comerciominho_11011877_589.xml
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-
5.
’
ANNO
1877
FOLHA
COMMERCIAL
RELIGIOSA E NOTICIOSA
NUMERO
589
■•■tnSSBLKC A.-S BK
ÁS
TERÇAS,
QUINTAS
E
SABBADOS.
P
reços
:
Braga,
anno
1^600
rs.
—
Semestre
850
rs.«=»Protnn-
cias,
anno
§$000
rs
e
sendo
duas 3$000
rs.
—
Semestre
1$Q.Í7
rs.*=-Braztl,
anno
3$600
rs,=Semestre l$900
rs.
moeda
forte,
ou
8$000
reis
e
4$500
reis
moeda fraca.—
Annunciospor
iinhà
20
rs.,
repetição
10
rs.
Para
os
assignantes
20
9j
0
d
’abatimento"
Assigna-see
vende-se
no
escriptorio
do
editor
e
proprietário
Joti Maria
Dias
da
Costa,
rua
Nova
n.
’
3
E, para
onde
deve
aer
dirigida toda
a
correspondência
franca
de
porte.
=
As
assi-
gnaturas são
pagas
adiantadas
;
assim
como
as
correspondên
cias
de
interesse
particular. Folha avulso
10
rs.
BRAGA—QUINTA-FEIRA
8 S IÍE
JANEIRO
A
hidra revolucionaria
esbraveja ran
corosa
e
maligna,
vomitando
na
imprensa
apropriada
a
bilis
peçonhenta
que
lhe
abunda na entranha
E’
ver
com
espanto
e
horror
o
que
ahi
se
publica
subscriptado por
Huss
e
quejandos
pseudónimos
estapafúrdios,
com
que
as
individualidades
perversas
e ao
mesmo
tempo
cobardes,
se
encobrem
para
não
serem
assignaladas
na
estúpida
ce
lebridade.
O
homem
illustrado,
que
é
o
homem
religioso,
quando
se
lhe
deparam
certas
publicações
por
mais
bem
encabeçadas
de
epígrafes
e
recommendadas
de boa Lite
ratura,
ha
de forçosamehte, ao
relancear
de
olhos sobre
as
primeiras linhas,
arre
messar
para
longe,
cheio
de
tedio,
os
peçonhentos
pasquins.
Todas
as
cousas
d
’
este
mundo tem
a
sua
escoria,
tem-na
também
a
impren
sa; mas o
jornal
que
ataca
indignamente,
e
por
a
forma mais cobarde e
vil,
os
princípios sacrosantos
da
religião
que
se
gue
um
povo,
no meio
do
qual
é
publi
cado;
o
jornal
que
aventa
aos
ângulos
da
publicidade
os
barbarismos, as calumnias
e
os
ultrages,
que
a
celebre
«Lucta»
está
publicando
com
a
mentirosa
epígrafe de
Veracidades,
é
mais
que
escoria,
é
a
ex
crescência
immunda
dos
prelos,
é
um abor
to
monstruoso
e
repelente,
que
a socie
dade
menos
culta
escorraçaria
cheia
de
horror
e
indignação.
Não
costumamos
perder
tempo
na
lei
tura
de
similhante
pasquim. Conhecemos-
lhe
a
escola
e
os
instinctos;
é
papel que
não
emporcalha
a
banca
de
nosso
traba
lho.
—
«Lucta»
mas
lucta
de
serpente
que
se
espoja
no charco
sem
ao menos
sal
picar
a
instituição
que
combate.
Lucta
inglória
e
desgraçada
cujos
emeritos
lucla-
dores
bem
precisam
de
um
raio
de
luz
divina
que
lhes esclareça
o
intellectu
e
os
arrede
da perdição.
—
Mas
um amigo
veio
mostrar-nos
o n.°
77
do desastrado
periodico,
e,
ao
ler
o
seu
artigo
princi
pal,
não
nos
conteve
o
animo
que
calás
semos
a
nossa indignação.
O
simile
das
bulas
é
desaforado
e
indecente;
—
mesmo
quando applicado a
objecto
digno
de
menos
veneração e res
peito,
nem
o
merecimento
tinha
da
gar
galhada.
A
3.a
carta
de Huss,
debaixo
da
epí
grafe
—
Veracidades,
é
um acerbo
de
ca-
íumnias,
de
erros históricos,
de
falsidades
acentuadas no proposito
firme
de
descon-
ceituar
uma
instituição,
que
por
ser
ve
neranda
e
pia
é
o
alvo
das
iras
da
im
piedade.
Estão
abaixo
de
toda
a
critica
e
dis
cussão
os
mentirosos
assértos
que
encer
ra
tão
triste
documento.
Todos
sabem
a
applicação
que
teve
e
tem
o
rendimento
da
bulia
da Cruzada,
até
não
a
ignora
o
impenitente
luclador;
mas o
combate
é
acintoso, e
a
impiedade
acha
alli,
como
em tudo
que
é
justo
e
santo,
pasto
em
que
cevar
a raiva cega
e
damninha.
A
monomania
satanica
leva-o
a
tudo
falsear.
Não
diz
palavra
que
não
seja
um
êrro,
não
avança proposição
que
não
re
vele
o
nefando
intuito
do odio.
E
escreve-se
aquillo n’
uin
paiz
calho-
lico, envergando-se-lhe
a
epígrafe
de
Ve
racidades
!
Perguntaríamos
a
esses
barbaros aon
de
está
a propriedade do
termo.
Não
proporemos
aos
miseráveis
escar-
necedores
da
auctoridaide
mais
sublime
e
respeitável,
a
da
Egreja,
discussão sobre
preceitos
e
instituições
d
’
essa
auctoridade
que
profundamente
acatamos,
e que de
lá
menoscabam
com
revoltantes
relinchos.
Basta
dizermos
que a
bulia
da
Cruzada
é
uma
instituição
piissima,
cujos
fructos
espirituaes,
para
aquelles que
a cegueira
revolucionaria
não
tem
feito
de
todo de
saprecial-os,
são
de
um bem
incontestá
vel.
A
applicação
dos
rendimentos
só
um
desastrado
luclador taxará
de
injusta.
Este
quasi
unico
recurso que
resta
ao
explen-
dor
e
sustentação
do
culto
tem uma fis-
calisação
civil
e
oflicial.
Que
mais quer
o
eraerito
luclador?
Investir
contra
tudo
que é
justo
e
san
to.
jQue se
acabe
o
culto,
e que
esse
parco
e
cerceado
obulo
que
a
piedade
destina
a
um
fim
justo,
volte
antes
a
engrossar
as
lautas
sornmas
que
se
atiram
ão
diabo
para
envolumar
o
vicio
e
o
èrro
!
E
o
mundo
positivo
e
pratico
tolera-
vos
a
celeuma,
applaude-vos
as
verrinas
atheas;
mas
o
mundo
religioso
lamenta-
vos
com
pesar; e
mal
irá
se
não
chega
um
dia
que
a
penitencia
e
a
contricção
bata
á
porta
de
vossa
consciência
perver
tida.
Biasfemae,
blasfetnae,
barbaros!
que
ao
chegar
ao
termo
do
vosso
passeio
pelo
tal
inundo
positivo
e
pratico
conhecereis
a
importância
do papel
que
estaes
repre
sentando.
J. MACHADO
JUNIOH.
