comerciominho_12071877_661.xml
- conteúdo
-
FOLHA
RELIGIOSA !E ^OSICSOSA.
EDITOR E PROPRIETÁRIO JOSÉ MARIA DIAS DA COSTA, RUA NOVA N.° 3 E.
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
PBEÇO
DA
ASSIGNATURA
5.° ANNO
Braga,
12
mezes..............................
1&600
»
6
»
..........................
850
Correspondências
partic.
cada linha
40
Annuncios
cada
linha....................
20
Bepelição....................................
10
PUBLICA-SE
ÁS
TERÇAS,
QUINTAS
E
SABBADOS.
Províncias, 12
mezes
..........................
2&000
»
6
»
.........................
1S050
»
sendo duas
assignaturas
3^600
Brazil,
12
mezes,
moeda forte. .
3$600
Folha avulso
...............................
10
N.» 661
HHÃGl (}ri\TA-FEIKA «S 1)1
JULHO
HE
1
*
7
7
Pela
correspondência
de
Madrid,
in
seria
na
«Palavra»
de 30
de
junho
ulti
mo,
temos
noticia
de
uma carta escripta
por
Affonso
XII
a
Sua
Santidade
Pio
IX,
na
qual
o
chamado rei
de
Hespanha usa
Irases
apparentemente
leaes
(este
«appa-
renlemenle»
pertence
ao correspondente
da «Palavra»)
para
com
o
Pontitice, rei
terando
lhe
os
seus
protestos
de
adhesão
inquebrantável
e
sincera
á
Gadeira de
S.
Pedro,
de
carinho
fervente
á
sua
pessoa,
e
lhe
annuncia
a
esperança, que abriga,
de
que
a
Providencia
melhorará
os
dias
da
Egreja
e
do
seu
illustre
Chefe,
etc
,
etc.
O mesmo
correspondente accrescenta
saber verdadeiramenle
que
S.
Santidade
se
manifestou
commovido
com a
leitura
da
carta
do
joven
monarcha.
E
nós crêmos
mui
voluntariamente
que
isto
assim suc-
cedesse,
posto
que
nos
não
seja
dado
classificar
a
especie
de
commoção
ou
de
impressão
moral,
que
as
taes
frases leaes
na
apparencia
deviam produzir no
animo
do
venerando
Pontífice,
em
cuja
memória
devem
ainda
de
estar
presentes
umas outras
frases
pronunciadas
pelo mesmo
joven
mo-
narcba
em
um
banquete,
faz
agora
dois
annos,
na
presença
de
vários
personagens
políticos,
e reproduzidas
depois
em
alguns
jornaes,
sem
que
alguém,
que
nos
conste,
desmentisse
a
sua
genuinidade.
Ora
corno
estas
frases
são
um
bello
commentario
das
outras,
com
que
Affonso
XII
acaba
agora
de
brindar
o
Romano
Pontífice,
julgamos
não
será
inútil
relem-
bral-as
aqui, para
edificação
dos
leitores,
e
para
desengano
de
alguns,
que
por
acaso
se
hajam
deixado
illudir
pelos ex-
forços,
com
que
os
catholicos-liberaes
de
Hespanha
procuram
meulcar-nos
a
pureza
de sentimentos
do
seu
rei
condiluciunal.
Achando-se.
pois o
nino
Affonso,
em
<875,
entre
vários
commensaes
de
elevada
gerarchia, no
numero
dos
quaes entravam
alguns
altos
dignatarius
ecclesiasticos,
proferiu
em
tom
solernne
as seguintes
memoráveis
palavras:
«Eu
sou
favoravel
á unidade
italiana.
Não
comprehendo
que
o
Papa
tenha
do
mínios temporaes.
A
sua
missão
é
rezar
a
Deus,
e
escrever
cartas
aos
bispos.
Eu,
como
vêdes,
não
sou
ultramontano.
Os
padres
não
prestam
para
nada
no
go
verno
dos
povos.
Onde
(juer
que
nelle
se
metteram,
tudo
andou
mal.
O
seu
reino
não
é
d
’
este
mundo.
Disse-o
Jesus
Christo
no
Evangelho».
E
como
alli
proximo
se
achasse
o
Cardeal
Moreno,
arcebispo
de
Valladolid,
o
joven
monarcha,
voltando-se
para
elle,
proseguiu:
«
Viagei
muito,
vi
muito,
e
hei obser
vado
como vão
as
cousas
nos
outros
pai-
zes,
onde
lenho
vivido.
Alli
cada
qual
professa
a
religião,
que
lhe
parece,
e nin
guém
o
perturba nem
no
seu
culto,
nem
na
sua
fé,
nem
nas
suas
opiniões
reli
giosas. A este
respeito
nós
estamos
muito
atrazados
em Hespanha
.......
D
’
aqui
em
diante
nós
seremos
mais razoaveis,
mais
tolerantes...»
E
faltou-lhe
accrescentar
—
e
mais
hi
pócritas
!
Deixamos
aos
nossos
leitores
a
tarefa
de fazerem a
comparação
entre
estas
de
clarações
de
simpathia
do
joven
filho
de
Izabel II
pela unidade
italiana,
que
es
poliou
o Papa e
o
lançou
prisioneiro
no
Vaticano,
esta
profissão
de
indifferentismo
religioso
e
de
verdadeiro
catholicismo
li
beral
com
as
homenagens
hoje
rendidas
ao
Chefe
da
Egreja!
e
só
nos
permilli-
remos
uma
observação,
que
nos
parece
vir
aqui
muito a
proposito.
Quando
Jesus
Christo, sob o poder
momentâneo
das
potências
infernaes,
pas
sava
pelos
dolorosos
trances
da
paixão.
d’entre
a
turba
infrene,
que
o
vilipendia
va,
nem
todos
o
feriam
e
lhe
cuspiam
no
rosto.
Alguns
se
lhe
ajoelhavam
aos
pés,
e
lhe
diziam:
Deus
te salve,
rei dos
judeus!
E
outros
accrescentavam:
Ele
confia em
Deu.s;
pois
se
Deus
é
seu
ami
go,
que
o
livre
agora!
O
Vigário
de
Jesus
Christo
também
agora
está,
como
o
seu
Divino
Mestre,
sob
o
poder
do
espirito
das
trexas:
Hcec
esl
hora
lenebrarum
—
Contra
elle
se
enfu
receram
as
gentes,
e
os
povos
meditaram
cousas
vãs.
Os
reis
e os príncipes
da
terra se
conjuram
e
formam
conciliábulos
contra o
Ungido do
Senhor.
—E
para
que
a
similhança
seja
mais
frisante,
não
fal
tam
farizeus.
que
curvando-se
ante
elle
com
veneração
tingida, exclamem:
Ave,
Rex!
Tu
confias
na
Providencia;
pois
enlào
a
Providencia que
te
salve,
porque
pela
nossa
parte
nós
nada
podemos
fazer
em
teu
favor
!
Felizmenle
estas
lastimas
hipócritas
do
moderno
farizaismo
já
não
podem
illudir
o
Papa.
Ninguém
melhor
que
elle co
nhece
o
liberalismo catholico,
e
esta
po
lítica
de
allalena
(de
balouço)
entre
os
princípios
chrislãos
e
os
princípios
revo
lucionários.
Os
profundos
sentimentos
ca
lholicos
da
grande
mitoria
da
nação hes-
panhola
só
poderão
ser,
não
politicamente
explorados,
mas
francaniente
aproveitados
em
prol
desinteresses
da Egreja,
quando
sobre
o
throno
de
S.
Fernando
se
sen
tar
um
principe,
que
longe
de
ser
alum-
no
e
feitura
da
Revolução,
seja
seu
adver
sário
declarado
e
sincero.
Estamos
certos
de que
o
Pontífice
é
o primeiro
a
reco
nhecer
isto.
o.
m
.
s.
direitos».
Estes
direitos
é
que
precisavam
de ser
definidos,
e
de
boa
fé
examinados
porem,
quando
sabemos
que
os
taes
«di
reitos»
consistiram
principalmente
nas
con
spirações
de
Mazzini,
ajudadas
e
subsidia
das
pelos
Protestantes
Inglezes,
—nas in
trigas
e
falsidades
de
Cavour,
animado
e
inspirado
por
Compton;—nas
perfídias
de
Buoneompagni;
—
na prolecção
Ingleza a
Garibaldi;
—
nas
conniveucias
Napoleonicas
com
a
Maçonaria
e
Carbonarismo,
—
á
vista
de
todas estas bagatellas,
estes
direitos,
bem pensados
e
examinados,
haviam
dè
achar-se
muitíssimo
tortos
«Quanto
ao
Governo Italiano,
não ti
nha
o
mesmo
tenção
de
perseguir
o
clero
(bastava-lhe, por
ora,
roubai
o,
confiscar-
lhe
casas,
igrejas,
livrarias,
e
tudo);
mas
ao
mesmo
tempo
não
permittiria
que
as
saltassem
os direitos do Estado
(o
snr.
Estado invade,
rouba.‘
confisca,
posterga
todos
os
direitos
da
Igreja
e
do
clero;
mas
alto
lá.
que
ninguém
presuma en
tender
com
o
roubo!)—
Se
isto
não
é a
divisão da
presa
pelo
Leão,
e
apropriar-se
elle
a
si
lodos
os
quinhões,
não
sei
que
outra
cousa
seja!
— Conclue o
snr.
Depre
lis:
—
«Queo
Governo
havia
de
vigorosamente
fazer
se
respeitassem
as
leis por todos
igualmenle,
e
aproveitar
outras
para
melhor
garantir
o
Estado».
O
que
se
vê
claramente
de tudo
o
que
acabo
de
relatar,
extractar,
e
pon
derar,
é,
que
não
falta
de
modo
algum
a
vontade,
em
toda
a
ladroagem
que
en
trou
pela
brecha infame da
Porta
Pia,
de
escravisar,
opprimir
e
roubar
a
Igreja
e
o
Clero.
