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- conteúdo
-
COMMKM-CffAJC,.,
IE 7-k’O^'fflíí:
GíiSKz^.
EDITOR
E
PROPRIETÁRIO
JOSÉ
MARIA
DIAS
DA COSTA, RUA
NOVA
N.°
3
E.
aca^M^R^a
.
5.° ANNO
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
Braga,
12
mezes
..............................
1&600
»
6
»..........................
Correspondências
partic.
cada
linha
Annuncios cada
linha
....................
Repetição....................................
850
40
20
10
PUBLICÁ-SE
ÁS
TERÇÃS, QUINTAS E SABBÀDOS.
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
2&000
1&050
3§600
3&600
10
Provincias, 12
mezes
.....................
»
6
»
....................
»
sendo
duas
assignaturas
Brazil,
12
mezes,
moeda
forte.
.
Folha
avulso
...............................
N.° 688
B£êA®A
—
SAB9ADO
15
BE
SETELHBR0
BE iâS»
officiaes
Inglezes,
ajudando
e
aconselhando
jexacto
caracter,
o
Cardeal
Semeoni
diri-
os
commandanles Ottomanos.
»Se
viessem
giu
uma
Circular
aos
Núncios,
instruin
a
romper-se
hostilidades
declaradas
entre
<
a
Inglaterra
e a
Rússia,
teríamos
outra
-
Potência não
Calholica
mettida
na
luta;
o
que não
deixaria
de
ser
curioso.
II.—
Aqui
o
interesse
na
luta
e
a
sympa-
thia
Ingleza
pelos Turcos
cresce
mais
e
mais
cada
dia;
e
o Governo tem
conti
nuado
a
mandar
para
Gibraltar
e para
Malta
mais
tropa,
e material de
guerra;
para
estar prompto ao
que
possa
succeder.
E’ quasi
certo
que forças Inglezas
irão
oceupar
a
peniusula
ou
língua
de
terra
de
Gallipoli;
para
impedirem
que
os
Dar-
danellos
podessem
vir
a
ser
occupados
pelos
Russos;
e
para
estarem
as
forças
Inglezas
alli
em
medida
de
acudirem
de
prompto
á
defeza
de
Constantinopla,
caso
que
a
Capital
Turca viesse
a
correr
pe
rigo
de
occupação
Russa.
Engenheiros
inglezes
tem
andado já
inspeccionando
a
dita
Península de
Gal
lipoli
(onde
primeiro
desembarcaram
já
Francezes
e
Inglezes
quando
iam para
a
Crimea);
examinando
o
estado
das forti
ficações
antigas
e
delineando
novas;
de
maneira
a
tornar
a
posição ponto
seguro
para
o
que
der
e
vier.
Segundo
as
ap-
parencias,
vão-se
preparando
occorrencias
mui
sérias
no Mediterrâneo.
Ullimamente
os
Turcos
tem
tido
gran
des
vantagens
em
vários
combales
contra
os
Russos;
lendo
estes
últimos perdido
bastantes mil-homens,
espeçialmente
na
batalha
de
Plewna.
Quem
quizer
ver
as
noticias
por
extenso de
tudo
isso, póde
recorrer ás
imrnensas
correspondências
de
qualquer
das
folhas
principaes
Inglezas,
onde
vem
longas
e
detalhadas
relações
de
seus
correspondentes,
e
até
mappas
dos
combates
e
movimentos
dos
belligerantes;
pois
creio
que nunca até
agora
se
tinham
empregado
lautos
meios
de
toda
especie,
nem
feito
tantas
despezas,
para ter
o
publico
bem
informado
de lodos os
acon
tecimentos,
e
tão
promplamente
çomo
o
telegrapho
agora
ajuda
a
fazel-o.
A
maré
lem
sido
agora
em
favor
dos
Turcos
ha
dias,
parece,
nos
combales;
mas
não
ha
muito
que
fiar
em
que
prom-
i
pio
não
venham
annunciados
revezes
seus.
I
A
opinião
aqui
lem
mudado
grande
mente
em
relação
a
esta guerra, e
ás
sympathias
para
com
os
belligerantes:
ao
principio
havia
na
verdade
bastante
in
dignação
contra
os
Turcos
em
muitíssima
gente;
pelas
relações
que
se
davam
de
massacres
e
violências d
elles
exercidas
contra
os
Christãos
da
persuasão
orlho-
doxa
ou
não.
Hoje
é
aos
Russos
princi-
palmenle
que
se
attribuem
violências
e
crueldades;
e
cada
dia
se
exacerba
mais
a
opimão
contra
eiles.
111.-
—
Escreve
de
Roma
ao
Times
o
seu
correspondente,
em data de
3
de
do
corrente,
uma
cousa
que
me
não
agra
da;
pois
pensava
que
linha
acabado o
cos
tume (que
nunca
devera
ler
existido)
de
terem
certos
Governos
(o
de
Áustria
e
o de Hispanha
—e
não
me
lembra
se
lam
bem
o
de
França) um
velo
ou
privilegio
de objeclarem
a
que
tal
ou
tal
Cardeal
fosse
eleito
ao
Throno
Pontifício.
Nunca,
como
disse,
tal
intervenção
com
a
liberdade
do
Conclave
devera
ter
existido;
mas
agora principalmente,
quan
do
os
Governos
todos
consentiram
a
patifa
usurpação dos
Estados
da
Egreja,
é
uma
vergonha
o
insistirem
ainda
por
semelhan
te
prerogaliva.
Eis
aqui
a
noticia
como
ia
refere
o
dito
correspondente:
«As
noticias
de
Roma
concernentes
ás
!
mudanças
que
se tinham
de
fazer
nas
>
formalidades
e
ceremonial
connectos
com
«.umas
vamugeiio
v
..vtv.iao,
wuoiuv.o-
o
proximo
Conclave,
lendo
dado occasiao
veis
dos
Turcos, devidas
á
direçção
de|a
perguntas
diplomáticas quanto
a
seu
A* Kedacção
do
«Conitnereio
tVIinho».
Londres,
30
de
Agosto, 1877.
SUMMARIO.
do
I.
—
Desinteresse direclo
do
Catholicis-
mo
na Guerra
do Oriente,
mas tendo
mais
motivo
de
sympalhisar
com o
Tur
co.
—
A
guerra
actual
parece
Providencial
mente
destinada
a
Potências
belligerantes
não
Catholicas.
II. —
Sympathias
crescentes
aqui
mais
e
mais
em
favor
dos
Turcos.
—Noticias
de
grandes vantagens
d
’
elles
e
victorias
sobre
os
Russos
III.
—
Os
Governos
que
deixaram op-
primir
e
roubar
o
Pontífice,
parece
que
rem,
todavia,
ter voz
activa,
ou
antes
prohibitiva,
em
eleição
do proximo Papa.
IV.
—
O
Ministro
Italiano
em
Madrid
fiel
ás
tradições
e
hábitos
e
inclinações
do
Governo
que
representa.
(ConclusãoJ
minha
parle,
estou
persua-
dita
ítalia ladroa
hade
pedir
Eu,
por
dido,
que
a
inslrucções
á
Prussia sobre o
que
lhe
’
convém
fazer
na
conjunctura
presente;
e
’
que
Bismark,
obrigado
pelas
circumstan-
:
cias
reciprocas
entre a
Germania
Prus-
sianisada
e
a
França,
hade
aconselhar
aos
ladrões
Transalpinos
o
manterem-se,
como
elle
proprio,
quanto
possível,
fóra de com
plicações
taes
no
levante.
Continuação
em
8
de Agosto.
—
A
guer
ra continuara
sendo, ao
menos
agora,
toda
Oriental
entre
Potências
e
forças
não
Catholicas;
pois a França não
tem
motivo
para
se
melter
na
bulha,
nem
tal
lhe
conviria,
por
não
enfraquecer-se.
A sua
missão
actual
é
paralysar
a Prussia
de
apresenlar-se
com
arbitra Europea
—
que
é
o
caracter
que
Bismaik
desejara
dar-lhe.
A
Áustria
fará
lodo
seu
possível
para
ficar
neutra,
e
só
em
observação',
como
foi
seu
'
papel,
e mui
bem
entendido,
por
occasião
da
guerra
da
Crimea.
Os
dois belligerantes
acluaes, portanto,
continuarão
a
ser
não
eatholieos;
e
por
isso,
quanto
a
interesse
religioso
absoluto,
nós
( ath
>licos
não
temos
quasi
razão
para
symp
thi-armos
com
uma
ou
com outra
das
p
rte-
Mas,
considerando,
de
um
la
do,
a
con
lucta
do
Turco para
comnosco.
tal
c<
mo
o Cardeal
Franehi
a
descreveu
a
Lord
Denbigh;
e
de
outro
lado, a
do
Moscovita
para com
a
Polonia,
como
é
demasiado
notoria;
lemos
naluralmente
que
inclinar-nos para
o
primeiro—tanto
mais,
que
agora, indo cada
dia
annullan-
do
se
mais
e
mais a
antiga
isolação
Tur
ca
(por
effeito
indispensável
da
civilisação,
estimulada
pelo
vapor
e
pela
electricida-
de),
é
impraticável
d
’
ora
em
diante
ao
Turco
deixar
de
mitigar
sua
antiga
rigidez
oppressora
de
seus
compatriotas
Christãos.
