comerciominho_16061877_651.xml
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-
5.’
ANNO
1877
FOLHA
COMMERCiAL
RELIGIOSA
E NOTICIOSA
NUMERO
651
nraCTOTBKjKwcws
Assigna-see
vende-se
no
escriptorio
do
editor
e
proprietário
Joti
Maria Dias
da
Costa,
rua
Nova
n.
’
3
E,
para
onde
deve
»er
dirigida
iodas
correspondência
franca
de
porte.=
As
assi
naturas
são
pagas
adiantadas
;
assim como
as
correspondên
cias
de
Interesse
particular.
Folha avulso
10
rs.
A.-S
sa
ÁS
TERÇAS,
QUINTAS
E SABBADOS.
P
reços
:
Braga,
anno
1^600
rs.
—
Semestre
850
rs.^Protw.
cias,
anno
2&000
rs
e
sendo
duas 3&600
rs.-«Semestre
1&050
rs.^Brazil,
anno 3&600 rs.
—
Semestre 1&900 rs. moeda
forte,
ou
8&000
reis
e
4&500 reis moeda
fraca.
—
ànnuncios
por
linha
20
rs.,
repetição
10
rs.
Para
os
assignantes 20
a
/
0
d
’abatimento.
bíi
.4
í
:
a
^
ii
::3
ii
!O
16 ns
JUN3IO
Traduzimos
do
«Univers»
e
publicamos
em
o
nosso
n.° 649
o
extracto
do
dis
curso
de
Sua
Santidade
aos
peregrinos
portuguezes,
no
dia
Í29
de
maio.
Hoje
vamos
reproduzir
uma
copia
mais
ampla
e
authentica,
que d’
enlre os
seus
apontamentos
nos
forneceu
o
nosso
ami
go
e
patrício,
o
snr.
M.
J.
Loureiro.
Segue
o
EHseurao.
Esta
nobre
coroa
de
cathoiicos
portu
guezes
que
me cerca
e
me
consola,
me
rece que
eu
lhe
offereça
minhas
sinceras
felicitações,
porque
a
vossa
vinda
me
é,
tanto
mais cara e
grata,
quanto
foram
grandes
as
diíliculdades
que
tivestes
para
a
vencer
e
para
a
realisar.
Nós
vivemos em
tempos
diíliceis
e
de
perturbação,
e
é
por
isso
que
as
boas
obras
dos
cathoiicos
encontram
as
mais
das
vezes
(que
eu
podia
dizer
quasi
sem
pre)
obstáculos
e opposições.
Eu
reco
nheço
com
o
meu
venerável
irmão car
deal
patriarcha
de Lisboa,
as
bellas
qua
lidades do
povo
portuguez,
que
ainda
bem
merece
o
glorioso
titulo
de
fidelís
simo
que
mereceram
em
outro
tempo
seus
reis.
Não
ignoro que
ha grandes
difficul-
dades
a
vencer
para
serem
livres
nos
santos
deveres
de
christãos;
mas
Deus é
comnosco,
sustenta-nos e
protege-nos;
pertence-nos
fazer
da
nossa parte
tudo
o
que possamos
para
obter
o
triunfo
da
Egreja.
Oh
!
prouvera
aos céos
que
certos
obstáculos
não
existissem
!
Vós
tendes
um
terrível e poderoso
inimigo,
—é
a impe
tuosa
maçonaria
que
quer
destruir
em
vós
todos
os
vestígios
do calholicismo.
Continuae
a
mostrar-vos
firmes
e
constan
tes;
recordae-vos
que
os
soberanos
de
Portugal
fizeram
tudo
o
que
poderam
para
sustentar,
defender
e
dilatar
a
Re
ligião
Catholica.
Vós
tendes
em
Lisboa
uma
grande
egreja
dedicada
ao Sagrado
Coração de
Jesus,
junto da
qual
se
encontra
um
grande
estabelecimento
de
caridade.
Esta
egreja
e este
estabelecimento
fundados
pela
rainha
D.
Maria
I,
attestam a
magnifi
cência
catholica
da
casa
de
Bragança.
Ah!
os
tempos
estão
talvez
mudados
e
os
soberanos
não
leem
já
hoje
força
nem
vigor;
são
as
primeiras
victimas
dos
systemas
acluaes
de governo; porque
elles
reinam,
mas
não
governam.
Eis
aqui porque
ha
no
mundo
tantos
males
e
desordens:
que
Deus
vos
con
serve,
meus
caros
filhos,
firmes
e
con
stantes na
fé:
possa
Elle conceder
ao
cardeal,
aos bispos
e
ao
clero
esta
co
ragem
e esta
firmeza
tão
necessárias
em
resistir
aos
Ímpios
sem
consideração
algu
ma
humana.
Deus
primeiro,
e
depois
os
homens,
dizia S.
Pedro. Não
se
diga
já-
mais
que
nós
temos
deixado
a
Deus
para
obedecer
aos
homens,
dizia
o
fundador
d
’
esla
Séde Apostólica.
Oh!
que
isto
se
não
diga,
jámais
de
vós,
meus
filhos.
E’
preciso
obedecer
ás
leis que
não
violam
a consciência,
mas o
resto não
se
pode
ria
praticar
sem
grave
èrro.
Agora
eu
peço
a
Deus que
assim
não
aconteça.
Vou
fazer uma
comparação
e
desejo
que
ella
vos
seja
util
e
a
todos
os
ca-
tholicos do
mundo.
Maria 1
edificou
uma
grande
egreja
ao
Coração
de
Jesus,
e
hoje
a
Egreja
Romana
nos
recorda
S.
Bonifácio IV
Papa.
Foi
a
elle
que um
imperador
romano
concedeu
o Pantheon,
e
quiz
que
este
templo,
que
comprehendia
em
si todas
as
falsas
divindades,
fosse
consagrado ao
verdadeiro
Deus.
E
com
effeito,
S.
Bonifácio
o
consa
grou
á Santíssima
Virgem,
Rainha dos
Martyres,
e
alfi,
onde
se
adorava
antiga
mente
tudo que
ha
de
peior,
essas
di
vindades
que
ainda
adoram
todos os revo
lucionários,
Venus,
Marte, Bacho,
etc.,
viu-se
surgir
o
culto
calholico;
as
divin
dades
pagãs
foram
expulsas
e
substituí
das pelos
santos,
e
Maria, a Rainha
das
Virgens.
Oh!
praza
aos
céos
que se possa
substituir
ao
Pantheon
dos
corações,
onde
se
adoram
ainda
hoje
essas
falsas
divin
dades,
os
templos
santos
e
puros com
o
culto
de
Maria
e
Dons
do Espirito
Santo.
Eu bem sei
que
este
grande
edifício é
difficil
de
edificar
nos
corações,
mas
é
possível
e
basta
trabalhar
.com
energia
ajudados
e
sustentados
com a
graça
di
vina.
Eu
peço
para
que
isto
se
realise,
e
por
isso
orae
vós
lambem
comigo.
Eu
vos
dou
a
mais
ampla cerleza
que
eu
quero
orar
pelo
reino
de
Portugal.
Eu oro
pelos
bispos,
pelo clero,
por
vós
e
vossas
famílias,
e
pelos fieis
d
’este
ge
neroso
paiz.
Eu
me
regosijo
de
ter
visto
neste
dia
estas
nobres
damas
que
trazem
impressas
no seu
rosto
as
mais
altas
virludes
e
agora para
confirmar
e
corroborar
as
pa
lavras
que
acabo
de
vos dirigir,
eu
vos
dou,
meus
caros
filhos,
as
bênçãos
de
Deus.
Eu vos dou esta
bênção
em
nome
do
Padre Eterno,
do Filho e
do Espirito
Santo,
Trindade
Santíssima,
cuja
solemni-
dade ante-hontem
celebramos.
Que
esta
bênção
desça
aos vossos corações,
que
ella
desça sobre as
vossas
famílias,
soore
as
pessoas
que
vindes
representar
e
so
bre
todo
o
reino;
e
finalmente
Elle
vos
dê
a
verdadeira riqueza,
que
consiste,
não
em
certos patronatos
inúteis,
nem
em
certos
desejos
vãos,
mas
no
dom
do
temor
de
Deus
e
na humildade,
que
é
em
que
consiste
a verdadeira
riqueza das
nações.
Que
o Padre
Elerno vos
abençoe
e
vos
dê a
força
necessária
para
vencer
as
paixões;
que o
Filho
vos abençoe
e
vos
dê
a
sabedoria
para
desviardes de
vós
os impios
e
evitar
suas
machinações
pér
fidas;
emfim
que
o
Santo
Espirito
vos
abençoe,
vos dê
seus
Dons,
e
sobre
tudo,
o
mais
importante,
o
santo
temor
dè
Deus.
Benedictio
Dei etc.
«A
seiesscift
da
civilização».
Corre
tão
desvirtuada
entre
nós
a
significação
d
’
esta
palavra
—
civilisação,
que
não
raro
se
encontra
quem
a
tome
unica
e
exclusivamente
pelos
melhoramentos
e
progressos
materiaes.
Mas
a
civilisação não consiste sómente
nas
descobertas
que
as
sciencias
naturaes
fazem
dos
mais
recônditos
segredos
da
natureza;
está
sobretudo
no
aperfeiçoa
mento
da
natureza
humana
pelo
exacto
conhecimento
das
relações
que
existem
entre
ella,
o
Crea
ior
e
as
creaturas.
Sendo,
como
é,
este
o
principal
obje-
cto
da
civilisação, não
conseguiria
ella,
comludo,
o
seu fim
se
os
meios a em
pregar
fossem apenas
a
illustração.
Bem
se
tem
assenhoreado
o
homem
das maravilhosas
forças
da matéria,
que
por
mil
fôrmas
o
cercam
de
commodi-
dades
e
gosos;
e
todavia
não
adiantou
um
passo aos
séculos
passados
no aper
feiçoamento
do
espirito,
antes
o tem
de
gradado
a
tal
ponto
que
elle
mesmo
se
liorrorisa
de
seu
embrutecimento.
