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«3O1WIMK®:
•*€}■:
A.1L,,
RIÍI^IUIOSA
>5 NOTICIOSA.
EDITOR
E
PROPRIETÁRIO JOSÉ
MARIA
DIAS
DA
COSTA,
RUA
NOVA
N.°
3
E.
JWSHHH5ESE
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
5.° ANNO
Braga,
12
mezes
..............................
1&600
»
6
»
..........................
850
Correspondências
partic.
cada
linha
40
Annuncios
cada
linha
....................
20
Repetição
....................................
10
PUBLICA-SE
ÁS
TERÇÃS,
QUINTAS
E
SABBADOS.
Províncias,
12
mezes............2&000
»
6
»...........
1^050
»
sendo
duas
assignaturas
3&600
Brazil, 12
mezes,
moeda forte.
. 3&600
Folha
avulso..................
jq
N.°
713
Emfim,
o
Times
e
os
Protestantes
ba
tem
as
palmas
ao
triumpho
que
apregoam
do
partido
Republicano
em França.
Não
importa;
os
Francezes,
era
geral,
sam
ca-
raclerizados
(como
ha
mais
de
40
annos
li
já
me
não
lembra
onde;—
homines
om-
nium
horarum;
Cavaignac
estava
á
testa
de uma
Republica,
quando
mandou
a
Roma
uma
expedicção
Franceza
enxotar
Mazzini
e
Garibaldi.
Deixemos
o
negocio
socegados
á
Providencia.
III.
—
Quem
sabe
o
que
sam
as
cousas
deste
mundo,
e
as
da
guerra
principal
menle,
não
se admirará
da
noticia, de
uma
grande
victoria
Russa
sobre
os
Tur
cos,
na
Asia
Menor;
obrigando
estes, com
perda
grande,
a
largar
posições
fortes
e
vanujosas,
e retirar sobre a,
boje
no
meada,
fortaleza
de
Cars,
na
Armé
nia.
Não
seria
de
estranhar,
que
antes
da
entrada
do
Inverno,
viesse maré
de
van
tagens
Russas mesmo
na
Europa; o que
poderia
talvez,
conduzir a
uma
accommo-
dação
da
contenda,
se
a
Rússia
então
se
podesse
apresentar
em posição
e
circum-
stancias
mais
vantajosas,
que
as
em
que
se
achava
constituída
pelos
revezes
que
cerlamenle
soflrera
na
Europa.
A
tal
vi
ctoria
Asiatica
poderia
dispor
os
Turcos a
entrar
em
arranjo
com o
Czar.
IV.
—Até me
pareceu talou qual
syrnpto-
ma
de
cousa
assim,
um
facto
que
o Corres
pondente
especial
do
Times
lhe
escreve
de
Constantinopla,
em
10
do
corrente;
e
que
parece
assás
importante;
pois
que
o Re
presentante
de Inglaterra
chegou
a
recla
mar
contra
elle,
como
o
dito
Coirespondente
refere.
Ha em
Pera
um
Collegio Turco,
mo-
dernatnente
instituído,
para
dar o
que
chamaremos educação Europea
á
mocidade
Turca
que
aspira
ao
serviço
diplomático
e
outros;
aprendendo
as
línguas
e
disci
plinas
mais
necessárias
para
os
empregos
e
serviço
do
Estado,
especialmenle
nas
novas
relações
em
que
os últimos
acon
tecimentos
destes
dois
annos
bam de
lornal-o
mais
necessário
O
Director
do tal
Collegio, que
deno
minam
do Serralho da
Gallala,
publicou
nos
papéis Turcos
um
artigo
que
o
Cor
respondente
do
Times
diz:
—
«consiste
n’
uma
«tirada
contra
a
Inglaterra,
muito
violen-
«ta,
mas
não
mui feliz
ou
formidável
como
«pode julgar-se
pelo
facto, de
que
o
ho-
«mem
escolheu
para
o
seu
ataque,
entre
«outros
pontos,
a
sua
prosperidade
com-
«mercial
e seu
poder
naval».
Eu
desejara
ver
o
artigo
inteiro
do
jornal
Turco;
apezar
do
pouco caso
que
o
Correspondente
delle
faz, (ou
talvez—
e
é
o
mais
provável
—
affecta
fazer),
deve
ler
mais
importância
do
que
elle
Corres
pondente
pertende;
visto
que,
como
diz
depois,
a
Embaixada
Ingleza
do
mesmo
fez
caso
bastante;
diz
mais:—«Não
julguei
cque
a
cousa
merecesse
falar-se
delia,
«até
que
ouvi
dizer,
que
tinha
chamado
«a
atlenção
do
Embaixador
Inglez,
e
«tinha
este
feito do
assumpto
objecto
«de
uma
representação ao
Governo
«Turco»
O
mesmo
Correspondente,
em
mais
algumas
palavras
que
diz
sobre
este
ponto,
deixa bem
ver,
que
não quer
caracterizar
o
caso;
e
deixa
isso
ao
juízo
dos
leitores.
No
meu,
entendo,
que
o Reitor
do
tal
Collegio não
publicava
um
artigo
assim
sem
motivo
importante,
e
sem
conlar,
ao
menos,
com
approvação
tácita
do
Go
verno.
Parece-me
symptoma
de
inclinação
Turca
a
ver
cessar
a
guerra
por
algum
arranjo
com
a
Rússia;
e
ao
mesmo tempo
alguma
impressão
(assás
verdadeira,
de
resto,
no
motivo),
de
que
a
guerra que
iestá
sustentando
com
a
Rússia,
e
os
gran
BRAGA-QEIXTVIEÍHi
IS DE
WOVEfflBRO DE
189 7
A*
Kedaeçuo
do
«Commercio
do
Minho».
Londres, 2
de
Novembro,
4877.
SUMMARIO.
(Conclusão.)
II.
—
O
Times cantando
o
triumpho
dos
Republicanos
Francezes,
nem
que
fosse
um
triumpho
de
lodo
Inglez!
III.
—
Victoria
considerável
dos
Russos
na
Asia sobre
os
Turcos.
IV.
—
Symptoma
curioso,
e.
de mais
im
portância
do
que
o
Correspondente
do Ti
mes
lhe
affecta
dar.
V.
—
Dois
casamentos
notáveis,
um
hon-
tem,
outro
hoje.
II.
—
Londres,
48
de
Outubro.—
Conti
nuam
aqui
os papéis
e
a
opinião
alme
jando
pelo
triumpho em
França
do
par
tido
Republicano
e
desordeiro; com
o
do
brado
fim
de
manter
a
França
dividida
e
fraca,
em
comparação
do
que seria se
tivesse
um
Governo
monarehico; e
de
impedir
com
isso
o
apoio mais solido
que
nella encontraria
o
Catholicismo.
Este
ultimo
objecto
é o
que
está sem
pre no
fundo da
política
Ingleza
em
re
lação
principalmenle
á
França
—
e
digo
principalmente,
porque domina
cá
lambem
a
mesma
política
em
relação ás
outras
nações
Catholicas
Não
é,
porem,
tão pro
nunciada
em
relação
a
estas,
porque sabe,
que
sam
menos
fortes,
mais
insignifican
tes,
e
que
a
França
é
o verdadeiro
es
teio
forte do Catholicismo,
ou
como
hoje
é
mais
moda
exprimir a
cousa,
da
Raça
Latina.
Atravez
dos
disfarçados
argumentos
nos
artigos
do
Times,
e
de
seus
correspon
dentes,
só quem
for
cego
deixará
de ver
o
principal
objecto
Inglez
—em
que
todos
os
partidos
concordam
aqui,
salvo
os
Ca-
thohcos,
que
é,
abater,
aniquilar, desacre
ditar,
por
todos
os modos
possíveis,
a
Igreja
e
o
Clero Catholicos.
E’
por
isso,
que
até
transpira
um
odio.
um rancor
profundo,
na
imprensa
e
opinião
Ingleza,
contra
os
Orleanistas,
contra
os
Príncipes
d
’
Orleans,
hoje; depois
de
terem
sido
elles
e seu
amigo
systema,
os
idolos
do
An-
glicanismo
e
do
Liberalismo;
emquanlo
se
deixaram
fazer
instrumento
de
ambos,
contra
os
princípios
e
interesses
da
Igreja
Catholica e
suas
doutrinas.
Sam admiráveis,
sam
heroicos,
o
des
caramento
o
sans
[açon,
com
que
o
Ti
mes
(e
com elle
a
parte
verdadeiramente
Anglicana
deste
paiz)
transfere
as
suas
sympathias,
e
os
seus
odios,
de um
par
tido
ou
de uma pessoa
para outra;
á me
dida
que
os
procedimentos
delles
favorecem
ou
não
os
interesses
Catholicos.
