassem
já
ca
ras
de
macaco, para
se
differençarem
das
caias
dos
homens
de bem.
O
seu
forte
não
era
historia;
eslava
n
’
isso
geralmente
a
par
dos
annos
que
deixava,
que
só
conhecem
as
operações
mais ou menos
bem
feitas;
mas
sempre
feitas
com
boa
caridade
caseira.
Nós
somos de
opinião
que
esta
so
ciedade
vae
a
vapor, como
o
pão
da
fa
brica
Progresso,
que
tem
boa
côr
por
fóra,
mas
que por
dentro
é detestável.
A
taboleta é
muito enganadora, e
nós
mesmo
temos
sido
enganados
por ella
mais
do que uma
vez
Maldita
taboleta
Uma
casa, de
apparencia,
suja
e des
cuidada,
dá
má
ideia
dos seus
habitado
res.
Encontram-se
dois
amigos
em
frente
d
’um
banco
que deu occasião
a um
d
’el
les
fazer
espirito
e
disse
apontando:
—
Es
tará
sujo
por
dentro
como
está por fóra?
Não. Por
dentro
ha
aceio
e
limpeza.
E
os outros
que
estão
tão
Lonitos?
Ah
!
Ha
n
’
elles
muito
luxo,
muito
aceio
e
muito
menino
bonito
Eu
assim
o
creio,
respondeu, e retiraram-se
contentes,
e
satisfeitos,
porque
ambos
eram
accionistas
em
ponto
grande,
e
parvos
em
ponto
maior.
E
’
o
que
se
vê.
*
•
•
V
Hedacção
do
tComtiiereio
do
XEinlio».
Londres,
2
de
Novembro,
1877.
SUMMARIO.
I.
—A Agulha
de
Cleoptra, perdida
e
achada.
II.
—
Republicanismo
Francez
do
Times
e
seus
Correspondentes;
tudo
em
odio
Protestante
da
Igreja
Catholica.
III.
—
Admissão
de Agencia
e
Missão
In-
gleza
Permanente
para
o Thibet.
IV.
—
As
relações
do
Governo
Inglez
na
índia
pouco
favoráveis
actualmente
com
o
Afghanistan.
1
—
Tenho
hoje
pouco
tempo,
e
não
muita
pachorra,
para
escrever,
mas, fe
lizmente
estamos
aqui
na
especie
de
tempo
morto, que chega
todos
os
annos,
durante
este
mez principalmenle, e
o
proximo
passado,
em
que
metade
da
população
de
Londres,
com
alguns
meios
para
isso,
sahe
da
Capital
para o campo
—
ás
bordas
do
mar
sobretudo,
—
e.
também
para o
Con
tinente.
E
’
pois o
tempo
de
terem
maior im
portância
factos
que
em
si
a
não
fossem
grande,
não
obstante
serem
notáveis
e
curiosos.
Nesta
categoria entra
um
que
aqui
tem
agora produzido
tal
ou
qual
sen
sação,
e
não
deixa,
com
effeito,
de
ter
curiosidade.
Ha
muito tempo
(se
bem
me recordo,
foi ainda
no
celebre
baxalado,
ou
antes
reinado,
do
velho Mehemet Ali,
no
Egy-
pto),
fez-se
doação
á
Inglaterra do
grande
obelisco,
denominado
pelos
Inglezes
Cleó
patra^
Needle
(«Agulha
de
Cleópatra»),
que
perlo
de
Alexandria, se
bem me
lem
bra,
se
achava prostrado ha
largos
an
nos,
e
meio
enterrado
ou
coberto
de
en
tulho.
Mais
de
uma
vez
me
recordo
haver
lido
reflexões
e lamentos
de viajantes
luglezes,
em
razão
de se
não
ter
aprovei
tado
aquella
dadiva
do
Baxá;
principal
menle
depois
que
os
Francezes
trouxeram
para
Paris,
e
erigiram
no
centro
da
praça
du
Concordia,
outro
semelhante
monoli-
tho.
Finalmente,
houve
aqui
uma
pessôa.
que
linha
mais
dinheiro
do
que
eu,
e
offereceu
dez
mil
libras
esterlinas, ou
no
venta
contos
Brazileiros.
para se
desin-
lerrar
e
trazer
para
Londres
o
dito
mo
numento.
Construiu-se
de
proposito uma
embar
cação
ou
caixa fluctuante
onde o
mostro
se
encaixou,
e,
rebocada
por
um slimer.
partiu
em
direcção
a
Inglaterra.
Tendo
porem
chegado
ao
Golfo de
Biscaia (re
gião
marítima
que,
em
mao
tempo,
ne
nhuma
outra
excede
em
grossura
de
mar),
ahi
a
encontrou
o
tremendo
temporal
e
tempestade
que
ha
poucos
dias
veio,
a
travez
do
Atlântico,
vizilar-nos;
depois
de
ter
mostrado
na
America
do
Norte
suas
habilidades.
Começou-se
a
divertir
de
tal
maneira
com
a
caixa e
vapor
que
a rebocava,
que
este,
para
não
perecer
com ella,
têve
de
largar
a
sirga
e
abandonar
a dita
caixa
e
obelisco
á
mercê
das
ondas
e
dos
ven
tos; mas
não
sem
se
perderem
6
mari
nheiros
que
alrevidainente
tentaram
abor
dar
a
mesma
caixa
com
intento
de
sal-
val-a.
Quiz porem a fortuna,
que
a
dita
caixa,
com
sua
carga,
fosse
dançando
sózinha
pelo
mar
fóra,
e
rindo-se
das
ondas, até
um vapor,
que
vinha
passando
a encontrar
nas
alturas
do
Cabo
de
Finisterra,
o
qual
pegou nella,
e a levou
para
o
Ferrol
Agora
terám
os
Inglezes
de
pagar-lhe
boas
alviçaras,
antes
que
possam
exlnbir
em Londres
aquella
testemunha das
anti
gas
magnificências
da
terra
dos
Pharaós.
E
parece
que o
Capitão
que
fez
o
acha
do,
não
está
disposto a
prescindir
de
um
bom presente,
antes
de
entregar a
acqui-
sição
feliz
—e
faz
bem;
o
mesmo faria qual
quer
outro
chrislão.
II.
—A
ternura
que
o
Times
e
os
In-
glezes,
de
accordo
com
seu
amigo
Bis-
marck,
tem
mostrado
por
Gambetta
e pela
Republica Franceza (isto
pela razão
sufii
ciente
que
mais
de
uma
vez
tenho apon
tado
foi declarada
oílicialmente
pelo
Chan-
celler
Prussiano
—
o
enfraquecer
a
nação
ckristianissimaj,
continiía
exhibindo-se
e
manifestando-se
de
manira
o
menos
equi
voca
possível.
O
primeiro
e
principal
directivo
do
Ti
mes,
ha
muitos dias,
é
sempre
no
mesmo
tom
e
sentido;
encorajando,
instigando
quanto
possível
os Republicanos
e Radi-
caes
em
França,
e
percebendo-se
clara
mente
o
entranhavel
empenho
em
fazer
da
França,
a
todo
panno,
uma Repu
blica
!
Quem
está
acostumado
e
ler
e obser
var
o
mesmo
Times,
percebe
logo
a com
binação
do
jornal
e
de
seus
correspon
dentes;
fazendo, por
assim
dizer, jogo
combinado
ou
concertado:
elles
mandando
as
noticias
e
factos
adubados
já
ao
gosto
do
Times;
e
este
acabando
de
cozinhai
os
aqui
ao
gosto
clássico
Inglez
e Protestante
Anglicano.
Manifesta-se
isto
principalmente,
e cla
ramente,
nas
correspondências ordinárias-
de
Paris
e
de
Roma
para
a
folha
Ingleza;
e
nas
cartas
do
Correspondente
de França
mais
principalmente
ainda.
O
Correspondente
de
Berlim,
que
não
é
menos
contrario
á
Igreja
e
ao
Calhol*»
cismo;
e
que
está,
já
se
entende,
animado
pelo espirito
anti-cátholico
de
Bismark,
tem,
todavia,
como
este,
mais
caixa,
e
não
deixa
ver
o
seu jogo tanto
ás
escan
caras
como
os de Paris e
de
Roma,
e
como
o
Times
mesmo.