E
’
que
a
illustração
sem
a
moralisação
nada
vai,
antes
prejudica.
E
esta,
por
demasiado
o
sabemos, não
se
consegue
senão
pela
educação,
a
primeira
necessi
dade
social,
a que devemos tudo
quanto
somos.
E
como
conseguir
tão
fértil
e
eíficaz
meio
de
civilisação?
Mediante
um
corpo
regular
e
completo
de
doutrina,
que
me-
thodicamente
comprehenda
tão
vasto
co
mo
importante
assumpto.
FOLHETIM
OS
ÚLTIMOS
MOMENTOS
DlYi
C9NDEMNAD0
PELO
R.
P.e Marchai
XHsBionitrio
apostoltco
TRADUZIDO
DA 19.
a
EDIÇÃO
POR
J.
B.
da
S.
B.
[Continuação]
VII
Eram
sete
horas.
Minha
cabeça
assi-
milhava-se
a
uma
fornalha
;
nunca
havia
sido
atormentado
por
similhanle
cephalagia
;
eu
não
via
claro.
Apenas
cheguei
ao
meio
de
meus
con
frades,
expuz-lhe
as
differentes peripécias
do
drama
que
acabava
de ter
logar.
Todos
correm
aos
pés
do
altar
e
todos
solicitam
com
instancia
a
permissão
de
passarem
ahi
a
noute.
De
repente,
vejo
chegar
á
casa
o
car
cereiro
furioso,
que
me
diz
com
uma
voz
de
trovão
:
«Vós
sois
um
desgraçado
!
esperae!...»
Apresenta-me
um
canivete que,
em mi
nha
perturbação
me tinha
esquecido
sobre
a
meza
do
condemnado,
depois
de
ter
apa
rado
a
penna.
«Vós
deixasteis
esta
arma
sobre
a
meza
para
que
elle
se
suicidasse;
a
falta caía
sobre
mim:
tiráveis
o
pão
a minha
mu
lher
e
a
meus
filhos!...
sois
um
misera-
eu
amo-vos
de
todo
o meu
coração;
é
porisso
que
eu
terei
grande
prazer
de
passar
esta
noute
comvosco,
pois
que
é
a
ultima.
Todos
os
meus
confrades invejam
a
minha
dita;
todos
oram por
vós
n
’
este
momento
junto
do
Santíssimo
Sacramen
to,
e vão
assim
passar
a
noute;
amam-
vos
como
a
um
irmão,
sem
conhecer-vos.
Esperam
todos impacientes
que
eu lhes
vá
annunciar
o
triunfo
da graça, e
o
cum
primento
de
seus
mais ardentes votos.
—Uh
na
verdade
!
são
muito
bons
para
comigo!...
Não
me
conhecem
e
amam-
me!...
Meu
Deus! oh
nada
d
’
isto
com-
prehendo
!...
Elle
passeia a
passos
largos
e leva
a
mão
a
seus cabellos.
«Minha mãe
!
..
meu
pae
I...
Augusto
!...
levar-me-heis
isto
a
mal?...
«Não,
é
impossível
que corações tão
bons
não
estejam
na
religião verdadeira!
E
’
a
da
verdadeira
fraternidade!
Nossos
ministros
não tem
tanta
caridade...
Não
lenho
visto nenhum...
O’
minha
mãe!
não
me
queiraes
mal,
eu
vos
supplico...
Se
visseis
o
que
eu
vejo,
se
ouvísseis
o
que
tenho
ouvido,
talvez
vos
tivesseis
conver
tido
já
ao
Calholicismo...
Eu nada
com-
prehendo
;
é
comico;
já
não
sou o
mesmo.»
Depois,
voltando-se
para
mim
:
—
«O
’
meu
caro,
vencesteis-me.»
—
Não,
não
amigo,
não
fui eu
que
vos
venci
;
é
Jesus,
é
Maria
que
acabam de
fazer a conquista de vosso
grande
cora
ção!!!
Logo depois
o
estreitei
em
um indisivel
abraço;
lancei
lhe
ao
pescoço
uma meda
lha
da Boa
Mãe,
que
beijou
com
amor,
e
me
prostrei
de
joelhos,
exclamando:
«Senhor,
senhor, acabae
vossa
obra
!
uma
alma
lam
bella
era
digna
de
vos
co
nhecer
e
amar eternamente!...»
vel
!...
Eu
faço
a
minha obrigação,
vós
a
vossa;
nada
melhor:
mas
é
preciso
sa
ber
fazel-a
sem
reduzir
um
pobre
homem
á
miséria.
—
«Meu
honrado
carcereiro,
lhe
res
pondi,
estendendo-lhe
a
mão,
não
digaes
que
fazemos a
nossa
obrigação;
dizei
an
tes
que
cumprimos
ambos
ura
nobre
mi
nistério;
vós
guardaes o
corpo
dos
pre
zos,
e
nós
procuramos
salvar-lhes a alma.
Sejamos
amigos:
foi
um
imprudente
esque
cimento;
mas
reduzir-vos á
miséria
tal
não
foi
minha
intenção.»
Nós
acabamos
por
nos
despedirmos
como
bons
amigos.
A
’
s
oito
horas,
emquanto
oram
todas
as
pessoas
piedosas
da
cidade,
volto
de
novo
á
prisão,
que
acho
fechada.
O car
cereiro
estava
auzente.
Cercam-me
umas
trinta
pessoas.
Para
não
estar
ocioso,
su
bo
a
uma
pedra,
e,
tomando
a
circum-
stancia
por
exordio, faço-lhe
um
sermão
sobre
a
morte
e a
eternidade.
O audito-
lorio
era
fácil
de
mover,
e
tive
a
con
fiança, era
que
muitos
se
deitaram
com
bons
pensamentos.
Emfim
a
porta
abriu-se.
e
eis-me
de
novo
em
presença
do
meu
infeliz,
que
en
contrei
deitado
na
cama,
na
mais
pro
funda
obscuridade.
Logo
que
me viu,
le
vantou-se.
Corro
para
elle,
abraço-o,
e
pergunto
lhe
se
seu
somno
foi
perturbado
por algum
mau
sonho.
a
E’
diíTicil
sonhar,
me
diz,
quando
se
não
póde
dormir.»
—
Não
podesíeis
dormir,
dizeis
; pois
bem
!
não
levareis
a
mal
que
eu
passe
com-
vosco
esta
noute?
—
Oh!
senhor!
decerto
zombaes;
vós
tendes
necessidade
de
dormir;
não
con
sinto
que
vos
incommodeis
tanto
com
um
miserável
como
eu.
—O
amor
não
conhece
incommodos,
e
Elle
caiu
lambem
de
joelhos
a
meu
lado
e
exclamou
:
«Sim,
meu
Deus,
Vós
sois
bom
!
que
quereis
que
faça?
Tinha
pedido
um
mi
nistro
da minha religião
e
não
appare-
ceu
; deixar-me-hiam
morrer
como
um
bruto...
Mas,
tanto melhor!
eu
Vos
agra
deço
;
foi
a
Vossa
Providencia
que
o
or
denou
assim,
para me fazer
conhecer
a
Religião
catholica..,
Mil
graças,
meu
Deus,
mil
graças...»
Ainda
ambos de
joelhos,
tomo
entre
as
minhas
as
suas
mãos,
que
aperto
e
bei
jo
com
uma
ineffavel
felicidade:
—
O
’
meu
amigo,
sois
emfim
catholico!
Somos
duplamente
irmãos.
E’
este
o
dia
mais feliz
da
minha
vida
!...
—
Como
?
—
Sim,
sim,
sois
a minha
primeira
con
quista.
Tenho
apenas
vinte
e
cinco
an-
nos.
Sois
vós o meu
primeiro
filho
em
Jesus Chrislo!
Oh!
graças,
meu
Deus!
E’
muita
felicidade
!
Que
tenho feito,
miserá
vel
como
sou,
para
obter similhante
fa
vor
?
—
Não
comprehendo
nada,
me
diz
rin
do
e
chorando
ao
mesmo
tempo;
não sou
mais que
um
miserável:
—
Sim,
mas
um
miserável
cuja
alma
vai
milhares
de mundos.
Oh!
se o
ceo
podesse
abrir-se, verieis
então
como
os
anjos
se
regosijam
!
Mas
coragem
!
algumas
horas
mais
e
vos
regosijareis
com
elles.
—
Um
miserável
como
eu?... Mas,
lem
bra-me
uma cousa
;
não
se
deve
abraçar
uma
religião
sem
a
conhecer,
e
eu
não
sou
mais
que
um
ignorante.
—
Meu
irmão,
Deus
não
exige
impos
síveis.
Elle
pftmette
a
paz
áquelles
que
são,
como
vós, de boa
vontade.
Basta
unia
hora para
vos
instruir;
a
graça
do
Se
nhor
fará
o
mais;
não vos
inquieteis.
(Continúj)
E
qual,
ainda,
o
livro
que
satisfaça
a
estes
requisitos?
A
Sciencia
da
civilisa-
ção.
E
’
um
curso
elementar
completo
de
educação
superior
religiosa,
individual
e
social.
O
seu
auctor, o
illuslradissimo
bispo
de
Angra,
D.
João Maria
Pereira d
’
Ama-
ral e
Pimentel,
compendiou
os
princípios
geraes
de
educação,
devidamente funda
mentados
e
deduzidos
que
até
aqui
se
achavam
incompletos
por
falta
de
systema
e
methodo.
O
livro
está
escripto
com
inteireza,
brevidade,
clareza
e
nexo, revelando-se a
primeira qualidade
nas
matérias
inteira
mente
vivas,
da
própria
lavra
do
auctor;
a
clareza
u
’
um
estylo facil, simples,
la
cónico
e
conciso;
o
nexo
na
disposição
das
doutrinas
por
tal modo
distribuídas
que
as
seguintes
se
deduzem
naturalmente
das
antecedentes.
