comerciominho_13121877_725.xml
- conteúdo
-
COMMKIICIAI^
RELIGIOSA.
>5
1%'OTBCIOSA
EDITOR
E
PROPRIETÁRIO
JOSÉ
MARIA
DIAS
DA COSTA,
RUA
NOVA
N.°
3
E.
PREÇO DA
ASSIGNATURA
5.° ANNO
Braga,
12
mezes....................1&600
»
’
6
»
...............
830
Correspondências
partic.
cada
linha
40
Annuncios
cada
linha..........
20
Repetição
.........
10
'?X7^-a^MP
g»rAWafMHL
inwwr
n
sjtsMnawim
B
Hiw
i
ii
wi
ii
i
wn
BMr
iSH
PUBLICA-SE
ÁS
TERÇÃS,
QUINTAS E
SABBADOS.
PREÇO
[DA
ASSIGNATURA
•Províncias,
12
mezes......................... 2&000
»
fi
1&0o0
»
sendo
duas
assignaturas 3&600
Brazil,
12
mezes,
moeda forte. .
3&600
Folha
avulso............................... qp
N.° 725
HKi<;4-$?Uí
ATA-FE1KA
13
»E
OEZKJJKOllO 1>E
1S31
O
estado
da uussa
politiea.
II
Vamos
fazer hoje ainda
alguns
eitra-
clos
dos
artigos
do
«Jornal do Porto»
sobre
o
estado
actual
da
«nossa
política»
quer
dizer,
da
politiea liberal
O
posses
sivo
refere-se
ao
«Jornal
do Porto».
«Não
é
preciso ter
vista
de
lynce
para
descobrir
que
o
unico movei
de
toda
essa
actividade
esteril
para
o
paiz
é
o
interesse
proprio,
o
bem-estar
d
’aquel-
les, que se
afadigam
e
atropelam
para
alcançarem
uma
posição vantajosa na so
ciedade........... »
«Os
meios que se
empregam
para
cada
um chegar
aos
seus
(ins,
não
são
os
approvados
pelo
direito
e
pela
inoral,
mas
os
que
mais
depressa
e
mais
facilmente
podem
conduzir
ao ponto
alongado.
Nin
guém
tem
a
peito
a
utilidade
geral;
todos
procuram
a
utilidade
própria;
e
um
si-
milhanle
egoísmo
fatalmente
conduz
á
mais
desastrada das
situações».
Dos
bicos
da penna
do
illustre
escri-
ptor
cahiu
com
efleito o
verdadeiro
nome
da
chaga
cancerosa,
que
devora
o
mundo
moderno.
E
’
o
egoismo;
vicio
repugnante
no
honrem
particular,
crime
atroz
no
homem
publico,
e
que
nas differenles
espheras
por
onde
dilata
a
sua
acção
corrosiva,
só
póde
produzir
fructos
de
morte.
Mas
apparecerá
este
egoismo
na
so
ciedade
contemporânea
como
um
pheno-
meno
estranho,
inopinado
e
sem
causa
conhecida
?
Não.
Elle
dimana
lambem
das
dou
trinas
da
escola
liberal,
e
de
ha
muito
que
os
oppugnadores
de
taes
doutrinas
o
leem
previsto,
denunciado
e
accusado
como
consequência
necessária
de
certos
principios
altamente proclamados
por
essa
escola
Desde
que
Deus
foi systematicamenle
despojado
dos
seus atlributos,
condemna-
do ao
isolamento
pelo
deismo
liberal,
e
negada
a
sua
acção providencial
sobre
os
factos
e sobre
o
governo
do
mundo;
des
de
que
o
homem
se collocou
acima
da
Divindade,
e
quiz
para
si
sómente
o
al
tíssimo
privilegio
de resolver
pela
sua
razão
individual
lodas
as questões
religio
sas,
políticas
e
sociaes;
elle
se
lez o
idolo de
si mesmo,
e
sentiu-se
todo
em
bebido
d
’
esse
egoismo desmesurado,
que
caracterisa
o
mundo
actual,
e
cujos
per
niciosos
effeilos
se
experimentara
por
toda
a
parte, desde
as
alias
regiões
do
Estado
até
ao
grémio
da
familia,
desde
a cidade
até
a
aldeia, desde o
palacio
do
opulento
até
a
mansarda
do
proletário.
Estabelecido
o
predomínio
das
moder
nas
ideias
revolucionarias
e
naturalistas,
o
egoismo que d
’anles
era
apenas
uma
fraqueza
da
natureza
humana,
que
nunca
ousava mostrar-se sem disfarce,
passou
a
ostentar-se
como
um
sentimento
uni
versal,
que tudo domina
e
móve, que
tem
seus apologistas
e
adoradores,
e
que
no
entretanto
vae desgastando a
seiva e
a
vida
das
sociedades
modernas,
impellin-
do-as'
para
uma
morte
certa
e
inevitável.
Como
quereis
vós
que
os
homens,
a
quem
só
se
falia
nos
seus direitos
sem
recordar-lhes
játnais
os
seus
deveres,
con
cebam
sequer
a
ideia
da
abnegação, que
géra
as grandes
dedicações,
e
convencen
do-se
de
que a
utilidade
publica
lhes
pede
os
seus
exforços e
o
seu
concurso
es
pontâneo
e
desinteressado,
consintam
em
lazer
o
sacrifício
dos
seus
interesses
e
dos
seus
cominodos
pessóaes
ao
bem
ge
ral
dos
seus
concidadãos?
Verdade
é
que nunca
se
viram
tantos
indivíduos
aspirando
a
dirigir
os
públicos
negocios.
Mas
fazeni-no
elles
por
amor
dos
outros,
por
dedicação,
por
patriotismo?
Não!
Fazem-no
por
egoismo.
A
sua
ra
zão
enferma de amor-proprio
avulta-lhes
os
dotes
imaginários
do
proprio espirito,
e
faz
que
se
julguem
cesares,
quando
não
passam
de
Joões
Fernandes.
A sua
ambição
impelle-os
a
querer
dominar
os
outros,
e
consideram
que, uma
vez
at-
tingido
o
mando
supremo,
facilmente po
derão
apagar
n
’
essa
fonte
caudal
todas
as
sê
les
intimas, que
os
devoram
!
E’ o
eu em
tudo,
sobre
tudo
e
antes
de tudo !
Mas
o «Jornal
do
Porto»
descreve
muito
melhor
do
que
nós
a
situação
actua
da
nossa
politiea
sob
o
venenoso
influxo
do
egoismo.
Ouçamol-o:
«Todos
querem
dirigir,
mas
não
co
nhecem
o
terreno,
que
pizam,
e
são
por
isso
mal
succedidos
na
sua tentativa. To
dos se
julgam
aptos
para occupar
os
pri
meiros fogares
no
governo
e
administra
ção
dos
negocios
públicos,
e a
maior
parte
nem sabe
administrar
a
sua
própria
casa.
Todos
se
julgam
suflicientemente
habili
tados
para
o
mais,
quando
teem
dado
sobejas
provas
de
que
nem
sequer
servem
para o mesmo».
«E
é
com taes elementos
que
se
pre
tende
regenerar
o
paiz
!
E
é
com
o
em
prego
dos
meios,
que
ficam
indicados,
que
se
intenta
levantar
o
nivel
moral
do
po
vo
!
E
por
esta
fórma
é que se
espera
vencer
as
diíliculdades, que
se
oppõem ao
nosso
engrandecimento»!
Maravilhosamente
bem
fallado
!
Só
receiamos
que
do
meio
do campo
liberal
surja
uma
voz,
e
responda
assim
á
exclamação
do
collega:
—
«Achas
insutlieientes
estes elemen
tos
para
a
regeneração
do
paiz
? Pois nós
não
temos outros.
Pafecem-te
immoraes
os
meios,
que
empregamos?
Pois
sabe
que
sao
os
que
costumamos
empregar em
toda a
parte; e
admira
que,
se
tens
bem
presente
a
historia
contemporânea,
possas
ignorar como,
longe de pretendermos
le
vantar
o nivel
moral
do povo, nós
só
procuramos
rebaixal-os,
seguindo
as
ma-
ximas
e
os
.
conselhos
dos
coripheus
da
nossa
escola».
Pela
nossa
parle
chegamos
mesmo
a
crer
que,
se
ao
collega
não
satisfazem
os
homens,
que
entre
nós leem
gerido
e ge
rem
os
negocios
públicos,.não
os
encon
trará
muito
melhores
no
grémio
liberal.
Quasi
meio
século
de
amarga
experiencia
da
nos
o
direito
de
fallarmos assim,
sem
que
as
nossas
palavas
possam
ser
toma
das como
uma injuria
gratuilamente
ar
rojada
á
face
de
um partido.
A
’
sombra
de
utn
systema,
que
pro-
meltia
emendar
os antigos
êrros,
abater
as
pr<
potências
e
cortar
os
abusos
e
os
escândalos,
nós
temos visto
os êrros,
os
abusos,,
os
escândalos
e
as
prepotências
multiplicando-se
pasmosamenie por
toda
a parle,
e
os
proprios jornaes
liberaes
denunciando,
posto que
baldadamente,
as
mais
horrendas malversações
e
os
mais
feios
delidos,
desde
a
peita, a
concussão
e
o peculato
até
ao
abuso
do
supremo
poder
governauvo
para
facilitar a realisa-
ção
de
ignóbeis
projectos
de
seducção
e
de
deshonra....
