comerciominho_17041877_627.xml
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-
5.°
ANNO
1877
FOLHA
COMMERCIAL
RELIGIOSA
E NOTICIOSA
NUMERO
627
issígna-see
vende-se
no
escriptorio do
editor
e
proprietário
José
Maria
Dias
da
Costa,
rua
Nova
n.’
3
E,
para
onde
deve
ser
dirigida toda
a
correspondência franca
deporte.
As
assi-
gn&turas
são
pagas
adiantadas
;
assim
como
as
corresponden-
eias
de
interesse
particular. Folha
avmso
10 rs.
ÁS
TERÇAS,
QUINTAS
E
SABBADOS
P
reços
:
Braga,
anno
1^600
rs.^Semestre 850 rs.=.Prows-
cias,
anno
2&000
rs
e
sendo
duas
3&600
rs.—
-Semestre
1&050
rs.=Braztl,
anno
3&600
rs.
—
Semestre
1&900
rs.
moeda
forte,
ou 8&000
reis
e 4&500
reis
moeda
fraca.
—
Annuncios
por
linha
20
rs., repetição
10
rs.
Para
os
assignantes 20 9/
#
d
’
abâtimento.
B3*A(MA
__
TKKÇ
A-FEIZIA 19 «Se
AHRIS
j
Peregrínaçáo
a Iffi®rasa.
A
viagem a
Roma
por
occasião
do
quinquagésimo
anniversano
da sagraçãodo
SS.
Padre
Pio IX, como
bispo de
Imola,
deve
unicamente ser
considerada
como
um
testimunho
d
’
amor
e dedicação
ao Chefe
da
Egreja
Catholica,
Pae
commum
dos
fieis
em
todo
o mundo
conhecido.
Dar-lhe
outro
caracter
ou
atlribuir-lhe
outro
motivo,
só
poderá
fazel-o quem
não
pensar
ou
não
manifestar
o
seu
pensamento
d
’inteira
boa fé.
Na edade
avançada
em
que
o
SS.
Pa
dre se
acha,
e
depois
de tantas
vicissitu
des
por
que tem
passado,
e
que
bem
jus
tificam
a
prophecia
de
S.
Malachias
—Crux
de Cruce,
é
muito
natural
que
S.
Santidade
deseje
vêr-se
cercado
dos
fieis,
represen
tantes
do
affecto
com
que
é
venerado
por
todos os
catholicos
espalhados
por
toda a
superfície
da
terra
no
dia
de
tão
grande
e
solemne
anniversario.
Quando
o
imperador
d
’
Allemanha
cele-
brcu
ainda
ha
pouco
o
quinquagésimo
an-
niversario
do
seu
casamento,
não
se
fize
ram
em
Berlim
festas
estrondosas, ás
quaes
concorreram muitos milhares
de
allemães
?
Não é costume
na
França
e
em
outras
nações
do
mundo
civilisado,
os
cidadãos
par
ticulares
celebrarem estes
e
outros
anniver-
sarios, e
virem
das
diversas
partes
do
paiz,
e
algumas
vezes
mesmo
de
paizes
estran
geiros,
os
membros
da
famillia
assistir a
estas
festas
tão
naturaes
como
louváveis?
A
universidade
de
Coimbra
não
cele
brou
o seu
aimiversario
centenário,
e
não
convidou
para
assistir
a
elle
os
corpos
docentes
de
outras
universidades
?
A
academia
real
das
sciencias
de
Lis
boa,
não
tem
deliberado
celebrar
egual
anniversario
?
Na
Hespanha
não
vae
celebrar-se
no
dia 23
d
’
este mez
o
anniversario
de
Cer-
vantes
?
O
governo portuguez,
e
bem
haja
elle,
não
subsidiou
ainda
no
anno
passado
dous
distinctos
professores
da
universidade
de
Coimbra,
para
irem
assistir
a
um
d
’
esles
anniversarios
d
’
uma
universidade estran
geira
?
Então para
que
se
estranha
agora que
alguns
fieis
vão
a
Roma
receber
a
bênção
do
Vigário
de
Chrislo
em
occasião
tão
so-
,lemne
e tão
singular
como
esta
?
Admira,
porém,
que
no
tempo
em
que
tanto
se exalta
e
apregôa
a
liberdade,
se
estranhe
e
censure
que
algumas
pessoas,
muito livremente
queiram
dar
este
testi
munho
de
muito
louvável
dedicação
ao
Su
premo
Pastor
da
Egreja
Catholica!
Admira
como
se pretenda
metter
a
ri
dículo
uma
viagem feita
nas
condições de
commodidade,
que a
civilisação
actual
per-
mitte
!
Admira
ainda
mais,
que
d
’
esta
viagem
se
queira
fazer
um pretexto
para
manifes
tação
da
má vontade de algumas
pessoas,
que
nem
são
cbristàos
nem
sabem
ser
po
líticos
!
Ha
por
ventura
em Portugal
alguma
lei que
prohiba
esta
viagem?
Não
é
permittido
a
cada
um dispor
dos
seus
haveres
ou
do
emprego do
seu
tem
po,
como
melhor lhe
parecer,
com
tanto
que
não
ofilenda
as
leis
do
paiz?
E
quaes
são as
leis prohibilivas,
que
possam
ter
relação
com
esta
viagem,
que
além
do
seu
fim
principal
também póde
ser
considerada como
uma
viagem
d
’
instruc-
ção
e
recreio ?
Bem ou melhor
avisado
andou o
go
verno
de
Hespanha,
no
modo
como
tra-
clou
os
seus
naturaes,
quando
ha
um
anno
fizeram
e.m
grande numero
unia viagem
a
Roma
para
receberem
a
bênção
do SS.
Padre
;
e
nós
esperamos
que
o
governo
portuguez
seguirá tão saudavel exemplo,
que
debaixo
de
todos
os
pontos
de
vista
da religião,
da
justiça,
da
liberdade e da
política,
é
digno
de
ser
imitado.
Quem
ainda
não
foi
a
Roma, não póde
dar
por
completa
a
sua
educação
scienti-
fica
no
estudo
das
bellas artes
e
da ar-
cheologia
:
quem
ainda
não
foi
a
Roma,
não
póde
bem
comprehender
a
historia
do
povo
rei,
prolotypo
dos
povos
livres
:
quem
ainda
não
foi
a
Roma,
não
póde
fazer idéa
adequada
de
uma
cidade
dominadora
do
mundo,
e
que
bem
merece
o
nome
que
lhe
dá
a historia,
de
—
Cidade
Eterna
—
;
não
póde
fazer
idéa
adequada
de
uma
cida
de
em
que
os
monumentos
religiosos,
as
ruinas
mais
curiosas,
recordações
da
historia
as mais
importantes
attrahem
a
attenção
de todo
o
homem
que
póde
e
sabe
pensar.
Aquelles,
pois,
que
desejarem
fazer
esta
viagem,
e
tiverem os
meios necessários
para
a
fazer,
não
devem
perder
esta
occasião
tão
opportuna; e
nós
esperamos
que
por
muitos
ella
será
aproveitada.
Se
aquelles,
porém,
que
infelizmente
não
amam
seu
Pae
Espiritual,
não
querem
ír
consolal-o
em
suas tribulações,
não
vão,
muito em
bora;
ninguém
os
obriga
;
mas
por
Deus
lembrem-se,
que
são
portuguezes,
e
que
em
Portugal
a
religião
do
Estado
é
feliz
mente
a
Religião
Catholica
Apostólica
Ro
mana,
da
qual
é
Cabeça
visivel
na
terra
o
SS.
Padre Pio IX.
Desejarão
estes
homens
imprudentes
lazer
mais
profunda
a
valia
da
separação,
que
infelizmente
já
se
anda
a
abrir
entre
a
verdadeira religião e
a
liberdade política
d
’
este
nosso
paiz
?
Querer-se-ha
acaso
dispor
os
ânimos
para
uma
guerra de
religião
em
Portugal,
renovando-se
as
trisiissimas
scenas
da
com
muna de
Paris,
de
Alcoy
e
Carlhagena em
Hespanha
?
As
irreverencias
académicas
de
Coimbra
serão
já
o
prologo
d
’estes
dramas
sangui
nolentos
?
Serão
estes
os
fruclos
da
liberdade
no
século
XIX?
Deus
afaste
uma
similhante
desgraça
d
’
este
seu
reino
fidelíssimo,
e
não
per
mitia
que
a
liberdade
do
mal
se
imponha
e supplanle
a liberdade
do bem.
Se
nós
não
havemos
de
ser
livres
na
manifestação
dos
nossos
sentimentos religiosos;
então re
nunciamos
essa liberdade
civil-ou
política,
que
assim nos
tolhe
ou
impede
a
manifes
tação d
’
estes
sentimentos.
Somos
cidadãos
portuguezes,
e
muito
nos
presamos
de
o
ser
;
mas
também
so
mos
catholicos,
e
não
queremos
perder
por
caso
ou
motivo algum
esta qualidade, que
presamos tanto
como
a
nossa
vida.
