comerciominho_11091877_686.xml
- conteúdo
-
COSSSS1E&R.SZÍJ&JL,, SS.EJLIGWSA E3Z NTOTICIOSA..
EDITOR
E
PROPRIETÁRIO
JOSÉ
MARIA
DIAS
DA
COSTA,
RUA
NOVA N.°
3
E.
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
5.° ANNO
PUBLICA-SE
ÃS
TERÇAS,
QUINTAS E SABBADOS.
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
Províncias,
12
mezes
.............
2â000
»
6
»
............
1^050
»
sendo
duas
assignaturas
3&600
Brazil,
12
mezes,
moeda forte.
.
3^600
Folha
avulso...................
10
Braga,
12
mezes..............................
1&600
»
6
»
..........................
850
Correspondências
partic.
cada
linha
40
Annuncios
cada
linha
....................
20
Repetição
..............................
.
10
N.°
686
Papa,
já
que
ha
commissões
de
Cardeaes
para
abolir
o
celibato
clerical,
etc.
que
se
torna
necessário
qne
todos
saibam a
verdade,
e
estejam prevenidos
contra
taes
mentiras
:
e
porisso
copiamos
do
Ecco
de
Roma,
essa
importante
declaração
do jor
nal
de
Roma=O
Observador
Romano.
Esta
manha de
mentir
para
desacre
ditar
a
Santa
Sé
já
é
velha.
Pois
os
ím
pios
dos
séculos passados,
de
que
estes
são
dignos
successores.
não
inventaram
elles
a
fabula
ridícula
de
uma
mulher que
chegou
a
ser
Papa?!
Quem
é
que
hoje
se
não
ri
da
tal
mentira,
que
os
mesmos
pro
testantes
coevos
e
mais
senos
do
que os
que
a
inventaram,
chegaram
a
declarar
como
lai
?
!
=Mentir,
mentir
que
sempre
se tira
algum
proveito=dizia
Voitaire,
e
porisso
os
discípulos
de tal
mestre
assim
fazem
sempre.
Braga,
3
de
setembro
de 1877.
PÃ João
Rebello
Cardaso
de
Menezes
BRAGA-TERÇA-FEIiU
ii
(
SETEIIBBO
ME
fiSSí
D.
JOÃO
CIIHYSOSTOMO
DE
AMOR1M
Pessoa, por
mercê
de
Deus,
etc»
As
solemnidades
do
culto
catholico
fo
ram
instituídas
para
maior
gloria
de
Deus,
e
para edificação
dos
fieis,
que a
ellas
as
sistirem.*^
Quando,
porem,
n
’
estas
solemnidades
se
introduzem
abusos
contrários
ao fim da
sua
instituição,
é
devêr
rigoroso
dos
Pre
lados
da
Egreja
Catholica
dar
as
neces
sárias
providencias,
que que
taes
abusos
não
possam
continuar-
com
escândalo
do
povo chrislào; e
Considerando,
que
se
■
tem
abusado
da
tolerância,
que
havia
n’
esta
Nossa
Archi-
diocese,
de
admiltir
mulheres
a
fazerem
parte
das
chamadas
capellas
de
musica,
que
em
algumas
localidades
d’
este
Arce
bispado
se
teem
arbitrariamente
formado,
como
emprezas
lucrativas
;
Considerando,
que,
por
motivo
d
’
estes
abusos,
lemos
algumas
vezes
sido obriga
do
a
tomar providencias
especiaes
com
relação
a
certos ecclesiasticos, que
faziam
parte
das
preditas
capellas
de
musica
;
Considerando, que este
abuso
tem
che
gado
a
tal
ponto,
que algumas
mulheres,
admittidas
em
taes
capellas
de
musica,
teem
desobedecido
a
seus
maridos
e
su
periores,
como
temos sido
devidamente
informados,
causando
por
este
modo,
não
só
grande
perturbação
no
seio
da
fami
lia,
mas
também
gravíssimo
escandalo
na
sociedade
christã;
Considerando,
que a
admissão
de
taes
muiheres
nas
mencionadas
capellas
de
mu
sica
não.
é
certamente
com o
fim
de
dar
maior
gloria
a
Deus,
e
para
melhor
edi
ficação
dos
fieis,
promovendo
e
aogmen-
tando
a
sua
devoção;
Considerando,
que,
prohibida
nas
Egre
jas,
Sanctuarios
e
Capellas
d
’
este
Nosso
Arcebispado
a
admissão
dc
mulheres
a
fazerem
parle
das capellas
de
musica,
não
deixarão
de
se
fazer
as solemnidades
re
ligiosas
com toda a
pompa e
devoção,
com
que
ellas
deves
ser
feitas para
cor
responderem
ao
fim
tão
louvável da
sua
instituição
;
Tendo
pedido
o
conselho do
Nosso
111.
1110
e
Rev.'no
Cabido,
e
consultado
o
Nosso
Muito
Revd.0
Dezembargador
Vigá
rio
Geral e
algumas
pessoas
tementes
a
Deus
e
amigas
da
salvação
das almas;
Ordenamos
aos
Revd.
68
Parochos,
Com-
missarios
das
Ordens
Terceiras,
e
Capellães
dos
Sanctuarios
desta
Arclndiocese,
debai
xo
do
preceito
da
santa
obediência,
e
com
pena
de
suspensão
por
tempo
a
Nosso
arbítrio,
marcado,
que
nas
festividades
religiosas
de
suas
Egrejas,
Sanctuarios
ou
Capellas,
não
admitiam
mulher
alguma,
como
cantora,
sem
especial
licença
Nossa,
concedida
por
escripto.
Dada e
passada
em esta
Nossa
Resi
dência
do
Paço
Archiepiscopal
de Braga
sob
o
Nosso
Signal
e
sello
das
Nossas
ar
mas
aos
30
de
agosto de
1877.
Logar do
sello.
João,
Arcebispo
Primaz.
Traduzimos
de
um dos
últimos
nume
ros
do
Observador Romano
a seguinte
im
portante
declaração
publicada
por
ordem
de
Sua
Santidade:
«Desde
ha
muito tempo,
e
com
uma
insistência mais
audaciosa
que
crivei,
pu
blicam
se
artigos
sobre
a
altitude
do
Va
ticano,
perante
os
diversos
acontecimentos,
que
se
vão
seguindo,
ou
se
suppôe
que
devem
seguir
se.
E’
supérfluo
dizer
que
estes
artigos,
e
as
noticias
que
conteem,
não
são
mais
que
uma especie
de
mentiras
desafora
las.
Quer-se
dar
a entender
que
no
Vaticano
se preparam providencias,
ou
para
casos
de
morte,
ou
para outras
con
tingências
políticas;
que
juntas
especiaes
de
cardeaes
se
teem
occupado,
e
se
estão
occupando
de
medidas
que
se
hão
de
adoptar
em
certos casos
determinados,
e que a
Santa
Sé
se
mostra
actualmente
inclinada
a
certos
projectos
que
sempre
tem
tepelli-
do,
e
contra
os
quaes
nunca
deixou
de
protestar.
«Bem
se
comprehende
a que
se
tende
com
taes
invenções;
quer-se
desencaminhar
a
opinião
publica,
induzir
em
erro
certos
leitores,
com
cuja
sinceridade
contam
jus-
tamenle
para
os
persuadir, que
os
ânimos
vão
sc
aproximando,
e
está
perlo
uma
con
ciliação,
e
que
não
póde
falhar
uma saneção
da
iniqua
espoliação
feita á
Egreja
e
ao
Augusto
Pontífice.
«E’
portanto necessário
que se saiba
uma
vez
para
sempre,
que
os
princípios
professados
pelo
Vaticano,
baseando-se
ex-
clusivamenle na
verdade
e
na
justiça
são
unmutaveis
; que
as
maximas
proclamadas
no
Syllabo,
no
Concilio
do
Vaticano
e
em
outros
actos
Pontifícios,
assim
como
hon-
lem
tinham
força,
assim
a
teem hoje
e
lerão
nos
séculos futuros; e que
os
pro
testos
feitos
em
varias
occasiões
se
con
tinuarão
a
fazer,
cora o
auxilio
de
Deus
lambem
d’
aqui
em
diante, e
quando
fôr
preciso
para
defender
os
direitos
da
Santa
Sé
e
do
Supremo
Jerarcha.
O
Vaticano não
muda
coin
o
mudar
dos
tempos,
e
Deus
que
o
tem
protegido
no
passado,
e
tem
dado
signaes
muito
visíveis
da sua
protec-
ção, ha
de
prolegel-o
e
defendel-o
também
no
futuro
contra
todas
e quaesquer
artes,
ou
hypocritas,
ou
manifestas
que
os
seus
inimigos
empregarem
para
o
vencer
ou
abater.
«A
qual
declaração
se
fez
por
ordem
de quem
o
podia
mandar,
e
que
quer
que
n
’
esla occasião
se
tragam
á
memória
e
renovem
os
sofemnes protestos
feitos
para
excluir
qualquer
relação
ainda
itidirecta
entre
Elle
e
homens
que,
depois
de lerem
espoliado
a
Egreja
e
atropellado os.mais
Aviso
ama
eatheliesa.
-
Taes
teem
sido
as
mentiras
que
adrede
tem
espalhado
a
impiedade
de nossos
dias
ácerca
do
SS.