Em
toda
probabilidade,
se
brevemente
se
não
arranjar
composição
e
paz
entre
os
dois
acluaes
belligerantes,
é
assás
de
esperar
que
a
Inglaterra
tenha
de
vir a
melter-se
na
luta
de
maneira
ostensiva
e
declarada.
Se
os Russos
viessem
a
levar
de
vencida
os
Turcos,
de
sorte
que
che
gassem
a
sériamente
ameaçar Constanti
nopla,
os
Inglezes
tratariam
de
impedil-o
por
suas
próprias
forças,
ás
claras,
e
por
lodos
os
meios.
Digo
«as
claras
e
por
lodos
os
meios»,
porque
não
falta
quem
diga,
serem
as
ultimas
vantagens
e
victorias,
considera-
£tu
uuia
vjiiluiui
auo
iiuulivo
, iuot> um
do-os
de
informarem
os
Governos
junto
dos
quaes
se
achavam
acreditados,
de
que,
quaesquer
que
fossem
as
modifica
ções que
se
julgassem necessárias,
não
se
riam
de
natureza
que
se
intrometlesse
com
os
direitos
das
Potências
Catholicas;
nem
calculadas
para
minorar
as facilidades em
seu pleno
e
livre
exercício na
occasião
de ser
eleito
o proximo
Papa».
IV.
—Communica
mais
o
mesmo
cor
respondente
ao Times
o
seguinte,
que
manifesta
como
o
Governo
ladrão
de ítalia
quer
em
tudo
e
toda
a
parte
mostrar
como
está
determinado
a
exercer,
seja
onde
fôr,
a
sua
vocação.
Diz
o
correspon
dente:
«Novas diíficuldades
surgiram
entre a
Sanlá
Sé
e
o Governo
Hispanhol,
respe-
ctivas
á
Igreja
Italiana,
com
um hospi
tal
annexo
em
Madrid. Tendo
o
Núncio
ouvido,
que
o
Ministro
Italiano
na
Côrte
de
Hispanha
tinha
reclamado
jurisdicção
sobre
elle,
mandou
um
protesto
ao
snr.
Canovas,
e
do
Vaticano
se enviaram in-
strucções
especiaes
ao
Núncio,
do
que
havia
de
fazer
caso
que
suas
representa
ções
na
matéria
não
fossem
effectivas».
Ministro de
um
Governo
que
é
Ladrão,
Hade
a
quanto
podér
deitar
a
mão.
A. R.
SARAIVA.
A'
aPalavrn»
III
Prosegue
a
«Palavra»
com
urnas
theo-
I
rias
contradiclorias,
que
maravilham.
«Ataca
a Egreja, quem ataca
os
Bis-
'
pos»,
mas
ao
mesmo tempo
a
«Palavra»
I
«ama
sobretudo
a
verdade e
não
deixará
'
de dizel-a
sempre,
que
seja
necessário,
sem
poupar
melindres
puramente
humanos».
.
. '
Então
se
é verdade
a
primeira
asserção,
1
como
hade executar
a segunda,
e
se
esta
*
é
um
dever,
como
condemna
a
«Nação»,
quando diz
a verdade
necessária,
não
ala- 1
cando
os
Bispos
em
sua auctoridade,
mas
1
apontando-lhe
os
desvios,
que
ferem
o
sen-
‘
limento
catholico
?
E
não
achará
a
«Palavra»
necessário
apontar
uma
violação
das
leis da
Egreja,
a
enunciação
de
uma
doutrina
errónea,
ou
a
glorificação
de
um
Prelado
liberal
dos
qualro
costados?
E
acha
elle
que
se
o
«Univers»,
o
«Monde»
a
«Voce delia
Verilà»
vissem
islo
ficariam
calados?
Nós
ainda
não
fomos
como
o
«Univers»
a
Roma,
sob
a
censura
do
nosso
Prela
do;
mas
se
nos
couber
a
censura, será
recebida
respeilosamente,
mas faremos,
como
o
«Univers»
e
esperamos
que,
como
a
elle.
Roma
nos
dê
rasão.
Não nos
embaraçam
as
finuras
da
«Lú
cia»,
não
lhes
tememos
os
perigos;
te
memos
as
causas,
que
motivam
as
suas
facécias.
Que importa
que
a
«Nação» as
passisse
em
silencio,
se
ellas de si
fatia
vam
alio
e
sem
contradicção ?
Tememos
o
papel complacente
da
imprensa
calho
lica,
que
a
seguir
as
lheorias
da
«Pala
vra»
perderia
toda
auctoridade,
por
modo
que
ao
desprestigio
dos
Prelados
se
jun-
ctaria
o
abaixamento da imprensa A
«Lu
cia»
triunfaria
então
verdadeiramente.
Não;
a
imprensa
legitimista
e
calho
lica
pertence
á
eschola
do
respeito;
mas
é
absurdo
íazel-o
assentar na
cumplici
dade
do
silencio
com
aggravos
profundos
ás
leis
de
Deus
e
da
Egreja.
Não
nos
ferem pois
as
manhas
da
«Lucta»;
tomara
ella
que
nós
nos
callas-
tão
mais
á
solta;
emquanto
houver
esta
tribuna
ninguém neste
paiz,
por
mais
alto
que
esteja
cuidará
poder,
sem
protestação,
violar
as
leis
da
Egreja, ensinar erros
pal
mares,
e
insultar
a
Santa
Egreja,
pro
pondo
á
imitação
algum
dos
seus
mais
de
ploráveis
adversários.
Desafiamos
a
«Palavra»
a
asseverar,
que
isto
seja um mal
e
que
era
preferível
deixar
correr
á revelia
as
aggressões
á
Egreja.
.. .
Não
quebramos
pois
a
penna,
por
ter
preenchido
um
dever;
por
que
a
um Pre
lado,
que
aberra,
preferimos
a
Egreja
Santa,
nossa
Mãe.
Ahi
está o
nosso
Pas
tor,
elle
sabe
que
póde contar
com
ò
nos
so
respeito
e
obséquio,
e
nós
não
teme
mos
na
verdade
e
na
justiça.
A
santa
li
berdade
calholica
defende-nos;
o
fetichis-
ino
que
amordaça
a «Palavra»
nem é di
gno,
nem
é
catholico.
Que
valor
teein
de
hoje em deante
o
seu
respeito
ou
o seu
louvor,
se
ella professa
tal
fetichismo?!
Nem
nos
venha
com os
exemplos
dos
nossos
honrados
e
venerados
predecesso
res;
esses
não
são
quaes
se
afigura
e
não
será
diílicil
demonstrar-lhe
abrindo
as
pa
ginas
da
«Nação»
desde
o
seu
começo,
como
o
não
seria
se
foramos
buscar
aos
luminares
da
Egreja
exemplos para
nos
justificar.
A
«Palavra»
é,
pelo que
ve
mos,
pouco
lida
em
litteralura
ecclesias-
tica.
A
respeito,
do que
convenha
ao nosso
pariido,
não
nos
parece
que
a
«Palavra»
seja
bom
conselheiro.
Ha os por cá mais
naturaes,
menos
prevenidos
e
menos
no
civos.
Esses
estamos
promptos
a
ouvir
e
não
sabemos,
que
nós
accusem.
Resta-nos responder
a uma
ultima
parte.
A
«Palavra»,
com
uma
imprudência
que
não
queremos classificar, provoca
nos
para
o
campo,
cujo
ingresso
nos
censura.
Diz:
«Na
«Você delia Verità»,
no
«Univers»
e
no
«Monde»
não
vae
de
certo
a
«Lu-
cta»
achar
coisa,
que
lhe
mereça
applau-
sos».
Dizemos á «Palavra», que
podíamos
retorquir-lhe perfeilamenle
e,
que
no
que
diz,
se
ha injustiça para
comnosco,
ha
ainda
mais falta de caridade
e
de
respeito
para
os
que
pretende
acatar. Por
hoje
ficamos
aqui:
—
sómente
desejamos
nos
di
ga,
se
viu aqui
já
algum
documento
como
aquelle,
que
abaixo
vae exlraclado,
a
—
protestação
de
Episcopado
Catalão
sobro
o
projecto
de
lei
do
ensino
em
Hespanha.
Haverá
ahi
imitadores?
Comporlal-o-ia
a
Obra de
34?
E no
entretanto
qual é
o
estado
do
ensino
entre
nós
?
Aponte
estas palavras
á «Lucta»
prin
cipalmente com
os
documentos
da
iIlus
tração,
energia, e coragem
de
um
Prela
do
francez
e
a
declaração
de
princípios
de um
jornal
religioso—
«Le
Monde».
Com
os
mesmos
respondemos
á sua
ultima
asserção:
«A
«Palavra»
procura
seguir,
conforme
o
permiltem
as
suas
forças,
aquelias gran
des
luminares
da
imprensa
calholica».
Assim allude aos
indicados
jornaes
extran-
geiros.
Ora
a
allusão
não
pode
ser
mais
de
sastrada.
Houve
um
tempo,
em
que
o
«Univers»
era
muito
pela
Religião sem po
lítica.
O
império e
a
communa
esclareceram-
n
’
o,
e
hoje
as
suas
manifestas
aspirações
são
para
a monarchia
legitima,
a
qual
a
í
poderosa
penna
de
Veuillot
tem
energica
mente
favorecido.
