comerciominho_09101877_698.xml
- conteúdo
-
1TOLIIÁ.
COMMEltCIAI^ I&ELIftlOSA. E 1VOTIC1 VOSL£k.
EDITOR
E
PROPRIETÁRIO
JOSÉ
MARIA
DIAS DA COSTA, RUA
NOVA
N.°
3
E.
..........................
I
TW
I.I
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II
.............................
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1.«nw»^^«i<«<!!»»!
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5.° ANNO
í
J
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K
pííbíí
’’?»
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
Braga,
12
mezes..............................
1&6Õ0
»
6
»
..........................
Correspondências
partic.
cada
linha
Annuncios cada
linha.
..
.
,
Repetição....................................
850
40
20
10
PUBLICA-SE
AS
TERÇAS,
QUINTAS
E
SABBADOS.
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
Províncias, 12
mezes
...............
2$000
»
6
>...............
1^050
»
sendo
duas
assignaturas
3&600
Brazil, 12
mezes,
moeda
forte. .
3$600
Folha
avulso
........................
10
N.°
698
BSAfi
t-TElEl
1
FEIK4
»
DE
I
iHTtB
SRO
DE
19??
A
’
Kedacção
dra
«Commereio
do
SXitiho».
Londres,
24
de
Setembro,
1877.
Ahi
envio
a
cópia da
pequena
carta
que
escrevi
ao
Apostolo,
pela
via
de
Li-
verpool,
quando encontrei
a
noticia
da
morte
do
bom
M. de
Peyramale,
bem
conhecido
pelos
numerosissiims
peregri
nos
que visitaram
o milagroso
Sanluario.
Teve,
segundo
se
vê
d
’
aquella
relação,
de
pessoa
que
lá
se achava
na
occasião,
a
morte
que
se podia
esperar
de
sua
pieda
de
—
Talis
vila,
finis
ita.
Piamente
deve
mos
crer, que,
a estas horas,
ha
recebido
o
prémio
de
suas virtudes;
e
do
qual não
poderá
játnais
ser
privado
por
toda
a eter
nidade.
A. R.
SARAIVA.
1.—Como
noticia que
será
lida
com
triste
interesse
por
muitos
Calholicos
dos
que visitaram
o milagroso
Santuario
de
Nossa
Senhor
i
de
Lourdes,
é
a
do
fal-
lecimento
do
Monseigneur
de Peyramale,
o
venerável
Cura
de
Lourdes.
Teve
logar
este
acontecimento,
que
não
deixará
de
excitar
interessantes
recordações
e
pia
saudade
em
mais
de
um
dos
lei
tores
do
Apostolo.
O
dia é
assás caracte-
ristico,
e
até
poderíamos
quasi
suppor,
que
elle
o
tivesse escolhido
e
pedido
em
suas
orações,
para
ser
o
de
seu trajecto
d’este
mundo
para
a
Eternidade;
pois
falleceti
no
dia da
Nativi
fade
da
Virgem
Nossa
Senho
ra,
8
do
corrente
Setembro.
Para
mim
que
acredito na Providen
cia
Divina,
e
que
nada
sucede
n’este
mun
do
senão
o
que
Ella
determina,
ou
per-
milte
mui
de proposito,
é
uma
ideia
con
soladora
o
ter
fallecido
n
’aquelie
dia
con
sagrado
á
Virgem
Mãe
de
Deus,
o
Servo
fiel,
e
que
tanto
trabalhou
em
honra
d’
Ella.
As
circumstancias
que
em
sua
carta
do
mesmo
dia
8,
relata
ao
Weekly
Regis-
ler,
de
Lourdes,
um Correspondente
In-
glez
merecem
de
ser commemoradas
no
Apostolo;
e
por
isso
vou
íielmente
resu
mi!
as.
Primeiramente,
não
deixa de
ser
no
tável,
que
na
ante-vespera
do
seu
falle-
cimento.
Mgr.
de
Peyramale
ainda
exercia
na igreja
suas
funcçôes
sacerdutaes
olfician
do.
Quando
no
dia seguinte
foi
atacado
do
accesso
da
moléstia
de
que faleceu,
soffreu
dôres
mui
severas
que
levou
com
a
maior
paciência,
dizendo,
que
grandes
soflrimentos eram
meio de expiar grandes
culpas.
No
dia
seguinte,
o
da Natividade
da
Virgem,
tinham
cessado
os
soffrimentos.
e
expirou
em
grande
tranquillidade; ma
nifestando
ainda,
quando
já
não podia
fallar, sinaes
de alegria,
ao
dizerem-lhe,
que
um
dos
padres
seus
companheiros
acabava
de
dizer
missa por
sua
tenção,
d’
elle
Mr.
Peyramale.
Outra
coincidência,
que
é bastante cu
riosa,
pelo menos,
é
por
certo
o
facto,
de
que
a
mãe
e
o
pai
da
Menina
Berna-
dete
Soubirou,
a
quem
a
Virgem
appare-
teu
falleceram
em
igual
dia Semelhan
tes
circumstancias
que
sem
duvida
podem
ser
casuaes,
não
sei
que
razão
haja
para
que
pessoas devotas
e
pias
lhes
não
at-
tribuam
significancia
maior.
E
quanto
a
mim
que
acredito
o
não
cahir
um
cabello
de
nossa
cabeça
sem
a
permissão e
pro
videncia
Divina;
tenho
por
grande
tolice
o
nrnfar
das
crenças que attribuem
desígnio
Providencial
em
coincidências
como
as
mencionadas.
II.
—
Segundo
as noticias
abundantes
que
todos
os
dias
publicam
as
folhas,
parece,
na
verdade,
que
os Russos
teem
soffrido
grandes
desastres,
perdas, e
derrotas. De
ve
porém
notar
se,
como
creio
já
outra
vez
o
apontei,
que
verdadeiramente
a guer
ra
actiial
é uma
guerra
Ingleza
feita
com
soldados
Turcos.
Grande
numero
de
hábeis
e
dislinctos
officiaes Inglezes
de
terra
e mar.
acom
panham,
dirigem,
disciplinam
cs
Turcos,
a
quem
é
bem sabido
não
falta coragem.
Aqui
a
sympathia
em
favor
dos
Turcos
au
gmenta
ainda
cada
dia;
e
as
noticias
da
campanha Turco
Russa
excitam
na
verda
de
tal
interesse,
como
poderia excitar,
quasi,
se
fosse
a
bandeira
Ingleza
que
estivesse
ostensivamente
opposta
á
Mosco-
vita.
III.
—
Corneça-se
lambem
a
observar
com
interesse
e
curiosidade
a
condição
da
Fran
ça;
principalmente
em razão
de
dois
in
cidentes
—um
d’elles
sobretudo,
que
foi
o
fallecimento
de
Thiers;
que
os
Republica
nos contavam
até
vir
de
novo
a
consti
tuir
Presidente.
O
outro facto
é
a condemnação
de
Gambetta,
e
do
Editor
do
seu
papel,
a
3
mezes de
prisão
e
2:000
francos
de
mul
eta
—
sentença
de
que
appellaram;
espe-
rando-se
decisão
íinal.
A.
R. SARAIVA.
—----- .
—irariuit- ‘cxtit'
-
Estamos
vendo acontecimentos
que
nunca
se
viram no
nosso
paiz,
e
cujas
causas
escapam
a
todas
as
investigações
da
sciencia
humana;
acontecimentos
ex
traordinários,
e
cujas
causas
devem
ser
lambem
extraordinárias,
porque
aberram
das
conhecidas
leis,
e
da marcha
constante
da
natureza.
O
cinzeiro,
ou
o
oidium,
das
vinhas,
a
philoxera
que
lhe
vae succedendo;
a
doença
das
balatas
quasi
geral
no
paiz;
a
séca
de
grande
numero
de
arvores
fru-
ctiferas,
sem
razão
conhecida;
a
tinha
que
invadiu
as
figueiras,
e
que
as
deixou
sem
folhas;
o
bicho,
que
vae invadindo
a
azeitona
fazendo-a cair
ao
principio
da
maturação,
e
apodrecer
de
um
dia
para
o
outro;
a
putrefaeção
das
uvas
para
con
serva,
poucos
dias
depois
de
colhidas;
a
esterilidade
das
fruclas
d
’
espinho,
e
de
caroço;
as
muitas
doenças
produzidas
pelo
uso
da
melancia,
[febres, dearrheias,
e
vomitos
com
tonturas
de
cabeça];
a
inva
são
de
immensas
nuvens
de
gafanhotos
em
diílerentes
sítios,
de
diflerenles
cô-
res,
e
tamanhos;
o
mal
das
sardinhas
(se
é
certo)
e
as
grandes
aluviões,
e
tem
pestades
do
inverno
passado,
não
previs
tas
por
nenhum
astrologo,
nem
indicadas
pelas
fazes
da
lua,
nem
pela
orion,
nem
por
outro algum
astro
celeste,
nos
quaes
o
astronomo
lé
com
segmauça
as
mu
danças do
tempo,
primeiro
que
ellas
ap-
pareçam;
nada
d
’
islo
tem
causa por
ora
conhecida,
e
assim,
de
duas
uma: ou
o
globo
mudou
de
posição,
e
está affeclado
de
doença
mortal:
ou
a
espada
da
jus
tiça
divina
está
sobre
nós.
Qual
das
coi
sas
será?!
A
moléstia
das
vinhas,
que
coincide
com
o
movimento
do
nosso globo
16
graus
mais
para
o norte,
que
os
aslrono-
nomos
allemães
disseram
em
1831,
póde
explicar-se
plausível,
e
satisfatoriamente
pelo
arrefecimento da nova
zôna,
em
que
nos
collocou
aquelle
movimento;
porque
de
todas
as
experiencias
empregadas,
e
do
estudo
leito
para
achar
a
causa
da
moléstia,
resultou
com
segurança
—que
o
oidium.
ou
cinzeiro,
não
é
mais,
nem
outra
coisa, do
que
a
seiva
extravasada
pelos
parenchymas
por
falta
da
elabora
ção
regular
pelo
alburno,
e
entrecasco,
como
succede
com a
ferrugem
dos
olivaes;
e
a
prova é a
cura
que
se
faz com
o
emprêgo
do
enxofre,
que
obra
como
es
timulante,
e
com o
adubar
todo
o
terreno
da
vinha,
remedio este,
que
obsta
a
que
a
moléstia
a
invada;
e
a
esta
prova póde
juntar-se
a
das
vinhas
de
terreno
crezeiro,
que
nunca
foram
atacadas.