Assim,
vimos
o
Times
arrastar na
lama
o
«Napoleão
Pequeno»
de
Victor
Hugo,
emquanlo
elle
conservou
as
tropas
Fran-
cezas
em
Roma,
e
as
deixou
proteger
o
Pontífice
e
a
Igreja.
Mas
desde
que
o
mesmo
Napoleãozito
foi
á
italia
raacaqtiear
seu
Thio,
e
ao
mesmo
tempo
obedecer
ás
ordens das
Sociedades
Secretas,
de
um
ado,
e da Inglaterra
Protestante
do
ou-
hro,
tornou-se
logo
um
grande
heroe;
mas
sob
a
condicção.
ao
mesmo tempo,
que
elle
assás
loucamente
proclamou,
de
que
rer
coroar
com
a
«Liberdade»
o
editicio
do
seu
Império
—
que,
um
tanto
á
seme
lhança
dos
pés
de
barro da
estatua
Bíbli
ca,
se
pode
julgar
e
apreciar
pelos
for
necimentos,
á
tropa,
de sapatos
com
solas
de
papelão,
na ultima
guerra
com
a
Prus-
sia.
des
interesses
que
nella
se
disputam,
sam
muito
mais entre
a
Inglaterra,
e
a
Rússia,
que
entre
esta e
ella
Turquia.
Veremos
o
que
sahe.
V.
—
Um
Amigo
meu
me
disse
hontem,
como
cousa
positiva,
ter
visto
annunciado.
que
era
hoje
celebrado
o casamento
do
joven
Duque
de
Norfolk,
de
quem
tenho
falado
mais
de
uma vez com os
elogios
que
merece
a tantos respeitos,
mas
em
relação
principalmenle
á
sua
piedade,
e
generosidade,
sempre
munificente
e
prom-
pla
para tudo
quanto
é
obra
de
caridade
Catholica
e
zelo pela
Religião.
Esqueceu-
me
o
nome
e
títulos da
Consorte;
pois,
como de
ordinário,
retenho assás
bem
na
memória
o importante
dos
factos,
mas
fo-
jem-me
muito
delia minúcias
e
particu
laridades
de
menos
lotes.
Estou
bem
certo,
não
obstante, que
a
escolha
do
nobilíssimo
Joven
hade ser
bem
digna
delle.
Disse-me
o
meu
Amigo,
ao
mesmo
tempo
que
o
casamento
ia ser
celebrado
na
Delia Igreja
dos
Congregados
de
S.
Philippe Neri,
ou
do
Oratoriu,
em
Brompton;
onde
foi
celebrado,
ha
cousa
de
dois
annos,
também
o
consorcio de
sua
Prima,
a
actual
Marqtieza de Bute,
com
um
dos
mais ricos
Senhores
dTngla-
terra,
e
Escossia,
e
convertido
á
nossa
Religião Santa—
como,
em
seu
tempo
no
ticiei
ao
Apostolo E
’
ao
mesmo
tempo,
consolador
e
animador,
o vermos homens
taes,
da
mais
elevada
nobreza
e
impor
tância,
ornarem e virem
ornar
a nossa
Igreja
e
Crença
Catholicas
—i
E
que
dire
mos de
outras
acquisições
como
a
do
Marquez de
Ripon,
mui
rico,
Ministro,
Embaixador,
da
Primeira
Nobreza,
e
Re-
pudiador do
Grão-Mestrado
da
Maçonaria,
em
que
se
prestou
a
substiluil-o
nada
menos
que
o
Successor presumptivo
da
Coroa
Brilanica
e
Indiana,
o
Príncipe
de
Galles
?!
O
outro
casamento
vem
hoje mesmo
annunciado
no
Times,
em
telegramma
de
hontem. do
seu
Correspondente
de
Paris,
n
sles
termos:
—
«Dom
Miguel, o Pretendente Porlu-
guez.
casou
hontem
em
Ratisbonna,
com
a
Princeza
da
Torre
e
Taxis,
filha
da
Du-
queza
Leonor
de
Baviera. Sua
Mãi, Ir
mão,
e
alguns
Membros
das
Casas
d
’
Au-
stria
e
Baviera,
assistiram
á
ceremonia».
A.
R. SARAIVA.
Coimbra,
11
de
novembro.
(Do nusso
correspondentei.
Passou
hontem
na
estação
d
’
esta
ci
dade,
S.
M.
EI
rei,
de
volta
do
Porto.
Pouco
passava
do
meio dia, quando
a
familia
real
chegou
á
estação.
Foi cumprimentada
pelas
auctoridades
administrativas,
civis
e
ecclesiaslicas.
Na
gare
estava
muito
povo,
e
parle da Aca
demia.
No
dia
anterior,
no
comboio do
cor
reio
tinha
passado
o
snr.
Fontes,
que
foi
recebido
na
estação
pelos
seus
muitos
amigos
e
correligionários,
que
tem
nesta
cidade.
No
mesmo comboio, e
na
carruagem
salão
do
snr.
Fontes, partiu
para
Lisboa
o
snr.
visconde
de
Villa-Maior,
reitor
da
Universidade.
Irá
pedir providencias
ao
governo
ácerca
do
misero
estado
da
nossa
instrucção
universitária?
Já
não
é sem
tempo.
S.
exc.
a
também
não
está
contente
com
a
academia,
que não
accede
a
um
só
dos
seus
convites.
S.
exc.
a
havia
con
vidado
estudantes
e
lentes
para
assistir
na
capella
da Universidade á
missa,
que
mandou
celebrar
por
alma
de
A. Hercu
lano,
e
vae senão
quando
não
apparecem
lá
os
rapazes
!
O
reitor
ficou pérro
com
tal
desconsideração.
(Désse
um feriado,
que
já tinha
gente).
A
’manhã
ainda ha ferias,
por
ser
an-
niversarioda
morte
do
Senhor
D.
Pedro
V.
Sim, a
Univerdade
tem estado em
fe
rias
ha uns
dezoito
diasl
«Já
não se
pilha
um
dia
d
aula»
dizem
os rapazes,
e
é
verdade.
Bem
razão
tinham
as
«Farpas»
para
dizer
o
anno
passado,
que
na Universidade
havia
13
horas
d
’aula por
anno.
Agora
para
serem coherentes
devem
dar
perdão
d
’acto.
E’
logico.
Mas
isto não
póde
con
tinuar
assim.
Isto
é
um escarneo,
e
uma
impostura.
Dos
péssimos
resultados,
que
esta
falta
de
applicação
hade
mais
tarde
produzir
na
vida
social,
já
nós aqui
falíamos,
e
é
facil
ajuizar.
Mas
não
é
só
isso.
«Quem
não
trabalha
taz o
mal».
E
’
o
que
aqui
está
acontecendo
Os
rapazes
não
tendo que
fazer,
e
sendo
forçoso
entreterem-se em
alguma
coosa,
precipitam-se
nos
caminhos
do
vi
cio
e
da
desordem.
Em differentes pontos
da cidade
ha
desordens,
e
gritos
de
soc-
corro.
Hontem,
quando
nos
recolhíamos,
pas
sou por nós,
correndo
a
lodo
o
galope,
uma
troupe
de
mais
de
trinta
embuçados
em
perseguição
d’
um
caloiro,
segundo
suppozemos,
que
sendo
alcançado,
gritou
aqui
d
el-rei,
gritos
que
nada valem,
por
que
ninguém
acode
n
’
estes
confiiclos
A
pobre
victima
não
teve
só
o
cabello
rapado:
recebeu
ferimentos
na
cabeça,
e
foi curar se
a
uma
botica
próxima.
N
”
um
outro
recontro
vê-se
brilhar
á
luz
da
lua,
a
lamina
reluzente
d
’
um ferro
ponteagudo,
que logo
se
esconde,
dando
de
cara
com
oois
quintanistas.
As famílias
ficam
assustadas
ao
ouvi
rem
o
tropel
de
grandes
multidões,
que
estacionam defronte
da
sua morada,
ou
ao
dobrar
d
uma
esquina.,
em frente
d
’um
bilhar,
etc.
