comerciominho_11081877_674.xml
- conteúdo
-
ITOILIIAL
COMMEaCIAt., RELIGIOSA E2
NOTICIOSA.
EDITOR
E
PROPRIETÁRIO
JOSÉ
MARIA
DIAS DA COSTA,
RUA
NOVA
N.°
3 E.
5.° ANNO
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
Braga,
12
mezes..............................
l§600
»
6
»
..........................
850
Correspondências
partic.
cada
linha
40
Annuncios
cada
linha
....................
20
Repetição....................................
10
PUBLICA-SE
AS
TERÇAS, QUINTAS E SABBADOS.
Províncias,
12
mezes
.....................
»
6
».....................
»
sendo
duas
assignaturas
Brazil,
12 mezes,
moeda forte.
.
Folha
avulso
.
•
..........................
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
«Htra-
SABB&DO
II
BE
AG®ST®
BE
18
SI
A’
liedacção
do
iCoiuniercio
do
Minho».
Londres,
1
de
Agosto,
1877.
Eis
aqui
o
artigo
da
Gazeta
de Pall
Mall,
e
Revista
da
Tarde,
copiado
na
sua
integra
em
traducção
fiel:
—
«A
ALLOCUÇÃO
PAPAL.-Os
que
realmente
se
interessam
em
avaliar
as
dificuldades
que
oferece
a
tentativa
de
descobrir
um
tnudus
vívendi
entre
o
Papa
e
o
Governo Italiano,
farão
bem
de
ler
com
cuidado
a Allocução
de
12
de
Março.
Se
não
estamos
enganados,
hão
de en
contrar-se, ao
concluil
a,
comprehendendo
melhor
do
que
alguns
delles
o
avaliavam
até
então,
quão
grandes
são
essas
difi
culdades,
e
quanto
são
fortes
as
razões
que
dos
dois
lados
pode apresentar
cada
uma
das
parles
debaixo
do
seu
ponío
de
vista.
«O
Papa
não
se
contenta
com
decla
rações
vagas
e
geraes,
de
que
não
é
li
vre
em
governar
a
Igreja
Catholica Es
pecifica
precisamente
os
pontos
em que,
segundo
elle o
considera,
a
sua
liberdade
é
infringida;
e
em
certo
modo
prova
o
seu
caso
A
Allocução
não
pretende
afir
mar
que
a
sua
pessoa
não
seja
livre, ou
que lhe
impeçam
de
expedir
as
ordens
que
lhe
pareça
para governo
da
Igreja
Universal.
O
que
o
Papa
sustenta
é,
que
para
um
Soberano poder chamar-se
pro
priamente
livre,
os
seus
Ministros
devem
poder
executar
suas
ordens, como
elle
proprio
dal-as,
e
que
no
concernente
á
Santa
Sé os
actos
do
Governo
Italiano
tem
embaraçado esta
liberdade
por
dois
modos.
«A
suppressão
das
Ordens
Religiosas
privou
o Papa
de
uma
classe
muito im
portante
de
representam.es
e agentes,
e
a
lei
proposta
contra
os
abusos
do
clero
põe
em risco
a
liberdade
pessoal
dos
agentes
e
representantes
que
restam.
«O
facto
de
que
todas
as
grandes
Or
dens
tinham
o
seu
centro
em
Roma,
e
seus
ramos
em
todas
as
parles
do mundo,
muito
facilitou
sem
duvida
alguma
a
or
dinária
administração
dos
negocios
eccle-
siasticos,
e
a
actitude
do
presente
Minis
tério Italiano
é
mais
abertamente
hostil
ás
ordens
religiosas
do
que
a
de
qualquer
outra
das
precedentes.
«A intenção
do
Governo
agora
é,
de
impedir,
sendo
possível,
a
formação
de
novas
communidades
religiosas,
ou
a con
tinuação
das
que
existem
pela
admissão
de
novos
membros.
E
’
isto
um
proceder
inleiramente
diverso
do
ataque original
aos
bens
d
’
esias communidades
e
á
vali
dade civil
de
seus
votos.
«E
’
moralmente
certo
que
o
esforço
falhará,
mas
em quanto
se
persiste
neile,
tem
o
Papa lodo
o direito
a
dizer,
que
se
não
concede
a
liberdade
de consciên
cia
em
sua
integridade aos Calholicos de
Ilalia.
E
’
isto uma
distincta
deviação
da
política
original
do
Governo
Italiano.
«Essa
política
parece
haver
sido
ba
seada
na supposição, tão commum
entre
os
adversários
da
Igreja,
que
assim
que
os
Calholicos deixem de
ser
obrigados
por
lei ou
costume
a
praticar
a
sua
religião,
logo
hão
de
abandonal-a. Onde
a
Igreja
fôr
excessivamenle
corrupta
poderá
isto
acontecer,
como
teve
logar
em
França
por
algum
tempo
quando
foi
da
Revolução.
Mas
onde
haja
tanto
zelo
e
aclividade
re
ligiosa
como
se
encontra
aclualmeule,
excepto
pode
ser
na
Ilispanha
(nesta
ex
cepção
devia
o
Redactor
do
Pall
Midi
incluir
também
a
Liberangada
em
Portu
gal
e
no
Brazil),
o
retirar
á
pralica
da
Religião
as sancções
seculares
com
que
até
aqui
tem
sido
dotada,
não
faz
mais
que
activar
a
influencia
da
sancção
pura
mente religiosa.
«Os
frades
e
freiras
de
Italia
foram
postos
na
rua,
dizendo-se-lhes
que eram
livres
de
voltar ao
século.
Porém
a auclo-
ridade
que
isto
lhes
disse
é
aquella
a
que
elles
e
ellas
consideram
não
ler
obriga
ção
de
obedecer
em
matérias
de consciên
cia;
e
como
o Papa
os
não
absolveu
de
seus
votos,
a
maioria
destas
pessoas se
reúnem do
melhor
modo
que
podem,
e
tratam
de
reproduzir
o
mais
aproxima-
damenle
possível
sua antiga
maneira
de
vida.
«Os
essenciaes
de
uma
regra
monás
tica,
o
alimento grosseiro, o
pouco
sono,
o
silencio
constante
são independentes
de
condições externas, e
ainda
que as or
dens
religiosas
loram
supprimidas
e
seus
bens
confiscados,
vão-se formando
por to
da
a
parte
communidades
que
sustentam
sua
descendencia
espiritual
directa
das
communidades
que
o
Governo
expulsou.
E
’
isto
que
os
Ministros
Italianos
tratam
de
desencorajar;
e
o
Papa
tem razão
de
sustentar
que,
bem
que elle seja
pessoal
mente
livre,
o
não
é
nas pessoas
a
quein
manda que
observem
os seus votos.
«Mas
isto
é
verdade ainda
em
relação
á
lei proposta contra
os
abusos
clericaes.
A
liberdade
do
Papa como
Supremo
Chefe
da Igreja
Catholica
significa
a
liberdade
de
dirigir o
clero
Catholico,
em
todas
as
partes
do
mundo, sobre
como
elle
se
deve
portar
em
guiar as
ahnas
dos
fieis.
Mas
na
Ilalia,
por efeito desta
lei,
ficará pro-
hibido
ao
clero
fazer
seja o
que fôr, ou
na prédica
ou
na
administração dos
sa
cramentos,
que
lenda
a perturbar a
con
sciência publica
ou
a
paz
das famílias.
