comerciominho_16101877_701.xml
- conteúdo
-
folíia
commerciail
,
religiosa
tu
aoticiosa
.
EDITOR
E
PROPRIETÁRIO JOSÉ
MARIA
DIAS DA COSTA,
RUA
NOVA
N.°
3
E.
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
5.°
ANNO
Braga,
12
mezes.
.
.
.
.
.
l$600
»
6
»
..........................
850
Correspondências
partic.
cada linha
40
Annuncios
cada
linha
.......
20
Repetição
.......................
10
BOGA-TEBÇA-FEiíiA £6
BE
DLTlUEtí
B£t
ISIS
sente
se
encontram
geralmente
os
espíri
tos,
não
é
muito
proprio
para
averiguar
a
verdade
sobre
factos
que
excedem
a
nossa
limitada
comprehensão.
De
feito,
no
meio
d
’
estas
duas correntes
tão
opposlas,
que,
com
relação
a
mila
gres,
se
manifestam,
hoje mais
que
nunca,
no
mundo
moral,
no
meio
d’estas
encon
tradas
disposições
d’
espirilo.
em luta
per
manente e
como
que
perlendendo
impor-
se,
cada uma por
.-eu
turno,
a
razão
sen
tindo-se
íluctuar
entre
a
simplicidade,
sempre
disposta
a tudo
acreditar,
e
orgu
lho
constantemente
preparado
para
tudo
repellir,
tropeça
com
difíiculdades
para
de
cidir-se.
A
diíliculdade
porém
não
importa
um
impossível.
Por
entre estes
dois extremos, deve
marchar
a
critica
;
não
a
critica
revolucio
naria,
que armada do
facho
incendiario
da
destruição,
capricha
em nada deixar após
de
si;
mas
a
critica
placida e
serena,
que
opera
á
luz
da
intelligencia
despreoccupa-
da.
O
calholicismo
e conseguintemente
os
milagres
que
lhe
servem
de
fundamento,
não temem
o
exame,
mas
antes
o
estão
elles
mesmos
provocando.
S.
Paulo
mandava
que
a
crença
fosse
ra
cional
—rationabde
obsequium.
E
esta
condição
que
o
Apostolo
nos
impoz,
é
o
critério
de
que
devemos
estar
sempre
possuídos
para
recebermos
os
fa
ctos que
se
nos
proponham
com
um
ca
racter
puramente
historico.
A
critica
tem
com
tudo
suas
leis,
as
quaes
não
é
licito
preterir.
Se
para
os
milagres
evangélicos
a
fé
póde
suprir
este
trabalho
da
razão,
para
os
que se
seguiram
aos primitivos tempos
do
Christianismo,
é
elle
indispensável á
certeza
que devemos
procurar
obter.
A
critica
portanto, afim
de
que
pro
ceda
com
methodo
deve
inspirar-se
n’
um
principio
solido
e
verdadeiro.
Renan
estabelecia,
como
principio
á
critica
sobre
os
milagres,
a
impossibilida
de
d’
estes.
Quem
desconhece,
porém,
as
conse
quências
a que por força
nos
levaria
um
exame
por
esta
fórma
?
Qual o
facto,
por
mais
constatado,
que
possa
resistir
a
um
tal
processo
de cri
tica
em que o
juiso
antecede
as
provas?
Se
o
milagre
é
impossível,
para
que
to
do
esse trabalho
em
averiguar-lhe
a
exis
tência
7
Com
similhante philosophia, a critica
não
tem
razão
de
ser.
/
Quando
procuramos
haver
a verdade
de
um
ponto
historico,
é
que
estamos
se
guros
de
que
os factos
ahi
mencionados
teem
possibilidade
em existir.
Do
contra
rio
furlar-nos-hiamos
a uma
tarefa
inútil.
Não,
não
pode
ser,
não
é com
cer
teza tal
o
principio
em
que
a
critica
deve
inspirar-se.
O
milagre
entra na
economia
divina
como
um acto
d’
amor.
E
’
pois
não
só
possivel,
mas
até
pro
vável,
porque
o
milagre
tem o
seu
grau
de
probabilidade,
como
os
factos
que
são
puramente
humanos.
Se
está
fóra
da
ordem
natural,
[esta
não
o
contraria, mas
antes
o
recebe
como
procedente
de
uma
causa,
á
qual
ella
própria
está
subordinada.
O
amor
de
Deus
e
a
sua omnipotên
cia
infinita
não
conhecem
limites
em
sua
acção.
Se
nem
tudo
podemos
ou
devemos
acre
ditar
como
milagre,
a
verdadeira
critica
saberá
discernir
o
que
o
não
é.
Mas
a
critica,
como
dissemos,
tem
s
eus
deveres;
e
o
primeiro
e
mais
sagra
do
é não
se
afastar
nunca
do
Poder
su
A
guerra
do
Oriente.
Trágico
é
o
drama
que se
está
represen
tando
no
Oriente.
Dois
exercitos
poderosos
encontram-se
frente
a
frente,
e,
no
seu
odio
de
ini
migos,
milhares
e
milhares
de homens
trucidam-se
mutuamente
sem
comiseração,
sem
remorsos.
Russos
e
turcos,
soltas
que
foram
as
reprezas
da
cruel
sanha
com
que
mutua
mente
se
olhavam,
eil-os
no
campo
da
batalha,
dando
largas
á
sua ferocidade.
A
Europa
olha
attomta para
essa
car
nificina
immensa,
que
em
nome
da
ci-
vilisação,
se
está
fazendo
nas
margens
do
Danúbio;
e
ao
ver
perante
de
si um
lago
de
sangue, como
que
teme,
que
a
tempestade
augmenle,
e
que
no
furor
da
procella
seja
até
lá
arrastada.
E
’
natural
o
susto,
porque
o
bramir
da
borrasca
faz
prever
grandes
perigos.
Mas
quem
ha tão
ingénuo
que
não
re
conheça
nos
que
hoje
se
apavoram,
a
causa
dos
males
que
a
todos
nos
amea
çam
?
Ha
muito
que
a
sociedade
está
pro
vocando
um castigo
grave.
Na
injustiça
de
suas
leis,
como
na
desenvoltura
de
seus
costumes
e
na
infa
nda
de
suas
ambições tem
os differentes
estados
da
Europa
aberto o
caminho
aos
grandes
perigos
que
lodos antevêem.
A
Europa
solfrerá
pois
o
castigo
de
seus
crimes;
porque
as
nações que
só
tem
vida n
’
este
inundo, aqui
soflrem
também
o prémio
ou a
pena
de
seus
actos.
Nos desfiladeiros
dos
Balkans
repre-
senta-se
apenas
o principio
do
drama,
cujo
desenlace
final
será...
quem
póde calcu
lar
aonde?
Uma
circunasiancia
porém
é
para
notar
no
que
se tem succedido
até
hoje
na
guerra
do
Oriente
Emquanto
que
todos
previam
a
Turquia
triturada
em
bieve
sob
o
peso
do
immtnso
collosso
da
Rússia,
as der
rotas
para
esta
succedem-se
a
curtos
in
tervalos.
Os
numerosos
exercitos
tirados
de
sessen
ta
milhões
de
russos,
rompem-se,
desbara
tam-se,
fogem
ante
os
soldados
que
uma
nação
de
dezenove milhões
de
indivíduos,
trabalhada
pelas
revoluções, e
em
palpavel
decadência,
lhes póde
oppor.
Não
será
isto
um vefdadeiro fenomeno?
A
Rússia,
o
gigante,
na
robustez da
sua
virilidade,
abatida
pela
pobre
Turquia
em
decrepitude!
Será
isto
já
o principio
do castigo
a
que
eila
própria
se
condemnou,
quando
resolveu torturara
infeliz Poionia; ou
será
a
mão
de
Deus
destruindo talvez
ura
pla
no
maldito
premeditado
contra
a
Egreja?
Uma e
outra coisa
podem ser, senão
ambas
ao
mesmo
tempo.
Sobre
a
Rússia
pesam
culpas
terríveis,
que
â
justiça
divina
não
podem
escapar.
E
se
é
certo,
como cremos,
que em
suas
vistas futuras
entrava alguma
coisa
de sat
tiico;
quem
póde
admirar-se
de
que
Deus
resolvesse
destruir
desde
já
tão
malvados
pensamentos?
Deus
não
desampara
sua
Esposa,
nem
os
que
crêem
n
’elle
esperam
debalde.
A
iies-ey
riKUiçãí»
jportugweíza
a
K®naa.
XIII
A
FROPOSITO DOS MILAGRES DE LOURDES
E
’
certo que
o
estado
em
que
no pre
PUBLICA-SE
AS
TERÇAS,
QUINTAS
E
SABBADOS.
Províncias,
12
mezes
............
2$000
»
6
»
............
