comerciominho_08021877_600.xml
- conteúdo
-
5.-
’
ANNO
1377
FGLHÀ
COMERCIAL RELIGIOSA
E NOTICIOSA
NUMERO
600
Aísigna-see
vende-se
no
escriptorio do
kditor
k
proprietário
Josi
Maria Dias
da
Costa,
rua
Nova
n.
’
3
E, para
onde
deve
ser
dirigida
Ioda
a
correspondência
franca
de
porte.=
As assi-
gnaturas
são
pagas
adiantadas
;
assim
como
as
correspondên
cias
de Interesse
particular.
Folha avulso
10 rs.
PUISI^ICA-S JE
ÁS
TERÇAS,
QUINTAS
E
SABBADOS.
P
reços
:
Braga,
anno
1^600
rs.=Seniestre
850rs.=Proum-
cias,
anno
2&000
rs
e
sendo
duas
3&600
rs.
—
Semestre 1&05Ó
rs.=Brazif,
anno
3$600
rs.=Semestre
1&900
rs.
moeda
forte,
ou 8$000
reis
e
4&500
reis
moeda fraca.—
Ànnuncios
por
linha
20
rs.,
repetição
10rs.
Para os
assignantes
20 d
’
abatimento.
Bi«aHUMMfiiHnanítGMKaBaHBMM»aHraBraeraufKcaKBBMEiBMB»Maniarasiiaiaj(fitea4aMii22&Z2iiEYSíSã
BaeA&A
—
©ITÍflT
4-FEIB.4 8 »E
JIAIKEISIO
Não
cessa
a maçonaria
pernambucana
de
perseguir
os
catholicos.
Uma
nova
provocação
acaba de
ter
logar
contra
um crescido
numero
de
ar
tistas,
que foi ao
paço
felicitar
o
seu
egregio
prelado,
o
heroico
bispo
de
Olinda.
Vencida
pela
constância
heroica
do
ínclito
confessor
da
fé,
a
seita
maldita,
como
a
fera que
se
sente ferida
em
seu
covil,
contorce-se
de
raiva
ao
ver
que
a
fé
triunfa.
Não
nos
causa
estranheza
o
facto.
Prova
elle,
que a
maçonaria
n
’aquella
formosa
província
das terras
de
Santa
Cruz,
está
nos
seus
paroxismos.
São
os
últimos
arrancos
das
suas
có
leras
moribundas.
O
que
porém lamentamos
do fundo
d
’
alma,
é
que
o
nome
portuguez
ande
associado
a
taes
preversidades.
Portuguezes
degenerados
são
por
certo
esses,
que,
esquecendo
as
glorias
de
sua
patria
e
olvidando
as
crenças,
que
nobi
litaram
seus
maiores,
vão
em
terras
es
tranhas
denegrir
o nosso
credito.
Como
catholicos
e
como
portuguezes
que
somos,
d
’aqui
protestamos
bem alto
contra
a
perversidade,
em
que
se
diz
to
maram
parte
alguns
de
nossos
compa
triotas.
Temos
por
vezes
lamentado o
odio
de
que
se
tem
tornado
objecto
o
nome
por
tuguez
n
’aquellas
paragens.
Mas
lamentamos
ainda
mais
que
sejam
os
proprios
portuguezes,
alli
residentes,
os
que
mais
estejam
motivando
esse
odio,
de
que
já
por
vezes
tem
sido viclimas.
Quem
aucloiisa
esses
renegados
a in
sultar
as
crenças
de
um
povo
inteiro?
Não,
não
se
diga,
que
nas
veias des
ses
desgraçados
corre
sangue
portuguez.
O
império
do
Brazil
sabe
muito
bem,
que
só
a
Portugal
deve a
felicidade
de
ser
catholico.
Foi
á
sombra
das
Quinas
que
aquelle
vasto
território
conquistou
a
verdadeira
civilisação,
que
é
filha
do
Evangelho.
Foi
o
verbo
inspirado
dos
nossos
mis
sionários,
que arrancou
das
trevas
da
barbarie
aquelles
povos,
por
tantos
sécu
los
privados
da
verdadeira
luz.
Se
hoje,
pois,
alguns
portuguezes des
naturados
pensam
em manchar
na
histo
ria
esta
pagina
de feitos
gloriosos
para
os
nossos
antepassados,
que
saiba
o
Bra
zil
inteiro,
que
quatro milhões de catho
licos
portuguezes
condemnam
solemne-
inenle
e
reprovam,
possuídos
da
mais
viva
indignação,
os
actos
de selvageria
maçónica,
praticados
por
alguns
miserá
veis,
que se
dizem seus
compatriotas.
Não,
o
paiz
que
vos
viu
nascer
não
vos acompanha
em
vossas
impiedades,
miseráveis.
Sois
atheus?
sois
materialistas?
in-
commoda-vos
o
aroma
da
santidade
ou
os
esplendores
da virtude?
Pois
sède-o
embora,
mas
não
preten-
daes
cobrir-vos
com
a
bandeira portugue-
za,
que não
é
valhacouto
de assassinos.
Temos
a
certeza
de
que
nem
todos
os
portuguezes,
residentes
n
’aquella
provín
cia
participam
de
sentimentos
tão baixos.
Hão
de
por
lá
haver
muitos compa
triotas
nossos
que
por
certo
hão
de
par
ticipar
da nossa indignação.
Pois
bem;
que
esses
bons
portuguezes
nos
mantenham
o credito,
que
meia
dú
zia
de
renegados
tenta
manchar-nos.
Que
o
Brazil
possa
avaliar
por
elles
quanto
Portugal
detesta
os
maus
actos
dos
desnaturados
filhos
que
o
envergo
nham.
—
--- -----------------------------------
S3. João
.VIaria Pereira dAmaral
e
Pimentel,
por mercê de KSetiei
e
«ia Santa Sé Apostólica, H»s-
po
d’Angra do Heroimuo, e iiSias
dos Açoreis, do ConnelEso »s
e Sni»
Mwgeatasle,
Cossuuendodor
da
Urdetu
de Ciiristo, etc.
A lodos os
nossos
amados Diocesanos
—
os
Dons
do
Divino
Espirito.
Tempus
plangendi... a
lem-
pus
loquendi.
São
chegados
os
tempos
de
deplorar
e
de fallar.
(Eccle.
III,
4
e
7J.
Tempos
são
estes,
caros
Irmãos
e
Fi
lhos
no
Senhor,
que Nos não
surprehen-
dem,
porque
estavão
predictos
pelo
Apos
tolo
das
gentes
n
’
estas
claras
palavras
(1,:
(1)
2,a
Tim. IV,
3
e
4.
Virão
tempos
em que
os
homens
não
sof-
frerão
a
verdadeira
doutrina,
mas
acer
car-se
hão
de
mestres,
que
lhes
fatiem
se
gundo
os seus
desejos, satisfazendo
o
gos
to
de
ouvirem
doutrinas
novas;
e
affaslan-
do
os
ouvidos
da
verdade,
se
entreterão
com
fabulas.
Eisaqui
o que
se
está
passando
des
graçadamente
entre
nós.
Não
podendo
espíritos desvairados
pelo
prurido
de
ve
lhas
doutrinas,
apresentadas
como
novas,
supportar
a
força
da
verdade
da
nossa
santa
Religião,
que
condemna
seus
des
varios
e
loucuras,
revoltão-se
audazmente
contra
essa
Religião
Divina
e
seus
Minis
tros,
com
uma
raiva
correspondente
á
fal
ta
de
razões
que, teem
para
sustentar
seus
inqualificáveis
erros;
mostrando
um
odio
tal
á
Religião
Catholica, e
a
seus
Minis
tros,
que
admira
poder
alimentar-se
em
corações
educados
nos
princípios
dà mes
ma
santa
Religião,
de
que não
teem rece
bido
senão
graças
e
carinho.
Não
pode
isto
deixar
de
cobrir
Nosso
coração
de
lucto,
não
tanto
por
Nós,
mas
por
esses espíritos desvairados que,
sem
o
saberem, se
tornarão
ministros
do
ho
mem
inimigo,
e
se
collocão
em
grande
risco
de
lhe
caírem
nas
garras;
assim
co
mo
também
pelo
grande
escandalo que
causão,
e
perigo
de
arrastarem
atraz
de
si
outros
espíritos
superficiaes, enlevados
pela
paixão
de
gozarem
sem
peias
de
todos
os
prazeres
do
Mundo.
Em
quanto
a
Nós levantamos
as mãos
ao
Ceo, repelindo
as
seguintes
palavras
do
nosso
adoravel
Bedempotor
(2):
«Se
o
«Mundo
vos
odeia,
sabei
que
primeiro
me
«odeiou
a
mim.
Se
vós
fosseis
do
Mundo,
«amaria
elle
o que lhe
pertencia;
mas
por-
«que
lhe
não
pertenceis,
pois
eu
vos
«escolhi
do
meio do
Mundo,
é
por isso
«que
vos
dedica
odio.
Lembrai-vos das
«palavras
que
vos
disse:
O
servo
não
pode
«ser
superior a
seu
Senhor:
Se me
per-
«seguiram,
também
vos
perseguirão
a
vós.
