comerciominho_10031877_613.xml
- conteúdo
-
,
__
«oorintnrio
do EDITOR H PF.OFRIETAUIO
Assigna-see
vende-se
no
escriptono
a
,
,
Cias
de
Interesse
particular. *<>
*
&&
avulso
v
.
AS
TERÇAS,
QUINTAS
E
SABBADOS
PUJBMC
JSL-S
E3
P
reços
:
Braga,
anno
1^600
rs.^Semestre 850
rs.=-Prom-
I
cias, anno 2&000
rs
e
sendo
duas 3&600
rs.
—
Semestre
1&D50
|
rs.=^=8razt/,
anno
3&600
rs.
—Semestre
1&900
rs.
moeda
forte,
I
ou
8&í)00
reis
e
4^500
reis
moeda ftaca.-=Annuncios
por
lintia
(
2i)
rs.,
repetição
10
rs.
Para
os
assignantes
20
°/
f
.
d
’
abatimento.
BSASA-
a3> 8,12
MASXÇ©
A’
íSedixcçfio do
«4g»o»to!o».
fevereiro,
1877.
Londres,
17
de
(Conclusão
do
antecedente)
assignado
mui nume-
II
—
Está
sendo
rosamente
nas
cidades
de
Italia
do
Norte,
1
um
protesto,
em
forte
linguagem,
contra
as
horríveis
blasphemias
vomitadas no
1
Parlamento
Italiano durante
a
discussão
1
do
Bill
sobre
os
Abusos
Clericaes.
E’
;
bem
certo
que
a
podridão
do
melhor
fru-
cto
(como
da
melhor
laranja
e melhor
melão)
é
sempre
do
mais
intenso
e
oflen
sivo
amargor.
Assim,
os
Italianos
pôdres
sam
tudo
quanto
ha
de
mais
vil
e
de
testável.
Em
confirmação
disto não
falta
riam
provas,
se
valesse
a
pena colligil-as;
porém,
quando
se
diz,
como
um
dos
prin
cipaes
blasphemadores
da
sentina
actual
Italiana,
um
tal
de
la
Galinna
(dez vezes
mais
vil
e perversa
que
a
mandada,
pela
voz
p
derosa
de
t.icero,
«purgar
de si
mesmo
o
Senado
Romano»),
se
atreveu
a fazer o
elogio,
e
por
assim
dizer,
apo-
theosede
Judas
(!!!)
—
e
o
tal
Parlamento,
que, parece,
ainda
se
quer
dizer
chrislão,
não poz
lóta
a
pontapés
o
blasphemador;
4
que
effeito
poderá
esperar-se
do
annun-
ciado
protesto,
salvo
o
de
honrar
todavia
os
que
o
assignaram,
e
mostrar, que
ain
da toda
a
Italia
não
está
pôdre
?
Vi
também
nas
noticias
de
Roma,
que
lá
se
acha
uma
grande
turba
de
Inglezes.
D
’
isso
não
tinha
eu
dúvida,
ainda
mesmo
sem
tal
positivo
annuncio;
pois
o
Protes
tantismo
Inglez,
que
sabe,
a
revolução
da
Italia,
a
installação
em
Roma
do
Go
verno
revolucionário,
ser
principalmente
obra
sua;
regozija-se
de
testemunhar
pre
sencialmente
o
progresso
e os
effeitos
da
creatura.
E
a cada
novo
golpe
ou
insulto
que
a
canalha
do
liberanguismo
Italiano
dirige
ao
Papa
e
ao
Calholicismo,
a
vul
garidade
ingleza
—
os
Brocon-Jonnes-and-
Bobinsons,
—*
pie
vam
espalhar
as
suas li
bras
e
sua ignorância
pelo
Continente;
esfregam
as
mãos
mui
satisfeitos,
piscan
do
o
ôlho, e
dizendo
entre
si:
Down
is
lhe
Pope
al
lasl
—lhis
is
lhe
laslofhim!
(«Abaixo
vae
o
Papa
afinal
—
vae
acabar
desta
vez!) Ila
tres
annos,
por
este
mes
mo
tempo,
já
eu
proprio
pude observar
muito
disto
em
Roma.
HL
—
Outro
artigo
importante
de
no
ticias
de
Roma
é
a de
um
Breve
man
dado
ao
Presidente,
João
Acquaderni, e
ao
Conselho
Superior
da
Sociedade
da Ju
ventude
Catholica
Italiana.
A
importância
do
Breve
está
no
facto
de
responder
di-
rectamente
á
pergunta
que
tão
frequen-
lemente
fazem na
Italia:
—
«ó
Porque
não
votam
os
Catholicos
nas
eleições,
e
assim
se
fazem representar
vaulajosamenle no
Parlamento?
Os
inimigos
da
Igreja
sam
todo-poderosos
na
Camara,
que
se
levante
em
favor
Catholicos».
Fala o
Santo
Padre
de
e
precisa, e
diz,
que na
e não
ha
voz
dos
interesses
maneira
clara
Italia,
e
nos
Seus
Estados
especialmente,
não
podem
os
Catholicos tomar
parte
nas
eleições
políticas; e
cita os
exemplos
de outros
Estados, onde
se
não
salva
a Sociedade,
nem
se
alliviain
os males
da
Igreja,
por
meio
de
eleições.
Adverte
áquelles
a
quem
o
Breve
é
dirigido,
que
se
alguém
pro
curasse
mudar
este
modo
de
proceder,
propondo
que
outro
seria
mais vantajoso,
essa
pessoa
procede como
Satanaz,
ten
tando
transfigurar
se
em
anjo
de
luz.
A
expressão:
—
«Nem
eleitores
nem
eleitos»,
é sanccionada
neste
Breve.
E
referindo-
se
ao
pouco
que
póde
esperar-se
do
Par
lamento,
diz
o
Santo
Padre:
—
*
«Cada
dia
se
mostram
aos
olhos
de
todos,
os
resultados
das
eleições
publicas
e
os
actos
do
Parlamento
de nações Es
trangeiras.
Pelos
primeiros
sabemos
que
pela
maior
parte
sam
preferidos homens
sem honra,
ou
não honestos;
e
pelos
ou
tros
que,
não
obstante o
facto
de
que
illustres
Catholicos
de
grande
authoridade
nobremente
defendem
a
causa
da
justiça,
se
sanccionam
frequentemente
leis
tão
hostis
á
Igreja,
que,
se ella não
fosse
obra
Divina,
pareceria
que
tinha
de
pere
cer
cornpletamente.
«Procura-se
que
vantagens
certas
ce
dam
o
logar
a
outra
incerta,
e
que
é
tanto mais duvidosa,
quanto
ella
tem
de
contender,
não
só
contra
um êrro
de
espirito,
mas
contra
as
intenções
hostis
do maior numero dos
votantes
que
sam
ardentes
em
seu
odio
á
Religião».
Uma
dilferença
de
opinião
nesta
ques
tão
de
eleições
foi
a
occasião
de
que
ap-
parecesse
esta
decidida
censura
da idéia
de
que
os
Catholicos
podiam
votar
De
putados
Catholicos
á
Camara
Iialiana,
tal
qual
se
acha
constituída,
<>u
nella
podiam
tomar
assento
sendo
eleitos.
Este
Breve
é
datado
de
29
de
Janeiro,
do
anno 31
do
Pontiíicado
de
Pio
IX.
Muito
estimei
eu
ver
esta
decisão
in
spirada
do
Santo
Padre;
pois foi
sempre
minha
própria opinião,
e
por
ella
ser
desprezada
por
certos
intrigantes
a
que
se
deu
attenção, se
seguiram
immensas.
desgraças
a
Portugal.
A.
R. SARAIVA.
-----
Odio
velho não caaaça.
Com
a
devida
vinia transcrevemos
nosso
presado
collega,
a «Nação»,
o
guinte
artigo.
Tracta-se
dos
officiaes da
convenção
de.
Evora Monte,
que
arrastam
por ahi
sua
vida
na penúria,
entre
mil
priva
ções.
O
pedido
que
faz
a
«Nação» é
justíssi
mo;
a
sua
satisfação
seria
uma
acção
meri
tória
e
louvável.
O
governo
accederá?
Acceda,
e
terá
o
applauso de
quantos
no
coração
acoitam
do
se-
os
sentimentos
nobres
de
amor
pelo
pro
ximo.
Dar
de comer a
quem
tem
fome,
é
uma
obra
de
misericórdia.
Não
se
negue,
pois,
o
pão
a
esses
infe
lizes,
que
vivem á mingua
d
’
elle,
e
for
mam-no
todo
um quadro
horroso
de
mi
séria.
Juntamos
as
nossas
vozes
ás
da
«Na
ção»
e
fazemos
os
mesmos
votos,
por que
tão
justo pedido
seja d’esta
vez
attsn-
dido.
Ha
quarenta e
do
s
annos
que
a
revo
lução
arrancou
dos
hombros
da
officiali-
dade
do
exercito realista as
dragonas
que
o
governo
lhe dera
pelos
serviços,
que
prestára
ao
Estado;
e
ha
outros
tantos
annos
que
os
nobres
officiaes
da
convenção
ifEvora-Monle
esperam debalde,
que
lhes
façam
justiça
A
grande
maioria
d
’el!es
teem
morri
do
fartos,
até
á
saciedade,
de
privações,
indo
por
fim,
envoltos
na
pobre
mortalha
do
mendigo,
para a
valia
do
cemitério
ia
confundir
se
com
a multidão
de cada
veres,
que
o
espirito
de
igualdade
da
epocfia
não
permitte
que
sejam
soterrados
junto
dos
poderosos.
