comerciominho_10041877_624.xml
- conteúdo
-
&ÍÍ-.4-
NUMERO
624
FQLHÂ
COMfôERCiAL
RELIGIOSA
£
NOTICIOSA
5.
’
ANNO
1877
(.■saucB
Bjasgs
Assigna-see
vende-se no
escriptorio
do
editor
e
proprietap
.
io
Joti
Maria
Dias
da
Costa,
rua
Nova
n."
3
E,
para
onde
deve
ser
dirigida
toda
a
correspondência
franca
de
porte.—As
assi-
gnaturas
são
pagas
adiantadas;
assim
como
as correspondên
cias
de
interesse
particular.
Folha
avulso
10
rs.
eUAíJA-TtíílVT-rijíRA 1» ME
ABK3L
U«s*
brado
de porluguea! esn favor
da proxinn»
peregrinação «tacão- i
nal
á
cidade de Koma.
O
anno
de
1877
assomou
d
’enlre
as
névoas
do
tempo,
trazendo
no
cortejo
de
centenares
de
dias,
um
dia
grande,
es
plendido,
immorredouro,
que assignal-a
o
quinquagésimo
anniversario
do
episco
pado
de
Sua
Santidade, o
actual
Pontífi
ce
romano, e marca
a
linha
extrema
de
um
meado
de
século
para
Pio
IX,
co
mo dos
príncipes
da
Egreja
catholica.
Da
solidão
voluntária do
meu retiro
vejo com jubilo a
Europa
e
o
mundo
agitaram-se
em aprestos
de
transportar-se
I
aos
pés do
Vigário
de
Chi
isto,
em
ma
gnificas
peregrinações,
para
tributar-lhe
■o
feudo
da
sua
profunda
submissão
e
amor.
Com
mais
vivo
jubilo
ainda,
vejo
pelo
jornalismo
calholico
do
meu
paiz,
que
Portugal
não
permanece
indiflerente
a
este
movimento universal
do
orbe
chris-
tão.
Accordando
emfim
da
sua
longa
im
passibilidade
sobre
manifestações
d’
esta
ordem, airemessando
de
cima
dos
hom
bros
o
manto
do
estoicismo
quasi
syste-
matico
em
que
se involvêra.
Portugal
sen
te
reatear-se
lhe
e reacender-se-lhe no
peito
a
lé
latente
que
era
outr’ora o mó
bil omnipotente
dos
seus
heroísmos;
e,
das
fronteiras
do
Minho
ás
ribas
do
Gua
diana
solta
um
brado
estridente, que
to
dos
os
corações
portuguezes
e
catholicos
ouviram,
e a
que
todos
responderam
—
«A
Roma
!»
Sim,
Portugal
vae
commungar
na
so-
lernnissima
adhesão
que
no
dia
3
de
ju
nho congregará
na
cidade
eterna
as
pri
mícias
da
Egreja
catholica;
vae
ser mais
uma
nota
n
’
aquelle
concerto das
nações,
um
florão
mimoso n
’
aqnella
grinalda
de
ouro,
uma
strophe
harmónica
n’
aquelle
hymno
universal
do
christianismo,
uma
aflirmação
dislincta
n
’esta
pagina
gloriosa
que
a Historia recolherá
como
a
suprema
expressão
com
que
o
século
XIX
protesta,
ÁS
TERÇAS,
QUINTAS
E
SABBADOS
P
reços
:
Braga, anno
1^600
rs.
—
Semestre
850 rs.—
Promn-
cias
anno'
2^000
rs e
sendo
duas
3&800
rs.
—
Semestre
1ÃO50
r3
JLifrazil,
anno 3&6O0 rs.
—
Semestre
1&900
rs. moeda
forte,
ou
8&000
reis
e
4&500
reis
moeda
fraca.—Ãnnuncios
por
linha
20
rs
repetição
10
rs.
Para
os
assignantes
20
d
’abatimenlo.
esteril
e
inerte,
curtindo
o
desdem su-
'
percilioso
das
suas
irmans.
'
Era
uma
altitude
anormal,
impossível,
porque
era
empecer
essa
unidade
de
mo
vimento
que,
no
systema
de
acção
reli
giosa
christã,
ha
de
fazer
de
cem
povos
differentes
um
só
povo
um
só
homem,
uma
só
vontade,
uma só
evolução,
e
se
assim
posso
dizer,
um só
endenlamenlo
mechanico.
Mas
Portugal
indignou-se
contra
seme
lhante
altitude,
consultou-se,
levou
a
mão
ao
coração,
e
viu
que
o
coração
lhe
ba
lia
como
d
’
anles,
e
que
a
inlermitlencia
náo é
a
morte,
nem
a agonia, mas
sim
plesmente
um
phenomeno
morbido
curá
vel;
e
levantou-se
exuberante
de
vida,
e
disse
quero
! Olhou
para Roma
como
pa
ra
a
frágoa
inextinguível
da vida
calho-
'
lica,
a
traçou desassombradamente
uma
li-
1
nha sobre
a
carta
da
Europa,
desde
o
[
Tejo
ás margens do
Tibre,
como
uma
i
i
resolução
inabalavel,
que
dentro
em
pouco
1
effectuará, transportando-se
em
peregrina
ção
até
á
cidade
dos ponliíices.
Grandioso
pensamento, mais
grandioso
ainda
quando
á
testa
da
solemne
e
religiosa
caravana
vai
coimcar-se
o
metropolitano
da
Egreja portugueza,
o
Em.
‘
“#
Cardeal
Patriarcha
de
Lisboa,
como
elle
mesmo
o
declarou,
e
esperamos
realise.
Seria
illusao
pensardes,
piedosos
pe-
-
-
-
— —
-
— l
«*
■
rx
us
appiouuuao;
rugirá
a
imprensada
na
sua
tolerância
cambiante,
malsi-
anlifrase
chamada
opimão
publica;
mas
sorrir-vos-á
de
festiva
a sombra ma-
geslosa
de
Portugal
antigo,
evocada
do
tumulo
pelo
gemo
do
vosso calliolicismo
hodierno,
e
applaudir-vos-á
o
futuro
Por
tugal,
em
que
se
aninham
seguras
as
nos
sas
indefecliveisj
esperanças...
Redobrai
de
animo:
a
resolução é
mui-|
to,
a
acção
é
mais.
O
propôr
é
para
qua
1
si
lodos,
o
executar
é
para
os
fortes,
que
sabem
zombar
de
obstáculos,
e
im
perar
até...
ao
impossível,
quando
é
mis
ter.
Pronunciastes-vos,
agora
não
ha
recuar;
saisles
da
penumbra, agora
amigos
e ini-
:
migos
vos
contemplam.
Sacudistes o pó
o
futuro,
a
soa
ao
sucessor
op-
patria,
parabéns
mais
escandecido
para
o
presente
e
para
união
e
amor indeleveis
presso
de
S.
Pedro.
Parabéns,
ó
minha
aos
mil,
e qual
d
’elles
pela
chamma
do
meu
coração gratamente
alvoroçado.
Não careces dos meus
encomios,
bem
o
sei.
Que
monta
á
tua
gloria
esta voz
do
desesto,
que
se
sumirá
talvez
entre
as
montanhas
do
Minho
antes
de chegar
aos
teus
ouvidos ?
E que
monta
ao
esplendor
de
uma
noite
illuminada
pelos
mil
e
mil
astros
do
ceu
o
brilho
pallido
do
pyrilampo,
cuja
luz
phosphorescente
ora
vislumbra,
ora
se
apaga
entre
as
balsas
do
valle?
E
nem
por
isso elle deixa de
brilhar.
Não
cabe,
lambem,
em
mim o deixar
j
de
tomar
a
penna
para
sollar
um
brado
energico
em
prol
da
próxima
peregrinação
portugueza
aos
pés
de
Pio
IX;
deixai
passar
esse
brado,
meus caros
patrícios;
se
vos
não
engrandece,
não
vos
póde
ser
ingrato;
é
voz patria,
falia
portuguez,
que
o
accento
a
denuncia;
deixai-a
passar,
vol-o peço.
Felicito-me
de
ter sido
um
falso pro
pheta,
quando
na
ultima
carta
que
escre
vi,
estando ainda
em
Roma,
e
dando conta
da
magnifica
peregrinação
hespanbola
de
setembro
do anno
pretérito,
descria
um
pouco
de
que
Portugal
imitasse
brioso
os
seus
visinhos
da
peninsula.
Peço
perdão
aos
meus
correligionários de
os
ter
julga
do
com
menos justiça.
Foi carta
escripta
em
noite
sombria
de
ouiomno,
em
que
debalde
procurava no
ceu,
atravez
dòs
vidros
da
minha
janella,
o
ceu
longuiquo
do
meu
paiz.
Nem
este
teria
tomado
á
lettra
aquellas
frases
mal
humoradas.
d
’on
de o
brio
incutido
revia
atravez da
des
crença
apparente.
Não.
Portugal
não
podia
estar
por
mais
tempo
condemnado
a
ser
o
compar
sa
do
século
XIX,
ao
lado
da
Europa
e
do
mundo
christão,
que
de
continuo
passam
ao longo
do
Vaticano,
saudando
o
augusto
prisioneiro
que
alli
jaz.
Qual
Niobe
sem
filhos
das
nações,
só
I
lhe
restava
consumir-se
n
’
uma
existência
regrinos, que
todos
os
vossos
compatrio
tas
vos
applaudirão; rugirá
a
imprensa
da
vasa
na
sua
tolerância
cambiante,
malsi
nará
a
opinião do
corrilho,
por
abuso
ou
por
;
....