O
forasteiro,
que
aqui
se
encontrasse
com
estes
magotes
encapotados,
e
visse
estas
desordens
e correrias
noturnas,
de
gente
mascarada,
faria
uma
triste ideia
da
nossa
civilisação;
e
imaginar-se-ia
no
meio d
’
uma
sociedade
de
capa
e
espada,
ou
entre
essas
facções
de
guelfos
e
gibe-
linos,
cujas espadas
se
cruzavam
no
meio
das
ruas
e
praças
de
Florença,
por
alta
noite,
tingindo
de
purpura
as
límpidas
aguas
do
A
ruo!
E’ um espectaculo
bem
desagradavel
o
que
se
offerece
nesta
cidade nas noites
de feriado
!
E
vemos
que
para
isto
não
ha
remedio
!
Não
ha
nada
a
esperar,
senão
da
educação
e
da
tutella d
’
estes
jovens,
que
de
todas as
províncias
do
reino
vem aqui
buscar,
em
vez
da instrucção e
sãos
prin
cípios,
a
devassidão
e
ás
vezes a
morte!
Bacharel—
José.
uiinin
Exequiaia.
—
Verificaram-se
hontem,
no
templo do
R.
Hospital
de S.
Marcos,
exequias
solemnes
em
commemoração
do
anniversario
do fallecimento
do
Senhor
D.
Miguel
de Bragança.
O
templo
eslava
coberto
de
luclo,
e
no
cruzeiro
levantava
se
um
catafalco,
onde
se via o
retraio
do
Real
Finado.
A
’
s
10
horas
principiou
a
sinfonia
fú
nebre
denominada
Salva, seguindo-se
a
missa,
acompanhada
a
instrumental,
e
no
fim
Libera
me,
que terminou
ao
meio
dia.
A
concorrência
era
regular,
em
razão
do
mau tempo
que
fazia; ainda
assim o
numero
dos
cavalheiros
amigos do Finado,
que assistiram
a esta
solemnidade,
ves
tidos
de
lucto,
e
com
tochas,
era
supe
rior
a
sessenta.
O
numero
dos
clérigos
foi diminuto,
comparado
com
o
dos
annos
anteriores.
Celebraram-se umas
vinte
missas,
sen
do
algumas
gratuitamenle.
Ao
principiar
d
’
esta
solemnidade,
e
durante
ella, dobraram
os
sinos
das
tor
res
da
cidade.
Agylo
de
Mendicidade.
—
A con
vite
do
ex.mo
snr.
marquez
de
Vallada,
reuniram-se
no
dia
12,
no
governo
civil,
uns
vinte
cavalheiros
de
todas
as
côres
políticas,
com
o
hm
de
se
organisar
uma
commissão instaladora
para
se
levar
a
effeito
a
creação
d
’
um
asylo
de
mendi
cidade.
Resolveu-se que
se nomeasse
uma
com
missão
interina,
composta
de
cinco
mem
bros,
para
proceder
á
escolha
do
local
da
edificação, bem como
examinar
e
uli-
lisar
os
trabalhos
já
realisados
por
ini
ciativa
da
Associação
Calholica
d
’esta
ci
dade.
Por
meio
de cartas
foram
convidadas
todas
as
pessoas
conhecidamenle
caridosas
para
uma
reunião,
na
qual
será
apresen
tado
o
projeclo
da
creação do
asylo,
e
se
accordaiá
na agencia
dos
meios
para a
tffecluar.
llontem,
sobre
11
horas
da
manhã,
reuniram-se
no
Paço
archiepiscopal
o
exc."‘°
marquez
de Vallada
e
os
cavalheiros
que
compõem
a
commissão,
com
o
fim
de
convidar
s.
exc.
a
revd.
,na
a
coadjuvar
esta
utilíssima
obra,
e
a
dar
o
consentimento
para
que
a
commissão
examine
se
o
lo
cal
lembrado
tem
as
condições
desejadas.
A
commissão
é
composta
dos
snrs:
=
Visconde
de
Pmdella,
dr.
José Maria
Ro
drigues
de Carvalho,
dr.
Antonio
Maria
Pinheiro
Torres,
e
commendadores
M.
Luiz
Ferreira
Braga,
e
Gonçalves Braga.
líosipede
iHustre.
—
Tem
estado
nesta
cidade
o snr.
dr.
Cunha
Belem,
deputado,
e
um
dos
illustradissimos reda-
ctores
da
«Revolução
de
Setembro».
®
asir.
btHjio ds»
2Sáo
de
Jnneir».
—
Acha-se
em
Lisboa,
de
passagem
para
a
sua
diocese,
o senhor
D.
Pedro
de
La
cerda,
bispo
do
Rio
de
Janeiro.
S.
exe,a
revd.
ina
está
hospedado na
Casa de
S.
Luiz
dos
Francezes,
em
cuja
egreja
pré-
gou
no
domingo
passado.
S.
exc.
a
pre
gará
uo
mesmo
templo,
a
instancias
de
muitas
pessoas,
na tarde
do
proximo
do
mingo;
pois
tenciona
demorar-se na
capi
tal
até
ao
dia
23
do
corrente.
Segundo
refere
a
«Nação»,
o
respeitá
vel
Prelado
fluminense
pronunciou
um
discurso
brilhantíssimo,
que
durou cêrca
de
hora
e
meia:
—
o que
causou
grande
suspresa,
por
uào
ser
muito
commum
apparecer
nos
nossos
púlpitos
um
bispo
a
fazer
um discurso
ou
uma
homilia.
vinEiu
Leal.
—
Acabamos
de
receber
carta
do
nosso
amigo,
o
snr.
Augusto
Soares
d’
Azevedo
Barbosa
de
Pinho
Leal,
iiiustrado
auctor
do
importante
uiccionario
Portugal
antigo
e
moderno, na qual
s
exc.
a
nos
participa,
que,
por
conselho
dos
fa
cultativos,
estabeleceu
a
sua
residência
temporariamente
em
Villa
do
Conde.
Fazemos
votos
ao
ceo
pelo
prompto
e
completo
resiabelecimento
deste
nosso
es
timável
amigo
e
confrade,
para
brevemenle
o
podermos
abraçar
com
inteira
satisfac-
ção.
Exposição
da
Pltiíadelpliia.—
Já
chegaram
ao
governo
civil
os
diplomas
e
medalhas
dos
expositores
deste
districto
que
loram premidos
na
exposição
de
Phi-
ladephia.
Um
dos premiados
foi
o
snr.
Antonio
José
da
Fonseca,
da
casa de
Passos,
con
celho
de
Barcellos.
Damos-lhe
os para
béns.
Novo períodieo
—Recebemos o
n.°
1
d
’
uin
novo
jornal
que se
intitula
«África
Portugueza»,
de
que
é
redactor-proprie-
lario
o
snr.
Caetano
de
Magalhães.
Tira
duas
edições:
uma
em
portuguez,
no
l.°
e
3.° domingo de
cada
mez,
e
outra
em
francez,
no
2.°
e 4 0
domingo.
E
’
bellamenle redigido.
C
mab
desabadas.
—
Em consequência
do
temporal
desabrido
que
tem
feito
des
abaram
hontem
de
manhã
as
casas
n.
os
2
e
3
da
rua
do
Poço.
Felizmenle
não
eslava
dentro
ninguém
quando aconteceu
o
desabamento.
Editor
Chardron.
—
Recebemos
as
primeiras
folhas
dos
livros:
0 padre
san-
clificado,
ou
Ntccessidade
e
meies de
ad
quirir
e
apeifeiçoar
a
santidade
sacer
dotal;
A
Biblia
e
a
Natureza,
e
Apologia
do
Christianismo.
Estas
obras
são
editadas
pela corajosa
e
infatigável casa
Chardron.
Febre
auiarella.—
0
«Diário»
de
12 publica um
aviso
declarando
inficcio-
nado
de
febre
amarella
o
porto
do Pará,
e
suspeitos
da
mesma
moléstia
os
demais
portos
d
’aquella
província.
«A Mariposa».
—
Recebemos
o
n.°
3
d’
este
interessante
jornal
de
litteratura,
que
se
publica
no
Porto,
sob
a
direcção
dos
snrs.
Malheiros
Pinto
e
Corte
Real.
Horrore»
da
aeeea.—
Sobre
este
doloroso
assumpto
extrahimos
o
seguinte
das
folhas
do
Brazil:
Escrevem
do
Jardim:
Comprámos
farinha
em
Cabrobó, onde
já
está
com
escacez,
a 20:000
a
quarta
e
rapadura
mesmo
aqui
a
20:000
a
carga,
(e
já
estão
a
24
e
25/000);
ora
alem
de
ser
tal
alimentação,
só
por
si,
inteira
mente
insufficienle,
succede
que o
calculo
mathematico
que
lhes
apresento,
convence
de
que
era
preciso
bastante
dinheiro
para
estar
de
accordo
com
o
clamor.
