comerciominho_11121877_724.xml
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-
FÓL.HA
COMMEttCÍAE., LIGIOSA K NOTICIOSA.
EDITOR
E
PROPRIETÁRIO
JOSÉ
MARIA
DIAS
DA COSTA, RUA
NOVA^N.
0
3
E.
PREÇO DA
ASSIGNATURA
5.° ANNO
Braga,
12
mezes.............................. 1&60.0
»
6
»..........................
850
Correspondências
partic.
cada
linha
40
Annuncios
cada
linha
....................
20
Repetição....................................
10
PUBLICA-SE
.AS
TERÇAS,
QUINTAS
E
SABBADOS.
PREÇO
jDA
ASSIGNATURA
4
Províncias,
12
mezes.
....
2&000
»
6
»'.....
1Ô050
»
sendo
duas
assignaturas
3&600
Brazil,
12
mezes,
moeda
forte.
.
3&600
Eolha
avulso
...............................
R)
N.°
724
BRAGA-
TKBÇA-FUIHA 11 DE
»EZEHÍBHO DE
1899
A’IMMACULADA CONCEIÇÃO (•)
DE
(NO
DIA 8 DE DEZEMBRO)
E
’
hoje
dia
d
’
alegria
e
festa
nos
ar-
raiaes
do Christianismo.
Os
sinos
das
cathedraeS
convidam
os
fieis á
oração;
os
templos
regorgitam
de
fieis;
milhares de
vozes,
entoam
mil
hym-
nos
de louvor
ao
Todo
Poderoso,
e
em
lodos
os
.rostos
se
divisa
a
satisfação
e
o
contentamento.
Celebra
a
Santa
Egreja
com
os
tran
sportes
da
mais
inefável
alegria a.
Con
ceição
Immaculada
de
Maria. Privilegio
em
que o Creador
esgotou
por
assim
(
dizer
lodos
os
recursos
de Sua
Omnipotente
Graça.
A
grandeza
d’
este
privilegio
é
tão
divinal,
que
para
o
descreverá
insuílicien-
te
o
talento
humano.
A
penna
inspirada de Bossuet,
o
pin
cel
artístico
e
sublime
de
Rubens,
Ra
phael,
Pedro
Alexandrino
e
Murillo,
o
bu
ril
sem
rival
de
Miguel
Angelo,
o
alaú
de
melodioso
de Chateaubriand,
tornam-se
pequenos
ante
a
formuzura
incomparável
de Maria
Immaculada.
Como
loi
feliz
o
nascimento
d
’esla
ditosa
creatura!
Um
panegirisla
da Virgem,
começan
do
a
escrever
a
biografia
de
Maria, diz:
«Em
Nazarelh, á
«ombra
do Hermma,
nasceu
a vaticinada
pelas
profecias
Uma
Menina,
formosa
como
a
estrella
da manhã
acaba
de respirar
o
primeiro
sopro
de
vida,
e de
seu
virginal,
sae
u'm
gemido
de
dôr.
E
’
o primeiro
d'um
Ser que nasce,
d
’
um
Ser que
vem
ao
mundo
toda
pura
e
immaculada.
O
seu
berço
não
se
cobre
com as ri
cas
colchas
do
Egypto,
nem
se
adorna
com
o
ouro
da
Pérsia.
As
suas
mantilhas
não
se
perfumam
com
a
essencia
do nardo,
nem
se
accen-
de
myrra,
e
oleo
balsamico,
nos
perfu-
rriadores
de
prata,
como
fazem
os
prínci
pes
hebreus.
Pofire e
grosseiro
linho
lhe cobre
as
delicadas
carnes.
Uma choça
a
aIverga,
e
humildes
mulheres
do
povo
rodeiam
o
seu
berço,
e
recebem o
seu
primeiro
sorriso.
E
sem
embargo
sobre
aquella hemdila
creatura
ha
de
Deus
esgotar
o cofre de
sua Omnipotência.
Ante
Ella os
conquis
tadores
deporão
os sceptros
ás
suas
regias
plantas,
os
reis
curvarão
ante
Ella
as al
tivas
frontes,
e
todos,
implorando
a
sua
protecção
cahirão
de
joelhos
ante
a
sua
imagem
veneranda.
Destinada
a
ser
Mãe
de
Deus
nem
um
só
instante
estará
fóra
da
graça,
e
escra
va
de
Satanaz.»
E
na
verdade,
elevada
Maria
á mais
alta
de todas
as
dignidades,
poderia
por
um
só
momento
tomar-se
inimiga
de
Deus,
e
escrava
do
demomo,
Ella
que linha
si
do
creada,
ab
inilio,
para
esmagar
a
ca
beça
da
serpe
infernal,
com a
sua
virgi
nal
planta?
Pensar
o
contrario
é alimentar
o
maior
dos absurdos
e
fazer uma
ideia
muito
avil
tante
de
Deus.
Todos
os Santos
Padres
teem
demon
strado
em
seus
escriptos
quanto
este
pri
vilegio quadra á
Santa
Mãe
de
Deus.
Os
Concílios
a
que
teem
presidido
os
sacerdotes
mais
conspícuos
todos
são una
nimes
em
declarar
que
Ma>ia
Santíssima
foi
sempre
Pura
e
Immaculada.
Mas
para que ir buscar
argumentos
a
estranhos,
se
ha
o
proprio
testimunho
proferido
pelos
lábios
divinaes
da
Santa
Virgem
?
Sim,
ha
hoje
dezenove
annos,
disse
Ella
a
uma
pobre
e humilde
pequena de
Lourdes,
por nome
Bernadette
—
Eu sou
a
Immaculada
Conceição.
Notável
coincidência!
Havia
pouco
tem
po
que
a
voz
infallivel
da
Santa
Egreja,
o
Grande
e
Immortal
Pio IX
linha
decla
rado
Dogma
de
fé
a
Conceição
Immacu-
lada
de
Maria.
De
lodos é
bem
noloria
como
foi
re
cebida
pela
Chrislandade
Ião
feliz
nova!
Mas
onde
esse
contentamento
se
mostrou
mais intenso e
magestosp, fói sem
duvi
da
no
nosso
querido
Portugal!
Immensas
festividades
religiosas,
mi
lhares
de
romarias,
festejos
populares,
hymnos
da
mais santa
alegria,
tn
lo
foi
pouco
para
solemnisar
ião
feliz
nova.
E"
porque
oS
portuguezes
li
vera
mr
sem
pre
para com
a Santíssima
Virgem
Maria,
isenta da
culpa
original,
uma
verdadeira
devoção.
Mas
,póde
dizer-se
que
particular
mente.
sobre
o
throno
é
que
a
devoção
a
esle grande
Privilegio,
lem
apparecido
com
mais esplendor.
Um
volume
inteiro
seria
insufliciente
para
referir
ainda
em
resumo
tantos ras
gos
tocantes de
piedade
e devoção,
tan
tas
doações
magnificas,
tantas
obras
reaes,
tantos
monumentos
de
toda
a especie.
com
que
os
nossos
monarchas
teem
mos
trado
seu zêlo
pela
gloria
de
Maria.
Comtudo,
entre
tantos e
tão
variados,
narremos
alguns:
D.
Aflonso
Henriques,
na
tom
ida
de
Lisboa,
tinha
na
sua
b^rraca
de
campa
nha,
uma
devota
imagem
de
Nossa
Se
nhora
da
Conceição,
que
depois
foi
leva
da
para
o
hospital
de
sangue
e
que ho
je
se acha no
seu
riquíssimo
altar
de
mármore
e mosaico
na
egreja
parochial
de
S.
Vicente
de Fóra,
com
o
titulo
de
Nossa Senhura
da
Conceição
da
Enferma
ria. ;
'
A
rainha
Santa
Isabel,
foi
a
primei
ra
que
n
’
este
reino
fundou
capella
á Irn
maculada
Virgem
Maria,
collocando-a
na
egreja
do
convento
da Trindade, que
en-,
tão
se edificava
em
Lisboa,
e
que
boje,
vergonha
é
dizel-o,
graças
á
liberdade...
está
convertida
em
theatro
publico!!!........
O
Infante
Santo
D.
Fernando,
filho
do
grande
e
virtuoso
Mestre
d
’Aviz
D.
João
I
e
da virtuosa
rainha
D.
Filippa,
sua
es
posa,
tinha
uma
singularíssima
devoção
á
Conceição
Immaculada
de
Maria,
jejuava
a
pão
e
agua
todas
as
vesperas
das suas
festividades.
A
rainha D.
Leonor,
mulher
de
D.
João
11,
erigiu,
no
convento
da
Madre
de
Deus,
em
Xabregas,
(fundação
sua)
um
altar
que
consagrou á
Immaculada.
D.
Manoel,
fundou
a
egreja
dos
Frei
res,
mais
conhecida
por
Conceição
Ve
lha.
dando-lhe
por
Orago,
Nossa
Senhora
da
Conceição.
El-rei
D. João
Ifl
era
particular
de
voto
da
Virgem,
em sua
honra
recitava
todos
os dias
o
seu
Ollicio,
e
erigiu-lhe
vários
altares,
taes
como
no
convento
de
S.
Francisco
d
’Alemquer
etc., etc.
