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COMMERCIAX,
SB-BSECSCiSOíSSí ^'í>TIS:U>S.l..
EDITOR
E PROPRIETÁRIO JOSÉ MARIA DIAS DA COSTA, RUA NOVA
N.°
3 E.
5.° ANNO
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
Braga,
12
mezes.............................. 1&600
»
6
»
..........................
Correspondências
parlic.
cada
linha
Annuncios
cada
linha
....................
Repetição
....................................
850
40
20
10
PUBLICA-SE
ÃS
TERÇAS,
QUINTAS
E
SABBADOS.
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
Províncias,
12
mezes
............
2
è
>000
»
6
»
............
1&030
»
sendo
duas
assignaturas
3§600
Brazil,
12
mezes,
moeda forte.
.
3&600
Folha
avulso
...................
10
N.° 662
<iú«mawiwwiwrn^..irjr'';--"nirr-
*
''STÍ"~'^
,
'
*
/'^ ,“r?nriinnr~~Tn~r»^5"^-~^-r
agora diremos
aos
irmãos
da
Misericórdia,
que
concorram
á urna,
e
pedimos
aos
deputados
por
estes
encarregados
de
fa
zerem
a
pauta,
que obrem
de
modo
a
tirar
lodo
e
qualquer
pretexto
pelo
qual
os
inimigos
occullos
d
’
aquella
Santa
Casa
possam
fazer
vingar
os
seus planos.
---
—
»
------
®
Papa em presença do projeeto
de
lei
sobre oh abusos
do clero
II
Do
mesmo
projecto
de lei,
que
dei
xamos
transcriplo,
facilmente
se
depre-
fende
qual
a
independencia que
o
gover
no
Mancini
permiue
ao
Papa para
o livre
e
pleno
desempenho
do
seu
altíssimo
mi
nistério.
E’
certo que não
apparece
alli revo
gada
por um
modo
explicito
a
famosa lei
das
garantias;
mas
também
não
é menos
fóra
de
duvida,
que
sem
descarregar
o
golpe
tão
manifestamenle,
Mancini
leria
conseguido
com
menos
risco
o
mesmo
fim,
se
o
seu
projecto
houvesse
vingado.
Para
a
completa
independencia
do
Pontificado
Romano
por
certo
não
basta,
que
o
Papa
tenha
a
liberdade
de viver
recluso
no
Vaticano.
O
Vigário
de
Christo
é
o
Chefe
de
duzentos
milhões de
catholicos,
espalhados
por
todo o
mundo.
E estes
necessitam
ouvir
a
sua
voz,
escutar
suas
advertências.
E’ uma necessidade
impreterivel que
importa no
Papa
o
dever
de fallar-lhes
para
os
instruir,
de instrud-os para os
confirmar.
A
chamada
lei
das
garantias
promel-
teu
atlender
a
esta
necessidade;
e em
palavras
pomposas
não
se
cançou
de
an-
nunciar
aos
quatro
ventos o
seu respeito
á
«liberdade
da
Egreja»
e
aílirmar
com
toda
a
força
«a
plena
independencia
da
Sé
ponlificia
no exercício
do
seu
minis
tério
religioso».
(1)
«Nesta
lei,
dizia
um
decreto
real,
se
estabelecerão
as condições
para
a garantia,
alé
com
concessões
terriloi
iaes,
da inde
pendencia
do
Summo
Pontífice
e
do
livre
exercido
da
auctoridade espii
itual
da
San
ta
Sé».
O
modo
como
estas
promessas
tem
sido cumpridas, sete
annos
de
experien
cia o
tem
demonstrado
plenamente.
A
exlincção
das ordens religiosas
e
a
suppressào
do
Generalato
das
mesmas, que
tão relevantes
serviços
prestavam ao
Chefe
da
Egreja
no
seu
governo
universal,
são
uma
prova,
entre
muitas,
da
sinceridade
com
que
iaes
promessas
se
fizeram.
Na
sua
ailocução
de
12
de
março
ul
timo,
queixa-se
Pio IX
de
todas
estas
violências,
comraettidas
pelo
governo
de
Viclor
Manoel contra a
Egreja Calholica.
E
esse governo
contra
o
qual o
Papa
citava factos, julga
ter
destruído
tão
for
mal
accusaçào,
laxando
de
ingrato
o
Vigá
rio
de
Christo!
ingrato
porque
denunciava
ao
mundo
calholico
um altentado
mais
que
se
pre
meditava
contra
a
liberdade
e
indepen
dencia,
que
lhe
são
necessárias
para
o
exercício
do seu magistério
universal!
E
com
tudo
este
altentado
era ma
nifesto.
Confessou-o
o
proprio
Mancini,
quando
(I)
Dois èrros sairam em
o
artigo
an
tecedente
sobre
este assumpto;
o
primeiro
foi
o
encaixe
do
titulo
de
projecto
no
primeiro
artigo
do
mesmo;
e
o segundo
no
ultimo
artigo
onde
por
engano
saiu—
Tribunal
correccional—por—
tribunal
de
cassação.
BtUe
4
—
»AE3
»A»»
*
4
E
’
í
E
IJE
ISSS
Eleição
da
Meza «1» UÊiserieordia.
Estava
fixada a
tarde
do
dia
2
do
corrente
para
se
proceder
á
eleição
dos
deputados,
que
por
pauta
e
na fôrma
determinada
pelo
Compromisso
da
S.
e
R.
Casa
da
Misericórdia
leem
de
compor
a
Meza
que
deve
reger
os destinos
do
pri
meiro
estabelecimento
pio
d
’
este
districto,
no anno
seguinte.
Não
se
reuniram,
porém,
os
irmãos
em
numero
suíliciente
para
esta
eleição;
lendo
pois
de
se
marcar
novo
dia
para
ella.
Sentimos
ter
de dizer que
grande res
ponsabilidade
cabe
áquelles
qne
por
in-
diílerença deixaram de
comparecer
áquelle
aclo, cuja
não
reahsação
póde
ter
graves
consequências,
—
a
ser
verdade
o
que
por
ahi
se
vae
dizendo
a
bocca
pequena.
A
Meza
actual
é,
de
certo,
composta
de
cavalheiros
os
mais dignos
para
con
tinuarem
a
administrar
aquella
S.
Casa;
mas
como
o
numero
não
está
prehenchido,
não
é
possível uma
reeleição
sem
satis
fazer
a essa falta.
Será
isso
conveniente?
Nós
lembramos
o
seguinte alvitre,
quiçá
m.iis rasoavel:—
Ha
entre
os
cavalheiros
que
até
agora
teem
servido,
nomes
res
peitáveis,
alguns
quasi
indispensáveis.
Es
colham
esses
cavalheiros,
que
por
sua
reconhecida caridade
se
não
recusarão
a
continuar
a
servir,
e
constituam
uma
Me
za
assim
combinada.
As
reeleições successivas
trazem
com-
sigo
vários
inconvenientes:
entre
estes
—a
falta que
já
se vae
sentindo
n
’
aquella
Casa
de
numero
de
irmãos suíliciente
para
os
logares
de
deputados,
que
são
tirados
d
’entre
os irmãos
que
já
tenham
servido
de
Meza; não
fallando
da relaxação
que
se
nota
nos empregados
subalternos.
Corre
por
ahi=que
se
a
Meza
actual
ficar
tal
qual
reeleita,
será
dissolvida,
no
meando-se
uma
commissão, ou
antes
com-
missões
para
a
Misericórdia
e
para
o
Hos
pital,
dando esta
conjunctura
azo
a
no-
mear-se
um administrador.
Este
proj cio
que
anda
na
mente
d
’
alguern, do
qual,
embora
nos
tenha
merecido
credito
e
simpalhia
alé
hoje, não podemos
deixar
de
dissentir,
combalel-o-hemos
com
todas
as
nossas
forças.
Preferimos
trinta
reeleições
a
uma
commissão
ad
hoc
nomeada
pelo
governo.
Uma
commissão
gratuita
dissolve-se
por
si
mesma,
porque
aos
seus
actos
não
preside
o
espirito
de caridade
e
devoção
indispensável
aos
que
administaam
os
es
tabelecimenlos pios;
é
o
primeiro
passo
para
a
creaçâo
de
mais
um
nicho
rendoso,
onde
se accommode
um afilhado.
Não
haverá
em
Braga
um
homem
que
por
caridade
continue
a
occupar
um
car
go,
que
durante
séculos
tem
sido
exer
cido
por
um
irmão
da
Misericórdia?
Em 1833,
na
capital
do
reino
fidelís
simo, foi,
sob frívolos
pretextos
políticos,
liiada
a
administração
do
Hospital
e
Mi
sericórdia
aos
iimãos
d
’
esla,
e
crearam-se
nichos,
que
ainda se
conservam;
—
pois
não
é
acreditável
que
os
irmãos
da
Mi
sericórdia
de
Lisboa,
aptos para
a
admi
nistrarem
hoje, sejam
todos
miguelislas.
Este
fado
falia muito
alto
e
muito
claro;
e
não
depõe
nada
a favor
d
’aquelles
que
no
decurso
de
44
annos
ainda
não
elegeram
uma
Meza
que
gratuitamente ser
visse
áquelles
estabelecimentos
decai idade.
Mas
Braga
não está,
felizmente,
nas
circumstancias
de
Lisboa.
Innumeras
reílexões
poderíamos
fazer
sobre
este
assumpto,
algumas
das
quaes
reservamos
para
occasião
opportuna.
Por
disse,—que
a
ailocução
pontiíicia,
já
men
cionada,
era
a
justificação
mais
eloquente
da
legitimidade
e
necessidade
do
referido
projecto
de lei.
Logo
é
claro,
que
elle
tinha
como
principal objectivo
a
liberdade
do
Papa,
fallando
ao
mundo
calholico.
Ha
porém no
mencionado
projecto
uma
disposição,
que
deixa
melhor
a des
coberto
a
intenção
com
que foi
elaborado.
No
artigo
2.°
estatuia-se,
que
fossem
punidos
todos
áquelles
que
publicassem
os
escriptos declarados
puníveis,
fosse
qual
fosse
a
auctoridade
ou
lugar
d
’
onde
pro
viessem.
