comerciominho_13091877_687.xml
- conteúdo
-
«TOUMA
COMMERCIAi;,
RKI
j
IGIOS
z
^
JWOTTIOOSA..
EDITOR
E
PROPRIETÁRIO
JOSÉ
MARIA
DIAS DA COSTA, RUA
NOVA N.°
3
E.
33
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
5.° ANNO
Braga,
12 mezes
..............................
1&600
»
6
»
..........................
850
Correspondências
partic.
cada
linha
40
Annuncios
cada
linha
....................
20
Repetição
....................................
10
PUBLICA-SE
ÃS
TERÇAS,
QUINTAS
E SABBADOS.
Províncias,
12
mezes
................
2^000
»
6
»
...............
I§0o0
»
sendo
duas
assignaturas
3^600
Brazil, 12
mezes,
moeda
forte.
.
3&600
Folha
avulso
........................
10
N.°
687
BítlGA-QUIXTA-FEIíKA.
13
SETE J1 BKW
UE
1S99
O
«Jornal
dos
Artistas»,
de
Portimão,
publica,
em
os
n.
os 93
e
94,
longos
ar
tigos
e
arliguetes
referentes
a
um facto
praticado
pelo snr.
administrador
do
con
celho
da'
Lagoa,
contra
a
casa do
profes
sor
régio
d
’
aquella
villa,
suspeito
de
in
cestuoso
com
a
sua
própria
filha.
O
citado
jornal,
assim
como
os
que
mais tarde
noticiaram
o facto,
censuram
acremente o
procedimento
arbitrário
do
administrador,
que
o governo
porisso
mes
mo
acaba
de
demittir.
Não
sabemos
os
motivos
que
deter
minaram
o
procedimento
d
’
aqtiella
aucto-
ridade,
o
qual,
a
ser
como
o
«Jornal
dos
Artistas»
aílirma,
não
tem
justificação
possível,
e
é
d
’
um
despotismo
atrocís
simo.
Não seremos
nós
quem,
por
conside
ração alguma,
deixaremos
de profligar
as
arbitrariedades
de
qualquer
auctoridade;
pois
já
por
experiencia própria
sabemos
o
que
são
e
o
que
valem na pratica
as
famosas
disposições
do
sistema
que
feliz
mente
nos
rege:
—
a
casa
do
cidadão
é
inviolável;
a
lei
é igual
para
todos;
nin
guém
poderá
ser prezo
sem
culpa
for
mada,
etc.
Sobre o
facto alludido nada diremos,
porque
não
estamos
sobre
elle
saílicien-
temente
esclarecidos;
nem
a
elle alludi-
riamos,
se
o
predicto
jornal
não
o
apro
veitasse tontamenle
para
galear
o seu
livre-pensamento,
e
calumniar
d
’
um
modo
vil
uma
instituição
de beneficencia,
e
nes
ta
as
nossas
crenças
calholicas.
Além d
’
isso
o jornaleco
lambem
nos
faz
a
honra
de
se
referir
a
nós
n’um
dos
seus
artigorios
do
seu
n.°
94.
A
historia
é
curiosa.
Na
villa
da
Lagoa
estabeleceu-se
centemeute
um
hospício ou
asylo
das Ir
mãs
Hospitaleiras
da
Ordem
Terceira
Fran-
ciscana,
as
quaes,
como
lodos
sabemos,
se
dedicam
á
assistência
aos
enfermos
nos
asylos
e
hospilaes, e íóra
d
’elles,
e
em
ministrarem
o
ensino,
graluitamente,
ás
creanças pobres.
Esla associação
de senhoras,
de
abne
gação a
mais
sublime,
tem
a
sua Casa-
mãe
em
Lisboa,
sendo
os
seus
estatutos
legalmenle
auclorisados. Os
beneticos
in
fluxos
d’
essa
associação
caridosa
já
se
teem
derramado
por
varias
terras,
entre
estas
Braga,
Guimarães,
Vianna
do
Cas
tello,
Penaíiel,
Barcellos,
e
outras,
e
até
já
chegou
á modesta
povoação
da
Lagoa.
Agora
o curioso.
Dá-se
nesta
ultima
villa
o
facto
a
que
acima
nos
referimos,
e
o
luminoso
«Jor
nal
dos
Artistas»,
berra
slentoriamente
aos
seus
3:500
(??)
assignantes:
EJEínatico,
supersticioso
é
o proprio
governo
(que
approvou
os
regulamentos
da
insti
tuição
das
Irmãs
Hospitaleiras!!!
E
escreve-se
isto
impunemente
n
’
um
jjíz
cuja
religião,
consoante
estatue
o
seu
codigo
fundamental,
é
a
catholica,
apostólica,
romana?!
Transcrevamos
mais
No artigo
principal
do
n.°
94
escreve
um
sans-culotle
qualquer:
alguma
coisila.
......................
o
acto
praticado
pelo
administrador
do
concelho,
o
snr.
André
Aleixo,
é,
além
de
tudo,
um
grave alten-
tado
contra
o pudor
d
’
uma
menina
e
d’
uma
lamilia,
que
pela
posição
de
seu
pae, ho
mem
d
uma
philosophia
mais
positava
a
quem está
confiada
a
educação
da
moci
dade
de
Lagoa,
é
por
isso,
aos
olhos
d’essas
infelizes
a
que
chamam
irmãs da
caridade,
instrumentos
quasi
sempre
inconscientes
mas
vis,
o
seu
primeiro
inimigo:
—
Os
dis
cípulos d’
um
professor que
não ensina
de
forma
que
se
acredite em
milagres
e
in
ferno,
e
dirige
a
criança
pela
luz da ra
zão,
é
inteiramente
opposto
ao
d
’
aquellas
que
as
embrutecem
com
o
erro
querendo
sujeilal-as,
não
pela
consciência
dos
seus
deveres
moraes, mas
pelo
temor
do
inferno
e
outros
erros que são
verdadeiro
perigo
para
a
humanidade.
re-
Esta
revelação
do
caracter
do
tal
Ba-
eizão,—é
esla
a graça
do
professor
—
vai
minas.
Ora
se
é
verdade
que
este
snr.
é
«homem
d
’uma
fiiosofia
mais
positiva»,
rrofessor
«que não
ensina
de fórina
que
se
acredite
em
milagres
e inferno,
e
di
rige
a
creança
pela
luz
da
razão»;
então
á
o
monstruoso
crime
que
lhe
imputam
não
espantaria
ninguém,
se
se
tivesse
rea-
lisado;
porque
um
livre-pensador
d
’aqueila
estofa
deve
estar
apto
para
todos
os
cri
mes.
Que
excellente
serviço
presta
ao
seu
protegido
o
«Jornal
dos
Artistas»!
Não
seria
melhor
deixar
o pobre
do
homem
entreter-se
com
a
sua
filosofia
mais
positiva
1
Que
desgraçada
defeza
I
Mais
uma
transcripção
á
sobreposse.
Depois
d
’
umas
declamações
banaes
e
já
bolorentas
conclue
o
oráculo
hidrofobo:
......................
tal
attentado
é
sym-
ptoma
da
existência
das
irmãs
da
caridade
hospitaleiras,
aquellas
malditas,
ha
pouco
chegadas
a
Lagoa,
a
expensas
de
uma
bolsa
generosa
caritativa e
já
influindo
n
’aquella
povoação,
cuja
sociedade lagoense
é
a maior
parte
naturalmente
estúpida,
egoista,
apos
tólica
romana,
e
esseucialmeule
fanatica,
e
supresliciosa
I
Depois
de
termos
lido
e
relido
isso
que
ahi
fica
transcripto,
ainda
chegamos
a
duvidar
do
teslimunho
dos
nossos
sen
tidos.
Mas
não
havia
que ver;
era
aquillo
mesmo
o
que
está
muito
legivel,
muito
espalmado
nas
sujas
columnas
do
«Jorna
dos
Artistas»,
que
se
publica
em
Porti-
timão,
para
vergonha da
imprensa.
Estúpida,
egoista,
fanatica,
supersti
ciosa
é
a
maioria
do
povo
portuguguez,
que
se
présa
de
catholica;
estúpido,
fa
municado
que
no
mesmo
n 0
publica,
o
«Jornal
dos
Artistas»
chama
ao
«Commer
cio
do Minho»
allamenle
reaccionario.
Muito
obrigado!
Se
com
aquella
qualifi
cação
quiz
dizer
que
nós
somos
catholi
cos,
apostolicos,
romanos,
ainda
outra
vez
—
muito
obrigado!
Se,
porém,
foi
outra
a
sua
intenção,
explique-se,
porque
nós
não
entendemos
flamengos
á
meia
noite.
E
’ portanto
necessário
que
os
homens
livres
estejam
álerta.
Os
jesuítas
traba
lham
incansavelmente,
e a
historia
diz-nos
o
que elles pretendem
da
humanidade.
Não
nos
illudiamos
com os
meios
de
que
se
servem,
que
todos
na
apparencia
são
bons.
Lagoa
é
n’
esta
província
a unica
terra
escolhida
onde esses
avejões
sahidos
do
covil
da
seita
vieram
edificar
o
seu
ninho, e
é
alli aonde
se acaba
de
dar
um
dos
primeiros
simptomas
lamentáveis da
sua existência.