Porem
que
a
tal
bagalella
e
praga
das
Peregrinações,
veio
muito mal
a proposito
inspirar
ao
Monte Citorio
e
ao
Quirinal
a virtude
da
moderação
e da
cortezia.
Veio
augmejitar
o
lustre
do Va
ticano
enneyoar
em proporção
o
Quirinal;
e
fazer
sentir
á
Revolução
Piemonteza e
Italiana,
que existe no
mundo
um
poder,
a
qual,
sem
legiões,
sem exercilos,
ou
esquadras,
é
superior
mesmo
ao
de
Bis-
mark,
e
ás
leis
de
Governos
e
Parlamen
tos.
A
própria
Maçonaria
nossa
senhora
(salvo
em
Portugal
e
no
Brazil,
porque
ahi
é
tola
e superficivil) encolhe
os
cor-
ninhos,
como acabamos de ver
no
Monte
Citorio
e
Quirinal.
Note-se
até
esta
differença, que
me
parece
bem sensível:
—
;
Acharia,
por exem
plo,
ha
um anno
ainda,
ou
seis
mezes,
prudente,
o Santo Padre o
comparar pu-
bheamente
aos
da
Attila,
os
procedimentos
de
Guilherme
e
Bismark?
V
—
Londres,
8
de
Junho.
—
Publicaram
aqui os papéis,
ha
dias,
que
D.
Carlos
(que
eslava
em
Paris, como creio
haver
mencionado
alguma
vez
antes),
fora expul
sado
de França.
Não
ha
duvida
que
dali
partiu
para
os
Estados
Austríacos; mas
custa-me
a
crer
a
expressão «expulsado»;
ao
mesmo
tempo, «jue
acho
muito
pro
vável,
haver, em
occasião
tão delicada,
o Governo
Francez
feito
representar
ao
Principe,
.
que
nas
circunstancias
acluaes,
a
sua
presença
em
França
podia
offerecer
pretextos para
desconfianças
e
embaraços
a
que
o
Governo
do
Marechal,
convinha
não
ler
agora
que
altender.
Nem a
par
tida
do
Principe,
nem
sua
permanência
em
França
me
parecem
a
mim
possuir
agora
importância
alguma.
VI.
—
Tres
Membros
Irlandezes
do
Par
lamento
aqui,
o
Cavalheiro
O
’
Clerey
vque
foi
Z>avo
Pontifico),
o
Capitão Nolau,
e
o
Capitão
O
’
Beirne,
formando
uma
de
putação
dos
Membros
Irlandezes
da Ca
mara
dos
Communs,
foram
recebidos,
a
24 do
passado,
tm
amlieuría
snr.
Muritori
da
severidade
exercida,
em
prender
alguns
estudantes
que
tinham
feito
demonstrações
contra
os
peregrinos
na es
tação
em
Bolonha.
«O
Ministério
do
Interior
respondeu,
que a
maior
demonstração
que
actualmen-
tc
podiam
(os
usurpadores) dar
á
Euro
pa
era.
de que
o
Papa estava
perfeita
mente
livre,
e
que
todas
as
opiniões
po
diam
livremente
manifeslar-se;
e
não
jul
gava
que
os
estudantes
houvessem
sido
tratados
com demaziada severidade.
Que
se
os
peregrinos
tivessem
excitado
distúr
bios,
se
leriam reprimido
da mesma
sorte.
Que
era
do
interesse
da
nação
e
da
liber
dade,
o
poderem
os
peregrinos
ir
e
vir
á
sua
vontade
com
absoluta
franqueza
e
segurança».
Mais
ainda se
manifesta o
effeilo
da
demonstração
que
os
fiéis
de
todo
mundo
podéram
dar,
de
que
nelle
havia
ainda
quem
se
interessasse
mui sériamente
pelo
Chefe
da
Christandade;
e
que
o
Mundo
Catholico
não
eslava
disposio
a
se
deixar
cobardemente
insultar
na Pessoa
do
mesmo
Chefe,
e
no
completo aviltamento
do
seu
Clero.
E
a
prova
disto
está
no
seguinte,
que
ainda
refere
também
a mesma auto
ridade
insuspeita
do
Correspondente
do
Times.
Diz
elle,
referindo-se
ainda
ao
que
se
passou
mais
naquelle Palratoriu
maca
co
(lodos
estes
«parlamentos»
revolucio
nários
não
sam, em
ouiras
nações,
mais
que
uma
ridícula
macaqtieação
da
Ingla
terra
—
que
acha
o
seu
interesse,
delia,
não
delias,
em
lh’os
inculcar
e
fazer
adoptar)
Diz
elle:
—
«Outras
interrogações,
allegando
que
a
mudança
de
Governo
em
França
era
perigosa
para
a
paz
da
Italia;
e
ditos,
de
que
a
Italia
devia
armar-se
para
re-
pellir
quasquer ameaças; porque declara
ções
otliciaes
de
amizade
da
parle
do
Governo
Francez
não
mereciam
confiança,
e
que
os
amigos
da
Italia
em
França
eram
em maioria,
e
seus inimigos
em
maioria;
contra estas
cousas
protestou
fortemente
o
Presidente
e
a
Camara
(pro
forma, di
ria
eu).
O
Primeiro Ministro,
Deprelis,
disse:
—«que
as
declarações
tranquillizadoras
á
Italia
por parte
do
Governo
Francez
eram
tanto
mais
valiosas,
por
isso
que
não
tinham
sido
procuradas,
mas
feitas
es
pontaneamente.
«Lembrou
lambem
á
Camara
os
servi
ços
que a
França
tinha prestado
á
Italia
em
assegurar
a
sua
independencia,
e não
julgava
que
a
mesma
França
voltasse
agora
contra
eDa
Italia
as
suas
armas;
ou
se
deixasse
guiar
e
arrastar
pela
reacção
cle
rical».
Já
se
vê
que
nenhum
«dos
preopinan-
les>
(expressão
favorita nas
Côrles
Porlu-
guezas
de
1820) se quiz
lembrar
de
uma
pequena
bagatela,
qual
a
da
exislencia
de
uma
convenção
e
solernne promessa
esti
pulada,
feita
á
França,
em
1860,
se
bem
me
lembro,
de
que
a
mesma
Italia
fixava
para
sempre
a
sua
Capital
em Florença,
e
não
havia
de
entregar
para
ir
encaixar-se
em
Roma,
pérfida e
cobardemente
ao
mes
mo
tempo,
quando
visse a
França
pro
strada
pela
loucura
do
Napoleão
Pequeno.
Essa
chaga
pode
a
Italia Piemonlizada
estar certa
que
nunca
cicatrizará; que
é
uma
divida
á
França
(como
ao
Mundo
Ca
lholico)
que
não
almitte
prescnpção;
e
que
ella Italia
revolucionaria tem
de pa
gar,
dia,
anuo,
ou
século,
mais
ou
menos,
e
talvez
com
grave
usura.
Mas
nisso; já
se
entende,
não
era
agora,
no Monte Ci-
lorio,
occasião
de
falar.
Continuou
o
snr.
Deprelis: —
«Reconhecia
o
desinvolvimenlo
a
que
recentemente
havia
chegado
a
agitação
Catholica,
e que
a
Italia
devia
ser
vigi-
lante.
e.on
fiund^
«n
mnn.m
■
-
—
A
’ Kedue^ào do «Commercio <lo
Minho».
Londres,
29
de
Junho,
1877.
SUMMARIO.
IV.
—
Para
que servem
as
Allocuções
do
Papa, e
as
Peregrinações
dos
Calho
licos
a
Roma.
V.
—D.
Carlos
partiu
de
França
para
os
Estados Austríacos.
VI.
—
Deputação
dos
Membros
Irlande-
zes
Calholicos
do
Parlamento
Britânico
recebida
por
Sua
Santidade.
VII.
—Muito notável
e
importante
re
cepção
dos
Peregrinos
dos
Eslados-Unidos
da
America,
por
Sua
Santidade,
com
of-
fenas
consideráveis
em
numerário.
VIU,
_
Peregrinação
Irlandeza,
e
sua
recepção
pelo
Santo Padre.
IX. —
Dita
da
Daimacia, do
Tyrol,
de
Malta,'guiadas
por seus
respeclivos
Pre
lados.
X.
—Collegio
novo
de
Missionários;
—e
Convento
novo lambem
de
Freiras;
onde
se
celebrou
com
grande
solemnidaue
o
quinquagésimo
anniversario
do
Episcopado
ue
Pio IX.
IV.
—z
Para
que servem
as
Allocuções
do
Papa,
e
as
Peregrinações
dos
Calholi
cos
a
Roma?
—
A
resposta
a
estas
per
guntas
dam-n
’
a
os
mesmos
Ministros
da
Usurpação
Piemonteza;
ainda
ha
pouco
tão
arrogantes,
assim
como o seu
Palra-
lorio.
Escrevia
de Roma,
a
24
do
passado,
ao
Times o
seu Correspondente
ordinário:
_
«Fizeram
se
honlem
na
Camara'
vaiias
perguntas
a
respeito
da
crise
em
Fiança,
e
da agitação
Catholica. Queixou-se o
e
como
visse
logo qual
o
fim
d’
estas
il-
legalidades,
adiou
a
eleição.
Eis
os
factos,
por
cuja
veracidade
res
pondo.
Diz-se
agora
que
a auctoridade
vae
proceder
a
uma
rigorosa
sindicância,
afim
de
poder
fazer
justiça.
Seria
essa,
a
meu
ver,
a
medida
mais
acertada
para
terminar
conflictos,
e fazer
entrar
a
ordem
n
’
aquelle importante
es
tabelecimento.
Ainda
sobre
o
mesmo
assumpto
mos
traram-me
hontem uma
correspondência
no
«Ecco
do
Lima»,
que
muito
me
fez
rir.
