comerciominho_13101877_700.xml
- conteúdo
-
EDITOR
E
PROPRIETÁRIO
JOSÉ
MARIA
DIAS
DA
COSTA,
RUA
NOVA N.
3
E.
PUBLÍCA-SE
N.°
700
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
■
--
.... .....................
2&000
*6
'
\
.........................
1§050
sendo
duas
assignaturas
3&600
5.®
ANNO
.
1&600
850
40
20
10
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
12
mezes.
»
6
»
.
Correspondências
partic.
cada
linha
Ánnuncios
cada
linha.
....
Repetição....................................
ÁS
TERÇÃS,
QUINTAS
E
SABBADOS.
Províncias,
12
mezes.
»
D
Suuuu
----- .
'-V
n
r\ r\
Brazil,
12 mezes,
moeda
forte.
.
3$o00
k
.
Folha
avulso
ir
10
BRACl
A
— SABMBO 13
DE
OVTVBDO
Asiatfa
verdade.
ção
Real,
o
Rill
da
Emancipação
Catho-
lica;
tem-me
feito
observar
e
notar
uma
serie
de
circurnslanciSs
e
,
soltados,
que
lenho,
por
assim
dizer,
ido
r<
/istando; que
necessariamente
passam,
p
i
maior
parte,
desaperciados por
quem
precisa
altender
a
occupações
diversas
e
negocios da
vida.
Eu
que.
feliz
ou
infelizrnente,
hei
pas-
pado
aqui
já
quasi
meio
século;
condem-
nado,
por
assim
dizer,
pela
rainha
posi
ção
a
lêr
jornaes,
e
a
seguir
com
a
mi
nha
attenção
o curso
dos
acontecimentos,
em
relação
aos
grandes
interesses
moraes
e
políticos
da
humanidade,
e
mais
par-
licularinente
do
Calhoiicismo;
tenho
ido
considerando
e
apreciando,
debaixo
do
as
pecto
religioso
principalmente,
os
movi
mentos
e
phenomenos
occurrentes.
Cousas,
na apparencia de
signiíicancia
ordinaria, tem-n
’a
para
mim,
ás
vezes,
considerável
;
em
razão
de
associações
e
antecedentes
que
lhes
dam
importância
acima
de commum.
E
d
’isto eis
aqui
um
exemplo:
—
Vejo
nas
folhas
catholieas,
que
se
trata
de
erigir
por subscripções
um
monumento
testimunhal
em
honra
do
di
gno
Reitor
do
celebre
Collegio
de
Oscott,
de
que foi
Reitor
lambem
nada
menos
que
o
grande
Cardeal
Wiseman.
Ora
iquem
é este
Reitor
aclual?
E’
o
Muito
Rev.°
Doutor
Northcote,
que
já
por
17
annos tem
regido
com grande pru
dência,
acerto
e
distincção
aquelle
notá
vel
estabelecimento
de
educação
Catholi-
ca,
tanto
ecclsiastico
como
secular.
E
que,
de
mais
a
mais,
tem,
ao
mesmo
tempo,
escripto
e
publicado
impõrtanies
obras
ca-,
thohcas;
como
por
.exemplo,
uma
sobre
;
as
tão
celebres
e veneradas
catacumbas
de
j
Roma—
esses
monumentos,
essas
testimu-
nhas
incontestáveis,
da
verdade
e
santida
de
do
Christianismo
Calholicofe
uma
das
quaes.
a
de
Santa
Igoez,
eu
tive
o
gosto
1 de
visitar,
em
companhia
dos
Revm.
os
Senhores
Bispos
hoje do
Pará
e
de
S,
Pedro
do
Sul,
quando
ambos
eram
ainda
só
estudantes
distinctos
em Roma).
iE
que
especie
de
monumento
se
crè
que
os
Calholicos
Inglezes
pensam
e cui
dam
de
erigir
ao
Doutor
Northcote?
Não
é
uma
estatua,
ou
uma
pyramide,
onde
apenas
se
leia
o
nome
honroso
do
ho
mem
benemerito;
mas
sim
outro
util;
de
préstimo
ou
serviço.
Inleuta-se
erigir
por
subscripção
um
salão
académico
junto
ao
Collegio
e
para
uso
luluro
d’
elle
(uma
«Sala
dos
Capellos»),
a que
dará
o
nome
do
respeitado
Reitor; e
ficará
sendo as
sim
uma apropriada
memória
de
um
ho
mem
que
illuslrou
o
Collegio,
e
lhe
pre
stou
importantes
serviços.
Advirta-se
mais,
que este
Doutor
Northcote loi
Protes
tante
antes,
como
o
nosso
Cardeal
Arce
bispo,
como
o
Secretario
d
’este,
e
como
tantos
habilíssimos
clérigos
exemplaríssi
mos
ao
mesmo
lerupo,
que
hoje
adornam
e
edificam
a
Igreja
Calholica
Ingleza, tan
to
na
ore
m
Secular
como
Regular.
A
subscripção
para
a
construcção
da
Sala
n.onumental
em
questão,
que
está
calculada
custará
lib.
2:500,
já
tem lib.
527,
e
não
bade
tardar
a
preencher-se
a
somma
total
necessária.
Não sei
se
o
snr.
Mendonça compre-
hende
bem
estas
dislincções,
que não
tem
nada de
sophisticas.
Todavia
cumpria
bem
que
procurasse
comprehendel-as
antes
de
se
abalançar
a
escrever
para
o
publico,
animado
sem
duvida
pelas
mais
puras
intenções,
que
em
todo
o
seu
escripto
se
revelam,
e que
eu
acato proíundamen-
te,
mas
desprovido intelizmente
do
crité
rio
necessário
para
distinguir
bem o
ver
dadeiro
do
falso,
e
para não labutar
n
’ura
dédalo
de
contradicções
e
de
conlra-sen
sos,
que,
mau
grado
nosso,
nos
obriga
ram a ser
um
pouco
severos
n
esta
nossa
contestação,
apesar
de
todo o
respeito
que
nos
merecem
os
seus
sentimentos
pro-
fundamenle
religiosos,
aos
quaes
aqui
nos
comprazemos
de
prestar
esta
publica
ho
menagem.
Temos
concluído,
e
provavelmente
pe
la
ultima vez,
qualquer
que
seja
o
expe
diente,
que
sua
s.a
adopte
com referen
cia
á
presente
questão.
religiosos,
não
é
por
certo
diverso
d’a-
quelle,
em
que
se
acham
a
Ilalia,
a
Fran-
1
ça,
a
Allemanha
e
outros
paizes
da
Eu-
'
ropa.
E
todavia
o episcopado
ahi
préga,
<
escreve,
combate
a revolução
sob
qual-
!
quer
das
suas cambiantes
fôrmas,
e
op-
;
põe-se
denodado
ás
demasias
e
ás
inva- i
sões
dos
poderes
seculares,
todos
con-
i
jurados
contra
a
Egreja
Catholiça.
E
essa
atitude
energica,
além
de
ser
uma
gloria
para
o
mesmo
episcopado,
é
uma barreira
invencível,
que
se
tem
opposlo
aos
pro
gressos
do
mal,
e
que
tem
evitado uma
geral
apostasia.
Isto
o
confessam
lodos—
até
os
proprios inimigos
—
e
o
tem
por
muitas
vezes elogiado o
Cheíe
Visivel
da
Egreja.
Cá
entre
nós
entende
o
snr.
Mendon
ça,
que igual procedimento
daria
em
re
sultado
um
eífeito lotalraente
contrario
ao
que
tem produzido lá
lóra
!
E’
realmente
pena
que
o
illuslre es-
criptor
bracarense
não
haja
manifestado
,
mais
cedo esta
sua
tão
commoda
lheoria.
De
conformidade
com
elia
talvez
que
Sua
Santidade,
em
logar
de
instar
com
os
bispos
portuguezes
para
que
resistissem,
i
como
devem,
a
’udo
quanto
n
’
este
reino
se
pratica
contra
a Egreja
e contra os
■
seus
direitos
e
leis,
dissesse
pelo
contra-
i
rio
aos
bispos
dos
outros
paizes:
«Imilae
!
o exemplo
do
episcopado
lusitano;
con-
temporisae
o
mais
possível
com
os
vossos
governos,
sède impassíveis
diante
dos
seus
excessos,
e
calae-vos
ante
as
suas
medidas
iniquas
e
expoliadoras;
ou,
se
algum
de
vós
se
resolver
a
fallar,
seja
antes
para
as
desculpar
e quasi
que ap-
poral-as,
do
que
para
as
reprovar
e
com
bater.
Assim
conseguireis
um
famoso re
sultado:
evitareis
conflictos com
o governo,
e
dentro
em
poucos
annos
não
tereis
mais
que
fazer,
porque o
lobo
terá
devorado
o
rebanho,
e
os
pastores
—
sem
ovelhas
para
apascentar
—
poderão
dormir
socegadamente
á porta
do
aprisco»!
Isto
sim;
isto
é
que
é
uma
lheoria
magnifica,
toda
baseada
nas
noções
do
snr.
Mendonça
sobre
a
prudência,
sobre
a
caridade,
e
sobre
a
obediência
dos
in
feriores
para
com os superiores! Se
ella
vingar
por
toda
a
parle,
o
Anti-Christo, ........
