comerciominho_12041877_625.xml
- conteúdo
-
Assigna-see
vende-se
no
escriptorio do
editor
e
proprietário
Josi
Maria
Dias
da
Costa,
rua
Nova
n.»
3
E,
para
onde
deve
ser
dirigida
todas
correspondência
franca
de
porte.-=
As
assi-
gnaturas
são
pagas adiantadas
;■ assim
como
as correspondên
cia»
de
Interesse
particular. Folha
avulso 10
rs.
ÁS
TERÇAS,
QUINTAS
E
SABBADOS
P
rsços
:
Braga,
anno
1^600
rs.«
—
Semestre
8R0
rs.^Provvn-
cias,
anno
2$000
rs
e
sendo
duas
3&600
rs.
—
Semestre
1&069
rs.^Braíil,
anno
‘á^SOO
rs.==Semestre
1&900
rs. moeda forte,
ou 8&090 reis
e
D&SílO
reis
moeda
fraca.
—
Ánnuncios
por
linha
20
rs.,
repetição
10
rs.
Para
os
assignantes
20
°/
0
d
’
abatimento.
BBAGA-ÇCWTA-®1®1
®
1
fi® EJE
AFSKHlú
Uma
folha
ainda
imberbe
que
ahi
se
diz
«Amigo
do
Povo»,
tem-nos
por
vezes
dirigido
algumas
coisinhas,
com
o
fim
de
provocar
um derriço,
para
entreter
os
seus
leitores.
Ora
como,
quando
aquelle
enfezadinho
nasceu,
já
nós,
bem
ou
mal,
escrevíamos
para
publico,
entendemos
que
não
devíamos
jogar
*as nozes
com
a
pue
ricia^
e
deixamos
sem resposta as
impo
tentes
ferroadelas
do
pequeno.
Como
as
sentamos
neste
proposito,
póde
aquelle
collega
continuar
a
brincar,
na
certeza
de
que
as
suas
travessuras
por
fôrma
alguma
rocem
pela
nossa
honra, quer
como
ca-
tholico
quer
como
portuguez:
—
pois
neste
caso
dar-se-lhe-ha
resposta
n’
uma
casa
ahi
para
o
Largo
de Santo
Agostinho; e
jamais
na imprensa, a qual
consideramos
instituição
que
nada tem
de
cominum
com
o
tablado
de
jograes, ou
com
o
soalheiro
da
maledicência.
Não
obstante
o
que
deixamos
dicto
com
relação
ao
proposito
de
não replicar
ao
menino
do
Povo, lèmos
em
os
n.
os
í9
e
20 d
’aquelle
jornal
algumas
coisas
que
nos
revoltam,
e
que
oflendem
os
nossos
sentimentos
catholicos,
assim
como
os da maioria
dos portuguezes.
Sob
a
epígrafe
Pobres,
escreveu-se no
primeiro
dos
referidos
n."s
o
seguinte
pa-
ragrafo:
«Tanta
pompa,
tanto
esplendor,
tanto
luxo
por
esses
templos,
e
a
pobreza
sem
asylo,
sem
pão,
sem
hygiene
!
Convertei
as
pratas
e
os
damascos
em
pedras
e con
strui
um
asylo
para
os
desprotegidos
da
sorte,
e
o Christo, retorcido,
agonisante
na
cruz,
lerá
ainda
um
sorriso
para vós».
Antes
de
passarmos
vista ás
doutrinas
apostoladas
nestas
linhas,
diremos
que
o
menino
sabio
que
duas
vezes
por
semana
vomita
os
bofes
a
berrar pela instrucção...,
é
o
primeiro
a
provar-nos
que a
instruc
ção
sem
religião, é zero. Vejam
os
ca
tholicos
a
semeeremonia
ultra,
a
falta
de
respeito e
educação
com
que
alli
é
tra-
ctado
N. Senhor
Jesus
Christo,
Segunda
Pessoa
da SS.
Trindade,
e
portanto
ver
dadeiro
Deus.
Para
o
escriptor
novato é
Elle simplesmente
o
Christo!
Pobre
Voltairito
de
babeiro!
—
diria,
fallando
do tal
menino,
um
nosso
escla
recido
amigo
—
.
No
trecho
a
que
acima
alludimos
não
se
préga
a
igualdade
e
fraternidade
evan
gélica:
—alli
não
se
diz
ao
pobre:
sè
bem
morigerado
e
sobrio; reparte do
pouco
que tens
com
o
teu
similhante
que
tem
menos
ainda;
não
se
diz
ao
rico:
não
deixes
vasia a
mão
que
se te estende
pedindo
uma
esmola,
modera
o
teu
luxo,
ergue
com
o produclo
das
tuas
pratas
e
trens
custosissimos
um
asylo
de
mendi
cidade,
passa
fazendo
bem
ao
teu
proxi-
mo.
Nada
d
’
isso:
o
menino
recrava
fa-
mulenlos
olhos
nos
catholicos,
e
d‘
z-lhes:
tirae
das
vossas
egrejas as pratas,
os
damascos
e quanto
é indispensável
ao
ex-
pleudor
e
decencia
do
culto
externo,
e
convertei
tudo
isso
em pedras;
porque
o
explendor
e a
decencia
são
monopolio
justo
dos
palacios
dos
grandes,
das
casas
de jogo,
e
dos alcouces
em
grande es
cala.
Eoi
esta
mesma
doutrina
a que
em
França
produziu
as
scenas
horrorosas
de
1793,
e
as
mesmas
que
se
observaram
na
invasão
de
Portugal
em
1808.
Junol
deixou
n’
uma
proclamação
estas palavras
memoráveis:
«O
imperador
manda
prole-
ger-vos,
e
eu
vos protegerei—No
entanto
dae
para
cá
uma contribuição
de
guerra
e
as pratas das
vossas'egrejas»
.
Também
n
’
essa
época
havia
em
Braga
quem
perfilhasse
e applaudisse
as
doutri
nas
de
que
o menino
do
Povo
é
prégador
em
1877, e
aos
quaes
o
povo alconhára
de
jacobinos.
Para
edificação
do
pequenino livre-
pensador
vamos
dizer-lhe
que=-uma
das
maiores
notabilidades
jacobinas
d
’
aquella
epoca
e
que
. prodigava
copos
de vinho e
alguns
cobres
ás
turbas
para
que
estas
levantassem
vivas
a
Junot
e
assentissem
no
roubo
das
pratas dos
templos,
foi
pe
lo mesmo
povinho
rúdemenle
assassinado
á
porta
da
alfandega,
e
debaixo
das
Ar
mas
Portuguezas,
que
elle linha
assistido
a
mandar
picar.
' Depois
de
morto
o
jacobino,
foi
o
seo
cadaver
arrastado
por
um
carrejão
até
fó
ra
da
porta
da
sachristia
da
egreja
de
S.
José
de
S.
Lazaro,—
á
qnal
um
anno
an
tes
precisamente
tinha
elle
ido
roubar
as
pratas
das lanternas,
thuribulo
e
cruz
—
,e
alli
foi
enterrado.
Na
occasião
em
que o
roubo
se
dera,
vãmente
os mezarios
do
SS.
lhe
pediram
que
ao menos deixasse
concluir
a
func-
ção
do
Lausperenne,
que
se
estava cele
brando.
A
nada
o
ímpio
bruto
se
movêra
I
Uma
coincidência
a
notar
aqui:
seria
mero
accaro,
ou
castigo,
providencial ?
Voltando
á
questão,
diremos
ao
«Amigo
do
Povo»
que
a
doutrina
por
elle
expen
dida
é
tal
qual
a
seguida
em
todos ,os
tempos
pelos
rotibadores
das
pratas
e
bens
da
Égreja.
