comerciominho_15031877_615.xml
- conteúdo
-
5.
”
ANNO 1877
FOLHA
COMMERCIAL RELIGIOSA E HOTICIOSA
NUMERO
615
iasigna-see vende-se
no
escriptorio do
editor
e
proprietário
J
oíí
Maria
Dias
da
Costa,
rua
Nova
n.
’
3
E, para
onde
deve
wr
dirigida toda
a
correspondência
franca
de
porte.=
As
assi-
gnaturas
são
pagas
adiantadas
;
assim
como
as
correspondên
cias
de
interesse
particular. Folha
avulso
10
rs.
1
P
reços
:
Braga,
anno
1^000
rs.-=Sei»estre
850
rs.«=Pr<mw-
cias,
anno
2&000 rs
e
sendo duas
3&600
rs.-—
Semestre
1&050
|
rs.=®rasi/,
anno 3$600
rs.^Semestre
1&900
rs.
moeda
forte,
I
ou
8&000 reis
e
4^500
reis
moeda
fraca.
—
Annuncios
por
linha
20
rs.,
repetição
10
rs.
Para
os
assignantes
29
n
|
4
d
’
abatimento.
BBAU.l-ÇEJI.WA-FEKESA t3
»E
MAKÇO
Cunvite
ao
povo «le Braga.
O
jubileu
episcopal
de
Pio
IX
!
Eis
o
pensamento
que
traz
aclualmente
absor
tos
todos
os
catholicos
!
O
dia
3
de
junho
de 1877!
Eis
um
dia sobremodo
almejado
de todos
os
lieis;
dia
de
santo
contentamento
para
a
Egreja
patholica;
dia
verdadeiramenle
me
morável
em toda a
christandade!
Oh
!
Em
tão fausto
dia,
quem
não
desejará
devéras
acercar-se
do
immortal
Pontífice,
do grande,
do
ínclito,
do
ma
gnânimo
Pio;
d
’esse
dom
mimoso
com
que
a
Providencia
nos
favoreceu
nestes
tempos
tão
calamitosos,
e
de verdadeira
lucta
para
a
fiel
Esposa
de
Jesus
Christo?!
Felizes,
mui
venturosos
os que
então
poderem levar aos
pés
do
venerando an
cião
do
Vaticano
o
tributo
de sua
dedi
cação,
do seu
amor
filial!
Braga, a
Roma
portugueza,
esta
ci
dade
dedicada
á
Cadeira
de
Pedro,
e
que
não
tem
ainda
consentido
que
ninguém
lhe
leve
a
palma
na
dedicação
e
no
amor
ao
soberano
Pontífice,
não
podia
ficar
si
lenciosa
no
meio
do
enthusiasmo
geral,
que
ora
alvoroça
todas
as
nações
caiho-
licas.
Em
occasião
tão
solemne deixar de
patentear
o
santo
fervor
que
abraza
e
do
mina
os
corações
de
seus
habitantes,
se
ria
um
crime
imperdoável.
Se
não
póde
infelizmente
enviar
a
Roma
uma
deputação
digna
de
a
repre-
sentar junto
do
solio
pontifício,
tenciona
ainda
assim
significar
bem a
sua
adhesão
ao
supremo
Gerarcba
da
Egreja;
protes
tar
bem
alto
contra
as pretensões
da
im
piedade,
dar
um
solemne teslimunho de
que
é
falso,
falsissimo,
que
o calhclicismo
esteja
morto,
como
não
ha muito
alguém
ousou
asseverar.
Não!
não
o
está
em
Portugal e
muito
menos
ein
Braga!
Não
o está
agora, nem
o
estará
nunca!
Venham embora as fo
gueiras,
os
cavalletes,
os
dentes
de
ferro
e
lodos
os
horrores do
martírio,
morre
remos
catholicos
e
catholicos
serão
os
nossos filhos,
catholicos
os
nossos
descen
dentes
!
Projecta-se,
pois,
offerecer
nesse
dia
a
Pio
IX
um
presente
em
nome
de lodos
os bracarenses,
que
signifique
a sua
adhe-
■são
e
amor
para
com
tão
amante
Pae,
e
quanto
exultam
de
prazer
por
ver
como
a Providencia
divina
vela
por
sua
sagrada
pessoa,
e
se
compraz
em
prolongar
a
sua
preciosa
existência
e
a
duração
do
seu
tão
glorioso pontificado.
Este
presente
será
maior
ou
menor,
consoante
os
espontâneos
donativos
com
que
para
elle
concorrerem
os
catholicos
habitantes
d
’
esta
cidade.
E
’
por
isso,
e
porque
em
nome
de
todos
será
offerecido,
que
se appela
para a
sua
generosidade,
e
a
todos
se
supplica
quei
ram
concorrer
para esta obra
com
as
quantias
que
a
sua
piedade
e
amor
filial
lhes
ditar,
e
que
desde
já
podem
ser
en
tregues
ao thesoureiro
o
ex
in
'
e
revd.mo
snr.
padre
José
Luciano
Gomes
da
Costa,
digníssimo
secretario
da
camara
ecclesias-
tica.
Catholicos
bracarenses
!
não
deixeis
passar
occasião tão
solemne.
O
grande
Pontilice abençoará
copiosa
mente
a
nossa
piedade.
Mostremos
mais
uma
vez
a
nossa
re
ligiosidade,
o
nosso
affecto
ao immortal
Pio
IX.
Diga
mais
uma
vez
o mundo,
que
Braga
por
justos titulos
é
chamada
a se
gunda
Roma
I
Unamos-nos,
unamos-nos
ao
enthusiasmo
de
todo
o
mundo
calholico,
e
mostremos devéras
que
somos
catholi
cos,
porluguezes
e
bracarenses
!
Cabe
aqui
reproduzir, não obstante a
termos
já
publicado,
a
seguinte
circular:
A
21
de
Maio
de
1877
se
terminará
um
periodo
de dez
lustros
completos, de
pois
do
dia
em
que
este
Sacerdote
Su
premo foi
levantado á
honra
sagrada
do
Episcopado.
Verdadeiramente
parece
que
a
Divina
Providencia tem-se
coílocado
co
mo
antemural
entre
a
exigencia
inexorá
vel do
tempo
e
esta
exislencia
preciosa,
a
qual
se
ergue,
no
meio
da
terrível
tem
pestade,
como um
farol
de
salvação para
todo
o
mundo
Catholico.
Roma
que,
por
um
privilegio
digno
d
’
inveja, possue
dentro
de seus
muros
este
Augusto
Pontilice,
resolveu
fazer
um
cha
mamento
a
lodos
os catholicos
para
con
correrem
á
celebração
d
’
esla
solemne
cir-
cumstancia.
Uma
Junta
constituída
para
este
fim
se
dirige
a
todos
áquelles
que
pertencem
ao
rebanho
escolhido
da
Egreja
Catholica, e
os
convida a tomarem
parte
u
’
esta festividade enviando
ao
nosso
San
tíssimo
Padre
presentes
ou
ofíerendas
que
possem
ser
agradaveis
a seu
coração
ma
gnânimo.
Nem o
Oceano
nem
as
montanhas
pódern
pôr
obstáculos ao zelo
dos
calho-
iicos.
Nós
esperamos
pois
que
lodos
ri
valizarão
em
actividade
para
contrabalan
çarem
ao
menos
em
parte
os
esforços
dos
impios, que
empregam
tudo
de
que
pódern
dispor
na sua
lucta
contra
a
Egreja
ue
Jesu-Christo.
Para
que
o
Pae
dos
fieis
possa
vêr-se
'rodeado
u
’
esle dia de
seus
filhos,
vindos
de
todas
as
partes
do
mundo,
nós
pedi
mos
a cada
paiz
que
envie
representan
tes.
Elles
formarão
d
’esle modo
uma
no
bre
corôa
para Chefe Supremo
da Igreja,
e
as
numerosas
assignatuuras
que
elles
nos
dirigem,
recolhidas
pela
Junta
n
’
um
Ál
bum,
serão
depostas
em
nome
de
todos
aos
pés
de
Sua
Santidade.