D
João
IV,
o
heroe
de
1640.
era
tão
devoto do Mysterio da
Immaculada Cons
ceiçãa
de Maria,
que
não
só
doou
o
Padroado
dó
reino com
um certo
censo
á
sua
capella
de
ViJIa
Viçosa,
fundação
do
Santo
Condestavel
do
reino
D.
Nuno
Alvares
Pereira,
inas
ordenou
que nenhum
grao
supurior
podessem
receber
os
estu
dantes
da Universidade
de
Coimbça,
sem
primeiro jurarem
defender
e
respeitar
o
sublime
Privilegio, e
mandou
pôr
pelas
portas da
cidade
padrões
que
dizem:
A
Virgem
Maria
Mãe
de
Deus,
foi conce
bida
sem
mancha
do
peccado
original.
El-rei
D
João V
consagrou-lhe
as
duas
Basílicas
de
Mafra
e
Lisboa,
e
lhe
ren
dia
fervorosos
cultos
em
pomposas
festi
vidades.
E
(inalmente,
em
nossos
dias
a
devo
ção
de
el-rei
D. João
VI
para
com
esta
divina
Senhora
o
fez
instituir
a
Ordem
Mi
litar
da
Conceição
de
Villa
Viçosa.
Seu
filho
o
snr
D.
Miguel
de
Bragança
man
dou
edificar
no
sitio
de
S.
Romão
de
Car-
naxide,
on
le
tinha
apparecido
a Senhora
da
Conceição
da
Rocha,
um
templo
a El
la
destinado, mas
que se
não
chegou
a
concluir,
por
causi
dos
horríveis
cataclvs-
mos de
1831.
Alfim
todos
os
Monarchas
portuguezes
teem
lido
para
com
Maria, uma devoção
particularíssima;
e
terá
E+la
recompensado
tanta
piedade?
Que
o
diga
a
tomada
de
Lisboa, a
ba
talha
d
’Aljubarrota,
Montes Claros,
Amei-
xeal
e
outras
muitas,
devidas
á
sua
des
velada
protecção!
Eis
porque
sempre
o,
povo
portuguez
tem
lido
para
‘
com Ella uma entranhada
de
voção!
O
dia 8
de
Dezembro
é
sempre
um
dia
festivo
no
lar
domestico;
aqui
é
uma
choupana, onde
ardem duas
lu^es ant
e
uma
FOLHETIM
A.
DU
VELAY
0
CONDE
DE
TREAZEk
ROMANCE.
Versão
portugueza.
I
. A winhiçfto
—
Tendes
sempre
resposta
para
tudo;
no-enlretanto
devemos
confessar
que
uma
combinação
que
requer
a
protecção
de
dois
ministros
e
talvez
o-
consentimento
do
governador
d
’
Algeria,
não
é
coisa fá
cil,
e
para
a
tomar
de
assalto
será bem
preciso
lazer
jogar
as
mais
formidáveis
baterias.
—
V.
exc.a
tem toda
a razão; mas
também
que
bell^r negocio,
e
que
alta
potência
financeira
o
seu
successo
não
armaria
nos
homens
capazes
de-
o
reali-
sar
!
—
Meu
caro
Calvarez,
fallaes
com
esse
confiante
enlhusiasmo
d
’
um
inventor.
—
E
não
será
naturalíssimo
que
nos
maravilhemos,
quando se
entrevê
as
ma
gnificas
perspeclivas
d
’
uma
tão
possante
machinação
?
Permilli-me, snr.
conde,
que
eu
recapitule
os
aspectos
principaes
que
apresenta o
nosso projeclo da
Sociedade
geral
de
credilo
colonial, fundado com o
o
capital
de
vinte milhões. Para logo
nós
obtemos
a
concessão
de
grandes
domínios
em
Algena, que
a
utilidade
evidente
da
nossa
creação
nos
authorisa
a
demandar
e
que
constituem
a
base
da nossa
Socie
dade.
Nestes
dominis
esiabeleceremos
a
cultura
em
grande
escala
dos
alfas,
aloes,-
e outras
plantas
texlis,
as
quaes
oíle-
recem
coqsumtno
sem
limites,
e
fun-.
daremos
uma
feitoria
de
matérias
textis,
que
obterão
po<
direito
de
primeiro
occu-
pante
o
monopolio
d'esle
importante
com
mercio.
Creio
que
já
vos
disse
que
um
en
genheiro
do
rileu
conhecimento
descubriu
um
jazigo
riquissimò
em
minério
de
ferro
nas
paragens
de
Mokla-el-Hadid,
cuja
con
cessão
não
poderá
recusar-nos.
Os
vinte
milhões
de
que
falíamos
são
um simples
capital
de
fundação destinado
a
montar
os
diversos e
numerosos ne
gocies
que
vierem
ligar-se
á
nossa
Socie
dade
geral,
ou
antes
que
d
’
eila
emergerão
como
d’
uma veia
fecunda.
Assim,
crearemos
um
banco
algeriano,
e
a
nossa
Sociedade
será
dês
logo
bas-
lantemente
poderosa
para
que
todos
os
pequenos
bancos
das colonias
venham
in
corporar-se-lhe,
ou
antes
«ser
absorvidos
por
ella,
que será
forçosamenle
a
domi
nadora
de
todo
o
commercio
colonial.
Nada
escapará
ao
nosso
poder,
e
o
occeano
será
verdadeiramenie
o
dominio
senhorial
da
Sociedade. Cavaremos
portos
em
Algeria e Bourbon
para
abrigar
as
frotas
de
numerosos
paquebotes
(Tuia
po
deroso
serviço,
de
navegação inlercolomal,
õrganisada
por nós,
que
dará
um
grande
contingente
á
marinha
nacional.
Emtim.
como
não
ha
motivo
que
li
mite
as
nobres
vistas d’
uma
tão
legitima
ambição,
porque não
possuiremos
a
lógica
d
’
eslas
bellas
aspirações
até,
n
’
uin
futuro
proximo,
ver
a
Sociedade
geral
de
credito
colonial,
nova
Companhja
das
Indias-fran-
cezas,
cultivar
immensas
terras
em
Ma-
dagascar
e
Nova-Caledonia,
e
mesmo
etn-
prehender
uma
poderosa
expedição
á
Áfri
ca
centrai,
e,
apossando
se
d
’
um
verda
deiro
continente,
dar
ainda
uma
vasta
colon
a
á
França,
novo
Canadá
unido
á
mãe
patria!
Oh
!
snr
conde,
não
étiebria
verdadei-
ramenle
contemplar
assim
as
maravilhas
que
póde
realisar
a
potência
dos
capitaçs
entre
mãos
intelligentes...
Mas
deixemos
os
sonfios
poéticos,
para
só encararmos
o
lado positivo
da
empreza:
em
resumo,
são
milhões
a
revolver
á
pá
e,
sem
ine-
laphora,
uma
cifra
collossal
a
manejar,
por
conseguinte
a
palpar
enormes
bene
fícios,
e
a
r
remecher
nos
valores
até
aos
côtos.
—Snr.
Calvez,
estou
em
crer
que a
embriaguez
vos
leva
de vencida,—
disse
o
conde, que
pareceu
chocado
pela
crueza
d
’esta
paixão
pelo
oiro,
que
o
seu
in
terlocutor
deixava
transparecer.
—
Oh!
é
bem
permittido
agente com-
mover-se-
um
pouco
ao
pensar nos
im-
mensos
resultados
que
poderia
dar
a
rea-
lisaçio
d
’
um
ta!
projecto,
—disse
com fogo
o
endiabrado
especulador,
cujo
rosto
ani
mado
exprimia
neste momento
o
typo
da
avidez
exaltada
até
ao
paroxismo
da
pai
xão.
•
•
—
Sim,
a
vossa
commoção
comprehen-
de-se, mas
o
transporte
em
que
vos
vejo
faz
me
lembrar
a
fabula
,da
leiteira,
por
que
ha
lambem um
pote
’de leite
por
ponto
de
partida
no vosso
projecto;
—
é
a
concessão,
que.
recusada,
arru
na
todo
o
edilicio
da
brilhante
•fortuna
de
que
vos
maravilham
as
perspectivas.
—
Convenho
e
eis-ahi
a
unica
objec
ção
séria
contra
o
plano
que
tive
a
hon
ra
de
vos
propor..
Ah!
se
v.
exc.*
1
snr. conde
de
Tréazek,
quizesse
propor-
se
a
candidato
nas
próximas
eleições,
se
ria
infa-ll
iveiménte
eleito,
e
então,
.
tudo
correria
ás
mil
maravilhas
!
(
'ont
iúaj
tosca
imagem
de
Maria,
alli
é
uma
devo
ta
capeliinha.
ornada
com
todo
o primor,
e
capricho,
onde
ardem algumas
dúzias
d
’ellas
ante
uma
primorosa
esculptnra
da
Virgem,
allim, não ha
casa
por
mais
po
bre
que
seja
que
de'ixe
passar
desaperce
bido
este
dia
de magos encantos.
Sim,
por
toda
a
parte
ha a
devoção a
Maria,
porque
todos
teem
recebido
d’
Eíla
immen-
sos-
favores.