Esta
obra, de importância
transceden-
tal,
é
particularmente
destinada
aos
se
minários
ecclesiasticos
pela
obvia
razão
de
que,
sendo
o padre
o
principal
cul
tivador
do
espirito,
jámais
poderia
aper
feiçoar,
civilisar
os
outros
se
elle
pri
meiramente
não
se
aperfeiçoasse,
civili
sasse
a
si.
A
utilidade d
’
este
livro
tem-n
’a reco
nhecido
theoricos
e
práticos
que
ardida
mente
se
empenham
em
educar
para
ci
vilisar.
A
segunda
edição,
feita
pela
casa
Chardron
é
uma
prova
da
inequívoca
ac-
ceitação
e
do
indisputável valimento do
livro,
que veio
supprir
uma
grande
lacuna
em
tractados
d
’
este
genero.
A
* íledaeçfíc» «3» «Coiumereio do
IHinho».
Londres, 28
de
Maio, 1877
(á
noite).
[Conclusão!
SEM
MA
RIO.
V.
—
Mudança
de
Ministério
em
Fran
ça,
e
sensação
grande
produzida
por
esse
facto.
VI.
-
—Republicanismo Francez
do
Times
e
seus correspondentes.
VII.
—
O
Vaticano
e
o
Quirinal
no
Ti
mes.
VIII.
—
Mais noticias
Francezas,
confes
sando
essos da Camara
Franceza,
etc.
IX.
—
Por
toda
a
parte
a
Maçonaria
tremendo
por
suas
obras.
«O
Marechal
Mac Mahon
mandou
ao
Papa
uma
esplendida
peça
de tapeçaria
por
occasião
do
jubileu episcopal.
«O
Papa
escreveu
ao Cardeal
Guibert.
(Arcebispo
de
Paris)
approvando
a
sua
Carta
Pastoral.
«Esta
manhã
deu
Sua
Santidade au
diência
particular
ao
Príncipe
da
Torre
e
Taxis,
ao
Duque
e
Duqueza
de
Parma,
e
ao
Cabido
de
S.
João
de
Latrão;
depois
do
que
sentindo-se
fatigado
deixou
de
dar
mais
recepção
publica.
Isto
deu
logo
logar
a
dizer-se
que
elle estava
doente».
—
Quiz
copiar
integralmente
todo
o
pre
cedente,
por
vir
da
fonte
insuspeita
que
se
pode
imaginar
de
favor
para
com
o
Papa
e
causas
Catbolicas;
e
não
poder
as
sim
dizer-se que
as
minhas
relações
vem
de
fonte
apaixonada
por
nós.
VI.—O
Correspondente
do
Times
em
Paris,
nas
suas
relações
do
que
ali
se
passa,
apresenta
como
cousa
certíssima
e
inevitável
a
derrota
a
final
de
Mac
Mahon
e
do
novo
Governo;
e
o
triumpho do
re
publicanismo
democrático
e
radical,
repre
sentado
por
Louis
Blanc,
e outros
assim.
Se
não fosse
a experiencia que
eu
tenho
de ha
tantos
annos,
de
ver
como os cor
respondentes
do
Times,
ordinariamente
es
tudam,
em
certas
questões, mais
os
de
sejos, opinião,
e
objectos
do
Times,
do
Protestantismo
e
do
interesse
Inglez,
do
que
a verdade
real
dos
factos;
houvera
eu
decidatnenle
dado
por
perdido
o Presi
dente
Mac
Mahon
e
o
seu
Governo.
Tal
é
a pintura que
o
mesmo
Corres
pondente
faz
nas
suas ultimas cartas
da
determinação,
segundo
elle
diz,
de
toda
a
nação
Franceza, de obterá
igualdade
ab
soluta;
que
elle
não
hesita
em
prognosti
car
o
triumpho
proximo dessa ephera
uto
pia
—
que
nunca
verdadeiramenle
existiu
(porque
a vida
a
natureza das
cousas
e
dos
homens), senão
temporária,
e assim
mesmo
apparentemente,
nas
antigas
repu
blicas
de
Alienas,
etc.,
verdadeiramenle
microscópicas,
não
obstante as
honras que
hoje
historicamente
lhes
fazemos.
Nos
Estados-Unidos
d
’
America
mesmo,
essa
igualdade
absoluta
existe
mais
em
theoria
que
de
facto.
Onde
houver
mais
poder,
mais
força
moral
ou
physica,
hade
a senhora
igualdade,
quer
ella
queira
quer
não,
dobrar
o
collo,
de
uma
ou
de
outra
maneira.
A
unica
verdadeira
igualdade
é
a
do
Evangelho,
no sentido
de
fazer
todos
os
homens
irmãos.
Aão
se
perca
de *vista uma
cousa,
e
é
que no
fundo
de todas
estas
doutrinas
inculcadas d'aqui,
debaixo
d’
este
ou
d’
a-
quelle pretexto,
está
uma
base,
um
prin
cipio
constante.
Este
principio
é
fazer
triumphar
o
Protestantismo
Anglicano,
e
com
elle
o
predomínio
Inglez, moral
e
po
lítico
(e
pecuniário
ao
mesmo tempo).
Eis
ahi
a
verdadeira
razão
destes
amo
res
do
Times e
de
seus agentes,
pela
Re
publica
em
França.
E’
sobre
tudo,
para
que
se
feche
a
porta
aos
Bourbons,
que
têm
a
macula
indelevel
de
ser
addictos
á
Igreja
Catholica
e
ao
Pontífice
Ro
mano.
Veremos
se
a
Providencia,
que
se
di
verte
ás
vezes
a
trantornar
estes
cálculos
—
como
agora
transtornou
o
da
Lei
patifa
do
Monte
Citorio
—
põe
também alguns
embargos
a
estas
decisões
do
Times
e
de
seus
correspondentes
em
França.
VIL
—
N
as
mesmas correspondências
do
Times uitimamente, até
parece
ter-se
ava-
porado
de
Roma
o aladroado
Quirinal,
puis,
ha
vários
dias,
nem
delle
se
faz
menção;
quasi
como
se
já
d
’ahi
tivesse
feito
visparé
!
Parece
já
não
domina
em
Roma
senão
o
Pontífice,
ao
lêrem
se
as
ultimas
noticias
d
’
ali,
até
o
proprio Time.:,
que
tanta
zanga
tem
ao Papa
e
aos
Ul-
iramontanos,
faz ha
muito
a honra
ao
Va
ticano,
de
cada
dia
dedicar
um
artigo
se
parado
ás noticias
concernentes
ao
Pon
tífice
e
aos
acontecimentos
Catholicos
na
Cidade
Eterna.
E
nem
ao
menos
o
acom
panha
de outro
artigo
em
que
nos
diga
o
que
vai
pelo Quirinal!
VIII.
—
N
’
uma
carta
do dia
20,
o
Cor
respondente
de
Paris
dizia,
com
tudo.—
«Verdade
seja,
e
deve admitlir-se,
que
os
Extremos
Republicanos
commetleram
um
erro
imperdoável
em
assustarem
as
con
sciências da
gente
por
suas
tendências
anti-religiosas.
Confessa
também
que
«a
Camara
suspendida
não
ponderou
bem
as
consequências
que as
medidas
por
ella
ado-
ptadas
podiam
tnvolver:
que
ella
demoliu
sem
edificar,
e
muitas vezes
modificou
leis
beneficas
para
o
fim
sómente
de ganhar
popularidade».
Isto
é
o
grandíssimo
vicio
destas
mo
dernas
Assembleas
de
falatorio,
e de
es-
pectaculo;
cousa
que
não
existia
em
nos
sas
Antigas
e
Legitimas
e
sensatas
Côr-
tes
Portuguezas
Nellas
os
Representantes
da
Nação,
divididos
logo
em
tres
Com-
missões
ou
Braços (como
se
chamavam;,
segundo
a
naturezas
das matérias
que
mais
particularmente
competiam
e
melhor
podiam
ser
discutidas por
cada
um, tinham
de
olhar
e
considerar
as
questões que
necessitavam
providencia
ou
resolução;
e
não
que estar
attendendo,
ao
mesmo
tem
po,
ao
effeito
que
o
seu
palavrório
pro
duziria
nas
galerias
e
no
publico.
O
Senado
Romano
—a
mais nobre, a
mais
sabia,
a
mais
importante
Assemblea
que
jamais
existiu,
não
se
dava
ao
mesmo
tempo
em
especlaculo
á
curiosidade
de
ociosos
e
fátuos,
pela
maior
parte.
Aqui
mesmo
em
Inglaterra, cujas
Assembleas
legislativas
mais
se
assemelham
ás
da
an
tiga
Roma,
não
vai
quem
quer
divertir-se
ás
galerias
da
Camara
como
a
um
thea-
tro
Só
se lá
vai
com a
licença
do
Pre
sidente,
ou
introducção
de
um
deputado
(que
todavia
não
pode
introduzir
senão
uma
pessoa
de
uma
vez),
e
só
se
entra
debaixo
da
condição
de
perfeito
silencio
e
respeito;
nem
os
deputados
dam
atten-
ção
alguma
aos
poucos
espectadores na
ga
leria;
que
seria
postos
fora
logo
que
des
sem
qualquer signal de
approvação
ou cen
sura
dos
debates.
«E’
certo»
(diz
mais
o
Correspondente
de
França ao
Times,
em data
de
20;
«que
todos
os
das
Missões
diplomatinias
forlemente
instáram
com
o
Duque
Deca-
zes
para que
ficasse
em
o
novo
Gabine
te.