I
E
agora
digam-nos
se no
meio d’
este
mercado
de
vendilhões
políticos,
de
em
preiteiros
de
ministérios,
de
cambistas
da
consciência
e
de
acrobatas
desasados
da
diplomacia,
será
facil
encomrar
um
ho
mem,
ainda.com
o auxilio da lanterna
de
Diogenes,
em
pleno
meio-dia?
A
escola
liberal
mostra-se
ferida
de
esleiilidade
para
o
bem.
Os
adeptos
mais
honestos
d
esta
escola (falíamos
dos
ho
mens
públicos)
não
sobrelevam
dois
dedos
d
altura
ao
grupo
dos
que
um
moderno
orador francez caracterisou
tão
fina
como
exactamente
no
seguinte
quadro:
«Crêem-
se
rasoaveis
porque
não
teem
convicções;
livres
porque
não
conhecem
nem
praticam
dever
algum;
sábios
porque são
egoístas;
religiosos
porque
são baptisados;
virtuosos
porque
são-
humanos;
felizes
porque
go-
FOLHETIM
A.
DU
VELAY
0
CONDE
DE
TREAZEK
ROMANCE.
Versão
portugueza.
I
A
ambiffto
—
E
pensaes
isso? Deputado
sob
o
Império,
eu,
um
realista
de
quatro
cos
tados
!
—
Eu
penso, snr.
conde,
que
se
trata
aqui
da
mais
bella
situação
financeira,
que
se
podéra
sonhar...
—
Sois
uma
serpente
tentadora
!
—
O snr.
conde
comprehende
muito
bem
os
negocios,
para
que eu
tenha
a
necessidade
de
insistir
mais.
Em
tres
dias
v.
exc.
a
terá
reílectido
maduramente,
e
eu
lerei
a
honra
de
vir
então
saber a
sua
resposta,
—
accrescentou
Calvarez,
le
vantando-se
para
se
retirar'.
O
snr.
de Tréazek
agitou
uma
cam
painha,
e
um
creado
annunciou
o
snr.
abbade
Bernard.
—
Bom
dia,
snr.
abbade,
que feliz
in-
recobre
lodos
os
signaes do
tempo
e
dos
togares.
Esta
forte
raça, que
resiste
a
lodas
as
misérias
e
que
até
gosa,
á
crer
mos
o
sabio
doutor
Boudin,
d
’
uma
im.nu-
nidade
excepcional nas-
calamidades
epi-
detnicas,
conta
não-obstante
grande
nu
mero
de
indivíduos achacados
d’
escrofu-
las,
mas
são
uns
escrofulosos
a seu
modo,
e com
o
que
não
é
comprometida
a
con
servação
da mesma raça.
V
exc.
a
deve
ter
notado,
que
geral
mente
o
dorso d’um
judeu
tem
uma cur
vatura
particular,—
signal
indelevel
do
ha
bito
sécular
das cortesias
obsequiosas
com
qye
deviam
simular
a
profunda
inimisade
que
tinham
aos
povos
christãos
em
cujo
seio
viviain,
aborrecendo-os
religiosamente.
Os
salamaleks
e
os
sorrisos
equívocos
com
que
aquelle
tneu
snr
vos
saudada
agora
ao
retirar-se, são
uma
confirmação
viva d
’
isto
mesmo.
Bem
se
póde
dizer
que esta
nação
sacrílega
verga
sob
o
peso d
’estas
palavras
terríveis
da
Escri
plura:
«A
’
quelles
que
de
entre
vós
restarem,
tornarei
o
coração
tão
mòle,—
quando
vi
vam
no paiz
dos
seus
inimigos
—
que o
proprio rugido
d
’uma
folha
agitada
os
sobresaltará;
elles
tugirão
como
deante
d
’uma
espada
nua,
e
cairão
sem
que
nin
guém
os persiga».
Emtim,
um
outro
caracteristico
de
que
o
tal
personagem
é
pessoalmente
porta
dor:
quando
o
rosto
d
’
um
judeu
se
afeita
com
o*
nobre
ornamento
d'um
nariz
aqui
lino,
este
não
relembra
a
aguia,
mas
sim
o
rhinoceronle
tichorhinus,
pela alobada
nasal
solidamente
especada,
com
a
diífe-
rença
que
entre
os
filhos
de
Judá,
a
lorte
muralha
que
divide
as
azas
nazaes
adquire
as
.proporções
d’
um
verdadeiro
monumento,
como acontece
no
vosso ban
queiro,
que
póde
lisongear-se
de
ser
pro
digamente
avantajado
nesie
particular.
—Oraf
vêde,
snr.
abbade,
o
que
é
abandonarmos-nos
ás
theorias
geraes,
com
que
muitas
vezes
os
factos
se
recuzam
a
concordar,
o
meu
banqueiro.é
irmão d’
um
vosso
antigo discípulo
no
collegio,
e
o
que
ha
de
mais
catholico:
devereis
lem-
bar-vos
d
’
aquelle
rapaz
travesso,
não
obstante um
dos
melhor
classificados
nos
exames
—
o pequeno
Leão
Calvarez.
—
Sim,
perfeitamente.
Leão
(o
leão
de
Judá),
estou
mesmo
agora
d
’aqui
a
ver
os
seus
parentes: descendiam
d
’uma
fa
milia
de
judeus
convertidos
d
’Hespanha
pnde
adoptaram
aquelle
nome.-
E’
ju»ta-
mente o
que
eu
dizia;
não
podia
enga
nar-me.
s
—
Nem o
proprio
baptis no
póde
pois
lavar nelles a
macula
original
?
perguntou
maliciosamente
o
conde.
—
Seria
blasphemia,
ou
pelo
menos
culposa
presumpção,
suspeitar
da since
ridade
pessoal
de tal
convertido, e só
mente
em
razão
das
suas
crenças
ante
riores;
do
contrario
era
preciso descon
fiarmos
de
nós
mesmos,
porque
em
ultima
analyse
todos descendemos
de
gente
con
vertida;
mas,
sem
fazer
applicação
injusta
a
ninguém,
crêde-me,
snr.
conde:_
não
vos
fieis
muito
na
inteira
conversão
d’
um
judeu.
(('■OHt IH l)
fluência
o
traz
esta
manhã
ao meu
gabi
nete?
Uma
deputação
dos
pobres
do
bom
Deus,
nao
?
—
Sou
voluntariamente
o
deputado
dos
pobres,
perante
os
ricos
bemleitores co
mo
vós,
snr.
conde;
mas
é
um
negocio
inteiramente
outro
o
que
aqui
me
traz.
—
Vireis
lambem
propor-me
alguin
plano
gigantesco,
tal
como
o
da
pessoa
que d
’
aqui
saiu
agora?
Este
senhor que
acabaes
de
ver,
é
um
dos
banqueiros
mais
activos
da
praça.
— Isso
não
me
espanta, disse
o
«pa
dre.
—
Como
assim,
snr.
abbade?
—
Porque
todos
os judeos
nascem
com
uma
predestinação
para
serem
manejado-
res
de
dinheiro,
e
o tal
senhor
tem ares
de judeu.
—
Surpreheiideis-me
verdadeiramente,
caro
abbade;
olhae
se
me iniciaes
um
pouco
em vossa
^ciência,
phisionomica,
ainda
que
neste
caso ella
me
parece
es
tar
em
falta.
—
A minha sciencia
é
bem
facil.
Basta
partir
deste
principio
—
que
os
judeus
não
são
em
nada
similhantes
aos
outros
po
vos: assim,
que
andando
dispersos,
ha
perto
de
dois
mil
annos,
entre
as nações
e
sem
se
misturarem,
nem
confundirem
com
o
conjunclo da
população;
leem
também
um
modo especial
d
’
elles
de
mo
strarem
os caracteristicos
exteriores
das
outras
raças,
e
todavia se
distinguem
de
maneira sui
generis;
—
morenos
ou
brancos
não
designam
exactamente
o
typo
de
ne
nhum
povo
do
norte,
nem
do
meio-dia;
a
feição
semita
permanece
indelevel
e
sam;
respeitados
porque
são
ricos;
sérios
e
irreprehensiveis
no
porte porque o são
uo
exterior;
honestos
porque
os
codigos
não
castigam
nenhum
dos
seus
aclos
no-
torios;
innocentes
e probos
moralmente
porque
o
são
legalmente,
'
n
’
uma
palavra,
atlribuem-se
todas
as
virtudes
porque
leem
todas
as
habilidades».
O
que
se
nota
em toda
essa
gente
são
tres
faltas
capilalissitnas
—
falta
de
con
vicções
profunlas,
porque
são
indiffereti-
tislas,
falta
de
dedicação
patriótica,
por
que
são
egoístas,
falta
de
moralidade
po
lítica
porque
não teein
moralidade
religiosa.
Posto assim
o
dedo
sobre a
verdadeira
ferida,
será
possível
atinar-lhe coin
a
cura?
Para
os
liberaes,
mesmo
de boa
fé,
é
isso
impraticável
emquanlo
se
não
des
pirem
de
certas
ideias,
emquanlo
não
abjurarem
certos
princípios
què,
qualquer
que
seja
a
fórma porque
os
appliquem,
hão
de
produzir
sempre
o
mal
por
ulti
mo
resultado.
Veremos
porém
n
’
outro
artigo,
que
intitularemos
a
nossa
política,
se
encon
tramos
a
solução
do
problema
fóra
da
escola
liberal.
d
.
M.
s.
.<
política.
