comerciominho_08051877_636.xml
- conteúdo
-
5.
’
ANNO
1877
FOLHA COMMERCIAL
RELIGIOSA
E
KOT1CIOSA
NUMERO
636
Assiíma-see vende-se
no
escriptorio do
s
;
iítor
k
proprietário
Joni
Maria
Dias
da Costa,
rua
Nova
n.
’
b
E,
para
onde
deve
dirigida
toda
8
correspondência
franca
de
porte.
=■
As
assi-
gsaturas
são
pagas
adiantadas
;
assim
como
as
correspónoen-
eias
de
Interesse
particular.
fcoiha
avulso 10
rs.
AS
TERÇAS,
QUINTAS
E
SABBADOS.
P
reços
:
Draga,
anno
1^600
rs.«“Semestre
850
rs.^-Proem-
cias, anno
2-^000
rs
e
sendo
duas
3&600
rs.-«Semestre
1S050
r
s.==í?rasí/,
anno
3&600
rs.
“
-Semestre
1&90Í)
rs. moeda
forte,
ou
8&000
reis e
tô500
reis
moeda
fraca.—
Annuncios
por linha
20
rs.,
repetição
10
rs. Para
os
assignantes
20
s/
4
d
’
abatimenlo.
BKAGA.—TEIíÇU-FEI»^ ©
Í>E
.VI
ABO
Manifestação
solemne
do jorna
lismo
catholico
no
Jubileu
Episcopal
de
S.
Santidade
Pio
IX.
A
«Unitá
Catholica» de
Turim
publica
os
nomes
de
numerosos pe
riódicos
religiosos que
adheriram
á
proposta de
Monsenhor
Tripeppi,
Di-
rector
do
«Papato».
Entre
estes
figuram os
nomes
das
duas
folhas
de
Braga
o
«Gom-
mercio
do
Minho»
e
a
«Semana
Re
ligiosa»,
os
quaes não
poderam
dei
xar
de
adherir
immedia
ta
mente
e
com
todo
o
enthusiasmo
á
magni
fica
proposta,
e
para
que
não
fal
tasse esta
gloria
á
imprensa catho
lica
de
Braga
mandaram
pelo
tele
grafo
a
sua
declaração
ao
seu
col-
laborador
o
snr.
Antonio
Braz,
que
em Roma
faz
parte
dos promotores
da
nobre
manifestação
do
jornalismo
catholico.
destinatários
onde
quer
que
elles
estejam
hospedados.
A
Direcção d’
este
jornal
calculando
as
diIlicubJades
e
confusões
d
’
estes
momentos
e
o
quanto
interessa
a
todos
aquelies
que
tem
parentes
e
conhecidos
na
cidade
Eter
na,
fazendo
parte
da
Romaria
Portugueza,
encarregou
um
seu
amigo
e
collaborador
d
’
esie
utilíssimo
serviço, e
póde
garantir
todas as pessoas
de
que
a
correspondên
cia
clngará
immediatamente
ás
mãos
dos
destinatários onde
quer
que
elles
estejam,
tendo
nós
já
recebido
d
’
isso
a
segurança.
Adverte-se, porém,
que
evitem
de
man
dar
encargos
de
preterições
e
encommendas
aos
peregrinos,
aos
quaes
será
impossível,
ou
ao
menos
muito
diílicil
de
satisfazer
os
pedidos
nesta
occasião
de
grande
ag-
glomeração
de
povo
e de
immensa
con
fusão
em
Roma.
De
tudo
isto
fiquem
também
preveni
dos
os romeiros
aos
quaes
convém
que
alli
se
dirijam
para
compras
e
tudo
mais
a
pessoas
de
inteira
confiança; não
só
para
não
serem enganados,
mas
lambem
para
não
auxiliarem
os
especuladores revolu
cionários
que
nesta occasião
sabemos que
se
preparam
para
enganar
os estrangeiros,
mostrando-se
muito papistas
com o
fim
de
tirarem
o
lucro
aos
que
são
verdadei
ramente
catholicos,
e
talvez
depois
com
o nosso dinheiro fazer
guerra
ao
Papa
e
á
Egreja.
E
’
este
um
objecto para
o
qual
cha
mamos
a
attenção
dos romeiros
portugne-
zes,
podendo
assegurar
que
em
Roma
muitos
propagandistas
da
revolução se
converteram
em typos de piedade,
que
alguns
esconderam os
quadros
deshonestos
e
repugnantes
e
as
infames
caricaturas
contra o
Papa
e
o
clero,
que
tinham
nas
vidraças,
e
que
até
os
judeus
abriram
duas
lojas de objectos
de
piedade
nas
proxi
midades
do
Vaticano.
Avião impartuii te
mos
porentes
e
aiuigog
dos peregrinos.
Para
facilitar
aos
peregrinos
e
ás
suas
famílias
as
noticias reciprocas,
a
Direcção
do
«Cominercio
do
Minho»
annuncia
que
quetu
quizer
escrever
para
Roma
aos pe
regrinos
poderá
livremente dirigir
as
car
tas
para=Um delle
Cinque
Lime
n.°
28,
1.°
Pmno=podendo
ficar
certo
dt
que
immediataraente
chegarão
ás
mãos
des
do
furacão
desencadeado;
abate
os
alicer
ces
das
mais
poderosas
instituições
hu
manas
o
varrer destruidor
da
tempestade
revolucionaria; mas
o
cliri-dianismo
não
passa,
porque
é
obra
de
Deus.
A
poderosa
alavanca
de que
os
iinpios
pretendem
lançar
mão,
as
sciencias,
essas
mesmas
quanto
mais
em
perfeição
avan
çam,
tanto
mais
se
acercam
d
’
elle
para
o
defenderem
e
sustentarem.
Nào
é
raro
ouvir-se
. dizer
que
a
reli
gião
catholica
é inútil
e
mesmo
anachro-
nica
boje;
porque
ella
não
póde
acompa
nhar
a
marcha
gigante
da
civilisação
do
século.
Este
asserto,
denunciador
de
requin
tada
ignoraucia,
ou
má
fé,
mostra
que
a
grande
duvida dos
incrédulos,
está
em
não
poderem
conciliar
o
chrislianismo
com
o
chamado
progresso,
a
fé
com
a
rasão.
A
verdadeira
sciencia,
—nào
esses
sis
temas
excêntricos
que se alimentam
de
si
mesmo
sem
nada
influírem
nos
desti
nos
da humanidade,
—
a
verdadeira
scien
cia,
dizemos,
já
hoje
retirou
a
carta
d
’
al-
íorria
a
essa
alfirmação
absurda,
insusten
tável
ainda
com
o
reforço
de
todas
as
argúcias
das antigas
escolas
filosóficas.
\
àos
são, pois,
os
exforços dos
im-
pios,
como
imiteis
os
meios
que
empre
gam
nesta
guerra
contra
uma
instituição
que
viverá
atravez dos séculos,
porque
Deus
lhe assiste.
---
i
Visita <ío
snr. Areebispo a Gui
marães.
No
sabbado,
dia
28 d
’abril, saiu
S.
Exc.
a
Rev.“
a
o
Snr.
Arcebispo
Primaz,
de
Braga
em
direcção
a Guimarães,
acom
panhado
de
seu secretario, do
vice-reitor
do
seminário,
do
secretario
da
Camara
Ecclesiastica
e
íeilor do
collegio
dos
or-
phãos
de S.
Caetano.
Para
bem dos
peregrinos
que
não
ti-i
verem
relações
em
Roma,
podemos dar
a
todos
oma
recommendação sem limites nem
reservas,
e
a
acharão
na mesma
Via
delle
Cinque
Lune
n.°
28,
Piano,
que
aci
ma
indicamos
para
a
correspondência,
e
ahi
poderão
livre
e
francamente
dirigir-se
para
tudo
que
lhes
fôr
necessário.
As
cartas
com
sello
de
50
reis, e
que
não
passem
do
pezo:
passando
é
mais
outros
50
reis.
Pedimos
a
todos
os
jornaes
catholicos
a
publicação
immediata
d
’este
aviso.
---- ------------------------------
Desde
Voltaire,
que
em
seus
sonhos
de
louco
presagiava
para
muito próxima
a
morte
do
catholicismo
peias
conclusões
da
filosofia
atheista,
até
ao
mais
ignorante
e
imberbe
fazedor
de
locaes
para
um
pa
pel
d’
aldeia;
são
sempre
as
mesmas
as
armas
da
impiedade.
A
caltímnia,
a
mentira
mais
descarna
da,
o
sedimento
do
êrro
propinado
em
taças
d
’
ouropel,
as
afiirmações
abslruzas
resahindo
ao
fundo
d
’
uma
aguarela
de
scieucia rebuscada
em
bambochatas
ro
mânticas,
—
eis
a
escola
dos nossos
livres-
pensadores.
Na
euchologia
da
evolução
scientifica,
do
modo que elles
a entendem,
é
de
ver
como
cada
um
d’
esses pseudo-sabios
se
afanam
em
ir inscrever
uma
«ideia
illu-
minada»,
que,
segundo
os
seus
cálculos,
virá
a
contribuir
para
a
legenda
funerá
ria
das
crenças
catholicas.
Pobres
loucos!