HL
—
O
Thibet,
escondido
a
traz
das
Hymalaias,
e de
cuja
existência
quasi se
não
sabia,
até
que
um
Jesuíta
Porluguex
(cujo
nome
agora não
me
accorre,
nem
lenho
pachorra
de
ir
indagal-o)
lá
foi,
antes
que
outro algum
Enropeo,
não
hade
tardar
agora
de
ir
ser
grangeado
e
apro
veitado
pelos
Inglezes,
que
também
a
res
peito
delle
vam preparando
os caminhos
a
seu
modo,
como
os
vimos
praticar
a
respeito
de
Sinde,
de Oude,
etc.
Vejo
que
conseguiram
se
lhes
permit-
tisse
mandarem
para
lá
um
Agmte
e Re
presentante
e
Missão
Ingleza.
Esla
não
tardará
então
a tomar
raizes
no
solo,
se
gundo o
costume;
pouco
depois,
a
se
ar
rogar direitos
e
prerogativas
á
sua
es
colha;
e
se
os
naturaes
e
seu Governo
a
isso
tiverem
objecção
e
quizerem
pôr-
lhe
côbro,
irá
força
Ingleza
tirar
essas
teimas;
e pouco
depois
teremos
fhibet
Inglez
sob
a
Coroa Imperial
da
Rainha
Victoria
ou
de
seu
Filho
(aulomalos
po
líticos).
Vejo discutir já
quaes
sejam
as
mais
fáceis
entradas
e
melhor
caminho
para
aquelle
remoto,
e
por
assim
dizer,
isolado
canto
do
mundo;
e
como
elle
faz
por
ali
uma
estrada
e
porta
para
a
China,
traz-
me
á
lembrança
a
prophecia
de
um
certo
Sir,
Membro
aqui
do
Parlamento,
que,
conversando
com
uma
Senhora Franceza,
uma
nobre
Marqueza,
lhe
dizia,
em
tom
o
mais
positivo, e
como
em
confidencia,
bem
que
eu,
que
estava
ao
pé,
o
ouvi
distinctamente:
—
«Não
tem
duvida
alguma,
a
China
hade
ser
annexada ao
nosso dominio
no
Oriente».
O
Grande
Lama
pode-se
ir
preparando
para
ter
seus
dares
e
tomares
com
a
ga-
fanhota
de
Missionários
Protestantes,
que,
com
suas
esposas
e
familias,
irám
tratar
de
introduzir
no
Thibet
a Fé
e
refor-
VlVl
d
’
a<
I
ue
^
e
P'°
Santarrão,
Henrique
IV.
—
Parece
que
na Índia
Ingleza
dam
algum
cuidado
as
actuaes
relações
com
o
Afghanistan.
Ha
annos
que o
Governo
In-
glez
da
índia
dava
um
subsidio annual
pecuniário ao
Amir
ou
Soberano do
dito
paiz;
que
a
Inglaterra o olha
como
um
isolador
ou
antemural
entre
o
Imptrio
Inglez
ali,
e
os
domínios
e
conquistas
da
Rússia
no
que
foi Tarlaria
Independente.
A
Inglaterra
na
Índia
agora
não
quer
continuar
tal
subsidio,
salvo com
a con-
dicção,
de
o
Soberano
Afghan
admitlir
Missão
Diplomática
Ingleza
e
política
Per
manente,
e
oíficiaes Inglezes
para disci
plinarem
e
commandarem
as tronas
do
Afghan.
A.
R. SARAIVA.
Arcos
de
Val-de-Vez, 11
«le
no
vembro
de
1399.
fDo
nosso correspondente).
Fervet
opus.
Tudo
aqui
é
vida.
Depois da aclividade desenvolvida
no
campo
para
ultimar
as
colheitas,
veio
a
aclividade
das vilias
e
das
cidades
para
uma
colheita
d
’outro
genero.
Até
aqui
só
se
perguntava
quantas
pipas de
vinho produziu a
propriedade
de
[
tal;
agora,
o
que lodos
querem
saber
é
E
quanto
até
aos
términos
Da
terra se
encerrar.
E
os
rios
ledos, rápidos
Batendo
com
as
mãos,
E
os
montes
agitando-se
Alegres e
louçãos,
Hão-de
o supremo
Arbitro
Attonitos
saudar,
Que
vem,
juiz
rectissimo,
Terra
e povos
julgar.
A
lodos
com
mão próvida
Fará
justiça igual,
Ao
justo
dando
o prémio
E
castigando o
mal.
Novembro,
10,
de
77.
D. M. SOTTO-MAYOR.
6AZJTILHA
Inniiltorilínnção
e
e»stigo.
—
No
Seminário
Conciliar
de
S.
Pedro, a
cujas
aulas
tem este
anno
affluido
um numero
extraordinário
d
’
estudantes,
houve
um
d
’
estes
dias
um
facto
que
indica
bem
a
lendencia
desgraçada da
epocha
actual,
e
que
porisso
demandou
energicas
providen
cias
que
felizmente
de
prompto
se
deram.
Uns
certos
estudantes,
mal
educados,
começaram
fazendo
grande
assuada
e
dan
do
vaias
contra
o
professor
da
cadeira
de
Latim,
o
revd.0
padre
Maia,
dirigindo-
lhe
outros
insultos,
na
intenção
de
con
tinuarem
(segundo
se
dizia)
depois
contra
outros
professores,
até
os
pôrem
fóra.
Ora
o
lacto
era gravíssimo,
pois
o
offendido
era
um
seu
professor,
um
ve
lho,
e
um padre,
e
era feito
dentro
d
’um
estabelecimento
ecclesiaslico,
pertencente
ao Prelado,
e
por
aquelles
que
se
diziam
aspirantes
ao
estado ecclesiaslico;
e por
tanto
demandava
providencias
sérias
e
ur
gentes.
O revd.
0
reitor
mandou
reunir
conse
lho
dos
professores,
e
procedeu
a
um
inquérito
do
que
resultou
o
seguinte,
que
consta
do
edital
aílixado
á
porta
do
Se
minário,
que
abaixo
copiamos.
E
’
bom
que
as
famílias
saibam
quem
por
cá
trazem,
para
não
estarem
a per
der
dinheiro
com
gente
que
é
a deshonra
das familias,
a
vergonha
dos
estudantes,
e
que
se
assim
caminham,
e
se
desgra
çadamente
se
chegam
a
ordenar,
serão
a
deshonra do
clero,
e
darão
novas
armas
aos
inimigos
da
Egreja.
EDITAL
D.
Manoel
Martins
Alves
Novaes.
Deão da
Sé
Primaz,
e
Heitor
do
Seminário
de
S.
Pe
dro
etc.
quantos
votos
dará
aquella
freguezia,
quan
tos
est
’outra
?
A
lucta
eleitoral
para
a
futura
camara
ireste
concelho
promette
ser
renhida.
Por
parte
do
governo
e
opposição
tra
balha
se
incessantemente,
e
todos
com
maiores
ou
menores
probabilidades
de
bom exilo.
Eu porém
que
conheço
perfeitamente
os
meus
conterrâneos,
quanto
valem
e
quanto
podem uns
e outros,
creio
poder
asseverar sem
receio
d
’
engano,
que
a
vi-
ctoria pertencerá
ao
governo,
e por uma
grande
maioria.
O
que
aqui
fez irritar
os
ânimos
foi
a
absurda
divisão
das
assembleias
feita pela
camara.
De
feito
não
se
comprehende que mais
«le
mil eleitores
sejam
obrigados
a
aban
donar
as
suas
casas,
por
tres
dias o
menos,
para
irem
da
extremidade
sul do
concelho
á
extremidade
norte
do
mesmo,
na
distancia
a
mais
de
trinta
kilometros,
passando
por
duas
assembleias
que
lhes
íicam
em
caminho.
E
se
acrescentarmos,
que
a
freguezia
escolhida para
esta
assembleia
é
Suajo,
parece
não
restar
duvida
de
que
o plano
de
ostentar
por
tal
fórma
uma
populari
dade
negativa
leva
d
’
envolla
o
desejo
de
promover
desordens,
que
talvez não
fal
tem.