Pois
muitos
d’
aquelles
réprobos
conser
varam
até
o
fim
da
vida,
as
cicatrizes
dos
golpes, que
tinham
recebido
em
de-
fensa
da independencia
liberdade
da
pa-
tria
!
Já
restam
poucos,
mas
d
’esses
poucos
a
quasi
totalidade
mendiga,
aqui,
e
alli,
o
negro
pão
da
caridade,
porque
a
velhi
ce,
e
a
doença
lhes
não
consentem
já
em
punhar,
em
vez
da
espada,
a
fouce,
ou
o
alvião.
E
todavia,
os
poderes públicos
conti
nuam
a
ver
com
a
mais
ge
ida
indifferença
os
infelizes
officiaes
convencidos
em
per
manente
iucta c<
m
a
fome,
e
com
a
falta
de
tudo, que
lhes é
indispensável
á exis
tência
!
Nas
mais altas
regiões despertaram e
desejo
de
tolas
as
c asses
sociaes
a
fa-
20
FOLHETIM
não
é
nosso
pae,
nem
nosso
irmão,
e
que
não
é
só
nosso
amigo:
eu
sei
emfim
o
que
é
amor:
quem
m
’
o
ensinou?...
foi
o
coração,
foi
a
natureza,
foi
Deus.
O
amor
é uma flôr
que
existe
em
bo
tão
na
alma
da
virgem;
o
homem a quem
se
tem
de
amar
é
o
sol
que
faz
desabro
char
essa flôr.
E
’
uma
flôr
que
Deus
plantou dentro
de
nós,
porque
quando
a virgem
nasce,
já
comsigo
a
tem
no
coração.
Oh!
eu já despertei
a
um
bello
grito
;
grilaram-me
—
elle
te
ama!...
—
pois
eu
de
veria
tel-o
adivinhado
Sim!
oh!
sim!
eu devo
crer
que
me
ama:
porque
córa
elle
também
quando
encontra
meus
olhos
?
porque
lambem
tre
me
quando
me
falia?
Eu
revolvo
na
minha
alma
quanto
se
tem
p
ssado
entre
*
elle
e mim, como
a
mão
de uma menina
revolve
boliçosa
uma
cesta cheia
de
llôres.
Recordemos...
Uma
noite...
que noite!
dansamos
jun
tos...
fui
o
seu
par...
nossas
mãos
tre
meram... quizemos
fallar e
não
dissemos
nada...
ah !
parece
que
fazendo
assim
é
que nós
dissemos
tudo!...
Depois
fui
com
duas amigas
para
meu
quarto
;
contei-lhes
a
historia
do
sonho
do
—botão
de
rosa
:
—
ninguém
me
devia
ouvir
senão
ellas.
Em
uma das
tardes
seguintes
veio o
velho
guarda-portão
dar-me
a
sua
hora
de
musica
;
cantou
um
romance
;
esse
ro
mance era
a
historia
do meu
sonho...
a
historia
do
botão
de
rosa.
Quem
escre
veu
estes
versos
9
perguntei
eu;
foi o
snr.
Cândido;
respondeu
o velho
Rodrigues.
Cheguei
a
crer
que um
genio
invisive
ihL
J. Si.
DE MACEDO.
04)
S05S
ÀHÍ0ÃSS
ROMANCE
BRAZILEIRO
VOLUME II
X
Uma hora de
leitura.
HISTORIA DO
MEU AMOR
VIII
Preciso
conversar
com
o
meu
coração;
dentro
de mim
se estão
passando muitas
cousas,
que
ainda
não comprehendo;
é
uma
serie
de
contradicções...
um dese
jar
sem
querer,
o
que
eu
estou
experi
mentando.
Como
foi que
eu
comecei
a amar
es
te
moço,
que se
chama
Cândido, não
é
por certo
um mistério;
vi-o
de
joelhos
junto
do
tumulo
de
meus
paes,
e
amei-o
por
gratidão:
amei-o
como
se
fôra
irmã
d
’
elle.
Disse
a
todos
que
o
amava assim
;
riam
se
de
me
ouvir,
e
eu
não
córava.
Nos
primeiros
dias, quando
me
olha
va.
seu
olhar passava
por
sobre
meu
co
ração
tão
suave,
tão
doce,
como
o
sopro
do
favonio
sobre
a
rosa
que
acaba de
desabrochar.
Depois
as
sensações
foram outras
:
seu
olhar
não
foi
mais
para
o
meu
coração
como
o
favonio
para
a rosa ;
é
como
a
aurora
para
o
ceo
;
porque
o
ceo se
aver
melha
quando
o
dia
amanhece,
e
meu
rosto
se
enche
do
rubor
do
pejo
quando
elle
me
olha.
Porque?...
Agora,
quando
elle
está
ausente,
eu
me
aíllijo,
desejo
ardentemente
vêl-o che
gar
; quando elle
se annuncia,
meu
co
ração
palpita; quando
elle
entra
na
sala,
minhas
faces
córam
;
quando elle
se che
ga
a
mim
meus
olhos
se
abaixam
;
quan
do
tile
me
cumprimenta
eu
não posso
res-
ponder-lhe.
Porque?...
Eu
gosto
de ouvir
fallar
d
’elie; mas
não
pronuncio
nunca
o
seu
nome
;
sua
imagem
apparece
em
todos os
pensamen
tos
de
minhas
vigílias
e
nas bellas
imagi
nações
de
meus
sonhos; parece
que
a
ima
gem
d'esse mancebo é
dona
de
minha
alma.
Porque
?
Oh!
eu
o
estimo, e estando
a
seu
lado
tremo
;
acho-o
bonito,
e
lenho
receio
de
olhar
para elle
:
gosto
de
ouvil-o
fallar,
e
nunca
me
animo
a
conversar
com
elle.
Porque
?...
Ah!
porque?
porque,
meu
pobre
cora
ção?
porque
é
que
eu
sinto
que
já
não
amo
esse
mancebo
como
se
fôra
sua
ir
mã?
como
é
então
que
o
amo
agora?...
IX
Oh
!
que
revolução
se
operou
em
to
da
a
minha
vida,
em todo
o
meu
ser
!
Eu
já
sei
que
se
ama
a
alguém
que
velava
em
prol
d
’
esse
terno
sentimento
que
nascia...
Fomos
ao
passeio
publico
: passeiamos
juntos e
sós
eu
e
elle:
estavamos
ambos
tão
perturbados
!
..
éramos
como
dois
cri
minosos;
ouvi
que
alguém
dizia:
—
são
dois
namorados:—
quasi
que
morri de
ver
gonha.
Oh!
não
é
possível
encubiir mais...
não
é
possível...
não...
a
verdade
deve
dizer
se.
A llôr
que
existia
em
botão
dentro
de
minha
alma abriu-se
ao
terno
sopro d
’
es-
se
mancebo:
eu o amo
!
Ainda
não
lhe
disse,
não
serei capiz
de
dizer-lhe
que
o amo;
já porém
jurei
a
mim
mesma,
que
hei de
amal-o
toda
a
minha
vida.
Oh!
sim!
eu
o
confesso...
eu amo.
Abençoem lá
da
eternidade
meus
paes
o amor
d
’
estes
dois
corações,
que
a pri
meira
vez
que
se
encontraram
n
’
esta
vida
foi
de
joelhos
ao
pé
de
seu
tumulo.
Abençoem
I...
Proteja
o
Senhor
Deus
estes
dois
co
rações,
que
antes
de
se
acharem
unidos
jelos
laços
de
um
amor
puro
e
santo
já
se
haviam
identificado
em
uma
oração,
e
caido
juntos
aos
pés
do
Omnipotente
liga
dos
peia
mesma
fé,
pela
mesma
esperan
ça,
e
pelo
mesmo pensamento.
Oh
!
sim
!
proteja.
Mas
porque
motivo
elle,
a
quem
eu
amo,
elle
que
me
ama,
foge
de
meu
la
do?..
porque
me
não
falia?.,
porque
con
tinua
a
mostrar-se
tão
triste
como
dan
tes?..
Eu
devo
então
ser
bem
infeliz,
pois
que
elle
não
póde
mais
ignorar que eu
o
amo
e
todavia
sua tristeza
é
sempre
a
mesma,
sempre
incurável.
optimo
papel
e
adornada
de
bellas
estam
pas.
Agradecemos.
Cumtioio
extrasrilinari».
—
A
’s
6
horas
e
2
minutos
da
tarde d
ámanhã
sae
um comboio
extraordinário
desta
cidade
para
o
Porto,
afim
de
proporcionar
maior
commodidade
ás
pessoas
que d
’
aquella
cidade
vierem
assistir
á
entrada
solemne
do
snr.
arcebispo
Primaz.
AdminiMrn0o
Central da
Cor
reio d»
—Recebeu-se
no
escri-
ptorio
d
’este
jornal
um
oílicio da
Admi
nistração
Central
do
Correio
do
Porto, no
qual
se
nos
comrounica
que
a
Direcção
Geral
dos
Correios
resolveu
indemnisar
os
indivíduos
que
se queixaram
do extravia
de
quantias
em sellos
remeltidos ao
«Com
mercio
do
Minho».
