comerciominho_09011877_588.xml
- conteúdo
-
“Lsigna-see
vende-se
no
escriptorio do
joti
Marta
Dias
da Costa,
rua
Nova
n
3E para
onde deve
»er
dirigida
toda
s
correspondência
franca
de
por.e.
As
assi
ÍMi«râ
.ão p.g.
S
das
de
interesse
particular.
10iha
avutso
iv
rs.
AS
TERÇAS,
QUINTAS
E
SABBADOS.
Pasços
:
Braga,
anno
1^600
rs.
“
=Semestre 850
rs.-=»Protía-
cias,
anno 2&000
rs
e sendo duas 3$>600
rs.
—
Semestre
ISOÍZ-
rs.=Branl,
anno
3&600
rs.-^Semestre
1&900
rs.
moeda fort
ou
8^000
reis
e
4^500
reis
moeda fraca.-—Ánnuncios
por
linha
20
rs.,
repetição
10
rs.
Para
os
assignantes
20
»/0
d
’
abatimento.
;
sb
DESPEDIDA
Sua
Ex.a Rev.,na o Snr. Arce
bispo
de
Braga, não lhe tendo
sido
possivel,
por
causa do
ri-
aor
do
inverno, retribuir e agra
decer
pessoalmente
os cumpri
mentos,
que
recebeu por occa-
sião
das boas-festas
da solem-
nidade
do Nascimento do Sal
vador
do Mundo,
e tendo desti
nado
ir agora a Lisboa para
tomar assento
na
Gamara dos
Dignos
Pares
do Reino, como
Prelado
da Archidiocese de Bra
ga,
pede desculpa
d’esta demora
involuntária,
e protesta cum
prir este dever
de gratidão,
logo que regresse de Lisboa e
lhe
seja
possivel cumpril-o.
mb
—
umuai
i ■ ii inri iiinrwwri m >■ wm a i« nwra nnw
fiBAfiA-TERÇA-FEIBA
O DS5
JAXE11W
O
«Direito» e a «Palavra».
Andam
ha
dias
em
azeda
polemica
es
tes
nossos
dois
collegas
portuenses.
Occupando-se do
fallecimenlo
do
duque
de
Saldanha,
e
ao
depois
das
exequias
ce
lebradas
para
sufragar
a
alma
do
mesmo,
a
«Palavra»
pegou
do
thuribulo
incensa
-
tprfo,
e
agitou-o
de
tal
modo,
que
ao
«Di
reito»—
e
a
nós
também
—
pareceu
dema
siadamente
febril..
.
Este
ultimo collega
não
poude
comsigo
que
não
viesse
á barra mostrar
a estra
nheza
que
lhe
causara aquelle
enthusias-
mo,
em
verdade
estranhavel
n
’uma
folha
aliás
muito
circumspecta.
D
’ahi
a
origem
da contenda,
que,
com
franqueza,
nos
vae
desagradando
immen-
samente.
E
’
certo
que
ambos
os
collegas
estão
em
raso
campo dos
seus
direitos,
avalian
do
cada
um
a
seu
sabor,
ou
algum
d
elles
á
luz
da
historia,
a
vida
publica
d’um
ho
mem
que
tanto
sobresaiu
em
Portugal
já
em
1823,
em
Villa
Franca,
em
1826,
no
thea-
tro
do
Porto,
onde
o vimos
animando,
e
por
certa
fórtna
promovendo
e forçando
o governo
de
Lisboa
a
proclamar
a
Car
ta,
..
.
as
archotadas
de
1827 ;
um
homem
que felicitou
o seu
paiz
com
innumeras
revoluções,
etc.
etc.
Parce
sepullis.
O
que
porém
estranhamos
é
que
na
«Palavra»,
que
tem repetido
milhares
de
vezes
—que
é um jornal
purissimamente
religioso
(o
que
ainda
fez
em
o
n."
1323,
de
5
do
corrente)
não
tenha apparecido,
ao
menos
em
logar
saliente,
protesto
de
qualidade alguma
a
respeito
d
’
um
facto
no
ticiado
pelos
jornaes
de
L'sboa,
o qual
é
:
que
nas
cafuas
maçónicas,
o malliele ca
ricaturou
exequias
pelo
duque
de
Salda
nha
como
um
dos
seus
mais
dignos
e
ve
neráveis ir.'.
Ora
nós
estranhamos
esta
falta,
este
esquecimento
(?) da
parte
da «Palavra»,
porque,
o
nosso
esclarecido
collega as
severa,—
e
nós
concordamos,
estimamos,
e
porisso damos
graças
a
Deus
—
que
o
finado
duque
morreu
catholico,
tendo
abjurado
a
maçoneria.
Dar-se-ha
caso
que
a
noticia,
embora
verdadeira,
entendesse
com
certos
compa
dres
e
amigos,
que se
não
quisesse
con
trariar
? !
.
. Foi,
pois,
só
a
rude
fran
queza
do
nosso
collega
do
«Direito»
que
molestou
a
«Palavra»
;
talvez
porque
o
«Direito»
trabalha
em
pró
duma
causa,
que
não
pode
de
per
si
fazer
vingar
!....
Adiante.
Permitta-nos
a
«Palavra»
que
lhe
di
gamos,
—
que,
se o
collega
procura
advo
gar
os
sãos princípios
do
calholicismo,
deveria
ter
em
mais consideração
o
«Di
reito»,
cujo
proprietário
tem
ao
catholicis-
mo
prestado
relevantes
serviços,
durante
um
já
longo
periodo
de
30
annos. Magoa-
nos
o
ver
o
modo
indigno
como
a
«Pa
lavra»
tracta um
cavalheiro
digníssimo,
só
pelo
facto
de esse
cavalheiro
não
jurar
a
torto
e
a
direito
nas
opiniões
emittidas
pelo collega.
E
causa-nos
tanta
indignação,
que
nao
podêmos
furtar-nos
á
tentação
de
tran
screver
a
replica
dada
pelo
«Direito»,
no
seu
n.°
2
de
4
do
corrente.
E
’
o
que
passamos
a fazer,
esperando
que
a
«Palavra»
termine
esta
polemica,
onde,
digamol-o
conscienciosamente,
não
tem
andado
com
a
seriedade
e
commedi-
inento
proprios
d
’
um
jornal
que
se
diz
exclusivamenle religioso.
Segue
o
artigo
do
«Direito»,
ao
qual,
salvos
pequenos
reparos, não
duvidamos
subscrever
:
E
*
necessário
que
a «Palavra» saiba
que
o
«Direito»
tem
tudo
com
as
cousas,
e
nada
com
as
pessoas;
Que
nada
se
imporia
com
a
vida
par
ticular,
seja de
quem
quer que
fôr;
Que
não tem
odio
pessoal
a
ninguém;
Que
folgou
com
a conversão
do
mare
chal
Saldanha,
nos últimos
annos
de sua
vida,
e
que
folgará
com a
de
todos
os
re
volucionários,
impios,
desvairados e
perse
guidores
da
Egreja; porém
o
homem
de
pois
de
morto
pertence
á historia deve
ser
verdadeira
e
não
mentirosa,
como
a
«Palavra»,
que
dizendo-se
orgão
da
verda
de,
escreveu
respeito
ao
duque de Salda
nha,
dizendo
que
a sua
morte
linha
sido
uma
grande perda para o
calholicismo,
o
que
é
uma
grande
falsidade.
A
verdade
é que o
duque
de Saldanha
trabalhou
quanto
pôde,
durante
a
maior
parte
de
sua
vida
contra
a
Egreja,
tra
balhando
quanto
pôde a
favor
da revolu
ção,
e que
até
em
prémio
d
’
es-es
servi
ços
recebera
cem
contos
de reis,
em
bens
chamados
nacionaes,
que
aceitou
e
co
meu .