Os
Embaixadores
da Germania
e
da
Italia
representaram;
que
a presença
do
Duque
Decazes
faria
parecer
que
a
mu
dança
affeitada
sómenle
a
política
interior;
einquanto
o
siibsliluil
o por
outrem daria
ao
Gabinete
um
caracter
anti-liberal
de-
sinquietante
para a política religiosa
dos
dois
paizes.
«O
embaixador
de
Hispanha,
e
o
Re
presentante
de
Portugal,
os
agentes
das
duas
Potências
constitucionaes,
exprimiram
o
receio
de
que
a
sahida
do Dti ;ue
Deca
zes,
daria
ao
novo
Gabinete
um caracter
de
tendencia
auti-constitucional; que po
dia
animar
as
idéias
dos
partidários
de
monarchia
absoluta. Deve
lembrar-se,
que
D.
Miguel
e
D.
Carlos
tiveram
recente
mente
uma
longa
conferencia; que
D.
Carlos
tinha publicado
uma
carta
aggres-
siva
e
ameaçadora
em
favor
dos fueros;
e que
ha pouco
tempo
linha
sido
intro
duzido
a
seu
conhecimento e
trato
o
Du
que
de
Nemours,
n’
um
ajuntamento
onde
por
acaso
se
encontráram.
Tudo
isto
ex
plica
a
linguagem
dos
dois Representantes
Peninsulares».
IX.—
E’
notável,
como
por
toda
a
par
te
o
grande
medo
é
da
Igreja
!
Isto
é
mais
uma
consequência
da
^insignificante»
Al-
locução do Papa,
que,
segundo o
Times,
não
valia
a
arenga
do
Deão
Stanley
I
O
Correspondente
de
Berlim
escreve
ao
mes
mo
Times,
que
«em
consequência, segun
do
se
suppõe, da
nomeação
de
um Gabi
nete
Ullramonlano
em Paris,
se
iam
re
forçar
as
províncias
de
Alsacia
e
Lorena
com
uns
10 a
12
mil
homens
de
tropas
Prussianas».
De
Roma escreve
o
Correspondente,
em
data
de
20:—Que
os
políticos
Italia
nos de
todas as
cores
e
matizes,
attri-
buem
a
demissão
de
Julião
Simon
a
in
fluencia
clerical,
e
as
predilecções
cleri-
caes
da
parte
do
Marechal
Presidente.
....
Que
a
mudança
em
França
se
julga
mais
importante
pelas
consequência
que
podem
resultar
.......
Que
o
Marechal
entrou
n
’
uma
política que
é
a
negação
do
systema par
lamentar.
Que
a verdadeira
causa
deste
acto
de
violência
foi
um
voto da
Camara
Franceza
sobre
a
questão
Clerical,
e
que
o
Presidente
se
poz
á
disposição
do
Epis
copado.
«Os
Bispos,
diz a
Opinione,
perceben
do
por
este
acto
energico do
Marechal te
rem
achado
caminho
para
o seu
coração,
ham
de
empregar
o
seu
possível
para o
fazerem
sahir d’
aquelle
prudente
circulo
em
que se
tinha
encerrado.
Isto
deve
preoccupar
a Italia.
O
Partido
Clerical
nunca
se
esquece
e
nunca
perdoa,
nns
espera
e vigia
a
sua
opportunidade,
e
hoje,
faltando
a
lei
proposta
contra os
abusos
do
clero,
conseguiu
levantar
um
movimento anti-Italianismo
que
não
hade
ser
facil
abater».
Eis
ahi
simples
amostras
da furia
ma
çónica
que
se
manifesta
por
toda
a
parte
contra
a mudança
em
Paris!
Não
se
fala
de
outra cousa,
que
dos
interesses con
trários
á
Igreja
—
dos
interesses
maçonicos
offendidos
I
—
À
mim
não
me
admiraria se
o
acto
e
coragem
de Mac
Mahon,
fosse
mais
uma consequência
da tal
insigni
ficante
ultima
Allocução
de
Sua
Santi
dade.
A.
R. SARAIVA.
UZITILIÀ
50<»ents«eait«» honroso.—
A
Sua
Ma
gestade
El-Rei
foram
presentes
os
oflicios
de
22
e 29
de
Maio proximo findo,
em
que
o
Governador
Civil
de
Braga
dá
con
ta
das differentes providencias
por
elle
ado-
ptadas
no
intento
de
melhorar
o
serviço
do
recrutamento,
e
tornar
responsáveis
as
auctoridades
respectivas
pela
falta
de
zêlo,
e
de
aclividade
no
desempenho
dos
seus
deveres
;
e
o
mesmo Augusto Senhor
Man
da
louvar
no
Seu
Real
Nome o
referido
magistrado
pelo
cuidado
e interesse que
lhe merece
tão
importante
serviço,
e
Appro
vando as
instrucções
expedidas
aos
admi
nistradores
de
Concelho,
Espera
que
em
pregará
todas
as
medidas
que
o
seu
zêlo
lhe
suggerir
para
que
as
operações
do
re
crutamento
se
levem
a effeito
com
a
maior
regularidade,
e
nos
prazos
estabelecidos
nas
leis
;
e
bem
assim
que
usará
dos
meios
rigorosos
com
as
auctoridades
ommissas,
ou
que
se
mostrarem
parciaes no
cumpri
mento
dos
seus
deveres.
Paço,
em
6
de
junho
de
i877=Marquez d'Ávila
e
de
lio-
lama.
Partiiía.
—
Retiram-se
hontem
d
’esta
cidade
os
notáveis
jornalistas
lisbonenses
Luciano
Cordeiro, Gervasio
Lobato
e Ma
galhães
Lima.
Os
dois
primeiros
dirigem-
se
a
Lisboa,
e
o
ultimo
a
Ribeira
de
Pena,
onde
se demorará
alguns dias.
Foram
á
gare
despedir-se
de
ss.
ex.
as
entre outros
cavalheiros
os
snrs:
viscon
de
Pindella,
Fernando
Castiço,
dr.
Perei-
ra-Caldas,
Adolpho
Pimentel,
Marques
Cos
ta,
Miguel
Baptista, Dias
Freitas,
etc.
Kovenn.
-Começou
hontem
a
novena
de S.
João
Baptista
na
egreja
de
S. João
do
Souto.
Oempedidi».
—
Os
snrs.
G.
Lobato,
M.
Lima e
Luciano
Cordeiro
dirigiram
aos
jornaes
d
’esta
cidade
uma
carta
despedin-
do-se
das
pessoas
que
os
honraram
aqui
com
as
suas
visitas,
e pedindo
desculpa
de,
por escassez
de
tempo,
o
não
fazerem
pessoalmente.
Missa.—O
servo
menor
do templo
dos
Terceiros
mandou
hontem,
a
expensas
suas,
cantar
uma
missa
n
’
aquelle
templo
em
ac-
ção
de
graças pelas
melhoras
experimen
tadas
pelo
snr.
João
Baptista
Lopes,
hon
rado
negociante
(1
’
esta
cidade.
Medida aeei-tadi».
—
A
junta
gera!
do
districlo
resolveu
que
o
pagamento ás
amas
externas
dos
hospícios
seja
leito
nos
res-
pectivos
concelhos
perante
o
administra
dor,
camara
municipal
e
medico
do
par
tido.
Fallecianento.
—
Na
manhã
d’
ante-
hontem
falleceu
o
rev.
0
Luiz
Maria
Gomes,
cura
da
egreja
de
S. Victor
d
’
esta
ci
dade.
Chegnda
de
peregrinos.
—
Tem
estes
dias
chegado
uma
grande
parte
dos
peregrinos
que
d
’este arcebispado
foram
a
Roma.
Veem
todos contentes e
satisfeitos,
e
to
dos
desvanescidamente
se
congratulam
pe
lo excellente
acolhimento
social
e
religioso
que
tiveram
no
estrangeiro,
em
contraste
Irizanlissimo
e
desgraçado
com
os
apupos
e
arruaças
que
lhes
fizeram
na palria, no
nosso
abençoado
Portugal.
Sobre
esia
matéria
diremos
d
’espaço.
Por
iop»o de
eompoaiçno.—N1O
foi
outro
o
motivo
porque
na
lista dos
cavalhei
ros
que assistiram
á Conferencia
da
Li
tania,
publicada
em
o
n.°
antecedente,
não se
incluiu
o
nome
do
snr.
dr
Maga
lhães
Lima, que
alli
representava
um
diário
de
Lisboa.
Quedo.
—
Na
terça
feira andando
al
gumas
creanças
a
diverlir-se
no
pateo de
S.
Victor,
uma
d
’ellas
caiu
das grades
á
calçada
da
rua,
ficando
em
perigo
de
vida.
PjaSsticaçõeH.
—
Temos
em
nosso
po
der
as
seguintes
pub'icações de
que
ainda
hoje
não
podemos
fallar
extensamente,
em
rasão
da
falta
d’
espaço
com
que
lucta-
mos
:
—«Os
filhos do
Moníi»
(vol.
I),
Em-
preza
Horas
Românticas.
—
<Os
crimes
de
Diogo José
Alves»,
da mesma
empreza.
—
«Portugal
antigo
e
moderno».
—
Fase.
117.
—
«Historia
Popular
dos
Papas».
—
Fas.
n.°
3.
—
«Diccionario Popular».—
Fase,
ultima-
mente
publicados.
Noticias «5e ViseSIa.—
Escrevem-nos
d’
esta
localidade
:
No
dia o
do
corrente
foi
viclima
da
hy-
drophobia
um
infeliz
mancebo
que no
dia
23
de
maio
ultimo,
tinha
sido
mordido
por
um
cão
damnado,
que
fez
por
aqui
e
em
varias
partes,
bastantes estragos
; e
logo
depois
appareceram
os symptomas a
outro
indivíduo,
que
teria
succumbido,
se
não
desse
fé das bolhas
que
lhe
appare
ceram
na
bocca,
e que
foram cauterisa-
das
pelo conspícuo
dr.
Abilio
Torres.