Sabemos lambem
que
em
virtude
d
’
esta
resolução
já
foi
intimado
pelo
fiel
do
cor
reio
dTlhavo
um
nosso
assignante
d
’aquella
localidade,
—
de
quem
ha
tempos
dissemos
não
ter
recebido
4$0()0 reis
por
elle
a
nós
remeltidos,
—
para
que
declarasse
o
modo
porque
havia
de
ser
embolsado
d
’
a-
quella
quantia.
Realmente
é
digna
dos
maiores
encó
mios, não só
a
Direcção
Geral,
como
a
Administração
Central
do
Porto, por
este
procedimento,
que
subidamente
honra
os
soliicilos
empregados,
e
não
menos
a
nós
e
a
toda
a
imprensa.
Beneficio
para
os
inniitidados.
—
Está
marcado
o
dia
15
para
o
benefi
cio
dos
innundados,
promovido
por
algu
mas
senhoras
e
cavalheiros
da
nossa
me
lhor
sociedade.
Sieuniiio
«1
’arelieologoei.
—
Diz
a
«Religião
e
Patria»,
de
Guimarães:
Verifica-se
para
a Paschoa
a
reunião
d’
archeologos
nas
ruinas
da
Litania,
tão
habilmente
exploradas
pelo
ex.
ino
snr.
Francisco
Sarmento.
Sabe-se já
que
veem
de Lisboa
os
snrs.
Pereira
da
Costa,
mar-
quez
de
Souza, Possidonio
da
Silva,
Lu-
ciano
Cordeiro, Carlos
Ribeiro,
Silva
Leal,
Soromenho,
Schiappa
e
Delgado,
além
d
’
outros
do
Porlo, Coimbra, Evora e
Bra-
gr.
Para
honrar
estes
hospedes
e
celebrar
a sua visita,
preparam-se
nesta cidade
faustosas
demonstrações,
para
o
que
ha
nomeadas
commissões.
O
snr.
Sarmento
é incançavel
em pro
mover
tudo
que
dê lustre
e
gloria
a
esta
terra
tão
celebre
na
antiguidade
e
tão
desconhecida
agora.
€’8ieuva tl«
lapoci.—O
«Ecco
da
Uru-
guayana»
dá
a
seguinte
noticia, extrahida
de
um
jornal
peruano:
Emquanto
em
Rancagua
cahia
uma
espantosa
chuva
de pedra, em
Manque-
cuel
cahiu
uma de
sapos que
cobriu
du
zentas
quadras.
Não
se
creia
que
esta
chuva
foi
um
insignificante
chovisquilo;
não,
pois foi
tão
intensa
que
houve
partes-
onde
ficaram
amontoados.
Um
homem
teve
a
curiosi-
vor
das
victimas
das
ultimas
inunda
ções,
o surgiram
de toda
a
parte
soccor
ros.
Foi
um acto
muito
louvável,
é
certo,
e
não
menos productivo;
mas
não
serão
também
dignos de
igual
consideração
os
oíliciaes
da
convenção de
1834,
a
quem
a
tempestade
política
arrojou
ao
abysmo
de
uma
existência
de
quarenta
e
dois
an
nos
de
extrema
pobreza?
Terão por
ven
tura
menor
direito
á commiseração
dos
que
devem,
e
pódern
co!local-os
a
coberto
da
fome, a
que
foram
condemaados
pelos
odios
políticos?
Não leem.
E
comtudo
o
governo,
e
o
parlamen
to
continuam a ostentar-se
de
mármore
diante
de
tamanha,
e
de
tão
diuturna
pena
contra
os
pobres
oíliciaes
realis
tas
!
E
passará
a
presente
sessão
legis
lativa
ainda,
sem
que
se
lhes
fuça
jus
tiça
?
Desejamos
que
não passe;
mas
do
desejo
á
realidade
a
distancia
na
hypolhe-
se
sujeita,
é
enorme.
Oxalá,
porem
que
a
descrença,
que
nutrimos,
se
não justifique
e
que
tenhamos
razão
para
agradecer,
em
vez
de
repetir
o
provérbio:
«Odio
velho
não cança».
ÍÂZSTIiHA
Íianíperenne.
—
Expõe-se
segunda-
feira
na
parochial
egreja
de
S. Pedro de
Maximinos.
('tathecguese
pnpului
’.
—
Em
rasão
de
ser
ámanhã
a
ceremonia
da
entrada
solemne
de s.
exc.
a
revd.ma
o snr.
ar
cebispo Primaz,
não
haverá
cathequese
no
Collegio. Também não é
possível
havel-a
no
domingo
seguinte,
no
qual
é feita
a
procissão
de
Passos,
por
causa da
afluên
cia
de
via-sacras
que
durante
o
dia
saem
d’aquelle
templo.
Obito.—
No
dia
12
de
janeiro
falleceu
em
Nova-Goa
o
revd.®
padre
Manoel
Agos
tinho
Bernardo
de
Carvalho,
redactor prin
cipal
do
excellente
periodico
«A
Cruz».
N
’
um jornal
da
localidade
lemos
que
o
finado
era
um
sacerdote
respeitável pe
las
suas
luzes
e
virtudes,
e
um orador
notável.
Aos
esclarecidos
collegas
da
«Cruz»,
os
nossos
cumprimentos
de
pezames.
Beneficio.
—
Faz
ámanhã
o
seu
be
neficio
no
circo
equestre
da
Cêrca
dos
Congregados
o
snr.
Frederico
Arsens,
director
da companhia
que
alli
funcciona.
O
beneficiado
offerece
aos espectadores
dois
prémios.
Universo in<■»trado.—
Recebemos
os
n.
os
7
e
8
do
Universo
llluslrado,
for
mosa publicação
lisbonense,
impressa
em
dade
de
trazer-nos
um
cêsto
cheio
para
amostra.
Devemos
confessar
que
ficamos
surpre-
hendido
ao ver
tanto
animal de
um mes
mo tamanho, fórma
e
cór,
pois
todos
eram
absolulamente iguaes.
Decididamente
a
Providencia
propoz-se
a
presentear-nos
este anno
com
as
sete
pragas
do
Egypto.
Chuva
de
sapos
era
a
ultima
que faltava.
Telegrafia a bordo.—
O
governo
inglez
acaba
de
mandar
instalar
a
bordo
dos
navios
couraçados
um novo
apparelho
telegráfico
denominado «telegrafo mecânico
de Gisborne»,
similhante
ao
que
funccio
na
a
bordo
dos vapores
da
companhia
Peninsular
e
Oriental,
que
faz as
carrei
ras
para
as
índias.
O
telegrafo
mecânico
de
Gisborne, ser
ve
para
transmittir
as ordens
do
capitão
ao
timoneiro
e
ao
machinista.
Heoaeilio contra as oezdeo,
—
Um
missionário
que
regressou
da
China deu
noticia
d
’um
remedio que
cura
instanta
neamente
as
febres
intermiltentes,
sezões
ou
maleitas.
Esta
receita
já
foi
experimentada
em
França,
e
teve
oplimos
resultados.
E’
sim
ples,
de facil
preparação,
pouco
dispen
diosa e,
sobre
tudo,
inoffensiva. O
dou
tor
Paulo
Conslanlin,
medico do
Senado,
fez
a
experiencia
n
’um
hospital
de
Paris,
onde
o
resultado
foi
completo,
como
elle
refere
em
artigo
que
fez
expressamente
sobre
este
assumpto
n
’
um
jornal
de
me-
decina. O
doutor
de Vouzien,
nas
Ar-
dennas,
lambem
se
felicita
pelos
resulta
dos por
ella
obtidos
nas
suas
experien
cias.
«Tomar
uma
onça de
alúmen
(pedra
hume)
fazer
calcinar
metade
em
uma
pá
ao
lume.
Reduzir
a
pó
a
meia
onça
cal
cinada.
Misturar
tudo
com
trez
onças
de
arroz
(farinha
de
arroz),
cozido
n’
agua.
Fazer
pilulas
do
tamanho
(Puma
ervilha.
Conserval-as
em
um
frasquinho
de
vidro.
«Tomam-se
estas
pilulas,
uma
hora
pouco
mais
o:i
menos
antes
do
accesso da
fetire
e
distante
da
comida quanto possí
vel.
A
dose
para
um
adulto
deve
ser
de
doze
ou
qualorze
pilulas
que se
tomam
com
uma
pouca
d
’
agua
na
qual
se
desfaz
um
alho
pizado.
«Uma
só
dóse
convenientemente
toma
da
faz
desapparecer
a
febre.
Se aconte
ce
a febre
repetir
depois
de haver
toma
do
essas
pilulas,
é
porque
o
remedio
foi
mal
preparado
ou
mal
applicado».
Ainda
ha pouco
em
Saint-Cloud, um
oflicial,
vindo
d
’Africa
cora sezões que
lhe
duravam
havia
seis mezes,
foi
curado
com
este
remedio
chinez,
lendo
antes
to
mado
outros
remedios
que
não
fizeram
efleito.
S5egsals»«saes»8o
dto
agricultura
districtui.
