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-
EDITOR
E PROPRIETÁRIO JOSÉ MARIA DIAS DA COSTA, RUA NOVA N.° 3 E.
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
5.° ANNO
Braga,
12
mezes..............................
1&600
»
6
»
..........................
850
Correspondências
parlic.
cada
linha
40
Annuncios
cada
linha.....................
20
Repetição
....................................
10
PUBLICA-SE
ÁS
TERÇÃS,
QUIiVTAS
E
SÂBBADOS.
Provincias,
12
mezes
..........................
2&000
»
6
»......................... 1&050
»
sendo
duas
assignaturas 3&600
Brazil,
12 mezes,
moeda
forte.
.
3§600
Folha
avulso
.
..........................
10
N.° 660
BHAGA
—
TEKÇA-FIAítA to
JULHO DE 1899
Allocução
do Nosso
Santo
Padre
Pio
IX, dirigida aos eardene»
da
Santa Egreja Homaua, no pa-
lacio
do
Vaticano, em 9 9 de ju
nho de 1899.
Veneráveis
Irmãos.
E
’
para
Nós
alta
alegria
fruir
hoje
vos
sa
vista e
vosso presença,
não
sómente
alim
de
tratar comvosco
dos
novos
mem-
bios
eminentes,
que
vão
entrar
na vossa
ordem
illuslrissima,
mas
ainda,
como
é
muito
justo
e
o
temos
muito
a
peito,
a
fim
de
cumprir
um
dever
para
com
os
Nossos
veneráveis
irmãos,
os
Bispos
das
Egreps
do
mundo
catholico,
e
para
com
todos
os
lieis christãos,
exprimindo-lhes
os
sentimentos
intimos
que
Nós
não
po
demos
deixar
de
manifestar.
Eífectivamen-
le,
a
generosidade
da
Divina
Clemencia,
nos
acaba
de
dar,
entre
tantas
outras
pro
vas
insignes
da
sua
bondade,
a
graça
de
vèr
o
50.°
anniversario
da
Nossa
consa
gração
Episcopal,
e
coroou
este
dom
de
muitos
outros,
fazendo-Nos
experimentar
o
amor
que
manifestaram
n
’esta
occasião
pa
ra
comnosco
e
para
com
esta
Santa
Sé
todas
as
ordens,
tanto
da
nossa
cidade,
como dos outros povos
e
nações,
ainda
as
mais
afastadas
de Nós
pela
extensão
das
terras
e
dos
mares,
e
tantos
admiráveis
teslimunhos
de devoção,
de piedade, e
de
generosidade,
que
foram
realmente
um bel-
lo, especlaculo
ao mundo,
aos anjos
e
aos
homens.
Em verdade,
Nós
conhecíamos,
e
não
Nos
tínhamos
esquecido, como
sabeis,
na
Allocução de
12
de
março
ultimo,
de
de
clarar
publicamentc
e com
elogio,
quanto
o
povo
catholico
inteiro
estava
ligado
a
Nós
e
a
esta
Cadeira
Aposlolica.
Mases
ta
mesma
dedicação
quiseram
os
fieis,
por
manifestações
brilhantes
e
de todas
as
ma
neiras mostral-a
e
confirmal-a
aberlamen-
te
e
á
vista
de todos, de
tal
sorte que
elles
converteram o
louvor
que
lhes
era
devido
em
um
grande
objecto
de
admira
ção,
e
que,
dando gloria
a
Deus,
Nos
encheram
da
mais
grata
consolação.
Sim,
em
quasi
todas
as
regiões do
mundo o
povo
de
Deus
celebrou,
com
publicas
de
monstrações
de
alegria
e
de
piedade,
este
dia
da
divina
benevolência
e
misericórdia
para
comnosco
;
de
todas
as
partes
Nos
vieram
cartas
empregnadas
de
filial
aífecto
e
cheias
de
dòr
pela
guerra
iniqua
a
que
estamos
exposto,
como
se
a
voz
de
Nos
sos
filhos,
depois
de longo inlervallo se
tenha
erguido
pela
vez
primeira.
Tam
bém
os
cheíes
das
nações
catholicas
e
ou
tros
príncipes
e princezas,
dislinctos,
não
sómente
por
sua
grande
nobreza,
mas
pelo
sangue
real,
Nos oílereceram
tesli-
munhos
de
sua
dedicação,
mostrando
as
sim
que
o seu
zêlo
religioso
não
cede
á
piedade
dos
mais.
Emquanlo
á
aflluencia e
multidão
dos
fieis
de
todas
as
línguas e nações,
de
to
da
a
classe,
de
toda a
edade
e
sexo,
que,
seguindo
os
seus
Pastores, vieram
em
pe
regrinação
das
regiões
mais
afastadas,
sustentados
pela
fé
e
pelo
amor
contra
os
incommodos
de
lodo
o
genero,
ella
vos
é
bem
conhecida,
Veneráveis
Irmãos,
a
vós
que,
cheios
d
’admiração
por
esta
for
ça d
’
amor,
por ella
tendes
glorificado
a
Deus,
quando
vós mesmos
desempenháveis
com
ternura
para
comnosco
o
vosso
de
ver
de
felicitação,
e
que
vossos
votos
cha
mavam
a
abunduncia
das
graças
divinas
sobre
os
peregrinos.
Vistes
effectivamen-
le
n
’
este palacio
os
seus
batalhões
cer
rados,
engrossando cada
dia,
de tal sor
te
que
mostravam
bem
quanto
desejavam
satisfazer
o
seu
longo
desejo
de
vèr
e
de
ouvir
a
seu Pae;
vós
os
vistes, esses fi
lhos
tão
amantes,
beber
avidamente
as
Nossas
palavras,
e,
pelas
suas
protesta
ções
e
suas attestações
de obediência,
que
muitas
vezes
eram
interrompidas
pelas
la
grimas, venerar
na pessoa
da
Nossa
hu
mildade,
o
poder d<>
Vigário de
Jesus
Cristo
e
honrar o
Príncipe
dos
Aposto
los,
cuja
dignidade
não desapparece
no
seu
herdeiro por indigno
que
seja.
O
povo
catholico
quiz
tornar
mais
no
tável
e
mais
explendida
esta
veneração,
enviando-Nos
e
trazendo-Nos
de
todas
as
partes
soccorros abundantes
de
sua
gene
rosidade,
enviando-Nos
e
trazendo-Nos
pre
sentes
admiráveis
pela
sua
multidão,
por
sua
variedade,
pela
arte
que
os decora,
pelo
seu
preço,
e
que,
fornecendo-Nos
o
meio
de
prover
âs
necessidades d'esta
Sé
Apostólica
e da
Egreja
despojada
dos
seus
bens, manifestam
ao
mesmo
tempo
a
for
ça
e
o
explendor da caridade
christã,
a
qual
não
só
sustenta
e
supporla
tudo,
mas
ainda
desconhece
os
impedimentos
das
calamidades
e
da
pobreza,
e
que
é
tal
que
nunca
se
acaba
nem
se
esgota.
Ora,
veneráveis
Irmãos,
quem
é
Aquel
le
que
muda
os
dias
de nossas tribula
ções
na
pratica
e
no
brilho
de
tão gran
des
virtudes?
Quem é Aquelle
que
sus
citou
e
sustentou
uma
tão
grande
fé
e
uma
tão
notável
piedade?
Quem é Aquel
le
que
concedeu
á Nossa
fraqueza
a
con
solação
de
ser
espectadores
e
lestimunhas
de
tantos
illustres
exemplos
dados
pelo
povo
christão?
E
’
o
Pae
das
Misericórdias
e
o
Deus de toda
a
consolação,
que
cos
tuma
manifestar
a sua gloria, quando
maio
res
são
a
indigência
e a
fraqueza
de
seus
servos
; Elle
tem
nas
suas mãos
os co
rações
dos
homens e todas
as
coisas
es
tão
collocadas
debaixo
da sua obediên
cia
é
Elle
que
Nos cumulou
com
a
sua
Misericórdia;
é
Elle
que
Nos
ajudou
no
meio
da
tentação,
afim de
que
possamos
resistir-lhe
; é
Elle
que
revelou
a
sua
glo
ria
na Egreja
mostrando
ao mundo, que
quanto
mais
ella
é
atacada,
mais
ella
mostra
vigor
;
quanto
mais
ella
é
deprimi
da,
mais
alto
se
levanta.
Em
vossa
presença
e
á
face
do
univer
so
inteiro
não
é
possível
que
Nós
dei
xemos
de
dar
do
mais
profundo do
Nosso
coração,
graças
e
gloria ao
Deus
clemen
tíssimo,
bendizendo-0
e confessando
que
Elle
é
bom,
que
Elle
fortifica
no
dia
da
tribulação
e
que
Elle
conhece
aquelles
que
confiam
E
’
elle, suppIicando-Lhe
que
aco
lha favoravelmente
e
com
bondade, na
abundancia
da
Sua
graça,
o
sacriticio
de
louvor
e
da
ben.ão
que
Lhe
oíferecemos,
embora
muito
inferior
ás
obras
da Sua
misericórdia.
Mas
depois
de
lermos
pago
esta
divi
da do
Nosso
cargo
para
com a
Bondade
Divina,
é
justo
dirigir
o
Nosso discurso
para
vós.
Veneráveis
Irmãos,
e
para
os
queridos
filhos
de
todo
o
mundo catho
lico.