S.
s.
a
,
não
obstante
as
diligencias
do
seu
provado
talento,
não
ponde
salvar
o
pri
meiro
por
já
estar
declarada
a
raiva.
Se
este
infeliz
fosse
cauterisado
como
a
sciencia
manda,
não
teria
passado
um
tão
doloroso
transe;
pois é o
que
ordi
nariamente
acontece
áquelles
que
deposi
tam
cega
confiança na
imperícia
de
homens
que
estão
muito
áquem
dos
conhecimen
tos
precisos, como
se vê
n
’
um
certo
pharmaceulico,
que
era
vez
de
applicar
ura
cautério
em
fórma, applica
na
chaga
do
infeliz,
o nitrato
de prata!
Por
conselho
d’alguma
alma
caridosa
foi o
mordido
no
dia
seguinte,
á
pharma
cia
do
habi!
boticário
Silva,
que
lhe
fez
a
cauterisação
segundo a
arte,
mas
foi tar
de,
porque
o veneno já lhe
tinha
germina
do
no
sangue,
o
que
não
succedeu a ou
tros
que
tiveram
a
prudência
de
logo pro
curar
este
acreditado
pharmaceulico,
aquém
muitas
pessoas
devem
muito,
quando
fo
ram
victimas
de
quedas
sinistras
e
outras
desgraças
que
reclamam
pronto
soccorro.
—
Z.
Vísãta.
—
Parte
boje
para Ponte
do
Lima,
seguindo
depois,
como
dissemos,
para
Vianna
e
Caminha
s.
exc.
a
revd.
ma
o snr.
arcebispo
Primaz.
Leva
em
sua
companhia
o
seu secretario
e o revd.0
pa-
dre
João
Rebello.
S.
exc.a
tenciona
regressar
a
esta
ci
dade na quarta-feira
próxima.
Companhia
«fio Baquet.—
Segundo
ouvimos
já
não
vem
a
esta
cidade
a
com
panhia
do
Gimnasio
de
Lisboa.
Em
compensação
teremos
a companhia
do
Baquet,
a qual tenciona
dar
quatro
recitas
d
’
assignatura
no
theatro
de
S.
Ge
raldo,
sendo a
primeira
na
quinta-feira
próxima.
provido
no
cilicio
de
contador
do
juizo
ecclesiastico
da
diocese
de
Aveiro.
Guerra do Oriente,—
Os
últimos
telegrammas
relativos
á
guerra
do
Oriente,
são
os
que seguem:
Um
telegramma
da
Ragusa
falia
no
vamente
da
derrota
dos
turcos
pelos
mon-
tenegrinos,
dizendo
que
elles
loram
re-
pellidos
em
Danilograd.
Do
lado de
Nik-
sich,
no
dia
7, ouvia-se
o
bombardeamento
sustentado
pelos
monlenegrinos.
O
commandante
cm
chefe
do
exercito
do
Caucaso
cominunicou
que
o
general
Tergoukassov
occupara
os
entrincheiramen-
tos
e
a
cidade
de
Karakiriss.
Os turcos ti
nham
saido
d
alli na
vespera.
Os
dois
principaes
acampamentos rus
sos
junto
de
Kars
eram
Movuara
e
Boz-
gani.
Preparava-se
uma
acção
decisiva
con
tra
Kars.
Constantinopla
11
—Na
noute
de
9
para
10
do
corrente
os
russos,
com
seis
cha
lupas,
tentaram
lançar
torpêdos
contra
os
couraçados
turcos
fundeados
em
Sulina.
A
tentativa mallogrou-se.
Tres
dos barcos
torpêdos
foram
mettidos
a
pique e
a
guar
nição
ficou
prisioneira.
Ties torpêdos
rebentaram
sem
causar
prejuízo.
Berlim
11—
0
governo
do
império
da
Allemanha
reconheceu
Diaz,
presidente
da
republica
dos
Estados-Unidos
do
Mé
xico.
Pariz
11
—
Chegou
a
Pariz
o
gran-du-
quo
Alexis
Alexandrowilh,
filho
do
impe
rador
da
Rússia.
Londres
12
—
No
jantar
da
corporação
dos
alfailes,
lord
Derby,
insistiu
na
neces
sidade
de
manter
a
paz
europeia:
«Devemos
estar
sempre
promptos
para
defender
os
nossos
interesses
quando
nos
atacarem,
mas
devemos
lembrar-nos
de
que
o maior interresse
da
Inglaterra
é
a
paz».
Midhat-pachá
assistiu
ao
jantar.
O
«Times» diz
que
a
Rússia está
procedendo
apressadamente
ao
levantamen
to
de
218:800
homens,
com
destino
á
guerra.
Bucharest
13
—Conseguiram escapar
2
canhoneiras
turcas que
estavam
bloqueadas
pelos
torpêdos do
canal Matschim.
Constantinopla
13—A Porta
repelliu
as
reclamações
dos candiotas os
quaes
exigiu
mandarem
delegados
a
Constanti
nopla. Os turcos bombardearam
as
bate
rias
de
Giurgevo,
mas estas
não
respon
deram.
Berlim
13
—
O jornal
«Correspondência
provincial»
faz
notar,
que
a
situação
pa
cifica
entre
as
potências
europeias
está
cada
vez
mais
garantida
e
que ha
aífir-
mações
tranquillisadoras.
A
Rússia
deu
novamente
explicações
á
Inglaterra,
que
afastam
de
uma
maneira
mais
decisiva
do
que
anteriormente,
o
receio
da
Rússia
pretender
lesar
os interesses
dos
ingle-
zes.
Varias
notkeina.
—
Lêmos
no
«Di
reito»:
—
O
Soberano
Pontífice
dirigiu
a
D.
Carlos
rei
de
Hespanha
uma
carta
cheia
de
svmpalhia.
Sua
Santidade,
rico
com
as
homenagens
que
lhe
offerecem
os
calfio-
licos
de
todo
o
mundo,
dignou-se
pela
sua
vez,
prodigalisar palavras
de
consola
ção ao
real
exilado.
Accrescentamos
a
es
te
augusto
testemunho
da
sympathia
de
Pio
IX
para
com
o
duque
de
Madrid,
as
condolências
que
muitos
francezes
lhes
di
rigem
directamente.
Suppomos
que
esta
carta do
Santo
Padre
é
a
resposta
áquella
que
o
duque
de
Madrid
dirigiu
a
Sua Santidade,
ao
mes
mo
tempo que
o
senhor
conde
de
Cham-
bord,
por
causa
da
allocuçáo
de
12
de
março.
—
Dizem
de
Roma
ao
«Standard» que
o
príncipe
Borghese
publicou
uma
carta
na
qual
annuncia
que
os calholicos
toma
rão
parte
nas
eleições
municipaes,
e
pu
blica
uma
lista
de
nomes.
—O
conde e
a condessa
de
Chambord
mandaram
ao
Santo
Padre
20:000
francos
(3:600^000
réis).
O
mesmo
jornal
diz
que
a Roma ti
nham
chegado
cinco
caixas
dirigidas
ao
Papa
com
presentes
mandados
pela
rainha
Vicloria.
—O
Papa
recebeu
na manhã
de
8
de
junho
numerosos
peregrinos.
Sua
saúde
continua
a
ser
excellente
O
Papa
também
recebeu
hoje
muitas
deputações
das dioceses
italianas
e
uma
deputação
d
’Orleans.
—
O partido
calholico
decidiu
tomar
parle
nas
eleições
administrativas
que
de
vem
ter
lugar em
Roma
no
domingo.
Publicou
uma lista
de
seus
candidatos.
A
’ caridade
giubíica.—
Recommen-
damos
ás almas
caridosas
a
infeliz
Anua
Baptisado.
—
-Foi
baptisado
ante-hon-
tem
na
egreja
<le
S.
Victor uin
íilhinho
do
nosso
amigo o
ex.
,no
Antonio
José
pereira
de
Magalhães
Júnior.
Assistiram
áquelle
aclo
entre outros
cavalheiros
os
ex.
mos
snrs.
Marques
Mur
ta
dr.
Gaspar
Pizarro,
major
Malhias etc.
Damos os
parabéns
áquelle
nosso
amigo.
(Jiiinqwagesi»
*
’
* atinivergario
jEpiseopai
«le
S.
Santidade í*
i»»
IX,
ÍSi
a
freguesia do Oastedo.—
Escrevem-
nos
iTcsta
localidade:
No
dia
3
do
corrente
solemnisou-se
na
freguesia do
Casledo
da
Villariça,
d
’
esta
archi<
hoce.se
.
o
quinquagésimo
anniversa-
rio
Episcopal
do
Santo
Padre
o
immortal
Pio
IX
Na
vespera
deste
dia
e
na
manha
de
domingo, concorreram
ao
santo
tribunal
da
penitencia
mais
de
130
pessôas
só
d
’
esta
povoação,
com
o
fim d
’aproveilarem
as
muitas
e
superabundantes
graças
e
in
dulgências,
que
o
Soberano
Pontífice,
sem
pre cada
vez
mais solicito
pela
salvação
do
rebanho
confiado á
sua
guarda
e
pa-
ternaes
cuidados, com
mão pródiga
libe-
ralisou a
lodo o
chi
islianismo,
no
seu
Breve
urbi
et
orbi
de 27
de
fevereiro,
d
’esle mesmo
anno.
Ao
fechar
da noute
de
sabba
io
houve
procissão
de
penitencia,
á
qual
cone
rreram
800
pessoas,
aproxi-
madamenle, orando,
ao
recolher
da
mes
ma,
o
reverendo
parocho
d
’esta
freguesia,
o
snr.