Quem
não
lem visto
por
essa
cidade
de
Lisboa,
entoando
cânticos
ao
Altíssi
mo,
e
com a
sua
vela
adornada
de
ro
sas e
de
lyrios, esses
marinheiros
rudes,
que escaparam á
morte horrível,
invocan
do
o
soccorro da
Virgem,
e
que se
vão
com
«
promplidão
de
homens
do
mar, a
cumprirem
o
seu
voto?
Quem
não
sabe,
a
devoção
que
lodos
esses
logares.
villas
e
aldeias,
por
onde
passa
o
mar
teem
devoção
especial
pela
Eslrella
do
Mar,
pela Mãe
de
Deus
que pro
tege
o
pobre
marinheiro qnando
o
mar
ruge
furioso?
Sabeis
o
que
elle
faz
quan
do
vê
a
vela
rola,
despedaçado
o
leme,
balançado
o
Iragil
lenho
pelas
procellas
revoltas;
quando
vê
ante
si
o
speclro
me
donho
da
morte,
cruza
as
mãos
em
afiliclj-
\a
devoção;
vê
cavar-se
dada
vez
imis
fundos
mil
abysmos
medonhos,
e comtu-
do
depois
d
’
essa prece
afflictiva
crê
que
a
bonança
está
próxima.
Animado
pela
fé
clama:
Virgem
Santíssima,
sois mãe!
eu
sou
pae!
Vêde
que
tenho
mulher
e
fi
lhos!
Não
é
por mim!. .
masporelesl
Se
nhora
dos
Navegantes...
Ca!
a-se.
Duas
gros
sas
«lágrimas
lhe
sulcahi
as
faces;
já
não
ora;
já
não
vê
os
estragos
do batel,
que
da se
em
muda
contemplação
com
a
vista
fita
n
’
um
grosso
negrume
onde
uma
li
geira
nnvensmha
branca
parece
brincar.
A
Virgem fez um milagre—salvou-o.
Quem não
terá
ouvi io, á
companhei
ra
do
pobre
homem
porque
houve
lá
fó
ra
rugir
a
tempestade
*
,
gritar
pelo
no
me
de
Maria,
e
accender
uma
luz
de
fronte
da
.sua Imagem? A
angusiiada.
mu
lher
reza
fervorosamente
pelo
marido,
e
depois,
olhando
para os
íilhinhos
que
alli
proximo
dormem
o
soinno da
innocencia,
confia
na
intercessão d’aquella
cuja
ima
gem
invoca.
E
no
outro dia, emquanlo
o
pae
á
porta
de
casa,
remenda
a vela
rota,
a
mãe
lá
dentro,
explica
aos
lilhi
tihos de
joelhos
deanle
do
oratório
a ma
neira
milagrosa
porque
elle
escapou
aos
perigos
da
passada
noule.
E
limpando
uma
lagrima
diz-lhes
apontando
para o oralo
torio
—
Foi
Nossa
Senhora.
Então
elles
cor
rem
ao
campo
visinho
e
carregados
dê
llôres,
vão com
ellas
ornar
a
Imagem
de
Maria,
que,
protectora
dos
innocenles.
sor
ri
lá
dos
ceus.
da
infantil
devoção
dos
fi
lhos
do
seu protegido
da
vespera.
(*) Tanto
este
artigo,
como
o
seguinte
bel-
lissimo
soneto
não
poderam
ser
publicados
no
dia
proprio,
em
razão de os
termos re
cebido
já quando
eslava
a
entrar
na
ma-
china
o n
0
antecedeite
do
nosso
jornal.—
A
RR.
A
’
Immaculada
Conceição de
Maria.
SONETO.
Virgem,
que
da lelhal
culpa
primeira
Foste
doCeu
por
graça
preservada,
Virgem, por
cujas
plantas
foi
calcada
A
cabeça
da
sérpe
traiçoeira;
Tu,
a
mais
eílicaz
medianeira
Entre
os
homens
e
Deus,
Virgem Sagrada,
Présla
ouvidos
á
préce afervorada,
Que
a
ti
eleva*a
fé
mais
verdadeira;
Aos
que
do êrro a
senda
mal
segura,
Cegos
trilhando
vão,
sem
luz,
sem
guia,
Como
baixel
perdido
em noite escura,
Oh!
quantas
scenas
iguaes
a estas
le
remos
presenceado!
Eia
pois,
tenhamos
sempre muita
de
voção
para
com esta
Virgem
Preclara.
Maria
foi
isenta
do
peccado original,
jura
mos
nós como
portuguezes.
Maria foi
Im-
maculada na
sua
Conceição,
juramos
nós
como
catholicos. Enchamo-nos
pois
de
esperanças
n
’este
grande
dia.
Agradeçamos
a
Deus
o
haver
nos
concedido
que
pre-
senceassemos. esse grande
facto
da
eleva
ção
do
Dogma
de
Fé
de tão grandioso
privilegio. Elevemos
mil
liymnos
até
ao
Ihrono
de
Deus,
pedindo-lhe
a
conserva
ção
da
preciosa
vida
do
Grande
Pio
IX
e
para
lodos
nós
mil
febcidaded
Salve
Virgem
Santa
e
Immacutada,
ora
por
nós
todos!
J.
M.
R.
Valente.
Dá-lhes
da
fé
um
raio,
que
allumia;
O dragão
ainda
vibra
a
lingua
impura;
Esmaga-o
novainente
n
’
estedia.
D.
M. SOTTO-MAYOR.
GA1ETILBÀ
Expediente.
—
Em
consequência
<le
ser
sanctificado
o
dia
de
sabbado
passa
do,
tivemos
de
retirar
varia
matéria
que
estava
destinada
para
este
n.°
Eest» da IninaaenlAds»
Coneei-
çíío
no
S
*
aço
^í-cliiepi«c<>p»l.
—
Foi
solemne
e
magestosa a
festa
da
Immacu-
lada
Conceição
na
Capella
do
Paço
Ar
chiepiscopal,
como
não se
faz
nem
se
pode
fazer
hoje
em
parle
alguma
do
nosso
Por
tugal
pelo
subido
numero
d
’
Ecclesiasticos
que
ali
assistem,
pois
sobem
a
cerca
de
tresentos.
\
lerçia
foi
cantada
em
presença
do
SS.
Sacramento
pelo'ÍM.
0
Cabido
e
Ordinan-
dos
fazendo
assim o córo
mais
magestoso
que
temos
ouvido.
A
Missa
foi
celebrada
pelo
Rd.®
Deão
da
Sé
Primaz;
e
a
musica
era da
Capel
la da
$é
conjuntamente
coiq
os
Seminaris
tas
com acompanhamento
d
’
orgão
e
baixos
e composição
de
Leal
Moreira,
musica ma
gestosa,
propriamente
Sacra
sem
nada
de
lheatral.
Pregou
o
Rd.®
Vice-Reitor
do
Semi
nário,
P.
e
João
Rebello,
mostrando
como
a
Virgem
SS.
tnha
sido
proclamada
Im-
maculada
em
Sua Conceição
por Deus
e
pelos Anjos,
análysando
os
textos
Sagrados
do
Genesis de
5.
Lucas
pelos quaes e
com
as
razões
de
congruências
prowu irrefu
tavelmente
o
mysterio
da
Conceição
de
Maria
SS.-
No
fim
da.
Missa
desceu
o
Exm.°
Snr.
Arcebispo
á
Capella,
e
acompanhado
dos
Estudantes
e
Professores
do
Seminário,
subiu depois
á
salla
dos
retratos
dos
Ar
cebispos e
ahi recitou
uma
eloquente
ora
ção,
na
qual
mostrou
a
necessidade
que
o
padre
tinha
hoje
de
saber,
e por
isso
d
’
estudar,
e
quanto
era
grato
ao
seu
co
ração
quando
linha de
dar
testimunho
pu
blico.
como
agora,
do
aproveitamento,
e
bom comportamento dos
Ordinandos;
e
se
Napoleão
outr’
ora
á
vista
das
piramydes
do
Egypto
dissera
a
seus
soldados
para
os
ani
mar
que
=
quarenta
secuios
os contempla
vam
=
assim
elle
podia
di/.er-lhes n
’aquel-
las
salas,
onde
estavam
os
retratos
dos
Pre
lados
d
esta Egreja
tão
antiga
e
de
funda
ção
Apostólica,
que
cento
e
vinte
e
dois
Prelados
os
contemplavam
lambem.
itjlo
<ie
s.
J»«é.
—
No
dia
8
pro
cedeu-se
á
eleição
da
gerencia
que
deve
administrar
a
casa do Asylo de
S.
José
no
anno
futuro
de
1878.
Entraram na
urna
2o
listas
dos
bem-
feitores
do Asylo.
na
fórma
do
Estatuto,
e deu
o
seguinte
resultado:
Presidente
Votos
Domingos
Moreira
Guimarães
21
João
Pereira
Lobato
Soares
d
’Azevedo
3
Francisco
Xavier
de
S.
