comerciominho_17031877_616.xml
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-
5.
’ ANNO 1877
FOLHA
COMMERCIAL RELIGIOSA
E NOTICIOSA
NUMERO
616
Assigp.a-see
vende-se
no
escriptorio do
editor
e
proprietário
José
Maria
Dias
da Costa,
rua
Nova
n.
*
3
E, para
onde
deve
ser
dirigida
toda
a
correspondência
franca
de
porte.=As
assi
gnaturas
são
pagas
adiantadas
;
assim
como
as
correspondên
cias
de
Interesse
particular.
Folha
avulso
10
rs.
ÁS
TERÇAS,
QUINTAS
E
SABBADOS.
I
iã2^UÍã2^n^s£^^^lUKaESHÚtX5SafliaU3SúBlSIM£3aBU^an»KlCAMÍ&íiU«ÍCKiCâúQdXâfiTi^
P
reços
:
Braga,
ànno
1^600
rs.~»Semestre8R0'rs.—Prom
etas,
anno
2&000
rs. e sendo duas
3&600
rs.
—
Semestre
1
*
950
Ys.--=Crazil,
anno
3&600
rs.^Semestre
1&900
rs.
moeda
forte,
ou
8^000
reis
e
4&500
reis
moeda fraca.-=A.nnuncios
por
linha
20
rs.,
repetição
10rs.
Para
os
assignantes
20
®j0
d
’
abátimento.
raaaBwnaiaKoaiaa»»B«®s^^
BíiAGA-SA3ÍSABJ®
Í3
2J1E
JAAHÇ®
A
excedente
revista
religiosa
de
Lisboa
_
0
«Bem
Publico»
—
estranhou,
como
nós,
as
asserções
do
snr.
padre
Reis,
collabo-
rador
da
«Palavra»,
e
oppoz-lhes, também
como
nós,
a
doutrina
da
«Civiltá
Catto
lica»,
ácerca
da
alçada
do Pontífice Ro
mano
sobre
matérias
políticas
Em
logar
porém
de
se
dirigir
ao
snr.
padre
Reis, o
»Betn
Publico»
dirigiu-se
á
«Palavra»,
e accusou-a
de
escorregar
al
gumas
vezes
para o liberalismo.
A
folha
portuense melindrou-se,
como
era
muito
natural,
com
similhanle impu
tação,
e
em
quatro
estirados
artigos
pro
curou
repeld-a,
e
mostrar
que
entre
os
assérlos
do
seu
coliaborador
e
os
da
«Ci
viltá
Cattolica»
não
se
dava
a antinomia,
que
o
«Bem
Publico» e
nós
lhe
assaca
mos.
<
Não
queremos
de
modo
algum
adian
tar-nos
ao
nosso
collega
de
Lisboa
em
responder
á
«Palavra»,
já
por
que,
como
mais
auctorisado,
a
elle
compete
fallar
primeiro,
já
por
que
é
directamenle
com
elle
que
o
jornal
portuense
vem
conten
der,
incluindo-nos
a
nós
apenas
indirecta-
menle
em
algumas
referencias
genericas,
que
fez
aos
que
se
escandalisaram
com
a
doutrina
do snr.
padre
Reis.
Diremos
apenas,
para
desengano
dos
nossos
leitores,
que
não
lêem
também a
«Palavia»,
que
a
opposição entre
a
opi
nião
do snr.
padre
Reis
aflirmando
—
ser
o
Papa
incompetente
para
julgar,
definir,
reprovar
ou
approvar
as
fôrmas
políticas
dos
Estados,
por
que
estas
estão fóra
da
sua
alçada—e
a
«Civiltá
Cattolica»
susten
tando
—
que
o Papa
é
mestre
mesmo
das
doutrinas
respeitantes
ás
relações
da
so
ciedade
civil
com
a
ecclesiaslica
(relações
a
que
as
fôrmas
políticas
não
podem
ser
iudiílerentes,
como
nos
será
facil
provar);
que
elle
julga,
em
virtude
do
seu
oflício,
os
princípios
moraes,
com
que
necessa
riamente
deve conformar-se
a
poiitica
(e
por
consequência as fôrmas
de
governo
e
leis fundamentaes
dos
Estados
; e
que
os
catholicos,
que
querem ser
e
parecer
taes,
nem
mesmo
n’estas
matérias
políti
cas
devem
deixar
de
submetter-se
e
de
acceitar
as
deci-ões
do
Pap>;—a
opposi
ção,
dizemos
nós,
entre
a
opinião do
snr.
padre
Reis
e
a
da «Civiltá Cattolica»,
a
despeito
d^s
explicações,
citações
e
pa-
renlhesis
da
-Palavra»,
fica
sendo
sempre
palpavel
a
quem
de
boa
fé
approximar
e
comparar
os dois
textos,
que transcreve
mos
em
outro
numero
d
’
este
jornal.
Poderemos
tão
sómente
salvar
as
in
tenções
do
snr. pad<e
Reis,
adinitlindo
de
muito
bom
grado que
—
nos
assérlos
em
questão
—
a
frase atraiçoou
a
ideia
(o
que não
raras
vezes
acontece)
e
que
a
fórma demasiado
generica
que
deu á sua
proposição,
não
exclue as
restricções,
que
o
seu esclarecide
espirito
e
vistas
perfei
tamente
catholicas
não
podem
deixar de
admillir.
De resto,
se
nós
tomarmos
á
leltra
o
enunciado
do snr. padre
Reis
—
as
fôrmas
polilicas
dos
Estados ficam
fóra
da
alçada
do
magistério
do
Pontífice
Romano
—
não
só
o
acharemos
em
conlradicção
com
a
«Civiltá
Cattolica», mas
até
mesmo
com
a
«Palavra»,
que
assim
se
exprime no
seu
quarto
artigo
ao
«Bem Publico»;
«Tempo
virá
pois
em
que
os povos,
ao organisarem
ou
mudarem as suas fôr
mas
de
governo
e
respeclivos codigos
polí
ticos,
os
apresentarão
ao
Placet
do
Chefe
da
Egreja,
não
como
reconhecendo-lhe
e
conferindo
lhe
a
soberania
temporal,
que
elle
seguramente não
quer
nem
lhe per
tence,
mas
como
ao Mestre
infallivel
da
verdade,
como
á
unica
aucloridade
compe
tente
para
decidir
se
a
lei
humana
con
fere
com
a
lei
divina;
é
o
Estado
que
deve pedir
o
Placet á
Egreja
e
não
a
Egreja
ao
Estado».
Apoiado!
respondemos
nós.
Agora
só
nos
cabe
lamentar
que
o
estimável
collega
portuense
dispendesse
tamanho cabedal
de erudição,
e incorn-
modasse
os
Ramières, os
Balmes
e
outros
theologos
tonsurados
e
não
tonsurados,
para
afinal vir
a
concordar
com
os
leigos
do
«Bem Publico»
e
do
«Commercio
do
Minho»,
e
contra
o
seu
coliaborador
pad.e
Reis,
em
que as
fôrmas
de
governo,
ou
(o
que
creio
que
é
equivalente)
as
fôrmas
políticas
dos
Estados
cahem
debaixo
da
alçada
do
magistério
infallivel
do
Pontífice
Romano.
Verdade é
que
nos
ántecedentes
arti
gos
a
«Palavra»
parece
haver-se inclinado
mais para
a
opinião
do
snr.
padre
Reis,
declarando
«que
os povos teem
o
direito
de
se
organisarem
politicamente
como
en
tenderem
e
quizerem». Mas
parece
que
o
articulista
entrou
a
final
no
verdadeiro
caminho,
e
é-nos
licito
suppor
que
a
sua
opinião
definitiva
sobre
a
matéria
em
questão
é
a
que
fica
consignada
no
tre
cho
do
artigo
IV,
que
acima
reproduzi
mos
Sapienlis
est
mulare
consilium.
Estamos
pois todos de
accôrdo—o
«Bem
Publico»,
a
«Civiltá
Cattobca»,
a «Pala
vra»
e
nós.
Resta
agora
harmonisar
a
«Palavra»
com o
snr.
padre
Reis. Mas
isso
é
lá
com
suas
senhorias,
que
muito
capazes
os
julgamos
nós
de
se
entenderem
bem
um com
o
outro.
d
.
m
.
s.
.. ------ ---------------------------
A
’
E£®ãt»eçã® d®
«Commercio <3®
iTKinlio».
Londres, 8
de
Março,
1817.
Envio,
sem
mais
demora,
a
cópia
do
que
tão
recenlemenfe
escrevi
para
o
Apos
tolo,
porque
a
matéria
principal
do
que
trato é
da
maior
actualidade
no interesse,
assim
como
do
maior
momento
na
im
portância.
Mais
ainda
interessa
também
a
Portugal
do
que
ao
Brazil;
por estar
mos
nós,
e a barra
do Tejo,
no
cami
nho,
e
tanto
á
porta
da
passagem
para
aquelle
Oriente,
onde
nasceu
o genero
humano;
onde
se
passaram
os
successos
e scenas
mais
estupendas
tia
primitiva e
antiga
historia
do
Mundo;
e
cuja
riqueza
e
commercio foi
já
desde
os
te.mpo,s dos
Faraós,
de
Salomão,
e
dos
Phenicios,
um
objecto
constante
da ambição
e
con
tendas
do
Munlo
Velho
Occidental.
Hoje
é
de
maior
importância ainda,
por
com
plicar-se
com
rivaes
interesses
mais altos
e
transcendentes,
Catholicos, Protestantes,
Scismalicos-Gregos,
e Mahometanos.
A. R.
SARAIVA.
A
’
Hed^eçtlo do <r Apostolei».
Londres,
28
de fevereiro, 1877.
SUMMARIO.
1.