'
----
J
- —-...
ki
;/.*.
da
imbobilidade,
urge,
pois,
caminhar;
erguestes
a
palpebra
por
largo
tempo
aba
tida;
que
vèdes
?
Pio
IX,
na
mageslade
do
infortúnio
e
na
inconcussa
tenacidade
da
verdade
religiosa,
atlrahindo
a
si
as
nacionalidades catholicas,
como
o
centro
de
um
systema
attrahe poderosamente
os
salellites
que
em
torno
de
si
gravi
tam.
Bem
hajais,
que
vos
deixastes
também
vencer
pelo
influxo
d’
essa
gravitação
mo
ral
e
chrislã.
Affirmai, aflirmai
ao
universo
romano
a
vitalidade,
a
iniciativa
catholica
que
ain
da
pulsa
sob
peitos
portuguezes;
mas
to
mai
lento;
a
opinião
publica,
julgará
da
vossa
vitalidade
e
vigor
pelo vosso
nume
ro.
O
numero
symbolisa
ás
vezes
uma
no-
,
bre ideia,
um
grande
patriotismo, ou
uma
grande
delidação
religiosa.
Não
soubemos
ser
numero
quando
foi
neccessario
rechaçar
do
nosso
sólo as
hos
tes
agarenas e
expungir
em
sangue
a som
bra
odiosa
que
a
meia-lua
musulmana pro-
jectava
sobre
as
nossas
quinas
consagra
das peia
cruz;
soubemos
ser
numero
quando
foi
necessário
sopear
e
de
pois
civilisar
as
tribus orgulhosas e
sel
váticas
de
Asia
e
África,
mergulhadas
no
mais
hediondo
ilotismo:
fomos
numero,
quando
importou,
no
remoto
Brazil,
re-
pellir
até
ao
fundo das
florestas
o
guara
ni
indomável
e
o
tamoyo traidor, e
até
aos
mares
do
Norte
o hollandez intruso;
fomos
numero
ou
melhor
unidade,
quan
do
inspirados
pela
mais
nobre
sobrance
ria
e
santo
patriotismo,
sacudidos
de
so
bre
os
hombros
roxeados,
sessenta
annos
de
dominação
hespanbola,
e
proclamamos
i
a
nossa
autonomia
ao
sol
do
direito
e
da
.
liberdade,
sobre
os retalhos
alastrados
de
um
estandarte
forasteiro,
estreito
de
mais
para
cobrir
com
as
suas,
as
glorias
de
D.
Nuno
Alvares,
Vasco
da
Gama,
e D.
João
de
Castro.
E
lambem
o
homem
de
presa,
do principio d
’
este
século,
que
lazia
das
aguias
imperiaes
falcões
educa
dos
pelo caçador,
soube
que éramos nu
mero
e
coragem quando foi
preciso
con-
vencel-o
á
ponta
de
bayoneta
de
que
Portugal
não
será
jámais um
quartel
d
’
in-
verno
dos
soberanos
francezes.
31
FOLHETIM
DíL
J. M.
DL
MACEDO.
ROMANCE
BRAZILEIRO
VOLUME
II
Salustiano.
da
gaveta
d
’
esse
lado
abriu-se
um
esca-
nin
ho.
Com
promplidão
e
destreza
tirou
o
ve
lho
alguns
papeis,
que ahi
se
achavam:
eram
pela
maior
parte
cartas.
João
as
foi examinando e
passando
por
ellas
sem
abrir,
até
que parou em
uma
que
não tinha
sobscripto.
—12.
a
exclamou o
velho;
emfim!
Abriu
a carta
e
leu
:
«Senhor, maldita seja
a hora em que
nos
vimos:
esse
amor
fatal
com
que
eu
vos
amava,
e
que
fingistes
votar-me
para
que
eu me
perdesse, se
já
desappareceu
para
nós
ambos,
a
nós
ambos
deve
ter
deixado
o
tormento
dos
remorsos:
vós
me
fizestes
a mais
desgraçada,
e
eu me fiz
.
a
mais
criminosa
das
mulheres:
vós
me
perdestes,
e
eu
ia ser
mãe,
e
não
qui-
zesles
ser
diante
dos
homens o
pae
de
vosso
filho:
pois
bem;
sabeis
o
que
fiz?
tremei...
horrorisai.-vos
: eu
matei
meu fi
lho
: dentro
de
meu
ventre
cavei-lhe a
sepultura.
Agora...
preparemo-nos
ambos
:
leremos
de
dar
coutas
a
Deus,
vós
da
honra,
da
iunocencia
de uma
mulher,
e
eu
da vida de
um innocente.
Senhor
..
somos
dignos um
do
outro
;
nasceram
pa
ra
se
encontrar
no
mundo
vós,
e=Ma~
rianna.»
—
Emfim!
repetiu
o
velho
guardando
a
carta no
bolso.
—
•Emfim
!...
bradou
Salustiano
lançan-
.
do
se sobre
João.
—O
que? perguntou
Salustiano.
i
—
Os
cem
mil reis.
—
Ainda!
—
São
jnros
vencidos;
a
satisfação
do
principal
é
conta
á
parte.
—
Depois
d
’
ámanhã...
—
Perdoe-me
v.
s.
a
,
mas
eu
precisava
muito
hoje d
’essa
quantia.
Salustiano
arremessou-se
para deniro
do
seu quarto;
Jacob
estendeu o
pesco
ço,
e
viu
o mancebo
abrir
uma
carteira
de jacarandá
já
meio
usada,
e
tirar
d
’
el-
la
alguns
bilhetes.
Salustiano na
agitação,
em
que
estava,
deixou
a
chave
na
carteira,
e
voltou
ao
gabinete
com
o
dinheiro.
—
Eis
aqui
os
cem
mil
reis,
disse elle
entregando
os
bilhetes
a
Jocob.
O
ex-escrivão
apenas
recebeu
o
dinhei
ro
tomou
o
chapeo,
fez
uma
profunda
cor- |
lezia
ao
moço,
e
foi saindo.
:
Salustiano
o seguiu
de
perlo,
e
des
ceu
com elle
as
escadas.
Pouco
depois
de
haverem
os
dois
dei
xado
o
gabinete,
entrou
João.
O
velho
ia
sentar-se na
cadeira
que
antes havia
occupado, quando notou
que
a
porta
do
quarto
de
Salustiano
eslava
aberta.
Dirigiu-se
immediatamente
para o
quar
to,
e
apenas
chegou
ao
luiniar
da
porta
soltou
uma
exclamação
;
—Emfim
1
E
lançou-se
para a
carteira
:
abriu-a,
apertou
com
o
dedo
polegar uma mola
que
havia
do
lado
esquerdo,
e no fundoj
O
velho recuou
dous
passos.
—
Sim
;
mas
v.
s.
a
tem
obrigação
res-
tricta
de
pagar-me
perdas
e
damnos.
—
Em
uma
palavra,
e para
acabar
de
lodo
com
estas
questões,
o snr. quanto
quer
receber
de
uma
vez
por
esse
pro- í
cesso
?
-Cedendo-lhe
lodo
o
direito
que
lenho
elle?
—
Por
certo.
—
Chama-se
a
isso
queimar
a minha
fortuna,
disse
socegadamenle
o
ex-escri-
vão.
—
Emfim...
—
Emfim...
dar-lhe-hei
esses papeis
com
a
mão
direita exactamente
no
momento
em
que
v.
s.
a me
depositar
na
esquerda
uma
quantia
igual,
á
que
me deu
o
snr.
seu pae.
—
Quatro
contos
de
reis!
é
muito!
—
Enião não
temos feito
nada:
con
servarei
o
processo.
—
Oh!
mas
é
preciso
acabar
com
isto;
quando
volta
o
snr.
aqui?
—
Já
disse
que
dou
grande
importân
cia
aos dias
de
apparecer:
depois
d
’áma-
nhã
virei receber as
suas
ordens.
—Traga-me
o
processo.
—
Dar-me-ha
os
quatro
contos?
—
Sim.
—
Palavra
de honra?
—
Sim.
—
Bem.
A
’
s
ordens
de
v.
s.a
—
Até
depois
d’ámanhã.
—Mas
ah
1
disse
Jacob
suspendendo-
pois
que
já ia
saindo;
falta
ainda
alguma
cousa.
a
—
E
depois...
aquelles papeis...
—
Oh!
o
snr.
é
exigente
de
mais!
por
aquelles
papeis,
disse
Salustiano
empalli-
decendo,
deu-lhe
meu
defuncto
pae
por
uma
só
vez
quatro
contos
de
reis.
—
Sim...
sim
..
mas por causa d
’
aquel-
les
papeis estive
eu
na
cadeia
oito
mezes,
e
perdi
o
meu
querido
oflicio.
—
E
laltou
á
sua
palavra!
—
Como
é
lá
isso?...
—
O
snr.
havia
recebido quatro
contos
de
reis
para
queimar
o
processo.
—
Assim
era
cu
tôlo
1
aqnelles
papeis
são
verdadeiras letras
de
dinheiro,
que
eu
tenho
a
juros.
—
E nem
ao
menos
se
lembra
de
que
já
não
poucas vezes
o
tenho
liberalmente
soccorrido ?
se,
|
escola
de
uma
vontade
generosa
e
enérgi
ca,
e
sairá
de
lá
educada
e
submissa.
O
impossível
não
tinha
outr
’
ora
entre
nós
a
pasmosa
exlensão
que
hoje
tem
no
dicciouario
inédito
do
nosso
caracler,
ín
dole,
e
hábitos
actuaes.
Para
longe sobretudo,
em pensamento
da
tão
elevada
ordem,
as
insolubilidades
de
partidos
políticos,
com
a
impertinência
odiosa
de
seus
caprichos
estereis.
