comerciominho_16011877_591.xml
- conteúdo
-
5.”
ANNO
1877
rw
FOLHA
COMERCIAL RELIGIOSA
£
HGTICIOòA
NUMERO
591
Issisna-see
vende-se no
escriptorio do
editor
e
proprietário
&
da Costa,
rua
Nova
n?
3 E,
para
onde
deve
»«r
dirigida
toda
a
correspondência
franca
de
porte.=■ As
assi-
Xn
ra«
são
nagas
adiantadas
;
assim
como
as
corresponden-
áá
SSporUcular.
Folha
avulao 10
rs.
««AGA
—
TERÇA-FE1B
*
itt
DE
JANEIRO
O
h
tratado», « “ lealdade dos
vohieionarioH.
PUBLICA-SS
ÂS
TERÇAS,
QUINTAS
E
SABBADOS.
■■
■■mm i i i irr
P
reços
:
Braga,
anno
1^600
rs.-=-Semestre
850
rs.^Procin-
cias,
anno
2&000
rs
e
sendo
duas
3&600
rs.
—
Semestre
l£05()
rs.=/?razi/,
anno
3&600
rs.—Semestre
1&900
rs.
moeda
forte,
ou
8^000
reis
e
4^500
reis
moeda fraca.
—
ànnuncios
por linha
20
rs.,
repetição
10rs.
Para
os
assignantes 20 °/
0
d
’
abatimento.
Ranco
Mercantil de Braga.—
Está
marcado
o
dia
24,
pelas
12
horas
da
manha,
para
a
reunião
da assembleia
geral,
onde
se traclarão
negocios
concer
nentes
a este
banco.
O relaiorio
e
parecer
da
fiscal
deverá
ser
enviado
aos
nistas antes
do
mencionado
praso,
para
estes
se
acharem
habilitados
cussão.
Ao
nnr. director geral dos cor
reios.
—
Mais
uma
vez
nos
dirigimos
ao
snr.
director
geral dos
correios,
pedindo
providencias
contra
a
irregularidade
com
que
é
feito
o serviço postal em
algumas
terras.
Um nosso
assignanle,
de
Carrasedo
queixa-se-nos
de
que
muitas vezes
não
recebe
o
nosso
jornal,
cuja
expedição
é
feita ponclualmente
e com escrupulosa
íiscalisaçào.
Poucas
são
as
semanas
em
qne
não
recebemos queixas
analogas,
o
que
nos
está causando
grandes
prejuízos
Mais
uma
vez,
pois,
chamamos
para
este
negocio
a
altenção
do snr. director
geral
dos
correios,
na
esperança
de
que
não
bradaremos
no
deserto
Santo
Amaro.
—
Festejou-se hontem,
na
fórma que
annunciamos,
na
sua
capel
la da
Sé,
a
devotíssima
Imagem
de Santo
Amaro.
_
____ _
_______
________
Tanto
as
vesperas,
como
a
missa
so-
conforme
foi annunciado, a
assem-| lemne,
foram
a
grande
instrumental
da
capella
dos
snrs.
Esmeriz.es
,
que
se
de
sempenhou
como
sempre.
—
optimamente.
Orou
de
tarde
o
talentoso
ecclesiasti-
co,
o snr.
padre
Joaquim Antonio
de
Bar-
ros,
qne pronunciou
um panegyrico
bri
lhantíssimo.
Findo
o
sermão
cantou-se
o
hymno
Te-Deum laudamos,
lambem
a inslrumen-
i
tal.
Soeeorro
aos inundados:
A
as
sociação
commercial
de
Lisboa
recebeu
o
seguinte
telegramma:
«Rio
de
Janeiro, 9
de
janeiro.—
A
commissão central
formada
aqui
manda
hoje
no paquete cinco
mil
libras,
em
par
te
eguaes,
para
soccorro
dos
inundados
de
Lisboa
e
Porto.
Avise
o
Porto
—Visconde
\de
Mathozinhos.
Foi
tão
viva
a
commoção
que se apo
derou
do
snr.
Moniz
da Maia,
e
de
sua
I
ex.
raa
esposa,
ao
receberem
esta
demon-
<
slração
inequívoca da consideração que
|
lhe
votaram
os
bracarenses,
que
ss.
ex.'13
1
só
com
as
lagrimas poderam
agradecer
a
despedida
d
’
aquelles
que
tanto
os
respei-
I
lavam
e
estimavam,
e
no coração
dos
quaes
deixam saudades
immorredoiras.
Que
a
boa
fortuna
bafeje
os
dias
do
honrado
militar,
que
tão
digno
se
soube
tornar
da estima de
lodo
este
bondoso
povo.
Daneo Conimercial de Uraga.
—Está
marcado
o
dia
25
do
corrente
para
ter logar a
reunião
da
assembleia geral
dos accioistas
d’
este banco,
afim
de
se
proceder
á
discussão
do
relaiorio
da
di-
recção
e parecer do
conselho
fiscal,
apre
sentados
na
sessão
do
dia
10.
Destes
documentos se
deprehende,
que
não
é
desaminadora a situação
em
que
se
acha
esta
casa
bancaria, antes
auspi
cioso
o seu
futuro.
Todos
alimentam es
perança
de
que,
antes
de
findar
o
praso
|
da
moratoria,
este
estabelecimento
poderá
dar
amplo desenvolvimento ás suas
tran-
sacções;
pois
que
a
gerencia
annunciou
que
tinha
pago os
deposilos
á
ordem, e
as
notas
apresentadas,
tendo
na
reforma
das
promissórias
pago
o
competente
ju
ro.
Banco
do
iTHinlio»
—
Reuniu-se
hon-
bleia, geral
deste
banco,-á qual
foi
pre
sente
o relaiorio
e
parecer
do
conselho
fiscal
respectivos,
donde
se
vê
que
a
con
ta
de
ganhos e perdas
é
de
66:870^451
reis,
do
qual
se
deve
dar
applicação
se
guinte:
Para
dividendo
do
2.°
semestre
de 1876,
3
°|
0
,
ou
3^000 reis
por
acção,
na
som-
ma
de
18:000^000
reis;
Para
reforçar
a
conta
especial
de pre
juízos
eventuaes
35:000^000
reis;
Para
decima,
500^000
reis;
Para
conta
nova de ganhos
e
perdas
reis
13:370^451.
Não
sabemos
ainda
o
dia destinado
para
a
discussão;
mas
podemos
desde
já
garantir
que
o
devidendo
referido
terá
completa
approvação.
Dois
dignos eollegas.
O
«Commercio
Portuguezj,
grande
jornal
maçonico
do
Porto,
em
sua
correspondência
do
Rio
de
Janeiro
diz
ter
corrido
alli
que
n
’
uma
revolta
maçónica
em
Pernambuco
fôra
queimado
o
palacio
do
bispo
d
’aquel-
la
diocese,
morrendo
este
nas
chammas,
mas
que
tal
noticia
não
se
verificou...
A
maçonaria
tem
modos
engenhosos
de
manifestar
os
seus
intimos
desejos,
e
ás
vezes
de
passar palavras
d
’
ordem.
O
tal
correspondente
do
Rio
regala-se
de
escrever pélas
para
Portugal
a
pro-
posito
do
padre liberal.
Monsenhor
Pinto
de
Campos,
e
da
suspensão de
2
mezes
que
lhe
foi
intimada.
Assim,
assim
commercieiros,
que
a
roda
I
vos procurará! Depois
gritareis
e
chora
reis
lagrimas
de
sangue,
mas
talvez
já
pouco
vos
aproveite.
—O
«Progresso»,
esse
lamenta
que
no
discurso
da
coroa
se
tenha
fallado
na
Pro
videncia (estúpido
cynismo
de
impiedade!),
e
mostra
seu odso recosido aos
clericaes
(na
correspondência
de
Paris).
Ao
partido
\
progressista,
composto
do
reformista,
etc.,
fica
optimamente
tudo
isto!...
A
que
tempos
chegamos
!
E’
mui
instruclivo
o
arligosinho
com
este
titulo
lêmos
na
«Unilà»
de
30
de
dezembro,
que
passamos
a transcre
ver.
«E
’
curiosa
a
comparação
de
duas
sen
tenças de
dous
deputados
italianissimos,
da
esquerda
(sinistros),
sobre a
fé
dos
tratados.
O
sinistro
Micelli
dizia
no
dia
18
de
dezembro:
«A
Italia
é uma
nação
de
27.000:000
de
habitantes,
e
precisamente porque
sou
be
quebrar
os
tratados
que
a
impediam
db
viver
ella
se
tornou
uma
das
primeiras
potências
da Europa» /
Alli
Uffic.
delia
Ca
mara.
p.
415.)