A
«Voce
delia
Verilà», como
a
«Ci-
•
villá
Calholica»
defendem quanto
podem
semos;
a
perversão das
idéas
correria
en-la
soberania
pontifícia,
e
combatem
a
todo
transe
o
liberalismo heresia, não
admittin-
do
os
accommodamenlos
a
que
a
«Pala
vra»
aplana
os caminhos; a
respeito
do
«Monde»
o
artigo,
que
segue,
corresponde
perfeitamente
em
politica
ás
idéas
da
«Na
ção».
E
’
preciso
andar
em
um
mundo
de
illusões,
como
a
«Palavra»,
para
lhe
es
capar
tão
grosseiramente
a
realidade
dos
factos.
Em
seguida
ao
artigo
do
«Monde»,
os
leitores
da
«Nação»
ouvirão a
mages-
tosa
palavra
de
uma
das
grandes
illustra-
çôes
do
Episcopado
francez, que
bem
nos
vinga
dessa
intriga de
Religião
sem
po
litica,
em
que andam tesmalhados
homens
decerto
das
melhores intenções,
por
que
não
veem
o
fino
e
o
perigo
do
negocio.
E
como
a
«Palavra»
faz
homilíias ao
clero,
nós
sómente
lhe
opporemos,
o
proceder
dos
grandes
mestres
da
palavra
e da
sciencia.
Parece-nos
não
ter
ultrapassado os
li
mites
de
leal
polemica,
em
quanto
temos
dicto.
Se tornamos
a
obra
da «Palavra»,
qoal
se
nos
afigura,
é
levados
de
intima
e
profunda
convicção.
Se
víssemos,
que
com
essa
obra
poderia
lucrar
a
Religião
e
a
Palria,
éramos capazes de
repetir as
palavras
de
um
grande
mestre,
de uma
grande
auctoridade
moral,
de
Mr.
de
Lau-
rentie,
quando,
em polemica
analoga
com
os
defensores
de
outra
monarchia
siim-
.
Ihante,
á
do
rei-cidadão,
exclamou:
«Faça
Luiz
Philippe
a
felicidade
e
gran
deza
da
França
e
nós,
sem arrancar
do
coração
o
culto da tradicção
e
das
sau
dades,
havemos
de
prestar
leal
homenagem
ao
poder
que
assim
bem
mereceu da
Pa-
tria».
Este
exemplo
estamos
promptos
a
se
guir;-
mas
em
quanto
ahi
reinar
a
corru
pção,
era
quanto
este bom
povo
for
sendo
paganisado,
em quanto
poderes
e
influen
cias
do momento só
souberem
fazer
guerra
a
Christo
e
proclamarem:
«Não queremos,
que
este
reine
sobre
nós
!»
A
nossa
aversão ao
presente
será
intransigente
e
intendemos fazer grande
serviço a
Deus
e á Patria,
guardando
o
mais
separado
possível,
o fermento
da
restauração
da
vida da
Patria
e
da
Reli
gião,
confiados
n
’
aquella
consoladora
pa
lavra:—
Deus
fez
as
nações curáveis.
JS.
SeMEwirí»
«1»
JSazureth,
—
A
fes
tividade que
ámanhã
se tencionava
fazer
á
devota
imagem
de N.
Senhora
de
Na-
zareth,
collocada
sobre
o
arco
da
Porta
Nova,
fica
transferida
para
domingo,
23
do
corrente, havendo
no
sabbado á
noite
illummação
e musica.
Ordenação.
—
S.
exc.
3
revd.
ma
o
snr.
Arcebispo
Primaz
confere
ámanhã ordens
menores,
na
capella
do
Paço, administrando
anteriormente
a
Sagrada
Gommunhão
aos
ordinandos.
Ooemça.
—O
ex.
rao snr.
Francisco
Jacome
de
Souza
Pereira
e
Vasconcellos,
da
casa
do Avellar,
tem estado
estes
dias
giavemenle
enfermo.
Exposição
tinivfraa!
de
S
Baris.
—
Acabamos
de
receber
a
seguinte
carta:
«Senhor.
—Pedimos-lhe
que
annuncie
aos
seus leitores que
a
administração
do
Office
de
ia
Presse
élrangère
convida
os
snrs.
expositores
concorrentes
á
exposição
de
1878,
a
dirigirem ao
escriptorio
do
Office
(Paris,
rua
de
Maubeuge,
n.°
4a),
os
seus
nomes,
direcção
e
genero
d>s
productos
a
exporem,
atira
de
tudo
ser
publicado
no
Guia
da
Exposição,
que
bre
vemente
vae
ser
publicado. (1)
Os
expositores
e
não
expositores
que
vierem
a
Paris,
acharão
no
Office
de la
Presse
élrangère
todas
as
instrucções con
cernentes
a
esla
exposição,
interpretes,
e
representantes; finalmente o
Office
de
la
Presse
élrangère seguirá os
trabalhos
de
installação,
receberá
os
objectos expostos
em
deposito
e
dará
todos
os
esclareci
mentos
para
locação de
casas
mobiladas
ou não mobiladas».
Esta
mesma
empreza
publica bi-sema-
nalmente
ura
magnifico jornal
intitulado
L
’
Écho
de
la
Presse
élrangère,
fundado
expressamente
por motivo
da
exposição
de
1878.
(1) As
cartas
devem
ser
francas
de
porte,
e
acompanhadas
d
’uma
estampilha
pata a
resposta,
caso
se
exija.
S®swssranri«»
«le S.
S
’
e«lr3.—Acha-
se
já
aílixado
o
edital
respeitante
á
ma
tricula
dos
estudantes
que
cursarem
o
anno
lectivo
de
1877
a
1878.
Por
falta
de es
paço
não
o
publicamos
hoje.
Alexandre Hereiilnnn.
—
;Acha-se
gravissimamente
enfermo
o
snr.
Alexan
dre Hercuiano,
a nossa maior
gloria
lit-
teraria
nos
tempos
modernos.
Fazemos
votos
ao céo
pela
conserva
ção
da-
preciosa
vida
d
’
este
portentoso es-
criptor.
Cheque
no
italtaniamo.
—
O
jorna
madrileno
«La
Fé»,
cuja grave
e
illustrada
redacção
não
póde
ser
contestada
e que,
por tanto,
não
anda
á
caça
de
noticias
de
sensação,
insere
uma que
a verificar-se
será
penhor
de
que
a antiga
raça
de San
tos,
estragada
pelo
espirito
revolucionário,
não
está
ainda
de
todo
perdida
para
Deus.
Diz
a «Fé»:
«Lêmos
em
uma
carta
de
Roma:
«Corre
por
aqui
uma
nova,
á qoal
se
dá
bas
tante
credito:
alludo
á
resolução
que
se
diz tomada
por
D.
Amadeu
de
Saboia
de
trocar
os esplendores mundanos
pelas
austeridades
do
claustro.
Assegura-se
mais
haver
elle
escripto
uma
carta a
S.
Santidade
manifestando-lhe
este
proposito,
e
pedin
do-lhe
se
digne
nomear
tres pessoas
de
reconhecida capacidade
e
que
mereçam
a
sua
confiança,
para
elle
as
encarregar
da
educação
dos
pequenos
príncipes,
seus
filhos.
«Os
periódicos
affectos
ao governo
do
rei
Victor
Manuel
começam
a
desmentir
a
noticia,
de
modo
porém,
que
mais pa
rece
confirmarem-na.
Um
d
’
elles,
o
«Fan-
fulla»,
dizia
receniemente:
«Um
homem
da
tempera do
augusto
«príncipe
não
póde
abandonar o
posto,
«que
por
seu
nascimento
oceupa;
que
«póde'
vir
um
dia
em
que
a ítalia
virá
«reclamar
o
auxilio
de
seu
potente
braço».
Exereicio®.
—
Teem
continuado
os
exercícios
espiriluaes
dos
ordinandos
que
se
propõem
tomar
ordens
nas
próximas
Têmporas.
Acham
se
recolhidos
no
Semi
nário,
vindo
á
capella
do
Paço
fazer
os
actos
públicos,
dirigidos
pelos
revd.in
°
3
snrs.
padre
João
Rebelío,
e
Melli.
Publicação.—
O
distincto
poeta
e
laureado escriptor
Simões
Dias,
que
ha
pouco
publicou,
com
o
titulo
de As Mães
um formoso
romance,
em que
as
bellezas
e
primores
da
linguagem se casam
com
o
interesse e
os
lances
d
’
um
formoso
en
redo,
tem já
no
prélo
um
novo
romance
denominado
o
Peccado
que
é
o
segundo
da
Bibliotheca
das
Historias
Comtempora-
nias
inaugurado
pelo
conhecido
escriptor.
Custará
400
reis
por
assignatura
e
as
signa-se
em
Vizeu,
na
livraria Acadé
mica.
Guerra
«S«
©rierate.
—
Os
últimos,
telegrammas
relativos
á
guerra
do Oriente,
são
os que
seguem:
Londres
12
—
Continuou
hontem
o
com
bate
de
artilheria
em
Plewna.
Os russos
parece'que
progridem
pouco.