—
Q
regulmento
da
agricultu
ra
districlal
diz
que
haverá
em
cada
dis
triclo
administrativo
uma
quinta
de agri
cultura
com os
seguintes
estabelelecimen-
tos
annexos:
1.°
deposito
de
animaes
re-
productores;
2.°
museu de
instrumentos,
machinas
e
productos
agrícolas;
3.°
labo
ratório
de
chimica
e
bibliotheca agrícola;
4.
°
os
demais
estabelecimentos
que
se
julgarem
necessários
e
as
posses
dos
dis-
trictos
comportarem.
Eífectuar-se-bão
em
todos
os
districtos,
exposições ou con.
cursos
dos diversos
productos
da
agri-
cultura, terminando
pela
reunião
de
con-
gressos
agrícolas
Em
todos
os
districtos
se
fará
a publicação
regular
dos
seus
an-
naes
agrícolas. Serão
instituídos
na
sé
le
dos
districtos
dois
cursos,
um
de
agrictil-
lura
elementar
e
outro
de
zootechnica,
sendo
o
primeiro
professado
pelo
agrono.
mo
e
o
segundo
pelo
intendente
de
pe-
cuaria
e
serão
também
instituídas
confe
rencias
agrícolas
e
pecuarias,
as
quaes
deverão ser
effectuadas
pelos
referidos
pro
fessores.
Nas
quintas
districtaes
de
agricultura
haverão: l.° culturas
de
exemplares
de
hortas,
pomares,
vinhos
e
oliveiras; 2?
culturas
forraguiosas
siifficientes
para
ali
mentação
de
animaes
domésticos;
3.®
cul
turas
experimenlaes tendentes
a
demon
strar
as
vantagens
da
introducção
de
no
vas plantas,
de
matérias
fertilisan-
tes,
e de
praticas
agrícolas
racio-naes
e
aperfeiçoadas;
4.°
viveiro de
plan
tas
frucliferas,
floresta
e
de
ornamento;
5.
°
deposito de animaes
reproductores
e
outros, que
convierem;
6.°
oílicinas
de
artes
agrícolas,
laboratorios
de
chimica,
museu
e bihliotheca
agrícola;
7.°
emíim
quaesquer
outros
e-tabelecimentos
que se
julguem
necessarois
e
as
forças
do
distri-
cto
podérem
comportar.
Nos
museus
de
instrumentos,
machi
nas
e
productos
de agricultura devem exis
tir
em
primeiro
logar:
I.°
as
machinas,
instrumentos e
utensílios
usados
na agri
cultura
e
nas
artes
agrícolas; 2.°
os
mo
delos
e
desenhos dos
referidos objectos;
3.
°
os
productos
animaes
e
vegetaes
sus-
ceptiveis
de
longa
conservação;
4.°
as
madeiras,
rochas,
terras,
minérios
e
fos
seis;
5.°
os herbarios
e
preprarados
ana
tómicos
dos
animaes; 6.°
os
trajos
da
po
pulação
rural;
7.°
os
arreios
e
apeiragens
dos
animaes.
As exposições
e
concursos
agrícolas
effecluar-se-hão
por
series
triennaes
a
sa
ber:
1.
°
Anno—
Concursos
pecuários;
2.
°
Anno
—
Exposições
de
líquidos
fer
mentados,
oleos
e
fructas;
3.
°
Anno
—
Exposições
de
cereaes,
le
gumes
e
hortaliças;
Os
concursos
pecuários
comprehen-
dem:
1.
°
Os
animaes
domésticos;
2. °
As
lãs,
os
lacticinos,
o
mel
e
cera,
os
casulos
e
semente
de
sirgo;
3
0
As
forragens
seccas
e
suas
sernen-
E
no
entanto
esse
outro
que
me
desagrada
tanto, quanio
elle
me
é
grato,
esse
omro
impertinente
e
ousado
não
me
deixa
um
instante,
e
ousa fallar-me
de
amor
mesmo
diante
d
’
aquelle
que
eu
amo.
Que
differença entre
ambos!...
Um
é
a
modéstia,
que
receiosa
se
afas
ta
e se
esconde,
e
que
porisso
mesmo
é
mil
vezes
mais
bella.
O
outro é
a
presumpção que
se
osten
ta,
que
se impõe, e que
depois
de
abor
recer-nos
muito
retira-se
pensando
que
nos
deixa
em extase.
Um
é
a
palavra
da
virtude,
que
soa
unicamente
para
louvar
o
mérito;
é
a
gravidade
do
homem nobre,
a
pureza
das
almas
candidas.
O
outro
é
a
loquacidade
do vicio,
não
sabendo
fallar
senão
a
linguagem
vene
nosa
do sarcasmo;
lançando
a
calumnia,
a
satira,
e
o
epigramma no
meio
da
con
versação
mais
séria
e delicada;
é,
quando
não
falia,
o
aspecto
de
um
bulo
ou
de
um
malvado
com
seu
rir
constante,
rir
maledicente... rir venenoso...
ou
rir
estú
pido.
Um
crê
na
eternidade
e
em
Deus,
e
çrê
na honra
dos
homens;
o
outro
zom
ba
dos
mistérios
e
não
acredita
na
honra
de
ninguém. Um
é o
néctar
da
virtude...
o
outro
é a
peçonha da víbora.
Que
differença
entre
ambos!
..
X
Já lá
vae
a
noite
de
meus
annos:
con-
tradictoria,
inconsequente,
como tudo
mais
que
hoje
commigo
se
passa,
ella
encheu a
rainha
alma
de
prazeres
e
de pezares.
Pela
primeira
vez
elle
tinha
de cantar
no
Ceo-côr-de-rosa
:
chegou
a
hora
de
seu
canto..
Elle
veio
melancólico
e
gra
cioso,
e sentou
se
defronte
de
mim.
Trouxeram-lhe
uma
harpa.
Aquelle
mancebo
pallido
e
triste,
com
cabellos
tão
negros e
mãos
tão brancas,
causou-me
uma
impressão
que
eu
não
pos
so
bem
definir;
julguei
estar
vendo
um
d
’
esses
quadros
amorosos
dos
tempos ro
manescos
da
edade
media.
Sua
voz
soou...
que
voz!
seu
canto
saía-lhe
(Palma;
era
um
canto
de
amor.
Seus
olhos
embebidos
no
meu
rosto
me estiveram
repetindo o mesmo,
que
no
apaixonado
canto
dizia
;
eu
era tão
fe
liz !...
Estava
orgulhosa
do
amor d
’esse
ho
mem
!
Estava
suspensa...
—
não
me
achava
na
terra
—
aquelle
canto
me
erguia
em
suas
azas
harmónicas
levando-me
para
a
região
fantastica,
onde
mora
a
imaginação
do
bar
do
que
cantava.
Terminou
o
canto...
mas
eu
fiquei
ouvindo
sempre
aquellas
doces
harmonias,
como
se
um
anio
m’
as estivesse
repelin
do
aos
ouvidos
;
era
talvez
o
anjo
de amor,
que
cantava
e
o
coração
amante
que
ou
via.
Depois
elle saiu da
sala;
procurei-o
todo
o
resto
da
n
ite
com
os
olhos,
com
o
coração
e
com
o pensamento:
não ap
pareceu.
Porque
se
retirou
elle?..
eu
tremo.
Oh!
o
meu
amor é
tão
novo,
tão
in-
nocente,
tão
de anjo como o
d
’
uma
creanci
nha
recemnascida
e
uma
ílôr
que
acaba
de
desaboloar-se.
Ah
pobre
mãe
!
como
é
facil,
apezar
de
tuas
lagrimas, vêr morrer
alli
no
her
ço a
creancinha
de tua
alma
; ah
triste
arbusto!.,
basta
um
instante
de
tempes
tade
para
que
a
tua
ílôr
caia
por
terra.
E
o
meu
amor
é
como
a
creancinha,
ou
como
a
ílôr
; eu tremo.
XI
Eu
sou
como
a
pomba
que
geme
so
litária;
eu
o
sou...
é
bem
verdade!...
Desde
a
noite
de
meus
annos que
nun
ca
mais
tornei a
vêl-o
;
não
será
isso
uma
crueldade
de
sua parte?..
Que
lhe
fiz
eu?.,
amal-o?..
só
se
foi
esse
o
meu
crime;
mas
ah!
não
mere
cia tão
forte
castigo.
Tenho
chorado
muito...
já
se
me
aca
baram as
lagrimas;
agora escrevo,
e ago
ra
comprehendo
que
muitas
vezes
escre
ver
é
chorar
com
o
coração.
Ai de
mim!
nem
lenho
quem
me
con
sole
;
a
ninguém
ouso
dizer
porque
cho
ro;
ninguém
saberá
a
causa
de
meus
tor
mentos;
zombariam
de minhas
lagrimas...
Oh!
é bem
triste;
todos
devem
ter
padecido
o
que
eu
padeço;
todos lem
coração,
todos
devem
ter
amado
;
como
é
pois que
se
ousa
ridicularisar
as
penas
de
amor’
.,
não
zombam
de
si
mesmos
aquel
les,
que
zombam d
’
ellas?..
E
comtudo
elles
se
riem sempre!...