T.
e
Almeida
1
Secretario
Joaquim
José
Malheiro
da Silva
20
Padre
José
Maria
Peteira
de
Lacerda
3
José
’
Alves
de
Moura
1
Antonio
José
P.
de
Magalhães
Sénior
1
Fiscal
João
Joaquim
Gomes
d’
Araujo
Alvares
21
Bernardo
Joaquim
Cardoso
Cruz
3
Theotonib José
R.
d’
Abreu
e
Fontes
1
Thesoureiro
Paulo
José
da
Costa
14
Joaquim
José
Marques
da
Rocha
8
Domingos
José
Gomes
2
Luiz
do
Amaral
Ferreira
1
Direcção
Narcizo
José
Lourenço
Correia
24
Antonio
Joaquim
Moreira
2i
José
Vicente
da
Costa
Báslo
22
Antonio José
Pereira
21
José
Baptisla
Correia
21
João
Luiz
Pipa
21
Manoel
José
Fernandes
Pereira
21
Manoel
José
da
Costa
Guimarães
21
Custodio
José da
Silva
Amorim
20
Domingos José Gomes
20
João
Casimiro
da
Costa
20
Antonio
José
P.
de
Magalhães
Júnior
14
Padre
José
Maria
da
Silva
Cerqueira
8
Antonio
José
Gonçalves
Crespo
3
José
Pinto
Barbosa
5
Antonio
José
Vieira
Machado
4
Francisco
Alves
Pinheiro
4
Francisco
Joaquim
Garcia
.4
José
Maria
Dias da
Costa
4
João
Baptisla
Lopes
4
Manoel
João
de
Paiva
4
José
Antonio
Pereira
Neves
4
Manoel
José
Lopes dos' Santos
2
Padre
José
Luciano
Gomes
da
Costa 2
Francisco
Joaquim Gouveia
3
Supplenles
Francisco
Joaquim
Garcia
21
Francisco
Alves Pinheiro
21
José
Antonio
Pereira
Neves
21
Manoel
João
de
Paiva
21
Antonio
José
Vieira
Machado
20
José
Maria
Dias da
Costa
20
José
da
Rocha
Veiga
6'
Padre
José
Maria
da
Silva
Cerqueira
4
José
Maria Pereira
de
Lacerda
4
Manoel
Joaquim
Gomes
4
Custodio
José
da
Silva
Amorim
4
Manoel
José
Fernandes
P<
reira
4
Associação
dathoSiea.—
EfTeclUOU-
se
ante-hontem,-
no
salão
da
Camara
Ecclesiaslica,
a academia
que
em
honra
da
SS.
Virgem
promoveu
a Associação
Catholica.
Em
attenção á
falta
de tempo
para
a
composição
não
damos
hoje
noticia cir-
cumstanciada
d
’
este
acto
brilhantíssimo,
—
o
que
faremos
no
proximo
n.°
Asylo
<í»
.nentl
ietdnde.
—
Houve
ante-hontem
nova
reunião
dos
socios
in-
slalladores
d’
este
asylo,
para
se
nomear
a
commissão
que
deverá
promover a
crea-
ção
do
mesmo,
assim
como encarregar-
se
da
sua
gerencia.
Foram
aclamados
os
seguintes
snrs.
Presidente
Ex.
n
‘
°
marquez
de
Vallada.
Vogaes
Visconde
de
Pmdeila.
José
Maria
Rodrigues
de
Carvalho.
Antonio
Maria Pinheiro
Turres.
Manoel
Joaquim
Penha
Fortuna.
Antonio
José
Gonçalves
Braga.
Manoel
Luiz
Ferreira
Braga.
Fulgencio
José
da
Costa
Guimarães.
Manoel José da
Rocha
Velloso.
Joaquim
José
Fernandes.
(Este
cava
lheiro
oflereceu
já
para
a
inslallação
do
Asylo
um conto
de
reis).
Tiientro.—
No
proxmo
domingo ha
no
theatro
de
S.
Geraldo
um
especlaculo
6in
beneliicio
do
conhecido
actor
Dias.
Publícaçã» da
tíulla.
—
No
pro
ximo
domingo,
15,
lem logar
a
solemne
publicação
da
Bulia
da
Santa
Cruzada,
—
acto
que será
feito
na fórma
dos
annos
anteriores.
A
procissão
sae
da
egreja
do
Collegio
e
seguindo
o
transito
do
costume
recolherá
á
Sé,
onde
ha
sermão.
Fallecãn»en»o.—
Depois
de
pompo
sos
ollicios
lunebres
que tiveram
logar
ante-hontem no
templo
de
S.
Marcos,
deu-se
á
sepultura o
cadaver
da ex.
‘
na
snr?
D.
Anna
Augusta
de
Sousa
Gomes,
sogra
do
ox.
ni
°
snr.
José
Borges
Pacheco
Pereira
de
Faria,
senhora
muito conside
rada
e
virtuosa.
A
’
illustre
famiiia anojada
enviamos
cumprimentos
de
pesamts.
Outro.
—
Falleceu
ante-hontem
a
snr?
D
Amónia
de
Menezes Sousa Feio.
De
pois de
ollicios
fúnebres
que
tiveram
lo
gar
no
templo
do
Carmo,
foi
o
cadaver
da
finada
transportado
para
o Porto,
no
comboio
das
2
horas
da
tarde.
Collegio
«1»
Espirito
Santo.
—
Como
houve
dois dias
sancldicados
juntos,
o
digno
Direclor
d
’
este
acreditadissimo
estabelecimento
proporcionou
aos
alumnos
internos
do
mesmo
uma
bonita
diversão
com
a lanterna
magica,
e
a
qual
teve
logar ante-hontem
á
noite.
ifêeiatorio.—
Temos
em
nosso
poder
um
exemplar
do Relatorio
da
’
Direcção
do
Asylo
de D.
Pedro
V,
sobre
o
qual
diremos
irais
d
’
espaço.
Audiências
geraes
—
Foi julgado
no
dia
7
do
corrente
Antonio
Lourenço
d
’Araújo
Braga,
da
rua
de
D.
Pedro
V,
desta
cidade,
accusado
’
do
crime
de
fal
sificaçào
de
documento.
—
Absolvido.
■
KecenHeamentu.
—
Compõem
a
com
missão
especial,
que lem
da
auxiliar
o
snr.
governador
civil
na direcção
e
íiscalisação
das
operações
do recenseamento
geral
da
população
n’
este
districto,
os
snrs.
conego
Antonio
Lopes
de
Figueiredo,
dr.
Antonio
Maria
Pinheiro
Ferro,
Fernando
Castiço,
dr.
José
Joaquim
Gomes
de
Araújo
Alvares
e
dr.
Alves de
Moura.
Um
livro
inierensiintissimo.
—
•
A
Alma
piedosa
na
escola
de
S.
José,
com
meditações
preparatórias
para a
festa
do Santo,
pelo Padre
Sai.nl-Fulgent
:
tra-
ducção
de
A.
Moreira
Bello.
=
Porto, Li
vraria
Portuense
;
ruá
do
Almada 121
;
edi
ção
de 1878.
=
Preço
:
300 reis.»
Já
dissemos
n
’outra
occasiao, e
hoje
repetimos,
que
livro
em
cujo
frontespicio
se veja estampado
o
nome
de
Moreira
Bel
lo, se póde
tomir
e
ler
sem
escrupulo
nem
repugnância,
bem
seguro
de
que
se
ha-de
alli
encontrar
o ulile
dulci,
=
o
ulil
e
o
agradavel
em
feliz
consorcio.
O livro
de
que
aqui
falíamos
é
muito
diíTeren.ie
do
Século
XIX.
Como
o
titulo
o
está
indicando,
é
um
livro
recendente
de
suavíssimos
perfumes
de
piedade,
para
uso
das
almas
devotas.
Mas
como
não
suppo-
mos
que
possa
haver
pessoa catholica que
se
não
sinta
movida
á
devoção para
com
o
grande
Pairiaicha
de S. José, —
modêlo
de
paes
de
famiiia christã,
de
fidelíssimos
e
carinhosos esposos,
e
universal
padroeiro
da
Egreja
=■
para
uso
póde
e
deve
ser
de
todos
os
fieis
catholicos.
Os
assumptos
de
que
tracta,
depois
do
prefacio
e
da
valiosa approvação
do
E."
10
de
Bonald,
Cardeal
arcebispo
de
Lyon,
são,
entre
outros,
os seguintes
:
—
Grandezas
de
S. José,
—
santidade
c
virtudes,
—
poder.
—
bondade,—
devoção
de
Santa
Thereza
e
de
outros
Santos
a
S.
José,
—
Sm
vida in
terior.
—
desapego,
—
vida
occulla
e
de
si
lencio,
—
de»
provação
:
de abnegação
e
de
perseverança,
—
de
gloria.
Depois
seguem-se
bellissimas
meditações,
cântico
de
amor,
ladainha
tfo
SaUloV
as
suas
7
dores
e
7
g.isos,
indicação
das
in
dulgências,
memorare,
vários
actos
de
abne
gação e
de
amor
de
Santa
Joanua.do
Chan-
tal,
de
Santa
Thereza,
de
Santo
Agostinho,
etc.,
orações,
jaculatórias,
consagração,
etc.
N
’uma
palavra,
«toda a
alma
piedosa»
que
deseje
ser
alumna aproveitado
da
«esco
la de S-
José»
tem aqui
um Vade
mecurn ,
um
verdadeiro
Manual
bem
redigido,
e
(para
que
nada lhe falte) nitidamente im
presso,
em
que possa
saciar
sua
devoção
para
com
o grande
exemplar e Santo Pa-
triarcha.