Padre
Pio IX
e
dos
nego
cies
da
Santa
Sé
e ecclesiasticos,
já
dizen
do que
o
Papa
está
em
perigo
de
vida,
já
mestno
que
morrera,
e
que
um
fingido
Pio
IX
está
na
Cadeira
de S. Pedro; já
■que se
trata
da
eleição
futura
do novo
tes.
Que
estes
factos,
este
augmento
da
opinião
em
19
annos
em
favor
da
confis
são,
era
o
que
produzia
o
susto
de
que
tratava
a resolução
proposta».
Do
que
fica
dito
se
verá a
importância
e
singularidade
d
’
este
movimento
protes
tante
espontâneo
na
direcção «Io
Calho-
licistno;
emquanto
nos
paizes
que
se
dizem
Cathólicos
como
o
Brazil
e
Portugal,
pelo
contrario,
se
trata
de
resto
por tanta
gente
o
dever
salutar
e tão
proveitoso
da
Con
fissão.
IV.
—
As
cousas
da
Questão Russa Tur
ca
vam
chegando
a
crise
séria,
que
poderia
até vir
a
involver
este
paiz
na
guerra.
A
inesperada
passagem
tão
breve
da
celebre
cordilheira
dos
Balkans pelas
forças
Rus
sas;
ficando
assim
Adxiauopoli
exposta
a
ser
occupada;
e aberta por assim
dizer,
aos
invasores
a
estrada
de
Constantinopla,
tem
causado
aqui
considerável sensação.
Esta
noite
se
espera
serátn
interrogados
os
Ministros
no
Parlamento a
respeito
de
suas
tenções
com
relação
do assumpto.
Pois
estam promptos
a
embarcar
e
partir
em poucos
dias
alguns
corpos
de tropa,
que
por
ora
se
diz
vam
reforçar
as guar
nições
de
Malta
e
de Gibraltar;
mas
cujo
verdadeiro
destino
se
crê
ser,
o
ir
occu-
par
a
península
Turca
de
Gallipoli,
para
d
’a!i em
combinação
com
a
formidável
esquadra que
estaciona,
já
quasi
defronte,
na
costa
Asiatica
bahia
de
Besica,
estar
promptos
a
pôr
embargos
á
occupação
de
Constantinopla
pelos
Moscovitas.
O
Times
já
fala,
bem
que
prospectivamente
ainda
da
fortificação
da
dita
península, construin
do-lhe
a
travez
do
isthmo
linhas
como
as
famosas
de
Torres
Vedras; ao
mesmo
tempo
que
as
esquadras
defenderiam
pelo
mar
a
posição.
Emíim,
veremos
como
afinal se
decide
a
partida;
en;
que
a
In
glaterra,
por
sua
parte,
terá
bom
cuidado
de
não
perder
—
porque
tem
dinheiro—
e
«quem
o
tiver
fará
o
que
quizer».
A.
R. SARAIVA.
A
peregrlsaaçgsortwgsoeza
i»
IX
LOURDES
Terra
d
’
enlevos
e
prodígios
eu
te
saudo
!
Eterna
flor
de
abril, casta
e
humilde
açucena
que
a
mão
de
Deus
implantou
nas
perfumadas
fraldas
dos
Pynneos,
quem
póde
recordar,
sem
saudade,
a
doçura de
tuas
brisas,
fagueiras,
como o
sorrir
da
innocencia, o
arrebol
de
teus crepúsculos,
suaves,
como
a
virtude,
tranquillos
e
se
renos,
como
a
consciência
do
justo?
Que
te
não
ame
quem
ainda
não
go-
sou
a
dita
de
conhecer-le,
é
possível ;
mas
eu
que
já
tive
a
ventura
de
admirar
o
azul
formoso
de
teu horisonle,
o
bri
lhante
reverbero
de
tuas
encostas,
e
a tna-
lisada
alfombra
de
luas
veigas,
seria
in
grato,
se
te
não
dedicasse
estas
pobres
linhas.
Deus
cornpensou-te
a
humildade
com
que,
no
meio d
’
essas
perfiladas montanhas,
te
furtavas á
curiosidade
do
viajor,
avido
de
impressões,
prendando-te
com
os
pri
vilégios
de
que
boje
com
razão
te
ufanas.
E
tu,
ainda
ha pouco,
povoação
igno
rada, és
agora o
sonho
doirado
de
tantos
corações
piedosos,
o
suspirado
objecto
de
tantas
almas
bem formadas.
Bemdicta
sejas,
terra d’
encantos.
Ao
vêr
o
empinado
de
tuas
montanhas
enormes,
que,
aprumadas
como
gigantescas
pyramidcs,
ostentam
ao
longe o
al.eja
r
sagrados
direitos, se
cobrem umas
vezes
com
o
manto
da hypocrisia,
e
outras
ti
rando
a
mascara
não
duvidam
commetter
profanações
e
injustiças
atrozes.»
--------------
-
'■Ta
-sagcra.».,:.,...—.......~—
A.
’
Siedaeçíío
do
«Comieiereio
do
Minho».
Londres,
29
de
Agosto, 1817.
SUMMARIO.
(.Conclusão)
III.
—
Contraste d
’
este
paiz
Protestante
com
alguns
paizes
Calholicos,
a respeito
da
Confissão.
IV.
—
Os
progressos
das
forças
Russas
na
Turquia
parecem
approximar-se
a
uma
crise,
em
que
a
Inglaterra
é
provável
venha
a intervir.
III.
—
^Quem
poderia
pensar,
ha
40
annos,
e
ainda
ha
muito
menos tempo,
que
hoje
se
havia de
estar
fazendo
no
coração
de
Londres, e
no
salão
mais
afa
mado
para
taes
demonstrações,
uma
enor
me
assemblea
de
Protestantes
fanaticos,
protestando
furiosamente
contra a
pratica
de
confissão
auricular
por
Protestantes
mesmo?
Quem,
ainda
ha
20
annos,
ou
mesmo
10, e muito
mais,
ha
40,
houves
se
avançado
semelhante
predicção,
seria
declarado
mentecapto
e
visionário. E to
davia,
sexta-feira
19
do
corrente,
se
ve
rificou esse
notabilíssimo phenomeno,
como
se
pode
ver
descnpto
e
relatado
ao
longo
no
Times
de sabbado
21.
Juntou-se
no
immenso salão
d’
Exceler,
com
efleilo.
sob
os
auspícios
da
«Asso
ciação
da
Igreja» (Protestante), uma reu
nião
enorme
dos
mais fanaticos
e
raivo
sos
Protestantes,
a
declamar
contra
a
pra
tica
da
Confissão
Auricular,
que
agora
era
seguida
por
grande
numero
de
pessoas
Anglicanas.
É’
,
já
se
entende,
contra
os
Ritualistas
ou
semi-Calholicos
que
toda
esta
raiva
se
dirigia;
e
os
oradores,
isto
é,
de-
clamadores,
fartaram-se
de
dizer
despropósi
tos
na
matéria.
Ainda
q'ue
a
grande
multidão
do
au
ditório
era
anti-confissionalista,
não
dei
xaram
de
mostrar-se
pessôas de
pensar
diverso;
e
que
protestaram
com apupos
e
interrupção
contra as
exagerações
e
fal
sidades
dos declamadores anti-rilualistas.
Mas
taes
coutradictores
a
respeitável
As
semblea achou
mais
commodo
pol-os
fora
á
força,
no
meio
de estrepitosas
e
furiosas
vocifefações.
Um
Sir
Thomas Chambero, famoso
em
todas
as
demonstrações
d
esta
natureza,
depois
de
propor
uma
resolução,
que
foi
alta
e
eslrondosamente
approvada
pelo
auditorio, de
que
se
fizesse
uma
supplica
á
Rainha
como
che[a
da
Igreja
Anglica
na,
contra
essa
pratica
das
confissões
disse:
—
«Que
lembrava aos
seus
ouvintes co
mo,
no
anno
de
1838,
se
encontrava
na
parle
Occidental de
Londres,
um
clérigo
(Anglicano)
praticando
a
confissão
auricu
lar,
e
que
por
isso
fora
expulso
da
dio
cese.
(A
isto
gritou
o
auditorio,
que
dis
sesse
o
nome
do
homem;
e
elle
disse,
que
fora
o
Revd.0 Mr. Poole,
da
igreja
de
S.
Barnabé,
e
continuou):
■
«Em 1873, 483 pessôas
recorreram a
Convocação
(ou
Parlamento
ecclesiastico),
pedindo
que
se
habilitassem
e
licencias
sem
padres
Anglicanos
para
o fim de
con
fessarem
a gente
na
Igreja
de
Inglaterra;
e
em
1877
se
encontraram
nada
menos
que
700
dos
mesmos
clérigos
Anglicanos,
combinados
e
ligados
entre
si
para
pro
moverem
esta
e
outras
praticas
semelhan
eterno
de
suas
coroas
de
neve,
afigurou-
se-me
que
senli
desprender-se-me
o
co
ração
n
’
um
hymno
de
admiração
e
as
sombro
para
o
grande
Artista,
que
espla-
nou
os
mares,
cinzelando
ao
mesmo
tempo
o
maravilhoso cone do
Vesuvio.