Perante
os
supremos
motivos
religio
sos
fundem-se n’
uma
só
entidade
todas
as
divergências,
e
todas
as
fôrmas
polí
ticas.
Não
ha
um
só
dia
em
que
a mão
de
Pio
IX
se
não
alevante para abendi-
çoar
a todas
as
nações
christãs,
quer
se
chamem
monarchia,
ou republica.
Debai
xo
do
tríplice
diadema
da sua
thiara
tri-
regna
unificam-se todos
os
partidos, e
todas
as
políticas
na
synthese
harmónica
da
mesma
crença
calholica.
O
brasão
do
Vaticano
é
um
só,
são
as
chaves
de
Pe
dro,
que
sabem
abrir
entrada
franca
atravez
das
opiniões
encontradas
dos
ho
mens.
Approxima-se
a
hora: o
grande
dia
adianta-se
para
o
presente
com
a mages-
tade
flammante
de
um
triunfo
e
a
gra
vidade de
uma
epocha.
Tomai
sómente
conselho
da
vossa
iniciativa
corajosa, cer
rai as
vossas
fileiras, e
ide entornar
no
coração
de
Pio
IX,
saturado
de
absynthio,
o devotado
aflécto
que
vos
transborda
dos
vossos
corações.
Pudesse
eu
acompanhar-vos;
mas.
.
.
o
preito
está
rendido:
não
se
quebrou
o
meu
bordão
de
peregrino,
mas
repousa
resignado.
Gonheça-vos
Roma
e
o
mundo
calho-
lico
pessoalmente quando
lá
chegardes,
não
tereis
pejo
de
lhes
dizer:
nós
somos
os
descendentes
d'aqoelle
que
vos
ensi
naram
como
atravez
do Pacifico e
do
grande
Atlântico
se
póde
aportar
apesar
dos
tabos
tormenlorios
até
ás
margens
do
Tibre.
Piedosos
peregrinos,
se
os
hespanhoes
levaram
até
á
basílica
de
S.
Pedro
o
es
tandarte
por
elles
capturado
na
batalha
de
Lepanto, não
vos failecem
tão
pouco
despojos
das
vossas
victonas
christãs,
desde
Comorim
até
Benguella
e
Cam-
bambe;
basta-vos,
porém,
essa
bandeira
que
nas
suas
quinas
casa
o
tronfeo
sa
grado
da cruz
com
os
brasões
gloriosos
da
patria.
Neutralisai
d
’alguma
sorte
a
nossa
au
sência
forçada;
dizei
a
Pio
IX
que
sois
os
representantes
de
milhares
e
milhares
de
portuguezes
que
o amam,
que
a
elle
adherem
inabalaveis,
e que
mesmo
de
lon
ge
ajoelham
em
terra
pvra receberem
com-
vosco a
sua
bênção pontifícia.
Depois,
ao
regressardes,
trazei-nos
no
seu
verbo
augusto
o
germen
de uma
vi
talidade
catholica
mais
fecunda,
e de
dias
mais prosperos
para
o
nossa paiz.
Villa
de
Margaride,
3
d
’abril
de 1877.
Padre Senna
Freitas.
Pois
bem:
saibamos
ser
numero
tam
bém
agora,
que não
se
trata simplesmen
te
de unirmo-nos
para
ir
tributar
aos
pés
do Vigário
de
Ghristo
a
homenagem
da
nossa
submissão
e
affecto,
o
que
já
é
muito,
senão
para patentear
por
egual
a
todas as
nações
catholicas
a
posse
ininter
rupta da
herança sagrada
de
nossos
paes.
parar
oppôr um
protesto
decisivo
e
solem-
ne ao
marasmo
que
atrofia
o
nosso
paiz
e
á
impiedade
que
o devora com a
sa
nha
carnívora
com
que o
abutre
devo
rava
o
fígado de
Prometheu;
finalmente
para
irmos
reacender
a
nossa
fé
desfalle
cida
ao
centro
da
chnstandade,
no
cora
ção
retemperado
do
augusto
representante
de
Jesus
Ghristo.
A
projeclada peregrinação
não
poderá
representar
Portugal
se
n
’ella não
estive
rem
representadas
todas
as
classes,
e po
sições
sociaes,
sem
ridículas
susceptibi
1
i-
da.des
jerarcbicas.
Perante a
religião
o
san
gue do
íidalgo e
do
titular
é
tão
nobre
como
o do
plebeu
e
do
industrial...
Não
hajamos
receio:
a
túnica
alvíssi
ma
de
Pio
IX
reflecte
lodos
os raios
de
luz,
como
o
branco,
sem
preferencia
por
esta
ou
aquella
côr;
a
sua
mão estende-
se
a todas
as
classes,
e
perante o
seu
amor nao ha mais
que
uma
familia.
Não
me
acobardo
de
ser
redundante
—
multiplicae
o
vosso
numero,
compatriotas
e
correligionários.
O
nosso
burguez não
é
menos
abasta
do,
nem
o
nosso
operário
mais
pobre
que
o
burguez
e
operário
hespanhol,
que
em
numero
avultadissimo
commetteram
o
pen
samento
da famosa
peregrinação
do
anno
passado,
e
a
levaram
a
effeito.
atravez de
incríveis
sacriíicios.
A
distancia
a
percorrer
é
a
mesma
com
leve
differença.
Está
aberta
a
subscripção
para
a
clas
se
mal
remediada
e
protelaria;
não
a
dei
xe
o rico
em
branco;
até
esgotar
o su
pérfluo
pode
ser
generoso
sem
sacrifício,
e
o
seu
nome
será
inscripto
no
livro
das
rareadas
alegrias
e
das
desvanecidas
gra
tidões
do
pobre.
Nas
províncias
não
poderiam
cotisar-
se
os
fartos
de
leres,
que
não
podem
çomprehender
a
longa
viagem,
para
en
viarem
a
Roma
um
ou
dous
comprovincia-
nos
das
suas
respeclivas parochias?
Temos
em
Portugal
4:000
parochias.
be
o
alvitre
que
acabo
de
insinuar
se
ef-
fecluasse,
leríamos para
logo
uma parcel-
la
de
4:000
filhos
do
povo na
somma
toial
dos
peregrinos.
(Se
ao
menos
se
realizas
se
na
quarta
parte!..). O
camponez
via
jará
em
comboio
de
3
a
ordem, achando-o.
ainda
assim,
um grande
progresso
obtido
sobre
o
golhico
carroção
de
província.
Na
lialia
até
a
mendicidade
tem
hotéis
e
res
taurantes,
que
não
lhe
exhanrem
o
ané
mico
bolsinho.
Eis
ahi
como
se
amolgam
e
aplanam
difliculdades
imaginarias,
exa
geradas
ainda pela
lente augmenlativa de
uma
vellocidade
claudicanle.
Calholicos
portuguezes,
que
laboraes
entre
uma
resolução timida
e
uma impos
sibilidade
de
pura
miragem,
permitli
que
vol-o
diga,
enviae
essa
impossibilidade
á
Correspondência partieular da
«Nafftoo.
Versalhes,
25
de
Março
de
\877.
A
data d
’esta
carta
impressiona
sem
pre
os
realistas
de
coração,
especialmente
a
mim
que
passeio
todas
as
manhãs
pe
los
magníficos
jardins
do palacio do
Grande
Rei
Luiz
XIV.
Oh 1
como
tem
mudado a
situação
da
França
desde
a
época
daquelle
Monar-
cha
!
Gomo
faliam
em
favor
da
monarchia
estas
paredes,
e estas
arvores
secula
res
!
Se
algum
escriptor
se proposera
a
re
senhar
a vida
d
’
um
desses
magestosos
robles,
a
cuja sombra
se
combinaram
e
desenvolveram
grande
parte dos
mais
in
teressantes
snccessos
da
historia
de
Fran
ça,
quantas
coisas
poderia
referir!
Passeando
nesses
jardins, talvez
á som
bra
dessa
magestosa arvore,
se
concebe
ram
os
planos
que
fizeram
grande
o
reino
de
S
Luiz!
E
quantas
vezes
as
velhas
raizes
des
sa
mesma
arvore
seriam
regadas
pelas la
grimas
de
Maria
Antonieta
e
de
Luiz
XVI!
Depois
referiria
o
historiador
os
feitos
da
revolução, o
primeiro
império,
a
Res
tauração,
o governo
usurpador
dos
Or-
leans, o
segundo
império
e
por
ultimo se
estenderia
talvez
contando
como
esse
ro
ble
gigantesco
viu
impávido
passeiar alti
vos,
ás
suas
plantas,
os
que
para
elle
não
eram
mais que
comellos,
os
cascos
prus-
sianos
de
Moltke
e
o
do
Rei
Guilher
me.
A
historia
do roble
de Versalhes, é
a
historia
de
França;
é
a
historia
da revo
lução
e
dos
destroços
que
esta tem
feito
nos paizes
da
nossa
raça.
Gada
pagina
dessa
vida
vegetal,
em
seu
ultimo
período,
seria
um
lamento
de
novas
e
terríveis
desgraças.
A
’
sombra
cada
vez
mais
opaca,
da-
quella
arvore, só
hontem
se poude
desco
briu
algum
raio
de
luz,
e
de
luz
parecida
com
a
da
aurora.
Passeava
por estes
jardins
o
unico
descendente
que
ha
em
França,
que
fez
Pariz,
do que
fez Versalhes,
do
que
fez
a
França.
D.
Carlos
de
Bourbon,
o
neto
de
Luiz
XIV,
passeava
hontem
pelos
jardins
de
Versalhes.
Andava
só,
e
dir-se-ia
que
medi
tava.
E
como
não
havia
de
meditar?
