comerciominho_10051877_637.xml
- conteúdo
-
FOLHA COMMERCIAL
RELIGIOSA
E
5.°
ANNO
1877
■MU-
111
—
--------------
Assigna-see
vende-se
no
escriptorio
do
edito
»
e
proprietário
Jojté
Maria
Dias
da
Costa,
rua
Nova
n.®
3E,
para
onde
deve
í
«
í
dirigida toda
a
correspondência
franca
de
porte.=
As assi-
gnaturas
são
pagas
adiantadas
;
assim
como
as
correspondên
cias
de
Interesse particular.
Folha avulso
10 rs.
AS TERÇAS,
QUINTAS
E
SABBADOS.
P
reços
:
Braga,
anno
1^600
rs.—Semestre
850 rs.=-p
r(M
)
}B
.
cias,
anho
2&000
rs
e
sendo duas
3&600
rs.
—
Semestre
l&0
£
‘
0
rs.~=Brazil,
anno
3&600
rs.—
Semestre
1&900
rs.
moeda
forte
ou 8&00Í) reis
e
ií&oOO reis moeda
fraca.
—
Annuncios
por
linha
20
rs.,
repetição
10
rs. Para
os
assignantes
20
%
d
’
abatimento
_OUIWrA-FEIHA
HAI0
DE
A
’
KedacçíSo do aCommereio
flinho».
do
Londres,
3 de
Maio,
1811.
Como lá terám
visto,
já
depois
escrevi
a carta
precedente
ao
Apostolo,
se
decidiu
aflirmalivamenle
a
questão,
de
guerra
ou
não-guerra
entre
a Rússia e
a
Turquia;
e
já
tem
havido
combates
e
hostilidades,
e tomadas
de
fortes, tanto
na
Europa
como
na
Aiia.
Aqui
o
sentimento
mais
geral
é
ainda
em
favor
dos
Turcos;
e
provavelmente,
assim
continuará,
porque
geralmente
se
entende,
que
o
interesse
Ingiez
está
na
I
conservação
da
Turquia,
e o
Ingiez
posto *
que
muito liberal,
muito
philanthropico,
1
subordina
sempre
essas
humanitarias
sym-
pathias
a
outras
da matéria
mais grave
(o
ouro],
e
crê
que
a
existência
da
Tur
quia
é
um
predicado
indispensável
á
se
gurança do
dominio
Britânico
na
Índia,
e
no Mediterrâneo—e
no
Mundo. Eis
aqui
uma
prova:
—
Um
correspondente
Especial
do
Timez
ha
poucos
dias,
e
ainda
na
folha
de
hon-
lem,
tem
exposto
com
a
maior
indivi
duação
e
clareza,
oppressões,
violências,
atrocidades inauditas
dos
Turcos,
tanto
simples
particulares,
como
auctoridades,
contra
os
vassallos
christãos
da
Porta—
isto
simplesmente
para
roubal-os.
Sam
procedimentos
a que
só
encontro
paralello
nas
amabilidades
liberango-pedrisias
de
1833
a
1836, em
Portugal,
quando a
amavel
Qum/rupede-Alliança
lhes
entregou
o
Reino,
por
assim
dizer,
atado
de
pés
e
mãos,
para
o
insultarem,
o
roubarem,
o
esbofetearem, o descararem,
o
inunda
rem
de
sangue
innocenie,
á
sua
vontade
—
e
então,
como o
Ingiez
entendia
que
n
’isso
ia o
seu interesse,
lambem
nada
achou
na
cousa
que
estranhar
ou
repre-
hender.
que
44
FOLHETIM
S'
a
Ir
:■
!•
I)B.
J.
M.
DE
MACEDO.
ROMANCE BRAZILEIRO
VOLUME II
ii'
H
XXIV
I»
Entrarei,
provavelmente,
em
alguns]
detalhes
a
este
respeito,
extractando
do
Times,
etc., em
carta
ao Apostolo;
então
espero
poder
transmittir
copia
ao
Com-
mercio
do
Minho.
—
O
tempo
aqui
tem
estado
tal,
que
as
arvores
se
acham
ainda
despidas
de
folha—quasi
se
fosse
em
Janeiro!
A.
R.
SARAIVA.
A’ KedacçSo do
a<p»MtoIo».
Londres,
23
de
Abril,
1811.
SUMMARIO.
In-
de-
queira
a
Inglezes, Turcos,
ou
Judeos,
com
i
tanto
que
a
ajudem a
se
assenhorear
ella
dos
«pães
e
dos
peixes»,
segundo
o
pro
vérbio
deste
paiz.
De
resto,
pouco
lhe
imporia
a
honra,
o
pondonor,
a
dignida
de,
ou
ainda outros
interesses
nacionaes,
que
não
sejam
os
da
mesma
clas-e. E
’
por
isso
que
em
tal
classe
a
maçonaria
principalmente
se
recruta;
porque
sendo
o
egoísmo
a
base
das
doutrinas,
planos
e
operações
da Seita,
acha
esta
na
gente
de
que
tratamos
o
campo
especial
e
prin
cipalmente
para
seu
recrutamento.
0
povo,
propriamente
dito,
era muito
mais
feliz
e
contente,
sob
a
auctoridade
do
Papa,
e
dos
Príncipes
que
regiam
os
diversos
Estados
Italianos.
De
Florença
e
do
Piemonte,
principalmenle,
não
podem
negar
os
revolucionários
—
nem
os
seus
amigos
Inglezes,
—que,
longe
de
haver
ahi
oppressão
ou
tyrannia,
havia
governos
patrióticos,
justos,
paternaes. De
Modena
e
Parma
não
era
o
povo, a
multidão,
a
.
m»ssa
(que
principalmente
constitue
as
!
nações),
quem
se
queixava e
desejava
re
volução:
eram,
sim,
os
presumpçosos
e
ambiciosos
da
classe
media;
os
que
dese-
.
javam subir
e
figurar
fosse
como
fosse,
que
maquinavam (encorajados
pela
gafa-
nhota
Ingleza,
que
sabia
muito
bem
quanto
lhe
convinha
revolucionar
a Itaiia,
e
pôl-a
assim,
em
grande
parle
na
dependencia
'da
Inglaterra),
quem
almejava
e maquinava
pela
revolução.
(Cont.iua)
Subteripçáo
para
a
offerta
Padre,
Pio IX.
Transporte
IH.mos
e
ex
.mo
’ snrs.
D.
Manoel
Martins
Alves Novaes
Dr.
Manoel
Joaquim
Penha
For
tuna
Domingos
José
Vieira
Machado
D.
Anna Braga
Emilia
Vieira
José
Cardoso
da
Silva
Guimarães
A.
B.
R.
Somma
ao SS
218^430
l$90D
2^000
2->2a0
10000
500
226$200
I.
—
A
Inglaterra
e
a Itaiia—
ou a
glalerra
e
o
Mediterrâneo.—II.
—Nada
cisivo
e certo
sobre
a
questão
Russo-Tur
ca,
bem
que
alguma
gente
crê
na
guer
ra.
—
III.
—Peregrinação
Ingleza
a
Roma,
presidida
pelo Duque
de
Norfolk.—IV.
—
Desmentida
dada
á noticia
que
se
espa
lhou, de que
o Napoleãozinho
linha,
em
Roma,
sido
iniciado
na Maçonaria.
1.
—
Ninguém
se
deixe
illudir
pela
hy-
pocrisia
Ingleza
do
Times,
e dos
outros
papéis
Protestantes,
quando
appellam
sen-
limenlalmente
para
a
dignidade
e grandes
interesses
da Itaiia
em
se
achar
unificada.
Quem
não
quizer
deixar-se
embaucar
por
semelhante
rhetórica
política,
reflicta nas
expressões
e
razões,
de
cabo-d
’esquadra,
que
o
papel
Ingiez emprega
para fazer
apreciar
aos
Italianos
as
grandes
vantagens
de
sua
unificação.
Sam
vantagens,
como
tudo
na
libe-
ranguice,
principalmenle
em
proveito
de
uma
classe
de especuladores ambiciosos,
que
procuram
subir,
enriquecer-se,
des
frutar
elles
principalmenle
os
commodos
, da
Sociedade;
entretendo
com
promessas,
—
--------
.
charlatanismos
e
chimeras,
o
povo, que
eivil
ás
terças-feiras
desde as it
,
por
fim
de
contas,
é
quem
paga
as
fa-
horas da snaithã até ás 3 da tarde,
.
vas.
Essa
classe
está
prompta,
já
se en-
a
todas as pessoas que
pretendam
tende,
a
fazer
quanta
côrle
abjecta
se
ffaiiar-lhe.
A. R.
SARAIVA.
GAZETILHA
O
marquez
de Valludi* annun-
ein
que dá iiiidieneiM no governo
Festividade
de
S. Luiz Gonzaga.
—
Anniveriario de
Fio IX.—
No
(lia
13
do
corrente, domingo,
na
capella
do
Paço
Archiepiscopal,
haverá
a
grande
fes
tividade
de
S. Luiz
Gonzaga,
a
qual
é
toda
feita
pelos
estudantes,
tanto
do
Se
minário como
do
Lyceu.