Como os
seus
prede
cessores,
cuja
voz
apenas
se
denuncia
por
um
ecco debil
saido
do
pó
dos sepulcros,
elles
passarão
na
lucta
inglória
e
inútil;
e
a
Cruz
continuará
a
refulgir
entre
as
adorações
do
pobre
e
do
possessor,
do
ignorante
e
do sabio.
Ruem
os
maiores
edifícios
ao
impeto
FOLHETIM
Bll.
J. 31. BK
tiÁtllll).
OS
BOIS
.àiOililS
ROMANCE
BRAZtLEIRO
VOLUME
II
AS IV
Filho
e
irmão.
Sorriu-se
Marianna
e
disse
:
—
Descance,
meu
caro
senhor,
tudo
se
concluirá
em
perfeita
paz;
vejo
porém
que
me
lembrou
a
tempo do
que
me
devia
ler
já
lembrado:
a
noite
começa,
e
esta
mos
quasi
ás
escuras.
Deu
dois passos
para
a
porta
do
cor
redor
e
disse
:
—
Luzes
I
tragam
luzes
!
Cândido
de
um
lado
e
Rodrigues
do
outro
observavam
a
scena
de braços
cru
zados.
A
sala
achou-se
bem
depressa
illumi-
nada.
—
Nada
de
ceremonias;
sentemo-nos.
Vejamos,
meu
nobre
senhor,
apresente-nos
o
seu
ultimatum.
—
Senhora
!...
—
Nada de
interjeições:
sobretudo,
eu
tenho
pressa.
—
Pois bem,
senhora
;
eis-aqui
um
con
tracto
de casamento,
ao
qual
só
falta a
assignalura
de sua
sobrinha.
Marianna
recebeu
o contracto,
e
depois
de
seriamente
examinal-o
disse
:
—
Pouco
enjendo
de
direito,
todavia
—
Não
córes
assim,
meu
filho;
que
importa
que teu
irmão
te
desconheça,
se
tua
mãe
te
abre os braços?...
vem...
eu
quero
apertar-te
contra
meu
seio diante
d
’elle;
vem!
E
depois
de
abraçar
apertadamenle
seu
filho,
continuou
dirigindo-se
a
Salusliano
:
—
Vê
bem
que
já
não
receio
o
vene
no
da
sua lingua:
acabou-se
o
senhor,
desappareceu
a
escrava:
agora
eu
o desafio
orgulhosa
!
—
Ainda quando o
que
se
representa
aqui
não
fosse
uma
miserável
comedia,
responde
Salusliano;
ainda
quando o
qne
se .está
dizendo
tivesse
todos os
visos
de
verdade;
acredita,
minha
senhora,
que
to
da
a
esperança
de
vingar-me
estava
per
dida
para
mim?...
—Oh
!... ainda
I...
—
Pois
bem...
o
snr. Cândido é
seu
filho?
qual
éo
nome do pae
de seu
filho?
Marianna
fez
um
movimento.
—
Senhor
1...
—
Não responde?...
tanto
melhor:
irei
perguntal-o
ao
snr.
Henrique...
A
viuva
empaliideceu
;
lembrou-se do
amor
d
’
aquelle,
que
o
inesperado
appare-
cimenlo
de
seu
tilho
fizera
esquecer
tan
to
tempo:
duas
lagrimas
eloquentes
pen
deram das
palpebras
de
Marianna.
Cândido,
com
um
olhar
cheio
de
amor
e
de profundo
sentimento,
mostrou
com-
prehender
a
significação
d
’
essas
lagrimas.
—
A
resposta
de
Henrique,
senhora,
será
prompla
e
nobre:
não
preciso
dizer
qual
seja.
—
Embora...
balbuciou,
como
gemen
do,
a
mãe
de
Cândido,
olhando
terna
mente para
seu
filho.
—Deixarei
Henrique,
senhora
;
prose
guiu
Salusliano,
e hei
devir
fazer
ames-
ma
pergunta
a
um
honrado
velho,
que
vi
ve
de
amar
sua
filha...
que
a
julga
pura,
que..
.
creio
que
o
tabellião
e
as
teslimunhas
deveriam
ter-se
achado
aqui.
—
E
’
possível
que
o
desejasse?
—
Certamente
;
e
como
faltou
essa
for
malidade,
que
me
dizem
ser
d’um
modo
mui
positivo
recommendada
pela lei, pe
ço-lhe licença
para
em
nome
de
minha
sobrinha,
regeitar
este
papel.
Salustiano
mordeu
os
beiços
e
disse:
—
E
terei
eu também licença para mos
trar
aqui
e
em
toda
a
parte
um
outro
papel,
que
trago
no
meu
bolso?
Aqui é
desnecessário,
respondeu
Ma
rianna
sem
hesitar
:
porque
sabemos
am
bos
que
o
snr.
Rodrigues
tem inteiro co
nhecimento
d
’
esse papel,
e
o
snr.
Candi
do
já
não
ignora
sobre
que
elle
trata.
—
E
íá fóra
?
perguntou
Saluslianno
elevando
a
voz.
—
Lá
fóra,
senhor,
poderá
mostral-o
a
quem
bem lhe
parecer;
mas
já
que
se
quer
dar
ao
incommodo
de tornar pu
blico
um
êrro
de
meus
primeiros
annos
de
moça,
oflereço-me
para
facditar-lhe
a
prova
viva
e
documental
d
’
esse
êrro.
—
Eu
a
tenho
no
meu
bolso,
senhora.
—
Quero
dar-lhe
outra
muito
melhor.
—
Melhor
ainda7
e
qual?
—E
’
meu
tilho,
disse
a viuva apon
tando para Cândido.
Salustiano
ficou
estupefacto.
Cândido
aproximou-se
d’
elle
e
ofiere-
cendo-lhe
a
mão
disse
com
accento
com-
movido
:
—
Meu
irmão...
A
voz
de
Cândido
despertou
Saluslia
no,
que
soltando
uma risada
de
escarneo
exclamou
:
—
Impostor
!
Cândido
córou até
a
raiz
dos
cabellos,
e
recolhendo
a
mão
que
havia
estendido,
encruzou
de
novo
os
braços.
Marianna
apertou
entre
as
suas
uma
das mãos
do
mancebo
dizendo-lhe
:
Marianna
soltou
um
grito;
Cândido
ia
dar
um
passo
;
mas
ella
atirou-se entre
elle
e
Saíusliano.
—
Embora!
exclamou
com fogo;
em
bora!
perca-se
tudo!
rompa se
este
casa
mento,
que
deveria
fazer
a
ventura
do
resto
da
minha vida; derrame ainda
meu
pae
lagrimas
amargas
por
minha
causa;
mas
renegar
meu
filho?...
affastal
o
de
meus
olhos?...
negar-lhe
o
meu
seio?
nunca!
nunca!
agora,
senhor,
antes de
lodos
está
meu
filho.
E chorando lagrimas de
amor
abra
çou
se
estreitamente
com
Cândido.
—Bem,
senhora;
disse
Salustiano
to
mando
o
chapeo
;
eu
me
retiro...
tudo
está
decidido
entre
nós.
Cândido
tinha
sentido
vibrar
todas
as
cordas
do
coração
de sua
mãe;
compre
hendeu
que
ia
ser
a
causa
de
seus
tor
mentos
e
de sua
desgraça
:
e
fazendo
um
violento
esforço,
desprendeu-se
dos
bra
ços
que
o
apertavam,
e
lançando-se
adian
te
de
Salustiano
exclamou:
—
Uma
palavra,
senhor!
—
O
que
temos? perguntou
com
des
prezo
o moço.
—
Conhece
a
lettra
de
seu
pae?
—
Sim.
—
Pois
veja.
E
tirando
do
bolso
uma
folha de
pa
pel,
que mostrava ter
estado
por
muito
tempo
guardada,
Cândido
abriu a
aos
olhos
de
Salustiano.
Era
o
escripto
pelo
qual
Leandro
re
conhecia
Cândido
por
seu
filho.
Salustiano
quando
acabou
de
lêr
tre
mia
da
cabeça até
aos
pés,
e
estava
pal-
lido
como
um
finado.
—
Eu
sou
seu
irmão,
disse
Cândido.
Salusliano
não respondeu.
—
Metade
da
fortuna
de
que
se
acha
de
posse,
pertence-me
de
direito.
(ContinúaJ
Em
Sande
e
nas
Taipas
era
S. Exc
a
es
perado por
muitos
cavalheiros,
ecclesiasli-
cos
e
auctoridades,
que
de Guimarães
ti
nham
vindo
esperal-o,
apesar
do
rigoro
síssimo
inverno,
que obstou
a
que
fosse
feita a sua
entrada
solemne com
aquella
pompa,
grandeza
e
magestade,
que
os
il-
iustres
vimaranenses
projectavam.
Depois
tendo
S. Exc.
a
tomado
a
capa
magna
na
egreja
da Misericórdia, foi
em
seguida á
insigne
e
real
collegiada
da
Oliveira,
onde
era
esperado
pelo
cabido,
camara
munici
pal,
auctoridades
civis
e
militares,
ordens
Terceiras
de
S. Francisco,
de
S.
Domin
gos
e
do
Carmo;
e
cumpridas
as
pres-
cripções
do
cerernonial
e
sentado na ca
deira.
ahi
o
mesmo
cabido
e
todos
os
que
o
esperavam
e
a
seu
turno
immenso
povo,
fôram
beijar
o annel
a
S.
Exc.a
Rev.
ma
.