Aquellas
avenidas,
aquellas
fontes,
aquelles
muros
o
saudavam,
e
lhe
falta
vam.
Era
precisamente
o
anniversario
da
vespera
da
maior
batalha
que
se
deu
nos
campos
da
Europa
latina
contra
a
revo
lução
neste
ultimo
terço
de
século.
Ha
tres
annos,
em
2o
de
março de
1874,
Carlos
VII
de
Hespanha
combatia
em
Somorrostro
contra
as
hostes
da
re
volução.
No dia
25
a
batalha era
encarniça^
e
horrível;
a 27 caía
sobre
o
valente
exer.
cito
do
neto
de
Fillippe V uma
chuva
de
ferro;
as
baterias
republicanas,
collocadas
nas
alturas^
lançavam
de
trinta
a trinta
e
cinco
projectis
por
minuto:
deram-se
ter.
riveis
e
repelidas cargas
á bayonela,
o
combate
foi
porfiado
e
sangrento.
E
por
fim
os
desesseis
mil
homens,
que
commandava
D
Carlos
de
Bourbon,
derrotaram os
sessenta
mil
capitaneados
por
Serrano.
Esta
victoria
devia
abrir,
mais
dia
menos
dia,
as
portas
de
Madrid
áquelle
que
era
França
usa
o
titulo
de
Duque
de
Madrid, como
seu avô
usava
o de
I)
q
.
que
de
Anjou.
Como
passeia
pois por
estes
jardins,
aquelle
que
devia
passeiar
nos
do Esco
riai
?
Esse
roble
o
saberá
também,
pois
j
sua
sombra
se
fizeram
grandes
planos,
J
sua
sombra
se
urdiram
as
maquinações
e
as
intrigas
da
revolução;
esse
roble
viu
muitas
vezes
um
homem
que,
chamam
o
duque
Decases,
e outros
dignos
delle.
Mas
não
digo
mais porque me
enoja.
Disse
que
á
sombra,
cada
vez
mais
opaca,
da
nossa
velha arvore
se
desco
bria hontem
um
raio
de
luz,
precursor
do
dia.
E
disse bem
porque
hoje
Carlos
VII
com
suas
glorias
guerreiras,
suas
allian-
ças
políticas,
sua
juventude
e
sua deci-
são,
é
o
unico
que
levantando a
Hespa-
nha,
pode
plantar
de
novo
a
Cruz
na
Italia,
a
flor
de
liz
em
França,
devoíven
do
a
Portugal
sua
grandeza
com as
suas
legitimas
instituições;
dar,
em
uma
pala
vra,
dias
de
verdadeira
felicidade
aos
po
vos
da
nossa
raça.
Agora
esquecendo
a
vida
do
velho
ro
ble,
que
provavelmente
nunca
será
escri-
pta,
limitar-me-hei
a
dizervos
que
tanto
os
francezes,
como
a
colonia
hespanhola,
andamos
muito
contentes.
Não
vos direi
as
rasões
que para
isso
temos,
por
não
ser
conveniente
se
publi
quem
já.
Um
persunagem legitimista,
uma
das
glorias
da
lilteralura
franceza,
fallava-me
ha
tres
dias
com admiração
do
systema
exemplar
que
D.
Carlos
estabeleceu,
por
iniciativa
própria, para
os
seus traba
lhos.
Comprehendendo
que
a
vaidade e
a
am
bição
da
empregomania
é
o
que arruirn
e
desorganisa
os
partidos
e
as
nações,
faz
trabalhar
todos,
como
nunca,
e
a
nin
guém
confere
ti
tu
los
ostentosos, nem calhe-
gorias
como
empregados.
Estas
calhegorias só
trazem
rivalidades,
ciúmes
apaixonados,
murmurações,
appa-
rencias
e
pouco
trabalho
de
utilidade
real
D.
Carlos
não
tem
nem
favoritos,
nem
empregados
de
passa
tempo;
conhece que
o
que
importa
é trabalhar,
e
não
fazer
nomeações que
só
satisfazem
desejos
pes
soas
de
figurar,
geralmente fallando.
A
um
eminente
homem
de
estado
que,
louvando
estes
systema,
lhe
fez
acerca
-
—
Que veio
fazer
aqui? perguntou
o
moço.
—
Vim realisar
o
que desde
muito
pre
meditava,
respondeu
friamente o
velho.
—
Que
tirou
d
’
aquella
carteira
?
—O
que
lhe
não
pertencia.
—
Uma carta
!
—
Sim.
—Restitira-m
’
a.
—
Não.
—
Oh
! snr.
João
!,..
—
Não,
já
disse.
—
E’ porque
não
sabe
que
essa
carta
é
tildo
para
mim.
—
E
’
por
essa
mesma
razão.
—
Por
bera,
ou
por
raal,
senhor,
eu
hei
de
reconquistar
essa
carta.
—
Veremos.
—
O
snr.
abusa do
respeito
que
sem
pre
lhe consagrei.
—
E
o
snr.
deshonra
o
nome
de
seu
pàe.
-
—
A
carta
I
—
Nunca.
Salusliano
atirou-se sobre o velho;
os
braços
de
ambos
se
entrelaçaram
; lucta-
ram
ambos
Longa
foi
a lucta,
e
por
fim
triunfou
o
mancebo.
Com
um
joelho
sobre
o peito
de
João,
Salusliano
bradou-lhe:
—
A
carta
!
—
Nunca!
respondeu
o
velho
cora
voz
suf
focada.
O
moço
apezar
de todos
os
esforços
de
João,
lançou
a
mão
no
bolso do
vestido
d
’
este,
e
apoderou-se
da
carta.
Deixou
então
livre
o seu
adversário,
e
erguendo-se
estendeu
o
braço,
e
mostrou-
lhe
com
o
dedo
trémulo
a porta
:
—
Pgra
sempre
fóra
de minha
casa!
disse
em
desordem, e
a
raiva
no
cora
ção.
O
velbo
respondeu
:
—
Sim!
mas
não
para
sempre;
porque
hei
de
voltar
para
vingar-me.
E
saiu.
XVI
Os
dois irmãos.
Rodrigues
eslava
no
seu posto, no
al
pendre.
Achava-se
sentado
e meditando
em
ura
canto
d
’
elle:
á
sua
mão
esquerda
via-se
tnçio cerrada
a
porta
de
seu
quarto.
De
repente
entrou
no
alpendre,
apres
sado
e
arquejando
de
fadiga
um
homem,
que
trazia
os
veslíuos
em
desordem,
e
pintada no
semblante
a
mais viva
agitação.
O
velho Rodrigues
ergueu-se
surpre-
hèndido,
e
dando
dois
passos
para
o
recem-
chegado,
exclamou
:
—
João
!
A
personagem
que
acabava
de entrar
atirou
com
o
chapeo
a
um
canto,
e
sen
tou-se
na
cadeira,
da
qual
se
tinha
levan
tado
Rodrigues.
•
Esses
dois homens'
eram
os
mesmos,
que
em
certa
noite
Jacob
vira
sentados
e conveisando
á portaria
do
convento
da
Ajuda.
Vistos
agora
á
luz
do
dia
e
ao
pé
um
do
outro
admiraria a
sirailhança de
seus
semblantes
: a
unica differença,
que
se
podia notar
era ser
João
muito
mais
san
guíneo.
João
e
Rodrigues
eram
irmãos
gemeos.
—
João
!
exclamou
de
novo o velho
guaida-portão:
que
é
isso?...
o
que
tens? ..
—
O
que
lenho?...
respondeu
o
antigo
agente
da
casa de
Salusliano;
tu
me
per
guntas
o que
tenho?
é
a
raiva
dentro
do
coração;
é
a
vingança
inspirando
proje-
clos
infernaes.
—Mas
como?...
falia!...
—
Disse
tudo.
—Porém
vingança
contra
quem?
—
Gonlra
o
falsario...
o
ladrão
!.., mur
murou
surdamente
João.
—
Oh!...
—
Sim...
contra
elle.
—
E
’
filho d
’
elle
!
disse
com
voz repre-
hendedora
Rodrigues.
—
E
lambem
tilho
d’eilal...
accrescen-
tou
lugubremente
João.
—
Embora! tornou
o
primeiro ;
juramos
protegél-o
;
lembra-te.
—
Sim...
sim
..
disse
o
outro
com
ter
rível
accenlo;
protegei
o...
amal-o...
ain
da
que
elle
te
pise
com
suas
botas, e
te
cuspa
no
rosto;
não
’
!!
—
Como
é isso?
■—
E
’
a;
sim
mesmo.
—
Pois
elle
ousou...
—Tudo,
respondeu
João
com
voz
surda.
—
E tu?
—
Tenho
sessenta
annos... já
não
sou
o
mesmo:
antigaraente
atacava
cara
aca
ra,
e
vencedor
ou vencido,
Indo
estava
acabado,
acabada
a
lucta.
Hoje
não: estou
velho...
minhas
juntas
se
acham
enferru
jadas...
luclei
com
um
mancebo, e elle
ganhou
a
partida;
mas
agora
também
o
caso é
outro...
não esqueço como
d’
antes.
O
forte
póde
bater-se
braço
a
braço,
o
fra
co
espera
atraz
de uma esquina
!
—
João
!
O
irmão
de
Rodrigues
soltou
uma
gar
galhada
nervosa
e
horrível
;
uma
d’
essas
gargalhadas
filhas
do
furor
e
do
deses
pero.
—
João
!
queres
ser
um
vil assassino
no fim de
teus
dias?
