comerciominho_14041877_626.xml
- conteúdo
-
5/
ANNO
1877
FOLHA COmERCiAL
RÊLiGÍOSA
Ê
HOTICIOSA
NUMERO
626
Assigna-see
vende-se
no
escriptorio
do
Jo#
Maria Dias
da
Costa,
rua
Nova
n.
3E,
para
onde
deve
s®r
dirigida
toda a
correspondência
franca
de
porte.
A
-
gnaturas
são
pagas
adiantadas;
assim
como
as
correspondên
cias
de
Interesse
particular.
Folha
avulso
10
r
.
A.-S
®z:
ÁS
TERÇAS,
QUINTAS
E
SABBADOS.
P
rhços
:
Braga,
anno
1^600
rs.-=Semestre
850
rs.^Provín
cias,
anno
2&000
rs
e
sendo
duas
3$600
rs.
—
Semestre
lâ0
”
>0
rs.=Brazil,
anno 3$600 rs.
“
Semestre
1&900
rs.
moeda
forte,
ou
8$00t)
reis
e
4Ô500
reis
moeda
fraca.—Annuncios
por
linha
20
rs.,
repetição
10
rs.
Para os
assignantes
20
®/
0
d
’abatimento
O&ASA
—
SASStSAW®
II
1>E
aiikii
<
A
Síoiun ! a Koma
1
E
’
este
o
brado
que
hoje
resoa
em
todos
os
ângulos
do
mundo
catholico.
A
Roma
!
a
Roma
!
bradamos
nós
tam
bém
d’
este
extremo occidente da
terra,
tão
celebrado
nos
fastos
da
Egreja
Ca
tholica
!
A
Roma, portuguezes
todos
!
Chama-nos
lá
um
dever
imperioso.
Prescreve-nol-o
o
amor
que
nos
liga,
a
gratidão
que
nos
prende ao
Grande
Vulto
do
nosso
século.
Um
extraordinário
movimento
se
está
operando
actualmente
em
lodo
o
orbe
ca
tholico.
'
/
Das
extremidades
do
mundo
conhecido
grandes
peregrinações
traclam
de pôr-se
a
caminho
em
busca
da
cidade
dos
Papas.
A fé, que
anima
tantos
milhões
de
peitos,
augmenta o
enthusiasmo
com
que
por
toda a
parte
se
estão
preparando
es
tas
romarias.
E
Portugal,
o
reino
das
Quinas,
Por
tugal,
o paiz
fidelíssimo,
não
póde,
não
deve
permanecer
indifferente
a
este
mo
vimento,
destinado
a
fazer
ecco
na
his
toria
contemporânea.
Digam
embora,
o
que quizerem, es
píritos
frívolos.
Riam-se,
zombem,
cuspam
escarneos,
vomitem blasfémias,
que
Deus
é comnosco.
Sim,
Deus o
quer,
e
a
vontade
divina
ha
de
realisar-se
por
força.
E’ preciso
que
a
impiedade
se
con
vença
uma
vez
da
inanidade
de
seus
ex-
forços.
E
’
necessário que
um
acontecimento
extraordinário
venha
demonstrar
a
todos
a
grande
vitalidade
de
uma
religião,
que
muitos
dizem
ser
moribunda.
Somos
catholicos;
e
em
Roma
geme
prisioneiro
o
Representante
de
nossos
mais
caros
interesses.
Somos
portuguezes; e a
fé
que herda
mos
de nossos
maiores,
soffre
violência
no
primeiro
Guarda
de
nossos
direitos.
A
Roma,
pois; que
é
dever
de
filhos
affectuosos
enxugar
as
lagrimas
de
um
Pae,
como
Pio
IX.
Portugal
tem
uma
grande
divida
em
aberto
para
cóm
a
Augusta
Victima
do
Vaticano.
E
’
occasião
de
pagarmos
essa
divida;
e pagal-a-hemos
com
honra,
que
para
isso
nos
deu a
Providencia
a
piedade
que
nu
trimos,
e
os
brios
que
alimentamos.
Sim; iremos
a
Roma,
como
os
primi-
milivos
fieis,
que
de
todas as
partes
cor
riam
a
consolar
o
primeiro
Papa,
marljr
das atrocidades de
um
Nero.
Iremos
a
Roma,
porque
é
esse
um
dever,
que
o exemplo
dos
primeiros
chris-
tãos
nos
prescreveu
para
a
occasião das
grandes
tribulações.
Aos
pés
do
Grande
Martyr das
injus
tiças
dos
homens
iremos
pessoalmente
de
por
o
pobre,
mas
sincero
tributo
de nossas
homenagens e
de
nossas
consolações.
Não, não
será
só
para
os
nossos
ir
mãos
lá
de
fóra
a
gloria
d
’este
concerto
universal
em
que
se
ouvirão
todas
as
linguas.
Também
nós,
como
portuguezes,
qui-
nhoaremos
nas
bênçãos
que
por
essa
oc-
casião
serão
repartidas
a
todas
as
nações
da
terra.
A
Roma, pois,
todos quantos não
ti
verem
uma
absoluta
impossibilidade
em
cumprir
esta
romaria.
A
Ro-ma,
e
Deus
fará
o
resto
para
que nossos
desejos
se
realisem.
Que
diria
um
protestante,
se
presen-
ceasse
n
’esta
cidade,
o
que
todos viram
cheios
da
maior
indignação, uma
assua-
da
escandalosissima
atraz
da
procissão,
em
que
se
representavam
os Passos
da
Paixão
do Redemptor,
acto
tão
grave
e
commovente,
e
no
qual
tomavam
parte
o
exc.ra
"
bispo conde, todas
as
auclori-
dades,
e
um
concurso
numeroso
e
res
peitável; assoada,
dizemos,
que
chegou
á
enormidade
de
serem
insultadas
quasi
to
das
as
famílias,
que
das
janellas
de
suas
casas
estavam
vendo
passar
a
mesma
pro
cissão.
O que
iria contar
esse
protestante
para
o seu
paiz
de
uma
terra,
de
uma classe,
de
uma
Universidade
que
se
dizem
ca-
tholicas.
Bem sabemos
que
se
não
deve
lan
çar
a
culpa
d
’
este
procedimento
a
uma
corporação
inteira;
mas
em
lodo
o
caso
entendíamos
que
os
académicos
sérios
e
bem
educados,
tinham
a
obrigação
mo
ral
de
conter
os
díscolos,
e
impedir
que
elles praticassem
factos,
que
póde
ha
ver
quem
injustamente
lance
á
conta
de
lodos.
Pois
não
é
bastante
as
ideias
de
materialismo
que
por
ahi
se
leem de
senvolvido;
ainda
se
ha
de
passar
além,
indo
para
o meio
da
rua
dar
provas,
não
só
de
falta
de
todo
o
principio
reli
gioso, mas
de
completa
carência
de
edu
cação?
Os
paes
e
mães
de
familia
esmeram-
se
em
regra
em
dar
bons
princípios
de
moral
a
seus
filhos, inoculando-lhes
no coração
sentimentos
religiosos.
De
pois d’isso,
suppondo
a
sua
missão
aca
bada,
mandam-nos
para
os
grandes
cen
tros
de
povoação,
para
as
boas
e
más
companhias,
sem mais
indagarem
do
seu
comportamento;
sem
se lembrarem
que
n
’
um
momento
perdem
todo
o trabalho,
todo
o
fruclo da
vigilância
de
alguns
annos!
A
mocidade
que
leve
boa
educação,
é
facilmente seduzida
por
indivíduos
re
laxados
e
desmoralisados,
que
não
con
tentes
do seu
péssimo
caracter e
da
sua
vida
detestável,
fazem
gala
de
chamar
a
bra
a procissão
do
Senhor
dos
Passos
no
principio
da ultima quaresma.
Começa
por
notar
o
respeito
com
que
em
Inglaterra,
n
’
um
paiz protestan
te,
se
assiste
ás
ceremonias
do culto
ca
tholico.
Actualmente em
Londres
o illustre
prelado
da
diocese
está
dando
cada
do
mingo,
na
pro-cathedral,
profundas,
elo
quentes
e
pias
inslrucções, de
que
se
pó
de
fazer
alguma
ideia
pelos
objectos
das
duas
primeiras.
De
ambas
ellas
o objecto geral
foi
—
O
mundo.
Na primeira
pronunciada,
ou
prégada,
no
domingo
18
de
Fevereiro,
o
assumpto
era—
O
mundo
fóra
da
egreja.
Na
seguinte,
prégada
no
domingo
25
do
mesmo
mez,
era
o
objecto—
O
mundo
den
tro
da
egreja.
A
erudição
sagrada,
a unção,
a ló
gica,
a
eloquência
sombria, mas
vigorosa
e
persuasiva,
resumbram
das
‘palavras
de
sua
emminencia,
com
o
eífeilo
mais
expressi
vo
e
persuasivo.
