comerciominho_15021877_603.xml
- conteúdo
-
5.
’
ANNO
1877
FOLHA COMMERCIAL RELIGIOSA
E NOTICIOSA
NUMERO 603
Assigna-see
vende-se
no
escriptorio do
editor
k
proprietário
Joti
Maria
Dias
da
Costa,
rua
Novan.
*
3E,
para
onde deve
sar
dirigida
toda
a
correspondência franca
de
porte.
=
As
assi-
gnaturas
são
pagas
adiantadas;
assim
como
as
correspondên
cias
de Interesse
particular.
Folha
avulso
10
rs.
I
P
ruços
:
Bra^a, anno
1^600
rs.
—
Semestre
850
rs.«-Proc»n-
■
c»as,
anno
2&000
rs
e
sendo
duas
3^600
rs.—
.Semestre
1&0S9
rs.=-Bram/,
anno 3&600
rs.<=»Semestre
1&900
rs.
moeda
forte,
ÁS
TERÇAS,
QUINTAS
E
SABBADOS. i
ou
8&000
reis
e
4&500
reis
moeda fraca.-=Annuncios
por
linha
20
rs., repetição
10
rs.
Para
os
assignantes
29
®/6
d
’
abatimento
I
■■A(j
*
-fi'ijrTA-rra»
*
is
de
fevebeiro
Por
immensas
vezes
temos
dito,
e
ainda
ha
poucos
dias
repetimos,
que
o
sistema
representativo, não
é
senão
uma
farça
immoraiissima.
O
que
lemos
no «Conimbricense»,
fo
lha
liberai
redigida
com a
maior
sizu-
dez
e independencia,
a
respeito
das
elei
ções
supplementares ultimamente
repre
sentadas,
é
a
corroboração
da
verdade
que
respeclivamente
havemos
sustentado.
Ninguém
taxará
de
suspeito
o
nosso
collega
da rainha
do
Mondego,
—
o
que
seria
rematada
loucura,
ou
ignorância
crassissima.
E
’
porisso,
pois,
que
nós
passamos
a
archivar
as
palavras d
’
aquelle nosso
col
lega,
oílerecendo-as á
consideração
da-
quelles
que
de boa
fé ainda acreditam
na
bondade do
preconisado
parlamentarismo.
E
’
do
jornal
rasgadamente
liqeral
o
artigo
que
segue:
No
domingo, 4, procedeu-se
á
eleição
para
preencher
alguns logares
vagos
de
deputados.
Foi
um
aclo
de todo
abandonado
pelos
partidos
políticos,
saindo
por
isso
exclusi
vamente
eleitos
os
candidatos
que
tinham
o
carimbo
governamental.
Para
esta
indifferença
concorrem di
versas
causas.
Em
primeiro logar é
a descrença
do
povo,
que tem
sido
illudido
repetidas
ve
zes;
pelo que
já
hoje diíficilmente
acre
dita
em promessas.
Bastaria
para
isso
o
desengano que
teve
do partido
popular
com
o
actual
ministro
do
reino,
que
foi
praticar
no
governo
exactamente
o
con
trario do
que
advogara
e
proclamara
quan
do
opposição.
Segue-se
em
segundo
logar
a
pressão
e corrupção
das
auctoridades e
potenta
DK.
J.
11.
DE
JIACEIIO.
ROMANCE
BRAZILEIRO
VOLUME
II
IV
A
moça e o velho.
—
Estou
certo
d
’
isso.
senhora;
mas
o
facto
é
grave,
e
eu
não sei
se
commel-
toK
uma
imprudência
fallando
deste
as
sumpto.
—
Não,
não,
falle
;
eu
lhe
peço
que
falle.
—Pois
bem,
eis
aqui o que se
pas
sou:
o snr.
Cândido
foi
política
mas
lor-
malmenle
despedido
d
’esla
casa.
—
Quando?..,
exclamou
com
traidora
commoção
a
Bella
Orfã.
—
Na
noite
de
seus annos.
—
E
porque?...
—
Por
sua
cansa.
—
Por
minha causa?...
meu
Deus!...
disse a
moça com lagrimas nos
olhos.
—Sim,
minha senhora:
sua
tia
teve
com
o
snr.
Cândido
uma
entrevista
no
jardim:
quer
saber
o que
ella
disse?
que
n
’
esta
sala
se
zombava
da
senhora,
dizendo
se
que
a senhora
e
o
pobre
man
cebo
se
amavam.
—E’
falso!.
.
isso
não
é
verdade.
—E
que
em
consequência
d
’essas
zom
barias
fôra
a
senhora
queixar-se
a ella
de
dos políticos,
que
fazem
com que
as
elei
ções
não
passem
de
uma
indecente
burla
E
depois
d
’isso
não
ha
pejo
em
vir
di
zer pela
imprensa,
que
os
eleitores
vão
á
urna
dar
uma demonstração a
favor
de
qualquer
candidato ministerial,
sabendo
esses turibularios
de
todos os
poderes,
que
taes
eleitores, pela
dependencia
em
que
estão
dos
governos,
auctoridades
e
seus
agentes,
vão
alli
sem
consciência
al
guma
do
aclo
que
praticam,
e
que
votam
indifferentemente
um
papel
que lhes en
tregam,
seja
qual
fôr o
nome
que
n
’eile
vá
escripto!
E
em
ultimo
logar
é o
escandalo
pra
ticado
pelo
snr.
bispo
de
Vizeu,
quando
ministro
do
reino,
de
tornar
de
uma
área
extraordinaria
os
círculos
eleitoraes,
re
sultando
d
’ahi
que
leem
os
governos
nas
sas
circumscripções
uma
preponderância
illimilada
sobre
qualquer
grupo
de oppo
sição,
que se
lembre
de tentar
uma
lucta
com
a
auctoridade.
Os
actuaes
ministros,
que tanto pro
testaram
contra
o snr.
bispo
de
Vizeu
quando
elle
fez
aquella
retrograda
divisão
dos
círculos;
agora
que estão
no
poder,
já
a
acham
excedente,
e
por
ella
vão fa
zendo
obra
para
a
comedia
eleitoral
que
ahi
se
está
representando.
E’
mister
ter
a
coragem
de
dizer
toda
a
verdade,
e
lemol-a
nós.
O
sistema
representativo assim
execu
tado,
é
o
maior
escarneo
que
se póde
fa
zer
á nação.
Não
seria
melhor
que
os
ministros
nomeassem
os
deputados,
sem
incommo-
dar os
povos?
Ao menos evitava-se
a
desmoralisação
immensa
que
lavra
por
to
da
a parte;
e
que
os
liberaes
honestos
e
de
boa
fé se
estejam
a
envergonhar
das
torpezas
que
em
nome
da liberdade
se
praticam.
Foi
para
isto
que se batalhou na ilha
que
seu
nome
eslava
exposto ás
calumnias
e
á maledicência
por
causa do
snr.
Cân
dido.
—
Meu Deus
!
Meu
Deus!...
—
Que
a
senhora
tizera
notar
que
esse
mancebo,
apezar
de suas
boas
qualida
des,
não
estava,
pelo estado
da
pobreza
em
que
se
acha,
na
posição
de
preten
dei
a.
—
Oh
!
mas
eu
não
disse
nada.
—
E
finalmeole, senhora,
sua tia
fez
comprehender
ao
pobre
moço
que
a
pre
sença
d
’elle no
Ceo-côr-de
rosa tornava-se
incommoda
e
prejudicial
á
senhora.
—
E
elle
?...
perguntou
Celina.
—
Retirou-se,
e
não
voltará
mais
nun
ca
ao
Ceo-côr-de-rosa.
—Acreditou
em
tudo
’!!
—
Como
não
acreditar,
senhora?!...
—
Oh!
e me
detesta !...
e
julga
mal
de
mim
!...
—
Não!
não; elle
ainda não
soltou
uma
só
queixa.
—
E
como
sabe
o
snr.
de tudo
isto?...
— Eu estava
no
jardim,
ou
perto d
’
el-
le
;
estava
em um
logar
onde
podia
e
pude
observar quanto se
passou.
—
Oh! e então
porque
não
jurou,
por
que
não
disse
a
esse
mancebo
que era
falso
tudo
isso
que
avançaram
contra
mim
?...
—
Eu
lh’
o
disse,
senhora.
—
E
elle?
—
Não
quiz
cèr-me.
—
Sim
!
sim
!
e
tinha
razão
;
exclamou
por
entre
lagrimas
a
Bella
Orfã
; tinha
muita
razão
!...
quem
podia
suspeitar
que
minha
tia
levantasse contra
mim
uma
tão
grande
calumnia?!
que
quer dizer
isto,
meu Deus?...
que
mal tenho
eu
feito?...
que
significa esta
intriga?...
oh!
e
que
juizo estará
fazendo
de
mim
esse
nobre
moço
?...
como
não
lerá elle
amaldiçoa
Terceira,
no
Porto, em
Almoster,
e
na
Asseiceira?