E
tu,
Lourdes
feiticeira,
alli
sentada
no
meio
d’aquelles
alcantis immensos,
zombando
do
impeto
com
que
a
teus
pés
corre
o
Gave,
invejoso
por
certo
da
tua
feliz
tranquillidade...
para
que
servem
teus
baluartes
de
defesa?
Quem
ousará
perturbar
a doce
paz,
que
desfructas
?
Embalada
no
doce
remanso
de
tua
fe
licidade,
que
mais
podes
tu
invejar?
Se
te
faltam
grandes palacios,
theatros
sumptuosos;
o teu céo
é
em
compensação
mais
claro,
mais
puro
o
teu
ambiente.
E
em
quanto
que
o
bulicio
das grandes
cidades
conturba
o
viajame,
que,
attrahido
pelas
falsas
lantejoulas
de
seu brilho
ephe-
mero,
empenha
seu egoísmo no
jogo
torpe
de
arriscadas
emprezas,
tu,
louçã,
como
a
humilde
bonina
dos
prados,
embebes teus
hospedes
no
fragante
aroma
de
tua
pie
dade.
Bem
bajas,
terra
hospitaleira.
Despreze-te
embora
o
político
estou
vado,
olhe-te
com
indifferença
o estulto
jornalista,
—
é
que
seu espirito
já
não
tem
forças para
comprehender
o
bello,
nem
seus corações
calor
para
amar
a
virtude.
Lourdes,
Lourdes,
joia
preciosíssima
aos
olhos
de
Deus
e
dos
homens,
a
his
toria
reserva-te
uma
de
suas
paginas
mais
edificantes
nos
fastos
da Egreja
Catho-
lica.
A
devoção
dos
peregrinos
portuguezes
n’
aquellas
paragens,
sanctificadas
pela
pre
sença da
Virgem,
foi
grande.
Alli
fizemos
duas
procissões,
nas
quaes
tomaram
a
palavra
dois
dos
nossos
orado
res
sagrados, mais
distinctos,
sendo
um
d’
esle
arcebispado.
No
domingo
de
Pentecostes
lodos
re
cebemos a
Sagrada
Gommunhão, que nos
foi
administrada
pelo
Em.
m>
Snr.
Cardeal
Palriarcha.
A
’
noite,
em quanto
que
alguns,
dos
nossos,
entoavam
pelas
ruas
devotas
can
ções
á
Virgem,
grupos
de
francezes que
os
seguiam,
victoriavam-nos
com
enthu-
siasmo.
O
que,
porém,
nos
causou
verdadeira
admiração,
loi o
grande numero
de
peregri
nos que
alli
constantemente
afloem.
Em
dois
dias que
lá
nos demoramos,
vimos
nada
menos de tres grandes
pere
grinações,
vindas
de
differentes
parles.
A
de
Bordeos,
que
era
a
maior,
con
tava para
cima
de
duas
mil
pessoas
de
todas
as
classes
e
sexos
entre
as
quaes
alguns
militares,
ainda
moços,
que
se
não
envergonhavam
de
ostentar
ao peito
a
sua
cruz
de
peregrinos.
Septe
riquíssimas
bandeiras contei
eu
que
levavam
estes
romeiros;
e
eram
pre
sididos
por tres
conegos, um
dos
quaes
celebrou
missa
na basílica,
e
depois
de
uma
pratica,
verdadeiramente
eloquente,
admi
nistrou
a Sagrada
Eucharistia
a
toda
a
peregrinação.
O
orador
fallou
com
toda
a
liberdade
evangélica; e
tal,
que
se
fosse
entre
nós
teria
com
o
seu
discurso
provocado
as
iras
de
uma
portaria.
Em
França
porém,
mais
obscurantista
do
que
este
recanto
do
mundo,
chamado
Portugal, não
se
arreceia
a
política
da
verdade
christã.
E
em
Lourdes,
como
em
qualquer
das
cidades
mais tumultuosas,
o
sacerdote
ca
tholico tem
livre o campo do seu
ministério,
sem
que
a
ninguém
seja
dado
oppor
embar
gos
á
sua
doutrina.
M.
MARINHO.
A
’
aZ*aítavE-ai>
(i)
1
Este
jornal
dedica-nos
um
artigo
em
sua
folha de
sabbado
23
d
’
gosto.
E’
pobre
na
lógica,
sophistico
nas
apre
ciações,
e
inexacto
nos
factos.
Vamos
dar
rasão
de
nós
pelo exame
successivo
do
arrasoado.
«A
«Nação»
deve
ter
mais
cuidade
no
que
escreve (e
não
dizer:)
Pobre
Sé,
em
que
mãos
cahiste
!
Esta
exclamação
não
será
um
insulto
ao Ern.
m0
Cardeal
Palriarcha,
mas parece-o,
como
um
ovo
com
outro.»
Espanta-nos
que
a
folha,
só
catholica,
(i)
A
pedido
de
muitos
de nossos as-
signantes
vamos
reprodusir os
excedentes
artigos
que
a
«Nação»
publicou
com
esta
epígrafe.
que
sabe
isolar
a Religião
da política,
quando hoje
toda a
política
prepondere-
rante
é
para
atacar
a
Religião,
se
preoc-
cupasse
tanto
com
o
chamado
insulto
e
não
tivesse
um
reparo
para
os
despresos
e
desvios,
que vão
na casa de
Deus
!
São
processos
sabidos e
muito
do gosto
da
«Palavra,»
que
reduz
o sentimento
re
ligioso a
um
fetichismo
deplorável
por
suas
consequências
na
vida pratica.
Os
Pre
lados
são
inerraveis
;
não
se
levante con
tra
elles
uma
palavra,
nem
mesmo
quan
do
elles.
.
.
mas
não
avancemos,
que
peor,
qne
todo
o
mal,
que
ahi
póde
ser
feito
á
Religião,
será reclamar
contra
factos
e
processos,
em
que
os Prelados
possam
ser
implicados
!...
Assim
convém,
que
sejamos
cúmplices
com
o
nosso
silencio,
senão
com
a
nossa
approvação,
de
tantas
coisas
que
ahi es
tão
prejudicando
a
Religião,
a
Moral,
a
salvação
das almas.
Primeiro
que
estas,
estão
certas
conveniências,
a
que
nunca
obedeceu
o
zelo
verdadeiro
!!!
Ainda
ha
pouco
os
jornaes
estrangei
ros,
fazendo
menção
do
fallecimento
do
Grande
Bispo
de Maiença,
disseram
ler
elle
succedido
a
um
bispo,
qual
Deus
os
deixa
cahir
sobre
um
rebanho
em
mo
mentos
de
severa
justiça
;
acrescentaram
mais
que
se
elle
continuasse
a
ser
coa
djutor
do
Arcebispo
de
Friburgo no Bris-
gau,
a
Egreja
Catholica
não
estaria
hoje
no
deplorável
estado,
em
que se acha,
no
grão-ducado
de
Baden.
Mais
ainda,
o
nosso
grande
Papa
já
chamou
aos
Bispos
portuguezes
cães
mu
dos
e...
A
«Palavra»
acha
tudo
isto
péssimo.
Ou
sempre
o
ihuributo
a
insensar,
ou
estão
silencio
profundo
e
deixar
correr á
revelia
todas
as
coisas
da Egreja,
que
pri
meiro
que
tudo
está o fetichismo
prela-
ticio
!
Nunca
isso
se
entendeu
assim
na
Egre
ja
Catholica,
e
já
S.
Paulo
resistiu
em
face a
S.
Pedro
por
ser
reprehensivel
e
não
parece,
que
com
isso
andassem
ma!
as
coisas
da Egreja,
salvo
o
devido
res
peito
á
«Palavra».
E
se
nos
diz,
que
não
somos
8. Paulo,
diremos,
que
não
lemos
que resistir
a
S.
Pedro.
No
fim
de
tudo
porém
a
censura
da
«Palavra»
pelo
tal insulto
é
uma neceda-
de,
sendo
que
ella
devia
saber
que
não
ao
Sr.
Palriarcha,
mas
ao
Cabido
da
Sé
é
que
toca
a
policia
do
templo,
e
por
isso
nos
não
passou
pela
cabeça
alludir
ao
Ern.mo
Prelado.
Não
sabemos,
se
o
Rev.
Cabido
entra
também
nos
regras
de
fetichismo,
que
a
«Palavra»
requer
para
a
imprensa.
E’
certo
porém
que
ella
entende
pouco
de
ovos confundindo
os
da
gallinha
com
os
de
avestruz...
A
«Palavra»
não
é
catholica-Zzòe^aZ,
é
só
catholica.
Nós não
contradizemos
a
sua
declaração
;
mas
apontamos
as
suas
lendencias
e
a
estrada
para
onde
convida
os
catholicos
imprevidentes.
Com
lodo
o
seu
catholicismo
in-politico,
qual
é
a
sua
obra
?
Empurrar
lodos
esses
catholicos
para
a
política
dominante.
As
intenções
podem ser
as
mais
puras,
em alguns
cre-
mol-as
taes
;
mas
o
resultado
é o
que
apontamos.