O
deputado
Di
Cesaró
logo
depois
sen-
tenceava
:
•
Para ninguém póde
haver
duvida,
e
muito menos
para
os
homens
experimen
tados
em
assumptos
de
governo
que
a
fé
nos
tratados
seja
a base
de
todo o
di
reito
internacional,
da
a
fé
nos
contractos
é
dade
civil.
—
(Conversação).
«Presidente:
—Silencio
!
Facciano
silen
zio!»
(Alli
Uffic.
delia
Camara.
pag.
416).
Quintino
Sella pouco antes
havia
falla
do
do
prestigio
da Italia
e
da
sua
consi
deração
«que
tanto
maior
será
quanto
maior
fòr
a
reputação
de
lealdade que
a
Italia terá
podido merecer
(bravo!
bem!
—
á
parle).»
celli
linha
dito,
que a
Italia
(palavras
suas)
I
dor
da praça
de
Peniche,
e
que
durante
«se
tornou
uma
das
primeiras
potências
1-
.........
—enmman.
da Europa
porque
soube
quebrar
os
tra
tados»,
é
coisa
eminentemente
ridícula.
Cezar
Canlu
publicou
ha
pouco
o
fas
cículo
IX
do
3.°
vol.
da
sua
Cronisloria,
e
nos
falia
da
lealdade
do
conde
de
Ga-
vour, e
como
a
exercesse para
com
o
rei
de
Nápoles
e
o
seu
reino
..
Recommen-
damos
a
leitura
da
Cronisloria.
que
mesma
maneira
que
o
cimento da
socie-
GAZETILHA
Partida.—
No
comboio
da
1
hora e
40
minutos partiu
hontem
para
o
Porto
o
ex.
ino
snr.
Sebastião
da
Mata
Moniz
Este^íãÚar
de
lealdade
depois
qtie
Mi-Ida
Maia,
ultimamente
nomeado governa-
a
sua
estada
nesta
cidade,
como
comman
dante
do
regimento
dhnfanteria
8,
soube
grangear
geraes
simpalhias.
Foi á
gare despedir-se
de s. ex.
a
gran
de
concurso de
pessoas,
entre
as
quaes
algumas
senhoras,
a
otlicialidade
do
refe
rido
corpo d
infanteria,
o
snr.
director
das obras
publicas,
o commandante
do
destacamento
de
cavallaria
aqui
estaciona
do,
funccionarios
e
cavalheiros
de
todas
.as
côres
políticas,
—
em
numero
excedente
a
80 pessoas.
FOLHETIM
Entretanto
a
noticia
supra-citada,
tal
qual
se
acha
escripta,
parece
vir
de
para
sobre
ella
se basear
uma
verrinas
descabelladas,
com
que
AS
CIMAS
D
ÁFFONSO
DE
ALBUQUERQUE
traclores
dos
frades
estão
sempre
Folheando
o
quarto
volume
do
Por-
lugal
Antigo e
moderno,
que
está
dando
á
luz
o snr.
A.
S.
de
Pinho
Leal,
fomos
topar,
a
pag.
143
e
144
com
a
noticia,
que
passamos
a
transcrever:
«Tomou
(Affonso
de
Albuquerque,
fi
lho)
para
jazigo
dos
ossos de
seu
pae,
seus,
de
sua
mulher
e
de
sua
filha, a
capella-mór
da egreja
de
Nossa
Senhora
da
Graça
(convento
dos
agoslinhos ou
gracianos)
mas tendo
leito contracto
com
os
frades,
dando-lhes
algumas
fazendas,
sob
certas
condições. Os
frades
receberam!
os
bens,
mas
não cumpriram as condi
ções.... Segundo
as mais
exactas
indaga
ções
dos
nossos
ánliquarios
d
’
esle
século,
os frades
gracianos
não
só
deixaram
de
cumprir as
obrigações
conlrahidas
com
o
filho
de
Affonso
de
Albuquerque,
mas para
maior
escandalo,
e
em
desíórra
de
elle
lhes
mover
por isto justa
demanda,
tira
ram
os
ossos
do
grande
Albuquerque
do
seu
jazigo
da capella-mór
da egreja,
ar
remessando-os
a
uma
cova
da
communi-
dade
elc.t
—
Fazemos
inteira
justiça
aos
sentimen
tos
do infatigável
escriptor,
que
em mui
tos logares
da sua
obra mostra
a sua
ve
neração pelos institutos
religiosos,
tão
de-
molde
d
’essas
os
a
de-
de-
sacredilal-os
no
conceito
publico.
E
’
pois
justo
que
se
reslilúa
dade
dos
lactos,
e
que
se levantem
as
<
acpusações
injuriosas
com que
o
snr.
Pi-
1
nho
Leal,
por
certo
na
melhor
boa
fé,
1
maltratou
os
antigos
frades do convento '
da Graça
de
Lisboa. Estamos
convencidos
'
de
que
o
estimável
escriplor
não se
dará
por
aggravado
com
esta
nossa
rectificação,
que
talvez
não
fizéssemos,
se
o
seu
livro
I
não
fosse
lido
pelo
publico
em tão dis-
tincta
e
bem
merecida reputação.
Todos
sabem
que
o
grande
Albuquer
que
falleceu
em
Goa
a
16
de
dezembro
de 1515,
e que
seu
cadaver
foi depositado
na
capella
de
Nossa
Senhora
da
Serra,
que elle
mesmo
mandara
edificar
pelo
feliz
successo
da
conquista
de
Malaca.
Em
1566
foram
os
ossos
do
heroe
tran
sportados
para
Lisboa,
e
collocados
em
um
decente jazigo
na
capella-mór
da
egreja
da
Graça,
porque
seu
filho
Braz
de
Albuquerque
(a
quem
D Manuel
or-
denára
que
se
chamasse
Affonso) havia
contractado
com
os
religiosos
gracianos
de
lhe
darem
a referida
capella-mór
para
n
’
ella
se
sepultarem
os
membros
da
sua
familia;
e
para
isso
dotou
ao convento
algumas
propriedades
de
muito
rendimen-
•
to.
com
a
obrigação
de
duas missas
dia-
a
ver-
Ora
este
Braz
Affonso
de
Albuquerque
<
casou
duas
vezes,
—e
leve
um
filho,
que
<
morreu
menino,
e
uma filha, que
casou
com
o
l.°
conde
de
Basto,
e morreu
sem
successão.
Ficou
ainda
ao
mesmo
Braz
Affonso
um
filho
natural,
chamado
D.
João
Affonso
de
Albuquerque,
o qual
denunciou
os
bens
doados
ao
convento
da
Graça como
vagos
para a corôa,
por
falta
|
de
certas
solemnidades
na
instituição
da
capella. Seguiu-se
um
renhido
pleito,
em
ue
figuram
D. João Affonso,
e
lambem
os
filhos
ou
successores legítimos
de
D.
Conslança,
irmã
do grande
Albuquerque,
sendo
afinal
o
convento
condemnado
á
restituição
dos
bens
litigados,
por
senten
ça de
10
de
maio
de
1603.
Já
se
vê
pois
que
é
de
todo
inexacta
a
asserção
de
que
os
frades
recebessem
os
bens
e
não
cumprissem
as
obrigações.
Appareceram
depois os condes
da
Eri-
ceira
pretendendo
o
padroado
da
capella-
mór
da
egreja
da
Graça, e
os frades
lh
’
o
venderam
em
1635.
Foi
então
que
se
removeram
d
’alli
as
cinzas
de
Affonso
de
Albuquerque, sem duvida
por
exigencia
dos
novos
padroeiros,
que
alli
construí
ram
magníficos
e
amplos
jazigos.
Nem
tal
remoção
podia
ler
o
caracter
de
uma
desforra
dos
frades,
pois
que
lendo-lhes
sido
tirados
definitivamente os
bens
de
vidos em
1621
(atino
em
que
a sentença
acima alludida
teve
a
sua
plena
execução)
só
qualorze
ou
quinze
annos
depois
é
oue
os restos
morlaes
do
erande
Albu-
commissão
snrs.
accio-
para
a
d
is-
do
capitulo
do
mesmo
convento,
e
lan
çados
no jazigo
commum
da
familia
Al
buquerque.
Até
á
extincção
das
ordens
religiosas,
em
1834,
estiveram
aquellas
preciosas
cinzas na
referida
casa
do
capitulo,
en
cerradas
em
um
caixão
de
madeira
con
tendo
outro
de
chumbo,
que tinha
gra
vado na tampa
o
nome
de
Affonso
de
Al
buquerque.
Assim
o
aílirma
o
snr. Car
los
José
Caldeira nos
seus
Apontamentos
de
uma
viagem
de
Lisboa á
China
(tomo
II,
pag.