Que devassidão
!
J
oaquim
M
artins
de
C
arvalho
.
D.
João
Maria
Pereira
d’Amaral
e
Pimentel, Bispo d’Angra do
Heroísmo, ete.
Hl
Outros
erros
refutados.
[Continuação!
Ora
em
vista de
tão
variadas
e
oppos-
tas
consciências
como
pode
ella
ser
«juiz
sempre
recto
e
sempre
justo,
a
quem
a
sociedade
inteira
deve
respeito
inviolá
vel?
Como
é
possivel respeitar
dois
princípios oppostos, e
consideraFos
sempre
rectos e
sempre
justos,
se
a
razão
nos
diz
—
que
de
duas
proposições
contradicto-
rias
uma
ha de
sêr
necessariamente
ver
dadeira
e
outra
falsa!?...
A
consciência
pois
é
na
verdade
juiz
interna das
nossas acções,
mas
a
regra
d
’
ellas
é
a
lei.
A
consciência
não
faz
mais
que
julgar
se
a
acção é ou não con
conforme
com
essa
lei;
e
para
que
esse
juízo
seja
recto
é
indispensável
—
que
a
consciência
não
esteja
viciada,
como
fre
quentes
vezes acontece.
Portanto
o
que
se
aífirma
a
respeito
da
consciência
é
erro-
neo,
e
subversivo
da
ordem
social
2.
°
—
O
mesmo
dizemos
da
latitude
que
se
pretende
dar
á
liberdade.
Se
a
socie
dade
inteira
deve
respeito
inviolável
á
consciência
livre
tem
todas as suas
manifes
tações
segue-se
que se
deve
esse
respei
to
ás
doutrinas
do
Autor
do
folheto,
tam
bém o
deve
á
dos
Catholicos,
que
está
em
opposição
com
aquella;
e
portanto
que
*
do
a
hora em
que
pela primeira
vez
me
viu
?!!
—
Não,
tornou o
velho;
elle
não ha
de
amaldiçoal-a
nunca.
—
Minha
cabeça
arde
; disse
a moça
sem
allender
ao
guarda-portão
; eu
me
perco.,
eu
não
sei
o
que
faça ;
mas
é
terrível
que
eu deixe
assim
vingar uma
intriga...
uma
calumnia
que
me
desdoira!...
não,
não
é
possivel.
E
voltando-se para
o
velho tomou-lhe
uma
das
mãos,
e
apertando-as
proseguiu
:
—
Snr.
Rodrigues,
eu
devo-lhe
ami-
sade
;
sei
que
me
estima
;
não
consinta
pois
que
tão
injustamente estejam
talvez
praguejando
contra
mim:
eu
sou
uma po
bre
creança...
devo
fazer
loucuras...
mas
nunca
me
lembrei
de
dizer
o
que
disse
ram
que
eu
disse:
vá,
escute,
se
não
julga
haver
n
’isso
inconveniente,
vá ter
com esse moço, e
diga-lhe
da
minha
parte...
A
virgem
parou
subitamente...
cobriu-
se-lhe
o
rosto
de
uma
côr
rubra,
e
ella
estremeceu...
—
Dizer-lhe
o
que?...
perguntou
o
ve
lho.
—Nada
:
não
lhe
diga
nada
;
tornou
a
Bella
Orla
com
tristeza
profunda.
O
gmrda-portão
ficou olhando admira
do
para
Celina.
— Desculpe-me;
disse
depois
a
moça:
uma
calumnia
deve ter
bastante
força
pa
ra
exaltar
sua
viclima,
coroo eu
ha
pouco
me
exaltei.
—
E
aquelle
pobre
moço?
..
—
Saberá
um
dia
a verdade:
no
entan
to
não
posso esquecer-me do que
devo
á
minha
educação:
uma
cousa
só
tenho
di
reito
de fazer...
—
O
que?...
—
Queixar-me-ei a
meu
avô
mesmo
na
presença
de
minha
tia.
o
respeito
ou
liberdade
e
devido
a
cousas
oppostas, isto
é
ao
bem
e
ao
mal;
o
que
acabaria
com
toda
a
ideia
de
moralidade;
e
tornaria
o
Mundo
um chãos.
Ainda
mais; se
respeito
inviolável
é
de
vido á
consciência livre em todas
as
sitas
manifestações,
respeito
se
deve
ao socia
lista,
que
se
revolta
contra
a
familia,
querendo
fazer
de
lodo
o
Mundo uma
unica
sociedade,
de
que
elle
seja chefe:
ao
communista;
que
proclama
ser
a
pro
priedade
um
roubo;
ao
assassino,
cuja con
sciência
lhe
diz que
deve
desfazer-se
do
seu
inimigo;
ao
ladrão,
que
snppõe
ter
tanto
direito
como
o
seu
vizinho
opulen
to;
ao
traidor
que,
por
vil
preço,
preten
de
entregar
a
palria
a
seus
inimigos;
ao
impio
que
quer
acabar
com
a
verdadeira
Religião;
e
até
aos
Reaccionarios,
Jesuí
tas
e
Ultramontanos se
deve
respeito,
por
que
também
teem
a
sua
consciência,
e
se
prezão d
’
ella,
como
recta;
chegando
a
tal
ponto
a
sua
convicção
que
«por
ninguém
lhe
poder
oppor
barreiras»
muitos
milhões
d
’
elles
teem
affrontado
com
a
morte,
e
morte
geralmente crudelíssima!
Vemos,
porém,
com
magoa,
que
o
Au
tor
da
obra, posto
esteja
possuído,
se
gundo
diz,
«das
mais
puras
e
santas
con
vicções
liberaes,
sendo
o
proprio
livro
um
protesto
de
adhesão
á
liberdade»;
não
pô
de
abranger
dentro
do
vasto
recinto
da
mesma
liberdade
os
Reaccionarios,
aos
quaes
faz
guerra
por
todos
os
modos;
guerra
de
injurias; guerra
de
calumnias,
guerra
de odio,
e
ameaças
d
’
exlerminio
por
uma
revolução
espantosa.
Do
que
nos
é
licito concluir
que
ou
«o
respeito
invio
lável
á
consciência
livre
em todas
as
suas
manifestações,
não
póde
ser
tão
grande
como
inculcão
estas palavras,
ou
que
os
Reaccionarios
não
são
homens; visto que
estes,
segundo
diz
o
mesmo
Aulor,
«teem
a
laculd-ide
de
cumprir
por
si
mesmo
o
seu
destino;
de
realisar
por
si
a
sua
na-
O
rosto
de
Celina tinha
tomsdo um
tal
aspecto
de
nobreza, sua
voz
um
tim
bre
tão
forte,
e
seu
olhar
tanto
fogo,
que
o
velho
Rodrigues esteve durante
mui
to
tempo
olhando
para
ella
sem
dizer
pa-
avra.
-Perdoe-me,
senhora,
disse
elle
em-
firn
;
mas
eu
creio
que
não
vae
bem
pe
lo
caminho
que
pretende
seguir.
—
Porque?...
perguntou
ella
com
voz
firme.
Porque
se
ha
intriga
como
suppõe,
é
um
êrro
expôr-se
a
ella
com
essa
fran
queza
que
a
caracterisa
:
os
que
intrigam
trabalham
sob
o
manto
da noite, e
para
triunfar
d
elles
não
basta
a innocencia,
é
necessária
também
a
prudência.
Senhora,
não
diga
cousa
alguma
a
seu
avô,
nem
se
atraiçoe
diante
de
sua
lia.
Que
devo pois fazer?...
perguntou
a
moça olhando
admirada
para o velho.
Guardar
silencio, respondeu este.
—
Silencio?.,
e
alé
quancU?...
Eu
Ih
o
tjirei.
No
entanto
anime-se
com
a
cerleza
de
que tem amigos
que
velam
por
elle...
pela
senhora...
E
o
velho
accrescentou
com
voz
insi
nuante
:
—
E que
velam
sobretudo
pelo
seu
amor.
—
Senhor
!...
—
E
’
inútil
fingir
commigo...
eu
sei
tudo.
A
moça
cobriu
o rosto
com
as
mãos,
envergonhada
e
sentida.
E
o
velho
deixou
a
sala,
cantarolando
por
entre
os
dentes
o
romance
da
— Vir
gem
:
■lEr ura
dia
um
mane'bo,
que
ardi
nu
....’
ÇCoutinúi
)
ureza;
de
empregar
a
sua
actividade,
de
estender
a
sua vida
em
todas
as
direc-
ções»;
e
os Reaccionarios
são obrigados
a
renunciar
a
isto
tudo,
á sua
própria
Religião,
e
a
entregarem-se
inermes e
re
signados
aos
homens
livres, seus
directo-
res
e
senhores!
Porque
o não
fazem, de
clara-se
estarem
privados
dos
direitos
na-
turaes,
que
para
seus
inimigos
são
con
siderados
sacratíssimos.