De
modo
que
por
esta
fórma
os
actos
do
Mestre
universal
da
Egreja
cairiam
sob
a alçada
dos
tribunaes
italianos;
e o
Papa
lena
que
ser
julgado
e
punido
na
pessoa
dos
seus
súbditos,
todas
as
vezes
que
estes
repetissem
as
doutrinas
dima
nadas
do
Cabeça
da
Egreja.
Mas
ainda
não
é
tudo.
se
é
certo
que
as
prerogativas da
chamada
lei
das
garantias
não
são
mais
que concessões
generosas,
como
lhes
cha
mou
Mancini,
não
soífre duvida,
que
elias
podem
ser
retiradas,
quando
melhor
aprou
ver
ao governo
que
as
fez.
A
liberdade
e
independencia
do
poder
espiritual
do
Papa
não
são
por
tanto
um
direito que
lhe
assiste,
inviolável
para
lo
dos
os
poderes
da
terra,
mas
um favor,
uma
concessão,
da
qual
só
póde
usar o
concessionário,
em
quanto
aprouver
ao
concessor.
A
lógica
inexorável
leva
a
estas
con
clusões
E
embora
Mancini,
referindo-se
á
lei
das
garantias,
dissesse
na
camara
—
que
por
ella
se
constituirá
a
Ilalia
no
dever
de responsabilidade
perante o
mundo
ca
lholico
pela
completa
independencia do
Pontífice
no
exercício
do
seu
poder
espi
ritual,
—
os
factos,
fallando
mais
alto,
de
monstram
o
modo
pérfido,
como
esse de
ver e
essa
responsabilidade
são
entendi
dos
por
áquelles
mesmos
que os
invocam.
O
Papa não
podia
por
tanto
ficar
mu
do
ante
uma lei,
que
tendia
a
abalar
lhe
complelamente
a
voz.
E
essa
lei,
em projecto,
como
era
ainda,
era
mais
uma
violação
manifesta
na
lei
das
garantias,
lei
que, supposlo
não
tenha
sido
acceite,
nem
reconhecida
pelo
Pontífice,
envolve
todavia
um
pacto
solemne
perante
a
Europa
e
o
mundo.
M.
MARINHO.
A*
Hedaeção tio «Commercio do
fflinlio».
Londres, 29
de
Junho,
4877.
SUMMARIO.
[Conclusão]
VIL
—
Muito
notável
e
importante
re
cepção
dos Peregrinos
dos
Estados-Unidos
da America, por Sua
Santidade,
com
oí-
ferias
consideráveis
em
numerário.
VIII.
—
Peregrinação
Irlandeza,
e
sua
recepção
pelo
Santo
Padre.
IX.
—
Dita
da
Dalmacia, do
Tyrol,
de
Malta,
guiadas
por
seus
respeclivos
Pre
lados.
X.
—
Collegio
novo
de
Missionários;
—e
Convento
novo
também
de
Freiras;
onde
se
celebrou
com
grande
solemnidade
o
quinquagésimo
anniversario
do Episcopado
de
Pio
IX.
VII.—
«No
mesmo
dia
ainda,
Sua San
tidade,
acompanhado
pelo
Cardeal
Howard
e
outros
Cardeaes,
passou
á
sala
do’
Con-
sistorio,
e
deu audiência aos peregrinos
dos
Estados
Unidos,
em
numero
de
50
ecclesiasticos,
e
150
membros
‘
leigos; pre
sidida a
peregrinação pelo
Arcebispo
de
Philadelphia,
e
pelos
Bispos
de Alleghany,
Nachitaches, Albany,
Louisviile,
Galver-
ston,
Detroit,
St-Cloud,
Greenbourg,
Hart
ford,
e Edelbrock.
«Foi
lida
uma
adresse
pelo
Arcebispo
de
Philadelphia.
Depois, dizendo,
que
ti
nham
vindo
das
parles
mais
distantes
dos
Estados
Unidos,
a
offerecer
suas
congratu
lações
aos
pés
do
Throno,
por
occasião
do
quinquagésimo anniversario
do
seu
Episcopado,
e
confirmar
sua devoção á
Santa
Sé,
exprimir,
em
nome
de
todos,
o
seu
reconhecimento
pelos
muitos
bene
fícios que
o
Pontificado,
de
Sua
Sentida
ie
linha
conferido
á
igreja
nos
Estados
Umd
>s
-sendo-lhes
dada a
Virgem
Immaculada
como
Protectora
Especial;
augmentadas
as
Províncias
Ecclesiasticas
de
uma
a
onze;
triplicado
o
numero
dos
Bispos;
doia
Con
cílios
plenos,
celebrados por
autoridade
expressa de
Sua
Smtidade,
e
debaixo
da
Presidência
de
um
Delegado
Apostolico;
e
outros
benefícios,
que
tinham
sido
os
mais
fructiferos,
em
reviver
a
propagação
da
Fé;
e
finalmente
pela
vantagem
e
honra
conferida
á Igreja
dos
Estados
Unidos
pela
promoção
do
Metropolitano
de
Nova-Yoik
á
dignidade
Cardinalícia.
Por
lodos
estes
beneiicios
davam
elles
graças
a
Deos
e
a
Sua
Santidade,
e
imploravam
a
Bênção
para
si
mesmos, seus Bis
;
.os,
seu
Clero,
e
todas
as
communidades
religiosas
dos
fiéis.
«Sua
Santidade,
sentado
em
seu
thro
no.
respondeu,
quanio
se
regozijava de
ver
em
roda
de
si
tantos
de
seus
fiéis
filhos
dos
Estados
Unidos.
Lembrava-se
de
quando
um
eminente
Cardeal,
então
um
J
enitenciario, lhe
tinha
dito,
no
princi
pio
do
Seu
Pontificado,
ha
3íl annos,
que
da
America
havia
de
vir
grande
conforto
á
Igreja,
e
agora
via
ante
si
realizada
aquella
predicção.
«Falou
em
grande
louvcr
da
nação
Americana,
e
das
grandes
cousas qne
ella
tinha
eífeituado;
cumo,
na
ílor
da sua mo
cidade,
tinha
adquirido
força
bastante
para
excitar
o
ciume
das
nações
Europeas.
Mas
ue
havia erros
na joventude
das
nações
como
na
dos
homens, e lhes
advertiria
dois
que
nelles
tinha
notado,—demasiada
precipitação
em
busca
de
cousas
maleriaes;
e
sentimento
de
independencia
demasiado
altivo.
«Tinham
orgulho
de
ser
Republicanos
(a
isto
houve
riso
era
que
os
mesmos
Cardeas
panicipárara),
mas
é preciso lem
brar,
que para se entrar
no
Paraizo
ha
que
baixar
a
cabeça.
Devem ser
humildes,
e
não
consentir
que
cousas
maleriaes
ve
nham
pertu
bar
a
oração.
Abençoava
todo
o
Povo
Americano
—os
Catholicos,
para
que
continuassem
firmes
na
fé; Protestan
tes,
para
que
fossem
illuminados;
e
rogava
a Deos
para
que
sobre
elles
lodos
derra
masse
bens
em abundancia».
«Foi apresentada uma offerta de 200,000
francos
pelo
Muito
Revd.0
Vigário
Geral,
F
Welsk.
Apresentaram-se
adresses
do
Clero
e Seculares
de
Nova-York.
pelo
Revd.
0
Dr.
Mc.
Glyn
e
pelo
Cavalheiro
Devlin;
uma
oíferta
collecliva
de
Nova-York
de
20,000
francos
fei ap
resentada
pelos
Revd.
08
F. Kearney
e Edivards,
e
os
Snrs. Hoguet
e
O
’
Donoghue
«Foram
lambem
apresentadas
outras
adresses
das
dioceses
de
Séranton,
Bur
lington,
Greenbay,
Hartford,
e
Detroit,
da
União Catholica
de
Nova
York,
e outras
Instituições,
com
uma ollerta
montando
a
100,00o
francos.
«Uns 150
Americanos
Catholicos
resi-
dentes
em
Roma,
e
outroe
aqui de
visi
ta,
estiveram
também
presentes,
com
os
estudantes
do Coilegio
Americano
e es
tudantes
Americanos
da
Propaganda».
Tudo
isso
que
ahi
fica
fieltnenie
co
piado
e
traduzido
é do
Correspondente
proprio
e
particular
do
Times; e
por tanto
escusa
ninguém de
accusar-nos
de
apre
sentar
uma
relação
eivada
de
favor
Catho
lico.
E
quem,
depois
do
que
já
lenho
co
piado para
o
Aposío/o,
e
tenciono
conti
nuar
copiando,
não
vir
em
tudo
isso
o
Dedo
da
Providencia,
e
de
Nosso
Senhor
Jesus
Christo, protegendo
visivelmente
a
Su
Igreja
e
o
Seu
Vigário,
deve
ser
ce
go
artificial,
isto
é,
por
fechar
os
olhos
á
evidencia.
VIII.
—
Como nesta
correspondência
olho
principalmente ao que
é
a
verdadeira
província
do
Apostolo, o
interesse religio
so,
e
Calholico;
e
considerando
que
este
interesse não
pode
deixar
de
consistir
muito
nas
demonstrações
do
Mundo
Calho
*
lico
para
com o
Pontilice Vigário
de
Chris-
lo
na
Terra;
é
minha tenção
ir
historian
do,
segundo
as
sensatas
e
insuspeitas
re
lações
"do
Correspondente
do
Temes,
todas
as" noticias
de
Roma
a
tal
respeito.
Como
porem
ha
nisso bastante
que
escrever,
e
não
posso
altender
á data
das
cartas
que
accompanhe
os acontecimentos
em
Roma,
isso
porem
pouco
importa
no
caso;
o
essencial
é
ver-se
como,
com
eífeito,
o
mundo
Calholico
está
disposto
firmemente
a
não
se
deixar
insultar
e
lu
dibriar
a
peia
maçonaria
na
Pessoa
do Chefe
da
Christandade.
Reservando-me,
pois,
ir
continuando
pelas
malas
seguintes
toda
a
historia
alra-
zada
da
recepção
das
peregrinações
em
Roma,
referirei
hoje
a ultima noticiada no
Times
deste
dia,
que
não
é
a
menos
im
portante
ou
notável
—
a
da
Irlanda.
Eil-a
aqui,
segundo
o mesmo
correspondente:
—
Roma.
7
de
Junho.—
Esta
manhã
deu
o
Papa
au
liencia.
na
sala
do
Consistorio,
aos
peregrinos
Irlandez.es,
que
eram
pre
sididos
pelo
Cardeal
Cullen,
e
pelos Bispos
d’
Elphm.