As
grandes
provas
de
amor
e
de
de
dicação
para
com
o
Vigário
de
Jesu-Chris
to
que
todos
os
dias
se
manifestam
mais
numerosas,
dão
á
Junta
a
viva
esperança
de
que
o seu
chamamento
achará
ecco
em
toda
a
parte.
Ella
está
egualmente
bem
certa
d
’
isto,
e
todos
os
indivíduos
que
a
compõem,
e cujos
nomes seguem,
desde
já rendem
graças ao
Senhor
pelo
bom
successo
de
sua
tentativa.
Roma,
21
de
maio
de
1876.
Princesse
Odescalchi
née
Braniki
—
Prince
Emile
Altieri
Presidente.
Princesse
de
Campagnano
née
Sayn
de
Willgenslein
—
Marquis
Ange
Wilteleschi
Secretario.
Princesse
Massimo
née
Lucchesi
Palli.
—
Prince
Sigismond
Chigi.
Marquise
Patrizi
née
Altieri.
—
Prince
Philippe
Lancellotli.
Marquise
Sacchetti
née
Orsini.
—
Prince
Thomaz
Anlici
Mattei.
Marquise
Serlupi
née
Fitz
Gerald.
—
Don
Eugéne
des
Princes
Ruspoli.
Marquise
Witelleschi
née de
Grogorio.
-Don
Phillippe
des
Marquis
Theoli.
Comesse
Moroni
née
Pfyífer.
—
Marquis
Jérome
Calvaelli.
Delegados
pura
os paizes estrangeiros.
Marquise
Serlupi
née
Fitz
Gerald.
—
Marquise
Witelleschi
née
de
Gregorio.
—
Comesse
Moroni
née
Pfyífer.
—
Conlesse
Pauline
de
Salm
née
baronne
de
Spelh.
Don
Philippe
des
marquis The
doli.
Mr.
le Commaudeur
Cannart
d
’
Ha-
male
Coime
Gaston
Yvert.
... -----------------------------------------------------
22 FOLHETIM
o caracter
de senhor,
o
meu
coração
e
o
meu
amor
me
faz curvar
a
cabeça
como
um
escravo.
—
E o
que
mais?
o
que
mais?...
—
Eu vim
mesmo
encontrar n’
esta
ca
sa
recordações
da
minha
iníhncia
:
ha
al
guns
mezes
um
velho
óccupa aqui o
lo
gar
de guarda-portão,
e esse
velho,
se
nhora,
viu-me
nascer, viu-me
crescer,
e
apenas
depois
da
morte de
meu
pae dei
xou
a
minha
casa.
—
E
’
possível?!! exclamou Marianna;
um
traidor! um
espião!...
—
Não;
nada
de
injustiças,
respondeu
Salustiano;
eu
e
esse
homem
não
fomos
nunca
amigos
;
e
além d
isso
acho-me
ho
je
no
caso
de
poder
dizel-o
;
porque
te
lho
sabido
velar
por
meu
amor;
o
ve-
ho
Rodrigues
é
o
proteetor
do
joven
Cân
dido;
elle
entra
lodos
os
dias
no
Purga-
lorio-tngueiro,
e
ou
o
ciume
não
sabe
adivinhar
segredos,
ou
esse
maldito
velho
tem
concebido
o
pensamento
de
ligar o
seu
protegido
á
Bella
Orfã.
—
Emtim,
senhor...
—
Emlitn,
senhora;
estamos
hoje
de-
lendendo
um do
outro:
somos
dois
fu
riosos
inimigos, que
uma
dependencia
mu
tua
póde
tornar
amigos
devotados.
Uma
palavra
diz
tudo: um
documento
por
uma
mulher,
senho«a!...
—
Que
audacia!..
—
Trocaremos,
no mesmo
dia,
a
mão
de
uma
joven
bella por meia
folha
de
pa
pel de
pezo.
—
Que
sarcasmo!...
—
Oh
!...
mas
não
é
simplesmente
meia
folha
de
papel
de
pezo! é
um
nome
que
se
póde
atirar
ao meio
da
rua...
é
uma
reputação
que
se
póde
nodoar
para sem
pre...
—Senhor
!...
—
Escolha.
—
E’ uma infamia
!...
da
verdade,
vinha
dizer
a
v.
ex.
a
que
eu
teria
o
maior
prazer
d
’
este
mundo,
se
no dia do
seu
casamento
se
assignassem
as
escripluras
do
meu.
—
Creio
que
não
conseguirá
o
que
pre
tende:
minha
sobrinha
é
mais
forte
e
de
cidida
do
que
parece,
e
meu
pae
ama-a
muito
para
querer
sacrifical-a.
—
E
v.
ex.
a
nada
fará
por
mim?...
—
Eu
não
posso fazer
nada.
—
Sejamos
francos,
minha
senhora
;
pe
la
ultima
vez
sejamos
francos;
dêmos
car
tas
para
jogarmos
a
ultima
partida.
A voz
de
Salustiano
tinha
mudado
de
tom, como
seu
rosto
tomára
uma expres
são
fisionómica
toda
nova:
era
o senhor
que
se
erguia
diante
da
escrava.
No
semblante
de
Marianna
apenas
uma
ligeira
conlracção
dos musculos
labiaes
atraiçoou
seus
padecimentos
interiores.
—
Sejamos
francos
, disse
Salustiano
;
eu sei
que
a
minha
presença
n
’
esla
casa
é
incommoda
a
todas;
sei
que
sua
sobri
nha
me
despreza, e que
a
senhora
me
odeia,
como
a
victima odeia
o
algoz.
Marianna não
pronunciou
uma
só pa
lavra,
não
fez mesmo
o
menor
signal,
o
mais
leve
movimento
para
desmentir
Sa-
iustiano.
O
manceba
proseguiu
:
—
E no
entanto,
senhora,
tudo parece
ser
disposto
por
um
poder
superior
para
que
eu
me ligue a esta
casa.
—Poderes
superiores,
senhor,
conce
bem-se
de
diversas
naturezas
; observou
Marianna.
—
Um
feliz
acaso,
já
o
tenho dito
mui
tas
vezes, continuou
Salustiano,
pôz
a
mais
soberba
e
orgulhosa
das
mulheres sob
a
dependencia
do
mais
fraco
e
humilde
dos
homens.
—
Que
humildade
!...
—
Mas
tudo
devia
ser
compensado,
e
assim
como
esse
feliz
acaso
me
deu
aqui
lili.
J.
#.
DE
MD0.
0S
BOIS
&H8HS
ROMANCE BRAZILEIRO
VOLUME
II
XI
Eu
o
exijo I—senão...
—
Sua digna sobrinha,
minha
senhora,
tem a
educação da
virtude.
—
Oh
!
mas
a
educação
da
virtude
aba
fa
;
porém
não
mala
nunca
o
amor!...
a
mais
nobre, a
mais
pura
das
virgens,
que
se
despozasse
com
um
homem,
amando
ao
mesmo
tempo
a
outro,
sem
querer,
a
despeito
de
esforços
inauditos,
seria
infiel
na
alma
a
seu
esposo.
—
Mas
uma virgem chrislã...
—
Uma
virgem
chrislã
não
desposa
o
homem,
que
não
ama.
Deus
prohibe
es
ses
laços sem
nobreza
:
são
laços
illegi-
limos:
em
tal
caso
ou
não
ha
verdadei
ro
casamento, ou
o
casamento é um sa
crilégio.
—
Quantos
sacrilégios
tem
portanto ha
vido
n
’
este
mundo!...
disse
Salustiano.
—
Não
é
uma
razão
para
que
conti
nuem
a
havel-os.
—
Póde
ser
que v.
ex.
a
tenha
toda
a
razão,
tornou
o
moço
descançando
uma
perna sobre
outra;
mas
o
peior
é,
que,
ou
eu
me
engano
muito,
ou
me
acho
desesperadamente
apaixonado
;
e
conseguin
temente
surdo
á
voz da
razão,
cego
á
luz
—Embora
;
fará com
que
sua
sobr.i-
brinha
seja
minha
esposa?...
