comerciominho_08091877_685.xml
- conteúdo
-
BÊKKaiííi®siA
e
:
t
^
ottho
^
hoe
^.
EDITOR
E
PROPRIETÁRIO
JOSÉ
MARIA
DIAS
DA
COSTA, RUA
NOVA
N.°
3
E.
5.° ANNO
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
Braga,
12
mezes
..............................
1&600
»
6
»
..........................
Correspondências
partic.
cada
linha
Annuncios
cada
linha
....................
Repetição ........
8õ0
40
20
10
PUBLICA-SE
ÁS
TERÇAS, QLIATAS E
SABBÁDÔS.
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
2&000
Uoso
3&600
3&600
10
Províncias,
12
mezes
.....................
»
6
»
.....................
»
sendo
duas
assignaturas
Brazil, 12
mezes,
moeda
forte.
.
Folha
avulso...............................
N.° 685
iS
«a.lí;A-S.ABBAEÍO
8
ESE
SETEMBRO
BE
A' Redtacção
do
aCosnmereio
Minho».
Londres,
29
de
Agoslo, 1811.
SUMMARIO.
I. —A
prosperidade
da
Inglaterra
acom
panha
o
espirito
religioso;
como
succedia
na
Península
Ibérica
em
tempos
de sua
grandeza.
—
Bello
exemplo
de
zelo
reli
gioso
e
caritativo
nas
mais
altas
perso
nagens.
II.
—
Proveito
do
Catholicismo
nas
de
cisões
da
Igreja
Anglicana
Alta,
Baixa,
Me
dia,
etc.
III.
—
Contraste
d
’este
paiz
Protestante
com
alguns
paizes
Catholicos,
a
respeito
da
Confissão.
IV.
—
Os
progressos
das
forças
Russas
na
Turquia
parecem
approximar-se
a
uma
crise,
em
que
a
Inglaterra
é provável
venha
a
intervir.
I.
—
Ao considerar-se
o
que
passa na
Inglaterra,
dos
progressos
que
aqui
faz
o
Catholicismo
em lodo
sentido,
e
como
as
cousas da
religião
cá sam
tomadas
ao
sé
rio;
como
todas
as
instituições
Catholicas
augmeotam,
crescem,
se
desinvolvem
de
maneira prodigiosa;
isto
não
só
n
’
estas
Ilhas,
mas
por
suas
immensas
e
crescen
tes
possessões; e
contrastando
isto
com
a
superficialidade
nojenta
que
exhibe
em
Portugal,
por
exemplo,
e
também
no
Bra
zil,
essa
porcaria que
chamam
liberalismo
(mas
cujo
verdadeiro
nome
é
liberlinisrnoj;
cahe
á gente
o
coração
aos
pés,
pensando
nas
consequências
que
d
’
ahi
se
devem
seguii
para
os
dois paizes.
Quem
se
lembre
como
Portugal
e His-
panha
subiram
ao
mais
alto
grao
de
gran
deza,
de
poder
e
de
prosperidade
pelos
impulsos
e
zelo da
Religião,
que
promette
prémios eternos
e
infinitos
a
quem
a
serve;
e
hoje
vê
um bando
de
pigmeos
moraes
e
políticos,
muito
inchados
de
sua
dignida
de,
por
que
lhes
deixam
dizer
ou
escrever
palavrório
chôcho
de «progressos,
«liber-
hade»,
vcidadaniceu
—
cousas
que
não
en
tendem
nem
sam
capazes
de
definir;
não
pode
deixar
de
prever
futuro
miserável
e
desastroso
para
os
povos
da Península,
e
para
os
que
em
taes
loucuras
os
imi
tam.
Repare-se
n
’
esles factos,
n
’
esta
compa
ração
histórica actual:—
Portugal
e
Hispa-
nha—
a
Península
Ibérica
—foram
as
pri
meiras
nações
do
Mundo .Moderno,
quando
referiam principalmente
ao
interesse
reli
gioso
e
espiritual
tudo quanto
emprehen-
diam
e
faziam.
Quando, ao mesmo
tempo,
se
ajudaram
da
influencia
da
Religião,
do
auxilio
e
acção
das
instituições
religiosas
rho.
_
isto
é,
de
influencias,
de
impulsos
mo-
II
—
E
’
cousa
muito
notável
que
em-
raes
e
espiriluaes,
que
sam
de
nalurezaquanto
nos
paizes
que
se
dizem
Calhoii-
illimilada,
participam
de
caracter
infinito
ecos,
como
Portugal
e
Brazil,
se vêem tan
tas
pessoas (infelizmente
das
que
desejam
passar
por
illuslradas
—
Deos
sabe
com
que
bulias
I)
que
tratam
a
Religião
e
o
Ca
tholicismo
especialmente
como
uma
su
perstição,
uma anligulba,
uma
crença
só
digna
de ser
entretida
por
velhas
e
gente
ignorante;
estejamos
vendo
cada
dia,
aqui
na
Inglaterra
mesmo,
pessôas
o
mais
in
struídas
e
illuslradas,
passarem-se ao
Ca-
tholismo,
e não
só
isoladamente,
ir.as
até
em
grupos
consideravis.
N
’
um papel
d’aqui,
e
não
dos
communs
e
insignificantes,
se
lia
ullimamente
o
se
guinte
(é
o
Whilehall
Review,
o
dito
papel,
não
dos
novelleiros):
—
,
«Estamos
habilitados
a
referir,
que
vinte
e
duas
pessôas
que
frequentavam
a
Igreja
sempre
elevado.
Por
isso
vimos—e
vemos pela
histori
e
monumentos—
nossa
gente
animada
pel
religião
e pela
Fé,
obrar
prodígios
qu
agora
seriara
incríveis
se
monumentos
documentos innegaveis
os
não
atestassen
Vimos
commetter
e
praticar
empresas
mais
arduas
e
arrojadas,
com
tão
iasigr
ficanles
meios;
as
quaes
hoje
se
atlent
riam
com
receio, não
obstante
a mar
eflicacia
incomtnensuravel dos
recursos
(p
o
desenvolvimento
das
sciencias
physis
tem
agora
posto
ás
ordens
das
naçõeie
dos
governos.
£
Seria
ou
não
progresso
a
expatio
gloriosa
que,
ha
trezentos
e
quatro-ceos
annos a nossa
Península
deu
aos
core-
do
cimentos
humanos,
á
actividade humana,
por
suas
impresas
e
descobertas?
k
E
qual
era
o
inovei
principal
que
instigava
então
a
nossa
sociedade
a
esses
heroísmos?
j
Não
era
a
religião,
o
interesse
religioso,
o
zelo
da
propagação
da
Fé?
Era,
sim,
esse
in
teresse
moral,
illimilado,
infinito, que fa
zia cotnmeller grandes
emprezas e acções;
e
que,
por
ser
de sua natureza
infinito,
nunca
cessava
ou
cançava
de
aspirar
a
mais. Isso,
sitn,
que
era verdadeiro
amor,
de
verdadeiro
progresso.
Mas
o tal «progresso»
tolo
porque
se
vocifera
nos
botiquins
e
jornaes
de má
morte
em
Portugal
e
no
Brazil,
não
é
mais
qie
uma
illusão
nebulosa
—
vox
el
proerea
iih.il,
—
repelida
por
fátuos
que
falam
sem
saber
o
que
dizem.
Suscitou-me
esta
série
de considera
ções
verdadeiras,
a
relação
que
um amigo
meu
liglez,
Catholico,
me
communicou,
na
quiita-feira,
19
do
corrente;
vindo elle
de
assstir
á coliocação
e
bênção
da pri
meira
pedra
de
um
es'abelecimento
mais
para
is
Irmãs
de
Caridade,
pelo nosso
Carded Arcebispo,
aqui
mesmo
em
Lon
dres,
<
no
sitio mais
estimado,
não longe do
palacii
da
Rainha.
Achava-se
presente
á
ceremonia
o
me
lhor
ca
aristocracia,
e
gente
de
bem
Ca-
tholics,
tanto
homens
como
senhoras.
Fez
o
Carleal
um
excedente
discurso
pela
occasio;
e
no
fim
fez-se,
como de
cos
tume,
uma collecta, ou
peditorio de es-
molasao
auditorio,
em
favor
do
novo
esla-
belecinento
de
caridade
^E
quem
pensa
ram
G
leitores
que
seriam
as
pessoas
que
fôramá
roda
pelo
auditorio,
com
a
ban
deja
u
prato,
pedir
esmola
para
aquella
utilissma,
quanto
modesta,
obra
de
ca
ridade?
Foi
nada
menos
que
a
primeira
’
'
’
•
•
-
Rai
_
Con-
Nor-
vinte
pedir
Persaagem
de
Inglaterra
depois
da
nha
(
do
Príncipe
de
Galles:
foi
o
deslael
de
Inglaterra,
o
Duque
de
foik,
um
joven
na
flor
da
idade,
de
e tatos
annos, que não desdenhou
esmia
para
uma
humilde
obra
de
caridade
(panaqual
elle
proprio
como
de
costume,
liberlmenle
contribuiu).
ratra
pessôa
que
esmolou
ao mesmo
temo
para
obra
de
caridade
ião
meritó
ria,foi
uma Senhora,
lambem
de
alta
aris-
tocasia,
mas
cujo
nome
agora
me
es-
quceu.