...
........
quando
vier,
achará
tudo
magnificamenle
Seus
desígnios
supremos;
é
licito,
poiem,
. disposto
para encetar, sem
grande
fadiga,
conjeclurar,
que
acontecimentos
tao
gran-
o
seu reinado
sobre
a
terra.
■
Ainda
uma
pergunta
ao
snr.
Mondon-
i
>
ça, e vamos terminar
esta
já
longa
res
posta
ás
observações
de
sua
s.
a
As
ordens
religiosas
—
e
mais ainda
os
indivíduos,
que as
constituem, serão su
periores
aos
bispos? Suppomos
que
o snr.
Mendonça
nos
responderá
negativamente.
Mas
se
lhes
são inferiores,
como
é
que
—
admiltido
o
principio
de
que
a
nenhum
inferior
é
licito
censurar
os actos
do
su
perior,
nem
mesmo formar
juiso
sobre
elles
—acha
o
snr.
Mendonça
que
S.
Vi
cente
Ferrer podésse
licitamenle
fazer
uma
tão
carregada
pintura
dos
prelados
do
seu
tempo?
E
note se
que
nem
S.
Vicente
quiz.
nem
nós
pretendemos
por
modo
algum
desprestigiar
o
Episcopado, o
que
seria
um
crime;
reprehendeu
sómente
o
viver
escandaloso
dos
bispos
n
’
aquel!a
epocha
(Paliando
em
geral,
como
cumpria),
do
mesmo
modo que
nós hoje
censuramos
a
frouxidão
e
pouco
zêlo
dos
nossos,
fat
iando
também
na
generalidade,
sem
par-
ticularisar
este
ou
aquelle,
confessando
até
que
existem
honrosas
excepções,
e
aca
tando
sobre
tudo
a divina
instituição
do
Episcopado,
que
não
póde
ser
de
modo
algum
involvido
na
censura
unicamente
dirigida
contra
alguns
dos
seus
membros,
que
não
cumprem
inteiramente
o
seu
de-1annos
ver.
jpooceo
Men-
snr.
Manuel
Augusto
de
palavras do Divino
Mestre
—
Não
julgueis
e
não
sereis
julgados
—
nunca
fo- j
ram
tomadas
no sentido tão
lato,
que sua
s.a
perlende dar lhes.
Se
o fossem,
a
historia,
que
é
um
grande tribunal, em
que
se
julgam
os
actos
públicos
dos
homens,
ainda
dos
mais
elevados,
seria
uma
infraeção
d
’
aquelle
pre
ceito.
Sua
s.
a
diz
que
lhe
são
desconhecidos
os
motivos
porque
o
episcopado
portu
guez
tem
obrado
de
modo
a
merecer as
nossas
censuras.
Alas
—
se
os
ignora,
co
mo
os
declara imperiosos?
Como se
at-
treve
a
formar
juizo
sobre
cousas,
que
lhe
são desconhecidas,
se
mesmo
sobre
as
conhecidas
é
vedado o
julgar,-segundo
o
critério
de sua
s.a
?
Mas,
apesar
de
desconhecer
os
taes
im
periosos
motivos,
o
snr.
Mendonça
passa
a
expô-los
(!
I),
e
n
’esta exposição
não
nos
parece
muito
feliz.
Não
’
contestamos
os
profundos
conhe
cimentos
do
episcopado
portuguez
em
Historia
Universal,
em
historia
patria,
e
mesmo
na
hodierna.
Ora
o
que
essas
historias
nos
ensinam
é
que
—
em
todas
as
epochas
e
em
todos
os
lugares
onde
se
leem
levantado
erros
ou
perseguições
contra
a
Egreja,
ahi
os
prelados d
’eila
teem
sahido
a
campo
em
sua
defeza;
e
só
os
tibios
e
os
fracos
ficam
de
braços
cruzados,
mudos
e
quedos
I
em
face
do
inimigo,
postergando
assim
s
um
dever,
que
não
só
os
obriga
a
elles,
<
como
lambem
aos simples
fieis;
pois,
como
i
o
snr.
Mendonça
não
deve
ignorar,
ha
i
tempos
de
immenso
perigo,
de
crises
su-
:
premas,
em
que
—no
dizer
de
Terlulliano
:
—
lodo
o
homem
deve
ser
soldado
—
in his
omnis
homo
miles.
A
maioria da
nação
portugueza
—
na
opinião
do
snr.
Mendonça,
com quem,
n
’esta parte,
estamos
de accordo—
está
dominada
pelo
êrro
E
n’
esle
caso
enten
de
sua
s.
a
que
o que
ha
de
melhor
a
lazer
é
«usar
de
prudência»
isto
é,
ficar
calado,
impassível,
indiílerente,
á
espera
de
que
os
exforços
da
maçonaria
e
dos
governos,
por
ella
inspirados,
acabem
de
roubar
á
Egreja
a minoria,
que ainda
lhe
resta
fiel,
ou
então
que
Deus
obre
um
milagre
para
a
salvar
do terrível
sorve
douro revolucionário !
Isto
não
se
commenla
!
Isto
é
de uma
simpleza,
ou
antes de
uma
absurdidade
admiravel
!
O
snr.
Mendonça, que
se mostra tão
lido
nos
Sagiados
Livros,
hade
recordar-
I
se
de
que ha
certa
especie
de
prudência,
que
n
’
essas
inspiradas
páginas
se
capitula
de
mortal
—
Prudentia carziis
mors esl.
E
aos
que
sacrificam
o
seu
dever a
essa
falsa
prudência,
vem,’
cedo
ou
tarde,
a
escapar-se-lhes
dos
lábios
esl
’
oulra
do
lorosa exclamação biblica
—
Vce
mihi
quia
tacui
!
Quererá
o
snr.
Mendonça,
no
seu
mal
entendido
interesse
peia
dignidade do
episcopado
portuguez
—
que
aliás
todos
nós
respeitamos
— vêl-o
continuar
enredado
h
’
essa
prudência criminosa,
que
conteui-
porisa
com o
mal,
que
o
tolera, e
que
afinal
virá
a
ser
a
sua
mais
triste
victi-
ina,
porqu
sentirá
cravada
n’
alma a
es
pada cruciante
do
remorso?
Vce
mihi
quia
tacui
1
Por
mais
mau que
seja
o
estado
em
que
se
tem
achado, e
continua
a
achar-
se Portugal, em
relação aos
interesses
Ao
donça:
As
D.
M. s.
A
’
Hedaeç&o
do
«Conimereio
do
Klinhon.
Londres,
28
de
Setembro,
1811.
SUMMARIO.
II.
—
Conjecturas
prováveis de
proyei-
para
o
Catholicismo
nos
resultados
d’
es-
lucta.
„
III.
—
Sala
monumental
para
o
Collegio
d’
Oscolt,
em
honra
do
seu
actual
e
dis-
tiucto
Reitor.
IV.
—
Stanley
verificando
a
identidade
do
Lualaba
e
do
Congo.
—
Expedição macaca
de
Portugal
ao interior
d
’
Africa
agora.
-
(Cavallo
furtado,
cavalhariça
afenolha
da).
H.
_
^Como poderá
isto
vir
a affectar
o
Christianismo
verdadeiro—
o
Catholicismo
em
relação
á
Turquia,
tanto
na
Europa,
I
como
nas outras
duas
Parles
do
Mundo,
em que
possue
ou
tanto
território,
ou
tan
ta
influencia?
—
Isso é
segredo
que
a
Pro-
I
vidência
Divina
sabe,
e
regulará
segundo
lo
ta
des
e
de
tal
momento
para
o
Mundo
Ci-
vilisado
—
e
não civilisado
mesmo
—
como
se
estám
dando
n
’este
momento;
não
po
dem
deixar
de
resultar
em
algum
grande
adiantamento
do
plano
e desígnio,
que,
i
como
Chrislãos,
conhecemos,
de
que
no
tempo
marcado
pelo
Omnipotente,
o
Mun
do
todo
hade
vir
a
reconhecer
a
Divin
dade,
e
professar
a
doutrina
de
Seu
Eter
no
Filho.
.
Quando
vêmos agora mesmo,
os
dois
Chefes
e
Potentados
dos
dois ram
s
ca
pitães
do
Mahoinetismo
—
o
Sultão
e
o
Xá
—
mostrando
ambos
a
maior
deíerencia e
respeito
ao
verdadeiro
Chefe,
neste
Mun-(
do,
da
Chrislandade,—ao
Pipa,
—
nao
sei
porque d
’
ahi
mesmo,
e
das mais
circum-
stancias
da
presente
formidável
guerra,
não
nossamos tirar
favorável
agouro,
em
pro
Ih
i.
i
__
cnfrnm^
ter
lo-
de um
resultado
que
estamos
seguros
hade
vir em algum
tempo
a ler lo-
°
ui, —
Phenomenos
até,
que a
muita
«ente
parecem
acontecimentos
ordinários
e
vulgares,
encaro
eu
como
signaes
li
gados
ao
grande
resultado
que
espero
se
vá
mais
e
mais
operando,
o
de
ver
a
In
glaterra
voltar
ao
grémio
do Cathou-
cismo.