Um
telegram-
ma
publicado
pelo
«Times»
diz
que devera
atravessar
o
Danúbio em
Turn-Severin
5.0
000 russos
que
entrarão
na
Servia.
Paris
12
—Hoje de
manhã
os
russos
repelliram
uma
grande
sortida
dos turcos
de
Plewna
aos
quaes
procuram
cortar
as
communicações;
porem
os
turcos
man-
léem-se
ainda
nas
suas
posições princi-
paes.
Londres
12
—
Um
despacho
de
Bucha-
resl
publicado
pelo
«Globe»
diz
que
os
russos depois
de
tres
assaltos
occuparam
hontem
as
alturas
de
Grivitz abvindo
assim
a
estrada
de Plewna.
Constantinopla
12
—
Osman-Pachá
com-
munica
ainda com
Sofia.
Suleyman Pachá
occupa
a
estrada
do
desfiladeiro
de
Traova.
Os
russos
retiraram
de
Roustchouk recuando
para
Biela,
onde
está
emminente
uma
ba
talha.
©eseobes-íA
iea.
—
O
ob
servatorio
de
Pariz
acaba
de
receber
da
America
documentos
do
contra-almirante
Roger, director
do
observatorio naval
de
Washington.
Estes
documentos
não
deixam
duvida
alguma
quanto
á
descoberta
de
dous
sa-
tellites
de
Marte,
porque
foram
vistos
não
só
em
Washington,
mas
ainda
em
Cam-
bridge
e
Cambridge-Port.
Os
irmãos
Henry
viram
o
mais
affastado
d
’
estes
satellites
no
observatorio na
nouie
de
27
de
agosto.
Este
pequeno corpo
celeste
foi
seguido
por
Hall
durante
duas horas
consecutivas
e
está
desviado
30”
de grau
da
vista
do
observador.
A
sua
orbita
é
inclinada
25
graus
sobre
a
eciiptica
terrestre.
O
seu
grande
eixo
apparenle
é
de
82°5
”
e
o pequeno
é
de
27
”
7.
Faz
o
giro
de
Marte
em 30
horas
e
14'
Para
o
observador
collocado
no
pla
neta
Marte
move-se
ll°907
em
uma
hora.
O
calculo
do
movimento d
’
este
satellile
permitte medir
Marte
mais
exactamente
do
que
até
aqui.
E
’
de
1/3,090,000
da
massa
solar.
O
segundo
satellile
é
mais
dillicil
de
observar.
Para os astronomos
de Marte
move-se
46°l
1
’
por
hora.
Faz
em
7 h.
38
’
o
giro
de
Marte
e
o
diâmetro
apparente
da
sua orbita
é
de
33
•
í*reeioso
descobrimento.
—
Os
pe
riódicos
americanos
dão
noticia
de
um
descobrimento
de
barro
argentifero;
veri
ficado
n
’
um
campo
do
condado
de
Was-
co,
em
Oregon.
Um
conjuncto
de manan-
ciaes
de natureza
particular
produziram
este
barro,
que
occupa
uma
grande
quan
tidade
de
terreno.
A
um
chimico
occorreu,
porém,
a
ideia
de
analysar
detidamente
a
argilla,
e
pôde
então
descobrir
que
cada
quintal
d
’
aquella
matéria
continha
cerca
de
100
dollars
de
prata.
O mesmo
indivíduo
tractou logo
de
formar
uma
sociedade
para
a
exploração
d
’aquel!es maravilhosos mananciaes,
mas
começou
entre
o
povo
a
propalar-se a
ideia
de
que
elles
eram
puro
artificio
á
credulidade
e
que
a
prata encontrada
no
barro
havia
sido
posta
alli
com
intenção
especulativa.
Apesar
d
’
isso
vários
professores
foram
examinar
a
argilla
encontrada
e
decla
raram
que
ella
continha
effectivamente
grande quantidade
d’
aquelle
precioso
me
tal.
Indagaram-se
os
precedentes
da
exis
tência
do barro
argentifero
e
soube-se
que
ho
pouco
se havia
descoberto
em
Utah
um
deposito
de
greda prateada,
mui
pa
recida
ao
que
chegaria
a
ser
o
barro
encon
trado
agora
se
se
extrahisse
da
terra
em
grandes
camadas.
Dizem
os
entendidos
que
aquelles
ma
nanciaes
não
só
hão
de ser
célebres,
mas
lambem
muito
produclivos.
AsntspaiSaiaa.
—
O
conde
d’
Armstad
desmaiava
só
cora
provar
um
prato
em
cuja
composição
entrasse
azeite
d
’
oliveira.
—O doutor
Prout
conia
ter
assistido
a
um
indivíduo para
quem
a
carne
de
carneiro
era
uma
especie
de
veneno.
—
Giranesio
sentia-se
atacado
de
pal
pitações
de
coração quando
via
appare-
cer
na
meza
um
boccado
de
carne
de
jorco.
—
O
cheiro
do
peixe
produzia
era
Eras
mo
a
febre.
—
Uladislau
3IÍ,
rei
da
Polonia
tinha
tal
antipalha pelas
maçãs,
que
não só
não
podia
sentir-lhes o
cheiro, mas
até
vel-.is
fazia-lhe
mal.
—
Grelry
não
podia
soíírer
o
cheiro
de
uma
rosa.
—A
rainha
Anna d'Austria
antipathisava
tanto
com esta
flôr,
que
não
podia
vêl
a
nem.
pintada.
—
A
violeta
causava
horror
e
calafrios
á
)rinceza
de
Lamballe.
—
O
marechal
d
’Albret
fugia
dos
porcos,
e
Ticho-Brali
e
sentia-se indisposto
á
vista
inesperada
d
’
uma
lebre.
—
Jacob
II,
rei
de
Inglaterra,
desmaiava
deante d
’
uma
espada
núa.
—
Luiz
XIV,
em
seus
últimos
annos,
não
podia
supportar
a vista
do
campanario
de
S.
Dionisio; eifectivamente foi
este
logar
mais
tarde
a
sua
sepultura.
—
Bacon
e
D
’Escars,
bispo
de
Laugres,
caiam
n
’
uma syncope
ao
começar
um eclipse
de
lua,
e
permaneciam
insensíveis
durante
o
phenomeno.
Embru3E>n«Sa.—
Na
occasião
em
que
n
’
uma
typographia se
fazia
a
ultima
prova
de
um
jornal,
aconteceu
juntarem-se
duas
tartes
de
diversas
noticias,
que
deram
em
resultado
o
seguinte disparate:
Realisa-se
hoje
o casamento
da
snr.
a
I)
F.
com o
snr.
F.
São
padrinhos
do
casamento
o
snr.
conde
de.
.
e
a
joven
e
formosa
duqueza
de...
que
depois
de
ter
evanlado
com
os
cabellos
um
peso
de
oito arrobas,
executará
os
variados
exer
cícios
de
corda
bamba,
que
tão
apphudi-
dos
tem
sido
pelo
respeitável publico.
Outra
expedição
ás
regiões
ár
ticas.-
—
Trata-se
de
levar
a
eííeito
outra
viagem
de
exploração
ás
regiões
arlicas,
sobre
a
direcção
do tenente
Weyprech,
chefe
da expedição
austríaca, que
desco-
jriu
a
terra
de
Francisco
José
em
1874
e
do conde
Wilezek,
um dos
principaes
pro
motores
d
’
esta viagem.
Weyprech
propõe-se
estabelecer
o
seu
centro
de
observação
em
um
dos
prin
cipaes
portos
que
existem
ao norte da
Nova-Zembla
e
vários
outros
em
difleren-
tes
pontos
de facil
accesso,
situados
em
latitudes
tão
visinhas do
polo
quanto
seja
tossivel.
EmSpitzberg,
por
exemplo,
sobre
a
costa
da Sibéria
Uma
estação
intermédia,
collocada
em
Finmark,
ao
norte
da
Noruega,
porá
em
communicação
as
estações
da
região
arctica
com
as
da
Europa.
©
desfiladeiro
«le
ScEiípíi!».
—
A.
«National
Zeitung»
contém a
seguinte
des-
cripção
d
’
este
celebre
desfiladeiro:
A
partir
de
Gabrowa, cidade
aílamada
em
toda a Bulgaria
por
sua
industria
flo
rescente,
a
estrada
segue,
subindo,
o
valle
de
Koserilz,
no
qual se
lançaram
quatro
pontes;
depois,
correndo
ao
sul,
eleva-se
para
o
Tcherveni
Breg
(Montanha
Verme
lha),
e
chega
á
primeira
casa
da
guarda
(karaoula),
d’
onde
se
vê
ao este,
n
’
um
valle
lateral
que
desce
para
o
valle
de
Jantra,
o
convento
de
Sveti
Sokol,
onde
se
chega
atravessando
uma
magnifica
flo
resta.
Muito
perto
da
terceira
casa
de
guar
da,
a
1240
pés acima
do
nivel
do
mar,
acha-se
ao
oeste o
Maiko-Kralsghigrad
Fair,
ou
coliina
do
castello do
rei
Marko; go
za-se
d’
ahi
uma
vista
muito
extensa
do
lado
do
norte.
Os
olhos
alcançam
até
lá
de
Gabrowa;
vê-se
dislinctamenle
as
duas
estradas
que
conduzem*
uma
a Selvi,
e
mais
longe
a
Lowlcha
e a Plewna,
outra
a
Drenowa e a
Tirnowa.
