comerciominho_13031877_614.xml
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-
5."
ANNO
1877
FOLHA
COMMERCIAL RELIGIOSA E NOTICIOSA
NUMERO
614
WWW»
1
—
!■■■
IIII
■■IJWIWMMMWB
—------------------------------------------
Ãssigna-see
vende-se
no
escriptorio
do
kditor
k
proprietário
Josl
Maria
Dias
da Costa,
rua
Nova
n.’
3
E, para
onde
deve
»er
dirigida
toda a
correspondência franca
ue porte.
=
As
assi-
gnaturas são
pagas adiantadas;
assim
como
as
correspondên
cias
de
Interesse
particular.
Folha
avulso
10
rs.
BRAGA
—TEKÇA-FElKBA
13 BE
JUAHÇO
A.-SÍ
EK
ÁS
TERÇAS,
QUINTAS
E SABBADOS.
P
reços
:
Braga,
anno
1^600
rs.
—
Semestre
850
rs.^Provin-
cias,
anno
2&000
rs
e
sendo
duas
3&600
rs.—Semestre
1.SQ50
TS.=Brazzl,
anno
3&600
rs.—
Semestre
1&900
rs.
moeda
forte,
j
I
ou
8&000
reis
e
4&500
reis
moeda fraca.—
Annuncios
por
linha
|
i
20
rs.,
repetição
10rs.
Para
os
assignantes
20
»/
0
d
’abatimento.
t
0
‘
l
te
■a-
de
iO-
ior
m-
01)
de
al-
de
eis
ui-
10
Entretela e posse
solemne do snr.
arcebispo
Primaz das ílespa-
n
lias.
EfTectuou-se
no
dia
11
a entrada
e
posse
solemne
de
s.
exc.
a
revd.
ina
o
snr.
arcebispo
Primaz,
D.
João
Cbrysoslomo
d’
Amorim Pessoa;
—
acto
imponente
que
correu
na
fórma
do
programma
que
pu
blicamos.
A
’
s
11
horas da manhã
saiu
do
Paço
Archiepiscopal
s.
exc.
a
revd.
ma
,
indo
na
frente
dois
soldados
de
cavallaria
e o
revd.e
prior
d
’
Apnlia,
servindo
de
mor
domo,
montado,
e
com
a
Cruz
archiepis
copal
voltada
para
o
prelado.
S.
exc.
a
revd.
ma
levava
no
seu
coche
de
galla
os
revd.°
s
vigário
geral
e
arcipreste
do
jul
gado
de Braga,
vestidos
de
murças de
conegos,
com
estribeiro
d
’
honra
ao
lado.
A
força
de
cavalleria,
que
se
achava
postada
no
largo
do
Paço,
depois
das
con
tinências
do
estylo,
seguiu
o
coche.
O secretario
e
fâmulo
de s.
exc.a
revd.ma
,
secretario
da
Camara
Ecclesiastica,
escrivão
do
Apostolico,
repartições
eccle-
siaslicaS e
membros
da
Legacia
e
Rela
ção,
os
snrs.
conde de
Margaride,
secre
tario
geral,
administrador
do
concelho,
juiz
de
Direito,
delegado do procurador
regio,
muitos
cavalheiros
da
cidade
e
de
fóra,
e
alguns
amigos
particulares
de
s.
exc.
a
revd.
‘
na,
seguiram,
em
mais
de
trin
ta
seges,
o
venerando
prelado.
Este
acompanhamento
d
’honra
tomou
pela
rua
do Souto,
largos
do
Barão
de
S.
Martinho,
Lapa
e
S.
Francisco,
rua
dos
Capellistas,
e
campo
de
D.
Luiz
I
em
di
recção
á
egreja
do
Populo,
na frente
da
qual
se
achava
formado
o
regimento
d
’in-
fanleria
8,
que
fez as
continências
do
estylo.
Emquanlo
o
prelado
se
revestia,
co
meçou
a
sair
a
procissão,
aberta
pela
ir
mandade
da Trindade,
que
é
a
que
pre
cede nos
actos
solemnes,
e
composta
pe
las
irmandades
e
confrarias
da
cidade,
em
numero
de trinta
tantas.
Iodas
com
mui
tos
confrades,
cujas
alas eram
fechadas
pe
la
V. O.
Terceira
de
S.
Francisco:
Se-
guiam-se
as
communi
Jades
dos
orfãos de
S.
Caetano,
e
do
Seminário
Conciliar;
nu
meroso
clero;
irmandade
dos
clérigos
de
S.
Pedro
e S.
Thomaz;
dezembargadores
ecclesiasticos
da Legacia
e
da
Relação;
vários
arcyprestes do
arcebispado,
com
murça
—por
graça
especial
a
elles
conce
dida
por s. exc.
a
revd.nia
,
nesta
occasião;
— uma
deputação
dos
conegos
da
Real
e
Insigne
Collegiada
de
Guimarães,
também
com
murça; o corpo
capitular
da
Sé
Pri
macial com
o
seu
Deão,
de
capa,
na
qua
lidade
de presbytero
assistente:
ia
depois
o
snr. arcebispo,
com
mitra
e
báculo,
seguido
dos
cavalheiros
que
o
tinham
acompanhado
até
ao
Populo,
fechando
o
préstito
o
regimento
d
’infanteria 8 e
a
cavalleria.
Na
praça
de
alegria
elevava-se,
em
frente
do
Arco
da Porta
Nova, um
do-
nairoso
pavilhão,
aos
degraos
do qual es
perava
a
exc.
ma
camara,
com
as
corpo
rações
administrativas e
judiciaes,
corpo
decente
do
Lyceu,
officiaes reformados,
e
pessoas
gradas
que
pela
mesma
exc.
ma
ca
mara
haviam
sido
convidadas
e
que
era
taes actos
costumam
comparecer.
Em
umão
cora
os
que vinham
do Populo
for
mavam
um
cortejo
de numero
superior
a
400 pessoas.
Subindo
para
o
estrado do
pavilhão
o
exc.
mo
prelado
ajoelhou
reverentemente,
e beijou
a
Cruz
que o
bresbytero
assis
tente lhe
oífereceu: então
o
presidente
e
vice-presidenle
da
camara
o
acompanha
ram
para
a
cadeira
d
’
estado,
onde
tomou
assento.
Depois
de
pequeno
intervallo,
o
presidente
da
camara,
osculando
o
annel,
começou
a
recitar
a felicitação
seguinte,
entregando-lhe
opportunamente
as
chaves
da cidade, as quaes
tomou
d’
uma
salva
de
prata
que
sostinha
nas
mãos
o
vice-
presidenle:
Exc.
mo e Rev.
m0
Senhor.
Como
Presidente
da
Camara Munici
pal
d’
esta
antiga,
Nobre
e
Leal
Cidade
de
Braga,
cabe-me
a
subida
honra, ein
seu
nome,
e
na
dos
seus
cidadãos,
de signi
ficar
a
V.
Exc.
a
Rev.'na
,
n
’
esta
occasião
solemne,
quanto
é grande
e
legitimo
o
seu
regosijo,
e
quanto
se
felicita
por este
faus
to
acontecimento.
Engrandece-se
hoje
esta
cidade
dos
Ar
cebispos,
recebendo
em
seu
seio,
entre
fes
tivas
provas
de
publica
satisfação,
tão
ií-
lustre,
tão
sabio
e
tão
virtuoso
Prelado.
Estas
chaves
que
desde
os fundamen
tos da Monarchia
symbolisaram
os
privi
légios
e
prerogativas
excepcionaes
dos
Se
nhores
de Braga,
exprimem
hoje
—
mais
nobremente
—não
o
direito
de
fechar as
portas
de uma
cidade,
mas
o
segredo
de
abrir
e
avassalar corações.
Permitia
a
Providencia
Divina que
n’es-
le
extremo
Occidente,
floresçam
e
fruclifi-
quem
por
larguíssimos
annos
as
palmas
da
virtude
e
da sciencia, plantadas na
Egreja
do
Oriente
pelo Primaz
das índias
e
das
Hespanhas.
O
venerando
prelado, com
as
chaves
na
mão,
e levantando-se
em
pé,
respon
deu
com o seguinte discurso:
III.
mo
e
Ex.mo
Snr.
Presidente
da
Camara
Municipal
d'esta
antiga,
nobre e
leal
ci
dade
de
Braga.