E
’
claro
que
estas
palavras
excessivamente
comprehensivas
facilmente
se
poderão
es
tender
a
todo
o campo
da
disciplina
es-
piritual.
Perturbar
a
consciência
publica
é
phrase
sullicienlernenle
elaslica,
mas
perturbar
a
paz
das
famílias faz ainda
muito
mais
conta.
«Desde o dia
em
que
o
Fundador
do
Christianismo
declarou que não
vinha
tra
zer
ao
mundo
a
paz
mas
uma
espada,
o
Christianismo—
como
qualquer
outro
cre
do,
religiom
ou
irreligioso,
que
os
homens
tomam,
muito
ao
serio,—
foi
uma fonte
fértil de discórdia
nas
famílias.
«Segundo
a
nova
lei,
se
um
pai pro-
liibiu a
suas
filhas
de
ir á
missa,
e
o
confessor
lhes
disser
que
tem
obrigação
de
ir
apezar
da
prohibição
do
pai,
o
padre
seria
provavelmente
acusado
de.
haver
per
turbado
a
paz
na
casa.
Qualquer
cousa
que
cheire
a
censura
dos
actos
das auto
ridades
civis
—
censura,
por
exemplo,
como
o clero
Inglez
(Protestante
e
Catholico;
tem
pronunciado inumeráveis
vezes
sobre
os Actos
do
Divorcio,
e
da
Educação
tornaria um
padre
culpado
de
perturbar-
a
consciência
publica.
«Assim
o
Papa,
como
diz
a Allocução,
ainda
que
pes^oalmenie
o
possam
chamar
irresponsável
por
motivos
de
política
será
todavia
punido
em
seus cúmplices—
phrase
copiada
de
um
dos Ministros
Italianos, que
se
diz haver
declarado
no
Parlamento
quan
do
se
descutia
esta
lei,
que
não
era
no
vidade
nem
anomalia
em
legislação
penalo
punir
os cúmplices
quando
se
não
pode
chegar
ao
principal
culpado.
«Ver-se-ha
por
aqui
quão
longe
está
na
Ilalia
a
presente ordem
de cousas
de
realizar
a
phrase
de
Cavour,
Igreja livre
em
Estado
Livre.
Seja qual
for
a
signi
ficação
que
Cavour
attnbuisse
a
essas
pa
lavras
ou
a extensão
em
que
elle
enten
dia
applical-as,
de
nenhuma
sorte
repre
sentam
ellas
a
tenção
e
modo
de
ver
do
Governo existente.
A
Esquerda Italiana
tem
algo de detestação
apaixonada pela
Igreja
e
pelo
clero,
que
ainda
se
torna
mais
conspícua
na
Esquerda
Franceza;
e
os
seus
directores
acham-se
ao
mesmo
tempo
embaraçados
e aborrecidos
pelo phe-
nomeno
de
uma
reacção
Catholica
que
paiece
ir
crescendo
na
própria
balia.
«Se elles
foram
sensatos
ou
não
em
tratarem
de ir tão
depressa
no
caso,
hade
ver-se
pela
opinião que se
mostre
da
vi
talidade
do
Catholicismo.
Se elle
na
Italia
está
realmente
moribundo,
uma
persegui-
çãozinha
acabará
necessariamente
com
elle.
Se
for
ainda
uma
potência
de
grande
força
e
autoridade
no
Espirito
de milhões
de
homens
e
mulheres,
a
perseguição
d
’
agoa-
morna,
a só que
a
opinião
publica
está
hoje
disposta
a
consentir,
não
lerá
outro
efeito
que
irritar
os
expostos
a
ella.
«Não
deixamos
de
avaliar
o
embaraço
a
que
a
hostilidade
Papal exporia o
Go
verno
Italiano,
caso
que
se
deixasse
livre
mente
ao
clero
exercer
suas
funcções
es-
pirituaes
sem
licença
ou
impedimento.
Mas
isto
não altera
o
facto,
de
que os
actos
do
novo
Gabinete
involvem
grande
interferencia
com
a
liberdade
ecclesiastica
tal
como
na
Inglaterra
a
entendemos.
Tra-
tal-os
como
as
simples
medidas
de tirar
á
Igreja
os
bens,
como o
Times
faz
esta
manhã,
é
desconhecer-lhes
o
caracter e
o
objecloa.
A. R.
SARAIVA.
(Continua)
Apreciações
úeerca
da
Nacionali
dade
porluguez».
[Conclusão]
REORGANISAÇÃO.
Uma
commissão
fiscal
por
cada
um
dos
districtos
do
reinô
para
estudar
pra-
licamente
o
estado
de
todas as
coisas,
e
fazer
immediatamenle
pelas
estações
com
petentes
pôr
em
pratica
sem
perda
de
tempo,
tudo
quanto
fôr
preciso.
Para
isto
se
lazer
é
necessário
o se
guinte:
1.
°
Que
sejam
collocados,
quanto
an
tes,
em
todas
as
estações das
divisões
dis-
triclaes de
administração
publica
de
lodos
os
ramos,
os
homens
peritos
com
os
re
cursos
precisos,
postos
á
sua
disposição
nos
cofres
da.
Fazenda,
com o
que pri
meiro
devem
ser
habilitados,
afim
de
se
desenvolver
a
boa
exploração
e
appli-
cação
de tudo
quanto
o
paiz
o
permit-
tir.
N.
B.
Deve
haver
um
regulamento
pe
nal
para
qualquer
abuso
de confiança,
vis
to
ser
preciso
garantir
plena
confiança
nos
corpos
geientes.
2.
° Nenhuma
auctoridade
deve
e
póde
impôr
obstáculos
a
outra
no
desenvolvi
mento
de
qualquer
ramo
de serviço
a
bem
nacional.
Ao
contrario
ficam
obrigados
a
prestar
reciprocamente
lodo
o
auxilio,
que fôr
das
suas
attribuições.
Se
assim algum
não
o
fizer,
ficará
con
siderado
como
um
criminoso
de
lesa-ma-
gestade,
on
crime
de
alta traição á
palria;
pelo
que
deverá
ser
julgado
pelos
tribunaes
de justiça
criminal.
3.
°
Rigoroso
castigo
e
prémio
a
quem
o
merecer;
mas
isto
que
seja applicado
conscienciosamente.
Quando
não
haja
a menor
duvida
se
é
ou
não
aquelle
a
que
se
deve
applicar.
Mais
vale
perdoar algumas faltas,
por
não
se
poder
evidenciar
uma
qualquer
culpa,
do
que
condemnar
innocenles,.
como
con-
stantemente
se
tem
praticado.
2&000
1&050
3&600
3&600
10
N.°
674
Finalmente
todos
os
jogos
políticos,
que
se
leem
inventado
desde
que
se estabeleceu
a
civilisação
até
á
presente
data,
são
fal
sos
e
especulativos,
á
excepção
de uma
só
política,
que
se
divide
em
duas
par
tes:
Governar
bem.
Governar mal.
Governar
bem
correspondente
á
verdade.
Governar
mal
correspondente
á
mentira.
Nada
bom
se
póde realisar
senão
com
a
verdade,
que
é
súbdita
da
razão.
A
mentira
é
a
destruição
de
tudo
e
de
todos.