Disseram-me
que era auclor
d
’ella o
snr.
Castro
Caídas,
administrador
demit
tido,
o
que
pelo
estilo
se
revela
effecti-
vamenle.
S.
s.
a
não
se
conforma
que
outros
fa
çam
com motivos
aquillo
que
elle
fez
sem
elles;
e
por
isso
chama
ao
governo,
e
especiahnente
ao
snr.
marquez
d
’
Avila,
a
quem
não
póde
perdoar
o
desgosto
ma
gno
da demissão,
que
lhe deu, chama-lhe...
reaccionario
!
E
’ o
grande
argumento
da
ignorância
e
da
injustiça,
quando
não
podem
saciar
suas
ambições.
Desculpe-me
o
snr.
Caídas,
mas
a
verdade
é
esta,
e
nós
devemos
dizei
a
alto
e bom som,
para
qne
todos
apren
dam
a
não repetir
palavrões
qoe
ouviram,
sem
lerem
a
consciência
precisa
do
seu
valor
e
alcance.
--- -----------------------------
O
«Conimbricense»
publica
o
seguinte
artigo,
que
com
a
devida
venia
transcre
vemos,
e
cuja
leitura
muito
recommenda-
mos,
por
ser
de
utilidade
publica
:
A
folha
oflicial
publicou
um
interes
sante
relalorio do
cônsul
geral
de
Portu
gal
no
Rio
de Janeiro,
ácerca
dos
factos
principaes
occorridos
n
’aquella
cidade
no
anno
de 1876, concernentes á
emigração
portugueza.
á epidemia
da febre
amarella,
que
tanta
mortalidade
causou
nos
portu
guezes,
ás
providencias
adoptadas
para
pre-
serval-os
do contagio,
e
ao
modo
porque
se
houve
o
consulado
geral
durante
a
quadra
em
que
grassou
áquelle terrível
flagello.
No
referido
anno
de
1876,
o
nume
ro
total
de
passageiros
portuguezes
en
trados
no
Rio
de
Janeiro,
procedentes
do
reino,
e ilhas
adjacentes,
foi
de
8:623.
Este
numero
subdivide-se
do
seguinte
modo
:
Do
sexo
masculino
—
maiores
de
14
an
nos
6:070,
e menores
de
14
annos,
1:401.
Total
7:471.
Do
sexo
feminino—
maiores de
14
an
nos
890,
e
menores
de
14
annos,
262.
Total 1:152.
No
relatorio
do
cônsul
geral notam-se
alguns abusos,
para
os
quaes
chama
a
altenção
do
governo.
Na
matricula
dos
navios
consenlem-se
algumas
vezes
tripulantes
em
numero
su
perior
áquelle
que
corresponde
exactamen-
te
ás
lotações e apparelhos;
e
igualmente
se
admittem
como
marinheiros
indivíduos
que
não
pertencem
á
profissão
marítima.
Entende
o
cônsul geral que
a
tabella
dos
navios
mercantes
deve
ser
alterada,
pelo que
respeita
ao máximo presumível
do
numero
de
dias
que
na viagem dos
portos
do reino para o
Brazil
pódem
con
sumir
os navios
mercantes.
Segundo
a
ta
bella
em
vigor,
esse
máximo
é
calculado
em
40
dias
para
o
Maranhão
ou
Pará,
50
para
a
Bahia
e
Pernambuco,
60
para
o
Rio
de
Janeiro
e 70 para o
Rio
Grande
do
Sul
;
e
os
capitães
são
obrigados
a
embarcar
mantimentos
n
’
esta
proporção,
com
relação
ao
numero
de
passageiros
que
conduzem.
E
’ indispensável
tornar
obrigalorio o
embarque
de
mantimentos
para
um
nu
mero
de
dias
muito superior
áquelle
que
se
acha
determinado,
pois
não
é
raro
que
de Lisboa
e
Porto
se
gaste
na viagem
até
ao
Rio
de
Janeiro
de
70
a
80
dias,
por
effeito
de
temporaes, ou
força
de
ven
tos
contrários.
O
cônsul
geral
pondera
ao
governo a
conveniência
de
excitar
a
observância
por
parte
das
auctoridades
portuguezas
das
dis
posições legislativas
ácerca
da
emigração
clandestina.
Relalivamenle
á
emigração
ha
um
pe
ríodo no
relalorio
do
cônsul
geral,
que
emendemos
dever
transcrever
na
integra:
—
«Cumpre
igualmente
que
as
auctorida
des
pohciaes
portuguezas
empreguem
a
maxima
vigilância
para
descobrir
quaes
são
os
engajadores
de
raparigas
menores,
destinadas
a
alimentar
a
população
das
casas
de
prostituição
n’esta
cidade,
e
ob
uma
adresse,
a
que
o
Papa
respondeu,
exprimindo
a
consolação
que sentia
de
ver
ante
Si
uma
deputação
de Membros que
assistiam no
Coneelho,
e
faziam
parte,
do
Arcopago
da
grande
nação
Britanica,
os
quaes
eram, ao mesmo
tempo
devotos se
guidores
de
S.
Patrício n’
aquella
arena,
e
estandarte
de
um
paiz que
sempre
fôra
generoso
e
devoto
da Santa
Sé.
Emquan-
to
outras
nações,
disse,
tinham
vaçillado,
a
Irlanda
não
só nunca o
tinha abando
nado
na
hora
da amargura
e
perseguição
a
mais
severa,
mas
muitos
de
seus
filhos
tinham
arriscado
a
vida
em
defensa
da
sua independencia,
delle
Pontífice.
Ao
aben
çoar
a
deputação,
disse-lhe
levassem
com-
sigo
para o
seu
paiz
e
lares
o
testemunho
de
seu
amor
e
sua
bênção».
(
Conlinúa
f
A. R.
SARAIVA.
Arcos
de Vol
<le-Vez, IO de julho
(Do
nosso correspondente».
Tem
produzido
aqui
geral
satisfação
a
noticia
do
modo
cavalheiroso
e
christão,
por
que
as
povoações
de
Ponte
do
Lima,
Vianna e
Caminha
receberam
ultimamente
o
nosso
venerando
Prelado.
Não
é
para surprehender,
que
assim
acontecesse,
pois que os
povos
d
’esta
fe-
racissimâ
província
são
essencialmenle
ca-
tholicos,
e
como taes
sabem
que
o
amor
e
o
respeito
aos seus
legítimos
Pastores
importam
um
dever sagrado
nos
filhos
da
Egreja
Calholica,
dever
este,
que
mais cres
ce,
quando
a
fronte
augusta
dos Prelados,
se
nos
mostra,
como
no
actual
Primaz
das
Hespanhas,
aureolada
pela dupla
corôa
do
saber
e
da
virtude.
—
A
questão
da
eleição
da
Misericór
dia,
nesta
villa,
é
por
aqui
actualmente
o
objecto
de
todas
as conversações,
lendo
até
dado
margem
a
varias correspondên
cias
para jornaes
de
fóra
da
localidade.
Como a
verdade
apparece
n
’
essas
cor
respondências ora
encoberta,
ora
falseada,
julgo
do
meu
dever,
como
correspondente
imparcial,
relatar
singelamente
os
factos
de
que
sou
teslimunha
occular.
Ha
um
anno
que a
meza actual
d
’
a-
quelle
pio
estabelecimento
tomou
conta
da
administração
do mesmo.
Estes
mezarios,
que,
pertencendo
á
parcialidade
política
do
snr.
Rocha
Peixo
to,
não
tinham
nem
contavam
na
irman
dade
apoio
bastante
para
se
fazerem
ele
ger,
recorreram
a
um
acto
de violência,
por
parte
da
auctoridade
administrativa,
que
o
era, ha
um
anno,
e conseguiram
expulsar,
a
titulo
de
dissolução
por
nul-
iidade
na
eleição,
os
mezarios,
que
func-
cionavam,
havia
quasi
um
anno.
Imposta
á
irmandade
uma
commissão
administrativa,
com
dia
lixo
para
a
elei
ção,
o
snr.
Castro
Caídas,
então
admi
nistrador
do
concelho,
adiou
esta
indefini
damente,
duas
horas
antes
que
ella
prin
cipiasse,
e
sem
motivo
plausível
que
jus
tificasse
tal
medida
Parece
que
deveria
ser
de novo
e
com
a
devida antecipação
marcado
o
dia
em
que
havia
de
proceder-se
á
eleição,
mas
não
o foi; n
’
uma bei
la
manhã
apparece-
ram
os oíficiaes
da
administração
e cabos
de
policia
batendo
ás
portas
de certos
e
determinados
irmãos,
chamando-os para
irem
votar,
acto
que
se
realisou
em
alguns
momentos,
contra
a
geral
expectaliva,
e
que
foi
terminado
por
uma
missa
ao
Es
pirito
*
Santo.
A
meza,
assim
eleita,
tomou
posse,
e
foi
gerindo
os
interesses
da
Casa,
mas
resentindo
se
sempre,
quer nos
seus actos,
quer
na
pouca
harmonia
entre
os
seus
membros,
da viciosa
origem
que
tivera.
A
política
mudou
de
face,
e
o
snr.
Castro
Caídas,
ao que
parece
e
indica,
bem
contra
a
sua
vontade
e
gosto,
foi
demittido
de
administrador
do
concelho.
Como
por
este
facto
a
parcialidade
do
snr.
Peixoto
já
não podesse
sustentar-
se
na
Misericordii
por
um novo acto
de
força,
tres
dias
antes
do
marcado
pelo
Compromisso para
a
eleição,
fez
irmãos
mais
de 113
indivíduos,
na
sua
grande
maioria
fóra
das
condições de
o
serem,
pois
que uns não
sabem ler, outros
nada
possuem, outros
íinalmenle
não
estão
nas
condições
exigidas
pelo
Compromisso
para
a
admissão
ser
valida.
