comerciominho_14081877_675.xml
- conteúdo
-
FOl^ISA.
COMMERCI
j
ML,
BS
NOTICIOSA.
EDITOR
E
PROPRIETÁRIO JOSÉ
MARIA
DIAS
DA
COSTA,
RUA
NOVA N.°
3
E.
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
j
Braga,
12
mezes
...............................
1&600
5.° ANNO »
6 »
..........................
850
“
Correspondências
partic.
cada
linha
40
|
Annuncios
cada
linha
.....................
20
Repetição....................................
10
PUBLICA-SE
ÁS
TERÇAS,
QUINTAS E
SABBADOS.
Províncias,
12
mezes.
....
2$000
»
6
»
.........................
1$050
»
sendo
duas
assignaluras 3§600
Brazil,
12
mezes,
moeda
forte.
.
3^600
Folha
avulso...............................
10
N.° 675
■Sru-uá//^ jaefiàgaaâ;
wvnwrwi«■• • «iyrç
B3SACSA
—TEíSÇA-FEflKA.
i4
®E
AdOSTfi»
£3E
4
899
Por
intermédio
d’
um
nosso
amigo le
mos
o
que
o
correspondente
d
’
esla
cida
de
para
a
«Actualidado,
cto
Porto,
escre
veu
com
referencia
aos
exercícios
espiri-
tuues que
alguns
ecclesiaslicos dignos se
propõem
fazer
no
extincto convento
de
Tibães
Ignoramos
quem
é
o
correspondente
alludido;
mas,
se
pelo
dedo
se
conhece
o
gigante,
é
presumível
que
seja
um des
ses
declamadores
liberorios,
que
em cada
rosário
e
em
cada
livro de
devoção
des
cobrem
uma
bateria
formidável
assestada
contra
o
ídolo
—
Liberdade.
Estamos
tão
acostumados
a ver
falsear
a nobre
missão
do
jornalismo,
que
nenhu
ma
surpreza
esperamos já da
parte
dos
escriptores
mercenários
d’
essa
escola,
que
colloca
n
’um mesmo
plano
o
preto
e
o
branco,
se
assim
convier
aos
seus
inte
resses
vis.
O
escriptor
que
não
présa
a
sua
digni
dade,
é
indigno
d
’
este
nome.
Que
cada um
defenda
as
suas
crenças
no
campo
da
lealdade,
é
justo.
Mas
que
se
procure desvirtuar
os
factos,
torcer-
lhes
a
significação,
n
’
uma
palavra
preliar
os
combates
da
cavillação,
da insidia
mais
baixa,
é indigno,
é
aviltante.
Nós
queremos
acreditar
que
o
chro-
nista
d
’esta
cidade
para
o
referido
jornal
portuense se deixára
levar
por
informa
ções
erróneas,
e
talvez torpes
e
interes
seiras,
(ou
interessadas
?]
No
entretanto,
o
escriptor que
se présa,
deve
mostrar
que
o
seu
critério
não
é
só
notável...
pela
ausência.
Demais, os
commentarios
desassizados,
as
picuinhas
ridículas,
são
armas
tão
villãs
que,
não
podem
deixar
de
inquinar
a
mão
que
cal
ça
luva.
O
auctor
do
Diário
de
Braga,
no
ci
tado
jornal,
precede
o
caso
nefando,—
que
historia
a
seu
modo,
e
condimenta
com
algumas
doses.de
poesia
chula,—
fazendo
parvoinhas
referencias
a
uns
taes
«arre-
banhadores
de
mulheres
semi-fanatisadas»,
os
quaes
só
elle
conhece,
e
cujos
pro
gressos
leni
relatado,
segundo
a
sua
pró
pria
confissão.
E
’
um
introito
digno
da cabecinha
que
o
engendrou,
e
muito a proposilo.
Depois
falia
assim:
«Ha
tres
annos
que
se
fundou
em
Braga,
ou
nos
seus
arrebaldes,
um
pe
queno
comité
de
salvação
das almas,
for
mado
por
seis
ou
oito
ecclesiaslicos
que
se
propozeram
a
ardua
tarefa
de
tornar
branco
o
que
era
preio,
ou
vice versa.
O
comicio
informa-se
clandestinamente,
nominalmente,
de
quaes
são
os
membros
da egreja
de
costumes
repreheusiveis,
e,
mandando
um emissário á
casa
do erro,
convidam
o
seu morador
a
ir
até
ás so
lidões
de
uin
velho convento,
confortar
o
espirito
e corroborar
a
alma.
No
primeiro
anno
os
penitentes reu
niram-se
em
Villar,
no
segundo
em
Ren-
dufe,
e
actualmenle,
no
dia
28
deste
mez,
marcham
aquelles
pastores
extravia
dos
até
ás
solidões
de
Tibães.
Grande
magnanimidade,
torça
de
prin
cípios,
segurança
de
fé
são
necessárias
para
se
abandonar,
por
oito
dias,
este
inundo
cheio
de
maravilhas
e
de
encan
tos !
Oito
dias
gastos
ociosamente
nas
mais
formosas
propriedades do
Minho,
a ver
tremer
o
sol
por
entre
as
copas
das ar
vores
seculares,
escutando
o
cabir
da
agua
na bacia
de
granito,
ou
o
mysterioso
mur
murar
do
Cavado,
devemos
confessar
fran
camente
que passam
para
nós
desaperce
bidos os maiores
sacrifícios
dos
monges
da
idade
media,
os horrores
soflridos
pelos
fundadores
da
religião
do
abençoado
Christo
!
Sentir
estalar
os
ossos
no banco da
infamia, sorver
o
cheiro
nauseabundo
da
própria
carne,
fortemente
requentada
por
um
fogo
violento,
ser
esquartejado,
que
é
isso,
oh martyres
do
passado, em
face
dos
sacrifícios
hediondos
dos
novos
ceno
bitas
?»
Isto
é
soberanamente
odioso,
e
tolo.
Se o
correspondente,
em
vez
de
es
crever
necedades
a
esmo,
se désse
ao
incommodo
de
averiguar
bem o
assumpto
de que
falia
tão
disparatadamente,
decerto
empregaria
melhor
o
tempo
que
assim
malbaratou.
D
’
onde
se
conclue,
que
o
mister
de
correspondente
para certos
jornaes é
a
coisa
mais
facil
do
mundo. Coratanto que
se
encham
uma
tantas
lirinhas,
embora
com
baboseiras
e
piéguices,
é negocio
feito.
Quem
nos
dirá
se
o
informador
do
correspondente
não
seria
porventura
um
dos
taes
«membros de
costumes repre-
hensiveis»?
A*
KejEiteçSa
do
«Cozumercio
«lo
fuinho».
Londres,
1
de
Agosto,
1811.
[Conclusão]
II.—
8
de
Julho.
—
Sam
tão
importan
tes e
justas
as
apreciações da
Gazeta
de
Pall
Mall
que,
como
disse
honlera
me
foi
mandada,
e
para
nos
Catholicos é
de
tal
interesse
a
matéria respectiva
á
Igreja
e
ao
Pontífice,
de
que
o papel
Protestante
fala
com
tanto
senso
e
desabafo; que
vou
tratar, se
o
tempo
m’
o
permiltir,
de
aqui
traduzir
fielmenle
o
seguinte
artigo;
o
qual
appareceu
no
dia
20 de
Março,
sob
a
epi-
graphe que
leva.
«ROM
A
E
A
ITALIA.
—
O
Governo
Italiano
parece,
pela
primeira
vez
desde
o principio
de
seu
longo
conflicto
com
o
Vaticano,
haver-se
collocado
n
’uma
posi
ção
irremediavelmente
falsa.
Imiton
a
po
lítica
ecclesiastica
do ‘
Príncipe
Bismark
(1)
em
circunstancias
que
tomam
o
bom
exilo
menos
provável
e
a
derrota
mais
desas
trosa
Os
Catholicos
da
Prussia
sam
apenas
uma fraeção
da
população inteira,
com
perseguir
os quaes
pouco
mais
se
ataca
o
Papa
do
que
sua
perseguição fosse
no
Japão
ou
na
Cochin-China.
Os Catholicos
da
Italia
constituem
a
principal
massa
da
nação,
e qualquer le
gislação
hostil
de
que
elles
sejam
objecto
approxima-se
muito de
uma
violação
da
lei
das
garantias
que
era
destinada
a
mos
trar
quanto
era
infundada
a
allegação
do
Papa,
que
o
conservar
suas
prerogativas
temporaes
era
essencial
á
sua
independencia
espiritual.
«Cavour negou
sempre
que
houvesse
connexão
alguma
necessária entre
as
duas
ideias.
Entendia
elle
que
o
Estado
guiado por
elie
iria
para
um
lado,
e
a
Igreja
guiada
pelo Papa
iria
para
outro.
Os
que
lhe
succederam
privaram
o
Papa
do
seu
poder
temporal,
porque
lhes
era
obstáculo
á
sua
ambição d’elles, em
fazer
da
Italia
uma
monarchia;
mas
fizeram
o
que
lhes
foi
possível
para
não
privarem
o
Papa
de
sua
autoridade
espiritual,
porque
sabiam
que
em
proporção do
que
fizessem n
’
esse
sen
tido
fariam inimigos
da
Italia
muitos d’a-'
quelles
que
sem
isso
seriam
seus ami
gos.
Infelizmente
a lei
das
garantias
tinha
a
inevitável
fraqueza
inherente
a
todas
as
decisões
parlamentares;
e
esta
fraqueza
se
tornou ainda
mais
prejudicial
pelo
fa
cto,
de que a decisão
nunca
foi senão
uoiilateral.
Se o
Papa
n
’ella
tivesse tido
parte
mesmo
o fanatismo
do
actual
Minis
tério
Italiano houvera achado
diflicil
o le
gislar
como
se
a
lei
das garantias
nunca
tivesse
passado.
<0
mesmo
fim se
poderá
ter
obtido,
se
este
defeito
se
tivesse
supprimido
por
alguma cousa
da
natureza
de reconheci
mento
internacional da parte das
Potências
Gatholicas
pelo menos.
Elias
sam
interes
sadas
—
por
isso
que
todo
Governo que
tem
um
largo
numero
de
vassallos
Catholicos
é
interessado—
em
manter
a
independencia
espiritual
do
Papa;
na
segurança,
isto
é,
de
que
quando
elle
fala
como
chefe
Es
piritual
do
Christianismo
Catholico,
não
fala
como
orgão
do
Governo temporal
da
Italia.