Mas
o
que
é
que foi
a
causa
do
mo
vimento
do globo
afiirmado
pelos
alle
mães?
Póde
ter
sido
a
descida
dos últi
mos planetas
descoberta
neste
século;
movimento
que necessariamente
deveria
cornmunicar-se
a
todos
os
outros
para
conservar
o
equilíbrio
das
parles,
que
compõem
o
universo; descida
auxiliada
por
muitos
trabalhos
do
homem,
que
tira
do centro da
terra
os melaes,
e
mineraes
para
seu
uso,
e para
as
suas
commodi-
dades
(fictícias)
pois
que
essas
exlracções
diminuem
o
peso,
e
a
força,
com
que
o Auctor
da
natureza
formou
este
inundo
para
pesar,
e rolar
nos
seus
eixos em
todo o
tempo,
que
Elle
assignou
á
sua
exislencia.
Seja
porém
o
que
fôr:
não
é
para
es
te
logar
o
exame
d
’esta questão;
é
com-
tudo
para
mim
de
evidencia,
e
o
será
pa
ra
os
de
maior
e melhor
instrucção,
do
que
a
minha,
que
os
fenomenos
obser
vados
no
corrente
anno,
não
pódem
ter
sido
occasionados
pelo
de
1831
(se
é
que
elle
se
deu),
porque
entre uns
e
outros
não
ha
analogia
alguma;
e
porque,
se
a
houvesse,
teria
vindo
mais
cedo.
Vejamos
pois
se,
discorrendo
lilosofica
e
christã-
mente,
podemos
ailingir
a
causa
dos
males
presentes,
e
descobrir
algum
remedio
para
os
curar,
e removêr.
Saindo
Jesus
Christo
um
dia
do
tem
plo
de
Jerusalem, disse
para
os seus Dis
cípulos,
ou
para
um
d’
elles,
como
quer
S.
Marcos:
Vedes
tudo
isso...
que
me
mos-
traes?
Pois
digo-vos
na
verdade
que
não
ficara
aqui
pedra
sobre
pedra.
Poucos
dias
antes
linha
o
Divino
Mestre expulsado
ás
vergalhadas
os
vendilhões,
que
alli
tra
ficavam:
e
a
prophecia verificou-se
porque
a
profanação penetrára
na
casa
do
Senhor.
iQuantas
profanações se
não
commet-
tem,
hoje,
nas
Egrejas
dos
christãos?
Quan
tos insultos á
Magestade
Divina?!
Quan
tas
irreverencias,
injurias
não
cospe
o
mo
derno
íilosoíismo
sobre
o
culto
devido
ao
Santo
dos
Santos?!
Quantos
desprezos,
quantos
escameos
das ideias,
e
das cren
ças
religiosas?!
E
fechará
o
Supremo
Crea-
dor
do
mundo
os
olhos
a
tudo?!
Elle?!..
que
par
a
destrruir
o
reinado
de
Satanaz
mandou
Seu
Filho
ao
mundo
feito
homem
para
vi
n
g
ar
o
primeiro
homem
do
engano
que
a serpente lhe
armara
para
destruir
a
felicidade
para
que
nascera?!
Elle?!
que
mandou
abrasar
Sodoma,
e
Gomorra pela
lascívia
dos
seus
habitantes?!
Elle?!
que
carregou
de
pragas
o
opulento
reino
dos
Pharaós
por
não darem
a
liberdade
aos
filhos
de Israel
pedida
por
Moysés
em
nome
do
Deus
de
Abrahão,
e
que
sepul
tou
no
Jordão
todo o
exercito
egypcio
d
’
aquelle
poderoso
Monarcba
por
ir
em
perseguição
do
seu
Povo?!
Quantos
avisos
nos
não
está
o
ceo
dan
do
nas
chagas
da
Luiza
belga,
nas
appa-
rições, e
nos
milagres
de
Loudes,
nas
de
Marpingem,
nas
frequentes
mortes
re
pentinas,
outr’
ora
raras
no
nosso
paiz
nas
desgraças,
de
que
diariamente
os pe
riódicos
de
todas
as localidades
nos
dão
noticia?!
E
’
o
acaso,
que
produz
estas
in
felicidades
e
ruinas?
E
’
a
desordem
das
leis
da
natureza?!
D
’
onde
veio,
e
porque
porta
entrou
o
acaso?
Aonde eslava
elle,
e
quaes
são
os instrumentos,
e
os
meios
de
que
se
serve
para
destruir, e
não
edi
ficar?
^E
que
senhora
é
essa,
a
que
cha
mam
natureza
,
que
assim
deixa
quebrar
as
suas
leis?
Ai!
Deus
tenha
piedade
de
nós
todos!
Deus
vos
abra
os
olhos
para
conhecerdes
bem
o
caminho
que
pizaes, e não
cahirdes
no abysmo,
a
que
elle
vos
conduz.
Não:
os fenomenos
que
temos
visto,
e
que
estamos
vendo,
não
são
naturaes;
são, sim,
castigos
brandos,
porora,
de
um
Pae
misericordioso,
que
não
quer
a
mor
te
do
peccador,
e
simultaneamente
avi
sos
para
evitarmos
maiores males.
Experimenlae:
amae
a
Deus,
e
ao
pro-
ximo
como
a
vós
mesmo:
guardae
os do
mingos,
e
festas
de guarda:
sede
castos:
perdoae
a quem vos
offender:
reparti o
vosso
pão
com
os
pobres;
confessae
a
Deus
perante
os
homens
—
seriate
man-
dala;
e
veieis
desapparecer
os
males
que
estão
chovendo sobre nós,
e
evitareis
ou
tros
muitos,
e
maiores,
que
lhes
hão
de
succeder.
José
de
Freitas
Amorim
Barbosa.
Da
santidade e liberdade dos
eemiterioi.
Este
logar
tão
santo
e
respeitave
como
vimos,
é da
Egreja,
e sendo
esta
livre
e
justa,
póde
e
deve
dal-o
ou
ne
gai-o
conforme
o
pedir
a
justiça.
A
Egreja
pode
e
deve
negar
sepultura
ecclesiastico
a
duas
qualidades
de
pes
soas
:
1.°
aos
incrédulos;
2.°
aos
impeniten
tes,
que
morrerem
obstinados
em
seu
crime.
Isto
pede-o
a
sua
justiça
e
a sua
san
tidade.
e a boa
razão.
Começemos
pelos
primeiros.
O
incrédulo
é
livre
para se rir
du
rante
a
vida
do
dogma,
da
moral,
do
culto
Catholico,
etc.
;
é
livre para
na
hora
da morte
não
querer
o
padre
junto
de
si,
e
até
fechar-lbe
a
porta
de
sua
casa
se
elle
pertender
lá
entrar
para salval-o.
Eis
o
seu direito
aclualmente perante
a
lei
e opinião
publica
Pois
se
é
livre o
incrédulo,
também
é
livre
o
padre
para
lhe
negar
seu
minis
tério;
lambem é livre
para
lhe
prohibir
a
entrada
no
templo,
etc
Ou
a
liberdade
é
para
ambos
ou
então
não
existe
liber
dade.
Pois
o incrédulo
póde
ser
livre
perante
o
padre
e
a Egreja,
e
o
padre
e
a
Egreja
não
poderá
ser
livre
perante
o
incré
dulo
?
!
..
Alem
d
’
isso
o
bom
senso,
e
a
dignida
de,
santidade
e
justiça
da
Egreja
pedem
se
não
dê
ao
incrédulo
sepultura
eccle-
siaslica.
Pois
não
é
ridículo
fazer certas
preces
e
ceremonias
por aquelles
que
não
acre
ditam
n
’
ellas,
e
não
crêram
na
sua
santi
dade,
e
até
as
rejeitaram
em
toda a
sua
vida
com
todo
o
afan até
o
ultimo
sus
piro?!
.
.
Vivos
(dizia
um
eloquente
orador.
Mr.
de
Cormenin) não
quiseram
entrar
no tem
plo,
e
mortos hão
de
ser
forçados
a
arrombar
as
portas d
’elle!
Logo
a
boa
lógica,
o bom
senso,
a
justiça,
a
razão,
e
a
santidade da
Egreja
pedem=que
ao incrédulo
se
não
dê
sepul
tura
ecclesiastica.
Mas
assim
como
ao
incrédulo
a
Egreja
não
póde
nem
deve
dar
sepultura
eccle-
siastica,
assim
também
não
pode
nem deve
dar
sepultura
ecclesiastica
ao
peccador
im
penitente
que
morrer
obstinado
em
seu
crime.
Toda
a
sociedade tem
direito
de
deter
minar
casos
d
’
exclusão
;
ora
a
Egreja é
uma
sociedade; logo
a
Egreja
tem
este
direito.
Toda
a
sociedade tem
direito
de
privar
um
membro indigno
do
foro do
cidadão
e
das prerogativas,
que
este
lhe
imporia
;
sem isto
a
sociedade
acabará
pela
anarchia
e
confusão
;
ora
a
Egreja,
que
é
também
uma sociedade, tem
este
direito
;
e
por
consequência
póde,
e até
deve,
privar
um
súbdito
indigno
do
titulo
de
filho,
e
das
prerogativas,
que
este
mesmo
titulo lhe
importa,
aliás terá
a anarchia,
a
desordem,
a
confusão.
O
maior
crime
aos
olhos
da
Egreja
é
sem
duvida
a
impenitencia
final,
pois
vae
direclamenle
d
’encontro
aos
fins
da
mesma
Egreja
;
e
por
tanto
pede a
justiça,
pede
a
boa
razão,
e
o
hòm
senso
que
ella
cas
tigue
este
crime;
mas
<>
castigo não
póde
nem
deve
ser
outro
senão
a
privação
da
sepultura
ecclesiastica.