E
desgraçadamente
é
de
que
todos
os
portuguezes
estão
sendo
victimas,
porque
é
arma
suprema
que
empregam
os
nossos
miseros
e tacanhos
estadistas, que se
leem
tornado
repugnantes
aos
olhos
dos homens
conscienciosos,
virtuosos
e
de
mérito,
ar
rastando-os
á
miséria
e
premaluramente
á
morte,
com toda
a
qualidade
de
vil e
in
fame
intriga.
Política
secreta,
a única
que
se
póde
e
deve
admittir
em
qualquer
nação
é
aquella
que
tem
por
fim
guardar
o
lar
da
palria.
Explicações
e
provas.
l.
a
PARTE—
VIAS
DE
COMMUNIGAÇÃO
TERRESTRES.
Tanto as
ordinárias
como
as
accelera-
das
tem
custado
a
importância
de
todas
que estão
feitas
em
alguns
impérios.
As
estradas
ordinárias
acham-se
quasi
todas
intransitáveis,
logo
á
saida
das
por
tas
da
capital.
Não
tem
o
serviço
de
can
toneiros
convenienlemente
organisado.
Ellas
acabadas
logo
deterioradas.
As
vias
férreas
também
tem
sido
uma
mina
de
traíicancias
de
toda
a
ordem
para
os
estranhos
e
para
os
de
casa.
Nunca
se
realisaram
pelas
directrizes
que deviam
seguir.
Todas
as
plantas
para
obras
publicas,
que
encerram
grande
desenvolvimento
ine-
cbanico,
tem
vindo primeiramenle
enge
nheiros
pagos
por quantias
avultadas,
afim
de
as
levantar.
Para
as
executar
têem
celebrado
con
tractos escandalosos,
até
por
quasi
o
tem
po
de
um
século,
com Companhias
Es
trangeiras.
Ao
que se
chama
vender
a
nação
lentamenle,
e
assassinar
a
gera
ção.
2.
°
Vias
de
communicação
marítima.
A
navegação
mercantil
está
reduzida
ás
companhias
de
paquetes estrangeiros,
com
quem
tem
celebrado
tratados
de
commercio,
que
dão
saldos
contra
Por
tugal.
Mataram com isto a
navegação
mercantil
portugueza.
3.
°
A
armada
real
nacional.
Não
satisfaz
cousa
alguma
as
necessi
dades
d
’
um
paiz, que
tem
colonias.
Os
navios
de
guerra
mandam-os
fabri
car
a
Inglaterra,
quando
lá
não
os
compram
velhos
por
novos.
Mas
lemos
um arsenal
de marinha
onde
se
consome
tanta
despeza,
quasi
como
se
construíssem
n
’
elle
esquadras
iguaes
ás
d’
Inglaterra.
2.a
PARTE
—
EXERCITO.
Só
serve
para
sufocar
a
voz
dos
por-
luguezes
seus
irmãos,
quando
se
queixam
com
razão;
porque
quando
qualquer
nação
estrangeira
nos
ultraja,
ergue-se
a
fiandeira
d
’ella
n
’
uma
praça
de
guerra
e
salva-
se-lhe
em bom
a
da
olfensa que
se
nos
fez.
Armamentos
mandam-se
vir
de
fóra,
mas
temos
um
arsenal
do
exercito,
com
que se
despende também
tanto
como
se
lá
fabricassem
armadas.
A
fóra
nada
se
fazer
nos
dois arsenaes,
também
se
despendem
grandes
quantias
em
commissões
de
recreio
com
os
snrs.
ofiiciaes
scientificos
a titulo
de
realisar
as
compras.
Pois
o
remedio está
em fazer cumprir
cada
um
com o
seu
dever.
O
governo
obrigue
a
fazer
nos
arse
naes
aquillo
para
que
elles
se
construí
ram.
Expliquem-nos
esses
scientificos
ho
mens,
de
que
servem
as
suas
sciencias
senão
para
sacrificarem
a
nação
portugueza.
FORTIFICAÇÕES.
Todas
as
antigas
tem
o
seu
governador
com
a reforma
já
dada
e
mais
gratifica
ções
pelos
governos
de
praças,
que
já
al
gumas
estão
qtiasi
enterradas
pela areia,
como
se
vêem
nas
margens
do
Tejo
e
em
toda
a
costa
de Portugal.
Ullimamente
começaram
a
pôr
em
pra
tica
um
plano
de
defeza
da
capital
por
ini
ciativa
do
marquez
de
Sá.
Depois
do
fallecimento
d’este
general,
já começaram
a
abandonar
a
planta
das
obras,
como
se
vê
na torre
de
lunêlas
da
Serra de
Monsanto,
onde
se
tem
gasto
avulladissimas
sommas
e
empregado
muita
gente.
Deixando
ficar
um
trabalho
já
muito
dispendioso
e
adiantado,
quasi
inútil.
Também ullimamente
se
gastou
muito
capital
com
a bateria
do
Bom
Successo,
junto
á
Torre de
Belem,
que
ficou
inútil;
por que
agora
para
lhe
assentarem
2
pe
ças
Krupps estão
a demolir
a
principal
muralha.
3.
a
PARTE
—
AGRICULTURA.
Ainda
não
ha
muito tempo
qne
publi
cou
o
snr.
engenheiro
Carlos
Ribeiro
um
relatorio
em
que
diz:
«Que
duas
terças
partes
do
território
em
Portugal
estavam
incultas».
Não
admira,
quando
proxitno
da capi
tal,
no
districlo
de Lisboa,
se
vêem
por
toda
a
parte propriedades
urbanas
e
rústi
cas
desmoronadas,
cheias
de
entulhos,
que
mostram
ainda
dos
seus
vestígios,
que
fo
ram
óptimas
e
lindas
quintas;
abandona
dos
frondosos
arvoredos
tanto
de
fructos
como
silvestres.
O
que
Indo
denota
que
nem
ao
menos
existe
um
regulamento
mu
nicipal
que
obrigue
os
donos
a
reedificar,
ou
a
vender.
4.a
PARTE
—
TEMOS
2
INSTITUTOS.
Agricola.
Industrial.
Nem
um
nem
outro
ainda
pro
luziu
o
resultado
devido.
Não
tem
um
cadastre
dos
ramos
e
pes
soal
que
lhes dizem respeito.
Não
tem
um
regulamento
apropriado
á
boa
applicação
e
aproveitamento
das scien
cias
e
artes,
que
alli se
aprendem
para
utilidade
da
Nação.
Finalmen
’
e
não
tem
sabido
se
não fazer
uma
política
falsa,
o
tal
circulo
vicioso
dos
nossos
governantes.
N
’
este
ultimo
periodo,
foram,
teem
sido
e sempre
são
os
mesmos
tartufos,
quer
no
poder
quer
em folga,
fingindo-se
op-
posiçáo
para
que
saia
da
sua
pleiade
a
auctoridade.
Estão
já muito
conhecidos,
são
sem
pre
as
mesmas
espertezas
quando
preci
sam
descançar
e
fazer-se
substituir.
O
mesmo
soccede
quando
se
trata
das
elei
ções.
Os
seus
decretos,
as
suas portarias
vem
n
’
estas occasiões
recheiadas
de
uma
acti-
vidade
espantosa
para
todos
os
ramos.
Tudo
é
letra
morta,
menos
Commissões
para
fazer
estudos,
plantas,
orçamentos,
que
tem
sido
feitos
por mil
vezes,
que
só
produzem
abarrotados
comilões.
Tudo
peneira e
ladroeira.
Também ha
uns
aprendizes
ou
noviços,
qne
são
seus
agentes
pregoeiros,
faliam
muito
em
In-
strucção
publica
que
é
o
seucavallo
debata-
lha;
nunca
passam
d
’isso.
