comerciominho_10021877_601.xml
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5/
ANNO
1877
FOLHA COMífOCIAL
RELIGIOSA £ NOTICIOSA
NUMERO
601
Àssigna-see
vende-se
no
escriptorio
do
eoitos
b
pbopbietario
J
om
Maria
Dias
da
Costa,
rua
Nova
n.*
3
E,
para
onde
deve
ser
dirigida
toda a
correspondência
franca
de
porte.
—
As
assi-
gnaiuras
são pagas
adiantadas
;
assmi
coroo
as
correspondên
cias
de
interesse
particular. Folha avulso
10
rs.
ÁS
TERÇAS,
QUINTAS
E
SABBADOS.
I
P
rbços
:
Braga,
annoljgOOO
rs.^Seniestre
S50
rs.—
«Pr
ctn--
II
cias,
anno
2&000
rs
e
sendo
duas
3&600
rs.-
Amestre
1
j
rs.^Brazil,
anno
3&600
rs.—
Semestre
1&900
rs. moeda
forV
j
j
ou
8&000
reis
e
í$500
reis
moeda fraca.
—
=
’
.
íos
pnr hr..-
:>
II
20
rs.,
repetição
10
rs.
Para
os
assignantes
2
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’abatim
ente
BíMACwA
— 8
«A
Í5©
£49
EJE
FKVeRKIKO
W
Liberalismo ííaitboEieo
I
Como
base e
como
ponto
de partida
das
reflexões,
que
vamos
fazer,
assenta
remos
a seguinte
verdade, não
só
tlieori-
ca
e
praticamente
demonstrada,
mas
até
reconhecida
e
confessada
por
auctoridades
insuspeilissimas
:
O
liberalismo
não
é
mais
nem
menos
do
que
a
Revolução
com
outro
nome.
A
revolução, essa
revolta impia
e
blas
fema
do
homem
contra
Deus,
chamou
se
reforma
no
século
XVI;
chamou-se
filo-
sofismo
no
século
XVIII;
e
boje
chama-se
liberalismo
:
sob
as
tres
demonstrações
dif-
ferentes apparece
uma
e
a
mesfiia empre
sa,
que
leni
por fim
substituir
o
homem
a
Deus,
e
anniquilar
o
catholictsmo
e
a
Egreja.
Ora
o
liberalismo, n
’
esta sua
lida
sa
crílega
contra
a
Egreja
de
Jesus
Christo,
não conta
só
como
soldados
seus
os
ho
mens
abertamente
impios,
os
que
profes
sam
o
alheismo
e
que
votam
um odio
mortal
a
lodo o principio
religioso.
Tem
também
a
seu
serviço um
grande
nume
ro de
indivíduos
que,
dizendo-se
calholi-
cos,
e
professando
os
dogmas
da
nossa
santa
religião,
admittem
todavia
muitos
dos
princípios
revolucionários,
que
estão
em
contradicção
manifesta
com
as
doutri
nas
da
Egreja.
A
estes taes se
referia
o
Santo
Padre
Pio
IX
quando
dizia
no
seu
breve
aos
francezes
:
«Nas muitas occasiões em
que
temos
censurado
os
sectários
das
opiniões
liberaes,
não
tivemos
em
vista
os
que
odeiam
a
Egreja,
e que
seria
inútil
designar;
mas
sim
aquelies de quem
acabamos de
fallar,
os
quaes,
conservando
o
virus
oc-
cuito
dos
princípios
liberaes,
que
beberam
com o
leite,
o inoculam
facilmente
nos
espíritos,
e propagam
assim
a
semente
d
’
essas
revoluções,
que
ha
tanto
tempo
abalam
o
mundo,
a
pretexto
de
que não
tem
malicia,
nem
é,
segundo
elles.
noci
vo
á
religião
»
De
maneira
que
o
liberalismo
(Testes
homens
e
o
dos
outros
(menos
perigosos
do
que
elles)
que
francamente
se
decla
ram
fóra
do
grémio
da
Egreja,
é
na
es
sência
o
mesmo,
e
só
differe
na
escolha
dos
meios,
que
uns
e
outros
empregam
para
o
sustentar
e
propagar.
«Para
o
liberalismo
calholico,
como
para
o liberalismo
irreligioso
(observa
mgr.
de Segur),
a
arca
santa
são
essas
falsas
liberdades,
leis
e
instituições
bastardas,
mixlo
de
verdades
e
mentiras,
de
bem
e
de
mal,
que
desde
1789
regem,
ou
antes
afogam
a
França
e
a
Europa.»
E
todavia
não
falta quem, mesmo
en
tre
nós
os
portuguez.es
,
haja
lidado
no
empenho
de
nos
persuadir, que
tal
libe
ralismo
catholico
não
passa
de uma
chi
me
ra,
empregando
para
este
fim
o
seguin
te especioso
arrazoado:
«Se
o
liberalismo
consiste
no
indilferentismo
religioso,
na
negação
dos
dogmas
calholicos,
no
odio
á
Egreja,
todo
aquelle
que
professa
taes
doutrinas
deixa
porisso
mesmo
de
ser
ca
lholico,
e
falsameme
será
designado
pela
denominação
de catholico-liberal,
porque
sendo
os
dous
nomes
calholico e liberal
sím
bolos
de
duas
doutrinas
contradictorias,
n«o
pódem
caber
no
mesmo
indivíduo.»
Mas
se
tal
Iiberalisino-catliolico
não
existe,
como
é
que
o
Chefe
da Egreja
o
«era
expressamente
e
repetidas
vezes
con-
demnado?
Como
é
que
um
calholico pó
de sem
offender
gravemente
a
auclori-
dade
do Pontífice
Romano,
negar a
exis
tência
do
liberalismo
catholico,
dando as
sim
a
entender
que,
tanto
o
mesmo
Papa
como
tantos
outros
escriplores
distinctis-
simos,
que
teem
repelido
e
commentado
as
suas
palavras venerandas, andam
to
dos
esgrimindo
contra
um
fantasma
ou
um
moinho
de vento?
Aqúella
apparente
contradicção
desap-
parece
porém
logo
que
reíleclirmos
em
que
pela
designação
de
calholico
liberal
se
entende
aquelle
indivíduo,
que
sem
se
affastar
de
todo
do
grémio
do
Catholicis-
<iio, abraça
todavia
as
theorias
revolucio
narias,
que
fórmam
a
verdadeira
essên
cia
do
liberalismo.
E’ isto
mesmo
o que
está expressameme
declarado
nas
seguin
tes
palavras
do
immortai
Pio IX:—
«Os
que
seguem estes
princípios
professam
amor
e respeito
á
Egreja,
e parece
que
consa
gram
á defeza
d’
ella
seus
talentos
e
tra
balhos
;
mas
nem
porisso
lidam
menos
em
perverter
seu
espirito e doutrina; e cada
um
d
’elles,
segundo a
sua
especial
incli
nação,
se
põe
ao serviço
ou
de
Cesar,
ou
de quem
invente
direitos
em
favor
da
falsa
liberdade».
E
vem aqui
a
proposito
desfazer
um
equivoco,
em
que
laboram,
ou
tingem
la
borar
uns
certos
escriptores.
Estabelecem»
elles
uma
distineção entre
liberalismo
fi
lo
w
fico
ou
theologico
e
liberalismo
político,
e
concedendo
que
o
primeiro
seja
um
sis
tema
perverso
e
justamente
condemnado,
declaram
o
segundo
innocente
e
muito
admissível.
Mas
a
verdade
é
que
tal
distineção
realmente
jjão
existe.
0
liberalismo,
quer
se
considere
no campo
especulativo,
nas
suas
theorias
filosóficas
e
theologicas,
quer
no
campo
das
suas
applicaçôes praticas
ao
regimen
dos
Estados,
é
sempre
o
mesmo
■êrro,
o
mesmo
inimigo
da
religião,
da
Egreja
e
da
sociedade.
A maligna
influencia
rTeste
erro
pes
tífero
estende-se
a
tudo
—
á
fi!
osophia,
á
re
ligião,
á
política,
á
jurisprudência,
ã
legis
lação,
á
educação,
á
familia.
Ao
liberalismo
devemos
com
efleito
a
moderna
slalolalria,
o
culto
do
Deus-Es-
tado,
ou
melhor
—o
Estado sem
Deus.
To
dos
os
codigos
modernos, obra
do libe
ralismo,
apparecem
mais
ou
menos eiva
dos
do
espirito
anti-catíiofico.
Atlirmare-
mos
mesmo,
com
um
mstincto
escriptor
moderno,
que
onde
mais
transpira
o
es
pirito
do
libera
ismo.
ou
da
revolução,
é
na
ordem
governamental. Hoje
a
perfei
ção
da
sciencia polilica
de
governo
con
siste
na
sua indiíferença
em
matéria
de
religião.
Um
governo
perfeilamenle
liberal
não
conhece
religião;
é a
secularisação
completa
do
Estado,
a
eliminação
siste
mática
do
elemento
religioso
de
todas
as
instituições
civis,
políticas,
adminstrativas
e
sociaes.
O
homem
esta
no
que
é
seu.
Deus
é
posto
de
parte.
O
Estado
não
lem
reli
gião
;
é
theorica e
praticamente
alheu
!
Depois
devemos
lembrar-nos
de
que
a
primeira manifestação
do
liberalismo,
já
no
presente século,
foi
sob
a
fórma
po
lítica.
A
revolução
acobertou
com
o
es
pecioso
nome
de ideias e
instituições
li
beraes
as
sais
falsas
inaxitnas
e
delete-
hlt.
,!.
11.
Dl
’ 1HCÊB0.
05
ÓOÍS
UM
ROMANCE BRAZILEIRO
VOLUME
11
IV
A
moça
e o velho.
O
viver
da
Bella
Orfã
eslava
soffrendo
notáveis
modificações.
