comerciominho_13111877_712.xml
- conteúdo
-
FOIT1IAL
COMM1S11CIAX,,
RELIGIOSA TUI
IVOTICIOSA..
EDITOR
E
PROPRIETÁRIO
JOSÉ
MARIA DIAS
DA
COSTA,
RUA NOVA N.°
3
E.
ts
a
o
sa
rF
gj.^w
i
aej
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
.
.
1&600
850
40
20
10
•
Braga,
12
mezes.
.
5.°
ANNO
j
»
6
»
.........................
.
í
Correspondências
partic.
cada
linha
:
i
Annuncios
cada
linha
....................
í
Repetição....................................
PUBLICA-SE
ÁS
TERÇÃS,
QUINTAS
E
SABBADOS.
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
Províncias,
12
mezes.....................
»
6
»....................
»
sendo
duas
assignaturas
Brazil,
12
mezes,
moeda
forte.
.
Folha avulso
..........................
2&000
1&050
3&600
3^600
10
N.°
712
3:t.46A-tehçvfe
(B4
as
sje
AR
W1E
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53
£6
®
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E
fi
S
9
?
ií.°
anizíwerearU»
«lo
faíleeím^rato
«lo ^esafeor D.
iffií-^siel
«le
Sws»-
goiiçn.
Saudade!
Eis
o mysleriosô sentimento qae hoje
se
apossa de nossa
ahna compungida.
Saudade!
SUMMARW.
I. —
Empenho
Inglez
pelo
triumpho
da
Republica
em
França
com
o mesmo
(irn
por
que
Bismarck
ali
a
deseja,
isto
é
para
perturbar
a
nação,
dividil-a,
enfraque
cei
a
II.
—
O
Tintes
cantando
o
triumpho
dos
Republicanos
Francezes,
nem
que
fosse
um
triumpho
de
todo
Inglez!
III.
—
Victoria
considerável
dos
Russos
na
Asia
sobre
os
Turcos.
IV.
—
Symptorna
curioso,
e
de
mais
im
portância
do
que o Correspondente do Ti
mes
lhe
affecla
dar.
V.
—
Dois
casamentos
notáveis,
um
hon
tem,
outro hoje.
„
-
,
,
-,
.
»r,
i
I.
—
Bismarck.
o
Times,
Gambetta,
M.
C dl)S homens,
il
memorin
d
AQUELLE
que
‘Grévy,
e
Belleville—
e
com estes
direi
lam-
em
Vida tanto amamos,
e tanto nos amou.!
bem
hoáa
a
imprensa Ingleza,
salvo
a
Ca-
As orações que hoje fazemos SilbiU
«botica,
sam
todos
pela
-Republica
em
Frao-
•
•
"
:
ça
de
preferencia
a
todo
outro
systema
de
governo.
Já
se
vê,
pois,
que
a
mesma
França
não
pode
fazer
cousa
melhor,
para
man
ter,
ou
antes,
para
recobrar, sua
posição
na
Europa
de
que
estava
acostumada
a
gozar
por alguma
meia-duzia
de séculos,
pelo
menos),
não
tem
necessidade
de
outra
cousa
que
voltar
ás
smenidades
de
1793,
ondeia
rança,
sob as
manam
E
’
Eis
a palavra agri-doce que o cora
ção
nos
manda
aos
lábios, que murmu
ram uma prece fervorosa.
Saudade
!
Eis
o impulso ingente que congrega
perante
os
altares dò
DEUS VIVO todos
os
legiOsisias portuguezes.
Saudade’
Não vae envolto com
o incenso, quei
para o céo, o estuar da desespe-i
que
amesquinha; não se abrigam I
azas da fè as paixões que ger-;
do lôtlo
e para o lôdo tendem.
íiubíime,
é
santo
o preito doloroso:
que
neste
dia
prestamos, á
lace do Deus;
.i
.... i.___________ r
Aiirí
d
rt
_____ L
ao
llirono do
Omnipotente,
significam o
cumprimento d
’um dever piingentissimo,
e
a
afiirmação
das nossas
crenças
inaba-
laveis.
Cumpramos
; quelle,
o
affirmemos
es
tas.
0
dia
44 de
novembro, dia de
luto
nos
arraiaes legitimistas, por ser aquelle
em que
approuve á Providencia chamar
á
sua presença a
alma
do
Senhor D. Mi
gue! de Bragança,
que foi
Bei (Vestes
reinos,
e morreu
no exílio,
viclima
da
revolução
de 1850,
cujas
consequências
são
a todos bem patentes;
não
póde
passar
em silencio
aos seus lieis amigos
(festa
cidade.
ATnanliã,
na
fôrma
do
costume do
alguns
annos,
se celebrará,
na egreja
do Hospital
de
S.
Marcos,- exequias
e
responso
pelo
eterno
descanço
do
ei
Jlartyr;
e para
ter
maior explendor
este
acto
se
faz o
seguinte
£7
o
wara?
a£
A
’
manhã
devem
celebrar
se
solemnes
exequias
para
suffragar
a
alma
do
Senhor
D.
Miguel
de
Bragança.
De
manhã
haverá,
na
egreja
escolhida
para
esle
acto,
a
do
Hospital
de
S.
Mar
cos, missás geraes,
e por
10
horas
missa
solemne,
e
no
fim
Libera
me.
São
por
este
meio
convidados
os
revd.
os
sacerdotes
e
amigos
do Augusto
Finado,
a
tomarem
parle
nesta
fúnebre
commemo
ração.
.4
’
Ke«8a®çã»
d®
«Coswmiereio
<lo
SlínJs®».
Londres,
2
de Novembro,
1877.
Ahi
vão
as
minhas
duas
ultimas
car
tas
ao
Apostolo,
cujas
cópias
até
hoje
mesmo
me não tinha
sido
possível
rever;
tanto
utlimamente hei
tido
qne
trabalhar
n
’
outras
cousas indispens-ivelmente;
porque
do
meu
trabalho
depende
na
maior
parte
a
minha subsistência,
como
a
minha
in
dependência.
O
contendo
das cartas
para
o
jornal
creio,
todavia,
que
não
deixará de
ler al
gum
intcrresse
para os
leitores
do
Com-
mercio do
Minho,
não
obstmle
as
datas
das
duas
cartas.
A.
R. SARAIVA.
de
1848,
e
de
1871.
jOnde
pode
ella
encontrar
amigos
mais
zelosos,
mais
interessados
por
sua
feli
cidade,
grandeza,
preponderância
no
Mun
do,
senão
é
nos
bons
desejos, na
amiza
de,
na
benevolencia
do
Chanceller
Prus-
siano,
nos
devotos
da
Communa
em
Bei-
leville,
e
nos amaveis
e
desinteressados
orgãos
do
Protestantismo
Inglez?
Eis
ahi
o
que
resumbra
perfeitamente
do
artigo
diredUo do
Timeç
de
hontem,
e
de
todos
os
mais papéis
Inglezes
não-
Calholicos
E
todavia,
sam
os Gambettas,
os
Júlios
Simões,
e os
Grévys,
que
a
Im
prensa
e
opinião
publica
Ingleza,
querem
ardentemente
que
regulem
os
interesses
e
destinos
da
França! E
sam
esses
os
úni
cos
verdadeiros
patriotas,
os
verdadeiros
Francezes
!
Por
ahi
se pode
julgar
de
que
laya
seja o
patriotismo
liberanga,
por
toda
a
parle
o
mesmo; salvo
aqui,
onde,
mui
saudavel
c felizmente
para este
paiz,
só
se
reputa
bom
e
liberal,
cá
para
dentro,
o
que
parece
e
promove
os
interesses
nacionaes;
não
o
que
os
inimigos
da In
glaterra
a
esta desejariam
e
aconselha
riam.
Chegam
a
ser até
ridículas
as
dores
que
o
proprio
Times
toma pelo
credito,
por
exemplo,
do
Duque
de Brcglie, por
incorrer
no
descrédito
de
sahir
do
carril
Veja-se
como
resumbra
a
dita
irrita
ção
contra
o
Duque
das
seguintes
expres
sões
da
folha Ingleza:
«Quando
o
Duque
de
Broglie
se
des
viou
da
senda
Constitucional,
traçada
com
reverente
cuidado
por
seu
pai,
e
lou
vada
por
elle
proprio,
tornou-se
o
escravo
do systema
militar
a
que
prestou
sua in
fluencia
».
Nem
menos se
manifesta
esse
rancor
nas
seguintes
expressões:—
A
França,
«con
denará
as
perlençõcs diclalorias,
e
fará
saber
ao
Marechal
Mac-Mabon,
que
deve
submetter-se
á
vontade delia,
ou
resi
gnar.
O
partido
Republicano
saberá
como
sobrepujar
a resistência
de
uma minoria
impotente
e
incorrigível».
