comerciominho_12061877_649.xml
- conteúdo
-
5.
’
ANNO 1877
FOLHA COMMERCIAL
RELIGIOSA
E HOTICIOSA
NUMERO 649
llillill
WWU
MBX^aaa^tT^jr^
Hl
I
I
11
ll
MM
*
^^WW
»gBEganBlj<Mai
MMg|)a»IM»
Ãssigna-see
vende-se
no
escriptorio
do
editor
e
proprietário
I
oíí
Maria
Dias
da
Costa,
rua
Nova n.
*
3
E,
para
onde
deve
aer
dirigida
toda
a
correspondência
franca
de
porte.-=Às assi-
gnaturas
são
pagas
adiantadas
;
assim
como
as
correspondên
cias
de
Interesse
particular.
Folha
avulso
10
rs.
PUBLICA-SE
ÁS
TERÇAS,
QUINTAS
E
SABBADOS.
2SE2SSSES2H5E2SSEESSK5S!£5SESSS2!SSE2S!
“
2E2H5ES£ÍS^^^£2G5±2^2ÍS£SEÍÍS3
P
reços
:
Braga,
anno
1^600
rs.-=Semestre
850 rs.
—
Provín
cias,
anno
2&000
rs
e
sendo
duas
3^600-rs.—Semestre
1&050
rs.=£rai»/,
anno
3&600 rs.—Semestre
1&900
rs.
moeda
forte,
ou
8&000 reis
e
4&500
reis
moeda
fraca.—Annuncios
por
linha
20
rs.,
repetição
10
rs.
Para
os
assignantes
20
®/
#
d
’
abatimento.
BRAGA TEIEÇA-FEIBA 19 BE
JUNHO
Boletim
da peregrinação ad sa
cra
Liiuina.
Meu
caro
redactor.
Braga,
II.
—
Acabo
de
chegar
de
Roma
depois_
d
’
uma
jornada
violentíssima,
que
me
não
permittiu
descançar
em
toda
a
viagem
mais
que
5
horas,
que tanto
foi
o
tempo
d’
espera
pelo
comboio.
Na
verdade
marchamos
um
pouco
for-
çadamente,
e
principalmente
eu, cujo
es
tado
melindroso
de
saude
pedia
mais
al
guma
morosidade;
mas
emíim
v. sabe já
por
expeiiencia
quanto
a
lembrança
da
patria
e
as
saudades da
familia
e
amigos
pesam
sempre
nestas
resoluções.
Por
certo
que
v. ha
de
querer
que
lhe
dê noticias
de Roma;
e
que
lhe
direi
eu,
meu
amigo,
que
o
possa
informar
plena
mente
de
tudo quanto
se passou, de
tudo
quanto vi e
ouvi
?
Seria
necessário
para
isso
maior
espaço
do que
aquelle
que
agora
posso
dispor,
mas
que
brevemente
tomarei,
se
Deus
m
’o permitlir.
Por
agora
dir-lhe-hei
sómenle
que
a
nossa
peregrinação
foi uma
verdadeira
gloria
para
Portugal;
e
gloria
de
que
hão
de
sair
fructos
não
menos
gloriosos.
A
garantia
do
que
acabo
de dizer
está
nas
lagrimas
que
espontaneamente,
e
sem
que
«e
possa
dizer
com
exactidão
porquê,
correram abundantemenle
de todos os
olhos
aos
pés
de
Pio
IX.
E
como
não
haviam
de
correr
ellas,
meu caro
redactor,
quando
ao
lembrar
mos-nos
do
abatimento
e
despreso
a que
estamos
votados
pelos
estrangeiros,
nos
víamos
cobertos
de
favores e
elogios
pelo
maior
dos
poderes
que
ha
na terra?
Pio
IX
fallou
por
tal
fórma
de
Por
tugal,
que
todos
nos
devemos
felicitar
por que
a peregrinação
nos proporcionasse
este
ensejo
de
sermos
engrandecidos
e
nobilitados
Lembro-me,
snr.
redactor,
do
que
por
esta
occasião
me
disseram
alguns
padres
francezes, que
nos
pediram
para
os
dei
xarmos
entrar
comnosco
no
salão
da au
diência,
e que
d
’
ella
sairam
maravilhados
pelos
elogios
prodigalisados
a
Portugal
pelo
Augusto
successor
de
S.
Pedro;
—
Contentes
deveis
estar
vós
os
portugue
zes,
me
diziam
elles,
porque
na
realidade
nunca
o
Papa fallou
de
paiz
nenhum
com
tanto
elogio
e
franqueza.
=■
E
de
feito
a resposta
do
Papa
á
nos
sa
felicitação
póde
dizer-se,
que
foi
um
elogio
constante
ao povo portuguez.
V.
terá
lido por
certo
o
extracto
d
’
es-
te
discurso
cheio
de
sublimidade
e
que a
seu tempo será
publicado
para contenta
mento
de
uns
e
vergonha
de
muitos.
Digo
vergonha,
meu caro
amigo,
por
que
me
convenço
de que
não
ha caracter
por
mais
depravado,
que
não
se
sinta
corrido
de
pejo
e
vergonha
ao
ver-se mar
cado
na
fronte
com
o
ferrete
da
ingra
tidão.
Roma está
cheia
de pereguinos
das
diflerentes
nações.
Segundo
o
meu
calculo,
que,
creia-me,
não
é
exagerado,
passam
muito
de cem
u-il
os
que
presentemente
lá
se
encon
tram.
A
recepção dos
italianos
foi
no
dia
3
do
corrente.
Em
Roma
esperavam
cinco
mil,
e
só
no
sabbado
entraram
na
cidade eterna
mais
de
sete
mil.
No
domingo entraram
francezes
e bel
gas
em
numero
superior
a
quatro
mil;
de
modo que,
meu
bom
amigo,
a
affluen-
c
ia
de
estrangeiros
em Roma
é
presen-
temente
muito
maior
ao
que
póde ima-
g>nar-se,
elevando
o
movimento
a
um
grau
muito
superior
ao
que
se observa
em
a
nossa
Lisboa.
No
dia
3 do
corrente
celebrou-se.
co
mo
sabe,
o
anniversario
episcopal
do
grande
Pontífice;
e
o
governo
de
Victor
Manuel,
querendo
macaquear
no
Quirinal
o
que
se passava
no
Vaticano, decretou
se
celebrasse
n
’aquelle dia
o
anniversario
do
Estatuto.
E
quer
v.
saber
ao que se
reduzia
todo
aquelle
festejo?
uma
revista, cem
tiros
d’artilheria
na
Porta
Pia,
e...
rece
pção
no
Quirinal;
mas
que
recepcão,
san
to
Deus
I
os
empregados e
alguns
repre
sentantes
dos
municípios
foram
os
únicos
romeiros,
em
quanto
que
no
Vaticano
e
á
mesma
hora
milhares
e
milhares
de
italianos,
de
joelhos
ante a
Magestade
grandiosa de
Pio
IX,
protestavam
solem-
nemente
contra
a
nova
ordem
de coisas,
que
a
revolução
implantou
em
Roma.
E
já
que
lhe
fallei
em Victor
Manuel
deverei
dizer-lhe
a
compaixão
que
me
inspirou,
quando
o
vi
no
Pincio.
Eu
vinha
descendo
n’
um liacre este
riquíssimo
passeio,
quando
vi,
sem
que
me
chamassem
a
attençâo
dois indivíduos,
vestidos
como
eu,
n
’um carro tirado
a
dois cavallos
ordinários.
Como
ninguém
das
muitas
pessoas
que
andavam
passeando lhes
ligasse
a
mais
pequena
importaocia,
e só
alguns
solda
dos
lhe
fizessem
a
continência da
orde
nança
pensei
que
seriam
apenas
alguns
militares
de
graduação,
e
assim
o
ficaria
suppondo,
se
o
cocheiro que
guiava
o
meu
carro,
mesmo
quando
passava
junto
do
infeliz
carcereiro
do Papa,
me não
dissesse
com
cerio
ar
de
desprezo
—
este
é
Victor
Manuel
!
Imagine
que
importância
ligam
em
Ro
ma
ao
que
se
intitula—rei
de
Italia,.
.
De
resto
e
pa<a
encurtar,
falta-me
dizer-lhe, que
em
toda
a
viagem fomos
tractados
por todos
ò
melhor
possível.
Não
temos
a
menor
queixa
de nin
guém,
a
não
ser
de
Portugal, não
digo
bem,
d
’alguns
portuguezes
em
que a
falta
d
’
educação
é
ainda
maior
do
que
a
ca
rência
de
religião.
Ao partirmos
de Badajoz
apoderou-se
de
nós
um
contentamento indizível
ao
vermos
de
novo
a
patria que
nos emba
lou,
e
da
qual
estavamos
ausentes
havia
um
mez.
Este
contentamento,
porém,
dissipou-
se
logo,
quando
ao
chegarmos
a
Eivas
um
esbirro
da
alfandega,
entrando
brus
camente
no
wagon,
começou
a
remecher
sem
a
mais
leve
consideração
todos
os
capotes
que
trazíamos
soltos,
e
a
exigir
que
lhe
patenteássemos
o
que
trazíamos.
Mostramos-lhe
alguns
objectos
de
de
voção
que
trazíamos
para
nossas
famílias
e
amigos,
o
que
bastou
para
que
nos in
timasse
a
que
entrássemos
na
alfandega,
onde
depois
de esperarmos por todo o
tempo
quanto
o
comboio
se
demorou
nos
restituíram
os
objectos
com
um
papel
que
nos deram,
e
que
importou
em
700
reis
Note-se que
os
objectos
de devoção
consistiam
n
’
umas
coroas
e
medalhas
que
haviam
importado
tudo
uns
dez
francos,
mas
que
alli
foram
avaliados
em
trinta.
Depois que
partimos,
uns
tres
indiví
duos,
uns
dos
quaes
era
empregado
do
caminho
de
ferro,
segundo
indicava
um
galãosito
que trazia
no bonel.
ao
conhece
rem
que
vínhamos
de Roma,
soltaram
uma
tal
descarga
de
asneiras,
blasphemias
e
insultos
sobre
o
Papa,
a
Egreja
e
as
nos
sas humilissimas
pessoas,
que
eu
estive
quasi
a
queixar
me
ao chefe
do
comboio,
e
o
leria
feito,
se um
ecclesiaslico,
meu
amigo
e
companheiro
na peregrinação,
me
não
pedisse
que
lhe
perdoasse.