Paciência
i soffrerei
tudo
em
silencio
;
e
se
isto não
é
um
tormento
passageiro;
se
o
meu amor
tão
novo,
tão
puro,
tão
extremoso
foi
morto
por
um
ingrato,
guar
darei
os
restos
d
’elle
no coração, chora
rei
com
a
minha
alma
de
joelhos
ao
pé
d
’esse
coração,
que
foi
a
um
tempo
o
berço e
a
sepultura
d
’
esse
amor;
como
uma
mãe
extremosa
chora abraçada
com
a
urna
onde guarda
os
ossinhos
de
seu
primeiro
filho.
Tenho
a
cabeça
perdida...
falta
me
ás
vezes
o
ar...
ás
vezes
os
cabellos
me
pe-
zam...
A
sociedade
me
aborrece...
que
tenho
eu
com
os
prazeres
de
toda
essa
gente?.,
ninguém
me
comprehende
lá.
Desejo
es
tar
só...
muito só,
conversando
com
as
minhas
saudades.
Agora
a
minha
amiga
é
a noite;
quan
do
a
lua
é
cheia e
o
tempo
está
sereno
eu
passo
horas
inteiras
reílectindo
á
janel-
la
do
meu
quarto
Nunca
me
acho
só
n’essas
horas;
em
baixo,
no
jardim
os
favonios
conversam
com
as
flores
ao mesmo
tempo
que
eu
fallo
com
o
meu
coração.
As
flores
respondem
aos
favonios
com
a
exhahção
de
seus
perfumes,
como
o
coração
me
responde
com as
suas
sau
dades.
E
’
assim
que
passo
as
noites
; os
dias
são
muito
tristes,
porque
já
perdi
meus
antigos
prazeres.
Nem
mesmo
a
musica
me
agrada...
se
vou
tocar
páro
no meio de
uma
harmo
nia
para
embeber-me
toda
em
um
pen
samento,
que
ella
desafia.
Não
posso cantar.
.
quasi
sempre
cho
ro.
Agora,
por
exemplo,
seria
occasião
de
ir
ouvir
o
velho
Rodrigues
cantar
suas
velhas
baladas;
era
a
hora
da
sésla.
Não
irei.
Mas...
lá
sôa
a
sua
voz;
elle
canta...
E
’
o
romance
do
botão de
rosa...
Eu
vou.
(Conlinúa}
)
1
1
I
1
3
S
S
e
i-
i-
lè
is
.0
do
coronel,
militar
de
grande
caracter
e
severidade
de
costumes,
o
qual
o
tem na
conta
de
oíficial
modelo.
Eis
as
noticias,
que
tenho
adquirido,
e
que
amo
transmit- 1
tir
aos
meus
correligionários.
Francisco
Xavier
Pereira,
seus
filhos
e
genro,
veem
por este
meio
tributar
a
sua
gratidão
a
todas as
pessoas
que
por
occasião
do
fallecimenlo
de sua sempre
chorada e
nunca
esquecida
esposa,
mãe
e
sogra,
Mana
do
Carmo,
os
cumprimenta
ram
;
bem como
’ás
que
acompanharam
o
cadaver
da finada ao
seu
ultimo
repou
so.
A
todas
protestam
eterno
reconheci
mento.
(1S2;
Assim
que
a
Real
Familia
Proscripla,
l
com
a
diflerença
dos
tempos,
dos
meios
i
e
das
pessoas,
faz
lembrar
a
grande
fa-
I
milia de
D.
João
I
e
de
D.
Filippa
de
Lencastre.
•
Nos tempos
futuros
a
historia
ha
de
vèr aqui
um
critério
para
avaliar
o que
<
foi
alvo
das
calumnias
revolucionarias,
em
seu
caracter
e
na generosidade
natural
do
i
seu
coração.
,
Ah!
porque
não produziu
Portugal
no
magestoso
e universal
movimento
de
1828
1
nm
homem,
que
na
altura
do enthusiasmo
do
paiz
inteiro,
fosse
o ministro
neces-
i
sario
de
um
Rei,
que
para
obter
renome
na
historia
bastava
nos
livrasse d’
esta
por-
i
caria,
que
ahi
está?
1
Mas
cumpria
realisarem-se
os
insondá
veis
desígnios
da
Providencia
e
o
llagello
I
liberal continua a
envilecer e
arruinar
a
nação
fidelíssima
!
1
Sem
duvida
grandes
eram
os
peccados
nacionaes,
que
deviam
ser
pagos!...
Não
se
chamou
Attila
o
llagello
de
Deus?!
—
'
(«Nação»).
Origem
eãas aelu»e« <lyaiastias
ei»roi»é»s.
—
O
«Sport»
observa,
em
um
dos
seus
últimos
numeros,
um
facto
dy-
nastico
muito
curioso
acluahnente.
E
’
que,
na
Europa
chrislã,
em
toda
a parte
on
de
a
monarchia
existe,
as
famílias
rei
nantes
são da
raça
germanica.
Na
Inglaterra
reina
a
casa
do
Hanover,
á
qual
succederá
a
casa
de
Saxe
Cobur-
go,
porque
o
príncipe
de
Galles,
herdeiro
do
throno,
é
filho
do
príncipe Alberto
de
Saxe
Coborgo.
E
’
lambem
esta
casa
que
reina
na
Bélgica,
onde
é
representada neste
mo
mento
pelo
rei
Leopoldo
II.
O
ramo
da
casa
de Nassau,'que
se
chama
ordinariamente
casa de
Orange,
e
que
reina
nos paizes
Baixos,
na
pessoa
de
Guilherme
III,
é
de
origem
e
de
raça
pu
ramente
germânicas.
Na
Dinamarca snccede
o
mesmo: o
reinante, Christiano IX,
antes
de
subir
ao
throno,
em
virtude
do
tratado
de
Lon
dres
de
8 de
Maio
de
1832
e
em
virtu
de
da
lei
de
successão
dinamarqueza de
31
de
Julho
de
1853, tinha
o
titulo
de
duque
de
Sles-wig-Holstein-Sonderburgo
Glucksburgo.
Descende
da
casa
de
Hol-
stein.
O
imperador
da
Áustria,
chefe da
ca
sa
Loreno-Hapsburgo,
é
da
raça
puramen-
te
allemã.
A
illustre casa
de
Lorena des
cendia
de
Carlos
Magno, e
esta
casa
e
a
de
Hapsburgo
ligaram-se
pelo
casamen
to
do
ultimo
duque
Francisco
de
Lorena
com
Maria
Thereza,
ultima
herdeira
do
sangue
e
do
nome
de
Hapsburgo.
Não
é
necessário dizer
que
o
impera
dor
da
Allemanhã,
Guilherme
I,
é
de
ra
ça
germanica
da
mais
pura.
O mesmo
acontece
com
todos
os
ou
tros
soberanos
allemães,
sem
excepção
al
guma.
Em Portugal, o rei
é
filho de
um
principe
duque
de
Saxe
Goburgo.
Na
Europa
oriental
e
seplentrional
reinam
igualmente
dous
soberanos alle
mães,
o
rei
da
Grécia,
filho
do
rei da
Dinamarca,
e
o
poderoso
imperador
de
to
das
as
Russias.
O
czar
Alexandre
II
está
animado,
co
mo
o
estiveram
sempre
seu
pai
e
seu
avô,
de
espirito
russo,
dos
sentimentos
russos;
mas,
considerando
nós
apenas
a
sua
ori
gem,
a
sua
raça,
vemos
que
é
allemão,
porque
seu
avô
Pedro III,
designado
pe
la
imperatriz
Izabel
para
lhe
succeder
no
throno, era
um
principe
da
Holslein
Golf-
torf,
sua
mãi
era
filho
do
rei
da
Prussia
e
sua
avó,
a grande
Catharina,
era
prin
ceza
de
Anhal-Zerest.
Em
frente
desta
longa
lista de
sobe
ranos
de
raça allemã,
os francezes
apenas
vêm
nos
thronos
da
Europa
dous
monar-
chas
de
raça
franceza:
o
rei
AíTonso
XII,
da
casa
de
Bourbon,
e o
rei
Oscar
II,
chefe
da
casa
Bernadotle, reinante
na
Suécia.
O
imperador
do
Brazil
é
filho
de
uma
princeza
da
casa da Áustria.
i
Caminhos de ferro
do
Mtinho
. e
Douro.—
Durante
a
semana
decorrida
,
desde
10
a
16
de fevereiro
ultimo,
o
ca
minho
de
ferro
do Minho rendeu
2:651$680
réis,
sendo
l:789$930
réis
de
transporte
de 4:713
passageiros,
166$340
réis
do
de
mercadorias
pela
grande
velocidade
e
réis
696$410
pela
pequena.
Em
idêntica
semana
do
anno
passa
do
a
receita
fôra
de
l:993$600
réis.
tes,
os instrumentos
e
aparelhos
de pre
paração
dos
alimentos
dos gados,
4.°
Os arreios,
apeiros e forragens,
bem
como as plantas
ou
modelos dos
pa
lheiros
e
das
habitações
dos animaes
do
mésticos.
......
c
.1
Nas
exposições
de líquidos fermentados,
oleos
e
frucias
entram:
1.
°
n
agres;
2.
°
3. °
Vinhos,
aguardentes,
licores e
vi-
0
azeite
e outros
oleos;
As
frucias
verdes e
seccas,
com
potas
e
conservas,
doces
ou
condimenta
res
*
4.