Mais,
é
tal
o desejo
da
fo'ha
Protes
tante
contra
o
que
receia
possa
vir
a
redundar
em
favor
de
um systema
Calho-
lico
rnonarchico,
que
vai
proseguindo
em
termos
taes como
estes:—
«Nada
pode exa
gerar
o
crime
de
aventureiros
políticos,
que estam arriscando occasionar
uma
guer
ra
civil,
para
conservar
o
poder
supremo
em
suas
próprias
mãos
e
nas
do
seu par
tido».—
;
Vejamos como
este
exímio
mora
lista
político
reprova
tã»
severamente
este
desacaio
no
Governo
Francez actual;
e
não
teve
o
mínimo
escrupulo
em
susten
;
(ar
com
todas
suas
forças
e
influencias
os
r
volocionarios Portuguezes,
Hispanhoes,
Italianos,
bem
que
nesses
paizes
fossem
pequenas
maiorias,
para transferir
a
essas
mesmas
minorias o
poder!
O
Times
e
os
Inglezes
estam
namora
dos
de
M.
Grévy,
e
a
este
é
que
pre
conizam
e desejam
para
Presidente
da
Re
publica,
para
Thiers
n.°
2.
Alguma
e
até
muita
razão
têm
nisto;
pois
é
certámente
o
homem
que
melhor
serviria
os
interes
ses
Inglezes,
em
ajudar
a
manter
em
França
o
systema
que
o
amigo
Bismarck
tanto
li e
appetece,
pelo
amor
que
lhe tem, e
pelo
engrandecimento
que
lhe
deseja
—
dando
nisso
a
medida
do
patriotismo
dos
Fran
cezes
que
desejam
satisfazer
esse gosto ao
Chanceller
Prussiatio
!
Duas
vezes
mais ainda,
no
celebre
ar
tigo
que
estou
considerando,
traz
o
Ti
mes
á
ccllação
o
lai
celebrado
Governo
Constitucional,
que
o
não
é,
no
verda
deiro sentido (salvo aqui),
de
ser
fundado
na
constituição
nacional. Primeiramente
<iiz
do
Ministro
M.
Fourlou.
«que
nunca
disfirçou
seu desprezo
pelo
Governo
Par
lamentar»
—bem
haja
elle;
nisto
estamos
bem de
accordo
I
E
no fim
dõ
artigo
diz:
—
Que
«o
odio
que
á
Republica
está
fa
zendo
que
o
Duque
de Broglie
entregue
nas
mãos dos Imperalislas
aquella
inapre
ciável posse
de
Governo
Parlamentar, de
que
o
seu proprio
partido,
na-sua
própria
familia,
derivaram
sua
principal
dislineção
histórica».
Estes
grandes
encomios
ao
falso
con
stitucionalismo
—
Liso
lora
d
’
aqui,
pois que
o
seu
elleito,
iFoutras
nações,
é
e
tem
sido,
destruir-lhes
as
constituições
reaes,
verdadeiras,
e
naturaes,
e
subslituil-as
por
outras
de
papel,
—
'tem
no
Times
um
dobre
e
patriótico
motivo:
1.°
porque
entende
exaltar
o Governo
verdadeiramente
con
stitucional
d
’
aqui;
2."
porque
arruina
e
abate
outras
nações,
em
proveito
da
In
glaterra.
A.
R. SARAIVA.
{Continua)
P»ra
qwe
servem
oa
fc3ítsie®g.
Antes
da
crise de 1876
esteve
muito
doente
o
direclor
d
’
um
Banco,
e
constou
que
os
collegas
padeciam
grandes
dores
e
cuidados
por
causa
de
uns
quinhentos
contos que
o
doente
trazia
nos
seus
ne
gócios.
(«constitucional»
em
que
Luiz Philrppe
ti
nha
sido
ajudado
pelo
pai
do
mesmo
Duque
a
metler
a França.
Veio
a
crise,
e
constou
mais
que
o^
directores
do
tal
Banco,
com excepção
d
um, todos
traziam
grandes dinheiros nas
suas
especulações
de
agiotagem,
ou
nego
cies
mais
ou
menos
simulados.
E
não
admira
isto,
porqde
segundo
nos
conta
a «
Aclualidade»
na
sua
rese
nha
de
Bancos,
estes
foram
mais
creados
I
o.
caprichos
e
interesses
particulares
de
seus
fundadores,
do
que
para
a
pro-
tecçào
do
commercio
gerai,
e
da
agricul
tura
e
industria
nacional.
Não
foram
creados
os
Bancos
para
os
profanos;
mas
sim
para
cs
irmãos
da
sei
ta,
para
os
directores,
parentes, amigos
íntimos,
e
ás
vezes
para
governos
obno-
xios,
e
para
muitos
escândalos.
E
o
que
se
pode
colugir
do
que se
ve
bem claro.
Uma
companhia sem
es
tar
alraz
d
um Banco,
não está
bem; uma
casa
bancaria,
que
não
tenha
um Banco
maior
para
a
cobrir,
não
vae
melhor,
e
uma
casa
de
commercio,
ainda
que
seja
de
petroleo,
de
vinho
ou
azeite,
não
pula
sem
o
dinheiro
uos
Bancos,
onde
se
n
!
te
«lirecla
ou
indirectame-ite
a
barba no
calix"
Acontece
o
mesmo
com
as
fabricas,
e
algumas
são
conhecidas
per
se
susten
tarem
e
mesmo
lerem
desenvolvido
com
os
capilaes
dos Bancos,
pois os directores
de taes fabricas
dirige,;, igualmente Ban
cos,
e assim
se
alevantam
figurões
que
hontem
eram n.da,
e
na
realidade
nada
sao
Apparece
um
Fulano
éc
G.
a
a
expor
tar
por
grosso,
e
pergunta-se
qu
é a
companhia
d
aquelle
fulano ?
Ora
quem
è?
é
u
direclor
fulano
do
tíanco
de
tal,
dê
quem
el:c
é
testa'
de
terro;
e
assim
mui
tas
cousas,
não
faltando
armazéns
de
vinhos,
camisaiias,
casas
de
faz-n
as
por
grosso
e
miudo;
tinalmente,
toda
a
indus
tria,
mesmo a
do
prego
e do
ferro
velha.
Mas
esta
maneira
Ue
gerir
é
um
mo-
nopolio
escandaf so,
que
prejudica
o com
mercio
e
a
industria
geral,
e
seria
em
proveito
de
mera
duzia
de indivíduos:
não
foi
para isso
que
os
accionistas com
praram
as
acções
que
deram
os
capilaes
aos
Bancos.
Muna
gente séria
q:,e
procura
os
Ban
cos,
(pie
tem
meios
seus
p ia
garantir
a sua
responsabilidade, se
r
volta
contra
um
está
fechado
o
desconto,
não
conhe
cemos
as
liimas,
não
é
firma
commer
cial,
não
convém,
ou
como
no
estado
presente
—
agora
não
se faz nada.
E
porque
se
não
faz nada
?
E
esle
ponto que
deve
ser
discuti.lo,
apresentado
á
luz
da
verdade,
como
o
sol
em
dia
claro,
e
desmascarar
esses
tar
tufos
insolentes
que
por
ahi
menospresara
corporações
sérias,
e
pessoas
de
bem.
A crise
da
bola
do
snr.
Manoel
Go
mes,
é
mais
séria,
ao
que
parece,
do
que
a
de
1876
que
no
f
orte
trouxe
as cau
telas
do
snr
Ronz.
N
’
aquelle
tempo
vê-
se
que
a
praça
do
Porto
se
deixava
guiar
pela papelada
do
snr.
Roriz; actualmente
a
praça
de
Lisboa
estava,
ao
que
se
vè,
subordinada
á
alta
inlelligencia
do
snr.
Gomes
da
Siva.
E
digam
lá
a
um
rapaz
d’
alto
bes-
lunlo
—
és
tòlo, has
de
ir
para
sapateiro.
Nada,
esse
tempo
já
lá
vae;
já
não
ha
lôlos neste mundo, os
espertos
abun
dam.
E
parece
que
a
crise
de
1877
é
mais
séria
do
que
a
de
1876
—
-porque
ella
von-
linúa
com
carranca
horrível;
e os
directo
res dos
Bancos
aterrados
sem
saberem
como
descalçar
a
bota,
dizem
unanimes:
Não
se
faz
nada,
não
convém.
Amen.
i&tKvwnwwr
sobram
mezes
;
todavia
como
tínhamos
por
nós
a
graça
de
Deus, a
boa vontade
de
todos,
os
bons
serviços
do
nosso
commura
amigo,
e
illuslre
compatriota,
Antonio
Braz,
a
quem
a peregrinação
portugueza,
em
geral,
e
particularmente
nós
os
bracarenses
devemos
muitíssimo,
não
desanimavamos.
0
nosso
primeiro
tiro
foi
da
estação
a
Santo
Anlonio
dos Portuguezes,
aonde
encontramos
outros
peregrinos
que
se
nos
tinham
avantajado
na
jornada.