,
A
minha
posição,
em
mais
de
um
conceito
excepcional,
n
’este
paiz,
por 48
I
111ÚG3
-
e
isto
desde
o
momento
em
que.- —
-
-
j
passsava
no
Parlamento,
e recebia
a
sane-JHerculano
(Continua,)
A.
R.
SARAIVA.
êízhiih
tííbwu
o&ãtMisríí».
—
Na
quinta-feira,
18,
o
corpo
docente
do lyceu,
d
’
esta
ci
dade
manda
celebrar
uma
missa
obituaria,
na egreja
dos
Congregados,
para sufragar
a
alma
do
fallecido
escriplor
Alexandre
0
corpo
docente tomou
esta
resolução
no
primeiro
conselho
d
’este
anno
lectivo,
depois
da abertura solemne
das
aulas,
por
iniciativa
e
lembrança
do
professor
decano,
olexc."
10
dr. Pereira-Caldas.
Celebra
a
missa
o reitor
do
mesmo
lyceu,
o
snr.
dr.
Moreira
Guimarães.
Frallecimcsito.—
Na
tarde do
dia
10
f-nlleceu
na
cidade
do
Porto
a
exc.ina
D.
Leopoldina
Lima
d
’
Oliveira
Lobo,
esposa
do
snr. dr.
Eduardo
Augusio
d
’Ohveira
Lobo,
da
praça
de
Santa
Theresa.
e
filha
dos
já
fallecidos
Manoel
José
Pereira
Li
ma, d
’
aquella
cidade,
e
de
D.
Maria
da
Conceição
Brileiros
Lima,
de
Braga.
A doença
que
a
levou
á
sepultura,
contando
cerca
de
40
annos, desenvolveu-
se
com
tal
rapidez
e
gravidade,
que
nem
os
carinhos
e
disvellos
do
esposo,
nem
todos
os
recursos empregados pela
medi
cina
puderam
obstar ao
golpe
fatal
que a
roubou
para
sempre
aos
seus
quatro
filhi-
nhos.
Na
noite
de
1
1
teve
na R.
capella
de
N.
Senhora
da
Lapa
pomposos responsos
de
sepultura,
sendo
depois depositado
o
cadaver
no
jazigo
de
familia.
Ao
desconsolado
viuvo,
irmãos
e
fa
mília
anojada
enviamos
cumprimentos
de
pesames,
e
aos
leitores
pedimos
por
ca
ridades
um
P.
N.
por
alma
da finada.
fl*reço
«loa
eereaea
—
Na
terça-leira
ultima,
n’
esta
cidade,
o
preço dos
cereaes
foi
:
Trigo................................................
Milho
alvo...............................
800
560
Centeio
........................................
500
Milho
branco
....-»
400
»
amarello...............................
390
Painço..............................................
400
Cevada.
......
480
Batata..............................................
410
Feijão
vermelho
.............................
900
»
amarello
....
750
»
branco...............................
800
»
rajado
.....
560
»
fradinfio
...............................
500
Azeite...............................
5520-
Cwrioaa
estatâstí»».
—
Era
um
diário
pariziense, lê-se
o
seguinte:
Acaba
de
fazer-se
pela
chancellaria
da
Legião
de
Honra
uma
interessante
esta
tística,
a
dos
membros
da
Legião.
Em
31
de
dezembro
ultimo
existiam
70
grã-cruzes, 267
grã-officiaes,
1,317
commendadores,
6,434
ofliciaes
e
51,120
cavalleiros.
Ao
todo,
59,208
membros
de
diversos
gráos.
Os que
recebem
pensão
são:
41
grã-
cruzes
a
3,000
francos
—123,000
frs.;
185
olliciaes-móres
a
2,000
frs.
—
370,000
frs.;
932
commendadores
a
1,000
frs
—
932,000
frs.;
6
ofliciaes
a
1,000
frs.
—
6,000
frs.;
4,817
ofliciaes
a
500
frs.—
2,408.500
frs
;
l/ó
cavalleiros
a
350
frs.—
51,100
frs.;
29,893
cavalleiros
a
230
frs.
—
7,430,250
frs.
Total
56,020
legionários,
que
recebem
honorários
na
somtna
de
11,363,850
frs.;
23,188
membros
da
Legião
de
Honra
nada
recebem.
Em
março
de
1872,
havia
73
grã-
cruzes,
307
olliciaes-móres,
1.587
com
mendadores,
8,876
ofliciaes
e 58,336
ca
valleiros,
ao
to
lo
69,179
membros
de
di
versos
gráos.
Hoje
contam-se
para
menos. 3 grã
cruzes, 40
ofíiciaes-móres,
27<>
commen
dadores,
2,412
ofliciaes
e
7,216
caval
leiros.
As
exlincções
têm-se
elevado
em
quatro
annos ao numero
de
9,969.
Tem
ssdo
do
dominio da
republica
que
tem
cresciio numero
das
nomeações. O
governo
da
defeza
nacional
em
menos
de
trez
annos
fez
18
grã-cruzes,
7!
ofli-
ciaes-móres,
399
commendadores,
2,116
ofliciaes
e
10,970
cavalleiros.
Quanto
á
medalha
militar,
que
não
póde
ser
conferida,
como
se
sabe,
senão
aos
marechaes
de
França, aos
ofliciaes
e
sim
ples
soldados,
o
seu
numero
eleva
se
a
cerca
de 53,000,
o
que,
torna
necessário
todos
os annos
a
abertura
de
um
credito
no
orçamento,
passando
a
somma
de
5
milhões.
Partida.
—
Noticia
o
«Correio
da
Tardes
que
no
dia
9
partiram
de
Lisboa,
no
comboio
da
noite,
os
nossos
particu
lares amigos
os
ill.'"°
9 e exc.
inOs
snrs.
conde
da
Redinha,
Sebastião
Pereira
da
Cunha,
Francisco
de
Abreu
Pereira
Cou-
tinho.
Elysiario
de
Mello
Dias,
que em
Madrid
e"
Paris
se
encontrarão
com
ou
tros
cavalheiros
que
os
precederam,
di
rigindo-se
todos
á
Allemanha
afim
de
te
rem
a
honra de
assistir
ao casamento
do
Senhor D.
Miguel.
Exemplo
<liga»«
«Timitaç5o.
—
Um
respeitável
doutor
em
medicina
em
Tou-
louse, que
tinha
renunciado
ao
exercicio
da sua
profissão
por
causa
da
idade
avan
çada,
acaba
de fazer presente
da
sua
bi-
bliolheca
á
universidade
catholica
de
Tou-
louse.
Eis
um
exemplo
digno
d
’
imitação.
Taboleta
curiosa.
—
N
’
uma
folha
do
Porto
lê-se o
seguinte:
A
camara municipal
do
Porto,
que
devia ter
por
sua
conta
uma
especie
de
censura
para
taboletas
e epitaphios
deixa
publicar
o
que
se
quer,
e
envergonha-nos
assim
aos
olhos de
qualquer estrangeiro
medianamente
versado
na
nossa
lingua.
Querem
a
amostra d
’
uma
taboleta
que
não
ha
muito
tempo
foi
lida
por
nós?
Eil-a:
Bixas
bouas
de
sangrar
francezas
i
tambein
se
bão botar
fora
omeins
a
omeins,
mulheres
a
mulheres
PREÇO
FIXE
Noiiciaa
da
Sndia.
—
São
desoladoras
as noticias
que se recebem
da
Índia.
A
fome
augmenla
de dia
a
dia,
e
os
seus
estragos
são
cada
vez
maiores.
Uma
pobre
mãe
lançou
ha diaa em
Madrasta,
seu
filho
a
um poço,
e
declarou
que
a levava
aquelle
extremo
o
não
poder
matar-lhe
a
fome.
—
Os
cadaveres
decompõe-se
por toda
a
parte,
nos
campos
e
nas
estradas,
de
vorados
pelos corvos,
pelas
hyenas
e
pelos
chacaes
!
A
estalistica
seguinte,
corresponde
aos
primeiros
quatro
mezes
d’
este
anno,
e
Deus
sabe
quantos
morreram
sem
que
se
saiba
cousa
alguma
do
seu
triste
fim
!
Horrorosos
dramas
a que
sómente
assistem
a
noite
e
a
sombra.
Dislrtclos
Mortandades
Nellora
21:901
habitantes
Madrasta
17:246
>
Chingleput
17:490
>
Madura
12:374
>
Kumool
21:891
>
Cuddapa
39:078
j
»
Bellary
46:372
»
Nol-Arcot
41:954
>
Salem
55:584
>
Coimbatore
21:993
>
Total...
298:883
Proecaso
curiós».—
O
tribunal
de
Laon
vae ser
chamado
a
estatuir
sobre
um
dos
delictos
de
caça
dos
mais
curio
sos
talvez que
se
possam
produzir.
A
questão
a
resolver
é
e-ta:
Tem-se
o
direito
de
pescar
uma
lebre?
Uma
desgraçada
lebre,
perseguida
por
cães, procurava
sua
salvação
precipitan
do-se
no
rio,
na
communa
de
Viesur-
Asne.
O
piloto
d
’
uma
barca
que
descia
aquel
le rio
atirou
com
uma
rede
e
pescou
o
animal.
Mas fôra
apercebido pelo
guarda
cam
pestre,
que logo o
autuou.