Que
terra
esta
a
de
Portugal,
meu
caro
amigo
!
Quantos
cardos
e
espinhos
o
descuido
dos
catholicos tem
feito
brotar
no meio
d
’
este,
outr
’
ora.
florescente
jardim
do
chris-
lianismo
1
Mas em
fim...
paciência
e
coragem,
e
o
futuro
será
de
Deus,
porque
nos
disse
Pio
IX,
Deus
é comnosco.
Desculpe-me,
e
até
breve.
De
V.
collega
e
amigo.
M.
Marinho.
S.
Exc.3
Rev.
m
*
o
Snr.
Arcebispo
Pii-
maz
recebeu
o
seguinte telegramma
:
Roma,
6
ás
12 h. e
50
m.
S.
Santidade
recebeu hon-
tem, pelo
meio dia, em parti
cular, uma deputação da pere
grinação
bracarense.
A mesma
apresentou
nas
mãos
do Santo
Padre
a carta de
V. Exc.a Rev."‘ ,
a
felicitação,
a prenda e o obu-
lo
do arcebispado.
S. Santidade
recebeu cordealmente a deputa
ção:
fallou lisongeiramente de
Braga,
e a todos abençoou. As
sistiu
o Cardeal
Di
Pietro.
Os restantes peregrinos fo
ram recebidos em segunda au
diência publica.
Todos
muito satisfeitos.
Silva
Vianna.
A
felicitação
a
que
se
allude
n
’este
telegramma,
e
que fui
lida
em latim
por
o
snr. dr.
Manoel da
Silva Vianna,
foi
publicada
na
«Semana
Religiosa
Braca
rense».
e
por
falta d
’
espaço
só
publicamos
a
traducção
seguinte:
S
antíssimo
P
adke
.
Quando
os
povos
do
mundo
catholico
vém
de
toda
a
parte
dar
testimunho
da
sua
crença, do
seu
filial
amor,
e
da
sua
mais sincera
dedicação
á
sagrada
pessoa
de Vossa Santidade,
não
podiam
os
por
tuguezes, Santíssimo
Padre,
e
muito
prin
cipalmente
os
fieis
do
arcebispado de
Bra
ga,
faltar
ao
cumprimento
d
’
este
dever,
e
deixar
de
encorporar-se
no brilhante,
e
numerosíssimo
concurso,
que
n’
estes
dias
tào
memoráveis
se
tem
acercado
de
Vossa
Santidade
para
saudarem
o
Vigário
de
Christo
na
terra,
por
occasião
do
quin
quagésimo anniversario
da
sua
sagração
episcopal,
e
para
humildemente
prostrados
ante
o
solio
pontifício
receberem
jubilosos
a
vossa
bênção
apostólica.
Tão
grandes
e
tão
especiaes
são
os
be
nefícios,
que
Vossa
Santidade
tem
libera-
lisado
á nossa archidiocese de
Braga,
pri
maz
das
Hespanhas,
que,
fundada
em
Pe
dro,
á
similhança
da
Egreja de
Roma,
tem
sempre
permanecido
fiel
á
doutrina
catholica,
e
obediente
aos
legítimos
suc-
cessores do Príncipe
dos
Apostolos,
—
que
ella
não
podia
deixar
de
ser
representada
por
uin
modo
especial
n
’
esta
occasião
tão
solemne
;
pois
que
á
maneira
que
crescem
os
dons,
devem,
na
frase
eloquente
d
’
um
dos
illustres
antecessores
de
Vossa Santi
dade,
augmentar
também
as
obrigações
de
amor,
de
obediência,
e
de
gratidão.
Mas,
se
na
frase
do Apostolo
a
quem
é
devida
a
fundação da Nossa,
Egreja
Bracarense,
a
fé
sem
as
obras
e
morta,
nós,
Santíssimo
Padre, que
conservamos
uma
crença
muito viva
e
firme
tanto
nas
verdades,
que
Jesus
Christo
nos
ensinou,
como
nas
promessas,
que
Elle
fez
a
sua
Egreja,
e
ao Chefe
supremo,
a
cabeça
vi
sível
da
mesma
Egreja,
viemos
a
Roma;
não
só
dar-vos
testimunho
dos
sentimen
tos religiosos, que
nos animam,
mas
tam
bém
offerecer-vos
muito
respeitosamente
em
nome
do
Prelado
que
espiritualmente
nos
governa,
do
clero
e
de
todos
os
habi
tantes
da
augusta
cidade
de
Braga
um
pequeno
dom, obra
de
artistas
portuguezes,
e o
obulo
espontâneo
dos
fieis
de
todo
o
arcebispado
bracarense,
esperando
anciosa-
mente
que
Vossa
Santidade se
dignará
aceitar
a nossa
offerta e
consideral-a maia
por
o
que
ella
significa,
que
pelo
valor
que
ella
tem.
Santíssimo
Padre.
Partimos de
Braga
depois
de
havermos
recebido
do
nosso Pre
lado
tanto
o
Sagrado
Viatico,
com
que
dese
jávamos e
era
nosso
dever
preparar-nos
para
tão
longa
viagem,
como
também
a
bênção
pastoral,
que
elle
nos deu
com
as
lagrimas
nos
olhos,
e
com
toda
a effu-
são do
seu
coração
saudoso.
Agora,
pros
trados
aos
vossos
pés,
tendo
de
regressar
ao
nosso
paiz,
desejamos
receber
a
vossa
bênção
apostólica, supplicando,
que
também
abençoeis
o nosso
venerando
Prelado,
vosso
filho
muito
obediente
e
predilecto,
a
nossa
cidade
de
Braga,
sempre
tão
addida
á
Sé
Apostólica,
e
aos
seus soberanos
Pontí
fices,
a
nós
e
a
nossas famílias,
a
nossa
ar
chidiocese,
tão
antiga
na
sua
fundação,
tão
firme
na
sua
fé,
tão
fervorosa
na
sua
pie
dade,
que
em
a
nobreza
dos
seus
senti
mentos,
e na
sua importância
religiosa
só
dá
logar
de
primazia
á
Sé
de
Roma,
Mãe
e
Mestra
de
todas
as
Egrejas
espalhadas
no
mundo
conhecido.
N.
B.
Os nomes
dos
que
assignaram
esta
felicitação
serão
publicados,
depois
de sabermos
a
ordem
das
suas
assigna-
turas.
Um
nosso
amigo
d
’
esta
cidade acaba
de
receber
a
seguinte
carta
de
um
dos
peregrinos
chegados
a Roma:
Meu
amigo
M.
1.
Roma 3
de
junho
de
1877.
—E
’
uma
hora
da
tarde
e
venho
de
S.
Pedro in
Vinculis, onde
fui
assistir
á
festa
do Ju
bileu
e
fazer a
minha
visita.
Festa
sur-
prehendente,
admiravel,
maravilhosa
como
nunca
imaginei
ver
!
A
vastíssima
Basílica
estava
apinhada
de
tanto
povo
que
só
com
grande
custo
se
podia
entrar.
Contei
126
lustres,
além
de
28
serpentinas
nas
paredes
com
5
lu
mes,
10
ditas
de
3
e
4
soberbos casli-
çaes
com
10
lumes
cada
um
!
Para
cima
de
60
cantores sem
acom
panhamento
de
orgão
ou
de
instrumento
algum,
faziam
o
mais
admiravel concerto
que
se
possa imaginar.
Ofliciou o
cardeal
Limiani
acompanha
do
de
cerca
de
200
prelados.
Nas tribunas estavam
o
nosso
embai
xador, conde
de
Thomar,
e
os
ministros
de
França,
Brazil,
Baviera,
Bélgica,
Pa-
raguay,
e
até
o
da
Rússia
e
outros.
Não
espero ver festa
mais esplendida
que
esta.
As
carruagens
conduzindo as diversas
pessoas
para
S.
Pedro
eram
immensas.
Imagine
10
entradas
do
rei
n
’
essa
cidade
e
fará uma
pequena
ideia do
que
era.
Sobre
este
ponto
nada
mais
lhe
digo.
Agora
saiba
que cheguei
hoje
ás
8
horas da
manhã
de
Nápoles
para
onde
parti
quinta-feira
de
Corpus
Christi
ás
10
horas
da
noite, e
alli
cheguei
no
dia
seguinte
ás
6
da
manhã.
Que formosa
cidade!
Logo
que
cheguei
fui
ver os
es
tabelecimentos
mais notáveis,
como
a
ex
posição, o
museu,
convento
de
S.
Mar-
tinho,
uma
rua
subterrânea,
não
esque
cendo
o
Vesuvio com
seu
penacho
de
fumo,
mas
este
de
longe,
já
se
Vê.
No
sabbado
fui
ver
as
ruínas
de Her-
culanum, e Pompea,
cidades
submergidas
pelas
lavas
do
Vesuvio.
Tudo
bom,
in
teressante
e admiravel
11!
Desejava
dizer-lhe
alguma
coisa
da
au
diência do
dia
29,
em
que fomos
recebi
dos pelo
Santo Padre;
não
o
faço
por
que já
deve
estar informado
de
tudo o
que
se
passou.
Só
lhe
digo
que
quem
uma
vez
assiste
a
um
acto d’
estes não
sente
desejos
de
ver mais
nada,
porque
nada
ha
mais
sublime
do
que
aquillo
!!
Recommende-me
a
minha
familia
e a
todos
os
amigos
a
quem
não escrevo
por
não
poder
gastar tempo,
nem
tenho
pen-
nas
em
lermos
para
o fazer,
e
esta
sabe
Deus
o
que
me custou.
Leia
como
poder.
Seu
amigo
M.
Loureiro.
Roma
30
de
maio.—
Hontem
das
on
ze
horas
da
manbã
por
deante
principia
ram
os
nossos
peregrinos
a
reunirem-se
na
sala de recepção
no
Vaticano,
para
o
que
estavam todos
munidos
do
competente
bilhete.