No
sabbado
cantar-se-hão
vesperas
so-
lemnes.
e
no
domingo pela
manhã,
ex
posto
o
SS.
Sacramento,
canlar-se-ha
ler
da,
e
feito
o
asperges
lerá
logar
a
missa,
e
recitará
o panegírico
de S.
Luiz o
es
tudante.
Porphirio
Antonio
da
Silva.
Na
tarde
do
domingo,
como
este
an
no
coincide
n
’
este
dia
o
anniversario
na
talício
de
S.
Santidade
Pio
IX,
que
faz
85
annos,
haverá
na
dita
capella
um
so
iemne Te-Deum,
recitando
a
oração
gra-
tulaloria
o
vice-reitor
do
Seminário,
pa
dre João
Rebello
Cardoso
de
Menezes,
sen
do
convidados para
este
acto
todas
as
au-
cloridades,
segundo
o
costume.
Tem
esta
festa
a singularidade
de
ser
toda
feita
por
estudantes,
cantando
missa,
e
acolytando.
etc.
; só celebra a
missa
e
.
tem
d
’
orar
á
tarde
o
rev.°
vice-reitor
do
>
Seminário.
A missa
e
Te-Deum
será
a
coros
de
,
musica
e
canto-chão,
acompanhados
a
or-
!
gão e
baixos, segundo
o
estylo
de
Roma
e
França,
o»que
na
realidade
é
mais
pro-
Filho
e irmão.
Salusliano
cotp os
lábios brancos
e
vulsos
olhou
com
um
olhar
espantado e
feroz
para
aquelle, que
lhe
estava
fat
iando.
Cândido
voltou
o
rosto
para
Rodri
gues
e
perguntou
:
— Diga-me, snr. Rodrigues; sabe
pou
co
mais
ou
menos
quanto
devo
receber
do
snr.
Salusliano?
—
Um
milhão,
respondeu
o
velho.
—
Pois bem, tornou
Cândido
com
todo
o
sangue
frio;
snr.
Salusliano...
rheu
ir
mão; eu dou-lhe
um
milhão
pela
carta
de
con-
ra
junto
’
da
luz,
e
queimava
o
processo.
—
E’
meu
irmão
; disse
elle
soluçando.
__
'.____
j
Só
restavam
cinzas...
Marianna
lan-
aqui
uma
vela
que
arde,
çou-se
com
enlhusiasmo
sobre
Cândido.
—
Meu
filho
!
Cândido
recebeu-a
de
joelhos.
—
Agora
eu
!
disse
uma
voz.
Todos
olharam
: era João
de entrar
na
sala.
—
Que
é
isto?...
—
E
’ a
vingança!
bradou
Salusliano
deixou-se
cair
bre
uma
cadeira.
—
Falsario
!...
falsario
!... exclamou
João
sacudindo
o
processo,
subtraído
a
Jacob,
diante
dos
olhos
de
Salusliano;
falsario!
falsario
!
eis
aqui
a
vingança
!...
—
O
que
quer
dizer
isto?
perguntou
Cândido
a
Rodrigues.
Breves
palavras
do
velho explicaram
tudo.
Cândido
avançou
para
João.
—
Meu bom
amigo,
eu sou
o
filho
de
Leandro,
eu
sou
o
herdeiro
da
amizade
de
cem
annos.
A voz
do
moço
era
doce
e
tão
como
foi
o
olhar
que
João
lançou
elle.
—
Em
nome
de
meu
pae,
em
da
sagrada
amizade que
d
’
oravante
ra
que
procurar
um
remors»?
acabemos]
com
isto
:
eis
aqui
uma ve
1"
accendamos
n’
ella
nossas duas
folhas
de
papel;
um
queima
um
escripto
que
lhe
dá
um
milhão,
outro
extingue
uma
car
ta
que
vai
uma
desgraça.
Senhor,
outra
vez,
o
caso
é
simples; trata-se
de
um
milhão
!
Salusliano
instinctivamente lançou a
mão
ao
bolso
e
tirou
d
’
elle
um
papel.
Os
dois mancebos aproximaram-se
um
do
outro;
Salusliano
eslava
desfigurado,
Cândido
risonho e
animado.
—
Senhor,
disse
este,
permitta
que
mi
nha
mãe
examine
se
é
essa
a
carta
de
que se
trata.
Salusliano
chegou-se
a
Marianna,
que
depois
de
lêr
a
carta
respondeu:
—
E
’
ella mesma.
—
Senhor,
continuou
Cândido
dirigin
do-se
a
seu
irmão;
jura
pela
sua honra,
pela
salvação
de sua
alma,
e
pelas
cin
zas
de
sua mãe
e
de
nosso
pae,
que
nun
ca
que
acabava
elle.
aterrado
so-
CONCLUSÃO.
se
estavam
Ceo-côr-de-
novo
e
mais
minha
mãe.
O
velho
deu
um
passo...
Marianna
ficou
eslatica...
Salustianno
continuou
a
olhar
espanla-
para
Cândido.
—
O
caso
é
simples,
continuou
Candi-
í dido
:
o
snr.
não
conseguirá
nunca
des-
j
posar
aquella,
que
pretende
;
ao
muito
fará
infrucliferamenle
a
desgraça
de
mi
nha
mãe.
E
para
que isso,
senhor?
pa-
1
do
abusará
d
’esle
segredo?
—
Juro,
murmurou
Salusliano.
—
Então...
ao
fogo!
Chegaram-se
os
dois
moços
para
jun-
..
da
luz;
mas
o
velho
Rodrigues,
sus
pendendo
Cândido,
exclamou
:
— Mancebo,
lembra-te
que
vaes
quei
mar
um
milhão.
Cândido
com
o
mais
elequente
silen
cio
apontou com
a
mão
esquerda
para
sua
mãe,
e
deixou
cair
a
direita
sobre
a
luz.
Emquanto
as
duas
folhas
de
papel
ar
diam,
Salusliano
olhava
para
as
chammas
com
a
estupidez
de
um
idiota,
e
Cândido
com
o
sorrir de
um anjo.
terna
sobre
to
nome
ha
de
ligar-nos
até
á
morte,
João,
meu
amigo,
dá-me
esse
processo!...
João
ficou
immovel,
arrasaram-se-lhe
os
olhos d
’agoa.
Cândido
estendeu
o
braço
e
lirou-lhe
o
processo
das
mãos
sem
que
o velho
fizesse
a
menor
resistência.
—Por
mais
que
queiras,
João,
disse
Rodrigues
commovido
; tu
não
pódes
ser
máo...
Cândido
tinha-se
chegado
outra
vez
pa-l
A
felicidade
e
o
prazer
sorrindo
de
mil
modos
no
rosa.
Cândido
frequentava de
assiduamente
que nunca
a
casa
de
Ana-
cleto
:
dirigindo-se
a
Marianna,
tratava-a
por
—minha
senhora—
;
mas sua
voz
tinha
um
tom
de
indizível
ternura.
Marianna
eslava
bella
e
deslumbradora
como
em
seus
primeiros
dias
de
ventu
ra
:
chamava
o
mancebo como
dantes
—
snr.
Cândido
—
; porém
seus
olhos ar
dentes
e
amorosos
lhe
davam
ao mesmo
tempo
o mais
mais
carinhoso
dos
nomes.
Anacleto
não
podia
comprehender
aquel-
la
melarmoíose;
mas
respeitava
o
segredo
da felicidade de
sua
filha tanto,
quanto
havia
respeitado
oulr’ora
o
de
seus
tor
mentos.
Celina
sorria-se para
a
vida...
amava,
era
amada,
e
emfim
esperava
ser
feliz;
que
lhe
importava
o
mais?...
Chegou
o dia
destinado
para
o
casa
mento
de
Henrique
e
Marianna.
Tudo
estava
prompto;
o
altar,
o
sa-
;
cerdole,
os
dois
amantes
e
os
convida
dos.
Só
faltava
Cândido.
Debalde
o
espera
ram
por
muito
tempo.
Na
manhã
d
’
esse
dia,
Cândido
ao
er-
«uer-se
do
leito,
recebeu
da
mão
de
Irias
uma
volumosa
cartá
a
elle
dirigida.
Abriu,
e
lei
a
carta
curioso.
prio
da
Egreja
do
que
as musicas pti-
ramenle
theatraes.
que infelizmente
se ou
vem a
cada
passo
nos
nossos
templos.
Taes
cantos
são
sublimes
e
magestosos.
Todas
as
pessoas
que
visitarem
aquel-
la
capella
no
domingo,
tendo-se confes
sado
e
commungado,
e
orando
pela
in
tenção
do Santo
Padre,
ganharão
indulgên
cia
plenaria.
Nas
noites
de
sabbado
e
domingo,
se
o
tempo
o
permittir,
haverá
musica
no
largo
do
Paço,
illuminação
e outras
de
monstrações
de
regosijo.
<t'o'»«5 ;♦»'•
saae
n t o» e felieítnção.—
Ante-homem
á
1
hora
da tarde
foi o
corpo
docente
do
lyceu
comprimentar
e
felicitar
o snr.
marquez
de
Vallada,
go
vernador
civil
do dislricio.