A
sua
primeira
viclima
foi
o
pobre
professor
da
cadeira
regia
d’a
queila
villa,
a
quem
a
própria
authoridade
administrativa
por
sugestões
se
fez
instru
mento
vil,
iuvadindy-lhe
o
seu
lar
do
mestico
para
proceder
pessoa
de
sua
innocente
copula
com
o
pae.
a
um
exame na
filha accusada
de
os
homens
livres,
V
ISedncção tio
cCoiumereio
1V3ÍH11OD.
Lon
lres,
30
de
Agosto,
1877.
Envio
a minha
penúltima
carta
«Ho
ao
Apostolo,
que não deixa
de
ter interesse.
As
vantagens
que
alli
se
mencionavam
conseguidas
pelos
Turcos,
não
só
tem
confirmado,
mas
até
sido
seguidas
por
outras,
que,
ainda
quando as
criamos
algo
coloradas
em
favor
dos
Turcos,
em
pró
dos
quaes aqui se
tem
desenvolvido
agora
plena
sympathia,
não
ha
duvida
que
os
Russos
tem
soffrido
grandes
desastres,
e
que
a
sua
posição
é
mui
critica.
Eu que
acredito
firmemente
na
Reli
gião
Catholica,
Apostólica,
Romana,
e
na
Justiça
laciono
Rússia,
ções
e
lonia.
Divina,
cá de mim para
mim
re-
os
desastres
e
humilhações
da
com
suas
violências
e
persegui-
tyrannias
anli-catholicas
na Po-
SUMMARIO.
R.
SARAIVA.
I.
—
Desinteresse
directo
do
Calholicis-
mo
na
Guerra
do
Oriente,
mas
tendo
mais
motivo
de
sympathisar
com
o
Tur
co.
—
A
guerra
adual parece
Providencial
mente
destinada
a
Potências
belligerantes
não
Calholicas.
II.
—
Sympathias
crescentes
aqui
mais
e
mais
em
favor
dos
Turcos.—
Noticias
de
grandes
vantagens
d
’
eiles
e
victorias
sobre
os Russos.
III.
—
Os
Governos
que
deixaram
op-
primir
e
roubar
o
Pontífice,
parece
que
rem,
todavia,
ter
voz
acliva,
ou
antes
prohibiliva,
em
eleição
do
proximo
Papa.
IV.
—O
Ministro
Italiano
em
Madrid
ás
tradições
e
hábitos
e
inclinações
Governo
que
representa.
I.
—
Não
foi
nem é
minha tenção
dar
correspondência
para
o Apostolo
noti-
fiel
do
Sim,
estejam
álerta
mas
verdadeiramente
livres:
não
são
umas
inoífensivas
senhoras
que
sacrificaram
a
mocidade,
as
commodidades
mundanas
e
tudo
ao bem
do
proximo,
as
que
tornam
periclitante
a
liberdade;
mas
sim
as
dou
trinas
dissolventes
apostoladas
pelo
«Jornal
dos Artistas»
e
quejandos
sans-culotlcs,
as
quaes
conduzem
a*
sociedade
a um
abismo
insondável
de desgraças,
de
que
já
tivemos amostra
em
1793.
e
1871.
Quanto
ás
parvoíces
declamatórias,
é
coisa
que
não
tem
nem
resposta,
nem
importância.
N’um
artigo
commentando
um
com-
certos
que da
tremenda
luta
aclual
hade
a
Igreja
vir a
lucrar.
Por
ora
não vemos
ainda
activamente
interessado
na
briga
o
Catholieismo.
O
scisma
Oriental
e
o
Mahomethismo,
são
quem
agora
só
de
facto
se
guerreiam
e
dilaceram;
parece
inevitável
o ter
breve
mente
que
ir
complicar-se
na
bulha
o
Protestantismo
Inglez;
que,
em
tal
caso,
hade
tratar
de
fazer-se
auxiliar
pela
Ma
çonaria
Italiana,
como na
guerra
da Cri-
meia se associou a
do
Piemonte.
Este
porém
então
tinha
tudo
a
ganhar
encos-
lando-se de
seu
lado
ao
Protestantismo,
que
ha
muito,
mas
desde
1849
principal
mente
o
preparava
para
instrumento
seu
contra
os
Estados Catholichos
Italianos,
e
contra o
Papa
sobreludo=que foi
sem
pre
o
barrôco
dos
tiros
d
’este
paiz
desde
Henrique
Vlll
e Izabel.
Hoje
porém a
ítalia
se
crê
já
uma
grande
Potência,
e
com
isso
cresce
a sua
ambição;
ha quem pense
que ella
esco
lherá
encostar
com
aquella
das
partes
con-
fligentes
por
quem
melhor
espere
ser
aju
dada
em
seus
projectos de
engrandeci
mento.
Antes
das
usurpações
do
Piemonte
não
aílectava
ella
suspirar
senão
pela
celebre
unificação;
por
passar
da
condição
de
sim
ples
«expressão
geographicat,
como
se
diz
que
o
celebre
Príncipe
de
Meiternich
cos
tumava
qualifical-a,
a
ser
um
só
Remo
commum
e
compacto.
Hoje
porém,
como
1
’appélil
vienl
en
mangeanl,
ou
como
di
zemos
em
porluguez, «comer
e coçar
vae
do
começar»,
tem-se
dito
que
a
senhora
ítalia
Piemonlezada
estende
as
vistas
para
além
do
Adriático,
e
não
desgostaria
de
alliar-se
fosse
com
quem
fosse,
que
lhe
promellesse
rasca
na
assadura
por
esse
lado.
E
’
talvez
d
’ahi
que
nasceu
o
ler-se
icsmungado que
a
mesma Ítalia
se
mos
trava
inclinada
a
encostar
com
a
Rússia
na
questão
actual
Russo-Turca.
Eu
esti
maria
ver
isso,
porque
seria
o
meio
de
esfriar
um
tanto
as
sympathias
Brilaní-
co-maçonicas,
o
que
principalmente
se
deve
á
celebre
unificação,
effectuada
á
custa
de toda
a
especie
de mentiras,
de
traições,
de
violências,
de
conl:
adicções,
de vilezas.
Mas
não
creio
que
a
dita Ita-
lia
maçónica
désse
em
semelhante
loucu
ra,
que
poderia
alienar
d
’
ella
as
sympa-
thias
Inglezas,
e com
isso
pôr
muito
em
perigo
a
unificação
que
á
Inglaterra
Pro
testante
é principalmente
devida.
na correspondência
para
o Aposioto
noti
cias detalhadas da
guerra
formidável
que
está
tendo
logar
no
Oriente;
não
obstante
as
consequências
e
a
influencia
que
possa
vir
a
ler,
ou
antes,
sem duvida
terá,
de
um
modo ou de
outro,
nos
interesses
da
Religião.
Quaes
esla
influencia
e
conse
quências
possam
vir
a ser,
impnssivel é
prevel-o
ou predizel-o;
a Providencia
Di
vina
saberá
como
guiar
as
cousas
para
o
triumpho
da
Igreja,
que,
sem
duvida,
ca
recia
de alguma
tempestade
para
purifi
car-lhe
os
ares
de
abusos
e
descuidos
existentes.
A
minha
esperança
e
convicção
é
que,
por fim
de
contas,
a
Religião
e
a
Igreja
hão
de
vir
a
lucrar
de
todas
estas
com
plicações.
O
como
ninguém
o saberia
pre
dizer
sem
Divina
inspiração;
mas
em
vista
da
maneira
admiravel
porque,
tão
recen
temente,
vimos
lornar-se
em
um
verda
deiro
triumpho
do
Santo
Padre e
do
Ca-
tholicismo as
perversas
intenções
do
Monte
Cilorio
contra
a
.Igreja
que excitando
e
unificando
em
favor
d
’
elfa o
zelo
e sym-
palhias
do
mundo
CatholiCo foram
intimar
um
velo
ás
medidas
e
oppressões
com
que
a
Maçonaria
contava
paralysar
a
ac-
ção
do
Clero
na
ítalia;
podemos
estar
A.
R. SARAIVA.
(Continua)
A
’
«Palavra»
II
Do
que
levamos dito,
e
mesmo
de
quanto
dissemos
eir.
nosso
artigo
de
21
do
corrente, se
evidenceia
a
pouca
serie
dade,
com
que
a
«Palavra»
nos
quer con
vencer,
com o
que nós
mesmos
dissemos
ácerca
do
partido
cartholico
hespanhol,
con
struído
em meio do
partido
liberal.
Pri
meiramente
nós
não
mostrámos
confiar
muito
no esforço
d
’esse
grupo
de
homens,
que
pretendem
christianisar
a
situação e
a
dynaslia.
Em
segundo
logar,
porquanto
dissemos
n
’
esse
artigo,
e temos
dito n
’
esta
resposta,
é
bem
clara
a
differença
das
cir-
cumstancias. Esse
grupo
dispõe de’
ura
certo
numero
de’homens
notáveis
na
po
lítica,
nas
leltras,
nas
sciencias,
que
lhe
dá
direito
a
esperar
a conquista
do
poder,
levando
sempre
desfraldada,
franca
e
aber-
tamente
a
bandeira
do
Syllabus.
Dá-se
aqui
jalguma
coisa
similhante?
Mantém
se
na
rasurara
1
Redacção
da «Palavra»
algumas
illusões
a
este
respeito?
Se sim, grande
é
a
fé
implícita
da
«Palavra»
em
coisas, até onde
essa
se
não
estende;
só
nos resta la
mentar
o estado mental
de
tão
exceden
tes
pessoas.
Se
não;
para
que vindes
com
tal
argumento, e
mais
ainda:
porque
não
deixaes
essa
estrada
fatal?