—
Nunca.
—
Bem
:
vingar-me
hei.
—Embora!
exclamou
Marianna
com
ar
dor;
já
me
tenho
curvado
de
mais,
já
tenho
arrastado
meu
rosto
pela
terra
mui
tas
vezes,
já
tenho
compromeltido
a
sal
vação
de
minh’
alma
:
minh
’alma
que
se
purgue
de
seus
êrros,
que expie
suas
cul
pas
na humiliação e
nos
tormentos
que
me esperam!
—Oh!
como
lhe
parecer.
—
Já
tenho
sido
f
aca
de
mais!
minha
reputação?...
não
tem
sido
ella
quasi
no-
doida
já?
não
consenti
porventura,
que
se
persuadissem
que
eu amava
um
ho
mem
que
aborreço?
eu,
mulher
casada,
não
passei
por
namorada
de
um
moço
sem
nobreza?
não
se
lembra,
senhor,
d
’
es-
sa
terrivel
noite
em
que
um cravo
rajado
passou
de
meu
seio para
seu
peito?...
que
disseram
todos?
disseram
todos
uma
ca
lumnia;
mas
quem
teve
culpa
d’
essa
ca
lumnia foi
a
minha
fraqueza.
Salustiano
levantou
os
hombros
e
sor
riu-se.
—
Ainda
ha
poucos
dias,
senhor,
pa
ra não
revolver
mais
o
passado,
ainda
ha
poucos
dias
não pratiquei
uma
indignida
de’
...
não
calumniei
minha
innocente
so
brinha
fazendo
um
honrado
mancebo acre
ditar,
que
ella
o
desprezava
por
ser
po
bre?
não
bati
com
a porta
de
minha
casa
no
rosto
d
’
esse
mancebo?...
oh!
o
que
quer
mais?...
o
que
pretende
ain
da
7...
devo
eu
sct
miserável
toda
a
mi
nha
vida?
não
repara
que
uma
vida
as
sim é
pesada
como
um
fardo
enorme?
não!
não!
e
não!...
faça
o
que
lhe
pa
recer:
perca-me,
mas pela minha paste
basta
de
humilhar-me
ante
um
homem
sem
generosidade.
(CuntinúaJ
Por
occasião da entrada
e
posse
so
lemne
do
ex."10
snr.
arcebispo
Primaz,
no
dia
11
do
corrente,
o
nosso
particular
amigo,
o
snr.
João
Luiz
Correia
Júnior
offereceu
a
s.
ex?
revd.
ma
a
poesia
se
guinte:
Canto
encomiástico
ao Ex.m0 e
RevcLmo
Snr. D. João Chrysos-
tomo cTAmorim Pessaa, por
occasião
da
sua entrada so
lemne nesta cidade de Braga
e sua cathedral como Arce
bispo
Primaz, em 11 de março
de
1877.
Per
voi
scribbo,
a
voi
parlo; or
voi
prestate
Favoreboli
orecchi
al
cantar
mio.
M
arini
.
Franquea-me
o thesouro
augusto,
ó
Musa,
D
’altiloquos
conceitos,
Que aos
teus
filhos
dilectos
só
concedes:
D
’
um
novo
enthusiasmo
Hoje
meu
estro
accende;
Inspira-me
alto
canto,
«Que
pelo
mundo
todo
faça
espanto.»
Risonha,
os
que
inspiraste
ao cysne Ismenio
Prodigiosos
carmes,
Vem
trazer-me
do
Pindo,
dadivosa;
Meu
empenho
auxilia,
Aos
astros
remontemos,
Embora
alfirn
soçobre;
<Em nobre empreza
a
mesma
queda
é
no
bre.»
Aos
filhos
de
Mavorte
não
pretendo
Epinicios
tecer.
Bem
que
filhos
de
Jove se
intitulem:
Seus louros são manchados;
Resumem
sanguee
pranto,
Cercam-n
’os só
mortes
e
minas;
E
acções
de
sangue,
são
de
canto
indinas.
Nos
arrobos
de delphicos
transportes,
Outro
ríimo demando;
Longe
da
guerra
as pavorosas scenas.
Ao
Varão
Saoienle,
Que
da
paz
no
regaço.
Da
honra
segue
o
trdho,
«Quero
erguer
um
padrão d’
eterno
brilho.»
Conduze
os
voos
meus,
gentil
Pimpleide,
Ao
bipartido
monte:
Dos cysnes
do
Caislro
o
canto
arguto
Ceda
agora a
meu
canto:
Exaltamos
esse
Astro
Que
etherea
luz
derrama.
Que
é
já
grande
e
immortal
na
voz
da
Fama.
Qual
estrella
que
aos
Magos
apontara
O
Presepe
feliz,
D
’
onde
gloria
aos
céos
se
annunciava,
E
doce
paz
á
terra;
Nova,
radiante
estrella,
Vem
do
rosado
Oriente,
A
ventura
espalhar
no
extremo
Occidenle.
Da
Plaga
Eóa,
declinando
o
giro,
Na
Primaz das Hespanhas,
Vem,
nos
céos,
astro
novo,
entre
os
mais
astros
As
que
lá
fulguraram
Virtudes
singulares
Aqui
mostrar
de
novo,
Idolo
ser
do bracarense povo.
Sobre
o
solio
Primaz
da augusta
Braga
Hoje
Amorim
Pessoa
Vem
ser
dos Caetanos, dos
Geraldos
Dos
Barlholomeus
emulo;
Na
senda portentosa,
Vem
ajuntar
seu
nome
Aos
d
’
oulros
muitos
d
’
immortal
renome.
Bem-vindo
sejas,
íris
fulguroso
Valente
d
’
Israel,
Da
Vinha
do
Senhor
cultor
zeloso
!
Vem
aditar
a
Esposa
A
bracarense
Egreja,
Gosar
de
nossos
peitos
Vassalagem
sincera,
amor,
respeitos.
As chaves
que
te
deu
d
’
esta
cidade
O
temporal
dominio,
De nossos
corações
te
deu
a
posse;
N
’
elle,
Senhor,
impera;
N
’elle
já
tens
erguido
Também
throno superno;
E
throno
em
corações
é
throno
eterno.
Egreja bracarense,
exulta
e
traja
Tuas
gallas
de
festa:
Com
Hosanas
sauda
o
illustre
esposo
Que
vem
de
gloria
encher-le:
Nas thuricremas
aras,
Dos
perfumes
Sabêos
O
fumo
em
holocausto
envia
aos
céos.
Bemdiz
o teu
destino venturoso
Que
te
dá
tal
Prelado,
Que
vem
de
Deus
em
nome,
forte
athleta
Sustentar
tuas
crenças,
Teu
brilho
sustentar,
E
a
pró
da
caridade
Na
terra
imagem
ser
da
Divindade.
Viuva
embora
a
Oriental
Egreja
De
saudade
pungida,
Por
ti
suspira,
e
o
teu
Nome
excelso,
Em
seus
peitos
gravado,
Aos
posteros
transmitia
Essas
acções
preclaras,
De
alto
saber,
e
de
virtudes
raras.
E
tu,
ó
bracarense
digno
clero,
Também
a
li
bemdiz
Pelo
Chefe
que
tens
hoje em
teu
seio.
Prodigo o
céo
não
é
D
’
almas,
como
esta,
grandes
Esta,
que
o
céo te
envia
Para
ser
leu
modelo,
e
luz
e
guia.
Tu,
Illustre
Varão.
Amorim
Preclaro,
Perdoa
se
hoje
intento
Erguer
em
teu
louvor
a
voz
humilde,
Sem
d
’
atrevido
Icáro
Temer
fatal
despenho:
Honra-se
o
plectro
rude
Quando
exalta
o Saber,
canta
a
Virtude.