S.
exc.a
acolheu
do
modo
mais deli
cado
este
corpo
docente,
demorando-se
por
largo
tempo
em
expressões
muito
lison-
geiras
para
lodos
os
professores,
a
cada
um dos
quaes
prometieu
olferecer
em
breve
um
exemplar
d
’uma
sua
obra
scien-
tilica
em
via
de
publicação.
Henefieíc»
—
Realisa-se
ámanhã
um es-
pectaculo
em
beneíicio
de
toda
a
companhia
que
tem
funccionado
no
theatro
de
S.
Ge
raldo.
As
peças
de que
se
comporá
esta
re
cita
serão
annunciadas
por
programmas
e
cartazes.
Recommendamos
aos
bracarenses
este
espectaculo,
que
nos dizem
será
variadíssimo
e
atrahente.
Traducção
do
inglez
da
parte
do
Relalorio
do
Jury
Internacional da
Exposição
de
Phi-
ladelphia,
que
diz
respeito
aos
vinhos
da
Companhia
Commercial
e Vinícola
da
Bair-
rada,
e
a
seguinte:
«Vinho
muito
rico
e
perfeilamente
bem
composto.
O
vinho
branco
torna-se
notável».
visitai».—
O
exc.,no
snr.
marquez
de
Vallada
já
começou
as
suas visitas
a
alguns
estabelecimentos
e
corporações.
Foi
hontem
ao
Asylo de
D.
Pedro
V,
e
vae
ámanhã
á
camara municipal,
depois
das
II
horas da
manhã.
í"9«-t<igal
antigo
e
moderno.—
Recebemos o
fascículo 115.°
do
diccionario
Portugal
antigo
e
moderno,
do
snr.
Pinho
Leal.
Continúa
ainda
uma
erudictissima
no
ticia
sobre
a
cidade
do
Porto.
Circo equestre. —
E’
hoje
n’este
circo,
da
Cèrca
dos
Congregado,
o
bene
ficio
de
M.m
®
Edelmira.
Theatro.
—
Subiu
na
segunda-ferra
á
scena,
em
beneíicio
do
empresário
Alves
Rente,
8
drama
Os
incendiarias
e
a
co
media
O tio
Torqualo.
Um
e
outra
tiveram
a interpetação
que
por
outras
outros
temos
referido.
O
beneficiado
desempenhou
n’
um dos
íntervallos
um
solo
de
violino,
sendo
victo-
riado.
Ministro
das obras publicas.—
Passa
como
certo
que
o
snr.
Barros
e
Cunha,
ministro
das
obras
publicas,
ten
ciona
vir por
estes dias
a
esta
cidade.
viappa.—
Os
nossos
esclarecidos
col-
legas
do
«Diário
Illustrado»
distribuíram
aos
seus
assignantes
um
excellente
mappa
do
treatro
da
guerra
do
Oriente.
Tempo.—
Continúa tempestuosíssimo.
A
primanera
de
1877
deixa-nos
bem
mimosinhos
de
chuva,
frio
e
ventania.
Notícia
importante.—
Utn
telegram-
ma
de
Roma,
em
7,
diz
que
o
senado
italiano
regeitou
por
103
votos
contra
92
o
projecto
de
lei
contra
os
abusos
do
clero.
NegocioM
eceíwsiassticoa.—O «Dia-
rio
do
Governo»
publica
os seguintes
des
pachos eílectuados
por
decretos
de
3
do
corrente:
O
presbytero
Antonio
José
de
Campos
--apresentado
na
egreja
parochial
de
S.
Miguel
de
Bustelio, da diocese
do
Porto.
O
presbytero
Custodio
José
Guimarães
—
apresentado
na
egreja
parochial
de
S.
Pedro
de
Manhouce,
da
diocese
de
Vi-
zeu.
O presbytero
Domingos
Coedio
de
Car
valho,
parocho
coilado
na
egreja
de
Nossa
Senhora
da Conceição
de
Arega,
da
dioce
se
de Coimbra
—apresentado
na egreja
pa
rochial
de
Santa
Maria
Magdalena
de
Alvaia-
zere,
da
mesma
diocese.
O
presbyiero
José
Lourenço
de
Almei
da
e
Costa,
parocho
coilado
da
egreja
de
S.
Salvador
de
Serrazes,
da
diocese
de
Vizeu—
apresentando
na
egreja parochial
de
Nossa
Senhora
da
Expectação
da Vazea de
Lafões,
da
mesma
diocese.
CaSeuíOM pumasos.—
O
doutor
M
Muller
faz
a
observação
de
que
muitos
camponezés
em
estado
de
rudeza
apenas
empregam 200
a 250
pala vias em suas
conversações.
Os homens
do
mundo,
de
regular
edu
cação.
usam
de
3
a 4:0
’
*0;
os
homens
versados
em
lettras
e amantes d
’
uma
boa
illustração
servem-se
de
10:000
termos,
e
só
Shakespeare
ofiereceu
lo.000
differen-
les
na
immensa variedade
de
expressões
com
que
escreve
suasu
obras.
O
Antigo
Testamento nào
apresenta
mais
de
5:000 palavras.
Já
é
ler
cabeça!
Estatística
euriosa. —
O
Annuario
do
estado-maior
do exercito
allemão
pu
blica
a
estatística
seguinte
sobre
a
mari
nha
militar
dos
Estados
da
Europa:
O
seu
numero
elevava-se
no
fim
do
anno
passado
a
2:089,
dos
quaes
209
couraçados.
Ao
mesmo
tempo,
achavam-se
em coustrucção
110
navios.
O
armamento
de
lodos
estes
navios exigiria
280:000
homens
e
-15:000
canhões. A
Inglaterra
occup^a
o
primeiro
logar.
Depois
seguem-
se:
França,
Rússia,
Turquia,
Áustria,
Al-
lemanha,
Italia,
Hespanha,
Hollanda,
Di
namarca, Suécia,
e
emfitn,
Portugal.
A
imprensa
is«*
China.—
Os
prin-
cipaes
periódicos
chinezes
são 5:
3
dia-
rios,
a
«Imprensa
quotidiana»,
o
«Novo
Heraldo
da
China»
e
as
«Noticiss»;
e
2
semanaes,
o
«Shumpao»
e
«Timpae»,
sen
do o
primeiro
impresso
em
chinez
e
em
inglez
o
segundo.
Guerra «Io Oriente,—
Os
últimos
telegrammas
relativos
á
guerra
do
Oriente,
são
os
que
seguem:
Londres,
5
—O
almirantado
inglez
man
dou
apressar
ou
armamentos
nos
arsenaes
marítimos.
O
ministério
da
guerra
designou,
aíim
de
estarem
promplos
a
partir immediata-
menle
em
caso
de
necessidade,
sete
re
gimentos
de
cavallaria,
quatro
brigadas
de
artilheiria
e cincoenta
e nove
batalhões
de infanteria.
A
esquadra
inglesa
que
estava
em
Cor-
fou
recebeu
ordem
de partir
para
a
ilha
de
Creta.
Galatz,
4—
Tem
trocado
activo
canho-
neio
as
baterias
russas
estabelecidas
em
Rem
e
um monitor
da esquadrilha
turca
do
Danúbio.
Paris,
5
—
A
Rússia
realisou um
em
préstimo
de
oitenta
a
dons
milhões,
coilo-
cados
em
Paris,
e
Berlim,
para
pagamento
do
proximo
coupon.
Ofessa,
5
—
O
exercito
russo
da
Asia
cerca
completamente
a cidade
forte
de
Kars,
na
Arménia,
sobre
o
rio
Arpah-
Schai.
Em
breve
começará
o bombardea
mento.
Paris,
7—
Uma
commissão
de
oíliciaes
inglezes
prepara
a
organisação de um
acampamento
de
estio
no
canal
de
Suez.
Assegura
se
que
os
russos
estão
pas
sando
o
Danúbio
em
pequenos
destacamen
tos.
Os monitores
turcos disparam contra
um
porto
na
Roumania,
mas
as
tropas
rou-
manas
receberam
ordem
de
para
o
futuro
responderem
quando
sejam
aggredidas.
Erzeroum, 2 — Uma
columna
russa,
composta
de
12:000
hamens,
que
opera
em
Kars, foi repellida quando
pretendia
passar
um
desfiladeiro;
os
russos já
deram
vários
assaltos
á
fortaleza
de Kars,
mas
foram
repellidos
com
perdas
consideráveis.
Um
chefe,
Hurdo,
de
grande
nomeada,
marchará
á
frente
de
100:000
homens
para
a
fronteira
da
Rússia.
Constantinopla,
6
—
Um
monitor
turco
incendiou
o
acampamento
russo
de
Reni
em
4
do
corrente.
Washington,
3
—
Tão
depressa
tenha
recebido
em
S.
Petersburgo
a
notificação
oiiicial
de
guerra
entre
a
Rússia
e
a
Tur
quia
o governo
da republica
proclamára
stricta
observação
de neutralidade.
P-.
ris,
7
—
O
governo Rbmer
enviou
para
Constantinopla
uma nota
protestando
contra
o
facto
de
terem
sido
postos
em
liberdade
vários
chefes e
bandidos
turcos
presos
em
tempo
por
haverem
perturbado
os
districtos
temitrophes
da
Grécia.