Nós
quereríamos
na
verdade,
assim
co
mo
o
fizemos
áquelles
de entre
vós
que
vieram
á
nossa presença,
exprimir
os sen
timentos
de
Nossa
gratidão
a
cada
um
d
’aquelíes de
quem
Nós
recebemos
lesli-
munhos
d
’
amor;
mas,
como
reconhecemos
que
seria
muito laborioso
e
extenso
fazel-o
por
meio
de
cartas,
não
leveis
a
mal
que,
da
mesma
fórnia
que,
vós
não
tendes
to
dos
mais
do
que
um coração
e
uma
al
ma,
quando
Nos oífereceis
as
vossas ho
menagens,
assim
lambem não haja
da
Nos
sa
parte
mais do que um
discurso
diri
gido publicamente
a
todos,
para
Nos
des
quitarmos
para
com
cada
um
de
vós
dos
deveres
da
Nossa
alma reconhecida.
Eis
a
razão
porque
Veneráveis
Irmãos
e
caros
filhos,
a
vós todos,
que
sois,
co
mo
diz
o
Apostolo,
a
minha
corôa
e
a
mi
nha
alegria,
Nos
dirigimos
e
damos par
ticulares
agradecimentos
com
este
amor
e
este
sentimento
que
são
melhor
compre-
hendidos
pelas almas
heis,
do
que
pódem
ser
exprimidos
em palavras
convenientes.
Vós
obrastes
de
fôrma que
a
vossa
luz
brilhasse
aos olhos
dos
homens;
vós
glo
rificastes
a
Deus
e
á
Egreja,
vós
bem-
inerecestes
da
Esposa
immacula
la
de
Chris
to
e
do
Vigário
do
mesmo Jesus Chris
to sobre
a
terra,
e
por
vossa
piedosa
li
beralidade
vós juntastes
no
ceo
um
indes
trutível
thesouro,
que
nem
é
comido
pela
ferrugem
nem
destrui-lo
pela
traça.
Pelo
que
Nos
diz
respeito,
a
recorda
ção
do
vosso amor
não
se
varrerá mais
da
Nossa
memória.
O
amor
confiado
aos
annaes
da
Egreja
irá
servir
á
posteridade
de exemplo
e
edificação,
e
nós
nada
teremos
tanto a
peito,
como
pedir
ao
Príncipe
dos
pasto
res
que
vos
conceda
a
vós,
que
haveis
semeado
nas
bênçãos,
a graça de
fazer
des
uma
boa
colheita
de
bênçãos.
Mas
n
’esta
altura
do
Nosso
discurso
Nós
não
podemos
deixar
de
dirigir
a
Nos
sa
attenção
sobre
o
verdadeiro
valor
e
so
bre a
significação
de tão
grandes
coisas.
E
com effeito, que
significa
este
extraor
dinário
ardor
dos
fieis,
este
afan
e
esta
constância
tão
notáveis, este
grande
zêlo
em
suavisar
as
provações
do Pae
com
mum,
a
correr
com
otfertas
em
auxilio
d
’
esta
Santa
Sé
Apostohca
e
a defender
a
sua
causa,
a protestar contra
as
injus
tiças
que
a
aílligem
e
a
implorar
a
Cle
mencia
Divina,
emfim
a
emprehender
até
junto
d’
ella
incessantes
peregrinações,
o
que
provam
este
ardor
e
estas
continuas
solliotudes
?
Que significam ao
mundo?
qual
é
o
seu objecto,
e
qual
é
o scopo
a
que
el-
las
miram
?
Elias
demonstram
e
confirmam
mani
festa
e
abundantemenle
o que
já
havía
mos
feito notar,
e
vem
a
ser,
o
receio
e
anciedade
dos
fieis
com
relação
ao
Pae
commum,
submettido
hoje a uma
domina
ção
inimiga
;
ellas
tem
o valor de um
verdadeiro'
e
solemne suffragio
universal
pelo
qual
o mundo
catholico
inteiro si
gnifica
incessanlemente,
em
contraposição
dos
pertendidos
escrutínios
ou
antes
das
mentiras
d
’
este
século,
que
elle
quer
que
o
Pastor
supremo
do rebanho
do
Senhor
presida
á
Egreja
na
plenitude
da
sua
di
gnidade,
liberdade
e
mdependencia.
Ao
mesmo
tempo
provam ellas
tam
bém
a
força
da
caridade
que
une
os
mem
bros
da Egreja
ao
seu
Chefe
e
por
con
sequência
a
solidez
do
laço
commum
que
une
entre
si
os
respeclivos
membros;
el
las ensinam magniticamenle
que
a
Egreja
Catholica,
assaltada
de
tantas
maneiras
iní
quas
e
com
tanta
violência e privada de
todo
o
soccorro
exterior,
sem
que
poris-
so
ella
fique
abalada
e
vencida,
antes
sus
tentando
sempre
com
constância as
fadi
gas
do
seu
combale
e
ganhando
cada
vez
mais
forças,
tem
as suas raizes
no
Céo,
como
diz Chrisoslomo,
e gosa
d’
uma
vida immortal
e
divina;
e
ellas
confun
dem
igualmeule
os
discursos
dos
impios
que
não
temem dizer, que
a
santa
Esposa
de
Christo
acabou
o
seu
tempo,
que
já
não
tem
força e
que está
moribunda Em-
íim,
ellas
refutam
os
vãos e
loucos
con
selhos
d
’
aquelles
que,
para
Nos
servirmos
das palavras
do
grande
Agostinho,
«nos
seus
projectos
inconsiderados, desordena
dos
e
subversivos
querem
pôr
a
agua so
bre
o azeite,
mas
a
agua
irá
ao fundo
e
o azeite
sobrenadará
; que
querem
sepultar
a
luz
sob as
trevas,
mas
as
trevas
serão
dissipadas
e
a
luz
ficará
; que
querem
coi-
locar
a
terra
sobre
o
Céo,
mas
a
terra
recahirá
por
seu
proprio
pezo
no logar
que
lhe
compele».
Emquanto
a
Nós,
considerando
os
ad
miráveis
desígnios
da
Divina Providencia,
que
mistura as
consolações
com
as
tri
bulações,
afim
de
que
os
espíritos
e
as
forças
não
desfalleçam,
mas
para que
a
confiança
seja
confirmada
e
a virtude
for
tificada
e
sustentada.
Nós
tiramos
d
’
ellas
um
novo
alento
para combater
com
mais
firmeza
e
vigor
os
combates
do
Senhor,
para
desempenhar
fielmente
os
deveres do
Nosso ministério
e
para
supportar
fiehnen-
te
as
adversidades
peia
causa
de
Deus
e
da
Egreja.
Se
a
atrocidade
da
guerra
cobre
n
’
este
momento
a
terra
de
carnagem
e
de
sangue;
pela
qual
Deus
quer
fazer
com-
prehender
a
todos o
qne ha a
esperar
en
tre
os
homens,
quando
os
direitos divinos
e
humanos
são
destruídos,
a justiça
e
a
verdade
opprimidas,
o
Nosso
combate
não
diminuiu
em
coisa
alguma;
elle
é
tanto
mais
nobre
e
elevado
por
sua natureza,
quanto
é
certo
que tem
não
sómente
por
objecto
a
defeza
e
integridade
da
religião,
mas
lambem a
da própria
sociedade
.ci
vil
e
a restauração
dos
princípios que
são
o
fundamento
da
paz
e
da
verdadeira
pro
speridade.
Prosigamos
pois corajosamenle,
com
as
armas
da
nossa milicia,
o
combale
que
nos
é
ofíerecido,
permaneçamos dedicados
ao
Senhor
no
caminho
dos
Seus
julga
mentos,
continuemos
a
orar
com fervor e
humildade afim
de
que. ordenando
ao
ven
to
e
ao
mar.
restabeleça
a
tranquillida-
de;
e no
entanto
não
temamos nem a
adversidade
nem
o
poder
dos
inimigos,
porque
Aquelle
que
está
em nós
é
rnaior
do que
aquelle
que
está
no
mundo.
Ainda
a religião catholica em.
faee das seitas «Cissidentes
dm
systeiuas philosephicos moder
nos.
x
[Conclusão]
Trazemos
na mão
Lucrecio
«De
Na-
lura
fíerum»,
e,
mau
grado
as
pretenções
de
originalidade
e
de actualidade
dos
po-i-
tivislas
modernos,
que
mal
orçam pelos
«quarenta
annos»,
consoante
a cbronologia
d
’
elles;
não
nos será
diflicil
reconhecer
que
na
sua
arvore
genealógica
prendem
a
Lu
crecio,
como
ao
seu
tronco,
a
Lucrecio.
digo,
o
demente
historico.
Não admittindo o
principio
espiritual,
que
em
nós
pensa,
essa
monada
mystenosa
de
Pylhagoras,
essa
sublime
Psychè
de
Platão,
os
positivistas
limitam
lodo
o
cri
tério
aos
sentidos.
Aqui
tem
o
leitor
em
Lucrecio
a
fór
mula
d
’
esle
principio
sensisla:
«A
que
critério
havemos
de
recorrer?
Que póde
haver
de
mais infallivel que
os
sentidos?
(a
razão,
respondemos
nós)
sem
elles,
como
sera
possível
distinguir
o
erro
da
verdade ?
«
Quo
referemus
enim?
quid
nobis
cerlius
ipsis
Sensibus
esse
polest
?
qui
vera,
ac
falsa
nolemus?
»
(Livr. 1,
700.)
O
positivismo
suppãe
a
natureza
eterna,
e
o
alomismo, docil
a
uma
força
imma-
nente,
produzindo
a
terra,
e
o
universo
:
«Veremos,
diz
o citado
poeta,
qual a fonte
d
’
onde
sahem
todos
os
seres,
e
o
modo
por
que
se
combinam,
sem
intervenção
al
guma
dos
deuses:
a
Perspiciemu',
;
et unde
queat
res quceque
creari.
Et
quo
quceque
modo
(iant
opera
sine
divos.»
(Livr.
1,
158.)