Somos
cidadãos
portuguezes,
mas
tam
bém
temos
direito
á herança
do
céo,
e
queremos
escutar
attentos
a
voz do
nosso
Pae,
do
Pae
Commum
dos
fieis, que nos
chama
e
convida,
e
que
na
penosa situa
ção
em
que
se
acha, parece
estar
dizendo-
nos
:
—
Compadecei-vos de
mim, compade-
cei-vos
de
mim,
vós
todos
que
sois
meus
amigos.
—
Miseremini mei,
miseremini
mei,
saltem vos
amici
mei.
Todos
os
fieis,
pois,
que
se
acharem
nas
condições
de
emprehender
a
viagem
a
Roma
na
presente
occasião,
não
devem
deixar
de
a
fazer
com
toda
a
liberdade
de
escolha
dos
meios,
que lhes
parecer
mais
proprios
e
convenientes
para
este
FOLHETIM
M.
.1.
fl. DE
ÍIACEBO.
W
WK
WÒS
ROMANCE BRAZILEIRO
VOLUME
II
XVI»
Historia
dos dous
velhos.
A
voz do
velho
tinha
um
não
sei
que
de
lugubre
e
terrível,
.que
causou
impres
são
profunda
em
Salustiano,
o
qual,
como
para
esconder
a
commoção
que
ella
aca
bava
de produzir
em
seu
animo,
sorriu-
se
á
força
e
disse
:
— Portanto,
escutemos
o
profeta.
Rodrigues
fingiu
não
ler
ouvido
a
zom
baria
do
moço, e
cruzando
os
braços
so
bre
o
peito,
em pé defronte
de Saluslia-
no,
começou
a
historia assim
:
—
No
outro
tempo,
mancebo,
(bastantes
annos
já
são
passados)
haviam
n
’
esta
mes
ma
provincia
do
Rio
de
Janeiro,
e
em
im
dos
seus
municípios
de serra
acima,
iois
jovens
bellos,
ardentes,
e
generosos:
tinham
ambos
a
mesma
edade,
vinte
e
cinco
annos
;
seus
paes haviam
morrido
e
lhes
deixado
ricas heranças
:
Pedro
e
Pau
lo
se
chamavam
elles:
não
eram
paren
tes;
achavam-se
no
mundo sós
e
com
um
destino
em
tudo
similhante;
Paulo
linha
apenas
um tio
que d'elle
não
gos
tava;
Pedro
não
conhecia
parente
algum.
Esses
dois
moços
encontraram-se
pois no
mundo
tão
iguaes,
tão
similhantes,
que
se
abraçaram
um
com
o
outro,
juraram
amisade
eterna,
amaram-se como
irmãos
gemeos,
misturaram
seus
prazeres
e
seus
pezares
;
de modo
que
aquelle que
offen-
desse
Paulo
teria
offendido
Pedro,
e
o
que
fosse
amigo
d’
esle
seria
por
força
lambem
amigo
d
’aquelle.
—
Até
’
hi
nada
de
novo,
meu
caro,
disse
Salustiano;
e,
para
poupar-lhes
pala
vras,
declaro
que
já
sei
que
esse
Paulo
era
meu
bisavô,
e
esse
Pedro
o
respeitá
vel
avô
do
snr.
Rodrigues.
Sem
dar
attenção
ao
que
acabava
de
dizer
Salustiano,
o
velho
continuou.
—
Esses
dois
amigos
amaram ao
mes
mo tempo
duas
interessantes
jovens
;
ca
saram-se
no
mesmo
dia,
e
cedendo
ao
ardor
da
edade, e ás
instigações
de
falsos
amigos
votaram-se
ambos a
uma
vida de
prazeres
e
de
loucuras,
que
elles
não
pen
savam
que
teriam
de
acabar um
dia.
Os
banquetes
eram
succedidos por outros
ban
quetes,
e
sómenle
interrompidos
pelas
ca
çadas,
pelas
pescarias,
e
por
mil
outros
prazeres. Levaram
muito
tempo
assim,
até
que
chegou
um
dia
em
que
Pedro
foi
ter
com
o
seu
amigo,
e
disse-lhe
:
—
Paulo,
temos
andado
mal; os meus
bens
chegam
apenas
para
os
meus
cre
dores.
—Pedro, disse
o
outro;
acordamos
tar
de;
eu
devo
também
tudo
quanto
pos
suo.
—
Que
faremos
agora?
—
Primeiro
que
tudo
pagar a
quem
devemos.
«Os
dois
amigos
chamaram
os
seus
credores,
satisfizeram
suas
obrigações
co
mo
homens
honrados
que
eram,
e
acha
ram-se
com
uma
simples
e
pobre
casinha
para
ambos,
com
uma
mulher
e um
filho
cada
um
d
’
elles,
com
duas
espingardas,
dois
cães
de caça, uma
canôa
e
uma
re
de,
e mais
nada.
«Sorriam-se
ambos,
olhando
um
para
o
outro,
quando
inventaiiaram
os
restos
de
sua
antiga
riqueza.
«Os
antigos
companheiros
de
festas
«O
filho
de
Paulo
tinha
ficado
rico, e
o
seu
amigo
era
apenas
senhor
de
me
díocres
teres;
mas
essa
dilferença
da
for
tuna
não
mudou
nada
á
amisade,
que os
ligava.
«Amaram-se
constanlemente
como
seus
paes; como
seus
paes
casaram-se
no
mes
mo
dia.
Um d
’
elies
leve
um
fruclo
de
seu
hymeneo,
foi
um
bello
menino
que se
cha*mou
Leandro
!
loi
o
filho
do
rico.
—
Meu
pae,
murmurou Salustiano.
—
O
outro teve
dois
filhos
gemeos
e
uma
filha
que
se
chamavam
João,
Rodri
gues,
e
Emilia. Fomos
nós,
snr.
Salus-
liano.
—
Eu o
sei.
—
Quando
nossos
paes
morreram, bem
cedo!...
ficamos
no
mundo,
herdeiros
d
’
es-
sa
amisade pura,
sagrada,
que
era
a
hon
ra
de
nossas
famílias,
e
que
fazia
a
admi
ração das outras.
Salustiano
não
disse
nada.
—
Com
orgulho,
com
a
consciência
cheia
de
prazer,
de
verdade,
e
de
socego,
nós
dizíamos
seremos
como nossos
paes!
—
oh!
não
desmentimos
nunca
!...
fomos
os
derradeiros,
é
certo...
porque
minha
irmã
morreu,
e
meu
irmão
e
eu
não
te
mos
filhos;
e
porque
o
snr. Leandro
teve
um filho
que se
não
parece
com
seus
an
tepassados.
—
Senhor ?
—
Silencio,
mancebo!...
eu
tenho
o di
reito
de
te
reprehender!
fui
o
irmão
d’al-
ma
de
teu
pae .,
sou
um
dos
últimos
herdeiros
da
amisade
de
cem
annos
1
..
abaixa
os
olhos
diante
de
mim
;
porque
tu
não
serás
nunca
como
foram
os
teus
e
os
meus,
e
como
somos
ainda,
meu
irmão
e
eu.
Silencio,
mancebo
;
quem
fal
ia
aqui
não é
o
pobre
velho
Rodrigues,
é
a
voz
da
amisade
de
cem
annos.
O moço,
apesar
seu,
abaixou
a
ca
beça.
(ContÍBioJ
e
de
seus prazeres desprezaram
os
dois
amigos:
elles
nam-se
ainda.
«Eram
dois
homens
de
grande
cora
ção,
de
muito
orgulho,
e
de
immenso
va
lor.
«Pedro
nada
linha
que
esperar;
Paulo
nunca
se
lembrou
que lhe
restava
um
tio.
«Unidos
sempre,
esses
homens
embar
cavam-se
na
leve
canôa,
e
os
ferieis
rios
do
Brasil
lhes
davam
peixe
para
suas
mu-
.
Iheres
e
seus
filhos.
«Outras
vezes,
seguidos
dos
dois
úni
cos amigos
que
tinham
ficado
sempre fieis,
de seus
dois
cães,
Pedro
e
Paulo
embre-
nhavam-se
n
’
essas
inatas
verde-negras,
que
cobrem
numerosas
legoas
sem
interrupção;
ahi,
ao lado
um
do
outro,
com seus
cães
ao
pé
e
suas
espingardas
ao hombro,
im
pávidos
e frios,
elles
esperavam
a
hora,
em
que
começariam
a
combater
com
o
tigre e o javali.
«Cem vezes Pedro salvou
a
vida
de
Paulo
;
cem
vezes
Paulo
livrou
da
morte
a
Pedro
;
e
depois,
rotos,
feridos,
cober
tos
de
manchas
de
sangue,
elles
voltavam
á
sua
pobre
casinha
curvados sob
o
pezo
das
victimas
de
seu
valor
e
de
sua
dextreza.
«Mas
um
dia,
no
meio d’
essa
vida
de
trabalhos
e
de
perigos,
chega
a
noticia
da
morte
do
tio
de
Paulo,
e *outra
vez a
ri
queza
para este.
«Paulo
era
o herdeiro
de
seu tio.