Se
a
gratidão
é
o
mais
bello
senti
mento
do
homem,
eu
dou
muitas
graças
a Deus,
porque
nesta
hora
o
meu
cora
ção
se
acha verdadeiramenle possuído
de
tão
bello
sentimento para
com
a Camara
Municipal
e
o
povo,
que elle
representa,
desta
antiga, nobre
e
leal cidade de
Braga.
A
palavra
que
nos
foi
dada
para
mais
facil
communicação
das
nossas
ideias,
nem
sempre
póde
exprimir
com
fidelidade
e
exaclidão
o nosso
modo
de
pensar
e
de sentir;
e
se
eu
não
estivera
já
con
vencido
d'esta
verdade,
seria
uma
prova
d
’ella a
falta,
que
sinto,
de
termos
pro-
prios
para
fazer
bem
conhecido
o
senti
mento
que
me anima.
Se
as
chaves
que
acabo
de receber,
já
não
servem
para
fechar
as
portas
desta
cidade;
se
ellas
já
não
significam
a
rique
za
e
a opulência
com que
os
meus an
tecessores
erigiram
os
monumentos,
que
engrandecem e
honram
ainda
hoje
esta
famosa
e importante
povoação;
se
estas
chaves
já
não
significam
o
poder
e
a
força,
com
que os
Prelados da
Egreja
Bracarense
souberam
sempre
defender
e
conservar
os
direitos
d
’
este
povo,
e
21 FOLHETIM
)
3,
5S
7.
DB.
J. M. M MCEBO.
os
seis iw
ROMANCE BRAZILEIRO
VOLUME
II
X
Uma
hora de
leitura.
HISTORIA DO
MEU AMOR
XII
Já
comprehendi
tudo.
A
intriga
me
separa
do
homem
que
amo; a
calumnia
me
nodôa...
tudo está
re
velado.
Minha
tia
fez
crer
ao modesto
man
cebo
que
o
seu
amor
me
aHligia
;
que
eu
suppunha
a
minha
reputação
em
perigo;
que
elle
era
porisso
indigno
de
mim.
Fecharam
em
meu
nome
as
portas
do
Ceo-côr-de-rosa
no rosto
do
pobre man
cebo. Oh!
como não
terá
elle
amaldi
çoado
a
primeira
hora
em
que me
viu
!..
Todavia...
antes
assim.
Não
sei
quaes
sejam
os
desígnios
de
minha tia
;
agora
porém
sinto-me
com
for
ças
de
assoberbar
a
tempestade.
Sequem
as
minhas
lagrimas.
Calumniam-me?..
querem
separar-me
d’
elle
por
meio
da intriga?.,
pois bem;
direi
bem
alto
que
o
amo;
quero
que
to
dos
oiçam
—
eu
o
amo!..
Amo-o
tanto
como
amei já
as
meigui
ces
de
minha
mãe,
e
a
bênção
de
meu
pae,
e
como
amo ainda
agora
a
memória
de
ambos.
E
’
um
amor
puro
e
santo,
que
sae
do
amago
do
coração,
como
um
pensa
mento
sae
dos
seios
d
’alma.
E
’
um
amor
puro
e
santo
que
em-
belleza
a
minha vida,
como
a
aurora
que
se
vae
sorrindo
no
ceo,
como
um
sorri
so,
que
se
vae abrindo
nos
lábios!..
Oh!
volta
meu
amado,
volta!
Volta,
para
que
eu
seja
outra
vez
co
mo uma
llôr
que
se
desabolôa
!...
Volta,
para
que
eu
não
seja
por
mais
tempo
como
a
pomba, que geme solita
ria.
Volta!..
eu
te
amo.
Quando
o
mancebo
terminou
a
leitu
ra
da historia
do
amor
da
Belia
Orfã,
sentiu que
uma
revolução
profunda
e
com
’
plela
se
havia
operado
em
todos
os
seus
sentimentos.
A
paixão
prorompia
de novo;
o
fogo
mal
amortecido
pela
intriga
ílaramejava
com
jdobrado
impeto.
suas
próprias
regalias;
se
o
Rei
de
Por-
ugal já
não
pede
ao Arcebispo
de
Braga
valioso
auxilio contra
os
seus
inimigos,
como
outr
’
ora
fizera
o
illustre
fundador
da
monarchia
porlugueza:
as
chaves
ain
da
boje
na
Egreja
Catholica
tem
outra
significação
mais
alta
e
importante
que
só
Deus lhe
poderá
tirar;
porque
ellas
symbolisam
o
poder
que
teem
os
Minis
tros
da Religião Chrislã
de
abrir
as
por
tas
do
Céo
aos
peccadores,
perdoando-lhes
os
seus peccados: symbolisam a
força
o
a
virtude
de
aplacar
a
justiça
de
Deus
oflendida, abrindo
indulgentemente
o
the-
souro
espiritual
da
Egreja
em
beneficio
do
homem
arrependido;
e symbolisam
lambem,
como
V. Exc.
a
acabou
de
dizer,
o
segredo
de
abrir
e
avassalar
os
cora
ções
dóceis
a
palavra de
Deus,
que o
sacerdote
lhes
annuncia.
E
será
este não
só o meu
dever,
mas
também o
meu
maior
empenho.
As
palmas
colhidas
com
ímprobo
tra
balho,
e
algumas
vezes
com
perigo
mes
mo
da
minha
vida nos
extensos
plainos
das
Índias
Orientaes,
transplantadas
agora
pelos
Decretos
da
Providencia
para
esta
feracissima
e
belia
província
do
Minho,
não
murcharão, eu o
espero,
antes
cada
vez
mais viçosas
se
ostentarão,
se
o
au
xilio da
Graça Divina
vier em
soccorro
á
minha boa vontade:
á
boa
vontade,
que
eu
tenho
de
fazer
consistir
toda
a
grandeza
do
meu
merecimento
no
cum
primento
dos
meus
deveres,
e
na
pratica
da
virtude.
Findo
este
discurso,
ouvido
em
res
peitoso
silencio,
deu-se
uma
salva
de ti
ros
na
alameda
das Carvalheiras.
Os
camaristas, depois
de
beijarem
o
annel,
dirigiram-se
para
a
Porta
Nova,
cujo
arco
estava ornado
com
damascos
e
bandeiras.
Alli
tomaram as oito
varas
do
pallio, no qual receberam
o
prelado.
Apoza
bandeira
da
camara
continuava
o
préstito,
que
na
fórma usual se dirigiu
á
Sé,
á
porta
da
qual
foi
offerecia
agoa
lenta ao
ex.
mo
prelado,
com
o
incenso
ua
fórma
do estylo.
Ao
transpor
o
limiar
da
porta
cantou-se
a
grande
instrumental
a
antiphona
Ecce
Sacerdos,
tendo
logar
depois
a
oração
á
capella
do
SS.
Sacra-
Os
olhos
de
Cândido
brilhavam,
suas
faces
pallidas
estavam
enrubecidas,
e
seus
abios
se
dilatavam
e
se
sorriam
ante
o
aspecto
da
felicidade.
Beijou
mil vezes
aquellas
paginas,
que
guardavam
os
pensamentos,
e
por
onde
se
haviam
deslisado
os
delicados
dedos
da
Belia
Orfã
;
apertou-as contra
o
coração
exclamando
:
—
Eu
sou
feliz!.,
eu
venço
o
meu
des
tino
!..
Lançou
mão
da
penna,
e
começou
a
escrever
com o
ardor
e
o interesse
de
um
poeta apaixonado.
O
que
escrevia
elle?
Ao
romper
do
dia
Cândido achava-se
adormecido
junto
da
meza
onde
escre
vera.
Despertou
de repente ao
zonido
do
vento.
Começava
a
bramir
uma
tempestade...
o
ceo
estavq
escuro;
a
chuva
prestes
a
cair.
Cândido
viu
então
os
seus papeis
desor
denadamente
espalhados
pelo
chão;
alguns
rolavam
já
pela
escadinba
do
velho
sotão,
correu
a
apanhal-os, e
a
pol-os
em
or
dem.
Achou-os todos,
achou
mesmo
toda
completa
a
historia
do amor
da
Belia
Orfã.
Mas
não
achou
o
que
elle
havia
escri-
pto
na
noite
que
acabava
de
terminar.