E
agora
eis
um
processo
pendente.
O
ministério
publico
pensa
que
não
se
póde
apoderar-se
d
’
uma
lebre
sem
per
missão
de
porte
<l’
arma,
e
o
defensor do
reu
sustenta
que
a
lebre
perdera
a sua
qualidade
real
de
caça
pelo
unico
facto
de
que seu cliente pó
ie
pescal-a
como
um
simples
peixe.
Vova
eotnmunieafno.—
Dois
vapo
res
allemães,
segundo
participam
de
Paris
ao
Lloyd,
em
3
do
corrente,
este
anno
alcançaram
a
Libéria
por
mar,
e
mn
na
vio
de
vella já
tinha
feito a passagem
da
embocadura
do
Jenissei
para
a
No
ruega,
carregado de
productos
da
Libé
ria
O «Thames»,
depois
de
ter
invernado
em
Jenissei,
desviando-se,
encalhou
na
embocadura do
rio,
e,
apesar
de
ter
lan
çado
a carga
ao mar,
não conguiu flu-
ctuar. Receia-se
que
se
alijasse
lambem
a
collecção
do
snr.
Séebohm,
naturalista
inglez.
que ia cemo passageiro.
Pnj>«!aç5o na
Allemanha,
—
Se
gundo
o
ultimo
recenseamento,
a
popu
lação
do
império
alleinào
tem
atigmen-
tado
em
quatro
annos
417:143
almas.
Em 1871
era
a população
de
41.058:792
almas,
elevando-se
este
numero
a
42.727:360, conforme dá
a
estatística
de
1875.
Ha,
pois,
um augmento
de
9,76
por
mil.
E
’
na
Prussia,
no
reino de
Saxe
e
nas
cidades
livres
de Hamburgo, Breme
e Lubeck,
que
o
augmento
é
mais
consi
derável;
depois
segue-se
a
Baviera,
Wur-
temberg,
Bade,
etc.
Na Alsacia
e
Lorena,
no Mecklem-
bourg e Waldeck, a
população
tem
dimi
nuído.
Na
Prussia o
augmento
é
na
razão
de
10,42
por
mil,
na
Baviera 8,04,
em
Bade
7,68, etc.;
na Alsacia
e
Lorena
a
dimi
nuição
é
de
2,91
por
mil,
no Mecklem-
bourg-Slrelitz
3,42,
em
Waldech 6.67.
A repartição
de
estatística
explica
esta
diminuição
principalmente
nos
pontos
ul-
limainente
conquistados,
ea
lenta
progres
são
pela
emigração
e pela
menor
quantidade
relativa
de
nascimentos.
O
vaio
de
NapoleSo
I.—
Por morte
do
secretario
do
consistorio
de
Stetin,
mr.
Schnlzer
seu
filho
entrou
de posse
de
um
objecto
que,
pelas
recordações
que
desperta,
é
de grande
mérito.
Este objecto é
um vaso
que
Napoleão
I
trazia
nas
suas
campanhas,
e
na
qual
está
gravada
a
cifra
da
fatnilia
Bonaparte,
que é um
N
debaixo
da corôa
imperial
Antes
de
chegar
o
vaso
ao
poder
do
seu
actual
possuidor,
passou
por
muitas
mãos. Na batalha
de
Walerloo
ao
cahir
o
carro
de
Napoleão
em
poder
dos
alija
dos,
um
soldado
prussiano
encontrou-o
entre
vários
objectos
dentro
d
’
uma
bolsa
de coiro.
O
vaso
foi
entregue
immediamente
como
tropheu
ao
marechal
Blucher,
que
o
conservou
toda
a
sua vida
em memória
de
ião
celebre
jornada.
Ao
morrer
dispoz
d'elle
o
marechal
em
favor
de
seu
fiel
servidor
e
companheiro
de
armas,
um
antigo
soldado
que
se
chamava
Petri.
Este
guardou-o
cuidadosamente
a
titulo
de
recordação
de
seu
chefe
e
do
grande
homem
a
quem
tantas
vezes
havia
combalido
nos
campos
de
batalha.
Tombo
«Se
um
areolitli».
—
Ao
que
refere
o
«Messager
du
Midi», cahiu ha
dias
em Montpellier
uma
verdadeira
chuva
de
bólides.
Em
Pierre-Rue precipitou-se também
um
aerolitho,
nas
seguintes condições,
segundo
as
participa
uma testemunha
ocular.
A
’
s
8
horas
da
manhã,
vimos
um
corpo
luminoso
das
proporções
de
um
obuz
de
grosso
calibre,
fendendo
o
espaço
na
di-
recção
de
NO.
ao SO.
e
aproximando-se
do
nosso
globo
com
uma
velocidade
ver
tiginosa.
Passado
instantes
ouvia-se
uma explosão
formidável
e produzia
se no solo
um
grande
abalo.
A
bólide
cahira não longe do
sitio
em
que estavamos, sobre
o
monte
Sainl
Michel.
D
’
ahi
a
pouco,
eram
ainda
palpáveis
os
vestígios
da
sua
passagem,
pois
viam-se
tisnados
Ires
carvalhos verdes,
no
ponto
em
que
se
tinha
effecluado
a
queda
e
a
explosão.
Giierrn
d»
Oriente.
—
Os
últimos
telegrarnmas
relativos
á
guerra
do Oriente,
são
os que
seguem:
Karayar
7
—
O
relatório
oflicial
russo,
dá
os seguintes
promenores
dos
últimos
combates na
Azia.
No
dia
2
os
russsos
fizeram uma
ten
tativa
de
cortar
as
communicações
a
Mouk
htar-Pachá.
No
dia
4
atacaram a
ala
direita
turca
mas
foram
repellidos,
e
no
dia
3
ataca
ram
a
esquerda
mas
igualmente
foram
re-
peliidos:
os
2
exercitos
voltaram
ás
antigas
posições.
Ultimas noticias dizem que os
russos
preparam
um
novo
ataque.
Bucharest
8
—
Um
despacho
de
He-
manstads
annuncia
que reina
grande
agita
ção
entre
os húngaros
Hontem
houve
um
conflicto
sangrento
entre
a tropa
e
o povo.
A
policia
tem
descoberto e
apprehendido
munições
todos
os
dias.
Ragusa
8
—
Está
imminente
o
ataque
dos
montenegrinos
contra
a
forlalesa
de
Spouz
e
Pedejorilza.
Os
montenegrinos
que premanecem
na
Herzegovina,
conservam-se
nas
defen
sivas.
Os turcos
recebem
reforços continnada-
mente
e
preparam-se
para
retomar
as
per
didas
posições.
Londres
9
—
Lord
Natheot
pronunciou
um
discurso
dizendo
que
reconhece
a
grande
bravura
que
tem
mostrado
os
dois
exér
citos
beligerantes.
Accrescentou
que
caso
se
offerecesse
a
occasião
de entrar
em negociações a
favor
da
paz.
os
dois
inimigos
a poderiam
acceitar
sem
nada
perder
da
reputação
militar.
Vienna
9
—Andrassy
partiu
no
goso
de
icença.
E’
exagerada
a importância
da
conspi
ração
descoberta
na
Hungria; sómente
fo
ram
presas
oito
pessoas.
Suleyman
Pacltá
dividiu o
exercito
do
seu
commando
em
3
corpos, um sob
as
suas
ordens
e
os
outros
ás
de
Fanie-Pachá
e
príncipe
Hasoan.
Suleyman
transferiu
o
seu
quartel
gene
ral
mais
para
a frente.
Começam
as
neves
e
os
frios
na
Bul
garia.
Londres
19
—
O
«Dayli
Telegrap»
in
sere
um
telegramma
de
Bucharest
an-
nunciando
que
tendo
os
turcos
atacado
os
russos,
quarta-feira,
sobre o Gantra
foram
repellidos
mas
os
russos
soflreram
grandes
perdas.
Estão
restabelecidas
as
communicações
telegraphicas
com
Plewna
Crê-se
que
Cheokl-Pachá
entrou
alíi
com
reforços.
O
«Times»
diz
que ainda
não
estão
con
cluídas
as negociações
entre
a
Servia
e
a
Rússia. A Servia exige garantias
da
sua
independencia
e
annexação
de
parle da
Bosnia.
O
«Standart»
publica
um despacho
de
Vienna,
datado
de
9,
dizendo
que
Gortscha-
koíí
seria
da
opinião
de
negociar
a
paz
de
pois do
proximo
ataque
de
Plewna
seja
qual
for
o
resultado.
Os
russos
começaram
parallelas contra
Plewna.
Northecot disse
em
um
discurso
que
não
pode
impedir-se
em pensar
que
poderá
sobrevir
de
surpreza
o
desaponta
mento
ás
prophecias
d'aquelles
que
de
claravam
impossível
a
conclusão
da
guerra
antes
das
campanhas
mais
decisi
vas.
Constantinopla 10—Chegaram
reforços
conduzindo
um
comboyo.
A
posição
Radockart
entre
Plewna
e
Orkanie
foi
fortificada
para
assegurar
a
liberdade
das
communicações
dos
lelegram-
mas.
Moukhtar-Pachá
hontem
de
tarde an-
nunciou
que
se
empenhara
continuaria
e
violenta
batalha.
