comerciominho_17021877_604.xml
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-
5/
ANNO
1877
FOLHA
COMMERCIAL RELIGIOSA
£ NOTICIOSA
NUMERO
604
InHena-see
vend--se
no
escriptorio
do
editor
e
proprietário
«.asigna-see
yenae-se
no
‘
N
a
n.« 3
e
para
onde
deve
Joti
Mana
lhas
da
Costa,
rua
iyova
u.
«y,
K
H>rÍ£Ída
toda &
correspondência
franca
de
po .
.
■
-
a.ngiaa
wiid
a
umie
H
as
corresponden-
gnaturas
sao
pagas
adiantadas,
a.
ui»
1
cias
de interesse
particular.
F»
lha
avulso
10
rs.______
S®
EJES
SK
ÁS
TERÇAS,
QUINTAS
E
SABBADOS
P
reços
:
Braga,
anno 1^600
rs.
—
Semestre 850
rs.—
Prort»;
I
cias,
anno
2&000 rs
e
sendo
duas
3&600
rs.
—
Semestre
!&0õO
II
anno 3&600 rs.
>=>
Semestre
1&900
rs.
moeda
forte,
11
ou
8ã000
reis
e 4&500 reis moeda
fraca.—Annuncios
por
linha
I
’
20
rs.,
repetição
10
rs. Para
os
assignantes 2b d
’abatimenio.
B
i
a A.
<3,4. — * A
» B 4 SB 5>
FEVEBK1
ro
■
íidiíTerença rethjioaa
I
Lma
das
feições
mais
caracterislicas
d
’
esie século,
é
indubitavelmente
a
indif-
ferença
religiosa.
Os
males
que d
’
ella
resultam,
são
in
calculáveis,
como
veremos
no
decurso
des
tes
artigos.
E
’
d
’ella
que-
procedem
esses
grandes
transtornos
que estamos
presenceando
em
todas
as
classes
da
sociedade,
subindo
das
mais
humildes
ás
mais
elevadas.
Os
suicídios,
os assassinatos,
os
divór
cios,
todos
os crimes
e
todas
essas
per
turbações
que
fasem osciliar
a
base
do
edifí
cio
social,
não
‘
teem
outra
origem
senão
no
afrouxamento
dos
laços
que
ligam
homem
a
Deus,
isto
é
no
indifferenlismo
religioso.
E’
certo
que
o
século
tristíssimo,
que
E’
certo
que n
’
esta
nossa epoca, es
sencialmente
materialista, a
religião
é
olha
da
como
coisa
pefeitamente
dispensável
e
apenas
alleniivel
no
curto
instante
que
deixam
livre
os
cuidados
mundanaes.
Aturdida
pelo
ruido
da
vida
material;
correndo
para
o
gozo,
com
a vertiginosa
fascinação
doinsecto
alado
que
vae
queimar
se
na
chamma;
esquecida
de
que
a
pere
grinação
por
este
occeano
de
prantos
é
apenas
um
meio
e
uão
um
tim; afun
dando
para
o
lodo
os
olhos
que
deveriam
tilar
o ceo;
a
sociedade
do
19.0
oílerece-nos
um
quadro
nos
faz
recuar
ás
épocas
do
mais
odioso
paganismo.
Onde
está,
pois,
essa
preconisada
—
ci
vilisação
—
que
milhares
de
arautos
por
ahi
apregoam
?
Palavra
sem
significado,
ideia
sem
ob-
jecto,
a
civilisação
do
século
actual
pare
ce
ser,
quando
muito,
apenas
a
antino
mia
da
.verdadeira
civilisação.
Não
carregamos
as
côres
do
quadro:
i
í a» K
os
factos
incumbem-se
de
corroborar
e
an-
thorisar
este
assérto.
Proseguiremos.
Publica
o
«Univers»
um
importante
documento,
que
o
nosso
collega
do
«Di
reito»
traduz,
e
que
nós
vamos
reprodu-
sir
d
’
este
ultimo.
Dando-o
á estampa,
precede-o
aquelle
d
’
algumas
palavras
em que
faz
referencia'
aos catholicos
liberaes
que
por
occasião
das
ultimas
eleições
italianas
pretenderam,
para
sem
fms, laser acreditar
que
Pio IX
incitava
os
catholicos
ás mesmas
elei
ções.
Mais uma
vez,
pois, a
voz
augusta
do
Vaticano proíliga
o
catholicismo
libe
ral,
nos
termos
que
seguem:
nossosos
queridos
filhos João
Acquader-
ni,
presidente,
e
a
lodo
o
concelho
da
Sociedade
Juventude
cal/iolica,
de
Bolo
nha,
A
públicos
e
de
que
modo,
não
podemos
'
de
maneira
alguma
approvar
a
opinião
!
d
’
aquelles
que,
adiantando-se ao
juiso
da
aucloridade
sagrada, julgam
poder
cami
nhar adiante d
’ella
em
logar
de a
segui-
;
rem.
Esta opinião, que,
para
o
presente
é
pelo
menos
inopporluna.
desagrada
ain
da
por este
motivo
que
tememos,
e
não
sem
razão,
que
Salanaz
se
tenha,
n
’esla
circumslancia,
transformado
em anjo
de
luz.
E
na
verdade,
se
reflectirdes
no ca
rácter
das obras
emprehendidas
pela
vos
sa
sociedade, .
vereis
que
ellas
teem
por
tim:
ou
a
sã inslrucçâo
da
moralidade,
ou o
desenvolvimento
da
religião
entre
o
povo,
afim
de
o
preservar
dos
em
bustes
do
erro e
de
conservar
para
sua
educação
chrislã
os
levitas
resgatados
da
conscripção;
ou
pòr
a
claro
a
defesa
dos direitos da
Egreja
e
de
sua
Santa
Sé
apostólica,
com os
meios
de
prover
ás
necessidades
do
culto divino
e
dos
mi
nistros
sagradados;
emtim
ainda
outras
cousas
que
tendem
a
consolidar
a fé.
a
accender
a
caridade,
e
a desenvolver
a
piedade,
a
espalhar
as
virtudes,
a
afugen
tar
os perigos,
e
a
inspirar
o
animo
nas
adversidades.
Este
saudavel
designio
concebido
por
um
pequeno
numero,
e,
apphcado
no
principio
a
ro
de
obras,
já
sabeis
que
elle
foi
agradavel
a
ças
á
bênção da
Egreja,
PIO
IX, PAPA.
Queridos
íilhos,
saude
e
bênção
apos
tolica.
Não
é sem
dôr,
queridos
íilhos,
que
soubemos,
que ha dissensões
entre
vós.
Uns.
com
effeito,
seduzidos
pela
doutrina
dos
fautores
da
conciliação,
entendem
que
devem,
desviando
o
seu
espirito
das
obras
modestas emprehendidas até
aqui,
elevar-
se
a
concepções
mais altas
e
mirar
a
<>c-
cupar
as
cadeiras
nas
Assemblêas publi
cas
alim
de
assim
olhar
pelos
interesses
mais
graves
e geraes
da
Egreja;
outros
pelo
contrario
recordando-se,
que
se
acham
reunidos em
sociedade
para
vir
em
au
xilio
da
Egreja,
pensam
que
devem-
tri
lhar
o
caminho
traçado
pela
aucloridade
ecclesiastica
e
ligar-se
principalmente
ás
obras
emprehendidas
com
o
conselho
e
approvação
d
’
esta
mesma
aucloridade
em
quanto
que
ella
uão
aconselhar
outra
cou
sa.
Ora,
como
esta
aucloridade
ainda
não
definiu se
é
permittido,
especialmente
em
nossos
Estados,
tomar
parle
nos
negocios
os associados
ella
suscitava
calumnias, per
seguições
e
ultrajes.
Mas
não
podendo,
apesar
de
tudo
is
to,
nada
abalar
nem
vencer
a
vossa
con
stância,
elle
se
mudou
em
anjo de
luz,
semeia
o scisma
etrre
vós
para
dividir
as
vossas
forças,
e
propõe-vos
um
bem
maior
para
vos
desviar
d’
aquelle
que
ago
ra
fazeis.
Que se
examinardes sériamen
te
este
pretendido
bem,
vereis
facil
mente
que
elle
nem
é
directo
nem
cer
to.
Todo
o
mundo,
com
effeito,
tem
dian
te
dos
olhos
os
resultados
das
eleições
publicas
e
os
actos
dos parlamentos das
nações
estrangeiras.
Pelas
primeiras
sa
bemos
como
se
teem
preferido
os
homens
perdidos
ás
pessoas
honestas;
pelos outros,
bem que
catholicos
illustres
e
de
grande
auclori
lade
entre
o povo
defendem
ex-
cellenlemente
a
causa
da
justiça, vè-se
Irequentemeute
sanccionar
leis
por
tal
mo
do
hostis
á
Egreja
que
se
eda
não
fosse
divina,
estas
leis
a
fariam
totalmeule
mor
rer.