Ainda convirá fazer
notar
outra cir-
cuslancia que
manifesta
como
aqui
se
faem
as
cousas
com
juizo e
coherencia.
Huve
segundo
o
costume
sabido
aqui
por
tas occasiões,
uma
refeição
ou
refresco;
ias,
como seria
contradicção,
por
um
lado,
fdir esmola
para
uma humilde
instituição
e
caridade,
e por
outro,
dispender
em
afresco
de
luxo
e
ostentação parte
con-
ideravel
das
esmolas;
reduziu-se
o
refresco
um
pedaço
de
bòlo doce
(ou
quéke,
as-
irn
se
pronuncia),
e
um
calix
de
vi-
(Protestante) de
Mr.
Ridsdale
em
Folkes-
tone,
passaram
para
a
Igreja
Catholica
Romana.
De
Santo
Leonardo
Wantage,
Clevver,
Santa
Maria
Magdalena (em
Pad-
dington),
e
de Santo
Albano
em
Holborn.
Roma
recebeu
já
ou
vai
receber,
vários
convertidos».
Isto
não
é
por
ora
senão
amostra
do
panno
que vai
sem duvida
desdobrar-se.
em
maior
escala,
em
razão
precisamente
das
medidas
que
o
Anglicanismo
quer
adoptar
para
cohibir
a
lendencia
que
exis
te
na
secção
que
aqui
chamam
da
«Alta
Igreja»,
ou dos
líilualistas—
que
cada
dia
se
aproximam
mais
e
mais
dos
Catholicos
nas formas,
ceremonias,
e
paramentos do
culto.
Este
clero
Ritualisla
é
o
mais
serio,
geralmente,
e
devoto
no
seu ministério;
emquanto
o resto,
de
outras
parcialidades,
acham
mui
fora
de
proposito
que
um
culto
e
deveres
muito aproximados
aos
do
Ca
tholicismo,
os
ameaça
de
terem mais
que
fazer
do
quer
ir
ler
ás suas igrejas,
no
domingo,
um
sermão
e
certas
formulas
de
rotina.
Os
Bispos
Protestantes,
todos,
sam
muito
mais
inclinados
ao
dolce
far
nienle
do
simples
Protestantismo
Anglica
no,
que
a
deveres
e
importunações
assí
duas,
quaes
as
a
que
o clero,
sobre
tudo
parochial, Catholico
está
sujeito.
Tem
feito,
pois,
Suas
biscipes,
e
es-
tam
fazendo,
nas
conferencias
da
«Con
vocação»,
ou
especie
de
Parlamento
ec-
clesiastico
(renovado
ou
resuscitado
ha
cousa
de
30
annos,
pois
tinha
cabido
em
desuso),
discursos
e
deliberações
contra
o
mesmo
Rilualismo.
O
resultado porem
de
tudo
isso
é, que
vam
assim
contra
riando
e
alienando
a
melhor
porção
dos
Ritualistas,
e
com
isso
preparando
boa
parte
d'elles,
e a
melhor,
a refugiar-
se
no
Chrislianismo
verdadeiro,
ou
no
Calho-
licisrno,
que
é
a
mesma
cousa.
A.
R. SARAIVA.
(Continúa)
------- -------------------------------------
----
A
peregrinação
de
ISotssa.
Todos
os catholicos
desejam
a
integri
dade
da
religião
e
da
sociedade
civil,
e
a
restauração
dos
princípios
lundamenlaes
da
paz
e
da
verdadeira
prosperidade,
e
que
o
Supremo
Pastor
do
rebanho
do
Se
nhor
presida
á
Egreja
na
plenitude
de
sua
dignidade,
liberdade e
independencia;
por
isso
é
que
os
fieis
de todas
as
lín
guas
e
nações,
de
todas
as
classes,
idades
e
sexos,
das regiões
as
mais
afastadas
pela
extenção
das
terras
e mares,
anciosos
de
ver
e
ouvir
o
Santo
Padre
Pio
IX,
seu
Pae
commum, sustentados
pela
fé
e
pelo
amor,
foram
e
continuam
a ir,
sup-
portando
incommodos
de
todo
o
genero,
em
peregrinação
a
Roma, e
em
teslimu-
nho
da
sua
devoção,
piedade
e
generosi
dade
lhe
offereceram,
e
offerecem
presen
tes
admiráveis, e
soccorros abundantes
para
prover
ás
necessidades
da
Sé
Apos
tólica
despojada
de
seus
bens.
Nós os portuguezes
impellidos
lambem
pelo
amor,
dedicação
e
respeito
ao
Suc-
cessor
de
S.
Pedro,
e
para
suavisar
e
mitigar
os
momentos
de
amargura
do
San
to
Padre
Pio
IX,
e
receber
d
’
elle
a
sua
bênção, partimos
no
dia 14
de
maio
pas
sado
em
peregrinação
a
Roma.
Bem de
pressa
tomamos conhecimento
uns
com
os
outros,
e
de
tal
sorte
nos
unimos,
que
todos
formávamos
uma
só
familia,
um
só
desejo
e
uma
só
vontade,
e
as
sim devia
ser,
não
só
para
bem
cumprir
mos a
nossa
missão,
mas
também
para
triunfarmos
dos muitos obstáculos
e
in-
comrnodosj
que
tínhamos
a
passar.
Em
toda
a
parte
fomos
muito
bem
recebidos.
Em
Hespanha,
além
do
abati
mento
de
50
p.
c.
no
caminho
de ferro,
fomos
tratados
com
toda
a
delicadeza
tanto
pelo
clero,
como
pelos
mesmos
em
pregados,
que
muito
se
compraziam
de
nos
ouvir cantar
os
hymnos
da
Virgem
Santíssima
e
do
Pontífice.
Devemos-nos
esquecer
das
vaias e
impropérios
que
ti
vemos
no
Porto,
só lamentaremos
a
falta
de
religião
e
educação
nos
que o
prati
caram,
e
de
civilisação
nos
que
o
con
sentiram.
Depois
de
Hespanha
passamos
á
en
cantadora
França,
e
fomos
ver
a
Gruta
de Lourdes,
onde
a
Immaculada
Concei
ção
appareceu
a
Bernadette
Soubirous
em
fevereiro
e
março
de
1858; pois
sendo
a
Senhora
da
Conceição
padroeira de
Por
tugal
faltaríamos
a
um
dever
de
gratidão,
se
não
fossemos
á
Gruta de
Lourdes
’
onde
milhares
de
peregrinos
da
França,
e
de todo o
mundo
vão
implorar as
gra
ças
d
’
Aquella
que disse
—
Eu
sou
a
im
maculada Conceição.
Chegamos
a
Lourdes
ás
7
da tarde
do
dia
18,
onde
nos
de
moramos
tres
dias,
e
nos
preparamos
com
confissões
e
communhões
paia
a
grande
missão
de que nos
encarregamos,
e
se
não
fosse
por
ir a
Roma
não
teríamos
pressa
de
sair
d
’aquelle
logar
encantador.
Na
Gruta
ardem
constantemenle
muitas
velas
de
cera
e
stearina:
abundantes
lagrimas
de
consolação
e
alegria
alli
nos
banha
ram
as
faces.
A
crypta
e
a
Basílica
nos
surprehendiam.
Partimos,
íinalmenle,
de Lourdes
ás
4
e
meia
da
tarde
do dia
21,
e
no
dia
25
á 1
e
meia
da
tarde
chegamos
a
Ro
ma,
cidade
que
já
conta
27
séculos, e
bem
merece
o
nome
de
—
Cidade
Eterna,
onde
os
monumentos
rehgiosos,
as
minas
mais
curiosas,
as
recordações
da
historia
as
mais
importantes
atlrahem
a attenção
de
todo
o.homem
que
pensa.
Depois
que
chegamos
a
Roma
todos
nos
confessamos
e
commungamos;
o
nosso
presidente
o
Emminentissimo
Cardeal
Patriarcha,
cele
brou e deu
communhão geral
em
Santo
Antonio
dos
Portuguezes,
em S. Filippe
Neri,
e
no
Vaticano.
No
dia
29,
depois
da
commissão
ter
concluído os
seus trabalhos,
fomos
ao
Vaticano ver
o Santo
Padre
Pio
IX,
o
Pontífice
amado,
o
Vulto
do
século
19,
e
ahi
depois
de
ouvirmos
a
sua
vehemente
vdz
era
uma
allocução que nos
fez,
a
qual
foi um
elogio
constante
ao
povo
por-
tuguez
pelos
seus
feitos,
nos
deu
a sua
bênção,
e
benzeu
os
objectos
de piedade
que
levávamos.
Este
dia
ficará
gravado
em
nossos
co
rações
até ao
ultimo
instante
de
nossa
exislencia.
A
peregrinação
portugueza
foi
uma
verdadeira
gloria
para
Portugal.
Mas
nós
os
bracarenses
tínhamos
ou
tra
missão
a
cumprir,
era oíferecer
ao
Suinmo
Pontífice
em
nome
da
cidade
de
Braga
uma
prenda
de
àdmiravel
labor,
e
o
obulo
dos
fieis
do
arcebispado.
Foi
o
dia
5
de
junho o destinado
para
esta
se
gunda auuiencia,
devida
aos
muitos
tra
balhos
e cuidados
dos
nossos
amigos Ma
noel
da
Silva
Vianna,
Desembargador da
Relação
de
Braga,
José
Ferreira
Marnôco
e
Souza,
abbade
de Souzelia
e
arcypreste
de
Barrosas,
e
padre Antonio
Braz,
que
muitos
serviços
nos
prestou
em
Roma.