1§050
»
sendo
duas
assignaturas
3&600
Brazil, 12
mezes,
moeda
forte.
.
3$600
Folha
avulso
..................
10
N.°
701
premo,
que
tudo
creou
e
a
tudo
preside.
E
’
n
’
esla
disposição d
’espirito
que
ella
deve
inspirar
se.
De
outra
forma
não
altingirá
nunca
uma
conclusão
verdadeira
; porque
a
ne
gativa
que
se
estabelece
em
principio,
não
consentirá
se lhe
opponha
a
verdade
de
um
facto
isolado.
Assim
e
só assim
é que
póde
|evitar-se
a
credulidade
rasteira
que tudo
acceita.
Mas
se
pelo
contrario
eu
regeitar
o
exa
me
só
para
não
trahir o
prejuiso de
que
o milagre
é
impossível,
a
minha
fraqueza
será
por
certo
bem
mais
ridícula
; por
que
em
fnn
aquelle
que
em
toda
a
parte
crê
ver
o
sobrenatural,
sempre
affiima
al
guma
coisa
que
em
principio
é
verdadeira,
embora
erre
na
sua
applicação=a
omnipo
tência
divina.
Mas
quem
a
pretexto
dos
falsos mila
gres
se
recusa
a
acceitar
os
que
se
apre
sentam
com
todos
os
litulos
de
veracidade,
esse
é
bem
mais
infeliz,
porque
afiguran
do-se-lhe
que
evita
um
extremo,
vae pri-
cipitar-se
n’
um
outro
de
peores
conse
quências.
O
que
nega
que
o
milagre
seja
pos
sivel,
affirma
implicitamente
uma impie
dade.
E
eu
julgo
haver
mais
lógica
na
sim
plicidade
que
se
engana
com a
applicação
de
um
principio
verdadeiro,
do
que
no
or
gulho
que,
regeitando
essa
applicação,
re-
pelle
o
principio.
A vaidade
é
sempre
má conselheira.
E
n
’estes
trabalhos
de
critica
é
eila
o
inimigo
que
mais
astuciosamente
furta a
verdade
aos
olhos
da
razão.
Não
sou
crédulo,
mas
sou
catholico.
E
na
fé
que
me
anima,
encontra a
mi
nha
razão
o
primeiro
motivo
em
que
firma
a
crença
nos
milagres.
M.
MARINHO.
A’ RedacçAo
do
«Tttinmercio
«ío
ífEiraSao».
Londres,
28
de
Setembro,
1877.
(.Conclusão.?
SUMMARIO.
IV.
—
Stanley
verificando
a
identidade
do
Lualaba
e
do
Congo.
—
Expedição
macaca
de
Portugal
ao
interior
d
’Africa
agora.
—
(Cavallo
furtado,
cavalhariça
afenolha
da).
IV. —
Mr. Stanley,
o
resoluto
Agente
descobridor
Africano,
á
custa
do Herald
de
Nova-York,
e
do
Telegrapho
Inglez,
aniiuncia
ter
descoberto
e
verificado,
que
com
effeito o
Lualaba
é
o
mesmo que
o
immenso
rio
Africano,
Congo,
ou
Gaire.
como
nós
Portuguezes,
se
bem
me
lem
bro,
o denominamos.
Assim
veio a
roubar-nos,
não
só
essa
honra,
a
que
nós Porlugueze
teriaraos
direito
adquirido,
sem
a
maldita,
egoisia.
pérfida,
e
tola
revolução
de
que
o Brazil
nos
fez
presente,
com
a
Carla de
Fran
cisco
Gomes
Chalaça
e
de
seu
Amo
—
que
veio reduzir
Portugal
ao
iníitno
grao
entre
os
Estados
da
Europa;
depois
de
ter
sido
o
primeiro
d’
elles,
ha
300
e
tantos
an
nos,
em
mais
de um
sentido!
A
bicharia
que
agora
vegeta
em
Por
tugal,
muito
concha
e
contente
de si,
arrolando
ridiculamente
postas de
pasca-
da;
incensando-se
a
si própria cora
a
mais
ridícula
presumpção;
e
querendo
agora
macaquear
Livingloné,
Stanley,
e
os
In-
glezes;
depois
de ter elia desprezado
os
meios que
linha,
ha
47
annos,
para
estar
hoje
Portugal
senhor,
não
só
da
maior
parte
do
território
e
riquezas
da África
Oriental
e
Meridional,
mas,
o
que
mais
era,
dos espíritos, idéas,
sentimentos, e
sympathias dos
immensos
habitantes;
esse
cardume,
digo,
de
presumpçosos
insectos,
mundados
ultimamente,
ao
som
de
trom
betas e
atabales.
n
’
uma expedição
explo
radora—e macaqueadora—explorar a
Áfri
ca!-
—
só,
provavelmente,
se
farám
lidiculos
a
si
mesmos,
e a quem
os mandou.
Faz-me
isto
lembrar
o
jantar
e
ovação
solemnissima,
dados
aqui
áo
celebre
Na-
pier.
quando
ia
commandar
no
Báltico
a
esquadra
Ingleza,
no
tempo
da guerra
celebre
da
Crimea.
Fizeram-se
por
essa
occasião
ao
Rodamonte
naval
taes
com
primentos,
taes
ovações
anticipadas,
nos
discursos
então
pronunciados,
até
por
Lord
Palmerslon
(que,
de
ordinário,
era
sagaz),
até
por
Sir
Games
.
Grahan
(que
tinha
’
sido
antes
mui
sensato e
prudente);
dis
cursos
os
mais hyperbolicos em honra do
heroe.
que
ia arrazar
Cronstadt,
destruir
Kelsinfords,
e
trazer
o Imperador
Nicolaa
em
uma
gaiola
de
ferro,
para o
exhibir
á
canalha
em
Regen-slreel;
a
par
da
outra
gaiola
que
alli
se
exhibia,
com
ratos,
ga
tos,
passaros,
gôsos,
macacos,
porcos-Ma-
india,
etc.
Mas,
por
fim
de
contas,
o
heroe
de
antemão
festejado e
triumphado,
pôde
ape
nas
conquistar
ou
tomar
um
forte,
com
para
ti
vamenle
insignificante
—
Bomarsund;
—
e para isto
foi
preciso
ser
ajudado
por
dez
mil
Francezes,
que
lhe
levou
em
sua
nau
Ingleza,
o
Capitão
de
Mar
e
guerra
meu
amigo,
e
mui
distincto
oíficial,
Jor
ge
Mansell,
porquem
eu
proprio tinha
sido
apresentado,
no
Crab
Naval,
ao
mes
mo
Napier.
A
tal
respeito
achei
bem
picante
uma
caricatura,
n
’um
papel
de
Muuich,
que
tfesse
tempo
encontrei
num
café
em Ve
neza:
Napier,
voltando
do
Báltico,
apre
sentava
á
Rainha
Victoria,
que,
de
corôa
naval,
e
armada
de
um
formidável
tri
dente,
o recebia, um
pedaço
de
pedra,
como
trofeo da
tomada
de
Bomarsund.
Soa
Magestade
respondia-lhe:
—
«Sim
dá
cá:
vou
pôr
isso
ao
pé
do
Ko-i-nur,
pois
custou
mais
do
que
elle» (o
Ko-i
nur
é
o
grande
diamante
tomado
na
índia
no
Espolio
de
Bunjel Sing,
e
que
foi
man
dado
á -Rainha
Victoria
—
as
pessoas
que
viram
a
exposição
de
Londres,
em
1851,
haverám
podido
vêr
o
dito
diamante,
que
alli se exhibiu).
A
macaca
expedição
Luso-Flibusteira,
que,
ha
semanas,
partiu
de
Lisboa,
ao
som
de
vivorio,
e
philarmonicorio.
poderá
tra
zer
algum
dente
velho
de
elephante;
mas
trará,
sem
duvida
noticias
de
ter
encon
trado
caibrada
de
Missionários
Protestan
tes
de
todas
as
seitas,
deàvairando
e
cor
rompendo,
e
prolestantizando
os milhares
e milhões
de
Africanos,
que
hoie
haviam
de sei
christãos
e
vassallos
Portuguezes,
sem
a
obra
perniciosa
dos
Charlatães
do
Mindello
infame.
Tmha-se preparado,
e
por
minha
pró
pria
agencia
e
proposta,
a
mais
eSicaz
Missão
para
a
África
desde
1830
a
1834,
a
Missão
dos
Jesuítas,
a
mais effectiva
de
todas, como a
índia,
o
Brazil, a
África
mesmo, podem
testemunhar.
Veio
a
pra
ga
do Mindello, e
deitou
tudo
a
perder,
preparando
a
perda
das
Colonias
Portd-
guezas,
e
annexação,
não
mui
remota,
de
Portugal
á Hispaníia.