Negar
isto,
é
querer
destruir
a
Egre
ja,
é não querer
reconhecer seus direitos,
é
negar-lhe
aquillo
que
se
não
nega
a
so
ciedade
alguma.
Mas,
objectará
alguém,
esta
doutrina
hão
está
em
harmonia
com
doutrina
do
Evangelho,
onde tudo é
paz
e
mansidão,
e
os
ministros
do
Evangelho
devem
ser
também
ministros
de
paz.
A
esta
objecção
respondemos=que
é
verdade
que
o padre
é ministro
d
’uma
religião
toda
paz
e
mansidão,
mas
tam
bém é
verdade
que
é
ministro
d
’
uma
re
ligião
toda
verdade
e
santidade
e
por
isso
não
póde
nem
deve
dar
sepultnra
ecclesiastica
ao
impio
e
ao
peccador
im
penitente
que
morrer
obstinado
em
seu
ciime.
O
padre
nunca
deve
ser
hypocrita
nem
mercenário,
por
isso
que
é
ministro
d
uma
religião
verdadeira
e
santa
;
ora
se
elle
fizesse
os
ofíicios
fúnebres
sobre
cadáve
res dos
que não
acreditaram
na
santidade
e
valor
d’
estes
oflicios
e
antes
os
repeli
ram
em
toda
a
sua
vida
dir-se-hia
que
o
padre
era
um
hypocrita
que não
acre
ditava
na
doutrina
que
prégava,
e
que
era
um
mercenário.
Alem
d
’
isto, se
a
Egreja
abençoasse
igualmente
a
sepultura do
fiel
e
a
do im
pio,
a
do christão exemplar e a
do
pec
cador
escandaloso,
a
Egreja dava
a
enten
der
que
olhava
igualmente
para
a
verdade
e
para
a
mentira,
para
a
virtude
e para
o
vicio
;
e
isto
era
um
crime
aos
olhos
de
Deus
e
da
sociedade,
e
isto
era
trahir
sua alta
missão sobre
a
terra;
isto
era
auctorisar
a
indiffeiença.
Que
importa
o
como
se
vivee
como
se
morre,
(dir-se-hia)
se
a
Egreja
a
lodos concede
as
mesmas
honras.
Logo
a
Egreja
não
póde
nem
deve
dar
sepultura
ecclesiastica
a
estas
duas classes
de
pessoas.
Segunda
objecção.
O
negar
a
sepultura
ecclesiastica
é uma
ofleusa
gravíssima
á
memória
dos mortos
que
até
os
proprios
pagãos
respeitaram,
lendo
a
maxima
tão
sabida
=
parce
se-
pullis=.
Respondamos.
Que quer
dizer
respeitar
os
mortos?
quer
dizer
respeitar
a
sua
von-
lad
•;
ora
a
vontade
d’estas
duas
classes
de
pessoas
foi
até
o ultimo
suspiro
de
não
querer
nada
com
a
Egreja,
logo
em
res
peito
á
sua
memória, devemos cumprir sua
vontade
não
lhes
dan
lo
sepultura
eccle-
sízstica
Terceira
objecção.
Negando
sepultura
ecclesiastica a
al
gum
finado
vamos
com
isto offender
as
famílias,
a
quem
basta
a
sua
aflição
pela
perda
d
’
aquelle seu
membro,
e
não
deve
mos
augmenlar
a
sua
dôr
;
faltar
a
isto
é
faltar
á
caridade.
Resposta.—
A sociedade
calholica
é
tam
bém
uma
grande família
pois é
a
reunião
de,
milhares
e
milhares
de famílias;
ora
dando
sepultura
ecclesiastica
ao
incrédulo
e
ao
impenitente
ia
dar.-se
um
grande
escandalo
á
grande
família
calholica
au-
clorisando
a
indiilerença,
fumentando
a
desordem
etc.,
e
como
o
bem
gera!
perfere
ao
particular
claro está
que
deve
negar-se
sepultura
ecclesiastica
ao
incrédulo e
ao
pec
cador
que
morreu
impenitente.
Alem
d
’isso
separando-se,
uma
porção
de
terreno
no
mesmo
cemilerio
catholico
para
o
interro dos infiéis,
hereges,
excom-
mungados,
impenitentes
etc.
como
acon-
celham
alguns moralistas,
e
ao
que
não
se
oppoem
o
ritual,
antes
favoreçe,
não
ha iacoveniente
algum.
Concluamos
pois que
a
profanação
e
secularisação
dos
cemitérios
é
barbara,
anti-social,
anti-religioza,
e
não
tem
razão
de
ser.
Defendel-a
é
desconhecer
o
espirito
da
Egreja,
sua
poesia,
sua
influencia
benefica
sobre
a
sociedade.
(
Conti lúaj
A
peregrinafSn
portugueza
a
Roma.
XII
UM
FACTO ENTRE MUITOS
Rénan
escrevera, que
para um
facto
poder
dizer-se
miraculoso,
fôra
necessário,
que
fuma
commissão
de
phisicos,
chimicos
e
philosophos,
com
prévio
exame,
o
decla
rassem
tal.
O
ex-collegial
de
S.
Sulpicio,
prescre
vendo
estas
regras,
pretendeu
basear
n
’
el-
las
o
mytho
que
estabelecia
para
os mila
gres
evangélicos
;
mas
não
imaginou
por
certo,
que ellas
hem
podiam
servir
um
dia
para o confundir
em
seu
orgulho
ra-
cionahsta.
Haverá
um
anno,
potico
mais
ou
me
nos,
que
eu
conversava
com
um
medico
nosso,
dos
mais
distinetos,
e
que
muito
me
honra
com
a
sua
amisade.
sobre
os
milagres
de
Nossa
Senhora
de
Lourdes.
Eu
citava-lhe
de
memória
algumas
cu
ras
de
doenças
graves,
e
rebeldes
á
acção
da
medicina,
feitas
instanlemenle
só
pelo
emprego
da
agua
de
Lourdes,
mas
em
nenhum
d’esses
factos,
o meu
bom
ainigo,
que
sendo
uma
capacidade
medica,
é
ao
mesmo
tempo
um
catholico
sincero,
en
contrava
vestígios
que
bastantemente
ca-
racterisassem
a existência
do
sobrenatu
ral.
«Se.
fosse por
exemplo
um cancro,
di
zia-me
elle,
então
sim,
que
o
milagre
era
fóra de
toda
a
duvida».
Passou
aproximadamente um
anno
so
bre
esta
conversa,
quando
alguns
dos
nos
sos
jornaes
religiosos
transcreviam
de
outros
seus
collegas
franceses,
a
noticia
de
uma
cura
n
’
este
sentido.
Uma
senhora
affectada
por
um
cancro,
havia
sido
curada instantemente,
por
meio
da
agua
de
Nossa
Senhora
de
Lourdes.
E
para
constatar
a veracidade
do
facto,
juntaram
á
narração,
que
fizeram,
o
rela
tório
do
medico
que
assistira
á
doente.
Apenas
o
nosso
doutor
houve
conhe
cimento
do que
os jornaes
publicavam,
co
mo
medico escrupuloso
que é,
apressou-
se
em
escrever
ao
seu
collega
de
França,
cuja»assignalura
acompanhava
o
relatorio,
pedindo se
dignasse
cerlifical-o
da
ver
dade
a
tal
respeito.
Não
se
fez
esperar
a
resposta,
que
obsequiosamente
nos
foi
cedida,
e
que
adiante
também publicamos, com o
relato
rio
de
que
ella
é
apenas
uma confirma
ção.
São, pois,
documentos
importantíssi
mos,
o
primeiro
dos
quaes
completa
de
certo
modo
o
segundo,
não
permiltindo
a
mais
leve
duvida
sobre
a sua
veracidade.
A
carta
vae
publicada
no
original
e
acompanhada,
pela
traducção
que
lhe
fize
mos,
para que se
veja
que
em
nada
a
al
lêramos.
E’ datada
de
Beziers,
onde
foi
marcada
pelo
correio,
bem como
em
Cetle
e Bor-
deaux.
A
sua
authenticidade
pode
ser
veri
ficada por
aquelles
que d’ella porventura
duvidarem,
reclamando-a
n
’
esta
redacção
para
ahi
lhe
ser
mostrada.
Eis
o
relatorio, e
a
carta
de
que
vi
mos
fa
liando:
«Eu
abaixo
assignado,
José
Raimundo
Martel,
doutor
em
medicina
e resiliente
em
Beziers,
certifico
ter
tratado
da
cha
mada
Maria
More
u.
irmã
oblata
do Sa
grado
Coração
de
Maria,
em
Beziers,
co
nhecida
pelo
nome
de irmã Joanna.
«Esta
religiosa,
de um temperamento
lymphalico
e
de
uma
constituição
escro
fulosa.
teve,
haverá
oito
annos,
pouco
mais ou
menos,
abscessos
multiplicados
na
região
cervical
esquerda,
que
lodos (em
numero
de seis)
se
abriram
successiva-
ineme
no
exterior
e
forneceram
um
pus
abundante
e
de boa
natureza.
«Depois de esgotados estes
focos de
suppuração
sobreveio
um
enfarte
das
glan-
dmas
mesen
tericas,
com
dores
d
’
enlranhas
que
obrigavam
a doente
a
curvar-se para
diante
e
tornavam-lhe o
andar
vagaroso,
molesto
e
doloroso.
Durante
o
tempo
de
suas
dores
abdo-
minaes,
sobreveio-lhe
no
peito
direito
um
tumor
desigual
com
dores
pungentes,
que
tornavam
os
movimentos
do
corpo,
e
par
ticularmente
do braço
direito,
mui
limitados
e
dolorosos.
«Em
consequência do
trabalho
infla
matório,
de
que
elle era
a
séde,
o
peito
abriu-se
no exterior, ha
oito
mezes,
e
deu
sabida
a uma
escoria
ichorosa
e
de
um
cheiro particular.