Asevedo
e
Moura,
que
satisfez
cabalmenle.
e
por
vezes commoveu
o
au
ditório. A’
s
10
horas
da
manhã
de
do
mingo
o
mesmo
reverendo
parodio
cele
brou
o
Santo
Sacrilicio
da
missa
conven
tual,
e
ao
lavabo
fez
rnais uma
vez
vér
aos
seus
parochianos
a importância
das
graças,
que
D
Vigário de
Jesus
Christo
lhes
conferia nas
já
ciladas lettras
Apos
tólicas,
exhorlou-os
a
que
permanecessem
firmes,
na
fé
dos
seus
maiores;
ministran
do-lhes,
por
ultimo,
o
Pão
Eucharistico,
o Augusto
Sacramento
dos nossos
alta
res,
que
fortalece
o
justo
sanctiíica
o
pec-
cador
e
confere
um
augmento
de
graça
inexplicável
e
indisivel, aquem,
dignamen-
te,
o
recebe «qui
manducai
meam
carnem
et
bibit
meum
sanguinem,
in
me
manet
et
ego
in
illo».
As
communhões
foram
tam
bém
130,
assim
como
o
numero
das
confis
sões.
Na
tarde d’este
memorável
dia
hou
ve Te-Deum
laudamus
em ação
de graças,
e
depois
de
cantado
o
Genitori,
e de
dada
a
bênção
com
o
Sanlissimo Sacramento,
íoi
este
encerrado
no
Sacrario.
Mil
louvores
sejam
dados a este
bom
povo, que,
na
sua
maioria,
ainda
sabe
aca
tar
a
Religião
dos
seus
antepassados,
não
obstante
a
indifferença
d
’alguns
díscolos
presumidos
e
ignorantes,
e
o
afan
com
que
escarnecem
d
’
ella
e
dos
seus
minis
tros,
para
darem
mais
largas
á
usura,
ao
monopolio
e á
mais
desenfreada
licença
e
devassidão!
A doutrina
do Evangelho
não
almitte
innovações,
nem
commenla-
rios;
é
ella,
e
só
ella,
o
álpha
e
o
omega
de lodo
o
edificio
social;
por
lanio
não
é nos
alcouces,
prostibulos
e
perante
gente
rude
e
ignorante,
que
a
mesma
deve
ser
descutida
e
apreciada.
Só
a
Religião
do
Martyr
do
Golgotha
pode
fazer
a felecidade
desta
vida
e
da
outra
que
nos
espera;
embora
os garraios
de
fiesca
dada
se
esfalfem
pela
tornar im
profícua
e
odiada.
As
portas
’
do
inferno
não
prevalecerão
contra ella.
E
’
escusado
dizer que o
revd.0
paro-
cho
d
esta
freguesia,
o
snr.
Asevedo Mou
ra.
não
quiz
remuneração
alguma
por
este
grande
serviço,
que,
esponlamenle,
pres
tou
aos
seus
freguezes,
não
obstante
o
seu
grande
trabalho,
pois foi
só
s.
s.a
quem
reconciliou
todas
as
pessoas
que
commungaram,
á
excepção
de
4
ou
5
in
divíduos.
Honra
pois
ao
rebanho
e
ao
pas
tor.
Viva
Pio
IX
!
—
M.
»e
*
i»aelios.
—
O
«Diário
do
Governo»
publica
os seguintes despachos
eflecluados
por
decretos
de 7
do
corrente:
O
presbylero
José
Maria
Moreira—apre
sentado,
precedendo
concurso
por
provas
publicas,
na
egreja
de
S.
Pedro
de
Alcan-
lara, diocese
de
Lisboa.
Declarando
sem
eífeito,
a
requerimento
do
interessado,
o
decreto
de 8 de
feve
reiro
ultimo,
pelo
qual
se
fizera
mercê
ao
presbylero
Miguel
Antonio
da
Fonseca
e
Sousa',
parocho
collado
na egreja
de S.
Bento
da
Aldeia
Nova,
diocese
de
Beja,
da apresentação
na
egreja de
S.
Pedro
do
Sul,
diocese
de
Vizeu.
Jeronymo
Namorado
Cordeiro
de
Car
valho,
bacharel
formado
em
direito—pro
vido
nos
officiOs,
reunidos,
de
escrivão
da
camara
ecclesiaslica
primeiro
dos
casamen
tos e
notário
apostolico
de
arcebispado
de
Evora.
Miguel
Ferreira de
Araújo Soares
—
Joaquina
de Passos,
moradora
na
rua
de
S.
Gonçalo,
n.°
11, a
qual,
na
avançada
edade
de
80
annos,
se
acha
entrevada,
e
redusida
a
penúria
extrema.
SECÇÃO
DE
COMMUHICADOS
Visella,
14 de junho.
Antes
de
responder
ao
doidíssimo
snr.
Veritas
do
«Imparcial»
peço
á
illuslrada
redação
do
«Commercio
do
Minho»
que
declare,
conscienciosamente,
se
o
indiví
duo
que
subscreve
com
o
pseudonymo
Um
vtsellense é
o
snr.
Antonio
José
de
Barros,
digníssimo
professor
olficial
em
S.
João
das Caídas,
—
como o
snr.
Veritas
a
(firma.
Ao
Veritas
direi o
seguinte:
Desafivele,
meu
caro
senhor, a
mascara
gordurosa,
declare
o
seu
nome,
e
eu
prometto-lhe,
sob
minha palavra
d
’
honra,
que
immedialameme
o
meu
nome
seçá
aqui
espalmadinho.
Não
fuja,
pois.
Um
visellense
Declaramos
que
o cavalheiro
que
subscre
ve
as
correspondências
de
Visella, com
Um
tfisellen.se
não
é
o
snr.
Antonio
José
de
Barros.
A BR.
AOÀDSCIMINTOS
Manuel
Joaquim
da
Cunha Vieira
de
Carvalho,
e
mulher,
D.
Maria da
Gloria
de
Sousa
Carvalho,
agradecem
em
extre
mo
ás
pessoas
a
estima
e
consideração
que
lhes deram
na
occasião
da
morte
de
seu inuocenle
íilhinho
José,
e
se
digna
ram
assistir
ao
responso
de sepultura no
dia
2
do
corrente
mez
de
junho,
protes
tando
porisso
o
mais
vivo
e
eterno
reco
nhecimento.
(312)
X#
X2J;
S2ÇI
W S5S
Os
abaixo
assignados, não
podendo
agra
decer
pessoalmenle
a
lodos
os
exm.Os snrs.
e
exm.assnr.
as
que
lhes
fizeram
a
honra de
os
cumprimentar,
por occasião
do
falleci-
inento
de sua
presada
mãe,
sogra
e
tia,
Maria
das
Neves
da
Silva
Monteiro,
apro
veitam este
meio
para
lhes
testimunhar
a
sua
gratidão
e
reconhecimento.
Braga
15
de
junho
de
1877.
Sebastião Maria
Antunes
da
Silva
Monteiro
Maria do
Nascimento
de Sousa
Rebello
Joaquim
Albino da
Cruz
Guimarães.
ATTEKÇÃO
Couto
& Santa
Marinha,
de
Guimarães,
fazem
publico
que
as
diligencias
para
Fafe,
Lameira,
Gandarella
e
Arco,
principiam no
dia
20
de
junho,
a
sair
de
Guimarães
ás
5
horas
da
manhã,
chegando
ao
Arco
ás
11.
Os snrs.
passageiros
que
tenham
de
vir
de
Braga
para seguir
para
Basto,
devem
sair
de
Braga
ás
2
horas
da tarde
para
seguirem
no
dia seguinte ás 5
horas
da
manhã.
Escriptorio
em
Braga, no snr.
José
An
tonio
Marques
e
no
snr.
Ribeiro Braga—
em Guimarães,
no snr. Mello,
Campo
do
Toural.
Guimarães
13
de junho
de
1877.
(322)
Coulo Santa
Marinha.
O
LIVRO
DE
S.
CYPRIANO
Com
uma
gravura representando
um
grande
milagre
feito
pelo mesmo
Santo.
Remette-se
pelo
correio
a
quem
enviar
600
rs.
em
estampilhas;
carta
a
A. M.
Fonseca.—
Bomjardim,
585,
Porto.
(321)
SUBSTITUIÇÃO
DE
RECRUTA
Pertende-se
um homem
competente
mente
habilitado
para
substituir
um
recru
ta.
O
que
se
achar n’
essas
condições,
falle
na
esquina
da
rua
de
S.
Marcos, casa
de
José
Antonio
Marques.
(323)
Carreira diaria
Manuel
Rodrigues
Santa
Marinha
&
C.
a
Antonio
do
Couto,
da cidade de
Gui
marães,
fazem
publico
que
abriram
assuas
carreiras diarias
em
direitura
de
Braga
ás
Cardas
de
Visella e
vice-versa,
a sair
de
Braga
ás
5
horas
da
manhã
e
duas
da
tarde.
Os bilhetes
em
Braga,
vendem-se
na
casa
do
antigo
e
muito
bem
conhecido
Ribeiro
Braga.
Braga
9
de
junho
de
1877.
(319)
Pelos
annunciantes=
Ribeiro Braga.
A
Camara llunicipal «lo
Concelho
de
Braga,
Faz saber,
que
desde
o
dia
1
1
do
cor
rente
mez
estará
aberto
o
cofre
Munici
pal
d
’
este
Concelho,
por
trinta
dias
suc-
cessivos
(excepluados
os sanctificados). des
de
as
nove horas
da
manhã
até
ás
duas
e
meia
da
tarde,
para
a
cobrança
volun
tária
da
contribuição
direcla
de 1876-1877,
cujo
praso
findará
em 10
de
julho
pro
ximo
futuro
indefectivamente.
Os
que não
satisfizerem
suas
collectas
dentro
do
praso
indicado,
serão
relaxados
administrativamente,
e terão
de pagar mais
as
custas
da
execução.
E
para
que chegue ao
conhecimento
de
todos
se
mandou
aifixar
este
edital,
e
outros
do mesmo
theor,
em todas
as
pa-
rochias.
Municipalidade
de
Braga 9 de
junho
de 1877.