Honra-me
hoje,
pois,
a
empreza
nobre
De
sagrar-te
meu
canto:
De
santa
emulação
meu
estro acceso
La
onde
Urano
gira
bei
lorjar
altivo,
Deixado
o
plectro
rnde
«Hymnos
batidos
na
thebana
incude»
Por
ti
d
’
orgulho
e
enthusiasmo
cheio,
A
terra
desdenhando...
Mas
que
pretendo,
ó
Musa ?...
ousado
e
louco
Cantar
Varão
tão
grande.
Mesquinho
Bardo,
intento?...
Oh!
não
me é
dado
tanto...
«Supra
o
silencio
o
que não
pode
o
canto».
CORREIA
JÚNIOR.
Pela
mesma occasião o
snr.
Antonio
?
ernandes
Gomes
de
Campos,
escrivão
do
J
uízo
Ecclesiastico
do
arcebispado,
offere
ceu
lambem
ao
mesmo
ex.
1110
senhor
o
se
guinte
HYMNO.
I
Traja
gallas, do
Minho
a
princeza.
Sons
de
festa
reboam
no
ar.
—
Ao
excelso
JOÃO,
vulto egregio,
Todo
um
povo
se
acurva
a saudar.
Côro.
De
noss’alma,
de
jubilo plena,
Soa
um
brado
fervente
d’
amor:
—
Gloria
a
Vós,
ó
Anlistile
excelso!
Gloria
a
Vós,
venerando
Pastor!
II
Dos
Brandões,
dos Menezes,
dos
Cunhas,
Vem
a
Séde
fulgente
exalçar...
D
’
este
dia
de sutnma
ventura
Nada
pode
a
lembrança
apagar.
III
Sim:
é
justa
essa
doce
alegria,
E
esses
votos
que vão
ao Senhor,
Que
ás
ovelhas,—
sem
guia
no aprisco,—
Em
Vós
manda
fiel
Guardador.
IV
Salvé,
pois,
ó Prelado
sublime!
Este
preito
filial
acceitae:
E’
singelo...
mas
Vós,
Varão
sabio,
Não podeis
engeital-o...
—Sois
Pae.
De noss’alma, de
jubilo
plena,
Soa
um
brado
fervente
d’
amor:
—
Gloria
a
Vós,
ó
Antistite
excelso
!
Gloria
a
Vós,
venerando
Pastor!
Biographia
O
Exc."10 e
Rev.
moSnr.
D.
João
Chry-
sostomo
d
’Amorim
Pessoa,
filho
de João
Dias
Pessoa,
e
D.
Francisca
Ignaciade
Je
sus
Gorfies
Murta,
nasceu
na antiga
villa
de
Cantanhede,
districto
de Coimbra,
aos
14 de
Outubro
de
1810.
Na terra
da
sua
naturalidade
estudou
a
lingua
latina
com
o
padre
João
Sorri-
lhas
de
Campos,
e
no
convento
de Saneio
Antonio
de
religiosos
franciscanos
da
pro
víncia
de
Portugal,
existente
na
mesma
villa,
entrou
como
noviço
aos
11
de Ju
nho
de 1826.
sendo guardião
o
padre
Fr.
Anlonio
da
Pureza,
onde
professou
aos
13
de
Junho
de 1827, e
foi logo
mandado
para
o
convento
de
Sancto
Antonio
da
villa
da
Sertã.
Transferido
para
o
convento
de
San
cto
Antonio
da
Lameda,
em
Lisboa,
em
20
de
Janeiro
de
1828,
aqui
estudou
Phi-
losophia
Racional e
Morai,
Geometria
e
princípios
de
physica
no
collegio
d
’
aquelle
mesmo
convento
até
ao
anno
de 1830,
em
que
passou
ao
collegio
de
Sancto
An
tonio
da
Pedreira
de
Coimbra,
onde
en
trou
aos
22
de
Julho,
e
aqui
completou
os
seus
estudos theologicos.
No
capitulo
que
se
celebrou no con
vento
de
Sancto
Antonio
da
Castanheira,
no
anno
de
1833,
íoi
nomeado
Passante
ou
Opposilor.
Em
1829
recebeu
ordens menores
con
feridas
na
capella
do
Hospício
da
Teri^
Saneia,
onde
está
o Governo
Civil
de
Lis
boa,
pelo Arcebispo
de
Cranganor,
religioso
franciscano:
as
de
subdiacono
e
diácono,
conferidas
na
capella
do Paço
em
Coimbra
pelo
Bispo
Conde D. Fr.
Joaquim
da
Na-
zarelh,
e
as de
Presbytero,
pelo
Bispo
de
Cabo-Verde
D.
Fr.
Jeronymo
da
Soledade,
em
19 de
Setembro
de
1835.
Convém
notar
que
os
tres
ordenantes,
e
ordenado
eram
religiosos
menores
de
S.
Francisco.
Recebendo
em
1833 licença
dos
seus
superiores
para
prégar,
Coimbra
ouviu-o
por
muitas
vezes
nos
seus
púlpitos,
não
só
como
religioso,
mas
depois
da
extinc-
ção
das Ordens
religiosas
em
1834,
quan-
se
recolheu
á casa
de
seus
paes
como
secular.
Começou
a
sua carreira
lilteraria
na
Universidade
por
se
matricular
no
1.°
an
no
da
faculdade
de
Theologia
em
1843,
e
nesta
mesma faculdade
concluiu
a
sua
for
matura
em
1849.
Delendeu conclusões
magnas em 1830,
conclusões
estas
que
imprimiu
e
offereceu
aos
seus
professores.
Por
esta
occasião
fez
uma
discerlação sobre o
seguinte
ponto,
que
lhe
sahiu
por
sorte—
D.
Paul,
ad
Hebr.,
cap.
1,
v.
1-3.
Exislil
Heligio
a
Deo
revelala,
que
não imprimiu, porque ainda
se
não
mandavam
imprimir
taes
disserta
ções.
Fez
exame
privado,
e
obtendo
as
mais
distintas
informações,
recebeu
o
grau
de
Doutor
na
faculdade
de
Theologia aos
28
de
Julho
de
1850.
Foi
apresentado prior
na
Egreja
da
villa de
Cantanhede
pelo
decreto
de
1
1
de
Agosto
de
1851, da
qual tomou
posse
em
9
de
Novembro,
lendo sido antece-
denlemente,
no
I
o
de Maio
de
1850,
por
porvisão
do
snr
Dr.
Moraes,
nomeado
prior
encommendado
da
Egreja
de S.
Sal
vador,
de
Coimbra, de
que
não tomou
posse.
Pela
portaria
de
19
de
Agosto
de
1856
foi
nomeado
professor
do'
Seminário
Epis
copal
de
Coimbra,
emprego
que
já
exercia
desde
1855,
assim
como
o
de
examinador
Synodal
do
bispado,
por
nomeação
do
snr.
Dr.
Antonio
José
Lopes
de Moraes.
Vigá
rio Aposlolico
de
Coimbra.
Foi
apresentado
em
uma
cadeira
da
Sé
Cathedral como
Arcediago
do
Vouga,
por
decreto
de 18
de
Janeiro
de
1856,
e d’
esta
cadeira
tomou
posse
em
9
de
Fevereiro
do
mesmo
anno.
Foi
despachado
substituto
extraordiná
rio
da
faculdade
de
Theologia
por
decreto
de
11
de
Abril
de
1855,
e
substituto
or
dinário em
5
de
Setembro
do
mesmo
anno.
Recebeu
a
eleição
de
procurador
á
junta
geral
do
Districto
pelo
circulo
de
Cantanhede
no
biennio
de
1854
a
1855.
Em
30
de Junho
de
1859
foi
nomeado
por
Sua
Magestade Bispo
de Cabo-Verde, e
foi confirmado em
23
de
Março
de
1860,
e
sagrado
em
Santarém
a
28
d
’
Agosto de
1860,
sendo
sagrante o
Ern.mo
Cardeal
Palriarcha
D.