Londres,
7—
Na
camara
dos
deputados
Gladstone
atacou
a
polilica
do
goverJ
desenvolveu
as
resoluções
hostis
á
Tur«J
Responderam
os ministros
dizendo,
q
O
j
Rússia
é
a
unica
culpada
no
rompi^J
da
união
da
Europa
e
accrescentain
?
a
Inglaterra
procura
alisar
a guerra,
se
o
czar
não
ameaçar
Constantinopla
lerá
conílicto
algum
com
a
Inglaterra,
i
discussão
porsegue
ámanhã.
Os
moniiJ
lurcos
liombardearam Braila
e
outras
|J
calidades
da margem
esquerda
do Danubjj
Ha
indícios
de
que
o
exercito rouujj
em
breve
tomará
parte
na
guerra.
tFortwgwesse!#
falleeidos.—No
de
Janeiro falleceram
de 6 a
11
de
au
José
Gonçalves
Rodrigues,
Justino
ui
annos
solteiro)
Eugenia
Maria
de
Jes!l!
"
João Antonio
de
Barros,
Joaquim
renço,
Marianno
de Souza
Soares, J|
arr
Rosa
Teixeira,
Manuel
Domingues
Pereirj
João
Ferreira.
Felisberto
Augusto
Soarç
Gonzaga.
Joanna
Clara
de
Jesus,
Luizajj
Conceição
Vieira,
José
Francisco,
Teixeira
de
Macedo,
Manoel
Francisco
ves,
Simplicio
Fernan-ies
de
Mello
Nun
K
José
Maria
Soares
Tinoco,
Antonio
Joaquim,
José
Pinto,
José
Antonio
de
F|,
ria,
Francisco
Menezes,
Antonio José4
Pinho,
Pedro
de
Oliveira
Lima,
Antonj
José Valente.
Manoel de
Castro
Oliverç
Guimârães,
Antonio
Alves
da
Cruz
e
lli
uoel
Francisco.
A*
caridade pnbUea.—
Reconitnej
damos
ás
almas
caridosas a
infeliz
Anis
Joaqtiina
de
Passos,
moradora
na
rua |
S.
Gonçalo.
n.° 11,
a qual,
na
avançai
edade
de
80
annos,
se
acha
entrevada
e
redusida
a
penúria
extrema.
A
’
caridade publica.—
Recomnien.
damos
á
caridade
publica
o
desgraçai
Manoel
Antonio
Ferreira, vendedor
ip
foi
em
L'sboa,
por
espaço
de
17
annos.
de
diversos
jornies
da
capital,
e
agon
morador
nesta cidade
na rua de
S,
João,
n.°
6—
A.
E'
conhecidissiino
pelo
nomei
Furibundo.
Sahiu
do
Hospital
de
S. Marcos ondi
esteve
em
tratamento,
e
tem
uma
tisiti
de
laringe.
Está
absolularnente
desprovida
de
meios
para se transportar
para
a
tem
da
sua
naturalidade,
na
distancia
de
Ji
e
tantas
léguas,
e
impossibilitado
detn-
balhar.
E
’ por
este
motivo
digno
de
toà
a
commiseração.
E
’
de
Caçarelhos,
no
concelho
it
Vimioso.
districto
de
Bragança.
VARIEDADES
Iconograpthia
[Conclusão]
Santa
Izabel
de
Hungria
e
Santa
In-
bei
de Portugal têm ambas
a
roza
por
«Meu
irmão:
—
Deste-me
uma
*grande
lição
de
virtude;
mostrar-te-hei
que
a
não
gastaste
mal
comigo.
«Eu
era
um moço
perdido,
sem
no
breza,
sem
generosidade,
e
sem
amor do
que
é
verdadeiramente
bello
:
provarei
que,
com
o exemplo
da
honra,
soube
conhecer
os
meus
êrros.
«Meu
irmão,
quando
eu
tornar
a
appa
recer
a
teus olhos,
não
te
envergonharás
de
me
apertar
a
mão.
Eu
parto,
para
on
de
não
sei ainda...
«Voltarei
talvez um
dia...
quando
o
estudo,
a meditação,
as lagrimas,
e
as
viagens
tiverem
gasto
lodos
os meus
re
morsos,
e
me
disserem
que
já
não
sou
o
mesmo.
«Voltarei
digno
de
meu
irmão;
digno
d
’
aquelle
que
fez arder a
meus
olhos
um
milhão
e
um
processo.
«No
entretanto,
meu
irmão,
eu
te
dei
xo
a
minha
casa,
coníio-te
a
riqueza,
que
nos
deixou
nosso
pae.
Acompanham
a
es
ta
a
escriptura
e todas
as
disposições
ne
cessárias,
para
que tomes
a
direcção
de
nessa casa,
como
seu
administrador geral
e
meu
socio.
«Não é
possível
recusar,
meu
irmão;
em
nossa
casa
te
esperam
;
e
quando
re
cebe:
es esta,
já
estarei
longe
do
Rio
de
Janeiro.
«Adeus,
meu
irmão.
Eu
le
agradeço
teres-me
feito
bom...
teres-me
feito
chris-
lão.
«Adeus
!
até
um
dia.
«Teu
irmão=Salustiano.s
Acabando
de
lêr
a carta,
Candi lo ves-
iu-se
apressadamente,
e saiu
agitado;
t
encontrando
João
e
Rodrigues,
contou-
lhes
o
que
havia,
e
correram
todos
tres
em
procura
de
Salustiano.
Perderam
quasi
todo
o
dia
em
inúteis
indagações;
íinalmente
descobriram
que
o
mancebo
tinha
tirado
um passaporte, e
que
se
embarcára
ao
romper
d
’aurora
n’
um
navio
europeu.
Os
tres
amigos
correram
á
praia...
tomaram
informações
;
um
inconveniente
inexperado
demorava o
navio
por
algumas
horas.
Cândido,
Rodrigues, e
João
atira
ram-se dentro
de
um
bote,
e
mandaram
remar
com
toda
a força para o navio.
Já
não
estavam
longe.., reconheceram
em
pé
sobre
a
tolda
com os olhos
em
bebidos
na cidade
que ia
deixar,
o
in
feliz
Salustiano
:
Cândido
soltou
um
grito
de
prazer;
era-lhe
possível
arredar
seu
irmão
d’
aquella triste viagem.
Salustiano
ouviu
o
grito...
lançou
os
olhos
sobre
o
batel,
e
estendeu
os bra
ços.
Mas
o navio
abriu
de
repente
as
azas...
e
gracioso deslisou-se
sobre
as aguas.
—
Adeus!
grilou
Salustiano
agitando
seu
lenço
branco
;
adeus! até
um
dia
!
—
Adeus
!
respondeu
Cândido
chorando.
Faltava Celina.
Eram nove
horas
da
noite,
quando
em
companhia
de
João
e
Irias,
Cândido
en
trou
no Ceo-côr-de-rosa.
O saráo
tinha já
começado.
O
mancebo
desculpou
o
melhor
que
poude
a
sua
ausência,
dirigindo-se
a
Ana
cleto
e
Henrique,
Correu
depois
aos
pés
de
Marianna,
e
aproveitando
um momento disse-lhe toda
a
verdade
em
duas
palavras.
A
Bella
Orfã
saudára
com
um
sorriso
de
amor
a
chegada
de seu
amado,
e
não
podendo
esconder
sua
perturbação,
saiu
da
sala,
e
fugiu
para
o
jardim.
Marianna
comprehendeu
o
olhar de
Cândido
que
se
voltava
por
toda
a
sala,
e
apontando
para
a
porta
do
corredor,
disse
sorritido-se
:
—
No
jardim.
Cândido
voou para o
jardim.
Celina
estava
em
pé
junto
de uma
ro
seira.
Os
dois
amantes
ficaram
defronte
um
do
outro
perturbados,
suspirando,
e
sem
dizer
palavra durante
muito tempo.
Quando emíim
Cândido
ia
pronunciar
a
primeira frase
de
amor...
ouviu-se uma
voz
melancólica
e
tremula
que
cantava
perto
:
Era
um dia
um
mancebo
que
ardente
Pobre
vida
esquecido
vivia
;
E
uma
virgem
formosa innocente,
Qne outra
igual
não
se
viu.
não
se
via.
Quem
separa
o
ardor
da
beileza?...
Um
abismo
fatal:
—
a pobreza.
Cândido
e
Celina
reconheceram
a
voz
do
velho
Rodrigues,
e
ficaram
suspensos
escutando
o
romance
da
virgem...
'
Finalmenlo
o
bom
velho
chegou
á
ul
tima
estrofe do
romance,
e
cantou
:
E o
mancebo
que tinha
tentado
A
paixão
que
nascia,
abafar,
H<
je
a
ella
de todo
curvado
’
Stá
c
’os
olhos
no
ceo
a
clamar:
'
«Quem
nào
fóra
nascido;
—
ou
então
«Quem me
dera
o terceiro
botão!...
Cândido
sem
pensar
talvez
no que
fa
zia,
repetiu,
como
um
éco, o
ultimo
ver
so
da
estrofe.
«Quem
me
dera
o
terceiro
botão!...»