—
Viva
o
Mindello!
A.
R.
SARAIVA.
© Snir.
IBsgjio â’Angra.~-S.
exc.
a
Haverá
uma
medalha commemoraliva
da
inauguração.
Hiasa
obituaria.
—
A
que
o
corpo
docenie
do
lyceu
promove,
para
suflragar
a
alma
do
distincto
escriptor
Alexandre
Herculano,
tem
logar
na
quinta-feira
d
’esta
semana,
na
egreja
dos
Congregados, pelas
9
horas
da
manhã.
Deixa.
—
O
snr.
Antonio
Joaquim
Vaz
de Miranda,
commerciante
que
foi
na
praça
de
Pernambuco
e
fallecido no
dia
29
do
passado
agosto,
deixou ao
Senhor
Bom Jesus
do
xMonle,
de
Braga,
a
quantia
de
100:000
reis.
Conioreío.
—
No
sabbado
passado
re
ceberam-se
em
matrimonio
a exc.
ma
snr.
a
D.
Fíaviana
da
Purificação
Ferreira Rebello,
e
o
snr.
José Augusto
Marques.
Aos
illustres
noivos desejamos
as
maio
res
venturas,
de que
são
digníssimos.
Intiinteri»
s.
—
Este
regimento
es
tacionado
n’esta
cidade,
vae
ter
instrucção
de
tiro,
theorica,
e
pratica;
sendo
aquella
no
respectivo
quartel,
e
esia
em
Esmo-
riz.
í*ris«<».
—
No sabbado
foi recolhida
ás
cadeias
d
’
esla
cidade
Rosa
Maria
d'Oi-
veira,
accusada
de
ler
furtado
ao
amo
a
quem
servia, na rua
dos
Sapateiros,
a
quantia
de
100$00í)
reis
em
dinheiro
e
vários
objectos
de
oiro.
Publicações
—
Do
nosso
illustrado
collega
do
«Jornal
da
Manhã» recebemos
ha
tempos
um volume
intitulado
Questão
Roriz
—
Importante
julgamento
do
ex-ban-
queiro
João
Ignacio
Ferreira
Roriz,
no
tribunal
do
í.°
dislricto.
em
audiência
de
16
e
17
de julho.
Este
volume
de
200
paginas,
que
con
tem
as
peças
que
dizem
respeito
aos
tres
processos,
depoimentos
das
testimunhas,
discursos
da
«ccusação
e
da
defeza, sen
tença,
etc.,
tudo
stenografado
por
quatro
tachygrafos,
acha-se
á
venda
no
escriptorio
do
«Jornal
da
Manhã»,
pelo
preço
de 800
reis.
E
’
lambem
acompanhado
pelo
retraio
do
snr.
Roriz.
—
Recebemos
da
nossa
primeira
casa
editora,
Mattos
Moreira
&
C.a,
de
Lisboa,
o
l.°
volume
da
curiosa
obra
de
Julio
Verne,
O
Paiz
das
Pelles, e o penúltimo
volume
do
romance Os filhos do Mon/i,
—
ambos
adornados
de
excellentes
gravu
ras.
Agradecemos.
—
Historia
Popular
dos
Papas,
por
J.
Chanrlel
—
Versão
de
Antonio
José
de
Car
valho.
—
Editor
—
Teixeira
de
Freitas,
Gui
marães.
Temos
recebido
os
últimos
fascículos
d
’
esla
magnifica
obra,
que
muito
recom-
mendamos.
O
ultimo
fascículo publicado
corre
de
paginas
241
a
288.
Felicitamos
o
snr.
Teixeira
de
Freitas
pela resolução
felicíssima que teve na
publicação
de
livro
tão
notável,
e
de tanta
utilidade.
Exploração
da África.
—
A
socie
dade
de
geographia
de Paris acaba de
receber
dos
seus exploradores
da
África
austral
noticias que,
comquanlo
menos
im
portantes que
as
de Stanley,
não
deixam
comtudo
de
ter
interesse.
A
expedição
Brazza
preparava-se,
em
data
de
11
de
junho,
para
partir
de
Boeumé,
aldeia
situada
a
II"
de longitude
éste
e
um
pouco
acima
do
Equador.
De
via
subir
o
Ogowé
para
parar
só
junto
ás
cataratas
de
Pombara,
situadas
a
100 ki-
omelros
de
distancia.
O
dr.
Bollog linha
já
partido
adiante.
Os esclarecimentos
obtidos
permillem
pen
sar
que
o
rio
Ogowé,
depois
de
ter des
cido para o
sul,
segue
o
seu
caminho
para
o
éste.
Vendo-se
os
volumes
das aguas,
parece
certo
que,
como
o
Nilo
e
o
Con-
ego,
tem as
suas
nascentes nos
lagos
do
interior.
A
parte ainda em
branco
nos
mappas
geographicos
da
Africa-austral
te
ria,
pois,
constituição
physica
anaioga
á
que
os
inglezes
e
os
americanos
deverão
preencher.
Muas
itMcrobias,
—
Uma
existe
na
freguesia
do
Dezemboque (Minas
Geraes)
e
chama-se Ignacia
Peres.
Conta
157
annos
e,
dizem,
que
está
ainda
um
tanto
con
servada.
A
outra
reside
na
villa
do
Camisão
(província da
Bahia/.
Chama-se
Feliciana
dos
Santos; conta
aclualmente
131 annos;
casou-se
aos 12,
e
tem
um neto que
já
completou
os
seus 78
invernos.
Kxliumafão.
—
Acaba-se
de
descobrir
em
França
n’uma
parede
do
claustro da
calhedral
de
Sainl-I
izier
(Ariége)
o
corpo
de
um
bispo.
Graças
á
inscripção gravada
na
parede
tumular,
poude-se
conhecer
que
eram *
os restos
mortaes
de
monsenhor
Augier
II
de
Montefalcon, bispo
de
Cour-
serans,
fallecido em
1303.
revd.
ma
o
snr.
D.
João
Maria Pereira
d
’Amaral
e
Pimentel,
Bispo
d
’Angra,
o
qual
nos honra com aílectuosa amisade,
chegou no
dia
6
do
corrente
áquella
ci
dade,
onde
o
acolheu
a
recepção
mais
brilhante
e
enthusiastica
Nos
proximos
n.°
s daremos notícia
d
’
esta recepção.
D’
aqui
enviamos
cordeaes
parabéns
a
s.
exc.
a
revd.
n
“
pelo
seu feliz
regresso
áquella
diocese.
■
Abertura
á eireutaçfto
publica.
—
Verifica-se
no
dia
21
do
corrente
a
abertura
á
circulação
publica
do
lanço
do
caminho
de
ferro
do Minho, entre
as
estações
de
S. Bento
e Barcellos.
Cullcgêo
«los
orfãoa
de S.
Cae-
íasio.
—
A
commissão administradora
deste
collegio
resolveu
que
neste
anno
passasse,
sendo
subsidiado
á custa
do
mesmo,
para
o
Seminário
de
S.
Pedro,
mais
um
ahitn-
no
d
’aquelle collegio,
que
por
sua
appli-
cação,
bons sentimentos
religiosos
e
vo
cação
para
o
esiado
ecclesiastico
o
tor
nassem
merecedor
de
ser
amparado
e
subsidiado
por
elle.
A
sorte
recahiu
no
filho
d’
uma
viuva desta
cidade.
A
commissão
vae
assim
pondo
em
prática
o
pensamento do
fundador
d’a-
quelle
pio
estabelecimento,
o
virtuoso
e
sempre
lembrado
I).
Frei Caetano Bran
dão. Honra lhe
seja.
Kqfrensn.
—
Da
Povoa
do
Varzim,
onde,
com
sua
ex.
,na
familia,
esteve
a
uso
de
banhos,
regressou
a esta
cidade
o
snr.
dr.
Adriano
Sampaio, digníssimo
juiz
de
direito
d’
esla
comarca.
A
earidadé de Pio
íX.
—
Lêmos
no
excedente
diário
catholico
«O
Aposto
lo»,
do Rio
de
Janeiro:
Sua
Santidade
mandou
entregar
ao
revd."
reitor
do
Collegio
Pio
Latino
Ame
ricano
para
ser
enviado
ao
illustre
snr.
bispo
do Ceará
um
bellissimo
trabalho
ar
tístico
que
consiste em
um
quadro
de
ébano
e
marfim,
tendo no
centro
uma
Imagem
de
Nossa
Senhora.
O
quadro
é
offerecido
pelo
Santo
Padre
para
ser
rifa
do,
applicando-se
o
seu
producto
nos
soc-
corros
ás
victimas
da
secca
tia
província
do
Ceará,
Este
fac»o,
entre
milhares,
espelha
a
grande
alma
do
immortal
Pontífice,
cujo
zelo,
vigilância
e
ardente caridade
esten
de-se
por toda a
pane.