A «Palavra»
é
ponte
lançada
no
valle
abrupto
que
separa
duas
encostas,
onde
se
acham
dois
campos—
o
dos
catholicos
sem
adjectivo,
a
não
ser
os
dois idên
ticos
—apostolico,
romano—
e
o
do
libera
lismo,
o
mais
bem
assente,
mais
bem
defendido; onde
ninguém
póde
entrar
sem
ficar iscado
de
heresia,
tragando
pelo
me
nos
aquella
atmospbera mephitica,
que
enerva
e
acobarda
todo
o
sentimento
religioso.
E
a
prova
está
nos chamados
catholicos,
que
por
lá
andam
tresmalha-
dos,
e
que não
são
capazes
da minima
acção
energica
em
favor
dos Direitos
de
Deus
:
mas
sempre
muito
dispostos
a
to
das as
complacências,
que
lhes
pareçam
exigidas
pelas
conveniências
políticas.
E
’
a
vida
diaria publica d’estes
senho
res,
aliás muito excellentes catholicos
na
vida particular.
Assim
que
n
’
esse
campo
não
é possí
vel,
não
se
póde
mesmo
prever
realisavel,
em
futuro
mais
ou
menos
distante uma
melhoria
de
situação
religiosa.
Não
ha
ahi
um
só'
motivo de
esperança. Classes
preponderantes,
d’
alto abaixo,
e
classes
industriaes
e
operarias,
eivadas
de indif-
íerentismo
ou
de
impiedade, como
o alto
e
baixo
funccionalismo
publico
quasi
in-
differentista
na
escola
primaria, já
des
viado
na
secundaria,
e
aggressivo
na
su
perior;
descurada
a
educação
escolar,
que
em
regra
só
produz
candidatos
aos
vári
os
misteres
da
vida
social,
sem
nenhuma
convicção religiosa,
que
assegure
a
moral;
representação
chamada
nacional
producto
do
voto
popular
essencialmente
viciado
e
corrompido
; situação
lamentável da
Egre
ja
sujeita
ao
ministério
dos
ecclesiasticos,
dirigido
por
homens
impossíveis
ou
quan
do
menos
por políticos
eivados
da
heresia
regalista,
ou
despresadores
da
dignidade
da Egreja,
que
desconhecem
; ministérios
e
parlamentos
compostos
de
homens
ad
versos
aos
direitos
e
liberdades
da
Egre
ja;
uma
situação
emíim,
em
que
se
não
vê,
nem
mesmo ao
longe,
uma vela
de
soccorro
n
’
este
naufragio
social
e
religioso
—eis
o campo
para
onde
a
«Palavra»
é
ponte,
que
franqueia
a
passagem
aos
ca
racteres
debeis
e
accommodaticios,
ou
aos
iIludidos
com
esperanças
vãs
e
impossí
veis
!
0
facto,
a
situação
é
esta,
e
é
por
isso
que
religiosamente
e precisamente
só
como
tal, nós
achamos
criminosissima
a
missão,
que
se
deu a
«Palavra.»
E’
ella
o
apoio da
pusilanimidade ;
é
o
Coron,
dos
que
desejam
conservar
na
passagem
uma
certa
dignidade
;
lá
vae por
essa
ponte
fóra
o
padre que
era
desviado
da
mendi
cidade
funccionalista
por
um
certo
pudor
de
convicções
; e
que
ámanhã
já
frequenta
desafogado
os humilhantes
corredores
de
S.
Bento
ou
as
arcadas
do
Terreiro
do
Paço
;
lá
vae
o
que
deitava
olhos
ávidos
aos talheres da
mesa
do Orçamento,
e
que
era
retido
por
escrúpulos, que a
«Palavra»
lhe
desfaz,
dizendolhes: Vinde,
avançae,
o
interesse
da
Religião
vos
chama
!
E é
assim,
que
com
a capa
da Re
ligião sem
política
se
vae
fazendo
polí
tica
sem
religião.
Comprehenderiamos
a
«Palavra»
em
uma
situação
prometledora
de
christiani-
sação,
mas
quando
depois
de
41
annos
de desaffrontada
dominação
liberal,
esse
campo,
para
onde
a
«Palavra»
é
ponte,
quer
queira
quer
não,
se
conserva
sem
pre
o
mesmo
qual
o
fez a
obra
de
34,
cremos
ler
direito
a
dizer,
que toda
a
ten
tativa
para
o
christianismo é
inútil,
e
que
a posição
do
catholico não
póde
ser
ou
tra
senão
a de
uma
defeza
activa
sem
complacências,
nem accommodamenlos,
que
possam
enganar
as
almas
fracas
ou
inex
perientes,
ou desculpar
as
dispostas
a
transacções
interesseiras.
Assim
o
pensamos,
e
em
quanto
a
«Palavra»
nos
não
mostrar
um
grupo
de
homens
sábios
d’esse
campo,
arvorando
alto
a
bandeira
da
Cruz;
proclamando
no
governo, no
parlamento
e
na
imprensa
as
reivindicações
necessárias
;
professando
nos differentes graus
do poder,
em
que
se
acham,
uma
e
a
mesma
ser
a
moral
do
homem
publico
e
do
homem privado
;
nós
persistiremos
em
dizer
á
«Palavra»
: —ides
errada,
a
vossa
obra
é
obra
de
corrupção,
e
só
d’
ella
teem
a
felicitar-se
os
esper
tos
da
situação
liberal,
muito bons
catho-
iicos
fóra
do
poder
;
liberaes herejes prá
ticos,
quando ministros,
pares, deputados
ou
funccionarios.
E
’ esta
observação
ponto
para
as situa
ções
respectivas.
A
«Nação»
tem
uma
si
tuação
religiosa
e
pofitica
perfeitamente
correcta
; segue
a
mesma
linha de
pro
ceder
de todos
os
jornaes,
que
professam
um
todo
completo
de
governação
christã,
onde
a separação
da
Religião
e
da
política
é
um
absurdo,
como
essa
o
é em
these
e
só
em
hypolhese
póde
ser
tolerada.
A
«Na
ção»
está
ao lado
de
grandes
mestres
—
da
«União»
de
Paris,
e
diremos
lambem
do
«Univers. e
do «Monde»,
da
«Unitá
Catholica»,
do
«Osservatore
romano»
em
Italia,
qne
não admittem
ponte
entre
o
Vaticano
e
o Quirinal.
E
se
a
«Palavra»
falia
do «Monde» cuidando-o
muito
outro,
erra
redondamente
como lhe
mostraremos
A
«Nação»
é
orgão
de
um
partido,
onde
os
direitos
e
liberdades da
Egreja
são
com-
plelamente
reconhecidos
uns
e
garantidos
outros;
onde
não
se
concebe
um
gover
no,
que
não
seja
inteiramente
catholico;
onde
póde
haver impios
por
excepção
e
por
falta
de
lógica,
mas
no
qual
esses
não
podem
senão
submetter-se
ás
doutrinas
e
processos
do
geral
do
partido.
Tudo
exa-
clamente
o
contrario
do
que
succede
no
campo
da obra
de
34,
onde
os
mesmos
que
se
pretendem
catholicos
teem
de
enrolar
a
badeira
do
catholicismo
e
caminhar
sob
a
bandeira
do
liberalismo
heresia,
isto
se
quizerem
aspirar
a
honras,
poder
e
influen
cia
;
onde
pode
haver
algum
catholico
por
excepção,
mas
escolhido
e acommodaticio;
onde
quando
muito será
permittido
es
crever
algum
artigo,
como
o que
se
iè
na
frente
da
folha
a
que
respondemos,
mas
onde o
escriptor
ministro
ou
par
vae
com
a
turba
das
mais
acérrimos liberaes
he
rejes.
Depois
de
tudo
isto
se
a
«Palavra»
não
é
liberal, tem
d
’isso
pelos
menos
os
me
recimentos.
Terá
mais
ainda,
porque
o
li
beralismo heresia
poderá, parodiando-a,
dirigir-lhe
aquella
magnifica
palavra
de
Pio
IX
a
alguns
Ritualislas
inglezes:
Vós
sois
como
os
sinos
;
chamaes
para
a
Egre
ja
e
ficaes
de
fóra.
Assim
é
exactamente. A
«Palavra»
es
tá
fóra
da
egreja
liberal
;
queremos
crel-o
e
acceitamos
as
suas
declarações ;
mas
in
conscientemente
vae
introduzindo
n
’
ella por
uma
força,
que
vem
da natureza
das
coisas
e
do
tempo
em
que
vivemos,
todo
o ba
talhão
dos
acommodaticios,
para
uso
de
quem
arranja
uma
theoria,
que
cohones-
ta
a
convivência
e
mais
tarde
a
amalga-
mação
com
a
heresia,
impenitente
e
in-
christianisavel,
a peor
de
todas,
a
con
centradora de
todas
as
passadas,
a
que
tem
o fim mais
horrível,
a
expulsão
de
Chrisio
da
ordem
social
em
todas
as ma
nifestações
de
sua
actividade.
Como
gosta, sopetêe
; nós
não
podemos
acompanhal-a,
nem
mesmo
desculpal-a.
E
se
ha
por
lá
cegos
de
boa
fé,
que
não
vejam o
abysmos,
lamentamos
a
sua
cegueira,
e
essa,
no
facto,
traição aos
princípios,
que
leem
professado
e
que
cla
ramente
são
os únicos
que podem
dar
á
Egreja
a sua
plena
e
e
desaffrontada
liber
dade.
EJisboa,
9
de setembro
de
0
819.