O
snr.
Peixoto,
que
é
o
chefe
real
da
opposição,
tem
andado
de
porta
em
porta
pelas
freguezias
ruraes,
juntamente
com
os
seus
agentes
n
’
este
concelho.
Mas
nem
porisso
lhes
agouro
melhor
resultado,
porque
nem
o
snr. Peixoto
nem
os
seus
amigos,
gozam
de
sympa-
thias
entre
estes
povos.
O
que
para
mim
é
um
inigma,
é
o
apoio
que
o
snr.
Manoel
Bento
tem
na
maxima
parte
do
clero,
o
que
não
abona
muito
o
caracter
sacerdotal
dos
ecclesias-
ticos
que
o
cercam.
Eu
desejava,
que
o
clero
se
acercasse
do
seu
Prelado;
mas
da
política
e
dos
políticos
queria
vel-o
afastado
ás
legoas.
E
pois
que
fallo
do
clero
e
do
snr.
Peixoto,
ahi
vae
uma
nova
estratégia
sug-
gerida
por
esie
senhor
para
illudir
as
de
terminações
do
governo,
e
a
vontade
do
Prelado
no
provimento
das
freguezias.
Estão
a concurso
algumas
freguezias
d
’
este
concelho
e
da
Barca,
parochiadas
até
hoje
por
ecclesiaslicos
da
feição
do
snr.
Peixoto.
O
governo
actual
resolveu
provel-as,
e
como
por
isso
estejam
ameaçados
de
largar
os
encotnmendados
existentes,
lem
brou-se o
snr.
Peixoto
de fazer
concor
rer
a
ellas
parochos
já,
collados,
afim
de
serem
preferidos
no
despacho, e
logo de
pois
desistirem.
Não
é
má
a
lembrança.
Dará
ella o
resultado
que
lhe
esperam
colher?
Não sei.
«'■JTir
JEHL
A.T UHA.
PLH
AfiíKlSE
DO
SALMO
96
DE
DAVID.
Canlale Domino canlicum
novum,
quia
mirabilia
fecit.
Cantae
um
novo
cântico
Em honra
do
Senhor,
Pois
que elle
obrou,
salvando-nos,
Milagres
mil
de
amor.
Sua
mão
poderosa,
inclyta,
Seu
braço
nos
salvou;
Sua
justiça
esplendida
O
mundo
contemplon.
Suas
promessas
cumprem-se
Na
casa
dTsrael;
E
a
terra
viu
extalica
Livre
a
nação
fiel.
Nas plagas
mais longínquas
Sôe
o
louvor
de
Deus;
Proclamem
nossas
linguas
Os
benefícios
seus.
Rompa
em
festiva
musica
O
canto
de
alegria;
Unam-se
aos
sons
da
cilhara
Das
trompas
a
harmonia.
E
em
presença
do
Altíssimo,
Do
Senhor,
vosso
Rei,
Do
vosso immenso
jubilo
A
voz
soar
fazei.
Movam-se
as
ondas
túmidas
Com
tudo
o
que
enche
o
mar,
Faço
saber
que em
virtude
da
resolu
ção
do
conselho
escholar
d'este
Seminu
rio,
fundado
no
inquérito,
a
que
se
pro
cedeu
sobre
factos
de
insolência
e
descon
sideração
para
com o Professor
Maya,
pra
ticados
no
dia 9
e
10 do
corrente,
são
riscados,
de
todas as
aulas
em que
se
acham
matriculados,
os
alumnos seguin
tes:
Luiz
Manoel
d
’
Amaral,
Antonio
Joa
quim
Monteiro
e
Bernardino
da
Costa
Leite,
por
um
anno;
ficando advertidos
do
que
durante
este
tempo
nenhum
po
derá
entrar
n’
este
Seminário,
nem fazer
n
’
elle
exame
algum,
bem
como
dos
alum-
nos
Manoel
José
Coelho
e
Francisco
Tei
xeira
de
Souza
Lobo se dá
parte
ás
au
ctoridades
competentes
ficando-lhes
egual-
mente
prohibido o
ingresso
no
Seminá
rio, e
de
tudo
e
de
todos
se
vae participar
ás
respectivas familias.
E
para
que
nenhum
d
’
elles
possa
al-
legar
ignorância
mandei
aífixar
o
presente
edital.
Seminário,
16
de
novembro
de
1877.
D.
Manoel
Martins
Alves
Novaes.
Festividade.
—
A
’
manhã
celebra-se
na
egreja
do convento
de
Santa
Thereza
uma
apparalosa
soletnnidade
ao
SS.
Sa
cramento,
a expensas
do
ill.
mo
snr.
José
Custodio da
Silva Mattos,
e
isto
em
cum
primento
d
’
um
voto.
Consta
de missa
solemne,
SS.
Sacra
mento
exposto,
sermão
e
Te-Deum de
tarde.
A musica
é
da capella
do
snr.
Luiz
Baptista
da
Silva,
e
orador
é
o snr.
padre
Luiz
Gomes
da Silva.
Peacar
coiu
anzol. —
O
melhor
meio
de pescar
com
anzol,
para obter
■
datados
de
31
de
outubro
ultimo
no
pri-
i
meiro
dos
quaes
são
estabelecidas
repar
tições
postaes
ambulantes nas
linhas
fer-
reas
de
leste
(Lisboa
e
Badajoz);
do
norte
(Lisboa
ao
Porto)
e
do
sul (Barreiro
a
Cazevel),
as quaes
serão
centro
de
per
mutação
das
correspondências
de,
ou
para
as
localidades
que
directamente,
ou
por
intermédio
de
outras,
se
acham
etn
com-
municação
com
as
ditas
linhas.
Serão
lambem
estabelecidas
repartições
postaes
ambulantes
na linha
ferrea
do Mi
nho,
logo
que
essa
linha
esteja
aberta
á
circulação
até
Valença.
Para
o
serviço
d
’e-tas
repartições é
de
signado
o
pessoal
competente,
fixando-se
para
esse
fim
o
quadro
da
administra
ção
do correio
de Lisboa
da seguinte
forma:
1
administrador,
2
chefes
de reparti
ção,
10
olliciaes
de
1.
a
classe, 1
fiel
de
correspondência
registada
e
saques, 1
fiel
de cartas,
12
olliciaes
de
2."
classe,
12 olliciaes
de
3.
a
classe
e
39
prati
cantes.
Pelo
outro
decreto
é
permittido
o
uso
dos bilhetes
postaes
e auctorisada
a
sua
circulação
pelo
correio
a
contar
de
1
de
janeiro
de
1878.
Os bilhetes
postaes
são de
dois
ty-
pos:
1.
°
Bilhetes da
taxa
de 13
reis,
desti
nados unicamente
á
circulação
no
conti
nente
do
reino
e
ilhas
adjacentes
e
Hes-
panha.
2.
°
Os
bilhetes
da
laxa
de
23
reis, desti
nadas
aos
paizes
da união
geral
dos
cor
reios
(excepto
Hespanha)
ou
ás
províncias
ultramarinas
porttiguezas.
■
!!»•»
de
S.
t3:«rtolomeii.
—
Esta
ilha,
que conta
9.000
habitantes
e faz
aarte
das
pequenas
Antilhas,
que
em
empo
foi
franceza até Luiz
XVI,
e
ce
dida
á
Suécia
em
troca ao
estabelecimento
de
nina
feitoria
franceza
em
Gothembourg,
"oi
agora
revertida
ao
dominio
francez
mediante
uma
indernnisação
de
277:000
francos;
e
precedendo utn plebiscito
dos
labitantes
que
votaram
a
adopção
da
na
cionalidade
franc-za
por quasi
unanimidade,
>ois
houve...
um
voto
contra.
Os
productos
da
ilha
são:
algodão,
ta-
aaco,
cacau
e
café.
Possue
um
bello
porto
chamado
antigamente
Carenage,
e
hoje
Gustaviu,
e
é
um
dos
mais
abrigados
das
Antilhas.
