comerciominho_13021877_602.xml
- conteúdo
-
5 •
axno
1877
FOLHA
COMMERCIAL
RELIGIOSA £ HOTICIOSA
NUMERO
602
ç
ffro
çt.rwci
i
««?
k
«
g
LICAL-S
EES
ÁS
TERÇAS,
QUINTAS
E
SABBADOS.
P
reços
:
Braga, annoljgôCO
rs.-=Semestre
850
rs.-=Prot>m-
I
cias,
anno
2&000
rs
e
sendo
duas 3&600
rs.—>Semestre
ÍSOoCí
II
rs.==B-razU,
anno
3$600
rs.=Semestre
1&900
rs.
moeda
forte.
|
ou
8&900
reis
e
4&500
reis
moeda fraca.-^Annuncios por
linha
I
20 rs., repetição 10rs. Para
os
assignantes
20 ’/
9
d
’abatimento.
Assigna-see
vende-se
no
escriptorio
do
editor
e
proprietário
Joité
Maria
Dias
da
Costa, rua
Nova
n.* 3
E,
para
onde
deve
ser
dirigida
toda
a
correspondência franca
de
porte.
=
As
assi-
gnaturas
são
pagas
adiantadas
;
assim
como
as
correspondên
cias
de
Interesse
particular.
Folha
avulso
10
rs.
BRAGA
—TtEHÇA-F!EIS4<
13 S>E
VEVEM1RO
®
í,iberí»I>H«tso Catholico
II
Agora
passemos
a
desfazer outro
equi
voco,
que
ainda
se
dá
n
’
esta
matéria
de
liberalismo
catholico.
Pertende-se
que
o
liberalismo
politica
mente
considerado,
seja
essa
fórma
de
go
verno,
que
com o
titulo
de
governo
re
presentativo,
parlamentarismo,
governo
con
stitucional,
eslá
tanto em
voga
nos
Esta
dos
contemporâneos.
Isto
não
é
exacto.
Sem
duvida
que o liberalismo
simpa-
thisa mais
com similhanle
fórma
de
go
verno,
o
que
não
abona
muito
a
excel-
lencia
d
’
ella.
Tem-se
servido
d
’
esta
como
de
um
instrumento
mais
commodo, mais
congruente
aos
seus fins
;
mas não
ha
identidade
entre
ambos,
como
não
ha
identidade
entre
o
operário e
a
ferramen
ta com
que
trabalha,
entre
o
cavalleiro
e
o
cavallo,
que
o
transporta.
Effeclivamente as
mudanças
e
refór-
mas
políticas,
as
ideias
e utopias gover-
nativas
hoje
tanto
em
voga
não
são pro
priamente
o liberalismo;
e
tanto
assim,
que
o
Santo
Padre
Pio
IX,
condemnando
a
proposição
que
aflirma— poder
e dever o
1
‘onli/ice
Romano reconciliar-se
e
concer-
lar-se
com
o
liberalismo
—
declarou
todavia,
na
allocução
consistoiial
de
18
de
março
de
1861,
que:
«Não
se
póde
objectar
que
esta
Sé
Apostólica,
nas
cousas attinentes
ao principado
civil,
haja
fechado
os
ou
vidos
ás
supplicas d
’
aquelles
que
mostra
vam
desejar
uma
administração
mais livre
(liberiorem
administralionem)...
Nós
tom
paternal
aifecto
chamamos
uma
parte
dos
nossos
filhos
á
administração
civil
do
Es
tado,
e
outorgamos
opportunas
conces
sões.»
D
’
aqui
se
conclue
que
o
liberalismo
não
é
essa—
liberiorem
administralionem
—
a
que o
Pontífice
alludia,
e
que
elle mes
mo,
na qualidade
de
soberano
temporal,
entendeu
dever conceder
aos
seus
súbdi
tos.
Nem
mesmo
se
póde
dizer liberal,
no
sentido
em
que
hoje
se toma
esta
de
signação,
aquelle
que,
repellindo
os
prin
cípios
anti-moraes
e
anti-religiosos
do
li
beralismo,
adhere
comtudo ás
fôrmas
po
líticas,
que
os
verdadeiros
lib
raes
seguem
por
calculo,
e
porque
ellas
se accom-
modam
melhor
aos
seus damnados
inten
tos.
Feita assim
a
necessária
distincção
en
tre
os
calholicosliberaes,
e
os
cal/iolicos
que
imaginam
ser
liberaes, mas
que
ver
dadeiramente o
não
são,
faremos
também
algumas
observações
no intuito
de
con
vencer
estes
últimos
de
que
caminham
por
uma
senda
assás
perigosa,
e
que
póde
conduzil-os
até
onde
elles
por certo
não
desejam
ir.
Não
nos
deteremos
a
notar
a
ceguei
ra
d’
entendimento,
com que
elles
ainda
abraçam essas
utopias
políticas,
cujos
fu
nestos
resultados
assás
comprovam
a
sua
ruindade.
Devemos
porém fazer-lhes
pon
derar,
que elles
respiram
muito
de
perto
o
hálito
corruptor
do
liberalismo,
para
que
possam
escapar
incólumes
á
sua
ve
nenosa
influencia.
N
’
essa
mesma escola,
que
se
diz
li
beral,
sem
o
ser
verdadeiramente,
e
que
melhor
se
chamaria
escola
calholica-consh-
lucionàl,
ou
calho
Ucaparlamentar,
se
en
contram
(como
muito
bem
diz
um escri-
ptor distincto) muitas
escorias,
se
não
nas
intenções,
pelo
menos
nas
palavras
com
que
se exprimem.
«E com
effeito,
(pro-
segue
o
mesmo
auctor)
tão
impregnados
andam
os ares
d’
esta
peste
revoluciona
ria
ou
maçónica
que,
se
a
todos
é
difli-
cil,
chega
a
ser
quasi
impossível
a
quem
conversa
muito
de
perto
com
as
utopias
e
com
as
ideias
políticas
dos
liberaes
o
não
imbeber-se
d
’
ellas
e
não
se
lhes
tran
sformarem
como
que
em
sueco
e
em san
gue,
mesmo
sem
que
d
’isso
se
apercêba».
De
mais,
qual
é
o
codigo,
qual
é
a
constituição
moderna,
que não
tem
por
base
os
celebres
princípios
de
89,
procla
mados
pela
revolução,
e que não
deriva
muitas,
ou
pelo
meuos
algumas
das suas
disposições,
das
ideias
falsissimas,
que
a
mesma
revolução
tenj
feito
circular
sobre
a
liberdade,
a
soberania,
a tolerância e
a
igualdade ?
Como
pois
abraça^,
jurar
e
defender
esses
codigos
sem
abraçar,
jurar
e
defen
der
conseguintemente
os
èrros, que
elles
contém,
e que
ahi
foram
introduzidos
de
proposito,
e mais
ou
menos disfarçada
mente,
para
hostilisar o
catholicismo
e
prejudicar
a
Egreja,
alvo constante dos
tiros
da
revolução,
ou
do
liberalismo?
Se
as
instituições
liberaes
todas
ten
dem
a
escravisar
a
Egreja
ao
Estado
;
se
todos
os
governos
liberaes
trabalham
na
empreza
de
descalholisar
a
sociedade
;
se
os
differentes
partidos
liberaes,
discordan
tes
em
opiniões
e
ideias,
só
se acham
conformes
quando
se
trata
de
perseguir,
vexar e
esbulhar
a
Egreja,
como
é
que
um
catholico
sincero
póde
adherir a
essas
instituições,
solidar-se
com
esses governos,
conservar-se
no
grémio
d
’
esses
partidos,
sem
assumir
maior ou
menor
responsa
bilidade
nos
seus
èrros,
nas
suas
maqui
nações,
nas
suas
violências
e
nos
seus
cri
mes
?
Bem sei
que n
’
este
caso
tem-se
que
rido
atlribuir
lodo
o
mal
aos
homens
que
governam,
e
não
ás
fôrmas
de
governo.
A
isto
porém
já
respondeu,
e
perempto
riamente, o
nosso
estimável João
de
Le
mos nos seguintes termos:
«Quando
o
mesmo
facto
se
repete
inalteravelmenle
em
toda
a
parle,
com
rasão deve a
re
ligião
presumir
que
o
defeito
não
vera
só
dos
homens,
mas
principalmente
das
bases
e
maximas,
em que
assenta
simi-
Ihante política,
que
os obriga,
com
von
tade
ou sem ella,
a
seguir
sempre
o
mes
mo
caminho.
E
os
tartufos,
que
para
sal
varem,
ou
desculparem
as
instituições
ou
as
dinastias, ligadas
com
áquelles
nocivos
princípios, procuram
attribuir
suas
funes
tas
consequências
aos
homens
e
não
ás
cousas,
cuido
que
são
pregadores
por
ex
tremo
perigosos,
que
induzem
a
boa
fé
em
tristíssimo
engano,
e
andam
como
lo
bos,
no
meio
do
rebanho,
disfarçados
com
pelle
de
cordeiros
......
»
«Quem
applaude
e
sustenta
os
meios.
é
porque
se
conforma
com
os
fins.
E
se
diz
que
se
não conforma
com
elles,
só
póde
ser
por
inépcia
ou
por
hipocrisia.»