Depois
do
roubo geral de 1808,
apparece-nos
o
de
182
‘
<
a
1822,
dizendo-
se
então
—
como
lhe
podemos
provar
com
documentos:
Os
frades
são
arvores
para
sitas:
as
suas
casas
estão
cheias
de
man
driões,
e
as
portarias
dos
seus
conventos
estão
lambem
sustentando uma
caterva
de
ocçiosos
e
inúteis.
Acabe-se,
pois
com
os
frades;
e
os
seus
bens
e
alfaias
passarão
para
nós e
para
os
mendigos,
para
os
quaes
crearemos
asylos.
Isto
não
só
ouvimol-o,
mas
ainda
ago
ra
o
acabamos
de
o
ler n’um
impresso
que
temos
á
mão.
Este
projecto,
declarado
medida
im-
politica
em
1826
a
1828,
foi
levado
a
effeilo
em
1832
a
34,
na
occasião
em
que
se
prometliam
liberdades
e
mais
li
berdades,
suprema
garantia
individual
e
de
propriedade,
etc., etc.,
etc.
Cêrca
de 500
conventos
foram esbu
lhados, e
expulsos
os
seus
habitantes,
muitos
dos
quaes
vieram
a
perecer
de
tome.
E
viva
a
liberdade,
a
santa
liberdade,
ó
amiguinho
do
Povo!
Saberá
o
menino
dizer-nos onde
pa
ram as pratas
d
’esses
conventos,
e
o
que
d’
estes
e
dos
seus
grandes
rendimentos
se
ha feito? Saberá dizer-nos quantas
d’
essas
casas,
que
sustentavam
centenares
de
pobres,
foram
convertidas
nos
promet-
tidos
asylos?
Olhe
que
em, todo
o
con
tinente
não
existem,
que
nós
saibamos,
senão
uma
meia
duzia
de
asilos
de
men
dicidade,
ou
de
entrevados,
erectos
nas
casas
dos
conventos,
sendo
mais
do
tri
plo
dos que
existem
fundados
por par
ticulares,
e
em
casas
particulares:
para
não
ir
mais
longe
citamos-lhe
Braga,
Por
to, Guimarães,
etc. etc.
Que
o
nosso
pequeno
livre-pensador
pedisse
que alguma
das
casas
de
commu-
nidades,
que
vagasse,
losse dada
á
fun
dação
d’
um
asylo;
era
justo
e
conforme-
mente
aos
desejos
de lodos
os
catholicos;
mas
agora
cubiçar
as
pratas
e
os
damas
cos
das
egrejas,
—
para
o
que
o menino
decerto
não
deu um
real
—
afim
de
con
verter
umas
e
outros
em
pedra;
isso
só
d’
um amigo
do
povo,
do
feitio
do
nosso
jornalistasinho.
Dêmos
agora
um
salto.
Em
o
n.°
20
enlretetnse o
amiguinho
do
povo em
ridi-
cularisar
a
próxima
peregrinação
a
Roma.
Não
respondemos
ás
baboseiras
que
alli
se
nos
deparam.
Ninguém
dá
o
que
não
possue.
Quem
desrespeita
a
Deus
e
gra
ceja
(!)
com as
cousas
mais
santas,
como
por
vezes
tem
feito
o
collega,
não
é
mui
to
que
não
deixe
de
botar
laracha
a
res
peito
uos
miseros
morlaes.
O
que
porem
não
podemos
deixar
pas
sar
sem reparo,
é
uma
falsidade
enorme
que o
menino
alli
escarrou
com
um
des
caramento
inaudito.
O
desmentido
ao, me
nino
pode
ser
dado
por
umas
200
pes
soas;
e
nós
vamos
dar-lh
’
o
unicamente
paia
que,
do
nosso
silencio,
os
de
fóra
de
Braga
não
infiram
que
o
facto
engen
drado
pelo
Voltairezinho
tenha
alguns
lon-
ges
de
verdade.
<
Escreve
o
menino:
«E
que
ha-de
fazer
a
Associação
Cailío-
lica
de
Braga
l
Ora
oiçam:
a
Associação
Calholica
ti
nha
um
saldo
de
200^900
reis;
esta'quan
tia
promeltera
ella
empiegal-a
n
’um
asy
lo
de
mendicidade,
medida
altamente
lou
vável:
mas
por
um
o estes
caprichos
do
gmáticos,
espantosos,
e
depois
de
recon
siderar,
deliberou
que
os
260^'JÕO
reis
fossem
entregues ao
snr.
padre
João
Vel-
lozo,
para
a
representar
na
augusta Ro
ma».
Parece
incrível
que
tão
desfaçadamen-
te
se
falte
á
verdade.
FOLHETIM
mi
J.
M.
DE
MACEDO.
0S
BOIS
àlSOUS
ROMANCE BRAZILEIRO
VOLUME
II
XVI
Os
dois irmãos.
—
Queestás
dizendo?...
é verdade
o
que
acabas
de
dizer
?,..
—
Sem duvida.
Como
chegaste
a
saber
d
’isso?... co
mo has
de
Conseguir...
—
E
’
o
segredo
da
minha
vingança.
—
Nada
de
vingança,
irmão.
—
Fui
offendido
de
mais.
Conta-me
o
que
houve:
eu
te
es
cuto.
— Para
que?...
—
Quero
aconselhar-te,
João.
—
Eu
não
vim pedir-te
conselhos.
O
velho
Rodrigues
deixou
cair
a
ca
beça
tristemente,
reflectiu
alguns
instantes
e depois perguntou
:
—
Com
que
fim
pois
vieste
vêr-me?
—
Tenho que
dizer-te.
—
Falia.
—
Meu
irmão, até hoje
de manhã
um
só
pensamento nos
occupava:
d’oravante
nossos
desígnios
são
distinctos.
Até
hoje
pensamos
sómente
em
fazer
bem
:
tu
con
tinuas
sempre
com
a
mesma
ideia;
eu
porém
estou determinado
a
fazer mal.
—
Adiante
disse
Rodrigues.
—
Vim pois
dizer-le
o
que
descobri,
o
que
sei,
o
que
pretendi
e
não pude
fazer,
pàra
que
tu
fiques
trabalhando
para
completar
a obra,
que
começamos juntos,
e
que
pela
minha
parte
não
posso levar
ao
cabo.
—
Então
o
que
ha
’
—
Salusliano
está
com
effeito de
posse
da
decima segunda
carta...
—
De
certo
?
—
Eu a
vi.
—
Tu
?...
—
Eu
a
li...
tivea
em
minhas
mãos!
—
Oh
!...
—Trabalhavamos
eu
e
elle
em
seu
ga
binete
particular:
annunciou-se
um
ho
mem
que
tu
conheces
bem,
e
elle
quiz
ficar
a
sós
com
esse
homem:
desci:
meia
hora
depois
os
dois
desceram por
sua
vez,
e
eu
subi
de
novo...
a
porta do
quarto
de
Salusliano
eslava aberta,
entrei...
a
carteira
velha
linha
a
chave
na
fechadu
ra,
abria-a...
toquei
no
segredo
da
pri
meira
gaveta
do
lado
esquerdo,
e
a
deci
ma
segunda estava
lá!..,
—
Bravo!... bravo!...
exclamou
o
ve
lho
Rodrigues
sem
lembrar-se
do
que
an
tecedentemente
lhe
dissera
seu
irmão.
—
Emíiin!... exclamei
eu,
continuava
João;
e
abrindo essa
carta
fatal,
li-a
de
novo;
mas
quando
já a
guardava
no
bol
so...
uma voz
terrível soou
a
meus
ouvi
dos,
e
um braço
forte
veio
deter
meus
passos...
—
Ah!...
—
Era
elle,
Rodrigues
;
e
duranle
al
gum
tempo
luctamos
aihbos
desabrida
mente...
em
fim
a mocidade
venceu...
—
A carta
?
—
Ficou
outra
vez em
suas
mãos
!