Dowre
Connor.
Achonry,
e
Gal-
loway.
Leu
o
Cardeal
uma
adresse
em
Latim, á
qual
Sua
Santi
lade
respondeu,
mas
sem
allusão
especial á
Irlanda,
alem
das
palavras
de
aífectnoso
carinho.
Os
peregrinos Irlandezes
eram
uns
200,
entre
os
quaes
Mr.
Mac
Suiney,
a
Ex-
Mayor de
Dublin. Alderman Hegarty
e
o
Cavalheiro
O
’
Clery
Membro
do
Parlamento,
que
tinha
ficado
em
Roma
para
asseslir
á
audiência.
O
Padre
Mallooly
(de
quem
eu
já
disse
nestas
correspondências
fora
o
que
adivinhara
e
descobrira
a
primitiva
Basí
lica
de
S.
Clemente)
com
os
Padres
Do-
miuicos
de
S.
Clemente,
o Guardião
e
Estudantes
do
Coilegio
de
Santo
Isidoro,
os
Agostinhos
Irlandezes
de
Santa Maria
in Posterula,
o
Reitor
e
Estudantes
Irlan-
dezes
da
Propaganda
e
todos
os
Catholi-
cos
Irlandezes
em
Roma
residentes,
estive
ram
lambem
presentes.
«Suas
ofTertas
monláram
a
lib
14,000,
e
uma
quantidade
de valiosos
donativos».
—
Observe-se aqui
o caracter
e
devoção
á
Santa
Sé
dos
Irlandezes;
que,
sendo in
comparavelmente
mais
pobres
que
os
In-
glez-s,
igualaram
quasi,
em
suas
volun
tárias
contribuições,
a
somma
das
Inglezas
próprias!
«A
’
noite
o
Padre
Mollooly
illuminou
a
Basílica
subterrânea
em S.
Clemente
para
os
peregrinos
Irlandezes».
De
todas quantas
peregrinações
vieram
a
Roma,
podemos
estar
certos,
que
ne
nhuma
excedeu
em
zelo e
devoção
á
Santa
Sé
e
ao
Pontilice,
a
da Ilha d
’
Esmeralda
e
de S. Patrício;
a
Irlanda.
IX.
—Os
peregrinos da
Dalmacia,
pre-
sidos pelo
Arcebispo
de
Zara;
os
do
Tyrol,
pelo Bispo
de
Brassanone
e
os
de
Malta,
pelo
Bispo
de
Gozo,
retiniram-se
na
Sala
do
Consistorio ao
mesmo
tempo
que
os
Irlandezes,
e
o
discurso
do
Pontilice
foi
ne
cessariamente
dirigido
a
todos.
«Notou-se
que
Sua
Santidade
(que
alem
de
receber
os
peregrinos, teve
de
dar
au
diência
separada
a
varias
deputações)
estava
parecendo
excessivamente
bem».
X.
—
Agora
mencionarei
alguma
cousa
daqui,
que
não
é
menos
pasmosa,
no
seu
tanto, que
o
precedenlemente
rela
tado;
e
que
por acaso
observei
e
assisti
eu
proprio,
no
Domingo, 3
do
corrente,
indo
no
Sabbado,
convidado
por
um Amigo,
para
passar
o
dia
seguinte
no
Campo,
á
distancia
de
28
minutos
de
Londres
por
ferrovia.
N
’
um
paiz
lindíssimo, ligeiramente
ac-
centuado
de
collinas
e
valles,
abundancia
de
bellissimas arvores,
e
em
todo
o
luxo
de
uma
Primavera
que
só
cá
nos
chegou
agora,
depois
de
uma longa
persistência
de
ventos
mui desagradaveis
e
frios,
fui
achar,
coroando
duas
alegres
collinas,
l.°
um
bello
Coilegio
Catholico
novo, para
a própria
educação
de Missionários
para
as
índias,
África,
etc.,
onde
fui
aos
olficios
Divinos
de
manhã,
e
de
tarde
ás vesperas,
á
bei
lissima
e
larga
Igreja,
com
capelias
e
al
tares
lateraes,
tudo
no
melhor
gosto
e
decoro
imagmavel.
Mas
o
mais
edificante
era
a
decencia,
a
devoção,
a
seriedade,
dos
Allumnos,
ordenados
e
ordinandos
do
Coilegio,
de
que
contei
uns
24
na Igreja.
2.
°
Noutra
collina,
a
8
ou 10
minutos
de
distancia,
um
convento
de
Freiras,
onde
de tarde se
celebrou
com
grande
ceremonia
o
Serviço
Divino
de
Vesperas,
etc.,
e
procissão
do
Santíssimo,
Solemne;
lenho
vindo
assistir os
Padres
do
Colle-
gio
das
Missões.
Houve
muito
grande
con
curso
de
povo, que
não
sei
donde
veio,
sendo
aquillo
longe de
povoado.
Tornarei
a
falar
d
’
isto.
A.
R.
SARAIVA.
GAZETILHA
charilé
et de
son
devouement
durant
lapest
que
desola
Marsaille
em
4720;
e
aquella
diz
assim:
Ce
monumenl,
temoignage
de
la
reconnaissance
publique,
a
été éleve
en
1852
á
lá memoire
de
Mr.
Henri
François
Xavier
de
Beisunce
de
Castel
Moron, an-
cien
êveque
de
Marseille,
par
le
conseil
mu
nicipal
de
cetle ville,
etc.
(I)
A
estatua,
que
corôa
o
monumento,
é
de bronze,
e
representa
o
bispo,
vestido
de
batina,
roquele e
murça,
com uma
corda
ao
pes
coço,
os
braços
abertos
e
estendidos
pa
ra
diante
e
os
olhos levantados
ao
céo.
E
’
arrebatadora
esta
altitude
supplicante
do
piedoso
prelado
marselhez!
Em
signal
de
gratidão
para
com
o
seu
antigo
bispo,
os
marselhezes
trazem,
to
dos
os
annos,
o
Santíssimo
Sacramento
em
poraposissima
procissão
até
este mo
numento,
diante do
qual
levantam
um al
tar provisorio,
muito
adornado
com
da
mascos,
flôres
e
grande
quantidade
de
ve
las
que
se
accendem.
quando
se
vae
apro
ximando
a
chegada
do
Santíssimo
Sacra
mento.
Para
vêrmos a
procissão,
dirigimo-nos
a
esta
praça;
e
emquanto
ella
não
chegava
occupamo-nos
em vêr
e
examinar
o
mo
numento
de que
acabamos
de
fallar
Aqui
recebemos
da policia
um
obséquio
com
que não
contávamos,
e porque
a
espon
taneidade
com que elle
nos foi
feito
nos
obriga
a
maior
gratidão,
ingratos
seria
mos,
se
aqui
o
não
publicássemos.
Esta
va
levantado
o
altar
provisorio
a
pouca
distancia
do
monumento
para
a parte
do
sul,
e
para
que
ninguém
passasse
por
este
espaço,
havia em volta
do
monumento
e
dos
lados
do
altar,
uma corda
que
es
torvava
a
passagem.
Estavamos
nós
ao
pé
d
’
esta
corda,
es
tendendo
a
cabeça
para
vêr
se
podíamos
lêr
e
copiar
a
inscripção
que
fica
da par
te
do
sul,
quando
se
approximou
de nós
um
policia
civil
e
com toda a delicadeza
nos
convidou
a
passar
por
baixo da
cor
da
para
nos
collocartnos
entre
o
altar
e
o
monumento
defronte
da
inscripção qoe
lêmos e
podémos
copiar
muito
á
nossa
vontade.
Se para
comnosco
se
não
usas
se
d
’esta
delicadeza
não
o
estranhávamos,
porque
não
pretendemos
excepções
e
es
távamos
acostumados
a
vêr
policias
que
até
deixam
insultar
os
fieis
á
porta
do
templo;
mas
dispensando-se
esta
atlenção
para
com
tão
obscuros
peregrinos,
sem
que
elles
nada
pedissem,
e
sem
que
nada
os
distinguisse
senão
o
habito
clerical,
que
entre
nós
é
muitas
vezes
motivo
de
in
sulto,
não
podemos
deixar
de
admirar
e
louvar
a
urbanidade
da
policia
de
Marse
lha.
Graças
á delicadeza
de que
se
usava
para
comnosco,
fomos
collocados
ao
pé
do
altar
que
estava
junto do
monumento
e
d
’alli
pudemos
dislructar
a passagem
da
procissão,
muito
á
nossa
vontade
e
me
lhor
que
ninguém,
porque,
principiando
nós
a
vêr
as
duas
alas
da procissão
tal
vez
a
mais
de
duzentos
metros
de
dis
tancia,
continuávamos
a vêl-as
até
que pas
savam
por
um
e
outro
lado
do
altar,
junto
do
qual
estavamos.
Emquanto
á
procissão,
meus
caros
re-
dactores,
não
sei
o
que
vos
hei
de
dizer;
jorque
são
tantas
as cousas dignas
de
menção, que
não
sei
a
quaes
deva
dar
ireferencia,
e temo
que
me
esqueçam
algumas.
O
que
vos
posso
dizer
c«m
to
da a
certeza
é
que nunca
vi
procissão
mais simples,
mais
bella
nem maior.
Te
nho
visto
as
procissões
que se
fazem
n
’
es
sa
cidade,
lenho
gostado,
e
tenho ouvido
elogial-as;
mas
ellas
não
são
tão
grandes,
teem
mais
luxo,
e
não
são tão
edificantes,
como
a
do
Santíssimo
Coração
de
Jesus
em
Marselha.
Oifereciam
á
vista
um
quadro
bello
e
arrebatador
188
meninas,
vestidas
de
bran
co
e
com véus
e
coroas
da
mesma
còr,
divididas
em
duas
alas
e
cantando
sua-
vissivamenle
bellas
eslrophes.
Não
devo
esquecer
que
no centro
vinham
tres
me
ninas,
uma
mais
crescida
com
uma
linda
aurillamma
e
duas
mais
pequenas
pegan
do
em
dous cordões
da mesma
aurillam
ma.