Ahi
paramos
e
depois
das
indicações
que
recebemos
do nosso generoso
conter
râneo. tomamos
cada
um
a
direcção
que
nos
foi
designada, até
que
de
novo
nos
reuníssemos
para
começarmos
a
nossa
vi
sita
de
forasteiros.
M.
MARINHO.
-
-
---------
Portugal
e
seus
Delraclores
é
o
ti
tulo
de
um
hvro
que
ha
pouco
saiu
da
penna
do
dislincto e
bem
conhecido
es-
criptor
o
snr.
Luiz Augusto Palmeirim.
Um
outro
livro,
também
ha
pouco
pu
blicado
pelo snr. Fernandez
de
los
Rios,
inliitilado
Mi
Mision suscitou
ao
snr.
L.
A.
Palmeirim
uma
serie
de reflexões,
que
formam
o
ILro
de
que
nos
occupamos.
0
Portugal
e
seus
Detratores,
diz
o
auctor
e
nós
gostosamente
acreditamos,
foi
in
spirado
peio
amor
da
patria,
e
ninguém
mais
do
que
nós
curva
reverente
a
ca
beça
ante
taes
inspirações,
e,
quando
ou
tros
títulos não
tivesse,
bastava
esse
para
lhe darmos
logar
distincto
Ellectivamente
ao
livro
do
snr.
Fernandez
de los
Rios
não
se
podia
dar
livre
curso;
era
preciso
que
algum portuguez
se
encarregasse
de
o
refutar,
temos
todavia
uma recordação:
quando
o
snr.
Eernandez
de
los
Rios
veio
a
Portugal
era
conhecida
su
mision,
e
não
obstante
de
nenhum
outro
diplomá
tico
nos
lembramos
que
fosse
mais
fes
tejado
do
que
elle.
Mas
o
que
então
se
não
fez,
bom é
que
se
faça
agora,
e
nós
folgamos
ao
registrar
em
nossas
columnas
que
um
distmclo
escriptor
portuguez,
in
spirado
pelo
amor
da patria,
não consentiu
que ficassem
impunes
assersões
do
snr.
Eernandez
de
los
Rios
Ha
entre outras
uma contra a
qual
também
nós
não
podemos
deixar de
pro
testar.
0
snr.
Fernanda
de
los
Rios
diz
que o
governo
de
Portugal, auxiliava
as
tentativas
da restauração
monarchica,
dando
prolecçâo
aos
carlistas.
Como
se
escreve
a
historia
! Asseve
rando
isto,
não
só o
snr. Fernandez
de
los
Rios nega
a
verdade conhecida
por
lodo
o
Portugal,
mas
apresenta
uma
prova
contraproducente. 0 diplomata
hespanhol
quer
provar
que
o
governo de
Portugal
é
cutinivenle
nos
manejos
ibéricos,
e
apre-
senla-o protegendo
os
carlistas.
o
unico
partido
iiispanhol
com
quem
é impossível
chegar
a
um
accor
do
ibérico.
Os carlistas
leem
muito
a agradecer
ao
snr.
D.
Luiz,
e
ao
seu
primeiro
mi
nistro o
snr. Fontes!
Pobres
carlistas!
eram
perseguidos como
lobos;
se
tinham
um
revez
em
Hespanha,
que
os
obrigava
a procurar
asylo em
Portugal,
eram
arro
jados
para
um pontão
no
meio
do
Tejo,
e
d
alli
mandados
barra
fóra,
se
para
os
bater,
nos
povos
limitrophes
de
Portugal,
não bastavam
as
armas
hespanholas, lá
iam
os destacamentos
portuguezes
que
guarneciam
a raia,
auxiliar
as
forças
hts
panholas,
quer
fossem
republicanas
ou
af
funsinas;
porque
contra
os
carlistas
nao
se
escolhiam
alliadcs,
acceitavam-se
lodos.
Em caçadores
7,
e
não
sabemos
se
em
algum
outro corpo,
ha ofliciaes condecorados
por estes
serviços.
Se
o
snr.
Fernandez
de
los
Rios
acha
pouco,
para
provar
o
modo
como
de
Por
tugal
auxiliava
as
tentativas
dos
carlistas,
os
pontões
no Tejo,
podemos
ainda
apon-
tar-lhe
para
a
celebre
pavorosa do
Sabu-
gal,
que
tanto immorlalisou o
snr. Fontes,
e
como
prova
da
qual
estão
ainda
culpados
alguns
indivíduos.
Por
diflerentes
vezes,
e
dítferentes
mo
tivos, lem
havido
em
Portugal
emigração
hespanhula; mas
nenhuma
foi
ainda
rece
bida
de
sorte
que
envergonhasse
o
paiz,
já
pela
pouca
hospitalidade,
já
pelo
ser
vilismo com que
se
obedecia ás
insinua
ções
de
Hespanha,
senão
a
emigração
car-
hsia.
Bem
diz
o
auctor
do
Portugal
e
seus
Detraclores:
o
livro
do
snr.
Fernandez
de
los
Rios
é
quasi
exclusivamente
baseado
na irreflexão.
A
não ser
assim, quando
quizesse
arguir
o governo
portuguez
de
ibérico,
deveria
apontar
para
a
persegui
ção
feita
aos
carlistas,
e
confrontal-a com
as
honras
e
carinhos feitos
ao
general
Prim,
feitos a
Caslellar,
áquelle
Castel-
A
peregrinação
portugueza
a
Eloitia.
XVI
A CHEGADA
Roma,
cidade
das
ruinas,
e
das
mara-
vrlhas,
dos
amphitheatros
e
do
Vaticano,
como
descrever
o
indizível
contentamento
que
em
mim
senti
ao
ver
realisado
o
pre-
dileclo
sonho
de
toda
a
minha
vida,
tran
spondo teus
velhos
moros
!
Desde que
principiei
a
soletrar
a
for
mosa
lingua
d>
Lacio,
foi
sempre
o
anhelo
mais vivo de
minha
alma
o
admirar-te,
ó
rainha
do
mundo
I
Amava-te,
sem
conhecer-te
;
porque
as
minhas crenças,
mais
ainda
que
as
luas
tradições,
haviam
despertado
em
meu
es
pirito
esse
interesse
que
sente
por
ti
todo
o
coração
sinceramente
calholico.
Gostava
de
ver-te
soberba
em
Tito
Li-
vio,
mas
preferia
venerar-te
magestosa
nas
obras
de
Gatune
ou
Wilseman.
E
como
não havia
de
ser
assim,
se
na
religião
que
professo,
vejo
a
origem
da
imtnorlalidade
que
te
exalça?
Roma,
cidade
eterna,
que
é
feito
do
teu
passado, d
’esse passado
de poder
e
gloria em
que
ufana
recebias
em leu seio
cs
despojos
do
mundo
conquistado
?
Que te
resta
de
tanta
grandeza
e
re
nome?
A
historia,
nada
mais.
E
vós,
cônsules,
imperadores,
nomes
oulr
’ora
famosos, e
hoje
vãos
fantasmas
do
tempo,
lambern
passastes, e
só
em
ruinas
lhe
sobreviveis.
Roma
é
como um
grande
livro
aberto
ás
meditações
do
sabio
e
do philosopho.
Do
poderio
immenso
que
a
fascinava,
apenas existem
vestígios.
E a
gloria
que
a
fez tão
celebre,
como
que
assentada
no
.meio
de
ruinas,
assusta
o
genio
e
confunde
o
nosso
orgulho.
Aquella
grandeza
collossal
sumiu se
na
voragem
dos
séculos.
E
no
fundo
do
tumulo,
onde
hoje
existe,
serve
apenas
de desengano ás
chimericas
iilusões
d
’
esie
mundo.
Eu
queria ver
Roma,
desejava contem
plar
os
restos
d
’
aquelle
gigante,
que
as
sombrando
todos
os
povos,
não
poude
resistir á
mão
de Deus.
A
piedade,
porém,
levava-me
mais
lon
ge
ainda. E
quando
me lembrava
que
em
breve
dobraria
o joelho
na
própria sede
do
calholicismo, cimentada
com
o
sangue
dos
martyres e
rebustecida
pela
ferocidade
dos
cezares, parecia |que
os
momentos
se
me
prolongavam.
O
capitólio,
as
thermas,
cs
obeliscos,
e o
fórum,
despertavam
em
mim
um vivo
interesse,
porisso
que
n
’
essas
ruinas
que
são
o archivo
do
tempo,
o
deposito
do
saber,
do
culto
e da
linguagem,
eu
podia
ver
os
restos
de
uma
civilisação
passa
da
; mas
o colliseu,
as
prisões mamerti-
nas
e
as
catacumbas, tinham
um
atlracli-
vo
bem
mais
forte
sobre
o meu
esp
!rito.
pois que
me
faílavam ao
coração
pela
fé
e pelo
sentimento.