Utierra
do
«Ss-toMie.
—
Os últimos
telegrammas
relativos
á
guerra
do
Oriente,
são
os que
seguem:
Bucharest
12
—
A tomada de
Mont Vadre
fechou
a
ultima
sabida
de
Plewna.
Estão
concentrados
em
Tirnova
60:000
russos,
que
vão
passar os Balkans.
Celtigne
13
—
Os
monlenegrinos
toma
ram
de assalto
o
forte
de
Sutorman,
fa
zendo
prisioneira
a
guarnição
e
apoderan-
do-se
de
12
canhões,
mantimentos
e
pro
visões.
O
forte domina
í
cidade
turca
de
Antivari
que
é
banhada
por
um
afluente
do
mar
Adriático.
Constantinopla 13—A Servia,
respon
dendo
á
nota
da
Porta,
declarou
que
lhe
era
impossível
desguarnecer
a
fron
teira
e
deixar sem
prolecção
os
habitan
tes.
O
conselho
de
guerra,
celebrado
em
Pera,
resolveu
ordenar
a
Ostnan-Pachá
que
saia
de
Plewna
e
a
Mehemet-Ali
que
o
coadjuve
na
sua
sabida.
S.
Petersburgo
14 —
No
dia
9
uma
columna
russa
penetrou
no
forte
de
Ur-
zoil,
proximo
de Erzeroum, aprisionando
toda a guarnição,
composta
de
19
ofliciaes,
540
soldados.
Os canhões
tomados
no dia
4
íoiam
36.
Eslão-se
concentrando grandes
torças
russas
contra Bataum.
O
«Messa-
ger»
publica
uma
ordem
imperial
com
data
de
26
de outubro,
prohibindo
a
exportação
de
trigos
para
os
portos
do
mar
Negro e
Azo
tf.
°
Belgrado
14
—
Tom
havido
pequenas
escaramuças
na
Ironteira
servia
entre
cir-
cassianos
e
tropas
servias.
No
arsenal
de
Kragujevatz
trabalha
se
dia e
noite.
Estão
orgamSadas
ambulancias
e
todos os
dias
marcham
tropas
para
a
fronteira.
Ragusa
13-0
príncipe
Nicolau do
Mon-
tenegro
marcha
á
frente
de
13:000
ho-
mens
contrâ
a
cidade
de
Anlivary.
Paris
15
—
Os
monlenegrinos
cercam
a
cidade
de
Antivari.
Suvíel-Pachá
vae
ser
nomeado
gran-
vizir
em
substituição
de
Edhem-Pachá,
o
que
se
toma
como
indicio
pacifico.
O
quartel-general
russo
da
Asia
foi
transferido
para
Veran-Kali.
O
general
Heymann
occupou
diversas
posições,
dominando
Erzeroum,
que
recusa
render-se.
Tem
havido
grande canhoneio contra
Kars.
Está
imininenle
o
assalto.
quantidade
de
peixe,
é trazer no
depo
sito
onde
se
guardam
as
iscas
um
pedaço
de
camphora.
Audieneian geraes.
—
Foram
julga
dos
os
seguintes:
Dia
14.=»Maria Thereza
da
Silva,
sol
teira,
da
freguesia
de Mont
’
Alegre,
accu-
sada
do
crime
de
ter
ido
buscar
uma
creança
ao
hospício
dos
expostos.
— Condemnada
a
2
annos
de
prisão,
e
custas
do
pro
cesso.
Ignacio
da
Silva,
jornaleiro,
da
fregue
sia
de
S.
Paio
d
’Arcos, accusado
do
crime
de
furto.
—
Condemnado
a
2
annos
de
prisão
e
custas
do
processo.
Concurso.
—
O
«Diário»
publica
aviso
declarando
aberto
concurso
por
provas
pu
blicas
para
provimento
da
egreja
parochial
de
S.
Thomé
do
Cenço,
concelho
de
Mel-
gaço.
diocese
de
Braga.
Exame
dou eandidatoa
ao
ma
gistério
primário.
—
O
jury
d
’estes
exames,
na segunda
epoca
«do
anno
cor
rente,
é
assim
constituído:
Presidente,
Domingos
Moreira Guima
rães,
vice-presrdente
J J. Pereira-Caldas;
vogaes:
Manoel
Messias
Fragoso,
João
Correia,
Antonio da
C.
Teixeira, Manoel
J.
Pereira,
Joaquim
de
Barros, D.
Maria
Pinto,
D.
Candida
d
’Azevedo
e
D.
Anna
La
ura.
Groelaudez
notável.
—
A
«Acade-
my»
noticia que
o dr.
Rink,
de
Capenhague,
que
é
auctoridade
em
todas
as
questões
que
respeitam
a
Groelandia,
recebeu
um
manuscriplo do
maior
interesse
sob
o
ponto
de
vista geographico.
São
as
memórias,
em
lingua
groelan-
deza,
de
Hans
Hendrik,
o
unico homem
que
tem
tomado
parte
em todas
as
ex
pedições
scientificas
atravez
do estreito
Smith.
Em
1833 juntou-se á
expedição
de
kane,
em
Feskersncess,
e
quando
Kane
teve
de
abandonar
nos
gelos
o
seu
navio,
Hendrik
estabeleceu-se
entre
os
Esquimós
do
estreito
Smith
e
alli
casou.
Em
1860
acompanhou
Hayes;
em 1871
Hall
ao
polo
norte.
Foi
assim
que
sua
mulher
e
suas
tres
filhas
entraram
no
numero de
desanove
pessoas
que foram
arrastadas
pelas
vagas
em
cima
de
uma
bancada
de
gelo
até
á
Terra
Nova
d’
onde
sãos
e
salvos
foram
le
vados
para
os
Eslados-Unidos.
Voltando
novamente
á Groelandia
ser
viu
em
1873
na
expedição do
Alerte
e
Descovery,
commandada
pelo
capitão
Na-
res.
As
memórias
de
Hans
Hendrik,
estão
cheias
de
curiosos
promenores
sobre
os
costumes
e
lingua
dos
Esquimós;
e
serão
brevemente
traduzidas
em
dinamarquez
pelo
dr.
Rink.
I’
ara
que
servem
os
frades.
—
Conta
o
«Noticioso»,
referindo-se
a
um
illustrado
jornal
Maceió,
que
Frei
Caetano
de
Messina
Sobrinho
construiu
em
Villa
Aella
o
maior
açude
que
já
teve
a
província
de Pernambuco.
Na
obra
trabalharam
durante
47
dias
perto
de
quatro
mil
pessoas,
na maior
parte retirantes
do
Ceará
e
da
Para-
hyba.
Eis
para
que
servem
os
frades.
Sempre
fazem
mais
alguma
coisa
que
seus estereis
accusadores
Combate
de
morte.
—
Entre
a
Prus-
sia
e
a
Italia.—Bismark
e
os
ministros
do
Hobberkiog
—
,
projecta-se um
combale
de
morte
ao
Catholicismo.
Dizem
que
hade
ser
o
ultimo...
O
caso é
que
se
tracla
de
pre
parar
o
terreno
«O
snr. Crispi
diz
o
«VVecty
Register»
é
o
agente
bem
escolhido
para
tal
mis
são.
Foi
elle
que
disse
n
’
um
debate da
camara.
—«O
catholicismo
não
póde
tran
sformar-se: o
catholicismo
preencheu
seu
tempo».
L>e
maneira
que,
o
tal
Crispi
pensa
como
os
nossos
macaqueiros
!
Elles
pensam
coitados;
e
por
causa
de
suas pensadelas causam-nos
lastima.
Era
melhor
que
não
pensassem
nada
e
que
estivessem
a
dormir
ou
a
pentear
maca-
1
cos.
Quanto
aos seus
planos...
Deus
irride-
bil
eos.
•
I
A
einaneipaçdo
dos
eseravos
em 1
Madagasfar.—
O
revd.
n,
°
padre Caret
da
Companhia
de
Jesus,
Prefeito
Aposto- •
lico
das
missões
de
Madagascar,
escreve
ás
«Missões
Catholicas»,
revista
de
Lyon,
uma
carta
em
que dá
curiosas
partícula-
1
ridades
sobre
a emancipação
dos
escravos
n
’
aquella
ilha.