Agouramos
ao
livrinho
numerosas
edi
ções,
e
opimos
fruclós espirituaes
de
sua
repetida,
altenta
e
meditada
leitura.
Clueri-a
do
Oriente,—
Os
últimos
telegrammas
relativos
á
guerra
do
Oriente,
são
os que
seguem:
Ragusa
4
—
Chegaram
ás
«costas
da
Albania
6
navios
de guerra
turcos.
A
guar
nição
impediu
o
desembarque
das
tropas
turcas,
que
.os
navios
conduziam.
As
ba
terias
monlenegrinas
arrumaram
bastante
um.
Anivaiá
continua,a resistir.
*Lon
ires
5
—
Norlhecote
pronunciou
hontem
um
discurso,
no
qual
declarou
que
a
política
ingleza é
a
neutralidade
vigilante
nos
progressos
da lucta ou
outros
niciden-
tes
que
possam
affectar
os
inglezes.
Um
despacho
de
Belgrado
diz
q.:e
o
príncipe
de
Milan,
depois
de receber
despachos
importantes,
convocou
o
concelho
de
mi
nistros.
Foi dada
contra-ordem
de
marcha
ás
’
tropas.
Falla-se
em
mudança
ministerial.
A
situação
está
complicada.
Continúa
o
*
combate
dos
russos
contra
Mehemel-Ali.
Corre
o
boato
de
que
os
turcos obtiveram
uma
victoiia
em
Osman
Basar.
Plewna
lem
ainda
muitas
provisões.
Constantinopla
5
— Um telegramma de
Suleyman-Pachá
confirma
a tomada de
Elena.
Hontem
os
russos
foram
completamen
te
derrotados,
perdendo
11
canhões,
20
cai
xões
de
munições,
2:000
prisioneiros,
3:000
mortos
ou
feridos.
O
resto da
ala
direita
do
Czarewitch
fugiu em
direcção
de Tir-
nova.
Chakir-Pachá
avançaria
no caminho
de
Etropol.
Constantinopla
5
—
Está
imminente
a
quéda
do
gran-vizir.
O
parlamento
turco
será
aberto
a
12
do
corrente,
lêndo-se
o
discurso
do
sultão.
Um
telegramma
de
Me-
hemet-Ali
annuneia
que nos
dias
3
e 4
loram repellidos
os
ataques
russos
contra
Kamarli.
Os
russos
recuaram
ás
suas
li
nhas. Um
despacho
de
Choumla
diz
que
os
turcos
se
apoderaram
hontem
de Elena,
depois
de
um
violento
combate,
tomando
alguns
canhões
e
aprisionando
muites rus
sos.
Londres
6
—
A
Servia
suspendeu
a
sua
acçào,
em
resultado
da
influencia
ingleza.
Os
russos
estabeleceram
280
canhões
em
frente
de
Erzeroum,
^epois
de
se
ha
verem
apoderado
da
importância
posição
de
Tokman.
Pariz
ti
— Suleyman-Pachá tomou
a
offensiva
em
toda
a
linha
e
apoderou-se
de
Papkoi.
Lembranf*.
—
Em
um
século,
em
que se
nega ao
Pontífice
Romano
aquil-
lo
que
por direito divino,
natural, e ec-
clesiaslico
lhe
pertence,
não é
para
admi
rar,
antes
é
natural,
e
summamente
lou
vável,
que
os
seus
verdadeiros
filhos
o
in-
demnisem
d
’aquillo
que
outros
lhe
negam,
e
portanto
costumo
em lodos
os
annos
por
este
tempo
do
Natal
mandar
conjuncta-
mente
com
outros
catholicos
ao SS;
Padre
um
óbulo,
que,
ainda
que
pequeno,
signi
fique
o
nosso
amor,
obediência
e
adhesão
á
Santa
Sé,
e
ao
Vigário
de Christo;
vou
por
este
meio
lembrar
aos
que
nos annos
antecedentes se
tem
associado
commigo
para
este
fim,
e
aos
outros que
nova
mente
quizerem
associar-se,
'que
é
chegado
o
tempo
de
mandar a
consoada
ao
Nosso
SS.
Padre
Pio
IX.
Braga
4
de
dezembro
de
1877,
P.
e
João
Rebello
Cardoso
de
Menezes.
A
’s
pessoas
ct»a-it«*ivan.
—
Na
rua
Direita,
da
freguezia de S
Pedro
de
Ma-
ximinos.
n.°
18.
existe
uma
entrevadinha,
de
16
annos
de
idadq,
e
filha
de
paes
extremamente
pobres,
que
continuamente
sofTre
dôres
tão
acervas,
que
só
as
almaS
bemfazejas
lhe
podem
dar
algum
allivio,
soccorrendo
a
com urna
esmola.pelo
divino
amor
de
Deus.
A
’
h
alusau caB-ido^sxs.
—
Recommen-
damos
ás
almas
caridosas uma
infeliz
viuva,
moradora
na
rua
de
S.
Bernabé,
n.
0
13, (soldo).
Tendo
80
annos
d
’
edade,
e
porisso
sem poder
applícar-se
a
qualquer
trabalho,
lucta
com a
miséria
extrema.
Appeto
sí
caridade.
—
A
entrévada
Maria
Anlopia Ferreira,
viuva
do
Anlonio
dos
Granginhos,
e
que
ha
tempos
saiu
do
Hospital
com
moléstia
incurável,
tem
agora
os
seus
padecimentos
mais
ággravados,
achandõ-se
sem
meios
de subsistência
pa
ra
poder
tratar-se
no
pouco
tempo que
lhe
resta de
vida.
Imploramos,
£ pois,
a
caridade
das
almas
piedosas,
para que se
lembrem da
infeliz
com urna
esmola.
A
soa
residência
é
na
rua
do
Alcaide,
n.°
17,
n
um
quarto
á
poria
da
rua.
SECÇÃO
DE COMffflJMKADOS
Snr.
redactor.
*
Li
no
jornal
«Primeiro
de
Janeiro»,
d
’hontem,
um
communicado
assignado
por
o
snr.
Jova-ni,
em
que
o
seu
auclor
diz
ter o
privilegio
de só elle
poder
usar
do
titulo
de
«Salão
americano»,
para
a
expo
sição
de
vistas
steraoscopicas,
esperando
que
eu mude
similhanle
titulo
á
minha
exposição
de
taes
vistas, n’esla
cidade,
Ignoro
que
n
’
este
assumpto
possa ha
ver
lai
exclusivismo
;
mas
se o
snr.
Jova-
ni
lem
a
ventura d’
essa
regalia,
será
bom
qne
faça
uso d’
ella
pelas
vias
competen
tes,
porque
eu
não
lerei
a
menor
duvi
da
em
obedecer aos
preceilos
da
lei,
—
quando
a
respoctiva
authoridade
assim
m’
o
ordene.
Antes
d
’isso,
snr.
Jovani, continuarei
com a
exposição
das
minhas
vistas
de
chrystal
no
«Salão
americano»,
em
Bra
ga.
De
v.
etc.
Braga
10 de
dezembro
de 1877.
Ramiro
Machado
Guimarães.
THEATRO
DE
S. GERALDO
Domingo
16
de
dezembro
de
1877.
Beneficio
do
actor
Dias.
Comedia-drama
em
2
actos:
«Feio
no
corpo,
bonito
na
alma.
Cançoneta:
*>
IminurãaB
<l’ntn
cachríiitâo.
Comedia
em
1
acto:
Esperteza
'de
rato.
SAtfDE
A TODOS
sem
medicina,
pur-‘
ganles,
nem
despezas,
com
o
uso
da
delicio
sa
farinha
de saúde,
REVAUBSClÉaE
DL
1
BARRY
de
Londres.
30
«imo*
«l
’
invitriavel
mieeesio
3
Combatendo
as
indigestões
(despe-
psias)
gastrica.
gastralgia,
flegma,
ar
rotos,
ventos,
flatos,
amargôr
na bocca,
piluiias,
nauseas,
vomitos,
irritações
inles-
linaes,
bexigas,
diarrea,
dizenleria,
cólicas,
tosse,
alhsma,
falta
de
respiração,
oppressão.
congestões,
mal dos
nervos,
diabethes,
debili
dade,
todas
as
desordens
no
peito,
na gar
ganta,
do
alilo,
dos
broochios,
da
bexi
ga,
do
fígado, dos rins,
dos
intestinos,
da
mucosa,
do
cerebro
e
do
sangue.
85.000
curas
entre
as
quaes
contam-se
a
do
du
que
de
Pluskow,
da
exm.a
snr.
a
marque-
za
de
Brehau,
de
Lord
Stuart
de
Dècies,
par
d
’iogiaterra,
do
doutor
e
professor
\Vurz--r.
<
tc.
etc.
Cura
n.°
65:311.
—
Vervani,
28
de
mar
ço
de
18õ6.—
Senhor.