Está
já
conhecido
ha
muito que
não
tratam
senão
de entorpecer
as
faculdades
intellectuaes, e
inulilisar
os
talentos
com
aguarellas encyclopedicas,
ou
sombras
de
sabedoria.
Nem
ao
menos
teem
sabido
fazer
tra
duzir
os
tratados e
regulamentos
de
in-
strucção
adaptados
aos difleren»es
ramos
de
vida
das
Nações,
como
os
tem a
óptima
e
perfeita
organisação franceza.
Disboa,
9
de
egosto
de
187
7.
(Do
nosso
correspondente).
Commemora
hoje
a
Egreja
um
dos
mais
surprehendentes e miraculosos
acon
tecimentos
a
fazer
provar
á
evidencia
a
sua
incontestável
origem Divina.
Não
me posso furtar
a
relembral-o,
que
muitos
ha
que
o
ignoram
e
não
o
procuram
saber,
porque
os
tempos
vão
azados
só
para
as
indagações
profanís
simas
e
muito
longe
dos
livros
sagra
dos.
Eis
um
esboço
do
acontecimento:
Era
no
começo
da
estabilidade
da
Egre-
a,
e
quando
occupava
a
cadeira
infalli-
vel
o
primeiro
a
quem
o
Divino
Institui
dor
tinha
revestido
da
Supremacia
Pon
tifical
e
feito
depositário
das chaves
ce
lestes.
Já então,
como
agora,
as fúrias
infernaes,
que
eram
e
são
o
êrro
e
a
mentira,
faziam
do
Santo
e
Bemaventu-
rado
Apostolo
o
alvo
de suas iras
e
da
mais
atroz perseguição,
a
ponto
de,
com
o
poder
da
força (poder
sempre
efemero
e
tão
vacillante!)
agrilhoarem
e
encerra
rem
n
’
uma
masmorra
o
Santo
Apostolo
e
Pontífice.
Os
catholicos,
alumiados do
santo fer
vor
que
produz
a
verdadeira
fé,
oraram
jelo
seu
mestre
infallivel, e não tarda
que
um
anjo
do
Senhor
baixe
á
prisão
de
Pedro,
o
desagrilhoe
e
restitua á
li-
aerdade.
Este
prodígio traz outro
mais
tarde.
As
cadeias
que
manietavam o
Santo
Apostolo
são
com
summa veneração
ar
recadadas,
uma
das
quaes
existia
por
fim
em
poder
do
imperador
Theodosio
que
a
deu
á
imperatriz
Eudoxia.
Esta
piedosa
princesa apresenta
a
ve
neranda
relíquia
ao
Summo Pontífice,
que
então
o era
na
Santa
Egreja,
o
qual
já
possuia
a
outra
cadeia. Tocam-se
por
acaso
as
cadeias,
e por
tal
fórma
se
uni
ram
que
jámais
foi
possível separal-as,
fundindo-se
assim
n
’
uma
só.
E
’ este
o
prodigioso milagre
que
a
Santa Egreja
hoje
commemora sob
a
in
vocação
de
S.
Pedro
Ad
vincula
ou
As
cadeias
de S.
Pedro.
Tirem-se
d
’estas
indicações
Divinas
os
corollarios
necessários, e
são
elles
os
que
nos
fazem
convencer
dos
dois
princípios
infalliveis
para
vencermos o
êrro
e
os
ini
migos
implacáveis
da Egreja,
e
portanto
da
humanidade:
—
a
oração,
por
meio
da
qual os
catholicos
viram
operar
a
liber
tação
do
Apostolo;
—
a
união
entre
os
ca-
tholicos
para
assim
mais fortemente
se
combater
o
inimigo
commum.
Estes pre
ceitos
que
aquelles
acontecimentos
mira
culosos
tão
eloquentemente
estão
indican
do,
são
exactainente
aquelles
que
do
alto
da mesma
infallivel
cadeira
está
aconse
lhando
com
paternal
sollicitude,
o
vene
rando
e Santíssimo
Doutor,
que
por
mer
cê
e
milagre
visivel,
preside
hoje
aos
des
tinos
da
Christandade
—
O que
venho
de
dizer parecerá
des
locado
n
’uma
correspondência,
mas
antes
que
outro
assumpto
fartasse,
—
como
min-
>úa
—
nunca
é
de
mais
seja
por
que
fór
ma
ou
em
que
logar
para
abrir
os
olhos
á
ignorância,
o relembrar estes factos,
que
a
impiedade
cuida
de fazer
esquecer,
sobrepondo
a
elles
os
Recreios
Wniltoyne,
e
lambem
mil
publicações peçonhentas
que,
afastando
a
moral
e
a
religião,
bes-
tialisam
as
massas
para
conseguir
aquillo,
que,
ainda
assim, não
conseguirá.
—
Tomou
posse
do
município
a verea
ção
ultimamente
eleita:
aguardaremos
os
seus
actos
a
ver
se
justificam
os
bons
créditos e
conceito
que
merecem,
pelo
menos,
alguns
dos
cavalheiros
que
a
com
põem
.
—
A
questão
—
cemitérios
continúa
ain
da a
ser
discutida
e
mais
acentuadamente
entre
o
«Diário
da
Manhã»
e
«Jornal
do
Commercio».
Desnecessário
é dizer
que
este
paladino
de
triste
figura
insiste
nas
I
E
este
estado péssimo
que
faz
produ
zir já,
até
no
seio
das
famílias,
pelas
grandes
difíiculdades
de
vida a
qne
se
che
gou,
o
odio
a
estrangulação
entre
todos
os
gráos
de parentesco, com
a mira
de
qual
hade
salvar
a
sua
existência;
porque,
para
a
maioria nada
ha
já
real,
á
exce-
pção
dos
senhores
feudaes,
dos
monopo
listas,
dos
proprietários e
dos
capitalistas.
Pelo
trabalho
honrado
de cada
um
já
não
se
póde
viver.
Não
ha
collocação
também
para
os
nos
sos filhos,
e
é
também
por
isto
que
a
itn-
moralidade
cresce prodigiosamente!
Abaixo
os
tradores! Viva
um
Governo
Nacional.
investidas
contra
os
moinhos.
Deus
lhe
lance
no
caco
um
migalho
de
luz,
que
o
converta
da
seita
macaqueira
para
o
bom
caminho
de que
anda
tão
cegamente
ex
traviado.
Nem
lhe
serviu
de
ensino e
es
carmenta
a
derrota
que soffreu nas ten
tativas da
reeleição:
continúa
esbravejan
do como
um possesso.
—
Ha
que
registrar
mais
um homicí
dio
revoltante
e acompanhado <le
todas
as
horrorosas
peripécias
a
que
póde dar
en
sejo a
perversão
dos
costumes
modernos.
Appareceu
estrangulada em
sua
pró
pria
cama,
e
roubada,
uma
miserável
mu
lher
que
morava
no
becco do Cascalho,
e
uma
das
centenares
que
enxameiam a
cidade
entregues
á
mais infima
degrada
ção, mas
toleradas
pelos poderes
públicos
!