«As
dores
pungentes
que
estavam
no
tumor,
o
cheiro
sui
generis
do
pus que
saiu,
a
cor
de
amarello
de
palha
da
doen
te, todos estes signaes reunidos
me
lize'
ram
receiar
a
existência
de
um
cancro
no
peito.
Poucos
dias depois,
confirmado
no
mes
mo
diagnostico,
eu propunha a
extracção
do
tumor
á
senhora
que
me
acompanhava
nas
visitas
das doentes
do
estabelecimento.
«Não insistia
pela
execução
da
operação
projectada,
pelo
receio
de
que
a
doente
não
podesse
soflrer
as
consequências
da
operação,
visto
a
sua
grande
fraqueza,
produzida
pelos
desarranjos
das
vias
diges
tivas
e
pelas
desordens
que
inevitavelmente
'raz
o
apparecitnento
de
um cancro.
"Depois
d
’
esta
epoca.
haverá
seis
mezes,
julgando
o
mal sem remedio
e
uma
morte
certa
que dentro
em
pouco
tempo
devia
terminar
esta
vida
de
sofTrimento, não
prescrevi á
doente
outro
tratamento
mais
que
os
cuidados
de
limpeza
que
exigia
o
tumor.
«A
14 d’
agosto
d
’
este
anno,
indo
ver
outra
religiosa
á
enfermaria
das
irmãs
oblatas,
fiquei
surprehendido,
ao ouvir
a
irmã Joanna,
ainda ha
pouco
tão
doente,
chamar-me
e
dizer-me
com
a
voz
da
con
vicção
:=»Êstou
curada!
sim,
estou
cura
da
1
Foi a
agua
milagrosa
de
Nossa
Senhora
de
Lourdes,
que
me
curou
!
—
«A
principio não
podia
acreditar,
e a
minha
resposta
foi,
que
ella
não
podia
ser
o objecto
de
um milagre
Fiz
comtu
io
depois
um completo
exame,
e,
com
grande
admiração
minha,
o
que
a
irmã Joanna
dizia
era
realmente verdade.
«A
suppuração
da
escoria tinha
secado
;
a
abertura
pela
qual
ella
se
fazia
estava
fechada
e apresentava
uma
cicatriz linear
e
de
fresca
data.
As
do>es
do
peito
de-
sappareceram
e
as
do
ventre
também.
«A
doente,
na
vespera
curvada
sobre
um
lado,
tomava
uma postura
natural;
batia
no
peito
para
provar
que
não
sof-
fria.
«N
’
uma
palavra
:
estava realmente cu
rada
como
ailirmava.
«Hoje, 10 de
setembro,
confirmei
de
novo
a
persistência
do
mesmo
estado de
cura.
«A
repentina
cura
no
caso
que
acabo
de
referir,
basta
para
provar,
que
estes
factos
se
desviam da
ordem
natural.
Podem
collocar-se,
sem
receio d
’
engano,
entre
aquelles
que possuem,
plenamente
e
d
’
u-
ma
maneira evidente,
o
caracter
de
sobre
natural
!
Martel,
doutor.
Feito
em
Beziers
a
10
de setembro
de
1876».
Até
aqui
é
relatorio;
agora
segue
a
carta
a
que
alludimos :
Monsieur
le
Docteur
et
Confrère
J
’
ai
reçu votre
lettre
du
t.
er
Aoút
á
laquelle
je
me
hàte
de
repondre.
Je
ne puis
que coufirmer
ce
que
j
’
ai
écrit dans
mon
rapport; cette
Soeur
oblate
á laquelle j’
avais
donrié
des
soins
a
élé
subi-
lement
guéri,
et
depuis
il
y
a
environ
un
an,
sa sanlé
qui
elait
faible
et
sa
consti-
tulion
chêlive
a
subi
un
changement
qui
s
’esl
maintenu
jusqu
’a ces
jours.
Aulrefois
anémique
et
sans
force,
elle
a maintenanl
ce
développemenl
des
muscles
et cetle
figure
mâle
que
nous admirons
chez
les
femmes
qui
se
livrent
anx
travaux
de
la
campagne.
Cette
iransformation
opéré
chez
cette
malade,
et la
conlintiation
de
cet
état
jusqu
’
a
ce
jour,
serait a coup
sur un
miracle
pour
tout
homrne
qui
chercherait
á
nièr la
cura
surnaturelle
qui
s
est
opérie
chez
la
Soeur
Jeanne.
Mon
rapport
n
’a
élé
écrit
sous ancune
pression
cíéricale. Plusieurs
fois
j
’ai été
sollicilé,
dans
dautres
communaulés reli-
gieuses,
á
constater
des manifestations
surnaturelles
;
mais
comine
ces
manifesta
tions
ne
me paraissaient
pas
réunir
loules
les
certitudes
du
surnalurel,
je
me
suis
continuellement
refusé
á
donner mon
adhe-
sion
á
ces
faits.
Du
reste
c
’est la
premiere
guerison
miraculeuse
que
je
constate
par écrit
aprés
trente
deux ans
de
docttoral
et
de pratique
médicale.
Veuillez
agréer,
Monsieur et
confrère,
l
’
assurance de mes
sentiments
les
plus
dislingués.
Beziers
en
10
Aoút
1877.
Martel,
d.
m.
P.
Senhor
Doutor
e
collega
Recebi
a
vossa
carta
do
l.°
d’
agosto
á
qual
apresso-me
em
responder.
Não
posso
senão
confirmar
o
que
es
crevi
no
meu relatorio : esta
irmã
oblata»
que
eu
tinha
tratado,
foi subitamente
ctr
rada,
e
haverá um
anno,
pouco
mais
ou
menos,
sua
saude.
que
era
fraca
e
sua
con
stituição
debil,
experimentou
uma
mudança
que
se
tem
conservado
até
ao
presente.
Outr’ora
anémica
e sem f- rça, apresenta
ella
actualmente
este
desenvolvimento
de
musculos
e
este
aspecto
robusto
que
admi
ramos
nas mulheres
que se
dedicam
aos tra
balhos
do
campo.
Uma
tal
transformação
operada n
’
esla
doente
e
a
continuação
de
simdhante
estado
até
hoje,
seria
com
certeza
um
milagre
bem
proprio
para
convencer
todo
aquelle
que
tentasse negar
a
cura
sobrenatural
que
se
operou
na pessoa
da
irmã
Joanna.
O
meu
relatorio
não
foi
escripto
sob
al
guma
influencia
clerical.
Muitas
vezes
te
nho
sido
rogado,
n'outras
communidades
religiosas,
para
constatar
manifestações
so-
brenaturaes;
mas
como
estas
manifestações
não
me pareciam
reunir
todos
os
caracte-
risticos do
sobrenatural,
tenho-me
recu
sado
constantemeute
a
dar
minha
adhesão
a
estes
factos.
De
mais esta
é
a primeira
cura
miracu
losa
que
constato
por
escripto
durante trinta
e
dous
annos
do
doutorado
e
pratica
me
dica.
Dignae-vos,
senhor
e collega, receber
o
penhor
de
meus
sentimentos
mais
dis-
tinctos.
Martel,
doutor, medico,
Paris.
Beziers,
10
d
agosto
de
1877.
Eis
ahi
um
facto bem
singular, um
milagre
sem
contestação
possível
Não
sahiu
das
sachrislias,
não
são
os
padres,
nem
mesmo
a Egreji,
que
o
de
claram
tal;
mas
a
sciencia,
para
a
qual,
hoje
em
dia,
é
costume
appellar,
como
para um
tribunal
que
julga
em
ultima
instancia.
Expliquem-nol-o,
se
po'em, mas
de
modo
que o dispam
de
todo
esse
caracter
sobrenatural,
com
que
nós
os
cathoiicos
o
vemos
revestido.
Afiem
o
scalpelo da
sciencia,
para
que,
descarnando-o
bem,
nol
o
mostrem na
sua
naturalidade;
mas façam-no com
argu
mentos,
que não
com
declamações
frívolas.
Esquecem-se porventura
de
que esta
mos
no
século
de
vapor
e
da
electricidade?
Preferimos
a
convicção
á
com moção.
E
quando
se
trata de
apurar
a
verdade
de um
facto, as exclamações
carecem
de
valor.
Devo .acrescentar, que
o
que
fira men
cionado
não
é
caso
unico em
que
a
exis
tência
do
sobrenatural
se
manifesta
evi-
dentemenle.
Todos
os
dias
vem relatados nos
jor
naes
factos
similhantes,
acontecidos
em
Lourdes, ou
com
pessoas devotas
da
Vir
gem,
que
ali
se
venera.
Eu
mesmo
lá
tomei
apontamentos
de
outros
que
vi
escriptos
nas
paredes
do
templo, e
pude
observar
a
fé
com
que
alguns
doentes
se
aproximavam
d
’aquelles
ogares.
Se
pois
aproveitei
o
que
deixo
descri
do,
é
que
tenho
á
mão
documentos
que
abonam
de
sobejo
a sua veracidade.
M. MARINHO
GAZETILHA
CS1
TrAMiadnção.
—
Na
manhã
de
sab-
jado
effectuou-se,
no ceiniterio
publico,
a
trasladaçào da
ossada da
mãe do
ill.m0
snr.
João
Marcos
de Araújo
Ribeiro,
di
gníssimo
escrivão
de
Direito
u
’
esta
co
marca.
A
’quella
ceremonia, durante
a
qual
dobraram
quasi todas
as
torres
da cidade,
assistiu
grande
numero
de
pessoas das
relações
d’
aquelle
cavalheiro.
Ratoneíros.—
Em
a
noite
de
sabbado
iara
domingo,
os
larapios assaltaram
uma
venda,
que
fica
junto
á residência
da
fre
guesia
de
S.
Pedro
de
Maximinos;
e
consta-nos
que
os
laes
continuam a
teu-
tar
boa-lorluna
por
aquella
freguezia.
Millionesimo
aviso
á
policia.
Oesgrstç.»,—
Na
Quinta
feira
foi
re
colhido ao
hospital
de
S.