Era
dominado
por estes
e
outros
pensa
mentos
equivalentes,
que
cheguei
com
os
meus
companheiros
á
çidade
das
sete
co
linas,
uo
dia
26
de
maio
pelas
oito
horas
da
tarde.
Já
da
linha
ferrea
nós tínhamos avis
tado
alguns monumentos
dos
que
actual-
menle
engrandecem
Roma.
A famosa
basílica de
S.
Paulo
que
primeiro
lobrigamos,
fez-nos
saudar de
longe
as relíquias
do
grande
Apostolo,
cuja
decapitação
deveria
ser
n’
aquellas
pro
ximidades.
Mais
alem a
cu pula
gigantesca
do
Va
ticano,
que
parecia
ir elevando-se,
ao
passo
que
da
cidade
nos
aproximavamos, nos
indicava o
tumulo do
Principe
dos
Apos-
tolos,
junto
ao
qual,
vive
prisioneiro
da
revolução,
á
similhança
do
seu
primeiro
antecessor
o
immorlal
Pio
IX.
E
assim
embebidos
n’
estas
salutares
distrações,
que
o
apparecimenlo
dos
obje-
ctos
nos
suscitava
entrarmos
na
estação.
Éramos
pois
em
Roma,
na
cidade cujo
nome todos
pronunciam
amiudadas
vezes,
como
sendo
familiar
a todos
os
povos
e
em todas as
linguas.
0
nosso
desejo
estava
pois
realisado,
mas
ainda
não
era
completo.
Para isso
necessitávamos
de
tempo,
e
a fadiga da jornada
obrigava-nos
a
procu
rar
repouso.
E
nós,
cuja
missão
consistia
principal
mente
em
irmos
apresentar
as
nossas
ho
menagens
ao
Grande
Vulto
do
século
XIX,
contávamos
com
alguns
dias
de
demora
na
cidade
dos
Papas.
Verdade
é
que
para
ver
Roma
não
lar
que
offereceu
o
celebie
lenço,
etc.,
etc.
0
snr.
Fernandez
de
los
Rios
apre
senta
como
um
meio
de propaganda o
es
tabelecimento
de uma
egreja
evangélica
em
Lisboa,
a
seu
pedido.
E
não
podemos
deixar
de
reproduzir
as
palavras
do
snr.
L.
Palmeirim:
«Sentimos,
diz
elle,
que o
templo
que
deve
ser
o
refugio das almas
fervidas,
viesse
a
transformar-se
pelo
es
tabelecimento da
egreja
evangélica
em
va
lhacouto
de renegados
da
peior
especie,
dos
que
sacrificam
a
Religião
e
a
patria
á
sensualidade,
porque
ambas
abjurações
são
impostas
ao
padre
que pretende
re
nunciar
as
asperesas
do
celibato
calho
lico»
!
0 auctor
do
Portugal
e
seus Delraclo
res
n’
estas poucas
linhas
descreve
com
mão
de
mestre
a metamorphose
do
tem
plo
calholico,
e
as
virtudes
dos
ministros
evangélicos; e
accrescenta
ainda:
«a
Hes
panha
não
póde
de
certo
ufanar-se
com
estes
seus
novos
cidadãos».
De
certo
que
não.
Nem
a
Hespanha
enriqueceu
com a
acquisição,
nem
Portu
gal
perdeu.
Comiudo,
força
é
confessar
que
foi
um
meio
de
propaganda
ibérica
estabelecido
entre
nós, e
que
se,
pro
pondo-o,
o
snr.
Fernandez
de los Rios
cumpriu
su
mision, não
cumpriram
a
sua
os
ministros
de
Portugal.
E
santo
mais
que
a
chamada
Egreja
Evangélica
não
se
limita aos taes
padres,
que,
na frase do snr. L.
Palmeirim,
sa
crificam
a
Religião e a
Patria
á
sensuali
dade,
esses padres
fazem
propaganda
entre
as
classes
menos
instruídas,
rou
bando
assim
fieis
á
Egreja,
e
cidadãos
á
patria.
Mas
deixemos
a
responsabilidade
d’esse
facto
a
quem
de
direito
toca,
e
termine
mos
registrando
com
prazer
a
publicação
de
mais uma
obra
anii-iberica,
embora
a
indulgência
excessiva
com
que
trata
alguns
nomes,
que
o publico
crê
ifliados
no
ibe-
rismo.
—
(«Nação»).
GlZJEmiA
Casieèí»
«Si8ti<ietal.—-No
dia
10 do
corrente
foi
inslallada, no governo
civil,
a commissão que
deve
tratar
da
escolha
do
local, administração
e
construcção
da
cadeia
dislriclal, e
casa
de
correcção
para
jovens delidos.
A
commissão
é
composta
do
snr.
mar-
quez
de Vallada,
presidente,
e
dos
snrs.
presidente
da camara
e
engenheiro
distri-
ctal, vogaes.
Diz-se
que
hoje
se
reunirão
para
procederem
á
escolha
do
local.
Tomamos
a
liberdade
de
lembrar
á
digna
commLsão
que
deverá
evitar
toda
a
precipação
nessa
escolha,
pois
que
delia
depende
não
só
a
boa
ou
má
collocação
do
edifício,
mas
ainda o
dar
vida a
alguns
bairros
que
presentemente
estão
mortos.
Braga,
que
está
optimamenle situada,
e
tem
as
melhores
proporções
para
se
alargar
e
vir
a
ser
uma
das nossas
cida
des
mais
bellas,
não
pode
estar
á
mercê
dessa
mania,
que reina
desde
ha
tempos,
de
quererem centralisal-a.
As
tendências
acluaes
são
o
caminhar
para
nascente
e
estrada
do
Bom
Jesus;
mas
se
a
inicia
tiva
particular,
ao
que
ninguém pode
op-
por-se,
toma
tal rumo,
não
estão
no
mesmo
caso
os
edifícios
públicos,
para
o
que
to
los
concorrem
com
a sua
quota.
Gorre
que
se
projecta
edilicar
a
cadeia
dislriclal
para
esses
lados.
Tal
ideia
será
por
nós
combalida
energicamente,
e
cre
mos
que
todos
os
bracarenses
nos
apoia
rão,
—exceplo
áquelles
que
na
realisação
d
’
ella
tiverem
interesse
immediato.
Entre outros,
ha
quatro
locaes
que
nos
parece
serem convenientes
para
a
pro-
jectada edificação
da
cadeia:—
um
ao
sul,
outro
ao
poente,
e
dois
ao norte,
entre
os
quaes
ha
um
que,
em
razão
da
espe
cialidade
que
nelle
actualrnenle
se
nota,
nos
parece
preferível.
Para
não
ferir
susceptibilidades,
nem
prodispor
a
opinião,
não
tractamos
mais
extensamente
esta matéria;
mas
promette-
e
os
ficar
de
atalaia
para
desvendar
qual
quer
precipitação,...
e
qualquer
padrinha-
gem.
Tlieairo
de S,
Geraldo.
—
A com-
nhia
do
lheatro
Baqxiel
deu
ante-honlem,
no
thealro
de
S.
Geraldo,
um
espectaculo
com
o
drama
em
5
actos
D
Palhaço.
Bom
desempenho,
e
merecidos
applau-
sos.
A
casa,
não
obstante
o
mau
tempo,
estava
quasi
cheia
d
’
espectadores.
Por
estes
dias
sobe
á
geena a opereta
Amar
sem
conhecer.
Esta
companhia tenciona, se
obtiver
n.°
suflicienle
de assignatura,
dar
duas
recitas
por
semana
durante
a
presente
quadra.
A
assignatura
está
aberta
no
carnaro-
leiro,
sendo
os
seus
preços:
1.
a
ordem
frente
20000
reis.
»
»
lados
10800
»
2.
a
»
frente
20600
»
»
»
lados
20200
»
3.
a
»
10200
»
Plateia
superior
509
»
»
geral
300 »
Os
especlaculos
começarão
ás
8 boras
da
noite.
Au.Sieneias
geraes.—
No
dia
9
foi
julgado
o
réo
Fernando
Cazimiro
e
Va-
linhas, solteiro,
creado
de
servir,
da
fre
guezia
das
Duas
Egrejas,
concelho
de
For-
ciri
(Hespanha),
accusado
do
crime
de
furto.
—
Condemnado
em
3
annos
de
pri
são
ou 2
de
prisão
celular
e
nas
custas
do
processo.
Dia
10.—Manoel
Fernandes,
solteiro,
pedreiro,
da
freguezia
de
S.
Mamede
d
’
Es-
le,
accusado
do
crime de
furto.—
Condem
nado
em
3
annos
e
3
mezes
de
prisão
e
custas
do
processo.
Guerra
d«
Grierate.
—
Os últimos
telegrammas relativos
á
guerra
do
Oriente,
são
os que seguem:
Londres
8
—
Um
despacho
oflicial
russo
confirma
a
derrota
dos
turcos
em
Devy
Boad.