Manoel
Bento
Rodrigues,
e
assistentes
os
Bispos
resignatarios
de
An
gola
D.
Sebastião
..
e
D.
Joaquim Moreira
Reis,
e
neste
mesmo
anno
aos
22
de
Ou
tubro
foi despachado
Arcebispo
de
Gôa,
confirmado
em
22
de
Março
de
1861,
recebendo
as
bulias
da
confirmação
em
2
Maio
de
1862,
e
em
11
d
’
esle
mesmo
mez
recebeu
a
imposição
do Pallio
da
mão
do
snr.
D. José
Manoel
de Lemos,
Bispo
Conde.
Em 4
de
Setembro
partiu
para
Gôa,
e
chegou
a Roma
a
20
do
mesmo
mez.
Depois
de
uma
prolongada
viagem,
em
que
percorreu
Nantes,
Orleans,
Paris,
Leão
de
França,
Marselha,
Roma. Nápoles,
Mes-
sina,
Alexandria,
Cairo
e
Suez,
chegou
a
Gôa
em 31
de
Dezembro
de
1862,
toman
do
posse
em
11
de
Janeiro
de
1863.
O
Snr.
D.
João
Chrysoslomo
de
Amo.
rim
Pessoa,
Arcebispo
de
Gôa,
Primaz
do Oriente,
seguindo
as
pisadas
de
um
D,
Aleixo
de Menezes,
visitou,
durante
o
tem.
po
do seu
governo,
Bardes,
Salsele,
as
ilhas
de
Gôa
e
missões
de
Bombain
ao
norte
de Gôa,
Tutecurim,
Cochim,
Madras.
la,
Ceilão,
Cranganor
e
Bengalla
ao
sul
e
nascente
de
Gôa.
Em
consequência
do seu
máo
estado
de
saude
viu-se
obrigado
a
deixar
o
ar-
cebispado
em
5
de Fevereiro
de 1869,
em
que
embarcou
para
a Europa,
vendo-se
na
necessidade
de
se
demorar
algum
tempo
eu
Suez
e
Alexandria,
mas
seguindo
viagem,
chegou
a
Lisboa
erri
25
de
Março do
mesmo
anno.
/
Recolhidoj|Fsua
quinta
de
Sancta
Mo-
nica,
aros
da
cidade
de
Coimbra,
Sua Ma-
gestade
nomeou-o
Coadjutor
do
snr.
Arce.
bispo
de
llraga
em
27
de
Julho
de
1871,
e
hás confirmado
em
17
de
Novembro
do
^Kmo
anno.
Faliecendo
o
snr.
D.
José
Joaquim
de
Azevedo
e
Moura
no
dia
27
de Novembro
de
1876, tomou
posse
da
archidiocese
pri-
macial
de
Braga no
dia
28
do
mesmo
mez,
que
effectuou
por
procuração
o
snr,
D.
Manoel
Martins Alves
Novaes,
deão
dt
Sé
Primaz.
No
dia
13
de
Fevereiro
findo,
recebeu
na egreja
parochial
do
Sacramento,
em
Lisboa,
novamente
o
Palliutn
corno
rne-
tropolita
e Primaz
das
Hespanhas,
que
lhe
foi
lançado
pelo
snr.
D.
José
Maria
da
Silva
Ferrão
de
Carvalho
Martens,
bispo
de Bragança
e
Miranda.
No
dia
11
de
Março de
1877,
fez
a
sua
entrada
e posse solemne n’esta
cida
de
e
sede
archiepiscopal,
como
ordena
o
ritual
e
pragmatica
respectiva,—
acto
que
se
verificou
d
’
um
modo
imponenlissimo,
havendo
a
antiga
ceremonia
da
entrega
das
chaves
da
cidade,
que
se
effectuou
em
frente
do
Arco
da
Porta Nova.
(A
descripção d
’
esle
acto solemne
foi
publi
cada
em o
nosso
n.°
passado).
E
’
o
Snr. D.
João
Cbrysoslomo
de
Amorim
Pessoa o 120
Arcebispo
e Se-
nhor
de
Braga, Primaz
das
Hespanhas.
e
o
IX do
nome João,
Doutor
em
Theolo-
gia,
do
Conselho
de Sua Magestade,
Digne
Par
do
Reino
desde
28
de
Dezembro di
1871, Grã-Cruz
da
Ordem
de
Nosso St
nhor
Jesus
Chrislo,
diploma
de
4
de
Marçt
de 1875,
Commendador
da
Ordem
de
Nossa
Senhora
da
Conceição
de
Villa
Vi
çosa,
de
2
de
Setembro
de 1862,
Socio
correspondente
do
Instituto
de
Coimbn
desde
4
de
Junho
de
1859,
Socio do
Instituto,
Vasco
da
Gama, de
Gôa,
desde
21
de
Dezembro
de
1871,
e da
sociedade
Geographica
de
Lisboa
desde
7
de
Julho
de
1876,
condecorado
com
a
medalha
de
honra
dada pelos
povos de
Madrasta,
com
diploma
de
6
de
Julho
de
1875.
Escreveu
e
publicou
:
Carla
P
adorai
de
despedida
ao
Clero,
missões
e
mais
fieis
da
sua
archidiocese
<ll
Gôa.
Coimbra,
imprensa
da
Universidade,
1874,
4.°,
16
pag.
Theologioe
D^gmaticce Instituciones.-
Gôa,
1864.
Histories
Ecclesiaslicce
Compendium.-
Gôa,
1863-1865.
Colleção
das
Pastoraes.
Provizões,
Por
tarias,
Edilaes
e
Circulares
interessaniti
do
arcebispado de
Gôa —
1871.
Calhecisino
histórico
da
religião
ebris-
lã.
—
Gôa,
1863.
Segunda
edicção
correta
e
augmentaih
Inslilutiones
T/ieologice Dogmalicce.—Porto,
Começou
em
Maio
de
1875
a
publica
ção
das
suas
Pasloraes, Portarias e
Cir
culares,
que
organisa
e
fórma
o
Expt-
dieide
Ecclesiastico
do
Arcebispado.
O
Snr.
D.
João
Chrysoslomo
de
Amo-
rim
Pessoa
foi substituir no governo de
Gôa o snr.
D.
José
Maria
da
Silva
Torres,
ambos
filhos
mui
dislinclos
da
Universi
dade
de
Coimbra.
Durante
o
pouco tempo
que
governou
aquella
archidiocese mereceu-lhe
particu
lar
cuidado
a reforma
dos
estudos
eccle-
siaslicos,
até
então
completamente
aban
donados,
e
de
tal
modo
o
fez
que
o
Se
minário
de Rachol
no
methodo
de
ensino,
nos
compêndios,
na
capacidade
de
todos,
os
professores,
na
sua disciplina
interna,
e
em
todas
as
outras
condições
indispen
sáveis
a
uma
casa de
instrucção
e
educação
ecclesiastica,
não está
hoje,
ne«
com
justiça
se
póde
julgar,
inferior
a
qu^
’
quer
Seminário
d
’esle
reino.
E
para
que
a reforma fosse
compl®11
fundou no
mesmo
Seminário
uma
biblio
*
lheca
escolhida já
mui
rica
de
livros
não
s
*
em
matérias
ecclesiasticas,
mas
de
outras
sciencias
para
instureção
do
clero.
Na
Archidiocese
Metropolitana
de
G»
primacial
do
Oriente
ha
de
ficar
memora-
vel
o governo
d
’
este
illustrado
prelado,
pelos
relevantissimos
serviços
que
prestou
á
coroa
portugueza.
A
carta pastoral
para
Gòa
foi
escri-
pta
na
sua
quinta
de
Saneia
Monica,
áros
da cidade
de
Coimbra,
em
28 Dezembro
de
1874.
Foi
substituído
no
governo
do
arce
bispado
de Gôa
pelo
exc.
m0
snr.
D.
Ay-
res
de Ornellas
e
Vasconcellos,
outro
filho
da Universidade.
W homem.