Menos
esperávamos ainda o argumento
deduzido
da
Companhia
de
Jesus
que
a
«Nação» respeita
como
verdadeira
Com
panhia
de
Jesus,
que
sempre
tem
defen
dido
da
calumnia,
da pravidade
liberal;
mas
assim
como
nós
não
requeremos
aos
nossos
Prelados,-
que
se
declarem
migue-
listas,
lambem não
podemos
exigir
que
a
Companhia por
ta!
se
declare.
Os
Prelados
e
a
Companhia
em
relação
á
política
par
ticular
dos Estados,
pódem
querer
man
ter-se
em
uma
situação
superior,
e
actuar
na
sociedade
pelos
grandes
meios da
acção
da
Egreja:
mas
se
a «Palavra»
nem é
Bispo,
nem
Jesuila,
se
ella
quer
chamar
os
catholicos
do
campo
liberal,
com
o
il-
lusorio,
impossível,
ainda
que
bem
inten
cionado fim
de
o
cbristiaiiisar
por
meio
de
uma
acção
política
incessante,
onde
está
aqui
a
paridade
?
Mas
a
«Palavra»
«só
quer
que o
clero
se
não
metia
em
política».
Ah!
se
a «Pa
lavra»
ficasse
ahi
!
Mas
não
(ica
decerto
a
sua
acção,
se ella
íica,
como
já
disse
mos,
e
isto
justifica
a
nossa
aversão
a
uma linha
de proceder
enervante,
accom-
modaticia,
e
que
é
ponte
para o
liberalis
mo
heresia.
Reclifiquemos
aqui
algumas expressões.
Liberaes
catholicos
em Hespanha
não
os
conhecemos
bons.
Liberal
no
sentido
mo
derno
e
pratico
é
o
professor
de
liberda
de
do
mal,
de
licença
e
da
camisola
de
força á
Egreja:
é
o
mais
ou menos
com
pleto
e
consciente
servo
de
Salanaz
e
ini
migo
do
reinado
social
de
Nosso
Senhor
Jesus Christo.
Liberal
catholico
implica
uma
contradição
nos
termos,
que
accusa
um
estado
religioso
illogico
e
mais
ou
menos
imperfeito.
Também
não
são
complelamente
idên
ticas
as
condições
políticas
em
Hespanha,
com
relação
aes
homens
que
pretendem
chrislianisar
a
situação.
Lá
póde
haver
essa
esperança,
porquanto
temos
dito
e
porquanto
dizíamos
n
’
esse
mesmo
artigo
de
21;
aqui
nada d
’
isso
se
dá nem
póde
dar
se
como
dissemos
tá
é
aqui.
A
«Palavra»
achou
conveniente
alegar
uma
parle
e
despresar
a
que
a
incommo-
dava.
Não
admiramos
a
habilid.de
.
Temos
muito
d
’isso
no jornalismo
liberal.
O
qne
achamos
impagavel
é
ter
a
«Na
ção»
culpa
de
que
do
meio
do
parlido li
beral
não
surja
um
grupo
de
homens,
que
aspire
com
rasoavet
esperança
ao
poder,
para chrislianisar a situação. Por
modo
que
se
o
snr.
Conde
de...
ou
se
o
snr.
Duque
de...
ou
Fulano
e
Cicrano,
perso
nagens
muito
tementes
a
Deus,
violaram
como
ministros as
leis
da tgreja,
incor
reram
por
isso
em suas
censuras,
e
longe
de
chrislianisar
para
dentro,
escandalisa-
ram
para
fóra,
é
a
«Nação» a
culpada,
porque
não
os
apoia,
nem
lhes
dá
força! 1
Este
presente
e absurdo, porque
não
te
mos
que
apoiar, o que
não
existe,
e
quanto
á
vida
passada
da
«Nação»,
desafiamos a
«Palavra»,
a
que
nos
aponte
uma
só
cc-
casião,
em
que
faltasse
o
nosso
apoio
a
toda
medida
que
tendesse
ao bem
material,
moral
ou
religioso
do
paiz.
Exigimos
da
«Palavra»
uma
declaração
a
este
respeito,
que
demonstre
a
boa fé
da
sua accusação.
Nós
protestamos
ser
a
pura
verdade,
que
sempre,
que
se
tem
tratado
de
obra
de
interesse
moral
e
religioso,
prestámos
o
nosso
apoio
desinteressado.
Apontamos
o
exemplo
d<>s
nossos deputados
na
ca-
mara,
quando
foram
possíveis por
não
estar
ainda
tão
espalhado
o
syslema
accomoda-
ticio.
Nem
uma
só
vez
os
deputados le-
giti
mistas
faltaram
ao
poder,
quando
quiz
ser
justo
e
favorecer
os
bons
princípios.
Pergunte-o
ao
actual
presidente
do
conse
lho,
que
a «Palavra»
tem
meios
para
isso.
Quando
se
tem
tractado
do Dinheiro
de
8.
Pedro,
a abnegação
do
partido tem
sido
extrema
e
a
«Nação»
tem
ido
com
elle.
Ainda
agora,
quando
se
organisou
a
peregrinação,
com
quanto
esta
contasse
«0
por
0/0
de
miguelislas,
a «Nação»
auxiliou
o
movimento,
e
não
promoveu
nenhuma
manifestação,
que
fizesse
sentir
essa
maioria.
E
’
que
aqui
acima
do
Bei está sempre
Deus,
ainda que
as
causas
de
Deus
e
a
do
Rei
estejam
em
Portugal
principalmente,
tão
ligadas,
que
o que
se
fizer
pelo
Rei
será
em
favor
de
Deus,
e
o
que
fôr
real
mente
por
Deus
será
sempre
em favor
do
Rei.
Bem
o
sabe
o
liberalismo;
por
isto
tornou
impossível
a
christianisação
do
existente.
Assim
que,
se
hoje já chegamos
á
con
vicção
d
’
essa
impossibilidade, como preten
de
a
«Palavra»,
as
nossas
complecencias
por
homens,
que
não
demonstram
nenhum
amor
lá de dentro
á
Religião
e
só
querem
as
multidões prostradas
ante o
throno
li
beral
no
interesse d’
este,
e
esforçando-se
por
aniquilar
as
ultimas
esperanças
da
restauração
social e
religiosa
em
nosso
paiz?
Accompanhe-o
a
«
Palavra»,
favoreça
esse
machiavelismo.
Nós
não
seremos
nem
comparsas, nem
illudidos
e
por
isso
ha
vemos
de
contmuar
a
tractar
esses
homens,
também
dos
seus
fetiches,
como
em
nossa
consciência intendermos
que
o
merecem.
E
’
um
direito
e
um
dever.
Não
nos
maravilha
depois
de
tudo,
que
a
«Palavra»
esteja
disposta
a
abraçar
por
caridade
o
proprio
Viclor
Manuel.
Nós
não
sabemos
se
a
tanto
chega
a
caridade
do
snr.
Conde
de
Thomar ministro
do
libe
ralismo
portuguez
em
Roma
juneto
da
San
cta
Sé.
Sabemol-o,
—
frequentador
do Qui-
rinal,
com
escândalo
d
’aquelles
seus
des-
caridosos
collegas
de
Roma,
e
de
mais
alguém
que
sabe
o que
é
caridade.
Nós
não
levamos
tão
longe
a
nossa
caridade.
A
elasticidade
da
caridade,
segundo
a
«Palavra»,
não
só
tem
contra si
as
pró
prias
palavras
do
Padre
Santo,
quando
falia
do
liberalismo
e
mais
que
tudo
dos
libe-
ralisantes,
mas
teem
contra
si
o
mesmo
proceder
d’
elle.
qne
não
admitte
no
Va
ticano,
quem
seja
frequentador
official
do
Quirinal.
E
permitla-nos
a
«Palavra»
dizer-lhe
á
boa
paz,
que
é
melhor
prégar
com
o
exemplo,
e
a
isso
falta,
quando
inculca
qne
aborrecemos
os
homens
em
vez de
só-
meríie pulverisarmos os
erros.
E
’
exacta-
mente
o
contrario;
aqui
não
ha
odios
contra
ninguém;
ha
aversão
decidida ao
erro,
que perverte
as
almas
e as
entrega
manietadas
a
Salanaz.
Os
que tal
obra
fazem,
mesmo com a
melhor
intenção,
não
podem
ler,
nem
a nossa
estima
nem
o
nosso respeito;
e
se
por
vezes
ferimos
o
homem
é
porque não
podemos
separal-o
do
erro.
Iremos
além
da
esphera
devi
da?
Pode ser,
somos
homens
e
nada
do ho
mem
nos
é
alheio.
Mas
a
perversidade
de
certos processos
em
si, e
prescindindo
dos
agentes,
é
tal
que custa
conservar
o
fiel
da
balança
entre
a
caridade
é
a justiça.
GAZETILHA
H
m
» da
Hiverieordiia.—
Passa
C0-
mo
certo
que
a
nova Meza
da Misericór
dia,
que
apenas
conta
pouco
mais
de
um
mez
de
vida,
foi dissolvida;
e
que
para
substiluil-a
o
exc.mo
snr.
governador
civil
nomeára duas
commissões
—
uma
para
ad
ministrar
a
Misericórdia,
e
na
qual
entra
o
snr. Henrique
Freire,
adoal
Provedor
da
nova
Meza
(!!),
e
outra
para
adminis
trar
o
hospital
de
S.
Marcos,
e
na
qual
entra
também
o snr.