Grande
reboliço,
grande
azafama houve
para
fazer
a
camara
municipal
da
nobre
cidade
de
Lisboa.
Tres listas
á
urna
de
despejo,
porque
de
todas
ellas
não
se
po
deria
apurar
doze nomes
que
satisfizes
sem
as
exigências
sérias.
Nunca
se
viu
tanto
p
>vo
e
tantos
len
tes
juntos.
E médicos
e
boticários!
Parecia
que
o
mtinicipio
lisbonense
estava
seria-
mente
doente.
Não ha
insignificante
por
Lisboa
que
não
se
julgue
apto
para
se
sentar
nas
cadeiras
camararias,
para
dizer
sandices,
como
qualquer
commendador
ou
conse
lheiro
dos
pataratas.
N
’aquellas
listas
ha
bons
nomes,
mas
ha
muito
ambicioso,
e
muito
tolo.
Na
verdade,
sendo
os
logares
de ca
marista gratuitos,
admira
como
ha
a
elles
tanto
pretendente.
Ha
n
’
isto
patriotismo
de
mais!
E
porque
será?
E
’
como
admirá
vel.
Vejam
este
exemplo, que
póde
servir
para
retirar
o subsidio
aos
deputados;
ti
rem
lh
’o, que
ainda
assim
não
ficam
sem
aquelles
estafermos,
que
nada
fazem,
e
porque
nada
fazem,
deixam
fazer
tudo
aos
governos
obnoxios,
e que
se tem
succe-
dido
antes
e
depois
do
conde
de
Thomar.
Este
senhor
de
Gualdim
Paes,
a quem
accusavam
de mais
político,
é
agora
du-
plicadamente
accusado
de
meio
artista,
ou de
artista
sem
gosto,
porque
do
refei
tório
dos
Freires
de
Christo
em
Thomar,
está
fazendo
armazém
de
generos
em
vez
de
museu
archeologico.
E
chamem-lhe
tolo.
Onde
ha de
elle
recolher
as
suas
gran
des colheitas,
elle
que
ê
o
maior produ-
ctor
da
localidade.
Voltando
á
política
e
deixando a
agri
cultura
e
as
artes
de
Thomar,
vêmos
que
tfesla
disputada eleição appareceratn pro
clamações
lembranio
os
heroes da
Tercei
ra
e
da liberdade,
facto
que
na
realida
de
veio
muito a
proposito
para
o
caso.
Toca
a
recordar
o
que
fizeram
os
nossos
antepassados;
vamos
a
fazer reviver
os
ma
lhados
e
os
caipiras,
e
fogo;
toca,
a
dar
cabo
d’
elles,
hoje
uns,
átnanhã
os outros,
e
nada
de
esquecimento
do
passado,
em
que
uns
enforcavam
e
outros
apunhala
vam em
nome
da
intólerancia
e
da
li
berdade
mais
intolerante.
Na
verdade,
o
«Jornal
do
Commercio»
e a
«Democracia»,
são
os
dois
jornaes
mais
dissolventes
q.ue
hoje
existem entre
nós;
chamam
á
intolerância
como
dois
demó
nios.
Aquelle
velhão
ronco
e
desalmado
está
bem
casado
com
aquella
impudica
me
nina
do
Bairro
Alto. 0
diabo
os
fez,
o
diabo os
ajuntou.
Esta
guerra
eleitoral
é
ainda
a
ques
tão
do
cemiterio.
Os
illuminados
livres-
pensadores
nem
querem
curral
do
conce
lho,
nem
valle escuro.
Nota-se
que o
livre-pensador
Guima
rães,
do
«Jornal
do
Commercio», que
tan
to gritou
contra
a
caldeirinha,
vela,
pa
dres
e
latim
levou tudo
isto
quando
o
foram deixar na ultima pousada.
Se
elle
quizesse
para si o
que
recommendava
pa
ra
os
outros,
o
enterro
civil,
teria
deixa
do
isso
determinado.
Depois
sua
piedosa
viuva
convidou
pa
ra
uma missa por sua alma e
Deus
quei
ra
que
lhe
aproveite.
Lá
foram
os
for
tes
do
«Jornal
do
Commercio» á
missa
pela
alma
do seu
antigo
redactor,
que
era
livre-pensador.
Esperemos o
que
sairá
d
’
esta
embru
lhada
camararia.
Ha
até
quem
aflirme
que
d
’ella
sairá
a
queda
do
ministério,
e
a
subida
do snr.
conde
de
Thomar
e
Men
des Leal ao poder.
Nada
nos
admirará
se
tal
virmos,
porque
temos
visto
tanta
cou
sa,
tanta
aberração
de
princípios, que
na
da deve
surprehender-nos.
E
na
verdade,
a
edade
e
as
provas
devem
ter
influído muito
no
animo do
estadista
que caiu
duas
vezes
em
presen
ça
de
revoluções
esirondosas,
e também
porque
isto
está
falho
de
homens
de
es«
lado.
*
Quem
ha
ahi?
0
Braamcamp
e
o
Lticiano
’
Nada, na
da,
d
’
esles
que
Deus nos
livre;
um é
mui
to
manso,
outro
muito
bravo; um é
mui
to
sério,
outro traz chouriços
por
contra
bando.
Assim
não
póde
haver
combina-
çio
possível.
0 snr.
Braamcamp
tem
mao
ajudante.
0
Bispo?
Este
quer
largar
a
mitra
e
a
política,
porque
diz
elle, que
os padres
estão
temíveis,
e
os
políticos
terribilíssi
mos.
Que
vão
todos
ao
diabo,
que
elle
vae
para
Alijó.
0
Fontes?
0
Corvo? Aquelle
chumbou
o
dente cariado
na
viagem,
este
os
liga
dos
em
Vidago; talvez
assim
poderão
vol
tar
ao campo
da
governação publica,
com
alguma
vantagem
para
o
paiz,
e para
el
les
que
vão
subindo
ao
sétimo
ceu.
Do
mal
escolhe-se
o
menor.
As eleições municipaes,
e
.principal
mente
a
de Lisboa
devem
trazer
conse
quências
muito
sérias,
questões
por
cau
sa
dos
mortos,
e
que
devem
reflectir
nos
vivos.
Isto
já
realmente
não
cheira
bem
—chei
ra
a
chouriços
e laranjas
podres.
Deus
nos
livre da
fome,
da
peste
e
da
guerra,
e
de
muitos
que
hoje
figuram
nas
listas
para
dirigirem
a
nao do
Es
tado.
»
• *
GAZETILHA
«S
dia
de
W.
Senhora
da
Coneeiçfto,
em Lisboa.
Quanto
mais
se
guerrea o
acto
da de
finição
dogmatica
da
Immaculada
Concei-
ção,.
mais
se
desenvolve
a
fé
por este
do
gma'.
Na
dia
8
foram
mais
de
quarenta as
festividades feitas
em
honra
da
Virgem
Vossa
Senhora
da
Conceição,
só
em
Lis-
>oa.
Na
Sé
Patriarcha!,
a
primeira
sem
du
vida.
foi
muito
concorrida,
o
que
também
se
deve
atlribuir
á
ida do
rei.
Na
parochial
da
Conceição
foi
como
sempre
explendida,
e
vi
outras
com
mais
ou
menos grandeza.
Na
egreja
da
Conceição
Velha
foi
igual
mente
muito
solemne,
e
a
concorrência
muno
devota.
Nas
capellas
particulares,
a
mais
no
tável
foi
no
Collegio
de
Nossa
Senhora
da
Conceição,
na
rua
da
Esperança,
pro
priedade
do
snr.
Carreira
de
Mello.
Nove
na, vesperas, missa
solemne,
Santíssimo
Sacramento
exposto,
musica çxcellente
e
depois
o
acto
académico
da
distribuição
doa
aremios
aos
alumnos
d
’
esta
antiga
casa
de
educação.
Nas
egrejas
e
capellas
onde
se
não
)ôde
fazer
festa,
por
não
haver
musicas
nem
padres,
ficou para
o
dia seguinte,
e
ainda
para o
domingo
immedialo.
A
devoção
cresce
em proporção
da
má vontade
do
atheismo.
Nota-se
porém
uma
falta
mui
grande
de oradores
sagrados.
Nunca
se
viu
uma
decadência
assim.
Ha
uns
ganhões
miseráveis,
que
vão
pa
ra
o
púlpito
dizer
inconveniências
mui
grandes.
‘
Um
d
’
esses
ganhões,
que
lem
grande
voga
entre
a
ignorância,
apresentou-se
a
sustentar
a
crença
e
fé
da
Immaculada
Conceição,
como
se
isto
não.
fosse
um
fa
cto
definido,
e que
porisso
não
póde
ser
admittido
mais
á
discussão
publica.
Oradores
que
se
apresentam
por
tal
íórma,
nem
a
sua
presença
nem
o seu
saber
lhe
caia
o respeito.
Com
raríssimas
excepções
apresentam-
se
como
boçaes
e
ignorantes
que
fazem
dó;
e
demais,
aquelles que se
lembram
de
Malhão
e
de
tantos
outros
que
po
voam
o
nosso
Portugal.
E
’
muito
para
sentir
que, nos seminá
rios
não
haja
escola
especial
de
oratoria;
isso
acabou
com
os
conventos.
Emquanto
se
não
educarem
e crearem
bons
oradores,
de que
ha
muita
falta,
e
com
especialidade
em
Lisboa,
teremos
de
continuar
a
aturar
outros bellos
sermono-
rios
como
aquelle
que
ouvimos
no
dia
8,
Canferenelas
de
S.