Desde
que
Cândido
deixára
de
appa-
recer
no
Ceo-côr-de-rosa
tornou-se
mais
constante
e
profunda a
melancolia
da
moça.
De
ordinário
escondida no seu quarto
Celina comparava
seus
curtos
dias de
um
amor
nascente
com
áquelles
que
estava
passando
de
anciedade
e
de
duvida, e con
sequentemente
misturava saudades
com la
grimas.
Os
pezares d’
esla
ordem
são
mil
vezes
mais
fortes
e
cruéis
na
mulher,
do
que
no
homem:
porque
a
sociedade
impõe
á
mulher
o
dever
de
calar,
e
o
homem
póde
sem
córar
desabafar-se
conlando-os,
der
ramando-os
na
alma
de
um
amigo: ella
portanto
concentra
a sua dôr,
revolve-se
n
’
ella.
devora-a
em
silencio,
o
que
dóe
mais
certamenle.
Succedia
isso a
Celina:
apezar
da ami
sade
com
que
sua
tia
a
tratava,
não
podia
a
moça
esquecer
se
da
differença
da
eda
de
que
havia
entre
ella
e
Marianna,
e
porisso,
ainda
quando
pretendesse confiar
a
alguém
os
seus
pezares,
não se
ani
maria
nunca
a
escolher
a
viuva
para con
fidente.
Em
resultado
a Bella
Orfã
fugia
de
tudo,
e de
todos
para
viver
com
seu
se
gredo.
para pensar
sómente
n
’esse
amor
que
tão
sem
sentir
lhe
nascera
no
peito.
Todos
os
seus
antigos
e
mais
preferi
dos
entretenimentos.
estavam
esquecidos:
o
piano
não
mais
se
abria,
as
musicas
des
cansavam, os
livros
tinham
sido
aborre
cidos;
porque lambem
ás
vezes
a
pobre-
sinha,
pretendendo vencer-se,
tomava
um
romance, lia
uma
pagina
inteira,
e
no
fim
d
’
ella
conhecia
que
lhe
era
preciso
lêr outra
vèz, porque
sua
allenção
se
destraira
:
mas
a
leitura
se
repetia
uma
e
dez
vezes
e
o resultado era
sempre
o
mesmo:
ella
lia
apenas
com
os olhos...
com
o
pensamento
não
podia.
Era
melhor
não
lêr
Um unico
de
seus
antigos
costumes
con
servou
inlacto:
ao
romper
da
auroro
ia
sempre
ao
seu
jardinzinho
colher
um
bo
tão
de
rosa.......
quem
sabe,
se
elle
a
obser
vava
occulto
alraz
da
janella
’
...
Era
sempre
uma esperança...,
a
de
ser
vista assim
tão
abatida
e tão
triste.
Até
o
velho
Rodrigues
perdera
com
as
mudanças
do viver
da
bella
orfã:
as
séstas
não
se
renovaram mais:
e elle nem
ouvia
a
doce
voz
de
Celina,
uem
podia
acompanhado
por
ella
entoar
suas
baladas
e antigos
romances.
Foi indo
assim
a
moça
admirada
de
que
ninguém,
nem
seu
avô
nem
sua
tia,
dis
sesse
uma
só palavra
notando
a
ausência
de
Cândido,
até
que
chegou
a
noute
do
segundo
serão
da
de
seus
annos.
O
moço
do
purgatorio-lrigueiro
faltou
a
esse,
como linha
faltado
ao
primeiro.
A
afllicção
da
Bella
Orfã
subiu de
pon
to
:
ella
conheceu
que
já
linha
tantos
pezares
no
coração
que
poucas eram
as
lagrimas
que
derramava
em
segredo,
para
esvasial-o
; conheceu,
que
lhe era
absolu
tamente preciso,
para
ser
consolada,
fal
lar
a
preço
mesmo
do
que
solfreria
seu
pudor
de
virgem.
Lembrou-se
de
uma sua
amiga.
No
fim
do serão
chamou Mariquinhas
de
parle
e
disse-lhe
:
está
derramado
em
todas
as paginas
de
seu
livro,
senão
a
pessoa
que elle
quer
que comprehenda
!...
oh!.,
se
eu
fôra
poe
tisa
!!!!
E
proseguiu
ainda.
—
Um
poeta!!!
um
homem
excepeio-
nal...
o
genio lem
por
força
em
si
al
guma
cousa
de divino
:
assim
como
o
Ocea
no
é
no
universo
o
que
poderia
dar
a
ideia
do
infinito,
se
a
ideia do
inlinilo.se
pu
desse
dar.
o
poeta
arremedaria
o
poder
da
divindade,
se
esse
poder
chegasse
a
ser
arremedado:
porque
o
poeta
cria
também
o
seu
mundo,
o
seu
universo;
levanta
pa
lácios.
e
abre
cavernas
;
desprende
as
tem
pestades,
e faz
bellas
auroras,...
oh !...
que
riqueza
ha
ahi
tão
rica
como
a
imagina
ção
de
um
poeta!.,
oh!
se
eu
fosse
poe
tisa
!...
Respirou
alguns
instantes,
e continuou:
—
Se
eu
posse
poetisa.,
não precisava
tanto
;
se
eu
pudesse
ao
menos
escrever
algumas
paginas,
que
eu
mesma
não
me
fatigasse,
lendo-as,
ao
chegar
ao lim
da
primeira...
oh!...
que.
felicidade
!...
eu
havia
de
pintar
o
estado
do
meu cora
ção...
exhalar
meus
tormentos
e
minfias
saudades nas
paginas
do
meu
livro...
es
creveria
com
lagrimas;
porém
depois
que
consolação!.,
eu beijaria
minh’
alma
nas
minhas
lellras, beijaria
meus
olhos
nas
minhas
lagrimas...
Celina
hesitou
um
momento
e
depois
disse
:
—
Quem
sabe?...
Ficou
pensando ainda:
—
Não... não...
eu
não
escreveria
na
da,
que
merecesse
ser
lido...
iria
decorar
o
quadro,
que existe
traçado
no meu
pensamento...
mas
em
summa,
ninguém
havia
de
lêr,
o
que
eu escrevesse...
era
um
livro,
que
depois
de
acabado,
eu ian-
çaraia
no
fogo... oh! se
eu
pudesse
es
crever...
Ella
tornou
a
hesitar,
e
depois
disse
como
da primeira
vez:
—Quem
sabe
?!!
(Cont
<ua)
—
D.
Mariquinhas,
no
ultimo
serão
vossê
me
havia dito
que
teríamos tempo
de
conversar
sobre
alguma
cousa,
em
qualquer
dos
dias
que
se
seguissem...
—
Ah!
é
verdade: respondeu
a
amiga.
—
Então?
—
Eu
pedirei
a
meu
pae
que
me
dei
xe
vir
passar
um
dia
comtigo, D.
Ce
lina.
—Olha
depois
d
’
amanhã
é
domingo.
—
Pois
sim.
—
Queres
que
eu
pessa
a
leu
pae?...
—
Não...
elle
me
estima
muito para
me
negar
esse
prazer.
—
Então
eu
te
espero.
—
Depois
d’
amanhã.
As
duas
amigas
separaram-se.
No
dia
seguinte,
e
na hora
em
que
a>
Bella
Orfã
tinha
por
costume
ir
cantar,
e
ouvir
o
velho
Rodrigues,
estava
Celina
en
cerrada
em seu
quarto
e
toda
entregue
a
suas meditações.
—
E’
-me
preciso
fallar,
pensava
ella:
não
se
póde
viver
assim
em
silencio
com
a alma cheia de
angustias,
e
condemnada
a
não
soltar
um só
gemido.
Os
homens
tem
o
direito
de
chorar
bem
alto!.,
quan
do
se diz o que
se
está
padecendo
pare
ce
que o mal
abranda
um
pouco....
Ella
pensou
alguns
instantes
e
prose-
guiu
:
—
Seguramente
áquelles
que
escrevem,
os
poetas
em
primeiro
logar,
devem
achar
bastante
consolação
escrevendo:
esses
sim
não
tem
necessidade
de
um
seio, onde
depositem
os
seus
pensamentos,
seus
se
gredos,
e
suas
dôres:
elles
tem
uma
ami
ga fiel
e
mais
condescendente
que
nenhu
ma
outra
na
sua
penna
; quando
soffrem,
escrevem,
dizem
o
que
lem no
coração,
exaltam-se,
eternisam
suas
penas,
suas
desgraças,
e
n’
essa
mesma
eternidade
acham
um grande
linitivo
para
sua
dôr.
Um
poe
ta !..
se
elle
ama,
elle
o
diz
nos
seus
li
vros,
faz
do
que
se
passa
em
sua
alma
um
romance;
está
dizendo
que
ama,
e
a
quem
ama
á
face do
mundo
inteiro,
e
ninguém
comprthende
o
bello segredo
quej
«stancias
do
Mundo
liberal,
reservando
«apenas
do
passado
a
recordação
histo-
«rica».
Diz-se
alli
que
a
condemnação
se
não
estende a
toda
a
classe
ecclesiastica
individualmente;
mas
Nós
cremos
que
sim;
porque
não podemos
suppor
que
haja
Ec-
clesiaslico,
ao
menos
n’
esta
Nossa
Dioce
se,
que
partilhe
as
ideias-
expendidas
no
folheto;
e
se
desgraçadamenle
o
houvesse,
por
si mesmo se
teria
separado
da
classe
ecclesiastica,
passado
ao
campo
dos
inimi
gos
da
Egreja.
Resta ainda
saber
quaes
são
os
moti
vos
de tão
entranhado
odio:
Além
d
’
essas
arguições
genericas,
tão
calumniosas e
ab-,
surdas,
que
não
carecem
de
refutação;
porque
a
historia,
os
fastos
da
humanida
de
inteira,
até
mesmo
os catholicos,
con
tra
ellas
se
revollão;
quatro
são
as
ac
cusações
particulares
que
se
fazem
ao
Clero
d
’
esta
Diocese:
0
não
ter
sympathi-
sado
com
o
drama
intitulado
os
Lazaris-
tas;
prégar
nos
púlpitos;
confessar nos
con
fessionários;
e
não
seguir
a
verdadeira
doutrina
de
Christo. Vejamos
se
o
Clero
é
ou
não
n
’issò
culpado.