GAZETILHA
Santa
Maria SI
agtlalena.—
Hoje
á
tarde
é
conduzida
procissionalmenle
pa
ra
o
templo
da Misericórdia
a
devotíssi
ma
Imagem
de Santa
Mana
Magdaiena,
e
alli
estará
exposta
á
veneração
publica,
afim de
rogar
ao
Senhor
para
que
faça
cessar
o
mau
tempo.
«nr. Uireetor geral dos cor
reios.
—
Levamos
ao
conhecimento
do
snr.
direclor
geral
dos
correios
que
va
rias
vezes
não
chegamos
a
receber
algu
mas
das
quantias
que
em
estampilhas
nos
são remetlidas
pelos
nossos
assignantes.
Só
de
novembro
ultimo até hoje, não
recebemos
de Ilhavo,
4$000
reis; de Cas
tro
Daire,
l$0o0
reis;
e de
Setúbal, reis
l$050.
A
respeito
da
primeira
d
’
estas
quan
tias,
temos
sob
os
olhos
uma
carta
do
snr.
Antonio
Cândido
Gomes, tiel
do
cor
reio
de
Ilhavo,
na
qual
este snr.
declara
ter
vendido
ao
snr.
padre
José
Antonio
Morgado
4$000
reis
em
estampilhas,
as
quaes
á
sua
vista
foram
mettidas
dentro
d'uma carta
subscriptada
para
a
redacção
do
«Commercio
do
Minho».
O
snr.
Go
mes aílirma
também ter feito
a
expedição
da
mesma.
Pedimos, pois,
providencias ao snr.
director
geral
dos
correios, para
que
taes
extravios
se
não
repitam.
Cliegada,
e poase.
—
Chegou
ha
dias
a
esta
cidade,
onde
a
sua
família
reside,
o
ex.
‘
nu
snr. Izidoro Marques
da
Costaí
o
ante-honlem
tomou
posse
do
commandò
do
regimento
de
infanteria
8.
Damos
a
s.
ex.
a
as
boas
vindas
e
cordeaes
parabéns.
Falleeimento.—
Ao
fim
de
prolon
gados
e
dolorosos
soílnmentos,
acaba
de
fallecer
da
vida
presente o
ex.
in
°
desem
bargador
Barthoíomeu
Correia de
Moraes
Amaral,
integerrimo juiz
de
segunda
in
stancia,
e
honrado
cidadão desta
cidade.
O
illustre
tinado
inslitue
herdeiros
os
seus
irmãos,
e por
morte
d
’
estes
deixa
a
maior
parte
dos
seus
haveres
aos
so
brinhos.
O
seu
cadaver
foi
hontem
á noite
con
duzido
para
o templo
da
Misericórdia,
onde
hoje tem
officios,
sendo
depois
dado
á
sepultura
no
cemiterio.
Outro.
—
As
9
horas
da noite de se
gunda-feira
falleceu
a
snr.
a
D.
Maria
da
Silva, irmã
do snr. José
Joaquim
da
Silva
Braga e
thia
do snr.
Alanoel
Ignacio
da
Silva
Braga,
honrados
negociantes desta
cidade, a
quem
enviamos
cumprimentos
de
pezames.
Recreio
Infantil.
—
Recebemos,
e
muito
agradecemos,
o
n.°
23
do
lindíssi
mo
periodico
illustrado
O
Recreio
Infan
til,
e
o
conto
O menino
e
o
gigante,
de
que
é
editor
o
snr.
J. H. Verde.
Theutro
—
Por
estes
dias
deve
che
gar
a
esta
cidade
a companhia
dramatica
do
theatro
das
Variedades,
do Porto,
que
tenciona
dar no
theatro
de
S.
Geraldo
alguns
espectaculos.
Consta-nos
que debutará
com
a
ma
gica
de
grande
espectaculo
intitulada A
Filha
do
ar,
que
no
Porto
tem
tido gran
de
acceitação.
Desabamento.
—
Em
a noite
d
’
ante-
36
FOLHETIM
DR.
J.
M.
DE
MACEDO.
ROMANCE BRAZILE1RO
VOLUME
I
XVIII
A noute cfannos.
[Continuação]
Dantes
não
lhe
importava
tanto
o
pa
recer
bonita,
gostava
de
sel-o,
como
to
das
as
moças
:
desde
porém
os uItimos
tres
dias
a Bella Orfã
desejava
redobrar
os
seus
encantos.
—
Olha,
tornou
Mariquinhas,
fallando-
Ihe
ao ouvido :
estás
tão
galante,
que,
se
eu
pudesse,
fazia-me
moço
durante
esta
noute.
—
Mas
para que?...
—
Para
amar-te.
—
Ora...
—
Para
pedir-te
um
beijo.
—
Meu
Deus! respondeu
Celina
córan-
do
;
se
tu
fôras
um
moço
não
te
atreve
rias
a
oífender-me
pedindo-m
’
o;
e
sendo
moça
como és,
não
m’o
pedes, e
eu
t’
o
offereço.
Aquelles
dous
rostos
tão
novos,
e
tão
lindos aproximaram-se,
e
soou
o
ruido
de
um
beijo.
—
Não
tem
tanta
graça eomo
teria
o
outro,
disse
Mariquinhas
sorrindo-se.
—
Ah
D.
Mariquinhas! vossê é
mil ve
zes
maliciosa.
Felicia,
e
muitas outras senhoras, mo
ças
e
bellas
também
vieram
cercar
a
Bella
Orfã.
A
musica
soou, convidando
a
dansar.
Os
mancebos
correram
ás
senhoras,
todas
as
contradansas,
e
mais
ainda
do
que
aquellas
que
se
poderiam
dansar
n
’
es-
sa
noite,
foram pedidas,
e promeltidas.
Insensivelmente
a
Bella Orfã
correu
com
os
olhos
todos aquelles
mancebos,
como
se
algum
procurasse
entre
elles...
pareceu
primeiro
temer
encontral-o, e
de
pois
entristecer-se
por
não
vêl-o...
real
mente
buscava
ella
alguém?...
Cândido
não
se
apresentou
para
dan
sar.
Sem
motivo
algum
plausível, Celina
negou
a
todos
a segunda
quadrilha
:
ella
mesma
nào sabia
porque
a negava...
No
ultimo
serão
a
Bella
Orfã
tinha
dansado
essa
contradansa
ao
lado
direito
de
Cândido;
queria
a
moça
reprehendel-o
assim,
por
não
vir
pedil-a
n
’
aquella
nou-
le
de
seus
annos?...
Ha
na
vida
das
moças, em
que
a
edu
cação
e
a
innocencia pódetn
mais,
que
as
ideias
livres
e desabusadas
de
algumas
so
ciedades,
que
tudo
pervertem,
factos tão
pequeninos,
acções
tão
leves
e
ingénuas,
pensamentos
soltos ao
accaso,
mas
que
ás
vezes
involvem
tão
importantes
mistérios
do
coração,
que
é
possivel
que
tudo
quan
to se estava passando
interiormenle
em
Celina,
esses
receios
misturados
de
de
sejos,
essas
inconsequências
emfim,
não
fossem
mais
do que
a
voz
da
natureza,
que
a
proprio
pezar
da
Bella
Orfã,
ou
sem
que
ella
o
sentisse, estivesse
bradan
do-lhe
no
coração:—
eu
já
amo!...
Tinham
por
momentos
cessado
as
qua
drilhas
e
walsas
:
respiravam
os
pares
: duas
senhoras
haviam
já,
no
inlervallo
daquel
as,
cantado.
—
Então
Celina.
disse
o
velho
Anacle
to, vindo direito
á
sua neta
;
já
esque
ceste
uma
promessa que
te
fizeram
?...