Ao
sul, esta
passagem
conduz
ao
começo
mesmo
da
Turquia
d
’
Europa,
a
Phiiipopoli
e
a
Andrinopla.
D’
este
ponto
a
grande importância do
desfilado
de Schipka
saha
aos
olhos;
do
qual
lambem
testemunham
os
cantos
popu
lares
e
as legendas.
Foi
alli,
com
effeilo, que
Marko,
o
heroe
nacional
dos
slavos
do
sul,
defendeu
a
montanha
contra
os
turcos.
Um
pouco
além
da
ultima
karaoula
acha-se
o
collo mesmo,
a
uma
altura
de
1318 metros
acima
do
mar.
Desde
que
o
collo
é
altingido,
vê
se
ao
norte
montanhas
e valies, planícies cor
tadas
aqui
e alli
de
florestas,
e
ao
sul
a
Tekué
de
Kazanlik, vasta
planície
abrigada
por collinas
onduladas, esmaltada
de
cam
pos
de
rosas,
sulcada
de
regatos,
assom-
breada
por esplendidos
bosques
de
no
gueiras
e
coberta
de
aldeias
de
brancas
casinhas
A gente
alli
julgar-se-hia
trans
portado a
uma
veiga
de
Andaluzia.
A
estrada
desce
primeiro
fazendo
nu
merosos
circuitos,
depois bastante
directa-
menle,
n
’
utn
declive
muito
rápido.
Ao
norte,
n
’
uma
garganta
dos
Balkans,
encontra-se
a
aldeia de
Schipha,
cercada
de
vastas
plantações
de rosas,
e
mais
longe
Haskioi,
entre
campos
de rosas
e
bouquets
de
nogueira.
Chega-se
em
seguida
a
Kasanlik.
Esta
cidade,
que
conta cerca
de
20:000
habitantes,
tem
inteiramente
o
cunho
das
cidades
turcas.
Duas
estradas
a
ligam á
bacia
de
Ma-
ritza;
além
d
’
isso,
o
desfiladeiro
de
Schi
pka
é,
até
uma grande
distancia,
a
unica
estrada
pela
qual
os
vehiculos
possam
atra
vessar
o
Balkan.
Do
alto
da coliina
chamada
Talbe
Bair,
ao
nordoeste,
Kasanlik,
com
seus
nume
rosos minaretes, parece
sahir
d
’um
itn-
menso parque
natural.
E’
á
fabricação
da
essencia
de
rosa
que
eba
deve
sua pros
peridade.
De
123 locidadês
da
Thracia
que
fazem
este
commercio, 42 pertencem
ao
valle
de
Kasanlik,
e
se
a
Thracia
inteira
fornece
annualmente
1650 kilogrammas
d’
essencia,
Kasanlik
produz
elle
só 850.
Se os
considerar
que
é
preciso
3200
kilogrammas
de rosas
para
obter
1
kilo-
gramma
d
’
essencia,
far-se-ha uma
ideia
da
importância
das
plantações
de
Kasanlik.
S®<i»rt«sgwezes
faiSecirSoa.
—
-Por
in
formação
do
cônsul
de
Portugal
no
Ma
ranhão,
datada
de
10
de julho
do
corrente
anno,
e
dirigida
á
direcção dos
consulados
e
dos
negocios
commerciaes
de
Lisboa,
consta
haverem
fallecido,
no
districto d
’a-
quelle
consulado,
durante
o
mez
de
junho
findo,
os
seguintes
súbditos porluguezesj
Antonio
Domingues
Ramos
Júnior,
25
annos,
solteiro,
filho de
Narciso
Doroin-
gues
da
Cruz, natural
de
Santa
Maria
de
Villar;
Joaquim
José
da
Silva, 40
annos,
solteiro,
filho
de
Justino
José
da
Silva,
da
Maia; Domingos
da
Costa
Edras,
35
annos,
solteiro,
filho
de
Manoel
da
Costa,
de
Villa Nova
de
Famalicão; Domingos
da
Costa
Pinto,
50
annos, casado,
filho
de
João Domingues
Joeira,
de
S.
Julião
do
Lago.
Este
ultimo
deixou
testamento.
Appeio
á
cariííads.—
A
entrevada
Maria
Antonia
Ferreira,
viuva
do
Antonio
dos
Granginhos,
e
que
ha
tempos
saiu
do
Hospital
com
moléstia
incurável, tem
agora
os
se,us
padecimentos
mais
aggravados,
achando-se
sem
meios
de
subsistência
pa-
ra
poder
traiar-se
no pouco
tempo
que
lhe
resta
de
vida.
Imploramos,
pois,
a
caridade
das
almas
piedosas,
para
que
se
lembrem
da
infeliz
com uma
esmola.
A
sua
residência
é
na
rua
do
Alcaide,
n.°
17,
n
’urn
quarto
á porta
da
rua.
GRA.NDE
FESTIVIDADE
EM
FERREIROS.
A
’manhã
terá
logar
uma
grande
fes
tividade
ao Senhor
da Boa Fortuna,
ve
nerado
no
logar
da
Estrada,
proximo
á
casa
do
snr.
dr.
Theotonio,
na
freguezia
de
Ferreiros.
Hoje
á
noite
haverá
alli
uma
bril
hante
illuminação,
queimar-se-ha
gran
de
quantidade
de
fogo
do
ar
e
prezo,
durante
o
qual tocará
a
banda
de
musica
dos
Artistas.
A’manhã,
tem
de
haver,
na
egreja
parochial
da
referida
freguezia,
missa
so-
lemne.
Exposição
do
SS.
todo
o
dia,
e
de
tarde
sermão,
depois
do
qual
sairá
uma
brilhante
procissão
que
percorrerá
a
estrada e os
logares
mais
povoados,
composta
das
irmandades
da
freguezia,
anginhos, um côro
de virgens e o
pailio,
debaixo
do
qual será
conduzido
o
SS.,
fechando
o
préstito
uma
guarda
d
’
honra
d
’
infanteria
8,
precedida
pela
banda dos
Artistas.
SAÚDE A
TODOS
sem
medicina,
pur
gantes,
nem
despezas,
com
o
uso
da
delicio
sa
farinha
de
saúde,
DL BARRY
de
Londres.
30
asamos
dPinvariaveí
wsiffisermw
5
Combatendo
as
indigestões
(dispe
psia)
gastrica.
gastralgia,
flegma,
airotos,
flatos,
amargor
na bocca,
pituitas,
nauseas,
vomitos,
irritações
intestinaes, bexigas,
diar-
réa,
disenteria,
cólicas,
tosse,
asthma,
fal
ta
de
respiração,
oppressão.
congestões,
mal
dos
nervos,
diabethes,
debilidade,
to
das
as desordens
no peito,
na
garganta,
do
alilo,
dos
bronchios, da
bexiga,
do
fí
gado,
dos rins, dos
intestinos,
da
muco
sa, do
cerebro
e
do
sangue.
85:000
curas
entre
as
quaes contam-se
a
do duque
de
Pluskow,
da exm.
a
snr.a
marqueza
de
Bre-
han, de
Lord
Stuarl
de
Decies,
par
dTn-
glaterra,
do
doutor
e
professor
Wurzer,
etc., etc.
Cura
n.Q
63:476.—Mr. Comparei,
cu
ra,
de
dezoito
annos
de
gastralgia,
de
sof-
frimeulos
d
’estomago,
dos
nervos,
fraque
za
e
suores
nocturnos.
Cura
n.°
74.422.
—
Prostração.
—Baid-
win, da
mais
completa
decadência de
sau-
de,
de
paralysia
dos
membros
por
efleito
e
excessos
da
nrocidade.
Cura
n.° 76:448.—Verdum, 16
de
ja
neiro
de
1872.
—
Havia
cinco
annos que
soflria
graves
incommodos
no lado direito
e
na
cavidade
do
estomago,
más
diges
tões
etc.
Não
hesito
em certificar
que
a
soa
KevaJeaeière
me
salvou
a
vida.
—
E
rnesto
C
atté
,
musico
do
63
de
linha.
Cura
n.°
62:986.
—
M.'
e
Martin,
de
araenorrhea.
Suppréssão
de
menstruação
e
dança
de
São
Guido, declarada
incurá
vel,
per
feita
me
tile
curada
pela
filevales-
eière.
E
’
seis
vezes
mais
nutritiva
do
que
a
car
ne,
sem
esquentar,
economisa
cincoenta
vezes
o
seu
preço
em
remedios.
—
Preços
fixos
da venda
por
miudo
em
toda
a
pe
nínsula
:
Em
caixas
de
folha
de
lata,
de
*/,
kilo,
500
; de
»/
2
kilo
800
i-s
;
de
um
kilo,
1$400
reis;
de 2
*/,
kilos,
3$200
reis;
de
6
ki
los, 6$
400;
e
de
12
kilos, 12^000
rs.
Os
biscoitos
da
Revalesciére
que se
po
dem
comer
a
qualquer
hora,
vendem-se
em
caixas
a
800
e
l$400
reis.