—
Não!
bradou
o
outro,
não!...
pois
é
só
atraz
das
esquinas
e
com
a
faca,
com
a
arma
da
traição
que
se
vingam
os
fracos?...
outra
vez
não!
eu
quero
estar
livre...
quéro
passeiar
á
minha
vontade
pelas ruas!... oh!
quem
sabe
se
eu
mão
lerei
de
cumprimentar
um
galé?...
—João
!...
—
Sim:
já
o
disse:
vel-o-hei
com
pra
zer
arrastando
as
cadeias
dos
criminosos
públicos!.,,
não
pertence
elle
de
direito
ao
seu
nunfero
?...
sim;
pertence!...
com-
melteu
um
crime
vergonhoso.
—
Graças
a
Deus,
João;
o
fogo
con
sumiu
as
provas
d
’essa
loucura.
—
Graças
a
Deus,
Rodrigues,
as
provas
existem
ainda,
e
eu
hei
de
apodei
ar-n|e
d
’
ellas.
ÇContinú»)
delle
algumas
perguntas,
respondeu
o
Du
que
de
Madrid:
.
.
.
«Isto
é
uni
ensaio
do
que
nei-de
ta-
zer
em
Hespanha;
terei
homens
occupados,
mas
hei-de supprimir
os
empregados:
es
tes,
como
se
entende
a
sua
existência
em'
Hespanha, são
o
luxo
que
afoga
o
paiz,
são
um
dos
cancros
da situação
eco
nomica
e
uma
das
causas
etliêiertles
da im
moralidade
oflicial.
Também
tem
posto cobro
á
desunião,
proveniente
da
ambição
e
do
desejo de
deprimir
aquelle
que
se
julga
que
faz
somhra:
é este
um
defeito
da
nossa
ra
ça
celtibera,
dizia D.
Modesto
Lafuente;
porém
defeito
que
muitas
vezes
esterilisa
as empresas e
produz
incalculáveis
ma
les.
O
ioven
e
energico
Duque
de
Madrid
curou
o
mal
pela
raiz,
dizendo
o
seguin
te
em
umas
instrucções
reservadas
que
deu
ás
numerosas
pessoas
que o servem:
«O
que
se
entretenha
contra
seus
com
panheiros,
além
de
faltar
ao
decoro
pro
prio,
mostra
uma
ambição
desregrada,
e
que
não
tendo mérito pessoal
é
um auxiliar
do
inimigo».
Com
homens
d’
esle
talhe,
e
do cará
cter
de Carlos
VII
;iinguem
hesita
em
metter
houibros
ás
mais difficeis
empresas
nem ha
dillieuldade
em
estirpar
os
males
roais
inveterados
e
obstinados.
J.
E.
GAZETILHA
Rapto, e
eaaamenío
clandesti
no.
—
Em
a noite
de
7
para
8
do
corren
te,
o snr. Joaquim
da
Costa
Carvalho,
artista
pintor, raptou
da
casa
paterna
a
Josephina
Marques,
menor
de 16
annos
de
edade,
filha
do snr.
Narciso
José
Mar
ques,
proprietário
da
rua
de
S.
Marcos,
d
’esta cidade.
Na
occasião
em
que
o
rev.° parocho
de
S.
João
do Souto eslava,
no
domingo
8,
celebrando
a
missa
conventual,
apre
sentaram-se alli
o
raptor
e a raptaria e
ambos
publicamente
pronunciaram
as
pa
lavras
de
mutuo
consentimento
para
se
receberem
em
matrimonio.
Finda
a
missa,
foram
á
sachristia
fazer a
mesma
declara
ção
ao
rev.°
abbade,
o
qual
publicamen
te
disse
que
não
lhes
podia
admitlir
tal
declaração, como
illegal,
e
que
um
e
ou
tro
Unham
incorrido
nas
penas
e
censu
ras,
não
só
da
Egreja
como
da
lei
ci
vil.
Informam-nos
que
o raptor
e
a
raptada
se
ausentaram
incontinente,
n
’
um
carro
que
os
estava
esperando.
Sentimos
ter de
registrar a
repetição
de
tal
abuso
e crime.
Deram-se
o
anno
passado
dois
factos
quasi
idênticos,
um
dos
quaes
não
teve
andamento
no processo,
por
assim o
proprio
pae da
raptada
o
haver
pedido
á
auctoridade,
e
ao
snr.
ar
cebispo
a. especial
graça
da
concessão
da
licença para
poderem
receberem-se
á
lace
da
Egreja,
o
que
se
efifectuou
com
assis
tência,
e
licença
por
escripto
do
pae
No
segundo caso,
no
qual
se
não
deu o
ra
pto,
foram
aos
dois
indivíduos
applicadas
as
censuras
da
Egreja;
censuras
que
fo
ram levantadas depois
de
longa
separação
dos
dois
presumidos
contrahentes
e
de
terem
estes satisfeito
a
penitencia
que
lhes
fôra
imposta:
—
recebendo-se
então
legal
mente,
obtida
a
licença
paterna do
nu
bente,
que
era
menor.
Sentimos
que o
snr.
Carvalho
se
ex
posesse,
por mal
aconselhado,
ás
censuras
ecclesiaslicas,
e
ás
penas civis,
com o
ir-
reflectidissimo
passo
que deu.
jPcsblâewções.
—
Recebemos
um
exem
plar
das
seguintes
publicações:
—<A
Lei de
Deus
—
Colleccção
de
lendas
baseadas
nos
preceitos
do
Decálogo,
por
D.
Maria
do
Pilar
Sinués
de
Marco.—
Tra-
ducção
livre».
—
«Manual
da
infancia
—
A
economia
po
lítica
posta
ao
alcance
das
creanças
por
Otto
Hubner,
-
Traducção
de
Francisco de
Almeida.
»
—
«Roma
e
Portugal—
Ou
exposiçãosuc-
cinta
dos
benefícios
que
os
Porluguezes
tem
recebido
dos
Romanos
Pontífices
des
de
a
fundação
da
monarchia
até
hoje.=
Reconhecimento
a
S.
Santidade
Pio
IX.
—
OÍIerecimento
de
subsídios
em
presença
das
ci
rcu
msla ncias,
a
que
se
'ê
reduzi
do
—P<
lo padre José
de
Sousa
Amado.»
«Uma prelecção
d’
hermeneulica
sagra-
'da
sobre
o
Compendio
do
snr.
Fr.
J.
de
Santa
Clara ácêrea
da
Inspiração,—
por
Jo
sé
Prudencio
Telles
de Belteucouri, the-
soureiro-mór da
Sé Cathedral
d
’Ang
’
ra
do
Heroísmo,
professor
de
sciencias
eccle-
siaslicas
no Seminário
Diocesano.»
—
«Historia
imprcial
dos
Jesuítas,
por
Honoré de
Balzac-Defesa
dos
actos
e
dou
trinas
da
Companha
de
Jesus=Versão de
F.
C. G
»
Agradecemos
o
offerecimehlo
d
’
eslas
obras.
de
qtie
pportunamente
diremos
d
’
espaço
Uom«»r»<».-0
snr.
Miguel Augusto
Pereira
d
’
Araujofoi
nomeado
escrivão
de
fazenda do comelho de
Vianna
do
Cas-
tello.
NIeg«;cioH
eselesiasticos.—O
«Dia-
rio
do Governo;, de
7, publica
o
seguinte:
Aviso de qte está
aberto
concurso
para
provimento
das
seguintes
egrejas
paro-
chiaes:
Alvarães
(S
Miguel),
concelho
de
Vian-
na,
diocese
dt
Braga
Aranhas
(jíossa
Senhora
da
Penha),
concelho
de
Ptnamacor,
diocese
da
Guarda.
Macinhata
do
Vouga
(S.
Chrislovão),
concelho
de
Igueda,
diocese
de
Aveiro.
Moreiras
,
tanta
Maria),
Concelho
de
Chaves,
diocese
de
Braga.
Olã
(S.
timão),
concelho
de
Oliveira
do
Bairro,
tiocese
de
Aveiro.
Padrões
Santa
Barbara),
concelho
de
Castro
Verdt,
diocese
de
Beja.
Pardai
s
(Santa
Catharina),
concelho
de
Villa
Viçosi.
diocese
de
Evora.
Queimaiella
(S.
Pedro),
concelho
de
Fafe,
diocese
de
Braga.
Ribas
(Salvador), concelho de
Celorico
de
Basto,
docese
de
Braga.
Santa
Etlalia
(Santa
Eulalia),
concelho
de
Eivas,
docese
de
Eivas.
Ureia
deJalies
(Nossa
Senhora
da As
sumpção),
concelho
de
Villa
Pouca de
Aguiar,
diocese
de
Braga.
Villa
AI
ví
(Nossa
Senhora
da
Visita-
ção),
conceito
de
Cuba,
diocese
de
Beja.
Villela
Sejca
(Nossa
Senhora
da
As
sumpção), ccncelho
de
Chaves,
diocese
de Braga.
Falíeeinwrato.
—
No
dia
5
do
cor
rente,
por
8
loras
da
noite,
falleceu
em
Cabanellas o snr.
Manoel
Fernandes
Ex
posto,
pae
d«
snr.
Antonio
Fernandes
Lopes,
honrado
negociante
d’
esta
cidade,
a
quem
enviamos cumprimentos
de peza-
rnes.
Pedimos
ios
leitores
um
P.
N.
por
alma
do
finado.
Thentri.
—
No sabbado
e
no
domingo
subiu
á
scena, no
theatro
de
S.
Geraldo,
a
magica
intitulada
A
romã
encantada, e
a
comedia
í.
F.
No
primeiro
dia o
desempenho
d
’
a-
quella
correu
com
bastante
irregularidade.
A
comedia
G.
F.
teve
uma interpretação
agradavel
pela
parte
dos
aclores
Dias,
e
Samos.