Terminou
este
acto
pela
bênção
solemne,
segundo
o
Pontifical.
O
snr.
presidente
da
camara
dirigiu
ao
venerando
visitante
a
ção
:
seguinte
felicita-
toda
a
magestade,
sublimidade,
uneção
d
’
este
acto.
O revd.
1110
cabido
e
o
clero
a
pouparam,
para
o
tornarem
o
mais
brilhante
possível,
mandando
também ír
de
Braga
seis
dos
melhores
músicos
e
cantores
da
capella
da sé,
para
se
agregarem
á orebes-
tra
da
Collegiada.
O
côro
estava cheio
de
clérigos,
os
paramentos
eram
riquíssimos,
pois
eram
dadiva
do
snr.
D.
Gaspar
de
Bragança,
arcebispo
que
fôra desta
Archidiocese
:
a
isto
juntava-se
a
magestade
do
templo,
a
riqueza
das
sedas,
o
aroma
das
flores,
a
harmonia
do
orgão
e
da
musica,
o
con
certo
das
vozes,
a
poezia
e
sublimidade
das
ceremonias, as nuvens
d’
incenso,
que,
com
as
orações
ferventes
dos
fieis,
se
ele
vavam
até
o
llirono
do
Altíssimo,
e
a
pre
sença das pessoas
mais
nobres
e
fidalgas,
assim
como
de
todas
as
auctoridades.
ludo
isto
fazia
tal
impressão
no homem,
ainda
mesmo
no
menos
crente,
que
quasi
sem
querer,
os joelhos
de
lodos se
cur
vavam
e as
lagrimas
corriam
pelas
faces.
Eis
a
razão
por
que,
os
impios
tanto
se
exlorçam
por
acabar
o
culto
externo.
Bem
conhecem elles
quanto império
tem
em nós
o
culto
religioso,
e
que sem
elle
seria
diílicil
ou
quasi
impossível
conser
var
a
crença
das
verdades
da
religião
christã.
S.
Exc
a
Rev.
“ia
fez a homilia
no
meio
da missa.
Foi
sublime
o
seu
discurso.
Tomando
o
thema
do
Evangelho
do
dia,
(segundo
a
festa que na
Collegiada
se
ce
lebrava)
quodcumque voluerilis,
petelis,
et
fiel
vobis
o
applicou
engenhosissimamente
para a devoção
e
confiança
que
devemos
ter
em
Maria
SS.
,
Padroeira
d
’
aquelle
templo,
e que
tantas
glorias
e
triumphos
nos
alcançaram
outi
’
ora,
do
que
era
tes-
limunha aquelle
vetusto
e
magestoso
mo
numento
;
que
alli
junto
d
’
aquella
Imagem
sagrada
vieram
orar
com
fé
muitos
dos
nossos
reis
e
principalmente
o
Snr.
D.
João
l.°
Que
aquelle
templo era monumento
da
nossa
gloria,
da
nossa
grandeza
e
da nos
sa
fé.
Tudo
isto
o
provou
maravilhosamente
com
a
historia
na
mão.
De
todos
os
actos
do
Pontifical,
foi
este
um
dos
mais
sublimes.
S.
Exc.
a Revd.ma
estava sentado no
faldistorio,
no meio
do
primeiro
plano
de
pois
do
supedaneo
do
altar-mór
com
mitra
e
báculo,
e
faziam-lhe
circulo
o
presby-
tero
assistente,
ministro
do
báculo,
diá
conos d’
honra
e
diáconos
da
missa,
e
por
traz
de
S.
Exc.",
fazendo
parede,
estavam
os
collegiaes
do
Seminário
;
a
isto
accres-
cia os
revd.
os
conegos
paramentados
nas
suas
respectivas
cadeiras,
e
numeroso
clero.
Terminado
o
Pontifical expoz-se
o
SS.
Sacramento
e
cantou-se
um
solemne
Te-
Deum
no
fim
do
qual
se
deu
a
bênção
com
o
SS.
Sacramento.
Depois
de desparamentado,
o
Snr.
Ar
cebispo
foi
ajoelhar
junto
do
altar
de
N.
S.
da
Oliveira
e
collocou
sobre
elle como
offerta
á
SS.
Virgem
a
cruz
peitoral
com o
grilhão
de
oiro,
com que tinha
celebrado.
Na
segunda
feira administrou
o Santo
Sacramento
da
Confirmação
na
egreja
de
S.
Francisco
a
cerca
de
mil
e
quatrocentas
pessoas,
fazendo antes
uma
breve,
mas
elo
quente
pratica,
em
que
fez
ver
a
necessi
dade
da recepção
d’
esle. Sacramento
n
’
este
século
de
descrença,
e quaes
as
disposições
com
que
a
elle
se
deviam
aproximar.
S.
Exc.
a
visitou
as
egrejas
e hospitaes
de
S.
Francisco e S.
Domingos,
a
capella
do
Senhor
Bom Jesus
dos
Passos,
a qual
se
achava
em
exposição
com
as
suas
me
lhores
alfaias,
rico
andor
e pallio, os
asylos
d
’
infancia
desvalida
e
da
Mendicidade,
con
vento
das
Capuchinhas,
e
a
estes
deixou
provas
da
sua
caridade
dando-lhes
uma
esmola.
Foi
hospedado
em
casa
do
snr.
conde
de
Margaride,
onde
foi
tratado principes-
camente.
O
seu
paiacio
estava ricamente
ador
nado.
O
jantar
do
domingo
foi
de
rigorosa
etiqueta,
sendo
para
elle
convidadas as
auctoridades
civis,
jtidiciaes
e
militares,
re-
;
presentante
do
cabido,
arcypreste, presiden-
:
tes
da
Associação
Clerical,
da
Ordem
Ter-
i
«
Exc.mn
e
Rev.
mo
Snr
«A
Camara
Municipal
de
Guimarães,
«congratulando-se
com
a
honrosa
visita
de
«V. Exc.a Rev.
,na
,
e
interprete
dos sen
timentos
de
respeitoso
regosijo
dos
seus
«munícipes,
vem
manifestar
a
V.
Exc.a
«Rev.
ina
quanto
esta
cidade
se
ufana
pela
«recepção
do
seu
venerável
Prelado.
«Terra
de
preclaras
tradicções,
assim
«no estado
civil,
como
no
ecclesiastico,
«patria
de
D.
Affonso
Henriques,
e
de
«S.
Damazo,
Guimarães
rnerecidamente
se
••orgulha
por
esfa
visita
que
lh
’
as
aviva,
e
«que,
provando a
benevolência
<!o Pastor
«ao
seu
rebanho,
prova
lambem que
não
«esquecem
ao
Primaz das
Hespanhas
os
«padrões
de
gloriosa
memória,
de
que
esta
«cidade
é
depositaria.
«Póde,
pois,
a
Camara
Municipal
de
«Guimarães
certificar
a
V. Exc.
a
Rev.ma
«que
são
unanimes
os
sentimentos
de ju-
«bilosa gratidão
e
aílectuoso
respeito
dos
«habitantes
desta
cidade.»
A
este
discurso
S.
Exc.
a
Rev.
ma
res
pondeu
o
seguinte
:
e
Exc.'no
Snr.
Presidente
da
•
Camara
Municipal,
da
Nobre
e
tmuilo
antiga
cidade
de
Guima-
<irães.
«Desde o dia
em
que,
obedecendo
aos
«decretos
da
Providencia
e
ao
mandato
de
«Sua Magestade
Fidelíssima
o
Senhor
D.
«Luiz
I,
acceitei
a
nomeação
para prelado
«d
’esta
Archidiocese
de
Braga,
Primaz das
«Hespanhas,
foi
sempre
minha
tenção
não
«começar
a
visita
d’
ella, antes
de vir
a
«esta
cidade
implorar
o auxilio
da
Mãe
«de
Deus
no
mais
antigo
e mais
famoso
«dos
seus
sanctuarios
n
’esle
reino.
«Considerei
sempre desde
então
como
«um
dever
vir
prostrar-me
nos
degraus
«do
altar,
diante
do
qual tantas
vezes
«ajoelharam um
dos
Pontitices
mais
nota-
«veis
da Egreja
Romana,
e
o
illuslre
fun-
«dador
da
Monarchia
Portugueza,
ambos-
«
vossos
patrícios,
por
que
Guimarães
lhes
«deu
o berço;
diante
do
qual
tantas
ve-
«zes teem
vindo
curvar
seus
joelhos
os
«Senhores
Reis
de Portugal;
diante do
«qual
tantos
homens celebres
nas
artes
e
«nas
sciencias,
na
guerra
e
na
política,
«teem
prestado culto
religioso
e
sincero
«á
Virgem
das Victorias.
Hoje,
porém,
«cumprindo
este
meu
dever,
a
par
dosen-
«limeulo
religioso, que
a
fé me
inspira,
eu
<me
acho possuído
do
sentimento
da
grali-
«dão,
á,
qual
a
Exc.
“
" Camara
de
Guima-
«rães
e
lodos
os
cidadãos
d
’este
concelho,
«que
ella
representa,
teem
direito
indispu-
«tavel.
«Este dia,
Senhores,
e
o
modo
como
«por
vós
tenho
sido recebido,
ficará
in-
«delevel
na
minha
lembrança
;
e,
confiado
«na
protecção da
Virgem
das
Victorias,
«será
sempre
o
ineu
maior
empenho
pro-
«mover
a
gloria
de
Deus,
guardar
a
pu-
«reza
da
fé,
conservar
a
disciplina
da Egre-
«ja
e
procurar
a
salvação
eterna
das
almas
«confiadas
aos
meus
cuidados.