—
Somos
ricos
outra
vez,
disse
este
ao
seu
amigo
;
vamos
para
nossa
casa
;
e
ago
ra
saberemos
ajuntar para nossos filhos.
—
Vamos,
respondeu
Pedro sem
ve
xame.
«Começaram de
novo
os
dois
amigos
a gosar
vida
de
abundancia
e
de
socego
;
porém
nada mais
de
banquetes,
nem
de
festas.
«E
quando
elles
morreram
deixaram
seus
dois
filhos
unidos como
tinham sido
seus
paes,
unidos
como
se
fossem
dois
irmãos gemeos.
fim.
Quem
podér
aproveitar-se
das
commo-
didades
que
lhes
offerece
a
viagem feita
a
vapor
por
mar
oti
por
terra,
por
que
mo
tivo
ha
de
desprezar
essas
commodidades?
Haverá
lei
que
os
inhiba
de
se apro
veitarem
d
’ellas
?
Ou
acaso
serão
os
catho
licos
os
ilotas
do
século
XIX
em
Por
tugal
?
Os
que
não
poderem
ou
não
quizerem
aproveitar-se
da
vantagem
d
’
estas
com
modidades, tomem
o seu
bordão
de
pere
grino
e
vão
a
Roma,
que
este
bordão
não
deshonra
ninguém,
muito
principalmente
depois
que
elle
foi
honrado
pela
mais
santa
e
virtuosa
das
rainhas
portuguezas.
—
A
Roma,
a Roma
—
é
o
grito
que
se
ouve
em
toda a
parte do
mundo
ca-
tholico.
—
A
Roma,
a
Roma
—
repetimos
nós
também.
—
A Roma,
a
Roma —
deve
ser
o
pen
samento,
o
desejo
de
todos
os
fieis,
que
n
’esta
occasião
solemne.
singular
e
unica
on
seu genero,
poderem
ir
receber
a
bên
ção
do
Vigário
de
Christo
na
terra,
do
SS.
Padre
Pi
>
IX,
que
tão aífectuoso
sempre
se
tem
mostrado
para
com
os
porlu-
guezes,
e muito
especialmente
para
com
os
íieis
do
Arcebispado
de
Braga.
—
A
Roma,
a
Roma.
Não
sabendo se
sim
ou
não
receberam
os nossos
distinctissimos
collegas
da
im
prensa
calholica
d
’
este
reino
íidelissiino
directamente
de
Roma
o
seguinte
convite
o
publicamos,
sem
perda
de
tempo,
pro
testando,
que
sem
querer,
nem
mesmo
acceitar,
outro
logar
que
o
muito
humil
de
que
na
imprensa
calholica
portugueza
nos corresponde,
nós
adherimos
de
lodo
o
coração
a
esta
luminosa
ideia
e
agra
decemos e acceitamos
por
nossa
parte
o
benevolo
convite,
com que
nos
honraram
tanto;
e
supplicamos
a
todos os
directo-
res
das
folhas
portuguezas que se
honram
de
defenderem
a
doutrina
calholica,
que
respondam
a este
convite
tão
honroso
e
tão
opportuno.
Parece-nos
que seria
conveniente
fazer
mos entre
todos
um
accordo,
e
responder
ordenadamente
para
que
se
nos
não
tenha
por
soldados
dispersos.
Por
esta
occasião
nos
declaramos
gratos
a
todas
as
deferencias
não
merecidas,
e
recebidas
dos
nossos
collegas
na
imprensa
calholica
d
’
este reino, cuja
illuslração
ad
miramos
e
cujo
zelo
veneramos.
Porto 11 de
abril
de 1877.
O director
do
Mensageiro
do Sagrado
Co
ração
de
Jesus
em
Portugal,
José Rodrigues
Cosgaya..
111.
™°
snr.
director.
Na
maravilhosa demonstração
d
’amor,
de
devoção e
obediência,
que todos
os
catholicos
preparam
ao
Snmmo
Pontifice
por
occasião do
seu
Jubileu
episcopal,
é
justo
que
tome
parte
d’
uma
maneira
es
pecialíssima
a
imprensa periódica
que
mi
lita
em
defeza
da
Religião
e
da
justiça
E
por isso,
a
parte
do
que
cada
folha
faça por
si
e
separadamente, os
represen
tantes
de toda
a
imprensa
calholica do
mundo,
segundo
a
proposta
feita
na
«Uni-
tà Catlolica no
seu
numero
de
20 de
março pedirão
a
graça
de felicitarem
col-
lectividadc
ao
Santo
Padre,
para render
tributo
de
profunda
gratidão
ao
seu
in-
fallivel
mestre
e
benigno
protector,
e
ao
pé
do
seu
throno
augusto
renovar
a
in
violável promessa
de
querer
estar
sempre
e
em tudo
com
o
Papa,
de
conservar
con
stanle
fidelidade
e
submissão
pleníssima
ao
glorioso
Pontifice
da
Immaculada,
no
Syllabus
e
do
Concilio
Vaticano,
e
de não
separar-se
jamais
nos seus escriptos
das
normas
dictadas pelo
Vigário
de
Jesus
Christo,
por
aquelle
que ha
condemnado
todas
as
fallacias da
impiedade e
da
re
volução.
1
Aquelles
que
não
possam
acercar-se
a
Roma
em
pessoa,
darão
a
devida
e
au-
thenlica
commissão
a
alguém, especial
mente
dos
peregrinos,
para
que
lá faça
as
suas
vezes.
Apresentar-se-á
ao
Santo
Padre
uma
offerta
de
toda
a
imprensa
periódica
ca-
tholica:
a
direcção
de
cada
jornal
manda
rá
quatro
libras
em
ouro,
ou
se
não
pó
de
tanto,
outra quantia
conveniente.
As
oflercndas
podem
enviar-se
ao
infrascriplo
cue
põe
o
seu
trabalho
á
disposição
dos
cscriptores
catholicos
n’
esta
demonstração,
<
;
b
m
á
direcção
a
«Unilà
Catlolica»,
Po:
se-:í
uma
mensagem
assignada
por to-
ijos
os
representantes
dos
indicados
jor-
naes
como
prova
da
concordia
que
reina
no
campo
dos publicistas
catholicos,
e
como
testemunho
irrefragavel
da
sua
plena
e inteira
submissão
ao
Vigário
de
Jesus
Christo.
Eormar-se
á
lambem
um
Albuin:
para
o
que
cada
direcção
fará
por
si
uma
fo
lha
de
38
centímetros
d’alto
e
22
de
lar
go;
porá
alli
o
seu
nome
e
a
sua
plenis
sima
submissão
ao
grande
Pontifice,
e,
as-
signada
pelos
redactores, se enviará
a
Ro
ma
juntameme
com a
olferta.
Ã
V.
S.
a
,
illustre
director,
que
con
sagra
o
seu ingenho,
a
sua doutrina
e
as
suas
fadigas
a
defender
os
direitos
da
Egreja e
do Papado,
se
lhe roga
que
concorra
á
manifestação
da
imprensa
ca-
tholica,
que
publique na sua folha
este
aviso
e
que
estimule as
outras
a
repro-
duzil-o
e
a
tomarem
parte
n
’
esla
demon
stração.
Quando
os
representantes
de
todas
as
associações,
de
todas
as
dioceses,
de
todos
os
estados
tratam
de obsequiar
ao
Sum
mo Pontifice, um dever
de
gratidão
e
de
religião
chama
ao
lado
do augusto pri
sioneiro
do
Vaticano
a honrada
falange
dos
escriptores,
a
quem
ao
mesmo
tempo
acompanham
os
louvores dos bons
e
as
perseguições
dos
maus.
Todos
elles
juntos
proclamarão,
que
só
teem
um
pensamento e
uma
linguagem;
o pensamento
e
a
linguagem que
brotam
do
ensino
do
Supremo Gerarchs.
Juntos
escutarão, submissos
e obedientes,
a
pala
vra
do
mais
extraordinário
dos Papas,
que
será
para
elles
luz
e
guia
nas
suas
obras,
alento
e
amparo
nos
seus
trabalhos.
O
Padre
Santo
acolherá
na
sua
alta
dignação
os
unanimes
protestos
d
’
estes seus
filhos,
conhecerá
os
seus
escriptos,
passará re
vista
aos
soldados da
penna
que guiados
pelo
grande
capitão
defendem
no
mundo
a
causa
de
Jesus
Christo
e
da
Egreja.
E
a
banção
de
Pio
o
Grande
virá
sobre
elles,
para
t,ornar
fecundas
e
prosperas
as
suas
obras,
para
os
confortar
nas
suas
fadigas,
e
coroar
as
suas
batalhas
com
a
vicloria.
Por
esta
occasião
me
declaro
ás or
dens
de
v.
Luigi
Monsignor
Tripepi,
director
do
pe
riódico
11 Papato
—
Roma,
via
delle
Muralle
n.°
30
—
A
24
de
março
de
1877.
Censura.