II
Refutações
das
accusações.
1.
a
0
drama
de
que se trata,
tem
por
fim
ridicularisar,
infamar
e
tornar
odiosos
os Padres
da
Congregação
da
missão
de
S.
Vicente
de Paulo,
imputando-se-lhes
factos
calumniosos,
que
nunca
existiram;
porque
era
uma
das
ordens
religiosas,
que
conservaram
sempre
pura
a
sua
dis
ciplina,
como
Nós
mesmo
podemos
attes-
lar.
Ora,
a
nossa
Santa
Religião
prohibe
expressamente
murmurar,
ou
fallar
nos
defeitos
alheios,
ainda
mesmo
em
particu
lar
e
quando
os
factos
são
verdadeiros:
«Não
falíeis
mal
uns
dos
owros.
diz
o
Apostolo
SanlTago
(1)».
E o
nosso
pro-
prio
Codigo
penal
castiga
aquelles
que
dif
famão
alguém
publicamente
de
qualquer
modo que
seja,
ainda
que
se
possão
pro
var
como
verdadeiras
as
faltas
imputadas.
Como poderia
pois
o
Clero
sympathisar
com
um aclo
peccaminoso
aos
olhos da
Relig-ão,
e
criminoso
na
sancção
das
Leis
?!
E
não
é
só
isto.
0
aclo
não
é
só
diffamatorio,
é
altamente calumnioso;
por
que
se
imputão
á
Congregação
da
missão
factos,
que
nunca
existiram,
e
no
entan
to
se
dão
como
provados, para
se
exci
tarem
os
ânimos
contra
todo
o
Clero,
que
se
dá
como
cúmplice
na
fabula
que
se
apresenta
como
verdadeira.
E
a
calum
nia
é
gravíssimo
peccado,
prohibido
expres
samente
pelo oitavo
mandamento
do
De
cálogo: «Não levantarás
falsos
testemu
nhos
(2)».
E
não
é
só
calumnioso,
mas
altamen
te
injurioso;
tanto
á
associação
que
n
’elle
figura,
como
á
Egreja
Catholica
que
ap-
provou,
e
conserva
a mesma Congregação.
Injuriosa
pelos
factos
arguidos,
mais
ainda
pela soa
publicidade
ou
antes
solemnida-
de;
ainda
mais
pelo
fim
de
provocar
o
desprezo
e
irrisão
publica;
e
muito mais
por
envolver
n
’este
desprezo
e
irrisão
a
Egreja
Catholica,
o
que
é visivelmente
o
fim do
drama.
Contra
actos
d
’
estes
pro
testa
o
nosso
Codigo
penal,
imponde-lhes
graves
penas,
e
o
nosso
adoravel Redem-
ptor
declara (3):
que
aquelle
que
injuria
seu
irmão,
é
réo
das
penas
do
inferno.
’
E
quer-se
que
o
Clero
catholico
sympa-
thise
com
tal
aclo
!
A
sua
fealdade,
porem
não
pára
ainda
aqui.
A
injuria
é
feita
directamente
a
uma
Associação,
na
qual,
ainda
que
hou
vesse
alguns
membros
com
defeitos,
mui
tos
certamente
ha
que
não
são
dignos
de
censura,
e
lodos
alli
são
medidos
pela
mesma
medida:
ora—
é
uma
infamia
im
putar
a
alguém defeitos
alheios.
Além
d isto,
a Congregação
da
missão
não
exis
te
ha
mais
de
40
annos
entre
nós;
nem
provou
direcla,
nem
indirectamente,
tal
demonstração;
e
insultar
os que
não
exis
tem,
e
os
que não
podem
justi(icar--e
será
cousa
mais
facil,
mas não
é
genero
so, não
é
cavalheiroso;
pelo
contrario
é
uma
villania.
Eis-aqui
os
motivos
porque
o
Clero
não
pode
sympathisar
com
tal
acto;
pois
para
isso
precisaria
renegar
da
lei
de
Deus
e
das
leis
do
Paiz,
diffamar-se
a
si
mesmo,
contrariar
a
sua
missão,
renun
ciar
á
sua
própria
dignidade,
e
passar-se
aos
arraiaes
dos
seus
implaveis
inimigos.
E
isso
é moralmente impossível.
(1)
E.
Calh.
IV. 11.
(2)
Deul.
V.
2o.
(3)
Alalb.
V.
22.
rivs
princípios,
pira
assim
poder
nova
mente
hnçal-os
em
circulação
no
meio
dos
povos
illudidos.
«Não
vão
longe
da
verdade
(diz
um
douto
escriptor)
aquelles que
aflirmam
ha
ver
o
liberalismo
nascido
nos
dias
da
que
da
de
Napolíão.
I
quando,
restauradas
;<s
antigas
ordens,
o
genio
da
revolução
foi
constrangido
a
.óttr/ur
de
face
e
de
es
tilo. i>
«Com
o fim
de dilTundir
(escreve
ou
tro
auctor)
e
de
generaiisar o contagio
dos
princípios,
que
foram
a
causa
prin
cipal
das
revoluções
políticas,
pelas
quaes
desde
1789
uma
grande
parte
da
Euro
pa se
sentira
agitada,
recorreram,
como
ultimo refugio,
ás
ideias
liberaes,
procu
rando
reproduzir,
debaixo
d'este
novo
nome,
aquelle
mesmo
sistema,
que
por
suas fu
nestas
consequências
se
havia
tornado tão
odioso
aos
homens
honestos.
»
Tudo
isto
quer
dizer
que
as palavras
liberalismo,
ideias
liberaes
em
sentido
po
lítico
foram
inventadas
com
o fim
de co
brir
e
mascarar
as
ideias revtfucionarias
e
maçónicas,
tom
ando-as
menos
odiosas.
D
’
onde se
conclua
que
é mal
cabida
to
da a
distincção
entre
liberalismo
filosofico
ou
theologico
e
liberalismo
político emquan-
to
aos
seus
fins
e
eifeitos
;
porque,
ou
se
considere
sob
um
ou
sob
outro
ponto
de
vista,
é
sempre o
mesmo
sistema
impio,
infesto,
odioso
e
jnstissimamente
repro
vado.
o.
M.
s.
(ContinúaJ
—--- ---------------------------------
D,
IWfaría Ifereâs-ss
d’
Aís»»a-ai
e
Jt
*
ianenteS,
p»r
mercê
<5e RSens
e
<ln Sarasa
Sé
Ajjsxstoíiea,
fiSis-
d’
Angr.i
ttíeroiaasK»,
e
das
Açòres,
<to ©osaseíZa» «Se Saaa
.TlraçjesSadc,
ilotsisiie satíadsíí- da
Ordem
de
Christo, etc.
.1
lodos
os
nossos
amidos
Diocesanos
—
os
Dons
do
Divino
Espirito.
Tempus
plangendi...
a
tem
pus
loquendi.
São
chegados
os
tempos
de
deplorar
e
de
fallar.
(
Eccle.
111.
4
e
7).
I
Ideia
da
obra.
{Continuação
Resta
ainda
dar
a
razão
da
obra,
e
o
seu
fim A
obra
é
tuna
oração
congra-
lulaloria
por
se
tèr
podido
representar
com
feliz
resultado,
segundo
o
sentir
do
Autor,
um
drama
intitulado
os
Lazaris-
tas,
em
que
se
calumnia
atrozmente a
Congregação
da
missão
de
S.
Vicente
de
Paulo,
e
n
’
ella
lodo
o
Clero
Catholico.
E
suppondo
o
Autor
do
folheto
que
todas
as
pessoas
que
assistiram
ao
esqiectacnlo
são
dos
seus
sentimentos,
e
se
achão
pos
suidas do
mesmo
furôr
contra
os
padres,
que parece
não
terem
sympatliis
;do
com
tal
representação,
nem
a
ella
quizerão
concorrer;
colloca-se
á
frente
d
’
esse
povo
e
declara
«guerra,
guerra
de
morte ao
«Jesuitismo,
Ultramontanismo,
Lazarismo
«ou
Vaticanisrno,
noin.-s
porque
são
co-
«nhecidas
varias
seitas
da
reacção
segundo
diz.
Queremos
fulminar
os abrutes,
que
«conspiram
contra
a
liberdade,
e
condetn-
«nar
aquelles
que
nos
querem
ferir
nos
«seios
d
’
alma,
esuffocara
consciência
nas
«suas
manifestações.
E’
necessário
fazer
«guerra d’
exterminio
á
roupeta
d
.
diz
um
pouco antes; e
tdesie
tôm
prosegue
até
ao
fim:
«Guerra
a
essas
viboras, que
a
«sociedade
aquece
em
seu
seio.
Esma-
«guemol’
as.
V,e
tyrannis»,
diz
n’
outra
parte.
Para
conseguir
o
seu
ii.n
faz
votos
—que
«o
povo
se
erga
magestoso
e
so-
«iemne,
para demolir a
Bastilha
de
reac-
«ção,
que
animada
pela
thiára
do Pap-i-
«rei,
quer
escravisar
a
humanidade.
Siga
«o
povo
o
exemplo
de
1789»,
diz
o Autor,
Depois
dirige
as
mais
tremendas
ameaças
aos
chamados
reaccionarios.
Fujam,
diz,
«da
hora
solemne
da
expiação.
Talvez
«que
a
noute
do
remorso
não tarde
muito.
«A
librdadé hade
ler
força
para
lhes
ti-
«rar das
garras
o
futuro
da
família
hu-
«ma,
e
para
os
mergulhar
n
’
um
oceano
«de
íò
lo...