Em
summa, pois,
conquanto
se
não
devam
confundir
os
catholicos-conslilucio-
naes,
calholicos-parlamenlares
(ou
como
de
direito
melhor
chamar-se
possa
áquelles,
que
querem
uma
liberiorem
adminidratio-
nem)
com
os
calholicos-liberaes,
que
são
os
que
ajuntam
em
saciilego
consorcio
Babylonia
com
Sião,
é
todavia
certo
que,
se os primeiros
desejam
essa
administra
ção
mais
livre
baseada
e ladeada
d
’essas
fórmulas
políticas modernas,
que
a revo
lução
prel-re
e
adopta
universalmente
pa
ra
seu
proprio
uso,
então,
pelo
menos,
em
uma
posição
muito perigosa,
d
’
o<>de
facilmente
pódem
resvalar
para
o
campo
dos
segundos
;
e
não
pódem
deixar
de
ser
aliados
com
certa
desconfiança
por
aquel-
les
catholicos
sinceros
e
cautelosos,
que
011.
.1. S.
IHi
MIM.
0S
BOIS
âffiSMS
ROMANCE
BRAZILEIRO
VOLUME
II
IV
A
moça e o velho.
A
moça
pensou
ainda...
parecia
luctar
entre
um
grande,
um
nobre
desejo,
e
um
receio,
que,
apezar
de
pueril,
podia
mui
to no
seu
animo:
ernfim
o nobre
desejo
triunfou.
A
Relia
Orfã
ergueu-se
do
leito,
onde
estava
recostada,
foi primeiro
observar
se
sua lia
estava
no
visinho quarto...
Ma
rianna dormia.
Tomou
então
todas
as
disposições
para
escrever,
e
senlando-se
junto
de uma me
za, começou
a
trabalhar.
O
fruclo
das
inspirações
(1
’
aquella
vir
gem
de
dezeseis
annos
devia
ser
cheio
de
pensamentos
innocenles
e
puros
:
era
tal
vez
como
uma
ílôr,
que
derrama na
soli
dão
profumes
agradaveis
e
leves.
Ao
terminar
a
primeira
pagina a Bella
Orfã
parou
de
repente ouvindo a
voz
do
velho
Rodrigues.
O
guarda
portão
do
Ceo-côr-de-rosa
cantava, sem duvida
no fundo do
alpen
dre, um
romance
já
conhecido
de
Ce
lina.
<Era
um
dia
um
mancebo
que
ardente
«Pobre
vida
esquecido
vivia,
«E
uma
virgem
formosa,
innocente,
«Qu
’
outra
igual
não
se
viu,
nào
se
via,
«Quem
separa
o
ardor
da
belleza?...
«Um
abismo
fatal:—a
pobreza.
O
velho
Rodrigues
parou
no
fim
da
pri
meira
estrofe do
romance.
Celina
que
havia
interrompido
o
seu
bello trabalho para ouvir
a
voz
do
guar
da
portão,
esperou
debalde,
que
elle
pro-
seguisse,
durante
algum
tempo.
Suppondo
ernfim, que o
velho
Rodri
gues
nào
proseguiria
em
seu
canto,
tomou
outra
vèz
a
penna
;
quando
a
voz
de
no
vo
se
fez
ouvir
;
«O
mancebo
a
donzella adorava?...
«Quem
o
sabe?.,
ninguém
d
’
elle
ouviu.
«Em
seu
peito esse
amor
sepultava,
«Se
o
anrnr
em
seu
peito
nutriu.
«E
se
amava
era
triste
esse
amar;
«Era
um
mudo
e
terrível penar.
O
canto,
como
antes
succedera,
parou
no
fim
da
estrofe.
—
Que quererá
isto
dizer?., perguntou
a
si mesma
a
Bella
Orfã;
porque
é
que
o
velho
Rodrigues
canta
e
se
suspende
no
fim
de
cada
estrofe?.,
esta
é
a
fiora
em
que
mutuamenle
nos fazíamos
ouvir:
quererá
elle
assim
lembrar-me,
o que
te
nho
esquecido?.,
mas
porque
escolheu
pa
ra
chamar-me
o
romance que
exprime
um
segredo
do meu
coração ?...
A
voz
fez-se
ouvir
peia
terceira vèz:
Celina
ergueu-se
meia
agitada.
O
guarda
portão
do
Ceo-côr-de-rosa
proseguindo
no
seu
canto,
saltou
pela
terceira
estrofe
do
romance, e
cantava
a
quarta
:
«O
que
é
feito
da
virgem,
do
pobre?...
«Quando
o
dia
voltar
t'o
direi:
«Negro
manto
da
noite
nos
cobre;
«Ella
dorme...
mas
elle...
não
sei.
«E’
na
terra
das
trevas
o
véo
;
«Vagam sonhos...
mistérios do ceo.
A
voz parou
como
até
então
fizera;
a
Bella
Orfã
guardando
apressadamente
os
seus
papeis
saiu
do
quarto,
desceu
a es
cada,
e
entrou na
saia.
Não
havia
ninguém
ahi.
Celina
sentou-se ao
piano, e
começou
a
locar
uma
musica
terna
e melancólica.
O
velho
Rodrigues
appareceu
á
porta
da
sala,
e
aproximou-se
com
seu
andar
vagaroso.
—
Tinha-se
esquecido
de
mim,
senho
ra
;
disse
elle.
A
moça
abaixou
a cabeça
e
respon
deu
:
—
Tenho
passado
mal.
—
Eslá
doente?...
—
Não
estou
boa.
—Acha-se
hoje
melhor?
—
Não.
—
Talvez
que
n
’esse
caso
possa
a
mu
sica
incom
modal-a.
—
Ao
contrario.
—
Quer
cantar ?...
—
Nào;
quero
ouvir.
—Escolha
o
que,
senhora.
A
moça
hesitou
;
mas
emíim
respondeu
com
a
cabeça
baixa
:
—O
mesmo. romance
que
estava
can
tando
ha
pouco.
O
veltio
Rodrigues
começou
de
novo a
cantar
o
«Sonho
da
virgem».
Quando
o
canto
terminou
a
Bella
Orfã
deixou
cair
a
cabeça
e
ficou
pensativa.
Depois
de
algum tempo
de
silencio
o
velho
perguntou
;
—
Porque
eslá
triste
assim?
—
Não sei;
respondeu
a
moça.
—
Faz-lhe
mal
ouvir
este
romance?...
—
Não ;
faz-me
bem.
—
Mas
essa
tristeza
deve
ler
forçosa
mente
uma
causa...
qual
é
ella?...
—
Eu nào
sei;
tornou
a
moça
enxugan
do
uma
lagrima.
O
velh .
fingiu
nào
vêr
essa
lagrima,
e
proseguiu
dizendo:
—
Parece
que
a
melancolia
é a molés
tia
reinante da
quadra
acluai.
—
Porque ? ..
—
Tenho
um bom amigo
padecendo
do
mesmo
mal.
A
moça
não
disse
nada.
—
Um
bom
amigo
que
a
senhora
tam
bém
conhece.
—
Quem
é
ele?
—
O
snr.
Cândido.
Celina
olhou
espantada para
o
guarda-
portão
;
mas para logo
abaixou
os olhos
rubra
de
pejo.
O
velho deixou
que
a
Bella
Orfã
se
renasse,
e
depois
continuou
:
—
E’
um
bom
moço
aquelle
snr.
Cân
dido.
A
moça
não
respondeu.
—
Nào
pensa
como
eu?
perguntou
o
velho.
—
Penso:
murmurou
Celina.
—
Pois
o
infeliz
moço
anda
agora
bera
triste
;
e,
desgraçadamenle,
com
razão.
A
Bella Orfã
fez
um leve
movimento.
—
Incommodo-a,
senhora?
—
Nào.
—
Dizia
pois
que
o
snr.
Cândido ti
nha bastante
razão
para
andar
triste...
of-
fenderam-o
gravemente...
—
Sinto
isso; balbuciou
a
moça.
—
E
ha
de sentir
mais
quando
souber
que
se
serviram
do seu
nome
para
ofíen-
del-o...
—
Do
meu nome?...
disse
a
moça
estre
mecendo,
e
levantando
ao
mesmo tempo
a
cabeça.
—
Do
seu
nome
:
repetiu o
velho.
—
E
como?
e
porque?
eu
não
sei,
eu
não
suspeito cousa
alguma...
(Continua)
púlpito,
porque
os
não
reconhecem como
fonte
que
os possa
esclarecer:
mas
antes
lamentão
profundamente
a sua
cegueira.
Só
do
Espirito
Santo
e
da
Egreja,
por
Elle
dirigida,
recebem
as
inspirações.
3.
a
—Outro
crime
arguido
aos
Ministros
da
Religião
é
administrarem
o
sacramen
to
da
Penitencia,
ou
como
alli
se
diz:
ser
virem-se
da
arma
salanica
do
confessioná
rio.
Este
modo
de
fallar
revela
a
falta
de
conhecimento
da
natureza
de
coração
humano,
e
as
cônsul«ções inellaveis
que
recebe
depositando
suas
penas
nas mãos
de pessoa
fiel
e
amiga,
ou
pedindo
reme-
dio
para necessidades
e
doenças
que
nin
guém
mais
lhe pode
dar.
Se
o Autor
recorresse
a
essa
fonte
limpíssima,
vomi
tasse
ahi
a
atrabilis.
que
manifestamente
o
traz
incommodado,
se
se
lavasse do
gravíssimo
escandalo que
está
dando
ao
Mundo,
se se
reconciliasse
com
Deus
nos
so
Senhor,
a
quem
está
fazendo guerra,
e visse
como
o
mesmo
Senhor o
rece
bia
benigno
pelas
mãos
do
seu
Ministro;
o
s-
j
u
coração,
em
logar
do
odio que
o
corróe,
seria
cheio
da
paz
do
Ceo,
de uma
doçura
ineffavel,
e
ein
logar
de
sair
d
’
es-
se
logar,
que
tanto
horror
lhe causa,
blas
femando,
sairia
louvando ao
Senhor
que
tão
generoso
é
em
perdoar
(15).