—
S.
exc.
a
o
snr.
arcebispo,
por
sua provisão
de
10
do
corrente
pu
blicada
na
«Semana
Religiosa
Bracarense»,
n.°
99,
mandou instaurar
processo
de
nullidade
do
presumido matrimonio
de
Joaquim
da
Costa
Carvalho
e
Jozephina
Adelaide
Marques,
o
qual, como
noticia
mos
em
o
n.u 624
d
’este jornal
preten
deram
contrahir
na
egreja
de
S.
João
do
Souto:
e
aos
mesmos
fulmina
as
censuras
impostas
pelo Concilio
Tridentino
e
Con
stituições do
arcebispado.
lAovma
—Começa
ámanhã, no tem
plo
do
Hospital,
a
novena de
S.
João
Marcos,
com
Exposição.
FaUeeimeuto.
—
Finou-se
ha
dias
em
S.
João
de
Rey
o
snr.
Antonio
Manoel
da.
Costa,
que estivera no
Brazil
durante
largo
tempo.
Viveu sempre
d
’
um
modo
quasi
mise
rável.
Deixou
as
suas
inscripções
de
assen
tamento,
que dizem
orçar-
por
70
contos
de
reis
nominaes,
metade
ao seu
amigo
e
correspondente no
Porto,
o
snr.
Pinto
Leite,
e
a
outra
metade
ao Hospital de
S. Marcos,
o
qual aciualmente muito
pre
cisa
para
continuar
a
sustentar-se.
Entre
outros
legados
deixou
lambem
o
fallecido,
1:000^000
reis
aos pobres
d’
aquelía
fre-
guezia,
sua
naturalidade.
A
’cerca
d
’
esta
ultima
deixa
levanta-se
agora
questão entre
os
pobres
da
fregue-
zia
de
S.
João
de
Rey
e
os
da
de
S.
Pe
dro
d’
Ajuda. Allegam
estes
que
a sua
freguezia
se
acha
annexa,
—
mas
não
ex-
liucta
—,
á de
S.
João
de
Rey,
e
por
isso
devem
ser
lambem
contemplados:
ao
que
’
aquelles
oppõem:
—
que
8.
Pedro
d
’
Ajuda cont
núa
como
curato separado,
no
qual
são
feitos
lodos
os
ollicios
parochiaes,
a
desobriga,
etc.,
e que
só no
temporal
está
annexa,
não
tendo
regedor
nem
Junta
de parochia
pof
não
haver
numero
de fo
gos
suíTiciente
para
isso.
Promelte ser
uma
questão
interessante.
O
finado instituiu
por
herdeiro
a
seu
irmão,
a
qual
herança
é
calculada
em
80
contos
de
reis.
Uuinbeirog
niuiiteipaes.
—
Tam-
■
bem
a
pobre
companhia
dos
bombeiros
municipaes
tem
os
seus dias
aziagados.
0
domingo, 15,
foi
um
d
’elles. Estiveram
por
espaço
de
DUAS
HORAS
em
exercício
debaixo
d
’
uma chuvada torrencial,
que
os
deixou
em
miserando
estado.
Francamente:
não
sabemos
que
utili
dade
resulte
de
similhante
exercido.
Feira
<ie
m
.
Murem.—
Já
estão
qua
si
construídas
as barracas
para
a
feira
de
S.
Marcos,
na
alameda
do
campo
de
San-
tAnna.
Visiia
do Xnir. Arcebispo, n (S,»i-
■nnrães.—
Tendo
S.
Exc.a
Rev.
ma
o
Snr.
Arcebispo
participado
ao
cabido
da
R.
e
1.
Collegiada
de
N.
Senhora da
Oliveira,
de
Guimarães,
que
tencionava
ir
brevemente
visitar
a
devota
Imagem
d
’
aquella
invoca
ção
; o
revd.°
cabido
enviou
ao
Snr.
Ar
cebispo
uma
deputação
de
dois dos
seus
membros,
para
agradecer a
S.
Exc
a
.
Rev.'na
e ao
mesmo
tempo
pedir-lhe
que
se
di
gnasse
celebrar
na
sua
collegiada
uma
missa
de
Pontifical,
ao que
o
venerando
Prelado
gostosamente
annuiu.
Aflirmam-nos
que
aquelle
acto,
que
alli
não
se
fez
ainda
no
presente
século,
se
ve
rificará
com toda
a
magestade
e
esplen
dor
para
o
que o
revd.0
cabido
não se
poupa
a
exforços
e
trabalhos.
E
’
d
’
esperar
que as authoridades.
cor
porações
e
habitantes
do
glorioso
berço
da
monarchia
secuncem
o revd.
0 cabido
afim
de
que
esta
primeira
entrada
do
Snr.
Arcebispo
seja
feita
conforme
a
pragma-
tica.
Como
é
a vez
primeira
que
S.
Exc.
a
Rev.nia
faz
Pontifical
n
’
aquella
egreja,
to
dos
os
fieis que
a elle
assistirem,
ou
vi
sitarem
a
collegiada,
ganham
indulgência
plenaria,
concedida
pelo Santo Padre
Pio
IX.
Em razão
da
invernia
ainda
não está
fixado
o
dia
da
entrada
; mas
se
o
tempo
melhorar
deverá
aquella
ser
no
dia
21
e
o
Pontifical
no
domingo
22,
ou
nos dias
25
e
26.
A
resjpeií® tíu
peregriíiRçnn
a
iComa.
—
Consta-nos
que
em
vários
arcy-
prestados
já
os
snrs. arcyprestes
com
o
seu
clero conseguiram
quem os vá
representar
na
próxima
peregrinação portugueza
a
Roma.
Dos
que
sabemos
são
:
os
de
Guima
rães,
Vianna,
Ponte
do
Lima, Arcos de
Vai
de
Vez,
Villa
do
Conde
e
Villa
Verde.
Lembramos
aos
snrs.
arcyprestes,
que
o
tempo
de
tomarem
uma resolução
urge,
e
pedimos-lhe
que
attendam
ao
seguinte
AVISO
Aquelles
que
preferirem ir
por
terrâ
deverão
estar
munidos
do
competente
pas
saporte
—com
designação
de
ser
por
terra,
por
assim
ficar
mais barato
—
até
ao
dia
8
a
10 de
Alaio
;
porque
devem
estar
em
Roma
antes
do
dia
21,
que
é o destinado
para
a
recepção
geral
das deputações
es
trangeiras. E’
costume
haver
ao depois
recepções
especiaes
e
particulares das
di
versas
nacionalidades,
desde
o
referido
dia
até 3
de
junho,
no qual
se
concluem as
lestas
do
anniversario.
Estes
12
a
13
dias
são
sufiicientes
para
se
poder
ver
e
visitar
os
monumentos
da
capital
do
catholicismo
e
as
suas
precio
sas
relíquias
que
durante
elles
devem
es
tar
patentes.
Acha-se
em
Roma
organisada
uma
com
missão
especial
com
o
fim
de
procurar
com
modidades
e
alojamentos
para
os
peregri
nos,
assim
como
para
que
os
generos
ali
mentícios
sejam
mais
commodos.
Muito
convém
que
os
romeiros
que
forem
por
terra,
vão
juntos
e
no
mesmo
comboyo
onde tenciona
ir
o
snr.
Presidente
da
peregrinação,
o
Em.
mo
Cardeal
Palriar-
cha
de
Lisboa,
com
o
que
muito
lucrarão
tornando
também
o
acto
mais imponente.
Chegados
a
Roma
terão
os
romeiros
a
faculdade
de
alli
se
demorarem,
ou
vol
tarem
quando
e
por
onde
lhes
aprouver.
Os
peregrinos
do Norte
e
de
todo
o
arcebispado
que
queiram
seguir
este
al
vitre
podem
com
a
devida
antecipação,
dirigir-se
a esta
redacção,
ao
editor
José
Maria
Dias
da
Costa,
que
se
promptilica
a
fazer
as
participações
não
só
para
se
obterem
logares
no
comboyo,
no
qual,
indo
os
romeiros
juntos,
se
espera
que
haja
algum
abatimenld
—
; mas
ainda
para
a
hospedagem em
Roma.
Os
que
quize
rem
aproveitar
estes
serviços
deverão
de
clarar
se
desejam ir
na
1.
’
ou
na
2.a
classe.
Marcar
se-lhes-ha
o
dia
e
hora
fixa
em
que
do
Porto
seguirão
para
o
entronca
mento,
onde
se
reunirão
aos
que
vierem
de
Lisboa,
a
não
ser
que
alli
queiram
ir,
o
que
podem
evitar.
Os
preços
da
ida
por
terra,
são
—
se
guindo
de
Lisboa
'ou
Porto
a
Madrid-
—
Bayonna
—
Lourdes
—
Nice e
baixa
Italia
até
Roma,™havendo
poucas
horas
de
demora
dos
pontos
principaes
de
descanço=
:
Primeira
classe, ida,
cerca
de
805000
reis.
Segunda,
dita,
60$000
reis.
(Se
de
Nice se
embarcar
para Leorne,
viagem
d’
horas,
adianta
se
um
dia.
e
eco-
nomisam-se
8
a
10
mil
reis).