Foram
proclamados
livres, 1
por
decreto
da
Rainha
Ranavalomanjaka.
A
proclamação
do
decreto
leve
logar
a
I
21
de
junho,
com
grande
soletnnidade.
1
Correio
geral.
—
Foram
publicados
no
«Diário
do
Governo»
dois
decretos 1
0
commandanle
de
Orkanie
participa
que
no dia
12 repelliu um
ataque
dos
russos.
Bucharest
13
—
Corre aqui que
Osman-
Pachá
tomou disposições
para
tentar
sahir
de
Plewna.
Athenats
13
—
As
tropas
que
estavam
no
acampamento
de
Thebas
voltaram
a
Athenas
para
renovarem
o
seu armamento.
A
guarnição
turca
da
Ilha
da
Cfeta
foi
transportada
para
a
Bulgaria.
.tíoviinento
do
Hospital de
S.
Mareos.
—
Doentes
existentes
em
4
de
novembro:
82
homens
e
83
mulheres.
Entraram
durante
a
semana
linda:
30
homens
e
17
mulheres.
Sahiram:
17
homens
e 16
mulheres.
Falleceram:
5 homens
e 1
mulher.
Ficaram
em
tratamento
em
10
de'novem
bro:
91
homens
e
84
mulheres.
Preço
dos
eereue»
—Na
terça-feira
ultima,
n
’esta
cidade,
o
preço
dos
cereaes
foi
:
Tngo
................................................
900
Milho
alvo
......................................
600
Centeio
........................................
510
Milho
branco................................
420
»
amarello...............................
410
Painço.............................................
440
Ovada
.............................................
600
Batata
..............................................
560
Feijão
vermelho.............................
900
»
amarello...............................
680
»
branco
................................
900
d
rajado................................. 550
»
fradinho................................
520
Azeite
..................................
.
5^600
A
’
s
pessoas
eai-itativas.—
Na
rua
Direita,
da
freguezia
de
S.
Pedro
de
Ma-
ximinos,
n.°
18,
existe
uma
entrevadinha,
de
16
annos
de
idade,
e
filha
de
paes
extrémamenle pobres,
que
continuamente
soffre
dores
tão
acervas,
que
só
as
almas
bemfazejas
lhe
podem
dar
algum
allivio,
soccorrendo
a
com
uma
esmola
pelo
divino
amor
de
Deus.
A
’
s
alsxsas
caridosas.
—
Recommen-
damos
ás
altnas
caridosas
uma
infeliz
viuva,
moradora
na
rua
de
S.
Bernabé,
n.°
13,
(solãoj.
Tendo
80
annos
d
’edade,
e
porisso
sem
poder
applicar-sc
a
qualquer
trabalho,
lucta
com
a
miséria
extrema.
Appeio
á
caridade.
—
A
entrevada
Maria Antonia
Ferreira,
viuva
do
Antonio
dos
Granginhos,
e
que
ha
tempos
saiu
do
Hospital
com
moléstia
incurável,
tem
agora
os
seus
padecimentos
mais
aggravados,
achando-se
sem
meios
de
subsistência
pa
ra
poder
tratar-se
no
pouco
tempo
que
lhe
resta
de
vida.
Imploramos,
pois,
a
caridade
das almas
piedosas, para
que
se
lembrem
da
infeliz
com uma
esmola.
A
sua
residência
é
na
rua
do
Alcaide,
n.°
17,
n
’
um
quarto
á
porta
da
rua.
SALVAE
AS CREANÇAS
Peia
doce
Revalescière du
Barry
de
Londres
—
Por
toda
a
parte
se deplora
que
a creança
—
a
alegria
da
família
e
a
esperança
da
na
ção
—
é muito
mal
tratada.
Sómente
devi
do á
ignorância
das
mães
e
das
amas,
mor
rem
ellas
no
primeiro
anno, 60:000
em
França
e
40:000
em Inglaterra
I
Esta
mi
seria
é devida
ou
a uma
alimentação de
leite
muito
frequente,
ou
antes
ao
uso do
leite de
vacca
ou
de
cabra,
ou á
açorda
—
alimentos
inadmissíveis,
e
que,
ordina
riamente,
trazem
uma
irritação
da
mucosa,
e,
como
consequência
inevitável,
a
escan-
descencia
ou
a
diarréa,
os
vomitos
contí
nuos,
a
atrophia,
as
caimbras,
os
espas
mos, a
morte.
Reconheceu
se
que
a
di
gestão
de
uma
creança,
uma vez
com-
prometlida,
as
d>ogas
mais
bem escolhidas
não
teem
poder
de
reparar
o
mal
!
E’
um
flagello para
a
família
e
para
o
paiz
esta
cruel
destruição!
Ha
cotntudo um
meio
simples
e
pouco
dispendioso
de
o
conse
guir,
e
que tem
sido
provado
durante
vin
te
e
oito
annos;
é
sustentar
as creanças
de
peito
e
as
creanças
doentes
e
fracas
de
qualquer
edade
com a
Devaleaeièce
Du
Barry,
tres
vezes
ao dia,
simplesmente
cosida
com
agua
e sal.
fc’,
finalmente,
o
sustento
por
exeelleneia
que,
elle
aó
eonaegue
evitar
todos
os
aeeidentea da
in
fanda.
Citemos
algumas
das provas
abundan
tes da
sua
influencia
invariavelmente
salu
tar,
mesmo
nos
casos
mais
desesperados
Cura
n.° 80:416.-0
snr.
doutor
F.
W.
Beneke, professor
de
medicina
na
Uni
versidade
de
Marbourg,
refere-se
da
se
guinte
maneira á
clinica
de
Berlin,
em
8
•de
abril
de
1872:
«Nunca
esquecerei
que devo
a
vida
de
um
de
meus
filhos
á
Revaleaeiére
Du
Barry.
«A
creança, na
edade
de
quatro
an
nos,
soffria
sem
causa apparente,
uma
atrophia
completa,
com
contínuos
vomilos
que
resistiam
á
mais
cuidadosa
dieta
a
duas
amas
e
a
todos
os
tratamentos
da
sciencia medica.
A
Kevaleaeiére
fez
jjarar
imumíiatamente
os
vornitos
e
res-
tabUeceu-Hie coinpletamente
a
saude
em
seis
semams.
Dg.
todas
as
minhas
expe-
riencias
fulas
pósteriorrnenle
com a
Re-
valeaeiére
obtive
os
mesmos
resultados.
E
’
qua-tro
vezes
mais
nutritiva
que
a
carne».
Cura
n.°
70:410.
—
Fabrica
de
Gran-
villars
(Alto
Rbeno) 12
de
julho de 1868.
Senhor.
—Considero-me
feliz
por
poder
di
zer-lhe
que
o
meu
primeiro
filho,
muito
definhado,
foi
alimentado
durante
um
an
no pela
sua
Revaleseíére,
e
que
a
sua
saude
e
o seu
desenvolvimento
são uma
maravilha
para
todo
o
mundo.
Não
ha
na
aldeia
creança
tão forte
como
o
meu
fi
lho
em
rtlaçào
á
sua edade. — M
ercier
.
Cura
n.°
87:421.
—
Bruxellas,
23
de
junho
de
1874.
—
O
;meu
filho mais
novo,
abandonado
i>a
edade
de quatro
para cin
co
mezes
pelos
médicos, não
queria
to
mar
nem
digeria
alimento
algum,
e
acha
va-se,
por
consequência,
n
’
um estado
de
fraqueza
que
punha
em
perigo a
sua
exi
stência;
í
i
então
que
lhe
fiz
preparar
um
caldo
de
Revalescière
fraco,
que
elle
comeu
com
apetite,
e
de
que continuou
a
ali-
mentn-se
excludvamenle
durante
alguns
mezes. II
je,
que
tem
onze
annos
de
eda
de,
é
furte
e
gosa
saude.
—
D
esvvert
.
E’
seis vezes
mais
nutritiva
do
que
a car
ne,
sem.
esquentar, economisa cincoeula
vezes
o
seu preço
em
remedios.