Parece
que
o
movei
do
assassínio
foi
o
roubo,
duplo
crime
que
está
por emquanto
impune,
porque o
argos
policial,
a
des
peito
dos laudatorios
encomios
da
impren
sa
a quem
elles
são pagos,
ainda
não
des-l
cobriu
o
criminoso,
como
não
poude
tam
bém
desbobrir
o auctor
d
’
outro
assassí
nio
feito
ha pouco
em
Belem,
embora
elle
ande
passeiando
á
vontade
por
aquelle
sitio. Tudo
isto
denota
que
imos
muito
bem,
e
que
mal
anda
quem
não
dá
um
estridente=-Viva
a
liberdade!
M.
se
e
®.
ej
e
®.
a
.
Ah
dignos
das
promessas
De
Christo
—
Deus
e
Pae
!
Lisboa,
1877.
João
de Deus.
(*)
«Revista
de
Lisboa».
6AZETILEA
SALVE! RAINHA! (’)
Salve
Rainha!
Mãe
Da
paz
e
da
concordia
!
Mãe
de
misericórdia!
Fonte
de
todo
o
bem
!
Rainha
!
nossa
vida
!
Doçura,
esperança
nossa!
Da
mais
humilde choça,
Aos
altos
céos
querida
!
Salve
Rainha
eterna,
Do
throno inabalavel!
Soberana
sempre
affavel!
Rainha
sempre terna
!
A
vós,
a
vós
bradamos
Cá
d’estes
descampados
Por
onde
os
degredados
Os
filhos
de
Eva
andamos.
Por
vós
n
’estes
anceios
D'insuportavel
dòr
Ah
suspiramos
cheios
De
saudade
e
amor!
Gemendo
e
sempre
assim
Chorando
o
nosso
mal
N
’
este
profundo
valle
De
lagrimas
sem
fim
!
Das
nuvens
eia
pois
Oh
Advogada
nossa,
Rompa
um
clarão
que
possa
Mostrar-nos
já
quem
sois.
Sim:
esses
vossos olhos
São
misericordiosos.
Que
tornam
os
abrolhos
Lirios
deliciosos.
A
nós
volvei,
Senhora
De
céo
e
mar
e
terra
!
Onde o
que
ha
bom se
encerra
Que
todo
o
mundo
adora.
E
se
um
viver
sem
luz,
Expia
tanto
erro,
Depois
d
’
esle desterro
Mostrae-nos
a
Jesus
!
Oh!
Mãe
sempre clemente!
Oh
Mãe
sempre
piedosa!
Mãe
sempre carinhosa
!
Mãe
sempre
complacente!
Oh
nossa
doce
Mãe!
Oh sempre
virgem
pura
!
Excelsa
creatura
Fonte
de
todo
o
bem
!
Maria!
a
nossa
voz
Ouvi-a
lá nos
céos
!
Rogae,
rogae
por
nós
Oh santa rnãede
Deus
!
Para
que
auxiliados
D
’
essa
divina
graça
Nós,
filhos
da
desgraça
E
pobres
desherdados,
Sejamos
(ás avessas
Do
mal
que
nos
allrahe)
Cêrc».
—
Saiu
honlem
de
manhã,
da
capella
de
S.
Sebastião
das
Carvalheiras,
a
procissão
com
a
Imagem
d
’
esle
inclyto
martyr
e
a
de S.
Lourenço.
0
préstito,
aberto
pela
banda
da
«Phi-
larmonica»,
era
composto
de
onze
confra
rias,
as
irmandades
de
N.
Senhora
do
0
’,
e
de
N.
Senhora
d’
Ajuda
e
S.
Sebastião,
e
communidade
dos
Órfãos de
S.
Caeta
no,
precedida
da
cruz.
No
centro iam
dois
andores,
com
as
Imagens
de
S.
Sebastião
e
de
S. Louren
ço,
e
anginhos
conduzindo
emblemas
muito
apropriados
ao
acto.
Debaixo
do
palio
levava
o
Santo
Le
nho
o
revd.
0
parocho
da
freguezia
de S.
Thiago.
No
couce
ia
uma
guarda
d
’honra
pre
cedida
da
banda.
Romagem.-
Na
próxima
quarta-feira
tem
logar
a
romagem
de
N.
Senhora
da
Abbadia,
na
freguezia
de Santa
Marlha
de
Bouro.
Já
grande
numero
de
romeiros se
di
rige
áquelle local.
S8.
Rosto
«lo
Senhor,
—
A
’manhã
festeja-se
o
SS.
Rosto
do
Senhor,
que
se
venera
no
largo
de
S.
Paulo.
Hoje
á
noite
ha
alli
fogo d
’arlificio,
illuminação
e
bazar
de
prendas,
o
qual
conclue
amanhã
de tarde.
Consorcio.
—
No
dia
6.
casou,
na
capella
do
Bom
Jesus
do
Monte,
o snr.
Antonio
Augusto
Ferreira da
Silva,
filho
do
snr. Manoel
José Ferreira
da
Silva,
capitalista
da freguezia
de S.
Jeronymo,
com a
snr.
a
D.
Maria
Rita
da
Silva
Leite,
natural da
cidade
do
Pará.
Illustre visitante.
—
Esteve
ha
dias
nesta
cidade
o
snr.
dr.
Bernardino Ma
chado,
filho
do
snr.
barão
de
Joanne,
e
cavalheiro
de
toda
a
respeitabilidade.
Outro.-
Esteve
ante-hontem
n
’
esta
cidade,
e
partiu
hontem
para
Barcellos,
o
snr. Antonio Francisco
Barata,
escri-
ptor
notabilíssimo,
ora
residente
em
Evora.
Collegio
dos
orfãos de
S.
Cae
tano.
—
Vão
brevemente
começar as
obras
Ida
edificação
do
novo
collegio para
os
oríaos,
no
campo
de
S.
Sebastião.
Foi convidado
um
dislincto
architecto
da cidade do
Porto
a vir.
para
este
fim,
conferenciar
com
a
commissão
administra
dora
d
’aquelle
collegio.
Operação
—o
snr.
dr.
Alfredo
Pas
sos,
ajudado
pelo
snr.
dr.
Antonio
Cazi-
tniro
da
Cruz
Teixeira,
fez
hontem,
na
Casa
de
Saude
de
que
é
direclor,
e
pelo
processo
de
Maisonneuve
a
operação
da
urelhrotomia,
sendo
a operação
coroada
dos
melhores resultados,
habilmente
diri
gida
e
concluída
em curto
espaço
de tem
po.
0
operado
soífria
d’
um
duplo
aperto,
sendo
um
d
’
ellcs
bastante
grande
e
si
tuado
na
região
prostatica,
o
que
tornan
do
a
operação
mais
diílicil,
uma
vez
mais
fez
patentear
a
pericia
do
operador,
que
foi
felicíssimo
no
seu
resultado.
Melhora»
—
0
filhinho
do snr.
en
genheiro Cruz que noticiamos
estar
em
perigo
de
vida,
em
resultado
d
’
uma
que
da,
tem experimentado
grandes
melhoras,
havendo
todas
as probabilidades
de
recupe
rar
a
saude.
Festividades.
—
Na
quarta-feira
fes
teja-se
N.
Senhora
do
Amparo,
cuja
de
vota
Imagem
se
venera
no
templo
da
Lapa.
I —
Na quinta-feira tem
logar
a festa
de
S.
Roque
na
capella
de
Santo
Antonio,
da
Praça
Municipal.
Recrutas
-Foi
transferida
para
o
dia
28
do
corrente
a
inspecção
de
recrutas
que
devia
ter
logar
na próxima
terça-
feira.
Partida.—
0
snr.
conego
dr.