Regeita,
por
tanto,
com
os
positivistas,
o
aclo creador
:
«Nada
sahe
do
nada,
nem
mesmo
sob
mão divina
iNullam
rem
e
nihilo
gigni
divinilus
un-
quam.»
(Livr.
1,
151.)
Por
isso
o
famoso
systema.
estabele
cendo
que
a
natureza
se
fez
a
si
mesma,
e
sem
uma
direcção
intellectual, vê
cem
imperfeições
ou
aberrações
(suppostas)
na
mesma
natureza,
e
este postulado
serve-
lhe
de
base
para
negar
que
o
mundo
seja
o
artefacto
de
um
Deus.
Já
Lucrecio
ti
vera
o admiravel
bom
senso
de o dizer
:
«.Nequaquam
nobis divinitus
esse
creatam
Naturam
mundi
;
quamque
hcec
sinl
prcedi-
la culpa.»
(Livr.
1,
180.)
Expungindo
a alma,
o
positivista
não
vê
além
do
tumulo
mais
que
o
nada
eterno.
Falle ainda
agora
por
elle
o
bardo
al-
lucinado
da
escola
: Vive,
e precipitem-se
embora
ante
teus
olhos
mil séculos
:
a tua
morte
nem
por
isso deixará de
ser eterna.
«... licel
quot vis
vivendo
condere
secla,
Mors
celerna
lamen
niliilominus
illa
manebit.
(Livr.
3,
1103.)
«
Tum porro
puer.
Navila,
nudus
humi
Vilali
auxilio
..
Para
o
positivismo
tudo
é
numero,
geometria,
physica,
composição
e
decom
posição
chymica,
oxygenio,
hydrogenio,
azote, glúten,
caseina,
eic.
E
’
incapaz
de
passar
d
’
aqui.
O
ideal
é
lettra
morta
para
elle.
Não
lhe
fallein
da
arrebatadora
har
monia que
ressumbia
do
espectaculo
da
natureza. íDeixem-no
com a
lente,
a
re
torta
e
o
fogareiro,
e
não
o
obriguem a
levantar
os
olhos
para
cima.
Dispensem-
no
,
do
estado
de
bestiticaçào
em
que
o
põe
esta
palavra,
expressão
de
um
sentimento
universal
—
a
poezia
da
natureza.
Vê
a machina, mas
jámais
a
mens
agitai
machinam.
Coração
para
elle
quer
dizer
viscera,
amor
não.
O
olhar para
o
positivista
refle
cte
de
fóra
para
dentro,
mas
não
de
den
tro
para
fóra.
Dentro
não
ha
luz.
Ri-se
de
que alguém
diga
—ha genio
no olhar
do
homem.
Com
Lucrecio
vê. por
exemplo,
a
creança
similhanle
ao
marinheiro
que
arro
jaram
para
a
praia
as
opdas
túrgidas,
per
manecer deitada
na
terra,
núa,
sem
pa
lavra,
incapaz
de
prover
á
sua
própria
subsistência,
ao
passo
que
o
animal,
levado
pelo
proprio
inslincto,
logo
provê á
sua
conservação
:
ut
scevis
projectus
ab
undis
jacet,
infans,
indigus
omni
(Livr.
5,
223.)
AI varice crescunt pecudes,
arménia,
ferce
que.»
229.)
progenie
ao
lado
(Idem,
Mas
nem
Lucrecio, nem
a
sua
positivista
teem
olhos para vêr
d
’essa
creança
deitada,
núa, muda,
impo
tente
; o
anjo
tutelar,
que
a
amavel Pro
videncia
lhe
collocou
ao
pé,
cujo
seio
lhe
serve
de
berço,
cujo
hálito
a acalenta,
cuja
túnica enfaixa
carinhosamenie
o
filho
do
seu amor.
E’
mudo,
mas os
olhos
d
’elle e
d
’
ella
faliam
melhor
que
palavras,
é
impotente
para
sustentar-se,
mas a
Providencia
entu
meceu
para
elle
a
teta
materna,
e
se
lhe
faltasse
o
leite,
a
mãe
sollicita
o
nutriria
com
o
sangue
das
próprias
veias,
porque
dentro
das
cavernas
do
peito
materno
a
Providencia
suspendeu
um
coração,
qual
lampada
sempre
acceza,
sempre vigilante,
de
encendrado
e
vivíssimo
affeclo.
E
’ que
o
positivismo
é
frio
como
a
cristã
alpina,
vasio
como
a boca
do
abys-
mo
;
tem
na
esterilidade
que
o
caracterisa
o
horror
do
riso
do
desespero.
Goza
das
deploráveis
prerogativas
da
morte,
que
tam
bém
é uma
negação,
a
negação
da
vida,
tal
como
o
positivismo
é
a
negação do
senso intimo,
do
senso
commum
e
da
razão.
N
’
uma
palavra,
para
elle
a matéria é
tudo
;
fóra
d
’
ella o
nada.
Tal
é
o
seu
principio
palmar, registado,
ha
vinte
sé
culos.
no
poema
didactico,
que
temos
vindo
citando
ao
leitor :
tNihil
esse
.......................................
.
.
.
quod
non
permixto
semine
constet
>
(Livr.
2,
584.)
Fechemos
Lucrecio,
que as inculcas
de
parentesco
estão
assaz
tiradas e
obtidas.
Não
convém
abusar
da clareza,
nem
da pa
ciência
do
leitor.
Um facto
fica
estabelecido
de
tudo
quanto disse
nos
tres artigos
que
para
ahi
garabulhei
de
levante;
é
que
os
systemas
religiosos
ou
philosophicos
que
se
afastam
do
catholicismo não
fazem
mais
do que
descer
a
escada
dolorosa
da
duvida,
e
da
negação, sem deixarem
um
só marco
apoz
si.
A
Egreja
sóbe, e
a
cada
paragem as
senta
e
inscreve
a
lapide
de
uma
verdade]
conquistada; o
positivista
desce
orgulhoso
até...
ao
nada.
Chegado
ao
fundo,
aflirma
audacioso
que
só
elle
existe,
por
que
traz
si
deixou
a
humanidade
a
perder
de
vista.
Na
sua
quéda,
abala,
e
pretende
ar
rancar
uma
por
uma
todas
as crenças,
e
todos
os
princípios
seculares da
socieda
de
;
é
pouco
;
todas
as
leis intellectuaes e
moraes
que,
desde
o
primeiro
dia
do
Eden
até
hoje, hão
sido
o
norte eterno
do
ho
mem
no
seu
peregrinar
atravez
do
tempo
e
‘lo
espaço.
Se
lhe
losse
dado,
reduziria o
cosmos
a
uma
cousa
tão
prosaica
como
uma
ope-
iação
arithmetica, sem alma, sem
luz
nem
vida, a
humanidale
a
um
rebanho,
orphão
do
primado
racional,
e
Deus
a
um
expe
diente
provisorio
da edade de ferro,
que
leria
na
historia
uma
mensão
honrosa,
mas
i
que
hoje
em
dia
seria
declarado
fóssil,
e
não
passaria
de
um
therna
d
’
escola como
Xerxes,
ou
Philippe
da Macedonia.
Pois
não
é
sabido
que
Taine
tem
que
rido
reduzir a
historia
dos
povos a uma
questão
de
physiologia,
ou
mais
claro,
a
uma questão
de
nervos,
de
musculos,
e
de
instinctos
?
Leia-se
a
sua
historia
da
litteratura
ingleza.
Ah! o
calholicismo
não
é
só
em
si
uma religião
sublime,
no complexo
de
ver
dades,
que
se
justificam plenamente
pe
rante
o veredicio
de
uma
razão
desapaixo
nada,
e
sizuda,
é
ainda
um admiravel
preservativo,
uma garantia
eflicaz,
um
saL
vo-conduclo
inestimável
de
outras
verdades
do
mais
subido
momento,
das
mesmas
ver
dades
naturaes.
Desprendendo-se
do
élo
da
fé
(não
cessarei
de
o
repetir), o
homem
desertará,
n
um
lapso de
tempo
mais
ou
menos
cur
to, do
proprio
seio
das
verdades
de
razão.
Limitando-se
a
interrogal-a
exclusivamente,
e
liando
só
d
’
ella, como se fosse
sempre
inlalhvel
e
luminosa,
o julgamento
descri-
cionano
da
verdade
e
do erro,
desvanecer-
,
n
.°
seu
co
g*
lar
vanglorioso
;
a
mesma
volubilidade,
e
invencível
myopia
da
razão
o illudirá,
e
corrompida
esta
pelos
precon
ceitos
e
vicios
do
coração,
o
levará
a
abraçar
as
mais
extravagantes aberrações
Desenganemo-nos
de
que
a
razão não
é
um
sal
preservador
da
corrupção
intel
lectual
e
moral.
E’
-o,
sim,
o
calholicismo.
A
razão
é um
dom
sublime,
o
mais
for
moso
apanagio
do
homem,
mas
é
um
dom
iailaz,
e
que
póde
facilmente
tornar-se
traiçoeiro.
Vide
a
historia
da philosophia,
que
melhor
chamáramos
a historia dos
in
finitos
desconcertos
da
mente
humana.
Nao
ha
dislate,
nem
paradoxo,
por
mais
exotico,
que
um
philosopho
não
tenha
alhrmado.
Prézo
immenso
a
philosophia,
a scien-
cia-mãe
sem
contestação,
mas
não
desluz
isso
ao
meu
espirito,
qtie o philosopho
seja
mais
que
o
editor
responsável
de
todos
os
maiores
absurdos
scienlilicos
;
far-lhe-hei
a,
justiça
de
lhe
chamar o
pae
legitimo
d’
essa
linhagem
de aleijões
theoricos desde
Pythagoras
até
Littré.