Quem
poderia
prever,
ou
predizer,
diz
com
rasão
o
snr.
Ribeiro
Saraiva,
faz
agora
48
annos que
chegou
áquelle
paiz,
o
que
hoje alli
se
está
vendo
como
cou
sa inteiramente
natural e ordinaria,
culto
catholico
o
mais
desafogado
e
sériamente
iralicado,
em presença de
congregações
que
enchem os
templos,
escutando,
alten-
dendo,
e
orando
com
a
mais
exemplar
devoção ?
E, acrescenta, não é
só
no
serviço
(missa
e
orações)
da
manhã;
mas
á
noule,
todos
os
dias
da
semana,
estão
as
egrejas
calholicas atulhadas
de
gente
devota, sem
excepção,
com
a
maior
at-
tenção
ás
predicas,
o
respeito
e
mais
profunda
veneração
ao
Santíssimo,
o
mais
edificante
decoro
em
todo
o
sen
tido
!
Depois
d
’ísto,
diremos
agora
nós,
é
profundamente
doloroso
o
apresentar
co
mo
contraste
ao
que
se
passa
em
Lon
dres,
e
que
descreve
o snr.
Ribeiro
Sa
raiva,
o acto
de pura
selvageria
pratica
do
em
Coimbra,
improprio
já não
dizemos
de catholicos,
mas
das
pessoas
de
medeana
educação.
O
«Conimbricense»,
n.°
3:097, traz
o
seguinte
artigo,
notável
a
muitos
res-
icitos:
O
snr.
Antonio
Ribeiro
Saraiva diri
giu
de Londres ao jornal
o
Apostolo,
do
lio
de Janeiro, de que
é correspondente,
uma
carta
com data
de
8
de
Março,
a
qual
mandou
por
copia
para
o
nosso
col
ega
de Braga,
o
Commercio
do
Minho,
a
fim
de
ahi
ser
reproduzida.
N
’
esta
carta
stygmatisa
o
snr.
Ribeiro
Saraiva,
severa,
mas
merecidamente,
os
actos
indigníssimos
praticados
por
muitos
estudantes,
que
acompanhavam
em
Coim
33
FOLHETIM
1)8.
J.
1!.
l>i: «ACEDO.
ROMANCE BRAZILEIRO
VOLUME
II
XVII
Tia
e sobrinha,
Celina
entrou;
Marianna
mostrou-lhe
com
o
dedo,
e
com
graça
indisivel,
uma
cadeira
defronte
d’
ella,
e
vendo-a
assen
tada
esteve
por alguns
momentos
contem
plando-a
com expressão de enlevamento e
prazer, até
que
a
Bella
Orfã,
como
para
escapar
áquelle
olhar,
perguntou:
—
Porque
me
está
olhando
assim,
mi
nha
tia?...
—Oh
!
porque tu
és
a
minha
vaidade,
Celina!
olha:
quando
te
contemplo... lem
bro-me
do
que
fui...
parece-me
que
ainda
estou
nos
dezeseis
annos
defronte
do
meu
toucador,
rindo-me
vaidosa e
louquinha,
contente
de
mim
mesma, e
namorada
de
meus
proprios
encantos.
—Senhora...
—
Não
é
verdade
que
dizem por ahi
que
eu
fui
bem
formosa?
lha
;
e
comtudo
estás
em
edade de
ca
sar.
—
Tão
cedo
!...
—
Não no
nosso
paiz, Celina,
onde
tudo
é
rápido
e
precoce.
Emfim
eu
sou
tua
lia, meu
pae
é
teu
tutor
;
e
por
de
ver
santo
e
respeitável
devo
procurar
para
ti
um
estado...
uma
posição.
—Obrigada,
minha
tia.
—
Temos
entendido
que
é
tempo
de
te
casar,
não
só
para
fazer
a
tua
ven
tura,
como
para
completar
a
nossa
mis
são, e
conseguir
o nosso socego.
—
Para
o
vosso
socego...
eu
creio; mas
para minha ventura!...
—
Para
lua
ventura
lambem,
sim;
e
graças
a
Deus,
meu pae e eu não so
mos
dua^ creanças
como
tu
és.
Celina.
—
Porque,
minha
tia?
—Porque
na
questão
da
escolha
de
um
marido
tu
cortarias
todas
as
diíficuldades
com
o
coração,
e
nós
decidiremos
tudo
com o
juizo.
—
Ah
!
sim
!...
—
Um
marido
é o homem
que
deve
acompanhar-nos
toda
a
vida
..
—
Provavelmente,
minha
tia.
—
O
homem
de
quem
tomamos
o
no
me, a
posição,
e
as
amisades.
—Eu
o
pensava
já.
—E
portanto
quando
se
trata
de
uma
escolha
d
’essa natureza toda
a
prudência
se
faz
necessária.
—Sem
duvida.
—Nós
queríamos para
teu
marido
um
moço
bonilo,
de
bellas
qualidades,
de
bom
nome,
e
de
boa
fortuna.
em
breve
tendo
mesmo
já
no
coração
uma
simpatliia
que
vae
crescendo
e
acaba
por
amor
;
ellas
não
tem,
ellas
não
pódem
ter
outra
ideia que
não
seja
a
de
ser
bellas,
outro
desejo
que
não
seja
o
de
ser
ama
das,
e outro
futuro
que
não seja
todo
es
perado
de
um
amor
com
que
ellas
so
nham
de
dia e
de
noite,
e
que
desgra-
çadamenle
não
se
realisa
nunca.
—
Nunca ?...
—
Nunca,
Celina.
A
Bella Orfã suspirou
involuntaria
mente.
—
Já
suspiras,
Celina?...
quem
sabe
se
eu
não
estive
fazendo
o leu
retrato?.,
pois
bem;
sou
tua
tia...
quasi
lua
tutora,
e
portanto
devo
aconselhar-le
;
mas
para
bem
fazel
o
preciso
é
antes
ganhar
uma
confiança
de que
ainda
me
não
julgaste
merecedora,
entrar
no
teu
coração,
vêr o
que
n
’
e!le
se
passa,
para
depois
dizer
o
que
convém.
Marianna
fingindo
ignorar
o
segredo
de
amor
de
sua
sobrinha,
queria
leval-a
pou
co
a
pouco
a
um
fim
que
linha
no
pen
samento,
e
pelo
qual
promovera
aquella
conferencia.
Porém
Celina
desconfiava
de
sua
lia
:
guarda
mais
que
nunca
o
seu
segredo,
e
nada
respondeu.
—
Então
ficas
muda?...
perguntou
a
viu
va;
será
possível
que
penses em
fazer-me
crer
que
ainda
não
sonhas
bellos
sonhos
de
amor,
tendo
já
dezeseis
annos
de eda
de?...
—
Muito
moça
ainda, não é
assim?
—
Por
certo
que
não
és
nenhuma
ve
—
Dizem
que
minha
tia
inda
o é.
—
Lisongeira
I... oh!
mas
emfim
eu co
nheço
que não
devo
assustar
a ninguém.
—
Então...
—Todavia os
dezeseis
annos!
os
dezeseis
annos!
n
’esse
tempo
se
está
na
flôr
da
vida,
e
no
viço
das graças!
ninguém
é
éio
aos
dezeseis
annos!
Depois
de
alguns instantes
de
silencio
a
viuva
proseguiu
dizendo
:
—Para
mim
a
vida
de
prazer
e
de
encantos
está
em
vésperas
de
acabar;
pa
ra
ti
é
agora
que
começa.
A
primave
ra
da
edade
com
esse
rosto
tão
bello,
com
esse
olhar
tão
puro, Celina, faz sem
pre
as
delicias da
mulher.
Ainda
não
sen
tiste
que
para ti são
guardadas
todas
as
attenções?...
ainda
não
notaste
como
te
olham
ardentes,
como
te
faliam
tremen
do,
como
te
escutam em extasis?
Celina,
ahi
está
a
prova
solemne
de
tua
formo
sura.
A
moça bella
é
o
delírio
do
mun
do
:
ah 1 que
se
aos
dezeséis
annos
ti
vesse
a
mulher
a
experiencia
dos
trinta,
então
com
a
belleza
conseguiria
tudo...
honra...
fortuna...
posição...
tudo!...
—
Ainda
bem, minha
tia,
que
as
mo
ças
não
são ambiciosas.
—
Não,
não
o
são
:
o
amor
as
occupa
de
mais
para
que
ellas
o
fossem.