O
melhor
chocolate
para
a
saúde
é a
Kevaleseière
efitoeolaXasl»
,
ella
res
-
titue
o
appettite,
digestão,
somno,
energia
e
carnes
duras
ás
pessoas,
e
ás
creanças
as
mais fracas,
e
sustenta
dez
vezes mait
que
a
carne,
e
que
o chocolate
ordinário
sem
esquentar.
Em
pó
e
em paus,
em
caixas
de
folha
de
lata
de
12
chavenas.
500
reis
;
de
24
chave
nas,
800 reis;
de
48
chavenas,
l$400
;
df
120
chavenas,
3^200
reis,
ou
25
reis
cad?
chavena.
SSUI
&
«.a
MIHITEB,--
Plaee Vendòme,
26,
Paris.
77
Regent-
^treet,
Londres.
Valverde,
1,
Madrid,
Os
pharmaceuticos,
droguistas,
mer-
cieiros,
etc.,
das
províncias
devem
diri
gir
os
seus
pedidos
ao deposito
Central
:
s
nr.
Serzedello
&
C.a
Largo
do
Corpo
Santo
16,
HHsboa,
(por
grosso
e miúdo)
:
Azevedo
Filhos,
praça
de
D.
Pedro, 31,
32;
Barrai
&
Irmãos,
rua
Aurea, 12—
Por-
J.
de
Sousa
Ferreira
&
Irmão,
rua
da
Banharia,
77.
DEPOSITOS
ENTRE
DOURO
E
MI-
NHO.=Aveiro,
F.
E. da
Luz e Costa,
pharm. —
SSarcelios,
Antonio
João
de
Sousa
Ramos,
pharm., Largo da
Ponte.
—
SSrisgn,
Domingos
J.
V.
Machado,
drog.,
praça
Municipal,
17
—
Antonio
A.
Pereira
Maia,
Pharm.,
rua
dos
Chãos 31
—
Pipa
Óc
rmão,
rua
do
Souto.—
Wiamsaa
tto
Cas-
*eMío,
Aflonso
drog.,
rua
da
Picota;
J.
A.
de
Barros,
drcg.,
Rua grande,
140.
—
Gaimarim,
A. J.
Pereira
Martins,
)harm.
—
-Antonio
d
’Araujo
Carvalho,
Gam-
10
da Feira,
1;
José,
J.
da
silva,
drog.,
lua
da
Rainha,
29
e
33.
—
Pen»Sei,
Miranda,
pharm.—
Porto, M. J.
de
Sou
sa
Ferreira
&
Lmão,
Rua
da
Banha
ria, 77;
J.
R,
de
Sequeira,
pharm.,
Casa
Vermelha;
E.
J.
Pinto,
pharm., Largo
dos
Loyos, 36;
Viuva
Desirè
Rahir,
Rua
de
Cedofeila,
160;
Fontes
& C.a
,
drogs.,
Pra
ça
de
D.
Pedro,
105
a
108;
Antonio
J.
Salgado,
Pharmacia
Central,
Rua
de
San
to Antonio,
225 a
227.—
Ponte
do M-
ma,
A.
J.
Rodrigues
Barbosa,
pharm.
—
Povo» d®
Varzim,
P.
Machado
de
Oliveira,
pharmá.—
Vaiença do Minho,
Francisco
José de
Sousa,
pharm.
—
Villa
d»
C®nd®,
A.
L.
Maia
Torres,
pharm.
9ESPO1IM.
Gualdino
Alfredo
Lobo
de
Gouveia
Valladares,
lendo
de
partir
para
Ponla
Delgada
mais
cedo
do
que
tencionava,
e
não podendo
por
este motivo
despedir-se
pessoalmente
das
pessoas
das
suas
rela
ções,
pede
desculpa
de
o
fazer
por
este
meio,
offerecendo
a
todas
o seu
présti
mo
n
’
aquella
cidade.
AÍSÀDEfilMOÍOS
Os
abaixo
assignados, não
lhes
sendo
jossivel
agradecer pessoãlmente
a
todas
as
pessoas que
se
dignaram
visital-os
por
occasião
do
fallecimento
de
sua
presada
mãe
e cunhada,
Felicidade
Roza
Dias
da
Costa
Machado,
veem
fazel-o
por este meio,
protestando
a
todos
o seu
eterno
reco
nhecimento.
Braga
11
de
Setembro
de
1877.
Gaspar
Dias
da
Coda
Machado.
Maria
da
Purificação Machado.
Maria
Angelina
Machado.
(492)
Maria
do
Lorêlo
de
Souza
Rebello,
Maria
Feliciana
de
Souza
Rebeilo,
Amó
nia
Esinenia
de
Souza
Rebello
da
Silva
Pereira,
Maria
do
Nascimento
de Souza
Rebello
e
João
Antonio
da
Silva
Pereira
penhorados
em
extremo
para
com lodos
os
ex.
mos snrs. e
snr.
as que
os
cumpri
mentaram
por
occasião
do
fallecimento
de
.seu
presado
tio, João
Athanasio
Rebello,
contador
que
foi
n’
esta
comarca,
veem
por
este
meio
e
emquanto o
não
podem
fazer
pessoalmente,
agradecer
a
todas
as
pessoas
que
os
comprimentaram
e
toma
ram
parte
na
sua
justa
dôr.
Pedro
José
Ferreira
Airosa,
e
o
padre
João
Ferreira
Airosa,
penhoradissimos
pa
ra com todas
as
pessoas
que
tanto
os
dis
tinguiram
por
occasião
do
fallecimento
de
seu
querido
filho,
e
irmão,
José
Ferreira
Airosa,
assim
como
assistindo
aos
officios
que
pelo
mesmo
tiveram
logar no
dia
4
do
corrente,
no
templo
do
carmo,
por
es
te
meio
veem
protestar-lhes
o
seu
agra
decimento
e
gratidão
indelevel.
(488)
LIVRARIA CIIARDRON.
TMEOIiOeijE
BOGMATÍ®.®
Institutiones
quas
Aloysius
Vincentius
Cassiltus,
correxit
et
adoptavet
D.
Joan-
nes
Chrtjsoslomus
de
Amorim
Pessoa.
Secunda
hac
editione.
3
volumes,
4.°
grande.
.
. 1$700
(494)
ML
João
de
Paiva
de
Faria
Leite
Brandão,
Bacharel
Formado
em
Direito
pela
Uni-
vercidade
de Coimbra
e
Administrador
do
Concelho
de
Braga,
por
sua
Mages-
tade
Fidelíssima
que
Deus
Guarde,
etc.
Faço
saber,
que
para
dar cumprimen
to
ao
que
me
é
superiormente
ordenado,
ficam
por
este
modo
intimados
todos
os
proprietário
de
casas,
d
’
esle concelho,
excepto
os
das
situadas
nos compos, para
no
prazo
improrogavel
de
quinze
dias
a
¥1181 DE
QBIMTÂ
Vende-se a
quinta do
Bar
rai,
sita
no
loi?ar
do
mesmo
nome,
na freguezia
de
Semelhe,
a limitar
com
a
de
S.
Jerony-
mo
de
Real,
junto
a
Braga,
com
todas
as
suas
pertenças,
juntas
ou
separadas,
e
os
bens
das
Pêgas,
na
freguezia
de S.
Je-
ronymo,
a
limitar com
aqueííes.
(Js
bens
e
montados
a
limitar
em
parte
com
os da
quinta
de
Real.
Para
tractar,
rua
dos
Capei
listas
20
C- Braga.
(495)
Vin/iu
verde
o
mais
superior.
Manoel
de
Souza
Lobo,
rua
dos Chãos,
acaba
de
receber
os
vinhos
da
snr.
a
D.
Francisca
da
casa
de
Valbom,
de Basto,
que
foram
premiados
na
exposição
da
Philadelphia.
Estes
vinhos
são
vendidos
nos
proprios
cascos
da
casa
de
Valbom.
O
annunciante
nunca
vendeu
no
seu
estabelecimento
se
não
vinhos
verdes
de
primeira qualidade.
A
elle!
a
elle
!
amantes,
porque
o
que
é
bom
foge.
(496)
VENDA
DE
QUINTA.
Na
freguezia de
S.
Mamede
d
’
Éste,
vende-se
uma
quinta
no
valor
de cinco
contos
de
reis.
Quem
a quizer
comprar,
póde
tractar
do
seu
ajuste
com o
snr.
Manoel
da
Silva
Rocha, morador
na
antiga
casa
do
Hos
pício
Municipal,
d
’
esla
cidade.
(497)
Sãíilwíõ
A
Meza
da
Santa
Casa
da Misericórdia,
d
’
esla
cidade,
administradora
do
Hospital
de
Marcos, faz
saber,—
que
nos
dias
abai
xo
mencionados,
pelas
10
horas
da
manhã,
terá
logar
na
anle-sala
das
sessões
da
mes
ma,
a
arrematação
dos
seguintes
forneci
mentos,
a
saber
:
No
dia
15
do
corrente
:
A de
pão trigo
e de
mistura;
A
de
carne
de
boi
e
de
vitella;
A
de
fios
de
linho;
A
de
lenha
para
consumo
do
fogão.
No
dia 16
do
corrente;
A
de foros
e
pensões
em
generos,
que
se
pagam á
mesma
Santa
Casa e
Hospital
de
S.
Marcos,
vencidos
no
proximo
S.