Nós
os
calholicos.
roguemos
ao
Senhor
que
dilate
os
preciosos
dias
d’
esse
ancião
venerando,
cujo nome é
a
synthese
do
que
a
fé
tem de
mais
divino,
a
esperança
de
mais
consolador
e
a
caridade
de
mais
santo
Pio
IX
não-se
esqueceu
de
seus
filhos
em
Jesus Chrislo
ílagellados
pela
secca,
em
uma
das
províncias
do
império.
Rendamos
graças
ao
Omnipotente
que
nos
concedeu
um
Pastor
que
sabe dar
a
vida
pelo
seu
rebanho,
e
assignala
cada
dia
do
seu
glorioso
Pontificado
com
um
acto
de
justiça,
de
heroísmo
ou
de
cari
dade,
que
hão
de
encher
as
paginas
da
historia.
tírinquedo
entupido
e
feitnl.
—
N
”um
dos
últimos
dias
do
mez
passado,
umas
raparigas,
da
freguezia
de Ferrei
ros,
que
recolhiam
d
’
uma
esfolhada,
po-
zeram-se
a
divertir
com
um
rapaz,
que
estava
guardando
um
deposito
d
’espigas
de milho,
atirando-lhe
com
pequenas
pe
dras,
ao
que
aquelle
respondeu,
—
talvez
porque
não
estivesse
no
seu
estado
nor
mal
—
desfechando
uma
espingarda
carre
gada com
feijões.
Por
uma
grande
infelicidade
estes
pro-
jeclis
acertaram
n
’
uma
das
raparigas
do
bando,
a
qual
foi
mais
tarde
conduzida
para
esta
cidade.
Depois
de
lhe
ser<-m
extrahidos
por
melindrosa
operação
na
Casa
de
Saude,
foi
recolhida
ao
hospital
de
S.
Marcos,
onde
já
falleceu.
tnAiigurnfão.
—
Está
marcado
o
dia
4
de
novembro
para
a
inauguração
da
nova
ponte
sobre o
Douro.
A inauguração
verilicar-se-ha
com
dois
comboios,
o
primeiro
dos
quaes
sairá
das
Devezas
ao
meio
dia,
conduzindo
a
famd
a
real,
comitiva
e
direcção
da
linha,
e
o
segundo,
alguns
minutos
depois,
com
os
empregados
superiores
da
companhia,
che
fes
dos
trabalhos
da
ponte, e
mais pes
soas
convidadas,
seguindo
todos
para
Campanhã,
onde
será
servido
ura
lunch.
A
este
acto
assistirão
os
chefes
do
Eslado, como
vae
diclo, que á
noite
irão
gosar
da
alameda
das Fontainhas,
a
sur-
prehendente
vista
que
deve
offerecer
a
ponte,
illumirtada
a
fogos
de
bengalla,
que
a
casa
Eiffeld
mandou
vir
de Paris,
onde
lhe
custaram
100:000
francos.
Durante
o
dia
estará
a
ponte
vistosa
mente
embandeirada,
queimando-se
inú
meros
foguetes.
Sessenta
e
cinco
desappareceram
com
pletamente
sem
que
seja
possível
encon
trar-lhes
os
traços
depois
da coroação
de
Napoleão
I.
Tres
fizeram-se
ferreiros:
Ayrol
(Alto
Garonne),
Bailhe
(Embo
caduras
do
Rhodano)
e
Besson
(de
Dou-
les)
A
Palria
ajunta
que
dous
exploraram
uma
casa
de
tolerância:
Braudran,
d
’
Isere
e
Beaugard
d
’
lllevet
Villaine.
Eis
agora
a
estatística dos
presidentes:
A
convenção
teve
63
presidentes,
18
foram
enforcados,
3
suicidaram-se,
8
foram
desterrados.
6
foram
condemnados
a
prisão
per
petua,
4
endoudeceram
e
morreram
em
Ni-
cêlre,
22
foram
postos
fóra
da
lei.
E
Julio
Grevy
ainda
sonha
uma
nova
convenção!
O
que
elle
quer
é
a
presidencial!!
Conenrsos.—
O
«Diário» de
11
pu
blica:
Aviso
de
que
estão
a
concurso
as
se
guintes
egrejas:
Cossourado
(Nossa
Senhora
da
Nati
vidade),
concelho
de
Coura,
diocese
de
Braga.
Pinheiros (S.
Cypriano),
concelho
de
Monsão.
diocese
de
Braga.
Lomba
(Santo
Antonio),
concelho
de
Gondomar.
diocese
do
Porto
Porlo
(Santo
lldefonso),
bairro
oriental,
diocese
do
Porto.
Faeia
bi«terteo.
—
E
de
um
jornal
a
seguinte
noticia:
Miguel
de Vasconcellos, a alma
dos
Filippes
durante
o
seu
interregno
em Por
tugal,
este
colosso
de poder,
ante
quem
se prostravam
tantos portuguezes,
uns
por temor
e
outros
por
conveniência,
foi
lançado
de
uma
das
janellas
do
Paço
so
bre
o
terreiro,
no
dia
l.° de
dezembro
de
1640,
não
tendo
animo
para
defender-se.
Depois
de
ler
servido
de
desafogo
á
plebe
furiosa
que
o
crivou
de
feridas
e
injurias,
mandou
D.
Gastão
Coutinho
alugar
uns
homens
do serviço
da
Ribeira,
para
levarem
o
corpo
d
’
este
miserável
no
es
quife
da
Misericórdia;
e
para
evitar
os
golpes
das
pedradas
do
povo,
o
foi
elle
mesmo
acompanhando.
No
livro
que
servia
na
capella da
Santa
Casa
da
Misecordia
no mez
de
de
zembro
de
1640,
no
titulo
das
despezas
feitas
n
’aquelle
mez
a
folhas
14,
estava
lançada
uma
verba
que
dizia:
—
De
uma
mortalha
para
Miguel
de
Vasconcellos
600
reis
—
(!
!
!)
N
’
esta
miséria
e
opprobrio
do
mundo
acabou
aquelle,
que
poucas
horas
antes
mandava
em toda
a
Monarchia
Portugueza
com
violência,
altivez
e
soberania.
Imsír«tcçã«»
primaria.
—
Fizeram-se
92
despachos de
professores
de
instrucção
primaria,
sendo
5
para
Aveiro;
3
para
Beja;
1
para
Braga;
7
para
Bragança;
3
para
Castel-
lo
Branco; 4
para
Coimbra;
3
para Faro;
18
para
a Guarda;
6
para
Lisboa;
4
para
Portalegre;
13
para
o
Porto;
2
para
Santarém;
5
para
Villa Real;
7
para
Vi-
zeu;
3
para
Angra;
1
para
o
Funchal,
e 1
para
Poeta
Delgada.
Eatatiatiea*
—
Segun
’
o
uma
estatís
tica
publicada
por
alguns
jornaes
francezes,
as
perdas
que
soffreu
a
França
por
occasião
dos
incêndios
e
outros
desastres
commel-
tidos
no
tempo
da
Communa,
ascenderam
a
807
500:000
francos.
Síarraroisa
tee»sp»etade.
—
Segundo
noticias
de
New-York,
no
dia
3
do
cor
rente,
rebentou
uma
horrível
tempestade
nos
Estados
do centro,
que
causou
gran
des
accidenles
nos
caminhos
de
ferro,
cujas
linhas foram
destruídas.
No
caminho
de
ferro
da
Pensylania
houve
doze
mortos
e
cincoenla
feridos.
Fala-se também
de
muitos
sinistros
rnirilimos.
íwisrti-m
do
Drierate.
—
Os
ultitllOS
lelegrammas
relativos
á
guerra
do
Oriente,
são
os que
seguem:
Londres
11
—0
marquez
de
Salisbourg
disse
em
um
discurso
que
a
guerra
actual
dissipou
todos
os receios
da
potência
ot-
fensiva da Rússia.
E'
impossível
prediser
se
se
a
guerra
prolongará
ou
se
em
breve
leremos a
paz.
O
governo
fará
os
maiores
exforços
para
conseguir
o
fim
das
hostalidades.
Bucharest 10
—
O
grande
monitor
tur
co,
querendo
hontem
forçar
a
entrada
no
Danúbio
em
Sulina,
abalroou com os
torpedos
alli
coílocados
pelos
russos
e
ot
destruído.
Londres
12
—Salisbury
pronunciou
outro
discurso
etn
Bradford,
dizendo
que
P
10
^
velmenle
a
guerra
não
cessará
senão
ep
O
corpo
linha
l
m
80
de
comprimento.
A
pelle
é
amarella
e
não
mumificada;
os
braços
cruzados
sobre
o peito
e
a
cabeça
inclinada
para
a
esquerda.