No
domingo
houve
enchente
completa,
e
mais
regularidade
na
execução
das
duas
peças.
A
musica
da magica
é
singela,
mas
bonita.
H«»sg»e<s«i8 iiHíiHireH.
—
Estão
nesta
ciitade
os
notáveis
escriptores
Luciano
Cordeiro
e
Gabriel
Pereira,
aquelle
de
Lisboa
e
este
d’Evora,
que
vinham
as
sistir
á
conferencia
da
Cilania.
Para o
mesmo
fim
veio ha
dias
a
esta
cidade
o
snr.
Annibal
Pipa Fernandes
Thoniaz,
da
Louzã,
cavalheiro illustradis-
simo,
e
escriptor
esmerado.
Transferencia. —
Em
razão
do
mau
tempo,
a
romaria
que
devia
ter
logar
an-
te-hontem
no
monte
de
S.
Gregurio,
fi
cou
transferida
para
o
primeiro
domingo
de
sol.
Governador eivil.
—
Dizem
OS jor-
naes
de
Lisboa
que
já
está
delinitivamente
assignado
o
decreto
nomeahdo
governador
civil
de
Braga
o snr.
marquez
de
Valla-
da,
e
que s. exc.a
tenciona
chegar
a
esta
cidade
depois
do
dia
20
do
corrente.
tSaneo Commercial de Braga.
—
Annuricia
hoje-este
Banco
que
paga
a
todos
os
seus
depositantes
o
dinheiro
á
vista tanto
na
séde
como
na
sua
Caixa
Filial
no
Porto.
São muito
para louvar
os
esforços
fei
tos
pela
Direcção d
’este
Banco
para
o
elevar
novamenle
á altura
a
que
tem di
reito,
e
vemos
que
esses esforços
teem
sido
coroados
de
bom
exilo,
pois
quem
analisar
o
balanço
da
epoca
da
suspensão
de.pagamentos,
é
facil
ver
que desde
en
tão
para cá,
em
curto
espaço
de
tempo,
e
n
’
esse
deveremos
atlender
aos mezes
em
que
teve
paralisadas
as
suas
transacções,
que
o
Banco
pagou
as
suas
notas
em
cir
culação
que
eram
em
avultada
somma,
os
saques
do
Brazil,
e
o seu
debito
ás
agen
cias
no
estrangeiro,
o
que
prova
extrema
dedicação
das
pessoas
que
estão á
frente
d
’
aquelle estabelecimento.
Vemos
que
nos
não
enganamos
quando
ha pouco
dissemos
que
eram boas as
condições
em
que
se
achava
o
Brnco
Commercial
de Braga,
que
entra
em
uma
nova
epoca,
merecendo
novos
créditos,
sendo
prova
d
’
esta
verdade
os
saques
que
as
suas
agencias
no
Brazil
ullimamente
tem
feito
já
em sommas
bastante
avul
tadas,
os
qoaes
tem
sido
pagos
pontual
mente
á
sua
apresentação.
Exnineg.
—
Dizem
os
jornaes
de
Lis
boa
que
por
decreto
datado
de
28
de
março,
publicado
no
«Diário
do
Governo»
de
8
do
corrente
foi
determinado
que
os
exames
finaes
das
disciplinas
professadas
nos
lyceus
nacionaes
do
continente
do
reino
sejam
foitos
na
séde
das
tres
cir-
cumscripções
de
Lisboa,
Coimbra e
Porto,
perante
jurys
que opporlunamente
forem
nomeados
pelo
governo
de
entre
os
pro
fessores
oíliciaes
e
durante
os
mezes
de
julho
e
agosto,
e
segundo as
prescripções
que
no
mesmo
decreto se
marcam.
Transcrevendo
o
respectivo
decreto,
diz
o
«Jornal
do
Commercio»:
«Econoiuisa
o
thesouro
alguns
tostões,
acabando
com as
famosas
ambnlancias.
mas
vão ser sobrecarregados
os
chefes de
familia
com
um
dispêndio
enorme,
porque
os governos
não
sabem
ou
não
podem
cumprir
com
o
seu
dever,
e
a
direcção
gerai da
instrucção
publica
continúa
no
seu
proposito
de
atropellar
a
lei
em
tudo
e
por
tudo.
Viva
o
dinheiro!
Quem
for
pobre,
e
não
morar
em
Lisboa,
Porto
ou
Coimbra,
não
póde
fazer
exame
dhnslrucção
secun
daria
!
E por
que
não
foi
ouvida
a
junta
consultiva
d’
instrucção publica?
Foi
elh
substituída
pela
commissão,
que aliás
de
clarou
que
não
tinha
tempo
de
apresentar
projeclo
definitivo
sobre
a
reforma
da
ins
trucção
secundaria
1
Foi
o
assumpto
largamenle
discutido
na
commissão
de
fazenda
por
occasião
de
se
formular
o
parecer
sobre
o
orça
mento
de
despeza,
ma$
o
governo
actual
entendeu
que
devia
saltar
por
sobre
as
indicações
da
commissão,
e
commetter
uma
d
’essas
arbitrariedades,
invocando
fal-
samenle
o decreto
cabralino
de
20
de
se
tembro
de
1844».
BAxNGO COMMERCIAL Í)E
BHAGA.
Resumo
do
balanço
do
Banco
Commercial
de
Braga
em
81
de
março
de
187
7.
Activo
Acções,
prestações
a
receber 2:232$500
Dinheiro
em caixa.
.
.
.
58:333$283
Leiras
em
carteira.
.
. .
292:459$448
Empréstimo
sobre
penhores.
102:955$785
Contas
correntes
com
garan
tia
..........................................
1.122:159$845
Agentes
no
paiz. .
.
.
128:596$998
Ditos no
estrangeiro.
.
.
38:062$595
Papeis
de
credite.
.
.
.
33
1:172$280
Diversos
devedores.
. .
.
271.490$767
Moveis
e
utensílios.
.
.
.
1:722$625
2.349:186$!26
Passivo
Capital
.............................
Obrigações.
....
Depositantes
.....................
Agentes
no
estrangeiro.
Diversos credores.
Lenas
em
deposito.
.
Letras
a
pagar.
.
.
Notas
em
circulação
.
Fundo
de
reserva.
Duo
para
prejuisos
luaes ...................
Dividendos
a
pagar.
.
Lucros
suspensos.
Ganhos
e
perdas.
.
.
l:000:000$000
. 1.013:073$118
.
48:401$720
.
.
141$969
.
.
98:689$950
. .
24:840$285
.
.
80:090$614
.
.
465$000
.
.
50:000$000
even-
.
.
3:000$000
.
.
1:325$9S0
.
. 14:200$000
.
.
14:957$490
2.349:
186$126
Braga
4
de
abril
de
1877.
Os
Directores
Luiz
Antonio
da
Costa
Braga.
João
Evangelista
de
S.
Torres
e
Almeida.
BASCO
MISMO
Resumo
do
Activo
e
Passivo em 31
de
Março
de
1877.
Aetivo
Caixa:
exislencia
em
metal.
183:556$466
Agencias
no
paiz:
Saldo
de
vedor
em
metal.
.
.
.
110;305$257
Arca
dos
Órfãos
....
26:969$70ó
Papeis de credito.
.
.
.
65:241$453
Acções
de
c.
própria
.
.
64:800$000
Hypolhecas
de
raiz
.
.
.
119:434$541
Empréstimo
sobre
penhores
.
5:I92$50Q
Empréstimos
a Camaras
Mu-
nicipaes
e
á
Junta
Geral
do
districto............................ 8l:104$7H
Letras descontadas
.
.
.
371:529$I73
Letras
a
receber
....
2:li2$133
Letras
em
liquidação.
.
.
72:O5O$I51
Leiras
falsas
....................................
1:83()$000
Contas
em
liquidação.
.
.
71:527$892
Saques
e
remessas
de
n.
c.
157:374$143
Saques
e remessas
das agen
cias
...................................
27:453$353
Agencias
no
estrangeiro.
.
78:476$O57
Contas
correntes
garantidas
.
632:500$64(>
Outras
contas
correntes. .
. 28:.I47$454
Generos
recebidos
por
c.
de
penhores
............................
14:641$OI5
Edifício
do
Banco.
.
.
.
28:732$233
2.143:998$878
Passivo
Capital........................
Fundo
de
reserva.
.
Reserva
para
decima.
Notas
em
circulação.
.
Depositantes á
ordem.
Ditos
em
couta
corrente
Depositos
a
praso.
.
Dividendos
a
pagar
.
Credores
diversos
.
Agencias
no
eslrangei
Agencias
no
paiz
.
.
Saques
e
remessas
de
Saques
e remessas
agencias
:
...
Cofre
dos
Órfãos
.
Deposito
publico
.
Leiras
a
pagar.
.
Lucros
suspensos
.
Ganhos
e
perdas
. <
ro .
n.
das
.
600:000$000
.
155 000$000
.
4«099$717
69l)$000
.
17
625$995
.
109:272$520
.
950:6863778
■1:508$
160
.
96
714$367'
.
10:591$21O
.
17:687$(i02
c.
24:793$600
.
74:665$916
.
26:969$706
.
28:662$66S
2:000$000
.
6:056$
12&
.
15:975$069
2.142;998$878
Braga,
Banco do
Minho
6
de
Abril de
1877.
Os
GERENTES.
Francisco
casimira
da
Cruz
Teixeira.
Manoel
Luiz
Ferreira
Braga.
BA2WO MEKCAMTII» »E BK4GA
SOCIEDADE
ANONYMA
DE RESPONSABILIDA
DE LIMITADA
Resumo do
activo
e passivo
d’
este
Banco
em
31
de
março
de
1877.