Os
romanos
são
muito
Papislas,
e
de-
vem-o
ser,
porque,
se
lá
não
estivesse
o Pontífice
linhaiu
de
soflrer
muitas
pri
vações.
Roma
está
cheia
de estrangeiros
para
ver
o Santo
Padre
Estas
peregrinações
a
Roma
de
todas
as
parles
do
mundo
são
um
desi.-.eulido
aos
discursos
dos
irupios,
que
dizem
que
t»r-s
a
Esposa
de Jesus
Christo acabou,—que
já
não
tem
força—
que
está
moribunda
—
e
mostram
a
força
da
caridade
que
une
os
membros
da Egreja
entre
si
e
o
seu
Chefe,
e
que
a
Egreja
Catholica
sendo
atacada
de tantos modos
iniquos,
e com
tanta
violência,
e
privada
de
lodo o
soc-
corro
exterior, sem
ser
abalada
nem
ven
cida,
antes
sustentando com-
constância
o
combale,
e
ganhando
cada
vez
mais
forças,
tem
as
suas
raizes
no
céo.
Lourdes
e
Roma
foram
o
objecto
da
nossa
peregrinação,
e
ambas
ficaram
gra
vadas
em
nossos
corações,
e
jámais se
apagarão
as
impressões
que ahi
recebe
mos.
Depois
de
termos
visto
alguns
monu
mentos
de
maior
consideração,
e
algumas
ruinas
das
mais
notáveis, partimos
para
o
Lorelo
visitar
a
própria
casa
em
que
nasceu
Maria Santíssima, e
habitou
com
seu
Filho
e
S.
José;
pois
se
nós
com
tanto
respeito
e
veneração
fomos
a
Lour
des
visitar
o
logar
em
que
Ella
se
di
gnou apparecer
algumas
vezes,
com
muita
mais
rasão
devíamos visitar
o
logar
em
que
Ella
nasceu
e
viveu,
e que
em
10
de
maio
de
1291
foi
transportada
de
Na-
zareth
para
Ternat
na Daimacia,
e
a
10
de
dezembro
de 1294
mudou-se
para
per
to
de
Recanati
na
llalia,
e
d
’aqui pas
sou
para
outro
logar
proximo,
e
d
’este
para o Loreto, onde
é
muito
visitada
pe
los
calholicos
de todas
as
nações.
Disse
uma
missa
no
altar
externo
da
casa
da
Mãe
de Deus,
e
outra
na
grande
Basilica
que
a
encerra.
O
Lorelo
é logar
muito
bello
e productivo;
e
que
alli
enfada mais
é
a
grande
quantidade
de mendigos
e
engraxadores
de
botins.
Do Loreto vollatros
aos
nossos
lares
por
Lourdes,
onde
nos
demoramos
4
ho
ras
gastas
em
jantar,
ir
á
Gruta
dobrar
o
joelho
á
Immaculada
Conceição, beber
e
colher
agua,
e
despedirmos-nos
da Ba
sílica.
Padre
José
Lopes
d
’Araújo
e
Silva.
simscniPçAo.
Na
redacção
do
«
Commercio
do
Minho»
fica
aberta
uma
subscripção
para
soccorrer
os
infelizes
habitantes
do
Ceará,
a
braços
com
o
horroroso
fiagello
da
fome.
Estamos certos
que
as
almas
caridosas
não
desaltenderão
o
nosso appello; porisso
lhes
pedimos
que
nos
enviem
quaesquer
esmoílas
em
auxilio
d
’aquelles
nossos
des
venturados
irmãos,
as quaes
serão remetli-
das
á
çommissão
organisada
para
esse
fim
na
cidade
da Fortaleza.
Santa
Rita.
—
Festeja-se
ámanhã,
na
egreja
do
Populo, a
Imagem
de
Santa
Rita,
havendo
de
manhã
missa
solemne
a
grande
instrumental
da
capella
dos
snrs.
Luiz
Baplisla
e
Esmérizes,
Exposição
do
SS.
lodo
dia,
e
de
tarde
sermão
e
Te-
Deum.
E
’
orador
o
snr.
padre
João
Rebello
Cardozo
de
Menezes.
Falso
boato.—
Corre
por ahi,
e
até
lêmos
n’
um
jornal,
que o
snr
arcebispo
d
’
esta
diocese
tinha
mandado
proceder
a
exames
preparatórios
no
Seminário
no
mez
d
’
outubro, para
aquelles
estudantes
a
quem
faltasse
um
ou
dois
exames
para
o
curso
superior
do
mesmo
Seminário:
podemos
afiançar
que
isto não
é
verdade,
pela
rasão
de
até
agora
não ter
vindo
do
governo
tal
auclorisação
ao
ex.mo
pre
lado.
E
’
verdade
que no
Porto,
o
revd.
0
vice-reitor
do
Seminário
d
’alli,
publicou
um edital
eir
que
por
ordem
do
ex.
ino
snr.
bispo d
’aquella diocese mandava
pro
ceder
a
taes
exames
n’aquelle
Seminário,
mas
para
esta
archidiocese
bracarense
não
veio
tal portaria; logo
porém
que
appa-
reça
tal
auclorisação,
estamos
certos
que
s.
exc.
a
revd.ma
o
snr.
arcebispo
Primaz,
mandará
proceder
a taes exames,
que
tan
tas
vantagens
trarão
para alguns estudan
tes.
Exereicios
aos
ordinanilog.
—
Na
próxima
segunda-feira,
dia
10,
começarão
na
capella do
Paço
Archiepiscopal
os
exer
cícios
aos
ordinandos,
em
numero de 89,
dados
pelo
revd.
0
vice-reitor
do
Seminá
rio, e
segundo
o
programma
publicado
na
«Semana Rcdigiosa
Bracarense»
n.°
118.
Seria
muito
louvável
que
alguns
orde
nados
também
os
frequentassem.
Arraial.—
Tem
hoje
e
ámanhã
logar
o
que
se
celebra
em
honra
do
Senhor
das
Injurias
que
se
venera
na
rua
das
Pa
lhotas.
Ha
illuminação, fogo
preso,
e
a
banda
dos
«Artistas»
tocará
diíTerentes
peças
de
musica.
Estará
lambem
aberto
um
basar
de
prendas.
V9ovir:iento
do
BEospita!
de
S.
mtareos.—
Doentes
existentes
em
26
de
agosto:
87
homens
e
102
mulheres.
Entraram
durante
a
semana finda:
22
homens
e
17
mulheres.
Sahiram:
16
homens
e
17
mulheres.
Falleceram:
1
homem
e
4
mulheres.
Ficaram
em
tratamento
em
1
de setem
bro:
92
h.omns
e 98
mulheres.
E*sreço
dos
eereaes
—
Na
terça-feira
ultima,
n’esta cidade,
o
preço
dos
cereaes
foi :
Trigo
................................................
850
Milho
alvo.......................................
550
Centeio........................................
430
Milho
branco................................
440
»
ainarello...............................
420
Painço
..............................................
360
Cevada
.............................................
480
Batata..............................................
500
Feijão vermelho.............................
800
»
araarello
....
600
»
branco...............................
700
»
rajado................................
480
» fradinho
...............................
400
Azeite
......................................................
50400
Tstdo
vae
bem.—
De
Coimbra
dizem
a
um
collega
de
Lisboa o
seguinte:
O
claustro
do
silencio
do
venerando
mosteiro
de
Santa
Cruz,
de
Coimbra, dizem
os
entendidos,
é
uma
peça
de
subido
me
recimento
artístico,
onde
está
primorosa
mente
represeniado
o
chamado estilo
ma
nuelino.
Por
este
motivo,
e
ainda
porque
de
baixo
d’
aquellas
rendilhadas
arcarias
estão
as
cinzas
de
muitos
varões
illustres,
por
suas
virtudes,
saber
o
patriotismo,
o
claus
tro
do silencio,
merecia ser develadamente
protegido
contra os
rigores
do
tempo
e
contra
a
selvageria
dos
vandalos
do sé
culo.
Infelizmente,
porém,
a
junta
de
paro-
chia
da
freguesia
de
Santa
Cruz,
a quem
de
direito
cabe
tão
sympathica
e
honrosa
missão,
não
o
entende
assim,
ou
antes
—
não
o quer
entender,
—
porque
consente
que
alguém
converta
aquelle
recinto
sa
grado
em
uma
verdadeira
sentina.
Alguns
dos
elegantes
arcos ogivaes
do
claustro,
e
grande
extensão de abobada,
vão
esbo
roando-se
pouco
a
pouco, pela
acção
cor
rosiva
do
acido
urico.
O
claustro
do
silencio,
serve
hoje
de
ourinol e
saguão.
A
’manhã,
do
claustro
não
hesitarão
em passar
para
o
interior
da
egreja,
e
teremos
assim
aquelle
gran
dioso
edifício transformado
em
um vasto
monturo.
E
o
que
faz
a
illustrada
junta
de
pa-
rochia
?
Essa
tapa
o
nariz
e...
trata
de eleições
municipaes.
Tudo
vae
bem!
Negocio»
ecelesiagftieoa
«Io
ul-
trnnrnr.