As mãos
estavam
ainda
enluvadas
e
tinha
sandalias
nos pés.
Tiradas
estas
com
precaução,
os
pés
appareceram
perfeitamente
conser
vados.
Os
registros
do
bispado
dizem com
effeito
que
Augier
II
foi
enterrado
na
pa
rede do claustro.
Despnchos.
—
Eis
os
últimos
despa
chos
efíectuados
pelo Ministério
do
reino:
Manuel Cypriano
da
Silveira
Pimentel,
exonerado
de administrador
substituto
do
concelho
de
Vagos.
Manuel
Pereira da
Silveira
Ferreira
e
Almeida, exonerado
de
administrador
do
concelho
de
Cabeceiras de
Basto.
Luiz Antonio
de
Magalhães
Fonseca,
exonerado
de
administrador
do concelho
da
Povoa
de
Lanhoso.
Bacharel
José
Joaquim Ribeiro,
exo
nerado
de
administrador
do
concelho
de
Villa
Verde.
Francisco
José Menezes
de
Carvalho,
exonerado
de
administrador
do
concelho
de
Vieira.
Bacharel
José
Antonio
Pestana
da Silva,
administrador
do concelho
de
Fafe,
trans
ferido
para
idêntico
logar
no
concelho
de
Vieira
Bacharel
Adriano
Moraes
Carvalho,
ad
ministrador
do concelho
de
Villa
Nova
de
Famalicão,
transferido
para
idêntico
logar
no
concelho
de
Fafe.
Guilherme
Northon, nomeado
admi
nistrador
do
concelho
de
Villa
Nova
de
Famalicão.
José
Maria
da Costa,
nomeado
admi
nistrador
substituto
do
concelho
de
Gui
marães.
Bacharel
Joaquim Gaspar
Pinheiro
de
Almeida
da Camara
Manuel,
exonerado,
a
seu pedido, de
administrador
do
concelho
de
Borba.
Manuel
Pinto
de
Almeida,
nomeado
administrador
do
concelho
da
Feira.
Bacharel
Francisco
torreia
de
Pinho,
exonerado
de administrador substituto
do
concelho
da
Feira.
João
Tiburcio
Teixeira,
exonerado,
a
seu
pedido,
de
administrador
substituto
do
concelho de
Mafra.
Lucio
José
da
Costa,
exonerado
de
administrador
do
concelho
de
Mondin.
Francisco
de
Sá
Teixeira,
exonerado
de
administrador
substituto
do
mesmo
con
celho.
Antonio
Osorio
Pinto
Sarmento
e
Vas-
concellos,
nomeado
para o
logar
vago
pela
primeira das
duas
ultimas
exonera
ções.
Bacharel
Joaquim
de
Araújo
Rangel,
nomeado
administrador
do concelho
de
Vallongo.
Alexandre
Lopes
Braz,
confirmado
na
serventia
do
oílicio
de
escrivão
da
camara
municipal
do
concelho de
Villa
Nova
de
Reguengos.
Sebastião
Filippe
Barbosa
de
Castro,
exonerado
de
administrador
substituto
do
concelho
de
Villa Nova
de
Gaia.
Arthur
Ferreira
de
Macedo, nomeado
para
o
mesmo logar.
Os
setecentos
quarenta
e
nove
membros
«ia
eonvenção
naeional
franeeza.
—
Um jornal publica uma
es
tatística
sobre
a
tnaneira
como
morreram
os
setecentos
quarenta
e
nove
membros
da
convenção
nacional
Iranceza.
A
«Palavra»
dá
o
seguinte
resumo:
D
’
e-les
setecentos
quarenta
e
nove
membros, cincoenla e
oito
morreram
no
cadafalso,
Oito
foram assassinados,
Duus
foram
fusilados,
Quatorze
suicidaram-se,
»
Cinco
morreram
de
paixão,
Seis
morreram
de
miséria,
Tres
morreram
d
’
uma maneira
horrível
a
saber:
Collol
d
’
Herbois
morreu
n
’uina
estra
da
como um
cão vadio,
Brissot
e
Pé-
lion
foram
encontrados perto
de Santo
Emiliano
meio
devorados
pelos
cães,
O
colchoeiro
Arinonville,
o
terror
de
Reins,
morreu
d
’
embriaguez.
Foi
o ukimo
que conservou
o bonnel
vermelho.
Quatro
morreram
doudos,
Dous encontraram a
morte
no
exercito,
Tres
morreram
de
repente,
Cento
e
trinta
e oito
foram desterrados
ou
exilados.
Um
grande
numero
morreu
no
lugar
que
lhe
tinha
sido
imposto
para
residência;
outros
voltaram á
França
onde
morreram
miseraveis,
Vinte
e
tres
desappareceram
ao
outro
dia
do
18
de
brumário,
Vinte
e
cinco
morreram
obscuramente
n
’
um
estado
proximo
da
tniseria,
de
grande
victoria
ou pelo
esgotamento
total
de
um
dos
beligerantes.
Disse
que
a Inglaterra,
querendo
manter
a
neutralidade,
póde
sómente
dar
conselho»
pacíficos.
Pesth
12
—Os
russos
léem na
Bulgá
ria 240:000
homens,
e
o
exercito
do
czar-
owitch
conta
100:00'3
homens,
os
quais
se
conservarão
na
defensiva
durante
o
ataque
em
Plewna. que
os russos
contam
tomar
antes
do
inverno
Londres
12
—Segundo annuncia
um des
pacho
de
Belgrado,
publicado
pelo «Ti
mes»,
as
tropas
servias
dirigem-se
á fron
teira.
O
«Standard»
informa
de
origem
au-
thorisada
que
as
chuvas
e
o
frio
causam
grande
mortalidade
no
exercito
bellige
—
rante
pela
falta
dos
uniformes
de
in
verno.
Londres
13—0
«Standard»
annuncia
que
regressaram
á
paina
os
voluntários
húngaros,
que
haviam
transposto
a
fron
teira
da
roumania.
Segundo
um
despacho
de
um
periodico
ing'ez,
Mehemet-Ali-Pa-
chá
recebeu
ordem
de ir immediatamen-
te reforçar
as
novas tropas
alistadas
na
Bosnia.
Parece
de
Tolleten
tenciona
reduzir
Osman-Pachá
á
fome
O
«Daily-News»
publica um
despacho
noticiando que
uma
tempestade
inundou
os
campos
da Bulgaria,
ficando
transfor
mados
em
verdadeiros
lagos
e
lôdo.
O
sofirimento
do
soldado
é indiscriplivel.
Moraem
ao
mar.
—
Refere
o
«Dia-
rio
de
Noticias»
da
Bahia
que
cahiu
ao
mar quando
desembarcava
do
«Orenoque»,
no
Lamarão,
em Pernambuco,
o
snr.
ca
pitão
tenente Pereira Pinto
commandante
da
canhoneira
«Araguay»,
o
qual se
lora
despedir
de
suas
mageslades
imperiaes.
A
saber
perfeilamente
nadar
deve
aquelle
ofiicial a
sua
salvação.
Hendimento
rupantnso.
—A
via
ferrea
de
D.
Pedro
II,
no
Rio
de
Janeiro,
rendeu
no
dia
10
do
tnez
passado
58:000^000
reis
!
O
trafego
de
mercadorias tem augmen-
tado
a
tal
ponto,
que
não
existem
arma
zéns para
as
guardar,
ficando
por
isso
comboyos
internos
para
descarregar
3
e
3
dias.
Jnunna
d
lnc.
—
Foi
agora des
coberta
uma
estatua
da
Joanna
d’Arc
n
’
uma quinta
da
aldeia
de
Toussaint,
ar
redores
de
Fécamp,
França.
Um
sujeito que
lidava
na
mudança
de
casa,
descortinou,
arredando
um movei,
certo
nicho
em
que deu
com
a tal
es
tatua.
esculpida
em pedra.
Sacudindo
a
cdiça de
que
estava
cheio o
pedestal,
ponde lêr a
inscripção
seguinte:
Jeanne
Darcques,
dite
la
Pucelle
d
’
Orléans.
Por
emquanlo,
ao
menos,
é
impossí
vel achar-se o
tempo
em
que
ella
foi
feita:
o
que
póde
allirmar-se
é
que
é
antiquís
sima.
E*nr
tiiifiiez.es
—
Fallece-
ram
no
Rio
<le Janeiro,
desde
17 a
21
de
setembro
findo,
os
seguintes
súbditos
portnguezes:
Manoel José
da
Silva.
40
annos,
sol
teiro;
José
Maria Rodrigues,
22
a.,
s.;
Antonio
Vieira
Coelho, 17
a., s.; Manoel
Cardoso,
56 a.,
casado;
José
Luiz
Gon
çalves.