Ora,
a
verdade, é
que
esses
bens per
tenciam
á
Egreja,
e
não
só
eram
susten
to
do
culto,
mas
lambem
o
património
dos
pobres,
e
estavam
onerados
com
mui
tos
legados
pios
a
favor
das
almas
do
Pur
gatório;
o
duque
de
Saldanha
engoliu-os,
a
Egreja
ticou sem
elles,
os
pobres
sem
o
seu
pão,
e
as
almas
sem
os seus
suífra-
gios
!
Negue, se
póde.
A
«Palavra»
diz
que
o duque
de
Sal
danha
nunca
se
despedira
da
Associação
Catholiea
d'esta
cidade.
Assim
seria,
mas
de
que
vale
isso?
Nós
despedimo-nos.
mas
em quanto
fo
mos
socios,
que
não
foi
pouco
tempo,
pa
gamos pontualmente
a
nossa
humilde
men
salidade;
quando
se
formou
a
hibliotheca
da
Associação
offerecemos-lhe
alguns
livros;
emprestamos-lhe
outros,
que
ainda
hoje
lá
estão.
E
poderá
dizer-nos
a
«Palavra»
quanto
pagou
o
duque
de
Saldanha
e
que
serviços
lhe
fez?
A
«Palavra»
também se
esqueceu
d
’
a-
quella
celebre
carta
branca, qne
o
duque,
sendo
presidente
de
ministros,
passou
ou
mandou
passar
a
favor
de
um
chefe de
sicários,
do
maior
assassino
da
Beira!
Não
se
agarre
ao
Breve
concedido
pe
lo
Papa
ao
duque
de
Saldanha,
porque
o
Papa
lambem
abençoou, por muitas
ve
zes,
orou
em
particular
e
não
sabemos
quantos
Breves
mandaria
a
Napoleão
III
por
serviços
feitos
á
Egreja,
e
afinai
Na
poleão
Hl foi
um
traidor
para com a
Egre
ja.
E
de
mais quando é que o
«
Direilo»
disse
que
o
duque
de
Saldanha
não
morrera
ca
tholico ?
A
pergunta
que
a
«Palavra»,
por
va
rias
vezes
nos
tem
feito,
se
somos
mais
calholicos
do
que o Papa,
é
ociosa,
é um
contrasenso,
é
só
digna
da
«Palavra».
Diz,
que
o
duque
de
Saldanha
fôra
um benemerito
da
Egrej
>. Que
o
duque
fôra um
benemerito
da
revolução,
e
da
maçonaria,
sabemol-o;
e
a palavra
da
«Pala
vra»
para
nós
não
é
infallivel,
A
«Palavra»
tem
dito
por
muitas
ve
zes
que
é
alheia
á política,
que
sô
é
reli
giosa; musica
celestial
para
attrahir
e nada
mais.
A
«Palavra»
nasceu
d
’uma
combinação
33 FOLHETIM
l&
.1. 11. Í)E MACi.ílO.
OS BOIS
irMW
ROMANCE
BRAZILEIRO
VOLUME
I
XVII
João
e
Rodrigues.
[Continuação]
Calaram-se
por
alguns
momentos
os
dois
velhos:
estiveram
ambos
pensando,
e
depois
disse
Rodrigues
:
—
Ora
dize,
João,
não
parecemos
dois
decididos
inimigos
do
tal
sujeito?
—
A
’s
vezes
quer-me
parecer
que
sim
:
pelo
menos
praticamos
como
taes.
—
Não...
não...
isso
não:
ouve:
sei
fosse
preciso,
eu
déra o
resto
de
minha
vida
para fazel-o
verdadeiramenle
feliz.
—
A
’
s
vezes
quasi
que
não
merece na
da.
Foi,
é
e
será
sempre
desenfreado
es-
travagante
—
O
seu
fundo
porém
é
bom
:
succe-
de
de ordinário
assim
com
U)dos
os
es-
travagantes.
—
Póde
ser que
tenhas
rasão.
—
Ullimamente
não
se
tem
portado
tão
oucamenle,
como
d'anles.
—
Descança
para
recomeçar.
—
Basta.
E’
tempo
de nos
irmos;
—
Quando
nos
veremos
outra
vez?...
—
A’
manhã
não
póde ser:
ha
reunião
extraordinária
no
Ceo-côr
de-rosa
;
laz
an
nos
a
Bella
Orfã.
—
Seja
depois
d
’ámanhã.
—
Pois
bem
:
depois
d
’ámanhã,
adeus.
Separaram-se
os
dois
velhos:
João
su
miu-se
voltando
o
canto
da
rua da
Aju
da
:
Rodrigues
atravessou
os
mesmos
lar
gos
e
ruas,
por
onde
tinha vindo,
e
en
trou
no
alpendre
do Ceo-côr-de-rosa.
Jacob
desesperado
e
furioso
por
não
ter
podido
conseguir
apanhar
uma
unica
fraze
da longa
conversação
dos
dois
ve
lhos,
voltou
para
sua
casa
em
um
ver
dadeiro
estado
de
ebulliçâo.
__
Então,
exclamou
Helena
apenas
o
viu
entrar;
que
foi
lazer
o
Curuja?.
.
__
Encontrar-se
na portaria
do
conven
to
da
Ajuda
com
outro
curuja,
como
elle,
e
com quem fallou
mais
de
uma hora.
—
E
sobre
que,
meu
caro
Jacob?...
—
São
dois
monstros,
dois sicários,
dois
demonios...
—
Então...
.
__
Eu não
pude
ouvir
nada
;
lanaram
em
segredo
;
respondeu
Jacob
desatando
profundíssimo
suspiro.
—
Oh
malvados!...
exclamou
Helena.
E
n
’aquella noite
os
visinhos
de
Jacob
e
de
Helena
foram
mais
que
nunca
vtcli
mas
da
mordacidade,
e das
calumnias
d
es-
I
se
par
sem
igual.
XVIII
A noute d’annos.
Era
a
noute
dos
annos
da
Bella
Orfã
;
noute
de festa
no
Ceo-côr-de?rosa,
e
que
Ideveria
ser
de
iuuocentes
gosos
para
os
numerosos convidados,
que enchiam
aquel
la
feliz
habitação.
Além
da
casa,
que
eslava
toda
bri
lhante
de
luzes,
o
jardim
de
Celina
acha
va-se
também
illuminado,
e
patente
áquel-
les,
que quizessem
ahi
passeiar.
N.iO
havia
certamente
no
Ceo-côr-de-
rosa
o
luxo
deslumbrante
das
festas
dos
milionários,
que
gastam; em
compensa
ção
porém
o
bom
gosto
transpirava
em
tudo.
Marianna
ostentava
sua
belleza
tão
es
pecial, tão deslumbradora,
tão
perigosa.
Celina,
que
era como a princeza
dá
festa,
levava,
sem
querer, sem
pensar,
vantagem
sobre
a
bella lia.
Uma
simplicidade
feiticeira
presidira,
como sempre,
a
seu toucador
:
seus
lon
gos
cabeilos estavam
alados
com
graça
in-
disivel,
mas
tão
pouco trabalho
pedia
aq.uel-
le
penteado,
que
se
adivinhava
para
logo,
que
era
o
resultado
da destreza
de suas
mãosinhas
;
agradava
ainda
mais
por
isso:
um
pouco
para
o
lado
esquerdo de
sua
cabeça,
apparecia
um
bolãosinho
de
ro
sa,
como
surgindo
d
’entre
as
tranças
de
madeixas.
Seu
vestido
era
o
unico,
que
lhe con
vinha.
Uma virgem
pede
nm
vestido
bran
co:
a
côr
branca
exprime
a
alvura
de
sua
alma,
a
innocencia
de
seu
coração
:
qualquer
outro
vestido
assenta
mal
n
’
uma
virgem.
Além
d
’
isto
uns
sapalinhos
de
setim,
e
mais
nada:
para que
quer enfeites a
formosa
donzella?...
para
que,
se
a na
tureza
se
incumbe
de enfeital-a
com
os
ipais
interessantes
adornos?...