Vieeute
de
Paulo.
—
Por
convite
e
iniciativa
(á
qual
nos
referimos n
’
oulro
logar)
do
snr.
pa
dre
Senna
Freitas
teve
logar
á
noite
de
segunda-feira,
na
casa
da
Associação
Ca-
tholica,
uma
reunião
de
vários
catholicos
bracarenses
com
o
fim
de
se
installar
uma
associação d’
homens,
pura
e
exclusiva
mente
de
caridade,
com
a
denominação
de
Conferencias
de
S.
Vicente
dc
Paulo.
Tem
esta
associação
por
fim
irem
os
so-
cios
pessoalmente
levar
soccorros
e
con
forto
ao
domicilio
de
pessoas
e
familias
pobres
e
envergonhadas.
Os
soccorros
consistirão
em roupas, generos,
ou
di
nheiro.
Aberta uma
assignatura
para
os
socios
installadores,
para
logo
se
inscre
veram uns
quarenta
e tantos
socios.
Pro
cedeu-se
depois
á
organisação
da
Meza
provisória
que
deve
dar
principio a
esta
associação
de
caridade, sendo
proclama
dos
os snrs:
Dr.
Antonio
Maria
Pinheiro
Torres,
presidente;
João
Baptista
da
Silva
Ramos,
secretario;
José
Cardoso
da
Silva
Guimarães,
thesoureiro;
Francisco
Marques
Soares
d
’
Azevedo, roupeiro.
.
A
assignatura
está
aberta
nas
salas
da
Associação, onde
continuam
a
haver
reuniões
preparatórias.
Em
França
ha
mais
de
500 d
’
estas
Conferencias,
e
d
’
ellas
foram copiados
os
estatutos
da
nova associação,
parle
dos
quaes
foi
li ia
na reunião
de
que
vimos
fallando.
Em
Portugal
já
temos
duas;
uma
na
Ilha
da
Madeira
e
outra
em Lisboa.
Espera-se
que
o ex.
m
°
snr.
visconde
de
Algesur
virá de
Lisboa
expressainenle
para
assistir
á
primeira
reunião
inaugu-
radora,
na
qual
hão
de
ser
apresentados
os
estatutos
reformados
e
accommodados
aos
costumes
e
hábitos,
portuguezes.
Será
então também
explicado o
modo
de
pôr
em
pratica
os
altos
fins
da
Conferencia
de
S.
Vicente
de Paulo.
Será
devidamente annunciado
o dia
em
que
ella
terá
logar.
Acatleiuin
religiosa.
—A
academia
que a
Associação
Catholiea
d
’
esta
cidade
promoveu
em
honra
da
Immaculada
Con
ceição
de
Maria SS.,
Padroeira
d’aquella
associação,
e
que
teve logar
fio
domin
go,
como
dissemos, foi
uma
soletnnidade
verdadeiramente
esplendida,
que
deixou
a
lodos
os
que a
ella
assistiram
as
mais
gratas
recordações.
Cumprindo
a promessa
leila,
vamos
ácerca
delia
escrever
algumas palavras.
Como
de costume,
a
escadaria
que
diz
para
o
salão
da
Camara
Ecclesiaslica,
on
de
se
eflfecluou
a
academia,
achava-se
ador
nada
com
arbustos
e
bandeiras,
e
o
salão
ornado
lindissimamente.
N
’
este-,
a
meio
da
parede
do
lado
direito
resahia
entre
bandós
de
damasco
a
Imagem
da
SS.
Vir
gem, defrontada
pelo
retrato
de Pio
IX.
Nos
inlervallos
das sacadas
e
logares
fron
teiros
correspondentes,
lia-se
varias
qua
dras
allusivas
ao
myslerio
da
Conceição,
escolhidas d
’uma
bella
poesia
do
finado
escripíor.
Almeida
Braga,
pertencente
aos
primeiros
cantos
que
aquelle
chorado
poe
ta
deu
á
luz
n
’
um
volume
intitulado
A
Grinalda.
No
plano
superior
e
sob
um
docel de
damascos estava
levantada
a
cadeira
des
tinada
a
s.
ex.
a
rev.
ma
o
snr.
arcebispo,
lendo
ao
lado direito
uma
outra
cadeira
destinada
ao snr.
marquez
de
Vallada,
e
ao lado
esquerdo
a
meza
da
Direcção
da
Associação.
No
compartimento
que
dá
ingresso
ao
salão
estava
o
coreto
d
uma
numerosa
or-
chestra,
que
desempenhou
varias
peças
mu
sicas.
Como
se
esperavam
^alguns oradores
do
Porto,
e
uma
deputação
da
Associação
Ca-
tholica
d
’
aquella
cidade,
e
que
não
com
pareceram,
a
academia
começou
um
pou
co
depois
da hora
annunciada.
Por
8
horas
entrou s.
ex.
a
rev.
ma
,
que,
não
obstante
o
seu
melindroso
estado de
saude,
em
razão
do que
leve
de
se
re
tirar
mais
cêdo,
não
quiz
deixar
de,
com
a
sua
respeitável
presença, tornar
mais
so
lemne
aquelle acto
imponente.
Logo
que s.
ex.
a
rev.
ma tomou
assen
to
na
cadeira
presidencial,
a
orchestra
can
tou
a
maviosissima
Ave-Maria
de
Roberto
Woudouse,
que
foi
ouvida
de
pé por
lo
do
o
auditorio.
Subiu
então
ao
estrado destinado
aos
prégado
por
um
prior
da
capital,
o
qua
é
homem
que
pféga
muito,
e
cujo
grande
saber,
tino
e
polidez
admiramos.
* * ♦
oradores
o
snr.
padre
Senna
Freitas,
que
’
no
meio
do
mais
profundo
silencio, só
a
éspaços
interrompido
por
fervorosos
ap-
plaúsos,
pronunciou
um
bellissimo
dis
curso,
digno
do
grande
renome d’este
pe
regrino
talento,
digno
do
acto
e
da
esco
lhida
assembleia
que
o escutava.
Referindo
a
largos
e
eloquentes
traços
a
evolução
social
que
a humanidade
tem
soffrido no
século
que
atravessamos
e
no
terreno
do
progresso
material,
o
orador,
homem
d
’
esla
época,
nem
murmura
de
que
a
Providencia
inscrevesse
a
data
da
sua
exislencia n
’
esta
pagina
do
grande
livro
dos
séculos,
antes
reconhece
e
até
applaude
as
glorias maleriaes
do
século
XIX, ou
as
momentosas
consequências
que
dos
inventos
modernos
pódem
resul
tar
para
a
realisação
da
unidade da fa
milia humana,
mesmo sob
o
ponto
de
vista
christão.
Mas
como
o
progresso
material
não
é
todo o
homem,
porque
o homem
é mais
que
matéria, vai
mais
que
ella; «a
ma
téria
entra
,na
minha
constituição,
a ma
téria
é
minha,
mas
não
sou
eu»;
o
ora
dor
mostra
que
esse
progresso
não re
solve
por
si,
nem
póde
resolver,
o
ingen
te
problema
humano,
o
problema
da
per-
fectilidade
moral
e
do
bem estar
social.
Assentando
como
verdade
innegavel
que
na
balança
da
civilisação
europeia
a
mo
ralidade
desce
á
proporção
que
a dedica
ção
da
matéria
sobe
de
ponto, examina
as
causas
d
’
esta
calamidade,
que
attribue
á
regeição
que
o século
procura
fazer
da
tiitella
do
christianismo,
subsiiluindolhe
o
jugo
ominosissimo
da
mater.a,
do
pra
zer e
do
utilitarismo,
fazendo
recuar
humani fade até
á
espessidão
dos
tempos
da
barbárie.
Ms se
a
revolução
se
afadiga com
uma
aclividade
febril
n
’esta
cruzada
sa-
tanica;
a Egreja
trabalha
na hora
presen
te com
uma
aclividade
não
menos
for
midável
para
contraminar
a influencia
cor
rosiva
da
grande
inimiga
de
Deus.
Para
comprovar
esta
asserção,
o
ora
dor
expõe
o
quadro synoplico
do
movi
mento
actual
do
catholicismo
n
’algum‘
as
nações
da
Europa
:
começa
por
alludir
ás
aeregrinações
a
Roma,
as
quaes,
pela
fre
quência
e.
universalidade
com
que
teem
succedido, bem
pódem
denominar-se
a
gran
de
procissão
da
humanidade christã, atra-
vez
dos
oceanos
e
doa
continentes,
aos
pés
do
Vigário de Jesus
Christo;
e
refe
re-se á
romaria
perenne
dt
contra-revolu
ção
—
a
Lourdes
:
ennomera
as
recentes
uni
versidades
calholicas
instituídas
em
Paris,
Lille,
Angers,
Leon
e
Tolosa;
as
asso
ciações
calholicas estabelecidas
em
todas
as
cidades
da
França,
entre
as
quaes
os
círculos
de
operários
sóbem
a
300.
Em
seguida
expõe
a
acção
religiosa
que
se no
ta
na
Hespànha, pela coragem e
zelo
dos
seus
bispos,
pela
multiplicação
dos
grémios
catholicos,
e
sobretudo
pela
imprensa
:
pas
sa
depois
a examinar
os
trabalhos
anli-
revolucionarios
da
Italia,
da
Allemanha.
da
Inglaterra e
do nosso
Portugal, fazendo
menção
honrosa
da
peregrinação
portu
gueza
a
Roma, e das
publicações
religio
sas
que se
teem
cá
feito,
refeiindo-se n
’
es-
te
particular
aos
serviços
que
lem
pres
tado o
gigante
dos
nossos
editores
o
snr.