Preteriram-se
neste
acto
todas
as
for
malidades
prescriptas
e
a
acta
da
admis
são
foi
datada
de 29
de maio,
quando
ella
tivera
logar
no dia
27 ou
28
de
ju
nho.
Chegaram
estes
factos
ap
conhecimento
da
auctoridade
superior
do
districto
na
vespera
do
dia
designado
para
a
eleição,
star
a que continue
trafico
tão
infame;
pois,
infelizmente,
é
verdade
que
grande
é
o
numero d
’
essas
raparigis
quS
vem
para
aqui
ostensivamente,
como
lendo pago
as
suas
passagens,
com
todas
as formalidades
legaes, e
para
se
dedicarem
a misteres
ho
nestos,
mas
que
desembarcam
em
direitura
para
os
prostibulos,
onde
as
obrigam
a
demorar-se
até
que
tenham
pago
real e
su-
perabundantemenle
as
suas passagens.»
Eis
ahi
a
triste
e
degradante
sorte
a
que
em
geral
os
engajadores
reduzem
as
raparigas
menores,
que
vão
illudidas
de
Portugal
para
o
Brazil.
E’
porisso
do
mais
rigoroso
dever
das
auctoridades.
o
empre
garem
toda
a
vigilância
contra os
ando
res
da
desgraça
de tantas
raparigas,
se
duzidas
por
homens
sem
consciência
al
guma.
Vamos
agora
vêr a
sorte
que
espera
no
Brazil
muitos
dos portuguezes
que
para
alli
vão.
O
flagello
da
febre
amarella
atacou no
Rio
de
Janeiro
de
preferencia
os
estran
geiros
que
tinham
pouco
tempo
de
resi
dência
n
’
aquelle
paiz;
sendo o
numero
dos
portuguezes
muito
superior
aos
indivíduos
de
outras
nacionalidades.
Foram
tratados
nos
hospitaes
públicos
durante
o
l.°
semestre
de
1876,
2:591
portuguezes,
dos
quaes falleceram
928.
A
mortandade
geral
de
portuguezes,
durante
o
referido
período, foi
de
2:600;
sendo
o
numero
de
lãllecidos
de
febre
amarella
de
1:887
e de
713
os
que
falleceram
de
outras
doenças.
E
’
esta
a
felicidade
dos
nossos
compa
triotas,
que
levados
pela
ambição
do lucro
embarcam
para
o
Brazil.
Em Portugal só
se
falia
dos
que
voltam
ricos d’aquelle
paiz;
mas
finge-se
ignorar
a
sorte
des
graçada
que
tem
a maior
parle,
termi
nando
pela
morte,
ou ao
menos
pela
rui-
na
da
saude
que
os
acompanha
toda a
vida.
O
cônsul geral do Rio
de Janeiro
re-
commeuda
que
se
dê
toda
a
publicidade
ao
seguinte
:
1. ®
Que
os
recemchegados
fornecem
o
maior
numero
de
doentes, provando-se
pe
las
estatísticas
que
não
só
o
dos
atacados
como
a
gravidade
do
mal, está
na
razão
inversa
do
tempo
de
residência
no
paiz;
cumprindo,
portanto, evitar
o
mais
pos
sível
chegar
ao
Brazil
nos
mezes
de
Ja
neiro
a
Maio,
em
que
de
ordinário
a
fe
bre
amarella
se
desenvolve
em
caracter
epidemico.
2.
°
Que
a experiencia tem mostrado
que
em
grande
numero
de
casos,
o
des
envolvimento
da
moléstia
é immediatainen-
te
provocado
ou
por
desordem
da
diges
tão.
occasionada pelo
uso de
alimentos
indigestos,
ou
peio
resfriamento,
ou
pela
insulação,
ou
por
excesso
de trabalho;
sendo
necessário
recommendar
aos
re
cemchegados,
que,
porisso mesmo
que
estão
mais aptos
a
contrair
a
moléstia
de
vem
abster-se
rigorosamente
de
commel-
ter
qualquer
abuso em relação
á
ali
mentação
e
infringir
os preceitos
da
hy-
giene.
Pela
parle
que
nos
toca
damos
publi
cidade
a
estes
conselhos,
para utilidade
dos
nossos
compatriotas.
Joaquim
Martins
de Carvalho.
GAZETILHA
Visita.
—
O
exc.mo
snr.
marquez
de
Vallada
foi
na
tarde
de
segunda-feira
vi
sitar
a
magnifica
fabrica
de
p»pel
de
Ruães.
Em
vários
pontos
da
estrada
d
’
esla
cidade
a Prado
foi
o
nosso
digníssimo
go
vernador
civil
recebido
com demonstrações
de
jubilo
e
consideração.
Em
Merelim esperavam
o
nobre
mar
quez
alguns
cavalheiros
e
muito
povo.
A’
sua
chegada
alli
locaram
duas
bandas
de
musica,
e
queimou-se
muito
fogo.
A’ exe.llld camara. —
Pedimos
á
exc.
‘
“a
camara
que
mande proceder
á
lim
peza,
e
por
ella
vigiar,
em varias ruas
da
cidade,
onde
a
immundicie
é
ás carra-
das.
A
’
policia.—
Se a
snr.
a
policia
fizer
o
favor
de
intervir
em
certas
scenas
de
altercações,
e
desordens,
e
palavradas
im-
mundas,
que
os
moradores
da
rua
dos
Sapateiros
e
Largo
da
Praça
leem
de pre
senciar
desde
o
romper
d
alva
até
altas
horas
da
noite;
receberá
os
nossos
emboras.
Assim seja.
Anniversario natalieo. —
Faz ama
nhã
16
annos
a
Sereníssima
Senhora
D
Maria
Anna,5.
a irmã
do
Senhor
D.
Miguel
de
Bragança.
Portugal
antigo e
motlerno.—
Distribuiu-se
os
fascículos
1l8?e
119.®
do
Diccionario
Portugal
antigo
e
moderno,
do
snr.
Pinho
Leal.
Para
não
repelir
continiiamense
enca
recimentos,
que
esta
óptima obra
já
dis
pensa
de
sobejo,
só
diremos
que
a
sua
publi
cação
é
feita
com
a
possível
regulari
dade.
Trovoada.
—
Em
as
noites
de
segun-
e
terça
pairou sobre esta
cidade
uma
fortíssima
trovoada,
acompanhada
de
chuva
Não
nos
consta
que
tenha
causado
al
gum
desastre.
Demisuão.—
Pedin
a sua exoneração
o
regedor da
freguesia
de
S.
Lazaro.
Revista «le
Tiaeologta.—
Recebe
mos
o
n.°
4
d
’esta bellissima revista men
sal,
cujo
summario
é o seguinte:
Os
livres-pensadores
e
a
ordem
social
—Dr.
Motta
Veiga.
O
clero
catholico—Dr.
Menezes.
Catholicismo—
Dr.
França
Bettencourl.
O
estado
moral
da
sociedade
—
Dr.
Lino.
Bibliografia
—
Dr.
Lino
e
Dr.
Betten-
court.
Diceionaria
Popular. —
Recebe
mos
o
fascículo
n.°
60,
comprehendendo
as
folhas
13
e
14
do
volume
3.°
Agradecemos
cordealmenle.
A<laniniBti
*
ador
«lo
eoneelho. —
Em
rasão
da
exoneração
dada
ao
snr.
Araújo
Correia,
acha-se
exercendo
o
logar
de
administrador
d
’este
concelho
o snr.
dr.
João
Joaquim
d’Araujo
Alvares.
Allucuçõe».—
Quando
em
um dos
numeros
anteriores d
’este
jornal
démOs a
noticia
da
visita
de
S. Exc.
a
Rev.
,lu a
Ponte
do
Lima,
ainda
não
tínhamos
á
mão
a
falia
do
exc.
‘
ao
presidente
da camara
da
ita dvilla, e
a
resposta
á
mesma
do
Exc.1U0
Snr.
Arcebispo,
e
por
isso
só
agora é
que
podemos
dar
conhecimento d’
estes
dous
dis
cursos,
que
passamos
a
transcrever.
O
snr.
presidente
da
camara
municqal
de
Ponte
do
Lima dirigiu
a S.
Exc.
a
Rev.
“
la a
seguinte
felicitação
:
<iExc.
mo
e Rev.
mo
Snr.
«
Os
Limarenses,
que
se
prezam
de
liberaes,
mantêem
firmes
e
arreigadas
as
boas
crenças
religiosas
:
amam
a
liber
dade
em
todas
as
suas
grandiosas
mani
festações
e
alimentam
a
mais
profunda
convicção
da
verdade
da
Religião
de Chris-
to,
que
prepara
o
homem,
o
conduz
e
encaminha
á
suprema
ventura,
além
da
campa,
como
a
liberdade prepara
o
cida
dão,
o
conduz
e
encaminha á perfectibi-
lidade
social.
«
Este povo,
que
sabe
enlhusiasmar-
se em presença dos
grandes
obreiros
da
liberdade
e
do
progresso,
sabe
lambem
curvar-se,
com
reverencia,
em
presença
do
Ministro,
.
por jtodos
os
litulos
respei
tável
da
Sagrada
Religião
Calholica,
que
professa
;
Ministro,
que,
ao mesmo
tem
po,
é
seu
Chefe
e
intercessor
perante
os
degraus
do
throno
da
Magestade
Divina.
«
E
por
isso,
eii-o
1
corre pressuroso
a
receber
a
bênção
do
Chefe
da
Egreja
Bracarense,
do
Illuslre
Primaz
das
Hes
panhas,
dando
assim
n
’
este
momento um
soletnnissiino
testimunho
das
suas
profun
das
crenças
religiosas,
e
ao
mesmo
tempo
da
sincera
dedicação,
preito
e
homena
gem,
que
tributa
ao
digníssimo
Successor
de Bartholomeu
dos
Martyres
e Fr.
Cae
tano Brandão.