«E’
este,
e
não
será
outro,
o
fim
do
«meu
Ministério
Pastoral.
«Permitia
Deus
Nosso
Senhor,
que
eu
«por
este
modo
saiba e
possa
corresponder
<a
tantos
testiráunhos
de
amor
e
dedica-
,
«ção,
que
os
fieis
d
’
esla
grande
Archidioce-
«se me
teem
dado,
e
que,
auxiliado,
como
<
«espero
ser,
pelo
Governo
de
Sua
Mages-
<
«tade,
possa
realisar
meus
intentos
e fazer
çrfeste
Arcebispado
lodos
os
melhoramen-
i
«los que
elle
precisa,
e que
elle
tanto
<
«merece.»
;
O
regimento
d
’
infanteria
3
formou
em
j
parada,
fazendo,
por
duas
vezes
a
conli- i
nencia,
á entrada na
egreja
e
quando o
Prelado
saiu d’
e!la.
Nas
ruas
do
tranzito,
que se
achavam
ricamente
adornadas, erguia-se
um
bonito
arco,
tendo vários
dísticos
allegoricos
e
as
armas
de
Braga
e
Guimarães
encima
das
pelo chapéo
Archiepiscopal.
No
domingo,
depois
das
10
horas
da
manhã,
dirigiu-se
o
Snr.
Arcebispo Primaz
á
Collegiada,
para
celebrar
de
Pontifical.
Não
se
póde
descrever
com
palavras
poezia
e
nada
se
ceira
de
S.
Francisco
e
de
S.
Domingos,
provedor
da
Misericórdia
e
do asylo
da
Mendicidade.
O
exc.rao
snr.
conde
de
Margaride
brindou
a
S.
Exc.
a
Rev.
ma
congratulando-
se
com
lodos
os
vimaranenses
por
ver
na
sua
cidade,
que
fora patria
já
d
’
um
Pontífice,
um
Prelado,
e
que
era
seu
Pre
lado,
o
Primaz das
Hespanhas,
o succes-
sor
de
D. Fr.
Bartholomeu
dos
Martyres
e
de
D.
Fr.
Caetano Brandão
n
’esta
ci
dade,
a
que
alguém
chamava
retrorgada
por
isso
que
não tinha
os
melhoramentos
puramente
materiaes
de
outras,
mas
que
em
compensação
tinha
muitos
estabeleci
mentos
de caridade
e
asylos
proporcional
-
mente
mais
do
que
outras
cidades.
A
este eloquente e mimoso
brinde
res
pondeu
S.
Exc.
a
Rev.‘na
também
no
mesmo
estylo
e
altura,
congratulando-se
por
estar
n
’
esta cidade
onde
a
caridade
christã
do
minava,
como
o provavam os
seus
esta
belecimentos,
e
em
casa
d’
um
amigo
cujo
ymbre
era
a
honra
e
a
justiça,
como
o
linha
mostrado
em
seu longo governo
do
iDislriclo
de Braga.
Seguiram-se
depois
outros
brindes
igual
mente
eloquentes
e
christãos,
terminando
o
jantar ás 8
horas,
durante
o qual
tocou
no pateo do palacio
a
excellente
banda
de
musica
d
’infanteria n.°
3.
A
’
noite
as
principaes
fidalgas
e
cavalheiros
da
terra
vieram
cumprimentar
o
Exc.ni°
Prelado,
vindo aquellas
ornadas
com
riquíssimos
bri
lhantes.
E’
indiscriptivei
o
enlhusiasmo
d
’
aquel!e
bom
povo de
Guimarães
por
esta
occasião
da
vinda
e
visita
do
seu Prelado,
procu
rando
por
todos
os
meios
testimunhar-lhe
o seu
respeito
e
amor.
Nas duas
noites
de
domingo
e
segunda
todas as casas se
illuminaram
;
quando
o
Prelado
passava
pelas
ruas
todas
as
janellas
se
damasca-
vam,
e
choviam
flores
de
todas
ellas
sobre
o coche
onde
ia
o
Prelado.
A
Religião
Ca-
tholica
está
tanto
na indole
d
’
este
povo
portuguez,
que
é
impossível
descatholisd-o.
Na
terça-feira
pelas 3
horas
da
tarde
deixou
S.
Exc.
a
a
cidade
de
Guimarães
no
meio
das
bênçãos
d
’
um
povo
inteiro.
Foi
S. Exc.
a
acompanhado
até
ás
Tai
pas
por
todas
as
auctoridades
Comtnissões
d
’
Associação
Clerical
e
Ordens
Terceiras,
Parochos,
exc.
nios conde
e
condessa
de
Margaride,
barão
de
Pombeiro,
e
exc.
ma
’
D.
Maria Constança
Martins,
D.
Maria
da
Conceição
Pereira
de
Menezes, Miss
Oli
veira
e
seu esposo
o
exc.
mo
coronel
Oli
veira
e
outros
fidalgos que em
suas
’
car-
roagens
acompanharam
até
ás
Taipas
o
Exc.
mo
Prelado,
vindo
ainda
até
Braga
al
guns
ecclesiasticos.
Transporte
lò7($700
III.
mOi
e
ex.
mos
snrs.
a»
SS.
48^000
4$000
2,3230
4$>00
2$00í)
M000
1^000
Soo
300
Som
ma
218-3430
e
illuminada
ao
|
0|
clarões
do
genio:
desenvolvimento
pelos
Acceitai
pequena
oíferta.
Trabalho
da orphandade;
A
casa
que
nos
abriga,
Prolege-a
a
caridade!
Filha
do
Céo!
esta
diz:
Aqui chega nosso
Pae.
Amparai-nos
bom
Senhor!!
A
vossa
bênção
nos dai,
Penhor que
sempre
nos
fica
Gravado
no
coração
!
Lembrança
bem
saúdosa,
De
tanta
satisfação
1
scena
no
sabbi)
Antonio.
coros
horríveis
despachado
Cnldas ile Visella.
—
Recominej,].
mos
aos
paes
de
familia, que na
esta^
balnearia
concorrerem ás justamente
madas
caídas
de
Visella,
o
annuncio
leccionação
que
n’
este
jornal
publica,
snr.
Antonio
José
de Barros,
profess»
official
na
freguesia de
S.
João
n
’
aqu
ej
localidade.
Podemos
asseverar
que
aquelle
«arç,
Iheiro
merece
completamente
a
confianç
de
toda
a
gente
honesta,
tanto
pelas
soj
qualidades moraes,
como
pela
sua
i||||
(
tração.
Thentro.
—
Subiu
á
e
no domingo o Santo
Desempenho
fraco,
concorrência
diminuta.
©eaigiacEio.
—
Foi
nuense
da
repartição
d’
obras
publicas
d’
^
districto,
o snr.
João
Maria
d
’
AI<neíj
Correia,
moço
d
’
excellenles
qualidades
■
cavalheiro
a
toda
a
prova.
Os
nossos
parabéns.
Beetifiençáo.—
No
commtinicado
i
snr.
Venancio
José da
Silva
Rego,
insert
em o n.° antecedente,
onde se
lê:
do
ill.1
"9
snr.
presidente,
deve
lêr-se=-exi»i
o ill
m
°
snr.
presidente.
Íiiiíreu
rfa Oriente.—
Os
iiltiim
telegrammas
relativos
a
guerra
do Orienii
são
os
que
seguem:
Paris,
3
—
Os
russos
fecharam
conifc
pedos
a
navegação do
Danúbio,
no biii
da
embocadura
do
Prulh.
Foram
collocaiii
de
30 a 40 torpedos.
Berlim
4
—A
Turquia
pediu
coadj»
ção
ao Egypto
e
á
regencia
de
fu
mas
é
ainda
incerto
o
seu resultadoÃ
Asia
menor
apenas
tem
havido
aigunus
contros
sem
importância.
Vienna
3—
A Porta
diriu
aos
seus
t
presentantes
no
estrangeiro
uma
novit
cular
protestando
contra
a altitude
i
Roumania.
Os monitores
turcos
intentar:
homem bombardear
Brada,
mas
a
arlilbe
ria
r»ssa
obrigou-os
a
retirar.
Londres
3—
Na camara
dos deputado?
Oclery
declarou-se
pela
approvação
da
®
ção de
Gladstone,
censurando
a oppresã
soffrida
pelos
súbditos
christãos
da
Tm
quia;
este
propará
que
essa censura
sç
lambem
applicada
ao
czar,
que oppri»
os
seus súbditos da
Polonia
e de
outn
províncias,
declarando
ser
isto
um
opprt
bio
para
a
Europa
e
um
escandalo
p»
a
humanidade
e
para
a
civilisação.
Eiti
apresentou
a seguinte
emenda
não
anuiu
ciada
na
camara,
desejando
melhorar
sorte
dos
christãos
turcos,
e
censura»!
no
entretanto
a
intervenção
da
armai
de
uma
potência
estrangeira
nos
nego»
internos
da
Turquia:
«A
camara
declara-se
satisfeita
|»
vêr
que
o
governo ao
mesmo
tempo
«
propõe
manter
a
neutralidade einquaid
forem
mantidos
os
interesses
da
InglaW
ra,
que
não
deixará
de
tomar
resoluçoí
convenientes
alim
de
proteger
prompta-
mente
esses
interesses
e
mantel-os
o*
nosso império oriental,
se
tanto
fôr
cessario».