Lourenço
de
Maga
lhães,
actual
Provedor
do
mesmo
hospi
tal!! !
Não
vimos
ainda a
portaria
da
disso
lução;
porisso
ignoramos
os
motivos
ade
gados
pelo snr.
marquez
de
Vallaia.
De
vem
ser
muito
extraordinários!
Consta
que
s.
exc.
a
dissera
ao escri-
pturario
da Irmandade
referida
que
apre
sentaria
esses motivos, quando
se
reunis
sem
as
commissões.
O snr,
Henrique
Freire,
um
dos
novos
commissionados,
acha-se
a
banhos
na
Po-
'
voa
do
Varzim;
porisso,
sem
a sua vin
da,
por
certo
não
se
organisará
a
nova
commissão, Teem
nelle
fitos
os
olhos os
seus
companheiros, parle
dos
quaes
instou
para
a
organisação
da
nova
Meza,
e
es
peram
ver
se
elle os
abandonará, ou
não.
Aguardamos
o
desfecho
d
’
esta
comedia
que
promete
ser
um
pouco
divertida.
Telegramsnas
«le
Knsbaa.
—
•
Os
telegrammas
de
Lisboa
dão
o
decreto de-
mittindo
da
pasta
da fazenda
o
ministro
e
secretario
d
’
Estado
honorário
Carlos
Ben
to
e
nomeando
inlerinamente
para
a
mes
ma
pasta
o
ministro
da marinha
José
de
Mello
Gouveia.
—
O
snr.
ministro
das
obras
publicas
sahiu
da secretaria
adoentado.
—O
snr.
mirquez
d
’
Avila
e
de
Bola-
ma
anda
lambem
doente.
—
O
snr.
Carlos Bento
foi
para
Cintra.
—
Outros
telegrammas
dizem que
a
doença do snr.
Barros
e Cunha
era
pre
texto,
e
que lambem
sahia
’
do
ministério.
—
O snr.
Alexandre
Herculano
está
gravissimamente
enfermo.
Questão
do
Oriente.
—
Tem
sido
tão
variada
a
sorte
das
armas
nestes
úl
timos tempos na guerra
do
Oriente,
que
pouco
ou
nada se
póde
ajuizar sobre
o
seu
resultado.
No entanto
os jornaes
in-
glezes consideram
a
queda
de
Lowatz
como
um
golpe
muito
sério
para
as
ar
mas
turcas.
Eíléclivamenle,
situado,
como
é,
Lowatz,
a menos
de
25
milhas de
Plewna,
ao
meio,
a
sua
posse
permitte
aos
russos
impedir Osman-Pachá
de
re
ceber
reforços
de
Suleyman-Pachá,
salvo
sè
estes
fizerem
um circuito
enorme.
Mas
isto
mesmo
poderia
ser
impedido
pelo
general
Skobelef,
destacando uma forte
columna
em Etropol,
a
cavalleiro
da
es
trada
de
Plewna e
Sofia,
base
actual
das
operações
d
’
Osman-Pachá.
O exercito
turco,
além
d’isto,
está
ago
ra cercado
em
parte,
pois que
os
rou-
manicos
o
ameaçam
do
lado
do
norte,
e
o
centro
russo,
do
lado
do
éste,
ao
passo
que
Skobelef
o
mantém
ao
sul.
Nesta
situação,
cheia
de
perigos,
Os
man-Pachá
não
tem mais
que
escolher
entre
a
retirada
sobre
Viddin,
antes
de
ser
completamente
cercado,
ou
um
exfor-
ço desesperado
para
romper
a
linha
ini
miga,
que
a
sua
grande
extensão
com-
prometle.
Mehemel-Ali, depois
do seu triunfo
de
Karahassankoi. não tornou
mais
a
bulir
e
contenta-se
em
fortificar Popkoi.
Quan-
lo
a Suleyman-Pachá,
sabe-se
que
o
grosso
do
seu
exercito
desappareceu
mysteriosa-
menle,
deixando
forças
suflicientes
para
guardar as alturas
conquistadas
de
Schipka.
D
’
aqui
se
infere
que
os
turcos estão
aclualmente
entre Sylla
e
Carybdes,
ou
entre
a
bigorna
e
o
martello..
Aífirma-se também
que
recomeçou
o
combate
em
Schipka,
e
que
o
exercito
roumanico, assim
como
o servio,
se
dis
põe
a
entrar
em
campanha
sob
o
com-
mando
do
príncipe
Milan.
Todos
os
che
fes
de
corpo
deixaram
já
Belgrado
para
se
dirigirem
ao
seu
posto.
Ezernovilz
tí
—
As operações militares
russas
vão
ser
acceleradas
afim
de con
cluir
a
campanha
em
consequecia
de
razões
financeiras
e
políticas.
Londres
8
—
0
«Times»
aífirma
ser
falsa
a
asserção
do
«Dayli
Telegraph»
ácerca
de
ter
Gladslone
incitado
os
gregos
para
ata
carem
os
turcos.
Lm
telegramma
de
Belgrado
assegura
que
a
Allemanha
approva
que
a
Servia
tome
parte
na
guerra.
Ragusa
8
—
A
praça
de Nichsik
ren
deu-se
á
descripção
dos
montenegrinos.
Bucharest
8
—Os
russos preparam
um
grande
ataque
contra
Plewna.
Paris
7—
Diz
um
despacho
de
origem
turca
que
o quartel
general
russo
vae
ser
transferido
para
Bulgaria.
Assegura-se
que
a
entrevista
de
Andrassy
e
Bismark
deve
realisar-se
de
12
a
15
do
corrente.
Dizia
o
«Times»,
na
sua
edição
da
tarde
de
hontem,
que
o
príncipe
de
Gortschakoff
appressa
a Servia
para
que
entre
em
cam
panha.
As
tropas
do
principado
marcharão
no
dia
13
do
corrente. Recomeçou
a
lu-
cla
nos
arredores
de
Rouslschouk,
cuja
guarnição
foi
elevada
a
8:000
homens.
Paris
8
—Um
deS^acho
ciliciai
russo
datado
de
Bucharest
em
7,
assegura
que
os ataques
dos
turcos
nos
dias
4
e
5
contra
Lofich e
outras
posições russas
perlo
de
Elena,
foram
repellidos,
como
lambem
repellido
o ataque
geral
dos turcos
contra o
exercito
russo
de
Rouslschouk.
N
’outro ataque
parcial,
um
destacamento
russo
manteve
as
suas
posições.
A
lucta
tem
sido encarniçada em
toda a
parle.
Os
turcos
estão
atacando ou
fazendo
demon
strações
contra
Kadikoi.
Ignoram-se
ainda
os
resultados.
Londres
10—
O
«Manchester
Examinei»
insere
um
despacho
de
Sislowa
de
9,
di-
sendo
que
havia
começado
de
manhã
o
ataque
contra
Plewna
que foi
tomada
pe
los
russos
ás 6
da
tarde,
sendo
derrotados
os
turcos,
que soflreram perdas
enormes.
Informações
recebidas
hoje
de Bucharest
não
confirmam
a
tomada
de
Plewna,
mas
aílirmam
que
os
russos a
leem
cercado
e
se
aproximam.
Londres 10—
O
«Times»
publica
um
telegramma
de
Syra,
disendo
que
Suley
man-Pachá
pede
constantemente
reforços.
A
esquadra
de
Usset Pachá
em
viagem
para
Gibraltar,
recebeu ordem
de
retroceder
im-
mediatamenle.
'
Nesio-Pachá
atravessou o
rio
Lom
no
dia
7
e
tomou
a aldeia
de
Opata.
Os
russos retiraram
para
Brila abando
nando
Papkoi.
KeerwmeíBío
miBJtar.
—
Por des
pachos
publicados
no
«Diário
do
Governo»
de
sabbado
passado,
foram
resolvidos,
entre
outros,
os seguintes
recursos:
Ficou
sujeito:
Districto
de Braga—Concelho
da
Po
voa de
Lanhoso
—
João,
filho
de
Maria
Rita
de
Araújo,
da freguesia
de
Oli
veira.
Ficou
isento:
Districlo
de Braga
—
Concelho
da Po
voa
de Lanhoso—Antonio,
filho
de
José
Maria
da Silva,-da
freguesia
de
Monsul
EJecs-eto
gobre
extunea.—
O
«Dia-
rio»
de
10
publica
o
seguinte
decreto:
Artigo
l.°Nos
primeiros oito
dias
uteis
do
proximo
mez
de
outubro
serão admitti-
dos
a
exames
em
qualquer
das
cidades
de
Lisboa, Coimbra
e
Porto
os
alumnos
aos
quaes,
além do desenho,
faltar
um
ou
dois
exames
finaes
de
instrucção
secunda
ria
para
a
matricula nos
cursos
de
en
sino
superior
ou
especial existentes
ms
referidas cidades.
Art.
2.°
Os
alumnos
que se
propore-
rem
a
exame
deverão
apresentar
os
seus
requerimentos,
desde
o
dia
15
até
ao
dia
20
inclusivè
do
corrente
mez
de
setembro,
ao
reitor
do
lyceu
da cidade onde
houver
de
ser
feito
o exame,
declarando
o
curso
em
que pretendem
matricular-se,
e
jun
tando:
1. °
Certidões
de
approvação
em
todas
as
mais
disciplinas
exigidas
pelas
leis
e
regulamentos
para
a
matricula
que desi
gnarem;
2.
u
Senha
de
pagamento
das
propinas
correspondentes
aos
exames que
reque
rerem.