Em
Roma
:
Hotéis
de l.
a
classe,
despeza
media
de almoço,
jantar
e
quarto
por
dia
2$25()
reis.
—
Hospedarias
de
2.
a
classe,
idem,
1^400 reis.
—Casas particulares,
estando
em
quartos
de
duas
e
tres
camas,
cada
uma
200
reis,
almoço
e jantar regula por
600
a
700
reis.
No
regresso, seguindo o
mesmo
itine
rário
é
a
despeza
acima indicada.
Quem
quizer
vir por
mar,
ficar-lhe-ha
mais
eco-
nomico,
embarcando
nos
paquetes de
Ge.
nova
para
Lisboa, ou de Civita Vecchia
a
Marselha, e
d
’
aqui
para
Lisboa.
De
Roma
a
Génova
—
caminho
de
ferro
—
l.a
classe
12í>0u0
reis
—
Idem,
2.
3
classe
8$0G0 reis. —
De
Génova
—
vapor
—
a
Lis
boa,
í.
a classe
31$500 reis
—Idem,
2.
’
classe
24$000
reis.
TUieaíro.
—
No
dia
14
deu-nos
a
com
panhia
das Variedades
a
3
a
recita da
Ito-
mã
encantada.
—
insípida
coisa
que
não
merece
as
honras
de chronica.
No
domingo
presenceamos
o
drama
(Js
Incendiarios. que
ba
trinta
e
tantos
annos
já
aqui
foi
repetidas
vezes
á
sce-
na.
E
’
uma
composição
excellente
e
que
merece
ser vista.
Todo
o
desempenho
é
bom,
especialmente por
parle
de
Abel,
Car
tola
Velloso, Maria da Luz
e
Thomasia
Velloso.
Esta
ultima
desempenha
o
papel
de
Felix
com
uma
naturalidade
e
intelli-
gencia
inexcediveis.
Desejáramos
que
não
houvesse
tanta
de
mora
no
mutação
do
scenario,
o
que
por
certo
se
não
dará
nas
repetições
que
es
te
bonito
drama
terá,
e ás
quaes,
parace-nos
poder
afiançai
o.
não
faltará
grande
con
corrência.
Do
drama
Os
Incendiarias,
á
tola
e
chata
Romã
encantada,
e
quejandas, vae
um
abysmo.
PublieaçSes.
—
Offereceti-nos
o
infa
tigável
editor
o
snr.
E.
Chardron
um
vo
lume
do
Curso
abreviado
de
Religião
-
Ou
Verdade
e
bellesa
da
Reigião
chrislã,-
obra
escripta
pelo
Padre
F. X.
Schouppe,
da
Companhia
de
Jesus,
e
vertida
da
2.
’
edição
pelo
Padre
Manoel
Joaquim
de
Mes
quita
Pimentel.
Da
obra
diremos
que
é
mais
uteis
que
se
teem
publicado
«já
pelo
valor das
matérias
que
o
livro
trata,
já
pela
conci
são
das
demonstrações,
pelo
seu
rigor
lo-
gico
e
pela
comprehensão
de
muito boa
doutrina em
breves
discursos»,
como
com-
petentemenle diz
o
prefaciador
da
traduc-
ção,
o
snr.
conde
de
Samodães.
E’
o
bastante
para
a
sua
recommen-
dação.
—
Devemos
lambem
á obsequiosidade
do
mesmo
benemerito
editor
um
exemplar
do
Sermão
sobre
a
Divindade
de
Nosso
Senhor
Jesus Christo,
recitado
na
Sé
Ca-
thedral
de
Coimbra
pelo
dr.
Luiz
Maria
da
Silva
Ramos
Todos
conhecem
os
alevantados
talen
tos
do
snr.
dr.
Ramos,
illustre
filho d
’
es-
ta
cidade.
A
oração,
que
temos presente,
é
um
modelo
de
eloquência
sagrada
e
um
dos
melhores
sermões
que
lemos
lido.
Consorcio. —
Lêmos
no
Jornal
da
«Aoile»:
O
snr. Henrique
da
Cunha
Pimentel,
fidalgo
cavalleiro
da
casa
real
e
thesou-
reiro
pagador
do
districto
de
Evora.
ca
sou
n
’aquella
cidade
com
a
snr.
a
D.
Hen-
riquela
Xavier
da
Cunha.
Serviram
de
padrinhos
o
snr.
deputado
Jeronimo
da
Cunha Pimentel,
irmão
do noivo,
e
o
snr.
José
Maria
Gançoso,
primo
do
noivo.
A
madrinha
foi
a
snr.
a
D.
Maria
da Concei
ção
Machado,
lia
da
noiva.
O
noivo
é filho
segundo
do
snr.
Hen
rique
da
Cunha
Pimentel
da
Gama
Lo
bo,
já
fallecido,
senhor
que
foi
da
muito
antiga
casa
de
Provesende
em
Traz
os
Momes,
onde
esta
familia
é
das
princi
paes,
e
alliada
por
consanguinidade
com
a
primeira
nobreza
do Porto
e
das
provín
cias.
A
exposição
ísis.—Em con
formidade
com
a
exposição
universal
Irm*
1
ceza
de
1867, a
iniciativa
particular
pa*
risiense
occupa-se
com
verligiosa
activi-
dade
na realisação
de
vários
attractivos
es
peciaes,
com
referencia
á grande Exposiçio
do
proximo
anno.
Entre
elles
importa
mencionar
se
un*
enorme
ascensor
de
observação,
que vaá
ser
construído
pela
casa
Bomblin n
’
ui»
lers;
o
império
austro-hungaro,
5,562,774
florins;
a Alsacia-Lorena,
2,633,613
mar
cos;
o
gran-ducado
da
Bade,
224,
3ao,
marcos;
a
Baviera, 18,476,318 marcos; o
Gran-ducado
de
Hesse,
1,878,739
marcos;
o
remo
de Saxonia,
4,190,577
marcos;
o
reino
de
Wemtemberg, 6,233,970
mar
cos.
Na
Prussia
o
orçamento
contém
um
credito
de
2,084,238
marcos
para
o
culto
evangélico,
e
um credito
de
2,660,331
marcos
para
o
culto
catholico.
No Japão,
as
despezas
do
culto
elevam-
se
a
50,000
rijas
ou
281,000
fr.
Na
America,
elevam-se
as
despezas:
no
Brazil a
942,854
contos;
na
Bolívia
a
fr.
1,995,835; no
Chili,
a 10,615,965
fr.
em
Costa-Rica,
a
17,690 dollars; na
republica-Argentina,
182,588
pesos; no
Guatemala,
4,290
dollars; no
Paraguay,
96,490
pezos;
e
no
Uruguay,
a 10,220
pezos.
Em
França as
despezas
orçamentarias
feitas
com
o
culto,
elevam-se
annualmente
a
54
milhões.
Questão do Oriente.
—
A
darmos
credito a vários jornaes,
parece
que
será
inevitável
a guerra
entre
a
Rússia e
a
Tur
quia.
Uma e outra
potência se apercebem
para
a
lucta,
que
está,
segundo
todas as
probabilidades,
prestes
a
travar-se.
Ao
protocolo
acceilo
pelos
embaixado
res
das
seis
maiores
potências, no
qual
recommendaram
á
Turquia
que
execute
a
promettida
reforma,
e
accorde
com
a
Russsia o desarmamento simultâneo,
fa
zendo
a
paz
com o Montenegro;
a
Tur
quia
respondeu
negativarnente,
declarando
que não
reconhece
á
Europa
o
direito
de
interferir nos
seus
negocios.
E’
pois gravíssima
a
situação,
que
a
todos
inquieta.
Os
últimos
telegrammas
relativos
á
questão
do
Oriente
são
os
seguintes
:
Paris
10.—
O
periodico
«Temps»
acre
dita
que
a
Turquia
cederá
no
ultimo
mo
mento.
E’ esperado
o
manifesto
da
Rús
sia,
se
até
então
a Porta
não tiver
ma
nifestado
intenções
de
enviar
delegado
es
pecial
a S.
Petersburgo.
Londres
10.
—
Layard
parle
segunda-fei
ra
para
Constantinopla.
Constantinopla
10.
—A
circular
turca
diz
que
a
Porta
quer
a
paz
e
executa
refórmas,
mas
repelle
a
ingerência
es
trangeira
nos
negocios
internos
da Turquia.
Aflirma
que
enviará
um
delegado
a
S.
Pe
tersburgo
e
desarmará,
se
a
Rússia
tam
bém
se
desarmar
simultaneamente.
Con-
clue,
pedindo
que
as
potências acluem
sobre
os
montenegrinos.
S. Petersburgo
10.—
E’
muito bellico-
sa a
linguagem
dos
periódicos
russos
que
consideram
a
guerra
inevitável.
Paris
11.—Confirma-se
a noticia
de
que
a
Porta
regeitou
o protocolo
e
a decla
ração
de
Schouvaloíf.
Ha
noticia
de vá
rios
movimentos militares nas tropas
rus
sas. A
situação
é
grave,
mas
ainda
não
é
desesperada.