«
Os
Limarenses,
Exc.
lU0
e
Rev.mu
Snr.,
não
pódem esquecer,
hão
de
eter
namente
manter
viva
a
lembrança
da
visita
de
V.
Exc.a
Rev.
ma,
em
que,
de
envolta
com a
honra
que
lhes
dispensa, lhes
fa
culta
facil
ensejo
de receber
o
Sagrado
Sacramento
da
Confirmação
;
e esta
villa
ao
titulo
de
gloria,
com
que
juslamente
se
orgulha,
de ter
sido
o
berço
do
grande
liberal
e a
todos
respeitos
Eminente
Cardeal
Saraiva,
junclará,
d’ora
ávante,
mais
a
honra
de
haver
recebido
em
seu
seio
a
pes
soa
de
V.
Exc.
a
Rev.“‘a
<
No
semblante
de
todos
os
Limaren
ses
póde
V.
Exc.
a
Rev.ma
ter
a
intima
sa
tisfação,
que
lavra
em
todos
esses
peitos,
que
o
amam
como
Prelado
digníssimo,
como
prestantissimo
varão
na
republica
das
leltras
e
modelo de
virtudes
;
mas
n
’elte
lerá
V.
Exc.
a
Rev.
raa também
que
uma
unica
sombra
tolda
a
alegria
do
seu
coração,
e
é
ella
a lembrança
de não
po
derem
receber
a pessoa
de
V.
Exc.a
Rev.
ma
com todas
as
pompas,
que
são
devidas
á
alta
hierarchia
do
Primaz
das
Hespanhas.
«
Consinta,
pois, V.
Exc.
a
Rev.
raa
.
que
eu no
exercício
do
cargo
ciliciai
que
ora
desempenho,
felicite
os
povos
d’
este
concelho
pela
honra
que
V.
Exc.
a
Rev.
ma
lhes
dispensa;
e
permitia
que
eu,
beijan
do-lhe respeitosamente
a
mão,
lhe
asse
gure
que n’
esta
villa
encontrará
os
maio
res
respeitos
e
a
maxima
veneração
por
V,
Exc.a
Rev.
ma»
A
este
discurso S.
Exc.11
Rev.
ma
res
pondeu
o
seguinte :
«
Ill.
mu
e Exc
mo
Snr.
Presidente
da
Ca
mara
Municipal
da
antiga
villa
de Ponte
do
Lima.
8
Nunca
a
Religião
Catholica
foi
ini
miga
da verdadeira
liberdade,
antes
pelo
contrario
sempre
a proclamou
e
protegeu,
viveu e
prosperou
á
sombra
d
’ella.
<
Foi dos
lábios do
Divino
Fundador
da
Religião
Christã,
que
sahiu
a
expres
são
mais
pura
da
verdadeira
liberdade
para
todos
os
homens,
e
não
para
uma
classe
privilegiada
de cidadãos,
como
havia em
Roma
e
Athenas,
e
na
mesma
Lacedemonia.
8 Foi J.
Christo,
quem
disse
aos
povos
da Judéae
a
todos
os
povos
do
mundo:
—
Vós
sois
livres.
8
A Religião
Catholica,
pois,
não
é
inimiga
da
verdadeira
liberdade
dos
povos;
e eu, que
sou
seu
Ministro,
ainda
que
indigno,
não
tenho outras
idéas,
nem
en
sino
outra
doutrina.
«
Mas
se
a
Religião
Catholica procla
ma,
protege,
vive e
prospéra
com
a
ver
dadeira
liberdade,
ella
condemn
.
e
reprova
a
faka,
a fementida liberdade;
ella
repro
va
e condemna
a
licença, que é
uma
triste
aberração
da
verdadeira
liberdade.
8
Se
a
Religião
Catholica
exige
mesmo
a
liberdade,
para
que as
nossas
acções
possam
dizer-se
acções
moraes,
e
mere
cerem imputação; ella
condemna,
e
os
seus
Ministros
ensinam,
que
o
abuso
da
liberdade
é
criminoso
diante
de
Deus
e
dos
homens,
e
que
este
abuso
é
causa
da
mina
da moral
publica
e
da
infelicidade
do homem
e
da
sociedade
civil.
«
Mas
quando
os
povos
livres
sabem
viver
á
sombra
da
arvore
frondosa
da
Cruz
do
Salvador do mundo, quando
man-
têem
firmes
e arreigadas
as
crenças
reli
giosas
do
Chrislianismo, elles sabem
tam
bém
respeitar
os
preceitos salutares
da
Religião
Christã,
e
dão
aos
seus
Minis
tros
os
testimunhos
de
estima
e
conside
ração,
do
mesmo
modo
que
vós,
nobres
limarenses,
me tendes
dado,
como
Prela
do
d
’
esta Archidiocese.
«
Em
nome
de
Deus
e
da
Religião
Ca
tholica,
eu
vos agradeço tantas
provas
de
dedicação
e
amor,
que
daes
ao
vosso
Pas
tor
espiritual,
e
que
eu
saberei
sempre
guardar
em
minha
lembrança.
8
E’
para
mim
muito
grata
a
memória
de
um
dos
Varões
mais
assignalados
na
historia
política,
na
historia
ecclesiastica
e
na
historia
lilteraria
do nosso paiz
;
e
se
Ponte
do
Lima póde
ufanar-se,
III.
mo
e Exc."
10
Snr. Presidente,
de
que
esta
terra seja
o
berço
do
Ern.
mo
Snr.
Car
deal
Fr.
Francisco
de
S.
Luiz,
a
Egreja
e lodo
o
reino
de
Portugal
reconhecem,
jubdosos,
o
distincto
merecimento
do
ho
mem,
que
por
seu
saber
pôde
alliar
o
amor
da
liberdade
com
o
estudo
das scien-
cias
e
com
o
cumprimento
dos
deveres
de
Prelado
da
Egreja
Catholica;
—
do
ho
mem,
que
fôra
um
exemplo
e
uma prova
viva
de
que
a
Religião
não
é
inimiga
da
verdadeira
liberdade,
nem incompatível
com o progresso
e civilisação dos
povos
livres.
«
Quanto
as minhas
forças
permittirem,
nobres
Limarenses,
eu
trabalharei
na
san-
ctdicação
das
vossas
almas,
porque
é
este
o
meu
dever
e
a
minha
unica
missão. Não
me
trazem
ao
meio de
vós
outros
intui
tos,
nem eu
os
devo
ter.
Devo,
sim,
an
tes
de
concluir,
repelir
os
meus
mais sin
ceros agradecimentos
á
Exc."
ia
Camara
Municipal de
Ponte
do
Lima,
a
todas
as
suas auctoridades judiciaes
e
administrati
vas
;
e
a
lodos
vós,
meus
filhos,
dar-vos
com
ioda a
effusão
do
meu
coração
a
Bên
ção
Pastoral
em
nome do
Padre,
do
Filho
e
do
Espirito
Santo.»
Beceitn e
deapeza de»
jantni
*
que
se deu «os prezoa do Aljuve no
«li» de
S. João.
—
Constou
da
seguinte
ração
a
cada
prezo
:
sopa
de repolho
com
feijão
branco,
meio
arratel
de
carne cosi
da
e uma
quarta
de
presunto,
uma
quar
ta
d
’
arroz
com miúdos
d’
anho,
anho
as
sado
e salada, uma frigideira,
um
pão
trigo de
40
rs.
e
quartilho e
meio
de
'ínho.
Distribuíram
68
rações, sendo
64
aos
prezos
e
4
aos
empregados
da
cadeia»
9'
sP2ndeu-se
em
comida
.
.
.
28$
11 o
£om o
arranjo
da
raeza
de jantar,
freies,
cigarros
e
rapé
aos
pre
zos,
impressão
de
cartas,
gra
tificações
ao
cobrador
e
á
pes
soa encarregada
de
fazer
as ra
ções aos presos.............................. 95280
Total
.
.
.
.
375395
Subscripção promovida
sómente
entre
as pessoas que tem o
no
me de João
..............................
465860
Saldo
a
favor.
.
.
9516o
Resolveu
a
commissão
que
este
saldo
fosse
empregado
na
compra
de
camizas
de
de
panno cru
para
uso
dos
prezos.
A
commissão
promotora
do
jantar
agra
dece
cordealmente
a
todas
as pessoas
que
se
dignaram
contribuir
com a
sua
esmo
la,
e
com os
seus
serviços para
esta
obra
de
caridade.
João
Machado
Pinheiro
(V.
de
Pindella),
João
Rebello
Cardoso
de Menezes (Padre),
João
Pereira
Lobato
Soares
de
Azevedo,
João
Manuel Moreira,
João
Pereira
de
Castro.
Exploração da África.
—
Sabbado
pelas
duas
horas da
tarde,
largaram
do
ar
senal
da
marinha
os
ires
escaleres
desti
nados
a
conduzir ao
vapor
da
carreira
de
Afiica,
os
exploradores
Hermenegildo
Ca-
pello
e
Serpa
Pinto,
e
as
pessoas
que
quizessessem
acompanhal-os
a
bordo.
Em um d’
esses
escaleres,
lodo
dou
rado,
foi
o ministro
da
marinha
Mello
Gou
veia,
levando
um
dos
exploradores
á
sua
direita
e
outro
á esquerda.
Segniam-se
os
snrs
dr.
Bocage,
convidado
para
alli
pelo
snr.
ministro,
como
presidente
da
Socie
dade
de
geographia
;
Costa
e
Silva,
di-
rector
geral
do
ultramar;
Sérgio
de Sou
sa, vice-almirante
;
Sousa
Neves,
superin
tendente
do
arsenal;
João
Capello,
José
Julio
Rodrigues,
marquez de
Sousa,
con
de de
Ficalho,
Carlos
Testa,
e Pereira
da
Silva.