Eu
o exijo
1
—-senão...
Ao
tempo
que
o
amor
de
Cândido
e
da
Belia
Orfã
vacilava
entre duvidas
e ia
vivendo
a
vida
de
lodos
os primeiros
amo
res, ora
animando-se
com
um sorrir
de
esperança,
ora
estremecendo
diante
d
’
uma
quimera,
de
um
receio,
ou de
um
fraco
contra-tempo,
caminhava
o
amor
de
Hen
rique
e
de
Marianna
ao
seu
desejado
termo.
Poucos
dias
faltavam
para
que viesse
o
hymineo coroar aquella
constância,
com
que
se
haviam
sabido
amar
os
dois.
Aproximava-se
a
noite do
dia
em
que
o joven
do
Purgatorio-trigueiro
despertara
ao
bramir
da
tempestade.
Succedera
a
uma
manhã
feia
e
borras
cosa
uma
tarde
amena,
fresca
e
belia
:
o
ceo
estava claro,
a atmosfera
leve,
a
natureza
em
horas
de
magia.
Marianna
achava-se
só
na
sala
do
Ceo-
côr-de-rosa
;
Anacleto
saira
; Celina
linha
ido
despedir-se
do
dia
entre
as
flôres
do
seu
jardim.
Meio deitada
no
sofá,
em
voluptuoso
abandono,
com
os
olhos
quasi
completa
mente
cerrados,
com
os
lábios
levemenle
dilatados
pelo
mais
gracioso
dos
sorrisos,
a
interessante
viuva
contemplava
em
sua
imaginação
o
quadro
da
ardente
felicidade
que
a
esperava;
fruia de
antemão
todos
|os
prazeres,
todas
as
delicias com que
mento,
donde
o
prelado
se dirigiu
para
a
capella-mór, ajoelhando-se
nos
degraus
do
altar,
emquanlo
o
revd.0
Deão,
do
lado
da
Epistola,
cantou
os
versículos
Proteclor Nosler,
e
a
oração
Deus
omnium
fidelium
Pastor.
Paramentado
o
venerando
prelado,
re
cebeu
na
sua cadeira as
homenagens
do
rev.1110
cabido,
deputação
das
collegiadas
de Guimarães
e
Barcellos,
arcyprestes, cor
porações
do préstito
e
cavalheiros
presen
tes
n
’
aquelle
acto.
Os
revd.
08
arcyprestes
e
conegos
da
collegiada
de
Guimarães
acha
vam-se
—
por
graça
especial
de
s.
exc.
a
revd.ma
e convite
do
cabido
—
assentados
nas
cadeiras
capitulares.
Observadas
todas
as
mais ceremonias
do
estylo,
o
prelado, assentado
no
faldis-
torio collocado
no
centro
do
suppedaneo,
fez
uma
breve allocução,
cheia
de
uncção
própria
do
acto
e
digna
de
s.
exc.
a
Em seguida,
e
exposto
o
SS.
Sacra
mento
na capella-mór,
para
isso
adornada
ricamente
e
por
um
modo
inteiramenle
novo,
leve
logar
o
Te-Deum,
que
loi
exe
cutado
pela
grande
orchestra
que se acha
va
no
côro
grande,
regida
pelo
mestre
da capella
da
Sé.
A
mesma orchestra
tocou
por
varias
vezes
um hymno offerecido
ao
exc.
rao
pre
lado
pelo
snr.
Antonio
Fernandes
Gomes
de
Campos,
escrivão
do
Juiso
Ecclesias-
tico.
Finalisou
este
acto
solemnissimo
com
a
bênção
do
SS.,
dada
pelo
prelado.
Acompanhado até
á
porta
da
Cathe-
dra!
por
todos
os
assistentes,
o
snr.
ar
cebispo
entrou
no seu coche
de
galla,
e
dirigiu-se
para
o
Paço,
na
mesma 1'órma
como
d
’elle
tinha
saído.
Ao passar
em
frente
do.
regimento
e
corpo
de
cavallaria, recebeu
as
conti
nencia
do
estylo,
e
seguiu
pela
rua
da
Sé,
largo
da
Carvalheiras,
rua
de
S.
Mi-
guel-o-Anjo,
Praça
d
’
AIegria
e
rua
Nova
de
Sousa.
Era
immenso
o
povo, não
só
da
ci
dade
e
das
principaes
povoações
da
pro
víncia,
como
da
cidade
do
Porto,
que ob
struía
as
ruas
todas
do
transito.
Foi
este
um
dia que o
esquecimento
jámaes
poderá
apagar
dos
annaes
braca-
renses.
As
ruas
do
transito
achavam
se
es-
plendidamente
decoradas
com
damascos
:
á
noite
illu
minaram
se.
Ao
techar
da
tarde,
o
commandante
do
regimento
8,
mandou
para
o
Paço
a
banda
marcial
do corpo,
a
qual
fóra
e
no
atrio
desempenhou
escolhidas
peças
de
musica.
A
’s 8 horas
da
noite,
s.
exc.a
revd.
ma
recebeu
nos
seus
vastos salões cerca
de
400
convidados
a
quem
tractou
do
modo
mais
affavel
e
cavalheiro.
O
serviço
cor
respondeu
ao
grandioso
do
acto
e
á
di
gnidade
e
pondonnor
do
illustre
successor
de
D.
Rodrigo
da
Cunha,
e
D.
Gaspar
e
D.
José
de
Bragança,
para
não
fallar
dou
tros
muitos
luminares
d
’esta
Egreja Bra-
carense.
------------------------------
-------
Appelio do
director central
aoa
aisoeiadoa do
Apostolado da
oração, por occasião do
jubileu
anniversario do
quinquagésimo
anno do
episcopado do
nosso
venerando
pae,
o
graeide
5
*
onti-
flce
Pio IX.
O
tempo urge; não ha
tempo
a
per
der!
Quando os
catholicos
de
todo
o
mun
do
se
levantam como
um
só
homem,
pa
ra
mostrar
ao
universo
inteiro
o
seu
amor
e
dedicação
para
com o
Vigário de Chris-
lo, n
’uma
epocha
em
que
a
perseguição
mais
atroz
se
enfurece
contra
a
Esposa
de
Jesus, e
sua
Cabeça;
quando
os
im
pios
á
bocca cheia
bradam
que
já
não
ha
crentes,
e
que
a
Religião
Catholica
expi
rou,
é
necessário
que
nós,
catholicos
portuguezes,
patenteemos
de
uma
maneira
boa,
franca
e
decidida,
que não lemos
degenerado
de
nossos
avós,
que
ainda
nos
gloriamos
de
pertencer
ao
reino
fidelíssi
mo,
que somos
successores
d
’
aquelles
he
roes,
que
propagavam
a
fé
no Novo
mun
do
com
a
palavra
e
com
o
proprio
san
gue.
Esta manifestação
explendida
pode-se
executar
de
tres
maneiras
—
1.® com
a
oração,
— 2.°
com donativos,
—
3.°
final-
mente
com
uma
peregrinação
a
Roma.
Primeira manifeslação:
—orações
.
D
’esta primeira
manifestação
ninguém
se
póde
eximir;
está
ao
alcance
de todos.
Por isso:
1.
°
—
A
todos
os
Associados
do
Apos
tolado
convidamos
para
fazerem
uma
Com-
munhão
Geral
no
ultimo
domingo
de
abril
ollerecida pela
conservação
da
preciosa
vi
da
do nosso
Santo Padre.
2.
°
—
Todos
os Presidentes
locaes do
Apostolado tomarão
conta
do
numero
apro
ximativo
das Communhões, missas
e
boas
obras
offerecidas
pelo
indicado
fim,
e
re-
melterão
o numero
total
ao
Revdm.
0
padre
Daniel
Rademaker
—
Rua
da
Lapa,
n.°99,
uisboa —
para
se
enviar em
album
nos
irincipios
de
maio
a
Roma,
e
assim
con
solar
Pio
IX.
Segunda
manifestação:
—
donativos.
1. °
—
A
exemplo
dos
catholicos
de
to
do o
mundo,
apresentaremos
ao
nosso
Sancto
Padre
alguns
donativos
de
toda a
especie,,
e
acceita-se
qualquer
quantia,
ainda
que
diminuta.
2.