Embria
gadas
com
os
deleitosos
perfumes
que vêem
arder
a
seus
pés
; cheios
os
ouvidos
de
verdades e
de
lisonjas
;
a
cada
passo
que
dão
ouvindo
uma
exclamação
de agrada-
vel
surpreza;
no
theatro
sentindo
cem
ocu-
los
lançados sobre
seus
rostos,
em
to
da a
parte
vendo adoradores
escravos,
e
si
e
aos .
seus
hábitos e costumes,
os
mancebos
que para
aqui
vieram,
influen
ciados
pelas
santas
crenças
religiosas,
ensinadas por
seus
bons paes.
Não só
são
maus,
mas
desejam
que
todos
o
se
jam.
As
más
companhias
são
uma
das
prin-
cipaes
cansas
da
relaxação
dos
costumes,
da
impiedade
mesmo
que
por
ahi
se
os
tenta,
com
escandalo
e
indignação
das
pessoas
de
bem.
Os
paes
de família
limitam-se
quan
do
enviam seus
filhos
para
Coimbra,
a
fazer
uma
recommendação
banal
a
algu
ma
pessoa
d
’
esla
cidade
para
os
vigiar
e
pagar
lhes
as
mesadas;
e
com isso íicam
muito
descansados.
Quanto
em
geral se
illudem
1
Essa
pessoa
limita-se
a
pouco
mais
do
que
a
satisfazer
a
segunda
das in
cumbências.
N
’
este
turbilhão
de
tantos
mancebos,
quasi
se
não
distinguem uns
dos outros,
e
pouco se
sabe
do
seu
pro
cedimento.
Quanto
as
famílias
chegam
a
ser
in
teiradas
verdadeiramente
de tudo
o
que
se
passa,
e
querem dar remedio
á
tortuo
sa
carreira
que
seguem
seus
filhos,
já
não
podem.
Dêem
lhes
educação
religiosa;
inspi
rem-lhes
os
sentimentos
da
mais
austera
moral;
mas
não
deixem,
quando elles ve
nham
seguir
os estudos
superiores, de
indagar
uma
e
muitas
vezes,
de
pessoas
prudentes
e
de
probidade
reconhecida,
se
seus
filhos se
desviam
do
caminho
que
lhes
traçaram;
indaguem
sobretudo
cuidadosamente,
quaes
são
as suas
com
panhias
habituaes, porque por
ellas
podem
ajuizar
que tal
será
o
proceder
de
seus
filhos.
Não
tratem
só
de fazer
d
’
elies
sá
bios;
procurem
sobretudo fazel-os
virtuo
sos.
A
sabedoria
sem
virtude
é
uma
sabe
doria
falsa.
J
oaquim
M
artins
de
C
arvalho
.
------
Instrueção
seciimlas-it».
O
decreto
determinando que
os
exa
mes
finaes
das
disciplinas professadas
nos
lyceus
nacionaes sejam,
no
continente,
feitos
só
em
Lisboa,
Coimbra
e
Porto,
é
assim
concebido:
«Sendo-me
presente
a
consulta
em
que
a
commissão
encarregada
da
reforma
do
ensino
secundário,
reconhecendo
a
impos
sibilidade de
organisar
o
projeclo
definiti
vo
a
tempo
de
ser
apresentado
ao
gover
no
antes
de
findar
a
actual sessão legis
lativa.
propõe
que
sejam
provisoriamente
adopladas
algumas providencias
regulamen
tares,
aconselhadas
pela
pratica
dos
últi
mos
quatro
annos
e
tendentes
a
tornar
o
systema
dos
exames
finaes
mais
simples,
econoraico
e uniforme
Hei
por bem, conformando-me
com
a
proposta
da
referida
commissão,
c
tendo
em
vista
o
disposto
no artigo
46a.® do
decreto
com
força
de
lei
de
20
de
setem
bro de
1814,
decretar
o
seguinte:
Artigo
l.°
Os
exames finaes
das
dis
ciplinas
professadas
nos
lyceus
nacionaes
do
continente
do
reino,
serão
feitos na
séde
das tres
circumscripções: Lisboa,
Coim
bra
e
Porto,
perante
jurys
que
opporlu-
natnente
forem
nomeados
pelo
governo
de
entre
os
professores
officiaes
e
durante
os
mezes
de
julho
e
agosto.
§
1.®
Cada
uma
das
circumscripções
compõe-se.
na conformidade
do artigo
67.®
do
regulamento
de
31
de
março
1873,
dos
districtos
seguintes:
A
primeira,
Lisboa—
dos districtos
de
Lisboa,
Santarém,
Portalegre,
Evora,
Be
ja
e Faro;
A
segunda,
Coimbra—
dos
districtos
de
Coimbra,
Leiria,
Castello Branco, Aveiro,
Guarda
e
Vizeu.
A
terceira.
Porto—
dos districtos
do
Porto,
Braga,
Vianna
do
Castello,
Villa
Real
e
Bragança.
§
2.°
Nas
ilhas
adjacentes
os
exames
continuarão
a
ser
feitos
em
cada
um
dos
respectivos
districtos.
Arl.
2
0
Os
alumnos
internos
dos
ly
ceus
e
das
aulas
secundarias
de
Lamego,
habilitados para
exames
finaes
nos
termos
do capitulo
5.®
do
citado
regulamento,
são
admittidos
perante
os jurys da
cir-
cumscripção,
a
que
pertencer
o
estabele
cimento que
tiverem
frequentado.
Art.
3.°
Os
alumnos
dos collegios
ou
escolas
de
ensino
livre
só
podem fazer
exames
finaes
na
séde
da
circumscripção
a que
pertencer
o
districto,
onde
tiverem
estudado
ou
residido
nos
últimos
dois
me
zes
anteriores ao
praso
estabelecido
para
a
apresentação
dos
seus requerimentos.
§
1°
Os
requerimentos
d’
esta
classe
de
alumnos
serão
apresentados
aos
reito
res
dos lyceus do
districto
onde
os re
querentes
estudam
ou
residem,
dentro
do
praso
determinado
no
artigo
60.®
do
re
gulamento
de
31
de
março
de
1873.
§
2.°
Além
dos
documentos
exigidos
no
artigo
58.°
do
mesmo
regulamento,
os
requerentes
são
obrigados
a
exhibir
docu
mento
authentico,
passado
pelo
adminis
trador
do
concelho
ou
bairro, provando
a
sua
residência
nos
dois
mezes
de
que
trata
o
presente
artigo.
§
3.°
Os
alumnos,
que
provarem
ter
estudado
em
paiz
estrangeiro,
são
dispen
sados
do
documento
a
que
se
refere
o
§
antecedente, e
podem requerer no
praso
legal
admissão
aos exames
finaes
na
séde
da
circumscripção
que
mais
lhes
conve
nha.
Art.
4.®
As
relações
dos
alumnos, tan
to
internos como
extranhos,
habilitados
para
exames
finaes,
serão
organisadas
e
remettidas
ao governo
na
conformidade
do
que
se
acha
disposto
nos
artigos
28.®
e
62.°
do
regulamento
de
31
de
março
de
1873.
Art.
S.°
Para se
reconhecer
a
iden
tidade
de
pessoa,
os
alumnos
extranhos
aos
lyceus
são
obrigados a entregar,
na
oc
casião
dos
exames,
aos
presidentes das
commissões,
um atleslado
do
pae,
tutor,
ou
pesssoa
encarregada
da
sua
educação,
no
qual
se
declare
a
disciplina
ou
disci
plinas
que
tiverem
estudado,
onde e
com
quem.
Este atlestado
será
também assigna
do
pelo
alumno
e
as
assignaturas reconhe
cidas
por
labellião.
§
unico.
Os
alumnos
dos
lyceus de
fóra
da
séde
da circumscripção onde fo
rem
admittidos
a
exame,
entregarão
egual-
mente
aos
presidentes
das commissões de
claração
das
disciplinas
que
frequentaram,
passada
pelo
secretario
do
respectivo
lyceu
e
assignada
pelo
alumno
com
reconheci
mento
de
tabelião.
Tanto
o
atlestado,
como
a
declaração,
devem
ser
segunda
vez
assignados
pelos
alumnos
na
presença
do
respectivo
jury,
quando
forem
chamados
ao
exame.
O presidente do
conselho
de
ministros,
ministro
e
secretario
d
’
estado
dos
negocios
do
reino,
assim
o
tenha
entendido
e
faça
executar.
Paço da
Ajuda,
em
28
de
março
de
1877.
—
REI.—
Marquez
d
’
Ávila
e
de Ho-
lama.
SubBcripção
jiara a
oflferta ao SS.
Padre,
£*io
IX.