A alvura
dos
vestidos, a
suavidade
do
cântico,
a
boa
ordem
em
que vinham,
e
gravidade
com
que
caminhavam,
tudo
ar
rebatava
o
espectador,
em
cujo
espirito
(1)
Traducção
das inscripções:
A
Mon
senhor
Beisunce
para
perpetuar
a lembran
ça
da
sua
caridade
e dedicação
durante
a
teste
que
assolou
Marselha
em
172í)
:
—
iste monumento,
testimunho do
reconhe
cimento
publico,
foi
levantado
em
1832,
em
memória
de
Monsenhor
Henrique
Fran
cisco
Xavier
de
Beisunce
de
Castel
Mo
ron,
pelo
conselho
municipal
d’
esta
ci
dade.
Aviso aos rev.08 pnroehng, em
favor
das
almas do Purgntorio.—
S.
exc.a
revm.
a
o snr. arcebispo
Primaz,
acha-se
competentemente
aticiorisado
pe
la
Santa
Sé
para
conceder
a
graça
d
’
al-
tar
privilegiado por
espaço
de
sete an
nos
a todas
as
egrejas
parochiaes,
onde
não
haja
altar
privilegiado
perpetuamente
;
portanto
fazemos
este
aviso
para
que
os
rev.
Os
paroebos
requeiram
esta
graça
em
beneficio
das almas
do
Purgatório,
lendo
em vista o
que
na
«Semana
Religiosa
Bra
carense»,
n.«
44,
pag.
613, se
disse
ácer-
ca
da
applicação da
indulgência
Procissão
<lo
ss.
Coração <le
Je
sus, em llarselha.—
D'uma
carta
d’um
peregrino
porluguez
transcrevemos
o
se
guinte
:
Amanhecera bello
o
dia
8
de junho,
e
quando
o
relogio
mostrava 8 horas
já
íamos
caminho
de Marselha onde
che
gamos
sem
incommodo
ás
2
de
tarde.
Aqui
soubemos
que neste
dia
tinha
lo
gar
a
maior
das
procissões
que se
fazem
em
Marselha.
Era
a
procissão
do
Santís
simo
Coração
de
Jesus,
e
a
resolução
de
ir vel-a
foi
immedialamente
tomada.
Se
a
trança
toda
tem
muita
devoção
com
o
Santíssimo
Coração
de
Jesus, mui
to
maior
a
tem
Marselha,
depois
que
a
Elle
fôra
consagrada
por
um
illustre
e
piedoso bispo
d
’
esta
diocese.
Corria
o
anno
de
1720.
Uma
peste
horrível
ceifava vidas
sem
conta.
Era
n
’
es-
le
tempo
bispo
de Marselha
Francisco
Xavier
de
Beisunce
de
Castel
Moron.
Es
te
illustre
prelado
era
cheio
de
dedica
ção
e
zêlo
apostolico
na
guarda
do
re
banho
que
lhe
fôra
confiado
pelo
Espi
rito
Santo.
Pastor
não
mercenário,
não
foge
vendo
as
suas
ovelhas
em
perigo,
está
sempre
ao
lado d
’
ellas
com
risco
da
sua
própria
vida.
Anima
a
uns,
adminis
tra
os
sacramentos
a
outros,
consola a
todos.
Mas
o
terrível
contagio
continuava
sempre
na sua
marcha
destruidora.
Então
Mr.
de
Beisunce,
vendo
n
’
esta
horrorosa
calamidade
um
castigo do
céo,
empenha-
se
em
fazer
desarmar
a
justiça
divina,
e
sabe Deus
quantos
e
quão
alHictos
seriam
os
gemidos
da
sua
alma
verdadeiramente
abrazada
em
amor
de
Deus
e
do
pro
ximo!
Mas
o
contagio
continuava
sem
pre.
Foi
então
que
Mr.
de
Beisunce,
de
joelhos
e
corda
ao pescoço, fez
voto
de
consagrar
a
sua
diocese
ao
Santíssimo
Co
ração de
Jesus,
e
a
peste
desappareceu.
O
illustre
e
piedoso bispo
cumpriu
reli-
giosauiente o
seu voto,
e
Marselha
agra
decida
mandou,
em
1832,
levantar
um
monumento
para
perpetuar
a memória
do
seu
illustre
prelado
e
bemfeitor.
Ha no centro
de
Marselha
uma
gran
de
praça
de
fórma
quadrilonga,
cujo la
do
da
parte
do
sul
é
parallelo
á
larguís
sima e
bella
rua,
chamada
Cannebiere,
or
gulho
das
marselhez.es
.
Foi
n
’
esla
praça
que
Marselha
mandou
levaniar
o
monu
mento
ao seu
bemfeitor.
O
pedestal,
que
me
pareceu
ter tres
metros d’allura,
é
lodo
de
mármore
branco
com
dous
altos
relevos e
duas
inscripções.
O
alto
relevo
da
parte
do
nascente
representa
o bispo
a
dar
a Sagrada
Gommunhào
a
uma
gran
de
multidão
de
gente e
o
da parle do
sul
representa
o
mesmo bispo
de
joelhos
e
corda
ao
pescoço,
fazendo
oração
dian
te
do Santíssimo Coração
de
Jesus
ao pé
d
’uma
mulher
moribunda.
As
inscripções
são
de
leltras
de
ouro,
e
ticain,
uma
ao
norte
e
outra
ao
sul. Esta diz:
A
Mr.
Beisunce
pour
perpeluer
le
souvenir
de sa
houvesse
ainda
um resto de
fé,
e
por
ve
zes
o
obrigava
a
derramar
lagrimas.
Mas
tudo
isto,
apesar
de tão
terno
e
encantador,
ainda não
é
nada,
compara
do
com
o
resto;
não
é
mais
que
uma
in
significante
amostra.
Imaginae,
airaz
des
tas
duas
alas
de
meninas,
outras
duas
de
senhoras
vestidas de côr
escura
cada
uma
com
sua véla
na
mão
;
mais
atraz,
outras
duas
fileiras
de
meninas,
vestidas
de bran
co
com
uma
especie
de romeira
de
côr
do
céo;
inais
atraz
ainda,
outras
meni
nas vestidas
como
as
primeiras
de
que
fallei
;
depois, outras
duas
fileiras
de se
nhoras
;
ainda
depois,
meninas
vestidas
de
branco
com uma
especie
de
romeira
pre
ta
debruada
de
azul
;
e
assim por
deante,
ora
meninas
vestidas
de
branco,
ora
se
nhoras
vestidas
de
côr
escura,
em
quator-
ze
ou
quinze
secções,
seguidas todas
es
tas
de
duas
longas
fileiras
de
religiosos
de
diflerentes institutos.
No
centro
vinham aqui,
alli
e
além
bandeiras,
auriflammas,
um
andorzinho
com
o
emblema
do
Santíssimo
Coração
de
Jesus
e muitos
magotes
de
meninas
vestidas
de
branco,
tornando-se
um
mais
notável
que
todos
os
outros
pela
peque
nez
das
meninas
e
pelo
seu
numero
que
era,
pelo
menos,
74
!
Na
secção
dos homens
vinha
uma
quan
tidade
pasmosa
de
meninos
fardados,
que,
indicavam
ser
collegiaes.
Cada
porção
d'el-
les
tinha
differente
uniforme,
segundo
o
coilegio
a
que
pertenciam,
e
alguns
tra
ziam
no
centro
uma
banda
de
musica,
composta
de
collegiaes.
N
’
esla
secção
dos
homens
acontecia
o mesmo
que
na
das
mulheres,
vinham
ora
mninos,
ora
ho
mens,
ora
penitentes.
Estes
últimos
vi
nham
em
quatro
corporações,
e
traziam
todos
a cara
coberta
e um
habito
cingi-
gido
com
um
cordão.
Este
habito
era par
do,
preto,
branco
ou
azul
carregado,
con-
órme
a
corporação
a
que
pertenciam
os
aenitentes.
Estes,
além
do
habito
e
um
pau
ou
uma
lanterna
na
mão,
nada
mais
traziam.
N
’esta
secção,
como
na
das mulheres,
vinham, no
centro
da
procissão, bandeiras,
emblemas
ou
insigmas
das
diflerentes
cor-
aorações,
e
nada
menos
de
quatro
ban
das
de musica.
Atraz
dos
le
gos,
seguiam
duas
longas
fileiras
de seminaristas,
religiosos
e
pa
dres
com
o
respectivo
habito
clerical.
De-
jois d’
estes,
vinham,
em
grande
quanti
dade,
padres
de
capa
de
asperges,
trazen
do
cada
um
sua
tocha
accesa.
Agora,
meus
caros
redaclores,
a
noite,
que
já
nos
ia
cobrindo
com
seu manto
de
trevas,
fazia,
pelo
contrasie, realçar
o
brilho
das
muitas
luzes,
e
dava
á
procissão
um aspe
cto
mais imponente,
mais
bello
e
até
mais
arrebatador.
Mais
atraz
e
junto
ao
pallio,
vinham
nada
menos
de
dez
thuriíerarios,
para
mentados
d
’
alvas
e
ricas dalmaticas
; e
por
ultimo
vinha
o
bispo
com
o
Santís
simo Sacramento
na custodia
debaixo d
’um
jallio
magnifico.
Devo
dizer
que
o
pallio me
mereceu
aarlicular
attenção,
não
só
pela
riqueza
•ois era
todo
bordado
a ouro, mas
prin
cipalmente
pela
sua
fórma.
Não
era como
os
nossos, era
um
grande
docel
quadri-
longo,
armado
sobre
dous
varaes
e levado
ás
costas
por
quatro
homens.
Chegado
o
Bispo
ao
pé
do
altar,
subiu
os seis
ou
oito
degraus
que
elle
tinha,
collocou
sobre
elle
o
Santíssimo
Sacramen
to. e
depois
de
O ter
incensado,
leu
a
re
novação
da
consagração
ao
Santíssimo
Co
ração
de Jesus.
Eloignez
de
Marseille
el
de
la
France
la
peste
el
la
morll
(Afastae
de
Marselha
e
da França
a
peste
e
a morte).
Assim
terminou
a
consagração.
As
scenas
succedem-se
umas
ás outras,
qual
mais
imponente
e
arrebatadora.
Ter
minado
o
acto
da
renovação
da
consagra
ção,
seguiu-se
o
Tanlum
Ergo.