A
sociedade
poitugueza
começa
«a
sua
obra».
D
’
este
cataclysmo
d-
desgraças,
que
artieaça
os
reaccionarios,
só
os
pode
livrar
a
resolução
de
se
«amoldarem
ás
circum-
GA2.1TUIIA
Qtiarenit»
Slorng.
—
Começa
ámanhã
no
Carmo
a
Indulgência
das
Quarenta
Ho
ras,
com
exposição e
sermão
de
tarde,
e
continua
nos dois
dias
seguintes:
ProciusAo
<le
Cinzn.
—
Se
o
tempo
continuar
bellissimo,
como
tem
estado,
a
procissão
de
Cinza será
este
anno
uma
das
mais
imponentes
que
se
hajam
feito
em Braga,
para
o
que
o
Deíinitorio da
Venerável
Ordem
Terceira
não
poupa
es
forços.
Por
esta
occasião
lembraremos
ao
snr.
Direclor
do
Caminho
de
ferro
do
Minho,
que
nos
parece
que
seria
de
muita
con
veniência
para
o publico
e
para
o
estado,
que
na
quarta-feira
de
Cinza
houvesse
com
boio
especial para
as
pessoas
que
do
Por
to
viessem
assistir
á
procissão,
o
qual
par
tisse
ás
6
horas
da
tarde;
bem
como
ou
tro,
partindo
lambem
ás
mesmas
horas,
para
a
estação
de
S.
Bento.
Lembramos
lambem
a
conveniência
de
serem
directas
a
Braga
as
corridas
dos
comboios
que
saem
da
estação
de
S.
Ben
to. assim
como
no
dia
23
do
mez
cor
rente,
no
qual se
faz
a
procissão
de Pas
sos
em
Barcellos.
1 ntposiç ião
<lo
Sacro S
*
allio.
—
Celebrou-se no
dia
6,
na egreja
do
Sacra
mento,
em
Lisboa,
a
imposição
do
Sacro
Pallio a
s.
ex.
a
revd.
ma
,
o snr.
arcebispo
D
João
Chrysostomo
d
’
Amorim
Pessoa.
Foi
celebrante o
snr.
bispo
de
Bra
gança,
e
assistiram
a
esta
ceretnonia
moi
tas
pessoas
de
diversas
cathegorias,
en
tre
ellas
os
snrs.
duques
de
Saldanha
—
filhos.
Failecianento.
—
Por
2
horas
da
tarde d
’
ante-hontem entregou
a
alma ao
creador
a
ex."”
snr.
a viscondessa
da
Tor
re,
caracter
nobilíssimo
e
digno
do
res
peito
e
veneração
que
todos
lhe
tributa
vam.
Tem
hoje
oITicios
no
templo
de
S. Vi
cente,
antes
de
ser
condustJa
para
a
sua
ultima
morada.
Damos
sentidos
pesames
ao
ex.
mo
snr.
visconde da
Torre,
e
aos leitores pedimos
um
P. N.
pela alma
da nobre
finada.
Porte (Par:ii:i
*
i
defesax.
—
Mais
uma
vez
chamamos
a
attenção
do
ex."
10
snr.
administrador
do
concelho
para
o
modo
desaforado
por
que
é
desacatada
a
lei,
no
tocante ao
porte d
’arrnas
defesas.
N
’
um
dos
dias
da semana
passada,
um
indivíduo
que
passava
pela
eslra
la
do
Porto
esteve
pua
ser
victima
d
’
um tiro
disparado
por
um
rapaselho,
que n
’
um
dos
campos marginaes
andava
a
divertir-se
com
a
passarada.
E
’
um abuso intolerável
que
está
re
clamando
promptas
providencias.
Kwilea
cí®
mascaras.
—
A’manhã,
segunda
e
terça-feira,
ha
grandes
bailes
de
mascaras no
theatro
de
S. Geraldo.
Figure
qualquer
pessoa
que
um
seu
inimigo
capital,
tendo
á
sua
disposição
um
theatro,
tinha
ideado
um
drama,
no
qual
assacava
os
maiores
crimes
a
essa pessoa,
com o
fnn
de
a
expor
á
irrisão
e
execra
ção
publica,
e
que
se
lhe
imputava
ain
da como
grave
crime
o
não
sympitlrsar
com
tal
representação,
e
o
não
ter
ido
tomar
parte
na
sua
própria
exautoração.
Pois
eis-ahi o
crime
do
Clero
!
2.
a
—
0
segundo
crime
imputado
é pré
gar
nos
púlpitos
em
opposição
ás
ideias
e
princípios
d
»
Autor
do
folheto:
«Accei-
«tem o
principio de
liberdade
do
pensa-
«
mento.
Confessem
o
direito
sagrado
e
«inviolável
da
consciência, venham
pa-
«ra
o nosso campo.
Mantenham-se
nos
li-
«mites
da
lei,
que
é
garantida
a
ampla
«e
livre
discussão
de
quaesqti
r
pricipios.
«Quando quizerem
discutir, desçam
do
«púlpito
que
a
Egreja
não
é
logar
azado
«a
discussões»,
diz
o
Autor
do opusculo.
Por
estas
palavras
se vê
que
não
co
nhece
o
magistério
da Egreja
Catholica;
que
se
considera
superior
a
ella, e
em
melhor
posição,
convidando
os
ministros
da
Religião
a
irem
para
o
seu
campo,
e
quando
não vão
logo
apenas
lhes
conce
de
que
combatam
no
mesmo
plano
e
com
as
mesmas
armas,
descendo
do
púlpito.
Confrange-se o
coração,
caros
Irmãos
e
Filhos
no
Senhor,
ao
lêr
laes
discursos,
que
indicão
a
maior
ignorância dm;
primeiros
rudimentos
de
doutrina
Ca-
tfiolica,
ou
a
mais
horrível
apostasia
d
’
esta
Religião
santa,
uníca
capaz de
lazer
a
nossa
felicidade
n’
esta
vida
e
na
futura.
(Conlmúa)
Círco
«qisaaís
*
®,
—
A
companhia
dos
snrs.
Arcens
e
Leandro
funcciona
hoje
á
noite
e
ámanhã
de tarde
na
cêrca
dos
Congregados.
Começará
hoje
o espectacnlo
ás
7
!|2
da
noite,
e
ámanhã
ás 3
horas
da
tarde.
Esta
companhia
é
muito
digna
da
pro-
tecção
do publico.
Knlaee.-
Na tarde
de
quarta-feira
ca
sou
o
ex."
10
snr.
Sebastião
Pereira, irmão
do
snr.
comle
d
i Berliandos,
com
sua
prima
a
ex.
ma
snr.
a
D.
Maria
Eugenia
Telles
da
Silva,
filha
do
ex.
!no
snr.
Luiz
Telles
da
Silva,
e
neta
do
snr.
marquez
de
Panalva.
A ceremonia
realisou-se
em
Lisboa,
na
capella do
snr.
marquez
de
Penalva,
sen
do
padrinhos
este
cavalheiro
e
o
snr.
con
de de
Berliandos.
Es4c«aB<iã«».
—
Arderam
ante-honlem
de
tarde
duas
moradas
de
casas,
situadas
no
local de
Guadelupe,
pertencentes
ao
snr.
coronel
Talaia.
È3s»iie
Houve
em
a
noite
de
quar
ta-feira
baile
na
casa
da Assembleia Bra-
carense.
Compareceram
41
damas,
algumas
das
quaes
bellamente
vestidas.
Consta-nos
que
a
direcção
convidou
denovamente
os
seus
associados
para
um
outro
baile,
que deve
ter
logar
hoje.
Um livfáatio ('xeaílecate. —
A
be-
nemerita
Livraria Portuense, que
tão
ma
gnificas
obras
tem
editado,
acaba
de
pres
tar
mais
um valioso
serviço
dando
á
es
tampa
o
livrinho
A
alma
piedosa
na
Es-
chola de S.
José—Com
meditações
prepara
tórias
para
a
festa
do Santo.
A
’
cerca d
’
esta
obrinha, escripta
pelo
padre
Saint-Pulgent
e
traduzida
pelo inde-
fesso
escriptor
catholico,
o
snr.
A. Mo
reira Bello,
com
rasão
diz
o
tratuctor,
que
se
foi
sempre opportuno,
em
vista
da
ardente
e
geral devoção
dos
fieis
a
S.
José,
um
livro
perfumado
de
piedade
que
celebrasse
todas
as
granlesas,
todas
as
excellencias,
todas
as
glorias,
lodos
os
pri
vilégios
do
excelso
Palriarcha,
muito
mais
o
é
hoje que,
por
effeito
da
suai
exal
tação
ás
sublimes funeções
de
Padroeiro
da Egreja
Catholica,
adquiriu
novo
incre
mento
aquella
terna
devoção,
se
é possí
vel;
hoje,
que
atravessando
a
mesma
Egre
ja
um
tempo
de
aíllicção
como
poucos
é
neceessario
implorar
para
ella
todo
o pa
trocínio
celeste.
Esta
edicçio
é
approvada
pelo
snr.
bis
po
do
Porto
e
recoinmendada
por
aucto-
ridades
respeitabilíssimas.
Acha-se
á
venda,
pelo
preço
de
3R0
reis,
na Livraria
Portuense, rua
do
Al
mada,
n.°
123,
do
Porto.
Lnuxper<<niie
no
—
Este
an
no
será
o Sagrado
Lausperenne
na forma
do
antigo
costume
da
Capella do
Paço
Archiepiscopal.
Será
feito
pelos
collegiaes
do
seminá
rio
de
S. Pedro
e estudantes
do
terceiro
an
no
do
curso
superior
do
mesmo
seminá
rio
e
collegiaes
de
S.
Caetano.