Como
se
fez
publico
no
n.°
61a
d
’
esle
jornal,
alguns
catholicos
d
’
esta
religiosa
cidade,
desejosos
d
’
annuir
ao chamamento
e
convite
da
juventude
catholica
romana,
projectaram
olferecer,
em
nome
de
todos
os
fieis
bracarenses,
ao
Santo
Padre no
dia
da
celebração
do
seu
jubileu episco
pal,
um
presente,
que
signifique
bem
a
sua
adhesão
á Egreja
Catholica
e
ao
So
berano
Pontífice,
,e
mostre
quanto
exul
tam
pela
prolongação
do seu
tãq
glorioso
pontificado.
Já
se
acha
encommendado
este
dona
tivo,
que
será
um
pedestal
de
prata
orna
do
a filigrana,
de
cêrca
de
33'>
centíme
tros
d
’
alto,
sustentando
as
armas
pontifí
cias,
abertas
em
ouro,
e
no
centro
do
pedestal
um como escudo,
onde
em
let-
tras
d
’
ouro
se
leiam
o
nome
do
grande
Pontifice
e
a
dedicatória
que
d
’
este
objecto
lhe
fazem
os
bracarenses.
Convidam-se,
pois, todos
os
habitan
tes
de
Braga
a
concorrerem
com
seus
donativos,
quaesquer
que
sejam,
para
a
realisação
d
’
esla
obra,
não
só
porque de
manda
avultadas
despezas,
mas
até por
que,
d
’
oulra
fórma,
não
poderia
com
ver
dade
dizer-se
oílerecida
pelo
bom
povo
bracarense.
Todas
as
esmolas
devem
desde
já
ser
entregues
ao
thesoureiro,
o
ill.
rao
e
revd.
mo
snr.
padre José
Luciano
Gomes
da Costa,
digníssimo
secretario
da
camara
ecclesias-
lica.
Eis
os
nomes
dos
ill.
raos
e
ex.
mos
snrs.
que
já
fizeram
entrega
dos
seus donativos:
S.
Exc.
a
Revd.111
'
1
4$^
Domingos
Manoel
de
Mello
Freire
Barata
4-3^
Um
anonimo M. D.
4$$
Revd.®
José
Luciano
Gomes
da
Costa
4^
Revd.
0
José
Alvares
de
Vascon-
cellos
Rodrigues
4^
Conego
Antonio
Francisco
Pereira
d
’
Almeida
Coutinho
3^
Damião
Pereira
da
Silva
2^
Revd.
0
Prior
d
’
Estella
2^
Revd.
0
João
Dias
Correia
2$)(
k
|
Revd.
0 Antonio
Luiz Alves
Caídas
1^
Francisco
Ignacio
Bezerra
do
Re
go Abreu
e
Lima
2áOd(
Desembargador
João Dias
d’
Araujo
1^
Revd.®
Antonio Baplista
da
Silva 1^
Revd.
0
Joaquim
da
Silva
Barros
l^
Revd.
0
Antonio
José
da
Silva Roza
1^00(1
Um
anonimo
Antonio
José
Vieira
Machado
5Qj
Francisco Marques
Soares
d’
Aze-
vedo
S0|
Um
anonimo
b(jí
Revd.®
Manoel
José Peixoto
1
^00f
Pedro
Barbosa
Marques
do
Couto
l^0(
Total
46^5(K
Collegio da
KSegenerssçí»,».—(j,:
garam
ante-honlem
a este
collegio
—vig.
das
de
Lisboa,
da
sua
casa
em
Bem
fica-
quatro
senhoras
Terceiras
da
Ordem
4
S.
Domingos,
duas
das
quaes
para
ficareu
a
reger
aquelle
estabelecimento,
e
as
ou.
tras
duas,
superiora
e
companheira,
examinarem
e fixarem
bem
a
sua
orgj.
nisação
e
administração.
No
seu regresse
a
Lisboa
irão
estas
examinar
também
outrai
casas
de
educação
que
ha estabelecidas
m
Villa
do Conde
e
no
Porto.
Estas
senhoras,
de
fino
trado
e ig.
strocção,
sacrificaram
as
suas
commodi
dades
domesticas
á
promoção
da
rege»
ração
e
educação
das
pessoas
do sei
sexo.
Bemditas
sejam.
€ls»gada.
—
Chegou
ante-hontem
|
esta
cidade,
vindo de
Guimarães,
o
noh
vel
escriptor
Gabriel Pereira,
d
’
Evora,
qu-
»e
dirige
a
Barcellos, e
d’
alli
ao
Alto Jf.
nho,
em
excursão archeolegica.
Nleeting.
—
Consta-nos
que
vae
hav«
um
grande
meehng
n
’
esta
cidade
para
re
presenlar
contra
o
decreto
respectivo
as
exames
d
’
inlrucção
secundaria,
o
qual nt
publicado
noutro
logar.
Colleeção
Pedro Correia.—
Cot
esta
designação
constituiu-se
em
Lista
uma
nova
bibliotheca
romantica.
Cada
lume custará
apenas
209 reis para Lista
e
220
para
as
províncias.
Já
se
acha
d*
tribuido
o
primeiro romance, intitulai»
Os
dramas
de Nova Yorck,
vertido
peli
snr.
Gastão
da
Fonseca.
Está
encarregado
de
colher
assignalo
ras
n’esla
cidade
o
ex.
‘
n
®
snr.
Magalhães
Júnior.
Protesto
eatholieo.—O
«Timesi
publica
um
protesto di
União Calholis
da
Grã-Bretanha
contra
o
projecto de
lé
italiana
relativa
aos
abusos
do clero.
Est
—
A
’
s
vezes
é
dillicil
achar-se
tanta
coisa
junta...
—
Tivemos
a
felicidade
de
encontrar
um,
que
preenche
nossos
desejos...
—
Ah
I
então já,
minha
lia?...
sem
que
eu
ao menos
o
suspeitasse?
—
E'
verdade,
um interessante
mance
bo
veio
pedir-nos
a tua mão.
—
Realmente
foi
um pouco
apressado...
nem
ao
menos
procurou conhecer
a
mi
nha
opiuiào.
—
Já
sabes quem
é
?...
—
Não
senhora.
—
Vê
se
adivinhas.
— Não
pretendo
incommodar-me
com
isso
.
—
Porque?...
perguntou
Marianna,
que
se
ia
impacientando
um
pouco.,
—
Por
nada,
minha
tinha
;
respondeu
seccamente
a
Bella Orfã.
—
Estás
zombando
commigo,
Celina?...
—
Não,
minha
lia.
—Queres
que te
diga
o
nome
d
’
esse
moço
?...
—
Se
lhe
parecer
conveniente.
—
E’
o
snr.
Salusliano.
—
Ah
I
—Tens
que dizer
alguma
coisa?
—
Nada...
eu,
nada:
minha
tia,
é
que
um
dia me
disse
que
aborrecia
o
snr.
Salusliano
como
se
aborrece
um
malvado.
Escapou
aos
olhos
de
Celina um
mo
vimento
rápido
de
.Marianna.
—
Eu
estava
em
êrro,
disse
esta sem
hesitar.
—
Apesar
d
’isso,
minha
lia,
e
apesar
de
todas
as
grandes
e
nobres
qualidades,
que
ornam
esse
mancebo,
sou
obrigada
a
declarar,
desde
já,
que
não
serei
sua
mu-
her.
—
Porque?...
perguntou
a
viuva.
—
Porque
amo
a
outro
;
respondeu
sem
hesitação
nem
temor
a
Bella
Orfã.
Marianna
ficou por
alguns
momentos
olhando
para aquella fraca
e
modesta
me
nina,
que
pela
primeira
vez
a
surprehen-
dia
com
um signal de
caracter
decidido
e
forte.
—
Amas já?...
perguntou
então
a
viuva.
—Já
o
declarei,
senhora.
—
E
a
quem
amas,
minha
pobre
Ce
lina
?
—
Ao
snr.
Cândido.
—
E
elle?...
-Ama-me
também.
—
Infeliz!... tu
foste enganada!... ex
clamou
Marianna.
Celina
não
demonstrou
nem surpreza,
nem
receio,
nem
desgosto:
desconfiava
de
tudo, quanlo
lhe
dizia
Marianna;
deixou-
se
ficar
em
silencio,
olhando
e
sorrindo-
se
para
sua
tia.
—
Duvidas
do
que
eu
digo?...
—
Muito, senhora.
—
E
se
eu te
der
uma
prova ?.
.
Celina
continuou
a
sorrir-se
meigamen
te.
Marianna
lançou
a
mão
ao
bolso de
seu
vestido,
tirou
d
’
elle
uma
pequena
car
ta,
e
eatregou-a á Bella
Orfã.
Celina
abriu
a
carta
e leu-a:
seu
ros
to
cobriu-se
de
mortal
pallidez.
Era
a
car
ta
que
a
mulher
de
mantilha
havia
con
seguido
de Cândido.
—
E
agora?...
perguntou
cruelmente
Marianna.
—
Agora?...
não
sei...
duvido
ainda;
respondeu a
custo
e
erguendo-se
a Bella
Orfã.