Miguel;
A
de
cera
para
as
festividades
e
consu
mo
diário
.das
egrejas
da
Misericórdia
e
Hospital.
Convida, portanto,
todas
as
pessoas
que
queiram
licitar
nas
ditas
arrematações
a
exammarem
as
respectivas
condições
que
se
acham
patentes na
secretaria do
refe
rido
Hospital.
Braga
8
de
setembro
de
1877.
O
escrivão,
Lourenço
da Costa
Gonçalves
Pereira
Der-
nardes.
(484)
zlos
paes
de
famitia.
Um
indivíduo,
com
bastante
pratica
de
ensino nos
principaes
collegios
desta
ci
dade, oflerece-se
para
leccionar
em
casas
particulares
Instrucção
Primaria
pelo
me
lliodo de
João
de
Deus.
Podem
dirigir-se
á
rua
de
Santo
An
dré,
n.°
4.
(493)
contar
da
data
do
presente
edital,
faze
rem
numerar
os
seus
prédios,
ou
renovar
a
sua numeração
tornando-a
clara
e
le
gível
; sob
pena
de se mandar fazer
á
sua
custa
por
esta
administração, quan
do
não cumpram dentro
do referido
prazo.
E
para
constar
mandei
passar o
pre
sente
e
idênticos
que
serão
aífixados
n
os
logares
públicos
e
do
costume.
Braga
8
de
setembro de
1877.
E
eu
Antonio
Maria
Peixoto
Vieira,
escrivão
da
administração
que
o
subscievi.
João
de
Paiva
de
Faria
Leite
Brandão.
___________________
(485)
Nova
fabrica
de
sabão
No
campo
da
Feira,
do
gado,
desta
cidade,
acha-se
montada
uma
fabrica
de
sa-
bao,
de
que
são
proprietários
Sebastião
José
Ribeiro
Velloso
e
José Rufino
d
’A-
raujo.
Esta
fabrica
acha-se
habilitada
para
poder
satisfazer
a
todas
as
encommendas
que
se
lhe
façam,
e
a
poder
compelir
com
outras
de igual
genero,
tanto
em
pre
ços,
como
em
qualidade.
Os
preços
e
qualidades
são
os
seguin
tes
:
°
Amarello
gordos,
cada
15
kilos
2^000
»
ordinário
»
»
,
1$600
Azul
ou
côr de
rosa
»
»
»
2$
400
A
retalho:
Amarello
gordo,
um
kilo
140
Dito
ordinário,
»
qjQ
Azul
ou
côr
de
rosa
»
ifiO
(486)
NOVO
HORÁRIO
José
Antonio
Duarte
Pregueiro
&
Ir
mão,
annunciam
ao
publico
que
mudam
a
sua
carreira
que leem
para
a
Povoa
do
Varzim
ás
10
horas
da
noite,
fica
sa-
hindo
desde
o
dia
13
do
corrente
inclu
sive
a sahir
d
’esta
cidade
ás
8
horas
da
manhã, chegando
a
Barcellos
ás
10
horas
e
meia
;
demorando-se
alli
meia
hora,
tan
to
na ida
como
na volta,
e
chega
á
Po
voa
ás 2
da tarde;
sae
da
Povoa
para
es
ta
cidade,
ás
8
horas
da
manhã, e
chega
ás
3
da
tarde.
Os
bilhetes
acham-se
á
venda
no
seu
antigo
escriptorio
na
rua
Nova
de
Sausa,
n.°
2.
Lambem
continuam
com
a
sua
anti
ga
carreira
ás 5
horas
da
manhã.
•
Braga
13
de
setembro
de
1878.
O
gerente
(490)
Antonio
Joaquim Loureiro,
ÊuKí
A
WSiíe
Os
Bsaytííácos,
de
na
tureza
balsamica,
calmante,
peitoral
e
ex-
pectoranle,
são
o
melhor
dos
remedios
até
iioje
conhecidos
nas
doenças
lossicoiosas.
Caixa 200 reis.—Meia
caixa
100
reis.
Unico
deposito:
PHARMACIA
CEN
TRAL,
rua
de
Santo
Antonio,
227,
no
Porto.
Em Braga: PHARMACIA
DOS OR-
PIIÃOS,
praça
Municipal. (451)
Dinheiro
a Juro
A
Meza
da
Irmandade
das
Almas,
erecta
na
Sé Primaz,
tem
270$000
reis
para
dar
a
juro;
porisso
todo
aquelle
que pertender póde dirigir-se ao
secre-
’
tario
da
irmandade
rua
de
S. Miguel-o-An-
jo
n°
9.
Braga
11
de
setembro
de 1877.
O
secretario
(487)
.
Antonio
Carlos Velloso
KAPAZ
I
’AJl.4
WEGOCIO
Precisa-se
de
um
com
3
annos
de
pra
tica em
negocio
de
ferragens,
e
que
não
lenha
menos
de
14
a
15
annos.
Carta
ao
escriptoiio
d
’este
jornal
com
as
ineciaes
R.
F.
S.
(433)
a
Aluga-se
a
casa
n.°
7,
na
pra
ça
d
’
Alegria,
construída
de
novo
e
com elegancia,
esta
casa
tem
uma
boa
loja
para
qualquer
negocio,
e
pode-se
alugar
junta ou
em
separado,
quem
a
pretender
falle
com
seu
dono
na
rua.
Nova
de Sousa n.°
56.
(474)
ntCM
UíMomu
im wt i»
Esta
companhia
acaba
de
fazer
uma
importantíssima
re-
ducção
de preços
nas
passagens
de
primeira
e
segunda
meza.
DISCURSO
do deputado
francez
eatliolieo
O
CONDE
ALBERTO DE MUN
Pronunciado
no
encerramento
da
assembleia
geral
dos
menbros
da
obra dos eirculos
catholicos
de
operários
TRADUZIDO
PELO
PADRi: Slí.l.VA FREITAS
Dedicado
ás
Associações
Gatholicas
do
Porto
e
Braga.
Vende-se
n
’
esta
redacção
por 60
rs.
PADRE
SENNA
FREITAS
MOLÉSTIAS
DA
BEXIGA
iSsis
mendado pelos
melhores
médicos
;
tendo
um sabor escellente, agradavel
ao paladar. Paris, BLAYN,
7,
r.
du Marché-S<-Honoré.
Preços 540 e 810 reis. Em
Lisbua,
Barreto,
Luieto Sd; uu
Porto Ferreira
8f
Irmão,
Banharia, 77.
(38)
RUA
DA
ESPERANÇA,
N.° 224
director
geral
=./.
L.
Carreira
de
Mello
director
gerente
=J
Baplista
Ferreira.
Com
o
desejo
de
melhorar sempre
o
ensino
no
nosso
collegio,
e que
elle
se
conserve
na sua
verdadeira altura,
acabamos
de
mandar
vir d
’Allemanha, um
pro
fessor
d
’
esta
nação,
muito
acreditado
por
suas
qualidades,
instrucção e pratica
nos
collegios
de
sua
nação,
de
França
e
Inglaterra.
O novo
professor
vem
estar
interno
no
collegio
e
dirigir
os
estudos
n’elle pro
fessando
algumas
cadeiras
ns
linguas
cu
nas
scieneias,
como
melhor
convier
ao
bom
regímen
das aulas.
Esta
noticia
deve
ser
agradavel
ás
famílias
que
tem n
’
esle
collegio os
seus
fi
lhos,
pupilos,
ou
recommendados,
e
bem
assim
áquelles
que
tenham
tencionado
mandal-os.
dendo
todo
e
qualquer
consumidor
man-
da!-o
experimentar
por
meio
de
qualque-
proeesso
cbymico.
(
tv
41)
FILIAL
Câ
CAIXA
ECO®CSMLÍCA
P5!
A'BI©RIST
A
Sociedade
anónima
de
responsabilidada
li
mitada
Capital..................
AOOtOOO^OOO
RUA
NOVA
DE
SOUSA,
N.°
9
(Também
com
entrada
pela
rua
do
Campo)
BRAGA.
Empresta
dinheiro sobre
ouro,
prata,
joias,
papeis
de
credito,
cereaes,
roupas,
moveis,
ferramentas,
e
sobre
todo
e
qual
quer
objecto
do
valor
não inferior
a
100
réis.
Recebe
pequenas quantias
em
deposito
a
praso ou
á
ordem abonando
juros
aos
depositantes.
A
caixa
está
aberta
todos
os dias
des
de
as
9
hora
da
manhã
até
ás
7
da
noite,
e
nos
dias
santificados
estará
aberta
só
até
ao
meio
dia.
O
gerente
—
Á.
G.
Ferreirinna.
Z.
Z © O O A
JEWIW cniiomos KM1
Preço
....
500
reis
A
’
venda
na
Livraria
Catholica
Portuen
se,
praça
de
D.
Pedro,
131.
IMITAÇÃO
DE
CHlliSTO
EDIÇÃO
AUCTORISADA
PELO
Ex.
mo
e
rev.m°
sr.
Bispo
do
Porto
Está
concluída
a
impressão
d
’
esta
im
portante
obra.
Um
volume,
encadernado
500 reis
Pela correio
520
»
0
importe,
tendo
de
ser
remettido
pelo
correio,
deve
vir
em
vale
para
as
sim evitar
descaminhos, aliás
frequentes.