—
Oh
!.,.
—
Os
pés do
mancebo
pisaram
o
rosto
do
velho
!...
—
E
a
carta?...
acarta?., exclamou
Ro
drigues.
—Está
lá.
—
Insolente
moço!...
e
elle
não
tre
meu?
'
—
Tem
ouro.
—
Oh
!
desgraçado!...
—
Sim...
desgraçado...
imprudente!...
elle
ha
de
tremer,
porque
eu
rne
hei
de
vingar.
O
velho
Rodrigues deixou
cair
de
no
vo
a
cabeça,
e
pareceu
abismado
em
pro
fundas reflexões.
João
ficou
olhando
para-elle,
e
relle-
ctindo
lambem.
Ambos
aquelies
velhos meditavam
: o
primeiro
pensava
nos
meios
de
chegar
a
uma
completa
harmonia; o segundo
so
nhava
com
a
vingança.
Levantaram
a cabeça
ao
mesmo
tem
po
: Rodrigues
exhalando
um longo
sus
piro,
João
desprendendo
um
surdo
ge
mido.
Era o
acordar
da
paz
e
da
guerra.
—
João,
disse
Rodrigues,
sabes
de
quem
me
estava
lembrando?
—
Não;
de
quem?
—D
’
elle.
—
Do insolente
?
—
De.
seu pae,
João
—
E
eu
de
sua
mãe,
Rodrigues.
—
João,
perdoemos
áqueiles
que
eslão
na
eternidade.
—
Sim;
mas
castiguemos
os
máos
que
pesam
n
’este
mundo.
O
velho
Rodrigues
sacudiu
a
cabeça,
suspirou
de
novo,
e
depois
cruzando
as
mãos
sobre
o
peito
disse
com
voz
terna
e commovida :
—
João,
pela
memória
do
nosso
bom
amigo
perdoa
a
injuria, que
recebeste
de
seu filho.
João conservou-se
muito
tempo
em
si
lencio olhando
para
seu
irmão,
que me
lancólico
e
piedoso
tinha
ainda
as
mãos
cruzadas
sobre o
peito, como
se
estives
se orando.
—
Rodrigues,
murmurou
emfim
o
velho;
esse
atrevido
mancebo
calcou
o
pé
sobre
o
meu ventre !
Por
unica
resposta
duas
grossas
lagri
mas
correram
pelas
faces enrugadas
do
velho
guarda-portão.
—
Que
é
isso,
homem?...
perguntou
jJoão.
Não
somos
presidente, nem
membro
da
Direcção;
porisso
não
faremos
o
que
em
tal
caso
deveríamos
fazer
ao
articulis
ta;
porem
como
socio
d
’
aquella
corpora
ção, e
coroo
auctor
d
’
uma
proposta
una-
nimemente
approvada,
diremos:
Não
é
verdade
que
a
Associação te
nha
um
saldo
de
200$000
reis,
que
pro-
meltesse
empregar
n'um
asylo
de
men
dicidade.
A
presidência
lembrou
há
dias
que
lhe
parecia
agora
opportunidade
para
a
creação
d
’
um
asylo
de
mendicidade.
—
a
qual
uma
das Direcções
passadas
ini-
ciára. Foi
o que
se
passou
ullimamente
a respeito
d
’
este
assumpto,
sobre
o
qual
vamos
esclarecer
o
menino.
Quando
se
projectou
a
fundação
d
’aquelle
asylo,
a
alludida
Direcção
convocou
uma
reunião
magna,
que se
effectuou
na
sala
do
Deíinitorio
da
Ordem
Terceira.
N
’
essa
occasião.
ou
por
falta
da
direcção
neces
sária,
ou
porque
da
parte
d
’alguem
hou
vesse
mais
filantropia
do
que
verdadeira
caridade
christã,
íicou
sem
eífeito
aquella
excellente lembrança.
Chegaram
a
fazer-
se
varias
promessas
e
subscripções.
ácêrca
das quaes
nos
recordamos
do
snr.
commendador
Fulgencio.
que
promelteu
para
fundo
um
conto
de
reis
em
inscri-
pções,
ou
600$000
reis
em
dinheiro.
Nós,
como
muitos outros,
lambem
promelte-
mos
concorrer
com
o
nosso
'
humilde
obu-
lo,
dando
mensalmente
a
quantia
que
po-
desseraos,
ou ao
menos
aquella
que
cos
tumamos dar aos
pobres.
Não
vimos,
po
rém,
lá
o
nome
do
amiguinho
do
Povo,
que
tão despapadamente
aconselha,
em
logar
da
subscripção,
o
roubo
dos
damascos
e
pratas dos
templos.
Saiba pois
o
collega
que
faltou
redon
damente
á
verdade
affirmando
que o tal
saldo
de 2005000
reis
havia
sido
applica-
do á
creação
do
asylo,
e
que,
por
ca
prichos
dogmáticos
e
espantosos, a
Direc
ção reconsiderasse,
deliberando
dar
essa
quantia ao
snr.
padre
João
Velloso
para
este
ecclesiastico
ir a Roma
representai-a.
A
verdade
é
que
a
Direcção
resolveu
ajudar o
indivíduo
que
a
representará
em
Roma,
destinando
para
isso
uma
pequena
quantia
que
fóra votada
para
a
academia
que
não
chegou
a
realisar-se;
e
que
para
o
mesmo
fim
se
promovesse
uma
subscri
pção
entre
os
associados.
Essa
subsctipção
acha-se
já
aberta. Para
ella
com
muito
gosto
subscrevemos.
E’
mais
um
desgosto
dogmático
para
quem
quer
que
aconselhe
o
roubo
das
pratas
das
nossas
egrejas.
Por
esta
occasião
diremos
aos
asso
ciados
d
’aquella
Associação,
que
não
pres
tem ouvidos
aos
Judas,
embora
apeque-
nitados.
São
elles
os
successores’
do
que,
ha
já
i844
annos,
disse,
vendo
a
Magda-
lena
derramar
o
vaso
de
balsamo
precio
so
aos pés
de
Nosso
Senhor
Jei-us
Chris-
to:
Para
que é
este
desperdício
?
Não
seria
melhor vender
o
balsamo,
e
dar
o
seu
producto
aos
pobres?
—
Ao que
o
Di
vino
Mestre
respondeu:
O que
esta
mulher
fez,
foi
uma
cousa
boa,
e
que
será
lou
vada
sempre.
A
mim
poucos dias
tereis
1
entre
vós,
e aos
pobres
tel-os-heis
sem
pre.
Outrotanto
poderemos
applicar
ao
caso
presente.
O
Summo
Pontífice
acha-se
no
fim
da
sua
existência
terrena,
e,
ainda
que
toda
ella
tenha
sido
um
milagre,
não
poderá
prolongar-se
muito.
Vão.
pois,
os
fieis
de
todo
o
mundo
levar
consolações
ao
Augusto
prisioneiro
do
Vaticano,
que
tan
to
d
’
ellas
tem
neccessidade.
Levemos-lhe
o
nosso
obulo
e
as
nossas
homenagens,
que
infelizmente
serão
as
ultimas,
por
que
pouco
mais
tempo
elle
viverá
entre
nós.
Agora
para
terminar,
e visto
que
o
«Amigo
do
Povo»
é
muito
amigo dos
po
bres,
vamos,
juntamente
com o
collega,
que porcerto
nos
não recusará a
cama
radagem,
fazer
o
seguinte
PEDIDO.
Aos
snrs.
que costumam
fazer
em ju
lho
uma
festança
de
pirraça,
pedimos
que
ajuntem
os cobres
a
ella
distinados,
e
com
elles
deem
de
comer
a
quem
tem
fome
e
vistam
os
nus.