Marcos
um
car
pinteiro,
a
quem
a machina
de
serragem
da
fabrica
da
Companhia
Edificadora
cor-
tára
quatro
dedos na
oecasião
em
que
para
ella
achegava
um
pranchão.
Dizem
nos que
o
infeliz
se
acha
ainda
gravemente
enfermo.
Angínho.
—
-Depois
dos
responsos
de
Gloria,
que
se cantaram
no
templo
dos
Congregados,
por
1
1
horas
da
manhã
de
anle-hontem,
for
cutidusido
para
o
Porto,
culino,
um
de 14 a
21
annos;
2 de 22
a
30
annos
e
2
de
31 para
cima,
para
o
Pará;
dia
27,
barca
«Guadiana»,
com
5
passageiros,
3
do
sexo
masculino,
um
de
1
a
13
annos,
um
de
14
a
21 annos
e
outro
de
22
a
30
annos;
e
2
do
sexo
feminino
de
26
annos
para cima, para
o
Rio de
Janeiro.
Total
d
’este
mez 13
passageiros.
Em
setembro:
dia
2,
barca
«Harmonia»,
com 4
passageiros
do
sexo
masculino;
um
de
1
a 13
annos,
2
de 22
a
30
annos
e
um
de
31
para
cima,
para
o
Rio
de
Janeiro; dia
14,
barca
«Nova
Sympathia»,
com
3
passageiros
do
sexo
masculino
de
22
a
30
aunos, para
o
Rio
de Janeiro.
Total
d
’
este
mez
7 passageiros.
WuiiMsufiitn.
—
Em
Paris,
organisou-
se
uma
commissão
que
tem
a
seu
cargo
recolher
as
subscripções
por
meio
das
quaes
se eleve
uma estatua
á
memória
de
Guilherme Fichet,
saboyano,
e
o
pri
meiro
francez
que
introduziu
na
sua pa-
tria
a
imprensa.
manuacriptu
«9o
Heetilo
XIV.—
A
bibliolheca
de
I
isieux,
segundo
o
que
refere
o -
Lt-xovien
»,
acaba
de
enriquecer-
se
de um
manuscripto
do
século
XIV,
que
é
de
uma
grande
importância para
a
his
toria
'da
localidade.
O
manuscupto,
em papel
velino, tem
por
titulo
o
seguinte:
«E
’
o valor
dos
terrenos
de Monguo
méry
e
de
Vimer,
como
lambem
dos
que
pertencem
ao
nobre
e
alto
cavalheiro,
o
senhor
Jacqnes
d’
Harecourt,
no anno
da
graça
de
mil
III
1H1XX1II
(1383).
Este
documento,
com
efleito,
olferece
o
maior
interesse
para
a historia
«l'aquella
parle
da
Norinandia: encerra
a
designa
ção
de grande numero
de
logares
(Sainl-
Foy-de
Monlgommery,
Sainl-Germain-de
Montgommery,
etc.,
etc.)
e
curiosas
mi-
nudencias
sobre
os
costumes da
epoca.
Foi comprado
pelo bibliothecario
n
’
uma
veoda
publica
de Paris.
Curioso.
—
Lêmos
n
’
um
jornal:
N’
um
cemiterio
de
certa
aldeia
existe
o
seguinte
curioso
epitaphio:
Hó
vós que
por
aqui passais,
Não
choraes,
nem
não
admiraes...
Que
a menina
não
’
stá
morpta,
Mas sim
ambsorpta,
'
Na
mansão
dos
infmaes.
Guerra
«1» Oriente.
—
Os
últimos
lelegrammas
relativos
á
guerra do
Oriente,
são os
qne
seguem:
Londres
4
—Despachos inglezes
dizem
que
Gheokel-Pachá
recebeu
importantes
reforços
e
avança
preparando
a acção di-
cisiva
com
cooperação
de
Osman-Pachá.
Os
turcos abandonaram
Kalarach
na
margem
romati
ca
do
Danúbio
ao
aproxima-
rem-se
íorças
russas.
N
’
um desastre
do
caminho
de
ferro
so
bre
o
rio
Don
morreram
406
prisioneiros
abkazes que
era
conduzidos
para
o
interior
da
Rússia.
O general
Sons
Mchikoff dirigiu
no
dia
3
do
corrente
o
ataque
geral
contra
as
linhas
de
Moukhtar-Pachá
apoderando-se
da chave
das
posições
turcas.
O combate
devia
ler recomeçado
hoje.
Os russos
esperam
cortar
a
Moukhtar-
Pachá a retirada
pela
estrada
de Kars.
Ha
noticia
de
vários
movimentos
de
tropas
na
Servia
em
sentido
offensivo
O
«Times»
publica
um
despacho
de
Er-
zeroum
com
daia
de
3,
anounciando
que
um
corpo
do desta
a
mento
do
exercito de
Ismail-Pachá
repelliu
os
russos
na
aldeia de
Luravisk.
As perdás
dos
tucos
são 40
mortos
e
83
feridos.
Os
russos
perderam
490
homens
entre
mortos
e
feridos.
Constantinopla
3
—Hontem
houve
uma
grande
batalha
nos
lados
de
Kars.
Os
russos
foiam
completamente
bati
dos,
soílrendo
perdas
enormes, 2 generaes
e
muitos
ofliciaes
mortos.
Vienna
4
—Em
consequência
da
desco
berta
de
tentativa
de
conspiração
para
cor
tar
o
caminho de
ferro
aos
roumamos,
fizeram-se numerosas
prisões
que
levanta
ram grande excitação
na
Hungria,
havendo
confliclos
com a policia
Foram
apprehen-
didos
caixotes de
armas
destinadas
á
po
licia
russa.
E
’
provável
qne
seja
pro
clamado
o
estado
de
sito
na
Tiansyl
va-
nia.
Bncharest
4
—
Atravessam
esta
cidade
dirigindo-se
a
Bulgaria
um corpo
do
exercito
russo
da
força
de
20:600
ho
mens.
Os
russos enviaram
forças
em
direc
ção
a
Orkhanie
para
interceplar
as
com-
municações entre
Osman
e
Cheveker-Pa-
chá.
para
ahi
ser
depositado n’
um
jazigo
de
família,
o
cadaver
d’
utna
filhinha do snr.
Ricardo
Malheiro
Dias,
a
quem apertamos
a mão.
Aulaa
do
Seminário
Conciliar.
—
Realisou-se
anle-hontem
a
abertura
so-
lemne
das
aulas
no
Seminário
Conciliar
de
S.
Pedro.
Sobre
este acto
daremos
noticia
mais
desenvolvida
no
n.
u
seguinte.
Cbtto.
—
Finou-se
no
sabbado,
na
sua
casa
das
Travessas,
a
extremosa
esposa
do
nosso
amigo,
o
snr.
José
Maria Torres
Machado.
Dando
cordeaes
pezatnes
a
este
nosso
amigo,
pedimos
as
orações
dos
leitores
pela
alma
da
virtuosa
finada.
Ontro.
—
Sepultaram
-se
ante-hontem,
no
cemiterio
publico
d’esta cidade,
os res
tos
mortaes
do
snr.
Antonio
Maria de
Magalhães
Cruz,
filho
do
snr.
dr.
Antonio
Polycarpo
Cardoso
Cruz.
O
tinado era
um
moço
dotado
das
mais
bellas
qualidades,
e
de
todos
foi
sempre
poslamente
considerado
e
esti
mado.
Sinceramente
magoados,
cumprimenta
mos
a
família
enojada,
á
qual
como
unico
desafogo
apontamos para
o
ceo.
Xova
publicação
periódica.
—
Re
cebemos
um prospecto
d
’uma
nova
pu
blicação periódica,
que
o
snr.
E.
Char-
dron
vae
intentar.
Intitula-se
O
Agricultor
do
Norte de
Portugal—
«Jorna!
de
Agricultura
Pratica»,
dedicado
ás
províncias
do
norte,
e
publi
cado
sob
a
direcção
e
auspícios
do
Con
selho
d
’
Agricultura
do
districto
do Porto.
Assigna
se
na Livraria
Internacional
de
Ernesto
Chardron,
Porto
e
Braga,
e
em
todas
as
livrarias
do reino.
Por
um
anno
3-S000
reis;
por
seis
rne-
zes
1$600
reis,
franco
de
porte.
Toda
a
corre-pondencia
relativa
ao
Agricultor
do
Norte de
Portugal
deve
ser
dirigida
á
redacção
do
mesmo,
Livraria
Internacional
de
Ernesto
Cbardron
—
Porto.
Negocio»
ecciesiftxticow.
—
O
«Dia-
rio
do
Governo»,
de
4,
publica
os
seguintes
despachos:
O presbytero
José
Augusto
Neves,
pa
rodio
collado
na
egreja
de
Nossa Senhora
da
Conceição
de
Figueiró
da
Serra,
bis
pado
da
Guarda
—
presentado
na
egreja
pa
rochial
de
S.
João
Baptista
de
Almeirim,
diocese
de
Lisboa.
O
presbytero Bento José
Pereira
Branco
-apresentado
na egreja
parochial
de
S.
Lourenço
de
Cabril,
diocese
primaz
de
Braga.
O
presbytero
Manuel
Antonio Torres
—
parocho
collado
na
egreja
de
Santa
Mar
garida
da
Fundada,
diocese
de
Castello
Branco
—apresentado
na
egrejr
parochial de
Nossa
Senhora
da
Conceição
de
Segura,
da
mesma
diocese.
O
presbytero
Domingos
José
Gomes
Pereira,
parocho
collado na
egreja
de
Santa
Marinha
de
Fornos,
diocese
do
Porto
—
apresentado
na
egreja
parochial
de
Santa
Maria
de
Viade,
diocese
primaz
de
Braga.
Declarados
sem effeito
o decreto
de
23
de
setembro
de 1875
e
carta
regia
de
9
de
novembro
do
mesmo anno,
pe
los quaes se
fizera
mercê
ao
presbytero
Anlonio
dos Santos
Pereira
e
Castro
da
apresentação
na
egreja
parochial
de
S.
Miguel
de
Bairro,
diocese primaz
de
Braga.