46),
referindo-se
ao
testimunho
ide
um
ancião
religioso
d
’
aquelle convento.
O
editicio
da
Graça,
inclusivamente
a
casa
do
capitulo,
foram
pelo
governo
liberal
(transformado
em
quartel
de
tropa.
Desde
|
então
nunca
mais
se
pensou,
por
parle
dos
poderes
públicos,
nos
restos
morlaes
do
conquistador
de
Malaca,
de modo
que
hoje
difíicil
será
encontral-os.
Aos gover
nos
liberaes,
e
não
aos pobres
frades gra
cianos,
se
deve imputar
pois o
desappa-
i
recimento d
’
aquellas
nobilíssimas
cinzas,
assim
como das
de
tantos
outros
varões
i
illustres
de
Portugal,
cujos
jazigos
foram
■
profanados e
destruídos
pelos
vandalos
da
I
civilização
moderna,
aos quaes
parece
que
são
odiosas,essas
glorias
da
velha
raonar-
chia.
Dezembro,
31,
de
1876.
D.
M.
SOTTO -MAYOR.
Ealleeimento.—
Acha-se
hoje
depo
sitado
no
templo
dos
Congregados, onde
ha
oílicios
fúnebres,
o
cadaver
do
snr.
Antonio Carlos
Dias
Peixoto,
que
falle-
ceu ante-hontem na
sua
casa
do
Carvalhal.
Este
digno
cavalheiro
estava
já
d
’ha
muito
cego
e
doente.
A
’
sua
familia
enviamos
cumprimentos
de
pesames.
Transferencia.—O
nosso
conterrâ
neo,
o
snr.
dr.
Gualdino
Lobo
de
Gouveia
Valladares,
secretario
geral
do Funchal,
foi
transferido
para
idêntico
logar
no
dis-
tricto
de Ponta Delgada.
MuuaalenB,
—
Consta-nos
que
na
ca-
pella
dos
Beis,
erecta
nos
claustros
da
Sé, vão
ser
collocados
dois
mausoleos
para
nelles
serem
depositadas
as ossadas
<io
conde
D.
Henrique
e
da
rainha
D.
Tliereza.
Eleição. —
Procedeu-se
ante-hontem
no
tribunal
d
’esta
cidade
á
eleição
do
novo
jury
cqmmercial,
ficando
eleitos
os
snrs.:
Domingos
José Soares,
José
Ferreira
de
Magalhães,
Antonio
Joaquim
Loureiro
e
Bento
Gonçalves
Santos.
Para
supplentes
os
snrs.:
José
Anto
nio da
Silva
Lomar e
Francisco
José Viei
ra
de
Carvalho.
Socioã académicos.—
Foram
ulti-
mamente
eleitos
socios
correspondentes,
da
sociedade
geograíica
de Lisboa, o
revd.
0
Julio
Celestino
da
Silva,
professor
do
ly-
ceu
d
’esta
cidade,
e
o
revd.
0
Manoel
José
Pereira, abbade
d
’Aguas-Santas.
Foi
eleito
igualmente
socio
correspon
dente
da
mesma sociedade,
na
cidade
de
Guimarães,
o illustre escriptor dr.
Fran
cisco
Martins
de
Moraes
Sarmento.
Estas
eleições,
que
dão
honra
aos
il-
lusires
agraciados,
dão
honra
igualmente
á
sociedade
que os
acolhe,
e
ao
propo
nentes
dos
mesmos
agraciados
para as
distincções
conferidas
A
«JíorholeSaD.
—
Recebemos o
n.°
14
do
volume
II
deste
seminário, que,
no
seu
genero,
é
o
jornal que mais
longa
existência
tem
logrado
nesta
cidade.
Deste
facto
pode
julgar-se
do
seu
me
recimento.
J
á
era tempo.—
Ainda
que
a
mui
to
custo,
e
diriamos
quasi
de
má
vonta
de,
já
temos
recebido
algumas
visitas
do
sol.
O dia d’
hontem
esteve
sereno
e
for
moso.
PublieoçSea.—
Recebemos
e
agrade
cemos
as
seguintes:
—
Dicionário
Popular,
(Fascículo
n.°
39).
Comprehende
de
paginas 209
a
2'24
do
vol.
II,
e
continua
nas
lettras
A.
N.
D.
A
sua
publicação
é
das
mais
regula
res.
—
O
Anjo
da
Guarda,
romance formo
síssimo
de
Escrich-Versão
de Cruzeiro
Sei-
xas
(Fascículo
n.°
8j.
A
Bibliolheca
do
Cura
de
Aldeia, a
que
pertence
a
edicção
desta
obra,
é
uma
das
mais
benemeritas
emprezas
editoras,
e
digna
de coadjuvação,
não
só
pela
niti
dez das
obras
que
publica,
mas
sobretudo
pela
escolha das
mesmas.
—
Almanack
—
Brinde
—
Lote
rico,
oífe-
recido
aos
freguezes da
Nova
Loja
Afor
tunada
de
Lourenço
Marques
d
’
Almeida
—
■
Rua
das
Flores.
n.°
112
a
114, Porto.
Contem kalendario
e
outras
matérias
de geral interesse, e
a
relação
de
todos
os
numerosos
que
no
ferimento
se
vende
ram
desde
o
seu
principio
(julho
de
1872)
até
ao
fim
do
anno
de 1875,
com
pré
mios
superiores
a
100$000
reis.
Novo jornal
—
Ouvimos
dizer
que
alguns
alumnos
do
lyceu
desta
cidade
vão
publicar
um
jornal com
o
titulo
de
«Aca
démico».
Diz-se
que
será
orgão
da
classe
esco
lástica.
Noites de
Viuntia.
—
O
snr.
J.
B.
Domingues,
proprietário
da Livraria
Viun-
nense
vae
publicar
alguns
volumes,
que
formarão
uma
pequena
binliolheca
portá
til,
subordinados
ao
titulo
de
Noites
de
Vianna.
Sairá
um
volume
cada
mez.
ilesearillsmntento.
—
O
comboio que
no
sabbado
devia chegar
a esta
cidade
ás
11
horas
e
27
minutos
da
manha,
só
chegou
depois
da
1
da
tarde,
em
conse
quência
d
’
um
descarrilhamenlo
que
se
deu
entre
Famalicão
e
a
Trofa.
Não
nos consta
que
houvesse
desgra
ças.
A
neve.—
O
derretimento
da
neve
acaba
de
occasionar
no
norte
da
Escos-
sia
o
trasbordo
de muitos
rios.
No
sul
d
’Inglaterra, em
consequência
das
chuvas
que
duraram trez
dias
sem
interrupção,
o
Tamisa
sabiu
do
seu
leito
e
inundou
os
campos,
principalmente
do lado
de Win-
dsor
e
d
’Fgham. Em
Coggeshal
(Essex),
a
agua
subiu
até
2
pés
ao
rez
do chão
das
casas.
O
valle
do
Ouse
está inteira
mente
submerso.
Entre Bicester e
Oxford
o
serviço
postal
está
interrompido.
Nos
condados
de Warwick,
de
Leicester,
Der-
by, Somerset,
Monmoulh,
o
trasbordo
das
correntes
d
’agua
tomou
igualmente
pro
porções
que
fazem
temer
prejuízos
irrepará
veis para
a
agricultura.
«regos e tela
vos.—
A
analyse
do
memorial,
apresentado
em
nome
da
popu
lação
grega, residente
na
Turquia,
aos
plenipotenciários
em
Constantinopla,
é
a
seguinte:
l.
°
A
população
grega
do
império
ot-
tomano
crê
na possibilidade
de
um
me
lhoramento
na
condicção geral
do
paiz
e
de
todas
as
populações
do
império.
O
go
verno
a
este
respeito, demonstra
as
me
lhores
intenções,
e
é
de
seu
proprlo
inte
resse
tomar
uma
iniciativa salutar
para
esse
fim.
2.
°
Se
os
gregos se
mostraram
hostis
á
insurreição
búlgara,
foi
porque n’
ella
vi
ram
a
mão
da
Rassia.
3.
®
Não ha
ponto
de contacto
entre
o
espirito
liberal hellenico,
e
o
absolutismo
moscovita.
4.
”
A
população
grega
pela
sua
altitu
de
desejava
ter
facilitado
a
diplomacia
e
tornar
possivel
a
manutenção
do
slalu
quo.
5.
°
Favorecendo
os
slavos
do
itnperio
ottomano,
a
Europa
facilitara
os
slavos
do
oriente
prejudicando
as
outras popula
ções
6.
® As
populações
da
Turquia
que
se
prestam
á
política
das
raças
tudo
obteem,
em
quanto
que
as
que
acceitam
o
conselho
da
Europa são
desprezadas.
iTropagnnsIa
fltlei.