Art.
3.°
Aos alumnos
militares é
per-
mittido
n
’
esta
época
fazer exames
finaes
de
quaesquer
disciplinas
de
instrucção
se
cundaria, requerendo-o
no
praso
estabele
cido, perante
algum
dos
reitores
dos
ly-
ceus
de
Lisboa,
coimbrã
e
Porto,
e
sa
tisfazendo
ás
condições
prescriptas
no
artigo
58.°
do
decreto
de
31
de
março
de
1873.
Art.
4.°
Os
reitores
dos
lyceus
nacio-
naes
de
Lisboa,
Coimbra
e Porto,
envia
rão
á
direcção
geral
de
instrucção
publica
até
ao dia
25
do
corrente
as
relações
dos
alumnos
habilitados para
exame organisadas
conforme
o
que
se
acha
determinado
no
artigo
62.°
do
decreto
de
31
de
março
de
1873.
Art.
5.°
Na
organisação
dos
jurys
e
no
processo
dos exames,
quanto
ás
provas
e
julgamento,
observar-se-ha
o
disposto
na
legislação
vigente.
Fenoiueno
«-utraislao.
—
No
dia
20
de
julho
deu-se
em
Bardez
(Índia)
um
fenomeno
estranho.
Um
rijo
pé
de vento
soprou,
ás
10
horas
da
manhã,
uma
enorme
columna
de
fumo,
coroada
de
linguetas
de
fogo,
que,
voando
a
2
melros
do
logar
onde
appareceu,
desfez-se atirando as chammas
para
cima
dos
arbustos
que
ficaram quei
mados.
O
seu
transito
foi rápido,
mas, apesar
d
’
isso, sentiu-se immediatamente
um
calor
intensissimo,
que
logo
desappareceu
lam
bem.
Honra
á
França.
—
Lê-se
O
seguinte
no
«Popular»,
folha do
Funchal:
Nos
últimos
dias do mez
de
junho
do
corrente
anno
ancoraram
no
porto
d
’
esia
cidade
as fragatas
francezas
«Isis»
e «Cor-
nelie».
Alguns
dos
briosos
officiaes d’aquelles
vasos
de
guerra
e
digno
capellão
da
fra
gata
«Isis»,
lendo
vindo
á
terra,
e
visi
tado
o
virtuoso
e
illustrado
prelado
d
’
esta
diocese, o
exc.
mo
e
revd."
10
snr.
D.
Ma
nuel
Agostinho
Barreto,
foram tão
bem
recebidos
por
este
illustre
príncipe
da
egreja,
e
ficaram
tão
penhorados
das
ma
neiras allenciosas,
delicadas
e
graves de
s.
exc.
a,
que
resolveram, d
’
accordo
com
os
illustres
commandantes
das
ditas
fra
gatas,
convidal-o
a
ir
celebrar
uma
missa
a
bordo
de
uma
d
’
ellas.
Feito
depois
o
convite,
foi o
snr.
Bis
po,
no
domingo
1
do
corrente
julho,
a
bordo
da «Isis»,
e
alli
celebrou
uma
missa
em
um
altar
ricamente
preparado
sobre
o
convez,
que
se
achava
todo
adornado
de
bandeiras
e flôres.
O
exc.
m0
snr.
Bispo
foi
acompanhado
na
missa
por
dois
distinctos
sacerdotes
francezes,
o
revd.0
capellão
da
fragata
«Isis»
e
o
revd.
0
padre
Lurd,
muito
illustrado
e
respeitável
preceptor
dos
dignos
filhos
de
Mr.
Goubaux, dislincto
cavalheiro frao*
cez,
que
por causa
da
sua
deteriorada
saude,
reside
ha
alguns
annos
n
’esta
ciiade
com a
sua
virtuosa
familia.
Afóra
estes
dois sacerdotes,
serviram
a
s.
exc.a
durante
a
missa
dois
presby-
teres portuguezes,
o revd.0
snr.
padie
Luiz
Neves,
secretario
particular
do pre
lado,
e o
revd
0
snr.
padre Jorge
Moo-
teiro,
capellão
e
confessor
do
Hospício
da
Princeza D.
Maria
Amélia.
Em
frente
do
altar
havia
um resplen
dor
formado
de
luzentes
espadas
e
baione
tas,
entremeadas
de
lindas
flores.
Alguns
ofliciaes
executaram
durante
a
missa
diversas
peças
de
musica
sacra em
um
piano,
que
se
achava
collocado
na
parle
posterior
do
altar.
Assistiram
á
missa
os
dignos comman-
dantes
e
todos
os
ofliciaes
das
duas
fra
gatas,
assim
como
toda
a
marinhagem,
respeilosainente
postados
ao
longo
do
con-
vez
do
navio.
•
Foi
uma
ceremonia
magestosa
e
impo
nente.
Era
bello
vêr aquelles
rostos
crestados
pelo
sol
das
batalhas,
e
acostumados
a
encarar
os perigos
e
a
morte,
com
sere
nidade
d’
animo,
alli
respeitosos
e
com
pungidos;
era
uma
scena
digna
de
um
bello
pincel
vêr
os
filhos
da
nobre, al
tiva
e
cavalheirosa nação
franceza, dobra
ram
os
joelhos
e
curvaram
a
cabeça á
elevação
da
Hóstia
e
do
Calix
consagra
dos.
Eram
os
representantes
da
filha
primo
génita
da
Egreja.
Honra
á
nação franceza.
Honra
ao
illustre
prelado,
que
assim
deu
testemunho
de
merecida
consideração
á
gloriosa
nação,
que
tanto
tem
feito
em
prol
da egreja
e
da
religião
catholica
ro
mana.
Navios
perdidos.—
No
mez
de
julho
ultimo,
naufragaram,
segundo
a
estatísti
ca
publicada
uo
«Bureau
Veritas,
os se
guintes
navios
De
véla,
perdidos,
77;
a
vapor
9.
Destes
eram
6
inglezes, 1
alle-
raão,
1 francez
e
1
russo;
dos
outros
eram
23
inglezes,
10
norueguezes,
9
allemães,
8
americanos,
6
francezes,
4
hollandezes,
3
italianos,
2
hespanhoes,
2 russos,
1
brazdeiro,
1
grego, 1
sueco
e
7
de
ban
deiras
desconhecidas.
Comprehendem-se
n
’estes
numeros
8
navios
que
se
suppõem
perdidos
por
falta
absoluta
de noticias.
SAÚ2E A
T0B3S
sem
medicina,
pur
gantes,
nem
despezas,
com
o
uso da delicio
sa farinha de
saúde,
BWMOESCIÈ&E
DU
BARRY
de
Londres.
titue
o
appettite,
digestão,
somno,
energia
e
carnes duras
ás pessoas, e
ás
creanças
as
mais fracas,
e
sustenta
dez
vezes
mait
que
a
carne,
e
que
o
chocolate ordinário
sem
esquentar.
Em
pó
e
em
paus,
em
caixas
de
folha
dt
ata
de
12
chavenas,
500
reis;
de
24
chave
nas,
800 reis;
de
48 chavena^,
10400;
de
120
chavenas, 30200
reis,
ou^5
reis
cada
chavena.
BU
HAHSH
C.
a
lil.naTEÍJ.
Mace Vendòme,
26,
Paris.
77
Regent-
Street,
Londres. Valverde,
1,
Madrid.
Os pharmaceuticos,
droguislas,
mer-
cieiros,
etc,,
das
províncias
devem
diri
gir
os seus
pedidos ao deposito
Central ;
snr.
Serzedello &
C.
a
Largo
do
Corpc
Santo
16,
ILisboa,
(por
grosso
e
miudo)
.
Azevedo
Filhos, praça
de D.
Pedro,
31,
32; Barrai &
Irmãos,
rua
Aurea, 12
—
SF®r-
io,
J.
de
Sousa
Ferreira
&
Irmão,
rua
da
Banharia,
77.
DEPOSITOS
ENTRE
DOURO
E
MI-
NH0.=
Aveiro,
F.
E.
da
Luz e
Costa,
pharm.
—
B£t*reellos,
Antonio
João
de
Sousa
Ramos,
pharm..
Largo
da
Ponte.
—
Srafn,
Domingos
J.
V.
Machado,
drog.,
praça
Municipal,
17
—
Antonio
A.
Pereira
Maia,
Pharm.,
rua
dos
Chãos
31
—
Pipa
Óc
Irmão,
rua
do
Souto.
—
Viaiasaa
do
tCas-
tello,
Aftonso
drog.,
rua
da Picota;
J.
A.
de
Barros,
drog.,
Rua
grande,
140.
—
GuimarSea,
A.
J.
Pereira
Mailins,
pharm.
—
Antonio
d
’
Araujo Carvalho,
Cam
po
da
Feira,
1;
José, J.
da bilva,
drog.,
Rua da
Bainha,
29 e
33.
—
Penaftel,
Miranda,
pharm.
—
Porto,
M.
J.
de
Sou
sa
Ferreira
&
Irmão,
Rua
da
Banha
ria,
77;
J.
R,
de Sequeira,
pharm.,
Casa
Vermelha; E.
J.
Pinto,
pharm., Largo
dos
Loyos,
36;
Viuva
Desirè
Rahir,
Rua
de
Cedofeila,
160;
Fontes
&
C.
a
,
drogs.,
Pra
ça
de
D.
Pedro, 105
a
108;
Antonio J.
Salgado,
Pharmacia
Central,
Rua
de San
to
Antonio,
225
a
227.