Era
outro
escaler
embarcou
o
snr.
vis
conde
de
Soares Franco,
commandante
geral
da
armada,
sendo
acompanhado
pe
los
snrs. Luciano
Cordeiro,
Pequito
Otávio
Guedes,
Thomaz
Oom,
João
Vianna, Bar-
ros
Gomes,
Figaniere
e outros
indiví
duos.
0
terceiro
escaler
foi
de estado.
A
bordo
do vapor
estavam
muitas
pes
soas
aguardando
a chegada
dos
explorado
res.
Atraz
do
«Zaire»
seguia
o
vapor
«Ca-
çador»,
expressamenle
fretado
pela
So
ciedade
de
Geographia
de
Lisboa,
para
o
bola
fóra.
Uma
commissão
composta
dos snrs.
Henrique Prostes,
Madeira
Pinto e
J.
Gomes
de
Brito
recebia
cavalheirosamen-
le
os
socios
e
convidados.
InunilaçSeii.
—
Houve
utlimamente
uma
forte inundação nos
territórios
de
Tolana, e
de
Lorca,
na
província
de
Mur-
ca. Os
estragos
são
consideráveis.
A
via
ferrea
foi
cortada
pelas
aguas
entre
a
Pa-
lura
e Carthagena,
rnas
poude
ser
resta
belecida
em
algumas
horas.
No
dia
28
de
junho
de
manha,
cinco
cadaveres
foram
encontrados
em
Lorca,
e
sete
em
Tota-
na.
Todas as
colheitas
foram
destruídas.
No
dia seguinte,
a
chuva
continuava,
e
receiava-se
novos
desastres.
Annuncia-se
também
d
’
Almeria
que
uma
terrível
inundação
acaba
de
causar
desas
tres
consi
ieraveis
em
Hucreal-Overa.
As
searas
foram
arrastadas,
e
tres
moinhos
assim
como
muitos
deposilos
de
grãos
des
truídos
pela
agua.
Em
Morella
caiu
graniso
com uma
vio
lência inaudita;
todas
as
colheitas
da
re
gião
atacada
foram
destruídas. N’
um
quar-
(0
d
’
hora, todo
o
vestígio
da
vegetação
desapparecera,
e
8
polegadas
pelo
menos
de
graniso
cobriam
a
terra. Um
pastor
suprehendido
na
planície
pelo
graniso
le
ve
600
ovelhas mortas
e
escapou
á
mor
te
refugiando-se
no
buraco
d
’
uin
carva
lho.
Violação
aacrileíjn.—
Durante
a
noi
te
de
30
de
junho
para o
l.°
de
julho
o
cemiterio
da
communa
de
La
Gorce (1:700
habitantes)
foi
horrivelmente
profanado.
Quasi
todos
os
tumulos
foram
violados.
As
cruzes
de
bronze
ou
de
pedra
foram
mutiladas
e
as
de
ferro
torcidas.
N
’
esle
mesmo
encontrava-se
a
grande
cruz
de
pedra
situada
no
meio
do cemiterio
e
a
que
está
á
beira
da
estrada.
Total
:
76
d
’
estes
piedosos emblemas
mutilados
ou
despedaçados.
A
população de La
Gorce
está
indignada. O
sub-preleíto,
o procura
dor
da
Republica
e
o juiz
d
’inslrucção
de
Largenliere
foram
verificar
a
extensão
des
tes
estúpidos
sacrilégios,
cujo
auclor
ou
auclores
são
ainda
desconhecidos.
Telles.
As
duas
casas
que
serviram
dn
cella
e
oratorio
do
grande
Arcebispo
foram,
brulalmente
profanadas
em
183o, servindo,
hoje,
a
primeira,
de
sala
de
entrada
para
a
administração
do
concelho!
Portaria. —
Em
portaria
publicada
no
sDiario
do Governo»
foi
determinado
que
as
portas
ou
outra
qualquer
parte,
das
casas
particulares,
ou
dos
estabelecimentos
do
commercio
onde
só
forem
afixados
an-
nuncios
de objectos
pertencentes
aos
do
nos
ou
possuidores
dos
mesmos
estabe'e-
cimentos
não
sejam considerados
logares
públicos
para
o
effeito
do
imposto
do
sello
de
estampilha.
Curiosa
estatística.—
0
«Berliner
Aclionair»
publica
um artigo
interessante
ácerca
do
carvão
que
se
produz
nos
dif-
ferentes
paizes
do
globo.
Assim,
a
prodiic-
ção
total
regula
aclualmente
por
273
mi
lhões
de
toneladas.
Só
a
Inglaterra
fornece
133.300:000
á
sua
parte.
Nos
Estados-Unidos limita-se
a producção em
46.500:000
toneladas,
ci
fra
pouco
mais
ou
menos idêntica
á da
Allemanha.
Em
França,
a
extracção
de
1875
foi
de
16.919:000;
na
Austria-Hungria,
de
10.389:000,
e
na
Rússia,
de
1.311:000
toneladas.
Banco
de
CrUimarães.—
O
BuiCO
de
Guimarães começou
desde
o
dia 9
do
corrente
a
pagar
o
dividendo
do l.°
se
mestre
d’este
anno
a rasão
de
3
°/0
ou
2
400
reis
por
acção
e
continua
a
pagar
em
todos
os dias
úteis,
desde
as
10
da
manhã
á
1
da
tarde
na
séde
do
banco
e
respeclivas
agencias.
Convrntn.
—
O governo
hespanhol
au-
ctorisou
Fr.
Bernabé
d’
Arlorga,
monge
franciscano
da ordem
dos
capuchinos
a
estabelecer um
convento
em Sanlucar
de
Barrameda, para
ahi
viver
era conformidade
com
as
regras da
sua
ordem.
fVa«ifra<jiQ8.—
A
direcção
do
«Bureaa
Viritas»,
publica
a
estatística
dos
naufrágios
havidos
no
mez
de
maio d
’este
anno.
E
’
a
seguinte:
Navios de
vela,
211,
sendo:
40
ingle-
zes,
33
americanos,
20
francezes,
7
alle-
mães,
6
italianos,
3
dinamarquezes,
3
gre
gos,
2
austríacos, 2 hespanhoes, 2
por-
tuguezes,
1
nicaraguez,
1 hollandez,
1
sueco
e
8
de
bandeira
desconhecida.
Navios a
vapor,
3,
sendo:
1
inglez,
1
norueguez
e
1
portuguez.
Guerra do Oriente.—
Os
últimos
telegrammas
relativos
á
guerra
do
Oriente,
são
os
que
seguem:
Peslh
7
—
Assegura-se
que
a
Áustria,
de accordo
com
a
Rússia,
fará
occupar bre-
vemonte
a
Bosnia.
Kragujevatz 6
—
A
skoupchtina
é
oppos-
ta
a
qualquer
convenção
especial
com
a
Roumania,
cujo
governo
teve
comporta
mento
hostil
para
a
Servia
durante
a
guer
ra
d
’esta com
a
Turquia.
A
skoupchtina
seguirá
os
conselhos
da
Rússia.
Londres
7—
O
«Daily News
annunciott
que
ô
Egypto organisou
uma
guirda
espe
cial
para
o
canal
de
Suez. Tres
«sleamersw
estacionarão
em
Suez,
Ismailia
e
Port-
Said,
tendo
a
seu
bordo
postos
de
g-ra-
darmes.
Erzeroum
8
—A
ala esquerda
russa
re
tirou
se
sobre Iprek
onde
houve
uma
gran
de
batalha.
Os russos
conservaram
as
suas
posições:
recomeçou
o
bombardeamento
de
Kars
e
continua.
Raguza.9
—
A Áustria
franqueou
o
porto
de
Kbek
para
reabastecimento
«las
tropas
turcas.
Bucharest
9
—
0
Crarvritch
commin-
dará
o
exercito
destinado
a sinar
Róus-
tchouk.
Constantinopla
8—A
canhoneira
«Fla
mante»
foi
mandada
para
o
Danúbio
para
.proteger
os
interesses
inglezes.
Londres
9—
Nolhcot na
camara
dos
de
putados
desmentiu
as
informações
da
«Ga
zeta
da
Colonia» ácerca
de
umas
preten
didas
declarações
de
Layard,
concernentes
á
occupação
eventual
de
Constantinopla
pe
las
tropas
inglezas.
Constantinopla
9
—
Layard
foi
recebida
quarta-feira
pelo sultão
a quem
pediu
qne
sejam
protegidas
as
vidas
e propriedades,
dos
christãos.
O
sultão respondeu
que
estão
tomadas
as precauções
para
impedir
quaesquer
de
sordens; entretanto não responde
pela
ma
nutenção
e
tranquillidade,
se
os
iussos
continuarem commettendo
atrocidades
na
Bnlgaria
.
Chegou
aqui
o
almirante
inglez
com-
mandante
da
esquadra
que
se
acha
em
Besika.
Em
breve
será
recebido
cm
audiência
pelo
sultão.
Mouktar-Pachá
con-linua
d
rigiodo-sa
Horrível
trovoada.
—
Sob
esta
epí
grafe dá
um
collega
de
Vizeu
as
seguintes
tristes noticias.
«Não
póde
ler
outro
nome
a
da tarde
do
dia de
S.
Pedro.
Em
Lamego rebentou
das
5
para
as
6
horas
da
tarde.
A
saraiva
foi pouca,
mas
a
chuva
tor
rencial.
Na
casa
habitada
pelo
snr.
Francisco
de
Mello
Peixoto,
na
rua da
Cruz,
caiu
um raio
causando-lhe
sérios
estragos.
Parece
que
a
descarga
se
eífectuou
n
’uma
clarabóia,
mas
os
4
cunhaes
da
casa,
dois dos
quaes
eram
de cantaria
foram
rachados
d’alto
a
baixo, desconjun
tando-lhe
as
pedras.
E
’ notável
que
estando
em
casa
o
snr.
Francisco
de
Mello,
esposa,
filhos
e
crea-
dos,
ninguém
soífresse
cousa
alguma.