—
Bendito
seja
Deu»!
a
sua
Kevaleseièí-e
salvou-me a vida*
O
meu
temperamento,
naturalmete
fraco,
estava
arruinado
em
consequência
de
uma
hornv
I
dispepsia
que
durava
ha
oito an
nos,
tratado sem
resultado
algum
íav< ra-
vel
pelos
médicos,
declaravam
que
alguns
mezes
de
vida
me
restariam,
quámlo
a
eminente
virtude
da
sua
Hevaleseière
me
restituiu a
saude.
—
A.
B
kuneliéue
,
cura.
Cura n.l 45:270.
—
Tisica.
—
M. Ro-
berls,
d
’
oma
constipação
pulmonar
com
love,
vomotos,
constipação
e
surdez
de
23
annos.
Cura
n.°
74:442.—Courmes,
por
Ven
ce
(Alpes-Marilímos),
julho
de
1871.
—
«De
pois
que
fiz
uso
da
sua
beoeíica
Reva-
leMcíère,
sinto
novo
vigor;
a
laryngite
de qoe
soffro ha
dois annos
tende
a
desap-
parecer
assim
como
os incommodos
que
sentia
eni
lodos
os
membros.
E’
seis
vezes
mais nutritiva
do
que
a
car
ne,
sem
esquentar,
economisa cincoenla
vezes
o
seu
preço
em remedios.
—
Preços
fixos
da
venda
por
miudo
em
toda
a
pe
nínsula
:
Em
caixas
de
folha
de
lata,
de
1
|
4
kilo,
300
; de
*/,
kilo
800
rs»;
de ura
kilo,
4$4OO
res;
de 2
4
/
s
kilos,
3$200
reis;
de
6
ki
los,
6$400;
e
de
12 kilos,
12$000
rs.
Os
biscoitos
da
Revalescière
que
se
po
dem
comer
a
qualquer
hora,
vendem-se
em
caixas
a
800
e
l$400 reis.
O
melhor
chocolate
para
a
saúde
é
a
KevcUfeseière
eheeolatad»
$
ella
res-
titue
o
appettile,
digestão,
somoo,
energia
e
carnes
duras
ás
pessoas,
e
ás
creanças
as
mais
fracas,
e
sustenta
dez vezes
maif
]ue
a
carne,
e
que
o
chocolate
ordinário
sem
esquentar.
Em
pó e
em paus,
em
caixas
de
folha
dt
lata
de
12
chavenas,
500 reis
;
de
24
chave
nas,
800
reis;
de
48
chavenas,
l$40(>
; dr
120
chavenas,
3$200
reis,
ou
25
reis
cada
chavena.
DIJ
C.
s
I
j
MVBITEO.
Place
Vendòme, 26, Paris. 77
Regent-
Street, Londres.
Valverde,
1,
Madrid.
Os
pharmaceuticos,
droguistas,
tner-
eieiros,
etc.,
das
províncias
devem
diri
gir
os
seus pedidos ao
deposito Central
.
snr.
Serzedello
&
C.
a Largo
do
Corpc
Santo
16, lAsbo»,
(por
grosso
e
miudo)
:
Azevedo
Filhos,
praça
de D.
Pedro,
31,
32,
Barrai
&
Irmãos, rua
Aurea,
12—
Por
to,
J.
de
Sousa
Ferreira
&
Irmão,
rua
da
Banharia, 77.
DEPOSITOS
ENTRE
DOURO
E
MI
NHO.—
Aveiro,
F.
E. da
Luz e
Costa,
pharm.
—
afarcello»,
Antorfio
João
de
Sousa
Ramos,
pharm.,
Largo
da
Ponte.
—
Ketvgn,
Domingos
J.
V.
Machado, drog.,
praça
Municipal,
17
—
Antonio
A.
Pereira
Maia,
Pharm.,
rua
dos
Chãos
31
—
Pipa
&
Irmão,
rua do
Souto.
—
Vianna do
Caa-
tello,
Aflonso
drog.,
rua
da Picota;
J.
A.
de
Barros,
drog.,
Rua
grande
140.
—
Gíuimarfteei,
A.
J.
Pereira
Martins,
pharm.
—
Antonio
d
’
Araujo Carvalho,
Cam
po
da
Feira,
1;
José, J. da
silva,
drog.,
Rua
da
Bainha,
29
e 33.
—
P»n»ftel,
Miranda, pharm.—
Porto,
M.
J.
de
Sou
sa
Ferreira»
&
Irmão,
Rua
da
Banha
ria,
77;
J.
R, de
Sequeira;
pharm.,
Casa
Veimelha;
E.
J. Pinto,
pharm.,
Largo
dos
Loyos,
36;
Viuva
Desirè Rahir,
Rua de
Cedofeita,
160;
Fontes
&
C.a
,
drogs.,
Pra
ça
de
D.
Pedro,
103
a
108;
Antonio
J.
Salgado,
Pharmacia
Central,
Rua
de
San
to Antonio,
225 a'
227.
—
Pont» do Id-
m».
A.
J.
Rodrigues
Barbosa,
pharm.
—
Povoo
do
Warzim,
P.
Machado de
Oliveira,
pharma.
—
Valença
do
Minho,
Foncisco José de
Sousa,
pharm.
—
Viila
d« Conde,
A.
L.
Maia
Torres
pharm.
AGiADECIMEITOS
O
Reitor
de
Villarinho,
e
seu
sobri
nho,
o rev.°
José
Joaquim
da
Silva
Araú
jo,
da
freguezia
d
’
Athães, summamente
penhorados
pelas
distinclas
provas
de
ami
sade
que
receberam
dos
illm.
os
e
exm.
08
snrs.
e
senhoras
que
tomaram
parte
na
sua
dôr,
pela
morte
de
seu caro
e
sem
pre
chorado
pae
e
avô
José
Custodio
de
Araújo,
e
em especial
dos
exm.
l
'
s
e
revm.
os
snrs.
ecclesiasticos
que
assistiram
ao
oíli-
cio
d
’
honra
que
pela
alma
do
mesmo
se
celebraram
na
egreja
da freguezia
d
’
Athães,
d
’esla
comarca
de
Villa Verde, no
dia
28
de novembro
prelerilo, do
corrente
anno,
agradecem
a
todos
em geral,
pelo
não
po
derem
fazer
pessoalmente,
protestando
a
iodos
sua
sincera
gratidão,
e
o
mais
vivo
reconhecimento.
(639)
No
íleponito
elí»
Vintaog
do
85ovi
ro,
—
rua
de
S.
Marcos n.°
15
—
ha
as
seguintes
qualidades
de
vinhos
:
Palhete,
—
Meza
n.°
1. Estes
vinhos
leem
augmento
de 10
reis
e garrafa.
Sem
oucpnento
de
preço
: —
F.
n.»
1
;
F.
n.«
2
;
F.
n.»
3;
F.
n.° 5.
=
V.
n.°
1
;
V,
n.°
2
;
V.
n.®
3
;
V.
n
0
4.
=■ Bastardo
de
1863
=
Vinho
branco
n.°
1; =
Vinho
branco
n.®
2.
Vinho
branco
de 1863.
«=
Moscatql
n.°
1
;
Moscatel
n.
u
2;
Moscatel
secco —
Malvasia
adamada
n.°
2
=
Malvasia
secca.
=
Geropiga loira
;
Ge-
ropiga
branca.
=
Lagrima
branca
n.°
1
;
Lagrima
loira.
ESPECIALIDADES
Vinhq
de
.1840
=
Alvaralhão
de
1840
—
lloncão
de 1820= Lacrima-chrisli.
Vinhos
de diETerente»
proeeden-
ciaa
:
Cofiares
;
Madeira
de diversos
pre
ços
e
muito
baratok
;
Xerez;
Moscatel
de
Setúbal
;
vinho
de
Valdepena ; Bordéus
;
Champagne.
NO
MESMO
ESTABELECI
MENTO
HA:
Doce
de
toda
‘
a
qualidade
de
fructa,
tanto
etn
•
sêcco
como
em
calda
; licores
francezes
;
massas
para
sopa;
farinha de
diversos
legumes
;
conservas
;
mostarda
;
pe.ixe
d
’
escábeche
;
sardinhas
de
Nantes
;
ostras
frescas
em
latas
;
amêndoas
de
di
versas
qualidades,
com
caixas
de
cartão
muito
bonit»s
para
as
mesmas;
chocolate
hispanhol
;
chá
Hysson
e prelo
;
bolacha
ingleza
de
diversas
qualidades
;
biscoito
vallongense,
o
melhor
que
se
fabrica
;
quei
jo
londrino,
papel,
flamengo
e
suiço.
E
muitas
outras
coisas
próprias
para
o
Natal.
NO
ME^MO
ESTABELECI
MENTO
Ha um excedente
restaurante,
e
se
apromplam
consoadas
de
qualquer
comi
da,
tanto
em
carne,
como em
doce.
=
Tem
sempre
fiambre,
e
aos domiugos
fazem-se
alli
pastelinhos
de
massa
á
franceza, tanto
de
carne
como
do
diversos
doces
=
Mor-
cellasde
lombo
de
pord>
e
de
doce:
aprom-
tanio-se
também
caixas
enfeitadas.
15
—
RUA
DE
S.
MARCOS
—
15
VINHO
MADURO
Figueirredo
&
Mouris,
cora talho
no
Campo
dei).