—
Onde
vae, Celina
?
—
Preciso
recolher-me,
e
ficar
só,
se
nhora.
Celina
já estava á
porta.
—
E
o
snr.
Salustiano?...
A
moça
vollou-se e
respondeu
quasi
com
altivez:
—
Ainda
quando
isto
não
seja
efleito
de
uma
nova
calumnia,
senhora,
eu
nunca
serei
esposa
d
’
esse
homem
por quem
se
mostra
interessada.
E
saiu.
Por
sua
vez
Marianna
empallideceu,
e
ficou
de
novo
muda,
pensativa
e
abatida.
X.VI1X
Historia
dos
dous
velhos.
No
mesmo
gabinete,
em
que
poucas
horas
antes
escreviam
João
e
Salustiano,
foi
que
Rodrigues
achou
este
ultimo ain
da
agitado pela
sceua
que
tivera
logar.
O
velho
entrou
com
ar
solemne
e
gra
ve,
e
cumprimentou
o
mancebo
com
um
simples
movimento
de
cabeça.
—
Póde
sentar-se,
disse
secamente
Sa
lustiano.
—
Obrigado, disse
Rodrigues,
estou
bem
de
pé.
—
Como lhe
parecer.
Dirá
então
o
mo-
livo
que me
deu
a
honra
de
sua
ti
sita.
—
A
vista
de
um
pobre
velho
não
hon
ra... incommoda.
—
Deixemo-nos
d
’isto,
disse
o
moço;
tenho
que
fazer; diga
o
que
quer.
O
velho
guarda-portão
sorriu-se
amar
gamente
d
’
aquelle
modo
incivil,
e
d
’
aqueb
le
ar
de
desprezo
com
que
era
tratado
pw
Salustiano.
—
Então?!!
tornou
este.
—
Venho
contar-te
uma
historia,
man
cebo.
—
Crê
o
snr. que
tenho tempo
de
so
bra
para
gastar
ouvindo
suas
histoiias?"
—
Oh! que
sim!
rico
senhor!
baixan
do
á
sepultura
teu
pae
le
repetiu
com
voz
já
sumida
as
mesmas
palavras, q»1
mil
vezes
te
havia dqo
nos
tempos
dl
vida:
—
ouve,
meu
filho,
ouve e
obedece
1
João e
a
Rodrigues,
como
se
fosse
a
mi®
que
obedecesses.
—
E
a
que
vem
isso?
—
E’
preciso
portanto
que
ouças
a
h®"
toria
d
’esses
dous
velhos,
e
a
de teu
P
ai
lambem;
porque emfim...
o
moço
vae
<1*
novo
indo
no
mau
caminho
!
—
Senhor!
—
Mancebo !
escuta
:
não
é
por
mi®'
é
por
li
que
eu
aqui
venho. O
raio
esl>
levantado
sobre
lua
cabeça,
e
prestes
1
desfechar-se...
Eu quero
moslrar-te
o
me®
de
vencera
tempestade:
escuta.
(CoolinúaJ
*
H
m
mj
Oí
á
Oí
Oí
®
«
í
i
it
in
*
3»
n
ir,
!>
81
u
!1
1'
i
»
a
i
'»
I!
&
I
i
I
i
I
i
>
i
1
i
J
Ferreira
da
Silva,
irmão
do snr.
Fran
cisco
Serra,
secretario
da
redacção
do
«Jornal
da
Noute».
Apertamos
a
mão ao nosso presado
collega.
í»oa-tiig«iezes faílecsdos. —
Desde
16
a
22
de
março,
falleceram
no
Rio de
Janeiro
os seguintes
súbditos portugue
zes:
Francisco José
Gonçalves,
25
a.,
s.;
Antonio
José
Gomes,
17
a.,
s.;
Maria
do
Coração
de
Jesus,
30
a.,
c.; Jacintha
Ignacia
da
Costa.
42
a.,
v.;
Antonio
Pe
reira
Porto,
50
a.,
s.;
Joaquim
Barbosa
do
Carmo,
44
a.,
v.;
José
Joaquim
do
Souto,
36
a.,
s.; Manoel
Alves
Silva,
35
a.,
s.;
José
Carvalho
Pereira
Mattos,
35
a.,
s.;
Antonio
Damião
Pereira,
12
a.,
s.;
Joaquim
Simões, 33 a.,
c.;
Antonio
Florido
Souza,
44
a.,
s.;
Antonio
de
Padua
e
Silva,
20
a.,
s.;
Manoel
Antonio
Silva
Magalhães,
32
a.,
s.;
dr. José
Roiz
de
Mattos,
66
a.,
c.;
Antonio
Faria
Pereira.
50
a.,
c;
José
Diniz,
40
a.,
c.; José
Ferraz
Maire,
41
a.,
s.;
Violanta
Emilia,
30 a.; Joaquim
Ferreira
Pinheiro, 36
a.,
c.;
Francisco
Manoel
Nogueira,
23
a.,
s.;
Joaquim
Francisco
do
Bento,
37
a.,
s.;
Alexandre
Ferreira
Leite,
43
a.,
s.;
Augusto
José
da
Cruz,
39
a.,
c.;
Ma
noel
Pereira
d
’Araujo,
45
a.,
c.;
Maria
da
Conceição,
17 a., s.;
Domingos
José
Silva
Braga,
48
a.,
v.; Firmino
José Fa
ria
49
a.,
c.;
José
Pinto
Monteiro,
35
a.,
s.;
Manoel Roiz,
40
a.,
s.,
Antonio
Rio Alves, 58
a.,
v.;
Francisco
Anto
nio Ribeiro,
50
a.,
c.; Ricarda
Roza
de
Oliveira 38
a.,
v.
Em
Pernambuco
falleceram
de
21
a
27
os
seguintes:
Botelho
Marques,
40
a.,
s.;
Joaquim
Antonio
da
Silva,
65
a.,
v.
I
1
5
I
1
j
i
i
protesto
está
assignado
pelo
duque
de
I\or-
folk,
presidente
da
associação.
Notieias
de Roma. —
Com
muito
contentamento
publicamos
o seguinte
le-
legrarnma,
com
o
qual não
deverão
ficar
contentes
certos
commercieiros:
fíonia
6
de
Abril
—O
Papa
gosa
boa
saú
de,
dá
todos
os
dias
audiência
a
numero
sos
fieis.
Domingo,
Sua Santidade
receberá
os
membros
da
sociedade
dos
intereses
catho
licos.
em numero
de
tres
mil.
Falleeimento.—
Falleceu
ha
dias na
sua
casa
de
Funtão o
exc.
ul
°
snr.
José
da Cunha
Leitão Pigarra
de Sá Solto-
Maior,
cavalheiro
distincto
d
’
aquella
loca
lidade,
e
caracter
honradíssimo.
Não
lhe
valeram
os
esforços
da
scien-
cia,
nem
os
desvelos
d’
uma
lamilia.extre
mosa,
que
agora
jaz
immersa
na
mais
pro
funda
dôr.
Admiradores
das virtudes
do
dlustre
finado,
amigos
de
sua exc.
ma
familia
d
’
a
qni
lhe
protestamos
a
nossa
intensa
dor
por tão
infausto
acontecimento,
e
lhe
en
viamos
sentidos
pesames.
«Se
imstirsieção
pri
maria.
—
Foram
promovidos
a
professo
res
de
instrucção
primaria
n’
este districto
os
seguintes
snrs:
Antonio
Lages,
para
S.
Torquato, con
celho
de
Guimarães;
padre
Francisco
Bar
bosa,
para
Fonte
Arcada,
do
concelho
da
Povoa
de Lanhoso; João
Maciel,
para
Cam-
bezos,
dp concelho
de
Barcellos; Joaquim
Neves,
para
Vermoin; e
José
Ferreira.
pa
ra
Cavallões,
do concelho
de
Villa
Nova
de
Eanialicão.
fíovemailorea
civis.—
Já foram
as-
signados
os
decretos
nomeando
governador
civil
do
Porto
o
snr.
Agostinho
da
Ro
cha,
e
para idêntico
logar
em
Coimbra o
snr.
Lopes
Branco.
Senhor uos presna.—
Como
já
an-
nuncíamos,
é amanhã
levado o
Senhor
aos
presos
nas
cadeias
da
cidade— acto
que
será
feito
com
desusada
pompa
e
es
plendor.
Mortos
nn guerra.—
Está
apurado
o
n.°
dos
ofiiciaes
e soldados
do
exerci
to
allemão
mortos e
feridos
na
campanha
de
1870
e
1871
—
(franco-prussa).
Ofii
ciaes,
3.919;
soldados,
60:978.
No campo
das
batalhas
moreram
1:374
ofiiciaes
e
16:877
soldados.