Carayal
9
—
As
nossas
operações
de
2
e
3
do
corrente
obrigaram os
turcos
a
aban
donar
Kirziltepe.
Os
turcos
são
perseguidos.
Vienna
2—A
Porta
dirigiu
á
Servia,
uma
nota
pedindo explicações
ácerca
dos
armamentos a
que
se
está
procedendo
das
negociações
com
a
Romania
e
Rússia
e
da
presença
do agente
russo
em
Bel
grado.
Londres
11
—
O
«Morning-Post»
pu
blica
um
telegramma
de Berlim,
annun-
ciando
que
foi
descoberta
peia
Rússia
uma
conspiração
em
Nichilista,
na
qual
estão
compromeltidos
alguns
generaes;
fizeram-se
varias
prisões
em Moskow e
Kief.
Bucharest
10—
0 general
Goutko
partiu
afim
de
operar
o forte
e
rápido
conheci
mento
sobre
Sofia.
Confirma-se
que
Mouk
htar-Pachá
evacuou
Kesiloppe
e
Sobatan
em
consequência
das
perdas que
soffreu.
As
tropas
turcas
combinadas
dos
pachás
Chev-
ket
e
Osman
apoderam-se
sem
combate
de
varias
posições.
fonseik»
«Se
«SÍMiriels». —
Em ses
são
de
10
o
Conselho
de
districto
foi
de
parecer
que
estavam
nos
termos
de
ser
approvados
os
seguintes
orçamentos
de
confrarias e
irmandades, respeitantes
a
1877-1878;
No
concelho
de Barcellos, do
Santis-
rno
Sacramento,
da
freguezia
da
Silva;
das
Almas,
das
freguezias
de
Barcellinhos,
Roriz
e
Fragoso;
Nossa
Senhora
das
Do
res e
Senhora do
Rozario
da
freguezia
de
Roriz;
Senhora
da Penha de
França, da
freguezia de
Quiraz.
—
No
concelho
de
Bra
ga,
da
irmandade
de
Santa
Cruz.—No
con
celho
de
Espozende,
do
Santíssimo Sacra
mento
da freguezia de Pellinho,
e
da
Se
nhora
do
Rozario,
da
freguezia
das Ma-
rinhis
—
Foi
de
parecer
que
estava
nos
termos
de
ser
approvada
a
postura
da
ca
mara
de
Barcellos,
para
ser
derramada
a
quantia de
381^383
reis
pelos
parochianos
d
’aquella
villa.—Foi
mais
de
parecer
que
se
deve
auctorisar
a transaeção
que
pro
põe
a
meza
da
confraria
do
Santissima Sa
cramento
da
freguezia
de
Joarine
do
con
celho de
Fatnalicão.
=Approvou
as
contas
da
confraria
do
Santíssimo
Sacramento da
freguezia
d
’
Abo-
rim,
do
concelho
de
Barcellos,
respeitan
tes
aos annos
de
1839
até
1874-1875.
—
Approvou
as
contas
da confraria
do
Ro
zario,
da
freguezia do
Cossourado, do
mes
mo
concelho,
relativas
aos
annos
de
183a-
1836
até
1874-1875.—
Mandou
devolver
á
camara
de
Terras
de
Bouro, o
processo
de
partilha do montado
da
freguezia
da
Carvalheira,
para
ella
informar
ácerca
d
s.
declarações
feitas
pelos
interessados,
e!n
vista
do
ultimo accordào
d
’este tribunal.
—
Approvou
o
imposto'* de
à
licença
creado
pela
camara
de
Celorico
jde
Basto,
em
sessão
de
25
de setembro
^ultimo.—M
an
~
dou
que
a
camara
de
Fafe
procedesse
a
nova
arrematação
do"escadmio
e
muros
lateraes
da
Asylo
de
meninas
pobres.
—
Approvou
a
arrematação,
da
construeçao
do
novo
tribunal
de
Villa
Nova
de
Fa-
malicão.
=
Deu
provimento
ao
recurso
inter
posto
por
Manuel
José
Pereira
Guimarães,
da
freguezia
de
Pedome,
do
concelho
de
Famalicão,
do
accordão
da
respecliva
jun
ta
das côngruas que
a
cpJlectou
por
in
teiro,
como
herdeiro
de José
Fortunato
Ribeiro.
—
N
’
este
acto
compareceu
o snr.
delegado do
thesouro
para,
em
confor
midade
do
§
unico
do
artigo
88
do
re
gulamento
de
28
d
’agosto
de
1872
assis
tir
á
decisão
dos
recursos interpostos
por
Manuel
do
Valle,
Manuel
José
Ferreira,
do
concelho de Barcellos, contra
a
junta
dos
repartidores
da contribuição industrial.
Ambos
foram
providos
em
seus
recursos.
—Dos
recursos
interpostos
pelo
escrivão
de
fazenda
do
mesmo concelho,
das
di
visões da
referida
junta
favoráveis ás
re
clamações
de Anlonio Luiz de
Carvalho,
Manuel
Luiz
de
Miranda,
José Joaquim
do
Valle
Lima
e
José
Antonio
de Mace
do,
desaltendeu
o
respeitante
á
reclama
ção
de
Manuel
Luiz
de
Miranda,
proven
do
os
restantes.—Não
tomou conhecimen
to
do
recurso
de
José
Marques
Pinheiro
por
falta
de
competência.
PereyrínaçA»
—
Está-se
organisan-
do
aclualmente
em
Hispanha
uma
pere
grinação geral
ao tumulo
de Santa There-
za,
em
Alba
de
Tormes
(Salamanca).
Os
bispos
d
’
Avila
e
Salamanca
teem
recom-
mendado
esta
devoção
por
meio
de
pasto-
raes,
incitando
os
lieis a tomarem
parle
na
peregrinação.
Esta
piedosa
manifesta
ção
teiá
logar
no
dia
lo
do corrente,
em
que
a
Egreja
celebra
a
festa
da dita
santa
hespanhola.
ICm
tempo
de
guerra...
mentiras
por
mar
e
por
terra.—
De
certo
OS
nossos
leitores
não
ignoram
que
a
maior
parle
das
noticias
do
Oriente
chegam pe
los
jornaes de
Vienna.
Estas
ultimas
es
pecialmente
requerem
uma grande
pre
caução.
Assim
publicaram narrações
circum-
slanciadas
de
numerosas
batalhas,
das
quaes
nenhuma
das suas potências
belli-
gerantes
tem
conhecimento; eis
um
cu
rioso
resumo das
batalhas
inventadas:
O
«Tagblat»
19
vezes,
o
«Extrablatt»
17,
a
«Nova
Imprensa
Livre»
13,
o
«Vor-
stdatzeitung»
9,
a
«Gazeta
allernã»
7,
o
«Morgenpost» 5,
a
«Imprensa»,
orgão
ofiicioso,
3,
o
«Toges presse»
2,
o
«Frem-
denblatt»,
orgão
ofiicioso
e
o
«Abend
post»,
orgão
semi-ofiicial
cada
um
uma
batalha.
N
’
eslas
batalhas
imaginarias
a
«Nova
Imprensa»
faz
morrer
390
mil russos,
o
«Exlrablatt»
380
mil,
o
«Tagualt»
210
mil,
a
«Gazeta
allernã»
181
mil,
o
«Mor
genpost» 140
mil,
o «Fremdemblal» 27
mil,
a
«Imprensa»
12
mil,
a
«
Vorstadtzei-
tung»
10
mil,
e
a
«Tagespresse
sómente
4
md.
A
altura
de
Shipka
foi
evacuada
no
«Tagblatl»
II
vezes, na
«Nova
Imprensa
Livre»
7 vezes,
na
«Exlrablatt» 7
vezes,
na
«Imprensa»
4
vezes, na
«
Vorsladtzei-
tung» 3
vezes
no
oílicial
«Abend
post»
2
vezes,
no
«Tagespresse»
e
no
«Fremden-
blalt»
1
vez.
E
no
entretanto
os
milhares
de
russos
mortos por estes jornaes,
bebem
tranquil-
lamenle
o
seu
slibawitz, e
a
altura
de
Shipka
ainda
está
á espera
da
evacuação
tantas
vezes
annunciada.
Vejam
como
a
imprensa
é
verdadeira!
A
’e
altnas
caritativas.—
Indicamos
ás
almas
caritativas
uma
pobre
mulher
que
se
acha
a braços
com
a
miséria
ex
trema. Habita
na
congosta
de Portas, n
0
5
Appelo
á
carõdade.
—
A
entrevada
Maria
Antonia
Ferreira,
viuva do
Antonio
dos
Granginhos,
e
que
ha
tempos
saiu
do
Hospital
com
moléstia
incurável,
tem
agora
os
seus
padecimentos
mais
aggravados,
achando-se
sem
meios
de
subsistência
pa
ra
poder
tratar-se
no
pouco
tempo
que
lhe
resta
de vida. Imploramos,
pois,
a
caridade
das
almas
piedosas,
para
que
se
lembrem
da
infeliz
com uma
esmola.
A
sua
residência
é
na
rua
do Alcaide,
n.°
17,
n’um
quarto
á
porta
da
rua.
Resumo do ãclivo
e passivo
do
Banco
Commercial, Agrícola e
[nduslnal
ic
Villa Real, em
30
de
setembro de
1877.