°
—
Os
presidentes
locaes
nomearão
lessoa
capaz
e
catholica,
que
receba
es
tas
offertas,
assentando
o
nome,
a
fre-
guezia,
o
objeclo
ou
a quantia
que a
ca
da um
approver
offerecer.
Todos
estes do
nativos
deverão
egualmeute
ser
remettidos
ao
Revdm.
0 Padre Daniel
até
ao
dia
5
de
maio.
No
Mensageiro
se
publicarão
os
nomes
dos
offerentes
que não declarem
o
contra
rio.
Terceira
manifestação:
—
Peregrinação
a
Roma.
Todos
os
que
quizerem
fazer
parte
d
’
esla
grande
peregrinação
de
catholicos
de
todo
o
mundo
a
Roma,
terão
a
bon
dade
de
mandar
os seus
nomes
ao
mes
mo
Revdm.® Padre
Daniel,
que
os
apre
sentará
a uma
Commissão Catholica
que
se
está
organisando;
e
a
mesma
Commis
são
publicará o modo
de
se
effectuar
a
viagem,
e
a quantia
necessária
para
ida
e
volta,
o
que
será
annunciado
brevemen-
te
por
meio
dos
jornaes
religiosos
do
paiz.
GAZETILHA
Latiaperenne
—Expõe-se
ámanhã
na
egreja
de
N.
Senhora
a
Branca.
Felicitação.—
O
clero
e
povo
da
freguezia
de S.
Miguel
das
Caídas
de
Visella
enviaram
uma
respeitosa
felicitação
a
s.
exc.
a
revd.
raa, por
occasião
da
sua
entrada
triunfal.
O
clero
d
esta localidade,
além
de
ter
satisfeito a
recommendação
de
s. exc.a
com
data
de
28
de
fevereiro
passado,
pe
diu-lhe
auclorisação
para
cantar,
no
dia
d’
hoje,
uma
missa
solemne
e
um
Te-Deum
em
acção
de
graças
ao
Todo Poderoso,
em
commemoração
d
’esta
entrada
e
posse
do ínclito
prelado.
Este peclido
obteve
de
s.
exc
3
revd.
nia
o
seguinte
despacho:
«Concedemos
a
licença
pedida; e
agra
decemos as graças
e
louvores
a
Deus,
que
os
supplicantes
lhe
querem
dirigir
pela
Nossa
entrada
e
posse solemne
nesta
cidade.
Paço,
10
de
março
de
1877s.
Pavoreno
incêndio. —
Dizem
de
Malaga
em
6,
por
uma
hora
da
tarde,
que
estalara
um
violento
incêndio
nos
ar
mazéns
dos
senhores
Huelvi.
Os
estragos
causados
pelo
devorador
elemento são
in
calculáveis.
Basta
dizer
que
áquella
hora
ainda
não
estava
dominado,
não
obstante
ler-se
conseguido
localisal-o,
graças
a
he
roicos
exforços
da
visinhança.
Distingui
ram-se
especialmente
trez
operários,
cuja
valentia
deixou
assombrada toda
a cidade,
testemunha
d
’ella.
Ficaram totalmente
ar
ruinadas
duas
casas,
e
consumiram
se
3:000
fangas d
’
amendoas,
3:000
arrobas
d
’assucar,
3:000
de
azeite,
500
d
’
espiri-
to de
vinho,
5:000
tabuões
de
pinho
e
grande
quantidade
de
productos
de
subido
valor.
De
desgraças
pessoaes sabe-se
que
um
operário
cahiu
entre
os escombros
fractu-
rando
uma
perna
e
que mais
trez
soffre
ram
horríveis
queimaduras.
Missão de Cochin».—
Com
summo
prazer
registamos as consoladoras
novas,
que
devemos
ao
favor
do
nosso
corres
pondente
de
Cochim,
novas
que
não
só
edificam e
consolam os
catholicos do
Oriente,
mas
ainda
convençam
ao
Orbe
Catholico
que
a Egreja
Indo-Luzitana.
longe de
ser
esteril,
é
fecunda.
Rogamos
a
todos
os
nossos
revd.
08
Vigários
de
Goa
e
missionários
do
Real
Padroado
que
no,
favoreçam
com
novas
d
’
esta
ordem,
novj
s
de
conversão
e
santificação
que é
a
u
n
j,
ca
missão
de
Jesus
Christo
e dos
seus
ministros.
Foram
devidas
aos apostolicos
trabalhos
do
revd.
0
Francisco
das
Chagas
Louren,
ço,
missionário
de
Pethah
(Cochim)
desd
e
Agosto
de
1875
até
3
de
Janeiro
de
187?
as
conversões
seguintes:
Em
os
3
de
agosto
de 1875 foram
baptisados
2
indivíduos,
com
o
nome
de
Francisco
Xavier,
ura
da
edade
de
18
an,
nos
e
outro
de
12.
Em
os
20
de
fevereiro
foi
baplisado
um
indivíduo,
com
o
nome de
S.
Anna,
da
edade
de
12
annos.
Em
os
25
foi
baptisada
privadamente,
por
causa
moléstia,
uma
creança
de
J
annos
com o nome
de
Anna.
Em
os
4
de
Novembro
foi
baptisada
uma
mulher
protestante
da
edade
de
35
annos.
Em os
3
de
dezembro,
foi
baptisada
um
indivíduo
com
o
nome de
Francisca
Xavier,
da edade de
18
annos
No
dia
1
de
janeiro
corrente
foi
ba.
ptisado
na
Egreja
de
Cannatorre. utm
mulher
de
14
annos
com
nome
de Hauria]
(Maria).
A
3
foram
baptisados
na
egreja
de
Pethah,
2
indivíduos,
sendo
um da
edade
de
55
annos
e
outro
7.
—
(«C.
da T.»)
A vitalidade
<1<>» monrjex.—O R
P.
D. Estevão, abbade
de
Santa
Maria
da
Desert
(Haute-Garonne)
e
abbade
interino
da
Trappe
de
Igny,
na diocese
de
Re-
imsr
depois
da
missa
por
elle
celebrada
no
dia
de
Todos
os
Santos,
dirigio
ás
quinhentas
ou
seiscentas
pessoas
das pa.
rochias
circumvizinhas,
que
tinham
vindo
assistir
á
missa,
estas
palavras
apoiadas
em exemplos, que
fizeram
uma
viva
im.
pressão
oo
auditorio.
«Venho
entregar-vos
o
sagredo
da
vi.
talidade
dos
monges.
Tres
são
as
causas
que
produzem
a
nossa
prosperidade
A
primeira
causa
é a
oração
essa
ca
deia
de
ouro
que
une
o
homem
a
Deus,
essa
mensageira
que
vai
procurar
no
seio
de
Deus
as
graças,
os
soccorros,
sem
os
quaes
nem
o
homem
isolado,
nem
a
so
ciedade,
nada
podem.
O
homem
que não
ora
é o
ramo
separado
do
tronco, e
poi
isso
destinado
a
seccar.
porque
não re
cebe
mais
seiva.
Quando
as nações
nãt
oram,
chegam
as
revoluções,
espalhand
por
toda a
parte
o
terror
e
a ruina.
A
segunda
causa da
vitalidade d«
monges
é
a
sobriedade.
A
economia
é
1
rainha
de
nossas
casas,
e o
supérfluo
t
implacavelmente
banido
d
’ellas.
Procurara
em
França
o
meio de
extinguir o pau-
perismo;
para
isso
só
ha
um
meio:
-fa
zer
desapparecer
o
luxo
e
a sensualidade;
substituindo-os
pela
economia
e
pela
sc-
briedade.
A
terceira
causa
de
nossa
vitalidade e
o trabalho.
Pelo
trabalho,
vivemos
ho-
nestamente
e
não
somos
pesados aos
ou
tros
Além
de
que
oramos
trabalhando;
e
isto
ensina
aos
homens
que
o trabalho,
a
oração
e
a
observância
das
leis de Deus
durante
tão
longos
annos
debalde sonhára.
Seu
inundo
estava
alli
..
dentro
d
’
el-
la
;
dentro
d
’
ella,
em
sua
imaginação,
reu
nia
em
bello
grupo lodos os
entes
que
amava; conversava
com
elles,
sorria-se
pa
ra
seu
pae
recostada
ao
seio
de
Henri
que.