O
que
se
quer,
pois,
é
abandonar
um
proveito
cert
>
por
uma
vamagem
incer
ta,
e
tanto
mais
duvidosa
que
agora
se
,
item
de
combater não
mais
coima
o
er
ro
'
dos
espíritos,
mas
contra
a
vontade
do
maior
numero dos
volantes,
inllam-
raados
de
odio
contra
a
religião. De res
to,
a
obediência
que se
deve
á
anctori-
dade
sagrada
reclama
absolutamente
que
as
associações
de
leigos não
pretendam
substituir-lhe
seus
proprios
desígnios;
ella
exige,
pelo
contrario,
qu
;
se
sigam
em
tudo
as
suas
instrucções
para
se
não
des
viar
do caminho
reclo.
Ninguém
pois
po
derá
desde
hoje
em
diante
approvar
que
sob
prexio
de
resultados
mais
nobres
a
conquistar, se
abandonem
como
de ne
nhum
preço
estas
obras
que,
inspiradas
peio
verdadeiro
bem
das
almas, reinarão
muitos
do
erro,
preservarão
outros, fir
mando
por
vínculos
mais
apertados
a
união
entre
os
povos,
apoiando
se
sobre
o
exemplo
de
Jesus
Chnsto
e
dos
santos
que
não
hesitaram em
dar
sua
vida
pela
salvação
espiritual dos
homens.
Exhortamo-vos
pois a
lodos
que
vos
não
deixeis
seduzir
pelos
conselhos
dos
por
causa
disto,
pequeno
nume
por
experiencia
Deus,
que,
gra-
„
__
Y
„_
__
elle
tem
fecun
dado
em
pouco
tempo,
tão
bem que.
to
mando
sempre
novos
augmentos,
tem-se
dilatado
em
toda
a
Europa
e
até
ifontros
paizes
exteriores,
com
grande
proveito
da
religião
e
das
almas.
Elle fez
surgir
estas
I
diversas
associações
que
dão
uma
tão
bel-
|
la
prova do
espirito
calholico
e
firmam
tão solidamente
a
aucloridade
religiosa
entre
os povos.
Estes
resultados,
mui
certamente
não
podem
agradar
ao
inimigo
de Jesus
Chris-
to
e
do
genero humano
e.
é
porque
elle
oppõe,
por
todas
as
parles,
tantas
diffi
culdades
ás
obras
emprehendidas
por
estas
sociedade-, ao
mesmo
tempo
que
contra
vo
pensamento
encheu
a
alma
d
’
aquelle
bom
pae,
que
não
teve
mais
tempo
de
lembrar se
de
Cândido.
Henrique
viera
pedir-lhe
formalmenle
a
mão
de
Marianna
:
0
casamento
licára
ajustado,
e,
com
geral assentimento
de
terminou-se que
se
effecluaria
antes de
um
mez.
Na
noite
do
seguinte
serão Auacleto
apresentou
os
noivos
a
seus
amigos;
e
então
lembrou-se
outra
vez,
que
faltava
na
sala
alguém
a
quem
votava
estima
leal
e
bem
merecida.
No
outro
dia
chamou
Marianna
a
seu
quarto,
e
interrogou-a
seriamente
sobre a
ausência
de
Cândido.
A
viuva
contava
que mais
cedo
ou
mais
tarde
se
trataria
d
’isso
110
Ceo-côr-
de-rosa,
e
tinha-se
preparado
para
não
atraiçoar
se
deixando
entrever
a
verdade.
Respondeu
a
seu
pae
com
segurança
e
calma
:
ella
não
sabia
nada
que podesse
ler
relação
com
esse,
facto
;
sentia
mes
mo
muito
que
um
moço
tão recommen-
davel
assim
se
tivesse
retirado
do
Ceo-
còr-ile-rosa.
O
olhar
penetrante
e
desconfiado
do
velho
esteve
durante toda
a
cmierencia
conslantemenle
fito
no
rosto
de
Marian-
ua,
e
não
poude
apanhar
0
mais
leve in
dicio
de
fingimento:
a
verda
m
eslava
fe
chada
no
coração
da
viuva
com
uma
porta
de
ferro.
—Estou
determinado
a
ir ao
Purgato-
rio-lrigueiro
;
disse
Anacleto
olhando
sem
pre
tixamente
para
sua
filha.
|
__
Creio
que
é
0
melhor
passo
a
dar:
|
respondeu ella
sem
hesitar.
11
FOLHETIM
Uli. J. 11. DE 11ÁCED9.
0S DOIS
MOffi
ROMANCE BRAZILEIRO
VOLUME
II
4’
Só.
A
súbita
e
imprevista
retirada
de
Cân
dido
n
’aquella
fatal
noite
de
annos,
tinha
sido
um
novo golpe
para
0
coração
do
ve
lho
pae
de
Marianna.
Anaclelo
vira
sair
da
sala
sua filha pe
lo
braço do
mancebo,
apanhára
um
raio
de
cólera
dardejado
contra ambos
pelos
olhos
de
Salustiano,
e
combinando
estas
observações
com
0
desapparecimento
de
Cândido,
parecia-lhe,
que
sua
filha, ceden
do
a
inexplicável
influencia
d
’aquelle,
ti
nha
uma
parte
qualquer
no
triste
acon
tecimento.
Muito
occupado
com os
desgostos
e
temores
que
lhe
causára
Marianna,
deixou
passar
a
noite
e
os
dois dias
que
lhe
se
guiram,
sem
desafiar
explicação
alguma.
Depois
do
primeiro
serão, que
teve
logar,
passada
a
noite
de
annos,
um
no
Cândido
não
sabia fingir,
e
respon
deu
.
—Talvez
—
Pois
então...
ia
dizendo
0
velho.
—
Mas,
é
melhor
que
0 exponha o
snr.;
interrompeu
0
mancebo;
é
possível
lambem
que
eu
esteja enganado,
e que
nossos
pensamentos,
que
suppomos
reuni
dos
em
uma
só
ideia,
se
achem
pelo
con
trario
bem
afastados
um
do
outro.
—
Não
;
não
estão.
—
Emíim
sou
eu
quem
deverá
ouvir
as
causas
de
uma
visita
que
em
lodo
o
caso
muito me
lisongea.
—
Meu
caro, disse
Anaclelo;
en
ponho
as
formalidades
e as
etiquetas
para 0
lado
quando
converso
com
aquelles de
quem
sou
amigo
;
e
nós
0
somos.
Cândido
abaixou
a cabeça
em
signal
de
agradecimento.
—
Ou
pelo
menos, tornou
0
velho;
eu
0
sou
seu.
O
moço
tornou
a
repelir
com
a
cabe
ça
0
mesmo
signal
d
’
ha
pouco.
—
Deixemo-nos
pois de
longos
rodeios,
e
vamos
já'
ferir
de
face
a
questão.
O
snr.
relirou-se
de
minha
ca»a
de
um
modo
singular
: de
duas uma,
ou
alguém lá
o
offendeu,
ou
0
snr.
nos
offende, e,
em
em
lodo
0
caso,
uma
explicação
se
faz
necessária.
Cândido
empallideceu
a
proprio
pezar.
e
ficou
pensando.
—
Estuda
para responder?...
perguntou
0
velho.
Com
um
sorriso
fraco
e tris.e
rc.-pon-
Ideu
0
mancebo
:
—
Agradeço-lhe,
senhor,
a
delicadeza
—
Devo
pedir
uma explicação
a
esse
moço
—
Sem
duvida, tornou
a
viuva;
ninguém
melhor
do
que
elle
póde
esclarecer
este
mistério.
—
Suppões
que
me
cumpre
esperar
ainda
alguns
dias?...
perguntou
0
velho
observando.
—
Ao
contrario,
disse
Marianna,
penso
que
meu pae
deve
ir fallar-lhe
hoje
mesmo.
—Bem.,
irei
esta
noite.
A
filha
de Auacleto
appreciava
com
juslez>
0
caracter
de Cândido para
temer
que
elle
declarasse
0 que
havia
occorri-
do
;
e
sobretudo
jogava
ainda
com
a
pro
babilidade do
silencio
do
mancebo;
por
que
quando
mesmo
fallasse,
ella
contava
com
o
extremoso
amor
de seu
pae
para
ser
perdoa
ia
Ao
co
meçar
da noite Anacleto dirigiu-
se
ao
PurgalO'io-trigueiro.
Começou
por
conversar
com
a
velha
Irias,
a
quem
pediu
explicações
a
respei
to
da
ausência
de
seu
filho
adoptivo.
A
resposta da
velha
irias
foi
uma
e
unica
:
—
Elle
esiá
lá
em
cima,
e
melhor
do
que
eu
poderá
dizer se
teve
razões
para
retirar-se.
Anackio
fez-se
annunciar
a
Cândido.
Quando
0
moço
vinha
descendo
a
esca
da,
Anaclelo
começou
a
subil
a
dizendo
:
—
Sou
sem
ceremonia,
meu
caro,
e
quero
antes
ir
conversar
lá
em
cima.
O
veliio
e
0
mancebo
acharam-se
a
sós
defronte
um
do
outro.
;
—
Adivinha cerlamente
0
motivo
qué
me
traz
aqui?...
perguntou
Anacleto.
aos
quaes
se
podem ainda
accrescentar
—
Voltaire,
Rousseau,
os
Heroes
da
Revo
lução
franceza,
os
da
Internacional
de
Pariz,
e os Cantonaes
de Hespanha
dos
nossos
dias,
etc.
etc!...
E
atrevem-se
os
partidários
d
’esta
gente
a
declamar
con
tra
a
im
moralidade
do
Clero
Catholi-
co
!