Dispostas
as
cousas
para
a
cere-
monia
que
se
usa
em
taes
casos,
seria
meia hora
depois do
meio
dia,
quando,
precedido
de
ires suissos
(1),
de
dous ou
tres
Cardeaes,
entrou o Santo Padre
Pio
IX
na
sala
da
recepção,
sentado
na
ca
deira
gestatoria.
Imaginae,
se
podeis,
qual
foi
o
contentamento de
todos
os
peregri
nos,
quando
viram
aquelle
velho
de 85
annos,
aquelle
vulto
sympathico,
magesto-
so
e venerando,
aquelle
homem
tão
amado
dos
verdadeiros
catholicos
e
tão
odiado
pelos
impios
e
por
muitos
homens que
se
dizem catholicos,
mas
que
querem
um
catholicismo
á
sua
moda.
A
primeira
ma
nifestação
do
seu
amor
paternal
foi
um
sympathico
e
bondoso sorriso
acompanhado
d
’
uma
bênção.
Apenas
appareceu
na sala
o
Augusto
Prisioneiro
do
Vaticano, levantaram-se ca
lorosos
vivas
a Pio
IX,
e
lagrimas
vieu
cor
rer
por
algumas
faces.
Em
seguida
leu o
snr.
Cardeal
Patriarcha
de
Lisboa
uma
mensagem
em
que
declarava
o
fim
da
nossa
peregrinação
que
é
—
felicitar
Pio
IX
pelo
seu
quinquagésimo
anniversario
pontifical
e
protestar
a
nossa
adhesão
á
Santa
Sé.
Ao
ler
esta
mensagem
o
snr.
Patriarcha
commoveu-se
tanto,
que
teve
de suspender
a
leitura
por
alguns instan
tes.
o
que
fez correr
abundantes
lagrimas
em
todo
ou
ao
menos
na
maior
parte
do
auditorio.
Acabada
a
leitura
da
mensagem,
foi
a
commissão
admittida
á
ceremonia
do
beija-pé,
durante
a
qual
dirigiu
Pio
IX
algumas
palavras
amorosas aos que
tive
ram
a
ventura
de
ser
admitlidos
a
esta
ceremonia.
Depois
de
tudo
isto
seguiu-se
a
allo-
cnção
de
Sua
Santidade.
Ah!...
amigos
redactores
!
Qual não foi
a
minha
surpre-
za
ao
ouvir
aquella
voz clara,
sonorosa,
insinuante
e
persuasiva;
aquelle
gesto
tão
modesto
e
tão
apropriado;
aquella
expres
são
d
’aíTecto, tão
pronunciada
I
Tudo isto
em
um
octogenário
oppresso
de
trabalhos
e
relado
por
quasi
septe
annos
de
doloro
so
martyrio moral,
é, na realidade,
uma
maravilha!
Masque?
ignoraes
vós que
em
Pio
IX
tudo
é
admiravel?!
Pois
não
é
admiravel
a
sua
fé
a
sua
esperança,
a
sua
caridade,
a sua
fortaleza, a
sua
con
stância,
o
seu
non
possumus?
Não é ad
mirável
a sua
robustez, apesar
de
tanto
trabalho
e
de
edade
tão
avançada
7
Sim,
amigos
e
caros
redactores,
em
Pio
IX
tudo
é
grande,
tudo
é
magestoso,
tudo
é
admiravel,
e
ao
considerar
tudo
isto
não
podemos
deixar
de
reconhecer
que
Pio
IX
foi
destinado
pela
Providencia
para
pi
lotar
a
barca
de Pedro
n
’
estes
tempos
dif-
íiceis:
Digitus
Dei
esl hic.
Em
quanto
á
matéria
da
allocução,
nada
vos
direi,
porque
de
certo
tereis
oc-
casião
de
a publicar
na
sua integra. Só
digo
em
muito
poucas
palavras
que
foi
justamente
acommodada
á
mensagem:
que
fallou,
com
elogio,
dos
reis
de
Portugal,
principalmente
de
D.
Maria
primeira, cuja
piedade
elogiou; que
exhortou
os
peregri
nos
porluguezes
a
imitar na
piedade
os
seus
maiores;
e
que
a
maçonaria
foi
mais
uma vez reprovada
peto
Vigário
de Jesus
Christo.
No
fim
da
allocução,
e
como
remate
d'elia.
Pio
IX
lançou-nos
a
bênção,
mas
com
que
animação!
com
que
força!
com
que
affeclo!...
Não
o posso
dizer
tão
bem
como
tive
a felicidade
de
o
poder,
sentir.
Só
vos
posso dizer
que
foi este
um
dos
mais
felizes
momentos
da
minha
vida.
Dada
a
bênção,
Pio
IX
retirou-se
da
mesma
forma
porque
tinha
entrado
na
sala,
e
os
nossos
peregrinos,
agitando
len
ços
brancos,
repetiram
as
calorosas
vivas
a
Pio IX.
Retiramo-nos
da
sala
e
descemos
as
escadas
do
Vaticano,
desejosos
de
ver
e
ouvir
por mais
tempo
a
Pio
IX, apesar
da
audiência
ter
durado
perto
de
hora
e
meia.
Hoje
fui celebrar
o santo
sacrifício
da
missa á basilica de S.
Pedro,
quando
vinha
sahindo
da basílica
vi
na
praça
de
S.
Pedro muitas
carruagens
e
muita
gen
te
subindo
as
escadas
do
Vaticano.
Mu
nido,
como
estou,
do
meu
bilhete
de
ad
missão,
subi
também e
tive a
ventura
de
tornar
a
vêr
e
ouvir
a Sua Sanctidade,
e
até
hoje
pude
vel-o
melhor,
porque
o
(1)
Uma especie
de
soldados
que
fa
zem
a
guarda
interna
do palacio
do
Va
ticano.
O
excellentejornal
francez
«L
’Univers.»
de
terça
feira
5
do
corrente
no
artigo
XIII,
d’
uma
serie
consagrada
á
commemoração
do
50.°
anniversario episcopal
de
Pio
IX,
depois
de narrar
vários
factos respeitantes
á
peregrinação
portugueza,
individuando
as
pessoas
mais
conspícuas
da
mesma,
etc
,
escreve
o
seguinte
que
passamos
a tradu
zir.
«Meia
hora depois do
meio
dia
o Santo
Padre
entrou
na sala,
rodeado
da sua
côr-
te
e
de
grande
numero
de
cardeaes,
en
tre
os
quaes
se
achavam
os eminentíssi
mos
snrs. Asquini,
Berardi,
Borromeo
di
Pietro, Frauzelin
Ledochowski,
Nina,
Ore-
glia
di
San
Stefano,
Schwarzenberg,
Sa-
barreti
e aguarda nobre: pira
logo
um
immenso
— Viva
Pio
IX
!
resoa
enthusiasta
ao mesmo
tempo
que
os
peregrinos
ma
nifestam
pelos
signaes
mais inequívocos a
ventura
que.
alli sentiam e
a
sua
dedicação
ao
Vigário
de
Jesus
Ghristo Momentos
de
pois,
feito
silencio.
S.
em.™
o snr.
car
deal
Nascimento
Moraes
Cardoso,
patriar-
cha
de Lisboa, leu
uma
bellissima
felicita
ção
em
lingua
portugueza.
Entre
os presentes
que
os peregrinos
oflereceram
sobresaia
notavelmente
o da
cidade
de
Braga, que
constava
d’um
pe
queno
plintho de
filigrana
de
prata
d
’
um
labor
exquisilo.
perfeitíssimo,
encimado
com
as
armas
do
Santo
Padre
magnificamenle
trabalhadas
em
oiro
com
um laço
de
oiro
e
pérolas
prendendo as
chaves.
Respondendo
a
esta
mensagem
e
provas
d
’
amor,
o
Santo
Padre
pronunciou
um
dos
seus
mais
bellos
discursos.
Depois
deter
significado
o
quanto
se
alegrava
de
ver
na
sua
presença
esta porção
numerosa
e
escolhida
do povo
porluguez,
accrescentou
que este
espectaculo
era
tanto
mais
bello
quanto
elle
não desconhecia os grandes
obstáculos
que
os
peregrinos
deviam
supe
rar
para
se
transportarem
a
Roma
;
os
tempos
actuaes,
accrescentou
S.
Santida
de. estão
diíliceis.
e
cada
dta redobra
de
-violência
a
opposição
ás
boas
obras
;
mas
que
o
povo
portuguez não se
deixou ven
cer
o
que
fazia
com
que
ainda
hoje
bem
merecesse
o
glorios
titulo
de
fidelíssimo,
que
os
Pontífices,
seus
antepassados, ha
viam
concedido
aos
reis
de
Portugal.
A
este
proposito
S.
S.,
recordando
al
guns
factos da
historia
portugueza,
fallou
da munificência
ifuioa
piedosa rainha
de
Portugal
D.
Maria
I,
que elevara
ao Sa
grado
Coração
de
Jesus
um
templo
sump
tuoso,
e comparou
este
facto
ao
do
Pan-
theon
feita
por
um imperador
Bonifácio,
que
consagrou
este
templo
pagão
á
Rai
nha
dos
mártires.
Referindo
depois
a
triste
situação dos
tempos
presentes,
o
Papa
alludiu
aos
es
forços
que
a
franc-maçoneria
faz
em
Por
tugal
contra
a
Egreja,
mas,
accrescentou
Pio
IX,
ávante,
que
Deus
é
comnosco:
Hoje,
disse
elle,
é
uma
verdade que
os
reis
reinam
enão
governam
;
cumpre
pois
aos
catholicos, obedecendo
ás
leis
que
não
violem
os
direitos
da consciência, resistir
firmemente,
e
vencer.
O
que
é
necessário,
accrescentou,
é
que,
assim
como
outr
’
ora
os
falsos
deuses
foram banidos
do
Pan-
theon,
assim
também
os
vicios
de que
a
sociedade
moderna
tem
feito
divindades,
sejam
substituídos
por
todas
as
virtudes
:
do contrario
não
haverá
nem
tranquilida
de,
nem
justiça,
nem
moralidade.