—
Que
promessa
?...
—
A
de
se
deixar
ouvir
aquelle
senhor,
que
como
sempre lá está
sentado
no
seu
canto
?...
—Ah
!
disse
a
Bella
Orfã,
como
re-
cordanl^õ-se.
—
Vamos
a
isto,
tornou
o
velho.
E
inio
direito
a
Cândido,
o
trouxe
pa
ra
junio
das
senhoras.
—
Eis o
nosso
novo
cantor...
teremos
uma
estreia
esta
noute.
Houve
um
movimento de
curiosidade.
—
O
que
pretende
deixar-nos
ouvir?...
perguntou
uma senhora.
—
Uma
aria
de
Bellini
certamente,
dis
se outra.
—
Não, minhas
senhoras,
ousarei
can
tar
um
romance.
—
Em
italiano?...
—
Também
não,
senhora, em
nossa
própria
lingua.
1
D. Mariquinhas
fez
com os
lábios
um
gesto
de
desagrado.
Tinha
razão.
O
gosto
estragado
da época, que
se
faz
excessivo
em
tudo,
o
é
também
na
musica,
e
como
tal
deu
ao
camo
italiano
um
triunfo,
uma
palma
universal,
lançou
para
fóra
de
nossas
salas
todos
os
can
tos
pátrios,
como
desterrou
das
egrejas
os
himnos
sagrados.
Rossini, Bellini,
Doni-
zetli
e
Auber,
tem
entre
nós
um
trípli
ce throno,
no
theatro,
nas saias,
e na
egreja.
—
Pois
então
faça-nos o
obséquio
de
dirigir-se
ao piano,
disse
uma
senhora.
—
Não loco
esse
instrumento,
respon
deu
o mancebo:
costumava
em
outro
tem
po
acompanhar-me de harpa.
—Harpa
!
murmurou
Mariquinhas
ao
ouvido
de
Celina
; harpa
!
o moço
é ro
mântico.
Appareceu
um
creado
trazendo
a harpa
de Cândido,
que
tomou
logar
perlo
das
senhoras.
Naturalmente
acanhado
o
mancebo
afi
nou
o
instrumento
com
a
cabeça
baixa,
medroso
de
encontrar
todos
aquelles
olhos
fitos
n
’
élle.
Salustiano
collocára-se
defronte
de
Cân
dido
com
decidida
intenção
de
confundil-o
com
seu
sorrir
desdenhoso
e
sarcaslico,
e
com sua
luneta
firmada
insolentemente.
Soou
um
arpejo
moderado,
sonoro,
e
vibrante...
Cândido
ergueu
a cabeça,
e
canlou...
o
rosto
do
mancebo eslava
muito palli-
do,
sua
voz
trémula,
commovida
;
mas
era
uma
d
’
essas
vozes
de
tenor,
que
so
nora
e
penetrante,
chegava
ao
coração
dos
que ouviam.
Elle
cantava
pois:
hontem
desabou
parle
d’
um
muro
em
frente
da
estação
do
caminho
de
ferro,
pertencente
á
propriedade
das
Hortas.
EtitptiKsmo.—
No
dia
7
foram
bapti-
sados
uo
concelho
de
Ceia
dois
negros,
havendo
por
esse
motivo
uma
brilhante
festividade.
A
instrucção
dos
dois
neoíitos
é
de
vida
ao snr.
padre Lniz Augusto
Mar
tins,
natural da
freguezia
de
S.
Thiago.
SãiHtorin
<le
Portugal.—
Temos
recebido regularmente
as
cadernetas
dis
tribuídas
da
Historia
de
Portugal,
publi
cação
da
Empreza
lideraria
de
Lisboa.
0
primeiro
volume
é
escripto
pelo
sur.
Anlonio
Ennes,
a
quem
seria
loucura
ne
gar
muito
talento
e erudicção.
Esta
obra
é
adornada
de
formosas
gra
vuras,
e
impressa
em
bom
papel.
0
escriptorio da
Empreza
é na
rua
Nova do
Almada,
n.°
24—2.®
andar,
Lis
boa.
OSalein.
—
Arroj«da sem
duvida
pelos
uitimos
temporaes,
appareceu
nas
praias
do
Baquero
tCorunha),
uma
baltia,
que
peza
43
arrobas
e
tem
10
metros.
A proí&asão <le testesnunha.—
Do
outro
lado
do
Oceano:
Um
processo
considerável se desenrola
aute
o
supremo
tribunal. Um
depoimento
muito
importante
deve
decidir
de
tudo.
A testemunha
aproxima-se da
barra.
E
’
um
mancebo,
que
em
termos
esco
lhidos e
com
uma
emoção
do
melhor
gosto, declara ao
tribunal
os
factos
que
conhece.
O
accusado
é
absolvido.
A’
sahida,
o
advogado
da
defeza
bate
no
hombro
do mancebo
e
diz-lhe,
n
’um
tão
cheio
d
’
animação:
—
Deve
estar
muito
satisfeito
com
o
seu
debatei
Ah!
quando
eu era
rapaz!
E
’
a
prohssão
de
testemunha
que
eu
de
veria
ter
escolhido! Hoje,
estaria
rico
!
ws»ã6®.
—
Falleceu
uo Carregai
o
ex.
IU0
sur.
Alexandre
de
Figueiredo
Costa
Coe
lho Soares
d
’
Albergaria
e
Mello,
d
’
Avô.
®
frio n» iiusMâa.—
Escrevem
de
S.
Petersburgo:
Entramos no perio
lo
dos
grandes
frios.
Ha
dias
que
o
thermometro
se
con
serva
a
33 graus
centígrados
abaixo
de
ze
ro.
Nos
sítios
mais
expostos,
regula
de
35
a 38.
A
atmosfera
é
limpida,
e
o frio
é
de
presumir
que
augmenie.
Accendem se grandes
fogueiras
nas
ruas
publicas
e
defronte
dos
principaes
edifícios,
i
ara conchego
dos
pobres
cocheiros.
Na maior parte
das casas,
distribuem-
se
chavenas
e
chavenas
de
chá-
bem
quen
te.
Não
teem
conta
as pessoas
de narizes
e
orelhas
geladas.
«Jornal das ilanint».—
(Decimo
anno
de
publicação),
proprietário
e
editor,
Joa
quim
José
Bordalo.
Publicou-se
o
n.°
120
d
’
esta
interes-
sante
revista
de
litteralura
e
modas,
úni
co
jornal
que
se publica em
Portugal
de
dicado
ás
senhoras,
contendo
a descripção
das
mais
elegantes
toileltes
para
passeio,
baile,
visita,
jantar,
noiva, para
meninas,
etc.,
detalhe
dos
mais
modernos
chapéos,
e
todas
as
indicações tendentes
a
modas;
artigos
de litteratura, poesias,
etc.
Acompanham
cada
numero
deste
jornal
dois figurinos
bellamente
gravados
e
illu-
ininados
em Paris,
e
uma folha
de
debu
xos
e moldes
para
cortar
facto
de
senho
ras e menino.
A
empreza
offerece
annualmente
seis
valiosos
brindes
tirados
á
sorte,
além dos
que
se
dão
no
acto
de
assignar.
Tomam-se
assignaturas
na
livraria
do
editor,
Joaquim
José Bordalo,
travessa
da
Vicloria,
42
1.°
andar,
Lisboa.