A
Beíla
Orfã
comprehendeu
o
pensa
mento
de
Cândido;
tirou
da
roseira
u»
botão
de
rosa e
o
ofiereceu
ao
felii
mancebo.
Dava-lhe
o
seu
coração.
Cândido
recebeu
de
joelhos o
presente
de
amor.
—
Parabéns!...
disse
uma
voz
doce.
Os
dois
amantes
voltaram-se
e
viram
junto
de si
Marianna
e
Henrique.
Ficaram
ambos
confusos.
—
Não
se
perturbem,
exclamou
Ma
rianna:
nós
approvamos o
vosso
amor.
Depois dirigindo-se a
Henrique
conti
nuou
:
—
Olha, Henrique,
não
são
bem
dignos
um do
outro?...
Henrique
sorria
se.
—Queres
tu
que
os
adopteinos p»
r
nossos
filhos?...
Henrique abriu
os braços
a
Celina.
—
Minha
filha!...
disse
o
esposo
Marianna
abraçando
a
Bella
Orfã.
—
Meu
tilho!
exclamou
Marianna com
um grito
d
’
alma.
—
Minha
mae!
respondeu
Cândido
cain
do-lhe
aos
pés.
—
Graças
a
Deus!
disse
o
velho
Rodri
gues
que
acabava
de
mostrar-se.
FIM
tributo. Este
animal
é
considerado
como
symbolo da
castidade.
\
S
Lourenço, vestido
de daimatica,
sustenta
a
grelha
sobre
a
qual
consummou
o
seu
glorioso
martyrio.
S.
João
Nepomuceno,
martyr
do
sigdlo
da
coníissão,
é
representado
com um
ca
deado
na
boca,
ou
com
um
dedo
sobre
os
beiços.
S.
Leão,
em
hábitos
pontificaes,
esta
montado
em
uma
mula,
abençoando
o
povo
que
o
rodeia.
S.
Leonardo,
o
amigo
dos
presos,
tem
aos
pés
cadeias despedaçadas.
S.
Leu
tem
uma
corça
por attributo:
S.
Longino.
leva
a
lança
com
que
tras
passou
o
lado
do Salvadtír.
S.
Luiz
conhece-se
pela
sua
corôa
real,
sceptro
e
manto
semeado
de
lizes;
de or
dinario
está
imberbe.
S. Lobo,
bispo
de Troyes,
põe
uma
hóstia
na
mão
de
outro
personagem.
Santa
Luzia leva
uns olhos
em
um
prato;
invocava-se
nas enfermidades
dos
olhos.
Pretendem
alguns
auclores
que
lhe
tinham
sido
arrancados
os
olhos.
Santa Magdalena
encontra-se
em
diffe-
rentes scenas da
vida
do
Salvador;
quando
está
só,
medita
diante
de
urna
caveira,
e
tem
um
vaso
de
perfumes
junto
de
si.
S.
Marcos
é
ás
vezes
representado
ar
rastado através de
espinhos.
As
tres
Marias
levam vasos de
per
fumes.
Santa
Maria
Egypciaca
é
representada
de
joelhos,
com
os cabellos
soltos,
que
em
parte
lhe
servem
de
vestido.
Santa
Marlha
tem
a
tarasca
aos
pés.
Santa
Margarida,
com
o
hyssope na
mão,
subjuga
o demonio,
que
se
vê
a
seus
pés
debaixo da
fórma
de
dragão.
S.
Maurício,
chefe
da
legião
the-
bana,
está
coberto
de
uma
rica
armadu
ra,
e
ordinariamente
montado
em
um
ca
vallo.
S.
Marlinho,
estando
a
cavallo,
divi
de
o
seu
manto,
cuja
metade
dá a um
lobre.
S.
Medardo
tem
um
boi por attri-
aulo.
Melcliior,
um
dos
tres
reis
magos,
of-
ferece
áo
Menino
Jesus
moedas de
dinhei
ro;
representa-se
mais
novo
do
que
os
outros.
S.
Nicoláo
abençoa
meninos,
que
elle
salvou
do
naufragio.
S.
Norberto
tem
na
mão uma
custo
dia,
e
ás
vezes
calca aos
pés um
demonio.
S.
Patrício,
apostolo
da
Irlanda,
esmaga
serpentes
debaixo dos
pés.
S. Paulo,
eremita,
está
assentado ao
pé
de
uma
palmeira;
utn
corvo
leva-lhe
um
pão;
tem
por vestuário
folhas
de
pal
meira.
S.
Pancracio,
esmaga
um sarraceno de
baixo
dos
pés.
S. Piat,
como
S.
Diniz,
leva
a
cabeça
entre
as
mãos.
S.
Philisberlo,
está
acompanhado
por
um
burro.
S.
Peregrino,
primeiro
bispo
de
Au
xerre,
tem
uma serpente
por
attributo.
Santa
Rainha,
tem,
como
Santa
Ignez,
um
cordeiro
por
attributo.
S.
Ricardo,
está
de
joelhos
diante
de
um
calix.
S.
Roque,
vestido
de
peregrino,
está
acompanhado
de
um
cão
que
lhe
lambe
as
chagas.
De
ordinário
representa-se
com
um
joelho
no
chão,
á
borda
do
mar;
a
sua
romeira
está
ornada
de
conchas.
S.
Ruperto,
dá
o
baplismo
a
Theodat,
rei da
Rohemia.
Santa
Radegonda,
está
vestida
de
freira
com
a
corôa
real
na
cabeça.
S. Renci, dá
o baplismo
a
Clovis;
distingue-se
do
precedente
por
uma
pom
ba,
que desce
do
céo
trazendo
lhe
a
ambula
sagrada.
Santa
Rosa de
Lima
e
Santa
Rosalia,
têm
ambas a
rosa
por
attributo,
ou
trazem
tima corôa
de
rosas.
S. Saturino, é
arrastado por
um
louro
furioso.
S.
Sebastião,
está
nú
atravessado
de
seitas.
.
S.
Simão
Slylita,
está
levantado
sobre
a
sua
columna.
Santa
Solanga, padroeira
de
Berry,
co
mo
Santa
Genoveva
•
está
rodeada
dos
seus
carneiros,
mas
leva
a
palma
do
njartv-
rio,
e
ás
vezes
tem
a
cabeça
entre
ãs
mãos.
S.
Simão,
apostolo, está
ás
vezes
re
presentado
com
um
peixe.
Siuilo
Estanilau
de
Kostka
tem
nos
braços
o
Menino
Jesus.
Santa
Thecla,
como
Santa
Euphemia.
está
posta
entre
duas
serpentes
que
a
le
vantam.
attributo.
A
primeira
tem
ás
vezes
tres
corôas.
,
,
Santo
Eloy está de
pe
junto
de
uma
bigorna.
Santo
Estão,
Papa,
é
immolado
ao
pé
de um
altar.
Santo
Eduardo
leva
a
corôa
real na
ca
beça
e
o
Evangelho
na
mão.
Santo
Estevão,
de
joelhos,
morre
de
baixo
de uma
chuva
de
pedras.
Também
se
encontra
de pé,
vestido
com
dalma-
tica,
tendo
na
mão
uma
pedra,
que
recorda
o
seu
glorioso
martyrio.
Santa
Euphemia
está entre
duas
ser
pentes,
que se
levantaram
contra
ella,
e
que cerlamente
indicam
os
dous
comba
tes
que teve
de
soffrer
para
conservar
a
sua fé
e
virgindade.
O
mesmo
attributo
é
dado
a
Santa
Thécla.
Santo
Edmundo,
assim como
S.
Se
bastião,
está
despido
e
atravessado
por
uma
setta.
Santo
Eustachio
vê
animaes
ferozes
(or
dinariamente
ursos)
levarem
lhe
seus
fi
lhos
.
Santa
Flora
tem
a
cabeça
entre
as
mãos,
e
brotam-lhe
flores
do
pescoço.
Santo
Exupero
tem
a
charrua
na
mão,
quando
lhe vêm annunciar
que
foi
eleito
bispo.
S.
Fabiano
está
representando
com
uma
pomba
que
lhe
paira
sobre
a
cabeça,
ou
então
está
ajoelhado
junto
do
cêpo
sobre
o
quai
foi
marlyrisado.
Santa
Fára
tem na
mão uma
espiga
de
trigo.
Este attributo
está
em
relação
com
o
seu
nome; é um attributo
fallanle.
S.
Feliz
tem
uma ancora
por
attri
buto.
S.
Fiacre
tem por
attributo uma pá
de
cavar.
Sinta
Fé,
martyr
de
Agen,
tem
por
attributo
um
molho de
varas.
S. Francisco de
Assis
conhece-se
pelas
suas
estigmatas.
S
Francisco
de
Salles
tem,
como
San
to
Agostinho,
um coração na
mão.
Santa
Genesta,
que antes
da
sua
con
versão
tinha
sido
coraedianta,
é
ás vezes
representada
com uma
rabeca.
Gaspard,
um
dos tres
Reis
Magos, tem
ordinariamente na
mão
um thuribulo
ou
um
perfumador.