°
O
material
da
cultura
da
vinha, da i
oliveira
e
dos
pomares;
5.
°
O
material
do
fabrico
do
vinho
e
i
do
azeite;
6.
°
Modelos
e desenhos
correspondeu- <
<
t6Se
A
’s
exposições
de
cereaes, legumes
e
>
hortaliças
poderão
concorrer:
1.
”
Os cereaes,
legumes, tubércu
los,
raizes,
hortaliças
frescas
e
prepara
das;
1
2.
°
O
material
agrícola,
modelos
e
de-
i
senhos
correspondentes.
A proposito
de lima
obra ca- i
tlaoSica— i» fileaí Familia
Proseri- i
pta
—
Veio
em um
jornal
francez
uma
i
noliciazinha,
de
que
muito
gostei.
Ha
na
pequena
cidade
de
Cannes,
so-
(
bre
o
Mediterrâneo,
e
de
excellenles
ares,
um
estabelecimento,
que
de
si
é mais
uma
prova da actividade
incansável,
e
nunca
satisfeita do
illustre
Clero de
Fran
ça.
E’
sabido,
e ainda
ha
pouco
o
con
statou
no
senado
francez
o
eloquente
Bis
po
d
’
Orleans,
o
sacerdote
francez,
tendo
.
gasto
as
forças
e
a
vida
no serviço
de
Deus
e
da Patria
não
tem
reforma,
e
tem
de
morrer
trabalhando, ou
de
recorrer
á
familia
ou á caridade; porque
lá
o
Cle
ro
não
sabe
economisar
para
a
doença,
nem
para a
velhice.
O
pouco
que
tem,
nas
sobras
forçadas,
serve
ainda
para
os
pobres
ao impulso
de
sua
inexgolavel
ca
ridade
!
*
Um
digno
ecclesiastico,
impressionado
de
um
tal
estado
de coisas,
estabeleceu
em
Cannes,
na
Quinta
das
Rosas uma
casa de
asylo
para
os inválidos
do
Clero.
O
promotor
da
obra,
Padre
Chaix,
graças
á
sua
actividade
e á caridade
dos fieis,
tem
conseguido
leval-a
a
un?
ponto
em
harmonia
com
a
excellencia
e
vastidão do
seu
fim.
Este
sacerdote
distinclissimo,
pois
que
o
notável
critico.
Pontmarlin,
julgou
dever consagrar-lhe
um dos
seus
Sabbados,
entre
oulros
meios de
desen
volver
a
sua
obra,
conseguindo dar-lhe
por
padroeiras
illustres
Princezas, que residem
n
’aqueiles
sitios.
Pertencem
ás
Casas de
Bragança
e de
Bourbon.
São
SS.
AA. RR.
as
senhoras
Condessas
de
Caserta
e
de
Bardi e a
Princeza
Carolina
de
Bourbon.
E’
doce
ao
coração
porluguez vèr
como
as
Augustas
Filhas
do
Rei-Proscripto,
na
situação,
em
que
a
Providencia
as
collo-
cou,
sabem
corresponder ao
nome,
á
edu
cação
e
aos
exemplos
que
viram
sempre
no
lar
domestico.
Assim que
vimos
uma,
valente
paladina
da
Meia-Edade,
acompa
nhar
seu
valente
esposo
em meio
de tan
tos perigos,
e
sottrendo
toda
sorte
de
privações
e
incommodos
de
uma
guerra
terrível;
outra
trasplantada
do
retiro
on
de
vivia
para
uma
das
primeiras côrles
da
Europa,
obrigada
a
fazer
ahi
as
vezes
da
soberana
em
luneções
de
côrle, desem
penhar-se
do
diílicil
encargo,
como
se
outra
não,
tivera sido
a
sua
aprendiza
gem
senão
os
explendores
aulicos
da
im
perial
Vienna—
Oulra
captiva
em
Muuich
a
affeição
da familia
que
a
quiz
sua
—
Agora
a
ligada ullimamente
ao
joven
e
sympatlnco
Conde
de
Bardi
apparece
pres
tando
a
sua
dedicação
a
uma
obra
tão
eminentemenle
catholica—
iodas
respeita
díssimas por
suas
virtudes,
por
sua
alta
e
christã
educação,
por
sua
inlelligencia
e,
porque
não
c
diremos
lambem,
admi
radas
por
sua
bellesa,
que
faz
honra
á
ra
ça
porlugueza
alliada
á
germanica.
Restam
duas
ínfantas
porluguezas
ain
da na
idade
de
completar
a
sua
educação.
Esperamos,
que
do
alto
do
Ceu
seu cho
rado
Augusto
Pae
lhe
oblerá
ventura
igual
á
das admiráveis Princezas,
suas
Irmãs.
E
porque
nao
aproveitarei
a
occasião
pa
ra
dizer o
que
sei
do
Joven
Bragança,
destinado
a
perpetuar
a
varonia
d’
esta
casa
tão
nacional.
Sabe-se
que
fez
estu
dos
esmerados
—que
deu
provas
dislinclas.
que
lhe
abriram
entrada
no
exercito
aus
tríaco,
onde
foi
sua
muito
positiva
e
es
pontânea
vontade
de
ir adquirir os
conhe
cimentos
práticos,
que
tornariam
uteis
os
estudos
theoricos
que
havia
feito
—
sa-
be-se
emfim
que no
regimento,
onde
mi
lita
é
estimado
de
todos,
especialmente
O total
da
receita
durante
o
exercício
tem
sido de
13:598$91O
réis.
No
caminho
de
ferro
do
Douro
a
re
ceita
durante
o
mesmo
periodo
foi de
l:733$710
réis,
sendo 1:307$940 réisjo
transporte
de
3:395
passageiros,
92$369
réis
do
de
mercadorias
pela
grande
ve
locidade
e
333$I8O
réis
pela
pequena.
Em idêntica
semana
do
anno
anterior,
a
receita
fôra
de
l:235$500
réis.
O
total
durante
o exercício tem
sido
de
11:633$
100
réis.
Estatística
mortuária.
—
Eis
a
relação
das
pessoas
reaes fallecidas
em
1876:
Gran-duqueza
Maria
da
Rússia, irmã
do
Czar.
Duqueza
Medina
Coeli,
sobrinha
da
ex-
iinperatriz
da
França.
Principe Leão
de
Lusignano.
filho
dos
imperadores
do
Oriente,
e
antigo
rei
da
Arménia,
que
foi
deslhronado
pelo Czar.
D.
Izabel
Maria,
infanta
de
Portugal
re
gente
do
reino
em 1826.
Principe
Guilherme
Auersperg
de
Áus
tria.
Imperador
da
Turquia,
Abdul-Azis.
I).
Josephina
Eugenia,
mãe
da
rainha
da
Suécia.
Duque
Jorge
de
Meklembur-Sirelitz,
ir
mão
do
grão-duque
reinante de
Meklem-
burg-Strelitz.
Antonia
Luzzi, viuva
do
principe
Leão,
antigo
rei
da
Arménia.
Dolgorouki,
principe
russo.
Wiihelm
Auerperg,
principe
austría
co.
Lidgiwidg
Taucaninni,
rainha
da
ilha
Van-Diemen,
colonia
ingleza.
Princeza
Constança
Bonaparte,
freira
no
convento
do
Coração
de
Jesus
em
Ro
ma.
Sidi
Hamet
Vsrohkim,
principe
impe
rial
de
Marrocos.
Principe
Burharneddin,
6.°
filho
de
Ab-
dul-Medjid.
Frederico
Guilherme,
principe
de
Has-
na
Prussia.
Maria
Victoria,
duqueza
de
Aoste,
fiiha
Victor
Manoel.
A
mãe
do
principe
Milan,
rei
da
Ser-
se,
de
via.
A
irmã
mais
velha
da
princeza
Mu-
rat.
Um
parocho centenário.—
Ha
na
Italia
um
parocho,
que
nunca
almoça,
que
jejua
todas
as
quaresmas,
e
nunca
passa
duas
horas
sem
oração;
empenha-se
na
instrucção religiosa
dos seus freguezes,
não
recusa
esmola
aos
pobres,
canta
sem
pre
a
ultima
inissa
e
passa
as
manhãs
no
confissionario.
E’
amado
como
pae
por
todos
seus
freguezes.
No
quinquagésimo
anniversario
do
seu
sacerdócio
cantou
Missa, ajudado
por
sete
sacerdotes,
seus
sobrinhos.
Con
erva
sempre
a
igualdade
do
bom
humor,
o
modo
alegre
para
com
todos,
e
o
maior
zelo
no
cumprimento
dos
seus
deveres.
Vive
este
prior
de
pa-
rochos
na
freguezia
de
Sancta
Maria
dei-
la Calle, junto
de Fossombrone
(Estados
do Papa),
de
perfeita
saude,
maugrado
os seus
102
annos
de
idade,
abençoado
de
Deus
e
dos homens.
Chama-se
Basilio
Michele.
A
’
caridade
publica.—
Recommen-
damos
ás
almas
bemfazejas
uma pobre
mulher
de
80
annos
de
idade,
que
se
acha
doente
e
sem
meios
de subsistência,
para que
a
soccorram
com
uma
esmola
pelo
divino
amor
de
Deus.
Mora
na
rua
de
S.