Nunca vi
cousa
igual,
nem que
para
á
se aproximasse
! A
multidão
immensa
que
tinha
vindo
na
procissão,
junta
com
outra,
talvez,
não
menor
que,
antes
de
começar
a
chegar
o
préstito,
já
estava
na
grande
praça
;
padres,
religiosos,
homens,
mulheres,
meninos
e meninas;
todos
can
tavam
o
Tanlum
Ergo!
E
que
bem
canta
do
elle
era
!
Isto
não
se
encontra
em
Por
tugal, onde
muitos
não
só
não
frequen
tam
os
templos,
como
é
preciso
para
apren
der
os
hymnos
sagrados,
mas
até
fazem
alarde
da
sua
irreligião
!
Ao
Tanlum
Ergo
seguiu-se
a
bênção
da
da pelo
bispo
com o
Santíssimo
Sacra
mento.
Áquella
multidão
prostrada
na praça
com religioso respeito
e
profundo
silen
cio,
o
bispo
dando
a
bênção, d
’
aque!le lo
gar
elevado
onde
estava
á
vista
de
todos,
e
aquelles
dez
thuribulos
exbalando
junta-
mente
com
immenso
fumo
o aroma
suave
do
incenso;
tudo
isto
era
um
quadro
tão
arrebatador,
que,
á
sua
vista,
não
sei
que
coração
possa
ficar
insensível.
Cmcluida
tudo
isto,
o
bispo
com
o
clero
foi
levar,
em
procissão,
o
Santíssi
mo
Sacramento
á
Cathedral,
d
’onde havia
saido,
e
as
mulas
corporações
que
haviam
composto
o
préstito
tomaram o
caminho
das
suas
moradas.
Assim acabou
a procis
são.
Não
sei, meus
caros
redactores,
se,
pelo
que
lica
dito,
podeis
comprehender
bem
a
grandeza
d’esla
procissão
que
bem
se
póde
chamar
:
Iriumpho
do
SS.
Cora-
ração
de
Jesus
em
Marselha.
Eu
tenho
na
minha
carteira
alguns
apontamentos
que
para
aqui
vou
transcrever,
atim
de
poder
des fazer
uma
ideia
mais
exacta
d
‘
esla
grandíssima
manifestação
de
fé.
Declaro-
vos
primeiramente,
que
não
pude
contar
as
senhoras,
nem
os
homens,
nem
os
se
minaristas,
nem
os
religiosos,
nem
os pa
dres
;
não
sei
portanto
o
numero
d
’
elles,
mas
pelos
numeros
que vou
dar-vos,
po
dereis
calculal-o
aproximadamente.
Decla
ro-vos
em
segundo
logar, que
os
nume
ros
que
aqui
vou
escrever
não
são
exa
gerados; se houver
algum
êrro,
é
por
se
rem
menores
do
que
na
realidade eram.
Eil-os
:
As
meninas,
vestidas de
branco
com
véus
e
corôas da
mesma
côr
eram, pelo
menos,
1178; as
vestidas
de
branco
com
uma especie
de
romeira
de
côr
do
céo,
17o
;
as
vestidas
igualmente
de
branco
com
especie de
romeira
preta
debruada de
azul.
40;
religiosas
de
diversos
institutos,
377,
entrando
n’
este numero
para
cima
de
130
irmãs
de
caridade;
meninos
fardados,
737,
fóra
os
músicos
e
os que
levavam
emble
mas
e
bandeiras
;
os
penitentes,
pelo me
nos,
214.
Ainda
que
as
senhoras
não
fossem se
não
500
(eram
mais);
os
homens
300;
e
os
seminaristas,
religiosos
e
padres,
200;
ahi
temos, a calcular muito por
baixo,
3:716
pessoas
que
compunham
a
procissão
de
que
acabo
de
fallar-vos.
Basta
dizer-vos,
para
maior
clareza,
que
desde
que che
garam
as
primeiras
meninas,
que
vinham
na
frente
do
préstito,
até
que
chegou o
pallio,
medearam
duas
horas
com
peque
níssima
differença.
caminhando
os
indiví
duos
tão
chegados
uns
aos
outros que
pelo
meio
não
poderia
passar
outra
pessoa.
Uiceionario de Geograpliin
Uni-
niverinal.
—
Publicaram-se
os
fascículos
27
e
28
d
’
esle importantíssimo
dicciona-
rio,
editado
pela
empreza
«Horas
Român
ticas»,
de
Lisboa.
CoansniHsnrio
de
policia.—O
snr.
marquez
de Vallada
offereceu
o
commis-
sariado
de
policia
ao
nosso
collega
do
«Jornal
do Minho», o snr. dr.
Manoel
de
Brito
Furtado
de
Mendonça.
Kscriptores. —
Estiveram
ha
dias
n
’esta
cidade
os
distinctos
escriptores
lis-
bonenses,
os
snrs.
Freitas
e
Oliveira
e
Rangel
de
Lima.
Faísca. —
Na
quarta-feira
cahiu
na
freguesia
de
Nogeira
uma
faisca,
que
fe
lizmente
limitou
os
seus
malefícios
a
des
cascar
e
lascar
um
formidável
carvalho.
Bispo do
Kio de Janeiro.—
Diz
um
collega
que
é
esperado
em
Lisboa,
d
’
onde
virá
para
a
Povoa
de Varzim, o
snr.
bispo
do
Rio
de
Janeiro.
Os
últimos momentos <i’utn
eondemnodo.
—
Está
publicada
em vo
lume,
e
vende
se
no
escriplorio
da
admi
nistração
d
’
este
jornal
e nas livrarias
Ca
tholica,
e
Germano,
a
interessante
narra
tiva
Os
tdlimos
■
momenlos
d
’um condemna-
do,
cuja
versão
demos
em
folhetim.
A versão é,
como
os
leitores
não
igno
ram,
correclissima
e
d
’
uma
fidelidade
ex
trema.
Altiinnnch Portugal
e
Brasil.
—
Recebemos
um
exemplar
d’
este
formoso
almanach,
para
1878.
Alem
do
calendário,
vários
artigos,
anedoctas e labellas
de interesse
geral
nos
dois
paizes,
é
adornado
de
nove
magni
ficas
gravuras
em
madeira.
Banco
do llinho.—
Acha
se
já
aberto
o
pagamento
do
dividendo do
l.°
semestre
do
anno corrente,
a
rasão
de 3$00'J
reis
por
acção.
Paga ás segundas
e
quartas-feiras.
Banco
Coinmereiiil
— Reuniu-se
extraordinariamente,
na
quarta-feira
a as
sembleia
d
’
este
Banco
atim
de
se
proce
der
á
eleição
do
vice-presidente,
logar
para
que
foi
escolhido
o
snr.
dr.
Antonio
Bran
dão
Pereira.
Resolveu-se
também
n’
aquella
sessão
<pie
a
direcção do
mesmo
Banco
entrasse
em
concordata
com
os
devedores cujas
circumslancias não
permitiam
saldar
lo-
lalmente
os
seus débitos.
Banco
mercantil.
—
Abre
no dia
16
o
pagamento
do
dividendo
do
l.°
semes
tre,
a
razão
de
l$250
reis
por
acção.
Banco Alliança.—
Na
pagadoria
do
Banco
do
Minho
pagam-se
os
dividendos
do
Banco
Alliança,
a
razão
de
1^500
reis
por
acção.
«o
Capitão Paulo».—
Recebemos
um
exemplar
d
’
este
romance
vertido
pelo
notável escriptor
M.
Pinheiro
Chagas
E’
o quarto
volume
da
Collecção
Pedro
Cor-
reia,
a
mais
barata
das
nossas
emprezas
editoras.
Agradecemos.
a
*
io
ix.—
Dizem
de
Roma,
em
5:
Podeis
desmentir
absolutamente
os
boa
tos que se
teem
espalhado
respeito
á
má
saude
do
Papa.
O
Santo
Padre
passa
perfeitamente.
Recebeu
o
bispo
da
Baixa
Califórnia, que
é
talvez
o
mais pobre
de
todos
os
bispos,
e
lhe
fez
generosas
dadivas.
Hoje recebeu
35
alumnos da escola
francesa
de
mari
nha
civil,
com o
commandante,
o
capellão
e
os
officiaes
da
fragata
que está
ancorada
em
Nápoles.
Factos c»nsuinm«
*
<lot«
__
Em
Nápo
les,
alguns
mancebos, entregues
á
força
irresistível
do
deboche,
falsificaram
grandes
porções
de
tilulos
de
renda;
os banquei
ros
compraram
estes
tilulos.
Não
se
sabe
nem
se
póde
saber
ao
certo
o
total
destas
sommas roubadas
por este
modo
aconte
ce
o
mesmo
que ás
notas
do
banco.
Em
Peruza
corre
um
processo.
Outros
jovens,
empregados
no banco
nacional de
Syracura,
dissiparam
um
milhão
e meio,
sempre
sob
o
império
da força
irresistí
vel
do
progresso da
moral
revoluciona
ria.
A
lei de
Christo.—A
lei
de
Ghrislo
é
de todas
as
leis
que ha
no
mundo
a
mais
santa,
a
mais
justa
e.a
mais
rasoa-
vel
e
simples
de
todas.
Quem
a
não segue
é
inteiramente
cego
de
espirito.
A
lei
de
Christo
não
é outra
senão
aqtiel-
la
que
ensina
a
Egreja
Catholica;
fóra
d
’
ella
não
ha
salvação.
Egreja
*
a concurso.—
Foi
declara
do
aberto
concurso
para
provimento
das
seguinte
egrejas:
S.
João
Baptista
de
Gatão,
concelho
de Amarante,
diocese
de
Braga.
Santa
Maria
de
Gemoes,
concelho
de
Guimarães,
diocese
de
Braga.
S.
Lourenço
de
Riba
Pinhão,
conce
lho
de
Sabugosa,
diocese
de
Braga.
Santa Catharina
de
Pardaes,
concelho
de Villa
Viçosa,
diocese
d
’Evora.
«síTerto.—
Um dos
membros da
pere
grinação
ingleza
a
Roma
offereceu
a Pio
IX
um
solideo
de ouro,
recamado
de
grandes
brilhantes
e
outras
pedras
precio
sas,
isto
depois
de
primeiro
ter
humilde
mente
supplicado
ao
Pontífice
lhe
fizesse
a
mercê
de
lhe
dar
um
dos
que
usava.
Movimento
do
Hospital
de S.
Marcos.
—
Doentes
existentes
em
1
de
julho:
106
homens
e
128
mulheres.