Esta
edição
contém
as
orações
pre
paratórias
que
o sacerdote
deve
recitar
antes
da
celebração
da
missa
e
ás quaes
estão
addictas muitas
indulgências, con
cedidas
pelos Papas,
Leão
X
e
Pio
IX.
Vende-se
unicamente
na
redacção
da
«Palavra».
OS
ÚLTIMOS MOMENTOS
DW
COKDEíOÃDO.
PELO
R.
P.° MARGHAL
MISSIONÁRIO
APOSTOLICO
Traduzido da
19.
a
edição
POR
João
Baplista
da
Silva
Bamos.
Vende-se em
Braga
nas
livrarias
Ca-
tholica
e
Germano,
rua
do
Souto.
Preço
....
40
rs.
VBSrBA
B5K UAS&S
Uma
na
rua
do
Charqueiro
de
1
andar
e
quintal,
n.°
4.
«ísi»
i)u
as
terreas,
n.
os
7
e
8,
com
quintal,
na
dita
rua.
Duas
nas
escadas
de
Guadelupe,
com
quintal,
n.
os
16
e
17.
Uma
na
rua
das
Aguas,
feita
de
novo.
Quem
as pertender
traia
se
com
a
Ge
rência
do
Banco
do
Minho.
(263)
iiMHGIÀO DEXTISTA.
APPROVADO
PELA ESCOLA MEDICO-CIRURGI-
CA
DO PORTO
Rua
de
S.
Marcos
n.°
19.
BRAGA.
Faz
tudo
quanto
diz
respeito á
sua
arte
e
continúa
operando
grátis,
pobres
e
soldados.
(580j
ARRENDA-SE
Uma
morada
de casas
de
dous
andares,
com
quintal
e
poço
e
construída
de
novo,
na
rua
de
S.
Geraldo
n.°
18.
Trata-se
na
mesma.
(482)
Lisboa
26
de
Agosto
de
1877
0
Director
proprietário,
(44-H-)
Joaquim
Lopes Carreira
de
Mello.
LINHA
QUINZENAL
DE
PAQUETES
A
VAPOR
Para
S. Vicente,
Pernambuco, Bahia,
Rio de Janeiro,
Montevideo e
Buenos-Ayres
Acceitando
também
passageiros
de
3.
a
classe,
com
trasbordo
no
Bio de
Janeiro,
para
SANTOS,
PARANAGUÁ,
SANTA
CATARINA,
RIO
GRANDE
DO
SUL,
PORTO
ALEGRE, CAMPINAS,
S.
PAULO,
CANPOS,
VICTORIA,
MACEIÓ,
e
outros
pontos
d<>
litoral
e
interior
do
Brazil,
ao
sul
de Pernambuco
PELO
MESIWO
FBEÇO
<gUK
C»
BIO
BK
J.4HEIEC©
PAQUETES
A
GUADIANA
.
.
. 28 de Setembro
NEVA......................... 13 de Outubro
MONDEGO.
. .
.
28
de
Outubro
PREÇOS
Cada paquete
«i
’
estía
con»j»anhia
leva
a
bordo
criados
e cozinheiro»
portuguezea
pura
commodidade
dos
passageiros
de
todas
an classes.
Sendo
as
passagens
pagas
na
Agencia
Central
no Porto ou
em
qualquer
Agencia
provincial,
a
conducção para Lisboa é
por
conta
da
Companhia.
Os
passageiros
com
trasbordo
no
Rio de
Janeiro,
teem
sustento
e
hospedaria
gratuita
durante
a
demora precisa
para
obter
trasbordo.
A
bordo
«sa
passageiz*«»«i
teem
grátis
cama,
roupa
de
cssnna,
co
mida
feita por
cosinheiroa
|>es.K-tugtjezes, vinho
duatt
vezea
por
«lia,
aHSiztencta medica, serviço
de
criados
e
outras
despezns,
A
EXPERIENCIA
de
mais
de
um
quarto
de
século
tem
feito com
que
os
paquetes
d
’
esta
companhia
(a
mais
antiga
na
carreira
do
Brazil)
sejam
conhecidos
pela
regularidade,
velocidade
e
segurança
excepcional;
além
d
’
isso
pela
limpesa,
boa
ordem,
bom
tratamento e
accomodações
a
bordo,
e
pelos
melhoramentos
mais
modernos
tanto
para
a
hygiene
como
para
a
commodidade
dos
passageiros.
ISTO
É
COMPROVADO
pela
grande
concorrência
que
teem de
passageiros
e
pelos innu-
meros
agradecimentos
que
ha
archivados
em
varias
agencias.
SÃO
ESTES
OS
PAQUETES
preferidos
pelo Governo
Inglez para a
conducção
das
suas
malas
do
correio,
e
por
este
serviço
recebe a
companhia
um
importante
subsidio.
TIVERAM
ESTES
PAQUETES a
honra
de
conduzir
Suas
Magestades
o
Imperador
e
Impe
ratriz
do
Brazil,
como
também S.
A.
o
Infante D.
Augusto.
TODAS
AS
INFORMAÇÕES
e
bilhetes
de
passagem
podem
ser
obtidos
no
PORTO
na
AGENCIA
CENTRAL,
rua
dós
Inglezes,
23,
do
agente
GUILHERME
C.
TAIT;
e
nas
provín
cias
nas
agencias
e
correspondências estabelecidas
em
todas
as
principaes
cidades e
villas.
Agente
em
Braga
o.snr. João Manoel da Silva
Guimarães,
rua do
Souto.
DO
ALTO
'
0A
CASA
EI®
VIIíIfA
Sf»@UCA
RUA
DO
SOUTO
N.° 15-Braga.
N
’
este
armazém
se
encontram a
retalho
as
seguintes
qualidades
de
vinhos
enga
rrafados
:
Vinho
tinto de meza.
(sem
garrafa)-
150
2
5
3
D
100
SDK
DE LISBOA
ELBE...................
13
de
Novembro
MINHO
...
.
28
de
Novembro
TAGUS..................
13
de
Dezembro
GOMMODOS
Responde-se
e
gar^nte-se
a
pureza
e
boa
qualidade
de
todos
estes
vinhos,
por
Lagrima..............................
.
200
í>
Branco
de
meza.
.
.
.
.
210
tinto
de
meza
fino.
.
.
.
270
de
prova
secca.
.
.
,
.
300
D
Malvasia
de
2.
a
.
.
.
.
.
360
» velho
.........................
.
400
»
Malvasia,
Bastardo
e
Moscatel a
509
D
Roncão ......
.
700
Aivaralhão.
........................
.
560
Velho
de 1.851 .
. .
.
600
X>
a
retalho
pm
meza
50
e
80,
o
aí
cilho
tinto,
e
branco
120.
.
„5 ... r
fiSCOLA. AMERICAMA
Consullorio
a
toda
a
hora,
tanto
de
dia
como
de
noite. Rua
do Campo (antiga
Porta
de
S. Francisco)
n.°
22.
(582)
ALUGA-SE
a casa
apalaçada
con-
struida
de
novo,
com
quintal
e
poço,
na
rua da
Ponte
n.°
58
C.
Para tractar
no
n.°
acima.
(448)
LIV8AKIA
IFELGEMo CIIARDRON
BRAGA
Ultimas
publicações
(
obras
completas
)
PADRE R1VAUX
Historia
Ecclesiaslica,
desde
o
seu
co
meço
até
1876,
traduzida da
6.
a
edição,
por
Francisco
Luiz
de
Sea-
bra, 3.
vol
...
.....................
3$000
PADRE
SCHOUPPE
Curso
de Beligião,
ou
verdade
e
bel-
leza
da
religião
christão,
traduc-
ção
do
padre
Mesquita
Pimentel
1
vol.................................................l$200
BALMES
0
Protestantismo
comparado com
o
Catholicismo
nas
suas
relações
com
a civiiisação
europea, 4
vol.
2$400
PADRE
MACH
Maná
do
Sacerdote,
1
vol.
br.
500
cart...................................................
$600
Ancora
de
Salvação,
I
vol.
br.
5<1O
cart..............................................
$600
D.
MARIA
DO
PILAR
A
Lei
de
Deus,
collecção
de
lendas
baseadas
nos preceitos
do
Decálo
go,
1
vol
........................................
$500
DR.
LUIZ
MARIA DA SILVA RAMOS
Sermão
sobre
a
Divindade
de
Nosso
Se
nhor
JeMS
Christo,
recitado
na
Sé
Ca
lhedral
de
Coimbra.
Preço
..................
200
rs.
Vendem-se
duas moradas
de
casas
sitas
uma
na
rua
de
D. Pedro
V
desi-
* g
na(
j
a
c„
m
0
n.o
j
e
1
A,
e
ou
tra na rua
do
Anjo,
designada
com
o
n.
11
e
11
A.
Para
tratar procure-se
o snr.
Bento
Gonçalves
Fernandes
morador na
rua
de
S.
Sebastião, na
casa
n.°
25.
(324)
Corographia
de
Carvalho
Vende-se
no
escriptorio
da
administra
ção
d
’
este
jornal
e
na
rua
Nova
n.°
5.
Preço,
3
volumes.
....
l$500.
BRAGA,
TYPOGRAPBIA
LUSITAEtA—1877.
Parte de Comércio do Minho (O)