Actualmenle, sem duvida,
é
isto,
perigo
mui
remoto;
mas
se
o
Papa acei
tasse
a
posição
que
muitos
bons
Protes
tantes
anceiam
por
lhe
dar,
e se
tor
nasse
o
súbdito
obediente
do
Rei
de
Ita-
lia, deixaria
de
ser um
perigo
remoto.
E
’
remoto
agora porque
o
Papa
prefere
com
bater
a Italia,
em
vez
de
se
concertar
com
ella.
«Mas
se
podemos
imaginar
Pio
IX,
succedido
por
um homem
de
temperamen
to
menos
combativo
e
resoluto,
e
rodeado
por
conselheiros
cançados de
uma
luta
sem
esperança,
a
unica
salvaguarda
con
tra
esta
perigosa
subserviência estaria
na
completa
e
reconhecida
força
de
uma
lei
de
garantias?
Os
ditos
que
se
attribuem
ao Imperador
d’
Austria
e
ao
Marechal
Mac-Mahon,
que
a lei
das
garantias
é
olhada
pelas
Potências
Gatholicas como
essencial
mente
internacional
em
sua
natureza,
po-
derám
haver
sido
ou
não
proferidos
por
elles;
mas, que
o
tenham sido
ou não,
envolvem
uma política
que
tarde
ou
cedo
'
os
Governos
Catholicos
não
podem
deixar
de proseguir,
a
não
ser
que,
como
na
Italia,
nenhum
caso
façam
dos
sentimentos
de
seus
vassallos
Catholicos.
«O
Ministro
Italianos
escolheu insislir
em
seus
direitos
technicos,
e
tratar as
suas relações
com
o
Vaticano como
cousa
de
simples
importância
domestica.
Mesmo
segundo
seu
modo
de
ver,
o
caminho
em
que
se
metteu
proinette ser
muito
as-
pero.
«Foi
sempre
um
problema
4porque é
que
0 Príncipe
Bismark
escolheu
compro-
melter
a
Prussia
n
’
uma guerra
contra a
Igreja
Catholica ?
mas
elle,
em
todo
caso,
arriscou
pouco
mesmo não
podendo es
perar
de ganhar
muito
A
Italia,
pelo
con
trario,
arrisca
muito,
e
0
mais
que pode
esperar
é sahir-se
da
campanha
não
em
peior
condicção
que a
com
que n
’ella
entrou.
«Mas
0
ponto
de vista puramente
do
mestico
é
um com
que
é
excessivamente
imprudente
para
a
Italia
0
contentar-se
agora.
A
condicção
presente
da Europa
é
tal
que
dá
logar
e
animação
a
idéias
e
ambições,
quaes em tempos
menos
ba
rulhados
seriam
despropositados
de
mais
para
que
políticos
razoaveis
lhes
dessem
alteução.
«Porem,
sem
recorrer
a projeclos
phan-
tasticos
que
alguma
gente
se diverte
a
imaginar
os
conselheiros
do
Papa,
podem
ainda
sentir,
que
se
sabem conduzir-se
convenientemente
na questão
existente
en
(1)
E’
curioso,
que
agora
mesmo
quan
do
eu começava
a
escrever
isto,
veio vi-
sitar-me
um
Amigo, e
na
conversação
me
disse
como
cousa
positiva
e
colhida
de
muito
boa
fonte,
que
Bismark
confessa
ler
comellido
um
erro
mui
grande
em
sua
política
anli-catholica; e
que
trata
de
re
mediar
a
patada
política.—
Saraiva.
tre
elles
e
a
Italia,
a
próxima
distri
buição
de
terrilorio na
Europa,
algu
ma
cousa
boa
poderá
ter ainda
em
reserva
mesmo
para
0
Papa.
«Por
um
acto
extraordinário
de
loucu
ra,
0
Ministério
Italiano deu
a
Roma
exa-
ctamente
a
opportunidade que
ella
estava
buscando.
Se
um
astuto diplomático
ec-
clesiastico
houvesse estado meditando,
que
historia
inventaria
para inílammar os
’
bons
Catholicos
em
toda
a.
parte,
não
poderá
ter
achado
melhor
cousa,
mais
própria
para
0
seu
proposito,
que
0
Bill
para
a
repressão
dos
abusos
ecclesiaslicos
que
foi
apresentado
pelo
novo
Gabinete
Italia
no,
e que
fora
adoptado
pela
Gamara
dos
Deputados.
«O
estado
de cousas
que
este
Bill
tra
ria
comsigo
é
tal,
que
tornaria
impossível
a
Pio
IX,
ou
a
qualquer
outro
.Papa ac-
quiescer
a
elle.
Parlamentos
não
sam
in-
falliveis e pode
conceber-se que
uma
lei
seja
tão prejudicial,
que
0
clero tenha
obrigação
de expór
claramente
0
caracter
d ella, com 0
objecto
de
fazef-a
revogar.
Se 0 clero Italiano
tal
fizer
depois
de
ter
passado
0
BiH dos
Abusos
clericaes,
fica
sujeito
á
prisão.
Mesmo
se
expressa
mente
não censurarem
uma
lei,
e
pregarem
de
maneira
que
perturbem a
consciência
uu-
bhca-
isto é, se
fizerem
que 0 povo
se
ponha
falar
dos
actos do
Governo
e
a
discutir
se
sam
bons
ou
maos
—
ficam
su-
jeitos
a
prisão.
«Se
derem
sua
opinião
sobre
um
pon-
to
de conducta
no
confessionário,
e
suc-
ceder
que
esta
opinião
não se
ache
ac-
cordo
com a
do
chefe
da
familia
de
que
faz parte
a
pessoa
que
fez
a
pergunta
perturbarám
a
paz
das
famílias,
e
á
cadea
com
elles.
Se
depois
d
’
isto calarem
a
boca
resolvendo
nada
dizer
silvo
por
or
dem
expressa
do
Papa,
por
isso
melhor
Se
lerem
ura
breve
do Papa
na
Iqreia
’
prisão
com
elles
da
mesma
sorte.
«Quando
Mr.
Tooth
foi
antes
para
a
cadea
do
que submetter-se
á
sentença
de
Lord
Penzance(2)
foi-lhe
dito,
que
quanto
ao
seu
direito
legal,
elle
podia
alugar
uma
casa
defronte
da
igreja (que
de officiar
nesta
é
que
0
prolnbiam,
porque
lhe
não
pertencia),
e
ahi
oíliciar
como
bem
lhe
parecesse.
O
clero
Italiano
não
terá
esta
consolação;
porque
irá
para
a
cadea
se
praticar
ura
acto
de
culto
externo
contra
as
direcções
do
Governo.
Esta
clausula
no Bill parece
ser
modelada por
um fa
moso
decreto
de
Nabucódonnor
.
Seria
in
teressante de
saber
se
os
auctores
d’
este
pasmoso experimento legislatorio
se
in-
coinmodaram
de
ouvir
0
Príncipe
Bismark
dár signaes
de desejar
compor-se
com
0
Papa
e
revisar as
leis
de
Maio,
em sen
tido
que
habilitasse
0
clero Catholico
a
obedecer
sem
repugnância ás
determina
ções
d
ellas.
E’
possível
que
isto
não
seja
verdade,
mas
está
longe
de
ser
imprová
vel,
e
sendo
verdade,
devia
fazer
duvidar
muito 0
Gabinete
Italiano
de
sua
própria
prudência.
«Principiar
um
conílicto
de
que
0
Príncipe
Bismark
se
retirou,
e
começal-o
no
momento
de
sua
retirada,
fora
signal
de
confiança
tal
dos
Ministros
Italianos
no
seu
proprio
jtiizo,
que
requereria
triumpho
muito
decisivo
nas
próprias
idéias
d
’
elles,
para poder
justiíical-as».
—
a
.
r
.
saraiva
.
(2;
Um
caso
que
ha
pouco
tempo
aqui
se
passou
em
que
o
clérigo
Ritualista
Protestante
não quie obedecer á
senten
ça
do
Lord
Juiz, sobre
as
céremonias do
serviço,
etc.,
n’
uma
Igreja,
prohibindo
os
Ritualístas.
A
peregrinação
portugueza
a
IRonia.
V
DE MADRID A
IIENDAYA
Forçoso
se
nos
tornou
pois
o
sair
de
Madrid,
n
’
aquella
noite,
o que
deu
em
resultado
separarmo-nos
do
grosso
da
pe
regrinação,
que,
sem
o
sabermos,
resol
veu
pernoitar
ainda
na
buliçosa
capital.
Os
passageiros
eram em
grande nu
mero,
porque
uma parte
dos
forasteiros
regressava
a
seus
lares.
O
comboyo,
rebocado
por
duas
machi-
nas,
era
immenso
;
e
como,
quando
pro
curamos
logares,
já
os
compartimentos
estavam
cheios,
tivemos
que subdividir-
nos
ainda.
Não
fômos porém
infelizes
com os no
vos
companheiros
que
se nos
depararam,
e
os
quaes
nos
mantivemos
por
vezes
uma
conversação agradavel,
sobre
diversos
as
sumptos.
Foi
para
nós
uma
alegre
surpreza,
vêr
o
interesse
que
manifestavam
pela
nossa
romaria
alguns
ofliciaes
do
exercito,
jovens
ainda,
alguns
<J
’
elles
imberbes,
e
que,
du
rante
a
noite,
nos
fizeram
amavel
compa
nhia.
Pelo
que
vimos
e observamos,
podé-
mos
concluir,
que,
para
os
militares
hes-
panhoes,
o timor
Domini
é
ainda
consi
derado
como
a unica
verdadeira
origem
de
todo
o
garbo
e
valentia marcial.
D
’
estas
provas, que
são
a
confirmação
do
juizo,
que
temos visto expendido re
lativamente
ao
exercito
hespanhol,
mais
algumas
colhemos
ainda,
que
menciona
remos
devidamenle.
Seguia
também
viagem
comnosco
um
indivíduo,
de
maneiras
delicadas
e
cava-
Iheirosas,
e
que
por
alguns
indícios
me
pareceu
ser
membro
do
congresso.
Como
foi
variado
o
assumpto
de
nossa
conversa,
queixei-me eu
do
logro
que
em
Madrid
havia
sido
feito
a muitos peregri
nos,
já
em
casas
de
cambio,
já
em
hos
pedarias, onde
se
lhes
deu
dinheiro
falso
em
troco
de
boas
libras
sterlinas.