E
chama-se
isto
liberdade!!!
Líber
dade,
sim,
mas liberdade
para
o
mal;
ampla
liberdade para
fazer
guerra
a
Deus
e
á
sua
santa Religião.
E
’
esta
á
unica
liberdade
proclamada
e
exaltada
pelos
mãos!
Ao bem—guerra!
Guerra á
Reli-
giío,
que
desapprova seus
erros
e des
varios;
guerra
a
seus
Ministros,
porque
não
desertam
dos
arraiaes
da
verdade
pa
ra
os
do
erro;
guerra
aos
preceitos
da
moral,
que
não
querem
seguir;
guerra
ti-
nalmenle
a
Deiçs,
que
pretendem,
lou
cos,
desthrónar,
como
outrora
os
Anjos
rebeldes
!
Ainda
se
a
Egreja
Citholica
vexasse
em
cousa alguma
os
seus
mãos
filhos, ou
que
não pertencem
ao
seu
grémio...
mas
ella
que
não
admilte
violência
de
quali
dade
alguma
—
que
não
aspira
senão
o
conquistar corações,
que não
tem
outras
armas
senão
as
da
verdade,
que
abrange
com
seu
amòr
todos
os
homens,
ainda
mesmo os
ímpios
e
os
que
estão
fóra
do
seu
grémio; assim
mesmo
é calumniada
de
tyranna
e
despótica;
excluída
dos
di
reitos
da
humanidade!
E
os
seus
tyran
nos,
os
seu»
inimigos,
os
seus
verdugos
não
se
pejão
de
dar
vivas
á
liberdade,
e
de
se
gloriarem
de
que
obrão
segundo
esse
direito
!
Tal
liberdade,
pois,
não
é
verdadeira
li
berdade;
é liberdade
para o mal,
cujo
no
me
é
licença,
é
a
negação
da
verdadeira
liberdade,
que
deve
ser
só
para
o
bem.
A
liberdade
nunca
pode
entrar
dentro dos
limites dos
direitos
alheios.
Tu
i.o
o
que
ultrapassa
esses
limites
é
tyrannia,
é
op-
pressão.
A
Egreja
não sai
era
cousa
alguma
fóra
das
raias
dos
seus
direitos—
ensinar,
administrar
sacramentos,
dirigir
a
moral
publica
e
o
culto
catholico;
não
emprega
violências, poique
é
a
Religião
de
paz;
portanto
não
offende
a liberdade
de
pes
soa
alguma.
Pelo
contrario, os que
se en-
tremettem
na sua
esphera
de actividade,
pretendendo
alterar
o
seu
dogma,
a
sua
doutrina,
a
sua
disciplina,
n
’uma
palavra
—
<destrail'a,
é
que
são
réos
de
lesa
liber-
darE
*.
tyrannos
e déspotas, do que
um
dia
darão
tremendas contas!
No
entanto,
na
linguagem
moderna,
estes
é
que
são
os
liberaes,
e
os Cathodcos
tyrannos
e
dés
potas!
Tudo
mudou
—
mulaverant
jus
(I).
Mas
Deus
Nosso
Senhor
não
mudou
Do-
minus
irridebit
eos
(2).
3.
°
—Na falta
de
argumentos
para
com
bater
a
Religião
Catholica. porque
ella é
baluarte
inexpugnável
da
verdade,
desco
briram
os
seus
inimigos
um
meio
facil,
posto
que
ignóbil.—
calumniar
e
declamar
incessantemente
contra
os
Ministros
da
mesma
Religião,
assacando-lhes
os
mais
feios
crimes,
postoque imaginários,
e
gritan
do
em
altas
vozes
que a
doutrina
de
Chris
to
é
a
bôa,
mas
que
os padres
a
tem
cor
rompido.
E
’
o
systema
protestante
do fo
lheto
de
que
se
trata.
Para
isto
veem
sempre
com
as
fo
gueiras
da
inquisição,
com
a
condemna-
ção
de
Galileu,
com
as
vesperas
Sicilia-
nas,
e
com
o
massacre
de
S.
Bartholomeu,
etc.
a
que
mil
vezes se
tem
respondido
triunfantemenle,
mas
que
duas
mil
vezes
volta
outra
vez
aos
artigos
do
linello
ac-
cusatorio.
como
tinha
predito
o príncipe
dos
Apostolos
(3).
Por
muito
mãos,
porém,
que
tenhão
sido
e
sejão
os
padres
catholicos
nada
isso
influe
na
santidade
e
verdade
da
Reli
gião
que
eyangel
são;
porque
se esta
Re-
hao
e
prociamada
santa,
não
é
em
seus
ministros,
mas
na
sua
origem,
na
sua
doutrina,
e
nos
seus
fins. E’
verdade
ser
de
dogma
—
que
a
Egreja
de
Deus
produz
santos,
mas
ninguém
jamais
disse
que
os
Padres
erão
lodos
santos
Pelo
contrario,
grandes
heresiarchas
teem
desgraçadamen-
e
saido
da
ordem
sacerdotal.
Portanto
pa
ra
que
vem
calumniar
e
declamar
contra
o
Clero
e
Ordens
religiosas,
querendo
com
isso
combater
a
Egreja?
E
’
certamente
ar
gumento
de
nenhum
valor.
Bem
mãos
erão
os
Escribas
e
Phariseos,
que
no
tempo
de
Christo
esta
vão
sentados
na cadeira
de
Moyses,
cujas
maldades
enchem
um
capi-
(1)
fs,
XXIV.
5.
(2;
Ps.
II.
í.
(3)
2.
‘ Pet;.
II.
22.
ANIVERSARIO
DE
GABRIEL PEREIRA
DE
LASTRO,
AUCTOR
DA ULLYSEA
Acta
da
Sessão
Litteraria
de 7 de
Fevereiro
de
1877,
em
casa
do
decano
dos
jorna
listas
bracarenses
José
Maria
Dias
da
Costa,
com
intuito
de
se
procurar
des
cobrir
a
casa
natalícia
de
Gabriel
Pe
reira
de
Castro,
ornamento
litterario
da
cidade
de
Braga,
nascido
em
7
de Feve
reiro
de
1371.
Os
abaixo
assignados,
collaboradores
do
semanario
litterario
bracarense a
Borboleta,
e
jornalistas
e
correspondentes
mais
anti
gos
e
mais modernos
de
jornaes
de
fóra
de
Braga,
reuniram-se
no
dia
d
’
hojo,
7
de
Fe
vereiro
de
1877,
na
casa
do
decano
dos^
jornalistas
bracarenses
José
Maria
Dias
da
Costa,
com
o
fim
d
’instituir
uma
com
missão
litteraria,
que
procure
descobrir
a
casa
natalícia
de
Gabriel
Pereira
de
Cas
tro,
nascido
n
’
esta
nossa
cidade
de Braga
em
7
de
Fevereiro
de
1571.
Motivou
a
esta
reunião
o
convite,
que pa
ra
isso
fizera
ao
director
da
Borboleta
Do
mingos
Maria
Dias
Pereira
de
Freitas,
em
carta
que se
transcreve,
o
collaborador
as
síduo do
mesmo
semanario
José
Joaquim
da
Silva
Pereira-Caldas,
professor
de
ma-
thematicas elementares
e lingua
alleman
em
o
nosso
lyceu
nacional.
Eis-aqui
a
carta
alludida
:
Meu
Dias
Freitas
—
No
proximo
dia
7
de
Fevereiro
d’
este
anno
de 1877,
comple-
tam-se
306
annos,
que
nascêra
aqui
em
Braga
o
nosso
Gabriel
Pereira
de
Castro,
um dos
maiores
ornamentos litterarios
d’
es-
ta
capital
do
Minho.
E
’
d
’
elle,
que
o
nosso
Padre
Manuel
de
Galhegós
assim
decanta
a
memória,
na
sua
canção
em
louvor
da
Ullyssea
:
«Vós,
ó Pereira,
quando.
«Cançado
na jurídica
palestra,
«O
’
cio
doce
buscaes,
repouso
brando,
« E
da
penna
aliviaes
a
insigne
dextra;
«Os
bosques
d
’
Aganippe
«Suspendeis
sonoroso
«Combranda voz,
com
plectro
numeroso.
Para
o
tumulo
litterario
d
’este
braca
rense
eximio,
erigiu-lhe
uma
inscripção
métrica
o
nosso
Antonio
Figueira
Durão,
na
sua
curipsissima
Laurus
Parnassia
:
«Hoc
antro
áeternum
jacebit
«Parnassi
non
leve
Numen,
«Poesis
insigne
lumen,
«Cui
nunquam
livor
nocebit.
«Fama
ejus noinen
docebit,
«Si
aliquis
fortè
ignorabit:
«Peréiram
patria
vocabit,
«Phsebus
Phaebum
Poetaram,
«Thalia
gloriam Musarum
:
«Sed mors
omnia
dissipavit.