—
Segundo
os
jornaes catholicos
italianos
a
receita
da
Propaganda
em
Roma
montou
em
1875
em
5,õ97,463
liras,
pouco
mais
ou
me
nos
20,946,421 $200
de
nossa
moeda.
Des
ta
somina
gastaram-se
967.348 liras
nas
missões
da Europa,
2,
936,262
nas
da
Asia,
705,378
nas
da
África
808.940
nas
da
America,
533,198
nas
da Auslralia
e
359,213
em
vários
itens.
Força respeitável.—
Na
Irlanda
a
força
policial é mais
numerosa
do
que
os
criminosos,
havendo 22
guardas
por
10,000
habitantes
e
sómente
19
crimino
sos.
A
Egreja na Atnericn.—
O
«Pall
Mall
Gazette»
de Londres
observa,
em re
ferencia
ao
progresso
da
Egreja catholica
na
America,
que
em
1800
suppõe-se
ha
via
n
’esse
paiz
40
sacerdotes.
Em
1875
segundo
as
estatísticas
oíliciaes
das
diver
sas
dioceses
havia 5,074
sacerdotes,
1,2
’3
seminaristas
e 65,28
egrejas
calholicas
no
território
da
Republica.
Havia
também
no
mesmo
anno
33
seminários,
63
cdlegios,
557
lyceos e
escolas
de
ensino
secundá
rio.
1,645
escolas parochiaes,
214
asylos
e
96
hospitaes
sob
a
direcção
e
adminis
tração
do
clero catholico.
Se estes
alga
rismos
faliam
por
si,
outros
não
menos
eloquentes
póde
a
Egreja
apontar,
diz
o
«Tablet»,
na
Inglaterra.
Assim
em
deze-
seis
annos o numero das
capellas catholi-
cas
na
Grã
Bretanha
tein-se
mais
que
du
plicado.
Havia
570
em
1851,
e
1,283
em
1867.
Voltn
ao
redil.—
Uma
carta
de
Er-
zerum
(Arménia)
publicada
nas
Missions
Cal/ioliques
diz que
todos
os neo
schisma-
ticos
arménios
voltaram
ao
catholicismo.
Reslituiram
a egreja
a
Monsenhor
Mel-
chisedechian
e
bem
assim
o
palacio
epis
copal
e
a escola
de
meninas.
Este
ulti
mo
edifício tinha
sido
alugado
pelos
dis
sidentes
ao
cônsul
inglez,
que
não
o
que
ria desoccupar;
mas
a
diíficuldade
resol
veu-se
com
a
intervenção
das
autoridades
locaes.
Sinistro espantoso.—
Um
incêndio
acaba
de destruir
toda uma
parle
do
fau-
bourg
Chavaux,
em Monlins,
França Oi
tenta familias
estão
sem
azylo!
No dia 3,
pelas 7 horas
da
tarde,
de
clarava.se
o
fogo
no
telhado
da
casa
Du-
may,
situada
no
meio
do
faubourg. As
chainmas
activadas
pela
violência d
’
um
vento tempestuoso,
commtinicaram-se
ás
habitações visinhas,
e
denlro
em
pouco
tornou-se
como
um
rastdho
de
polvo-
vora.
A
’s
sete horas,
chegaram
soccorros
de
todas
as
partes:
os
soldados dos
trez
re
gimentos,
uma
onda
d
’
habilanles,
todas
as
aucloridades
estavam
alli,
dando
o
ex
emplo
da
dedicação;
mas
seus
exforços
só
poderam
circunscrever
o
terrível
fla-
gello.
Um
só
accidente
grave
ha
a
deporar:
um
soldado
do
regimento
de
dragões
ca-
hiu
do alto
d
’
uma
trave;
foi
arrancado
do
meio
das
chammas
em
lamentável
estado.
Não
longe
d
’
alli,
estavam
outras
pessoas
expostas
pela quéda
d’um
panno
de
pare
de;
sahiram,
porem,
salvas,
mas com
as
mãos
queimadas,
as
sobrancelhas
cresta
das,
os olhos
injectados
de
sangue.
Exposição de Nnpoles.—
Na
pró
xima
primavera
terá
logar
em Nápoles
uma
grande
exposição
d
obras
d’
arte
anti
gas
e
modernas, e
dnrahte as
festas
ha
verá
grandes
regalas
inlernacionaes,
para
as
quaes
foram
convidadas
as
principaes
sociedades
nauticas
de
França e
Inglater
ra.
Origem d»
maehini» Sitiante. —
«O
homem
tem-se
aventurado
a
tantas
coisas
impraticáveis—porque
não
ousaria
elle
fazer
o
qne
é
possivel?»
Taes
eram
as
palavrâ
’s
do
celebre
bis
po de
Ralisbonne,
Albertos
Maguns,
que,
no
século
XIII.
0,
puzera-se
já
a construir
uma
machina
falante.
Depois
de trinta
annos
de
trabalho,
conseguiu
construir
uma
machina
que
ar
ticulava
algumas palavras,
n?as
a
populaça,
acusando
o
de
feitiçaria,
forçava-o
a
des
truir
a
sua
obra
38
blS. J.
H.
liE
S1CEOO.
OS
W
àHBSS
ROMANCE
BRAZ1LEIRO
VOLUME
I
XIX
Um
pae
que
chora.
[Continuação]
Desse
modo
Anacleto
póde
estudar
a
fundo
o
caracter
de
sua
(ilha;
póde
lêr
na leve
coniracção
de um
musculo
de
seu
rosto
o
intimo
sentimento
de
sua
alma,
e
distinguir
a
verdade,
e
a mentira nos
feiticeiros
sorrisos
de
Marianna.
Mas
o
amor não
dá
sómente
prazeres,
faz soffrer
também
pezares
acerbíssimos:
não
será
até
possivel
decidir-se
estes
são
devidamente
compensados
por
aquelles.
Ha
muitos
amores,
que
se
sorriem;
mas
não
ha
um só,
que
não
chore.
A
belleza
de
Marianna encheu
de
or
gulho
o
coração
de
um
pai
nos
primeiros
annos;
pouco
depois
porém
essa mesma
belleza
começou-lhe
a ser
origem de
sé
rios cuidados,
quando
elle
chegou a
no
tar,
que
sua
filha,
vaidosa
de seus
encan
tos,
embriagada
com
o
insenso
de
mil
lisonjas,
procurava
ganhar
escravos
em
todas
as
sociedades onde
apparecia,
não
desanimava
nem
preferia
nenhum
de
seus
numerosos
admiradores,
e, em
uma
pala
vra,
amava
perdidamente
o
galanteio...
o
galanteio,
que
é
quasi sempre
um ob
stáculo
para
a
felicidade
das
moças,
e
uma
recordação
desagradavel,
que
ás
ve
zes,
já
em
muito
nobre
posição, as
faz
corar
diante
de
um homem,
que
vem
visi
tar
seu
marido.
Então
Anacleto
desamava
a
belleza
de
Marianna,
quizera
antes
vêl-a
cem
vezes
menos
beila,
com
tanto
que
fosse cem ve
zes mais
discreta;
porque
ernfim
uma
fi
lha
nunca
é
feia
para
seu
pai.
Quando
Marianna
casou,
Anacleto
sen-
tio-se
livre
de
uma
responsabilidade
im-
mensa;
mas
cedo
encheo-se
de
novos,
e
de
mais
importantes
cuidados.
Anacleto
adivinhou
o
amor
de
sua
filha, e
do
jo~
ven
Henrique,
e
tremeu,
e
teve
vontade
de morrer;
porque um
pai
faz-se
por seu
grande
amor
solidário
na
vergonha
de
seus
filhos;
e
teve
vontade
de viver
para velar
por
Marianna,
para
salval-a,
e
salvar-se
d
’
aquelle abysmo.
Veio
depois
a
viuvez
de
Marianna,
e
com
ella
novos
tormentos
para
o
pobre
velho:
um
mancebo,
com
quem
elle
anti-
pathisava,
parecia
exercer sobre
sua
filha
um
império
indisivel:
com
seu olhar
pe
netrante,
com suas
vistas
de pai,
Ana
cleto
via
Marianna
tremer
diante
de
Sa-
lustiano.
..
urna
vez
comprebendeo,
que
entre
elles
dous
devia
haver
um
segredo
terrível;
estudou
inutilmente as acções,
o
procedimento
de
ambos,
daria metade
dos
poucos
annos,
que
lhe
restavão,
para
des
cortinar
aquelle
arcano;
mas
não
descobriu
nada.
Ernfim
chega
Henrique,
e
outra
vez
apparece
diante
de
sua
filha:
o
amor
d
’
a-
quelles dous
corações
não
se
tinha
deixa
do
morrer
na
ausência.