(Do
nosso
correspondente.')
Do
que
sejam
noticias
de
interesse,
carece
o
correspondente
que não quer
tomar
tempo
aos
leitores
com bugiarias
de
bailes,
concertos,
hig-lifs e
mais
ba
nalidades
que
são
o
mot
d
’
ordre
dos
cor
respondentes
para
leitores
que
não
sejam
os
do
«Commercio
do
Minho».
A
política
continúa
com
os
paladinos
folgando
nas praias
e
no
campo,
onde
os
devaneios
do
ocio
e
da
perguiça
dizem
d
’ella
mais
alguma
cousa
do que ao
en-
chamear as
secretarias em
busca
de
posta
ou
cevando-se
na
que
já
tem.
Dizendo
pois que
nada
ha
de
novo,
entenda-se
que
a
immoralidade
prosegue
no
seu
caminho
nefasto,
passeiando,
to
mando
ares
e
banhos.
Os
de
chuva
se
riam
mais
acertados
se
loucura
fosse o
que
tão
maliciosa
como
conscienciosamente
se
pratica.
Fóra da
politica,
mas
por
certo
como
apropriado
reflexo
d
’ella
e
da
sua escola,
noticia-se
haverem aqui
e
alli
homicídios
e
roubos
em
pleno
povoado
e
á
barba
da
policia,
que se
é
apta
para
devorar
uma
excellenle verba
do
orçamento,
não
o
é
menos
para
mostrar
o
quanto
é
be
nevolente
para
os
criminosos,
e
assim
se
glorificam
também
as augustas
insti
tuições que nos
regem
!
—
Transcrevendo
da
«Revolução
de
Se
tembro», publica
este
jornal
no
seu
n.
“
de 4 do
corrente,
um
bem
elaborado
ar
tigo
que allude
com
verdadeiro
critério
á
devassidão
a
que
tem
chegado
entre
nós
a
imprensa
jornalística.
Realmenle
é
mais
que repugnante
o
espectaculo
que
ella
ahi
está
exhibindo.
Coito
de especuladores
ignóbeis
que
se
servem d
’ella
para
exaliar ou
deprimir
tudo
e
todos
consoante
melhor
ou
peior
vae
aos
sordidos
interesses
que lhes
fazem
manejar
a
penna,
—
é
o mercado
vil
onde
veem traficar
com
a
calumnia
e a
mais
audaz
impudência,
o disputar o
acesso
a
posições lucrativas
em
que
a
faminta
ganancia
se
farte
com
as
prebendas
do
thesouro,
e
a
gafa
moral
se
acoberte
sob
os
ouropéis
das
fardas agaloadas.
0
artigo
é
um
thesouro
de
verdades
inconcussas
quando
tão
bem
põe
em re
levo
semelhante
estado
de degradação da
tal
imprensa;
porém o
que
nos
deve
me
recer
reparo
é
o
contraste
que
elle
faz
entre
a imprensa
actual
e
a
antiga.
Em
boa
fé
e
logicamente
não
se
póde
presu
mir
que
a
«Revolução»
refermdo-se
á
imprensa
antiga
remonte
a
epocha
ante
rior
a
1834. A
referencia
é
necessaria
mente
a
epocha posterior
áquella
em
que
haviam
paixões
ardentes,
haveriam
mesmo
injustiças
derivavam
das
mesmas
paixões;
e
sendo
assim,
como
se
póde
crer,
o
ar
tigo
nesta
parle não prima
de
conscien
cioso
e
verdadeiro,
pois que
já
tínhamos
o «Rebecão»,
o
«Espectro»
e
outros,
cuja
feição pela
primasia
era
mais
bem
cara-
cteristica
da
torpeza
que
se
nota
agora.
As convicções
fortes
que
excluíam
toda
a
especulação,
e que
não miravam
aonde
eslava
o
interesse
estão
desmentidas
desde
que
a
dialectica
incisiva
dos
publicistas
por
tal
arte
elevados,
se
calou
á
prespe*
cliva
tentadora
de
um
beneficio
rendoso
e
de
uma
farda
de
conselheiro.
Que
a
«Revolução»
esligmatisasse
o
JA»SSS
indecoro
da
imprensa
com
o
mea
culpa
que
tão
bem
lhe
quadrava,
vamos;
mas
estabelecer o
contraste
entre
a
imprensa
de
hoje
e a
antiga
que
era
lambem
a
de
hoje,
é
o
que
não
deve passar
sem
o
reparo
que
fazemos,
abundando
todavia
na
doutrina
do
artigo
e
não
levando
á
conta
de
desculpa
as
injustiças que
deri
vavam
das
paixões
fortes,
que,
com
o
se
rem,
vê-se
que
não
excluíam
toda
a
es
peculação.
—
Vejo
na
correspondência
de
Londres
do snr.
A.
R.
Saraiva,
vinda
no
«Com
mercio»
de
hontem,
uma
refutação e
agra
decimento
ao
que
na
minha
correspondên
cia
neste jornal
de
4
do
passado
agosto
disse
com
respeito
a
s.
exc.a
A
apreciação que
o snr. Saraiva
faz
dos seus
escriptos,
sobre
que
sinceramen
te
escrevi,
é tão
injusta,
quanto
reveladora
da
modéstia do
sabio
illuslre,
que
venero
e
respeito.
Nunca
é
perdido o
tempo
occupado
em
ler
os
seus
escriptos
que
não
contami
nam,
anJbs
nobilitam
as
columnas
do jor
nal
em que
appareçam.
A
despeito,
pois,
das
recommendações
de
s. exc.
’
,
eu preferirei
ler os
seus
artigos
aos
do jornal
que
aponta,
com
que
nada
lenho
nem
tive,
a
não
ser
apenas
mui
cortezes
e
poucas
relações
com
al
guns
de
seus antigos redaclores, dos
quaes
alguns já
fallecidos.
E
faço
esta
declara
ção,
para
que
s.
exc.
a
e
os nossos
be
névolos
leitores
afastem
a
ideia de
afini
dade
entre mim
e
a
redacção
ailudida,
ideia
que
respira
da
correspondência
do
snr.
Saraiva.
M.
J.Í«SS£W2
scbscsripçã
®.
Na
redacção
do
«
Commercio
do Minho*
fica
aberta
uma
subscripção
para
soccorrer
os
infelizes
habitardes
do Ceará,
a
braços
com
o
horroroso
flagello da fome.
Estamos
certos
que
as
almas
caridosas
não
desattenderão
o
nosso
appello;
porisso
lhes
pedimos
que
nos enviem
quaesquer
esmollas
em
auxilio
d
’
aquelles
nossos
des
venturados
irmãos, as
quaes
serão
remelti-
das
á
commissão
organisada
para
esse fim
na
cidade
da
Fortaleza.
do
terrível mal,
lança
no
vaso
do seio
umas
poucas
de colheres
d
’este
elecrio
diluindo-as
em
meia
libra
de
desafogm
lhe
tirar
o
mau
gosto,
bebendo
comiita
devoção.
Em
seguida
tomará
algurpós
de
rua
e
o
mau
humor
lhe
passará.
Esta
maravilhosa receita é
do
lor
Sem
cuidados.
Guerra
«lo
Oriente.
—
Os
VOOS
telegrammas
relativos
á
guerra
do
Oite,
são
os que
seguem:
Paris
7 —
Um
despacho
de
on-
stantinopla,
datado
de
5
do
correm
an-
nuncia
que
os
turcos
bateram
novsnte
os
russos
em
Ktidiwcoy.
Belgrado
5
—
0
primeiro continge
da
milicia
recebeu
ordem
de
concentrar
nos
acampamentos
respectivos,
no
dia
1
To
dos os
chefes
dos
corpos
sahiião
anhã
de Belgrado.
Augmento
«le
ordenado,
—
nos
so
amigo
o
exc.'1
”
snr.
dr.
AnlorBer-
nardino
de Menezes
foi
agraciado>m
o
augmento
do
terço
do
ordenado,
|
diu
turnidade do
serviço.
Curioso
eakiníiourg.
—
QuO
lei
tor
ouvir
fallar
turco
ao
seu
galleg
Man
de-lhe limpar
um
par
de botas, poie
elle
decerto
lhe responderá:
—
Se
limpa xá.—
(Selim-pach
A que
estado
tem
degdo
a
imprensa!—
Começou
a
public.se
em
Leorne
um
jornal
intitulado
O
«éeu».
Declara
militar
sob
as
bandras
de
Satanaz.
Como
divisa
e
programma
eMheu
a
celebre
phrase
*de
Proudhon
—
’
us é o
mal.
Como
opiniões
religiosas
profca
o
ma
‘
terialismo,
que
diz
ser
a
ídealiW
mats
pura
da
vida
humana.
Garibaldi
escreveu
aos
redacres
a
se*
guinle
carta:
BANCO
ÇOMMERGIAL DE
BRAGA.
Resumo
do
balanço
do
Banco Commercial de
Braga
em 31
de
Agosto
de
1877.
Activo
Passivo
Meus
caro
am
>S
os:
&AZSHLO
Komaria
do
Allivio.
—
Em
conse
quência
do
grande
dia
dhnverno
de
sab-
bado
8,
e
tão grande
que
não
ha memó
ria
de
um
igual
dia
na
romaria
de
N.