0
Clero
não
éo que
elles prenleodem,
mas também
não
é
impeccavei,
tornamos
a
repelir:
peccador
foi
o
Príncipe
dos
Apostoles,
o
grande
Apostolo
das gentes,
e
o
incomparável
Agostinho.
E
perdeo
acaso
com
isso
alguma cousa a
Religião
que
evangelisaram ?...
Pelo
contrario:
A
fraqueza dos ministros mostra
pelos
resul
tados
a
divindade
da
Religião
que
pregão
(2).
Os
defeitos
do Clero
calholico
em
na
da
influem
«o
seu sagrado
ministério:
a
celebração
do
santo
sacrifício
da
Missa,
a
administração
dos
sacramentos
não
tirão
o
seu
valor
dos
merecimentos
do
Sacer
dote que
os
pratica,
mas
de
Christo
nos
so,
Pontífice
Máximo em
nome
do
qual
obrão
os
seus
ministros
E
a doutrina
do
Evangelho,
longe
de
ser
adulterada
pela
Egreja,
é
por
ella
guardada
com
o
maior
cuidado,
como
esposa
fiel
que
é
do
mes
mo
Senhor,
á
qual
prometleo
sua
assis
tência até ao'
fim
dos
séculos
(3),
pro
testando-lhe
—
que
os
poderes
do Inferno
nunca
contra
ella
poderiam
prevalecer,
córno
já
vimos.
E
aos
que
pretendem
re
formar
a
obra
de Deus
que
promette-
na
?
!..:
4.°
—
0
Clero
porem
é
reaccionario, cla-
mãó
em
altas
vozes
os
seus inimigos,
op-
põe-se
á
liberdade;
e
portanto
—guerra
de
morte
ao
Clero.
Vejamos
pois
que
razão
teem
em
taes
arguições.
Reacção
é
a
repulsão
da
acção,
acto
sempre
licito,
e
muitas
vezes
obrigalorio
tia
parte
de quem
recebe
a acção.
0
di
reito
de
liberdade,
dado
por
Deus
nosso
Senhor
ao
homem, não
permilte
acção
alguma
estranha
dentro dos
limites
d
’
esse
■direito,
ainda
mesmo
que
a
acção
pareça
ser
favorável
á
pessoa
a
quem se
dirijè;
porque é
esta
a
unica
a
quem
compete para
julgar
do que
lhe
é
ou
não
conveniente.
Eis-aqui
o
que
é
o
direito
de
liberdade
na
sua
mais
lata
accepção;
e
os
limites
d
’ella
são
marcados
pelos
limites
dos
di
reitos
alheios,
e
pelas,
leis
que
os
regu-
lão.
Assim
ninguém
jamais
foi
obrigado
a
acceitar
um
serviço
oú
qualquer
outra
cousa;
e
cada
um
está
em
seu
pleno
di
reito
devolvendo,
ou
não
acceitando
a
acção
obsequiosa,
que quizer;
ou
de
res
gir.
Ora
se
isto
acontece
cora
as
acções
favoráveis;
com
quanto
mais razão
pode
remos repellir
as
que
nos
são
prejudi-
ciaes,
ou
injuriosas!..
Quem
accusaiá
aque
le
que,
vendo
a
sua
casa
cercada
de
ladrões
ou
sicários,
trata
de
segurar
(2)
Ibid.
X.
20.
(3)
Mal.
XXVIII.
20.
alsos
sábios,
mas
que
preserveis
firmes
no
vosso
desígnio,
e
veleis
para
que
não
haja
scisma
entre
vós
e sejaes todos per
feitos
no
mesmo
espirito
e
nos
mesmos
sentimentos
Que
o
Deus
da
paz
e
da
ca
ridade
vos
assista
com
sua
graça; que
elle
reanime
e
fortaleça
a
vossa concordia
e
a
vossa
união
para
sua gloria,
para
exal
tação
da
Egreja
e
para
a
verdadeira
uti
lidade
dos
fieis.
No
entretanto
recebei
co
mo
penhor
d
’
este
favor, a
bênção
apos
tólica
que
a
nossa
paternal
benevolencia
vos
concede
com
urna
grande
affeição
a
cada
um
de
vós, queridos filhos, e
a
to
da
a
sociedade
catholica
que
presi
dis.
Dado
em Roma,
junto
a
S.
Pedro,
a
29
de
janeiro
de 1877, anno
trigésimo
primeiro
do
nosso
pontificado.
PIO
IX,
PAPA.
---------
—
85.
.JoÉlv»
Maria S
*
ereíra
dl’Amaral
e
iMmentel,
Bispo «TAiigra do
Heroísmo,
eá».
III
Oulros
erros
refutados.
[Continuação;
Portanto
por
muito
máos.
que
sejam
os
Ministros
da Religião nada
influe
is
so
na
santidade
e
veracidade
da
mesma
Religião.
E
serão
elles
com
eífeito
tão
máos
como
os
pretendem
fazer?
Só Deus
nosso
Senhor
pode
ser
juiz
recto
n
’
este
ponto,
porque
só elle
conhece
o
coração
dos
homens;
mas,
a
julgarmos
pelas
obras,
como
nos
manda o
Evangelho
(1;,
não
encontramos
classe
alguma
da
sociedade
em
todos
os
tetr.pos
e
logares
de
que
te-
nhão
saído
maiores
homens
em
illustra-
ção
e
santidade.
E
’
dos
Ministros
da
Egreja
Catholica que
teem
saído
—
os
Pau
los,
os
Hilários,
os
Athanasios,
os
Am-
brosios,
os
Basilios,
os
Jeronimos,
os
Agostihos,
os
ChrjsoMomos,
os
Doutores
Angélicos,
os
Bentos,
os
Bernardos,
os
Franciscos
d
’
Assis.
os
Domingos
de
Gus
mão,
Francisco
Xavier,
Francisco
de
Sa-
les.
Vicente
de
Paulo,
apostolo da
cari
dade;
e
essa
innumeravel legião
de
Santos
que
povoão
os
Ceos.
E
de
seus
delractores
o
que
tem
sai-
do?..-.
Consta
do
calendário
da reforma
protestante
no
tempo
da Rainha
Izabel;
a
saber:
os
por
elles
chamados
Santos
—
Lutuero,
frade
aposlda,
amancebado
cm
uma
Freira;
Henrique
8.°,
Rei
de
Ingla
terra,
que
sendo legitimamente
casado
<e-
-pudia
a
mulher
para
se
juntar
a
mais
quatro,
duas
das
quaes
assassinou;
Eduar
do
(5.°,
Wiclef,
João
Huss,
Jeronymo
de
Praga,
e
a
intitulada
virgem
Izabel
Rai
nha,
cujas
virtudes
são
bem
conhecidas!...
(1)
Math.
VII
16
a
18.
bem as
suas
portas,
pede
socorro, ou re
siste
á
força
com a
força?!...
E noen-
tanto
elle
emprega
uma
perfeita
reacção.
Eis-aqui
o
nosso
caso: A
Religião
Ca
tholica
Apostólica
Romana,
unica
verda-
dadeira,
e
capaz
de
fazer
a
nossa
felici
dade
n
’
esta
vida
e na
futura,-é
a
nossa
Religião, que
no
pleno
direito
da liberda
de,
abraçamos, amamos,
e respeitamos,
como
o que
pode
haver
de
mais
apre
ciável
n
’este Mundo,
querendo
n
’eila
vi
ver
e
morrer,
como
morreram
nossos
pais.
Esta
Religião
Divina
é
alem
disto a
Religião
da
Nação,
garantida
a
todo o
ci
dadão
pela
Lei
fundamentai do Estado,
e
o
Codigo
penal
impõe
graves penas
a
quem
a
insultar, contra
ella declamar,
ou
pre
tender
fazer
proselytos
para
outra.
Não
obstante
tudo
isto,
apparecem espíritos
desvairados ou
allucinados
levados
não
sa
bemos
por que
motivos,
que eraprehen-
dem assaltar
e
roubar este penhor
da
nos
sa
felicidade,
com
armas
infames,
inti-
mando-Nos
sem
direito, ou motivo
algum
—
que
lh
’
o
entreguemos;
e
porque
o
não
fazemos,
no
pleníssimo
uso
do
nosso
di
reito
ou
antes
em
cumprimento
das
nos
sas
mais
sacrosantas
obrigações,
somos
appellidado de—
reaccionario,
como
se
a
reacção,
sendo justa
como
é,
fosse
um
Crime.
E
no
entanto
esse
supposlo
crime
é
o
mesmo
que
o
do
pastor
que não deixasse
o
lobo
matar
sem
opposição
o
gado,
que
elle
tem
obrigação
de
guardar!
O
mesmo
que
o
do
passageiro
que
não
quizesse
en
tregar
ao
ladrão
a
b
dsa
que,
encerra
a
sua
fortuna;
o
mesmo
que
o
dos
Marty-
>es,
que
se
recusavam
a
pizar
a
Cruz,
que
'
s
Tyrannos
lhes
mandavão
calcar
aos
)és
!
Reacção!!!...
Pois
é
possivel
deixar
de
haver
reacção
quando
a
acção
é
in-
usta
e
iniqua?!...