Combatei
pois,
exclamou
o
Papa, para
obterdes
estes
bens,
e
afim
de
que
elles
vos
sejam
dados
eu
chamo
a
bênção
do
Senhor
sobre
o
vosso
episcopado,
sobre
o
vosso
clero,
sobre
vós, sobre
vossas
fa
mílias
e
sobre
Portugal,
pelo
qual oro
mui
to
pedindo
para
elle,
com
a
força e
as
virtudes
necessárias,
o
espirito
do
temor
de
Deus,
que
é para a
nação
a
verdadei
ra
riqueza,
bem
maior
que
certos padroa
dos
cuja
inamdade
os
povos verão
um
dia.
Quando
o Papa
se
levantou
e
com
gran
de
magestade
lançou
a
bênção,
os
peregri
nos
ajoelharam
;
depois
no
meio
da
com-
moção
que
a
lodos
dominava,
um
novo
—
Viva
Pio
IX!
viva
a
Religião!
que
foi
repelido
por
todos
os
peregrinos
com
um
accento
cujos
eccos
chegavam ainda
até
S.
Santidade
quando
já se
havia retirado
aos
seus
aposentos.
4’ Kedaeçito do «Coniniereio do
Minho».
Londres, 28 de
Maio,
1877
[ã
noite).
('Continuação
do
n.° 617)
SUMMARIO.
I.
—
As
demonstrações
catholicas
em
lavor
do Pontífice sustaram
evidentemente
o
projectado
efleito
que
se promettiam
revolucionários,
da
impia e infame
lei
que
iropunham,
e
tinha
passado
já
na Camara
Baixa
do
Monte
Citorio.
—
A
infame
tenção
e
projecto
da
maçonaria
Italiana,
(appro-
vados,
já
se
eutende, pela
de
todo
o
mundo),
veio
a engrandecer
e
exaltar
o
Papa
de
maneira
admiravel,
e
fazer
bri-
har
o
Vaticano,
ennevoando
o Quirinal
revolucionário,
usurpador
e ladrão
—Men
tita
esl
iniquitas
sibi,
in
insidiis
suis
ceciderunl
iniqui.
II.
—
Importância
da Peregrinação
In-
gleza,
entrando
n
’ella
as
pessoas
mais
al
tas
de
Inglaterra,
salvo
as
da
Familia
Real;
grande
oflerta
pecuniária.
III.
—
Peregrinação
Hollandeza.
IV.
—
Dita
Allemã
de
grandes
persona
gens,
ecclesiaslicas
e
seculares,
etc.,
mais
de
1000
pessoas.
V.
—
Mudança
de
Ministério
em
Fran
ça,
e
sensação
grande produzida
por
esse
facto.
VL
—
Republicanismo
Francez
do
Times
e
seus
correspondentes.
VIL
—O Vaticano
e
o
Quirinal
no
Ti
mes.
VIII.
—Mais
noticias
Francezas,
confes
sando
essos da
Camara
Franceza,
etc.
IX.
—
Por
toda
a
parte
a
Maçonaria
tremendo
por
suas
obras.
I.
—
i
Quem
deixará
de
ver
o
Dedo
da
Providencia
Divina
nos acontecimentos
destes
últimos
annos
principalmente,
no
Pontificado
do
Santo
Padre
Pio
IX
?
Não
entrarei
na
relação
e
analyse
dos
vicissi
tudes
extraordinarias
deste
Pontificado
sin
gular
a
tantosr
espeitos;
limitar-me-hei
ago
ra
ao
ultimo
incidente,
destinado,
sem
duvida
alguma,
a
humilhar,
a
desfeitear
mais
e
mais
o Pontífice, nos
procedimen
tos
contra
a
Igreja
de
que
é
Chefe
e Re
presentante;
e
que
vieram
a
dar
em um
triumpho,
em
série
de
manifestações
Ca
tholicas
—
verdadeiramente
universaes
— o
mais
pasmosas,
e
de
Certo,
nunca
espera
das
nem
pelo
impio
Monte Citorio,
nem
pelo
aladroado
Quirinal
O
que
se
desenhou
como
uma
humi
lhação,
um
sarcasmo,
ao Pontitice
e
á
Igreja,
redundou
em
manifestações
taes,
espontâneas,
por
toda
a
parte,
que
vie
ram
a
exaltar
mais
o
Santo
Padre,
e
a
humilhar
os
usurpadores
seus
inimigos
e
da
Igreja.
O mesmo
voto
da Camara
Alta
ou
Senado,
que
impediu
passar
a
lei,
o
pro
jecto infame
approvado
já pela
Camara
Baixa
(e
baixíssima, na
verdade),
não
se
teria,
provavelmente,
dado
assim,
a
não
ter
havido
já
symptomas
não
equívocos
de como
o
Orbe
Calholico receberia
o
bofetão
que
os
miseráveis
Garibaldinos
se
preparavam
a
pespegar
nas faces
de du
zentos
milhões
de
Christãos.
De todas as
nações
da
Europa
Cathólica,
e
até
das que nominalmente
sam Protes
tantes,
como
a
Hollanda
e
a
Inglaterra,
brilhantes
e
notáveis
Peregrinações
têm
concorrido
a
depositar
aos pés
do
Santo
Padre
as
homenagens do
seu
respeito
e
veneração;
e
ao
mesmo
tempo
magníficos,
avultados
donativos,
em
objectos
de
valor,
e
grandes
sommas
de
dinheiro?
Desorte
que
o Pontitice, despojado,
pelà
usurpação
e
ladroagem,
dos
Estados
da
Igreja,
e
de
numero
dos peregrinos
da
Croaccia,
que
hoje
tiveram
a
sua audiência,
era
menor
que o
dos
nossos.
A
Croaccia
é
hoje
uma
província
da
Áustria;
não
admira
que
o
numero
dos
seus
peregrinos
fosse
menor
que
o dos
nossos;
comtudo
os
peregrinos
croatas
ti
nham
á
sua
frente
ires
Prelados!
A
audiência dos
croatas
foi
na
fórma
do
costume;
mas
deu-se
um facto
que
prova
a
generosidade
de
Pio
IX e
no
fim
não
deixou
de
ter
algum
christe. E’
o
seguinte:
Pio IX,
durante
a allocução,
tratou
por
Cardeal
a
um
dos
Prelados
croatas
que
havia
recitado
de
cór
a
mensagem
do
costume. No
fim
da allocução
este
Pre
lado
dirigiu-se
a
Sua
Santidade,
creio
que
a
perguntar-lhe
o
titulo
do
seu
cardina-
lato,
ao que
Pio
IX
respondeu
sorrindo-se:
Scies
aulem
poslce
Extracto
d
’uma
carta para
a «Palavra»,
que
Elle
era
Depositário
vitalício;
tem
agora,
sem
contrahir
empréstimos,
ou
re
ceber
tributos d’aquelles
Estados,
abun-
dancia
de
meios para
Si,
para
os
Seus
fiéis
servidores,
para
acudir
a
desgraças
e calamidades
dos
fiéis,
para
soccorrer
igrejas
e
estabelecimentos
pobres
de
cari
dade
e
de
educação,
para
missões
longui-
quam
Africanas,
Asiaticas,
etc.
II.
—A
Peregrinação
Ingleza
própria
(com
exclusão
de
Irlanda
e
Escossia),
composta
de tão numerosas
personagens e
pessoas
das
primeiras
classes
da nação;
homens
e
senhoras,
muitos
da
mais alta
Aristo
cracia,
Catholicos antigos,
convertidos
mais
ou
menos
recentemente,
foi
talvez
a
de
maior
importância;
e
o
Santo
Padre
mos
trou
bem por
seus
discursos
assim
apre-
cial-a.
4
Quem,
por
exemplo,
se
recorde,
co
mo
a
»
Rainha»
(por
assim
dizer)
do Al-
maks,
Cisto
era, ha
mais
de
trinta
annos,
de
uma
Sociedade
Protestante muito
ex
clusiva,
de
bailes
e
festas, da
mais alta
e
faxionavel Aristocracia),
a
Marqueza
de
Londonderry,
havia
de
ir
humilJemente
ajoelhar
aos
pés
do
Papa, tornada Calho-
lica o
mais
devota
e
fervente
’
As
Irmãs,
as
Primeiras
do
Duque
de
Norfolk,
que
só
á
Rainha
e
ás
Princezas
teriam
de
ceder
o
passo,
jquem
pensa
ria
que
haviam
de
ir
prostrar-se
igual
mente
ás
plantas,
e
receber a
Bênção,
do
Venerável Ancião
do
Vaticano?
Outra
grande
Senhora,
não
menos
distincta
por
sua
piedade
e
continuas
obras
de caridade, que
por
sua
nobreza;
viuva
do
Primeiro
Conde
de
Inglaterra,
Lady
Lothian,
colheu, infelizmente,
uma gran
díssima
constipação e
pleuris,
que
a
im
pediu
de
assistir
á
recepção,
pelo
Pontí
fice,
da
grande Deputação
de
que
ella
fa
zia
parle,
e
expirou
no
hotel
de
Roma,
quasi
ao
mesmo
tempo
que
a
Deputação
era
recebida
por
Sua
Santidade,
que
lhe
mandou
uma
Bênção
especial
in
articulo
mor
tis.
O
Weekly
Regisler
dá relação
exacta
e
separada
das
varias
quantias
com que
as
differentes
Dioceses
da
Inglaterra
pró
pria
contribuíram para
a
somma
que
em
nome
dos
Catholicos
Inglezes,
o
Duque
do
Norfolk
apresentou
a
Sua Santidade;
copiarei
sómente
a
somma
total,
que
foi
exaclamente
lib.
14,770, 13,
s.
4
d.—
ou,
exactamente;
66,377^997
rs.
III.
—
Londres.
2
de
Maio.
—
«No
dia
15,
o
Arcebispo
de Ulrecht
á
testa da
peregri
nação
Hollandeza,
foi
com
esta
recebido
por
Sua
Santidade.
E
depois
de
o
Pontí
fice
ter
respondido a
duas adresses,
foi-
lhe
apresentada
uma
larga
somma
de
di
nheiro,
offerecida
pelas
varias dioceses
de
Hollanda,
juntamente
com
outras
sommas
por
indivíduos
que
faziam
parte
da
pere
grinação.