Sem
fazer
esta
experiencia não
está
habilitado
para
fallar
de
cousa
que
certamente
não
co
nhece.
4.
’
—
A
ultima
arguição
é
—
que
o
Cle
ro
«prostitue
a doutrina
de
Christo:
que
«destoão
da
humanidade
do
Nazareno
os
«luxuosos
adornos
com
que
lhe
querem
«enfeitar
a
doutrina.
Porque
Christo
fal-
«lou
a
verdade.
Elles
mentem»;
diz
elle.
De
modo
que,
segundo
a
sua
sentença.
serão
tudo
quanto
quizerem,
menos
chris-
làos.
Este
discurso,
assim
como
toda
a
obra,
tem
inui
pronunciados
resaibos
de
propaganda
protestante;
pois
que
o
syste
ma
é
o
mesmo:
Exaltar
Christo
á sua
moda
e a
sua
doutrina,
declamando
que a
Egreja
Catholica
a
tem
prostituído.
Mas
que
garantia
dão
elles
de
estarem
de
posse
da
verdade?...
Nós
os Catholi
cos
temos
pela
nossa parte
as
promessas
Divinas,
feitas
a
Pedro
e
a
seus
Succes-
sores,
assim
como
á
Egreja,
de
que
são
cabeça
(16).
Oução
todos
o
que
diz
o
Se
nhor
pelo
Propheta
Isaias
em
favor
da
mesma
Egreja,
para
confusão
de
seus
ini
migos
e
consolação
dos membros
d
’
ella
(17):
«Não
temas,
pois que
não
serás
con
tundida
nem
envergonhada...
Porque
te
di
rigirá
o
que
te
formou,
o
seu
nome
é
—
o
Senhor
dos
exercitos;
e
o
teu
Redem-
ptor,
o
Santo
u
’israel,
será
chamado
o
Deus
de
toda
a
terra...
Por
um
pouco
de
tempo
te
deixarei,
e
depois
te
congre
garei
com
grande
misericórdia.
Na
occasião
da
minha indignação
escondi
de
ti
por
um
pouco
a
minha
face:
mas
com
mise
ricórdia
sempiterna
de
ti
me
compadeci
Tenho-o
por
tão
firme
pacto
como
o
que
fiz
com Noé...
assim
tenho
jurado
não
me
divorciar
de
ti,
nem
reprehender-te...
Pobresinha
combatida
da
tempestade,
sem
consolação
alguma.
Eis-me
aqui
para
col
locar
por
ordem
as
luas
pedras
e
para
te
edificar
sobre
safiras...
Farei
com
que
todos
os
filhos sejam
ensinados
pelo
se
nhor:
e
que
tenháo
abundancia
de
paz.
E
serás
fundada
çm
justiça.
Despreza
a
calumnia,
pois
a
não
temerás;
e
o
susto,
pois
não
haverá
motivo
para
elle...
Todo
o
instrumento
que
contra
li
fôr
fabrica
do
será
inútil, e
tu
julgarás
em
juizo
a
lingua
gue
te
resistir
..
Eis
aqui
o que
diz
o
Senhor».
E
esta tão
clara
profecia
tem-se
cum
prido
exaclamente
até
hoje,
e
ha
de
cum-
prir-se
sempre;
porque
o
Senhor
não fal
ta
ao
que
promette. Quererá
acaso
o
Au
tor
do
folheto que ponhamos
n
’elle
mais
confiança
do que
em
Deus?!...
Nós pois
é
que
somos
os
verdadeiros
Christãos,
que
fazemos
parte
da
Egreja Catholica,
a
Egreja
de
Deus,
depositaria
da
verdadeira
doutrina,
e
mestra
infallivel
da
fé.
Temos
por nós
todos
os
motivos
de credibilida
de
e
fundamentos
de
certeza, que
não
é
possivel
expôr
agora
aqui.
Estude-os
o
Au
tor
do
folheto:
se
deseja
acertar
lêa
lam
bem
os
livros
que
expõem
a doutrina Ca-
lltolica
e a
defendem;
e
se
o
fizer
de
bôa
fé,
convencêr-se-ha
de
que
é
quem
está
em
erro.
Lembre-se
que
a
Egreja
Catholica
é
a
associação
mais
respeitável
do
Mundo,
pe
la
sua
origem,
pela
sua
doutrina,
pelos
seus
fins,
pela
sua direcção, pela
sua
an-
(15)
Is.
LV.
7.
(16)
Math.
XVI.
18.
—
XXVIII.
20.
—
Luc.
XXII.
32.
—
Joan.
XIV.
16
e
17.
(17)
is.
L1V.
4
a
17.
sabem
applicar
a
todos
os
dons
e
pre
sentes
da
revolução
o
conhecido
verso do
poeta
mantuano:
Timeo
Danaos
et
dona
ferentes.
Se
algum d’
estes
fixar a sua
vista
so
bre
estas
humildes
linhas,
peço-lhe
que
não
olhe
como
uma
gloria
o
ser
igual
mente
repellido
pelos
catholicos
liberaes
e
catholicos
intransigentes com
a
menor
som
bra
de liberalismo.
Se
lhe
apraz
fazer
fo
go
de
equilíbrio
entre
uns
e
outros,
lem
bre-se
ao
menos
da
prudente
advertência,
que
encerram
as
seguintes
palavras
de
Pio
IX:
«Não
é
por
certo
pelos
escri-
ptos
e
esforços
dos
inimigos,
sempre em
combate
contra
a Egreja e contra esta
Sé
de
Pedro,
que elles (o Santo Padre
referia-se
aqui aos
membros
do
circulo
calholico
da
cidade de
Quimper)
serão
af-
fastados
da
obediência
á
Santa
Sé
e
ao
seu
infallivel
magistério.
Mas
pódem sel-o
se
encontrarem
um
caminho
resvaladiço
para
o
êrro
nessas
opiniões
chamadas li
beraes,
que são
acolhidas
por
muitos
ca
tholicos,
aliás
honestos
e piedosos,
cuja
religião
e
auctoridade,
por
consequência,
póde
attrahir
para
si
os
espíritos,
e in-
clinal-os
para
opiniões
mui perniciosas.»
Em
vista
do
que
deixamos
exposto,
cremos
que
a
nenhum
catholico
sincero
será
difficil
conhecer
qual
seja
esse
cami
nho
resvaladiço, que
póde
conduzir
os
in
cautos
a
opiniões
muito
perniciosas.
Por
aqui
cerraremos
pois
este
artigo,
que
já
vae
bastante
extenso, não
nos
dispensan
do
todavia
de
voltarmos opporlunamente
ao
assumpto,
que
julgamos
de
maxima
im
portância.
D.
M.
S.
---
------------------------
I>.
João
Maria
Pereira d’Atnarnl
e
Pimentel,
SJispw d
’
Angra «is»
EIer»ÍMs»a,
etc.
II
Refutações
das
accusações.
[Conlinuaçãoj
A Egreja
Catholica
é
a
esposa
queri
da
do
Cordeiro
Immacnlado
(1),
corpo
de
que
o
mesmo
Christo
é cabeça
(2);
aprisco
de
que
é
pastor
(3);
sempre
a
Elle
sujeita
e
fiel,
e
d
’
Elle
amada
e que
rida
(4);
a
Elle
unida
por
laço
indissolú
vel
(5);
columna
e
fundamento
da
verda
de
(ti).
sendo
o
proprio
Deus
a
sua
luz
(7)
;
infallivel na
sua
doutrina,
com
rela
ção
á
fé
e
costumes
(8);
porque
é
o
Es
pirito
Santo
que
a
inspira
(9).
E
’
a
mes
ma
Egreja
mandada
ensinar
o
Evangelho
por
todo
o
Mundo
com
a
promessa
de
assistência
do
seu
Divino
Esposo
até
á
consummação
dos
séculos
(IO);
com
a
comminação
de
que—quem a
ouve
ouve
o
mesmo
Christo,
e
quem
a
despreza
O
despreza
a
Elle,
e
Aquelle que
O
enviou
(M)
Como
poderá
pois
a
Egreja
Catholica,
apoiada
em
tão seguras bases,
mestra
in
fallivel
de
doutrinas
com
relação
á
fé
e
costumes,-
descer
da
sua
cadeira
magis
tral,
e
ir
receber
lições
do primeiro
vin
do,
sem
saber
d'onde.
nem
pa<a
on
de
vai,
e
sem
reconhecer
n
’elle
scien
cia,
authoridade
ou
missão?!...
A
Egre
ja
Catholica
não
recebe
inspirações
nem
conselhos
do
Mundo,
repellc-os,
porque
o
Mundo
é
inimigo
de
Deus
(12);
não
vai
ás
aulas
dos
seus
inimigos,
porque
a
sa
bedoria d
’
esle
Mundo
é
loucura
perante
Deus
(13);
não
disputa,
porque
as
verda
des religiosas
baseião-se
na
palavra
do
mesmo
Deus,
que
não
pode ser
contro
vertida; não
aprende do
Mundo,
mas
en
sina-lhe
com
authoridade
e
desassombro
a
palavra
de Deus,
pois
que
esta
é
a
sua
missão—
ensinar
(14).
Eis
aqui a
razão
porque
os
Prégado-
res
catholicos
não
vão
pedir
a
bênção
aos
Apostoios
do
Mundo
antes
de
subir
ao
(1)
Eph.
V.
31
e
32.
(2)
Col.
VIII
18,
e
Eph.
V.
23.
(3)
Joan.
X.
16.
(4)
Eph. V.