Vamos fallar
do
homem,
o
ente
mais
perfeito,
que
depois
dos
anjos
saiu
das
mãos
do Creador.
Segundo
nos
aitesta
Moysés,
o homem
foi
a
ultima
das
obras
do
Senhor,
e
por
isso
é
chamado
a
corôa
da
creação
:
fluis
coronal
opus.
E
na
verdade
de
todas
as
obras
de Deus, elle é
a
mais
perfeita,
abai
xo
dos
anjos,
porque
foi
feito á
imagem
e
similhança
divina:
faciamus
hominem
ad
imaginem
el
similitudinem
nostram.
E
é
esta
uma
das
suas
maiores
glo
rias
!
Pois
que
mais
queria
o
homem,
do
que
ser
feito
á
imagem
e
similhança
divi
na,
presidindo
á
sua formação
a
Trindade
Santíssima?
faciamus
hominem
ad ima
ginem
el
similitudinem
nostram.
Moysés diz-nos,
que
o
Senhor
fizera
o
mundo
em
6
dias
(ou
seis
espaços
de
tempo) e
que
no
ultimo
dia
fizera
o
ho
mem
e
a
mulher.
E
para
que?
E’
que
o
Senhor entendia que
o
mundo
não
ficava
bem
sem
um
administrador;
resolveu
pois
formar
o
homem,
que
como
já
dissemos
é
o
ente
mais
perfeito
depois
dos anjos;
pois
que
foi
feito
á
imagem
e
similhança
divina
:
faciamus
hominem ad
imaginem
et
similitudinem
nostram; disse
Deus.
E
na
verdade
o
homem
começou
logo
a
por-
lar-se
como
rei
e
administrador
dos
en
tes,
que
o
Senhor
lhes
confiou
cá
na
ter
ra
para
seu
sustento
e
regalo
;
pois
que
um
dos
seus
primeiros
actos
foi
dar
os
nomes
aos
animaes,
de que
se
via
ro
deado.
O
homem
na
verdade
é
o
ente
mais
perfeito
da
creação,
pois
que
não
só
o
mostra
no
modo,
garbo
e
ostentação,
mas
porque
tendo
uma
alma
immortal
e
racio
nal,
elle
é
o
unico
capaz de
refletir,
ideiar.
conceber,
formar
ideias,
fantasiar,
contratar
e
associar
se
!
E’
elle
o
unico, a
quem
está
prometti-
do
o
ceo,
logar
de
delicias!
E’
pois
o
homem
munido dos
dotes,
que
o
constituem
o
mais perfeito
e
apto
para
mostrar
a
gloria
de
Deus!
E
se
Deus
o
creou
á
sua
imagem
e
similhança,
se
o collocou
no
inundo,
como
administra
dor
da
grande
obra,
se
o
elevou
acima
de
todos
os
mais entes,
que
creou,
dis-
Unguindo-o
pelos
dotes,
que
lhe
tleu
não
só
ao
corpo,
mas
também
á
alma,
dotes,
que
o podia
fazer
mais
feliz,
ha
de
por
ventura o
homem
mostrar
se
indiflerente
a
todas
estas
graças,
que
tão
liberalmen
te
o
Senhor
lhe deu?
deve
elle
portar-se
como
um
ente
nullo
para
com
Deus?!
Em
vista
pois
de
tantas
graças,
dotes
e
benefícios
recebidos
do Creador
não
deve
o
homem
agradecer
ao
Senhor
e
mos
trar
a
gloria
divina
?
Oh
!
mas
a
maior
parte
dos homens
não
faz
isto,
e
parece
esquecer
a
divin
dade,
com
actos
que praticam
contra
Deus,
contra
elles
e
contra
os
oulros;
actos,
que
são
escândalos,
impróprios
e
indignos
do
homem
!
Elles
esquecem,
e
fazem
por
esquecer
a
Lei
do
Senhor, porlando-se
como indi
gnos
do
nome
de
homem;
tratam
os
ou
tros
lambem
indignamente,
desviando-se
assim
do fim
para
que
foram creadcs
!
O
primeiro
homem
tinha
o
nome
de
Adão.
Elle
foi
pae de
todos
os
homens;
mas
não
saiu
das mãos
do
Creador,
tal
como
hoje
o
vêinos.
Se
assim
fosse
não
diria
Deus
faciamus
hominem
ad imaginem
el
similitudinem nostram. Não;
Deus,
co
mo
Deus, não
podia
crear
o
homem as
sim
; e
os
textos
bíblicos
veem
confirmar
a
nossa asserção.
Deus
creando
o
homem
á
sua
imagem
e
similhança para
ser
o
ad
ministrador
da
grande
obra,
mostrar
a
sua
gloria,
e
prestar
culto
devido
a
tão
gran
de
Senhor,
deu-lhe dotes
uaturaes
e
so-
brenaturaes
tanto
do
corpo,
como
da
alma.
Sim,
o
homem, tal
como
saiu
das
mãos
do Creador, nunca havia
de morrer;
con
servava
sempre
robustez e
virilidade con
stante; seria
puro
nas suas
acções,
justo
e
santo;
e
as
suas
faculdades
d’
alma exis
tiriam
sempre
em
grau muito
elevado,
gados offerecem a
s.
ex.
a
também
um
jantar,
que terá
logar hoje,
no
Bom
Jesus
do
Monte.
Errata
—
Em
o
nosso
n.°
passado
pag.
1,
columna
l.
a,
linh.
16
saiu,
em
algumas
folhas,
prior
d
’
Apulia,
devendo
ser
prior
d
’
Estella.
Este
nosso
artigo
da
entrada
de
s.
exc.a
o snr. arcebispo, saiu
com
alguns
êrros,
ainda
que
de
facil
correcção,
por
ter
sido
escriplo
ao
correr
da
penna.
A
desciipção
correcta
d
’
aquelle aclo vae
pu
blicada
na
«Semana
Religiosa
Bracarense».
Procissão «le Passos, esn Pra
do.
—No
proximo
domingo,
25,
far-se-ha
na
freguezia
de Prado,
a
uns 6
kilome-
tros
d
’esla
cidade,
a procissão
de
Passos,
que,
segundo
nos
informam,
excederá
em
explendor ás
dos
annos
anteriores.
Fallecimento.—
Falleceu
ante-hon-
lem
o
snr.
José
da
Costa
Arnoso,
morador
na
rua
do Anjo.
Foi
hontem
condusido
para
o
templo
de
Santa
Cruz,
onde hoje
tem
oflicios,
antes
de
ser
condusido
para
o
cemité
rio.
Blede dns eaminlaos de ferro
portuguezes.
—
A
commissão encarrega
da
pela
associação
dos
engenheiros
’
civis
porluguezes
de
dar
o
seu
parecer
sobre
a
rede
dos
nossos
caminhos
de
ferro
apre
sentou
um
plano, do
qual
as
vias ferreas
estão
divididas
em
tres
grupos.
0
primei
ro
compreliende
as
grandes
linhas,
algu
mas
das
quaes
internacionaes e
que
são
para
assim dizer
a
base,
o
ponto
de
partida
de
toda
a
viação
accelerada;
o
se
gundo
as linhas,
aliás,
importantes,
mas
de
menos
alcance
que
as
primeiras.
Em
terceiro
logar
vem
as
linhas
de
interes
se
particular,
e que
só
as
corporações
municipaes,
as fabricas,
companhias
ou
êmprezas
particulares
podem
mais
satis-
facloriamente
designar
e
construir
por
con
ta
própria.
Primeiro
grupo:—I
—
Linha
do
norte,
de
Lisboa
ao
Porto
e
do
Porto
e Valen
ça a
entroncar
com
a
linha
hespanhola,
que
de
Vigo
se
dirige
a
Orense.
II.
—
Linha
do
Douro.
Principia
em
Ermezin-
dee
acaba
na
Barca
d
’
Alva.
Liga
se
ás
linhas
hespanhoias
do
norte.
III.—
Linha da Beira
Alta.