56
a.,
s.; Ilenriqueia Emilia
Mo
reira
Barradas, 62 a
,
s.;
Francisco
Ro
drigues, 45
a.,
c.; José
Duarte,
80
a
,
s.;
João
Martins,
43
a
,
s
Em
Pernambuco
fallecerarn
os
por-
ittguezes
Joaquim
Rodrigues,
36
annos,
solteiro;
e
João
José
Mendes,
de 52
a.,
s.
Em
Porto-Alegre
também fallecerarn
os
poituguezes
Manoel
Pinto
Faria,
42
an
nos,
casado;
e
Manoel
Leite
Vieira
Gui
marães,
61
a.,
c.
Em
Beletn
(capital
do
Pará)
igualmenle
fallecerarn
os
portnguezes
João
Augusto
da
Costa,
36
annos,
casado; Anna da
Costa,
24
a.,
solteira;
José
Antonio
Casqueiro,
44 a.,
s.;
Eduardo
Marques
Carepa,
14
a.;
e
Joaquim
Pereira
da Costa, 27
a.,
s.
■
Iluminação
«I
bb
itiuuerim.
— O
uso
do
novo
apparelho destinado
a
tornar
visíveis,
durante
a
noite,
os
numeros
das
casas,
tende
a
generaiisar-se
em
Paris.
Este
apparelho
é
simplíssimo:
consiste
n
’
um
prisma
triangular
de
0m20 d’
allura, um
dos
lados do
qual
é
apoiado contra
a
fachada
da
casa;
os
dois
outros
lados
sa-
hem
por conseguinte
para fóra
d’
esta
mes
ma fachada
e
tem
cada
um
uma
chapa
de
vidro
azul-escuro
de
0'
“30
de
extensão
na
qual
o
numero da
casa
se
destaca
me
branco.
No
interior
do
prisma acha-se
um
bico
de
gaz
alimentado
pela
canalisa-
ção
da
casa.
E
’
uma
util
ideia.
Descoberta
numismática.
—
A
«Salut
public»,
de
Lyon,
refere
que
um]
aldeão
de
VilIars-les-Dombes,
que
traba-l
lhava
ha
dias
no
seu
campo
fez
uma des
coberta
de
natureza
a interessar
os numis-
inatas.
Achou
uma peça
d
’
ouro
em
per
feito
estado
de
conservação
e
com
a
efli-
gie
do
imperador
Trajano.
Esta
peça,
do
pezo
de
6
grammas e
diâmetro um
pou
co
superior
ao d
’uma
peça
de 10
fr.,
representa
d’
um
lado
a cabeça
de
Trajano
com esta
inscripção:
Imp.
Trajano
Ang:
Ger.
Duc.
Pmlr.
Cos.
VI
PP.
No
reverso,
em
redor
d
’
uma
figura
em
pé,
lê-se: Con-
servalori
Palris
Patriae.
Esta medalha
curiosa
foi
achada
no
trajecto
da antiga
via
romana
que
passava
nos
arredores
de
VilIars-les-Dombes.
Peixes.
—Como
se
achavam
durante
a
exposição
reunidos
em
Philadelphia
mui
tos
homens notáveis
em
todas
as
especia
lidades das
sciencias,
das artes,
e
da
industria,
houve
frequentes
reuniões
de
diversas sociedades,
nas
quaes
se
discu
tiram
muitas
ques'ões
uteis
Foi o
que
succedeu
na de
piscicultura. Houve
lá
um
concorrido
meeling,
que
tratou do
desen
volvimento
das
pescarias.
No
fim
deu-se
um
banquete
lodo
composto
de
peixes,
que
se
tinham representado
na
exposição.
Todos
saboreavam
com
muitas
mostras
de
agrado
as
conservas
das
pricipaes
fabri
cas
da
costa
cantabrica,
sobretudo
as
sar
dinhas.
Terminado
o
jantar,
o
presiden
te
inaugurou
os
brindes
com
um
discur
so
cheio
de
erudicção
e
que
fomentava
o
gosto
pela
cultura
da
pesca
e
do
desen
volvimento
de
sua
industria.
A
quem
se
«leve
a»
seieneias.
—O
primeiro trabalho methodico da
da-
clylomonia
ou
calculo
pelos
dedos
e pelas
mãos,
é devido
a
Beda,
monge
inglez
do
século
VII.
A
primeira
aílirmação da
redondez
da
terra
e
da
existenoa
dos
antípodas,
de-
ve-se
a
Vigilio,
arcebispo
de
Salybourg,
no
mesmo
século.
A
clave,
a
escala
musical
e
a
harmo
nia
foi
descoberta
por
Guy, monge
de
Arezzo.
O
iman
e
a
mira,
pelo
diácono
Giojo.
Os
oculos,
pelo
dominico
Spina.
O
zinco
e
o
arsénico,
pelo dominico
Alberto
o Grande.
As ideias claras
sobre
todos
os
des
cobrimentos do
nosso
século, devem-se
ao
monge
Rogeo
Bacon.
A
espingarda
e
a
polvora,
foram
des
cobertas
pelo frade
Schwartz.
A
construcção do
primeiro
relogio
as
tronómico
deve-se
a
Ricardo
WaTinfort,
abhade
de
Santo
Albano, Inglaterra,
em
1326.
A
primeira
applicação
á
medicina
dos
recursos
da chimica,
a
Bas
o
Valentino,
benedictino.
A
algebra,
a
Lucas
de
Borgo.
A
primeira
lanterna
magica e
a con
strucção
do
primeiro
espelho
ardente,
por
meio
dos
filtros planos,
ao
jezuita Kircher,
em 1697.
A
direcção
da luz
e
o
descobrimento
dos
infusorios,
ao
jesuita
Cavalier,
que
mor
reu
em
1647.
O
systema
métrico, ao cardeal
Regio
Flantano.
O
verdadeiro
systema
do
mundo,
a
este mesmo
e
ao
cardeal
Cusa.
A
rotação
da
terra
ao
redor do
sol,
a Copernico
e
ao
mesmo
Cardeal
Cu
sa,
antes
de Galileu.
O
principio
da
instrucção
aos
surdos-
mudos
em
1570,
que
depois propagou o
presbytero
francez
L
’Épée,
é
devido
ao
benedictino
hispanhol Ponce.
A
instrucção
dos
cegos, ao padre
Luna,
que
morreu
em
1678.
A
invenção
do
corte
de
pedras,
ao
cura
Camponi,
morto
em
1680.
A
arte
de
desenvolver
os
manuscriptos
de
Herculanun,
a
um
monge
italiano
do
século
XVII.
A
honra
de
ler
explicado
dois
annos
antes
que Franklin
as
tempestades,
pela
presença
da
electricidade
das
nuvens,
ao
diácono
Nollet,
de
Pimpe.
(França).
O
para-raio, a
um
cura
austríaco,
an
tes
de
Franklin,
pretniado
por
Maria
The-
resa
e pela
academia
de
Vienna.
DESPEDIDA
Tendo
de partir
d’
esta cidade
para
a
de
Thomar,
a assumir
o
commando
do
re
gimento
11, e
não
podendo
ir
pessoal
mente
procurar
e
despedir-me
de
muitas
pessoas
que
conto no
numero
de
meus
amigos,
vou
por
este
meio
agradecer
as
attenções
e
provas
de
amisade,
que
de
todos
tenho
recebido,
oflerecendo-lhes
meus
serviços
n
’aquella
cidade,
ou
n
’
outra
qual
quer
parte,
em
que
me
ache, como ver
dadeiro
testimunho
da
minha
estima
e
gra
tidão.
Braga
10
de
outubro
de
1877.
Lidoro
Marques
da
Cosia
AGB1DECIMEIT0S
Anlonia
Narcisa
d
’
Araujo Veiga,
Can-
dida
Innocencia
d
’
Araujo,
Anlonio
José
d
’
Aratijo, Thomé
de
Sousa
Pereira
Veiga
e
seus irmãos,
agradecem
a
todas
as
pes
soas
que
lhes
fizeram
a
honra
de
prestar
serviços, por
occasião
do
fallecimento
e
enterro
de
seu
presado
marido,
cunha
do,
genro
e
irmão,
Antonio
Caetano
Pe
reira
Veiga.
(539)
AWOTOIOS
TRENS
DE
ALUGUEL
DE
Joaquim
José de
Burros
48—
Rua
do
Carvalhal—49
BRAGA
Mudou
para
a
rua
e
n.°
acima
designa
do o
estabelecimento
de
trens
de
aluguel
que
tinha
no
largo
dos
Penedos,
onde
espera
a coadjuvação
dos
seus
amigos,
fre-
guezes
e
do
publico
em
geral,
que
serão
servidos
com
a
maior
pontualidade.
Preços commodos.