Anacleto
surpre-
hende
essa
aíleição
ardente,
e
dá-se para
béns,
porque
Henrique é
um
nobre
man
cebo,
que
merece
sua
filha,
e
porque,
além
disso,
vem livral-o
do spectro,
que
o
assusta,
vem
lançar
fóra
do
combate
a
Salustiano.
Todavia,
a
despeito
da
presença
de
Henrique,
Salustiano
prosegue
com
seus
antigos
modos;
Marianna
continua, como
dantes,
a hesitar
a
seus
olhos;
portanto,
nem o
talisman
do
amor
a
póde
salvar;
e
o
pobre
pai,
que
não
conhece
o
abys
mo,
que
assusta,
não
tem
o
poder
de
avaliar
o
seu
fundo,
e
treme
ainda.
Um
sarau
é dado.
.
.
festejão-se
os
annos
de
Celina,
e
n
’
essa
noute
de
pra
zer,
e
na
qual
Anacleto
adormeia suas
magoas,
o
mancebo
importuno
e
terrível
vem desperlal-as.
O triste velho
viu
Salustiano
approxi-
mar-se
de
sua
filha,
conheceu
no
sem
blante
d’ella,
que
havia terror
dentro
de
sua
alma,
e
sem
poder
vencer-se
segue
o
par,
que
passeia
e conversa,
apura
o
ouvido,
e
apanha
algumas palavras.
—
Ignora,
que
eu
tenho
em
minhas
mãos
os meios
de vingar-me,
e
que
exis
te
no
seu coração
um amor, que
eu
pos
so
destruir?...
—tinha
dito
Salustiano.
E Marianna
treméra
e balbuciára
uma
frase,
que
elle
não
póde
ouvir.
O
terrível
moço
continuára:
—
Eu
vou ter
d
’aqui
a pouco
uma
ho
ra
de
pratica
com
o
snr.
Henrique.
Marianna
estava
desfigurada
pelo ter
ror.
—No
fim d
’essa hora
estarei
vingado.
Anacleto
não
teve
coragem
para
ouvir
mais nada;
luziu-lhe
no
animo
a
idéa
de
cahir
sobre
aquelle
homem
com
suas
mãos
trémulas
e
afoga!-o
alli
mesmo...
mas
lembrou-se,
de
que
elle
podia
grilar...
fallar
muito alio.
. .
e o
pobre
pai
não
sabia, o
que
é
que
toda
a
sociedade
reu
nida em sua
casa,
chegaria a
saber.
Com
o
coração
despedaçado
correu
pa
ra
o jardim,
alirou-se
ao banco
de
relva,
e
cobrindo
o
rosto
com
as
mãos,
come
çou
a
chorar
e
soluçar
desesperadamen
te.
—
Oh
meu
Deus
!
meu
Deus
!...
ex
clama
elle.
E
depois
pensava
comsigo
mesmo:
se
rá
possivel, que
aquella
gente
toda
tenha
os
olhos
fechados,
que
não
observe
e re
prove
o
procedimento
de
minha
filha?.
.
.
que
não
leia
na
horrível pallidez
de
seu
semblante
a
prova
irrecusável
de
um cri
me?.
.
.
que
uão
esteja olhando
para
mim
com
piedade'
de
meus bellos branco?
—
Oh
meu
Deus!...
meu
Deus!...
exclamava.
E
depois
continuava
a
pensar
comsigo
mesmo:
que
crime
terá
praticado
minha
pobre
filha?.
.
. por
que
a
submissão,
com
que
ella se
curva
a aquelle
barbaro,
não
é
amor.
.
.
não.
.
.
eu
conheço
minha
fi
lha,
ella
detesta
esse
digno
mancebo;
mas
elle
fallou
em
vingar-se.
.
.
disse
que
ti
nha
em
suas
mãos
os
meios
da
vingança:
oh
I
pois
então
a
minha
pobre
Marianna
é
criminosa?.
. .
a
filha
do
meu
coração
ha de
ser
desgraçada?...
ousaria
ella
manchar
as
cãs
de
seu
pai?.
.
.
a
minha
pobre,
a
minha qnerida
filha.
.
.
o
meu
anjo
!. . .
—Oh
meu
Deus!.
.
.
meu
Deus!
excla
mava.
E depois
continuava
ainda
a
pensar
comsigo
mesmo:
ser
pai
é
uma
cousa mui
to triste;
ter
filhos
é
abrir
a
alma
aos
pezares!...
oh!
estes filhos,
a
quem da
mos
a
vida,
nos
matão!...
estes
filhos,
a
qnem
em pequeninos
sustentamos
pelas
mãosinhas
para
fazel-os
andar,
e
carrega
mos
aos
nossos
hombros,
vem
depois
com
suas
loucuras
empurrar-nos para
o
tumu
lo
!.
.
.
oh
!
n
’
este
mundo
não
ha
missão
mais
diflicil,
mais
cheia
de
lagrimas, do
que
a
missão
de
pai
!.
. .
e
então
eu.
.
.
tão
velho
!
com
a
cabeça coroada
pela
ne
ve. dos
annos, trémulo,
sem forças,
com
os
pés na
cova,
nem
ao
menos
morrer
consolado!!! o
que
eu
pedia
ao
céo
era
fazer
minha
filha
venturosa,
e
depois
morrer.
.
.
E
ha
de
agora
a
vergonha
vir
fechar-me
os
olhos?!.
.
.
e
morrendo
dei
xarei
minha pobre
filha
do
coração
só,
desolada,
despresada
pelos
homens,
e
sem
amparo
no
mundo!.., isto
é
horrível.. .
é
capaz
de
matar
de
repente!!
No
fim
do século
passado,
o
professor
de fysica, F.
Muller,
da
Universidade
de
Pariz,
ajudado
pelo
governo
russo,
tenta
va
construir
um apparelho
semelhante,
e
depois
de
muitas
tentativas,
chegou
a
ob
ter
uma
machina
que
pronunciava
clara
mente
as
vogaes
a,
o,
u.
A
Universidade
de
Pariz
acolheu
a
sua
descoberta
com
entliusiasmo
Em
1810,
o
professor
Faber
punha-
se
a
construir
uma
machina
falante
que
não
mostrava
na côrte
de
Vienna
senão
em
1835.
Foi
n’
este
momento
que a_
ma
china
appareceu
completa,
á
excepção
da
vogal
i
que não
podia
articular.
Este
ul
timo
obstáculo
íoi
vencido
em
1812.
O
professor
Faber
dirigiu-se
então á
America
com a
sua
machina.
A
primeira
representação
foi
dada
na
Philadelphia,
e
os
assistentes
ficaram ma
ravilhados.
O exito
teria
sido
absolulamenle
com
pleto,
se
subitamente,
uma
voz
de
Yan-
kée
não
tivesse exclamado:
«Não
á
possí
vel
que
a
machina
falle.
O
professor
é
um
ventríloquo.»
Um
tumulo
indescriptivel
seguiu
estas
palavras
e os espectadores indignados con
tra
o
inventor,
deram cabo
da
machina.
N
’
um
instante o fruclo
de
tantos
annos
de
trabalho
foi
aniquilado.
Foi
então
que
o
famoso
P.
P.
Barnum
lhe
offereceu
os
meios
de
se
entregar
de
novo
ao
trabalho, e
em
184o,
o
infatigável
professor
Faber expunha
uma
nova
machina
em
Londres.
Faber
morreu
em
1864;
seu
sobrinho
simplificou
o apparelho,
e
é a
partir d
’
este
momento
que
a
machina
falante
se
tornou
perfeita,
e
que
excitou
a
admiração
de
todas
as
cortes
do
mundo.
Pariz
vae'
agora
puder
julgar
por
si
mesmo
esta
obra
admiravel.
A machina
falente
—
que
repete
as
frazes
annunciadas
em
qualquer
lingua
—está
actualmenle
ex
posta
no
Graod-Hotel, cujo
director
au
clorisou
a
exhibição
publica
e
onde
vão
ter
logar
experiencias.
iêauEcimms
Joaquim
José
d
’Araujo,
seus
filhos,
e
filhas, e
Anna
Emilia
de
Jesus
Vieira,
agradecem
a
todas
as
pessoas
que
os
cum
primentaram
por
ocasião
do
fallecimento
da
sua sempre
chorada
esposa,
mãe
e
irmã
Maria
Miquelma de
Jesus Vieira,
e
bem
assim,
agradecem
d ’
este
modo
aos
snrs.
revd.
os
ecclesiasticos
que
lhe prestaram
seus
serviços
gratuitamente, protestando
a
todos
o seu
eterno
reconhecimento
por
não
o
poder fazer
pessoal
mente.