Sómente
foi
ferida
uma
creança
que
passava
na
rua,
com um
estilhaço d’
azule-
jo,
e
que
apesar
de
muito
ferida,
é pro
vável
que
escape.
Dizem-nos
que
em
Real,
povoação
do
concelho
de
Mangualde,
no
mesmo
dia
e
pouco
mais
ou
menos
á
mesma hora,
ou
tro raio
matara
quatro
pessoas.
E
temos
ouvido ainda fallar
n
’
outras
desgraças.
Os
estragos
é
que
são muitos,
porque
a
trovoada
abrangeu
uma
area
enorme,
e
houve
campos
e
sementeiras
completa
mente
destruídos,
principalmente no
con
celho
de
Satam
Kevistn
pazsada
pelo marechal
Jlae-lUahan
em
ILongcItainp.
—
Os
militares
estrangeiros
que
assistiram
á
re
vista
passada
pelo
marechal Mac-Mahon
em
Longchamp
foram:
O
marquez
Valcárlos,
de
cavallaria,
re
presentando a
Hispanha.
O
commandante
Bulow,
de
cavallaria,
ajudante
do
imperador,
e o
capitão d’
ar-
lilheria
Theremine,
a
Allemanha.
O coronel de hussares,
Crusis,
a Áus
tria.
O commandante
de
engenheiros,
Da
Mo
ta,
o
Brazil.
O
coronel
de
artilheria,
visconde
de
Moltke, a Dinamarca.
O
coronel
de
artilheria,
Corolly,
e
o
capitão
de
Marinha Howard, a
Inglaterra.
O
commandante
dhnfanleria,
Raccagni,
a
Italia.
O
coronel
d
’
artilheria
Capellen,
a
Hol-
landa.
O
capitão
de
cavallaria
d
’
Andrador
(?),
Portugal.
O general Wittgenstein,
ajudante
do
imperador,
e
o
contra-almirante
Likhat-
cheff,
a
Rússia.
O
coronel
de
estado
maior
Staaff,
a
Suécia.
O
coronel
de
estado
maior
Raif-Bei,
e
o
coronel
d
’
artilheria
Ckakir-Effendi,
a
Tur
quia.
Beatificação do venerável Ar-
eebiupo
t>
Frei
Bartoloineu doo
Murtyreíi.-
A
’
cerca
da
beatificação
do
venerável
Arcebispo
D.
Frei
Bartolomeu
dos
Martyres,
escreve
a
8
Aclualidade»
o
seguinte:
«A primeira
vez
que
em
Roma
se
tratou da
beatificação
d
’
aquelle
illustre
Prelado,
foi,
que
eu saiba, em
1656,
epoca
em
que
vemos
um
Breve
de
Alexandre
VII,
datado
de
4
de
junho,
dirigido
nos
se
guintes termos:
«Provintia
Portugabaj: Ro-
sgamus
Reverendissimum
Magisuum
Ordi-
«nis
ut inslet
pro Bealificatione D.
fr.
«Barlolomaei
de
Martyribus Archiep.
Bra-
8charensis,
cujas
acla
legitimo
examine
sdiscussa
fuerunt et
approbata».
Quarenta
e seis
annos
mais
tarde,
em
1702,
a
instancias
de
Luiz Pires
de
Ta-
vora
se
começou
em
Roma,
onde
então
este
fidalgo
assistia
como
embaixador
nosso
na
côrte de lunocencio XII,
o
processo
da
sua
canonisação,
o
qual veio
a
ser
interrom
pido
pouco
depois.
Possuia
a
communidade
do
convento
de
Santa
Cruz,
d
’esia
cidade, até
á
epoca
da
sua
exlincção,
muitos
objectos
que
fo
ram
do
uso
diário
d
’
aquelle
grande
Arce
bispo.
Uns
cahiram
em
mãos
«devotas»,
que
os
reduziram
a dinheiro;
outros
es
conderam-se;
e
muitos
soffreram
a
triste
consequência
de
todas
as
profanações.
En
tre
os
primeiros,
seja-me
licito
apontar
uma
cruz
de madeira
que
o
virtuoso
Prelado
levava
comsigo
quando.andava
na
predica,
a
qual
de certo
não
solfreria
os
rigores
de
tão
triste
destino,
se
não
houv_esse
sido
coberta
a
tilagrana
de
prata
,
em
1
702,
por
fr.
Ignacto
de
Carvalho,
chantre
da Sé
de Braga.
Dizem-me
que
das
que
se
esconderam,
restam
hoje
i
Igumas em
poder
dos
her
deiros
do
ultimo
frade,
boticário
d
’aquella
casa,
o
snr.
fr.
Domingos
de S.
Caetano
para
Kars.
Os
turcos
bombardearam
Chef-
ktil.
Berlim
9—
A
folha
oflicial
insere
um
de
creto.
prohibindo
a
exportação
de
cavallos
para
a
fronteira.
BANCO
DA
COVILHÃ.
Balanço
em
30 de
Junho
de
1877.
Aetivo
Accionistas..............................
9000000
Lettras
descontadas
e
a
receber
..............................
369:1710355
Effeitos
depositados
.
. .
12:0000000
Agencias
no
paiz. .
.
.
21:9540411
Ditas
no estrangeiro. .
.
9:6300863
Empréstimos
s.
penhores.
161:5740185
Ditos
em
c.
c.
com
caução
276:9580772
Devedores
geraes.
.
-
•
15:4290037
Papeis
de
credito.
.
.
.
8:9670800
Mobília
e
utensílios. .
.
1:9370159
Despezas
d
’
installação .
.
2:658$8I5
Caixa
.
.
.......................
23:70409/2
904:8870369
Passivo
Capital
...................................
750:0000000
Fundo
de reserva.
.
.
.
4:7770265
Fundo
para
o
ediíicio
do
Banco
.........
5000000
Deposilos
á
ordem
. .
.
7:6130153
Ditos
a
praso.
91:3550350
Devidendos
a
pagar.
.
.
1:7320000
Credores
d
’
eíTeitos
deposi
tados
............
12:0000000
Devedores
e
credores.
.
4740947
Lettras
a
pagar.
7:OO<>0OOO
Contas
interinas.
.
.
.
6240794
Ganhos
e
perdas
....
28:8090860
904:8870369
Covilhã
30
de
Junho
de
1877
Os
Directores
.4.
Baptista
A.
Leilão.
J.
d
’
A.
Vaz
de
Carvalho.
miDECIKENTOS
Custodio
José
Esleves,
Francisco
José
Soares
e
seus
filhos,
extremamente
penho
rados
para
com
todas
as
pessoas
que
os
acompanharam
na
sua
dôr
por
occasião
da
morte
de
sua chorada
e
presada espo
sa,
filha
e
irmã
Rosa Maria
Soares,
e
as
sistiram
aos
uflicios
fúnebres,
agradecem
<l’
este
modo,
visto lhes
ser
impossível
ía-
zel-o
pessoalmente,
protestando
a
todas
sua
gratidão
e
reconhecimento.
(362)
ANNUNUIOS
ih
:
cl
IKAÇÍO
Antonio
Joaquim
Ferreira da
Costa,
regedor
da freguezia
de S. José
de
S.
La-
zaro,
«festa cidade,
faz
publico
por esta
fórma
que,
em
virtude
dos
seus muitos
af-
fazeies
e
não lhe sendo
possível
continuar
com o
encargo
que exerce
ba
tres
annos
incompletos,
no
dia
10 do
corrente
pediu
a
sua exoneração
de
tal
cargo,
que
até
á
supradita
data
exerce.
(367)
Com
urgência
perlende-se
arrumar
um
compelentemenle
habilitado
para
mercea
ria
ou
fazendas
brancas,
de
bom
compor
tamento,
dando
fiador
á
sua
conducta.
Quem
precisar
dirija-se
ao
hotel
Flôr
<lo
Minho,
rua
dos
Chãos,
n.°
51,
Braga.
369)
A
Camara
prorogou
o
praso
para
a
cobrança
da
contribuição
directa
de
1876-
1877
até
o
dia
15
do
corrente,
passado
o
qual
serão
os
contribuintes
devedores
executados
irremessivelmente.
Braga
11
de
julho
de 1867.
O
Escrivão
da
Camara,
(374)
A. M. Alves
Costa.
Antonio
José
Novaes
e
Sousa,
e João
Baptista
Novaes e
Sousa,
de
commum
ac
cordo
dissolveram
no
dia
30
de
junho
pro
ximo
passado
a
sociedade
que
girava
com
a
firma
de
Wov»e»
«fc Filho
no
com
mercio
de mercearia, na
rua
dos
Chãos,
d
’
esta
cidade de
Braga,
ficando
a
cargo
do
socio
Antonio
José Novaes e
Sousa
a
liquidação
de
todo
o
aetivo
e passivo
do
dito
negocio.
Continua
com
o
referido
estabelecimen
to o
socio
da
extincla
firma,
João Baptis
ta
Novaes
e
Sousa.
(368)
BASCO
ALLIANCA
O Baneo do
Minho
faz
publico
que
no
dia
16 do
corrente
principia
o
pagamento
do
dividendo
do
Banco
Alliança
relativo ao
l.
°
semestre
de
1877, na
rasão
de 2
1|2
0|0
ou
10500
rs.
por
acção,
e
continúa
todos
os
dias
não
santificados
desde
as
10
horas
da
manhã
á
1 da tarde.
Banco
do Minho,
em
Braga,
9
de
julho
de
1877,
Os
Gerentes,
Manuel
Luiz
Ferreira Braga.
(371)
Manuel
Simões Braga.
Arrematação
No
dia
15
do
corrente,
pelas
12
horas
da
manhã,
tem
de ser posio
em
praça
na
Secretaria
do
Asylo
de
D.
Pedro
V,
peran
te
o
Conselho
da Direcção
do
mesmo
Asy
lo,
o
rendimento
da
cerca
do
extincto
con
vento
da
Penha,
visto
que
se
não
verificou
a
arrematação
annunciada
para
o
dia
1.