Convertido
assim
o
fbguetorio,
o
vi-
vorio,
o
muzicorio
e
o
illuminorio.
em
obras
de
caridade
e
benificencia,
terão
celebra
do
uma
festa
grandiosa,
que não
nos
cançaremos
de
elogiar
e
bemdizer. Amen.
màrwí
Cenaura inimereeida.—
O
«Jornal
do
Minho» censura
o
director
do cor
reio
de
Braga,
por
não
se
distribuir
a
correspondência
de
Lisboa
a
tempo
de
se
poder
responder
no
mesmo
dia.
Para
se
ver
quanto
infundada
é
a
queixa,
basta
observar,
que
a
correspon
dência,
vinda
do
sul,
chega
á
Direcção
por
cêrca
do
meio-dia
e que
á
meia
hora
se
tiram da
caixa
geral as
cartas
para o
sul
dirigidas.
Ora
é
claro
que
em
30
minutos
não
se
póde
apartar,
marcar
e
distribuir
a
grande correspondência
vinda
para
Braga,
e
muito
menos
fazer
tudo
isto
com
an
tecipação, que
permitta
responder
na
volta
do
correio.
Se
em
vez de
meia
hora,
que
para
este
serviço
ha. houvesse
uma, que
não
ha,
e
se
não juntasse,
como
para
de
mais
se
junta
o
trabalho
da
expedição
do
cor
reio
para
Guimarães
e
Povoa de
Lanhozo;
ainda
difficilmente
se
poderia
eflectuar
a
entrega
com
a
antecipação,
que
se
quer.
Assim,
é inleiramente
impossível,
e
apesar
da
allirmativa
do
«Jornal
do
Minho»
nós
asseveramos
que ninguém fez nunca
tal
milagre,
e
em
nosso
apoio
apresentamos
o
testimunho
de
Braga
inteira.
Catíseqiaeise «»os
presiGS.
—
De
com
binação
com
as
respectivas
authoridades,
começou
ante-honlem
uma
cathequese
e
praticas
aos
presos
das
cadeias
d
’
esta
ci
dade, como
preparação
para a
desobriga.
O
snr. arcebispo
encarregou
d
’esta
missão, o
snr.
padre
João
Rebeilo.
No
proximo
domingo
ser-lhes-ha
le
vado com
todo
o
explendor e
pompa
o
Sagrado
Viatico,
sendo
acompanhado pelas
authoridades,
alguns
seminaristas
do
Se
minário
Conciliar, e
collegios
dos
orfãos
de
S.
Caetano,
etc.
Fallecimento.
—
Acaba
de
fallecer
n’
esta
cidade
a
exc.
ma
snr.a
D. Anna
Can-
dida
Vieira
Marques,
esposa
do
snr.
Antonio
Ignacio
Marques,
ao qual,
bem
como a
seus
filhos
e
genros, damos
os
nossos pe-
sames.
Tem
hoje oílicios
no
templo
dos Con
gregados,
antes
de
ser
o
seu
cadaver
con-
dusido
para
o
cerniterio.
CONVITE
Antonio
Ignacio
Marques,
seus
filhos
e
genros
pedem
aos
seus
amigos
para,
ho
je,
12
do
corrente,
assistirem
aos
oílicios
do
corpo
presente,
que
por
1
1
horas
da
manhã terão
logar
no
templo
dos
Congrega
dos
sufragando
a
alma
da
sua
muito
pre-
sada
esposa,
mãe.
e
sogra,
a
exc.
1113
D.
Anna
Candida
Vieira
Marques,
bem
como
pa
ra,
findos
estes,
acompanharem
ao
cemi
tério
o cadaver
da fallecida.
CoSlegU»
de
S.
Ç
jsííz
.
—
Tem
aflluido
grande
numero
de
alumnos
a
este
excel
lente
ceilegio,
que
continua
a
funccionar
com
toda
a
regularidade.
As
famílias
que
o
teem visitado lou
vam
muito
o
aceio
e
boa ordem
com
que
está
montado
aquelle
nascente
estabele
cimento.
Obíto.
—
Falleceu
era Lisboa o snr.
dr.
Ernesto
Augusto
de
Castilho
e
Mel
lo,
empregado
superior
na
repartição
d
’
instrucção
publica,
e
ouir’ora
secretario
geral
do governo
civil
n
’
eslre
dislricto.
Pronietisa.
—
Em
cumprimento d’
uma
promessa,
o
exc.
100
dr.
Antonio
Maria
Pi
nheiro Torres
mandou
no
dia
10
celebrar,
a
expensas
suas,
uma
missa
solemne,
com
exposição
do
SS
,
a
N. Senhora
da
Aju
da,
no templo
de
S. Sebastião das
Car
valheiras.
Aknniversario.
—
Na
egreja
do
con
vento
dos
Remedios
cantou
se
hontem
uma missa
para
commemorar
o
2.°
anni-
versario
do
passamento
do
sempre
chora
do padre
Martinho
Antonio
Pereira
da
Sil
va.
Sentimos
que
o
promotor d
’
esta
home
nagem
á
memória
honrada
d
’
aquelle
vir
tuoso
clérigo
não
fizesse publica
a
hora
a
que seria
celebrada,
pois
que
a
nós,
as
sim
como
a
muitos
outros,
era
desconhe
cida,
o
que
lez
com
que
já
estivesse
ter
minada quando chegamos.
Exames
*8wo ennitidato»
aa
ma
gistério
primaráo.—O
jury
dos
exa
mes
dos
candidatos
ao
magistério
prima-
rio
n’
este
districto
é
composto
dos
seguintes
indivíduos:
Domingos
Moreira Guimarães, Julio
Celestino
da
Silva,
Antonio
Lopes
de
Fi
gueiredo,
Manoel
Alves
de
Castro,
José
Maria
Rodrigues,
Alfredo
Alves Passos,
Joaquim
da
Silva
Barros, e
as
snr.3’
j
Anna
Maria
de
Souza,
D.
Maria
José
res
Pinto
e
D. Maria
Emilia
Lopes
d,
Silva.
Conimtinísmo.—
Um
collega
tran,
screve
os
seguintes
períodos
que
o jo
rQj
i
«Le
Mirabau»,
publicado
na
Bélgica,
a
p
te,
sentou
no
anniversario
da communa:
«Fuzilando
senadores,
arcebipos,
g
e|)
darmes,
sem
julgamento,
a
communa
ira-nos
que pira
com similhantes
scelen
dos
basta
o
reconhecimento <la
sua
ei
tidade,
e
que
a
revolução
deve
extermi^
a
classe
burgueza.
O
nosso
cancro
é
a
burguezia.
E
’
(
nosso
unico
inimigo. E’
pois
preciso
ei»
pregar
toda
a
nossa
virilidade para a
rj
duzir
ao
nada.
Organise,
pois,
o
proletariado
revoli,
cionario
a fim
de
estar
preparado para
j
dia
em
que
o
sino
locar
a
rebate.
Morte
aos
burguezes,
aos
nossos
amos
Que
o archote incendiario,
o
petroleo,;
picareta
e
o
martelo
destruam
os
rnoni.
mentos
e
os
palacios da
burguezia
!
E
’
f
unico
meio
de
a
ferir
no
coração».
Isto
dispensa
commentarios.
1
’ortuguezen falleei«lo«.
—Em pei
nambuco
fallecerarn
os seguintes
porluguf,
zes:
Em 9 de
março,
José
Joaquim Duarj
Pereira,
97
annos,
cisado;
em
13,
Joaquii
Duarte
Motta,
29
annos,
solteiro;
José F
b
nandes,
29
annos,
solteiro;
em
17,
A.lip
Pereira
da Silva Ferraz;
14
annos.
Couve
«a Ce» «le frades enpmln
salsos.
—
Diz
um
jornal
de
Valência
(Hs
panha)
que se
vae
installar
n
’
aquella
cj.
dade
um
convento
de
frades
capuchinho
composto na
sua maior
parte
de
frade
hespanhoes
que
foram
expulsos
em
teinj
e
que
teem
estado
em
França.