Os
turcos
completaménte desorganisa-
dos
abandonaram
o
acampamento, vários
canhões
e
quantidade
de
provisões.
As
perdas são consideráveis.
Plewna
está
abastecida
só
para
alguns
dias
Os
monlenegrinos
cercara
Podgontza
e
bombardearam
um forte proximo
a
Spuz.
Constantinoph
8
—
Moukhtar-Pachá
con
firmou
a
sua
derrota
na
frente
de
Erze-
roum.
Moukhtar
participa
queoecupa aquel
la
praça,
tencionando
defehdel-a.
Bucharesl
S
—
Cada
dia
se
aperta mais
o
cêrco
de
Plewna,
cuja rendição
se
con
sidera
inevitável.
E
’
apenas
questão
do
tempo,
pois não
é
provável
que receba
soccorro
eflicaz
com
a sahida
de
Osman-
Pachá
para
Orkania. Sómente
lhe
será
pos
sível
pelo
preço
de enormes
sacrifícios.
Londres
9
—
Diz
o
«Times»
que
aug-
mentam
na
Aibania
os
sentimentos
hostis,
causando
novas
inquietações.
O
bey
de
Tunis
prepara
um contingente
de
5:009
homens
para
enviar
á
Turquia.
Bucharest
9
—Os
turcos
estão
forman
do
acampamento de
inverno
em
Kalper.
Reina
consternação
em
Philippopolis,
d
’on-
de
foram
levados
notáveis
búlgaros
agri
lhoados,
para
serem
desterrados;
o
ban
queiro
Gethof
irá
lambem
para
o
desterro.
O
general
Totleben
está
cobrindo
as
fortificações
na
estrada
de Sofia.
As
re
servas
russas
marcham
para Forkfen.
Está
reconstituído
o
corpo
do
exercito
Lko-
belett.
Londres 9—Noticias
de
Berlim
dizem
que
as
potências
estão
de
accordo
para
neutralisar
a
bocca
do
Danúbio em
Su
lina.
Os
turcos
aflirmam
que
o
cadaver
de
Gourko foi
levado
para
Lisboa.
Belgrado
9—
Não
são
boas
as relações
da
Turquia
com a Servia,
por
causa
dos
movimentos
militares.
A
Porta
ameaça
tomar
medidas
energicas.
Na
Aibania
tem
havido
manifestações
hostis aos
turcos.
A
’
s
peagons
caritittivas.
—Na rua
Direita,
da
freguezia
de
S.
Pedro
de Ma-
ximinos,
n.°
18,
existe
uma
entrevadinha,
de
16
annos de
idade,
e
filha
de
paes
extremamenle
pobres,
que
continuamente
soffre
dôres
tão
acervas,
que
só
as almas
bemfazejas
lhe
podem
dar
algum
allivio,
soccorrendo-a
com
urna
esmola
peio divino
amor
de
Deus.
A
’
s
alauía»
cag-ãvSwsais.
—
Recomrnen-
damos
ás
almas
caridosas
urna
infeliz
viuva,
moradora
na
rua
de
S.
Bernabé,
n.
0
13,
(solão).
Tendo
80
annos d
’
edade,
e
porisso
sem
puder
applicar-se
a
qualquer
trabalho,
lucta
com
a
miséria
extrema.
Appeio
á
—A
entrevada
Maria
Antonia
Ferreira,
viuva do
Antonio
dos
Granginhos,
e
que
ha
tempos
saiu
do
Hospital
com moléstia
incurável,
lem
agora
os
seus
padecimentos
mais
aggravados,
achando-se
sem
meios
de
subsistência
pa
ra
poder
tratar-se
no
pouco
tempo
que
lhe
resta
de
vida.
Imploramos,
pois,
a
caridade
das almas
piedosas,
para
que
se
lembrem
da
infeliz
com
urna
esmola.
A
sua residência
é
na
rua
do
Alcaide, n-
17,
n
’
um
quarto
á porta
da rua.
Resumo do aclivo e passivo do
Banco
Commercial, Agrícola
e
Industrial de Villa Real, em
31
de
outubro
de
1877.
Activo
Caixa,
dinheiro
existente
.
Letras
descontadas
.
.
.
Letras
caucionadas
Letras
em
liquidação.
.
.
Letras
protestadas
.
.
.
Obrigações
a receber.
.
.
Empréstimos
sobre
penhores
Operações
a
longo prazo .
Papeis
de
credito
.
.
.
Acções
de c.
própria
.
Contas
correntes
com
gara
ntia
..............................
Agentes
no
paiz,
dinheiro
e
letras
a
cobrar.
.
.
Agentes
no
estrangeiro
.
Diversos
devedores
. .
.
Moveis
e
utensílios
.
.
.
Despezas
de
installáção
Accionistas
.............................
Passivo
Capital
do Banco.
.
.
.
Deposito á
ordem.
.
.
Deposito
a
prazo.
.
.
.
Dividendos
a
pagar
.
Fundo
de
reserva.
.
.
Reserva
para
contribuição
industrial
.......................
Ganhos
e
perdas.
.
.
.
15:335$563
662:331^618
44:1
592$000
6:608$472
5:215$310
2:023$495
3:122$500
15:486$!38
1:079$120
13:750$000
7:775$760
66:329$720
13:010$520
8:
II4$ 183
610$400
2:000$000
100$000
867:485$099
800:000$(;00
3:354$6'>8
24:403$059
l:817$950
7:020$000
5:400$000
25:489$482
867:485$099
villa
Real,
3
de
novembro
de
1877.
Os
gerentes,
Joaquim
José
d’Oliveira Guimarães.
Francisco
Ferreira
da Cosia
Agarez.
Stóss
â
TflBÚS
sem
medicina,
pur
gantes,
nem
despezas,
com o uso da
delicio
sa
farinha
de
saúde,
EVaÈES'CÍÈÚE
DU
BARRY
de
Londres.
331
fôHIÈOS
<&
’
ísul©
5
Combatendo
as
indigestões
(dispe
psia)
gaslrica. gastralgia.
flegmi,
airoio-,
flatos,
amargor
na
bocea,
piluitas,
nauseas,
vomitos,
irritações
inteslmaes,
bexigas,
diar-
réa,
disenteria,
cólicas,
tosse,
asthina,
fal
ta
de
respiração,
op
>ressão,
congestões,
mal
dos
nervos,
diabelhas,
debilidade,
to
das
as desordens
no peito,
na
garganta,
do
alito,
dos
bronehios,
da
bexiga,
do
li
gado, dos
rins,
dos
intestinos,
da
muco
sa,
do
ccrtbro e
do
sangue.
85:000
cutas
entre
as
quaes
contain-se
a
do duque
de
Pluskow,
da
exm.a
snr.
a
marqueza
de
Bre-
han,
de
Lord
Stuart
de
Decies,
par
dTu-
glalerra,
do
doutor
e
professor
Wurzer,
etc.,
etc.
Cura
n.° 63:476.
—
Mr.
Comparei,
cu
ra,
de
dezoito
annos
de
gastralgia,
de
sof-
írimeotos
d’
estomago,
dos
nervos,
fraque
za
e
suores
nocturnos.
Cura
n.
u
74.422.—
Prostração.
—
Bald-
win,
da
mais
completa
decadência
desan
de,
de
patalysia
dos
membros
por efleito
e excessos
da
mocidade.
Cura
n.°
76:448.—
Verdum,
16
de
ja
neiro
de 1872.
—
Havia
cinco
annos
que
soílria
graves
incotnmodos
no
lado
direito
e
na
cavidade
do
estomago,
más diges
tões
etc. Não
hesito
em
certificar que
a
sua
BSevateiseière ma
salvou
a
vida._ _
E
rnesto
C
atté
,
musico
do
63
de linha.
Cura
n.
tí 62:986.
—
M.'
e
Martin,
de
amenorrhea.
Suppressão
de
menstruação
e
dança de
São
Guido,
declarada
incurá
vel,
peifeitameule
curada
pela
Slevales-
cière.
E
’
seis
vezes
mais
nutritiva
do
que a
car
ne,
sem
esquentar,
economisa
cincoenla
vezes
o seu
preço
e:n
remedios.
—
Preços
fixos
da
venda
por
miudo
em
toda
a
pe
nínsula
:
Em
caixas
de
folha
de
lata,
de
i
jl
kilo.
500
;
de
*/«
kilo
800
rs
; de
um
kilo,
l$40C
res;
de
2
*/
2
kilos,
3$200
reis;
de
6
ki
los,
6$
409;
t
de
12
kilos,
12$00Ó
rs.
Os
biscoitos da
Revalesciére
que
se
po
dem
comer
a
qualquer
hora,
vendéin-se
era
caixas
a
800
e
i$400
reis.
O
melhor
chocolate
para
a saúde
é
a
Rmlmlèira
®5»®«®£a4a--3a
j
ella
res-
titue o
appettite,
digestão,
soirmo,
energia
e
carnes
duras ás pessoas,
e
ás
creanças
as
mais
fracas,
e
sustenta
dez
vezes
mair
que
a
carne,
e
que
o
chocolàté ordinário
sem
esquentar.