(Desnecessário
é
re-
salvar
excepções.)
Que
cathegorias
de
verdades
philoso-
phicas
tem
produzido
o
deismo,
o
idealismo
eclectico,
o
sensualismo,
o
materialismo
o
positivismo?
Digam-nol-o,
que
o
ignora
mos.
0
chrislianismo produziu
uma
Sum-
ma
como
a
de
S. Thomaz,
uma
Theodicea
como
a
de Leibnitz,
um
Novum
Organum
como
o de
Bacon,
e
um
Methodo
como
o
de
Descartes.
K
que
muito
tem
feito
o
scisma,
e
o
protestantismo
para
melhorar
a
sorte
mo
ral
da humanidade
?
0
primeiro
só
possue
ha
muito
uma
existência
galvaniea,
como
todos
sabem,
o
segundo
esparge
Biblias,
(
Inlroducção
)
1
Até
que
emflm
realisou-se.
O
que
para
muitos não
passava
sonho,
de uma
utopia,
é
hoje
um facto,
uma
realidade,
um
acontecimento.
E
Portugal
ufana-se
d
’esse
aconteci
mento
que
fez
relembrar
a
sua
fé
e
a
sua
historia
no
meio
das
nações estranhas.
Ha
muito
que
o
paiz
vem
pedindo
o
auxilio
de
um
braço
forte
para levantar-se
da
sua
habitual
prostração.
Ha muito
que
a
nação
fidelíssima
pro
testava
contra
esse
forçado
abatimento
a
que
se
via
reduzida.
O
braço
que
ella
pedia
não appareceu
ainda;
mas por
um
esforço
grandioso,
Por
tugal
n
’
um
momento
dado
levanta-se
di
sua
apathia
e,
cheio
de
vila e
vi^or,
re
toma
o
seu logar
no
grande
concurso
das
nações.
Não
somos
ainda
um
povo
perdido,
não
;
embora não falte
quem
trabalhe
por
destruir
em
nós
o
unico
motivo
da
nossa
prislina
grandeza.
Portugal
conserva ainda dentro
em
si
grandes
elementos
de
vida
e
prosperidade.
Acaba
de
mostral-o
até
á evidencia.
E
se
esses
elementos,
depô
s
de
paten-
tearem-se
tão
claramente,
continuarem
im-
proluctivos,
vá
a
responsabilidade
para
quem
pertence,
que
o
povo
ha
feito
da
sua
parte.
Nutrimos
a
bella
esperança de
que
a
recente
peregrinação
a
Roma
ha de
inau
gurar
uma
nova
epocha
de
luz
e
gloria
em
a
nossa
q,uerida
patria.
Sobejam-nos
razões
para
assim
o
crer.
E
quando
outras
nos
faltassem,
basta
va-nos por
certo
o
alarme
que
ella
produziu
I
entre
os
nossos
adversários.
Não
será
em
vão que
tantas
difficul-
dades
fôram
superadas.
Os
sacrificios
qne
se
fizeram,
não
pas
sarão
desapercebidos
ante
a misericórdia
divina.
Deus
ha
de
amerciar-se
de
um
povo,
que,
apesar
das
continuas desgraças
que
o
opprimem,
acaba
de
dar
um lestimunho
tão
eloquente
da
sua
fé.
Hoje,
como outr
’
ora,
quando
enviava
seus
filhos
ás
religiosas
conquistas
d
’
além
mar,
Portugal
tem
o
direito
de
dizer
—
sou
calholico.
E
o
paiz
necessitava
d’
esta
manifesta
ção
para
que
podesse
affirmar
o
seu direito
perante
as nações
estranhas.
—
Portugal
regenera-se
—
Foi este
o
pensamento
que
nos
occorreu, quando vi
mos
as
lagrimas
que
abundantemente
cor
nam pelas
faces
de
trezentos
portuguezes
prostrados
aos
pés
do
Vigário
de
Christo.
E
ha
de
regenerar-se,
por
que
Deus
não quer
que esta
velha
patria
de
D.
Af
fonso
Henriques
e
Santa
Isabel venha
a
ser
preza
de
meia
duzia
de
desgraçados,
que
i
vivem
mal,
por
que não
pensam
bem.
<
Temos
a
quasi
certeza
de
que
não
será
esta
a
ultima
peregrinação
nossa.
i
Os peregrinos
que
vieram
hoje, volta
riam
ámanhã,
se
as circumstancias
lh
’o
i
em vez da palavra
viva
de
Deus,
e
in
troduziu
uma
importantíssima
reforma no
templo,
substituindo
pelos commodos
es
paldares
em
que o protestante se
repotrêa
o
genuflexório
em
que
o calholico se pro
stra
perante
o
Deus
da
Eucharistia, e
que
entre
nós, portuguezes,
é
simples
mente o
pavimento
da
egreja.
Mas
não
haverá
ahi
ninguém
que
ne
gue
ter
sido
e
ser
a
Egreja,
mãe
fecun
díssima
de obras
humanitarias
;
que
do
seu
coração
tem
brotado
uma
immensidade
de
instituições
de
beneficencia,
que
pensam
as
ulceras
do corpo social,
e
enxugam
as
lagrimas
nos olhos roxeados dos
infelizes.
Os
delírios
do
philosophismo
geraram
Robespierre,
Saint
Just,
e
Marat,
o
es
pirito
do
chrislianismo
produziu
S. Vicente
de
Paulo,
a
irmã
da
caridade,
e
o irmão
das
escholas
christàs.
Quer-se
um
exemplo mais
recente ?
O
philosophismo
engendrou Bismark, o ca-
tholicismo
offerece
ao
mundo
o
espectaculo
de
Pio
IX.
Raciocine,
desarrosôe,
trame,
derrube,
improvise,
vocifere,
e
illuda
quanto
quizer
a philosophia
athêa;
ha
um
argumento
fá
cil,
pratico,
e
por
tanto
exempto
da
ne-
bulosi
Jade
das
abstracções, contra
o qua
virão
sempre
despedaçar-se
todos
os
seus
ataques
;
eil-o
«pelos
fructos
se
conhece
a arvore
»
Padre
Senna
Freitas.
permiltissem
;
mas
voltarão,
logo
que
o
err
sejo
se
lhes
proporcione.
E
em
quanto
serão
entre
os
seus,
os
apostolos
da
futura
cruzada.
Lourdes
e
Roma
fôram
os
dois
objecti-
vos
da
nossa
romaria.
E
quer
uma,
quer
outra,
ficaram
po
r
tal
forma
gravadas
em
nossos corações,
que
não
é
possivel
sg
apaguem
mais
em
nosso
espirito
as
dulcíssimas
impressões
que
ahi
recebemos,
e
que
ainda
hoje
nos
fazem
recordar
com
sau
fade
os
mais felizes
mo
mentos
de nossa
vida.
E’
como
que obedecendo
a
essas
im
pressões,
qne
encetamos
esta
descripção.
Não
duvidamos
que
a penna por
vezes
nos
atraiçoe.
Ha
sentimentos,
que se
não exprimem;
e
muitos
dos
que
experimentamos
estão
n
’
este caso.
Será
simples
a
nossa
narrativa.
Não
a
ataviaremos
de
ornatos
por
que
os
não
possuímos
para
lhe
dar
;
mas
será
fiel,
como
o
exige
o
nosso
caracter,
e
o
pu
blico
para
quem
escrevemos.
M. MARINHO.
A peregrinais»
pnrtugneza a
Boina.
de
um
A’
Redacçiío do (Conimereio do
Minho».
Londres, 29 de Junho,
1S77.
SUM.V1ARI0.
IL
—
Estremecimento
da
Europa Ma
çónica e
anti-Catholica,
pela
mudança
de
Ministério
em
França. Mudança,
na
minha
opinião.
Providencial,
e
complemento
da
regeição
pela
Camara
Alta
Italiana
da
«Lei
das
Rolhas.
HL—
Receios
da
Allemanha
pela
mu
dança
de
Ministério
em
França;
por
con-
sideral-a
como
favoravel
á
Igreja,
e
á
Mo-
narchia.
IV. —
Para
que
servem
as
Allocuções
<lo
Papa, e
as
Peregrinações
dos
Catho
licos
a
Roma.
V.
—
D.
Carlos
partiu
de França para
Estados
Austríacos.
VI. —
Deputação
dos
Membros
Irlande-
zes Catholicos
do
Parlamento
Britânico
recebida
por
Sua Santidade.
VIL—Muito
notável
e
importante
re
cepção
dos
Peregrinos
dos
Estados-Unidos
da
America,
por
Sua
Santidade,
com
of-
ferias
consideráveis
em
numerário.
VIII.
—
Peregrinação
Irlandeza,
e
sua
recepção
pelo
Santo Padre.
IX. —
-Dita da
Dalmacia, do
Tvrol,
de
Malta,
guiadas
pur
seus
respectivos
Pre-
ados.
X.
—
Collegio
novo de
Missionários;
—e
Convento
novo
lambem
de
Freiras; onde
se
celebrou
com
grande
solemnidaie
o
quinquagésimo
anniversario
do
Episcopado
de
Pio IX.
os
estou
tratando
Conlinúa
elle
pronunciar
o
A’
vista
destas
observações
e
reflexões,
•
exactas
e
reaes, ajuizar-se-ha
melhor
do
resto
que
vou
ainda
copiar
da
longa
com-
i
municação
ao
Times
de
que
sobre
as
cousas
de
França.
i
dizendo:
—
«O
mundo,
alem
disso,
não
esperou
i
que
o
induzissem
antes
de
p______
seu
juizo,
e
o
grande
engano
dos
papéis
ofíiciosos,
é
pensarem
que
a Europa
havia
de
participar
em
seu
interessado
enthu-
siasmo
delles,
se
fosse
deixada
a
suas
próprias
reflexões».