—
(28
de
Fevereiro]
Meu
modo
de
ver
sobre
a
farça
constitucional
Tttrcoln-
gleza,
ou
Anglo-Turra,
e
sobre
a
poiitica
Russa
a
tal
lespeilo.
—
II.
de
Março)
Noticia
(que
parece
d
’
Entrudo)
de
falar
simplesmente,
cantar,
etc.
pelo
tele^ra-
pho.
—
III.
—
A
imprensa
Russa caracleri-
zando
suflicienlemenle
bem
a
Inglaterra
e
a
poiitica
Ingleza.—Factos
e
circunstan
cias,
mostrando,
como o
Liberanguismo
Portuguez
fez
instrumento
dos inglezes,
para,
preparar
a
destruição
do
Império
Calouial
e
Calholico
Portuguez.—
IV.
—
A
Turquia
objecto,
d
’
ora
em
diante,
de ze
los e
rivalidades,
políticas
e
commerciaes,
tnas
que
será
sobre
tudo
victima
da
po
lítica
e
dos
interesses Inglezes.
23 FOLHETIM
mi.
J.
M.
DE MACEDO.
BOIS
À1S01SS
ROMANCE
BRAZILEIRO
VOLUME
II
XI
Eu
o
exijo
I
—senão...
—Bem
:
disse com
frieza
Salustiano
:
posso
então
fazer
da
carta
que
pára
em
minhas mãos
o
uso que me
parecer?..,
—
Qne
indignidade!...
—
Não responde
?...
—
Faça
o
que
quizer.
—Oh
!
vê-se
bem
que
a
senhora
não
se
lembra
do
que
escreveu
ha
vinte
e
um
annos
passados!
—
Senhor
!
—
Cuida que
n
’
esse
papel existe
ape
nas
a
confissão
de
uma
falta
que
ás
ve
zes
o
mundo
desculpa?...
não,
senhora!
alli
se
confessa
um
êrro
e
um
crime
!
—
Senhor!
—
Um
crime
que
horrorisa
a
nature
za...
um
crime
pelo
qual
a
justiça de
Deus
ha
de
condemnal-a
a
penas
terríveis,
e
a
justiça
dos homens póde arrastal-a
ao ban
co
dos
condemnados,
ao
cárcere,
ao
pa-
libulo
mesmo
1
—
Senhor...
—
Oh!
quem
diria
que esta
mulher
orgulhosa
e
insolente,
que
se
apresenta
em
toda a parle
com
a
cabeça
tão
levan
tada,
carrega
sobre
a cabeça
o
mais hor
rível
dos
crimes?...
—
Miserável
!
—Sim...
sim...
miserável
embora;
mas
este
miserável
póde
appareeer
com
o
ros
to
descoberto!..
Senhora
tudo
está
deci
dido
:
eu rompo
o
seu
casamento,
eu
ma
io
a
sua
ventura,
eu
vingo-me!
Marianna
arquejava.
—
Primeiro irei
ter
com
o homem,
que
loucamente
a
ama;
e
mostrar
lhe-ei
a sua
carta...
ou...
se
não...
ah!.,
que
ideia!..
O mancebo
soltou
uma
risada:
Ma
rianna
não
achou
em
seu
furor
uma
pa
lavra para
dizer-lhe.
—
Tudo póde
acabar
em
paz, minha
senhora,
disse
com fingida amabilidade
Salustiano
:
não
haverá
nem banco
de
con
demnados,
nem
cárcere,
e
muito
menos
patíbulo;
a senhora casar-se-ha
com
aquel-
le
qne
ama,
e
eu
desposarei
a
joven
que
adoro.
Marianna
ficou
olhando,
e
o
terrível
moço
proseguiu:
—
Dispenso
também
a
sua
intervenção:
achei um
bello
meio...
que
estupidez
a
minha!.,
deveria
tel-o
ha mais tempo
lembrado.
Apparece
apenas
um
inconve
niente
:
ha um
velho
que
talvez
morra
de
desgosto...
paciência.
Marianna
estremeceu.
—
A’
manhã,
senhora,
lerei
uma
hora
de
conferencia
com
o
honrado,
austero e
amoroso
snr.
Anacleto:
quando
eu
o dei
xar
só levarei
a
certeza
de
ser
o
esposo
de
Celina,
e
elle
ficará
mudo
e
terrível,
pallido como
um
cadaver,
e
se
fallar,
fat
iará
para
amaldiçoar
sua
filha.
—Oh!..
—Porque
elle
ha
de
saber,
(ha
de
sa
ber
pela
própria
leltra
da
senhora) que
a
filha
de
seu coração, que a
orgulhosa
e
bella
Marianna,
no
meio
das mil loucu
ras
de seus
primeiros
annos,
amou
a
um
homem... earnou
tanto...
tanto...
tanto...
que
se
perdeu
por
elle!..
Marianna escondeu
o
rosto entre
as
mãos.
—
Ha de
saber
mais,
que
depois
de
commeltida
a primeira
falta,
commetteu
ainda
um
crime abominável;
ha
de saber
que
sua
filha,
em
resultado
de
um
mo
mento
de
embriaguez, tinha
de
ser
mãe,
que
inspirada
pelo
demonio
não
o foi,
não
foi
mãe...
porque...
porque...
—
Oh
!..
bradou
Marianna.
—
Porque
matou
seu
filho.
Succedeu
a
essas
terríveis palavras
al
guns
momentos
de
silencio
:
Marianna
es
tava
convulsa,
linha
os
lábios
pallidos, o
rosto
cadavérico,
as
mãos
estendidas
para
diante,
e
trémulas,
como
se
quizesse
de
fender-se
de
algum
objeclo,
e
com os
olhos
pasmos
e
terríveis parecia
talvez
estar
ven
do
diante
d
’
ella
a
imagem do
filho,
que
havia
assassinado.
Depois
de
algum tempo
ella
murmurou
fracamenle.
—
Infanticídio...
infanticídio...
Soltou
um
grito
e
desatou
a
chorar.
Salustiano
insensível
e
silencioso espe
rou
muito tempo,
que Marianna
socegas-
se
um
pouco.
Quando
a
viu
menos
so-
bresaltada
disse-lhe:
—
Então,
senhora?..
—
Perdão,
senhor;
balbuciou
a desgra
çada pondo-se
de joelhos.
Salustiano
ergueu-a,
fel-a
sentar e
con
tinuou
:
—Nada
do
que
ouviu
será
sabido;
no
dia
em
que
eu me
casar
com
sua
sobri
nha
queimaremos
juntos
a
carta
fatal.
—
Mas
o
que
é
que
devo
fazer?.,
per
guntou
a
misera
viuva.
•
—
Primeiramente
fazer
com que
esse
mancebo,
que
mora
no
Purgatorio-lriguei-
ro,
desappareça
d’
esles
logares
;
conseguir
d
’elle uma
carta
para
sua
sobrinha
;
car
ta
em
que
se
apague
toda
a
esperança
de
amor.
—
Oh!
mas
isso
é
impossível.
—
Nada
é
impossível,
senhora
—
Porém
de que
modo conseguir
isso?..
—
Uma mulher
que
se
ajoelha
e
cho
ra
aos
pés
de
um homem
consegue
tudo,
principalmente
quando
esse
homem
é
um
moço.
Marianna
abaixou
a
cabeça.
—
Depois,
proseguiu
Salustiano,
con
virá
que seu pae
se
interesse
a
meu
fa
vor,
convirá que
a
Bella Orfã
ouça
os
seus conselhos,
e
até
os
seus
rogos;
e
em
oltimo
caso
é
preciso
que
se
impo
nha...
—
E
se
ella
resistir?..
—E
’ uma
creança;
resistirá
ao prin
cipio,
chorará
depois,
e
cederá
no
fim.
—
Está
bem.
—
Não
voltarei
a
esta
casa,
concluiu
Salustiano levantando-se,
senão
na
vespe-
ra
de seu
casamento,
e
então...
ou
se
hão
de
assignar
as
escripturas
do
meu,
ou...
a
snr.a
o
sabe.
Salustiano
saiu.
—
Meu Deus!...
meu
Deus!., exclamou
Marianna
dolorosamente
;
eu
não
pensava
que
a
minha
desgraça
fosse tão grande!.,
eu
não
me
lembrava
de ler
escripto
a
confissão
do
ultimo crime!...
Oh!...
isso
foi
loucura.
.
e a loucura
que
me
fez es
crever
tal,
é
o
primeiro castigo da
Pro
videncia
!..
Quando
Salustiano
deixou
o
Ceo-côr-
de-rosa
o velho
Rodrigues
estava socega-
damente
sentado
na
porta
do
alpendre...
mas
não
cantava
como
de
costume.
(Continua)
As
suas
palavras acalmam
e
inspiram
a
confiança;
são
a
ruina
das
culpáveis
as
pirações
de uma
republica
frágil
e
pre
cária.
Mas
a
revolução,
também,
não
sabe
conter-se; o
golpe
deu-lhe
em cheio:
ir
rita-se,
revolta-se, ameaça.
A
«Republique
Française» lornou-se
notável
pela
violência
do ataque.
Mas
não
nos
lastimamos
d
’
isso.
A
sua
ira
é
salutar advertência.
Ousa
invocar
a justiça
do
paiz,
e
esquece-se
da
sua
missão, a
ponto
de
lançar
em
face
á
burguezia
franceza,
rebelde
aos
seus
planos,
os
orgulhosos
sarcasmos, que
lhe
inspiram os grandes
feudatarios
da
repu
blica.
Esta
cólera
é
de
bom
agouro,
e
faz-
nos
sorrir.
A
burguezia
repelle
a repu
blica,
e
o
povo procura estudar na
lingua
de
Proudhon
o
epitheto
que
convém
aos
senhores
do
radicalismo.