Haverá
pela
manhã
as missas
di
ex
posição
na sexta-feira,
da
Pax sabbado,
e
da
reparação
no
domingo
cantadas
a
can
to-chão
figurado, e
a
coros,
e n
’este
ul
timo
dia
haverá
na
forma
do
costume
an
tes
da
missa
a
Tercia
cantada.
De
tarde
cantar-se-hão
matinas
do
SS.
Sacramento.
0
Ceremonial
será
todo
segundo
o
Rito
Braçarense,
porisso
que
é
festa
do
Prelado.
Meíjocioa
—
0
«Dia-
rio
do
Governo»,
n.°
27,
de 5 de feve
reiro, publica
o
seguinte:
Aviso,
abrindo
concurso por
provas
publicas
para
provimento das egrejas
de
Santa
Margarida
da
Fundada,
concelho
de Villa de
Rey,
S.
Pedro
de Daião, do
concelho
de Vianna
do
Caslello e
S. Pe
dro
Fins
da Parada,
do
concelho
de
Cou-
ra.
Deceretos
apresentando nas egrejas
de
Santa
Maria
de
Melres João
Gonçalves
Mo
reira
dos
Santos,
e
na
de S.
Vicente
de
Louredo
José
Joaquim
da
Silva
Valente:
provendo
na
lhesouraria
na
egreja
de
S.
João
Baptista
de
Santa
Cruz,
de Coimbra,
Abilio
Adolpho
Guerra Osorio.
Declarando
sem
eíleito
a
apresentação
de
Manoel
Antonio
Monteiro
na
egreja
de
S.
João
Baptista
<ie
Parando.
ےs
primeiros theairog.-0
pri
meiro
theatro de
predra
foi
construído
por
Pompeo
no
anno
fi99
de
Roma,
59
annos
antes
do
nascimento
de
Christo.
Havia 200 annos que
as
comedias eram
conhecidas,
mas
não
se
representavam
em
edifícios
feitos
expressametiie
para
es
se
fim, mas
n
’um
logar
em
que
o
palco
do
theatro
era
franco
aos admiradores,
geralmente
praças publicas.
Planto,
o
criador
da
comedia latina,
já
escreveu
tres
séculos
antes
da
era
cbristã,
e
Terencio, cujas
comedias
não
eram
menos
estimadas, ainda
que
care
cessem
do estylo
e
elegancia
das d’
este,
nasceu
192
annos
antes
de Jesus Cliristo.
Augusto
Larcelle
mandou
edificar o
se
gundo
lheatro
no
anno
713
de
Roma,
cu
ja
inauguração
leve
logar
no
mesmo
an
uo
que
a
do
terceiro
edificado
por
Bal-
bo.
O
theatro
de
Ponapeo
polia
conter
40:000
pessoas
sentadas
commodamente.
Os
de Marcello e
Balbo
só
tinham
lo
gar
para
30:000;
porem
lodos
tres
eram
da
maior
magnificência.
A
afleição
ao
lheatro
entre
os
roma
nos
chegou
a
ser
tamanha,
que
em
pou
co
tempo
eram
insuflicientes
os
tres re
feridos,
e
foi
indispensável
levantar
gran
des
edifícios
de madeira
para
receber
os
dilletanli
romanos.
Augusto
era
muito
af-
feiçoado
ao
lheatro,
chegando
até a
escre
ver
pantominas.
Foi
elle,
segundo
afiirmam
escriptores
d
’
aquellas
épocas,
o
inventor
dos
jogos
augustos,
e
escreveu
regulamentos
para
o
theatro,
fazendo-os
rigosamente
comprir.
Entre
os
seus
decretos
merecem
cilar-se
os
seguintes:
«0
publico
poderá
assobiar
aos
ado
res».
«Os
adores
não teem
direito
a
mos-
trarem-se
oííendidos por
este
genero
de
demonstração».
Um
actor
que
ameaçou
com
nm
dedo
um
espectador
que
o
pateava
foi
desterra
do
da
Italia.
A
liberdade de imprensa ean
SKenpanlta.
—
Ein
1874
foram
multados
os
seguintes
periódicos:
O
«Progresso»
com
1
multa;
o
«Dia-
rio
Hespanhcd» com
6;
o
«Governo»,
com
3;
«A
Correspondência
d
’
Hespanha»,
com
6;
a «Epoca»,
com
11;
a
«Propaganda
Scienliiica»,
com
1; o
«Echo
d
’
Hespanha»,
Com
4;
o
«Porvir»,
com
i; a
«Ordem»,
com
3;
a
«Política»,
com
5;
o
«Tempo»,
com
9;
o
«Consultor
dos
Parochos»,
com
1;
a
«Discussão»,
com
4;
a
«Igualdade»,
com
7;
a
«Bandeira
Ilespanhola»,
com
8;
a
«Hespanha Catholica»,
com
2;
o
«Im
parcial»,
com
3;
o «Popular»,
com 2;
o
«Povo»,
com
2;
a «Ibéria»,
com
1; a
«Imprensa», com
I
eo
«Século
Medico»,
com
I.
Foram
suprimidos,
no
mesmo
anno:
A «Ordem»,
a «Discussão»,
a
«Igualdade»,
o
«Correio
Militar»,
a
«Reconquista», o
«Pensamento
ilespanol»,
a
«Regeneração»,
o
«Condemnado»,
a
«Tormenla»,
a
«Jus
tiça
Popular»,
a «Federação
Universal»,
o
«Reformista»,
o
«Combale
Intransigen
te».
o
«Federalista
Nacional»,
a
«Revista
do
Alheneu
Militar»,
e
a
«Honradez».
mmr
laiinwii
i
Mi
■
>i
i
f
ii»
i
w
11
ra
:
jsl s » ra: s» a ia twtjt
se
DA
A
íi.H S X EST K AÇÃO.
Vão
abaixo
publicados
os
nomes
d
’
a-
quelles nossos assignanles que tão
cava-
Iheirosamente
nos
leem
coadjuvado,
dignan
do-se
enviar-nos
o
importe
das
suas
as-
signaluras.
A
todos
os
nossos
cordeaes
agradecimentos.
Pedimos
aos que
ainda
se
acham
em
debito
o
favor
de
saldarem
contas
com
a
administração
d’
este
jornal; e
aos
que não
queiram cumprir
esse
dever,
rogamos,
que
ao
menos
nos
devolvam
os
jornaes,
indicando
por
qualquer
modo
aquelle
pro-
posito.
Eis-aqui
os
nomes
dos cavalheiros
que
leem
pago
a assignalura:
Chaves.
—
Revd.0
abbade
de
RebordeI-
lo,
até
31
de
dezembro
de
1876.
Barca.—
Manoel
José Esleves,
até
31
de
dezembro
de
1876.
Lisboa.
—
Manoel
Pereira,
até
19
de
setembro
de 1877.
Vianna.—
José
Antonio
Martins,
até
25
de
novembro
de
1877
Guarda.
—
Padre
Joaquim
Fernandes,
até
28
de
fevereiro
de
1877.
Santa
Marlha
de
Penaguião.
—Romão
do
Espirito Santo, até
31
de janeiro
de
1877
Chaves.
—
Padre
Rodrigo
de
Campos
Sanches,
até
31
de
dezembro
de
1876.
Lanhozo.—
Jose
Augusto
Pereira
de
Castro,
até
28
de
novembro
de
1876.
Coura.—
Padre José
Maria
de
Barboza,
até
31
de
dezembro
de
1876.
Cabeceiras.
—
José
Antonio
Teixeira
Coe
lho,
até
19
de março
de
1877.
Villa
Real.
—
José
Xavier
Teixeira
de
Barros,
até
31
de
dezembro
de
1876.
Chaves.
—
Padre
Antonio
Gonçalves
Amaro,
até
31
de
dezembro
de
1876.
Povoa
do
Varzim —
Fr.
Sebastião
de
S.
Luiz,
alé 31
de
dezembro
de
1877.
Prado.—
Padre
Narcizo
Santarém,
até
9
de
fevereiro
de
1877.
Coimbra—José
Dimz Simões,
até
6
de
maio
de
1877.
Amares.
—
Revd.
0
abbade
de Ferreiros,
até 31
de
dezembro
de
1876.
-—Ex.
“
10
administrador
do
concelho,
alé
31
de
dezembro
de
1876.
Vieira.
—
Bernardo
Xavier
Vieira
Aze
vedo,
até
19
de
novembro
de 1876.
Barcellos.
—
Revd,®
reitor
de
S.
Bento,
alé
31
de
dezembro
de
1876.
Prado.
—
Antonio .1. R.
Moreira,
até
31
de
dezembro
de
1876.
—
Padre J. J.
da
Silva
Bacellar,
até
31
de
dezembro
de
1876.
Valença.
—
Padre
Alexandre
José
Fer
nandes, até
17
de
abril
de
1877.
Vianna.
—
Revd
0
abbade
de
Capareiros,
até
31
de
dezembro
de
1876.
Pico
—Padre
J.
Feliciano
de
Souza
Ma
chado,
até
31
de
dezembro
de
1876.
Mondiin
de
Basto.
—
Revd
0
abbade de
Bilhó,
até
21
de
dezembro
de
1877.
Celorico.—
José
Antonio
da
Cunha,
até
30
de
junho
de
1877.
—
José Joaquim
<fa
Fonseca
e
Silva,
até 15
de
outubro
de
1877.
Aveiro.
—
Dr.
Calisto
José
Simões,
até
31
de
dezembro
de 1876.
Arcos.
—
Padre
Antonio
Luiz
de
Sequei
ra, até
15
de
julho de 1877.
Villa
Verde.
—
Revd.
0
abbade
de
Bar-
bude,
até
30
de
junho
de 1877.
Ovar.
—Antonio Thomaz
Valente,
até
19
de
março de
1877.
—
Antonio
d
’
Oiiveira
Martins,
até
19
de
março
de
1877.
Estarreja.
—
Manoel
Soares
Pinheiro da
Silva, até
19
de
abril
de
1877.