Vestido
contra
o
fogo.—
Lê-se
em
um
jornal
estrangeiro
a seguinte
noticia
de
um
vesluario
preservativo
contra
o
fogo:
A
transpiração
abundante
e
aquosa
da
salamalandra
permille-lhe,
segundo
a
tra-
dicção,
resistir
á
acção
das
chammas.
Tem
o
mesmo
efTeito
o
vestido
de
que
falía
mos,
e
que
foi
inventado
por
um
enge
nheiro
sueco,
Mr.
Oestherg.
Este
vestido,
sempre
molhado
exterior
mente,
compõe-se
de
um duplo
involucro,
sendo
o
interior de
guita-percha
e
o
exterior
de
couro
inglez,
perfurado
por
uma
infinidade
de
pequenos
orifícios.
Uma
bomba
introduz-lhe
constantemen
te
agua
fria,
que
sáe
pelos
póros
do
ves
tido,
conservando
lhe
o
exterior
sempre
húmido.
O
bombeiro
preservado
com
este
vestuário
tem
em
uma
das
mãos
uma
parle
do
tubo
d
’
aquella bomba,
por
meio
do
qual,
jorrando
agua,
ataca
o
incêndio.
Ao
mesmo
tempo
introduz-se também
o
ar
no
interior
do
involucro
preservativo,
debaixo
de
cedas
proporções; este
ar
incha
o
vestido
e
sahe
pela
viseira
do
capacete,
levando
assim
os
productos
da
respiração
e
apartando
da
vista
o fumo
e
as
chammas.
Provas
publicas
feitas
em
Berlim
por
Mr.
Ahlstroem
hão
evidenciado
a
eflicacia
d
’
este vestido, assim
como
a
sua
comino-
didade.
Aquelle
indivíduo,
assim
preser
vado contra
o
fogo,
teve
a
coragem
de
passear
e
sentar-se
sobre
uma
enorme
fogueira,
formada
por
quatro
montes
de
madeira,
borrifada
de
pelroleo.
O calor
do
immenso
brazeiro
era
tal,
que
não
se
polia
supportar
á
distancia
de
qua
renta
passos.
Fiítatiwtiea
da»
terras
incultas
qur
poggueni
os
paizea
«la
Europa.
—
Um
jornal
francez.
o
«Monitor dos
In
teresses
Materiaes»,
publica
o seguinte:
Wertemberg
1/2
por
100;
Ducados
Allemães 3/5
por
100;
Taxe-Real
4,1
por
100; Dinamarca
5,8
por
100;
Baviera
5,9
por
100;
Áustria
6,9
por
100;
França
9
por
100;
Bélgica
9,9
por
100; Hungria
10.2
por
100;
Irlanda
13,5
por
106; Hol-
lanla
23
por 100; Inglaterra
(Grão-Bre
tanha)
28,1
por
100;
Finlandia
30,8
por
100; Romania
31,7
por
100;
Portugal
43.2
por
100;
Suécia
47,7
por
100;
No
ruega
72
por
100.
N
’
este
calculo tomam-se
como
terras
cultivadas,
as
florestas
e as
pastagens.
Sob
ponto
de
vista
especial
de
terras
lavradias,
é
a
Bélgica
quem tem
primazia,
com 65,1
por
100
Vêem
depois:
França
com
59
por
100;
Grã-Breta
nha e
Saxe-Real
com
54,4 por
100; Di
namarca
com 53,2
por
100;
Ducados
Al
lemães
com
49,5
por
100;
Wertemberg
com
45,7
por
100;
Baviera
com
44,7
por
100; Romania
com
42,9
por
100;
Hollanda
com
42,5
por
100.
Caça
ao» I
o
S
kím
.
—
O
conselho
de
es
tado
da
França
acaba de
decretar
a
reor-
ganisação
da
caça
ao
lobo.
Foram
instituídos
os
seguintes
prémios
pecuniários:
Oitenta
francos (16$'00 reis)
por
um
casal
de
lobos.
100
francos
(20$0()0
reis)
por
uma
loba
prenhe,
400
francos
(80^000
reis)
por
crias
pesando
8
kilos, 200
fran
cos
(40^0(10 reis)
por
lobo
ou
loba
que
tenha
attacado
gente.
A
proposito
de
lobos,
lê-se n
’um jornal
estrangeiro
a seguinte
lista
do
que
estes
vorazes bichinhos
mastigaram
em 1874
e
em
1875, só na
província
de
Vialka,
na
Rússia;
17
homens,
2:935
cavallos,
6:937
potros,
7:187
vaccas,
12
142
vitellas,
64:637 carneiros,
9:483
porcos,
6:260
palas,
e 3:602
cães
de
guarda.
Facto
extraordinário. —
Refere
um
jornal
de
S.
Bento,
Brazil,
que
se
dissiparam
todas
as
esperanças
dos ha
bitantes,
cujo
desespero
é
sobremodo
di
gno
de
commiseraçao.
Um
exercito
sem
numero
de
lagartas
consumiu todo
o
pasto
d
’
aquelle
termo
em
menos
de
tres dias,
e
os
campos,
que
com
as
ultimas
chuvas
apresentavam
um
aspecto
encantador,
íicaram
reduzidos a
uma
charneca
crestada
pelo fogo, pare
cendo
antes
um
campo
onde
se
pelejou
uma
grande
batalha,
do
que
as
amenas
e
risonhas
campinas,
já
decamadas
do
sertão
brasileiro!... O
apparecimento
d
’esta
praga,
nunca
vista,
é
devida
ás
neblinas
e
sol
ardente
que se
tem
experimentado
ultimamente.
As
aguas
desappareceram
com
uma
rapidez
espantosa,
e
a
do
rio
Una,
que
banha
aquella
villa,
é
impotavel.
Já
se
percorrem
sei»
e
mais
léguas
e
não
se
encontra
agua
!
Já
se
perderam
duas
ter
ças
partes
dos
gados,
e
com
a
praga
das
lagartas,
não
escapará
uma
rez.
Emigração.
—
Escreve
um jornal
do
Porto:
Durante
o ultimo
trimeste
emigraram
para
o
Brazil
38
indivíduos.
d
’
ambos
os
sexos,
em embarcações
sabidas
pela
nossa
barra,
com
destino ao
Rio
de
Janeiro,
Ma
ranhão
e
Pará.
Os
navios
que
os
conduziram
foram:
Em julho:
dia 12,
lugre
«Danle».
com
um
passageiro
do sexo masculino, de 22
a
30
aunos;
para
o
Rio
de
Janeiro
dia
21,
barca
«Novo
Silencio», com
tresjias-
sageiros
do
sexo
masculino;
um
de 22
a
30
aunos, e
2
de
31
para
cima, para o
mesmo
porto;
dia
25,
barca «Formoza»,
com
2
p.issageiros
«lo
sexo
masculino;
um
de
1
a
13
annos,
outro de
31
para
cima,
para
o
mesmo
porto;
dia
27,
galera
«Cam-
poneza»,
com
12
passageiros
do
sexo
mas
culino;
2
de
1
a
13
annos;
2
de
14
a
21
annos;
6
de
22 a
30
annos
e
2
de
31
para
cima;
para
o
mesmo
porto.
Total
d
’
este
mez 18
passageiros.
Em
agosto:
dia
11,
barca
«Nova
Ven
cedora»,
com dois
passageiros
do
sexo
masculino;
um
de
22
a
30
annos,
outro
de 31 para
cima,
para
o
Rio
de
Janei
ro;
dia
13,
barca
«Maria
Carolina»,
com
1
passageiro
do
sexo
masculino
de
1
a
13
annos;
para
o
Maranhão;
dia
20,
barca
•
Douro»
com
5
passageiros
do
sexo
mas
Paris
5
—
Marcham
para
a fronteira
vários
corpos
da
milícia
servios.
A
Alle
manha
protestou
nova
e
energicamente
contra
as
barbaridades
commellidas
pelos
turcos
na
Bulgaria.
O
bombardeamento
russo
tem
pro
duzido
grandes
destroços
em
Rouslchouk»
onde
mais
de
450
editicios
estão
destruí
dos.
As
fortificações
conservam
se
inlactas.
Os
turcos
começaram
os
movimentos
offen-
sivo
nas proximidades
de
Lsman-Bazar,
en
tre
Kazelevo
e
Radilen.
Constantinopla
4—
Os
russos
lendo
ata
cado
Moukhtar-Pachá
occuparam
momen
taneamente
algumas
posições;
mas
depois
de
12
horas
de
combate
foram
repeli.dos
com
perdas
enormes.
Paris
5
—Um
despacho
oflicia!
russo,
datado
de
Karajal
ein
4,
diz
que
os
rus
sos
occuparam
e
destruíram
as
posições
fortificadas
turcas
da
ala
esquerda de
Moukhtar-Pachá.
No
dia
3
repelliram
os ataques
dos
turcos,
mas
em
seguida
viram-se
com
falta
de
agua
e
na
necessidade
de evacuar
as
posições
conquistadas.
S.
Pelersburgo
5
—
A
ala
esquerda
de
Moukhtar-Pachá,
reunida
á
guarnição
de
Kars,
atacou
novamente
hontem
a
ala
di
reita
dos
russos.
Os
turcos
foram
repellidos com
gran
des
perdas.
A
’s
4
horas
renovaram o ata
que,
mas
iufrutuosamente, porque
os
rus
sos
mantiveram
as
suas
posições.
Um
despacho
oííicial
datado da
frente
de
Plewna
annuncia
que
depois
da
reti
rada
de
Mehemel-Ali
um
corpo
do
exer
cito
russo
operou
um
movimento
de
avance
para
Roustchouk.
Grande
crime.—
A
«Republica
de
Finiskrra» narra
nos
seguintes
termos
um
crime
commellido
em
Brest na
noite
de
25
de
setembro:
Era
meia noite
quando
se
fizeram
ouvir
gritos
de
soccorro
na
casa
n.°
4
da
rua
Lalour. Correram
os
agentes
de
policia
que
encontrando
a
porta
barricada,
bate
ram
sendo
lhe
aquella
aberta
por
uma
mu
lher,
que
lhes
deixou
vêr
cinco
indiví
duos inanimados
e
estendidos
no
leito
com
profundas
feridas
no
pescoço
e
na
garganta.