Deixem os
máos
de
de
perseguir
e
diílamar a
Religião,
e
ces
sará,
por
escusada,
a
opposição
a
elles. A
Egreja
é
depositaria
do
thesonro
inapre
ciável
da
fé
e
da
virtude:
abandonal-o
aos
seus inimigos
seria
uma
traição,
uma
cobardia
Nunca
o
fará.
A
reacção
é
n’
este
caso
não
só
um
direito
sagrado,
mas
um
dever
tremendo.
O
crime
não
está
em
defender
o
que
somos
obrigados
a
guardar,
mas
na
vio
lência
de
u
’
ol'o quererem
roubar;
não
está
na
reacção;
mas
na
acção,
que
é
injusta
sempre
que
se
inlrometle
no cir
culo
da
Lberdade,
sem
nosso
beneplácito,
como
já
dissemos.
O
proprio
nome
de
reacção
proclama
pois
—
que
estamos
em
o
nosso
direito;
sem
fazermos injuria
a
pessoa
alguma;
mas
lecebendo-a,
pelo
con
trario,
dus
que
nos
obrigào
a
reagir.
E
falla-se
em
liberdade
corno
princi
pio
amado
e
respeitado
!...
Liberdade,
sim,
muita
liberdade
de
atacar
os
direitos
mais
sagrados
dos
outros;
liberdade
de
renegar
da
Santa
Religião,
que
junto da
pia
ba-
ptismal se
prometteu
seguir;
liberdade
de
calumniar
e injuriar seus
Ministros;
liberdade
de revoltar
armada
contra
ella,
e contra
Deus;
liberdade
de
proclamar
propaganda
irreligiosa;
liberdade
de
fazer
cada
um
o
que
quer,
sem
respeito
á
Au-
lhoridade,
nem
ao
Direito
Divino
ou hu
mano
!
Eis
aqui a
liberdade
que
se
exal
ta,
que
se
pretende
seguir,
divinisando-se;
mas
isto
não
tem
o
nome
de liberdade;
chama-se
a
negação
do
principio
d’
autho-
ridade,
chama-se
anarchia,
um
cháos
so
cial
de
que
a
geração
presente
está
amea
çada.
Sào
estes
os
seus
verdadeiros
no
mes.
Agora
vejamos
como a
Egreja
Catho
lica
se
porta
*
com respeito
á liberdade:
Ella
não
violenta
de modo
algum
a
entrar
pa
ra o seu
seio: nem
é
possivel
entrar
pa
ra
elle violentado,
por
que
o
laço
que
liga
os
Catholicos
é
a
vontade
livre,
é
o
amor,
é
a
caridade,
que
são
incompatí
veis
com
a
violência.
As
suas
armas são
unicamente
as da
persuasão,
da
palavra,
a
força
da
verdade
que
prega.
A
sua
dou
trina
funda-se
pois
toda na
liberdade
mais
pura,
mais
santa
que
pode
haver.
A
sua
moral
é ainda fundada
na
liberdade.
O
acto
não
pode
ler
merecimento,
nem
é
digno
de
prémio
ou
castigo,
não
sendo
livre,
plenamente
livre;
a
rehabilitação
dos
peccados
e
crimes
é
ainda
indispensável
que
seja feita por
um pleno
acto
de
li
berdade
—
o
arrependimento. A
base
da
moral
christã
firmã-se
toda
na
caridade,
no
amor
de
Deus
e
do
proximo,
que
nin
guém
dirá
ser
um
aclo
de
violência
ou
tyrannia,
visio
serem
actos
internos.
O
verdadeiro
Chrislào,
longe
de
tramar
con
tra
a
liberdade
dos outros,
ainda
mesmo
que
não
perlenção
á
Egreja,
respeita
os,
ama-os, ora
por
elles,
lamenta
os
seus
erros,
e
compadece-se
de
suas
pessoas.
•
(ConltUÚa
)
Lausjterenne.
—
Expõe-se
ámanhã
na
na
real
capella
d.i Misericórdia.
Cliegnsia.
—
No
comboio da
tarde
de
anle-honlem
regressou
a
esta
cidade
s.
ex.
a
revd.
,na
o
snr.
D.
João,
arcebispo
Primaz.
Na
gare
esperavam
s. ex.
a
muitos
ca
valheiros,
alguns
dos
quaes
o
acompanha
ram
em
carros
até
ao
Paço.
Quando
o
venerando
prelado
chegou
á
estação,
do
quintal
do
snr.
Cunha Reis,
da
Praça
da Alegria
e
du
Largo
do
Paço
subiram
ao
ar
muitos
foguetes.
Sncentlío.
—
A
’s
11
horas
da
manhã
d
’
ante-hontem,
pegou
fogo
na
casa
n
0
1
do
logar do
Espadanido, nos
aros
da
cidade
O
logo
foi
extincto
quasi
de
promplo:
no
entanto
os
prejuízos
por
elle
causados
estimam-se
em
106^000
reis.
fi^rociBMÃo
de
Cinza.
—
Do
templo
da Ordem
Terceira
de S.
Francisco
saiu
com
que
me trata
e
o interesse
que
eu
não
mereço,
mas
que
apezar
d
’
isso
mostra
por
mim.
—
Não
se
trata
de
agradecimentos,
nem
de
delicadezas,
nem
de
interesse
; o ca
so
é
simples,
meu
caro;
alguém
o
offeu-
deu
em
minha
casa?...
—
Ninguém
:
disse
o
mancebo rindo-se
amargamente
como
ha
pouco.
—
Então
como devo eu
explicar
o
que
occorreu,
e
está
ainda
occoriendo?...
—
Explique
como
quizer,
senhor;
ex
plique
pela minha
má
cabeça.
—Como
é
isso?...
Cândido
pensou alguns instantes,
e
co
meçou
depois
a
fallar.
—
Eu
errei
em
não
ter
agradecido,
em
não
haver
fugido
de
acceitar
o
offereci-
mento
que v.
s.
a
me
fez
da sua
casa...
—
Que!...
—
Ah
senhor!
eu
direi tudo: invejar
a
ventura
dos
outros
è
um
crime
;
mas
forçar
um
infeliz
a
ter
diante
dos
olhos
e
constanlcmenle
o
quadro
da
felicidade
alheia,
é quasi
rir
de
seus
tormentos
!
—
Então
..
—A
sua
casa é
um
ceo
de prazeres
e...
de
virtudes;
estar
porém
alli um.des
graçado
que
não
póde
fruir
esses
praze
res.
e
que,
se
acaso
tem
uma
ou
outra
virtude
não
a
póde
mostrar
para
ser
por
ella
estimado,
é
o
martyrio
de Tantalo...
a
causa
creio
que
foi
essa
; eu
me
reti
rei
por
isso.
—
<nr.
Cândido,
ha
nas
suas
palavras
alguma
cousa
que
se pareoe
com ironia;
e
ha
no
seu coração
algum
sentimento
que
quer sair
e
não
póde;
porque
o
snr.
o
im
pede.
—
Não...
não...
Tudo
se diz
em uma
palavra:
eu
sou
infeliz,
e
lenho
consciên
cia
de
o
ser
:
além
da
realidade
de
meu
infortúnio,
senhor,
a
natureza
deu-me
am
bições,
deu-me
desejos que
iuo
posso
rea-
lisar,
e
que
por
consequência me
ator
mentam.
—
Devo
fallar-lhe
cem
franqueza,
snr.
Cândido: entendo
que a
sua
posição na
sociedade não
é
a
melhor
possivel;
que
seus
sentimentos
lhe
marcavam
um
lo
gar
mais alto
n
’
ella
:
comprehendo
mes
mo
que
um
moço
nobre,
que
vê o
mun
do
cheio
de
gozos
e
delicias
que
não
lhe
é
dado
gozar, tem
alé
certo ponto razão
para
entristecer-se
durante
algumas
horas;
olhe
porém
á
roda
de
si, snr. Cândido
;
que
numero
immenso
de
homens
não
está
ahi
diante
de
seus
olhos
com
mil
vezes
mais
razão
para laslimar-se
?...
quantos
tiveram
como
o
snr.
a
felicidade
de
rece
ber
urna
educação
proveitosa
e
acurada?...
já não
é
alguma
cousa
a
superioridade
da
luz
de
seu
espirito?...
O moço
sacudiu
a
cabeça
e
disse:
—
Já
confessei
que
sou
ambicioso: e
demais
a
educação
agiganta
as
privações:
o
mendigo
contenta-se
com
um pedaço
de
pão velho
para
comer,
e
com
um
ca
pote
feito
em
pedaços, e
com
a
porta
de
uma
egreja
para
dormir;
mas
o mendigo
não
sonha
com
a
felicilade
como
sonha
o
moço
que
estudou
e
que
tem imagina
ção
e
ardor.
Não
é
ouro
o
que eu
dese
jo,
senhor... a
riqueza
que
eu
peço
a
Deus
não
é
de
metal
nem
de
bilhetes
do
banco;
a minha
riqueza
é
a
do
coração:
se
muitas
vezes
fallo
com
amargor
do po
der
do
dinheiro,
é
porque
me
revolto con
tra
a
prepotência
dos
ricos, é
porque
me
revolto
quand?
vejo
acima
do
talento,
da
honra
e
do
mérito
o
ouro!
mas
não
é
o
ouro
o
que
eu
ambiciono.