Luiz l.°,
esquina
da rua
do
Salvador,
receberam
da sua
casa
do
Dou
ro,
—
vinho
sem
confeição,
que
vendem
á
pipa
e
a retalho,
o
meio
litro,
(antigo
quar
tilho),
a
50
reis.
(642)
Precisa-se
de
um
homem para assen
tar
praça
por uin
recruta.
Para
tractar
na
rua do
Alcaide
n.°
11
(608)
CABDOSO
19, Rua
dos
Capellista»,
19.
Recebeu
gjande
sortimento
de
chitas
percales,
gosto
Inteiramente
novidade
para
90, 100
e
120
rs
Lenços
de malha,
tou
cas
de
lã
para
creança,
cazacos,
capinhas
e
meias
de
lã
sortidas
em
côres
para
senhora
e
creança. Grande
sortimento
de
gravatas
para
homem
e
senhora,
alta
no
vidade.
Chailes para
senhora,
dezenhos
in
teiramente
novos.
Camisas
de
percalle
de
côr, para homem a 900
e
I
$000
reis.
Per
fumarias.
e
sabonetes.
Cuias
e
tranças,
pretas
e
de
côres.
Sapatos
de
borracha pa
ra
homem,
senhora
e
creança,
e
muitos
outros
artigos
que
vende
por
preços
extre
ma
mente
commodos.
Chá
superior
de
900
e
1$IOO
rs
459
gr.
(64
•
’
)
v
Vende-se
uma
morada
de
casas,
i;?
construída
de
novo,
na
riia*de
San-
to
Antonio
das
Travessas
n.°
13;
tem
frente
e
sahida para
a
nova
rua
que
vae
da
rua
da
Sé ás
Carvalheiras.
Quem
pertender
falle
na
mesma.
(638)
Pelo
jniso
de
direito
de
Braga,
escri
vão Pessa
se
ha
de
proceder no
dia 16
do
proximo
dezembro
pelas 10 horas
da
manhã
na
praça
das
arrematações
á
porta
do tribunal
no
largo
de
Santo
Agostinho
d
’
esta
cidade,
á
arrematação
de
uma
mo
rada
de
casas
de
um
andar,
e
suas
per
tenças,
designadas
com
<>
n.°
41
e
41
A
e
um
pequeno
quintal
qne
produz
horta
e alguma
fructa,
sita
na
rua
da
Boa-Vista
d
’
esla
.cidade,
de
natureza
de
praso
de
que
é
directo
senhor
o
reverendíssimo
Ca
bido
da
Sé Primaz, e
eqíiteuta
a
casa
das Hortas
a quem
se
paga
o
fôro
atf-
nual
de
1$200
rs.
E
se
arremata
a
di
ta propriedade para
pagamento
de
dividas
passivas
no
inventario
orfanologico
a
que
se
procede
no
dito
jniso
e
cartouo
do
dito
escrivão
por
íallecimento de
Bento
Alves,
menor,
filho
que
ficou dos
fallecidos
Jo
sé
Antonio
da
Cunha e mulbor Anlonia
Maria
Angela
moradores
que
foram na
di
ta
rua
da
Boa-Vista
a
cujo
casal
per
tence
a
dita
propriedade. E
pelos
mesmos
editaes
que
se passaram
para a
arrema
tação
por
este
annuncio
e outro igual
successivos
um
ao
outro
são
também
ci
tados
todos
os
credores
incertos
do
dito
casal
inventariado
para
assistirem
queren
do
á
dita
praça
e arrematação
e virem
requerer
e
allegâr o
qne
lhe convier,
de
baixo
da pena da
lei
quando
não
compa
reçam.
E
é
o
valor
por que
vae
á
praça
a
dita
propriedade
a
quantia
de
380$0ÓD
rs.
livres
para
o
casai.
Braga
24
de
novembro
de
4877.
O
escrivão
s
'
“
José
Luiz
d
’
Oliveira
Pessa.
■Verifiquei.
(641) Adriano
Carneiro
Sampaio.
NOVO RETÁBULO
Tendo
de
se"
mandar
fazer
de
madeira
o
retábulo
do altar
da capella-mór
da
Sé
Primacial
de
Braga,
convtdam-se
todas
as
pessoas
habilitadas
para
executar
esta
obra
e
que
queiram
encarregar
se
<i’ella,
a
man
dar
suas propostas
ao
fabriqueiro da
mes
ma
Sé
até
ao
dia
31
do
corrente
mez.
A
planta
e
condições
da
obra
estarão
pa
tentes na casa da
fabrica
da
dita
Sé
no
dia
10
do
corrente
e seguintes
desde
as
9
horas
até
ao
meio
dia.
Braga 4
de
dezembro
de
1877.
PROFESSOR DE COMMERCIO
Acaba
de
chegar
a esta
cidade
um
professor
com
muitos
annos
de
pratica
de
ensino
do curso completo,
etc.
Também
lecciona
só
qualquer
das
dis
ciplinas,
como:
escripturação
mercantil
ge
ral
ou
especial,
contabilidade
commercial,
systema
monetário
e
cambial,
metrologia
universal;
geographia, historia
e
direito
commercial;
algebra,
economia
política,
dezenho,
callygraphia,
linguas,
etc.
Está
aberta
a
matricula
até.
ao
1.°
de
de^mbro,
dia
em
que se
inaugurará
a
curso.
Preço
em
classe
—2$300|
Curso
diurno
Particularmente
—
4$5OO|
e
nocturno.
Rua
do
Conselheiro
Januario,
31.
(622)
AO
PUBLICO
Joaquim
Leal,
com
estabelecimento
de
fazendas
de
lá.
seda*
e
algodão,
na
ma
do
Souto
n.°
39,
declara
que
tendo
veri
ficado
que
para
a
prosperidade,
n
’<
sta
ci
dade.
d
um
estabelecimento
do
genero
tio
seu
é
condição
essencial
a
(^ostcrgação
do
divino preceito
da
guarda
do
domingo,
tem
deliberado
liquidar
o
seu
estabeleci
mento.
Em harmonia
com esta
delibera
ção,
fará
notav.l
reducção
de
preços
nas
suas
fazendas.
(632)
O
COUPON
PRIMA
-<
-o
s
A IMMACULADA
CONCEIÇÃO
CP
<x>
rs
_____
Exemplares.
C
CP
CD'
<X>
União
Parisiense
«le
Bellas
Artes
-1
Q.
•«t
—
*0?
ROULEVARD
DELA MADELEINE, 17,
c-
03
PARIZ
O
TE
Representante
em
Madrid
CT
>
Olivar,
«—«.°
ó
lOLLEIIW
DE
RUA
DA ESPERANÇA, N.°
224
USBO
ClHIRGIÃO
HMUSTA
DA
Escola
Americana
Consultono
a
ioda
a
hora,
tanto
de
dia
como
de
noite
Bua
do
Campo
(antiga
Poria
de
S.
Francisco)
n."
22.
(582)
CIBIRGIÂO
DENTISTA
APPROVADO
PELA ESCOLA MED1G0-CIRURG1-
CA
DO PORTO
Bua
de
S.
Marcos
n.°
49.
braga
.
•
Faz
tudo quanto
diz
respeito
á
sua
arte
e
conlinúa
operando
graiis,
pobres
e
soldados.
(580)
Solicitador
—
Lopes
da
Gama
Eseriplor
io
—
Tbyqpas
n.°
ã
—
Porto
(613)
■
------------------
‘
---------------------------------
*♦
BUA
NOVA,
N.°
S
Ha
para
vender
um
tranqueiro
e
uma
sacada
de
pedra
do
monte
das
Caídas.
Trata-se
na
mesma
rua
e
n.°
(543)
HygieotAK
y
absohitament»
a unicaqie oura
(ne juntar mais nada.Vend^-
se
nas priacipatti pharwacia» 4o mundo Lxitjir
%
instrucção
<io
hm
».
(.;>»>
cs-zLv 4* «quito.) Pari,
casa
J
a
inv»
’
/5
à
. U
sijm
,
S
’ Barreio Lorv.U»
10TERU IE
LISBOA
IO3REJBC9
liaitQVES D’AIdJIEíDA
Coiu
estabeleeimenío «specinl
de
loterins,
aífiatifailo
no governo
civil
do
Porto.
RUA
DAS
FLORES,
112a
114,
PORTO.
N
’
esle
feliz
e
muito
conhecido
estabelecimento,
continua
a
enconttar-se
sempre
á
venda,
os bilhetes
e
mais
fracçôes,
os
quaes
se
vendem
pelos
preços
mais
mó
dicos
possível.
Salisfazem-se
promptamente
para
as
províncias,
quaesquer
encommendas
que
se
jam
feitas,
vindo
acompanhadas
da
soa
respecliva
importância,
em
vales
do
correio,
ou
estampilhas
do
mesmo,
ou
ainda,
em
quaesquer bilhetes qoe n
’
ontras
extracçôes
hajam
sido
premiados, mesmo
que não tenham
sido
comprados
n’
este
estabelecimen
to;
e depois
de
cada
uma
extracção,
remette-se
(gratuitamente)
a
lista
geral
dos
prémios
a
todos
os
freguezes.
Igualmente
se
satisfazem
encommendas
para
o.Brazil,
em
pequena ou
grande
quan
tidade.