Pois
bem,
meu
Dias
Freitas
:
façamos
nós
levantar
uma
inscripção métrica
tam
bém
ao
nósso
Gabriel
Pereira
de Castro,
mas
em
memória
do
dia
do seu
nascimento,
e
collocada
na
casa
onde
elle
viera
á
luz.
Procuremol-a
com
insistência,
e
dare
mos
com
ella.—
Nem
a
tudo
hade
ter
dis
sipado
a
morte,
como
affirma
nos
seus car
mes
o
nosso
Figueira
Durão.
Não
deixemos
no
esquecimento o
berço
natalicio
do
filho
egregio
de
Francisco
de
Caídas
Pereira
e
Castro,
um
dos
maiores
ornamentos
da
villa
de
Monção,
e
que
n
’es-
cidade
de
Braga
>casára
com
D.
Anna da
Rocha
d’
Araujo,
filha
do
Dr.
Antonio
Fran
cisco
d’
Alcáçova,
procurador
da
coroa.
Não
ha
dificuldades,
para
quem
quer
e
póde.
—
Omnia
vincit
labor.
Mettamos
mãos
á
obra,
e
não
descance-
mos
n
’
este
affan.
—Sirvamos
para
alguma
cousa,
em
honra
d
’esta
nossa
patria
ado-
ptiva d’
ambos.
Sua
Casa,
rua
das
Aguas,
2
de
Feve
reiro
de
1877.
Mestre
e Amigo,
Patrício
c
confrade
PEREIRA-CALDAS.
Em
virtude
d
’este
convite
glorioso
pa
ra
esta
cidade
de
Braga,
berço
natalicio
tulo
do
Evangelho
de S.
Malheus
(4);
no
entanto
o
Senhor
ordena
que
-se
não pra
tique
o
que
elles fazião,
mas
que
se
guar
de e
observe tudo quanto
ensinaram:
Om
nia
qucscumque
dixerinl vobis
ser
vote
et
facite:
secundam
opera
vero
corum
nolite
[acere
(5).
(Continua)
(4)
Math.
3.
(O) Ibid.
3.
d
’
uns
dos
abaixo-assignados,
e
patria
adop-
tivjj
d
’
outros,
acordou-se
em
instituir
uma
commissão
litteraria
para
os indicados
ef-
feitos,
pela
fórma
e
maneira
seguinte
:
Presidente
—
José
Joaquim
da
Silva
Pereira
Caídas
—
Vice-presidente,
Fernando
Joaquim
Pereira
Castiço
—
'
l.°
secretario,
Domingos
Maria
Dias
Pereira
de
Freitas
—
2.°
secretario,
Antonio
Maria
da
Fonse
ca-
—
vogaes,
Alfredo
Campos
—
Antonio
José
da
Cunha
Vianna
—
João
Luiz Correia
Júnior
—
José
Maria
Dias da
Costa
—
Antonio
José
de
Magalhães
Júnior
—Dr.
João Ignacio do
Patrocinio
da
Costa,
Acordou-se
outro-sim,
que
se
lavras
sem
duas
Actas
idênticas
d
’
esta
sessão
litteraria,
enviando-se uma
d’
ellas
á
ca-
mara
municipal
d
’esta
cidade
de
Braga,
para
ficar
depositada no
seu
archivo,
e
ou
tra
ao
iniciador
d
’esta nobre
e
gloriosa
lembrança:
dando-se
com
isto
por
concluí
da
esta
nossa
reunião, a
que
presidira
o
decano
dos
jornalistas
bracarenses
José
Maria Dias
da
Costa.
Braga,
7
de
Fevereiro
de
1877.
O
1."
secretario
Dias
Freitas
(Da
Borboleta).
ASYLO
DE
S.
JOSÈ.
Delação
dos
donativos
recebidos na
occasião
do pedilorio
fedo
pela commissão
admi
nistradora
do
dito
Asylo, durante
o
anno
de
[876.
EM
DINHEIRO.
(Continuação
do n.°
antecedente}
Transporte
1630720
Bernardo
da
Cunha
P.
Barbosa
500
Francisco
Pereira
Leite
de
Castro
500
Francisco
Ventura
da L. Pinheiro
500
Gaspar
José
da
Cunha
500
Gaspar
Peixoto
de
Magalhães
500
João
Baptista Gomes
Ferreíra
500
João
Cazemiro da Costa
500
João Lopes
de
Sequeira
500
João
Manoel
da
Silva Guimarães
500
Joaquim Leal
500
Padre
José Alvares
de
Vascon-
cellos
Rodrigues
500
José
Antonio
Fernandes
500
José
Joaquim Coelho
dos Santos
500
José
Joaquim
Ferreira
da Silva
500
José
Joaquim
d
’
Oliveira
500
Padre
Julio
Celestino
da
Silva
500
Manoel
Antonio
da
Cunha
500
Manoel
Bento
de
Carvalho
500
Manoel
Gomes
da Rocha
Graça
500
Manoel
Ignacio da
Silva Braga
500
Manoel
José
de
Souza
500
Manoel
Lourenço
d’
Araujo
Braga
500
Manoel
Pinheiro
d
’
A.
Azevedo
500
D.
Maria
Ribeiro
Soares Lopes
500
Senancio
José
da Silva
Rego
500
Mais
22
esmolas
no valor
de
40080
1800300
EM
GENEROS.
Antonio
Ignacio
Marques,
80,595 li
tros
de
feijão.
Antonio
Joaquim
da
Silva Cerqueira,
uma
peça
panno
cru.
Antonio
José
Gonçalves
Nogueira,
uma
dita.
Antonio
Lopes
da
Silva
Granja,
32,238
litros
de
feijão.
Domingos José
Vieira
Machado,
6
len-
çoes,
3
manias
e
3
cobertas
de
chila.
D.
Durothea
de
Noronha Menezes Por
tugal,
5
lençoes,
2
cobertores,
2
travecei-
ros,
2
guardanapos, 2
toalhas
de
mãos
e
2
cobertas.
Jeronymo
J.
Pereira
Pinheiro
&
Filhos,
uma
peça
de
panno
cru.
João
Antonio
d’
Oiiveira
Braga,
duas
ditas.
João
Pereira
de
Castro,
alguns
metros
de
panno
de
linho.
Mathias
Dias
da
Fonseca,
2 lençoes
de
panno
cru.
Manoel
João
de
Paiva,
50
pares
de
chinellos.
Manoel
Joaquim
Gomes,
62
pães
de
trigo.
D.
Maria
Aguiar
e
seu
sobrinho,
uma
peça
de
pano
cru.
D.
Maria
José
Brandão,
uma
dita.
D.
M.
L.,
6
lençoes
de
estopa
e
3
travesseiros.
D.
Maria
Julia
Vieira
d
’
Araujo,
9,90
melros
de
estopa.
I).
Mariaaua
Barbosa.
D.
Rachel
d
’Araujo
e
Castro
e
um
anonimo, alguns
lençoes
e
um traço
de
panno
de
linho.
Manoel
José
Carneiro,
12
lençoes.
C.
&
C..
3
cobertores.
Dr.
J.
Dias
d
’
Araujo,
4
lençoes.
Manoel Falcão
de
Cotia
Borbon
e
Me
nezes,
4
lençoes, 2
travesseiros,
2
co
bertas
de
chita
e
2
toalhas.
N.
B.
Houve
mais
algumas
offerendas
de anonimos.
Ayrndeehnento
e pedido.
A
administração
do
Asylo
de S.
José
cumpre
um
gratíssimo
dever,
vindo,
em
nome
dos
infelizes
entrevados,
agradecer
a
todas
as
pessoas
que acudiram
ao
seu
appêlo
enviando
esmolas
para
aquelle
asy
lo, um
dos
mais necessitados
estabeleci
mentos
de
caridade,
cujo
fim
justo
e
santo
é
proteger
a
velhice
desamparada.
Deus
a
todos
recompensará condigna
mente.
Em
consequência
do tempo
desabrido
que
se
seguiu
á remessa das cartas
do
peditorio,
não
foi
possível
ir
pessoalmente
a
todas
as
casas
para
onde
foram dirigi
das.
Roga-se
pois
ás
pessoas
que estive
rem
nestas
condições
e
áquellas
que
de
sejarem
enviar
donativos
para
os
asylados,
que
o
façam
em
casa
do
lhesoureiro,
Paulo
José
da Costa, largo
do
Barão
de
S.
Martinho.
GAZETILKA
i.Hrigperenne
—
Expõe-se
ámanhã
na
capella
do Paço
Archiepiscopal.
Desordem
e farimentoN.
—
Em
a
noite
do
dia
12
do
corrente,
por
volta
das
7
horas,
houve
uma
grande
desordem
na
freguezia
de
S.
Jeronymo,
entre
José
Luiz
Machado
Brandão
e
Domingos
Barbeiro,
de
que
resultou
ficar
aquelle
ferido
com
tres
facadas,
e
com
duas
sua
irmã
Maria
Machado
Brandão,
que
interviera.