—
Não
o
comprehendo,
disse
Ana-
cleto.
—
O
que
me
acanha,
o
que
me
abum-
bra,
o
que
me faz
nascer
desejos
de
fu
gir
para
essas
florestas
virgens
de
minha
patria
é a
pobreza
de
affeições
em
que
vivo
:
ah
snr.
Anaclelo
!... eu
sou
o
ulti
mo,
o
mais
miserável mendigo
dos
me
lhores
amores!...
—
Que
quer
dizer
?
—Pois
então?
como
é
que
um ho
mem
como
eu
não
ha
de
sentir apertar-
se-lhe
terrivelmente
o
coração
quando,
com
parando se
com os
oulros
homens,
se
acha o
somenos
de
todos
elles?..
pois
não ha
de
doer-me
o
aspecto
da
felicida
de de
uma
familia,
comparado
com
o
meu
isolamento?...
Em
sua
casa,
em toda
a
parte
onde
ha
homens
e
mulheres
eu
ve
jo
um moço
brilhante
de
mocidade,
de
talento,
de
ardor
e
de
ventura
;
pensa
que
é
isso
o
que
eu
invejo?...
não:
lam
bem
sou
moço,
lenho
também
alguma
iti-
telligencia,
e
também
fogo
no coração:
o
que
eu
invejo
é
o
olhar
de genio bem
feitor,
é
o
olhar
de
bênção, senhor, com
que
um
velho
pae
se
revive
n’
aquelle
moço;
é
o
carinho,
a
doçura
angélica
com
que
uma
terna
mãe
o
festeja;
é
a
doce
amizade
com
que
uma
boa irmã
o
abraça;
e
enião,
senhor, quando
eu pen
so
que nunca
cheguei
a
gozar
nem
go
zarei
um
olhar
assim
de
um
bom
pae,
nem
um carinho de mãe,
nem
uma
mei
guice
de
irmã,
não é
verdade
que
te
nho
bastante
razão
para
considerar-me
des
graçado?..
não
é verdade
o
que
eu
digo?
não
sou
eu o
ultimo,
o
mais
miserável
mendigo
dos
melhores
amores?...
—
E
o remedio
agora,
meu
pobre
Cân
dido?!!
disse
Anaclelo
meio
commoviio.
—
Remedio
para
curar
radicalmente a
minha
dôr
não
ha nenhum;
para mino-
ral-a
é
a solidãp,
éo
retiro:
aqui,
senhor,
no
fundo
d
’
esle
quarto
eu
não
vejo essas
scenas de
felicida
>e
domestica, não tenho
ao vivo
diante
dos
olhos
o
quadro d
’aquil-
lo
que
em
vão
desejo; ficarei pois
aqui,
senhor,
emquanto
esta
boa
velha carecer
de
meu
braço:
desde
o
momento
porém
em
que
ella
fechar
os
olhos,
o
meu
des
tino
é outro.
O
moço
respirou
e
proseguiu
:
—
Não conheci meus
paes
; minha
mãe
é
a
natureza;
pois
bem: irei viver
onde
a
natureza
é
mais
bella, irei
adorai
a
nos
seus mais
vivos
encantos:
aborreço a
so
ciedade
dos
homens
:
o
campo...
o valle...
a
montanha...
os
precipícios...
a
flores
ta
virgem...
o
rio
caudaloso
é
um
espe-
claculo bem
bello!...
ah!
sim!
o
cam
po... o
valle...
os
precipícios...
a
floresta
virgem...
e o
rio caudaloso
são
meus
ir
mãos
; tem
como
eu
por
mãe
sómente
a
natu
reza.
(Cunlinú.t)
na
quarta-feira
a
imponente
procissão
de
Cinza,
que
este
anno
se
fez
com
todo o
apparato.
Levava
sele
andores,
onde
eram
con
duzidas
as
Imagens
de
Santa
Margarida
de
Cortonna,
S.
Francisco,
Santa
Izabel,
S
Luiz,
S.
Ivo, N.
Senhora da
Concei
ção,
e
N.
Senhor
das
Chagas.
Nos
intervallos
dos
andores
iam
mui
tos
anginhos,
primorosamente
vestidos.
O
préstito
era
aberto
pelo
estandarte
da
Penitencia
e
fechado
por
uma
nume
rosa
força
d'infanleria 8,
precedida
da
banda.
Nesta
solemnidade serviu
pela
primeira
vez
um rico
manto
de
veludo
azul
bordado
a
oiro,
offerecido
a
N. Senhora
da
Con
ceição
[tela
ex.
rai
snr.
a
D.
Camilla
Pe
reira
Leite,
esposa
do
snr.
dr.
Augusto
José
Pereira
Leite,
que
ultimamente ser
viu
nesta
cidade
o
cargo
de
delegado
do
procurador
regio,
e
actualmente
exerce
o
de
juiz,
de
direito
na comarca
de
Cami
nha.
Era
grande
o
concurso
de
povo
que se
via
pelas
ruas,
sendo
a
maior
parte do
Porto,
Barcellos,
Guimarães
e
aldeias
pró
ximas
a
Braga.
S.asastperenne
nn
gé.
—
Fez-se
na
Sé
esta
solemnidade
com a
pompa
costu
mada.
A
musica
era
a
instrumental
da
capella
da
casa.
Foi
muito
concorrido
pelos
lieis.
«S
jw
AcseiSemSa».
—
Foram
convidados
n’
esta
cidade,
para
collaboradores
d
’
este
periodico
madrileno
de
merecido
renome,
os
coliab
madures
da
«Borboleta»,
sema
nário
bracarense,
Dias
Freitas
e
Fernan
do
Castiço.
Fez
este
convite,
em
virtude d
’
uma
carta
do
illustradissimo
director
de
«La
Academia»,
D.
Francisco
Maria
Tubino,
o
collaborador
da
mesma
«Borboleta»
o
professor
Pereira-Caldas.
Boençn.
—
Acha-se
gravemente
enfer
ma
a
ex.
!,,a
snr.a
D.
Maria
da
Conceição
Jacome
de
Sousa
Pereira
de
Vasconcel-
los,
da
casa
do
Avellar.
Fazemos
votos
ao
ceo
pelo seu
prom-
pto
restabelecimento.
S.
TlseotenSo.
—
No proximo
domin
go
festeja-se
nos
Congregados
a
Imagem
do
S.
Theotonio,
havendo
de
manhã
mis
sa
solemne
e
sermão,
tudo
a
expensasdos
devotos
do
*
mesmo
santo.
BIoupHal
de
S.
tVSarews.
—
Na
se
gunda-feira
á
noite deu
entrada
n
’este
iiospital
André
Gomes,
da
freguezia
de
Pa-
noias
e
J<sé
Gaio,
da
de
Prado,
que
fo
ram
feridos
pela
explosão
insperada
d
’
um
tiro
que
preparavam
n’
uma
pedreira
perten
cente
á
fabrica
de
Ruães.
Ante-hontem
recolheu
também
ao
mes
mo
hospital
João
Baptista,
pedreiro,
que
andando
a
demolir
um
muro,
n uma quinta
do
logar
do
Areal,
foi
colhido
por
uma
pedra
que
resvalando
da
parede
o
moles
tou
gravemente.
Prémio
*
«Ira
toíeria.
-
Dos
nume
ros
da
loteria
de
10 «le fevereiro cor
rente,
vendidos
em
a
Nova Loja
Afortu
nada,
pertencente
ao
snr.
Lourenço.
Mar
ques
d’
Almeida,
—
rua
das
Flores,
112-111,
Porto
—
foram
premiados:
Com
60o
pesetas
ou
108$000
reis
os
seguintes:
1
1
75-2321-5301
-7803
—
8204-8285
—
91
Í8
—
11627
—
12998
—15353-18302-
19095
-19
109
—
20071
-20075.
Com
400
pesetas,
ou
72$000
reis os
segui
tiles:
2261
-
2267
—
2816
-
6072-7661
—
10219
—
13273-18193-19056-21616.
Elsstorií
*
«Se
uma pitndn «Se ta-
í»«e«».
—
Vós
o
tendes
talvez
encontrado
nas
ruas
de
Paris.
Era
um
padre
sexage
nário,
vigoroso,
engraçado,
amado
do
po
bre
e
do
rico,-
passando
seus
dias
a
vi
sitar
as
mansardas,
deixando
por toda
a
parte
os
traços
da
sua
inexgotavel
cari
dade.
Havia
nascido
nas
cercanias
de Vitry-
le-Français,
na
Campagne.
Aos
30
annos
era
um
oílicial
cheio
de
futuro,
sobre
o
qual
se
fundavam
as
maiores
esperanças.
Por
isso cansou
admiração
quando
uma
manhã,
entrando
no
ci
r
culo
militar,
o
ca
pitão
Brandat
disse
a
seus
amigos:
—
Meus senhores,
venho dar
minha
de
missão.
—
Estaes
brincando!
exclamou
o
co
ronel,
que
deixou
cahir
a
revista
da
qual
percorria
as
columnas.
—
De
modo
algum,
é
sério.
—
Que
ides
fazer?
,
—
Mudo
de
regimento.
—
Mas
então.,
esta
demissão!...