Notado
deve
ser
—
que
as
victimas
da
artilheria
foram
pou
o
mais
de
5:890,
emquanto
que
as
da fuzilaria
foram
55:862.
Aceiiiessles
«!e
caisaâsaba»
«íe
fer
ro
em
Inglaterra.—
As folhas
inglezas
publicam
a
eslalislica
dos
acidentes
de
ca
minhos
de
ferro
que se
deram
em
Ingla
terra
durante
o
anno
de
I876.
Resulta
d’essa
estatista,
diz.
o
«Stan
dard,
que
o
numero total d.s
pessoas
mortas
ou feridas
nos
caminhos de
ferro
do
Reino-Unido eleva-se
a 1:245
mortos
e
4:724
feridos.
Além
d
’
esles
accidentes,
as
companhias
de
caminhos
de
ferro
deram
conhecimen
to
ao
«Board of
T«ade»
dos
que
occorre-
ram, não
na
via,
mas
nos
seus
estabele
cimentos
de
exploração
e
que
comprehen-
dem
40
pessoas
mortas
e
1:389
feridas.
Esta
segunda lista eleva
o total
dos
ac-
cidenles
em
1876,
a
1:285
mortos
e
6:113
feridos
Terrível desastre.
—
O
«Times»
pu
blica
um
despacho
de
Philadelphia, de
28
de
março,
annunciando
que o
reservatório
de
Staífardville,
no
Conneclicut,
rompeu-
se.
O
dique
linha
uma elevação
de
20
pés
acima
das
mais
altas
aguas
do
rio
Wil-
iiamentic.
A
onda
precipitou
se
sobre
um
percurso
de
muitas
milhas,
ao
longo
do
valle,
atravez das
aldeias
manufacturarias
de
Staífardville,
Hydeville,
Glenoville,
ar
rastando
os
diques,
as
pontes,
as fabricas,
uma
egreja,
um
banco,
casas
de
toda a
dimensão,
e
causando
um
prejuizo
de
mais
de
2
milhões
e
meio.
Foram
afogadas
duas
pessoas.
Novas
especies
de azeite.
—
Escre
ve
o
«Diário
de
Noticias:
Ao
conselho de trabalhos
do
arsenal
da
marinha
foram
enviadas
amostras
de
dois
oleos,
sendo
um
mineral
e outro
ve
getal,
para
substituir
o
azeite
de
oliveira
na
lubrificação
das
machinas
a
vapor.
Di
zem-nos que
dão
grande
vantagem
econó
mica.
Na
officina
da
machina
do
mesmo
arsenal
estão
sendo
experimentados
os
oleos
das
referidas
amostras
e
parece
que
ha
probabilidade
de
que
possam satisfazer
bem.
N
’
estecaso,
e
generalisando
o con
sumo,
o
azeite
para
tempero
do
fi,
l
amigo
descerá
o
seu
elevado
preço,
a
menos
que
o
monopolio lh
’
o
não conserve,
ape
sar
dos
milhões
de toneladas
que
às ma-
chinas
deixarão
de
gastar.
Obito.
—
Falleceu
em
Lisboa
o
snr.
Silves.
—
Antonio
Maria
Santos
do
O
’,
até
31
de
julho
de
1877.
Espozende.
—Revd.®
Vigário
de
S.
Bar-
tholomeu,
até
31
de
dezembro
de
1877.
Monção.
—
Revd.
0
Reitor
de
Tangi!,
até
30
de
junho
de
1877.
Penafiel.
—
Revd.»
Antonio
Ferreira
C.
Paes
do Amaral, até
30
de junho
de
1877.
Coura.
—Revd.
0
Abbade
de
Paredes,
até
30
de
junho
de
1877.
Chaves.
—
Revd.
0
José
Gonçalves
dos
Santos,
até 31
de
dezembro
de
1876.
Os
nossos
assignantes
das
Ilhas
Adja
centes,
podem
pagar
suas
.assignatnras
ao
nosso
correspondente em S.
Miguel,
o
snr.
Albino
Augusto
Pessoa.
Lisboa,
o
snr.
Alfredo
Valladim.
Covilhã, o
snr.
Luiz
Antonio
de
Car
valho
Porto,
o
snr. Carlos
das
Neves &
So
brinhos
—rua
das
Flores.
Vianna
do
Caslello, o
snr.
Francisco
José
d
’Araujo
Júnior.
Guimarães, o
snr.
José
Antonio
Tei
xeira
de
Freitas
—
Livraria internacional,
a
S.
Damaso.
THEATRO
DE
S.
GERALDO
Companhia
das
Varií-il.
’.sflss
Sabbado 1Â de Abril
Por
ultima
vêz
a
magica
de
grande
espectaculo
A Romã eneaMtada.
A
comedia
em
1
acto
O
Cavalheiro de
Malta.
Jfwsto
pedido.—
Rogamos aos snrs.
assignantes a
quem
temos
dirigido
cartas
particulares, a
fineza
de
que
nos
respon
dam
no
mais curto
espaço
de
tempo,
a
fim
de
sabermos
a
resolução
que
a
tal
respeito
devamos
tomar.
KBSJETVTriBE
DA
A DMã.VIS TRAÇÃO
.
Vão abaixo publicados
os
nomes
d
’
a-
quelles
nossos
assignantes que tão
cava-
Iheirosamente
nos
teem
coadjuvado, dignan
do-se
enviar-nos
o
importe
das
suas as-
signaluras.
A
lodos
os nossos
cordeaes
agradecimentos.
Pedimos
aos
que
ainda
se
acham
em
debito
o favor
de
saldarem
contas
com
a
administração
d’
este
jornal;
e
aos
que
não
queiram
cumprir esse
dever,
rogamos,
que
ao
menos
nos
devolvam
os
jornaes,
indicando
por
qualquer
modo
áquelle
pro-
posito.
Eis-aqni
os nomes
dos
cavalheiros
que
teem
pago
a
assignalura:
Santa
Marlha
de
Bouro.
—
Manoel An
tonio
da
Silva,
até
11
de
junho
de
1877.
Vianna.—
João
Joaquim
Pereira,
até
19
de
setembro
de
1877.
Melgaço.—
Dr.
Antonio
A.
Castro
Me
nezes,
até
30
de
março
de 1877.
Bossas.
—
Antonio
Pereira
dos
Santos,
até
50
de
junho
de
1877.
Ponte
do
Lima.
—
Francisco
Ignacio
B.
Lima, até
31
de
dezembro
de
1877.
Prado.
—
João
Manoel
da Silva,
até
31
de dezembro de
1876.
Povoa
do
Varzim.
—
Revd.
0
Manoel
Lo
pes
da
Costa,
até
30
de
junho
de 1877.
MonfAlegre.
—
D.
Joaquina
Julia
Al
vares
de
Moura,
até
30
de
abril
de
1878.
Angra.—
André
Joaquim
de
Lemos,
até
31
de
dezembro
de
1877.
Ponte
do
Lima.—
José
T.
Sá
F.
Men
donça,
aié
30
de junho
de
1877.
Rossas.
—Revd.
0
José
Antonio
Rodri
gues,
até
31
de
dezembro
de
1877.
Pico
—
Revd.0
reitor
de
Coucieiro,
até
30 de junho
de 1877.
Melgaço.
—
Revd.
0
Antonio
Justiniano
Alves
Salgado,
até
31 de
dezembro
de
1876.
Louzada.
—
Joaquim
da
Costa
Coelho,
até
31
de
janeiro
de
1878.
Ponte
do
Lima.
—Revd.
0
Manoel An
tunes
d
’
Oliveira
,
até
30 de
junho
de
1877.
Coimbra.—
Joaquim A. B.
Pimentel,
até
30
de
junho
de
1877.
Anadia.
—
Joaquim
Pedro
Nolasco,
até
31
de
dezembro
de
1876.
Lanhozo.
—
Manoel
Joaquim Lopes de
Macedo,
até
31 de
dezembro
de
1876.
Ribeira
de
Pena.
—
Revd.0
reitor
de
S.
Salvador,
até
31
de
dezembro
de 1876.
Domingo
i5
A
l.
a
representação
do drama
Incendiarios.
Principia
ás
8
ASfiABSCiraiOS
O
Delegado
do
Procurador
Regio,
Ro
drigo
Lobo
d
’
Avila, não
lhe
sendo pos
sível
ir
pessoalmente
e de prompto
agra
decer
a
todas
as pessoas
d
’
esta
cidade,
que
lhe
fizeram a
honra
de
o
procurar
pouco
depois
da
sua
chegada
a
esta Co
marca,
e
não
querendo
passar
por
menos
grato e
delicado,
vem
por
este meio,
e
des
de
já,
protestar
a
todos
o
seu
reconheci
mento
e
oflerecer
a sua
modesta
casa e
limitado
préstimo.