4
mil
indígenas
(termo
médio)
receben
do
cada
um
1/2
litro
de
farinha
(que
é
2
chtcaras)
e
uma
rapadura
para
dous dias,
consomem
por mez
25
quartas
de
nossa
antiga
medida,
e
40
cargas
de
rapadu
ras.
—Segundo
dizem
do
Pereiro
é
tal
a
penúria
que
alli
ha
que alguns
especula
dores
retalham
uma
rapadura
em
80
pe
daços
e
vende-os
a
20
reis
cada
um,
fazendo
portanto
1:600
n’
uma
rapa
dura
!
A farinha
vende-se
alli
a
peso,
cus
tando
uma
libra
610
reis
ou 1(12^800
o
alqueire
!
Os
effeilos
toxicos
da
mm
unam
de
que
o
povo
se
alimenta ha
mezes,
vão-se
ma
nifestando
pela
anasarca.
Muitos
já
teem
succumbido
envenenados
pela
mucunam
ou
mocó
e
outras
raizes
silvestres.
De
Tahua
uma
pessoa
d’
esta
capital
que
alli
se
acha
assim
nos
descreve
o
es
tado
d
’
aqueila
localidade:
Acha-se
tudo
aqui
no
auge
do
desespe
ro,
e
no
entanto
faltam
ainda
tantos
mezes
a
vencer!
Não
sei
como
sabiremos
d
’esle
abysmo.
Para
cumulo
de
infelicidades
o
misero
povo
que
não
se
pode
tratar,
está
sendo
accom-
mettido
de
febres,
regulando
12
casos
por
dia;
felizmente
ainda
não
ha
victimas
a
la
mentar.
Aqui
não
ha
medico,
nem
botica;
não
ha
bolacha,
nem
arroz
para
uma
sopa.
Us poucos
generos
que
apparecem
vendem-se
por
preços
fabulosos.
A
fari
nha
a 400
reis
o
litro,
feijão
a
560,
ra
padura
400
reis,
arroz
com
casca
o
litro
320,
café
libra
960,
assucar
o kiio
1^600
sai
da
terra
200
reis
o
litro,
das
salinas
600.
Também
custa
aqui
uma
vara
de
fu
mo
soflrivel
5$U00,
o
capim
u
na
arro
ba
2$000,
uma
caixa
de
phosphoros
70
reis.
Do
Piauky,
para
onde
tem
ido
milhares
de
emigrantes,
já
começam
a
regressar
aos
40 e
50,
ficando
muitos
d'elles
inse
pultos
pelos
caminhos.
Guerra
do
©rieraíe.
—
Os
últimos
telegrammas
relativos
á
guerra do Oriente,
são
os
que
seguem:
Londres, 10 —
No
banquete
de lord-
maire,
Disraeli
aífirmou
que
o
paiz
approva
a
política
de neutralidade,
a
qual
é
igual
mente
vantajosa
para
a
Turquia,
e
na oc-
casiao
própria
demonstrará
essa
realidade.
Disraeli
accrescentou
que,
contando com
a
palavra
do
czar
e
com
as
declarações
do
sultão,
espera
que
as
potências
possam
em
breve
assegurar,
não
sómenle
a
paz,
mas
lambem
a
independencia
da
Europa.
O
ministro
da
guerra
disse
que,
estando
acctimuladas
nuvens
em
toda
a
face
do
globo
e
possuindo
a
Inglaterra
interesses,
em
toda
a
parle,
elle
julga
andar
com
acerto
desenvolvendo
os meios
de
efficacia
no
exercito
inglez
e
assegurando-lhe
o
me
lhor
armamento
possível.
Paris
10
—
Uma
correspondência
de
S.
Petersburgo
publicada
pela
«Gazeta
da
Al-
lemanha do
Norte»
censura
as
intrigas
panslavislas.
Diz
que
os
russos
manieem
o
seu
fim,
que
é
sómente
a
autonomia
da Bulgaria,
da
Bosnia
e
da
Herzegovina,
hbertando
aquelles
chrislãos
do
jugo tur
co
sem
lh
’o substituir
pelo
jugo
pansla-
vista.
Informações
de
Constantinopla
dizem
que
appareceram
pasquins
contra
os
ministros,
lornando-os
responsáveis
pelos
últimos
de
sastres.
Fizeram-se
diversas
prisões.
O
descontentamento
que
lavra
na
população
fez
renunciar
ao
projecto
de
substituir
pela
guarda
civica
a
guarnição
de
Constanti
nopla.
Constantinopla
9
—Moukhtar-Pachá
re-
pelliu
um
ataque dos
russos
contra
Er-
zeroum
Batoum
está
sendo vigorosamente
atacada
pelos
russos.
Olficial:
Hamdy-Pachá
foi
nomeado
mi
nistro
do
interior
em
substituição
de
Saf-
vet, que foi
nomeado
intendente
dos
bens
das
mesquitas.
O
ministro
da instrucção
publica
passou
para
a
pasta
do
commercio.
Said-Pachá
foi
nomeado
ministro
da
lista
civil.
Ragusa
9
—
Começou
o
bombardeamento
de Podgorilas. Os
inirdhitas insurgiram
se,
e
os
seus
chefes
partiram
para
o quarle
general
monlenegrino.
Em
vários
districlos
da Albania
os ebristãos
tomaram
as
armas
pela sua
autonomia.
Paris,
10
—
Dizem
de
Vienna
que
as
informações
de
Constantinopla noticiam
ler
havido
alli
varias
manifestações
contra
o
grão
mestre
de
arlilheria
Mahmond
Djella
ledin-Pachá
Dumat
(cunhado
do
sultão),
o
qual accusam
de querer a paz.
Mahmoud
accusou
o
ex
sultão
Abdul-Hamid,
que
or
denou a
transferencia
de
Mourad
para
o
antigo
serralho.
Os
servidores
de
Mourad oppozeram-se
á
transferencia,
mas
foram
estrangulados.
Vários
partidários
de
Midhal-Pachá
foram
presos
por
causa
da
accusação
de
tentativa
de
envenenamento
de
Mahmoud
Dumat.
Houve
grande
agitação
em
Constantinopla,
ainda
augmentada
com
o boato
de
que
o
profeta
Mafoma
appareceu
ao
sultão
orde
nando-lhe
que
faça
a
paz.
Constantinopla
10
—Desde
hontem
que
lavra
grande
desanimo
cm
consequência
dos
últimos
revezes.
A
derrota
em
frente
de
Erzeroum
causou
um
verdadeiro
pânico.
Osman-Pachá
tentará
em
breve
sahir
de
Plewna
para
retirar
sobre
Sofia. O
sultão
mandou
reforçar
as
guardas
em
volta do
palacio.
Bucharest
11—Sckabeloff
apoderon-se
do
Mont-verde,
proximo
de
Plewna.
O
ge
neral
Gourko
tomou
em
Watzamil
carros
de
transportes
e
grandes
depositos
de
fa
rinhas
e
bolacha.
Tem
havido
algumas
es
caramuças
em
Neobradscha.
Os russos
estabelecem
novas baterias
contra
Silislrie.
Falla-se
em novo
ataque.
Vienna
12—Ha
dois
dias
que
se
travou
combate
em
Plewna;
diz-se
que foi
favo
rável
aos
turcos.
Foi
aberto
um
credito
de
4
milheõs
para
o
exercito
roumameo.
O
general
Zi-
rnerman
recebeu grande
numero
de
ca
nhões. Suleyman-Pacbá inflingiu
aos
rus
sos.
A
’
s pessoas
caritatsvas.—
Na
rua
Direita,
da
freguezia
de S
Pedro de
Ma-
ximinos,
n.°
18. existe
uma
entrevadinha,
de
16
annos
de
idade,
e
filha
de paes
extremamente pobres,
que
continuamente
soffre
dores
tão
acervas,
que
só
as
almas
bemfazejas
lhe
podem
dar
algum
allivio,
soccorrendo
a
com
uma
esmola
pelo
divino
amor
de
Deus.
A
’
.a
als»as
enridosns.
—
Recommen-
damos
ás
almas
caridosas
uma infeliz
viuva,
moradora na
rua
de
S.
Bernabé,
n.°
13,
[sotão].
Tendo 80
annos
d
’
edade,
e
porisso sem
poder
applicar-se
a
qualquer
trabalho, lucta
com a miséria extrema.