—
Preços
fixos
da
venda
por
miudo
em
toda
a
pe
nínsula
:
Em
caixas
de
folha
de
lata,
de
*/*
kilo,
500
; de
*/,
kilo
800
rs
;
de
um
kilo,
l$400
res;
de
2
*/',
kilos,
3^200
reis;
de 6
ki-
los,
6$400;
e
de
12
kilos,
12^000
rs.
Os
biscoitos
da Revalesciere
que
se po
dem
comer
a
qualquer
hora,
vendem-se
em caixas
a
800
e
1^400
reis.
O
melhor
chocolate
para
a
saúde
é
a
ê&evaleseière
eboeolatada;
ella
res-
titue
o
appeitile,
digestão,
somoo,
energia
e
carnes
duras
ás
pessoas,
e
ás
creanças
as
mais
fracas,
e
sustenta
dez
vezes
mais
que a
carne,
e
que
o
chocolate
ordinário,
sem
esquentar.
Em
pó
e
em
paus,
em
caixas
de
folha
de
lata
de
12
chavenas,
500
reis;
de 24
cháve
nas,
800
reis
,
de 48
chavenas,
1$400
;
de
120
chavenas, 3^200
reis,
ou
25 reis
cada
chaveua.
DU
SA.KKY
«sfc
U.
a
LIMITED,
—
Place
Vendòme,
26,
Paris. 77
Regent-
Stre<y,
Londres.
Valverde,
1,
Madrid.
Os
pharmaceuticos,
droguistas,
njer-
cieiros,
etc.,
das
províncias
devem
diri
gir
os seus
pedidos
ao deposito
Central
;
snr.
Serzedello
&
C.
a
Largo
do
Corpo
Santo
16,
Idsboa,
(por
grosso
e
miudo)
;
Azevedo
Filhos,
praça
de
D.
Pedro,
31,
32,
Barrai
&
irmãos,
rua
Aurea,
12
—
Por
to,
J
de
Sousa
Ferreira
*
Irmão,
rua
da
Banharia,
77.
DEPOSITOS
ENTRE
DOURO
E
MI-
NH0.=
Aveiro,
F.
E.
da
Luz
e
Costa,
pharm.
—
Barcellos,
Antonio
João
de
Sousa
Ramos,
pharm..
Largo
da
Ponte.
—
Braga,
Domingos
J.
V.
Machado,
drog.,
praça
Municipal,
17
— Antonio
A.
Pereira
Maia,
Pharm.,
rua
dos
Chãos
31
—
Pipa
&
Irmão,
rua
do
Souto.
—
Vianna
do
Cag-
tello,
Aflooso
drog.,
rua
da
Picota;
J.
A.
de
Barros,
drcg.,
Rua
grande,
140.
—GtuimarAei»,
A.
J.
Pereira
Martins,
pharm.—Antonio
d
’
Araujo
Carvalho,
Cam
po
da
Feira,
1;
José, J. da
silva,
drog.,
Rua
da
Bainha,
29
e
33.
—
Penafiel,
Miranda, pharm.
—
Porto,
M.
J.
de
Sou
sa
Ferreira &
htnão.
Rua da
Banha
ria, 77; J.
R,
de
Sequeira,
pharm.,
Casa
Vermelha;
li.
J.
Pinto,
pharm.,
Largo
dos
Loyos,
36;
Viuva
Desirè
Rahir,
Rua
i
de
Cedofeita,
160;
Fontes
& C.
a
, drogs.,
Pra
ça
de
D.
Pedro,
105
a
108;
Antonio
J.
Salgado,
Pha>
macia
Central,
Rua de
San
to
Antonio,
225
a
227.
—
Ponte
do
Ui-
mo.
A.
J.
Rodrigues
Barbosa,
pharm.
—
do
Varzim,
P.
Machado
de
Oliveira,
pharma.
—
Valença
doMinlto,
Francisco
José
de
Sousa,
pharm.
—
Villa
ds
Conde,
A.
L.
Maia
Torres,
pharm.
THEATRO
DE
S.
GERALDO
Espectaculo
de gala,
em
commemora-
ção
ao dia
l.°
de
Dezembro
de
1640.
Em
beneficio,
o
drama
em
2
actos
e
3
quadros
OPPRESSÃO
E
LIBERDADE.
A comedia
do
snr.
Pinheiro
Chagas,
em
1
acto
QUEM
DESDENHA.
N.
B.
Os
bilhetes
achar-se-hão
á
venda
na
casinha
do
theatro
desde
o
dia
20
do
corrente
em
diante.
AGRADECIMENTOS
O
abaixo assignado,
summamente
pe
nhorado
para
com
todas
as
pessoas
de
sua
amisade
e
relações,
que
lhe
presta
ram
por
occasião
do
passamento
de
sua
sempre
chorada
mãe,
Anna
Maria da
Mot-
ta,
a
lodos
agradece
por
esta
fórma,
na
impossibilidade
de
o
fazer
pessoalmente,
todas
as
provas
de
reconhecimento;
bem
assim
agradece especialmente
aos
seus
dignos
colegas
ecclesiaslicos,
que se
di
gnaram
celebrar
missa
e
concorrer ao
oflicio
fúnebre
que
por alma
da
mesma
teve
logar
na
capella
de Nossa
Senhora
a
Branca.
A
lodos
protesta
sua
in
Jelevel
grati
dão.
Braga
15
de
novembro
de
1877.
Padre
Ambrozio
Fernandes
d’Araújo,
(610)
Companhia Edificadora
e
Indus
trial Bracarense
Sociedade
anónima,
responsabili
dade
limitada.
São
convidados
os
snrs. accionistas
d’
esta
companhia
a
fazer
a
16.a
e
17.a
entradas
de
suas
acções
desde
o
dia 22
a
27
do
corrente
das
9
horas
da
manhã
ás
2
da
tarde
no
escriptorio
da
Compa
nhia,
rua
da
Cruz
de Pedra
n.
os
6
a
12.
Braga
12 de
Novembro
de
1877.
Os
Directores
»
Francisco
da
Silva
Araújo.
(611)
Francisco
Baplisla
da
Silva.
CIRURGIÃO
DENTISTA
Pela
recebedoria
da
comarca
de
Villa
Verde,
se
faz
publico que
desde
o
dia 2
d
este
mez,
até
o
l.°
de
dezembro,
se
acha
aberto
o
cofre
para
a
cobrança
de
todas
as
contribuições
do
corrente
anno;
ficando
sugeilo
á
multa
legal
quem
não
>agar
no
referido
praso.
Villa
Verde
9
de novembro
de
1877.
O
Recebedor
João
Antonio
Rodrigues
d'Azevedo
Continha.
(603)
Precisa-se
no
Hospital
de
S.
Marcos,
d’
um ajudante
de
enfermeiro,
que
seja
solteiro ou
viuvo
sem
filhos,
robusto,
de
25
a
40
annos,
de
bom
comportamento
e
que
saiba
ler
e
escrever.
Vence o
or
denado
de
240
reis
diários,
seccos,
ou
120
reis
e
de
comer.
O
indivíduo
que
pretender
e
que
es
teja
nas condições
referidas,
queira
apre
sentar
seus
documentos
na
secretaria
do
mesmo
Hospilai.
A
Commissão
administradora
do
Hos-
jilrl
de
S.
Marcos
d’
esta
cidade,
declara
que acceita
propostas
em
carta
fechada
até
o
dia 23 do
corrente para
o
forne
cimento
de
30
peças
Me
panno
crú
e
40
cobertores,
conforme
as
amostras
que
se
acham
patentes
no
mesmo
Hospital.
Braga
13 de
Novembro
de
1877.
TfiBKAS
VENDEM-SE
EM
ADAUFE
um
campo
denominado
Tapado,
sito
no
logar
do
Ou-
teirai,
e
uma
leira
denominada
de
Sapos.
Um
campo
denominado
Charnecas,
sito
em
Fontellas.
Um
prado
denominado
de
Fonlella,
junto
do
'Ribeiro.
Todas
estas
propriedades
pagam
foro
de
quarenta
reis.