«Na
sua
resposta
o
Pontitice,
congra
tulando
os
Hollandezes
pelos
progressos
actuaes
do
Catholicismo entre
elles, de
plorou
a
cegueira dos
Jausenistas,
e
re-
commendou
que
orassem
os
Peregrinos
por
elles
e
pelos
protestantes».
E
’
sabido
como
na
Hollanda
se
conserva
ainda
uma
cauda
da
seita
de
Jausenio,
que
não
quer
obedecer
ao Papa,
e
nomea
seu
Arcebis
po
heretico,
que é
o
seu pontífice.
Este
«Pontitice»
é
actualmente
o notorio
Ran-
hens.
que, como
era
bem
de
esperar,
fez
logo
alliança
com
os
novíssimos
«
velhos
Catholicos»
Allemães
e
Bismakinos,
e des
tes
o
mesmo
Ranhens
é
uma
especie
de
Papa,
assás
impudente
e
ridículo;
favorito,
já
se
entende,
dos Protestantes
Inglezes
também,
só
por
isso
mesmo
que
elle
é
contrario
ao Papa
e
ao
Catholicismo
ver
dadeiro.
IV.
—
«No
dia
17
deu
Sua Santidade
au
diência na
Sala
Ducal
aos
Peregrinos
Alle
mães,
acima
de
1,000
em
numero,
capita
neados
pelo Arcebispo
de Colonia,
pelos
Bis
pos
de
Munster,
de
Paderborn,
de
Moguncia,
de
Ratisbona,
e
de
Eichstadt
e
pelo
Ba
rão
Loe,
Presidente
da
Sociedade
Catho-
lica
de Moguncia;
e
com
os
quaes
vinham
o
Príncipe
da
Turm
e
Taxis,
o
Príncipe
de
Lowenstein,
o
Príncipe
d
’Isemburgo,
e
outros
Membros
da
Nobreza
Germâni
ca.
Leram-se
adresses
pelo
Arcebispo
de
Colonia
e
pelo
Barão
Loe.
Fizeram-se
of-
ferlas
de dinheiro
por
parte
das dioceses
de Silesia, de
Múnich,
de
Paderborn, e
da
Cidade
d'Aix-la-Chapelle.
«O
Papa,
de
pé
adiante
do
throno,
respondeu ás
adresses
n
’
uma
voz
clara
e
firme.
Depois
da
sua
Bênção,
foram
ad-
mittidos
os
peregrinos
a
uma
vista
parti
cular
da
Exposição
do
Vaticano,
cuja
aber
tura
se
espera
seja na
Segunda-feira,
e
para
a
qual
a
Allemanha
contribuiu
com
80 caixas
grandes
de
valiosas offertas.
«Foram
também
presentes
á
recepção
o
Duque
e
a
Duqueza
de
Parma».
Todas
as
precedentes
noticias
copiei
fielmente
do
que
escreveu
ao
Times o seu
Correspondente
em
Roma,
cujas
relações
e
observações
sam bastantes
exactas
e
imparciaes,
ao
que
me
parece
—
fallo
das
noticias com datas
de
Roma
dos
dias
15
e
17.
—
Outras
noticias
agora
de
grande
importância
sam
as
da
mudança
de
Minis
tério
em França; em
cuja
consequência
os
Bispos
e
Peregrinos Francezes
em
Ro
ma
se
apressaram
a
partir
para
casa.
V.—Londres,
23
de
Maio.
—
No
dia
16
o
Marechal
Mahon
demiltiu o Ministério
Francez
de
Julio
Simon,
escrevendo
a
este
u
ma
carta
de
pouca
ceremonia
—
podel-a-
liam
ver
nas
folhas
de
França
ou
d’aqui.
Escolheu
outro
Ministério,
onde
preside
o
Duque
de
Broghe,
e
conservou
todavia
o
Duque
Decazes
na
Pasta dos
Negocios
Es
trangeiros
Em
França
naturalmente
os
Radicaes
o
anti-catholicos
ficaram
furiosos;
isso
era
de
esperar,
mas
o
singular
é,
que
logo
depois,
e por
toda
a
parte
da
Europa
on
de
domina
o
Pedreirismo
e
o
Protestan
tismo,
se
começasse
immedialamente
a
gritar
aqui-d
’
-el-Rei
(ou
antes
aqut-da-
Revolução
e da
Maçonia]
contra
o Presi
dente,
porque
usava da
sua
prerogaliva
e
mudava
de
Ministério
como
entendera
convir
I
O
segredo
porem
desta
berraria,
nella
mesma
logo
se
manifestou;
pois
immedia-
tamente
que
a
mudança
de
Ministrio
Fran
cez constou
aqui,
em
Allemanha,
e
na
Ila
lia,
etc.,
começou
logo
toda
a
imprensa
liberanga
e
pedreira
a gritar
a
tal
mudan
ça era
obra
dos
«Ultramontanos»,
«Cleri-
caes»,
«Jesuitas»,
etc!
O
segredo
de
tudo
isto
está
no
susto
maçonico
e
protestante, sobre
tudo
pela
conservação
e
saude
da
obra
commum
que
fez
Iriumphar
a
ladroagem,
que
arrombou
as
portas
do
Quirinal e
lá
se
encaixau
contra
a
vontade
do
Dono
Romano
e
do
Dono
Universal
o
Mundo
Catholico.
(Continua)
A.
R.
SARAIVA.
GAZETILHA
Ignoravamoa.
—
Transcrevemos
do
«Univers»,
excellente
folha
franceza,
o
seguinte
interessante
communicado
do
correspondente
romano
da
dita
folha.
De
pois
de
participar
que
«é
de
dia
para
dia
esperada
em
Roma
a
peregrinação
portugueza,
presidida
pelo
em."'0
e
revd.
mo
snr.
Cardeal
Ignacio
do
Nascimento
Mo
raes Cardoso,
Patriarcha
de
Lisboa» (fa
cto
que, como
ninguém
ignora,
já
teve
logar),
escreve
o
que
se
segue:
«Este
príncipe
da
Egreja,
creado
a
22
de
dezembro
de
1873,
ainda
não
veio
a
Roma:
não
tem
nem
titulo,
nem cha
péu.
E
’
sabido que
os
bispos
de
Portu
gal
sahem
muito
pouco
do seu
paiz,
ao
menos
para
apparecerem
neste
centro
da
cliristandade
e
perante o
Papa,
que
os
preconisa.
Mas
a
culpa
não
a
teem
elles,
graças
a
Deus,
Ha
uma
lei
que
os
obriga
a
pedir
auctorisação
de
irem
a
Roma
ao
Soberano,
ou
pelo
menos
ao seu governo,
cujas
disposições
,para
com
a Egreja
são
bem
conhecidas.
Em
Portugal,
o
poder
mostra-se
ha
muito tempo
pouco
aílecto
ao
catholicis-
mo,
obedece mais ou menos
á
acção
da
maçonaria,
segue
uma
tradição.
O
que
é
maravilhoso,
o
qoe
manifesta
até
á evi
dencia
a
mão
da misericórdia
divina,
é
que
o
povo
permanece
inabalavel
na fé.
Lá,
como
em
outros
paizes,
o
poder
se
para-se
do
povo; é
a
negação
do
povo,
zomba
d
’elle,
attribuindo-lhe
não
obstan
te,
a
soberania...
Ora,
antes
de
se
dirigir
a
Roma,
o
snr.
Cardeal
Patriarcha
houve
de
curvar-
se
debaixo
da
lei
e
pedir
permissão
ao
rei
para
a
projectada
viagem.
O
rei
di
gnou
se acceder
ao
pedido,
mas
com
a
condição de que,
uma
vez
chegado
a
Ro
ma,
s.
em.
ma
iria
ao
Quirinal
prestar
ho
menagem a Victor
Manoel.
Tendo
esta
condição
parecido
um pouco
exorbitante
ao
príncipe
da
Egreja
lisbonense,
não
en
tendeu
dever
annuir
a
ella,
e
consultou
a
este
respeito
o
Vaticano,
que.louvan
do
o
pela
sua firmeza,
o confirmou
na
resolução
de
se
dispensar
de
apparecer
era Roma,
se
o
poder
porluguez
lhe
im-
pozesse
um
acto
que
jmelindrasse
a sua
dignidade. E
effectivamente ninguém
ha,
fine
não
comprehenda
o
motivo
do
me-
mdre
do
em.
1110
Cardeal
Patriarcha
nesta
sua recusa.
Certificado
do que
lhe
cumpria
fazer,
communicou
este
ao
monarcha
a
resposta
do Vaticano,
accrescentando
que
era,
to
davia,
do
seu
dever
o
explicar
aos fieis
os
motivos
que
o
inhibiam
de
effectuar
a
sua
projectada
viagem
a
Roma
(a qual,
em
virtude
da
sua
pastoral
era
já
do
do
mínio
publico).
Em
vista
d
’isto
o
monar
cha,
encontrando
mais
inconvenientes
que
vantagens
no
rigor
da
lei,
levantou
a
con
dição
um
tanto
humilhante;
e
o
Cardeal,
livre
em
obrar
segundo
a
sua
consciên
cia,
parte
para
Roma
á frente dos
pe
regrinos
portuguezes.
Mas
é
necessário
observar que
para
a
collação
do
chapéu
cardinalício,
posse
do
titulo etc,
ha
despezas
a
fazer.
O Car
deal
não
é
rico, e
como
o
governo
se
não
mostrasse
disposto
a
pagal-as,
o
Pa
pa
veio
ao conhecimento
d’
esta
difliculda-
de,
e
respondeu:
«Pois
eu
pagarei
tudo».
Viaitn do snr. marquez de Val-
lada
a
Guimarães
—
S.
exc.a
chegou
no dia
4
ás
6
horas
da
tarde
e teve
uma
recepção
brilhantíssima;
23
trens
compu
nham
o
cortejo
do illuslradissimo
chefe do
districto.
Entre
os
cavalheiros
que significaram
a
s.
exc.a
a
maior
demonstração
de
res
peito
e
consideração,
viam-se,
alem
da
ca-
mara
municipal,
administrador
do
conce
lho
e
seu
secretario, conde
d
’
Azenha,
vis
condes
de
Lindoso
D.