Senhora
do
Ailivio, a
Meza
deliberou ad-
diar
o
fogo
para
o
dia
15
do
corrente
á
hora
do
costume.
No
sabbado,
pois,
haverá
arraial
de
tarde,
musica e
fogo
pelas
10
horas
da
noite,
e
no
dia
seguinte,
haveçá
também,
na
fórma
do estilo,
arraial,
missa
cantada
com
Exposição
do
SS.,
procissão,
musica
no
Santuario
de
N.
Senhora
do
Allivio.
As torrentes de
chuva
continuada
sem
interrupção na
sexta-feira
e
no sabbado
foram
causa
de
grandes
prejuízos,
não
só
para
o
Santuario,
como
para
e
vendedores
que
costumam
concorrer
ás
romarias.
Nos
fastos
bistoricos do
memória
de
um
tal
anno.
Aos padeiros.
—
Consta
que em
Pa
lor
a
m
envenenadas involuntariamente
pessoas
por
um
padeiro
que
aqueceu
os feirantes
ha
Allivio
não
Acções,
prestações
a
receber
Dinheiro
em
caixa.
.
.
•
Leiras
em
carteira. .
. .
litas
em
liquidação.
.
.
ímprestimo
sobre
penhores.
Contas
correntes
com
garan
tia........................
Agentes
no
paiz.
.
Ditos
no
estrangeiro
Acções
de
c. própria.
Por
4974
acções d
’
este
banco
na
importância.
. .
Papeis
de
credito.
.
.
Diversos
devedores. .
.
Moveis
e
utensílios.
.
.
Toda
a guerra
aos
padres,
’ja q,ja
^
o
modo
porque
fór
feita,
uma
°*
)ra
santa.
Vosso
até
á
morte
riz
16
o
forno
para
cozer
o
pão com
madeira
pintada,
de uma
casa
demolida.
As
tintas
■
da madeira queimada produziram
um
ve
neno,
que
se
communicou
á
massa
du
rante a
cozedura;
e
d
’aqui
a
morte
dos
16
freguezes,
que
comeram
d’
esse
pão.
Este
triste
acontecimento
deve
servir
de
exemplo
a
todos
os padeiros,
para
em
pregarem
toda
a
caulella
na
escolha de
combustíveis.
Crise
ministerial.
—
O
snr.
Carlos
Bento
da
Silva
ministro
da
fazenda,
pe
diu
e obteve a
sua
demissão,
em
conse
quência
das
ultimas
portarias do
snr.
Barros
e
Cunha
Bteceita cossírr»
o
itiíiu 5»tasn®r.
—
Tome-se hbra
e
meia
de
soffrimenlo
e
quatro onças
de
conformidade
na drogaria
da
Prudência.
Infunda-se
n
’
uma
canada
de
resignação
que se vende
no
armazém
Sloi-
cismo.
Ponha-se
tudo
no
fogo lento
da
paciência,
e
depois
côe-se
pelo
coador
da
temperança
juntando-se-lhe umas gotinhas
de que
se
me
imporia
e
mechendo-se
com
a
colher
da
tranquillidade
até
ficar
prom-
pto
um
electuario
que
os
entendidos chamam
reflexão
christã.
Logo que
alguém
se
veja
accommeltido
1:2420500
59:4630881
152:9910943
123:2190830
89:1150990
773:7470045
121:4880777
.
45:1800985
.
239:4810500
.
393:8970105
.
117.3900794
1:7220625
Capital
............................
Obrigações
.....................
Depositantes.
.
.
.
Agentes no
estrangeiro
Diversos
credores.
.
Leiras
em
deposito.
.
Letras
a
pagar.
. .
Notas
em
circulação
.
Fundo
de
reserva.
.
Dividendos
a
pagar.
.
Lucros
suspensos.
.
Ganhos
e perdas.
.
2.118:9420975
Braga
31
de
Agosto de
1877.
Os
Directores
1:000:0900000
898:8980563
15:0350248
480039
.
39:0730238
. 24:8300065
.
61:4700004
2000900
.
53:0000000
8100370
.
15:2280890
.
10:2980558
2.118:9420975
Luiz
Antonio
da
Costa
Braga.
Manoel
José
da Costa
Guimarães.
José Baplista
Corrêa.
Os papeis
«le
eredito
ua
importância
de
reis 898:8990105,
e.wHm
das
seguintes
acçSes
Garibaldi.
Pena
de
morte.
—
.onforme
uma
estatística
official,
publica*
em
Londres,
vemos
que
a
pena de
«rte em, Ingla
terra
augmentou
de
1873>ara
1876.
Em
1873
foram
condnnadas
á morte
18 pessoas
e executadas
1, sendo
2
mu-
lheres.
Em 1874,
condemnías
25
e
execu
tadas
16,
sendo 2
muéres.
Em
1875,
condemnadas
33
e
exeuladas
18,
sendo
1
mulher
Em
1876,
condemtidas
32
e
executa
das
22.
O
numero
total as
pessoas
condem
nadas
durante
os
4
nnos foi
de 108,
e
executadas
67,
sendo62
homens
e
5
mu
lheres.
Desastres
jogcaMiinltos
de
«er
ro
e
dos
occae«
’»a
>
4os
pelos
ve-
hiculos tiradot
por
anim»et. A
«Revista
Industrial,
baseando-se
em
do
cumentos
ofliciaes. publicou
uma estatísti
ca
dos
desastres
los
caminhos
de
lerro
e
dos
occasionado pelos vehiculos tirados
por
animaes,
e
apresentou
um
calculo
muito
interessane.
Em
1874,
o
desastres
nos
caminhos
de ferro
cuslarm
a vida,
na Inglaleira,
a
1:249
pessoa,
sendo
1:165
homens
e
84
mulhtres
a* passo que
os dos
carros
occasionaram
i
morte
a
1:528
pessoas,!
sendo
1:313
lomens
e
215
mulheres.
Deve
notí-se,
relalivamente
aos
de
sastres de
caminhos
de
ferro,
que 799
victiinas,
ov
mais da
metade
do
numero
total,
foran
mortas
circulando
a
pé
pelas
linhas.
,
A
prcporção
dos
passageiros
mortos
é
de
1
para
2.274:881;
porém,
realmente
apenas
louve
l
morto
para 5.oab:284
por
causis
imputáveis
ás companhias, sen
do
o
maor
numero
victimas
de
sua
piopua
imprudência.
Em
1875
conla-se
sómente
para
3.000.000
1
passageiro
morto
por desas
tre
de
que
as
companhias
foram
respon
sáveis.
.
•
•
lielatando
os
casos
dados,
e
admittm-
do
para
cada
passageiro
uma
viagem mé
dia
de
16
kilomelros
apenas,
vê-se
que
houve
um
passageiro
morto
para
cêrca
de
480
milhões
de
kilomelros,
d
’
onde
resu.ta
que
uma
pessoa,
viajando
conlinuamente
dez
horas
por
dia
coin a
velocidade
de
48
kilomelros
por
hora,
só
correria
uma
probabilidade
de
morte
em
2:749
annos nos
caminhos
de
ferro
inglezes.
garantia
550
Acções
do
Banco
da
Regoa
a
500000
264
»
Banco
de Villa
Real
a
»
290
Banco
Nacional
Insulano
a
1000000
150
D
Banco
Mercantil
de
Vianna
a
500900
150
30
>
da
D
Sociedade
Geral
Agrícola
e linanceira
>
» »
»
a
a
720000
630000
150
do
Banco
União
de
Portugal
e
Brazil
a
1000090
1400
J)
D
Banco
Commercial
da
Madeira
a
900909
310
Banco
Commercial
de Lisboa
a
1000900
137
D
>
Banco
da
Covilhã
a
900145
70
B
Banco
da
Covilhã
a
1000000
33
Banco
de
Bragança
a
500000
40
da
Companhia
Vinícola
da
Bairrada
a
500900
204
»
do Banco
Commercio
e Industria
a
10l)$000
79
2000
»
D
Banco
do
Douro
Banco
Industrial
do
Porto
a
43
Banco
Porluguez
a
1000900
64
a
Banco
Lisboa
e
Açôres
a
»
Réis
Serves»
«le
cauçAs» ás
contas
corrente»
cosmo
papeis «Se
credito
27:5000000
13:2000000
29:0900000
7:5000000
10:8000900
1
-.8900000
15:0000000
127:2730175
31:0000000
12:3500000
7:0000000
1:6500000
2:0000000
20:4000000
7:9000000
68:7330930
4:3000000
6:4000000
393:8970105
»s gegussites
2266
671
499
1503
359
290
971
116
500
20
112
170
10
993
10
117
5
105
119
10
70
5
410
600
650
J 162
56
45
100
15
2
25
Acções
»
B
B
B
B
B
B
B
D
B
B
B
B
B
B
B
B
B
B
B
B
B
B
10
23
240
275
10
1
1
22
»
D
»
B
B
B
B
B
B
B
B
do
B
B
B
B
B
B
B
B
B
D
D
D
>
»
D
»
da
D
do
»
»
da
»
D
Commercial
de
Braga
Commercio
e
Industria
do
Douro
de
Villa
Real
da
Regoa
Commnrcial
de
Guimarães
Mercantil
de
Vianna
Porluguez
da
Covilhã
do
Porto
Mercantil de
Braga
União
de
Portugal e
Brazil
de Guimarães
de
Bragança
do
Minho
Commercial
de
Vianna
de
de
113:3000903
67:1090000
49:9000000
75:1500000
17.9500000
14:500090
J
48:5500)00
11:6090)00
50:0000000
1:0000903
5:6000900
17:6000900
8000000
49:6500)00
1:0000900
11:7000000
5990000
5:2500)00
5:9500000
2100-900
3:5000900
5000000
5000000
20:5990000
60:0900000
65:0900090
8:1000000
5:6000000
4:5000000
9:1250900
1:5000000
1:9000000
500000
1000000
B
500000
B
B
B
1000090
B
500000
B
1000000
800000
500000
1000000
B
B
500000
B
240000
500000
1000900
í
500000
1000000
B
500000
1000000
910250
1000900
5000000
a
a
a
a
a
a
a
a
a
a
a
a
a
a
a
a
a
a
a
a
a
Banco
Banco
Banco
Banco
Banco
Banco
Banco
Banco
Banco
Banco
Banco
Banco
Banco
Banco
Banco
Banco
Banco
Banco
Banco
Banco___ —
Companhia
Carris
de
Ferro
de
Braga
Companhia
Lanifícios
do
Vai
da
Piedade a
Companhia
Industrial Portuense
>
Banco
Banco
Banco
Banco
Banco
Banco
Banco
Vianna
Coimbra
do
Alemtejo
Povoa
do
Varzim
da
I>
D
D
D
a
a
a
a
a
a
a
a
a
Companhia
Carris
de
Ferro
do
Porto,
a
Povoa
do
Varzim
a
Companhia Carris
de Ferro do Porto
a
Companhia
Aurificia
a
Companhia
C.