Tudo
na
Bella
Orfã
respirava
encanto,
graça,
candura,
e
innocencia:
era
um
anjo.
Não ha
sacrilégio n
’
esta
comparação.
Quando
a
mulher
reune
as
graças fí
sicas.
virtudes
christãs,
pureza,
e
bonda
de,
póde
por
um homem ser
comparada
a
uma
santa,
ou
a
um anjo.
A
uma
santa,
em
qualquer
tempo,
em
qualquer
condição,
que
esteja
essa
rau-
her
; mas
com
tanto
que
reuna
os
en
cantos
de espirito,
que
ha
pouco
foram
apontados.
A
nm
anjo
porém, sómente
emquanto
é virgem ;
porque
só
então
na
mulher
transpira
essa
innocencia,
que
é
por
for
ça
vinda
do
ceo
;
essa
inefíavel
pureza,
que
não
póde
existir
senão
nos
anjos,
e
na
virgem.
Os anjos
são
as
virgens
do
ceo,
como
as
virgens
são
os
anjos
da
terra.
Mas
Celina
tinha
n’
aquella
noute um
não
sei
que
de
mais
bello,
de
mais
in
teressante
em
si,
em
seus
modos,
em
seus
olhares
:
era
um
receio,
que
se não com-
prehendia, um
pudor
como
nunca
susce-
ptivel...
Quando
teve
de
receber
os
cumpri
mentos
de
Cândido,
cubriu-se
seu
rosto
de
uma
onda
de
rubor...
Porque
córava
?...
Forçada
a
responder,
sua
resposta
foi
o
murmurar
de algumas
frases
trémulas,
quasi
impercepliveis,
que
ella
deixou
pas
sar
por
entre
seus
lábios,
hesitando
e
tremendo...
porque
tremia?...
—
Ah!,
D.
Celina
!...
tinha
exclamado
Mariquinhas,
correndo
para
ella
logo
que
entrou na sala
:
D.
Celina
!
estás
hoje
bella,
como
nunca o
foste tanto
!
—
Deveras?...
perguntou
Celina alegre
mente.
(Continua)
de renegados,
de
liberaes,
de
realistas
e
de
outros
que
não
sabemos
o
que
são,
talvez
indifferentistas,
ora
já
se
vê
que
de
tal salgalhada
não
podia
sahir
cousa
tão
perfeita com
ella
diz.
O
que
sabemos
é
qtie
a
tal
creaturi-
nha
tem
fracos
íigados
e
que até
morde
n
*
aque!les
que
lhe
estendem
a
mão!
Não
será
isto verdade?
Ora
vejamos:
Uma
grande
parte
dos
assignantes
da
«Palavra»
qão
legitimistas,
que
com
as
suas
assignaturas
a
ajudam a
viver;
que
os
as
signantes
legitimistas
lhe
retirem
as
suas
assignaturas,
e
veremos
que tempo
lhe
du
ra
o
pãosinho!
E
querem
saber como
ella
agradece
estes
benefícios? insultan
io-os
em
suas
crenças
religiosas
e
políticas,
dizendo-lhes
que
se
a Egreja
carecesse
dos seus
servi
ços,
bem
fracos
lhos
po
leriam prestar,
aquelles
que
nem ao
menos
souberam fa
zer
vingar
a
sua
ideia
política
!
Isto
é
pe-
lulancia
de mais!
é
desaforo!
E
diz
ella
que é
alheia
a
política:
sic
valeas,
ut
farina
es.
O
partido
legitimista
não
poderia
pres
tar
senão
um
fraco
serviço
á
Egreja,
por
que
nem
ap
menos
soube
fazer
vingar
a
sua
ideia
política;
n
’
este
caso
quem
lho
poderia
prestar?
a
revolução
que
venceu;
a
maçonaria
que
triunfou;
os
moderados
e
liberaes catholicos
que
estão
no poder,
não
é
assim snr.a «Palavra»?
O
partido
legitimista
não
venceu
e
sa
be
a
«Palavra»
porque?
Porque
segundo
os
nossos
princípios
religiosos
não pode
mos
servir
nos
dos
meios
de
que
se
ser
viram
os
nossOs
contrários
e
de que
se
servem
sempre
os
revolucionários,
ainda
mesmo
aquelles que
se
dizem
catholicos,
porque não
nos
serve
a
raasima
revolucio
naria
e
impia,
de
que
todos
os
meios
são
justos
com
tanto
que
se
consigam
os
fins;
porque
não
temos,
nem
queremos
ao
nos
so
serviço
a
maçonaria,
porque não
sabe
mos atraiçoar,
seduzir
e
corromper
como
aquelles
que
por
taes
meios
venceram; as
ar
mas
mais
poderosas
dos
revolucionários
são
as
da
calumnia,
da mentira
e
da
infamia;
as
nossas,
são
as
da
verdade
e as
da
justiça,
e
por
isso
é
que
não
soubemos
fazer
vin
gar
a
nossa
ideia
política,
mas
esteja
a
«Palavra»
certa
de
que
a
verdade,
o
di
reito
e
a
justiça,
não morrem, porque não
podem
morrer
ainda
que
peze
a
todos
os
revolucionários,
a
todos
os
liberaes
catho
licos.
a
todos
os
maçons,
e
a
todos
os
iadifferentistas
e hypocrilas.
A
«Palavra»
diz que
o
marechal
Sal
danha,
com
uma
só carta
fizera
mais
ser
viço
á Egreja,
do
que
o
«Direito»
com
toda
a
sua tinta
e
papel nos
seus
deze-
nove
annos
de
vida.
Ella
que
o
diz,
lá
o
sabe,
mas
que
é
ella para nos
julgar?
tonta!
A
«Palavra»
diz
que
o
«Direito»
con
tinha
. .
.
continua
e
continuará,
apesar
«fella
já
o
ter
querido
assassinar,
ainda
mesmo quando
só
existia
no
plano
dos
seus
formadores,
indo
ura delles
ao
es-
criptorio
do
«Direito»
propor-lhe
se
que
ria
fundir
no
novo
periodico
que
ia
sa
hir á
luz,
sob
certas
condições,
ás
quaes
o
homem
que
estas
linhas
escreve,
sem
mesmo
acabar
de ouvir
toda a
proposta,
respondeu
simplesmente:
«O
«Direito»
nas
ceu
catholico
e
legitimista,
serve?»
Não
senhor,
respondeu
o commissionado dos
paes
da
«Palavra»
e desandou
pela esca
da
abaixo.
Ainda
vive
e
não
é
pessoa
capaz
de
negar
isto.
A
«Palavra»
collocou-se
n’
esta
ques
tão
do
duque
de
Saldanha,
n
um campo
péssimo,
no
campo
da
mentira,
cobriu-se
da
lama,
e já que
se
não
póde
limpar,
esbraveja,
trapacèa,
e
não
diz
senão
par
voíces,
e
ás
que
vomitou
com
tantos
ar
rancos
no
seu
numero
de
2
do corrente,
se
responderá
dignamente.
TRIBUTO DE
SAUDADE
Sempre
que
somos
levados
a
noticiar
o
desapparecimento
d’
este
mundo, d
’um
en
te,
de
quem
a religião
santa
de
Christo
muito
tem
a esperar,
não
nos
é
facil
fa-
zel-o
sem
que
uma
lagrima
nos venha
hu
medecer
as
palpebras
!...
Sob
esta
im
pressão,
e
adorando
os
insondáveis
mis
térios
do
Senhor,
nos
achamos
no
mo
mento
em
que
lançamos
estas
linhas no
papel,
para
lembrar
ao leitor
o
passamen
to
d
’
uma
discipula
da
Cruz,
com
o
humil
de
nome de
Irmã
Hospitaleira.