24,
2o,
e
26.
(5)
Ibid.
31
e
32.
,'6)
l.a
Tim,
III.
15.
(7)
Is.
LX.
18
e 19.
(8)
Math.
XVI,
18. —
Joan, XIV.
16
e
17.
(9)
Ibid.
26.
(10)
Math. XXVIII.
19
e
20.
(11)
Math.
X.
16.
'12)
Jacob
IV,
4.
(13)
1
a
Cor.
iil.
19
(Ji
Math. XXV1H.-19
e
-0.
tiguidade,
pela
sua
vastidão,
pelo
nume
ro
d
’homens
que abrange, pelas
grandes
illustrações
que
tem
tido
sempre
no
seu
seio,
pela
grande
multidão
de
sanlos
que
tem
produzido,
e
pelos
innumeraveis
be
nefícios
que
tem
feito
á
humanidade.
E
o
que
parece querer
offerecer-nos
em
tro
ca
ou
é
uma
utopia,
ou,
quando muito,
o
protestantismo,
que
é
a
negação
d
’
a-
quelles
bens.
III
Outros
erros
refutados.
1.
°
—O
principio
absoluto
de
ser
a
con
sciência
—
bússola
infallivel,
que
não
apon
ta
norte
falso...
juiz
sempre
recto
e sem
pre
justo...
livre
em todas
as
suas
mani
festações,
como
está
enunciado,
quer
dizer
que—cada
um
pode fazer
o
que lhe
di-
ctar
a
sua
consciência,
isto
é—
o
que
qui-
zer,
porque
a
consciência
é
acto
interno,
que
muitas
vezes
se
suffoca,
e
outras—
não
é recta,
havendo
até
casos
em
que
induz
ao
mal,
ou
se
óbre
segundo
os
seus
dictames,
ou contra
elles.
Como
é
pois
possivel
que
se
proponha
tamsómete
a
con
sciência
para
norma
de nossas acções,
sendo
tão
vária,
e
muitas
vezes
dictando
cousas
opposlas ?
!...
Não
será
necessário
sair
fóra
da
ques
tão
para
darmos
um
exemplo
bem
frisan-
te:
Diz
o
Autor do
folheto,
que
o
des
potismo está
envolvido
na roupeta
do
pa
dre;
e
a
nossa consciência
dieta
nos pe
lo
contrario—
que
o
despotismo
está
da
parte
de
quem
nos
pretende
á
força
fa
zer
renegar da
santa
Religião que pro
fessamos,
sem
authoridade
ou motivo
al
gum
para
isso.
Mais
diz
elle, que
quere
mos
dominar
e
fazer
escrava
a
mulher;
e
a
nossa
consciência
diz-nos
que
as
nos
sas prelenções
são
libertal-a
da
dissolução
dos
homens
sem
religião,
que
a
conside
ram unicamente
como
cousa,
ou objeclo
de seus
gozos.
Diz
mais que
conspiramos
conira
a
liberdade;
e
a
nossa
consciência
diz-nos
que
somos
os
seus
maiores
de
fensores
e
respeitadores.
Mais
lhe
diz
a
consciência que
o
clero
está
no
vilíssimo
campo
da
calumnia
e
do
doesto; e
a
nos
sa
diz-nos
que
quem
assim
falia
é
que
somos
os levitas
da
utopia,
e
nós
estamos
convencidos
de
que
a
utopia
está
da sua
parte,
e
a
verdade
da
nossa.
—
Que
profa
namos
o
nome
de
Deus, e
prostiluirnos
a
doutrina de
JESUS;
e nós
lemos
a
fir
me
convicção
de o servirmos
e
de lhe
sermos
agradaveis,
combatendo as
doutri
nas
anli-calholicas.—
Que
segue
a
doutri
na
sublime
de
Christo;
e
nós
lemos
a
fir
me
convicção
de
que a
contraria
gravis-
simameute.
N uma
palavra, a sua
con
sciência
lhe
dita
que deve
sobrecarregar
de
insultos,
injurias
e calurr.nias
as
mais
atrozes
o Clero
catholico;
e a
nossa
con
sciência
prohibe-nos de lhe corresponder
mos
com
a
mais
leve aífronta.
Finalmen-
le,
considera acto
mui
meritorio,
talvez,
dedicar-nos
o
odio
mais
rancoroso,
e
amea
çar-nos
com
a
mais
tremenda
vingança;
e
a
nossa
consciência
obriga-nos
a
cor
responder
ao seu
odio
com
amor,
e
ás
suas
ameaças
com
o
maior
interesse
pela
sua
felicidade
temporal e eterna. Reacção
é
esta que
o
.Mundo
não
com
prehende,
e
de
que não
é
capaz,
e
por
isso a re
nega.
(Continua)
ASYLO
DE S. JOSÈ.
Relação
dos donativos
recebidos
na
occasião
do
pedilorio
feito
pela
commissão
admi
nistradora
do
dito
Asylo,
durante
o anno
de
1876.
EM
DINHEIRO.
I).
Francisca
Xavier
Machado
de
Azevedo
50$000
Commendador
Antonio
Ignacio
Marques
9$000
Anonymo
A.
P.
9$000
Antonio
José
da Gama
Valle
4^300
Antonio Lobo
de
Souza
Carvalho
4$500
Henrique
Francisco
Bizarro
4$500
João
Fernandes
Valença
4$500
João José
Vaz
da
Costa
A
morim
4$500
João
Marcos
Dias
4$500
Revd.0
José
Luciano
Gomes
da
Costa
4$500
José
Maria
Esteves
Antunes
4(5500
José
Novaes
Peixoto
4$500
Manoel
José
da
Rocha
Velloso
4$300
D.
Maria
Pulcheria
da
Silva
Re-
bello
4$500
Vicente
Francisco da
Silva
Braga
4(3500
Domingos
José
Vieira
Machado
2$400
Antonio
José
Pereira
2$250
Daniel
da
Costa
Soares
2$250
José
Maria
Pereira
2(3250
José
Maria
Ribeiro
Retina
2$250
João
Manoel
Pereira
2$250
Francisco
F.
de Castro
Lima
2$250
Antonio
Bernardino
Pinto de
Ma
durei*
a
2$000
Bento
Gonçalves
Santos
2$000
José Antonio
dos Santos
Coelho 2$0O0
José
Cardoso
da
Silva Guimarães
2^'iOD
José
Coelho
d
’
Araujo
Ribeiro
2$000
Fortunalo
Ribeiro
Machado Gui
marães
1$300
Joaquim
José
de
Mattos
f$500
José
Antonio
da
Silva
Lomar
1$500
Antonio
José
da
Silva
Mello
l$000
Francisco
José
Vieira
l$í)00
Joaquim
Antunes
Alves
l$000
José
Anacleto
d
’
Araujo
Figueiredo
1$000
José
da
Cunha
Alves
de
Souza
1$000
José
Martms
Nogueira
1$007
José
Rodrigues
Braga
f$(JOO
Abbade,
Manoel
José
dos
Santos
Lage
l$000
Antonio
José
Gonçalves
720
Francisco
Antonio
de
Carvalho
600
Antonio
Domingues
Alvim
500
Antonio
José
da
Costa
500
Antonio
José
da
Costa
Rebello
500
Antonio
Marceneiro
500
163^720
(Conti
làa)
Agradecimento
e pedido.
A
administração
do
Asylo
de
S.
José
cumpre
um gratíssimo dever,
vindo, em
nome
dos
infelizes
entrevados,
agradecer
a
todas
as
pessoas
que
acudiram
ao
seu
appêlo
enviando
esmolas
para
aquelle
asy
lo,
um
dos
mais necessitados
estabeleci
mentos
de caridade, cujo
fim
justo
e
santo
é
proteger
a
velhice
desamparada.
Deus
a
todos
recompensará
condigna
mente.
Em
consequência
do
tempo
desabrido
que
se
seguiu á
remessa
das
cartas
do
pedilorio,
não
foi
possivel
ir
pessoalmente
a
todas
as
casas
para onde
foram
dirigi
das.
Roga-se
pois
ás
pessoas
que
estive
rem nestas
condições
e
áquellas
que
de
sejarem
enviar
donativos
para
os
asylados,
que
o
façam
em
casa
do
thesoureiro,
Paulo
José
da
Costa,
largo
do
Barão
de
S.
Martinho.
CORRES
?O.Vi)J
’.XCr A
Meu
caro
redactor
do
Commercio do Minho.
Começo
por
annunciar-lhe,
que
no
dia
30 do proximo
pretérito
mez de
janeiro,
se
fizeram
solemnes
exeqtiias,
na
vilia
de
Boticas, pela alma
do
exc.'“
° snr.
D.
José
Joaquim
d
’
Azevedu e
Moura,
ex-arcebispo
de
Braga.
O convite
e
todas
as
mais
despesas
foram
feitas
pelo
rev.'n°
snr.
João
Baptis-
la
Chaves,
reitor da
vilia
de
Boticas,
e
cavalleiro
da
Ordem
de
N.
S.
da
Concei
ção.
No dia
30
de janeiro
o
lugubre
som
dos
sinos da
freguezia
annunciava
aos
fieis,
que
prestes
deviam
ir
ao
templo
sagrado
pedir,
junto
do
throno
do
Altíssimo,
pelo
eterno
descanço
do
Primaz
das
Hespanhas,
ainda
ha
bem
pouco
fallecido
em
sua
casa
de
Evora.
Foi
convidado
para
celebrar
missa
so-
lemne
o
revd.
0
Manoel
Gonçalves,
reitor
tle
Ardãos,
e
ullimamente
apresentado
abbade
de S.