«Tudo isto
porém
vos
farão
por minha
«causa,
porque
náo
querem
reconhecer
«Aquelle
que
me
enviou».
Palavras
con
soladoras,
que
fazião com
que
os
Apos
toles;
(3) «saindo
da
presença
de
seus
jui-
«zes
com
as
carnes
dilaceradas
á
força
<d
’açoutes,
exultassem
cheios
de alegria,
(2)
Joa.
XV,
18
a
21.
(3)
Act.
V,
41.
«por
terem sido
dignos
de
soffrer
affron-
«tas
pelo
nome
de
JESUS»; e
que
in
spiraram
valór
a muitos
milhões
de
Mar-
tyres,
para
darem corajosamente
a
vida
no
meio dos
mais
horríveis
tormentos
por
tão
santa
como
sublime
causa!
Se
pois os
insultos
e
injurias
propa
ladas
se
dirigissem
unicamente
á
nossa
pessoa,
Nós
as
supportariamos
com
a
re
signação
e
paciência
que
as
Divinas
palavras
inspirão;
mas
desgraçadamente
não
pára
aqui
a
maldade
humana;
—
vo-
mitão-se
as
mais
insolentes
injurias,
af-
firmão-se as
mais falsas calumnias
contra
a
Egreja
Catholica e
seus
Ministros,
ne-
gão-se
seus
Dogmas
blasfema-se
de
seus
santos
Sacramentos,
e
até
somos
intima
do
para
entregar
o
Báculo
pastoral,
pon
do-o
ao
serviço
dos
inimigos
da
Religião,
«porque
o
cajado
de
pastor
não
deve
ser-
«
vir para
bandeira
de
guerra
d
’tim
parti-
«do,
nem
o
manto
prelalicio
se
deve
pres-
«tar a
propagandas contra
AS
CRENÇAS
«D
’
UM
POVO,
QUE TEM
A TOLER
a
N-
«CI
a
DE
OS
CONSERVAR
N
a
S
ALTU-
«RAS
DO
PODER», como
se
diz
ifuin
opúsculo,
que
com
grande
admiração
e
dór
acabamos
de
lèr !
Em
vista
d
’
estas
notáveis
expressões
poderá
suppor-se
que
o Autor
Nos
quer
convencer
de que
com eíTeito
lhe
não
en
treguemos o
báculo,
porque
é
o
mesmo
Autor que
levanta
a
bandeira
de
guerra,
e
que
pretende
fazer
propaganda
contra
AS
CRENÇAS
D
’
UM
POVO
!
Mas
não
é
assim;
no
seu
entender:
A
Egreja
Calho-
lica
é
que
é
um
partido,
que
levanta
bandeira
de
guerra;
e elle
é
o
povo
qde
TEM
ATOLERANCIx
DE
CONSERVAR
O
BISPO
NAS
ALTURAS
DO
PODER!
!!
Isto parece impossível
que
se
escreva...
Mas
desgraçadamente
chegaram
tempos
em
que se
tem
invertido
o nome
ás
cou
sas,
dando-se-lhes
o
contrario
do
que
lhes
pertence,
pois
estava
profetisado
(4)
que
—
«apparecerào entre
vós
mestres
metili-
«rosos,
que
introduzirão
seitas
de
perdi-
«ção,
e
negarão aquelle
Senhor
que
os
«remio.»
E
já
o
profeta Isaias
(5)
tinha
escripto;
«Ficou
a
terra
inficionada
pelos
«seus
habitantes,
porque
não
fizérão
caso
«das
leis,
mudaram
os
princípios
de
direito,
«e
romperam
a
alliança
que devia
sempre
«guardar-se».
(4)
l.
a
Petr.
II, 1. (3)
Is.
XXIV,
5.
7
FOLHETIM
DiL
J.
M.
DE
MACEDO.
O
B0K
MOMO
ROMANCE
BRAZILEIRO
VOLUME
II
I
III
Cândido.
Cândido
passou
a
mão
pela
fronte
e
proseguin
:
—
Da
fresta
d
’
aquella
janella
vi
uma
mulher de
quem
eu não
podia
ser
filho,
e
que
eu
amei
tanto quanto
amava e
amo
a
imagem
de
minha
mãe
I...
—
Que
importa?...
—
Que
importa
?!!
pois
não é
um sa
crilégio
igualar
o
sentimento
da
terra
com
um sentimento que
foi
digno
de Deus?!!
oh
!...
pois não
é
uina
ingratidão
inquali
ficável
amar
uma
mulher
a
quem
nada
«levemos,
que
muitas
vezes
nos
não paga
o
nosso
amor,
que
outras
vezes
é
mesmo
indigna
de
ser
amada,
e
amal-a
tanto
quanto
amamos
aquella que
padeceu
por
nós
horríveis
trances,
aquella
cujo san
gue
é
o
nosso
sangue?!
E’
sacrilégio, se
nhora,
e é
ingratidão.
Eu
fui
sacrílego
e
ingrato!
—
Cândido!...
—
Esqueci
tudo
por uma
creança
de
dezeseis
annos, que ao
romper
de
uma
aurora
descubri
por
entre
as
flores
d
’
a-
quelle
jardim: o momento
que
bastou
pa
ra
vèl-a,
começou
a
pesar
em
meu
cora
ção
tanto
quanto
até então
tinha
pesado
minha
mãe.
Esqueci
minha
pobreza,
não
me
lembrei
que
ahi
por
esse mundo um
pobre
é
um
ente
á
parte,
que não
deve
comer
á
meza com
os
ricos,
que
não de
ve
amar
a
quem
tem
mais
do
que
elle
..
esqueci tudo... de
minha inãe
comecei
a
lembrar-me
rnenos;
no
altar
de minha
al
ma
colloquei
duas
santas...
e
quando
ora
va, já
não
orava
só
por
minha
mãe!...
fiz
mais
:
deixei
o
silencio
de
meu
quar
to,
fui
tomar
parle
nas
festas
de
gente
que
não
era
pobre
como
eu
;
riam
se
tal
vez
de mim
mil vezes
em
cada
noite
I,
eu
diverti-os; canlei,
*
para
que
me
toleras
sem
alli...
curvei-me... abaixei-me...
e
nem
assim
me
toleraram.
—Cândido
!...
—A
culpa
foi também
vossa,
exclamou
Cândido;
quem
vos
inspirou
o
fatal
pen
samento
de
ir
patentear
o estado
do
meu
coração
áquelia
creança?...
porque
viestes
tirar
d
’
aqui
os
versos
que
eu
escrevia
em
minha
loucura?.,
oh!,
eis
aqui
a
vossa
e
minha
obra
!..
sabeis
como
elles
me
tractaram?..
não
sabeis?.,
tiveram
pieda
de
de mim:
despediram-me,
e
não
me
mandaram
correr
pelos
escravos:
oh!
fo
ram
piedosos!
respeitaram
a
linha
com
que,
em
seus
trados
e
modos,
distinguem
um
pobre
de
um cão!...
—
Cândido!.,,
é
possível
o
que
eslaes
dizendo
?...
—
Pensaes
que
eu me
lastimo?.,
con
tinuou
o
mancebo;
pois
já
não
confessei
que
era
um
castigo
? julgaes
que
me
res
ta
algum
ressentimento?.,
não:
é
um
re
morso
o
que
me
resta
1
—
Oh
!
não
é
isso,
exclamou
Irias
;
não
é
isso
o
que
te
quero
perguntar:
o
que
eu
desejo
é
saber
se
tu
zombas,
se
estás
em
ti,
se
não
inventas?...
O
mancebo
riu-se
com
um
rir
ter
rível.
—
Elles
despediram-te?...
—
Como
a
um
pobre
se despede.
—
Elles?...
ella?!!
—Porque
vos
admiraes?...
—
Ella
te
ama.
Cândido
tornou
a
rir-se
mais
terrivel
mente
ainda
do
que
ha
pouco.
—
Ella
te
aina
!
repetiu
com
assento
de
profunda
convicção
a
velha
Irias.
—
Não!
bradou
o
moço;
não,
e
não!
se
é
uma
consolação
que pretendeis
der
ramar
na
ininba
alma,
minha
alma
re-
geita
uma
consolação
em
que
não
póde
acreditar.
—
E
’
uma
verdade,
o que
eu digo...
uma
verdade
que
o
futuro
te
ha de
de
monstrar
—
Então
vós
vos
enganaes,
senhora
;
estaes
ainda
menos
adiantada
que
eu no
conhecimento
d
’este
mundo,
onde
tendes
vivido
tres
vezes
mais
do
que
o
desgra
çado
que
adoplastes.
A
velha
fez
com
a
cabeça
um
movi
mento
de
impaciência,
e
ia
fallar.