Aetivo
Caixa
.......
^etras
descontadas,
toma
das
e a
receber
.
.
.
ímprestimos
sob
penhores
Créditos
caucionados
em
c/c
Operações
a longo
prazo,
com
hypotheca
.
. .
Agencias
uo
Reino
e Ilhas
Agencias no estrangeiro
.
Jevedores
diversos.
.
Acções
de
conta
própria
.
Valores
fluctuantes.
.
.
Lífeitos
depositados
.
.
Jespezas
d
’installação
.
.
Moveis
e
utensílios.
Gastos
geraes e
commissões.
liquidações.............................
18:998$02í
194:038$732
193:79í$2!O
100;043$360
17:68l$125
36:380$439
2:740$675
6:7
1
5$965
95:750$000
59:362$090
27:600$000'
4:400$009
l:534$64O
1:887$115
1:346$93>
762:273$302
Passivo
Capital
....................................
600:000$000
?
undo
de
reserva
....
2:5U9$127
mposlo sobre dividendo
.
.
2:327$165
Depositos
a praso
.
. 100:726$496
»
á
ordem. .
.
13:8
79$5
10
Letras
em
deposito.
.
.
236$o82
Credores d
’
effeilos
deposita
dos ...................................
27:600$000
Credores diversos
...
4
597$554
Agencias no
reino. .
.
.
273$028
Dividendos
por pagar.
.
.
4:012$75Q
Lucros
e perdas. .
.
.
6:lll$590
762:273$302
Braga
6
de
Abril de
1877.
Os
Directores,
José Joaquim Lopes
Cardozo.
João
da
Costa
Palmeira.
ílesumo do activo e passivo do
Banco
Commercial,
Agrícola e
Industrial de Villa Heal, em
3i
de março
de
18/7.
Activo
1
Caixa,
dinheiro
existente .
18;788$369
Letras
descontadas
e
a
rece
ber
....................................
669:174$554
Letras
caucionadas .
.
.
Obrigações
a
receber.
.
.
Empréstimos
sobre
penhores
Operações
a
longo
prazo
.
Papeis
de
credito
■
.
.
Contas
correntes
com
gara
ntia
.
... .
.
.
Agentes no
paiz,
dinheiro
e
letras
a
cobrar.
.
.
Agentes
no
estrangeiro
.
Diversos
devedores
e
credo
res
...............................
Moveis
e
utensílios
.
.
.
Despezas
de
installação
Acções,
prestações
a
receber
38:7920000
5:0240595
2:2670500
13:7400720
14:8290120
7:6110369
64:2720261
14:8220257
8:0640626
5750600
2:001*0000
1000000
860:0620971
Passivo
Capital
do
Banco.
.
.
.
800:0000000
Deposito
á ordem.
. . .
7:6160703
Deposito
a
prazo.
.
. .
21:2140730
Dividendos
a
pagar
.
.
.
2:4410550
Fundo
de
reserva.
.
.
.
7:0200000
Reserva
para
contribuição
industrial
.......................
5:4000000
Ganhos
e perdas.
.
. .
16:3690988
860:0620971
Villa
Real,
3
de
abril
de
1877.
Os
gerentes,
Francisco Ferreira
da
Costa
Agarez.
Joaquim
José
d
’Oliveira
Guimarães.
O
Delegado
do
Procurador
Regio,
Ro
drigo
Lobo
d
’
Avila, não
lhe
sendo
pos
sível ir
pessoalmente
e
de prompto
agra
decer
a
todas
as
pessoas
d
’
esta cidade,
que lhe
fizeram
a
honra
de
o
procurar
pouco depois
da
sua chegada
a esta
Co
marca, e
não
querendo
passar
por
menos
grato
e
delicado,
vem
por
este
meio,
e des
de
já,
protestar
a
todos
o
seu
reconheci
mento
e
oílerecer
a sua
modesta
casa
e
limitado préstimo.
(194)
José
Maria
dos
Santos
Araújo
Esme-
riz.
e
seus
filhos,
agradecem a todos
os
exm.
os
snrs.
e
senhoras,
que
os
cumpri
mentaram
por
occasião
do
falleci mento
de
seu
presado
sobrinho
e
primo
Siinão
de
Araújo
Esmeriz,
e
a
todos protestam
o
seu eterno
reconhecimento.
(196)
José
da
Silva
Merelim,
sua
mulher
e
mais
familia,
serve-se
d
’
este
meio
para
agradecerem
a
todas
as
pessoas
de
sua
amisade
e
relações,
tanto
ecclesiaslicos
como
seculares,
que
lhe
prestaram
seus
serviços
e
os obsequiaram
por
occasião
do
passamento
de
seu
muito presado
pae,
e
sogro,
e agradecem muito
especialmente
ao
revd.0
Parodio
da
fregtiezia
de
S. Paio
de
Merelim
e
mais
pessoas
que
se
dignaram
assistir
aos ofiicios fúnebres, que por
sua
alma
tiveram
logar
na
dita
fregtiezia
no
dia
7
do
corrente;
a
lodos protestam sua
gratidão.
(197)
Não
podendo
os abaixo
assignados
agra
decer
pessoalmente,
como
desejavam,
a
to
das
as
exc.
mas
snr.
as
e
ill.m
8
e
exc.
mt’
s
snrs.,
que
tiveram
à
bondade
de os
cum
primentar
e
assistir
aos oíTtcios e
acom
panhamento
de
sua
extremosa
e
nunca
assás
chorada
mãe,
o
fazem
por
este
meio,
protestando
a
lodos
seu
eterno
reconhe
cimento
e
indelevel gratidão.
Igualmente
agradecem, extremamente
penhorados,
a
todos os
reverendíssimos
senhores
que se
dignaram
sufragar-lhe
sua
alma
dizendo
missa
ou
assistindo
ao
oífi-
cio
;
desejando
anciosos
a
occasião
de
po
derem
mostrar
por
obras
seu
reconheci
mento
e
gratidão.
Braga
3
de
abril
de
1877.
Maria
da
Expectação
Moreira
(19
1
)
Domingos
Moreira
Guimarães.
O
visconde
da
Torre,
D.
Rodrigo
de
Sá
Coutinho,
e
seus
filhos,
D.
Fernan
do
d
’
Azevedo Sá
Coutinho, D.
Luiz
de
Azevedo
Sá
Coutinho
e
sua
esposa D.
Francisca
Barbara
de
Sousa
Machado,
não
lhes
sendo
possível,
como
eram
os
seus
-desejos
e
dever,
agradecer
pessoalmente
a
todas as
pessoas
da sua amisade
e
re
lações
tanto seculares
como
reverendos
ec-
clesiasticos,
que
por
occasião
do
falleci
mento
de
sua
muito
prezada
e
nunca
as
sás
chorada
esposa,
irmã,
lia
e
cunhada
a
viscondessa
da
Torre
se
dignaram
di
rigir-lhes
cumprimentos
de
pezatnes,
as
sistir
aos
oilicios
fúnebres
que
no di^
10
do
passado
mez
de
fevereiro
se
fizeram
na
capella
de
S.
Vicente,
e
acompanhar
o
cadaver
aô ceuiiteriò
;
fazem
n
’o
pores-
te
modo pedindo
milhares
de
desculpas
de
o
não
fazer
por
outro
e
a
todas
as
refe
ridas
pessoas
protestam
o
seu
mui
vivo
e
indelevel
reconhecimento
por
tão
dis-
tinctos
e
particulares
obséquios.
Henrique
Freire
d
’Andrade
Coutinho
Bandeira
e
seus filhos, julgam
ter
agra
decido a
todos
os ilim.os e
exm.
os snrs.
que
lhes
fizeram
a
honra
de
tão
signi
ficativos
obséquios
por occasião
do fallé-
cimento
de
sua
cunhada
e
tia,
a
exm.
a
snr.
a
D.
Maria
Isabel
Pereba Lago
e
No
ronha;
mas
receando
que
alguns
bilhetes
e
relações
se
extraviaram,
justificam
d
’es-
te
modo
a
sua
involuntária
falta,
da qual
pedem desculpa,
protestando
a todos a
sua
cordeal
e eterna
gratidão.
(184)
, i
d tf fí
Ignorância
da
Religião
Fublicaçtlo
intercgsnnte
1
folheto..................
40
rs.
Vende-se
na
livraria Chardron,em
Braga.
(195)
BAJÍCO
C®MMEE€IAL
DE
BEBAS
A
Sociedade
anonyma
de
responsabilidade
limitada
Este
Banco
faz as
seguintes
opera
ções
:
Sacca
sobre
diversas
praças
do
reino
e
estrangeiro
aonde
o
Banco tenha
agen
cias.
Faz
transferencia
de
fundos.
Compra
letiras
de
cambio.
Banco
Gommercial
de
Braga
*
Sociedade
anonyma de
responsabilidade
limitada
A
Direcção
d
’esle
Banco
annuncia
que
está
habilitada
a
pagar
lodos
os
seus
de
pósitos
á ordem,
tanto
na
sede
como
na
respectiva
Caixa
Filial
do
Porto.
Os
depositos
que
não
forem
levantados,
vencerão
2
0|
q
de
juro ao
anno.
Previne-se
a
toda
e
qualquer
pessoa
a
fim
de
que
não
faça
contracto
de
es-
pecie
alguma
com
D.
Maria
Carolina
da
Silva,
viuva,
da
rua
Nova
de
Sousa,
d
’
es-
la
cidade,
pois
já
se
acha intimada
por
ordem
d
’este
juiso,
assim
como
de
seu
genro
João
José
Lopes da
Costa,
sob
pe
na
de
nulidade,
porque,
findas
as
presen
tes
ferias se
vae
tentar
a
competente
ac-
ção
de prodigalidade,
por
incapacidade
de
se
administrar.