Chardron.
Depois
de
varias
considerações
termi
na
dirigindo-se
á
boa
vontade
e
espirito
christão
dos
bracarenses
propondo-lhes
uma
associação
religiosa
denominada
Conferencia
de
S.
Vicente de Paulo,
cuja
altura de
vistas
põe
bem a
descubert".
Depois
d
’
um
curto intervallo,
durante
o
qual
a
orchestra
desempenhou
o
hymno
de
Pio
IX.
subiu á,
cadeira o
snr.
mar
quez
de
Vallada,
que
n
’um demorado
e
eloquente
improviso
affirmou
as
suas
pro
fundas
crenças
religiosas,
discorrendo
so
bre
o
caracter que
tem
tomado
a
íucta
entre a Egreja
e
a
impiedade no campo
scientilico,
fazendo
resahir
perfuncloria-
mentea
harmonia
existente
entre
a
sciencia
e
o
christianismo,—lhema
que
s.
exc.
a
está
desenvolvendo
largamente n
’
um
livro
que
anda
a
escrever.
Localisando,
por
as
sim
dizer,
em
duas
cidades
adversarias
es
sa
lucta,
alludiu
aos processos
de
ataque
d
’uma,
e
de
defeza
da
outra,
mostrando
a
improficuidade
dos
exforços
da
irreligião.
Terminou
por
applaudir
sincera
e
valen-
temenle
a
proposta
do
snr.
padre
Senna
Freitas
para
a
instituição
da
Conferencia
de
S.
Vicente
de
Paulo,
promeltehdo
par
trocinar
e
ajudar
com
o
máximo
empe
nho
esta
beneficienlissima
associação,
pa
ra
cuja realisação
pratica
o»
orador
tem
em
muito
a
proverbial
religiosidade
e
ge
nerosidade
dos habitantes
da
Braga
do
seu
coração,
especialmenle
os
nobilíssimos
sen
timentos
das
damas
bracarenses.
Congra-
lula-sa
por
vêr
no
logar
da presidência
da
Associação
Catholica
o
snr.
dr. Penha
Fortuna,
cavalheiro
meretissimo
e cujo
no
me
ficará
inolvidável
no
coração
de
todos
os
hracarenses
de
sentimentos
religiosos
e
de
boa
vontade
;
e
no
logar
de
secre
tario
o
snr.
dr.
Malheiro,
qué
eslava
alli
demonstrando
que
a
sciencia
medica, lon
ge
de
se achar
á
vontade
no terreno
do
materialismo
exclusivo,
como
alguns
médi
cos
d
’
outras
nações
querem
roucamente,
ella
se
harmonisa
muito
bem
e
indispen-
savelmente
com
a fé.
Lamenta
não vêr
alli
lambem
presente
o
snr.
dr. Antonio Ma
ria
Pinheiro,
outro
medico
distinctissimo.
a
cujos
sentrmetrtos
religiosos e
hombri
dade
inexcedivef
ité
ciracter
presta
a mais
respeitosa
veneração.
Conelne
o
seu
dis
curso
pondo
bem
em
relêvo.o
quanto'
Co
mo
auctoridade
e
como
particular
se
es
força
em
pró
da
religião,
em
cujos ser
viços
os
seus
antepassados'
se
enobrece
ram, e o
orador tem
procurado e procu
ra
ennobrecer
se
lambem.
Seguiu
se
o
snr.
dr.
desembargador
Oli
veira
Guimarães,
parocho
da
freguezja
de
S.
Pedro
de
Maximinos.
Declarando
que
não
vinha
prevenido
pa
ra
discunar
n’aquella
solemntdade,
o
ora
dor,
reportando-se
aos
discursos
anterio
res,
escolhe
lambem
para
assumpto
da
sua
oração
ainda
uma
das
faces
por
que
é
en
carada
a
guerra
contra
o catholicismo,
co
meçada
no século
anterior
propriamente
pela
eschola
voltáiieana
e
continuada
até
nossos
dias.
Chamando
á
barra
as
theorias
do
philosophismo
racionahsta
e
atheu,
de-
monslrou
os
errores
d
’
este
systema
obnoxio,
provando
vigorosamente,
posto
que a vôo
d
’ave,
a
altíssima
cxcellencia
,e
absoluta
inexcusabilidade
da religião
catholica
pa
ra
a manutenção
das sociedades,
e como
único
motor
do
verdadeiro
progredimento
das
mesmas, fazendo
sobre
este
asserto
considerações
as
mais adquadas e
eloquen
tes.
O
snr.
padre Senna Freitas
subiu
de
novo
ao
estrado, e
depois
de
breves
pa
lavras
referentes
ao
discurso
do
snr.
mar-
quez
de
Vallada. levantou
um
viva
a
es
te
cavalheiro, que
foi
calorosamente
cor
respondido
pela
assembleia.
Não
havendo
mais
quem
tomasse
a
pa
lavra,
o
snr.
presidente
deu
por
encerra
da
a sessão.
Era
cê'ca
de
meia
noite
Duas
recíSficações. —
Tem
corri
do
utlimamente
em
quasi
todos
os
jor
naes
que
o
Santo
Padre
está
preparan
do
as
suas
Memórias, lendo
por
collabo-
rador
um
tal
jesuíta
padre
Dreseiani
fsic]
ou
Bresciani,
ao qual haveria
feito
entre
ga
de
muitos
documentos
importantes,
como
cartas
de
reis,
imperadores,
etc.
Ora o pa
ire
jesuíta
«Dreseiani»
é
ho
mem
que
não
existe
e
que
nunca
exis
tiu;
e o
padre
Bresciani,
celebre
escriplor
da
Companhia
de
Jesus,
insigne
collabora-
dor
da
Civiltà
CaHolica,
e
cuja
ultima
obra
foi
o Zuavo
Pontifício,
já
falleceu
haverá
il
annos
I
Assim
se
escreve
a
historia
!
Também quasi
todos os jornaes
tran
screviam
ha
pouco
uma
estatística
da
tiragem
dos
jornaes de
Paris,
allnbuindo
ao
»
Uuivers»
5:000
exemplares.
A
verda
de
é
que tira 15:000,
o
que
certamente
não
é
muito, para
o
que
elle
merece,
mas
sempre
é
algo
mais
de
5:000.
A
bagatel-
la
de
unidade
á
esquerda
de
quatro
cifras
faz
sna differença.
Garrafa
arrolada.—
Ha
tempos,
ap-
parecen
na
praia
de
Leça
da
Palmeira
uma
gariafa
que
continha
o
seguinte
cartão
de
visita:
«Mardi
20
novembro
77
Les
Sonssignès
Boutigny
Berbondo
Deplace
&
Henry
Rousseau
7
Passage
Tivoli
Bc.
e
. á
Bord do
Colicier
Prês
lisbon
Cap.
Bax
en
voile
pour
Calão.»
O
cartão
de visita
tem
o
nome
de
Henry Rousseau,
impresso,
e o
resto
das
palavras
são
escriptas
a
lapis,
exceplo
7
Passage
Tivoli.
Lembrança.
—
Em
um
século,
em
que
se
nega
ao
Pontífice
Romano aquil-
lo que
por
direito
divino,
natural,
e
ec-
clesiastico
lhe
pertence,
não
é
pira
admi
rar,
antes
é
natural, e
summamente
lou
vável, que
os
seus
verdadeiros filhos
o
in-
demnisetn
d
’aquillo
que outros
lhe
negam,
e
portanto
costumo
em
todos
os
annos
por
este
tempo
do
Natal mandar
conjuncta-
mente
com
outros
catholicos
ao
SS.
Padre
um
óbulo,
que,
ainda
que
pequeno,
signi
fique
o
nosso
amor,
obediência
e adhesão
á
Santa Sé,
e
ao Vigário de Christo;
vou
por
este
meio
lembrar
aos
que
nos
annos
antecedentes
se
tem
associado
commigo
para
este
fim,
e
aos
outros
que
nova
mente
quizerem associar-se. que
é
chegado
o
tempo de
mandar
a
consoada
ao Nosso
SS.
Padre
Pio
IX.
Braga
4
de
dezembro
de
1877.
P.®
João
Rebello
Cardoso
de
Menezes.
pesnons
earitutivas.—
Na
rua
Direita,
da
freguezia
de
S.
Pedro
de
Ma-
ximinos.
n.°
18,
existe
uma
enlrevadinha,
de
16
annos
de
idade,
e
filha
de paes
exlremamente
pobres,
que
continuamente
soífre dôres
tão
acervas,
que
só
as
almas
bçmfazejas lhe
podem
dar
algum
allivio,
soccorrendo
a
com
uma
esmola
pelo
divino
amor
de Deus.
A
’s almas
eag-ídosas.
—
Recommen-
damos
ás almas
caridosas
uma
infeliz
viuva,
moradora
na
rua
de
S.
Bernabé,
n.°
13,
[solão], Tendo
80
annos
d
’edade,
e
porisso
sem poder
applicar-se
a
qualqher
trabalho,
lucta
com a miséria
extrema.
1HMO
ME8ICABÍHL
DE
BK4GA
SOCIEDADE
ANONYMA DE RESPONSABILIDA
DE
LIMITADA
Resuno
do
aclivo
e
passivo
d
’
este
Banco
em
30
de
Novembro
de
1877.