Vicente
da
Chã,
no
con
celho
de
Monlealegre;
mas
como
chegou
tarde,
em
virtude
da
grande
distancia
de
caminho
que
teve
a
percorrer,
só
poude
presidir
ao
ofiicio.
Em virtude
de
tal
de
mora
cantou
missa
solemne
o
revd.
0 Fran
cisco
Venancio
Gonçalves
d
’
Azevedo,
pro
fessor
de
latim
no
Eiró,
serviu
dg
diáco
no
o
padre Bento
Ferreira,
vigário
de
Curroz,
e
de
subdiacono
o
padre
Antonio
Gonçalves
Maduro,
ex-vigario
de
S.
Vi
cente
de
Conlim, e
íinalmente
desempe
nhou
com
toda
a
ordem
o
logar
de
mes
tre
de
ceremonias
o
revd.0 Zeferino
Pe
reira,
reitor
de
S.
Pedro
de
Sapião.
O
oílicio
foi
cantado
a
canto-chão,
e
no
fim
loram
cantados
dois responsos,
sendo
o
primeiro
offerecido
pelo
eterno
descanço
do
snr.
D.
José,
e
o segundo
pelo
seu
antecessor
q
ern.
rao
cardeal
D.
Pedro Paulo de
Figueiredo
Desejava,
por
honra
do
clero
qne
as
sistiu, transcrever
aqui
seus
nomes,
mas
aro
o
de
alguns
e
para que
a
lista
saia
incom
ileta
desisto
da
empreza.
Não
foi
o mesquinho interesse que
moveu
o clero d
’este concelho a suffragar
pela
alma
d
’aquelle
que
já
não
existia,
mas
sim
a
sua
muila
dedicação
que
lhe
consagrava.
__
por via
do
«Commercio
do
Minho»
vim
no
conhecimento
de
que
o
pae
do
nosso
amigo
José
Antonio
dos
Santos
Coe
lho,
negociante nessa
cidade,
era
fallecido
!
Agora
resta-me
um
dever
a
cumprir
para
com o
nosso
amigo amargurado
pela
perda
d’
aquelle
de
quem
tinha
re
cebido a
existência.
Ha
na vida
do
homem
amarguras,
que
só
a
nossa
religião
suavisa,
feridas que
só
ella
cura,
e
saudades
que
só
ella
apaga.
A
morte
de
Manoel
dos
Santos
feriu,
amargurou,
e
encheu de
saudades
infindas
toda
a
sua
familia,
que
o
estimava
como
bom
pae
e
bom
amigo.
Chamou
Deus
á
sua
presença
o
seu
servo
fiel, para o recompensar
dos
seus
muitos
trabalhos.
Manoel
dos
Santos
era
um verdadeiro
calholico,
por esta
causa
o
nosso
bom
Deus,
que
é justo,
não o
podia
deixar
sem
prémio,
e
nós
piamente
cremos
que
apiedando-se
do
seu
servo
lhe dera
o
céo
que
ninguém
mais
lhe
podia
dar.
Acceile
o
nosso
enlutado
amigo,
bem
como
seus
manos,
os
nossos
sentidos
pe-
sames,
como
prova
d
’amisade
que
lhe
dedico.
Utn
sentimento de
respeito
para
com
o
fallecido, e
de
amisade
para
com
seus
filhos,
nos
animam
a
traçar
estas
poucas
linhas, e
a
dizer
—
requiem
celernam
dona
ei,
Domine,
et
lux
perpetua
luceal
ei.
Pinho,
9
de
fevereiro
de
1877.
Padre
C.
L.
P.
de
C.
GAZSTILHÃ
LatiHliereiine.
—
Expõe-se
amanhã na
Sé Primaz.
Caríois
BSeívas.
—
Esteve
entre
nós,
como
já
noticiamos,
o
honrado
e
bem-
quisto
cavalheiro
Carlos Relvas,
o
primei
ro,
por
sem
duvida,
dos
artistas
do
nosso
paiz.
Damos
hoje
aos
nossos
leitores
a
boa
nova de
que
em
breve
Braga
será
de novo
honrada
com a
visita
d
’este
simpalhico
cavalheiro.
S.
exc.
a
quer
fazer
conhecidas
dos
es
trangeiros
muitas
do
sem
numero
de
bel-
lezas
dos
nossos
mais
pittorescos
sitios,
e
por
isso
e
para
tal
fim
virá
com
mais
demora
a
esta
cidade,
que constituirá
cen
tro
dos
seus trabalhos
artísticos
na
for
mosa
província
do
Minho.
O
snr.
Carlos
Relvas
que
occupa
um
logar
distincto
na
sociedade
elegante
de
Portugal,
que
é
o
primeiro
artista-ama
dor
do
paiz,
que
em
todos os
hypodro-
mos
é
o
mais
victoriado
cavalleiro,
sendo
os
seus
cavallos
os
primeiros
vencedores,
é lambem
um
homem
de
coração aberto
para
todas
as
desgraças,
e
condolenle
para
todas
as dores.
Na
Gollegã,
em
que
s.
exc.
a
reside,
se
a miséria
entra
n
’uma
casa para
mar-
tirisar
alguma
desolada'familia, desde
logo
apparece
o
vulto
simpathico
d'este
bonís
simo
cavalheiro
a
fazer fugir
aquella deshu-
mana visitante.
E
por
isso
que
os
seus
conterrâneos
o
estimam
muitíssimo,
e
apreciam,
como
devem.
S.
exc.
a
,
segundo
nos
consta,
vem
outra vez
para
casa
do
seu
particular
amigo
o
ex."'u
Joaquim
Ferinino
da
Cu
nha
Reis, a
quem
damos
os
parabéns
por
tão
honrosa
visita
«egresso.—
S. exc.a
revd.ma
o
snr.
D.
João,
Arcebispo
Primaz,
saiu
de Lis
boa
para
a
sua
quinta
de Santa
Monica,
junto a
Coimbra,
no sabbado
10
do
cor
rente.
S.
exc.
a
tenciona
demorar-se
alli
al
guns
dias,
antes
de
regressar
a
esta
ci
dade,
onde
é
esperado
com
viva
saudade.
Diupensa «le carne
n»
Qiiareti-
ma.—
As
condições do
Indulto
Apostoli
co
para a
dispensa
de
carne
na
Quares
ma,
são
as
seguintes:
l.
a
E
’
necessário
ter
tomado
a
Bulia
da
S.
Cruzada.
2
a
Fica
salva
a
obrigação
do
jejum
para
os
que
não
tiverem
causa
legitima
de
dispensa.
3.
a
Não
se
póde,
na
mesma
refeição,
misturar
carne
e
peixe,
nem
ainda
nos
do
mingos.
4.
a
Não
se
póde
comer
carne
em
to
das
as
sextas-feiras,
sabbados,
e
têmporas;
mas
póde-se
usar
de
temperos
de
gor
duras
próprias
de
jejum,
e
de que
n
’
esla
província
do Minho
ha
o
costume
imme-
morial;
excepto
nos
dias,
14
de
Feverei
ro,
17,
24,
29,
30,
e
31
de
Março.
í>.
a
Não
se
póde
comer
carne,
senão
na
refeição
principal,
excepto
nos
domin
gos,
ou
se
houver
causa
legitima,
que
izente da
obrigação
do jejum.
Sua
ex.
a
revd.II,a
o
snr.
arcebispo,
na
sua pastoral
de
2
de
janeiro,
que já
pu
blicamos,
diz
o
seguinte:
«Não
temos
necessidade
nem
direito
algum
de
alterar
e
de
interpretar
aulhen-
licamente
estas
restricções
consignadas
na
concessão
do
Indulto
Apostolico;
mas
julgamos
•conveniente
declarar,
que
ellas
uão
importam
a
derogação
da
antiga
dis
ciplina
d’
esta
Archidiocese
consignada
nas
soas
Constituições
Synodaes.
E
fazemos
esta
declaração
para
prevenir
quaesquer
duvidas,
que
possam
sustentar-se
sobre
matéria
tão
importante
como
melindroza,
porque
diz respeito
ao
socego
e
tranquilli-
dade
das
consciências».
iverigua^ài-R.
—
Q
snr. administra
dor
geral do
correio
<io
Porto,
encarre
gado
da inspecção
dos
correios
do
Norte,
enviou
a
esta
cidade
um
empregado
da
sua
confiança, afim de
proceder
a
averi
guações
á
cerca
d
algumas
irregularidades
que se
teem
dado
no
serviço
postal,
das
quaes
nós
nos
queixamos,
assim como
vá
rios
particulares.
E
’ mui
digno
de
louvor
o
zêlo
d
’
aquel-
le
distincto
empregado.
Oxalá
que
em
bre
ve
este
ramo
de
serviço
publico
seja
ele
vado
á
regularidade
precisa,
—para
o
que
tendem
os
exforços
d
’aquelle
cavalheiro,
e
são
os
desejos
de
todos.
O
que
pedimos
com
instancia,
—e
te
mos
boas
rasões
para
esperar
que
sere
mos
attendidos—
é
que nas
delegacias
pos-
taes,
tanto
deste
circulo,
como
das
de
Vil
la
Real,
haja a
necessária
ponctualidade
na
entrega
dos
jornaes,
sem
o
que
mui
to
soíTre
tanto
as
empresas
como
os
desti
natários.
UibtiothecA ÇntEi«i>iiea.
—
Acaba
de
eslreiar-se
esta
Empreza
com
■>
publica
ção
da
Historia.
Universal
da
Egreja,
es-
cripta
pelo
dr.
João
Alzog,
e
posta em
linguagem
por
José Antonio de
Freitas,
e
da
qual
temos
á
mão o
fascículo
n.°
1.