João
e
Gonçalo,
conservador,
conselheiros
Antonio
Alves
Carneiro
e
José
Barbosa
da Costa
Lemos,
Antonio
Mendes
Ribeiro,
João
Baptista
Sampaio
e
Julio
Pinto
Monteiro
Girão,
Gaspar Ribeiro
Gomes
d
’
Abreu,
direcção
do
Azylo
de
Santa
Estephania,
dr.
Portu
gal,
escrivão
de
fazenda
e
seu
supplente.
direclor do
collegio
de
surdos-mudos,
di-
reclor
do
correio,
Gaspar
Lobo
de
Souza
Machado,
João
Vaz
Nápoles,
prior
de
S.
Paio,
padre
José
Tinoco,
reitor
da
Costa
e
vigário
de
S.
Pedro
d
’Azurey, e
ou
tros.
O
nobre
marquez
chegou
ás
Caídas
das Taipas
cerca das 5
horas
e
meia,
e
alli
apeando-se,
foi
comprimentado
por
lodos os
cavalheiros
presentes
e
pela
ca-
mara
municipal,
a
quem
s.
exc.
a
fez
uma
breve
mas
fluente
allocução,
depois
do
que,
entrando
novamente
para
a sua car
ruagem,
seguiu
o
cortejo
em direcção
a
esta
cidade.
A
entrada
nas
Taipas
foi annunciada
por
algumas
girandolas
de
foguetes
e
uma
philarmonica
que
tocava
o
hymno
da Carta
Constitucional.
S.
exc.
a
vestia
a
farda
de
oíficial-mór
da
casa
real
e era
acompanhado na
sua
carruagem pelo
snr.
dr.
Gaspar
Pisarro
Sotto-Maior, primeiro oflicial
do governo
civil.
Ao
lado
do
trem
do
illustrado
marquez
seguia
a
cavallo
o
correio
de
s. exc.a
,
devidamente
fardado,
e
atrás
uma
força
de
12
soldados
de
cavallaria.
Ao
chegar
á
cidade
immensos
foguetes
subiram
ao
ar,
e
uma
banda
de
musica
que
se
achava
postada
na
Praça
do
Toural
roupeu
um
hymno,
seguindo
depois
pelas
ruas
da Rainha,
Largo
das
Oliveiras,
para
casa
do snr.
visconde
de Lindoso.
A
’ porta
do
palecete
do
nobre
viscon
de
locou
uma
banda o hymno
da
Carta
e
em seguida
um
hymno
dedicado
ao dis-
tincto
marquez.
Quando
o
cortejo chegou
ao
campo
do
Salvador,
varias
girandolas
de
fogueies
fe
riram
os
ares
com
o
estalar
ruidoso.
Pela estrada e
pelas
ruas
da cidade
por
onde o
cortejo
seguiu
era
numeroso
o
concurso
de
povo
que
saudava
o
nobre
marquez
de
uma
maneira
commovente,
lançando
flores.
Sua exc.a
agradecia
também
commovi-
do
tantas
provas de
aífecto
e
respeitosa
consideração.
No
campo
do
Salvador,
fronteiro
ao
palacete
do
exc.
1110
visconde
de
Lindoso,
uma
banda
de
musica
tocou até
perto
da
meia
noite,
ora
o
hymno
do
exc.'no
marquez,
ora
escolhidas
peças,
e desde
as
9
horas
da
noite
até
ás
11
locou
a
banda
marcial
dhnfanteria
3
varias
peças.
No
dia
5
houve
um
esplendido
baile
em
casa
do
snr. visconde
de
Lindoso,
ao
qual acabou
por
5
horas
da
manhã.
Por
falta
d
’
espaço
não
podemos
publi
car
hoje
um
communicado,
que
recebe
mos,
narrando esta
brilhante
funeção,
bem
como
as
visitas que
o
exc.
1,10
governador
civil fez
na
cidade
e
ás
Caídas de Visella,
=o
que
publicaremos
no
proximo
n.°
Festividade.—
Celebrou-se
no
do
mingo no
templo
da
V.
Ordem
Terceira
a
festividade
de
N.
Senhora
dos
Desam
parados,
que
d
’ha
muito
alli
fazem
os
snrs.
Carvalhos.
A
egreja
achava-se
decorada
com
o
maior
explendor,
com
especialidade
o
al
tar
da
Virgem.
Prégou
á
missa
o notável
orador
sa
grado,
o
snr.
conego
Alves
Mendes,
do
Porto.
0
seu
discurso
foi
magnifico,
como
já
d’
ha muito
não
lemos
ouvido.
Por
mais
d
’
uma hora
esteve
o
auditorio
suspenso
dos
lábios
inspirados de s.
exc.
a
Toda
a
festa
foi
feita
com
muita
pom
pa.
Terminou
por
6
horas
da
tarde,
com
Ladainhas
e
bênção
do
Santíssimo.
ffltais.—
Na
egreja
de
S.
Pedro
de
Ma-
xiininos
effectuou-se
também
no
domingo
a
festa
de N. Senhora do
Rosário.
Ter
minou
com
a
procissão
que
veio
até
á
Pra
ça
d
’
Alegria
e
seguiu
pelo
Largo de S.
Miguel-o-Anjo.
A
Imagem
da Virgem
era
conduzida n’
um bonito
andor.
—A
expensas
de tres
devotos
feste
jou-se
na
Sé
a
veneranda
Imagem
de
N.
Senhor
d
’
Agonia,
havendo
exposição
do
SS.
—
Fez-se
também,
pela primeira
vez,
a
festa
de
N.
Senhora
do
Leite,
na rua
de
S.
João
do Souto.
No
sabbado
houve alli
uma
vistosa
illuminação
ccm
extenso
ar
ruado.
Conferencia
Citanienoe.—
Por
ab
soluta
falta d’espaço
não
damos
hoje
no
ticia
circumstanciada
da
Conferencia
Gita-
niense,
que
se
verificou
no sabbado.
Dal-a-hemos
no
proximo
n.°
Snnto
Antsiiio,
—
A'manhã
festeja-
se,
na
fórma
do
costume,
em
varias
ca-
pellas
e
casas
particulares
a
imagem
do
nosso popular
Santo
Antonio.
S. ex.
a
revm.a o snr.
Arcebispo
Pri
maz
tenciona
celebrar
a
festividade
do
nos
so
glorioso
Thaumaturga
na
capella
do
seu
palacio.
Canta
a missa
o
revm.°
deão
da
Sé
Primaz
e
reitor
do
Seminário;
e
préga
o sermão
o
rev
0
vice-reitor
do Seminário
padre
João
Rebello.
Faz n
’
este
dia cincoenta
annos
que
s.
ex.
a
revm
a
professára
no
convento
deSanto
Antonio
de
Religiosos
Franciscanos
na
villa
de
Cantanhede.
E’,
pois,
este
o
quinqua
gésimo
anniversario
do
seu
casamento
de
ouro.
Felicitamos
o
nosso
venerando
Prela
do
por
este
grato
anniversario
da
sua
en
trada
na
vida
religiosa,
na
qual
se
não
extremam
graus sociaes,
mas
unicamente
a
virtude
e
o
mérito.
E
é
a
duas
excel-
lencias
que
o
inclyto
Antistete
deve
a
proeminente
posição
que
tão
dignamente
occupa,
e a
qual
do
coração
desejamos
se
prolongue.
S.
ex.
a
revm.
a
concede
40
dias
d
’
in-
dulgencias
a
todas
as
pessoas que visita
rem
a
imagem
de
Santo
Antonio,
que
se
venera
na
capella
do
Paço.
Hospedes
illustrea. —
Acham-se
n
’
esta cidade,
regressando
da
conferencia
da
Litania,
os
seguintes
cavalheiros
:
Pos-
sidonio
da
Silva, Luciano
Cordeiro e
Apo-
limo
Reis,
do
«Gommercio
Portuguez»,
Magalhães
Lima,
da
«Democracia»,
dr.
As
sis
Teixeira,
e
Gervasio
Lobato,
do
«Dia-
rio
da
Manhã».
Estão
hospedados
no
hotel Trasmon-
tano.
ConelusSo do mez
de Maria.—
Fez-se
hontem
a
conclusão
do
mez
de
Ma
ria
na
capella
de
S. Miguel-o-Anjo,
de
voção
que
alli
atraiu sempre
grande
con
curso
de
pessoas no
mez
findo.
Houve
missa
cantada,
exposição
e
ser
mão
de tarde prégado
pelo
rev.0
padre
Joaquim
de
Barros
Partida.—
O
exm.®
marquez
de
Val-
lada
partiu
no
domingo
para Lisboa,
onde
vae
gosar
da
licença
que
do governo
sol-
licitára
para
tratar
de
negocios
concer
nentes
á
sua
casa.
Passa
por
certo
que
s. exc?
partiu
mais
rapidamente,
afim
de
poder
regres
sar
a
esta cidade
antes das
festas
do
S.
João,
e exposição dos bois
gordos,
á
qual
tenciona
assistir.
A
roa de S. Geraldo
e
dos Pel-
Eames. —
A
infeliz
construcção
d
’estas
ruas, contra
a
qnal
sempre
protestamos,
merece
commiseração
da
exm.a
camara.
Visto
que
se
mudára
ultimamente
o
calcetamento
para
maedam,
resolução
de
lodo
o
ponto
inacceitavel,
pedimos
á exm.
a
camara
que
por
caridade
mande
observar
o
cascalho
que
se
está preparando
para
o
ultimo
trainel,
que
é
o
mais
ingreme.
A
pedra é
de
qualidade
a
mais
pessi
ma,
e
inconsistente
a
ponto
de
dentro
em
pouco
estar reduzida
a
pó.
Visit».
— O snr.
Arcebispo
tenciona
sair
na
madrugada
de
16
do
corrente
em
visita
a
Ponte
do
Lima,
Vianna
e
Cami
nha.
Na
villa
de Ponte
do
Lima adminis
trará,
por
9
horas
da
manhã,
o
Santo
Sacramento
do
Chrisma,
e
n’essa
mesma
tarde
seguirá
para Vianna,
onde,
no
do-
mingo
17,
celebrará
missa de Pontifical
e
na
segunda-feira
chrismará.
Presentes a
Sua Santidade Pi®
IX.