—
O
«Diário»,
de
5
do
corrente
publica
decretos:
Determinando
que
a
percepção
dos
di
reitos
parochiaes
e
emolumentos
ecclesias-
ticos
nas
egrejas de
Dilly, ultimamente
annexadas
á
diocese
de
Macau
seja
regula
da
pela
tabella
que
vem
junta
ao
mesmo
decreto;
Nomeando
e
aposentando
o
presbytero
Miguel
Archanjo
Fernandes, parodio
da
freguesia
de
Nossa
Senhora
da
Conceição
da
cidade
de
Loanda, na
qual
serve
já
por
encommen.iação,
concedendo-se
lhe também
as
honras
de
conego
da
Sé
episcopal
de
Loanda;
Nomeando
o
presbytero
Caetano Vi
cente
Lnciano
de
Maria
Mascareuhas,
actual-
mente
conego
da
Sé
de
Gôa,
arcediago
da
referida
Sé;
Nomeando
o presbytero
José
Narcizo
Pereira,
actualmente
conego
da
Sé
de Gôa,
para
o
logar
de
mestre
escola
da
referida
Sé;
Nomeando
o
presbytero
Aleixo
Xavier
da
Costa,
que
exerce
o
logar
de meio
conego
da
Sé
de
Gôa,
para conego
da
re
ferida
Sé;
Nomeando
o presbytero Caetano
José
de
Figueiredo,
professor
do
real
seminário
de
Rachol,
para
o
logar
de
conego
da
Sé
de
Gôa;
Nomeando
o presbytero Joaquim
de
Sant
’
Anna
Coelho,
que
era
parocho
collado
da
egreja
de
Santa
Ignez,
para
conego
da
Sé
de
Gôa.
Fossessõea
exteriore»
«los Es-
tctdos
europeus.—
Tem
as
possessões
exteriores
da Grã-Bretanha, comprehen-
dendo
Malta,
Gibraltar
e
Heligoland,
20:627:870
kilomelros
quadrados e
habi
tantes
203:942
000.
A
Turquia,
comprehcndendo
as
pos
sessões
immediatas
e
protectoraes
na
Asia
e
na África,
5
188:130
kilomelros
quadra
dos
e
33:336:000
habitantes.
Os
Paizes
Baixos
1:713:000
kilomelros
quadrados
e
24:481:000 habitantes.
A
Rússia,
comprehendendo
o Caucaso,
a
Sibéria e
a
Asia
Central,
16:323:900
kilomelros
quadrados
e
12:972:000
habi
tantes.
A
Hespanha,
comprehendendo
as Cana-
rias,
311:583
kilomelros
quadrados
e
habi
tantes
8:381:000.
A
França, comprehendendo
a Alge-
ria,
as
colonias
e
os protectorados,
966:050
kilomelros
quadrados
e
5:998:000
habi
tantes.
Portugal,
comprehendendo
Açores
e
Madeira
1:826:800
kilomelros
quadrados
e
3.660:000 lubitantes.
A Dinamarca,
comprehendendo
a
Groen
lândia e
as
índias Occidentaes,
88:450
ki
lomelros
quadrados
e
47:400 habitan-
les.
A Suécia
21
kilomelros quadrados
e
2:374
habitantes.
Notabilidades
i-ieas.—
Creso costu
mava
dizer,
que
o
homem
que
não
tinha
bastante
dinheiro,
para
manter
um
exer
cito
ou
uma
legião
não
merecia
o
nome
de rico.
Tal
eram
os
seus
haveres
em
pro
priedades
e
dinheiro.
O
philosopho
Seneca
deu-lhe
a
philo-
sophia
para
possuir 82
milhões
de
fran
cos.
Lentulo,
o
suspicie,
possuia
só
84
mi
lhões,
e Tiberio,
por
sua
morte,
deixou
apenas
567.
Julio Cesar
fez
presente
a
Serviía,
mãe
de
Bruto,
de
uma pérola,
cujo
vdor
era
1.260,006
francos.
Cleópatra
em
uma
funcção
que
deu
a
Antonio,
fez
dissolver
em
vinagre
e
en
golio
uma
pérola avaliada
em
2.1)0,000
francos.
Cláudio,
filho
de
Escopo,
o
©mico,
engolio
outra
no
valor
de
210:000
fr
m-
cos.
A
despeza
diaria
de
Luculo,
na
ala
de
A
ppcllo,
era
de
45,000
francos.
O
peixe
de
seus
tanques
valiam
80,000
francos.
Cicero
tinha
uma
mesa
que
lhe
cistára
210,000
francos.
Messala
comprou
a casa de
Antono
por
9.177,000
francos.
Domiciliano
avaliava
a
sua
casa
en
fran
cos 1.260,000.
A casa
de
campo
de
Escauroinndada
por
malicia
de
seus
escravos,
foi
aaliada
em
21
milhões
de
francos.
Não
é
possível imaginar-se
com,
du
rante
a
vida
que
é
tão
curta,
se possa
amontoar
tão
grandes
riquezas;
é a
iso
que
se
chama fortuna.
Vanítas
vanitatum
!
íínerra
tio
©rãerat®.
—
Ha
aanas
o
seguinte
telegramma:
Vienna
4—
Os
turcos
evacuaram
ouk-
houm-Kalé
e
todo
Caucaso.
Navios
—
O
«Times»
anuncia
que
se
está
tractando
de
construir
nos
armazéns
de
1’
oplar
quatro
navios ’
aço
d
’
um
. fraco
tirante
d
’agua,
deslinads á
nevegação
no
lago
Albert
Niyanza
enos
rios
da África
equatorial.
Estes
navios,;ue
foram
mandados
fazer
pelo
coronel br-
don,
governador geral
da
Sondan, p<le-
rão
ser
desmontados
facilmente
e
metlios
em
caixas
cujo
pezo
não
excederá
20Qi-
bras.
Calcula-se
que
serão
precisos 400
negros
para
transportar
estes navios
pr
terra
até
ao
seu
destino.
Hororcsn
te»M5>eBta«le.—
Lê-se
t)
«Courrier
de
1
’
Aveyron»
: No
dia
21 t
passado,
uma
tempestade
horrível
reber
tou
em muitos
pontos
do
nosso
depaiti
monto.
Os valles
de
Marcillac,
Sainl-Chris
tophe,
Conguesse,
Grand-Combe, Cruou
Pruénes
e
Mouret,
foram
muito
affectados
As
colheitas
estão
dezunadas
por
toda
i
Resumo do
aetivo
e
passivo
d’
este Banco
em
parte.
Cahiram
gramsos
do
tamanho
dá
3[
de
A
l0
de
1877.
um
ôvo.
Encontramos em Rodiz, campo-
nezes
conlusos
na
cabeça
pela queda
do
Aetivo
graniso.
Em
Verrieris
d
’
Estaing,
a
vinhaÇaixa
.
.
íicou
completamente
assolada.
Um
raio
ma
tou um
rapaz
que
conduzia
uma
carreia
e feriu
dois
de
seus
companheiros.
Portuguezeg
fallecidos.
—
Desde
7
a
10
de
agosto
falleceram
no Rio
de
Janeiro
os
seguintes
portuguezes:
Josepha
Clara,
48
annos,
solteira;
Fran
cisco
Manoel
Antunes,
21
a.,
s.
;
João
da
Costa
Ferreira,
40
a.,
s.; Manoel
Joaquim
da
Moita,
56
a.,
s.;
Antonio
Pinto
Mattos
Soares,
45
a.,
s.;
Antonio Luiz
de Souza,
53
a.,
s.; Antonio
da
Silva, 32 a., casa
do;
Antonio
Joaquim de
Andrade,
46
a.,
viuvo;
Jorge
Augusto
Lacerda
de Carva-
lho,
20
a.,
s.;
Antonio
da
Conceição,
c.;
José
Nogueira
de
Souza,
30
a.,
s.;
José
Bernardiuo
Pinho,
44
a.,
s.;
Dyomsio
José
Rodrigues, 26
a.,
s.;
João Antonio Lo
pes,
30
a
,
s.;
Francisco
de
Oliveira,
5
a
;
Francisco
Antonio
Gomes
da
Cunha,
24
a.,
s.;
Domingos
Pinto
Moreira.
35
a.,
s.;
Theodoro
de
Aguiar, 36
a.,
s.;
Tho-
mazia Maria
da
Conceição,
49
a.,
s.;
Ma
ria
Joaquina,
24
a.,
s.;
Amélia
Rosalina
da
Silva,
18
a.,
s.;
Antonio
da
Costa,
40
a.,
s.
Appelo
sí cas-ídatSe.
—
A
entrevada
Maria
Antonia
Ferreira,
viuva
do
Antonio
dos
Granginhos,
e
que
ha
tempos
saiu do
Hospital
com
moléstia
incurável,
tem
agora
os
seus
padecimentos
mais
aggravados,
achando-se
sem
meios
de subsistência
pa
ra
poder
tratar-se
no
pouco tempo
que
lhe resta
de
vida.
Imploramos,
pois,
a
caridade
das
almas
piedosas,
para
que
se
lembrem
da
infeliz
com
uma
esmola.
A
sua residência
é
na
rua
do
Alcaide,
n.°
17,
n
’
um
quarlo
á porta
da rua.
BASCO
»O
MINHO
Resumo
do Aetivo
e
Passivo
em 31
de
Agosto
de
1877.
Aetivo
Caixa:
existência em
metal.
Agencias no paiz
.
.
.
.
Papeis
de
credito.
Acções
de
c. própria .