Entraram
durante
a
semana
finda:
25
homens e
22
mulheres.
Sahiram:
35
homens
e
34
mulheres.
Falleceram:
1
homem
e
1
mulher.
Ficaram
em
tratamento
em
7
de
ju
lho:
95
homens
e
115
mulheres.
Preço dos eereaea
—Na
terça-feira
ultima,
n
’esla
cidade,
o
preço
dos
cereaes
foi
:
Tngo
.....................................
850
Milho
alvo.............................
600
Centeio
.............................
410
Milho
branco..................... 450
»
amarello.....................
410
Painço...................................
410
Cevada...................................
480
Batata
...................................
700
Feijão
vermelho
........................
l$000
»
amarello.
....
880
»
branco
.
.
.
.
•
1$000
»
rajado.....................
720
»
fradinho....................
560
Azeite.......................................
4$900
Serviço do
exercito.—
Por
delihe-
7
do
corrente,
foram
declarados
sujeitos
ao
serviço
militar
os seguintes mance
bos
:
Districto
de
Braga—
Concelho
de
Celo-
rico
de
Basto;
José,
filho de
Maria
Joaquina
da
Costa,
da
freguezia de Gemeos.
Concelho
de
Braga
—
João, lilho
de
An
tonio
Faria do
Couto,
da
fregrezia
de
Ruilhe.
Concelho
da
Povoa
de
Lanhoso
—Luiz,
irmão
de
Maria
da
Luz
Novaes,
da freguezia
do
Campo;
Antonio,
filho de
José
Anto
nio
da
Silva;
Francisco,
filho
de Antonia
da Silva; José, filho
de João Joaquim
Coe
lho
do
Valle;
Manoel,
filho
de
Domingos
José
do
Valle;
Antonio
Marques,
exposto;
todos
da freguezia
de
Fonte
Arcada;
José,
filho
de
Custodia
Fernandes,
da
freguezia
de
Garfe;
Constantino,
filho
de
Luiz
de
0'iveira,
da
freguezia
de Geraz;
Francisco,
filho de
Florinda
Rosa, da
freguezia
de
Sobradello
da
Gama;
Antonio, filho
de
Maria
Joaqnina
Pereira;
Custodio,
filho de
The-
reza
de
Carvalho;
Joaquim,
filho
de
Ma
ria
Thereza
Alves;
Manoel,
filho
Delfina
da
Silva,
lodos
da
freguezia
de
Lanhoso;
Antonio,
filho
de
Francisco
Antonio
da
Sil
va; Francisco, filho
de Manoel Antonio
Pereira,
ambos
da
freguezia
de
S.
João
de
Rei;
Manoel,
filho
de Delphina
Rosa
Vieira,
da
freguezia
de
Cerzedello;
Manoel,
filho
de
Antonio
da
Rocha,
da
freguezia
de
fhaide;
José,
filho
de Manoel de
Mattos;
Manoel,
filho
de
Joaquina Rosa,
ambos
de
freguezia
de
Travassos;
José,
filho
de
Mi
guel
do
Couto,
da freguezia
de Villela;
Bento,
filho
de José
Archanjo
de
Almeida,
da freguezia
de Verim.
Concelho
de
Espozende
—Antonio,
filho
de
Manoel
Francisco
de
Barros;
José,
filho
de
Manoel
Gonçalves
do
Norte;
Manoel,
lilho de
José
Ribeiro
Mouro
de
Miranda;
filho
de
José Fernandes
Torres,
todos
da
freguezia
de
Apulia;
Antonio,
filho
de
José
Rodrigues
Lima,
da
freguezia
de
Belinho;
Theodosio,
filho
de
Theodosio
Joaquim
Gon
çalves,
da
freguezia
de
Fonte
Boa;
Anto
nio, lilho
de Manoel
José
Rodrigues
Tor
res;
Manoel,
filho
de
Joaquim
José
do
Val
le,
ambos
da
freguezia
de
Forjães; José,
lilho
de João
Rodrigues
Menina,
da
fregue
zia
de
Marinhas
Districto
de
Vianna
do
Cislello—
Con
celho
de
Melgaço;
José,
lilho
de Maria
Emilia
Gomes
Villarinho,
da
freguezia
de
Santa Maria da
Porta;
Manoel
lilho
de
Rosa
Esleves, da
freguezia
de
Parada
do
Monte.
Concelho
de
Vianna do Castello
—
An
tonio,
lilho
de
Maria
da
Rocha,
da
freguezia
de Capaieiros.
Concelho
de
Coura
—
Caetano,
filho
de
Antonio
Maria
da
Cunha,
da
freguezia de
Castanheira;
Jacintho,
filho
de
Maria
Ger-
trudes,
da
freguezia de Ruviães.
Guerra
do
Oriente.—
Os
últimos
telegrammas
relativos
á
guerra
do
Oriente,
são
os
que
seguem:
Erzeroum
9—
Os
russos
foram
perse
guidos
até
á
fronteira,
mas
entrincheira-
ram-se
no
Castello
de
Bayazid.
Foram
in
timados
para
se
renderem.
Constantinopla
10
—
Receberam
ordem
de partir
as
ultimas tropas
existentes
na
fronteira
do
Montenegro.
Nove vapores
tur
cos
bombardearam
Sulina,
no
dia
8
do
corrente,
causado
bastantes
perdas.
Londres
10
—A
esquadra
ingleza
do
Mediterrâneo,
será reforçada
por
dous
grandes
couraçados
e
varias
canhoneiras.
Diz
o
«Standard»
que
a
Inglaterra e
a
Áustria
se
entenderem para
procederem
simultaneamente.
A
Áustria
occupará
a
Bosnia,
assegurando
a
Inglaterra
ir
a
Con
stantinopla.
Constantinopla
10
—Morreu
o
ministro
da
guerra
Rechif-Pachá.
Londres
11
—
O
«Standard»
publica
um
telegramma
de
Berlim,
dizendo
que
o
em
baixador
inglez
declarou
a
Bisma^k
que
a
Inglaterra
não
permittiria
que
os
russos
occupassern
Constantinopla.
Bismark
disse
que
seria
o melhor
meio
de
conseguir
o
fim
da
guerra.
Pesth
11
—
Moukhtar-Pachá
entrou
em
Kars.
Os
russos
retiraram
para
Alexandro-
pol.
O
quartel-general
russo
do
Danúbio
vae
ser
tranferido
para
Batoum
Está
de
finitivamente
concluída
a
convenção
entre
a
Servia e
a Roumania.
A
cooperação
militar
da
Servia começará
nos
meados de
agosto.
Os
roumanos
estão
resolvidos
a
to
mar
a
oflensiva.
àÓUNCIBS
As
juntas
dos
repartidores do
concelho
de
Braga, etc.
Fazem
saber,
que
as
matrizes
das
con
tribuições
industrial
e
de
rendas
de
casas
e
sumptuaria
relativas
ao
anno
de
1877
hão
de
estar
patentes
por espaço
de
10
dias,
para
quem
as quizer
examinar
e
contra
ellas
reclamar
o
que
tiverem
a
bem
de
sua
justiça
;
porisso,
os
contribuintes
poderão,
dentro
do mesmo
prazo
:
l.°
—Solicitar
do
regedor
de
freguezia
as
notas
impressas
que
ao mesmo foram
remettidas.
das
quaes
constam
os
facto
5
sobre
que
tem
de
recair
a
contribuição
in
dustrial,
as collectas
da
de
rendas
de
ca
sas
e
sumptuaria
de
cada
contribuinte
c»l-
leclado,
e
os
fundamentos
sobre
que
pó
dem
versar
as
reclamações
dos
mesmos;
e bem
assim
os
dias
em
que
hão
de
ser
resolvidas
pelas
juntas
as
ditas reclamações,
e
o
prazo em
que
d
’
estas decisões
pódem
interpor
recurso
para
o
Conselho
de Dis-
triclo
;
Examinar
as
ditâs
matrizes
na re
partição
de
fazenda
d
’
este
concelho
du
rante
aquelle
praso
de
dez
dias,
que
hão
de
correr
de
20
aié
29
do
corrente
mez
de
julho das
9
horas
da manhã
até
ás
3
da
tarde
;
3.
°
—Apresentar
dentro
do
mesmo
pra
zo
as
reclamações
que a
lei lhe faculta,
ou
ao
regedor
de
parochia
ou
na
repartição
de
fazenda
do
dito concelho.
As
reclamações devem
ser
indivi-
duaes,
feitas
em
papel
sellado,
e
sellados
lodos
os
documentos com
que
forem
ins
truídas.
Outro
sim
se
faz
seb
*
r
aos contri-
buntes
collectados
na
contribuição
indus
trial
por
oflicios,
artes,
profissões
ou
in
dustrias
exercidas
em
terras
de 6.
‘
or
dem
(aldeias)
cujas
taxas
estão
sujeitas
a
repartição,
que
o escrivão
de
fazenda
d
’
es-
te
concelho os
convida
desde
já
por
este
meio,
a
reunirem-se
nos
paços
da
ca
mara
do
mesmo concelho no
dia 16 de
Agosto
proximo,
ás
10
horas
da
manhã,
para
ahi
se
constituírem
em grémio,
e
procederem
á
partilha
dos
contingentes
que
lhe
forem
designados
e
constarem
das
listas,
que
n
’
esse
acto
lhe
hão de
ser
entregues
pelo
dito escrivão.
Os
que
fo
rem
menos
de
7
cm
cada
classe
e
ordem
de terra comparecerão
no
mesmo
dia
para
ahi
resolverem,
na
presença
do
dito es
crivão,
o que
tiverem
por
conveniente.
Os
grémios
da
cidade
ha
de
o
mesmo
escrivão
annuncial-os
para
outros
dias.
E
para
que
chegue
ao
conhecimento
de
todos se passou
o
presente
e
outros
para
serem
afiixados
nos
logares
do
cos
tume.
Braga
12
de
Julho
de
1877.
O presidente das
juntas,
João
Joaquim
Gomes d’Araújo
Alvares.