O
capitão
sorriu-se
—No
logar
para onde
vou
entrar,
é
necessário
passar
por
todos
os
postos.
De
capitão
do
exercito,
torno-me
simples
sol
dado
no
exercito
do
bom
Deus.
O
coronel
comprehendeu.
—
Vós
entraes na
Trappa?
—
Não.
—
Eu
julgava....
—
Se
é
possível,
vou
tratar de
fazer
o
bem
debaixo
de
outro
uniforme;
entro
no
grande
seminário
de Seus.
Houve
luto
geral no
regimento.
O
capitão
tinha
conseguido
angariar
a
estima
e o
amor
de todos, tanto
superiores
como
inferiores.
Por
muito
tempo
se.
fai-
loti
d
’
elle,
d
’
essa
espada
que
elle
quebra
va
na
hora
em
que a
gloria
lhe
esten
dia
os
braços.
O
esquecimenta
passou
depois
sobre
este
successo,
e
se
aiguem
se
entretinha
ainda
sobre
o
ex-capitão,
era
nos
conse
lhos
dç
guerra,
nas discussões
em
que
suas
ideias
prevaleciam sempre.
Cinco
annos
depois
da
sua
sabida do
regimento,
o
capitão
veio
a
ser
o
padre
Brandat.
Sobrêveio
a
guerra
durante
a
qual
elle
deu
todas
as
provas
de
urna
heroica
dedicação.
Não
se p-dia
entrar
em
uma
ambulancia
som
o
encontrar.
Muitas
vezes
nesse
asylo
do
soflrimento
elle
encomrava
sons
antigos
camaradas.
Então
o
padre
tornava-se soldado.
Tudo
era
narrações
de
guerra,
reminiscências,
antigas
recordações.
Se
o
doente
enfra
quecia.
o
padre
Brandat
tinha
modo
par
ticular
de
o
preparar
para
a
morte.
—
Vamos,
meu
amigo,
dizi
»
elle,
é
preciso
carregar-te
de
munições
para
a
grande
batalha.
Tomemos
uma
pilada
e
depois
eu
te
confessarei.
Os mais endurecinos
obedeciam
no
mesmo instante. Por
isso
quando as
ir
mãs
de
caridade
tinham
de
tratar
com
algum
voltairiano,
vinham
procurar
o
pa
dre.
—
Bem.
bem,
dizia
elle,
vou
tentar
conduzil-o
a
Deus.
Os
doentes
o
tinham
alcunhado
de
snr.
padre
—pilada.
—
(Jm
dia
f.i
elle
chamado
para
um
ca
pitão,
que
soífria
horrivelmente
de um
abcesso na
garganta.
Esperavam
vel-o
morrer
de um
instante
para
outro.
Apesar
das
instancias
de
sua
fami
ia
em
pranto,
recusava
confessar-se.
—
Então!
capitão,
lhe
disse
o
padre,
queres
partir
como
um
cão?
Vamos,
é
preciso
não d-siionrar
as
dragonas.
E
como
o
padre
tomava
uma
pitada,
o
capitão
respondeu:
—
Vós
me tentaes com
as
vossas
pi
tadas
de
tabaco.
E
pensar'
que
me
é
pro-
hibiio
a
mim,
que
daria
indo
para
ter
uma
pitadinha.
—
Se
vós
quizerdes
confessar-vos
eu
vos
orometto
uma.
O
capitão
hesitava.
—
Eiles
dirão
que
me
faço
beato.
—
Não vos lembreis da gente
deste
mundo,
lembrae-vos
que
sois chrislão, e
que
deveis
morrer
como christão.
O
capitão
estava vencido.
—
Terei eu
a
pilada?
disse
elle.
—
Eu vol-a
promelto.
O
capitão
levantou-se
e
confessou
suas
culpas.
Dada
a
absolvição,
o
padre
estendeu
a
sua
caixa
ao
doente.
Mas
apenas
subiu
a
pitada
ao
cerebro,
que
um
espirro
for
midável
estrugiu,
emquanto
uma
onda
de
sangue sabia pela
bocca
do
doente.
O
medico
correu.
—O
abcesso rebentou,
exclamou
elle,
estaes
salvo,
capitão.
Este
vollou-se
para o
padre:
—
Podeis
dizer
que
me
ollereceste
uma
famosa
pi
tada.
Desde
este
dia
o
capitão
entrou
no
bom
caminho.
(Trad.
do
«Apostolo»)
A
CAÍiiiOAWE.
Ao
seu
amigo
o
revd.
0
padre Marinhas.
Por
entre
as
dobras
do
manto
que
dos
hombros
le
deslisa
bem
mimosa
se
divisa
uma
lindíssima
flor,
tem
das rosas
a
candura
e
dos
lyrios
a
pureza,
os
perfumes,
a
belleza
tem
do
perfeito
amor.
No
tegnrio
do
indigente
ou
do
enfermo
ao-
pé
do
leito
é
do
mais
sublime
effeito,
que
os
enfeites
na
mulher,
porque
essa
llor,
que
tu
levas
é
bella, pura
divina,
e
na alma
era
que
germina
deixa
um
brilho
do céo
ver.
Bem
como
as
sombras
nos
quadros
dos
mais
celebres
pintores
tornam
mais vivas
as
cores,
os traços
de mais
valor,
o
rubor
das
vossas
faces
e
a
alvura
do vosso
manto
ostentam
mais
bello
encanto
entre
essas
sombras
da
dôr.
To
a«rancas a donzella
d
’
entre
os
braços
de
seus
paes
para
vir
nos hospilaes
ao
proximo
allivio
dar.
Tu
ao
missionário inspiras
fogo
e
coragem
bastantes
para
em
terras
mui
distantes
ir
a fé
a
dilatar.
Do
céo
filha
abençoada
o
leu
nome
mystèrioso
é o
ecco
sonoroso
das
palavras
de
Jesus
!
Tu és
por
todos
bemdita
desde
um polo
ao
outro
polo
dos
povos
em
cujo
solo
já
foi
implantada
a
cruz.
Salve
pois,
ó
caridade
mimosa
(ilha
dos
céos.
Tu
és
presente,
que
Deus
nos
veio
ao
mundo
trazer!
A
miséria,
a
orfandade
correm
ao
Temido
do Eterno
para
um hymno
sempiterno
o
teu
nome
bemdizer.
Braga
4
d’
oulubro.
M.
J.
M.
lOOECIlOW.
O
abbade
de
S.
João
das
Caídas
de
Visella,
Antonio
José Felix
Gomes,
o
pa
dre
José
Joaquim
Gomes,
José
Antonio
da Silva Gomes,
Antonio
Ignacio
da
Sil
va Gomes,
D.
Maria
José
da
Silva
Gomes,
agradecem
por
este
modo,
na
impossibi
lidade
de
o
fazerem
como dezejavam
pes
soalmente,
a
todos os
illm.
cs
e.
exm.
os
snrs.
tanto
seculares
como
ecclesiasticos,
que
se
dignaram
cumprimentai-os
e as
sistir
ao
enterro
de
seu
querido,
e
cho
rado
pae e
sogro,
na
egreja
parochial
de
S.
Marlinho
de Espinho
no
dia
5
do
cor
rente,
protestando
a
todos
por
tão
distin-
cto
obséquio
o
seu
sincero
reconhecimento.
(101)
Silvestre
José
Peixoto,
João
Baptista
Peixoto.
José
Joaquim
Peixoto,
Bernardo
José
Ferreira,
Augusto
Ceser
Peixoto
de
Amorim,
Manoel
Antonio
Rodrigues,
Ma
noel
Joaquim
Ferreira,
Francisco
José
de
Oliveira
e
Antonio da
Rocha,
filhos, e
gen
ros,
extremamente
reconhecidos para
com
lodos
os ill.'
nos
e
rev.
iU0S
snrs.
e
seculares
que
se
dignaram
assistir
aos
ofiicios
fúne
bres,
de
seu
muito
chorado
pae
Manoel
Joaquim
Peixoto,
a
todos,
e
aquelles
que
lhe
dirigiram
cumprimentos
de
pesames,
agra
decem
por este meio,
na
impossibilidade
de cumprirem
pessoalmente
este
dever,
pro
testando-lhes
a mais sincera
gratidão.
(96)
ssani
Quem achasse
um
reiogio
e
cadeia de
senhora,
que
se
perdeu
no domingo
de
tarde,
1
1
de
fevereiro,
desde
a
rua
de S.
Gonçalo
até
Iníias,
e
querendo
entregal-o
o
póde
fazer
na
casa
de
Infias, onde
re
ceberá
alviçaras.
(106)
OBELISCOS.
miSU
HEXS.il BBACABEXSE
POR
DIAS
FREITAS.
Sairá
no
primeiro
de
cada
mez
um
volume
no
formato
das
publicações
d
’
esle
genero,
contendo
64
paginas.
Como
unico
reclamo,
diremos
que
es
tas
revistas
serão
escriptas
em
porlu-
guez,
—
idioma,
quasi
tão conhecido de mui
tos
dos
nossos
lilteralos...’
d
’aldeia, como
as
linguas
polynesicas.
O
importe
da
assignatura
—
120
reis—
será
pago
no
acto
da
entrega.
Correspondência dirigida
a
Dias
Frei
tas,
Braga.