E
eu Antonio
Manuel Alves Cos
ta
Escrivão
da
Camara
o
sobscrevi.
O
Presidente,
(310)
Visconde
de
Pindella.
Companhia
Edificadora
e
Indus
trial Bracarense
Sociednsle
anonyma de reapcnsia-
bilsdade limitada
Não
se
lendo reunido numero
legal
de
accionistas
para a
assembleia
geral
ex
traordinária, convocada
para
o dia
1.
que
deveria
tei por
fim
o
discutir
a
refór
na
d’
alguns
artigos
dos
Estatutos,
proposta
pelo
Conselho
Fiscal,
são
de
novo
con
vidados
os
snrs.
accionistas
para
o
dia
16
do
corrente
pelas
10
horas
da
manhã.
O
Presidente
d’
Asscmbleia
Geral,
(308)
José
Maria
Rodrigues
de
Carvalho.,
Companhia Comm<rcial e Vini-
cola da Bairrada.
fà«seie«!ade
nnonynin «te
reoponsa—
bilidade limitada
Capital
R.s
5:000:000^000
1.
»
Serie
»
500:000^000
São
prevenidos
os
snrs.
accionistas
para
entrarem
com
a
10."
prestação
de
10
0
/°
ou
5$000
rs.
por
acção,
desde
o
1
.u
até
14
do
proximo
mez
de
Julho.
Feito
o
integral
pagamento
com
a
1O.
a
entrada,
podendo desde
logo
receber
as
acções
diíinitivas.
Os
pagamentos
effectuam-se
na
séde
da
Companhia,
na
Mealhada, e nos seus
escriptorios.
Lisboa,
rua
da
Esperança;
Porto,
rua
de
D.
Maria
II,
n.°
40.
O
presidente
da
direcção,
(297)
Joaquim
Loj.es
Carreira
de
Mello.
Braticante
de pharmacia
Offerece-se
um
com
5
annos
de
prati
ca na
província,
que
desejando
seguir
a
sua
carreira,
perlende
vir
para
esta
cida
de
para
seguir
com
os
seus
estudos.
A
pharmacia
que
o
pertenda
póde
dirigir-se
a
Bento
Marinho
Pereira
Maciel,
pharma
cia
Pereira
Pinto, Ponte
do
Lima.
(295^
Fallencia de Domingo») Alveg
Bragn,
itegoeittiKe ttjsar-
rtsta
<8ou (Jhãot), d’eaís» citlride.
Domingos Ferreira,
morador
na
rua
da
Ponte,
freguezia
de
S.
José
de
S.
La-
zaro,
d
’
esta
cidade,
faz
publico, para
to
dos
os effeitos,
que desde
hoje
em
diante
se
não
responsabilisa
por
contracto de
qualquer
natureza que
seja feito
por
sua
mulher,
Anna Maria,
da
qual
se
acha d
’
es-
ta
mesma
data
amigavelmente
separado.
Braga
5
de
junho
de
1877.
Domingos
Ferreira.
Venda de
casa
Vende-se
uma
na
rua
da
Deveza,
a
S.
João
da
Ponte.
n.°
29, d’
esta
cidade.
A
pessoa
que
quizer
com-
pral-a,
póde
tratar-se
de
seu
ajuste
na
rua
das
Palhotas,
n.°
2.
f304)
PRI.VEXÇÃO
Bernardina
Lopes
de
Faria,
da
fregue
zia
de
Nogueira,
concelho
de
Braga,
com
petentemente auctorisada
por seu
marido,
Manuel
José
Gonçalves,
intenta
provar
em
juiso
que
tem
direito
aos
bens
que
seu
pae
Francisco
Lopes
de
Faria,
possuía
nas
freguezias
de
S.
Payo
de
Pouzada, e
S.
Salvador
de Dornellas.
Porisso.
e
para
que
ninguém
possa
allegar
ignorância,
faz
publico
que
é
nullo
todo e
qualquer
contracto
que
sobre os
mesmos
bens,
porventura,
se
faça
com o
Reverendo
Reitor
de S.
Paio,
que
aclual-
mente
os
está
possuindo.
(318)
DESPEDIDA
José
Pereira
Villas,
tendo
de
auzen-
tar-se
para
Lisboa,
onde
vae
residir,
des-
pede-se
por
esta
fórma
de
todos
os
seus
amigos
e
lhe
ofTerece
seu
limitado
présti
mo
n’
aquella
cidade,
Cruzes
da
Sé,
n.°
49
—
3.°
(316)
Precisa-se de um easeiro
para
«ma quinta,
5
kilometros
distante
d
’esta
cidade,
que
tenha
de
seis pessoas
gran
des
para
cima;
ou então,
dous
caseiros
de
quatro
pessoas
cada
um, para
então
divi
dir
a
quinta
ao
meio.
Quem
estiver
nes
tas
circumslancias
falle
com
Antonio
Joa
quim
Loureiro,
Rua
Nova,
n.°
2.
(300)
VESDA
»E CASAS
Uma
na
rua
do Charqueiro
andar
e
quintal,
n.°
4.
Duas
terreas, n.
os
7
e
8,
quintal,
na
dita
rua.
Duas
nas
escadas
de
Guadelupe,
quintal,
n.os
16
e
17.
de
1
com
com
Uma na
rua
das Aguas,
feita de
novo.
Quem
as
perlender
trata
se
com
a
Ge
rência
do
Banco
do
Minho.
(263)
CULLEGIO LNGLEZ
no
Sagrado
Coração de Maria Virgem
Immaculada
D.
Margarida
Heunessy,
desejando
an-
nuir
aos
pedidos
que
as
familias
e
clero
mais
dedicados
á
causa
de
uma
verdadei
ra
e
completa
educação,
tanto
de
Braga
como
das
localidades
adjacentes,
ha
cin
co
annos
se teem
dignado
fazer-lhe,
resol
veu
abrir
uma
casa
de
educação para
meninas
internas,
semi internas
e
exter
nas
sob
a direcção
de
sua
irmã
Afiss.
The-
resa
Heunessy,
tendo
obtido
para levantar
o
seu
estabelecimento,
a
bella
casa
da
rua
de
S. Miguel-o-Anjo,
onde
morou
oex.
mo
snr.
Juiz
de
Direito, o qual
já
funcciuna
desde
o dia
2
de
Fevereiro.
Para
esclarecimentos podem
derigir-se
a
Braga
a snr.
“
D.
Maria Brigida
Bersane
Perry,
Campo
da
Feira,
ao Rev.°
João
Re-
bello Cardozo
de
Menezes, ao
Rev.°João
Pe
dro
Ferreira
Airoza,
e
a
José
Maria Dias
da
Costa,
Rua Nova.
(17)
muítã
ÃrrÊyçÃÕ
Deposito
de biscoitos de Valongo
1
—
LARGO
DA
LAPA
—
1
Estes
biscoitos são
muito recommenda-
veis
tanto pela
qualidade
das
farinhas,
per
feição
porque
são
feitas,
como pelo
seu
Baixo
preço
em
relação
a qualidades.
Preços
porque
são
vendidos:
í
WM
Uma
propriedade
de
casas
na
rua
de
S.
Marcos
n.°
52. A
vêr
e
tratar na
mes
ma.
E’
allodial
sem
pensão
alguma.
(315)
Biscoito
valonguense,
kilogramma
280
Tosta
doce
>
280
Biscoito
macarrão
>
280
Bolacha
doce
280
Biscoito
Brazileiro
>
300
Dito
imperial
330
Bolachinba
de
araruta
>
340
Tosta
azeda
>
190
(211)
ALCATRÃO
BARBERON
Unico
que contém
todos os princípios balsâmicos e aromáticos de Alcatrão de Noruega. Nos
fortes
calores e nas
mudanças de
estação, impede que
a agua se corrompa : é uma bebida hygle-
nica
e preservadora de moléstias epidemlcas.
— Dóse : uma colherzinha n’um copo tragua
accrescentada
a bebida ordinaria. — Preço 400 reis.
ALCATRÃO
RECONSTITUINTE
BARBERON.
chlorhydrophosphato
de
cal.
Consumpção,
moléstias
do peito,
tisica,
anemia, dyspepsia, raohitismo, moléstias dos
ossos,
das
mulheres e das crianças. — Preço : 500 reis.
ELIXIR
FERRUGINOSO
BARBERON
,
Gom
chlorhydrophosphato
de
ferro. — Recon-
stitue
o sangue sem causar o
estomago. Muito sgradavel,
digestivo e tonico.—Preço : 800 r*.
FOGO
BARBERON
PARA
OS
ÇAVALLOS.
Substitue
o ferro candente ■em destruir
o
pello.
Exito infallivel e
facil applicação. — Preço : 950 reis.
Depositas
;
BARBERON & Gia, en Ghâtillon-sur-Loire (Loiret), França. Em
Lisboa,
o
snr.
Barreto,
rua
do
Lorêto,
n.°
28
—30
(23
-H-)
G2-)
GOTTA
E
RHEUvmiISMO
Licor e
pílulas
do dr. Laville
Esta
medicina
anti-gottosa
e anti-rbeumatica
é
de
justo
titulo o
reputada infalli
vel
desde
30
annos,
contra
os
ataques,
e
as recaídas.
Sua
efficacia
é
tão
grande,
que
duas
ou
tres
pequenas
colheradas
são
bastante
para curar
as
dores
mais
agudas'
•
E
’
a
unica
scienlifica
e
<fficialmen’e
reconhecida
e
que
offerece
todas
as
garantias.
Veja-se o
livrinho,
que
se
dá
grátis
em
todas
as
pharmacias.
Preço
2^000
rs.
Para
evitar-se
os
graves
perigos
da
falsificação,
deve-se
exigir
a
assignatura
do
dr.
Laville.
Deposito
geral
em Paris
:
pharmacia
central
de
França, 7.
Rua
de
Jouy.