AppeJo
á
caridade.—
A
entrevada
Maria
Anlonia
Ferreira,
viuva
do
Antonio
dos
Granginhos,
e
que
ha tempos saiu
do
Hospital
com
moléstia
incurável,
tem
agora
os
seus
padecimentos
mais aggravados,
achando-se sem
meios
de
subsistência
pa
ra poder
tratar-se
no
pouco
tempo
que
lhe
resta
de
vida.
Imploramos,
pois,
a
caridade
das
almas
piedosas, para
que
se
lembrem
da
infeliz
com uma
esmola.
A
sua
residência
é
na
rua
do
Alcaide,
n.°
17, n
’
um
quarto
á
porta
da rua.
VARIEDADES
UMA VEZ SÓ.
Uma
vez
na vida,
amigo
Vicente,
uma
vez
sómente
te
deves
casar.
Depois
has
de
amar
tua
esposa
amante;
nem
haja
um
instante
com
outra
perdido.
—Mulher
e
marido
são
uma
alma
só:
até
minha
avó
já
tal
me
dizia.
Eu
tive
uma
lia,
que
Deus
já
levou,
a
qual
me
contou
o
que
eu
von
contar:
—
Foram-se
casar,
á
missa do
dia,
André
e
Maria,
—
Dois
anjos do
céo=
A
cera
accendeu
grave
sachristão,
velhote pimpão,
mirone
d
’
aideia.
Toda
a
egreja
cheia
de
povo se
via.
Sae
da
sachristia
o
bom
senhor
cura...
E
logo
a ventura
sonhada
nos
sonhos
aos
noivos
risonhos
com
latins
doára.
Um
anno passara,
—
dois
annos
talvez
—
quando
em
certo
mez
finou-se
Maria
!
André
se
carpia
de
vel-a,
tão
nova,
caminho
da
cova
Maria,
—
seu
bem!
—
Um
dia,
porém,
—
um
anno
passára
—
no
campo encontrára
bonita
donzella.
Depois
na janella
d
’
humilde colmado
André
namorado
fallinhas
bolou...
Um! dois! tres!=casou.
Eil-o
em
fogo
acceso
!
Toda a aldeia
em
peso
chamou-lhe
—ditoso!
Tornou-se
golloso
passado anno
e
meio.
E
logo
lhe
veio
a
Morte
dizer:
—
«Não
podes viver
além d
’
este
dia:
não
posso,
e
queria,
poupar-te
esta
dôr»!
Orando
ao
Senhor,
chamou
a mulher.
—
Você
que
me
quer?
pergunta
a
selvagem.
—
Ai!
quero
a
passagem
do
mundo
p
’
r’
os
céos...
perdão
peço
a
Deus
!
perdão
eu lhe
imploro
!
Mulher, eu não
choro
senão
um
peccado:
=é
ter-me
casado
demais
uma
vez»..
.
E
a
morte
lhe
fez
a língua
travar.
Sorriu-se
a
chorar
travêssa
viuva;
e mesmo
por
chuva
—
que^lanta
caía!
—
para
a
cova
fria
o
mandou meller.
André
foi
bater
ás
portas
do
céo.
De
rijo
bateu.
S.
Pedro
lallou:
abriu,
perguntou
quem
o procurava...
André
suspirava,
dizendo:
—
«Sou
eu»!
— «Christão
ou
judeu?
se
não
traz
peccado,
sendo
baptisado
póde entrar
aqui»...
—
«Senhor,
eu mer
’ci
a
Gloria,
—
direi:
duas
cruzes levei,
no
mundo,
casado».
S. Pedro
zangado
aceende
o
cachimbo;
e
apontando
o
limbo
assim
terminou:
—
«Se Deus
céo
creou,
este
paraizo,
foi
p
’ra
quem
juizo
sustenta
na
bóla.
Você,
sô
farçola,
no
limbo
vá
dar:
ha
de
lá
ficar
por
sec’
los sem
fim».
Fallando-Ihe
assim,
em
um só
instante
com
duro
rompante
as
portas
fechou.
André
lhe
rogou
com
pranto
e
gemidos;
mas
elle
fez
ouvidos
de
bom
mercador.
Fez
bem,
sim
senhor.
Lá
está
a
penar,
péna
eternamente,
sem
no
céo
entrar.
Portanto,
Vicente,
tu
deves
casar
uma
vez
só
uente.
João
Azevedo.
NECROLOGIA
Raplus
esl ne malilia non
lar el
intelteclum
ejus ...
.
Sap.
cap.
IV,
v.
II.
Mais
um
nome
acaba
de
ser
riscado
do
livro
dos
viventes!... Mais
uma flor
foi
arrancada
do
jardim
odorífero da
pie
dade
christã!...
Mais
um
anjo
ergueu
o
vôo
para
o
céo!...
A
ex
ma
snr.
a
D.
Oliva
de
Sousa
já
não
existe
no
mundo!
Passou
por
sobre
a
terra
como
a
bran
ca
nuvem
acossada
pelo
vento!
Os
seus
dias
foram
breves,
mas re
pletos
de
virtudes,
e,
uo
decurso
d
’
elles,
esgotou
até
ás
feses
o
calix
amargurado
dos
soífrimentos
e
dores,
adoçado apenas
pela
resignação
christã.
Nutrimos,
porém,
a
firme
esperança
de
que
as
virtudes
lhe
formarão a
corôa
d
’immortalidade,
que
lhe cinge
a
fronte;
e
que
os
soífrimentos
lhe
foram
a
es
ponja
que
apagou
as
manchas passageiras
que
tocaram
de leve a
sua
alma
angeli
cal.
Foi
arrebatada
pela
morte
na
prima
vera
dos
annos,
talvez para
que a
malí
cia
do
mundo
não
manchasse
aquella
al
ma
tão
nobre,
tão
generosa,
e
tão
inno-
cente
!...
Mas
como
os
juisos
do
homem são
falliveis,
e
só a
Deus
pertence
a
certeza;
depois
de
termos
depositado sobre
a
sua
campa
esta
humilde
saudade,
prostremo-
nos
deante
do
altar
e oremos
a Deus
pelo
seu eterno
descanço.
Requiescat
in
pace. Amen.
A
’
sua
angustiada
familia
enviamos
desde
aqui os nossos
cordeaes
sentimentos.
Braga,
6
—
11
—77.
P.
M.
J.
M.
SAÚDE
A TODOS
sem
medicina,
pur-1
gan
es,
nem
despezas,
com
o
uso
da
delicio
sa
farinha
de
saúde,
DU
BARRY
de
Londres.
30
niino»
d
’
âi»vs«r»aveM
Huecesuo
6
Combatendo
as
indigestões
(dispe
psia)
gasltica,
ga-tralgia,
flegma,
arrotos,
amargor
oa
bocca,
pituitas,
nauseas,
vo
mitos,
irritações
intestinaes,
diarréa,
di
senteria,
cólicas,
tos-e,
asthma,
bexigas,
falta
de
respiração,
oppressáo,
congestões,
mal
dos
nervos,
diabethes,
debilidade,
todas
as
desordens
no
peito,
na
gargan
ta,
do
alito,
dos
broochios,
da
bexiga,
do
tilado,
dos
rins,
dos
intestinos,
da
mucosa,
do
cerebro
e
do sangue.
83:00
curas,
comprebendendo
n
’ellas
as da
duqueza
de
Castlesluart,
do
duque
de
Pluskow,
da
tnarqueza
de
Brehan, de
Lord
Sluart,
par
d
Inglaterra,
do
doutor
e
professor
Wur-
zer,
etc.,
etc.
Cura
n.°
65:811.—
Mr.
A.
Bruneliére,
cura,
de
uma
dispepsia de
oito
annos,
e
depois
dos médicos lhe darem
só
pou
cos
mezes
de
vida.
Cura
n.° 62:476.—
Sainte-Romaine-des-
1
les
(Saône
et-Loire.
—
Senhor.
—
Bemdito
seja
Deus!
A
Revalesciére
du
Barry
poz
fim
aos meus
18
annos
de
soífrimentos
do
estomago
e dos
nervos,
de
fraquezas
e
de
suores
nocturoos.
—
J.
C
omparet
,
cura.
Certificado
n.°
69:719.
—
H
ydropsia
,
retenção
.
—
Tres
d
’
estes casos
foram
ra
dicalmente curados.
Para
as
tosses
adqui
ridas
por
um resfriamento,
produz
a
sus
pensão
repentinamente;
para
as
retenções
de
ourina
e
doenças
de estomago,
pro
duz
o melhor
efleilo
e
dissipa
a
melan
colia.
—
L
angevin
,
cura.
Cura
n.°
48816.
—Certificado
do
ce
lebre
doutor
Redolpho Wurzer.