Emquanto
á
justiça
com
que
nos
amea
ça,
é,
talvez,
a
justiça que,
em
nome
da
communa,
mandou
fuzilar
os
refens,
e
queimar
nossos
monumentos, porém
não
a
do
paiz.
O
snr. conde
de Chambord
aponta
os
perigos
de agora,
mas
accrescenla:
«A
monarchia
não
deixará
livre
o passo,
nem
ás
aventuras
do império,
nem
ás
violên
cias
do
radicalismo».
E’
o
combate
ine
vitável
e supremo entre a
monarchia
e
a
revo
ução;
o
rei
está
prompto
para
esse
combale,
e
pede
aos
seus
que
para
elle
se
preparem.
Mas
Henrique
V
não
é
o
rei
de
um
partido;
batendo
o
império
e
o
radicalis
mo,
condemna
a
doutrina
revolucionaria,
que
produz
o
primeiro,
ou
termina
no
segundo; não
pronuncia
uma
sentença
de
ostracismo
contra
os
homens,
que
leem
julgado
servir
o
seu
paiz
sob
os
diversos
regimens:
império
ou
republica.
Para
estes
homens,
quaesquer
que
se
jam as
suas
illusões,
os
braços
do
rei
estarão
sempre
abertos,
e
o
seu
logar
está
marcado
no
real
accordo
da
França
unida,
pacificada, prospera.
Para
nós,
a nossa
missão
está
preci
samente
indicada.
Devemos
trabalhar
co
rajosamente,
praticar
a
disciplina, não re
cuar
ante
obstáculo
algum,
preparar
sem
demora,
pelo estudo,
pela
sciencia,
e
peia
incessante
actividade
da
vida
publica,
o
triunfo
completo
da
verdade
social, cuja
defeza
foi
conliada
á
monarchia
christã
e
franceza.
Saudamos
a
nobre
figura
de
Henrique
de
Bourbon,
que,
sempre
fiel a
si,
com
uma
resolução
mais
forte
do
que
a
ca-
lumnia,
traça
aos
homens
de
boa
vonta
de,
em
meio
das
suas
duvidas
e do
seu»
desanimo,
o
caminho
do
dever,
no
qual,
acontecimento
algum
poderá
surprehen-
del-o.
A
sua
linguagem
não
muda;
mas
quan
do
o êrro
e
a
má
fé
conseguem obscu
recer
o
seu caracter,
resôa
uma
palavra,
que
dá á
verdade
todo
o
seu
lustre. Há
horas
em
que
a
luz,
dissipando
as
tre
vas,
apparece
como
uma
novidade.
E,
todavia,
a
luz
não
é
nova;
os
homens
que
ella
illumina
é
que
se
tornam
ho
mens
novos.
Nas
luctas
da
França, o
rei
está
no
seu
posto.
Domina
o
campo
de
batalha,
como
convém
ao
chefe,
que
deve julgar
«da
hora propicia
á
sua
acção direcla
e
pessoal».
H.
de Mayol
de Lupé.
---------------------------------- -
Ponte
da Barea,
14 de
março.
(Do
nosso correspondente).
Teve
aqui
logar no
domingo
a
pro
cissão
de
Passos,
que
tanto
quanto
o
per-
mille
uma
terra
pequena
e
sem
recursos,
esteve
boa e
muito
concorrida.
E
’
para
lamentar,
porém,
que
ainda
d
’
esta
vez se
não
prescindisse
de
certas
caricaturas,
que
com
o nome
de guarda
romana,
cenlurião, etc.,
vem
juntar
ao
sé
rio
e
sagrado,
o
ridículo
e
extravagante.
0
orador,
que
é
de
Lamego,
satisfez
plenamenle,
apesar
de se
sentir
um
pou
co
contraído
pelas
peripécias
do
chamado
cenlurião.
Dizem-me
que
s.
ex.
3
revm.
a
o
snr.
arcebispo,
com
o
zèlo
que
o
distingue
pe
la
decencia
do
culto,
tem
prohibido
estas
farçadas, mas
por
emquanto
as
suas
or
dens
ainda aqui
se
não
fizeram
sentir.
No
domingo
proximo
celebra-se
nos
Arcos
a
mesma
procissão
de
Passos,
na
qual
me
dizem
que prégará lambem
o
mes
mo
orador.
Continuam
a
asseverar-me
que
pôr
oc
casião da
solemnidade
da
Semana
Santa
irá
cantar
aos
Arcos
uma
mulher,
apesar
I.—
Não sei
o
que
virá
d
’aqui
até
o
dia
da mala
por
que
mandarei
esta
carta;
mas
parece-me
que,
no
entanto,
não
dei
xará
de
convir
o
registrar
as
seguintes
passagens,
que
hoje
encontro
no
Times
de honlem; por
virem
de
correspondentes
acreditados,
e
tocarem
a
um ponto
e
ne
gocio
de
grande interesse
para
o
Chris-
tianismo,
como
é
este
drama
da
Tur
quia.
Não fundo este interesse
principalmen
te nas
questões
actuaes,
complicadas
com
os
políticos
e
coníligentes
das
differen-
tes
Potências,
que,
graças
á
revolução,
se
arrogam
hoje,
e
com
fundamento
in
felizmente, o
regular
a
política e
destinos
do
Mundo
Velho,
pelo
menos.
O
meu
sen
tido é
mais lato,
abrange
o
mundo
mo
ral
todo
inteiro;
pois
se
refere
ao
Catho-
licismo,
cujo
só
nome
denuncia logo o
mundo
todo,
não só
geographica,
mas chro-
nologica
e
moralmente
—
o seu passado,
presente, e
futuro
(os dous
últimos
com
especialidade).
O
elemento
Mahomelano, ou
Musulma-
no—
fosse
porque
desígnio
fosse
da
Provi
dencia
—
tem
representado,
ha
mais
de
mil
annos,
tão
enorme
papél no
mundo,
que,
salvo
na
America,
podemos
dizer,
que
tem.
quasi
desde
seu
nascimento,
af-
fectado
grandemente
a
política
do
mesmo
mundo.
E
(cousa
notável)
donde
lhe
veio
principalmente
essa
importância
e
força
?
Evidentemente de
suas
muitas
semelhanças
com o
Christianismo;
e
de
seu
lotai
antago
nismo
com
elle
n
’
um
ponto,
infelizmente,
de
terrível
importância
para atlrahir as
sympathias
dos
homens
ignorantes
e
car-
naes
ao mesmo
tempo
—
a
polygamia,
e
suas
concomitâncias.
4
Como,
e
para
quê,
foi
que
a
Sabe
doria
e
Providencia
Divinas, e
Todo-Po
!e-
rosas,
permitliram
a
creação
e
monstruo
so
augmento deste
formidável
antagonista
do
Ctirislianismo,
e
que
abraçou
e con
quistou
a maior
parte da superfície
da
Terra,
desde
o
Cabo Bojador,
podemos
dizer,
até
á
China
e
Japão
l
A
Providen
cia
é
que
o
sabe;
assim
c-mio
sabe
o
porque
consente
hoje
a
existência
e
pro
pagação
de
outra
praga
maior
e
mais
fa-
talmenle
corruptora
—a
Maçonaria.
E
digo
esta
mais
faíalmente corruptora,
porque
o
seu syslema
tem
por base
o
engano
conscio e
a
mentira;
para
servir
ao
egoís
mo
e
interesse
de
poucos,
as
illusões,
im
posturas,
phantasmagorias,
enzampações
(não
acho,
ou
me accorre,
melhor ex
pressão
para traduziz uma
palavra
Ingle-
za. que
exprime
perfeitamente
o
genio
da
maçonaria
—a
palavra
humbug)
de
mi
lhares,
de
milhões,
de
papalvos—
infatua-
dos,
ao
mesmo
tempo,
de
sua
papalvi-
ce
!
Pareceria
comtudo
—
ao
menos
é
pen
samento meu,
ou
hypothese,—
que
a
Pro
videncia
tem determinado
começar
a
pôr
termo
á
importância
do
flagello
Mahome
tano;
que
serviu a
estimular
grandíssimas
virtudes
e
heroísmos
Christãos.
A
Maçonaria
nosssa
senhora, comtudo,
prepara-se
a
substituir
ella
o
Islamismo,
como
antagonista
da
Christandade;
e
pu
dem,
por tanto,
os
inimigos
desta
con-
solar-se,
pois lhes
fica,
em
compensação,
uma
agencia
anti-cathólica
muito
mais
pérlida
e
traiçoeira,
e
mentirorsa,
do
que
a
do
falso
Propheta
da
Meca.
Fica-lhes
a
dos
discípulos
de
Htrão,
para
os
illu-
direm
com
os
seus
3
pontitos.
iiiaj
A. R.
SARAIVA.
Um
nossocollega
transcreve
da
«Union»
o
artigo
seguinte,
referente
ás
ultimas
palavras de
Henrique
V,
no seu appelo
a
todos
homens
d
’
honra
e
de
boa-fé,
o
qual
publicaremos
brevemente.
«As
palavras
do
rei
animam os
rea
listas;
serão
guia
e
apoio
para
os
homens
de
boa vontade;
mas
desconcertam
os
homens
da
revolução.
Este
vigor
d
’alma,
esta
real
resolução,
que
faz
apparecer
aos
olhos
da
França
uma
barreira
e
um re
fugio,
quando
as
aventuras
do
império,
e
as
violências
do
radicalismo
ameaçam
a
nossa
existência
nacional, esta
lingua
gem
firme
que,
sem
provocar,
nem
ferir,
acorda
a
energia,
são
o
testimunho
d
’
um
poder
invencível.
Os
nossos
adversários
comprehende-
ram,
que
para
atacar
a
monarchia,
era
necessário
calumniar
e
mentir.