—
JPosite
<lo
m»,
A.
J.
Rodrigues
Barbosa,
pharm.
—F
ovm
«5o Varzim,
P.
Machado de
Oliveira,
pharma.
—
Valença
do
iVIinho,
Francisco
José de
Sousa,
pharm.
—
Villa
A.
L.
Maia
Torres,
pharm,
DESPgOIOl.
GRANDE
FESTIVIDADE EM
FERREIROS.
No
proximo
domingo.
16
do
corrente,
terá
logar
uma grande festividade
ao
Se
nhor
da Boa
Fortuna,
venerado
no
logar
da
Estrada,
proximo
á
casa
do snr.
dr.
Theolonio,
na
freguezia
de
Ferreiros.
Na
vespera
á
noite
haverá
alli uma
brilhante
illuminação,
qtieimar-se-ha
gran
de
quantidade
de fogo
do
ar
e prezo,
durante
o
qual
tocará a
banda
de
musica
dos
Artistas.
No
domingo.
16.
haverá
na
egreja
parochial da referida
freguezia
missa
so
lemne,
Exposição
do
SS.
todo
o
dia, e
de tarde
sermão,
depois
do
uma
brilhante procissão
que
a
estrada
e
os
logares
mais
composta
das irmandades
da
anginhos,
urn
côro
de virgens
debaixo
do qual
será
conduzido
o
SS.,
fechando
o préstito
uma
guarda
d
’honra
d
’infanteria
8,
precedida
pela
banda
dos
Artistas.
(491)
qual
sairá
percorrerá
povoados,
freguezia,
e
o
pallio,
Aos
paes
de
familia.
Um
indivíduo,
com bastante
pratica
de
ensino
nos
principaes
collegios
d
’esta
ci
dade,
oflerece-se
para
leccionar
em casas
parliculams
lustrucção
Primaria
pelo
me-
tbodo
de
João
de
Deus.
Podem
dirigir-se
á
rua
de
Santo
An
dré, n.°
4.
(493)
àMM&TÃg&O
A
Meza
da
Santa
Casa
da
Misericórdia,
d
’esta
cidade,
administradora
do
Hospital
de
Marcos, faz
saber,
—
que
nos
dias
abai
xo
mencionados,
pelas
10
horas
da
manhã,
terá
logar na
ante-sala
das sessões
da
mes
ma,
a
arrematação
dos
seguintes
forneci
mentos,
a
saber
:
No
dia
la
do
corrente
:
A de
pão
trigo
e
de
mistura
;
A
de
carne
de
boi
e
de
vitella;
A
de
fios
de
linho
;
A
de lenha
para
consumo
do
fogão.
No
dia
16
do
corrente:
A
de
foros
e pensões
em
generos,
que
se
pagam
á
mesma
Santa
Casa
e
Hospital
de
S.
Marcos,
vencidos
no
proximo
S.
Miguel;
A
de
cera
para
as
festividades
e consu
mo
diário
das
egrejas
da
Misericórdia
e
Hospital.
Convida,
portanto,
todas
as
pessoas que
queiram
licitar
nas ditas
arrematações
a
examinarem
as
respectivas
condições
que
se acham
patentes
na secretaria
do
refe
rido
Hospital.
Braga
8
de
setembro
de
1877.
O
escrivão,
Lourenço
da
Costa
Gonçalves
Pereira Ber-
nardes.
(484)
AK1IEMATAÇÂO
JUDICIAL
359
annosí
dPinvariavel
sueeesao
4
Combatendo
as
indigestões
(dispe
psia)
gastrica,
gastralgias, flegmas,
arro
tos,
ventos,
flatos,
amargor
na
bocca,
pi-
tuitas,
nauseis,
vomitos,
irritação
intesti
nal.
bexigas, diarréa,
desenteria, cólicas,
tosse,
asthma.
falta de
respiração,
opressão,
congestões,
mal
dos
nervos,
diabethes, de
bilidades,
todas
as
desordens
no
peito,
na
garganta,
do
alito,
dos
bronchios,
da be
xiga,
do
fígado, dos
rins,
dos
intestinos,
da
mucosa,
do
cerebro e
do
sangue.
85:000
curas,
entre as quaes contam-se
a
do du
que
de
Pluskow
e
da
exm.a
snr.a
mar
queza
de
Brehan, da
sor.a
duqueza
de
Cas-
llestnard,
do
Lord
Siuard
de
Decies,
par
professor
Wnr-
Gualdino
Alfredo
Lobo
de
Gouveia
Valladares, tendo
de
partir
para
Ponta
Delgada
mais cedo
do
que
tencionava,
e
não
podendo
por este
motivo
despedir-se
aessoalmente
das
pessoas
das suas
rela
ções,
pede
desculpa
de
o fazer
por
este
meio,
offerecendo
a
todas
o seu
présti
mo n
’
aquella
cidade.
ÀmDBCIMOíTOS
Pelo
juiso
de
direito
d’
esta
comarca
de
Braga,
e
cartorio
do
escrivão
do
6.°
oflicio, Antonio José
Gonçalves,
no
dia
30 do
corrente
mez
de
setembro,
por
10
horas
da
manhã,
á
porta
do
tribunal
da
justiça, da
mesma
comarca,
situado
no
largo
de Santo
Agostinho,
d
’
esta
cidade,
tem
de
vender-se
cm
hasta
publica uma
morada
de
casas
sobradadas
com lo-
j
‘S,
bem
como
outra
morada
de
casas
ter-
reas
e
eido
junto,
situado
no
logar do
Souto,
da
freguezia de
SanfAnna
de
Ve-
mieiro,
da
mesma
comarca,
de
praso
fo-
reiro
á
camara
municipal
d
’este concelho,
com
o
foro
de
160
réis
em
dinheiro
e
laudemio
da
quaremena parte, no
liqui
do
valor
de 4590810
réis, pertencentes ao
casal do
finado
Manoel
José
Pinto
Ferrei
ra,
morador que
foi
na
sobredita
fregue
zia.
E
por
este
mesmo
armunem
são ci
tados
todos
os
credores
incertos
para as
sistirem e concorrerem,
querendo,
á
mes
ma
dlnglaterra,
do doutor
e
zer,
etc.,
etc.
Cura
n.°
48:614.
—
A
de
Brehan,
de
sete annos
fígado, d
’
estomago,
emmagrecimento,
pal
pitações
nervo-as em todo
o
corpo,
agita
ção
nervosa
e tristeza
mortal.
Cura
n.°
62:986
—
M
ie
Martin,
de
sup-
pressão da
menstruação
e
dança
de
São
Guido,
declarada
incurável,
perfeilamente
curada pela
fiSevaleseière.
Cura
n.°
65:112.—
E.
Payard,
de
gas
tralgia
e
vomitos.
Não
podia
suster-se
de
pé,
nem
dormir,
tendo
sempre
a
cavida
de
do
estoraago
inlumecida.
Cura
n.°
62:845.
—M.
Boillet,
cura,
de
36
annos
de
asthma
com
rante
a
noite.
Cura
n.°
70:421.
—
M
uma
constipação
obstinada
Era
terrível,
e
distinctos
declarado
que
não
ral-a.
E
’
seis
vezes
mais
nutritiva
do
que
a
car
ne,
sem
esquentar, economisa
cincoenta
vezes
o
seu
preço
em remedios.
—
Preços
•fixos
da
venda
por
miudo
em toda
a
pe
nínsula
:
Em
caixas
de
folha
de
lata,
de
kilo,
500
; de
*/
s
kilo
800
rs
;
de um
kilo, 10400
reis;
de
2
*/s kilos,
30200
reis;
de
6
ki
los,
60
400;
e
de
12
kilos,
120000
rs.
Os
biscoitos
da
Bevalesciére
que
se
po
dem
comer
a
qualquer
hora,
vendem-se
em
caixas
a
800
e
10400
reis.
O
melhor
chocolate para
a
saúde
é a
val»sel®re
;
ella
res-
snr.
a
marqueza
de
doença
do
suflocações
du
A.
Spadaro,
de
de
no»e
annos.
médicos
tinham
havia
meio
de
eu-
Os abaixo assignados,
não
lhes
sendo
aossivel
agradecer pessoalmente
a
todas
as
pessoas
que
se
dignaram
visital-os
por
occasião
do
fallecimento
de
sua
presada
mãe
e
cunhada,
Felicidade
Roza
Dias
da
Costa
Machado, veem
fazel-o
por
este
meio,
irotestando
a
lodos o seu
eterno
reco
nhecimento.
Braga
11
de
Setembro
de
1877.
Gaspar Dias da
Costa
Machado.
Maria
da Purificação
Machado.
Maria
Angelina
Machado.
(492)
Maria
do
Lorêto
de Souza
Rebello,
Maria
Feliciana
de
Souza Rebello, Amó
nia
Esmenia
de
Souza Rebello
da
Silva
Pereira,
Maria
do
Nascimento
de
Souza
Rebello
e João
Antonio
da
Silva
Pereira
penhorados
em extremo
para
com
lodos
os
ex.
mos
snrs.
e
snr.
as que
os
compri-
mentaram
por
occasião
do fallecimento de
seu
presado lio,
João
Alhanasio
Rebello,
contador
que
foi
n
’esla comarca,
veem
por
este
meio
e
emquanto o não podem
fazer
pessoalmente,
agradecer a
todas
as
pessoas
que
os
comprimentaram
e
toma
ram
parte
na
sua
justa
dôr.