E
como
lhe estranhasse
o
descuido
das
auctoridades
em
perseguir
este
novo
gene
ro
de
criminosos,
para
os
quaes
nos
outros
paizes
não
havia
contemplação,
respondeu-
me
elle
com
uma
hyperbole,
que
bem
mos
tra,
quanto
a exageração
está
no
animo
dos
nossos
visinhos.
—
Sim,
me disse
elle em bom
hespa-
nliol,
faz-se
isso
em
Portugal,
como
em
qualquer
outro
paiz
estrangeiro
;
mas
pelo
que
respeita
a nós
os
hespanhoes,
neces
sitamos,
que
cada
um
tenha
um policia
ao
lado;
e
este
policia
outro,
e
este
ou
tro.
de modo
que
para
entrarmos
na or
dem,
seria
preciso,
que
uma
nação
estra
nha
viesse
inteira
policiar-nos.
Rimo-nos
com
a
apreciação,
e
assim
continuamos
entretendo
a noite, que
só
nas
proximidades
de
Valladolid
é
que
prin
cipiou
a
descerrar
a
densidade
de
suas
trevas.
Os
primeiros
alvores da
madrugada per-
mittiram-nos
vêr,
de
passagem,
esta
bo
nita cidade,
com
os
seus
muitos
campa-
narios
e
magestosos
templos,
com
seu
vasto
cemiterio,
todo
ornado
de
preciosos
emblemas calholicos,
com
todo
o aprazí
vel,
emíira, de
uma
cidade
elegante.
Foi aqui,
que
os
nossos
companheiros,
dos
quaes
formávamos
como
que
a
van
guarda,
tiveram
a
subidíssima
honra
de
ser
esperados
na
gare
do
caminho
de
ferro
pelo
em.11!0
snr.
cardeal
arcebispo
da
dio
cese,
que na persuasão
de
que
alli
per
noitassem,
lhes
havia
preparado
de ante
mão
oitenta
e
tantos
leitos.
Sua
emmineocia
não
se
contentou
com
um
simples
cumprimento;
mas
rodeado
de
muitas pessoas
que
o acompanhavam,
quiz
fallar a
cada
um em
particular,
dispen
sando
a
lodos
as
maiores simpathias
e
lou
vores,
e
concedendo
individualmente oi
tenta
dias
de
indulgências, por cada
vez
que
durante
a peregrinação
rezassem
uma
Salve
Rainha.
Esta
scena, realmeme commovedora,
e
perante
a
qual
muitos
me
asseveraram,
não
terem
podido
conter
as
lagrimas,
pas-
sou-se
de
noite,
no
meio
de
um
grande
giupo
de
eccíesiasticos,
leigos
e madamas,
que
cercavam
o
seu
bondoso
pastor,
e
pe
rante
os
quaes
o
emminentissimo
purpurado
fez
por
vezes o
elogio
da
Egreja
de Braga.
Nós
íamos
continuando
na
frente,
por
que
havíamos
tirado
bilheie
para
Hendaya.
Na
passagem
podémos
admirar
a
so
berba
catiiedral
de
Burgos,
unico monu
mento
u
’
aquelle
genero,
que
na
Europa
se
apresenta
com
uma
architeclura
golhica
acabada e
completa.
E’
realmente
uma
obra
admiravel
d
’ar-
le, e
que
de
longe
chama
já
a
altenção
do
viajante
pelas
suas
elevadíssimas
agu
lhas,
que
a
descobrem, a
considerável
dis
tancia.
N
’
esta
estação entraram para
o
com
partimento,
em
que
já
unicamente
nos
encontrávamos
tres
peregrinos,
dois
res
peitáveis
capitulares,
que
íam commissio-
nados
pelo
cabido de Burgos, para
exer
cerem
o
direito
de
superintendência, que
o
mesmo
tem
na
romaria
de
Santa
Cas-
siida,
cuja
capella
dista bastantes
kilome-
tros
da
capitai
de
província.
Felicitamo-nos
logo pelos novos com
panheiros,
que
íamos
ter
na
viagem
;
e
momentos depois
era
já estabelecida
a
mutua
confiança entre todos,
de
maneira
que
se
elles se
mostravam
satisfeitos
com
nosco,
pela
nossa
parte
éramos
penhora-
dissimos
por
elles.
Apesar
da
grande
modesfia
que
os
caracterisava, podémos
conhecer
o
seu
profundo
saber, que
a
cada
instante
se
nos
revelava
de
um
modo
claro.
Perguntando-nos
pela diocese a
que
pertencíamos,
fallaram-nos
com
elogio
de
Braga,
unica
Egreja
que
em
Portugal
parecia
ser-lhes
conhecida
por
suas
tra
dições,
lamentando,
que
apesar
de
esta
rem como
que
a
paredes meias
comnosco,
nada soubessem
da
historia
contemporâ
nea
da
Egreja
n
’
este
nosso
paiz.
Contaram-nos
os
esforços incessantes,
que
inglezes
e
allemães
empregam
para
implantarem
o protestantismo
n’aquelle
paiz,
chegando
a
prometter
dinheiro
ás
crean-
ças, para
que
vão
ás
suas escholas,
que
ainda
assim
continuam
desertas,
e
estabe
lecendo
o
prémio
de
cincoenta
pezetas
para
os
paes
que
lhes levem
seus filhos,
para
os
baptisarem.
Ha
em
Burgos
capellase
escholas
n’
esle
genero,
nos
disseram
elles;
mas
até
hoje,
e
apesar
de
tudo,
nada
teem
conseguido.
Por
ultimo, depois
de
nos
haverem
pro
porcionado
alguns
momentos
de verdadeira
satisfação,
despediram-se de
nós,
trocan
lo
mutuamente
com
elles
os nossos
nomes,
e
despedindo-nos
com
verdadeira
saudade
de
quem
tantas
altenções
nos
dispensára.
A
partir
d’
alli
começa
o
terreno
a
ser
mais
acidentado
e
montanhoso.
Os
túneis
da
via ferrea
succediam-se
a
intervallos
mais
curtos.
Os
outeiros
são mais
altos
e
aprumados.
As
encostas
e
valles
mostram-se
mais
productivos,
mais
amenos.
A
agricultura
indica
mais
vida;
e toda
a
natureza
physica
mais
viço
e
vigor.
E
’ que
nos
íamos
approximando
da
vasta
cordilheira
dos Pyreneos,
ao passo
que
nos enlranhavamos
nas
feracissimas
províncias
d
’Alava
e
Guipuzcoa.
N
’
um
alto
descampado
deixamos
Mi
randa
do
Ebro
com
as
suas
collinas,
co
roadas
de
reductos.
N
’
um extenso
valle atravessamos
Vi-
ctoria,
orgulhosa
com
as
suas
torres,
ao
mesmo
tempo
que
affavel pelas
suas
ala
medas.
Aqui
principiamos
a
descobrir
os
ves
tígios
ainda
da
ultima
guerra
civil,
que
assolou
aquellas
províncias.
Restos
de
trincheiras
e
parallelas no
terreno,
casas
incendiadas,
outras
batidas
pela
artilheria,
alguns
edilicios
em
ruinas
em
frente
d
’
outros
com as
paredes
cra
vadas
de
balas,
eis
o
que
resta
de des
pojos por
entre
aquelles
formosíssimos
pra
dos,
aqui
e
alli,
no
meio
d’
aquellas
vei
gas
tão
ricas, onde
a
mão
de
Deus
pa
rece
juntar-se
ao braço
do
homem,
para
juntos tornarem
aqueile
solo
tão
produ-
ctivo,
e
aquelles
povos tão
abundantes.
Na
parte
moral
lambem
notamos
al
guma
differença.
Costumes
mais
simples,
menos
affecta-
ção no
traje,
e
mais assiduidade no
tra
balho,
bem
mostram
de
certo
um
senti
mento
religioso
mais
vivo,
uma
crença
christã
mais
arreigada.
Tal
é
em
sumrna a
idéa,
que
muito
de
íugida
podémos
fazer
d
’
estas
bellas
pro
víncias,
que
em
todo
o
sentido
nos
pa
receram
as
melhores,
e
até
das
mais
po
pulosas
dTlespanha.
Perto
de San
Sebastião
tomaram
logar
junto
a
nós
dois
militares
de
graduação,
ainda
moços,
e
ambos muito
piedosos,
segundo podémos
colher
d’
uma minuciosa
descripção
que
nos
fizeram
de
Lourdes.
Já
quasi
á
noite
avistamos
o
mar
can-
tabrico,
até
que
duas
horas
depois,
ou
pouco
mais,
nos
encontrávamos
em
Hen
daya,
onde
nos
aguardava
outro
paiz,
não
menos
sympathico,
e podemos
dizer
que
bem
mais
bello.
M.
MARINHO.
GAZETILHA
Traíleo
horroroso
—
Chamamos a
attenção
das
authoridades
e
de toda a
gente
honesta
para
a
seguinte
carta
que
o
dis-
tincto
escriptor,
o
snr.
D
A.
Gomes
Per-
cbeiro,
acaba
de
dirigir
á
imprensa.
Effectivamente
corre que tem estado
n
’
esta
cidade
a
megera-monstro
que na
mesma
carta
é
denunciada,
e que
prose-
gue aqui
o
seu
trafico
infamissimo,
hor-
rorosissimo,
inqualificável.
Aguardamos
o
procedimento
das au-
thoridades,
e
pedimos
aos
nossos
collegas
que
dêem
a
maior
publicidade
á
referida
carta,
que
é
como segue:
Vou
por
este
meio, em
nome
da
hu
manidade,
recorrer ao jornalismo
d
’este
paiz, afim de
que
scientificado
de
um
trafico
horroroso,
que
para ahi
se
exerce
e
que eu
lhe
vou
divulgar,
peça,
com
a
força
que
lhe
dá
a
sublime
instituição
da
imprensa, providencias
enérgicas
que
o caso
tão
instantemente
reclama.
Veio
ha
tempos
do
Rio
de
Janeiro,
repleta da
grandeza
que
tenta
o
mundo
artificial
—
de
dinheiro
—uma mulher
que
n
’
aquella
cidade,
de
sociedade
com um
villão
qualquer,
estabecera
commercio
um
pouco
mais
vil
do
que
o
que
entre
nós
exercem
alguns
valdevinos,
não
menos
vilãos,
que
ahi vemos brilhar, á custa
da
desgraça,
alugando
casas
que
mobilam
para
sublocarem
depois
ás
desventuradas,
de
quem
recebem
uma
(liaria
exorbitantissi-
ma,
sem
que
a
policia,
que
é
demasia
damente
previdente
para
com
as
que fo
gem
ao
registro
do
governo civil,
inscre
va
no
cadastro
da
ignominia
os
traficantes
de
novo
genero...