Aqui a faliacia,
o
sofismo,
está
nisto:
que
os
mesmos
correspondentes, ha
muito
e
constantemente
se
tem
occtipado
em
falsear o
juizo
deste
mesmo
publico
e
opi
nião estrangeiros
para
que
agora
appellam.
jComo
se
da
semente
que
ha
tanto elles
proprios
têm
estado
a
lançar
á
terra,
por
elles
lavrada
e
amanhada,
não
devesse
con
tar-se
com o
fruto
proprio
e
analogo
!
Como se
os echos,
que
agora
repercutem
d
>
estrangeiro
das
fo'has
de
que
elles
pro
prios
correspondentes
sam
instructores
e
inspiradores, não
devessem
copiar
o
mes
mo
tom
e
vozes
que
de
França
lhes
tinham
sido
transmittidos
!
Veja-se, analyse-se a
acontinuação
do
que
diz
este
innocente
e
im
parcial
correspondente:
—
«Os
que
estam
obrigados
a
informar
os
leitores estrangeiros
não
podem,
toda
via,
occultar
factos que
se
passam
ante
seus
olhos,
e
a numeração
desses
factos,
infelizmente,
é
bastante
para
provocar
em
toda
a parte
um
juizo
severo; pois
^como
podia
a
Europa
approvar
o que occurreu
em
França?
A
França
e
o
mundo
ficaram
espantados
pelo
acto
político
o
mais
ines
perado,
o
mais
inopportuno
na
historia
dos
tempos
modernos
(o
homem
quiz
dizer
«dos
tempos
maçonicos»,
mas
ainda lhe
não
chegou
a
lingua
para
isso).
«Este
acto,
em
seu
turno,
paralysou
o
commercio
e a
industria,
e
negociação
dos
Tratados
de
Commercio,
e
desconcertou
Ioda
a
diplomacia.»
Nas
palavras
sublinhadas
é
que
está
principalmente
o
segredo
desta
cólera
do
Correspondente
—
e
do
Times,
já
se
enten
de.
Faltou
um epilheto
que
o
digno
Cor
respondente
deixou
prudentemenle
no
tin
teiro,
mas
que
tinha
bem
no
espirito
quan
do
escreveu
aquillo:
queria
dizer, «diplo
macia
maçónica»
incluindo Gabinetes
e
Go
vernos, e
não
sómente
Diplomáticos
estran
geiros.
O homem
tem
razão
no
espanto
que
lhe
causou
a
sensação
que produziu por
toda
a
parte
da
Europa, não
só
na
im
prensa
mas
nos
Gabinetes
e
Governos,
o
acto
de
Mac-Mahon—
que ninguém, toda
via,
pode
qualificar
de
illegal,
ou
fora
de
suas altribuições.
A
grande
estranheza e
sensação
procedeu,
de
que
a
maçonaria
nossa
senhora,
se
cria
por
toda
a
parle
tão
senhora do
bôlo, que
não
julgava
houvesse
na
Europa
uma
só
pessôa no
poder,
que
se
atrevesse a
contrariar
suas
altas
dis
posições
d’
ella;
—
como,
cousa
de
um mez
antes,
nem
um
só
liberanga,
já
não
direi
da
Ita
ia mesmo,
mas
do
mundo,
sonhou
que
a
lei
das
rolhas
(por
dar
lhe
um
nome
assás
bem
inventado
em
Portugal
para
um
decreto;
havia
deixar
de
passar
triumphanle
pela
Camara
Senatoria
Italia
na,
como
passara
na
Canalhoria do
Ci-
torio.
Um Cavalheiro
Francez,
meu
intimo,
e
hoje
saudoso,
amigo,
homem
da
maior
instrucção
e
talento,
escriptor
distinciissi •
mo,
de
moral
a mais
pura,
de
animo
o
mais
nobre
e
generoso,
e
de
modéstia
a
mais
exemplar;
perfeito cavalheiro ao
mesmo
tempo,
e
titular—
pessôa
como
nunca
vi
outra
(eu
que
tanta
gente
notável
tenho
conhecido)
de
tal
cabeça
e coração
junta
mente;
costumava
dizer
em
seu
estilo
sen
sato
e
rrílectido, quando
via
irem
tanto
de
travez
as
cousas
políticas
do
seu
paiz
e
d'outros
Si
le
bon
Dieu voulait
un
peu
s'en
méler!...
A
respeito
das
cousas
do
Santo
Padre
e
da
Igreja;
da
tal
lei
das
rolhas
que
abortou
em
Roma;
e
agora
deste
ultimo
acontecimento,
em
França,
que
tanto
abor
rece
á
revolução
e
á
maçonaria,
tenho
cá
de
mim para
mim,
que
c
’est
le
bon
Dieu
qui
a
en
effel
voulu
s
’en
mèler;
ou
que
a
Providencia
Divina
quiz,
até
certo
ponto,
pôr
um velo
ás
demasiadas
arrogancias
maçónicas.
111.—Denuncia-se
bem
a
acção
e
in
fluencia actual
da
Maçonaria na
Europa,
pelo aqui-d
’
-el-Rei
que
immediata
e si
multaneamente
se
elevou
contra
a mudança
de
Gabinete
em Paris.
Os
papéis
do
Governo Prussiano
lá
gri
tam
contra
a
dita
mudança,
altribuindo-a
a
combinação
Ultramontana
e
Orlealista
O
papel
Ministerial
de
Berlim,
Die
Post,
chama
á
mudança
em
P„ris,
«uma
con
spiração
não
só
contra o
publico,
mas
con
tra a
Germania;
e
diz;
—
«Os
armamentos
Francezes
havendo
sido
levados á
maior
altura, diz-se-nos que
se
lança
fora
a
mascara,
e
se
tenta
aproveitar da
ultima
complicação
na
Europa para
ganhar
allia-
dos.
A
França
está
anciosa
por
substi
tuir
o
Gabinete
anti-clerical
na
Italia
pela
Consorleria,
e
substituir
o Conde
Andras-
sey,
e
induzir
a
Áustria
a
ajudar
a
França
contra
o
Principe
Bismarck.
Se este
plano
sahisse
bem,
a Prussia
teria
de
sustentar
ella sósinha
a
peleja. Duvida-se
se
-a con
spiração
Clerico-Monarchica,
tenciona
es
tabelecer
em
França a
Monarchia,
antes,
ou
por
meio, da
guerra.
Ao
que
os con
spiradores
immediatamente,
visam,
é
ao
restabelecimento
do
Papado
pela
humilha
ção
da
Allemanha.
O
drsiguio
é
demasia
do
phanlaslico
para
ser
mui perigoso;
todavia
têm
obrigação
todos
os
patriotas
Allemões
de
reunir-se
em
tôrno
do
Gover
no,
em uma
circunstancia
como
esta».
A
isto
reflexiona
o
celebre
e habil
Correspondente
do
Times
em
Berlim:
—
Que
«o
artigo
parece
ter
produzido
gran
de
impressão
no
espirito
publico;
que
elle
todavia
acredita
estar o Governo
Allemão
disposto
a
olhar
as
mudanças
ministeriaes
em
França como
cousa
de
importância
séria
para
si
e
para
o
resto
do
Continente
em geral».
Ao
sobredito
acrecentaria
eu
por
minha
parte
que não
só
para
o
resto
do
Conti
nente,
mas
do
Mundo;
pela
relação que
o
negocio
pode
vir
a
ter
com
a
condição
da
Igreja
e
do
Pontífice.
Uma
consideração
importante,
alem
disso,
me parece
ter
escapado
aqui
á
pon
deração
das mencionadas
folhas,
e
do
ati
lado
Correspondente;
a qual
natural
mente
resulta
do
facto
documentalmenle
mani
festado
por
occasião
do
processo
do
Conde
Arnim, isto é
a
declaração
do
mesmo
Bismark,
respondendo
ao Conde
quando
Embaixador
Prussiano
em
Paris,
depois
da
Guerra
Franco-Prussiana,
que
convinha
fazer
a
França
Republica
ou
republicana,
para
com
isso
a manter fraca,
e
assim
ameçar
menos
perigo
á
Prussia.
Esta
declaração
e
opinião
do
Dictador
Prussia,
devia
monarquizar
todo
Francez
que
prezasse
a
verdadeira
força,
influen
cia,
e
gloria
da
sua
patria:
e
manifesta
ao
mesmo
tempo,
o patriotismo
bastardo
dos Gambettas,
e dos
demais
apoiadores
do
desejo
e
sentimento
de Bismark em
referencia
a
nação que até
o
grande
Fre
derico
Prussiano
dizia, que
(como
Monar
quia)
devia
dic^ar
a
lei
á
Europa.
A
li-
berangada
porem,
em
toda a
parte, tran
sformando
em
presumpção,
egoismo
e
fi-
laucia,
o
patriotismo
de
que
blasona,
vem
a
ser
na
essencia
e
verdadeiramente
o
con
trario
do
que
affecta.
(Continua)
A.
R.
SARAIVA.
GAZETILHA
FAI.EECITIF.XTO.
Contando
apenas
47
annos,
succum-
biu
ao
fim
de
crudelíssimos
padecimen
tos,
o
ex.
rao
snr.
Miguel
d
’
Almeida
Pe-
droso,
um
dos
nossos collegas
da
«Na
ção»,
e
cavalheiro
de
toda
a
respeitabi
lidade.
A
consideração
que o
seu
talento
e
as
suas
crenças
fervorosíssimas
lhe
con
quistaram,
faziam
do
finado
um dos gran
des
vultos
do
partido
legitimista.
Viveu e morreu
como
verdadeiro
ca
tholico.
Que Deus
tenha
a
sua
alma
entre
os
resplendores
da
luz
perpetua.