S.
Petersburgo
11.
—
O
«Jornal
de
S.
Petersburgo»
diz que
em
consequência
da
decisão da Turquia é
necessária
nova
de
liberação.
O
«Golos» diz
que
tendo reco
meçado
as
hostilidades
entre
a Turquia e
o
Montenegro
não
resta
á
Rússia
outro
meio
senão
fazer
avançar
as
suas
tropas.
Paris
13.
—
A
imprensa
russa
continua
bellicosa.
O
«Golos»
diz
que a
hora da
acção
ainda não
chegou.
Londres
14.
—
Lord
Derby,
na
camara
dos lords,
lastimou que
a resposta
da
’
Turquia
não
fosse
satisfatória,
não
poden
do
calcular se conduzirá a
uma
solução
pacifica.
Granville
annunciou
que
na
segunda-
feira a
camara
chamará
a
attenção
do
go
verno
sobre
a
questão.
Na
camara
dos
deputados,
Norlhecot
desmentiu
a noticia
publicada
pelo
«Nord»,
ácerca
de
uma
pretendida
carta
enviada
por
Derby
a
Constantinopla.
Constantinopla
13.
—
A
Porta
regeitou
definitivamente
os
pedidos
do Montenegro.
O gran-visir
telegrafou
ao
príncipe
Nikita,
do
Montenegro,
dizendo-lhe,
que
tendo
abortado
as
negociações
da
paz,
o
ar
mistício
não
será
prolongado.
Os
delega
dos
montenegrinos
partirão
na
terça-feira.
Ha
vivas
suspeitas
de
que
a
guerra
re
bente.
logar
de
5:000
melros
quadrados;
ao"
pé
das
construcções
do
frocadeto,
e
entre
as
riras
de
Bóissiére, de
Lnbeck
e a
ave
nida
lena.
.
,
Esse
observalorio
será
dividido
n
uns
vinte
andares
e
lerá
uma
altura
de
108
metro*
Excederá
pois
em
42
melros
a
balaus
trada
do
magesloso
templo
de
Nossa
Senhora,
em
07
a
columna
Vendome
e
em
85
o
Observatório astronomico.
Lá
de
cima,
disfructar-se-ha
um
es
plendido
panorama
da
Exposição
de
Paris
em geral
e
dos
seus
arredores.
itois
ascensores
lateraes,
movidos
por
machina
a
vapor
da
força
de
vinte
caval-
los,
darão
accessó
ao
cimo
do
monumen
to,
e
alem
(l
’
isso
haverá
duas
escadariats
independentes,
que
poderão
conduzir
a
ca
da
nm
dos
andares.
O
respéelivo
interior formar-se-há de
restaurantes, cafés,
caminhos
de
lerro
cir-
cumferenciaes,
gymnasio,
skating,
etc.,
ele.
O
edifício
c:rcumdar-se
ha
d
um
gran
de
jardim
com
montanhas, grutas,
aqua-
rium
e
cascatas.
Sendo
os
maravilhosos
panoramas'
to
mados
nas differenies
alturas, uma
das
primeiras,
se
tno
a
primeira
curiosidade
que
recommendarã
o
observalorio,
have
rá
balcões
de
espaço
a
espaço com
teles
cópios
de
graude
alcance.
ílmninio
«S<u>» vlbos.
— A «Pllil
Mall
Gazette»,
jorual
inglez.
por
occasião
dos
annos
do
imperador
Guilherme
publi
cou
um
curioso
estudo
comparativo
sobre
a
edade
dos
principaes
personagens do
nosso
tempo
e
os
que mais
figuraram
nos
princípios
d
’
ste
século.
Bem
ao
contrario
do
que
então
succe-
dia,
a
maior
parle
das
nações
do
mundo
civilisado está
hoje
governada
e
dirigida
pelo
velho.
O
imperador
da
Allemanha,
segundo
aquelle jornal,
acaba
de
completar
84
an
nos,
e
dentro
de
poucos
dias
chegará
a
esta
mesma
edade
Mr.
Thiers,
que
é
25
dias
mais
novo.
O
Papa
tem
85,
o
cardeal Dupanlotip
75,
o
primaz
de
Inglaterra
66,
o
rei
dos
Paizes
Baixos
60, o
da
Dinamarca
59
e
o
presidente
da republica
france-
za
69.
Disraeli
72,
Gladslone
68,
o
prínci
pe
Gortschakofl
79,
Bismarck 63,
Gran-
deville
a
mesma
edade,
Victor
Hugo
75.
Garibaldi
70,
lord
Stratforl
de
Redclifle
98,
lord
Russell
85, Julio
Simon
63,
Julio
Favre
68.
Entre
as
illuslrações inglezas,
nota-se
Coiiyle
com
81 annos,
e
Tennyson
com
67.
Ao
outro
lado
do
Atlântico
leem
o
sceptro
da
poesia
Longílow,
que
entrou
nos
71,
e
Emerson que
tem
75.
Os
doze ministros
inglezes
retinem
660
annos,
tendo o
mais
novo
39;
é
este
sir
Michael
Hicks
Beach.
Accidentes
oeeorridos
mm eaini-
nleos
«Se
ferro inglezes.
—
O
jornal
inglez
«board
of
Trade»
publicou
a esta
tística
dos
accidentes
occorridos
nos
ca
minhos
de ferro
inglezes
durante
o
anno
de
1876.
O
numero
de pessoas mortas foi
de
1286;
de
feridos
6112.
Houveram
186
choques
de
trens
de
viajantes,
e
57
de
mercadorias;
121 descarrilhamentos
dos
primeiros
e
47
dos
últimos,
e
13
explo
sões
de
caldeiras
das locumoloras.
Tabaco.—
A
sociedade
contra
o
abu
so
do
tabaco
estabelecida
em
Paris
abriu
concurso
para
os
seguintes
prémios:
100
francos
(18$900 réis)
para
o
pro
fessor
de inslrucção
primaria
que
lizer
a
melhor memória,
que
tenha
por fim pre
caver
a
mocidade
contra
os
perigos
do
uso
prematuro
do
tabaco;
200
francos
(26$'t00
réis)
para
o me
dico
que
apresentar
o
maior
numero
de
observações
inéditas
de
doenças causadas
pelo tabaco;
300
francos
(5í$f
)00 réis)
para
o
au-
ctor
da
melhor
memória
que trate da
in
fluencia
do
tabaco
em estudantes.
A
sociedade
confere
uma medalha
de
honra
a
cada
premiado.
Os
escriptos
devem
ser
apresentados
até
31
de
dezembro
de 1877.
KstatiBticf»
euríima.—
Tai
é
a
das
despezas
orçamentarias
feitas
com os cultos
pelos
diversos
Estados
d
’
Europa, Azia,
e
America
durante
o
anno
que acaba
de
de
correr.
A
Bélgica
despendeu
5,560,577
fr.;
a
Italia,
31,145,681
libras;
o
ducado de
Lu
xemburgo,
381,930
fr.; Portugal,
798,636
mil reis; a
Rússia,-
11,539
997
rublos;
a
Grau-Bretanha
e
a
Irlanda,
112
milhões
de
fr.;
a
Hespanha,
51,623,064
pesetas;
a
Grécia,
1,718,566
dracbmas, a Suécia,
6,882,000
coroas; a
Noruega,
214,000
de-
SECÇÃO
D£ COMMUmm
lll.
mo
snr.
redaclor
do jornal
o iCommer-
cio
do
Minho
d
.
Sei
que
desço
da minha
posição,
ain
da
que
muito humilde,
respondendo
ás
aleivosas
accusações que
me
são
dirigidas
em
um
communicado
inserto
no
seu
jor
nal,
n.°
623, de
sabbàdo
7
d
’
abril,
e
as-
signado
por=»Um
morador
da
rua
do...
Forno.
Faço-o,
porém,
porque
me
não
soffre
o
animo-
ficar
em
silencio diante
d
’
um
miserável
calumniador,
que,
de mas
cara
afivelada,
para
encobrir
as
asquerosas
postulas
que
decerto
o
exporiam
á
irrisão
publica,
ousou
penetrar
no
recinto
da
imprensa,
de
mangas
arregaçadas
até
ao
cotovelio,
para
d
’alli
me
apedrejar
não
só
a
mim,
ao
meu
estabelecimento
e aos
indivíduos
que
o
frequentam,
mas,
o que
é
roais ainda,
—
á
própria
aucloridade
admi
nistrativa,
a
esse
cavalheiro
tão
digno
de
respeito
e
admiração,
e
tão
zeloso
e
acti-
vo
no
cumprimento
dos
seus
deveres
!
I
Isto
é
incrível,
é
repugnante
1
Ora
vem
cá,
miserável
calumniador,
despega,
se
pódes,
a mascara que
te
esconde
a
cara,
e
expõe
ao publico,
ex
põe
á
auctoridade
administrativa
e
á
po
licia,—
a
quem
insultas
alcunhando-a
in-
directamente
de
—
tolerante—
,
quaes
são
os
escândalos
sem
numero
que
se dão
SEMPRE
e
IMPUNEMENTE
no
Galé
Faria,
das Travessas;
—quem
são
os
promotores
das
desordens,
gritaria,
balbúrdia
e
cha
rivari
inferna!
em que
falias, talvez feri
do
pelo
remorso...