Bonn,
19
de
janeiro
de 1833.
—
A
Revaleseière
substituiu
admiravelmente
toda
a
medici
na
em
muitas
doenças,
sobretudo
nas
dia-
belhes,
constipações
obstinadas
e habituaes,
assim
como
nas diarréas
nas
aílecções dos
rins
e
da bexiga,
uas
contracções
e
nas
hemorrhoidas,
assim como
nas
doenças
pulmonares
e
dos bronchios,
nas
tosses
e
na
tísica.
—
Doutor
R
ud
. W
urzer
,
Membro
de
varias
sociedades
scientificas.
E’
seis
vezes
mais
nutritiva
do
que
a
car
ne,
sem
esquentar,
economisa
cincoenta
vezes
o
seu
preço
em
remedios.—
Preços
fixos
da
venda
por
miudo
em toda
a pe
nínsula
:
Em
caixas
de
folha
de
lata,
de
*/*
kilo,
300
; de
*/4
kilo 800
rs
;
de um
kilo,
1$400
res;
de
2‘
/
t
kilos,
3$200
reis;
de
6
ki
los,
6$í00;
e
de
12
kilos,
12$OOÔ
rs.
Os
biscoitos
da
Revatesciére
que
se
po
dem
comer
a
qualquer
hora,
vendem-se
em
caixas
a
800
e
l$400
reis.
O
melhor
chocolate
para
a
saúde
é
a
ISevaleaeière
ehoeolatada;
ella
res-
titue
o
appetlite,
digestão,
somno, energia
e
carnes
duras
ás
pessoas,
e
ás
creanças
as
mais
fracas,
e
sustenta
dez vezes
maú
que
a
carne,
e
que
o
chocolate
ordinário,
sem
esquentar.
Em
pó e em
paus,
em
caixas
de folha
de
lata
de
12
chavenas,
300
reis
;
de
21
chave
nas,
800
reis;
de
48
chavenas,
1^400
;
de
120
chavenas,
3$200
reis,
ou
23
reis
cada
chaveua.
tH
1
BARRY
ofe
c.
a
LiniTKO.
-
Place
Vendòme,
26,
Paris.
77
Regenl-
Street,
Londres.
Valverde,
1,
Madrid.
Os
pharmaceuticos, droguistas,
mar-
cieiros,
etc.,
das
províncias
devem
diri
gir
os
seus
pedidos
ao deposito Central ;
snr.
Serzedello
&
C.
a
Largo
do
Corpo
Santo 16,
Itisboa, (por
grosso
e
miudo);
Azevedo
Filhos,
praça
de
D.
Pedro,
31,
32,
Barrai
&
Irmãos, rua
Aurea,
12
—
Por
to, J,
de
Sousa Ferreira & Irmão,
rua
da
Banharia,
77.
DEPOSITOS
ENTRE
DOURO
E
MI
NHO.
=
Aveiro,
F. E.
da
Luz e
Costa,
pharm.
—
JBarcelloM,
Antonio
João
de
Sousa
Ramos,
pharm.,
Largo
da Ponte.
—
Braga,
Domingos
J.
V.
Machado,
drog.,
praça
Municipal,
17
—
Antonio
A.
Pereira
Maia,
Pharm., rua dos
Chãos
31
—
Pipa
&
Irmão,
rua
do
Souto.—
Viaaana
do
Caa-
teíio,
.
Aflonso
drog.,
rua
da
Picota; J.
A.
de
Barros, drog.,
Rua
grande,
140.
—
®i*is«as-3esi, A.
J.
Pereira Martins,
pharm.
—Antonio
d
’
Araujo Carvalho,
Cam
po
da
Feira,
1;
José,
J.
da
silva,
drog.,
Rua
da
Bainha,
29
e
33.
—
Pera»H®l,
Miranda, pharm.
—
Porto,
M.
J.
de
Sou
sa
Ferreira
&
Irmão,
Rua da
Banha
ria,
77;
J.
R,
de
Sequeira,
pharm.,
Casa
Vermelha;
E.
J.
Pinto,
pharm., Largo
dos
Loyos,
36;
Viuva
Desirè
Rahir,
Rua
de
Cedofeila, 160;
Fontes
&
C.
a
,
drogs..
Pra
ça
de
D.
Pedro,
103
a 108;
Antonio
J.
Salgado,
Pharmacia
Central,
Rua
de
San
to
Antonio, 223
a
227.
—
Pos»te
cio
IA-
m».
A.
J.
Rodrigues
Barbosa,
pharm.
—P
ovoh
«Eo
Varzim,
P.
Machado
de
Oliveira,
pharma.
—
Vatenç»
do
Tlinlto,
Fiancisco
José
de
Sousa,
pharm.
—
dt*
Comi®, A.
L.
Maia
Torres
pharm.
Arrematação.
A
Meza da
Confraria
de
Santa
Luzia,
sita
na
sua
capella
nos
claustros
da
Sé
Primaz,
faz
publico,
que
no
domingo,
18
do corrente
mez,
á
porta travessa da
mesma
Sé
se
tem
de
pôr
em
praça
42
medidas
de
milho
alvo,
e outras
tantas
de centeio,
quatro
gallinhas
e
tres
fran-
gas,
e
se
hão de
entregar
a
quem
maior
lanço
oflerecer
por ellas e
pelas
gallinhas
e
frangas,
com
as
condições
que
no
acto
serão
patentes.
(697)
Precisa-se
de
um
homem
para
assen
tar
praça
por
um recruta. Para
tractar
na
rua
do
Alcaide
n.°
11
(608)
Arrematação.
Por
este
juizo
de
direito
e
carlorio
do
escrivão
do
6.
Q
aflicio,
e
á
porta
do
tri
bunal
judicial
jaonde
se costumam
fazer
as
arrematações,
no
dia
23
do
corrente
mez
pelas
10
horas
da
manhã
se
tem
de
arrematar
e
entregar
a quem
mais der
e
lançar,
os
‘
moveis
e
semovente
abaixo
declarados,
penhorados
e
mandados
arre
matar
na
execução que
neste
juizo
move
como
exequenle
Manoel José
de
Faria,
negociante,
d
’
esta
mesma,
contra
os
exe
cutados
Antonio
José
da
Silva
e
mulher
Francisca
Antunes,
do
logar
do
Ouleiral,
freguezia
u
’Adaufe,
d’
esta comarca,
os
quaes
moveis
e
semovente
são
os
seguin
tes:
—
Uma
porca
de
côr
preta,
avaliada
em
tres
mil
reis.
—
Uma
caixa
de
casta
nho
usada
sem
chave
nem
fechadura,
avaliada
em
seis
centos
reis.
—
Uma
meza
de
castanho
muito
usada,
avaliada
no
va
lor
de
cento
e
sessenta
reis.
—
Um
banco
de
pinho,
velho,
avaliado
em
oitente
reis.
Por
este
annuncio
são
citados
e
chama
dos
lodos
os
credores
incertos
que
se
julguem
com
algum
direito
aos
ditos
mo
veis
e
semovente,
para
que
venham
as
sistir,
querendo,
a
esta
praça
e
deduzirem
seus
direitos.
Braga,
9
de
Novembro
de
1877.
Verificado.
Adriano
Carneiro
de
Sampaio.
(609)
O
escrivão
José
Luiz
d
’Oliveira
Pessa.
O
conselho
administrativo
do
regimento
de
infanteria
n.°
8,
convida todas as
pessoas
que
se
acharem
nas
circumstan-
cias
de
poder
concorrer
á
arrematação
de
todos
os
generos
(menos
carne
de
vacca
que
já
está
arrematada)
para
consumo no
rancho
do
regimento
e
dietas
dos
doentes
em
tratamento
no
hospital,
a comparece
rem
no
quartel
do
dito
regimento
no
dia
3
do
proximo
futuro
mez
de
Dezembro
pelas
11
horas
da
manhã.
Quartel
em
Braga,
14
de
Novembro
de
1877.
O
secretario
do
Conselho
Bernardo
Ozorio,
(616)
Alferes
de
infanteria
8.
Pela
recebedoria
da
comarca
de
Villa
Verde,
se
faz
publico que desde
o dia
2
d
’este
mez,
até
o
l.°
de dezembro, se
acha
aberto
o
cofre
para
a
cobrança
de
todas
as
contribuições
do
corrente
anno;
ficando
sugeito á
multa
legal
quem não
pagar
no
referido
praso.
Villa
Verde
9
de
novembro
de
1877.
O
Recebedor
João
Antonio Rodrigues
d'Azevedo
Coutinho.