Braga,
Secretaria
do
Asylo de
D. Pedro
V,
11
de
julho
de
1877.
O
Secretario,
(370)
José
Maria
Gomes
Bello.
CADEIAS
DE
S.
PEDRO
(Cliefjudas
de Hoina pelos
pere
grinos)
Vendem se
nos
Arcos
na pharmacia
de
José
Maria
Gomes
Ferreira.
CASA
PARA
ALUGAR
Precisa-se
alugar
uma
casa
com
quin
tal
e
agua
para
pouca
familia.
Quem ti
ver
queiia
fallar
na
rua
das
Aguas
n.®
86.
(350)
Diligencias
«liarias
Teixeira,
Mesquita
&
Vinagreiro,
«Fes
ta cidade,
fazem
publico,
que as
suas
di
ligencias
que
diariamente
tem
de
Braga
á
Povoa
de Lanhoso
e
Senhora
do
Porto,
o seu
horário
é
da
fórma
seguinte
:
A primeira
diligencia
sae
ás
6
horas
da
manhã,
a
segunda
ás duas da
tarde
;
ambas
estas
em
direitura
á
Senhora
do
Porto
;
sae
mais
outra
diligencia
ás
tres
horas
da
tarde,
em direitura
ao
Pinheiro
e
Povoa
de Lanhoso.
Vice-versa:
Sae
da
Senhora
do
Porto
ás
4
1/2
horas
da
manhã
e
2
da
tarde,
e
da
Povoa
de
Lanhoso
ás 5
da
manhã
e
3
da
tarde.
Os
bilhetes vendem-se
em
Braga,
só
no
escriptorio
do
bem
conhecido
Ribeiro
Braga.
Braga
9
de
julho
de 1977.
(365)
Pelos
annunciantes=Bióttro
Braga.
Muita
attenção e
prenenção
Manuel
Joaquim Lamas,
da
cidade
do
Porto,
e
ora
residente
na
de
Braga,
pro
moveu no
Juizo
Commercial
da dita
cida
de
do Porto uma acção
pela
importância
de
tres leiras,
contra
Antonio
José
da
Costa
Rebello
e
mulher,
Antonio
de
Bri
to
Prego Lira
e
mulher,
e
Antonio
Ma
ria
da
Costa
Rebello,
todos
da
dita
cida
de
de
Braga,
na qualidade
d
’
unicos
e
uni-
versaes herdeiros
de
D. Miquelina
Josefa
da
Costa
Rebello, na
qual
acaba
de
obter
vencimento
por
accordão
do
Tribunal
da
Relação
do
Porto,
aonde subira
o
respe-
clivo
processo,
por
meio
de recurso
d
’ap-
pellação
;
e
porque
lhe
consta
que
os
con
demnados
tratam
de vender
uma
unica
casa que resta
da herança da fallecida,
situada
no
Campo
de Sant’anna da
sobre
dita
cidade
de Braga,
designada
pelo nu
mero
52,
52
A,
52
B.
e
52
C,
e
ainda
de
haver
os
alugueis vencidos,
tarnado
por
tal
fórma frostrado
o
pagamento,
provine-
se
para
que
nenhuma
pessoa
contrate
com
elles
sobre
aquella
casa,
nem
lhes
pague
os alugueis,
pena
de
nullidade,
e
prose-
guir
a
execução
sobre
a
referida
casa,
e
no
direito
a
haver
os
mesmos
alugueis.
(366)
Banco Commercial Ayricola e In
dustrial
de
Viila tical
(Sociedade anonynin de responsa
bilidade
limitada)
A
gerencia
annuncia
que
no
proximo
dia
11,
quarta-feira,
começa
o
pagamento
do
dividendo
do
primeiro
semestre
do
cor
rente
anno,
na
razão
de
3
por
cento
ou
l$500
rs.
por
acção.
Banco
de
Villa
Real
3
de julho
de
1877.
Os
Gerentes,
Francisco
Ferreira
da
Costa
Agarez
Agostinho
José
da Cosia.
(358)
PKEVEXÇlO
O
abaixo
assignado
previne,
para
não
ha«er
ignorância, que
ninguém
compre
nem
arrende
ao snr.
Ignacio
José
Fernandes
Braga,
e
mulher,
da
cidade
do
Porto,
a
casa
sita
na
rua
de
D.
Pedro
V,
n.° 19,
d
’
esta cidade
;
porque se
acha
esta
mes
ma
em
questão
perante
o
tribunal
judi
cial
;
e
para melhor
satisfação do
publico
se
declara
que
a
questão
corre
pelo car
torio
do escrivão
João
Marcos
d
’Araujo
Ribeiro,
e
é
habitada
pelo
abaixo
assigna
do
;
apesar
da
casa
ter
escriptos, nada
será
valido.
Outrosim
protesta
contra
qualquer
pa
pelucho
ou annuncio
que
appareça
con
tra
a
sua
probidade
;
não
se
queixando
senão
da
mesmo
snr.
Ignacio.
Braga 6
de
julho de
1877.
Antonio
José
Cerqueira
da
Silva
Braga.
(364)
VENDE-SE
Proximo
á
Estação
do Caminho
de
Fer
ro,
toda
a
madeira
de
que
é
feita
a
bar-
raca
onde
era
cobrado
o imposto
dos car
ros. Para
traclar-se,
na
rua
do
Anjo
n.°
14.
(360)
ARRETIATAÇÃO
JUDICIAL
Pelo
juiso
de direito
«Festa
comarca,
e
cartorio
do
escrivão
do
1.®
oflicio
Freitas,
no
dia
15
do
corrente
mez «le
julho,
pe
las
10 horas da
manhã
na
praça
publica
das
arrematações
jmiiciaes,
se tem
de
ar-
rematatar
uma
morada
de casas
de
doug
andares,
sita
na
rua
da
Sé,
designada
pe
lo
n.o
9,
de
natureza
de
praso,
foreira
no
dominio
directo
ao
Reverendíssimo
Cabido
da
Sé
Primaz,
que
no
acto
d’arrematação
declarar-se-ha
os
onus
que
sobre
a
mesma
pezam,
avaliada
sem
abatimento
«Fencargos
na
quantia
de 5500000
rs.
A
qual
mora
da
de
casas foi
doada
e
dada
ao
Asylo
dTnfancia
Desvalida
de
D.
Pedro
V
d’
esta
mesma,
por escriplura
publica,
por
José
Antonio
Teixeira
«le
Andrade
Beserra
e
mulher,
D.
Maria
Joaquina
da
Graça
Cor-
reia
Beserra,
boje
viuva, «Festa
mesma
cidade.
Braga
9
de
julho
de
1877.
José
Firmino
da
Cosia
Freitas.
Adriano
Carneiro
Sampaio.
(372)
c <» mvrr
as
Os
abaixo
assignados
rogam
a
todas
as
pessoas
das
suas relações,
a
espcial
fineza
«1
’
assistir
aos
responsos
de
sepultura,
que
hoje,
12
do
corrente,
pelas
7
horas
da
tarde,
se
hão
de
resar
na
capella
do
ce
mitério
publico,
pelo
descanço
eterno
da
alma de
sua
extremosa
mãe,
avó
e
so
gra.
Maria
Joaquina
de
Sousa
e
Santos
Anna
Julia
dos
Santos
Peixoto
Maria
da
Conceição
dos
Santos
Peixoto
Bila
Amalia
dos Santos
M
alinho
Iria
Candida
de
Magalhães
dos
Santos
Herminio
Arthur dos
Santos
José
Joaquim
d
’
Araújo
Peixoto
João
Joaquim
d'Araújo
Peixoto
Antonio
Adelino de
Magalhães Moulinho.
(373)
BANCO
DO
niNHO
Dividendo
do
l.°
semestre
de
1877
A
Gerencia do
Banco
do Minho
an
nuncia
que
o dividendo
do l.°
semestre
do
corrente
atino
é
de
3
0|0
ou
30000
rs.
por
acção,
e
que
piincipiará
a pagar-se
no
dia
11
do
corrente,
continuando
em
todas
as
segundas,
quartas
e
sextas
feiras,
des
de
as
10
horas da manhã até
á
1
hora
da
tarde.
Os
snrs.
accionistas
do
Porto
pódem
recebei-o na
Caixa
Filial
do mesmo
Banco, e
os
de Lisboa na
sua
agencia
Banco
Lisboa
e
Açôres.
Braga 19
de
julho
de
1877.
Pelo
Banco
do
Minho,
Os
Gerentes,
Francisco
Casimiro
da Cruz
Teixeira
Manuel
Luiz
Ferreira
Braga.
Banco
de Guimarães
Começa
no dia
9
o pagamento
do
di
videndo
do
l.°
semestre
de
1877,
a
razão
de
3
0/O
ou
20400
rs.
por
acção. e
con
tinúa
em
todos
os
dias,
não
sancliíicados,
desde
as
10
horas
da
manhã
á
1
da
tarde.
Braga,
e
Companhia
Geral
Bracarense,
6
de
julho
de
1877.
(361)
ATTENÇÃO
Uma
familia
particular
d
’esta
cidade,
oflerece
por
preços
commodos
a
duas
pes
soas
decentes,
casa
e
meza.
Quem
perten-
der deixe carta
no
escriptorio
d
’
este
jornal
corn
as
iniciaes
C.
M. M. M.
(363)
PAPEIS
DE IKKEVHA.riE.VrO.
IHPKESSOS.
Vendem-se
na
Tabacaria
Bracarense.
(357)
ALUGA-SE
Uma
boa casa
de
dois
andares
e
boas
lojas,
sita
na
rua
das
Aguas
n.
os
101
a
101
B.
Trata-se
na
rua
de
S.
Vicente
n.«
56.
(354)
BílAGA,
TYPOGRAPUIA
LUSITANA—1877.
Parte de Comércio do Minho (O)