(347)
PEIXOTO,
BRAGA
«fc
C.
a
Rua
do
Carvalhal
n.°
3
Nova
casa
commercial
de
fazendas
bran
cas
nacionaes
e
estrangeiras,
que
vende
por
preços
inleiramente
baratos.
(548)
tabacaria
purtulnse
GRANDE
DEPOSITO
DE
TABACOS
DE
Antonio Martins da Silva Mattos
50,
Rua do
Carvalhal,
50
BRAGA
Mudou
para
a
rua e
n.°
acima
designa
do
o
seu
deposito
de Tabacos
que
linha
na
esquina
do Carmo, onde
continua
a
ter
bons
tabacos
das
muito acreditadas
fabricas
Xabregas,
banta
Apolonia,
Leal
dade,
Boa-Fé,
Utilidade
Portuense,
Miguel
Augusto,
Nacional,
etc.;
onde
espera a
coadjuvação
dos
seus
amigos
e
freguezes,
e
do
publico
em
geral,
dando
Cirandes
eonirnsiismões
aos
estan
queiros
(549)
MOBILÍA
Quem
pretender
comprar
um
sofá,
2
mezas
e 12 cadeiras,
tudo
em
bom
uso,
vende-se na
rua
de S. Gonçalo
n.°
6,
podenddo
tratar-se
do
seu
ajuste
todos
os
dias desde
as
10
horas da manhã
até
ás
3
da tarde.
(550)
Asylo
de D. Pedro
V.
Em conformidade
com o
disposto
no
artigo
16
do estatuto
são convidados
lo
dos os
snrs.
associados
e
bemfeitores
a
reunirem-se
no
dia
21
do
corrente,
pelas
11
horas
da
manhã,
na
sala
das
sessões
do mesmo
asylo, para
se
proceder
á no
va
eleição.
Braga,
secretaria
do
asylo
em 15
de
outubro
de
1877.
O
secretario
(551)
P.
e
Luiz
Gomes
da
Silva.
A
Commissão
administradora
da
Santa
Casa
da
Misericórdia,
d
’
esta
cidade,
ac-
ceila
propostas
em
carta
fechada
até
ás
4
horas
da
tarde do
dia
26
do
corrente,
pa
ra
o
fornecimento
de
cada
kilogramma
de
carne
de
boi
e de
vitella necessária
para
os
doentes
do
Hospital
de S.
Marcos,
sob
as
condições
que
se
acham
presentes
na
secretaria
do
mesmo
Hospital.
Braga
15
d
’oulubro de
1877.
O
secretario
(353) João
Manuel
Corrêa.
DECLARAÇÃO
Manuel
Joaquim
da
Cunha
Vieira
de
Carvalho,
d’
esta
cidade,
declara
perante o
publico
d
’
esta
cidade
e
fóra
d’
ella,
que
a
divida posta
em
juiso
pela
direcção
do
Banco
Commercial
d’
esta
cidade,
é
sea
total
de
rs.
50$000
(cincoenta
mil
reis)»
de
cuja
quantia
íicou
como
fiador
de
An
tonio
Maria Gomes
da
Silva
Ramos,
d
’esta
mesma
cidade,
cuja
quantia
vae
satisfa
zer.
Faz
esta
declaração
para que
o
publi
co
se
não
perçuada
que
é
devedor
de
con
tos
de
reis.
Depois
de
concluída
esta
fiança,
e
pa
ga
a
supradita quantia,
tratará
muito
de
perto este
negocio.
(552)
JOSE
’
DA SILVA FUNDÃO
Com
loja
d®
fato
feito
13
—Largo
do
Barão
de S.
Marlinho
—13
e
Participa
aos
seus
amigos
e
fre-
goezes,
tanto
d
esta cidade
como
das
províncias
que tem
um
bonito
e variado
sortimento de
fato
fei
to,
casimiras
para
fato muito
baratas,
cortes
de
calça
a l$500,
2$000
e
2^500
reis;
tudo fazendas
modernas.
Guarda
pós de casimira
e
de
alpa-
ques
inglezes,
roupa
branca,
assim
como
camisas
de
600 reis
para
cima,
ceroulas
de
400 reis
até
800,
de
panno
familiar»
e
meotes,
bonets
de
gorgttrão
de
seda
e
de casimira
de
todas as
qualidades, de
500
rs.
até
800;
mantas
de
seda
de
lo
dos os
feitios.
Encarrega-se
de
fazer
qualquer
obra
qtie
lhe
seja
encommendada, e
prompti-
fica-se
a
ficar
com
ella
quando
não
fique
á
vontade
do
freguez.
(583)
Éditos
de
10
dias
Pelo
juizo
de direito d
’
esta
comarca
de
Braga
e
cartorio
do
Escrivão Pessa, cor
rem
éditos
de
10
dias,
a
requerimento
do
exequente
o
reverendíssimo
Cabido
da
Sé
Primaz
d'esta
cidade,
na
execução
que
move
contra
os executados
D.
Maria
do
Carmo
de
Magalhães
d
’
Araujo
e
Costa,
e
marido
Duarte
Augusto
de
Mello Rego,
d’
esta
cidade,
e
D. Maria
das
Dores
Ma
galhães Araújo
e
Costa,
mãe
e
marido,
Luiz
Augusto
May, da cidade
de
Lisboa,
na
qualidade
de
herdeiros
beneficiários de
sua
na,
D.
Maria
Benedicta
de
Magalhães
Araújo
e
Costa,
a
citar
e
chamar
todos
os
credores incertos
que
tenham
direito
e
acção
á
quantia
de
64^580
reis,
que
se
acha
no
deposito
publico
d’
esta
cidade,
e
foi
penhorada
na dita execução
de
pro-
ductos
de
foros
vencidos,
que
se acha
vam
penhorados
aos
ditos
executa
tos
e
em
poder
dos
diversos
foreiros
que
en
trarão
com
elles
no
deposito
publico
em
virtude
da
intimação
que
para
isso
lhe
foi
feita
a
requerimento
do
dito
exequente.
Os
ditos
éditos
estão a
correr do
dia 9
do
corrente
mez
de outubro
em
diante,
afim
tie
comparecerem
os ditos
credores
in
certos
com
suas
preferencias
e
requererem
o
que
lhe
convier
até
ao
decimo
dia,
de
pois
de
findo o
dito
praso
dos
éditos,
com
pena
de
revelia
não
comparecendo.
Braga, 9
de
outubro
de
1877.
Eu
José
Luiz d
’Oliveira
Pessa
o
sub
screvo
e
assigno.
O
Escrivão
José
Luiz
d’Oliveira
Pessa.
Verifiquei
a
exactidão.
(540)
Queiroz.
BUA NOVA,
N.°
5
Ha
para
vender
um
tranqueiro
e
uma
sacada
de
pedra
do
monte
das
Caídas.
Trata-se
na
mesma
rua
e
n.°
(343)
Aluga-se
uma
boa
casa
de
um
luW
andar,
conslruida
de
novo,
com
bastantes
cornmodos,
com
quintal
e
poço,
na
rua
da Ponte
n.°
58.
Para
vêr
se
e
tratar,
no
n.°
58
C.
(342)
igsdwaacxnacftafaF
vcwcMyiy{%3^^
<at»iBíft
y^'^
*mwft»tfinAt><i.K‘Pt*’z^
iw,!*Wiili^1tffyMMw«aj^
-•
?,
^*í^
'
Arrematação
No
dia
21
do
corrente,
pelas
10
ho
ras
da manhã,
terá
logar
na
anle-sala
das
sessões
da
Commissão
administradora
da
bania
Casa
da
Misericórdia, d
’esta
cidade,
a
arrematação
dos
foros e
pensões
em
ge-
neros
vencidos
no
S.
Miguel
do
presente
anno,
pertencentes
á
mesma
Santa
Casa
e
ao
Hospital
de
S.
Marcos.
Em seguida
se
procederá igualmente
á
arrematação
do
fornecimento
de arroz,
ba
calhau
e
assucar
para
os
doentes
’
do
refe
rido
Hospital.
As
condições
e
amostras
acham-se
pa
tentes
na
respectiva secretaria.
Braga
4
d
’
outubro
de
1877.
DE
TâBâCOS
FABRICA
DE
TABACOS
Eli
SANTA APOLON1A
MSBOJL
UNICA
PREMIADA
NA
EXPOSIÇÃO
UNIVERSAL
DE
O
Secretario
da
Commissão
(533)
João
Manuel Corrêa.
PUIU
COLLEGIO INGLEZ
DO
Sagrado Coração
de
liaria,
Virgem
Iminaeulada
RDA
DE
S.
MIGUEL-O-ANJO
Abrem-se
as
aulas
no
dia
1
do
pro
ximo
outubro.
Este
collegio
continua
a
funccionar,
segundo as
condições
do
respectivo
pro-
gramma,
que
se
enviará
a
quem deseje
ter esclarecimentos
d
’
esta
casa
de
educa
ção
para
meninas.