As
roupas
estavam
tintas
de
sangue.
O
ediíicio
era
habitado
por
um d
’
esles
hospedeiros
que
dão
guarida
noclurna,
e
tinha
em
sua companhia
mulher
e
um
fi
lho.
Chama-se
Creach
e
soffre
ao
que
parece
de alienação
mental,
sendo ha
um
anno
a
esta
parle
sujeito
a
accessos de
ciume
e
hypocondria.
Na
noite
do crime
vieram
cinco
ope
rários
pedir-lhe
hospedagem.
Ao
approximar-se
a
meia
noite levan
tou-se
o douo
da
casa,
e
armando-se
(Fu
mas
tesouras
acercou-se
das
victimas
a
quem
começou
de ferir
uma
a uma
di
rigindo-lhes
golpes
no
intuito
de
as
as
sassinar.
Feito
isto rasga-lhes
o
ventre
com
mesma
arma
e
arranca
a
si
proprio os
intestinos.
Não
morreu, porém, e
entrando
a
po
licia, interroga
o
desgraçado
sobre
a
razão
do
'
seu
mime.
O
infeliz
olha
em redor,
e
responde n
’
um
choro
frenetico,
que
amava
sua
mulher.
Creach
é
mandado
para
o
hospital
acompanhado
das
suas
victimas
por
no
mes Ropars,
Gouvesl,
Salaun,
Legall
e
Kerveil.
O
estado
dos
primeiros quatro é
de
sesperado;
nos
outros
limila-se o
ferimento
relativamente
ligeiro
a
algumas
feridas
no
braço
e
nos
hombros.
Colheita
«1o
£lgo.
—
As
ultimas chu
vas
destruíram
no
Algarve,
dois
terços
da
colheita do
figo
d
’
este
anno
A
situa
ção
dos
lavradores
torna-se
precaria,
pois
é
este
o
principal,
e
para
muitos,
umeo
recurso
pecuniário
com
que contam
para
satisfazer
os
seus
compromissos.
Portuguezes falleeiilos
no
Riu
Janeiro.
—
No
Rio
de
Janeiro
falleceram:
Antonio
José
Dias
Lima.
58
annos,
Pedro
José
Borges,
58;
Florida
Rosa
Lo
pes,
32; João
Manoel
Rodrigues,
50; Ma
ria
Rita Honorio
dos
Anjos,
84;
Manoel
Ferreira
Pinto,
29; João da
Costa
Lopes,
28;
Serafim
Gonçalves
Pereira,
29;
Joa
quim
Alves da Costa,
58;
Anlonio
d
’
AI-
meida
Coimbra,
50;
Joaqtrm
José
de
Faria,
23;
Francisco Bento
d
’
01iveira,
64;-
Antonio
Luiz
de
Souza,
21;
João
de
Al
meida
Ferreira,
68;
Manoel
Dias
Abes
Nollery,
36,
solteiro;
Ignacio
da
Gloria
Correia,
56;
Theodora Emilia d’
Oliveira,
53;
João
da
Silva,
48;
João
Leite
Re-
bello,
48;
Francisco
de
Medeiros,
42;
Antonio
José
Vieira,
34;
Antonio
Pereira
da Costa
Verdochas,
57;
Anlonio
José
TeU
xeira,
86;
Antonio
Ferreira
da
Silva,
30;
José
Luiz
de
Carvalho
Cabril,
59.
Baleia
viva.
—
O
«Times»
assignala
como
um facto sem
precedentes
a
che
gaila
d
’
uma
baleia
viva
ao
aqnario
de
Westminster.
Este
monstro
marinho,
que
mede
cerca
de
12
metros
e
pesa
45:000
kilogrammas,
foi
expedido
pelo
aqnario
de
Broadway,
e
fez
a
viagem de
New-York
a
Londres
a
bordo
d’
um
paquebole
do
Lloyd
allemão.
Tinham-n
’a sólidamente
amarrada
n
’
uma
immensa
caixa
de
pau,
cheia
de
algas
e
munida
de
buracos,
alim
de
poder
derramar-lhe agua
salgada
e
deixar penetrar
o
ar
necessário
á
respira
ção.
Desembarcado
sem
accidente
em
S<>u-
thamplon,
este
grande
cetáceo
foi
levado
a
Westminsterpelo
South-Western
raidvvay
e
o
desembarque
não
apresentou
nenhuma
diíliculdade.
E
’
uma
baleia
branca,
da
es-
pecie
chamada
balugo,
que
frequenta
as
costas
da
Groenlândia.
Fxpantniio
inerndin.
—
Um
dos
in
cêndios
mais
violentos
que se tenham
vis
to
em
Londres
ha
muitos
annos,
reben
tou
ultimamente
n
’
um
dos
bairros
do
Es
te,
em
Millwal.
A
grande
manufactura
de
cleos,
de
cores
e
vernizes,
pertencente
a
MM.
Fenner e
C.
a
,
situada
em West-Fer-
ryroad,
foi
preza
das
chammas.
As
perdas
são
enormes.
Ignora
se
a
causa do
incên
dio.
Anrdiiet».
—
Transcrevemos
de um
collega:
Uma
revista
ingleza
conta
a
seguinte
engraçada
anedocta
de
que
foi
heroe Chef-
tchenko,
um
dos
mais
populares
poetas
da
Ukrania.
O caso
passou-se n
’
uma
taberna
on
de
um
galopim
fazia
arrogante
e descara-
damenle
propaganda
governamental
a
um
grupo
de camponezes
que
não
diziam
pa
lavra.
Cheftchenko,
farto
do
estylo
chato
do
imbecil
propagandista, foi
a
um canto
bus
car
um
cesto
de
feijões
e
collocou
o
em
cima
de
uma
meza.
— Eu
vou
expiicar-lhes
muito
mais
cia-
Tamenle
lodo
o
systema
do
governo.
Vêem
este
feijão?
Pois
bem! Este
feijão
é
o
czar.
Estes
outros feijões
que
eu
vou
pondo
aqui
á
roda,
são
a
familia
do
czar:
es
tes
são
a
sua
côrtc,
o seu
conselho,
o
senado,
os governadores,
os
generaas.
Vou
ainda
pôr
mais
feijões:
representam
o
exercito
e
os
empregados
públicos.
Tem
seguido
bem
o meu
raciocínio, hein? Mui
to
bem,
concluiu Cheftchenko,
despejando
de
uma
vez
o
resto
dos
feijões
em
cima
de
todos
aquelles
grandes
persanagens,
is
to
agora
é
o
povo.
Se
são
capazes,
di
gam-me
onde
está
o
czar
e
como
o
have
mos
de
distinguir
n
’
esta misturada?
Segundo
se
diz,
esta
anedocta
é
hoje
conhecida
em
toda a
Ukrania.»
rtgggitezeg
fu!lecidos
tio
Po
rá.-
Por
informação
do
consulado
de
Por
tugal
no Pará, datada de
14
de
agosto
de
1877,
e
remeltida
á
direcção
dos
con
sulados
e
dos
negocios commerciaes
em
Lisboa,
consta
haverem fallecido n’aquelle
districto
consular,
durante o mez
de
ju
lho
findo,
os
seguintes
súbditos
portugue-
zes:
André
Seabra
de
Figueiredo,
30
a.,
s.;
Antonio
Bernardo,
62
a.,
s.;
Antonio
Fran
cisco
Moreira,
45
a.,
c.; Francisco
Men
des,
22
a.,
s.;
Joaquim Teixeira.
45
a.,
c.;
José
Alves,
José
Martins
Torres, 60
a.,
v.; Lucio
de
Sousa
Machado,
72a.,
c
;
Manuel
Coelho
de
Oliveira,
56
a.,
s.
iMaaau
Snr. redaclor.
No
n.°
696
do
«Commercio
do Minho»,
de
4
do
corrente,
publicou
o Ex.
niú
Hen-
lique Freire,
ex-provedor da
Santa
Casa
da Misericórdia,
a
acta da
sessão
da
en
■
trega
á
nova commissão
administradora
d
’aquella
casa.
l\
’
essa
acta
lê-se
o
seguinte:
«Mais
declarou
,o
ex.
ni
° ex-provedor)
que
do
referido
capital,
pertencente
á
Santa
Casa,
e
existente
na
arca,
foram
despachados
no
termo
da
Meza,
no
dia
28
de
Julho
ultimo.
Ires
contos
de
reis,
ao
snr. Fernando
Castiço,
d
’esla
cidade,
o
qual
declarou
que
não
podendo,
por
em
quanto
receber o dito capital,
este
se
achava
vencendo
juro
de
cinco
per
cento,
desde o
primeiro
do
corrente
mez».
N’esta parle
a
acta
está
incompleta,
e
sinto
ter
de
fazer-lhe
em
publico
uma
rectificação.
A
culpa
não
é
minha.
A
acta
—na
parte
que
me diz
respeito,
deveria
ser
redigida
da
seguinte
lórtna:
iMais
declaMl
'o
ex.
m>
cx provedor)
que
do re/erido
capital,
pertencente á
Santa
Casa,
e
existente
na
arçi foram
despacha
dos
no
termo
da
Meza,
no
dia
2S
de
Julho
ullim >—tres
contos
de
reis
ao
snr.
Fernan
do
Cascço, d’
esla
cidade,
que
na quali
dade de
tutor de
seus
sobrinhos os
reque
reu para os
mesmos,
etc.
etc.»
D’
este
modo ficam
as
cousas claras;
e,
o
que
é
melhor,
verdadeiras.
Desde
já
agradeço
a
inserção
d
’
estas
linhas.
De
v.
etc
Braga,
6
de
outubro
de
1877.
Fernando
Castiço.