EÍJITOS
3«9
353AS
Pelo
juiso
de.
direito
d
’
esta
comarca
de
Braga,
e
cartorio
do
escrivão
Gonçalves,
correm
éditos
de
30 dias
a contar
<le
16 de
fevereiro
do
corrente
anno
de
1877,
a
chamar
quaes
quer
pessoas
que
se
jul
guem
com
direito á herança
da
1'al'ecida
Rosa
Teixeira,
viuva, moradora
que
foi
no
logar
de
Carcavellos,
freguezia
de
S.
Mar
linho
deDume, d’
esta
mesma
comarca,
pa
ra
que
o
venham
deduzir
a este
juiso
no
referido praso de
39
dias,
aliás
se
decla
rará
vaga
para
a
Fazenda
Nacional.
(110)
Associação Commercial de Braga.
A
meza
e
Direcção da
Associação
Com
mercial
d
’
esta
cidade
convida
lodos
os
iilm.
os
snrs.
Socios,
a
comparecerem
na
salla
da
mesma,
no
dia
18
de
fevereiro
do
corrente
anno
pelas
5
horas da
.tarde,
para
se
dar
cumprimento
ao artigo
12
do
nosso
Estatuto.
Braga
15
de
fevereiro
de
1877.
O
secretario
da
Meza,
(108)
Antonio
Joaquim
Moreira.
ú
>
i',
ílil«
VAFOH
HABSBIJHC
Os
abaixo assignados,
passageiros do
vapor
«Habshurg»,
em extremo
penhora
dos
do tratamento
que
tiveram
durante
a
sua
viagem,
veem
dar
um publico
les-
limunho
de reconhecimento
ao
snr. K.
von
Ernesler,
distincto
commandante
do
referido
vapor.
Igualmente muito lhes
ajiraz
declarar
que
o
serviço
e
boa
ordem
no
«Habsburgfr
foram
inteiramente
satisfactorios.
M. de
Carvalho
e
Vasconcellos,
minis
tro
de
Portugal
no Rio de
Janeiro.
M.
P de Sousa
Dantas,
deputado
elei
to
pela
Bahia.
P.
Leão
Velloso,
deputado
eleito
pela
Bahia.
M.
Moura
e
Albuquerque,
deputado
eleito
pela
Bahia.
Gabriel
Martins
Fernandes,
negociante
no
Rio
de
Janeiro.
E.
Mobi.
W.
Gilbert.
R.
Schmidt.
Rio
de Janeiro,
25
de
dezembro
de
1876.
Este vapor é
o
que
deve
seguir
para
os
portos
do
Brazil
em
5
de
março.
Tem
por repelidas vezes
feito
a
viagem
á
Ba
hia
em
12
a
13
dias.
Os
passageiros
da
primeira
classe po
dem
escolher
os
camarotes
pelo
plano
do
vapor
patente
na
agencia.
Agentes
no
Porto,
lUawes
Jb
rua
de
S.
Francisco
n.°
4.
2.°
andar;
e
em
Braga
Riearslo VI«»íheiro
Largo
do
Barão
de
S.
Marlinho, n.°
27.
(105)
Fallencta
de João
Antonio de Sou
za, negociante que
foi nos Ar
cos
de Val-de-Vez.
São
convidados
pelo
presente
annuncio
todos
os
credores
d
’
esta
fallencia,
a
fim
de
se
reunirem
no
tribunal
do
commercio
d
’
esta
cidade, situado
no
largo
de
Santo
Agostinho
pelas
10
horas
da
manhã
do
dia
23
do
corrente,
para
se
deliberar
quanto
ao
rateio
do
produclo
dos
bens
Ja
massa,
e
dar destino
aos
créditos
activos
que
não
tiveram
lançador
em
praça.
Braga
15
de Fevereiro de
1877.
Pelo Curador
Fiscal,
O
Solicitador,
(109)
Torres.
ÉDITOS
DE MO DIAS.
Pelo
juizo de
direito
da
comarca
de
Bra
ga,
e
pelo
cariorio
do
l.°
oíficio,
do
es
crivão
abaixo
assignado,
correm
éditos
de
30
dias,
a contar
da
data d’
este
annuncio,
chamando
e citando todos
os
credores
in
certos, e
legatários
desconhecidos
e
do
miciliados
fóra
desta
comarca, para
virem,
dentro
do
dito
prazo,
deduzir
e
allegar
o
que
tiverem,
nos
autos
de
inventario
a
que
se procede por
fallecimento
de
José
Dio-
nizio
da Costa,
viuvo,
morador
na
rua
dos
Chãos,
desta
cidade,
em
que
é inveniarian-
te
José
da Silva
Pereira
de
Vasconcellos.
casado,
da
rua
Nova
de
Nossa
Senhora
a
Branca,
desta
mesma
cidade.
Braga 3
de
fevereiro de
1877.
O
escrivão,
(111)
José
Fermino
da
Cosia
Freitas.
de
um
gosto
agradavel,
adoptados
com
grande
exito
ha
mais
de
20
annos
pelos
melhores
médicos de Paris;
curão
os
deflussos,
gripe,
tosse,
dores
de
garganta,
catarrho pulmonar,
irritações
do
peito,
vias
urinarias
e
da
bexiga.
Paris,
BLAYN,
Pharmacien
à
Paris,
7,
rue du
Marché
Saint-Honoré.
Preços
540
«
810 reis.
Pasta
260
reis,
Em
Lisboa
:
Barreto,
e
em
todas
Pharmacias.
etc.
VENDE-SJb
() espaçoso
e
elegante
palacete
do
cam
po
de
S
Thiago,
com seus
jardins,—
quin.
taes,
pomares, e quinta
anexa
e
todas
as
mais
pertenças
;
para
informações
em casa
de
Francisco
Martins
da
Silva
A
ranjo,
Cruz,
de
Pedra
n.°
7.
(98)
BANCO
DA
COVILHÃ.
A
Direcção
d
’
este
Banco
faz
publico
que,
no
dia 15
do
corrente
mez
princi
pia
o
pagamento
do
dividendo
relativo ao
2.®
semestre
de
1876
na
razão
de
2$500
reis
por
acção.
Covilhã,
no
edificio do
Banco.
Porto,
Caixa
Filial.
Lisboa,
Custodio
e Silva.
Braga,
João
Manuel
da
Silva
Guima
rães.
Coimbra,
Francisco José
Vieira
Braga.
Covilhã,
8
de
fevereiro
de
1877.
OLEO
Farmaoia de HOGG, 2, me de
Gastiglione, Paris (Unico proprietário) ■
-
Hiíí»os’ffis®p
FaYíBFHI
BACA1A0
de
P.H Ik
Prescriptó por
todos os médicos e
empregado
com o mayor succeso
contra
:
as enfermidades do peito, aíTeíçôcs escrofu
losas,
tosses clironicas, rlicumatisinos,
magreza
crianças, das
impi<enics,
iluxos
brancos,
debilidade gerai, etc..etc. S
ílOCfCJ
X.
Agradavel efacil
de tomar.—Desconfiar das falsificações.
3
O
E
Exigir-se-ha
a marca da Fabrica
juntó que encobro
a capsulo
de cada
frasco
de feitio triangular, e a
firma
HOGG
e
Cia,
que aevera achar-se
sobre o rotulo.
*
T»jí
**
Deposites nas
principaes Pharmacias e em I.Eshoa, nas casas de B
arreto
,
run
do
í.orei o. IBS
e
30.
A
zevedo
e Filhos,
B
arrai
,
e I
rmão
;
em
Porto.
nas*casas
de A
lbano
A
bílio
A
ndrade
, S
ouza
F
erreira
e I
rmão
, J
osé
P
into
;
em
Coimbra,
Salvador F
zrraz
.
Os
Directores
(102)
A.
J.
Bajilista
A.
Leilão,
d’Amorim
Vaz
de
Carvalho.
Antonio
Gracia,
de
Villa Verde,
parti
cipa
ao
respeitável
publico
que o
seu
car
ro
que
d
’
esta
cidade
sae
ás
2
horas
da
tarde,
principia
no dia
17
do
corrente,
a
sair
de
Braga
ás
3
horas da
tarde,
e
chega
ao
Pico
ás
5
horas.
O
seu
escriplorio
é
na
.esquina
dos
Chãos
de
barxo,
na
loja
de funileiro,
n.®
1,
em casa
do
snr.
Manuel
de
Barros.
Villa
Verde
14
de
fevereiro
de
1877.
LINHA
QUINZENAL
DE
PAQUETES
A
VAPOR
Para
S.
Vicente, Pernambuco, Bahia,
Rio do Janeiro,
Montevideo
e Suenos-Ayres
(100)
Antonio
Gracia.
MONTE-PiO
DE S. JOSÉ.
Por
ordem
do presidente
d
’assetnblea
geial,
lerá
logar
no
domingo
18
do
cor
rente
pelas 9
horas
da
manhã
no
lheatro
de
S
Geraldo,
uma
sessão
extraordinária,
cujo
unico
fim
será
deliberar
ácerca
da
ommissão
dos
íiscaes,
que
não
deram
até
hoje
o
seu
parecer
sobre
as
contas
e
a
maneira
de
remediar
esta
ommissão
afim
de
que
a
direcção
possa
dar
cum
primento
ao art.