Portuguezeai faileeidos.—
No
Rio
de
Janeiro
talleceram
os
seguintes:
Em
12
de
dezembro,
Julio
Barrozo,
26
annos,
solteiro;
José
Anlonio
Alves
Ne
ves,
42
a.,
casado;
Antonio
Caetano
de
Figueiredo,
24
a.,
s.;
Manoel
Nobre,
28
a.,
s.;
Antonio
José
de Oliveira
Vasconcel-
los,
52
a.,
s.
Em
13,
Manoel
Teixeira
de
Oliveira,
58
a.,
c.;
Luiz
Jachinlho
Madeira,
70
a
;
Manoel
José
Pacheco
Júnior,
24
a.,
s.;
Albina
de Jezus.
25
a
,
s.;
Maria,
filha
de
Alfredo
Egydio
Soares
da
Torre,
18
mezes.
Em
14,
Francisco
Peixoto, 65
a., s.;
Antonio
José
de
Magalhães, 26
a.,
s
; Cae
tano
Fernandes,
50 a.,
c.
Incêndios em
—
Durante
o
anno
que
lindou
ha
dias,
houve
em
Lishoa
259
incêndios
distribuídos
pelos
do
ze
mezes
da
seguinte
forma:
em
janeiro
9,
em
fevereiro
14,
em
março 13,
em
abril
11,
em maio
28,
em junho
31,
em
julho
37,
em agosto
30,
em
setembro
30,
em
outubro
17,
em
novembro
13,
em
de
zembro
17.
Expedição
italiana.—
A
sociedade
geogratica
de
Ilaiia acaba
de
receber
no
ticias
da
expedição
italiana
dirigida
pelo
marquez
Orazio
Anlinori,
e
que
tem
por
íim
explorar
uma
parte
da
África
cen
tral.
O
marquez
Antinori
e
seus
companhei
ros,
o
conde
Martini
Bernardi
e
o
enge
nheiro
Giovanni
Charini,
partiram
de
Toll-
Havré
a
1
de
outubro
ultimo
e
chegaram
a
7
do mesmo
mez
a
Liccé,
capital
onde
reside o rei
Ménélik,
que
os
recebeu
per-
feilamente.
Apezar
das
grandes
difliculdades
com
que
a
expedição
tem luctado,
todas
as
pessoas
que
d
’
ella
fazem parte
estão
de
perfeita
saude.
O
marquez
de
Anlinori
diz
em carta
que
escreveu,
que
se
propõe
a estabelecer
uma
estação
scientifica
na região
deChoa,
estação
que
servirá
de
base
para
a
conti
nuação
das
explorações
do
lado
dos
lagos
equatoriaes.
Depois de
ter
reconhecido
o
monte
Gogieb
e
o rio Djouba,
cujo
curso
não
é
ainda
sabido,
o marquez
Anlinori
e
seus
companheiros
devem
visitar
Inaria
e Kaffa,
grandes
centros
de
população,
atravessar
a
linha,
franquear
os
monles
Kenia e Ki-
limandjaro,
estudar
o
rio
Scimigere
que
é
um dos principaes
afluentes do
Vicloria
Niyanza, contornar
o
lado
oriental
do
la
go, e,
emfim,
percorrer
o
paiz
de
Gallas
para
obter uma
ethnografia
e
completar
a
rede
orográfica
entre
os
grandes
la
gos,
E
’
um
espaço
de
600:000
kilometros
quadrados,
entre
o
quarto grau
de latlilu-
de sul
e o
decimo
de
lattitude
norte,
que
a
expedição
italiana
se
propõe
a
explo
rar.
Proclamação <So
presidente d;»
republiea
do Equador.—
Antonio
Bor-
rero,
presidente
do
Equador
aos
equatoria
nos:
Compatriotas:
—
Uma
revolução iniqua,
sem
nome
e
sem
princípios,
acaba
de
con-
summar-se
em
Guayaquil, capitaneada
por
um
chefe
que,
ainda
hontem,
protestava,
oílicial
e
parlicularmente, sua
incontrasta-
vel
adhesão
á
actual ordem
de
cousas.
A
ambição,
a
deslealdade
e
a
perfídia
hão
coroado
sua obra.
Agora cumpre
a
vós,
que
não
elevas
tes
ao
poder
a
um
homem,
mas
ao
repre
sentante
genuino
dos
sentimentos
do
po
vo
equatoriano,
apoiar
e
defender
o
go
verno
estabelecido
por vossa
livre
vonta
de,
não
pela infamia
e
pela
traição.
Se
me
inculpa
ter
governado
com as
mesmas instituições
que
estavam
em
vi
gor
quando
me
elegestes
presidente
e
quando
tomei
posse
do poder,
o
chefe
que
acaba
de
desconhecer
meu governo
linha
jurado
a
mesma
constituição
e
sus
tentado
o
governo
inaugurado
sob o
regí
men
das
instituições
vigentes.
Foram necessários
ires
mezes
para
que
o
governo
Veinlimilla
conhecesse que
a
liberdade estava
era
perigo;
e
a
liberda
de
e
as garantias
publicas
e
privadas,
e
todos
os
direitos
sociaes
e
políticos
não
o estão
senão
agora,
que
se
diz
dimanar
o
triunfo
da
«idéa
liberal,
que
é
a
supre
ma
aspiração
de
nossos
povos»,
da
von
tade
de
um
só
homem,
e
que
homem
!
Tenho
a
intima
convicção
de
que
se,
em
alguma
occasião
tem
havido
no Equa
dor
liberdade
e
garantias,
ha
sido
duran
te o
meu
governo;
de
que
nenhum
acto
de
arbitrariedade se ha podido
inculpar-
me, e de
que
a
minha
ineptidão
não
ha
consistido
em
outra
cousa,
que
em
não
ser
prejuro,
desleal, nem
traidor
á
vontade
popular.
A
revolução
que
rebentou
em
Guaya
quil,
tendes
visto
pelo
El
Popular,
que
podemos
chamar
sua
precursora,
e
por
outras
folhas
da
mesma
origem,
não
é
se
não
uma
demolição
da
ordem
religiosa,
social
e
política,
que
hoje
impera
no
Equa
dor
Os
que
negam
a
divindade
de
Jesus
Christo,
os
que
asseguram
que
o
povo é
mais
soberano que Deus,
os
que
pedem
o
casamento
civil,
são
os
que
têm
pro
curado,
como
instrumento
torpe
e
cégo,
a
um
chefe
desleal
que,
sem
consciência
de seus
proprios
actos,
se
ha
prestado
a
servir
de
verdugo
da
patria, ensanguentan
do-a
com
uma
guerra de
irmãos
que
nun
ca
teve,
nem
tem
agora,
razão
de
ser.
Concidadãos
!
Se
vós
sois,
como
ninguém poderá du
vidar,
um
povo
de
homens
religiosos,
de
fendei
o
vosso
Deus; combatei
o
atheis-
mo.
Se fortnaes
uma
associação
de
homens
civilisados,
defendei
a
sociedade
equato
riana,
combatendo
a
internacional
e
a
com-
muna.
Se sois
filhos,
esposos
e
paes
chrislãos,
defendei
a familia
combatendo
o
casamen
to
civil.
Desappareçamos
debaixo
das
ruinas da
patria antes
do
que supportar
o
triunfo
da
iniquidade
e
o
predomínio
do cri
me.
Soldados !
A
republica
não
vos confiou
as
armas
que
tendes
em
vossas
mãos,
para
que
enthroniseis
a
ditadura,
que
é
essencial
mente
incompatível
com
toda a
idéa
de
ordem
e
liberdade,
senão
para que
sus
tenteis
as
aucloridades
legilimamente con
stituídas.