Em
pó e
em
paus,
em
caixas
de folha
de
lata
de
12
chavenas,
500
reis; de 24
chave
nas,
800
reis;
de
48
chavenas,
l$400
;
de
120
chavenas,
3$200reis,
ou
25
reis
cada
chavena.
EJU
BARHlf a»
C.
a
KI.UITED.
-
Place
Vendòme, 26,
Paris. 77
Regent-
Slreet,
Londres.
Valverde,
1,
Madrid.
Os pharmaceuticos,
droguistas,
tner-
cieiros,
etc., das
províncias
devem
diri
gir os seus pedidos ao
deposito
Central
;
snr.
Serzedelio
&
C.
a
Largo
do
Corpo
Santo
16,
SLís&oa, (por
grosso e miudo):
Azevedo
Filhos.
praça
de
D.
Pedro. 31,
32,
Barrai
&
Irrnãos,
rua
Áurea,
12
—
Por-
J.
de
Sousa Ferreira
&
Irmão,
rua
da
Banharia,
77.
DEPOSITOS ENTRE
DOURO
E
MI
NHO.
=
Aveiro,
F.
E.
da Luz
e Costa,
pharm.
—
KSwrceíloB,
Antonio
João
de
Sousa
Ramos,
pharm..
Largo
da Ponte.
—
íSrst.gjís,
Domingos
J.
V.
Machado,
drog.,
praça
Municipal,
17
—
Antonio
A.
Pereira
Maia, Pharm.,
rua
dos
Chão»
31
—
Pipa
&
Irmão,
rua
do
Souto.
—V
íabsisf
.
d»
(ias-
Aflonso drog.,
rua
da Picota;
J.
A.
de Barros,
drog.,
Rua
grande.
14).
—
Guimaries, A.
J.
Peieira
Martms,
pharm.
—
Antonio
d
’Araujo
Carvalho, C m-
po
da
Feira,
1;
José,
J. da
àilva,
diog.,
Rua
da
Rainha,
29
e
33.
—
í
8
«»ss»®eí,
Miranda,
pharm.
—Fort®,
M.
J.
de
Sou
sa
Ferreira &
Irmão, Rua
da
Banha
ria,
77;
J.
R,
de
Sequeira,
pharm.,
Casa
Vermelha; E.
J.
Pinto,
pharm.,
Largo
dos
Loyos, 36;
Viuva
Desirè Rahir,
Rua
de
Cedofeila,
160; Fontes
&
C.
a
,
drogs.,
Pra
ça
de D.
Pedro,
105
a
108;
Antonio
J.
Saldado,
Pha<
macia
Central,
Rua
de
San
to Aniomo,
225
a
227.
—
Poaste
d®
&i-
m», A.
J.
Rodrigues
Barbosa,
pharm.
—
Povoa
«5©
P.
Machado
de
Oliveira,
pharina.
—
Vaienç®
<4®
ffltsiSi®,
Francisco
José
de
Sousa,
pharm.—
WiSIa
«S®
Coaáe,
â
.
L.
Maia Torres,
pharm.
L.
T
/.
<
17
WJãnHMMHMBr
D.
Thomasia
Julia
de Sousa
Cruz,
Es
tevão
da
Costa
Ribeiro
da
Cruz,
o pa
dre
Francisco
Ignacio
da
Costa
Ribeiro
da
Cruz e o
padre
Ignacio
Jacintho
da
Cruz,
penhorados
em
extremo
pelas
provas
de
amisade
e
consideração
que
receberam
por
occasião
do
fallecimento
e
enterro de seu
sempre lembrado thio
o
snr.
padre
Fran
cisco
Ignacio
da
Costa
Ribeiro
da
Cruz,
patenteiam
por este
meio
o
seu profundo
reconhecimento.
E
’-lhes
grato
especiali-
sar
os
snrs.
vereadores,
e
revd.os
sacer
dotes
que
até
de
grandes
distancias
con
correram
gratuilamente
ao
enterro,
que
teve
logar no
dia
3
do corrente,
na
egreja
de SanCAnna de
Vimieiro
(594)
Os abaixo assignados,
penhoradissimos
pela
distincta honra
que
os
illm.
os
e
exm.os
snrs.
se
dignaram
prestar
d
’
assistir aos
oílicios
fúnebres celebrados
no templo dos
Congregados
no
dia
2
do
corrente
mez
de
novembro
pela
alma
de
nossa saudosa
ir
mã
e
cunhada
D.
Oliva
de
Sousa Rebello,
e
que a acompanharam
ao
cemiterio;
gra
tos
aos
sentidos
pezames que
lhes
dirigi
ram.
bem
assim
muitas
snr.
as
,
por
tão
an
gustiosa
occasião,
protestam
por
este
meio
o
seu reconhecimento
eterno.
Adelaide
Julia
Pinto de
Sousa
Rebello
Albino
de
Sousa
Rebello
Antonio
José
Pinto
da
Costa Rebello.
(599)
Os
abaixo
assignados,
agradecem
por
este
meio, na
impossibilidade
de o
faze
rem
pessoalmente, a
todos
os
i!lm.
os
snrs.
que
os
cumprimentaram
pela
occasião do
fallecimento
de
seu
extremoso
filho,
so
brinho
e
afilhado,
Joaquim
Fernandes
da
Silva
Araújo;
e bem assim
de acompa
nharem
o
seu
cadaver
ao
cemiterio pu
blico,
na
tarde do
dia
4
do
corrente,
pro
testando
a
todos
o
seu
indelevel
reconhe
cimento
e
gratidão-
Braga 8
de
novembro
de
1877.
Manoel
Joaqnim
da
Silva Araújo
Ursula
Rosa
de
Jesus
da
Silva
Araújo
Joaquim
Fernandes
da
Silva
Braga
Maria d'Assumpção
Oliveira
Braga.
(603)
O
conselho
administrativo
do
regimento
de
infanleria
8,
faz
publico,
que
no
dia
26
do
corrente
mez,
por
11
horas
da
manhã
e
no
quartel do
mesmo
corpo,
lem
de
proceder
á venda,
em hasta
pu
blica,
de uma
meza
com
prensa
para sel-
lar,
julgada
incapaz
para
o
serviço.
Quartel
em
Braga
10
de Novembro
de
1877.
O
Secretario
do Conselho
Bernardo
Ozorio,
(601)
Alferes
d
’
infanteria
8.
Manoel
Joaquim
Leite
da Silva,
adminis
trador
substituto
do concelho de Fafe
Faço
saber
que
Manoel
Baptista Tei
xeira,
do
logar
da
Feira,
da
freguezia
de
Moreira
de
Rei, d’este
concelho,
requereu
por
esta
administração,
a
concessão
de
licença,
para
a
edificação
e
conservação
d
’
uma
fabrica
de fogo
d
’artificio
e elemen
tos
indispensáveis
para
o
mesmo,
no
seu
logar
e
freguezia,
e
por que
tal
estabe
lecimento
está
mencionado
na 1 a
classe
da
tabella
que
refere
o
decreto
de
21 de
Outubro
de
1863,
com
a
indicação
do
inconveniente
perigo
d’
exposão
e
incên
dio,
são por
isso
chamadas
as
auclorila-
des
publicas,
os
chefes
e agentes
de
qual
quer
estabelecimento,
e
todas
as
pessoas
interessadas,
a
reclamarem
por escripto
no
praso
de
30
dias,
perante
esta
admi
nistração
contra a
projectada
fundação.
Administração
do
concelho
de Fafe,
8
de
Novembro
de
1877.
O
administrador
substituto
(602)
Manoel
Joaquim
Leite
da
Silva.
Pela
recebedoria
da
comarca
de
Villa
Verde,
se
faz
publico que
desde
o
dia
2
d
’
este
mez,
até o
l.°
de
dezembro,
se
acha
aberto o
cofre
para a cobrança
de
todas
as
contribuições
do corrente
anno;
ficando
sugeito á
multa
legal quem
não
pagar
jto
referido
praso.
Villa
Verde
9
de
novembro
de
1877.
O
Recebedor
João
Antonio
Rodrigues
d'Azevedo
Coulinho.
(603)
iteíí!
d®
Uom
Jeaus
i!o
iVIonte.
No
dia 21
do
corrente
mez,
pela
uma
hora
da tarde,
e na
Secretaria
do
Real
Sanctuario
do
Bom
Jesus
do
Monie.
sita
no
largo
de
Sancto
Agostinho,
d
’
esta ci
dade,
ha de
arrematar-se
em
hasta
pu
blica,
perante
a respeciiva
commissão
ad-
ministracliva,
e
construcção
de
um
muro
de supposto
no
local
do
mesmo
Sanctua
rio.