E
’
que, a
irmã
Christina
de Santa
So
virtude
dos
artigos
de
seus
estatutos
são
convidados
os
snrs.
accionistas
dos
diffe
rentes
Bancos
a
reunirem-se
em
assem
bleia
geral,
a
saber:
Banco
Commercial
de
Braga
no
dia
10 por 10 horas da
manhã.
Banco do
Minho,
no
dia
15 por
11
horas
da
manhã.
Banco
de
Guimarães,
no
dia
11
por
10
horas
da
manhã.
Cass as»»tida.—
Por
causa
do
tem
poral abateu
na
tarde
de
sexta-feira,
no
largo
do
Postigo,
uma
casa,
d
’
onde
os
inquilinos se
haviam
mudado
no
dia
an
tecedente.
Andaram
a
tempo.
B>ele«ji
*
<>«»
«lo
procurador
régio.
—
Chegou ha
dias
a
esta
cidade,
e
já
se
acha
íunccionando, o
novo
delegado
d
’esta
comarca,
o
ex.
mo
snr.
dr.
Rodrigo
Lobo
d’
Avila. No
dia
5
foi
s.
ex.
a
visitar
as
cadeias,
e ahi
tratou
os
prezos
com
toda
a
urbanidade
e
affabilidade. Quando
se
retirou, mandou
distribuir
uma
esmolla a
cada
um
d
’
elles.
Bella
estreia.
Acção louvável.—
Os
snrs.
João
da
Silva
Costa,
Antonio
Fernandes
de
Sousa,
Antonio
Fernandes
Guinchães,
Pedro
Ti-
noco,
José Luiz
Cervães
e Joaquim
Car
neiro,
residentes na cidade
do Porto,
offe-
receram
á
casa
d
’
educação
do
sexo
femi
nino
da
freguezia
de S. Salvador
de
Cer
vães
um
importante
donativo,
que
já
foi
entregue
por
intermédio
do
snr.
Costa.
Atraz»
íl«s
eomboios.—O
comboio
do
correio,
que hontem devia
chegar
ás
11
horas
e 27 minutos
da
manhã,
só
chegou
á
1
hora
e
40
minutos
da
tarde,
em
consequência
dos estragos
causados
na
linha
peias
continuas
chuvadas.
JVsvíseitwffwto.
—
Em
a
noite
d
’
ante-
lonlem
a
ex
“
ia
esposa
do
snr.
dr. João
3
ereira
Lobato
deu
cotn
felicidade
á
luz
um
filhinho.
Aos snrs.
Lobatos
os
nossos
parabéns.
FeatívidacSe.—
No
dia
5
do
corrente
reuniu-se
em
sessão
a
meza
da
confraria
de
Santo
Amaro,
da
Sé
Primaz,
de
que
é
juiz
o
ill.mo snr.
José
Maria
dos
San
tos
Araújo Esmeriz. Sendo
o
fim
desta
reunião
dar
cumprimento
ás
determinações
estátuarias
no
que
diz
respeito
á
festi
vidade
do
mesmo
Santo,
foi
unanimemente
resolvido
que
a
festividade
se
fizesse
no
proprio
dia
(15
do
corrente)
com
pompa
e
esplendor.
No
dia
14
haverá
vesperas solemnes
a
grande
instrumental,
e
no dia
seguinte
pela
manhã
será
cantada
missa solemne
acompanhada
também
a
grande instru
mental,
e
de
tarde
recitará a oração pa-
negyrica
o
revd."
snr.
padre
Barros.
t\o
fim
do
sermão
será
cantado
um
hyrano,
anliphona
e
versículo
pela
mesma
orches-
tra,
que
é
dos
snrs.
Esmerizes,
concluin
do
a
festividade
com
a
oração
cantada
pelo
preste.
A
estes
actos
assistirão
todos
os
membros
da meza,
como
é
do
estylo.
Costuma
ser
esta
festividade uma
das
mais
concorridas
da
cidade,
e
cora razão
porque
lodos
sabem
que
a
devoção
a Santo
Amaro
tem
operado
maravilhas
na
cura
de
doenças
de
pernas
e
braços,
de
que
o
Santo
é
particular
advogado
deanle
de
Deus.
Os
que
com
suas
esmolas
concorrem
para
o
culto
de
Santo
Amaro, não ficarão
sem
recompensa,
porque
conseguem
um
prolector
valioso
diante
d’
Aaquelle
que
tudo
póde.
Fieis
bracarense,
não
deixeis
neste
dia
de
manifestar
a
vossa devoção
com
a
homenagem
das
vossas
orações
e
offere-
cendo o
obulo
de
vossa
esmola,
confor
me
vol-o dictar a
piedade.
Incêndio
em Bsareelloa.—
Por
3
e
meia
horas
da
madrugada
d
’
hontem
pe
gou
fogo
na
cosinha
do
Hospital
da Mi
sericórdia,
em
Barcellos,
e
communicando-
se
em
seguida
á
sachristia reduziu
esta
a
cinzas.
Felizmente poude
ser
atalhado
alli,
no
entanto são
consideráveis
os
pre
juízos.
Dicionário «le
Geograpliia an-
■livermal, por uma Sociedade d’i»o-
■nenci
de «ciência.—
Estão
já
publica
dos
14
fascículos
desta
obra
monumental,
editorada pela
empresa
das
Horas
Român
ticas,
a
mais incançavel das
nossas
erapre-
zas
editoras,
e a que
mais
serviços
tem
prestado
á
literatura
portugueza.
O
diccionario
que
traz
agora
em
pu
blicação, é
uma
obra
a
todos
os
respeitos
importantíssima,
e
indispensável ainda
aos
mais
erudictos.
Pela
minuciosidade,
exactidão
e
melho-
do
com
que
está
escripto
o
diccionario,
podêmos
asseverar que
uão ha publicação
analoga
a
que
possa
ser
equiparado.
Os
auclores
e os
editores
do
Dicionário
phia,
já
não
existe!
e sua
alma
iá
não
pertence
a
este
valle
d
’
amarguras:
é
que
já
ficou de
menos,
entre
os
homens,
uma
alma
justa
:
é
que,
o
exercito christão,
perdeu
um de
seus
esperançosos
soldados,
a
vinha
de
Jesus
um incansável
operário,
e a
congregação
das
seraficas
filhas de
S.
Francisco
uma
irmã
que ainda
hontem
era
cheia
de
vida
!...
A
irmã de
Santa
Sophia
era
d
’edade
mui
joven,
e ainda
noviça
na ordem
que
havia
abraçado.
Tinha
dado
entrada n’
a-
quella
congregação,
por
uma
vocação
es
pecial
do
ceo,
ha
perto
d
’
um anno,
e
to
mado o habito
ha
alguns mezes.
Os
pro
gressos
que,
durante
o
seu
noviciado ia
fazendo
em
virtude,
eram
objecto de
admi
ração
entre as suas
irmãs
mais
antigas
na
ordem.
Todos
os desejos
da
irmã
Sophia
era
vêr
raiar
o
dia
venturoso,
e
para
el
la
mil
vezes
feliz, em
que
se
teria
de li
gar,
mais
estreitamente,
com
a
vida
re
ligiosa
a
que
se
havia
votado:
porém,
quando
esse
dia
se
aproximava,
veio
sur-
prehendel-a
a
morte
cortando-lhe
o
fio
da
existência
!.
.
Sim,
Deus,
que lê
no coração de
seus
filhos
os
seus mais
ardentes
desejos,
não
esqueceu
a sua
serva
que ardia
em
fogo
d
’
amor
Divino,
e
chamou-a
para
o
seu
reino
onde
podesse
gosar
eterna
gloria.
A
irmã
Christina
de
Santa
Sophia foi
victima d’
uma
teimosa e
prolongada
en
fermidade.
Durante
dois
mezes luctou com
esta doença
que
a
fez
baixar
á
sepultura,
mas
soffreu sempre, cora verdadeira
resi
gnação
christã,
lodos
os
padecimentos
da
moléstia.