Nem
uma
só
nuvemsinha
escura n
’
a-
qqelle
immenso
ceo
bello e sereno
que
estava
creando
:
era uma d
’essas
horas
magicas,
que
em vão se
procura
nos
dias
que
se
passa
na
terra,
horas
que se
vi
ve
meio-dormindo,
meio-acordado,
quando
se
está
aó.
e
se
está
sonhando...
Era
uma
d
’
essas
viagens encantadas,
viagens
longas, de dezenas
de
annos,
e
de
milhares
de
legoas,
que
se
faz
com
os
olhos
fechados,
com o sorriso
nos
lábios,
sem
mudar
de
posição,
e
ás
vezes
em
uma
só
hora, em
cinco
minutos,
ou
mes
mo
em
rápidos
instantes.
Estava
pois
Marianna embebida
n
’
aquel-
le
mar
de
gosos immensos,
n
’aquelle mun
do de
abslracções
deleitosas,
quando...
Talvez
mesmo
passava
n
’
esse
momen
to por
diante
de seus
olhos
a
mais
cara
de
snas
imagens;
porque
ella
apertou as
mãos
com indisivel
ardor
contra
o
co
ração,
e
exhalou
um
anhelante
suspiro;
quando
soou
o
rodar
de
uma
carruagem,
que
parou
á
porta
do
Ceo-côr-de-rosa.
A
viuva
soltou
um
pequeno
grito,
e
ergueu se
inopinadamente
O
mundo
abstracto
acabava
de
esvae
cer-se;
a
realidade
fria
e
pesada
chegava.
O
rosto
expansivo
e
bello
de
Marian
na contraiu-se
dolorosamente.
Tinha
reconhecido
o
rodar
d’aquella
car
ruagem
:
aquella
carruagem
trazia-lhe
um
tormento
sempre
que
parava junto
do
al
pendre
do
Ceo
côr-de-rosa.
A
porta
da
sala
abriu-se.
—O
snr.
Salustiano:
disseram.
—
Que
entre: murmurou
a
viuva.
E
o
rosto
de
Marianna
tomou
uma
no
va
expressão
;
tornou-se
frio,
mas
soce-
gado.
Salustiano
entrou
e
veio
sentar-se
jun
to
da
viuva.
Encontravam-se ainda
uma vez
a
sós
esse
homem,
e
essa
mulher
que
se
abor
reciam
tanto.
—Parece
que
um
anjo
bemfasejo
me
protege,
disse
Salustiano:
sempre
que
desejo
fallar
a
v.
ex.
a
sem
lestimunhas,
uma
occasião
propicia
se
me
oíferece.
—
Hoje
então. .
—
V ex.
a
se
admirava
talvez
de
me
não
vêr
ha
muito
tempo,
não
é
assim9
...
perguntou
sorrindo-se
o
mancebo.
—Oh !
não
:
respondeu
seccamenle
Ma
rianna
;
v.
s.a
deu-nos
o prazer
de
pas
sar
comnosco
o
ultimo
serão;
foi ainda
ha
dois
dias...
—
A
resposta
não
parece
das
mais
li-
songeiras
;
mas
também
é
porque
me
não
fiz
comprehender
;
eu
dizia
que
v.
ex.
a
talvez
se
admirasse
de me
não
vêr
pro
curar
alguns
momentos em
que
podesse
fallar
lhe a
sós.
—
Também
não
:
pensava
o
contrario
;
que v.
s.a já
tinha
exigido
de
mim
tudo
quanto
exigir
podia,
e
que
pela
minha
parte
eu já
me
havia
mostrado
obediente
de
mais
—
Dêmos
que
assim fosse;
não
quere
ria
porém
v.
ex.
a pedir-me
a
entrega
de
alguma
cousa,
que
julgasse
pertencer-
lhe
?...
—
Confesso
que não
pensava em
tal:
confiava
na sua
honra,
e
julgava
que
não
seria
preciso
pedir-lhe
o
que
o dever
or
denava
a
v.
s.a
que
me
entregasse.
.
—Oh
I
mil
vezes
agradecido;
v. ex.
a
pela
primeira
vez em
sua
vida
parece
acre
ditar
na
honra
do mais
humilde
de
seus
escravos.
—
Senhor
..
de
que
serve
aqui
a iro
nia
?
—Já vejo,
minha
senhora,
que
conser
va
todas
as
suas
antigas
disposições; ama
a verdade,
e
a
singeleza
sobretudo.
—
Entendamo-nos,
senhor,
disse
Ma
rianna
com
sangue
frio
;
devo
crer
que
não
foi
simplesmente
para
zombar
de mim,
que
teve
a
complacência
de
vir
hoje
a
es
ta
casa.
—
Oh
!
não,
por
certo.
—Pois
então
fará
o
obséquio
de
ex
plicar-se:
estamos
sós:
o que
quer
de
mim
ainda?..
—
Primeiramente
eu
vinha
depositar
aos
pés
de
v.
ex.
a
os
mais
sinceros
pa
rabens
pelo
seu
proximo
casamento.
—
Agradecida.
—
Oh!
eu
tenho
uma
inveja
desespe
rada
de
um
noivo
de
moça
bonita
: acre
ditará
v.
ex.
a?...
estou louco
por
carsar-
me.
—
Felizmenle
para
v.
s.
a
o
remedioé
facil.
—
Então
aconselha-me?...
—
Que
se case.
— Esse
é
o meu
desejo,
certamenle;
e
como
em
v.
ex.
a
se
concentra
toda
i
minha
esperança,
eu
não
hesitei
em
correr
a
seus pés...
—
Senhor...
—
Fallemos com
clareza:
não
ignora,
que
amo
a
sua
sobrinha.
—
Sei
ao
mesmo
tempo
que
minha
sobrinha
não
o
ama.
—
E
’
verdade;
disse
com
sangue
frio
immenso
Salustiano:
e
se
eu
tivesse
podi
do
agradar
á
Bella
Orfã,
acredite
v.
ex.‘
que
dispensava completamente
a
sua
in
tervenção.
—
E
não
tendo podido
agradar-lhe, se-
nhor,
a minha
intervençio
será
sempr
*
improfícua.
—
Tenho
a
certeza
do
contrario.
—
Estou
hoje convencida
de
uma ver
dade
que v. s.a
adivinhou
antes de t°'
dos,
minha
sobrinha
ama
já.
—
E
’
uma
diíficuldade
;
convenho,
mas..'
—Quereria
por
acaso
ligar-se
a
urna
senhora
que
amasse
a
outro?...
(Continua)
não
são incompatíveis.
Entre nós
a guarda
do
domingo
é
sempre
rigorosamente
ob
servada;
mas
isto
não
impede
que
por
to
da
parte
as
nossas
casas
prosperem
e
flo-
reçam.
O exilado
Midhat-Paeba. —
O
correspondente d
’
um
jornal
francez dá
os
seguintes detalhes
de
Midhat-Pacha:
°Mais
baixo
que
alto,
e bastante
gor
do,
Midhat-Pacha
traja
á
europeia,
salvo
o
fez que
lhe
cobre
a
cabeça
e
do
qual
nenhum
turco
se
separa
nunca;
sua
bar
ba,
bastante
povoada,
está
já
cheia de
cans;
o
seu
rosto
é
bastante
vulgar;
seu
olhar
é
pouco
vivo
e
quasi
sem
expres
são.
Sentado
n’uma cadeira á Voltaire,
fumando
com
convicção n’
um cumprido ca
chimbo
que
chega até
o
chão,
não
tem
nada d
’esta vivacidade
de maneiras, d
essa
diligencia
e
amabilidade que
geralmente
se
encontram
nos europeus.
A’
excepção
da
sua
lingua
natal,
não
fala
senão
o
francez. e ainda
n
esta
lin
gua
se
expressa
com muita difiiculdade,
e
é
preciso
falar-lhe
com
muita
clareza
para
fazer-se
entender
Quanto
ao
mais,
desde
as
primeiras palavras nota
se
n’
esle
exterior
quasi
vulgar
toda
a
circunspec-
ção
d’um
oriental
e
toda
a
dissimulação
d
’
um
diplomata
experimentado.
Por
exemplo,
não
confessa
a
sua
des
graça
senão
debaixo
d
’uma
forma
extre-
mamenle
suave.