Apertamos
a
mão
aos
nossos
presados
collegas
da «Nação», especialmente
aos
ex.
,nuS
snrs.
Fernando
Pedroso,
e Antonio
Pedroso,
irmãos
d
’aquelle
nosso
saudoso
correligionário.
A
’ ex.
mJ
camara.
—
Chamamos
a
atlenção
da
ex.
”
13
camara
para
o abàndô-
no
e
indesculpável
desleixo
que
se
nota
por
parte
da
fiscalisação dos
carros
entre
esta
cidade
e os
Arcos.
N’
aquelles
horrorosos
trenós
vae a
gen
te
sempre
com
o
credo na
bocca.
Inde
centes,
immundos
e
sem
a menor segu
rança,
a
desconjuntarem-se
aos
bocados.
Perguntado
um
cocheiro
sobre
se
a
fiscalisação
dos
carros
era
íeita
convenien
temente, respondeu:
que
ainda
não
tinha
conhecido camara
mais
de
mel, a
esse
respeito.
Uto
foi-nos
asseverado
por um
cava
lheiro
de toda
a
probidade e
consideração.
Procissão.—
Foi
feita
com
todo
o
brilhantismo
a
festividade
do SS. Sacra
mento,
na parochial
egreja
de
S.
João
do
Souto.
A
procissão
que
a
terminou
ia
explen-
dida.
Aberto
por
uma
banda
de musica, o
préstito
era
composto
por
varias
irman
dades
e
confrarias,
no
centro
de cujas
alas
iam
cincoenta
e
seis
anginhos
riquis-
simamenle
vestidos.
Debaixo
do
pallio
conduzia
o
SS
Sacramento
o
revd.
mo
ab
bade
da
freguezia.
No
coice
ia
uma
numerosa
guarda
d
’honra,
precedida
da
banda.
A
egreja
estava
decorada
com a de
cencia
possível.
Coniinuntiito
aos meninos.—
Te
ve
no
domingo
logar,
na
egreja
do
Popu-
lo,
a
communhão
aos
meninos
que
fre
quentaram
as
calhequezes mandadas
fazer
pela
Associação
Catholica
d
’esla cidade.
Durante
aquelle
acto
edificantissimo
orou
o
revd.
0
padre
Domingos
Albuquer
que.
A
missa foi
celebrada
pelo revd.
0
D.
Antonio
da
Ascensão,
e
acompanhada
a
orgão
e
canto-chão.
No
fim
procedeu
se
á
distribuição
dos
prémios
aos
meninos
que
mais
se distin
guiram
nas
calhequezes.
Honrosa «listincção.—
Escreve
0
«Conimbricense»:
—
0
Instituto
de
Coimbra,
reunido
em
assembleia
geral,
concedeu
ao
snr.
Francisco
Martins
Sarmento, de
Guimarães,
o
diploma
de socio honorário,
que
é
a
distincção
mais
subida
cora
que
esta
respeitável
associação
scientifica
e
litleraria
póde
galardoar
o
verdadeiro
mé
rito.
Esta
honra
foi
muito bem cabida
no
snr.
Martins
Sarmento;
foi
uma prova
da
grande
conta
em
que
o Instituto
tem
os
relevantes
serviços
prestados
por
este
cavalheiro
á
historia
e
archeologia
do paiz,
na
exploração
e
estudo
das ruinas
da
Citania
de
Brileiros,
por
s.
exc.a
em-
prehendidos
com
verdadeira
dedicação,
e
não
se
poupando
a
grandíssimos
dispên
dios, sem
o
mais
pequeno
auxilio dos
poderes
públicos.
Chegada.
—
No
domingo
chegou a
Lis
boa o
em.™
1
cardeal
Patriarcha.
S.
em.
ma
não
quiz
que
se
lhe
fizesse
a
recepção
devida
á
sua
cathegoria
e
a
missão
que
vem
dede
sempenhar.
8.
Marçai.—
Festeja-se
no
domingo,
na
capella
de
N.
Senhora
de
Guadelupe,
a Imagem de S.
Marçal,
advogado
contra
os
incêndios.
Para
esta
festa, que
costumava
ser
feita
a
expensas
dos
bombeiros
municipaes,
contribuíram
este anno
todos
os devotos
da
cidade,
para o
que
os
mesmos bom
beiros
procederam
a
um
peditorio.
No
sabbado
á
noite
ha
arraial.
Tejam-se n’este espelho as au-
thoridoiles
portiiguezaa.—
Na
França
a
lei
não
é
ainda
considerada
leltra
morta.
Emquanto
pelo
nosso
Portugal
se
con
sente
eapplaude
os insultos
a
Pio
IX,
aos
catholicos
e
ás
instituições,
feitos
diarja-
mente
por
papeluchos
os
mais infames,
em
França
da-se
um
contraste
frisante,
de
que
vamos
apresentar
os
seguintes
factos:
0
gerente
do
«Bien
publico»
foi
con-
demnado
em
36,01)0
réis
de multa,
por
mentiras
ditas
contra
o
cardeal
Guibert,
arcebispo
de
Paris.
0
gerente
e
impressores
do
jornal
«1'Empire»
foram condemnados,
o
gerente
em
90,000
réis
de multa,
os
dous
im
pressores,
cada
um
em
9,000
réis,
por
lerem
publicado
e posto
á
venda
um
jor
nal
político sem
a
respectiva
licença.
O
gerente
do
«Eclair
foi
condemnado
em
365000 mil
réis
por
ter
publicado
sem
auclorisação
um
desenho
tendo
por
legenda:
o
Carvalho
e
a
Canna.
O
redaclor
em
chefe
e
o
gerente do
«Reveil
des
Communes»
de
Saint-Gaudens
foram
condemnados,
o primeiro
em
90,000
réis
e
o
segundo
em
18,000
de
multa
por
ultrajes
para
com
o
marechal.
Madame Montifoud,
publicando
um
livro
immoral,
as
Veslaes
da
Egreja,
foi
con-
demnada
em
3
mezes
de
prizão e
90,000
réis
de
multa,
e
não
foi
muito.
O
jornal
«1
’Avenir
de
la
Haute
Saône»,
foi
condemnado
em
46,000
réis
de multa
e
360,006
réis de
percas
e
damnos
por
diffamação.
A
«Union
republicaine»
de
Bourges,
foi
condemnada
em
54,000 réis de
multa,
quinze
dias
de
prizão e
nas despezas.
Exame» flnaes.—
O
«Diário do
Go
verno»
traz
a
tabella das
commissões no
meadas
para
os
exames
íinaes
de
inslruc-
ção secundaria
da
circumscripção
do
Porto,
sendo;
presidente
da
commissão
dos exa
mes,
o snr.
Adriano
Machado;
mesa
de
portuguez,
os
snrs.
Augusto
Soromenho,
José
Simões
Dias
e
Manuel
Joaquim Penha
Fortuna; das
duas
mezas
de
francez,
os
snrs.
Filomeno
Cabral,
José Joaquim Ro
drigues de
Freitas,
Albino
Dias
Ladeira
de
Castro,
Antonio
Luiz
Telles
da
Silva Me
nezes,
Bernardo
Xavier
de
Magalhães
e
Joaquim
de
Sousa
Macedo
Da
meza
de inglez os snrs. Pedro
de
Amorim
Vianna,
José
Perry
e
Luiz
Au-
lonio
Pinto
de
Aguiar.
Da
meza
de
latim
e
latinidade
os
snrs.
Bernardo
Augusto
de Madureira,
Bernar-
dino
José
de Almeida Rebello
e
Manoel
Simões Dias
Cardoso
Da
meza
de
mathemathica
e
desenho
os snrs.
Antonio Pinto
Magalhães
de
Aguiar,
Antonio
Maria
Senna,
Antonio
Mon-
tenegro
a
José
Miguel
de
Abreu.
Da
meza
de
raathematica
2.a
parte,
os snrs. Raymundo
Venancio
Rodrigues,
Adriano
Paiva Faria
Leite
Brandao
e Fran
cisco
Gomes
Teixeira.
Da
meza
de historia
e
geografia
os
snrs.
Manuel
Etnygdio
Garcia.
José
Au
gusto
Pina
e
João
José
Pereira
de
Sou
sa
Sá.
Da
meza
de filosofia os snrs.
Ber
nardo
Albuquerque,
Antonio
Ribeiro
da
Costa
e
Almeida
e
Manuel
Joaquim
Tei
xeira.
Da
meza
de
instrucção
os
snrs.
Agos
tinho
Antonio
Souto,
Francisco
Barata
e
Eilas
Fernandes
Pereira.
(oiieuMo.-O
«Diário»
publica:
Aviso de
que
está
aberto
o
concurso
para
provimento
das egrejas parochiaes
de
Santa
Maria
Magdalena
de
Candedo,
do
concelho
de Murça,
S.
Salvador
de
Mou-
ços,
concelhos
de
Villa
Real,
S.
Gens
de
Salamonde,
concelho de
Villa
Real, S.
Lourenço
de Riba-Pinhão,
concelho
de
Sabrosa,
todos
no
arcebispado
de
Braga.
Uma
conversão.—
Um
rico
inglez
que
se
achava
de
passagem
em Carcasso-
na,
quiz
ver de
perto
os
doentes
confia
los
ao
zelo
e
piedade
das
filhas
de
S. Vicente
de
Paulo,
no
Hospital
geral.
Ora,
n
’este
dia,
em
que
o
inglez
alli
se
achava,
fazia-se
a
amputação
a
un»
mulher.
Os
gritos
dados
por
esta
infeliz,
par
tiam
o
coração de lodos
os
assistentes.
Só
as
irmãs
da
caridade
estavam
alli
so-
cegadas,
dedicadas
e
orando
com
o
fervor
que
as
distingue.