(25)
Anna
Maria
Gomes
Leite,
Maria
Tho-
mazia
Gomes
Leite,
Rosa
Barbara
de
Je
sus Gomes
Leite,
o padre
Carlos
Ennes
Vieira, e
o
padre
Feliciano
Ennes
Vieira
extremamente
reconhecidos
para
com
to
dos
os
cavalheiros
e ex.
mas
snr.as
que
se
dignaram
cumprimental-os
por
occasião
do
fallecimento
de
sua
sempre
chorado
mãe
e thia
Maria
Rosa
da
Natividade,
a
todos
agradecem
por
este
meio
na
impossivilida-
de
de o fazerem
pessoalmente,
protestan
do-lhe
seu
eterno
reconhecimento
e gra-
.tidão.
Egualmente
agradecem a
todos
os
ill.
mos
e
rev.
I11(|S
snrs. ecclesiasticos que
gratuita
mente se
dignaram
dizer
missa
e
assistir
ao
oíficio
que
teve
logar
na
Sé
Prima
cial,
no
dia
30
de
Dezembro
preterilo.
ALUGA-SE
N
’
um
dos
locaes
mais
pitorescos
e
saudaveis
d
’
esta
cidade,
acha-se
para
alugar
uma casa
até
ao
pro
ximo
S.
Miguel ;
e
bem
assim,
se
vende
por
preço
mui
commodo
a
mobília
e
piano
existente
na
mesma
e completamente
nova,
para
melhores
esclarecimentos
queiram-se
dirigir
á
Praça
do
Barão
de S. Marlinho,
casa
Almeida
&
Pereira.
(24)
ACHADO
Quem
perdesse
pelos
fins
de
Novembro
p.
p,,
objectos
de algum valor,
desde
San
to
Antonio
das Taipas,
até
esta
cidade,
dando
os
signaes
certos se
lhe
entregarão,
na
rua
da
Boa Vista
n.
#
f.
(31)
NOVA
FIRMA
José
Manuel
Rodrigues
de
Rio
Mau,
faz
publico
por
esta
fôrma
para
todos
os
efleitos,
que
a
contar
da
presente data,
por
escriplura
publica,
deu
sociedade
a
seu
filho,
Bento
José
Rodrigues, ficando
d
’
ora
em
diante
girando
todo
o
negocio
sob
a
firma
de
Rodrigues
F.°
S.
Martinho
de
Rio
Mau
6
de janeiro
de
1877.
(22)
José
Manuel Rodrigues.
NOVO
HORÁRIO.
José
Antonio
Monteiro,
Marques,
e
Cerqneira,
levam
ao
conhecimento
do
pu
blico
que
os
carros
que
desta
cidade
sahe
para
Ponte
do
Lima
e Vianna
ás
9
horas
da
manhã
principia
a
sahir
no
dia
14
do
corrente
ás
8 horas
da
manhã,
e chega
a
Vianna
ás
4
horas
da
tarde.
Braga 12
de Janeiro de
1877.
0
gerente,
Francisco
Pereira
Leile
e
Castro.
_____
___________
<
28
)
BANCO
MERCANTIL
DE
BRAGA.
Soeiedade anonyma de responsabi
lidade limitada
Este
banco
eífectua
as
seguintes
ope
rações
:
Desconta
letras
da
terra e
de
cambio.
Effectua
transferencias
de
fundos
para
todas
as
praças
do reino
e
estrangeiro
on
de
tenha
correspondentes.
Recebe
deposites
em
conta corrente.
Emilte
promissórias
a
praso
fixo,
abo
nando
juros aos depositantes.
Braga
10
de
Janeiro
de 1877.
FOLHINHAS
DE
ALGIBEIRA
ou
almnnak
ecelesiastico
e eivil,
para
o Areeliispado de Sraga,
Consideravelmente
augmentado,
com no-
las
e
certeza
das
abstinências
e
festivi
dades.
Preço..................................
40
rs.
Vendem-se
em
BRAGA,
rua
Nova
n.°
3
—defronte
da Misericórdia,
em casa
do
snr.
Bernardino
J.
da
Cruz
—rua
do
Sou
to.
em
casa
dos
snrs.
Rocha
e
Gertnano.
GUIMARÃES,
em
casa
dos
snrs.
F.
Mar
tins da
C.
Guimarães,
largo
da Misericór
dia,
e
livraria
de
Teixeira
de
Freitas,
a
S.
Damaso.
ARCOS,
BARCELLOS,
CHA
VES,
VIANNA
e
VILLA
REAL,
nas lojas
costumadas.
Vende-se
uma
morada
de
casas,
sitas
na
rua
deS.
Barnabé
n.°
10.
Trata-se
na
rua
de
S. Vicente,
na
loja de Domingos
José
Gomes.
(29)
PHaTOfifiAPHIftS
Na
rua
do
Souto
n.°
6, vendem-se
os
retratos
do
Ex.
,n
°
Snr.
D.
João,
Arce
bispo
de
Braga.
No
Porto,
rua
de
Santo
Antonio
n.°
200.
(26)
João da
Costa
Palmeira,
tem
para
ven
der,
na
sua
quinta
em
Santa
Eufalia
de
Tenões,
salgueiros
de
raiz,
estacas
de
choupo,
vides,
nogueiras,
enchertos
de
pe-
cegueiro
de
Amarante, damasqueiros, pe
reiras,
ameixieiras, e
macieiras,
tudo
de
boas
qualidades.
(27)
DEPOSITO DE
TABACOS
DA
Casa
ilavaneza d«IAsb»a
'27—
Largo do
Barão de
S.
Marlinho
—27
BRAGA
N
’este
deposito, que
acaba
de
ser
aber
to
ao
publico,
encontram-se tabacos de
todas
as
fabricas
estrangeiras
e
nacionaes,
bem
como
boquilhas
de
atnbar,
espuma
do
mar
e
caulchoue,
cachimbos
de
gesso
e de
raiz,
cigarreiras
e
charuteiras
de
couro
da
Rússia,
lumes
de
cera
de
pro
cedência
ingleza
e
muitos
outros
objectos
d’alta
novidade e
elegancia.
Este
deposito
nos
fornecimentos
por
grosso
offerece
o
mais
vantajoso
desconto.
(20)
GRANDE
REDUCÇÃO
NOS
PREÇOS
DAS
Run de 8.
Vieente, n.°
11.
Continua
por
mais
15
dias,
a contar
da
data,
a
venda de
machinas
de
cozer
com abatimento de
50
por cento.
Francisco
Xavier
Peixoto,
proprietário
do
deposito
de
machinas de cozer
na
rua
de
S.
Vicente
n.°
17,
convida
por
este
meio
todos os devedores
a liquidar
suas
contas
com
a
maior
urgência;
bem
como
as
prestamistas
a
pagar
suas
prestações
alrazadas,
tudo
a
fim
de evitar
expedien
tes
pouco
airosos
para
os
remissos.
—
Braga
5
de
janeiro
de
1877.
(6)
Feira
de Março, em Aveiro
Por
ordem
da
Camara
Municipal
do
Concelho
de Aveiro
se
íaz
publico
que
to
dos
us
negociantes
que
quizerem concor
rer
á
dita
feira,
farão
ao
arrematante
do
abarracamento,
Manuel
Antonio
Loureiro
de
Mesquita,
d
’
esla
cidade,
até
ao
dia
15
de
fevereiro
futuro,
a
necessária
re
quisição
da
barraca,
designando
os lan
ços
que
pretendem, sob
pena
de
que,
não
o
fazendo
até
ao
indicado dia,
não
póde
o mesmo
arrematante
ser
obrigado
a
construil-a.
Aveiro
e
Secretaria
da Camara, 15 de
janeiro
de
1877.
O
Escrivão
da
Camara,
(23)
Francisco
de
Pinho
Guedes
Pinto.
VENDE-SE
Por
preço favoravel
3
cavallos,
sendo
1
hispanhol,
alazão,
e
2
inglezes,
castanhos, que
trabalham
de
sellim
e
trem.
São de
toda
a
confian
ça
e
por
isso
se
dão
a
contento.
Também
se
vende
um
phaeton,
em
excellente
uso,
com
todos
os
arranjos
pa
ra
armar
de
diversas fôrmas,
e
bem assim
arreios
para
1
e
2
cavallos.
Dirigir
a
José Fornellos,
na
villa
de
Mesãolrio.
(4452)
POLVO
BOM E GRAÚDO
Vende-se
aos
costaes
no largo
*
do
Ba
rão
de
S. Martinho
n.°
27.
(15)
DINHEIRO A JURO
A
Meza
da
Irmandade
de
S.
Vicente
da
cidade
de
Braga,
faz
constar
que
tem
dinheiro
para
mutuar
a
juro
de 5
por °|
0
livres,
sobre
bypotheca.
(448!)