Santa Genoveva,
rodeada
de
carneiros,
tem
na
mão
uma
vela
accesa,
e
leva
ao
pescoço
a
moeda
cruciferada
que
recebeu
de
S.
Germano.
Santa
Genoveva
de Brabant
está
or
dinariamente
acompanhada
por
uma
côrça.
S.
Germano
de
Auxerre
está
represen
tado
como
caçador
antes da
sua
conver
são;
feito
bispo,
dá o
véo
das
virgens,
ou
apresenta
a
moeda
de
dinheiro
á
pastora
de
Narlerre.
Santa
Gertrudes
é
representada
rodea
da
de
ralos.
Diz-se
que
a
agua
de uma
fonte,
que
tem
o
seu
nome,
livra
as casas
destes
animaes
incommodos.
S.
Gil
tem
uma
côrça
deitada
a
seus
pés.
S. Jorge está
a
cavallo,
coberto
de
uma
rica
armadura,
e
atravessa
com a
sua
lança
um
dragão
deitado entre
as
per
nas
do
cavallo.
S.
Gregorio,
Papa,
está
diante
de
um
altar,
offerecendo
o
santo
sacrifício;
vê-se
ordinariamente sobre
o
altar a imagem
de
Nosso
Senhor
mostrando
as
chagas.
Santa
Gudula,
coroada
de
louro,
traba
lha
diante
de um tear
de
tecer:
o
diabo
procura
apagar
lhe
a
vela,
que um
anjo
torna
a
accender.
A
mesma
scena
se
en
contra'
nas
legendas
de
Santa
Genoveva,
emquanlo
á
vela
que
tem
na
mão.
Santo
Henrique
está
vestido
com
as
insígnias
da
realeza,
e
tem
um
gamo
aos
pés.
Santa
Helena
tem
uma cruz
comprida
entre
os
braços,
e
a
cabeça
ornada
com
a
corôa
imperial.
Santo
Honrado é
representado
com uma
pá
de padeiro.
Sànto
Hypolito,
em
hábitos
de
caçador,
está
ajoelhado
diante
de
um veado,
que
tem
um
cruciíixo
radiante entre os
es
galhos.
Santo
Hugues
tem
uma
lanterna.
S.
João,
esmoler, tem na
mão um
pão
e
um
rozario.
S.
Jeronymo,
emmagrecido pelas
ma
cerações,
está
em
meditação
diante
de
uma
cavtiia,
vê-se
muitas
vezes
junto
delle
um
leao
deitado.
Também
se
lhe
dá
o
vesti
do
de
cardeal,
porque
elle
exercia
estas
hincçoes
junto
do
Papa
Oamaso.
S.
José
distingue
se
pela
sua
açucena
virginal
e
pelas
suas
ferramentas
de
car
pinteiro.
Santa
Jnlitta
tem
a
palma
,de
martyr
e
dá
a
mão
ao
joven
Cyro,
seu filho/
Santa
Justina
tem
o unicornio
por
at
Santa
Thereza
é
representada
com
um
coração
na
mão,
ás
vezes
traspassado
por
uma
setta.
S.
Thomaz
de
Aquino
tem na mão
um calix
sobrepujado
de
uma hóstia, para
lembrar
que
elle
coinpoz o
oflicio
do
San
tíssimo Sacramento.
S.
Thomaz
Becket é
immolado
ao
pé
de
um
altar
S.
Theodoro
é
açoutado
com
varas.
Santa
Ursula
e
as
suas
companheiras
estão
coroadas
de
rozas
e sustentam
a
palma
do
martyrio.
S.
Urbano, Papa,
é
representado com
uma
cepa
de
videira
carregada
de
caixos
de
uvas.
S.
Vicente,
vestido
de
dahnatica,
como
S.
Lourenço,
está
collocado
ao
pé de
um
cavallete.
Os
fundadores
das
ordens
religiosas
e
os fundadores
de
egrejas
são
ás
vezes
re
presentados
tendo
diante
de
si
uma
egreja.
ou
então
tendo-a
entre
as
mãos.
SECÇÃO
DS
COMMUMSMOS
A
’
eerea
do
.Uonte-pio de
S. «José.
Acabando
de lèr
no
ajornal
do
Mi
nho»
um
annuncio
da
direcção
do
Monte
pio
de
S.
José,
no
qual
parece
querer-se
culpar
o seu
thesoureiro,
não posso
dei
xar
de lançar
mão
da
penna não
só
pa
ra
esclarecer
os
socios,
bem
como
o
pu
blico.
Relato
como
lestimunha
ocular,
e
não
por
espirito
de
parcialidades,
ou
capri
chos,
que
desgraçadamerfte
subsistem
n
’
es-
sa
associação.
O
dinheiro
existente
em
po
der
do
thesoureiro,
fui
no
dia
1.°
do
cor
rente
raettido
no
cofre,
e
fechado
com
as
respeclivas
chaves
pelo
presidente,
si
gnatário
do
annuncio.
Estarei
enganado?
Seria
um
fantasma?...
A
direcção
se
fi
zer
o
que
annunciou,
cumpre
com
o
seu
dever;
mas
increpar
o
thesoureiro,
é
que
rer mais
uma
vez
desconceitualo,
e
ridi-
cuiarisal-o injustamente.
Diz-se:
paga
só
áquelles
que
julga
ami
gos.
.
Se
o
faz,
quem
.lhe
poderá
contestar
esse
direito?
Não
é
do
seu
dinheiro?....
Vi,
e
porisso
aflirmo-o;
e
se
não
é
ver
dade,
n
este
tribunal
venham negal-o.
Que
rem
compellir
o
thesoureiro,
principiem
pelo
l.°
claviculario
e
sigam...
Cheio de
tedio,
não
posso
deixar
de
patentear o
facto; (e
bem alto
o
digo)
que
se
não
fossem
questões
precedentes
e
individuaes,
leria
descriplo
as
prepo
tencias
com
que tão bizarramente
teem
brindado
alguns
dos
seus
consocins.
Mui
to
embora
queiram
que
impere
o
capri
cho
e
a difamação;
mas
a verdade
é
s<T
uma;
e
para
que
esta
se
conheça,
faço
este
communicado,
que
não
duvido
assi-
gnar.
Braga
9
de
maio
de
1877.
Joaquim Bernardino
da
Cunha.
OANDE NOVIDADE
Campo
de
SanVAnna.
n.°
48,—
l.°
andar.
Exposição de visías atereog-
co|>ica«i
esn eSarystaS=IIypo-
d^onio
«sieclnratiico e
autlto-
meeSsai&ico
eom
prantSiera e leão
rugidor.
Mr.
Boix Jovani,
chegado ha
pouco
a
esta
cidade,
oflerece
,
aos
amadores esta
bella
exposição
que tem
alrahido
a
attenção
da
Europa, e que utlimamente
tanto
agra
dou
em
Lisboa,
onde
o
expositor
esteve
dois
annos.
Está
aberta,
das
II
horas
da
manhã
ás
11
da
noite.
Entrada
geral,
80
reis.
Resumo
do aclieo
e passivo do
Banco Commercial, Agrícola e
Industrial
ie
Villa Real, em
30
de abril de
1877.
Activo
Caixa,
dinheiro
existente
.
Leiras
descontadas
e a rece
ber
...............................
Letras
caucionadas
. .
.
Obrigações a
receber.
.
.
Empréstimos
sobre
penhores
Operações
a longo prazo .
•Papeis
de
credito
.
.
.
19:352$!27
676:3033213
36:6923000
7:297$329
2:2673300
13:4403720
14:8293120
Contas
correntes
com
gara
ntia
...............................
Agentes
no
paiz,
dinheiro
e
leiras
a
cobrar.
.
.
Agentes
no estrangeiro
.
Moveis
e
utensílios
.
.
.
Despezas
de
installação
Acções,
prestações
a receber
7:6113369
69:0093369
13:2103329
373$609
2:0003009
1003000
862:689^088
Passivo
Capital
do
Banco.
.
.
Deposito
á
ordem. .
.
Deposito
a
prazo.
.
.
.
Diversos
credores.
.
.
.
Dividendos
a
pagar
.
Fundo
de
reserva.
.
Reserva para
contribuição
industrial
....................
Ganhos
e
perdas.
.
800:000^000
7:3165703
20:017-5893
723759
1:813-3130
7:0203000
5:4903009
21:0483399
862:6893088
Villa Real,
30
de
abril de
1877.
Os
gerentes,
Francisco
Ferreira da
Costa
Agarez.
Agostinho
José
da
Costa.
AGHADEMEWTOS
João
Alberto
d
’
Araujo
e
Castro, abba-
de
de
Nogueira, não
podendo
como
dese
java
agradecer
a
todas
as
pessoas
que
por
occasião
da
sua
doença
lhe
deram pro
vas
de summa
amisade,
o
faz
por
este
mo
do
testimunhando-lhe
seu
grato
reconhe
cimento.
(247)
Os
abaixo
assignados
filhos,
genros,
e
sobrinhos
do
snr.
Anlonio
ignacio
Mar
ques.
e
da
snr.
3
D.