O aggressor
tentou
servir-se
primeira
mente
d
’uma
arma
de fogo,
que não
con
seguiu
desfechar
ein razão
de
lhe
ser
ar
rancada
das
mãos
peio
cabo
Domingos
da
Silva.
Os
dois
feridos
acham-se
em
perigo
de
vida.
Sermões
de
^p»aresnta.—
Na
pre
sente
Quaresma
ha
sermões
nos
templos e
dias
seguintes:
ás
sextas-feiras,
no
Salva
dor,
ás
4
horas
da
tarde,
pregando
o
rev.°
padre
Domingos
Albuquerque;
aos
do
mingos.
èm
Santa
Cruz,
prégando
o
rev.°
padre
João
Antonio
Velloso;
em
S.
Fran
cisco,
aos
domingos,
prégando
o
rev.°
pa
dre João
Rebello.
Kova empreza
editor».—
Vae
in-
stallar-se
em
Lisboa
uma
nova
empreza
editora,
que
tomará
a
designação
de
tfi-
bliollteca Lusitana,
e
de
que
é
proprie
tário
o
snr.
J.
E.
Alvares
Pereira
de
Araújo.
Segundo
um
prospeclo
que
temos
á
vista, propõe-se
esta
empreza
publicar
obras
que
possam
preencher
com
um
cer
to
interesse,
as
horas
d’
ocio
recreativo
das
famílias
honestas,
para que
se
lhes
não
inocule
o
virus
pestífero
da
desrno-
ralisação
nos
costumes,
da
indifferença
nas
crenças
religiosas
e do
olvido
dos
deveres
para
coinsigo
e
com a
sociedade.
Estreiar-se-ha
com
o
romance
Caim,
ou
o
pirata,
de Marriat,
romance
que
já
em
tempo
foi
publicado
em
folhetins
em
a
«Nação».
O
escriptorio
da empreza
é
na
rua
do
Soccorro
de
Cima,
n.°
31,
3.°
—
Lisboa.
l
’«»iverso
BtluHtrniJo.
—
Recebemos
o
n.°
4
d’
este
semanario
d
’
inslrucção
e
re
creio,
que
se
publica
em
Lisboa.
Traz
duas
formosas
gravuras
e
diver
sos
artigos
litterarios
e
instruclivos.
Ae^ío
louvável.
—
Cousla-nos
que
O
snr.
Gaspar
Leite,
ha
dias
nomeado
ca
pitão
dos
bombeiros,
cedêra
toda
a
retri
buição
respecliva
em
beneficio
do
seu
an
tecessor,
um
honrado artista
a
quem
uma
dolorosa
e
prolongada
enfermidade
impos
sibilita
de
trabalhar.
Honra
lhe
seja.
airínde.
—
O
snr.
J.
H.
Verde olfere-
ceu-nos
um
exemplar
do
Brinde
aos
as-
signanles
do
Becreio
Infantil.
Consta
d
’
uma
lindíssima
comedia
própria
para
ser
re
presentada
por
creanças,
e
luxuosamenle
impressa.
Agradecemos.
M
uíb
««
eíii
.
-Com
o titulo
de
«()
Pre
gão»,
começou
a
publicar-se
no
Porto
um
novo
jornal
de
noticias
e
annuncios.
Seja
bem-vindo
o collega.
HHceirmíinrio
—
Temos
re
cebido regularmente
as cadernetas
d
’
este
diccionario,
o
que
muito
agradecemos.
Crime
monstruoso.
—
Em
S.
Mi
guel
<i
’
Outeiro
foram
espancados
por
um
malvado,
o revd."
10
José
Joaquim
Correia
d’
Oliveira,
parocho
encommendado
da fre-
goezia
do
Mosteiro
de
Fraguas
e
seu
ir
mão
o
snr.
padre
Joaquim
O
primeiro
ficou
com o
craneo
fra-
cturado,
morrendo
ho
dia
7
do
corrente,
e
o
segundo
está
com
um
braço
quebra
do.
Conhecíamos
de
perto
ambas
as vi-
ctimas
e
ousamos
asseverar
que
nenhum
d
’
elles
era
capaz
de
provocar
ninguém.
O malvado
evadiu-se
sem
que
a
justi
ça
o
tenha
podido alcançar.
Lamentamos
a
perda
do
infeliz
fina
do,
que
era
um
padre digno,
e
fazemos
votos
para
que
o
snr.
padre
Joaquim
se
restabeleça.—
Atalaia,
de Vizeu).
Curiosidade
religiosas.—
As pri
meiras
egrejas
publicas
edificaram-se
no
anno
110 e
nas pequenas
povoações
não
as
houve
até
400.
O
uso
da
agua benta
data
do
anno
120.
__ _____
No
anno
200
edificaram-se
os
primeiros
cemitérios.
Os
sacerdotes
celebraram
a
missa
com
seus
vestidos
ordinários
até
ao
anno
253.
As egrejas
e os
vasos
sagrados
come
çaram
a
benzer-se
no
anno
314.
Até
ao
anno
315 não
se
collocaram
imagens
nos
templos.
O casamento dos
sacerdotes
foi
prohi-
bido
no
anno
387
porem
ainda
alguns
se
casavam
em
1070.
Em
398
começou a
benzer-se
o
pão
nas
egrejas.
Os
sinos
começaram
a
benzer-se
e
a
baplizar
se
em
568.
O
primeiro
sino,
que
se
usou em
Ro
ma,
chamava-se
Joanna.
O
maior
sino
conhecido
é
o
de
Mos
cow,
que
peza
14:000
quintaes.
Os
orgãos
estabeleceram-se
nas
egrejas
no
a)ino
658.
No
anno
700
eslaleceti-se
o
costume
de
beijar
os
pés
ao
Papa.
A
primeira
canonisação
se
verificou
no
anno
803
pelo
Papa
S.
Leão,
que
cano-
nisoti
o
bispo
S.
Silvesre.
João
12.°
foi
eleito
Papa
em 955, aos
18
annos
d
’idade, e
Benedicto
9.®
aos
12,
no
anno
1033.
Os
rosários
foram
inventados
por
Pedro
o
Eremita
no anno
de 1090.
Os
casamentos entre
parentes,
antes
prohibidos,
foram
limitados
ao
4.°
gráo
em
1098.
Em
1240
instituiu El-Rei
D.
Fernan
do
3.°
o
Santo,
o
piedoso
costume
de la
var
os
pés,
dar
de
cear e
servir
á
meza
12
pobres,
em
Quinta
Feira
Maior.
O
habito
laiar dos ecclesiasticos
data
do
anno
1360.
O
tribunal
da
Inquisição
instituiu-se
no
anno
1479.
Em
1509
leve
origem
a
publicação
da
Bulia.
D
’entre
os
pontífices, que
a
Egreja
catholica tem
tido,
40 reinaram menos
d'um
anno; 23
não
completaram
6
me
zes;
13
não
governaram
1
mez;
e
I
mor
reu
no
dia
seguinte
aquelle,
em
que
ha
via
sido
eleito
Papa
Portuguezea
fatleeidoa.—
Fallece
ram
no Rio
de
Janeiro,
desde 15
a
20
de
janeiro
proximo
passado,
os
seguintes
por-
tuguezes:
Barlholomeu
Correia
Dias,
46
annos,
casado;
José
Antonio
da
Silva
Peixoto,
27
a.,
solteiro;
Maria
Delfina,
43
a.,
c.;
Manuel
Loureiro
Pinto,
33
a.,
s.;
Manuel
Nunes de
Moraes,
33
a.,
s.;
Isabel
Ma
ria
da
Conceição
Carvalho,
31 a.,
c.;
Antonio
de Araújo Guimarães, 33
a.,
s.;
Albina
Candida
de
Jesus,
50
a.,
c.;
José
Maria
Borges
de Carvalho, 45
a.,
s.;
Avelino
Correia,
17 a.,
s.;
João
Correia
da
Costa,
46
a.,
c.;
Jacintha
Emilia
de
Jesus,
40
a.,
viuva;
José
dos
Santos
Cas
tro,
56
a.,
c.;
João
dos
Santos,
50
a.,
s.;
Manuel
José
Fragoso,
37
a.,
c.;
Anna
de
Jesus,
60
a.,
s.;
Antonio José
Correia,
73
a.,
c.;
Helena
Martins
de
Azevedo
19
a.,
s.;
Manuel
Vicente
Franco
41
a.,
s.;
Antonio
José
dos
Santos
Nora,
47
a.,
c.;
Luiza Perpetua
84
a.; s.; João
V.
F.
48
a.,
s.;
Bernardo
L.
F. 34
a.,
s.;
João
Lourenço
da Silva
Cardoso
26
a.
s; José
da
Costa,
s;
Alfredo
Bacellar 27
a.
s;
An
na
Francisca
80
a.
v;
Maria
Isabel
38
a.
s;
Forlunata
Emilia
60
a.
v;
José
Pedro-
so
de
Medeiros
32
a
c;
José
Mornão
Hen
riques,
34
a.
s.