Alves
Malheus
partiu
ante-hontem
para a
sua
casa
em
Combadão.
Governo
civil.
—
Durante
a
ausecia
do
snr.
marquez
de
Vallada
está
exercendo
o
logar
de
governador civil
na
qualidade
de conselheiro
de districlo
mais
velho, o
snr. dr. Felix
Maria
Gomes
d
’Araujo
Al
vares.
Aos
crendoreg
—Deite
artificial
para
crias.
—
Sele
quartilhos
d
’
agua
e
Ires
e
meio
de
leite
são
fervidos
com
dez
onças
de farinha triga
até
a
consistência
d’
uma
papa;
ajunta-se-lhe
mais
3
1[2
quar-
tilhos
de leite
com
1
1
[4
onças
de
solução
de potassa,
consistindo
em
duas
partes
de
bicarbonato
de
potassa
dissolvida
em
11
partes
d
’
agua.
A
esta
papa
quente
ajunta-
se
mais
10
onças
de
malt
(cevada
germi
nada
para cerveja)
traçada,
a qual
se
mis
tura
bem,
e
depois
se
deixa
em
repouso
por
meia
hora
perto
do fogão
ou de
qual
quer outro sitio
quente;
depois
torna-se
a
(erver
e
se
filtra
por
uma
peneira.
As
crias
são
sustentadas
cêrca
de
seis
semanas
com
leite puro,
o
qual
depois
se
vae
substituindo
gradualmente
pelo
artifi
cial,
até
cèrca
de
14
quartilhos
por
dia
e
nenhum
leite
puro.
Passados
tres
mezes
só
se
dará
ame-
tade
d’
esta
quantidade
adiccionada
com
bollo
de
linhaça
(que
vem
da
llalia)
e
mais
tarde
mistura-se
batatas
cosidas.
As
crias,
com
esta
comida,
ganham
dois
arrateis
por
dia
em
pezo
e
mais; se
porém a
cria
se
desgostar
do
leite
puro,
dá-se
lhe immediatamente
este
substituto
sem
receio
que
lhe
cause
mal
algum.
Também
se
póde appiicar
este
leite
ar
tificial
aos leitões como
remedio
curativo
da
diarrhéa
que
frequentemente
os ataca.
—
(«Jornal
de
Horticultura
Pratica»).
Com
vista
ao
«Uiario
«ia
IVIa-
nhã».
—
Transcrevemos do
«Correio
da
Tarde»
o
seguinte:
O
«Diário
da
Manhã» do
snr
Pinheiro
Chagas (n.°
de
3
de
agosto)
leva
muito
a
mal
que
certo
jornal
Irancez
dissesse
que
o
padre
Jacinto»,
(o
celebre
Loyson)
teve
um
proceder
immoral
apostatando
para
se
casar;
e
aflirma
que
o
exfrade
fez isso
para
viver
como
um
«homem
de
bem».
Não
é
preciso
pôr
mais
nas
cartas.
Os
Revd.
05
Padres
do
partido
de
que
é
orgão
o «Diário
da
Manhã»
se
por
des
graça existem,
que
lhe
agradeçam,
e
que
vão
preparando
votos
para
a reeleição
d
’
este
seu
amigo.
—No
mesmo
jornal
lemos
o
seguinte:
<N
’o domingo
obteve
completo
triunfo
(nas
Caídas
da Rainha)
a
recita
dada, La-
zarislas, pela
companhia
dramitica
porlu-
gueza,
sob
a
protecção
de
el-rei
D.
Fer
nando».
Eis
aqui
um
rei
como
se
quer,
em
hberalaria
1
O
Santo
Padre
disse ha
pouco
que
havia
reis,
os
quaes
senão
querem
mostrar
seus
amigos
com
medo de
serem
chamados
«cle-
ricaes».
O «Diário»
conclue
a noticia
—
«peça
por
tantos
tilulos digna
da
concor
rência
publica,
apezar
do
anathema
cle
rical».
Antes
que
escrever taes
necedades
o
snr.
Pinheiro
Chagas
faria melhor em
acu
dir
por
sua honra
e
por
seus
titulos
de
historiador
instruído,
imparcial.
Já
leu
o
arligo
do
snr
Sousa
Monteiro
que
ha
pou
co
lhe
foi
dirigido
por
via
do
«Commercio
do
Minho»
(n.°
de
28
de
julho
de 1877)?
Merece
ser
lido
e meditado,
snr.
Pinheiro.
A’
«o
é
coisa
para
ailinirar.
—
Ou
vimos,
diz
um
collega,
qoe
em
uma
das
freguezias
ruraes
do
concelho de
Cintra foi
vendida, para
Inglaterra, uma
custodia
de
praia
de
grande
merecimento artístico,
do
valor
de
mais
de
um
conto
de
réis,
sendo
a
renda
feita
sem
auctorisação
superior.
Não admira.
Uuevra «lo
Oriente.
—
Os
últimos
telegrammas
relativos á
guerra
do
Oriente,
são
os que
seguem:
Londres 7
—
Bourk
disse
na camara
dos
deputados
que
o
governo
inglez
considera
não
eílectivoo
bloqueio
decretado
pelo
exer
cito
turco.
Bucharest
7—
A
infanteria
sob
o com
mando
do general
Gurko
evacuou
os
Bal-
kans.
Estão
chegando
diariamente
no
ca
minho de
ferro,
vindos
da
Rússia 8:000
homens
de
novas
tropas.
Pariz 7
—
Um
despacho
de
Constantino
pla
desmente
que
Midhat-Pachá
esteja
en
carregado
de
qualquer
missão.
O
ministro
dos
negocios
estrangeiros
de
Hespanha,
Silvela,
foi
recebido
hoje
pelo
duque
De-
caies,
estando
presente
o
embaixador
hes-
panhol
Molins.
Vienna
8
—
Os
imperadores
da
Áustria
«
Allemanha
encontrar-se-hão
hoje em
Ische.
Desmentem-se
os
boatos pacíficos.
F°i
derrotado um chefe
dos
insurgentes
oosniacos,
o qual entrou
na
Áustria.
Su-
‘
e
yman-Pachá
transpoz
os
Balkans
em
mar-
Cla
sobre
Tirnova.
Os
russos
concentram-
se
em
Arlow.
As
forças de
Eyoub-Pachá
9«e
estão
em
Rasgrad
elevam-se
a
40:000
"Omens.
Londres
8
—
Na
camara
dos
communs,
«enclay
perguntou
se
o
governo
se
podia
ln|
ormar
sobre
o
tractado
secreto
entre
a
Rússia,
a
Áustria
e
Allemanha,
concer
nente
á
partilha
da Turquia.
Northeot
res-
P°ndeu
que nenhuma
informação
sobre
este
ss
umpto
podia
ser communicada
á
cama
ra.
Kenclay
declarou
que
renovará áma-
Ahã
a
questão.
Bourk,
respondendo
a
Riland
disse
que
o
representante
de
Inglaterra
em
Madrid
recebeu
instrucções
para
protestar
contra
a
exclusão
da Inglaterra
do beneficio
da
clausula relativa
á nação
mais
favorecida
das
novas
tarifas.
Berlim
8—
A
Áustria não impedirá a
intervenção
da
Servia
na
guerra
russa-tur
ca,
mas
tomará varias
precauções
pelo
lado
da
Bosnia.
Reina
grande
inquietação
no Epiro
e
Thessalias.