Visella.
—
Rvd.°
abbade
de
S.
João,
alé
31
de
dezembro
de
1876.
Evora.
—Beneficiado
J. J.
M.
de
Re
zende,
até
31
de
dezembro
de
1877.
Óbidos.—
José
Theodoro
Correia
Bata
lha,
até
31
de
dezembro
de
1877.
Ferreira.—
José
G.
L.
Sobrinho,
alé
30
de
junho
de
1877.
Irancozo.
—
Antonio
José
de
Abrunho-
za,
alé
31 de
dezembro
de
1876.
Penaíiel.
—
Manoel
Antonio
Peixoto
de
Miranda,
alé
31
de
dezembro
de 1876.
Prado.
- Revd.
0
parocho
de
Moure, até
31
de
dezembro
de
1876.
Forres
Vedras.
—
José F
A.
Carvalho-
za,
até
31 de
dezembro
de
1876.
Villa
Verde.—
Gaspar
Pereira
Pinto
e
Mello,
até
31
de
dezembro
de
1876.
Funchal.
—
José
Fernandes
Jardim,
até
31
de
dezembro
de
1879.
Famalicão.
—Padre
Antonio
de
Souza
Macedo,
alé
30
de
junho
de
1877.
Rossas.
—
Antonio
Pereira
dos
Santos,
até 31
de
dezembro
de
1876.
Mondim
de
Basto.
—
Revd
0
abbade
J.
J.
Costa Leite,
aié
31
de janeiro de
1877.
Penedo.
—
Padre
Antonio
B.
G.
Cam
pos,
até
30
de
novembro
de
1876.
Espozende.
—
Revd.0
abbade
de
Palmei
ra
de
Faro, alé
31 de
dezembro
de
1876
Rdgoa.—
Bernardo
Antonio
Pinto, até
31
de março
de
1877.
Melgaço.—
Padre
Antonio
Joaquim
Soa
res
Calheiros,
até
15
de março
de
1877.
Prado.
—Revd.® Arcipreste
de
Villa
Ver
de,
até
31
de
agosto
de
1877
Felgueiras.
—
Padre
Antonio
Dias Pe
reira
Ribeiro,
alé
31
de dezembro de
1877.
Fale.
—
D
Maria
Amalia,
até
31 de
dezembro
de
1877.
Caminha.
—
Dr.
Fetal Carneiro,
alé
31
de
dezembro
de
1877.
Ovar.—
Padre
Francisco
Dias,
até
31
de
dezembro
de 1877.
Cabeceiras.—
José M.
C.
Souza
Júnior,
até
19
de
julho
de
1877.
Arcos.
—
Padre
Antonio
Luiz
da
Costa
Pedroza,
até
31
de
dezembro
de
1876.
Coura.
—
João
Manoel
Azevedo
Poço,
até
19
de
setembro
de
1877.
Carrazedo
de
Monte-negro.
—
Palre
Anastacio
Mendes
Saraiva,
até
3!
de
março
de
1877.
Pico.
—
Revd.®
reitor
de
S. Chrislovão,
alé
31
de
dezembro
de
1876.
Chaves.
—
Padre
Rodrigo
Gonçalves
Bar
roso,
alé
15
de
julho
de 1877.
Coura.—
Dr. ,1.
J.
Dantas
Bacellar,
alé
31
de dezembro
de
1877.
Lagos.
—
Revd.
0
parocho
de Bensafrim,
até
31 de
dezembro
de
1876.
Barcellos—
Padre
Manoel José
da Silva
Matlos, até
31
de
dezembro
de
1877.
Villa Real.
—
Revd.
0
reitor de
Andrães,
até
30
de
junho
de
1877.
Faro. —
Revd.
0
vice-reit-or
do
seminá
rio,
alé
31
de
dezembro
de 1877.
Os
nossos
assigtiantes
das
Ilhas
Adja
centes,
podem
pagar suas
assignaturas
ao
nosso
correspondente
em S.
Miguel, o
snr.
Albino
Augusto
Pessoa.
Lisboa,
o
snr.
Alfredo
Valladim.
Covilhã,
o
snr.
Luiz
Antonio
de
Car
valho
Porto,
o
snr.
Carlos
das
Neves &
So
brinhos
—rua
das
Flores.
Vianna
do
Castello,
o snr.
Francisco
José
d
’
Araujo
Jumor.
Guimaraes,
o
snr.
José
Antonio
Tei
xeira
de Freitas
—Livraria
Internacional, a
S. Damaso.
A'
sentida
e prematura
morte de
minha
muito prezada
prima,
D.
Maria
José
da
Conceição,
de
Nossa
Senhora
do
Porto
d
’Ave.
Na
manhã
do
dia
o
do
corrente
exha-
lou
o ultimo
alento,
para
sua
alma
voar
á
presença
do
Eterno,
D. Maria
José
da
Conceição.
Luclando
ha
bastante
tempo
contra
o
duro
soíirimento
que
lhe minava
a
exis
tência,
procurando,
por
todos
os
meios
possíveis,
allivio
para
as
dôres
que
a
tor
turavam,
a
morte
inexorável,
que
não
respeita
virtudes,
veio cortar
o
fio d
’
a-
queila
existência
preciosa.
Os
disvellos
do
seu
extremoso
irmão,
e
meu
muito
estimado
primo, o
revd.
0
capellão
de Nossa
Senhora
do
Porto
d
’Ave,
e
os
recursos
da
sciencia não
tiveram
poder
bastante
para combater
o
mal,
que
de
dia
para
dia ia
minando
a
vida
aquella
que hoje
dormè
o
somno
dos
justos.
Curvemos-nos
aos
desígnios
do
Altís
simo.
Depois
de
pomposos
oflicios,
que
se
cantaram
por
sua
alma
no
real
santuario
do
Porto
d
’Ave,
no
dia
6
do
co
r
rente,
aonde
concorreu
grande
numero
de
eccle-
siaslicos
e
seculares,
tomando
parte
neste
religioso
acto
tainhem
alguns
ecclesiasti-
cos eseculaies,
que
de
Braga
foram
pres
tar
á
finada
a
sua
ultima
homenagem,
se
deram seus restos
mortaes
á
sepultura.
Ajoelhemos,
'
pois,
deante
da
cruz
que
encima
a
sua
louzi
sepulcral,
e
vertamos
ahi
as
lagrimas
da
mais
viva saudade,
que
serão
lenitivo
á
nossa
dôr
em
lance
tão
amargurado.
Braga,
9
de
fevereiro
de
1877.
B,
J.
Cruz.
Vianna.
—
Padre
Bernardo
Peixoto
No
vo,
alé
31
de dezembro de 1876.
Guimarães.
—
Padre
Antonio
José
Tor
rinhas
Machado, até
30
de
junho
de 1877.
Rio
de
Janeiro.
—
Bento
Manoel
de
Car
valho. alé 23
de julho de
1877.
Necessidades.—Revd.0
parocho
de
Rio
finto,
alé
31
de dezembro
de
1877.
Vieira.
—
Francisco
José
Fernandes,
até
30
de
janeiro
de 1877.
Terras
de Bom
o.
—
Domingos Xavier
Carneiro d’Aguiar, alé 31
de dezembro
de 1876.
Bragança.
—
Revd.®
abbade
de Baçal,
alé.
15
de
outubro
de
1876
Villa
Real
de
Santo
Antonio.—J.
S.
E.
V.
Lobo
e
Aguiar,
alé
30 de
junho
de
1877.
Carrazeda
d
’Anciães.—
Padre
Evarislo
Antonio
de Moraes,
até 39
d
’
abril
de
1876.
Santa
Martha de
Bouro.
—
Revd.
0
pa
rocho
de Saramil,
até
31
de
maio
de
1877.
Penedo.
—
Felizardo
B.
de
Campos, até
30
de
junho
de 1877.
Freixo
de Espada-á
Cinta
—
Padre
José
Antonio
Marcos
Cordeiro,
até
30
de
ja
neiro
de 1877.
Espozende.—
Padre
José
Antonio
de
Sá,
até
31
de
dezembro
de
1876.
Ros-as
—
Revd.0 abbade, alé
31
de
dezembro
de
á876.
Arcos.—
Revd.®
abbade
de
S.
Paio
de
Jolda,
alé
30 de dezembro
de
1876.
Prado.
—
Padre
José
Luiz Ferreira,
até
15
de
julho
de
1876.
Peíiella.—
José
Manoel
Rodrigues,
até
31
de dezembro
de
1876.
Ponte
do Lima.—
Anlon
o
José de Ma
galhães,
até
30
de
maio
de
1877.
Famalicão.
—
Revd.®
Zeferino
Machado
Borges
d
Azevedo, até
39
de novembro
de
1876.
Lanhozo.
—
Antonio
Joaquim
da
Cruz,
até
30
de
junho
de 1877.
S5CÇÃ0
DS COMMUmUOS
Snr.
redaclor.
No
dia
5
do
corrente,
pelas 1
I
horas
da
noite,
estouraram
algumas
dúzias
da
fogueies
no
adro
da
egreja
de
S.
Paio
de
Merelim. E’ um
abuso antigo
nesta
terra
o
lançar
fogo
sem
consentimento
da
auctoridade.
O
caso
é
que
no
dia
seguinte
cada
qual
dizia
o
que
lhe
parecia.
Uns
diziam
que
tinha
cahido
o
minis
tério;
outros
que
não
tinha
passado
a
lei
ácerca
do
Banco
de
Portugal;
outros, li-
nalmente,
que foi
porque
a
minha hu
milde
pessoa
deixou
de
ser
reged-.r
sub
stituto,
cargo
de
que
ha
muito
pedi
a
minha
exoneração,—que
até
hoje ainda
não
recebi, constando
estar
outro
indivíduo
nomeado
para
o mesmo.—muitos dias
an
tes
do
celebre
fogtielorio,
de
que
não
sei,
'nem
me
importa
quem
fosse
o
fogueteiro.