As
condicções
de arrematação
estão
patentes,
lodos
os
dias,
em
casa do
vo
gal
da commissão
o
snr
João
Augusto
da
Cunha,
morador
ao
largo
do
Barão
de
S. Martinho.
Braga
12
de
Novembro
de 1877.
O
Presidente
da Commissão
administrativa
José
Maria Rodrigues
de
Carvalho.
Precisa-se no
Hospital
de
S.
Marcos,
d
’um
ajudante
de
enfermeiro,
que
seja
solteiro ou
viuvo
sem
filhos,
robusto,
de
25
a
40 annos,
de
bom
comportamento
e
que
saiba ler
e
escrever.
Vence o
or
denado
de
240
reis diários,
scccos,
ou
120
reis
e
de
comer.
O indivíduo
que
pretender
e
que
es
teja
nas
condições
referidas,
queira
apre
sentar
seus
documentos
na
secretaria
do
mesmo Ilospilai.
A
Commissão
administradora
do
Hos-
pitrl de
S. Marcos
d
’
esia cidade,
declara
que
acceita
propostas
em carta
fechada
até
o
dia
23
do
corrente
para
o
forne
cimento de
30
peças
de
panno
crú
e
40
cobertores,
conforme
as
amostras que
se
acham patenies
no mesmo
Hospital.
Braga
13
de
Novembro
de
1877.
O
Secretario
(604)
João
Manoel Correia.
Arrematação
Por
ordem
da
meza administradora
da
confraria
de
Nossa
Senhora
do
Rosário
da
Sé
Primaz
são
postos
em
praça,
ás
Gra
des
de
S.
Geraldo,
no
dia
18
pelas
19
horas
da manhã,
as
pensões
que
diversos
cazeiros
pagam
ú
mesma.
O
cartorário
(605)
P.
e
Anlonio Lopes
Coelho.
\ ■ MsraF®s ■
ÍEnia dns
S3
Defronte
da
Alfandega.
Tem
no
seu
estabelecimento
os
seguin
tes
objectos
abaixo
exarados
pelo
menos
preço
possível,
a
saber;
chitas
largas
bem
sortidas,
finas
em
côr,
e
bom
panno,
a
80,
90,
100
e
110
o
covado; ha
linda
len-
çaria
de seda
e
selim,
tanto
para senho
ra, como
outros
proprios
para
assoar;
guardasoes.de
seda,
para homem
e
se
nhora;
castiçaes
de
metal,
e
vidro;
jarras
de
procelana;
agoas
de
colonia;
collarinhos
e
punhos para
homem;
madopolões;
me
rinos
brancos;
pannos
cús;
lenços
de
cambraeta
de
linho
para
bolso;
jarras
pra
teadas,
em
differenles
tamanhos;
adere
ços
e brincos;
sapatos
de
borracha,
pelli-
ca;
trança,
oorello;
gravatas
de
seda,
ou
gorgorão.
largas,
para homem,
modernas;
lençaria
de
côres
em algoção,
cassa, sarja,
metim,
e
d
’
outras qualidades; lunetas
de
grau
e
oculos;
sabonetes
sortidos;
livros
de
missa;
peitos
de
bertanha
de
linho;
colchas
brancas,
para
cama;
pós
d’
arroz
em
caixinhas
de
vidro.
N
’este estabelecimento
ha
um
sortido
completo
de
tudo
e
barato.
(696)
José
Antonio
da
Silva
Gomes,
d
’
esta
cidade,
curador
fiscal
provisorio
da mas
sa
fallida
de
Oliveira
&
Filho,
firma
com
mercial.
d
’esl.a
cidade,
faz
publico
que
por
ordem
e despacho
do
respectivo
Juiz
Com-
missario,
está
assignado
o
dia
24 do
cor
rente
mez
de novembro
por
10 horas
da
manhã,
no
Tribunal Judiciário,
d
’
esta
mes
ma
cidade,
para
a
reunião
dos
credores
do
fallido,
afim
de
se
tratar
da
verificação
dos
seus créditos.
Braga
8
de
novembro
de
1877.
O
curador
fiscal
(597)
José
Anlonio da Silva
Gomes.
Frnciscisco
José
de
Barros &
C.
a
da
freguezia
de
Fonte
Arcada,
conselho
da
Povoa
de
Lanhoso,
anunticia
ao
publico
que
abre
uma
nova
carreira
diaria
emre
Simães
e
Braga,
a
sair
de
Sitnães
ás
5
horas
da
manhã,
e
de
Braga
para Simães
ás
2
horas
da tarde;
principia
a
sair
no
dia
9
de novembro inclusivè.
Escriptorio
em
Simães
em
casa
do
B<>-
galbudo, e
era
Braga
em
casa
de
Domin
gos
Alves
Pereira,
Praça
do
Barão
de
S.
Martinho,
n.°
1.
Preços:
De
Simães
a
Braga.
.
.
240 reis
Da
Povoa
a
Braga
.
.
.
2<
‘
O
»
Do Pinheiro
a
Braga
.
.
160
»
Vice-versa,
o
mesmo
preço.
Braga
7
de
novembro
de 1877.
(596)
Pelos
annunciantes==4/t'es
Pereira.
íi.
x
IS
João
da
Gosta
Palmeira
lem
para
ven
der
em sua quinta
em
Santa
Eulalia
de
Tenões,
enxertos
dc
macieira,
pereira,
damasqueiro, ameixoeira,
pecegueiros
de
Amarante,
ameixoeira do
Canadá, nespe
reiras,
larangeiras,
nogueiras,
vides, tudo
boas
qualidades;
bem
como
salgueiros
com
raiz,
e
estacas
de choupo.
Trala-se
na
rua
de
D.
Gualdim
n.°
2.
__________
(572)
KÍIA
JWOVA,
I¥.
0
5
Ha
para
vender
um
tranqueiro
e
uma
sacada
de
pedra
do
monte
das
Caídas.
Trata
se
na
mestna
rua
e
n.°
(543^
Hygientai
tnfxHlr»! y preMi-ratira; abaolntamento
a
unicaqa* eaniem lhe jvatar mais nada.Vende-
se
nas principaes
pharmaoias do mundo. Exigir a
instruooio
do
ueo.
(St afio*
de
exíto.)P«ril, casa do
inv» B* Magania,
ISt.
Ltate», S' Barreto Loreto 28 « 30.
CIRURCIIî
DENTISTA
APPROVADO
PELA ESCOLA MEDIGO-CIRURGI-
CA
DO PORTO
IN
JECTION
BROU
Rua
de
S.
Marcos
n.
n
49.
.
BR
a
G
a
.
Faz
tudo
quanto
diz
respeito
á
sua
arte
e
continúa
operando
grátis,
pobres
e
soldados.
(580)
»
GGTTA
E
r-HEO
ã
ÀTiSM
0
Licor
e
pílulas
do
dr. Laville
Esta
friedicina auti-gottosa e anti-rheumatica
é de
justo
titulo
o
rep>
lada
infalli-
vel
desde 30
annos.
coutra
os
ataques,
e
as
recaídas.
Sua
efficacia
é
tão
grande,
que
duas
ou
tres
pequenas
colheradas
são
bastante
para
curar
as
dores
mais agudas.
E
’
a
unica
scienlifica
e
officialpien
f
e
reconhecida
e que
oílerece
todas
as
garantias.
Veja-se o
iivrinho,
que
se
dá
grátis
em
todas
as
pharmacias.
Preço
2$Ó0t)
rs.
Para
evitar
se
os
graves perigos
da falsificação,
deve-se exigir
a
a^ignalura
dodr.
Laville.
Deposito geral
em
Paris:
pharmacia
central
de
França,
7.
Rua
de
Jouy.
MWÍDaO
O
bacharel
Conslamino
Ferreira
de
Al
meida
abriu
o
seu
escriptorio
de
advocacia
no Campo
de
Santa
Anna
n.°
28,
lado
de
cima.
gáPf&h
Aluga-se
a
casa
n.°
7,
na praça
HpH
d
’
Alegria,
construída
de
novo e
fcSEÊ.
’
-
com elegancia. Esta casa
tem
uma
boa
loja
para qualquer
negocio,
e
póde-
se
alugar
junta
ou
em
separado.
Quem
a
pret
nder
falle
com
seu
dono na
rua
No
va
de Sousa
n.°
56.
(474)
Os
XSebuçadoa
mytilieos,
de na
tureza
balsamica,
calmante,
peitoral
e ex-
pectorante,
são
o
melhor
dos
remedios até
hoje
conhecidos
nas
doenças
tossicolosas.
Caixa
200
reis.—Meia
caixa
100
reis.
Unico deposito: PHARMACIA CEN
TRAL,
rua
de
Santo
Antonio,
227,
no
Porto.
Em
Braga: PHARMACIA
DOS OR-
PHÃOS.
praça
Municipal.