Anna
Candida
Viei
ra
Marques,
julgando
impossível
corres
ponderem.
como
deviam
a
tão
distinctos
obséquios
com
que
foram penhorados
por
seus
bondosos
amigos,
veem
por
este
meio
dar
expansão
ao
seu
indelevel
reconheci
mento
protestando
a
lodos
a
mais
since
ra
gratidão.
Maria
José
Vieira
Marques
Amélia
Augusta Vieira
Marques
Delfina
Adelaide
Marques
Gomes
José
Anlonio
Vieira
Marques
Antonio
d’
Araújo
Azevedo
Vasconcellos
Feio
Anlonio
Santos
d'Azevedo
Magalhães
Manoel Gomes
da
Silva
Mattos
Conego
Manoel Anlonio
da
Costa.
(241)
Aavi»
carreira de estafete» de
Braga ao Porto.
Francisco
Mesquita,
annuncia
ao
res
peitável
publico
que
abre
o
’esta
cidade
para
o
Porto
em
dias
alternados
um
carro
para
condução,
sahindo
d
’esta
cidade
no
dia
11
do
mez
corrente
da sua
casa
da
rua
da
Sé
e
pousando
no
Porto
ria
hos
pedaria
da
Lealdade
Portuense,
de
José
Bento
Domingues,
na Praça
de
Carlos
Alberto,
n.°
106 e
107.
O anntinciante
oflerece
as mesmas
commodidades
que
oflerecia a
antiga
estafetaria.
(258)
ARREMATAÇÃO
.
No dia 13
do
corrente,
pelas
9
horas
da
manhã,
no tribunal
judicial, sito
no
largo
de
Santo
Agostinho,
tem
de
voltar
nova
mente
á
praça
com
o
abatimento
da
5.
a
parle,
e
por
isso pela
quantia
de
1:
'29$').
iO
reis
a
propriedade
(fuma
mo
rada
de
casas
sobradadas,
com
seu
quin
tal,
poço
e terreiro,
sita
na
rua
de S.
Sebastião,
d’esta cidade,
designada
pelo
n.°
9
a
9
B,
na
execução
que
pelo juizix
de
direito
d
’
esla
cidade
e cartorio
d7 b.a
oflicio,
de
que
é
escrivão
Pessa,
move
Manoel
Teixeira
de
Souza
Lage,
d
’
esia
cidade, contra
Antonio
José
de
Carvalho,
actualmenle
moradores
na
freguezia
do
Barcellinhos,
comarca
de
Batcellos,
e
por
isso
todas
rs
pessoas
que
quiserem
lançar
podem
comparecer
no
indicado
dia,
hora
■e
local.
Braga
8
de
Maio de
1877.
(260)
0
solicitador
—
Torres
Éditos
de
30
dias
Pelo
juizo
de
direito
desta
cidade
e
comarca
de
Braga,
e
cartorio
do
3.°
of
ficio,
Moita,
a
requerimento
de
Francisco
José
Fernandes
da Silva,
negociante
na
cidade
do
Porto,
correm
éditos
de
30
dias
a
contar
do dia
28
do
mez
findo
de
abril
do
corrente anno, pelos quaes cha
ma
e
cita
todas
as
pessoas
incertas
que
se
julgarem
com
direito,
jus, acção ou
hypotheca
que
tenham
sobre
uma morada
de
casas
e
eido
junto, chamado
a
Calça
da,
sita
no
logar
assim
chamado,
da
fre
guezia
de Santa
Eulalia
de Tenões,
desta
comarca,
por aquelle
arrematadas
nos
autos
de
praça
voluntária
a -requerimento
do
administrador
liquidatário
dos
bens
que
ficaram por
fallecimento
do
visconde
de
S.
Lazaro,
Miguel
José Baio,
morador
que
foi
nesta
mesma,
e
hoje
ao
seu
pro-
duclo
da
quantia
de
460^100
reis,
de
positado
no
cofre
do
Banco
do
Minho,
desta mesma,
a
qual
citação
edital
tem
de
ser
accusada
em
audiência
deste
juizo
no
dia
4
do
futuro
mez
de
junho
do
cor
rente
anuo
peias 10 horas
da
manhã
no
tribunal
d
’
ellas,
largo
de
Santo
Agostinho,
desta
mesma
cidade,
as
quaes se
costu
mam
fazer
todas
as
segundas e
quintas
feiras
de cada semana,
não
sendo
dia
santo
ou
feriado,
e
porque
o
sendo
se
fazem
nos
dias
immtdiatos,
e
n^ssa
mes
ma
audiência
se
lhe
tem
de
assignar o
praso
de
mais
duas
afim
de
allegarem
o
que
se
lhe
offerecer,
debaixo
da pena
de
revelia
e
lançamento..
(259)
BOM VINHO
Vende-se por pipa
na casa da
Deveza,
em
Adaufe.
(253)
JVOFO
Joaquim
Antonio
Dias
de
Carvalho,
an
tigo
caixeiro
do
snr.
João
Manuel
da Sil
va
Guimarães
da
rua
do
Souto
d
’
esta
ci
dade,
participa
ao
respeitável
publico
e
especialmente
aos
seus
amigos,
que se
acha
estabelecido
com
o
mesmo
negocio
de
pan-
nos
e
todas
as
mais
fazendas
pertencen
tes
a
mercador,
na
mesma
rua
do Souto,
n.°
56,
de
sociedade
com o
snr.
Albano
da Silva,
debaixo
da
firma
de
Carvalho
«fc
Silva,
tendo
um
variado
sortimento
de
fazendas,
gostos
os
mais
modernos;
por
isso
rogam
aos
seus
amigos,
e
mormente
ás
pessoas
com
quem ainda não
tem
relações,
de
visitarem
o
seu estabeleci
mento,
onde
encontrarão
a
maior
since
ridade
e
modicidade
de
preços.
(25
i)
(43
(JRIVIH:
EXITO ENI PASXIZ!!!
VELOUTINA
CHLES
FAY
PÓ
ESPECIAL
DE
ARROZ
PREPARADO
COM
BISMUTO
Ittipiilpavei,
iebvíhív
«>I
e adlierente
Dá
á
pelle
frescura
e
transparência.—
Caixa
com
borla
!$200
reis,
sem borla
800
rs.
Inventor CHARLES FAT,
perfumista,
run «ta Paz n.° 9, Pariz
veloutine
—
Cada
caixa
contém uma receita
que
indica
a maneira
de
se
usar
—A VELOUTI.
INJECTION BROU
ANTIGO ARMAZÉM DE MOVEIS
Largo
de
S. João
n.°
8 e
8
A,
e
rua
de
Jano n.°
21
Domingos
Ferreis*» Alves
Participa aos
seus
amigos
e
freguezes
que
continua
a
vender
por
preços
sem com
petência
e
com
responsabilidade,
moveis
em
lodos
os
gostos
de
mogne,
pau
oleo
e
nogueira,
ditos de palhinha,
alcatifas
feltros
e
bonitos
dunquerques,
consollos,
jardineiras,
guarda-vestidos
com
espelho
e
sem
elle,
toiletes,
camas
á
ingleza
ma
ciças,
á
franceza.
secretarias
para
homem
e
senhora,
ditas
da
érable,
guarnições
de
nogueira
para sala
de
jantar,
cadeiras
ame
ricanas,
tageres
e
maradores
de toda
a
qualidade
de
madeira
;
bem
assim
toda
a
qualidade
de apoveis.
Promptiíica-se
a
fazer todas as
qualida
des
de
moveis
estofados.
(255»
fflDM
Luiz
José
da
Costa
da
casa
do snr.
José
Antonio
Marques,
para defronte
n.°
30,
loja que
foi
do illm.
0
snr.
Pimenta
Gonçalves,
na
praça
do Barão
de
S.
Mar
tinho.
(256)
Gs hospedes
no Porto
que
de
sejarem
evitar
0
bulicio,
e
mais
incorn-
modidades
das
hospedarias,
e
aproveitar
o
alimento
onde
mais
lhes
convier,
acham
a
preço
rasoavel,
quartos e
camas decen
tes,
sem
obrigação
de
comida,
n
’
uma ca
sa
honesta,
a
curta
distancia
dos
thea-
tros
e
das
principaes
repartições
publicas.
Indica-se
na
rua
de
Santo
Ildefonso,
n.°
259.
(257)
ESTABELECIMENTO
DE
BANHOS
Achar-se-ha
aberto
desde
o
primeiro
de
junho
em
diante,
na
rua
de
S.
João
n.°
1,
um
excellente
estabelecimento
de
banhos
similhanle
aos
do
Porto, onde
os
banhistas encontrarão
uma
sala
de
espera
mobilada
com
todo
0
aceio,
quartos
com
boas banheiras,
cama
á
franceza,
com co
bertores
para
aquelles
que
se
qtnzerem
deitar
para
aproveitarem
a
reacção dos
banhos
de
chuva.
Além
d
’
isso
os
que
quizcrem
almoçar,
encontrarão almoço
por
preço
rasoavel.
Preço
dos
banhos
:
Banhos
usuaes
e
de
chuva...............
200
Banhos
sulfuricos de
Viseila
e Taipas
400
De
Fraião................................................
200
Almoço=bifes,
chá,
pão e
manteiga
e
vinho
............................................