Um
campo
denominado
Maceiras, silo
no
mesmo
logar
e
junto
ao
Prado
e
Char
necas; é propriedade
livre
de lodos
os
encargos,
e
que
fórma
uma
quinta.
Uma
quinta
denominada
Bouças
de
S.
João,
com boa casa
de
moradia
e
para
caseiro,
e
acommodações
para
gado.
Duas leiras,
sendo
uma
dentro
da
mes
ma quinta,
com fòro
de
trinta
reis
á
Fa
zenda
Nacional,
e
cincoenla
reis
cada
uma
das
leiras
ao
cabido
de
Guimarães-
Para
tractar-se ou para
quaesquer
in
formações,
com seu
dono
na
mesma
quinta.
(612)
APPROVADO
PELA ESCOLA
MEDICO-CIRURGI-
CA
DO PORTO
Rua
de
S.
Marcos n.°
19.
BR
a
GA.
Faz
tudo
quanto
diz
respeito
á sua
arte
e continúa
operando
grátis,
pobres
e
soldados.
(580)
Arrematação.
A
Meza
da
Confraria
de Santa
Luzia,
sita
na
sua
capella
nos
claustros
da
Sé
Primaz,
faz publico,
que
no
domingo, 18
do
corrente mez, á
porta
travessa
da-
mesma
Sé se
tem
de
pôr
em
praça
46
medidas
de
milho
alvo,
e
outras
tantas
de
centeio,
quatro
gallinhas e
tres
fran
gos,
e
se
hão
de
entregar a quem
maior
lanço
oflerecer
por
ellas
e
pelas
gallinhas
frangos,
com as
condições
que
no
acto
erão
patentes.
(607)
Precisa-se
de
um
homem
para
assen
tar
praça
por
um
recruta.
Para
tractar
na
rua
do
Alcaide
n.°
11
(608)
ÃWQSMO
O
bacharel
Constamino
Ferreira
de
Al
meida
abriu
o
seu
escriptorio
de
advocacia
no
Campo
de
Santa
Anna
n.°
28,
lado de
cima.
Arrematação.
Por
este juizo
de
direito
e
carlorio
do
escrivão
do
6.°
oflicio,
e
á porta
do tri
bunal
judicial
aonde
se
costumam
fazer
as
arrematações,
no
dia 25 do
corrente
mez
pelas
10
horas
da
manhã
se
tem
de
arrematar
e
entregar
a quem
mais
der
e
lançar,
os
moveis
e semovente
abaixo
declarados,
penhorados
e
mandados
arre
matar
na
execução
que
neste
juizo move
como
exequenle
Manoel
José
de
Faria,
negociante,
d
’esta
mesma,
contra
os exe
cutados
Antonio
José
da Silva
e
mulher
Francisca
Antunes,
do
logar
do
Ouleirai,
freguezia
d
’
Adaufe,
d
’
esta
comarca,
os
quaes
moveis
e
semovente são
os
seguin
tes:
—
Uma
porca
de
côr
preta,
avaliada
em
tres
mil
reis.
—
Uma caixa
de
casta
nho
usada
sem
chave
nem
fechadura,
avaliada
em
seis
centos
reis.
—
Uma
meza
de
castanho
muito
usada,
avaliada
no
va
lor
de cento
e sessenta
reis.
—
Um
banco
de
pinho,
velho,
avaliado
em
oitente
reis.
Por
este
annuncio
são
citados
e
chama
dos
lodos
os
credores
incertos
que se
.
ulguem
com
algum
direito
aos ditos
mo
veis
e
semovente,
para
que venham
as
sistir,
querendo,
a
esta
praça e
deJuzirem
seus
direitos.
Braga,
9
de
Novembro
de
1877.
Verificado.
Adriano
Carneiro de
Sampaio.
O escrivão
(609)
José
Luiz d
’
Oliveira
Pessa.
O
Secretario
(604)
João
Manoel
Correia.
Acçõea e
promisBorias
de
baneoa
e
eompanhiaa
Compram-se
e
vende-se
na
rua
Nova
de
Sousa
n.°
9.
(510)
AVISO
IMPORTANTE
AOS
LEITORES
DO
fflMBfij BÍ
mfo
nszkGiv
iric/k
je
»]
e
?.'
xm
:
j
S>.
OFFERECIDA
PELA
U1V8ÃO
PARISIENSE
DE
BELL1S
ARTES
BOULEVARD
DE
LA
MADELEINE,
17. PARIS.
Em
virtude
d
’
um
ajuste
feito
em
beneficio
dos leitores
do
«Commercio
do Mi
nho»
offerece-lhes
um exemplar
gravado
da
magnifica pintura
de
MUKáLLO
a
ihmaculaiia
cowckiç
JL
o
Este quadro
é
seguramente
o
melhor
de
quantos
possue
o
Louvre
de
Pariz.
Ad
quiriu-o
o
governo
imperial
francez
a
19
de
maio
de
1852,
da
Galeria
do
Mare
chal
Soult,
pela
enorme somma
de
615:300
francos.
A
collecção
do
marechal
Soult
gozava
d’
uma
reputação
europea
e
a
Immaculada
Conceição
de Murillo
era
justamente
reputada
como
a
sua
mais
rica
jota
Quando
se
conheceu
a sua
venda
na Europa
concorreram
a
ella
todas as
potências,
adju
dicando-se em meio
d
’
uma
commoção,
impossível
de
descrever
ao
snr. Newerker-
ke,
representante
da
França.
0
quadro
representa
a
Virgem
com
oscabellos
flucluantes nas
espaldas,
as
mãos
cruzadas
no
peito,
os
pés
apoiados
na
meia
lua,
elevando-se
pelo
ceo
em
meio
das
nuvens e rodeada d
’um
grupo
de
32
anjos.
Em
França
e
Inglaterra
tem
distribuído
a
União Parisiense das
Bellas
Artes
250:000
exemplares
em
menos
de
tres
mezes.
Nunca
se
vendeu
o
gravado original p<r
menos
de
SESSENTA
FRANCOS.
O
administrador
da
União
Parisiense,
em
Madrid.
Dr.
José
Gabilan,
6—2.°,
re-
metterá
a
qualquer
ponto
de
Portugal
um exemplar
de
72
centimelros
de
alto
e
44
de
largo
mediante
o
coupon
e
500
RÉIS
para
satisfazer
os
gastos
de
remessa,
reproducção,
caixa
e
outros.
Representante
em
Madrid
Olivar,
0
—
9.°
o COUPON PRIMA
•|
A
IMMACULADA
CONCEIÇÃO
g
Exemplares.
s
<x>
UniSo
Parisiense
de
Bellas
Artes
BOULEVARD
DE
LA MADELEINE,
17,
«
PARIZ
Instrueçwes:
Corta
se
o
coupon
e
manda-se
com
uma
letra
ou
sellos
de correio, in
dicando
no
coupon
o
numero
de exem
plares
que se
desejem.
Não
se
expedirá
exemplar
algum
sem
o
coupon.
As
letras
e
requesições
devem
ser di
rigidas
ao
Administrador.
Snr.
Dr. Jo
sé
Gabilan, Olivar, 6
—2.°
—
Madrid.
Mediante
o
coupon
e
500 reis
se
re-
ceceberá
um
exemplar.
17
-
RUA
DE
S.
VICENTE
-
17
JO»
Jtrt
Cair
i
MlO
»1E
-400
BEE.S.
SSmi.VWWUZS
MACHINAS
LEGITIMAS
4
DA
Wffll
W»IL
Slffl
Os
únicos
fabricantes
de
machinas
para
coser,
com
casas
estabelecidas
em
Portugal
para
fornecer
directamente
ao
publico
e
as
quaes
obtiveram
maiores
prémios
na
exposição
universal
de
Philadelphia
I
1
GRANDES
FACILIDADES DE PAGAMENTOS I I
Para
adquirir as melhores
machinas
conhecidas
UM
ANNO
DE
PRAZO
Bem
augmento
algum no»
preços,
ou
dez
por
eento
de
abatimento
por prompto
pagamento
EWSIBfO
6RATIS
EM CASA DO
CO1HPISADOR
PEÇAM
CATALOGOS
ILLUSTRADOS
Com
listas
de preços e as condiçõos de vendas a prasos
-
■
IA
DA
COMPANHIA FABRIL SINGER
17, RUA DE S. VICENTE, 17
BRAGA
ou
NA
SLA SLCCUKSAL
FORMOSA-3Ê5
3F
PORTO
(586)
MALA OAL IÃWZA
(INCORPORADA POR
CARTA
REAL)
LINHA
QUINZENAL
DE
PAQUETES
A
VAPOR
Para S.