Julga-se
que
o
governo
apoiau
esta
emenda,
a
qual,
da fórma
<jue
ei®
redigida,
é
muito importante.
Paris,
4
—
A
’
s
recepções na
embaiu»
oltomana
em
Paris
sómente
tem
assistia
muitos
ingleses
e
húngaros.
A
Porta
tiíicou
aos representantes
das
potências
■
bloqueio
de
todo litoral
russo
no
J1
’
Negro.
Foi
concedido
o
praso
de
3
aos
navios
que
queiram
entrar
em
R
quer
porto
d
’aquelle
litoral
e prçten»
sahir.
Vienna 4
—
0
presidente
de
min|Str
Anersperg
declarou que
a
política
da
A®'
tria
é
clara e
sem
desaccordo
P
oSS|lt
com
gabinetes
estrangeiros;
por
cousci]
11111
cia
é
inútil a
mobilisaçao
do
exercito
>
striaco.
.
.
:
©
mtirquez Ȓe Vallsda
anntin-
eia que dá ntiilienein »<•
governo
civil
ás terças-feia-as
iles.ie a»
91
horas «la inanSaã até ás 3 da tarde,
a todas as
jiesvows que pretendam
falSar-lhe.
gubscripção para a oSTerta
i*u«lre, Pio IX.
Anonymos
de
Fonte-Boa,
por
intervenção
do
seu
digníssimo
abbade
Revd." Antonio Joaquim
da
Con
ceição
e Silva
Anonymo
V.
Revd.0
José
Silveiro
da
Silva
Revd.
0
José
Joaquim
da
Fonseca,
parocho
de
S.
Cláudio
Antonio
José
Gonçalves
João
Maria
dos
Reis,
de
Villa
Real
Anonymo
M.
Anonyma
©fferta.
—
Lêmos
na
«Religião e
Pa-
tria»,
de
Guimarães:
Quando
S.
Ex.
a
Rev.
rna
visitou
o asylo
dhnfancia desvalida,
oflereceram-lhe
as
asyladas
alguns
mimos,
trabalho
de
suas
mãos,
e
entre
elles
uma
íita
encarnada,
bordada
a
ouro,
com
que
S.
Ex.
a
ficou
encantado
e que
teve
em
alta
considera
ção.
Por
esta
occasião,
urna
das asyladas,
ao
depòr
nas
mãos
do
venerando prelado
a commum
oílerta,
recitou
as
quadras
seguintes,
modelo
de
simplicidade
infantil
e
primícias
d
’uma
intelligencia
avida
de
Londres
3
—
Gladstone
propõe deiniO
se
se
recomeçar em
Inglaterra
a
agiM
anti-turca
iniciada
no
ullim
>
cuionu10
-
Bucharest
4
—
Em
resultado
da
são
havida
na
camara
dos
deputada
3
riguou-se
que
sómente
5
bombas
cahiram
em
Brada
lançadas
sem
intenção
pelos
turcos.
Houve
só
uma
unica
casa
destruída
sem
que
houvesse
•victimas.
As
inundações
de
Jany
continuam
em
Constantinopla.
O
governo
turco suspen
deu
por
decreto
a
lei
de
imprensa
de
1865.
Cairo
4
—
A
junta
dos
notáveis
appro-
vou
o
imposto
de guerra
na
importância
de
12
milhões, por
consequência
o
exer
cito
vae
ser
elevado
de 9:060
a
12:000.
A
aclual
divisão
egypcia
servirá
na
Turquia
e
o
resto do
contingente
perma
necerá
no
x
Egypcio
afim
de proteger
o
ca
nal
de
Suez.
VARIEDADES
leonographia
(I)
ATTRIBUTOS
DOS
SANTOS
—
ATTRIBUTOS
GE-
RAES
—
ATTRIBUTOS
ESPECIAES
[Revista
de
Sciencias
Ecclesiasticas)
Antes
de
tudo
é
importante
reconhe
cer
a
que
ciasse
pertencem
as
persona
gens
que
se
pretende
estudar.
Temos
a
considerar
portanto
as difTerentes classes
em geral,
antes
de
indicar
os
atlributos
especiaes,
que
ordinariamente
se
dão
aos
santos mais
populares
e
mais
conheci
dos.
O
abbade,
vestido
com
um
habito
e
lendo
o
capuz
deitado
a baixo,
tem
um
livro
na
mão
esquerda,'um
biculo
na
di
reita
e bastantes vezes
tem
a
cabeça
co
berta
com
uma
mitra sem
ornatos.
A
vo-
lula
ilo
báculo
está
virada
para
dentro
para
indicar
que
a sua
jurisdicção não
passa
do
seu
convento.
A
abbadessa,
vestida
de
freira,
tem
igualmente
um
livro
na
mão e
o
báculo,
e
algumas
vezes a
cruz
peitoral.
O
arcebispo tem
a
mitra
na
cabeça
e
o
báculo pastoral na
mão esquerda,
aben
çoada
com a
mão
direita,
ou sustenta um
livro;
está
de
capa ou
com
os
outros
ornamentos
ponliíicaes,
cobertos
com
o
palio.
A
voluta
do
báculo
está
voltada
para
fora, em
signal
da
sua jurisdicção
exterior.
Depois
do
século
XV
o
báculo
do
arcebispo
é
substituído
por uma cruz
triunfal
de
duas
travessas.
O
bispo está
vestido
como
o
arcebispo,
exceptuando
o palio
e
a cruz
de
duas
travessas.
O
diácono
está
vestido
de
dalmatica,
estola
em
aspa
e
de manipulo.
Muitas
ve-
'
zes põem-lhe entre
as
mãos
o
livro do
Evangelho.
O
heremila
tem
uma
comprida
barba;
está
revestido
de
habito,
e
tem
ordinaria
mente
diante
de
si
uma
caveira:
um
grosso
rozario
lhe
pende
do
cinto.
O
monge
distingue-se
do heremita
pela
sua
enorme corôa; tem ordinamente
capuz
e
escapulário.
O
martyr
tem
uma
palma na
mão;
tem
muitas
vezes
os
instrumentos
do
seu
sup-
plicio;
se
occupava
algum emprego
na
Egreja,
está
vestido
com
as
insígnias
da
sua
dignidade.
O
presbytero está
d
’
alva,
manipulo,
es
tola
e
casula.
A
freira tem
ordinariamente
escapu
lário
em
cima
do
vestido,
barbeira
e
véo.
O
rei
conhece-se
pelas
insígnias
da rea
leza,
tem
sceptro
e
corôa.
O
soldado
distingue-se pela
sua
arma
dura.
A
virgem
está
vestida
com
um
simples
vestido,
com
os
cabellos
ílucluando sobre
os
hombros;
se
é
martyr,
tem
a
palma
ou
uma
corôa
na
mão.
Muitas
vezes
en
contram
se
virgens que,
além
da
palma,
têm
ainda
a
corôa
na
cabeça;
estes
dons
atlributos parecem
convir ás
que
com
bateram
por
conservar
sua
fé
e
virgin
dade.
A
viuva
é
idosa;
tem manto,
véo e
toalha.
fendo-se
reconhecido
a
que
categoria
pertence
a
personagem
que
se
quer
estu
dar, nada
mais
é
necessário
senão
des
cobrir
o seu
attributo
especial,
ou
os si-
gnaes
distinctivos que
impedem
de
a
con-
fun
lir
com os
outros
santos
da
mesma
categoria.
Santa
Agatha sustenta
diante
de
si
um
pialo
ou
uma
toalha
com
um
dos
peitos
-tjue
lhe
foram
cortados;
vêm-se-lhe
ás
ve
zes
junto dos
pés
umas
tenazes,
instrumento
do
seu
supplicio.
(1)
Crosnier,
«Icoaographie
chrétien-
nes,
cap.
30.
Santo
Agapito
representa-se
com um
leão
deitado
aos
pés.
Santa
Afra está
posta
em
uma
caldeira
inflammada.
,
.
.
.
Santa fgnez
tem
um
cordetrtnho,
que
representa
o seu
nome
e
candura.
En
contramos
outros
atlributos,
que
podem
chamar-se
fallantes
e
que indicam
o
nome
da
personagem e
attributo de
Santa
Fara
em
particular.
Santo
Ariano
representa-se
tendo
diante
de
si
o
cepo
sobre
o
qual
lhe
cortaram
os
pés
e as
mãos.
Santo
Ainbrosio
tem
junto
de
si
um
cortiço
de
abelhas;
também se
encontra
com
um
azorrague
na
mão.
Em
um
com
bale
realisado
em
1339,
entre
os milane-
zes e
os
imperiaes,
os
milanezes vence
dores
pretenderam
ler
visto
durante
a
batalha
o
seu
santo protector,
tendo
um
azorrague
levantado por
cima
dos
seus
inimigos.
Santo
Albano,
bem como
S.
Diniz,
têm
a
cabeça
entre
as mãos.
Santo
Aleixo,
moribundo,
está deitado
sobre
uma
escada.
Santo Anastacio,
martyr,
está
atado
ao
rabo
de
um
cavallo
bravo.
Santa
Apolonia
tem
por
attributo uma
torquez
com
a
qual
lhe
tiraram
os
den
tes.