José
da
Silva
Merelim,
sua
mulher
e
mais
familia,
serve-se
d
’
este
meio
para
agradecerem
a
todas
as
pessoas
de
sua
amisade
e
relações,
tanto
ecclesiasticos
como
seculares,
que
lhe
prestaram
seus
serviços e
os
obsequiaram
por
occasião
do
passamento
de
seu
muito
presado
pae,
e
sogro,
e
agradecem
muito
especialmente ao
revd.
0
Parocho
da
freguezia
de
S.
Paio
de
Merelim
e
mais
pessoas
que
se
dignaram
assistir
aos
oflicios
fúnebres,
que
por sua
alma
tiveram
logar
na dita
freguezia
no
dia
7
do
corrente;
a
todos
protestam
sua
gratidão.
(197)
A
’
Exm.a
Rirecção
<la Associação
de
bombeiros
voluntários de
Braga
O
abaixo
assignado,
tendo
recebido
car
ta
de
convite
para
socio,
declara
que,
já
enviou
resposta
pelo
correio
ao
1.°
Secre
tario da mesma
Associação,
o Illm.
0
snr.
Joaquim
Maria
da
Costa
Rebello.
Braga
12
de
abril de
1877.
(203)
Daniel
da
Costa
Soares.
Bombeiros
volumtarios
Com
auctorisação
do
snr.
commandan-
te,
declara-se:
cada
pessoa
que,
em
occa
sião
de
incêndio,
acarretar
cantaros
de
agua
para
a
bomba
dos
voluntários,
re
ceberá
10
reis
por
cada um.
(207)
NOVO
HORÁRIO
Dias
à
Irmão,
de
Barcellos,
annunciam
ao
sublico
que
mudam
a
carreira
qué
tem
entre Braga
e
Barcellos
ás
3
horas,
a
principiar
desde
o
dia
15 do
corente
in
clusive,
a
sair
de Braga
a
Barcellos
ás
4
horas
da
tarde.
Braga
12
de abril
de
1877.
(205)
MIT1 RIBiÃÍI
COMMIÀ
CERIFICA
POHpSSE
Sociedade
anonyma de reupansa-
biládade
limitada
CAPITAL
200:000^000
Como
continuam
os detractores
d’esta
Companhia,
torna-se
necessário
publicar
novamente
em
todos
os
jornaes
do
paiz,
o
emprazamento
que
em
tempos
fizemos,
e
ao
qual
até
hoje
não
responderam,
que
é do
theor seguinte
:
São ou não ealusnnindores?
Emprazam-se
alguns cerieiros
d’
esta
ci
dade
que
se
tem
occupado
com
os negó
cios
da
Companhia
Cerifica
Portuense
a
virem no
praso
de
tres
dias
declarar
pe
la
imprensa
que
a
cera
vendida
com
a
marca
da
Companhia
é
falsificada.
E
se
o
não fizerem
ficarão
havidos
como
infames
calumniadores.
Porto
25
de
julho
de
1875.
Os
directores
da Companhia
Cerifica
Portuense,
João
Bernardino
de
Moraes
(294)
Manuel
Vieira Borges.
COI
í
I
j
BCIIO
DE N. S.
DA COA-
CF.IÇÃO
Rua
da
Esperança,
n.°
224,
Lisboa
Direclor
geral
—
J.
L.
Carreira de
Mello
Director
gerente
—
J
Baptisla
Ferreira
Este
collegio,
que
tantos' créditos
tem
merecido,
e
conservado,
continúa
com
in
cessantes
melhor
mientos
na
sua
adminis
tração
economica
e
escolar.
O
edifício,
que
é
proprio,
foi
conven
to,
e
não
tem
na
capital
outro
igual,
ap-
plicado
ao ensino
particular. Na
sua
res
tauração,
e
nova
applicação,
lemos-
gasto
avultadas
sommas.
A
regencia
dos
estudos,
está
a
cargo
de
um
professor
allemão,
auctorisado pe
lo
bom
serviço
nos
collegios
estrangeiros.
Os
professores
estão
na altura
do cre
dito
do
estabelecimento;
sérios,
instruí
dos
e
dedicados.
Não
só
os
preparatórios
para
os
estu
dos
superios; mas um curso
completo
de
commercio
e
linguas,
tem
os
alumnos
n
’
es-
te
estabelecimento.
O
ensino
pratico
das
sciencias
natu-
raes,
é
auxiliado
com
gabinetes
de
phy-
sica
e
chimica
muito
desenvolvidos, e
com
excellente
museu
de
historia
natural.
As
aulas
de geographia,
mathematica
e
desenho,
devidamente
montadas.
A
gymnaslica
completa.
E
tinalmente,
o
collegio
posstie
todos
os
estabelecimentos
parciaes
auxiliares
do
ensino,
que
devem
fazer
parte
integrante
d
’
um
estabelecimento
d
’esta ordem.
Os
estatutos
indicam
todo
o
seu
desen
volvimento.
Os
alumnos
teem
quartos
separados.
Só
se
recebem
até
um
numero
certo.
Tratamento
excellente.
O
Director
proprietário,
(44-^-)
Joaquim
Lopes
Carreira
de
Mello.
CIRURGIÃO DEBITISTA
A.PPROVADO
PELA
ESCOLA MEDICO-CIRURGI-
CA
DO
PORTO
Largo
do
Barão
de
S.
Marlinho
n.° 5
BRAGA.
Faz
tudo
quanto
diz
respeito
á
sua
arte e
continúa
operando
grátis,
pobres
e
17-EUA
DE
S. VICEI7T3
-17
BUAGA
UIS
i mSTMÕSS
J»HS
-4100
HE!5»-
SEMANTALEIS
MACHINAS
LEGITIMAS
DA
«MH
lAItll
Ml
Os
únicos
fabricantes
de
machinas
para
coser,
com
casas
estabelecidas
em
Portugal
para
fornecer
directamente
ao
publico
e
as
que
obtiveram
maiores
prémios
na exposição
universal
de Philadelphia
!!
GRANDES
FACILIDADES
DE PAGAMENTOS I !
Para
adquirir as
melhores machinas conhecidas
GRAOBEXITO
®M
Fim®!!!.
vffiRJTlXA CHLE& FAY
PÓ
ESPECIAL
DE ARROZ
PREPARADO COM
BISMUTO
Bm|»w
!gtrsvel, ««visível
e adheren4e
Dá
á
pelle
frescura
e
transparência.—
Caixa
com
borla
1$2U0
reis,
sem
borla
8G0
rs,
Inventor CEaABSIíFS MT,
perfumiMii, rua «is» Paz w.° », I"i«s-iz
veloutine
—Cada
caixa
contém
uma
receita
que
indica
a
maneira
de se
usar
—
A
veloutj
,
(43
X)
GOTFA
E
RHEUviATISMO
Licor
e
pílulas </<> dr.
Laville
Esta
medicina anti-gottosa e anti-rheumatica
é
de
justo
titulo
o
reputada
infalli,
vel
desde
30
annos,
contra
os
ataques,
e
as
recaídas. Sua
éfficácia
é
tão
grande
que
duas
ou
tres
pequenas
colheradas
são
bastante
‘
para
curar
as
dores
mais
agudas,
E’
a
unica
scienlifica
e
officialmente reconhecida
e
que
oíferece
todas
as
garanti^
Veja-se
o
livrinbo,
que
se dá
grátis em
todas
as
pliarmacias. Preço
2$000 rs.
Para
evilarse
os
graves
pirigos
da
falsificação,
deve-se
exigir
a
assignalura do
dr,
Laville.
Deposito
geral
em
Paris: pharmacia
central
de
França,
7.
Rua
de
Jouy.
(42
i..
UM
ANNO
DE PRASO
Sem auginento algum noa preços, ou dez por cento de abatimento
por prompto pagamento
EASJLVO
GRÁTIS
EM
CASA RO COMPiSAOOR
PEÇAM
CATALOGOS ILLUSTRADOS
Com listas de preços e as condições de vendas a prasos
o
m4mwAi.
•
'
DA
COMPANHIA
FABRIL
SINGER
17, RUA DE
S. VICENTE, 17
BRAGA
ou
MA
SUIURSAL
3
a
.
I'’
OK.TIOSA-3:;77
PORTO
(135)
BOAS ALVIÇAim,
Quem
achasse
um
leque
de
marfim,
na
noite
do
dia
8
que se perdeu desde
o
largo
de
Santo
Agostinho
até
ao thea-
tro,
e
o queira
restituir,
na
Livraria
Bra-
carense
se
diz
quem
o
perdeu.
(199)
Ignorância
da Religião
Publicação
interessante
1
folheto
..................
40
rs.
Vende-se
na
livraria
Chardron,
em
Braga.