Em
quaesquer
terras
do
reino,
onde
esle
estabelecimento
não
tenha correspon
dentes
prtviligiados,
se
aceitam
correspondentes
mediante as condições
usuaes.
Esle
estabelecimento,
que
bem
pode
dizer-se
um dos
mais
felizes
do
Porto, tem
sempre
vendido
grande
numero
de
prémios,
pelo
que
se
torna recommendavel.
Tista
tios
prémios
maiorei
vendido»
n'este
ettabfleeimento
desde
o
principio
do
eorrente
onpo,
até
fim
de setembro
ultimo:
*Na
22.
3 extracção, em
1
de
fevereiro
n.°
4018
com
100,5000
>
23.*
»
»
9
»
•8
1866
>
10
'^000
»
28.
a
27
de março
8
1207
»
1600000
»
» »
»
>
»
8
1860
1000000
»
3O.
a
»
d
14
de
abril
>
1228
1'000000
»
31.
a
.
»
24
»
8
2253
1000000
>
B
»
»
»
8
»
2258
1000900
»
32.
a
»
2
de
maio
*
2012
>
5:0000000
»
»
»
>
»
8
8
1179
B
4000000
j
33.
a
»
II
8
»
2289
>
1.0000000
»
>
t
8
8
»
172
>
1000000
s
34
a
»
1)
-19
8
8
1932
1000000
> 35.’
»
>
29 s
8
4014
>
5:0000000
»
36.
a
»
»
5
de
junho
8
1871
1000000
»
38
3
»
»
23
'
8
8 177
1000000
»
2/
»
12
de
julho
8
2032
>
6:0000000
»
3,a
>
>
21
8
»
2004
>
1000000
»
4,
a
»
>•
1
de agosto
>
2299
2000000
»
» »
»
8
8
8
1347
D
1000000
»
6.
a
-
»
>
21
8
a 1248
»
1000000
»
7.
a
»
»
30
s
8 1735
1(100000
»
> >
0
8
>
a
3761
a
1000000
»
10,
a
29
de
setembro
»
2341
0
2000000
»
»
»
8
8
8
1076
D
1000000
(614)
(44-jv)
Joaquim
Lopes
Carreira
de
Mello.
DIBECÇÃO:
Joaquim
Topes
Carreira
de Mello,
proprietário
e
director geral
João
Baptiata
Ferreira,
director
gerente.
0 Collegio
está
estabelecido
n
’
iim
editicio
vasto,
bem
situado,
com
bom recreio,
e
quartos
separados para
os alumnos.
A
recommendação
d
’
esta
casa
de
educação faz-se
pela
sua
existência
de
qua
renta
annos,
com créditos bem
estabelecidos.
E
’
um
estabelecimento
completo.
A
sua
direcção
continuará
sempre
zelosa,
e
o
seu corpo
docente
é o mais sé
rio
e
instruído.
Os
estatutos
e
mais esclarecimentos dão-se
no
Collegio.
Lisboa
28
de
Outubro
de 1877.
0
Director
Geral,
Empresta
dinheiro
sobre
ouro,
prata,,
joias,
papeis
de credito, cereaes,
roupas,
moveis,
ferramentas,
e
sob.e
iodo
e
qual
quer
objecto
do
valor
não inferior
a
!0i;
réis.
Recébe-se dinheiro
em
deposito
a
pra
so
ou
á
ordem
abonando
juros
conven
cionáveis
A
caixa
está
aberta
todps
os dias des
de
a-
9
hora
da
manhã
até
ás
7
da
noite,'
e nos
dias
santificados eslaiâ
aberta
só até
ao
meio
dia.
0
gerente
-A. G. Ferreirinv
i.
AUenção
enxertos
João
da
Costa
Palmeira
tem para
ven
der
em
sua
quinta
em Santa
Eulalia
de
Tenões,
enxertos
de macieira, pereira,
damasqueiro,
ameixoeira,
pecegueiros
de
Amaranle,
ameixoeira
do Canadá,
nespe
reiras,
larangeiras,
nogueiras,
vides,
tudo
boas
qualidades;
bem
como
salgueiros
com
raiz,
e
estacas de
choupo.
Trala-se
na
rua
de
D.
Gualdim
n.° 2.
(572)
QUARTO
Pretende-se
arrendar
om quarto
mobi
lado,
em
casa
particular,
para
uma
pessoa
só.
Dirigir-se a esta
redacção.
wm
mu
Os
KebiqailM
mytilicos,
de
na
tureza
balsamica,
calmante,
peitoral e
ex-
peclorante,
são
o
melhor
dos
remedios
até
hoje
conhecidos
nas doenças
tossicolosas.
Caixa 200
reis.
—Meia
caixa
100
reis.
Unico
deposito;
PHARMACIA CEN
TRAL,
rua
de
Santo
Antonio,
227,
no
Porto.
Em
Braga:
PHARMACIA
DOS
0R-
PHÃOS,
.praça Municipal. (621)
TIÇÕES
BA LIUJ5 A
IKIVCtZI
Um
professor
com
longa
pratica
de
en
sino,
ofierece
o
seu
préstimo
para
leccio-
nar
gramtnalicalmente
em
sua casa
e
ca
sas
particulares,
elementos
da
lingua
fran-
ceza
compiehendendo
lèr,
escrever,
tra
duzir
e
faliar
a
dita
lingua.
A
quem convier
póde
dirigir-se
á rua
de
D. Gualdim,
casa
n.°
8.
(278)
Rua
doa
Capei
listas,
13
Defronte
da Alfandega.
Tem
no
seu
estabelecimento
os
seguin
tes objectos
abaixo
exarados
pelo
menos
preço
possível,
a
saber;
chitas
largas
bem
sortidas,
tinas
em
côr,
e
bom
panno.
a
80,
90. 100
e 110
o
covado;
ha
linda
len-
çaria
de seda
e
setim,
tanto
para
senho
ra,
como
outros
proprios
para
assoar;
guardasoes
de
seda, para
homem
e
se
nhora;
castiçaes
de
metal,
e
vidro;
jarras
de procelana;
agoa«
de
colonia; collarinhos
e
punhos
para homem;
madopoiões;
me
rinos
brancos;
pannos
crus;
lenços
de
cambraela
de
linho
para
bolso;
jarras
pra
teadas,
em
difierentes tamanhos;
adere
ços
e
brincos; sapatos
de
borracha,
pelli-
ca;
trança,
ouretlo;
gravatas
de seda,
ou
gorgoião, largas,
para
homem,
modernas;
leuçaria
de
côres
em
algoção, cassa,
sarja,
metim,
e
d’
outras
qgalidades;
lunetas
de
grau
e
oculos;
sabonetes
sortidos;
livros
de
missa;
peitos
de berlanha
de linho;
colchas
brancas, para
cama; pós
d’
arroz
em
caixinhas de vidro.
N’este
estabelecimento
ha
um
sortido,
completo
de
tudo
e
barato.
(606)
i
■i
niu,..—
,
i
o
.i..
■
i
— —
..
.....
...
n
—i,
. i
■
i ■
m
MUITA
ATTEhÇÂO
Deposito
de
biscoitos
dé
Vnlongs
1
—LARGO DA LAPA —
1
Estes biscoitos são
muito
recommenda-
veis tanto
pela
qualidade
das
farinhas,
per
feição
porque
são
feitas,
como
pelo
seu
baixo
preço
em
relação
a qualidades.
Preços porque
são
vendidos
:
Biscoito
valonguense,
1
iilogramma
280
Tosta
doce
»
280
Biscoito
mácarrão
>
280
Bolacha
doce
>
280
Biscoito
Brazileiro
300
Dito
imperial
D
330
Bolachiyba
de araruta
340
Tosta
azeda
>
190
(581)
*
FILIAL
D
a
CAIXA
LCO.VíiTlK
A
PEWHOK1STA
Sociedade
anónima
de
responsubilidada
li
mitada
Capital...................ã®O:<M»O0ODD
RUA
NOVA
DE
SOUSA,
N.° 9
(Também
com
entrada pela
’
rna
do
Campo);
BRAGA.
Na.
rua
de
S.
Lazaro,
n.°
4,
compra-se
uma*
Imagem do
Crucificado,
que
tenha
de
altura,
fóra a
cruz,
um metro ou
pouco menos.
(634)
Pretende
se
alugar
uma casa n
’
es-
ta
cidade
ou
arrabalde^
(preferindo-se
na
freguezia
de
S.
Pedro/,
cotn alguns
com-
modos
decentes,
e com
quintal
ou
quin
talejo.
Fal ar
na
rua
da
Cruz
de
Pedra,
n.°
5.
(624)
Linimento
BOYER-MJCHEL
para caval-
los, fazendo as vezes de fogo
e não deixando
vestígios do
seu
emprego M
ichbl
, pharm
a-
ceutico em Aix
(na Provença) França. —
Preço
1,000 reis.—Em
Lisb.a
o snr B irreto, L< reio, n 0 28 — 30/25)
BRAGA,
TYPOGRAPHIA
LUSITANA —
1877.
Aéç&es
e
praihissorias
de buneos
e
eompantiias
Compram-se
e
vende-se
na
rua
Nova
1e
Sousa n.°
9.
(510)
Parte de Comércio do Minho (O)