Mas
como
ia
dizendo: a
matrona
a
quem me quero referir
e
cujo
nome
ignoro,
embarcára
no
Brazil
para
a
Europa, a
bem
da
sua
hyjiene,
e
cora
esse
titulo
se
hospedára,
segundo
me
consta,
no
hotel
«Francfort»,
á
travessa de
Santa
Justa,
d
’esla
capital.
Porém
não
é
com
o
titulo
de hygieue
que
a
raulher
se
apresenta
ás
desgraçadas
mães
de
família,
a quem
Deus
mimoseára
com
umas
lindíssimas
açucenas,
mais
infelizes
do
que o
arbusto
que
lhes déra
a
seiva
e
que
a
Providen
cia
devêra ter
seccado,
quando
na
haste;
isto
é,
antes
que
as ílorinhas
viessem
com
seu
inebriante
olor,
tentar
os
des-
humanos traficantes.
A
tal
matrona,
que
inculca
a
toda a
geme
que
lhe
apparece
a
sua
influencia
suciai e
um
certo
arrojo
senhoril
que in
digna
as
pessoas
de
bem
e
atemorisa
os
incautos,
a
quem
ella
seduz
mais
facil
mente
com o duplo meio de
promessas
fabulosas;
a
tal matrona,
repito,
já
lan
çou
as suas
garras
a
algumas
presas,
e
aclualrnente
viaja
nas
províncias
do
norte
(consta-me
que
está
em
Braga)
á cata
de
mais,
na
companhia
de uma
filha-fa-
milia,
que,
segundo
presumo
é
o
itnam
genlilissimo
para
outras
donzellas
não
me
nos geulis,
á ratoeira
da
deshonra.
Esta
que serve
de
visco, dizem-me
que
é
de
Portalegre,
que
tem
16
ou
18
an
nos
e
que
a
mãe
chora
a
bom
chorar
a
desgraça
da
filha,
que,
não obstante,
está
muito
contente
cotn
a
sua
sorte!...
E
’ o
que
me
consta.
Agora
as aulho-
ridades que
indaguem
a verdade
e
evitem
tamanha
offensa
feita á
sociedade
portu-
gueza
e á
civilisação.
E
a
v.,
snr.
reda-
ctor,
peço
que
proteste
comigo,
em
no
me,
da
humanidade
contra
tão
horroroso
atte"ntado; esperando
que não largue
de
mão
assumpto
tão
melindroso
emquanto
não
veja
que
providencias
foram dadas.
Procissão.
—
la
brilhantíssima a
pro
cissão
de
N. Senhora
da
Boa-Morte, que
ante-hontem
saiu
do
templo do
Collegio.
Foi
uma
das
melhores que
este
anno
se
fizeram
na cidade.
Levava
um
côro
de
virgens,
e 40
e
tantos
anginhos,
no
centro
das alas,
que
eram
compostas
pelas
irmandades
de
N.
Senhora
da
Boa-Morte,
Almas
de
S.
Thia-
go
e
Santa
Cruz.
Na
frente
ia
uma
banda
de
musica
e
no
couce
uma
guarda
d
’
honra
e
banda
regimental.
Coiiiuiiinicndo.
—
Temos
em nosso
poder
um commuuicado
do
snr.
O*»*,
que
não tem sido
publicado
em
razão
da
abundancia
de
matéria,
mas
que
o será
opportunamente.
ssoa
íiísMítíls».
—
Asseveram-nos
que
o exc.
‘
“ '
governador
civil
de
Vianna
man-
dára
separar,
do
uso profano
em
que até
agora
tem
estado,
a
capelhnha
e
cella
em
que
habitou,
no
convento
de
S.
Domin
gos d’
aquella
cidade,
o
egregio
D.
Fr.
Bar-
tholotneu
dos
Martyres,
fazendo
alli
reu
nir
os
objectos d’aquella
epoca,
e
que
te
nham alguma
relação
com
que
elle
vene
rável
Prelado.
Honra
lhe
seja.
Kevista
litterarii»
do
Po?to.
—
.
Recebemos
o n.°
4 d’
esta
folha
litleraria,
cujo
escroptorio
é
na rua
dos
Inglezes,
n.°
60,
Porto.
Agradecemos.
Obtto.
—
Na hospedaria
da
Vista Ale
gre
(Igo)
falleceu
no
sabbado
o snr. Ar
naldo
José
Martins,
joven
estudioso
e
in-
telligente, que alli
se
achava
hospedado.
O 'seu
cadaver
foi
no
mesmo
dia
con-
dusido
para
o
Porto,
d
’
onde
o
pobre
moço
era
natural.
Novena.—
Na
sexta-feira
começa
no
templo
dos
Remedios
a
novena
do
Puríssi
mo
Coração
de
Maria.
Abertura
auylo
de
orfdfa,
em
Vianna
do
Castello.—
No
dia
8
do
corrente
foi
solemnemente
inaugurado
um
asylo
de
orfãs
e
desamparadas,
na
cidade
de
Vianna,
instituído
por
iniciativa
da
Associação
das
Filhas
de Maria.
A
este
acto
assistiram
grande
numero
de
eclesiásticos,
governador
civil
do
dis
tricto,
delegado
do
procurador regio,
com
missão administrativa do
novo
estabeleci
mento,
a
direcção
da
Associação
das
Fi
lhas
de
Maria,
e
grande
concurso
de
povo.
O
novo
asylo
é
administrado
por
tres
Irmãs
Hospitaleiras.
Eleições
de tnesarios.
—
Nas elei
ções
a
que
se
procedeu
ultimamente
para
as Mezas
do
Santíssimo
de
S.
João
do
Souto,
S.
José
de S.
Lazaro
e
S.
Victor
ficaram
eleitos:
S.
João
do
Souto:
—
Juiz,
Dr.
José
Borges Pacheco
Pereira
de
Faria. Presi
dente,
Manoel
José
d
’Abreu. Secretario,
Antonio
Alexandre
Pereira
Maia.
Ex-vedor,
Manoel
José
Barbosa
de Brito. Vedor,
José
Antonio
da
Silva Lomar.
Thesourei-
ro,
João
da
Silva
Moura.
Procurador,
Joaquim
José
Marques
da
Rocha.
Mordo
mos,
Sebastião
José
da
Si-lva
Mello,
e
Francisco
Alexandre
de
Araújo
Aranha.
S.
José
de
S. Lazaro:
—
Juiz, José
Antonio
Vieira Marques.
Cartorário,
Ro
drigo
José
Joaquim
Domingues da
Costa.
Secretario
Antonio
Fernandes
Gomes
de
Campos.
Ex-vedor, Manoel
Antonio
Perei
ra.
Vedor,
Antonio
Joaquim
Ferreira
da
Gosta.
Thesõureiro,
Lauriano Evangelista
Pereira.
Procurador,
José
Custodio Ribei
ro.
Zeladores,
José
Monteiro,
e
Francisco
José
Ferreira.
Mordomos,
Manoel
José
do
Nascimento,
João
Manoel
d
’Oiiveira,
Ma
noel Correia,
Domingos
Laloeiro.
S.
Victor:
—
Juiz,
M.
J.
Rocha
Velloso.
Presidente,
José
Maria
Gomes
Bello.
Se
cretario,
Narcizo
Magalhães.
Ex-vedor,
Bento
José
da Silva
Barga. Vedor, Domin
gos
Gonçalves
Braga.
Tbesoureiro,
Anto
nio
José
Vieira. Procurador,
Ignacio
Fer
nandes.
Mordomos,
Francisco
José
Gomes,
Antonio
José
Ferreira,
Alberto
Fernandes
Azevedo, e
Lucas
José
de Andrade.
Zela
dores,
Francisco
José
da
Silva,
e
Custodio
José da
Costa.
Victima
da imprudência.
—
O
snr.
José
Manoel
da Silva,
guarda
da
alfandega
do
Porto,
vindo
no
sabbado,
d
’
aquella
ci
dade,
no
comboyo
da
8
da
noite,
ao
pas
sar
na freguesia
da
Avelleda
teve
a
im
prudência
de
saltar para
fóra
da
carrua
gem,
e
com tanta infelicidade
o
fez
que
resvalou
por
uma
ribanceira,
onde
ficou
sem
acôido.
Pouco
depois
foi
d
’
alli
trasi-
do
para
o
Hospital
de
S.
Marcos,
onde
já
falleceu.
grandes
deisarden».
—S.
Cypriano,
Bispo
de Cartago
(África),
mar-
tyr,
apontava
aos
seus
contemporâneos
es
tas
doze
grandes
desordens:.
1.
°
Um
moralista
sem
bons exemplos.
2.
°
Um
velho sem
religião.
3.
°
Um
mancebo
sem obediência.
4.
®
Um
rico
sem
dar
esmola.
5.
°
Um
mestre
sem
energia.
6.
°
Uma
mulher
sem
modéstia.
7.
”
Um
christão demandista.
8
°
Um
pobre
orgulhoso.
9.
°
Um rei
injusto.
10.
°
Um pastor
negligente.
11.
0
Um
povo
sem costumes.
12.
0 Um
estado
sem
leis.
Estas
doze
grandts
desordens
do
3.°
século
não
são as mesmas
do
XIX
século
’
tSuerrí»
do
Oriente.
—
Os últimos
telegrammas
relativos
á
guerra
do
Oriente,
são
os
que
seguem:
Vienna
9
—
Está
em
frente
de Plewna
um corpo
de exercito
russo
na
força
de
70:000
homens.
A
ala
direita
é
formada
pelas
tropas
roumanicas.
Houve
um
novo
combate
em
Loftcha
favoravel
aos
turcos.
Paris
9
—
0
«Journal
des
Debates»
e
o
«Times»
asseguram
que
não
tiveram ne
nhum
resultado
as
negociações
entre
a
Grécia e
a
Servia
para
a alliança
olfensi-
ticularmente da
sua
vida
santa
e
deu
al
guns
pormenores
das
ultimas
horas
do no
bre
finado
que
causaram um
pranto
geral.
Finalmenle
dirigiu-se
o orador
directa-
mente
aos ouvintes
mostrando-lhes
os
grandes perigos
com
que
os
calholicos
allemães
terão
a
luctar ainda
por
muito
tempo.