Um
rei, prevalecendo-se
unicamente
do
principio
que
apresentou
á
França,
«perfeitamente
resolvido
a
cumprir
o
seu
dever,
obrigando
os
seus
inimigos
a
pro
clamarem
a
sua
grandeza
e a
sua leal
dade»,
ê
a
salvação.
da prohibição,
que
me
dizem
ser
já
ex
pressa do
venerando
prelado
a
tal
res
peito.
Custa-me
a
crer,
que
o
parocho,
que
não
conheço, mas
seja quem
fôr.
ouse
consentir
em
tal,
pois
seria
uma
desobe
diência
formal
ás
ordens
da
superior
au-
ctoridade ecclesiastica,
que
por
certo
não
deixaria
impune
um
tal
altentado.
Repito,
custa-me
a
crer,
mas
em
fim
vederemo
se
tal
acontece.
Por
aqui
todos
andam
preoccupados
com
a
política;
uns
porque
receiam
perder
o
penacho,
outros
porque
o
desejam.
Creio
porém
poder
asseverar
pelos
da
dos
que lenho
de
pessoa
competente,
que
os
partidários
do
snr.
Manuel
Bento
da
Rocha Peixoto
perdem
terreno,
e
que
em
breve teremos uma
mudança
radical
em
todo o
pessoal
do districto
Oxalá
que
as
coisas
melhorem
com
a
transformação,
pois a
verdade
é, que
es
tes
povos por
aqui
teem
soffrido
bastante
com
as
arbitrariedades
dos
que
fazem
do
poder
um
chicote
de
íerro para
azorragar
os que lhe
não
agradam.
m
■
na
—
mm
—
MMfM
WMnuwn—
Hi
!■■
■
wwri1
ww
mmumscm
—
pv
.
i
—
Laf»l>erenne
—Expõe-se
ámanhã na
parochial
egreja
de
S.
José
de
S.
Lazaro.
ITIíssa
soleisane
e
«Te-líeiaino.—
Teve
logar
na
freguezia
de
S.
Miguei
das
Caídas de
Vizella,
no
dia
13
do
corrente,
em acção de
graças-
e
para
commeinorar
a
entrada
e posse
de
s.
exc.a revd.
raa
o
snr.
Arcebispo
Primaz,
a
solemnidade
que
annunciamos.
Foi
uma festa,
a
que
presidiu
o
en-
thusiasrno
e zelo
religioso
do
clero
e
po
vo
d
’
aqnella
freguezia,
e
portanto
nada
podia
deixar
a desejar, como
na
verdade
não
deixou.
Na
vespera,
14,
repetidas
salvas
e
re
piques
de
sinos
fizeram
annnnciar
ao
lon
ge,
que
no
dia
immediato
tinham
de
subir
ao céo, de
mistura
com
o
incenso,
fervoro
sas
orações,
graças
e
louvores
ao
Altíssi
mo
pelos
favores,
que
acabava
de
con
ceder
não
só
ao
seu
sabio
e
virtuoso
Pre
lado, mas
a
todo
este
arcebispado
braca
rense.
No
dia
seguinte
uma estrondosa
salva
fazia
annunciar
o
alvorecer
d
’
aurora, e ás
10
horas
da
manhã
dava
principio
ao
Santo
Sacritii
io
o
revd.0 abbade
de
S. Mi
guel,
acolytado,
e
ceremoniado por
tres
parochos
visinhos
Terminado
o
Incruento
Sacriíicio,
se
guiu-se
o
Te
Deum.
a que continuaram
a
assistir
os revd.os
parochos,
com
seu
cle
ro,
das freguezias visinhas.
S.
João,
San
to
Adrião,
Moreira,
S.
Martinho
e
Nes
pereira;
as auctoridades
daivbas
as
fre-
guezias,
S.
Miguel
e
S.
João, os
cava
lheiros
mais
dislinctos, os professores
d
’atn-
bos
os
sexos
com
seus
discípulos,
as
con
frarias,
etc.
etc.
E,
apesar
de
não ser
dia
sanctiíicado,
foi
tal
o
concurso
de
povo,
que
a
egreja
achava-se
litteralmente
cheia
e uma grande
parle
do
adro!
A
orchestra
foi
a
do snr.
Jacinlho,
de Guimarães, que
satisfez
o
melhor
pos
sível.
Julgamos
occasião
opporluna
para
dar
mos uma
ideia
da
fé
e
religião
do
bom
povo d
’
aquella
freguezia,
e
para
o
fazer
mos parece-nos
suíliciente
dizer, que
aquelle dia
foi
por
elle
guardado,
tão
es-
crupulosamenle
como
um
d
’
aquelles
que
o
Salvador
recommenda
em
seus
santos
pre
ceitos
!
Menefleio
para os inniindaduH.
—
Realisou-se
na
quarta-feira,
no
theatro
de
S.
Geraldo,
o especlaculo
em
beneficio
dos
innundados.
promovido
por
vários
ca
valheiros
d’
esla cidade.
Subiu
á
scena
a
comedia-drama
0
conde
Jacques,
traducção
esmerada do
snr.
Castilho
e
Mello,
e
a
comedia
Complica
ções
d
’
um
etc.,
original
do
snr.
Fernando
Castiço.
Ambas
as
peças
tiveram
um
magnifico
desempenho,
que foi
constantemente vi-
ctoriado
com
salvas
de
palmas,
bouquels,
e
outras demonstrações
de
agrado e
en-
thusiasmo.
Formavam
a
companhia as
ex.
mas
snr.as
D. Carlola
e
D.
Gracia
Pindella,
filhas
dos
snrs. viscondes de Pindella,
e as
ex.
raaS
snr.
as
D.
Maria
Ignacia
de Faria
Machado
Roby
e
D.
Atina Borges
de
Fa
ria;
os
ex.
niUb
.snrs.
visconde
de
Pindella,
José
Borges
Pacheco
Pereira
de
Fana,
Fernando
Castiço,
Alfredo
Alves
Passos,
Alberto
Leite Pereira, Antonio
d
’
Abreu
Pereira
Cominho,
Alfredo
Soares
Russel,
e
João
Borges
Pàcheco
Pereira.
No
intervallo
do 1.°
acte as
ex.®»
snr.” D.
Lina
Castiço,
e
D
Adelaid
e
Ramos
executaram,
na
harpa
e
no
pian
0
a
Miscdlanea,
Souvenir
do
theatro
italia
no;
no
intervallo
do
2.°
aclo
a
snr.’
[j
Adelaide
Ramos executou
no
piano
j
phanlasia
da
Somnambula.
No
intervallo
do
3.°
acto
a ex.
ma
snr,
’
D.
Mana
Ignacia
de
Faria
Machado
Ro|à
recitou
brilhantemente
a
seguinte
poesia
composição
do
ex.
1110
snr.
visconde <L
Pindella:
Atroz
passava
a
tempestade
horrível
Deixando
após
de
si
o
Incto
e
a
morte:
Da
procella
o
gemer
casa-se
aos
ais
Dos
que
varados
pela negra
sorte
Perdem
seus
filhos,
seus
irmãos,
seus paes,
E
já
sem
forças,
alquebrados,
tristes.
Olham
em
derredor, e
um
mar
immenso
Inunda-lhes
a
seara,
o
lecto
e
o
lar I
E
elies
no
abysmo
de
um
soffrer
intenso
Sentem
na
fauce
a voz
quasi
a expirar!
Depois,
sem
ter sequer
um
tr ste
albergue,
Onde possam
cahir
extenuados,
A
dôr,
horrível dôr!
os
vem
pungir!
E
’
a
fome,
meu Deus,
que aos
desgraçados
Sepultura
fatal lhes
vem
abrir.
De
repente
uma
luz
quasi
divina
Um
anjo
deixa
vêr,
que
veloz
desce
Os dourados
degraus
de
um
throno,
e
diz;
—
E
aquella
voz é
doce como
a
prece
—
«Ajudae-me
a
salvar
tanto
infeliz!
«Oh!
vinde,
vinde
a
mim,
dae-me
uma
esmola
«Matar-lhes
quero
a
fome,
são
meus
filhos!»
E
dizendo-o,
n’
um
impeto
de
amor,
Da
c
’
rôa
arranca
as gemmas,
ouro,
os
bri
lhos,
E
dos
tristes
nas
mãos
os
vae
depôr.
Ninguém,
ninguém
pressuroso
Deixou da
esmola
trazer,
Ao
bom anjo
carinhoso,
Que
enxuga
com
o
regio
manto
Dos
desvalidos
o
pranto
Para
em
riso
os
converter.
Quem
podia
um
tal
exemplo
Deixar
logo de
abraçar?
Cada
theatro
é
um
templo
Consagrado
á
caridade.
PIA,
a lua
piedade
Todos
buscam
imitar.
Não só o
rico
soccorre,
São
todos,
todos, ninguém
Deixa
de
d;r,
tudo
corre
Alegre,
feliz,
contente.
A
dar
ao
pobre
indigente
Do
que
possue,
do
que
tem.
Nem
esta
terra
podia,
Caridosa
a
mais
não ser,
Não
lhe
doer
a
agonia,
Dos que não
tem
um
momento
Sem
que
lhes
punja
o
tormento
Do
mais horrível
soffrer
!
E como
aqui
se
está
vendo
Esta
verdade
a
brilhar ?
Pois
não
viesteis,
correndo,
A’
festa
da
caridade?
PIA,
a
lua
piedade
Todos
quizeram
imitar.
Braga
14
—
3.°
—
77.
V.
de
Pindella.
Nos
intervallos
do
l.°
e2.°
acto
lam
bem
recitaram
poesias
os
snrs.
Bernar-
dino Passos
e
Cunha
Vianna,
sendo
am
bas fti
ui
lo
applaudidas.