O
inglez
foi
obrigado
a deixar
o
Hos
pital,
mas não
quiz despedir-se
di
vene
rável
superiora
da
casa
senão
depois
de
lhe
ter
testemunhado
toda
a
admiração
que
lhe
causou
a
bella
conducla
das
Irmãs-
durante
a
operação
cirúrgica.
—
Mas
finalmenle,
Madame,
lhe
diz
elle,
d
’
onde
tiraes,
tanto
animo, e
qual
é
a
origem
da
vossa
dedicação?
E
a
humilde serva
dos
pobres
conten
tou-se
com o
responder,
mostrando
o ta
bernáculo
da
capella,
que
estava
alli
perlo»
e
a
cruz
que
pendia
do seu
rosário
1
Algum
tempo,
depois,
a
Egreja
catho-
.
lica
dTnglalerra
contava
no
seu
seio
ura
filho
de
mais.
Guerra
do Oriente.
—
Os
últimos
telegrammas
relativos
á
guerra
do
Oriente,
são
os que
seguem:
Londres
6
—
Norlhecot
respondendo
a
Lawson
n
camara
dos
deputados,
negou
que
a
ordem para
a esquadra
inglesa
ir
a
Besik
seja
ameaça
ou
advertência.
O
go
verno
manterá
completa
neutralidade.
A
esquadra
foi
enviada
a
Besik
por ser
po
sição
mais
central
onde
tem
a maior
fa
cilidade
das
communicações
cora
Constan
tinopla
e
Londres.
Constantinopla
6—
Os
russos
foram no
vamente
batidos
em
Biela e
retiraram-se
para
Sistowa.
O
gran-duque
Nicolau esta
beleceu
o
seu
quartel
general
em
Sistowa.
O
exercito
russo
está
dividido
em
corpos,
os
quaes
marcham
sobre
Roustchakou,
Balkans
e
Nicopolis.
A
revolta
no
Caucaso
augmentou.
BANCO
GOMMERCIAL
DE
BRAGA.
Resumo
do
balanço
do
Ranco
Commercial
de
Braga
em
30
de
Junho
de
1877.
Aetivo
Acções, prestações
a
receber
1:9125500
Dinheiro
em
caixa.
. . . 45:6475921
Letras
em
carteira.
. . .
208:25'<$24a
Empréstimo
sobre
penhores.
98:2115550
Contas
correntes
com
garan-
tia..................................
Agentes
no
paiz.
. .
Ditos
no
estrangeiro.
.
Papeis
de
credite. .
.
Diversos
devedores.
Moveis
e
utensílios.
.
.
.
1.047:5395160
.
125:8305931
.
43:7665390
.
365:6225280
.
274
2405
477
.
1:7225625
Passivo
Capital
..................................
Obrigações..........................
Depositantes
.....................
Agentes
no
estrangeiro.
•
Diversos
credores.
.
.
Letras
em
deposito.
.
.
Leiras a
pagar.
.
.
.
Notas
etn
circulação .
.
Fundo
de
reserva.
2.212:7425979
1:000:0005000
959:8655
'3J
.
18:8635338
915179
.
49:5235176
.
2,3:7815.365
.
73:52
5854
3565000
. 50:0065000
Dito
para
prejuisos
even-
tuaes...................................
3:0005000
Dividendos
a
pagar.
.
.
.
1:0835340
Lucros
suspensos.
.
.
.
14:2005000
Ganhos
e
perdas.
.
.
.
16:4565374
2.212:7425079
Braga
4
de
Julho
de
1877.
Os
Directores
Manoel
José
da
Costa
Guimarães.
Luiz
Antonio
da Costa
Draga.
BASCO
no
MINHO
Resumo
do
Aetivo
e
Passivo
em
30
de
Junho
de 1877.
Aetivo
Caixa
:
existência
em
metal.
240:2425383
Agencias
no paiz
....
148:2515089
Arca
dos
Órfãos
.... 24:5775704
Papeis
de
credito.
.
.
.
76:7615453
Acções
de
c.
própria
.
.
64:8005000
Hypothecas
de
raiz
. .
.
119:8185973.
tga"3gg-j
-Empréstimo sobre
penhores
.
4:0113645
Empréstimos a
Camaras
Mu-
nicipaes
e á
Junta
Geral
.
96:2763494
Letras
descontadas
. .
.
309:0043683
Letras
a
receber
....
6:7233665
Letras
em
liquidação.
.
.
64:768^889
Letras
falsas.........
1:8503
*
100
-Contas
em
liquidação. .
.
71:4243958
Saques
e
remessas
de
n.
c.
118:0193613
Saques
e
remessas
das
agen
cias ................................... 23:0063588
Agencias
no
estrangeiro.
. 66:6423594
Contas
correntes
garantidas
.
623:0403922
Outras
contas
correntes.
.
.
38:7933375
Generos
recebidos por c.
de
penhores
........................
15:478^707
Ediíicio
do
Banco.
.
.
.
30:0073281
Letras caucionadas
.
.
39:6923000
Obrigações
a
receber.
.
.
7:1763097
Empréstimos
sobre
.penhores
3:2273500
Operações
a longo
prazo
.
14:0333220
Papeis
de
credito .
.
.
14.8293120
Contas
correntes
com
gara
ntia
..................................
7:61I
3369
Agentes no
paiz,
dinheiro
e
leiras
a
cobrar.
.
.
76:7353948
Agentes
no
estrangeiro
. 13:0103520
Diversos
devedores
.
.
.
1:0453000
Moveis
e
utensílios
.
.
.
5863860
Despezas
de
installação
.
2;00o3000
Acções,
prestações
a receber
1003000
868:7343796
2.143:5013016
Passivo
Capital.............................
Fundo
de
reserva.
. .
.Píotas
em circulação.
.
.
Depositantes
á
ordem.
.
Duos
em
conta
corrente.
Depositos
a
praso
•
.
.
Dividendos
a
pagar .
.
Diversos
credores
.
.
.
Agencias
no
estrangeiro
.
.
Agencias
no
paiz
.
.
.
Saques e
remessas
de
n.
c
Saques
e
remessas
das
agencias
:
....
Colre
dos
Órfãos
.
.
.
Deposito
publico
.
.
.
Letras
a
pagar.
.
.
.
Lncros
suspensos
.
.
.
'Ganhos
e
perdas
.
600:0003000
155
0003000
6303000
15
4853465
147:7353448
996:3833156
1:1033444
58
4363813
1:3103388
2:0593162
20:4273960
60:9593438
24:5773704
22:8663584
1:2093900
6:5173798
28:7973756
Passivo
Capital
do
Banco.
.
.
.
800:0003000
Deposito
á
ordem.
. .
.
1:83436>8
Deposito a
prazo.
. .
.
22:3143422
Dividendos
a
pagar . .
.
1:6533100
Fundo
de
reserva.
.
. .
7:0203000
Reserva
para
contribuição
industrial.......................
5:4003000
Ganhos
e
perdas.
.
.
.
30:4923666
868:7343795
ctivo processo,
por
meio
de
recurso
d’
ap-
peilação
;
e
porque
lhe
Cvnsla
que
os
con-
demnados
tratam
de
vender
uma
única
casa
que
resta da
herança
da
lalleiida,
situada
no
Campo
de
Sanfanna
da
sobre
dita
cidade
de
Braga,
designada
pelo nu-
meio
32,
52
A,
52
B
e
52
C,
e
ainda
de
haver
os
alugueis
vencidos,
tarnado
por
tal
fôrma frostrado
o
pagamento, provine-
se
para
que
nenhuma
pessoa
contrate
com
elles
sobre
aquella
casa,
nem
lhes
pague
os
alugueis,
pena
de
nullidade,
e
prose-
guir
a execução sobre
a
referida
casa,
e
no
direito
a
haver
os
mesmos
alugueis.
(366)
Banco
Commercial Agrícola e In
dustrial
de Villa Real
AOS
hllUlVIiv,
BRAGèA.
Na
rua
da
Boa-Vista,
n.°
24,
ha
quar
tel
para
estudantes,
o
qual
oflerece
ópti
mas commodidades,
como
o
podem
infor
mar
os
que d
’elle se
teem ulilisado.
Dirigir-se
á
casa referida.
2.143:5013016
Braga,
Banco
do
Minho
5
de
Julho
de
1877.
Os
GERENTES.
Francisco
Casimiro
da
Cruz
Teixeira.
Manoel
Luiz
Ferreira
Braga.
B4
VÍ O UEHCAVTIE DE BRIGA
SOCIEDADE
ANONYMA DE
RESPONSABILIDA
DE
LIMITADA
Resumo
do
aclivo
e
passivo
d
’
este
Eanco
em
30
de
Junho
de
1877.
Aetivo
Caixa
...................................
23:7393914
Letras
descontadas,
toma
das e
a
receber
.
.
.
189:6193348
Empréstimos
sob
penhores
104:3783900
Créditos
caucionados
em
c/c
64:8733223
Operações
a
longo
prazo,
com hypotheca
.
.
.
18312:3225
Agencias
no
Beino
e
libas
35:6773179
Agencias no
estrangeiro
.
5:1713320
Devedores
diversos.
. .
8:8343904
Acções
de
conta
própria
.
200:0003000
Valores
flucluantes.
.
.
81:0123090
Eífeitos
depositados
. .
23:7003000
Despezas
d
’installação
.
.
4:4003000
Moveis
e
utensílios.
. .
1:5343640
Gastos geraes
e
commissões.
3:5173038
Liquidações
.............................
1:1963930
769:9873943
SZKB
t=
=S
=
S3=
Passivo
Capital................................... 600:0003000
Fundo
<le
reserva
....