COLLEG1O
íNGLEZ
DO
Sagrado Coração <3e Miaria Virgem
0 niinaeuliidii
D.
Margarida
Heunessy,
desejando
an-
nuir
aos
pedidos
que
as
famílias e
clero
mais
dedicados
á
causa
de
uma
verdadei
ra e
completa
educação,
tinto
de
Braga
como
das localidad-s adjacentes,
ha
cin
co annos
se
leem
dignado
fazer-lhe.
rçs>4-
veu
abrir
uma
casa
de
educação para
meninas
internas,
semi
internas
e
exter
nas
sob
a
direcção
de
sua
irmã
Miss.
The-
resa
Heunessy.
tendo
obtido para levantar
0 seu estabelecimento,
a
bella
casa
da
rua
de
S.
Miguel-o-Anjo, onde
morou o
ex.
IU0
snr.
Juiz
de
D reito,
o
qual
principiará
a
funeciunar
no
dia
2
de
Fevereiro.
Para
esclarecimentos
podem
derigir-se
a Braga
a
snr.
11
D.
Maria
Brigida
Bersane
Perry,
Campo
da
Feira,
ao
Rev." João Re-
bello
Cardozo
de Menezes,
a
Rev/
’
J<>ão
Pe
dro
Ferreira Airosa.
e
a
José
Maria
Dias
da
Costa. Bua
N
va.
(17)
P
ILtU
LãAS^
de
Proto
carbonato de ferro inalterável
DO
DfBLAUD
Empregadas
com o mais grao successo,
depois
mais
de 40 annos por a maior parte
dos
médicos por
curar a chlorosis (fluxo
branco) doança
das mancebas filhas e to
das
as moléstias
chloróticas.
Eis aqui a
opinião
dos
mais eminentes médicos que as
tem experimentado:
«
Depois 35 annos que exerço a medicina,
« tenho
reconhocido a este
medicamento
« (Pilulas
de
Blaud)
vantagems
incontesta-
« veis
sobre
todos
os outros ferreos e eu
«
o miro como o
melhor anti-chlorótico. »
Dr DOUBLE,
ex-présidente
da Academia
de
Medicina.
«De todas
as preparações ferreas que
«
nos hão
dado bons
resultados no trata-
«
mento das
affeições chloróticas, as pilu-
« las
de
Blaud
parece-nos
devem
estar
na
«primeira
fila.
» — Diccionario univ. de
Medicina, t. n,
page 99.
Como
prova
da authenticldade,
nome do inventor
está gravado sobrefiTWoíT/n
cada
pílula como aqui Junto
Depositos:
Paris,
8,
r.PayenneF^^^p
Eui
Lisboa,
snr. Barreto, Loreto n.
_o—
30
(27
*)
(
onsnllçrio
a -
toda
a
hora,
tanto
de
dia
como
de noite
Rua
do
t ampo
(antiga
Porta
de
S.
Francisco/
n.°
22.
14332}
Lecciona-se
o
curso
da
lingua
france-
za
na
rua
do
Anjo
n.°
II,
desde
as
6
ho-
ras
da
tarde ate
ãs
7,
pela
quantia
dlj 804
reis
mensaes,
pagos
adiantádósr.
(4412)
Éditos
de
10 dias
Pelo
juiso
de
direito
d’esta
comarca
e
cartorio
de
Freitas
correm
éditos
de
40
dias
a
contarem
do
dia 10
do
corren
te,
pelo
qual
chama
e
cita
todas
as
pes
soas
incertas
que
se
julgarem
com
direi
to
e
acção
á
quantia
de
60$000, que
se
acha penhorada
na
mão
do
executado
Joa
quim
Alves
Vinagreiro, d
’esla cidade,
na
execução
que
lhe
move
Manuel
Pereira
da
Cruz,
d
’
esla
mesma,
e
para
cumprimento
do
artigo
611 da
N.
R.
J.
se
faz o
pre
sente
annuncio para
os
effeilos
legaes.
(34)_______________________________
O conselho
administrativo
do
regimen
to
de
infanteria
8,
faz
publico, que,
ter
minando no
dia 7
do
proximo
mez
de
fevereiro,
o
aclnal
contracto para
o
for
necimento
das
fazendas
necessárias para
o
vestuário das
praças
de
pret,
tem
porisso
de pioceder
a
nova
arrematação
das mes
mas
fazendas.
Convida
pois,
as
pessoas
que deseja
rem
concorrer
á
dita
arrematação,
a com
parecerem
no dia
acima
indicado,
pelas
11
1|2
horas
da
manhã,
na
sala
das
ses
sões
do mesmo
conselho,
onde
terá
a
li
citação.
O
SACROSANTO E ECUMENICO
EBI LifiTíBl
E*
PCXTOGZJZZ
‘ \
NOVA EDICÇÃO REVISTA
Será
publicada
em
fascículos
de
96
paginas,
formato
e
papel
do Thesouro
po
Sacerdote, Apologia,
Historia
ecclesiastica.
Preço
de
cada
um..............................................
200 réis
i
pelo correio
........................................
.
215
»
A
obra
completa terá 6
fascículos,
o
1.®
sahirá
no
dia
15
de
Fevereiro.
Quartel
em
Braga
14
de janeiro de
4877..
O
secretario
do
conselho,
Bernardo
Osorio,
(33)
Alferes
d
’
infanleria
8.
teiao
.
.
a
x-x-zs
a
PELO DR. JOÃO MANOEL CORRÊA
digníssimo
professor do seminário de
S. Pedro e do
lyceu
nacional de Braga
Banco Commercial de
Braga
No
dia
25
do
corrente ás
11
horas
da
manhã
na
casa
do
mesmo
Banco, tem
de
se
reunir
a
assembleia
geral
dos
snrs.
accionistas
d’
esle
Banco
para
a discussão
do relatorio
da Direcção
e
parecer
do
Conselho
Fiscal, apresentados
na
sessão
de 10
do
corrente,
em
conformidade
com
o
que
alli
foi resolvido
em
virtude
do
ar
tigo
33
dos
estatutos.
Braga
11
de
janeiro
de
1877.
O
secretario,
Anlonio
Luiz
da
Cosia Pereira
de
Vilhena.
Começará
a
publicação
regular
d’esta
obra
no
fim de
Março em
fascículos
de 200
réis.
Recebem-se desde
já assignaturas
para estas
duas publi
cações.
(30)
HOGG,
Pharmaceutico,
2, rua de
Castiglione, Pariz, unico preparador.
PI
LU
LAS
PEPSINA
DE 0
rente
anno
poderão
apresentar,
no
dito
praso,
os
seus
requerimentos
devidamente
sellados,
e
deverão juntar
como
documen
tos
para comprovarem
essa
alteração,
for-
maes
de
partilhas,
escripturas
de
com
pra,
recibos
de
pagamento
de
contribuição
de
registro
por
titulo
gratuito
ou onero
so
e
quaesquer
outros, os
quaes
serão
res
tituídos
aos
interessados
logo
que
deixem
de
ser
precisos.
As
decizões
das
reclamações estarão
patentes
aos contribuintes até
16
de
fe
vereiro
proximo.
Para
que
chegue
ao
conhecimento
de
todos
se passou o
presente
e
outros
para
serem
affixados
nos
logares
do
costume.
Braga
5
de
janero
de
1877.
O
Presidente
da
Junta,
(40)
José
Joaquim d’Araújo
Correia.
GRANDE
EXPOSIÇÃO ^HOR
TICULTURA
56—Campo «la SanfAnno—56
Turc
&
C.
a
,
continuam
por
mais
4 dias
sóineiite
com
a
sua
exposição
d
’
horti-
cultura,
onde
ha
grande sortimento d’
ar-
vores
fructiferas
e
arbustos
de
flores,
de
óptima
qualidade.
Todas
são
vendidas
por
preço
muito
rasoavel.
Alli
dão-se todos
os
esclarecimentos
pedidos.
(35)
Arrematação
de
bens
Pelo
juiso
de direito
da
cidade
e
co
marca
de
Braga,
e
cartorio
do
escrivão
Antonio
Carlos
d
’
Araujo
Moita,
por
força
de
execução
hypothecaria
em
que
foi
exe-
quente
o fallecido
José
Fernandes
Dias,
negociante da
mesma
cidade,
hoje
seus
herdeiros
habilitados
D.