Pedro
José
Ferreira
Airosa,
e
o
padre
João
Ferreira
Airosa,
penhoradissimos
pa
ra
com
todas
as
pessoas
que
tanto
os
dis
tinguiram
por occasião
do
fallecimento
de
seu
querido
filho,
e
irmão,
José Ferreira
Airosa,
assim
como
assistindo
aos
ofiicios
que
pelo
mesmo tiveram
logar
no
dia
4
do
corrente,
no
templo
do
carmo,
por es
te
meio
veem
protestar-lhes
o
seu agra
decimento
e
gratidão
indelevel.
(488)
arrematação.
Braga, 6
de
setembro
de 1877.
O
escrivão
do 5.°
oíficio,
Antonio
José
Gonçalves.
Verifiquei
Cunha
Pimentel.
(483)
NOVO
HORÁRIO
José
Antonio
Duarte
Pregueiro
mão,
annunciam
ao
publico
que
mudam
a
sua
carreira
que
leem para
a
Povoa
do
Varzim
ás
10
horas
da
noite,
fica
sa-
hindo
desde
o
dia 13
do
corrente
inclu
sive a
sahir
d
’esla
cidade
ás 8
horas
da
manhã,
chegando
a
Barcellos ás
10
horas
e
meia
;
demorando-se alli meia
hora,
tan
to
na
ida
como
na
volta,
e
chega
á
Po
voa
ás
2
da tarde;
sae
da
Povoa
para es
ta
cidade,
ás
8
horas da
manhã,
e
chega
ás
3
da
tarde.
Os
bilhetes
acham-se á
venda
no
seu
antigo
escriptorio
na
rua
Nova de
Sausa,
n.°
’
ga
[499/
<5c
ir-
2.
Também
continuam
com
a
sua
carreira
ás
5
horas
da
manhã.
Braga
13
de
setembro
de
1878.
O
gerente
Antonio
Joaquim
Loureiro
anti
João
de
Paiva
de
Faria
Leite
Brandão
,
Bacharel
Formado
em
Direito
pela
Uni-
vercidade de
Coimbra e Administrador
do
Concelho
de
Braga,
por
sua
Mages-
tade
Fidelíssima
que
Deu»
Guarde,
etc.
Faço
saber,
que para dar
cumprimen
to
ao
que
me
é
superiormente
ordenado,
ficam por
este
modo
intimados
todos os
proprietário
de
casas,
d
’
esle
concelho,
excepto
os
das
situadas
nos
compos,
para
no
prazo improrogavel
de
quinze
dias
a
contar
da data
do
presente
edital,
faze
rem
numerar
os
seus
prédios,
ou
renovar
a sua
numeração
tornando-a clara
e
le
gível
; sob pena
de
se
man
lar
fazer
á
sua
custa
por
esta
administração,
quan
do
não
cumpram
dentro
do
referido
prazo.
E para
constar
mandei
passar
o
pre
sente
e
idênticos
que
serão
aflixados
nos
ogares
públicos
e
do costume.
Braga
8
dc
setembro
de
1877.
E
eu
Antonio Maria
Peixoto
Vieira,
escrivão
da
administração
que
o
subscrevi.
João
de
Paiva
de
Faria
Leite
Brandão.
(485)
Nova
fabrica
de
sabão
N®
campo
da
Feira,
do
gado,
d
’esta
cidade,
acha-se
montada
uma
fabrica
de
sa
bão,
de
que
são
proprietários
Sebastião
José
Ribeiro
Veiloso
e
José
Ruíino
d
’
A-
ranjo.
Esta
fabrica
acha-se
habilitada
para
aoder
satisfazer
a
todas
as
encommendas
que
se
lhe
façam,
e
a
poder
compelir
com
outras
de
igual
genero,
tanto
em
pre
ços,
como
cm
qualidade.
Os
preços
e
qualidades
les
:
Amarello
gordos,
cada
15
»
ordinário
»
»
Azul
ou côrde
rosa
»
»
A
retalho
:
Amarello
gordo,
um
kilo
Jito
ordinário,
»
Azul
ou
côr
de
rosa
»
(486)
são
os
seguin-
kilos
»
20000
10600
20400
140
110
160
Na
rua
Nova
de
Sousa
n.°
5
E,
ar
renda-se
uma
sala e
quarto
mobilados,
com
comida
ou
sem
ella.
VENDE-SE
Uma morada
de
casas
com
dois
anda
res,
sita
na
rua
da Boa-Visla
n.°
108,
com
bom
quintal
e
poço,
com
boa
agua.
Trata-se
na
rua
dos
Chãos
de
Baixo
n.°
54.
(481)
ALUGA-SE
a
casa
apalaçada
con
struída-de
novo,
com
quintal
e
..isá-â-.
p
O
ço,
na
rua da Ponte
n.° 58
C.
Para
tractar no
n.°
acima.
(448)
ARRENDA-SE
Uma morada
de
casas
de
dous
aadares,
com
quintal
e
poço
e
construída
de
novo»
na
rua
de
S.
Geraldo
n.°
18.
Trata-se
na
mesma.
(482)
->-■
.-••zM&aBrxm
szR^^-rNwa
agjMWJUCTaMMygMMWRmggaap&
a^^g^^^gi
iTO^
w^^gg
gyy,^,
Dinheiro
a
Juro
A
Meza da
Irmandade das
Almas,
erecla
na
Sé
Primaz, tem
270^000
reis
para
dar
a
juro
;
porisso todo
aquelle
que
pertender
póde
dirigir-se
ao
secre
tario
da
irmandade
rua
de
S.
Miguel-o-An-
jo
n°
9.
Braga
11
de
setembro
de
1877.
O
secretario
(487)
Antonio
Carlos
Velloso
DltVHEiRO A JURO.
A
confraria
de
Santo
Amaro,
da
Sé
Primaz,
tem
algum
dinheiro
para
mutuar
a
juro
de
o
por
cento
sobre
hypotheca.
Para
tratar, com o secretario da
mes
ma
confraria,
no
Seminário
de
S.
Pedro.
(479)
(43
77?
FJUTO
ÍU2. PARJZ!!!
Hyglsnlea tnfxlIlTel
y
nreferratira; absolutamert* £>
a
unieaqve cura tem Ine jnntar mais nada.
Vende* ••
se nas principaas pharmacias do mundo. Exigir a
[
instrucçâo do
use. (30 ctâot de extio.JPâris,
casa de
b©
invw
B* Magenta,
Usta,
S
r Barreto Loreto 28 e S(k
£
veuict
Í
a
chlbs
fay
PÓ
ESPECIAL
BE
ARROZ
PREPARADO
COM
BISMUTO
Impnlpnvel,
invisível
e
adherenle
Dá
á
pelle
frescura
e
transpan
nc
a.
—
Caixa com
borla
i$200
reis,
sem
borla
800
rs.
Invcnlíír
CHARLES
FAY, pes-fumistit, rua Paz s».° ‘
JPnrii
veloutine
—
Cada
caixa
contém
uma
receita
que
indica
a
maneira
de
se usar
—
APPROVADO
PELA ESCOLA MEDICO-CIRURGS-
CA
DO PORTO
Rua de
S.
Marcos
n.°
19.
BRAGA.
Faz
tudo
quanto
diz
respeito
á
sua
arte
e
continúa
operando
grátis,
pobres
e
soldados.
(580;
Casa
para
alugar
Aluga-se a
casa
n.°
88,
da
rua
da
Boa
Vista,
tem
comodidades
para
duas
famí
lias,
para
tractar
na casa
n.°
85,
da
mes
ma
rua.
(352)
Mm
tossis
.
(*«)
GOTTA
E RHEUVATISMO
Lieic
pílulas
do dr.
Laville
Esta
medicina
anti-gottosa
e
anti-rheumatica
é de justo
titulo
o
reputada
infalli-
vel
desde 30
?unos.
contra
o*
ataques.
e
as
recaídas. Sua
efficacia
é tão
grande,
que
duas ou
tres
pequenas
colheradas são
bastante
para
curar as
dores
mais
agudas.
E’ a
única
scientifica
e
<fltci<ilmen>e
reconhecida
e
que
oíferece
todas
as
garantias.
Veja-se
o
livrinho.
que
se
dá
grátis
em
todas
as
pharmacias. Preço
2$Ó00
rs.
Para
evitar
se
os
graves
perigos
da
falsificação,
deve-se exigir
a
assignatura
do
dr.
Laville.
Deposito
gerai
em
Paris
:
pharmacia
central
de
França,
7.
Rua
de
Jony.
ESCOLA
AMERICANA
Consultorio
a
toda
a hora,
tanto
de
dia
como
de
noite. Rua
do
Campo
(antiga
Porta
de
S.
Francisco) n.°
22.
(582)
Os
Rebuçados
mytílieos,
de
na
tureza
balsamica,
calmante, peitoral
e
ex-
pectorante,
são o
melhor
dos
remedios
até
hoje
conhecidos
nas doenças
tossicolosas.
Caixa
200
reis.—
Meia
caixa
100
reis.
Unico
deposito:
PHARMACIA
CEN
TRAL,
rua
de
Santo
Antonio,
227, no
Porto.
Em
Braga:
PHARMACIA
DOS
OR-
PHÃOS,
praça
Municipal.
(451)
CRIADA
Na
rua
do
Carmo,
n.°
3, d’
esta
ci
dade,
precisa-se,
para
casa
d’
uma
famiiia,
de
uma
criada
bem
habilitada
no
serviço
domestico,
que
seja
aceiada
e
de
maior
idade,
que
saiba cosinhar
perfeitamente,
e
que
dè
abono
á
sua
capacidade.