0 theatro
acliava-se
ricamente
adorna
do
e
profusamente
illuminado.
Nos camarotes de
1.
a
e
2.
a
ordem,
e
na
plateia,
na
qual
se
achavam
umas
50
senhoras,
estavam
algumas
das
prin
cipaes
famílias
do Porto.
0
especlaculo
terminou
ás
duas
ho
ras
da
noite.
Ordenação.
—
Foram
honlem
confe
ridas na
capella
do
Paço
ordens
menores
a
60
ordinandos.
H"je
confere
s.
exc.
a
revd.n,a
as
sagra
das
ordens
de diácono
e
presbyteio
a
38
sacerdotes.
Doençn.
—
Acha-se gravemente
enfer
*
mo
o
snr.
visconde
de Montariol,
p°
r
cujas
melhoras fazemos
votos
ao
ceo.
—
Continúa
também
enferma
e
sem
es
peranças
de
vida,
a
snr.
a D.
Maria Rulina
Villaça.
Esta
senhora,
que
é
fervorosa
ca
tholica,
sollicitou
pelo
telegrapho
a
Ben
*
ção
Aposlolica
de
S.
Santidade,
a
q«
a*
lhe
foi
concedida
no
dia
15.
PrOCÍHHíSo
<1© PftSSOB.——
S.
CXC.
revd.
ma
tenciona, se o
seu estado
de
saude
o permittir,
acompanhar
com 90
seminaristas
a
procissão
de
Passos,
que
terá
logar
amanhã.
Aayio
«le S.
José.—
A
commissão
ad
ministradora d’
esie
asylo,
a
qual
ha
dias
tomou
conta,
tenciona
fazer
celebrar
a
fes
ta
do
Padroeiro
do
mesmo,
na
fórma
do
costume,
no
dia
19
do
corrente, para
o
qne
já
fez
os convites
do
estylo
aos
bem-
feitores
e
authoridades.
Aos
asylados
será
dado
um
abundante
jantar,
cuja
despesa
extraordinária
é feita
á
custa
da
commissão
de
que
é
digno
pre
sidente o
snr.
conego
José
Gomes
Mar-
De
tarde
tocará
no
atrio
a
banda
do
regimento
8,
a
qual
com
licença
do
res-
pectivo
commandante
se
prestou
gratui
tamente.
Também
vão
gratuitamente
a
or-
chestra
e
os
cantores
da
missa, prestada
pelo
snr.
Manoel
João
de Paiva.
FaileciiMe»
’
*
®-
—
Na
madrugada
de
hontem
falleceu quasi repentinamente
a
snr.
a
D.
Anna
de
Moraes
Pacheco,
da
rua
de
S. Vicente.
Higerere.—
Ao
ser,
hoje á
noite,
conduzida
do
templo
de
Santa Croz
pa
ra
o
Collegio.
a
venerenda
Imagem
do
Se
nhor
dos Passos, cantar-se-ha
no
Paço
do
campo
de S.
Thiago
o
psalmo
Miserere,
a
instrumental.
Vot» de
louvor.
—
Escrevem
nos
de
Cabanellas:
Devido
á
grande
generosidade
do
nos
so
presadissimo
amigo
—
o
snr.
Bento
Gon
çalves
dos
Santos,
honrado negociante
d
’
esta
cidade,
está
quasi
concluído
o
dou-
ramento
d
’um
altar
da
Virgem
das
Do
res,
erecto
na
freguezia
de Cabanellas.
O
snr.
Santos
vae
otferecer
á
mesma
Augusta
Senhora,
cuja
imagem
é uma
das
mais
perfeitas que
temos
visto, nm
manto
e
vestido
bordados
a
ouro,
casliçaes
e
lindas
jarras
com
ílores.
Os trabalhos
do
douramenlo
foram
conliados
ao
hahil,
e
distinclissimo pintor
d’esta cidade—
o
snr.
João
José
Pinto.
Folgamos
de admirar
no snr.
Bento
Gonçalves
dos
Santos
esses
altos
senti
mentos
religiosos,
de
que
sempre tem
dado
provas
irrecusáveis
em
todas
as suas
acções verdadeiramente
nobres.
O
snr.
Santos
lembrou
se
de que
Ca
banellas
foi
a
terra
que
primeiro
ouviu
os
seus
vagidos
de
creança.
dedicando-
lhe,
porisso,
um aífeclo
especial;
e,
co
mo prova, procurou
enriquecer
a
sua
egreja
afim
de
que
ella
se conserve
com
aquelle
esplendor, que
convém
a
um
tem
plo
sagrado;
recordando-se
lambem,
com
saudade,
de
que
foi
n’
eila,
que
recebeu
as
aguas
do
Baptismo.
Acceite,
pois, da parte
dos
seus
con
terrâneos,
o
no?so
generoso
amigo, um
voto
da
mais
sincera
gratidão
e
louvor
pela
sua
acção
nobilíssima;
e
creia
que
elles
apreciam
devidamente
esta
prova
de
sentimentos
religiosos,
e
de
amôr
á
terra,
que
lhe
foi
berço.
E
a
Virgem
o
cubra
de
bênçãos,
é
o
que
do
intimo
d
’
alma
lhe
desejamos.—
A.
J.
da
Silva.
Uma ponte
gigante.—
Brooklyn
e
New-Yoik,
separadas
por um
braço
de
mar,
que
tem
o nome
de
rio
Este,
são
duas
cidades
que
estão prestes
a ser
li
gadas
por
uma ponte
suspensa
de pro
porções
gigantes.
A
primeira cidade
conta
uma
popu
lação de
500:000
habitantes
e a
segunda
um
milhão. Habitam na
primeira
muitos
negociantes que
teem negocio
em
New-
York.
O
trajecto
de
uma
banda
para
a
ou
tra
é
feito
por
uma
immensa
liuha
de
va
pores,
aos
quaes
chamam
Ferry
boals.
Mas.
como
este
systema
de
commu
nicação
não
bastasse,
o
engenheiro
que
construiu
a
famosa ponte
do
Niagara
ini
ciou a
idéa
de uma
nova
ponte
que
li
gasse
as
duas
referidas
cidades
e
tratou
de
esludal-a
convenienlemenle.
Mr.
Roebling
morreu,
porém,
antes
de
levar a
cabo
o
seu
projecto;
mas este
já
ia
adiantado
e
a
ponte
chegará
a
unir
aquel-
les dois
importantes
centros
commer-
ciaes.
Espetaram-se
estacas,
pondo-se
em
pra
tica
os
mais
atrevidos
processos;
estacas
que
medem 25
melros desde
o
fundo
á
superíice
da
agua
e
40
desde
a
superfice
até
ao
laboleiro
da
ponte;
que
deixam
li
vres
d
’
umas
ás outras
um
espaço
de
500
metros
que
occupará
a
citada
ponte,
cuja
largura
será
de
26
metros
e
cujo
cornprimen
to,
incluindo
os
viaductos
que
hão
de
dar-lhe
entrada,
medirá
1:800
melros.
A
companhia
dos
Ferry
boals viu
com
pavor
a
ruinosa
competência
que
a
ponte
lhe
ia
occasionar,
e
suscitou
uma
deman
da a
titulo
de
manter
o
privilegio
de
transportar
viajantes das
duas
margens.
A
opinião
publica,
porém, declarou-se
unanime
em
favor
da
ponte,
e
os
tri-
bunaes
também
unanimes
em
favor
da
opi
nião
publica.
Concertos
de
sinos de
pedra.
—
Está
concluido
o
carrilhão
de
dez sinos
de
pedra
lixados
n
’
uina
torre
movei
de
ferro
e
madeira,
obra
executada
com
muito
trabalho,
paciência e sacriticio,
pelo
oflicial
de
canteiro
o
snr.
João
Maria
dos
Santos
Pinheiro,
sob
a
protecção
de
el-rei
o
snr.
D.
Fernando
e diversas
pessoas
generosas,
que
animaram o esfor
ço
do artista.
Os
sinos estão
perfeitamen-
le
afinados e o
snr.
Pinheiro
vae
dar
com
elles
um
concerto
em
seu beneficio
em
S.
Carlos
n
’
uma noite
do
proximo
mez
de abril.
Os
sinov
serão
locados
por
te
clado,
diz
o
«Diário
de
Noticias».
Tumules
antigo
*
.
—
De
Condeixa
communica
o
snr.
Antonio
Rocha
da
Fonseca
o
seguinte ao
«Conimbricense»:
«Appareceram
n
’umas
escravações
que
ultimamente
se
fizeram
junto
á
egreja
de
Condeixa
a
Velha
e
perto
da
antiga
Co-
nimbrica,
hoje Almedina,
alguns
lumulos
de pedra, tapados
com
lages,
contendo
ca
da
um
uma
ossada
humana.
Os lumulos
são
inteiriços
e
de
lavor
pouco
apurado.
A
’
primeira
vista
parecem
romanos,
tomando
em
consideração
o
si
tio
em
que
se
acharam
e
o
seu
feitio;
porém
analysando-os
minuciosarn-nte,
são
sem duvida
alguma
de
époclia
muito pos
terior ao domínio
d
’
aquelles
povos, pois
que
alguns
tem
em
relevo
no lado
da
cabeceira
a
cruz
de
Aviz,
o
que
nos le
va
a
crer
que
depois da
fundação
da
mo-
narchia
ainda
existia
nas
ruínas
de
Alme
dina
povoação
importante,
que
pela
ari
dez
do sitio
e
pela
falta
de
commodidades
indispensáveis
a
um
povo
numeroso,
aban
donou,
talvez
de
pouco
a
pouco
aquelle
local.