Lançar
por
terra
essas
aucloridades,
para
levantar
a
de
um
homem
que não
representa
nenhum
principio,
nenhuma
idéa,
nenhum
direito,
é
um crime
de
lesa-
patria;
crime
que
o
proprio
remorso, o
anathema
social
e o
juizo
mais
ou
menos
prompto
da
historia
castigara
implacavel
mente.
Conjuro-vos,
pois
em
nome
dos vos
sos
mais
sagrados
deveres,
para
que
sal
veis
a
patria,
defendendo
o governo que
ella
ha
creado, e não
a
precipiteis em
um
abysmo
de
males
sem conta.
Quilo,
Setembro
13,
de
1876.
—
Anlonio
Borrero.—
O
ministro
da fazenda
encarre
gado
do
despacho
de
interior
e
relações
exteriores.
—José
Rafael
Arizaga.
—
O
mi
nistro
da guerra
e
marinha.
—
Julio
Saens.
Pr
OíUiiiniiçã«> do
snr.
ministeo
da
guerra e marinha, «lo Equa
dor.—
A
revolução
mais injustificável, de
quanto
regislrará
em
todo
o
tempo
a
his
toria do
Equador,
acaba
de
consuminar-
se
em Guayaquil,
sem
contar,
porque
fò-
ra
impossível
que
contasse,
com
o
apoio
da
opinião.
Esta
rev<JttTçã«^já
o
sabeis,
é
menos
política
do
que sociãTj
porque
seu
fim
não
é
somente
derribar
o mais
legitimo
de
nossos
governos,
cabido
da
fonte
pura
da
vontade
nacional,
senão
que
é,
principalmenle,
derribar os
altares,
im
plantando
na
republica
as
funestas
theo-
rias
do communismo
e
da
internacional.
Chefes,
officiaes
e
soldados:
vossos
ca
maradas
de
Guayaquil,
atraiçoando
vilmen
te
a
sua
patria
para
converter-se em seus
verdugos
e
cúmplices
dos communislas.
fal
taram
ao
seu
dever; porém
vós, fieis
ao
governo,
meus
leaes
companheiros,
não
Iguaes
são
no fado
que
tem
a cumprir,
Iguaes
n
’
um
mistério
a belia
e
a
flor
;
Se
a flôr
tem
perfume que
o
prado embalsama,
E
’
delio
perfume
da
belia
o
amor.
Ea
flôr
mais
formosa,
se
não
tem
aromas,
No
valle
esquecida
desabre
e
fenece
;
E
a
virgem
mais
belia
arrasta
seus
annos
Tristonha, isolada,
se
amor
não
conhece.
Iguaes
são
no
fado
a belia
e
a
flôr,
iguaes
no
mistério,
que
vem
revelar;
A
flôr
deve
os
campos
de
aromas encher,
E
a belia
na
vida
amor cultivar.
E á
rosa,
que se
abre
fragrante,
viçosa,
Em
gruta profunda
de
valle
escondido
Por
mais
perfumada
que
seja,
e
se
ostente,
Que serve
o
perfume
na
gruia
perdido
9...
A
flôr
quer
favonio,
que
espalhe
perfumes,
i
a belia
um
poela,
que
eternise
amor.
A
voz
de
Cândido
a
principio
trému
a_e
abatida,
bem
depressa
se
tornou
fir
me,
normal
e
sómente commovida,
como
lh
’o
estava
pedindo
o
seu cantar
mavioso
e
terno
:
desde
logo
o
mancebo
se
esque
ceu
do
logar onde
eslava,
dos
olhos,
que
o
cercavam,
e dos
ouvidos que
o
ouviam.
Era
um
artista,
e
como
o
verdadeiro
ar
tista,
indifferenle
a
tudo
mais, elle
só
via
a
belia,
que
o
inspirava,
e todo,
todo
se
entregava
á
inspiração
: com
olhares
ar
dentes
embebidos
em Gelina,
modulava
seu
canto
harmonioso,
que
parecia
sahir
da
alma.
Em profundo
silencio
a
assembleia
mos
trava-se
suspensa
e
em
exlasi;
quando o
mancebo
acabou,
soaram
frenéticos
ap-
plausos...
a
commoção
era
geral
;ppor
al
guns
momentos
não se
poude
fa^rjr
mais
nada.
Celina
tinha
comprehendido
aquelle
cantar
do
mancebo
:
o
rubor
de suas
fa
ces,
a
agitação
de seu
seio
a
trahia,
e
ainda
mais
seus
olhos
pregados
na
figura
graciosa
de
Cândido,
pareciam
ahi presos
por
um
encanto
invencível.
Salustiano
o
comprehendêra
também
;
apezar
seu, elle
rico
e
orgulhoso,
sentia-se
curvado
ante
a
superioridade
do
talento
;
,o genio
não
pede,
impõe
respeito,
e
desafia
inveja.
O triunfo de seu
rival
desenhou-se
na
imaginação
de
Salustiano,
prompto
e
ine
vitável
:
a
cólera,
o despeito,
todas as
paixões, que
do
ciúme
se
originam,
fer-
E
á
virgem
formosa,
que
o
anjo dos
risos,
P'ra encanto do mundo,
ao
mundo
mandou
;
Que serve
o
amor,
se
um
ente
obscuro.
Que
o
não
merecia,foi
quem
ella amou?...
Faceiro
favonio,
que
as
flores namora,
Na
gruta
profunda
a
rosa
festeja
;
Depois
pelos
prados, de
volta, voando
Da
rosa
os
perfumes
na
prado
lenleja.
E
o
joven
poeta,
que
em
fogo
se
abrasa,
Se
da
belia
virgem
amor
mereceu,
Nos himnos
sagrados,
que
manda
ao
futuro,
Eterna
os
encantos
do
amor,
que valeu.
Iguaes
são no fado,
que tem
a
cumprir,
Iguaes
n
’
um
mistério
a
belia
e
a
flôr
viam
em
seu
peito;
e
como
se
uma
ideia
sinistra acabasse
de
luzir-lhe
n
’
alma,
elle
deixou cahir
sobre
Celina
um
olhar
feroz
e
terrível,
lançou
a
Cândido
uma
risada
medonha,
e
cheia
de
um
sarcasmo
infer
nal, e
foi direito
a
Marianna,
que
conver
sava
com
outras
senhoras.
—Passeiemos
!
disse
elle
com desde
nhosa
simplicidade.
Marianna
levantou
os
olhos,
e teve
medo
do
aspecto
de
Salustiano.
—
Passeiemos
!
repeliu
elle
A
viuva
quiz ensaiar um
gracejo,
que
disfarçasse
a
perturbação,
que
começava
a sentir,
e
disse
sorrindo-se
:
—
Já
se
viu
como
é
moda
hoje
em
dia
)edir-se
um
passeio
a
uma
senhora
*
1
—
Passeiemos!...
tornou
Salustiano.
Marianna
ergueu-se,
e
ainda
para
dis-
ãrce
da
perturbação,
que
n
ella
ia
cres
cendo,
disse
a suas
amigas
:
—
Não
ha
remedio...
a
escrava
levan
ta-se
para
acompanhar
o
sen
senhor.
Ao
atravessar
da sala,
Marianna
encon
trou
o
olhar
de
Henrique
descontente,
cuidadoso,
e
como
lhe
dirigindo
uma
queixa.
—
E
disse
bem,
senhora,
murmurou
a
seus
ouvidos
Salustiano
com
voz
grave
e
terrível:
disse
bem, a
escrava
levantou-se
para
acompanhar
a
seu
senhor.