I)u
iFígaro.—
Um coronel
communisli
ao
sair
de
casa,
repara
que
as
suas bote
não
estão
muito
luzentes.
Volta-se
cot
tristeza
para
um
capitão
que
o
segue,
i
diz-lhe:
—
Ora,
Isidro, isto não
tem
geilo
«
nhum. Promovi-te
a
capitão
e
aqui
est
como
tu
rae
engraixas
as
botas
!
Vejam
se
o entendem...
A
ehlnde <!os tolos.—
Sob
esta ep
grafe
conta
um
collega
de Vizeu
o
st
guinte:
Assim
se
pode
chamar
a
cilaleJe
Cheel,
na província
d'Anvers,
pois
lu
600
annos
que
é
o asylo
de
muitos
li-
naticos.
Acida
tem
11:00'1
habitantes»
quaes
tem
a
seu
cargo 1:300
tolos estm
geiros
que
vivem
com
as
famílias
d
’il
e são tratados
com grandes
considen
ções.
Os
meninos,
desde
a
sua
mais
lena
edade,
aprendem
o
ollicio, e
lodos
os
lu
bitantes
sabem
tratar
bem
os
pacientei
Um
dos
castigos
sociaes
mais
severos
se
pode
infligir
a
uma
familia de
Cliet
é
declarar
que
não está
nas
circumslíi
cias
de
ler
esta
classe
de
hospede.
Os doidos
repartem-se
entre os hal»
tanles
da
cidade,
segundo
sua
posiçii
sendo
as
melhores
famílias
as
que
laza
—
Não
é n.>da
;
respondeu
Rodrigues:
isto
não
é
nada...
choro... ha
bem
tempo
que
o não
faço.
E
depois
balbuciou
dolorosamente
:
—
Pobre
amigo
1...
está
morto!... não
póde
valer
a
seu filho...
E as
lagrimas
começaram
a
cair-lhe
quatro
a
quatro.
Alguns
momentos
depois
os
dois ve
lhos
choravam
juntos
e
abraçados
um
com
o
outro.
—Perdoa-lhes,
João?
perguntou
(inal-
mente
Rodrigues.
—E
esse
pobre
Cândido,
irmão?!!!
—
Devemos
fazel-o
feliz,
é verdade.
—Mas
aquella
carta...
—
Podíamos prescindir
d
’
ella
;
porém
n
’
esse
caso
teríamos
mna
mulher
desgra
çada...
e
criminosa!
—
Que
nos
importa.,
é um
castigo.
—
Não,
de
modo
nenhum,
João
;
eu
espero ainda tudo
da Providencia.
—
Bem ;
crés
então
que
devemos
cru
zar
os
braços?...
—Também
não;
escuta:
eu
vou
fallar
a
esse
presumido
moço,
que
te
insultou.
—
E
para
que
lira?...
qué lhe
irás
di
zer
?
—
Contar-ihe-hei
ainda
uma
vez
a
nos
sa
historia.
-Rir-se
ha
d
’ella.
—
Lembrar-lhe-hei
o
crime
que
com-
metteu...
—
Zombará
de
ti, Rodrigues.
—
Hei
de
assustal-o com
teus
projectos
de
vingança.
—
Rtr-se-ha
de
novo.
—
Exigirei
por preço
de nosso
silen
cio,
e
como
condição
para
vencer o
teu
ressentimento,
a
entrega
da
carta
fatal.
—
Mandar-le-ha
lançar
na
rua
pelos
seus
escravos.
—
Não,
João;
elle
ha
de
entregar-me
a
carta.
—
■Nada
conseguirás.
—
N
’
esse
caso justiça será
feita.
—
Bem.
—
Adeus,
João;
dentro
de
duas
horas
estou
de
volta.
—
Eu
te
espero,
respondeu
João.
O
velho Rodrigues
tomou
o
chapeo,
e
dirigiu-se
á casa
de
Salustiano.
xvia
Tia
e
sobrinha.
Pouco
mais
ou
menos,
á
mesma
hora
em
que
o
velho
Rodrigues
se
dirigia
á
casa
de
Salustiano,
uma
escrava desceu
do segundo
andar
do
Ceo-côr-de-rosa,
e
entrando
na
saia
do
primeiro,
onde
se
achava
Ceiina,
disse-lhe
que
sua
lia lhe
pedia
quizesse
subir
ao
seu
quarto
v
para
dar-lhe
uma
palavra.
—
Diga-lhe
que
já
vou
;
respondeu
a
Bella
Orfã.
E
pouco
depois
subiu
a
escada
vagaro
samente,
e
pensando
no
que
poderia
ter
dado
logar
para
tal
conferencia.
Ceiina
não
podia aborrecera
ninguém;
mas,
desde que
soubera
da
scena,
que
no
jardim
tivera
logar
entre
Marianna
e
Cândido, começara
lambem
a
desconfiar
muito
de
sua
tia.
Marianna
estava
em
seu
quarto,
aba
tida
e pensativa,
sentada
em
uma cadei
ra
de braços
:
o
franzimento
de
sua
fron
te,
seus
olhares
ás
vezes amortecidos, ás
vezes
pasmos,
e
sempre
cravados
no
chão,
e finalmenle
um
não
sei
que
descuido
em
seu
penteado
e
em
seus
vèstidos,
pare
ciam
revelar
que
uma
dôr
profunda
e
transidôra
a
atormentava.
Também as
ricas
e
grandes
senhoras
padecem
no fundo d’
alma
!
por
delraz des
ses
brilhantes
adereços
e
custosas
joias,
que
lhes
ornam
e
cobrem
o collo, está
ás
vezes
aberta
uma
fenda,
que
lhes
vae
até
o
amago
do
coração;
e
esses
lábios
que
se
sorriem
tão
graciosos,
estão
mil
vezes
a
ponto
de
ser
desmentidos
pelo
pranto
dos
olhos;
e
essas
palavras
de
pra
zer
e
felicidade,
que
se
dizem
nas assem
bleias
fazem ás
pobres
miseras,
que
as
pronunciam,
uma
acerba
e
terrível
ironia
!
ellas
rindo-se
tanto
e
tão
á
força,
e
sen
do
tão
desgraçadas
n
’almal! Doirado
vaso,
que
encheram de
fel,
cofre
aprimorado,
que
esconde
perigoso
arcano...
alii ten
des
a
imagem
de
todas
essas,
que
são
como
Marianna.
Escravas
sempre
da
vaidade,
as
mu
lheres
achara
sempre
na
vaidade os
seus
tormentos
e
o
seu
castigo
;
luclam
annos
inteiros umas
com
as
outras,
e tem
por
armas
os
vestidos
e
as
joias,
os sorris
e
os
olhos:
e
uma doe-se,
recebe um gol
pe cruel
sómente
porque
o
vestido
de
o*
tra
é
mais
bello;
e
não
dorme
uma
noin
inteira
porque
appareceram
uns
olhos
prt
los
que
valem o
dobro
dos
seus!...
u#
isto
não
é nada,
o que
é
tudo
é
a vaidt
de
dos
sentimentos,
que obriga
a
rir
coi
o ceo
nos
lábios,
tendo
o
inferno
dentr
do
coração,
que
obriga
a
fingir-se
vet
turosa
quando
se
é
desgraçada!...
Este
em
torturas
e
dizer—
sou
feliz!
—
engtf
o
mundo
por
causa
do mundo,
e
ser
invejada
e
não
parecer
vencida,
nt*
mesmo
nos
mimos
da
fortuna
!... Ro11
riqueza
vestindo
tão
grande
misériaI...
Deve
ser
bem amargosa
vida!