Deve
ser
uma
nova
gratíssima para
os
catholicos
a
organisação
da
Bibliolheca
Ca-
tholica,
a
qual
se
destina
exclusivamente
á
publicação
de livros
de
solida instruc
ção
para
sacerdotes
e
seculares, sob
a
di-
recção
do
rev.o
dr.
Carcia
Dimz, desem
bargador
da
Relação
Patriarchal
de
Lis
boa,
e
prior
da
freguezia
da
Encarnação,
da
mesma
ci
lade.
A’
cerca
da
Historia
Universal
da
Egre
ja,
obra
monumental
de
erudicção
e
uti
líssima
a
lodos
os
snrs.
ecclesiasticos,
especialmenle,
só
diremos
que
ella
tem
a
approvação
e
recommendação
de
vários
prelados.—
o
que
é
garantia
suíficiente
da
sua
orthodoxia
e
merecimento.
Por
hoje
terminamos
indicando
o
es-
criplorio
da
empresa, que é
na
rua
For
mosa,
n.°
17,
Lisboa.
B»neo Cootereial «ie
Hraga. —
Chamamos
a
attenção
dos
leitores
para
o
annuncio
respeitante
a
este
Banco, inserto
na
secção
competente.
Por
elle se
vê
que
se
abre
o
segundo
pagamento de
25
°/
0
aos
depositantes
de
dinheiro
á
ordem,
alem
das
demais
ope
rações
que
do
mesmo
constam.
E
’ com
satisfação
que
damos
esta
no
ticia,
que
mostra
que, se
em
tão
curto
espaço
de tempo
aquella
casa
bancaria
faz
já
o
2.°
pagamento,
é
prova
suflicien-
te
do
seu estado lisongeiro;
e
que
não
levará
muito
tempo
que
a
vejamos entrar
livre
e
desassombradamente no
exercício
de suas
funcções,
para o
que
muito
con
correm
os esforços
que
a
direcção tem
leito, e continua
fazendo.
Circo
equeatre.—
Houve
no
sabba
do
e no domingo
funcção n
’
este
circo.
Quasi
todos
os
trabalhos
foram
oplimamen-
te
desempenhados,
e
porisso
victoriados
pelos
espectadores.
Kublieuçõo
meritória.
-Começou
no
Porto
a
publicação
d
’
uma revista,
que
merece
toda
a
coadjuvação
dos
catholicos.
Intilula-se O Libertador
das Almas
do
Pur
gatório
—
revista
das
boas
obras
da Egreja
Militante
e dos
meios
de
alli
viar
a
Egreja
Padecente.
Traz
bellissimos
artigos
doutrinaes
todas
tendentes
ao
seu hm.
Recommemhmol-a
com
todo
o
empe
nho.
Vae
no
logar
competente
o
annuncio
respectivo.
Sacrutn Pailãum.—
Na
terça
feira
6
do
corrente,
verilicou-se
na
egreja
do
Sacramento,
em
Lisboa,,
a
imposição
do
Sacrum
pallium, como
melropolita,
ao
Exc.mo
e
Rev.
,no
Snr-
D.
João
Chrysos-
tomo de
Amorim
Pessoa,
nosso
Arcebispo
e
Senhor
de
Braga
Primaz
das
Hespa-
nhas.
A
ceremonia,
que
foi
muito
concorrida,
mesmo
por
que
era
rara,
e só
consta
que
se
tivesse
feito
publicamente
n
’aquella
ci
dade
nos
tempos
modtruos
3
vezes,
correu
sob
a
direcção
do
digno
prior
d
’aquella
freguezia,
o
snr.
Costa
Pereira,
com toda
a
gravidade
e
etiqueta
própria
de
taes
actos,
e
que
se
acha
determinada
no
pon
tifical
romano.
Na
capeila-mór,
achava-se
levantado
do
lado
do
Evangelho,
e
a
certa
distancia
do
altar,
nm
estrado
com
ca
deira
de
espaldai
e
genuflexório,
onde
o
Prelado
recipiante
assistiu de joelhos
á
missa,
que,
depois
de
paramentado no
faldistorio
que
se
achava
«lo lado
da
epis
tola,
celebrou
pontificalmenle
o
snr
bispo
de
Bragança
e
Miranda,
assistido
pelos re
verendos
tnesoureiro
da
freguezia,
e
Po-
lycarpo,
segundo
mestre
de
ceremonias
da
sé
patriarchal.
Terminada
a
missa.
o
pre
lado
celebrante
desceu
de
novo
ao
faldis-
lorio,
onde despidas
a
planeta
dalmalica
e
tunicella,^ se paramentou
como
para
ce
lebrar
missa
pontilical.
Assim
revestido,
subiu
de
novo
ao
centro
do
altar
o
snr
bispo
de
Bragan
ça,
e sentado
no
faldistorio, ouviu
lêr
a
bulia
pontifícia,
que
conferia
o
pallio
ao
novo
Prelado
bracarense,
e
o
breve
de
commissào
apostólica, que
o
auctorisava
a
impôr-lhe-o.
Terminada
a leitura, o vene
rando
Arcebispo
recipiente
desceu
da
ca
deira,
e
ajoelhando
aos
pés
do
seu
suffra-
ganeo,
em
suas
mãos
repeliu
em
voz
alta
a
formula
do
juramento, que
em
taes
ca
sos
há
estylo
prestar, e depois
d’
elle
re
cebeu
a
sagrada
insígnia,
que
confere
a
plenitude
da jurisdicçào
metropolica
na
província
ecclesiastica
bracarense,
que
se
compõe
d
’
aquella
archidiocese
e
dos
bis
pados,
seus suffraganeos,
de Bragança
e
Miranda,
Porto,
Lamego,
Vizeu,
Aveiro,
Coimbra
e
Pinhel.
Esta
insígnia
é
uma facha de
lã
branca
de
cordeiro,
espessa,
com
cruzes
pretas,
como
já
dissemos.
Depois
o
prelado
con
ferente
foi
collocar-se,
em pé,
na
extre
midade
do
supedaneo
do
lado
do Evange
lho,
voltado
para
o
da
epistola,
para
dar
logar
a
que
o
recipiente
subisse,
como
subiu,
até
'junto
da
Ara Santa,
para
d
’
alli
depois
de invocada
a
graça
de
Deus
Omni
potente,
lançar
a
bênção
aos
circumstan-
tes.
Feito
isto,
cada
um dos
prelados
foi
tomar
o seu
primitlivo
logar,
onde
se
desparamenlaram
com
o
ceremonial
do
estylo;
e
depois,
indo
ambos
fazer
ado
ração
ante
o
8anctis>imo,
se
retiraram
acompanhados
alé
á
porta
do
templo
por
todo
o
clero
que
lhes
assistira,
e
por mui
tas
outras
pessoas
de
suas relações.
A
ceremonia
que
começára
pouco de
pois
das
10
horas,
terminou
ao
meio
dia.
Entre
os
concorrentes
estavam
os
snrs.
duque
e
duqueza
de
Saldanha
e
suas
in
teressantes hlhas;
diversos
membros
do!
corpo
de
commercio
e
da
imprensa
perió
dica,
etc.
etc.
O
Snr.
D.
João
Chrysostomo
é
o
120.°
prelado
bracarense,
e "o
9.°
João.
ConSrHiação
«le esíatu t«»H. —
A
respeito
da
confirmação
dos
estatutos
das
irmandades
e
confrarias,
extractamos
da
«Semana
Religiosa
Bracarense» o
seguinte:
Pergunta.
—
Quando
os
estatutos
de
qualquer confraria tenham
sómenle
a
ap
provação civil,
e
não
tenham
a
approva
ção
canónica ou
do
respectivo
Prelado
or
dinário,
poderão
seus
confrades
gosar
dal
gum
privilegio ecclesiastico,
como
indul
gências,
arvorar cruz,
etc.
?
Besposla.
—
O
Sagrado
Concilio de Tren-
to,
na
ses.
22,
cap.
8.°
e
a
Constituição
do
Arcebispado
tit.
22,
Consl.
I.
a
e
a
Sagrada Congregação
dos
Ritos,
(decreto
de 7 de
Outubro
de
1717)
mandam
expres
samente
que
lodos
os
estatutos
ou
com
promissos
de
confrarias
ou irmandades
se
jam
approvados
e revistos
pelo
Prelado
ordinário
ou
seu
delegado,
e
o
SS.
Padre
Clemente
VIII
na
sua
Const
Quxcumque
determina
o
mesmo,
cassando
todos os
privilégios
ecclesiasticos
como
indulgência,
etc.,
a
todas as confrarias
ou
irmandades,
cujos
estatutos
ou
compromissos
não
fos
sem
approvados
pelos
Prelados.
Por
con
sequência,
taes
confrarias
ou
irmandades
não
pódem
gosar
indulgências
ou
.privi
e-
gios ecclesiasticos,
e
devem
considerar-se
como uma
associação
meramente
civil.
As
sim
como
uma confraria
ou irmandade
que
não
tivesse
a
approvação civil, não tem
existência
legal, e
por
isso
não
póde
con-
traclar,
nem
adquirir,
ou
receber doações
(excepto
esmolas
ou
offertas) ;
e não
póde
intentar
ou
sustentar
acções
em
juizo.
pois
a
lei
civil
não reconhece sua
existência
;
assim
também
quando esta
confraria
ou
irmandade
não
tenha
a
approvação
da
Egn
ja,
não
póde
nem
deve gosar
dos
pri
vilégios
e
graças
da mesma Egreja,
porque
o
poder
civil
não
póde
conceder
indul
gências
e
graças
espirituaes
Além
d’
isto,
o
Prelado
ecclesiastico
póde
pôr
a
esta
confraria ou
irmandade
a
pena ecclesias
tica
de
interdicto,
por
se
achar
constituída
em
desprezo
das
leis,
da
Egreja,
e assim
não
póde
funccionar na Egreja, nem
ar
vorar
cruz,
nem
ser
acompanhada
por
ecclesiasticos,
etc.