Vinícola da
Bairrada
a
Companhia
Tanoaria
a
Vapor,
de
Villa
Nova
de
Gaya
ditas
de
Chaves
Nacional Insulano
Commercial
de
LisBoa
Industrial
do
Porto
União
Nacional
Commercial
da
Madeira
Companhia Fiação
de
Crestuma
Companhia
Lanifícios
de
Lordello
b
-
------ . . .
Escriplura
sobre
propriedades
Carla
de
credito
no
valor de
Letras
na
importância
de
D
a
a
1000000
1000000
1000000
200000
700000
500000
2:5000000
1:0000000
2:3000000
4:8090000
19:2500000
5000000
4:0000000
1:0000000
52:8070390
814:7220390
Também continuam
com
a
sua
anti
ga
carreira
ás
3
horas
da
manhã.
Servena
«le
cauçRo
aos
emprestimoa
sobre
penhor,
nu
importaurift
<Je
8fJií.t5$®9® reis
es
seguintes
líspris
»!e
credito
2
Acções do
Banco
Mercantil
de
Braga
a
30A000
100000
467
»
»
Banco
Commercial
de
Braga
a
»
433
»
»
Banco
de
Villa
Real
a
»
273
»
»
Banco
Nacional
Insulano
a
100009
10
»
. »
Banco
Commercial
de
Guimarães
a
50000
212
»
»
Banco
Industrial
do
Porto
a
»
16
»
da
Companhia
Carris
de
Ferro
do
Porto
a
100000
Inscripções
4:800000 reis
nominaes
33:000
Escudos
de
fundos
hespanhoes
Hxpotheca
sobre
uma
morada
de
casas
no
Porto, hypothecada
por
Importância
de
um
seguro
de
vida
no
valor
de
L.
300
Diversos
objeclos
d
’
ouro
caucionados
por
23:330000
22:750000
27:300000
500000
10
600000
1:600000
2:400000
1:809000
2:600,.$000
1:330000
153000
Reis
94:513^000
Os
Directores,
Resumo do
activo
e
passivo do
Banco
Commercial,
Agrícola
e
Industrial
de
Villa
Real,
em
31
de
agosto
de
1877.
Aetivo
Caixa, dinheiro
existente
.
14:937012
Letras
descontadas
e
a
rece
ber ...................................
649:891016
Letras
caucionadas .
.
.
39:992000
Obrigações
a
receber.
.
.
6:865^425
Empréstimos
sobre
penhores
3:145000
Operações
a
longo
prazo
.
14:633020
Papeis
de
credito
.
.
.
14:829^120
Contas
correntes
com
gara
ntia
...................................
9:275060
Agentes
no
paiz,
dinheiro
e
letras
a
cobrar.
.
.
86:244003
Agentes
no
estrangeiro
.
13:010020
Diversos
devedores
.
.
.
2:001^194
Mo
veis
e
utensílios
.
.
.
610000
Despezas
de
installação
.
2:000000
Acções,
prestações
a
receber
100000
857:537070
Passivo
Capital
do
Banco.
.
.
.
Deposito
á
ordem.
.
.
Deposito
a
prazo.
.
.
.
Dividendos a
pagar
.
.
.
Fendo
de
reserva.
.
.
Reserva
para
contribuição
industrial
...................
Ganhos
e
perdas.
.
.
.
800:000000
3:604008
23:161094
2:662050
7:020000
5:400000
15:689018
857:537070
Villa
Real,
3
de setembro de
1877.
Os
gerentes,
Francisco
Ferreira
da
Cosia
Agarez.
José
Agres
Lopes.
IBESPEBESíA.
Gualdino
Alfredo Lobo
de
Gouveia
Valladares,
tendo
de
partir
para
Ponta
Delgada
mais
cedo
do
que
tencionava,
e
não
podendo
por
este
motivo
despedir-se
pessoalmente
das
pessoas
das
suas rela
ções,
pede
desculpa
de
o
fazer
por
este
meio,
offerecendo
a todas
o
seu
présti
mo
n
’
aquella
cidade.
Maria
do
Lorêto
de
Souza
Rebeilo,
Maria
Feliciana
de
Souza
Rebeilo, Anto-
nia
Esmenia
de
Souza Rebeilo da Silva
Pereira,
Maria
do
Nascimento
de Souza
Rebeilo
e
João
Antonio
da
Silva
Pereira
penhorados
em extremo
para
com
lodos
os
ex.
mos
snrs. e
snr.
as
que
os
compri-
mentaram
por
occasião
do fallecimento
de
seu presado
tio,
João Athanasio
Rebeilo,
contador
que
foi
n’
esta
comarca,
veem
por este meio
e
emquanto
o
não
podem
fazer
pessoalmente,
agradecer
a
todas
as
pessoas
que
os
cumprimentaram
e
toma
ram
parle
na
sua
justa
dôr.
_ Pedro
José
Ferreira
Airosa,
e
o
padre
João Ferreira
Airosa, penhoradissimos
pa
ra
com
todas as
pessoas
que tanto
os
dis
tinguiram
por
occasião
do
fallecimento
de
seu
querido
filho, e irmão,
José
Ferreira
Airosa,
assim
como
assistindo
aos officios
Luiz
Antonio
da
Costa
Braga
Manoel
José
da
Costa
Guimarães.
que
pelo
mesmo
tiveram
logar
no
dia
4
do corrente,
no templo
do
carmo,
por
es
te
meio
veem
protestar-lhes
o
seu agra
decimento
e
gratidão
indelevel.
Jíwilfas
A
Meza
da
Santa
Casa
da Misericórdia,
d
’
esta
cidade,
administradora
do Hospital
de
Marcos,
faz
saber,
—
que
nos
dias
abai
xo
mencionados,
pelas
10
horas
da
manhã,
lerá
logar
na
ante-sala
das
sessões
da
mes
ma,
a
arrematação
dos
seguintes
forneci
mentos,
a
saber:
No
dia
13
do
corrente:
A
de
pão
trigo
e
de
mistura;
A
de
carne
de
boi
e
de
vitella
;
A
de
fios
de
linho
;
A de
lenba
para
consumo
do
fogão.
No
dia
16
do
corrente:
A
de
foros
e
pensões
em
géneros,
que
se
pagam
á
mesma
Santa
Casa
e
Hospital
de
S.
Marcos,
vencidos
no
proximo
S.
Miguel;
A
de
cera
para
as
festividades
e
consu
mo
diário das egrejas da Misericórdia
e
Hospital.
C(
nvida,
portanto,
todas
as
pessoas
que
queiram
licitar
nas
ditas
arrematações
a
examinarem
as
respectivas
condições
que
se
acham
patentes
na
secretaria
do
refe
rido
Hospital.
Braga
8
de
setembro
de
1877.
O
escrivão,
Lourenço
da
Costa Gonçalves
Pereira
Ber
nardos.
(484)
ARREMATAÇÃO
JUDICIAL
—
õ.°
officio
—
Pelo
juiso
de direito
d
’
esta
comarca
de
Braga,
e
cartorio
do
escrivão
do
3.°
officio, Antonio José
Gonçalves,
no
dia
30
do
corrente
mez
de
setembro,
por
19
horas
da
manhã, á porta
do
tribunal
da
justiça,
da mesma
comarca,
situado
no
largo
de
Santo
Agostinho,
d
’esta
cidade,
tem
de
vender-se
em
basta
publica
uma
morada
de
casas
sobradadas
com lo
jas,
bem
como
outra
morada
de
casas
ter-
reas
e
eido
junto,
situado
no
logar
do
Souto,
da freguezia
de
SanfAnna
de
Ve
ndeiro,
da
mesma
comarca,
de
praso
fo-
reiro
á
camara
municipal
d
’
este
concelho,
com
o
foro de
160
réis
em
dinheiro
e
laudemio
da
quarentena
parte,
no
liqui
do
valor
de
459010
réis,
pertencentes
ao
casal
do
finado
Manoel
José
Pinto Ferrei
ra, morador
que
foi
na
sobredita
fregue
zia.