«Perdemos o
nosso
pae»,
exclamou
elle
com
uma
voz
que
resoava
por
toda
a
parte
debaixo
das abobadas
da
vastíssima
cathedral,
«perdemos
o
nosso
pae
!
somos
orphãos.
Olhamos-para
o
futuro,
mas não
sabemos
o
que
nos esconde.
Mas
Deus
fi
ca
nosso
pae, Christo
o
nosso
Pastor;
e
e
a
pedra
da
Egreja
fica
inabalavel!
Mas
vós
sacerdotes
e
vós,
povo
fiel,
não
vos
mostreis indignos d
’um
tal
pae.
d
’um
tal
Bispo.
Não
precisamos
perguntar:
o
que
será
de nós
agora?
Basta
perguntar:
qual
é
o
nosso
dever?
Pois,
Deus
ha
de
cuidar
de
nós, ha de guiar
e
dirigir-nos,
como
guiou
e dirigiu
ao
nosso
querido
e
inolvidável Bispo
durante
a
vida
e
na
hora
da
morte.»
Eis
como
um
Prelado
se
torna
digno
de
o
ser.
Eis
como
se
torna
digo
de
viver
eter
namente
vida
de gloria—Juslus
autem
in
perpeluum
vivit.
0
justo
não
morre,
antes
vive
eterna
mente.
E
o
Bispo
de
Moguncia ahi está
apontando
eternamente
aos
seus
collegas
o
caminho
do dever
e
do
ceu.
Um
filho da
Allemanha
catholica.
f
(«Palavra»)
Appeit»
á
enridadle.
—
A entrevada
Maria
Antonia
Ferreira,
viuva
do
Antonio
dos
Granginhos,
e
que
ha tempos
saiu
do
Hospital
com
moléstia
incurável, tem
agora
os
seus
padecimentos
mais aggravados,
achando-se
sem
meios
de
subsistência
pa
ra
poder
tratar-se
no
pouco
tempo
que
lhe
resta
de
vida.
Imploramos,
pois,
a
caridade
das
almas
piedosas,
para
que
se
lembrem
da
infeliz
com uma esmola.
A
sua residência
é
na rua
do
Alcaide,
n.°
17,
u
’
um
quarto
á porta
da rua.
va.
0 enviado
grego
já
partiu
de Bel
grado.
Berlim
9
—
Um
despacho
de
Bucharest
diz
que
as
noticias
da
Pérsia
annunciam
que Emir-Afgkanistan
teria proclamado
a
guerra
santa
contra
os
inglezes.
Bucharest
10—A
Servia
toma
todas
as
medidas
para
pôr em
pé de guerra
40^000
homens.
Os
russsos
receberam
reforços
concen
trando-os
em
freme
de
Osman-Barar
da
mesma
forma
que
foram
reforçados
os
que
se
acham
diante
de Plewna.
Aquelles
estão
entrincheirados
em
Hahin
Boghaz
nos
Bal-
kans.
Londres
10
—
Disraeli
na
camara
dos
lords
recordou
que
a
Inglaterra
declarou
ao
principiar
a
guerra
que
observaria a
neutralidade
com
as
condições
estabeleci
das
pelo
despacho
de
Derby
os
quaes fo
ram a
base
da
política
ingleza.
Não
ha
razão
alguma para
se
duvidar
que
a Rússia
não
respeite
essas
condi
ções.
Confirma-se
a
victoria
de
Osman-Pachá
em
Loftch
(Lowatz).
Os
russos
estão
recebendo
reforços
da
parte
do
exercito
roumanico que
reuniu-se
ao
exercito
russo.
Belgrado
10—0 príncipe
Millan
foi
in
formado
ofiicialmente
que
algumas
tropas
russas
vieram passar no
terrilorio
servio.
Suppôe-se
que
essas tropas
teem
o
obje-
clivo
de
marchar
sobre
Sofia,
afim
de
operar
diversão
favoravel aos russos.
iFentívidade.—
Festejar-se-ha
nos
dias
18
e
19
do
corrente a
Imagem
da Virgem
Santíssima
da
Piedade, que seus
devotos
veneram
na
capella
de
■Guadalupe.
No
dia
18
haverá
uma
bonita
e
vistosa
illuminação
e
arraial
na
píttoresca
e
linda
cêrca
da capella,
com variado
fogo,
e
bazar
de
prendas,
tocando
nos
intervallos
a
«Philarmonica
Bracarense».
No
domingo,
19,
missa
solemne
a
in
strumental,
exposição
do
SS.
Sacramento
todo
o
dia,
sermão
de
tarde,
e
no
fim
a
Ladainha
de Nossa
Senhora,
concluindo
com a
Bênção do
SS.
Um
bispa*
modelo.
—
A
Allemanha
catholica
está
de
lucto
profundo.
Perdeu
do
numero
de
seus
gloriosos
Bispos
talvez
o
mais sabio, o
mais
enér
gico, o mais'santo. A
16
do
mez
de
ju
lho
Deus
foi
servido
chamar
á
sua
presen
ça
beatífica o
illustre
bispo
de
Moguncia,
Guilherme
Manuel,
barão
de
Kelller.
O desejo
do
illustre
finado,
teve
a
sua
realisação.
Fallando
com
pessoas
de
sua
intimidade
sobre
a
terrível
verdade
da
mor
te,
disse
em dilferentes occasiões :
«quem
me
dera poder algum
tempo
antes
da
mi
nha
morte
largar
este
peso
de
tantos ne
gócios
e
occupar-me
n
’
um
convento
de
ca
puchos
unicamente
com
a
preparação
pa
ra
este
passo decisivo.» Voltando de
Roma
adoeceu
e morreu
no
convento
de capuchos
em
Burghausen, na
fronteira
bavara-aus-
triaca.
Oriundo
d
’
uma
familia
das mais
ricas
e
nobres
de
toda a
Westphalia,
o
joven
Guilherme
Manuel entrou, acabados os
pri
meiros
estudos na
carreira jurídica
e
diplomá
tica.
Mas
o
procedimento
ignóbil
do
gover
no
pru<siano
contra
o
immorlal
Arcebispo
de Colonia,
aprisionando-o
na
escuridão
da
noite
e
arrastando-o
para
a
fortaleza
de
Min-
dem
decidiu-o
a
largar
immedialamente
depois
suas funcções como
empregado do
Estado
e
consagrar-se
ao
estudo
da
theo-
logia.
Recebeu
as ordens de presbytero
em 1844
na
edade
de
33
annos.
Depois
de cinco annos de
humildes
trabalhos
de
cura
pastoral
na
sua
patria,
tendo
sido
restabelecida
a
paz
religiosa
pelo defunclo
rei
Frederico
Guilherme IV,
foi-lhe
confiado
o
importantíssimo
cargo
de
Parocho calholico
de
Berlin.
Já
se
linha
destinguido
na
revolução
de
1848
em Francfort,
onde
só
elle
se
atreveu
a condemnar
francamente
os
de
magogos
assassinos
do
príncipe
Lychnwsky
e
do
ministro
Auersperg,
á vista
mesmo
dos cadaveres
ensanguentados.
No
anno
de
1850 foi
nomeado
Bispo
de
Moguncia
pelo
Santo Padre
Pio IX,
então
refugiado
em
Gaeta.
E
’ cousa impossível
descrever
n’
esle
esboço biographico tudo o
que
o
novo
Pre
lado fez em prol
da
sua
querida diocese
durante
o decurso
de
28
annos.
Quaes
foram os
sentimentos com
que
empunhou
o
báculo
pastoral
disse-o
na
sua
pri-
primeira
carta pastoral.
Eis
aqui
corno
enião
se
exprimiu
:
«Na
verdade,
queridos
diocesanos,
não
venho
buscar
entre
vós
alguma
cousa
pa
ra
mim.
Quando
eu
morrer,
tudo
o
que
possuo
ha
de
pertencer
a
vós
e
aos
vos
sos
pobres,
tudo
sem
reserva
alguma,
e
até
este
momento
não
desejo seão
traba
lhar
no
vosso
serviço.
Não desejo
outra
cousa
senão
as
vossas
almas,
para
fazel-as
felizes
pelo
amor
de
Jesus
Christo
n
’
esta
vida
e
na
outra».
A
primeira
cousa
em que
trabalhou
foi
em
livrar
a
educação
do
joven
clero
(
a
influencia
desastrosa
d’
um
governo
lostil
á
Egreja,
retirando
os
candidatos
da
theologia
da
Universidade
de Giessen
e
fundando o
afamado
seminário
de
Mo
guncia,
que já
deu desde
então
á
Egreja
mais
de
60Ó
ecclesiasticos,
modelos pela
pure
za
da
sua vida
e
pela
altura
das
sciencias.
Não
se
podem
enumerar
todas
as
escho-
as,
parochias,
casas
d’
orphão,
casas
reli
giosas
que
novamente
fundou.
Introduziu
os
exercícios
espirituaes
tanto
para
o cle
ro
como
para o povo.
Introduziu
as mis
sões
e
chamou
para
este
fim
sobretudo
os
padres
da
Companhia
de
Jesus.
Mas
a
sua
influencia
estendeu
se
alem
dos limites
da
sua
diocese
sobre
toda
a
Allemanha.
Suas
brochuras
e
outras
obras
maiores são
em
grande
numero.
On
le
quer
que
se
atacassem
os direitos
da
Egreja,
alli
se encontrava logo
o
illustre
Bispo
como
estrenuo
defensor.
Até
o
parlamento
de
deputados
de Ber-
im,
onde
nunca
um
Bispo
tinha
entrado,
devia ouvir e admirar
sua
voz
eloquente.
Não
admira que
elle
fosse
o
alvo
das
mais
vis
calumnias
e
perseguições; talvez
não
houvesse
contra
algum
outro
membro
de episcopado
ailemão
uma raiva tão ge
ral e encarniçada
da
parte
dos adversários
da
Egreja
como
houve
contra o
Prelado
de
Moguncia.
E
comtudo
não podiam
deixar
deadmiral-o.
A
«Gazeta
de
Colonia»,
um
dos
orgãos
principaes
dos
inimigos da
Egreja,
que
muitas
e
muitas
vezes
calumniou
atroz
mente o
nobre
defensor
da
Egreja,
vê-se
obrigado
a
declarar
o
seguinte:
«Acabamos
de
recebei
pormenores
so
bre
as
disposições testamentarias
do Bis
po
Ketller,
disposições
interessantes
sob
o
ponto
de vista
psycologico.