(603)
Precisa-se
no
Hospital
de
S.
Marcos,
d
’
um
ajudante
de
enfermeiro, que
seja
solteiro
ou
viuvo
sem
filhos,
robusto,
de
23 a
40
annos,
de
bom comportamento
e
que
saiba
ler
e
escrever.
Vence o
or
denado
de 240
reis
diários,
seccos,
ou
120
reis
e
de
comer.
O
indivíduo
que
pretender
e
que
es
teja
nas
condições
referidas,
queira
apre
sentar
seus documentos
na
secretaria
do
mesmo
Hospital.
A
Commissão
administradora
do
Hos-
pitrl
de
S.
Marcos
d
’esta
cidade,
declara
que acceita
propostas
em
carta
fechada
até
o dia
23
do
corrente
para
o
forne
cimento
de 30
peças
de
panno
crú
e
40
cobertores,
conforme
as
amostras que se
acham patentes
no
mesmo
Hospital.
Braga
13 de
Novembro
de 1877.
O
Secretario
(604)
João
Manoel
Correia.
Arrematação
Por
ordem
da
meza
administradora
da
confraria
de
Nossa
Senhora
do
Rosário
da
Sé
Primaz são
postos
em praça, ás
Gra
des
de S. Geraldo,
no
dia
18
pelas
10
horas
da manhã, as
pensões
que diversos
cazeiros
pagam á mesma.
O
cartorário
(603)
P.
e
Anlonio
Lopes Coelho.
CIRURGIÃO
DENíTISTA
APPROVADO
PELA
ESCOLA MEDICO-CIRURGI-
CA
DO PORTO
Rua
de
S.
Marcos
n.°
19.
BRAGA.
Faz
tudo
quanto diz respeito
á
sua
arte
e
continúa
operando grátis,
pobres
e
soldados.
(580)
Real
Snnetuarin
do
tfoin Jesus
do
*
Monte.
No
dia
21
do
corrente
mez,
pela
uma
hora
da
tarde,
e
na Secretaria
do
Real
Sanctuario
do
Bom
Jesus
do
Mome.
sita
no
largo
de
Sancto
Agostinho,
d'esta
ci
dade,
ha
de arrematar-se
em
basta
pu
blica,
perante
a
respectiva commissão
ad-
ministracliva,
e
construcção
de
um
muro
de supposto
no
local
do
mesmo
Sanctna-
rio.
As
condicções
de
arrematação
estão
patentes,
todos
os
dias,
em
casa
do
vo
gal
da
commissão
o
snr
João
Augusto
da
Cunha,
morador
ao
largo
do
Barão
de
S.
Martinho.
Braga
12
de
Novembro
de
1877.
O Presidente
da
Commissão
administrativa
José
Maria
Rodrigues
de
Carvalho.
Linimento
BOYER-MICHEL
para cavàT-
los. fazendo as vezes de fogo
e não deixando
vestígios
do
seu
emprego M
ighel
, pharma-
ceutico
em Aix
(na Provença) França. —
Preço 1,000 reis.—Em
Lisbm
o snr Barreto, Loreto, n 0 28—3O.f25>
FLUIDE
IATIF JOHES
Por suas
propriedades
bene/teat,
goza este
pro-
ducto de alta e
merecida reputaçUo. Suaviza e ama
cia
a
pelle, allivia
as irritações causadas pelas tnu-
danças dt
clima, pelos banhos do mar,
impressões
desagradareis
do
vento ou
do calor, etc, etc.
Uma
simples applicaçSo
faz
desapparecer as ra
chaduras
das mtíos e dos beiços. Preço 650 reis.
PARA
0S
CUIDADOS
D0
TOUCADOR
É
muito
digno de ser recommandado ó Sabão
latir,
que possue
todas as propriedades suavizan-
tes
doFluide,eumaroma delicadissimo.PreçoBOOr-,
23,
Boulevart des Capucines, Paris,
De
Fronte da entrada
do
Grand-Hotel.
Fabricante
de
Escovas Inglesas Perfumeria, Loja
;
de papel.
Objetos
de Fantasia, Estojos diversos,
Cutelaria,
Artigos
de Luxo,
Luvas,
etc.
Deposito
em
Lisboa,
snr. Barreto,
Lorêto
n.°
28
—30
(26
*)
C
1
ít
URG
S
Ã
O
2»
E
S
TIS
T
A
DA
Escola
Americana
Consullorio
a
ioda a hora,
tanto
de
dia
como
de
noite
Rua
do
Campo
(antiga
Porta
de
S.
Francisco)
n.°
22. (382)
FILIAL
D
a
CA
í
XA
EC0N0MICA
PENHORISTA
Sociedade
anónima de responsabilidada
li
mitada
Capital
..................
&OOs0O»^OOO
RUA
NOVA
DE
SOUSA,
N.°
9
(Também
com
eotiada
pela
ma
do Campo)
BRAGA.
Empresta
dinheiro
sobre
ouro,
prata,
joias,
papeis
de
credito, cereaes, roupas,
movei-, ferrament-s, e
sobie
iodo
e
qual
quer
objecto
do
valor
nào
inferior a
109
réis.
Recebe-se
dinheiro
em
deposito a
pra
so
ou
á
ordem
abonando
juros
conven
cionáveis
A
caixa
está
aberta
todos os
dias
des
de
as
9
hora
da
manhã
até
ás 7
da
noite,
e
nos
dias
santificados
e-lará
aberta
só
até
ao
meio
dia.
O
gerente
—
A.
G. Ferreirini
u
JBBBK.a®ES'.SÍ:
BB0»>
MiMll
ÍIK
ViXHOS
DO
ALTO
DOURO
1»A
CA8*
DF
Vim
POUCA
RUA
DO
SOUTO
N.°
15-Braga.
N
’
este
armazena
se
encontram
a retalho
as
seguintes
qualidades
de
vinhos
enga
rrafados
:
LE
CONSEILLER
d
ES
AN
50
XXIX.
D\ME8
et
des
DEMOISELLES.
Persótlico
ilustrado.
ANNO
XXIX
Vinho
tinto
de
meza.
(sem
garrafa)
150
»
>
»
»
.
190
>
Lagrima
........................
.
200
>
Branco
de
meza.
.
.
.
.
210
>
tinto
de
meza
fino.
.
.
.
270
>
de prova
secca
.....................
.
300
0
Malvasia
de
2.
a
.
.
. .
.
360
»
»
velho.........................
.
400
>
Malvasia,
Bastardo
e
Moscatel
a
500
>
Roncão .............................
.
700
>
Alvaralhão.............................
.
560
»
Velho
de
1854
.
. .
.
600
>
a
retalho
para meza
50
e
80,
o
quartilho
tinto,
e
branco
120.
Responde-se
e
garante-se
a
pureza
boa
qualidade
de todos
estes
vinhos,
po
dendo
todo
e
qualquer
consumidor
man-
dal-o
experimentar por meio
de
qualquer
processo
chymico.
(Aj-41)
Publica-se
no
dia
1.
’
de
cada
mez.=Não
se
recebem
assignaturas
por
menos
de
um
ànno.
Graças
aos
innumeraves
melhoramentos
snccessivamenle
introduzidos,
é
hoje
este
Jornal de
Modas
uma
vgrdadeira
inciclopedia
de
todos
os
labores
proprios
para
senhoras.
A
utilidade
e
esmerado
eslillo
de
sua
redacção.
as
preciosas
gravuras
de figurinos,
já
em
preto,
já em côres,
os
pddrões
riscados
em
tamanho
natural,
de
modo
a
permittirem a qualquer
pessoa executar
todos
os
toilells
publicados;
os
modelos
de
tapeçara,
coloridos
com admiravel
mestria,
e
de
iacii
reproducção;
grandes
tiras
de bordados com
as
iniciaes
das
suas assignantes; numerosos
traba
lhos
de
crochet,
guipure,
tricol,
etc.;
penteados, chapéus,
rouparia.
musicas,
agua
relas,
rendas,
enigmas
pittorescos,
guarnições
para
vestidos,
e desenhos
de pasama-
nería,
tornam
esta
publicação
a
mais
sedutora
e
completa,
<pie
uma
senhora
ou
uma
menina
podem
desejar
Le Conseiller
des
Dames
et des
Demoiselles é
o
unico
periodico
que
póde,
pela
ex
tensão
dp
seu
texto,
dar
uma
explicação
minuciosa
dos
desenhos
e
padrões,
com
tal
clareza,
que
possam
copiar-se
com a maior
facilidade.