.;—
qual
a
causa
prin
cipat
porque
o
dono
do
mencionado
Café
rompeu
no
excesso
de gritar
á
voz
d
’
el-
rei,
fechado
dentro
de
sua
casa,
á
meia
noite
de
terça para
quarta
feira
da
ulti
ma semana;
—
quaes
os
jogos
de
todos
os
feitios
que
alli se dão,
e
se
são
ou
não
são
prohibidos
por
lei;—
e,
íinalmenfe,
quaes
os
indivíduos
que frequentam,
ha
bitualmente,
o
referido
estabelecimento,
a
quem
insultas
dizendo
que—
são
pouco
bem-
vistos
da
policia,
ou
por
outra
—suspeitos.
Quando
assim não
procedas,
quando
não
proves
evidentemenie
as
accusações
que
fazes,
serás
tido
e
havido
pelo
publi
co como
o mais
vil
e infame
calumniador.
Sou,
snr.
redactor,
com
toda
a
con
sideração
De
v.
s.
a
alt.° cr.°
e
v.
or
Braga
9
de
abril
de
1877.
Assignado
de
cruz
por
Antonio
Leonardo
de
Faria.
(Segue-se
o
reconhecimento).
Venda
de quinta
Quemquizer
comprar
a
quinta
da
Gran
ja
sita
no
principio
da
freguezia
de S.
Pedro
d’
Este,
ao
pé de
Tenões,
e
da ca-
pella
de
Nossa
Senhora
dos
Prazeres,
falle
com
o
caseiro
da
mesma
quinta,
Antonio
Ribeiro.
(209)
Francisca
Rosa
Leite
de Castro da fre
guezia
da
Torre, logar
de
Medéllo,
faz
pu
blico
para
lodos
os
efleilos,
que desde
esta
data se
assignará
Francisca
Rosa
de
Sousa
.
Fregueziã
de Santa
Maria
da
Torre,
14
de
abril
de
1877.
(208)
Francisca
Rasa
de Sousa.
Justo
giedsdo.—
Rogamos aos snrs.
assignanles
,
a
quem
temos
dirigi
io
cartas
particulares,
a
fineza
de
que
nos
respon
dam
no
mais
curto
espaço
de
tempo,
a
fim
de
sabermos
a
resolução que
a
tal
respeito
devamos tomar.
---- -----
ASYLO
DE
D.
PEDRO
V.
K&elaçAo
dos danntivoa recebidos
durante
os snezes de janeiro,
fevereiro
e
março de Í8SÍ.
Em
dinheiro
Illm.
os
e
exm.
os
snrs
:
Dr.
Jo$é
Maria
Rodrigues
de Car
valho
,
vice-presidente
,
para
commemurar
o
anniversario
do
fallecimento
de
seu chorado
ir
mão,
o
cbmmendador
João
Joa
quim
de
Carvalhos
Braga,
uma
inscripção
do Credito
Publico
no
valor
nominal
de 100$
rs.
5f
)$000
De
D. Adelaide Pinto
Rebello. .
7$209
57$20ft
Em
genero e outros
a
ligos
Illm/'*
e
exm.°9
snrs
:
Do
Administrador
do
concelho
de
Braga
um
lombo
de
porco
e
4
frangos
no
valor
de...............
1$800
José
Maria
Gomes Bello,
director
no
mez
de
janeiro,
50
frigidei
ras
no valor
de.................
25500
De
D.
Maria
José
d
’
Araujo
Car-
valhaes,
14,688
de
figos
e
14,688
d
’arroz
no
valor
de.
.
25609
De
D.
Gabriella
Raio
27,6
de
fei
jão
no
valor
de..................
1$000
Do
director
do
mez
de
fevereiro
meia
pipa
de
vinho
no
valor
de
11$000
Do
padre José
Luciano
Gomes
da
Costa,
director
no
mez
de
mar
ço,
rebuçados
no
valor
de
.
.
.
4$000
De
D. Casimira
da
Cruz
Coelho,
laranjas
no
valor
de...............
$300
23$400
Braga,
secretaria
do
asylo
de
D.
Pedra
V,
12
de
abril
de
1877.
O
secretario,
(206)
Padre Luiz
Gomes
da
Silva.
coãPi^Hh
Siri
Sociedade anonyma
de
retagjonsa-
bil idade limitadn
capital
2
oo
;
ooo
$
ooo
Como continuam
os detractores
d
’
esta
Companhia,
torna-se
necessário
publicar
novamente
em
todos
os
jornaes
do
paiz,
o
emprazamento que
em
tempos
fizemos,
e
ao
qual até
hoje
não
responderam,
que.
é
do
lheor
seguinte
:
São
ou anão
cnluiiiiiiailnreg?
Emprazam-se alguns
cerieiros
d
’esta ci
dade
que
se
tem
occupado
com
os
nego
cios
da
Companhia
Cerifica
Portuense
a
virem
no
praso
de
ires
dias
declarar
pe
la
imprensa
que
a
cera
vendida
com
a
marca
da
Companhia é
falsificada.
E se
o
não
fizerem
ficarão
havidos como
infames
calumniadores.
Porto
25
de
julho
de
1875.
Os
directores
da
Companhia
Cerifica
Portuense,
(204)
João
Bernardinó
de
Morc.es
Manuel
Vieira
Borges.'
CJI6A3Í5JE
DEPOSITO
DE
‘
\
MACHINAS
DE
COSTURA
K» entupa de CT. ILuiz
I, sa.° 4
A. R. RIBEIRO
BRAGA
!!
Grande
facilidade
de
pagamentos!!
Vendas
em
prestações de 400
rs.
UM
AN
NO
DE
PRASO
Sem
augmenlo
algum
nos
preços,
ou
10
por
cento
de abatimento
de
prompto
pagamento
Ensina
gratig
(ainda
que
seja
desviado
d
’
esta
cidade
6 léguas
j
Este
deposito
recebeu
grande
porção
de
machinas
próprias
para
famílias
cos
tureiras,
alfaiates
e
sapateiros.
Do
seu
estabelecimento
não
sae
machina
nenhu
ma
sem
que
seja
examinada;
podendo
as
sim
afiançar
ao
respeitável
publico
o
ex-
cellenle
trabalho
e
boa
qualidade.
Para
comprovar
o
que
acima
fica
dito
basta
di/er-se
que ha
3
annos
tem
depo
sito,
e
ainda
nao
lhe
veio
nenhuma
ma
china
regeilada,
devido
isto
a
boa
esco
lha
como
póde
confirmar
grande
numero
de
famílias
e
industriaes.
No
mesmo
deposito se
vendem
algo
dões.
retroz.
agulhas
e
oleo, etc.
Filiai
no
Largo
da
Sé
n.°
13,
em
casa
de
Paulo
Dias
da
Multa
Braga.
IHaelDinas
silencioxww.
Bombeiros volumtarios
Com
auctorisação
do snr. commandan-
te,
declara se
:
cada
pessoa
qne,
em
occa
sião
de
incêndio,
acarretar
cantaros
de
agua
para a
bemba
dos
voluntários,
re
ceberá
10
reis
por
cada um.
(207)
MKES33EQ23CS?*
£3SCC< V
Ml
NOVO
HORÁRIO
Dias
&
Irmão,
de
Barcellos,
annunciam
ao
sublico que mudam a
carreira
que
tem
entre
Braga
e
Bar<ellos
ás
3
horas,
a
principiar
desde
o
dia
15
do corenle
in-
clusivè,
a
sair
de
Braga
a
Barcellos
ás
4
horas
da
tarde.
Braga
12
de
abril
de
1877.
PÍLULAS
de
Proto carbonato
de
ferro
inalterável
DO
IFBLAUD
*
Empregadas com o
mais
grão-successo,
depois mais
de 40 annos
por a maior parte
dos
médicos
por curar a chlorosis (fluxo
tranco)
doança das mancebas
filhas e to
das as
moléstias chloróticas.
Eis aqui a
opinião
dos
mais eminentes médicos que as
tem
experimentado :
« Depois
35 annos que exerço a medicina,
«
tenho
reconhocido a este medicamento
«
(Pilulas de
Biaud) vantagems incontesta-
«
veis
sobre todos os
outros
ferreos e
eu
« o miro
como o melhor anti-chlorótico.
»
D
r DOUBLE,
ex-présidente da Academia
de
Medicina.
«
De todas as preparações ferreas que
«
nos hão
dado bons resultados no trata-
«
mento das affeições chloróticas, as pilu-
«
las de iriand parece-nos devem estar na
«
primeira fila.
» — Diccionario univ. de
Medicina,
t.
ii
,
page 99.
Como
prova da authenticidade,
nome
do inventor
está gravado sobreCTWiy
Iffl
cada pílula
como
aqui junto
áO
Depositos
:
Paris, 8, r.Pai/enne.^l^gjSr
Em
Lisboa,
snr.