Mudança. —
Foi
transferida,
d
’
onde
até
então
estivera,
para
uma
casa acanha
da
e
até
em
mau
local,
a
escola
que
a
Associação
do
Coração
de
Jesus instituiu
.
.
.
...........
....
,,
»
em
Prado.
Os
motivos
qbe
a
isso
levaraul
o
director,
não
passam,
segundo
nos
con
sta,
d’
um
capricho,
ó
que
deveras
senti-
timos.
Agora
esperamos
que
s.
s.
’
cumpra
e
desempenhe
os
compromissos
quecontrahiu,
e
dentro
do
tempo
que
assignou,
do
con
trario
desenrolaremos
n
’
esle
campo
o
mui
to
que
temos
a
dizer
pro
e
contra
sobre
o
assumpto.
*
•
•
ÀfaiMcnamos
O
abbade
de
S. João
das
Caídas
de
Viseila,
Antonio José
Felix
Gomes,
o
pa
dre
José
Joaquim
Gomes,
José
Antonio
da Silva Gomes,
Antonio
Ignacio
da
Sil
va
Gomes,
D.
Maria
José
da
Silva
Gomes,
agradecem
por
este
modo,
na impossibi
lidade
de
o
fazerem
como dezejavam
pes
soalmente,
a
todos
os
illm.°
s
e
exm.
os
snrs.
tanto
seculares
como
ecclesiasticos,
que
se
dignaram
cumprimental-os
e as
sistir ao
enterro
de
seu
querido,
e
cho
rado
pae
e
sogro,
na
egreja
parochial
de
S.
Martinho
de
Espinho
no
dia 5
do
cor
rente,
protestando
a
todos por
tão
distin
cto
obséquio
o
seu
sincero reconhecimento.
(101)
Silvestre
José
Peixoto,
João
Baptista
Peixoto.
José
Joaquim
Peixoto,
Bernardo
José
Ferreira,
Augusto
Ceser Peixoto
de
Amorim,
Manoel
Antonio
Rodrigues,
Ma
noel
Joaquim
Ferreira,
Francisco
José
de
Oliveira
e Antonio
da Rocha,
filhos,
e
gen
ros,
extremamente reconhecidos
para
com
todos
os
ill."
’
os
e
rev.m"
s
snrs.
e
seculares
que se dignaram
assistir
aos
oíficios fúne
bres,
de seu muito
chorado
pae
Manoel
Joaquim
Peixoto,
a
todos,
eáquelles
que
lhe
dirigiram
cumprimentos
de
pesames,
agra
decem
por
/jste
meio,
na
impossibilidade
de
cumprirem
pessoalmente
este dever,
pro
testando-lhes
a mais
sincera
gratidão.
(96)
BANCO
DA
COVILHÃ.
A
Direcção
d
’
este
Banco
faz
publico
que,
no
dia
15
do corrente mez
princi
pia
o
pagamento
do
dividendo
relativo
ao
2.
°
setnestte
de
1876
na
razão
de
2$500
reis
por
acção.
Covilhã,
no
edifício
do
Banco.
Porto,
Caixa
Filial.
Lisboa,
Custodio
e
Silva.
Braga,
João
Manuel
da
Silva
Guima
rães.
Coimbra,
Francisco José
Vieira
Braga.
Covilhã, 8 de
Lvereiro
de
1877.
Os
Directores
A
Baptista
A.
Leilão.
J.
d’
Amorim
Vaz
de
Carvalho.
(102)
Antonio
Gracia,
de
Vilia Verde,
parti
cipa
ao respeitável
publicó
que
o
seu
car
ro
que
d
’
esta
cidade
sae
ás
2
horas
da
tarde,
principia
no
dia
17
do
corrente,
a
sair
de
Braga
ás
3
horas
da
tarde,
e
chega ao
Pico
ás
5
horas.
O
seu
escriptorio
é
na
esquina
dos
Chãos
de
baixo,
na
loja
de
funileiro,
n.°
1,
em casa
do
snr.
Manuel
de
Barros.
Vilia
Verde
14
de
fevereiro
de
1877.
(100)
Antonio
Gracia.
i.-
EMISSÃO
DAS OBRIGA
ÇÕES
DO
CAMINHO DE
EERliO
DO MINHO
E DOU-
RO
Pelo
presente
são
prevenidos
os
porta
dores
dos
titulos
provisorios
da
referida
emissão,
de
que no
dia
20
d
>
presente
m
de
Fevereiro, se vence
a
5.a prestação de
•
■
•
;
•
..............
;
'
15(5QOO
r.éts
pòr
cada
.
titulo,
e que os
mesmos dê.vejhrç,
saiislazér
no
cofre
cen
tral d’
esié
Districto,
ho
refériuo
dia des
de
as
10
horas
da
manhã
até
ás
3
da
tar
de,
ficando sujeitos á
perda das prestações
já
pagas
áquelles
dos
subscriptores
que no
dito
dia
nào eífectuarem
o
pagamento
da
mesma
prestação.
No
acto
do
pagamento
da
sopra
dita
prestação
abonar
se-ha
o
juro,
do
2.°
se
mestre do
presente
anno, na
razão
de
réis
2$700
por
certificado.
Repartição
de
Fazenda
do
Districto de
Braga
15
de
Fevereiro
de
1877.
O Delegado
do
Thesouro,
Henrique
Francisco
Bizarro.
(104)
MONTE-PIU
DE
S.
JOSÉ.
Por
ordem
do
presidente
d
’
assemblea
geral,
terá
logar
no
domingo
18
do
cor
rente
pelas
9
horas
da
manhã
no
theatro
de
S
Geraldo,
uma
sessão
extraordinária,
cujo
unico
(im
será
deliberar
ácerca
da
ommissão
dos
íiscaes,
que
não
deram
até
hoje o
seu
parecer
sobre
as
contas
e
a
maneira
de
remediar
esta
ommissão
afim
de
que
a
direcção
possa
dar
cum
primento
ao
art.
4I
§
2."
do
estatuto.
O
.2.° secretario,
Francisco
José
da Silva
Júnior.
(103)
CK1AD \
Ofíerece-se uma, de
edade
de
29
an
nos,
que
sabe
cosinhar
e
fazer
meia,
en
gomar
e
costurar,
e prornpliíica-se
a
acom
panhar
uma
familia
para
o Brazil.
Mora
na
rua
da
Regua
n.° 10
d'esta
cidade
de
Braga.
(97)
BIBLIOTHECA
CATHOLICA LU
SO-BRASILEIRA
Historia Universal da
Egreja
PELO
DR.
J. ALZOG
Obra
publicada
com
a
approvação
canónica
Publicou se
o
1.°
fascículo
e
segue
com
toda a regularidade.
Assigna-se erp
Braga nas
livrarias
dos
snrs.
Germano,
J.
Vieira da
Rocha,
Joaquim
Januario
da
Silva
e
no
largo
do
Barão
Si
Martinho
15,
e
em
Lisboa
na
rua
Formosa
n.°
17.
Justo
Pediayes,
rua
das
Aguas
n.°
80,
tem
a
honra
de
annunciar
ao
publico,
um
variado
sortimento
de
Boee
de
todas
as
qualidades
e
preços,
tanto
nacionaes,
co
mo
estrangeiros, desde
o
mais baixo
pre
ço
até
o
mais
superior
Encarrega-se
de
fazer
toda
a
qualida
de
de
pasteis,
que
lhe
encommendem.
co
mo
são
:
de ostras,
xila,
cidrão,
e
amên
doas.
Rebuçados
de
avença,
e
os
afamados
de
ovos
do estilo
de Lisboa
e
Porto;
ca-
ramellos
premiados
na
exposição
do
Por
to
de
1861.
Fabrica
toda
a
qualidade
de
licôres
francezes
;
enfeita
laboleiros
de
doce
com
lodo o luxo
e
aceio,
com
figuras
ou
sem
ellas
;
queques
bordado-,
etc.
Cobre
amêndoa
de
chocolate,
torradas
de
limão, canella e
pinhão.
Satisfaz
qualquer
encommenda
para
bai
le
ou
assembleia,
sem
outro
qualquer
com
petidor,
em
preço
e
qualidade.
(95)
Banco Commercial de Braga
Sociedade
anonyma
de
responsabilidade
limitada
Este
Banco
abre
o
segundo
pagamento
de
25
por
cento
dos
dinheiros
depositados
á
ordem.
Paga
lodos
os
saques
das
suas
agencias
no
Brazil.
Sacca
sobre
diversas
praças
do
reino
e
estrangeiras,
onde
o
Banco
tenha
corres
pondentes.
Elfectua
transferencia
de
fundos,
e com
pra
letras
de
cambio
sobre
o
estrageiro.