Tudo
indica
o
estado
da
pro-
xima
intervenção na
guerra
da
Grécia
e
Servia.
Ousada
eontra a
fratie-maço-
naria.
—
Com
este
titulo
lê se
na
«Peii-
te
Republique
française»,
folha
maçónica
:
«Não
é
sómente
em
Paris e
em
Peri-
guex
que
se
fecham
as
lojas
maçónicas.
E
’
uma
palavra
d
’
ordem,
uma
senha
que
se
executa
por
toda
a
parte.
Em
Brives,
foi
dissolvida
a
loja
a
Fra
ternidade.
Em
Condom,
a
loja
a Augusta
Amisa-
de.
E
’
uma
crusada,
um S. Bartholo-
meu.
Poderia
dizer-se
que
a
auctoridade
to
ma
por
tarefa
realisar
os anathemas
do
Syllabus
contra
a
franc-maçonaria.»
O
que
é
necessário
provar,
segundo
estas
reclamações
da
Pequena
Republica,
é
que
a
experiencia
diaria
confirma
todos
os
ensinos
do
Syllabus
visto
que
um go
verno
cujos
membros
não
tomaram
cer
tamente
o
Syllabus
por
programma,
trate
naturalmente
de
dissolver
os
clubs
franc-
maçonicos
com
um
verdadeiro
perigo
para
a
sociedade.
Crime
Síos-riveJ.
—
A
«Liberdade»,
jornal
de Buenos-Ayres,
refere
um
crime
notável
commeltido
na egreja de
S. Fran
cisco
d
’
aquella
cidade.
Frei
Antonio,
monge
de
mais de
70
annos,
estava
dizendo
missa
no
altar
de
S.
José,
quando
um
sujeito penetrou
na
egreja
e
apioximando-se
do
altar
no
mo
mento
em
que
o sacerdote
commungava,
tirou
de
um
rewolver e
disparou-lh’o
á
queima-roupa.
A
denotação
assustou
os
assistentes
e
o
monge
caiu
redondamente
para
traz.
A
bala
atravessara-lhe
o
pescoço e
foi
em
seguida
cravar-se
no
altar.
O
padre
foi
levado
em
perigo
de
vida
para
o
convento.
O
assassino
declarou
ser
russo,
cha
mar-se Guilherme
Kolazo
e
attribuir
aos
monges
as
suas
maiores
desgraças.
Disse
mais
que não
conhecia
frei
An
tonio, mas
que
não
hesitara
em
matal-o,
porque
era
o
primeiro
sacerdote
que
en
contrava.
—
Odeio todos os
padres, vociferou
el
le,
e
por
conseguinte
era-me
indifferente
acabar
com
este
ou
com
aquelle!
Que
monstro!
SECÇÃO D£
C0MMU1ÍICADOS
Snr.
redactor
do
«
Commercio do
Minho».
Pedia
a
v. o
particular
obséquio de
publicar
no
seu
jornal
a
seguinte
car
ta,
que
hoje
mesmo
dirigi
ao
proprietá
rio
do
«Jornal
do
Minho»
pedindo
justi
ça.
Com
a
publicação
muito
obsequiará
ao que
é
De
v.
etc.
Braga
8
d
’
agosto
de
1877.
Domingos
Moreira
Guimarães.
Exm.°
snr. João
Antonio
da
Silva
Pereira,
director-proprielario
do
<i
Jornal do Mi
nho».
Sob
a
epigraphe=Actos
de
justiça=-
publicou
o
seu
jornal
de
20
de
julho
uma
local,
em que
diz:
«O
snr.
governador
ci
vil
d
’
este districto
dissolveu
a meza
da
confraria
do
Bom Jesus
do
Monte,
que
ha
8 annos
não
dava contas
da
sua
ad
ministração,
nomeando
uma commissão
administrativa,
composta
de
muitos
cava
lheiros
e muitos
d
’
elles
homens
de
scien-
cia
e
de
longa
instrucção.
Da
meza
dissolvida
era presidente
o
secretario
geral,
o
snr.
Marques Murta,
que tambeip
é
provedor
da
Misericórdia,
e
em
ambas as corporações ha muitos
an
nos
reeleito.
A
opinião
geral
recebeu
com
applau-
so esta
medida,
que
considera
um acto
de justiça
e
louva
o snr.
marquez
de VaL
lada.
Aguarda comtudo
se
s.
ex.
a
segui
rá
nas
justas
consequências
que
estes
fa
ctos
conteem.»
(Segue-se
a
transcripção
do
alvará
da
dissolução, com
os
seus
conside-
randos).
Já
vê,
v. ex.
a
que
n
’esta
local ha
ac-
cusação
e
fortíssima,
mas
ainda,
pelo
di
zer,
incompleta;
quer
a consideremos
nas
palavras
do
locahsla,
quer
nas
do
alvará
que
transcreve.
E’
necessário
pois
com-
pletal-a, e
não
dar
tregoas
aos
adminis
tradores
péssimos,
etc.
etc.,
para
que
o
publico
os
fique
conhecendo
á
’
uma
vez
pa
ra
sempre,
e
expulse
do templo
os
vendi
lhões
que
n’elle se acoutam.
E
v.
ex.
a
,
como
membro
da
nova
di-
recção,
já
deve
ter
formado
o
seu
juiso
a
tal
respeito
pela
analyse
dos
factos,
e
documentos
existentes
hoje em poder
de
ss.
ex.
as
, e
porisso
póde
melhor
que
nin
guém,
desafrontando
a
moralidade,
vingar
a
justiça.
Pois,
exm.0
snr.,
é em
nome
da
mo
ralidade,
que
todo
o homem
deve
propu
gnar.
da justiça,
que
deve
defender,
da
prosperidade
da
sua
terra,
que
deve pro
mover,
dos
interesses
religiosos,
que
deve
zelar,
que
ouso
pedir-lhe,
que
fazendo
justiça
a
todos,
que
publique
—
em
que
consistiu
a
péssima
gereocia
da
meza
da
real confraria
do
B.
J.
do Monte,
onde
se
verificou a
sua
completa
ausência
de
zêlo
e
interesse
pela
prosperidade
d
’
aquel-
le
sanctuario,
bem
como
qual a justiça
do
exm.
0 governador
civil
exonerando
por
um
alvará
infamanle
a
referida
meza,
e
qual
o
motivo
dè
louvor
para
o
snr.
mar
quez
de
Vallada
por
um
tal
feito.
Se
este
meu
pedido
não
merecer
res
posta,
apesar
de
sua
justiça,
collocar-me-
ha
na
collisão,
aliás
desagradavel,
de pro
curar
por
outros
meios
a
justificação
mi
nha
e
de
meus
collegas.
Braga
8
d
’
agosto
de 1877.
O
cartorário da
meza
dissolvida,
e
que
servira
de presidente
no im
pedimento
do
snr.
conselheiro
Marques
Murta,
Domingos
Moreira
Guimarães.
Snr.
redactor.
Rogo
a
v.
o
favor
de publicar
no
pri
meiro
n.°
do
seu
jornal
as
seguintes
li
nhas,
pelo
que
desde
já
me confesso
sum-
mamente
agradecido
o
De
v.
etc.
Francisco
José
d’
Araújo
Guimarães.