2:5093127
Depositos
a
praso
.
10&8033292
»
á
ordem.
.
.
17:1793045
Letras
em
deposito.
. .
3:8153842
Credores
d
’
effeitos
deposita
dos
...................................
25:7003000
Credores diversos
.
.
.
7573^90
Agencias
no
reino
e
estran
geiro
..................................
1223336
Dividendos
por
pagar.
.
•
1:2063230
Lucros
e
perdas.
.
.
.
16:8943261
769:9873943
=□
=
= =
=
=
•
Braga
7
de Julho de
1877.
Os
Directores,
José
Antonio
Rebello
da
Silva
João
da
Cosia
Palmeira.
Resumo do aclivo e passivo do
Banco
Commercial,
Agrícola e
Industrial de
Villa Real,
em
30
de junho de
1877.
Aetivo
Caixa,
dinheiro
existente
.
16:5043446
Letras
descontadas
e
a
rece
ber
...................................
672:1823716
Villa Real,
3
de julho
de
1877.
Os
gerentes,
Joaquim
J.
cTOliveira
Guimarães.
Francisco
Ferreira
da
Cosia
Agarez.
(Sociedade
anonymi» de responsa
bilidade
limitada)
A
gerencia
annuncia
que
no
proximo
dia
11,
quarta-feira,
começa
o
pagamento
do
dividendo
do primeiro semestre
do
cor
rente
anno,
na
razão
de
3
por
cento ou
13500
rs.
por
acção.
Banco
de
Villa
Real
3
de
julho
de
1877.
Os
Gerentes,
COADJUTORIA.
Está
vaga
uma
das coadjutorias
de
Mira,
e
quem
a
servir
póde
fazer
de
in
teresses
na
freguezia,
sem
prégar,
2833000
reis
Por
trabalhos
de
escripturação
tem
meza,
e
cavalgadura
para
o
serviço
paro
chial.
O
presbytero a
quem
convier,
dirija-
se
ao
parocho
pelo correio
de
Cantanhede.
(356)
PAPEIS
BE ARRENDAMENTO,
impressos
.
Vendem-se
na
Tabacaria Bracarense.
(357)
AGRADECIMENTOS
Custodio
José
Esteves,
Francisco José
Soares
e
seus
filhos,
extremamente
penho
rados para
com
todas as
pessoas que
os
acompanharam
na
sua
dôr
por
occasião
da
morte
de
sua
chorada
e
presada
espo
sa, filha e
irmã
Rosa
Maria Soares,
e
as
sistiram
aos
ollicios
fúnebres,
agradecem
d
’
este
modo,
visto
lhes
ser
impossivel
fa-
zel-o
pessoalmente,
protestando
a
todas
sua
gratidão
e reconhecimento.
(362)
CADEIAS
DE
S.
PEDRO
(Chegadas de Roma pelun pere
grinos)
Vendem se
nos
Arcos na
pharmacia
de
José
Maria
Gomes
Ferreira.
Itiligencias
diárias
Teixeira,
Mesquita
&
Vinagreiro,
d
’
es-
ta
cidade,
fazem
publico,
que
as
suas
di
ligencias
que
diariamente
tem
de
Braga
á
Povoa
de
Lanhoso
e
Senhora do Porto,
o
seu
horário
é
<’
a
forma
seguinte
:
A
primeira
diligencia
sae
ás
6
horas
da
manhã,
a
segunda
ás
duas
da
larde
;
ambas
estas em
direitura
á
Senhora
do
Porto;
sae
mais
outra
diligencia
ás
tres
horas
da
tarde,
em
direitura
ao
Pinheiro
e
Povoa
de
Lanhoso.
Vice-versa:
Sae
da
Senhora
do
Porto
ás
4
1/2
horas
da manhã
e
2
da
tarde,
e
da
Povoa
de
Lanhoso
ás
5
da
manhã
e
3
da
tarde.
Os
bilhetes
vendem-se
em
Braga,
só
no escriptorio
do
bem
conhecido
Ribeiro
Braga.
Braga
9
de
julho
de
1977.
(365) Pelos
annunciantes=jRiõeíro
Braga.
Francisco
Ferreira
da
Costa
Agarez
Agostinho
José
da
Costa.
(358)
Quem
pretender
comprar,
por
preço
commodo,
um
vaso
grande
de
Sacrario,
de
prata,
dourado
a
massa,
e
com
seu
pa-
vilhãosinho
de
seda
e
trena
fina; e
bem
assim
um
relicário
de
prata de
levar
ao
peito o Sagrado
Vialico,
pergunte
n’
esta
redacção
e
se
lhe
dirá
a
quem
se
deve
di
rigir.
(359)
VENDE-SE
Pfoximo
á
Estação
do
Caminho
de
Fer
ro,
toda
a
madeira
de
que
é
feita
a
bar-
raca
onde
era
cobrado
o
imposto
dos car
ros.
Para
tractar-se,
na
rua
do
Anjo
n.°
14.
(360)
Banco
de Guimarães
Começa
no dia
9
o
pagamento
do
di
videndo
do
1.°
semestre
de
1877,
a
razão
de
3
0/u
ou
23400
rs.
por
acção.
e
con
tinua
em
todos
os
dias,
não sanctificados,
desde
as
10
horas
da manhã á
1
da
tarde.
Braga,
e Companhia
Geral Bracarense,
6
de
julho
de
1877.
(36!)
ATTEAÇÃO
Uma
fandlia
particular
d
’esta
cidade,
offerece
por
preços
commodos a
duas
pes
soas
decentes,
casa
e
meza.
Quem
perten
der
deixe
carta
no
escriptorio
d’esle
jornal
com
as
iniciaes
G.
M.
M.
M.
(363)
PKEVEKÇÃO
O
abaixo
assignado
previne,
para
não
haver
ignorância,
que
ninguém
compre
nem
arrende
ao
snr. Ignacio
José
Fernandes
Braga,
e
mulher,
da
cidade
do
Porto,
a
casa
sita
na
rua
de
D.
Pedro V,
n.°
19,
d
’
esta
cidade
;
porque se acha
esta
mes
ma
em
questão
perante
o
tribunal judi
cial ; e para melhor
satisfação
do
publico
se
declara
que
a
questão
corre
pelo car
tório
do
escrivão
João
Marcos
d
’
Araujo
Ribeiro,
a
é
habitada
pelo
abaixo
assigna
do
; apesar da
casa
ter
escriptos,
nada
será
valido.
Outrosim
protesta
contra
qualquer
pa
pelucho ou
annuncio
que appareça
con
tra
a
sua
probidade
;
não
se
queixando
senão
da
mesmo
snr.
Ignacio.
Braga
6
de
julho
de 1877.
Antonio
José
Cerqueira
da
Silva
Braga.
(364)
ALUGA-SE
Uma
boa casa
de
dois
andares e
boas
lojas,
sita
na
rua
das Aguas
n.
os
101
a
101
B.
Trala-se
na
rua
de
S.
Vicente
n.°
56.
(354)
Casa
para alugar
Aluga-se
a
casa
n.°
88,
da
rua
da
Boa
Vista,
tem
comodidades
para
duas
fámi-
lias, para
traclar
na
casa
n.°
85,
da
mes
ma'
rua.
(352)
A
Junta
de
Parochia
de S.
Cláudio
de
Curvos,
concelho
d
’
Espozende,
tendo
de
collocar
dous altares
novos
na
sua
Egre
ja, vende
os velhos.
Quem
os
pertender
póde
dirigir-se á
mesma.
(338)
VE.VDA UE
CASAS
Uma
na
rua do
Charqueiro
de
1
andar
e
quintal,
n.° 4.
Duas
terreas,
n.
os
7
e
8,
com
quintal,
na
dita
roa.
Duas nas
escadas
de
Guadelupe, com
quintal,
n.
os
16
e
17.
Uma
na
rua
das Aguas,
feita
de
novo.
Quem
as
pertender
trata-se
com
a
Ge
rencia
do
Banco
do
Minho. (263)
Vende-se
uma
morada
de
casas
no
campo
de
D.
Luiz
I
n.° 27,
junto
ao
quartel
de
cavallaria,
com,
grande
quintal
e
agua.
Póde
vêr-se
desde
as
3
horas da
tarde
em
diante.
(346)
Muita
altenção e prenenção
Manuel
Joaquim
Lamas, da
cidade do
Porto,
e
ora
residente
na
de
Braga,
pro
moveu
no
Juizo
Commercial
da
dita
cida
de
do
Porto
uma
acção
pela
importância
de
tres
letras,
contra
Antonio
José
da
Costa Rebello
e
mulher,
Antonio
de
Bri
to
Prego
Lira
e
mulher,
e Antonio
Ma
ria
da
Costa
Rebello,
todos
da
dita cida
de
de Braga, na
qualidade
d
’
unicos
e
uni-
versaes
herdeiros
de
D.
Miquelina
Josefa
da
Costa
Rebello,
na
qual
acaba
de
obter
vencimento
por accordão
do Tribunal da
Relação
do
Porto,
aonde
subira
o
respe-
CASA
DADA
ALUGAR
Precisa-se
alugar
uma
casa
com quin
tal
e
agua
para
pouca
familia.
Quem ti
ver
queira fallar
na
rua
das
Aguas
n.°
86.
(350)
Vendem-se
doas
moradas
de
casas
<
iisitas
uma
na
rua
de
D.
Pedro
V
desi-
gnada
com o
n.°
1
e
1
A,
e
ou
tra
na
rua
do
Anjo,
designada
com o n.°
He
11
A.
Para
tratar
procure-se
o
snr.
Bento
Gonçalves
Fernandes
morador
na
rua
de S. Sebastião,
na
casa
n.°
25.
(324)
Parte de Comércio do Minho (O)