VENDE-SE
O
espaçoso
e
elegante
palacete
do
cam
po
de
S
Thiago,
com
seus
jardins,
—
quin-
taes, pomares, e
quinta
anexa
e
todas
as
mais
pertenças;
para
informações
em casa de
Francisco
Martins
da
Silva
Araújo,
Cruz
de Pedra
n.°
7.
(98)
O
Libertador das almas
do
Purgatório
Publicou
se
o
1.°
numero d
’
esla
revista
pertencente
ao
mez
de
janeiro,
e
em
favor
das
bemditas
almas
do
Purgatório.
Assigna-se
no
Porto
na
rua
d
’
Alegria
n.°
62
—2.’andar; preço
por
um
anno
ou
12
n.
os 500
réis.
DINHEIRO A
JURO
A
Meza
da
Irmandade
de
S.
Vicente
da cidade
de
Braga,
faz
constar
qne tem
dinheiro
parâ
mutuar
a juro
de o
per
°[
(>
livres,
sobre
hypotheca.
(4481)
Venda
de. casa
Vende-se
a casa
da
rua
do An-
jijJL
j°
n
-°
ff
5
para
tractar
na
mes-
-fcSk
ina
,
(]
eS(j
e
0
rn.eio
dia
até
ás
2
horas
da
tarde.
(64)
ALUGA-SE
N
’
um
dos
locaes
mais
pitorescos
53'B
e
saudaveis
d
’esta cidade,
acha-se
sí.
p
ara
alugar uma
casa
até
ao
pró
ximo
S.
Miguel
;
e
bem
assim,
se
vende
por
preço
mui
commodo
a
mobília
e
piano
existente
na mesma
e
complelamente
nova,
para
melhores
esclarecimentos
queiram-se
dirigir
á
Praça
do
Barão
de S.
Martinho,
casa
Almeida
&
Pereira.
(24/
JOSE’
DA SILVA
FUNDÃO
Com loja de fato
feito
68,
Campo
de
SanCAnna
[lado
de
baixo!,
68
t
Participa
aos
seus
amigos <■
fn-
guezes,
tanto
d esta
ciiGde
como
das
províncias
que
tem
um
bonito
e
variado
sortimento
de
fato
fei
to,
casimiras
para
fato
muito
baratas,
cortes de calça
a
l$500,
2$000
e
2$500
reis
;
tudo
fazendas
modernas.
Guarda
pés
de
casimiia
e
de
alpa-
ques inglezes,
roupa
branca,
assim
como
camisas
de
600
reis
para
cima,
ceroulas
de
400 reis
até
800,
de
panno familiar,
e
meotes,
booels
de
gorgurão
de seda
e
de casimira de
todas as
qualidades,
de
500
rs.
até
800;
manias
de seda
de
to
dos
os
feitios.
Encarrega-se
de fazer
qualqm
r
obra
que
lhe
seja eucommendada,
e
piompti-
tica-se a
(icar
cem
ella
quando
não
fiqua
á
vontade
do
freguez.
(1
*
)
VENDA
DE CASAS
Vende-se
4
moradas
de
casas
>!;
, C0IJ1
quintal
e
agua,
sitas
na
rua
de
D.
Pedi
o
V,
sendo
n
8
76,
77,
85
e
86.
Tracta-se
no
largo
dos
Penedos,
n.°
1.
(65)
AVISO
IMPORTANTE
Para
os
engenheiros,
pharmaceuticos,
médicos,
dentistas,
professores
e
outras
pessoas
que
desejarem obter
o
diploma
de
doutor
ou
de
bacharel
de
uma universida-
de
estrangeira.
Dirigir
carta
registada
a
Medicus,
13,
praça
do Rei,
Jersey.
(In
glaterra.)
(31
tt
)
COLLEGIO INGLEZ
DO
Sagrado
Coração de Maria Virgem
Imniaeiilada
D.
Margarida
Hçunessy,
desejando
an-
nuir
aos
pedidos
que
as familias
e
clero
mais
dedicados
á
causa
de
uma
verdadei
ra
e
completa
educação,
tanto
de
Braga
como
das
localidades
adjacentes,
ha
cin
co
annos
se
leem
dignado fazer-lhe,
resol
veu
abrir
uma
casa
de
educação
para
meninas
internas,
semi
internas
e
exter
nas sob
a
direcção
de
sua
irmã Miss.
The-
resa Heunessy, tendo obtido para
levantar
o
seu estabelecimento,
a
bella
casa
da
rua
de S.
Miguel-o-Anjo,
onde
morou
o
ex.mo
snr.
Juiz
de
Direito,
o
qual
já funcciuna
desde
o
dia
2
de
Fevereiro.
Para
esclarecimentos
podem
derigir-se
a
Braga
a
snr.
a
D.
Maria Brigida
Bersane
Perry,
Campo
da Feira, ao Rev.°
João
Re-
bello
Cardozo de Menezes, ao
Rev.°
João
Pe
dro Ferreira
Airoza,
e
a
José
Maria
Dias
da
Costa,
Rua
Nova.
(17)
INJECÇÃO HYGIENICA
B itSAHItO
PROPH1TATICO
Esta
injecção é
a
unica
e
eílicaz
que
cura
em seis ou
oito
dias
toda
a
qualida
de
de
purgações
tanto
antigas
como
mo
dernas,
ainda
as
mais
rebeldes.
Vende-se
em
Braga
na
pharmacia
Alvim,
á
Porta
Nova.
Em
Coimbra,
pharmacia Barata
Di-
niz,
rua
de
S.
Barthoíomeu.
Deposito
principal
no
Porto
na
phar
macia
Madureira,
rua
do Triunfo
n
0
142,
proximo
ao
Palacio
de
Crystal.
Preço
de
cada
frasco
—
400
rs.
(4449)
ARTE DE
TAGHYGRAPHIA
O
conhecimento
d
’esta
arie,
quasi
des
conhecida
entre
nós,
é
de
tal
importân
cia,
que
não ha
indivíduo,
qualquer
que
-seja a
sua
profissão,
que
não
tenho
sen
tido
uma
vez
e
sua falta,
e
a necessida
de
de
a
saber.
O
auctor
pondo
de
parte
considera
ções
theoricas,
que
alongariam
o
compen
dio
em
prejuízo
da
clareza
necessária,
tra
tou
de
consubstanciar
de
maoeira
clara
e
concisa
todos
os
preceitos
da
arie
e
con
stituir
assim
um
methodo
facil
e
breve
pelo
qual
com mediana
applicação qual
quer
indivíduo
em
muito
pouco
tempo
es
teja
apto
para
escrever
tão
depressa
co
mo
se
falia.
O
compendio
apresenta
treze
estampas
que
leem
por
fim
elucidar
o
texto
e
guiar
o
principiante
ajudando-o
a traçar
conve-
nieulemente
as lettras e
signaes lachygra-
phicos.
Vende-se em
Braga, rua
Nova,
n.
1
’
3,
e
no
Porto
:
preço
300
rs.
MUITA ATTENÇÁU
J
se
nu principaai
pharmaeiaa 4o mundo. Exigir a ,
instrucclo
do
um
.
(30
afíoa da «cão.)Paril; casa do ,
inv
Magaiita, UÃM,S
,BuntoLHetoã8t3ã h
BÔW8 DAS MJMIiMS
TRATAMENTO
(sem
necessidade
de
repoiso
nem
regimen)
por
Mad. Lachapelle,
professora
parteira,
das
enfermidades
das mulheres,
inllammações,
ulceras,
comequen-
cias
do
parto,
desarranjo
dos
orgãos,
causas
frequentes
e
ás
vezes
ignoradas
da
es
terilidade,
languidez,
palpitações,
debilidade,
doenças
nervosas,
enfraquecimento
e
muitas
enfermidades reputadas
incuráveis
—
Os
meios de cura que
emprega
Mad.
La
chapelle,
simples
e
infalliveis.
são
o
resultado
de
assíduos
estudos
e observações
pra
ticas.
Cônsul
ações das
3
ás
5
—
Rue
Monthebor, 27,
perlo
Tulherias,
Paris. (40:|:)
N
’
este
estabelecimento
satisfaz-se
com pontualidade
todas
e
quaesquer
encom-
mendas
que
sejam
feitas,
de
bilhetes
ou fracções
para
quaesquer
loterias,
vindo
acompanhadas do
respectivo
importe
em
valles
ou
estampilhas
do correio.
Remette-se
no
fim
das
extracções
as respectivas
listas
dos
prémios;
e
fornece-se
fazenda
para
revender
nas
províncias,
proporcionaudo-se vantajosas
commissóes.
Além
dos
bilhetes
inteiros,
meios,
quartos,
oitavos
e
décimos,
ha
um
variadis-
sitno
sortido
de
vigésimos,
quadragésimos, cautelas
de
l$200,
600.
500,
300,
250,
130,
100
e
40 réis;
e
bem
assim
:
dezenas
de
cautelas
de
400,
l$000,
3$000.
6$000
e 12^000;
e
collecções
especiaes
de 5<t numeros
diíTerentes,
de
2$000,
5^000, 15^000
e
30$000
rs.