Ella
tinha
mesmo
prazer
no
sof-
fi imento ! e
de
tal
modo acceitava as
do
res
que
julgava
nunca
soílrer
tanto
como
os
seus
irmãos
enfermos
!
e
isto
o
de
monstrou
nos
últimos
momentos
da
sua
vida,
com
estas
palavras
ditas
ao
sacer
dote
que junto do seu
leito
a
confortava
na
agonia: «Meu
Padre!
eu
não
soffro
nada!
Deus
não
me
dá
soffrimentos
!!
por
que
será?!!»
Responderei eu
áquella
in-
errogação,
pois
que
conhecia
as
quali-
ades
da
irmã
Sophia
:
é
porque,
Chris-
lina
de
Santa Sophia,
era
um
anjo!
sua
alma
voou
á
mansão dos
justos
e
a
fé
nos
diz,
e
nós
o
crêmos piamente,
que
ella
está
no
Paraiso Celestial,
gosando
as
felicidades
dos
bemaventurados
: alma
cân
dida
e
venturosa,
que
deixastes
o
invó
lucro
terreno para
subires
á
eterna
pa-
tria,
pede
ao Nosso
Bom
Jesus
lá no
ceo,
por
aquelle
que,
cá
na
terra,
te
de
dica
estas
linhas
como
tributo
de
sauda
de,
e
ora
também
por
todos
os
que
dei
xastes
n’
esle
desterro
de
misérias.
A
vida
é
um
sonho! é
uma
illusãof
é similhante
a uma
nuvem
que
passa
co
mo
o
fumo
e
n um
momento
se desfaz!
é
como
uma
rosa
que
no
mesmo
dia
é,
de
madrugada
botão,
ao
meio
dia
desabro
cha
e
á
tarde
desfolha
e
cae!.
.
Leitores
uma
prece
ao
Altíssimo
pela
alma
da
Irmã
Christina
de
Santa
Sophia.
Janeiro
de
1877.
D. P.
D.
Ribeiro.
«a
cwiSjmni.M
iwMwrrmwrr
t
r
innrr
cacgasc
Eig;
j
a
gcrgCTistraggirrinTiwii
iniiBBWii
Partida.
—
No
dia
5
do
corrente, no
comboio
da
1
hora
e
40
minutos
da
tarde
seguiu
para Lisboa,
onde
vae
tomar
assento
na
camara
dos
Pares,
S.
Exc.
a
Revd.
ma
o
Snr.
Arcebispo.
Sua
Exc.
a
saiu
do seu
palacio
á
1
hora
da tarde
para
a estação
do
caminho
de
ferro.
Na
carruagem
de
S.
Exc.
a
iam con-
juntamenle os
revd.
08
deão
e
vice-reitor
do
seminário
e
secretario
do
Ex.mo
Pre
lado;
seguia
atraz
outra
carruagem onde
ia a deputação do cabido,
que
era
repre
sentado
pelos
revd.
cS
conegos
Martins
e
Figueiredo,
logo
em
seguida
ia
o
carro
que
conduzia
o revd.
0
vigário
geral
e
revd.
0 arcipreste,
e
depois
o
dos
revd.
os
reitor
do
coiiegio
dos
orfãos
de
S.
Cae
tano
e
secretario
da
camara
ecclesiastica.
Na
gare
estavam o
ex.
rao
governador
civil
do
districto,
administrador
do
con
celho,
Jeronymo
Pimentel,
deputado
por
Barcellos,
Cunha
Reis,
e
outros
cavalhei
ros
e
ecclesiasticos.
Foi
na
realidade
mui
solemne
e res
peitoso
este
acompanhamento.
O Ex.
mo
Prelado
tenciona
voltar
para
as
proximidades
da quaresma, devendo
receber
em Lisboa
o
Pallio
que já
lhe
fôra
concedido
era
Roma,
e
que
breve
mente
deve chegar.
Reuniões de aeeionistas.—
Em
de
Geographia
estão
levantando
a
Portu
gal
mais
um monumento
de
gloria.
Oxalá que
o
favor
publico
assim
o
com-
prehenda.
lííuHtr®
enferma.—
Tem
estudo en
fermo
em
Lisboa
o snr.
Pinho
Leal,
au-
ctor
do
Portugal
antigo
e
moderno,
cuja
publicação
se
acha,
por
esse
motivo
,ha dias
suspensa.
Desejamos
ardentemente
o
prompto res
tabelecimento
d
’
aquelle
benemerito
cava
lheiro.
Almanack.—
Recebemos
o Almanack
illustrado
para
1877,
publicado pela
em
presa
das
«Horas
Românticas». E
’
um
cu
rioso
livrinho.
contendo
as
matérias
pró
prias
das
publicações
deste
genero
e
uma
secção
litteraria,
collaborada
por
escripto-
res
dislinclos.
Para
que
os leitores
aquilatem
o me
recimento
d
’
esta secção,
vamos
reprodu
zir
o seguinte
espiriluosissimo
arliguinho
firmado
pelo notável
folhetinista
Júlio
Cesar
Machado:
Da
lingua
ingleza
—
Queres
aprender
inglez?
! exclamou
Tiiribio.
Tu
estás
louco!
Não
le
mettas
n’
um
tal
labyrintho;
aliás
não
tornas
tão
cedo a ver
sol
nem
lua.
Basta
dizer-te
que
é
um
bichinho
de idioma em
que
as
palavras
se
escrevem
por
um
modo
e
pronunciara-
se
por outro.
Mamede
dá
um passo
atraz.
—
Não
te
espantes
!
prosegue
Turibio.
E
’
como
tenho
a
honra
de l
’
o
estar
di-
sendo.
Por
exemplo,
a
palavra
Sardana-
pálo .
.
.
—
Sardapálo?
—
Sim,
Sardapálo. Escreve um
8,
e
um
a, e
ura .r,
e
ura d,
e
ura
a,
e um
n,
e
um
a,
e
um p,
e um
a,
e
um
l,
e
um
o.
.
.
Mamede
que
acompanha,
repetindo,
diz
também:
—
Em
um
o. .
.
—
Isso.
E
pronuncias
Nabuchodono-
sor
! .
.
.
_
r
Tempo.
—
Tem
continuado
a
invernia,
e
não
promete
deixar-nos
tão
cedo.
Os
campos
apresentam
um
aspecto
desola
dor,
e
não
tem
podido
ser
amanhados.
Se
breve
não
cessar
esta
calamidade,
teremos
um
anno
de
muita
fome.
Deus
se
araerceie
de
nós.
Nov» Itutagem de AT. Senhor» «la
Conceição.—
A
commissão
das
obras
do
monumento
do
Sa
metro,-
resolveu,
em
vir
tude
do
desabrido
tempo
que
tem
feito,
telegrafar
para
Roma
afim
de
se
adiar
a
remessa
da
nova
Imagem
de
N.
Senhora
da
Conceição,
remessa
que
estava
prestes
a
fazer
se.
A
mesma
commissão
acaba
de
rece
ber
a grata
noticia
de que
a
Imagem
da
Virgem
já
se
acha
benzida
por S.
Santi
dade,
como
se
vê
dàs
seguintes
palavras
do
«Ossevatore
Romano»
de
sabbado
23
de
dezembro
de
1875,
na
secção
Ultimas
noticias
:
Para
perpetuar
a
memória
do
sacro-
santo
Concilio
Vaticano,
eslá-se
edificando
no
monte
Sameiro,
junto
da
religiosíssi
ma
cidade
de
Braga,
em
Portugal,
ura
magnifico
templo
devido
ao
zelo
da nobre
e
devota
commissão
que
fez
levantar
ha
poucos
annos,
no
mesmo
sitio,
o
grandio
so
monumento
da
Definição Dogmatica
da
Immaculada
Conceição.
Na manhã
de
22
S.
Santidade
recebia
em
audiência
o
snr.