—
Como?! exclamou
a
viuva;
pois
n
’
es-
te
logar,
e
a esta
hora ..
—
N
’
este
logar,
em
toda
parte,
e
a
todas
as
horas
eu
hei de
perseguil-a
sem
pre!...
—Oh
!
Senhor!...
—
Eu
disse
que
era
minha
vontade,
que
a
esta
casa
não
voltasse
esse
man
cebo,
que
detesto:
impuz-lhe
a
obriga
ção
de
fechar-lhe
as
portas;
e
hoje...
eil-o
ahi...
devorando
com
os
olhos
a
sua
so
brinha...
—
Mas
é
que
meu
pae...
—
Sabe,
senhora,
que
isso
se
chama
abusar
de
minha
paciência,
e
desafiar-
me
?...
—
E
’
muito!...
exclamou
a
misera
mu-
her.
—
Ignora,
que
eu
tenho
em
minhas
mãos
os
meios
de
vingar-me;
e que exis
te
no
seu
coração
um
amor,
que
eu
pos
so
destruir?...
A
figura
do
velho Anacleto,
nobre
e
respeitável,
appareceu
aos
olhos
de
Ma
rianna.
—Piedade!...
balbuciou
ella:
eis
alli
meu
pae
Salustiano
arrastou
a
infeliz
viuva pa
ra
uma
outra
sala,
e
proseguiu
:
—
Eu
vou
ter
d'aqui
a
pouco
uma
ho
ra
de
pratica
com
o
snr.
Henrique.
Marianna
estava
pallida
como
uma
fi
nada.
—
No
fim
d
’
essa
hora
estarei
vingado.
—Perdão
!... murmurou
a
viuva
ajun
tando as
mãos, como
se
quizesse
orar.
—Pois então...
senhora,
hoje
mesmo,
e
antes
que
termine o
saráo,
esse
man
cebo
deverá ter
para
sempre
deixado
esta
casa.
E
abandonando
Marianna, que
foi cahir
quasi
desanimada
sobre
uma
cadeira, Sa
lustiano
voltou
á
sala.
(Continua)
imitaes seu funesto
exemplo,
e
sustenta
reis
com
vosso
nunca
desmentido
patrio
tismo
a
santa
causa
da religião
e
da
pa-
tria.
Mui
breve irei
pôr-me á
vossa
frente
para conduzir-vos
ao
combate
e
á
victo-
ria até
alcançal-a
no
campo
da
honra,
restituir
aos
povos
a
paz
que
lhes foi
ar
rebatada,
e
castigar
esses
soldados
sem
hon
ra,
fazendo
cahir
sobre
suas
cabeças trai
doras
todo o
rigor
das
leis
militares.
Con
fiai
em
Deos
que
estará
comnosco,
por
que
defendemos
sua
causa,
e
confiai
tam
bém
no
enthusiasmo
do
vosso
camarada
e
amigo=-</aZzo
Saens.
Telegrnninina
<le
Ijisbo»-
—
LIS
BOA
5.
—
Na
camara
electiva
nada
se
pas
sou
de
maior
interesse.
Por falta
de
nu
mero
não se
elegeram
os
supplentes á
pre
sidência.
O snr.
Osorio
de
Vasconcellos
propoz
um
voto
de
agradecimento
a
todos
os par
ticulares
que
soccorreram
os
inundados.
Foi approvado unanimemente.
O
snr.
Francisco
Costa
pediu
á
camara
que
resolvesse
se
elle
tinha perdido
ou
não
o
lugar
de
deputado.
O
snr.
Andrade
Corvo
respondendo
ao
snr. Pinheiro
Chagas
deu
explicações
rela
tivas
ao caminho
de
ferro
de Lourenço
Marques e
Forte
de
Ajudá.
Consta
ter
havido
lelegramma
oíficial,
annunciando
o
rompimento da
conferencia
de
Constantinopla,
pela
Turquia
ter
regei-
tado
as
propostas
da
Rússia,
declarando
inútil
proseguir
na
conferencia.
O
lugre
<Dante»
entrou a
barra
com
grandes
avarias
e agua
aberta.
Perdeu
dous
tripulantes,
em
consequência
das
mesmas
avarias.
Na
Bolsa
venderam-se
hoje
os
seguintes
litulos: Inscripções
de
assentamento
49,00;
obrigações
dos
caminhos
de
ferro
do
Mi
nho
e
Douro,
coupons,
855000;
fundos
hespanhoes
12,08.
Na
Bolsa
venderam-se
mais por
inter
venção
do
corredor,
o snr.
Vidai,
acções
da
Caixa
de
Credito
Industrial
II5OOO;
di
tas
do
Banco
Lisboa e
Açores
965000;
fundos
hespanhoes
12,07.
Descoberta
torelieoloçjiea.—
Acaba
de
se
descobrir
n
um tumulus,
em
Bou-
sies,
perlo
de
Landrecies
(Norte),
um
mansoleu
datando,
segundo
uns
dos
pri
meiros
séculos
do
christianismo.
segundo
outros,
remontando
a
uma
antiguidade
mui
to
mais alta,
ao
tempo
dos
Celtas
e
dos
Gaulezes.
Os
archeologos
que
presidiram
a
esta
descoberta
chamaram
os
seus
collegas,
pe-
dindo-lhes
viessem
explorar
este
tumulus
antes
que
este
interessante
monumento
das
primeiras
idades
desapparecesse
completa
mente.
Altivos theoouros.—O
<
Reichsanzei-
geri
recebeu
d
’Argos
novos
detalhes so
bre as descobertas do
dr.
Scliemann
em
Myscenas.
O
craneo
do
esqueleto reves
tido
d
’
uma
pezada mascara
d
’
ouro
que
foi
encontrado
em
2
de
dezembro
ultimo
nos
tumulos
de
Atrides,
e
que
M.
Schliemam
julga
ser
o
Agamemnon, está
perfeitamen
te
conservado
e
tem
ainda
todos
os den
tes;
perto
da
mão direita
jaziam
muitos
objectos d’ouro.
Dois outros
esqueletos,
descobertos
no
quinto
sepulchro,
seriam
os
de
Cassandra
e
d
’
Eurymidonle,
mortos
n'um banquete,
ao
mesmo
tempo
que
Agamemnon,
por
Egisthe
e
Clytemneste.
Os
tumulos
de
Atrides
estão
rodeados
de
uma dupla
fila
de
placa
de
marmo-
re.
No
quarto
tumulo
o
dr.
Scliemann
en
controu
joias
e
pedras
gravadas
da
maior
belleza,
capacetes
d
’
ouro,
diademas,
can-
tharos,
cinturões
igualmente
d’
ouro,
colla-
res
d’
ambar
(electron)
e
35
cabeças
de
flechas.
Os
thesouros
que
encerravam
os
cinco
tumulos bastariam
para
encher
um
museu.
Esperando
que
possam
ser
instal-
lados
em
Athenas,
num
local
especial,
o
governo
hellenico
confiou
a sua
guarda
a
uma
companhia
de
gendarmes.
CoinnioiU i»iaturiei».
—
Em Pariz
não
se
faia
senão
da
acquisição
que
Ro
theschild
fez
na
Inglaterra
comprando
uma
commoda
histórica.
Lavrada
no
século 18.0
para
Madame de
Pompadour,
é
adornada
de
incrustações
de
Sevres
e
bordada
de
bronze
dourado.