Gonçalo
n.°
11.
DA
AtsnS.VJSTR
AÇÃO.
Vão
abaixo
publicados
os
nomes
d’a-
quelles
nossos
assignantes
que
tão
cava-
Iheirosamenle
nos
teem
coadjuvado,
dignan
do-se
enviar-nos o
importe
das
suas
as-
signaluras.
A
lodos os nossos cordeaes
agradecimentos.
Pedimos
aos
que
ainda
se
acham
em
debito
o
favor
de
saldarem
contas
com
a
administração
d
’
esle
jornal;
e
aos
que
não
queiram
cumprir
esse
dever,
rogamos,
que
ao
menos
nos
devolvam
os
jornaes,
indicando por
qualquer
modo
aquelle
pro-
posito.
Eis-aqui
os
nomes
dos
cavalheiros
que
teem
pago
a
assignalura:
Arcos.
—
Ex.
ino
sur.
Simão
da Rocha,
alé
31 de
dezembro de
1877.
Boticas.
—
Revd.0
Cândido
Pereira
de
Carvalho,
alé 31
de
de
1877.
Castro Daire
—
Revd.°J.
E.
até
30
de
setembro
de
1877.
Lourenço
dezembro
Salgueiro,
Chaves.
—
Revd.°Simão
Luiz
Pires
Gil.
até
31
de
dezembro
de
1876.
Os
nossos
assignantes
das
ilhas
Adja
centes,
podetn
pagar
suas
assignitnras
ao
nosso
correspondente
em S.
Miguei,
o
snr.
Albino
Augusto
Pessoa.
Lisboa.
o
snr.
Alfredo
Valladim.
Covilhã,
o
snr.
Luiz
Antonio
de
Car
valho
Porto,
o
snr.
Carlos
das
Neves &
So-
iriohos
—
rua
das
Flores.
Vianna
do
Castello,
o
snr.
Francisco
José d’
Araujo
Júnior.
Guimarães,
o snr. José
Antonio
Tei
xeira
de
Freitas
—
Livraria
Internacional, a
S.
Damaso.
B
ISCO VIKfWAVm BE 858UC. 4
SOCIEDADE
ANONYMA DE
RESPONSABILIDA
DE
LIMITADA
Resumo
do
aclivo
e
passivo
d’
este
Banco
em
28
de
fevereiro
de
1817.
Aetivo
Caixa
...................................
uetras
descontadas, toma
das e
a
receber
.
.
.
Empréstimos
sob
penhores
Créditos
com
caução
,
.
Operações
a longo
prazo,
com
hypotheca
.
.
Agencias
oo
Reino
e
Ilhas
Agencias
no
estrangeiro
•
Jevedores
no
paiz.
Cartas
de
credito
.
.
AcçÕes
de
conta
própria
.
Valores
fluctuantes.
Effeilos
depositados
.
.
Despezas
d
’insta
1
lação
.
.
Moveis
e
utensílios.
Gastos
geraes
e com
missões.
Liquidações
.............................
23:190$679
163:860$076
194:611$223
107:466$773
17:9í)3$263
48:8 >6$
164
4:314$
1
45
9:863$3i9
l;320$000
93:333$000
38:612$tl90
22:
400$000
4:4'.)0$í)00
1:537$8iO
1:
1
3'>$606
l:346$930
738:396$
142
PllMilO
Os
Directores,
José
Joaquim
Lopes
Cardozo.
José
Antonio
Rebello
da
Silva.
Capital.............................
600:000$000
Fundo
de reserva .
.
.
2:509$127
Imposto
sobre
dividendo
.
.
2:327$163
Depositos
a
praso
103:697$936
»
á ordem. .
.
13:622$170
Letras
em
deposito.
334$355
Letras
por
pagar.
.
.
.
209$600
Credores
d
’
effeitos
deposita
-
dos
.............................
22:400$000
Credores
no
paiz
.
4
374$052
Agencias no
reino
e
ilhas.
116$273
Agencias
no
estrangeiro.
.
362$30O
Dividendos
por
pagar.
.
.
4:68o$300
Lucros
e
perdas.
.
.
.
3:3635042
758:396$142
Braga
28
de
Fevereiro de 1877.
ÚCME
CIRCO
EQUESTRE
Na
Cerca
dos Congregados
DOMINGO,
11
DE
MARÇO
Beneficie
do snr. Frederico Arsens
O
beneficiado
fará os
seus
diílicultosos
trabalhos
na corda
tirante, e
na
mesma
A
pmsngem d
’ntn velocípede.
A
inarcHa triunfal
por cima da
corda com um homem ás cos
tas,
coisa
mais
extraordinária até
hoje
vista.
Haverá
dois prémios:
um
relogio
de
prata
(novo),
que
foi
ofíerecido
ao
benefi
ciado;
e
um
galo
da
Turquia,
côr
de
rosa.
O
sorteio
será
feito
na
plateia.
A&UBCimíTOS
ANNW0IOS
mesma.
Manuel Fer
eira
dos
Santos,
por
lhe
não
convir.
0
que
faz
publico
pa
ra
todos
os
elfeitos.
17-2U.1
DE
S.
VICEBTE-17
Ar
rema taçiío ginacz Itan ea no Mi
nistério
da
Fazenda e na Re
partição de Fazenda tio Sliatri-
ctotie
Brnga, no «lia ®8 de mar-
ço
de
1899, de uma propriedade
pertencente
t«
Santa Caga da Jtli-
arrieordia
do
Porto.
Uma
propriedade
sila
no
logar
de
Ma
çada,
freguezia
de
Santa
Arma de
Vimiei
ro,
que
se
compõe
de
casas
de
habita
ção,
um
andar
e
lojas,
terra
lavradia
com
arvores
de
vinho
e fructo,
tudo
em so
calcos,
descendo
do
nascente
para
o
poen
te
até
chegar
á
estrada real,
que
vae
do
Porto
para
Braga. Tem agua
d.e
rega
e
lima
de
duas
prezas
e
confronta
em
toda
a
linha
do
poente
com
a
referida
estra
da
real,
sul
com
a
propriedade
de
Luiz
Antonio
Dias,
nascente
com
Maria
José
Ferreira
Hilário,
com
Manuel
Pereira
Mar
tins
e
com
Manuel
José
da
Costa, norte
com
prédio
de
Manuel
José
Ferreira
Hi
lário.
Parle
dos
dous primeiros
socalcos,
comprehendendo
a
parte
urbana,
é terreno
de
dous
prazos,
foreiroá
Camara
Municipal
de
Braga
em
110
reis
e
laudemio
de
qua
rentena.
0
resto
da
propriedade
é
one
rado
lambem
ao
domimo
de
querent<na
para
a
fazenda
nacional
por
dois
prazos
pertencemes
aos
extinctos mosteiros
de
Santo
Agostinho
de
Lisboa,
e extinctos
religiosos
do
Colleginho da
cidade
de
Lisboa,
aos
quaes
o
arrematante
lira
obri
gado.
Louvação
1:5è>7$855.
Aos
Profassores cPInstrucção
Primaria
Em
casa
do
Professor
d
’
lnstrucção
Pri
maria
de
Santa
Catharina
de
Vilia
Facaia,
concelho de
Pedrogam
Grande,
se
vendem
Registos
de
matricula e
faltas,
bem como
Mappas
annuaes
para o
Magistério
Pri
mário.
Foram
anniinejados
e
recommen-
datlos
polos
Annaes
d
’
inslrucção
Publica
—
Boletim
d<>
Clero
e
do
Professorado,
e
Liberdade
Custa
cada
caderno
80
rs.
SEDAS PRETAS, BOAS E
BARATAS
Almeida
&
Pereira
;
cabatn
de
receber dírechunente
um
grande
e
variado
sorlido de
gla
cés,
íãilles,
brilhantinas
e
gor-
goiões,
que
vendem
menos
2(1
p
c.
que
qu.dquer
outra
casa;
porisso
lembra
aos
chefes,
de
familia
para
que
aproveitem
a
occasião.
(146)
machinas
legitimas
VENDE-SE
DA
Os
únicos
fabricantes
de machinas
para
coser,
com
casas
estabelecidas
em Portuga!
para
fornecer
directamente
ao
publico
e
as que
obtiveram
maiores
prémios
na
exposição
universal
de
Philadelphia
1
1 GRANDES FACILIDADES DE PAGAMENTOS 1 1
Para
adquirir as
melhores machinas conhecidas
UP4
ANNO
DE PRASO
Sem aurimento algum preços, ou «tez por cento de abatimento
por
prontpto pagamento
EUrsiXO GRÁTIS
EM CASA »O COMPRADOR
Porto,
e
Santa
Casa
da Misericórdia,
7
de
março
de 1877.
0
oflicial
maior,
Manuel
Gonçalves
da
Costa
Lima.
(153)
—
i
—
iun«i i
nnimeii
i
li
t
»n
ti
i<
TTrir rnrim.-r-.---r.
i-
neiczxsunc»
jmr
DECLARAÇÃO
Antonio
Germano
Ferreirinha,
proprie
tário
da Fundição
do
Minho,
estabelecida
u
’
esta
cidade, declara
qtte,
a
contar
do
dia
3
do
corrente,
despediu
da
sua fa
brica
o
contra-mestre
e
encarregado
da
0
espaçoso
e
elegante
palacete
do
cam
po
de
S
Thiago,
com
seus
jardins,
—quin-
taes,
pomares,
e
quinta
anexa
e todas
as
mais
pertenças;
para
informações
em
casa
de
Francisco
Martins
da
Silva
Araújo, Cruz
de
Pedra
n.° 7.