Porém
Marianna
sentiu
que
subiattb
escada,
e
conheceu
as
pisadas
de
sua
sí
brinha:
immediatamente
uma
revoltiÇ*
completa
se
operou
n
’
ella
;
sua
fronte
deset
rugon-se,
seus
olhos
ergueram
se
e
i>
,h
lharatn
:
em
um
momento,
e
com
totb
fí
sa
habilidade
que
caracterisa
as
senbo^
fez
desapparecer
todos os
descuidos
»
seu
toilelle
e
enfeitou
os
lábios com
”
sorriso
angélico. Era,
embora
sua
nha,
uma
moça
bella
e
portanto uma1*
vai
que
cheg
va. A
mulher
infeliz
e
a»
lida
cedeu
o
legar
á
senhora
das
fc’
e
dos
prazeres
:
a
verdade
foi
abahda,
mentira
ergueu-se.
(ContinW
cargo
dos
lunáticos
mais
ricos.
A
propor
-
ção das
coras
é
de
60
a 7a
por
100.
Os
pacientes
deixam
muito
dinheiro
na
cidade,
por
cuja
razão
toda
a
familia
de
seja
ter
orn ou
mais loucos
a
seu
cargo.
Cheel
divide-se
em
quatro districtos e
ca
da
um
d
’estes
tem
um
medico
e
um
ze
lador.
Xotavel fenomeno. —
No
dia
30
do
passado, os
curiosos
de
Nápoles
agru
pa
vam-se
em
todas
as
ruas
d’
onde
se
avis
tava
o Vesuvio,
para
vêr
o
fumo
aver
melhado
que
d
’elle
sahia
e
que
fazia
crer
n
’
uma
próxima
erupção.
Eis
a
explicação
que
M.
Palmieri
deve
d’este
fenomeno:
Os
curiosos,
hontem
de
tarde,
deita
vam
seus
olhares
para
o
Vesuvio,
porque
viam
apparecer
no
fumo
um
tanto
abun
dante
a
reverberação do fogo
que
arde
no
interior
da cratera.
Este
fenomeno
produz
se frequentemente,
com
mais
ou
menos
energia,
desde
18 de
dezembro
de
1875;
muitas
vezes
as
nuvens
cobrindo
o
cone
impedem
de
ver
o
fenomeno,
e
outras
o
fogo
é
verdadeiramenle
invisí
vel,
em consequência
de
desprumamentos
que se
produzem
na
cratera
nova.
O
periodo
eruptivo
segue,
pois,
lenta
mente
o
seu
ctirso
com
ligeiros
progres
sos.
O
fogo
é
um
pouco
profundo,
e,
por
tanto
a
lava
não
póde
vêr-se
no
exterior.
A
cratera que
visitei
hontem
apresentava
sublimações
mais
abundantes
de
chlorelo,
e
exhalava,
com
o
fumo
avermelhado,
aci
do
chlorydrico.
Além
d
’
isso,
as fumaradas
de
ao
redor
tinham
uma
temperatura
mais
elevada.
Os
ácidos
do
fumo,
misturados
com
a chuva
d
’
estes
últimos
dias,
causaram
graves
prejuízos
ás plantas
dos
campos
circumvisinhos,
e causarão
talvez
outros
mais
graves
á
medida
que
a
primavera
avança.
Os apparelhos
syemicos
do obser
vatório
são
d
’uma
agitação
proporcionada
á ligeira
actividade eruptiva do
vulcão,
e,
até ao
presente,
não indicam um
cresci
mento
proximo
sensível.
Midhat
JPacJíM.—
Midhat-Pachá
che
gou
no
dia
3
do
corrente
a
Marselha
e
hospedou-se
no
Grande-Hotel
acompanha
vam-no
Ires
secretários.
Ahi
vão
as
minu-
ciosidades
que fornece
o
«Pelit-Marseil-
lais-, periodico
da
cidade:
O
ex-gran-vizir,
que
terá
os
seus cin-
coenta
annos, é
de uma
estatura
acima
de mediana.
As suas
grandes
barbas
são
já
nm
tanto grisalhas.
Se
abstrahirmos
do
larbousch,
usado
habilualmenle
pelos
sub
fitos
ottomanos,
podemos
dizer
que
Midhat-Pachá traja
á
europeia.
Os
seus
secretários—
ires
rapazes
de
uns
vinte
annos
—
parecem
intelligenlissi-
mos.
Nenhum
d
’
elles
falia
francez.
em
contraposição
com
Midhat, que
se
exprime
com
notável
correcção
e
facilidade
na
lín
gua
de
Victor
Hugo.
O
ex-gran-vizir
seguirá
brevemente
para
Barcellona,
passando
por
Madrid,
e
regressará
depois
a Paris,
por
Bordéus
A
viagem
durará
dois
mezes.
fíissxrttgos
tr»v»adi«.--Em
Re
sende
desmoronou
algumas
casas, fez
al
gumas
victimas
e
calnu
um
raio
na
egreja
de
S.
Cypriano.
—
Nas
estradas
e pontes
do
districto
de
Viseu causou
grande damno.
-
Na
Regoa,
a
estra
la
marginal
do
Douro
soífreu
grandes
estragos
e tem
lar
gas
brechas
por
causa
do
enxurro.
—
Sobre o
cabo
Mondego
e
Valles
de
Bu:
rcos
a
chuva
torrenc
al,
que
durou
perlo
de
tres quartos
de
hora, levou
ter
renos
e
sementeiras,
causndo
enormes
pre
juízos.
Kíwsafrafjjo.
—
-
Noticias
recebidas
de
Liverpool
dizem
que
em
27
de
fevereiro
se
afundira á
sahida
da
bahia
de
Louren-
ço
Marques
o
brigue
portuguez
«Triun
fante»,
da
praça
de Lisboa,
pertencente
á
casa
Antonio
Joaquim
de
Oliveira.
Tinha
percorrido
na
sua
derrota
todos
os
portos
da
Atrica
oriental
e
dirigia-se
para
Lisboa
coin
um
i
:iportanto
carregamento
de
men-
dobi
e gergelim.
Salvou-se
a
tripulação
e
a
correspon
dência:
a carga
eslava
segura
na
compa
nhia
franceza
«Atlantica», e
o
casco
em
comp
niiias
portuguezas.
—
O
«Dia-
rio
do
Governo»,
n.°
77,
do corrente,
publi
a
os
.seguintes
despachos:
O
presbytero Luiz
Coelho
de
Barcellos
apresentado,
precedendo
concurso
por
pravas
publicas,
na
egreja parochial
do
Divino
Espirito
Sinto
de
Villa
Nova,
do
concelho
da
Praia
da
Vicloria, Lha Ter
ceira,
diocese de'
Angra.
O
presbytero
Antonio
Marianno
de
Sou
sa,
parocho collado
na
egreja
de
Nossa
Senhora
da
Assumpção
da
Villa
do
Por
to,
ilha
de
Santa Maria,
diocese
de
An
gra—
apresentado,
precedendo
concurso
por
provas publicas,
na
egreja
parochial
de
Santa Luiza
da cidade
de
Angra.
O
presbytero
Belarmino
José
da
Silva
_
apresentado,
precedendo concurso
por
provas
publicas,
na
egreja parochial
de
Nossa
Senhora
dos
Milagres da Serreta,
do
concelho
e diocese
de
Angra.
O
presbytero
João
Ferreira
Pereira
Dias
—
apresentado
na
egreja
parocial
de
S.
Miguel
do
Sobral
de
Mortagoa,
diocese
de
Coimbra.
IVoticiag
de
BXsmtit em» Sí
de
março.—
O
Papa
deu
hoje
audiência
a
perto
de
400
estrangeiros
de diversas
na
ções:
os
inglezes
e
os
americanos
estavam
em
maioria;
lambem estavam
muitos
sa
cerdotes
francezes.