Constando-me
que
um
cavalheiro,
que
pertence
á
Companhia
de
Bombeiros
Vo
luntários
de
Braga,
tem
affirmado
que
eu
convocára
reuniões
com o
fim
de
conse
guir
que
os
1.0s
patrões
da
Companhia
de
Bombeiros
Municipaes
pedissem
a
exone
ração
dos
seus
respectivos
cargos,
o
que
é
completamente
falso,
venho
por
este
meio
protestar
contra
similhante
asserção,
porquanto
eu
não
só
não
concorri
de
mo
do
algum para
que
ss.
s.
as
pedissem
a
sua
demissão,
mas
pelo contrario
empreguei
todos
os
exforços
para
o?
dissuadir
d
’
aquel-
le
intento,
pedindo-lhes
com
as
mais
vi
vas
instancias
que desistissem
da
ideia
em
que
estavam,
porque
era para mim
um
desgosto;
e
de
certo
o
era
para
a exm.
a
camara,
pela
qual
eu
tenho
a
maior
con
sideração.
Igual pedido
fiz
ao
digno
commandan-
te
da
companhia,
não
só
directamente,
mas
até
empenhando-me
com
outras
pessoas
para
lhe
failarem
no
mesmo
sentido.
Para
prova do
que
digo
invoco
o
tes-
timunho
insuspeito
dos
1.0s patrões e
do
digno
commandante
da
Companhia
de Bom
beiros
Municipaes,
ficando d
’
este
modo
completamente
destruída
a
asserção
em
contrario.
Braga
9
d
’
agosto
de
1877.
Francisco
José
d’Araújo
Guimarães.
Ex-segundo
commandante
da
Companhia de
Bombeiros
Municipaes
de
Braga. (430)
BAACO
VIEStCAXTIÍi
BRAGA
SOCIEDADE
ANONYMA
DE RESPONSABILIDA
DE
LIMITADA
Resumo
do activo
e
passivo
d
’
este
Banco
em
31 de Julho
de
1877.
Activo
Caixa..................................
28:2935349
Letras
descontadas,
toma
das
e
a
receber
.
. .
17:6935612
Empréstimos
sob
penhores
103:5275180
Créditos
caucionados
em
c/c 63:4295121
Operações
a
longo prazo,
com
hypotheca
. .
.
17:8275425
Agencias
no
Reino
e
Ilhas
40:8495972
Agencias
no
estrangeiro
.
7:3535660
Devedores
diversos.
. .
12:1195992
Acções
de
conta
própria
.
200:0005000
Valores
fluctuantes.
. .
84:4085315
EÍTeitos
depositados
. .
25:7005000
Despezas
d
’
installação
.
.
4:4005000
Moveis
e
utensílios.
.
.
1:530140
Gastos
geraes
e
commissões.
4:2005352
Liquidações................................... 1:1965930
Passivo
771:7735048
Capital
.
..............................
600:0005000
Fundo
de reserva
....
2:5095127
Deposilos
a
praso
. .
97:442^007
»
á ordem.
.
.
19:5395020
Letras
em
deposito.
. .
4:1595727
Letras
por
pagar
.
.
.
3505000
Credores
d’
effeitos
deposita
dos .......
25:700^000
Credores
diversos
.
.
.
1:7285218
Agencias
no
reino.
.
.
.
7:3125141
Dividendos
por
pagar.
. .
4:4205250
Lucros
e
perdas.
.
.
.
8:6065558
771:7735048
Braga
31
de
Julho
de
1877.
Os
Directores,
José
Joaquim
Lopes
Cardozo.
José Antonio Rebello da
Silva.
Resumo
do
aclivo
e
passivo do
Banco'Commercial,
Agrícola
e
Industrial
de
Villa
Real,
em
31
de
julho
de
1877.
Activo
Caixa,
dinheiro
existente
.
16:5985287
Letras
descontadas
e
a rece
ber ...................................
658:3545736
Letras
caucionadas .
.
.
38:9425000
Obrigações
a receber.
.
.
6:9845783
Empréstimos
sobre
penhores
3:1455300
Operações
a
longo
prazo
.
13:9135220
Papeis
de
credito
.
. .
14:8295120
Contas correntes
com
gara
ntia
...................................
9:2755760
Agentes
no
paiz,
dinheiro
e
letras
a
cobrar.
. .
73:6185842
Agentes
no
estrangeiro
. 13:0105520
Diversos
devedores
.
.
.
g:5035394
Moveis
e
utensílios
.
. .
5865860
Despezas
de
installação
.
2:0065000
Acções,
prestações
a receber
1005000
Passivo
Capital dó
Banco. .
.
.
Deposito
á ordem.
.
.
.
Deposito
a
prazo.
.
. .
Dividendos
a pagar
.
Fundo
de
reserva.
.
. .
Reserva
para
contribuição
industrial
...................
Ganhos
e perdas. .
.
.
853:8635222
800:0005600
1:85456>8
23:5625100
4:5115630
7:0205000
5:4005000
11:5145864
853:8635222
Villa
Real, 3
de
agosto
de
1877.
Os
gerentes,
Francisco Ferreira
da
Costa
Agarez.
João Pinto
Ferreira.
BANCO
DA
COVILHÃ.
Balanço
em
3! de Julho
de
1877.
Activo
Accionistas
.............................
Lellras
descontadas
e
a
receber
.........................
Efleitos depositados
.
.
.
Agencias
no
paiz. .
.
.
Ditas
no
estrangeiro.
.
.
Empréstimos
s.
penhores.
Ditos
em
c.
c.
com
caução
Devedores
geraes.
.
.
.
Papeis
de
credito.
.
.
.
Mobília
e
utensílios.
.
.
Despezas
d’
installação
.
.
Caixa
..................................
4005000
361:3555289
12:0005000
28:9695701
10:1885873
161:8975685
275:6155857
12:6795'102
8:9675800
1:9375159
2:6585815
27:6925565
904:3525746»
cfq
c-
cc
o
to
MALA
KEAL
INGLEZA
S.
Vice
nte,
Pernambuco,
Bahia,
Rio
de
Janei
ro,
Montevideo
e
Buenos
-Ayre
s
Aceitando
lambem
passageiros
de
3.
a
classe
pelo
mes
mo
pre
ço
que
para
o
Rio
de
Jane
iro
para
SAN
TOS,
PA.RANAGU
A\
SANTA
CATHARINA
,
RIO
GRANDE
DO
SUL,
PORTO
ALEGRE,
CAM
PINAS,
S.
PAULO,
CAMPOS,
V1CTORIA,
MACEIÓ
’
e
outros
pontos
do
lil
lor
al
e
inter
ior
do
Braz
il,
ao
sul
de
Pernambuco,
com
tras
bordo
no
Rio
de
Janeir
o
e
inclui
ndo
hospe
daria
e
sus
tento
grat
uito
durante
a
demor
a
prec
isa
para
obter
trasbor
do.
fvATpFTA
Este
paque
te
da
Comp
anhia
Mala
Re
al
Ingle
sa
sahi
rá
de
Lisboa
líllH
Ov
em«8d
e
Agosto.
Para
mais
esc
larec
imentos
diri
jam-s
e
á
Agenci
a
Centr
al
no
Porto,
rua
dos
Inglez
es,
23
—
o
agente
Guilhe
rme
C.
Tait,
e
nas
provi
ndas
ás
agenc
ias
e
corr
espondências
nas
princ
ipaes
cidades
e
villas
.
Agent
e
em
Braga
o
snr.
João
Manoe
l
da
Silva
Guimarã
es,
Rua
do
goi.it
o.
Parte de Comércio do Minho (O)