Ignora-se
se
estas
incrustações
foram
sobrepostas
posteriormenle,
e
a
epocha
em
que
este
movei
precioso foi
levado
a
In
glaterra.
Mas
o
que
é
certo
é
qu
em
1818
Jorge
4.®
pagou
pela
referida
commoda
300:000
francos,
o
que
foi
muito para
áquelles
tempos.
Porque
acaso
agora volta
á
França
es
te movei,
lambem
se ignora.
Tudo
o
que
se
sabe
é
que
lord
Dubley
está
incenso
*
Havei
por
ter
sabido
demasiado
tarde
a
sua
venda, que
str
Ricardo
Wallace
rrâo
se
perdoa o
ter
eélãdò
algumas horas
inde
ciso
em
athfuhil-Oj e
que
Rothschild
está
orgulhoso
de
sua
acquisição
que
acrejcen-
lará
no
palacio
de Pontalba, que
comprou,
este verão,
a outros
moveis
preciosos que
está
reunindo
sem
os
mostrar
a
ninguém.
Mas
para possuir
esta
commoda
teve
que
pagar
a
bagatella
de 622:000
francos!
Caminho de ferro do Minho e
Douro. —
Ante-honlem
deu-se
um
de
sabamento
d’
alguma
terra
no
kilometro
26:500.
Na
ponte
de
Cabida
deu-se
um
outro
desabamento
do
que
resultou
recolher
a
Cahide
o comboio
22.
e
o
n.°
21
que
foi
até
Ermezinde
recolheu
ao
Porto,
não
podendo
nem
um nem
outro seguir
via
gem.
Na linha
do
Minho
foi
suprimido
o
comboio
n.°
6,
por
causa
do
mau
esta
do
da
linha
havendo
um pequeno desmo
ronamento
entre
o
Porto
e Rio
Tinto.
Por
tal
motivo
ainda
hontem
de manhã
houve
trasbordo
na
linha
do Minho.
Na
linha
do
Douro
passaram hontem
os comboios
de manhã
havendo
para
isso
muitíssimo cuidado.
Os
trabalhadores
quer d
’uma quer
dou
tra
linha
trabalharam durante
toda a
noi
te,
estando
por
isso
restabelecida
hontem
a
linha
de communicação, conseguindo-se
por
isso
que passassem
os
comboios
da
tarde
de
hontem.
Deve-se
o
promplo
restabelecimento
das
linhas ás
energicas
providencias
dos
snrs.
engenheiro
chefe
dos
serviços
cen-
Iraes,
engenheiro chefe
da
construcção
das
duas
linhas e engenheiro
chefe
dos
traba
lhos
de
via
e
obras.
Cass
*
de
saúde.
—
O
movimento da
casa
de
saude
n’esta
cidade
no
mez
de
dezembro
findo,
foi
o
seguinte:
Existiam
do
mez
passado
4,
entraram
5,
total
9;
sahiram
6,
e
ficaram
em
tra-
lamenlo
3.
Resumo
do
movimento
da
mesma
casa
desde
o
dia
da
sua
inauguração
(7
de ou
tubro)
até 31
de
dezembro
do anuo
findo:
entraram 26
doentes,
sahiram
curados
23,
e
ficaram
em
tratamento 3. D
’estes
fo
ram
operados
15
que
todos sairam
cura
dos.
DESPEDIDA
Sebastião
da
Mata
Moniz
da
Maia,
ten
do
sido nomeado
governador
da
praça
de
Peniche,
para onde
brevemenle
se
retira,
significa
por
este meio
o
seu
reconheci
mento
a
todos
os
officiaes
e
mais
praças
de infanteria 8,
a
quem
agradece
a
boa
cooperação
que
lhe
prestaram,
durante
o
tempo
que
commandou
este
corpo;
bem
como
a
todos
os
habitantes
d
’
esta
cidade,
dos
quaes
recebeu
tantas
provas
de
aífei-
ção,
e
igualmente
á
imprensa
periódica
d
’esta
localidade.
Pede
lambem
desculpa
ás
pessoas
das
suas relações
de
quem
pessoalmente
se
não
possa despedir.
A
lodos
otlerece
o
seu
limitado
prés
timo, protestando eterna
gratidão.
BANCO
COMMERCIAL
DE
BRAGA.
Resumo
do
balanço do
Banco
Commercial
de
Braga
em 30
de
dezembro
de 1876.
Aetivo
Acções,
prestações
a
receber 4:9205000
Dinheiro
em
caixa. .
.
.
87:5995033
idem
na
agencia
de
Lisboa.
.
18:2355263
Letras
em carteira.
. .
.
395:4795903
Empréstimo
sobre
penhores.
119:8265225
Contas
correntes
com
garan
tia
..........................................
1.211:5105670
Agentes
no
paiz.
.
.
.
125:0555118
Ditos
no
estrangeiro.
.
.
48:1045905
Títulos
e
papeis
de credito.
319:2815810
Diversos
devedores.
. .
.
263
8415852
Despezas
de
installação.
.
5:2005000
Moveis
e
utensílios.
.
.
.
1:722-5625
2.600:7775-434
Passivo
Capital
........................
’
.
.
1:000:0005000
Obrigações...........................
1.096:6495499
Depositantes
...........................
81:9235959
Agentes no
estrangeiro. .
.
28:2395"I9
Diversos
credores.
.
. .
183:5145143
Letras
em
deposito. .
.
.
24:2505065
Letras
a
pagar.....................
88:6745049
Notas
em
circulação .
. .
5605000
Fundo
de
reserva. .
.
.
50:0005000
DINHEIRO
PERDIDO
Perdeu-se
no dia
2
do corrente,
desde
a
Feira-Nova
até esta
cidade,
um
pacote
contendo
905000
réis.
A
quem
o
achar,
e
o
queira
entregar
em
casa
do
snr.
Fran
cisco
Freitas
de
Carvalho,
morador
na
rua
do Conselheiro
Januario,
n.°
124, ou
em
casa
de seu
dono
na
Feira-Nova
Manoel
Joaquim
Dias
Paredes, se
dará
alviçaras.
Dito
para
prejuisos even-
tuaeí
.
......
3:000(5000
Dividendos
a
pagar.
.
.
.
3
’5795765
Lucros
suspensos.
.
.
. 10'7005000
Ganhos
e
perdas. . .
.
29:6865235
2.600:7775434
Braga 4
de janeiro
de
1877.
Os
Directores
João
Evangelista
de
S.
Torres e
Almeida.
Manoel
José da
Costa
Guimarães.
Resumo
do acliuo e passivo do
Banco Commercial, Agrícola
e
Industrial de Vilia Real, em
de dezembro
de
1876.
Aeti
vo
Caixa,
dinheiro
existente
.
Letras descontadas
e
a
rece
ber ...............................
Letras
caucionadas
.
. .
Obrigações a
receber.
.
.
Empréstimos sobre penhores
Operações
a
longo
prazo
.
Operações
de
cambio
.
.
Papeis
de
credito
. . .
Contas correntes
com
gara
ntia
..............................
Agentes
no
paiz
.
.
.
Agentes
no
estrangeiro
.
Diversos
devedores
.
.
.
Moveis
e utensílios
.
.
.
Despezas
de
installação
Acções,
prestações
a
receber
23:4215226
668:6965752
37:5925000
3475'191
1:9835950
13:8175386
2:6665666
14:8295120
10:5185649
63:6465399
20:9205420
11:0435555
5755600
2:5005970
4:7605000
877:3495284
Passivo
Capital
do
Banco.