Aetivo
Caixa,
dinheiro
existente
.
14:0310902
Letras
descontadas
.
.
.
645:0690139
Letras
caucionadas
.
.
.
42:9920000
Letras em
liquidação.
.
.
Letras
protestadas
.
.
.
Obrigações
a
receber.
.
.
Empréstimos
sobr^
penhores
Operações
a longo
prazo
.
Papeis
de
credito
.
.
.
Acções
de
c.
própria
.
.
Contas
correntes
com gara
ntia
..............................
Agentes
no
paiz, dinheiro
e
letras
a
cobrar.
.
.
Agentes
no
estrangeiro
.
Diversos
devedores
.
.
.
Moveis
e
utensílios
.
.
.
Despezas
de
installação
.
Accionistas
.............................
6:6080472
5:2150310
1:
9510305
3:0950500
15:5020804
1:0790120
13:7500000
7:7750760
81:0900742
13:0100520
9:4020233
6100100
2:00(10000
1000000
863:2850207
Passivo
Capital do
Banco.
. . .
800:0000000
Deposito á
ordem.
.
.
.
2:5540608
Deposito
a
prazo.
.
. .
25:3350759
Dividendos
a
pagar
.
.
.
2:2810450
Fundo
de
reserva.
. . .
7:0200000
Reserva
para
contribuição
industrial.......................
5:4000000
Ganhos
e
perdas.
.
.
.
20:6930390
863:2850207
Villa
Real,
3
de
outubro
de
1877.
Os
gerentes,
Joaquim José
d
’
Oliveira
Guimarães.
João
Pinto
Ferreira.
CONVITE.
No
dia
15
do
corrente
ás
9
horas
da
manhã tem de
rezar-se
uma
missa
na
egreja
do
Carmo,
para
suífragar
a
alma
de
D.
Anna
Julia
de.
Moraes
Pacheco,
o
abaixo
assignado
roga
a
todas
as
pessoas
da
sua
amisade,
e
especialmente
ás
da
finada,
o
obséquio
da
sua
assistência
áquelle
religioso
acto,
pelo
que
desde
já
confessa
a
sua
gratidão.
Braga,
12
d
’
Outubro
de
1877.
Augusto
Cezar
de
Magalhães
Cruz.
AGRADECIMENTOS
Antonia
Narcisa
d
’Araujo
Veiga,
Can-
dida
Innocencia
d
’
Araujo, Antonio
José
d
’Araujo,
Thomé
de
Sousa
Pereira
Veiga
e
seus irmãos,
agradecem
a todas
as
pes
soas
que
lhes
fizeram
a
honra
de prestar
serviços,
por
occasião
do
falecimento
e
enterro
de seu
presado
marido,
cunha
do, genro
e
irmão,
Antonio Caetano
Pe
reira
Veiga.
(539)
JULIO
CAUVA1N
O USURPADOR D’UMA COROA
»
ou
®g
Affonsinos
no
seeulo
X.VII
Já
está á
venda
em todas
as
livrarias
do
costume
este
excellente
romance,
que
tão
noiavel
successo
tem
obtido.
Este
ro
mance
na
sua
maior
parte
historico, pro
cura
mostrar-nos
uma
das
mais
negras
phases
do
dominio
da
Inglaterra
sobre
a
Irlanda.
Remelte-se
pelo
correio
o
quem
en
viar,
á
Empreza
Horas
de Hecreio,
Lisboa,
a
sua
importância.
—
2
vol.
illustrados
com
6
estampas,
10000
rs.
ARREMATAÇÃO.
Pelo
juizo
de
direito
da
comarca
de
Braga,
e
cartorio
do
2.° ofiicio
de
que
é
escrivão
João
Marcos
d
’
Araujo
Ribeiro,
no dia
28
do mez
corrente,
pelas 10
ho
ras
da
manhã,
á porta
do
tribunal
judi
cial,
sito
no
largo de Santo
Agostinho,
d
’
esla
cidade,
aonde
se
costumam
fazer
as
arrematações tem
de
andar
em praça
publica
para
ser
arrematado
pelo
maior
lanço
que fôr oíTerecbio,
o
fôro
emphyleu-
tico
annual
de
140150
reis,
avaliado
na
quantia
de
2430260
reis,
preço
por
que
vae á
praça, penhorado
ao
executado
Ma
noel
Joaquim
da
Cunha
Vieira
de
Carva
lho,
d’
esta
mesma,
na
execução
que lhe
move
a
gerencia
do
Banco
Commercial,
com séde
nesta
cidade; cujo
lôro
é
obri
gado
pagar
ao
executado dito
Manoel
Joa
quim
da
Cunha
Vieira
de
Carvalho,
Joa
quim José
Fernandes
e
sua
mulher
D.
Maria
Joaquina
Rodrigues,
e
é
imposto
na quinta
chamada
da
Picota,
freguezia
de
8.
Lazaro,
desta
cidade.
Quem
no mesmo
quizer
lançar
póde
comparecer
no
dia,
hora
e
local desig
nado.
Braga
31
de
Agosto
de
1877.
O
escrivão
do
2.°
ofiicio
João
Marcos
d'Araújo
Ribeiro.
Verifiquei
a
exactidão.
(535)
Sampaio.
Arrematação
No
dia
21
do
corrente, pelas
10
ho
ras
da
manhã,
terá
logar
na
ante-sala
das
sessões
da
Commissão administradora
da
Santa
Casa
da Misericórdia,
d
’
esta
cidade,
a arrematação
dos
foros
e
pensões
em ge-
neros
vencidos
no S Miguel
do
presente
anno,
pertencentes
á
mesma
Santa
Casa e
ao
Hospital
de
S.
Marcos.
Em
seguida
se
procederá
igualmente
á
arrematação
do
fornecimento
de
arroz,
ba
calhau
e
assucar
para
os
doentes
do
refe
rido
Hospital.
As
condições
e
amostras
acham-se
pa
tentes
na
respecliva
secretaria.
Braga 4
d
’
oulubro
de
1877.
O
Secretario
da
Commissão
(533)
João
Manuel
Corrêa.
Arrematação
Pelo
juiso
de direito
da
comarca
de
Braga,
e
cartorio
do
2
0
ofiicio
de
que
é
escrivão
João
Marcos d
’
Araujo
Ribeiro,
no
dia
28
do
mez
corrente, pelas
10
bo
ias
da
manhã,
á
porta
do
tribunal
judi
cial,
silo
no
largo
de
Sanlo
Agostinho,
d
’
esla
cidade,
aonde
se
costumam
fazer
as
arrematações,
tem
de andar
em
praça
publica
para
ser
arrematado
pelo
maior
lanço
que
fôr
ofierecido
a propriedade
pe
nhorada
a
Bento
Francisco
da
Silva,
e
mulher,
da
freguezia
‘
de Gnallar,
d
’
esta
comarca,
nos
autos
de
execução
de
sen
tença
que lhes
promoveu
a
Direcção
Ad
ministradora
do
Monle-Pio
de
S.
José,
d
’
esta
cidade
cuja
propriedade
é
a
se
guinte:
Uma
morada
de
casas
terreas
e so
bradadas
e
eido
junto, tudo
circuitado,
sito
no
logar
d
’
Arcella,
freguezia
de
Gual-
tar,
d’
esla
comarca,
de natureza
de
praso,
foreiro
no
dominio
directo
ao
arcediago
da
Sé
Primaz
d
’
esta
cidade,
e
como
ca
beça
de
praso
Manuel
de
Carvalho,
do
Campo
de
Santa Anna,
d
’esta cidade,
a
quem
se
paga
oitenta
litros
quinhentos
e
noventa
e
cinco
mililitros
de
pão
meado.
Valor
da
predita
propriedade
8440000
rs.
Quem na mesma propriedade
quizer
lançar
póde
comparecer
no
dito
dia
ho
ra
e
local
designado.
Braga
1
doulubro
de
1877.
O
escrivão
do processo
João
Marcos d
’Araújo
Ribeiro.
Verifiquei
a
exactidão.
(536)
Queiroz.
Iim BB OUrifTA
Vende-se
a
quinta
do
Bar
rai,
sita no
logar
do
mesmo
nome,
na
freguezia de
Semelhe,
a
iimilar
cora
a
de
S. Jerony-
rao
de
Real,
junto a
Braga,
com
todas
as
suas
pertenças,
juntas
ou
separadas,
e
os
bens
das
Pegas,
ua
freguezia
de
S.
Je-
ronymo,
a
limitar com
áqueiles.
Os bens
e
montados
a
limitar
em
parle
com
os
da
quinta
de
Real.
Para
traclar,
rua
dos
Capeiiistas 20
C-
Braga.
(495)
COLLEGIO
INGLEZ
DO
Sagrado
Coraçfta
de
Maria,
Virgem
Iinniaetilttda
RUA
DE
S.
MIGUEL-O-ANJO
Abrem-se
as aulas
no
dia
1
do pro-
ximo
outubro.
Este
collegio
conlinúa
a
funccionar,
segundo
as
condições
do respectivo
pro-
gramma,
que
se
enviará
a
quem
deseje
ter
esclarecimentos d’
esta
casa
de
educa
ção para
meninas.
Braga
21
de
setembro
de
1877.