Interrogado
sobre
o motivo de
seu
des
terro
respondeu:
«Bem
o veem,
sou
muiio
velho
e
te
nho
necessidade
de
descanço;
o
sultão
meu
senhor
fez-me
uma
grande
mercê
ti
rando-me
o
poder.
Por
outro
lado,
ha
muito
que
desejava
fazer
uma
viagem
á
Europa».
Midhat-Pacha
parece
convencido da
exceliencia
de
sua
Constituição,
assim
co
mo
de
sua
vitalidade.
Quanto
á
guerra,
julga-a
provável,
pois a Rússia
avançou
demasiado
para
poder
recuar.
«Sem duvida, acrescentou,
a
paz
se
fará
com
a
Servia,
mas
a Rússia
dirigirá
suas
operações
para
o
lado
da
Roumania,
que
certamenle
fará tudo
o
que
aprou
ver
á sua
poderosa
visinha».
Por
outra
parte,
segundo el'e,
a
guerra
não
poderá
absolutamenle
começar
antes do
mez
de
maio.
As
ultimas
temnestades
causaram
com
efleilo
uma
inundação
no
Danúbio,
que
fechará
a
passagem
aos
exercitos,
pelo
menos
durante
dois
mezes.
«E
’
um
adiamento,
accrescentou;
e
quem
sabe
os
successos
que
em
dois
mezes
poderão
so
brevir?»
Pode ser
qúe
d
’
elle
saia
a
paz
Mas
quer
a
paz quer
a
guerra,
conside
ra-os
com
um
fatalismo
verdadeiramente
oriental.
JFeiaoMieisí»
ciu-ioso.
—
Os jornaes
de Bordéos
dizem
que
se
achava
em
ex
posição
n
’
aquella
cidade
um fenomeno dos
mais
curiosos,
o
qual
estaca
despertando
a
altenção
de lodos
aquelles que
o
visi
tavam.
E
’
uma
moça
que
nasceu
sem
braços,
e
que
se
serve
da
bocca de
uma
maneira
maravilhosa,
executando
difficeis
trabalhos
com
uma
perfeição
que
outras
pessoas
não
conseguem
com
os
braços.
Segurando
uma
penna
entre
dentes,
escreve
vários
caracteres
de
leltras
com
a
mesma
facilidade
que
um
caligrafo. Com
a
bocca
borda,
faz
crochet,
enfia uma
agulha,
marca
roupa,
desenha,
corta
e
de
obra
papel,
faz com
os
dentes
um
nó
cégo
dos
mais
solidos
e
consegue
depois
desfazel-o.
Acrescenta
que
a
moça
exposta
é
uma
linda
crealura
de
23
para
24
annos,
e
que
a
sua
presença
não
inspira
a
repul
são
que
odrinariamente despertam as de
formidades
horríveis.
Unia
cwiiíli.isãí»
«1» «Times».—A
seguinte
passagem,
tirada
do
«Times»
pela
«Índia
Catholica»
é
notável
pela confissão
que
fez
do concerto, da prudência,
das
caulellas,
da
unidade
a
que se altende
na
Egreja
Catholica.
Diz:
—
«Nominalmente
um
Papa
é
o
mais
absoluto
dos
governantes: mas
praticamen-
le
a
sua
Soberania
é
limitada,
não
só
por
uma
série
imtnensa
de
regras
e
tradições,
mas
pelo
machinismo
espiritual
do Vati
cano.
e
pelos
ecclesiasticos
que
lhe
im
primem
o
movimento.
Decisões importan
tes
do
Papa não
se
dão
até
se
ter
bem
tomado
o
pulso
ao mundo
Catholico
Ro
mano,
por
meio
de
seus
dignalarios,
e
até
que
a questão
em
disputa
haja
sido
conside
rada
por
congregações
de
instruídos
theo-
logos
ou
ecclesiasticos
práticos.
O
Papa
de
ordinário
não é
mais
que
a
bocca,
o
orgão
vocal
de uma Junta
Selecla,
desti
nada
a
impedir
que
a
sua
Infallibilidade
se engane.
Elle
podia, sem duvida,
em
lheoria,
livrar
se
d’
essas
pèas,
mas,
de
facto,
raras
vezes
ou
nunca
o
fez
!
A
gran
de
maioria
dos
Papas
tem
sido
tão
pu
ramente
creaturas
do
seu
tempo
como
se
tivessem
sido outros
tantos
soberanos
se
culares.
Ora,
hoje
a
direcção
principal
do
pensamento
e
sentimento na
Egreja
Ca
tholica
Romana
é
inquestionavelmente
Ul-
tramontana.
Mesmo a França, que
já
foi
ião
Gallicana,
é
Ullramontana
hoje
com
outros
paizes.
O
Bispo
Dupanloup,
que
padecia
ser
o
ultimo
dos
Gallicanos,
advo
ga
pertenções
extremas
do
Vaticano.
O
Últramontanismo
não
é mais
que
uma
percepção
do
facto,
que
o
Calholismo
não
pódffi
transformar-se
sem
cessar
d
’
existir,
e
ainda o
mais Liberal
dos
Papas
podia
fazer
pouco
para
temperar
a
violência
d
’
es-
sa
convicção
de
mu portugnez
no
Rio
de
Jiineiro.—
Eis
como
rela
ta
a
«Gazeta
de
Noticias»
d
’alli:
Cerca
das
9
horas
da
noite
do
dia
13
do
mez
passado, estava
o
súbdito
portuguez
Antonio
Domingues,
na
rua
da
Lampadoza,
vendo
as
mascaras
que
por
alli
passavam.
De
repente
as
pessoas
que
estavam
perto
d
’
elle, viram-n’o
ciar
re
dondamente
e
tratando de
o
soccorrer,
verificaram
que
havia sido
ferido
nas
costas
e
com
tanta
lorça
e
firmeza,
que
a
íaca tendo
atravessado
todo
o
pulmão
esquerdo quasi
saia pelo
peito.
Como
dissemos
o
auctor
de
tão
grande
crime
evadiu-se,
o
que não
é
extranha-
vel,
desde
que
a
concorrência
que
havia
na
rua
protegia
de
alguma
sorte
essa
fu-
ga.
Entretanto
a
poiicia
trata
de descobrir
o
criminoso.
O
infeliz
deixa
viuva
e
contava
apenas
34
annos.
A’ enridnde publica.—
Recommen-
damos ás
almas
bemfazejas
uma
pobre
mulher
de
80
annos
de idade,
que
se
acha
doente e
sem
meios
de
subsistência,
para
que
a
soccorram
com
uma
esmola
pelo
divino
amor
de
Deus.
Mora
na
rua
de
S.
Gonçalo
n.°
11.
Resumo
do
aclivo
e
passivo do
Banco Commercial, Agrícola e
Industrial
de Villa Real, em
28
de fevereiro de
1877.
Activo
Caixa,
dinheiro existente
.
23:0090664
Letras
descontadas
e
a
rece
ber ...................................
664:9380750
Letras caucionadas
. .
.
38:7920000
Obrigações a
receber.
.
.
1740560
Empréstimos
sobre
penhores
2:2170500
Operações
a
longo
prazo
.
13:3200720
Papeis
de
credito
. .
.
14:8290120
Contas
correntes
com
gara
ntia
...................................
10:5580649
Agentes
no
paiz,
dinheiro
e
leiras a
cobrar.
.
.
63:0260169
Agentes no
estrangeiro
.
14:8220257
Diversos
devedores
e
credo
res ...................................
8:8630573
Moveis
e
utensílios
.
.
.
5750600
Despezas
de
installação
.
2:0000000
Acções,
prestações
a
receber
4800000
857:5980562
Passivo
Capital
do
Banco.
.
.
.
Deposito
á
ordem.
.
. .
Deposito
a
prazo.
.
.
.
Dividendos
a
pagar
.
.
Fundo
de
reserva.
. .
Reserva
para
contribuição
industrial...................
Ganhos
e
perdas.
.
.
.
800:0000600
7:4180988
22:4020428
4:2500950
7:0200000
5:4000003
11:1060196
857:5980562
Villa
Real,
3 de
março
de
1877.
Os
gerentes,
Joaquim
José
d'Oliveira
Guimarães.
Francisco Ferreira
da
Costa
Agarez.
Agostinho
José
da
Costa.