(376)
Pelo
juiso
de
direito
d
’
esta
comarca
de
Braga,
e
cartorio
do
escrivão
Antonio
Jo
sé
Gonçalves,
no dia vinte
e
dois
de
ju
lho
proximo
seguinte
pelas
dez
horas
da
manhã,
á
porta
do
tribunal
<la
justiça,
d
’es-
la
mesma
comarca,
situado
no largo
de
Santo
Agostinho
d
’e
s
ta
cidade
de
Braga,
se
ha de
proceder
em
hasta publica á
ar
rematação
dos
bens
seguintes
o
foro cer
to
e
sabido,
com
o
directo
dominio,
de
cento
e
cincoenta
reis,
q
Ue paga
j
os
£
Fernandes
e
mulher, d0 logar
de
Sá,
fre
guezia
de
S.
Paio
de
Pousada,
da
mes
ma
comarca,
imposto
na
bouça
chamada
do
Paiva,
avaliado
C
omo
o
directo
dominio,
na
quantia
de
oit
0
m
j| tresentos e
setenta
reis
;
propriedaii
e
denominada
da
Boa
Vis
ta, sita
no
logar da
Venda Crava,
da
dita
freguezia,
que
se
compõe
de
casas
sobra
dadas
e
terreas
com
varanda,
lojas,
cor
tes,
adega,
terreiro,
coberto,
eira,
cam
po,
pomar
e
nora,
tudo
circuitado
em
volta
por
muro, avaliada no
liquido
valor
de
um
conto
duzentos
setenta
e
tres
mil
quinhentos
reis;
campo
do
Olival,
s to
no
logar
de S. Migml-o-Anjo,
denominado
d
’este
nome
sito
na
freguezia
de
Crespos,
avaliado
no
liquido valor de tresentos
qua
renta
quatro
mil
reis;
bouça
denominada
a
Tomada
do
Sobreiro
Grande,
sito
na
freguezia
de
S.
Paio
de
Pousada,
no
li
quido
valor de
quarenta
e
seis
mil
reis
;
uma
sorte
de
matto
chamada
dos
Casta
nheiros,
da
dita
freguezia
de
S Paio
de
Pousada,
avaliada
no
liguido
valor
de
quin
ze
mil
reis
;
o
fôro
certo
e
sabido
de
ses
senta
rs.
em
dinheiro
que
paga
annual-
mente
Antonio
José
Ferreira Quinias
e
mu
lher
da dita freguezia
de
S.
Paio de
Pou
sada,
avaliado
no
liquido
valor,
com o
res-
pectivo
dominio
dnecto,
na
quantia
de
cinco
mil
cento
e
sessenta
reis,
penhora
das
na
execução
que
a
gerencia
do
Ban
co
do
Minho,
efesta
mesma
cidade
de
Bra
ga,
promove
contra
José
Pereira da
Sil
va
Braga,
hoje
fallecido,
e
mulher
D.
Custo
dia
da
Luz
Teixeira,
d'esta
dita
cidade.
E
são
citados
todos
os credores
incertos
dos
ditos
executados,
em
conformidade
do
pa-
ragrafo
primeiro
do
artigo oitocentos
qua
renta
e
quatro
do
codigo
do
processo.
Para
constar
se
fez
o
presente
annuncio,
que
vae
rubricado
pelo
dr. Antonio
Ro-
..
CL^
*^'
J /iap*
'
,>t
..^.-<W>^A.-.vaK
*
E
V«;«k
,
iar<J»/.--.^.AA.<w^T
‘rzv^-rynV/^y^LNM^^-4glgr
barlo
d
’
Araujo
Queiroz
juiz primeiro
sub
stituto
do
de
Direito
da
dita
comarca.
Braga
30
de
junho
de
1877.
O
escrivão
do
5."
officio,
Anlonio
José Gonçalves.
Verifiquei a exactidão.
{377)
Queiroz.
OS
ULT1M0S
MOMENTOS
D’Uffl
cohdemíiado
PELO
R.
P.°
MARGHAL
MISSIONÁRIO
APOSTOtICO
Traduzido
da
19.a
ediçdo
POR
João
Baplisla
da
Silva
Ramos.
Vende-se
em
Braga
nas livrarias
Ca-
tholica
e
Germano,
rua
do
Souto.
Preço
....
40
rs.
BASCO MEKCANTIIa
DE BRAGA
SOCIEDADE
ANONYMA DE RESPONSABILIDA
DE LIMITADA
A direcção
d
’
este
Banco
annuncia
que
o
dividendo
do l.°
semestre
do
corrente
anno
é
de
2
1/2
0/0 ou
l$250
rs.
por
acção.
e
que
está
em
pagamento
na
the-
souraria
do
Banco
e
na
agencia
do
Por
to, praça
de
D.
Pedro
n.°
22,
todos
os
dias
uteis das 10
ás
2
horas
da
tarde a
principiar
em
16 do
corrente.
Braga
13
de
julho
de
1877.
Pelo
Banco
Mercantil
de Braga,
os
Directores,
João
da
Costa
Palmeira
José
Joaquim
Lopes
Cardoso.
DECLARARÃO
Antonio
Joaquim
Ferreira
da Costa,
regedor
da
freguezia
de
S.
José
de
S.
La-
zaro,
d
’esla
cidade,
faz
publico
por
esta
fórma
que,
em
virtude
dos
seus
muitos
af-
fazeres
e
não
lhe sendo
possível
continuar
com
0
encargo
que
exerce
ha tres
annos
incompletos,
no
dia
10
do
corrente
pediu
a
sua
exoneração
de tal
cargo,
que
até
á
supradita
data
exerce.
(367)
A
Camara
prorogou
0
praso
para a
cobrança
da contribuição directa
de
1876-
1877
até
0
dia
15
do
corrente, passado
o
qual
serão
os
contribuintes
devedores
executados
irremessivelmente.
Braga
H
de
julho
de
1867.
0
Escrivão
da
Camara,
(374)
A.
M.
Alves
Costa.
M
PUBLICO
Antonio
José
Novaes
e Sousa,
e
João
Baptista
Novaes
e
Sousa,
de
commum
ac
cordo
dissolveram
no
dia
30
de
junho
pro
ximo
passado
a
sociedade
que
girava
com
a
firma
de
iVovise»
«fc
Filho
no com-
mercio
de mercearia,
na
rua
dos
Chãos,
d
’
esta
cidade
de
Braga,
ficando
a
cargo
do
socio
Antonio
José
Novaes
e
Sousa
a
liquidação
de
todo o
activo
e passivo
do
dito
negocio.
Conlinúa
com
o
referido
estabelecimen
to
o
socio
da extincta
firma,
João
Baptis
ta
Novaes
e
Sousa.
(368)
BANCO
ALLIANCA
O Banco
do
Minho
faz
publico
que
no
dia
16
do
corrente principia
o
pagamento
do
dividendo
do
Banco
Alliança
relativo
ao
l.
°
semestre
de 1877, na
rasão
de
2
1
12
0(0
ou
l$500
rs.
por
acção,
e
conlinúa
todos
os
dias
não
santificados
desde
as
10
horas
da
inanhã
á
1
da
tarde.
Banco
do Minho,
em
Braga,
9
de
julho
de
1877.
Os
Gerentes,
Manuel
Luiz
Ferreira
Braga.
(371)
Manuel
Simões
Braga.
A
Junta
de Parochia
de S.
Cláudio
de
Curvos,
concelho
d
’Espozende,
tendo
de
collocar
dous
altares
novos
na sua
Egre-
ja, vende
os
velhos.
Quem
os
pertender
póde
dirigir-se
á
mesma.
(338)
H ygtf*ni«a infxHir*J y nr^werv^tiva; absnhvtament* .1,
•i
unic&qe**
cura
M*rn Ine
nui*
nada
V«nda- •!•
-r nu
priucipat*» pharm^ciaA tio
mundo. Exigir a I
•
imcuc
^A
v
do u»o. (J
d
a?v*4
de
exilo.)
Paris, cana d*> »o
HlVe. /px .iío^^a, <5â. Lisboa, Sr Barreio Lurelo 28 e 3ík
(INCORPORADA
POR
CARTA REAL)
LINHA
QUINZENAL
DE
PAQUETES
A
VAPOR
Para
S.
Vicente,
Pernambuco, Bahia, Rio de Janeiro,
Montevideo
e
Buenos-Ayres
Acceitando
tombem
passageiros
de
3.a
classe,
com
trasbordo
no
Rio
de
Janeiro,
para
SANTOS, PARANAGUÁ.
SANTA
CATARINA,
RIO
GRANDE
DO
SUL,
PORTO
ALEGRE,
CAMPINAS,
S.
PAULO,
CAMPOS,
VICTOR1A.
MACEIÓ,
e
outros
pontos
do
litoral
e
interior
do
Brazil,
ao
sul
de
Pernambuco
PELO JKES.nO PBEÇO
P<KA 4» BtlO DE JASEIRO
PAQULTLS
A
bAiH
tíE
LISBOA
MONDEGO.
. .
.
28 de
Julho
1
TAGUS
.
.
.
.
.
13
de
Setembro
ELBE
....
.
13
de
Agosto
i
GUADIANA
.
.
.
28
de
Setembro
MINHO
.
.
.
.
28
de
Agosto
|
NEVA
....
.
13
de
Outubro
PREÇOS COMMODOS
Caila paquete
d’
esta eosiípanhia
leva
a
bordo
criados
e
cosiiiheiroz
portuguezes
para
commodidade
dos
passageiros
de
todas as classes.
Sendo
as
passagens
pagas
na
Agencia
Central
no
Porto
ou
em
qualquer
Agencia
proiincial,
a
conducção para
Lisboa
é
por
conta
cia
Ç
mpanhia.
Os
passageiros
com
trasbordo
no
Rio
de
Janeiro,
teem
sustento
e
hospedaria
gratuita
durante
a
demora
precisa
para
obter
trasbordo.
A.
bordo
os pnssuçjeiros
teem yo-atís cama,
roupa de cama, co
mida
feita por cosinlieiros portuguezes, vinho duas vezes por dia,
assistência
medica,
serviço de
criados e outras despezas.
À
EXPERIENCIA
de
mais
de
um
quarto
de
século
tem
feito com
que
os
paquetes
d
’
esta
companhia
(a
mais
antiga na
carreira
do
Brazil) sejam
conhecidos
pela
regularidade,
velocidade
e
segurança
excepcional;
além
d
’isso
pela
limpesa,
boa
ordem,
bom
tratamento
e
accomodações
a
bordo,
e
pelos melhoramentos
mais
modernos
tanto
para
a
hygiene como
para
a
commodidade
dos
passagejros.