— O que é,
continuou
Cândido
sem
que
rer
ouvir Irias,
o
que
é,
que
vos
prova
o
amor
d
’
essa
moça?...
o
que?.,
não
orde
nar
que
me lançassem
fóra
de
sua
casa
no
momento
mesmo
em
que tivestes
a
imprudência
de
lhe
declarar o meu
amo
?..
soffrer
que
eu
para
ella
algumas
vezes
olhasse,
e
algumas
vezes lambem
ter
olha
do
para
mim?.,
engano
e
illusão.
senho
ra!...
ess^a
mulher
é
como as
outras:
a
mulher
se
apraz
de
merecer
o
amor,
a
admiração
da
creança,
do
moto,
e
do
ve
lho,
lodos
elles
incensam
o
amor
p.o-
prio,
a
vaidade
mesmo,
que
é
a
corda
Imais
vibrante
do coração
da
mulher
Com
effeito,
só
espiritos
desvairados
pela
má
leitura,
o
corações
pervertidos
por
doutrinas
impias,
poderão
ideiar
o
pla
no
da
obra
mencionada.
Da
leitura
da
qual
rapida,
quanto
foi
possível,
porque
Nos
pungia
o
coração
como
amargo ab-
siutho,
vimos
o seguinte:
I
Ideia
da
obra.
Uma rancorosa
invectiva
contra
a
Egre
ja
Catholicà,
seus
Ministros
e
doutrina,
em
que
se manifesta
um
odio
implacável,
que
admira poder entrar
n
’
um
coração,
que protesta
amar
á
liberdade,
e portan
to
a
tolerância,
e
o
respeito
pelas
convic
ções
alheias.
Os
Ministros
da
Religião
Catholica,
desde
o
primeiro
até
ao
ultimo
gráo
da
jerarchia
ecclesiastica,
são ahi
appellidados
a
cada
passo,
nem
se
lhes
dá
outro
nome,
de:
—
«reaccionarios, sectários
do
Vaticano,
«levitas
da utopia, lobos
das sacristias,
«novos
Attilas,
víboras,
roupetas
de
Ju-
«das,
carrascos,
espíritos
em
trevas,
abu-
«tres
de
palavra
maldita,
archanjos
do
«mal,
isto
é
—
demonios,
internacional
ne-
«gra,
etc.,
etc.,
etc».
O
Venerando
Che
fe
da
Egreja
Catholica,
estando,
como
to
dos
sabem,
privado
do
seu reino
tempo
ral,
é
ahi
appellidado
por
ironia
papa
rei,
como
os
algozes
de
JESUS
o
saudavão
no
meio
dos
maiores insultos—
rei
dos Ju
deus.
O
dogma Catholico
é
negado
e
insul
tado
atrozmcnte
n’
esse
escripto,
pois
que
ahi
se
lê:
«o
que
n
’
ella condemnamos
«(na
Filosofia
escliolastica)
é
a
especula-
«ção despótica,
que
encerra
o
sabor
de
«theologia
papista,
que
n
’
ella
se
contém».
Chama-se
á
mesma
Egreja
partido
vatica-
nista
Negão-se
andazmente
os
direitos
do
primado Pontifício;
blasfema-se
contra
os
Santos,
reconhecidos
como
taes
pela
Egre
ja,
dizendo-se
que
eollocaram
Judas
sobre
os
seus altares;
diz-se
que
o
mysticismo
é
inútil,
e
o
ascetismo
improfícuo,
dis
puta-se
á
Egreja,
mestra
da
verdade,
o
direito
que
tem
de
a
prégár;
o
Sacramen
to
da
Penitencia
é
appeíidado
—
arma
sa-
tanica
do
confessionário;
chama
se
ideia
reaccionana
o
podêr
que
a
Egreja
tem
de
ligar
e desligar.
.'Fuma
palavra,
o
Autor
renega
inleiramenle
da
Egreja
Catholica,
dizendo
expressamente
que
—
o
seu
Deus
náo
é
nosso
Deus.
Seguem-se
a
estes
princípios
as
mais
atrozes
calumnias á
mesma
Egreja,
como
são:
o
dizer-se
que
ella
pretende
escravi
zar
a
humanidade,
guerrear
a
intelligen-
cia,
governar
despoticamente
nas
trevas,
com
o
seu
sceptro
de ferro,
tentar
des-
thronar o
homem
para
o fazer
escravo,
«envolver
a
familia
e
a
ideia
nas
dobras
«traiçoeiras
do
manto
de
trevas,
que se
«desenrola
do
alto
Vaticano»;
profanar
o
santo
nome
de
Deus;
prostituir
a
doutri
na
de
Christo,
negando
até
que
seus
se
ctários
sejam
christãos;
escravisar
a
mu
lher;
«erguer
o
Paulheon
de
seus
crimes
«sobre
as
ruinas
do
templo
sacrosanto
da
«familia»;
consagrar-se
á
destruição
dos
djreitos
sociaes
etc.,
etc.
A moral
Christã
é
lambem
ahi
posta
de
parte:
Não
se
reconhece
já
o
Decálo
go,
nem
lei
alguma
moral. A
consciência
é
apresentada como
«juiz
sempre
justo....
«bússola
infallivel.
que não
aponta
um
«norte
falso,...
livre
em
todas
as suas
«manifestações,
a
quem
a sociedade
inteira
«deve
respeito
inviolável»
!
Eis o
codigo
moral
da
nova
lei.
Tam
bém
contém
apenas
dois
preceitos
car-
deaes,
como
a
antiga;
mas
em
logar
de
serem;
amor
de
Deus
e
do
proximo,
são:
seguir
cada
um
os
dictames
da
sua
con
sciência,
e
ninguém
a
isto
se
poderá
op-
pôr;
ou
mais
breve;
consciência
livre;
e
mais
claro
ainda;
fazer
cada
um o
que
quizer,
sem
que
ninguém
lhe
possa
pôr
embaraço
!
O
systema
parece
não
ser
atheu, por
que
se
reconhece
no opusculo
a
divinda
de de
nosso
Senhor
Jesus
Christo,
mas
assemelha-se
a
uma
divindade mythologi-
ca,
porquanto
se
diz,
que
Gultemberg
è
qua,si
tão grande
e
sublime
como
Chris
to!!!
A
Virgem
Santíssima
é
reconhe
cida
como
mãe
de
Deus,
mas
tratada
com
tal
confiança
e sem
ceremonia
que
é
ahi
appellidada
Maria
do
Calvario,
como qual
quer
Maria
a
mais despresivel
!...
(Continua)
GAZETILHA
Centenária
«le Gabriel Pereira
de
CaHtrw.—
Teve
hdnlem
logar,
em
casa
do
decano
dos
jornalistas
bracaren-
ses,
José
Maria Dias
da
Cosia, uma
reu
nião
litteraria
com
o
fim
de
se
procurar
descobrir
a
c>sa natalícia
de
Gabriel
Pe
reira
de
Castro,
nascido
em 7 de
feve
reiro
de
'1571,
ornamento
litterario
dos
mais illustres desta
cidade
de
Braga, afim
de
se
erigir
uma
lapide
commemorativa
desta
circuinslancia.
Motivou
a
esta
reunião
o
convite que
para
isso
fizera
o
professor
do Lyceu,
Pereira-Caldas,
ao
director
da
«Borboleta»,
Dias
Freitas.
Em
virtude
desta
reunião,
em
que
tomára
a
iniciativa
a
redacção
da
mesma
«Borboleta»,
accordou-se
em
nomear
uma
commissão
pela
fórma e
maneira
seguinte:
Presidente,—o
professor
Pereira-Cal
das.
Vice-presidente,—
-o
bibliophilo
Fernan
do
Castiço
1.
°
secretario,—o
director
da «Bor
boleta»,
Dias
Freitas.
2. °
secretario,
—
o
decano
dos
corres
pondentes
jornalísticos
bracarenses,
An
tonio
Maria
da
Fonseca.
Vogaes
—Antonio José
Pereira
de
Ma
galhães
Júnior,
Alfredo
Campos, Cunha
Vianna, João
Luiz
Correia Júnior,
José
Maria
Dias
da
Gosta,
Dr.
João
Ignacio
do
Patrocínio
da
Costa.
Contrabando.
—
No dia
31
do
mez
passado
e
no
1
0
do
corrente
foram
apre-
hendidas
a
umas
mulheres
de Seixas
244
camisolas d
’
algodão,
2
1|2 metros
de
baeta
vermelha,
6
saiotes
de baeta
vermelha
estampada,
8
chalés,
7
lenços
de
abafar,
e
um
córte
de
montagnac
de i
‘
n
,47.
IVotieiM«
theatraes.—
Diz
um col-
lega do Porto
que
a
companhia
franceza,
que
tem
funccionado
no
theatro
de
S.
João
d’
aquella
cidade,
tenciona
vir
dar
quatro
recitas
no
theatro
de
S.
Geraldo.
Wbíto.—
Falleceu
ha
dias
em
Guima
rães
o
pae
do
nosso
illuslrado
collega
da
«Religião
e
Patria»,
o
snr.
João
Pinto
de
Queiroz,
a
quem
enviamos
cordeaes
pezames.