Vicente, Pernambuco, Bahia, Rio de Janeiro,
Montevideo
e
Buenos-Ayres
Acceitando
também
passageiros
de
3.
a
classe, com
trasbordo
no
Rio
de
Janeiro,
para
SANTOS,
PARANAGUÁ.
SANTA
CATARINA,
RIO
GRANDE
DO
SUL,
PORTO
^ALEGRE, CAMPINAS,
S.
PAULO,
CÁNPOS, VICTORIA,
MACEIÓ,
e
outros
pontos
do
litoral
e
interior
do
Brazil,
ao
sul
de
Pernambuco.
PEIO
MESitlO
PHEÇO
QUE
PtKA
«
ISSO
DE
J4A
FIKO
PAQUETES
A
S
a
ÍK
h
E
LISBOA
MINHO
...
.
28
de
Novembro
GUADIANA
.
.
. 28 de
Dezembro
TAGUS
.........................
lí
de
Dezembro
ELBE.....................
13
de
Janeiro
PREÇOS
COMMODOS
Cada
paquete
d
’
esta
companhia
leva
a
bordo
eriados
e
eosinheiros
portuguezes
para
commodidade
dos
passageiros
de
toda»
a»
classe».
Sendo
as
passagens
pagas
na
Agencia
Central
no
Porto
ou
em
qualquer
Agencia
provincial,
a
conducção para
Lisboa é
por
conta
da
C
mpanhia.
Os
passageiros
com
trasbordo
no
Rio
de
Janeiro,
teem
sustento
e
hospedaria
gratuita
durante
a
demora precisa
para
obter
trasbordo.
A
bordo
os
passageiros
teem
grátis
cama,
roupa
de
cama,
co
mida
feita
por
eosinheiros portuguezes,
vinho
duas
vezes por
dia,
assisteneia
mediea,
serviço
de
eriados
e
outras
despezas.
A
EXPERIENC1A
de
mais
de
um
quarto
de
século
tem
feito
com
que
os
paquetes
d
’
esta
companhia
(a
mais
antiga
na carreira do
Brazil)
sejam
conhecidos
pela
regularidade,
velocidade
e
segurança
excepcional;
além
d’
isso
pela limpesa, boa
ordem,
bom
tratamento
e
accomodações
a bordo,
e'
pelos
melhoramentos
mais
modernos
tanto
para a hygiene
como
para a
commodidade
dos
passageiros.
ISTO
É
COMPROVADO
pela
grande concorrência
que
teem de passageiros
e
pelos
innu-
meros
agradecimentos
que ha
archivados
em
varias
agencias.
SÃO
ESTES
OS
PAQUETES
preferidos
pelo
Governo
Inglez para
a
conducção das
suas
ma'as
do
correio, e
por
esle
serviço
recebe
a
companhia
um
importante
subsidio.
TIVERAM
ESTES
PAQUETES
a
honra
de
conduzir
Suas
Magestades
o
Imperador
e Impe
ratriz
do
Brazil,
como
também
S.
A.
o
Infante
D.
Augusto.
TODAS
AS INFORMAÇÕES
e
bilhetes
de
passagem
podem
ser
obtidos
no
PORTO
na
AGENCIA
CENTRAL,
rua
dós
Inglezes,
23,
do
agente
GUILHERME
C.
TA1T
;
e
nas
provín
cias
nas
agencias
e
correspondências
estabelecidas
em
todas
as
prmcipaes
cidades
e villas.
Agente
em
Braga
o
snr.
João
Manoel
da
Silva
Guimarães, rua
do
Souto.
8CeaI
Sanetuario
da
líoni
Jesus
do
Monte.
No
dia
21
do
corrente
mez,
pela
uma
hora
da tarde,
e na
Secretaria
do
Real
Sanctuario
do
Bom
Jesus
do
Monie.
sita
no
largo
de
Sancto
Agostinho.
d
’
esta
ci
dade,
ha
de
arrematar-se
em
hasla
pu
blica,
perante
a
respecliva
commissão
ad-
ministractiva,
e
construcção
de
um muro
de
supposto
no
local
do
mesmo
Sanctua
rio.
As
condicções
de
arrematação estão
patentes,
lodos
os
dias,
em
casa
do
vo
gal
da
commissão
o
snr
João
Augusto
da
Cunha,
morador
ao
largo
do
Barão
de
S.
Martinho.
Braga
12
de Novembro de 1877.
0
Presidente
da
Commissão
administrativa
José
Maria
Rodrigues
de
Carvalho.
FIL1ÃL
DÁ CAIXA
ECOXOniCA
PENHOKISTA
Sociedade
anónima
de
responsabilidada
li
mitada
CapitaS
...................
bOOittOO^ODO
RUA
NOVA
DE SOUSA,
N.°
9
(Também
com entrada
pela
rua
do
Campo)
BRAGA.
Empresta
dinheiro
sobre
ouro,
prata,
joias,
papeis
de
credito,
cereaes,
roupas,
moveis,
ferramentas,
e
sob>e
iode
e qual
quer
objecto
do
valor
não
inferior
a
100
réis.
Recebe-se
dinheiro
em
deposito
a pra
so
ou á
ordem
abonando
juros
conven
cionáveis.
A
caixa
está
aberta
todos
os
dias
des
de
as
9
hora
da
manhã
até
ás
7
da
noite,
e
nos
dias
santificados
estará
abetia
só
até
ao
meio
dia.
0
gerente
—
Ã.
G.
Ferreirini
i.
SALA
E
QUAHTO.
Precisa-se alugar
em
casa
de
familia
muito
capaz
uma
saleta
e
quarto,
de
centes,
e
que
se
encarreguem
da
comida
para
duas pessoas
do
commercio.
A
quem
convier,
deixe
carta
no
escriptorio
d'este
jornal
a
J.
S.
para
se procurar.
(590)
Aluga-se
a
casa
n.°
7,
na
praça
d
’Alegria,
construída
de
novo e
flaJa
com
elegancia.
Esta
casa
tem
uma
boa
loja
para
qualquer negocio,
e
póde-
se
alugar junta
bu
em
separado.
Quem
a
pretender
falle
com seu dono
na
rua
No
va
de
Sousa
n.°
56.
(474)
Âllffl»
lllí IMOS
DO
ALTO
DOURO
DA
CASA DE
VILLA POUCA
RUA
DO
SOUTO
N.°
15—
Braga.
N
’este
armazém
se
encontram
a retalho
as
seguintes
qualidades
de
vinhos
enga
rrafados
:
Vinho tinto
de meza.
(sem
garrafa)
150
»
»
»
»
.
190
»
Lagrima
.
. ..................................
200
»
Branco de
meza.....................
210
»
tinto
de
meza fino.
.
.
. 270
»
de
prova
secca.
.
.
»
'.
300
»
Malvasia
de
2.a
......................
360
»
»
velho...........................
400
i
Malvasia, Bastardo
e
Moscatel
a
500
»
Roncão
.................................
700
»
Alvaralbào.................................
560
»
Velho
de 1854
....
600
»
a rtlalho pan.
meza
50
e
80,
o
quartilho
tinto,
e
branco
120.
Responde-se
e
garante-se
a
pureza
boa
qualidade
de lodos
estes
vinhos, po
dendo
todo
e
qualquer
consumidor
man-
dal-o
experimentar
por
meio
de
qualquer
processo
cbymico.
1..
ijiiiwiii
«ui
■■II
IIII
III
IMIIM
l■ll■Hl
III
1
lllir
r'
BRAGA,
TYPOGRAPHIA LUSITANA
—
1877.
Parte de Comércio do Minho (O)