SueeegN»
mygteriogo. —
Foi
segu
ramente
o
que
se
deu
ha
coisa
de
seis
dias
em
Bagneux,
França.
Eram
cinco
horas
da
tarde,
e
ainda
alguns
trabalhadores cavavam n
’
um
dos.
férteis
campos
d
’
aquella
terra.
Um
d
’elles,
que
lidava
ao
pé
de
um
poço,
ouviu al
guns
gemidos
cada
vez
mais
debeis
que
de
lá
partiam.
E
’
preciso notarmos
que
o
tal
poço tem
nada
menos
de quarenta
metros
de
profundidade.
O
homem
avisou
os
companheiros,
e
decidiu-se
que
fosse
alguém dar parte
ás
auctoridades.
Com
efleito.
chegou d
’
ahi
a
pouco
o
regedor,
seguido
por
bombeiros
e
agentes policiaes.
Desceu
um
d
’
estes
ao
paço
amarrado
a
cordas,
e logo
depois subiu,
trasendo
nos
braços uma
creança
de
nove
para
dez
annos,
desmaiada.
Era
do
sexo
masculino.
O medico Ba-
gonlet,
que
viera
também
com
o
regedor,
approximou-se
do
pequeno,
e
ministran
do-lhe
alguns
cordiaes,
fez
que
viesse
a
si.
O
primeiro
exame deu
a verificação
de
varias fracturas graves
nas
pernas
e
um
rasgão
bastante
fundo
na
cabeça.
A
pobre
creança
foi
transportada
ao
hospital
Cochin.
Por
causa
da sua fraquesa
extrema,
não
houve
ainda
as
interrogações
neces
sárias.
O
pequeno
estava vestido
com
aceio.
Com
respeito
aos
motivos
da occor-
rencia,
seria
um
crime
ou
simplesmente
um descuido?
Mysterio.
BANCO
COMMERCIAL DE
BRAGA.
Desumo
do
balanço
do
Banco
Commercial
de
Braga
em
31
de janeiro
de
1877.
Activo
Acções,
presiações
a receber 4:7075500
Dinheiro
em
caixa.
. . . 60:5985227
Idem
na
agencia
de
Lisboa.
.
21:5675343
Letras
em
carteira.
.
. .
323:5435558
Empréstimo
sobre
penhores.
1 15:4633725
Contas
correntes
com
garan-
'
lia..........................................
1.173:7185110
Agentes
no
paiz.
Ditos
no
esirangeiro
Papeis
de credito.
Direisos devedores.
Moveis
e
utensílios.
.
.
147:56756
3
x
.
.
39:623367'
. . 331:714-359
>
.
.
263
8393452
. .
1:7223625
2.48ó:096^4iJ
Paseiivo
Capital
..................................
1:000:0905003
Obrigações.....................
Depositantes.
. . .
Agentes
no
estrangeiro.
Diversos
credores.
Leiras
em
deposito. .
Leitas
a
pagar.
Notas
em
circulação
.
Fundo
de
reserva.
Duo
para
prejuisos
tuaes...................
.
1.065:342548
4
.
62:8375 i3íi
.
.
7:7405574-
.
.
166:7735290
.
.
24:1815565
.
.
76:0875739
.
.
4-<55001>
.
.
50:0005009
even-
. .
3:0005000
Dividendos
a
pagar.
.
.
.
3:3835605
Lucros
suspensos.
.
.
. 10:7005000
Ganhos
e perdas.
v.
. .
15:2145747
2.486:0965443
Braga
5
de
fevereiro
de
1877.
Os
Directores
Luiz
Antonio
da Costa
Braga.
Manoel
José da
Costa
Guimarães.
Resumo
do activo e passivo
do
Banco
Commercial,
Agrícola e
Industrial
de Villa Real, em
31
de
janeiro de
1877.
Aetivo
Caixa,
dinheiro
existente
.
31:0775899
Letras
descontadas e
a
rece
ber ...................................
659:4465069
Letras
caucionadas
.
.
.
37:0420000
Obrigações
a
receber.
.
.
3470491
Empréstimos sobre
penhores
2:2170500
Operações
a
longo
prazo
.
13:6700720
Papeis
de
credito
.
.
.'
14:8290120
Contas
correntes
com
gara
ntia
...................................
10:5480649
Agentes
no
paiz
.
.
.
79:3160933
Agentes
no
estrangeiro
.
16:9180978
Diversos
devedores .
.
.
13.0400110
Moveis
e utensílios
.
.
.
5750600
Despezas
de
installação
.
2:0000000
Acções,
prestações
a
receber
4800000
Passivo
Capital
do
Banco.
.
.
.
Deposito
á
ordem.
.
.
.
Deposito
a
prazo.
.
.
.
Dividendos
a
pagar
.
.
.
Fundo
de
reserva.
.
Reserva para
contribuição
industrial
...................
Cranhos e
perdas.
.
.
.
881:5110060
800:0000000
9:1500277
25:9540453
27:8420100
7:0200000
5:4000000
6:1440230
881:5110060
Villa
Real,
3
de
fevereiro
de
1877.
Os gerentes,
Joaquim
José
d’
Oliveira
Guimarães.
Francisco
Ferreira da
Costa
Aqarez.
Agostinho José
da
Cosia.
agiadecimbítos
João
José
da
Silva
Braga, serve-se
d’
este
meio
para consignar
o seu agra
decimento
a
todos
os
seus
amigos
que
lhe
prestaram
serviços
por
occasião
do
falle-
■cimento
de
sua nnica
e
jámais
esquecida
filhinha
Julia
;
bem como
ás
pessoas que
a
acompanharam
ao" cemiterio.
Pede
des
culpa
de
se não
desempenhar
d’
esle
dolo
roso
dever,
pessoalmenie,
em
rasão
do
seu
incommodo
de
saude.
Silvestre
José
Peixoto, João
Baptista
Peixoio.
José
Joaquim
Peixoto,
Bernardo
José
Ferreira,
Augusto
Ceser Peixoto de
Amorirn,
Manoel Antonio
Rodrigues,
Ma
noel
Joaquim
Ferreira,
Francisco
José de
Oliveira
e
Antonio
da
Rocha,
filhos,
e
gen
ros,
extremamente
reconhecidos
para
com
todos
os
ill.11,08
e rev.
mos
snrs.
e
seculares
que
se
dignaram
assistir
aos
oíficios
fúne
bres,
de seu muito
chorado
pae
Manoel
Joaquim
Peixoio,
a
todos,
eaquelles
que
lhe
dirigiram
cumprimentos
de pesames.
agra
decem
por
este
meio,
na
impossibilidade
de
cumprirem
pessoaimente
este
dever,
pro-
lestando-lhes
a
mais
sincera
gratidão.
(96)
ANNUNW0S
Pelo
juiso
de
direito
d
’
esla
comarca
e
cartorio
de
Moita,
no
dia
25
do
corrente
mez,
pelas
10
horas da
manhã,
á
porta
do
tribunal
da
La
instancia,
que
é
silo
no
largo
de
Santo
Agostinho.
d
’
esta
cidade
se
tem
de
arrematar
as
propriedades
seguin
tes :
Uma
morada
de
casas
de
dous
andares,
com
seu
rocio
e
aguas
Cortadas,
sitas
na
rua
do
Forno,
d
’esla cidade, designada
pe
lo
n
0
8,
de
praso
ao
revm.0
cabido
da
Sé
Primaz,
e
louvadas
livres
de
todos
os
en
cargos
na
quantia
de
1
2590650
rs.
Outra
morada
de
casas
sobradadas,
de
um
andar
e
aguas
forladas,
com
quintal,
designada
pelo
n.«
2
C,
e
uma
cocheira
pegada
á
referida
casa,
para o
lado
do
poen
te,
com
o
n.°
2
a 2
B, situada
na
rua
de
Guadalupe,
d
’
esla
mesma,
de
praso
ao
Ca
bido Primaz,
e
no
emphiteuta
a
Antonio
Barreto
de
Almeida
Soares Lencastre da
freguezia
de
Alentem,
da comarca
de
Lou-
sada,
tudo
louvado
e
livre
de
lodos
os
en
cargos
na quantia
de 9910900
rs.,
tudo
penhorado
ao
executado
Jeroniino
José Pe
reira
da
Cunha,
solteiro,
de maior
idade,
d’
esta
mesma,
na
execução
hypolhecaria
que
lhe
move
Antonio
José
Pereira,
ne
gociante.
d’
esta
mesma,
e
por
isso toda
a
pessoa
que
quizer
lançar
póde
compare
cer
no dito
dia
hora
e
local.
(99)
ALCATRÃO
BARBERON
Unico que
contém todos
os
princípios balsâmicos e aromáticos de
Alcatrão
de
Noruega.
Noe
fortes
calores e nas
mudanças de estação, impede que a agua se
corrompa: é uma
bebida
hygio-
iiioa e preservadora
de
moléstias epidemlcas. — Dóse : uma colherzinha n’um copo
(Tagua
accrescentada
a
bebida ordinaria.
—
Preço
400 reis.
ALCATRÃO
RECONSTITUINTE
BARBERON.
Com
chlorhydrophosphato de cal.