(98)
CAS A
PARA
ARRENDAR
Alluga-se
até
ao
proximo
S.
Mi-
guel uma
morada
de
casas,
sita na
rua
do
Anjo n.°
24.
Trata-se na
iivraria.
em
frente
da
mesma
casa,
e
no
escriptorio
d
’esta
redacção.
PEÇAM
CATALOGOS
ILLUSTRADOS
Com listas de
preços e
as condiçõos de
vendas a prasos
sa
DA
COMPANHIA
FABRIL SINGER
17, RUA DE S. VICENTE, 17
3BAGA
OU
n sv i
wm
! Em
28
LINHA
QUINZENAL
DE
PAQUETES
A
VAPOR
Para S.
Vicente, Pernambuco, Bahia, Rio de Janeiro,
Montevideo
e
Buenos-Ayres
Acceitando
lambem
passageiros
de
3.
3
classe
para
SANTOS e R!0 GRANDE
DO SUL
com
trasbordo
no Páo
de
Janeiro
2BÍ2«£
—
JaSJaJA.
FÍ0E2.MOSA1-S£2^Z
X : < JLÍ K
jí
J
(INCORPORADA POR CARTA REAL)
INJECTION BROU
Hygtentea
infxllivel ypretervativa; absolutamenta :<
a unicaqae
eura
«em lhe juntar mais nada. Vende- M
se
nas principaes
pharmacias do mundo. Exigir a I
instruccAo do
uso. (30 anos de
earíto.)Paris, casa do ,
inv"
B”Magenta, 158.
Lido»,
S' Barreto Loreto 28 e 30.
PAQUETKS A
.
b
■
L
HBOA
TAGUS
. .
.
.
. 13 de
Março
MONDEGO. .
. . 28 de
Abril
GUADIANA
.
.
.
28
de
Março
ELBE .
. .
.
.
13
de Maio
NEVA
.
.
.
.
.
13 de Abril
MINHO . . .
.
. 28
de Maio
PREÇOS GOMMODQS
Cada paquete ti’eHta
c«s58j?;r.ís3iisa
leva
a
bordo
ez-iado»
e eoninheirot
portuguezes
para
commodidade
dos
passageiros
de
todas
us claggee.
Sendo
as
passagens
payas
na
Agencia
Central
no
Porto
ou
em
qualquer
Agencia
provincial,
a
conducção
para
Lisboa
é
por
conto
da
C
onpanhia.
A
bordo
as passageiro
*
;
teem grátis
casssi», roupa de
cansa, co
mida
feita
por coBizsJteirosi p«>rtugtteze8, vinho d»i«g veze
*
por
dia,
assistência
medica, serviço de eriadoa
® outras
despezas.
A
EXPERIENCIA
de
mais
de
um
quarto
de
século
tem
feito
com
que
os
paquetes
d
’
esta
companhia
(a
mais
antiga
na
carreira
do
Brazil)
sejam
conhecidos
pela
regularidade, velocidade
e
segurança excepcional;
além
d
’
isso
pela limpesa, boa
ordem,
bom
tratamento
e
accomodações
a
bordo, e
pelos
melhoramentos
mais modernos
tanto
para
a
hygienc
como
para
a commodidade
dós
passageiros.
ISTO
É
COMPROVADO
pela
grande
concorrência
que
teem
de
passageiros
e pelos
agrade
cimentos
de
mais
de
mil
e
cera
passageiros d’entre
elles
feitos
por
escripta
como
consta
de docu
mentos
archivados
em
varias
agencias.
SÃO ESTES
OS
PAQUETES
preferidos
pelo
Governo
Inglez
para a
conducção
das
suas
malas
do
correio, e
por esie
serviço
recebe
a companhia
um
importante
subsidio.
TIVERAM
ESTES
PAQUETES
a
honra
de
conduzir
Suas
Magestades
o
Imperador e
Impe
ratriz
do
Brazil,
como
também
S.
A.
o
Infante
D.
Augusto.
TODAS
AS
INFORMAÇÕES
e bilhetes
de
passagem
podem
ser
obtidos
no
PORTO
na
AGENCIA
CENTRAL,
ma
dos
Inglezes,
23,
do
agente
GUILHERME
C.
TAIT;
e
nas
provín
cias
nas
agencias
e
correspondências
estabelecidas
em
todas
as
principaes
cidades
e
villas.
Agente
em Braga
o
snr.
João
Manoel
da
Silva
Guimarães,
rua
do
Souto.
FLUIDE
IATIF
de
JONES
Por
suas propriedade» beneficat, goza este pro-
ducto de
alta
e merecida reputação. Suaviza e ama
cia
a
pelle, allivia
as irritações causadas pelas mu
dança»
de
clima, pelos banhos do mar, impressões
desagradaveis
do
vento ou
do calor, etc, etc.
Uma
simples applieaçJo faz desapparecer as ra
chaduras
das
mSos e dos beiços. Preço 650 reis. ■
PARA
0S
CUIDADOS
DO
TOUCADOR
É
muito
digno de ser recommandado ó
Sabão
latir,
que
possue
todas as
propriedades suavizan-
tes
doFluide,eumaroma deIicadissimo.Preço500r
,.
23, Boulevart
des Gapucines, Paris, !
De
Fronte da e
ntrada do Grand-uotel.
Fabricante
de Escovas Inglesas Perfumeria, Loja
de
papel.
Objetos
de Fantasia, Estojos diversos,
Cutelaria, Artigos
de Luxo, Luvas, etc.
Deposito
em Lisboa, snr.
Barreto, Lorêto
n.°
28
—
30
(26
*
)
Arrematação voluntário
dos
bens
■
taasszob»liariot» «5o falleeido
vis
conde
de M. Luzaro.
Pelo
juiso
de
direito
d
’
esta
comarca
e
carlorio
do
3."
oílicio,
de
que
é
escrivão
Motla.
no
dia 1o
do
proximo
futuro
mez
d
’abril,
pelas
9
horas
da
manhã,
á
perla
do
tribunal
judicial
silo no
laigo
de
San
to
Ago-tinho,
se
tem
d
’
arrenial'ar.
e
en
tregar
a
quem
inais der
—
quando
conve
nha
—
os
bens
seguintes
:
A
casa
nobre,
c
m
seus respeclivos
jardins,
e
quintal junte,
t-.do
cuciiilado
por
muro,
de
natureza
aliudial,
no
xul
-r
de
25:O9C
’
á()iiO
rs.
A
propriedade
mística contigna
aos
di
tos jardins,
comprehendendo
a
cocheira,
casa de
cazeiros,
eira,
<-.«>}
ert->.
aguas
e
mais
pertenças,
que
se
coinp-õe
de
varies
prasos
foreiros ao
n
vm.u
cabido
da
Sé
Primaz,
a-us
herdeirt-s
d’
Este«àn
E-dcno
Cot
ia
de
Menezes,
á M-al
irmandade
de
Santa
Cruz.
Ho-piial
<le
S.
Joao
Maic-s,
ó
Mi
tra
Primaz,
e a
coraria
da
Se.
confronta
do
nascente
com
a
rua
de
S.
Lazaro
e
quinlaes
das
casas
da
rua da
Ponte,
e
com
terra
de D.
Adelaide
Raio
de
Paiva;
do
sul
com
a
mesma;
do
poente
com
o
caminho
chamado
do
Fojacal;
e
do
norte
com
o quintal
da
dita
casa
nobre,
no
va
ler
de
12:000^000
rs.
Unia
morada
de
casas
em
principio
de
construcção,
defronte
da
referida
casa
no
bre
com
toda
a pedraria
aparelhada
e
por
apparelliar,
que
se
acha depositada
no
cam
po dos
Remedios,
no
valor de
3:000$C(ll'
reis—e
finalmente
uma outra
morada
dc
casas
com
seu
eido,
denominado da
Cal
çada,
no
logar
do
Sobreiro,
freguezia de
Santa
Eulalia
de Tenões. no vajor
de
reis
IDOtSílOO
;
porisso
toda
a
pessoa
que
qui
zer
lançar
póde
comparecer
no
dia e bo
ia
indicado.
Braga o
de
março
de
1877.
Pela
commissão
administradora
e
li
quidatária,
0
solicitador=João
Ferreira
Torres.
(147)
Linimento BOYER-MICHEL para caval
los,
fazendo
as vezes
de fogo e não deixando
vestígios do seu emprego
M
ichel
,
pharma-
ceutico em
Aix (na Proveuça) Franca. -
Preço
1,000 reis.—Em
Lisboa
o snr Barreto,
Loreto. n
0
28
—
30/25)
ARTE DE
TACHYGRAPHIA
Vende-se em
Braga,
rua
Nova,
n.e
3>
e
no
Porto
:
preço 3U0 rs.
«•».
''’^rR.^VL-r.ia-^^.a9»KKBz«vzxnr’-sv.'>2v
*;i.i^>
BRAGA,
TYPOGRAPBIA
LUSITANA
—
18
:
7-
Parte de Comércio do Minho (O)