Maria
Rita
da
Sil
va
Dias,
viuva d’
aquelle
fallecido,
e
seus
filhos
e
genro,
todos
da
referida
cidade,
e
executados
José
Maria
Themoteo,
e mu
lher Justina Rosa,
e Justina
Maria,
sol
teira,
moradores
na
freguezia
d
’
Argeris,
concelho
de
Valle
Passos,
voltam
de
no
vamente
á
praça
para
serem
arrematados
e
entregarem-se
a quem por
elles
maior
preço
offerecer,
visto
não
ter
apparecido
lançador
algum
no
dia
10 de
dezembro
findo,
nem
se
ter
effectuado
no
dia
8,
que
cquivocadamente
se
annunciou,
se
faz
de
novo
com
o
abatimento
da quinta
parle,
todos
os
bens
de
raiz
de
que
se
compõe
a
casa
e
casal dos referidos exe
cutados
e que eram
pertencentes
a
seus
fallecidos
paes
e
sogros
Themoteo
José,
e
mulher,
cujos
bens
são
situados
na
dita
freguezia
de Argeris,
e
da de
8.
Thiago
da mesma
comarca
de
Valle
Passos:
da
sobredita
execução
consta,
assim como
dos
respectivos
editaes
que
se
acham
aííixa-
dos
na porta
do
Tribunal
da
mesma ci
dade,
e
na da
casa
dos
executados,
seus
nomes,
situações, confrontações
e
valores.
Porisso
quem
os
perlender
póde
compa
recer
no
dia
28
do
corrente
no
Tribunal
da
mesma
cidade,
que
é
sito no
largo
de
Santo
Agostinho,
d’onde
deve
ter
lo
gar
pelas
10
horas
a
mesma
arrematação,
e
entregarem-se
os
referidos
bens,
a quem
por
elles maior
preço
offerecer.
Braga
12
de
Janeiro
de
1877.
(36)
Maria
Rita
da
Silva
Dias.
Debaixo
desta
forma
especial a pepsina he posta inteiramente ao
abrigo do contacto do
ar
;
desta maneira este precioso medicamento nem se altera nem perde
as suas proprie
dades,
e a
sua efficacia he então certa.
As
Pilulas de Hoog são de trez
preparações differentes:
1®
PILULAS
DE HOGG com pepsina pura, contra as máes digestões, as azias,
os
vomitos e outras affecções especiaes do
estomago.
2®
FILULAS DE HOGG
com pepsina unida ao ferro reduzido pelo hydrogenio,
para
as affecções do estomago complicadas de fraqueza geral, pobreza
de sangue, etc., etc.:
sao
egúalmehte muito fortificantes.
3® PÍLULAS DE
HOGG com pepsina unida
ao iodureto de ferro inalterável,
para
as
doenças
escrofulosas, lymphaticas e syphiliticas, na phthisica, etc.
A
Pepsina
pela
sua
união ao ferro e
ao iodureto de ferro modifica o que estes dois
agentes
preciosos
tinham de muito excitante
sobre o
estomago das pessoas nervosas ov
irritáveis.
As
Pilulas
de
Hogg vendem-se somente,em frascos triangulares,
nas principaes pharmacias.
Deposito
em
O
snr. C. G. Barreio
—
n °
28
**
30
—
Lorelo
(34
•'
A8SOCI4ÇÃO COMfflIERCtIAL
De ordem
do snr.
Presidente
da
As
sociação
Commercial
de
Braga,
são
con
vidados todos
os socios
da
mesma,
para
uma
reunião
extraordinária
no
salão
da
mesma
associação
no dia
18
ás
5
horas
da
tarde.
E
’
esta
reunião
requerida
por
dez
so
cios,
conforme
o
disposto
no
artigo
II
do
Estatuto,
e
tem
por fim
discutir
e
apreciar
o
proiecto
de
lei
apresentado
na
camara
legislativa
pelo
snr.
ministro
da
Fazenda,
com
relação
ao
Banco
de
Por
tugal.
Braga
15
de
janeiro
de
4877.
Ol.°
Secretario,
(37)
Antonio
Joaquim
Moraes.
Vende-se,
uma
casa
com
bom
quintal
e
poço,
no
campo
Novo
n.°
9,
(lado
do
norte).
Vende-se
também
a
quinta
do
Ribeiro,
na
freguezia
de
S.
Pedro
de
Escudeiros,
Veiga
de Penso.
Trata-se
com o
snr.
Simão
d’Araujo
Esmeris,
Esciiváo
de Direito,
na
rua
dos
chãos
de Baixo.
(32)
INJECÇÃO
HYGIENICA
BALSAHICO
PROPHITATICO
Esta injecção
é
a
unica
e efficaz que
cura
em seis
ou
oito
dias
toda
a
qualida
de de
purgações tanto
antigas
como
mo
dernas,
ainda
as
mais
rebeldes.
Vende-se
em
Braga
na
pharmacia Alvim,
á
Porta
Nova.
Em
Coimbra,
pharmacia
Barata
Di-
niz,
rua
de
S. Bartholomeu.
Deposito
principal
no
Porto
na phar
macia
Madureira,
rua
do Triunfo n
®
142,
proximo
ao
Palacio
de
Crystal.
Preço
de
cada
frasco
—
400 rs. (4449)
Farmacia
de HOGG, 2, rue
de Castiglione, Paris (.Unico proprietário}.
I
DK
HOGG
OLEO
HIGÀDOS
FRESCOS
Dl
__________
BACALAOde____________________________
Prescripto
por todos os médicos e empregado com o mayor succeso
contra :
as enfermidades do peito, ailciçôes escrofu
losas,
tosses
chronieas, rheumatismos,
magreza
crianças,
das
impigcmcs,
fluxos
brancos,
debilidade geral, etc.,etc.
Agradavel
e facil de tomar.—Desconfiar das falsificações.
Exigir-se-ha
a marca
da
Fabrica juntó que encobro
capsulo
de cada frasco de feitio triangular, e a. firma
HOGG e Cia, que devera achar-se
sobre o rotulo.
de
B
abheto
,
Depositos
nas
principaes Pharmacias e em
Lisboa,
nas
casas
rua do Loreto, 28
e
30.
A
zevedo
e Filhos,
B
arral
e
I
rmão
; em
Porto,
nas
*
casas
de A
lbano
A
bílio
A
ndrade
, S
ouza
F
erreira
e
I
rmão
,
J
osé
P
into
;
em
Coimbra,
Salvador
F
erraz
.
MUDANÇA
José
Anlonio
Alves,
ourives, mudou
o
seu
estabelecimento
do
largo
«la
Galeria
n.°
4,
para
a
antiga
casa
do
contraste
do
ouro,
(rua Nova
n.°
38)
on
de
espera
continuar
a
merecer
de
todos
os
seus
freguezes
e
amigos
a sua
valiosa
coadjuvação.
(21)
nUlM IMS Mim
m
Já
proveniente
de
algum
defeito
de
constituição,
já
de
accidente,
curada com
pletamente
pelo
tratamento de
Mad.
Lachapelle. Consultas
das 3
ás 5.27,
rue Mon-
thabor,
perlo
Tolherias,
Paris.
Banco
Mercantil de
Braga
Sociedade
anonyma de responsa
bilidade
limitada.
Por
ordem
do.
exm.°
Presidente
da
as
sembleia
geral são
convidados
os
snrs.
ac
cionistas
a
reunirem-se
na
casa
do
Banco,
no
dia
24
do corrente,
pelas
12 horas
da
manhã,
afim
de
tractarem
de
assumptos
concernentes
ao disposto
no
artigo
25
dos
Estatutos.
Braga
e
Banco
Mercantil,
15
de janeiro
de
1877.
O
Secretario,
Domingos
Moreira
Guimarães.
Empreza da
«Borboleta»
No
escriptorio
da
redacção
da
«Bor
boleta»
compram-se
os
n.
os
2, 3, 5 e
9
do
1.°
volume
d
’
aquelle
semanario
O
escriptorio
é no Largo
da
Senhora
Branca,
n.®
36.
A
junta
dos repartidores da con
tribuição
predial do
concelho
de Braga, etc.
Faz
saber,
que
durante
o
praso
de
10
dias
que
hão
de
correr
de
17
a
20,
e
22
a
27
do
corrente
mez
se
receberão
na
repartição
de
fazenda
d’
este concelho
as
reclamações
que
a
lei
faculta
para
se
fazerem
as
mudanças
aos possuidores
de
prédios rústicos
ou
urbanos;
porisso,
os
contribuintes
que
pretenderem
fazer
algu
ma
alteração
na dita
contribuição
do
cor-
XB.
X B 3EE X
O
CIRURGIÃO
DENTISTA.
APPROVADO
PELA ESCOLA MEDICO-CIRURGI-
CA
DO PORTO
Largo
do
Barão
de
S.
Martinho
n.°
5
BRAGA.
Faz
tudo
quanto
diz
respeito
á sua
arte
e
continúa
operando
grátis,
pobres
e
soldados.
(
36-H-)
BRAGA, TYPOGRAPHU
LUSITANA
—
1876.
Parte de Comércio do Minho (O)