O
Bispo
não
deixou
oada
de
fortuna
privada.
Já
ha
muito
tinha
consagrado
a
mór
parte
d
’
ella
para
estabelecimento
de
casas
de
ensino
e
edu
cação
em favor
da diocese.
As
rendas da
mitra
e
os
emolumentos
das
suas
nume
rosas
publicações liderarias,
tirado
o
pou
co
que
gastava
no
seu
parcimonioso
sus
tento,
foram
distribuídos
em
esmolas.
As
insígnias
da
sua dignidade,
cruzes peito-
raes
e
um
annel
preciosíssimo,
brinde
do
Papa,
livros etc.
foram
destinados
par»
o
thesouro
da
Se
e
para
a
livraria
do
Se
minário... O
rendimento das suas
publica
ções,
que
ainda
não
foram vendidas,
está
destinado
para
o
sustento
de
cem
famílias
pobres,
que
julgou
mais
dignas
d
’
isso.
E
’
pois
verdade,
quasi
no
rigor
do termo,
que
este valente
guerreiro
da
Ecclesia
mili-
lans
morreu
como
um pobre.»
Póde
dizer-se que
o
enterro
do
gran
de
Bispo
foi
digno
das
suas altas
virtu
des.
O
cada
ver
do
defuncto
foi
conduzido
em
comboio
especial
de
Burghausen
para
Passau
e
depois
de
Wúrzburg
para
Mo
guncia. Todas
as
ruas
vizinhas
da
Ca-
thedral
estavam
apinhadas
das
multidões
que
vieram
dar
teslimunho
da sua
profun
da
dôr.
Assistiram
ao
funeral
grande
nu
mero
de
Bispos
e
outros
dignatarios
ec-
clesiasticos
e seculares,
entre
os
quaes
tam
bém
se
notava
o
príncipe
D.
Miguel
de
Bragança.
A archiduqueza
Maria
Theresa
de
Áustria
mandou
uma
magnifica
grinal
da
de
palmas
para depozital-a
sobre
o
tu
mulo.
A
gente
do
campo
trouxe
innumera-
veis ramalhetes
de
flores.
Todos
queriam
levar
uma
lembrança
da
sepultura,
apa
nhar
alguma
flor
ou
folha.
Até o
duque
Adolpho
de
Nassau,
ainda
que
protestan
te,
mostrou
grande
interesse
em
honrar
as
virtudes
do
defuudo.
Diíferenles
associa
ções
de
operários
e artistas calholicos
man
daram
deputações
para
assim
mostrarem
a
sua
gratidão pelo
muito
que
particular
mente
em
favor da
classe
operaria
o
Bis
po
Guilherme
Manuel
fizéra.
Os jornaes anli-clericaes
mesmo
dizem:
«O
numero
só
dos
extrangeiros
que assis
tiram
ao
funeral
deve
passar
muito
alem
de
3":000
!
A circulação
nos
caminhos
de fer
ro
era
extraordinária.
Tornou-se
necessá
rio
intercalar
dois
combois
supplementares;
cada
comboio
do
dia
levava
duas
machinas
e
cerca
de
30
vvagons.»
A
oração
fúnebre
foi
feita
pelo
decano
da Sé
o
dr.
Ileinrich
que
tomou
por
texto
as
palavras
do livro
de
Job.
1.21:
O
Se
nhor
deu,
o
Senhor tirou;
seja
louvado
o
nome
do
Senhor.
Alludindo
ás
palavras
do
Prelado
na
sua
primeira
pastoral,
já
referida,
mostra
como
tinha
cumprido
a sua
promessa, até
ao
esgotamento
da
sua
ultima
força,
até
ao
ultimo suspiro.
Fallou
em seguida
mais
par
Venha
essa justiça, porque
se
for
justiça
queremos sugeitar-nos
ao
seu
verediclum.
Porém é
tão vago, tão descabellado, tão
engraixado,
e
tão
zambro
o
que
se
ha
feito,
que
se
é justiça, é
por
certo
muito
peor
que
a
do
bey
de Tunis
!
Continuaremos.
Um
ex-mezario.
SECÇÃO
D£
COMBSUinCADaS
SALVAE
AS
CREANCAS
Peia
doce
Revalescière
du
Barry
de
Londres.
—
Por
toda
a
parle
se
deplora
que
a
creança
—
a
alegria
da
familia e
a
esperança
da
na
ção
—
é
muito
mal
tratada. Sómente
devi
do
á
ignorância
das
mães
e
das
amas,
mor
rem
eilas no primeiro
anno,
60:000
era
França
e
40:000
em
Inglaterra
1
Esla
mi
séria
é
devida
ou a
uma
alimeniação
de
leite
muito
frequente,
ou
antes
ao
uso
do
leite
de
vacca
ou
de
cabra,
ou
á
açorda
—
alimentos
inadmissíveis,
e
que,
ordina
riamente,
trazem
uma
irritação
da
mucosa,
e,
como
consequência
inevitável,
a
escan-
descencia
ou
a
diarréa,
os
vomilos
contí
nuos,
a
alrophia,
as
caimbras,
os
espas
mos,
a
morte.
Reconheceu
se
que a
di
gestão
de
uma
creança,
uma vez com-
promettida,
as
drogas
mais
bem
escolhidas
não
teem
poder de
reparar o mal!
E
’
um
flagello
para
a
familia
e para
o
paiz
esta
cruel
destruição!
Ha
comtudo
um
meio
simples
e
pouco
dispendioso
de
o
conse
guir,
e
que
tem
sido
provado
durante
vin
te
e oito annos;
é
sustentar
as
creanças
de
peito
e
as
creanças
doentes
e
fracas
de
qualquer
edade
com a
Revaleseière
»u
Barry,
tres
vezes
ao
dia, simplesmente
cosida
com
agua
e
sal.
K’,
flnnlniente,
o
guateut»
por
exeelleueia
(jue,
elle
só
eansegiie
evitar
todos*
<»s
accidentea
da
in
fância.
Citemos
algumas
das
provas
abundan
tes
da
sua
influencia
invariavelmente
salu
tar,
mesmo
nos
casos
mais desesperados.
Cura
n.°
80:416.-0
snr.
uoutor
F.
W.
Beneke,
professor
de
medicina
na
Uni
versidade
de
Marbourg,
refere-se
da
se
guinte
maneira
á
clinica
de
Berlin,
em
8
de
abril
de
1872:
«Nunca
esquecerei
que
devo
a
vida
de
um de
meus filhos á
Kevalesciére
Bu
Barry.
«A
creança,
na
edade
de
quatro an
nos,
soffria
sem
causa
apparenle,
uma
alrophia
completa,
com
contínuos
vomitos
que
resistiam
á mais cuidadosa
dieta a
duas
amas
e
a
lodos
os
tratamentos
da
sciencia
medica.
A
Revalescière
fez
parar
immedialamente
os
vomitos
e
res
tabeleceu-lhe
completamente
a
siude
em
seis semanas.
De
todas
as
minhas expe
riências
feitas
posteriormente
com
a
Re-
vnleaeõére
obtive
os
mesmos
resultados.
E’
quatro
vezes
mais
nutritiva
que
a
carne»
.
Cura
n.°
70:410.
—Fabrica de Gran-
villars
(Alto
Rheno)
12
de
julho
de
1868.
Senhor.
—Cousidero-me feliz
por
poder
di
zer-lhe que o
meu
primeiro
fillio,
muito
definhado,
foi
alimentado
durante
um
aú
no
pela sua
Revalescière,
e
que
a
sua
saude
e
o
seu desenvolvimento
são
um
i
maravilha
para
todo
o
mundo.
Não
ha
na
aldeia
creança
tão forte
como o meu
fi
lho
em
relação
á
sua
edade. —
M
eucier
.
Cura
n.°
87:421.
—
Bruxellas,
23
de
junho
de
1874.—O
meu
filho
mais
novo,
abandonado
na
edade
de
quatro
para
cin
co
mezes
pelos
médicos,
não queria
to
mar
nem
digeria
alimento
algum,
e
acha
va-se,
por consequência, n
’
um
estado
de
fraqueza que
punha
em
perigo
a
sua
exi
stência; foi então
que
lhe
fiz
preparar
um
caldo de
Revalescière
fraco, qua
elle
comeu
com
apetite,
e
de
que continuou
a
ali
mentar-se
exclusivamente
durante
alguns
mezes.
Hoje,
que tem
onze
annos de
eda
de,
é forte
e
gosa saude.
—
D
eswe
iit
.
E’
seis
vezes
mais
nutritiva
do
que
a car
ne,
sem
esquentar, economisa
cincoenta
vezes
o seu
preço
em remedios.
—
Preços
fixos
da
venda
por
miudo
em
toda
a
pe
nínsula
:
Em
caixas
de
folha
de
lata,
de
*/
4
kilo,
300
; de
*/a
kilo
800
rs
;
de um
kilo,
l$400
reis; de
2
*/,
kilos,
3$200
reis;
de
6
ki-
ios,
6$4-00;
e
de
12
kilos,
12$000
rs.
Os
biscoitos
da
Revalescière
que
se
po
dem
comer a qualquer
hora,
vendem-se
em
caixas
a
800
e
l$400
reis.
O
melhor
chocolate
para
a
saúde
é
a
R®val»BBière
eSsoeolataíS»
)
ella
res
tituo
o
appettite,
digestão,
somoo,
energia,
e
carnes duras
ás
pessoas,
e
ás
creanças;
as
mais
fracas,
e
sustenta
dez vezes
mais.
jue
a
carne,
e
que
o
chocolate
ordinário,
sem
esquentar.
Era
pó
e
em
paus,
em
caixas
de
folha
de
lata
de
12
chavenas, 500
reis;
de
21
chave-
Snr.
redaclor do
nCommercio
do
Minho».
Não
foi
sómente
ao
director-proprie-
tario
do
«Jornal
do
Minho»
que
pedimos
justiça;
pedimol-a
igualmente
ao
governa
dos
civil
d
’
este
districlo,
o
snr.
marquez
de Vallada-
Foi
este
snr.
quem
dissolveu
a
Meza
do
Bom Jesus, pouco
depois
de
haver
sido
eleita
por
junta geral
d
’
irmãos,
co
mo
determinam
os
estatutos,
alegando
por
motivo =
TEREM-SE
APRESENTADO
N
’
ESTE
GOVERNO
CIVIL
REPETIDAS
E
GRAVÍSSIMAS
QUEIX
a
S
CONTRA
A
PÉSSIMA GERENCIA
DA
MEZA......