Pio
IX chegou á ga
leria levando
na cadeira,
mas levantou-se
e
fallou de pé
em
francez
com
uma
ter
nura e
acção
que
fizeram correr
abundan
tes
lagrimas
ao
auditorio.
Depois de
ter
fadando
com tristeza do
tempo e
das
em-
prezas
dos
maus, animou os
sacerdotes
com
a paciência, com
a
esperança,
disen-
do-lhes que
o
dia
da
resurreição
era
cer
to,
em
seguida recommendou-ihes
que
se
conservassem na
graça
do
Senhor
e
aben-
ÇOOU-OS.
Jude
gsodiilo. —
Rogamos
aos
snrs
assignantes
a
quem
temos
dirigido
cartas
particulares,
a
fineza
de
que
nos
respon
dam
no
mais
curto
espaço
de
tempo,
a
fim
de
sabermos
a
resolução que
a
tal
respeito
devamos tomar.
eã
;
a*
sí
a®
a
ee
DA
A í
i
M E
SIS T
R AÇÃ O.
Vão
abaixo
publicados
os
nomes
d’
a-
quelles
nossos
assignantes
que
tão
cava-
Iheirosamente
nos
teem
coadjuvado,
dignan
do-se enviar-nos
o
importe
das
suas
as-
sígnaturas.
A
todos
os
nossos
cordeaes
agradecimentos.
Pedimos
aos
que
ainda
se
acham
em
debito
o
favor
de
saldarem
contas
com
a
administração
d’
este
jornal;
e
aos
que
não
queiram
cumprir
esse
dever,
rogamos,
que
ao menos
nos
devolvam os
jornaes,
indicando
por
qualquer
modo
aquelle
pro-
posito.
Eis-aqui
os
nomes
dos
cavalheiros
que
teem
pago
a
assignalura:
Lanhozo.—
João
Vieira
da
Fonseca,
até
12
de
setembro
de
1877.
Figueiró
dos
Vinhos.—
A.
S.
Dias
Car
doso,
até
30
de
junho
de
1877.
Penedo.
—Revd.
0
parocho
de
Caniçada,
até 30
de
junho
de
1877.
Condeixa.
—
D.
Maria
E.
L.
Pereira
de
Lacerda,
até
30
de
junho
de
1877.
Farnalicão.
—
Revd.0 parocho
de
Arnozo,
até
31
de
dezembro
de
1877.
Alemquer.
—João
Baplista Rebello
Pe
reira,
até
30
de
junho
de
1877.
Celorico.—Dr.
Bernardino
de
Barros,
até
15
dê
maio
de
1877.
Crato.
—
João
Manoel
de Gouveia,
até
30
de
junho
de
1877.
Gouveia.—José
H.
de
Moura Portugal,
até
30
de junho
de
1877.
Barcellos.—
Francisco V.
M.
F.
de
Mattos,
até
30
de
setembro
de
1877.
Ponla
Delgada.
—
Revd.
0
Antonio
Ma
rianno
de
Souza,
até
30
de
outubro
de
1877.
Farnalicão.—Joaquim
Gonçalves
da
Cos
ta
Meira, até
31
de
dezembro
de 1877.
Rio
de
Janeiro.
—Gabinete
Portuguez
de
Leitura,
até
31
dezembro
de
1877.
Caídas
da
Rainha.—D.
Maria
Amalia
Gomes
Pinheiro,
até
30
de junho
de
1877.
Barcellos.
—Antonio
José
Arantes, até
19
de
setembro
de
1875.
Coura.
—
João
Manoel
d’
Azevedo
Poço,
até
19
de
março
de
1878.
Merlola.
—
Francisco
Manoel de
Palme,
até
20
de
setembro
de
1877.
Mangualde.
—
Revd.
0
Joaquim
Dias
de
Andrade,
até
15
de
fevereiro
de
1877.
Fundão.
—
Francisco
Cardoso
Bispo,
até
15
de março
de
1877.
Barcellos.
—
Revd.
’'
D.
Prior
da
Colle-
giada,
até
30
de
junho
de
1877.
Monção.
—
Revd.
0
Francisco
A.
B.
Pe
reira,
até
31
de
dezembro
de
1876.
S.
Jeronymo
de
Real.—
Antonio
José
Pereira
Braga, até
31
de
março
de
1877.
Os
nossos
assignantes
das
Iliiàs Adja
centes, podem
pagar
suas
assignaturas
ao
nosso
correspondente
em
S.
Miguel,
o
snr.
Albioo
Augusto
Pessoa.
Lisboa,
o snr.
Alfredo
Valladim.
Covilhã,
o
snr.
Luiz
Antonio
de
Car
valho
Porto,
o
snr.
Carlos das Neves
&
So
brinhos
—rua
das
Flores.
Vianna
do
Castello, o
snr.
Francisco
José
d
’
Araujo
Júnior.
Guimarães,
o
snr. José Antonio
Tei
xeira
de Freitas
—
Livraria
Internacional,
a
S.
Damaso,
MimCIlHTOS
O
Delegado
do
Procurador
Regio,
Ro
drigo
Lobo
d’Avila,
não
lhe
sendo
pos
sível
ir
pessoalmente
e
de
prompto
agra
decer
a
todas
as
pessoas
d
’esta
cidade,
que
lhe
fizeram a
honra
de
o
procurar
pouco
depois
da
sua
chegada
a
esta
Co
marca.
e
não
querendo
passar
por
menos
grato
e
delicado,
vem por
este
meio,
e
des
de
já,
protestar
a
todos
o
seu
reconheci
mento
e ollerecer
a
sua
modesta
casa
e
limitado
préstimo.
José
Maria dos
Santos
Araújo
Esme-
riz,
e
seus
filhos, agradecem
a
todos
os
exm.
os
snrs.
e
senhoras,
que
os
cumpri
mentaram
por occasião
do
fallecimento
de
seu
presado
sobrinho e primo
Simão
de
Araújo
Esmeriz, e
a
todos protestam
o
seu
eterno
reconhecimento. (196)
José
da
Silva
Merelim,
sua
mulher
e
mais
familia,
serve-se
d
’este
meio
para
agradecerem
a
todas
as
pessoas
de
sua
amisade
e
relações, tanto
ecclesiasticos
como
seculares,
que
lhe
prestaram
seus
serviços
e
os
obsequiaram
por
occasião
do
passamento
de
seu
muito
presado
pae,
e
sogro,
e
agradecem
muito
especialmente ao
revd.0
Parocho
da
freguezia
de
S.
Paio de
Merelim e
mais
pessoas
que se dignaram
assistir
aos
officios
fúnebres,
que
por
sua
alma
tiveram
logar
na
dita
freguezia
no
dia
7
do
corrente;
a
todos
protestam sua
gratidão.
(197)
Pelo
jnizo
de
direito
d
’esta
comarca,
e
cartono
de
Moita,
se
annuncia
que
no
dia
29
do
corrente,
pelas 9
horas
da ma
nhã,
á
porta
do
tribunal
judicial,
d
’esta
mesma,
se
tem
de
arrematar
as proprie
dades
seguintes:—
Uma
morada
de
casas,
uma
côrte em
frente
das
mesmas,
com
um
quinteiro,
campo
e
horta
junta
á
mes
ma
casa,
cujo campo
tem
terreno
inculto
e
oom
lenha
ao
lado
do
sul
do
mesmo,
situados
nos
logares
de
Rebuidos
e
Rexão,
da freguezia de
Moure,
da comarca
da
Povoa
de
Lanhozo,
avaliados
na
quantia
de 4265000
reis,
de
natureza
enfileutica,
cuja
arrematação se
tem
de
eflectuar
por
força
de execução que
D. Antonio
de
Queiroz
Vasconcellos
Souza
Coimbra
e
Lencaslre, da
comarca
de
Santa
Martha
de
Penaguião, promove
a
Antonio
Luiz
de
Abreu,
da freguezia
de
Covellas,
da
dita
comarca
da
Povoa
de Lanhozo.