Desde Pampilhosa
alé
Villar
For
moso.
E’
considerada
a
linha
europêa.
IV.
—
Linha
da
Beira
Baixa.
Parle
das
pro
ximidades
de Abrantes
e entronca
em
Mon-
forlinho com
a
linha
de Madrid.
VI.
—
Li
nha
de
leste.
Parte do
Entroncamento
e
segue
até
ao
Cralo
e
de
lá
para
Eivas
a
ligar
com
a
linha
ferrea,
que
por
Ciudad-
Real
conduz
a
Madrid.
VIL
— Linha
da
Casa
Branca
por
Evora
a
Eslremoz.
VIII.
—
Linha
de
Estremoz
ás proximidades
do
Cralo.
Estas
linhas
tem
por
fim
ligar
os
caminhos
do
none
e
sul
e Algarve.
IX.
—
Linha
do
Algarve.
Parle
de
Beja
e di-
rige-se
por
Casevel
e
Faro.
A
extensão
total
da
rede
principal
pó
le
representar-se
por
1871, 5
kilome-
tros,
dos
quaes
888
estão
em
exploração,
239
em
construcção,
restando
ainda
con
struir
634,3.
Segundo
grupo:—
I.
—
Linha
de Nine
a
Braga.
Em
exploração.
II.
—Linha
de
Lis
boa
por Torres
Vedras,
Caídas
da
Rainha,
S.
Martinho
e Leiria
a
um
ponto
conve
niente
da
Linha
do
Norte.
III.
—
Linha
de
Vizeu.
lendo
origem
n
’
um
ponto
da
li
nha
da
Beira
Alta
e o
lerminus
n
’aquella
cidade. IV.—
Linha
do
Pinhal
Novo
a Se
túbal.
Em
exploração.
V. —
Linha
do
Mi
nho
a
Chaves.
Começa em Bougado,
no
caminho
de
ferro
do
Minho. VI.—Linha
de
Traz-os-Montes.
Está
mal
definido
ain
da
qual
deva
ser
o
projecto
d
’esta
linha,
que
alcançará
Bragança.
VIL—
Linha
da
Beira
Baixa
por
Castello
Branco,
Covilhã,
Guarda,
Villa
Franca das
Neves,
ou ca
minho
de
ferro
do
Douro.
VIII.
—
Linha
de
Villa
Real
de
Traz-os Montes. Parte
do caminho
de
ferro
do
Douro.
IX.
—Li
nha
de
Lagos
por
Silves
a
Villa
Real
de
Santo
Antonio.
A
extensão
total
d
’
estas
linhas
póde
calcular-se em
717
kilometros, dos
quaes
apenas
estão construídos
e
explorados
27.
Terceiro
grupo:
—
Este grupo terá
de
ser
numerosíssimo,
e
n
’
elle
pódem ser
incluídas
as
linhas
que
servem
as
minas
de
Braçal,
Aljuslrel,
Monges
e
Pomarão.
A
commissão
limita-se
a
citar,
sem
mais
promenores
umas
18
linhas
que
pódem
ser
construídas,
como
Lisboa
a
Cmlra, a
Cascaes,
etc.
A
voz «lo ínstíncto.—
São
curiosos
os seguintes
factos:
Uma
senhora,
muito
nervosa,
victima
de contínuos
ataques
de
hysterismo
e
de
grandes
padecimentos
de
estomago,
não
podia
conservar
alimentos
nem
bebida
al
próprias
a
levar
o
homem
ao
maior
auge
de
felicidade!
Era
assim o homem primi
tivo
I
E
o
homem
não
foi
creado
por
Deus
para
ser
um
authomato
na
sociedade;
porisso
o
Senhor
lhe
deu
faculdades
para
se
dirigir
por
si ;
e
estas
faculdades,
co
mo
já
disse
exam
próprias
para
levar o
homem
ao
maior
auge
de
felicidade.
Deus
tinha
dado
a
liberdade- ao
homem;
por
que
é n’
ella
que
se
baseia
a
ideia
de me
nto
e
demerito.
O
homem
se
fosse
um
authomato
cá
no
mundo
não
podia
nem
devia
ser
elogiado;
pois o que fazia
não
era
por
si.
Quiz pois
Deus
dar
ao
homem
além
de
outras
faculdades a da
liberda
de,
d
’
onde
vem
o
mérito
e
demerito do
indivíduo.
Deu-lhe
mais
a sensibilidade
e
inlelligencia,
e
poz
em
seu
coração
a
lei.
Mas
o homem
abusa
das
suas
facul
dades
!
Dos
meios que
o Senhor lhe
deu
para
a
sua
conservação
e
manifestação
divina
usou
d
’
elles,
quem
o
diria?!
para
a
sua
ruina
e
destruição
!
Ingrato
!
ingrato!
que
tão
mal
pagou
os
favores
que
o
Senhor
lhe
fez!
ingra
to
!
ingrato!
que
esqueceu
tantos
benefí
cios
e
graças!
ingrato!
ingrato!
que
cal
cou
aos
pés a
lei,
dando ouvidos
ao
de
mónio!
ingrato!
ingrato'
que se
associou
a
Satanaz,
esquecendo
o
Deus
bom,
que
por
um
acto
da
sua
vontade
o
tinha
crea
do
á
sua imagem
e
similhança! tinha-lhe
dado
este
mundo
para
viver;
e
tinha su
jeitado
ao seu
poder
tanta
variedade
de
animaes
!
Chora
!
chora
agora
!
mas
quando
já
não
ha remedio!
chora!
chora
agora!
Mas
de
ves
saber,
que,
se
o
demonio se
apode
rou
de
leu
corpo,
e
com elle
a morle
;
se
os
dias
de
ventura
que
gosavas
se
aca
baram
para
ti
;
se
vaes
ser
expulso
do
paraiso
de
delicias
tenestres,
em
que
tão
alegre
e
contente
vivias;
se
a desgraça,
a
miséria,
a
dòr
e
a
morte
se
apoderou
de
ti;
se vês
que
a
terra
se
te
tornou
es
cassa; se
hoje o
suor
te corre
pelas
fa
ces.
e
se
as
forças
te
faltam,
tudo
isto
é
devido
a
ti,
ao teu
peccado,
e
á
transgres
são
do
sacrosanlo
preceito
do
Senhor!
ALBINO
S. D. C.
(.Conclne
no
proximo
n.°)
GAZETILHA
guma.
Vomitava
com violência
tudo
qu
e
engulia. Os
medicamentos
mais
energico
s
nada
conseguiam.
Lm dia, o
doente
te
’
ve
um apetite
extraordinário
de
comer
castanhas
assadas,
o
medico
consentiu,
o
alimento
foi
tolerado
e
a
cura progre
diu.
Um
velho,
gravemente
enfermo,
esta
va
proximo a
morrer,
e
a
sciencia
de
sesperava
de
o salvar.
Um
dia pediu
côm
instancia
que
lhe
dessem
vinho.
0
en
fermeiro
entendeu que devia
prestar-lhe
esta
consolação
á
hora
da
morte,
e
satis
fazer-lhe
o
appelite.
0
doente
sentiu-se
melhor,
repetiu
a
receita,
e
dentro
de
poucos
dias,
eslava
livre
de
perigo,
e
restabeleceu-se
com detamente.
Um
medico soflria
um
hydropesia
ge
ral,
rebelde a
lodo
o
tratamento.
Cinco
vezes
tinha
sido
operado,
extraindo-se-
Ihe
60 litros
de
agua
e
só
esperava
o
termo
fatal
dos
seus
cruéis
padecimentos.
Appareceu
um
desejo
insiavel
de
comer
assucar.
Respeitou-se
este
impulso
natural,
e
immediatamenle
lhe
foi
satisfeito
o ap-
pelile.
Durante
um mez o
doente
comeu
assucar,
como
se fosse
pão,
e
devorou
grandes
quantidades d
’este
alimento.
O
resultado
foi
um augmenlo
extraordimrio
da secreção
urinaria,
e
a
hydropesia
cu-
rou-se
completamente.