(195)
Arrematação voluntária dos bens
immobiliarios
«lo
fallecido vis
conde de S. Luzaro,
Pelo
juiso
de
direito
d
’
esta comarca,
e
cartorio
do
3.° oílicio,
de que
é
escrivão
Moita,
no
dia
15
do proximo
futuro
mez
d’abril,
pelas
9
horas
da
manhã,
á
porta
do
tribunal
judicial
silo
no largo
de
San
to
Agostinho,
se
tem
d’
arremalar,
e
en
tregar
a
quem
mais
der
—
quando conve
nha—
os
bens
seguintes
:
A
casa
nobre,
com
seus
respectivos
jardins,
e
quintal
junto, tudo circuitado
por
muro,
de
natureza
alludial,
no
valor
de
25:090$000
rs.
A
propriedade
rústica
contigua
aos
di
tos
jardins, comprehendendo
a
cocheira,
casa de
cazeiros,
eira, coberto,
aguas
e
mais
pertenças,
que
se
compõe
de
vários
prasos
foreiros
ao
revm.
0
cabido
da
Sé
Primaz,
aos
herdeiros
d
’Estevão
Falcão
Cot-
ta
de Menezes,
á
real
irmandade
de Santa
Cruz.
Hospital
de
S.
João
Marcos,
á
Mi
tra
Primaz,
e
á
coraria
da
Sé.
confronta
do
nascente
com
a
rua
de S.
Lazaro
e
quintaes
das
casas
da
rua
da
Ponte,
e
com
terra
de
D. Adelaide
Raio
de Paiva;
do
sul
com
a
mesma;
do
poente
com
o
caminho
chamado
do
Fojacal; e do
norte
com
o quintal
da dita
casa
nobre,
no
va
lor
de
12:000^000
rs.
Uma
morada
de
casas
em
principio
de
construcção,
defronte
da
referida
casa
no-
Jbre
com toda
a
pedraria
aparelhada e
por
apparelhar,
que
se
acha depositada no
cam
po dos
Remedios,
no
valor
de
3:000$000
reis—
e
finalmente
uma
outra
morada
de
casas
com
seu
eido,
denominado
da
Cal
çada,
no
logar
do
Sobreiro,
freguezia
de
Santa
Eulalia
de
Tenões,
no
valor
de
reis
400^000;
porisso
toda
a
pessoa
que
qui-
zer lançar
póde
comparecer
no
dia
e
ho
ra
indicado.
Braga
5
de
março
de 1877.
Pela
commissão administradora
e
li
quidatária,
0
solicitador==
João Ferreira Torres.
(147)
CASA PARA
ARRENDAR
Alluga-se
até
ao proximo
S.
Mi-
8
ue
l
uma
morada de
casas,
sita
na
.ftáiâ.
rua
(]
0
Anjo n.°
24.
Trata-se
na
livraria,
em
frente
da
mesma
casa,
e no
escripiorio
d’
esta redacção.
FILIAL
OA caixa
ECRA
T
®MICA
REMMRRISTA
Sociedade
anónima
de
responsabilidada
li
mitada
Capital
.................ãOOiOOO^OOO
BUA NOVA DE SOUSA, N.°
9
(Também
com
entrada
pela rua
do
Campo)
BKAGA.
Empresta
dinheiro
sobre
ouro, prata,
joias,
papeis
de credito,
cereaes,
roupas,
moveis,
ferramentas,
e
sobre
todo
e
qual
quer
objecto
do
valor
não inferior
a 100
réis.
Recebe
pequenas
quantias
em
deposito
a
praso ou
á
ordem
abonando
juros
aos
depositantes.
A
caixa
está aberta
todos
os
dias
des
de
as
9
hora da manhã
até
ás
7
da
noite,
e
nos
dias
santificados
estará
aberta
só
até
ao
meio
dia.
0 gerente
—
-A.
G.
Ferreirinha.
INJECTION BROU
MOLÉSTIAS
DA
BEXIGA sSs
mendado pelos
melhores médicos; tendo um sabor escellente, agradavel ao paladar. Paris, BLAYN
7,
r.
du Marché-S*-Hoiioré.
Preços 540 e 810 reis. Em
Lisboa,
Barreio, Loieto 2d; no Porlo Ferreira
Sp
Irmão, Banharia,
77.
(38)
LINHA
QUINZENAL
DE
PAQUETES
A
VAPOR
Para
S. Vicente,
Pernambuco, Eahia,
Rio de Janeiro,
Montevideo e Buenos-Ayres
Acceitando
também
passageiros
de
3.
a
classe para
SANTOS
e
RIO GRANDE DO
SUL
com
trasbordo
no
Pio de
Janeiro
PAQUETES
A
SAIR
PE
LISBOA
MONDEGO.
ELBE
.
.
MINHO
.
.
.
28
de
Abril
.
13
de
Maio
.
28
de
Maio
PREÇOS
GOMMODOS
Cada
pisquete «Cesta c»:>ipnnhia
leva
a
bordo
criados
e cosinheiroa
portuguezes para
commodidade
dos
passageiros
de
todas as elasses.
Sendo
as
passagens
pagas
na
Agencia
Central
no
Porlo
ou
em qualquer
Agencia
provincial,
a
conducção
para
Lisboa
é
por
conta
da
Companhia.
A
bordo
os passageiros
teem grátis eansa, roupa de enmn, co
mida
feita
por cfíBitsSieiros portugaiezes, vinho diansi vezes por dia,
assistência
medica, serviço de criados e outras
«iespezas.
A
EXPERIENC1A
de mais
de
ura
quarto
de
século
tem
feito
com
que
os
paquetes d
’esta
companhia
(a
mais
antiga
na
carreira
do
Brazil)
sejam
conhecidos
pela
regularidade, velocidade
e
segurança excepcionai;
além
d
’isso
pela
limpesa, boa ordem,
bom
tratamento e accomodações
a bordo,
e
’
pelos melhoramentos
mais
modernos
tanto
para
a
hygiene
como
para
a
commodidade
dos
passageiros.
ISTO
É
COMPROVADO
pela
grande
concorrência
que
teem
de
passageiros
e
pelos
agrade
cimentos
de
mais
de
mil
e
cem
passageiros
dentre
elles
feitos
por
escripta
como consta
de docu
mentos
archivados
em
varias
agencias.
SÃO
ESTES
OS
PAQUETES
preferidos
pelo
Governo
Inglez
para a
conducção
das
suas
malas
do
correio, e
por
este
serviço
recebe
a
companhia
um
importante
subsidio.
TIVERAM
ESTES
PAQUETES a
honra
de
conduzir Suas Magestades
o
Imperador
e
Impe
ratriz
do Brazil
,
como lambera S.
A.
o Infante
D.
Augusto.
TODAS
AS
INFOHMAÇÕES
e
bilhetes
de
passagem
podem
ser
obtidos
no
PORTO
na
AGENCIA
CENTRAL,
rna
dos
Inglezes,
23,
do
agente
GUILHERME C.
TAIT
;
e
nas
provín
cias
nas
agencias e correspondências
estabelecidas
em
todas
as
principaes cidades
e
villás.
Agente
em Braga
o
snr.
João
Manoel
da Silva Guimarães,
rua do Souto.
Dinhèiro
a
juro
A
Confraria
de
Santo
Amaro
da Sé
tem
856$000
par'a mutuar
a
juro
de 5
0|Q
sobre
hypolheca.
(201)
VENDA
DE
CASA
.-••a.
Vende-se
as
casas,
sitas
no
Lar-
g°
de
S.
Lazaro
n.°
13.
Trata-se
João
Evangelista
de
Sousa
Tor
res
e Almeida.
Hygienlea
Infallivel y preeervatira; absotntament».,.
a
uniea qae cura sem Ine jsn tar mais nada, vende- •
•
se
nas principaes pharmaeias do mundo. Eiigir a
|
instruccto do
use. (39 afíoe de exito.) Psris, casa de (r
inv»
B^Magenta, 45S.
Lisboa, S’ Barreto
Ureto 28 a 30. x
I
TAGUS
.
.
.
GUADIANA
.
|
NEVA
.
.
.
.
.
13
de
Junho
.
.
28
de
Junho
.
.
13
de
Julho
Banco
Commercial de
Braga
Sociedade
anonyma
de
responsabilidSi
limitada
A
Direcção
d
’este
Banco annuncia q
uí
está
habilitada
a
pagar
todos
os
seus
d
e‘
positos
á ordem,
tanto
na
sede
como
D1
respectiva
Caixa
Filial
do
Porto.
Os
depósitos
que
não forem
levaniaw
vencerão
2
0[
q
de juro
ao
anno.
BRAGA,
TYPOGKAPHIA
1USITANA — R'7,
Parte de Comércio do Minho (O)