Braga
21
de
setembro
de
1877.
A
Directora
A
Direcção
d’
esta
companhia
lembra novamente
aos
seus
compradores
e ao
pu
blico
em
geral,
a conveniência
de
examinarem
com
a
maior
attenção
os rotulos dos
tabacos
que
comprarem,
a
íim
de
que
não
se
illudam
recebendo
como
tabacos
de
Santa
Apolonia,
outros
de qualidades
inferiores,
devido
isto
á
constante
imitação que
outras
fabricas
do
paiz
tem
feit<
da nossa
marca,
rotulos,
envolucros
e empapelos.
A
direcção
faz
também
publico
que
em
virtude
da
perfeição
do
seu
fabrico,
aro
ma,
e
boa
qualidade
dos
tabacos
que
emprega,
foi
esta
fabrica
a
unica
utlimamente
premiada
com
a
grande
medalha
de
honra
na
exposição
universal
de
Pbiladelphia.
(544)
17
-
EUA
DE
8. VICENTE - 17
(5)8)
Miss
Thereza Hennessy.
VENDA
DE
MADEIRAS
IVa
Ihif»
do
Aleaide
n.° II,
Braga
Vende-se
uma
porção de
madeira
de
castanho,
ha
3
annos serrada, e
com
3
me
os
e
40
centímetros de
comprimento,
70
centímetros
de
largura,
e
5
centíme
tros
de
viiola.
18
couçueiras
de
nogueira
com
3
me
tros
40
centímetros
de
comprimento,
31
centímetros
de
largura
e 9
de
vitola.
4
taboas
de
freixo
bem
avitoladas.
Não
se
vende
separada.
Para
tratar,
na
mesma
rua
e
n.°
RECRIJ
í
A
Precisa-se
d
’
um
homem
para
substi
tuição
d’
um
recruta.
Trata-se
na
rua do
Alcaide
n.°
II.
(538;
Da
rua
de
Santo
Antonio
das
Traves
sas,
mudou-se
para
a
nova
rua
do Couto
d
’Arvoredo
o
restaurante
que
n
’
aqueila
existia. O
proprietário
do
mesmo
convida
o
publico
e
os seus
amigos
e
freguezes, a
que continuem
dispensando-lhe
seus
fa
vores,
pois
que,
a
casa
se
acha montada
nas
melhores
condições
e
com
todo
o
aceie.
O
serviço
é
feito
com
lodo
o
esme-
to
e
perfeição,
e
por
preços
muito
com-
modos.
(531)
TODA
DE
QUIITA
Vende-se
a
quinta
do Bar
rai,
sita
no
logar
do
mesmo
nome,
na
freguezia
de
Se.nelhe,
a
limitar
cora
a
de
S. Jerony-
nw
de
Real,
junto
a
Braga,
cora
todas
as
suas
pei
tenças,
juntas
ou
separadas,
e
os
bens
d
<s
Pegas,
na
freguezia
de
S.
Je-
rouyino,
a
limitar
com
aqueiles.
Os
bens
e montados
a
limitar
em
parte
com
os da
quinta
de
Real.
I
ara
tractar,
rua
dos
Capellistas
20
C-
Braga.
(495)
ALUGA-SE
a
casa
apalaçada
con
•pg,/
struida
de novo, com
quintal
e
poço, na
rua
da Ponte
n.°
58
C.
Para
tractar
no
n.°
acima.
(448)
VlfiBO
I P1HW&S
4100
S5
MACHINAS LEGITIMAS
DA
fflPMA ffllUL
M
PÍLULAS
de
Proto carbonato
de
ferro
inalterável
DOD'.
’BLAUD
Os
únicos
fabricantes
de
machinas para
coser,
com
casas
estabelecidas
em
Portugal
para
fornecer
directamente
ao
publico
e
as
quaes
obtiveram
maiores
prémios na
exposição
universal
de
Philadelphia
I I
GRANDES
FACILIDADES
DE PAGAMENTOS I 1
Para
adquirir as melhores machinas conhecidas
UM
AíiliO
DE
PRAZO
Sem
augmeuto
aiguni
nus
preçms,
ou dez
por
cento
de
abatimento
por
prompto
pagamento
EATSIATO
GRÁTIS
EM
CASA
B®
COMPRADOR
PEÇAM
CATALOGOS
ILLUSTRADOS
Com
listas
de
preços e as condiçõos de vendas a prasos
BA
ASB-AmUBm
DA
COMPANHIA
FABRIL
SINGEB
17, RUA DE S. VICENTE,
17
BR
â
G
â
ou
II
SUA
SLCCUilSAL
3iSfiS-
ll.UA
.
FfôEAWeSSA-ÍSSV
(212)
MOLÉSTIAS
DA
BEXIGA
menuado pelos
melhores médicos; tendo um
sabor escellente, agradavel
ao paladar. Paris, BLAYN,
7,
r.
du
Marché-S«-Honoré. Preços 540
e 810 reis. Em
Lisboa,
Barreto, Lureto 2tí:
no
Porto Ferreirl
y
Irmão,
Banharia,
11,
MSBAKÇA
Domingos
Antonio Gonçalves
Braga, es-
pingardeiro,
morador
que
foi
na
rua
dos
Biscainhos,
faz publico
aos
seus amigos
c
freguezes
que
mudou
o
seu
estabeleci
mento para
a
entrada
da
rua
da
Cruz
de
Pedra,
n.°
53.
(511)
Aluga-se
a
casa
n.°
7,
na
praça
d
’Alegria,
construída
de
novo
e
com
elegancia.
Esta
casa
tem
uma
boa
loja
para
qualquer
negocio,
e
póde-
se
alugar
junta
ou em
separado.
Quem
a
pretender
falle
com
seu
dono
na
rua No
va
de
Sousa
n.°
56.
(474)
Empregadas com o
mais
grão successo,
depois
mais de 40 annos por
a maior parte
dos médicos
por curar a chlorosis (fluxo
tranco)
doança
das mancebas filhas e to
das as
moléstias chloróticas. Eis aqui a
opinião
dos
mais eminentes médicos que as
tem
experimentado
:
«
Depois 35
annos que
exerço a medicina,
«
tenho reconhocido a este medicamento
«
(Pilulas de Blaud)
vantagems incontesta-
«
veis sobre
todos os outros
ferreos e eu
«
o miro como
o melhor anti-chlorótico. »
Dr
DOUBLE, ex-présidente da Academia
de
Medicina.
«De todas
as preparações ferreas que
« nos
hão dado bons resultados no trata-
«
mento das affeições chloróticas, as pilu-
«
las de
Blaud
parece-nos
devem estar na
«
primeira fila. » — Diccionario unir, de
Medicina, t.
n, page 99,
Como prova
da authenticidado.
nome
do inventor está gravado sobrejsí8?'f
cada
pílula como aqui junto
Depositos: Paris,
S, r. Pavenne.
Em
Lisboa,
snr.
Barreto,
Lorèto
d
.0 _
o
—
30
FLUIDE
IATIF
oe
JOHES
J
Por suas
propriedade* benefica*, goza este pro-1
dueto de alta e
merecida reputação. Suaviza e ama- íj
cia a
pelle, allivia as irritações causadas pelas mu- M
danças
de
clima, pelos banhos do mar, impressões g
desagradáveis
do vento
ou do
calor,
etc,
etc.
Uma simples
applicação faz desapparecer as ra- S
cbaduras
das mãos e dos
beiços.
Preço
650 reis.
8
PARA
0S
CUIDADOS
D0
TOUCADOR
|
É muito
digno de ser recommandado ó
Salmo
$
Itttif,
que possue
todas as propriedades
suavizan-
j
tes
doFluide,e
um aroma delicadíssimo.PreçoãOOr*
i
23,
Boulevart
des
Gapucines, Paris,
Jf
'
De
Fronte
da
entrada do
Grand-;
otrl.
3
Fabricante
de Escavas Inglesas
Perfumaria,
Loja r
de
papel,
Objetos
de Fantasia,
Estojos
diversos,
3
Cutelaria,
Artigos de
Luxo,
Luvas, etc.
Deposilo
em
Lisboa,
snr.
Barreto,
LonVo n.”
28—30
(2íi
•)
CII&URGflî
BtSTIST.i.
DA
Escola Americana
Consultorio
a
toda
a
hora, tanto
de
dia
como
de noite
Rua
do
Campo
(antiga
Porta
de
S.
Francisco)
n.°
22.
(582)
Acções e praniiggoriag
de
baneos
®
002:1
pa
nli
ias
Compram-se
e
vende-se
na
rua
Nova
de
Sousa
n.°
9.
(51
(l
)
BRAGA, TYPOGRAPEIA
LUSITAMA • !877.
Parte de Comércio do Minho (O)