Tendo
todas
estas
condições,
não
ha
duvida
al
guma
em
ser
remunerada
por tudo.
(461)
Antonio
José Fernandes
de
Carvalho,
faz
saber
aos
snrs. estudantes
que
desde
outubro
proximo
em
diante,
continuará
a
leccimar
latim,
lalinidade e
instrucção
primaria,
ou no collegio de
S. José,
de
que
é
digno
presidente
o
exc.
1"
8
snr.
conego
Figueiredo,
ou
na sua
casa
de
morada
—
rua
do
Poço
—n.0 18. (475)
de um
gosto agradavel, adoptados com grande exito ha mais de 20 annos pelos
melhores
médicos
de Paris;
curão os deílussos, gripe, tosse, dores de garganta,
catarrho
pulmonar,
irritações do peito, vias urinarias e da bexiga. Paris,
BLAYN, Pharmacien
à Paris, 7, rue du Marché
Saint-Honoré. Preços 540 «
810
reis.
Pasta 260 reis. Em
Lisboa : Barreto, e em todas Pharmacias. etc.
PÍLULAS
de
Proto carbonato
de
ferro
inalterável
DOIFBLAUD
Empregadas
com o mais
grão successo,
depois
mais de 40
annos por a maior parte
dos
médicos
por curar a chlorosis (fluxo
tranco)
doança das mancebas filhas e to
das as
moléstias chloróticas. Eis aqui
a
opinião
dos
mais eminentes médicos que as
tem
experimentado
:
«
Depois 35
annos que exerço a medicina,
«tenho
reconhocido a este medicamento
«
(Pilulas de Biaud)
vantagems incontesta-
«
veis sobre todos os outros ferreos e eu
«
o miro como o melhor
anti-chlorótico. »
Dr DOUBLE, ex-présidente
da Academia
de
Medicina.
«De todas
as preparações ferreas que
<
nos
hão dado bons resultados no trata-
«
mento
das affeições chloróticas, as
pilu-
« las
de Biand parece-nos devem estar na
«primeira fila. » — Diccionario
univ. de
Medicina,
t.
n, page 99.
Como
prova da authenticidade, o
nome
do
inventor está gravado sobrei
cada
pilula
como aqui junto
1
Depósitos:
Paris,
8, r.Payenne.
Em
Lisboa, snr. Barreio, Lorèto
-o
—30
FLUIDE IATIF DE JONES
Por
suas propriedade) benefica), goza este pro-
ducto de
alta
e merecida reputaçSo. Suavisa e ama
cia
a
pelle, allwia as
irritaçõe)
causadas pelas mu
dança)
de clima, pelos banhos do mar,
Impressões
desagradaveis
do
vento ou do calor, etc, etc.
Uma simples appllcaçSo taz desapparecer as ra
chaduras das máos
e dos beiços. Preço
650 reis.
PARA
OS
CUIDADOS
DO
TOUCADOR
É
muito digno
de ser recommandado
ó Sabão
latir, que possue todas
as
propriedades suavizan-
tes
doFluide,eumaroma delicadíssimo.PreçoSOOr'.
23, Boulevart
des Capucines,
Paris,
De Fronte
da entrada do Grand-notel.
Fabricante
de Escovas Inglesas Perfumeria, Loja
de
papel. Objetos de Fantasia, Estojos diversos,
Cutelaria,
Artigos
de
Luxo, Luvas, etc.
Deposito
em
Lisboa, snr. Barreto, Lorèlo n.°
28
—30
‘
(2<i
*)
£íi{Ju
Duas
moradas
de
casas
quasi cnueltiidas
na
sua constiurçàu, sendo :
uma
na
rua
da
Sé
tinre
os
t,."5
15
a
18
—
o-»lta
na
rua
de
Santo
Antonio
«tas
Travessa-,
en
tre
os
n.
tS
16
a 18,
e
cm
firnte
para
a
nova
rua
(antigo Couto
do
Ai
uuthj.
Podem
st
r
vistas a
qiialqutr
hora, pa
ra
tratar
de
seu
ajuste,
com
seu
proprie
tário
João
da
Cosia
Palmeiia.
(131)
—
■
li
—
,
,■1111-
r
------
r
TtimSMKSMn
wv
u
—
--n.i
,
- -n-
r
i
1
—
Cu
rõg
rapina
de
Farvuiii:)
Vende-se
no
escriptorio
da
administra
ção
d
’este
jornal
e
na
rua
Nova
n.
u
5.
Preço,
3
volumes
....
1^500.
-
mil*
—
«tiaru».
«
um
—
a
a
wrr-w
/V,..
Aluga-se
a
casa
n.°
7,
na
pia
Hàqfê
ça
d
’
Aleíiria,
construída
de
novo
e
com
enganem,
esta
casa
tem
uma
boa
loja-
para
quaifm.r negocio,
e
pode
se
alugar.jut
ta
ou
‘■ó.
separado,
quem
a
pretemer
Llle
cum
seu
detto
na
rua
Nova
de
Sousa n.°
56.
(47í)
COMPANHIA
CARRIS
DE
FERRO
DE
BRAGA
Sociedade
annnytna
de
responsabi
lidade
limitada
São
convidados
os
snrs
accionistas
d
’
esta
companhia
a
reunirem-se
no
dia 6
do
proximo
mez
de
Outubro
pelas
12
horas
da
manhã
na
casa
do
campo
de
Santa
Anua,
n,°
7
em
Braga,
afim
de
se
darcumprimenloao
indicado
nas
cartas
con
vocatórias
de
I
do
corrente
mez
de Se
tembro.
Braga
2
de
Setembro
de 1877.
O
presidente
da
Assembleia
Geral
[471]
Antonio Lopes
de Figueiredo.
Vendem-se
duas
moradas
de casas
■
sitas
uma
na
rua
de
D
Pedro
Vdesi-
gnada
C(
,ni
0
n
.o j
e
j e
ou
tra
na
rua
do
Anjo,
designada com
o n.°
lie
11
A.
Para
tratar procure-se
o snr.
Bento
Gonçalves
Fernandes
morador
na
rua
de
S.
Sebastião,
na
casa
n.°
25.
(324)
KAMB
AZ
PARA
KECSOCER
Precisa-se
de
um
com
3
annos
de
pra
tica
em
negocio
de
ferragens,
e
que não
tenha
menos
de
14
a
15
annos.
Carla
ao
escriptoiio
d’este
jornal
com
as
ineciaes
R.
F.
S.
(433)
MiLÁ
ftiít I
a
GL
ma
Esta
companhia
acaba
de
fazer
uma
importantíssima
re-
ducçào
de
preços
nas
passagens
de
primeira
e
segunda meza.
MUITA
ATTENÇÁO
deposito
<Ie
biscoitos
de
Vtxlcngo
1
—
LARGO
DA
LAPA
—
1
Estes
biscoitos
são
muito
recommenda-
veis
tanto pela
qualidade
das
farinhas, per
feição
porque
são
feitas,
como
pelo seu
baixo
preço
em
relação
a
qualidades.
Preços
porque
são
vendidos
:
Biscoito
valonguense,
kilogramma
280
Tosta
doce
»
280
Biscoito
macarrão
280
Bolacha
doce
280
Biscoito
Brazilciro
300
Dito
imperial
330
Bolachinha
de
araruta
J)
340
Tosta
azeda
D
190
(381)
I
MOURAS
KBJEB.^.CSA.
Í
r
UA
DES. MARCOS,
N.5.
Vende
papeis
pinta- S
dos
para
guarnecer
sallas,
lindíssimos
gostos,
a
prin-
B
cipiar
em 80 reis
a
peça.
-S
___
Vende
olio,
tintas e
vernizes
para
pinturas de
casas,
tudo
de
boa
quali-
dade.e
preços muito
resu
midos.
Vende cimento
roma-
no
para
vedar
aguas,
ges-
5
so
para
estuques
de ca-
5
sas,
tudo
de primeira qua-
6
lidade.
FILIAL Dl CAIXA
ECONOMICA
PENHORISTA
Sociedade anónima
de
responsabilidada
li
mitada
Capital
...................
500:000^000
RUA
NOVA
DF. SOUSA,
N.°
9
(Também
com
entrada pela
ma
do
Campo)
BRAGA.
Empresta
dinheiro
sobre
ouro,
prata,
joias,
papeis
de
credito,
cereaes,
roupas,
moveis,
ferramentas,
e
sobie iodo
e
qual
quer
objecto
do valor não
inferior
a
100
réis.
Recebe
pequenas
quantias
em
deposito
a
praso
ou
á
ordem
abonando
juros
aos
depositantes.
A
caixa
está
aberta
todos
os
dias
des
de
as
9
hora
da
manhã até
ás
7
da
noite,
e nos
dias
santificados
estará
aberta
só
até
ao
meio
dia.
O
gerente
—
A.
G.
Ferreirin^i-
DISCURSO
d»
deputarlo
francez
catiiolieo
O
CONDE
ALBERTO DE MUN
Pronunciado
t:o
encerramento
assembleia
geral
dos
anenbro®
da obra des
circulo»
catliolic
08
de operários
TRADUZIDO PELO
PADRE
SENNA
FREITAS
Dedicado
ás Associações
Catholicas
do
Porto
e Braga.
Vende-se
n
’
esta
redacção
por
60
rs.
Parte de Comércio do Minho (O)