Aceeitam-se
desde já eneoinnieiidns piara a Grande Loteria que
na
fórmi»
dos mais
annos deve extrair-se no proximo futuro mez de
Dezembro e cujo capital dos prémios que se distribuem é de dois mil
cento e dois
contos e quatro centos mil réis!!!
(4277)
Deposito
de
biscoitos de Valongo
1
—
LARGO
DA
LAPA —
1
Estes
biscoitos
são
muito
recominenda-
veis
tanto
pela
qualidade
das farinhas,
per
feição
porque
são
feitas,
como
pelo
seu
baixo
preço
em
relação
a
qualidades.
Preços
porque
são
vendidos
:
Biscoito valonguense,
kilogramma 280
Tosta
doce
>
280
Biscoito
macarrão
>
280
Bolacha
doce
>
280
Biscoito
Brazileiro
300
Dito
imperial
>
330
Bolachinha
de araruta
340
Tosta
azeda
>
190
(63)
UllllRGEÃO
DEXTISTA
APPROVADO
PELA ESCOLA MEDICO-CIRURGI-
CA
DO PORTO
Largo
do
Barão
de
S.
Marlinho
n.°
5
BRVGA.
Faz
tudo
quanto
diz
respeito á
sua
arte
e
continúa
operando
grátis, pobres
e
acidados.
(
36-H-)
INJECTION
BROU
RUA DA
ESPERANÇA N-° 224, LISBOA
director
geral
J.
L.
Carreira
de
Mello
director
gerente
J.
Baplista
F'erreira
Este
collegio,
que
tantos
créditos
tem
merecido
e
conservado,
continúa com
incessantes
melhoramentos
na
sua
administração
economica
e
escolar.
O
edifício,
que
é
proprio,
foi
convento,
e
não
lem
na
capital
outro
igual
appli-
cado
ao ensino
particular. Na
sua
restauração
e
nova applicação temos gasto avul
tadas
sommas.
A
regencia
dos
estudos
está a
cargo d
’
um
professor allemão,
auctorisado pe
lo bom
serviço
nos
collegios
estrangeiros.
Os
professores
hão
de
estar
sempre
na
altura do
credito do
estabelecimento,
sérios,
instruídos
e
dedicados.
Não
só
os
preparatórios
para
os
estudos
superiores
mas
um
curso
completo
de
commercio
e
linguas
lem
os
alumnos
n
’este
estabelecimento.
O
ensino
pratico
das
sciencias
naturaes,
é
auxiliado
com
gabinete
de
physica
e
chimica,
muito
desenvolvidos,
e
com
excellente
museu
de historia
natural.
As
aulas
de
geographia,
malhemalicas
e
desenho
devidamente
montadas.
A
gymnastica completa.
E
fialmente, o
collegio
possue
lodos
os
estabelecimentos
parciaes
auxiliares
do
ensino
que
deve fazer
parte
integrante
d
’
um
estabelecimento
d’esta
ordem.
Os
alumnos
tem
quarto
separado.
Os
Estatutos
indicam
todo
o
seu
desenvolvimento.
FILIAL
Dâ CAIXA
KCOJVttiniCA
PENHORISTA
Sociedade
anónima
de
responsabilidada li.
milada
Capital.
.... 5OOtOO«»^OOO
RUA
NOVA
DE
SOUSA,
N.°
9
(Também
com
entrada
pela
rua
do
Campo)
BRAGA.
Empresta
dinheiro
sobre
ouro,
prata,
joias,
papeis
de
credito,
cereaes,
roupas,
moveis,
ferramenl>8,
e
sobre
todo
e
qual,
quer
objeclo
do
valor
não inferior
a
100
réis.
Recebe
pequenas
quantias
em
deposito
a
praso
ou
á ordem
abonando
juros
aos
depositantes.
A
caixa
está
aberta
todos
os dias
des-
de
as
9
hora da
manhã até
ás
7
da
noite,
e
nos
dias
santificados
estará
aberta
só
até
ao
meio
dia.
O
gerente
—
A.
G. Ferreirinha,
ti
gf
Vende
papeis pinta-
g
dos
para
guarnecer
sallas,
fe
-----
(32°)
O
Director
proprietário,
Joaquim
Lopes
Carreira
de
Mello.
lindíssimos
gostos, a
prin
cipiar
em
80
reis
a
peça.
Vende
olio,
tintas e
'o
-
vernizes
para
pinturas
de
casas,
tudo
de
boa
quali-
gs
dade.e
preços
muito
resu-
S
midos.
&
ESTACELECIMENTO
DE
LOTERIAS
AFIANÇADA
NO GOVERNO CIVIL DO PORTO
DE
112,
RUA
DAS
FLORES
114,
—
PORTO
Vende
cimento
roma
no
para
vedar
aguas,
ges
so
para
estuques
de
ca
sas,
tudo de primeira
qua
lidade.
(Z
*
)
COMPANHIA
LLOYD
de
bremen
NORDDEUTSUHER
LLOYu
AlliiAZK.il
íí
IIAIIOS
DO
ALTO
DOURO
DA
CASA
DE VIELA POUCA
RUA
DO
SOUTO N.°
15-Braga.
N
’este
armazém
se
encontram
a
retalho
as
seguintes
qualidades
de
vinhos
enga
rrafados :
HOHENZOLLERN
de
3100
ton.
SALIER.
.
.
.de
3100
ton.
HABSBURG
, .de
3100
ton.
HOHENSTAUFEN
de
3100
ton.
Vinho
tinto
de
meza. (sem
garrafa)
150
>
>
>
* .
19ii
>
Lagrima .
.
.
.
•
•
.
200
>
Branco
de
meza.
.
•
•
.
210
>
tinto
de
meza
fino.
•
.
270
»
de
prova
secca.
•
•
.
300
Malvasia
de
2.
a
.
.
360
>
>
velho.
•
•
.
400
>
Malvasia,
Bastardo
e
Moscatel
a
50"
>
Roncão
....
•
.
700
>
Alvaralhão.
.
.
.
•
•
.
’560
>
Velho
de
1854
.
•
•
.
600
>
a
retalho
pari
meza
50
e
80,
o
quartilho
tinto,
e branco 120.
Responde-se
e
garante-se
a
pureza
boa
qualidade
de
lodos
estes
vinhos, po-.
dendo todo e qualquer
consumidor
man
dal-o
experimentar
por
meio
de qualquer
processo
cbytnico.
(N»)
Carreira
mensal
Para
Pernambuco, Bahia,
Rio
de Janeiro,
Monlevideu
e
Buenos-Ayres
Os
paquetes
que
a
Companhia èstá
empregando na carreira do
Brazil
são
todos
de grande
lotação,
tendo
logares
paia
170
passageiros
de primeira
classe
e
750
de
terceira.
Sã«
de
grande velocidade,
e o serviço
faz-se
com
toda
a
regularidade,
pelo
que
lem
uma
boa
e
bem
merecida
reputação.
Os
yreços
das
passagens
são
muito
rasoaveis,
como
se
póde
verificar
pela
tabel-
la
que
se
acha
patente
nas
agencias.
Sendo an passagem» pagas
bus
1’
arto ua satas
sub-ageitcias da pro-
vineia, o transporte d<»
passageiro a Lisboa pelo eaminho de ferro
è
por eonta
da
Companhia.
Estes
paquetes
são
notáveis
pelos seus
modernos
aperfeiçoamentos
e
explendidas
accommedaçôes
para
passageiros
de
todas
as
classes.
Aos
passageiros
de
terceira
classe
é
fornecido
grátis
pela
Companhia,
cama,
cobertor,
utencilios
<ie
mesa,
o
aiém
de
ser
a
comida
á
portugoeza
leem
vinho
duas
vezes
por
dia.
Os creados
e cosinheiros
são
portuguezes.
A
bordo
de
cada
paquete
ha
um
medico que é obrigado
a
prestar
seus serviços
gratuilameote
aos
snrs. passageiros,
assim
como
são
fornecidos
lodos
os
medicamen
tos
necessários,
Quaesquer
informações
ou
bilhetes
de passagens
podem
obter-se
dos
agentes
Kawea
«fc
c.a,
rua
de
S. Francisco
n.°
4.
Porto
—
j
em
Braga
Ricardo
Ma-
Iheiro
Dias,
no
largo
do
B.rão
de S. Martinbo
n.°
27.
(42)
HELOIsíOS
A
J$õOO
REIS!
IJual «erá
o
estabelecimento que
nAo bade ter iam relogio por
l^ãOO
reis?
Vendem-se
na Praça
d’
Aiegria
em
casa
de
Manoel
Ignacio
da
Silva
Braga, rega'
1
a
11
d
O
P
E 21È
E
a
'S
’
A
M.
E
XT E
.
BRAGA,
'ÍYPOGRAPHIA
LUSITANA
—18
6.
Parte de Comércio do Minho (O)