(455)
MUITA
A
TTEi\ÇÁO
llepoait»
de bíK«oit«s
d®
Valongo
1
—
LARGO
DA
LAPA
—
1
Estes
biscoitos
são
muito
recommenda-
veis
tanto
pela
qualidade das
farinhas,
per
feição
porque
são
feitas,
como
peio
seu
baixo
preço em
telação
a
qualidades.
Preços
porque
sao
vendidos :
Biscoito
valonguense,
kilogramma 280
Tosta
doce
»
280
Biscoito
macarrão
D
280
Bolacha
doce
))
280
Biscoito
Brazileiro
300
Dito imperial
»
330
Bolachinha
de araruta
J>
340
Tosta
azeda
190
(581)
M
b
U
ã
:J;
■
S.
MARCOS,
N
5.
Vende
papeis
pinta
dos
para
guarnecer
sal!as,
Sairá
em
15
de
novembro
o
Paquete
R1SMARCK,
f
vando
passageiros
de
3
a
classe
para
Santos, Rio
Grande.
Paranaguá,
Santa
Galharina,
Porto
Alegre, .com
transbordo
no
Rio
de
Janeiro
c
acceitando
passageiro
’
nata
as
principaes
cidades
do
interior
como
8.
Paulo,
Campinos,
Campos,
etc.
pelo
preço
das
passagens
para.
o
Rio
de
Janeiro
Esta
conpanhi»
de
paquetes,
uma das
primeiras na
carreira
do
Brazil,
ainda
que
pouco
conhecida
pelo
pouco
tempo
que
tem
de
existência,
fez,
grande
redução
nos
preços
das
suas
passagens,
sendo
a
de
3.
a
classe
para
o
Rio
de
Ja
neiro
com
transporte
do
caminho
de
ferro
até Lisboa
36$000
reis.
Todos
os
mais
esclarecimentos,
dão
se
na rua
do
Souto
n.°
56
no
agente
da
companhia.
f584)
Carvalho
tf
SP
BREVE
COMPENDIO
DE
0
RAÇÕES
E
DEVOÇÕES
ADOPTADAS
PELOS MISSIONÁRIOS
QUARTA
EDIÇÃO
Novamente
correcta e
muito augmentada
com
novas
orações
e
devoções
indul-
geneiadas,
e
concedidas posterior-
mente
á
ultima
fiaccolta.
Com
approvaçdo
de
S.
Exc.
&
7?ev.
nia
o
Snr.
D.
João
Chrysostomo
de
Amorim Pessoa,
Arcebispo
Primaz.
Vende-se
ern
Braga,
na
rua
Nova n.°
3
E,
e
nas
principaes
livrarias;
e
no
Porto
na
Livraria
Catholica,
Praça
de
D.
Pedro,
e
na
Portuense
dê
”
Manuel
Malheiro,
rua
do
Almada.
Preço
em
brochura.
.
.
.
160
reis
»
encadernado
....
240
»
lindíssimos
gostos,
a
prin
cipiar em
80
reis
a
peça.
Vende
olio,
tintas e
vernizes
para
pinturas
de
casas,
tu
lo
de
bo
i
qmli-
dade.e
preços
muito
resu
midos.
Vende cimento
roma
no
p
u
a
vedar
aguas,
ges-
so
para
estuques
<le
ca
sas,
tudo de primeira
qua
lidade.
CSHimCilÃO
WKST1STA
DA
Escola Americana
Consultorio
a
toda a hora,
tanto
de
dia
como
de
noite
Rua do
Campo
(antiga
Porta
de
S.
Francisco)
n.° 22.
(582)
m
—
n
u-.-r-.r->
'r--
■■■■
-
rKÇESÕ
»A
K
j
ESGUA
fhawceza
Um
professor
com
longa
pratica
de
en
sino,
oflerece
o
seu
préstimo
para
leccio-
nar
grarnmaticalmenle em
sua
casa
e
ca
sas
particulares,
elementos
da língua
fran-
ceza
compiehendendo
lèr,
escrever,
tra
duzir
e
fallar
a dita
lingua.
A
quem
convier
póde
dirigir-se
á
rua
de D.
Gualdim,
casa
n.°
8.
(278)
Aeções
e
promisgorãns
ele baneva
e
eonipanliina
Compram-se
e
vende-se na
rua Nova
de
Sousa
n.°
9.
(510)
SALA
E
qfUAHT®.
Precisa-se
alugar em
casa
de
familia
muito
capaz
uma
saleta
c
quarto,
de
centes,
e que
se
encarreguem
da
comida
para
duas
pessoas
do
commercio. A
quem
convier,
deixe
carta
no
escriptorio
d'este
jornal
a
J.
S.
pai a
se
procurar.
(590)
X>
\
A
âJ
,ii.
A.
DOU,
€ASA
VILLA-
PBIÍ.CA
RU A DO
SOUTO
N.°
13
—
Braga.
N
’
este
armazém
se
encontram
a
retalho
as
seguintes qualidades
de
vinhos
enga
rrafados
:
■
;nho
tinto
de
meza.
(sem garrafa)
150.
.9
j
>
»
»
190
>
Lagrima
'
.........................................
200
i>
Branco
de
meza
.............................
210
»
tinto
de
meza
íiao. .
.
270
»
de
prova
secca.
....
300
* Malvasia
de
2.
a
.
.... 360
»
»
velho.
.
.
.
.
.
400
»
Malvasia,
Bastardo
e
Moscatel
a
500
n
Roncão.........................................
700
»
Alvaralhão........................................
560
»
Velho
de
1854
....
600
»
a
n
talho
pais
meza
50
e
80,
o
quartilho
tinto,
e branco
120.
Responde-se
e
garante-se
a
pureza
boa
qualidade
de
todos
estes vinhos,
po
dendo
todo
e
qualquer
consumidor
man-
dal-o
experimentar
por
meio
de
qualquer
processo
chymico.
(
tv
^I)
in .
la
uiuiias.i
BRAGA
Uítsswaa
pubEieaçííes
(OPRASCOMPLETAS)
PADRE
R1VAUX
Historia
Ecclesiastica,
desde
o
seu
co
meço
até
1876, traduzida,
da
6.a
edição,
por
Francisco
LuizdeSea-
bra,
3.
vol
.
... ...........................
3^000
PADRE
SCHOUPPE
Curso
de
Religião,
ou
verdade
e
hei-
leza
da
rehgião
christão,
traduc-
ção do padre Mesquita Pimentel
1
vol..................
.
‘........................
1^200
BALMES
O
Protestantismo
comparado
com
o
Catholicismo
nas
suas
relações
com a
civilisaçã
■ europea, i
vol.
2$400
PADRE
MACH
Maná
do
Sacerdote,
I
vol.
br.
500
cart
....................
$600
Âncora
de
Salvação,
I
vol. br. 560
cart................................
...
$600
d
.
maria
do
pilar
A
Lei
de
Deus,
collecção
de
len
ias
baseadas
nos
preceitos
do
Decálo
go,
1
vol........................................
$500
DR.
LUIZ MARIA
D
a
SILVA
RAMOS
Sermão
sobre
a
Divindade
de
Nosso
Se
nhor
Jesus
Christo,
recitado
na
Sé
Ca-
thedral
de
Coimbra.
Preço
..................
200
rs.
LdSGUKS
:
mica
peniigbista
Sociedade anónima
de
responsabilidada
li
mitada
CttFitwa.................... 5©t?jO®O$®OO
RUA
NOVA
DE
SOUSA,
N.° 9
(Também
com
entrada pela rua
do
Campo)
BRAGA.
Empresta
dinheiro
sobre
ouro,
prata,
joias,
papeis
de credito, eereaes,
roupas,
moveis,
ferramentas,
e
sobre
todo
e qual
quer
objecto
do
valor
não
inferior
a
100
réis.
Recebe-se
dinheiro
em
deposito
a
pra
so
ou
á
ordem
abonando juros
conven
cionáveis.
A
caixa
está
aberta
todos
os dias des
de
as
9
hera
da
manhã
até
ás
7
da
noite,
e
nos
dias
santificados estará aberta
só
até
ao
meio
dia.
O
gerente—
A.
G.
Ferreirináa.
<?í>
«?«•
psanitsSo
ÍFusaccz
eaíbolieo
O
CONDE ALBERTO
DE MUN
sao
encc-a-s-mneiito
Ui»
asaembjeía geral
«8®
ís
menbraa
dsx
««bfs*
eisctnt<t»8
cnstboSicoH
de
«pes-Arios
TRADKZtDO
PELO
FASmE
StmatA
ESÍEITAS
Dedicado
ás
Associações
Catholicas
do
Porto
e
Braga.
Vende-se
n
’esta
redacção
por
60
rs.
PADRE
SENNA
FREITAS
Preçív
....
500
reiH
A
’
venda
na
Livraria
Catholica
Portuen
se,
praça
de
D.
Pedro,
131.
BRAGA,
TYPOGikÁPHIA
LUSÍTAÍiA—-1877.
Parte de Comércio do Minho (O)