Seeptco.
—
Bastão
de
commando,
insí
gnia real
ou
imperial.
Era nos
tempos
heroicos
o
bastão
a
que
se
encostavam
os
reis,
pastores
<los
povos,
ou
a
lança
sem
ponta
qne usavam em
tempo de paz —
hasta
pura
das medalhas,
que
acompanha
lambem as
imagens
dos
deuses.
O
sce-
ptro
de
Agamemnon
era
a-iorado
em
Che-
roneu,
e
offereciam-se
sacrifícios a
esta
insígnia,
na
persuasão
de
que
provinha
de
Júpiter.
No
Oriente,
o
rei
podia
per
doar,
tocando
um
indivíduo
com
seu
sce-
piro.
Os
reis merovingios
tinham
por
sce-
ptro
um
báculo episcopal de ouro,
tão
alto
como
elles.
Os
reis
de
França
usa
vam
na
extremidade
superior
do
sceptro
uma
dupla
llôr
de
liz
esculpida;
os
im
peradores
da
Aliemanha
usavam
uma aguia
com
duas
cabeças;
e
os sultões
um
cre
scente.
Influencia
da luz. —
Está
demon
strado
que
a
luz
não
é
só
o
estimulo
especial
do
orgão
da
visão;
é também
um
excitante
universal
de
todo
o
organismo.
Sobre
a
pelle
dos
animaes
exerce
effeitos
similhanles
aos
que
produz
nos tecidos
verdes
das plantas.
Humboldt,
nas
suas
viagens
ás
regiões equinoxiaes,
observou
que
os
homens que
vivem nús,
e
que
mais expostos
andam
á
luz tropical,
são
mais
bem
desenvolvidos, proporcionados,
e
mas
isentos
de
defeitos.
Quem
vive em
logares
escuros,
tem
as
carnes
molles,
descoradas,
opacas,
e
adquire o
caracter
lymfalico.
O latirua
luberoaut. —
Etn
algumas
regiões
da
Lorena
e
Borgonha,
em
Fran
ça,
existe
uma
planta
singular,
de
raizes
luberosas,
que
se
emprega
como
alimen
to,
da
mesma
fórma
qne
a balata.
E’
o
latirus
luberosus,
planta
ambu
lante
e
cosmopolita,
que não
tem
patria.
nem respeila
fronteiras,
e
que
vive
n>
verdadeiro
estado nomada.
Gosa
o
titulo
de
judeu
errante
do
rei
no
vegetal,
pela fórma
porque
se
propag«
debaixo da terra.
Também
é
conhecida
pelo
*
nomes
da
ralo
e
castanha
da terra,
pela
fórma
e
sa
bor
das
suas raizes
negras.
Lnngperenne.
—
Expõe-se
ámanhã
na
egre|a do
Hospital
de
S.
Marcos.
Hiasa fúnebre. —
A
direcção
do
Asylo
de
D.
Pedro
V,
para commemorar
a
alma d’um
dos
seus
maiores
bemfeito-
res,
o
ex.
1'
*
10
commendador
João Joaquim
de
Carvalho
Braga,
fez
celebrar
uma
missa
na
egreja
da Penha, no dia
13
do
cor
rente, a que
assistiu
todo
o
pessoal
do
Asylo
e
Direcção,
assim
como
a
esposa
do
finado.
O
ex.
ras
snr.
dr.
José
Mana
Rodrigues
de
Carvalho, digno
vice-presidente
do Asy
lo,
para
commemorar
também
o
anniver
sario
do
fallecimenlo
de
seu
presado
ir
mão,
oífereceu
ao
mesmo
Asylo uma
in-
scripção
da
Junta
de
Credito
Publico
na
importância
de
100^000
reis,
valor
nomi
nal.
Tlienfro
de
S.
Geraldo.
—
A
nova
direcção
d
’
esle
theatro
é composta dos
seguintes
cavalheiros:
Visconde
de
Pindella—
José
Freire
d
’
An-
drade
—Miguel
A.
Pereira
d
’
Araujo.
Substitutos:
José
Borges
de
Faria
—
Duarte Borges
Pacheco
de
Faria
—Joaquim
Maria
da
Costa
Rebello.
IProeiMHdo de
Passos. —
Effectua se
no
proximo
Domingo
a
imponentissima
procissão
dos Passos,
uma
das
mais
notá
veis
d
’
esta
cidade,
e que
este
anno
será
feita
com
summo
esplendor.
Consta
nos
que
nesse
dia
haverá
com-
aoios
a
preços
redusidos.
Novo
governador
civil.—
Refere
um
telegramma
enviado
de
Lisboa
a
um
collega
do
Porto,
que o
snr.
ministro
do
reino
foi oflerecer
no
dia
12
o governo
civil
de
Braga ao
snr.
marquez
de
Valla-
da,
que
o
acceitou.
Novo
jornal. —
Consta-nos
que
co
meça
hoje
a
publicar-se
nesta cidade
um
novo
periodico.
Inlitula-se
«Jornal
Académico»,
e é
redigido
por uma
pleiade
de
moços
de
provado
talento.
Jantar
de
despedida.—
0
snr.
con
de
de
Margaride deu,
no
dia
12,
um
esplendido
jantar
de
despedida
a
todos
os
seus
empregados, aos
quaes
deiíá
vivís
simas
saudades.
Aflirmam-nos
que
os mesmos
empre
Quando
a
charrua
lavra
a
terra,
as
creanças
acompanham
o
arado, colheu
lo
abundantemenle
os
tube
rcnlos
qn
■ vãi
sendo
arrancados,
e
regalando-se
com
ei-
les.
Nos mercados
da
cidade
de
Langres
apparece
sempre
regular
provisão
desta
planta
tuberosa.
Sendo
cultivada,
os
seus
tubérculos
adquirem
dimensões
tão
consi
deráveis
como
a
balata.
Os
lavradores
leem
repugnância
em
cultivar
esta
planta,
porque
ella
se
pro
paga
debaixo
da
terra
por
tal
fórma
e
em
tamanha
extensão,
que
invade
facilmente
os
campos
visinhos,
apresentando
assim
o
curioso
fenomeno de um
verdadeiro
movi
mento
subterrâneo.
EeiiattHtiew.—
De
uma
estatística
so
bre
instrucção
publica
que viu
a
luz
nas
Fibpinas,
tomamos
os
seguintes
dados,
que
consideramos
curiosos:
Segundo
os cálculos
feitos,
a
popula
ção
d’
aquidle
archipelago
eleva-se
a
habi
tantes
5.492:641, existindo
1,016
escolas
de
meninos
e 592
de
meninas,
em
cujos
estabelecimentos
recebem
a
instrucção
pri
maria
98,661 d
’
aquelles
e
destas
78,352.
o
que
prefaz
um
total
de
177,013 estu
dantes
de primeiras
leltras.
O
gasta
que.
c
3
MALA
REAL
1NGLEZA
S.
Vice
nte,
Perna
mbuco
,
Bahia,
Rio
de
Janei
ro,
Montevi
deo
e
Buenos
-Ayre
s
Acei
tando
também
passa
geiro
s
de
3.
a
classe
para
SANTOS
e
RIO
GRAND
E
DO
SUL
com
trasbo
rdo
no
Rio
de
Janeiro
Este
paquet
e
da
Compan
hia
SSula
Be»l
Ingiíz
a
sa
hirá
de
Lis
boa
em
88
d®
Marfo,
Para
mais
esclare
cimentos
dirijam-s
e
á
Agenc
ia
Centra
l
no
Port
o,
rua
dos
Ingle
zes,
23
—
o
agente
Guilher
me
C.
Tail,
e
nas
provi
ndas
ás
agencias
e
corr
es
pondências
nas
princ
ipaes
cidades
e
villas
.
Agente
em
Braga
o
snr.
João
Manoel
da
Silva
Guimarã
es,
Bua
do
Souto.
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Parte de Comércio do Minho (O)