ítelação
de
todos
os ex.mos stars.
que
se
dignaram
subscrever
com
suas
es-
mollas
no
anno
proximo
passado
para
subsidiar
com
a
quantia
de
I2$OOO
reis
por
mez a
quatro
snr.as
sexaginarias
que
por
occasião
da
extincção
do
convento
da
Penha
foram caritativamente recolhi
das no
convento
dos
Remedios,
onde
ac-
tualmente
se
acham:
Os ex.
mos
snrs
Arcebispo
Primaz 57$600
Deão
da
Sé
Primaz
6«5OOO
Visconde
de
Margaride
9$000
Conego
Vieira
de
Sá
6$000
Conego
Figueiredo
6$000
Visconde
de Pindella
6$t)00
Conde
de
Berliandos
6s$0(X)
Fernando Castiço
6^000
Manoel
Joaquim
Palhares
6$00()
Padre
Manoel Alves
de
Castro
6$000
Francisco
Antonio
Garcia
6$000
Joaquim
Maciel
Rodrigues
Valle
6$')00
Domingos
José
Ferreira
Braga
4$500
Fernandes
Pereira
4^300
Felix
da
Rocha
4$000
Malhias
Dias
da Fonseca
3$600
Commendador
Fulgencio
2$2o0
Domingos
José
Vieira Machado
2$000
Uma
senhora
anónima
1$000
Som
ma
148030
Registamos
com prazer
tão
nobres
actos;
bem
haja quem os
pratica.
Pouco
valem
para
eiles
nossos
encarecimentos,
porque
é no proprio
valor
que
assenta
o
seu
verdadeiro
mérito.
Que
as
bênçãos
do
céo
desçam
sobre
esses
generosos
corações,
que
tão
bem
sabem
comprehender
a
excellencia
e gran
deza
da
altíssima
virtude
da
caridade.
Em
nome
das
virtuosas
senhoras,
agradecemos
muito
cordealmente
a
lodos
os
cavalheiros subscrintores
a
sua
gene
rosa
protecção,
e
pedimos
que
continuem
a
ter
sempre
abertos
os
thesouros
do
seu
coração para
valerem
ao
abandono,
e
en
xugarem
as
lagrimas
á
indigência
virtuosa
e
tão
merecedora
de
simpathia,
como
di
gna
de
respeito.
Negociou eeelesinsticoB.—
O
«Dia-
rio
do Governo»,
publica
o
seguinte:
Mandando
abrir
concurso
por praso
de
30
dias e por
provas
publicas,
para
o
provimento
da
egreja
parochial
de
S. João
Baptista
de
Pelariga,
do
concelho
de
Pom
bal,
bispado
de
Coimbra.
E
os
seguintes
despachos:
O
presbytero
Joaqu'm
José
da Veiga
apresentado
na
egreja
parochial
de S. Se
bastião
de
Colmeal,
diocese
de
Coimbra
O
presbytero
José Gonçalves
Barreiros
—
apresentado
na
egreja
parochial
de Nos
sa
Senhora
da
Pm
iticação
de
Penna
Ver
de,
diocese
de
Vizeu.
O
presbytero
Ricardo
José
dos
Santos
—
apresendo
na
egreja
parochial
do
Divino
Espirito
Santo
de
Valle
de
Cavallos,
dio
cese
de
Lisboa.
O
presbytero
Luciano
Joaquim
de
Mo
raes
—apresentado
na
egreja parochial
d
Santo
Antão
de
Villarinho de
Agrochão
diocese
de
Bragança.
O presbytero
Augusto
Cesar
da
Cunha
Menezes,
apresentado
na
egreja
parochial
de
S.
João
Baptista
de
Folhada,
do
con
celho
de
Marco
de
Canavezes,
diocese
do
Porto.
Declarado
sem
effeito
o
decreto de
23
de
Novembro
do
anno
proximo
passodo,
que
apresentará na egreja
parochial
de
S. Paio
de
Anciães, do
concelho
de
Ama-
rante,
arcebispo
de
Braga,
o
presbytero
Antonio
Augusto
Pinheiro.
tPan-te
—
O
«Diário
do
Go
verno»
n.°
26,
de
3
de
fevereiro
publica
o
seguinte:
Aviso de
que
se
acha
aberto
concur
so
para provimento
das
seguintes
egrejas
parochiaes:
S.
Bento
da Aldêa do
Cortiço,
conce
lho de Extremoz;
S.
Vicente
de Pigeiro,
concelho
e
diocese
de
Evora;
S.
Pedro
de
Anciães,
concelho
d
’
Amarante e
Salvador
de Fervença,
concelho
de
Celonco
da
Beira,
diocese
de
Braga:
N.
S.
das
Ne
ves
de Pousa-flores, concelho
de
Figueiró
dos
Vinhos
e
N.
S.
da
Assumpção
de
Vil
la
Nova
do
Casal,
concelho
de
Gouvèa,
diocese
de
Coimbra;
N.
S.
da
Ajuda
em
Lisboa,
concelho
de
Belem.
—Decreto
declarando
que
o
porto
de
Joló
fica
aberto,
com
absoluta
franquia
de
direitos,
ao
commercio
estrangeiro
de
importação
e
exportação,
com excepção
unicamente
de
armas,
munições e
petre
chos
de
guerra,
e
todas
as
mercadorias
cujo
trafego a
legislação
vigente
prohibe
por
contrarias
á
moral
ou
á
higyene
pu
blica.
Temporaea.
—
Reina
um
forte
tem
poral
no
canal
da
Mancha.
Houve
muitos
desastres
marítimos.
Os
vapores
correios
não
passam
o
estreito.
Estão
interrompi
das
as
communicações
com
Inglaterra.
No
Blankerberque
perderam
-se varias
lanchas
de
pescadores.
—
Nas
costas
da
Constga
a
tempesta
de tem
sido
também
horrível.
Perderam-
se
alguns
navios,
e
um
vapor
da
linha
de
Marselha.
Boa nova
pari
*
auriS&s.
—
Acha-se
em
Madrid Mr.
Franck,
de
Pa
riz,
inventor
d
’
um
instrumento
acústico,
imperceptivel,
approvado
pelo
corpo
me
dico
de Pariz
e
honrado
com
uma
me
dalha
de
prata
outhorgada
em
1867.
Este
instrumento
excede
em
eílicacia
a
tudo
que
se
inventou
até
hoje
para
allino
da
surdez.
Adapla-se
á
orelha
e
obra
tão
po-
derosamenle
no
ouvido,
que
o orgão
mais
rebelde
volta
em
breve
ás
suas
funcções
ordinárias.
D’este
modo
as
pessoas
gozam
do
prazer
da
conversação,
e
até
os
zum
bidos
que
se
sentem
ordinariamente
desap-
parecem
de
todo.
soeieâivle
iuiportHnle.—
Na
Phi-
ladelphia
fundou-se
uma
sociedade
inter
nacional
de
Delações
scienlíficas
e lillera-
rias,
que
tem
por
fim
estabelecer
trocas
mutuas
dos
trabalhos
litteraios
e
scien-
lilicos
publicados
e
que
se
publiquem
em
todas
as
nações
cujos
idiomas
sejam
o
hespanhol
ou
o
portuguez Constituem-
n
’
a
os
representantes
da
Bolivia,
Chile,
amae-me!
admirae-me
!
diz
ella;
porém
pagar
esse
sentimento
que
querem
inspi
rar
com outro sentimento igual
é
mui
diverso
do
que
isso:
quem confunde
amor
com
vaidade
dirá
também,
como
vós
di
zeis,
que
eu
fui
amado pela
neta
de
Ana-
cleto.
—
Então esse amor
entra
porventura
na
ordem
dos
impossíveis,
...
—
Dos
impossíveis
absolutos
não;
po
rém
no
pé
em
que
se acha
a
sociedade,
entra
na ordem
dos
impossíveis
amo
res.
—Como?...'meu
querido
Cândido,
que
le
falta
para
ser
amado?...
-Falta-me
aquillo que
é hoje
no
mun
do
a
primeira
das
virtudes
;
a
virtude
que
encanta
homens
e
mulheres,
que
nos
abre
a
porta
dos
empregos
e
das
honras,
que
nos
abre
corações
ao
amor... falta-me
a
virtude
a
quem
se
está
rendendo
um
culto
idolatra,
—
falia-me
a
riqueza.
-
—
Oh!...
—
Pois
então?...
aquella
mulher
não
tem
olhos
para
vêr
que
eu sou
pobre,
e
vendo-o,
não
tem
inlelligencia
para
com-
prebender
que
amar
um pobre
é
uma
loucura?...
ella
fez
o
que
devia.
—
Desvairas...
—Não;
estou
calino;
faiio
com
a
Crie
z.a
<la
razão
:
a
mulher
é
vaedosa
sempre,
quer ser amada,
admirada
par
sua
bei-
leza
e
por
seus
vestidos
;
quer
para
seu
marido
um homem em
alta
posição
pa
ra
elevar-se
ella
também,
quer
estar
de
alto,
coberta
de
sedas
e de
brilhantes,
deslumbrando
os
homens,
e
sendo
inveja
da
pelas
outras
mulheres:
no camento
isto
é
tudo,
e o
amor
é
quasi
nada:
e
a
mu
lher, que
isto
consegue
lá
vae...
incen
sada...
feliz...
deslumbradora...
invejada...
ainda
que
seu
marido
seja
um ente
abje-
clo
e
estúpido;
que
abjecto
!..
que
estú
pido
!..
não
ha
abjecção,
nem
estupidez
onde
ha
riqueza
:
os
altos
funccionarios,
que
nunca
estão
em
casa
para
receber
o
artista
de
mento,
o velho
soldado,
e
o
honrado servidor
do
paiz,
o
estão
sempre
para
ir
ajudar
a descer
da
carruagem
o
millionario
analfabeto.