A
Directora
Miss
Thereza
Hennessy.
(5'18)
ALUGA-SE
a
casa
apalaçada
con-
struida
de
novo,
com
quintal
e
poço,
na
rua
da Ponte
n.°
58
C.
Para
tracta'
no
n.°
acima.
(448)
wMiim
Da
rua
de
Santo
Antonio
das
Traves
sas,
mudou-se para
a
nova
rua
do
Conto
d’
Arvoredo
o
restaurante
qtte
n
’
aquella
existia. O proprietário do
mesmo
convida
o
publico
e
os
seus
amigos
e
freguezes,
a
que
continuem dispensando-lhe
seus
fa
vores,
pois
que,
a
casa
se
acha montada
nas melhores
condições
e
com
todo
o
aceio.
O
serviço
é
feito
com todo
o
esme
ro
e
perfeição,
e
por
preços
muito
com-
modos.
(531)
MUITA A TTERÇÃO
Deposito
de
hiseoitos
de
Valonga
1
—
LARGO
DA
LAPA
—
1
Estes
biscoitos
são
muito
recommenda-
veis
tanto
pela
qualidade das
farinhas,
per
feição
porque
são
feitas,
como
pelo
seu
baixo
preço
em
relação
a
qualidades.
Preços
porque
são
vendidos:
Biscoito
valonguense,
kilogramma 280
losta
doce
»
280
Biscoito
macarrão
>
280
Bolacha
doce
D
280
Biscoito
Brazileiro
>
300
Dito
imperial
330
Bolachinha
de
araruta
>
340
Tosta
azeda
(581)
>
190
VENDA
BE
MADEIRAS
Va
Itun
do
Aleaide
n.°
11,
Brag«
Vende-se
uma
porção
de
madeira
de
castanho, ha
3
annos
serrada,
e
com
3
metros
e
40
centimelros de
comprimento,
70
centimetros
de
largura,
e
5
centíme
tros
de vitola.
18
couçueiras
de
nogueira
com
3
me
lros
40
centimelros
de
comprimento,
31
centimelros
de largura
e
9
de vilola.
4
taboas
de
freixo
bem aviloladas.
Não
se
vende
separada. Para
tratar, na
mesma
rua
e
n.°
Precisa-se
d
’
uin
homem
para
substi
tuição
d
’
um
recruta.
Trata-se
na
rua
do
Alcaide
n.°
11.
(538)
NOVO
HORÁRIO
Antonio
Garcia,
de
Villa Verde,
parti
cipa ao
respeitável
publico
que
o
seu
car
ro
que
d
’
esla
cidade
sae
diário
em direc
ção
ao Pico
ás
3
horas
da
tarde,
come
ça
a
sair
no
dia
12
do
corrente ás
2
ho
ras
da
tarde
e chega
ao
Pico
ás 4
horas,
sae
do
pico
para
Braga
ás
6
horas
da
manhã
e
chega
a
Braga
ás
8
e
meia da
manhã.
O
seu
escriplorio
em Braga
é
na
es
quina
dos
Chãos
de
Baixo
em
casa
do
snr».
Manoél
de
Barros
(loja
de
funileiro).
Braga
10
de
outubro,
de
1877.
(537)
Antonio
Garcia.
j: rJ^rp"
-
? j^3««»Ctt
>•.«■*•
4MK- J
XAROPEDEBLAYN
de um
gosto agradarei, adoptados com grande exito ha mais de
20 annos pelos
melhores
médicos
de Paris;
curào os deflussos, gripe, tosse, dores de garganta,
catarrho
pulmonar,
irritações do peito, vias urinarias e da bexiga. Paris,
BLAYN,
Pharmacien à Paris, 7, rue du Marché Saint-Honoré. Preços 540 *
810
reis. Pasta 260 reis.
Em Lisboa : Barreto, e em todas Pharmacias. etc.
(42-)
GOTTAE RHEUMATISMO
Lictr
e pílulas do dr. Laville
Esta
medicina
anti-gottosa e
anti-rheumatica
é
de
justo
titulo
o
reputada infalli-
vel
desde
30
annos,
contra
os
ataques,
e
as
recaídas.
Sua
efficacia
é
tão
grande,
que duas ou ires pequenas
colheradas
são
bastante
para
curar
as
dores
mais
agudas.
E’
a
unica
scientifica
e
officialmeive
reconhecida
e que
ofTerece
todas
as
garantias.
Veja-se
o
livrinho,
que
se
dá
grátis
em
todas
as
pharmacias.
Preço
2$000
rs.
Para
evitar-se
os
graves
perigos
da
falsificação,
deve-se
exigir
a
assignatura
do
dr.
Laville.
Deposito
geral
em
Paris:
pliarmacia
central
de
França,
7.
Rua
de
Jouy.
o» U»
DE
TABACOS
FABRICA
DE
TABACOS
EM
SANTA
APOLOGIA
I.ISISOA
UNICA
PREMIADA NA
EXPOSIÇÃO
UNIVERSAL
DE
PH! LADELPHI
A
Hygienlea mtalIiTol y
pretorrativa;
absolotamento
a unica
qae cura
lhe
juntar
mais nada.Vende*
se
naa principaes pharmacias do mundo. Exigir a
iijHlrucçAo
do uee. (3$ anos de ext to.)
Paris. casa de
in
v*«
4bl-
LhH*a.
S' BaneU)
LoraU» 28 e
ALCATRÃO
BARBERON
Unico
que contém todos os princípios balsâmicos
e aromáticos de
Alcatrão
de
Noruega.
Nos
fortes
calores
e
nas
mudanças de
estação, impede que a agua se corrompa : é uma
bebida hygte-
nioa
e preservadora de
moléstias epidemicas. —
Dóse
: uma colherzinha n’um copo d agua
accrescentada
a bebida
ordinaria. —
Preço 400 reis.
ALCATRÃO
RECONSTITUINTE
BARBERON.
co»
chlorhydrophosphato
de cal.
Consumpção,
moléstias do peito,
tisica, anemia, dyspepsia, rachitismo,
moléstias aos
ossos,
das mulheres e das crianças. —
Preço :
500
reis.
ELIXIR
FERRUGINOSO
BARBERON.
c™
stitue
o
sangue
sem
causar
o
estomago. Muito agradável,
digestivo e tonioo.—
Preço .
800
r*.
FOGO
BARBERON
PARA
OS
CAVALLOS.
Substitueio ferro
candente
sem
destruir
o
pello. Exito infallivel e facil
applicação. — Preço : 950 reis.
Devositos
:
BARBERON &
G»,
en Ghâtillon-sur-Lolre (Loiret), França. Em Lisboa, ro.
Barreto,
rua
doLorèto,
n.°
28
—
30.
(:|:
—28)
A
Direcção d
’
esta
companhia
lembra
novamente
aos
seus
compradores
e ao pu
blico
em
geral,
a
conveniência
de examinarem
com
a
maior
attenção
os
rotulos
dos
tabacos
que
comprarem,
a
fim
de
que
não
se
illudam
recebendo
corno
’
tabacos
de
Santa Apolonia,
outros
de qualidades
inferiores,
devido
isto
á
constante
imitação
que
outras
fabricas
do
paiz
tem
feito
da
nossa marca,
rotulos,
envolucros
e
empapelos.
A
direcção
faz
lambem publico
que
em
virtude
da
perfeição
do
seu
fabrico,
aro
ma,
e
boa
qualidade
dos
tabacos
que
emprega,
íoi
esta
fabrica
a
unica ultimamenle
premiada
com
a
grande medalha
de
honra
na
exposição
universal
de
Philadelphia.
(544)
IALA
HIAl
IWH
(INCORPORADA POR CARTA REAL)
LINHA
QUINZENAL
DE
P
a
QUETES
A
VAPOR
Para
S. Vicente,
Pernambuco, Bahia,
Rio de Janeiro,
Montevideo e Euenos-Ayres
Acceitando
também
passageiros
de
3.
:‘
classe,
com
trasbordo
no
Rio
de
Janeiro vara
SANTOS, PARANAGUÁ.
SANTA
CATARINA.
RIO
GRANDE
DO
SUL
PORTO
ALEGRE,
CAMPINAS,
S.
PAULO.
CANPOS,
VICTORH,
MACEIÓ,
e
outros
pontos do
litoral
e
interior
do
Brazil, ao
sul
de
Pernambuco
•
PREÇOS GOMMODOS
PEEO
4’
t
IS5
A
<>
Ml
<8
b»:
janeiro
PAQU
íl
TES
A
s
uH
DE
LISBOA
MONDEGO.
.
28
de
Outubro
TAGUS
.
.
•
■
.
13
de
Dezembro
ELBE
.
.
.
.
13
de
Novembro
GUADIANA
■
.
.
2S
de
Dezembro
MINHO
.
.
.
.
28
dé
Novembro
NEVA
.
.
•
.
.
13
de
Janeiro
Cada
paquete
d
’
rHta
eomponhia
leva a
bordo
criados
e
eoanubeiros
portugueses
paru
commodidade
dos
passageiros
de
todas
bb
«Saísses.
Sendo
as
passagens
pagas
na
Agencia
Central
no
Porto
ou
em
qualquer
Agencia
provincial,
a
conducção
para
Lisboa
é
por
conta
da C
mponhia.