0
conselho
administrativo
do
regimento
d
infanleria
n." 8.
faz
publico,
que
no
dia
2í)
do
corrente
e
na
sala
do mesmo
con
selho,
se
ha
de
proceder á venda de
278
ponteiras
de metal para
bainhas
de bayo-
neta,
dos
instrumentos
muzicos seguintes:
3
cornetins á
pistão, 2 contra-bassos
e
um
par
de
pratos,
que
estarão
perbntes,
a
quem
convier
comparecerá
no
local
in
dicado
pelas
1
1
do
dia.
Quartel
em
Braga
8
de
outubro
de
1877.
0
scretario
José
Teixeira
Pinto
(534)
alferes
d’
infanter
ia
n
°
8
ARRRRATA
ç
A
o
.
Pelo juizo
de
direito
da
comarca
de
Braga, e
cartorio
do 2.°
oílicio de
que
é
escrivão
João
Marcos
d’
Araujo Ribeiro,
no
dia
28 do
mez
corrente,
pelas
10
ho
ras
da
manhã,
á
porta do tribunal
judi
cial, sito
no
largo
de
Santo
Agostinho,
d
’
esta
cidade,
aonde
se
costumam
fazer
as
arrematações
tem
de
andar em
praça
publica
para
ser
arrematado
pelo
maior
lanço
que
fôr
offerecido,
o
íôro
emphyteu-
lico
annual
de
14^150
reis,
avaliado
na
quantia
de
243^260
reis,
preço por
que
vae
á
praça,
penhorado
ao
executado
Ma
noel
Joaquim
da
Cunha
Vieira
de
Carva
lho,
d
’
esta
mesma,
na execução
que
lhe
move
a
gerencia
do
Banco
Commercial.
com
séde
nesta
cidade;
cujo
foro
e
obri
gado
pagar
ao
executado
dito
Manoel
Joa
quim
da
Cunha
Vieira
de
Carvalho,
Joa
quim
José
Fernamles
e
sua
mulher
D.
Maria
Joaquina
Rodrigues,
e
é
imposto
na
quinta
chamada
da
Picota, freguezia
de b.
Lazaro,
desta
cidade.
Quem
no
mesmo
quizer
lançar
póde
comparecer
no
dia,
hora
e
local
desig
nado.
Braga
31
de
Agosto
de 1877.
0
escrivão
do 2.°
officio
João
Marcos
d'Araújo
Bibeiro.
Verifiquei
a exactidão.
(535)
Sampaio.
Arremalaçau
No
dia
21
do
corrente,
pelas
10
ho
ras da
manhã,
terá
logar
na
aute-sala
das
sessões
da
Commissão
administradora
da
Santa
Casa
da
Misericórdia,
d
’
esta
cidade,
a
arrematação
dos
foros
e
pensões
em ge-
neros
vencidos
no
S
Miguel
do
presente
anno,
pertencentes á
mesma
Santa
Casa
e
ao Hospital
de
S.
Marcos.
Em seguida
se
procederá
igualmente
á
arrematação
do
fornecimento de arroz,
ba
calhau
e
assucar
para
os
doentes
do
refe
rido
Hospital.
As
condições
e
amostras
acham-se
pa
tentes
na
respectiva
secretaria.
Braga
4
d
’
outubro
de 1877.
O
Secretario
da
Commissão
(533)
João
Manuel
Corrêa.
,.
ALUGA-SE
a
casa
apalaçada
con
slruida
de
novo,
com quintal e
poço,
na
rua da
Ponte
n.°
58
C.
Para
tracta'
no
n.° acima. (448)
Aeções
e
proiniasoriau
díe
bmiertg
c
eo»tg»an3gias
Compram-se
e
vende-se
na
rua
Nova
de
Sousa n.° 9.
(510)
Maria
da
Luz
Silva
Pereira, commu-
í
nica
a
todas
as
suas
exm.
as
freguezas,
que
[desde
o
dia
de
S.
Miguel,
mudou
para
a
rua
dos
Biscainhos
n.°
3
a
sua
residên
cia.
Auxiliada
como
foi
pelas
elegantes
bra-
carenses
no
seu
antigo domicilio
na
rua
Nova
de
Sousa,
assim
o
espera
ser,
como
sempre,
não
se
poupando
para
isso
a
tra
balho, promptidào
e
esmero,
no desempe
nho
de
todas
as
encommendas
que
lhe
se
jam
apresentadas.
(529;
Da
rua
de
Santo
Antonio
das
Traves
sas,
mudou-se
para
a
nova
rua
do Couto
(1
’Arvoredo
o
restaurante
que
n
’
aquella
existia.
O proprietário
do
mesmo
convida
o
publico
e
os
seus
amigos
e freguezes,
a
que
continuem
dispensando-lhe
seus
fa
vores,
pois
que,
a
casa
se
acha
montada
nas
melhores
condições
e
com lodo o
aceio.
O
serviço
é
feito
com todo
o
esme
ro
e
perfeição,
e
por
preços
muito
com-
modos.
(531)
M
QUMTâ
Vende-se a
quinta
do
Bar
rai,
sita no logar do
mesmo
nome,
na
freguezia
de
Se
neihe,
a
limitar
com
a
de
S.
Jerony-
nio
de
Real,
junto
a
Braga,
com
todas
as
suas
pe? tenças,
juntas
ou
separadas,
e
os
bens
das
Pêgas,
na
freguezia
de
S.
Je-
ronymo,
a
limitar
com
aquelles
Os
bens
e
montados
a
limitar
em
parte
com
os da
quinta
de
Beal
1
ara
tractar, rua
dos
Capellistas
~u
C-* Braga.
(495)
COLLEGIO
INGLEZ
DO
Sagrado
CorafS»
de
.TSaria, Virgem
Int maculada
RUA
DE
S.
M1GUEL-0-ANJ0
Abrem-se
as
aulas
no dia
I
do
pró
ximo
outubro.
Este
collegio
conlinúa a
funccionar,
segundo
as
condições
do
respectivo
pro-
gramma,
que
se
enviará a
quem
deseje
ter
esclarecimentos
d’
esta
casa
de
e
loca
ção para
meninas.
Braga
21
de
setembro
de
1877.
A
Directora
Miss
Thereza Hennessy.
(598)
Hn»
de
Santo
Antonio
d«a
Troves-
HttH,
n.°
AS.
Participa
a
todos
os
mestres
e
ama
dores
de
musica,
que
acaba
de
receber
um
bom sortimento
de
instrumentos
músicos,
tanto
de
metal
como
de madeira,
ie
har
mónicos)
assim
como
um
sortido
de
cor
das
de
todas
as
qualidades,
para
lodos
os
instrumentos,
e
recebeu
muitos aceesso-
rios
pertencentes
á mesma arte. Tem
mu
sicas
impressas
pa<a
piano,
piano
e
canto,
e
diversos
instrumentos,
o
que
tudo
ven
de
por preços
comrrodos.
AJ.
B.
Também
se
encarrega de
eiiMiiiíiiemias
gi
’
eate
generu.
(525)
Aluga-se
a
casa
n.°
7,
na
praça
d
’
Alegria,
construída
de
novo
e
SSEslss com
elegancia
Esta
casa
tem
uma
boa
loja
para
qualquer
negocio,
e
póde-
se
alugar
junta
ou
em
separado.
Quem
a
pretender
falle
com
seu
dono
na
rua
No
va
de
Sousa
n.°
56.
(474)
Arrematação
Pelo
jniso
de
direito
da
comarca
de
Braga,
e
cartorio
do
2
0
oíTieio
de
que
é
escrivão
João
Marcos
d
’
Araujo Ribeiro,
no
dia
28
do
mez
corrente,
pelas
10
ho
ras
da
manhã,
á
porta do
tribunal
judi
cial,
sito
no
largo
de
Santo
Agostinho,
d
’
esla
cidade,
aonde
se costumam
fazer
as
arrematações,
tem de
andar
em
praça
publica
para
ser
arrematado
pelo maior
lanço que
fôr
offerecido
a propriedade
pe
nhorada
a
Bento
Francisco
da
Silva,
e
mulher,
da
freguezia
de Guallar,
d’
esta
comarca,
nos
autos
de
execução
de
sen
tença
qoe
lhes
promoveu
a Direcção
Ad
ministradora
do
Monte-Pio
de
S.
José,
d
’
esla cidade
cuja
propriedade
é
a
se
guinte:
Uma
morada
de
casas
terreas
e
so
bradadas e
eido
junto,
tudo circuitado,
sito
no
logar
d’Arcella,
freguezia
de
Gual-
tar.
d
’esta comarca,
de natureza
de praso»
foreiro
no
domínio
direclo
ao
arcediago
da
Sé
Primaz
d
’
esta
cidade,
e
como
ca
beça
de
praso
Manuel
de
Carvalho,
do
Campo
de
Santa
Anna,
d
’
esta
cidade,
a
quem
se
paga
oitenta
litros
quinhentos
e
noventa
e cinco
mililitros
de
pão
meado.
Valor
da
predita propriedade 844^000 rs.
Quem
na
mesma
propriedade
quizer
lançar
póde
comparecer
no
dito
dia
ho
ra
e
local
designado.
Braga
1
doutubro
de
1877.
O
escrivão
do processo
João
Marcos
d
’
Araújo
Ribeiro.
Verifiquei
a
exactidão.
(536)
Queúoz
SvNáiA
íOMO»
Os
Rebufadoa
mytilieos,
de
na-,
tureza
balsamica,
calmante,
peitoral
e
ex-
pectorante,
são o
melhor
dos
remedios
até
hoje
conhecidos
nas doenças tossicolosas.
Caixa 200 reis.
—Meia
caixa
100
reis.
Unico
deposito:
PHARMACIA
CEN
TRAL,
rua
de
Santo
Antonio,
227.
no
Porto.
Em
Braga:
PHARMACIA
DOS
OR-
PHÃOS,
praça Municipal.
(455)
DINHEIRO
A
JURO
Quem
quizer
dar
4
a
o
contos
de
reis a
juro,
sobre
hypolheca
e
fia
dor,
falle
n
’
esta
redacção
que
se
di
rá
quem
o
pretende.
(517)
BRAGA,
iYPOGKAPHIA LUSITAKA—18 < 7.
Parte de Comércio do Minho (O)