Na
area
comprehcndida
entre
as
duas
muralhas
de
Almedina
e principalmenle
no
logar
em
que
esteve
situada
a
cidade
tem
apparecido
muitos
objectos
de
valor
hislorico,
entre
os
quaes
(igura
um vaso
de
vidro offerecido por um
cidadão de
Condeixa
a
sua
mageslade
el-rei
o
se
nhor
D.
Pedro
V,
em
1860,
alguns
tan
ques
de
tijolo
em
que
os
romanos
to
mavam banho
e
uma
porção
de
moedas,
romanas,
arabes
e
portuguezas até el-rei
D.
Sebastião.
Navios
«le guerra
inglezea.—O
governo
inglez
tem
actualmenle
em
con
strucção
nos
diflerentes
estaleiros
em
In
glaterra
51
navios
de
guerra,
sendo
10
fragatas
e
G
corvetas
couraçadas;
6
cor
vetas,
2
avisos,
21
canhoneiras
e
6
ou
tros
barcos
de
pequeno
lote
de
madeira:
os
couraçados,
que
estão
quasi
promplos,
são:
— «Dreadnaugh»
7:350
toneladas,
«Nelson»
4:500,
«Norlhampton»
4:500,
«Shannon»
3:370
e-«Téméraire»
5:535.
Agulha de Cleópatra.—
O
obelis
co
que se observa
nos
arredores
de
Ale
xandria,
conhecido
com
o
nome
de
Agu
lha
Cleópatra, vae
ser
transportado
para
Londres
a
cargo
de
uma
sociedade
de
archeologos.
O
monolilho
tem
68
pés
e
15 polegadas
inglezas
de
largura, 6
pés
e
12
polegadas
de
lado
na
base,
e
4
pés
e
9
polegadas
de
lado
na
base
da
pyrami-
de
superior.
O
governo
inglez,
respondendo
no
Par
lamento
a
uma pergunta
sobre
es
te
assumpto,
annunciou
que
o
Kediva
de
seja
vêr
a
agulha
de Cleópatra
em
Lon
dres,
com
tanto que
as
auctoridades in
glezas
se
encarreguem
de
vigiar
pela
sua
conservação.
Uai
dos anais
velhos soldmlos
«lo
1111111(10.—
No
condado
de
Leicester
(Inglaterra),
conta
um jornal
estrangeiro,
vive
um
soldado, que
assentou
praça
em
1793,
e
que
é,
por consequência, um dos
mais velhos
soldados
que
existem
no
mundo.
Tem
nada
menos
de
84
annos
de
ser
viço.
População
de
Beriisi. —
A
capi
tal
da
Prussia
e
do
império
allemão
tem
actualmenle
942:142
almas:
llarílm vegetal.—
Cresce
esponta-
nea
na
America
do
sul
uma
arvore
ma
gnifica,
similhanle
á
palmeira,
á qual
os
latinos
dão
o
nome
de
P/iylepes
nacro
cgrpa.
Esta
arvore
produz
um
fructo,
que
contem
um
liquido,
ao
principio
claro
e
insipiado,
mas
que
com o
tempo
se
tor
na
lácteo
e
uncluoso,
solidiíicando-se
de
pois
e
adquirindo-se a
dureza
do
marfim.
Este
curioso
producto
já
se
encontra
no
commercio. Tem o
defeito
de amollecer
depois
de
molhado;
mas
facilmente
recu
pera
a sua
dureza
primitiva,
depois
de
secco.
Doze grande
*
desordens. —
S. Cy-
priano,
bispo
de
Garthago
(África),
mar-
tyr,
assignalava
a seus contemporâneos es
tas
doze
grandes
desordens.
1.
Um
moralista
sem
bons
exemplos.
2.
Um
velho
sem
religião.
3.
Um
joven
sem
obediência.
4.
Um
rico
sem
caridade.
5.
Um mestre
sem
energia.
6.
Uma
mulher
sem modéstia.
7.
Um
christão,
amigo
de
processos.
8.
Um
pobre
orgulhoso.
9.
Um
rei
injusto.
10.
Um
pasior
negligente.
11.
Um povo
sem
costumes.
12.
Um
estado
sem leis.
As
doze
grandes
desordens
do século
III não
serão
as
mesmas
do
século
XIX?
—
(«Apostolo»).
Eatragos
dos
trsnpnraes na
*
lanhas
Ninho e Dowro.—
Os
prejlli-
sos,
causados
pelos
últimos
temporaes
nos
caminhos de
ferro
Minho
e
Douro,
estão
orçados
em
16:180$000
reis.
Kegoelog eeelesiastieos.—
O
«Dia-
rio
do
Governo»,
de
13,
publica:
Aviso
de
se
achar aberto
concurso
por
tempo
de trinta
dias,
a
cornar
de
8 do
corrente,
para
provimento
das
egrejas
de
Santa
Maria
de
Sá,
no
concelho
de
Pon
te
do Lima,
S.
Pedro de Daião,
no
con
celho
de
Vianna
do
Castello,
S.
Pedro
Fins de
Parada,
no
concelho
de
Coura,
N.
S.
dos Remedios
de Samão,
no con
celho
de
Cabeceiras
de
Basto,
e
S.
Thia
go
da Carvalhosa,
no
concelho
de
Paços
de
Ferreira,
todas
da
archidiocese
de
Braga.
Catástrofe
Biarilini».
—
No
mar
do
None,
durante
as
ultimas
tempesta
des,
trinta
e seis
barcos
de
pesca,
d
’
uma
tonelagem
forte,
pertencentes aos
portos
de
Yarmouth, Lowesioft,
Orymsby,
Hull
e
Ramagates,
desappareceram
completa
mente.
O
numero
dos
homens
afogados
eleva-se
a
215;
deixam
na
miséria
88
viuvas
e
164
filhos.
Dois
navios
de
guer
ra,
a
«Yalorous»
e
a
«Seamew»,
debalde
procuraram
durante
trez
semanas
os
bar
cos
a
que
nos
referimos.
A
«Valoroos»,
depois
de
ter
navegado
ao longo
da
Costa do
Texel
e
da
Dina
marca
até
ao
Cattegat,
cruzou
nos
ma
res
de
Norte
emquanto
que
a
«Sea
mew»
seguia
as
costas
da
Inglaterra.
Um
só
barco desmastreado,
pertencente
ao
porto
de
Grimsby,
foi
encontrado
perlo
d’
este porto.
Não
ha
infelizmenle
a
menor
duvida
de
que
toda a ílotilha
foi
engulida
pelas ondas.
O
lord-maire
de
Londres
abriu
uma subscripção
em
Mansion-Honse
a
fim
de
auxiliar
as
victimas d
’
esta
terrivel
ca
tástrofe.
A
Condessa
d
’
Azevedo
julga
ter
agra
decido
a
todas
as cxm.
as
senhoras
e
cava
lheiros, que
se
dignaram
cumprimenlal-a
por
occasião
do
fallecimenlo
de seu
ma
rido
o
Conde
d
’
Azevedo
; sendo
porém
pos
sivel
que
commettesse
alguma
falta
invo
luntária, agradece
por
este
meio
a todos
em
geral,
e
a
todos
se
confessa
summa-
mente
grata.
Porto
12
de março de 1877.
(161)
Condessa d’Azevedot
D.
Maria
do
Carmo
da
Encarnação
e
Sousa,
em
extremo
penhorada
para
com
todos
os
illm.
os
e
exm.°
s snrs.
que
se
dignaram
cumprimenlal-a,
por
occasião do
fallecimenlo
de
seu
sempre
chorado
ma
rido,
Antonio
Lopes
de
Sousa,
tenente
coronel
reformado
;
que acompanharam
o
cadaver
ao
cemilerio,
e
assistiram
aos
oí-
ficios
fúnebres, que,
no
dia 6
do
corrente
mez
de março,
tiveram
logar na
egreja
de
S.
Victor,
por
este
meio,
e
na
im
possibilidade
de
o
fazer
pessoalmente, agra
dece
a
todos,
testimunhando
seu
profundo
reconhecimento.
(166)
Francisco
Jacome
de
Sousa
Pereira
de
Vasconcellos,
Vasco Jacome
de
Sousa
Pe
reira
de
Vasconcellos,
e Visconde
de
Ruãcs,
julgam ter
agradecido
pessoalmente
a to
das
as
pessoas
da
sua
amisade
e
relações
que
lhes
dispensaram
dislinctos
obséquios
durante
a
grave
e
prolongada enfermida
de
de
sua
muito querida
e
sempre
chora
da irmã
e
cunhada
Maria
da
Conceição
Jacome
de
Sousa Pereira de
Vasconcel
los.
assim
como
ás
que
se
dignaram
acom
panhar
o
cadaver
da
finada
até
a
real
ca
pella
de
Santa
Cruz
e
ahi honraram
com
a
sua
presença
os
oílicicios
fúnebres
que
tiveram
logar no
dia
25
do
mez
passado;
mas
sendo
possivel
que
para
com
algu
mas deixassem
de
cumprir
tão
imperioso
dever,
pedem
desculpa
da
ommissão,
e
significam
assim
a
sua
mais
intima
e
cor-
deal
gratidão.
Igualmente agradecem
a
todos
os
se
nhores
reverendos
ecclesiasticos,
que
obse
quiosamente
se dignaram celebrar
e
as
sistir
aos
referidos
oflicios
por
alma
da
finada.
(169)
â»OT0I0S
Dinheiro
a juro
N
’
esta
Redacção
se
diz
quem
dá a ju
ro a quantia
de
quatrocentos mil
reis
so
bre
hypotheca, e
com
fiadores idoneos.
(164)
NOVO
HORÁRIO
Manuel
Rodrigues
Santa
Marinha
&
C
a
Antonio
do
Couto
Vinagreiro,
da
cidade
de
Guimarães,
fazem
publico
que
a sua
diligencia
diaria
de
Braga
a Guimarães
fi
ca
saindo
desde
o
dia
1 d’
abril
ás
5
ho
ras
da
manhã.