Francisco
Xavier
Pereira, seus
filhos
e
genro,
veem
por
este
meio
tributar
a
sua
gratidão
a
todas
as
pessoas que
por
occasião
do
fallecimento
de
sua
sempre
chorada
e nunca
esquecida
esposa, mãe
e
sogra,
Maria
do
Carmo,
os
cumprimenta
ram;
bem
como
ás
que
acompanharam
o
cadaver
da
finada
ao
seu
ultimo
repou
so.
A
todas
protestam eterno reconheci
mento.
(á§2;
José
Custodio
da
Silva
Braga e Anna
Ignacia,
vem
por
este
meio
tributar
a
sua
gratidão
a
todas
as
pessoas
que
por
oc
casião
do
fallecimento
de
sua
sempre
cho
rada
mãe
e sogra.
Helena
Joaquina, os cum
primentaram;
b-
‘
m
como
ás
que
acompa
nharam
o
cadaver
da
finada
ao
seu
ultimo
repouso.
A
todas
protesta
eterno
reconhe
cimento.
(154)
Está
em
Vianna
á
descarga
o
brigue
«Lord
London»,
vindo
de
Newcastle
com
carvão
de pedra para
ferreiros,
de
1
.a
e
superior
qualidade.
Vende-se
a
bordo,
ou
nos
armazens
do
Caes Novo,
ou
em
Pon
te
do
Lima
ein
Santo
Antonio
aos
dias
de
feira.
(155)
NOVO
HORÁRIO.
Narciso
José
Marques.
d
’
esta
cidade,
faz publico que
a
sua
diligencia para
Gui
marães
fica
saindo desde
o
dia
15
do
corrente
ás
5
horas
da manhã.
N.
B.
os snrs.
passageiros
que qnize-
rem
seguir
para Amarante,
Fafe,
Ganda-
rella,
Arcos
e
Cavez,
tem
de
seguir
n
’es-
la
mesma diligencia.
Braga, 12
de março
de
1877.
(156)
Narciso
José
Marques.
Francisco
Xavier
Peixoto,
roga
a
todas
as
pessoas
que
com
elle
tem
contas,
o
fa
vor
de
as
saldarem.
E
aos
prestamistas
que
tem
machinas
a
praso
o
obséquio
de en
trarem com
suas
prestações
atrazadas.
Especialmente
se
dirige
a
alguns
de
Braga,
aos
do
Pico,
Villa
Verde,
e
de
Villa
Nova
de Famalicão
;
protestando
desde
já
fazer
judicialmente
valer
seus
direitos,
e antes
pu
blicar
seus
nomes
pela
imprensa,
a
fim
de
precaver
as
pessoas
de boa
fé contra
aquel
les
que
não se
envergonham
de
faltar
ao
cumprimento
dos
contractos, e
á
sua pa
lavra
d
’honra.
Braga
4
de
Março
de
1877.
(145)
F.
X.
Peixoto.
CIRURSIÃO
DENTISTA.
APPROVADO
PELA
ESCOLA MEDICO-CIRURGI-
CA
DO PORTO
Largo
do
Barão
de
S.
Marlinho
n.°
5
BRAGA.
Faz
tudo
quanto
diz
respeito
á
sua
arte
e. continúa operando
grátis, pobres-e
soldados.
(
36-H-)
A
BELLA PINGA
No
armazém
de
vinhos
da
Rua
de San
to
André
n.°
20, encontra-se
um
variado
sortimento,
das
principaes
qualidades
de
vinho
de
Monsão,
Arcos
de Val-de-Vez,
de
Basto e
do
concelho
de Braga.
Vende-se
por
pipas
e barris.
Quem
per-
tender
dirija-se
a
Cerqueira
da Silva
&
Gonçalves,
largo
da Lapa
n.°
1
ou
com
Francisco
Manoel
Xavier,
rua
dos
Chãos
n.»
25.
(148)
A BORBOLETA
A
Empreza d
’
este
semanario
declara
aos
seus
assignantes,
que,
em virtude
de
ter
mudado
de administração,
o
n.°
cor
respondente
ao
domingo,
11,
só poderá ser
distribuído
no
meio
da semana
seguinte.
O
Director
economico,
Sousa
Ar antes.
.Arrematação voluntária dou
ben
*
imcnobiliarics
do
fallecido
vis-
eonde
de
S. Lázaro.
Pelo
juiso
de
direito d
’esta
comarca,
e
cartorio
do
3.°
oílicio,
de
que
é
escrivão
Moita,
no
dia 15 do
proximo
futuro
mez
d
’
abril,
pelas 9
horas
da
manhã,
á
porta
do
tribunal
judicial
sito
no
largo
de
San
to
Agostinho, se
tem
d
’
arrematar,
e
en
tregar
a quem
mais
der
—
quando
conve
nha
—
os
bens
seguintes:
A casa
nobre,
com
seus
respeclivos
jardins,
e
quintal
junto, tudo
circuitado
por muro,
de
natureza
aliudial,
no
valor
de
25:0900000
rs.
A
propriedade
rústica
contígua
aos
di
tos
jardins,
comprehendendo a
cocheira,
casa
de
cazeiros,
eira,
coberto,
aguas
e
mais
pertenças,
que
se
compõe
de
vários
prasos
foreiros
ao revm.
0
cabido
da
Sé
Primaz,
aos
herdeiros
d’
Estevão
Falcão
Cot-
ta de Menezes,
á
real
irmandade
de
Santa
Cruz.
Hospital
de
S.
João
Marcos,
á
Mi
tra
Primaz,
e
á
coraria
da Sé. confronta
do
nascente
com a
rua
de
S.
Lazaro e
quintaes das
casas
da rua
da
Ponte,
e
com terra
de
D.
Adelaide
Raio
de
Paiva;
do
sul
com
a
mesma;
do
poente
com
o
caminho
chamado
do
Fojacal; e
do
norte
com
o
quintal
da dita
casa
nobre,
no va
lor
de
12:0000000
rs.
Uma
morada
de
casas
em
principio
de
construcção,
defronte
da
referida
casa no
bre
com
toda
a
pedraria
aparelhada
e por
apparelhar,
que
se
acha
depositada
nocam-
*
po dos Remedios, no
valor
de
3:0000000
reis—
e
finalmente
uma
outra
morada
de
casas
com
seu
eido,
denominado
da
Cal
çada,
no
logar
do
Sobreiro,
freguezia
de
Santa
Eulalia
de Tenões,
no
valor de reis
4000000;
porisso
toda
a
pessoa que
qui-
zer
lançar
póde
comparecer no
dia
e
ho
ra
indicado.
Braga
5
de março
de
1877.
Pela
commissão
administradora
e
li
quidatária,
O
solicitador=Jòão Ferreira
Torres.
(147)
Na
Caixa
Economica
Penhorista, rua
Nova,
no
dia
3
do
corrente,
haverá leilão,
e cm
todas
as
terças-feiras
e
domingos.
Consta
de
roupas
brancas e
de côr,
no
vas
e
usadas,
de homem
e
de
mulher,
objectos d
’ouro
e
prata,
relogios
de
prata
e
ouro,
rewolvers,
e
muitos
outros
obje
ctos
que
tu
lo
se
venderá
logo que obte
nha
dois
lanços.
Toda
a
pessoa
que
na
mesma
tiver
objectos
empenhados
que
deva
3
mezes
de
juros,
é
avisada
que
serão
considera
dos
abandonados,
e
porisso
vendidos
por
lodo
o dinheiro.
Também
se
vendem
objectos
fóra da
leilão.
O
gerente,
A.
G
Ferreirinha.
COLLEGIO
INGLEZ
DO
Sagrado
Coração de
Maria Virgem
Immaeulada
D. Margarida
Heunessy,
desejando
an-
nuir
aos
pedidos
que
as
famílias
e
clero
mais
dedicados
á
causa
de
uma
verdadei
ra
e
completa
educação,
tanto
de
Braga
como
das
localidades
adjacentes,
ha cin
co
annos
se teem
dignado
fazer-lhe,
resol
veu
abrir uma
casa
de educação para
meninas
internas,
semi
internas
e
exter
nas
sob
a
direcção
de
sua
irmã
Miss.
The-
resa
Heunessy,
tendo
obtido
para
levantar
o
seu
estabelecimento,
a
bella
casa
da
rua
de
S.