Santa
Anna
occupa-se
em
fazer
ler
a
Santa
Virgem.
Santa
Apolonia, bate-lhe um
demonio
armado
de
uma
cachamorra.
Santo
Anlão, solitário,
,ó
atormentado
por
uin
ou vários
demomos,
ou
então
está
acompanhado
por
um bóde, cuja fórma
tomou
o
demonio; as
mais das
vezes en
contra-se
levando
um
livro
e
uma
campai
nha,
apoiado
sobre
uma
cruz-moleta
e
acompanhado
de um
corpo.
Outras
vezes
vê-se
junto
do
santo
uma
chamma,
por
que
se
recorrêra
a
elle
para
livrar
da
peste,
que
se
chamava Fogo
de
-Santo
Antão.
Santo
Antonio
de
Lisboa
ou
Padua
es
tá
em
pé
ou
de joelhos
diante
do
Me
nino
Jesus, ou
sustenta-o sobre
os
braços.
Dá-se-lhe
ás
vezes o
burro
por
altri-
bulo.
Santo
Antonio,
bispo,
está
meltido
em
uma
barca
e
se
deixa
levar
pela
corrente
de
um rio.
Santo
Aré
Bispo de
Nevers,
está
deitado
em
uma
barca.
Santo
Agostinho
tem
na
mão
um
co
ração
ardendo.
Santa
Austreberta
tem
um
animal
por
attributo.
Balthazar,
um dos
tres
Reis Magos,
tem
ordinariamente na
mão
um
vaso
de
myr-
rha.
Santa
Barbara
tem
na
mão uma
tor
re
ou
um
calix
com
uma
hóstia
em
cima.
S. Benigno,
bispo
de Dijon,
está
re
presentado
com
os instrumentos
de
seu
supplicio,
duas
lanças
cruzadas,
uma
ca
chamorra
e
sovelas nas
ponlas
dos
de
dos.
S.
Bernardo
está
de
joelhos
diante
da
Santa
Virgem,
que
lhe
apresenta
o
Menino
Jesus.
S.
Braz
está curando
um
menino; tem
)or attributo o pente
de
ferro,
instrumento
de
seu
supplicio.
S.
Bonifácio,
vestido
de
bispo,
derriba
uma
arvore.
Santa Blandina
está
atada
a
uma
co-
umna.
S. Brice,
discípulo
e
successor
de
S.
Martinho,
tem
na mão
brazas accesas,
em
arova
de
sua innocencia,
ou
então
sus
tenta
nos braços um
menino,
cuja
lingua
se
soltou
para
confundir
os
seus calum-
niadores.
Santa
Catharina
de
Senna
está
ás
vezes
representada
com
esligmatas.
Santa
Christina
está
crivada
de
set-
tas.
Santa
Catharina,
de
corôa
real
na
ca
beça,
e de
palma
do
martyrio
na
mão,
sustenta
uma
roda
de dentes
de ferro;
o
mais das
vezes esta
roda
está que
brada.
S.
Canuto,
de
vestes
reaes,
está
a
maior
parte das
vezes ajoelhado
diante
de
um
alt<r.
S.
Cyro
é
representado
só,
montado
em
um
javardo.
Santa
Cecilia
é
representada rodeada
de
instrumentos
músicos.
S.
Carlos Borromeu
está
vestido
de
cardeal
e
de
corda ao
pescoço,
ajoelhado
diante
de
um altar.
S.
Chrislovão,
de
uma
altura colos
sal,
leva
o
Menino
Jesus
sobte
os
hom
bros.
Santa Chamai,
em habito
de
Visilan-
dina,
sustenta um
coração
na
mão.
Santa
Clara
sustenta
na
mão
uma
cus
todia.
Santos
Cosme
e
Damião,
médicos,
são
representados por
uma
garrafa
na mão.
ou
de
pé
ou
junto
da
cama
de
um en
fermo.
S.
Diniz
tem
a
cabeça
entre
as
mãos.
Santa
Dorothea
leva
flores
e
fructos
em
um
cesto.
S.
Dunsfano
toca
harpa.
S.
Domingos
está
ordinariamente
de
joelhos
diante da
Santa
Virgem,
que
lhe
apparee
com
o
seu
divino Filho;
junto
delle
está
um
cão com uma tocha accesa
na
bocca.
(Continua)
SECÇÃO
DE COMMUrtfICADOS
lUoasaiuedes,
iS
d® marfo de (899
Antonio
Joaquim
Guerra
Rebello
da
Fontoura,
pede
ao
exm.°
snr.
Antonio
Ri
beiro
Saraiva,
cidadão
porluguez
e
resi
dente
em
Londres,
o
obséquio
de
lhe di
zer,
se
em
março
ou
abril
do
anno
pre
térito,
recebeu
uma
carta
que
lhe dirigi
franqueada,
de
Mossamedes,
provincia
de
Angola,
aonde
me acho,
á
qual aié hoje
não
tive
solução
alguma do
mesmo
snr.
;
rogando-lhe
no
caso
de
a
ter
recebido,
o
responder-me
a
ella
particularmente se
as
sim
o
entender,
ou
pelo
menos, accusar-
me
simplesmente
a
sua
recepção.
Igual
pergunta
faz á
exm.a snr.a
D.
Cecilia
Eleonor Goerra,
súbdita
ingleza
residente
em
Londres,
e
viuva do
falleci
do
honrado
cidadão
porluguez,
João
Evan
gelista
Guerra
Rebello
de
Fontoura, ácer-
ca
d’
uma
carta
que
lambem
lhe
dirigi
da
mesma
localidade
nos
meados
dos
mezes
do
anuo
p.
passado,
e á
qual
se
não
di
gnou
responder-me;
rogando-lhe
o
obsé
quio
d’
accusar-me
a
sua recepção
em
carta
particular, ou
n’
este
jornal,
se
assim
o
entender,
relatando-me
conscenciosamen-
te
e
sob
sua
palavra
d
’
honra,
qual
o
ver
dadeiro
estado
da
fortuna
que
deixou o
dito
seu
finado
marido, afim
de
se
termi
nar
a
questão
pendente,
entre
os
filhos
legítimos
do
primeiro matrimonio
do
fal
lecido,
e
que
deixou
em
Portugal,
depois
de
se
proceder
á
liquidação
do
casal
co
mo
é
mister,
e
resolver-se
esta
questão
de
commutn
acôrdo
entre
os
herdeiros
legi-
timantes
do fallecido,
por
julgar
ser
este
o
meio
mais
legal,
de
terminar
sem
maior
dispêndio
este
negocio.
ÍBA.VCÍ»
1)0 MK
l
VHO
Resumo
do
Activo
e
Passivo
em
30
de
Abril
de
1877.
Activo
Caixa:
existência em
metal.
217:600^309
Agencias no
paiz:
Saldo
de
vedor
em metal. .
.
.
128.6925560
Arca
dos Órfãos
....
26:969^706
Papeis
de
credito.
.
.
.
76:7615453
Acções
de
c.
própria .
.
64:800^000
Hypolhecas
de raiz .
.
.
121:0525316
Empréstimo
sobre
penhores
.
4:388-5020
Empréstimos
a
Camara
mcipaes e
á Junta
do
districto
.
.
Leiras
descontadas
Letras
a receber .
Letras
em
liquidação
Leiras
falsas.
. .
Contas
em
liquidação.
Saques
e
remessas
de
Saques
e
remessas
das
cias
...................
»
Mu-
Geral
.
.
84:5445842
.
.
338:5365650
. .
2:6605833
.
.
66:5475709
.
.
1:8505000
.
.
71:5205958
n.
c.
170:3845196
agen-
.
.
22:6325167
Agencias
no
estrangeiro.
.
58:0195287
Contas
correntes garantidas
.
615:8065848
Outras
contas
correntes. .
.
26:3375050
Generos
recebidos
por
c.
de
penhores........................
14:6705820
Ediíicio
do
Banco.
.
.
.
29:1135530
2.143:0915254
Passivo
Capital
..............................
?
undo
de
resefva.
ieserva
para
decima.
.
Notas
em circulação.
.
.
depositantes
á ordem,
duos
em
coma
corrente.
Depositos
a
praso.
dividendos
a
pagar
.
.
Credores
diversos
.
.
.
Agencias no
estrangeiro
.
Agencias
no
paiz .
.
.
Saques
e
remessas'
de
n.
c
Saques
e
remessas
das
600:0005000
155.000500o
4x0995717
6905000
23
3965723
106:8465172
962:234 9u4
1:36954
ío
93.5825913
14:0875788
14:2235883
29:4015180
agencias
;
.
.
52:3625716
Cofre
dos Órfãos
.
.
.
Deposito
publico
. .
.
Letras
a
pagar.
.
.
.
Lucros
suspensos
.
.
•
Ganhos
e
perdas
.
26:9695706-
28:4955691
3:9095080
6:5115163
17:9095870
2.143:0915254
Braga,
Banco
do
Minho
4
de
Maio
de
1877.
Os
GERENTES.
Manoel
Luiz
Ferreira Braga.
Francisco
casimiro da
Cruz
Teixeira.
BANCO
COMMERGIAL
DE
BBAGA.
Resumo
do balanço do
Banco
Commercial
de
Braga
em
30
de
Abril de
1877.
Activo
Acções,
prestações
a
receber
Dinheiro
em
caixa.