Os
passageiros
com trasbordo
no
Rio
de
Janeiro,
leem sustento e
hospedaria
gratuita
durante a
demora
precisa
para
obter trasbordo.
A
bordo
os
pBsoageiroo
teein
grátis
eomo,
roupa
de
eama,
co
mida
feita
por
cosiuXieiros
portuguezes,
vinho
físsas vezes
por
dia,
assistência
medica,
serviço
de
criados
e
outras
despezas.
A
EXPERIENCIA
de
mais
de
um
quarto
de
século
tem
feito
com
que
os
paquetes
d
’
esta
companhia
(a
mais
antiga
na
carreira do
Brazil)
sejam
conhecidos
pela
regularidade,
velocidade
e
segurança excepcional;
além
d
’
isso
pela iimpesa,
boa
ordem,
bom
tratamento
e
accomodações
a bordo,
e
pelos
melhoramentos
mais
modernos
tanto
para
a
hygiene
como
para
a
commodid
’ade
dos
passage.iros.
ISTO É
COMPROVADO
pela
grande
concorrência
que
leem
de
passageiros
e
pelos
innu-
meros
agradecimentos
que
ha
archivados
em varias
agencias.
SÃO
ESTES
OS
PAQUETES
preferidos
pelo
Governo
Inglez
para
a
conduccão
das
suas
malas
dq
correio, e
por
este
serviço
recebe
a
companhia
um
importante
subsidio.
TIVERAM
ES1ES PAQUETES
a
honra
de
conduzir
Suas
Magestades
o
Imperador
e
Impe
ratriz
do
Brazil,
como
também
S.
A.
o
Infante D. Augusto.
TODAS AS
INFORMAÇÕES
e
bilhetes
de
passagem
podem
ser
obtidos
no
PORTO
na
AGENCIA
CENTRAL,
rua dos Inglezes, 23,
do
agente
GUILHERME C.
TAIT;
e
nas
provín
cias
nas
agencias
e
correspondências
estabelecidas
em
todas as
principaes
cidades
e
villas
Agente
em
Braga
o
snr.
Joao
Manoel
da
Silva
Guimarães, rua
do
Souto
Edttos
de
10
dias
Pelo
juizo de
direito
d
’
esla
comarca
de
Braga
e
cartorio
do
Escrivão
Pessa,
cor
rem
éditos
de
10
dias,
a
requerimento
do
exeqoente
o
reverendíssimo
Cabido
da Sé
Primaz
d
’
esta
cidade,
na execução
que
move
contra
os
executados
D. Maria
do
Carmo
de
Magalhães
d’
Araujo
e Costa,
e
marido
Duarte
Augusto
de
Mello
Rego,
d’
esta
cidade,
e
D.
Maria
das Dores
Ma
galhães
Araújo
e
Costa, mãe
e
marido,
Luiz Augusto
May,
da
cidade
de Lisboa,
na
qualidade
de
herdeiros
beneficiários
de
sua
tia,
D.
Maria
Benedicta
de
Magalhães
Araújo
e
Costa,
a citar
e
chamar
todos
os credores
incertos
que
tenham
direito
e
acção
á
quantia de
64^580
reis,
que
se
acha
no
deposito publico
d
’
esta
cidade,
e foi
penhorada
na diia
execução
de pro-
ductos
de
foros
vencidos, que
se
acha
vam penhorados
aos
ditos
executados
e
em poder
dos
diversos foreiros
que
en
trarão
com
elles
no
deposito
publico
em
virtude
da intimação
que para
isso lhe
foi
feita
a requerimento
do
dito
exequenle.
Os
ditos
éditos
eslão a
correr do
dia
9
do
corrente
mez
de
outubro
em
diante, afim
de
comparecerem
os
ditos
credores
in
certos
com
suas
preferencias
e
requererem
o
que
lhe
convier até
ao
decimo
dia,
de
pois
de findo o
dito
praso
dos
éditos,
com
pena
de
revelia
não
comparecendo.
Braga,
9
de
outubro
de 1877.
Eu
José Luiz
d
’
Oliveira
Pessa
o
sub
screvo
e
assigno.
O
Escrivão
José
Luiz
d’Oliveira
Pessa.
Verifiquei
a
exactidão.
(540)
Queiroz.
O UNIVERSO
ILLUSTRADO
Semanario
«Sinstrucção
e
recreio
Publicou-se
o
n.°
40
d
’
este
semanario;
contém
variedade
d
’
arligose
duas
gravuras,
sendo
a
primeira,
o
retraio
do
eminente
escriplor
ALEXANDRE
HERCULANO
O
«Universo lllustrado»
publica-se
com
a
maxima
regularidade.—Assigna-se
e
ven
de-se
nas
lojas
já
annunciadas.
Roga-se
a
lodos
os
snrs.
cuja
assigna-
tura
termina
com e«te
n.°,
queiram
man
dai
a renovar,
afim
de
não
haver
interru
pção
nas remessas.
Com
o
fim
de tornar
mais
facil
a ac-
quisição
d
’
este
semanario,
a
empreza
pre
vine iodas
as
pessoas
que
o
queiram
assi-
gnar,
que
o
podem
fazer,
recebendo
se
manalmente
as folhas
que
lhes
convier,
evitando
assim
o
desembolso, d
’uma só
vez,
das
folbas
já publicadas.
Preço
por
cada
n.°
30
rs.
A
correspondência,
dirigida
(porte
fran
co] a
João
de
Campos
Silva, rua
de
S.
Jo
sé,
15
—
3.°
—
Lisboa.
nuDMça
Domingos
Antonio
Gonçalves
Braga,
es-
pingardeiro,
morador
que foi
na
rua
dos
Biscainbos, faz
publico
aos
seus amigos
e
ireguezes
que
mudou
o
seu
estabeleci
mento
para
a
entrada
da
rua
da
Cruz
de
Pedra,
n.°
53.
(341)
ANSEEMO
OE SOUSA
37,
flua
das Flores,
37
LISBOA
Encarrega-se
da
compra
e
venda
á
Com-
missão
de
Productos
Agrícolas
Industries
Mechanicos
e
Scienlificos.
(545)
íil
Annullações
por
sinistros.
0 Administrador
do
Concelho
de
Braga,
etc.
Faz saber
aos
proprietários
ou culti
vadores
que
até
ao
dia
31
do
corrente
mez
se recebem
na
repartição de
fazenda
(Des
te
concelho
quaesquer requerimentos
para
aqnullações
por
sinistros
de
contribuição
predial
do
corrente
anno,
ea
que
os
mes
mos
tiverem
direito
pelas
perdas
que
sof-
freram
nos
seus
prédios
ou
culturas,
por
eífeilo
de
qualquer
accidente
furtuilo
dos
que desobrigavam
o rendeiro
do
pagamen
to
da
renda,
segundo o
disposto
no
titulo
27,
liv.
4.°
da
ordenação
do
reino;
de
vendo
mencionar-se:
o nome
do
proprie
tário;
os
prédios em que
occorreram
as
perdas;
a
qualidade
e
quantidade
do
ren
dimento
perdido
e
o
motivo
da perda;
não
se entendendo
estas as
que
de
ordi
nário
acontecem
por
eíleito
de
irregula
ridade
de
estações,
ou
de
factos
ou
om-
missões
imputáveis
aos
cultivadores;
rr.as
só
as
que procedem
de
accidentes
exlraor-
(Jjnarios,
que
destruam
completamente
ou
na
maxima
parte
os prédios
ou
culturas.
As
reclamações
devem
ser
individuaes
e
só
farão
referencia
as
perdas
occorridas
desde
janeiro
até
ao
fim
do
mez
de se
tembro
ultimo:
as
perdas
que
tiverem
lo
gar
nos mezes
de outubro a dezembro
d
’
este
anno
serão
consideradas
para
as
annullações
do
anno
seguinte.
Para
que
chegue
ao
conhecimento
de
todos
se
passou
e
presente
e
outros para
serem
aífixados
nos
logares
do
costume.
Administração
do
Concelho
de
Braga,
1
d
’
oulnbro
de
1877.
O
Administrador
do
Concelho
João
de
Puiva
de
Faria
Leite
Brandão.
(54G)
Acçõea
e
promissórias
«le
buneos
e
eompanhiag
Compram-se
e
vende-se
na
rua
Nova
•de
Sousa
n.°
9.
(516)
RUA
NOVA,
N.° 5
Ha
para
vender
um
tranqueiro
e
uma
sacada
de
pedra
do
monte
das
Caídas.
Trata-se
na
mesma
rua
e
u.°
(543)
Aluga-se
uma
boa
casa
de
um
já
:;
andar,
construída
de
novo,
com
bastanles
commodos,
com
quintal
e
poço,
na
rua
da
Ponte
n.°
58.
Para
vêr
se
e
tratar,
no n.° 58
C.
(542)
â
Aluga-se
a
casa n.°
7,
na
praça
d
’Alegria,
construída de
novo
e
com
elegancia.
Esta
casa
tem
uma
boa
loja
para
qualquer
negocio,
e
póde-
se
alugar
junta
ou
em
separado.
Quem
a
pretender
falle com
seu
dono
na
rua
No
va
de
Sousa
n.°
56.
(474)
Parte de Comércio do Minho (O)