Que
queríeis
que
fizesse
a
mulher?., esqueceu a
missão
do
céo;
ornou-se
com
os
prejuízos
e
as dou
radas
vilezas
da
terra...
embora...
o
mun
do
bate
palmas!...
—
Isso
não é
falso;
mas
é
exagerado,
respondeu
tristemente
a
velha
Irias.
—
Oh
!
não...
é
a
própria
verdade,
e
mal
pintada
ainda;
pergnntae
a
todos
os
que
soffrem,
perguntae
a
vós
mesma: a
sociedade
não
tem
pejo!.,
hoje despreza
um
moço
humilde, sem
educação,
que
vive
em
miséria,
e
que
para
viver
se su-
geila
a
trabalhar
como um
escravo,
e que
por
isso
mesmo é
indignamente
ridicula-
risado
;
b
‘
em...
amanhã
esse
moço,
que
comprehendeu
a
época
em que
nasceu,
enxergou... descubriu
um
meio
que
lhe
offerece
immensos...
incalculáveis lucros;
mas
esse
meio
sim
é
que
é deshonesto. .
é que
desdoura,
é que rebaixa
o
homem
diante
da moral
e
da
própria
consciên
cia...
que
importa?...
o
moço
approvei-
tou-o...
foi
feliz:
e
depois
d
’amanhã.
se
nhora,
quando
o
moço
sae
no
seu
bello
carro,
os
grandes
da terra,
os
nobres,
os
ministros
e
todos emlim
o
saúdam
res
peitosos,
e
vão
depois
festejal-o...
cur
var-se
diante d
’
elle!...
isto
é
mentira
ou
verdade
?...
A
velha
guardou
silencio.
—
N»o
se
zomba
senão
do pobre; não
se
ridicularisa
senão
a
elle:
dizei, por
que
é
que
sois
o
alvo
de
uma
zombaria
despresivel?...
porque
foi
que
vos
lança
ram
uma
alcunha
insultuosa?.,
porque
é
que
quando passaes,
a gente
que
vos
vè
se
sorri, e
vos
maltrata,
lançando
sobre
vós
um
epilhelo
affrontoso
?...
—
Porque
eu
sou uma
triste
mulher
velha;
respondeu
Irias.
—
Não,
senhora
;
é sómente porque
vós
sois
uma
triste
mulher
pobre.
—
Embora...
embora:
isso
porém
não
■
me
tira
do meu
pensar:
a
Bella
Orfã
te!
ama.
I
—
Pois
bem,
íicae-vos
com o vosso
pen
sar.
—E eu
hei
de
provar-te
que
tu
te
enganas
com
ella;
e
serás
tu
o
primeiro
que
me virás confessar a
injustiça
que
lhe
estás fazendo.
—
Será dillicil.
—
Frequenta
com
mais
assiduidade
o
Ceo-côr-de-rosa.
Cândido,
que jl se
achava mais soce-
gado,
tornou-se
de
novo
rubro
de
despei
to
e vergonha.
—
Eu
não
irei lá
mais
nunca!...
ex
clamou.
—Mais
nunca?...
—E
se
lá
tornasse
merecia
que me
lançassem
longe
da
porta
como
um
cão.
—
Cândido
!...
— Eu
não
irei
lá
mais
nunca!., re
peliu
com
vehemencia
o
mancebo.
E
estava
cumprindo
á
risca
o
seu
pro-
posito
;
dous
serões
haviam
já
tido
logar
depois
da
noite
dos
annos de
Celiua e
Cândido
tinha
faltado
a
ambos.
No
começo
di
noite,
que
se
seguiu
á
do
segundo
serão,
achava-se
Cândido
des
cansando
no
sotão
do Purgatorio-triguei-
ro,
quando
a
velha escrava
de Irias
lhe
annunciou
o
snr.
Anacleto.
(Cout
:ua)
Confederação
Argentina,
Paraguay,
Perú,
Uruguay,
México,
Portugal,
S.
Domingos,
Venezuela,
Costa-Rica,
Guatemala,
Hop-
duras,
Nicaragua,
S.
Salvador,
Brazil,
Co-
lomhia
e
Hespanha.
Sinistro
maritimo. —
Refere
O
«Jornal da
Manha»:
No
sahhado
pelas
2 horas da
tarde,
dcu-se
um lamentável
sinistro
em
Malho-
zinhos.
Vindo
a
aproximar-se
á praia
um
barco
de
pesca
do
arraes
José Pereira,
uma volta
de
mar
virou
o cahindo
á
agua
os
dois
tripulantes,
um
d
’
elles
de
nome
Francis
co
e
o
outro,
um
seu
irmão,
de 12
an
nos
de nome
José. Accudindo-lhe
um ou
tro
barco
tripulado
por
6
homens e per
tencente ao
arraes
Francisco
Sampaio,
conseguiu
apenas
salvar
um
dos
tripulan
tes
perecendo o rapaz.
Anedocii».
—
Nas
províncias
do
anti
go
reino
de
Nápoles,
ha
um
costume que
os
nossos
leitores
talvez
ignorem,
diz
a
«Palavra».
Alli,
nas
povoações
fieis
e avi-
das
de
vivas
impressões,
zelosos
préga-
dores
levantam
um
púlpito
nas
praças
pu
blicas
e
prégam
a
palavra
divina
á
multi
dão que
os
rodeia.
Um
dia,
um
missionorio
chega
a
uma
d’ess;>s praças,
onde
se achava
reunido
muito
povo;
sóbe
sobre
um
simples
banco
de
madeira
e
grita
em alta
voz
—
Venho
prégar
n’
esta
terra,
porque
vós
todos
sois
ladrões.
—
Não,
não,
senhor
padre,
nós
todos
somos
homens
de
bem.
—
Entretanto,
lodos
me
dizem que
sois
ladrões.
—
Sim...
Não...
Não...
Sim...
grita-se
na
multidão.
O
facto
é
que
todos
acercavam
o
pré-
gador.
Este,
elevando
ainda
mais
a
voz,
exclama:
—Pois
bem
!
todos
áquelles
que
não
são
ladrões
levantem
a
mão.
Todas
as
mãos
se
levantaram.
—
O
’
grande
S.
Paulo,
continuou
o
prégador,
vós
cuja espada é
o
terror
dos
mãos
e
dos
perversos, vinde
a este
lugar,
onde
ha
tantos
homens
de
bem,
vinde
contemplar
este
bello
espectaculo.
Mas,
se
algum
d
’
aquelles
que
me
ouvem
procura
enganar-me,
se
ha
aqui
uma
só
mão
de
ladrão,
levantada,
que
a
vossa
valente
es
pada
a
córle
immediatamenle
!
Todas
as
mãos
se
abaixaram.
Desde
esse
tempo,
lodos
as
vezes que
um
homem
suspeito
aílirma
sua
honesti
dade,
pergunta-se-lhe
se
levantaria
a
mão
ante
a
espada
de
S.
Paulo.
Ninguém
recuará
diante
de
uma tão
terrível
pro
va.
Conversão.—
Segundo
diz
a
«Cruz»
de
Nova
Goa,
lendo
sido
convertida
em
Cochim
uma mulher
gentia
devidamente
instruída nas
verdades da Religião
Calho-
lica, foi
baptisada
junto
com uma
sua
fi
lha
de
I
mez:
o
que
é devido
aos esfor
ços
e
zelo
do
missionário
C.
F.
Fernan-
des:
poz
se
lhe
o
nome
do
Maria
Bulliard.
O
seu
marido,
que
é
indo-protestante,
de
balde
empregou
todos os
esforços
para
leval-a
á
sua
seita.
Grnnde incêndio.—
Em San
Este-
ban
de
Valueras
(Hespanha)
declarou-se
no
dia
26
um
voraz incêndio
que
destruiu
42
casas,
sem
que
podessem
salvar
se
os
celleiros
de seus
moradores.
ninhelri) de S,
iPedro.—
A
Sllb-
scripção
aberta
na
Bélgica para
o
Dinhei
ro
de S.
Pedro,
que
se
ha-de
otferecer
a
Sua
Santidade
por
occasião
do
seu
ju
bileu episcopal,
sobe
já
a
100:000
li
ras.
E»«»rtu<jUezes
falleeidos.—
No
Rio
de
Janeiro falleceram
os
seguintes:
Em
8
de
Janeiro,
Anna
Cruzeiro
de
Seixas
Barhoza,
42
annos;
Maria
José
de
Andrade,
78;
Antonio
Joaquim
Ferreira,
62.
Em
9,
Antonio
Ferreira d’
Almeida
Soares.
58
annos;
Joaquim
Luiz
dos
San
tos,
33; João
Rahello
de
Mello, 46;
Fran
cisca
Emilia
da
Silva
Oliveira,
40;
Francisco
Pinto
Saneolo,
53.
Em
10,
Domingos
Ferreira,
42
annos;
Gertrudes
Rosa
da Conceição,
29;
João
Pedro Gonçalves,
25;
Marcellino
de Frei
tas,
30;
Josephina
Rosa
Moreira,
40.