.
.
Letras
em carteira.
.
Empréstimo
sobre
penhores.
Contas
correntes
com
garan
tia
.........................
Agentes
no
paiz.
.
Ditos
no
estrangeiro.
Papeis
de
credite.
Diversos
devedores.
Moveis
e
utensílios.
.
2:2325500
52:0165888
268:2545268
99:4555790
1.075:6835656
.
128:0355152
.
36:7185700
.
350:1725280
.
262
1995897
.
1:7225625
Passivo
Capital.............................
Obrigações
......................
Depositantes.
.
Agentes
no
estrangeiro
Diversos
credores.
Leiras
em
deposito. .
Letras
a
pagar.
.
.
Notas
em
circulação
.
Fundo
de
reserva.
Dito
para
prejuisos
luaes
....
Dividendos
a
pagar.
.
Lucros suspensos.
.
Ganhos
e
perdas.
.
2.276:4935756
.
1:000:0605000
983:8805388
.
.
27:0635727
.
.
1115969
.
.
77:2205303
.
. 23:3775065
.
.
79:3055164
.
.
3535000
. .
50:0005000
even-
.
.
.
3:0005000
.
.
1:2375100
.
.
14:2005000
.
.
12:6905840
2.276:4935756
Braga
3
de
Maio de
1877.
Os
Directores
Luiz
Antonio
da
Costa
Braga.
Manoel
José
da
Costa
Guimarães.
BAIVCO
HEHCÂVT1L DE BR1CA
SOCIEDADE
ANONYMA DE
RESPONSABILIDA
DE
LIMITADA
Resumo
do
activo
e passivo
d’
este
Banco
em
30
de
Abril
de
1877.
Activo
Caixa
....................................
Letras
descontadas,
toma
das e a
receber
.
.
.
Empréstimos
sob
penhores
Créditos
caucionados
em
c/c
Operações
a
longo
prazo,
com
hypotheca
.
Agencias
no
Reino
e
Ilhas
Agencias no
estrangeiro .
Devedores
diversos.
.
.
Letras
cambiaes.
.
.
.
Acções
de
conta
própria
.
Valores
íluctuantes.
.
.
Effeitos
depositados .
.
Despezas
d
’
installação
.
Moveis
e
utensílios.
Gastos
geraes
e
commissões.
Liquidações..............................
35:6995425
188:8705195
139:04857f0
95:8335164
18:0605790
39:3305912
2:7895355
9:8315225
5:2975800
153:2505000
59:3625090
29:5005000
4:4005000
1:5315640
2:4625810
i
:
3-16593
0
786:6505646
Passivo
Capital....................................
600:0005000
Fundo
de
reserva
....
2:5095127
Imposto
sobre
dividendo
.
.
2:3275165
Deposilos
a
praso
.
.
108:6035716
s
á
ordem.
. .
20:4335595
Letras
em
deposito.
. .
8535300
Cartas
de
credito. .
.
.
2055073
Credores
d
’
eíTeitos
deposita
dos
....................................
29:6005000
Credores
diversos
...
5
4145486
Agencias
no
reino
e estran
geiro
....................................
9095788
Dividendos
por
pagar.
.
.
2;42550oO
Lucros
e
perdas.
. .
.
13:3675391
786:6505646
Braga
5
de
Maio
de
1877.
Os
Directores,
João
da
Costa
Palmeira.
José
Antonio
Rebello
da
Silva
BANCO
DA
COVILHÃ.
Balanço
em
30
de
Abril
de
1877.
Aetivo
ANTIGO
ARMAZÉM DE MOVEIS
Largo de
S.
João
n.°
8
e
8
A,
e
rua
de
Jano
n.u
21
Ífomísag&s
Ferreira Alves
Bi. c C1
COLLEGIO DE
S.
JOSH'
Rua
ite S. JToíto n.°
í
Accionistas
..............................
9000000
Leliras
descontadas
e
a
receber
...................................
362:2440614
Efleitos
depositados
.
.
.
12:0000000
Agencias
no
paiz.
.
.
.
27:3260714
Ditas
no
estrangeiro.
.
.
13:1000538
Empréstimos s.
penhores.
163:8620815
Ditos
em
c. c.
com
caução
265:8560777
Devedores
geraes.
.
.
.
20:0250649
Papeis
de
credito.
.
.
.
8:9670800
Mobília
e
utensílios.
.
.
1:9370159
Despezas
d
’installação
.
.
2:6580815
Caixa
...................................
10:4650794
889:3460675
Participa
aos seus
amigos e
freguezes
que
continua
a
vender
por
preços
sem
com
petência
e
com
responsabilidade,
moveis
em
todos
os
gostos
de
rnogne,
pau
oleo
e nogueira, ditos de
palhinha,
alcatifas
feltros
e
bonitos
dunquerques,
consollos,
jardineiras,
guarda-vestidos
com
espelho
e
sem
elle,
toiletes,
camas
á
ingleza ma
ciças,
á
franceza.
secretarias
para
homem
e
senhora,
ditas da
énble,
guarnições
de
nogueira
para
sala
de
jantar, cadeiras
ame
ricanas,
tageres
e
matadores
de toda
a
qualidade
de
madeira;
bem
assim
toda
a
qualidade
de
apoveis.
Promplifica-se
a
fazer
todas as qualida
des
de
moveis
estofados.
(255;
Anlonio Vieira (EAraujo, recebe
dor da comarca
de Braga,
por S.
M El-Rei que Deus
guarde,
etc.
Passivo
Capital
.................................
750:0000000
Fundo
de
reserva. . .
.
4:7770265
Fundo
para
o
edifício
do
Banco
................................
5000000
Depositos
á
ordem
. .
.
15:6460103
Ditos
a praso
.......................
84:83801
10
Devidendos
a
pagar.
.
.
1:8760500
Credores
d
’
efleitos
deposi
tados............
12:0000000
Devedores
e
credores.
.
2:1730560
Contas interinas. .
.
.
8290772
Ganhos
e
perdas
....
16:7050365
889:3
460675
Covilhã
30
de Abril
de 1877.
Os Directores
A
Baplista
A.
Leilão.
1.
T.
M.
Megre
liyesler.
Luiz José
da
Costa
da
casa
do snr.
José Antonio
Marques,
para
defronte
n.°
30,
loja
que
loi
do
illm.
0
snr.
Pimenta
Gonçalves,
na praça
do
Barão
de
S.
Mar
tinho.
(256)
Os
hospedes
Parto
que
de
sejarem
evitar
o bulicio,
e
mais
incom-
modidades
das
hospedarias,
e aproveitar
o
alimento
onde
mais
lhes
convier,
acham
a
preço rasoavel,
quartos
e
camas decen
tes,
sem
obrigação
de
comida,
n
’uma ca
sa
honesta,
a
curta
distanlancia
dos
thea-
tros
e
das
principaés
repartições
publicas.
Indica-se
na
rua de Santo
Ildefonso,
n.°
259.
(257)
Faço
saber
que
o
cofre
da
recebedo
ria
d
’
es(a
comarca
se
achará
aberto para
a
cobrança das contribuições:
industrial
.............................
/
.0
_
P
Renda
de
casas
e
sumptuaria
) ANN0
DE
por
espaço
de 30
dias
a contar
no
dia
7
de
maio
e
findar
no
dia
5
de
junho.
Passado
áquelle
praso,
se
não
tiverem
pago
as
suas
collectas
pagarão
mais
3
por
cento,
ou
quota
minima
de
40 reis
de mul
ta para
a
Fazenda
Publica.
Outro
sim
faço
saber
que
os
avisos
se
acham
em
poder
dos
regedores
de
paro-
chia,
e
que
será
bom
que
os
snrs.
con
tribuintes
os
apresentem
na
Recebedoria
quando
forem
pagar.
A
Recebedoria
estará
aberta
todos
os
dias,
ainda
mesmo nos
santificados.
E
para
qne
chegue
ao
conhecimento
de
todos,
e
ninguém
possa
allegar ignorância
se
mandou
affixar
este
e
outros
de
igual
theor,
nos
logares
mais
públicos
da
co
marca.
Braga
28
de
abril
de 1877.
O
recebedor,
O
director
do
mesmo
Collegio
faz
pilw
blico,
que
abre no
dia
15
do
corre^
mez, as aulas nocturnas
de
curso
co^
pleto
de
desenho, incluindo
desenho
j.
archilectura,
proprio
para
as
classes
se
dedicam,ao
trabalho como:
pedreira
carpinteiros,
marceneiros
etc.,
sendok
gratuito
para
aquelles
que
apresenta^
atiestado
do
parocho
e regedor,
em
mo
são
pobres
;
com o
que
poderão k
quentar
a
aula
de
Instrucção
Prkmari,
;
debaixo
das mesmas
condições
que
o
mo
director
igualmente
resolveu
inauo
t
.
rar.
Os que
não
apresentarem
os
docu^
tos
pedidos,
terão
de
pagar
500
reis
me,
saes,
cuja
somma
será
destinada
a
tornjj
.«
mais
brilhante
e
pomposa,
a
feslividij
de Nossa
Senhora
das
Dores
que
se
\(
.
1
nera
no
magesloso
templo
dos
Congregi.
dos,
a
quem
o
Director,
e seus
collegast
amigos,
não
só
se
confessam
devotos,
uj
j
lambem
por
atlribuirem
a
saude
do dj
re
,
clor
do
mesmo
Collegio,
ao
milagre
fj
to
pela
mesma
Senhora.