PREÇO
PARA
PORTUGAL,
POR
ANNO
2$100
REIS.
Para
facilitar
as
assignaturas,
o
director
do
Le
Conseiller
des
Dames
el
des
Demoiselles,
entendeu-se
com
a
administração
d
’
este
jornal,
em
Braga,
rua
Nova,
3,
para
onde
podem
ser
dirigidas,
acompanhadas
do
seu
importe.
Também
se
encarrega,
mediante
pequena
retribuição,
de
remetter
ás senhoras
assignantes
os
brindes
que
escolherem.
LIVRARIA
D
’
El!
fiEMí)
ÇIIÀRDRON
BRAGA
Ultima»
iHiblieaçfíea
(OBRAS
COMPLETAS)
PADRE
RIVAUX
Historia
Ecclesiastica,
desde
o
seu
co
meço até
1876,
traduzida
da
6
a
edição,
por
Francisco
Luiz
de
Sea-
bra,
3 vol
...................................
3$00O
PADRE
SCHOUPPE
Curso
de
Religião,
on
verdade
e
bel-
leza
da
religião
ehristão,
traduc-
ção
do padre Mesquita
Pimentel
1
vol.................................................
1$200
BALMES
O
Protestantismo
comparado
com
o
Calholicismo
nas
suas
relações
com a
civilisação
europea,
4
vol.
2$
100
MUITA A TTENÇÁO
Deposito
de biseoitos
de
Valongo
1
—
LARGO
DA
LAPA —
1
Estes
biscoitos
são
muito recommenda-
veis
tanto
pela
qualidade
das
farinhas,
per
feição
porque
são
feitas,
como
pelo
seu
baixo
preço
em
relação
a
qualidades.
Preços
porque
são
vendidos
:
Biscoito
valonguense,
kilogramma 280
Tosta
doce
>
280
Biscoito
macarrão
>
280
Bolacha
dore
>
280
Biscoito
Brazileiro
>
300
Dito
imperial
>
330
Bolachinha
de
araruta
340
Tosta
azeda
>
190
(581)
Acções
e isromisBorias
de
baneoe
e
companliias
Compram-se
e
vende-se
na
rua
Nova
de
Sousa
n.°
9.
(510)
SAI
A
E
QUARTO.
Precisa-se
alugar
em
casa
de
familia
muito
capaz
uma
saleta
e
quarto,
de
centes,
e
que
se
encarreguem
da
comida
yara
duas
pessoas
do
commercio.
A quem
convier,
deixe
carta
no
escriplorio
d'este
jornal
a J. S.
para
se
procurar.
(590)
COMPANHIA
LLOYD DE BREMEN
DE PAQUETES A VAPOR
PADRE
MACH
Maná
do
Sacerdote,
1
vol.
br.
500
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$600
Ancora
de
Salvação,
1
vol.
br.
500
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d
.
M
aria
do
pilar
A
Lei de
Deus,
collecção
de
lendas
baseadas
nos
preceitos
do
Decálo
go.
1
vol
........................................
$500
DR.
LUIZ MARIA
DA
SILVA
RAMOS
Sermão
sobre
a
Divindade de
Nosso
Se
nhor
Jesus
Christo, recitado
na
Sé
Ca
thedral
de
Coimbra.
Preço
..................
200
rs.
Para
Baleia,
Kio
de
Janeiro,
Ilontevideu
e
Huenoíl
Ayreg
Sairá
em
15
de
novembro
o
Paquete
B1SMARCK,
levando
passageiros
de
3
a
classe
para
Santos,
Bio
Grande,
Paranaguá,
Santa
Calharina,
Porto
Alegre,
com
transbordo
no
Rio
de
Janeiro
e
acceilando
passageiros
para
as
principaes
cidades
do
interior
como
8.
Paulo,
Campinos,
Campos,
etc.
pelo
preço
das
passagens
para
o
Rio
de
Janeiro
Esta
companhia
de
paquetes,
mna
das primeiras
na
carreira
do
Brazil,
ainda
que
pouco
conhecida
pelo
pouco
tempo
que tem
de
existência,
fez
grande
redução
nos preços
das
suas
passagens,
sendo a
de
3.a
classe
para
o
Rio
de
Ja
neiro
com
transporte
do
caminho
de
ferro
até
Lisboa
36^000
reis.
Todos
os
mais
esclarecimentos,
dão-se
na rua
do
Souto
n.°
56
no
agente
da
companhia.
Carvalho
S.
a
DISCURSO
do
deputado
francez eatholieo
O CONDE
ALBERTO DE MUN
Pronunciado
no
encerramento
da
assembleia
geral
dos
menbros
da
obra
doa eirculos catholieoa
de
operários
TRADUZIDO
PELO
PABBE
8EXX.4 FRK1TAS
Dedicado
ás
Associações
Catholicas
do
Porto
e
Braga.
Vende-se
n
’
esta
redacção
por
60
rs.
RUA
DA ESPERANÇA, N.°
224
LISBO
A.
OlHECÇÃO:
Joaquim I.O|>
cm
Carreira
de
Mello,
proprietário
e
director
geral
João
BaptiMta Ferreira,
director
gerente.
O Collegio está
estabelecido
n
’
um
edifício
vasto,
bem situado, com
bom recreio,
e
quartos
separados para
os
alumnos.
A
recommendação
d
esta
casa de
educação
faz-se
pela sua
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de qua
renta
annos,
com
créditos
bem
estabelecidos.
E
’
um
estabelecimento
completo.
A
sua
ditecção continuará
sempre
zelosa,
e
o
seu
corpo
docente
é
o mais
sé
rio
e
instruído.
Os
estatutos
e
mais
esclarecimentos
dão-se
no
Collegio.
Lisboa
28
de
Outubro
de 1877.
O
Director
Geral,
(44-^-)
Joaquim
Lopes Carreira
de
Mello.
BREVE
COMPENDIO
DE
ORAÇÕES
E
DEVOÇÕES
ADOPTADAS
PELOS MISSIONÁRIOS
QUARTA
EDIÇÃO
Novamente
correcta
e muito
augmentada
com
novas
orações
e
devoções
indul-
genciadas, e
concedidas
posterior-
mente
á ultima Raccolta.
Com
approvação
de
8.
Exc.
&
Rev.
m
*
o
8nr.
D.
João Chrysostomo
de
Amorim
Pessoa,
Arcebispo
Primaz.
Vende-se
em
Braga,
na
rua
Nova n.°
3
E,
e nas
principaes
livrarias;
e
no
Porto
na
Livraria
Catholica,
Praça
de
D.
Pedro,
e
na
Portuense
de
Manuel
Malheiro,
rua
do
Almada.
Preço
em
brochura.
. .
.
160
reis
»
encadernado
.... 240
»
ÊvHTÍA
TOS®
d
Os
Xlebuçados mylilícos,
de
na
tureza
balsamica,
calmante,
peitoral
e
ex-
pectoranle,
são
o melhor dos
remedios
até
hoje
conhecidos
nas doenças tossicolosas.
Caixa
200 reis.
—
Meia
caixa
100
reis.
Unico
deposito:
PHARMACIA CEN
TRAL,
rua
de
Santo
Anlonio,
227,
no
Porto.
Em
Braga:
PHARMACIA
DOS
OR-
PHÃOS,
praça
Municipal.
(455)
Aluga-se
a
casa
n.° 7,
na
praça
d
’Alegria,
construída de
novo
e
com
elegancia.
Esta
casa tem
uma
boa
loja
para
qualquer
negocio,
e póde-
se
alugar
junta
ou
em
separado. Quem
a
pretender
falle
com seu
dono
na
rua
No
va
de
Sousa
n.°
56.
(474)
PADRE
SENNA
FREITAS
(
mim
mu
Preço
....
SOO
rei»
A
’
venda
na
Livraria
Catholica
Portuen
se,
praça
de
D.
Pedro,
131.
fHOWMAi
|
rua
de
s
.
MARCOS,
N
5.i
'a
Vende
papeis
pinta*
H dos
para
guarnecer
sailas,
$
lindíssimos
gostos,
a prin-
cipiar
em 80 reis
a
peça.
4
$
'4?
Vende
olio,
tintas
e
vernizes
para
pinturas
de
casas,
tudo
de
boa quali-
dade.e
preços
muito
resu
midos.
$
Vende
cimento
roma-
g
no
para
vedar
aguas,
ges-
S
so
para
estuques
de
ca-
sas,
tudo de primeira qua-
|
lidade.
|
BRAGA, TYPOGRAPHIA
LUSITANA—1877.
Parte de Comércio do Minho (O)