.
.
.
800:0005000
Deposito
á ordem ....
6:9425046
Deposito
a
prazo.
.
.
.
27:1195053
Dividendos a
pagar.
.
. .
3:8275500
Fundo
de
reserva
....
4:5005000
Ganhos e
perdas.
.
.
.
34:9605685
877:3495284
Vilia
Real, 3
de
janeiro
de
1877.
Os
gerentes,
Francisco
Ferreira
da
Costa
Agarez.
Agostinho
José
da
Costa.
Joaquim José
d’
Oliveira
Guimarães.
iowiMmos
Paulo
José
da
Cunha,
Prior
e
Abbade
de
S.
Martinho
de
Dume, não
podendo
como
desejava
agradecer
pessoalmente,
a
todos
os
revm.03
Ecclesiasticos,
e
mais
exm.®s
snrs.
seculares,
que
se
dignaram
honrar
com
sua
assistência
o
funeral
de
sua
presada
thia,
a
snr.
a
Custodia
Lniza
Teixeira,
e
bem
assim, que
o
cumpri
mentaram
por
essa
occasião,
e
também
áquelles.
que
mandaram saber
do
estado
da
enferma
durante
sua
diuturna
enfermi
dade;
a
lodos
pede
desculpa,
e
vem
por
este
meio
protestar sua sincera
gratidão,
e
reconhecimento.
(5)
Luiz
Manuel
Gonçalves
Sampaio,
Es
tevão Barbosa
e
sua
familia,
agradecem
por
esta fórma
a
todas
as
pessoas,
que
lhe
prestaram
seus
serviços por
occasião
do fallecimento
de sua
muito
presada
fi
lha
e
neta
adopliva,
e
assistiram
aos
of-
ftcios
fúnebres
que
por
alma
da mesma
tiveram
logar
na
egreja
dos
Terceiros
d
’
es-
ta cidade,
no
dia
31
do
passado
mez de
dezembro,
a todos
protestam
sua
gratidão
indelevel.
(11)
'
âWUNOIOS
Companhia Carris
de
Ferro de
Braga
Por
deliberação
da
Assembleia
Geral
de
27
do
corrente,
são
convidados, pela
ul
tima
vez,
os
snrs.
accionistas
d
’
esla
Com
panhia,
que
ainda
não
completaram
as
chamadas
vencidas
até
á
terceira
presta
ção,
para
que
as
mandem
realisar
até
ao
dia
16
de
janeiro
proximo
futuro, no
campo
de
SanfAnna
n.®
7,
em
Braga
;
e
no
Porto
em
casa
dos
snrs. Marques
Gui
marães
&
Monteiro, rua
de S.
João,
sob
pena
de
que, não
o fazendo
assim,
será
irrevogavehnenle
applicado
o
disposto
no
artigo
9.°
dos
estatutos.
Braga
28
de
dezembro
de 1876.
O
Director,
(7)
Nuno
José
Villaça.
Companhia
Carris
de
Ferro
de
Braga
Por
deliberação
da
Assembleia
Geral
de
27
do
corrente,
são
convidados,
os
snrs.
accionistas
d
’
esta
companhia
a
realisarem
a
4.a
prestação
de
20
por
cento
por
ca
*
da
acção
até
ao
dia
improrogavel
de
19
de
janeiro
proximo
futuro
no
campo
de
Sant
’
Anna n.®
7,
em
Braga
;
e
no Porto
em
casa
dos
snrs.
Marques
Guimarães <fc
Monteiro,
rua
de S.
João,
68.
Braga
28
de
dezembro
de
1876.
O
Director,
(8)
Nuno José
Villaça.
Companhia Carris de Ferro de
Braga
Por
deliberação
da
Assembleia
geral
d
’
esta
Companhia,
de
27
do
corrente
são
convidados
os
snrs.
accionistas
para
a
reu
nião
d’
uma
assembleia
geral
extraordiná
ria
para o dia
21
de
janeiro
proximo
fu
turo
pelas
11
horas
da
manhã
na
casa
do
Campo
de
SanCAnna n.°
7,
afim
de
se
proceder
á
eleição
para
os
lugares
va
gos
de
presidente
e vice-presidente
da
me
za
e de
substituto
da
Gerencia.
Braga
28
de
dezembro
de
1876.
O secretario,
(9)
Manuel
Bento
de
Carvalho.
Banco Commercial. Agrícola e In
dustrial de Vilia Real
Sociedade
anonyma
de
responsabilidade limitada
Tendo
o
Conselho
fiscal
d
’este
Banco
de
signado
o
dia 21 do
corrente para a
l.a
reunião
ordinaria
da
Assembler
gerai,
con
forme os estatutos,
e
para
o fim
ordiná
rio
declarado
nos
artigos
45
e 46
dos
mesmos—
são
convidados
todos
os
accio-
nistas
que
tem
voto
a
concorrer
á
séde
do
Banco,
no
indicado
dia, pelas
11 horas
da
manhã.
Villa-Real, 4
de
janeiro
de
1877.
Por
ordem
do
Ex.
me vice-Presidente
de
Assemblea
geral,
0
1.®
Secretario
Augoslo
Guilherme
de
Sousa.
BAN47O
DàMINHO
Em
cumprimento
do
artigo 27 dos
Es
tatutos
do
Banco do
Minho,
e
6.°
do
seu
regulamento
ecomico,
são considerados os
snrs.
accionistas
do
referido
Banco,
para
comparecerem
na
reunião
d
’
Assembleia ge
ral
ordinaria,
que
deve
ter
logar
ás
1
1
ho
ras
da
manhã
do
dia
15
do
corrente
mez,
na
casa
do
mesmo
Banco.
Braga
3
de Janeiro
de
1877.
O
Presidente
da
Assembleia
Geral
(13)
José
Maria
Rodrigues
de
Carvalho.
PARA
LIQUIDAR
2
—
Rua
de
S.
Marcos
—
2
Um
saldo
de
lãs
para 120,
160,
290
e
300
reis
o
metro.
Merinos
pretos,
de
pura
lã,
largos,
pa
ra
700
e
15000 reis 0
metro.
Lenços
de
malha
a
300,
360
e 400
reis.
Bretanhas
de
linho
para
360,
500
a
600
reis
0
metro.
E
muitos
mais
objectos
por preços
ba
ratíssimos.
(306)
(4471}
10,-
3-
B3
CD
S
=
w
C/
2
c/5
MALA
KEAL
INGLEZA
S.
Vice
nte,
Pernam
buco,
Bahia,
Rio
de
Janei
ro,
Montevi
deo
e
Bueno
s-A
yres
Ace
itando
também
passageiros
de
3*
clas
se
para
SANTO
S
e
RIO
GRANDE
DO
SUL
com
trasbordo
no
Rio
de
Janei
ro
m
Este
paque
te
da
Compa
nhia
Mal
a
Síe
al
Ingle
za
sahi
rá
de
Lisboa
em
13
<ie
Janei
ro.
Para
mais
esc
lare
cim
ento
s
dirij
am-se
á
Agenci
a
Centr
al
no
Porto,
rua
dos
Ingleze
s,
23
—
o
agente
Guilhe
rme
C.
Tait,
e
nas
provi
ndas
ás
agenc
ias
e
corr
es
pondências
nas
principaes
cidades
e
villas
.
(V
*
)
Agente
em
Braga
o
snr.
João
Manoel
da
Silva
Guimar
ães,
Rua
do
Souto.
CT2
<72
3
t
<
Parte de Comércio do Minho (O)