Braga
2
de
maio
de
1877.
O
Director,
José
Valerio
Capella,
;
Xarope peitoral de Rei
CAÍDAS BE VISELLA
(243)
Anlonio
Vieira
d
’
Araújo.
ÃGOBSCiraiOS
João
Alberto
d
’
Araujo
e
Castro,
abba
de
de
Nogueira,
não
podendo
como
dese
java
agradecer
a
todas
as
pessoas
que
por
occasião
da
sua
doença
lhe
deram
pro
vas
de
summa
amisade,
o
faz
por
este
mo
do
testimunhando-lhe seu
grato
reconhe
cimento.
(247)
Hminn
m
Antonio
José
de
Barros,
professor
of-
ficial
na
freguezia
de
S.
João das
Caídas
de
Visella, faz
publico
que
desde
as 10
e
meia
horas
da
manhã
até
á
uma
da
tarde,
recebe
para
ensinar
promiscuamen-
le
as
creanças
que
vierem
a
esta
locali
dade
a
banhos,
e
queiram
ulilisar-se
de
seus
recursos
de
instrucção
primaria
des
de
as
primeiras
leliras
até
ao curso
com
pleto
mencionado
em
portaria
de
11
de
janeiro
de
1871.
Os
abaixo
assignados
filhos,
genros,
e
sobrinhos
do snr.
Antonio
Ignacio Mar
ques.
e
da
snr.
a
D.
Anna
Candida Viei
ra
Marques,
julgando impossível
corres
ponderem, como
deviam
a tão
distinctos
obséquios com que foram
penhorados
por
seus
bondosos
amigos,
veem
por
este
meio
dar
expansão
ao
seu
indelevel
reconheci
mento
protestando a
todos
a mais
since
ra
gratidão.
Maria
José Vieira
Marques
Amélia
Augusta
Vieira
Marques
Delflna
Adelaide
Marques
Gomes
José
Anlonio
Vieira
Marques
Antonio
d’
Araújo
Azevedo
Vasconcellos
Feio
Anlonio
Santos
d
’
Azevedo
Magalhães
Manoel
Gomes
da
Silva
Mattos
Conego Manoel
Anlonio
da
Cosia.
(241)
ESTABELECIMENTO DE
BANHOS
Achar-se-ha
aberto
desde
o
primeiro
de junho
em
diante,
na
rua
de
S.
João
n.°
1, um
excellente
estabelecimento
de
banhos similhante
aos do
Porto,
onde os
banhistas
encontrarão
uma
sala
de
espera
mobilada
com
todo o
aceio,
quartos
com
boas
banheiras,
cama
á
franceza,
com
co
bertores
para
aquelles
que
se
qmzerem
deitar
para
aproveitarem
a
reacção*
dos
banhos
de
chuva.
Além
d
’
isso
os
que
quizerern
almoçar,
encontrarão almoço
por
preço rasoavel.
<7
-
sÈS Ui. ■ :■ <:■>
Preço
dos
banh
os
:
Banhos
usuaes
e
de
chuva...............
200
Banhos sulfuricos
de
Visella
e
Taipas
400
De
Fraião
................................................
200
Almoço=bifes,
chá,
pão
e
manteiga
e
vinho
...........................................
240
TRANSFERENCIA
Empregado
com os
melhores
resultai,
e
nas
moléstias
pulmonares,
tosses
antip,
a
e
modernas, bronchites
agudas
e
chroii €
cas,
broncorrhea,
catarrho
pulmonar,
sej
(
qual
fôr
o
seu
estado,
pneumonia,
pie,
risia,
lisica,
catarrho
suffocante.
angiu;
s
nervosa,
tosse
aslhmalica,
escarros
desii
j
gue,
etc.,
etc.
Os
efleitos
d’esle
verdi (
deiro
especifico
são
seguros
c
rápidos,i
q
é
considerado
na opinião
publica o
melb»
a
medicamento
para
taes
padecimentos,
j
e
venda
em
todas
as
pharmacias
e
drogarias.
i
Deposito
principal
em
Braga, na
phaw
cia
dos
snrs.
Pipa
&
lamão,
assim
co®
h
Xarope d’ostras e
flôr
da
mocidade
pti
t
mesmo
auctor
;
e
deposito
geral
na pi».
<]
macia
Lisbonense,
largo
do
Corpo
Sa*,
a
29
e 30,
Lisboa.
(21
j
s
CK&SÍBE BEPOSKTO
j
DE
I
MACHINAS
DE
COSTUR1
’
O
casiopo «Se B. Luiz f, ci.° 1 ®
A. R. RIBEIRO
«
BRAGA
f
1!
Grande
facilidade
de
pagamentos!!
r
Vendas
em
prestações de 400
rs.
UM
ANNO
DE
PRASO
Sem
augmenlo
algum
nos
preços,
ou
por
cento
de
abatimento
de prompto
pagamento
Ensino «ratiB
(ainda
que
seja
desviado
d
’
esta
cidade
6
léguas)
BOM
VINHO
Vende-se
por
pipa na casa da
Deveza.
em
Adaufe.
(253;
novo
estabelecimento
Joaquim
Antonio
Dias de
Carvalho,
an
tigo caixeiro
do
snr.
João
Manuel
da
Sil
va
Guimarães
da
rua
do Souto
d
’esla ci
dade,
participa
ao respeitável
publico e
especialmenle
aos seus amigos,
que
se
acha
estabelecido
com
o mesmo
negocio
de
pan-
nos
e todas as
mais
fazendas
pertencen
tes
a
mercador,
na
mesma
rua
do
Souto,
n.°
56,
de
sociedade
com
o
snr.
Albano
da
Silva, debaixo
da firma de
Carvalho
«fe
Silva,
tendo
um
variado
sortimento
de
fazendas,
gostos
os
mais
modernos;
por
isso
rogam
aos
seus
amigos,
e mormente
ás
pessoas com
quem
ainda
não
tem
relações,
de
visitarem
o seu
estabeleci
mento,
onde
encontrarão
a
maior
since
ridade
e modicidade
de
preços.
(254)
Os
devotos
do SS.
Rosto
que se
vene
ra
a
Traz
da
Sé,
não
lhe
sendo
possivel
fazer
o
leilão das
prendas
como
o
tinham
annuociado para
o
dia
28
do
mez
passa
do,
em
consequência
do
tempo
de
chuva,
transferem
a iiluminação
e
leilão das
pren
das,
para
o
dia
12
e
13
do
corrente,
(se
o
tempo
o
permillir).
(248)
CASA
PARA
ARRENDAR
z.,
Alluga-se
até
ao
proximo
S.
Mi-
hiift
f>
ue*
uma
mora(
ia
d®
casas,
sita
na
rua
do
Anjo n.°
24. Trata-se
na
livraria,
em
frente
da
mesma
casa,
e
no
escriptorio
d
’
esta
redacção.
VENDA
DE
CASAS
Vende-se
4
moradas
de
casas
com
quintal
e
agua,
sitas
na
rua
de
D. Pedro
V,
sendo
n.°
76,
77,
85
e
86.
Tracta-se
no
largo
dos
Penedos,
n.
’
1.
(6ò)
MUITA
ATTENÇÂO
Deposito de
biscoitos de
Valongo
1
—
LARGO
DA
LAPA
—
1
Estes
biscoitos
são
muito recommenda-
veis
tanto
pela
qualidade das farinhas,
per
feição
porque
são
feitas,
como
pelo
seu
baixo
preço
em
relação a
qualidades.
Preços
porque
são
vendidos:
Biscoito
valonguense,
kilogramma 280
Tosta
doce
280
Biscoito
macarrão
>
280
Bolacha
doce
280
Biscoito
Brazileiro
>
300
Dito
imperial
>
330
Bolachinha
de
araruta
I
340
Tosta
azeda
(211)
190
Bftga
de sabugueiro
Diz-se
aonde se vende
de
boa
qualida
de
largo
de-N.
Senhora
Branca,
n.°4
e
5.
(246)
Este
deposito
recebeu
grande
porç»
de
machinas próprias
para
famílias
c»
lureiras, ■
alfaiates
e
sapateiros.
Do
sei
estabelecimento
não
sae
machina nento
ma sem
que
seja
examinada;
podendoas'
sim
afiançar
ao
respeitável
publico
o
et-
cellente
trabalho
e
boa
qualidade.
Para
comprovar
o
que
acima
íicadili
basta
dizer-se
que
ha
3
annos
tetndep
sito,
e
ainda
não
lhe
veio
nenhuma
china
regeilada,
devido
isto
á boa
esco
lha
como
póde
confirmar grande nufflíi
1
de famílias
e
industriaes.
No
mesmo
deposito
se
vendem
alji'
1
dões,
retroz,
agulhas
e
oleo,
etc.
f
^Kaebinas silenciosas.
CIRim&IÃO
BESÍ^BfjTA
APPROVADO
PELA ESCOLA MEDICO-CIRt'^1'
CA
DO PORTO
Largo
do
Barão
de
S.
Martinho
n.°
BR
a
GA.
Faz
tudo
quanto
diz
respeito
st
J
arte
e
continúa
operando
grátis,
soldados.
(
BRAGA, TYPOGRAPH1A LUSITANA—i0
‘
i
Parte de Comércio do Minho (O)