\
Aqui
ninguém
estranha
o
ouvir
fogueies,
j
pois
até
já
um
sugeito
lançou
fogo
por
lhe
nascerem
muitos
canarios.
Folguem,
pois,
os amantes
de
Bacho
com a demissão que
eu
pedi,
que
eu
lambem
folgo
por
os
deixar
em
berraria
nas
tavernas.
Pela
inserção d
’estas
linhas
lhe
ficará
muito
obrigado o
De
v.
etc.
Domingos
da
Silva S.
Gens.
umo MEEECAAfTEJL EJE E35t.4i.JA
SOCIEDADE
AN0NYMA DE
RESPONSABILIDA
DE
LIMITADA
Resumo
do
activo
e
passivo
d
’
este
Banco
era
31
de
janeiro
de
1877.
NECROLOGIA
Aetivo
Caixa
...................................
36:9060756
Leiras
descontadas,
toma
das e
a receber .
.
.
172:1990498
Empréstimos
sob
penhores
196:4220475
Créditos
com
caução
.
.
111:3460883
Operações
a
longo
prazo,
com
hypotheca
.
.
.
17:4800091
Agencias
no
Reino
e
Ilhas
—em
metal
....
33:0030272
Agencias no
estrangeiro
.
4:5950247
Devedores no paiz.
.
.
9:2770982
Acções
de conta
própria
.
95:5550000
Valores
íluctuantes.
.
.
58:5620090
Effeitos
depositados
. .
22:4000000
Despezas
d
’
installação
.
.
4:4000000
Moveis
e
utensílios
.
.
1:5370840
Gastos
geraes e
commissões.
606^983
Liquidações
.............................
1:346^93
>
Braga
31
de
Janeiro
de
1877.
765:6410047
=
== =
=:
=
,-a
Passivo
Capital................................... 600:0000090
Fundo
de
reserva
.
. .
.
2:5090127
imposto
sobre
dividendo
.
.
2:3270164
Deposilos
a
praso
107:4030171
»
á
ordem.
12:238073
»
Letras
em
deposito.
Credores
d
’
effeitos
deposita-
7660290
dos........................
22:400000
4
Credores
no
paiz
.
.
.
6
1329890
Agencias
no
Reino
.
.
.
360134
Dividendos
por
pagar.
.
.
9:6300306
Lucros
e
perdas. .
.
.
2:1990215
765:6430
»47
Os
Directores,
José
Antonio
Rebello
da
Silva.
José
Joaquim
Lopes
Cardozo.
BANCO DA
G0V1LHÁ.
Balanço
ein
3
1
de
Janeiro
de
1877.
Activo
Accionistas.............................
1:500$000
Leltras
descontadas e
a
receber
......
382:1170326
EÍIeitos depositados .
.
.
12:O
h
O0OOO
Caixa........................................
23.8740227
Agencias
no
paiz.
. .
.
26:0570226
Ditas
no
estrangeiro.
.
.
13:0610302
E
i
préstimos
s.
penhores.
163:6490815
Ditos
em
c.
c.
com
caução
251:5220927
Devedores
e
credores.
.
.
1010610
Devedores
geraes. . .
.
13:2170529
Papeis
de
credito.
.
.
.
7:60003101
Mobília
e
utensílios.
.
.
1:9370159
Despezas
dbnstallação
.
.
2:6580815
Contas
interinas.
.
.
.
370228
899:3350504
Farmaoia de
HOGG, 2, rue de Castiglione, Paria (Unico proprietário).
----
■.
.
.. ■■'■!
ii '
■
DK
*
ÍHIGADOS FRESCOSf^
DB
i
131
BAGALAO de
tAJil
OLEO
Passivo
Capita!
...................................
Fundo
de
reserva.
.
.
.
Fundo
para
o
edilicio
do
Banco.
......
Devidendos
a
pagar.
.
Depositos
á
ordem
.
.
.
Ditos
a
praso.......................
Credores
d
’effeitos
deposi
tados...............................
Ganhos
e
perdas
....
750:0000000
4:7770265
5000000
24:1530600
12:3800913
90:8980740
12:0000000
4:6240986
Musas, tosses
ehronicas, rlieuinatismos,
magreza
crianças, «Ias
implgemes,
fluxos
brancos, debUidade frcral. etc..etc.
Agradável
e facil de tomar.—Desconfiar das falsificações.
Exigir-se-ha
a
marca <
Prescripto
por todos os médicos e empregado com o mayor succeso
cohtra :
as enfermidades
<Io
peito, aífeieôcs escrofu-
—"iJCovuiiiicii uao
laJollJCdCUcb.
«■!
-
da
Fabrica
juntó que encobro -Ã
(-*'
a capsulo
de cada frasco de feitio triangular, e a firma
HOGG e Cia,
que devera achar-se sobre o rotulo.
*
íía
Depositos nas
principaes Pharmacias
e
em
IJsboa,
nas casas
de B
abreto
,
risa
<Io
S.oreío, SS
e
30.
A
zevedo
e Filhos,
B
arral
e I
rmão
;
em
Porto,
nas®casas de A
lbano
A
bílio
A
ndrade
, S
ouza
F
erreira
e I
kmao
, J
osé
P
into
;
em
Coimbra,
Salvador
F
erraz
.
___________________
AVISO
importante
Para
os
engenheiros,
pharmãceuliflõs,
médicos,
dentistas,
professores e
ootns
pe-soas
que desejarem
obter
o
diploma
de
d<
utor ou
de
bacharel
de
uma oinversida-
de
estrangeira.
Dirigir
carta
registada
a
Medicus,
13,
praça
do
Rei,
Jersey. (la-
giaierra.)
(31
-yy)
No
Sanctuario
do
Bom
Jesus
do
Monte
mnlua-se
dinheiro
ao
Juro
de
5°/
0
mediante
boa
hypotheca
e fiadores.
•
(81)
Venda
de casa
899:3350504
Covilhã
31 de
Janeiro
de
1877.
Os
Direclores
A
Baplista
A.
Leitão.
J.
d’
Amorim
Vaz
de Carvalho.
ifââlHCIIÍWGS
fei
Ò
í'ii átáM
llsá
'.
sá:í
”j
JXSJ
•
':::■
João
José
da
Silva Braga, serve-se
d
’
este
meio
para
consignar o seu agra
decimento
a
iodes
os
seus
amigos
que
lhe
prestaram
serviços
por
occasião
do
faile-
cimento
de
sua unica
e
jamais
esquecida
filhinba Julia ;
bem
como
ás
pessoas
que
a
acompanharam
ao
cemiterio. Pede
des
culpa
de
se
não
desempenhar
d
’
esle dolo
roso
dever,
pessoalmenie,
em rasão
do
seu
incommodo
de
saude.
Ç& ■>
4'-
«ES
■
jJBÇl
ijaçi
JfSji
sÇSS
■
■cTUT
.
.f.
i
.•
■
5
■s .W UX1 VÃG>0
(fiWàlIlÃ
IHSIWâ
Justo
Pedrayes,
rua
das
Aguas
n.°
80,
tem
a
honra
de
annunciar
ao
publico,
um
variado
sortimento
de ííoee de
todas
as
qualidades
e
preços,
tanto
nacionaes,
co
mo estrangeiros,
desde
o
mais
baixo
pre
ço
até
o
mais
superior.
Encarrega-se
de
fazer
toda
a qualida
de
de
pasteis,
que
lhe encommendem.
co
mo
são
:
de
ostras,
xila,
cidrão,
e amên
doas.
Rebuçados
de
avença,
e
os
afamados
de
ovos
do
estilo
de Lisboa
e
Porto
;
ca-
ramellos
premiados na
exposição
do
Por
to
de
1861.
Fabrica
toda
a
qualidade
de
licôres
francezes
;
enfeita
taboleiros
de
doce
com
lodo
o
luxo
e aceio, com
figuras
ou
sem
cilas
;
queques
bordados,
etc.
Cobre
amêndoa de
chocolate,
torradas
de
limão,
canella
e
pinhão.
Satisfaz
qualquer
encommenda
para
bai
le
ou
assembleia,
sem
outro
qualquer
com
petidor,
em
preço e qualidade.
t95)
E
DOMINtrs
DE SETIM, NOVOS I
Alugam-se
em
Braga,
Largo
do
Ba
rão
de
S.
Martinho,
n.°
27.
(86)
ORATÓRIO
Vende-se
um
oratorio
em
fórma de
ca-
pella,
representando
um
passo
com
o
res-
pectivo
figurado,
e
a
Imagem
do
Senhor
dos
Passos.
Para
tratar,
na
rua
Nova
de
Sousa,
n.®
20,
casa
de
moveis.
(91)
VENDA
DE
CASAS
Vende-se
4
moradas
de casas
com
quintal
e
agua, sitas na
rua
de
D.
Pedro
V,
sendo n.®
76,
77,
85
e
86.
Tracta-se
no
largo
dos
Penedos,
n.®
1.
(65)
OBJECTO D’0UB0
Quem
achasse
um brinco
d
’
ouro
e
o
queira
restituir,
pode
entregal-o no
escri
ptorio
d
’
esie
jornal,
e
receberá alviçaras.
(92)
LINHA
QUINZENAL
DE
PAQUETES
A
VAPOR
Para
S.
Vicente, Pernambuco, Bahia, Rio de Janeiro,
Montevideo e
Euenos-Ayres
Acceilando
lambem
passageiros
de
3.
a
c'i
com
trasbordo
PAQLETES A
ELBE
..........................
13 de
Fevereiro
MINHO
.........................
28
de
Fevereiro
TAGUS......................... 13
de
Março
PREGOS
Ca«f.ss
paquete
«iVsits
eompanliia
leva
a
bordo
criados
e cosúisbeàros
portuyueaes
pui-a
commodidade
dos
passageiros
de
todas ns ciasses.