—
Lê-se na «Italia»
de
20:
Chegaram
hontem
ao
Vaticano
quatro
grandes
caixas,
contendo
os
objectos
en
viados
a
Pio
IX
pelo
marechal
Mac-Ma-
hon,
presidente da
republica franceza,
que
se
dignou
presentear
estrondosamenle.
S.
Santidade
fez
abril-as
á
noite
e
em
pre
sença
de
mr.
Bande,.
embaixador
francez.
Temos
immenso
pezar
não
sabermos
a na
tureza
da
offerta.
No
entretanto,
consta-
nos
que
Pio
IX
apreciára
muitíssimo
os
vários
objectos
que
lá
vinham,
e
encarre
gou
o
embaixador francez
de
que parti
cipasse
ao
marechal
lodo o seu
reconhe
cimento
áquella
prova
de
affeição
do
pre
sidente
da
republica,
a
quem
pintaria
em
breve
a
sua
gratidão
mandando
carta
au
tografa.
Os
calholicos
de Marselha
oflereceram-
Ihe
também
uma
magnifica
poltrona,
que
esteve
alli
primeiro
em
exposição, e que,
segundo
os
jornaes,
excitou
a
admiração.
O
trabalho
é
devido
a
Sanorw.
Um
artigo
do
jornal
de Marselha
diz
assim:
Esta
obra
d
’
arte será
com
certeza
collocada
no
meio
dos
numerosos
primores
acumulados
no
Vaticano.
Despacho
de
um dos
velhos
juízes eleitos.—
Vamos
dal-o tal
qual
o
exarou, diz o
«Boletim
do Foro
Por
tuguez»:
«Tomere-lhe
o dito
Enzame
Na
m nha
presencia Em
casa
do
delicoenle
No dia
10
pelas
11
Oras
tendo
para essais
Oras
2
confortativos
prontos. MaciEira
9
de
se
tembro
de
1840=Marinho».
Bi.TíCO
JIKKtl.VTIL
BE
BRAGA
SOCIEDADE
ANONYMA DE RESPONSABILIDA
DE
LIMITADA
Resume
do
activo e passivo
d
’este
Banco
en
30
de
Maio
de 1811.
Activo
Caixa
...................................
24:732$6I2
^etras
descontadas,
toma
das e
a
receber
.
.
.
192:272$99f
ímpreslimos
sob
penhores
138:192$7lO
Créditos
caucionados
em c/c 96:769^346
Operações
a
longo
prazo,
com
hypotheca
. .
.
18:075$
190
Agencias
no
Reino
e
Ilhas
35:607$062
Agencias
no
estrangeiro
.
3:766$32O
Devedores diversos.
.
.
13:429$599
Cartas
de
credito.
.
.
.
Ô:200$009
Acções
de
conta
própria
.
153;250$009
Valores
fluctuantes.
.
.
59:362$099
Effeilos
depositados
. .
25:500$009
Despezas
d
’
installação
.
.
4:400$009
Moveis
e
utensílios.
.
.
1:534$61G
Gastos
geraes
e commissões. 2:959$369
Liquidações
...................................
l:346$930
776:399$059
e=
C=3
=3
=3
S=
1
Passivo
Capital...................................
Fundo
de
reserva
.
.
.
.
Imposto
sobre
dividendo
.
Deposilos
a
praso
.
.
»
á
ordem.
.
.
Leiras
em
deposito. .
.
Credores d
’eíTeitos
deposita
dos ..............................
Credores
diversos
.
600:000$00G
2:509$127
2:327$165
109:009$
141
14:467$325
2:308$219
25:500$000
1:236$8il
Agencias
no
reino
e
estran
geiro
..................................
2:035$405
Dividendos por pagar.
.
.
2:268$750
Lucros
e
perdas. . .
.
14:7l7$093
776:399$056
g:
r~
—
3
ssex
-
-
«
c=s• a
Braga 6
de
Junho
de
1877.
Os
Directores,
João
da
Costa
Palmeira.
José
Joaquim
Lopes
Cardoso.
Resumo
do acliuo
e passivo do
Banco Commercial,
Agrícola
e
Industrial de
Villa Real, em
30
de maio de
1877.
Àetivo
Caixa,
dinheiro
existente
.
Letras
descontadas
e
a rece
ber ..............................
Letras
caucionadas . .
.
Obrigações
a
receber.
.
Empréstimos
sobre
penhores
Operações
a
longo
prazo
.
Papeis
de
credito .
.
.
19:443$076
681:496$143
39:042$000
10:392$478
2:217$509
13:553$22O
14:829$126
Contas
correntes
com
gara
ntia
..............................
Agentes
no
paiz,
dinheiro
e
letras
a
cobrar.
.
.
Agentes
no estrangeiro
.
Moveis
e
utensilios
.
.
.
Despezas
de
installação
Acções,
prestações
a
receber
7:6110369
61:7360981
13:1100520
5680860
2:0000000
1000000
A Camnrii yiunieipiil
d»
Conselho
de
Brayn,
ATTENÇÃO
Passivo
Capital
do
Banco.
.
.
.
Deposito
á
ordem.
.
.
.
Deposito
a
prazo.
. . .
Dividendos
a
pegar
.
.
.
•Fundo
de
reserva.
. . .
Reserva
para
contribuição
industrial..................
Caniios
e
perdas. .
.
.
866:1190267
800:0000000
6:8640608
19:588,0540
1:6530100
7:0200000
5:4000000
25:5930019
866:1190207
Villa
Real,
30
de
maio
de
1877.
Os
gerentes,
Joaquim J. d
’
Oliveira Guimarães.
Francisco
Ferreira da
Costa
Agarez.
BANCO
COMMERG1AL
DE
COIMBRA.
Sociedade
anonyma
de responsabilidade
limitada.
Faz
saber,
que desde
o
dia
II
do
cor
rente
mez
estará
aberto
’
o
cofre
Munici
pal
d
’este
Concelho,
por
trinta
dias
suc-
cessivos
(excepluados
os
sanctilicados),
des
de
as
nove
horas
da
manhã
até
ás
duas
e
meia
da
tarde,
para a
cobrança
volun
tária
da contribuição
directa
de
1876-1877,
cujo praso
findará
em 10
de
julho
pro
ximo
futuro indefectivamente.
Os
que não
satisfizerem
suas
collectas
dentro
do
praso
indicado,
serão
relaxados
administrativamenle,
e
terão
de
pagar
mais
as custas
da
execução.
E
para
que
chegue
ao
conhecimento
de
todos
se
mandou
allixar
este
edital,
e
outros
do
mesmo
theor,
em
todas as
pa-
rochias.
Municipalidade
de
Braga
9
de
junho
de
1877.
E
eu
Antonio
Manuel
Alves
Cos
ta
Escrivão da
Camara
o
sobscrevi.
O Presidente,
(310)
Visconde
de
Pindella.
Companhia
Edificadora e Indus
trial
Liracarense
Vende
se
uma
commoda
de
pinho
com
quatro gavetões
e
quatro
gavetas
peque
nas,
e
mais
uma
dita
de
castanho
antiga
e
um
fugão
de
ferro
de
cosinhar
de
car
rão
e lenha, e
um relogio
de
salla,
novo;
com
despertador;
quem
pertender
comprar,
póde
fallar
na
rua
de
S. Bernabé
n.°
18.
(307)
Manoel
dos
Santos
Júnior.
(314)
José
Barbosa
Lima.
Resumo
do
activo e passivo em
30
de
maio de 1899
Aetivo
Accionistas
.....
6:4060449
Acções
de
Bancos
e Com-
paohias.............................
17:3420900
Acções
para
emittir. .
1.700:0000000
Caixa
...................................
7:3460191
Contas
correntes .
.
.
.
63:3120243
Créditos.............................
.
22:8500772
Despezas
d’
installação.
.
1:8840397
Diversas
contas
devedoras
.
4:4490602
Empréstimos
a
Camaras
Municipaes
.......................
40:1640713
Empréstimos
hypolhecarios
23:0960000
Empréstimos
s.
penhores.
8:3280001
Leiras em
carteira
.
.
.
186:0250429
Moveis
e utensilios.
.
.
.
1:6560507
Transapções
em
suspenso.
.
5:1760560
2
088
0390764
a
a
c=3
t=
e=s
;__:
Passivo
Capital.................................
2.000:0000000
Depositos
á
ordem.
.
.
31:6960549
Deposites
a
praso.
.
.
43:4250080
Devedores
e
credores ge-
raes....................................
400789
Diversos
credores.
.
. .
10:38.101/91
Dividendos.......................
57302<
>0
Fundo
de reserva.
.
. .
1
:92O0O55
2.088:0390764
Banco
Cominercial
de
Coimbra,
7
de
junho
de 1877.
Os
gerentes.
Soeiedade
Hiionymn
de responsa
bilidade limitada
Não
se
tendo
reunido
numero
legal
de
accionistas
para
a
assembleia
geral
ex
traordinária,
convocada
para
o
dia
1,
que
deveria
tei por
fim
o
discutir
a
refórma
d
’alguns
artigos
dos Estatutos,
proposta
pelo
Conselho Fiscal,
são
de
novo con
vidados
os
snrs.
accionistas para
o
dia
16
do
corrente
pelas
10
horas
da
manhã.
O
Presidente
d
’Assembleia
Geral,
(308)
José
Maria
Rodrigues
de
Carvalho.
ArrtmnHçAn
Pelo
juiso
de
direito
da comarca de
Bra
ga
e
cartorio
do
escrivão
do
2
°
ofíicio,
João
Marcos d’Araujo
Ribeiro,
no
dia
17
do
mez
corrente,
pelas 10
horas da
ma
nhã,
na
salla
do
tribunal
judicial,
sito
no
largo
de
Santo
Agostinho,
d
’esta
cidade,
aonde
se
costumam
fazer
as
arrematações,
tem
de
andar em
praça
publica,
para
se
rem
arrematados,
pelo
maior
lanço
que
for
offerecido,
vários
moveis
e
mais
objectos
constantes
de
commodas,
mezas,
cadeiras,
lavatorio,
toucador,
canapé,
lanceiro,
qua
dros
com
estampas,
cama,
louças, caixas,
lençoes,
armario,
bancos,
guardanapos,
toa
lhas,
mantas
e
cobertor,
dobadoura
e
saias;
tudo
penhorado
a
Maria
Ferreira
e
filha
Rosa,
do
campo
dos Remedios, d
’
esta
mesma,
na execução de
solvendo
que
lhes
promove
Antonio
José
da
Silva Mello,
ou
rives
d
’esla
mesma.