N.
B.
Os
snrs.
passageiros
que quize-
rem seguir
nos
seus
cairos
para
Amaran-
te,
Fafe,
Gandarella,
Arco
e
Cavez
tem
de
seguir
n’
esta
mesma
diligencia.
Os
bilhetes
vendem-se
no mesmo
es-
criplorio
do
bem
conhecido
Ribeiro
Braga.
Braga
15
de
março
de
1877.
Pelos
annunciantes=/?íóeiro Braga.
(165)
Rua
de S. João n.° 9
Joaquim
Antonio
Pereira
(vulgo
o
Ma
duro)
com
estabelecimento
de mercearia
na
rua
de
S.
João
n.°
9
A—
a
9
E,
faz
publico,
que
junto
do
seu
ramo
de
nego
cio,
tem
uma
doçaria
e
confeitaria,
onde
se
faz
toda a
qualidade
de
doce
o
melhor
possivel,
e
bem
assim
se
encarrega
de
qualquer
encommenda,
que
será feita
com
a
maior
promptidão
;
porisso,
conta
com
a
concorrência
do illustre
publico,
pois
que
tanto
em
preço
como
em
qualidade
do
doce,
o
póde
servir
melhor
do
que
nin
guém.
(167)
AOS
AMADORLS
DE
Quem
quizer
aprender
a
tocar
guitar
ra,
dirija-se
á
rua
das
Aguas
n.°
49.
Preço
por
cada
lição.
.
.
60
rs.
(168)
LIVRARIA
D
’
EUGENIO
CHARDRON
A HISTORIA
ECCÍ.EssIATHA
PEI.O
I
*
adre
Rivanx
Depois
de
concluída
custará 3&600
rs.
Ainda
se
póde
assignar
até
ao
fundas
te
mez
pelo
preço
primitivo,
recebendo
em
brinde
o
retraio
gravado
em
aço
DE
SUA
SANTIDADE
O
PAPA PIO
IX.
Esta
obra
que
comprehende
a historia
geral
da
egreja
desde
o
seu
começo
até
1876,
custa
apenas
3$000
reis
aos
snrs.
assigantes
e
ficará
concuida
no fim d
’es-
te
mez.
E
’
uma
obra
indispensável
ao
clero
e
utilíssima
a
todos
os
bons
chrislãos.
LETRA
PERDIDA
Perdeu-se
uma
Letra
de
300^000
reis,
do
Banco
Industrial do
Porto, vinda
do
Rio
de
Janeiro,
d
’
agencia
do
mesmo.
A
pessoa
que
a
achasse
e
a
queira entregar,
o
póde
fazer
no
Campo
de
Sanl’Anna
n.8
27,
a
Antonio
Gonçalves
Valença,
e
rece
berá
alviçaras.
BANCO
DO ALEMTEJO
A
direcção
annuncia que
o
pagamento
da
8.
*
e
9.a
(ultima)
prestações
das ac
ções
terá
logar
a
1.
a
nos
dias
20
a 28
de
abril,
e
a
2.
a
nos
dias
20
a
28
de
junho
do
corrente anno.
Os
snrs. accionistas
que
■deixarem
de
o effectuar
n
’este
praso ficam
sujeitos
ás
penalidades
estabelecidas
no
artigo
5
0
dos
estatutos.
O
referido
pagamento
poderá
ser
feito
em
conformidade
com
a
proposta da
di
recção
approvada
em
sessão
de
30
de ja
neiro
ultimo nas
seguintes
localidades,
onde lhes
serão
fornecidos
todos
os
es
clarecimentos
de que
carecerem.
Em
Evora,
na
séde
do
Banco.
No
Porto,
largo
de
S.
Domingos,
39
Em
Lisboa, rua
Augusta,
27,
l.°
Em
Braga, Banco
do
Minho.
Evora
14
de
março
de
1877,
Pelo
Banco do
Alemtejo,
os
Directores,
Joaquim
Manuel
de Mattos
Peres
Eduardo
d
’
Oliveira
Soares.
(170)
CÃO
PERDIDO
Desappareceu
no
domingo
passado
um
cão
pequeno,
todo
côr
de castanho.
Quem
o
achasse
e
o
queira restituir,
póde
fazel-o
no
café
Aguia
d’
Ouro,
peio
que
receberá
alviçaras.
(163)
----- -------
uan.r.
ra«
Está
em
Vianna
á
descarga
o
brigue
«Lord
London»,
vindo
de
Nevvcastle
com
carvão
de
pedra
para
ferreiros,
de
l.
a
e
superior
qualidade.
Vende
se
a
bordo,
ou
nos
armazéns
do
Caes
Novo,
ou em
Pon
te do
Lima
em
Santo
Antonio
aos dias
de
feira.
(15o)
a»
■■
tiwii
i
■
r
i
>r
Arrematação
voluntária «los bens
■
miHobiiíariuH
«io TalEeeitio vi»-
coiitl«
de
S.
8.»
saro.
Pelo
juiso
de
direito
d
’
esta
comarca,
e
cartorio
do
3.°
oílicio,
de que
é
escrivão
Moita,
uo
dia
lo
do
proximo
futuro
mez
d
’
abnl,
pelas
9
horas
da
manhã,
á
porta
do
tribunal
judicial
silo
no
largo
de San
to
Agostinho,
se
lem
d
’
arrematar, e
en
tregar
a
quem
mais
der
—
quando
conve
nha
—
os
bens
seguintes
:
A
casa
nobre,
com
seus respectivos
jardins,
e
quintal
junto,
tudo
circuitado
por
muro,
de
natureza
alludial,
no
valor
de
2o:090á0l)0
rs.
A
propriedade
rústica
contígua
aos di
tos
jardins,
comprehendendo
a
cocheira,
casa
de
cazeiros,
eira,
coberto,
aguas
e
mais
pertenças,
que
se
compõe
de
vários
prasos
foreiros
ao
revm.°
cabido
da
Sé
Primaz,
aos
herdeiros
d
’Estevão
Falcão
Col-
ta
de
Menezes,
á
real
irmandade
de
Santa
Cruz.
Hospital
de
S. João
Marcos,
á
Mi
tra
Primaz,
e
á
coraria
da
Sé.
confronta
do
nascente
com
a
rua
de S.
Lazaro
e
quintaes das
casas da
rua
da
Ponte,
e
com
terra
de
D.
Adelaide
Raio
de
Paiva;
do
sul
com
a
mesma;
do poente
com o
caminho
chamado
do
Fojacal;
e
do
norte
com
o
qumtal
da
dita
casa
nobre,
no
va
lor
de
12:000^000
rs.
Uma
morada
de
casas
em
principio
de
conslrucçáo,
defronte
da
referida
casa
no-,
bre
com
toda
a
pedraria
aparelhada
e
por
apparelhar,
que
se
acha
depositada
no
cam
po
dos
Remedios,
no valor
de
3:000(5000
reis
—e
finalmente
uma
outra
morada
de
casas
com seu
eido, denominado
da Cal
çada, no
logar
do
Sobreiro,
freguezia
de
Santa
Eulalia
de
Tenões,
no valor
de
reis
400^000;
porisso
toda
a
pessoa
que qui-
zer
lançar
póde
comparecer
no
dia
e
ho
ra
indicado.
Braga
5
de
março de
1877.
Pela
commissão
administradora
e
li
quidatária,
O
solicitador==João Ferreira
Torres.
(147)
A
BELLA PINGA
No
armazém
de
vinhos
da
Rua
de
San
to André
n.°
20,
encontra-se
um variado
sortimento,
das
principaes
qualidades
de
vinho
de
Monsão,
Arcos
de
Val-de-Vez,
de
Basto
e
do
concelho
de
Braga.
Vende-se
por
pipas
e
barris.
Quem
per-
tender
dirija-se
a
Cerqueira
da
Silva
&
Gonçalves, largo
da
Lapa
n.°
1
ou
com
Francisco
Manoel
Xavier,
rua
dos Chãos
jj
.»
25.
(148)
ramw
©is ffluwras
Já
proveniente
de
algum defeito
de
constituição,
já
de
accidente, curada
com-
pletamente
pelo
tratamento
de Mad.
Lachapelle.
Consultas
das
3
ás
5.
27,
rue
Mon-
thabor,
perto
Tolherias,
Paris.
MOLÉSTIAS
DA
BEXIGA
mendado
pelos melhores
médicos; tendo um
sabor escellente, agradavel ao paladar. Paris, BLAYN,
7,
r. du Marché-S«-Honoré. Preços 540 6 810 reis. Em l.isilua,
Barreto, Loielu
a!tí;
nu Porlo
Ferreira
Sf IrnrSo, Banharia, 77.
(38)
LINHA QUINZENAL
DE PAQUETES
A
VAPOR
Para
S. Vicente,
Pernambuco, Bahia,
Rio de Janeiro,
Montevideo
e Buenos-Ayres
Acceitando
também
passageiros
de
3,
a
classe para
SANTOS
e
RIO
GRANDE
D0
SUL
com
trasbordo
no
Bio de
Janeiro
PAQUETES
A
GUADIANA
.
.
.
28
de
Março
NEVA.........................
13
de
Abril
MONDEGO.
... 28
de
Abril
PREÇOS
CaiSt»
paquete <fi’e8ts»
eonnpanliia
leva
a
bordo
©ríatlos e eosiuilBeSrwS
pcrtuyurzes
pwrra
commodidade dos
passageiros
de
todu»»
as ©lasses.
Sendo
as
passagens pagas
na
Agencia
Central no
Porto
ou
em
qualquer
Agencia
proiincial,
a
conducção
para
Lisboa
é
por
conta
da
Companhia.