Barrem,
Lorèto u. _o—
ClBEIieiû ÓteXTí *T A
APPROVADO
PELA.
ESCOLA
MEUlUO-CtliURGI-
CA
DO
PORTO
Largo
do
Barão
de
S.
Martinho
n.°
5
B1VG\.
Faz
tudo
qu
nto
diz
respeito
á
soa
arte
e
cotilit.úa
operando
graus,
pobres
e
soldados.
(186,
Ignorância da
Beligiáo
Publicação interemp «•*
1
folheto...............
40
rs.
Vende-se
na
livraria Chardron.em
Braga.
(193)
17-EUA
DE
S.'
VICTT3-17
'
'
BA
AG
A
-
«totó
â
pmite
MACHINAS
LEGITIMAS
DA
ilBgft
BB Wt
Os
únicos fabricantes de machinas
para
coser,
com
casas
estabelecidas
em
Portugal
para
fornecer
direclamente
ao
publico
e
as
que
obtiveram
maiores
prémios
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DA
COMPANHIA
FABRIL
SINGER
17, RUA DE
S. VIGENTE, 17
BRAGA
ou
B
O SLCCUKSAL
SSSSS
—
RUA
FORMOSA-OSTT
POBTO
COMPANHIA
lloyd
de
bremen
NORDDEUTSCHER
LLOYD
Para
•
Pernambuco,
Bahia,
Rio
de
Janeiro,
Montevideu
e
Buenos-Ayres
Os
paquetes
qne
a
Companhia
está empregando
na
carreira
do
Brazil
são todos
de
grande lotação,
tendo lugares
para
170
passageiros
de primeira
classe
e
750
de
terceira.
São
<le grande
velocidade,
e
osertiço
faz-se
com
toda
a regularidade,
pelo
que
tem
uma
boa
e
bem
merecida
reputação.
Os
preços
das
passagens
são muito
rasoaveis,
coroo
se
póde
verificar
pela
tabel-
la
que
se
acha
patente
nas agencias.
Sendo
as passagens pagas no Porto ou nas sub-agencias da
pro
vincia,
o transporte <lo
passageiro a Lisboa
pelo eaniinlto <le ferro
è por conta da
Companhia,
Estes
paquetes são notáveis
pelos
seus
modernos
aperfeiçoamentos
e
explendidas
accommodações para
passageiros
de
todas
as classes.
Aos
passageiros
de
terceir^
classe
é
fornecido
grátis
pela
Companhia,
cama,
cobertor,
uteucilios
de
tnesa,
e
além
de
ser
a
comida
á
portugueza
teem
vinho
duas
vezes por
dia.
Os
creados
e
cosinbeiros
são
portuguezes.
A
bordo
de
cada paquete
ha
um
medico
que
é obrigedo
a
prestar
seus
serviços
gratuitamente
aos snrs.
passageiros,
assim como
são
fornecidos
todos
os
medicamen
tos
necessários.
Quaesquer
informações
ou
bilhetes
de
passagens
podem
obter-se
dos
agentes
Hawes
<fc ©.
a,
rua
de
S.
Francisco
n.°
4, Porto
—
e
em
Braga
Ricardo
Ma-
Iheiro
Dias,
no
largo do
Barão
de
S.
Martinho n.°
27.
(202)
Carreira
mensal
HOHENZOLLERN
de
3100
ton.
SALIER.
.
.
.de
3100
ton.
HABSBURG
.
.de
3100
ton.
HOHENSTAUFEN
de
3100
ton.
Dinheiro a
juro
A
Confraria
de
Santo
Amaro
da
Sé
tem
856$000
para
mutuar
a
juro
de
5
O[o
sobre
hypotheca.
(201)
VENDA
DE CASA
Nende-se
as
casas,
sitas
no
Lar-
npjl.
go
de
S.
Lazaro n.°
13.
Trata-se
jog
o
Evang
e
!ist
a
de
Sousa
Tor
res
e Almeida.
CASA
PARA
ARRENDAR
Alluga-se
até
ao proximo
S.
Mi
guel
uma
morada
de
casas,
sita
na
rua
do Anjo
n.°
24.
Trata-se
na
livraria,
em
frente
da
mesma
casa,
e
no
escriptorio
d’
esla
redacção.
ARTE DE TACHYGRAPHIA
Vende
se em
Braga,
rua
Nova,
n.
c
3,
e
no
Porto:
preço 300
rs.
Linimento BOYER-MICHEL para caval-
los.
fazendo as vezes de fogo e não deixando
vestígios
do
seu emprego M
ichel
,
pharma-
ceutico
em
Aix
(na Provença) França. —
Preço
1,000 reis.—Em
Li£l>ua
<>
snr
Barrei... 1..
reto,
n'°
2t!'
—30/25)
FLUIDE
IATIF
de
JONES
Por
suas propriedade» benefica», goza
este pro-
ducto
de alta
e merecida reputaçSo. Suavixa
e
ama
cia
a pelle,
allivia as irritações causadas
pelas mu
danças
de
clima, pelos
banhos do mar, impressões
desagradaveis do vento ou do calor, etc, etc.
Uma simples applicaçSo
faz desapparecer as ra
chaduras
das
mSos
e dos beiços. Preço
650 reis.
PARA OS CUIDADOS
DO
TOUCADOR
É muito digno de
ser recommandado
6
Sabão
latif,
que possue todas as
propriedades suavizan-
tes
do
Fluide, e um aroma delicadíssimo. Preço
500 r*.
23, Boulevart
cies Capucines,
Paris,
De
Fronte da
entrada do
Grand-notel.
Fabricante de Escovas
Inglesas Perfumeria, Loja
de
papel. Objetos de
Fantasia, Estojos
diversos,
Cutelaria, Artigos
de
Luxo, Luvas, etc.
Deposito ern
Lisboa,
snr.
Barreto,
Lorèto
n.°
28—30
(26
*)
J7U/7/1
ATTEMiÃO
llejeoaiito de
biseoitcí» de Vaiougo
1
—
LARGO
DA
LAPA
—
1
Estes
biscoitos
são
muito
recommenda-
veis
tanto
pela
qualidade
das farinhas,
per
feição
porque
são
feitas,
como
pelo
seu
baixo
preço em
relação
a qualidades.
Preços
porque
são
vendidos:
Biscoito
valonguense,
kilogramma
280
Tosta
doce
»
280
Biscoito
macarrão
>
280
Bolacha
doce
»
280
Biscoito
Brazileiro
300
Dito
imperial
D
330
Bolachinha
de
araruta
D
340
Tosta
azeda
D
190
(63)
COLLEGIO
LNGLEZ
DO
Sagrndo Coração <5e Maria Virgem
Enziitaeielada
D.
Margarida
Heuuessy,
desejando
an-
nuir
aos
pedidos
que as
famílias
e clero
mais
dedicados
á causa
de
uma
verdadei
ra
e
completa
educação, tanto
de
Braga
como
das
localidades
adjacentes,
ha
cin
co
annos
se
leem
dignado
fazer-lhe,
resol
veu
abrir
uma
casa
de educação
para
meninas internas,
semi
internas e exter
nas
sol)
a
direcção
de
sua
irmã
Miss.
The-
resa Heunessy,
lendo
obtido
para
levantar
o
seu
estabelecimento,
a
bella casa da rua
de
S.
Miguel-o-Anjo,
onde
morou
o
ex."
1
’
snr.
Juiz
de
Direito,
o
qual
já
ftnicciuna
desde
o dia
2
de
Fevereiro.
Para
esclarecimentos
podem
derigir-se
a
Braga a
snr.
a
D.
Maria Brigida
Bersane
Perry,
Campo
da
Feira,
ao
Rev.° João
Re-
bello
Cardozo
de Menezes,
ao Rev.°
João Pe
dro
Ferreira
Airoza,
e
a José
Maria Dias
da
Costa,
Rua
Nova.
(17)
VENDA
DE
CASAS
Vende-se
4
moradas
de
casas
com
quintal
e
agua,
sitas
na
rua
de
D.
Pedro
V,
sendo
n.°
76, 77.
85
c
86. Tracta-se
no
largo
dos
Penedos,
n.°
1.
(65)
INJÍCÇÃO
HTGIEKKA
BALSAMICO
PROPHITATICO
Esta
injecção
é
a
unica
e
eílicaz
que
cura
em seis
ou
oito
dias
toda
a
qualida
de de
purgações
tanto
antigas
como
mo
dernas, ainda as
mais
rebeldes.
Vende-se
em
Braga
na
pharmacia
Alvim,
á
Porta
Nova.
Em
Coimbra,
pharmacia
Barata
Di-
niz,
rua de
S.
Barlholomeu.
Deposito
principal
no
Porto
na
phar
macia
Madureira, rua
do
Triunfo
n
0
142,
proximo
ao
Palaeio
de
Crystal.
Preço
de cada
frasco
—
400
rs.
(4
L49)
BRAGA,
TYP0GRAPHIA LUSITANA-—1877.
Parte de Comércio do Minho (O)