E
por
este
mesmo
annuncio
são
ci
tados
todos
os
credores
incertos
para as
sistirem
e
concorrerem, querendo,
á
mes
ma
arrematação.
Braga,
6
de setembro
de 1877.
O
escrivão
do 3.° officio,
Antonio
José
Gonçalves.
Verifiquei
Cunha
Pimentel.
(483)
i
n. i
v
i
1
I
m
! O,
liOi
í. i R U I
J
de
Paiva de
Faria
Leite
Brandão,
zcharel
Formado
em
Direito
pela
Uni-
rcidade
de Coimbra e
Administrador
Concelho
de
Braga,
por
sua Mages-
le
Fidelíssima
que
Deus Guarde,
etc.
aço saber,
que
para
dar
cumprimen
to
que
me
é
superiormente
ordenado,
íh
por
este
modo
intimados
todos
os
prielario
de casas,
d
’
esle
concelho,
exuo
os
das
situadas
nos compos,
para
ncazo
improrogavel
de
quinze
dias
a
cor
da
data
do
presente
edital, faze-
remumerar
os
seus
prédios,
ou
renovar
a
i
numeração
lornando-a
clara
e
le-
gb;
sob pena
de se mandar
fazer
á
sutusta
por
esta
administração,
quan
do
o
cumpram
dentro do
reterido
prazo.
para
constar
mandei
passar
o
pre-
sen
e idênticos
que serão
affixados
nos
logs
públicos
e
do
costume.
aga
8
de
setembro
de 1877.
E
eu
Anto Maria
Peixoto
Vieira,
escrivão
da
admstração
que
o
subscievi.
Joãoe
Paiva
de
Faria
Leite
Brandão.
(483)
'ova
fabrica
de
sabão
Ncampo
da Feira,
do
gado,
desta
cidadacha-se
montada
upia
fabrica
de
sa
bão,
■
que
são
proprietários
Sebastião
José~Eeiro
Velioso
e
José
Rufino
d
’
A-
raujo.
Est
fabrica
acha-se
habilitada
para
poder tisfazer
a
todas as
encommendas
que
sehe
façam,
e
a
poder competir
com
outs
de
igual
genero,
tanto
em
pre
ços,
co& em
qualidade.
Os
pços
e
qualidades
são
os
seguin-
tes
:
Amarello
ordos,
cada
13
kilos
2000
>
dinario
»
»
»
1000
Azul
ou
cô|e rosa »
»
»
2000
A
relho
:
Amarello
goto,
um
kilo
140
Dito
ordinar
v
»
110
Azul
ou côr
drosa
»
160
(486)
Ribeiro
a
Juro
A
Meza
)
Irmandade
das
Aimas,
erecta
na
SéPrimaz,
tem
270000
reis
para
dar
a
jro
;
porisso
todo
aquelle
que
perleiiderpóde
dirigir-se
ao secre
tario
oa
irrnand^e
rua
de
S.
Miguel-o-An-
jo
n°
9.
Braga
11
digetembro
de 1877.
O
secretario
(487)
atonia
Carlos
Velioso
í?
M :t» SS
3,
E
T
©
Constando
ao
baixo
assignado
que,
alguns
seus collegat
n’
esta
cidade
andam
propalando,
que,
a
’
era do
seu
estabe
lecimento
é
falsificai»,
empraza
por
tan
to,
no
prazo de
3
dis tais
sujeitos,
para
que
venham por
mó,
da
imprensa de
clarar,
em
que
consste
tal
falsificação,
e
se
assim
o
não fiÀrem,
ficarão
para
todos os
effeitos
lidos
ctmo
calumniadores
e
imfamas.
Braga
10
de
setembo
de
1877.
José
Joaquim Fãreira
Duarte.
Cerieiro
junto
ao
arco
d\
Porta
Novo.
489
NOVO
HORÁRIO
José
Antonio
Duarte Pregueito •&
Ir
mão,
annunciam ao
publico
que
mudam
a
sua carreira
que
teem
para
i
Povoa
do
Varzim
ás
10 horas
da
noite,
fica
sa-
hindo
desde
o dia
13
do
correntè inclu-
sivè a
sahir
d
’esta cidade
ás 8 horas
da
manhã,
chegando
a
Barcellos
ás
10
horas
e
meia ;
demorando-se alli
meia
hora,
tan
to
na
ida
como
na
volta,
e
chega
á
Po
voa
ás
2
da
tarde
;
sae
da
Povoa
para
es
ta
cidade,
ás
8
horas
da
manhã,
e
chega
ás
3
da
tarde.
Os
bilhetes
acham-se
á
venda
no
seu
antigo
escriptorio
na
rua
Nova
de
Sausa,
n.°
2.
Braga
13
de
setembro
de 1878.
O
gerente
(490)
Anlonio
Joaquim
Loureiro.
AVISO
A
meza
da
irmandade
da
SS.
Trinda
de
para
acalmar a
divina (justiça
e
pedir
ao
céo,
que afasie de
nós
a
calamidade
eminente,
occasionada
pela
inlemperada
estação,
resolveu descer
a santa
imagem
de
N.
S.
d’
Agonia.
que
será
collocada
em
andor
no templo
do
Populo
e roga
da
de
voção
e
piedade
dós fieis
que
auxiliem
no
mesmo
empenho.
CAPELLÃO
E COADJUTOR.
Precisa-se d
’
um
sacerdote
para
capel
lão
e
ao mesmo
tempo
coadjuvar
nos
ser
viços
externos,
aliás
pequeníssimos, um
parocho
na Extremadura, proximo
a
Coim
bra,
a
quem
se
dará
o
ordenado
de
reis
180000,
12
carros
de
lenha
e
casa
para
viver,
com quintal,
agua
e
fruclas.
Quem
pretender
falle com
o
escrivão
d’
este
juízo
José
Luiz d’Oliveira
Pessa,
rua
do
Souto,
ou
nesta
redacção.
KAPAS
Para
fazendas
brancas
ou mercador
com
3
annos
de
pratica.
Carla
a
Peixoto,
Braga
&
C.
a,
rua
de
S.
Vicente
n.°
10.
(i?8)
0K3ÍHEIKO
A
JURO.
A
confraria
de Santo
Amaro, da Sé
Primaz,
tem
algum
dinheiro
para
mutuar
a
juro de
3
por
cento
sobre
hypotheca.
Para
tratar,
com
o
secretario da mes
ma
confraria,
no
Seminário
de
S.
Pedro.
(479)
Na
rua
Nova
de
Sousa
n.°
3
E,
ar
renda-se
uma
sala e
quarto mobilados,
com
comida
ou
sem
ella.
VENBE-SE
Uma
morada
de
casas
com
dois
anda
res,
sita
na
rua da
Boa-Vista
n.°
108,
com
bom
quintal
e
poço,
com
boa
agua.
Trata-se
na
rua
dos Chãos
de
Baixo
n.°
34.
(481)
ARREMDA-SE
Uma
morada
de
andares,
cora
quintal
e
poço
e
construída
de
novo,
na
rua
de
S.
Geraldo
n.°
18.
Trata-se
na mesma.
(482)
Casa
para
alugar
Aluga-se
a
casa
n.°
88,
da
rua
da
Boa
Vista,
tem
comodidades
para
duas
famí
lias,
para
tractar
na
casa
n.°
85,
da
mes
ma
rua.
(332)
Os
SetísisçradGs
myíiiicGa,
de
na
tureza
balsamica,
calmante, peitoral
e
ex-
pectorante,
são
o
melhor
dos
remedios
até
hoje
conhecidos
nas
doenças
tossicolosas.
Caixa 200
reis.—Meia
caixa
100
reis.
Unico
deposito:
PHARMACIA
CEN
TRAL,
rua
de
Santo Antonio, 227, no
Porto.
Em
Braga:
PHARMACIA
DOS
0R-
PHÃOS,
praça
Municipal.
(431)
CRIARA
Na
rua do
Carmo,
n.°
3, d’
esta
ci
dade,
precisa-se,
para
casa
d’
uma
familia,
de
uma
criada
bem
habilitada
no
serviço
domestico,
que
seja
aceiada
e
de
maior
idade,
que
saiba
cosinhar
perfeitamente,
e que
dê
abono
á sua
capacidade.
Tendo
todas
estas
condições,
não
ha
duvida
al
guma
em
ser
remunerada
por
tudo.,
a
Aluga-se
a
casa n.°
7,
na
pra
ça
d
’
Alegria,
construída
de
novo
e
cora
elegancia, esta
casa
tem
uma
boa
loja
para
qualquer
negocio,
pode-se
alugar
junta
ou em
separado,
q«e
®
a
pretender
falle
com
seu
dono
na
J
u
Nova de
Sousa
n.°
36.
BRAGA, TYPOGRAPHIA LUSITAHA—
Parte de Comércio do Minho (O)