Antonio Braz,
o
qual,
em
nome
da
dita
commissão,
apresentava
ao
Santo
Padre
a
bellissima
estatua
da Immaculada
Virgem
destinada
ao
referido
templo,
e
pedia a
Sua
Santidade
que
se
dignasse benzel-a.
O
Santo
Padre
depois
de
ler-se
demo
rado
a
observar
a
primorosa
esculplura,
obra
d
’
um
distincto artista
romano,
di
gnou-se
benzel-a,
e
enviou
a
Bênção
Apos
tólica
á
catholiea
commissão
Bracarense
e a
todos
aquelles
que
contribuem com
seus
donativos
para
a
conslrucção
do
no
vo
templo.
Consistorio «le is de dezembro.
—
Esta manhã,
no
Palacio
Apostolico
do
Vaticano,
S.
Santidade
Pio
IX
elevou
a
primeiro
Diácono
de
Santa
Maria in
Via
Lata
ao
Em.
IU0
e Revd.
1110
Snr.
Cardeal
Catenni,
conservando-lhe
o
titulo
da
Com-
menda
de
Santa
Maria
delia
Scala,
e,
pro
cedendo
depois,
consoante
o
costume,
á
ceremonia
de fechar
a
bocca
ao
Era.
mo
e
Revd.
“
10
Snr.
Cardeal
João
Simeoni,
creado
a
15 de
Março
de
1875
e
pu
blicado
a
17
de
Setembro do
mesmo
an
no,
dignou-se
proceder
ás
provisões
que
seguem
:
Cadeira
Metropolitana
de
S.
Salvador
da
Bahia
de Todos
os
Santos,
em
Mon-
senhor
Joaquim
Gonçalves
d’
Azevedo, tras
ladado
da Sé
de Goyaz.
Cadeira Cathedral
de
Carthagena,
na
Hespanha,
em
Monsenhor
Diogo
Mariano
Alguacil
y
Rodriguez,
trasladado
de
Vi
toria.
Cadeira
Cathedral
de
Aire,
em Mon
senhor
Victor
João
Baptista
Paulino
De-
lannoy,
trasladado
de
S.
Denis,
Reunião.
Cadeira
Cathedral
de
Capaccio-Vallo,
em
Monsenhor
Pedro
Manglione,
trasla
dado
de
Cariati.
Cadeira Cathedral
de
Vitoria,
na
Hes
panha,
em
Monsenhor
Sebastião
Herrero
y
Espinosa
de
los
Monteros,
trasladado
de
Cuenca
na
mesma
Hespanha.
Cadeira
Cathedral
de S.
João
de
Mo-
riana,
em
Monsenhor
Michaele
Rosset,
Administrador
Apostolico d
’
aquella Sé,
trasladado
de Pario, in
parlibus
infide-
lium.
Cadeira
Cathedral
de
Nardo,
no
R.
D.
Miguel
Mautone,
sacerdote
diocesano
de
Nola,
Conego-cura e
Primicieiro
na
collegiada
de Marigliano.
Cadeira
Cathedral
de
S.
Denis
ou
Reunião no R.
D. Domingos Clemente
Soulé,
sacerdote diocesano
de Aire,
co-
nego
na
mesma
Cathedral
e Accessor do
Vigário
Capitular.
Cadeira
Cathedral
de
Goiaz,
no
R.
D.
Antonio
Maria
Correia
de
Sá e
Benevi-
des,
sacerdote
diocesano
de
S.
Sebastião
do
Rio
de
Janeiro, Vice-Reitor e
Pro
fessor d’
Historia
Natural
no
Collegio
Im
perial
de
Pedro
II.
Fôram
depois
publicadas
as
seguintes
calhedras
providas
por
Breve:
Cadeira
Archiepiscopal
de
Siuma,
in
parlibus
infidelium,
no R.
P
Luiz Pia-
vi,
de
Ravenna,
da Ordem
dos
Menores
Observantes
de
S.
Francisco,
Delegado
da
Syria
e
Vigário
Apostolico
de
Aleppo.
Cadeira
Cathedral
de
Natchitoches, no
R.
D.
Francisco
Saverio
Leray,
Vigário
Geral
em
Nat-chez.
Cadeira
Cathedral
de
Peoria,
nos
Es
tados
Unidos,
no R.
D.
João
Lancaster
Spalding,
sacerdote
de
Louisville.
Cadeira
Episcopal
de
Arsinoe,
in
par
libus
infidelium,
no
R.
D.
Pedro
Maria
Osouf,
do
Seminário
das
Missões
Estran
geiras
de
Paris,
Vigário
Apostolico
do
Ja
pão Septemtrional.
Cadeira Episcopal
de
Grazianapoli,
in
partibus
infiddium,
no
R.
P. Pascoal
Billi,
dos Menores
Reformados,
Vigário
Apostolico
da
Hu-Pe-Septentrional.
Em
seguida o
Santo
Padre,
segundo
o
costume,
abriu
a
bocca
ao
Em.
1110
e
Rev.
mi)
Cardeal
Simeoni.
Procedeu
depois
á
imposição
do annel
Cardinalício
ao
mesmo
Em.mo
Cardeal,
e
desligando-o
do
vinculo
da
Cadeira
Ar
chiepiscopal
de
Calcedonia
in
parlibus
infidelium,
lhe
assignaiou
o
Titulo
Pres-
byterial
de
S.
Pedro
In
Vincoli.
Em
ultimo
logar
attendeu
á
postula
ção
do
Sagrado
Pallio
para
a
Cadeira
Me
tropolitana
de
S.
Salvador
do
Brazil,
e
de Braga
:
a
esta
ultima
succedeu
por
coad-
jutoria
o
Snr.
D.
João
Chrysostomo
d
’
A
mo
rim
Pessoa.
O
eyelone
em KSeutjala.—
As no
tas
oíliciaes mostram
que
os
fallecimen-
tos
nos
districtos
de
Bachergunge,
Noa
kholly
e Chiltagong
não
são
inferiores
a
215:000.
Tres
grandes
ilhas,
Dakhin Shahabaz-
pore,
Hattiah,
Sunderp,
e
muitas
ilholas
toram
inleiramente
submergidas
pelas
aguas,
e da
mesma
forma
o
continente
a
uma
distancia
de
cinco
ou
seis
milhas
de
costa.
Estas
ilhas
estão
situadas
proximo
do
rio
Meglina,
o
qual
é
formado
pela
confluência
do
Ganges
e
Bragmaportza.
A
menos considerável
é
Dakhim
Shahabazpo-
re,
que tem 800
milhas
quadradas
de
su
perfície
e
uma
população
de
240:000
al
mas
approximadamenle.
A
população
de
Hattiah
e
Sunderp
reunidas
eleva-se
a
100:000
habitantes.
A’
s
11
da noite,
no
dia
da
catástrofe,
não
havia ainda
signaes
de
perigo;
po
rém,
antes
da meia
noite as
aguas
inun
daram
as
ilhas,
subindo
á
altura
de
vin
te
pés,
e
surprehendendo no
leito
os
pobres
habitantes.
Felizmente,
é
costume
n
’
aquelles dis-
triclos
plantar
densos
arvoredos de
pal
meiras
em
volta
das povoações, e
trepan
do
a
ellas
poude
salvar-se
muita
gente.
Alguns
infelizes
refugiaram-se
nos
telhados,
mas
a
agua
levantou-os,
arrastou-os
para
longe.
O paiz
é
uma extensa plauicie,
de
sorte
que
as
arvores
são
n
’estas
circum
stancias
o único
abrigo.
Não
ha
n
’
aquellas
ilhas
familia
algu
ma que
não perdesse
muitos
de
seus
mem
bros.
O
gado
afogou-se
todo.
Os
botes
foram
arrebatados
pela
corrente,
e
os
habitantes
ficaram
assim
sem
meios
de
communica-
ção.