Consumpção,
moléstias do peito, tisica, anemia,
dyspepsia, rachitismo,
moléstias dos
ossos,
das mulheres e
das
crianças. — Preço : 500 reis.
ELIXIR
FERRUGINOSO BARBERON
,
Com chlorhydrophosphato
de ferro. — Recon-
stitue
o sangue sem causar o estomago. Muito agradavel, digestivo e
tonico.—Preço :
800 rt.
FOGO BARBERON PARA. OS
ÇAVALLOS.
Substitue o ferro
candente
■aà
destruir
o peito. Exito
infallivel
e facil
applicação. — Preço : 950 reis.
Devositos :
BARBERON
&
O,
en Ghâtillon-sur-Loire (Loiret), França.
Em
Lisboa,
o
snr.
Bt
rrel
>,
r.
do
Lorêto.
n.°
2K—
3<>
(23
—
>
PÍLULAS
GG
HOGG,
Pharmaceutico,
2, rua de Castiglioue, Pariz, unico preparador.
__
DE
liHiSril
DE
Debaixo
desta forma especial a pepsina he posta inteiramente ao abrigo do
contacto do
ar
;
desta
maneira este precioso
medicamento nem se altera nem perde as suas proprie
dades,
e
a
sua
efficacia he então certa.
As
Pílulas de Hoog
são de trez preparações differentes:
1»
PÍLULAS
DE
HOGG com pepsina pura, contra as mães digestões, as azias,
os
vomitos e outras affecções especiaes do
estomago.
2
“ FILULAS DE HOGG
com pepsina unida ao ferro reduzido pelo hydrogenio,
para
as affecções do estomago complicadas de fraqueza geral,
pobreza de sangue, etc., etc.:
são
egualmente muito fortificantes.
3» PÍLULAS
DE HOGG com pepsina unida ao iodureto de ferro inalterável,
para as
doenças escrofulosas, lymphaticas e
syphiliticas, na phthisica, etc.
A
Pepsina pela sua união ao ferro e ao iodureto de ferro modifica o que estes
dois
agenles
preciosos
tinham
de muito excitante sobre o
estomago das pessoas nervosas ov
irritáveis.
As
Pílulas de Hogg
vendem-se somente,em frascos
triangulares,
nas principaes pharmacias.
Deposito
em
i.jS|,.,a
.
o
Snr
c. G.
°
28
e 30
—
MB» MS
Já
proveniente
de
algum defeito de
constituição,
já
de
accidente,
curada
com-
pleiamente
pelo
tratamento
de
Mad.
Lachapelle. Consultas
das 3
ás
5.
27,
rue Mon-
thabor,
perlo
Tolherias.,
Paris.
DINHEIRO A
JURO
A
Meza
da
Irmandade
de
S.
Vicente
da
cidade
de
Braga, faz
constar
que
tem
dinheiro
para
mutuar
a
juro
de 5
por
°[
0
livres,
sobre
hypotheca.
(4481)
MOLÉSTIAS
DA BEXIGA
mendado pelos melhores médicos; tendo um sabor
escellente, agradavel ao paladar. Paris, RT.AYN,
7,
r.
du
Marché-Si-Honoré. Preços
540
e 810
reis. Em
Lu.eio z<>; iw r<.u»
Ferr.in
4" Irmào, Banharia,
77.
CEIAD
\
Oílerece
se
uma,
de
edade de
29
an
nos,
que
sabe
cosinliar
e
fazer meia,
en
gomar
e
costurar,
e
promplifica-se
a
acom
panhar
uma
familia
para
o
Brazil.
Mora
na
rua
da Regua
n.°
10
d
’
csta
cidade
de
Braga.
(97)
BÍBLÍX>
X
xí
L
í
C
i
ã
.
CãA. i
jrlOLilLA LU-
SO-BRASILEírtA
Historia Universal da Egreja
PELO
Í>R
J ALZOG
Obra
publicada com
a
approvuçào
canónica
Publicou
se
o
1.°
fascicnlo
e
segue
com
toda
a
regularidade.
Assigna-se
em
Braga
nas
livrarias
dos
snrs.
Germano,
J.
Vieira da Rocha, Joaquim
Jannario
da
Silva
e
no
iargo
do Barão S.
Marinho
15,
e
em
Lisboa
na
rua Formosa
n.°
17.
Banco
Commercial de Braga
Sociedade
anonyma
de responsabilidade
limitada
Ete Banco
abre
o
segundo
pagamento
de
25
por
c>
nlo d«s
dinheiros
depositados
á
or
lem
Paga
todos
os
saques
das suas
agencias
no
Brazil.
Sueca
sobre
diversas
praças
,
do
reino
e
estrangeiras,
oude o
Banco
tenha
corres
pondentes.
EILcltia
transferencia
de
fundos,
e
com
pra
leiras
de cambio
sobre
o
estrageiro.
O
Libertador das almas do
Purgatório
Publicou
se
o
l.°
numero
d
’
esla
revista
pertencente
ao
mez
de
j.ineiro,
e
em
favor
das
beinditas
almas
do
Purgatório.
Assigu.i-se
uu
Porto
na
rua
d
’Alegiia
n.°
62
—
2.°
andar;
preço
por
um
anuo
ou
12
n.
’
3
51)0
réis.
O
espaçoso
e
elegante
palacete
do
cam
po
de
S.
Tiiiago,
com
seus
jardins,
—
qnin-
laes,
pom
>res,
e
quinta
anexa
e
todas
as
mais
pertenças;
para
informações
em casa
de
Francisco
Martins
da
Silva
Araújo,
Cruz
de
Pedra
n.°
7.
(98)
(38)
í
»
HPavjLI
Justo
Pedrayes,
rua
das Aguas
n.°
80,
tem
a
honra
de
annunciar ao
publico,
um
variado
sortimento
de
P«ce de
todas
as
qualidades
e
preços,
tanto nacionaes,
co
mo
estrangeiros.
<iesde
o ma>s baixo
pre
ço
até
o
mais
superior
Encarrega-se
<íe
fazer
lod:»
a
qualida
de de
pasteis, que
lhe
encommendem
co
mo
são
•
de
ostras,
xila,
cidrão,
e amên
doas.
Rebuçados
de
avença,
e,
os
afamados
de
oves
do
estilo
de
Lisboa
e
Porto;
ca-
tamelh-s
premiados
ua expsição
do
Por
to
de
18(41.
Fabrica
toda
a
qualidade
de
licdres
francezes
; enfeita
taboleiros
de
doce
com
todo
o luxo
e
aceio, com figuras
ou
sem
ellas
;
queques
bordado
*
,
etc.
Cobre
amêndoa
de
chocolate,
torradas
de limão, canella
e
pinhão.
Satisfaz
qualquer
encommenda
para
bai
le
ou
assembleia,
sem
entro
qualquer
com
petidor,
em
preço
e
qualidade.
95)
E
DOMLXO-S
DE
SETIM, NOVOS
Alugam-se
em
Braga,
Largo
do
Ba
rão de
S.
Marlinho,
n.°
27.
(
*
6)
ESCOLA AMEiRICANA
Consnltorio
a
ioda
a
hora,
tanto de
dia
como
de
noite Rua doT.ámpo (antiga
Porta
de
S.
Francisco)
n.°
22.
(43)
A1TEEÇÀO
No
Sanctuario do Rotn
Jesus
do
Monte
mulua-se
dinheiro
ao Juro de
5°/0
mediante
boa hypotheca
e
fiadores.
(81)
Venda
de casa
Vende-se
a
casa
da
rua
do
An
jo n.°
11
;
para
tractar
na mes
ma, desde o meio
dia
até
ás
2
horas
da
tarde.
(64)
ALUGA-SE
N
’
um
dos
locaes
mais
pitorescos
e saudaveis
d’
esta
cidade,
acha-se
p
ara
alugar
uma
casa
até
ao
pro
ximo
S.
Miguel
;
e
bem
assim,
se
vende
por
preço
mui
commodo
a
mobília
e
piano
existente
na
mesma
e completamente
nova,
para
melhores
esclarecimentos
queiram-se
dirigir
á
Praça do
Barão
de
S.
Marlinho,
casa
Almeida
&
Pereira.
(24)
OlíATOlOO
Vende-se
um
oratorio
em fórma
de
ca
pella,
representando
um
passo
com
o
res-
peclivo
figurado,
e
a
Imagem
do
Senhor
dos
Passos. Para
tratar,
na
rua
Nova
de
Sousa,
n.°
20, casa
de
moveis.
(91)
VENDA
DE
G
à
SAS
Vende-se
4
moradas
de casas
com
quintal
e
agua,
sitas
na
rua
de
D.
Pedro V,
sendo
n.°
76, 77,
85
e
86.
Tracta-se
no
largo
dos
Penedos,
n.°
1.
(65)
OB
j
EOTO
D’OURO
Quem
achasse um
brinco
d
’otiro
e
o
queira restituir,
pode
entregal-o
no
escri
ptorio
d
’
este
jornal,
e
receberá
alviçaras.
(92)
íi
fih 8
j
tM >14
A
10500
REIS!
será
o estabelecimento <iue
não
Iiade
ter
um reiogio por
10500
reis?
Véndem-se
na
Praça
d’
Alegria
em
casa
de
Manoel Ignacio da Silva Braga,
regu
lando
PEKFEITAMtEJUTE.
Nos
baixos
do
Hotel
Real,
na
rua
de
S.
João
do
Souto,
vende-se doce fino e
de
chá.
Satisfaz-se
com
promptidão
qualquer
enconmenda.
Preços rasoaveis.
BítAGA,
TYPOGRAPHIA
LUSITANA-
—
1876.
Parte de Comércio do Minho (O)