E
ESSAS QUEIXAS
SEREM
FUNDADAS
EM
FACTOS. QUE REVELAM
POR
PAR
TE
DA
REFERIDA
MEZA
UMA
COM*
PLETA
AUSÊNCIA DE
ZELO
E
INTERES
SE
PELA
PROSPERIDADE
D
’
AQUELLE
SANCTUARIO
......
Até
hoje,
por
mais
esforços
que
temos
feito,
nào
nos
foram
indicados
quaes
os
factos,
—
fundamento--
das queixas, nem o
conlheudo
das
mesmas
queixas
!
Ainda
no
dia
30
de
julho
o
nosso
irmão
procurador
fez
dar
entrada
no
go
verno
civil
ao
seguinte
requerimenlo=
Ex.
iní>
Snr.
Diz
Antonio
Joaquim
Moreira,
d
’
esla cidade, ex-procurador
da
Meza
do
Sanctuario
do
Bom Jesus
do
Monte,
dis
solvida
por
alvará
de
V.
Exc.
a
de
18
do
corrente
mez,
que
precisa
se
lhe
passem
por
certidão
as
difierentes
denuncias
que
o
alvará
invoca,
e
que
se
tomaram
por
fundamento, para se
decretar
a
dissolu
ção
da
Meza da
referida
confraria,
por
isso:
Pede
a
V.
Exc.
a
se
sirva
mandar-
lhe
passar
de
lheor
e
ein.
iórma
que
faça
fé,
certidão
de
todas
essas
denuncias que
tanto
impressionaram a
V.
Exc.
a—
E.
R.
M.
ce
—
Braga
29
de
julho
de
1877.
Varias
vezes
tem sido
procurada
a
certidão
pedida; porém
infrucliferos
hão
sido
lodos
os
esforços
e trabalhos!! 1
Isto
é
que
é
fazer justiça
!
Demit.e-se
uma
corporação
sem
ser
ouvida,
sem
serem
vistos seus livros;
ar
ruma-se-lhe
á
face
com o
labeo
da
in
fâmia,
e
tudo
isso
por
que
appareceram
queixas
!
1!
Procura
mais tarde
essa corporação,
cônscia
da
sua
dignidade e
da
sua honra,
saber
quaes
essas queixas, e
quaes
os
queixosos,
para
se
desaffronlar
legalmente,
e
levanta-sà*contra
ella
a
conspiração
do
silencio
!
!
1
Aonde eslá a
justiça
que apregoavam?
na»,
800
reis
;
de
48
chavenas,
1^400
;
de
120
chavenas,
3$200
reis,
ou
25
reis
cada
chavena.
»U
HATIKY
«fc
C?
unifKD.^
Place
Vendòme,
26,
Paris.
77
Regent-
Streei,
Londres. Valverde,
1,
Madrid.
Os
pharmaceulicos,
droguistas,
mer-
cieiros,
etc., das
províncias devem
diri
gir
os seus
pedidos ao
deposito
Central;
snr.
Serzedello
&
C.
a
Largo
do
Corpo
Santo
16,
lúsboa,
(por
grosso
e
miudo);
Azevedo
Filhos,
praça
de
D.
Pedro, 31,
32;
Barrai
&
Irmãos,
rua
Aurea,
12
—
Por-
J.
de
Sousa Ferreira &
Irmão,
rua
da
Banharia,
77.
DEPOSITOS
ENTRE DOURO E
MI-
NH0.=Aveiro,
F.
E.
da
Luz
e
Costa,
pharm. —
UarcelloH,
Antonio
João
de
Sousa
Ramos,
pharm., Largo
da Ponte.—
Braga,
Domingos
J.
V.
Machado,
drog.,
praça
Municipal, 17
—
Antonio
A.
Pereira
Maia,
Pharm.,
rua
dos Chãos
31
—
Pipa
&
Irmão,
rua do
Souto.
—
Viansaa
«lo
Õas-
teKIo,
Aflonso
drog., rua
da
Picota;
J.
A.
de
Barros,
drog.,
Rua
grande,
140.
—GuimnrSeí,
A
J.
Pereira
Martins,
pharm.
—
Antonio
d
’
Araujo
Carvalho,
Cam
po
da
Feira,
1;
José,
J.
da
Silva,
drog.,
Rua
da
Bainha,
29
e
33.
—
Peiswflel,
Miranda,
pharm.
—
Porto,
M.
J.
de
Sou
sa
Ferreira
&
bnaão,
Rua
da Banha
ria,
77;
J.
R,
de
Sequeira,
pharm.,
Casa
VeinTelba;
E.
J.
Pinto,
pharm.,
Largo dos
Loyos, 36;
Viuva
Desirè
Rahir,
Rua
de
Cedoleila,
160; Fontes
&
C.
a
,
drogs.,
Pra
ça
de
D.
Pedro,
105
a
108;
Antonio
J.
Salgado,
Pharmacia
Central,
Rua
de
San
to Antonio,
225
a
227.
—
Ponte
do
Li
ma
A.
J.
Rodrigues
Barbosa,
pharm.
—Povon
do Varzim, P.
Machado'de
Oliveira, pharma.
—
Valença
do
Minho,
Francisco
José
de
Sousa,
pharm.
—
Villa
d»
Conde,
A.
L.
Maia
Torres,
pharm.
A61ADECISEIT0S
Antonio
dos
Santos
d’
Azevedo Magalhães
em
extremo
penhorado
para
com
os
snrs.
bombeiros
voluntários,
municipaes
e
mais
pessoas,
que
tomaram
parte activa
na
ex-
tincção
do
incêndio,
que
devorou
todo
o
convento
de Rendufe,
soíTrendo
privações
e
arriscando
a
própria
vida,
bem
como
para com todas
as
pessoas,
que
o
cum
primentaram por
occasião do
sinistro,
vem
por
este
meio,
na
impossibilidade
de
o
fazer
pessoalmente,
agradecer
tão
grandes
finezas,
que
lhe
ficam
gravadas
n’
alma
como
dividas
insolúveis e
que
o
forçam
aos
protestos
de
sua
extrema
e
eterna
gratidão.
(436)
Si-
Os
abaixo
assignados
agradecem
com
respeito
e
reconhecimento
a
todos
os ca
valheiros
que
se
dignaram
assistir ao
en
terro
de
seu
innocenle
filhinho,
bem
co
mo
a
todas
as
exm.8s
snr.
as
e
snrs.
que
os distinguiram
com
suas
obsequiosas at-
tenções
e
cumprimentos,
protestando
a
todos
a
sua
eterna
gratidão
por
tão
dis
tinto
favor.
Braga
9
d
’
agosto
de 1877.
João
José
Alves
d
’
Araújo
Anna
Joaquina
da Silva Gomes
d
’
Araújo.
(429)
escrivão
de
fazenda do
concelho
de
Bra
ga.
etc.
Faz saber,
em
cumprimento
do
artigo
109
do
regulamento
da contribuição
in
dustrial,
que,
pelo
presente
edital
são
con
vidados
lodos
os
indivíduos
sugeitos
á
dita
contribuição,
a
comparecerem nos
paços
da
camara
d’este
concelho,
afim
de
con
stituírem
o grémio
de
que
fazem
parte,
e
em
seguida
procederem
á
repartição
de
contingente
constante
da lista,
que
no
acto
será
entregue
a
cada
uma
das
clas
ses
e
nos
dias
e
horas
abaixo
designados;
a
saber:
ara
o
dia
47
do
corrente
ás
9
horas
da
manhã:
Açougues, emprezarios,
5.
a
classe.
Ad
vogados,
5.
a
classe.
Agencias
indetermi
nadas,
7.
a
classe.
Buíarinheiros
com
e sem
cavalgadura,
7.
a
e 8.a
classe. Alfaiates
de
medida,
6.a
classe.
Albardemos,
7.
a
classe.
Algodão,
mercadores
e fanqiíeiros,
5.
a clas
se.
Barbeiros com
estabelecimento,
7.®
classe.
Bilhares
com
botequim, e
botequim
sem
bilhar,
4.
a
e
6.
a
ciasse.
Para
o
mesmo
dia á í
hora
da
tarde:
Caixeiros
de
balcão
e
de
escriptorio,
8,
a
e
7.
a
classe.
Capellistas
sem
mo-
das, 7.
a
classe.
Chapéus, mercador
ou
fabricante,
5.
’
classe.
Coiros
cortidos
por
miudo,
6.
a
classe.
Confeiteiros,
7.
a
classe.
Costureiras,
8.
a
classe.
Para
o
dia
i
8 ás
9
horas
da
manhã:
Escreventes
de
cartorio,
8.
a
classe.
Estalajadeiros,
6
a
classe.
Ferreiros, mes
tres,
7.
a
classe.
Lã,
mercadores
de
teci
dos.
5.
a
classe.
Lã
em
bruto,
7.a
classe.
Médicos e cirurgiões, 5.
a
classe.
Merciei-
ros,
5.a
classe.
Para
o
mesmo
dia ás
3
horas
da
tarde:
Mestres
d
’obras,
pedreiro
ou
carpin
teiro,
6.
a
classe.
Professores
de
instrucção
secundaria,
7.a
classe.
Directores
e
ge
rentes
de bancos
e
companhias,
3.
a
classe.
Músicos
7.
a
classe.
Para
o
dia
20
ás
9
horas
da
manhã:
Officiaes
d
’alfaiates,
barbeiros,
caiador,
carpinteiro,
ferreiro,
funileiro,
laloeiro,
marceneiro,
ourives,
pedreiro,
penteeiro,
pintor,
sapateiro,
sombreireiro,
e
surra-
dor,
8.
a
classe.
Para
o
mesmo
dia
ás
2
horas
da
tarde:
Ourives,
fabricante
e
mercador,
7."
e
6
a
classe
Padeiros,
6.a classe.
Relogios
usados,
7.
a
classe.
Sapateiros
mestres,
7.a
classe. Serigueiros,
7.a classe.
Solicitado
res,
6.®
classe.
Tabacos,
7.
a
classe.
Ta-
manqueiros, 8.
a
classe. Tendeiros,
7
a
clas
se.
E
para o
dia
21
do corrente
ás
9
horas
da manhã, vendeiros
ou
tavernei
ros,
6.
a
classe.
Para
constar
se
passou
o
presente
e
outros
para
serem
aífixados nos
logares
do costume.