.
Hypolhecas
de raiz .
.
.
Empréstimo
sobre penhores
.
Empréstimos
a Gamaras
Mu-
nicipaes
e
á
Junta
Geral
.
Letras
descontadas
.
.
.
Letras
a
receber
....
Letras
em
liquidação.
Letras
falsas
.............................
Contas
em
liquidação.
Saques
e
remessas
de
n.
c.
Saques
e
remessas
das agen
cias
...............................
Agencias
no
estrangeiro.
.
Contas
correntes
garantidas
.
Outras
contas
correntes.
.
.
Generos
recebidos
por
c.
de
penhores
.......................
Edilicio
do
Banco.
.
.
.
207:2290914
131:4450112
152:2160143
61:8000000
134:3380714
9:0880225
80:2370229
292:0230034
7:8420269
59:0390130
1:8500000
70:8310385
130:6120048
27:0070363
87:5000082
625:1020370
41:0210958
16:1370788
31:6470419
2.172:9700183
Passivo
Capital..............................
Fundo
de
reserva.
.
.
Notas
em
circulação.
.
.
Depositantes
á
ordem.
Duos
em
coota
corrente.
Depositos
a
praso.
.
.
Dividendos
a
pagar
. .
Diversos
credores
. .
.
Agencias
no
estrangeiro
.
Agencias
no
paiz
.
.
.
Saques
e
remessas
de
n.
Saques
e
remessas
das
agencias
:
....
Deposito
publico
.
.
.
Letras
a
pagar.
.
.
.
Lucros
suspensos
.
.
.
Ganhos
e
perdas
.
.
.
c
600:0000000
155
0000000
6270500
26
9330939
141:3430669
1012:3630715
2:0600444
63.6590093
16:1240868
3:1860579
3:6460635
107:8860327
21:3450671
1:5090900
6:5170798
10:7640045
2.172:9700183
Braga, Banco
do
Minho
4
de
Setembro
de
1877.
Os
GERENTES.
Francisco
Casimira da
Cruz
Teixeira.
Manoel Luiz
Ferreira Braga.
BANCO
ME8CASTIL
»E
BKAHA
SOCIEDADE
ANONYMA
DE RESPONSABILIDA
DE
LIMITADA
.eiras
descontadas,
toma
das
e a
receber .
.
.
impreslimos
sob
penhores
reditos
caucionados
em
c/c
perações
a
longo
prazo,
com
hypotheca
.
.
.
jencias
no Reino
e
Ilhas
Íencias
no
estrangeiro
.
vedores
diversos.
. .
éções
de
conta
própria
.
Vores fluctuantes.
.
.
Eeilos
depositados
.
.
Dpezas
d
’
inslallação
.
.
Meis
e
utensílios.
. .
17:0820292
174:0770008
101:7150785
62:7620661
18:3270425
51:1410123
6:3410419
13:5150808
200:0000000
86:6720465
25:7000000
4:4000000
1:5340140
Gastos
geraes
e
commissões.
4:732$93i
Liquidações
....................................
l:196$930
769:199^987
Passivo
Capital
.............................
.
600:000^000
Fundo
de
reserva
. . .
.
2:509^127
Depósitos
a
praso
.
.
106:321
$472.
»
á
ordem.
.
.
17:313$925
Letras em
deposito.
.
.
3:813$144
Letras
por
pagar
.
.
.
lOOáOOO
Credores
d
’
eífeitos
deposita-
dos.......................
.
25:700$000
Credores
diversos
.
601$445
Dividendos
por pagar.
.
2:942$500
Lucros
e
perdas. .
.
9:898$374
769:I99$987
Braga
6
de
Setembro
de
1877.
Os
Directores,
José
Antonio
Rebello
da Silva.
João
da
Cosia
Palmeira.
SARAIVA
E
CASTILHO
L
ondres
,
1877
O
snr.
A.
R.
Saraiva
acaba
de
publicar,
em Londres,
um Segundo
Volume
do
escripto
intitulado Saraiva
e
Castilho
que
appareceu
em
1862.
Esta
li.
Parte,
porém,
é
A
propo-
silo
(não
de
Ovídio, mas)
de
Muita
Cousa
—
contendo
variedade
de
assumptos,
tanto
em
prosa
como
em
verso;
do
que
se
poderá
jul
gar
pelo
seguinte, que
do
mesmo
II.
volume
faz
o—
INDEX
Pag.
Circunstancias
Preliminares
....................
iii
Origem
da
renovação
de
minha
corres-
respondencia
e
relações
activas
com
A.
F.
de
Castilho;
e
causa
directa de
eu
vir
a escrever
os
seguintes
poeme-
tes
........................................................
xxi
Primeira
carta
escripta
de
Londres
por
A.
R.
Saraiva,
a
A.
F.
de
Castilho
(13
de
Dezembro,
1842)
xxiv
Testemunhos
de
amizade,
apreço
e
sau
dade, á
memória
de
A.
F.
de
Casti
lho,
ao
chegar-me
a
noticia
da sua
morte
xxxii
Carta
muito
notável
de A.
F.
de
Cas
tilho,
mostrando-se mui desenganado
das
illusões
da
Revolução em
Portu
gal
xxxv
Resposta
provisória de
A.
R. Saraiva
á
carta
precedente
(em
11
de
Janeiro,
1871)
xliii
Segunda,
dita
(6
de
Junho,
1871)
xlv
O
NATAL,
NA
MINHA
TERRA, Poe-
mete
1
Sobre
os
Quadros
Históricos
de
Casti
lho
;
Carta
a
seu
Irmão
Augusto
Fre
derico
de
Castilho (30
de
Setembro,
(1838)
29
Carta
a
Alexandre
Magno,
de
Castilho,
respondendo
á
que
me
dirigiu por
parte
dos
Redactores
da
Revista
Uni
versal
Lisbonense
33
Carta-monstro
a
A.
F.
de
Castilho, se
gundo
seu
pedido
(26
de
Maio,
1844)
39
Aotas
diversas
á
Carta-monstro
91
Votas
á
nota 6.’. na
Carta-monstro
116
Parodia
aos versos de
Bulhão Pato
in
titulados
«Renan
e
os
sábios da Aca
demia»
119
Farça
curiosa
de
ura
Castilho
126
Alexandre
Castilho,
e
o Soneto
Mathe-
ma
tico
129
O
SAN-JOÃO,
NA
MINHA
TERRA
131
Commentario,
ou
Notas
ao dito
Poemete
159
Palacios
para
as
Abelhas
202
Dois
Artigos
da
Revista
Universal,
il-
lustrativos
e
analogos ao
San-João
da
Minha
Terra
_
208
Caso
verdadeiro
de visão
ou
phantasma
220
A
SEMANA-SANTA,
NA
MINHA
TER
RA
221
A
respeito
do
Tratado
de
Commercio
entre
Portugal
e
a
Inglaterra
279
«O
seu
a
seu
dono»
—
Hymno
em hon
ra e
louvor
de
Petrus-incunctis
283
Santo-Antonio
de
Lisboa,
na
Allemanha,
e
na
Italia
292
0
Tumulo
do
nosso
Santo-Antonio
em
Padua
*
301
Algumas
Cartas minhas
ao
Apostolo,
so
bre
as
occurrencias
do
tempo
307
Minha
primeira
contribuição
para
um
Alvo
333
o
ENTRUDO, NA
MINHA
TERRA
335
Os
Liberânqas
—
Dialogo
de
Moquencoe
Pacovio
’
368
‘Ofaluação
Portugueza e
Brazileira
—
es
tudo
suicídio
nacional
371
Verdades
como
punhos,
e
que quasi
ninguém
vê,
ou quer
vêr
378
Advertências philologicas
383
Achar-se-ha
o
Volume
em
Casa dos
Snrs:
ur
,ír,
a
.
n(
C
e
Livraria
Catholica,
Lisboa,
—
iRlmades,
Coimbra.
—
Chardron,
Porto
e
Bra
ga.
—
j/
e
^illaud
el p
ar
j
3
_
Madrid.
—
D.
Nutt,
Londres.
— J.
Rozes,
Bru-
xellas.
Far-se-ha por que
também
se
encontre
no
Brazil,
e nas
Possessões
Portuguezas.
Em
Londres,
brox.
is.
&d.
; encad.
5,?.
6d.
Em
Portugal,
»
800
rs;
»
1000
rs.
N.
B.
—
Restam
ainda
da
I.
P
arte
alguns
exemplares,
que
o
Auctor
tinha esquecido
nos
armazéns dos impressores,
e
que
poderám
for
necer-se
a
quem
os
peça
ou
encommende.
SAUDE
â
TODOS
«
m
medicina,
pur
gantes,
nem despezas,
corp
o
uso
da
delicio
sa
farinha
de
saúde.
farinha
de
saúde,
DL
ÍÍAliHY
de Londres,
3®
annoa
d’
invariavel
KMeeesíí©
3
Combatendo
as
indigestões
(despe-
psias)
gastrica,
gastralgia,
fíegma,
ar
rotos,
ventos,
flatos,
amargôr
na bocca,
pituitas,
nauseas,
votnitos, irritações
intes-
tinaes,
bexigas,
diarrea,
dizenteria,
cólicas,
tosse,
athsma,
falta
de
respiração, oppressào,
congestões,
mal
dos
nervos,
diabethes,
debili
dade,
todas
as
desordens
no
peito,
na gar
ganta,
do
alito,
dos
bronchios,
da
bexi
ga,
do
ligado, dos
rins,
dos
intestinos,
da
mucosa,
do
cerebro
e
do
sangue.