Em
11,
Joaquim
Teixeira
de
Miranda,
42
annos; Joaquim
José
Pereira,
21;
José
de
Jesus
Ferreira, 44;
Francisca
Candida
Goulart,
75.
Em
12,
Adrião
Alves
dos
Santos
Leite,
47;
annos;
José
Vieira,
35; José
d
’
Almeida
Marcos,
40;
Bernarda
Rosa
de Jesus,
22;
Manoel
Carvalho, 22;
José
Pereira,
27.
Em
13,
Vicente
José
Moreira,
69
an
nos; Francisco
de
Medeiros,
58;
Francisco
José
Ramos,
45.
Em
14, Manoel
Antonio
Loureiro, 52
annos.
Recebedoria»
de cosssarea.—
Fo
ram
transferidos:
Para
a
recebedoria
de
Vieira o
snr.
José
Joaquim
de
Almeida;
e
para
a
de
Povoa
de
Lanhoso
o
snr.
Augusto
Er
nesto
de Miranda
e
Oliveira
Descoberta
ínteremunte.—
M.
Lu-
dovic Lalanne,
bibliothecario
do
Instituto,
em
Paris,
descobriu
o
manuscripto
iné
dito
do
«Journal
de
voiage
du
Carvalier
Bernin
eu
France» redigido
por
M.
de
Chautelon,
amigo
de
Pottósin.
Este
ma
nuscripto,
perdido
desde o
17.®
século,
não
era conhecido senão
pela
citação que
d
’elle
faz
Charles
Perrault
nas
suas
Me
mórias,
quando
muito
recentemente
M.
Lalanne
o
descobriu
n
’
um
lote
de manus-
criptos
não
inventariados.
O
erudito bi-
bliografo
começou
a
sua
publicação
no
l.
° de
fevereiro
da
«Gazetle
des
Beatix
Arts».
ihmo
no
mvMU
Resumo
do
Activo
e
Passivo
em 31
de
Janeiro
de
1877.
Aetivo
Caixa:
existência em
metal. 166:4205968
Agencias no
paiz:
Saldo
de
vedor
em
metal.
.
.
.
111.6475031
Arca
dos
Órfãos
....
27:263^434
Papeis
de
credito.
. .
.
64:9285163
Acções
de
c.
própria
.
.
64:8005000
Hypothecas
de
raiz
.
.
.
124:2785985
Empréstimo
sobre
penhores
.
6:2935
460
Letras
descontadas .
.
.
479:5705099
Letras a
receber
....
6:4435283
Letras
em liquidação.
.
.
56:6295949
Leiras
falsas...
1:8505000
Contas
em
liquidação.
.
.
72:2(165181
Saques
e
remessas
de
n.
c. 121:7345775
Saques
e
remessas
das
agen
cias ...................................
22:4415458
Agencias
no
estrangeiro.
.
45;3335290
Contas
correntes
garantidas
.
731:6535701
Outras
contas
correntes.
.
.
44:885-5376
Generos
recebidos
por
c.
de
penhores............................
12:8995395
Edifício
do Banco. .
.
.
27:9055707
2.189:2835255
K
*
assivo
Capital
..............................
Fundo
de
reserva.
.
.
Reserva
para
decima.
.
Notas
em
circulação.
.
.
Depositantes
á
ordem.
Duos em conta
corrente.
Depositos a
praso-
Dividendos a
pagar .
.
Credores
diversos
.
.
.
Agencias
no
estrangeiro
.
.
Agencias
no
paiz
. .
Saques
e
remessas
de
n.
c
Saques
e
remessas
das
agencias
:
....
Cofre dos
Órfãos
.
.
.
Deposito
publico
.
.
.
Lucros
suspensos
.
.
.
Ganhos
e
perdas
.
.
.
600:0005000
155
000500o
4.0995717
6755000
11
6655475
90:0815366
984:3775406
7:9575160
115 0235000
72:2725071
19:3645214
10:9085935
51:1135400
27:2635134
26:1715445
6:0495218
7:2635394
2.189:2855255
Braga,
Banco do
Minho
5
de Fevereiro
de
18’7.
OS
GERENTES.
Francisco
Casimiro
da
Cruz
Teixeira.
Manoel
Luiz
ferreira
Braga.
ASRâSECIMÊHKS
«xHUtómàâsà
-
isUá
si
João
José
da
'Silva
Braga,
serve-se
d
’
esle
meio
para
consignar
0
seu
agra
decimento
a
todos
os
seus
amigos
que
lhe
prestaram
serviços
por
occasião
do
falle
cimento
de
sua
unica
e
jámais
esquecida
filhinha
Julia
;
bem
como
ás
pessoas
que
a
acompanharam
ao
cemiterio. Pede
des
culpa
de
se
nào
desempenhar
d
’
este
dolo
roso
dever,
pessoalmente,
em
rasão
do
seu
incommodo
de
saude.
D.
Maria
José
da
Natividade
Falcão
d
’
Azevedo
Velho
da
Fonseca,
e
seu
ma
rido
Antonio Pinto
de
Menlanha
Arrisca
do, summamente
penhorados
para
com
todas
as
exm.as
snr.
as
e
cavalheiros
que
os
cumprimentaram
e
tomaram
parte
no
sentimento
profundo
que
soífreram
com
o
fallecimento
de
seu
sempre
querido
e
chorado tio
o
extn.°
snr.
conde
d
’
Azeve-
do,
veem
por
este meio
protestar
a
lodos
o
mais
acendrado
reconhecimento,
e
pedem
desculpa
de
não
o fazerem
pessoalmente
(79)
.
*
OHATOKK)
Vende-se
um
oratorio
em
fórma
de
ca-
pella,
representando
um
passo
com
o
res-
pectivo
figurado,
e
a Imagem
do
Senhor
dos
Passos.
Para
tratar,
;
na rua
Nova
de
Sousa,
n.®
20,
casa
de
moveis.
(91)
A
junta dos repartidores do con
celho
de Braga etc.
Fazem
saber, que
as
matrizes
das
con
tribuições
industrial
e
de
rendas
de
casas
e
sumpluaria
relativas
ao
anno
de 1876
hão
de
estar
patentes
por
espaço
de
10
dias, para
quem
as
quizer
examinar
e con
tra
ellas
reclamar
0
que tiverem
a
bem
de
sua
justiça
;
porisso,
os
contribuintes
poderão,
dentro
do mesmo prazo:
1.
°—
Solicitar
do
regedor
de freguezia
as
notas
impressas
que
ao
mesmo
foram
remeltidas,
das quaes
constam
os
factos
sobre
que
tem
de
recair
a
contribuição
industrial,
as
collectas da
de
rendas
de
casas
e
sumpluaria de cada
contribuinte
collectado,
e
os
fundamentos
sobre
que
podem
versar
as
reclamações
dos
mesmos;
e
bem
assim
os
dias
em
que
hão
de
ser
resolvidas
pelas
juntas
as
ditas
reclama
ções,
e
0
prazo em
que
d
’
estas
decizões
podem interpor recurso para
o
Conselho
de Districto;
2.
°—
Examinar
as
ditas
matrizes
na
re
partição
de
fazenda
d
’
este
concelho
du
rante
aquelle
prazo
de
dez
dias,
que
hão
de
correr
de
12
a
21
do
corrente
das 9
horas
da manhã
até
ás
3
da
tarde;
3.
"
—Apresentar
dentro do
mesmo
pra
zo
as
reclamações
que
a
lei
lhe
faculta,
ou
ao
regelor
de
parochia
ou
na
reparti
ção de fazenda
do
dito
concelho.
As
reclamações
devem
ser individuaes,
feitas
em
papel
sellado,
e
sellados
todos
os
documentos
com
que
forem
instruídas.
Outro s>m
se
faz
saber
aos
contribuin
tes
collectados
na
contribuição
industrial
por
officios,
artes,
profissões
ou
industrias
exercidas
em
terras
de
6.a
ordem
(aldeias)
cujas taxas
estão
sujeitas
a
repartição,
que
0
escrivão
de
fazenda
deste
concelho os
convida
desde
já
por
este
meio, a
reuni-
rem-se
nos
paços
da
camara
do
mesmo
concelho
no dia
10
de
março
futuro
ás
10
horas da
manhã,
para
ahi
se
consti-
tuiiem
em
grémio,
e
procederem
á
par
tilha
dos
contingentes
que
lhe
forem
desi
gnados
e
constarem
das
listas,
que
n’es-
se
aclo
lhe hão
de
ser
entregues
pelo
di
to
escrivão.
Os
que
forem
menos
de
7
em
cada
classe e
ordem
de terra
compare
cerão
no
mesmo
dia
para
ahi
resolverem,
na
presença
do
dito
escrivão,
0
que ti
verem
por
conveniente.
Os
grémios
da
ci
dade
ha
de
0
mesmo
escrivão
annuncial-os
para
outros
dias.
E
para
que
chegue
ao
conhecimento
de
lodos
se
passou
0
presente
e
outros
para
serem
aííixados
nos
logares
do cos
tume.
Braga
3
de
fevereiro
de
1877.
O
presidente
das
juntas,
(90)
José
Joaquim
d'Araújo
Corrêa.