Repartição
de
fazenda
do
conceiho
de
Braga,
13
d'Agoslo
de
1877.
(440) Antonio
da
Costa
Moraes.
,
E’
hoje,
14
do
corrente,
o
2.°
anniver
sario
do
fallecimento
do
exc.
In0
visconde
de
S.
Lazaro.
A
Direcção
do
Asylo
de
D.
Pedro
V.
de
que
o
illustre
finado
fora
desvelado
pro-
tector,
para
suffragar
sua
alma,
faz
cele
brar uma
missa
de
Requiem
ás
11
horas
na
egreja
do
extincto
convento
da
Penha,
á
qual asistirá
a
mesma Direcção
e
todo
o
pessoal
interno
do
Asylo.
Braga
14
de Agosto
de
1877.
O
secretario,
(437)
Padre
Luiz
Gomes
da
Silva,
•riíii®^
ASM
B
8.
ffflDM
¥.
Domingo,
18
do
corrente
ás
12
horas
da
manhã,
n
’
uma
das
salas
do
Asylo
de
D.
Pedro
V.
se
hade
proceder ao
arrenda
mento
a
quem
mais
der
da casa
que
per
tencia
ao
capeliào
da
Penha—
desde
o
S.
Miguel
de
1877
ao
de
1878;
o
que
faz
pu
blico
para
quem
convier.
Braga,
secretaria
do
Asylo
em
8
de
Agosto
de 1877.
O
secretario,
(435)
Padre
Luiz
Gomes
da
Silva.
A
QUEM
cONVIER
Quem
precizar
d
’
um
homem,
de
50
an
nos
d
’idade,
com
boa
pratica
de
vender
tabacos,
para
caixeiro
ou
para
tomar
con
ta
d’
alguma
loja,
dirija-se
ao
escriptorio
d
’
este
jornal
e
se
lhe
imformará
a
pessoa
que
pertende.
(441)
Tres
moradas
de
casas
quasi
concluídas
na
sua construcção, sendo :
uma
na
rua
da
Sé
entre
os
n.
08
15
a
18
—
outra
na
rua
de
Santo
Antonio
das
Travessas en
tre
os
n.os
16
a
18,
e
com
frente
para
a
nova rua
(antigo
Couto
do
Arvoredo)
ou
tra
n
’
esta
mesma
Couto
do
Arvoredo,
qua
si
concluída.
Podem
ser
vistas
a
qualquer
hora,
pa
ra
tratar
de
seu
ajuste,
com
seu proprie
tário
João
da
Costa
Palmeira.
(434)
•
B1MSIÍ0
A
No
Asylo de
D.
Pedro
V,
ha
dinheiro
para
dar
a
juro
sobre
hypotheca
e
fiadores.
O
secretario
(438)
Padre Luiz
Gomes
da
Silva
Na
confraria
de
Nossa
Senhora
d
’A-
presentação
da
parochial
egreja
de
S.
João
do
Souto,
ha
l:162$420
rs.
para
dar
a
juro
sobre
hypotheca
e
fiadores.
O
secretario,
(439)
Padre
Luiz
Gomes
da
Silva.
Quem
pretender
comprar
cascos,
meias
pipas
ou
quartos de
pipa,
de
vinho ver
de,
póde
dirigir-se
a
José
Antonio
Fernan-
des,
proprietário
do Hotel
da
Vista
Ale
gre,
no
campo
das
Carvalheiras. (432)
Companhia
Edificadora
e
Indus
trial Eracarense
Sociedade
annnyiua
de responsabi
lidade
limitada
Os
poucos
snrs.
accionistas que
estão
em
debito
da
12.
a
e
13.
a entradas
de
suas
acções,
são
convidados
pela
ultima
vez
a
realisal as
com
o
juro
de
6
0/0,
até
o
dia
20
do
corrente
mez
;
ficando
scientes
aquelles
que
o
não
fizerem
que
lhes
se
rá
applicado
o art.°
17
dos
Estatutos.
Braga
9
de
agosto
de
1877.
Os
Directores
Francisco
da
Silva
Araújo
(122)
Francisco
Baptista
da
Silva.
Teixeira
&
Mesquita
da
rua
da
Sé,
fa
zem
publico,
que
abriram
as
suas
car
reiras
para
a
Povoa
do
Varzim
no
dia
8
do
corrente
a
sair
de
Braga
ás
5
horas
da
manhã,
e
tem
mais outro
carro
a
sair
ás 10
horas
da
noite
a principiar
no
dia
15,
e
volta da
Povoa
do
Varzim
ás
4
ho
ras
da
manhã e
duas
da
tarde.
Tem
uma
hora
de demora
em
Barcellos
tanto
na
ida
como
na
volta.
Preços
—
dentro,
600
rs.,
fóra,
500.
Os
bilhetes
vendem-se
em
Braga,
no
bem
conhecido
Ribeiro
Braga,
e
na
Povoa
do
Varzim,
no
Rego, no
mesmo escripto
rio
dos
mais annos.
(423)
iiíí
BU.l&A
Á
POVOA
DO
VARZIM
Companhia
Carris
de
Ferro
de
Braga
Faz
publico
que
a
principiar no
dia
12
do
corrente
agosto
tem
carreiras
en
tre
Braga e Povoa,
por
Famalicão,
a
sa
ber
:
De
Braga:
—
Nos
comboios
que partem
ás
6
horas
da manhã
e
1,37 da
tarde.
Da
Povoa
:
—A
’s
6
horas
da
manhã
e
3
da
tarde.
Venda de bilhetes:
Em
Braga,
na
Estação
Central,
e
na
Povoa, no
Largo
do
Rego,
n.°
22, junto
ao
theatro
Sá
da
Bandeira,
em
casa
do
snr.
Henrique
d'01iveira
Mandim.
O
ser
viço
entre
Famalicão
e
Povoa
e
feito
em
magnificas
diligencias
tiradas
a
cinco
ani-
maes.
Preços-—
Por
cada
logar
dentro
do
carro,
700
reis;
fóra.
560.
ATTENÇÃO.
—
Os
logares
de
dentro
dão
direito
a bilhetes
de 2
a
classe
no
caminho
de
ferro
até
Famalicão,
c
os
de
fóra
a
de
3.
a
classe.
Bagagens.
—
Para
cada
passageiro
15
kilos
grátis.
Por
cada
kilo
a mais, 20
reis.
(426)
Compasaltit*
Carril «Se Ferro dte
Brnya
São
convidados
os
snrs.
accionistas
d
’
esta companhia
para
se
reunirem
em
assembleia
geral,
extraordinária, no
dia 16
do
corrente
pelas
1
1
horas
da
manhã
na
casa
n.°
7
do
Campo
de
Sant
’Anna,
afim
de
resolverem
negocios
de
maxima
im-
importancia
e
summo
interesse.
Confórme foi
indicado
na
carta
con
vocatória.
Braga 1
d
’
agosto
de 1877.
O
Presidente,
(425)
Antonio
Lopes de
Figueiredo.
Mala-posta
do
correio,
entre Fa-
malicAo,
Povoa
e Viila
do
Conde.
Manuel Joaquim
de Oliveira
&
Primo,
de
Villa
Nova
de Famalicão,
fazem
pu
blico
que
continuam
com
a
sua
carreira
entre
Famalicão,’Povoa
e
Villa
do
Conde.
Sae
de
Famalicão
depois
da
chegada
do
comboio,
que
sae
d
’
esta
cidade
á
1,37,
e
chega
á
Povoa
do Varzim
ás
5
e meia
horas
da
tarde.
Preços:
De
Villa
Nova
á
Povoa,
den
tro
400
rs.;
fóra, 300 rs.
Os
bilhetes
em Biaga,
vendem-se
em
casa
de
Domingos
Alves
Pereira,
Praça
do
Barão
de
S. Marlinho,
n.°
1.
(428)
RUA
BOS
BHSCAISHOS JV.°
3
Arrenda-se
o
segundo e
terceiro
andar
da
casa na supradita
rua
e n.°,
que se
acha
construída
de novo.
Para
tratar-se
na
rua
do
Campo,
n.°
16.
(431)
RAPAZ
PARA
NEGOCIO
Precisa-se de
um
com 3
annos
de
pra
tica em
negocio
de ferragens,
e
que não
tenha
menos
de
14
a 15 annos.
Carta
ao
escriptorio d’este
jornal
com
as
ineciaes
R.
F.
S.
(433)
PHEVE.VÇÃO
O
abaixo assignado
previne,
para
não
haver
ignorância,
que
ninguém
compre
nem
arrende
ao
snr.
Ignacio
José
Fernandes
Braga, e
mulher,
da
cidade
do
Porto,
a
casa
sita
na
rua
de
D.
Pedro
V,
n.°
19,
d’
esta
cidade
;
porque
se
acha
esta
mes
ma
em questão
perante
o
tribunal-
judi
cial ;
e
para
melhor satisfação
do
publico
se
declara
que
a
questão
corre
pelo
car
torio
do escrivão
João
Marcos
d’
Araujo
Ribeiro,
e
é
habitada
pelo
abaixo
assigna
do
;
apesar
da
casa
ter
escriptos,
nada
será
valido.
Outrotim protesta
contra qualquer
pa
pelucho
ou
annuncio
que
appareça con
tra
a
sua
probidade
;
não
se
queixando
senão
da mesmo
snr.
Ignacio.
Braga
6
de
julho
de
1877.
Antonio
José
Cerqueira
da
Silva
Braga.
(364)
Na
rua
«la
Ponte
casa
n.°
6á
arrenda-se
o
segundo
andar,
que
se
com
põe
de
duas
salas
e
quatro quartos.
Tem
agua
de
um
poço
no
quintal.
(420)
Casa
para
alugar
Aluga-se
a
casa
n.°
88,
da
rua
da
Boa
Vista, tem
comodidades
para
duas
famí
lias,
para
tractar
na casa
n.°
85,
da
mes
ma
rua.
(352)
Preeiga-ge
de
um
caseiro
fiara
uma
quinta,
5
kilometros
distante
d
’
esta
cidade,
que
tenha
de
seis pessoas
gran
des
para
cima;
ou
então,
dous
caseiros
de
quatro
pessoas
cada
um.
para
então
divi
dir
a
quinta
ao
meio.
Quem
estiver
nes
tas
circumslancias
falle
com Antonio
Joa
quim
Loureiro, Rua
Nova,
n.°
2.
(300)
BRAGA,
TYP0GRAPHIA LUSITANA—
1877.
Parte de Comércio do Minho (O)