210
CALHAS D£ VISELLA
iLiMfflDHâiísir© gm
Antonio
José
de
Barros,
professor
of-
ficial
na
freguezia
de S.
João
das
Caídas
de Viseila,
faz
publico
que
desde
as
10
e
meia
horas
da
manhã
até
á
uma
da
tarde,
recebe
para
ensinar
promiscuamen-
te
as
creanças
que
vierem
a
esta
locali
dade
a
banhos,
e queiram
ulilisar-se
de
seus
recursos de
instrucção
primaria
des
de
as
primeiras
letlras até
ao
curso
com
pleto
mencionado
em
portaria
de
11
de
janeiro
de
1871.
ARTE DE TACHYGRAPHIA
Vende-se
ém
Braga,
rua Nova,
n.e
3,
e
no
Porto:
preço
300
rs.
*
vend
TI
je
c
T
sa
~~
Z
;
X
V
en(
le-se as
casas,
sitas
no Lar-
6°
de
S.
Lazaro
n.°
13.
Trata-se
-com
João
Evangelista
de
Sousa
Tor
res
e
Almeida.
Hygionie*
inf*lUv«l yprenrrxflv*; absolnUmente .1.
»
unicaqo cura «em lha j«a tar mais nada.Venda- * *
se nas
principaos pharmacias do mundo. Exigir a I
instrneeAo
do
uso. (M oRos de êxito.) Ptrií, casa do
inv«Z^Àtag«nta,/M.
Uibea, S,B*netoLoreto28«3<k x
FiLIAL
Oa CAIXa
lC«>V8».VItCi PENHORISTA
Sociedade
anónima
de
responsabilidada
li
mitada
Capital................ SOOitlOO^GOO
RUA
NOVA
DE
SOUSA,
N.°
9
(Também
com
entrada
pela
ma
dc Campo)
BRAGA.
Empresta
dinheiro
sobre
ouro,
prata,
joias,
papeis
de
credito,
cereaes,
roupas,
moveis,
ferramentas, e
sobre
todo
e
qual
quer
objecto
do
valor não
inferior
a
100
réis.
Recebe
pequenas
quantias
em
deposito
a
praso
ou
á
ordem
abonando
juros
aos
depositantes
A
caixa
está
aberta
todos
os
dias
des
de
as
9
hora
da
manhã
até
ás
7
da
noite,
e
nos
dias
santificados
estará
aberta
só até
ao
meio
dia.
O gerente
—
A. G.
Ferreirinha.
Linimento
BOYER-MIGHEL para
caval-
los,
fazendo as vezes de fogo e não deixando
vestígios
do
seu emprego
michel
,
pharmv-
ceutico
em
Aix (na
Provença) França. —
Preço 1,000 reis.—Em
Lisboa
o
snr.
Barreio,
L<
reto,
n
0
28
—
30/25)
COLLEGIO
INGLEZ
DO
Sagrado
Coração «5e
Harta Virgem
linniaeiiladn
D.
Margarida
Heunessy, desejando an-
nuir
aos
pedidos
que
as
famílias
e clero
mais
dedicados
á
causa
de
uma verdadei
ra
e
completa
educação,
tanto
de
Braga
como
das
localidades
adjacentes,
ha
cin
co
annos
se teem dignado
fazer-lhe,
resol
veu
abrir
uma
casa
de
educação para
meninas internas,
semi-inlernas
e
exter
nas
sob
a direcção
de
sua
irmã
Miss.
The-
resa
Heunessy,
tendo
obtido
para
levantar
0 seu
estabelecimento,
a
bella
casa
da
rua
de
S.
Miguel-o-Anjo,
onde
morou 0
ex.
mo
snr.
Juiz
de
Direito,
0
qual
já
funcciuna
desde
o
dia
2
de
Fevereiro.
Para
esclarecimentos podem derigir-se
a Braga
a
snr.
a
D.
Maria
Brigida
Bersane
Perry,
Campo
da Feira,
ao
Rev.° João
Re
bello
Cardozo
de Menezes,
ao
Rev.°
João Pe
dro
Ferreira
Airoza, e
a
José Maria
Dias da
Costa,
Rua
Nova.
(17)
JOSE
’
DA
SILVA FUNDÃO
Com
loja <!e
fato
feito
68,
Campo
de
SanCAnna
[lado
de
baixo)
,
68
t
Participa
aos
seus
amigos
e fre
guezes.
tanto
d
esta
cidade
como
das
proviocias
que
tem um
bonito
e
variado
sortimento
de
fato
fei
to,
casimiras
para
fato
muito
baratas,
cortes
de
calça
a
l$500,
2$000
e
25500
reis;
tudo
fazendas
modernas.
Guarda
pós
de
casimiia
e
de
alpa-
ques
inglezes,
roupa
branca,
assim
como
camisas
de
600
reis
para
cima,
ceroulas
de
400 reis
até
800,
de
panno
familiar,
e
meoles,
bonets
de
gorgurão de
seda
e
de casimira de todas
as
qualidades,
de
500
rs.
até
800;
manias
de seda
de
to
dos
os
feitios.
Encarrega-se
de
fazer
qualquer
obra
que
lhe
seja
eucommendada,
e
prompti-
tica-se
a
ficar
com
ella
quando
não
fique
á
vontade
do fteguez.
(]*t
INJECÇÁO
HYGIENICA
BALSAHICC
PROPII
í
TATICO
Esta
injecção
é
a
unica
e
efiicaz
q^
cura
em
seis
ou
oito
dias
toda
a
qualid
a>
de
de
purgações
tanto
antigas
como
mOw
dernas,
ainda as
mais rebeldes.
Vende-g»
em
Braga
na pharmacia
Alvim,
á
Port
4
Nova.
Em
Coimbra,
pharmacia
Barata
Di.
niz,
rua
de
S.
Barlholomeu.
Deposito
principal
no
Porto
na
phar.
macia Madureira,
rua
do Triunfo
n
0
143
proxuno
ao
Palacio de
Crystal.
Preço
de
cada
frasco—
400 rs.
(4449)
Baga
de sabugueiro
Diz-se
aonde
se
vende
de
boa
qualitfa.
de
largo
de N.
Senhora
Branca,
n.°
4
e5
(246)
C1RVKGIÃO
DENTISTA
APPROVADO
PELA
ESCOLA MEDICO-CIRURGk
CA
DO
PORTO
Largo
do
Barão de
S.
Martinho
n.°
5
BR
a
GA.
Faz tudo
quanto
diz
respeito
á
sua
arte
e
continúa
operando
grátis,
pobres
e
soldados.
(186)
MIM
1
IIMIIIS
D0
ALTO
DOURO
DA CASA DE VILLA DDCCA
RUA
DO
SOUTO
N.°
15-Braga.
N
’este
armazém
se
encontram
a
retalho
as
seguintes
qualidades
de
vinhos
enga
rrafados
:
Vinho
tinto
de
meza.
(sem
garrafa)
150
>
»
>
»
.
19o
>
Lagrima
.........................................
200
»
Branco
de
meza
.............................
210
»
tinto
de
meza
fino.
...
2'0
»
de prova
secca.............................. 300
»
Malvasia
de
2.a
..............................
360
»
>
velho.................................... 400
>
Malvasia,
Bastardo
e
Moscatel
a
500
»
Roncão
.........................................
700
»
Alvaralhão.
......
560
»
Velho
de
1854
.... 600
»
a
retalho
paru
meza
50
e
80, 0
quartilho
tinto,
e branco
120.
Responde-se e
garante-se
a
pureza
e
boa
qualidade
de
lodos
estes
vinhos,
po
dendo
todo e
qualquer
consumidor
man-
dal-o
experimentar
por
meio
de
qualquer
processo
cbyinico.
(4
|
-jr)
LIVRARIA BEIGENIU CIIARDRON
BRAGA
Ultimas publicações
(
obras
completas
)
PADRE
RIVAUX
Historia
Ecclesiastica,
desde
0
seu
co
meço
até
1876,
traduzida
da
6.
a
edição,
por
Francisco
Luiz
de Sea-
bra,
3.
vol
...................................
3$000
PADRE
SCHOUPPE
Curso
de
Religião,
ou
verdade
e bel-
leza
da
religião
chrislão,
traduc-
ção
do
padre
Mesquita
Pimentel
1
vol
.....................................................
1$200
BALMES
O
Protestantismo
comparado
com 0
Catholicismo
nas
suas
relações
com
a
civilisação
europea,
4
vol.
2$i00
PADRE
MACH
Maná
do
Sacerdote,
1
vol.
br.
500
cart........................................................
$600
Ancora
de
Salvação,
1
vol.
br.
500
cart....................................................
$600
D.
MARIA
DO
PILAR
A
Lei
de
Deus,
collecção
de lendas
baseadas
nos
preceitos
do
Decálo
go.
1
vol
.........................................
$500
DR.
LUIZ
MARIA
DA SILVA
RAMOS
Sermão
sobre
a Divindade
de
Nosso
Se
nhor
Je^us
Christo,
recitado
na
Sé
Ca-
thedral
de
Coimbra.
Preço.
.....
200
rs.
BRAGA,
IYPOGRAPHIA
LUSITANA —1877-
Parte de Comércio do Minho (O)