41
§
2.°
do
estatuto.
0
,2.°
secretario,
Francisco
José
da
Silva
Júnior.
(103)
BIBLIOTHEC
A CATHOLICA LU-
SO-BRASILEIRA
Historia
Universal
da Egreja
PELO
DR. J. ALZOG
Obra
publicada
com
a
approvação
canónica
Publicou
se
o
l.°
fascículo
e
segue
com
toda
a
regularidade.
Assigna-se
em
Braga
nas livrarias
dos
snrs.
Germano,
J.
Vieira
da
Rocha,
Joaquim
Januario
da
Silva
e
no
largo
do
Barão
S.
Maninho
lo,
e em Lisboa
na
rua
Formosa
n.®
17.
Banco Commercial
de
B^aga
Sociedade
anonyma
de
responsabilidade
limitada
Este
Banco
abre
o
segundo
pagamento
de
25
por
cento
dos
dinheiros
depositados
á
ordem.
Paga lodos
os saques das
suas
agencias
no
Brazil.
Sacca
sobre
diversas
praças
do
reino
e
estrangeiras,
onde
o
Banco
tenha
corres
pondentes.
Eífectua
transferencia
de
fundos,
e com
pra
letras
de
cambio
sobre
o
eslrageiro.
Venda
de casa
Vende-se
a
casa da
rua
do An-
j°
n
-° D;
para
tractar
na
mes-
jÊtOsá
Ina<
desde
o
meio
dia
até
ás
2
horas
da
tarde.
(64)
Acceilando
também
passageiros
de
5.“
classe
para
SANTOS
e RIO
GRANDE
DO
St
L
com
trasbordo
no
llio
de Janeiro
PAQ
T
J
)
l
:n
:s
a
•A' Hó
IJSBí
}
\
MINHO .
.
.
.
. 28 de Fevereiro
NEV.\
....
13
rle Abril
TAGlS
. . .
. .
13
de Março
MONDEGO
. .
.
'S <lé Abri
GUADIANA
.
.
.
28
de Março
ELBE
........................
13
de Maio
PREÇOS
GOMMODOS
pwíjíssi-te »í’cMta
compitnhO leva a bordo erífHl»
*
e
portugnezM
para
commodidade
dos passageiros de <»«
*>■.«<
»»»
claxara.
Sendo passagens
pagas na Agonia Central n- /’<•»/
< m. gualgucr Agencia
provincial,
a conãucçào paru Lisboa
e per cuiiiii d-i ó mp nina.
A
boril«» «s
teem
«js-r.Ss»
t
d!c
c«>-
mitit»
feitn
|
íoc
eosiiiSirira»
portugurz»-»,
ííiúío
oest-.-i
4-zc«.
jiur
nasiatencin aitcdien, i»ei-
*
iç<»
iSe rriaiíw»
e
A
EXPER1ENC1A
de mais
de um quarto de século
lem feito com (pie os paquetes d’esta
companhia
(a
mais
antiga
na
carreira
do
Brazil)
sejam co iheeidos pela regularidade, velocidade
e
segurança
excepcional;
além d’isso
pela limpesa, boa ordem, bom tratamento e accomodações
a
bordo,
e pelos melhoramentos
mais modernos lauto para a Ingieiie como para a eommodidade
dos
passageiros.
ISTO
É
COMPROVADO pela grande concorrência que leem de passageiros e pelos agrade
cimentos
de
mais de mil e
cem passageiros d’enlre elles leitos por escripta como consta de docu
mentos
archivados
em varias
agencias.
SÃO ESTES
OS PAQUETES
preferidos pelo Governo Inglez para a condução das
suas
malas
do
correio,
e
por
esie
serviço recebe
a
companhia
um importante
stilbidio.
TIVERAM ESTES PAQUETES
a
honra
de
conduzir
Sua.- Magestades o Imperador
e
Impe
ratriz
do
Brazil,
como lambem S.
A.
o
Infante D.
Augusto.
TODAS
AS
INFO .MAÇÕES
e bilhetes
de passagem podem ser
obtidos no PORTO na
AGENCIA
CENTRAL, rim
do’- inglezes. 23, do agente GUILHERME C TAIT; e nus provín
cias
nas agencias e correspondências estabelecidas em todas a- principaes cidades e villas.
Agente
em Braga
o snr. João Manoel da Silva Guimarães, rua do Souto.
AVISO
importante
Para
os engenheiros,
pliarinaceulires,
médicos, dentistas,
professores
e
outras
pessoas
qoe
desejarem
nbtnr
o
diploma de
doutor
ou de
bacharel
de uma universida
de
estrangeira. Dirigir carta registada a
Medicus, 13,
praça
do
Rei, Jersey. (In
glaterra.)
(31’
-ix)
IWÇÃO
HIGIEm
R A
L
*
A
fí ICR S' KO4-52 i.’ff A 'ff 1C 4»
Esta
injecção
é
a
uuica
e
eílicaz
que
cura
em
seis
ou
oito
dias
toda
a
qualida
de
de
purgações tanto anUgas
como
mo
dernas,
ainda
as
mais
rebeldes.
Vende-se
em
Braga
na
pharmacia
Alvim,
á
Porta
Nova. Etn
Coimbra,
pharmacia
Barata
Di
niz,
rua
de
S.
Bartholomeu.
Deposito
principal
no Porto na
phar
macia
Madureira,
rua
do
Triunfo
n
®
142.
proximo
ao
Palacio de Crystal.
Preço
de
cada
trasco
—
400
rs.
(4149
F1LUJLAS
de
Proto
carbonato de ferro inalterável
DO
DfBLAUD
Empregadas
com o
mais grão successo,
depois
mais
de 40 annos por a maior parte
dos médicos por
curar a chlorosis (fluxo
branco) doança
das mancebas filhas e to
das
as moléstias
chloróticas.
Eis aqui a
opinião dos
mais
eminentes médicos que as
tem experimentado :
« Depois 35 annos
que
exerço a medicina,
« tenho
reconhocido a
este medicamento
« (Pílulas
de Blaud) vantagems incontesta-
« veis sobre todos os outros
ferreos
e eu
« o miro
como o melhor anti-chlorótico. »
Dr
DOUBLE,
ex-présidente
da Academia
de Medicina.
<s De tqdas
as preparações ferreas que
«
nos hão
dado bons resultados no trata
is
mento
das afTeições chloróticas,
as pilu-
« las de Blaud parece-nos
devem estar na
« primeira fila.
» — Diccionario univ. de
Medicina,
t.
u, page
99.
Como
prova da authenticidade, o
nome do
inventor está
gravado sobre
cada
piluia como aqui junto
Depositos
:
Paris, 8, r.Payenne.
l.i.-oua,
snr.
L.
uk
.
i
.,
Luicu#
,iv
O Libertador das almas do
Purgatório
Publicou-se
o 1.°
numero
d
’
esla
revista
pertencente
ao
mez
de
janeiro,
e em
favor
das bemditas
almas
do
Purgatório.
Assigna-se
no Porto
na
rua
(TAlegria
n.°
62
—
2.°
andar;
preço
por
um
anno
on 12
n."
s
590
réis.
f
DIKHEIliO
A
JURO
A
Meza
da
Irmandade
de
S.
Vicente
da
cidade
de Braga, faz
constar
que
tem
dinheiro
para
mutuar
a
juro
de 5
per
°|
0
livres,
sobre
hypotheca.
(4481)
ALUGA-SE
N
’
uin
dos locaes
mais
pitorescos
■
ii
i&U
e
saudaveis
d
’
esta
cidade,
acha-se
p
ara
alugar
uma
casa
até
ao
pro
ximo
S.
Miguel
;
e
bem
assim,
se
vende
por
preço
mui commodo
a
mobília
e
piano
existente na
mesma e
completamente
nova,
para
melhores
esclarecimentos
queiram-se
dirigir á Praça
do
Barão
de
S.
Martinho,
casa
Almeida
&
Pereira.
(24)
ARTE DE TACHYGRAPHIA
O
conhecimento
d
’
esta
ane,
quasi
des
conhecida
entre nós,
é
de
tal importân
cia,
que não ha
indivíduo,
qualquer
que
seja
a
sua profissão,
que
não
tenho sen
tido uma
vez
e
sua
falta,
e
a
necessida
de
de
a
saber.
O
auctor
pondo
de parte considera
ções
lheoricas,
que
alongariam
o
compen
dio
em
prejuízo
da
clareza
necessária,
tra
tou
de
consubstanciar
de
maneira
clara
e
concisa
todos
os preceitos
da
arte
e
con
stituir
assim
um
methodo
facil
e
breve
pelo
qual
com
mediana
applicação qual
quer
indivíduo
em
muito
pouco
tempo
es
teja
apto
para
escrever
tão
depressa
co
mo
se
falia.
O
compendio
apresenta
treze
estampas
que
teem
por
fim
elucidar
o
texto
e
guiar
o
principiante
ajudando-o
a
traçar
conve-
nientemente
as
lelttas
e
signaes
tachygra-
phicos.
Vende-se
em
Braga, rua
Nova,
n.
e
3,
e
no Porto
:
preço
300
rs.
BRAGA,
1YP0GRAPHIA LUSITANA—
18'6.
Parte de Comércio do Minho (O)