A
neve
«a «eira. —
Quatro
homens
que
vinham ha
dias da
feira
dos
Vin
te,
em
Rezende, e se
dirigiam
a
suas
ca
sas. depois
de
haverem
trilhado
dos
kilo-
metros
de neve na
serra
de
S.
Christo-
vão, proximo
a Feirão,
chegaram
a
certo
ponto,
onde a
neve
linha
aproximadamen-
te
dois
metros
de altura,
e
alii
ficaram
enterrados
até
ao
pescoço. Morreram
dois
e
outros
foram
salvos
por
uns
pastores.
A
serra
da
Ovida e a
da
Gralheira
acham-se tão
cobertas
de
neve
caída
em
19
e
20,
que
ainda
hoje
se
não
vê
alli
sequer
um
penedo.
Ha
sitios
onde
a
neve
n’
aquellas ser
ras
altingiu
a uma
altura
de
quatro
me
tros.
A.
egreja de Santa Cruí, de
Coimbra.
-
Lê-se
no
«Conimbricense»:
Foi
espantosa
na
quarta-feira,
3,
a inun
dação na egreja
de
Santa
Cruz de
Coim
bra!
Nunca
se
tinha
visto
tão
grande
in
vasão
d
’
aguas,
proveniente
de
cheias
do
Mondego,
quanto
mais
de
chuvas vindo
pelo interior
do
templo.
Para
quem
conhece
a
egreja
de
Santa
Cruz
bastará
dizer,
que
na
capella
mór
chegou
a
cobrir
as
figuras
de
D.
Aflonso
Henriques,
e
D.
Sancho
1,
em
cima
dos
seus
lumulos!
Cousa
assombrosa!
Na
grande sacristia
nunca
tinha
entra
do
a
agua;
mas
d
’
esta
vez
não
só
lá
en
trou, mas
subiu
alli á
altura
de
um
me
tro
!
A agua
vindo
de
claustro
do
Silencio
entrava na
sacristia
e
na
egreja
com uma
extraordinária
violência.
Uma
grande
mesa
que
estava
na
sacris
tia
veiu
conduzida
pela
agua
para
o
cor
po da
egreja
conservando
em
cima
o
tin
teiro
que
alli
estava
!
Alguns
santos
foram
derrubados
dos
al
tares
pela
agua.
Os
prejuízos
são
muito
grandes.
Para
mentos
estragados,
armações
muito
damni-
ficadas;
em
fim
causa
tristeza
ver tanta
destruída.
O
Sacramento esteve
em
imminente
risco
de
ser
levado pela
inundação.
Todos
receavam
correr
o
risco
de vida
para
o
salvar;
porém
um
carpinteiro
chamado
Francisco
Pinheiro
vendo
a
afflicção
em
que
se
achava
o
reverendo
prior,
desceu
do
coro
para
a
sacristia;
arrostou ahi com
a
grande força da agua;
entrou na capel
la
mór;
e
lançando-se
corajosamente
a
na
do,
foi
pelo corpo
da
egreja
entrar
na
capella
do
Sacramento.
D
’
ahi foi
a
sagra
da
hóstia
içada
dentro de
uma condeça
pelo
reverendo
prior,
para
a
clarabóia,
que
se
acha
no
cimo
da
capella,
e
con
duzida
com
toda
a
reverencia
para
o
san
tuário
da
egreja.
O
brioso
carpinteiro vol
tou
a nado
por
onde
linha ido.
Tem
estado
na
egreja
uma
bomba
dos
incêndios,
e
muitas
mulheres
e
homens
a
proceder
á
limpeza.
O
lodo que
alli
ficou
é
immenso.
Foi
uma
verdadeira
calamidade
para
este
magestoso
templo
!
€tiri»«a
eiperieneia mediei».!.
—
Os membros
da
Academia de Medicina
de
Pariz,
vão fazer
proximamente
uma
ex-
periencia
que
os
collocará
em
estado
de
tactear
telegraficamente
o
pulso
de
diversos
doentes.
Tactear
não
é
exacto;
digamoa antes
que
o
verão.
Estas
experiencias,
diz
a
«Republique
française»,
são
a
repetição
das
que
se
fizeram
no
mez
passado
em
Salem
(Esla-
dos-Unidos).
Um
medico
celebre,
o
doutor
Upham,
fez
ver
a
seus
ouvintes
o
ptilso
de
doentes
deitados
no
mesmo
momento
a
14
milhas
d
’
alli,
no
City
hospital
de
Boston.
Um
fio
telegráfico
punha
o hospital
em
relação
com a
sala
de
curso,
e, ao
mes
mo
tempo
que
as
pulsações
do
coração
tran-
smiltiam
authomaticamente
a
corrente,
es
tas
pulsações
tornavam-se
visíveis
por
meio
d
’
um raio
de
luz
de
magnesium
que
vi
brava sobre
a
parede
da
sala
de
curso.
Tendo
sido
o
apparelho
applicado
primei
ramente
á
artéria
d
’
um
homem
de
per
feita
saude,
o
raio
de
luz
vibrou
sessenta
vezes
n
’
um
minuto.
Veio
em
seguida
um
indivíduo gosando
boa
saude também
mas
muito
irritável,
as vibrações
repetiam-se
noventa
vezes
n
’
um
minuto.
São
estas
experiencias
que
vão
ser
repe
tidas
em
Pariz.
Colleeçno <l’antiguidades.—
Uma
magnifica collecção
dantiguidades
desco
bertas
recenlemente
na
Ilha
de
Chypre
por
um
archeologo
americauo,
o
general
di
Cesnola,
acaba
de
ser
comprada
pelo
preço de
330:000
francos
pelo
Museu me
tropolitano
de
New-York.
Esta
collecção,
conhecida sob
o nome de
Thesouro
de Cu-
rium,
comprehende
uma
multidão d
’
obje-
ctos
em
ouro
e
prata
que
haviam
sido
en
terrados
pelos
sacerdotes
de
Curium,
cer
ca
de 600
annos
antes
de
Jesus
Chrislo,
quando
os
persas
se
apoderaram
de
Chy
pre.
No
ponto
de
vista
de
arte e da his
toria,
estas
antiguidades
oíferecem
um
vivo
interesse.
Mamiseri
pios preciosos.
—
Uma
correspondência
de
Goethe,
inteiramente
inédita,
deve
ser
publicada
na
Allemanha
no
mez
de
fevereiro
proximo.
Os
raanuscri-
ptos
d
’
esta
correspondência,
que
compre
hende
as
cartas
do poeta
a
Marianna
von
Villemer,
a Suleika
do
«Divan
orien
tal»
(Wesl-(Esllicles
Diuanfi,
acham-se
des
de
1835
na
Bibliotheca
de
Franc-fort-sur-
le-Mem,
onde o
professor
Theodoro
Crei-
zenach
acaba
de
as
pôr
em
ordem.
DESPEDIDA
Sebastião
da
Mata
Moniz
da
Maia, ten
do
sido
nomeado
governador
da
praça
de
Penicí:.?,
para
onde
brevemente se
retira,
significa
por
este
meio
o
seu reconheci
mento
a todos
os
oíficiaes
e
mais
praças
de
infanteria 8,
a quem
agradece
a
boa
cooperação
que
lhe prestaram,
durante o
tempo
que
commandou
este
corpo;
bem
como
a
todos
os
habitantes
d
’
esta
cidade,
dos
quaes
recebeu
tantas
provas
de
affei-
ção,
e
igualmente
á
imprensa periódica
d
’esta localidade
Pede
também
desculpa ás
pessoas
das
suas
relações
de quem
pessoalmente
se
não
possa
despedir.
A
todos ofíerece
o
seu limitado
prés
timo,
protestando
eterna
gratidão.
hantco
»o
ji
avaro
Resumo do
Activo
e
Passivo
em 31 de
Dezembro
de
1876.
Aetivo
Caixa:
existência em metal. 170:814^716
Agencias
no
paiz:
Saldo
de
vedor
em
metal. .