MOLÉSTIAS
DA
BEXIGA
igs=
mendado pelos
melhores médicos; tendo um
sabor escellente, agradavel
ao paladar. Paris, BLAYN,
7,
T. du Marché-fit-Honoré. Preços
540 e 810 reis. Em
Lisboa,
Barreto, Lurei., tA-, no
Porto
Ferreira
Sç
Irmão, Banharia,
77.
("38)
LINHA
QUINZENAL
DE
PAQUETES A
VAPOR
Para S.
Vicente, Pei^nambuco, Bahia,
Rio de Janeiro,
Montevideo e
Buenos-Ayres
Acceitando
também
passageiros
cie
3ã
classe,
com
trasbordo
no
Pão
de
Janeiro, para
SANTOS,
PARANAGUÁ,
SANTA
C
a
TARINA,
RIO
GRANDE
DO
SUL,
PORTO
ALEGRE,
CAMPI
'AS,
S.
PAULO,
CANPOS,
VICTORl
l,
MACEIÓ,
e
outros
pontos
do
litoral
e
interior
do
Brazil,
ao
sul
de
Pernambuco
ͻEI.O MEJS.WO
PKEÇO
n
5SIO
WR
JURIRtí
PAQIJHTKS
A
S.viH
l)E
LISBOA
GUADIANA
.
NEVA
.
.
.
MONDEGO.
.
.
.
29 de
Junho
.
.
13
de
Julho
.
.
28
de
Julho
ELBE
.
MINHO
.
TAGUS
.
13
de
Agosto
28
de
Agosto
13
de
Setembro
PREÇOS GOMMODOS
Cada paquete d’est« eompanbia
leva
a
bordo
criados e eesiiilteiro»
portuguezeg
para
commodidade
dos
passageiros
de
todas
as
classes.
Sendo as
passagens
pagas
na
Agencia
Central
no
Porto
ou
em
qualquer
Agencia
protinciul,
a
conducção
para
Lisboa é
por
conta
da
C
mpanhia.
Os
passageiros
com
trasbordo
no
Rio
de
Janeiro,
teem
sustento
e hospedaria
gratuita
durante
a
demora precisa
para
obter
trasbordo.
A
bordo os passageiros teesn grátis eama,
roupa de eatua,
eo-
mida
feita
por cosiaifreiros portugueses, vííí
S
ío
duas
vezes por
dia,
assistência
medica, serviço de criados e outras despezas.
A
EXPERIENCIA
de
mais
de
um
quarto
de
século
tem
feito
com
que
os
paquetes
d’esta
companhia
(a
mais
antiga
na carreira
do
Brazil) sejam conhecidos pela
regularidade,
velocidade
e
segurança
excepcional;
além d
’
isso
pela
limpesa,
boa
ordem,
bom
tratamento e
accomodações
a
bordo,
e
pelos
melhoramentos
mais
modernos
tanto
para
a hygiene
como
para a
commodidade
dos
passageiros.
ISTO
É
COMPROVADO pela
grande
concorrência
que
teem
de
passageiros
e
pelos
innu-
meros
agradecimentos
que
ha
archivados
em
varias
agencias.
SÃO
ESTES
OS
PAQUETES
preferidos
pelo Governo
Inglez
para a
conduccão
das
suas
malas
do
correio, e
por
esie
serviço recebe
a
companhia
um
importante
subsidio.
TIVERAM ESIES PAQUETES a
honra de
conduzir
Suas Magestades
o
Imperador
e Impe
ratriz
do
Brazil,
como
também
S.
Ã.
o
Infante
D.
Augusto.
TODAS
AS
INFOHMAÇÕES
e
bilhetes
de
passagem
podem
ser
obtidos
no
PORTO
na
AGENCIA
CENTRAL, rua
dos
Inglezes,
23,
do
agente
GUILHERME
C.
TAIT
;
e
nas
provín
cias nas
agencias
e correspondências
estabelecidas
em
todas
as
principaes
cidades
e villas.
Agente
em
Braga osnr.
Joao
Manoel
da
Silva
Guimarães,
rua do Souto.
LARGí)
DE
N.
S.
A
BRANCA,
N.°
4
E
5
Vcndem-se
relogios americanos,
para
sala,
de
2$500
até
5$060 rs.
(320)
leccionação
Nas
Palhotas,
n.°
1,
lecciona-se
In-
strucção
Primaria
e Francez,
por
preços
rasoaveis.
MGB.
OE
SEGUB
CoííHelIiof»
^ratieos sobre
« FBI-
MEISSA
COMiUUNHÃO
A
’
venda
na Livraria
Catholica,
por
50
rs.
No dia
20
do
corrente
pelas
1
!
>
horas
da
manhã,
no
tribunal
judicial
sito
no
largo
de
Santo
Agostinho,
terá
logar a
reunião
de
todos
os
credores,
respeitante
á
mesma
massa
fallida,
couto
foi
designa-
do
pelo
snr.
Juiz
Commissario
por
seu
des
pacho
de
12
do
corrente,
reunião
que é
para
o fim
de se
proceder
á
verificação
dos
créditos, e
mais
elleitos
legaes
orde
nados
no
C"d.
Com.;
e
porisso
devem
com
parecer,
por
si.
ou
bastante
procurador,
munidos
dos
respeclivos
documentos
com
provativos,
na
certeza
de
que não
poderá
representar
mais
do
que
um
só
credor
E
para os effeitos legaes
se
faz
o
pre
sente
annuncio
Braga,
14
de
junho
de
1877.
Pelo
Curador
Fiscal
d<
massa
fallida.
(324)
João
Ferreira
Torres
.
I
!■■■■
■—
,|
,.'.
*
1
>
—
■
—
-■
• I ■!.!■ I
||,
„
Aluga-se
desde
|á,
a uma família de
cente,
com commotios
para
8
pessoas,
o
2
o
andar
da
casa
reconstruída
de
novo
na
rua de
D.
Pedro
V
.
n."
27. Do
dito
andar
gosa-se o
que
ha
de
mos
bello
e
pittoresco
em volta
de
Biag>.
Tem
entra
da
independente
do
resto
do
edificm.
e
agoa
de bica.
A
tratar
a toda
a
hora
na
dita
casa.
(3
6)
■
■■■11,1
—
>'■
--
.
-. -
—
'■
ATTENÇÃO
Vende
se
uma
commoda
de
pinho
com
quatro
gavetões
e
quatro
gavetas
peque
nas,
e
mais uma dita de
castanho
antiga
e
um
fugão
de
ferro
de
cosinhar
de car
vão
e
lenha,
e
um
relogio
de
salla.
novo,
com
despertador;
quem perlender
comprar,
póde
fallar
na
rua
de
S. Bernabé
n.°
18.
(307)
Na
rua
do
Carvalhal
ii.°29
sabe
sequem
vende
ou
afóra uma
grande
porção
de ter
reno
para
edificar casas
n
’
um
dos
melho
res
logares
da
freguezia
de
S.
Victor.
Braga
9
de
junho
de
18'7.
(309)
L.
J.
Correia ílraga.
P
ILULAS
de
Proto
carbonato de ferro, inalterável
D0D'BLAUD
Empregadas com o
mais
grão successo,
depois
mais
de 40 annos por
a maior parte
dos
médicos por curar
a chlorosis (fluxo
branco)
doança das mancebas filhas e to
das as
moléstias chloróticas. Eis aqui
a
opinião
dos
mais eminentes médicos que as
tem experimentado
:
«
Depois
35
annos que
exerço a medicina,
«
tenho reconhocido a este medicamento
«
(Pilulas
de Blaud) vantagems incontesta-
«
veis sobre todos os outros ferreos e eu
«
o miro como o melhor anti-chlorótico. »
Dr
DOUBLE,
ex-présidente da Academia
de Medicina.
«De todas
as preparações ferreas que
«
nos hão dado bons resultados no trata-
«
mento das affeições chloróticas, as pilu-
«
las de Bland parece-nos devem estar na
«primeira fila. »
— Diccionario unia, de
Medicina,
t.
n, page 99.
Como
prova da authentlcidade, o
nome do inventor está gravado sobre
cada
pílula como aqui junto
Depósitos: Paris,
8, r.Payenne.
Em
Lisboa, snr.
Barreto, Lorèto n.u
—3i>
FLUIDE
IATIF
o
E
JONES
Por
suas propriedade» beneflctu, goza este pro-
ducto
de alta e merecida
reputaçSo. Suaviza e ama
cia
a
pelle, allivia
as irritaçõee causadas pelas mu
danças
de
clima, pelos banhos do mar, impressões
desagradareis do vento ou do calor, etc, etc.
| Uma
simples applicaçáo faz desapparecer as ra
chaduras
das
maos
e
dos beiços. Preço 650
reis.
PARA
OS
CUIDADOS
DO
TOUCADOR
É
muito
digno de
ser recommandado ó
Sabão
latir,
que
possue
todas aj propriedades suavizan-
tes doFluide,e um
aroma
deIicadissimo.Preço500r‘.
23,
Boulevart
des Gapucines, Paris,
De Fronte da entrada do tirand-notel.
fabricante
de
Escovas Inglesas Perfumeria, Loja
de
papel,
Objetos
de Fantasia, Estojos diversos,
Cutelaria, Artigos de
Luxo, Luvas, etc.
Deposito
em
Lisboa,
snr.
Barreto,
I.oreto
n.°
28
—30
(26
*
)
CASA
PARA
AKBENDAH
y-.:,,
Alluga-se
até
ao proximo
S.
Mi-
•
■:
guel
uma
morada
de
casas, sita
na
rua
do
Anjo
n.°
24.
Trata-se
na
livraria, em
frente da
mesma
casa,
e
no
escriptorio
d’
esta
redacção.
f
'■
.1»^;
iKnKJCV
****
BRAGA, TYPOGRAPEIA
LUSITANA —
18
7.
Parte de Comércio do Minho (O)