Sendo
as
passagens
pagas
na
Agencia
Central
no
Porto
ou
em qualquer Agencia
proiiuciul,
a
conducção
para
Lisboa
é
por conta
da
Companhia.
&.
S»5»r«in>
ob
p»B8Hç|rir'D( teem gj-atis caisiw,
roupa de causia, eo-
nslda
feita
p<»»- cosia»Iteíros
peirtKgvaeze»,
viwabo rfu»» vezes
por dia,
«SS
ímí
*
-
jscík
;
«eaedíca,
«vi
viço ate ersu-d»»»
e
oiitro»
itespezaS.
A
EXPERIENCÍA
de
mais
de
um
quarto
de
século
tem
feito
com
que
os
paquetes
d
’
esta
companhia
(a mais
antiga
na
carreira
do
Brazil)
sejam conhecidos
pela
regularidade,
velocidade
e
segurança
excepcionnl;
além
d
’
isso
pela
limpesa,
boa
ordem,
bom
tratamento e
accomodações
a
bordo,
e
pelos
melhoramentos
n
ais
modernos
tanto
para
a
hygiene como para a
commodidade
dos
passageiros.
...
ISTO
É
COMPROVADO
pela
grande
concorrência
que
teem
de passageiros e
pelos
agrade
cimentos
de
mais
de
mil
e
cem
paswigein
s
d
entre
elles
leitos
por
escripla como
consta
de
docu
mentos
archivados
em
varias
aavmia<.
SÃO
ESTES
OS
PAQUETES.preferidos
pelo Governo
Inglez
para
a
conducção das
suas
malas
do
correio,
e
por
es;e
serviço
recebe
a
companhia
um
importante
subsidio.
TIVERAM
ESTES
PAQUETES
a
honra
de
conduzir
Suas
Magestades
o
Imperador e
Impe
ratriz
do
Brazil,
como
lambem
S.
A.
o Infante
D.
Augusto.
TODAS
’
AS
INFO
MAÇÕES e
bilhetes
de
passagem
podem
ser
obtidos
no
PORTO
na
AGENCIA
CENTRAL,
rna
dos
Inglezes,
23,
do
agente
GUILHERME C. TAIT;
e
nas
provín
cias
nas
agencias
e correspondências
estabelecidas
em
todas as
principaes
cidades
e
villas.
Agente
em
Braga
o
snr.
João
Manoel
da
Silva
Guimarães, rua do Souto.
FLUIDE
IATIF
de
JONES
Por
suas propriedade» benefica», goza este
pro-
ducto
de alta e merecida reputaçSo. Suaviza e ama
cia
a pelle, allíeia
as irritaçõe» causadas pelas mu
dança»
de
clima, pelos
banhos do mar, impressões
desagradareis
do vento ou do
calor, etc, etc.
Uma simples applicaçao faz desapparecer as ra
chaduras das mSos o
dos beiços. Preço 650
reis.
PARA OS
CUIDADOS
DO
TOUCADOR
É
muito
digno
de ser recommandado i
Sabão
latif,
que
possue
todas as
propriedades suavizan-
tes
doFluide,
e um aroma delicadissimo.Preço500
r‘.
23, Boulevart
des Gapucines, Paris,
De
Fronte da entrada
do Grand-iiotel.
Fabricante
de
Escovas Inglesas Perfumeria, Loja
de papel,
Objetos
de Fantasia, Estojos diversos,
Cutelaria, Artigos de
Luxo, Luvas, etc.
Deposito
em
Lisboa,
snr.
Barreto,
Lorêto
n.°
28—
30
(2(1 «)
Nos
baixos
do
Hotel
Real,
na
rua
de
S.
João
do
S<>ulo,
vende-se
d<
ce fino
e
de
chá.
Satisfaz-se
com
protnplidão
qualquer
encomnenda.
Preços
rasoaveis.
hlMlElííO A JUHO
A
Meza
da
Irmandade
de
S. Vicente
da
cidade
de
Braga;
faz
constar
que
tem
dinheiro
para
mutuar
a
juro
de
5
p
r
°|0
livres,
sobre
hypotheca.
(4481)
sse
para SANTOS
e RIO
GRANDE
DO
SUL
lo
Bio
de
Janeiro
>A
I
K
I
d
’. LISBOA
GUADIANA
...
28
de
Março
NEVA
......................
13
de
Abrii
MONDEGO.
...
28 de
Abril
q
OMMODOS
DECLARAÇÃO
Joanna
Adelaide
Marques
e
sua
irmã
Thereza
Adelina
Marques
proprietárias
do
Hotel
dos
Doua
Amigos,
declaram
que
d
’
boje
em
deanle
não
pagam
conta
al
guma
que
lhes
seja
apresentada,
sem
que
esteja
auctorisada por escripto
assignado
por
ellas.
Para
as
despezas
ordinárias
teem
li
vros
por
ellas
assignados,
com
o
nome
do
negociante
a
quem
são
destinados;
estes
livros
serão
mandados
aos negocian
tes
quando
mandarem
buscar
quaesquer
generos
que
não
sejam
comprados
a
prom-
plo
pagamento,
n
’elles
será
lançada
a
importância
da
divida,
e
só por
elles
sa
tisfarão
as
suas contas.
Braga 7
de
Fevereiro
de
1877.
Joanna
Adelaide Marques
(94]
Thereza Adelina
Marques.
IIELOOOS
A 10509
SEIS!
Çunl
g«rá
o estalieleeimento
que
não
linde
ter um
reiojjio por
I05WW
rei»?
Vendem-se
na
Praça d’
Alegria
em
casa
de
Manoel Ignacio da
Silva
Braga, regu
lando
AMEjSTE.
Vende-se
a
casa
da rua
do
An-
?
j°
ll
-°
II
!
P
ara
tractar
na
rues-
feAíSà-A
|i;a
,
(
]
e8(
]
e
0
n
,ei
0
<j
!a
a
i
t'>
ãs
2
horas
da
tarde.
(64)
N’
um
dos
locaes
mais pitorescos
e
saudaveis
d
’
esta
cidade,
acha-se
fcVââ'.
p
ara
alugar
urna
casa
a
(é ao pro
ximo
S.
Miguel ;
e
bem
a^sim,
se
vende
por
preço
mui
commodo
a
mobília
e piano
existente
na
mesma
e
completamente
nova,
para
melhores
esclarecimentos queiram-se
dirigir
á
Praça
do
Barão
de
S. Martinho,
casa
Almeida
&
Pereira.
(24)
COLLEGIO
INGLEZ
DO
Sagrado
Coração de
.Harta Virgem.
Immtteulada
D.
Margarida
Heuuessy,
desejando an-
nuir
aos
pedidos
que
as
famílias
e
clero
mais
dedicados
á
causa
de
uma
verdadei
ra
e
completa
educação,
tanto
de
Braga
como das localidad»s
adjacentes,
ha
cin
co
annos
se teem
dignado
fazer-lhe,
resol
veu
abrir
uma casa
de
educação
para
meninas
internas,
semi-internas
e
exter
nas
sob
a direcção
de
sua
irmã Miss.
The-
resa
Ileunessy.
tendo
obtido
para levantar
o
seu
estabelecimento,
a
belia
casa
da
rfia
de S.
Miguel-o-Anjo, onde
morou
o
ex.
ni<>
sur.
Juiz
de Direito,
o
qual
já
funcciuna
desde
o
dia 2
de
Fevereiro.
Para
esclarecimentos
podem
derigir-se
a
Braga a
snr.'
1
D.
Maria
Brigida
Bersane
Perry,
Lampo
da
Feira,
ao
Rev.° João Re-
beilo
Cardozo
de
Menezes, ao Rev.°Joào
Pe
dro
Ferreira
Airoza,
e
a
José Maria
Dias
da
Costa,
Rua
Nova.
(17)
INJECÇÃO
HYGIENICA
BALSAHICI! FKOPHITVTSCO
Esta
injecção
é
a
unica
e eílicaz
que
cura
em
seis
ou
oito
dias
toda
a
qualida
de de
purgações
tanto
antigas como
mo
dernas,
ainda
as
mais
rebeldes.
Vende-se
em
Rraga
na
pharmacia
Alvim,
á
Porta
Nova.
Em
Coimbra,
pharmacia
Barata
Di-
niz,
rua
de
S.
Barlholomeu.
Deposito
principal
no
Porto
na
phar
macia Madureira, rna
do
Triunfo
n
0
142,
proximo
ao
Palacio
de
Crystal.
Preço
de
cada
irasco
—
400
rs. (4449)
ARTE
DE TACHYGRAPHIA
O
conhecimento
d
’
esta
arte,
quasi
des
conhecida
entre
nós,
é
de
tal
importân
cia,
que não ha
indivíduo,
qualquer que
seja a sua
profissão,
que
não
tenho
sen
tido
uma
vez
e
sua
falta,
e
a
necessida
de de
a
saber.
O
auctor
pondo
de parle considera
ções
lheoricas,
que
alongariam
o
compen
dio
ein
prejuizo
da
clareza
necessana,
tra
tou
de
consubstanciar
de
maneira
clara
e
concisa
todos
os
preceitos
da arte
e
con
stituir
assitn um methodo
facil
e
breve
pelo
qual
com
mediana
applicação
qual
quer
indivíduo
em
muito
pouco
tempo
es
teja
apto
para
escrever
tão
depressa
co
mo se
falia.
O
compendio
apresenta
treze
estampas
que
teem
por
fim
elucidar o
texto
e
guiar
o
principiante
ajudando-o
a
traçar
conve
nientemente
as leltras
e
signaes
tachygra-
pbicos.
Vende-se
em
Braga,
rua
Nova,
n.
c
3,
e
no
Porto
: preço
300
rs.
BRAGA,
'fYPOGRAPHIA
LUSITANA—
18"6.
Parte de Comércio do Minho (O)