85.000
curas
entre
as
quaes
contam-se
a do du
que
de
Piuskow,
da exm.a
snr.
a marque-
za
de
Brehan,
de
Lord
Stuart
de Decies,
par
d
’
inglaterra,
do
doutor
e
professor
Wurzer,
etc.
etc.
Cura
n.°
65:311.—
Vervant,
28
de
mar
ço
de 1866.
—
-Senhor.—
Bendito
seja
Deu»!
a
sua
Revaleseière
salvou-me
a
vida.
O
meu
temperamento,
naturalmele
fraco,
estava
arruinado
em
consequência
de uma
horrível
dispepsia
que
durava
ha
oito
an
nos,
tratado sem
resultado
algum
favorá
vel
pelos
médicos,
declaravam que
alguns
mezes de vida
me
restariam,
quando
a
eminente
virtude
da
sua
Revalesciére
me restituiu
a
saude.
—
A.
B
runeliére
,
cura.
Cura
n.°
45/270.
—
Tisica.
—
M.
Ro-
berts,
d
’uma
constipação
pulmonar
com
tosse,
vomotos,
constipação
e
surdez
de
25
annos.
Cura
n.° 74:442.
—
Courmes,
por
Ven
ce
(Alpes-Marilimos),
julho
de
1871.
—
«De
pois
que fiz
uso
da
sua
benefica
Eteva-
Beseíère,
sinto
novo
vigor;
a
laryngite
de
que
soffro
ha
dois
annos
tende
a
desap-
parecer
assim
como
os
incommodos
que
sentia
em todos
os
membros.
E’ seis
vezes
mais
nutritiva do
que
a
car
ne,
sem esquentar,
economisa
cincoentá
vezes
o
seu
preço
em
remedios.—
Preços
fixos
da
venda
por miudo em
toda
a
pe
nínsula
:
Era
caixas
de
folha
de
lata,
de
kilo,
300
;
de
*/
2
kilo
806
rs
;
de
ua
kilo, 1$400
reis;
de 2
*/2
kilos,
3$200
reis;
de
6
ki-
los,
6$400;
e
de
12
kilos,
12$000
rs.
Os
biscoitos
da
Revalesciére que
se
po
dem
comer
a
qualquer
hora,
vendem-se
em
caixas
a 800 e l$400
reis.
O
melhor
chocolate
para
a
saúde
é
a
RevaleseSèr®
®S»oeoI«tasÍR
ç
ella
res-
titue
o
appettite,
digestão,
somno,
energia
e
carnes
duras
ás
pessoas,
e
ás
creanças
as
mais fracas,
e
sustenta
dez vezes
mais
jue
a
carne,
e
que
o
chocolate
ordinário
□etn
esquentar.
Em
pó
e
ein
paus,
era
caixas
de folha
de
lata
de
12
chavenas,
500
reis
;
de
24
chave
nas,
800
reis;
de
48
chavenas,
l$400
;
de
120
chavenas,
3^200
reis,
ou
25
reis
cade
chavena.
55U
BAKlEUSf
C.a
íJYRiTE».
-
Píace
Vendòme,
26,
Paris.
77
Regent-
Street, Londres. Valverde,
1,
Madrid.
Os
pharmaceuticos,
droguistas,
mer-
cieiros/.etc.,
das
províncias
devera
diri
gir os
seus
pedidos
ao
deposito
Centrai
,
snr.
Serzedello
&
C.
a
Largo
do
Corpc
Santo
16,
fois&ea,
(por
grosso
e miudo)
;
Azevedo
Filhos,
praça
de D.
Pedro,
31,
32;
Barrai
&
Irmãos,
rua
Aurea,
12
—
Por
to,
J. de
Sousa
Ferreira
&
Irmão,
rua
da
Banharia,
77.
DEPÓSITOS
ENTRE
DOURO
E
MI-
NH0.=
Aveiro,
F.
E.
da
Luz
e Costa,
pharm.
—
SíarcelJos,
Antonio
João
de
Sousa
Ramos,
pharm.,
Largo
da
Ponte.
—
Braga,
Domingos
J.
V.
Machado, drog.,
praça
Municipal,
17
—
Antonio
A.
Pereira
Maia,
Pharín., rua dos
Chãos 31—
Pipa
&
Irmão,
rua do
Souto.—
%
’
iasiiaa
«8®
Cas-
teli®,
Afionso
drog.,
rua
da
Picota;
J.
A.
de
Barros, drog.,
Rua
grande, 140.
—
A.
J. Pereira
Martins,
pharm.—
Antonio
d
’
Araujo
Carvalho,
Cam
po
da
Feira,
1;
José,
J.
da
Silva,
drog.,
Rua
da
Rainha,
29
e
33.
—
Pena&el,
Miranda,
pharm.
—
Porto,
M.
J.
de
Sou
sa
Ferreira
&
Irmão,
Rua
da
Banha
ria,
77;
J.
R,
de
Sequeira,
pharm., Casa
Veimellia;
E.
J.
Pinto,
pharm.,
Largo
dos
Loyos, 36;
Viuva Desirè Rahir,
Rua
de
Cedofeila,
160;
Fontes
&
C.
a
,
drogs.,
Pra
ça
de
D. Pedro,
105
a
108;
Antonio
J.
Salgado,
Pharmacia
Centrai,
Rua
de
San
to
Antonio,
225 a
227.
—
Ponte
do
Kd-
A.
J.
Rodrigues
Barbosa,
pharm.
—
Povo»
do
Varzim,
P.
Machado
de
Oliveira, phartna.
—
Waiença
do
Minho,
Francisco José de
Sousa,
pharm.
—
VntS»
í£»
Ooade,
a
.
L. Maia
Torres
pharm.
C
A
PELLÃO
El
CWAHJUfOH.
Precisa-se
d
’
um
sacerdote
para
capel-
lão
e
ao
mesmo
tempo
coadjuvar
nos
ser
viços
externos,
aliás
pequeníssimos,
um
parocho
na Extremadura,
proximo
a
Coim
bra,
a
quem
se
dará o ordenado
de
reis
180$000,
12
carros
de
lenha
e casa
para
viver,
com
quintal,
agua
e
fructas.
Quem
pretender
falle com
o
escrivão
d
’este
juizo
José
Luiz
d
’
Oliveira
Pessa,
rua
do
Souto,
ou
nesta
redacção.
Para
fazendas
brancas
ou
mercador
com
3
annos
de pratica.
Carta
a
Peixoto,
Braga
& C.
a
,
rua
de
S.
Vicente
n.°
10.
(478)
isi
.
vmeieio
&.
juro
.
A
confraria
de
Santo
Amaro,
da
Sé
Primaz,
tem
algum
dinheiro
para
mutuar
a
juro
de
5
por cento sobre
hypotheca.
Para
tratar,
com
o
secretario
da
mes
ma
confraria, no
Seminário
de
S.
Pedro.
_______________________________
(479)
RECU
AR
&Çî
A®
PUS8UIC®
Constando
a alguém
que
a
fabrica
de
sedas,
na
íreguezia
de
Celeiroz,
lugar
de
Covello,
pertencia
ao
snr.
Antonio
Maria
Guilherme
da
Silva
Ramos,
d
’
esta
cidade,
declara
o abaixo
assignado,
que esta fa
brica
nunça
pertenceu
senão
a meu
pae
o
snr. Bento
José
Fiancisco,
e
hoje
a
cargo
do
signatário
d
’
esta
;
é
verdade
ter
havido
contractos
;com
aquelle
snr.,
cujos
se
acham
até
hoje
saldados.
Freguezia de
Celeiroz,
da
comarca
de
Braga,
7
de
setembro
de 1877.
Manoel
José
Francisco
da Silva.
Fabrica
de
sedas
na
freguezia
de
Celeiroz—
logar
do Cuvello
Esta
fabrica
acha-se montada
de
for
ma
a
poder
compelir
com
qualquer
ou
tra
d
’
este genero.
Encarrega-se
de
qual
quer
encommenda
que se
lhe faça e pron
tifica-se
a
executar
tudo
com
aceio
e
pontualidade,
por preços
sem
competidor,
tanto
em
liso
como
em lavrado ;
espe
ra,
pois,
o
annunciante
que
em
vir
tude
do
exposto,
o
publico
dará
prefe
rencia
ao
genero
de
seu
fabrico,
pois
que
não
tem
em
vista
senão,
tirando
uma
pequena
percentagem,
fazer
bem publico
as
vantagens que
os
consumidores
d
’
este
genero podem
encontrar
no
seu
estabe
lecimento,
pois
que
as
fazendas saidas
do
mesmo,
já
foram
premiadas
nas
exposições
do Porto
em
1861.
com
medalha
de
pra
ta
e
na
de
Braga
em
1863,
com
meda
lha
de
ouro.
(480)
Na rua
Nova
de
Sousa
n.°
5
E,
ar
renda-se
uma
sala e
quarto
mobilados,
com
comida
ou
sem
e
lla.
VENDE-SE
Uma
morada
de
casas
com
dois
anda
res,
sita
na
rua
da
Boa-Vista
n.°
108,
com
bom
quintal e
poço,
com
boa
agua.
Trala-se
na
rua
dos
Chãos
de Baixo n.°
54.