Aetivo
Caixa
.......
25:022$525
.etras
descontadas,
toma
das e
a
receber
.
.
.
156:233$201
Empréstimos
sob
penhores
94:421$580
Créditos
caucionados
em
c/c
70:175$332
Operações
a
longo
prazo,
com
hypotheca .
. .
19:833$545
Agencias
uo
Reino
e
ilhas
5O:5I4$248
Agencias
no
estrangeiro
.
2;039$899
Devedores diversos.
.
.
15:368$880
Carlas
de
credito
•
.
.
500$000
Acções
de
conta própria .
200:000$000
Valores fluctuantes.
.
.
81:012$090
Titulos
de
Divida
Publica
H:40l$420
Effeilos
depositados
.
.
26:420$000
Despezas
d
’
inslallação .
.
4:400$000
Moveis
e
utensílios.
.
.
1:413$500
Gastos
geraes
e
commissões.
6:410$6
19
Liquidações
...................................
l:196$930
766:335$769
Passivo
Capital.................................. 600:000$000
Fundo
de
reserva ....
2:5O9$127
Depositos
a
praso
.
10l:051$962
»
á
ordem.
.
.
16:986$945
Letras
em
deposito.
.
.
2:163$932
Letras
por
pagar
.
.
.
!00$000
Credores d
’effeitos
deposita
dos
..............................
26:420$000
Credores
diversos
.
. .
332$
100
Dividendos
por
pagar.
.
. 1:937$750
Lucros
e
perdas.
.
.
.
14:851
$933
766:355$769
Braga
7
de
Dezembro de
1877.
Os
Directores,
João
da
Cosia
Palmeira.
José
Joaquim
Lopes Cardoso.
Resumo
do
activo e passivo do
Banco
(Jommercial, Agrícola e
Industrial'
de Villa Real, em
30
de
novembro
de
1877.
Activo
Caixa,
dinheiro existente
Letras
descontadas
.
.
Letras
caucionadas
Letras em
liquidação. .
•
Leiras
protestadas
.
•
Obrigações
a receber. .
Empréstimos
sobre
penhore
Operações
a
longo
prazo
Papeis
de
credito
.
.
Acções
de
c.
própria
.
Contas
correntes
com
gara
nlia
......
Agentes
no
paiz, dinheir
e
leiras
a
cobrar.
.
Agentes
no
estrangeiro
Diversos
devedores
.
Moveis
e
utensílios
.
.
Despezas
de
installação
Accionistas
......................
15:209$448
669:329$783
46:692$000
6:508$472
4:215$310
1:426$170
3:122$300
16:062$138
l:079$120
14:1
l0$000
7:775$760
63:063$156
12:303$240
7:914$663
610$400
2:00t!$000
100$000
871:622$I6O
Passivo
Capital
do
Banco.
.
.
.
Deposito á ordem.
. .
.
Deposito
a
prazo.
.
.
.
Dividendos
a
pagar
.
.
Fundo
de reserva.
.
.
.
Reserva
para contribuição
industrial
...................
Ganhos
e perdas. .
.
.
800:000^000
1:717^718
24:656$749
1:721$930
7:020$000
5:400$00í)
31:105$743
871:622$160
Villa
Real,
3
de
dezembro
de
1877.
Os
gerentes,
Francisco
Ferreira
da
Cosia
Agarez.
Joaquim
José
d'Oliveira
Guimarães.
THEATRO
DE
S.
GERALDO
Domingo
16
de
dezembro
de
1877.
Beneficio
do
aclor
Dias.
Comedia-drama
em
2
actos:
Feio
no
eorps, bonito
na
alma.
Cançoneta:
Lamúrias
(tiim
sneliristiSo.
Comedia
em
1
acto:
Esperteza
'de
rato.
SAUDE
A TODOS
sem
medicina,
pur
gantes,
nem
despezas,
com o uso da
delicio
sa
farinha
de
saúde,
HEVALESCIEflE
1)U
BARRY
de
Londres.
30
»nno»
d’
invariavel
aueeesara
4
Combatendo
as
indigestões
(dispe
psia)
.
gastrica,
gastralgias, ílegmas, arro
tos,
ventos, flatos,
amargor
na bocca,
pi-
tuilas,
nauseas,
vomitos,
irritação
intesti
nal,
bexigas, diarréa,
desenteria,
cólicas,
tosse,
aslhma,
falta de
respiração,
opressão,
congestões,
mal
dos
nervos,
diabelhes,
de
bilidades,
todas
as
desordens
no
peito, na
garganta,
do
alilo,
dos
bronchios,
da
be
xiga, do
figado, dos
rins,
dos
intestinos,
da
mucosa,
do
cerebro
e
do
sangue.
85:000
curas,
entre as
quaes
contam-se
a
do du
que
de Pluskow
e
da
exm.
a
snr.a
mar
queza
de
Biehan,
da
snr.a
duqueza
de
Cas-
tlesloard,
do
Lord
Stuard
de
Decies,
par
d
’
Ioglalerra, do
doutor
e
professor
Wur-
zer, etc.,
etc.
Cura
n.°
48:614.
—X
snr.
a
marqueza
de
Brehan,
de
sete
annos de
doença
do
íigado,
d
’
estomago,
emmagrecimento,
pal
pitações nervosas
em
todo
o
corpo,
agita
ção nervosa
e
tristeza
mortal.
Cura
n.°
62:986. —M‘e Martin,
de
sup-
pressão
da
menstruação
e
daoça
de
São
Guido,
declarada incurável,
perfeilamente
çurada
pela
Kevalescière.
Cura
n.°
65:112.
—E.
Payard,
de
gas
tralgía
e
vomitos.
Não
podia
suster-se de
pé,
nem dormir, tendo sempre a
cavida
de
do
estomago
inlumecida.
Cura
n.°
62:845.
—
M.
Boillet,
cura,
de
36
annos de
aslhma
com
suffocações du
rante
a ooite.
Cura
n.°
70:421.
—
M
A.
Spadaro,
de
uma
constipação obstinada
de
nove
annos.
Era
terrível,
e
distioctos
médicos tinham
declarado
que
oão
havia meio
de
cu-
ral-a
E’
seis
vezes
oftis
nutritiva
do
que
a car
ne,
sem
esquentar,
economisz
cincoenta
vezes
o
seu
preço
em
remedios.
—
Preços
lixos
da
venda
por
miudo
em
toda
a pe
nínsula
:
Em caixas
de
folha
de
lata,
de kilo,
500
; de ljt
kilo
800
rs
; de um kilo, 1$400
res;
de
2-*/, kilos,
3$200
reis;
de
6
ki
los,
6$400;
e
de
12
kilos,
12$000
rs.
Os
biscoitos
da
Revalesciére
que
se
po
dem
comer
a
qualquer
hora,
vendem-se
em caixas
a
800
e l$400
reis.
O
melhor
chocolate
para
a
saúde
é
a
Hevaleaeière
ehoeolatadta
;
ella
res-
titue
o
appettite, digestão,
somno,
energia
e
carnes
duras
ás
pessoas,
e
ás
creançat
as
mais
fracas,
e
sustenta
dez
vezes mau
que a
carne,
e
que
o
chocolate
ordinário,
sem
esquentar.
Em
pó
e
em
paus, em
caixas
de
folha
de
i
lata
de
12
chavenas,
500
reis;
de
24
chave
nas,
800
reis;
de
48
chavenas,
l$400;
dã
120
chavenas,
3$200reis,
ou
25
reis
cada
chavena.
DU
BABBY
«fe ©.» EIVASTE».
~
Place
Vendòme,
26,
Paris.
77
Regent-
Street,
Londres.
Valverde,
1,
Madrid.
Os
pharmaceuticos,
droguistas,
mer-
cieiros,
etc.,
das
províncias
devera
diri
gir
os
seus
pedidos
ao
deposito
Centra!
;
snr. Sêrzedello &
C.*
Largo
do
Corpo
Santo
16,
Lisbon,
(por
grosso
e
miudo);
Azevedo
Filhos, praça
de D.
Pedro.
31,
32,
Barrai
&
Irmãos,
rua
Aurea,
12—
Por
to,
J
de
Sousa
Ferreira &
Irmão,
rua
da
Banharia,
77.
DEPOSHOS
ENTRE
DOURO
E
MI
NHO.
=Aveír»,
F.
E.
da
Luz e
Costa,
pharm.
—
Bareellaw,
Antonio
João de
Sousa
Ramos,
pharm.,
Largo
da
Poi
te.
—
Braga,
Domingos
J.
V.
Machado,
drog..
praça
Municipal,
17
—
Antonio
A.
Pereira
Maia,
Pharm.,
rua
dos
Chãos
31
—
Pipa
&
Irmão,
rua
do
Souto.
—
Vianna
rto
Cas-
tello,
Aftonso
drog.,
rua
da Picota; J.
A.
de Barros,
drog.,
Rua
grande.
140.
—
Gtuimnrffie»,
A.
J.
Pereira
Martins,
pharm.
—
Antonio
d
’Araujo
Carvalho,
Cam
po
da
Feira,
1;
José,
J.
da
bilva, drog..
Rua
da Bainha,
29
e
33.—
PenaAel,
Miranda,
pharm.—
Porto,
M.
J.
de
Sou
sa
Ferreira
&
Lmão,
Rua
da
Banha
ria,
77;
J.
R,
de
Sequeira,
pharm.,
Casa
Vermelha;
E.