A.
bordo
os
paosagriros teem
gpatis. ewmn, roupa de eama, eo-
uaida feiêft por
cosè
ssthrir®:»
portuejs»ezea,
vsíi
E»
í
»
í
I
cshn
vezea
por dás»,
asisist.rneia
voedica, serviço de
eriados e outras despezas.
A
EXPER1ENCÍA
de
mais
de
um
quarto
de
século
tem
feito
com
que
os
paquetes
d’
esta
companhia
(a
mais
antiga na
carreira
do Brazil)
sejam conhecidos
pela
regularidade,
velocidade
e
segurança excepcional; além
d
’isso
pela limpesa,
boa
ordem,
bom
tratamento e
accomodações
a
bordo,
e
pelos melhoramentos
mais
modernos
tanto
para
a
hygiene
como para a
commodidade
dos
passageiros.
ISTO
É
COMPROVADO
pela
grande
concorrência
que
leem
de
passageiros e
pelos
agrade
cimentos
de
mais
de
mil
e
cem
passageiros
d
’
entre
elles
feitos
por
escripta
como
consta
de
docu
mentos
archivados
em
varias
agencias.
SÃO
ESTES
OS
PAQUETES
preferidos
pelo
Governo
Inglez
para
a
conducção
das
suas
malas
do
correio, e
por
este serviço
recebe
a companhia
um
importante
subsidio.
TIVERAM
ESTES
PAQUETES
a
honra
de
conduzir
Suas
Mageslades
o
Imperador
e
Impe
ratriz
do
Brazil,
como
também
S. A. o Infante
D. Augusto.
TODAS
AS
INFORMAÇÕES
e
bilhetes
de passagem
podem
ser
obtidos
no
PORTO
na
AGENCIA
CENTRAL,
rna
do
’
s
Inglezes,
23,
do
agente
GUILHERME
C.
TA1T
;
e
nas
provín
cias
nas
agencias
e
correspondências
estabelecidas
em
todas
as
principaes
cidades
e
villas.
Agente
em
Braga
o
snr.
João
Manoel
da
Silva
Guimarães,
rua
do
Souto.
NOV
O
Hl
)
K A KIl
).
Narciso
José
Marques.
d
’
esta
cidade,
faz
publico que
a
sua
diligencia
para
Gui
marães
fica saindo
desde o
dia 15
do
corrente
ás 5
horas
da
manhã.
N.
B.
os snrs.
passageiros
que
quize-
rem
seguir
para
Amarante,
F?fe,
Ganda-
rella.
Arco
e
Cavez,
tem
de
seguir
n
’es-
la
mestiB
diligencia.
Braga, 12
de
março
de
1877.
(156)
Narciso
José
Marques.
CIRIJBCIÃO
DENTISTA
approvado
pela
escola
médico
-
cirúrgi
ca DO PORTO
Largo do
Barão
de
S.
Martinho
n.°
5
braga
.
Faz
tudo
quanto
diz
respeito
á
sua
arte
e conlinúa
operando
grátis,
pcbies
e
soldados»
(186
1
Hygieniea
infxllivel y preMi-ratira; absolutamenU
a unicaqne
cura lem lhe juntar mais nada. Vende-
71
se
nas principaes pharmacias do mundo. Exigir a I
instruccâo
do
uso. (30 atiot de extto.JPuil, casa do
,
inv"
B™ Magenta, 458. Lisboa,
S' Barreto Loreto 28 e 30. • I •
S
a
IIÍDE
LISBOA
ELBE..........................13 de Maio
MINHO
.
. '.
. .
28
de
Maio
TAGUS
.........................
13
de
Junho
COMMODOS
CASA
PARA
ARRENDAR
Alluga-se
até
ao
proximo
S.
Mi-
JAÀ
guel
uma
morada de
casas, sita
na
rua
d
0
Anjo
n.°
24. Trata-se na
livraria,
em
frente
da
mesma
casa, e no
escriptorio
d
’esta redacção.
Arrenintnfão «iniíiltanea
no íBi-
nisterio
da Fazenda
e
na
Re
partição de
Fazenda do Distri-
cto
de Braga, no
dia 89 de
mar
ço
de ÍS77, de
uma propriedade
períeneenle á Santa
Uaaa da JBi-
Btrieordia
do Porto.
Uma propriedade
sita
no
logar
de
Ma
çada,
freguezia de
Santa
Anna
de
Vimiei
ro,
que
se
compõe
de
casas
de
habita
ção,
urn
andar
e
lojas,
terra
lavradia
com
arvores
de vinho
e
fruclo,
tudo
em
so
calcos, descendo
do
nascente
para
o
poen
te
até
chegar
r
estrada
real,
que
vae
do
Porlo
para
Braga.
Tem
agua
de rega e
lima de
duas
prezas
e
confronta
em toda
a
linha do
poente
com a
referida
estra
da real,
sul
com
a
propriedade
de
Luiz
Antonio
Dias,
nascente
com
Maria
José
Ferreira
Hilário,
com
Manuel
Pereira
Mar
tins
e
com
Manuel
José
da
Costa,
norte
com
predm
de
Manuel
José
Ferreira
Hi
lário.
Parte
dos
dous
primeiros
socalcos,
comprehendendo
a parte
urbana,
é
terreno
de
dous
prazos, foreiroá
Camara
Municipal
de
Braga
em
i
10
reis
e laudemio
de
qna-
Centena.
O
resto
da
propriedade
é
one-
rado
lambem
ao
dominio
de querentena
para
a
fazenda
nacional por
dois
prazos
pertencentes
aos
extinclos mosteiros de
Santo
Agostinho
de
Lisboa, e
extinclos
religiosos
do
Colleginho
da
cidade de
Lisboa,
aos
quaes o arrematante
fica
obri
gado.
Louvação
1:557$855.
Porto, e
Santa
Casa
da
Misericórdia,
7
de
março
de
1877.
O
official
maior,
Manuel
Gonçalves
da
Costa
Lima.
(153)
INJSCÇÃO HIGIÉNICA
B
AES A
.VI
IC8 FEOPHÍV
A
TICO
Esta
injecção
é
a
unica
e
efiicaz
que
cura
em
seis
ou
oito
dias
toda
a
qualida
de
de
‘purgações
tanto
antigas
como
mo.
dernas,
ainda
as
mais
rebeldes.
Vende-se
em
Braga
na
pharmacia
Alvim,
á
Porta
Nova.
Em
Coimbra,
pharmacia
Barata
Di-
niz,
rua
de
S.
Bartholomeu.
Deposito
principal no Porto
na
phar
macia
Madureira,
rna
do
Triunfo n 8
142,
proximo
ao
Palacio
de Cryslal.
Preço
de cada
írasco
—
400
rs.
(4449)
Aos
Professores
cPInstrucção
Primaria
Em
casa
do
Professor
d
’
lnstrucção
Pri.
maria
de
Santa
Calharina
de
Villa
Facaia,
concelho de
Pedrogam
Grande,
se
vendem
Registos
de
matricula
e
faltas,
bem
como
Mappas
annuaes
para
o
Magistério
Prj.
mario.
Foram
annunciados
e
recommen.
dados
pelos—
Annaes
d
’
Jnstrucção
Publica
—
Boletim
do
Clero
e
do
Professorado, e
Liberdade.
Custa
eada
caderno 80
rs.
LETRAS
INUTILISADAS
*
Trocam-se
na
Tabacaria
Bracarense,
89
—Rvia
do Souto
—
83
(140)
—
»
i
mi
[irr-~r
—i
—
n"rr~x:-r.r.T-iTxr
’
..»".tT.rirr
L1B10
1
Na
Caixa
Economica
Penhorista,
rua
Nova,
no
dia
3
do
corrente,
haverá
leilão,
e
em
todas
as
terças-feiras
e
dors.-ingos.
Consta de roupas
brancas
e
de côr,
no.
vas e usadas,
de
homem
e
de
mulher,
objectos
d
’ouro
e
prata,
relogios
de
praii
e
ouro, rewolvers, e
muitos
outros
obje
ctos
que
tu
Jo
se
venderá
lego que
obte
nha
dois
lanços.
Toda
a
pessoa
que
na
mesma
tiver
objectos
empenhados
que
deva
3
meza
de
juros, é
avisada
que
serão
considera
dos
abandonados,
e
porisso
vendidos
por
todo
o
dinheiro.
Também
se
vendem objectos
fóra
tlt
leilão.
O
gerente,
A.
G
Ferreirinha.
mn
llls
DO
ALTO
D0UL0
BA CASA BE
VIEEA
POVCA
RUA
DO
SOUTO
N.°
15-Braga.
N
’
este
armazém
se
encontram
a
retallt
as seguintes
qualidades
de
vinhos
engi
rrafados
:
Vinho tinto de
meza.
(sem garrafa)
15
»
i
i
>
.
»
Lagrima.........................................20
»
Branco
de
meza............................ 21
s>
tinto
de
meza
fino.
.
.
.
2
‘
»
de prova
secca.
.
.
.
.
$
»
Malvasia
de
2.a
.............................
$
»
»
velho...................................
40
»
Malvasia,
Bastardo
e
Moscatel
a
>
Roncão
....................................
»
Alvaralhão....................................... $
»
Velho
de
1854
.
. .
$
»
a
retalho
par&
meza
50
e
80,
quartilho
tinto,
e branco
120.
Responde-se
e
garante-se
a
pureza
boa
qualidade
de
todos
estes
vinhos,
[
dendo todo
e
qualquer
consumidor
dal-o
experimentar
por
meio
de
qual<P
processo
cbymico.
(4^
BRAGA,
TYPOGRAPHIA
LUSITANA—
Parte de Comércio do Minho (O)