Miguel-o-Anjo,
onde morou
oex.
mo
snr.
Juiz
de
Direito, o qual
já
funccinna
desde
o
dia
2
de
Fevereiro.
Para
esclarecimentos podem
derigir-se
a
Braga
a
snr.a
D.
Maria Brigida
Bersane
Perry,
Campo
da
Feira,
ao
Rev.
0
João
Re-
bello
Cardozo
de Menezes, ao
Rev.0
João
Pe
dro
Ferreira
Airoza,
e
a
José
Maria
Dias
da
Costa,
Rua
Nova.
(17)
DE
S.
VíCgrTE-47
BUAGA
iàaíi
ã
o&Mte
toe
:
>3
00
JIS.SS-
SEKEATS
í
ASÍS
MACHINAS
LEGITIMAS
DA
VENDA
DE
CASAS
'
Venf)e
'
se
4
moradas
de
casas
com
quintal
e
agua,
sitas
na
rua
de
D.
Pedro V,
sendo
n.»
76.
77, 83
e
86. Tracta-se
no
largo
dos
Penedos,
n.°
1.
(63)
Venda
de
casa
...
x
Vende-se
a
casa
da
rua
do
An-
í° n
-°
’
P
ara
lraclar
na mes
*
rn
a,
desde
o
meio
dia
até
ás
2
toras
da
tarde.
(64)
MUITA A
TTENÇÂO
Deposito
de
biscoitos de Valongo
I
— LARGO
DA
LAPA
—
1
Estes
biscoitos são muito
recommenda-
veis
tanto
pela qualidade
das
farinhas,
per
feição
porque
são
feitas, como
pelo
seu
baixo
preço
em
relação a
qualidades.
Preços
porque
são
vendidos:
Biscoito
valonguense,
kilogramma
280
Tosta
doce
»
280
Biscoito
macarrão
»
280
Bolacha
doce
»
280
Biscoito
Brazileiro
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300
Dito
imperial
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Francisco) n.°
22.
(43)
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ãè
XA
KCOYOMICA.
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Sociedade anónima
de
responsabilidada
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mitada
Capital................ SOOtOOO^OOO
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NOVA
DE
SOUSA,
N.° 9
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pela
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do Campo)
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9
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da manhã
até
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7
da
noite,
e
nos
dias
santificados
estará
aberta
só até
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meio
dia.
O
gerente—-A. G. Ferreirinha.
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moléstias
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Em Lisboa,
o
snr.
Barreto,
rua
do
Lorèto,
n.°
28—
30.
(23
tí
-
i
DOENÇAS
MS irçm
Aos Professores cPInstrucção
Primaria
Em
casa
do
Professor
d
’
lnstrucção
Pri
maria
de
Santa
Catharina
de Vilia
Facaia,
concelho
de
Pedrogam
Grande,
se
vendem
Registos
de
matricula
e
faltas,
bem
como
Mappas
annuaes
para o
Magistério
Pri
mário.
Foram
annunciados e
recommen-
dados
pelos—
Annaes
d
’
lnslrucção
Publica
—
Boletim
do
Clero e
do
Professorado,
e
Liberdade.
Custa
cada
caderno 80
rs.
ARTE DE TACHYGRAPHIA
Vende-se
em
Braga,
rua
Nova,
n.
e
3,
e
no
Porto
:
preço
300
rs.
I
HOUBA 3
$
’ ■
--------
•-
’
<(
Aà
o?
ií$
W
jgRUA
DE
S. MARCOS,
N.
Vende
papeis
pinta-
dos
para
guarnecer sallas,
lindíssimos
gostos, a
prin
M
cipiar
em
80
reis
a
peça
1
Vende
olio,
tintas e
vernizes
para
pinturas
de
casas,
tudo
de
boa
quali-
dade.e
preços muito
resu
midos.
Vende
cimento
roma
no
para
vedar
aguas, ges
so
para
estuques
de
ca
sas,
tudo
de
primeira
qua
lidade.
(Z
*
)
OBELISCOS.
$
£
liEVISTÀ
MEXS.VL
BKACIIIESSE
POR
DIAS
FREITAS.
Sairá
no
primeiro
de
cada
mez um
volume
no
formato
das
publicações
d
’este
genero,
contendo 64 paginas.
Como
unico
reclamo,
diremos
que
es
tas
revistas
serão
escriptas
em portu-
guez,
—
idioma,
quasi
tão
conhecido
de
mui
tos
dos
nossos
litteralos...
d
’aldeia,
como
as
linguas
polynesicas.
0
importe
da
assignatura
—
120
reis—
será
pago
no
acto
da
entrega.
Correspondência
dirigida
a
Dias
Frei
tas,
Braga.
DO
ALTO
DOULO
TRATAMENTO
(sem
necessidade
de
repoiso
nem
regímen)
por
Mad.
Lachapelle,
professora
parteira,
das
enfermidades
das mulheres, inllammações,
ulceras,
consequên
cias
do
parto, desarranjo
dos
orgãos.
causas
frequentes
e
ás
vezes
ignoradas
da
es-
lerijidade,
languidez,
palpitações,
debilidade,
doenças nervosas, enfraquecimento
e
muitas
enfermidades
reputadas
incuráveis
—
Os
meios de
cura
que
emprega Mad. La
chapelle.
simples
e
infalliveis.
são
o
resultado
de
assíduos
estudos
e
observações
pra
ticas.
Consuhações
das
3
ás 5
—
Rue
Monthebor.
27,
perto Tulherias. Paris.
(40-^-)
XAROPE
de
BLAYN
de
um gosto agradavel,
adoptados
com
grande
exito
ha
mais
de
20
annos
pelos
melhores
médicos de
Paris;
curào
os
deflussos,
gripe,
tosse,
dores
de garganta,
catarrho
pulmonar,
irritações
do
peito,
vias
urinarias
e
da
bexiga.
Paris,
BLAYN, Pharmacien à
Paris,
7,
rue
du
Marché
Saint-Honoré.
Preços
540
•
810
reis.
Pasta
260
reis,
Em
Lisboa
: Barreto,
e em
todas
Pharmacias.
etc.
B
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VIJLIiA POUCA
RUA
DO
SOUTO
N.°
IS-Braga.
N
’este
armazém
se
encontram
a
retalho
as
seguintes
qualidades
de
vinhos
enga
rrafados
:
Vinho
tinto
de
meza.
(sem
garrafa)
459
»
í
» >
190
»
Lagrima....................................
200
»
Branco
de
meza........................
210
»
tinto
de
meza
fino.
.
.
270
»
de
prova
secca. .
.
,
.
300
«
Malvasia
de
2.a
.........................
360
»
»
veliio...............................
400
»
Malvasia,
Bastardo
e
Moscatel a
500
»
Roncão
........................
700
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Alvaralhão
..............................
560
»
Velho
de
1854
.
.
.
.
600
»
a
retalho
part
meza
50
e
80
, 0
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injecção
é
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e
eflicaz
que
cura
em
seis ou
oito
dias
toda
a
qualida
de
de
purgações
tanto
antigas
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mo
dernas,
ainda
as
mais
rebeldes.
Vende
se
em
Braga
na
pharmacia
Alvim,
á
Porta
Nova.
Em
Coimbra,
pharmacia
Barata
Di-
niz,
rua
de
8.
Barthoíomeu.
Deposito
principal no
Porto
na
phar
macia Madureira,
rua
do
Triunfo
n
0
142,
proximo
ao
Palacio
de
Cryslal.
Preço
de
cada
frasco—
400
rs.
(4449)
CASA
PABA
AKR1LNDAR—
Alluga-se
até
ao
proximo
S.
Mi-
gn<-|
uma
morada
de
ca-as,
sita
na
ma
do Anjo n.°
21.
Trata-se
na
livraria, em frente
da
mesma
casa, e no
escriptorio
d
’
esta redacção.
quartilho
tinto,
e
branco
120.
Responde-se
e
garante-se
a
pureza
e
boa qualidade
de
todos
estes
vinhos,
po
*
dendo
todo
e
qualquer
consumidor
man-
dal-o
experimentar
por
meio
de
qualquer
processo
cbymico.
(N«)
LETRAS
INUTILISADAS
Trocam-se
ua
Tabacaria
Bracarense,
2?—
Rua do Souto
—29
(140)
Parte de Comércio do Minho (O)