(481)
ARREMDA-SE
Uma
morada de
andares,
com
quintal
e
poço
e
construída de
novo,
na
rua
de
S.
Geraldo
n.°
18.
Trata-se
na mesma.
(482)
Casa para
alugar
Aluga-se
a
casa
n.°
88,
da
rua
da
Boa
Vista,
tem comodidades
para
duas.famí
lias,
para tractar
na
casa
n.°
85,
da
mes
ma rua.
(352)
LECCIONISTA
Antonio
José
Fernandes
de
Carvalho,
faz
saber aos
snrs.
estudantes
que
desde
outubro
proximo
em
diante, continuará
a
leccionar latim,
latinidade
e instrucção
primaria,
ou
no
collegio
de
S.
José,
de
que
é
digno
presidente
o exc.'no snr.
conego
Figueiredo,
ou
na
sua
casa
de
morada—
rua
do
Poço
—n.°
18.
(475)
propriedade
^
ii
I
jabre
Í-
ROS
Vende-se
separadamente
pelo
preço
que
mais
dér,
todas
as
differentes
terras,
de que se
compõe a
quinta
do
Padrão,
que
foi
do
Magalhães,
em
Cabreiros.
Quem
quiser
contratar
dirija-se
ao
escri
ptorio
do
exc.
mo
dr.
Barata,
na
Praça
Municipal,
em
Braga.
Também
se vende
em globo cobrindo
o
maior
lance.
Nin
guém
está
encarregado
de
vender,
e
sá
o
caseiro
é
que
alli
póde
dar
informa
ções.
(476)
CRIADA
Na
rua
do
Carmo,
n.°
3,
d
’
esla
ci
dade,
precisa-se,
para casa d
’
uma
familia,
de uma
criada
bem
habilitada no serviço
domestico,
que
seja
aceiada
e
de
maior
idade,
que
saiba cosinhar perfeitamente,
e
que
dê
abono
á
sua
capacidade. Tendo
todas
estas
condições,
não
ha
duvida
al
guma em
ser
remunerada
por
tudo.
(461)
-------
,,
,i„|,nrlTr,-r-r—,im LJ|_t
„IM
Joaquim
José
de
Barros,
do
largo
dos
Penedos
d
’
esta
cidade,
faz
publico
aos
seus
amigos
e
fraguezes,
que
abriu
a
sua.
carreira
para
a
Povoa
do Varzim,
e
vice-
versa,
a
principiar
no dia
5
do
corren
te,
em
dias
alternados,
dia
sim
e
dia não,
saindo
de
Braga
ás
7
e
meia
horas
da
manhã,
da
Povoa
ás
5
horas
da manhã.
Escriptorio
em
Braga
em
casa
do
an
nunciante.
e
na Povoa,
em casa do
snr.
Pedro,
largo
dé
S.
José.
(473)
A
meza da
irmandade
das
almas
de
S.
José
de
S.
Lazaro, erectas
na
mesma
egrejs
faz
publico,
que
achando-se
vaga
a
capellania
das
mesmas
por
isso
todo
o
revd.0
snr.
sacerdote
que
quizer
encar
regar-se
da
mesma
poderá
dirigir-se
ao
se
cretario
da
mesma, morador
na
rua
do
Conselheiro
Januario
n
0
128,
com quem
poderá
tractar
debaixo
das
condições pelo
mesmo
apresentadas.
BM»
A
WM
A
mesma
irmandade
tem
100^000
reis,
para
dar
a juro,
porisso
todo
aquelle
que
pertender
póde dirigir-se
ao
mesmo
secretario.
Braga
1
de
Setembro
de
1877.
O
secretario,
(472)
Narciso Ramos
de
Barros
Pereira.,
COMPANHIA
DAS
ACIMS
DAS
PEDRAS
SALGADAS
Para
evitar
abuzos
e
falsificações
pre
vine-se
o
publico
em
geral,
de
que
as
aguas
cuja
garrafa
não
tenha
a
etiqueta
que
a companhia adoptou
a duas
cores,
preto
e
azul,
com a competente
capsu
la,
e
rolha
marcada
a
fogo,
devem
con
siderar
se
falsificadas,
visto
que
do
esta
belecimento
da companhia
não
jsahe,
para
consumo,
nenhuma
garrafa
que
não
vá
nas
condições
acima
indicadas.
O
deposito
d
’
estas
aguas,
em
Braga,
é
na pharmacia
Maya,
rua
dos
Chãos.
Porto
10
de
Agosto
de
1877.
J
O
gerente,
(470)
A.
R.
Ferreira
Vianna.
ALUGA-SE
a
casa
apalaçada
con-
slruida
de
novo, com
quintal
e
poço,
na
rua
da Ponte
n.°
58
C.
Para
tractar
no
n.°
acima.
(448)
EúlfflU TO».
Os
Kebiiçatlos
mytilíeos,
de na
tureza
balsamica,
calmante,
peitoral
e
ex-
pectorante,
são
o
melhor
dos
remedios
até
hoje
conhecidos
nas
doenças
tossicolosas.
Caixa
200
reis.
—
Meia
caixa 100
reis.
Unico
deposito:
PHARMACIA
CEN
TRAL,
rua
de Santo Antonio, 227,
no
Porto.
Em
Braga:
PHARMACIA
DOS
OR-
PHÃOS,
praça
Municipal.
(4o
1)
MOLÉSTIAS
DA
BEXIGA
mendado
pelos
melhores médicos; tendo um sabor escellente, agradavel ao paladar. Paris, BLAYN,
7,
r.
du Marché-S‘-Honoré. Preços 540 e 810 reis. Em
Lisboa, Barreto,
Luulo
2<
í
;
no' Porto ferreira
Sf
Irmão,
Banharia,
77.
(38)
Hygienie»
mtalllTel
y pr««rvatÍTa; absolutamenU
a
unieaqw® oura «em me juntar mais nada.
Vendo-
se nas principaea ph&rmacias do mundo. Exigir
& |
instruocÃo
do usa. (3M aHof de exito.)Ttâi,
mv**
Maçenta,
IMca, S’ Barreto Lorêto 28 e
_
KáPAZ
PABA
MEGBCIO
Bolacha
doce
280
Biscoito
Brazileiro
>
300
Dito
imperial
330
Bolachinha
de
araruta
5>
340
Tosta
azeda
•
190
(581)
Precisa-se
de
um
com
3
annos
de
pra
tica
em
negocio
de ferragens,
e
que
não
tenha
menos
de
14
a 15
annos.
Carta
ao
escriptorio
d
’
este
jornal
com
as
ineciaes
R.
F.
S.
(433)
1MITAÇ10
DE
CI1RIST0
EDIÇÃO
AUCTORISADA
PELO
Es,
mo
e
rev.m°
«r,
Hisjio
«lo
Porto
Está
concluída
a
impressão
d
’
esta
im
portante
obra.
Um volume,
encadernado
500 reis
Pela
correio
520
»
O importe,
tendo
de
ser
remettido
pelo
correio,
deve
vir
em
vale
para
as
sim
evitar
descaminhos,
aliás
frequentes.
Esta edição
contém
as
orações
pre
paratórias
que
o
sacerdote
deve
recitar
antes
da
celebração
da
missa
e
ás
quaes
estão
addictas
muitas
indulgências,
con
cedidas
pelos
Papas,
Leão
X
e
Pio
IX.
Vende-se
unicamente
na
redacção
da
«Palavra».
ALCATRÃO BARBERON
Unico
que contém todos os princípios balsâmicos e
aromáticos de Alcatrão de
Noruega. No«
fortes
calores e
nas mudanças de estação, impede que a agua se corrompa : é uma bebida hygie-
nioa
e preservadora de moléstias epidemlcas. — Dóse : uma colherzmha
n um copo d agua
accrescentada
a bebida ordinaria. — Preço 400 reis.
ALCATRÃO
RECONSTITUINTE
BARBERON.
c.» chlorhydrophosphato de caL
Consumpção,
moléstias do peito,
tisica,
anemia, dyspepsla,
rac
nitism
o,
moléstias
aos
ossos,
das
mulheres
e
das crianças. — Preço : 500 reis.
ELIXIR
FERRUGINOSO
BARBERON
.
Com
chlorhydrophosphato
de ferro. —
Recon-
stitue o sangue sem causar o estomago. Muito
sgradavel, digestivo e tomeo.—Preço : guu r*.
FOGO
BARBERON PARA
OS
ÇAVALLOS.
Substitue
o
ferro candente asm destruir
o
pello. Exito infallivel e facil applicação. — Preço : 950 reis.
Depositas
:
BARBERON
&
G1», eu Ghàtillon-sur-Loire (Loiret), França.
Em
Lisboa,
or.
Barreto,
rua
do
Lorêto,
n.°
28—
30.
(23
<£•)
tUESlJSWIÃW
WENTISTA
APPROVADO
PELA
ESCOLA MEDICO-CIRURG1-
CA
DO PORTO
Rua
de
S.
Marcos
n.°
J9.
BR
à
GA.
Faz
tudo
quanto
diz
respeito á
sua
arte
e
continua
operando
grátis,
pobres
e
soldados.
(580)
(43
X)
€>B.<N»E
EXITO EM
PAKI2!!!
VELOUTUA
ch
les
fay
PADRE
SENNA
FREITAS
Preço
500
reis
PÓ
ESPECIAL
DE
ARROZ PREPARADO
COM
BISMUTO
Impalpável,
invisível
e
adhrrente
Dá
á
pelle
frescura
e
transparenc
a.