(198)
BOAS AI/V1ÇARAS.
Quem
achasse
um
leque
de
marfim,
na noite
do
dia 8 que
se
perdeu
desde
o largo de
Santo
Agostinho
até
ao
thea-
tro, e
o
queira restituir,
na
Livraria
Bra-
carense
se
diz
quem
o perdeu.
(199;
Arrematação
No
dia
22
do
corrente
mez
pelas
9
horas
da
manhã,
á
porta
do
tribunal
ju
dicial largo
de
Santo
Agostinho
se
tem
de
arrematar
pelo
carterio
de
Pessa,
os
mo
veis
e
objeclos
seguintes,
a
saber
:
4
copos
de vidro, louvados
em
260
rs.
60
garrafas pretas, sendo
algumas
que
bradas,
em
15300 rs.
51
botijas,
em
500 rs.
1
frasco
de
vidro,
de
bocca
larga,
em
360
rs.
2 gariafas
de
vidro
moldadas,
800
rs.
2
galheteiros
com
armação
de
pau
410
rs.
1
pipo d’um
almude,
arcado
de
ferro,
500
rs.
1
cama
de
bancos,
enxergão,
cobertor,
coberta
de
chita
e
dous
lençoes
ordiná
rios,
15203
rs.
2
ditas
com
enxergão, cobertor
e
co-
beula,
15690
rs.
1
dita
com enxergão,
2
lençoes
d
’
al-
godão, coberta de
chila
e
travesseiro
60d
rs.
1
toucador
de
castanho
com
espelho
e
gaveta
400
rs.
2
cadeiras
de
palhinha,
400
rs.
1
banco
com
encosto,
140 rs.
1
lampeão
de
folha
para
gaz
200
rs.
1 dito
de
folha
e
vidro
de
dependurar,
360
rs.
1
lavatorio
de cerdeira,
jarro e bacia,
500
rs.
1
meza
de
cerdeira
com
abas,
15000
rs.
1
cama de
ferro,
com
enxergão,
col-
xão,
travesseiro,
dous
lençoes,
coberta
de
chita,
dous
cobertores
e
uma
travesseiri-
nha,
25800
rs.
2
bancos,
sendo
um d
’
encosto
e
ou
tro
sem
perna.
300
rs.
8 panellas
de
ferro,
de diíferentes fei
tios
e
tamanhos
35000
rs.
5
panellas
de folha, em
mau
estado
300
rs.
1 cafeteira,
60
rs.
2
colheres
de
ferro
60 rs.
2
bancos
de pinho com
encostos
240
rs.
1
meza
de
pinho,
2o0
rs.
1
fornalha
de
2
boccas, e
outra
d
’
uma
só,
200
rs
1
meza
de
pinho
e
1
taboleiro 160
rs.
1
armario
de
pinho
de
4
portas.
600
rs.
1
dito
com
4
porias
envidraçadas
1-5000.
1
balcão
de
pinho,
da
loja
400
rs.
1
meza
de cerdeira com
2
gavetas
500.
5
garfos
e
5
facas com
cabo
d
’
osso,
160
rs.
3
colheres
de
sopa
de
tutinagre
100
rs.
3
rnezas
de
pinho
com
louzas
pretas,
2$
160
rs.
1
toucador
com
espelho
e
3
gavetas,
600
rs.
1
meia
commoda
de
3 gavetas
e
2
ga
vetões,
25000 rs.
1
cama
de
ferro
com
dous
colxões, 1
cobertor,
coberta
de
chita
e
travesseirinha,
25500
rs.
1 bahu
de
pau
grande,
800
rs.
9
quadros
com
estampas,
1$200 rs.
2
leoçoes
d
’
algodão
rolos,
160
rs.
1
toalha
do
rosto,
ordinaria,
40
rs.
4
guardanapos,
sendo
.
2
de
linho,
e
2
d’algodão
120
rs.
1
camisa
d
’
homem
de
pano
de linho,
120
rs.
1
casaco
velho,
200
rs.
3
caixas
de
pinho
velhas,
15000
rs.
4
toalhas
de
meza com
defeitos 600 rs.
3
frunhas
brancas,
120
rs.
1
lavatorio
de
ferro
e 1
bacia
300
rs.
1
chapéu
de
lã, 100
rs.
1
lavatorio
ovado
com
espelho,
400
rs-
1
lavatorio
de
madeira
com
louza,
que
brado,
500
rs.
1
cama
de
bancos,
travesseiro, 2
len-
çoes,
cobertor
e
coberta
de
chila, 15200.
1
dita
de bancos com
enxergão,
traves
seiro
e.
coberta
de
chita,
500
rs.
1
meza de
pinho, ordinaria.
500
rs.
o
cadeiras
de palhinha
ordinárias
15000.
39
pratos
de
louça,
inglezes.
15950rs.
5
malgas da mesma
louça,
200
rs.
1
travessa
pequena,
100
rs.
2
ditas
da
fabrica
do
Porto,
60
rs.
1
dita
grande,
ingleza, 600 rs.
2
leiteiras
pretas,
120
rs.
2
bules
de
pecheiana,
100
rs.
5
canecas
brancas,
500
rs.
2
ditas
com
azas
de
folha, 100
rs.
1
travessa
de
pó
de
pedra,
sem
valor.
A
presente
arrematação
é
por
efieito
d
’arresto que
Antonio
José
Ribeiro,
da
rua
dos
Pellames,
íez
a
Ramon
Soares, mo
rador
que
foi
na
rua
de
Sapateiros,
d
’
esta
cidade.
Braga
10
de
abril
de
1877.
O
solicitador,
(200)
João
Ferreira
torres.
CtKAIVȣ:
8 MT O
DE
MACHINAS
DE
COSTURA
Wo
eninp»
de
EB.
Jf,
i».°
a
A.
R.
RIBEIRO
BRAGA
!!
Grande
facilidade
de
pagamentos
!!
VemAis
em
prestações
de
400
rs.
UM
ANNO
DE
PRASO
Sem
augmenlo
algum
nos
preços,
ou
iO
por
cento
de
abatimento de
prompto
pagamento
Rsisiixí»
gratU
(ainda
que
seja
desviado
d
’
esla
cidade
6
léguas)
Este
deposito
recebeu
grande
porção
de
machmas
pio,
rias
para
familias
cos
tureiras,
alfaiates
e
sapateiros.
Do
seu
estab
lecimento não sae machina
nenhu
ma
sem
que
seja
examinada;
po-iendo
as
sim
afiançar
ao
respeitável
publico
0
ex
cedente
trabalho e
boa qualidade.
©
DC >
r3
P5
£S
«
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í
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5
S»
0
o
£D
CD
cn
S.
Vice
nte,
Pernam
buco,
Eahia,
Rio
de
Janei
ro,
Montevideo
e
Buenos-Ayre
s
Acei
tando
lambem
pass
agei
ros
de
S.
a
classe
para
SANTOS
e
RIO
GRANDE
DO
SUL
com
trasb
ordo
no
Rio
de
Jane
iro
Este
paquete
da
Companhi
a
Keal
Bnglez
a
sahi
rá
de
Lisboa
em
«3
<a«
Abri
l.
Para
mais
esclar
ecime
ntos
dirijam-
se
á
Agenc
ia
Centra
l
no
Porto,
rua
dos
Inglez
es,
23
—
o
agente
Guilherm
e
C.
Tait,
e
nas
proví
ncias
ás
agenc
ias
e
corr
es
pondências
nas
princip
aes
cidades
e
villas
.
Agente
em
Braga
o
snr.
João
Manoel
da
Silv
a
Guimar
ães
,
Rua
do
Souto.
(V*)
> C5 C
H C
cr-
s
s.
1 9
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Parte de Comércio do Minho (O)