Festejos
do
l.°
de Dezembro de
1876
Receita
geral
1875805
Despezas
com os festejos
d
’
egreja
e
externos
1525805
Esmolas
a
estudantes
necessitados
355000
1875805
Em casa
do
thesoureiro
da
commissão,
0
rev.°
Manuel
Joaquim
da
Costa
Villela,
rua
de
Infias
n.°
126,
estão
patentes
pe
lo
prazo
de
15
dias a
contar
da
data
d
’
es-
te,
os
documentos, para
quem
quizer
ve
rificar
a
receita
e despezas mencionadas.
Braga
7
de fevereiro
de
1877.
(93)
Éditos de
30
dias
Pelo
juiso
de
direito
da
comarca
de
Braga e
carlorio
do
l.°
oíTicio, do
escri
vão
Freitas,
correm
éditos
de
30
dias,
a
contar
da
data
d
’
este
annuncio, chaman
do e
citando
todos
os
credores incertos,
e
legatários
desconhecidos
e
domiciliados
fóra
d
’esta
comarca,
para
virem,
dentro
do
dito
praso,
deduzir
e
adegar
o que
ti
verem,
nos auctos d’inventario
entre
me
nores,
a
que se
procede
por fallecimento
de
D.
Francisca
Julia
Perestrello
Mari
nho
Pereira,
solteira,
maior,
moradora
que
foi
na
rua
de
S.
Geraldo,
d
esta
cidade,
e
em
que
é
invenlariante
Jacinlho
de
Ma
galhães
Barros
d
’
Araujo
Queiroz, prop
ie-
tario,
da
mesma
rua
e
cidade.
Braga 1
de
fevereiro
de
1877.
O procurador,
(88)
João
Ferreira
Torres.
OBJECTO
D’
OUBÕ~
Quem
achasse
um
brinco
d
’ouro
e
0
queira
restituir, pode
entregal-o
no
escri
ptorio
d
’
este
jornal,
e
receberá
alviçaras.
(92)
Banco Commercial, A/ricota e
industrial
de Vilia Heal
Sociedade
anoísyasia de retiponua-
biiiilode ItmiUda,
A
gerencia
annuncia
que
no
dia
1.®
do
proximo
fevereiro
começa
o
pagamen
to
do
dividendo
do
2.®
semestre
de
1876,
na
importância
de
15650
rs.
por acção.
Em
Vilia Real,
na
sede
do
Banco.
No
Porto,
Braga e
Vianna
em casados
respectivos
agentes.
Vilia
Real, 28
de
janeiro
de
1877.
Os Gerentes,
Joaquim
José
d'Oliveira
Guimarães
(77)
Agostinho
José
da
Costa.
MISSA
DE
REQUIEM
A
Direcção
do
Asylo d
’
infancia
desvali
da
de
D.
Pedro V, para
suíTragar
a
alma
do
seu
chorado
Presidente,
0
Exm.°
e
Revm.®
Snr.
D. José
Joaquim (1’
Azevedo
e
Moura,
Arcebispo
Primaz da
Braga,
resolveu man
dar
celebrar
uma
missa
de
requiem,
que
terá
logar
na
egreja
do
convento
da
Penha,
sabbado
10
do
corrente
ás
H
horas
da
manhã,
e
á
qual
assistirá
todo
0
pessoal
do
mesmo
asylo.
Braga,
Secretaria
do
Asylo,
4
fevereiro
de
1877.
O secretario,
(83)
P.
e
Luiz
Gomes
da
Silva.
BANCO
DE
PORTUGAL
Faz-se
publico
que
na
theso rario
do
Banco
do
Minho
está
aberto
o
pagamento
do
dividendo
do
Banco
de
Portugal
rela
tivo
ao
2.°
semestre
de
1876
na
rasão
de
4
®/0 ou
20
:
600
reis
por
titulo
de
5 acções.
Braga, 3
de
fevereiro
de 1877
Os
Gerentes
do
Banco
do
Minho
Francisco
Casimiro
da
Cruz
Teixeira
Manoel
Luiz Ferreira
Braga
(87}
MASCARAS
BARATAS
Ena
casa de João
Rajitisia Ribeira
Rua
Nova
de
Sousa,
n.®
56
BRAGA
Encontra-se
um
grande
sortimento de
mascaras
de
Iodas
as
qualidades, e
preços
muito
baratos,
bem
como
Dominós,
e
ou
tros
vestuários
proprios
do Carnaval.
(78)
DLMIEIBO
A JUDO
A
Meza
da
Irmandade de
S.
Vicente
da
cidade
de
Braga, faz
constar
que
tem
dinheiro
para
mutuar
a
juro
de
5
por
°|
o
livres,
sobre
hypothtca.
(4181)
Nos
baixos
do
Hotel
Real,
na
rua
de
S.
João
do
Souto,
vende-se
doce
fino
e
de
chá.
Satisfaz-se
com
promptidão
qualquer
enconmenda.
Preços
rasoaveis.
de
um
gosto
agradavel, adoptados
com
grande
exito
ha
mais
dc
20
annos
pelos
melhores
médicos
de
Paris;
curào os deflussos,
gripe,
tosse,
dores
de
garganta,
catarrho
pulmonar,
irritações
do
peito,
vias
urinarias
e
da bexiga.
Paris,
BLAYN,
Pharmacien
à
Paris,
7,
rue
du Marchó
Saint-Honoré.
Preços
540
«
B10
reis.
Pasta
260
reis.
Em
Lisboa
:
Barreto,
e
em
todas
Pharmacias.
etc.
AVISO
IMPORTANTE
Para
os
engenheiros,
pharroaceulicog,
médicos, dentistas,
professores
e
outras
pessoas
que desejarem
obter
o
diploma
de
doutor
ou
de
bacharel
de uma
universida-
de
estrangeira.
Dirigir
carta
registada
a
Medicus,
13,
praça
do
Rei,
Jersey.
(In
glaterra.)
(31
-H-)
ALUGA-SE
N
’
um
dos
locaes
mais
pitorescos
e
sandaveis
d
’
esta
cidade,
acha-se
para
alugar
uma
casa
até
ao
pro
ximo
S.
Miguel
;
e
bem
assim, se
vende
por
preço
mui
commodo
a
mobília
e
piano
existente
na
mesma e
completamenle
nova,
para melhores
esclarecimentos
queiram-se
dirigir
á
Praça
do
Barão
de
S.
Martinho,
casa
Almeida
&
Pereira.
(24)
COLLEGIO
INGLEZ
DO
Sagrado
Coração de Maria
Virgem
Immaculada
D.
Margarida
Heunessy, desejando an-
nuir
aos
pedidos que
as
famílias
e
clero
mais
dedicados
á
causa
de
uma
verdadei
ra
e
completa
educação,
tanto
de
Braga
como
das
localidades
adjacentes,
ha
cin
co
annos
se
leem
dignado
fazer-lhe, resol
veu
abrir
uma
casa de
educação
para
meninas
internas,
semi internas
e
exter
nas
sob
a
direcção
de
sua
irmã
Miss.
The-
resa Heunessy,
tendo obtido
para
levantar
o
seu
estabelecimento,
a
bella
casa
da
rua
de
S.
Miguel-o-Anjo,
onde
morou
o
ex.
mo
snr.
Juiz
de
Direito, o
qual
principiará
a
luncciunar
no dia
2
de
Fevereiro.
Para
esclarecimentos
podem
derigir-se
a
Braga
a
snr.a
D.
Maria
Brigida
Bersane
Perry,
Campo
da
Feira,
ao
Rev.°
João
Re-
bello
Cardozo
de
Menezes,
ao
Bev.°João
Pe
dro
Ferreira
Airoza,
e
a
José
Maria
Dias
da
Costa,
Rua
Nova.
(17)
DECLARAÇÃO
INJECTION BROU
Hygienlea
InWlivel
ypreservativa; absolutamente
tc
a
unicaque cura sem
lhe
juntar mais nada. Vendo-S4
se
nas
principaes pharmacias do mundo. Exigir a
|
instrucçio
do uso. (30 afios de
exiío.)Ptris, casa do.
inr"B^Magenta,
{58.
Llíbo», $'BarretoLoreto 28 e30. -I-
;RUA
DA ESPERANÇA N.° 224, LISBOA
director
geral
J.
L.
Carreira
de
Mello
director
gerente
J.
Baplista
Ferreira
Este
collegio, que
tantos
créditos
tem
merecido
e
conservado,
conlinúa
com
incessantes
melhoramentos na
sua
administração
económica
e
escolar.
O
edifício,
que
é proprio,
foi convento,
e
não
tem
na
capital
outro
igual
appli-
cado
ao
ensino
particulaV. Na
sua
restauração e nova
applicação
temos
gasto
avul
tadas
som
mas.
A
regencia
dos
estudos
está
a
cargo
d
’um
professor
allemão,
auctorisado pe
lo
bom
serviço
nos collegios
estrangeiros.
Os
professores
hão
de
estar
sempre
na
altura
do
credito
do
estabelecimento,
sérios,
instruídos
e dedicados.
Não só
os
preparatórios
para
os
estudos
superiores
mas
um
curso
completo
de
commercio
e
linguas tem
os alumnos
n
’este
estabelecimento.