ISTO
É
COMPROVADO
pela
grande concorrência
que teem
de
passageiros
e
pelos
innu-
meros
agradecimentos
que
ha
archivados
em
varias
agencias.
SÃO
ESTES
OS
PAQUETES
preferidos
pelo
Governo
Inglez para
a
conducção
das
suas
malas
do
correio, e
por
este
serviço
recebe
a
companhia
um
importante
subsidio.
TIVERAM ESTES PAQUETES a honra
de
conduzir
Suas
Magestades
o Imperador
e
Impe
ratriz
do
Brazil,
como
também
S.
A.
o
Infante
D.
Augusto.
TODAS
AS
INFORMAÇÕES
e
bilhetes
de
passagem podem ser
obtidos
no
PORTO
na
AGENCIA
CENTRAL,
rua
dós
Inglezes,
23,
do
agente
GUILHERME
C.
TAIT;
e
nas
provín
cias
nas
agencias
e
correspondências
estabelecidas
em
todas
as
principaes
cidades
e vtllas.
Agente
em
Braga
o
snr.
João
Manoel da
Silva
Guimarães,
rua
do
Souto.
PBEVE.VÇÀO
0
abaixo
assignado
previne,
para
não
haver
ignorância,
que ninguém
compre
nem
arrende ao
snr.
Ignacio
José
Fernandes
Braga,
e
mulher,
da
cidade
do
Porto,
a
casa sita
na
rua
de
D.
Pedro
V.
n.°
19,
d
’
esta
cidade
;
porque
se
acha
esta
mes
ma
em questão
perante
o
tribunal
judi
cial ;
e
para melhor satisfação
do
publico
se declara que
a
questão
corre
p>
lo
car
torio
do
escrivão
João Marcos
d
’
Araujo
Ribeiro,
e
é
habitada
pelo
abaixo
assigna
do
;
apesar
da
casa
ler
escriptos,
nada
sei
á
valido.
Outrosim
protesta
contra
qualquer
pa
pelucho
ou
annuncio
que appareça
con
tra
a
sua
probidade;
não
se
queixando
senão
da
mesmo snr.
Ignacio.
Braga
6
de
julho de
1877.
Antonio
José
Cerqueira
da
Silva
Braga.
(364)
Muita
ui
tenção
e prenenção
Manuel
Joaquim
Lamas,
da
ci
Jade do
Porto,
e
ora
residente na
de
Braga,
pro
moveu
no Juizo
Commercial da
dita
cida
de do
Poilo
uma
acção
pela
importância
de tres
letras,
contra
Anlonio
José
da
Costa
Rebello
e
mulher,
Antonio
de
Bri
to
Prego
Lira
e
mulher,
e
Antonio
Ma
ria
da
Costa
Rebello,
todos
da
dita
cida
de
de
Braga,
na
qualidade
d
’unicos
e
uni-
versaes
herdeiros
de D. Miquelina Josefa
da
Costa
Rebello,
na
qual
acaba de
obter
vencimento
por
accordão
do
Tribuna!
da
Relação
do
Porto,
aonde
subira
o
respe-
ctivo
processo,
por
meio
de
recurso
d
’
ap-
pellação
;
e porque
lhe
consta
que
os
con-
demnados
tratam
de
vender
uma unica
casa
que
resta
da
herança
da
fallecida,
situada
no
Campo
de Sanfanna
da
sobre-
dita
cidade
de
Braga,
designada
pelo nu-
tneio 5'2, 52
A,
52
B.
e
52 C,
e ainda
de
haver
os alugueis
vencidos,
larnado
por
tal
fórma
frostrado
o
pagamento,
provine-
se
para
que
nenhuma
pessoa
contrate
com
elles
sobre
aquella
casa,
nem lhes
pague
os alugueis,
pena
de nullidade, e
prose-
guir
a
execução
sobre
a
referida'
casa,
e
no
direito a
haver
os
mesmos
alugueis.
(366)
AUfitElí AT.XÇÃO JFDICIAD
Pelo
juiso
de
direito
d
’
esta
comarca,
e
cartorio
do
escrivão
do
1.° uílicio
Freitas,
no
dia
15
do
corrente
mez
de
julho,
pe
las
10
horas da manhã
na
praça
publica
das
arrematações
jm.liciaes, se
tem
de
ar-
rematatar
uma
morada de
casas
de
dous
andares,
sita
na
rua da Sé,
designada
pe
lo
n.°
9,
de natureza
de
praso,
foreira
no
domínio
direclo
ao
Reverendíssimo
Cabido
da
Sé Primaz,
que
no
acto
d
’
arrematação
declarar-se-ha
os onus
que
sobre
a
mesma
pezam,
avaliada
sem
abatimento
d
’
encargos
na
quantia
de 550$000
rs.
A
qual
mora
da
de
casas
foi
doada
e
dada
ao
Asylo
dTnfancià
Desvalida
de
D.
Pedro
V
d
’esta
mesma, por
escriplura
publica,
por
José
Anlonio
Teixeira
de
Andrade
Beserra
e
mulher,
D.
Maria
Joaquina
da
Graça
Cor
reia
Beserra,
hoje
viuva,
d
’
esla
mesma
cidade.
Braga
9
de julho
de
1877.
José
Fir
mino
da
Costa
Freitas.
Adriano
Carneiro Sampaio.
(372)
PANEIS
DE .MMSILW.lJlE.VJrO,
1HPRE88OS,
Vendem-se
na
Tabacaria
Bracarense.
(357)
BANCO
D«
BIXBSO
Dividendo
do l.°
semestre
de 1877
A Gerencia
«lo Banco
do
Minho
an
nuncia
que
o
dividendo
do
l.°
semestre
do
corrente
anno é
de
3
0|0
ou 3$000
is.
por
acção, e
que
piincipiará
a
pagar-se
no
dia
II
do
corrente,
continuando
em
todas
as
segundas,
quartas
e
sextas
leiras,
des
de
as
10
horas
da
manhã
até
á
I hora
da
tarde.
Os snrs.
accionistas
do
Porto
pó
lem
rerebel-o
na
Caixa Filial
do
mesmo
Banco,
e
os
de
Lisboa
na
sua
agencia
Banco
Lisboa
e
Açóres.
Braga 10
de
julho
de
1877.
Pelo
Banco
do
Minho,
Os Gerentes,
Francisco Casimira
da
Cruz
Teixeira
Manuel
Luiz
Ferreira
Braga.
(375
i
Casa
paru alwjar
Aluga-se
a
casa
n.°
88,
da
rua
da
Boa
Vista,
tem comodidades
para
doas
famí
lias,
para tractar
na casa
n.°
85,
da
mes
ma
rua.
352)
VEADA
a>iv
CVSAS
Uma
na
rua
do
Charqueiro
de
1
Jj-jW-
andar
e
quintal,
n."
4.
i)
uas
terreas,
n.
os
7
e
8,
com
quintal, na
dita
rua.
Duas
nas
escadas
de
Gtiadelupe,
com
quintal, n.
os
16
e
17.
Uma
na
rua
das
Aguas,
feita
de
novo.
Quem
as
pertender
trata
se
com
a
Ge-
rencia
do
Banco
do
Minho.
(263)
Vende-se
uma
morada
de
casas
no
campo
de
D. Luiz
I
n.
“
27,
junto
ao quartel
de
cavallaria.
com
grande
quintal
e
agua.
Póde
vêr-se
desde
as
3
horas
da
tarde
em
diante.
(346)
Arrematação
No
dia
15
do corrente,
pelas
12
horas
da
manhã, tem de
ser
posio
em
praça
na
Secretaria
do
Asylo
de
D.
Pedro
V, peran
te
o
Conselho
da Direcção
do
mesmo
Asy
lo, o
rendimento
da
cerca
do
exlincto
con
vento
da
Penha,
visto
que
se
não
verificou
a arrematação annunciada
para
o
dia
1.
Braga,
Secretaria
do
Asylo
de
D.
Pedro
V,
11
de julho de
1877.
0 Secietario,
(370)
José
Maria
Gumes Bello.
CAL
LI AS
1»L
S.
PEIW)
(Cliegudus
d» SSonatt
pelo» pere-
gi-in o»)
Vendem
se
nos
Arcos
na
pharmacia
de
José
Maria
Gomes Ferreira.
CASA
PALA ALUGAR
Precisa-se
alugar
uma casa com quin
tal
e
agua
para
pouca
familia.
Quem
ti
ver
queira
fallar
na
rua
das
Aguas
n.°
86.
(350)
I
“recã>sa-Me «ie ussa caseiro
para
uma
quinta,
5
kiloinelros
distante
d
’
esta
cidade, que
tenha
de
seis
pessoas
gran
des
para
cima;
ou
então,
dous
caseiros
de
quatro
pessoas
cada
um. para
então
divi
dir
a
quinta
ao
meio.
Quem
estiver
nes
tas
circumstancias
falle
com
Antonio
Joa
quim
Loureiro,
Rua
Nova,
n.°
2.
(300)
v».
.
. ..
.....
-
■
■ . —
-
t
ALVGt-SK
Uma
boa casa
de dois
andares
e
boas
lojas,
sita
na
rua
das
Aguas
n."
s
101
a
101 B.
Trata-se
na
rua
de
S.
Vicente
n.®
56.
(354)
FLUIDE
IATIF
»
E
JONES
Por
suas propriedadet beneficai, goza este
pro-
ducto de
alta e merecida
reputação. Suavita e ama
cia
a
pelle, allivia as irritações causadas pelas mu-
dançat de
clima, pelos banhos do mar, impressões
desagradáveis
do
vento ou do calor, etc, etc.
Uma
simples appllcaçllo faz desapparocer as ra
chaduras das
maos e dos beiços. Preço 650
reis.
PARA
OS
CUIDADOS
DO
TOUCADOR
É muito
digno de ser
recommandado ó
Sabão
latif,
que
possue
todas as
propriedades suavizan-
tes
doFluide.eum
aroma
delicadissimo.Preço500r
,.
23,
Boulevart des Capucines, Paris,
De Fronte
da entrada do Grand-liotel.
Fabricante
de Escovas Inglesas
Perfiumeria, Loja
de
papel,
Objetos
de Fantasia,
Estojos diversos,
Cutelaria, Artigos
de Luxo,
Luvas, etc.
Deposito em
Lisboa,
snr.
Barreto,
Lorêto
n.°
28-30
(26
*
)
Parte de Comércio do Minho (O)