Para
constar
se
passa
o
presente
an
nuncio
e
mais
verificada
a
sua exactidão
pelo
doutor
Joaquim d
’
Almeida
Correia
Leal,
juiz
de
direito n
’
esta
comarca.
Braga
7
de
junho
de
1877.
O
escrivão,
João
Marcos
d'Araújo
Ribeiro.
Verifiquei
a
exactidão.
Correia
Leal.
AGRADECIMENTOS
H
M
ísss
iá
í
k
Manuel
Joaquim
da
Cunha
Vieira
de
Carvalho,
e
mulher,
D.
Maria
da
Gloria
de
Sousa
Carvalho,
agradecem
em extre
mo ás
pessoas
a
estima
e
consideração
que
lhes deram
na
occasião
da morte
de
seu
inuocente
filhinho
José,
e
se
digna
ram assistir
ao
responso
de
sepultura no
dia
2
do corrente mez
de
junho,
protes
tando porisso
o
mais
vivo
e
eterno
reco
nhecimento.
(312)
Ç-V
ANNUNCIO
Pelojuiso
de
direito
d’
esta
comarca
de
Braga,
e
cartorio
do
escrivão
José
Firmi-
no
da
Costa
Freitas,
no
dia
1
do
proxi
mo
seguinte
mez
de
julho,
pelas 10
ho
ras
da
manhã,
á
porta
do
tribunal
judi
cial
d
’
esta
mesma
comarca,
se ha
de pro
ceder
á
venda
em
basta
publica
de
duas
moradas
de
casas,
sendo
uma
de
dous
an
dares
sita
na
rua
da
Sé, designada
pelo
n.°
9, avaliada sein
abatimento
d
’encargos
na
quantia
de
5500000
rs.
Outra
morada
de
casas
de
1
andar,
situada na
rua
da
Cruz
de Pedra,
freguezia
de S.
Pedro de
Maximinos,
designada
com
o
n.°
56,
ava
liada sem abimento
d’
encargos
na
quantia
de
2000000
rs.
As
quaes
moradas
de
ca
sas
foram duadas
e
hoje
dadas
por
escri-
plura
publica
ao
Asylo
de
Infancia
desva
lida
de
D.
Pedro V
d
’
esta
cidade
por
Jo
sé
Antonio
Teixeira
d’
Andrade
Beserra
e
mulher,
D.
Maria
Joaquina
da
Graça
Cor-
reia
Beserra,
hoje
viuva,
d
’esla
mesma.
Para constar
se
faz
o
presente
annuncio
que
vae
rubricado
e
verificado
pelo
Doutor
Joaquim
d’
Almeida
Correia
Leal,
juiz
de
direito
d’
esla
mesma
comarca.
Braga
6
de
junho
de
1877.
O
Escrivão,
José
Firmino
da Costa
Freitas.
Verifiquei
a
exactidão.
(311)
Correia
L>al.
ATTENÇÃO
Na
rua
do
Carvalhal
n.°29
sabe-se
quem
vende
ou
alóra
uma
grande
porção
de ter
reno
para
edificar
casas n
’uin
dos
melho
res
logares
da
freguezia
de
S.
Victor.
Braga
9
de junho de
1877.
(309)
L.
J.
Correia
Braga.
Uma
propriedade
de
casas
na
rua
de
S.
Marcos n.°
52.
A
vêr
e
tratar
na mes
ma.
E’
allodial
sem
pensão
alguma.
(315)
Aluga-se desde
já, a
uma
familia
de
cente,
com
commodos
para
8
pessoas, o
2.°
andar
da
casa reconstruída
de
novo
na
rua
de D.
Pedro
V,
n.°
27.
Do
dito
andar
gosa-se
o
que ha
de mais
bello
e
pittoresco
em
volta
de
Braga.
Tem
entra
da
independente
do
resto
do
edifício,
e
agoa
de
bica.
A
tratar
a
toda
a
hora
na
<liia
casa.
(306)
Corographia
de
Carvalho
Vende-se
no
escriptorio
da
administra
ção
d
’este jornal
e
na
rua Nova
n.°
5.
Preço,
3
volumes..............
10500.
Quem
achasse
uma
garganta de
ouro,
que
foi
perdida
no
dia 10 do
corrente,
desde
a
egreja
de
S.
Pedro
até
meio
da
rua
da Cruz
de
Pedra,
e
a
queira
entre
gar,
o
póde
fazer
na
rua
dos
Falcões,
casa n
0
22, a Maria
Rosa
Vieira,
pelo,que
recekrá
alviçaras.
(317)
Venda
de
propriedade
Vende-se
uma
bonita
propriedade
si
tuada
no
logar
do
Outeiro
da
freguezia
de
Lanhas,
a
menos
de
um kiloinelro de
dis
tancia
de Villa
Verde,
e
que se
compõe
de
casa
sobradada
para
vivenda,
dita
pa
ra caseiro,
cortes
para
gados,
terra
lavra
dia,
vinho,
arvores de
fruclo
e
sem
elle,
bouças
com pinheiros,
e
mallo
sufficiente
para
a
cultura
dos
mesmos,
tudo
junto
e
circuitado,
passando-lhe
ao
pé
a
estrada
nova.
Igualmente
se
vende
um
eido e
casas no
logar
do
Arinho, freguezia
de
Sabariz,
também
ao pé da
estrada
nova.
Para
tratar,
com
Domingos
José
de
Sou
sa,
em
Palmeira,
e
no
Porto,
no
Largo
dos
Loyos,
n.°
47,
se
diz com quem.
(299)
Companhia
Commercial e Viní
cola
da
Dairrada.
Sociedade
anonyma de responsa
bilidade
limitada
Capital
R.
s
5:000:0000000
l.
a
Serie
»
500.0000000
São
prevenidos
os
snrs.
accionistas
para
entrarem
com
a 10.
‘
prestação de
10
0
/° ou
50000
rs.
por
acção,
desde
o
l.°
até
14
do
proximo
mez
de
Julho.
Feito
o
integral pagamento
com
a
10.a
entrada,
podendo
desde
logo
receber
as
acções difinilivas.
Os
pagamentos
effectuam-se
na
séde
da
Companhia,
na
Mealhada,
e
nos
seus
escriptorios,
Lisboa, rua
da
Esperança;
Porto, rua
de
D. Maria
II,
n.°
40.
O
presidente
da
direcção,
(297) Joaquim
Lopes
Carreira
de Mello.
LIÇÕES
«A LINGUA FRANCEZA
Um
professor
cora
longa
pratica
de
en
sino,
oflerece
o
seu
préstimo
para
leccio-
nar
grammalicalmenle
em
Sua
casa
e
ca
sas particulares, elementos
da
lingua
fran-
ceza
comprehendendo
lèr,
escrever,
tra
duzir
e
fallar
a
dita
lingua.
A quem
convier
póde
dirigir-se
á
rua
de
D.
Gualdim,
casa
n.°
8.
(278)
Dinheiro
a juro sobre
hypolheca
Na
casa
do
Cachapuz,
Largo
de
S.
Francisco,
diz-se
quem o dá. (302)
PREVENÇÃO
Bernardina
Lopes
de
Faria,
da
fregue
zia
de Nogueira, concelho
de Braga,
com-
petentemenle
anctorisada
por
seu
marido,
Manuel
José
Gonçalves,
intenta
provar
em
juiso
que
tem
direito
aos
bens
que
seu
pae
Francisco
Lopes
de
Faria, possuia
nas
freguezias
de S.
Payo
de
Pouzada,
e
S.
Salvador
de
Dornellas.
Porisso,
e
para que
ninguém
possa
allegar ignorância,
faz
publico
que
é
uullu
todo
e
qualquer
contracto
que
sobre
os
mesmos
bens,
porventura,
se
faça
com
o
Reverendo
Reitor
de
S.
Paio,
que
actual-
mente
os
está
possuindo.
(318)
DESPEDIDA
José
Pereira
Villas,
tendo
de
auzen-
tar-se
para
Lisboa,
onde
vae
residir,
des
pede-se
por
esta
fórma
de
todos
os
seus
amigos
e lhe
oflerece seu
limitado
présti
mo
n’
aquella
cidade, Cruzes
da
Sé,
n.ft
19
—
3.°(316)
Perdeu se
um
brinco
d’
ouro,
hontem
10 do
corrente,
desde
a
rua
de
S.
João
até
o
largo
de
Santa
Cruz;
pede-se
á
pessoa que
o
achasse o
favor de
o
man
dar
entregar
no
largo
da
Senhora
Branca,
n.°
60.
Preeisa-se
de
um easeiro
para
uma
quinta,
5
kilometros
distante
d
’esta
cidade,
que tenha
de
seis
pessoas
gran
des
para
cima;
ou
então,
dous
caseiros
de
quatro
pessoas
cada
um.
para
então
divi
dir
a quinta
ao
meio.
Quem estiver
nes
tas
circumslancias
falle
com
Antonio
Joa
quim
Loureiro,
Rua
Nova,
n.°
2.
(300)
VENDA
DE
CASAS
Uma
na
rua
do
Charqueiro
de
1
andar
e
quintal,
n.°
4.
Duas
terreas,
n.
os
7
e
8,
com
quintal,
na
dita
rua.
Duas
nas
escadas
de Guadelupe,
com
quintal,
n.
os
16
e
17.
Uma
na
rua
das Aguas,
feita
de
novo.
Quem
as
pertender trata
se
com
a
Ge
rência
do Banco
do
Minho.
(263)
Prelende-se
comprar
um
orgão
para
uma
egreja
rural. Falla-se
n
’
esta
adminis
tração.
(262)
VENDA
DE CASA
Vende-se as
casas,-
sitas
no
Lar-
.
go
de
S.
Lazaro
n.°
13.
Trata-se
‘
■■“
-•
:i
cooi João Evangelista de
Sousa
Tor
res
e
Almeida.
BRAGA, TYPOGRAPRIA LUSITAXA-
—1877.
Parte de Comércio do Minho (O)