Braga
6
de
abril
de
1877.
Maria
da
Conceição
Gonçalves
(193)
Domingos
Jusé
Alves
Companhia Edificadora
e Indus
trial Eracarense.
Sociedade anonymn
de responsa-
bílidmle
limitada
Capital
500:0000000
l.a emissão 100:0000000
São
convidados
os
senhores
accionis-
tas
a
entrar
com
a
12.a
e 13.
a
presta
ções
ou
10
°|
0
de
suas
acções.
de
5
a
10
do
proximo
mez
de
Abril,
das 10
horas
da
manhã
ás 2
da
tarde,
no
escriptorio
da
companhia,
rua
da Cruz
da
Pedra
n.°
6
a
12.
Braga
24 de
Março
de
1877.
Os directores,
Francisco da Silva
Araújo.
José
Alves
de
Moura.
João
Carlos,
Pereira
Lobato.
(181)
arte
de
taghygraphia
Vende-se
em
Braga,
rua
Nova,
n.
c
3,
e
no
Porto
:
preço
360
rs.
ALCATRÃO
BARBERON
Único
que
contém todos os princípios balsâmicos e aromáticos de Alcatrfio de Noruega.
ju
fortes
calores e nas mudanças de estação, impede que a agua se corrompa: e
uma bebida
nica
e preservadora
de moléstias epidemicas. — Dóse : uma colherzinna n um copo
accrescentada
a bebida
oriinaria.
— Preço 400 reis.
ALCATRÃO
RECONSTITUINTE
BARBERON.
Com chlorhydrophosphato de
Consumpção, moléstias do peito, tisica, anemia,
dyspepsia, rachltismo, molesuaa 4^
ossos,
das
mulheres e das
crianças.
— Preço : 500 reis.
ELIXIR
FERRUGINOSO
B1RBER0N,
Com chlorhydrophosphato de
ferro.
—• Reco^
stitue o sangue sem causar o estomago. Muito sgradavel, digestivo
e tonico.—rreço : 800 j»(
FOGO
BARBERON
PARA.
OS
CAVALLOS,
Substituo
o ferro
candente
aan destrm,
o
pello. Exito infallivel e facil applicação.
— Preço :
950
reis.
Depositos;
BARBERON & C1», en Ghâtillon-sur-Loire [Loiret), França. Em
Lisboa, o snr
Barreto,
rua
do
Lorêto.
h."
28
—
30
(23
-H-)
de
SARRAZÍ&-MICHE1L,
de
A4X en rroveiiee (Francia).
Cura
segura
e prompta dos rheumastismos
agudos e
cixronicos,
como
egualmento
da gota, lombago, sciatica, etc.,
etc. — Preço :
•
reis.
—
Geralmente
basta
un frasco.
Depositos:
em
Parizl casas
dos S" D
orvault
et Ca,
e P
hilippb
L
bfbbvre
e C’;
em Lisboa, Sr B
arrbtoi
rua do Loreto, 28
e 30.
(24 *)
Arremaíarão voízairaSas-sra
«!
í
>
h
bem
insEDtohiiiarios
d«»
fnXteeid» vis
conde <le S. Lázaro.
Pelo
juiso
de
direito
d’
esta
comarca,
e
cartorio
do
3.°
oflieio,
de
que
é
escrivão
Moita,
uo dia
15
do proximo
futuro
mez
d
’
abril,
pelas 9
horas <!a
manhã,
á
porta
do
tribunal
judicial
silo
no
largo.de
San
to
Agostinho, se tem
d
’arrematar, e
en
tregar
a
quem
mais
der
—
quando
conve
nha
—
os
bens
seguintes:
A
casa
nobre,
com
seus
respeclivos
jardins,
e quintal
junto,
tudo
circuitado
por
muro,
de
natureza
alluiiial,
no
valor
de
25:0900000
rs.
A
propriedade
rústica
contígua
aos
di
tos
jardins,
comprehendendo
a
cocheira,
casa
de cazeiros,
eira,
colferlo,
aguas
e
mais pertenças,
que
se
compõe
de vários
prasos
foreiros
ao
revr».°
cabido
da
Sé
Primaz,
aos
herdeiros
d
’Estevão
Falcão
Cot-
ta
de
Menezes,
á
real
irmandade
de
Santa
Cruz,
Hospital de
S.
João
Marcos,
á
Mi
tra Primaz, e
á
coraria
da
Sé.
confronta
do
nascente
com
a
rua
de
S. Lazaro
e
quintaes
das
casas
da rua
da
Ponte,
e
com terra
de
D.
Adelaide
Raio de
Paiva;
do
sul
com
a
mesma;
do
poente
com o
caminho
chamado
do
Fojacal; e
do norte
com
o
quintal
da dita
casa
nobre,
no
va
lor de
12:0000000
rs.
Uma
morada
de
casas
em
principio
de
construcçao,
defronte
da
referida casa
no
bre
com
toda
a pedraria
aparelhada
e
por
apparelha>,
que
se acha
deposilatia
no
cam
po dos
P.emedios,
no
valor
de
3:0000000
reis
—
e
finalmenle
uma outra
morada
de
casas
com
seu eido,
denominadq
da
Cal
çada,
no
logar
do
Sobreiro,
freguezia
de
Santa
Enlalia
de
Tenões.
no
valor
de
reis
4000000
; porisso
toda
a
pessoa
(pie
qui-
zer
lançar
póde
comparecer
no
dia
e
ho
ra
indicado
Braga
5
de
março
de
1877.
Pela
cornmissão
administradora
e
li
quidatária,
O
solicitador==./oâo
Ferreira
Torres
(147)
FLUIDE
IATIF
»
E
JONES
Por
suas propriedade» bene/tea», goza este
pro-
ducto
de alta
e merecida reputação. Suactxa e ama
cia
a peite,
allivia as irritações
causadas
pelas mu
dança»
de clima, pelos banhos do mar, impressões
desagradavels
do vento
ou do calor, etc,
etc.
Uma
simples applicaçõo
faz desapparecer as ra-
I chaduras
das mõos e
dos beiços.
Preço
650 reis.
PARA
OS CUIDADOS
DO
TOUCADOR
É
muito digno de ser recommandado ó
Sabão
latif,
que possue todas as
propriedades suavizan-
tes
doFluide,eumaroma delicadissimo.PreçoSOOr
’
23,
Boulevart
des Capucines, Paris,
De Fronte
da entrada do
Grand-Uotel.
Fabricante
de Escovas Inglesas Perfumeria, Loja
de
papel, Objetos de Fantasia, Estojos diversos,
Cutelaria, Artigos de Luxo, Luvas, etc.
Deposito
em
Lisboa,
snr.
Barreto,
Lorêlo
n
0
28
—30
(26
«)
CASA
PA KA
A KKEN
P
a
R
Alluga-se
até
ao
proximo
S.
ZVfA,
g
”‘
‘
l
’
1,na
morada
de casas,
sita
,.ua
t|
0
At)
j
0
n
o
24.
T
rat
a
.
se
livraria,
em
frente da
mesma
casa, e
escriptorio
d
’
esta
redacção.
Mi
na
na
no
VENDA
DE CA Ei
Vende-se
as
casas,
sitas
no
Lar-
de
8.
Lazaro
n.°
13.
Trata-se
—
com
João
Evangelista
de Sousa
Tor
res-
e
Almeida.
A BELLA PINGA
No
armazém
de vinhos
da
Rua
de
Su
to
Andié,n.°20,
encontra-se
uin
variti
sortimento,
das
principaes qualidades
>
vinho
de
Monsão,
Arcos
de
Val-de-Vez,!
Basto
e
do
concelho
de
Braga.
Vende-se
por
pipas
e
barris.
Quem pf
tender
dirija-se
a Cerqueira
da
Silva.
Gonçalves, largo da
Lapa
n.° I ou
ck
Francisco
Manoel Xavier,
rua
dos
Clã
n.°
25.
(148)
COLLEGIO
INGLEZ
DO
Sagrado
toraçào de
lUarin Virgc*
litiitiHCiiInda
D. Margarida
Heunessy,
desejando
ti
nuir aos
pedidos
que
as
famílias e
cie
mais
dedicados
á causa
de
uma
verdade
ra
e
completa
educação,
tanto
de Brii
como
das localidades
adjacentes,
ha
®
co
annos se
teem
dignado
fazer-lhe,
re»
veu
abrir
uma
casa de
educação
meninas
internas,
semi
internas
e
ex^
nas
sob
a
direcção
de sua
irmã
Miss.V*
resa
Heunessy,
tendo
obtido para
levanu
o
seu
estabelecimento,
a
bella
casa
da
i*
de
S.
Miguel-o-Anjo,
onde
morou oe.v
snr.
Juiz
de
Direito,
o
qual
já
funcci®
desde
o
dia
2
de
Fevereiro.
Para
esclarecimentos
podem
derigir*
a
Braga
a
snr.a
D.
Maria
Brigida
Bersac
Perry,
Campo
da
Feira,
ao Rev.°
João
R'
bello
Cardozo
de
Menezes,
ao
Rev.°
João
P
f
dro
Ferreira
Airoza,
e
a
José
Maria Dias1
’
Costa,
Rna
Nova.
(1
’1
VENDA
DE
CASAS
a
Vende-se 4
moradas
de
ca>
com
quintal
e
agua, siias
1
rua
de
D.
Pedro
V,
sendo
»
76,
77,
85
e
86.
Tracta-se
no
l
ar
Ê>L
Penedos,
n.°
1.
w
3'
Parte de Comércio do Minho (O)