J.
Pinto, pharm., Mrgodos
Loyos,
36;
Viuva
Desirè
Rahir,
Rua
de
Cedofeita, l60;
Fontes
<fc C.
a,
drogs.,
Pra
ça
de
D.
Pedro,
105
a
108;
Antonio
J.
Salgado,
Pharmacia
Central,
Rua
de
San
to
Antonio,
225 a 227.-—
Ponte
do
Li
ma
A.
J.
Rodrigues
Barbosa,
pharm.
—
Povoa
do
Varzim,
P.
Machado
de
Oliveira,
pharma.
—
Voiença
do
Minho,
Francisco
José de
Sousa,
pharm.
—
Villa
do
Conde,
A- L. Maia
Torres,
pha^m.
COVVITi:
Maria
Ignacia
de
Faria
Michado
Pinto
Ruby
e
José
Borges
de
Faria rogam
aos
seus
parentes
e
amigos o
especial
obséquio
de
assistirem
a
uma
missa. que
por
alma
de
sua
muito
amada
e
chorada mãe
e
so
gra
se
ha
de
resar
na
egreja
do
Hospi
tal
de
S.
Marcos
no
dia
15
do
corrente
mez
pelas
II
e
meia
horas da
manhã.
Braga 13
de
dezembro
dé
1877.
(646)
AGDADUCIgEEinOS
José
Joaquim
Penha
Fortuna,
vera
por
este
meio,
na
impossibilidade
de
o
fa
zer
pessoalmente,
agradecer
a
todas
as
pessoas
que
se
dignaram
visilal-o por
oc-
chsião
do
sen
ultimo
incommodo
de
sau
de,
protestando
a
todos
o
seu
muito
re
conhecimento
e
eterna
gratidão.
Braga
7
de dezembro
de
1877.
José
Joaquim Penha
Fortuna.
TRAVÍLS
Vende-se
10
a
12 traves
de
castanho.
Para vêr
e tratar
na
rua
Direita
da
Cruz
de
Pedra,
n.°57.
B.
(644)
Pelo
juiso
de
direito
da
comarca
de
Braga
e
cartorio
do
escrivão
Antonio
Jo
sé
Gonçalves,
no
dia
dezeseis
do
corren
te
mez
de
dezembro,
por
dez horas
da
manhã,
á porta
do
tribunal
de
justiça
da
mesma
comarca,
sito
no
largo
de
Santo
Agostinho
da
dita
cidade
de
Braga,
tem
de voltar de
novamente
á
praça
para
se
rem
vendidas por
todo
o preço,
visto
não
terem sido
vendidas
na primeira e
segun
da
praça, as
propriedades
de
que se
com
põe o
praso
denominado
da
Salvadoura,
sito
no
logar
de
Faqueaens,
da
fregue
zia de
Villela,
comarca
de
Amares,
e
que
taes
são:
Duas
moradas
de
casas,
uma
própria para
senhorio,
e
outra para
ca
seiro,
com
seus
rocios,
e
eido
e
ter
reno,
junto
á leira
denominada
dos
Bor-
ges,
e hrangeira.
com
agua
de
lima
e
rega,
no
valor
de
sessenta
mil
íeis. Lei
ra
da
Oiliveirinha
Acrogueira,
com
agua
■de
lima
e
rega,
no
valor-,
de
setenta,
e
cinco
mil
reis,
e.m
que
se
comprehende
a
leira
da
Horta.
Campo
do
Pereiro
da
Fon
te,
com
agua
de
lima
e
rega,
tio
valor
de
trinta
e
cinco
mil
reis. Leira
da
Ei
ra
Velha,
no valor
de dez
mil
reis.
Cam
po da
Fonte,
terreno
da
foute
das
Po
ças
e olival
da Fonte,
no
valor
de
cento
e
vinte
e
cinco
mil
reis. Olival
da Presa,
com
agua
de
l-ima
e
rega,
no
valor
de
vinte
e
cinco
mil
reis.
Leiras
do
Carvalho
das
A velhas,
com agua
de
rega,
no
va
lor
de vinte
e
cinco
mil
reis.
A
pro
priedade
denominada
da
Sobreira,
e
ter
reno
junto
chamado
da
Bugalheira
e
Oli
val
da
Sobreira,
com
agua
de
’
rega, no
lor
de trinta
e
seis
mil
reis.
Bouça de
nominada Alto
dos
Castros, no
valor
de
seis
mil
e
quinhentos
reis.
Terreno
de
matto
no
mesmo
sitio
do
Alto
das
Ave-»
lhas,
no
valor
de seis
mil
reis.
Tudo
na
somma
de
quatro
centos e quatro
mil
rs.
Com declaração de
qtíe,
todas
as
sobre
ditas
propriedades tem
de
ser
arremata
rias
integralmente
e
pão
por
qualidades,
e
que
a
cargo de
quem
arrematar
as
in
dicadas
propriedades,
fica
o
pagamento
da
parte
do
foro
que
couber
por
distribuição
a
essa
parte
do
praso
de
que
ellas
fa
zem
parte;
sendo
que
o
mencionado
fo
ro
consiste
em
tantos
litros
quantos
cor
respondem
a
seis
rasas
de
fejão,
e
dez
rasas
de
centeio,
a
cento
e
vinte
rasas
de
milho grosso,
a
quatro
almudes
de azei
te, duas
mil
laranjas,
e
quarenta e
oito
mil reis em
dinheiro,
penhorado
na
exe
cução
que
Carlos
Antonio
Ribeiro
e
mu
lher,
da
mesma
cidade,
promove
contra
José
Gonçalves
Pimenta
e
mulher
Maria
Catharina
de
Almeida, da referida fregue
zia
de
Villela,
comarca
d
’
Amares
Braga
10
de
dezembro
de
1877.
O
escrivão
do 5.°
oíTicio,
Anlonio
José
G
nçalves.
Verifiquei.
(647)
Adriano
Carneiro
Sampaio.
No
8#«»5»i»HÍtc
<l«
Vinlhoa
<lo
«•<»,
—
.rua
de
S.
Marcos,
n.®
15
—
ha
as
seguintes
qualidades
•
de
vhíhò.-,
:
Palhete,
—
Meza
n® 1.
Estes
vinhos
teem
adgmento
de
.0
reis
e
garrafa.
Sea»
eugiuríitu
de
preço
:
—
F.
n.«
1
;
F.
n
»
2
;
F.
n.®
3;
F.
n.°
T
=
V.
n.«
I
;
V.
n.°
2
;
V. n.®
3
;
V.
n
0
4.
=•
Bastardo
de
1863
—
Vinho
branco
n.°
1
;
=
Vinho
branco
n.° 2.
Vinho
branco
de
1863. = Moscatel
n.°
I
;
Moscatel
n.v
2
;
Moscatel secco =
Malvasia
adamada
n.°
2
=
Malvasia secca.
=
Geropiga
loira
;
Ge-
ropiga
branca.
■=-
Lagrima
branca
n.°
1
;
Lagrima
loira.
ESPECIALIDADES*
AO PUBLICO
Joaquim
Leal,
com
estabelecimento
de
fa/endas
de
lã,
sela
e
algodão,
na
rua
do
Souto n-.°
39,
declara que
tendo
veri
ficado
qne
para a prosperidade,
n
’
esta
ci
dade,
d
um estabelecimento
do
genero do
seu
é
condição
essencial
a
posleigação
do
divino
preceito
da
guarda
do
domingo,
tem
deliberado
liquidar o
seu
estabeleci
mento.
Em harmonia
cora
>
sla
delibera
ção,
fará
notav.
I reducçào
de
pr
ços
nas
suas
fazendas.
,632)
5
o COUPON
PRIMA
.j-| A
IMMACULADA
CONCEIÇÃO
l
•
Exemplares.
•
<u (Jnião
Parisiense
<le
Hellaa
j
"O
Arteo
Olivas»,
®
—
e.°
Linimento
BOYER-MICHEL
Linimento
BOYER-MICHEL para caval-
los,
fazendo as vezes
de fogo
e não deixando
vestígios
do
seu
emprego M
ichbl
, pharma-
ceutico
em Ai»
(na Provença) Franca. —
Preço
1,000
reis.—Em
I...... H .
snr.
.
L. reio, n
" 28 —30.<25)
KSP
ORAS
Precisa-se saber
se
nas
cidades do
Por
to,
Braga
ou
Guimarães,
haverá
pessoa
que
se
preste
a
fornecer
500
pares
dis
porás
de
correia,
e
300 pares
de
ditas
com
caixas,
sendo
estas
esporas
de ferro
e
segundo
os
dois
modelos
que serão
apre
sentados
aos
concorrentes na
secretaria'do
exlincto
trem
do
Porto,
no quartel do
Campo
da Regeneração,
nos
dias
não
san
tificados,
das
10
horas
da manhã
ás 2
da
tarde;
e
bem
assim,
quaes
os preços
e
o
tempo
minimo
em
que poderão se
obtidos
os ditos
artigos.
As
pessoas
a quem
convenha
fazer
este
fornecimento
deixarão
na mesma
secreta
ria
as
suas
declarações
por
escriplo.
Inspecção
do
material de
guerra
da
3.a
divisão
militar,
7 de
dezembro
de
1877.
(645)
Francisco Xavier
Adrião.
.