—
Caixa
com
borla
i$200
reis,
sem
borla
860
rs.
Inventor
CBSAKEFS
FAT,
perfumisí»,
rua
«5
i
*
Paz
9Pariz
veloutine
—
Cada
caixa
contém uma
receita
que
indica
a maneira
de se
usar—
A
’
venda na
Livraria
Catholica
Portuen
se,
praça
de
D.
Pedro,
131.
Esta
companhia
acaba de
fazer
uma
importantíssima
re-
ducçáo
de
preços
nas
passagens
de
primeira
e
segunda
meza.
Aluga-se
a
casa
n.°
7,
na
pra
ça
d
’
Alegria,
construída
de novo
«Efesâ
e
com
elegancia,
esta
casa
tem
uma
boa
loja
para
qualquer
negocio,
e
pode-se
alugar
junta
ou
em
separado, quem
a pretender
falle
com
seu
dono
na
rua
Nova
de
Sousa
n.° 56.
(474)
VESBA
DE
CASAS
Uma
na
rua do
Charqueiro
de
1
andar
e
quintal,
n.°
4.
[)
U3S terreaS)
n.os 7
e
g,
com
quintal,
na dita
rua.
Duas
nas escadas
de
Guadelupe,
com
quintal,
n.
os
16
e
17.
Uma
na
rua
das
Aguas,
feita
de
novo.
Quem
as
perlender
trata
se
com
a
Ge-
rencta do
Banco
do
Minho.
(263)
DISCURSO
d»
deputado franeez
cstlioHso
O
CONDE ALBERTO DE MUN
JPr
no
eneerransessio
«St»
ammhleia geral
tScs
ntenhroa
da
obra
<íu«
cireulos
eatliolicos
de
operários
TRADUZIDO PELO
PADHE
SENJU
FÍSEITAS
Dedicado
ás
Associações
Catholicas do
Porto
e
Braga.
Vende-se
n
’
esta
redacção
por
60
rs.
Consullcrio
a
toda
a hora, tanto
de
■dia
como
de
noite.
Rua
do
Campo
(antiga
Porta
de
S.
Francisco)
n.°
22.
(582)
%
Em
13
t
LINHA QUINZENAL
DE
PAQUETES
A
VAPOR
[ALI
UAL IWEZ4
(INCORPORADA POR CARTA REAL)
Vicente,
Pernambuco, Bahia, Rio de Janeiro,
Montevideo
e
Buenos-Ayres
Acceilando
também
passageiros
de
<3.
3
classe,
com
trasbordo
no
Rio
de
Janeiro,
para
SANTOS,
PARANAGUÁ.
SANTA
CATARINA,
RIO
GRANDE
DO
SUL,
PORTO
ALEGRE,
CAMPINAS,
S.
PAULO,
CANPOS,
VICTORIA,
MACEIÓ,
e
outros
pontos do
litoral
e
interior
do
Brazil,
ao
sul
de
Pernambuco
PíO
JHKSTií»
QUE
?7KA
45
S«MO
»E
JAKEIB9
Ã
FILIAL Dft CAÍXA
ECOXOJ1ICA
PEJSHfMlISTA
Sociedade
anónima
de
responsabilidada
li
mitada
CapÊtal
..................
ãOOtOOO^OOO
RUA
NOVA
DE SOUSA,
N.°
9
(Também
com
entrada
peia rua
do
Campo)
BRÀGA.
Empresta
dinheiro sobre ouro,
prata,
joias,
papeis
de credito,
cereaes,
roupas,
moveis,
ferramentas,
e
sobie
lodo
e
qual
quer
objeeto
do
valor
não
inferior
a
100
réis.
Recebe
pequenas
quantias
em
deposito
a
praso ou
á
ordem
abonando
juros
aos
depositantes.
A
caixa
está
aberta
todos
os
dias
des
de
as
9
hora
da
manhã
até
ás
7 da
noiie,
e
nos
dias
santificados
estará
aberta
só
até
ao
meio
dia.
0
gerente
—
A.
G.
Ferreirinn
t.
©A
.ÇASA BE
RUA
1)0 SOUTO
N.°
15
—
Braga.
N
’
este
armazém
se
encontram
a
retalhe
as
seguintes
qualidades
de
vinhos
enga
rrafados
:
Vinho
tinto
de
meza. (sem
garrafa)
130
í
&
D
19(f
»
Lagrima
....
•
• •
200
>
Branco
de
meza.
.
•
•
•
210
tinto
de
meza
fino.
•
•
•
270
»
de
prova
secca.
300
t)
Malvasia
de
2.a
.
• •
•
360
»
»
velho.
•
•
•
400
Malvasia,
Bastardo
e
Moscatel
a
500
D
Roncão
....
•
.
<
700
Alvaralhão.
.
.
.
560
Velho
de
1854
.
•
o
•
600
a
retalho p».rs
meza 50 e
80,
o
28
13
28
MONDEGO.
EI.BE
.
.
MINHO
.
.
GOMMODOS
de
Outubro
de
Novembro
de
Novembro
TAGUS
.
.
.
GUADIANA
.
NEVA
.
.
.
14
de
Setembro
28
de
Setembro
13
de
Outubro
PREÇOS
Cada
paquete
d
’e«s»
compitnhta
leva
a
bordo eiriados
e
eosinbeiros
portugueses
par» commodidade
dos
passageiros
de
todas aa cSwsses.
Sendo
as
passagens
pagas
na
Agencia
Central
no
Porta
ou
em
qualquer
Agencia
|
provincial,
a
conducção
para Lisboa
é
por
conta
da
C
>mponhia.
!
0s
passageiros
com
trasbordo
no
Rio
de
Janeiro,
teem
sustento e hospedaria gratuita
durante
a
demora
precisa
para
obter
trasbordo.
A
I»o»-<F.o
os
passageiros teem
gB-utss
ca:n»,
rotspn
«Ge
cama,
co-
micta
feita
por
eoainíseiros
portugeezes,
vinho
«Ssisas
vezes
por
dia,
')
assistência
medica,
serviço
de
criados
e oestros
despezas.
A
EXPER1ENC1A
de
mais
de
um
quarto
de
século
tem
feito
com
que
os
paquetes
d
’
esta
ii
companhia
(a
mais
antiga
na
carreira
do
Brazil)
sejam
conhecidos
pela
regularidade,
velocidade
j
e
segurança excepcional; além d’
isso
pela
limpesa,
boa
ordem,
bom
tratamento
e
accomodações
a
bordo,
e"
pelos
melhoramentos
mais
modernos
tanto
para
a
hygiene
como
para a commodidade
dos
passageiros.
ISTO É
COMPROVADO
iela
grande
concorrência
que
toem
de passageiros
e
pelos
innu-
|
meros
agradecimentos que
ha
archivados
em varias
agencias.
SÃO
ESTES
OS
PAQUETES
preferidos
peio
Governo
Inglez
para a
conducção
das
suas
malas
do
correio, e
por
este
serviço
recebe a
companhia
um
importante
subsidio.
TIVERAM
ESTES
PAQUETES
a
honra de
conduzir Suas
Magestades
o
Imperador
e Impe
ratriz
do
Brazil,
como
também S.
A.
o
Infante D. Augusto.
Í
TODAS
AS
INFORMAÇÕES
e
bilhetes
de
passagem
podem
ser
obtidos no
PORTO
na
AGENCIA
CENTRAL,
rua
dós
Inglezes,
23,
do
agente
GUILHERME
C.
TAIT
;
e
nas
provín
cias
nas
agencias
e
correspondências
estabelecidas
em
todas
as
principaes
cidades
e
villas.
Agente
em
Braga
o
snr. João
Manoel
da
Silva
Guimarães,
rua
do
Souto.
I
quartilho
tinto,
e
branco
«20.
Responde-se
e
garante-se
a
pureza
e
boa
qualidade
,de
todos
estes
vinhos,
por
dendo
todo
e
qualquer
consumidor
man-
dal-o
experimentar
por
meio
de
qualque-
processo
chymico.
(
tt
^I)
OS ÚLTIMOS MOMENTOS
PELO
R.
P.c MARCHAL
MISSIONÁRIO
APOSTOLICO
TracGuzido
«Ia
19.
3
ed|çSo
POR
João
Baplista
da
Silva
Ramos.
Vende-se
em
Braga
nas
livrarias
Ca'
lholica
e
Germano,
rua
do
Souto.
Preço ....
40
rs.
MUITA
ATTEbÇÁO
Slepasito
de
biscoitos
de
Voliíiign
1
—
LARGO
DA
LAPA
—
1
Estes
biscoitos
são
muito
recommenda-
veis
tanto
pela
qualidade das farinhas,
per
feição
porque
são
feitas,
como
pelo
seu
baixo
preço
cm
relação
a
qualidades.
Preços
porque
são
vendidos:
Biscoito
valonguense,
kilogramma 280
Tosta
doce
»
280
Biscoito
macarrão
»
280
Corographia
de
Carvalho
Vende-se
no
escriptorio
da
administra
ção
d
’
este
jornal
e
na
rua Nova
n.°
5-
Preço,
3
volumes.
....
1$ê>00.
BRAGA,
TYPOGRAPHIA LUSITANA—ÍS'7'
Parte de Comércio do Minho (O)