O
ensino
pratico
das
sciencias naturaes, é
auxiliado
com
gabinete
de
physica
e
chimica,
muito
desenvolvidos,
e
com
excellente
museu
de
historia natural.
As
aulas
de
geographia,
mathemalicas
e
desenho
devidamente
montadas.
A
gymnaslica
completa.
E
íialmente,
o
collegio
possue
todos
os
estabelecimentos
parciaes
auxiliares
do
ensino
que
deve
fazer
parte
integrante
d
’um
estabelecimento
d
’
esta
ordem.
Os
alumnos
tem
quarto
separado.
Os
Estatutos
indicam
todo
o
seu
desenvolvimento.
(32
*
)
O
Director
proprietário,
Joaquim
Lopes
Carreira
de
Mello.
ESTACELECIMENTO
DE LOTERIAS
AFIANÇADA
NO GOVERNO
CIVIL DO PORTO
DE
112,
RUA
DAS
FLORES
114,-PORTO
N
’este
estabelecimento
salisfaz-se
com
pontualidade
todas e
quaesquer
encom-
mendas
que
sejam
feitas,
de
bilhetes
ou
fracções
para
quaesquer
loterias,
vindo
acompanhadas do
respectivo
importe
em valles
ou
estampilhas
do
correio.
Remette-se
tio íim
das
extracções
as
respecttvas
listas
dos
prémios;
e
fornece-se
fazenda
para
revender
nas
províncias,
proporcionando-se
vantajosas
commissões.
Além
dos
bilhetes
inteiros,
meios,
quartos,
oitavos
e
décimos, ha
um
variadís
simo
sortido
de vigésimos,
quadragésimos,
cautelas
de
1$200,
600
500,
300,
250,
130,
100
e
40
réis;
e
bem
assim
:
dezenas
de
cautelas
de
400,
l$000,
3$00i>.
6$000
e
12$000;
e
collecções
especiaes
de 5<>
numeros
diíferenies,
de
2$000,
5$000,
15-3000
e
303000
rs.
Aceeitum-se
desde
já
eneoniiueniUs
paca a Grande JLoteria que
na
fôrma dos mais
amios
deve extrair-se
no
proximo
futuro mez de
Drzrnibríi e cujo
capital
<l<a préstitos
que
»e sJiMtrihuem é de
dois
mil
cento e
dois qutitoN e
quatro
cento»
mil
réis!!!
(4277)
COMPANHIA
LLOYD
NO
K
D
DEL
TS(
TI
E
11
DE
BREMEN
LLOYD
HOHENZOLLERN
de
3100
ton.
SALIER.
.
. .de 3100
ton.
HABSBURG .
.de
3100
ton.
HOHENSTAUFEN
de3ÍOOton.
Carreira mensal
1NJECÇÃ0 HIGIÉNICA
BALSAHICO
PStOFíIÍTATSCí)
Esta
injecção
é
a unica e
eflicaz
que
cura
em
seis
ou
oito
dias
toda
a
qualida
de
de
purgações tanto
antigas
como
mo
dernas,
ainda as
mais rebeldes.
Vende-se
em Braga na pharmacia
Alvim,
á
Porta
Nova.
Em
Coimbra,
pharmacia
Barata
Di-
niz,
rua
de
S.
Barthoíomeu.
Deposito principal
no
Porto
na
phar
macia
Madureira,
rua
do
Triunfo
n
0
142,
proximo
ao
Palacio
de
Crystal.
Preço
de
cada
frasco
—
400
rs. (4449)
ARTE
DE TACHYGRAPHIA
O
conhecimento
d
’
esta
arie, quasi
des
conhecida
entre
nós,
é
de
tal
importân
cia,
que não
ha
indivíduo,
qualquer
que
seja
a sua
profissão,
que
não
tenho
sen
tido
uma
vez
e
sua
falta,
e
a
necessida
de
de
a
saber.
O
auclor
pondo
de
parte
considera
ções
theoricas,
que
alongariam
o
compen
dio
em
prejuízo da clareza
necessária,
tra
tou
de
consubstanciar
de maneira
clara
e
concisa
todos
os
preceitos
da
arie
e
con
stituir
assim
um
methodo
facil
e
breve
pelo
qual
com
mediana
applicação
qual
quer
indivíduo
em
muito pouco
tempo
es
teja
apto
para
escrever
tão depressa
co
mo
se
falia.
O
compendio
apresenta
treze
estampas
que
teem
por
íim
elucidar o
texto
e
guiar
o
principiante
ajudando-o
a
traçar conve-
nientemenle as lettias
e signaes
tachygra-
phicos.
Vende-se
em
Braga, rua Nova,
n.
v
3,
e
no
Porto:
preço
300
rs.
ESCGLA
âMEKICAMA
Consnltorio
a
toda
a
hora,
tanto
de
dia
como
de
noite
Rua
do
Campo
(antiga
Porta
de S. Francisco)
n.°
22.
(43)
ATTENÇÀO
No
Sanctuario
do Bom
Jesus
do
Monte
mutua-se
dinheiro
ao
Juro
de 5
°/
0
mediante
boa
hypolheca e
fiadores.
(81)
Venda
de casa
Vende-se
a casa
da
rua
do
An-
jBjgL
j°
n
-°
H
J
Para
tractar
na mes-
mai
desde
o
meio
dia
até ás
2
horas
da
tarde.
(64)
Joanna
Adelaide
Marques
e
sua
irmã
Thereza
Adelina
Marques
proprietárias
do
Hotel
dos
Dous
Amigos, declaram
que
d
’hoje
em
deante
não
pagam
conta
al
guma
que
lhes
seja apresentada,
sem
que
esteja
auclorisada
por
escripto
assignado
por
ellas.
Para
as
despezas
ordinárias
teem
li
vros
por
ellas
assignados,
com
o
nome
do
negociante
a
quem
são
destinados
;
estes livros
serão
mandados
aos
negocian
tes
quando
mandarem buscar
quaesquer
generos que
não
sejam
comprados
a
prom-
pto pagamento,
n
’elles
será
lançada a
importância
da
divida, e
só
por
elles
sa
tisfarão
as
suas
contas.
Braga 7
de Fevereiro
de
1877.
Joanna
Adelaide
Marques
(94J
Thereza
Adelina
Marques.
Para
Pernambuco,
Bahia,
Rio
de
Janeiro, Monlevideu
e
Buenos-Ayres
Os
paquetes
que
a Companhia
está
empregando na carreira
do
Brazil
são todos
de
grande lotação,
tendo
legares
para
170
passageiros
de
primeira
classe
e
750
de
terceira.
São
<te
grande
veloeitiade,
e
o
serviço
faz-se
com
toda
a
regularidade,
pelo
que
tem
uma
boa
e
bem
merecida
reputação.
Os
preços
das
passagens
são
muito
rasoaveis,
como
se
póde
verificar
pela
tabel-
la
que
se acha
patente
nas agencias.
Sendo
as passagens
pagas nó Porto ou raas sub-ageneiag da pro-
vincia,
o
transporte do passageiro a Lisboa pelo raminho de ferro
è
por eonta da Companhia,
Estes
paquetes
são
notáveis
pelos seus
modernos
aperfeiçoamentos
e
explendidas
accommodaçôes
para
passageiros
de
todas as
classes.
Aos
passageiros
de
terceira
classe
é
fornecido
grátis
pela
Companhia,
cama,
cobertor,
uteucilios de
mesa,
e
além
de
ser
a
comida
á
portugueza
teem
vinho
duas
vezes
por
dia.
Os
creados
e cosinheiros
são
portuguezes.
A
bordo
de
cada
paquete
ha
um
medico
que
é obrigado
a
prestar
seus
serviços
gratuilamenie
aos
snrs.
passageiros,
assim
como
são
fornecidos lodos
os
medicamen
tos
necessários. Quaesquer
i
.formações
ou
bilhetes
de
passagens
podem
obter-se
dos
agentes
K
ivhvb
«S
j
C.a,
rua
de
S.
Francisco n.°
4,
Porte—
e
em
Braga
Ricardo Ma-
Iheiro Dias,
no
largo
do
Barão
de
S.
Martinbo
n.°
27.
(4486)
PRADO
D’URJÂES
Quem
pretender
tomar
d
’arrendamen-
to o
prado
d
’
Urjães,
pertencente
á
casa
de
Sinde,
e
que
consta
de
lavradio,
vi-
donho,
e
arvores
de
fructo,
póde dirigir-
se
n
’esta
cidade
á
rua
de
S.
Geraldo,
n.°
17.
(44)
MUITA ATTENÇÂO
Deposito de
biscoitos de Valongo
1
—
LARGO
DA
LAPA —
1
Estes
biscoitos
são
muito
recommenda-
veis
tanto pela
qualidade
das
farinhas,
per
feição
porque
são
feitas,
como
pelo
seu
baixo
preço
em
relação
a qualidades.
Preços
porque
são
vendidos
:
Biscoito
valonguense, kilogramma
280
Tosta
doce
>
280
Biscoito
macarrão
>
280
Bolacha
doce
»
280
Biscoito
Brazileiro
>
300
Dito
imperial
»
330
Bolachinha
de
araruta
»
340
Tosta
azeda
»
190
(63)
Parte de Comércio do Minho (O)