Vinho
de
1840=»
Alvaralhãode
1840
—
Roncão
de
1820
=
Lacrima-chrisli
Vinhos
de
differentea
proeeden-
eías
:
Collares
;
Madeira de
diversos
pre
ços
e
muito
baratos
;
Xerez;
Moscatel
de
Setúbal
; vinho de
Valdepena
;
Bordéus
;
Champagne.
NO
MESMO
ESTABELECI
MENTO
HA:
■
Doce
de
toda
a
qualidade
de
fructa,
tanto
em
sêcco
como
em
calda ;
licores
francezes
;
massas
para
sopa
;
farinha
de
diversos
legumes
; conservas ;
mostarda
;
peixe
d
’
escabeche
;
sardinhas
de
Nanies
;
ostras
frescas
em
latas
;
amêndoas
de
di
versas
qualidades,
com caixas
de cartão
muito
bonitas
para
as
mesmas;
chocolate
hispanhol ;
chá
Hysson
e preto
;
bolacha
ingleza
de diversas
qualidades
;
biscoito
vallongense,
o
melhor
que
se
fabrica
;
quei
jo
londrino,
papel,
flamengo
e
suiço. E
muitas
outras
coisas
próprias
pura
o
Natal.
NO
MESMO
ESTABELECI
MENTO
Ha
ura
excellente
restaurante,
e
se
apromptam
consoadas
de
qnaiquer
comi
da,
tanto
em carne, como em doce. —
Tem
sempre
fiambre,
e
aos
domingos
fazem-se
alli
pasleiinhos
de
massa
á fr«nceza,
tanto
de
carne
como
de
diversos
doces
=
Mor-
cellas
de
lombo
de porco
e
de
doce:
aprom-
tando-se
também
caixas
enfeitadas.
15
—
RUA
DE S. MARCOS
—
15
•
Vende-se
uma
morada
de
casas,
construída
de novo,
na
rua
de
San
l0
Anlonio das
Travessas
n.°
13;
lem
frente
e
sabida
para a
nova
rua
que
vae
da
rua
da
Sé ás
Carvalheiras.
Quem
pertender
falle
na
mesma.
(638)
VINHO
MADURO
Figueirredo
&
Mouris,
com
talho
no
Campo
de
D.
Luiz
l.°,
esquina da rua do
Salvador,
receberam
da
sua
casa
do
Dou
ro,
— vinho
sem confeição,
que
vendem
á
pipa
e a
retalho,
o
meio
litro,
(antigo
quar
tilho),
a
50
reis.
(642)
NOVO RETÁBULO
Tendo
de
se mandar
fazer
de
madeira
o
retábulo do
altar
da
capella-mór
da
Sé
Primacial
de
Braga,
convidam-se todas
as
pessoas habilitadas
para
executar esta
obra
e
que
queiram encarregar
se
d
’
ellá,
a man
dar
suas
propostas
ao fabriqueiro
da
mes
ma
Sé
até
ao
dia 31
do
corrente
mez.
A
planta
e condições
da obra
estarão pa
tentes
na
casa
da fabrica
da
dita
Sé
no
dia
10
do
corrente
e
seguintes
desde
as
9
horas até
ao
meio
dia.
Braga
4
de
dezembro
de
1877.
í
vu BOULEVARD
DE LA MADELEINE,
17,
I
»
PARIZ
1 o
■
Representante
em
Madrid
CllllRGIÃt!
DBKTISTA
FLU1DE
IATIF DE
JONES
Por
suai propriedades benefaae, goza eate
pro-
ducto
da alta e merecida reputaçlo. Suatiia e ama
ria
a
pelle, allma aa irritações causadas
pelas mu-
danças
de
elima, pelos banhos do mar, impressões
desagradareis
do vento
ou do calor, etc, etc.
Uma
simples
applicaçso faz
desapparecer as ra
chaduras
das mios e dos beiços. Preço 650 reis.
PARA
OS
CUIDADOS
DO
TOUCADOR
t
multo
digno de ser
recommandado ó
Sabão
latif,
que
possue todas
as
propriedades suavizan-
tes
do
Fluide,
e um aroma delicadíssimo,Preço500
r*.
23, Boulevart des Capucines,
Paris,
De Fronte d» entrada do Grand-Hotel.
Fabricante
de
Escova» Inglesas Perfumeria, Loja
de
papel.
Objeto»
de
Fantasia, Estojos diversos,
Cutelaria,
Artigos de
Luxo, Luvas, etc.
Deposito
em
Lisboa,
snr. Barreto,
Lorêto
n.°
28—
30
(26
*)
DA
Escola Americana
Consultorio a
toda
a hora,
tanto
de
dia
como
de
noite.
Rua
do
tampo
íantiga
Porta
de
S.
Francisco)
n.°
22. (582)
( IRl
RGlltt DE VTIST A
APPROVADO
PELA ESCOLA MEDICO-CIRURG1-
CA
DO PORTO
Rua
de
S.
Marcos
n.°
49.
BRAGA.
Pretende
s«»
alugar
uma
casa
n
’es-
ta cidade
on
arrabaldes
(preferindo-se
na
freguezia
de
S.
Pedro),
còm
alguns
com-
modos decentes,
e
com quintal
ou
quin
talejo.
Falíar
na
rua
da
Cruz
de
Pedra,
n.°
5.
(624)
gRUA
I
l
.S.
MARCOS,
Nõj|
$
Vende
papeis
pinta-
§
®
dos
para
guarnecer
sallas,
$
lindíssimos
gostos,
a
prin-
cipiar
em 80
reis
a
peça.
CABDOSO
1»,
Ru»
dns Capellistas,
19.
Recebeu
grande
sortimento
de
chitas
percales,
gosto
inteiramente
novidade
para
90,
100
e
120
rs
Lenços
de
malha,
tou
cas
de
lã
para
creança,
cazacos,
capinhas
c
meias
de
lã
sortidas
em
côres para
senhora
e
creança.
Grande
sortimento de
gravatas
para
homem e
senhora,
alta
no
vidade.
Chailes
para
senhora,
dezenhos
in
teiramente
novos.
Camisas
de
percalle
de
côr,
parà
hçraem
a
900
e
1$()00
reis.
Per
fumarias.
e
sabonetes. Cuias
e
tranças,
pretas
e
de
côres.
Sapatos
de
borracha pa
ra
homem,
senhora
e
creança,
e
muitos
outros
artigos
qne
vende
por
preços
extre-
mamenle
coinmodos.
Chá
superior
de
900
e
1$100
rs.
459
gr.
(640)
PROFESSOR DE COMMERCIO
Acaba
de
chegar a
esta
cidade
um
professor
cora muitos
annos
de
pratica
de
ensino
do
curso
completo,
etc.
Também
lecciona
só
ifualquer
das dis
ciplinas,
como: escripturação
mercantil ge
ral
ou
especial,
contabilidade
commercial,
systema
monetário
e
cambial, metrologia
universal;
geographia,
historia
e
direito
commercial;
algebra,
economia
politica,
dezenho,
callygraphia,
linguas,
etc.
Está
aberta
a
matricula até
ao
l.°
de
dezembro,
dia
em
que
se
inaugurará
o
curso.
Preço
em
classe—2^500
(Curso
diurno
Particularmente
—
l$a00
j e
nocturno.
Rua
do
Conselheiro
Januario,
31.
(622)
Faz
tudo
quanto
diz
respeito
á
sua
arte
e
continua
operando
grátis,
pobres
e
soldados.
(580)
Vende
olio,
tintas
e
vernizes
para
pinturas
de
gÈ
casas,
tudo
de
boa
quali-
dade.e
preÇos
muito
resu
midos.
A
5
$
Vende
cimento
roma
no
pura
vedar
águas,
ges
so
para
estuques
de
ca
sas,
tudo
de primeira
qua
lidade.
H
Aldlffil
ih, Hhiil)
DO ALTO
D0UR.0
»A
CASA
WB
VdíiLA
POUCA
RUA
DO
SOUTO
N.°
15-Braga.
N
’
este
arinazem se
encontram
a
retalho-
as
seguintes
qualidades
de
vinhos
enga
rrafados
:
Vinho tiuto de
meza.
(sçm
garrafa)
15')
»
>
s
»
. 19a
í
Lagrima
.......
200
»
Branco
de meza.
....
210
»
tinto
de
meza
tino.
. . 270
»
de
prova
secca.
.
.
300
a
Malvasia
de
2.
’............................. 360
»
»
velho....................................
4Q0
»
Malvasia,
Bastardo e Moscatel
a
50!
*
» Roncão.............................
.
700
»
Alvaralhão.
.
.
.
.
.
.
560
»
Velho
de
1854
....
600
Precisa-se
de
um
homem
para assen
tar
praça
por
um
recruta. Para tractar
na
rua
do
Alcaide n.°
11
(608)
Aeçõea
e
promissórias
de
baneos
e
eompauhias
Compram-se
e vende-se
na
rua
Nova
le
Sousa n.°
9.
(510)
--------
-S-
_________________
. _________
Solicitador
—A.
Lopes
da
Gama
Eseriptorio—
Taypas
n.°
5
—
B*orto
'
.
-
(613)
»
a
retalho
pari
meza
50
e 80,
o
quartilho
tinto, e
branco 120.
Responde-se e
garante-se
a
pureza
boa
qualidade de
lodos
estes
vinhos,
po
dendo lodo
e
qualquer
consumidor
man
dai-o
experimentar
por
meio
de
qualquer
processo
cbymico.
(
tt
41)
BRAGA, TYPOGRAPHIA
LUS1TAJLA—-1877.
Parte de Comércio do Minho (O)