.
.
139:662^001
Arca
dos Órfãos
....
21:939^534
Papeis
de
credito. .
.
.
47:4193273
Acções
de
c.
própria .
. 64:8003000
Hypothecas
de
raiz
.
.
.
124:6623585
Empréstimo
sobre
penhores
.
9:515-3230
Leiras descontadas
.
.
.
488:8163881
Letras
a
receber
....
5:3943683
Letras
em
liquidação.
.
.
51:7743371
Contas
em
a
.
.
65:2643784
Saques
e
remessas
de
n.
c.
124.0993096
Saques
e
remessas
das
agen
cias ...................................
21:0103575
Agencias
no
estrangeiro.
.
53:4123444
Contas
correntes garantidas
799:5203449
Outras
contas
correntes.
. .
48:8403141
Edifício
do
Banco.
.
.
.
27:4633294
2.264:4103057
Passivo
Capital
..............................
Fundo
de reserva.
.
.
Reserva
para
decima.
.
Notas
era
circulação.
.
.
Depositantes
á
ordem.
Ditos
era
couta corrente.
Depositos
a
praso.
.
.
Dividendos
a
pagar
. .
Credores
diversos
.
.
.
Agencias
no
estrangeiro
.
Agencias
no
paiz
.
.
Letras a
pagar
.
.
.
Saques
e
remessas
das
agencias
:
....
Saques
e
remessas
de
n.
c
Colre
dos
Órfãos
.
.
.
Deposito
publico
.
.
.
Lucros
suspensos
.
.
.
Ganhos
e
perdas . .
.
600:0003000
120 0003000
3
*
5993717
9373500
17
0583595
99:2443594
1036:9373058
1:0213160
84:0453032
70:3313384
17:1533680
3;1423150
86:0063032
13:0383448
21:9393534
22:4843716
6:0493218
60:8213233
2.264:4103057
Braga,
Banco
do
Minho
5
de
Janeiro
de
1877.
OS
GERENTES.
Francisco
Casimiro
da
Cruz
Teixeira.
Manoel
Simões
Braga.
ÀGBÀDECIMEITOS
Paulo
José
da
Cunha,
Prior
e
Abbade
de
S.
Martinho
de
Dume,
não
podendo
como
desejava
agradecer
pessoalmente,
a
todos
os revm.os
Ecclesiasticos,
e
mais
exm.°
s
snrs.
seculares,
que
se
dignaram
honrar
com
sua
assistência
0
funeral
de
sua
presada
thia,
a
snr.
a
Custodia
Luiza
Teixeira,
e
bem
assim, que 0 cumpri
mentaram
por
essa
occasião,
e também
áquelles,
que
mandaram
saber
do
estado
da
enferma
durante
sua
diuturna enfermi
dade;
a
todos
pede
desculpa,
e
vem
por
este
meio
protestar
sua
sincera gratidão,
e
reconhecimento.
(5)
Luiz
Manuel
Gonçalves Sampaio,
Es
tevão
Barbosa
e
sua familia,
agradecem
por
esta
fórrna a
todas
as
pessoas,
que
lhe prestaram
seus
serviços
por
occasião
do
fallecimento
de
sua
muito presada
fi
lha
e
neta
adopliva,
e
assistiram
aos
of-
ficios
fúnebres
que
por
alma
da mesma
tiveram
logar
na
egreja
dos
Terceiros
d
’
es-
ta
cidade,
no
dia
31
do
passado
mez
de
dezembro,
a todos protestam
sua
gratidão
indelevel.
(H)
1
» 111
■■■■ nnwi w
f
aa»B«s3aiB»rrri n
irmi
i
i
ii—
âWWGIOS.
Banco Commercial do Braga
Convidam-se
os
snrs.
accionistas
d
’
es-
te
banco
a
reunirem-se
em
assembleia
ge
ral
no
dia
10
do
corrente,
pelas
10 ho
ras
da
manhã
na
casa
do
mesmo
banco,
para
os
fins
designados
no
artigo
25
dos
estatutos.
As
listas
dos
snrs.
accionistas
acham-
se
á
disposição
dos
mesmos
snrs na
the-
souraria
do banco
e
na
sua
Caixa
Filial
no
Porto.
O
secretario,
Antonio
Luiz
da
Cosia
Pereira
de
Vilhena.
Companhia
Carris de. Ferro de
Braga
Por
deliberação
da
Assembleia
Geral
de
27
do
corrente,
são
convidados,
pela
ul
tima
vez,
os
snrs.
accionistas
d
’
esta
Com
panhia,
que
ainda
não
completaram as
chamadas
vencidas
até
á terceira
presta
ção,
para
que
as
mandem
realisar
até
ao
dia
16
de
janeiro
proximo
futuro,
no
campo
de
Sant
’
Anna
n.°
7,
em
Braga ;
e
no
Porto
em
casa dos
snrs.
Marques
Gui
marães
&
Monteiro,
rua
de S.
João,
sob
pena
de que,
não
0
fazendo
assim, será
irrevogavelmente
applicado
0
disposto
no
artigo
9.°
dos
estatutos.
Braga
28 de
dezembro
de
1876.
O
Director,
(7)
Nuno
José
Villaça.
Companhia
Carris
de
Ferro de
Braga
Por deliberação
da
Assembleia
Geral de
27
do
corrente,
são
convidados,
os
snrs.
accionistas d
’
esta companhia
a
realisarem.
a
4.
a
prestação
de
20
por
cento
por
ca
da
acçào
até
ao
dia
improrogavel
de
19
de
janeiro
proximo
futuro
no
campo
de
Sanl
’
Anna
n.°
7,
em
Braga; e
no
Porto
em
casa dos
snrs.
Marques
Guimarães
&
Monteiro, rua
de
S.
João,
68.
Braga
28
de
dezembro
de
1876.
O
Director,
(8)
Nuno
José Villaça.
FABRICA
SÓCIAS»
BRACAKENbSE
PROPRIETÁRIOS
:
TAXA,
BAHIA,
GERQUEIRA
&
PACHECO.
N’
esta
fabrica
fazem-se
chapéus
de
lã,
pello,
feltro
e
seda,
de
todas
as
côres
e
formatos.
E
annuncia-se
ao
respeitável
publico,
consumidor
d
’este
genero e
amador
da
alta
novidade,
que
a
sociedade
já
abriu
um
deposito,
para
grosso
e retalho na
rua
de
D.
Pedro
V, 62,
em
casa
do
socio
o
snr.
José
Baptista
da
Silva
Taxa
e
outro
na
rua
de
Santo
Antonio
n.°, 2
e
3,
em
casa
dos
snrs.
Azevedo
&
C.
a
Em
qualquer
dos
depositos
encontrarão-
os
consumidores deste
genero,
grande
sor
timento,
qualidade
excellente
e
preçoi
muito
rasoaveis.
4498
9
S.
Vicente
,
Pernambuco,
Bahia
,
Rio
de
Jane
iro,
Monte
video
e
Buenos-A
yres
Aceita
ndo
também
passa
geiro
s
de
3.
a
classe
para
SANTOS
e
RIO
GRANDE
DO
no
Rio
de
Janei
ro
SUL
com
tras
bordo
Este
paque
te
da
Companhia
Mala
Keal
lugl
ez»
sahi
rá
de
Lisboa
em
13
de
Janei
ro.
Para
mais
esclar
ecime
ntos
dirij
am-se
á
Agenci
a
Centra
l
no
Porto,
'
rua
dos
Ingleze
s,
23
—
o
agente
Guilhe
rme
C.
Tail,
e
nas
provi
ndas
ás
agencias'
e
cor
re
s
pondências
nas
principaes
cidades
e
villas
.
(V
*
)
Agent
e
em
Braga
o
snr.
João
Manoel
da
Silva
Gu
imarães
,
Rua
do
Souto.
Parte de Comércio do Minho (O)
